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     INFORMAÇÕES

1 Sede:
Rua 1º de Maio, 2
6260 - 101 MANTEIGAS
Tel.: (351) 275 980060/1
Fax: (351) 275 980069

Delegações:

2- Praça da República, 28
6270 SEIA
Tel: (351) 238 310440
Fax: (351) 238 310441

3- Casa da Torre
Rua Bombeiros Voluntários, 8
6290 GOUVEIA
Tel: (351) 238 492411
Fax: (351) 238 494183

4- Rua D.Sancho I, nº3
6300 GUARDA
Tel: (351) 271 225454
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      CENTRO DE ACOLHIMENTO

1- Penhas Douradas
capacidade: 20 camas individuais em camarata

     CASAS - ABRIGO

1- Videmonte
capacidade: 10 camas individuais em beliche/ 2 camaratas

2- Covão da Ponte
capacidade: 10 camas individuais em beliche/ 2 camaratas

3- Folgosinho
capacidade: 10 camas individuais em beliche/ 2 camaratas

Reservas
Parque Natural da Serra da Estrela
Rua 1º de Maio,
2 6260 MANTEIGAS
Tel: (351) 275 980060/1
Fax: (351) 275 980069

Atendimento
9H00 às 12H30 e das 14H00 às 17H30

Nota
Existem tambem locais de campismo (para mais informações contactar o PNS Estrela)


      PERCURSOS PEDESTRES

O Parque Natural da Serra da Estrela possui uma rede de percursos pedestres de Grande
Rota com cerca de 357 km, devidamente sinalizados. É constituído por três rotas e seis
variantes, possibilitando ainda a formação de diversos circuitos. Esta rede está descrita
no guia "À Descoberta da Estrela" e traçada na "Carta Turística do Parque Natural da
Serra da Estrela" à escala 1:50000.

1- ROTA T1
Percurso: GUARDA - TORRE - VIDE
Extensão: 87 Km
Duração: 25H00

Variantes

T11- Portela de Folgosinho - Manteigas - Cume
Extensão: 30 Km
Duração: 8H30
T12- Senhora de Espinheiro - Sabugueiro - Penhas Douradas
Extensão: 16 Km
Duração: 4H00

T13- Seia - Lagoa Comprida - Charcos
Extensão: 14 Km
Duração: 5H10

T14 - Covilhã - Penhas da Saúde - Torre
Extensão: 17 Km
Duração: 6H00

2- ROTA T2
Percurso : VILA SOEIRO - GOUVEIA - LORIGA

3- ROTA T3
Percurso : VIDEMONTE - VERDELHOS - LORIGA

Variantes

T31- Quinta do Fragusto - Cruz das Jogadas
Extensão: 12 Km
Duração: 2H55

T32- Poço do Inferno - Manteigas - Nave
Extensão: 21 Km
Duração: 5H40




COMO CHEGAR
Distância aos aeroportos

Lisboa - Manteigas, 397 Km
Porto - Manteigas, 231 Km
Faro - Manteigas, 677 km

Transporte próprio
O Parque é circundado por cinco estradas nacionais:
IP 5
IC 6 entre Coimbra e Celorico da Beira
EN 16 entre Celorico da Beira e Guarda
IP 2 entre Guarda e Covilhã
IC 7 entre Covilhã e Vendas de Galizes
Transporte público

Transporte Rodoviário:

- Ligações Nacionais
Lisboa, Porto e Coimbra com serviços de autocarro com ligação aos principais centros
da Serra da Estrela: Seia, Gouveia, Celorico da Beira, Guarda e Covilhã.

- Ligações regionais
Diariamente, é feita a ligação de autocarro entre as principais localidades da Serra da
Estrela.

Transporte Ferroviário:

Linha da Beira Alta (Coimbra-Vilar Formoso)- serve Seia (estação de Nelas), Gouveia,
Guarda e Celorico da Beira.
Linha da Beira Baixa (Guarda - Entroncamento)- serve Manteigas(estação de Belmate)
e Covilhã.

CARACTERIZAÇÃO

Símbolo:
Cristal de gelo

Inserção em redes internacionais de conservação:
Reserva Biogenética (Conselho da Europa): Panalto Central da Serra da Estrela

Superfície:
101.060 ha.

Localização:
Região Centro

Distrito de Castelo Branco: Concelho da Covilhã (Freguesias: Aldeia do Carvalho*,
Cortes do Meio*, Erada*, Sarzedo*, Paul*. Unhais da Serra, Verdelhos*).

Distrito da Guarda : Concelho de Celorico da Beira (Freguesias: Cadafaz,
Carrapichana*, Casas de Soeiro*, Cortiçô da Serra*, Lajeosa do Mondego*, Linhares da
Beira, Mesquitela*, Prados, Rapa, Ratoeira*, Salgueirais, Santa Maria*(Vila), São
Pedro*(Vila), Vale de Azares, Vide-Entre-Vinhas);

Concelho de Gouveia (Freguesias: Aldeias, Figueiró da Serra, Folgosinho, Freixo da
Serra, Lagarinhos*, Mangualde da Serra, Melo*, Moimenta da Serra, Nabais*, Paços da
Serra, Rio Torto*, S. Julião (Cidade), S. Paio*, S. Pedro (Cidade), Vila Cortês da
Serra*, Vinhó); Concelho da Guarda (Freguesias : Aldeia Viçosa, Cavadoude*,
Corujeira, Faia*, Famalicão*, Fernão Joanes*, Maçainhas de Baixo*, Meios, Mizarela,
Pero Soares, Porto da Carne*, Trinta, Vale de Estrela*, Vale de Amoreira*, Valhelhas*,
Videmonte, Vila Cortês do Mondego*, Vila Soeiro); Concelho de Manteigas
(Freguesias: Sameiro, Santa Maria (Vila), São Pedro (Vila); Concelho de Seia
(Freguesias: Alvoco da Serra, Cabeça, Folhadosa*, Lapa dos Dinheiros, Loriga,
Pinhanços*, Sabugueiro, Sandomil, Santa Comba*, Santa Marinha, Santiago*, S.
Martinho, S. Romão*, Sazes da Beira, Seia, Teixeira*, Torrozelo*, Valezim, Vide*,
Vila Cova à Coelheira).

* Só parte dentro da Área Protegida.


Relevo:

O maciço montanhoso da Serra da Estrela apresenta-se como um alto planalto inclinado
para Nordeste, profundamente recortado pelos vales dos rios e ribeiros que nele têm
origem. Sendo essencialmente granítico - se bem que nele ocorram largas manchas de
xisto - o aspecto mais marcante da paisagem do planalto superior é a presença dos
afloramentos rochosos, sejam as vigorosas fragas, rochedos e penhascos, sejam os caos
de blocos, sejam os depósitos de vertente ou cascalheiras. Em toda a sua área são
inúmeros os vestígios da acção glaciar, designadamente os vales em U do Zêzere e de
Unhais, sucedendo-se blocos erráticos, as moreias, os covões e os lagos e lagoas
naturais.

Altitude :
máxima: 1993 m
minima: 300 m

Clima:
Influência mediterrânica e atlântica

População:
1981: 46365 habitantes
1991: 43810 habitantes

Valor Natural:
A elevada altitude faz com que seja um dos locais de maior precipitação do país e
condiciona um zonamento bem marcado da vegetação: um andar basal, até aos 900
metros, de influência mediterrânica, caracterizado por um aproveitamento cultural
intenso; um andar intermédio, entre os 900 e os 1600 metros de altitude, domínio
climático do carvalho negral, de existência residual, encontrando-se manchas de soutos
e castinçais, giestais de giestas-brancas, urgueirais de urgueira, piornais de piorno-dos-
tintureiros e sargaçais de sargaço, para além das matas artificiais de pinheiro bravo,
pseudotsuga, abeto, cedro, larix, acer e cupressus, encontrando-se ainda campos de
centeio; finalmente um andar superior, domínio dos zimbrais de zimbro, cervunais de
cervum e arrelvados, salientando-se as comunidades rupícolas com grande
representação das plantas endémicas e dos orófitos apenas representadas em Portugal na
Serra da Estrela, e finalmente as comunidades lacustres das lagoas e charcas da parte
superior, onde surgem igualmente algumas raridades. Parte significativa da flora aqui
existente encontra-se protegida através da sua inclusão nos anexos da Convenção de
Berna e na Directiva 92/43/CEE - Directiva Habitats.

Relativamente à fauna, apresenta mamíferos como o lobo, javali, lontra, gineta, raposa,
fuinha, texugo e gato-bravo, destacando-se entre os pequenos mamíferos a toupeira-de-
água.

FLORA

É quase certo que as paisagens fortíssimas, escalvadas, ou apenas recobertas de muito
esparso coberto que dominam as cotas superiores do maciço tenham, no essencial, razão
antropogénica por via da acção do machado, do fogo e do dente dos gados. Era após era,
se foi dizimando o coberto arbóreo primevo que, potencialmente, deveria ter persistido
até cotas bem mais elevadas do que os andares onde actualmente persistem raras
relíquias de formações arbóreas autóctones.

Em trabalhos recentes de índole teórica e experimental, tem-se vindo a ganhar consenso
sobre a importância da diversidade microambiental de nichos ecológicos e da
fragmentação dos habitats e das populações como factores de grande eficácia selectiva,
conducentes à diferenciação genética e à especiação.

No caso da Estrela, as características do relevo bastante dissecto, os pendores muito
acentuados e os enormes contrastes da expressão climática ora mediterrânica ora
atlântica, retalham as paisagens em fractais e moldam, segundo os andares e exposições,
fortes contrastes no manto vegetal. A continuada acção humana por seu lado ainda
potenciou mais o mosaico ambiental formado de tesselas extremamente miúdas. A
fragmentação natural e antropogénica das unidades populacionais que incrementa a
pressão selectiva, pode de certa maneira explicar a peculiaridade e o interesse florístico
da Flora Hermínica que, por especiação biológica, tende a individualizar-se no
confronto com floras vizinhas quer do lado da fachada atlântica quer das regiões mais
marcadamente continentais e alpinas, do centro da península.

Extractos do prefácio ao livro "Flora e Vegetação da Serra da Estrela" de Fernando
Catarino

FAUNA

A paisagem multifacetada, onde os solos são mais férteis e há água em abundância,
permite que, num espaço relativamente pequeno, a fauna disponha simultaneamente de
boas zonas de alimentação (explorações agrícolas), bebedouros (tanques e riachos) e
áreas de abrigo e reprodução (bosquetes, manchas de matagal e silvados). A esta grande
diversidade de unidades ecológicas vai corresponder uma igual variedade de espécies
animais que, "saltando" rapidamente de um meio para outro, reforçam a sua
interdependência.

Por exemplo, a águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) e a raposa (Vulpes vulpes)
refugiam-se nos pequenos pinhais e caçam em áreas abertas, enquanto o sapo-comum
(Bufo bufo) esconde-se em muros e zonas arbustivas, alimenta-se nas hortas e vai
acasalar em charcos e linhas de água. Por outro lado, a toupeira (Talpa occidentalis) que
apareceu à superfície da terra num lameiro poderá constituir a próxima refeição da
coruja-das-torres (Tyto alba) que habita o velho pombal; a lagartixa-ibérica (Podarcis
hispânica) caça por entre as pedras do muro que limita a vinha onde saltou uma lebre
(Lepus capensis) acossada pelo cão da quinta.
Uma poupa (Upupa epops) deixou a cavidade da velha oliveira e veio sondar com o seu
bico recurvado o solo de um pousio; na orla deste, um coelho (Oryctolagus cunicuius)
espreita timidamente hesitando entre o apelo do estômago e a segurança do giestal...
Podiamos continuar indefinidamente mas sugerimos ao leitor que saia do carro, procure
uma sombra e calmamente assista a este espectáculo.


As searas de centeio, implantadas nos terrenos mais planos e de solos pobres constituem
um biótopo homogéneo e estruturalmente simples que suporta um número de espécies
reduzido das quais se destacam o tartaranhão-caçador (Circus pygargus), a codorniz
(Cotumix cotumix) e a laverca (Alauda arvensis).

ACÇÕES DE CONSERVAÇÃO
· Caracterização do Património Natural.

· Ordenamento Cinegético e Piscícola.

· Sistema de Limpeza do Planalto Superior.

· Recuperação das linhas de água.

· Projecto de valorização da flora espontânea "Narcisos" - micropropagação de bolbos e
reprodução em viveiros.

· Centro de Recuperação de Vertebrados.

· Integração paisagística de estruturas.

. Gestão territorial

PATRIMÓNIO CULTURAL

Arquitectura
A Serra da Estrela, que na Antiguidade teria sido designada pelo nome de Monte
Hermínio, é apontada tradicionalmente como o solar dos lusitanos. Apesar das reservas
expressas por MARTINS SARMENTO ( 1883:7), o "mito" permanece. A verdade,
porém, é que os vestígios arqueológicos da Serra são escassos; e quando se encontram,
ficam em áreas periféricas: a vertente ocidental, a bacia de Celorico, a área da Guarda, a
encosta voltada à Cova da Beira.

Advertidos pelos resultados pouco animadores de Martins Sarmento, obtidos aquando
da expedição científica que a Sociedade de Geografia de Lisboa realizou em 1881,
respondemos todavia ao convite da direcção do Parque Natural da Serra da Estrela para
realizarmos a carta arqueológica da área. Pobre ou rico em testemunhos, o período que
decorre entre os primeiros vestígios da ocupação e o fim do domínio romano tem de ser
examinado porque é nele que se encontram as raízes da ocupação modernal.

Extracto da introdução ao livro "Arqueologia da Serra da Estrela" de Jorge Alarcão
Arrábida.

Património Construído
Interpretando de uma forma genérica, o modo de fixação e desenvolvimento dos
núcleos populacionais no território, verifica-se em primeiro lugar que a habitação se
distribui, na sua quase totalidade, abaixo dos 900 metros de altitude, apenas com
excepção de cinco aldeias: Sabugueiro, Folgosinho, Videmonte, Trinta e Maçainhas.
Também se verifica que o modo de ocupação do mesmo território e a própria estrutura
das povoações são distintos relativamente às zonas do granito e do xisto da Serra.

Nas zonas de granito as povoações têm em geral uma população superior a 1000
habitantes, e estão implantadas na meia encosta, em declives que não ultrapassam os
25%. Estruturalmente, e com raras excepções, têm uma rua principal que as atravessa e
se alarga no adro da Igreja ou Capela. Para além deste espaço público e conforme a sua
importância, aparecem outros espaços, ou de carácter administrativo/representativo -
largo do pelourinho, da cadeia, da antiga Câmara - ou de carácter social/económico -
largo da feira, do jardim público, da fonte - dispondo-se a povoação ao longo da
encosta, com ruas pouco inclinadas cortadas por pequenas travessas ou pátios, de modo
a obter as melhores condições de exposição solar climática. Nas zonas centrais, em
geral mais densas, os edifícios tradicionais são sistematicamente "em banda" - por
razões de economia energética e construtiva - formando quarteirões irregulares, fugindo
à regra os edifícios de representação as Igrejas, Capelas, casas senhoriais e alguns
edifícios públicos.

Arquitectonicamente, a maioria das habitações é de dois pisos em planta rectangular,
com loja térrea e um andar assoalhado, em alvenaria de granito de elementos maiores ou
menores, conforme a qualidade do material ou o poder económico do primitivo
proprietário.

No que diz respeito às zona do xisto, a ocupação humana é muito mais distribuída no
território, sendo raras as aldeias com população superior a 500 habitantes, havendo
casos, na mesma freguesia, de várias aldeias de 100 a 150 habitantes. Como os vales são
muito mais escavados, os declives chegam a atingir 70 a 80% o que faz com que as
povoações se cerquem de terrenos em socalcos. Estruturalmente, a malha urbana é
muito mais apertada que na zona do granito, com as ruas impedindo outro transito que
não seja o pedonal. Os espaços públicos praticamente desaparecem, sendo as ruas em
rampa, e os diferentes níveis ligados por escadas.

As habitações possuem frequentemente vários pisos, sendo habitual terem acessos
directos a vários deles. A adaptação dos conjuntos edificados ao terreno é assim muito
facilitada, e ainda ajudada pelo tipo de material das alvenarias - pequenos pedaços de
xisto - produzindo paredes curvas, coberturas a vários níveis - frequentemente de uma
só água - e de grande liberdade e rigor na concepção dos volumes.

No caso das zonas de transição geológica, os edifícios aparecem com uma alvenaria
"mista", em que os vãos e cunhais são em granito e o enchimento em xisto, o que, dada
a diferença dos materiais, lhes confere um curioso efeito estético.

Extractos do documento " Levantamento do Património Arquitéctónico e Urbanístico do
Parque Natural da Serra da Estrela " de Eduardo Osório.
Nota- Para aprofundamento do tema , para além deste documento, existe para consulta a
Carta do Património Edificado que faz parte do Ante-Plano de Ordenamento do Parque
Natural da Serra da Estrela de 1982.

ACTIVIDADES SOCIO-ECONÓMICAS

Actividades Tradicionais
São ainda o pastoreio, a agricultura e a indústria de lanifícios, as actividades
tradicionais, que ocupam grande parte da população activa, residente na área do Parque
Natural da Serra da Estrela. E delas nos fala Orlando Ribeiro:
"Embora se cultivem batatas até 1100m e centeio até 1650m, a criação de gado miúdo
sobreleva todas as actividades. O povoamento raras vezes se aproxima de 1000m. À
roda de 600-700m, uma cintura de grandes aldeias envolve a montanha. Os sítios
preferidos são os vales e o sopé, onde se pratica uma economia agrária aparentada
com a das terras baixas, assente na associação do milho e nos lameiros regados; daí
partiram os fundadores de alguns casais dispersos, mais elevados e os trabalhadores
que se abrigam em habitações isoladas apenas durante as colheitas. A aldeia mais alta
e mais internada na serra, o Sabugueiro, era habitada por pastores transumantes e
camponeses que, em duas ou três semanas, semeavam, lavravam, ceifavam e malhavam
o grão semeado no ano anterior, abandonando depois os campos elevados aos
rebanhos e à solidão. Presentemente a transumância quase desapareceu e a população
trabalha nas modernas fábricas mais próximas."
Extracto da obra "Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico" de Orlando Ribeiro

Produtos regionais
Para além do mel, do pão de centeio, das mantas de lã, dos enchidos, o Queijo Serra da
Estrela é sem dúvida o produto mais famoso, com peso na economia da região. O
Queijo Serra da Estrela é um produto de fabrico artesanal, derivado da exploração
natural dos rebanhos. Apesar da sua notariedade, nem sempre quando se adquire o
produto se é bem sucedido. Para se obter um produto de qualidade há alguns aspectos a
ter em conta. Com garantia dum rebanho saudável e um maneio correcto, este tipo de
queijo deve ser fabricado com leite de ovelha estreme, sem conservantes e transformado
logo após a ordenha; o sal e o coagulante vegetal Cynara cardunculus, L. (cardo) devem
ser de máxima qualidade e deve ser controlada a temperatura na coagulação do leite; nas
câmaras de cura devem ser asseguradas as condições constantes de humidade, entre
85% a 95%, e de temperatura, entre os 6º e 12º. Depois dum período de quatro a cinco
semanas teremos um queijo que se deve apresentar com o peso ideal entre 1 kg e 1,5 kg,
a cor amarelo palha, o toque maleável e a pasta mole a descair um pouco. Tem um sabor
especial que lhe advém em parte da vegetação natural e variada da montanha que
diáriamente serve de alimento às ovelhas. Seja exigente na escolha e terá pela frente
uma preciosidade gastronómica, ainda hoje tão importante na economia das gentes
serranas.


ACÇÕES DE DIVULGAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Animação e Educação Ambiental
- Raid Hípico de Gouveia. Decorre no mês de Abril e é organizado pelo Centro hípico
de Gouveia e pelo Parque Natural da Serra da Estrela.

- Ocupação de jovens nos meses de Verão.
Manutenção e atendimento nos Parques de Campismo. Apoio e vigilância aos fogos
florestais.

- CineEco.
Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela, que decorre
no mês de Outubro.

- Visitas guiadas, percursos a pé ou em autocarro essencialmente para a população
escolar. Estas visitas são realizadas durante o período escolar. Deverão ser marcadas
com antecedência.

Enquadramento Estratégico do Turismo de Natureza no Parque Natural da Serra
da Estrela
Princípios orientadores para o desenvolvimento sustentável do Turismo de
Natureza

Potencialidades e recursos

A principal potencialidade do PNSE é o facto de se situar na mais importante montanha
portuguesa, aquela que ao nível simbólico é, para todos os efeitos, A SERRA.

Trata-se de um imenso espaço natural, semi-natural e humanizado, com excelentes
características para o recreio e os desportos de montanha, dotado de paisagens únicas
em termos nacionais e europeus.

O Planalto Superior da Serra da Estrela está classificado como Reserva Biogenética pelo
Conselho da Europa, reconhecendo-se assim o valor e a diversidade do património
natural existente.

Salienta-se a presença constante da água, sob a forma de neves anuais, de rios, de lagoas
naturais e de barragens, que são motivos importantes de visita.

Assim, a Serra contém factores de atractividade em termos do património natural que a
podem levar a ser o contraponto do “Sol e Praia” em termos do mercado nacional e
europeu, designadamente o espanhol e o dos países nórdicos.

Há igualmente um património histórico-cultural que, apesar de alguma degradação em
termos de arquitectura tradicional, mantém lugares, conjuntos e sítios que documentam
exemplarmente a longa história da presença humana na Serra.

Das outras componentes do património cultural salientam-se as feiras, festas e romarias
e um artesanato variado, designadamente ligado à pastorícia.

Dos produtos alimentares regionais salienta-se o “queijo Serra da Estrela”, assim como
o “borrego de canastra”, já devidamente certificados, assim como o requeijão e os
enchidos tradicionais.

A gastronomia tem assim uma grande genuinidade e diversidade, sendo um importante
factor de atractividade para os visitantes.
Qualquer estratégia deverá deste modo equacionar a valorização de todos esses
recursos, promovendo a sua orientação para diversos tipos de visitantes, de carácter
mais generalista ou mais centrado em temas específicos.

Modalidades de Turismo de Natureza

De acordo com o estabelecido no Decreto-Lei nº 47/99 de 16 de Fevereiro, o turismo de
natureza compreende:

Serviços de hospedagem, compreendendo o TER - Turismo em Espaço Rural, assim
como as Casas de Natureza – casas-abrigo, centros de acolhimento e casas-retiro;

Actividades de animação ambiental, compreendendo as modalidades de animação,
interpretação ambiental e desporto de natureza.

Serviços de hospedagem

Objectivos gerais

Dotar a área do PNSE de uma rede de oferta de alojamento nas modalidades de
“Turismo em Espaço Rural” e de “Casas de Natureza”.

Contribuir para a preservação e valorização dos elementos do património construído
existente, nomeadamente nos núcleos urbanos mas não só, através da salvaguarda,
recuperação e reabilitação de edifícios e conjuntos tradicionais.

Contribuir para a qualificação e diversificação da oferta turística.

Princípios a observar

Os projectos de alojamento turístico devem ser concebidos na óptica do
desenvolvimento sustentável.

A localização das instalações e actividades associadas deverá obedecer a critérios de
ordenamento que evitem a pressão em áreas sensíveis, respeitando as capacidades de
carga do meio.

Todos os projectos deverão ser exemplares sob o ponto de vista da sua qualidade
formal.

Todos os projectos deverão obedecer criteriosamente à legislação em vigor para cada
modalidade.

Actividades contempladas

Casas de Natureza, designadamente casas-abrigo, centros de acolhimento e casas-retiro,
de acordo com o estipulado no Decreto-Lei nº 47/99, de 16 de Fevereiro.
Casas e empreendimentos turísticos inseridos no TER – Turismo em Espaço Rural, de
acordo com o estipulado no Decreto-Lei nº 169/97, de 4 de Julho, e no Decreto
Regulamentar nº 37/97, de 25 de Setembro.

Situação actual

A situação actual em termos de Casas de Natureza e de TER é a seguinte:

a) Casas de Natureza (em vias de legalização)

Casa-abrigo do Covão da Ponte (Manteigas)
Casa-abrigo de Videmonte (Guarda)
Casa-abrigo das Penhas Douradas (Manteigas)
Casa-abrigo de Folgosinho (Gouveia)
Centro de Acolhimento das Penhas Douradas (Manteigas)

b) Turismo em Espaço Rural

Algumas dezenas de empreendimentos em toda a área da Região de Turismo da Serra
da Estrela, em número que a coloca em 2º lugar a nível nacional.

Estratégia

A estratégia deverá passar pelo seguinte:

Concessão das Casas de Natureza existentes, actualmente exploradas pelo PNSE, em
moldes a definir, com excepção do Centro de Acolhimento das Penhas Douradas.

Consolidação e diversificação dos investimentos já efectuados, da responsabilidade de
entidades privadas, designadamente através da recuperação de edifícios tradicionais
particulares, de antigas casas dos serviços florestais e de escolas primárias desactivadas.

No caso específico dos Centros de Acolhimento que sejam de iniciativa particular, estes
deverão obrigatoriamente ser inseridos em programas e actividades de educação
ambiental previamente acordados e autorizados pelo PNSE.

Formação profissional específica de pessoal que assegure o funcionamento das
actividades, serviços e instalações de alojamento.

Actividades de animação ambiental

Objectivos gerais

Contribuir para a descoberta e fruição dos valores naturais e culturais do PNSE.

Contribuir para a revitalização e divulgação dos produtos artesanais tradicionais, em
particular os produtos de qualidade legalmente reconhecidos e das manifestações
socioculturais características do PNSE, bem como do seu meio rural envolvente.
Contribuir para a realização de iniciativas ligadas às actividades económicas
tradicionais ou à conservação da natureza.

Contribuir para a promoção do recreio e do lazer.

Contribuir para a atracção de turistas e visitantes, nacionais e estrangeiros, ou constituir
um meio para a ocupação dos seus tempos livres ou para a satisfação das necessidades
ou expectativas decorrentes da sua permanência no PNSE.

Princípios a observar

Respeitar as áreas condicionadas ou interditas, de acordo com o diploma de criação do
PNSE (Decreto-Lei nº 557/76, de 16 de Julho), com o plano de ordenamento do PNSE
(Portaria nº 583/90, de 25 de Julho), e com o diploma de reclassificação (Decreto
Regulamentar nº 50/97, de 20 de Novembro).

Respeitar as regras e recomendações constantes do código de conduta.

Não estarem próximos de estruturas urbanas ou ambientais degradadas, com excepção
das já existentes ou a construir quando se enquadrem em processos de requalificação
urbana ou ambiental.

Possuir projecto aprovado pelas entidades competentes para o efeito, quando exigível.

Estar aberto ao público em geral.

Actividades contempladas

Animação ambiental

Constituem actividades, serviços e instalações de animação as iniciativas ou projectos
constantes do nº 1 do artigo 3º do Decreto Regulamentar nº 18/99, de 27 de Agosto,
designadamente:

A gastronomia
Os produtos tradicionais regionais
As artes e ofícios tradicionais
Os estabelecimentos tradicionais de convívio, de educação e de comércio
As feiras, festas e romarias
As rotas temáticas
As expedições panorâmicas e fotográficas
Os passeios a pé, de barco, a cavalo e de bicicleta
Os passeios em veículos todo o terreno
Os jogos tradicionais
Os parques de merendas
Os pólos de animação
Os meios de transporte tradicionais

Constituem requisitos específicos os constantes do nº 1 do artigo 5º do mencionado
Decreto Regulamentar.
Situação actual

No PNSE ocorre uma grande diversidade de situações no que diz respeito a actividades,
serviços e instalações que se poderão enquadrar na definição de animação ambiental,
tratando-se de uma área distribuída por seis concelhos e contendo mais de uma centena
de núcleos urbanos.

De uma forma geral, os produtos tradicionais não estão certificados, com excepção do
queijo Serra da Estrela, do borrego e do requeijão, verificando-se a venda de muitos
produtos que não são da região. A produção de mel tem sido apoiada pela Associação
de Apicultores do PNSE.

O artesanato está numa fase de progressiva organização, a partir da Associação de
Artesãos da Serra da Estrela.

De um modo geral, os estabelecimentos de comércio tradicional existentes carecem de
qualificação.

Subsistem grandes tradições de música popular, apoiadas pelos ranchos folclóricos
locais.

Tem havido um desenvolvimento progressivo dos percursos pedestres, tendo o PNSE
sinalizado e divulgado cerca de 320 Km de percursos de grande rota (dispondo de um
guia e de uma carta), assim como apoiado percursos a cavalo, a partir da dinamização
do Centro Hípico de Gouveia.

Os passeios com veículos todo o terreno verificam-se no PNSE de forma regular, tendo-
se conseguido acautelar os seus potenciais efeitos negativos pela responsabilização das
organizações promotoras.

Os jogos tradicionais têm sido dinamizados pela Associação de Jogos Tradicionais da
Guarda.

Estratégia

A estratégia deverá passar pelo seguinte:

Execução integral do Projecto de Sinalização do PNSE, como elemento base para a
orientação e informação dos visitantes.

Edição de guias temáticos e divulgação de produtos e serviços em articulação com os
municípios e com a Região de Turismo da Serra da Estrela.

Certificação dos produtos tradicionais mais representativos, como condição para a sua
valorização e para a defesa do consumidor.

Criação de postos de venda de produtos tradicionais locais, com destaque para o queijo
Serra da Estrela, incluindo o apoio às respectivas organizações, designadamente a
Associação dos Artesãos da Serra da Estrela e as organizações ligadas ao queijo.
Apoio continuado a todas as associações locais com actividades na área da animação.

Apoio em particular a projectos e iniciativas de recuperação e valorização do património
natural e cultural, designadamente para acolher funções de restauração.

Formação profissional específica de pessoal que assegure o funcionamento das
actividades, serviços e instalações de animação, designadamente no âmbito da
restauração e de guias de natureza, devidamente credenciados.

Interpretação ambiental

Constituem actividades, serviços e instalações de interpretação as iniciativas ou
projectos constantes do nº 2 do artigo 3º do Decreto Regulamentar nº 18/99, de 27 de
Agosto, designadamente:

Os pólos de recepção
Os centros de interpretação
Os percursos interpretativos
Os núcleos ecomuseológicos
Os observatórios
Iniciativas, projectos ou actividades sem instalações físicas, quer se realizem com
carácter periódico, quer com carácter isolado

Constituem requisitos específicos os constantes do nº 2 do artigo 5º do mencionado
Decreto Regulamentar.

Situação actual

O PNSE dispõe de 4 centros de informação em Manteigas, Seia, Gouveia e Guarda,
abertos durante a semana mas encerrados nos fins de semana. Apesar desta
condicionante, o seu papel na recepção e encaminhamento de visitantes tem sido
significativo.

Encontra-se em fase de concepção o projecto do Centro de Interpretação da Torre, local
privilegiado para a interpretação e divulgação do Parque Natural, que necessitará de
uma gestão adequada.

Há igualmente pequenos núcleos de informação, da responsabilidade de outras
entidades, como seja o do Castelo de Linhares, além dos postos de turismo da Região de
Turismo da Serra da Estrela, nas sedes de concelho.

Tem sido experimentados pelo PNSE, em conjunto com diversas instituições e com as
Escolas, percursos interpretativos, relacionados com a geologia, a flora, a fauna e a
paisagem, que no entanto ainda não se encontram sinalizados.

Estratégia

A estratégia deverá passar pelo seguinte:
Criação de pólos ou centros de recepção e informação dos visitantes nas principais
entradas do Parque Natural, com base nos centros de informação já existentes em
Manteigas, Seia, Gouveia e Guarda.

Criação pelo PNSE do Centro de Interpretação da Torre, ligado ao património natural e
em especial à reserva biogenética.

Apoio e dinamização de centros de interpretação temáticos e de núcleos
ecomuseológicos ligados à agricultura e ao pastoreio, à tecelagem, à arquitectura
tradicional.

Concepção, sinalização e divulgação pelo PNSE de percursos interpretativos.

Continuação da política de edição de monografias temáticas, que originem percursos
destinados aos visitantes.

Organização e divulgação de produtos turísticos integrados, em articulação com
entidades públicas e privadas regionais.

Formação profissional específica de pessoal que assegure o funcionamento das
actividades, serviços e instalações ligadas à interpretação ambiental.

Desporto de natureza

Constituem actividades e serviços de desporto de natureza as iniciativas ou projectos
constantes do nº 3 do artigo 3º do Decreto Regulamentar nº 18/99, de 27 de Agosto,
designadamente:

O pedestrianismo
O montanhismo
A orientação
A escalada
O rapel
O balonismo
O pára-pente
A asa delta sem motor
A bicicleta todo o terreno
O hipismo
A canoagem
O remo
A vela
O windsurf

Constituem requisitos específicos os constantes do nº 3 do artigo 5º do mencionado
Decreto Regulamentar.

Situação actual

De um modo geral, as actividades ligadas ao montanhismo têm sido promovidas pelas
associações de montanhismo locais da Covilhã, Guarda e Manteigas, explorando o
planalto superior da Serra. O PNSE tem tido um papel significativo, a partir da criação
da rede de percursos de grande rota, que progressivamente tem sido utilizada pelos
adeptos da modalidade.

As actividades relacionadas com escalada, efectuadas no planalto superior, carecem de
uma melhor definição dos sítios a utilizar, por questões de conservação da natureza.

As actividades de pára-pente têm já tradição em Linhares, dispondo de um clube com
instalações próprias, apoiado pelo INATEL.

Há actividades com potencial, como sejam a BTT, canoagem, remo, vela e windsurf,
mas que até agora não têm tido o desenvolvimento adequado.

O hipismo está numa fase de progressivo desenvolvimento, a partir do Centro Hípico de
Gouveia.

Estratégia

A estratégia deverá passar pelo seguinte:

Definição das condições de prática das diferentes actividades desportivas.

Elaboração da Carta de Desporto de Natureza do PNSE.

Promoção e divulgação das actividades, serviços e instalações de desporto de natureza,
com o apoio da Região de Turismo da Serra da Estrela.

Exploração adequada da rede de percursos pedestres de grande rota já existente, que não
apresenta condicionantes especiais se forem seguidos os trilhos sinalizados e atendidas
as regras de comportamento.

Sinalização dos locais / circuitos autorizados para os desportos de natureza.

Monitorização das diferentes actividades de desporto de natureza.

Dinamização e participação das associações e grupos locais e regionais relativamente a
cada uma das actividades mencionadas.

Formação profissional específica de pessoal que assegure o funcionamento das
actividades, serviços e instalações de desporto de natureza, com credenciação via
federações.

Estabelecimento de parcerias de colaboração com as associações locais, federações e
autarquias, no âmbito da elaboração da Carta de Desporto de Natureza.


Implicações complementares

O enquadramento das potencialidades do PNSE tem necessariamente algumas
implicações que importa assinalar, designadamente as intervenções territoriais /
ordenamento do território, a dinamização de pequenas empresas locais, a formação de
recursos humanos e o esforço promocional e estratégia de marketing.

Intervenções territoriais
A implementação de uma política de desenvolvimento turístico sustentado traduz-se
também em intervenções territoriais, entendidas como o conjunto de acções que têm por
objectivo melhorar as condições de utilização dos recursos existentes e garantir
simultaneamente a longo prazo a manutenção dos valores naturais e culturais existentes.

Algumas intervenções são consensuais e urgentes:

O reordenamento, equipamento e sinalização dos principais percursos, locais e
estruturas de interesse turístico no PNSE.

A melhoria das condições de acessibilidade, de sinalização e de segurança rodoviária,
com particular atenção aos problemas gerados pela neve e pela altitude.

A prossecução do plano de investimentos da TURISTRELA - SA, de acordo com o
contrato de concessão.

Uma acção concertada disciplinadora de usos do território, traduzida genericamente na
adopção de regras – Plano de ordenamento, PDM’s, Carta de Aptidão Turística, Carta
de Desporto de Natureza, etc.

Formação profissional

Deve ser assumida a qualificação dos recursos humanos como factor indispensável à
qualificação da oferta turística, seja em estabelecimentos já existentes – hotéis,
restaurantes – seja na formação de jovens que pretendam promover novas iniciativas.

Impõe-se um sistema de colaboração que congregue as Escolas de Turismo, a RTSE, o
PNSE e as empresas, entre outros agentes.

Deverá ser dada particular atenção às exigências específicas da formação, não só por se
tratar de um Parque Natural, como pelos mais recentes requisitos no que diz respeito ao
turismo sustentável.

Promoção e marketing
A afirmação de qualquer destino turístico reside, em grande parte, na estratégia
promocional e de marketing que vier a ser desenvolvida pelas entidades competentes:
órgãos de turismo locais, regionais e nacionais, empresas de turismo, etc.

Assume aqui particular importância a actividade da Região de Turismo da Serra da
Estrela e a concertação desta com os restantes actores económicos e sociais, da
administração pública às empresas privadas e às associações locais dinamizadoras das
diversas actividades de desporto e recreio.

O PNSE, pelas suas características específicas, é um destino turístico que já é
identificado na sua singularidade, importando agora apostar na diversificação e
qualificação da oferta, seja em termos de alojamento, seja nas actividades a promover.
Para além da presença da neve, que durante muitos anos foi o cartaz turístico da região,
trata-se de personalizar outros recursos, disponíveis durante todo o ano, em especial na
Primavera e no Verão.

Deverá haver assim estratégias de promoção específicas, combinando uma lógica de
conservação da natureza e do património histórico e cultural com o seu usufruto
ordenado por todos os visitantes.

Vários elementos poderão contribuir para a afirmação desta estratégia:

Um sistema coordenado de sinalização, em curso no que diz respeito à RTSE e aos
municípios e em preparação no que respeita ao PNSE, que informe e oriente os
visitantes.

A edição continuada de publicações temáticas de qualidade, designadamente sob a
forma de guias temáticos, de que a publicação “À Descoberta da Estrela” é um bom
exemplo.

Um serviço coordenado de informação aos visitantes, a prestar pelos centros de
informação do PNSE, pelos postos de turismo da RTSE e pelas principais unidades
hoteleiras.

A coordenação pela RTSE, no início de cada ano, da divulgação de um programa dos
principais eventos com interesse turístico, promovidos pelas diferentes entidades.
A mais de 700m de altitude, Manteigas encontra-se num profundo vale glaciar, por onde
corre o rio Zêzere em pleno coração da Serra da Estrela. Dista 25 Km do ponto mais
alto da serra, a Torre, aproximadamente 45 Km da Guarda e da Covilhã e 35 de Seia e
Gouveia.
O concelho de Manteigas é composto por 4 freguesias, Sameiro, Vale da Amoreira, São
Pedro e Santa Maria, fazendo as duas últimas parte da vila.
A economia depende sobretudo da indústria têxtil, da mais recente indústria de águas de
mesa e de alguma agricultura de subsistência.

"(...) construiram algumas cabanas onde habitaram, chegando a possuir muitas cabras,
ovelhas e vacas, que apascentavam nos ferteis prados do vale do Zêzere; fabricam
muitos queijos e manteiga, o que faria dizer aos povos limítrofes: "vamos comprar
manteigas" ou "vamos às manteigas". Poderia ter sido esta a razão do nome dado à vila
de Manteigas.
A história de Manteigas data de épocas anteriores à era cristã.
Ignora-se o nome que davam à Vila de Manteigas e por quem teria sido fundada, visto
que nenhum monumento há de que se possa tirar o fio condutor nesse sentido.
Diz a tradição que Júlio César passou por aqui, em 50 a c., à frente dos seus soldados.
A origem dos foros e privilégios, usos e costumes da Vila de Manteigas, cuja
denominação de aldeia em muitos documentos do séc. XII e seguintes, são idênticas aos
de muitas outras terras circunvizinhas que assentaram raízes em volta das faldas da serra
conhecida naquelas recuadas épocas por Monte Hermeni, hoje denominada Serra da
Estrela
No ano de 1188, D. Sancho I deu o primeiro Foral à Vila de Manteigas e D. Manuel I
concedeu-lhe foral novo a 4 de Março de 1514, em Lisboa, este além do interesse que
tem como documento comprovativo da autonomia da Vila na época, assume grande
significado por nele se achar a referência mais antiga e segura ao foral que D. Sancho I
concedeu                                   a                                  Manteigas.
Em Manteigas, em Fevereiro de 1847, esteve cercado o general Póvoas, durante a
revolta da Maria da Fonte. Mas conseguiria escapar pela serra, o intrépido militar, que
havia de ser homenageado com a inauguração de uma rua com o seu nome

								
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