jornal_campanha1

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dupliCar aS CreCHeS Com HorÁrio alargado inCentivo à qualidade de vida daS FamíliaS Reforçar a prioridade a famílias carenciadas e da classe média, garantindo que mais 400 creches funcionem com horário superior a 11 horas por dia, em especial nas Áreas Metropolitanas, onde a duração das deslocações casa-trabalho das famílias faz sentir ainda mais esta necessidade. andreia Soares a proposta de avançar portugal director Conta poupança Futuro As políticas de família são uma marca indelével do Partido Socialista. pag.6 ascenso Simões · javancarportugal@gmail.com antónio vitorino “O rumo claro para Portugal” próxima edição ana Jorge entreviSta pagS. 2 e 3 entreviStA “É o rumo que define metas, objectivos e uma vontade de modernização do país. Portugal não sairá desta situação difícil se ficar entregue ao queixume, à lamúria ou aqueles que escondem as cartas bem junto ao peito, porque têm vergonha das suas próprias ideias.” plano teCnológiCo um país entre os primeiros O Plano Tecnológico ganhou a confiança dos portugueses e o consenso das forças mais dinâmicas da sociedade. Nos últimos quatro anos muitas pessoas, dentro e fora do Governo e da Administração Pública, trabalharam para concretizar cada uma das 176 medidas que o compõem. pag. 8 juntoS conSeguimoS. 02 entreviSta POR orlando raimundo* fOTOs Pedro Silva “Com o Empresa na Hora, demorei apenas 35 minutos a constituir a minha empresa.” José alves, 30 anos pré-escolar a todas as crianças até aos cinco anos, que é uma aposta decisiva para o País nas próximas décadas; a decisão de tornar o 12.º ano obrigatório; ou o grande programa de ensino profissional. Aquilo que já fizemos é o penhor da credibilidade, que dá consistência a afirmação de que faremos, de novo, no futuro. para onde pretendem os socialistas fazer avançar portugal? Os socialistas pretendem introduzir, e introduzirão, reformas que permitam reforçar a competitividade das empresas portuguesas, responder ao grande desafio que a instabilidade económica mundial nos impôs, nomeadamente o desafio do emprego, e combater as desigualdades sociais. Esta é a forma como o PS entende que o país vai avançar: com ambição, determinação vontade de voltar a crescer no sentido de convergirmos, novamente, com a União Europeia. o desemprego é a grande preocupação de todos. as grandes obras públicas, que o pS insiste em fazer, são a solução para o desemprego? Não há uma bala de prata para o problema do desemprego, uma solução única, milagrosa. A solução do problema do desemprego tem de ser encontrada através de um conjunto de soluções. O investimento público de qualidade tem um efeito propulsor, mas a opção do PS não se resume às obras públicas. Toda a estratégia de internacionalização das pequenas e médias empresas é uma resposta fundamental para a redução do endividamento externo português. e isso terá um efeito na redução do desemprego? Sem dúvida. A internacionalização das pequenas e médias empresas é um factor de criação de emprego. Assim como o serão a redução da dependência do país da energia importada, sobretudo do petróleo. Temos um programa muito ambicioso em matéria de energias renováveis, que nos coloca já entre os cinco primeiros lugares dos países do mundo que fazem apostas em energias renováveis. o estado é muitas vezes parte do problema e não parte da solução. o que é que vai mudar? O que se passou nos últimos quatro anos é o melhor testemunho da mudança em curso. Basta lembrarmo-nos do quanto se desburocratizou e simplificou na vida das empresas e das pessoas. mas isso não chega… …Pois não. Ainda não estamos satisfeitos. Até porque esta é uma velha pecha nacional. A aposta na desburocratização e simplificação vai continuar. Por isso lançámos agora a ideia do Licenciamento Zero, num conjunto de sectores onde as actividades económicas deixam de estar sujeitas ao licenciamento prévio do Estado, passando a estar sujeitas a mecanismos muito mais eficazes de controlo, a posteriori, depois da entrada em funcionamento, para garantir que as regras da lei são respeitadas. e o que pensa do programa - pagar a tempos e horas? Há neste programa o compromisso de reduzir para 30 dias os pagamentos do Estado às empresas e de levar mais antónio vitorino “O combate às desigualdades é uma prioridade” quais as principais novidades do programa eleitoral do pS? O Programa tem uma parte de continuidade das reformas, em que aprofundamos as linhas de transformação da sociedade iniciadas neste mandato; e uma parte de resposta à instabilidade internacional que nos afecta e que não podemos escapar. Isso traduzir-se-á no reforço do apoio às empresas em geral e numa aposta na internacionalização das pequenas e médias empresas em particular, com destaque para as fileiras onde temos vantagens competitivas; e em respostas às necessidades sociais das famílias. em que sectores mais se irá reflectir esse apoio empresarial? Diria que se fará sentir em muitos domínios e especialmente nas pequenas e médias empresas, mas as apostas mais relevantes são sobretudo no turismo, nas tecnologias aplicáveis às energias renováveis e no sector florestal. Se o segredo é a alma do negócio, como deixa perceber o principal partido da oposição, o pS não corre o risco de ser plagiado ao divulgar as suas propostas em 1.º lugar? Isso só provaria que o PS tem as melhores ideias, como estamos convencidos que temos. que garantias têm os portugueses de que essas boas intenções vão ser levadas à prática? Todos os Programas de Governo são metas e objectivos. É a prática que demonstra a capacidade de realização. O que fizemos nesta legislatura, sobretudo na primeira parte, em que o país ainda não estava afectado pelos efeitos negativos da instabilidade internacional, prova e demonstra a capacidade de realização. está a referir-se ao facto de as contas públicas terem sido postas em ordem… …Estou a referir-me ao facto de as contas públicas terem sido postas na ordem e não só. Estou a pensar também na reforma profunda que introduzimos no sistema de segurança social, na aposta na qualificação dos portugueses e nas profundas transformações que foram introduzidas no sector educativo, acções que credibilizam o que propomos para o futuro. É o caso, por exemplo, da generalização do “Com José Sócrates, deixei de pagar todos os meus medicamentos genéricos” maria augusta Ferreira, 84 anos longe o acerto de contas entre o cidadão e o Estado, designadamente no domínio fiscal. em que é que isso se irá traduzir na prática? Em permitir que quem tem débitos e créditos ao Estado possa, por via de um acerto directo, fazer a compensação, ao invés de ficar indefinidamente à espera dos pagamentos do Estado. É outra medida que irá simplificar muito a vida das pessoas. porque é que identificam o programa eleitoral com duas palavras - ambição e acção? Porque estamos confrontados com uma conjuntura internacional de que não há memória desde os anos 30. A federação dos mestres do descontentamento e os coleccionadores de protestos não mobilizam o país para que este possa enfrentar as dificuldades. O país tem de ter ambição em relação à qualificação das pessoas e vontade de agir para ultrapassar esta crise. É possível controlar as contas públicas e, ao mesmo tempo, apostar no investimento público? Contas públicas saudáveis criam margem de manobra para que o Estado cumpra as suas obrigações em matéria atenção sobre o problema. Mas há outras propostas com o mesmo objectivo. Como por exemplo… …Como por exemplo, a consagração das creches com horário alargado, que permitem maior flexibilidade aos pais, tanto na hora em que deixam os filhos como na hora em que os vão buscar. e o combate às desigualdades sociais? O combate às desigualdades sociais é uma das preocupações centrais deste programa. Já houve progressos nessa matéria mas há que levar mais longe o projecto e, sobretudo agora, prestar atenção a outros sectores em situação vulnerável. Na legislatura anterior criámos o Complemento Solidário para Idosos, cumprindo-o integralmente. Para a próxima legislatura a nossa preocupação vai sobretudo para os cidadãos com deficiência e para os trabalhadores com filhos cujos rendimentos sejam inferiores ao limiar da pobreza. e que pode a classe média esperar do pS? Em relação às classes médias, o nosso objectivo é introduzir factores de maior equidade na distribuição dos rendimentos. Daí a proposta que fazemos de rever as deduções no 03 EdiTORiAL AScenSo SimõeS diREcTOR Confiança p erguntei, há uns dias, a dois amigos que estão a iniciar a sua vida profissional, quais deverão ser os desafios para modernizarmos e desenvolvermos, de forma ainda mais consistente, o nosso país. As respostas não tardaram e foram muito relevantes. Portugal deve libertar-se, de vez, dos medos e dos atavismos, desenvolvendo políticas que não se limitem ao curto prazo. Para isso é decisivo olhar com confiança o futuro e apostar na formação e no conhecimento. Portugal tem que ser um país ainda mais solidário, onde se vençam as desigualdades, onde todos tenham oportunidades e onde se afirme a justiça social, garantindo-se uma sociedade moderna, aberta à inovação e aos empreendedores. Portugal deve assumir a formação dos seus recursos humanos de forma ainda mais vincada, do pré-escolar ao ensino superior, como forma de robustecer na nossa sociedade e encarar os desafios dos mercados globais. Portugal tem que garantir que os ganhos tecnológicos já verificados são alargados a mais cidadãos, jovens ou mais idosos, vivendo nos interiores ou nos litorais e que as empresas continuem a incorporar tecnologia nas suas cadeias de valor. Portugal deverá assumir o fortalecimento do seu tecido económico, traçando metas ambiciosas que permitam o crescimento do emprego, e assumir o desafio da internacionalização das suas pequenas e médias empresas, garantindo mais exportações de bens, serviços e ideias, gerando emprego e marcando o seu espaço nos mercados mundiais. Portugal deverá reforçar ainda a sua aposta de sucesso na garantia da soberania energética, continuando na liderança do sector e potenciar, de forma decisiva, sectores relevantes como o turismo e a floresta, assumindo o território como espaço de desenvolvimento económico, de qualidade de vida e de sustentabilidade ambiental. Portugal terá que continuar a modernizar as administrações públicas, eliminando barreiras e suprimindo burocracias, fazendo com que os cidadãos e as empresas tenham as suas vidas mais simplificadas na relação com os serviços do Estado. Estas são as leituras de quem não se conforma e quer construir uma Nação mais desenvolvida, onde todos tenham um lugar, um papel. Esta a visão de quem quer mobilizar os portugueses para um grande objectivo, o de fazer AVANÇAR PORTUGAL. portugal não sairá desta situação difícil se ficar entregue ao queixume, à lamúria ou aqueles que escondem as cartas bem junto ao peito, porque têm vergonha das suas próprias ideias. de relançamento da economia e de protecção social. Essa orientação vai persistir dentro da linha europeia. Todos os países estão a registar hoje défices nas contas públicas, em consequência das necessidades acrescidas de responder à instabilidade financeira. A forma de reduzir esses défices vai ser acertada a nível europeu. a ideia de atribuir um cheque de 200 euros, para abertura de uma conta bancária, a cada criança que nascer, é um estímulo à natalidade? Essa decisão é um sinal muito claro a esse propósito. Há um envelhecimento da sociedade portuguesa, resultante em larga medida da quebra da natalidade. O Estado deve incentivar os cidadãos a cumprirem o dever moral de contribuir para a continuidade da comunidade nacional. A questão dos 200 euros é um incentivo e uma chamada de IRS, sobretudo as decorrentes das despesas de saúde para os rendimentos mais elevados, tendo em vista criar a “almofada” necessária para a redistribuição às classes mais necessitadas. as próximas eleições revestem-se de importância decisiva. Como pretende o pS combater a abstenção? Lembrar que o país, nesta fase de crise, com tantas dificuldades, carece de estabilidade governativa e um rumo claro. um rumo que pode não agradar a todos… Pois pode. Mas é um rumo que define metas, objectivos e uma vontade de modernização do país. Portugal não sairá desta situação difícil se ficar entregue ao queixume, à lamúria ou aqueles que escondem as cartas bem junto ao peito, porque têm vergonha das suas próprias ideias. * com j. castelo branco “vou levar um livro sobre como nos devemos adaptar à meia-idade” onde vai passar férias este ano? Este ano optei pela praia. e que gosta mais de fazer quando não tem nada para fazer? O conceito de não ter nada para fazer é estranho para mim, Ainda ando à procura dele… Continua workaholic? Eu digo que não, mas a família acha que sim. que livros leva para férias? Vou levar o último livro de david Lodge, A Vida em Surdina, um romance, e uma autobiografia antiga do senhor Gulbenkian, que foi agora publicada em português. Ah, e vou levar um livro sobre como nos devemos adaptar à meia-idade. juntoS conSeguimoS. 04 “Com os socialistas no Governo a minha reforma aumentou com o Complemento Solidário para Idosos.” virgínia Silva, 76 anos As políticas sociais são uma das maiores marcas da governação do Partido socialista. O Governo assumiu três linhas fundamentais: reforçar a sustentabilidade da protecção social, garantindo a sua natureza pública; centrar as políticas sociais num forte apoio às famílias e combater de forma intensa a pobreza, em particular a pobreza infantil e dos idosos. cumprimos. PORTuGAL MAIS SOLIDÁRIO c 210 000 180 000 150 000 120 000 90 000 60 000 30 000 0 fev abr 06 06 oncretizámos a Reforma da Segurança Social e preparámos o nosso sistema de protecção social para o futuro, assente em novos equilíbrios entre deveres, direitos e responsabilidades dos cidadãos e da sociedade. Encontrámos as soluções, sustentáveis e com o acordo dos parceiros sociais, que permitiram tornar o sistema mais sólido e coerente, retirando a Segurança Social pública da situação de alto risco em que se encontrava. A sustentabilidade do sistema, permitiu o lançamento de uma nova geração de políticas sociais, de combate à pobreza infantil e dos idosos. Foram criados novos apoios à natalidade e às famílias, como o Abono Pré-Natal e evolução Complemento Solidário para idosos requerimentos deferidos jul ago out dez fev abr 06 06 06 06 07 07 jul ago out dez fev abr 07 07 07 07 08 08 jul ago out dez 08 08 08 08 o aumento do Abono de Família para as 100 000 famílias mais pobres (25% de uma vez só), 90 000 para as mais numerosas ou para as famílias 80 000 monoparentais. Este esforço global traduziu70 000 se num aumento superior a 50% no Abono 60 000 50 000 de Família ao longo da legislatura, mais de 40 000 300 milhões de Euros por ano! 30 000 Merece referência especial o Complemento 20 000 Solidário para Idosos, o maior esforço de 10 000 combate à pobreza dos idosos desenvolvido 0 em quatro anos. Concentrámos mais recursos nos idosos mais pobres. Deste modo, foi possível retirar mais de 200 mil idosos da pobreza, garantindo um aumento dos seus rendimentos em mais de 1000 euros por ano. Os impactos do primeiro ano da sua implementação foram decisivos para que entre 2004 e 2007 a taxa de pobreza dos idosos se reduzisse em seis pontos percentuais. Numa outra área social, que visa a aposta nas creches, permitindo que as nossas crianças beneficiem de mais e melhores espaços de educação e socialização, e contribuindo para uma melhor conciliação da vida pessoal, familiar e profissional dos jovens casais, em particular das jovens mães, o Programa PARES promoveu um investimento do Estado em equipamentos, que ultrapassa os fev abr jul 212 milhões de euros, dez vezes mais do que 09 09 09 evolução abono de Família 2005 2006 2007 2008 2009 em 2004, significando cerca de 12 000 novos postos de trabalho em cerca de 600 equipamentos. Mas também o desenvolvimento da rede de equipamentos sociais para os idosos e ainda para as pessoas com deficiência e com dependência, foi outra grande prioridade desta legislatura. Deste modo, milhares de novos lugares estão a ser disponibilizados, em benefícios das famílias portuguesas. Em particular, deve destacar-se a prioridade à rede de cuidados continuados e aos novos equipamentos residenciais para pessoas com deficiência, que permitirão que muitas famílias de idade possam viver mais tranquilas, pois os seus familiares dependentes ou com deficiência terão agora mais resposta da rede social às suas necessidades. A colaboração entre o Estado e as instituições do sector solidário – Instituições de Solidariedade Social, “Com Sócrates, tirei o diploma do 12.º ano e fui promovido na empresa.” antónio nóbrega Ferreira, 52 anos 05 aumentaremos em 8.000 o número de lugares de internamento de idosos e dependentes. O combate aos falsos recibos verdes continuará no centro das nossas preocupações, eliminando-os definitivamente no Estado. Todas as formas de combate à precariedade laboral serão desenvolvidas, através da concretização das medidas já acordadas com os parceiros sociais, nomeadamente fazendo com que o regime de contribuições patronais para a Segurança Social beneficie a contratação sem termo e penalize a contratação a termo. Duplicaremos o número de creches com horário alargado, garantindo que mais cerca de 400 creches funcionarão mais de 11 horas por dia, permitindo a conciliação da vida pessoal e profissional das famílias. O Partido Socialista apresenta-se a estas eleições com trabalho feito e apoiado por vastos sectores da sociedade portuguesa. Mas não se conforma como o muito que há ainda para fazer para que haja menos pobreza, menos desigualdades e menos sofrimento. O PS é um partido que assume que todos têm direito a serem felizes. Sabia que... com a reforma do Sistema de Segurança Social concretizada pelo governo do PS, Portugal saiu do grupo de Alto risco em termos da sustentabilidade das pensões e da Segurança Social Pública. o complemento Solidário para idosos, criado em 2006, abrange mais de 200.000 idosos, que vêm a sua pensão melhorada em mais de 1000€ por ano. · · · · · · · o Abono Pré-natal já foi atribuído a mais de 170 000 grávidas durante 6 meses de gravidez. o aumento do Abono de Família em 25% para as famílias mais carenciadas, beneficia 1,4 milhões de crianças. com o programa PAreS, aprovaram-se mais de 600 novos equipamentos sociais, com capacidade para cerca de 38 500 utentes. teremos 411 novas creches com capacidade para mais de 18 000 crianças onde passarão a trabalhar cerca de 12 000 pessoas. A aposta do governo do PS na qualificação do Salário mínimo nacional permitiu que crescesse cerca de 20,1% entre 2005 e 2009, passando de 374,70€ para 450,00€. filhos, que tenham rendimentos inferiores ao limiar de pobreza, garantindo que quem trabalha e tem filhos não continue a viver abaixo desse limiar. E, na mesma linha, prosseguirá a elevação do Salário Mínimo Nacional, em concertação com os parceiros sociais. Reforçaremos os abonos de família das famílias monoparentais e procederemos a um aumento extraordinário do abono das famílias com dois ou mais filhos, concentrando recursos onde se manifestem mais riscos de pobreza. Combateremos a pobreza no universo das pessoas com deficiências, garantindo que nenhuma pessoa, cuja deficiência motive incapacidade total ou muito elevada para o trabalho, viva abaixo do limiar da pobreza. Continuaremos a reforçar o apoio aos idosos beneficiários do Complemento Solidário para Idosos, garantindo-lhes, sempre, um rendimento acima do limiar da pobreza. O alargamento consolidado da rede de equipamentos sociais de serviços aos idosos, como lares e centros de dia e da rede de cuidados continuados, será prioritário e OPiNiãO Políticas sociais em tempos recentes ortugal chegou com atraso à meta … das políticas sociais. Esta é a herança a que em anos recentes houve que dar resposta, quer melhorando os níveis de protecção social da população em geral, quer direccionando medidas para cidadãos, grupos, instituições e territórios de acrescida vulnerabilidade e destituição. com base numa leitura actualizada e, tanto quanto possível, dinâmica da realidade social, têm sido concebidas e implementadas medidas para melhorar o nível de rendimentos, para reforçar os equipamentos e serviços sociais, como ainda, para incrementar o ambiente humano dos lugares de vida e de trabalho. O Rendimento social de inserção, o complemento solidário para idosos, as majorações em vários benefícios, designadamente os dirigidos às famílias monoparentais, famílias numerosas e, mais recentemente, as bonificações estabelecidas para os encargos com o alojamento, exemplificam a vantagem de acrescidos rendimentos no combate à exclusão e promoção de uma protecção de autonomia. idêntico propósito têm tido as medidas de acesso a melhores níveis de escolaridade e ao mercado de trabalho, ilustradas nos programas Escola a Tempo inteiro, Percursos curriculares Alternativos e Programa Novas Oportunidades. face aos equipamentos e serviços sociais três combates principais têm sido visados: i) por um lado, o alargamento dos níveis de cobertura e o redireccionamento para necessidades Misericórdias e Mutualidades – mereceu ainda uma importante valorização ao nível da cooperação, nomeadamente através do reforço dos meios financeiros transferidos para as instituições, para suporte ao funcionamento da rede de serviços e equipamentos sociais. O Partido Socialista apresenta-se a novas eleições com novas metas e novos compromissos no fortalecimento da protecção social das portuguesas e dos portugueses, garantindo a gestão rigorosa dos recursos do sistema de segurança social. O Governo do PS criará um novo apoio para as famílias trabalhadoras com P emergentes, ii) por outro, a melhoria dos equipamentos existentes e, iii) por outro, ainda, a requalificação dos profissionais e dos gestores. Nesta linha, é de registar, entre outras, o contributo de medidas como o PAREs e o plano dOM. No plano de grupos com particulares vulnerabilidades, destacam-se as iniciativas dirigidas aos idosos e às crianças, às pessoas com incapacidades e deficiência, aos sem-abrigo, imigrantes e outros grupos étnicos. Tendo em conta as conhecidas assimetrias territoriais, vários outros programas têm tido como finalidade trabalhar tecidos societais a nível local, designadamente pela via da articulação e concentração de recursos e de potencialidades. Os contratos Locais de desenvolvimento social surgem com esse mandato, propondo-se accionar estímulos para uma revitalização cidadã desses territórios e populações. contribuir para uma sociedade mais inclusiva tem significado, pois, aceitar desafios em múltiplas áreas e accionar diversificados instrumentos. significará, cada vez mais, tomar a(s) exclusão(ões) não apenas como um problema, mas como o problema central a que a sociedade portuguesa não pode deixar de reagir. E em matéria de construção de sociedades mais igualitárias, o que já foi feito deve ser registado pelos seus resultados, mas também pelo estimulo para futuras iniciativas de aprofundamento da coesão e bem estar. Fernanda rodrigues doutorada em serviço social juntoS conSeguimoS. 06 “Com o Governo do PS, foi possível concretizar o meu objectivo de fazer um doutoramento num centro de investigação internacional.” João p. Costa, 27 anos TODOS DESPORTO PaRa p Nos últimos quatro anos a política desportiva assumiu uma marca relevante da governação socialista. introduzimos a educação física e o desporto no 1.º ciclo do Ensino Básico. conseguimos mais de 300 mil alunos praticantes, organizados e orientados por mais de 6 mil professores, em mais de 1200 agrupamentos escolares, a que corresponde um investimento de 5,5 milhões de euros. milhões de euros. Aumentámos a área para fazer desporto em Portugal em mais 545 328 m². Construímos, no todo nacional e de forma descentralizada, 202 mini-campos desportivos (22x12m), num investimento de 2,6 milhões de euros. Construímos campos de relvado sintético com a dimensão de um grande campo de jogos (±100x60m) em 82 concelhos que ainda os não possuíam, num investimento que atingiu 32,7 milhões de euros. Apoiámos obras de qualificação e beneficiação em instalações de 361 clubes e colectividades desportivas espalhadas por todo o país, num financiamento que atingiu 4,1 milhões de euros. Modernizámos as Federações Desportivas, através de um investimento de 2,9 milhões de Euros para o seu apetrechamento, aquisição de equipamentos, criação de redes digitais e contratação de recursos humanos. Aumentámos o financiamento global às Federações Desportivas em cerca de 18,6%, atingindo em 2008 o valor de 37,3 milhões de Euros, assim como ao Comité Olímpico e Paralímpico. A soma do investimento nos quatro anos atingiu, pela primeira vez numa legislatura, o valor de 178,9 milhões de Euros. Importa, por isso, manter o rumo no desenvolvimento do desporto que foi seguido, promovendo a generalização da prática desportiva, apostando na oferta desportiva em proximidade e numa acessibilidade real dos cidadãos à prática do desporto e da actividade física, através de infra-estruturas e equipamentos adequados. Mais e melhor desporto para mais cidadãos continuará a significar ter por objectivo a generalização da prática desportiva, a formar na escola e a desenvolver no movimento associativo, garantindo igualdade de acesso às actividades desportivas sem discriminações sociais, físicas ou de género. Com um novo Governo do PS renovamos o compromisso e a ambição e fazemos, também no desporto, Avançar Portugal. elo programa do desporto escolar passaram alguns dos recém medalhados olímpicos, como Vanessa Fernandes ou Nelson Évora. Aumentámos em 37 459 o número de praticantes federados. Aumentámos em 22% o número de mulheres a praticar desporto federado (mais 20 865 do que em 2005). Aumentámos o número de cidadãos que praticam actividade desportiva não formal, incluindo os idosos e os cidadãos portadores de deficiência e aumentámos em 32% o número de atletas de alta competição oficialmente registados. Construímos uma Rede de Centros de Alto-Rendimento espalhados pelo país, específicos para cada modalidade desportiva, segundo os padrões de qualidade mais elevados a nível internacional, num investimento que atingiu 50,3 O meu Programa Eleitoral dynkA Amorim integração dos imigrantes o programa de requalificação dos bairros desfavorecidos que são habitados maioritariamente por imigrantes e minorias étnicas é “a medida” em que me revejo. Bem sei que o Programa Escolhas, a formação profissional ou a multiculturalidade no espaço escolar e social são importantes para que o país seja ainda mais inclusivo. Mas os bairros são hoje uma preocupação que importa olhar com atenção e resolver atempadamente os seus problemas. AndreiA SoAreS Apoio à família A criação de uma conta Poupança–Futuro, com um apoio de 200 euros por cada criança nascida, é para mim a proposta mais significativa. Trata-se de incentivar com benefícios de iRs a poupança das famílias a pensar no futuro dos nossos filhos. Esta medida é muito relevante para o futuro do meu filho e vem no seguimento de outras medidas deste Governo no apoio à família como o abono Pré – Natal, a concretização do programa cheque-dentista e a importante consagração da Licença de Parentalidade. As políticas de família são uma marca indelével do Partido socialista. nuno morgAdo 12º ano obrigatório Quem acompanha a gestão diária de uma empresa conhece bem a necessidade de se promover a valorização dos recursos humanos para que se possa produzir mais e se promova o crescimento do emprego. A decisão de alargar o ensino obrigatório até ao 12º ano, somada ao programa de estágios profissionais, são duas das medidas mais relevantes de maior alcance para o nosso futuro colectivo e que o Ps tem no seu Programa Eleitoral. Trata-se de um passo gigantesco para o desenvolvimento da nossa sociedade. CruzadaS 1. novas oportunidades; 2. plano tecnológico; 3. vacina; 4. renováveis; 5. pares; 6. ies; 7. cartão de cidadão; 8. magalhães; 9. prace; 10. simplex; 11. ciência; 12. inglês; 13. 8. magalhães; 9. prace; 10. simplex; 11. ciência; 12. inglês; 13. diFerençaS 1. microfone de josé sócrates; 2. jovem á direita de sócrates; 3.desenhos da tshirt amarela; 4. pulseira da carolina patrocínio; 5. óculos do assistente da primeira fila; 6. tshirt verde da assistente; 7. elemento da assistência á esqueda deSporto 1. 120 000; 2. 22%; 3. 545 000m; 4. 14. Soluções CruzadaS dEscUBRA As 7 diFerençaS mário martins Silva, 26 anos 1 3 “Com José Sócrates, consegui um estágio ao abrigo do programa Inov-Jovem.” passatempos fAcTOs dO deSporto 4 2 Como reduzir o risco de transmissão gripe a conselhos Úteis 07 fonte ministério da Saúde juntoS conSeguimoS. úLTiMA plano tecnológico “Com José Sócrates, tive o meu primeiro computador!” luís Barrias martins, 16 anos Nota ao Presidente Obama renovar a ambição Quer melhorar as escolas? Ponha os olhos em Portugal! por don tapscott autor de 13 livros sobre novas tecnologias nas empresas e na sociedade, incluindo ‘Wikinomics’ e o mais recente ‘grown up digital’ As salas de aula norte-americanas têm de entrar no século XXi. Milhares de professores concordam com esta afirmação. No início deste ano, vários importantes grupos ligados à Educação pressionaram o Presidente e o congresso a gastar quase dez mil milhões de dólares para melhorar a tecnologia dentro das salas de aula e para garantir um uso mais eficaz dos computadores por parte dos professores. Para ver como isso se faz, sugiro ao Presidente que olhe para um modesto país do outro lado do Atlântico, que se está a transformar em líder mundial no repensar do ensino no século XXi. Esse país é Portugal. A economia portuguesa, no início de 2005, estava em declínio e a ficar sem os habituais remédios económicos. Além disso, ao nível do ensino, apresentava alguns dos mais fracos resultados de toda a Europa ocidental. Por isso, o Primeiro Ministro José sócrates deu um passo de grande coragem. decidiu investir fortemente num “choque tecnológico” para impelir o seu país para o século XXi. isso implicava, entre outras coisas, que ele garantisse que toda a população activa soubesse usar eficazmente um computador e a internet. isso poderia transformar a sociedade portuguesa ao dar às pessoas acesso imediato ao mundo. isso criaria enormes oportunidades que podiam tornar Portugal um país mais rico e competitivo. Mas tal não aconteceria se as pessoas não tivessem um computador em seu poder. o O Plano Tecnológico ganhou a confiança dos portugueses e o consenso das forças mais dinâmicas da sociedade. Nos últimos quatro anos, muitas pessoas, dentro e fora do Governo e da Administração Pública, trabalharam para concretizar cada uma das 176 medidas que o compõem. prestígio do MIT, da Carnegie Mellon University ou do Instituto Fraunhoffer (entre outras) colocaram as nossas universidades em contacto com o que de melhor se faz no mundo. O número de investigadores em Portugal duplicou em 10 anos, contamos com 13.000 doutorados a trabalhar em centros de investigação e desenvolvimento, domínio no qual o investimento público e privado nunca foi tão alto, ultrapassando 1% do PIB. Empresas inovadoras exigem um Estado mais ágil. É por isso que as iniciativas enquadradas no Simplex são determinantes. Medidas como a Empresa na Hora ou a Informação Empresarial Simplificada tiveram uma adesão maciça dos nossos empresários. Segundo o Banco Mundial, em 2004 eram precisos 78 dias para abrir um negócio; em 2008 bastavam seis. O efeito conjugado de todas estas frentes de mudança faz-se sentir no dia-a-dia das pessoas e nas comparações internacionais. No ranking europeu de inovação, Portugal foi o 5º país com melhor progresso relativo. Portugal ascendeu ao 3º lugar do ranking de governo electrónico da Comissão Europeia e tornouse no país do Sul da Europa mais competitivo no ranking do IMD. Numa altura de especiais exigências, não podemos esquecer como Portugal progrediu. Já estamos entre os primeiros em domínios essenciais para o nosso futuro. Plano Tecnológico partiu de uma ideia simples: o sucesso de Portugal num mundo cada vez mais aberto e em rede depende do conhecimento e das qualificações dos portugueses, da sua capacidade tecnológica e científica e da forma como as nossas empresas conseguem inovar para ganhar vantagens competitivas. Hoje, o acesso ao conhecimento torna indispensável uma ligação à Internet. É por isso que a iniciativa eEscola é uma das medidas mais importantes do Plano Tecnológico, garantindo o acesso ao um computador ligado ao mundo a todos os alunos do 1.º ao 12.º ano de escolaridade, a todos os professores e aos adultos inscritos nas Novas Oportunidades. A adesão fala por si: um milhão de computadores já entregues. Mas não basta dar acesso a um computador pessoal, é preciso enquadrar a tecnologia na escola e dar-lhe expressão no processo educativo. Foi por isso que surgiu o Plano Tecnológico da Educação, para garantir ligações rápidas, redes locais, equipamentos adequados nas escolas e formação para os professores. Também no ensino superior e na investigação científica se está a fazer sentir o impacto do Plano Tecnológico. As parcerias internacionais com instituições com o Em 2005, apenas 31% dos lares portugueses tinham acesso à internet. Para aumentar essa utilização, o lugar mais lógico por onde começar seria a escola. Portugal lançou então o maior programa, a nível mundial, para equipar cada criança com um portátil e acesso à internet e ao mundo da aprendizagem conjunta. Para pagar este programa, Portugal fez uso quer de fundos governamentais quer de dinheiro dos operadores móveis a quem tinham sido atribuídas licenças 3G. E assim foi subsidiada a compra de um milhão de portáteis, ultra baratos, por professores, crianças em idade escolar e adultos em formação. isto significa que quase nove em cada dez alunos dos primeiros quatro anos de escolaridade têm um portátil nas suas carteiras. O impacto na sala de aula é incrível, tal como testemunhei este ano quando visitei uma sala de aulas de crianças de sete anos numa escola pública perto de Lisboa. foi a sala de aula mais entusiasmada, ruidosa e colaborante que alguma vez vi. O professor orientou os alunos para um blog de astronomia com uma bonita imagem a cores do movimento de rotação do sistema solar no ecrã. “Vamos lá ver,” disse o professor, “quem sabe o que é um equinócio?” Ninguém sabia. “Muito bem, por que é que não tentam descobrir?” A conversa começou, com as crianças divididas em pequenos grupos para descobrirem o que era o equinócio. Então, um dos grupos saltou levantando as mãos. Encontraram! Passaram então a explicar a ideia aos colegas. isto, pensei eu, era precisamente o oposto do que estava mal no sistema de ensino dos Estados Unidos. As crianças desta sala de aula em Portugal estavam a adorar aprender coisas de astronomia. Estavam a colaborar. Estavam a trabalhar ao seu próprio ritmo. Quase nem reparavam na tecnologia, no seu tão desejado portátil, porque era tão natural utilizá-lo como respirar. Mas mudou a relação que tinham com o professor. Em vez de se remexerem nas cadeiras enquanto o professor fala e gatafunha alguns apontamentos no quadro, eram eles os exploradores, os descobridores, e o professor o guia que os ajudava. Portugal está numa campanha para reinventar o ensino para o século XXi. A tecnologia é apenas uma parte dessa campanha. O verdadeiro trabalho é criar um novo modelo de aprendizagem. Todavia, depois de ver como são promissoras as salas de aula em Portugal, estou convencido de que valeu a pena. As nossas crianças deviam ter a mesma sorte. fichA TÉcNicA director ascenso simões editor orlando raimundo design bernardo ferraz · redacção vasco vilela, josé c. branco, miguel rodrigues cabrita, tiago gonçalves, luis pereira, rui grilo, pedro cardoso, vítor hugo salgado

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