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CURSOS DE MBA: SEU REINADO TERMINOU? TANIA NOBRE GONCALVES FERREIRA AMORIM RYAN PAULO DA SILVEIRA AMORIM AMÉRICO NOBRE GONÇALVES FERREIRA AMORIM
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Resumo O presente artigo é resultado uma pesquisa que estudou o perfil de 1.397 ex-alunos do Programa MBA Executivo UFPE. Estudos brasileiros sobre a evolução dos cursos de pós-graduação lato sensu, Especializações e MBA’s, ainda são raros. O Ministério da Educação desenvolveu um cadastramento desses cursos, para conhecer a realidade nacional do segmento, devido ao seu grande número. Metade das universidades e faculdades brasileiras já os oferece. No Sudeste estão em maior número, mais de 4.000, e o Nordeste representa 14% dos 9.000 no País. Pernambuco detém 33% dos cursos da Região. As IES Privadas têm 85% dos cursos e as universidades, apenas 10%. A pesquisa analisou as principais características da demanda discente do Programa. Os alunos são maioria homens, cada vez mais jovens e estão fazendo sua primeira pós. A demanda discente está em declínio, seguindo a tendência do País. O nível hierárquico e função exercida pelos alunos, também está em declínio, do nível estratégico para o nível tático, que agora é maioria. As constatações da pesquisa sugerem reflexões quanto à continuidade do programa e da pós-graduação lato sensu no Brasil.
ABSTRACT The present article is a research resulted that it searched to trace the profile of 1.397 students of UFPE MBA Executive Program. Brazilian studies consolidated on the evolution of the MBA courses still are rare. The MEC, developed a MBA course cadastre, to know the national reality of the segment, which had a great number of courses opened in the last years. Half of all the Brazilian universities and faculties already offer them. In the Southeast they are in bigger number, with more than 4,000 courses and the Northeast represents 14% of about 9.000, in all country, and Pernambuco withholds 33% of the Region courses. The Private IES have 85% of the courses and the universities, only 10%. The research searched, to analyze the main characteristics of the learning demand of the studied Program, which functions for the last 10 years. The majority of students is masculine, each time younger and is making its first MBA. The learning demand is in decline, following the trend of the Country. Also the hierarchic level and function exerted for the students had been analyzed, also having been verified a decline of the strategical level for the tactical level, that now is majority. The results of the research suggest reflections about the continuity of the Program and graduation in Brazil.
PALAVRAS CHAVE: CURSOS DE MBA, DEMANDA DISCENTE, PÓS LATO SENSU KEY WORDS: MBA, STUDENT DEMAND, GRADUATE COURSES
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1 INTRODUÇÃO
O conhecimento, a tecnologia e as exigências profissionais crescem continuamente, obrigando o indivíduo que deseja se manter competitivo a acompanhar esta evolução, segundo Salvagni apud Araújo e Correia (2001), o que não é fácil, devido à velocidade em que se instala na nossa cultura. O aprimoramento profissional constante é uma exigência a cada dia maior. O conhecimento precisa ter foco e as empresas procuram profissionais dinâmicos, empreendedores e “antenados” que busquem o seu próprio desenvolvimento intelectual e profissional, para garantir o crescimento organizacional. Investir em educação talvez seja a principal fonte para o desenvolvimento dos países e organizações, onde a concorrência é cada vez maior, trabalho mais e mais qualificado, em todos os segmentos e exigência de pessoas mais competentes (Probst, Raub e Romhardt, 2002). Então, só a graduação não mais atende às exigências desse mercado tão competitivo e os profissionais precisam buscar novos e novos conhecimentos para manterem sua empregabilidade. A pósgraduação passa a ser a nova exigência mínima, principalmente pelas Especializações e MBA (Master Business Administration), por seu caráter amplo, duração não muito extensa e elevada aplicabilidade no mercado. Segundo Menezes e Santos (2002), a pós-graduação lato sensu, termo utilizado para caracterizar um tipo de curso de pós-graduação voltado à especialização ou aperfeiçoamento, objetiva formar especialistas, com habilidade e competência nos conhecimentos técnico-científicos de determinada área. Busca também revitalizar, aprimorar e aprofundar os conhecimentos adquiridos na graduação. Caracteriza-se por sua flexibilidade curricular exigindo a apresentação de um trabalho de conclusão, além da aprovação nas diversas disciplinas oferecidas. É preciso elevar o nível de empregabilidade que, segundo Adissi (1997, p. 127), “é a capacidade de o profissional manter-se não só no emprego, mas acima de tudo, atualizado com as demandas do mercado de trabalho em contínua mutação”. Destaca-se então, a demanda por cursos de Especialização e/ou MBA Executivo, como uma moderna opção para o crescimento teórico-prático do profissional. Os cursos podem proporcionar amizades e contatos comerciais importantes, aumentando significativamente a rede de relacionamento dos alunos, principalmente nos cursos realizados em universidades e faculdades de elite (Silbiger, 1996). Nessa última década, porém, com a constatação do bom retorno financeiro decorrente desses cursos, várias faculdades e universidades iniciaram a oferta de Especializações e MBA’s, para profissionais que estão no mercado. A UFPE, foi pioneira no oferecimento de cursos de MBA Executivo em Pernambuco, em seu departamento de Ciências Administrativas, há mais de 10 anos.
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No Brasil, o MBA é uma pós em nível de Especialização, lato sensu, com no mínimo 360 horas, e oferecida por IES, com graduação reconhecida pelo MEC. Entretanto, a proliferação desses cursos promove uma concorrência acirrada que exige a queda não só das mensalidades, mas das exigências na seleção dos alunos, para sua viabilidade, o que é preocupante para a qualidade dos cursos oferecidos (Arruda, 2003). Na UFPE, também foi observada a dificuldade para preenchimento das turmas, a partir de 2004, talvez por existirem faculdades oferecendo cursos, a preços muito inferiores, mas sem a mesma qualidade e qualificação do corpo docente. Desta forma, decidiu-se realizar uma pesquisa, que buscou observar como o perfil do aluno do Programa MBA Executivo da UFPE foi alterado ao longo dos anos, buscando entender as mudanças ocorridas e subsidiar decisões futuras. Desta forma, foi levantado o perfil dos profissionais estudantes do MBA Executivo da UFPE através de uma pesquisa documental que analisou as informações disponíveis no banco de dados do programa.
2 VISÃO GERAL DA PÓS GRADUAÇÃO LATO SENSU Os MBA’s - Master Business Administration (MBA) a partir do final da década de 90 se firmaram no Brasil, impulsionados pela valorização da educação continuada de executivos, em especial, na área de gestão. Não são mestrados e sim equivalentes aos cursos de Especialização, lato sensu. (Guia de Empregos, 2006). Na visão de Cafardo (2004), “a febre” dos anos 2000 pelos MBA’s se foi. As IES perderam alunos, em um movimento inversamente proporcional ao crescimento e à diversificação da oferta. Existem três modalidades segundo Borroni-Biancastelli (2005): os MBA’s abertos, o MBA in company e os MBA’s corporativos e o MBA in company é o que mais cresce no País, porque além de treinar os funcionários nas competências mais adequadas para a empresa é mais barato para a organização (Anamba, 2006). Mesmo as escolas mais conceituadas, precisaram realizar alterações em seus modelos, para manter um quantitativo de alunos suficiente para a manutenção do sistema de cursos de MBA’s na atualidade (Folha On Line, 2006). A quantidade de graduados não pára de crescer, segundo dados do MEC (2006). A rede particular apresentaum crescimento acima de 10% ao ano. O MEC em 2004, desenvolveu um cadastro das instituições de ensino superior que oferecem cursos de pós-graduação lato sensu, e mais de 50% das universidades, faculdades e centros universitários do País têm os cursos. Como o mercado de MBA’s e especializações lato sensu é mais livre de controles do que os cursos strito sensu, ainda não existem estatísticas oficiais que demonstrem como exatamente ocorreu seu crescimento (GUIA, 2004). Mas segundo Longo apud Curriex (2006), “o mercado era maior do que podíamos imaginar”.
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O INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (2007), afirma que em 2006 havia mais de 8.800 cursos de especialização presenciais no Brasil e mais de 60, à distância. O Sudeste com 4.927, e o Nordeste, com cerca de 1.200 cursos, cada. 85% de todos os cursos lato sensu são oferecidos por faculdades privadas e apenas 10% por universidades. A área de Ciências Sociais e Aplicadas detém mais cursos(30%), seguida de Ciências Humanas (29%) e Ciências da Saúde(22%). Administração é disparada a área que mais oferece cursos, com cerca de 1.710 cursos, 64% de todos os cursos oferecidos na grande área de Ciências Sociais e Aplicadas. Em Pernambuco, estado onde se desenvolveu a pesquisa, em 2006, era responsável por 391 cursos presenciais e apenas um à distância, o que corresponde a 33% dos cursos oferecidos na Região Nordeste (INEP, 2007). A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi a primeira universidade de Pernambuco a oferecer curso de especialização em Administração e Gestão em Pernambuco, com o Programa de Pós-Graduação MBA Executivo. Os principais cursos oferecidos foram: Administração de Marketing de Serviços; Gestão Hoteleira; Finanças Corporativas; Gestão de Negócios; Gestão de Serviços; Gestão de Varejo; Marketing Estratégico, Gestão de Recursos Humanos e Gestão e Liderança. Seu corpo docente é formado por mais de 85% doutores, e tem objetivo principal possibilitar a capacitação de executivos, através da apresentação e discussão de teorias e práticas atualizadas de negócios (DCA - UFPE, 2006). Em seus mais de 10 anos de funcionamento, o referido programa já formou e atualizou cerca de 1.500 especialistas. O Programa MBA Executivo UFPE, foco desta pesquisa, pertence a área de Administração e Gestão Organizacional, buscou-se conhecer o perfil do Administrador profissional no Brasil, para posteriormente relacioná-lo aos dados do perfil do aluno da UFPE. Segundo dados do Conselho Federal de Administração – CFA (2003), a maioria dos administradores brasileiros (70%) são sexo masculino. Com 33% até 30 anos e a maioria menos de 40 anos (60%). 48% concluíram os seus cursos em Instituições Privadas. 72% fizeram Especialização e 9% têm Mestrado. O exercício profissional é maior no setor de serviços (42%), seguido do industrial (21%) e do comercial (14%). 53% estavam em cargos de nível tático, 16% no operacional, 15% no topo da estrutura organizacional e 16% encontrava-se em outros cargos. Portanto, a maioria dos Administradores é formada por homens e trabalha na área de serviços.
3 O ALUNO DO PROGRAMA MBA EXECUTIVO DA UFPE Em 2003, a UFPE sofreu uma ação civil pública do Ministério Público de Pernambuco, por oferecer cursos pagos, o que terminou por “enrijecer” os padrões para o oferecimento dos novos cursos de pós-graduação lato sensu da universidade.
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A sentença restringiu e ordenou várias ações administrativo-financeiras, mas não proibiu o oferecimento de novos cursos, desde que fossem cumpridas as determinações da Sentença Judicial. Mas o sentimento era de alívio, pela não proibição da prestação desse serviço à comunidade, no entanto exigiu um sério período de transição, pois várias normas tiveram que ser ajustadas e tudo isso levou algum tempo para discussão e elaboração. O Programa MBA Executivo, por pouco não encerrou suas atividades, em virtude das exigências da sentença judicial. Além disto, uma profunda reestruturação organizacional e acadêmica foi necessária, quase todos os coordenadores dos cursos que estavam em funcionamento na época da sentença desistiram de oferecer novos projetos, porque perderam vantagens financeiras e teriam que se submeter a uma série de novos procedimentos. Novos docentes aceitaram o desafio de não deixar que o programa morresse e reestruturaram todo o programa para os novos cursos lato sensu, mas apenas 50%, dos que haviam sido oferecidos anteriormente, priorizando os de maior demanda. Neste período, no entanto, o Programa MBA Executivo da UFPE não estava mais atraindo tantos candidatos aos seus cursos, como outrora. Muitos cursos não conseguiram fechar novas turmas. Por que tal situação estava ocorrendo com a UFPE, uma universidade respeitada em Pernambuco, Brasil e Exterior? Esta foi a grande pergunta que originou a pesquisa desenvolvida, buscando conhecer o perfil do seu aluno, para entender o que estava efetivamente acontecendo e nortear as decisões do Programa. O Programa MBA Executivo UFPE possui uma base de dados consolidada, com as informações pessoais, de escolaridade e experiência dos alunos que dele já participaram. Estes dados contudo, nunca foram explorados para subsidiar decisões estratégicas do Programa. A pesquisa foi desenvolvida em 2006, com caráter descritivo, a partir do levantamento dos dados dos alunos, com o objetivo de obter informações esta população alvo, visando conhecer e expor as suas principais características, e estabelecer associações. Roesch (2005) salienta que os levantamentos buscam trabalhar com toda a população envolvida, como foi feito, em relação aos cursos que foram oferecidos por maior período nos 10 anos de funcionamento do programa. Foram estudados os dados referentes aos cursos de MBA Executivo em Gestão de Negócios (GN), Marketing Estratégico (MKT), Finanças Corporativas (FC), Gestão de Varejo (GV), Gestão em Serviços (GS) e Gestão em Recursos Humanos (RH) e seus similares (Gestão de Pessoas e Gestão do Comportamento Organizacional). Utilizou-se também, a pesquisa bibliográfica, como um dos meios de investigação, para obter um levantamento teórico, através de desk research, analisando-se, a relação de tais conceitos, com informações colhidas nos dados secundários, do banco de dados do Programa, referentes às informações pessoais e curriculares dos alunos (Vergara, 1998, Gil, 2002 e Beuren apud Lopes, 2006).
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Os principais aspectos estudados foram, o número de alunos matriculados, por turma e curso, o gênero, a idade, a graduação, a instituição estudada, o porte da empresa e os cargos ocupados. Neste artigo, ênfase será nos dados globais do Programa, mas alguns resultados específicos, significativos serão citados. O curso de MBA Executivo em Gestão de Negócios é o “carro chefe” do Programa e foi oferecido em todos os anos de funcionamento, inclusive com mais de uma turma no mesmo ano, pela alta demanda de candidatos aprovados no processo de seleção. Apresenta o maior número de parcerias junto às empresas, por ser um curso de natureza mais abrangente, e fornece subsídios ao profissional que busque conhecer a área de gestão, principalmente para os que de outras áreas, mais técnicas. Grandes organizações já apoiaram seus funcionários para participar do curso, com destaque para o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Chesf, Rede Globo Nordeste, Embratel, Telemar, TIM, Gerdau, Nestlé, dentre outras. Também é o curso que atrai o maior número de empresários.
3.1 Os alunos matriculados no Programa durante o período estudado Foram 1.397 alunos que participaram dos cinco principais cursos do Programa MBA Executivo UFPE, nos últimos dez anos. O curso de MBA Executivo em Gestão de Negócios foi o de maior número de alunos, seguido por Marketing Estratégico. Os cursos da área de Recursos Humanos tiveram o menor número de alunos e foram os que mais sofreram modificações de conteúdo e nomenclatura para aumentar a demanda. A tabela 1 abaixo, sintetiza o Número total de alunos matriculados por curso do MBA Executivo da UFPE. Tabela 1 - Número total de alunos matriculados por curso do MBA Executivo da UFPE.
Tabela 1 - Número de alunos matriculados por curso no MBA Executivo UFPE Cursos Gestão de Negócios 411 Finanças Marketing 308 Corporativas 231 Gestão de Varejo 164 Gestão de Serviços 157 Recursos Humanos 126 Total de alunos 1.397
Matrículas
Fonte: Pesquisa documental - Recife (2006)
O fluxo de alunos por curso e ano, variou significativamente, sendo os anos de 1999 e 2000, época em que houve maior demanda para o MBA Executivo UFPE, quando alguns cursos tiveram duas turmas, para melhor atender à demanda de bons candidatos. O gráfico 1 abaixo, sintetiza a evolução das matrículas globais do Programa MBA Executivo UFPE. A tendência decrescente do número de alunos matriculados nos cursos, a partir de 2000, fica visível.
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Gráfico 1 - Evolução das matrículas globais do Programa MBA Executivo UFPE
Matrículas - MBA Executivo UFPE
300 250 200 1 50 1 00 50 0 1 997 1 998 1 999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 M édia
Anos
Fonte: Pesquisa documental - Recife (2006)
3.2 O gênero e a Faixa etária dos alunos Em relação ao gênero dos alunos, verifica-se maioria masculina nos cursos, à exceção do curso de Gestão em RH e similares, pois tradicionalmente a área é mais ocupada por mulheres. Nos cursos de Gestão de Negócios, Marketing Estratégico e Finanças Corporativas, os homens são quase o dobro das mulheres, em todas as turmas. Já nos cursos de Gestão de Varejo e Gestão de Serviços, eles são cerca de 1/3 maiores, conforme gráfico 2 abaixo. Gráfico 2 - Gênero dos alunos do MBA Executivo UFPE
Gênero - MBA Executivo UFPE
300 250 200 1 50 1 00 50 0 GN M asculino M KT Feminino FC GV GS RH M édia Feminino
Cur s os
M édia M asculino
Fonte: Pesquisa documental – Recife (2006)
A faixa etária que obteve maior freqüência com aproximadamente 26,6% foi entre 26 e 30 anos, seguida de 31 a 35, com 18,9%.
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As turmas de Finanças Corporativas e Marketing Estratégico destacaram-se por ter tido alunos com até 30 anos em sua maioria. E as turmas de Recursos Humanos, mostraram uma tendência a serem formadas por um público mais experiente, entre 36 e 40 com cerca de 24%, conforme gráfico 3 abaixo Gráfico 3 - Idade dos alunos do MBA Executivo UFPE
Idade - MBA Executivo UFPE
1 20 1 00 80 60 40 20 0
Cur s os
GN
M KT
26 a 30 46 a 50
FC
GV
31a 35 51o u mais
GS
36 a 40
RH
A té 25 41a 45
Não dispo nível
Fonte: Pesquisa documental – Recife (2006)
3.3 A formação dos alunos do Programa Foi utilizada a classificação do CNPq - Conselho Nacional do Desenvolvimento científico e Tecnológico (2006), das grandes áreas do conhecimento para a classificação da graduação. Os cursos de Relações Públicas e Secretariado foram incluídos na grande área das Ciências Sociais e Aplicados, de acordo com a realidade local, em Pernambuco. A área das Ciências Sociais e Aplicadas foi a com maior número de alunos (47%), seguindo a tendência nacional. Administração (48,5%) é a principal formação dos alunos, seguida pelas Engenharias (15,3%), Ciências da Saúde (11,9%) e Ciências Biológicas (7,7%). De acordo com os dados nacionais, esta realidade se repete, em que Administração está à frente na oferta de cursos de pós-graduação. E dentre os Administradores Brasileiros, 72% já fizeram pós-graduação lato sensu. Apenas no curso de Gestão em Negócios é que a graduação em Administração não é a principal, com 24% dos alunos, e as engenharias são as principais. Uma demanda não esperada de alunos oriundos de cursos das áreas de Ciências da Saúde e Ciências Biológicas foi identificada, somando cerca de 23,0% de todos os alunos. O gráfico 4 abaixo:
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Gráfico 4 - Relação das graduações dos alunos dos cursos de MBA Executivo da UFPE
Graduação - MBA Executivo UFPE
1 40 1 20 1 00 80 60 40 20 0
Cursos
GN
MKT
FC
GV
A grárias Saúde
GS
B io ló gicas Engenharias
RH
A dministração Ex. e da Terra Letras e A rtes
Outras So c. A plic. Humanas Não dispo nível
Fonte: Pesquisa documental - Recife (2006)
Grande parte dos alunos matriculados nos cursos de MBA Executivo da UFPE, graduaram-se em instituições privadas (42%), 31% na própria UFPE e em as outras IES Públicas com 21%. Entretanto, os dados mostraram crescimento dos alunos oriundos de IES Privadas. Conforme gráfico 5 abaixo: A pesquisa buscou analisar se os alunos que já possuíam uma pósgraduação antes, de cursar o MBA da UFPE, mas 78% não possuíam, já que o público alvo do Programa são os profissionais com pelo menos três anos de experiência e em funções gerenciais. A pesquisa bibliográfica mostrou uma tendência favorável aos funcionários de grandes empresas serem o maior segmento que participa de MBA’s no Brasil o que se confirmou nos alunos pesquisados, em cerca de 70%. E 25% trabalhavam em empresas de pequeno ou médio ou porte. Apenas o MBA Executivo em Gestão de Varejo foi o que apresentou maior equilíbrio entre os alunos serem oriundos tanto de grandes como de médias e pequenas empresas. Isto é coerente com a grande incidência de empresários neste curso, conforme gráfico 5 abaixo do Porte das empresas dos alunos do MBA Executivo UFPE.
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Gráfico 5 - Porte das empresas dos alunos do MBA Executivo UFPE
Porte - MBA Executivo UFPE
350 300 250 200 1 50 1 00 50 0
Curs os
GN
M KT
FC
GV
GS
RH
Grandes Emp. M édia G Emp.
M éd. e P eq. Emp. M édia M e P Emp.
Não dispo nível
Fonte: Pesquisa documental – Recife (2006)
3.4 A experiência profissional dos alunos O nível hierárquico do cargo ocupado pelos profissionais que buscam participar de um curso de MBA Executivo, foi outro aspecto analisado na pesquisa. Os cargos foram distribuídos em três grandes níveis: Estratégico, Tático e Operacional. As análises compararam os cargos e o porte das empresas onde os alunos trabalhavam. As principais categorias e cargos ocupados foram assim classificados: - Nível Operacional: assistente, comprador, escriturário, instrutor, técnico, analista, trainee, representante comercial e vendedor; - Nível Tático: assessor, chefe, coordenador, consultor, gerente e supervisor; - Nível Estratégico: diretores, proprietários, sócios e superintendentes. As empresas pequenas e médias foram englobadas, numa mesma categoria, a fim de facilitar a análise, pelo pequeno reduzido número de alunos oriundos de pequenas empresas. A grande maioria dos alunos, em todos os cursos analisados, está na categoria de nível tático, principalmente entre os funcionários de grandes empresas (43%); nível operacional das grandes empresas (19%); 14% nível tático em médias e pequenas organizações e 9,4% ao nível estratégico destas empresas, conforme gráfico 6 abaixo do Nível dos cargos ocupados pelos alunos do MBA Executivo UFPE.
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Gráfico 6 - Nível dos cargos ocupados pelos alunos do MBA Executivo UFPE.
Nível dos cargos - MBA Executivo UFPE
200 1 50 1 00 50 0
Curs os
GN
M KT
FC
GV Tático G E Não dispo nível
GS
RH
Estrat. G E Operac. G E
Estrat. M eP E Operac. M eP E
Tático M eP E
Fonte: Pesquisa documental – Recife (2006)
A pesquisa mostrou que ocorreu uma diminuição da presença de profissionais de nível estratégico, ligados a grandes em empresas entre os alunos. Há coerência com os dados obtidos no levantamento bibliográfico, pois indicam que os cursos lato sensu já estão atendendo apenas ao fluxo normal de concluintes, e não mais, ao grande contingente de profissionais de antes.
4
Conclusões do Estudo
O perfil do aluno do Programa MBA Executivo UFPE sofreu consideráveis mudanças ao longo de uma década de sua existência, como esperado e ocorreu significativa queda da demanda. Dentre os fatos que podem ter contribuído para essa queda seria o grande crescimento da oferta de cursos de Especialização e MBA`s por IES Privadas no Estado, com mensalidades menores, que na UFPE. E ainda, a existência da oferta de cursos de outras instituições nacionais em Pernambuco. A idade dos profissionais que buscam fazer o MBA Executivo UFPE, mostrou-se decrescente, o que pode demonstrar o boom de demanda, já não existe mais. Agora, apenas o fluxo normal de concluintes e novos gestores é que busca este tipo de curso. Outro importante aspecto detectado na pesquisa é que a maioria dos alunos do Programa MBA Executivo UFPE é oriunda de Instituições de Ensino Superior Públicas, mas tem havido um crescimento significativo na participação de alunos egressos de IES Privadas.
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Foi percebida predominância das empresas de grande porte entre os alunos, como ocorre no resto do país. Porém, verifica-se um crescimento entre os que fazem parte de médias e pequenas empresas, podendo caracterizar uma alternativa para um novo direcionamento das ações voltadas à reestruturação do Programa. Os profissionais estão trabalhando principalmente no nível tático, ou intermediário, mas verificam-se profissionais do nível estratégico de empresas de médio e pequeno porte têm elevado sua participação nos cursos. Os dados levam indicam uma tendência a que, talvez, o “reinado” dos cursos de MBA e Especialização tenha terminado. Desta forma, novos direcionamentos podem ser tomados para incrementar a Educação Continuada dos profissionais, a partir de uma reestruturação da oferta e do modelo atual de pó-graduação lato sensu, em um curto prazo.
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