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DISSERTAODIOTTOFINAL

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									            MÁRIO ANTONIO DIOTTO




AVALIAÇÃO DA REAÇÃO TECIDUAL À MEMBRANA
   ALLUMINA®: UM ESTUDO HISTOLÓGICO E
   MORFOMÉTRICO NA CALVÁRIA DE RATOS



                      Dissertação apresentada ao Centro de
                      Pós-Graduação / CPO São Leopoldo
                      Mandic para obtenção do grau de Mestre
                      em Implantodontia.

                      Área de concentração: Implantodontia




                 CAMPINAS
                   2007
            MÁRIO ANTONIO DIOTTO




AVALIAÇÃO DA REAÇÃO TECIDUAL À MEMBRANA
   ALLUMINA®: UM ESTUDO HISTOLÓGICO E
   MORFOMÉTRICO NA CALVÁRIA DE RATOS



                      Dissertação apresentada ao Centro de
                      Pós-Graduação / CPO São Leopoldo
                      Mandic para obtenção do grau de Mestre
                      em Implantodontia.

                      Área de concentração: Implantodontia

                      Orientador: Prof. Dr. Thomaz Wassall.




                 CAMPINAS
                   2007
FOLHA DE APROVAÇÃO
                   Dedico este Trabalho,



À minha filha

Carolina, meu

maior estímulo;




                           À minha esposa e companheira

                                  Christianne, pelo amor,

                         cumplicidade, dedicação, apoio e

                                           compreensão;




Aos meus pais Armando e

Maria José, pelo incentivo e

exemplo de vida.
                                  AGRADEÇO

            A Deus, por ter iluminado meu caminho e na sua infinita bondade


permitiu a realização de mais um ideal de profissão e de vida.


            Ao Prof. Dr.Thomaz Wassall, mestre e amigo que me conduziu

pelos caminhos da ciência, para a realização deste trabalho.

            Ao Prof. José Eduardo Diotto, pela ajuda incondicional nos

conhecimentos da histologia.

            Ao Prof. Gustavo Henrique da Silva, pelo despreendimento e

colaboração nos momentos de dificuldades impostas viabilizando a etapa de

finalização deste trabalho.

            Ao Prof.Dr. Mauro Cruz, que prontamente nos atendeu, fornecendo

o material base de nossa pesquisa.

            Ao Prof.Dr. Ernani Tadeu de Souza, companheiro e amigo de

trabalho.

            Ao Dr. José Sérgio Poubel e Dr. Stephan Poubel, que me deram

suporte nas minhas ausências do Centro Odontológico de Barbacena.

            À Tatiana Ricci, pela dedicação, profissionalismo e competência.

            Ao Dr.Luiz Costa Neto; Dr.Luiz Marcos de Andrade; Dra Dalva

Mazzoni; Dra Ângela Chartune T. Amaral; Dra Margarete Celina Junqueira;

Dr.Héder Lúcio M. Vieira; Dr.Willian Martins de Carvalho, colegas do grupo de

estudos em Implantodontia, por acreditarem no meu trabalho.

            Aos meus colegas de curso pela amizade, companheirismo e

convivência na troca de experiências profissionais.
“A mente que se abre a uma
nova idéia jamais voltará ao
seu tamanho original”.
            (Albert Einstein)
                                 SUMÁRIO

LISTA DE ILUSTRAÇÕES                                                 7

LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS                             8

RESUMO                                                               9

1. INTRODUÇÃO                                                       10

2. REVISÃO DA LITERATURA                                            13

3. PROPOSIÇÃO                           ERROR! BOOKMARK NOT DEFINED.23

4. MATERIAL E MÉTODO                                                24

  4.1 Aprovação do Comitê de Ética na Experimentação Animal         24
  4.2 Revisão das buscas bibliográficas                             24

  4.3 Procedimento anestésico dos animais                           25
  4.4 Protocolo cirúrgico                                           27
  4.5 Eutanásia                                                     31
  4.6 Protocolos de preparações histológicas                        31
  4.6.1 Técnica de coloração pela Hematoxilina e Eosina (HE)        31
  4.6.2 Técnica de coloração Tricrômico de Masson                   31
  4.7 Análise                                                       32

5. RESULTADOS                                                       33
  5.1 Análise Histológica                                           33
  5.2 Análise Morfométrica                                          34
  5.3 Análise Estatística                                           34

6. DISCUSSÃO                                                        37

7. CONCLUSÃO                                                        43

ABSTRACT                                                            44

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS                                          45
                                                                                                                       7




                                     LISTA DE ILUSTRAÇÕES



FIGURA 1 – Pesagem do animal em balança eletrônica .......................................... 26
FIGURA 2 – Anestésico administrado no pré-operatório .......................................... 26
FIGURA 3 – Aplicação do anestésico Ketamina + Xylazina; injetados via
      intramuscular no membro posterior do animal ................................................... 27
FIGURA 4 – Tricotomia ............................................................................................. 28
FIGURA 5 – Anti-sepsia com PVPI ........................................................................... 28
FIGURA 6 – Incisão .................................................................................................. 28
FIGURA 7 – Descolamento do tecido ....................................................................... 28
FIGURA 8 – Visualização dos parietais .................................................................... 28
FIGURA 9 – Defeito ósseo realizado com broca trefina ............................................ 28
FIGURA 10 – Remoção da cortical óssea nos defeitos lado controle e teste. .......... 29
FIGURA 11 – Visualização dos defeitos com preservação da medular óssea .......... 29
FIGURA 12 – Membrana Allumina®.. ....................................................................... 29
FIGURA 13 – Instalação da membrana Allumina®. .................................................. 30
FIGURA 14 – Sutura final .......................................................................................... 30
FIGURA 15 – Lâmina 01 – B com membrana Allumina® (1) e controle (2), ambas
      coradas com HE. ................................................................................................ 33
FIGURA 16 – Lâmina 06-E com membrana Allumina® (1) e controle (2), ambas
      coradas com Tricrômico de Masson................................................................... 33
FIGURA 17 - Lâmina 09-E com membrana Allumina® (1) e controle (2), ambas
      coradas com Tricrômico de Masson................................................................... 34
GRÁFICO 1 - Média da espessura óssea encontrada na lâmina 01-B referente à
      análise morfométrica. ......................................................................................... 35
GRÁFICO 2 - Média da espessura óssea encontrada na lâmina 06-E referente à
      análise morfométrica. ......................................................................................... 35
GRÁFICO 3 - Média da espessura óssea encontrada na lâmina 09-E referente à
      análise morfométrica. ......................................................................................... 36
GRÁFICO 4 – Média geral dos valores da espessura óssea de todas as lâminas
      referente à análise morfométrica ........................................................................ 30
                                                                                        8



           LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS



Al2O2           - Óxido de Alumínio

e-PTFE          - Politetrafluoretileno Expandido

HE              - Hematoxilina-Eosina

kg/cm²          - Quilograma por centímetro quadrado

mg/ml           - Miligramas por mililitros

PVPI            - Polivinilpirolidona- Iodo

ROG             - Regeneração Óssea Guiada

RTG             - Regeneração Tecidual Guiada

et. al          - (Lat. e outros)

in vivo         - (Lat. no ser vivo)

in vitro        - (Lat. no vidro – toda reação fora do organismo, em tubos, provetas)

®               - Marca Registrada

p               - Probabilidade de significância da amostra

rpm             - Rotações por minuto

g               - gramas ( unidade de peso)
                                                                                           9




                                        RESUMO



            O objetivo do presente estudo foi avaliar histológica e morfometricamente,
a reação tecidual à membrana aloplástica de óxido de alumínio (Allumina®). Para
analisar a membrana      Allumina® como barreira de exclusão celular em defeitos
criados cirurgicamente na calvária de ratos utilizando o princípio da regeneração
tecidual guiada, foram utilizados vinte ratos machos Wistar (Rattus norvegicus
albinus), com peso variando entre 300 a 400g. Os defeitos foram realizados nos
ossos parietais direito e esquerdo, sendo que um defeito foi coberto com membrana
de Allumina®, denominado teste, e o outro lado sem a membrana, denominado
controle. Após três semanas, os ratos foram induzidos ao óbito para análise
histológica e morfométrica dos defeitos ósseos. A neoformação óssea nos grupos
teste e controle foi avaliada em três regiões distintas de cada lâmina e medidas pelo
programa TPS Dig. Versão 1.4. Não foram observadas diferenças estatísticas dentro
dos parâmetros considerados. O teste para a análise estatística aplicado às
amostras foi o teste t pareado, apresentando p - valor de 0,1311, portanto, não
apresentou diferenças significativas. Na análise de microscopia de luz foram
observados eventos de reparação óssea normal, constatando-se que a membrana
Allumina®     proporcionou   condições      favoráveis   para    a     regeneração    óssea,
funcionando    como    barreira   de    forma oclusiva     e     não    causando     reações
imunofisiológicas de corpo estranho aos tecidos, mostrando sua biocompatibilidade.

Palavras-chave:     Regeneração        óssea.   Membrana        de   óxido   de    alumínio.
Biocompatibilidade.
                                                                                 10



                                1. INTRODUÇÃO



            Após a perda de dentes ocorre um processo natural de reabsorção do

processo alveolar. Estas perdas prematuras sejam por traumatismo, cárie, doenças

periodontais ou iatrogenia, levam a uma reabsorção progressiva do remanescente

alveolar de até 60% do seu volume nos primeiros dois e três anos, continuando por

até 25 anos, causando alterações severas na anatomia óssea alveolar, bem como

no perfil facial. Essa perda óssea pode impossibilitar a instalação de implantes,

devido à ausência de altura e ou espessura óssea suficiente para a estabilização do

implante.

            Com o intuito de solucionar este problema, várias pesquisas foram

realizadas com diferentes materiais para enxerto, autógenos ou não, com o intuito de

recuperar o osso perdido e tornar possível sua reabilitação. A quantidade suficiente

de osso disponível é um pré-requisito essencial para a longevidade da terapia de

implantes orais. Entretanto, a falta de volume ósseo, resulta muitas vezes na

exposição da superfície do implante, com conseqüente irritação dos tecidos moles

periimplantares, o que diminui a superfície óssea e aumenta a possibilidade de

falência deste implante.

            Na Odontologia é primordial a possibilidade de formação óssea na maxila

e na mandíbula durante o processo reconstrutivo. A regeneração tecidual guiada

(RTG) permite hoje, nesse aspecto, soluções inimagináveis há alguns anos.

            A regeneração óssea guiada (ROG) foi uma seqüência lógica e natural

dos princípios criados para a regeneração tecidual guiada (RTG).
                                                                                     11



          Estes princípios foram utilizados em pesquisas onde se tentava a

regeneração óssea para melhorar as condições para instalação de implantes,

solução de problemas estéticos e aumento de rebordos alveolares (DAHLIN et al.,

1989; BUSER et al., 1995; KOSTOPOULOS & KARRING, 2000).

          A técnica de RTG teve como princípio de seus trabalhos pioneiros o

isolamento anatômico de um determinado tecido para favorecer o crescimento de

outro. CAMPBELL & BASSETT, (1957), descreveram a aplicação clínica de barreiras

físicas, utilizando filtros laboratoriais (Millipore FILTER™) no tratamento cirúrgico de

lesões em nervos periféricos, isolando as extremidades lesadas e formando um túnel

para se evitar a formação de neuromas.

          Enxertos ósseos autógenos têm sido usados em um princípio regular,

desde a década de 1960, quando os conceitos cirúrgicos e fisiológicos foram

formulados (BOYNE, 1969).

          O princípio da ROG baseia-se na função desempenhada pelo periósteo

no organismo, ou melhor, isolar o tecido ósseo do tecido mole adjacente, criando

desta forma condições ideais para a formação óssea (MELCHER, 1969). O autor

estudou a capacidade osteogênica do periósteo em ratos adultos e observou que se

houvesse deslocamento ou fosse excisionado, perderia esta característica. Em 1971

foi realizado um estudo pelo mesmo autor em ratos jovens e verificado que o

deslocamento do periósteo não levava à perda da capacidade osteogênica, o que foi

explicado pela melhor atividade osteoblástica dos animais jovens. A partir deste

estudo vários autores pesquisaram a RTG e utilizaram membranas de diferentes

composições para promover uma formação tecidual cada vez mais previsível.

          Devido às diferenças de velocidade de divisão e diferenciação celulares

dos diferentes tecidos, o tecido conjuntivo frouxo e o tecido epitelial competem com
                                                                                    12



vantagem com o tecido ósseo ou outros, como o ligamento periodontal, por exemplo,

e impedem a regeneração desses últimos (CAMPBELL & BASSETT, 1957;

MELCHER & DREYER, 1961; BOYNE, 1969; NYMAN et al., 1982; LANG et al.,

1997).

           Apesar do desconhecimento de todos os processos envolvidos no

mecanismo de ação do tecido mole sobre a osteogênese, sabe-se, por meio de

experimento “in vitro”, que os fibroblastos, além de ocuparem o espaço da célula

óssea, produzem um ou mais fatores inibidores da osteogênese e da diferenciação

celular óssea (OGISO et al., 1991).

           A técnica da Renegeração Óssea Guiada (ROG) baseia-se no princípio

de que os diferentes componentes celulares do tecido tenham índices variados de

migração durante o reparo ósseo. Através da colocação de uma barreira física sobre

o defeito, células indesejáveis são excluídas do local a sofrer reparo e a proliferação

das células osteoprogenitoras é favorecida. Atualmente, tem-se associado às

barreiras físicas os materiais de preenchimento, pois esta associação parece

favorecer os resultados da ROG e os efeitos dos materiais de preenchimento (LINDE

et al., 1993).

           O processo regenerativo do tecido ósseo pode ainda ser conduzido além

das fronteiras do osso, isto é, além da sua forma original, basta que se criem

condições fisiológicas para tal (KOSTOPOULOS & KARRING 1994; LUNDGREN et

al., 1995; LIOUBAVINA et al., 1999).

           No caso do tecido ósseo, esta exclusão é feita naturalmente pelo

organismo com o periósteo, por meio de sua camada fibrosa (WALTER et al., 1981),

ou intencionalmente, com barreiras artificiais.
                                                                                 13



                        2. REVISÃO DA LITERATURA




          Os princípios biológicos da Regeneração Tecidual Guiada (RTG) tiveram

início nos anos cinqüenta, quando CAMPBELL & BASSETT (1957) e HURLEY

(1959) utilizaram filtros de acetato de celulose micro porosos para a regeneração de

tendões e nervos.

          Em 1957, MURRAY et al. descreveram que para o direcionamento ósseo

no interior do organismo são necessárias condições como: presença de coágulo

sanguíneo, osteoblastos íntegros e um contato com o tecido vivo. Os autores

protegeram um coágulo sanguíneo utilizando um envoltório plástico fenestrado e

observaram que ocorreu o preenchimento ósseo do fêmur, ilíaco e coluna espinhal,

sem a utilização de enxerto.

          MELCHER & DREYER (1961) descreveram a importância da preservação

do coágulo para a regeneração tecidual, utilizando para a sua proteção uma barreira

limitante durante o processo de cicatrização. Estabeleceram algumas vantagens de

utilizar as membranas artificiais para a proteção, conformação e estabilização do

coágulo e contra a invasão de células indesejáveis.

          No caso da Odontologia, várias são as situações em que as perdas

ósseas podem prejudicar a função dental, podendo até impedir a reabilitação bucal,

como é o caso dos pacientes edêntulos que necessitam da reabilitação com

implantes, porém não possuem quantidade e qualidade óssea adequadas.

          Em 1971, BOYNE foi o pioneiro a estudar a aplicação de enxertos ósseos

por razões protéticas. Alguns anos depois, enxertos ósseos passaram a ser

utilizados para a posterior instalação dos implantes osseointegrados.
                                                                                  14



          KAWAHARA et al., (1980) tentaram o uso protético da alumina cristalina

simples (Al2O3) que tem boa resistência mecânica. Foram realizados estudos sobre a

aplicação clínica de implantes dentários endósseos e parafusos ósseos, e foi medida

a resistência mecânica da alumina cristalina simples. Examinou-se o efeito deste

polimento químico sobre a resistência flexural da alumina cristalina simples.

Baseados nestes testes de resistência flexural, vários tipos de implantes dentários

cristalinos simples e parafusos ósseos foram projetados, e medidos pelos testes de

resistência flexural e de impacto utilizando o testador de impacto de falling ball. A

resistência flexural das peças teste antes e após o polimento foi medida com um

testador de resistência (Shimazu Autograph™ IS-5000), com um intervalo de fulcro

de 15.5 mm, a curvatura da extremidade do fulcro em 0.5 mm, e o índice de carga

(índice do movimento descendente do fulcro central) em 0.5 mm/min. A média da

resistência flexural após o polimento foi de 12.700 kg/cm² ou duas vezes a média do

valor de 6500 kg/cm² antes do polimento e próximo da média de resistência da

alumina cristalina simples intacta. Além disso, observou-se que o desvio da

resistência mais baixa desapareceu como resultado do polimento químico. Ficou

comprovado através de teste de cultura de tecidos que experiências com animais e

observações clínicas, que a alumina é um excelente material biocompatível.

          NYMAN et al. (1982) induziram em cachorros e macacos um quadro de

periodontite que levou à perda tecidual. Após profilaxia e raspagem dos dentes

afetados, os mesmos foram extraídos e reimplantados em uma área edêntula da

mandíbula. A parte radicular em contato com o tecido mole adjacente não mostrou

uma regeneração tecidual, ao contrário da parte em contato com o osso, onde a

formação de cemento e ligamento periodontal foram observados. Os autores ainda
                                                                                 15



descobriram que uma superfície radicular, apesar de afetada por periodontite, não

inibe a regeneração tecidual.

          GOTTLOW et al. (1984) realizaram um estudo para avaliar se um

procedimento cirúrgico regenerativo baseado em regeneração tecidual guiada,

poderia resultar na formação de uma nova inserção em dentes humanos. O material

incluiu 12 dentes em 10 pacientes com doença periodontal avançada. Após a

elevação do retalho, raspagem, alisamento radicular e remoção do tecido de

granulação, uma membrana não reabsorvível (teflon) foi colocada sobre a superfície

radicular desnuda, de tal modo que o epitélio e o tecido conjuntivo fossem impedidos

de entrar em contato com a raiz durante a cicatrização. O resultado da cicatrização

demonstrou que todos os dentes tratados apresentaram quantidades substanciais

de nova inserção, sugerindo que a restituição previsível do aparato de inserção

poderia ser executada usando um método de tratamento baseado no princípio da

regeneração tecidual guiada. A quantidade de formação de nova inserção

histologicamente observada ficou na média de 74,3% da altura do defeito nos dentes

teste e 36,9% nos controles (sem a membrana). Para os autores, o objetivo deste

estudo não foi o de desenvolver e apresentar o método ideal para o tratamento

prático e clínico do problema de realização de nova inserção, via regeneração

tecidual guiada. A esse respeito, muito ainda poderia ser feito para melhorar, como

por exemplo, o desenvolvimento de um material/membrana ideal, o modelo da

membrana, o modo de aplicação da membrana, o método para o reposicionamento

do retalho e a técnica de sutura, que proporcionariam uma recessão gengival

mínima durante a cicatrização. No entanto, os resultados demonstraram claramente

que o método de tratamento que objetivou a restituição do aparato de inserção
                                                                                  16



perdido na doença periodontal, pode ter como base o princípio biológico da

regeneração tecidual guiada.

           DAHLIN et al. (1988) realizaram uma experiência com ratos criando um

defeito transósseo nos ângulos da mandíbula bilateralmente. Num dos lados da

mandíbula, o defeito foi coberto com membrana de teflon e o outro serviu como

controle. Exames histológicos, realizados após o período de três semanas,

mostraram que em cinqüenta por cento dos defeitos cobertos pela membrana houve

regeneração e em seis semanas cem por cento destas amostras tinham sofrido uma

regeneração óssea completa. Os defeitos com ausência de membrana não

mostravam regeneração óssea, mesmo após 12 semanas. Os autores também

afirmaram que a migração dos tecidos moles adjacentes para dentro do defeito

ósseo levava a um bloqueio da regeneração óssea. Para os autores, a regeneração

óssea guiada é promovida pela adaptação de uma membrana sobre o defeito ósseo,

com o objetivo de impedir que fibroblastos e outras células de tecido conjuntivo mole

migrem para o defeito e impeçam, dessa forma, que células de potencial

osteogênico e angiogênico provenientes dos espaços medulares adjacentes

repovoem a área.

           DAHLIN et al. (1989) inseriram implantes na tíbia de coelhos, e testaram

a técnica da ROG, para gerar osso em torno de implantes de titânio. Os autores

destacaram que isolando o defeito ósseo dos tecidos moles adjacentes, ocorria uma

formação completa e seletiva de osso. As áreas dos implantes cobertas pela

membrana mostraram um crescimento de osso novo significante, indicando que a

técnica da membrana seria um método cirúrgico reconstrutivo que poderia ser

aplicado para criar osso em volta das roscas expostas dos implantes de titânio, em

situação clínica.
                                                                                  17



          A regeneração tecidual guiada (RTG) foi também comprovada por

DAHLIN et al. (1990) em defeitos transósseos na mandíbula de macacos. Os

autores observaram que defeitos em contato com o tecido conjuntivo não sofreram

regeneração    óssea,   mas   os   defeitos   cobertos   pela   membrana    estavam

completamente preenchidos com osso após três meses de cicatrização.

          Para BUSER et al. (1993), a membrana e-PTFE é do tipo não absorvível.

A estrutura desta membrana não permite a penetração de células pela membrana,

que é um fator importante para o seu sucesso como barreira física. Inúmeros

estudos experimentais em animais demonstraram que o material da membrana é

bioinerte e permite a integração tecidual sem complicação, uma vez que se pode

obter a cicatrização submersa sem o contato direto à cavidade oral. Para indicações

periodontais o uso de membranas absorvíveis pode ter a vantagem de se evitar um

segundo procedimento cirúrgico para a sua remoção. Entretanto, para os autores, o

uso de membranas absorvíveis para indicações implantares não oferece esta

vantagem, uma vez que os sítios cirúrgicos precisam ser reabertos de qualquer

forma, tanto para a conexão do abutment (abordagem simultânea) quanto para

colocação do implante (abordagem em etapas). Portanto há dúvidas sobre a

vantagem das membranas absorvíveis sobre as não absorvíveis.

          Em 1993, CRUZ et al. desenvolveram a membrana de óxido de alumínio

(Allumina®) como fator físico, não reabsorvível, para RTG e ROG. Esta membrana

apresenta características de biocompatibilidade, histofilia, inocuidade, passividade,

isolamento, rigidez, resistência. A membrana Allumina® é comercializada em três

espessuras: fina, média e grossa. Os autores ainda concluíram que não obtiveram

resultados negativos nos procedimentos clínicos utilizando a membrana.
                                                                                 18



          FRITZ et al. (1994) pesquisaram o uso da Regeneração Óssea Guiada

para preencher grandes defeitos mandibulares em macacos (Macaca mulatta) e

obtiveram uma regeneração óssea superior a 90%. Os exames radiológicos

revelaram um ganho ósseo entre 54,4 e 73,3mm. Este estudo evidenciou que

quantidades significativas de osso podem ser produzidas em mandíbulas atróficas

por ROG e que este osso regenerado apresenta uma maturação dinâmica normal.

          SCHENK et al. (1994) realizaram um estudo histológico em mandíbulas

de quatro cães para observar o tipo da regeneração óssea em defeitos protegidos

por membranas de e-PTFE. Após quatro meses, o lado controle, sem membrana,

apresentava uma regeneração óssea incompleta e o defeito persistia. O lado teste,

com membrana, exibia uma regeneração óssea bem melhor, mas o tempo não tinha

sido ainda suficiente para promover uma regeneração completa. Foi também

comprovado que as diferentes etapas de maturação do osso na ROG se

assemelhava ao desenvolvimento e crescimento ósseo natural.

          LUNDGREN et al. (1995) utilizaram uma barreira de titânio oclusiva

(cúpula) para saber se a regeneração óssea poderia ser observada fora das

estruturas esqueletais naturais. A barreira oclusiva foi posicionada na calota

craniana, abaixo do periósteo de três coelhos. Desta maneira, foi criado um espaço

fechado que se limitava somente com o tecido ósseo adjacente. Após a fase de

cicatrização de três meses, as amostras foram sacrificadas e a região teste foi para

avaliação histológica. Os resultados mostravam um preenchimento do espaço

deixado pela barreira (cúpula) sem interferência de outros tipos de tecidos. Este

estudo mostrou que a utilização de uma barreira oclusiva, firme e estável levava a

uma regeneração óssea confiável até mesmo em locais onde nunca existiu osso.
                                                                               19



          BUSER et al. (1995a) aplicaram o princípio da Regeneração Ossea

Guiada (ROG) para aumentar o rebordo alveolar na mandíbula de três pacientes.

Obtiveram resultados positivos na regeneração óssea após sete a nove meses. Em

todos os casos pode-se observar um aumento significativo do rebordo. A qualidade

e quantidade óssea obtida eram suficientes para a instalação de implantes nestas

áreas. Os autores usaram osso autógeno e membrana de e-PTFE e chegaram a

conclusão que a membrana preserva o enxerto de reabsorções pós-operatórias.

          BUSER et al.(1995b) realizaram um estudo histológico em mandíbulas de

cinco cachorros da espécie foxhound. Quinze implantes de titânio não submersos

foram colocados em osso regenerado em defeitos protegidos por uma membrana de

e-PTFE. Cada membrana foi recortada para modelar e dobrar sobre a crista, de

maneira que as membranas cobrissem totalmente os defeitos e se estendessem

além das margens do defeito em pelo menos 2mm, durante um período de

reparação de seis meses. A avaliação clínica e radiográfica demonstrou que todos

os 15 implantes obtiveram anquilose funcional três meses após a colocação do

implante. Subseqüentemente, oito implantes foram restaurados com dentaduras

parciais fixas e foram carregados durante seis meses, sendo que sete implantes não

foram restaurados. Na conclusão do estudo, a análise histológica evidenciou a

osseointegração com contato direto osso-implante em todos os 15 implantes.

Portanto, pôde-se concluir que o osso regenerado em defeitos protegidos por

membrana reagiu à colocação de implante com osso regenerado, e que este osso

era capaz de suportar e manter a carga funcional. A comparação histológica dos

sítios restaurados e não restaurados não demonstrou diferenças aparentes relativas

às atividades de reanatomização óssea. Além disso, os sítios de controle sem a
                                                                                 20



colocação de implante, demonstraram uma atrofia óssea abaixo das membranas

com uma fina camada cortical e escassez de trabéculas ósseas.

          CORTELLINI et al. (1996) consideraram que a RTG poderia ser uma

abordagem cirúrgica eficaz e com bom prognóstico para o tratamento das lesões

intraósseas periodontais. Esta modalidade de tratamento inclui a colocação de uma

membrana (barreira protetora) para isolar um espaço em torno da superfície

radicular lesada, onde apenas células provenientes do ligamento periodontal e osso

alveolar podem migrar.

          BUSER et al. (1996a) avaliaram o prognóstico e o resultado do tratamento

de aplicação combinada de enxertos autógenos e membranas de e-PTFE para a

expansão da crista lateral em pacientes parcialmente edêntulos utilizando uma

abordagem em etapas. Quarenta pacientes parcialmente edêntulos foram tratados

consecutivamente. Foi dada ênfase a técnica de incisão lateral, perfuração do córtex

à   cavidade   medular   aberta,   colocação   estável   de   enxertos   autógenos

“corticocancellous” e lascas ósseas, adaptação precisa das membranas e-PTFE e

estabilização com mini-parafusos, e um fechamento primário do tecido mole sem

tensão. Após um período de 7 a 13 meses, os sítios foram reabertos para a remoção

da membrana e a colocação do implante. Todos os pacientes, com exceção de um,

apresentaram cicatrização do tecido mole sem qualquer complicação. Após a

reabertura, 38 pacientes exibiram uma excelente expansão da crista, enquanto que

dois apresentaram resultados comprometedores, com encapsulação do tecido mole

de algumas lascas ósseas. Nenhum dos enxertos em bloco aplicados apresentou

sinais clínicos de reabsorção. As medidas da pré-expansão e da pós-expansão

apresentaram um aumento da largura da crista de 3,5 mm a 7,1 mm em média. Os

autores demonstraram que a aplicação combinada de enxertos autógenos e
                                                                                21



membranas de e-PTFE é um procedimento cirúrgico para a expansão da crista

lateral, que resulta no aumento da crista alveolar em pacientes parcialmente

edêntulos. Os enxertos autógenos apóiam (suportam) a membrana e ativam a

formação óssea com suas propriedades osteocondutivas e osteoindutivas. A

membrana agiu como uma barreira física a células do tecido mole não-osteogênico e

protege os enxertos autógenos contra a reabsorção durante a cicatrização.

          BUSER et al. (1996b) baseados numa revisão de estudos experimentais e

evidências científicas confiáveis, determinaram que para a neoformação óssea fosse

completa pela ROG, deveria encontrar condições seguras como: presença de

células osteogênicas, vascularização adequada, estabilidade mecânica do local da

ferida durante a cicatrização, espaço apropriado entre a membrana e a superfície

óssea de origem e a exclusão de tecido conjuntivo frouxo desse espaço.

          LING (1998) afirmou que a RTG com uma membrana não reabsorvível

poderia ser usada para o tratamento de várias lesões e tem um papel importante na

implantodontia e estética. O autor ponderou que poderia se obter resultados

positivos com a RTG na recessão do tecido marginal, em torno de implantes, em

fendas palatinas e no aumento ou correção do rebordo alveolar.

          OLIVEIRA et al. (1999) avaliando a RTG, utilizaram a barreira física de

óxido de alumínio para observar a eficácia da mesma no tratamento em lesões de

furca do tipo classe II em molares inferiores de humanos. Doze pacientes foram

selecionados de acordo com aspectos gerais e locais, bem como avaliação

quantitativa da doença periodontal a qual abordava parâmetros clínicos relativos à

profundidade de sondagem, níveis clínicos e recessão gengival. Os indivíduos foram

monitorados nos períodos de 3,6, 9 e 12 meses. As mensurações pré-cirúrgicas e de

doze   meses   pós cirurgia   foram   comparadas    e   demonstraram     diferenças
                                                                                22



estatisticamente significativas com uma diminuição da profundidade de sondagem

(p=0,002), um ganho de inserção clínica (p=0,001) e um aumento de recessão

gengival (p=0,002). Através deste estudo, pôde-se concluir que a membrana de

Oxido de Alumínio mostrou-se eficaz no tratamento de lesões de furca do tipo classe

II em molares inferiores.

          KOSTOPOULOS & KARRING (2000) observaram em defeitos realizados

na calvária de ratos (5mm de diâmetro) a ocorrência da regeneração óssea completa

em mais de 80% dos espécimes com regeneração da sutura sagital, com o

envolvimento da sutura interparietal, recobertos com uma membrana de e-PTFE.

Para os autores, os modelos de defeitos ósseos em calvárias de ratos, cobaias e

coelhos vêm sendo amplamente utilizados e firmam-se como modelos adequados

para a avaliação da resposta orgânica aos implantes, bem como seus potenciais de

osteocondução e de osteoindução.

          MAJLUF et al. (2001) investigaram o comportamento da membrana de

óxido de alumínio (Allumina®), ao ser inserida por um período de seis meses, após a

exodontia dos terceiros molares inferiores, em sete pacientes. Foram realizadas

radiografias de análise digitais de imagens (morfometria) com a finalidade de se

medir a densidade óssea. Concluíram que a Allumina® cumpriu as funções de

barreira artificial, biocompatibilidade e promoveram uma significativa melhora no

rebordo alveolar.

          GOMES et al. (2002) consideraram que o comprometetimento do sucesso

da neoformação óssea é a regeneração rápida de tecido conjuntivo frouxo no local a

ser reparado Para os autores, o osso difere dos demais tecidos não só pela sua

estrutura fisicoquímica, mas também na sua capacidade de remodelação e

regeneração durante todo o período da vida de um indivíduo.
                                                                               23



                              3. PROPOSIÇÃO




          Este estudo tem como propósito analisar a membrana aloplástica de óxido

de alumínio (Allumina®), avaliando-se histologicamente e morfometricamente:




            a)     A sua utilização como barreira de exclusão celular auxiliando o

            processo de regeneração óssea guiada (ROG);




            b)     A reação tecidual à membrana Allumina®, instalada em defeitos

            ósseos cirurgicamente induzidos “in vivo” na calvária de ratos.
                                                                               24



                            4. MATERIAL E MÉTODO




           O estudo experimental foi realizado no laboratório de Fisiologia da

Faculdade de Odontologia e Centro de Pós - Graduação São Leopoldo Mandic.

           O procedimento cirúrgico foi realizado utilizando-se vinte ratos machos

Wistar (Rattus norvegicus albinus), com peso variando entre 300 a 400g (FIG. 1),

todos com 15 semanas de vida. O preparo das lâminas para a análise das

membranas foi realizado após três semanas do procedimento cirúrgico, no

Laboratório de Histopatologia do C.P.O São Leopoldo Mandic, com complementação

da análise histomorfométrica no Laboratório de Histologia da PUC-Campinas.




4.1 Aprovação do Comitê de Ética na Experimentação Animal

           Aprovado pelo CEEA (Comitê de Ética na Experimentação Animal) pelo

protocolo número 06/429 datado em 11 de Dezembro de 2006.

4.2 Revisão Bibliográfica

          A busca da revisão da literatura procedeu-se através das bases de dados

comumente utilizadas na área de saúde, especificamente o COMUT, BIREME, PUB

MED, MEDLINE., acervos da USP, UNICAMP e UNESP, envolvendo o período entre

Agosto de 2006 a Setembro de 2007.

          As palavras-chave utilizadas para a busca.dos periódicos foram: Óxido de

alumínio, Membranas não absorvíveis, Membrana Allumina®, Membrana Alumina,

Membrana de óxido de alumínio, RTG com a utilização de membrana de óxido de

alumínio, ROG com a utilização de membrana de óxido de alumínio.
                                                                               25



          Os últimos trabalhos encontrados relativos à membrana de óxido de

alumínio estão descritos na revisão da literatura referente ao ano de 2002.




4.3 Procedimento anestésico dos animais



          Todas as cirurgias foram realizadas com anestesia geral, sendo que os

animais foram medicados dez minutos antes da anestesia com Sulfato de Atropina,

0,044mg/Kg (ATROPINA®) via subcutânea para evitar arritmias cardíacas.

          Os anestésicos Ketamina 50mg/ml (DOPALEN®) e Xylazina 20mg/ml

(ANASEDAN®) (FIG. 2), foram misturados na mesma proporção e, posteriormente,

utilizou-se 0,2ml da solução final para cada 100g de peso do animal, injetados via

intramuscular no membro posterior, conforme FIG. 3.

          Após a cirurgia, os animais receberam analgésico Dipirona gotas

(NOVALGINA®) durante três dias por via oral, porém não foram administrados

antibióticos. Todos os animais permaneceram em gaiolas, sem imobilização ou

restrição de movimentos, com água e ração padrão à vontade.
                                                       26




FIGURA 1 - Pesagem do animal em balança eletrônica




FIGURA 2 - Anestésico administrado no pré-operatório
                                                                                      27




 FIGURA 3 - Aplicação do anestésico Ketamina + Xylazina; injetados via intramuscular no
                             membro posterior do animal


4.4 Protocolo cirúrgico

           Foi realizada a tricotomia no topo da cabeça na região do osso frontal e

dos ossos parietais (FIG. 4) e anti-sepsia na pele utilizando solução de PVPI,

conforme FIG. 5.

           A incisão com bisturi (LÂMINAS 15C SWAMN-MORTON®) foi realizada

na linha mediana (FIG. 6), sendo a pele e o periósteo descolados até a exposição

óssea (FIG. 7). Após o afastamento, foram visualizados os ossos parietais direito e

esquerdo (FIG. 8), e então realizados com broca tipo Trefina (diâmetro 4,0mm) os

defeitos ósseos circulares de acordo com a FIG. 9.

           Foi utilizado um motor cirúrgico (DRILLER®), com irrigação constante de

solução fisiológica e velocidade de 1200 rpm.
                                                                                    28




            FIGURA 4 - Tricotomia                 FIGURA 5 – Anti-sepsia com PVPI




             FIGURA 6 – Incisão                 FIGURA 7 – Deslocamento do tecido




  FIGURA 8 – Visualização dos parietais        FIGURA 9 – Defeito ósseo realizado com
                                                           broca trefina




             Estes defeitos foram realizados nos ossos parietais direito e esquerdo,

com a remoção da camada óssea cortical e preservação da camada medular (FIG.

10 e 11).
                                                                                29



          Um defeito foi coberto com membrana Allumina® (teste) e o lado

denominado controle foi mantido sem membrana (FIG. 13). As membranas vieram

cortadas no diâmetro de 6,0mm, embaladas e esterilizadas individualmente pelo

próprio fabricante (MAXTRON®), conforme FIG. 12.




       FIGURA 10 – Remoção da                   FIGURA 11 – Visualização dos
            cortical óssea                     defeitos com preservação óssea
                                                           medular




                         FIGURA 12 – Membrana Allumina®




          Não foi utilizado nenhum material adicional para estabilizar as membranas

nos defeitos ósseos, como preconizado pelo fabricante. As margens dos defeitos

ósseos foram cobertas com aproximadamente 2,0mm de extensão (diâmetro do

defeito 4,0mm e diâmetro da membrana 6,0mm), conforme FIG. 13. O fechamento

da ferida foi realizado com fios de sutura de nylon 4.0 (ETHICON®), suturando o

periósteo e a pele ao mesmo tempo (FIG. 14). Os sítios cirúrgicos não apresentaram
                                                                                30



evidências de infecção durante os períodos de cicatrização permanecendo até a

data da eutanásia.




                     FIGURA 13 - Instalação da membrana Allumina®.




                               FIGURA 14 – Sutura Final




4.5 Eutanásia

          Após três semanas, os ratos foram induzidos ao óbito, para análise das

membranas. A eutanásia foi realizada com Hidrato de Cloral 10%, via intraperitoneal

em dose letal.

          A remoção das calvárias, foi realizada com uma incisão cutânea

retangular e obtida com uma serra oscilante de autópsia. As amostras foram
                                                                                       31



imediatamente submersas em solução de formol a 10%, em recipientes apropriados

por sete dias.




4.6 Protocolos de preparações histológicas

4.6.1 Técnica de coloração pela Hematoxilina e Eosina (HE)

           Após a fixação em formol a 10%, as amostras foram desmineralizadas em

Ácido Fórmico a 20% por dois dias, desidratados, clarificados, incluídos em parafina

e cortados na espessura de 5µm com micrótomo Spencer (American Optical®).

           A técnica em Hematoxilina-Eosina (HE) é clássica, básica, dicrômica e

geral, uma vez que possui dois corantes: hematoxilina, que cora todos os núcleos de

todas as células e Eosina, que cora o citoplasma de todas as células.

           Posteriormente     foi   realizado   o   corte   em   parafina   e   para   a

desparafinização, o protocolo seguido foi: a) lavar as amostras em água destilada

durante cinco minutos; b) corar com Hematoxilina por um minuto; c) lavar em água

corrente por cinco minutos; d) passar em álcool 80%, por dois minutos; e) mergulhar

em Eosina por dez minutos e retirar o excesso de Eosina em água destilada; f)

Passar na série: álcool 80%, 90% e absoluto; g) álcool/Xilol, Xilol I e II por dois

minutos.




4.6.2 Técnica de coloração Tricrômico de Masson

           Para observação em microscópio de luz, utilizou-se também a técnica que

permite corar as fibras colagênicas (azul) e as fibras musculares (vermelho), como

no protocolo descrito: a) desparafinização e hidratação; b) coloração com
                                                                                     32



Hematoxilina de Harris por um minuto; c) lavagem, diferenciação e lavagem

novamente em água destilada (três passagens durante cinco minutos cada); d)

secagem e coloração pelo Escarlate de Biebrich 10% por três minutos; e) utilização

do diferenciador de Masson por dez minutos; f) incubação em azul de anilina de 10 a

15 minutos; g) secagem e passados pelo álcool 95%, 100%, Xilol I, II.

              Para a finalização do procedimento, as lâminas foram montadas com

Permount (HE e Tricrômico de Masson).




4.7 Análise

              A análise histológica foi realizada nas vinte lâminas preparadas em

microscópio de luz para avaliação da reação tecidual à membrana Allumina®, a

regeneração óssea nos defeitos ósseos produzidos e a proliferação do periósteo.

              Para a análise morfométrica nos grupos teste e controle, as imagens das

lâminas foram digitalizadas pela câmera acoplada ao microscópio e os defeitos

medidos em (pixels) e convertidos em (µm), em três pontos diferentes, com auxílio

do programa TPS Dig. Versão 1.4. Avaliou-se a área do ponto na região inicial do

defeito, onde ocorreu a formação de tecido ósseo neoformado até o osso nativo

remanescente. A partir dos três resultados obteve-se uma média tanto para o grupo

teste quanto para o grupo controle.

              O programa (Prisma) foi utilizado para análise estatística, sendo aplicado

o teste t pareado.
                                                                                  33



                               5. RESULTADOS




5.1 Análise Histológica

           Na análise de microscopia de luz foram observados eventos de reparação

óssea normal, constatando-se que a membrana Allumina® criou condições

favoráveis para a regeneração óssea, não causando reações imunofisiológicas de

corpo estranho aos tecidos, caracterizando um quadro de Biocompatibilidade.




                                     1                                       2


 FIGURA 15 - Lâmina 01 - B com membrana Allumina® (1) e controle (2), ambas coradas
                                    com HE.




                                         1                                   2


FIGURA 16 - Lâmina 06-E com membrana Allumina® (1) e controle (2), ambas coradas com
                              Tricrômico de Masson.
                                                                                   34




                                          1                                    2

FIGURA 17 - Lâmina 09-E com membrana Allumina® (1) e controle (2), ambas coradas com
                              Tricrômico de Masson.



5.2 Análise Morfométrica

           A neoformação óssea nos grupos teste e controle foi avaliada em três

regiões distintas de cada lâmina analisada e não foram observadas diferenças

estatísticas ao comparar o lado teste com o lado controle. Avaliou-se o parâmetro da

espessura óssea na região inicial do defeito, onde ocorreu a formação de tecido

ósseo neoformado até o osso nativo remanescente conforme FIG. 15, FIG. 16 e

FIG. 17. Os resultados morfométricos estão demonstrados nos Gráficos que

seguem.




5.3 Análise Estatística

           Os      resultados   obtidos       pela   morfometria   foram   analisados

estatisticamente. O teste empregado para a análise estatística aplicado às amostras

neste estudo foi o teste t pareado, apresentando um p - valor de 0,1311.

            Portanto, não foi significativo ao comparar o grupo teste com o grupo

controle.O nível de significância foi escolhido em p< 0,05.
                                                                                 35




GRÁFICO 1 - Média da espessura óssea em (µm), encontrada na lâmina 01-B
referente à análise morfométrica.




GRÁFICO 2 - Média da espessura óssea em (µm), encontrada na lâmina 06-E referente à
                                análise morfométrica.
                                                                                 36




GRÁFICO 3 - Média da espessura óssea em (µm), encontrada na lâmina 09-E referente à
                               análise morfométrica.



             Média da espessura óssea nos grupos teste e controle


        450
        400
        350
        300
        250
        200             368,27                          346,64
        150
        100
         50
          0
                       Allumina                        Controle

  GRÁFICO 4 – Média geral dos valores da espessura óssea em (µm), de
             todas as lâminas referente à análise morfométrica
                                                                                37



                                6. DISCUSSÃO



          O princípio da Regeneração Tecidual Guiada (RTG) e da Regeneração

Óssea Guiada (ROG) baseia-se na função desempenhada pelo periósteo no

organismo, isolando o tecido ósseo do tecido mole adjacente e proporcionando

condições ideais para a formação óssea. Essas técnicas baseiam-se no princípio de

que os diferentes componentes celulares do tecido tenham índices variados de

migração durante o reparo ósseo, podendo ser uma abordagem cirúrgica eficaz e

com bom prognóstico para o tratamento das lesões intra-ósseas periodontais.

(MELCHER, 1969; LINDE et al., 1993; CORTELLINI et al., 1996).

          Os resultados dos estudos que utilizaram o princípio da regeneração

óssea guiada visando à regeneração de defeitos ósseos demonstraram que a

membrana promove o preenchimento ósseo do defeito pela exclusão das células do

tecido conjuntivo, permitindo apenas a migração de células com potencial

osteogênico e angiogênico para o interior do defeito (DAHLIN et al., 1988). O mesmo

processo foi observado nos defeitos ósseos realizados neste estudo, que se propôs

a avaliar a regeneração óssea de defeitos criados na calvária de ratos, os quais

foram tratados pelo princípio da regeneração óssea guiada com a utilização da

membrana de Allumina®.

          Os resultados dos estudos de KOSTOPOULOS & KARRING (1994)

demonstram uma redução na largura da faixa de tecido conjuntivo posicionada entre

a membrana e o tecido ósseo neoformado, à medida que se aumenta o tempo de

manutenção da membrana, o que é parcialmente explicado pela aposição óssea

continuada pelo periósteo (SCHENK, 1994). BUSER et al. (1995), em um estudo em
                                                                                 38



cães, mantiveram as membranas por um período de 15 meses e observaram que o

osso regenerado estava em contato direto com a membrana.

          O tempo ideal para que haja uma completa regeneração óssea de

diversos tipos de defeitos é bastante discutido e está diretamente relacionado ao

processo de maturação óssea. No presente estudo, em que a membrana foi mantida

por três semanas, observou-se em relação a neoformação óssea que não houve

diferenças no grupo teste (Allumina®) comparadas com o grupo controle.

          As características dos defeitos ósseos neste experimento seguiram os

padrões dos defeitos criados por SCHENK et al. (1994), em um estudo pioneiro, que

descreveu o padrão e a seqüência de passos da regeneração óssea de defeitos

recobertos por membrana. Relataram uma porcentagem de preenchimento dos

defeitos tratados com membrana de aproximadamente 55% após quatro meses de

cicatrização, enquanto trabalhos de KOSTOPOULOS & KARRING (1994),

demonstraram um preenchimento de até 84% de defeitos criados em ramos

mandibulares de ratos. KOSTOPOULOS & KARRING (1994) também avaliaram a

área de defeito residual em experimento realizado em ratos. Aos 3 meses, o valor

médio da área de defeito residual foi de 71% do tamanho original do defeito nos

grupos sem membrana e de 36% para os espécimes do grupo teste. Após um

período de seis meses, esses valores foram reduzidos para 52% e 18% nos grupos

controle e teste, respectivamente. Devido às diferentes metodologias para avaliação

do ganho ósseo, não é possível fazer uma comparação direta entre os dados de

diferentes estudos.

          Nas últimas décadas, muitos estudos em animais documentaram a

possibilidade de excluir as células indesejáveis por meio de barreiras físicas,

naturais ou não, objetivando a proliferação de células específicas para repovoarem o
                                                                                39



defeito ósseo com o tipo de tecido desejado. Baseado nestes estudos, as

membranas protetoras foram testadas no final dos anos 80 em estudos

experimentais de regeneração de defeitos ósseos em mandíbulas. As membranas

foram colocadas sobre esses defeitos e ela se adaptou a superfície óssea adjacente,

criando um defeito protegido por membrana. A colocação de uma membrana deu

preferência a células osteogênicas e angiogênicas que se originaram da cavidade da

medula óssea adjacente, permitindo que essas células povoassem e regenerassem

esses defeitos no osso. A membrana protetora foi utilizada para prevenir a invasão

de células não osteogênicas concorrentes dos tecidos moles que a revestem

(NYMAN, 1991; BUSER et al., 1995a; BUSER et al., 1995b).

          Além da neoformação óssea normal, constatou-se que a membrana de

Allumina® é biocompatível e totalmente oclusiva, criando condições favoráveis para

a regeneração óssea, esses dados estão de acordo com o estudo de LUNDGREN et

al. (1995), que demonstraram num estudo em coelhos que a utilização de uma

membrana biocompatível, oclusiva, firme e estável promove uma regeneração óssea

confiável. A rica vascularização da área de neoformação óssea observada nos

cortes histológicos está de acordo com as condições necessárias para haver uma

regeneração óssea, o que também foi citado por BUSER et al. (1996a).

          Existe uma grande importância em se testar materiais e modelos animais,

como a calvária de ratos, coelhos e cobaias (NYMAN et al., 1982; BOSCH et al.,

1998) que serão utilizados para instalação de implantes osseointegrados (BOYNE,

1971), comprovando a sua eficiência em humanos.

          A primeira propriedade necessária a qualquer membrana para o

isolamento tecidual é a biocompatilidade (LUNDGREN et al., 1995; MILELLA et al.,

2001), que vai permitir a sua participação passiva no processo cicatricial, não
                                                                                40



induzindo nenhuma reação no organismo capaz de desviá-lo de seu objetivo. Em

casos de regeneração óssea guiada, a membrana deve mimetizar o periósteo,

permanecendo dentro das condições mais fisiológicas possíveis.

          As membranas não absorvíveis como a Allumina® e membranas de

e-PTFE exibem uma regeneração óssea positiva, pois são bioinertes e permitem a

integração tecidual dos defeitos ósseos (BUSER et al. 1993; SCHENK et al. 1994).

          Neste estudo, constatou-se que o lado controle onde não se utilizou a

membrana no defeito ósseo e foi recoberto somente com o periósteo, também

ocorreu neoformação óssea, porém, não foram observadas diferenças significativas

entre a formação óssea no lado teste (Allumina®) e no lado controle. Este resultado

está de acordo com um trabalho de MELCHER (1969), que estudou a capacidade

osteogênica do periósteo em ratos adultos e observou que se o mesmo fosse

deslocado ou excisionado perdia esta característica. Em 1971, MELCHER realizou

experiências em ratos jovens e verificou que o deslocamento do periósteo não

levava à perda da capacidade osteogênica, o que teve como explicação uma melhor

e mais rápida atividade osteoblástica dos animais jovens. O conhecimento do papel

do periósteo na regeneração óssea guiada é um fator fundamental para o índice de

sucesso da técnica. A escolha da membrana artificial deve estar fundamentada em

situações encontradas no local da regeneração, como a falta de periósteo íntegro,

por causas anatômicas ou histoquímicas Quando se deseja, com base em

propriedades físicas, que o periósteo não possui, torna-se necessário realizar um

espessamento em defeitos ósseos de uma, duas ou três paredes.

          Buser et al. (1995) compararam histometricamente o osso regenerado de

sítios onde a membrana foi mantida por 15 meses, com o osso onde a membrana foi

removida aos seis meses. Observaram que o osso dos sítios onde a membrana foi
                                                                                41



mantida por um tempo mais longo apresentava-se com uma cortical muito fina e o

trabeculado ósseo bastante espaçado na porção central do defeito, enquanto no

grupo, onde a membrana foi mantida por seis meses, a cortical óssea era mais

espessa e o osso esponjoso tinha uma maior densidade, quando comparada ao

primeiro grupo. Além disso, concluíram que o osso regenerado apresenta o aspecto

de um osso atrófico, enquanto não é submetido a nenhum tipo de carga funcional e

que a colocação do implante estimula o processo de maturação óssea.

           Os resultados do presente trabalho comprovaram os estudos de LING

(1998) e MAJLUF et al. (2001) que consideraram a membrana Allumina® com boa

biocompatibilidade, não ocorrendo rejeição do tecido e proporcionando melhora do

rebordo, além de agir como uma barreira física às células do tecido mole não-

osteogênico e ser capaz de manter e suportar o metabolismo funcional (BUSER et

al., 1996b).

           Diversos autores obtiveram melhores resultados de formação óssea ao

utilizarem uma membrana não reabsorvível como barreira de exclusão celular

(GOTTLOW et al., 1984; DAHLIN et al., 1988; BUSER et al., 1993; SCHENK et al.,

1994; LING, 1998; KOSTOPOULOS & KARRING, 2000).

           Durante o ato cirúrgico pôde se constatar um manuseio fácil e efetivo da

membrana, que se adaptou perfeitamente ao osso. A membrana Allumina®

apresentou estabilidade suficiente, ou seja, não houve deslocamento do local

selecionado,    dispensando desta forma qualquer tipo de fixação extra. Essa

constatação durante a execução está de acordo com os trabalhos de CRUZ et al.

(1993) e MAJLUF et al. (2001). Contudo, apesar dos resultados positivos, são

necessários estudos complementares para melhor compreensão dos processos
                                                                                42



fisiológicos com a utilização da membrana de Allumina® e a regeneração tecidual

guiada.

          Esses trabalhos permitiram verificar que a técnica de Regeneração

Tecidual Guiada é altamente eficaz, quando inclui uma barreira para isolamento das

células não-osteogênicas. Essa observação foi confirmada no presente estudo, que

se propôs avaliar a membrana como barreira de exclusão celular em defeitos ósseos

criados na calvária de ratos, os quais foram tratados pelo princípio da regeneração

óssea guiada.
                                                                             43



                              7. CONCLUSÃO



         Este estudo histológico e morfométrico avaliou a reação tecidual à
membrana Allumina® e revelou que:



            a) A membrana é totalmente oclusiva e criou condições favoráveis

               para uma regeneração óssea em defeitos ósseos induzidos,

               servindo como barreira de exclusão de células indesejáveis à

               regeneração óssea;

            b) A neoformação óssea seguiu os padrões normais de maturação

               óssea;

            c) A membrana mostrou ser biocompatível, não causando nenhuma

               reação indesejável aos tecidos;

            d) Os resultados da formação óssea no período avaliado de três

               semanas tanto no lado controle quanto no lado teste (Allumina®)

               foram semelhantes, não mostrando diferenças significativas.
                                                                                    44



                                    ABSTRACT



          The purpose of the present study was to evaluate histologic and
morphometrically, the tissular reaction to alluminium oxide alloplastic membrane
(Allumina®). To analyze the alumina membrane as an exclusion cellular barrier in
chirurgical defects created in rats calvaria applying tissular regeneration principle
guided, were used twenty male rats Wistar (Rattus norvegicus albinus), with varied
weight between 300 to 400g. The defects were done in the right and left parietal
bones, being that a defect was covered by Allumina® membrane, denominative test,
and the other side without the membrane, denominated control. After three weeks,
the mice were induced to death for morphometric and histological analyses. The
osseous neoformation in tests and control groups was evaluated in three distinct
regions of each lamina, and measured through a denominated program TPS Dig.
Version 1.4. Statistical differences in the considered parameters were not observed.
The test for the statistics analysis applied to the samples was test t pareado, showing
p - value of 0,1311, hence, did not show significant differences. In the microscopy
light analysis was observed normal osseo repairing events, evidencing that the
Allumina® Membrane provided suitable conditions for the osseo regeneration,
working as occlusive form barrier and not causing immunophysiologic reactions of
strange body to tissue, showing its biocompatibility.
Key-words: Osseo regeneration. Aluminum oxide membrane. Biocompatibility.
                                                                                                   45




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1
 De acordo com o Manual de Normalização para Dissertações e Teses da Faculdade de Odontologia e Centro
de Pós-Graduação São Leopoldo Mandic baseado no modelo Vancouver de 1997, e abreviatura dos títulos de
periódicos em conformidade com o Index Medicus.
                                                                                    46



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