2002

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					  MANUAL DE EXAMES
Laboratório Hermes Pardini
         - 2002 -




Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI   1
    APRESENTAÇÃO

2   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Desde agosto de 1959, há 42 anos trabalhamos para incorporar o que há de mais
moderno ao laboratório clínico sob a nossa direção. Não o fazemos apenas por
sofisticação. As novas metodologias precisam trazer um grande benefício aos clientes
com o menor acréscimo de custo possível.

EQUIPES ESPECIALIZADAS
Cada tipo de exame é executado e liberado por especialistas, com larga experiência,
formando grupos de estudo e que estão sempre prontos a dar informações sobre os
diferentes testes.

O MAIS IMPORTANTE
Aqueles que confiam em nosso trabalho têm como retorno nossa qualidade científica,
formando conosco uma corrente de colaboração mútua.


GLOBALIZAÇÃO
Quem não se atualiza com as últimas inovações das revistas médicas e de laboratório
fica rapidamente obsoleto. Nossa equipe está sempre atenta às inovações, adotando-
as quando ficam evidentes suas vantagens.




                               Sempre a disposição,



                               Prof. Hermes Pardini




                     Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                         3
               http://www.hermespardini.com.br
    Consulte a nossa home page e mantenha-se atualizado.


4                  Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
O LABORATÓRIO HERMES PARDINI coloca a disposição de seus
conveniados os seguintes serviços ON LINE:

HELP DE EXAMES
Informações atualizadas relativas a todos os exames realizados pelo Laboratório
Hermes Pardini, com valores de referência, marcação, condição, impressos, etc.

ERRATA ON LINE
Atualização de todas as informações do Manual de Exames.

COMUNICADOS & NOVIDADES
Toda nova informação chegando on line para você.

TABELAS
Tabelas de laboratório e códigos da AMB.

IMPRESSOS
Todos impressos necessários para execução de nossos exames.

ARQUIVO DE RESULTADOS (LABORATÓRIOS)
Consulta de pacientes, de um determinado laboratório, indexado por datas.

CONSULTA ON LINE AO NOSSO BANCO DE DADOS (LABORATÓRIOS)
Pesquisa de resultados, motivos da não realização de exames, datas de resultados,
etc.




IMPORTANTE
Informamos que este livro contém novas informações e modificações de exames que
não constam em edições anteriores.
Favor NÃO UTILIZAR EDIÇÕES ANTERIORES para avaliação e envio dos exames.




                        Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI             5
          ÍNDICE


                                                Página

6   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Apresentação                                                            3
Índice por exames                                                       9
ISO                                                                    31
Informações Gerais                                                     33
Nossos Serviços                                                        35
Unidades de Atendimento                                                37
Patologia Clínica
            Variáveis pré-analíticas                                   39
            Biologia Molecular                                         41
            Bioquímica                                                 55
            Drogas Terapêuticas                                        97
            Endocrinologia                                            109
            Genética – DNA                                            147
            Hematologia                                               157
            HPLC                                                      177
            Imunologia                                                189
            Líquido Seminal                                           253
            Microbiologia                                             259
            Ortomolecular                                             275
            Parasitologia e Uranálise                                 279
            Triagem neonatal - Teste do Pezinho                       301
            Toxicologia                                               315
            Protocolo de Provas Funcionais                            331
            Urina, Instruções de coleta                               353
            Urina 24 horas, conservantes                              354
Anatomia Patológica                                                   355
Citologia                                                             361
Diagnóstico por Imagem – DDI                                          369
Medicina Nuclear “In Vivo”                                            379
Reações Intradérmicas                                                 389
Vacinas                                                               391




                          Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI     7
               ÍNDICE por EXAMES

VISANDO ATENDER ÀS SOLITICAÇÕES DE EXAMES RAROS, QUE NÃO CONSTAM EM NOSSO
     “MANUAL DE EXAMES”, MANTEMOS CONVÊNIO COM VÁRIOS LABORATÓRIOS DE
8                     Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                           REFERÊNCIA NO EXTERIOR. CONSULTE-NOS !

                                                                            Página
1,25 Dihidroxi Vitamina D3 vide Vitamina D3                                      188
11 Desoxicortisol                                                                118
17 Alfa Hidroxi Progesterona vide 17 OH Progesterona                             130
17 Beta Estradiol vide Estradiol                                                 119
17 Cetosteróides Neutros Totais                                                   55
17 Hidroxi Corticosteróides vide 17 Hidroxi Esteróides Cetogênicos                56
17 Hidroxi Esteróides Cetogênicos                                                 56
17 Hidroxi Pregnenolona vide 17 OH Pregnenolona                                  129
17 Hidroxi Progesterona vide 17 OH Progesterona                                  130
17 KGS vide 17 Hidroxi Esteróides Cetogênicos                                    567
17 KS vide 17 Cetosteróides Neutros Totais                                        55
17 OH Corticosteróides vide 17 Hidroxi Esteróides Cetogênicos                     56
17 OH Pregnenolona                                                               129
17 OH Progesterona                                                               130
17 OH Progesterona neonatal                                                      303
17 OH vide 17 Hidroxi Esteróides Cetogênicos                                      56
2,5 Hexanodiona Urinária                                                         315
3 Alfa Androstanediol Glicuronide                                                112
3 Alfa Diol G vide 3 Alfa Androstanediol Glicuronide                             112
5 HIAA (quantitativo) vide Ácido 5 Hidroxi Indolacético                          177
5 Hidroxi Triptamina vide Serotonina                                             186
5 Nucleotidase                                                                    56
ACA vide Centrômero, anticorpos anti                                             197
ACE vide Enzima Conversora de Angiotensina                                        74
Acetil Colinesterase vide Colinesterase                                           68
Acetilcolina, anticorpo anti-receptor                                            109
Acetona, dosagem                                                            315, 316
Acidez Fecal vide pH Fecal                                                       293
Acidificação urinária, teste                                                     351
Ácido 5 Hidroxi Indolacético                                                     177
Ácido Ascórbico vide Vitamina C                                                  187
Ácido Cítrico (esperma)                                                          253
Ácido Cítrico, dosagem (urina)                                                    57
Ácido Delta Amino Levulínico                                                     316
Ácido Delta Amino Levulínico Desidratase                                         317
Ácido Fenilglioxílico                                                            177
Ácido Fólico                                                                109, 110
Ácido Hipúrico                                                                   178
Ácido Homogentísico                                                              279
Ácido Homovanílico                                                               178
Ácido Lático                                                                      57
Ácido Mandélico                                                                  179
Ácido Metil Hipúrico                                                             179
Ácido Oxálico                                                                     58
Ácido Úrico, dosagem                                                          58, 59
Ácido Úrico, pesquisa (urina) vide Cristais, pesquisa                            283
Ácido Valpróico                                                                   97
Ácido Vanil Mandélico                                                            180
ACTH                                                                             110
Acondroplasia, estudo genético                                                   147
Açúcar nas Fezes vide Corpos Redutores                                           282
ADA vide Adenosina Deaminase                                                      59
Addis, contagem                                                                  279
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI        9
Adenosina Deaminase                                                                                           59
Adenosina Monofosfato Cíclico vide AMP Cíclico                                                               113
Adenovírus - pesquisa direta                                                                                 189
Adrenalina vide Epinefrina e Norepinefrina                                                              182, 183
AEO vide Antiestreptolisina O                                                                                190
AGA vide Gliadina, anticorpos anti                                                                           213
Agregação Plaquetária                                                                                        157
ALA-D vide Ácido Delta Amino Levulínico Desidratase                                                          317
Alanina Amino Transferase vide Transaminase Pirúvica                                                          93
Alanina, Aminoácido Quantitativo                                                                             303
ALA-U vide Ácido Delta Amino Levulínico                                                                      316
Albumina, dosagem vide Proteínas Totais e Fracionadas                                                         91
Albumina, pesquisa vide Proteínas, pesquisa                                                               90, 91
Alcaptonúria vide Ácido Homogentísico                                                                        279
Aldolase                                                                                                      60
Aldosterona                                                                                                  111
Aldosteronismo Primário, Testes confirmatórios                                                               336
Alfa 1 Anti-Tripsina (sangue)                                                                                189
Alfa 1 Anti-Tripsina (fezes)                                                                                 279
Alfa 1 Antitripsina, Mutação (Diagnóstico)                                                                   154
Alfa 1 Glicoproteína Ácida                                                                                   190
Alfa Fetoproteína                                                                                       112, 113
ALT vide Transaminase Pirúvica                                                                                93
Alumínio                                                                                                317, 318
AMA vide Mitocôndria, anticorpos anti                                                                        230
Ameba histolytica vide Entamoeba Histolytica                                                                 283
Amebíase                                                                                                     190
Amilase                                                                                                       60
Amilase, Clearence                                                                                            61
Aminoácidos, Cromatografia Qualitativa                                                                       304
Aminoácidos, Cromatografia Quantitativa                                                            304, 305, 306
Amônia                                                                                                        61
AMP Cíclico                                                                                                  113
Análise de Alimentos Transgênicos                                                                            147
Análise Mineral vide Mineralograma                                                                           275
Análise Seminal Computadorizada                                                                              253
ANCA vide Neutrófilos, anticorpos anti                                                                       232
Androstanediol Glicuronide, 3 Alfa vide 3 Alfa Androstanediol Glicuronide                                    112
Androstenediona                                                                                              114
Anfetaminas – Teste de Triagem vide Triagem de Drogas de Abuso                                               246
Anticoagulante Lúpico                                                                                        158
Anti-Convulsivantes equivale
Ácido Valpróico pág. 97, Carbamazepina pág. 98, Difenilhidantoína pág. 100, Fenobarbital pág. 101,
Gabapentina pág. 102, Lamotrigina pág. 102, Oxcarbazepina pág. 105, Primidona pág. 105, Vigabatrina pág. 107
Anticorpos Inibidor da Ligação de TSH endógeno vide TRAb                                                     144
Anticorpo Inibidor do Receptor de TSH vide TRAb                                                              144
Anticorpos Anti-EBV vide Epstein Barr                                                                        209
Anticorpos Anti-Nucleares vide Fator Anti-Nuclear (Hep 2)                                                    210
Anticorpos anti-Transglutaminase Tecidual IgA - tTG vide tTG                                                 249
Anticorpos Irregulares vide Coomb’s Indireto                                                                 203
Antidepressivos vide Tricíclicos                                                                             106
Anti-Epiléticos veja Anti-convulsivantes
Anti-Espermatozóides vide Imunobeads                                                                         255
Antiestreptolisina O                                                                                         190
Anti-Fosfolípides equivale Anticoagulante Lúpico pág. 158, Cardiolipina IgG e IgM pág. 196
Antifungigrama                                                                                               259

10                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Antígeno Austrália vide Hepatite B - HbsAG                                                         216
Antígeno Carcinoembrionário                                                                        191
Antígeno HLA B27, pesquisa                                                                         191
Antígeno HLA-B-27, PCR                                                                              41
Antígeno Prostático Específico vide PSA                                                       134, 135
Anti-La, anticorpos vide SSB, anti                                                                 241
Anti-Microssomal, anticorpos vide TPO                                                              143
Anti-Mucosa Gástrica vide Célula Parietal, anti                                                    197
Anti-Nucleares, anticorpos (Hep 2) vide Fator Anti-Nuclear                                         210
Antioxidantes equivale Antioxidantes Totais, Glutation Peroxidase, Superoxido Dismutase            276
Antioxidantes Totais                                                                               276
Anti-Proteinase 3 vide Neutrófilos, anticorpos anti                                                232
Anti-Rh vide Coomb’s Indireto                                                                      203
Anti-RO, anticorpos vide SSA, anti                                                                 240
Anti-TPO, anticorpos                                                                               143
Antitrombina III                                                                                   192
Anti-VCA vide Epstein Barr                                                                         209
ANTOX vide Antioxidantes Totais                                                                    276
Apolipoproteína “a” vide Lipoproteína (a)                                                          229
Apolipoproteína A1 e B                                                                              61
Apolipoproteína E, estudo genético                                                                 147
ARA vide Reticulina, anticorpos anti                                                               235
Arsênico                                                                                           318
ASLO vide Antiestreptolisina O                                                                     190
ASMA vide Músculo Liso, anti                                                                       231
Aspartato Amino Transferase vide Transaminase Oxalacética                                           93
Aspecto do Soro vide Inspeção do Plasma Refrigerado                                                 83
Aspergillus sp, anti                                                                               192
AST vide Transaminase Oxalacética                                                                   93
Ataxia de Friedreich, Diagnóstico vide Ataxias, Painel                                             148
Ataxia de Machado Joseph, Diagnóstico vide Ataxias, Painel                                         148
Ataxia Espinocerebelar tipo 1, Diagnóstico vide Ataxias, Painel                                    148
Ataxia Espinocerebelar tipo 10, Diagnóstico vide Ataxias, Painel                                   148
Ataxia Espinocerebelar tipo 2, Diagnóstico vide Ataxias, Painel                                    148
Ataxias, Painel                                                                                    148
Avaliação Hipofisária Total vide Megateste                                                         344
Avaliação Mineral Óssea                                                                            387
Avaliação Risco de Síndrome de Down e Má formação do Tubo Neural vide
Avaliação do Risco Fetal - Teste Integrado                                                         136
Baar - Bacterioscopia                                                                              259
Bacilo Diftérico                                                                                   260
Baciloscopia ao Ziehl vide Baar – Bacterioscopia, pesquisa                                         260
Bactéria e Antibiograma Automatizado, Identificação                                                268
Bactérias Anaeróbias, cultura                                                                      260
Bandas Oligoclonais vide Eletroforese de Proteínas (líquor)                                        208
Becker e Duchenne, Distrofia (Diagnóstico)                                                         150
Bence Jones vide Proteína de Bence Jones                                                           296


Benzodiazepínicos equivale
Bromazepam pág. 97, Clobazam pág. 99, Clonazepam pág. 99, Diazepam pág.100, Nitrazepam pág. 104,
N-Desmetildiazepam pág. 103, Oxazepam pág. 104
Beta 2 Microglobulina                                                                              114
Beta Caroteno                                                                                      180
Beta HCG vide HCG, Beta                                                                            123
Bicarbonato vide Reserva Alcalina                                                                   92
Big Prolactina                                                                                     115
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                          11
Bilirrubinas, dosagem (sangue)                                                      62
Bilirrubinas, pesquisa (urina)                                                     280
Biópsias                                                                           355
Biotinidase                                                                        307
Blastomicose Sul Americana                                                         193
Borrélia vide Lyme                                                                 230
Bromazepam                                                                          97
Brucelose                                                                          193
C1q vide Complemento C1q                                                           202
C1S Esterase Inibidor                                                              195
C2 vide Complemento C2                                                             202
C3 vide Complemento C3                                                             202
C4 vide Complemento C4                                                             203
CA 125                                                                             194
CA 15/3                                                                            194
CA 19/9                                                                            195
Cádmio                                                                             319
Cálcio                                                                              63
Cálcio Iônico                                                                       64
Cálcio Livre vide Cálcio Iônico                                                     64
Calcitonina                                                                        115
Calcitriol vide Vitamina D3                                                        188
Cálculo Biliar, Análise Físico e Química                                           280
Cálculo Renal, Análise Físico e Química                                            280
Calemia vide Potássio                                                               89
Caliuria vide Potássio                                                              89
Campylobacter, cultura                                                             261
C-ANCA vide Neutrófilos, anticorpos anti                                           232
C-ANCA vide Neutrófilos, anticorpos anti                                           232
Cancro Mole, pesquisa vide H. Ducreyi                                              267
Candidina, intradermoreações                                                       389
Capacidade Livre de Combinação do Ferro                                             64
Capacidade Total de Combinação do Ferro                                             64
Carbamazepina                                                                       98
Carbohidratos, Cromatografia                                                       281
Carboxi Hemoglobina                                                                319
Cardiolipina IgG/IgM, auto anticorpos anti                                         196
Cariótipo com Banda G                                                              148
Cariótipo com Bandas de Vilo corial                                                149
Cariótipo de Alta Resolução                                                        148
Cariótipo de Medula                                                                149
Cariótipo de Sangue para Doenças hematológicas                                     150
Cariótipo para pesquisa de Cromossomo Philadelphia vide Cariótipo de Medula        149
Cariótipo para pesquisa de X-Frágil                                                149
Catecolaminas vide Epinefrina e Norepinefrina                                 182, 183
Caxumba IgG/IgM                                                                    196
CCP                                                                                197
CD2 e CD19 vide Tipagem de Linfócitos                                              243
CD3 vide Linfócitos T Ativado                                                      228
CD4 e CD8 vide Subtipagem de Linfócitos                                            242
CEA vide Antígeno Carcino Embrionário                                              191
Célula Parietal, Anti                                                              197
Células de Downey, pesquisa                                                        159
Células de Inclusão Citomegálica                                                   261
Células de Tzanck vide Células Herpéticas, pesquisa                                261
Células Herpéticas, pesquisa                                                       261

12                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Células LE, pesquisa                                                                                    159
Células Orangiófilas, pesquisa                                                                           65
Centrômero, Anti                                                                                        197
Ceruloplasmina                                                                                          198
Cetonemia, pesquisa                                                                                      65
Cetonúria, pesquisa                                                                                     281
Cetosteróides Neutros Totais, 17                                                                         55
CH 100 vide Complemento CH 100                                                                          201
CH 50 vide Complemento CH 100                                                                           201
Chagas vide Trypanosoma cruzi                                                                      248, 249
Chlamydia pneumoniae IgG                                                                                198
Chlamydia trachomatis (Cultura)                                                                         262
Chlamydia trachomatis (Imunofluorescência direta)                                                       262
Chlamydia trachomatis (PCR)                                                                              41
Chlamydia tracomatis (Giemsa - Pesquisa)                                                                262
Chlamydia tracomatis IgG e IgM (Imunofluorescência Indireta)                                            198
Chumbo                                                                                                  322
Cianocobalamina vide Vitamina B12                                                                       145
Ciclosporina                                                                                             98
Cintilografias                                                                 379, 380, 381, 382, 383, 384
Cisternografia Cerebral                                                                                 384
Cistatina C                                                                                             199
Cisticercose                                                                                            199
Cistina, pesquisa                                                                                       281
Cistografia Radioisotópica Direta                                                                       384
Citobacteriologia vide Gram                                                                             267
Citologias                                                                                    362, 363, 364
Citomegalovírus (ELFA)                                                                                  201
Citomegalovírus (Elisa)                                                                                 200
Citomegalovírus (PCR)                                                                                    42
Citomegalovírus urinário vide Células de Inclusão Citomegálica                                          261
Citometria e Citologia (Líquidos corporais)                                                             160
Citrato (esperma) vide Ácido Cítrico                                                                    253
Citrato (urina) vide Ácido Cítrico                                                                       57
Citrulina, anti vide CCP                                                                                197
CKMB vide Creatinofosfoquinase MB Isoenzima                                                              72
CL vide Cloretos                                                                                     66, 67
Clamídia vide Chlamydia
Clearence Pulmonar de DTPA                                                                              384
Clements, Teste de                                                                                       65
Clobazam                                                                                                 99
Clonazepam                                                                                               99
Cloreto de Amônio, Teste de Sobrecarga vide Acidificação Urinária, Teste                                351
Cloreto de Sódio no Suor                                                                                 66
Cloretos                                                                                             66, 67
CO2 vide Reserva Alcalina                                                                                92
Coagulograma equivale Plaquetas pág.170, Tempo Atividade de Protrombina pág.175,
Tempo de Coagulação pág.175, Tempo de Sangria pág.175, Tempo de Tromboplastina Parcial pág.176
Cobre                                                                                                   320
Cocaína – Teste de Triagem vide Triagem de Drogas de Abuso                                              246
Colecalciferol vide Vitamina D3                                                                         188
Cólera Vibrião, cultura vide Vibrio Cholerae, cultura                                                   274
Colesterol                                                                                               67
Colesterol HDL vide Colesterol                                                                           67
Colesterol LDL vide Colesterol                                                                           67
Colesterol TOTAL vide Colesterol                                                                         68

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               13
Colesterol VLDL vide Colesterol                                                             68
Colesterol, Subfracionamento das Frações vide Subfracionamento das Frações do Colesterol    93
Colinesterase                                                                               68
Coloração Supra Vital                                                                      254
Complemento C1q                                                                            202
Complemento C2                                                                             202
Complemento C3                                                                             202
Complemento C4                                                                             203
Complemento CH 100                                                                         201
Complemento Sérico Total vide Complemento CH 100                                           201
Composto S vide 11 Desoxicortisol                                                          118
Coombs Direto                                                                              203
Coombs Indireto                                                                            203
Coprocultura                                                                               263
Coproporfirinas, dosagem                                                                   321
Coproporfirinas, pesquisa                                                                  282
Corpos de Heinz, pesquisa                                                                  161
Corpos Redutores Fecal                                                                     282
Corpos Redutores urinário vide Carbohidratos, Cromatografia                                281
Cortisol                                                                                   116
Cortisol Livre                                                                             116
Corynebacterium minutissimum, pesquisa                                                     263
CPK vide Creatinofosfoquinase                                                               71
Creatina                                                                                    69
Creatinina                                                                                  70
Creatinina, Clearence                                                                       71
Creatinofosfoquinase                                                                        71
Creatinofosfoquinase MB Isoenzima                                                           72
Crioaglutininas, pesquisa                                                                  204
Criofibrinogênio, pesquisa                                                                 204
Crioglobulinas, pesquisa                                                                   204
Cristais com Luz Polarizada, pesquisa (líquido sinovial)                                    72
Cristais com Luz Polarizada, pesquisa (urina)                                              283
Cromatina Sexual                                                                           365
Cromo                                                                                      321
Cromossomo Philadelphia, Cariótipo (pesquisa) vide Cariótipo de Medula                     149
Cromossomo X-Frágil, pesquisa vide Cariótipo para pesquisa Cromossomo X-Frágil             149
Cromossomo Y para Síndrome de Turner, pesquisa                                             150
Cromossomo Y, Estudo Genético das Microdeleções                                            150
Cross Laps vide N-Telopeptídeo                                                             232
Cryptococcus Neoformans, microscopia                                                       263
Cryptococcus Neoformans, aglutinação direta                                                205
Cryptosporidium, pesquisa                                                                  263
Cultura + Antibiograma Automatizado                                                        264
Curva de Tolerância a Glicose                                                              337
Curva Plaquetária vide Agregração Plaquetária                                              157
Dacriocintilografia                                                                        384
DDAVP vide Estímulo p/ ACTH com desmopressina                                              332
Dehidroepiandrosterona                                                                     117
Dehidroepiandrosterona, Sulfato                                                            117
Dehidrogenase Láctica                                                                       73
Delta 4 vide Androstenediona                                                               114
Delta 5 vide 17 OH Pregnenolona                                                            129
Delta F508 vide Estudo genético da Fibrose Cística                                         152
Dengue IgG e IgM                                                                           205
Dengue, PCR Qualitativa e Tipagem                                                           43

14                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Densitometria Óssea                                                                                   387
Deoxipiridinolina                                                                                     181
Depuração da Água Livre                                                                                73
Descarboxilase do Ácido Glutâmico vide GAD, anticorpos anti                                           122
Detecção Molecular da Mutação 202 (GA) da G6PD                                                       153
DHEA vide Dehidroepiandrosterona                                                                      117
DHL vide Dehidrogenase Láctica                                                                         73
DHT vide Dihidrotestosterona                                                                          118
Diagnóstico de Diabetes Gestacional                                                                   339
Diagnóstico da Distrofia de Becker e Duchenne                                                         150
Diagnóstico da Mutação da Alfa 1 Antitripsina                                                         154
Diagnóstico do H. Pylori pelo Teste Respiratório                                                      385
Diagnóstico Molecular da Doença de Huntington                                                         151
Diagnóstico Molecular para Síndrome de Willians                                                       155
Diagnóstico Molecular para Surdez Congênita                                                           156
Dialdeído Malônico vide Malônico Dialdeído                                                            277
Diazepam                                                                                              100
Difenilhidantoína                                                                                     100
Digestibilidade Fezes vide Funcional de Fezes                                                         285
Digital sérico vide Digoxina                                                                          101
Digoxina                                                                                              101
Dihidrotestosterona                                                                                   118
Dímero D                                                                                              206
Direto a Fresco, pesquisa                                                                             264
Dismorfismo Eritrocitário, pesquisa                                                                   283
Distrofia de Becker e Duchenne, Diagnóstico                                                           150
DNA, anticorpos anti                                                                                  206
DNA, Determinação de Paternidade                                                                      154
Dnase, anti vide Estreptozima                                                                         210
Doença Celíaca equivale
Endomísio-anticorpos anti pág.209, Gliadina IgA/IgG-anticorpos anti pág.213, tTG-anticorpos anti pág.249,
Reticulina-anticorpos anti pág.235
Doença de Gaucher, diagnóstico                                                                        151
Doença de Huntington, diagnóstico molecular                                                           151
Doenças sexualmente transmissíveis, PCR                                                                42
Donovanose                                                                                            265
Dose Terapêutica com Iodo-131                                                                         385
Dose Terapêutica p/ tratamento da dor óssea com Samário-153                                           385
Drepanóticos, pesquisa vide Hemoglobina S, Teste de Solubilidade                                      165
Drogas de Abuso, Triagem vide Triagem de Drogas de Abuso                                         246, 247
Duplex Scan                                                                                           370
D-Xilose, Teste                                                                                       349
E1 vide Estrona                                                                                       121
E2 vide Estradiol                                                                                     119
E3 vide Estriol                                                                                       120
EBV vide Epstein Barr                                                                                 209
ECA vide Enzima Conversora de Angiotensina                                                             74
Ecocardiografia                                                                                       370
Ecodoppler                                                                                            370
Ectoparasitas, pesquisa                                                                               265
Eletrocardiograma                                                                                     370
Eletroforese de Colesterol equivale Colesterol HDL, LDL, VLDL, Total                               67, 68
Eletroforese de Hemoglobina                                                                           161
Eletroforese de Hemoglobina, neonatal vide Hemoglobinopatias, Triagem neonatal                        308
Eletroforese de Imunoglobulinas vide Imunofixação                                                     224
Eletroforese de Lipoproteínas                                                                         207

                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              15
Eletroforese de Proteínas                                                                             207, 208
Eletrólitos equivale Cloretos pág. 66, 67 Potássio pág. 89, Sódio pág. 92
EMA vide Endomísio, anticorpos anti                                                                        209
ENA equivale RNP-anti pág.235, SSA/RO-anti pág.240, SSB/LA-anti pág.241, SM-anti pág.240
Endomísio, anticorpos anti                                                                                 209
Entamoeba histolytica                                                                                      283
Enterobius vide Oxiúrus                                                                                    291
Enzima Conversora de Angiotensina                                                                           74
Eosinófilos                                                                                                162
Epinefrina e Norepinefrina                                                                            182, 183
Epstein Barr                                                                                               209
Eritrograma                                                                                                162
Eritropoietina                                                                                             119
Eritrossedimentação vide Hemossedimentação                                                                 167
Erros Inatos do Metabolismo especificar se Aminoácidos - Cromatografia Qualitativa (cartão) pág.304,
Aminoácidos - Cromatografia Quantitativa (soro) pág.305,
Aminoácidos - Cromatografia Quantitativa (urina) pág.304, Carbohidratos - Cromatografia pág.281
Escabiose vide Ectoparasitas, pesquisa                                                                     265
Espectrofotometria 450 NM                                                                                   74
Espermograma vide Análise Seminal Computadorizada                                                          253
Espondilite Anquilosante vide Antígeno HLA-B27                                                         41, 191
Esquistossomose (Imunofluorescência Indireta)                                                              209
Esquistossomose, intradermoreações                                                                         390
Estímulo com CRH/CRF pós supressão com Dexametasona                                                        333
Estímulo do Peptídeo C - Sustacal                                                                          340
Estímulo para ACTH com CRH/CRF                                                                             334
Estímulo para ACTH com Desmopressina – DDAVP                                                               332
Estímulo com ACTH para: Androstenediona, Composto S, Cortisol, DHEA, Progesterona, 17 OH
Pregnenolona, 17 OH Progesterona                                                                           333
Estímulo para Calcitonina com infusão de Cálcio                                                            346
Estímulo para Calcitonina com infusão de Pentagastrina                                                     346
Estímulo para Calcitonina com infusão de Cálcio e Pentagastrina - simultâneo                               346
Estímulo para HGH                                                                                342, 343, 344
Estímulo para LH e FSH com LH-RH                                                                           345
Estímulo do Peptídeo C                                                                                     340
Estímulo para Prolactina com TRH                                                                           344
Estímulo para Testosterona com HCG                                                                         351
Estímulo para TSH com TRH                                                                                  337
Estímulo rápido para Cortisol com ACTH – Cortrosina                                                        332
Estradiol, 17 Beta                                                                                         119
Estreptoquinase/Estreptodornase, intradermoreações                                                         389
Estreptozima                                                                                               210
Estriol                                                                                                    120
Estrógenos Fracionados equivale Estradiol pág.119, Estriol pág.120, Estrona pág.121
Estrona                                                                                                    121
Estudo de Determinação de Paternidade vide Paternidade                                                     154
Estudo de Viabilidade Miocárdica                                                                           385
Estudo Genético da Hemocromatose                                                                           153
Estudo Genético da Síndrome de Gilbert                                                                     155
Estudo Genético das Microdeleções no Cromossomo Y                                                          150
Estudo Genético das Trombofilias pág.152 equivale
Fator V Leiden pág.152, Gene da Protrombina pág.153, Gene da Metilenotetrahidrofolato Redutase pág.152
Estudo Genético de Fibrose Cística                                                                         152
Estudo Genético Fetal                                                                                      151
Estudo de HLA PCR para Diabetes tipo 1                                                                     151
Etanol                                                                                                     323

16                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Exame direto a Fresco, pesquisa                                                                             264
Exame Micológico Direto                                                                                     270
Faixas Oligoclonais vide Eletroforese de Proteínas (líquor)                                                 208
FAN vide Fator Anti-Nuclear (Hep 2)                                                                         210
Fator Anti-Nuclear (Hep 2)                                                                                  210
Fator Intríseco, anti vide Célula Parietal, anti                                                            197
Fator Reumatóide                                                                                            211
Fator Reumatóide (Hemoaglutinação) vide Waaler Rose                                                         251
Fator Rh/DU vide Grupo Sanguíneo + Fator Rh/DU                                                              214
Fator V de Leiden                                                                                           152
Febre Amarela IgG e IgM                                                                                     211
Fenilalanina - PKU, quantitativa (cartão)                                                                   307
Fenilalanina, Cromatografia quantitativa vide Aminoácidos, Cromatografia quantitativa             304, 305, 306
Fenilalanina, pesquisa (urina)                                                                              284
Fenilhidantoína vide Difenilhidantoína                                                                      100
Fenobarbital                                                                                                101
Fenol                                                                                                       323
Ferritina                                                                                                   121
Ferro                                                                                                        74
Fezes Digestibilidade vide Funcional de Fezes                                                               285
Fezes Parasitológico vide Parasitológico de Fezes                                                      291, 292
Fibrinogênio                                                                                                163
Fibrose Cística equivale
Cloreto de Sódio no Suor pág.66, Tripsina neonatal pág.312 e Fibroce Cística , estudo genético pág.152
Filária, pesquisa                                                                                           163
Filaria, Imunocromatografia                                                                                 212
Filariose vide Filaria                                                                                 163, 212
Fluoreto                                                                                                    324
Fluoxetina                                                                                                  102
Fluxo Sangüineo das Extremidades                                                                            385
Folato vide Ácido Fólico                                                                               109, 110
Fosfatase Ácida                                                                                              75
Fosfatase Ácida Prostática                                                                                   75
Fosfatase Alcalina                                                                                           76
Fosfatase Alcalina Específica Óssea                                                                         212
Fosfatase Esquelética vide Fosfatase Alcalina Específica Óssea                                              212
Fostatidil Glicerol                                                                                          76
Fosfolípides                                                                                                 77
Fósforo                                                                                                  77, 78
Fragilidade Osmótica das Hemácias                                                                           163
Frutosamina vide Proteína Glicosilada                                                                        89
Frutose (esperma)                                                                                           254
Frutose (urinária)                                                                                          284
FSH vide Hormônio Folículo Estimulante                                                                      124
FT3 vide T3 Livre                                                                                           138
FT4 vide T4 Livre                                                                                           140
FTA abs vide Sífilis - Treponema IgG                                                                        238
Funcional de Fezes                                                                                          285
Fungos, cultura                                                                                             266
Fungos, pesquisa                                                                                            266
Fungos, identificação                                                                                       265
G6PD vide Glicose 6 Fosfato Dehidrogenase                                                                   213
G6PD, Mutação 202 (GA)                                                                                     153
Gabapentina                                                                                                 102
GAD, anticorpos anti                                                                                        122
Galactose (urina)                                                                                           286

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  17
Galactose Total - Triagem neonatal                                                 308
Gama Globulina vide Eletroforese de Proteínas                                 207, 208
Gama Glutamil Transferase                                                           78
Gama GT vide Gama Glutamil Transferase                                              78
Gardnerella, cultura                                                               266
Gasometria                                                                      78, 79
Gastrina                                                                           122
Gastrina, estímulo alimentar                                                       352
Gastrina, estímulo após glucagon                                                   352
Gene CCR-5, pesquisa da deleção – PCR                                               43
Gene da Metilenotetrahidrofolato Redutase                                          152
Gene da Protrombina                                                                153
Geração de IGF-1                                                                   345
GGT vide Gama Glutamil Transferase                                                  78
GH vide Hormônio de Crescimento                                                    124
Giárdia                                                                            286
Gilbert, Síndrome                                                                  155
Gliadina IgA e IgG, anticorpos Anti                                                213
Glicemia vide Glicose
Glicohemoglobina                                                                     80
Glicose 6 Fosfato Dehidrogenase                                                     213
Glicose 6 Fosfato Dehidrogenase, Mutação 202 (GA)                                  153
Glicose, dosagem                                                                 81, 82
Glicose, pesquisa                                                                   286
Glicose, pós-prandial                                                                82
Globulina (liquor)                                                                   82
Globulina (sangue) vide Proteínas Totais e Fracionadas                               91
Globulina Ligadora de Hormônios sexuais vide SHBG                                   137
Globulina Ligadora de Tiroxina vide TBG                                             141
Glutation Peroxidase                                                                276
Gonadotrofina Coriônica vide HCG, Beta                                              123
Gonococos vide Neisseria Gonorrhoeae                                            42, 271
Gordura Fecal                                                                       287
GPX vide Glutation Peroxidase                                                       276
Gram Bacterioscopia                                                                 267
Gram Bacterioscopia (sangue) vide Hemocultura                                       267
Grupo Sangüíneo + Fator Rh/DU                                                       214
GTT vide Tolerância a Glicose                                                       337
H. Ducreyi                                                                          267
Haemophilus Ducreyi vide H. Ducreyi                                                 267
Ham, teste                                                                          214
Haplotipagem de HLADR e DQ                                                          153
Haptoglobina                                                                        214
HAV, anti vide Hepatite A                                                           215
HbA1c vide Glicohemoglobina                                                          80
HBc, anti vide Hepatite B                                                           216
HBe, anti vide Hepatite B                                                           217
HBeAg vide Hepatite B                                                               217
HBs, anti vide Hepatite B                                                           217
HbsAg vide Hepatite B                                                               216
HBV, PCR Qualitativo                                                                 44
HBV, PCR Quantitativo                                                                44
HBV, Teste de Resistência aos antivirais                                             45
HCG, Beta                                                                           123
HCG, Beta - pesquisa urinária vide Pregnosticon                                     295
HCV, anti vide Hepatite C                                                   46, 47, 218

18                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
HCV, Genotipagem                                                                                   45
HCV, PCR Qualitativo                                                                               46
HCV, PCR Quantitativo                                                                              47
HDL, Colesterol                                                                                    67
HDV, anti vide Hepatite D                                                                         218
Helicobacter Pylori (Imunoensaio Enzimático)                                                      215
Helicobacter Pylori, Teste Respiratório                                                           385
Helicobacter Pylori, Biópsia                                                                      355
Hemácias Fetais vide Kleihauer                                                                    168
Hemácias vide Hemograma                                                                           166
Hematócrito vide Hemograma                                                                        166
Hematozoários, pesquisa vide Plasmodium                                                           170
Hemocromatose, PCR                                                                                153
Hemocultura Automatizada                                                                          267
Hemocultura para Micobactérias vide Micobactérias, cultura automatizada                           269
Hemoglobinas                                                                                      164
Hemoglobina A2                                                                                    164
Hemoglobina Fetal                                                                                 164
Hemoglobina Glicada vide Glicohemoglobina                                                          80
Hemoglobina H, pesquisa                                                                           165
Hemoglobina Instável equivale
Corpos Heinz (pesquisa) pág.161, Isopropanol, teste pág.167, Teste Desnaturação ao calor pág.176
Hemoglobina S, neonatal vide Hemoglobinopatias, Triagem neonatal                                  308
Hemoglobina S, Teste de Solubilidade                                                              165
Hemoglobinopatias, triagem neonatal                                                               308
Hemograma                                                                                         166
Hemossedimentação                                                                                 167
Hemossiderina                                                                                     167
Hep 2 vide Fator Anti-Nuclear                                                                     210
Hepatite A vide HAV IgG/IgM                                                                       215
Hepatite B equivale
HbsAg pág.216, HBc IgG/IgM pág.216, HbeAg pág.217, Hbe-anti pág.217, HBs-anti pág.217, HBV PCR pág.44,
HBV - Teste de Resistência aos Antivirais pág.45
Hepatite C equivale HCV-anti pág.218, HCV, PCR pág.46, 47 , HCV Genotipagem pág.45
Hepatite D                                                                                        218
Hepatite Delta vide Hepatite D                                                                    218
Hepatite E                                                                                        218
Herpes vírus Simples 1 e 2 (Elisa)                                                                219
Herpes vírus Simples, PCR qualitativo e tipagem                                                    47
Herpesvírus, cultura                                                                              268
Herpesvírus, pesquisa vide Células Herpéticas                                                     261
HEV, anti vide Hepatite E                                                                         218
HGH vide Hormônio de Crescimento                                                                  124
Hidantoína vide Difenilhidantoína                                                                 100
Hidratos de Carbono vide Carboidratos, Cromatografia                                              281
Hidroxi Corticosteróides, 17                                                                       56
Hidroxi Esteróides Cetogênicos, 17                                                                 56
Hidroxi Indolacético vide Ácido 5 Hidroxi Indolacético                                            177
Hidroxi Pregnenolona, 17                                                                          129
Hidroxi Progesterona, 17                                                                          130
Hidroxiprolina Total                                                                               83
Hipercalciúria vide Teste de PAK                                                                  348
Hipoglicemia com insulina para dosagem de Cortisol e/ou ACTH                                      332
Hipoosmolaridade                                                                                  255
Histidina, Aminoácido quantitativo                                                                309
Histona, anticorpos Anti                                                                          219

                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            19
Histoplasma Capsulatum, anti                                                                                219
Histoplasmose vide Histoplasma Capsulatum, anti                                                             219
HIV equivale
HIV 1 e 2 pesquisa pág.220, HIV Wester Blot pág.221, HIV, PCR pág.48,49 , HIV-PCR Ultrasensível pág.48,
HIV, Resistência Genotípica aos antivirais pág.50, HIV NASBA pág.49, HIV 1 neonatal pág.309
HIV 1 e 2, pesquisa                                                                                         220
HIV confirmatório vide HIV Western Blot                                                                     221
HIV Western Blot                                                                                            221
HIV NASBA - Quantitativo                                                                                     49
HIV PCR – Qualitativo                                                                                        48
HIV PCR – Quantitativo                                                                                       49
HIV PCR - Quantitativo Ultrasensível                                                                         48
HIV-1 Genotipagem vide HIV, Resistência Genotípica aos antivirais                                            50
HIV-1, neonatal                                                                                             309
HIV-1, Resistência Genotípica aos antivirais                                                                 50
HLA-B27, PCR vide Antígeno HLA-B27                                                                           41
HLA-B27, pesquisa vide Antígeno HLA-B27                                                                     191
Homocisteína                                                                                                183
Homocisteína após estímulo com metionina                                                                    352
Homocistina                                                                                                 288
Hormônio Adrenocorticotrófico vide ACTH                                                                     110
Hormônio de Crescimento                                                                                     124
Hormônio Folículo Estimulante                                                                               124
Hormônio Luteinizante                                                                                       125
Hormônio Somatotrófico vide Hormônio de Crescimento                                                         124
Hormônios Sexuais, Globulina Ligadora vide SHBG                                                             137
HPV, Biópsia                                                                                                355
HPV, Captura Híbrida                                                                                         51
HPV, Citologia                                                                                              363
HPV, PCR – Tipagem                                                                                           52
HSV vide Herpesvírus Simples 1 e 2                                                           47, 219, 261, 268
HTLV III vide HIV                                                                          48, 49, 50, 220, 221
HTLV-I e II, pesquisa                                                                                       221
HTLV-I, PCR                                                                                                  53
Huntington, Doença                                                                                          151
IA2, anti                                                                                                   125
IAA vide Insulina, anticorpos anti                                                                          128
ICA vide IA2, anti                                                                                          125
ICA512 vide IA2, anti                                                                                       125
Identificação de Aminoácidos, quantitativo vide Aminoácidos, Cromatografia Quantitativa          304, 305, 306
Identificação de Bactéria e Antibiograma Automatizado                                                       268
Identificação de Helmintos e Fragmentos                                                                     288
IgA Salivar vide Imunoglobulinas                                                                            225
IgA Tuberculosis vide Mycobacterium Tuberculosis IgA                                                        231
IgE Específico                                                                                              222
IgE Múltiplo                                                                                                223
IgE Total                                                                                                   223
IGF 1                                                                                                       126
IGFBP-3                                                                                                     127
Ilhota, anti vide IA2, anti                                                                                 125
Immunobeads Test                                                                                            255
Imunidade Celular, testes equivale
Candidina, intradermoreações pág.389, Estreptoquinase/Estreptodornase, intradermoreações pág.389 ,
PPD intradermoreações pág.390 , Tricofitina, intradermoreações pág.390, Tipagem de Linfócitos T e B pág.243
Imunocomplexos Circulantes 9C1q IgG                                                                         224
Imunoeletroforese de Proteínas vide de Imunofixação                                                         224

20                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Imunofixação                                                                                   224
Imunoglobulinas                                                                                225
Imunohistoquímica                                                                         355, 356
Indican, pesquisa                                                                              288
Índice de Saturação da Transferrina                                                             83
Índice de Tixorina Livre vide ITL                                                              128
Influenza vírus A e B – pesquisa direta                                                        226
Inibidor Lúpico vide Anticoagulante Lúpico                                                     158
Inseticidas Organoclorados                                                                     324
Inseticidas Organofosforados                                                                   325
Inspeção do Plasma Refrigerado                                                                  83
Insulina                                                                                       128
Insulina, anticorpos anti                                                                      128
Intradermoreações                                                                              389
Ionograma equivale Cloreto pág.66,67 , Potássio pág.89, Sódio pág.92
Íons equivale Cloreto pág.66,67 , Potássio pág.89, Sódio pág.92
Iontoforese: estímulo para Pilocarpina vide Cloreto de Sódio no Suor                             66
IRT vide Tripsina neonatal                                                                      312
Isoaglutininas                                                                                  226
Isoleucina, Cromatografia quantitativa vide Aminoácidos, Cromatografia quantitativa   304, 305, 306
Isopropanol, Teste                                                                              167
Isospora Belli                                                                                  289
ITL                                                                                             128
Jo 1, anticorpos Anti                                                                           226
K vide Potássio                                                                                  89
Kappa (cadeia leve)                                                                             227
KGS, 17 vide 17 Hidroxi Esteróides Cetogênicos                                                   56
Kitt                                                                                            339
Kleihauer                                                                                       168
KS, 17 vide 17 Cetosteróides Neutros Totais                                                      55
LA vide SSB, anticorpos anti                                                                    241
Lactato vide Ácido Lático                                                                        57
Lactescência vide Inspeção do Plasma Refrigerado                                                 83
Lactose, pesquisa                                                                               289
Lactose, teste de tolerância                                                                    349
Lambda (cadeia leve)                                                                            227
Lamotrigina                                                                                     102
LDH vide Dehidrogenase Láctica                                                                   73
LDL Oxidada, Anti                                                                                84
LDL Peroxidada                                                                                  277
LDL, Colesterol                                                                                  67
LDL-PX                                                                                          277
Leishmaniose, intradermoreações vide Montenegro                                                 389
Leishmaniose IgG e IgM, Imunofluorescência                                                      227
Leishmaniose, pesquisa                                                                          168
Leptina                                                                                         129
Leptospirose, Cultura                                                                           269
Leptospirose, Elisa                                                                             228
Leptospirose, Pesquisa (Campo Escuro)                                                           269
Leptospirose, Soro Aglutinação Microscópica                                                     268
Leucina, Cromatografia quantitativa vide Aminoácidos, Cromatografia quantitativa      304, 305, 306
Leucócitos (esperma)                                                                            255
Leucócitos vide Piócitos                                                                   293, 294
Leucograma                                                                                      169
LH vide Hormônio Luteinizante                                                                   125
Liddle I, II - Testes                                                                      335, 336

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                      21
Linfócitos T Ativado                                                                                            228
Linfócitos T e B vide Tipagem de Linfócitos                                                                     243
Linfócitos T Helper vide Subtipagem de Linfócitos                                                               242
Linfócitos T Supressor vide Subtipagem de Linfócitos                                                            242
Linfócitos, Subtipagem                                                                                          242
Linfócitos, Tipagem                                                                                             243
Linfogranuloma (sorologia) vide Chlamidia (Imunofluorescência Indireta)                                         198
Lipase                                                                                                            84
Lípides Totais                                                                                                    84
Lípides Totais e Fracionado veja Lipidograma Clássico
Lipidograma Clássico equivale
Colesterol Total pág.68, Eletroforese de Lipoproteínas pág.207, Fosfolípides pág.77, Lípides totais pág.84,
Triglicérides pág.94
Lipidograma equivale Colesterol HDL pág. 67, LDL pág. 67, VLDL pág. 68, Total pág. 68, Triglicérides pág. 94
Lipóides Birrefringentes, pesquisa vide Cristais, pesquisa (líquido sinovial) pág.72 e (urina) pág.283
Lipoproteína ( a )                                                                                              229
Líquido Ascítico (Rotina)                                                                                        85
Líquido Pleural (Rotina)                                                                                         85
Líquido Sinovial (Rotina)                                                                                        86
Líquor (Rotina)                                                                                                  86
Listeriose                                                                                                      229
Litíase urinária vide Cálculo Renal, Análise Físico e Química pág.280 veja também Teste de PAK pág.348 e
Nefrolitíase pág.347
Lítio                                                                                                           103
LKM, anticorpos anti                                                                                            229
Lues (sorologia) equivale Treponema IgG (FTA abs) pág.238, Treponema (Hemoaglutinação) pág.239,
VDRL pág.239
Lupus Eritematoso Sistêmico equivale DNA, anti pág.206, Fator Anti-Nuclear (Hep 2) pág.210,
RNP, anti pág.235, SM, anti pág.240, SSA/Ro, anti pág.240, SSB/La, anti pág.241
Lyme IgG/IgM                                                                                                    230
Machado Guerreiro vide Trypanosoma cruzi (Imunoensaio Enzimático)                                               248
Maconha – teste de triagem vide Triagem de Drogas de Abuso                                                      247
Macro Prolactina vide Big Prolactina                                                                            115
Magnésio                                                                                                          87
Malônico Dialdeído                                                                                              277
Maltose, teste de tolerância                                                                                    350
Mamografia                                                                                                      372
Manganês                                                                                                        325
Mapeamento da Tireóide vide Cintilografia da Tireóide                                                           383
Mar Test                                                                                                        256
Marcadores Tumorais equivale Alfa Fetoproteína pág.112,113 , CEA pág.191, CA 15/3 pág.194,
CA 19/9 pág.195,CA 125 pág.194, HCG pág.123, PSA pág.134 135
MDA vide Malônico Dialdeído                                                                                     277
Megateste                                                                                                       344
Mercúrio                                                                                                        326
Meta Hemoglobina                                                                                                326
Metanefrina e Normetanefrina                                                                                    184
Metanol                                                                                                         327
Metiletilcetona                                                                                                 327
Metionina, Cromatografia quantitativa vide Aminoácidos, Cromatografia quantitativa                    304, 305, 306
MG vide Magnésio                                                                                                  87
Micobactérias, Cultura Automatizada                                                                             269
Micobactérias, identificação em cultura, PCR                                                                      53
Micológico Direto                                                                                               270
Micoplasma vide Mycoplasma
Microalbuminúria                                                                                                  87
Microproteinúria vide Microalbuminúria                                                                            87
22                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Microsporídeos, pesquisa                                                                                    289
Microssomal, anticorpos anti vide TPO                                                                       143
Mielograma                                                                                                  169
MIF, Parasitológico de Fezes vide Parasitológico de Fezes – MIF                                             292
Mineralograma                                                                                               275
Mioglobina, pesquisa                                                                                        290
Mitocôndria, anticorpos anti                                                                                230
Mn vide Manganês                                                                                            325
Mononucleose (sorologia) equivale Epstein Barr IgG/IgM pág.209, Monoteste pág.230,
Paul Bunnel Davidsohn pág.234
Monorauto de Sódio vide Cristais com Luz Polarizada, pesquisa (liquido sinovial)                             72
Monoteste                                                                                                   230
Montenegro, intradermoreações                                                                               389
Mucopolissacaridoses, pesquisa                                                                              290
Mucoproteínas                                                                                               231
Mucosa Gástrica vide Célula Parietal, anti                                                                  197
Mucoviscidose equivale
Cloreto de Sódio no Suor pág.66, Tripsina neonatal pág.312 e Fibroce Cística , estudo genético pág.152
Músculo Liso, anticorpos anti                                                                               231
Mutação 202 (G  A) da G6PD                                                                                 153
Mutação da Alfa 1 Antitripsina                                                                              154
Mutação Gene da Metilenotetrahidrofolato Redutase                                                           152
Mutação no Gene da Protrombina                                                                              153
Mutação no Gene da MCAD                                                                                     154
Mycobacterium Tuberculosis, anticorpos IgA                                                                  231
Mycobacterium Tuberculosis, PCR                                                                              53
Mycoplasma pneumoniae IgG e IgM                                                                             232
Mycoplasma pneumoniae, Cultura                                                                              270
Mycoplasma, cultura                                                                                         270
Na vide Sódio                                                                                                92
Natriemia vide Sódio (sangue)                                                                                92
Natriuria vide Sódio (urina)                                                                                 92
NBT vide Nitro Blue Tetrazolium                                                                             170
N-Desmetildiazepam                                                                                          103
Necropsia                                                                                                   355
Nefrolitíase vide pág.347 veja também Teste de PAK pág.348 e Cálculo Renal, Análise Físico/Química pág.280
Neisseria gonorrhoeae, cultura                                                                              271
Neutrófilos, anticorpos anti - ANCA                                                                         232
Neutrófilos, pesquisa                                                                                       169
Níquel                                                                                                      328
Nitrazepam                                                                                                  104
Nitro Blue Tetrazolium                                                                                      170
Nitrogênio Amoniacal vide Amônia                                                                             61
Nonne-Appelt vide Globulina (liquor)                                                                         82
Noradrenalina vide Epinefrina e Norepinefrina                                                          182, 183
Norepinefrina e Epinefrina vide Epinefrina e Norepinefrina                                             182, 183
Normetanefrina vide Metanefrinas – Frações                                                                  184
N-Telopeptídeo                                                                                              232
NTX vide N-Telopeptídeo                                                                                     232
OH Pregnenolona, 17                                                                                         129
OH Progesterona neonatal, 17                                                                                303
OH Progesterona, 17                                                                                         130
OKT3 vide Linfócitos T Ativado                                                                              228
Oograma                                                                                                     290
Opiáceos – teste de triagem vide Triagem de Drogas de Abuso                                                 247
Osmolaridade                                                                                                 88

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  23
Osteocalcina                                                                                                 130
Oxalato vide Ácido Oxálico                                                                                    58
Oxazepam                                                                                                     104
Oxcarbazepina                                                                                                105
Oxiúrus                                                                                                      291
P vide Fósforo                                                                                            77, 78
Painel das Ataxias                                                                                           148
Painel de Andrógenos especificar
Predominantemente Gônadal: equivale Testosterona Livre pág.142, Testosterona Total pág.141, .
Predominantemente Adrenal: equivale 3 Alfa Androstanediol Glicuronide pág.112, Androstenediona pág.114,
Dehidroepiandrosterona pág.117, Dehidroepiandrosterona,Sulfato pág.117, 11Desoxicortisol pág.118,
Dihidrotestosterona pág.118, 17 OH Pregnenolona pág.129, 17 OH Progesterona pág,130.
SHBG pág.137
P-ANCA vide Neutrófilos, anticorpos anti – ANCA                                                              232
PAP vide Fosfatase Ácida Prostática                                                                           75
Paracoccidioides Brasiliense vide Blastomicose                                                               193
Parainfluenza vírus 1, 2 e 3 – pesquisa direta                                                               233
Paraminofenol                                                                                                184
Parasitológico de Fezes                                                                                 291, 292
Paratormônio Intacto (Molécula Inteira)                                                                      131
Parvovírus B19 IgG e IgM, anticorpos anti                                                                    233
Paternidade, Estudo de Determinação                                                                          154
Paul Bunnel Davidsohn                                                                                        234
Pb vide Chumbo                                                                                               322
PCNA, anticorpos anti                                                                                        234
PCR vide Proteína C Reativa, Quantitativa                                                                    234
Peça Cirúrgica Radical Simples                                                                               355
Pentose                                                                                                      293
Peptídeo C                                                                                                   131
Peptídeos de Degradação do Colágeno Ósseo vide N-Telopeptídeo                                                232
Perfil Coprológico vide Funcional de Fezes                                                                   285
Perfil do FAN especificar DNA, anti pág.206, Fator anti Nuclear (Hep 2) pág.210, Histona, anti pág.219,
JO1, anti pág.226, RNP, anti pág.235, SCL 70, anti pág.240, SM, anti pág.240, SSA, anti pág.240,
SSB, anti pág.241
Perfil Eletroforético Gama Globulina equivale Eletroforese de Proteínas pág.207,208, Imunoglobulinas pág.225
Perfil Hepático especificar Bilirrubinas pág.62, Fosfatase Alcalina pág.76, Gama GT pág.78, TGO pág.93,
TGP pág.93, Colinesterase pág.68, Dehidrogenase Láctica pág.73
Perfil Imunógico especificar C3 pág.202, C4 pág.202, Eletroforese de Proteínas pág.207,208, Hemograma
pág.166, Estreptoquinase pág.389, Imunoglobulinas pág.225, PPD pág.390, Tipagem Linfócitos pág.243
Perfil Lipídico vide Lipidograma Clássico
Perfil Microbiológico especificar Campylobacter, cultura pág.186, Cultura + Antibiograma pág.264,
Fungos pág.266, Parasitológico de Fezes pág.291,292
Perfil Risco Coronário
Fatores Infecciosos:Chlamydia Pneumoniae IgG pág.198, Citomegalovírus pág.200,
Helicobacter pylori pág.215
Fator Inflamatório: Proteína C Reativa quantitativa pág.234
Fatores Metabólicos: Homocisteína pág.183, Subfracionamento das Frações do Colesterol pág.93
Fatores Trombofílicos: Fator V de Leiden pág.152, Gene Protrombina pág.153,
Gene Metilenotetrahidrofolato Redutase pág.152
Perfil Sorológico p/ Hepatite especificar HbsAg pág.216, HAV IgM pág.215, HBc IgM pág.216, HCV, anti pág.218
Perfil Vitamínico especificar Vitamina A pág.187, Vitamina C pág.187, Vitamina E pág.188
Peroxidase, anti vide TPO                                                                                    143
Pesquisa de Açúcares nas fezes vide Corpos Redutores                                                         282
Pesquisa de Cancro Mole vide H. Ducreyi, pesquisa                                                            267
Pesquisa de Células Falciformes vide Hemoglobina S, Teste de Solubilidade                                    165
Pesquisa de Cromossomo X-Frágil vide Cariótipo para pesquisa de X-Frágil                                     149
Pesquisa de Cromossomo Y para Síndrome de Turner                                                             150
24                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Pesquisa de Hemoglobina Instável equivale Corpos de Heinz pág.161, Isopropanol pág.167,
Teste de desnaturação ao calor pág.176
Ph (fezes)                                                                                                    293
Ph (urina)                                                                                                     88
Piócitos, pesquisa e contagem                                                                            293, 294
Piridinolina                                                                                                  185
Pirofosfato de Cálcio vide Cristais com Luz Polarizada, pesquisa (liquido sinovial)                            72
PKU vide Fenilalanina - pesquisa (urina)                                                                      284
PKU vide Fenilalanina - PKU, quantitativa (cartão)                                                            307
Plaquetas, contagem                                                                                           170
Plasma Refrigerado vide Inspeção do Plasma Refrigerado                                                         83
Plasmodium, pesquisa                                                                                          170
Pneumocystis Carinii, pesquisa                                                                                271
Porfirias equivale Urina-pesquisa: Coproporfirinas pág.282, Porfirinas pág.294, Porfobilinogênio pág.294,
Protoporfirinas pág.296, Uroporfirinas pág.299. Urina-quantitativo: ALA-U pág.316, Coproporfirinas pág.321.
Sangue: Zinco Protoporfirina pág.330
Porfirinas, pesquisa                                                                                          294
Porfobilinogênio                                                                                              294
Potássio                                                                                                       89
PPD 2 UT                                                                                                      390
Pregnandiol não é mais dosado sugere-se Progesterona                                                          132
Pregnanetriol não é mais dosado sugere-se 17 OH Progesterona                                                  130
Pregnenolona, 17 OH                                                                                           130
Pregnosticon                                                                                                  295
Primidona                                                                                                     105
Progesterona                                                                                                  132
Progesterona neonatal, 17 OH                                                                                  303
Progesterona, 17 OH                                                                                           130
Pro-Insulina                                                                                                  132
Prolactina                                                                                                    133
Prolactina Pool vide Prolactina                                                                               133
Prolactina, Big vide Big Prolactina                                                                           115
Proteína C                                                                                                    171
Proteína C Ativada, Resistência                                                                               172
Proteína C Reativa (quantitativa) ultrasensível                                                               234
Proteína de Bence-Jones                                                                                       296
Proteína Glicosilada                                                                                           89
Proteína S                                                                                                    173
Proteínas Totais                                                                                           90, 91
Proteínas Totais e Fracionadas                                                                                 91
Proteínas, dosagem vide Proteínas Totais e Fracionadas                                                         91
Proteínas, pesquisa                                                                                           295
Protoporfirinas, pesquisa                                                                                     296
Protozoários, pesquisa                                                                                        296
Protrombina vide Tempo Atividade Protrombina                                                                  175
Prova do Laço                                                                                                 173
Provas de Absorção de Carboidratos                                                                           349


Provas de Atividade Reumática especificar Alfa 1 Glicoproteína Ácida pág.190, Antiestreptolisina O pág.190,
C3 pág.202, C4 pág.203, Fator Reumatóide pág.211, Hemossedimentação pág.167,
Imunocomplexos Circulantes pág.224, Mucoproteínas pág.231, Proteína C Reativa (quantitativa) pág.234
Provas funcionais para diagnóstico do Carcinoma Medular da Tireóide                                          346
Provas funcionais para Hipófise anterior                                                      342, 343, 344, 345
Provas funcionais metabólicas da nefrolitíase                                                                347
Provas funcionais da Supra Renal                                                        332, 333, 334, 335, 336
Provas funcionais para Pâncreas Endócrino                                                                    337
                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                   25
Provas funcionais da Tireóide                                                                       337
PSA Livre e Total                                                                                   135
PSA Total                                                                                           134
Pseudocolinesterase vide Colinesterase                                                               68
PTH vide Paratormônio Intacto (Molécula Inteira)                                                    131
PTT vide Tempo de Tromboplastina Parcial                                                            176
Punção Biópsia                                                                                      355
Quebras Cromossômicas, pesquisa                                                                     154
Radicais Livres                                                                                     277
Raio X                                                                                              377
Rast vide IgE específico                                                                            222
Rastreamento com Sestamibi                                                                          386
Rastreamento de Corpo Inteiro                                                                       385
Reação de Fixação de Complemento para T. Cruzi vide Trypanosoma cruzi (Imunoensaio Enzimático)      248
Reações para Tripanossomíase Americana vide Trypanosoma cruzi (Imunofluorescência),
Trypanosoma cruzi (Imunoensaio Enzimático), Trypanosoma cruzi (Hemoaglutinação)                248, 249
Relação LE vide Relação Lecitina/Esfingomielina                                                      91
Relação Lecitina/Esfingomielina                                                                      91
Renina                                                                                              135
Reserva Alcalina                                                                                     92
Resistência a insulina GTT com dosagem de Insulina e Glicose                                        340
Resistência Globular vide Fragilidade Osmótica das Hemácias                                         163
Ressonância Magnética                                                                          375, 376
Reticulina, anticorpos anti                                                                         235
Reticulócitos                                                                                       174
Retinol vide Vitamina A                                                                             187
Retração do Coágulo                                                                                 174
Revisão de Lâmina (citologia)                                                                       366
Rh (D) fraco vide Grupo Sanguíneo + Fator Rh/DU                                                     214
Ricketsiose vide Weil Félix                                                                         252
Risco Fetal – Teste Combinado                                                                       136
Risco Fetal – Teste Integrado                                                                       136
Risco Fetal – Teste Triplo                                                                          137
RNI vide Tempo Atividade Protombina                                                                 175
RNP, anticorpos Anti                                                                                235
RO vide SSA, anti                                                                                   240
Rotavírus, pesquisa                                                                                 271
Rubéola                                                                                        235, 236
Rubéola neonatal                                                                                    310
Sacarose, teste                                                                                     237
Sacarose, teste de tolerância                                                                       350
Sangue Oculto                                                                                       297
Sarampo IgG e IgM                                                                                   237
Saturnismo vide Chumbo (sangue)                                                                     322
Schistossomose vide Esquistossomose                                                                 209
Schistossomose, intradermoreações vide Schistotest                                                  390
Schistotest                                                                                         390
SCL 70, anticorpos anti                                                                             240
SDHEA vide Dehidroepiandrosterona, Sulfato                                                          117
Sedimentoscopia                                                                                     297
Série Branca vide Leucograma                                                                        169
Série Vermelha + Série Branca vide Hemograma                                                        166
Série Vermelha vide Eritrograma                                                                     162
Seromucóide vide Mucoproteínas                                                                      231
Serotonina                                                                                          186
Sexo Genético                                                                                       155

26                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
SHBG                                                                                                    137
Siderofilina equivale Transferrina pág.246, Capacidade Combinação de Ferro (Livre e Total) pág.64
Sífilis neonatal                                                                                         310
Sífilis                                                                                             238, 239
Síndrome de Gilbert, diagnóstico genético                                                                155
Síndrome de Turner, pesquisa vide Cromossomo Y, pesquisa para Síndrome de Turner                         150
Síndrome de Willians, diagnóstico molecular                                                              155
SKSD vide Estreptoquinase/Estreptodornase                                                                389
SM, anticorpos anti                                                                                      240
SOD vide Superoxido Dismutase                                                                            276
Sódio                                                                                                     92
Somatomedina C vide IGF 1                                                                                126
SRY, Estudo por PCR                                                                                      155
SSA (Ro), anticorpos Anti                                                                                240
SSB (La), anticorpos Anti                                                                                241
Streptococcus A (Imunoteste Rápido)                                                                      272
Subclasses de IgG                                                                                        241
Subfracionamento das Frações do Colesterol                                                                93
Subpopulação Linfocitária vide Subtipagem de Linfócitos                                                  242
Substâncias Redutoras vide Corpos Redutores (fezes)                                                      282
Subtipagem de Linfócitos                                                                                 242
Sucrose, teste de tolerância vide Sacarose, teste de tolerância                                          350
Sucrose, teste vide Sacarose, teste                                                                      237
Sudan Black B                                                                                            174
Sulfato de Dehidroepiandrosterona vide Dehidroepiandrosterona, Sulfato                                   117
Superóxido Dismutase                                                                                     276
Supressão com Dexametasona                                                                          335, 336
Supressão de Catecolaminas com Clonidina para Feocromocitoma                                             334
Supressão do Captopril                                                                                   334
Supressão para HGH com Glicose (Dextrosol)                                                               343
Supressão para HGH e Prolactina após Bromocriptina                                                       344
Supressão para Prolactina após L-Dopa                                                                    345
Supressão Tireoidiana com Cynomel                                                                        386
Surdez Congênita, diagnóstico molecular                                                                  156
Sustacal, Teste de Estímulo do Peptídeo C                                                                340
Swelling vide Hipoosmolaridade                                                                           255
Swim Up                                                                                                  256
T. Cruzi vide Trypanosoma cruzi                                                                     248, 249
T3 Captação vide T3 Retenção                                                                             138
T3 Livre                                                                                                 138
T3 Retenção                                                                                              138
T3 Reverso                                                                                               139
T3 Total                                                                                                 139
T3 Uptake vide T3 Retenção                                                                               138
T4 Livre                                                                                                 140
T4 neonatal                                                                                              311
T4 Total                                                                                                 140
Talassemia vide Eletroforese de Hemoglobina                                                              161
TAP vide Tempo Atividade Protrombina                                                                     175
TBG                                                                                                      141
Tempo Atividade Protrombina                                                                              175
Tempo de Coagulação                                                                                      175
Tempo de Esvaziamento Gástrico                                                                           386
Tempo de Sangria                                                                                    175, 176
Tempo de Tromboplastina Parcial                                                                          176
Teofilina                                                                                                106

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               27
Teste de Acidificação urinária vide Acidificação urinária, Teste                                      351
Teste de Afoiçamento vide Hemoglobina S, Teste de Solubilidade                                        165
Teste de DNA para Paternidade                                                                         154
Teste de PAK - Sobrecarga oral com Cálcio                                                             348
Teste de Paternidade                                                                                  154
Teste de Penetração "In Vitro"                                                                        257
Teste de Perclorato                                                                                   386
Teste de Restrição Hídrica                                                                            338
Teste de Simms Hühner                                                                                 257
Teste de Sobrecarga oral com Cálcio - PAK                                                             348
Teste de Solubilidade para Hemoglobina S vide Hemoglobina S, Teste de Solubilidade                    165
Teste de Suor vide Cloreto de Sódio no Suor                                                            66
Teste de Tolerância a Lactose vide Lactose, teste de tolerância                                       349
Teste de Tolerância a Maltose vide Maltose, teste de tolerância                                       350
Teste de Tolerância a Sacarose vide Sacarose, teste de tolerância                                     350
Teste Desnaturação ao Calor                                                                           176
Teste Pós coital vide Teste de Simms Hühner                                                           257
Teste Postural potencializado pelo Furosemide (8)                                                     333
Teste Respiratório para Helicobacter pylori vide Helicobacter pylori, Teste Respiratório              385
Testes confirmatórios para Aldosteronismo Primário                                                    336
Testes Cutâneos vide Intradermoreações                                                                389
Testes de Imunidade Celular equivale Candidina intradermoreações, PPD intradermoreações          389, 390
Testosterona                                                                                          141
Testosterona Livre                                                                                    142
TG vide Tireoglobulina                                                                                143
TGO vide Transaminase Oxalacética                                                                      93
TGP vide Transaminase Pirúvica                                                                         93
Tiocianato                                                                                            328
Tipagem de Linfócitos                                                                                 243
Tireoglobulina                                                                                        143
Tireoglobulina, anticorpos anti                                                                       142
Tireograma                                                                                            386
Tiroidianos, anticorpos anti equivale TPO pág.143 e Tireoglobulina-anticorpos anti pág.142
Tirosina, Cromatografia quantitativa vide Aminoácidos, Cromatografia quantitativa            304, 305, 306
Tirosina, pesquisa                                                                                     298
Tocoferol vide Vitamina E                                                                              188
Tolerância a Glicose                                                                                   337
Tolerância a Glicose Endovenosa                                                                        341
Tolerância a Glicose pós-prandial                                                                       82
Tolerância rápida a Insulina - KITT                                                                    339
Tomografia Computadorizada                                                                        373, 374
TORCHS equivale Toxoplasmose (Imunofluorescência IgG/IgM) pág.244,245,
Rubéola (Imunoensaio Enzimático IgG/IgM) pág.235,236, Citomegalovírus IgG/IgM pág.200,
Herpesvírus Simples I e II (Imunoensaio Enzimático) pág.219, VDRL pág.239
Toxocara, anticorpos anti                                                                             243
Toxoplasmose                                                                                     244, 245
Toxoplasmose neonatal                                                                                 312
TPO                                                                                                   143
TRAb                                                                                                  144
Transaminase Oxalacética                                                                               93
Transaminase Pirúvica                                                                                  93
Transferrina                                                                                          246
Transglutaminase Tecidual IgA, anticorpos anti vide tTG                                               249
Trânsito Intestinal vide Funcional de Fezes                                                           285
Translocação BCR-ABL                                                                                  156
Treponema vide Sífilis                                                                           238, 239

28                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Treponema neonatal vide Sífilis neonatal                                                                 310
Treponema, pesquisa (Campo Escuro)                                                                       272
Triagem de Drogas de Abuso (Anfetaminas - Cocaína - Maconha - Opiáceos)                             246, 247
Trichomonas, cultura                                                                                     272
Trichomonas, pesquisa                                                                                    272
Tricíclicos, Anti-Depressivos                                                                            106
Triclorocompostos Totais e Frações                                                                       329
Tricofitina, intradermoreações                                                                           390
Triglicérides                                                                                             94
Tripsina Fecal                                                                                           298
Tripsina neonatal                                                                                        312
Triptofano, Aminoácido quantitativo                                                                      313
Trombofilias, Estudo Genético                                                                            152
Troponina I                                                                                              247
Trypanosoma cruzi                                                                                   248, 249
Trypanosomíase vide Trypanosoma cruzi (Imunofluorescência)                                               248
TSH neonatal                                                                                             311
TSH Ultrasensível                                                                                        144
tTG - Anticorpos Anti-Transglutaminase Tecidual IgA                                                      249
TTG vide Tolerância a Glicose                                                                   82, 337, 341
TTPa vide Tempo de Tromboplastina Parcial Ativado                                                        176
Tuberculostáticos, Teste de Sensibilidade aos Antibióticos e Quimioterápicos                             273
Ultra Sonografia                                                                                    371, 372
Uratos vide Ácido Úrico                                                                               58, 59
Ureaplasma, Cultura                                                                                      273
Uréia                                                                                                     94
Uréia, Clearence                                                                                          95
Uremia vide Uréia                                                                                         94
Uricemia vide Ácido Úrico (sangue)                                                                        58
Uricosúria vide Ácido Úrico (urina)                                                                   58, 59
Urina Rotina                                                                                             298
Uroanálise vide Urina rotina                                                                             298
Urobilinogênio                                                                                           299
Urocitograma                                                                                             366
Uroporfirinas, pesquisa                                                                                  299
Uveite (rotina) equivale AEO pág.190, Hemograma pág.166, Parasitológico de Fezes pág.291,292 ,
PPD pág.390, Proteína C Reativa (quantitativa) pág.234, Toxoplasmose pág.244, 245, VDRL pág.239
Vacina Autógena                                                                                          274
Vacinas                                                                                                  391
Valina, Cromatografia quantitativa vide Aminoácidos, Cromatografia quantitativa                304, 305, 306
Valproato de Sódio vide Ácido Valpróico                                                                   97
Varicella zoster IgG e IgM, anticorpos anti                                                              250
VDRL (quantitativo) vide Sífilis                                                                         239
Vibrio cholerae, cultura                                                                                 274
Vigabatrina                                                                                              107
Viral Capsid Antigen vide Epstein Barr                                                                   209
Vírus Respiratórios – pesquisa direta                                                                    250
Vírus Sincicial – pesquisa direta                                                                        251
Vitamina A                                                                                               187
Vitamina B12                                                                                             145
Vitamina C                                                                                               187
Vitamina D3                                                                                              188
Vitamina E                                                                                               188
VLDL, Colesterol                                                                                          68
VMA vide Ácido Vanil Mandélico                                                                           180
Waaler Rose                                                                                              251

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                29
Weil Felix                                                                          252
Widal (reação)                                                                      252
Willians, Síndrome                                                                  155
Yersinia Enterocolítica, cultura                                                    274
Zinco                                                                          329, 330
Zinco Protoporfirina                                                                330




                                   ISO 9001/2000


VISÃO

30                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
“Ser reconhecido como um centro de referência em serviços auxiliares diagnósticos, oferecendo aos
   nossos clientes as mais modernas técnicas em Patologia Clínica, Anatomia Patológica, Genética
   Humana, e Imagem, garantindo a qualidade do processo e do Sistema através de acreditação
   internacional específica para esse segmento. Desenvolver um ambiente propício à evolução
   profissional dos nossos colaboradores e participação em projetos ambientais e sociais junto à
   comunidade.”

MISSÃO

“Trazer para o Instituto de Patologia Clínica Hermes Pardini o que há de mais moderno tanto em
    tecnologia quanto em procedimentos, tendo como principal objetivo atender e superar as
    expectativas do cliente, com: qualidade no atendimento, confiabilidade dos laudos, capacitação
    dos profissionais, promoção de um ambiente de bem estar, harmonia e valorização dos nossos
    colaboradores.”

VALORES

ALTOS PADRÕES ÉTICOS
    Conquistar e manter a confiança das pessoas e empresas através do comportamento íntegro e
    respeito ao indivíduo.
CONFIABILIDADE DOS LAUDOS
    Utilização, por profissionais qualificados, de metodologia de qualidade científica comprovada e
    controlada.
INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
    Absorver inovações tecnológicas relacionadas a reagentes e equipamentos para laboratório
    clínico.
EDUCAÇÃO CONTINUADA
    Profissionais qualificados/atualizados: disponibilização de literatura científica, treinamentos
    internos, participação em congressos e cursos.
QUALIDADE NO ATENDIMENTO
    Atendimento rápido, eficiente e cordial em ambiente limpo e confortável.
RESPEITO AO CLIENTE
    Manter a privacidade da identidade do cliente; difundir para toda a empresa e fornecedores a
    noção de valor superior do cliente externo.
MOTIVAÇÃO E RESPEITO PARA COM OS COLABORADORES
    Condições de ergonomia e saúde do trabalhador, tecnologia de ponta no processo,
    remuneração sem atraso, aprendizado e aperfeiçoamento contínuos, investimentos em
    benefícios.


                                     Dr. Carlos Olney Soares
                                       R.D. ISO 9001/2000
                                              Diretor




                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                         31
32   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                   ABREVIATURAS


C.O.M.  CONFORME ORIENTAÇÃO MÉDICA.

JO      JEJUM OBRIGATÓRIO.

IBMP    ÍNDICE BIOLÓGICO MÁXIMO PERMITIDO.

JD      JEJUM DESEJÁVEL.




                       COMO USAR



NÃO COLOCAMOS A TÉCNICA EM PRIMEIRO LUGAR. EXEMPLOS:
 IMUNOFLUORESCÊNCIA PARA TOXOPLASMOSE veja TOXOPLASMOSE.
 CULTURA PARA CHLAMÍDIA veja CHLAMÍDIA.
 PCR PARA HIV veja HIV, PCR.




                      Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI   33
     NOSSOS SERVIÇOS
34     Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
CALL CENTER
A nova central de atendimento do Laboratório Hermes Pardini, foi criada para concentrar os
serviços de comunicação telefônica internos e externos. Essa conta com mais de 100 linhas,
bidirecionais e digitais que permitem atender a todo tráfego de ligações recebidas ou executadas.
Contamos, também com uma central PABX de alto nível tecnológico com linhas de transmissão por
fibra ótica que garantem a qualidade na comunicação. O Call Center do Laboratório Hermes Pardini
coloca à disposição os seguintes serviços:

MATRIZ
(0xx31) 3228.6200

UNIDADES
(0xx31) 3228.6464

LABORATÓRIOS - ATENDIMENTO AUTOMÁTICO
(0xx31) 3228.1800
0300.7898990
Para atendimento à laboratórios conveniados.

DOMICÍLIO
0800.998686 - Para atendimento domiciliar (Belo Horizonte e região).


HOME PAGE
www.hermespardini.com.br


RESULTADO DE EXAMES
Disponibilizamos os resultados via fax, correio, internet ou motoboy de acordo com o seu caso.


CARTÃO CLIENTE
Oferecemos o Cartão Cliente que facilita o atendimento agilizando a identificação e facilitando a
localização de exames anteriores.


ATENDIMENTO A DOMICÍLIO
Realizamos coleta de material ou entrega de resultado em domicílio em Belo Horizonte e região.




                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                           35
     UNIDADES DE ATENDIMENTO
36         Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
MATRIZ – FUNCIONÁRIOS                                    REGIÃO MÉDICA
Rua Aimorés, 66                                          Av. Bernardo Monteiro, 842
Belo Horizonte – MG                                      Belo Horizonte – MG

UNIDADE CENTRO I                                         UNIDADE PADRE EUSTÁQUIO
Rua São Paulo, 893 – 2o andar                            Rua Pará de Minas, 867
Belo Horizonte – MG                                      Belo Horizonte – MG

UNIDADE CENTRO II                                        UNIDADE ELDORADO I
Rua Tupis, 343 – 3o andar                                Av. Gal. David Sarnoff, 57
Belo Horizonte – MG                                      Contagem – MG

UNIDADE CENTRO III                                       UNIDADE ELDORADO II
Rua Carijós, 127                                         Rua Norberto Mayer, 626 – loja 5
Belo Horizonte – MG                                      Contagem – MG

UNIDADE CIDADE NOVA                                      UNIDADE PAMPULHA
Av. Cristiano Machado, 597                               Av. Antônio Carlos, 7781
Belo Horizonte – MG                                      Belo Horizonte – MG

UNIDADE CIDADE JARDIM                                    UNIDADE BARROCA
Av. Prudente de Morais, 31                               Av. Amazonas, 2904 – 7o andar
Belo Horizonte – MG                                      Belo Horizonte – MG

UNIDADE BELVEDERE                                        UNIDADE BARREIRO
Av. Luíz Paulo Franco, 629                               Av. Sinfrônio Brochado, 115
Belo Horizonte – MG                                      Belo Horizonte – MG

UNIDADE MANGABEIRAS                                      UNIDADE LIFE CENTER
Av. Bandeirantes, 1808                                   Av. Contorno, 4747 2o e 3o andar
Belo Horizonte – MG                                      Belo Horizonte – MG

UNIDADE VENDA NOVA                                       EM BREVE:
Av. Vilarinho, 901                                       UNIDADE IPIRANGA
Rua Maçon Ribeiro, 45                                    UNIDADE PEDRO II
Belo Horizonte – MG




                             MATRIZ: (0xx31) 228.6200

                                        
                        UNIDADES: (0xx31) 3228.6464




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                   37
38   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                          Variáveis pré-analíticas:

O conhecimento de variáveis pré-analíticas é fundamental na interpretação dos resultados de exames
laboratoriais. Descremos sumariamente algumas variáveis:

Horário da coleta: a concentração de analitos varia em função do horário da coleta sangüínea, devendo-se
atentar para as orientações especificadas em cada exame. A meia-vida das drogas e o horário de sua
administração devem ser considerados na determinação de níveis terapêuticos. Da mesma forma, na
exposição a elementos tóxicos deve se considerar o tempo decorrido para sua absorção e eliminação.
Atividade física: imediatamente após exercício extenuante ocorre elevações de lactato, amônia,
creatinoquinase, aldolase, ALT, AST, fósforo, fosfatase ácida, creatinina, ácido úrico, haptoglobina,
transferrina, catecolaminas e contagem de leucócitos. Um decréscimo pode ser observado na dosagem de
albumina, ferro e sódio.
Dieta: quando o jejum específico para cada exame não é respeitado, pode haver interferência em muitos
analitos, especialmente com a bilirrubina, proteína total, ácido úrico, uréia, potássio, triglicérides, fosfatase
alcalina e fósforo. A cafeína pode promover glicólise. A curto prazo, duas a quatro horas após o consumo, o
etanol provoca queda dos níveis de glicose e aumento do nível de lactato. O uso contínuo de etanol eleva
HDL, triglicerídeos, GGT, ALT, AST.
Tabagismo: eleva os níveis de hemoglobina, leucócitos e hemácias no sangue periférico, VCM, epinefrina,
aldosterona, cortisol e CEA. Reduz os níveis de colesterol-HDL sérico e da atividade da Enzima Conversora
Angiotensina (ECA).
Postura: quando o sangue é retirado na posição ereta, ocorre aumento dos seguintes analitos: proteína total,
albumina, cálcio, hemoglobina e hematócrito, renina, catecolaminas, fosfatase alcalina, colesterol, ALT e ferro.
Garroteamento: o torniquete deve ser usado por no máximo um minuto, mas mesmo dentro deste pequeno
tempo, a composição do sangue pode se alterar de forma discreta. Após 3 minutos de garroteamento:
proteínas totais, ferro e colesterol aumentam em torno de 5%, havendo queda de 6% nos níveis de potássio.
O ato de abrir e fechar a mão na hora da coleta deve ser evitado por causar aumento de potássio, fosfato,
lactato, amônia e cálcio ionizado.
Uso do tubo com anticoagulante correto: é fundamental para preservação da amostra e a correta
determinação do analito, de acordo com o especificado em cada exame. Vários analitos têm concentrações
no plasma e no soro diferentes. Quando vários tubos são usados durante uma única punção, tubos sem
aditivos devem ser utilizados primeiro, para que se evite contaminação. Os anticoagulantes são diferenciados
pela cor da tampa do tubo:
                               Rolhas       Anticoagulante
                               Roxa         EDTA
                               Amarela      Gel separador com ativador de coágulo
                               Vermelha Siliconizado sem anti-coagulante
                               Verde        Heparina sódica
                               Cinza        Fluoreto de sódio + EDTA
                               Azul         Citrato de Sódio
Hemólise: hemólise leve tem pouco efeito sobre a maioria dos exames. Hemólise significativa causa aumento
na atividade plasmática da aldolase, TGO, fosfatase alcalina, dehidrogenase láctica e nas dosagens de
potássio, magnésio e fosfato. A hemólise diminui a concentração de insulina dentre outros.
Preservação da amostra biológica: a amostra deve ser preservada desde o momento da coleta até o
momento em que será analisada. Plasma ou soro devem ser separados das células o mais rápido possível.
Se o soro não pode ser analisado no momento, ele deve ser mantido refrigerado ou congelado. As amostras
devem ser centrifugadas tampadas para se reduzir evaporação e aerolização. Nas amostras urinárias, deve-
se dar especial atenção àquelas que necessitam de acidificação e/ou refrigeração, principalmente em
amostras de 12 ou 24 horas. O tempo requerido para o transporte de amostras biológicas, a partir do
momento da coleta até a sua execução, pode variar de minutos até dias, desde que estas estejam bem
conservadas, devendo-se consultar cada exame.



                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                   39
40   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Antígeno HLA-B-27, pesquisa PCR
Comentários:
    Os antígenos HLA são produtos dos genes do complexo maior de histocompatibilidade, e alguns destes
    antígenos estão relacionados à presença de determinadas doenças. A associação mais freqüente é a da
    espondilite anquilosante com o antígeno HLA-B27. O HLA-B27 está presente em mais de 90% dos
    indivíduos de raça branca acometidos por esta doença. A pesquisa apresenta igualmente um interesse
    para predizer os riscos de transmissão da doença aos seus descendentes. Aumento na incidência do
    antígeno HLA-B27 tem sido relatado na síndrome de Reiter, uveíte anterior, artrite reativa e artrite
    psoriática. Este antígeno não é um marcador da doença, uma vez que está presente em
    aproximadamente 10% dos indivíduos normais. O resultado deve ser analisado associado aos achados
    clínicos e radiológicos sugestivos destas doenças. As vantagens da PCR sobre a citometria de fluxo (CT)
    incluem: maior especificidade (a CT pode apresentar reação cruzada com o HLA-B7, HLA-B37 e HLA-
    B39 e interpretação objetiva).
Método:
    PCR - Reação em Cadeia da Polimerase
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Sangue total (ACD/EDTA).
Laboratórios:
    Colher em tubo estéril. Não colher em heparina.
Conservação para envio:
    Até 4 dias entre 2o a 25o C. Não congelar.


Chlamydia trachomatis, pesquisa PCR
Comentários:
    As clamídias são bactérias intracelulares obrigatórias, desenvolvendo-se na célula hospedeira e
    formando inclusões citoplasmáticas. A C.tracomatis é responsável por infecções sexualmente
    transmissíveis (uretrites e cervicites), podendo evoluir, quando não tratadas, para infecções profundas
    (epididimite, salpingite, peri-hepatite, esterilidade tubária), responsável igualmente por conjuntivites e
    pneumonia no recém-nascido. Pode apresentar-se de forma assintomática em 70% das mulheres e 30%
    dos homens. A PCR é útil na detecção rápida das infecções (em diversos sítios) por Chlamydia
    trachomatis. Tem sensibilidade e especificidade superiores à cultura e imunofluorescência direta. Uma de
    suas principais vantagens é a possibilidade de ser realizada em amostra de urina, ao invés do raspado
    uretral.
Método:
    PCR - Reação em Cadeia da Polimerase
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Urina 1o Jato (homem/mulher), Raspado Uretral (homem/mulher), Endocervical (mulher).
    - Amostras uretrais: não urinar pelo menos 1 hora antes da coleta.
    - Urina: não urinar por pelo menos 2 horas antes da coleta.
    - Endocervical: a mulher não pode estar menstruada.
Laboratórios:
    Para amostras de raspado uretral e endocervical é necessário kit especial com swab apropriado e meio
    de transporte. Para amostra de Urina, colher em frasco estéril.
Conservação para envio:
   - Swab, até 10 dias da coleta em temperatura ambiente.
   - Urina, até 7 dias da coleta entre 2o e 8o C.
Limitações:
    Não pode ser realizada na conjuntiva, reto ou esperma.




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                 41
Citomegalovírus (pesquisa do DNA) - PCR qualitativa
Comentários:
    O Citomegalovírus (CMV) é um vírus DNA, pertence à família dos herpesvírus. Em adultos saudáveis, o
    CMV em geral é assintimático, e às vezes, pode apresentar quadro clínico semelhante à mononucleose
    infecciosa. É encontrado na saliva, urina e outros fluidos corpóreos como o sêmen, secreções vaginais. A
    importância da infecção pelo CMV é maior quando ocorre a transmissão da gestante para o feto, dado ao
    seu poder de interferir na formação de órgãos e tecidos fetais. Manifestações graves podem ocorrer
    quando o CMV é adquirido ou se reativa em pacientes imunossuprimidos (transplante, AIDS). A PCR é
    útil nas seguintes situações:
    - Meningoencefalite ou outras alterações neurológicas: a PCR pode ser realizada no líquor com
       sensibilidade que varia nos trabalhos de 80 a 92% e especificidade de 98%.
    - Diagnóstico pré-natal: quando a gestante apresenta um quadro de infecção aguda e pretende-se
       afastar ou não a possibilidade de infecção intra-uterina. A PCR pode ser realizada no líquido
       amniótico.
    - Infecção do recém-nascido: a detecção do CMV na urina ou sangue de RN nas três primeiras
       semanas de vida define a infecção congênita. A sensibilidade e especificidade são de 98% e 100%,
       respectivamente.
    - Infecção localizada em órgão-alvo: a PCR-CMV pode ser feita em líquidos corporais ou material de
       biópsia de lesões ou órgãos suspeitos.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase aninhada (Nested PCR) - São realizadas duas PCRs, sendo que a
    segunda reação se dá em uma região interna à primeira, aumentando a sensibilidade desse
    procedimento.
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Urina, sangue total, plasma, líquor, líquido amniótico, material de biópsia, outros fluidos orgânicos.
Limitação:
    Por ser um método qualitativo não há distinção entre infecção aguda ou reativação de uma forma latente.
    A presença de pequenas quantidades do DNA do CMV no sangue periférico (após o período neonatal)
    não está associado à presença de doença. Para essa finalidade recomenda-se o método quantitativo,
    ainda não disponível em nosso laboratório.
    Reações falso-negativas ocorrem quando a quantidade de DNA está abaixo da sensibilidade de
    detecção do teste ou na presença de inibidores da PCR na amostra.

Doenças sexualmente transmissíveis, PCR
      C. TRACHOMATIS – N. GONORRHOAE - U. UREALYTICUM – M. GENITALIUM – M. HOMINIS
Comentários:
    A multiplex PCR é capaz de detectar, em uma única reação, a maioria das bactérias associadas às
    infecções do trato genital: C. trachomatis, N. gonorrhoea, M. hominis, M. genitalium e U. urealyticum. É
    de grande valia no diagnóstico diferencial das uretrites e cervicites. As DST estão entre as 5 principais
    causas de procura por serviços de saúde (OMS-1990) e quando não tratadas podem levar a doenças
    inflamatórias da pelve, infertilidade e gravidez ectópica. É um método não invasivo por utilizar amostra
    de urina de 1o jato, não sendo necessário a dolorosa coleta intra-uretral. É uma técnica mais simples,
    rápida e sensível que os métodos convencionais.
Método:
    Multiplex PCR
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Urina 1o Jato da manhã (20 a 50 mL).
    - Não urinar por pelo menos 4 horas antes da coleta.
Laboratórios:
    Colher em frasco estéril.
Conservação para envio:
    Até 3 dias da coleta entre 2o e 8o C.

42                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Dengue – PCR qualitativa e tipagem
Comentários:
    A Dengue, é uma doença infecciosa aguda causada por um flavivírus. Esse vírus é transmitido ao
    homem através da picada do mosquito vetor Aedes aegypti. Após a transmissão existe um período de
    incubação de dois a sete dias. Existem quatro sorotipos causadores de dengue, que não oferecem
    proteção cruzada entre si. Os principais sintomas da doença são de febre, calafrios, mialgia, e cefaléia.
    As crianças apresentam formas mais leves da doença, sendo assintomáticas em 80% dos casos. Em
    determinadas situações, a evolução pode dirigir-se para a forma hemorrágica, que raramente ocorre na
    infecção primária. É mais comum na reinfecção, geralmente quando o agente é o dengue 2 ou 3.
    A confirmação do diagnóstico de dengue pode ser realizado através de exames sorológicos (Elisa) ou da
    PCR (polymerase chain reaction). Como a sorologia (anticorpos circulantes IgM) começa a ser reativa do
    quarto ao oitavo dia de doença, a PCR é útil durante o período de viremia, em geral desde
    imediatamente antes de surgirem os sintomas até o sétimo/décimo dia da infecção. É possível realizar a
    genotipagem e definir o sorotipo do vírus da dengue, através da utilização de iniciadores (“primers”)
    específicos.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase aninhada (Nested PCR) e genotipagem (tipo 1, 2, 3 e 4), através da
    utilização de “primers” específicos para cada vírus.
Condição:
    1,0 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
Laboratórios:
    Enviar no gelo o mais rápido possível. O sangue deve ser colhido em tubo vacutainer (PPT ou
    convencional) ou seringa estéril com EDTA. Deixar coagular em temperatura ambiente durante 20
    minutos e centrifugar a 1800 r.p.m., por 10 minutos. Aliquotar 1,0 mL de soro assepticamente, em frasco
    estéril. Congelar imediatamente.
Conservação para envio:
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.
Limitação:
    Reações falso-negativas ocorrem quando a quantidade de DNA está abaixo da sensibilidade de
    detecção do teste, após 10 dias do início dos sintomas ou na presença de inibidores da PCR na amostra.




Gene CCR-5, pesquisa da deleção
Comentários:
    A presença de deleção homozigota do gene CCR-5 leva a resistência a infecção pelo HIV-1 por cepas
    macro/monocitotrópicas. A deleção heterozigota está relacionada com um melhor prognóstico no
    paciente infectado.
Método:
    PCR - Reação em Cadeia da Polimerase
Valor de Referência:
    Ausência de deleção no gene CCR-5
Condição:
    10 mL de Sangue total (EDTA).
Laboratórios:
    Enviar em frasco estéril.
Conservação para envio:
    Até 72 horas em temperatura ambiente.




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                43
Hepatite B
HBV, PCR QUALITATIVO
Comentários:
    A hepatite B é causada por um vírus envelopado de DNA circular, da família Hepadnaviridae. Cerca de
    10% das infecções pelo HBV tornam-se crônicas, variando o quadro clínico desde o estado de portador
    assintomático à hepatite crônica ativa, que pode evoluir para a cirrose hepática e câncer hepatocelular. A
    pesquisa de DNA do HBV no soro é marcador mais sensível na avaliação de infectividade e replicação
    viral em pacientes portadores crônicos. Útil no diagnóstico de infecção por cepas mutantes (HbeAg
    negativo) ou quando a sorologia é negativa (cerca de 90% dos casos de hepatite crônica de etiologia
    indeterminada apresentam PCR-HBV positivo).
Método:
    PCR - Reação em Cadeia da Polimerase
Condição:
    1,0 mL de Soro em tubo estéril (gel separador).
Laboratórios:
    O sangue deve ser colhido em tubo de vacutainer ou seringa estéril. Centrifugar a 1800 r.p.m., por 10
    minutos. Aliquotar assepticamente 1,0 mL de soro em frasco estéril. Congelar imediatamente e enviar no
    gelo.
Conservação para envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.
Nota:
    A presença de um resultado negativo não descarta a possibilidade de inibidores na amostra ou viremia a
    baixo do limite de detecção do teste (sensibilidade: 200 cópias/ml de soro).


HBV, PCR QUANTITATIVO
Comentários:
    Útil para avaliação do prognóstico e acompanhamento da resposta terapêutica dos pacientes portadores
    crônicos do HBV.
Método:
    PCR - Reação em Cadeia da Polimerase
Valor de Referência:
    O valor mínimo quantificável é de 400 cópias de DNA viral/mL.
Condição:
    1,0 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
Laboratórios:
    O sangue deve ser colhido em tubo de vacutainer ou seringa estéril. Centrifugar a 1800 r.p.m., por 10
    minutos. Aliquotar assepticamente 1,0 mL de soro em frasco estéril. Congelar imediatamente e enviar no
    gelo.
Conservação para envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.




                                                                                                  Continua...
44                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                                                                                 Continuação...HEPATITE B


HBV, TESTE DE RESISTÊNCIA AOS ANTIVIRAIS
Comentários:
    Indicado para avaliação do paciente que não está respondendo ao tratamento com a lamivudina e
    fanciclovir, ajudando a guiar possíveis decisões terapêuticas contra o HBV. O surgimento de mutações
    no gene da DNA polimerase do HBV levam a resistência à estes anti-virais, permitindo o reaparecimento
    do DNA do vírus no soro, principalmente em indivíduos submetidos a uma terapia prolongada. As
    mutações associadas à resistência ao tratamento anti-viral são:
    - Mutação L528M: a substituição do aminoácido leucina (L) pela metionina (M) na posição 528 na
       proteína da DNA polimerase leva a redução de 18 vezes da sensibilidade à lamivudina e de 3 vezes
       ao famciclovir.
    - Mutação na região YMDD da DNA polimerase (posição 552):
       . Mutação M552V: a substituição da metionina (M) pela valina na posição 552, leva a uma redução de
       150 a 300 vezes da sensibilidade à lamivudina.
       . Mutação M552I: a substituição da metionina (M) pela isoleucina (I) na posição 552 está relacionada
       com uma resistência à lamivudina bastante acentuada, com redução de cerca de 10.000 vezes da
       sensibilidade.
Método:
    Amplificação do gene da DNA polimerase do HBV utilizando a reação em cadeia da polimerase (PCR) e
    análise com enzima de restrição (RFLP). É um teste rápido e sensível, capaz de estabelecer
    precocemente o diagnóstico de resistência genética às drogas.
Condição:
    2,0 mL de Soro em tubo estéril.
Conservação para envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.
Limitações do teste:
    É necessário uma carga viral suficiente para a realização do teste ( 1.000 cópias/ml).

Hepatite C
HCV, GENOTIPAGEM
Comentários:
    O vírus da hepatite C (HCV) apresenta alta variabilidade genética, o que leva à uma grande
    heterogeneidade em suas seqüências de nucleotídeos. Baseado em estudos de sequenciamento
    genético, o HCV foi classificado em seis maiores genótipos e vários subtipos designados como: 1a,1b,
    1c, 2a, 2b, 2c, 3a, 3b, 4, 5 e 6. Portadores do vírus do genótipo 1, principalmente o 1b, apresentam
    doença mais grave e pior resposta ao tratamento com interferon. Sendo assim, a genotipagem do HCV
    auxilia no prognóstico e conduta terapêutica do paciente com infecção crônica. É necessário carga viral
    superior a 600 UI/ ml para que esre exame possa ser realizado. Amostras com quantidades inferiores à
    sensibilidade do teste podem não apresentar partículas virais suficientes para a amplificação e análise do
    gene do HCV e o resultado será liberado como inconclusivo.
Método:
    Transcrição Reversa, Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e análise dos fragmentos após digestão
    com Enzimas de Restrição (RFLP)
Condição:
    2,0 mL de Soro ou Plasma (EDTA). Congelar imediatamente.
Laboratórios:
    Enviar no gelo o mais rápido possível. O sangue venoso deve ser colhido em tubo PPT-vacutainer ou
    seringa estéril. Deixar coagular em temperatura ambiente durante 20 minutos e centrifugar a 1800 r.p.m.,
    por 10 minutos. Alíquotar 2,0 mL de soro assepticamente, em frasco estéril.
Conservação para envio:
    Enviar em gelo seco, juntamente um resultado de PCR qualitativo ou quantitativo com menos de 30 dias.




                                                                                                  Continua...
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                 45
Continuação...HEPATITE C

HCV, PCR QUALITATIVO
Comentários:
    O HCV é o principal agente das hepatites não-A não-B. É um vírus RNA pertencente à família
    Flaviviridade. A infecção aguda é frequentemente inaparente e cronifica-se em cerca de 50 a 60 % dos
    casos, podendo evoluir para hepatite crônica. Eventualmente, pode progredir para a cirrose hepática e
    carcinoma hepatocelular. A realização do PCR qualitativo é indicada para:
    - confirmar a presença da infecção ativa (com replicação viral) pelo HCV, após um resultado sorológico
       indeterminado ou positivo (pesquisa de anticorpo anti-HCV-MEIA) ver algorítmo;
    - fazer o diagnóstico da infecção pelo HCV em pacientes imunodeprimidos (HIV, transplante) que
       podem permanecer soronegativos; e
    - detectar a presença do vírus precocemente, a partir da 1a a 2a semana após à exposição.
    A sensibilidade do PCR HCV qualitativo é de 50 UI/mL (aproximadamente 100 cópias de RNA do
    HCV/mL). A diferença entre UI/ml e cópias/ml é de aproximadamente 0,1 log.
Método:
    Transcrição Reversa e Reação em Cadeia da Polimerase (PCR)
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    1,0 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
Laboratórios:
    Enviar no gelo o mais rápido possível. O sangue deve ser colhido em tubo vacutainer (PPT ou
    convencional) ou seringa estéril com EDTA. Deixar coagular em temperatura ambiente durante 20
    minutos e centrifugar a 1800 r.p.m., por 10 minutos. Alíquotar 1,0 mL de soro assepticamente, em frasco
    estéril. Congelar imediatamente.
Conservação para envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.




                                   Elisa anti-HCV
                                     POSITIVO



                                   Realizar o PCR
                                     qualitativo




        POSITIVO                                                   NEGATIVO




        Paciente tem              Recuperação da            Elisa anti-HCV          Considerar reação
     infecção pelo HCV           infecção pelo HCV          falso-positivo           falso-negativa




                                                                                                Continua...
46                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                                                                                 Continuação...HEPATITE C


HCV, PCR QUANTITATIVO
Comentários:
    Exame útil para determinar a carga viral para avaliação da resposta terapêutica e acompanhamento do
    paciente infectado pelo HCV. Valores acima de 2.000.000 UI/ml apresentam pior prognóstico. Devido a
    padronização da Organização Mundial de Saúde (OMS), os laudos de PCR quantitativo para HCV
    passaram a ser liberados em UI/mL, o que corresponde aproximadamente ao número de cópias do RNA
    do HCV/mL. O valor mínimo quantificável é de 600 UI/mL.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase (PCR)
Condição:
    1,0 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
    Obs.: Este exame pode apresentar resultado falso-positivo, principalmente quando os valores estão
    próximos ao limite de detecção do teste.
Laboratórios:
    Enviar no gelo o mais rápido possível. O sangue deve ser colhido em tubo vacutainer (PPT ou
    convencional) ou seringa estéril com EDTA. Deixar coagular em temperatura ambiente durante 20
    minutos e centrifugar a 1800 r.p.m., por 10 minutos. Alíquotar 1,0 mL de soro assepticamente, em frasco
    estéril. Congelar imediatamente.
Conservação para envio:
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.

Herpes simples vírus (HSV) - PCR qualitativa e tipagem
Comentários:
    Herpes Simplex Virus (HSV) dos tipos 1 e 2 estão relacionados a uma grande variedade de
    manifestações clínicas, variando desde uma estomatite leve até uma doença fatal. A encefalite e o
    herpes neonatal são fatais em 70% dos casos, com seqüelas neurológicas na maioria dos sobreviventes.
    Lesões mucocutâneas podem ser graves e de evolução prolongada no paciente imunocomprometido.
    Como o tratamento anti-viral pode alterar o curso da infecção pelo HSV, o diagnóstico precoce é de
    extrema importância. O uso da PCR é necessário nos casos de:
    - Encefalite herpética: apresenta sensibilidade em detectar o DNA do HSV no líquor de 98% e a
       especificidade de 99%. A PCR é atualmente o método “padrão-ouro” recomendado para o seu
       diagnóstico.
    - Síndromes neurológicas em pacientes com AIDS (apesar de incomum) ou nos pacientes com
       meningites recorrentes.
    - Suspeita de herpes neonatal (líquor, aspirado nasofaríngeo).
    - Presença de lesões cutâneas de etiologia indefinida ou duração prolongada.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase aninhada (Nested PCR).
    Tipagem (discriminação entre o HSV do tipo 1 e o do tipo 2, através da utilização de “primers” específicos
    para cada vírus)
Condição:
    0,5 mL de Líquor – 250 mg de tecido Material de biópsia (congelar imediatamente após a coleta) - Swab
    das vesículas
Condições de envio:
    Líquor e Swab - refrigerar overnight.
    Tecidos - enviar em gelo seco.
Valor de Referência:
    Negativo.
Limitação:
    Reações falso-negativas podem ocorrer quando a quantidade de DNA está abaixo da sensibilidade de
    detecção do teste ou na presença de inibidores da PCR na amostra.




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                 47
HIV
HIV PCR - QUALITATIVO
Comentários:
    O HIV-1 é um vírus RNA, que infecta células que apresentam a molécula CD4 expressa na sua
    superfície (linfócitos T helper e monócitos). Apresenta aspecto crônico e progressivo sendo caracterizada
    por severa imunodeficiência associada a infecções oportunistas, desenvolvimento de tumores,
    especialmente sarcoma de Kaposi e envolvimento do sistema nervoso, que caracterizam a síndrome da
    Imunodeficiência Adquirida (AIDS).
    A PCR qualitativa do HIV-1 é útil para: detectar o HIV-1 antes da soroconversão (período de janela
    imunológica, que tem duração, em geral, de 3 a 8 semanas após o contato inicial); esclarecer um
    Western blot indeterminado e avaliar a presença desta infecção em crianças nascidas de mães
    sabidamente infectadas pelo HIV-1.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    2 frascos com 5,0 mL de Sangue Total (EDTA) cada, colhidos assepticamente.
Laboratórios:
    Enviar as amostras na temperatura ambiente. As amostras devem ser processadas, até no máximo 72
    horas, após a coleta. Enviar em frasco estéril.
Conservação para envio:
    Entre 2o e 25o C. Não congelar.


HIV PCR - QUANTITATIVO ULTRASENSÍVEL
Comentários:
    A realização deste exame está indicada para acompanhar a resposta terapêutica após HIV-PCR
    quantitativo negativo ou quando a carga viral antingir valores abaixo de 75.000 cópias/ml. Apresenta
    sensibilidade de 50 cópias de RNA do vírus/mL de plasma. Pacientes com carga viral menor que 50
    cópias/mL tem um prognóstico melhor do que aqueles com valores entre 50 e 400 cópias/mL.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
Valor de Referência:
    Negativo
    A sensibilidade do PCR HIV-1 Quantitativo Ultra-sensível varia de 50 a 75000 cópias do RNA do HIV-
    1/mL.
Condição:
    1,5 de Plasma (EDTA).
Laboratórios:
    O sangue deve ser colhido em tubo vacutainer (PPT ou convencional) ou seringa estéril. Centrifugar a
    1800 r.p.m., por 20 minutos. Aliquotar assepticamente 1,5 mL de Plasma em frasco estéril. Congelar
    imediatamente e enviar no gelo.
Conservação para envio:
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.




                                                                                                 Continua...
48                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                                                                                         Continuação...HIV
HIV PCR - QUANTITATIVO
Comentários:
   A quantificação da carga viral pode ser utilizada com o objetivo de:
   - Estabelecer o prognóstico de um indivíduo (tempo de progressão para AIDS). Sabe-se que quanto
     maior o nível do RNA do HIV, maior é a destruição de células CD4.
       Tabela 1: Relação entre a carga viral e progressão para AIDS:
                  Carga viral             AIDS após 5     Tempo médio (em anos) de
        (cópias de RNA/ml de plasma) anos de infecção desenvolvimento da AIDS
                   > 36000                    62%                    3.5
                13000 – 36000                 49%                    5.5
                 4000 –13000                  26%                    7.7
                    4000                       8%                   > 10
    - Determinar quando iniciar o tratamento. De acordo com CDC (Center of Disease Control/ USA/ 2000):
       paciente sintomático, contagem de CD4 < 200/mm3 e/ou carga viral >30.000 (NASBA) ou > 55.000
       (PCR) cópias /ml.
    - Avaliar a eficácia das drogas anti-retrovirais. Mudança de tratamento deverá ser levado em conta se:
       . Não há queda de pelo menos 05 a 0,75 log na carga viral, após um mês de tratamento.
       . Não cai para níveis indetectáveis (menor que 50 cópias/ml) em 4 a 6 meses.
       . Aumento da carga viral após manter níveis indetectáveis sugerindo resistência aos anti-retrovirais.
       . Queda contínua do número de linfócitos CD4 (>25%).
       . Deterioração clínica.
    OBS: 1. Reduções, aumentos ou oscilações entre dois resultados de exame de carga viral menores do
               que 0,5 log10 (~3 vezes) não são consideradas significativas do ponto vista clínico.
            2. Vários fatores podem influenciar a variação do RNA do HIV no plasma. As mais comuns são
               devido a ativação do sistema imune (infecções intercorrentes ou imunizações).
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
Valor de Referência:
    Negativo. O valor mínimo quantificável é de 400 cópias de RNA viral/mL de plasma.
Condição:
    1,0 mL de Plasma (EDTA).
Laboratórios:
    O sangue deve ser colhido em tubo vacutainer (PPT ou convencional) ou seringa estéril com EDTA.
    Centrifugar a 1800 r.p.m., por 20 minutos. Aliquotar assepticamente 1,0 mL de Plasma em frasco estéril.
    Congelar imediatamente e enviar no gelo. Enviar em frasco estéril ou solicitar kit.
Conservação para envio:
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.

HIV QUANTITATIVO - NASBA
Comentários:
    O NASBA é o teste aprovado pelo Ministério da Saúde e utilizado na rede pública para o
    acompanhamento de pacientes infectados pelo HIV-1. Apresenta grande sensibilidade, sendo capaz de
    detectar até 80 cópias de RNA do HIV-1/mL.
Método:
    NASBA - Nucleic Acid Sequence Based Amplification
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    5,0 de Plasma (EDTA/ACD).
Laboratórios:
    O sangue deve ser colhido em tubo vacutainer (PPT ou convencional) ou seringa estéril com EDTA/ACD.
    Centrifugar a 1800 r.p.m., por 20 minutos, no máximo de 4 horas após coleta. Aliquotar assepticamente
    2,5 mL de Plasma em 2 frascos estéreis. Congelar imediatamente e enviar no gelo. Enviar em frasco
    estéril ou solicitar kit.
Conservação para envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.
                                                                                               Continua...
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               49
Continuação...HIV


HIV, RESISTÊNCIA GENOTÍPICA AOS ANTIVIRAIS
Comentários:
    Detecta a presença de mutações no gene pol. do HIV-1, que levam à resistência às drogas utilizadas no
    tratamento da infecção crônica, como os inibidores nucleosídeos e não nucleosídeos da transcriptase
    reversa, e aos inibidores da protease.
    Este teste está indicado para:
    - determinar a droga anti-retroviral de escolha quando o paciente apresenta falência ao tratamento atual.
    - avaliar o padrão do vírus infectante na fase aguda da infecção pelo HIV.
    - avaliar o padrão de resistência na mulher grávida.
    Devido ao acúmulo de dados relacionados à interpretação dos testes de resistência aos anti-retrovirais,
    será realizada uma atualização semestral da tabela de mutações relacionadas à resistência.
Método:
    Transcrição reversa do RNA do HIV-1, seguida de reação em cadeia da polimerase (PCR) da gene pol e
    seqüenciamento genético.
Valor de Referência:
    Não foi detectada a presença de resistência
Condição:
    2,0 mL de Plasma (EDTA).
    Enviar juntamente com a requisição de Genotipagem, um resultado de carga viral, com menos de 30
    dias. A realização do teste só é possível em amostras com carga viral maior que 1000 cópias/mL.
Laboratórios:
    O sangue deve ser colhido em tubo vacutainer (PPT ou convencional) ou seringa estéril com EDTA.
    Centrifugar a 1800 r.p.m., por 20 minutos. Separar em 2 frascos plásticos estéreis e congelar. Separar e
    congelar no máximo 4 horas após coleta. Anotar data da coleta e hora do congelamento nos frascos e na
    requisição.
Conservação para envio:
    Até 72 horas à - 40C. Enviar em gelo seco.
Limitações do teste:
    É necessário uma carga viral suficiente para a realização do teste ( 1.000 cópias/ml). Tanto os testes
    genotípicos quanto os fenotípicos são pouco sensíveis a variantes minoritárias, presentes em um
    percentual abaixo de 20% do total da população viral. Como os métodos analisam os vírus que estão se
    replicando ativamente no momento da amostragem, não são detectados vírus resistentes às drogas às
    quais o paciente foi exposto no passado. A descontinuação da terapia leva a proliferação do tipo
    selvagem que pode enganosamente sugerir susceptibilidade.




50                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
HPV, Captura Híbrida
Comentários:
     Útil no diagnóstico e acompanhamento da infecção pelo HPV. Identifica 18 tipos do HPV divididos em
     sondas de baixo e alto risco para neoplasia cervical. Permite a detecção de 1 pg/mL de DNA-HPV,
     equivalente a 0,1 cópia de vírus por célula. Considerado POSITIVO quando as relações RLU/PCA para
     os vírus do grupo A (6, 11, 42, 43 e 44) e/ou RLU/PCB para os vírus do grupo B (16, 18, 31, 33, 35, 39,
     45, 51, 52, 56, 58, 59 e 68) forem iguais ou maiores que 1.
Método:
     Técnica da hibridização molecular associada a dos anticorpos monoclonais, tecnologia Digene
Coleta:
     O paciente poderá ser encaminhado para colher o material no próprio laboratório. Para isso, é necessária
     a solicitação médica de CAPTURA HÍBRIDA com a descrição do local anatômico de onde deve ser
     colhida a amostra. Para os casos de coleta cérvico-vaginal, solicita-se abstinência sexual de 3 dias e a
     paciente não deve estar menstruada. Se houver necessidade da coleta de citologia na mesma consulta,
     esta deve ser realizada em primeiro lugar. Amostras de swab cervical deve ser coletado antes da
     aplicação do ácido acético e iodo, no exame colposcópico.
Laboratórios e médicos:
     Solicitar kit especial para coleta do material.
Instruções:
     Não é recomendável efetuar exame digital (toque), colposcopia ou assepsia prévia; evitar contaminar a
     escova; a presença de sangue (não menstrual) ou conteúdo vaginal supostamente infectado não traz
     qualquer alteração no resultado; efetuar a coleta com leve atrito da escova na região que se quer estudar
     (colo uterino, vagina, vulva, região perineal e perianal, pênis, cavidade oral), preferentemente nas áreas
     consideradas suspeitas. Na coleta de material da pele, essa deve ser umedecida com soro fisiológico,
     raspada com lâmina de bisturi e a amostra deverá ser colocada dentro do tubete com o uso da escova;
     inserir a escova no tubete imediatamente após a coleta do material; quebrar a haste, fechar o tubete
     fixando-o na caixa de transporte. Preencher corretamente a ficha de solicitação e colocá-la no interior da
     caixa.
Nota:
     - A Captura Híbrida contém sondas gênicas de 70% dos tipos de HPV de baixo risco e 99% dos oncogê-
     nicos.
     - Resultado NEGATIVO indica ausência de DNA-HPV dos tipos pesquisados.
     - Nos resultados POSITIVOS pode-se solicitar, a critério clínico, pesquisa do(s) tipo(s) específico (s).
     - Em virtude da biologia viral, a comparação do resultado da Captura Híbrida com o da citologia e o da
     anatomia patológica, só tem valor quando o intervalo de tempo entre as coletas for inferior a 30 dias.
     - Valores das relações RLU/PCA e/ou RLU/PCB menores que 50, indicam pequeno número de cópias
     virais por célula, podendo significar infecção inicial ou em fase de remissão espontânea. Nesses casos, a
     critério clínico, sugere-se, antes de qualquer tratamento, confirmar a presença de infecção ativa com
     nova coleta após intervalo de três meses.
     - Para aferir a eficácia do tratamento, indica-se colher nova amostra após três meses do término da
     terapêutica.
Conservação para envio:
     Escovados (raspado de lesões ou raspado de região considerada suspeita): até 2 semanas em
     temperatura ambiente. Biópsias de colo uterino: colocar imediatamente dentro do kit coletor entre 2 o e
     8o C por 1 noite, após entre - 5 a - 25o C.




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  51
HPV, PCR - Tipagem
Comentários:
    O HPV é um vírus sexualmente transmissível e provoca o aparecimento de verrugas nos órgãos genitais
    e na região anal (condiloma acuminado) ou pode se apresentar de forma subclínica. Há forte evidência
    de que o HPV desempenha um papel na carcinogênese da genitália externa, das neoplasias
    intraepiteliais vulvares, dos carcinomas escamosos de vagina e dos carcinomas do colo de útero. Em
    mais de 90% dos casos de câncer cervical, existe a presença de DNA do Papiloma Vírus Humano (HPV).
    Existem mais de 70 genótipos do HPV, e já foram identificados mais de 30 tipos infectando a genitália
    humana. Os tipos de HPV associadas à infecção genital são divididos em categorias de alto e baixo
    risco, conforme seu potencial oncogênico (ver tabela).
    Esta técnica apresenta alta sensibilidade para detecção da infecção pelo HPV e é capaz de definir
    exatamente o tipo do HPV relacionado às lesões clínicas. Identifica também a presença de infecções
    mistas (por mais de um tipo diferente).
                                                             Tipo do HPV
         Risco
                       Associação freqüente                      Associação menos freqüente
                                                31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 55, 56, 58, 59, 62, 66, 67, 68, 70,
        Alto Risco 16, 18                       MM4, MM7, MM9, CP6108, CP8061, CP8304 e CPLVL1
       Baixo Risco 6, 11                        26, 34, 40, 42, 43, 44, 53, 54, 57; 73, e MM8
    Nota: Sensibilidade do teste é de 15 cópias do genoma do HPV. Para aferir a eficácia do tratamento,
    indica-se colher nova amostra após três meses do término da terapêutica.
Método:
    PCR - Reação em Cadeia da Polimerase e Polimorfismo de Fragmentos por Enzima de Restrição (RFLP)
Condição:
    Raspado de lesões ou raspado de região considerada suspeita: colo uterino, vagina, vulva, região
    perianal, perianal, anal, pênis, glande, prepúcio, bolsa escrotal, cavidade oral, biópsia de colo, uterino.
    Cuidados
    - Não é recomendável efetuar exame digital (toque), colposcopia ou assepsia prévia.
    - É recomendável fazer abstinência sexual 3 dias antes da coleta. Se houver necessidade da coleta de
    citologia na mesma consulta, esta deve ser realizada em primeiro lugar.
    - Amostras de swab cervical deve ser coletada antes da aplicação do ácido acético e iodo, no exame
    colposcópico.
    - Evitar contaminar a escova de coleta.
    - Não realizar a coleta durante o período menstrual.
    Coleta
    - Solicitar kit especial para coleta do material.
    - Efetuar a coleta com leve atrito da escova na região que se quer estudar, preferencialmente nas áreas
    consideradas suspeitas. Na coleta de material da pele, essa deve ser umedecida com soro fisiológico,
    raspada com lâmina de bisturi e a amostra deverá ser colocada dentro de tubetes com uso da escova de
    coleta.
    - Inserir a escova de coleta no tubete imediatamente após a coleta do material, quebrar a haste, fechar o
    tubete fixando-o na caixa de transporte.
    - O material deverá ser enviado o mais rápido possível.
Conservação para envio:
    Escovados (raspado de lesões ou raspado de região considerada suspeita): até 2 semanas, em
    temperatura ambiente.
    Biópsias de colo uterino: colocar imediatamente dentro do kit coletor entre 2o e 8o C por 1 noite, após
    entre - 5o a - 25o C.




52                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
HTLV-I, PCR
Comentários:
    O HTLV-I é um retrovírus associado com a leucemia/linfoma de células T do adulto (LLTA), com uma
    desordem neurológica denominada de “paraparesia espástica tropical” e com a mielopatia associada ao
    HTLV-I (MAH). Sua transmissão ocorre através de transfusão de sangue, contato sexual e seringas
    contaminadas (usuários de drogas). A transmissão perinatal ainda não foi comprovada. A presença de
    anticorpos anti-HTLV-I, detectados através do Elisa, é encontrado em alta freqüência em pessoas
    apresentando as desordens mencionadas acima. Todo Elisa positivo deverá ser confirmado através da
    técnica Western blot ou do PCR. O PCR está indicado também, para pacientes com sorologia
    inconclusiva ou com Western blot indeterminado para HTLV-I.
Método:
    PCR - Reação em Cadeia da Polimerase
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    10 mL de Sangue total (EDTA).
Laboratórios:
    Enviar na temperatura ambiente (2o a 25o). As amostras devem ser processadas em até, no máximo 72
    horas após a coleta. Enviar em frasco estéril.
Conservação para envio:
    Entre 2o a 25o C. Não congelar.



Micobactérias, identificação em cultura
Comentários:
    O exame se destina a identificação rápida das várias espécies de micobactérias isoladas a partir do meio
    de cultura, de qualquer material clínico (M. tuberculosis, M. avium, M. intracellulare, M. fortuitum, M.
    kansasii, M. gordonae, etc.). Útil na avaliação do paciente que não está respondendo aos
    tuberculostáticos, ajudando a guiar decisões terapêuticas.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e Enzima de Restrição (RFLP)
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Colônias isoladas em meio sólido (tubos de Lowestein-Jensen ou placas Middlebrook 7H10 ou 7H11) ou
    10 mL de Caldo de cultura (Caldo Middlebrook 7H9).
Conservação para envio:
    Até 6 meses entre 2o a 8o C. Não congelar.


Mycobacterium Tuberculosis, PCR pesquisa
Comentários:
    A tuberculose permanece como um dos maiores problemas de saúde pública em todo mundo. O
    diagnóstico rápido é essencial para início do tratamento apropriado e controle dos contatos. Detecta
    diretamente o DNA da micobactéria nas amostras clínicas. Trata-se de técnica específica, sensível e
    rápida, permitindo o diagnóstico e tratamento precoce, auxiliando no controle de disseminação da
    doença.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase (PCR)
Condição:
    5,0 mL de Escarro - Lavado brônquico alveolar - 1a urina da manhã (após assepsia) - Líquido Pleural -
    Secreção orofaringe.
    - Refrigerar e enviar o mais rápido possível.
    Obs.: Este exame pode apresentar contaminação (falso-positivo), ou inibição de replicação, (falso-
    negativo), que é uma característica do método.
Conservação para envio:
    Até 4 dias entre 2o e 8o C.

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                53
54   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
17 Cetosteróides Neutros Totais  17 KS
Comentários:
     São derivados dos andrógenos, sendo os catabólitos urinários do DHEA, SDHEA, androstenediona,
     androstenediol, androsterona, mas não da testosterona. Cerca de 75% dos 17 KS provêm da adrenal,
     tendo o restante origem testicular no homem. Em mulheres, se originam principalmente na adrenal. Pode
     ser realizado após supressão com dexametasona, à critério médico. A importância clínica desse teste foi
     superada pelas demais determinações da função adrenal. Valores elevados são encontrados na
     hiperplasia adrenal congênita, síndrome dos ovários policísticos, tumores de testículo, tumores da supra-
     renal, doença de Cushing, tumores hipofisários, administração de ACTH e corticóides.
Método:
     Drekter
Valor de Referência:
      Homem  10 a 20 mg/24h
      Mulher  5 a 15 mg/24h
      Crianças - ambos os sexos (< 1 ano): 1,0 mg/m2 superfície corporal
                  - feminino (1 a 10 anos):   0,3 a 1,0 mg/24h por ano de idade
                  - masculino (1 a 13 anos): 0,3 a 1,0 mg/24h por ano de idade
Condição:
     Urina de 24h.
     - Refrigerar ou usar HCL 50% 20 mL/L de urina.
     - Ingestão normal de líquidos, sem exagero (porque diminui a sensibilidade do método).
Laboratórios:
     Enviar 30 mL de Urina e informar volume total.
     VOLUME URINÁRIO, deve ser investigado se o mesmo seguiu as instruções de coleta corretamente:
     - Até 04 anos: questionar volume > 500 mL
     - 05 a 09 anos: questionar volume > 700 mL
     - 10 a 14 anos: questionar volume > 1000 mL
     - 15 anos: questionar volume < de 500 mL ou > de 2500 mL.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                 55
17 Hidroxi Esteróides Cetogênicos  17 OH
Comentários:
     Fornece uma estimativa do produção do cortisol. A excreção urinária de 17 hidroxicorticóides reflete os
     metabólitos do cortisol. Algumas drogas podem interferir no resultado: espironolactona, clordiazepóxido,
     fenobarbital e fenitoína. É utilizado como teste de triagem de hipercorticolismo. Pode ser realizado após
     supressão com dexametasona, à critério médico. Níveis urinários elevados podem ser encontrados no
     hipertireoidismo. Hipotireoidismo, jejum prolongado, insuficiência renal e hepática podem acarretar
     concentrações urinárias baixas.
Método:
     Norymberski
Valor de Referência:
      Adultos  9 a 24 mg/24h
      Crianças - ambos os sexos (< 1 ano): 1,0 mg/m2 superfície corporal
                   - feminino (1 a 10 anos):    0,5 a 2,0 mg/24 horas por ano de idade
                   - masculino (1 a 13 anos): 0,5 a 2,0 mg/24 horas por ano de idade
Condição:
     Urina 24h.
     - Refrigerar ou usar HCL 50% 20 mL/L de urina.
     - Ingestão normal de líquidos, sem exagero (porque diminui a sensibilidade do método).
Laboratórios:
     Enviar 30 mL de Urina e informar volume total.
     - Este teste não é feito sozinho veja também 17 KS.
     VOLUME URINÁRIO, deve ser investigado se o mesmo seguiu as instruções de coleta corretamente:
     - Até 04 anos: questionar volume > 500 mL
     - 05 a 09 anos: questionar volume > 700 mL
     - 10 a 14 anos: questionar volume > 1000 mL
     - 15 anos: questionar volume < de 500 mL ou > de 2500 mL,
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




5-Nucleotidase
Comentários:
    É uma enzima usada no diagnóstico diferencial de doenças hepatobiliares. Encontra-se elevada (4 a 6
    vezes) na obstrução biliar, colestase intra-hepática e cirrose biliar. Aumentos discretos ou níveis normais
    são encontrados nas doenças parenquimatosas hepáticas. Níveis elevados podem ser observados
    durante o uso de anticonvulsivantes. Relação GGT/5-nucleotidase menor que 1,9 tem sensibilidade de
    40% e especificidade de 100% para colestase intra-hepática.
Método:
    Enzimático
Valor de Referência:
    Até 15 U/L

56                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Condição:
   0,8 mL de Soro.
Conservação de envio:
   Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Ácido Cítrico, dosagem
Comentários:
     A determinação do ácido cítrico na urina tem um interesse na exploração do metabolismo fosfocálcico,
     das tubulopatias e dos ácidos do ciclo de krebs. O citrato tem importância marcante na calculose urinária
     recidivante. A hipocitratúria pode ocorrer isolada ou associada a hipercalciúria, hiperuricosúria,
     hiperoxalúria ou distúrbios intestinais. O citrato administrado via oral, leva a um aumento na reabsorção
     tubular renal de cálcio, promovendo hipocalciúria. A elevação do pH urinário, que acompanha a
     administração de citrato, aumenta a solubilização do ácido úrico. O citrato reduz a taxa de formação de
     novos cálculos e o crescimento dos cálculos já existentes.
Método:
     Enzimático
Valor de Referência:
      Criança até 10 anos  > 0,96 mmoL/24h ou 200 mg/24h
      Adultos  > 1,53 mmoL/24h ou 320 mg/24h
     Obs.: mmoL/24 X 208 = mg/24h
Condição:
     Urina 24h.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (o uso do conservante é obrigatório).
Laboratórios:
     Enviar 5 mL de Urina, informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24 h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 7 dias com conservante. Refrigerar (facultativo).



Ácido Lático
Comentários:
     O ácido lático (lactato) é um intermediário do metabolismo dos carboidratos, sendo o principal metabólito
     do glicogênio em anaerobiose. Valores elevados são encontrados no pós-prandial, após exercícios
     físicos, no choque, insuficiência renal, hepática, intoxicação por etanol, uso de medicamentos
     (biguanidas, salicilatos, barbitúricos), glicogenoses congênitas, anomalias do metabolismo de ácidos
     graxos e aminoácidos. Níveis elevados de ácido lático no líquor estão relacionados à meningite
     bacteriana, ao contrário da meningite viral, onde níveis normais são usualmente encontrados.
Método:
     Enzimático
Valor de Referência - Plasma:
     5,7 a 22,0 mg/dL
Valor de Referência - Líquor:
     10,8 a 18,9 mg/dL
Condição:
     0,8 mL Plasma (EDTA + Fluoreto, 2 gotas para cada 2,0 mL de Sangue).
     Líquor.
Instruções:

                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                57
   Cliente deve estar em repouso. Caso tenha feito algum exercício físico, repouso de 30 minutos. Evitar
   movimentos de abrir e fechar a mão na hora da coleta do sangue. Garroteamento rápido. Dessorar
   rapidamente.
Conservação de envio:
   Plasma: até 6 dias entre 2o e 8o C.
   Liquor: até 24 horas entre 2o e 8o C.




Ácido Oxálico
Comentários:
     A excreção urinária do oxalato é um preditor de nefrolitíase. Hiperoxalatúria é detectável em 30% dos
     pacientes com cálculos urinários compostos por oxalato. A dieta e o uso de ácido ascórbico podem
     alterar os resultados. Hiperoxalúria pode decorrer de má absorção intestinal, doenças inflamatórias
     intestinais, pós-operatório de bypass intestinal, intoxicação por etineloglicol e ingestão insuficiente de
     cálcio.
Método:
     Enzimático
Valor de Referência:
      Criança  13 a 38 mg/24h
      Mulher  4 a 31 mg/24h
      Homem  7 a 44 mg/24h
Condição:
     Urina 24h.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina. Não Refrigerar.
Laboratórios:
     Enviar 15 mL de Urina e informar o volume total.
Dieta (sugerida ou C.O.M.):
     O paciente deverá evitar qualquer alimento ou medicamento que contenha vitamina C, durante 48:00
     horas.
     Evitar: limão, abacaxi, morango, gelatina, acerola, laranja, cálcio, espinafre, tomate.
     Não colher durante o período de cólica renal.
     Após dieta, colher urina de 24h conforme instruções pág. 353.
Conservação de envio:
     Até 7 dias entre 18 a 25o C.


Ácido Úrico, dosagem
Comentários:
   Sangue: o ácido úrico é o produto final do metabolismo das purinas, estando elevado em várias
   situações clínicas além da gota. Somente 10% dos pacientes com hiperuricemia têm gota. Níveis
   elevados também são encontrados na insuficiência renal, etilismo, cetoacidose diabética, psoríase, pré-
   eclâmpsia, dieta rica em purinas, neoplasias, pós-quimioterapia e radioterapia, uso de paracetamol,
   ampicilina, aspirina (doses baixas), didanosina, diuréticos, beta-bloqueadores, dentre outras drogas.
   Diminuição dos níveis é encontrada na dieta pobre em purinas, defeitos dos túbulos renais, porfiria, uso
   de tetraciclina, alopurinol, aspirina, corticóides, indometacina, metotrexato, metildopa, verapamil,
   intoxicação por metais pesados e no aumento do clearence renal.
   Urina: cerca de 70% do ácido úrico é eliminado pelos rins. Esta dosagem é útil em pacientes com
   cálculos urinários para identificação daqueles com excreção urinária de urato aumentada. Álcool causa
   diminuição do urato urinário. Anti-inflamatórios, vitamina C, diuréticos e warfarim podem interferir no
   resultado.
   Líquido sinovial: pode ser útil no diagnóstico diferencial de artropatias.

58                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Método:
    Colorimétrico Enzimático

SANGUE
Valor de Referência:
     Mulheres  2,4 a 6,0 mg/dL
     Homens  3,4 a 7,0 mg/dL
Condição:
    1,0 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

                                                                                                Continua...
                                                                                   Continua...ÁCIDO ÚRICO


URINA
Valor de Referência - 12h:
      75 a 425 mg/12h
Valor de Referência - 24h:
     150 a 850 mg/24h
Condição:
     Jato médio da 1a Urina da manhã.
     *Urina 12h.
     *Urina 24h.
     - Adultos, Urina 24h: questionar volume total inferior a 500 mL.
     - *Usar Bicarbonato de Sódio 5 g/L de Urina. Não Refrigerar, manter em local fresco.
Laboratórios:
     *Enviar 5 mL de Urina, informar o volume total, horário inicial e final da coleta.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 12 horas e Urina 24 horas pág. 353


LÍQUIDO SINOVIAL - DOSAGEM
Método:
    Colorimétrico Enzimático
Valor de Referência:
    Semelhante ao Soro
Condição:
    2,0 mL Líquido Sinovial.
Conservação de envio:
    Até 15 dias entre 2o e 8o C.



Adenosina Deaminase  ADA
Comentários:
    ADA é uma enzima que cataliza a conversão da adenosina à inosina, participando do processo de
    diferenciação e proliferação de linfócitos. Níveis elevados de ADA são indicadores indiretos de
    tuberculose meníngea, pericárdica e peritoneal. No líquido pleural tem sensibilidade de 99% para
    diagnóstico de tuberculose; no líquor tem sensibilidade de 90% e especificidade de 94%; no líquido
    pericárdico tem sensibilidade de 99% e especificidade de 83%; no líquido ascítico tem sensibilidade de
    95% e especificidade de 96%. A dosagem de ADA no soro não tem valor diagnóstico. Resultados falso-
    negativos podem ocorrer em pacientes com SIDA. Níveis elevados também podem ser encontrados em
    infecções bacterianas, criptocóccicas e neoplasias. Não substitui a biópsia no diagnóstico de tuberculose.
Método:
    Colorimétrico

                                   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              59
Valor de Referência:
    Soro: até 40,0 U/L
    Líquor/Líq. pericárdico: até 20,0 U/L
    Líq. Ascítico: até 20,0 U/L
    Líq. Pleural: até 40,0 U/L
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    Líquor - Líq. Pleural - Líq. Ascítico - Liq. pericárdico.
Conservação de envio:
    Líquidos: até 2 dias entre 2o e 8o C.
    Soro: até 5 dias entre 2o e 8o C.



Aldolase
Comentários:
    Essa enzima é utilizada na avaliação dos quadros de fraqueza muscular. Níveis elevados são
    encontrados nas fases iniciais as doenças musculares como distrofia muscular e dermatopolimiosite.
    Níveis elevados também podem ser encontrados em doenças hepáticas, pancreatite, infarto do miocárdio
    e neoplasias. Valores baixos podem ser encontrados nas fases avançadas das miopatias.
Método:
    Enzimático
Valor de Referência:
     R. Nascido          até 19,6 U/L
     10 a 24 meses  3,4 a 11,8 U/L
     > 2 a 16 anos  1,2 a 8,8 U/L
     Adulto              1,7 a 4,9 U/L
Condição:
    0,8 mL de Soro.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.


Amilase
Comentários:
    Sangue: enzima é excretada pelo pâncreas, sensível no diagnóstico de pancreatite aguda. Eleva-se 12h
    após início da pancreatite e persiste por 3 a 4 dias. Valores 3 a 5 vezes acima do nível normal são
    considerados significativos. Níveis elevados também são encontrados em tumores periampulares,
    caxumba, úlcera péptica perfurada, obstrução e infarto intestinal, colecistopatias sem pancreatite, cirrose
    hepática, aneurisma de aorta, apendicite, traumas, queimaduras, uso de colinérgicos, meperidina e
    morfina. Hipertrigliricidemia pode causar resultados falsamente baixos.
    Urina: utilizada juntamente com a dosagem sérica no diagnóstico de pancreatite. Na macroamilasemia
    encontramos a amilase ligada a uma proteína maior, determinando níveis séricos aumentados e níveis
    urinários normais, sem significado patológico.
    Líquido ascítico/Líquido pleural: níveis elevados de amilase nas líquidos pleural e ascíticos estão
    associados à pancreatite, ruptura de esôfago e adenocarcinomas de pulmão e ovário. Amilase no líquido
    ascítico em valores 3 vezes maiores que no soro são indicativos de pancreatite. Em 10% dos casos de
    pancreatite amilase no soro e líquido ascítico é normal.
Método:
    Cinético CNP
Condição:
    0,8 mL de Soro.
    Urina 24h - Urina 2h.
    Líq. Ascítico - Líq. Pleural.
Valor de Referência:
    Soro: até 90 U/L
    Urina 24h: até 450 U/24 h.
60                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     Urina 2h: até 280 U/2 h
     Líq. Ascítico/Líq. Pleural: Igual ao soro.
Laboratórios:
     Enviar 5 mL de urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 2 ou 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Amilase, Clearence
Comentários:
    É utilizado no diagnóstico da macroamilassemia, não sendo, entretanto, marcador específico. Na
    macroamilasemia encontra-se clearence baixo.
Método:
    Cinético CNP
Condição:
    0,8 mL de Soro + 5 mL Urina 24h.
Valor de Referência:
    1,2 a 3,8%
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

Amônia
Comentários:
    A amônia (NH3) circulante origina-se da ação de enzimas bacterianas nos aminoácidos presentes no
    conteúdo do intestino delgado e grosso. Metabolismo da NH3 ocorre no ciclo da uréia. Excluindo as
    variáveis pré-analíticas, as principais causas de hiperamonemia são erros inatos do metabolismo e a
    insuficiência hepática. Aumentos de amônia plasmática também são encontrados na: Síndrome de Reye,
    tabagismo, terapia de hiperalimentação, nutrição parenteral total, infecção urinária, neonatos normais
    (transitória), uso de valproato, sangramento gastro-intestinal, choque, hipovolemia, miopatias
    mitocondriais, asfixia perinatal, insuficiência cardíaca congestiva e infecção por bactéria urease-positiva.
    Redução dos níveis de amônia plasmática são encontrados na Hiperornitinemia.
Método:
    Enzimático UV
Condição:
    1,0 mL de Plasma heparizado.
Valor de Referência:
    0 a 10 dias           100 a 200 moL/L
    10 dias a 2 anos  40 a 80 moL/L
    > 2 anos              10 a 47 moL/L
    Nota: O resultado da Amônia deve ser interpretado tendo em vista a possibilidade de alterações
    decorrentes de variáveis pré-analíticas (coleta, transporte, tabagismo, hemólise).
Conservação de envio:
    Enviar congelado.


Apolipoproteína A1 e B
Comentários:
   A apolipoproteína A-1 (apo A-I) é o principal componente protéico da partícula HDL. É um fator de
   proteção contra doenças coronarianas e o acidente vascular cerebral. A Apolipoproteína B (apo B-100) é
   o principal constituinte das seguintes partículas: VLDL, IDL, LDL e lipoproteína (a). Apo B-100 é fator de
   risco para doença coronariana.
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                   61
Método:
    Imunoturbidimetria
Valor de Referência - APO A1:
    91,0 a 175,0 mg/dL
Valor de Referência - APO B:
    63,0 a 133,0 mg/dL
Condição:
    1,0 mL de Soro.
    - JO 12h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.



Bilirrubinas, dosagem
Comentários:
    A bilirrubina é um produto da quebra da hemoglobina no sistema retículo endotelial, conjugada no fígado
    para, a seguir, ser excretada na bile. Teste é útil para diagnóstico diferencial de doenças hepatobiliares e
    outras causas de icterícia. Ictéríca se torna clinicamente manifesta quando bilirrubina total é maior 2,5
    mg/dl. Causas de aumento de bilirrubina direta (conjugada): doenças hepáticas hereditárias (Dubin-
    Johnson, Rotor), lesão de hepatócitos (viral, tóxica, medicamentos, álcool) e obstrução biliar (litíase,
    neoplasias). Níveis de bilirrubina direta maiores que 50% dos valores totais são sugestivos de causa pós-
    hepática. Causas de aumento da bilirrubina indireta: anemias hemolíticas, hemólise autoimune,
    transfusão de sangue, reabsorção de hematomas, eritropoiese ineficaz e doenças hereditárias (Gilbert,
    Crigler-Najar). Uso de drogas que ativam o sistema microssomal hepático podem reduzir as bilirrubinas.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
     Direta       até 0,4 mg/dL
     Indireta  até 0,8 mg/dL
     Total        até 1,2 mg/dL
    Bilirrubina Total (Recém Nascidos):
          Idade        Pré-maturo         Termo
     Cordão              2,9 mg/dL       2,5 mg/dL
     < 24 horas          8,0 mg/dL       6,0 mg/dL
     < 48 horas         12,0 mg/dL      10,0 mg/dL
     3 a 5 dias         15,0 mg/dL      12,0 mg/dL
     7 dias             15,0 mg/dL      10,0 mg/dL
Condição:
    1,0 mL de Soro.
    - Proteger da luz.
Conservação de envio:
    Até 48 horas entre 2o e 8o C.




62                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Cálcio
Comentários:
   Sangue: o cálcio total encontra-se ligado às proteínas (47%) e livre (43%). Hipercalcemia é encontrada
   no hiperparatireoidismo, algumas neoplasias com ou sem metástases ósseas, mieloma, desidratação,
   hipervitaminose D, síndrome de imobilidade, hipertireoidismo, hepatopatias, insuficiência renal,
   sarcoidose, linfoma, uso de diuréticos e estrógenos. Níveis baixos de cálcio total são encontrados na
   osteomalácia, pancreatite, hipomagnesemia, hipervolemia, má absorção, deficiência vitamina D,
   diminuições da albumina, e em situações que cursam com fósforo elevado (insuficiência renal,
   hipoparatireoidismo). Níveis críticos de Cálcio total são aqueles inferiores a 6 mg/dl e superiores a 14
   mg/dl. Na interpretação dos valores normais deve-se levar em conta níveis de albumina. Hemólise pode
   elevar seus resultados.
   Urina: é útil na investigação dos efeitos da vitamina D e PTH sobre a reabsorção óssea. Também
   utilizado na avaliação de nefrolitíase. Exame deve ser realizado após 4 dias de dieta. Sua determinação
   é preferida na urina de 24h; urina recente pode ser utilizada realizando a razão cálcio:creatinina.
   Hipercalciúria é encontrada nas hipercalcemias, hiperabsorção intestinal de cálcio, distúrbios da
   reabsorção tubular de cálcio, corticoterapia, osteoporose, acromegalia, hipertireoidismo, feocromocitoma,
   Cushing. Hipocalciúria pode ser secundária à hipocalcemia, insuficiência renal, osteomalácia, raquitismo,
   alcalose, uso de diuréticos e estrógenos.

SANGUE
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    8,5 a 10,4 mg/dL
Condição:
    0,8 mL de Soro.
Conservação de envio:
    Até 2 semanas entre 2o e 8o C.

URINA
Método:
     Colorimétrico
Valor de Referência:
      Com Dieta  até 180 mg/24h
      Sem Dieta  até 280 mg/24h
Condição:
     Urina 24h - Urina recente.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina. Não Refrigerar.
Laboratórios:
     Enviar alíquota 5 mL e informar o volume total.
Dieta Pobre em Cálcio (sugerida ou C.O.M.):
     O paciente deverá permanecer 4 dias sem ingerir os seguinte alimentos: leite e seus derivados
     (manteiga, queijo, requeijão, creme de leite, etc.).
     Coleta
      Do 3o para o 4o dia da dieta, colher urina de 24 horas, permanecendo sob dieta.
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                63
      Colocar no frasco, rigorosamente antes de começar a coleta, 20 mL por litro de urina de Ácido
       Clorídrico 6N (HCL 6N). O Ácido Clorídrico 6N será fornecido pelo Laboratório.
      Deixar em temperatura ambiente, não colocar em geladeira.
      Colher todas as urinas sem perder nenhuma micção, trazer ao Laboratório assim que terminar a
       coleta.
      Não colher durante o período de cólica renal ou em uso de medicamentos, neste caso, esperar 10 dias
       (C.O.M.).
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 2 semanas com uso de HCL 50% em temperatura ambiente.

Cálcio Iônico
Comentários:
    O cálcio iônico é a fração biologicamente ativa do cálcio sérico total, representando 43% desse. Sua
    concentração é mais baixa à noite e maior pela manhã. A dosagem do cálcio iônico independe da
    albumina, entretanto varia com o ph (aumenta na acidose; diminui na alcalose). Vide alterações
    patológicas no cálcio total.
Método:
    Eletrodo Seletivo c/ correção automática p/ variação do pH
Valor de Referência:
     Adultos           1,17 a 1,32 mmoL/L ou 4,70 a 5,28 mg/dL
     até 18 anos  1,20 a 1,35 mmoL/L ou 4,80 a 5,40 mg/dL
     R.Nascido: 0,7 mmol/L  Hipocalcemia Severa
                       0,8 mmol/L  Hipocalcemia Moderada
    Obs.: Fator de Conversão: mmoL/L  mg/dL x 0,25.
Condição:
    1 tubo de Soro (tubo gel).
Laboratórios:
    Dessorar rapidamente e congelar imediatamente, em frasco de plástico com tampa tipo Eppendorf, tubos
    de soroteca ou vidro, de maneira que a relação frasco/amostra seja a menor possível (menor volume de
    ar no interior do tubo). Não enviar a amostra em pipetas de plástico. Evitar a transferência da amostra de
    um tubo para outro repetidas vezes, pois, quanto maior a manipulação, maior o aumento do pH, que
    bloqueia a leitura do aparelho. Tubos tipo Eppendorf de soroteca são fornecidos pelo laboratório.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.



Capacidade de Combinação do Ferro
Comentários:
   Os sítios agregados de ligação ao ferro de toda a transferrina correspondem à capacidade de
   combinação do ferro total. Útil no diagnóstico diferencial das anemias. Encontra-se elevado na anemia
   ferropriva, uso de anticoncepcionais e gravidez. Valores normais ou baixos são encontrados nas anemias
   de doenças crônicas, sideroblásticas, hemolíticas, hemocromatose, desnutrição e estados inflamatórios.
   A ferritina é mais sensível que a capacidade de combinação do ferro para avaliação da falta ou excesso
   de ferro.
   Veja também ITL, ferritina e ferro sérico.
Condição:
   1,5 mL de Soro.
   - JO 8h.
Conservação de envio:
   Até 6 dias entre 2o e 8o C.

LIVRE
Método:
    Schade

64                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Valor de Referência:
    140 a 280 g/dL

TOTAL
Método:
    Cálculo baseado no Ferro e Capacidade Livre
Valor de Referência:
    250 a 410 g/dL




Células Orangiófilas, pesquisa
Comentários:
    No teste do azul do Nilo, realizado no líquido amniótico, o percentual de células orangiófilas (células
    fetais e do vérnix que se coram de laranja) é utilizado para determinação da maturidade tegumentar fetal.
    Veja também Fosfatidil Glicerol, Fosfolípides, Teste de clements, Relação LE.
Método:
    Azul de Nilo
Valor de Referência:
     Abaixo de 1%  antes de 34 semanas
     entre 1 e 10%  entre 34 e 38 semanas
     entre 10 e 50%  entre 38 e 40 semanas
     acima 50%           40 semanas em diante
Condição:
    1,0 mL de Líquido Amniótico.
Conservação de envio:
    Até 24 horas entre 2o e 8o C.



Cetonemia, pesquisa
Comentários:
    Privação de carboidratos e aumento do metabolismo de ácidos graxos resulta em aumento da
    cetonemia: diabetes melito descompensado, etilismo, estresse, vômitos, diarréias e doenças
    metabólicas. Falso-negativos e falso-positivos podem ocorrer, além da interferência de drogas, como a
    levodopa.
Método:
    Colorimétrico - Tira Reativa
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    1,0 mL de Soro.
    - JO 10h.
Conservação de envio:
    Até 48 horas entre 2o e 8o C.




Clements, Teste de
Comentários:
   Teste de Clements (teste das bolhas) deve-se à capacidade da lecitina de formar bolhas quando em
   presença de álcool absoluto e água. São feitos 3 tubos com diluições crescentes, o que permite

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                65
    avaliação da maturidade fetal. O risco de membrana hialina para o resultado de bolhas estáveis em todos
    os tubos é de 0,5%, subindo para 15% se houverem bolhas estáveis apenas no primeiro e segundo
    tubos. Se os 3 tubos forem negativos, ou apenas o primeiro for positivo, o índice de membrana hialina
    será em torno de 80% e 30%, respectivamente.
    Veja também Células Orangiófilas, Fosfatidil Glicerol, Fosfolípides, Relação LE.
Método:
    Formação de bolhas devido a presença de Lecitina e Esfingomielina, ricas em lípides
Valor de Referência:
    Formação de bolhas estáveis à partir do 3o tubo.
Condição:
    6,0 mL Líq. Amniótico.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.




Cloreto de Sódio no Suor
Comentários:
    Teste do cloreto de sódio no suor é útil na investigação da fibrose cística (mucoviscidose). É uma
    herança autossômica recessiva que determina deficiência da proteína responsável pelo transporte de
    cloro pelas células epiteliais, acarretando distúrbio da secreção exócrina. Sudorese é induzida no
    antebraço por iontoforese, sendo o suor colhido para determinação do cloreto. Resultados falso-
    negativos podem ocorrer no edema, hipoproteinemia e na sudorese excessiva. Em mulheres adultas o
    teste sofre variações com o ciclo menstrual. Valores elevados podem ser encontrados em outras
    doenças: anorexia nervosa, dermatite atópica, disautonomia, colestase, deficiência de G6PD,
    hipogamaglobulinemia, Klinefelter, mucopolissacaridose tipo 1, diabetes insipidus nefrogênico, síndrome
    nefrótica, desnutrição, insuficiência adrenal e hipotireoidismo. O diagnóstico molecular (PCR para fibrose
    cística) encontra-se disponível.
Método:
    Iontoforese e Condutividade
Material:
    Suor
Valor de Referência:
     Normal                < 40 mEq/L de Cloreto
     Faixa intermediária  40 a 60 mEq/L de Cloreto
     Fibrose Cística       > 60 mEq/L de Cloreto
     Adultos               < 80 mEq/L de Cloreto
    Nota: Estamos realizando rotineiramente a técnica de PCR para diagnóstico de Fibrose Cística.
    - É importante que o cliente não esteja com febre ou desidratado.
Unidades que realizam este exame:
    Aimorés, Eldorado I, São Paulo e Pampulha.




Cloretos  CL
Comentários:
  Sangue: representa 66% dos ânions do plasma. Juntamente com o sódio são os principais responsáveis
  pela manutenção da homeostase osmótica do plasma. Sua determinação é útil na avaliação de distúrbios
  hidroeletrolíticos e ácido-básicos. Níveis elevados são encontrados na deficiência de mineralocorticóides,
  acidose metabólica, infusão salina excessiva, perdas gastro-intestinais, acidose tubular renal, fístula
  pancreática e hiperparatireoidismo. Níveis baixos ocorrem na hiperhidratação, insuficiência cardíaca,
  secreção inapropriada de ADH, vômitos, acidose respiratória crônica, Doença de Addison, alcalose
  metabólica, cetoacidose diabética e no uso de diuréticos.
  Urina: útil para avaliação de distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos, em especial, no diagnóstico da
  alcalose metabólica responsiva a sal.
  Líquor: reflete os níveis sangüíneos de cloretos. Na meningite tuberculosa é encontrado mais baixo (25%)
66                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
  que os valores no soro.
Método:
    Eletrodo Seletivo
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

SANGUE / LÍQUOR
Valor de Referência - Soro:
    96 a 109 mEq/L
Valor de Referência - Líquor:
    690 a 770 mg/dL
Condição:
    1,0 mL de Soro.
    1,0 mL de Líquor.


                                                                                                    Continua...
                                                                                        Continua...CLORETOS



URINA
Valor de Referência:
     170 a 254 mEq/24h.
Condição:
     *Urina de 24h - Urina recente C.O.M.
     - Não pode usar conservante - Refrigerar.
Laboratórios:
     *Enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353




Colesterol
Comentários:
     Sangue: o colesterol é o principal lipídeo associado à doença vascular aterosclerótica. Também é
     utilizado na produção de hormônios esteróides, ácidos biliares e na constituição das membranas
     celulares. Seu metabolismo se dá no fígado, sendo transportado no sangue por lipoproteínas (70% por
     LDL, 25% por HDL e 5% por VLDL). A avaliação do risco cardiovascular engloba o colesterol total e suas
     frações, triglicérides, subfrações das lipoproteínas, apolipoproteínas A1 e B100, lipoproteína (a), proteína
     C reativa ultra-sensível e homocisteína.
     Líquido pleural: níveis de colesterol menores que 55 mg/dl e relação colesterol do líquido pleural/sérico <
     0,32 sugerem transudatos.
     Líquido ascítico: colesterol > 50 mg/dl pode ser encontrado nas ascites associadas a neoplasias com
     sensibilidade de 75% e especificidade de 78%.
Condição:
     1,0 mL de Soro.
     - JO 12h ou C.O.M.
Interferentes:
     Não fazer uso de bebidas alcoólicas 24 horas antes do exame.

HDL
Método:
    Colorimétrico Enzimático
Valor de Referência:
       Faixa Etária    Baixo mg/dL         Desejável mg/dL       Aceitável mg/dL
                                  Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  67
     < 10 anos                                  40
     10 a 19 anos                               35
     Adultos                40                 60               41 a 59
Conservação de envio:
   Até 48 horas entre 2o e 8o C.

LDL
Método:
    Colorimétrico Enzimático
Valor de Referência:
       Faixa Etária    Desejável mg/dL        Aceitável mg/dL     Aumentado mg/dL
      2 a 19 anos            < 110               110 a 129              130
      Adultos                 129               130 a 159              160
Conservação de envio:
    Entre 2o e 8o C.


                                                                                              Continua...
Continua...COLESTEROL

VLDL
Método:
    Colorimétrico Enzimático
Valor de Referência:
    0 a 40 mg/dL
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

TOTAL
Método:
    Colorimétrico Enzimático
Valor de Referência - Soro:
       Faixa Etária       Desejável mg/dL       Aceitável mg/dL   Aumentado mg/dL
      2 a 19 anos               < 170              170 a 199            200
      Adultos                   < 200              200 a 239            240
Valor de Referência - Líq. Ascítico - Líq. Pleural:
     Inferior ao Soro com triglicérides elevados  quiloso
     Superior ao Soro com triglicérides normal  quiliforme
Condição:
    1,0 mL de Soro.
    Líq. Ascítico - Líq. Pleural.
Conservação de envio:
    Até 48 horas entre 2o e 8o C.



Colinesterase
Comentários:
    Existem dois tipos de colinesterases no sangue: a colinesterase (acetilcolinesterase) das hemácias,
    pulmão e cérebro, e a pseudocolinesterase (acilcolina acilhidrolase) encontrada no soro e produzida no
    fígado. Inseticidas organofosforados deprimem os níves plasmáticos dessa glicoproteína. Níveis baixos
    também ocorrem nos pacientes em uso de estrógenos, contraceptivos orais, hepatopatas, desnutridos e
    portadores de insuficiência cardíaca.
Método:
    Enzimático
Valor de Referência:
    5.000 a 14.000 U/L (37o)
Condição:
68                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
   0,8 mL Soro.
Conservação de envio:
   Até 1 semana entre 2o e 8o C.




Creatina
Comentários:
    É uma proteína cuja concentração dependente da massa muscular e da atividade da creatinoquinase.
    Níveis elevados são encontrados nas dietas ricas em proteínas, gravidez, indivíduos com massa
    muscular elevada, necrose muscular, miopatias, corticoterapia e no hipotireoidismo.
Método:
    Colorimétrico
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

SANGUE
Valor de Referência:
    76 a 124 mmoL/L
Condição:
    3,0 mL de Soro.

URINA
Valor de Referência:
      Homem  até 500 moL/L
      Mulher  até 1000 moL/L
Condição:
     Jato médio da 1a Urina da manhã - Urina 24h.
     - Refrigerar.
Laboratórios:
     Enviar 5 mL de Urina.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24 pág. 353




                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                        69
Creatinina
Comentários:
   É o teste mais utilizado para se estimar a taxa de filtração glomerular. É o produto de degradação da
   creatina, sendo sua concentração sérica não só dependente da taxa de filtração renal, mas também da
   massa muscular, idade, sexo, alimentação, concentração de glicose, piruvato, ácido úrico, proteína,
   bilirrubina e do uso de medicamentos (cefalosporinas, salicilato, trimpetoprim, cimetidina, hidantoína,
   anticoncepcionais e anti-inflamatórios). Níveis baixos podem ser encontrados nos estados que cursam
   com diminuição da massa muscular.
   Veja também Cistatina C.

Método:
    Colorimétrico (Jaffé mod.)

SANGUE
Valor de Referência:
    0,7 a 1,2 mg/dL
Condição:
    1,0 mL Soro ou Plasma (EDTA, Fluoreto).
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

URINA
Valor de Referência – Urina 24h:
      Homem  1,5 a 2,5 g/24h
      Mulher  0,8 a 1,5 g/24h
Condição:
     Jato médio da 1a Urina da manhã - *Urina 12h ou 24h ou C.O.M.
     - Adultos, Urina 24h: questionar volume total inferior a 500 mL.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina, Ácido Acético 8M 20 mL/L ou Refrigerar.
Laboratórios:
     *Enviar 5 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 12h ou 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 5 dias entre 2o e 8o C.




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Creatinina, clearence
Comentários:
     Teste utilizado para avaliação da taxa de filtração glomerular, sendo mais sensível que a determinação
     sérica isolada. No Clearence de Creatinina valores séricos e urinários são medidos e a depuração é
     calculada e corrigida tendo em vista a superfície corporal. Clearence elevado pode ser encontrado após
     exercícios, na gravidez e no diabete melito. Variação intraindividual desse teste pode chegar a 15%.
     Armazenamento da urina por muito tempo, em altas temperaturas pode causar conversão da creatina à
     creatinina, acarretando aumentos espúrios.
     Veja também: Cistatina C.
Método:
     Colorimétrico (Jaffé mod.)
Valor de Referência:
      Homem  90 a 130 mL de Plasma/minuto
      Mulher  75 a 115 mL de Plasma/minuto
     Obs.: O resultado é corrigido para a superfície corpórea.
Condição:
      1,0 mL de Soro + 5 mL de Urina de 12 ou 24h.
     - Adultos, Urina 24h: questionar volume total inferior a 500 mL.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina, Ácido Acético 8M 20 mL/L ou Refrigerar.
Laboratórios:
     Enviar 5 mL de Urina, informar volume total, horário inicial, final da coleta, peso e altura do cliente.
Conservação de envio:
     Até 5 dias entre 2o e 8o C.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353

Creatinofosfoquinase  CPK
Comentários:
   Enzima encontrada principalmente na musculatura estriada, cérebro e coração. É um marcador sensível,
   mas inespecífico de lesão miocárdica. Níveis elevados são encontrados no infarto agudo do miocárdio,
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                71
    miocardite, hipertermia maligna, distrofia muscular, exercício físico, dermatopolimiosite, rabdomilóise, em
    traumas e injeções musculares.
    Veja também troponina I.
Método:
    Enzimático
Valor de Referência:
     Homem  até 190 U/L
     Mulher  até 165 U/L
     Criança de 2 a 12 meses  até 325 U/L
     Criança após 12 meses  até 225 U/L
Condição:
    0,8 mL Soro.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Creatinofosfoquinase MB Isoenzima  CKMB
Comentários:
    Dosagem única de CK-MB tem sensibilidade de 50% à entrada do paciente no pronto socorro, sendo que
    medidas seriadas aumentam sua sensibilidade para 90%. É detectável em 4 a 6h após lesão miocárdica,
    ocorrendo pico em 12 a 24h e retorno a níveis normais em 2 a 3 dias. A CK-MB representa 20% do total
    da creatinoquinase presente no miocárdio e 3% da creatinoquinase presente na musculatura esquelética,
    podendo-se encontrar níveis elevados em pacientes com doenças e traumas da musculatura esquelética.
    A presença de macro-CPK MB (complexo de imunoglobulinas e CPK MB) causa elevações de CPK MB
    acima dos valores da CPK Total, sem significado patológico.
    Veja também troponina I.
Método:
    Enzimático
Valor de Referência:
    Até 25 U/L
Condição:
    0,8 mL de Soro.
Conservação de envio:
    Até 24 horas entre 2o e 8o C.




Cristais com Luz Polarizada, pesquisa (Líquido Sinovial)
Comentários:
   A pesquisa de cristais no líquido sinovial pode ser útil na determinação da etiologia do quadro articular.
   Os microcristais podem ser encontrados no interior das células ou livres no líquido articular. Os cristais
   de monourato de sódio são encontrados na artrite gotosa. Cristais de pirofosfato de cálcio são
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    encontrados principalmente dentro de leucócitos e macrófagos na pseudogota.
Método:
    Luz Polarizada
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    1,0 mL Líq. Sinovial.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Dehidrogenase Láctica
Comentários:
    Sangue: é uma enzima que cataliza a conversão de lactato a piruvato, sendo liberada na ocorrência de
    dano celular. LDH elevada ocorre em neoplasias, hipóxia, cardiopatias, anemia hemolítica, anemia
    megaloblástica, mononucleose, inflamações, hipotireoidismo, pneumopatias, hepatites, etilismo,
    pancreatite, colagenoses, trauma e obstrução intestinal. Hemólise pode levar a resultados falsamente
    elevados.
    Líquido pleural: é um critério para diferenciação entre exudato e transudato. Relação LDH pleural/sérica
    > 0,6 e LDH pleural > 200 U/l indicam exudato. Níveis de LDH acima de 1.000 U/l são encontrados em
    neoplasias e empiema.
    Líquido ascítico: níveis de LDH são 50% dos valores séricos. Está elevada nas peritonites (espontâneas
    e secundárias), tuberculose peritoneal e carcinomatoses. Razão LDH pleural/sérica maior que 0,6 indica
    exudato.
    Líquor: níveis normais de LDH no líquor são 10% da LDH no sangue. Níveis elevados são encontrados
    no acidente vascular cerebral, tumores do sistema nervoso central e meningites.
Método:
    Cinético Optimizado Ultra Violeta
Valor de Referência:
    180,0 a 450,0 U/L (37o )
Condição:
    0,8 mL de Soro.
    Líq. Ascítico - Líq. Pleural - Líquor.
Conservação de envio:
    Até 24 horas entre 2o e 8o C.




                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                73
Depuração da Água Livre
Comentários:
     Indicado para estimar a função renal de reabsorção tubular, através da relação entre os componentes
     osmoticamente ativos da urina e a água livre, correlacionados ao fluxo urinário. Trata-se de uma das
     últimas funções renais a serem perdidas. Aumenta na Necrose Tubular Aguda (NTA) e na insuficiência
     renal crônica, e é útil na diferenciação entre a uremia pré-renal, renal e pós-renal.
Método:
     Determinação da Osmolaridade por Crioscopia
Valor de Referência:
     - 20 a - 100 mL/hora.
     NTA: de - 10 a valores positivos.
Condição:
     0,5 mL de Soro + 1,0 mL de Urina 24h.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Laboratórios:
     Informar volume total.
Conservação de envio:
     Até 1 semana entre 2o e 8o C.




Enzima Conversora da Angiotensina  ECA
Comentários:
    Elevações dessa enzima associadas ao quadro clínico, radiológico e à biópsia com granulomas não
    caseosos sugerem sarcoidose. Essa dosagem possui sensibilidade de 30 a 80% no diagnóstico da
    sarcoidose. Níveis baixos podem ser encontrados em pacientes em uso de corticóides e inibidores da
    ECA. Níveis elevados também podem ser encontrados na Doença de Gaucher, diabete melito,
    hanseníase, amiloidose, doença hepática alcoólica, cirrose biliar primária, mieloma, hipertireoidismo,
    asbestose, silicose e psoríase.
Método:
    Enzimático
Valor de Referência:
    35 a 90 U/L
Condição:
    0,8 mL de Soro.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.


Espectrofotometria 450 NM
Comentários:
   Na ocorrência da eritroblastose fetal, valores elevados de bilirrubina são encontrados no líquido
   amniótico sendo seus níveis diretamente proporcionais ao grau da anemia do feto. A espectrofotometria
   estima os níveis de bilirrubina no líquido amniótico, permitindo comparação do achado com os dados de
74                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     Liley.
Valor de Referência:
     Zona 3 de Liley
Condição:
     5,0 mL de Líq. Amniótico.
Informações necessárias:
     Informar semanas de gestação.
Laboratórios:
     Enviar em frasco âmbar (sensível à luz).
Conservação de envio:
     Até 3 dias entre 2o e 8o C.


Ferro
Comentários:
    A determinação do ferro sérico é usada no diagnóstico diferencial de anemias, hemocromatose e
    hemossiderose. Níveis baixos ocorrem na anemia ferropriva, glomerulopatias, menstruação e fases
    iniciais de remissão da anemia perniciosa. Níveis aumentados são encontrados na hemossiderose,
    hemocromatose, talassemias, anemias hemolíticas, lesão hepática aguda, uso de estrógenos,
    anticoncepcionais e álcool.
    Veja também ITL, Ferritina e Capacidade de combinação.
Método:
    Ferene-S
Valor de Referência:
     R. Nascido  90 a 240 g/dL
     Criança       35 a 90 g/dL
     Homem         60 a 160 g/dL
     Mulher        40 a 150 g/dL
Condição:
    1,5 mL de Soro.
    Jejum: Criança  JO 4h / Adulto  JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 6 dias entre 2o e 8o C.

Fosfatase Ácida
Comentários:
    As fosfatases ácidas estão presentes na próstata, óssos, hemácias, leucócitos, plaquetas, pulmões, rins,
    baço, fígado, pâncreas e vesícula seminal. Aumentos ocorrem nas leucemias, trombocitoses, infarto
    agudo do miocárdio, embolia pulmonar, anemias hemolíticas, Doença de Gaucher, tumores ósseos,
    hiperparatireoidismo, mieloma, adenomas e câncer da próstata.
    Veja também Fosfatase ácida prostática.
Método:
    Enzimático
Valor de Referência:
    Até 9,0 U/L
Condição:
    0,8 mL de Soro.
Laboratórios:
    Separar e refrigerar o mais rápido possível.
Conservação de envio:
    Até 2 dias entre 2o e 8o C.




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               75
Fosfatase Ácida Prostática
Comentários:
    A fração prostática é secretada unicamente pelo epitélio da próstata e a sua atividade é inibida pelo ácido
    tártrico. Essa dosagem é inferior ao PSA no diagnóstico e monitorização do tratamento do câncer de
    próstata. Valores normais podem ser encontrados no câncer de próstata inicial e seu valor preditivo
    positivo no diagnóstico dessa neoplasia é inferior a 5%. Elevações também podem decorrer da
    manipulação prostática, interferências de outras fosfatases no ensaio, prostatite e outras neoplasias.
Método:
    Enzimático (Inibição com Tartarato)
Valor de Referência:
    Até 3,0 U/L
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - Após Toque Retal, aguardar 2 dias.
    - Ultra-Som Trans-Retal, aguardar 24 horas.
    - Após Biópsia de Próstata, aguardar 4 semanas.
    - Após Massagem na próstata, aguardar 4 semanas.
    - Após Exercícios pesados, aguardar 24 horas.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Fosfatase Alcalina
Comentários:
    As fosfatases alcalinas estão presentes nas membranas celulares dos seguintes tecidos: osso, fígado,
    intestino, placenta, rins e leucócitos. Cerca de 90% da fosfatase alcalina circulante são as isoenzimas
    hepáticas e ósseas. Em crianças a fração óssea predomina. A fosfatase alcalina total encontra-se
    elevada na colestase, hepatites virais (mais discretamente), Doença de Paget, tumores ósseos,
    hiperparatireoidismo, osteomalácia e raquitismo. Medicamentos como anticoncepcionais orais,
    hipolipemiantes, anticoagulantes e antiepilépticos podem reduzir os níveis da fosfatase alcalina total.
    Veja também Fosfatase alcalina óssea específica.
Método:
    Cinético Optimizado
Valor de Referência:
                           Recém      6 meses a     10 a 11     12 a 13      14 a 15     16 a 18
           Idade                                                                                     > 18 anos
                          nascidos      9 anos       anos        anos         anos        anos
     Masculino
                                                   250 a 730   275 a 875    170 a 970   125 a 720
     Ambos os sexos
                          150 a 600   250 a 950                                                      50 a 250
     Feminino
                                                   250 a 950   200 a 730    170 a 460    75 a 270
Condição:
   2,0 mL de Soro.
Conservação de envio:
   Até 48 horas, entre 2o e 8o C.
76                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Fosfatidil Glicerol
Comentários:
    Auxiliar na avaliação da maturação pulmonar fetal. Os fosfolípides sintetizados pelo pneumócito entram
    na composição do surfactante pulmonar. A deficiência ou ausência do surfactante causa a doença da
    membrana hialina.
    Veja também Células Orangiófilas, Fosfolípides, Teste de clements, Relação LE.
Método:
    Cromatografia em Camada Fina
Valor de Referência:
    Presença de Fosfatidilglicerol: feto maduro
    Ausência de Fosfatidilglicerol: feto imaturo
Condição:
    4,0 mL de Líquido Amniótico.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o a 8o C.




Fosfolípedes
Comentários:
    Sangue: os fosfolípides são indispensáveis ao metabolismo intermediário das lipoproteínas
    representando parte considerável dessas. Aumento dos seus níveis ocorre nas dislipidemias tipo II e III
    de Frederickson, hepatites colestáticas, hipotireoidismo e síndrome nefrótica. Valores baixos ocorrem na
    desnutrição e hipolipemias familiares.
    Líquido amniótico: os fosfolípides tensoativos são sintetizados pelos pneumócitos e compõem o
    surfactante pulmonar. Dosagens realizadas no líquido amniótico predizem a maturação pulmonar fetal.
    Veja também Células Orangiófilas, Fosfatidil Glicerol, Teste de clements, Relação LE.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência - sangue:
    125 a 250 mg/dL
Condição:
    1,0 mL de Soro ou Plasma (Heparina).
    Líq. Amniótico.
    - JO 12h.
    - Interromper 48 horas antes da coleta ou C.O.M.: Antiácidos, Vitamina D, Heparina, Tetraciclina,
    Meticilina, Insulina e Éter anestésico.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.



                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                77
Fósforo
Comentários:
    Sangue: menos de 1% do fósforo corporal se encontra no plasma. Causas de fósforo elevado:
    exercícios, hipovolemia, acromegalia, hipoparatireoidismo, metástases ósseas, hipervitaminose D,
    sarcoidose, hepatopatias, embolismo pulmonar, insuficiência renal e trombocitose. Amostras não
    refrigeradas, não dessoradas rapidamente e com hemólise podem causar elevações espúrias.
    Hipofosfatemia pode ocorrer no uso de antiácidos, diuréticos, corticóides, glicose endovenosa,
    hiperalimentação, diálise, sepse, deficiência de vitamina D e desordens tubulares renais. Outras drogas
    podem interferir na determinação do fósforo: acetazolamida, salbutamol, alendronato, azatioprina,
    isoniazida, lítio, prometazina e anticoncepcionais.
    Urina: útil na avaliação do equilíbrio entre cálcio e fósforo e no estudo dos cálculos urinários. Níveis
    urinários elevados são encontrados no hiperparatireoidismo, deficiência de vitamina D, uso de diurético,
    acidose tubular renal e Síndrome de Fanconi. Níveis baixos são encontrados na desnutrição,
    hipoparatireoidismo, pseudohipoparatireoidismo, uso de antiácidos e intoxicação por vitamina D. Varias
    drogas podem interferir na determinação do fósforo urinário: acetazolamida, aspirina, diltiazen, sais de
    alumínio, bicarbonato, calcitonina, corticóides e diuréticos.
Método:
    Cinético U.V.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

SANGUE
Valor de Referência:
     Adulto  2,5 a 4,8 mg/dL
     Criança  4,0 a 7,0 mg/dL
Condição:
    0,8 mL de Soro.
Laboratórios:
    Dessorar rapidamente.




                                                                                                Continua...
Continuação...FÓSFORO


URINA
Valor de Referência - Urina 24h:
     400 a 1300 mg/24h
Condição:
     Urina 24h - Urina recente C.O.M.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina ou Refrigerar.
Laboratórios:
     Enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24 pág. 353

Gama Glutamil Transferase  Gama GT  GGT
Comentários:
   É um marcador sensível de colestase hepatobiliar e do uso de álcool. Nos quadros de icterícia obstrutiva
   níveis 5 a 50 vezes acima do normal são encontrados. GGT duas vezes maior que o valor de referência
   com razão TGO/TGP > 2:1 sugere consumo alcoólico. Nas neoplasias de fígado valores elevados podem
   ocorrer. Níveis de GGT podem se elevar com fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, ácido valpróico e
   contraceptivos. Diminuição dos valores podem ocorrer no uso de azatioprina, clofibrato, estrógenos e
   metronidazol.
78                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Veja também 5-Nucleotidade e Fosfatase alcalina.
Método:
    Cinético Colorimétrico
Valor de Referência:
     Homem  10 a 50 U/L (37o)
     Mulher  07 a 32 U/L (37o)
Condição:
    1,0 mL de Soro.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

Gasometria
Comentários:
   Utilizado no manejo clínico de desordens respiratórias e metabólicas. Variáveis pré-analíticas podem
   interferir no resultado: bolhas de ar e excesso de heparina no tubo de coleta, demora na análise e não
   refrigeração das amostras. A interpretação dos gases sangüíneos requer avaliação da origem da
   amostra (arterial ou venosa), conhecimento do estado clínico do paciente e do uso de oxigênio
   suplementar.
                         Compensação das desordens respiratórias e metabólicas
         Desordem          Alteração     Compensação        Resultado a curto prazo        Resultado a longo
        (exemplos)         Primária                                                              prazo
  Acidose respiratória
  DPOC;                       Pco2          HCO3        1 mmol/l para cada alteração 3-5 mmol/l para cada 10
  Paralisia muscular                                      de 10 mmHg na Pco2.          mmHg alterado na Pco2.
  Respiratória
  Alcalose respiratória
  Ansiedade;                  Pco2          HCO3        Nenhuma.                      3-5 mmol/l para cada 10
  Hiperventilação                                                                       mmHg alterado na Pco2.
  Acidose metabólica                                      1 a 1,3 mmHg para cada
  Cetoacidose diabética      HCO3            Pco2       1mmol/l de alteração no O mesmo.
                                                          HCO3.
  Alcalose metabólica                                     3 a 5 mmHg para cada
  Vômitos;                   HCO3            Pco2       alteração 10 mmol/l de O mesmo.
  Fístulas digestivas                                     alteração do HCO3

                                                                                                Continua...
                                                                                Continuação...GASOMETRIA

Método:
     Eletrodo Seletivo
Informações necessárias:
     Informar: horário da coleta, foi feito repouso de 15 minutos antes da coleta? (se cliente tiver feito algum
     tipo de esforço físico, por exemplo, ter andado muito, prolongar o repouso para 30 minutos) Faz uso de
     oxigenoterapia? Há quanto tempo? Sente algum sintoma como fadiga, falta de ar, tonteira e/ou outros? É
     fumante? Há quanto tempo? Faz uso de alguma medicação? Qual? Algum problema respiratório (asma,
     enfisema, pneumonia, outros)?
Laboratórios:
     Não deixar bolhas de ar na seringa durante a coleta. Colher sempre sangue da artéria radial, a não ser
     que o médico solicite uma coleta diferenciada.

ARTERIAL
Valor de Referência:
     pH              7,35 a 7,45
     PCO2            35 a 45 mmHg
     PO2             83 a 108 mmHg
     HCO3 Atual  21 a 28 mmoL/L
     CO2 Total       24 a 31 mmoL/L
     B.E.            - 3,0 a + 3,0 mmoL/L
     SO2             95 a 99%
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                   79
      R. Nascido:   P02  60 a 70 mmHg
                     HCO3  16 a 24 mmoL/L
Condição:
   5,0 mL de Sangue Total Heparinizado.
Conservação de envio:
   Enviar na própria seringa até 2 horas após a coleta em gelo reciclável p/ unidade matriz. Vedar a agulha
   com rolha de borracha.

VENOSA
Valor de Referência:
     pH               7,32 a 7,43
     PCO2             38 a 50 mmHg
     PO2              35 a 40 mmHg
     HCO3 Atual  22 a 29 mmoL/L
     CO2 Total        23 a 30 mmoL/L
     B.E              - 2,0 a + 2,0 mmoL/L
     SO2              60 a 75%
Condição:
    5,0 mL de Sangue Total Heparinizado.
Conservação de envio:
    Enviar na própria seringa, 10 minutos em temperatura ambiente ou até 2 horas após a coleta em gelo
    reciclável p/ unidade matriz. Vedar a agulha com rolha de borracha.




Glicohemoglobina  HbA1c  Hemoglobina Glicada
Comentários:
    A medida da glicohemoglobina é a mais importante ferramenta para a monitoração do paciente diabético.
    A glicohemoglobina é formada em duas etapas. O primeiro passo é a formação de uma aldimina instável
    (Hba1c lábil ou pré-Hba1c). Durante a circulação do eritrócito, essa é convertida em uma forma cetoamina
    estável (HbA1c). A taxa de produção é dependente do nível de glicose sangüínea e da vida média das
    hemácias (tipicamente 120 dias). Dessa forma, reflete os valores integrados da glicose correspondentes
    às últimas 6 a 8 semanas. Fatores que alteram a sobrevida dos eritrócitos são possíveis interferentes da
    dosagem de glicohemoglobina. Deficiência de ferro pode levar a uma sobrevida maior das hemácias com
    conseqüente aumento da sua glicosilação. Anemias hemolíticas podem diminuir a meia vida dos
    eritrócitos com diminuição dos níveis de glicohemoglobina. Os valores sugeridos pela ADA (American
    Diabetes Association) não devem ser utilizados na presença de homozigose para as variantes de
    hemoglobina C ou S (Hb CC, Hb SS). A presença de hemoglobinopatia na forma heterozigota (Hb AC,
    Hb AS) com níveis normais de hemoglobina não diminuem a meia-vida das hemácias e os parâmetros
    sugeridos pela ADA podem ser utilizados. Níveis de até 30% da hemoglobina fetal (HF) não interferem
    com a acurácia do exame. Um valor persistentemente elevado serve como indicador da possibilidade de
    ocorrência de complicações crônicas relacionadas ao diabetes mellitus.
Método:
    HPLC - Cromatografia Líquida de Alta Performance por troca iônica
Valor de Referência:
     Normal                 4a6%
     Bom controle           <7%
80                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Faixa Intermediária  7 a 8 %
    Controle inadequado  > 8 %
             American Diabetes Association. “Standards of Medical Care for Patients with Diabetes Mellitus”.
                                                                  Diabetes Care 2002;25(Suppl):S33-S49.
   Controle de tratamento  2,8 a 5,2% (de acordo com DCCT).
Condição:
   4,0 mL de Sangue Total (EDTA/Heparina sódica/Citrato sódico).
Conservação de envio:
   Até 5 dias entre 2o e 8o C.




Glicose
Comentários:
   Soro: a presença de um dos critérios abaixo (retirados da American Diabetes Association) e sua
   confirmação num dia subseqüente indica o diagnóstico de diabetes melito: 1) Sintomas de diabetes
   melito com glicemia independente do jejum maior ou igual a 200 mg/dl. 2) Glicemia de jejum maior ou
   igual a 126 mg/dl. 3) Glicemia maior que 200 mg/dl durante teste de tolerância a glicose com 75g de
   glicose dissolvida em água. Pacientes com glicemia de jejum entre 110 e 125 mg/dl são classificados
   como portadores de glicemia de jejum prejudicada. Leucocitose, hemólise e glicólise em amostras
   submetidas ao calor podem determinar hipoglicemia espúria.
   Líquido ascítico: níveis baixos de glicose ocorrem nas peritonites bacteriana espontânea, bacteriana
   secundária, tuberculosa e carcinomatose peritoneal.
   Líquido pleural: níveis de glicose abaixo de 60 mg/dl ou 50% dos valores séricos ocorrem no derrame
   parapneumônico, empiema, colagenoses, tuberculose pleural e derrames malignos.
   Líquido sinovial: nos derrames articulares inflamatórios e infecciosos níveis de glicose inferiores a 50%
   dos valores plasmáticos são encontrados.
   Líquor: níveis elevados podem ser encontrados na hiperglicemia plasmática. Hipoglicorraquia ocorre na
   hipoglicemia plasmática, meningites e hemorragia subaracnóidea. Razão glicose líquor/sangue abaixo de
   0,4 tem sensibilidade de 85% e especificidade de 96% no diagnóstico da meningite bacteriana.
   Secreção nasal: pode ser útil no suspeição diagnóstica de fístulas liquóricas.
   Urina: a glicosúria pode ser utilizada no acompanhamento de pacientes diabéticos. Crianças e grávidas
   podem apresentar glicosúria por diminuição do limiar renal. Não serve para monitorização do tratamento.



                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                81
     Observação para todas as amostras: a separação da parte fluida dos elementos figurados (hemácias,
     leucócitos e outras células) deve ser feita de forma imediata, para que não haja consumo deste analito.
     Outra forma de se evitar este problema é a coleta de uma fração do liquido em fluoreto.


SORO / LÍQUIDOS / SECREÇÃO NASAL
Método:
    Colorimétrico Enzimático
Valor de Referência - Sangue:
    60 a 109 mg/dL
    - Glicose alterada de jejum:  110 a 125 mg/dL
    - Diabetes Mellitus:  126 mg/dL
Valor de Referência - Líquor:
    50 a 80 mg/dL
Condição:
    1,0 mL de Soro ou Plasma (Fluoreto).
    Líquor - Líq. Ascítico - Líq. Pleural - Líq. Sinovial - Secreção nasal.
    - JO 8h ou C.O.M.
Laboratórios:
    Secreção nasal, colher de forma espontânea. Refrigerar ou coletar em fluoreto.
Conservação de envio:
    Até 48 horas entre 2o e 8o C (quando coletada em fluoreto ou centrifugada e separada de elementos
    celulares logo após a coleta).




                                                                                                Continua...
Continuação...GLICOSE

URINA – DOSAGEM
Método:
     Colorimétrico Enzimático
Valor de Referência:
     Negativo
Condição:
      Jato médio da 1a Urina da manhã - *Urina 12h - *Urina 24h.
     - Adultos, Urina 24h: questionar volume total inferior a 500 mL.
     - Não precisa conservante - Refrigerar.
Laboratórios:
     *Enviar 5 mL e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 12 ou 24 h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 48 horas entre 2o e 8o C.




Glicose pós-prandial
82                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Preparo:
    Conforme orientação médica. Caso o contrário, orientar o cliente a comparecer ao laboratório 2 horas
    (120 minutos) após a refeição para colher nova amostra (almoçar normalmente, mantendo jejum após o
    almoço de 2 horas e chegar ao laboratório 10 minutos antes do horário da coleta).




Globulina (Líquor)
Comentários:
    O teste de Pandy é um teste semi-quantitativo onde fenol reage principalmente com globulinas. Em
    infecções crônicas como neurosífilis e na esclerose múltipla a elevação de globulinas torna o teste de
    Pandy positivo. Contaminação do líquor com sangue pode acarretar falso-positivo.
Método:
    PANDY
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL Líquor.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.




Hidroxiprolina Total
Comentários:
    A Hidroxiprolina é um aminoácido essencial presente no colágeno, sendo abundante na matriz óssea. A
    excreção urinária de hidroxiprolina reflete o metabolismo ósseo, estando elevado na ocorrência de
    reabsorção e destruição óssea. Níveis elevados são encontradas em crianças, na Doença de Paget,
    após fraturas e no hiperparatireoidismo. Por sofrer interferências do colágeno proveniente da dieta e dos
    demais tecidos, esse teste possui menor especificidade que as dosagens de piridinolinas e do N-
    Telopeptídeo.
    Veja também Deoxipiridinolinas, Piridinolinas e N-telopeptídeo.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    1 a 5 anos      10 a 38 mg/24 horas
    6 a 10 anos  12 a 58 mg/24 horas
    11 a 14 anos  21 a 106 mg/24 horas
    18 a 21 anos  10 a 32 mg/24 horas
    > 21 anos       5 a 25 mg/24 horas
Condição:
    Urina de 24h.
    - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina. Refrigerar (facultativo).
Laboratórios:
    Enviar 5 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta.

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                83
Dieta (sugerida ou C.O.M.):
     Não fazer uso por 48 horas antes e durante a coleta dos seguintes alimentos: carnes, gelatina, salsichas,
     sorvete e doces.
     - Após dieta, colher Urina 24 horas pág.353
Conservação de envio:
     Ate 1 semana entre 2o e 8o C.

Índice de Saturação da Transferrina
Comentários:
    A transferrina é a proteína que transporta o ferro no plasma. Em condições normais, 20 a 50% dos sítios
    de ligação do ferro na transferrina são ocupados. Valores elevados ocorrem na hemocromatose,
    talassemia, hepatites, gravidez, ingestão de ferro e uso de progesterona. Na reposição de ferro, valores
    superiores a 100% podem ser encontrados. Níveis baixos podem estar presentes na anemia ferropriva,
    desnutrição e na anemia das doenças crônicas.
    Veja também Ferritina, Capacidade de combinação e Ferro sérico.
Método:
    Cálculo baseado no Ferro e Capacidade Total de Ligação
Valor de Referência:
    20 a 50%
Condição:
    1,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 6 dias entre 2o e 8o C.


Inspeção do Plasma Refrigerado
Comentários:
    Este teste avalia a presença de quilomicrons ou de triglicérides exógenos após a refrigeração do plasma.
Valor de Referência:
    Límpido.
Condição:
    1,0 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
    - JO 12h.


LDL Oxidada, Anti
Comentários:
    LDL oxidada é uma forma de LDL combinada com o oxigênio que estimula a aterogênese na parede
    vascular. Estimula a formação de de auto-anticorpos, que são indicadores da progressão do processo
    aterosclerótico. Fatores que aumentam a susceptibilidade da LDL à oxidação são: diabete melito,
    tabagismo, hipertensão, hiperlipidemia, septicemia, lúpus eritematoso e hiperhomocisteinemia.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    < 20 EU/mL             negativo
    Entre 20 e 25 EU/mL  Indeterminado
    > 25 EU/mL             Positivo
Condição:
   0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
   Até 1 mês entre - 14o e - 20o C.


Lipase
Comentários:
84                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    A lipase é uma enzima produzida principalmente no pâncreas. Seus níveis se encontram elevados na
    pancreatite, cirrose biliar primária, hemodiálise, colecistite, no uso de meperidina, morfina e na
    hemorragia intracraniana. Pacientes sem pancreatite com outras doenças gastro-intestinais podem
    apresentar amilase elevada com lipase normal. Elevações significativas são aquelas 3 vezes maiores
    que o limite superior normal. A lipase permanece elevada por vários dias.
    Veja também Amilase.
Método:
    Cinético Turbidimétrico
Valor de Referência:
    Até 200 U/L
Condição:
    0,8 mL de Soro.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.



Lípides Totais
Comentários:
    Os lípides totais provêm da absorção intestinal das gorduras e da síntese hepática, e se encontram no
    plasma sob a forma de complexos lipídicos e lipoprotéicos. Elevações são encontradas nas
    hipertrigliricidemias, hipercolesterolemias e hiperfosfolipidemias. Níveis baixos são encontrados na má
    absorção intestinal, a-betalipoproteinemia e Doença de Tangier.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    400 a 800 mg/dL
Condição:
    1,0 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
    Jejum: até 1 ano         JO 3h
            > 1 a 5 anos  JO 6h
            > 5 anos         JO 12h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.



Líquido Ascítico, Rotina
Equivale às seguintes análises:
    Caracteres físicos (cor/aspecto/pH/densidade): apresenta-se opalescente na ascite quilosa, turvo nos
    quadros infecciosos e hemorrágico nas neoplasias, traumas e punção de vasos.
    Amilase: níveis elevados de amilase em valores 3 vezes maiores que no soro são indicativos de
    pancreatite. Também se elevam na perfuração de vísceras e neoplasias de ovário. Cerca de 10% dos
    casos de pancreatite têm amilase sérica no líquido ascítico normal.
    Citometria e citologia: polimorfonucleares acima de 250/mm3 sugerem peritonite bacteriana. Predomínio
    de mononucleares surgere peritonite carcinomatosa ou malignidade. Citologia oncótica é positiva em 50
    a 90% dos casos de carcinomatose peritoneal.
    Desidrogenase lática (LDH): níveis normais são 50% menores que os do sangue. Está elevada nas
    peritonites (espontâneas e secundárias), tuberculose peritoneal e carcinomatoses. Razão LDH
    pleural/sérica maior que 0,6 indica exudato.
    Glicose: níveis baixos ocorrem nas peritonites bacteriana espontânea, bacteriana secundária,
    tuberculosa e carcinomatose peritoneal.
    Bacterioscopia (Gram): na peritonite bacteriana espontânea isola-se, em geral, bactérias gram-negativas
    (E.coli, Klebisiella) ou gram positivas (S. pneumoniae, Streptococcus viridans). A peritonite bacteriana
    secundária é em geral polimicrobiana.
    Proteínas: valores abaixo de 2,5 g/dl são considerados transudatos (ex: cirrose, insuficiência cardíaca).
    Valores acima de 3 g/dl são considerados exudatos (ex: carcinomatose, ascite quilosa, pantreatite). Uso

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                85
     de diuréticos pode transformar transudatos em exudatos. O gradiente sérico-albumina (valor no soro
     menos valor no líquido ascítico) acima de 1,1 g/dl sugere hipertensão porta.
     Veja também ADA, Colesterol, Triglicérides, BAAR.


Líquido Pleural, Rotina
Equivale às seguintes análises:
    Caracteres físicos (cor/aspecto/pH/densidade): valores de ph inferiores a 7,2 podem ocorrer no empiema,
    artrite reumatóide, derrame parapneumônico complicado, tuberculose, malignidade, fístula esofago-
    pleural e acidose sistêmica.
    Amilase: níveis elevados de amilase nos líquidos pleural e ascíticos estão associados à pancreatite,
    ruptura de esôfago e adenocarcinomas de pulmão e ovário.
    Citometria e citologia: hemácias acima de 100.000 ocorrem no hemotórax, neoplasias e
    tromboembolismo. Linfocitose pode ocorrer na tuberculose, neoplasias e sarcoidose. Linfocitose e
    ausência de células mesoteliais sugerem tuberculose. PMN são encontrados nos processos infecciosos,
    inclusive na fase inicial da tuberculose pleural. Eosinofilia pode ser encontrada no hemotórax,
    pneumotórax, infarto pulmonar, infecções parasitárias e fúngicas. Resultados citológicos negativos para
    malignidade não excluem a possibilidade de neoplasias.
    Colesterol: níveis de colesterol menores que 55 mg/dl e relação colesterol líquido pleural/sérico < 0,32
    sugerem transudatos.
    Glicose: níveis abaixo de 60 mg/dl ou inferiores a 50% dos valores séricos ocorrem em derrame
    parapneumônico, empiema, colagenoses, tuberculose pleural e derrames malignos.
    Bacterioscopia (Gram): não afasta infecção em caso de resultados negativos.
    Proteínas: valores abaixo de 2,5 g/dl são considerados transudatos (ex: cirrose, insuficiência cardíaca,
    síndrome nefrótica). Valores acima de 3 g/dl são considerados exudatos (ex: neoplasias, infecções,
    pancreatite, colagenoses, embolia, quilotórax). A razão líquido pleural/soro acima de 0,5 indica exudato.
    Veja também ADA, Triglicérides, BAAR.




Líquido Sinovial, Rotina
Equivale às seguintes análises:
    Caracteres físicos (cor/aspecto/pH/densidade): torna-se purulento na artrite séptica e turvo em processos
    inflamatórios.
    Ácido úrico: valores menores que 8 mg/dl são considerados normais, estando aumentados na artrite
    gotosa.
    Citometria e citologia: contagens com menos de 2000 leucócitos sugerem processo não inflamatório.
    Valores entre 2000 e 50000 leucócitos sugerem artrite inflamatória e séptica. Valores entre 50.000 e
    100.000 são encontrados nas artrites sépticas, reumatóide e induzidas por cristais. Leucócitos abaixo de
    50% sugerem quadro não inflamatório. Leucócitos abaixo de 90% são encontrados na artrite reumatóide.
    Leucócitos acima de 80% ocorrem na artrite séptica e induzida por cristais.
    Cristais: a pesquisa de cristais no líquido sinovial pode ser útil na determinação da etiologia do quadro
    articular. Os microcristais podem ser encontrados no interior das células ou livres no líquido articular. Os
    cristais de monourato de sódio são encontrados na artrite gotosa. Cristais de pirofosfato de cálcio são
    encontrados principalmente dentro de leucócitos e macrófagos na pseudogota.
    Glicose: nos derrames articulares inflamatórios e infecciosos níveis de glicose abaixo de 50% dos valores
    plasmáticos são encontrados.
    Proteínas: elevação ocorre nos processos inflamatórios articulares.


86                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Líquor, Rotina
Equivale às seguintes análises:
    Caracteres físicos (cor/aspecto/pH/densidade): perde sua transparência nos processos que aumentam
    as proteína no líquor, nos sangramentos e na hiperbilirrubinemia.
    Citometria e citologia: aumento da contagem de células é encontrado nas hemorragias, infecções e
    inflamações do sistema nervoso central. Predomínio de PMN ocorre nas meningites infecciosas.
    Predomínio de linfócitos ocorre na meningite por treponema e fungos, neurotoxoplasmose,
    neurocisticercose, neoplasias, sarcoidose e esclerose múltipla.
    Cloretos: se encontram diminuídos na meningite tuberculosa.
    Globulina: O teste de Pandy é um teste semi-quantitativo onde fenol reage principalmente com as
    globulinas. Em infecções crônicas como sífilis terciária e na esclerose múltipla a elevação de globulinas
    torna o teste de Pandy positivo. Contaminação do líquor com sangue pode acarretar falso-positivo.
    Proteínas: níveis elevados ocorrem na hemorragia subaracnóidea, meningites, uremia e Síndrome de
    Cushing. Valores baixos ocorrem no pseudotumor cerebral, hipertireoidismo e punções lombares
    repetidas. A presença de sangue no líquor acarreta no aumento da proteínorraquia (1 mg/dl para cada
    1.000 hemácias).
    VDRL: resultados positivos no líquor são encontrados em 50% a 60% dos casos de neurosífilis, com
    especificidade em torno de 99%. Após tratamento, títulos caem entre 3 e 6 meses, podendo demorar
    anos para se negativarem. Linfocitose e aumento das proteínas são evidências de neurosífilis ativa.
    Veja também ácido lático.




Magnésio
Comentários:
    Sangue: é um dos principais cátions, sendo co-fator de diversas reações enzimáticas. Sintomas clínicos
    surgem quando seus níveis são menores que 1,2 mg/dl ou maiores que 4,9 mg/dl. Níveis elevados são
    encontrados na insuficiência renal, uso de medicamentos com magnésio, Doença de Addison,
    desidratação e cetoacidose diabética. Cerca de 40% dos pacientes com hipocalemia têm
    hipomagnesemia concomitante. Níveis baixos são encontrados na má absorção, suprimetação
    insuficiente, hipervolemia, hiperaldosteronismo, hipertireoidismo, hipoparatireoidismo, uso de digitálicos,
    diuréticos e cisplatina. Hemólise pode elevar os resultados de forma espúria.
    Urina: dosagem do magnésio na urina é utilizada para avaliação da sua perda urinária e do seu balanço.
    Níveis baixos na urina precedem a redução do magnésio sérico.
Método:
    Magon Sulfonado
Conservação de envio:
    Até 2 semanas entre 2o e 8o C.

SANGUE
Valor de Referência:
    1,9 a 2,5 mg/dL
Condição:
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  87
     0,8 mL de Soro.

URINA
Valor de Referência – Urina 24h:
     50 a 150 mg/24h
Condição:
     Urina de 24h – Urina recente C.O.M.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina – Refrigerar (facultativo).
Laboratórios:
     Enviar 5 mL de Urina e informar volume total - Frasco plástico.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353

Microalbuminúria
Comentários:
     É o nome dado à detecção de pequenas quantidades de proteínas na urina (30 a 300 mg/24h) que têm
     importância no diagnóstico e na evolução da nefropatia diabética por indicar lesão potencialmente
     reversível. Pode ser realizado em amostra recente (corrigido pela creatinina) e em urinas coletados em
     12 ou 24 horas. Variações intra-individuais de até 30% podem ocorrer.
Método:
     Imunoturbidimetria
Valor de Referência:
     Urina recente: < 30 µg/mg creatinina
     Urina 24h: < 30 mg/24h
     Urina 4, 6 ou 12 h: < 20 g/min
Condição:
     Urina recente, Urina 24h ou C.O.M.
     - Refrigerar.
     - Não fazer esforço físico durante a coleta. Evitar excesso de ingestão de líquidos.
Laboratórios:
     Enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353




Osmolaridade
Comentários:
    Soro: a osmolaridade é proporcional à quantidade de partículas de uma solução. Tem uso clínico na
    avaliação do equilíbrio hidroeletrolítico, ácido-básicos, hepatopatias, avaliação do ADH e no coma
    hiperosmolar. Encontra-se elevada na hipernatremia, desidratação, hipovolemia, hiperglicemia, uremia,
    no uso de tiazídicos, corticóides, cimetidina, etanol e metanol. Osmolaridade diminuída ocorre na
    hipervolemia, hiponatremia e SIADH.
    Urina: usada na avaliação da capacidade de concentração renal, distúrbios hidroeletrolíticos, SIADH,
    diabetes insipidus e amiloidose.
    Veja também Teste de restrição hídrica.
Método:
    Crioscopia
Valor de Referência:
     Adultos e Crianças: Soro  280 a 300 mosmoL/Kg/H2O
                          Urina  250 a 900 mosmoL/Kg/H2O
                          Relação Urina/Soro: 1 a 3
     Recém Nascido: Soro  até 266 mosmoL/Kg/H2O
                        Urina  75 a 300 mosmoL/Kg/H2O
                        Relação Urina/Soro: 1 a 3
Condição:
    0,5 mL de Urina recente ou 24h e/ou 0,5 mL de Soro ou Plasma (Heparina).
88                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 1 semana entre 2o e 8o C.




pH urinário
Comentários:
    A determinação do pH urinário é útil no manejo de litíases, na terapia de alcalinização urinária e nos
    distúrbios hidroeletrolíticos. Diminuição do pH é encontrado nas litíases úricas, xânticas e cistínicas, e na
    acidose metabólica. Aumento ocorre na alcalose respiratória, infecção por bactérias ureáticas (proteus),
    acidose tubular renal e terapias de alcalinização.
Método:
    Medição direta em potenciômetro
Valor de Referência:
    5 a 6,5
Condição:
    Jato médio da 1a Urina da manhã - Urina 24 horas C.O.M.
Laboratórios:
    Enviar em frasco apropriado contendo vaselina líquida sem conservante.
Conservação de envio:
    Urina recente: até 4 horas após a coleta.




Potássio
SANGUE
Comentários:
    É o principal cátion intracelular, com concentração em torno de 150 mEq/L enquanto no nível sérico esta
    concentração está em torno de 4 mEq/L. Esta diferença é importante na manutenção do potencial
    elétrico da membrana celular e na excitação do tecido neuromuscular. Na urina ou soro sua aplicação
    está relacionada aos níveis de aldosterona, na reabosrção de sódio e no equilíbrio ácido base.
Método:
    Eletrodo Seletivo
Valor de Referência:
    3,7 a 5,6 mEq/L
Condição:
    1,0 mL de Soro.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.



                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                   89
URINA
Comentários:
     Principais causas da diminuição: doenças de Addison, doença renal com diminuição do fluxo urinário.
     Aumento: síndrome de Cushing, aldosteronismo, doença tubular renal.
Método:
     Eletrodo Seletivo
Valor de Referência Urina 24h:
     23 a 123 mEq/24h
Condição:
     *Urina 24h - Urina recente C.O.M.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina ou Refrigerar.
Laboratórios:
     *Enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
Conservação de envio:
     Até 5 dias entre 2o e 8o C ou usar conservante.
Instruções de Coleta:
     veja Urina 24 h pág. 353



Proteína Glicosilada
Comentários:
    É o resultado da ligação da glicose com a albumina ou outras proteínas. Reflete o controle dos níveis
    glicêmicos nas últimas 2 a 3 semanas. Níveis baixos são encontrados na desnutrição. Não deve ser
    utilizado para diagnóstico de diabete melito, sendo útil nos pacientes com hemoglobinopatias para
    monitorização do tratamento.
Método:
    Colorimétrico (Redução do NBT)
Valor de Referência:
     1,9 a 2,8 mmoL/L
    Diabéticos:  Controle Satisfatório  < 3,3 mmoL/L
                  Controle Moderado  3,3 a 3,8 mmoL/L
                  Controle Inadequado  > 3,8 mmoL/L
Condição:
    1,0 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.



Proteínas Totais
Comentários:
   Sangue: utilizado na avaliação do estado nutricional e na investigação de edemas. Aumentos são
   encontrados na desidratação, doença hepática, neoplasias, mieloma, macroglobulinemia Waldenströn,
   hanseníase, leishmaniose, doenças granulomatosas, colagenoses, uso de corticóides, digitais,
   furosemida e contraceptivos orais. Valores baixos na gravidez, cirrose, imobilização prolongada,
   insuficiência cardíaca, síndrome nefrótica, neoplasias, enteropatias perdedoras de proteínas,
   desnutrição, hiperteroidismo, queimaduras, doenças crônicas, e no uso de carvedilol e laxativos.
   Hemólise pode causar aumentos espúrios.

    Líquido ascítico: valores abaixo de 2,5 g/dl são considerados transudatos (cirrose, insuficiência cardíaca).
    Valores acima de 3 g/dl são considerados exudatos (carcinomatose, ascite quilosa, pancreatite). Uso de
    diuréticos pode transformar transudatos em exudatos. O gradiente sérico-albumina (valor no soro menos
    valor no líquido ascítico) acima de 1,1 g/dl sugere hipertensão porta.

   Líquido pleural: valores abaixo de 2,5 g/dl são considerados transudatos (cirrose, insuficiência cardíaca,
   síndrome nefrótica). Valores acima de 3 g/dl são considerados exudatos (neoplasias, infecções,
   pancreatite, colagenoses, embolia e quilotórax). A razão líquido pleural/soro acima de 0,5 indica exudato
90                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     Líquido sinovial: elevação de proteínas podem ocorrer nos processos inflamatórios articulares.

     Líquor: níveis elevados ocorrem na hemorragia subaracnóidea, meningites, uremia e Síndrome de
     Cushing. Valores baixos ocorrem no pseudotumor cerebral, hipertireoidismo e punções lombares
     repetidas. A presença de sangue no líquor acarreta aumento da proteínorraquia (1 mg/dl para cada
     1.000 hemácias).

SANGUE / LÍQ. ASCÍTICO / LÍQ. PLEURAL / LÍQ. SINOVIAL
Método:
    Biureto
Valor de Referência - Sangue:
    6,4 a 8,3 g/dL
Valor de Referência - Líq. Sinovial:
    2,5 a 3,0 g/dL
Condição:
    1,0 mL de Soro.
    Líq. Ascítico - Líq. Pleural - Líq. Sinovial.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

LIQUOR
Método:
    Imunoturbidimetria
Valor de Referência:
     Lombar        15 a 45 mg/dL
     Cisternal  10 a 25 mg/dL
     Ventricular  5 a 15 mg/dL
Condição:
    0,8 mL de Líquor.
Conservação de envio:
    Até 4 dias entre 2o e 8o C.




                                                                                                 Continua...
                                                                               Continua...PROTEÍNAS TOTAIS

URINA - DOSAGEM
Método:
     Vermelho de Pirogalol
Valor de Referência - Urina 24h:
     20 a 150 mg/24h
Condição:
     *Urina de 24h ou Urina recente C.O.M.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina ou Refrigerar.
Laboratórios:
     *Enviar 5 mL de Urina c/ conservante e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 1 semana entre 2o e 8o C.

Proteínas Totais e Fracionadas
                                   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            91
Comentários:
    Albumina é a proteína mais abundante no plasma. Sintetizada pelas células do parênquima hepático, tem
    meia vida de 15 a 19 dias. Sua função primária é manter a pressão coloidosmótica do plasma. Níveis
    elevados podem ocorrer na desidratação aguda sem significado clínico. Normalmente espera-se uma
    razão albumina/globulina maior ou igual a 1. Resultados baixos ocorrem na cirrose, glomerulopatias,
    mieloma, sarcoidose, doenças granulomatosas, colagenoses, infecções agudas, caquexia, queimaduras
    e doenças inflamatórias intestinais. Veja também comentários nas proteínas totais e eletroforese de
    proteínas.
Método:
    Biureto e Verde Bromocresol
Valor de Referência:
     Albumina  3,5 a 5,5 g/dL
     Globulina  1,4 a 3,2 g/dL
     Totais        6,4 a 8,3 g/dL
Condição:
    1,0 mL de Soro.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.


Relação Lecitina/Esfingomielina  Relação LE
Comentários:
    Teste realizado no líquido amniótico para avaliação da maturidade pulmonar fetal. A lecitina é o principal
    componente do surfactante pulmonar sendo que seu valor aumenta durante a gravidez, enquanto a
    concentração da esfingomielina permanece estável. Embora tenha bom valor preditivo positivo para
    indicar resultados de maturidade pulmonar, mulheres diabéticas podem ter resultados falso-positivos.
    Resultados indicativos de imaturidade pulmonar têm valor preditivo positivo de apenas 50%.
    Veja também Células Orangiófilas, Fosfatidil Glicerol, Fosfolípides, Teste de clements.
Método:
    Cromatografia em camada fina
Valor de Referência:
     Relação L/E  2:1 (Compatível com a Maturidade Pulmonar)
     Relação L/E < 2:1 (Pulmão Imaturo)
Condição:
    5,0 mL de Líq. Amniótico.
Laboratórios:
    Enviar em frasco âmbar. Centrifugar o líquido a 2000  500 rpm por 6 minutos, identificar.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.
Reserva Alcalina
Comentários:
    Este teste é útil na avaliação do equilíbrio ácido-básico. Valores aumentados: alcalose metabólica e
    acidose respiratória. Valores diminuídos: acidose metabólica e alcalose respiratória.
Método:
    Enzimático
Valor de Referência:
    20 a 33 mmoL/L
Condição:
    0,8 mL de Soro.
Laboratórios:
    Dessorar rapidamente e refrigerar imediatamente, em frasco de plástico com tampa (Eppendorf ou tubos
    de soroteca) ou vidro, de maneira que a relação frasco/amostra seja a menor possível. Evitar a
    transferência da amostra de um tubo para outro, repetidas vezes, pois quanto maior a manipulação,
    maior a alteração do pH da amostra, afetando diretamente o resultado.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.


92                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Sódio
SANGUE
Comentários:
    É o principal cátion extra celular. Os sais de sódio são os principais determinantes da osmolalidade
    celular. Alguns fatores regulam a homeostasia do sódio, tais como aldosterona e hormônio anti-diurético.
    O teste é útil na avaliação dos distúrbios hidro-eletrolíticos.
Método:
    Eletrodo Seletivo
Valor de Referência:
    135 a 145 mEq/L
Condição:
    1,0 mL de Soro.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

URINA
Comentários:
     Principais causas de aumento: uso de diuréticos, dieta rica em sal, secreção inadequada de ADH e
     doença de Addison. Diminuição: síndrome nefrótica, necrose tubular, dieta pobre em sódio e síndrome
     de Cushing.
Método:
     Eletrodo Seletivo
Valor de Referência:
     27 a 287 mEq/24h
Condição:
     *Urina de 24h ou Urina recente C.O.M.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina ou Refrigerar.
Laboratórios:
     *Enviar 5 mL de Urina c/ conservante e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24 h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 5 dias entre 2o e 8o C ou em temperatura ambiente com conservante.




Subfracionamento das Frações do Colesterol
Comentários:
     Permite avaliação mais completa do risco cardíaco. HDL tem duas subclasses: partículas de HDL2,
     maiores e menos densas que têm maior efeito protetor; e partículas HDL 3, menores e mais densas que
     têm efeito aterogênico. A Subclasse de LDL pequena e densa representa maior risco cardiovascular,
     enquanto LDL3 (maior e menos densa) denota menor risco cardiovascular. São identificadas 3 subfrações
     de IDL (lipoproteína de densidade intermediária), sendo que todas essas se associam com aumento do
     risco cardiovascular.
Método:
     Eletroforese em Gel de Poliacrilamida
Condição:
     1,0 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
     - JO 12h ou C.O.M.
Interferentes:
     Não fazer uso de bebidas alcoólicas 24 horas antes do exame.
Conservação de envio:
     Até 5 dias entre 2o e 8o C.



                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                93
Transaminase Oxalacética  TGO
Comentários:
    Utilizado juntamente com a TGP nas doenças hepáticas e musculares. TGO (AST) é também encontrada
    no músculo esquelético, rins, cérebro, pulmões, pâncreas, baço e leucócitos. Valores elevados ocorrem
    na ingestão alcoólica, cirrose, deficiência de piridoxina, hepatites virais, hemocromatoses, colescistite,
    colestase, anemias hemolíticas, hipotireoidismo, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca,
    doenças músculoesqueléticas, nas esteatoses e hepatites não alcoólicas. Na hepatite alcoólica os
    valores de TGO são, em geral, inferiores a 250U/L, sendo, entretanto, superiores às elevações da TGP.
    Várias drogas e hemólise da amostra podem causar aumento espúrio da TGO.
Método:
    Cinético Optimizado Ultra Violeta
Valor de Referência:
     Adulto  12 a 46 U/L (37o)
     Criança  10 a 70 U/L (37o)
Condição:
    1,0 mL de Soro.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.



Transaminase Pirúvica  TGP
Comentários:
    A transaminase TGP se localiza principalmente no fígado. A TGP é mais sensível que a TGO na
    detecção de injúria do hepatócito. Valores elevados são encontrados no etilismo, hepatites virais,
    hepatites não alcoólicas, cirrose, colestase, hemocromatose, anemias hemolíticas, hipotireoidismo,
    infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, doenças músculoesqueléticas, Doença de Wilson e na
    deficiência de alfa-1-tripsina. Níveis de TGP são superiores à TGO nas hepatites e esteatoses não
    alcoólicas. Várias drogas e hemólise da amostra podem causar aumento espúrio da TGO.
Método:
    Cinético Optimizado Ultra Violeta
Valor de Referência:
     Adulto  03 a 50 U/L (37o)
     Criança  10 a 60 U/L (37o)
Condição:
    1,0 mL de Soro.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

Triglicérides
Comentários:
    Os triglicérides são produzidos no fígado utilizando glicerol e outros ácidos graxos. São transportados no
    sangue por VLDL e LDL. Os triglicérides em conjunto com Colesterol são úteis na avaliação do risco
    cardíaco. Níveis elevados são encontrados na Síndrome nefrótica, na ingestão elevada de álcool,
    induzido por drogas (estrogênios, contraceptivos orais, prednisona, etc) no hipotireoidismo, diabetes e
    gravidez. Os níveis baixos estão relacionados a mal absorção, mal nutrição e hipertireoidismo.
Método:
    Colorimétrico Enzimático
Valor de Referência - Soro:
       Faixa etária Desejável mg/dL Aceitável mg/dL Aumentado mg/dL
      < 10 anos                100                                     > 100
      10 a 19 anos            130                                      > 130
      Adultos                 < 150             150 a 199                200
Valor de Referência - Líq. Ascítico/Líq. Pleural:
     Inferior ao Soro com triglicérides elevados  quiloso
     Superior ao Soro com triglicérides normal  quiliforme
Condição:
94                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     1,0 mL de Soro.
     Líq. Ascítico - Líq. Pleural.
     - JO 12h.
Interferente:
     Não fazer uso de bebidas alcoólicas 24 horas antes do exame.
Conservação de envio:
     Até 5 dias entre 2o e 8o C.



Uréia
Comentários:
    É a principal fonte de excreção do nitrogênio. Produto do metabolismo hepático das proteínas, é
    excretada nos rins. Desta forma a uréia é diretamente relacionada à função metabólica hepática e
    excretória renal. Sua concentração pode variar com a dieta, hidratação e função renal.
Método:
    Colorimétrico Enzimático
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

SANGUE
     Valor de Referência: 10 a 40 mg/dL
     Condição: 1,0 mL de Soro ou Plasma (Fluoreto).
     - JO 8h.

URINA
Valor de Referência - Urina 12h:
     5 a 17,5 g/12h
Valor de Referência - Urina 24h:
     10 a 35 g/24h
Condição:
     Jato médio da 1a Urina da manhã - *Urina 12h - *Urina de 24h.
     - Urina 24h, Adultos: questionar volume inferior a 500 mL.
     - Não precisa conservante. Refrigerar.
Laboratórios:
     *Enviar 30 mL de Urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 12 ou 24h pág. 353


Uréia, clearence
Comentários:
     Este teste, devido as variações de dieta, filtração, reabsorção renal e síntese hepática, é pouco útil na
     medição da taxa de filtração glomerular, sendo mais usado na medida da taxa de produção de uréia e na
     avaliação dos compostos nitrogenados não protéicos.
Método:
     Colorimétrico Enzimático
Valor de Referência:
     41 a 65 mL/minuto
     Obs.: O resultado é corrigido para a superfície corpórea.
Condição:
     1,0 mL de Soro + 5 mL de Urina 12h ou 24h.
     - Adultos, Urina 24h: questionar volume total inferior a 500 mL.
     - JO 4h.
     - Não precisa conservante. Refrigerar.
Laboratórios:
     Enviar 5 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta, peso e altura do cliente.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 12 ou 24h pág. 353
                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                      95
Conservação de envio:
   Até 5 dias entre 2o e 8o C.




96                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Ácido Valpróico
Comenários:
    O ácido valpróico (Depakene Epilenil) é um anticonvulsivante também usado em distúrbios bipolares
    e na profilaxia da enxaqueca. Sua dosagem é útil para monitorização dos níveis terapêuticos e
    toxicidade. Cerca de 90% da droga se liga à albumina, com pico plasmático em 1 a 8 horas e meia vida
    de 6 a 16 horas. Estado de equilíbrio ocorre após 3 dias de uso do medicamento. Alguns pacientes
    necessitam de níveis séricos superiores aos valores de referência para controle das convulsões. A
    principal causa de níveis baixos é o não uso da medicação. Seu metabolismo é hepático (95%), sendo
    que drogas que induzem o citocromo P-450 como carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e primidona
    reduzem seus níveis. O metabolismo da droga é hepático, dependente da idade, apresentando grandes
    variações individuais. O ácido valpróico aumenta os níveis de Lamotrigina e fenobarbital. Valores acima
    de 200 g/ml são considerados tóxicos. Pacientes com hipoalbuminemia podem ter toxicidade mesmo
    com níveis normais.
Método:
    FPIA - Fluorescência Polarizada
Nível Terapêutico:
    50 a 100 g/mL (Nível Terapêutico)
Condição:

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               97
     0,5 mL de Soro.
     - JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
Laboratórios:
     Não pode ser colhdio em tubo com gel separador.
Conservação de envio:
     Até 14 dias entre 2o e 8o C.




Bromazepam
Comentários:
     O bromazepam (Lexotan, Somalium) é um benzodiazepínico usado como hipnótico, ansiolítico e
     miorelaxante. Seu pico plasmático ocorre em 2 horas após absorção, estando 70% da droga ligada às
     proteínas plasmáticas. Apresenta meia vida de 20 horas e metabolismo hepático, sendo sua depuração
     influenciada por drogas que alteram o sistema microssomal hepático.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Nível terapêutico:
     0,08 a 0,2 g/mL
Condição:
     2,0 mL de Soro.
     - JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o e - 10o C.




Carbamazepina
Comentários:
    A carbamazepina (Tegretol) é um anticonvulsivante também usado para tratamento de neuralgias e
    neuropatias diabéticas. Sua dosagem é útil para monitorização dos níveis terapêuticos e toxicidade. O
    pico plasmático ocorre em 6 horas, estando 75% da droga ligada às proteínas plasmáticas. Apresenta
    meia vida de 12 a 40h e metabolismo hepático, podendo levar à indução das enzimas hepáticas e
    conseqüente aumento da depuração de outras drogas, bem como dela própria. Essa auto-indução é
    responsável pela diminuição da meia vida da droga após 6 semanas de tratamento. Cerca de 3 a 7 dias
    são necessários para que ocorra o estado de equilíbrio. A principal causa de níveis baixos é a não
    aderência ao tratamento. Drogas como fenitoína, fenobarbital e primidona podem reduzir os níveis da
    carbamazepina. Algumas drogas podem elevar os níveis séricos da carbamazepina: ácido valpróico,
    cimetidina, eritromicina, isoniazida, fluoxetina, propoxifeno, verapamil. Toxicidade ocorre com níveis
    acima de 12 g/ml. Sua dosagem não detecta a oxcarbazepina.
Método:
    FPIA - Polarização de Fluorescência
Nível terapêutico:
    4 a 10 g/mL
Condição:

98                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     0,5 mL de Soro.
     - JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
Laboratórios:
     Não pode ser colhido em tubo com gel separador.
Conservação de envio:
     Até 14 dias entre 2o e 8o C.


Ciclosporina
Comentários:
     A ciclosporina (Sandimmun) é utilizada como imunossupressor especialmente em transplantados. A
     monitorização dos seus níveis sangüíneos é imperativa tendo em vista sua farmacocinética complexa. É
     um polipeptídeo cíclico, derivado de um fungo, o Tolycapocladium inflatum. Atinge pico de concentração
     entre 2 e 6 horas após dose oral, com meia vida de 8 a 24h, sendo o tempo necessário para atingir níveis
     estáveis entre 2 e 6 dias. Sua complicação mais séria é a toxicidade renal, que se inicia quando níveis
     da droga estão acima de 400 ng/ml. A creatinina começa a se elevar 3 a 7 dias após aumento da
     ciclosporina plasmática, e cai 2 a 14 dias após sua redução. Drogas que aumentam nível da ciclosporina:
     corticóides, cimetidina, ranitidina, danazol, diltiazem, testosterona, anfotericina B, eritromicina,
     nicarpidina, cetoconazol, anti-concepcionais, furosemida, amiodarona, warfarin, metoclopramida, etanol.
     Drogas que diminuem nível da ciclosporina: fenobarbital, carbamazepina, ácido valpróico, fenitoína,
     primidona, rifampicina, isoniazida, sulfametoxazol, trimetoprim.
Método:
     Imunoensaio
Valor de Referência:
     150 a 400 ng/mL
Condição:
     5,0 mL de Sangue Total (EDTA).
     - Colher de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Informar: esta tomando medicamento de nome Sandimun? Outros medicamentos? Qual a dosagem
     diária total? Qual horário tomou o último comprimido?
Conservação de envio:
     Até 3 dias entre 2o e 8o C.




Clobazam
Comentários:
     O clobazam (Frisium, Urbanil) é um benzodiazepínico usado como hipnótico, ansiolítico e
     miorelaxante. Também utilizado como anticonvulsivante complementar ao tratamento. Sua meia vida é
     de 10 a 30h. Pode elevar o nível sérico da carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e ácido valpróico.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Nível terapêutico:
     200 a 1200 ng/mL
Condição:
     2,0 mL de Soro ou Plasma (Heparina/EDTA).
     - JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose; quanto tempo usa a medicação.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o a - 10o C.




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                99
Clonazepam
Comentários:
     O clonazepam (Rivotril) é um benzodiazepínico usado como hipnótico, ansiolítico e miorelaxante.
     Também utilizado como anticonvulsivante. Seu pico ocorre 2 horas após a absorção, com meia vida de
     20 a 40h. Cerca de 85% da droga se liga às proteínas plasmáticas, sendo seu metabolismo hepático.
     Essa droga não tem efeito indutor enzimático. Níveis estáveis ocorrem em 5 a 10 dias. Eficácia
     terapêutica não é bem correlacionada com os níveis séricos. Valores acima de 80 ng/ml são
     considerados tóxicos.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Nível terapêutico:
     15 a 60 ng/mL
Condição:
     2,0 mL de Soro ou Plasma (Heparina/EDTA).
     - JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose; quanto tempo usa a medicação.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o e - 10o C.




Diazepam
Comentários:
    O diazepam (Diempax, Valium, Diazepam) é um benzodiazepínico usado como hipnótico,
    ansiolítico e miorelaxante. Também utilizado no tratamento agudo de crises convulsivas. Cerca de 95%
    da droga está ligada às proteínas plasmáticas. Seu pico ocorre 1 hora após dose oral, com meia vida
    plasmática de 20 a 50 horas. Entretanto, a meia vida no sistema nervoso central é mais curta. Seu
    metabolismo é hepático, não tendo efeito indutor enzimático. O tabagismo, fenitoína, fenobarbital e
    rifampicina diminuem a meia vida do diazepam. Anticoncepcionais orais, cimetidina e isoniazida
    aumentam os níveis plasmáticos do diazepam.
Método:
100                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Nível terapêutico:
     100 a 1.000 ng/mL
Condição:
     2,0 mL de Soro ou Plasma (Heparina/EDTA).
     - JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia, hora da última dose, quanto tempo usa a medicação e peso.
Veja também:
     N-Desmetildiazepam pág. 103
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o e - 10o C.




Difenilhidantoína  Fenitoína
Comentários:
     A difenilhidantoína ou fenitoína (Epelin, Hidantal) é utilizada como anticonvulsivante. Sua dosagem é
     útil para monitorização dos níveis terapêuticos e toxicidade. Cerca de 90% da fenitoína circula ligada às
     proteínas plasmáticas com meia vida de 20 a 40h (10h em crianças). O metabolismo é hepático, sendo
     que o estado de equilíbrio é alcançado em 1 a 5 semanas. A principal causa de níveis baixos é a não
     aderência ao tratamento. Absorção da droga pode ser mais baixa em menores de um ano de idade e
     quando do uso concomitante de antiácidos e fenobarbital. Crianças e alguns adultos podem ter
     metabolismo hepático mais rápido, o que acarreta em níveis séricos mais baixos. Gravidez, doenças
     virais, dieta por sonda entérica, etilismo e algumas drogas (carbamazepina, ácido fólico, oxacilina,
     nitrofurantoína, cimetidina, warfarin, ácido valpróico) podem diminuir níveis da fenitoína. Níveis elevados
     podem decorrer de interação com outras drogas: cimetidina, etanol, fenilbutazona, ibuprofen,
     amiodarona, imipramina, miconazol, metronidazol, nifedipina, isoniazida e trimetoprim. Níveis acima de
     25 g/ml são considerados tóxicos. Fenitoína pode diminuir níveis de várias drogas: ácido valpróico,
     carbamazepina, primidona, corticóides, clorafenicol, doxiciclina, lamotrigina, warfarin e ciclosporina.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Nível terapêutico:
     10 a 20 g/mL
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o e - 10o C.



Digoxina
Comentários:
   É um digitálico amplamente utilizado no tratamento da insuficiência cardíaca sistólica e no controle de
   distúrbios do ritmo cardíaco. Dosagem deve ser realizada 6 horas após a última dose do medicamento,
   sendo útil para se prevenir toxicidade. Cerca de 25% da digoxina se encontra ligada às proteínas
   plasmáticas com meia vida de 20 a 60h, se função renal normal. Estado de equilíbrio é alcançado em 5
   dias. Toxicidade pelo digital pode ocorrer mesmo em níveis terapêuticos quando há hipocalemia,
   hipomagnesemia, alcalose, hipercalcemia, hipóxia, e infarto agudo do miocárdio. Alguns compostos
   endógenos podem ter reatividade cruzada com a digoxina, determinando níveis falsamente elevados.
   Esses compostos podem ocorrer na insuficiência renal, insuficiência hepática, gravidez e em crianças.
   Quinidina, verapamil e amiodarona podem elevar os níveis séricos da digoxina. Níveis baixos podem ser
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               101
     encontrados nas tireoidopatias e na diminuição do fluxo mesentérico. Algumas drogas diminuem a
     absorção da digoxina: metoclopramida, colestiramina, antiácidos, laxativos e fenitoína. Drogas que
     aumentam níveis de digoxina: indometacina, diltiazem, eritromicina, itraconazol, espironolactona.
     Ressalta-se que sua dosagem não detecta a digitoxina.
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
      Nível Terapêutico  de 0,8 a 2,0 ng/mL
      Níveis Tóxicos: Adultos  acima 2,5 ng/mL (3,2 nmol/L)
                          Crianças  acima 3,0 ng/mL (3,8 nmol/L)
      Níveis de Pânico  acima de 3,0 ng/mL
     Obs.: Esse Nível Terapêutico deve ser considerado após 4 horas de administração do medicamento. Em
     períodos mais curtos, valores superiores a 2,5 ng/mL não significam necessariamente níveis tóxicos.
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.

Fenobarbital
Comentários:
     O fenobarbital (Edhanol, Gardenal) é utilizado como anticonvulsivante. Sua dosagem é útil para
     monitorização dos níveis terapêuticos e toxicidade. Pico plasmático ocorre em 2 a 4 horas após
     absorção. Apresenta meia vida de 40 a 70 horas em crianças e de 50 a 120 horas em adultos, sendo que
     50% da droga se encontra ligada às proteínas plasmáticas. Possui metabolismo hepático, sendo um
     indutor enzimático potente. Cerca de 8 a 25 dias são necessários para que níveis séricos se estabilizem.
     A principal causa de níveis baixos é a não adesão ao tratamento. Interações medicamentosas com
     antipsicóticos, clorafenicol, acetazolamida, fenitoína, piridoxina podem reduzir os níveis do fenobarbital.
     Crianças e alguns adultos podem ter metabolismo hepático da droga acelerado. Níveis elevados podem
     decorrer do uso concomitante de ácido valpróico, fenitoína furosemida, nas hepatopatias, na
     insuficiência renal. O fenobarbital pode reduzir os níveis de fenitoína, teofilina, ciclosporina, cimetidina,
     warfarin, anticoncepcional oral, cimetidina, vitamina D, ácido valpróico, carbamazepina e oxcarbazepina.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Nível terapêutico:
     15 a 40 g/mL
Condição:
     0,5 mL de Soro. JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Interferentes:
     Ácido valpróico, Salicilatos.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o e -10o C.
Fluoxetina
Comentários:
    A fluoxetina (Daforin, Prozac) é um antidepressivo não tricíclico também utilizado no tratamento da
    tensão pré-menstrual. Sua dosagem é útil para monitorização dos níveis terapêuticos e toxicidade.
    Possui meia vida de 2 a 3 dias, estando 95% ligada às proteínas plasmáticas. Estado de equilíbrio ocorre
    em 10 a 15 dias. Níveis acima de 2000 ng/ml são considerados críticos.
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
    100 a 800 ng/mL
Condição:
102                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     1,0 mL de Soro. JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia, hora da última dose e quanto tempo usa a medicação.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o e - 10o C.


Gabapentina
Comentários:
     A gabapentina (Neurotin, Progresse) é uma droga utilizada como anticonvulsivante complementar
     no tratamento de crises convulsivas parciais que generalizam. Sua absorção não é influenciada pela
     alimentação, estando menos de 3% da droga ligada às proteínas plasmáticas. Cerca de 90% da droga é
     excretada inalterada na urina, apresentando meia vida de 5 a 7 horas. Antiácidos podem diminuir sua
     absorção. Gabapentina pode diminuir níveis plasmáticos de fenitoína.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Nível terapêutico:
     Não estabelecido. Pode considerar de forma orientativa, níveis de 3,0 a 4,0 mg/L a três horas após a
     administração de 300,0 a 400,0 mg.
Condição:
     1,0 mL de Soro. JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o e - 10o C.

Lamotrigina
Comentários:
     A Lamotrigina (Lamictal, Neurium) é um anticonvulsivante complementar no tratamento de crises
     convulsivas tônico-clônicas e parciais complexas. Sua dosagem é útil para monitorização dos níveis
     terapêuticos e toxicidade. Apresenta pico sérico 5 horas após absorção, com meia vida de 23 a 72 horas
     (menor em crianças). Cerca de 55% da droga está ligada às proteínas plasmáticas. Ácido valpróico inibe
     o metabolismo desta droga podendo causar níveis elevados. Drogas que induzem sistema microssomal
     podem diminuir seus níveis (ex: carbamazepina, fenobarbital). Quadro de hipersensibilidade cutânea
     pode ocorrer independente do nível sérico.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Nível terapêutico:
     2 a 4 g/mL
Condição:
     1,0 mL de Soro. JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia, hora da última dose e quanto tempo usa a medicação.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o e - 10o C.


Lítio
Comentários:
   Os sais de lítio (Carbolitium, Carbolim) são largamente utilizados na psicose maníaco-depressiva e
   outros distúrbios psiquiátricos. Sua dosagem é útil para monitorização dos níveis terapêuticos e
   toxicidade. Coleta deve ser realizada 12h após última dose. Apresenta pico plasmático em 2 horas após
   absorção (4 horas em caso de preparações de liberação lenta), com meia vida de 18 a 24 horas. Estado
   de equilíbrio ocorre em 90 a 120 horas. Depuração da droga aumenta na gravidez, reposição de sódio, e
   no uso de acetazolamida, teofilina e cafeína. Níveis aumentam na insuficiência renal, desidratação,
   hiponatremia, uso de diuréticos, inibidores da ECA, haloperidol, clorpromazina e anti-inflamatórios não
   esteróides. Níveis acima de 1,5 mEq/l são considerados tóxicos. Pode causar diminuição de T4 e
   elevação do TSH transitória.

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               103
Método:
     Eletrodo Seletivo
Nível Terapêutico:
     0,6 a 1,2 mEq/L
Condição:
     1,0 mL de Soro. JO 12h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso, dia e hora da última dose.
Conservação de envio:
     Enviar material congelado. Estabilidade 2 dias.




N-Desmetildiazepam
Comentários:
     O n-desmetildiazepam é o principal metabólito do diazepam (Diempax, Valium, Diazepam),
     benzodiazepínico usado como hipnótico, ansiolítico e miorelaxante. Esse metabólito tem meia vida mais
     longa (50 a 100 horas) que o diazepam. Sua determinação é útil para identificação do diazepam como
     causa de sedação prolongada.
     Veja também Diazepam.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Nível terapêutico:
     120 a 1.000 ng/mL
Condição:
     2,0 mL de Soro ou Plasma (Heparina/EDTA). JO 8h, de preferência antes da próxima dose do
     medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia, hora da última dose e quanto tempo usa a medicação.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o e - 10o C.




Nitrazepam
Comentários:
    O Nitrazepam (Nitrapan, Nitrazepol, Sonebon) é um benzodiazepínico usado no tratamento da
    insônia, de crises convulsivas mioclônicas e em espasmos musculares. Sua dosagem é útil para
    monitorização dos níveis terapêuticos e toxicidade. Apresenta meia vida de 18 a 57 horas. Uso de
    anticoncepcional oral pode reduzir sua depuração.
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Nível terapêutico:
    200 a 1000 ng/mL
Condição:
104                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     2,0 mL de Soro ou Plasma (Heparina/EDTA). JO 8h, de preferência antes da próxima dose do
     medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia, hora da última dose e quanto tempo usa a medicação.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o a - 10o C.




Oxazepam
Comentários:
     O oxazepam é metabólito ativo de vários benzodiazepínicos que são usados como hipnóticos,
     ansiolíticos e anticonvulsivantes. Em outros países também está disponível em fórmula isolada. Sua
     dosagem é útil para monitorização dos níveis terapêuticos e toxicidade. Picos plasmáticos ocorrem em 2
     a 4 horas após absorção. Possui meia vida de 4 a 12 horas, estando 95% da droga ligada às proteínas
     plasmáticas.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Nível terapêutico:
     200 a 1.400 ng/mL
Condição:
     2,0 mL de Soro ou Plasma (Heparina/EDTA). JO 8h, de preferência antes da próxima dose do
     medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose; quanto tempo usa a medicação.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o a - 10o C.




Oxcarbazepina
Comentários:
    A Oxcarbazepina (Auran, Trileptal), um derivado da carbamazepina, é um anticonvulsivante.
    Apresenta meia vida de 2h, sendo que seu metabólito ativo 10-monohidroximetabólito tem meia vida de
    9h. Sua dosagem é útil para monitorização dos níveis terapêuticos e toxicidade. Concentrações estáveis
    ocorrem após 2 a 3 dias de uso, estando 40% da droga ligada às proteínas plasmáticas. Apresenta
    eliminação principalmente renal. A oxcarbazepina pode aumentar os níveis de fenobarbital, fenitoína e
    diminuir os níveis de anticoncepcionais orais e lamotrigina,. A carbamazepina, fenobarbital, fenitoína,
    ácido valpróico e o verapamil podem reduzir os níveis de oxcarbazepina e seus metabólitos.
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               105
Nível terapêutico:
     15 a 35 g/mL
Condição:
     1,0 mL de Soro. JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dia e hora da última dose.
Interferentes:
     Inibidores da MAO não é recomendado o uso concomitante, antes da administração de oxcarbazepina,
     os IMAOS devem ser descontinuados por no mínimo 2 semanas C.O.M.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o e - 10o C.




Primidona
Comentários:
     A primidona (Primidon) é um anticonvulsivante utilizado nas crises convulsivas tônico-clônicas e
     parciais. Seu metabolismo é hepático, sendo seu principal metabólito ativo o fenobarbital, que também
     deve ser monitorado durante o uso da primidona. Após absorção, seu pico plasmático ocorre em 3 a 6
     horas. Apresenta meia vida de 4 a 12h, estando 20 a 30% da droga ligada às proteínas plasmáticas. A
     primidona e seus metabólitos são indutores enzimáticos. Pacientes metabolizadores rápidos apresentam
     meia vida mais curta. Primidona diminui níveis de anticoagulantes e anticoncepcional oral. Pacientes com
     insuficiência renal em uso de ácido valpróico e clonazepam tendem a níveis mais elevados de
     primidona. A razão fenobarbital/primidona ótima é de 2.5, podendo ser mais elevada se o paciente
     estiver usando outros anticonvulsivantes.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Nível terapêutico:
     5,0 a 15,0 g/mL
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Interferentes:
     Isoniazidas, Ácido Valpróico e Fenitoinas.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o a - 10o C.




Teofilina
Comentários:
   A teofilina é um broncodilator de utilidade controversa na doença broncopulmonar obstrutiva crônica e
   asma. É uma metilxantina com estrutura similar à cafeína, sendo a aminofilina (sal etilenediamina da
   teofilina) a preparação mais utilizada. A meia vida da teofilina é variável: 6 a 10 horas em adultos
   normais; 2 a 9 horas em crianças; 18 a 24 horas na insuficiência cardíaca; 29 horas na cirrose hepática.
   Coleta deve ser realizada no pico (2 horas após uso de medicamentos de preparação rápida e 4 a 6
   horas após preparação de liberação lenta), ou imediatamente antes da 4ª dose (preparações rápidas), ou
   antes da 3ª dose (preparações de liberação lenta). Dosagens da teofilina podem ser feitas 2 dias após
   início ou alteração da terapia. Cimetidina, alopurinol, eritromicina, propranolol, vacina anti-gripal,
   ciprofloxacin, amiodarona, anticonceptivos orais e clindamicina podem elevar os níveis da teofilina. A
106                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     concentração da teofilina pode ser diminuída por: tabagismo, fenobarbital, Cannabis sativa, rifampicina,
     carbamazepina e fenitoína.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Nível terapêutico:
     10 a 20 g/mL
Condição:
     0,5 mL de Soro. JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
     Obs.: A meia vida é variável de 4 até mais de 16h. A coleta ideal deve ser realizada antes da
     administração da próxima dose do medicamento.
Interferentes:
     Eritromicina, Fenobarbital, Fumo e Cimetidina.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o a - 10o C.


Tricíclicos, Anti-Depressivos
Comentários:
     A amitriptilina (Tryptanol, Limbitrol), clomipramina (Anafranil), imipramina (Tofranil) e nortriptilina
     (Pamelor) são drogas amplamente usadas como antidepressivos. Suas dosagens são úteis para
     monitorização dos níveis terapêuticos e toxicidade, uma vez que apresentam janela terapêutica estreita.
     Níveis estão estáveis após 2 a 3 semanas de uso das drogas. Pico plasmático ocorre 4 a 8 horas após
     absorção. Coleta deve ser realizada 12h após última dose. Amitriptilina possui meia vida de 20 a 40
     horas. Imipramina possui meia vida de 5 a 24 horas. A desipramina é um metabólito da imipramina cuja
     meia vida é maior, 20 a 90 horas. A nortriptilina, principal metabólito da amitriptilina, possui meia vida de
     20 a 60 horas. Níveis dessas drogas maiores que 500 ng/ml são considerados tóxicos. Níveis elevados
     podem advir de interações medicamentosas: hidrocortisona, neurolépticos, cimetidina e anticoncepcional
     oral. Níveis podem ser diminuídos pelo uso de barbitúricos e tabaco. Indivíduos negros tendem a ter
     níveis mais elevados da droga. Níveis plasmáticos terapêuticos podem não se correlacionar com a
     efetividade do tratamento.
Método:
     FPIA - Polarização de Fluorescência
Níveis Terapêuticos:
      Amitriptilina pura 120 a 250 ng/mL                   Desipramina         100 a 270 ng/mL
      Butriptilina pura      50 a 150 ng/mL                Imipramina           75 a 250 ng/mL
      Clormipramina          50 a 150 ng/mL                Nortriptilina pura  50 a 150 ng/mL
Condição:
     0,3 mL de Soro. JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Informar: medicamentos em uso, dia e hora da última dose.
Laboratórios:
     Não pode ser colhdio em tubo com gel separador.
Conservação de envio:
     Até 24 horas entre 2o e 8o C.


Vigabatrina
Comentários:
    A vigabatrina (Sabril) é um anticonvulsivante análogo estrutural do ácido gama-aminobutírico (GABA).
    Apresenta meia vida de 5 a 8 horas, sendo excretada principalmente pela urina. A vigabatrina reduz em
    cerca de 20% as concentrações plasmáticas da fenitoína. Níveis terapêuticos não são bem
    correlacionados com níveis séricos.
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Nível terapêutico:
    12 a 22 mg/L
Condição:
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              107
     1,0 mL de Soro.
     - JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o e - 10o C.




108                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Acetilcolina, anticorpo anti-receptor
Comentários:
    O anticorpo anti-receptor de acetilcolina está sendo utilizado para diagnóstico diferencial das patologias
    que cursam com fraqueza muscular, das quais a miastenia gravis representa o maior exemplo.
Método:
    Radioimunoensaio
Valor de Referência:
     Normais      0 a 0,2 nmoL/L
     Miastênicos  0 a 1500 nmoL/L
     Outras doenças auto-imunes  0 a 0,5 nmoL/L
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                 109
Condição:
   0,2 mL de Soro.
   - JD 4h.
Conservação para envio:
   Até 7 dias entre 2o e 8o C.
   Até 6 meses entre - 5o a - 25o C.


Ácido Fólico
Comentários:
    O ácido fólico atua na maturação das hemácias e participa do processo de síntese das purinas e
    pirimidinas, componentes dos ácidos nucleicos.
    A deficiência do ácido fólico é quase sempre consequência de ingestão insuficiente e está presente em
    cerca de um terço de todas as mulheres grávidas, na maioria dos alcoólatras crônicos, nas pessoas que
    cumprem dietas pobres em frutas e vegetais e nas pessoas com distúrbios absortivos do intestino
    delgado.
Método:
    Quimioluminescência
Valor de Referência:
    3 a 17 ng/mL
Condição:
    0,9 mL de Soro.
    - JD 4h.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




                                                                                             Continua...
Continuação...ÁCIDO FÓLICO


HEMÁCIAS
Comentários:
   O ácido fólico atua na maturação das hemácias e participa do processo de síntese das purinas e
   pirimidinas, componentes dos ácidos nucleicos.
   A deficiência do ácido fólico é quase sempre consequência a déficit de ingestão e está presente em
   cerca de um terço de todas as mulheres grávidas, na maioria dos alcoólatras crônicos, nas pessoas que
   cumprem dietas pobres em frutas e vegetais e nas pessoas com distúrbios absortivos do intestino
110                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    delgado.
    A determinação de níveis baixos de ácido fólico nas hemácias, indica ou uma deficiência verdadeira de
    ácido fólico, ou uma deficiência de vitamina B12, que é necessária para a penetração tissular do Folato.
    A concentração de ácido fólico nas hemácias é considerada o indicador mais seguro do status do folato,
    pois ele é muito mais concentrado nas hemácias do que no soro.
    Pode se encontrar valores elevados de folato sérico e hemático no hipertireoidismo.
Método:
    Quimioluminescência
Valor de Referência:
    175 a 700 ng/mL
Condição:
    5,0 mL de Sangue total (EDTA/Heparina).
    - Colher sangue preferencialmente na matriz às 7:00 horas.
Laboratórios:
    É recomendável que amostra esteja no setor no máximo até 48 horas ou que o laboratório conveniado
    envie valor do Hematócrito.
Conservação para envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.



ACTH
Comentários:
     O ACTH é dosado principalmente para diagnóstico de desordens do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.
     Encontra-se elevado na Doença de Cushing (origem hipofisária), Doença de Addison, em situações de
     stress e Síndrome de Secreção Ectópica do ACTH. Está diminuído nos casos de adenoma e carcinoma
     adrenais e insuficiência adrenal secundária.
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
     12 a 70 pg/mL
Condição:
     0,7 mL de Plasma (EDTA).
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
Laboratórios:
     O material deve ser congelado imediatamente. A centrífuga deve ser refrigerada. A coleta e transporte
     têm que ser em tubo de plástico. Enviar no gelo de maneira que o material chegue congelado ao
     laboratório.
Conservação para envio:
     Até 6 meses entre - 5o a - 25o C.




Aldosterona
Comentários:
   A aldosterona é secretada pela glândula adrenal. A sua produção é regulada pelo sistema renina-
   angiotensina. Elevações ocorrem no hiperaldosteronismo primário e secundário, dieta pobre em sódio,
   gravidez, Síndrome de Bartter. Reduções são observadas em alguns casos de hiperplasia adrenal
   congênita, deficiência de síntese, dieta rica em sódio, Doença de Addison e no hipoaldosteronismo
   hiporreninêmico.

SANGUE
Método:
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                111
     Radioimunoensaio
Valor de Referência:
      Após 2h em pé (Normossódica)  5,0 a 30,0 ng/dL
      2 horas em pé + Furosemida          13,0 a 50,0 ng/dL
      Dieta rica em Sódio (Supressão)            até 4,0 ng/dL
      Dieta pobre em Sódio (Estímulo)  30,0 a 130,0 ng/dL
      Dieta Normossódica                  4,0 a 19,0 ng/dL
      Deitado (Repouso)                   3,0 a 10,0 ng/dL
      Crianças de 1 a 11 meses            6.5 a 90,0 ng/dL
Condição:
     1,0 mL Soro.
     JD 4h.
Informações necessárias:
     - Informar tipo de dieta: normossódica, hipossódica ou hiperssódica.
     - Dieta C.O.M.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.

URINA
Método:
     Radioimunoensaio
Valor de Referência:
      Dieta Normal              4,0 a 20,0 g/24h
      Dieta Hipossódica         10,0 a 40,0 g/24h
      Dieta Hiperssódica  0,5 a 4,0 g/24h
Condição:
     Urina 24h.
     - Dieta C.O.M.
     - Usar 20 mL/L de Ácido Acético 8M - Refrigerar.
Informações necessárias:
     - Informar tipo de dieta: normossódica, hipossódica ou hiperssódica.
     - Informar medicamentos em uso.
Laboratórios:
     Enviar 5 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
Instruções de coleta:
     Urina 24h veja pág. 353
Conservação para envio:
     Até 3 dias entre 2o e 8o C, após congelar por até 3 meses.




3 Alfa Androstanediol Glicuronide
Comentários:
    O 3-alfa-androstanediol glicuronídeo é um metabólito da dihidrotestosterona produzido nos   tecidos
    responsivos aos androgênios (por exemplo: folículo piloso). É um marcador da formação       e ação
    androgênica periférica. Encontra-se aumentado nas mulheres com hirsutismo idiopático e      com a
    Síndrome dos Ovários Policísticos. Encontra-se reduzido no sexo masculino na deficiência    da 5-
    redutase.
Método:
    Radioimunoensaio
Valor de Referência:
     Mulher adulta    0,5 a 5,0 ng/mL
112                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Menopausa           0,1 a 6,0 ng/mL
    Homem               3,4 a 22,0 ng/mL
Condição:
   0,4 mL de Soro.
   - JD 4h.
Conservação para envio:
   Até 7 dias entre 2o e 8o C.


Alfa Fetoproteína
Comentários:
     A alfa feto proteína é uma importante proteína do plasma fetal. Níveis muito baixos são normais em
     adultos (não grávidas). Está aumentado no carcinoma hepatocelular, carcinoma embrionário,
     teratocarcinoma, coriocarcinoma e monitora a terapia antineoplásica. Alfa feto proteína elevada no soro
     materno, colhido entre 16º e 18º semanas detectam defeitos do tubo neural (ex: spina bífida).
Método:
     Imunofluorimetria
Informações necessárias:
     Se grávida, informar tempo de gestação.

SANGUE
Valor de Referência:
     Adultos e Crianças  até 12,1 ng/mL
     Gravidez veja tabela abaixo:
    Semanas de Gestação            ng/mL                   Semanas de Gestação           ng/mL
          14                     15,13 a 45,38                   23                  42,35 a 145,20
          15                     16,94 a 50,82                   24                  47,19 a 163,35
          16                     19,36 a 58,08                   25                  53,24 a 185,13
          17                     22,39 a 67,16                   26                  58,08 a 205,10
          18                     24,81 a 74,42                   27                  71,39 a 232,32
          19                     28,44 a 85,31                   28                  78,65 a 257,73
          20                     31,46 a 98,01                   29                  84,70 a 284,35
          21                     35,09 a 112,53                  30                  96,80 a 313,39
          22                     38,72 a 128,87
Condição:
   0,5 mL de Soro.
   - JD 4h.
Conservação para envio:
   Até 7 dias entre 2o e 8o C.




                                                                                            Continua...
                                                                     Continuação...ALFA FETOPROTEÍNA


LÍQUIDOS
Valor de Referência - Líq. Amniótico:
    Semanas de Gestação            ng/mL                   Semanas de Gestação          ng/mL
          16                     10648 a 17908                   23                  2299 a 4719
          17                     9559 a 13310                    24                  1936 a 4114
          18                     7865 a 11737                    25                  1331 a 3509
          19                     6050 a 9196                     26                  1089 a 2783
          20                     4179 a 7623                     27                  1089 a 2420
          21                     3388 a 6292                     28                  726 a 1936
                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              113
            22                   2662 a 5203                         29/30          484 a 1815
Valor de Referência - Líquor - Líq. Ascítico - Líq. Pleural:
    < que 1,81 ng/mL
Condição:
    0,5 mL Líquor - Líq. Amniótico - Líq. Ascítico - Líq. Pleural.
Conservação para envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.




AMP Cíclico
Comentários:
     Aproximadamente 50% do AMP cíclico urinário provêm da ação do PTH nos túbulos. O AMPc funciona
     como o segundo mensageiro pós-ativação do receptor tubular de PTH. Sua dosagem isolada ou no teste
     de PAK é útil na confirmação diagnóstica de hiperparatireoidismo primário. Resultados falso-positivos
     podem ocorrer pela presença de moléculas circulantes que estimulam o receptor de PTH.
     Nos pseudo-hipoparatireoidismo, não haverá incremento dos níveis de AMPc, a despeito de níveis
     elevados de PTH.
Método:
     Radioimunoensaio
Valor de Referência:
     1,5 a 6,0 nmoL/mg creatinina
     Obs.: No sangue não tem valor clínico.
Condição:
     Urina 24h ou C.O.M.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina e Refrigerar.
Laboratórios:
     Enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
Instrução de coleta
     Urina veja pág.353
Conservação para envio:
     Até 3 dias entre 2o e 8o C, após congelar por até 3 meses.




Androstenediona
Comentários:
    A androstenediona é um hormônio esteróide androgênico produzido pelo córtex adrenal e gônadas. Sua
    produção encontra-se aumentada nos casos de Síndrome de Cushing, Hiperplasia Adrenal Congênita,
    Síndrome dos Ovários Policísticos, Hirsutismo Idiopático. Sua concentração encontra-se reduzida na
    Doença de Addison.
Método:
    Radioimunoensaio
Valor de Referência:
     Pré-Puberais ambos os sexos  0,2 a 0,5 ng/mL
     Homem  0,4 a 2,0 ng/mL
114                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Mulher  0,4 a 3,0 ng/mL
Condição:
   0,5 mL de Soro.
   - JD 4h.
Conservação para envio:
   Até 7 dias entre 2o e 8o C.


Beta 2 Microglobulina
Comentários:
   A Beta-2-Microglobulina é uma proteína de baixo peso molecular presente na superfície de todas as
   células nucleadas. Elevações séricas têm sido relatadas em pacientes com mieloma múltiplo. Suas
   características e performance clínica como marcador tumoral ainda não foram definidas.

SANGUE
Método:
    Imunofluorimetria
Valor de Referência:
     até 60 anos  < 2 g/mL
     > 60 anos  < 2,6 g/mL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JD 4h.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.

URINA – FLUIDOS CORPORAIS
Método:
     Imunofluorimetria
Valor de Referência - Urina 24h:
     30 a 330 g/24 horas
Valor de Referência - Urina amostra isolada:
     até 275 g/L
Valor de Referência - Fluidos corporais:
     até 275 g/L
Condição:
     Urina 24h - Urina C.O.M.
     Fluidos corporais.
     - Não precisa conservante. Refrigerar.
Laboratórios:
     Enviar 5 mL de Urina e informar volume total. Ajustar pH 7 com NaOH1m.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24 pág. 353
Conservação para envio:
     Até 3 dias entre 2o e 8o C, após congelar por até 3 meses.
Big Prolactina
Comentários:
    O método de precipitação com polietilenoglicol (PEG) é utilizado como screening para a presença de
    macropolactinemia associado a hiperprolactinemia assintomática, que ocorre devido à presença de
    outras formas circulantes de prolactina de maior peso molecular.
    Monômero de prolactina: 23-kDa.
    Outras formas circulantes: 50 a 60-kDa (Big-Prolactina)
                               150 a 170-kDa (Big-big Prolactina)
Método:
    Imunofluorimetria
Valor de Referência:
     Recuperação < 30%                 Big Prolactina
                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                           115
      Recuperação > 65%                ausência de Big Prolactina
      Recuperação entre 30 e 65%  Indeterminado
Condição:
     1,0 mL de Soro.
Informações necessárias:
     Este exame, em geral, vem acompanhado de FSH e LH, veja questionário pág.124. Sendo solicitado
     isolado, informar somente se é controle de tratamento ou sendo possível, verificar com o cliente a razão
     pela qual o exame foi solicitado.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Calcitonina
Comentários:
   A calcitonina é um hormônio produzido pelas células C parafoliculares na tireóide. Sua secreção é
   estimulada pelo cálcio. A calcitonina diminui a reabsorção óssea osteoclástica. A dosagem de calcitonina
   encontra-se elevada no carcinoma medular de tireóide, em alguns pacientes com câncer de pulmão,
   mama ou pâncreas, nas pancreatites, tireoidites, falência renal, Síndrome de Zollinger-Ellison, anemia
   perniciosa, gestação e recém-natos. Encontra-se diminuída na agenesia tireoidiana. Sua maior utilidade
   é para o seguimento dos pacientes com carcinoma medular da tireóide.
   Veja também Teste de infusão do Cálcio ou Teste de infusão da Pentagastrina para estímulo da
   Calcitonina.

Método:
    Radioimunoensaio
Valor de Referência:
     até 50 pg/mL
     Suspeito de CMT  entre 50 e 100 pg/mL
     Sugestivo de CMT  > 100 pg/mL
    - Resultados > 50 pg/mL, não concordantes com a clínica, deverá ser colhida nova amostra.
    - Valores entre 50 e 100 pg/mL devem ser encaminhados ao Teste infusão do Cálcio e/ou Pentagastrina.
    CMT: Carcinoma Medular da Tireóide.
    - Valores acima 100 pg/mL tem que ser repetido e confirmado porque sofre diversas influências.
Condição:
    0,8 mL de Soro.
    - JD 4h.
    - Cliente não pode ter feito recentemente exames com Radioisótopos ou sofrido radiações (48 horas) ou
    estar em uso de anticoncepcional.
Conservação para envio:
    Até 6 meses entre - 5o a - 25o C.




Cortisol
Comentários:
    O cortisol é secretado pelo córtex da adrenal em feedback com o hormônio adrenocorticotrópico (ACTH).
    É essencial para o metabolismo e funções imunológicas. Sua concentração encontra-se elevada nos
    casos de Síndrome de Cushing e stress. Apresenta-se reduzido na Doença de Addison e nos casos de
    hipopituitarismo (com produção deficiente de ACTH). Dosagens basais e após supressão por
    dexametasona possuem utilidade diagnóstica. As concentrações plasmáticas de cortisol são
    influenciadas pela CBG.
Método:
    Quimioluminescência
Valor de Referência:

116                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
      08:00 horas  5 a 25 g/dL
      16:00 horas  queda > que 35% do valor das 8:00 h.
      18:00 horas  queda > que 50% do valor das 8:00 h.
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso (inclusive pomadas e cremes), dia, hora da última dose e horário da
     coleta. Se mulher, informar uso de anticoncepcional.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.



Cortisol Livre
Comentários:
     O cortisol é secretado pelo córtex da adrenal em resposta à estimulação do hormônio
     adrenocorticotrópico (ACTH). É essencial para o metabolismo e funções imunológicas. Sua concentração
     encontra-se elevada nos casos de Síndrome de Cushing e stress. Apresenta-se reduzido na Doença de
     Addison e nos casos de hipopituitarismo (com produção deficiente de ACTH). Dosagens basais e após
     supressão por dexametasona possuem utilidade diagnóstica.
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
      Criança          2 a 27 g/24h
      Adolescente  5 a 55 g/24h
      Adulto           10 a 90 g/24h
Condição:
     5,0 mL de Urina 24h.
Informações necessárias:
     - Informar medicamentos em uso.
     - Ingestão normal de líquidos, sem exagero (porque diminui a sensibilidade do método).
     - Sendo diabético, controlar rigorosamente a dieta e medicamentos, para diminuir a ingestão de líquidos.
Laboratórios:
     Enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação para envio:
     Até 3 dias entre 2o e 8o C, após congelar.




Dehidroepiandrosterona  DHEA
Comentários:
    O DHEA é produzido pela supra-renal e gônadas. É muito utilizado quando se deseja avaliar a origem
    adrenal dos cetoesteróides. A excessiva produção do DHEA leva ao hirsutismo e virilização via
    conversão para testosterona. Elevações ocorrem em: tumores adrenais, doença de Cushing, hiperplasia
    adrenal e adrenarca precoce. Baixas concentrações ocorrem em Doença de Addison.
Método:
    Radioimunoensaio
Valor de Referência:
     Adulto ambos os sexos  0,5 a 6,0 ng/mL
     Criança  0,5 a 3,5 ng/mL
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                117
      Gravidez  0,5 a 13,0 ng/mL
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.



Dehidroepiandrosterona, Sulfato  SDHEA
Comentários:
     O SDHEA é sintetizado quase que exclusivamente nas adrenais. É o esteróide C19 mais abundante e a
     maior fonte dos 17-cetosteróides urinários. É um marcador da função adrenal cortical. Encontra-se
     aumentado nos casos de hiperplasia adrenal congênita, carcinoma adrenal, tumores virilizantes das
     adrenais e na Síndrome de Cushing. Valores baixos são encontrados na Doença de Addison e na
     Hipoplasia Adrenal.
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
        Idade                         Homem                  Mulher
    1 mês até 4 anos               30 a 550 ng/mL       30 a 410 ng/mL
       5 a 9 anos                  50 a 1400 ng/mL      50 a 1400 ng/mL
     10 a 11 anos                 270 a 2300 ng/mL     150 a 2600 ng/mL
     12 a 15 anos                 200 a 5300 ng/mL     200 a 5300 ng/mL
     16 a 20 anos                 600 a 5000 ng/mL     600 a 5000 ng/mL
     21 a 40 anos                1000 a 5500 ng/mL     800 a 5500 ng/mL
     41 a 50 anos                 850 a 3500 ng/mL     500 a 2600 ng/mL
     51 a 80 anos                 500 a 3000 ng/mL     200 a 2600 ng/mL
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




11 Desoxicortisol  Composto S
Comentários:
    O 11-desoxicortisol (composto S) é o precursor imediato do cortisol. Eleva-se quando há bloqueio da
    enzima 11-hidroxilase, por deficiência congênita, pela ação da droga metapirona ou por déficit enzimático
    tumoral.
Método:
118                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Radioimunoensaio
Valor de Referência:
     Normais: Basal                   < 8,0 ng/mL
                30’e 60’ após ACTH  aumento de 3 a 5 vezes.
    Obs.: Valores elevados na Hiperplasia Adrenal Congênita (deficiência de 11 Hidroxilase), principalmente
    nas formas tardias do adulto, nas quais o basal pode estar normal ou discretamente elevado, com hiper
    resposta ao ACTH.
Condição:
    0,2 mL Soro.
    - JD 4h.
Conservação para envio:
   Até 7 dias entre 2o e 8o C.



Dihidrotestosterona  DHT
Comentários:
      É derivada principalmente da conversão periférica tecidual através da ação da enzima 5-redutase
      sobre a testosterona. Pequenas quantidades de DHT são secretadas pelos testículos. A DHT exerce
      sua atividade androgênica ligando-se aos receptores de testosterona nos tecidos-alvo. É um androgênio
      importante para o desenvolvimento da genitália externa masculina e crescimento prostático. É
      relacionada como agente causal na hiperplasia prostática e sua medida no sangue pode ser usada para
      assegurar a regularidade do tratamento e a resposta aos inibidores da conversão da testosterona-DHT.
      Pode encontrar-se aumentada nos casos de hirsutismo, Síndrome de Anovulação Crônica e alta
      atividade da 5-redutase. Sua concentração diminuída é observada no hipogonadismo e deficiência da
      5-redutase.
Método:
     Radioimunoensaio
Valor de Referência:
     Idade                        Homem                  Mulher
     R. Nascido                  < que 0,60          < que 0,15 ng/mL
     até 3 anos                  < que 0,35          < que 0,20 ng/mL
     04 a 10 anos                < que 0,65          < que 0,20 ng/mL
     11 a 14 anos                < que 0,70          < que 0,20 ng/mL
     Adulto                      0,25 a 0,80         0,05 a 0,35 ng/mL
Condição:
     1,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
Conservação para envio:
      Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Eritropoietina
Comentários:
   É um hormônio polipeptídico que regula a formação dos glóbulos vermelhos do sangue. Sua dosagem é
   útil na monitoração de níveis terapêuticos de EPO-recombinante administrada a pacientes com aplasia
   medular, anemias crônicas (insuficiência renal, pós-quimioterapia, AIDS). Sua dosagem é utilizada para a

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               119
    investigação de anemias e avaliação da anemia provocada pela insuficiência renal. É também utilizada
    para diferenciação entre os quadros de policitemia primária e secundária.. Encontra-se aumentada em
    estados tais como: doença cardíaca cianótica, shunts veno/arteriais, algumas doenças pulmonares
    hipoxêmicas, em moradores de altas altitudes e em pacientes com hemoglobinas mutantes com grande
    avidez pelo oxigênio. Pode estar aumentada nos casos de Síndrome de Cushing, estenose de artéria
    renal, cistos renais e alguns tumores (hemangioblastoma do cerebelo, feocromocitoma, hepatoma,
    nefroblastoma, leiomiomas e adenocarcinoma renal). Os níveis de eritropoietina podem estar elevados
    também devido a flebotomias, uso de esteróide anabolizantes e algumas drogas. Transfusões e
    estrogênios podem reduzir o nível da eritropoietina.
Método:
    Quimioluminescência
Valor de Referência:
    2,6 a 34,0 mU/mL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JD 4h.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

Estradiol, 17 Beta  E2
Comentários:
     O 17-Beta Estradiol é o estrogênio mais ativo e importante na mulher em idade reprodutiva. Na mulher
     encontra-se em níveis baixos no hipogonadismo primário e secundário. O estradiol é medido para estudo
     dos casos de amenorréia e como guia para a monitoração do desenvolvimento folicular durante indução
     da ovulação. Estradiol é também produzido pelas glândulas adrenais, testículos e pela conversão
     periférica da testosterona. Pode-se observar níveis elevados nos tumores ovarianos, tumores
     femininizantes adrenais, puberdade precoce feminina, doença hepática e ginecomastia masculina. Em
     mulheres menopausadas a estrona, mais do que o estradiol, é o estrogênio circulante predominante. Em
     virtude das dosagens do estradiol ainda apresentarem grande variação entre diferentes laboratórios,
     sugere-se seu controle em um único laboratório.
     Realizamos a dosagem de Estradiol (rápido) por outra metodologia para casos de fertilização in vitro.
Método:
     Imunofluorimetria
Valor de Referência:
      Fase Folicular  20 a 215 pg/mL                          Menopausa         até 25 pg/mL
      Fase Luteínica  20 a 230 pg/mL                          Homem             até 35 pg/mL
      Fase Ovulatória  190 a 570 pg/mL                        Criança           até 25 pg/mL
      Pré-Menopausa  até 45 pg/mL
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Se mulher, responder questionário: atualmente sua menstruação vem todo mês? Caso não venham,
     como é sua menstruação? Até que época sua menstruação era regular? A menstruação vem com
     medicação ou espontaneamente? Hoje usa anticoncepcional ou algum hormônio? Qual? Já usou? Qual?
     Há quanto tempo parou de usar? Está grávida? Há quantos meses? Data da última menstruação e data
     da coleta deste exame. Se criança (masculino: < 14 anos - feminino: < 11 anos), responder: Atraso de
     desenvolvimento seios, genital, estatura? Desenvolvimento precoce: seios, pêlos pubianos, genital,
     aparecimento de menstruação?
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




120                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Estriol  E3
Comentários:
     É o estrógeno mais importante da gravidez, representando mais de 90% do estrógeno nas mulheres
     grávidas. É sintetizado na placenta. A concentração de estriol pode estar reduzida na hipertensão
     induzida pela gravidez, nas gestações de fetos pequenos para a idade gestacional, gestação molar,
     anormalidades fetais cromossômicas, perda fetal, deficiência de sulfatase placentária, aplasia ou
     hipoplasia adrenal fetal e em casos de anencefalia. Valores isolados são de difícil interpretação, sendo
     mais importante as medidas seriadas. Outras causas de níveis reduzidos de estriol incluem moradores
     de altas altitudes, em penicilinoterapia, uso de corticoesteróides, diuréticos, estrógenos entre outros.
     Estriol pode aumentar no caso de gestação múltipla e uso de oxitocina.
Método:
     Radioimunoensaio
Informações necessárias:
     Se grávida, informar tempo de gestação.

SANGUE
Valor de Referência:
     Não Grávidas: até 10,0 ng/mL
     Homens: até 2,0 ng/mL
     Gravidez:            Semanas de Gestação              ng/mL
                              16 a 20 semanas             14 a 53
                              21 a 24 semanas             24 a 75
                              25 a 28 semanas             29 a 127
                              29 a 32 semanas             45 a 175
                              33 a 36 semanas             60 a 210
                              37 a 40 semanas             90 a 325
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JD 4h.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

URINA
Valor de Referência:
      Homem e mulher não grávida: até 1,0 mg/24h ou g creatinina
      Gravidez:            Semanas de Gestação              mg/24h ou g creatinina
                               11 a 24 semanas                    2a 8
                               25 a 30 semanas                     7 a 29
                               31 a 35 semanas                   10 a 36
                               36 a 40 semanas                   13 a 50
Condição:
     1a Urina da manhã.
     Urina 24h*.
     - Não precisa conservante.
     - Refrigerar.
Laboratórios:
     *Enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
Conservação para envio:
     Até 3 dias entre 2o e 8o C, após congelar por até 3 meses.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24 pág. 353




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                121
Estrona  E 1
Comentários:
     A estrona é mais potente que o estriol porém menos potente que o estradiol. É o principal estrogênio
     circulante após a menopausa. A maior parte da E1 está conjugada sob a forma de sulfato.
     A estrona é muito utilizada para avaliação do hipogonadismo, avaliação de puberdade precoce (completa
     ou parcial), diagnóstico de tumores feminilizantes e acompanhamento de reposição hormonal na
     menopausa.
Método:
     Radioimunoensaio
Valor de Referência:
      Fase Folicular  15 a 100 pg/mL
      Fase Ovulatória  100 a 200 pg/mL
      Fase Luteínica  15 a 130 pg/mL
      Menopausa          15 a 65 pg/mL
      Homem              30 a 55 pg/mL
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o C e 8o C.

Ferritina
Comentários:
    O teste da ferritina é utilizado no diagnóstico e seguimento de anemias ferroprivas e hemocromatose. A
    dosagem de ferritina reflete o nível de estoque celular de ferro. Pode estar aumentada em etilistas ativos
    e em indivíduos com outras doenças hepáticas como hepatite autoimune e hepatite C. Na presença de
    doença hepática, em estados inflamatórios como artrite reumatóide, doenças malignas ou terapia com
    ferro, a deficiência do ferro pode não ser refletida pela ferritina sérica. Encontra-se aumentada em
    desordens infecciosas e inflamatórias. A ferritina é um reagente de fase aguda.
Método:
    Quimioluminescência
Valor de Referência:
     R. Nascido          25 a 200 ng/mL
     1 mês               200 a 600 ng/mL
     2 a 5 meses         50 a 200 ng/mL
     6 m a 15 anos  10 a 140 ng/mL
     Mulher - pré-menopausa                    10 a 100 ng/mL
     Mulher - pós-menopausa Menopausa  10 a 280 ng/mL
     Homem               29 a 300 ng/mL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação para envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.




122                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
GAD, anticorpos anti
Comentários:
    O diabetes mellitus tipo 1 é caracterizado pela infiltração linfocítica das ilhotas pancreáticas e
    autoanticorpos contra uma variedade de antígenos das células beta. Anti-GAD são observados em 70 a
    80% dos pré-diabéticos e diabéticos tipo 1, incluindo 7 a 8% dos diabéticos com início na vida adulta.
Método:
    Radioimunoensaio
Valor de Referência:
     1,0 U/mL
Condição:
    0,2 mL de Soro.
    - JD 4h.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

Gastrina
Comentários:
     A Gastrina é um hormônio produzido pelas células G, distribuídas em todo o tubo digestivo.
     A dosagem de gatrina é fundamental no diagnóstico da Síndrome de Zollinger-Ellison (Gastrinoma), onde
     os níveis séricos encontram-se acima de 1.000 pg/ml.
     Hipergastrinemia também pode ser encontrada na gastrite atrófica, anemia perniciosa, na dispepsia, na
     úlcera gástrica e duodenal, no carcinoma gástrico, na insuficiência renal crônica e após vagotomia.
     Porém, nestas situações os níveis de gastrina não atingem valores tão elevados quanto na Síndrome de
     Zollinger-Ellison.
     A dosagem de gatrina pré e pós cirurgia, em pacientes com úlcera péptica, é um bom indicador da
     eficiência da terapêutica cirúrgica.
Método:
     Radioimunoensaio
Valor de Referência:
      < que 90 pg/mL
      Intermediário  de 90 a 200 pg/mL
      Patológico        > de 200 pg/mL
Condição:
     0,6 mL de Soro.
     - JO 10h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso. Se o cliente estiver em uso de Omeprazol, Lansoprazol, Gastrium,
     Lozec, Peprazol, Victrix, deverá aguardar 7 dias após a suspensão do medicamento ou C.O.M. para
     realização do exame.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              123
HCG, Beta
Comentários:
     O HCG é uma glicoproteína composta de 2 subunidades (alfa e beta). O beta-HCG dosado por
     quimioluminescência é sensível o bastante para detectar uma gravidez normal às vezes tão cedo quanto
     após 7 dias da implantação embora o mais seguro seja 15 dias após a implantação. Deve-se ter em
     mente, no entanto, que variações são observadas quanto ao prazo usual da implantação e que a
     detecção do beta-HCG pode sofrer interferências da metodologia utilizada e da presença rara, mas
     possível dos anticorpos heterofílicos. Algumas das metodologias para detecção do HCG são
     direcionadas primariamente para o diagnóstico de gravidez, tais ensaios não necessariamente detectam
     moléculas degradadas ou homogêneas encontradas nas doenças trofloblásticas. Está aumentado na
     gravidez, coriocarcinoma, mola hidatiforme, e neoplasias de células germinativas do ovários e testículos.
     Pode estar pouco elevado na gravidez ectópica e na gravidez de risco (risco de aborto) quando os níveis
     podem cair progressivamente.
Informações necessárias:
     A falta das informações abaixo implica na realização do exame como suspeita de gravidez.
     Informar: Suspeita de gravidez? Ciclo de quantos dias? Data da última menstruação. Controle de Mola?
     Suspeita de aborto? Quando?

QUIMIOLUMINESCÊNCIA – SANGUE
Valor de Referência:
    Diagnóstico de Gravidez:  de 0 a 5 mUI/mL         Negativo
                                 de 5 a 50 mUI/mL     Indeterminado
                                 acima de 50 mUI/mL  Positivo
    Nota: Quando os resultados estiverem entre 5 e 100 mUI/mL, atenção especial para sua evolução.
     Homem: 0 a 5 mUI/mL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JD 4h.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

QUIMIOLUMINESCÊNCIA – LÍQUOR
Valor de Referência:
      1,5 mUI/mL
Condição:
    0,5 mL Líquor.
Conservação para envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.

IMUNO ENZIMÁTICO – URINA
Comentários:
    O HCG é uma Glicoproteína composta de 2 Sub-unidades (Alfa e Beta). É usado no diagnóstico de
    gravidez ectópica e extremamente útil no diagnóstico e acompanhamento do tratamento cirúrgico ou
    quimioterápico da neoplasia de células germinativas. Está aumentado na gravidez, coriocarcinoma, mola
    hidatiforme, e neoplasias de células germinativas do ovário e testículos. Está diminuído na gravidez de
    risco (risco de aborto) e gravidez ectópica.
Método:
    Imunoensaio - Cromatográfico
Valor de Referência:
    Negativo (Obs.: O HCG Urinário sofre as variações da diluição ou concentração da urina. Não havendo
    correlação clínica, sugere-se HCG no sangue (soro).
Condição:
124                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
   1a Urina da manhã - Urina após 4 horas sem urinar.
Conservação para envio:
   Até 3 dias entre 2o e 8o C.



Hormônio de Crescimento  HGH
Comentários:
    A secreção do HGH é pulsátil, ocorrendo cerca de oito picos diários em jovens. Nos adultos, estes picos
    são raros. Pode ocorrer liberação de HGH em condições fisiológicas após stress, exercício físico e sono.
    Níveis baixos ou indetectáveis não são úteis para o diagnóstico da baixa estatura, bem como valores
    moderadamente elevados não confirmam o diagnóstico de acromegalia. Deve se recorrer aos testes
    funcionais para o estudo de sua secreção.
Método:
    Imunofluorimetria
Valor de Referência:
    < 10 ng/mL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.


Hormônio Folículo Estimulante  FSH
Comentários:
     O FSH estimula os folículos ovarianos na mulher e a espermatogênese no homem. É secretado de
     maneira pulsátil, menos evidente que o LH. O FSH encontra-se em nível relativamente elevado no
     primeiro ano de vida, decrescendo a níveis muito baixos durante a infância e elevando-se na puberdade
     até níveis de adulto. O FSH eleva-se nas deficiências ovarianas ou testiculares, nos quadros de tumores
     secretores de gonadotropinas e menopausa. Encontra-se em valores inadequadamente baixos em
     doenças hipofisárias ou hipotalâmicas e na produção ectópica de hormônios esteróideos. Eleva-se
     precocemente na instalação da menopausa. Na Síndrome dos Ovários Policísticos é valorizada sua
     relação com o LH, na qual os valores de LH se eleva.
Método:
     Imunofluorimetria
Valor de Referência:
      Criança          < que 3,0 U/L
      Pré-Puberal  < que 5,0 U/L
      Adultos - Mulher - Fase Folicular     2,4 a 9,3 U/L
                          - Fase Ovulatória  3,9 a 13,3 U/L
                          - Fase Luteínica  0,3 a 8,0 U/L
                          - Menopausa        > do que 20,0 U/L
      Adultos - Homem  0,2 a 10,5 U/L
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     - Informar medicamentos em uso ou recente.
     Se mulher, responder questionário: atualmente sua menstruação vem todo mês? Caso não venham,
     como é seu ciclo? Até que época sua menstruação foi regular? A menstruação vem com medicação ou
     espontaneamente? Usa anticoncepcional ou algum hormônio? Qual? Já usou? Qual? Há quanto tempo
     parou de usar? Está grávida? Há quantos meses? Informar data da última menstruação e data da coleta
     deste exame. Se criança (masculino: < 14 anos - feminino: < 11 anos), responder: Atraso de
     desenvolvimento seios, genital, estatura? Desenvolvimento precoce: seios, pêlos pubianos, genital,
     aparecimento de menstruação?
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                125
Hormônio Luteinizante  LH
Comentários:
     O LH é o hormônio estimulador das células intersticiais, nos ovários e nos testículos. No sexo feminino,
     seu grande aumento no meio do ciclo induz à ovulação. Se for dosado de maneira seriada, pode
     determinar a data da ovulação. É secretado de maneira pulsátil, o que parece ser fundamental para a
     sua ação. Eleva-se nas patologias primariamente gonadais, mostrando-se em níveis baixos nos
     hipogonadismos de origem hipofisária e hipotalâmica. Na Síndrome dos Ovários Policísticos pode
     encontrar-se em valores acima do normal, valorizando-se a relação LH/FSH maior que 2 como sugestiva
     de diagnóstico. Eleva-se na menopausa mais tardiamente que o FSH.
     Realizamos a dosagem de LH (rápido) por outra metodologia para casos de fertilização in vitro.
Método:
     Imunofluorimetria
Valor de Referência:
      Criança       < que 0,20 U/L
      Pré-Puberal  0,02 a 3,0 U/L
      Adultos - Mulher - Fase Folicular  1,6 a 9,3 U/L
                          - Fase Ovulatória  13,8 a 71,8 U/L
                          - Fase Luteínica  0,2 a 12,8 U/L
                          - Menopausa        > do que 15,0 U/L
      Adultos - Homem  0,2 a 10,0 U/L
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Se mulher, responder questionário: atualmente sua menstruação vem todo mês? Caso não venham,
     como é sua menstruação? Até que época sua menstruação era regular? A menstruação vem com
     medicação ou espontaneamente? Hoje usa anticoncepcional ou algum hormônio? Qual? Já usou? Qual?
     Há quanto tempo parou de usar? Está grávida? Há quantos meses? Informar data da última menstruação
     e data da coleta deste exame. Se criança (masculino: < 14 anos - feminino: < 11 anos), responder:
     Atraso de desenvolvimento seios, genital, estatura? Desenvolvimento precoce: seios, pêlos pubianos,
     genital, aparecimento de menstruação?
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.

IA2, anti
Comentários:
    O diabetes mellitus tipo 1 é caracterizado pela infiltração linfocítica das ilhotas pancreáticas e
    autoanticorpos contra uma variedade de antígenos das células beta. Anticorpos anti IA-2 são observados
    em 64% dos parentes pré-diabéticos e em pacientes com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1.
Método:
    Radioimunoensaio
Condição:
    0,2 mL de Soro.
    - JD 4h.
Valor de Referência:
    < 0,50 U/mL
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




126                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
IGF 1  Somatomedina C
Comentários:
    O IGF-1 é um peptídeo produzido principalmente no fígado por estímulo do hormônio de crescimento.
    Valores baixos são observados nos extremos da idade (primeiros 5-6 anos de vida e na senilidade),
    hipopituitarismo, desnutrição, diabetes mellitus, hipotireoidismo, síndrome de privação materna, atraso
    puberal, cirrose, hepatoma, nanismo de Laron e alguns casos de baixa estatura com resposta ao GH
    normal aos testes farmacológicos. Valores baixos são também encontrados nos tumores de hipófise não
    funcionantes, no atraso constitucional do crescimento e com a anorexia nervosa. Valores altos ocorrem
    na adolescência, puberdade precoce verdadeira, gestação, obesidade, gigantismo e acromegalia,
    retinopatia diabética.
Método:
    Radioimunoensaio
Valor de Referência:
                         Valor de Referência      Valor de Referência
       Idade (anos)            (ng/mL)                   (ng/mL)
                           Sexo Masculino            Sexo Feminino
            7a8              23,9 a 392,0              20,0 a 484,0
            8a9              81,4 a 290,0              22,1 a 383,0
           9 a 10            72,0 a 526,0              30,0 a 428,0
          10 a 11            30,0 a 289,0             108,0 a 648,0
          11 a 12            29,0 a 466,0              97,0 a 699,0
          12 a 13            55,0 a 570,0             163,0 a 991,0
          13 a 14            71,0 a 972,0             203,0 a 831,0
          14 a 15           153,0 a 995,0             288,0 a 756,0
          15 a 16           358,0 a 870,0             261,0 a 752,0
          16 a 18           239,0 a 630,0             236,0 a 624,0
          18 a 20           197,0 a 956,0             193,0 a 575,0
          20 a 23           215,0 a 628,0             110,0 a 521,0
          23 a 25           169,0 a 591,0             129,0 a 480,0
          25 a 30           119,0 a 476,0              96,0 a 502,0
          30 a 40           100,0 a 494,0             130,0 a 354,0

     Ambos os sexos
      Idade (anos) Valor de Referência (ng/mL)
          0a1               3,7 a 100,0
          1a2               6,1 a 131,0
          2a3              24,3 a 152,0
          3a4              44,0 a 117,0
          4a5              30,0 a 150,0
          5a6              33,0 a 276,0
          6a7              43,0 a 373,0
         30 a 40          100,0 a 494,0
         40 a 50          101,0 a 303,0
         50 a 70           78,0 a 258,0
Condição:
   0,5 mL de Soro.
   - JD 4h.
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               127
Conservação para envio:
   Até 7 dias entre 2o e 8o C.




IGFBP-3
Comentários:
    Os fatores de crescimento insulin like (IGFs) constituem uma família de peptídeos com homologia
    estrutural à insulina, com potentes ações anabólicas e mitogênicas. No plasma os IGFs estão ligados a
    uma família de proteínas ligadoras (IGFBPs), uma categoria composta agora por 10 membros. De todas
    as IGFBPs, a IGFBP-3 é a mais estudada, sendo a mais abundante na circulação, e liga
    aproximadamente 95% dos IGFs no sangue. Originalmente, acreditava-se que sua única função era o
    transporte das IGFs, modulando sua biodisponibilidade para seus receptores. Recentemente, entretanto,
    atividades da IGFBP-3 têm sido identificadas (em particular como agente apoptótico, inibindo a
    proliferação celular). Sua determinação é utilizada na avaliação de desordens do eixo GH-IGF-1.
Método:
    Radioimunoensaio
Valor de Referência:
                       Valor de Referência         Valor de Referência
          Idade              (ng/mL)                     (ng/mL)
         (anos)          Sexo Masculino              Sexo Feminino
           7a8               1,3 a 6,4                   2,1 a 6,5
           8a9               2,3 a 5,1                   2,6 a 5,5
          9 a 10             2,2 a 5,2                   2,9 a 7,7
         10 a 11             1,8 a 7,1                   2,7 a 7,2
         11 a 12             2,0 a 5,5                   2,3 a 7,7
         12 a 13             1,8 a 7,0                   1,8 a 8,4
         13 a 14             2,4 a 7,3                   2,0 a 7,1
         14 a 15             1,7 a 6,9                   2,6 a 7,3
         15 a 16             2,1 a 7,2                   2,4 a 6,0
         16 a 18             2,6 a 7,3                   2,0 a 6,5
         18 a 20             2,7 a 7,3                   2,3 a 7,5
         20 a 23             2,9 a 7,4                   2,8 a 7,4
         23 a 25             2,3 a 5,5                   2,9 a 7,0
         25 a 30             2,3 a 6,7                   2,1 a 7,6
         30 a 40             1,7 a 5,6                   2,3 a 7,3

Ambos os sexos
       Idade (anos) Valor de Referência (ng/mL)
           0a1                1,0 a 3,1
           1a2                1,1 a 3,6
           2a3                1,2 a 4,0
           3a4                1,4 a 4,3
           4a5                1,6 a 3,2
           5a6                2,0 a 4,2
           6a7                2,0 a 4,2
          30 a 40             1,7 a 7,3
          40 a 50             2,1 a 4,3
          50 a 70             2,0 a 4,0
Condição:
    0,3 mL de Soro.
    - JD 4h.
Laboratórios:
    Enviar em tubo plástico.
128                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Conservação para envio:
   Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Insulina
Comentários:
    Além de sua indicação no diagnóstico de insulinoma, a dosagem de insulina pode ser utilizada para
    estudos de outras causas de hipoglicemia. Diversas formas de resistência à insulina, por diferentes
    mecanismos, vêm sendo descritas. A causa mais conhecida é a que acompanha a obesidade, que
    apresenta níveis de insulina elevados, com resposta exagerada após a sobrecarga glicídica. Nesses
    casos, ocorre elevação da insulinemia, frente a níveis normais ou elevados da glicemia.
    Veja também Resistência à Insulina.
Método:
    Imunofluorimetria
Valor de Referência:
    2,5 a 20,0 U/mL
    Relação Insulina/Glicose:
    até 0,30 (Esta relação não tem valor nos testes Glicose/Insulina após estímulo com dextrosol)
Condição:
     0,5 mL de Soro.
    - JO 10h.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.



Insulina, anticorpos anti
Comentários:
    Essencialmente, todos os pacientes tratados com insulina de porco ou boi desenvolvem anticorpos anti-
    insulina. Entretanto, resistência insulínica clinicamente aparente mediada por tais anticorpos raramente é
    observada (0,01%) nos pacientes tratados. A maioria dos anticorpos anti-insulina são IgG, mas poucos
    são IgE. A presença de anticorpos anti-insulina pode ocasionar alteração nos resultados dos ensaios
    para insulina.
    Pode estar presente em 16 a 69% dos pacientes com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1.
Método:
    Radioimunoensaio
Valor de Referência:
    Até 40 nU/mL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JD 4h.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.



ITL  Indice de Tiroxina Livre
Comentários:
    O índice de tiroxina livre pode ser calculado como o produto da captação de T3 por resina e T4 total; é
    proporcional ao T4 livre. Apresenta estimativa satisfatória da concentração de T4 livre nas gestantes e
    em uma variedade de outras situações em que a concentração de TBG encontra-se alterada.
    Recentemente, os ensaios de TSH tornaram-se reprodutíveis e o uso do ITL tem diminuído.
    T3 Retenção X T4 Total  100 = ITL
Valor de Referência:

                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               129
    1,40 a 3,80
Veja:
    T3 Retenção pág.138 e T4 Total pág.140




Leptina
Comentários:
    É uma proteína sérica de 16kDa relacionada à obesidade e descoberta em 1994. Em humanos é
    produzida no tecido adiposo. Parece ser uma molécula semelhante a citoquina que produz seus efeitos
    interagindo com receptores no SNC e tecidos periféricos. Mutações no gene da leptina, produzindo
    deficiência de leptina, conduz a quadros raros de obesidade extrema. Concentrações baixas podem ser
    encontradas em pacientes lipoatróficos.
Método:
    Radioimunoensaio
Valor de Referência:
     Mulher  Não obesa: 2,0 a 17,0 ng/mL
                  Obesa: 7,0 a 59,0 ng/mL
     Homem  Não obeso: 1,0 a 11,0 ng/mL
                  Obeso: 4,0 a 35,0 ng/mL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JD 4h.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.



17 OH Pregnenolona
Comentários:
    17-alfa hidroxipregnenolona é formada pela hidroxilação da pregnenolona. A maior parte da
    pregnenolona circulante é de origem do córtex adrenal e seus níveis apresentam modesto aumento após
    a administração de ACTH. Este ensaio é primariamente útil no diagnóstico da hiperplasia adrenal
    congênita por deficiência da 3-OH esteróide desidrogenase. É também útil para sugerir a presença de
    um tumor virilizante adrenal. Níveis moderadamente aumentados são observados na Síndrome de
    Cushing ACTH dependente.
Método:
    Hidrólise + Extração + Radioimunoensaio
Valor de Referência:
     Mulher - Pré-Puberal         20 a 140 ng/dL
                 - Fase Folicular  45 a 1185 ng/dL
                 - Fase Luteínica  42 a 450 ng/dL
                 - Menopausa       18 a 48 ng/dL
      Homem: 41 a 183 ng/dL
      1 hora após ACTH: 500 a 1500 ng/dL
    Obs.: Valores elevados na Hiperplasia Adrenal Congênita (deficiência de 3  Hidroxi Dehidrogenase).
    Nas formas tardias do adulto o basal pode estar normal ou discretamente elevado, com hiper resposta ao
    ACTH > 1500 ng/dL.
Condição:
     2,5 mL de Soro.
    - JD 4h.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.



130                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
17 OH Progesterona
Comentários:
    A 17 OH Progesterona, é um esteróide produzido pelas gônadas e pelas supra-renais, sendo precursor
    da síntese do cortisol. É o principal marcador da deficiência da 21-hidroxilase, causadora da forma mais
    comum de hiperplasia congênita da supra-renal. Quando do nascimento, os valores se encontram
    elevados, normalizando-se rapidamente na primeira semana de vida. Tem-se valorizado muito a
    dosagem da 17 OH Progesterona na avaliação de certas formas de hirsutismo, causadas pela
    hiperplasia da supra-renal de início tardio.
Método:
    Radioimunoensaio
Valor de Referência:
     Mulher: Fase Folicular  de 20 a 150 ng/dL
                 Fase Luteínica  de 50 a 300 ng/dL
                 Menopausa          de 10 a 100 ng/dL
     Homem adulto  de 50 a 300 ng/dL
     Ambos os sexos - Pré-Puberal < que 200 ng/dL
     Recém nascidos  os valores podem estar elevados até 300 ng/dL, caindo rapidamente após a 1a
                              semana de vida, ficando menor que 200 ng/dL.
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JD 4h.
    Obs.: Valores elevados na Hiperplasia Adrenal Congênita (deficiência de 21 Hidroxilase). Nas formas
    tardias do adulto, o basal pode estar normal ou discretamente elevado, com hiper resposta ao ACTH >
    1500 ng/dL.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.



Osteocalcina
Comentários:
    A osteocalcina também conhecida como BGP (Bone Gla Protein) é um marcador específico do turnover
    ósseo sintetizado pelos osteoblastos. Os níveis circulantes de osteocalcina possuem boa correlação com
    os índices histológicos de formação óssea. Seus níveis variam também com a idade: maiores na infância
    e puberdade, com pico durante o estirão puberal; declínio na fase adulta, aumentando após a
    menopausa. Níveis elevados ocorrem em: hiperparatireoidismo primário, osteossarcoma secundário e
    Doença de Paget. Níveis diminuídos ocorrem no hipoparatireoidismo e síndrome de Cushing.
Método:
    Quimioluminescência
Valor de Referência:
     Pré-Puberal  10,0 a 80,0 ng/mL
     Homem         até 40 anos: 2,5 a 15,0 ng/mL
                    > que 41 anos: 2,0 a 12,0 ng/mL
     Mulher        até 50 anos: 2,5 a 15,0 ng/mL
                    > que 51 anos: 3,0 a 22,0 ng/mL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JD 4h.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                131
Paratormônio Intacto (Molécula Inteira)  PTH
Comentários:
    O PTH responde prontamente às variações do cálcio plasmático. A avaliação do PTH deve ser feita em
    conjunto com a dosagem do cálcio, pois podemos diagnosticar o hiperparatireoidismo primário pelo
    encontro de PTH elevado com cálcio discretamente elevado ou mesmo nos limites superiores da
    normalidade. Outras causas de hipercalcemia exibem o PTH em níveis baixos. A hipocalcemia apresenta
    PTH em concentrações elevadas; este fato ocorre na deficiência da vitamina D, como também na
    insuficiência renal crônica. No hipoparatireoidismo encontramos níveis baixos do cálcio com PTH
    indectável ou em concentrações baixas. Se o PTH estiver aumentado, o diagnóstico provável é de
    pseudohipoparatireoidismo. Na avaliação de litíase renal, a dosagem do PTH pode diagnosticar um
    hiperparatireoidismo.
Método:
    Quimioluminescência
Valor de Referência:
    10 a 65 pg/mL
Condição:
    0,6 mL de Soro.
    - JD 4h.
Laboratórios:
    Enviar amostra congelada em recipiente de plástico com gelo em quantidade suficiente de maneira que o
    material chegue congelado ao laboratório.
Conservação para envio:
   Até 6 meses entre - 5o a - 25o C.


Peptídeo C
Comentários:
    O Peptídeo C é secretado juntamente com a insulina em proporções equimolares. Sua dosagem não se
    altera na presença de anticorpos anti-insulina, refletindo nestes casos, melhor que a insulina, a
    capacidade secretória das células beta. O peptídeo C serve para avaliar a capacidade do paciente
    diabético de responder apenas à dieta ou ao uso dos hipoglicemiantes orais.
    O Peptídeo C está elevado em insulinomas e diabetes tipo II. Baixas concentrações acontecem em
    diabetes tipo I e na administração de insulina exógena.
Método:
    Imunofluorimetria
Valor de Referência:
    0,4 a 3,5 ng/mL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 10h.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




132                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Progesterona
Comentários:
     A progesterona é produzida pelo corpo lúteo, sendo o marcador de sua existência (por conseqüência da
     ocorrência de ovulação) e de sua funcionalidade. Uma fração mínima é secretada pelas adrenais,
     elevando-se na hiperplasia adrenal congênita e em alguns carcinomas adrenais e ovarianos. Na
     gestação, eleva-se rapidamente nas primeiras semanas, refletindo o funcionamento do corpo lúteo e da
     placenta. Está diminuída na amenorréia, agenesia gonadal e morte fetal.
Método:
     Imunofluorimetria
Valor de Referência:
      Fase Folicular  250 a 850 pg/mL
      Fase Luteínica  3.000 a 20.000 pg/mL
      Menopausa           até 940 pg/mL
      Homens              200 a 800 pg/mL
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Se mulher, responder questionário: atualmente sua menstruação vem todo mês? Caso não venham,
     como é sua menstruação? Até que época sua menstruação era regular? A menstruação vem com
     medicação ou espontaneamente? Hoje usa anticoncepcional ou algum hormônio? Qual? Já usou? Qual?
     Há quanto tempo parou de usar? Está grávida? Há quantos meses? Informar data da última menstruação
     e data da coleta deste exame. Se criança (masculino: < 14 anos – feminino: < 11 anos), responder:
     Atraso de desenvolvimento seios, genital, estatura? Desenvolvimento precoce: seios, pêlos pubianos,
     genital, aparecimento de menstruação?
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Pro-Insulina
Comentários:
    Pró-insulina é produzida nas células beta das ilhotas e é clivada em insulina e peptídeo C anterior à sua
    liberação na circulação. Normalmente, uma pequena quantidade de pró-insulina (2 a 3%) escapa da
    conversão e é secretada juntamente com insulina durante a estimulação da célula beta. Entretanto,
    pacientes gravemente hiperinsulinêmicos mostram até 40% de insulina imunoreativa como sendo
    material pró-insulina like. A pró-insulina tem uma ação levemente hipoglicêmica. A desordem clínica que
    mais consistentemente resulta em níveis séricos elevados é o insulinoma. Níveis aumentados de pró-
    insulina têm sido reportados em pacientes com insuficiência renal crônica, hipertireoidismo e
    hiperinsulinemia familiar. Pode ser útil no diagnóstico da hipoglicemia factícia.
Método:
    Radioimunoensaio
Valor de Referência:
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               133
    Não obesos  5,0 a 16,0 picomoL/L
    Obesos        8,5 a 42,0 picomoL/L
Condição:
   0,8 mL de Soro.
   - JO 10h.
Conservação para envio:
   Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Prolactina
Comentários:
     Prolactina é um hormônio proteico secretado pela hipófise anterior e placenta. A prolactina pode modular
     o número de folículos em desenvolvimentos na fase folicular de cada ciclo menstrual. Durante e após a
     gestação, em associação com outros hormônios, estimula desenvolvimento e produção de leite. A
     secreção de prolactina é estimulada pelo sono, stress e o hormônio hipotalâmico TRH. A secreção de
     prolactina é diminuída pela dopamina e seus análogos, tais como, bromocriptina. A hipersecreção de
     prolactina pode ser causada por tumores pituitários, chamados de prolactinomas, doença hipotalâmica,
     estimulação do tórax ou mama, hipotireoidismo, insuficiência renal, exercício, stress, alimentação e
     várias medicações (fenotiaziana e metoclopramida, por exemplo). A hiperprolactinemia inibe a secreção
     de gonadotropinas e pode produzir hipogonadismo em homens e mulheres com níveis baixos ou
     inapropriadamente baixos de LH e FSH.
Método:
     Imunofluorimetria
Valor de Referência:
      Homem  0,6 a 17,0 ng/mL
      Mulher - Fase Folicular  0,6 a 19,0 ng/mL
                - Fase Luteínica  até 30,0 ng/mL
      Criança  30% mais que adulto
     Nota: Valores entre 20 e 40 na mulher e 17 e 40 nanog/mL no homem devem ser repetidos porque a
     Prolactina sofre muitas influências.
     Gravidez (Schweizer, F.M., publicado no Am. J. Obstet. Gynecol. De 15 de junho de 1984):
                 1o Trimestre  30 ng/mL (10 a 80 ng/mL)
                 2o Trimestre  100 ng/mL (20 a 350 ng/mL)
                 3o Trimestre  200 ng/mL (40 a 600 ng/mL)
     Obs.: A descoberta de Hiperprolactinemias durante a gravidez, deve ser encarada com muito cuidado.
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
     - Repouso de 30 minutos para quem fez exercício físico.
Informações necessárias:
     Este exame, em geral, vem acompanhado de FSH e LH, veja questionário pág.124. Sendo solicitado
     isolado, informar se é controle de tratamento ou sendo possível, verificar com o cliente a razão pela qual
     o exame foi solicitado.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




134                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
PSA  Antígeno Prostático Específico
Comentários:
     O antígeno prostático específico é uma protease produzida quase que exclusivamente pelas células
     epiteliais do tecido prostático. Está presente em altas concentrações no líquido seminal. Níveis pré-
     operatórios correlacionam (ainda que imperfeitamente) com extensão da doença em pacientes com
     câncer prostático. PSA é útil na detecção de tumor prostático e no seguimento do seu tratamento. Pode
     apresentar-se elevado nos quadros de prostatite. Aproximadamente 25 a 46% dos homens com
     hiperplasia prostática benigna têm concentração elevada de PSA. Pacientes com prostatite também
     exibem elevações do PSA. O nível de PSA não é utilizado isoladamente para estagiamento e seleção de
     candidatos para prostatectomia radical. Elevações podem ser encontradas após o exame retal digital,
     massagem prostática, instrumentação uretral, ultrassom transretal, biópsia prostática por agulha,
     retenção urinária, infarto ou isquemia prostáticas e relação sexual. Sua utilização pré-operatória não
     define acuradamente se o carcinoma se apresenta com ou sem invasão capsular. No seguimento dos
     pacientes é muito importante manter a utilização do mesmo ensaio. A velocidade do PSA é uma
     expressão utilizada para indicar a taxa de mudança do PSA. Pode prover um índice capaz de detecção
     precoce do adenocarcinoma prostático com distinção entre os normais e aqueles com hiperplasia
     prostática benigna. Flutuações fisiológicas < 30% são descritas.
Método:
     Imunofluorimetria
Informações necessárias:
     - Após Ultra-Som Trans-Retal, aguardar 24 horas.
     - Após Exercícios pesados, aguardar 24 horas.
     - Após Ejaculação, aguardar 2 dias.
     - Após Toque Retal, aguardar 2 dias.
     - Após Biópsia de Próstata, aguardar 4 semanas.
     - Após Massagem na próstata, aguardar 4 semanas.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.

TOTAL
Valor de Referência:
    Homem  até 2,5 ng/mL
               2,5 a ,4,0 ng/mL        Moderadamente elevado
               4,1 a 10,0 ng/mL        Elevado
               11,0 a 20,0 ng/mL       Aumento Significativo
               > 20,0 ng/mL            Grande Aumento
    Mulher  < que 0,5 ng/mL            normal
    Babaian RJ, Johnston DA, Naccarato W, Ayla A, Bahadkamkar VA, Fritsche HA. The incidence of prostate cancer in
    a screening population with a serum prostate specific antigen between 2,5 and 4,0 ng/mL.: relation to biopsy strategy.
    J Urol 2001;165:757-60.
    Nota:
    Valores basais menores que 2,5 ng/mL apresentam alta prevalência de normalidade.
    Valores basais de 2,5 a 4,0 ng/mL embora pouco acima dos limites normais, exigem controle clínico mais
    rigoroso e Biópsia.

                                  Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                          135
   Valores basais de 4,1 a 10,0 ng/mL, sugere-se além de rigoroso controle clínico, a critério médico, a
   relação PSA Livre/Total e Biópsia Valores acima de 20 nanog/mL Biópsia obrigatório
   Mulheres, valores acima de 0,5 nanog/mL são sugestivos de Neoplasia de Mama.
   Importante: Pacientes de 40 a 45 anos, 48 horas ou mais após a ejaculação, os valores de PSA podem
   aumentar de 1,3 a  0,8 ng/mL.
Condição:
   0,5 mL de Soro.
   - JD 4h.




                                                                                               Continua...
                                                                                            Continua...PSA

PSA LIVRE E TOTAL
Valor de Referência:
     PSA Livre  até 0,720 ng/mL
     PSA Total  até 2,50 ng/mL
     % PSA Livre        Probabilidade de CA
        0 a 10%             56%
       10 a 15%             28%
       15 a 20%             20%
       20 a 25%             16%
       > 25%                  8%
    Para valores de PSA Total entre 2,5 e 15,0 ng/mL, porcentagem de PSA Livre/PSA Total, relação acima
    de 27% é sugestiva de benignidade; neste grupo, valores de 19 a 26%, estão na zona intermediária,
    devem ser estudadas com maior cuidado. Abaixo de 18% sugestivo de malignidade. Cuidado, se trata de
    probabilidade.
    Nota: Valores basais menores que 2,0 ng/mL mesmo que atinjam valores ao redor de 5,0 ng/mL, num
    intervalo de 2 anos, apresentam alta prevalência de benignidade.
    Valores basais de 2,1 a 4,0 ng/mL que se elevam para 4,1 a 5,0 ng/mL, num prazo de 2 anos, precisam
    fazer controle mais rigoroso com o clínico.
    Importante: Até 48 horas após ejaculação, os valores de PSA podem aumentar de 1,3  0,8 ng/mL.
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JD 4h.


Renina
Comentários:
    A renina é secretada pelas células justaglomerulares adjacentes às arteríolas renais aferentes e converte
    o angiotensinogênio em angiotensina I. A angiotensina I é, por sua vez, convertida em angiotensina II,
    um peptídeo biologicamente ativo que estimula a secreção adrenocortical de aldosterona e tem uma
    atividade vasopressora direta. O interesse clínico em medir a renina plasmática concentra-se
    principalmente nos pacientes com quadro de excesso de aldosterona. Existem duas formas de
    hiperaldosteronismo: primário e secundário. No hiperaldosteronismo primário o excesso de aldosterona é
    produzido autonomamente por um adenoma ou hiperplasia adrenal, no secundário a aldosterona é
    produzida como uma resposta fisiológica em algumas doenças, tais como, insuficiência cardíaca, cirrose,
    hipertensão renovascular, Síndrome de Bartter, medicação diurética e quadros de vômitos protraídos.
    Interpretação da renina é difícil devido à não especificidade dos ensaios indiretos, inúmeras variáveis
    pré-analíticas afetam a produção de renina (ingestão de sódio, postura e medicamentos) além da
    variação circadiana na produção de renina (máxima na manhã, mínima no final da tarde).
Método:
    Radioimunoensaio Cinético
Valor de Referência:
    Dieta Normal de Sódio                                        deitado  0,3 a 1,6 ng/mL/h

136                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     2h em Pé  1,5 a 3,5 ng/mL/h                              deitado  1,9 a 4,3 ng/mL/h
     2h em pé + Furosemida  1,5 a 8,5 ng/mL/h                 2h em Pé  3,0 a 7,6 ng/mL/
    Restrição de Sódio
Valores para Veia Renal direita e esquerda: diferença > 1,5 ng/mL/h são consideradas anormais.
Condição:
    2,0 mL de Plasma (EDTA).
    - JD 4h.
    - Para coleta basal, repouso de 30 minutos deitado, não pode andar a pé ou C.O.M.
Medicamentos:
    Valores altos de Renina são vistos em pacientes em uso de diuréticos, anticoncepcionais (devido ao
    estrógeno),drogas anti-hipertensivas.Retirar a medicação pelo menos 1 semana antes do exame C.O.M.
Laboratórios:
    Congelar imediatamente e enviar material congelado.
Conservação para envio:
    Até 6 meses entre - 5o a - 25o C.
Risco Fetal
TESTE INTEGRADO
Alfafetoproteina - Estriol Livre -  HCG Livre - PAPP-A - Translucência Nucal
Comentários:
     Os dados obtidos nas determinações, são analisados através de um software, que abastecido com
     dados decorrentes de estudos estatísticos, utiliza o múltiplo das médias (multiples of the median-MoM)
     para fornecer um risco fetal para Síndrome de Down e má formações do tubo neural - Taxa de detecção:
     82% e Taxa de falso positivo: 1%.
     Detecta Síndrome de Down e má formação do tubo neural com maior taxa de detecção e menor taxa de
     falsos-positivos, por isso é considerado o teste ideal.
Valor de Referência:
     Limite de Risco 1:200
     Nota: Lembramos que em uma triagem positiva (risco maior 1:200) existe apenas a probabilidade do feto
     apresentar anomalias, haja visto que o teste apresenta resultados falso positivos. A triagem negativa não
     exclui a possibilidade de uma gestação afetada em função dos resultados falso-negativos.
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
     - Realizar no 1o trimestre (10a a 13a semana de gestação) ideal 12a semana e 2o trimestre (15a a 22a
     semana de gestação) ideal 15a a 18a semana.
Informações necessárias:
     Infomar: data de nascimento, raça, peso, data da coleta, data do 1 o dia da última menstruação, diabete
     tipo I? gravidez após fertilização “in vitro”, anormalidade de feto em gestação anterior: síndrome de
     Down, malformação de tubo neural, abortos anteriores, outros especifique, nome do ultra-sonografista,
     data da realização do ultra-som, comprimento cabeça nádegas (CCN), translucência nucal (tn), data,
     diâmetro biparietal, semana de gestação ultra-som (semanas/dias), número de fetos.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.


TESTE COMBINADO
PAPP-A - Translucência Nucal
Comentários:
    Os dados obtidos nas determinações, são analisados através de um software, que abastecido com
    dados decorrentes de estudos estatísticos, utiliza o múltiplo das médias (multiples of the median -MoM)
    para fornecer um risco fetal para Síndrome de Down - Taxa de detecção: 82% e Taxa de falso positivo:
    5%. Detecta somente Síndrome de Down.
Valor de Referência:
    Limite de Risco 1:200



                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                137
     Nota: Lembramos que em uma triagem positiva (risco maior 1:200) existe apenas a probabilidade do feto
     apresentar anomalias, haja visto que o teste apresenta resultados falso positivos. A triagem negativa não
     exclui a possibilidade de uma gestação afetada em função dos resultados falso-negativos.
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
     - Realizar no 1o trimestre (10a a 13a semana de gestação) ideal 12a semana.
Informações necessárias:
     Infomar: data de nascimento, raça, peso, data da coleta, data do 1o dia da última menstruação, diabete
     tipo I? gravidez após fertilização “in vitro”, anormalidade de feto em gestação anterior: síndrome de down,
     malformação de tubo neural, abortos anteriores, outros especifique, nome do ultra-sonografista, data da
     realização do ultra-som, comprimento cabeça nádegas (CCN), translucência nucal (tn), data, diâmetro
     biparietal, semana de gestação ultra-som (semanas/dias), número de fetos.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.

                                                                                                  Continua...
                                                                                 Continuação...RISCO FETAL


TESTE TRIPLO
Alfafetoproteina - Estriol Livre -  HCG Livre
Comentários:
     Os dados obtidos nas determinações, são analisados através de um software, que abastecido com
     dados decorrentes de estudos estatísticos, utiliza o múltiplo das médias (multiples of the median -MoM)
     para fornecer um risco fetal para Síndrome de Down e má formações de tubo neural - Taxa de detecção:
     69% e Taxa de falso positivo: 5%. Detecta Síndrome de Down e má formação do tubo neural.
Valor de Referência:
     Limite de Risco 1:200
     Nota: Lembramos que em uma triagem positiva (risco maior 1:200) existe apenas a probabilidade do feto
     apresentar anomalias, haja visto que o teste apresenta resultados falso positivos. A triagem negativa não
     exclui a possibilidade de uma gestação afetada em função dos resultados falso-negativos.
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
     - Realizar no 2o trimestre (15a a 22a semana de gestação) ideal 15a a 18a semana.
Informações necessárias:
     Infomar: data de nascimento, raça, peso, data da coleta, data do 1o dia da última menstruação, diabete
     tipo I? gravidez após fertilização “in vitro”, anormalidade de feto em gestação anterior: síndrome de down,
     malformação de tubo neural, abortos anteriores, outros especifique, nome do ultra-sonografista, data da
     realização do ultra-som, comprimento cabeça nádegas (CCN), translucência nucal (tn), data, diâmetro
     biparietal, semana de gestação ultra-som (semanas/dias), número de fetos.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




SHBG  Globulina Ligadora de Hormônios Sexuais
Comentários:
    É uma proteína sintetizada no fígado que funciona como uma proteína de transporte para alguns
    hormônios sexuais. A maioria dos hormônios gonadais circulante são ligados a proteína. Testosterona,
    dihidrotestosterona e estrogênios são ligados à SHBG. Conseqüentemente, não somente alterações na
    secreção desses hormônios mas também alterações na concentração do SHBG podem conduzir a
    variações nos níveis circulantes dos hormônios. Encontra-se aumentada na estrogenioterapia, gestação,
    alcoolismo, hipogonadismo masculino, hipertireoidismo, síndrome da feminização testicular. Encontra-se
    diminuída no hirsutismo, virilização, obesidade extrema e terapia ou abuso de androgênios.
Método:
    Quimioluminescência
138                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Valor de Referência:
     Homem  13 a 71 nmoL/L
     Mulher  18 a 114 nmoL/L
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JD 4h.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




T3 Livre
Comentários:
     A maior parte do T3 circulante é ligada às proteínas; somente 0,3% existe na forma livre, não ligada. A
     medida do T3 é utilizada para diagnóstico e monitoramento do tratamento do hipertireoidismo. Quando
     um aumento na TBG é suspeitado como a causa de um nível sérico total elevado de T3, o ensaio de T3
     livre pode diferenciar esta condição do verdadeiro hipertireoidismo. Encontra-se aumentado na Doença
     de Graves, na tireotoxicose por T3, na resistência periférica ao hormônio tireoidiano, adenoma produtor
     de T3. Diminuído na Síndrome do Eutireoidiano Doente e hipotireoidismo (1/3 dos casos).
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
     0,30 a 0,51 ng/dL
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer e, se mulher,
     informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




T3 Retenção
Comentários:
    É uma medida indireta dos sítios não saturados da TBG. T3 retenção não mede os níveis séricos de T3.
    O primeiro ensaio foi descrito utilizando eritrócitos. T3 marcado foi utilizado em preferência ao T4 devido
    a sua menor afinidade pela TBG. Os eritrócitos foram subseqüentemente substituídos por resinas. O T3
    retenção é utilizado conjuntamente com a dosagem do T4 total para cálculo do ITL (Indice de Tiroxina
    Livre). Recentemente, os ensaios de hormônios tireoidianos livres tornaram-se mais reprodutivos e
    diminuiu a necessidade da T3 retenção.
Método:
    Quimioluminescência
Valor de Referência:
    27 a 36%
Condição:
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                 139
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer e, se mulher,
     informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




T3 Reverso
Comentários:
    3,3´5´-Triiodotironina (T3 reverso, rT3) é, juntamente com o 3,5,3´-Triiodotironina (T3), um metabólito
    deiodinado da tiroxina (o maior produto secretório da glândula tireóide). Ao contrário do T3, entretanto, o
    rT3 é metabolicamente inerte. Encontra-se elevado na Síndrome do Eutireoidiano Doente, no recém-
    nato, na Síndrome do T3 baixo e no hipertireoidismo. Redução nos seus níveis é observada no
    hipotireoidismo.
Método:
    Radioimunoensaio
Valor de Referência:
    0,09 a 0,35 ng/mL
Condição:
    0,6 mL de Soro.
    - JD 4H.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.



T3 Total
Comentários:
    A triiodotironina total é normalmente produzida primariamente pela deiodinação do T4 (80%) e é também
    secretada diretamente pela glândula tireóide. T3 no sangue é predominantemente ligado a proteínas
    plasmáticas. Apresenta-se elevado na Doença de Graves, T3 toxicose, nos casos de hipertireoidismo
    TSH dependente , aumento de TBG, gravidez. Valores baixos podem ser encontrados nos quadros de
    doença não tireoidiana, hipotireoidismo e reduções da TBG.
Método:
    Quimioluminescência
Valor de Referência:
     Cordão                    15 a 75 ng/dL
     1 a 30 dias               32 a 216 ng/dL
     31 dias a 5 anos          80 a 270 ng/dL
     6 a 10 anos               90 a 249 ng/dL
     > 10 anos a Adulto  75 a 220 ng/dL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JD 4h.
140                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional.
     Informar qualquer medicamento que usa ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




T4 Livre
Comentários:
     Hormônios tireoidianos são transportados no sangue ligado a várias proteínas de ligação. Estas incluem
     a TBG, globulina, pré-albumina e albumina. Somente 0,03% de T4 está livre. Hipertireoidismo e
     hipotireodismo resultam de concentrações anormais de T4 livre. Encontra-se aumentado no
     hipertireoidismo e na Síndrome de Resistência ao Hormônio Tireodiano. Sua concentração encontra-se
     diminuída no hipotireoidismo. Os resultados podem estar inadequados na presença de autoanticorpos
     anti-tiroxina, fator reumatóide ou tratamento com heparina. Pode estar aumentado na hipertiroxinemia
     disalbuminêmica familiar. Discrepâncias nos níveis de T4 entre os diversos métodos são observadas e
     são ainda mais acentuadas na presença de alterações extremas das proteínas de ligação, doenças não
     tireoidianas, anticonvulsivantes e algumas outras drogas.
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
     0,75 a 1,80 ng/dL
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional.
     Informar qualquer medicamento que usa ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.

T4 Total
Comentários:
   Tiroxina (T4, tetraiodotironina) é o maior produto secretado pela glândula tireóide. No sangue T4 é ligado
   a uma de três classes de proteínas: TBG, transtiretina e albumina. Somente uma pequena fração do T4T
   está na forma livre (0,03%). A concentração total de T4 geralmente reflete a atividade secretória da
                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                141
     glândula tireóide. Encontra-se elevado nos casos de hipertireoidismo, disalbuminemia familiar, aumento
     da TBG, aumento da transtiretina (TBPA). Sua concentração está diminuída no hipotireoidismo, no
     quadro de doença não tireoidiana e na redução da TBG. Autoanticorpos anti-T4 podem interferir com o
     ensaio.
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
      1 a 10 dias           11,8 a 23,2 g/dL
      10 dias a 1 ano       8,0 a 16,0 g/dL
      1 a 5 anos            7,3 a 15,0 g/dL
      6 a 10 anos           6,4 a 13,3 g/dL
      > 10 anos a Adulto  5,0 a 12,0 g/dL
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional.
     Informar qualquer medicamento que usa ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




TBG  Globulina Ligadora de Tiroxina
Comentários:
     A Globulina Ligadora de Tiroxina (TBG) é a principal proteína sérica carreadora de T4 e T3.
     Alterações da TBG se refletem paralelamente na dosagem dos hormônios tireoidianos.
     Existem quadros genéticos de elevação ou diminuição da TBG. Além disso, a concentração de TBG se
     altera por influência de diversas drogas (anticoncepcionais ou terapia com estrógenos), na gravidez e
     também por causas hereditárias, onde é útil na diferenciação entre hipotireoidismo congênito (T4 Neo-
     natal baixo) e deficiência congênita de TBG.
     Aumento ou diminuição das concentrações de TBG terá como consequência um aumento ou redução do
     número de sítios de ligação disponíveis para o T4, com consequente elevação ou queda da fração ligada
     deste hormônio, às custas de maior ou menor fixação do hormônio livre.
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
     13,6 a 27,2 mg/L
Condição:
     0,5 mL Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional.
     Informar qualquer medicamento que usa ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.


Testosterona
Comentários:
   Testosterona é o andrógeno mais abundante secretado pelas células de Leydig. Testosterona é tanto um
   hormônio quanto um pró-hormônio que pode ser convertido em um outro potente androgênio
   (dihidrotestosterona) e um hormônio estrogênio (estradiol). A conversão em DHT ocorre em tecidos
142                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     contendo a 5 alfa-redutase, enquanto a conversão em estradiol ocorre em tecidos contendo a aromatase.
     A secreção da testosterona é primariamente dependente da estimulação das células Leydig pelo LH que,
     por sua vez, depende da estimulação da hipófise pelo hormônio hipotalâmico liberador de gonadotropina
     (GnRH). A testosterona faz parte do mecanismo clássico de feedback do LH sérico. Testosterona tem
     uma variação diurna com picos séricos máximos entre 04:00-08:00 e mínimos entre 16:00-20:00. A
     testosterona circula no plasma ligada à SHBG (65%) e albumina (30 a 32%). Aproximadamente 1 a 4%
     da testosterona no plasma está livre. Encontra-se aumentada na puberdade precoce (masculina),
     resistência androgênica, testotoxicose, hiperplasia adrenal congênita, Síndrome dos Ovários Policísticos,
     tumores ovarianos, tumores adrenais. Sua concentração pode estar reduzida no atraso puberal
     (masculino), deficiência de gonadotropina, defeitos testiculares e doenças sistêmicas.
Método:
     Imunofluorimetria
Valor de Referência:
                                    Homem                      Mulher
      Cordão                    200 a 500 pg/mL            230 a 370 pg/mL
      0 a 3 meses               200 a 1000 pg/mL             50 a 160 pg/mL
      4 a 12 meses              150 a 450 pg/mL              40 a 120 pg/mL
      1 a 9 anos                 40 a 300 pg/mL              30 a 200 pg/mL
      Pré Puberal               200 a 2000 pg/mL           100 a 300 pg/mL
      Adulto                  2500 a 9500 pg/mL            200 a 800 pg/mL
Condição:
      0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso (inclusive pomadas e cremes), dia e hora da última dose. Se mulher,
     informar uso de anticoncepcional.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.
Testosterona Livre
Comentários:
     Testosterona é o andrógeno mais abundante secretado pelas células de Leydig. Testosterona é tanto um
     hormônio quanto um pró-hormônio que pode ser convertido em um outro potente androgênio
     (dihidrotestosterona) e um hormônio estrogênio (estradiol). A conversão em DHT ocorre em tecidos
     contendo a 5 alfa-redutase, enquanto a conversão em estradiol ocorre em tecidos contendo a aromatase.
     A secreção da testosterona é primariamente dependente da estimulação das células Leydig pelo LH que,
     por sua vez, depende da estimulação da hipófise pelo hormônio hipotalâmico liberador de gonadotropina
     (GnRH). A testosterona faz parte do mecanismo clássico de feedback do LH sérico. Testosterona tem
     uma variação diurna com picos séricos máximos entre 04:00-08:00 e mínimos entre 16:00-20:00. A
     testosterona circula no plasma ligada à SHBG (65%) e albumina (30 a 32%). Aproximadamente 1 a 4%
     da testosterona no plasma está livre. Encontra-se aumentada na puberdade precoce (masculina),
     resistência androgênica, testotoxicose, hiperplasia adrenal congênita, Síndrome dos Ovários Policísticos,
     tumores ovarianos, tumores adrenais. Sua concentração pode estar reduzida no atraso puberal
     (masculino), deficiência de gonadotropina, defeitos testiculares e doenças sistêmicas.
Método:
     Radioimunoensaio
Valor de Referência:
      Mulher Fase folicular: 0,4 a 3,6 pg/mL               Homem  6 a 10 anos: 0,2 a 5,5 pg/mL
               Fase luteínica: 0,5 a 3,8 pg/mL                           11 a 14 anos: 0,3 a 25,0 pg/mL
               Uso de contraceptivo: 0,3 a 2,9 pg/mL                     15 a 39 anos: 12 a 55 pg/mL
               Menopausa:         0,3 a 2,5 pg/mL                        40 a 59 anos: 11 a 50 pg/mL
                                                                          > 60 anos: 10 a 30 pg/mL
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso (inclusive pomadas e cremes), dia e hora da última dose. Se mulher,
     informar uso de anticoncepcional.

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                143
Conservação para envio:
   Até 7 dias entre 2o e 8o C.



Tireoglobulina, Anticorpos Anti
Comentários:
     Imunoglobulinas circulantes dirigidas contra a tireoglobulina estão presentes em pacientes com tireoidite
     de Hashimoto e em uma menor extensão, doença de Graves. Os novos métodos praticados em nosso
     laboratório são mais sensíveis. Anticorpos anti-Tg podem ser detectados em indivíduos sem doença
     tireodiana clinicamente significativa. Eles não definem o status da função tireoidiana. Anticorpos anti-Tg
     interferem com a mensuração da tireoglobulina com os imunoensaios. Conseqüentemente, o soro a ser
     estudado para tireoglobulina é rastreado para a presença de anticorpos antitireoglobulina.
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
     < 40 IU/mL
Condição:
     0,6 mL de Soro.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se está grávida ou se usa anticoncepcional.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Tireoglobulina  TG
Comentários:
     A Tireoglobulina é uma glicoproteína produzida pelas células tireoidianas sendo o maior componente do
     colóide intrafolicular da glândula tireoide. Seus níveis séricos variam com o estado funcional da tireóide,
     estando elevados nos processos inflamatórios tireoidianos (tireoidites), carcinomas da tireóide (papilífero,
     folicular e misto), hipertireoidismo ou após palpação vigorosa da glândula. Há também um aumento dos
     níveis séricos com o estímulo do TRH ou TSH. A administração de hormônio tireoidiano diminui os níveis
     de tireoglobulina circulantes. Sua avaliação é útil após cirurgia de câncer da tireóide, como marcador da
     recorrência ou persistência do mesmo após a tireoidectomia total.
Método:
     Imunofluorimetria
     Teste realizado em duplicata para determinar recuperação de auto anticorpos anti-tireoglobulina.
Valor de Referência:
      Normal  2 a 35 ng/mL
      Suprimidos  < 2 ng/mL
     A determinação sérica da Tireoglobulina já sinaliza possível interferência dos auto-anticorpos anti-
     tireoglobulina por intermédio do teste de recuperação, que já era executado, porém os índices só eram
     liberados quando a recuperação era inferior a 80%.
     Nota: Outras patologias tireoidianas tais como: Graves, Distúrbio de síntese e Tireoidite, podem elevar os
     níveis de TG.
Condição:
     1,0 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se está grávida ou se usa anticoncepcional.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.


144                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
TPO  Microssomal, anticorpos anti
Comentários:
     A peroxidase tireoidiana (TPO), uma enzima que cataliza as etapas de iodinação e acoplamento da
     biosíntese do hormônio tireoidiano, é agora conhecida como o principal antígeno microssomal. O
     principal uso deste exame é a confirmação do diagnóstico de tireoidite autoimune. O anticorpo anti-TPO
     tem sido utilizado no lugar da determinação do anticorpo antimicrossomal. Anticorpos anti-TPO podem
     ser detectados em pessoas sem doença tireoidiana significativa. Eles não definem o status funcional
     tireoidiano do paciente. Substitui com vantagens os anticorpos antimicrossomais.
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
     < 15 IU/mL
     Obs.: Cerca de 10% da população normal ou pacientes sem doenças tireoidianas e portadores de
     doenças reumáticas e inflamatórias, podem apresentar anti-TPO positivo, porém em níveis limiares.
Condição:
     0,6 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso. Se mulher, informar se está grávida ou se usa anticoncepcional.
     Informar qualquer medicamento que usa ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




TRAb  Anticorpo Inibidor da Ligação de TSH Endógeno
Comentários:
     O TRAB é um anticorpo anti-receptor de TSH e a sua presença em concentrções significativas no soro
     indica doença auto-imune em atividade (doença de Graves). É útil no diagnóstico de hipertireoidismo e
     na avaliação de recidiva da doença de Graves, uma vez que seus níveis diminuem com o uso de drogas
     antitireoidianas. Assim, ausência de TRAB após tratamento diminui a tendência de recidiva da doença.
     Estes anticorpos podem estar presentes também, em alguns casos de tireoidite de Hashimoto, tireoidite
     subaguda, tireoidite silenciosa, e em recém-nascidos de mães portadoras de doença de Graves, devido à
     transferência feto-placentária destes anticorpos.
Método:
     Radioimunoensaio (Radioreceptor)
Valor de Referência:
     Inibição > 10% é considerado Positivo
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer e, se mulher,
     informar se está grávida ou se usa anticoncepcional.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.



TSH ultra sensível
Comentários:
   A medida sérica do TSH é um dos mais importantes exames no diagnóstico de desordens tireoidianas. A
   secreção de TSH da glândula hipófise é controlada pelo TRH hipotalâmico e o feedback negativo dos

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               145
     hormônios tireoidianos livres circulantes. Assim, em pessoas com o eixo hipótalamo-hipofisário intacto,
     há uma relação inversa das concentrações dos hormônios tireoidianos livres e TSH. O TSH aumentado é
     observado nos casos de hipotireodismo primário, hipertireoidismo TSH-dependente e Síndrome de
     Resistência ao Hormônio Tireoidiano. Valores reduzidos podem ser observados nos casos de
     hipertireoidismo primário e hipotireoidismo secundário.
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
     0,3 a 5,0 UI/mL
     Nota: Crianças com idade de até 10 meses e com T4 Livre normal, aceitam-se os valores de TSH até 15
     UI/mL (o sistema de feedback ainda não está totalmente amadurecido).
Condição:
     0,9 mL de Soro.
     - JD 4h.
     Obs.: até 90 dias vide TSH neonatal pág. 311.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional.
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Vitamina B12
Comentários:
     A Vitamina B12 tem papel importante na hematopoiese, na função neural, no metabolismo do Ácido
     Fólico e na síntese adequada de DNA. Apresenta-se diminuído, na produção deficiente de fator
     intrínseco (determinada pela atrofia da mucosa gástrica, resultando em anemia perniciosa), nas
     síndromes de má-absorção (por ressecção do intestino delgado, doença celíaca e espru tropical), no
     alcoolismo, na deficiência de ferro e folato, no uso de medicamentos que podem levar a diminuição da
     absorção e nas dietas vegetarianas estritas.
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
      200 a 950 pg/mL
      Faixa de Dúvida (Cinza)  120 a 200 pg/mL
Condição:
     0,8 mL de Soro.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
Laboratórios:
     Enviar em frasco âmbar (sensível à luz).
Conservação para envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




146                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI   147
      O Dr. VICTOR C. PARDINI é o responsável pelo Departamento de Genética, com
      mestrado e doutorado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo/Escola
      Paulista de Medicina, uma das mais renomadas universidades do país. O Dr. Victor
      C. Pardini, endocrinologista com formação em genética, possui cursos no “Hôpital
      Saint-Louis”, “Centre de Ètude de Polimorfism Humaine – CEPH” e em um dos
      mais importantes laboratórios forenses dos Estados Unidos da América, como o
      Laboratório de Identificação pelo DNA da Universidade do Norte do Texas, em Fort
      Worth, EUA, coordenado pelo Dr. Arthur Eisenberg.



Acondroplasia, Estudo Genético
Comentários:
    A acondroplasia é a forma mais comum de displasia. Esta alteração é responsável pelo fenótipo
    chamado anão. Realizamos o estudo das duas mutações que causam a doença: G1138A e G1138C.
Método:
    PCR
Condição:
    1 tubo de Sangue total (EDTA).
Conservação para envio:
    Enviar em temperatura ambiente.


Análise de Alimentos Transgênicos
Comentários:
148                          Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Usado para detectar modificações genéticas feitas em grãos, farelos e produtos primários de soja e
    milho.
Método:
    PCR
Condição:
    Grãos, farelos e produtos primários.
Conservação para envio:
    Entrar em contato com o setor de genética.


Apolipoproteína E, Estudo Genético
Comentários:
    A apolipoproteína E possui um papel importante na regulação dos níveis lipídicos e no reparo neuronal.
    Este exame é indicado para casos em que há suspeita clínica de Alzheimer e para pacientes com fator
    de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Método:
    PCR
Condição:
    1 tubo de Sangue total (EDTA).
Conservação para envio:
    Enviar em temperatura ambiente.




Ataxias, Painel
Comentários:
    As ataxias representam um grupo heterogêneo de desordens neurogenerativas, caracterizadas
    principalmente por ataxia progressiva e disartria. Neste painel são estudadas as ataxias
    espinocerebelares SCA1, SCA2, SCA3, SCA10 e a Ataxia de Friedreich através da detecção das
    expansões de nucleotídeos.
Método:
    PCR
Condição:
    1 tubo de Sangue total (EDTA).
Conservação para envio:
    Enviar em temperatura ambiente.

Cariótipo com Banda G
Comentários:
    Através da técnica de cariotipagem com bandamento G é possível identificar de forma precisa cada par
    de cromossomo e detectar anomalias estruturais ou numéricas como, por exemplo, Síndrome de Down,
    Síndrome de Turner, Síndrome de Klinefelter, dentre outras. Este é um exame constitucional, logo não
    detecta alterações cromossômicas adquiridas.
Método:
    Bandamento G
Condição:
    1 tubo de Sangue Total em heparina sódica.
    - Colher em tubo com heparina sódica (fornecido pelo laboratório) ou colher em seringa utilizando 0,1
       mL de Liquemine (enviar a seringa). Adulto: 3 a 7 mL. Criança: 2 a 4 mL.
    - O tubo deve ser estéril. O material não será aceito em tubo tampa amarela.


                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              149
   - Fundamental: se não houverem as hipóteses diagnósticas do médico, perguntar ao cliente ou
      responsável o motivo deste pedido.
   - Informar dia, hora da coleta e idade do paciente.
   - Obrigatório o preenchimento do questionário para exames citogenéticos.
Conservação para envio:
   Enviar em até 24 horas refrigerado. Não congelar (prazo de saída do laboratório de origem).

FETAL
Condição:
   1 tubo de Sangue Fetal colhido do cordão umbilical em heparina sódica.
   - Colher a partir da 20a semana de gestação até o nascimento.

Cariótipo de Alta Resolução
Comentários:
    É indicado quando se suspeita de microdeleções cromossômicas associadas a Síndromes genéticas
    como, por exemplo, Síndrome de Algelman e Síndrome de Prader-Willi, Síndrome de Digeorge,
    Síndrome de Beckwith-Wiedemann.
Método:
    Bandamento G
Condição:
    1 tubo de Sangue Total em heparina sódica.
    - Colher em tubo com heparina sódica (fornecido pelo laboratório) ou colher em seringa utilizando 0,1 mL
    de Liquemine (enviar a seringa). Adulto: 3 a 7 mL. Criança: 2 a 4 mL.
    - O tubo deve ser estéril. O material não será aceito em tubo tampa amarela.
    - Fundamental: se não tiver as hipóteses diagnósticas do médico, perguntar ao cliente ou responsável o
    motivo deste pedido.
    - Informar dia, hora da coleta e idade do paciente.
    - Obrigatório o preenchimento do questionário para exames citogenéticos.
Conservação para envio:
    Após colher, enviar em até 24 horas refrigerado. Não congelar.
Cariótipo com Bandas de Vilo Corial
Método:
    Bandamento G
Condição:
    Vilosidade coriônica em meio de cultura (fornecido pelo laboratório), colhida pelo médico, entre a 10 a e a
    14a semanas de gestação.
Laboratórios:
    Recebemos somente da região metropolina de Belo Horizonte: planejar a data da coleta de modo que o
    material chegue até 4a feira pela manhã em nosso laboratório, caso contrário poderá haver perda do
    material.
Conservação para envio:
    Enviar em temperatura ambiente no meio de cultura.


Cariótipo de Medula
Comentários:
    O cariótipo de Medula Óssea está indicado para diagnóstico em casos de suspeita de LCM
    (Cromossomo Philadelphia) e demais leucemias, bem como em outras desordens hematológicas
    malignas.
Método:
    Bandamento G
Condição:
    Medula: 2,0 a 5,0 mL de aspirado de medula colhido com 0,1 a 3,0 mL de heparina sódica.
    - O material tem que chegar até no máximo 06 horas após a coleta.
    - Informar hipótese diagnóstica.
    - Obrigatório o preenchimento do questionário para exames citogenéticos.
Laboratórios:
150                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
   Entrar em contato com o setor para envio do kit de coleta de Medula.
Conservação para envio:
   Enviar em temperatura ambiente. Não resfriar. Não congelar.

Cariótipo p/ pesquisa de X-Frágil
Comentários:
     A pesquisa do Cromossomo X-Frágil é um exame auxiliar no diagnóstico da Síndrome do X-Frágil,
     também conhecida como Síndrome de Martin-Bell, uma das mais freqüentes causas de retardo mental
     ligado ao Cromossomo X.
Método:
     Citogenética
Condição:
     1 tubo de Sangue Total em heparina sódica.
     - Colher em tubo com heparina sódica (fornecido pelo laboratório) ou colher em seringa utilizando 0,1 mL
     de Liquemine (enviar a seringa). Adulto 3 a 7 mL, criança 2 a 4 mL.
     - O tubo deve ser estéril. O material não será aceito em tubo de tampa amarela.
     - Informar medicamentos em uso.
Interferentes:
     Suspender medicação com Ácido Fólico por 2 semanas, se estiver em uso.
Laboratórios:
     Informar dia, hora da coleta e idade do paciente.
Conservação para envio:
     Enviar o material resfriado (não congelar) devendo chegar ao setor em até 48 horas.




Cariótipo de Sangue para Doenças Hematológicas
Comentários:
     Este exame visa a detecção de alterações cromossômicas adquiridas. É realizado no sangue de
     pacientes que apresentam uma alta porcentagem de células blásticas em divisão na corrente circulatória.
     Indicado principalmente quando não é possível coletar a medula óssea, nos casos de leucemias e
     linfomas com infiltração de células tumorais no sangue.
Método:
     Bandamento G
Condição:
     1 tubo de Sangue Total em heparina sódica.
Informações necessárias:
     Obrigatório o preenchimento do questionário para exames citogenéticos.
Conservação para envio:
     Enviar em até 24 horas refrigerado. Não congelar.



Cromossomo Y, estudo genético das microdeleções
Comentários:
    Estas microdeleções, localizadas no braço longo do cromossomo Y, detectadas neste estudo, estão
    associadas aos casos de infertilidade masculina.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
Condição:
    1 tubo de Sangue total (EDTA).
    1,0 mL de Esperma .
Conservação para envio:

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               151
      Enviar material refrigerado. Não congelar.


Cromossomo Y p/ Síndrome de Turner, pesquisa
Comentários:
    Aproximadamente 6% dos pacientes com a Síndrome de Turner apresentam mosaicismo onde há
    presença do cromossomo Y ou parte dele. A presença deste cromossomo tem uma forte associação com
    o risco do desenvolvimento de gonadoblastoma, o que justifica a importância deste diagnóstico. Este
    teste não serve de diagnóstico para Síndrome de Turner.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
Condição:
    2,0 mL de Sangue Total (EDTA).
    2,0 mL de Saliva (swab bucal).
Conservação para envio:
    Manter tubos em temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.


Distrofia de Becker e Duchenne, Diagnóstico
Comentários:
    As Distrofias de Becker/Duchenne são causadas por uma ou várias deleções no gene da distrofina. Este
    exame detecta estas mutações em dez principais exons do gene da distrofina, sendo possível concluir o
    diagnóstico em torno de 70 a 80% dos casos.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
Condição:
    1 tubo de Sangue Total (EDTA)
    - Realizado somente em pacientes do sexo masculino.
Conservação de envio:
    Enviar em temperatura ambiente.
Doença de Gaucher, diagnóstico
Comentários:
    A Doença de Gaucher (DG) é a mais comum das alterações relacionadas ao armazenamento lipídico
    (esfingolipidose), causada por uma deficiência de glicocerebrosidase lisosomal. Analisamos as mais
    comuns mutações (N370S, L444P, R463C) que causam a doença de Gaucher.
Método:
    PCR
Condição:
    1 tubo de Sangue total (EDTA).
Conservação para envio:
    Enviar material refrigerado. Não congelar.



Doença de Huntington, diagnóstico molecular
Comentários:
    A doença de Huntington é um distúrbio neurodegenerativo de curso progressivo. Este estudo detecta a
    expansão de trinucleotídeos na região gênica.
Método:
    PCR-STR Fluorescente
Condição:
    1 tubo de Sangue total (EDTA).
Conservação para envio:
    Enviar material refrigerado. Não congelar.




152                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Estudo Genético Fetal
Comentários:
    Este estudo é realizado através da extração do DNA de material de aborto, permitindo identificar
    aneuploidias dos cromossomos 21, 18, 16, 13, X e Y que consistem em causa de parte dos
    abortamentos espontâneos.
Método:
    PCR-STR – Microsatélites Fluorescentes
Condição:
    Material de aborto ou restos ovulares.
    - Cariótipo Molecular não substitui a citogenética clássica, principalmente em estudos de alterações
    estruturais.
    - Além do cromossomo 21, X e Y são estudados marcadores para os cromossomos 13, 16 e 18.
Conservação de envio:
    Enviar o material em água destilada ou soro fisiológico em temperatura ambiente. Material enviado em
    formol pode destruir o DNA, não será aceito.



Estudo de HLA DR para Diabetes Tipo 1
Comentários:
    Aproximadamente 95% dos pacientes com Diabetes Tipo 1 possuem HLA DR3 e/ou DR4, o que torna a
    tipagem de HLA uma grande ajuda na determinação de predisposição ao surgimento da doença.
Método:
    PCR Alelo Específico
Condição:
    1 tubo de Sangue total (EDTA).
Conservação de envio:
    Enviar em temperatura ambiente ou resfriado.



Estudo Genético das Trombofilias
Comentários:
    O Fator V Leiden e a mutação no gene da Protrombina estão associados ao risco de Trombose venosa,
    já a mutação no gene da Metilenotetrahidrofolato Redutase está associada ao aumento do risco de
    doença coronariana e ao aumento dos níveis de homocisteína.
Equivale
    FATOR V LEIDEN
    GENE DA METILENOTETRAHIDROFOLATO REDUTASE
    GENE DA PROTROMBINA



Fator V de Leiden
Método:
     PCR-RFLP para mutação pontual R506Q do gene Fator V
Condição:
     2,0 mL de Sangue (EDTA).
     2,0 mL de Saliva (swab bucal).
Conservação de envio:
     Manter tubos em temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.
Veja
     Estudo Genético das Trombofilias.



Fibrose Cística
Comentários:
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                 153
    Estudo indicado para:
    - Confirmação do diagnóstico em pessoas com manifestações clínicas de FC.
    - Identificação de portadores de defeito no gene da FC em pessoas com história familiar para FC.
    - Identificação de portadores de defeito no gene da FC.
    - Diagnóstico pré-natal.
    - Doadores de esperma e óvulos.
Método:
    PCR Alelo - Específico Fluorescente
    - Estudo das 4 mutações mais comuns relacionadas a FC por amplificação (PCR) direta. O estudo é
    realizado na forma de multiplex com sondas alelo-específicas para a região normal e mutante. As
    mutações estudadas são: Delta F508 - R553X - G542X - N1303K
    - Resultado negativo para as 4 mutações não exclui o diagnóstico de Fibrose Cística.
Condição:
    2,0 mL de Sangue (EDTA).
    2,0 mL de Saliva (swab bucal).
Conservação de envio:
    Manter tubos em temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.



Gene da Metilenotetrahidrofolato Redutase
Método:
   PCR-RFLP para mutação pontual C677T do gene da MTHFR
Condição:
   2,0 mL de Sangue (EDTA)
   Saliva (swab bucal).
Conservação para envio:
   Manter tubos em temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.
Veja
     Estudo Genético das Trombofilias.


Gene da Protrombina
Método:
    PCR-RFLP para mutação pontual G20210A do gene da Protrombina (Fator F2)
Condição:
    2,0 mL de Sangue (EDTA).
    2,0 mL de Saliva (swab bucal).
Conservação para envio:
    Manter tubos em temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.
Veja
       Estudo Genético das Trombofilias.



Haplotipagem de HLA DR e DQ
Comentários:
    Várias doenças autoimunes estão associados a algum tipo de HLA DR e/ou DQ como diabetes, artrite
    reumatóide, etc.
Método:
    PCR Alelo Específico
Condição:
    1 tubo Sangue Total (EDTA).
Conservação para envio:
    Manter em temperatura ambiente ou resfriado.



Hemocromatose, PCR
154                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Comentários:
    Este estudo deve ser solicitado para a confirmação do diagnóstico clínico de hemocromatose, suspeita
    após avaliação clínica, pacientes com elevação inexplicável da ferritina ou saturação de transferrina,
    avaliação de parentes de pacientes afetados e diagnóstico pré-natal.
Método:
    PCR-RFLP para mutações pontuais C282Y e H63D.
Condição:
    2,0 mL de Sangue Total (EDTA).
    2,0 mL de Saliva (swab bucal).
Conservação para envio:
    Manter tubos em temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.



Mutação 202 (G  A) da G6PD
Comentários:
    Este estudo consiste na detecção da principal mutação, dentre os indivíduos com a variante A, que leva
    à deficiência da Glicose 6 Fosfato Desidrogenase.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase (PCR-RFLP)
Condição:
    1 tubo de Sangue total (EDTA).
Conservação para envio:
    Enviar em temperatura ambiente.




Mutação da Alfa 1 Antitripsina
Comentários:
    Este estudo detecta os alelos mutantes S e Z que levam à deficiência da alfa-1 antitripsina, um dos
    principais fatores causadores de enfisema e outras doenças pulmonares.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase (PCR-RFLP)
Condição:
    1 tubo de Sangue total (EDTA).
Conservação para envio:
    Enviar em temperatura ambiente.



Mutação do Gene da MCAD
Comentários:
    Analisamos a mutação A985G da enzima MCAD através da técnica de PCR. Esta mutação gera uma
    desordem potencialmente fatal na beta oxidação mitocondrial de ácidos graxos. Alteração associada a
    Síndrome da Morte Súbita Infantil.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase (PCR-RFLP)
Condição:
    1 tubo de Sangue total (EDTA).
Conservação para envio:
    Enviar em temperatura ambiente.




                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              155
Paternidade, Estudo de Determinação
TRIO: Suposto Pai, Mãe e Filho                       DUO: Suposto Pai e Filho ou Mãe e Filho
Método:
   PCR-STR Fluorescente (Estudo de marcadores polimórficos através de tipagem).
Condição:
   2 tubos de Sangue (EDTA) p/ cada indivíduo.
   2 tubos de Saliva (swab bucal) p/ cada indivíduo.
Laboratórios:
   Fichas de identificação/autorização p/ a coleta deverão ser preenchidas (kit fornecido pelo laboratório).
Conservação para envio:
   Manter tubos em temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.



Quebras Cromossômicas, pesquisa
Comentários:
    Esta pesquisa consiste na única forma de diagnóstico da Anemia de Fanconi, discriminando-a da anemia
    aplástica idiopática. A realização desta pesquisa laboratorial é importante não só para diagnóstico, como
    também para a detecção de heterozigotos.
Método:
   Citogenética
Condição:
   1 tubo de Sangue Total em heparina sódica.
    - Informar medicamentos em uso.
    - O tubo deve ser estéril.
    - Informar dia, hora da coleta e idade do paciente.
Conservação para envio:
    Enviar o material resfriado (não congelar) devendo chegar ao setor em até 48 horas.



Sexo Genético
Comentários:
    Através do estudo de marcadores moleculares para o cromossomo X e Y é possível definir o sexo
    genético de um indivíduo. O sexo feminino apresenta dois cromossomos X e o sexo masculino um
    cromossomo X e um Y. Este teste é mais seguro que o exame de Cromatina Sexual.
    Este teste não serve de diagnóstico para Síndrome de Turner.
Método:
    PCR-STR Fluorescente
Condição:
    2,0 mL de Sangue (EDTA).
    2,0 mL de Saliva (swab bucal).
Conservação para envio:
    Manter tubos em temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.

Síndrome de Gilbert, diagnóstico genético
Comentários:
    Este estudo é indicado para afastar hipótese de doenças hepáticas, visto ser a Síndrome de Gilbert
    caracterizada por um aumento de bilirrubina indireta mesmo na ausência de hemólise ou doença
    hepática.
Método:
    PCR-STR Fluorescente
Condição:
    1 tubo de Sangue total (EDTA).
Conservação para envio:
    Enviar até 7 dias em temperatura ambiente. Não congelar.

156                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Síndrome de Willians, diagnóstico molecular
Comentários:
    O diagnóstico é feito através da pesquisa de uma deleção na região do gene da elastina, o que
    caracteriza as anomalias dentárias e faciais, retardo mental, estenose aórtica supravalvar e estenose
    pulmonar.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
Condição:
    1 tubo de Sangue total (EDTA)
    Swab bucal.
    - Exame realizado em mãe, pai e filho.
    - Enviar informações clínicas.
Conservação para envio:
    Enviar em temperatura ambiente.


SRY, Estudo por PCR
Comentários:
    Este estudo tem como objetivo a definição de forma rápida e segura do sexo genético de um indivíduo
    através da utilização deste marcador do cromossomo Y (SRY) e marcadores do cromossomo X. Este
    teste não serve para diagnóstico da Síndrome de Turner.
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
Condição:
    2,0 mL de Sangue Total (EDTA).
    2,0 mL de Saliva (swab bucal).
Conservação para envio:
    Manter tubos em temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.


Surdez Congênita, diagnóstico molecular
Comentários:
    O gene da conexina 26 é o principal gene envolvido na perda neurosensorial da audição. Este estudo
    detecta a mutação 35 del G (ou 30 del G) que consiste na principal mutação no gene da conexina.
Método:
    PCR-STR Fluorescente
Condição:
    1 tubo de Sangue total (EDTA).
Conservação para envio:
    Enviar em temperatura ambiente.



Translocação BCR-ABL
Comentários:
    Através da técnica de PCR é possível detectar de forma muito sensível a translocação entre os
    cromossomos 9 e 22 (cromossomo Philadelphia), caracterizando geneticamente a Leucemia Mielóide
    Crônica (LMC).
Método:
    Reação em Cadeia da Polimerase Reversa (RT-PCR)
Condição:
    3,0 mL de Sangue de medula óssea (EDTA) e/ou Sangue total (EDTA).
Conservação para envio:
    Enviar material refrigerado. Não congelar.



                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              157
Agregação Plaquetária
Comentários:
     O teste está indicado em todas as patologias onde podemos encontrar anormalidades da função
     plaquetária, principalmente nas desordens congênitas. Também usado na investigação laboratorial de
     pacientes com manifestações clínicas hemorrágicas ou trombóticas e no acompanhamento de indivíduos
     em uso de antiagregantes plaquetários.
     As alterações evidenciadas nos testes são variáveis para cada distúrbio congênito ou adquirido de
     função plaquetária e para cada medicamento.
Método:
     Born que registra o fenômeno da agregação de forma cinética, através do agregômetro de plaquetas.
Valor de Referência:
      Adrenalina  40 a 80%
      ADP           60 a 80%
      Ristocetina  70 a 90%
      Colágeno  60 a 80%
      Agregação espontânea  ausente
Condição:
     Sangue Total (4 tubos de citrato + 1 tubo EDTA).
     - JO 8h.
Laboratórios:
     Recebemos ate às 09:00 horas na unidade matriz (exceto sábados) - material colhido e enviado no
     mesmo dia até 2 horas após a coleta.
Informações necessárias:
     - Informar medicamentos em uso.
     - Fazer levantamento histórico de sangramento, aparecimento de manchas roxas, petéquias, medica-
     mentos em uso, doenças de coagulação na família.
158                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Conservação de envio:
   Até 2 horas em temperatura ambiente.




Anticoagulante Lúpico
Comentários:
     Anticoagulantes circulantes ou inibidores adquiridos dos fatores da coagulação são imunoglobulinas que
     aparecem em indivíduos que possuem uma deficiência congênita (como resultado da administração do
     fator deficiente) ou em pacientes hemostaticamente normais que desenvolvem um processo auto-imune,
     sendo o mais comum deles o anticoagulante lúpico. Sua presença pode causar tromboembolismo
     venoso recorrente, acidente vascular cerebral, abortos de repetição.
Método:
     Teste de Inibição da Tromboplastina Tissular
Valor de Referência:
      < 1,15         negativo
      1,15 a 1,20  duvidoso
      > 1,20         positivo
Método:
     Veneno de Víbora de Russel - Triagem com confirmação
Valor de Referência:
     Negativo
Condição:
     2,0 mL de Plasma em citrato.
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Informar se está ou esteve em uso recentemente de anticoagulantes e qual a dosagem.
Laboratórios (região BH):
     Enviar para matriz no máximo 2h após a coleta e até às 20 h do mesmo dia.
     O exame sofre alterações importantes se não for executado dentro de até 2h após a coleta.
Conservação de envio:
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               159
    Enviar até 2 horas em temperatura ambiente.
Laboratórios (outras regiões):
    Neste caso, será realizado apenas a metodologia Veneno de Víbora de Russel.
    - Colher em tubo siliconizado sem garrotear ou com garroteamento mínimo.
    - O tubo de citrato deverá ser o segundo na ordem da coleta. Se não houver solicitação de outro exame,
      colher tubo sem anticoagulante, desprezar e depois colher o tubo com citrato.
    - Centrifugar imediatamente após a coleta (3000 rpm por 15 minutos).
    - Separar o plasma cuidadosamente, transferindo-o para tubo siliconizado ou tubo plástico. Cuidado
      para não tocar a ponteira na camada de células, pois isto pode contaminar o plasma com plaquetas.
    - Repetir o processo de centrifugação transferindo novamente o sobrenadante p/ outro tubo com os
      mesmos cuidados anteriores a fim de garantir um plasma com menos de 10.000 plaquetas por mm3
      de plasma.
    - Contar o número de plaquetas residual e caso tenha mais de 10.000/mm3 repetir o processo.
    - Separar o plasma em duas alíquotas de no mínimo 1 mL cada e congelar imediatamente.
    - Enviar material congelado, em gelo seco de preferência.
Conservação de envio:
    Até 14 dias congelar em temperatura inferior a 0o C.
    Só poderá ser recebida amostra que chegue ao laboratório congelada.




Células de Downey, pesquisa
Comentários:
     Os linfócitos atípicos (não neoplásicos) são encontrados na Mononucleose Infecciosa, em infecções
     viróticas e outras. Variam bastante em tamanho e aparência, sendo o tipo de células maiores conhecido
     como célula de Downey.
Valor de Referência:
     Negativo
Condição:
     1,5 mL de Sangue Total em EDTA e/ou 2 esfregaços sangüíneos secos em temperatura ambiente (sem
     corar).
Veja também:
     Leucograma pág.169
Conservação de envio:
     Sangue: Até 12 horas em temperatura ambiente.
     Esfregaço: Até 72 horas em temperatura ambiente (não corados).




Células LE, pesquisa
Comentários:
    A célula LE pode ser um neutrófilo, monócito e raramente um eosinófilo que fagocitou a massa LE. O
    resultado é dado como positivo ou negativo conforme a presença ou ausência de células LE. Porém, a
160                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    presença de somente uma célula LE não é suficiente para dar um resultado positivo, sendo necessário
    para isso a observação de várias células LE típicas. No Lupus Eritematoso Sistêmico a positividade da
    pesquisa é observada em 70 a 80% dos casos. Podem ocorrer reações falso-negativas nas leucopenias,
    uso de corticóides, etc e reações falso positivas em reações a drogas, artrite reumatóide,
    glomerulonefrites, etc.
    Veja também FAN.
Método:
    Hargraves
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    7,0 mL de Sangue Total sem anticoagulante.
    3,0 mL Liquor - Liq. Sinovial - Liq. Pleural - Líq. Ascítico - Lavado bronco alveolar.
Laboratórios:
    Sangue: mantê-lo a 37o C por 2 horas após a coleta e enviá-lo no máximo até às 16:00 horas (2 a a 6a
    feira) do mesmo dia da coleta. Líquidos: enviar líquidos corporais imediatamente após a coleta. Não
    congelar. Refrigerar.
Conservação de envio:
    Sangue: até 2 horas em temperatura ambiente. Até 4 horas a 37o C.




Citometria e Citologia (Líquidos corporais)
Comentários:
    O estudo dos líquidos corporais é ferramenta indispensável para o diagnóstico, monitoração e
    prognóstico de processos infecciosos, inflamatórios, hemorrágicos e mesmo neoplásicos dessas
    cavidades. É utilizado para diferenciação dos processos em agudos ou crônicos, locais ou sistêmicos,
    bacterianos, viróticos ou fúngicos. O aumento de celularidade e suas particularidades, com predomínio
    das formas polimorfonucleares ou linfomonocitárias, aliadas às determinações bioquímicas, exames
    bacteriológicos e imunológicos define a presença e resposta ao tratamento de meningites, pneumonias,
    artrites e peritonites.
Método Citometria:
    Contagem manual
Método Citologia:
    Microscopia - Coloração - May Grunwald Giemsa
Valor de Referência:
    Líquor
    Cor               incolor (xantocrômico até 30 dias de vida)
    Aspecto           límpido, cristalino, transparente, água de rocha
    Leucometria  até 5 células/mm3
                      Recém nascido: ate 15 células/mm3
    Citologia diferencial de células:  Adultos: 95% de linfócitos e até 5% de monócitos
                                        Crianças: 90% de linfócitos e até 10% de monócitos

                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              161
    Líq. Sinovial
    Cor                  amarelo palha
    Aspecto              transparente, límpido
    Viscosidade          elevada
    Coágulo de mucina  grumo firme em líquido claro
    Leucometria          0 a 200/mm3
    Neutrófilos          0 a 25%
    Líq. Pleural
    A presença de líquido detectável no espaço pleural é sempre patológica, não existem valores normais e
    sim correlação clínica e patológica.
    Líq. Ascítico
    A presença de mais de 50 mL de Líquido ascítico na cavidade abdominal já é patológico.
    Lavado broncoalveolar
    Cor             incolor
    Aspecto         claro, límpido
    Celularidade  200 a 1000 células/mm3
    Citologia Macrófagos alveolares: 80 a 89 %
              Linfócitos: 8 a 18%
              Neutrófilos: < 3%
              Eosinófilos: < 1%
              Outras células: 0 %
Condição:
    1,0 mL Líq.Ascítico - Líq.Pleural - Líquor (EDTA) - Líq.Sinovial (puncionado de qualquer articulação).
    5,0 mL Lavado broncoalveolar.
Laboratórios:
    Enviar sob refrigeração imediatamente após a coleta. Não congelar.
Conservação de envio:
    Até 6 horas entre 2o e 8o C.




Corpos de Heinz, pesquisa
Comentários:
    Os corpos de Heinz são observados em anemias hemolíticas de várias etiologias, na deficiência de
    G6PD, nas hemoglobinopatias por hemoglobinas instáveis, na talassemia maior, nas intoxicações por
    drogas, esplenectomizados e outros. A pesquisa de corpos de Heinz deve ser solicitada para qualquer
    anemia de etilogia obscura.
Método:
    Azul de Crezil brilhante
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    1,0 mL de Sangue Total (EDTA).
Conservação de envio:
    Até 24 horas em temperatura ambiente.
    Até 72 horas entre 2O e 8O C.




162                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Eletroforese de Hemoglobina
ANÁLISE DE HEMOGLOBINA POR HPLC
Comentários:
   A análise das hemoglobinas constitui importante método diagnóstico para estudo das anemias
   hemolíticas e talassemias determinadas congenitamente. As hemoglobinas anômalas mais comumente
   encontradas são: S, C, D, E, O, I , J, Lepore e H. Através da eletroforese em pH alcalino e do HPLC
   também são determinados os padrões normais (HbAA) e de patologias como persistência hereditária de
   Hb Fetal, -Talassemia, -Talassemia e outras entidades clínicas diversas. A metodologia de
   eletroforese de Hb em pH ácido é usada para confirmação ou diferenciação de algumas frações de
   hemoglobinas encontradas em eletroforese de pH alcalino.
Conservação de envio:
   Até 24 horas em temperatura ambiente.
    Até 72 horas entre 2o e 8o C para pH ácido e até 7 dias entre 2o e 8o C para HPLC.

pH ÁCIDO
Método:
    Agar Citrato pH 6,2
Valor de Referência:
    Hemoglobina A
Condição:
    1,0 mL de Sangue Total (EDTA).

pH ALCALINO (HPLC)
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
     Hemoglobina A1  94,3 a 96,5%
     Hemoglobina A2  2,5 a 3,7%
     Hemoglobina Fetal  até 2,0 %
Condição:
    1,0 mL de Sangue Total (EDTA).




Eosinófilos
Comentários:
    A pesquisa de eosinófilos em materiais diversos ajuda na elucidação diagnóstica de numerosas
    patologias. O achado de eosinófilos na urina ajuda na confirmação de nefrite intersticial. No escarro e
    lavado brônquico são característicos da asma brônquica. Nas fezes, são abundantes na disenteria
    amebiana, na secreção nasal e conjuntival sugerem processos alérgicos. No líquor, embora não
    patognomônico, constitui dado importantíssimo no diagnóstico de certos processos parasitários do
    sistema nervoso (cisticercose, equinococose).
Método:
    Coloração May-Grunwald - Giemsa
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fezes - Urina - Escarro - Secreção Nasal - Lavado Brônquico - Líquor - Secreção conjuntival (lâminas
    confeccionadas ou material biológico).
Conservação de envio:


                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               163
      Lâminas já confeccionadas: Até 72 horas em temperatura ambiente, sem corar, mantidas secas, longe
      de calor e umidade. Após corar, até 15 dias em temperatura ambiente.
      Líquor e Lavado brônquico: enviar imediatamente após a coleta.
      Urina - Fezes - Escarro: até 4 horas após colhida.



Eritrograma
HEMÁCIAS – HEMATÓCRITO – HEMOGLOBINA – VCM – HCM - CHCM
Comentários:
    Rotineiramente indicado na avaliação de anemias e policitemias.
Método:
    Citometria de Fluxo
Valor de Referência:
    veja Hemograma pág. 166
Condição:
    1,0 mL de Sangue Total (EDTA).
    - JD 4H.
Laboratórios:
    Enviar, além do Sangue total, 2 esfregaços sanguíneos preferencialmente confeccionados sem
    anticoagulante. As lâminas devem ser identificadas com nome completo do paciente ou iniciais, sendo
    conveniente que o primeiro nome seja escrito por extenso.
Conservação de envio:
    Até 8 horas em temperatura ambiente. Até 36 horas, entre 2 o e 8o C (Caso seja enviado esfregaço
    sangüíneo, sem corar e junto com o sangue).




Fibrinogênio
Comentários:
    Os níveis de fibrinogênio estão diminuídos em afibrinogenemia hereditária, coagulação intravascular
    disseminada, fibrinólise e doença hepática. Estão elevados em estados inflamatórios agudos, gravidez,
    uso de contraceptivos orais, estrógenos e andrógenos.
Método:
    Coagulométrico
Valor de Referência:
     Adultos  200 a 450 mg/dL

164                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     Crianças  150 a 300 mg/dL
Condição:
    1,0 mL de Plasma (Citrato).
    - JD 4h.
Laboratórios:
    Separar o plasma imediatamente após a coleta e congelar.
Conservação de envio:
    Até 4 horas em temperatura ambiente.
    Até 7 dias congelado (máximo - 4o C)

Filária, pesquisa
Comentários:
    A pesquisa em sangue periférico é indicada para o diagnóstico de filaríase linfática causada pelo agente
    Wuchereria bancrofti.
    Veja também Filariose.
Método:
    Esfregaço em Lâmina - Coloração de Giemsa
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    1,0 mL de Sangue Total em EDTA + 2 esfregaços sangüíneos.
    - Pesquisa de microfilárias: colher entre 22:00 e 04:00 horas.
Laboratórios:
    Não Refrigerar. Enviar o mais rápido possível.
Conservação de envio:
    Lâminas, até 48 horas em temperatura ambiente (sem corar).
    Sangue, até 24 horas em temperatura ambiente.

Fragilidade Osmótica das Hemácias
Comentários:
    O aumento da fragilidade osmótica ocorre na esferocitose hereditária. A diminuição da fragilidade
    osmótica ocorre nas hipocromias, quando há um número significante de hemácias em alvo (Síndromes
    Talassêmicas), nas hemoglobinopatias e nas anemias ferroprivas.
Método:
    Dacie
Valor de Referência:
     Hemólise Curva Imediata               Curva após 24h a 37o C
     Inicial      0,50% de NaCL            0,70% de NaCL
     50%          0,40 a 0,45% de NaCL     0,45% a 0,59% de NaCL
     Final        0,30% de NaCL            0,20% de NaCL
Condição:
    5,0 mL de Sangue Total Heparinizado.
    - JO 8h.
    - Não realizamos aos sábados e véspera de feriados.
Laboratórios:
    Enviar até 2 horas após a coleta em temperatura ambiente.

Hemoglobinas
HEMOGLOBINA
Comentários:
    Indicada na avaliação de anemias e policitemias.
Método:
    Espectrofotometria com reagente livre de cianeto
Valor de Referência:
    veja Hemograma pág.166
Condição:
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                165
   1,0 mL de Sangue Total (EDTA).
   - JD 4H.
Conservação de envio:
   Até 8 horas em temperatura ambiente.
   Até 36 horas entre 2o e 8o C.

HEMOGLOBINA A2
Comentários:
    Indicada na pesquisa das Beta-Talassemias. A Beta Talassemia é doença hereditária, freqüente com
    apresentações clínicas variadas, que mostram níveis elevados da HbA2.
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
    2,5 a 3,7%
Condição:
    1,0 mL de Sangue Total (EDTA).
Conservação de envio:
    Até 24 horas em temperatura ambiente.
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

HEMOGLOBINA FETAL
Comentários:
    Indicada no diagnóstico das Beta-Talassemias (menor, intermediária e maior) quando serão encontrados
    valores aumentados de HbF. Também se presta para o diagnóstico de Persistência Hereditária de
    Hemoglobina Fetal. Taxas altas de Hb Fetal podem ser encontradas em alguns casos de esferocitose
    hereditária, anemia falciforme, leucemias agudas e crônicas, etc.
Método:
    Singer / Betke / Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
     Singer  até 3,0%
     Betke  até 2,0%
     HPLC  até 2,0 %
    Obs.: O valor de referência para Hemoglobina Fetal para crianças no primeiro mês de vida é de 40 a
    90%. Este valor decresce gradativamente atingindo o valor normal de adulto aproximadamente no 5o
    mês.
Condição:
    5,0 mL de Sangue Total (EDTA).
Conservação de envio:
    Até 24 horas em temperatura ambiente.
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.




                                                                                           Continua...
                                                                         Continuação...HEMOGLOBINAS

HEMOGLOBINA H - PESQUISA
Comentários:
    Na doença de Hemoglobina H os agregados de HbH são facilmente demonstráveis em grande número
    nas células vermelhas. Nos portadores de Traços alfa-Talassêmicos pode ser difícil pois os agregados se
    apresentam em menor quantidade ou raros.
Método:
    Azul de Crezil brilhante
Valor de Referência:
    Ausência de Hemoglobina H.
166                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Condição:
   1,0 mL de Sangue Total em EDTA.
Conservação de envio:
   Até 24 horas em temperatura ambiente.
   Até 72 horas entre 2o e 8o C.

HEMOGLOBINA S, TESTE DE SOLUBILIDADE
Comentários:
    O teste positivo indica presença da hemoglobina anômala S em heterozigose ou homozigose. Testes
    falso-positivos podem ocorrer em policitemias e algumas hemoglobinas anormais raras. Testes falso-
    negativos podem ocorrer por quantidades indetectáveis de hemoglobina S.
Método:
    Ditionito de Sódio
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    1,5 mL de Sangue Total (EDTA, Heparina ou Citrato).
Conservação de envio:
    Até 24 horas em temperatura ambiente.
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.




Hemograma
Comentários:
   Constitui importante exame de auxílio diagnóstico não somente para doenças hematológicas como
   também muitas outras de variadas etiologias. Rotineiramente indicado para avaliação de anemias,
   neoplasias hematológicas, reações infecciosas e inflamatórias agudas e crônicas, acompanhamento de
   terapias medicamentosas e avaliação de distúrbios plaquetários. Fornece dados para classificação das
   anemias de acordo com alterações na forma, tamanho, cor e estrutura das hemácias e conseqüente
   direcionamento diagnóstico e terapêutico. Orienta na diferenciação entre infecções viróticas e
   bacterianas, parasitoses, inflamações, intoxicações e neoplasias através das contagens global e


                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            167
    diferencial dos leucócitos e avaliação morfológica dos mesmos. Através de avaliação quantitativa e
    morfológica das plaquetas sugere o diagnóstico de patologias congênitas e adquiridas.
Método:
    Sistema automatizado: Citometria de fluxo, laser, absorção espectrofométrica, dispersão
    óptica/fluorescência e impedância.
Valor de Referência:
                                RBC             HGB            HCT             VCM             HCM          CHCM
           Faixa Etária
                              x106/mm3           g%              %               fl             pg            %
      RN (cordão)             3,9 a 5,5      13,5 a 19,5    42,0 a 60,0    98,0 a 118,0     31,0 a 37,0   30,0 a 36,0
      1 a 3 dias              4,0 a 6,6      14,5 a 22,5    45,0 a 67,0    95,0 a 121,0     31,0 a 37,0   29,0 a 36,0
      1 semana                3,9 a 6,3      13,5 a 21,5    42,0 a 66,0    88,0 a 126,0     28,0 a 40,0   28,0 a 36,0
      2 semanas               3,6 a 6,2      12,5 a 20,5    39,0 a 62,0    86,0 a 124,0     28,0 a 40,0   28,0 a 36,0
      1 mês                   3,0 a 5,4      10,0 a 18,0    31.0 a 55,0    85,0 a 123,0     28,0 a 40,0   29,0 a 36,0
      2 meses                 2,7 a 4,9       9,0 a 14,0    28,0 a 42,0    77,0 a 115,0     26,0 a 34,0   29,0 a 36,0
      3 a 6 meses             3,1 a 4,5       9,5 a 13,5    29,0 a 41,0    74,0 a 108,0     25,0 a 35,0   30,0 a 36,0
      6 meses a 2 anos        3,7 a 5,3      10,5 a 13,5    33,0 a 39,0    70,0 a 86,0      23,0 a 31,0   30,0 a 36,0
      2 a 6 anos              3,9 a 5,3      11,5 a 13,5    34,0 a 40,0    75,0 a 87,0      24,0 a 30,0   31,0 a 36,0
      6 a 12 anos             4,0 a 5,2      11,5 a 15,5    35,0 a 45,0    77,0 a 95,0      25,0 a 33,0   31,0 a 36,0
      12 a 18 anos - mulher   4,1 a 5,1      12,0 a 16,0    36,0 a 46,0    78,0 a 102,0     25,0 a 35,0   31,0 a 36,0
                     homem    4,5 a 5,3      13,0 a 16,0    37,0 a 49,0    78,0 a 98,0      25,0 a 35,0   31,0 a 36,0
      Adulto - mulher         4,0 a 5,2      12,0 a 16,0    35,0 a 46,0    80,0 a 100,0     26,0 a 34,0   31,0 a 36,0
              homem           4,5 a 5,9      13,5 a 17,5    41,0 a 53,0    80,0 a 100,0     26,0 a 34,0   31,0 a 36,0
                                               Neutrófilo      Neutrófilos
                                WBC                                         Eosinófilos     Basófilos     Linfócitos
           Faixa Etária                      segmentado        bastonetes
                              x103/mm3                                          /mm3           /mm3       x103/mm3
                                               x103/mm3         x103/mm3
      Ao nascimento           9,0 a 34,0       6,0 a 26,0        até 4,23     20 a 850        até 600     2,0 a 11,0
      1 a 7 dias              9,4 a 34,0       1,5 a 10,0        até 4,01     20 a 850        até 600     2,0 a 17,0
      8 a 14 dias             5,0 a 21,0        1,0 a 9,5        até 2,20     20 a 850        até 600     2,0 a 17,0
      15 a 30 dias            5,0 a 20,0        1,0 a 9,0        até 1,90     20 a 850        até 600     2,5 a 16,5
      2 a 5 meses             5,0 a 15,0        1,0 a 8,5        até 1,34     20 a 850        até 600     4,0 a 13,5
      6 a 11 meses            6,0 a 11,0        1,5 a 8,5        até 0,91     50 a 700        até 200     4,0 a 10,5
      1 a 2 anos              6,0 a 11,0        1,5 a 8,5        até 0,89      até 650        até 200     1,5 a 7,0
      3 a 5 anos              4,0 a 12,0        1,5 a 8,5        até 0,96      até 650        até 200      1,5 a7,0
      6 a 11 anos             3,5 a 10,0        1,5 a 8,5        até 0,86      até 500        até 200     1,5 a 6,5
      12 a 15 anos            3,5 a 10,0        1,8 a 8,0        até 0,73      até 500        até 200     1,2 a 5,2
      > 16 anos               3,5 a 10,0        1,7 a 8,0        até 0,84     50 a 500        até 100     0,9 a 2,9
      Faixa etária             Monócitos /mm3           Plaquetas x103/mm3           RDW %
      Ao nascimento               400 a 1800                 150 a 450              11,5 a 15,0
      1 a 7 dias                  400 a 1800                 150 a 450              11,5 a 15,0
      8 a 14 dias                 400 a 1800                 150 a 450              11,5 a 15,0
      15 a 30 dias                 50 a 1100                 150 a 450              11,5 a 15,0
      2 a 5 meses                  50 a 1100                 150 a 450              11,5 a 15,0
      6 a 11 meses                 50 a 1100                 150 a 450              11,5 a 15,0
      1 a 2 anos                    até 800                  150 a 450              11,5 a 15,0
      3 a 5 anos                    até 800                  150 a 450              11,5 a 15,0
      6 a 11 anos                   até 800                  150 a 450              11,5 a 15,0
      12 a 15 anos                  até 800                  150 a 450              11,5 a 15,0
      > 16 anos                    300 a 900                 150 a 450              11,5 a 15,0
Condição:
    1,0 mL de Sangue Total (EDTA). JD 4H.
Laboratórios:
    Enviar além do Sangue total, 2 esfregaços sanguíneos preferencialmente confecionados sem
    anticoagulante. As lâminas devem ser identificadas com nome completo do paciente ou iniciais, sendo
    conveniente que o primeiro nome seja escrito por extenso.
Conservação de envio:
    Até 8 horas em temperatura ambiente. Até 36 horas entre 2o e 8o C (Caso seja enviado esfregaço
    sangüíneo, sem corar, junto com o sangue).
Hemossedimentação
Comentários:
    A VHS é um fenômeno não específico e sua medida é clinicamente útil em desordens associadas com
    produção aumentada de proteínas de fase aguda. Em artrite reumatóide ou tuberculose é um índice de
    progressão da doença e na arterite temporal é útil ao diagnóstico quando mostra valores muito elevados.
    VHS aumentada ocorre precocemente no Infarto Agudo do miocárdio e Linfomas (maior especificidade
    na última). É também útil como teste de screening em exames de rotina. Nem sempre uma VHS
    aumentada indica presença de doença, pois é também influenciada pela idade, ciclo menstrual e drogas.
Método:
168                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Westergreen automatizado
Valor de Referência:
     Homem  0 a 15 mm na 1a hora
     Mulher  0 a 20 mm na 1a hora
     Criança  0 a 20 mm na 1a hora
Condição:
    1,0 tubo de Sangue Total (Vacutec ou EDTA).
    - JD 8h.
Conservação de envio:
    Até 12 horas em temperatura ambiente.

Hemossiderina
Comentários:
     É um teste sensível para a avaliação da reserva medular de ferro e como auxílio à interpretação do
     mielograma. Os resultados devem ser interpretados à luz da história clínica e podem ser utilizados
     parâmetros subjetivos e semi-quantitativos, variando de 1 a 4 + em total máximo de 4+:
      1+/4+: ferro medular diminuído
      2+/4+ e 3+/4+: ferro medular normal
      4+/4+:ferro medular aumentado
     É útil também para pesquisar sideroblastos em anel que ocorrem em casos de anemia refratária,
     anemias sideroblásticas congênitas e adquiridas, alcoolismo, leucemia mielóide aguda e outros.
Método:
     Coloração pelo Azul da Prússia
Condição:
     Enviar 2 esfregaços de lâminas de Aspirado Medular (sem corar) + cópia do Hemograma e dados
     clínicos disponíveis.
     - Para coleta, agendar antecipadamente no laboratório.
Veja também:
     Mielograma pág.169
Conservação de envio:
     Até 30 dias em temperatura ambiente (mantidas secas, longe de calor e umidade).



Isopropanol, Teste
Comentários:
    Indicado na avaliação e diagnóstico de hemoglobinas instáveis. Resultados falso-positivos podem ocorrer
    quando houver um aumento da concentração de hemoglobina fetal e em amostras envelhecidas.
Método:
    Tris/Isopropanol
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    3,0 mL de Sangue Total (EDTA ou Heparina).
Conservação de envio:
    Até 72 horas em temperatura ambiente.


Kleihauer
Comentários:
    Útil na distinção entre algumas formas de Talassemias (distribuição heterogênea nas hemácias) e
    Persistência Hereditária da Hemoglobina Fetal (distribuição homogênea). Em casos de análise de
    sangue fetal (coleta intra-uterina) é usado para confirmar se o sangue é realmente fetal ou materno.
    Também usado na determinação e quantificação aproximada de transfusão materno-fetal em casos de
    mãe Rh negativo e feto Rh positivo.
Método:
    Coloração pela Eosina

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               169
Valor de Referência:
     Adultos e > 2 anos de idade  < 0,05% de hemácias fracamente coradas pela hemoglobina fetal.
     Sangue de cordão  próximo de 100% de hemácias fortemente coradas pela hemoglobina fetal.
Condição:
    2,0 mL de Sangue Total (EDTA).
Conservação para envio:
    Até 6 horas em temperatura ambiente.
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.


Leishmaniose, pesquisa
Comentários:
    Usada para diagnóstico de leishmaniose tegumentar. De modo geral, as formas amastigotas são mais
    abundantes na fase inicial da doença, tornando-se rara em lesões antigas (resultados falso- negativos).
Método:
    Coloração pelo May-Grunwald/Giemsa
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    2 esfregaços de Raspado de Úlceras.
Laboratórios:
    Lavar abundantemente a lesão com solução fisiológica estéril. Essa limpeza deve ser feita para que não
    haja contaminação do esfregaço por cocos que, normalmente, recobrem a úlcera. Secar a lesão com
    gaze esterilizada e raspar com alça bacteriológica as bordas da lesão tentando, delicadamente, alcançar
    a região do fundo da úlcera, logo abaixo da borda. Esperar a exsudação do plasma e colhê-lo com alça
    bacteriológica. Fazer no mínimo 4 esfregaços em locais diferentes, usando lâminas limpas e
    desengorduradas. Deixar os esfregaços secarem ao ar. Outro método simples consiste em comprimir a
    lâmina contra a superfície cruenta da lesão, após remover crostas ou escarificar as lesões não ulceradas,
    forçando a saída do exsudato onde poderão ser encontrados os parasitos. Esse método dá bons
    resultados em lesões iniciais sem infecção bacteriana associada. Enviar o mais rápido possível.
Conservação de envio:
    Até 72 horas em temperatura ambiente, sem corar.




Leucograma
   BASÓFILOS - BLASTOS - EOSINÓFILOS - LINFÓCITOS - METAMIELÓCITOS - MIELÓCITOS - MONÓCITOS -
            NEUTRÓFILOS BASTONETES - NEUTRÓFILOS SEGMENTADOS - PROMIELÓCITOS
Comentários:
    Rotineiramente indicado na avaliação de infecções, inflamações, acompanhamento de terapias
    medicamentosas, neoplasias hematológicas, entre outras.
    Veja também Hemograma.
Método:
    Citometria de Fluxo
Condição:
170                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    1,0 mL de Sangue Total (EDTA).
    - JD 4H.
Laboratórios:
    Enviar além do sangue total, 2 esfregaços sanguíneos preferencialmente confeccionados sem
    anticoagulante. As lâminas devem ser identificadas com nome completo do paciente ou iniciais, sendo
    que o primeiro nome seja escrito por extenso.
Conservação de envio:
    Até 8 horas em temperatura ambiente. Até 36 horas entre 2 o e 8o C (Caso seja enviado esfregaço
    sangüíneo sem corar junto com o sangue).



Mielograma
Comentários:
    O mielograma é usado para auxílio diagnóstico em casos de citopenias onde outros exames laboratoriais
    não foram conclusivos e para diagnóstico diferencial das leucocitoses, trombocitoses, desordens
    imunoglobulínicas, neoplasias e patologias hematológicas, metástases infiltrativas de M.O e outras
    doenças menos comuns. É útil também em casos de infecções e parasitoses que podem acometer a
    medula óssea através da visualização direta dos patógenos e parasitas extra e intra-celulares.
Condição:
    02 esfregaços de Medula Óssea obtida por punção aspirativa.
Laboratórios:
    Enviar esfregaços sem corar, cópia do Hemograma e dados clínicos disponíveis.
    - Para coletar, agendar antecipadamente no laboratório.
Conservação de envio:
    Até 30 dias em temperatura ambiente, protegidos de luz, calor e umidade.



Neutrófilos, pesquisa
Comentários:
    A pesquisa de neutrófilos em materiais diversos ajuda na elucidação diagnóstica de numerosas
    patologias. Sugere na maioria das vezes processos infecciosos ou inflamatórios de vias urinárias,
    pulmonares, intestinais, oculares e outros de acordo com o material examinado.
Método:
    Coloração pelo May-Grunwald/Giemsa
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fezes, Urina, Escarro, Secreção Nasal, Lavado Brônquico, Secreção conjuntival.
Conservação de envio:
   Esfregaços já confeccionados:
   Sem corar, até 72 horas em temperatura ambiente, mantidas secas, longe de calor e umidade.
   Após corar, até 15 dias em temperatura ambiente.
   Material biológico:
   Até 4 horas após colhido.



Nitro Blue Tetrazolium  NBT
Comentários:
    O teste do NBT é muito útil na triagem de Doença Granulomatosa Crônica em que são encontrados
    resultados muito diminuídos. Também estão diminuídos no uso de antibióticos, corticóides, salicilatos.
    Resultados aumentados podem ser encontrados no uso de indometacina e contraceptivos orais. O teste
    não deve ser usado para diferenciar infecções bacterianas de outras infecções, produzindo numerosos
    resultados falso- positivos e falso–negativos.
Método:
    Redução do NBT
Valor de Referência:
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              171
    2 a 10% de Neutrófilos Positivos pelo NBT
Condição:
    2,5 mL de Sangue total heparinizado.
Laboratórios:
    Enviar imediatamente após a coleta.
Conservação de envio:
    Até 1 hora em temperatura ambiente.



Plaquetas (contagem)
Comentários:
    Rotineiramente indicado na avaliação de trombocitose, plaquetopenias e alterações morfológicas de
    plaquetas em patologias congênitas ou adquiridas.
    Veja também Hemograma.
Método:
    Fluxometria e impedância
Valor de Referência:
    150.000 a 450.000/mm3
    Nota: Contagens anormais são repetidas e confirmadas ao microscópio óptico e/ou contraste de fase.
Condição:
    1,0 mL de Sangue Total (EDTA).
    - JD 4h.
Laboratórios:
    Enviar além do Sangue total, 2 esfregaços sangüíneos preferencialmente confeccionados sem
    anticoagulante. As lâminas devem ser identificadas com nome completo do paciente ou iniciais, sendo
    conveniente que o primeiro nome seja escrito por extenso.
Conservação de envio:
    Até 8 horas em temperatura ambiente.
    Até 36 horas entre 2o e 8o C.



Plasmodium, pesquisa
Comentários:
    A pesquisa em sangue periférico é indicada no diagnóstico de malária. A demonstração do parasito e a
    diferenciação da espécie é muito importante, já que o tratamento é diferente para cada espécie. Espécies
    encontradas: P.vivax, P.falciparum, P.malariae.
Método:
    Coloração pelo May-Grunwald/Giemsa
Condição:
    1,0 mL de Sangue Total em EDTA + 2 lâminas com gota espessa + esfregaços sanguíneos.
Conservação de envio:
    Sangue - Até 12 horas em temperatura ambiente.
              - Até 72 horas entre 2o e 8o C.
    Esfregaço sanguíneo e/ou gota espessa - sem corar, 7 dias em temperatura ambiente.
                                              - corado, em temperatura ambiente por tempo indeterminado.

Proteína C
Comentários:
    A proteína C regula o processo de coagulação sendo anticoagulante natural. Deficiências adquiridas são
    encontradas em casos de desordens hepáticas, terapia com anticoagulante oral, coagulação
    intravascular disseminada. Deficiências congênitas são caracterizadas por tromboses venosas
    recorrentes e podem ser funcionais e/ou quantitativas.
Método:
    Cromogênico (Funcional)
Valor de Referência:
    78 a 134%
172                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     Nota: Proteína extremamente termo sensível. Níveis diminuídos de atividade devem ser confirmados com
     a dosagem do antígeno e devem ser excluídas causas de deficiência adquirida: deficiência de Vitamina
     K, uso de anticoagulantes, doença hepática, nefropatia diabética, insuficiência renal crônica, fibrinólise,
     presença de anticoagulante lúpico e anticorpos anti-fosfolipideos.
     Recém-nascidos a termo ou prematuros sadios podem apresentar níveis diminuídos que devem atingir o
     nível normal na infância ou adolescência.
Condição:
     3,0 mL de Plasma em citrato (citrato de sódio 3,8% proporção de 9 partes de sangue para 1 de
     anticoagulante).
     - Atenção, não confundir com Proteína C Reativa.
Informações necessárias:
     Informar uso de medicamentos e dados clínicos disponíveis. É desejável que o paciente não esteja
     usando anticoagulante oral por pelo menos 2 semanas e heparina por 48 horas. Tal fato leva a uma
     diminuição da Proteína C. A suspensão de qualquer medicação deverá ser feita sob a supervisão e
     autorização do médico responsável pelo paciente.
Laboratórios
     - Enviar amostra separada para Proteína C (deverá ser exclusiva para este exame).
     - Colher em tubo siliconizado, sem garrotear ou com garroteamento mínimo.
     - O tubo de citrato deverá ser o segundo na ordem da coleta. Se não houver solicitação de outro exame,
        colher tubo sem anticoagulante, desprezar e depois colher o tubo com citrato.
     - Centrifugar imediatamente após a coleta (3000 rpm por 15 minutos).
     - Separar o plasma cuidadosamente, transferindo-o para tubo siliconizado ou tubo plástico. Cuidado
        para não tocar a ponteira na camada de células, pois isto pode contaminar o plasma com plaquetas.
     - Repetir o processo de centrifugação transferindo novamente o sobrenadante para outro tubo com os
        mesmos cuidados anteriores a fim de garantir um plasma com menos de 10.000 plaquetas por mm3
        de plasma.
     - Contar o número de plaquetas residual e caso tenha mais de 10.000/mm3, repetir o processo. Se
        possível informar no pedido a contagem encontrada.
     - Separar o plasma em duas alíquotas de no mínimo 1 mL cada e congelar imediatamente.
     - Enviar material congelado, em gelo seco de preferência.
Conservação de envio:
     - Até 14 dias congelado em temperatura inferior a - 4o C.
     - Só poderá ser recebida amostra que chegue ao laboratório congelada.




Proteína C Ativada, Resistência
Comentários:
    A resistência à proteína C ativada é um defeito hereditário que, aparentemente, desempenha um papel
    importante na trombofilia. Aproximadamente 40% dos pacientes trombóticos apresentam esse defeito. A
    freqüência da RPCa é dez vezes maior do que deficiências de Proteína C, Proteína S e Antitrombina III
    combinadas. O teste positivo pode ser confirmado através da pesquisa da mutação do Fator V de
    Leyden, que quando presente, caracteriza a alteração hereditária da RPCa, embora outras mutações
    mais raras também tenham sido descritas.
Método:
    Coagulométrico
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  173
Valor de Referência:
      0,86
     - Teste extremamente sensível em temperatura, presença de plaquetas e uso de anticoagulantes.
     - Este teste não deve ser interpretado isoladamente, pois deficiências congênitas ou adquiridas de
        Proteína C, Proteína S, Antitrombina III, Fibrinólise, Fatores de coagulação, uso de anticoagulantes,
        Anticoagulante Lúpico, Anticorpos anti fosfolipídeos, devem ser consideradas, para sua correta
        avaliação.
     - O teste positivo, desde que afastadas as causas acima, pode ser confirmado através da pesquisa da
        mutação do Fator V de Leyden, que quando presente, caracteriza a alteração hereditária da
        Resistência a Proteína C Ativada, embora outras mutações mais raras tenham sido descritas.
Condição:
     3,0 mL Plasma em citrato (citrato de sódio 3,8% proporção de 9 partes de sangue para 1 de
     anticoagulante).
     - JD 4h.
     - É desejável que o paciente não esteja usando anticoagulante oral por pelo menos 2 semanas e
        heparina por 48 horas. A suspensão de qualquer medicação deverá ser feita sob a supervisão e
        autorização do médico responsável pelo paciente.
Informações necessárias:
     Informar uso de qualquer medicamento e dados clínicos disponíveis.
Laboratórios:
     Colher em tubo siliconizado sem garrotear ou com garroteamento mínimo. O tubo de citrato deverá ser o
     segundo na ordem da coleta. Se não houver solicitação de outro exame, colher um tubo sem
     anticoagulante, desprezar e depois colher o tubo com citrato. Centrifugar imediatamente após a coleta
     (3000 rpm por 15 minutos). Separar o plasma cuidadosamente, transferindo-o para um tubo siliconizado
     ou tubo plástico. Cuidado para não tocar a ponteira na camada de células, pois isto pode contaminar o
     plasma com plaquetas. Repetir o processo de centrifugação transferindo novamente o sobrenadante
     para outro tubo com os mesmos cuidados anteriores a fim de garantir um plasma com menos de 10.000
     plaquetas por mm3 de plasma. Contar o número de plaquetas residual e caso tenha mais de
     10.000/mm3 repetir o processo. Se possível informar no pedido a contagem encontrada. Separar o
     plasma em duas alíquotas de no mínimo 1 mL cada e congelar imediatamente. Enviar o material
     congelado em gelo seco de preferência. Só poderá ser recebida amostra que chegue ao laboratório
     congelada. A amostra separada para Resistência da Proteína C Ativada deverá ser exclusiva para este
     exame.
Conservação de envio:
     Até 30 dias congelar a amostra em temperatura inferior a - 20o C.




Proteína S
Comentários:
    A diminuição da proteína S está associada com o aumento da incidência de tromboembolismo. São
    descritos três tipos de deficiências congênitas e níveis de proteína S podem também estar diminuídos em
    doenças hepáticas, inflamatórias e durante tratamento anticoagulante.
Método:
    Coagulométrico
Valor de Referência:
    70 a 123%
    - Proteína extremamente termo sensível. Níveis diminuídos de atividade devem ser confirmados com a
174                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     dosagem do antígeno e devem ser excluídas causas de deficiência adquirida: Deficiência de Vitamina K,
     Púrpura Trombocitopênica Idiopática, uso de anticoagulantes orais, doença hepática, crises inflamatórias
     agudas, gravidez, reposição estrogênica, Síndrome Nefrótica, Nefropatia Diabética, Insuficiência Renal
     Crônica e Fibrinólise.
     - Níveis elevados de atividade podem estar relacionados ao uso de heparina ou presença de anticorpos
     anti-fosfolipidicos (Anticoagulante Lúpico e anti-Cardiolipínico).
     - Recém-nascidos a termo ou prematuros sadios podem apresentar níveis diminuídos, que devem atingir
     o nível normal em 90 a 180 dias.
Condição:
     3,0 mL de Plasma em citrato (citrato de sódio 3,8% proporção de 9 partes de sangue para 1 de
     anticoagulante.
     - JO 8h.
     - É desejável que o paciente não esteja usando anticoagulante oral por pelo menos 2 semanas e
     heparina por 48 horas. Tal fato leva a uma diminuição da Proteína S. A suspensão de qualquer
     medicação deverá ser feita sob a supervisão e autorização do médico responsável pelo paciente.
Informações necessárias:
     Informar uso de qualquer medicamento e dados clínicos disponíveis.
Laboratórios:
     A amostra separada para Proteína S deverá ser exclusiva para este exame.
     Colher em tubo siliconizado, sem garrotear ou com garroteamento mínimo. O tubo de citrato deverá ser o
     segundo na ordem da coleta. Se não houver solicitação de outro exame, colher um tubo sem
     anticoagulante, desprezar e depois colher o tubo com citrato. Centrifugar imediatamente após a coleta
     (3000 rpm por 15 minutos). Separar o plasma cuidadosamente, transferindo-o para um tubo siliconizado
     ou tubo plástico. Cuidado para não tocar a ponteira na camada de células, pois isto pode contaminar o
     plasma com plaquetas. Repetir o processo de centrifugação transferindo novamente o sobrenadante
     para outro tubo com os mesmos cuidados anteriores a fim de garantir um plasma com menos de 10.000
     plaquetas por mm3 de plasma. Contar o número de plaquetas residual e caso tenha mais de
     10.000/mm3, repetir o processo. Se possível informar no pedido a contagem encontrada. Separar o
     plasma em duas alíquotas de no mínimo 1 mL cada e congelar imediatamente. Enviar o material
     congelado, em gelo seco de preferência. Só poderá ser recebida amostra que chegue ao laboratório
     congelada.
Conservação de envio:
     Até 30 dias congelar a amostra em temperatura inferior a - 4o C.



Prova do Laço
Comentários:
    Este teste permite uma avaliação da fragilidade capilar. Um teste positivo pode ocorrer em
    trombocitopenias, reações vasculares tóxicas para anormalidades vasculares hereditárias, disfunções
    plaquetárias.
Valor de Referência:
    Negativo a (+).
Condição:
    Cliente deve estar presente na unidade de atendimento.



Reticulócitos
Comentários:
    A contagem de reticulócitos é útil para avaliar atividade eritropoiética:
    - valores aumentados: hiperatividade da medula óssea (reticulocitose). Exemplo: anemias hemolíticas.
    - valores diminuídos: hipoatividade da medula óssea (reticulocitopenia). Exemplo: Aplasia medular.
    É importante para o diagnóstico diferencial das anemias e para acompanhar tratamento.
Método:
    Azul de Cresil brilhante
Valor de Referência:
     Percentual  0,5 a 1,5 %
     Quantitativo  de 25.000 a 75.000/mm3
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              175
Condição:
   1,0 mL de Sangue Total em EDTA.
Conservação de envio:
   Até 48 horas em temperatura ambiente.




Retração do Coágulo
Comentários:
    Sua principal indicação é como auxílio diagnóstico da Trombastenia de Glanzmann em que a retração é
    praticamente nula.
Método:
    Aggler-Lucia
Valor de Referência:
    Até 24%
Condição:
    5,0 mL de Sangue Total (sem anticoagulante) em tubo de centrífuga graduado + 1,0 mL de Sangue Total
    (EDTA).
    - Coleta até às 18:00 horas.
Conservação de envio:
    Até 1 hora em temperatura ambiente.




Sudan Black B
Comentários:
    Útil na classificação das leucemias agudas, auxiliando na diferenciação das linhagens linfóide e mielóide.
Método:
    Coloração Citoquímica de Sudan Black B
Valor de Referência:
    Presença de 3% de Blastos positivos em casos de leucose aguda é compatível com Leucemia Mielóide
    Aguda.
Condição:
    2 esfregaços.
Laboratórios:
    Enviar esfregaços sem conservante, mantidos secos, longe de calor e umidade. Conserva-se até 30 dias
    em temperatura ambiente. Enviar cópia do hemograma e dados clínicos disponíveis.
    - Para coletar, agendar antecipadamente no laboratório.




Tempo Atividade Protrombina  RNI  TAP
Comentários:
    As utilizações mais comuns são para monitoramento de terapia anticoagulante oral, doenças hepáticas,
    deficiência de vitamina K, coagulação intravascular disseminada, deficiência de fatores VII, V, X ou
    protrombina, situações nas quais o Tempo de Protrombina/RNI pode encontrar-se prolongado.
Método:
    Coagulométrico
Valor de Referência:
     70 %
Condição:
    1,0 mL de Plasma (citrato).
    - JD 4h.
176                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Informações necessárias:
     Informar se cliente está ou esteve recentemente em uso de anticoagulante (Clexane, Heparina, Hirudoid,
     Liquemine, Marcoumar, Marevan e etc.) e qual a dosagem. Informar história de sangramentos
     importantes anteriores, doenças de coagulação na família e testes de coagulação alterados previamente.
Laboratórios:
     Enviar no máximo até 2h após a coleta.
Conservação de envio:
     Até 6 horas em temperatura ambiente.



Tempo de Coagulação
Comentários:
     Avaliação da via intrínseca da coagulação. Teste de pouca sensibilidade. Está aumentado nas
     deficiências severas de qualquer um dos fatores da coagulação (exceto os fatores XIII e VII), nos casos
     de afibrinogenia e no uso de heparina em doses elevadas.
Método:
     Lee-White
Valor de Referência:
     5 a 12 minutos
Condição:
     2 tubos (2,0 mL cada) com Sangue Total sem anticoagulante.
     - Cliente deve comparecer em uma das unidades.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.



Tempo de Sangria
Comentários:
   É um método utilizado para avaliar as alterações vasculares e principalmente as alterações quantitativas
   e qualitativas das plaquetas. Tempo de Sangria prolongado ocorre em situações de alterações
   vasculares, plaquetopenias primárias ou secundárias com número de plaquetas inferior a 50.000/mm3,
   defeitos qualitativos hereditários e adquiridos das plaquetas e pelo uso de inibidores da função
   plaquetária.

DUKE
Método:
     Duke
Valor de Referência:
     1 a 3 minutos
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
     - Cliente deve comparecer em uma das unidades.

                                                                                                Continua...
Continuação...TEMPO DE SANGRIA

IVY
Método:
     IVY
Valor de Referência:
      Crianças  2 a 7 minutos
      Adultos  3 a 9 minutos
Informações necessárias:
     - Informar medicamentos em uso.
     - Cliente deve comparecer em uma das unidades.


                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                177
Tempo de Tromboplastina Parcial
Comentários:
     O PTT é indicado nos casos onde há tendência à hemorragia, antes de intervenções cirúrgicas e no
     controle de terapêutica anticoagulante pela heparina. As causas mais comuns de PTT prolongado são:
     coagulação intravascular disseminada, doença hepática, anticoagulantes circulantes, terapia heparínica,
     hemofilias A e B, uso de anticoagulantes orais, deficiência de vitamina K e hipofibrinogenemia.
Método:
     Coagulométrico
Valor de Referência:
     Até 10 segundos acima do Plasma controle.
Condição:
     1,0 mL de Plasma em citrato.
     - JD 4h.
Laboratórios:
     Enviar no máximo até 2h após a coleta do material.
Informações necessárias:
     Informar se cliente está ou esteve recentemente em uso de anticoagulante (Clexane, Heparina, Hirudoid,
     Liquemine, Marcoumar, Marevan e etc.) e qual a dosagem. Informar história de sangramentos
     importantes anteriores, doenças de coagulação na família e testes de coagulação alterados previamente.
Conservação de envio:
     Até 4 horas em temperatura ambiente.



Teste Desnaturação ao Calor
Comentários:
    Indicado na avaliação e diagnóstico de hemoglobinas instáveis. Em sangue com hemoglobinas normais a
    precipitação não ocorre ou ocorre em grau discreto. Em casos de hemoglobinas instáveis a precipitação
    é em grande quantidade.
Método:
    Exposição de Hemoglobina a 50/60o C
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    3,0 mL de Sangue Total em EDTA ou Heparina.
Conservação de envio:
    Até 72 horas em temperatura ambiente.




Ácido Fenilglioxílico
Comentários:
    O estireno (feniletileno) é um solvente utilizado na produção de polímeros plásticos, borrachas e resinas,
    sendo neurotóxico e hepatotóxico. Seu metabolismo e hepático, tendo como metabólitos urinários
    principais o ácido mandélico (85%) e fenilglioxílico (10%). O álcool inibe o metabolismo do estireno. A
    excreção urinária desses metabólitos ocorre em duas etapas: 6 a 7 horas após a exposição e 16 horas
    após o término da mesma. O ácido fenilglioxílico é um composto instável e pode apresentar perdas se a
    amostra for mantida em temperatura ambiente. A relação ácido mandélico/ácido fenilglioxílico varia com
    a concentração ambiental do estireno, sendo maior em concentrações mais elevadas deste.
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
178                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     Não detectável
      IBMP para Estireno  240 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
Condição:
     Urina final de jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24 h.
     - Não deve ser colhido no 1o dia da jornada semanal.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, *enviar 50 mL de urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 10 dias entre 2o e 8o C.


Ácido 5 Hidroxi Indolacético  5 HIAA (quantitativo)
Comentários:
     O 5-HIAA é um metabólito da serotonina usado como marcador de tumores carcinóides (tumores
     neuroendócrinos que se originam principalmente nos tratos respiratórios e gastrointestinais). Alimentos
     ricos em serotonina devem ser evitados antes e durante a coleta. Medicamentos usados podem interferir
     no resultado do exame: levodopa, imipramina, ácido dihidrofenilacético, metildopa, antidepressivo IMAO,
     morfina, acetominofen, ácido acético, salicilatos, formaldeído, isoniazida, fenotiazinas, xaropes com
     glicerilguacolato e naproxifeno.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
      < 10 mg/24h
      Limiares  de 11 a 20 mg/24h
Condição:
     Urina 24h.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (adulto) e 10 mL/L de Urina (criança) e refrigerar.
     - Após dieta, colher Urina 24h pág. 353
Laboratórios:
     Enviar 10 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
Informações necessárias:
     Informar peso, medicamentos em uso, dose e tempo de uso.
Dieta
     O paciente deverá permanecer 24 horas sem usar qualquer tipo de medicamento e sem ingerir os
     alimentos relacionados, pois estes interferem no resultado: abacate, ameixa, banana, beringela, picles,
     nozes e tomate.
Conservação de envio:
     Até 1 mês acidificada e entre 2o e 8o C.




Ácido Hipúrico
Comentários:
    O ácido hipúrico é o principal metabólito urinário do tolueno (solvente para óleos, borrachas e tintas).
    Ácido hipúrico é um metabólito normal do organismo humano, podendo também advir de dietas ricas em
    ácido benzóico: frutas (ameixa, pêssegos), grãos verdes de café, alimentos conservados com benzoatos,
    ketchup, mostarda, refrigerantes e alguns tipos de pães. Antidepressivos IMAO, femprobamato,
    dietilpropriona e cocaína podem aumentar a excreção urinária do ácido hipúrico. Acetominofen
    (paracetamol), etanol, tabagismo e exposição concomitante ao benzeno inibem a biotransformação
    hepática do tolueno, acarretando em concentrações urinárias baixas.
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              179
      até 1,5 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
      IBMP  2,5 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
Condição:
     Urina de início ou **final de jornada de trabalho - *Urina 24h.
     **Colher durante as últimas 4 horas da jornada de trabalho.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, *enviar 50 mL e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 10 dias entre 2o e 8o C.



Ácido Homovanílico
Comentários:
     O ácido homovalínico (HVA) é o principal metabólito urinário da dopamina. Cerca de 75% dos pacientes
     com neuroblastoma excretam níveis elevados de HVA e ácido vamilmandélico. Níveis elevados também
     são encontrados no feocromocitoma, ganglioneuroblastomas e Síndrome de Riley-Day. Excreção do
     HVA pode ser intermitente. Concentrações sofrem interferências de alguns alimentos, tabaco, álcool
     etílico e drogas.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
      03 a 06 anos  1,4 a 4,3 mg/24h
      06 a 10 anos  2,1 a 4,7 mg/24h
      10 a 16 anos  2,4 a 8,7 mg/24h
      Adultos          1,4 a 8,8 mg/24h
Condição:
     Urina 24h.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (adulto) e 10 mL/L de Urina (criança).
Laboratórios:
     Enviar 10 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso, dose e tempo de uso.
Dieta
     O paciente deverá permanecer 12 horas sem ingerir: álcool, fumo, refrigerantes com coca.
     Medicamentos: O paciente deverá permanecer 7 dias sem ingerir medicamentos abaixo ou C.O.M.:
     medicamentos aparentados às catecolaminas (descongestionantes nasais, broncodilatadores),
     metildopa, tetraciclina, cloropromazina, quinidina, aspirina, disulfiran, reserpina, pridoxina e Levodopa.
Instruções de coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 1 mês acifidificada e entre 2o e 8o C.



Ácido Mandélico
Comentários:
    O estireno (feniletileno) é um solvente utilizado na produção de polímeros plásticos, borrachas e resinas,
    sendo neurotóxico e hepatotóxico. Tem metabolismo hepático, tendo como metabólitos urinários
    principais o ácido mandélico (85%) e fenilglioxílico (10%). O álcool tem a capacidade de inibir o
    metabolismo do estireno. A excreção urinária desses metabólitos ocorre em duas etapas: 6 a 7 horas
    após a exposição e 16 horas após o término da mesma. O ácido mandélico se correlaciona melhor com
    os níveis de exposição ambiental que o ácido fenilglioxílico. A relação ácido mandélico/ácido
    fenilglioxílico varia com a concentração ambiental do estireno, sendo maior em concentrações mais
    elevadas deste.
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
180                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Valor de Referência:
     Não detectável
      IBMP para Estireno          0,8 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
      IBMP para Etil-Benzeno  1,5 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
Condição:
     Urina final de jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24h.
     - Não deve ser colhido no 1o dia da jornada semanal.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, *enviar 50 mL e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 10 dias entre 2o e 8o C.




Ácido Metil Hipúrico
Comentários:
     O ácido metilhipúrico representa mais de 95% da fração metabolizada dos xilenos (dimetilbenzenos). Os
     xilenos são utilizados como thinner para tintas e lacas, agentes de limpeza além de outros usos
     industriais. A primeira fase da excreção do ácido metilhipúrico ocorre nas primeiras 10h e a segunda em
     torno de 48h após exposição. Ingestão de álcool inibe a biotransformação do xileno, diminuindo a
     excreção de seu metabólito na urina.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
     Não detectável
      IBMP  1,5 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
     Por não apresentar valor basal, o ácido metil hipúrico não sofre tanta variação interindividual como o
     ácido hipúrico.
Condição:
     Urina de início ou **final de jornada de trabalho - *Urina 24h.
     ** Colher durante as últimas 4 horas da jornada de trabalho.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, *enviar 50 mL e informar volume total.
Conservação de envio:
     Até 10 dias entre 2o e 8o C.




Ácido Vanil Mandélico  VMA
Comentários:
    O ácido vanil mandélico (VMA) é o principal metabólito da epinefrina e norepinefrina. Encontra-se
    elevado em situações onde ocorrem elevada produção de catecolaminas como no feocromocitoma,
    ganglioneuroblastoma, neuroblastoma e ganglioneuroma. Apresenta sensibilidade inferior a dosagem de
    metanefrinas. Vários medicamentos e alimentos podem interferir na sua determinação. É detectado em
    70% dos casos de neuroblastoma.
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
     Adulto          10 a 35 moL/24 horas
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               181
      02 a 18 anos  < 25 moL/24 horas
      < 02 anos        < 10 moL/24 horas
Condição:
     Urina de 24h.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (adulto) - 10 mL/L de Urina (criança) e refrigerar.
Laboratórios:
     Antes de enviar, verificar pH da amostra que deverá estar entre 2 e 4. Adicionar Ácido Clorídrico até
     alcançar o pH desejado. Enviar 10 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
Informações necessárias:
     Informar peso, medicamentos em uso, dose e tempo de uso.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Dieta
     O paciente deverá permanecer 12 horas sem ingerir: álcool, fumo, refrigerantes com coca, chá,
     chocolate, café, qualquer frutas (especialmente banana), conservas.
     Medicamentos - O paciente deverá permanecer 7 dias sem ingerir medicamentos abaixo ou C.O.M.:
     medicamentos similares às catecolaminas (descongestionantes nasais, broncodilatadores), metildopa,
     tetraciclina, cloropromazina, quinidina, levodopa, cardidopa, piridoxina, aspirina, amoxicilina,
     antidepressivo IMAO, propanolol.
Conservação de envio:
     Até 1 mês acidificada e entre 2o e 8o C.

Beta Caroteno
Comentários:
     Os carotenóides são sintetizados a partir de vegetais e parcialmente convertidos ao retinol. O beta-
     caroteno é a provitamina A mais comum e representa 25% dos carotenóides séricos. Níveis baixos de
     beta-caroteno associados a diminuição da Vitamina A sugerem hipovitaminose A. Níveis elevados podem
     ser encontrados na alimentação rica em carotenóides (cenoura, espinafre), no hipotireoidismo,
     hiperlipidemia, gravidez e diabetes melito. Níveis baixos são encontrados na carência de suprimento, má
     absorção, tabagismo, etilismo, cirrose e gastrectomia.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
     10 a 85 g/dL
Condição:
     2,0 mL de Soro.
     - JO 8h.
Laboratórios:
     Material deve ser enviado o mais rápido possível. Usar frasco âmbar (sensível à luz).
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
Interferentes:
     Diminuindo - contraceptivos orais, metiformim, óleos minerais, neomicina e kanamicina.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o e -10o C.


Deoxipiridinolina
Comentários:
    A deoxipiridinolina e a piridinolina constituem as ligações cruzadas da estrutura helicoidal do colágeno
    tipo I. A quantidade de piridinolina e deoxipiridinolina urinárias refletem a reabsorção óssea (atividade
    osteoclástica) sendo excretadas na razão 3 deoxipiridinolina/1 piridinolina. A deoxipiridinolina é mais
    sensível que a piridinolina, não sendo influenciada pela dieta. Considerando que a excreção desses
    marcadores é maior à noite, e que variações de até 20% podem ocorrer durante o dia, deve-se preferir a
    coleta de 24 horas. Para monitorização da resposta terapêutica esses marcadores permitem detecção de
    alterações de forma mais rápida que a densitometria óssea (2 a 10 semanas). Níveis elevados são
    encontrados na osteoporose, Doença de Paget, metástases ósseas, hiperparatireoidismo e
    hipertireoidismo. Hipotireoismo pode diminuir níveis excretados.
182                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     Veja também Piridinolina.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
      02 a 10 anos        31 a 110 nmoL/mmoL de creat.
      11 a 14 anos        17 a 100 nmoL/mmoL de creat.
      15 a 17 anos              59 nmoL/mmoL de creat.
      Adulto - Homem  4 a 19 nmoL/mmoL de creat.
      Adulto - Mulher  4 a 21 nmoL/mmoL de creat.
Condição:
     Urina 2h - *Urina 12h - *Urina 24h.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (adulto) ou 10 mL/L de urina (criança). Refrigerar.
     - Proteger da luz (frasco âmbar).
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, *enviar 10 mL de Urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 1 mês acidificada e entre 2o a 8o C.




Epinefrina e Norepinefrina  Catecolaminas
Comentários:
   A epinefrina (adrenalina), a norepinefrina (noradrenalina) e a dopamina são catecolaminas sintetizadas
   na medula adrenal, cérebro e sistema nervoso simpático. Seu maior uso clínico é no diagnóstico do
   feocromocitoma, que se origina em 90% dos casos na supra-renal. Esses tumores são causa de
   hipertensão severa de difícil controle, sendo em 10% deles malignos. Catecolaminas são compostos
   lábeis, sendo sua determinação influenciada por uma série de varíaveis pré-analíticas como dieta e
   drogas. Catecolaminas elevadas também são encontradas no trauma, pós-operatórios, frio, ansiedade,
   retirada de clonidina e doenças graves intercorrentes. Valores de epinefrina > 200 pg/ml e de
   norepinefrina > 2000 pg/ml têm sensibilidade de 85% e especificidade de 95% para o diagnóstico do
   feocromocitoma.

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            183
     Drogas que aumentam concentrações das catecolaminas: prazosin, fentolamina, amitriptilina,
     desipramina, imipramina, nortriptilina, difenilhidramina, clorfeniramina, prometazina, clorpromazina,
     clozapina, atenolol, labetamol, metoprolol, nadolol, propranolol, timolol, felodipina, nicardipina, verapamil,
     metildopa, dopamina, hidroclorotiazida, furosemida, cafeína, nicotina, aminofilina, teofilina, salbutamol,
     anfetaminas, efedrina, isoproterenol, pseudoefedrina, terbutalina, hidralazina, minoxidil, nitrogliceirna,
     nitratos, cocaína, insulina, levodopa, metilfenidato, metoclopramida, morfina, naloxona e TRH.
     Drogas que diminuem concentrações das catecolaminas: captopril, clonidina, reserpipna, haloperidol,
     bromoergocriptina, disulfiram e octeotrídeo.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso, dosagem, dia, hora da última dose.
Dieta
     O paciente deverá permanecer 12 horas sem ingerir: álcool, fumo, refrigerantes com coca, café, chá,
     chocolate, fruta (especialmente banana).
     Medicamentos: O paciente deverá permanecer 7 dias sem ingerir medicamentos que interferem C.O.M..

SANGUE
Valor de Referência:
     Epinefrina       < que 140 pg/mL
      (Adrenalina)  entre 140 a 200 pg/mL  suspeitos
                       > que 200 pg/mL             muito sugestivo
     Norepinefrina  < que 1400 pg/mL
    (Noradrenalina)  entre 1400 a 2000 pg/mL  suspeitos
                       > que 2000 pg/mL            muito sugestivo
     Dopamina         < 30 pg/mL
Condição:
    2,5 mL Plasma (heparina) c/ glutationa reduzida.
    - JO 8h, sem fumar.
Laboratórios:
    Enviar em tubo plástico congelado.
    Instruções: Deixar catéter na veia (heparinizado), acalmar o cliente. É necessário que a amostra de
    sangue seja colhida depois que o cliente permaneceu em repouso (deitado) no mínimo por 30 minutos,
    em ambiente calmo. Após isto, descartar os primeiros 0,5 mL de sangue para lavar a heparina do catéter.
    Coleta-se em heparina de 5 a 10 mL de sangue, homogeniza-se cuidadosamente e, imediatamente,
    transfere-se para um tubo teste de vidro pré-congelado contendo 120 L de solução EGTA/GSH.
    Obs.: Os tubos serão fornecidos pelo laboratório. O tubo teste é invertido lentamente por alguns minutos,
    com o auxílio das mãos, para uma mistura adequada do sangue com a solução reagente, mas sob
    nenhuma circunstância deve-se agitar vigorosamente a amostra. Centrifugar rapidamente. O plasma é
    transferido imediatamente para um tubo plástico e congelado.
Conservação de envio:
    Até 20 dias entre 0o e - 10o C.



                                                                                             Continua...
                                                              Continuação...EPINEFRINA E NOREPINEFRINA

URINA
Valor de Referência - g/24h:
     Idades               Epinefrina                   Norepinefrina           Dopamina
      < de 1 ano                0,0 a 2,5                0,0 a 10,0              0 a 85
      1 ano                     0,0 a 3,5                1,0 a 17,0             0 a 140
      2 a 3 anos                0,0 a 6,0                4,0 a 29,0             40 a 260
      4 a 9 anos               0,2 a 10,0                8,0 a 65,0             65 a 400
      10 a 15 anos             0,5 a 20,0                15,0 a 80,0            65 a 400
      adulto                    < de 60                   < de 200              65 a 400
                        61 a 80  suspeito       201 a 260  suspeito
184                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                       > 80    sugestivo      > 260      sugestivo
    Nota: Em cerca de 5% dos casos pode haver Falso-Positivos e 5% Falso-Negativos, porém em valores
    limiares, na maioria dos casos.
    Obs.: Epinefrina com 15% ou mais do valor total das catecolaminas sugere processo intra-adrenal.
Condição:
    Urina de 24h.
    - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (adulto) ou 10 mL/L de Urina (criança) e Refrigerar.
     Após dieta, colher Urina 24h conforme instruções pág. 353
Laboratórios:
    Antes de enviar, verificar pH da amostra que deverá estar ácido (pH até 6). Enviar alíquota 10 mL e
    informar volume de total, horário inicial e final da coleta.
Conservação de envio:
    Até 1 mês acidificada e entre 2o e 8o C.


Homocisteína
Comentários:
    A homocisteína é um aminoácido formado no metabolismo da metionina. Sua remetilação à metionina é
    dependente da cobalamina, do ácido fólico e da riboflavina. Homocisteína em níveis elevados é um fator
    de risco independente e forte de aterosclerose (doença coronariana, carotídea, vascular periférica) e
    trombose. Valores elevados podem ser indicativos de deficiências de vitaminas B6, B12 (cobalamina),
    ácido fólico e riboflavina. Hiperomocisteinemia em grávidas está associada a defeitos do tubo neural.
    Valores elevados também podem ser encontrados no uso de ciclosporina, corticóides, fenitoína,
    metotrexato, trimetoprim, na insuficiência renal crônica, hipotireoidismo e em erros inatos do metabolismo
    (homocistinúria).
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance – HPLC
Valor de Referência:
     Homens: 4 a 14 moL/L
     Mulheres: 4 a12 moL/L
     Elevação discreta: 15 a 25 moL/L
     Elevação moderada: 25 a 50 moL/L
     Elevação acentuada: 50 a 500 moL/L
Condição:
    1,5 mL de Plasma (EDTA).
Laboratórios:
    - Separar imediatamente até 10 minutos após a coleta.
    - Não colher amostra com o paciente deitado.
    - Não usar o garote por muito tempo.
Conservação de envio:
    Até 20 dias entre 0o a - 10o C.




Metanefrinas - Frações
Comentários:
    A metanefrina e a normetanefrina são metabólitos da epinefrina e normetanefrina respectivamente. Têm
    importância clínica no diagnóstico do feocromocitoma, paragangliomas e neuroblastomas, sendo a
    determinação urinária das metanefrinas e sua razão com a creatinina muito sensíveis. Concentrações
    sofrem interferências de alguns alimentos e drogas, devendo a coleta ser realizada com o mínimo de
    estresse emocional e físico. Os tumores podem excretar catecolaminas de forma intermitente ou dentro
    da faixa normal.
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                185
     Idades                   Normetanefrina              Metanefrina
     < de 2 anos              < que 1,30            < que 0,53 mg/g de creatinina
     2 a 10 anos              < que 0,73            < que 0,41 mg/g de creatinina
     10 a 15 anos             < que 0,43            < que 0,31 mg/g de creatinina
     > que 15 anos            < que 0,41            < que 0,30 mg/g de creatinina
Condição:
     Urina de 24h.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (adulto) e 10 mL/L de Urina (criança). Refrigerar.
Laboratórios:
     Enviar 10 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
Informações necessárias:
     Informar peso, medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
Dieta
     O paciente deverá permanecer 12 horas sem ingerir: álcool, fumo, refrigerantes com coca, café, chá,
     chocolate, fruta (especialmente banana).
     Medicamentos: O paciente deverá permanecer 7 dias sem ingerir medicamentos abaixo ou C.O.M.:
     medicamentos similares às catecolaminas (descongestionantes nasais, broncodilatadores), metildopa,
     anti-depressivos tricíclicos, benzodiapínicos, levodopa, tetraciclina, cloropromazina), quinidina,
     buspiroma, labetamol, sotalol, acetominofen, oxitetraciclina, bromoergocriptina, fenotiazidas e
     propranolol.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 1 mês acidificada e entre 2o e 8o C.



Paraminofenol
Comentários:
O paraminofenol é um metabólito excretado na urina nas primeiras 24 horas após exposição à anilina
(utilizada em tintas, medicamentos, borrachas e plásticos). A excreção urinária do paraminofenol é variável
não sendo indicador absoluto avaliações individuais de exposição.
Método:
       Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
        não detectável
        IBMP: 50 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
Condição:
       Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24h.
Laboratórios:
       Especificar tipo de urina, *enviar 50 mL de urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
       Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
       Até 10 dias entre 2o e 8o C.




Piridinolina
Comentários:
    A deoxipiridinolina e a piridinolina constituem as ligações cruzadas da estrutura helicoidal do colágeno
    tipo I. A quantidade de piridinolina e deoxipiridinolina urinárias refletem a reabsorção óssea (atividade
    osteoclástica) sendo excretadas na razão 3:1. A deoxipiridinolina é mais sensível que a piridinolina, não
    sendo influenciada pela dieta. Considerando que a excreção desses marcadores é maior à noite e que
    variações de até 20% podem ocorrer durante o dia, deve-se preferir a coleta de 24 horas. Para
    monitorização da resposta terapêutica esses marcadores permitem detecção de alterações de forma
    mais rápida que a densitometria óssea (2 a 10 semanas). Níveis elevados são encontrados na
186                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     osteoporose, Doença de Paget, metástases ósseas, hiperparatireoidismo e hipertireoidismo.
     Hipotireoismo pode diminuir níveis excretados.
     Veja também Deoxipiridinolina.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
      02 a 10 anos         160 a 440 nmoL/mmoL de creat.
      11 a 14 anos         105 a 400 nmoL/mmoL de creat.
      15 a 17 anos         42 a 200 nmoL/mmoL de creat.
      Adulto - Homem  20 a 61 nmoL/mmoL de creat.
      Adulto - Mulher  22 a 89 nmoL/mmoL de creat.
Condição:
     Urina 2h - *Urina 12h - *Urina 24h.
     - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (adulto) ou 10 mL/L de Urina (criança). Refrigerar.
     - Proteger da luz (frasco âmbar).
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, *enviar 10 mL de Urina e informar volume total. Enviar em frasco âmbar
     (sensível à luz).
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 1 mês acidificada e entre 2o a 8o C.




Serotonina  5 Hidroxi Triptamina
Comentários:
    A serotonina é sintetizada a partir do triptofano nas células cromafins intestinais ou em neurônios. Sua
    dosagem pode complementar o diagnóstico de tumores carcinóides. Concentrações sofrem
    interferências de alguns alimentos e drogas. A dosagem do metabólito da serotonina (ácido 5 hidroxi
    indolacético) é o marcador mais sensível de tumores carcinóides.
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
     50 a 200 ng/mL
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                187
      Intermediário         200 a 400 ng/mL
      Tumor Carcinóide  > 400 ng/mL
Condição:
     Colher 10 mL de Sangue Total (em seringa plástica contendo EDTA), dividir 5 mL deste sangue para
     cada tubo plástico contendo 10 mg de EDTA e 75 mg de Ácido Ascórbico (fornecido pelo laboratório).
     Homogeinizar imediatamente “não esperar”, por inversão num total de 6 inversões, “sem agitar”, porque
     não pode haver hemólise. Centrifugar o sangue dos tubos a 1200 r.p.m. por 20 minutos. Separar o
     plasma, congelar.
     - JO 8h.
Laboratórios:
     Enviar o material congelado em tubo plástico. O laboratório fornecerá tubos p/coleta.
Informações necessárias:
     Informar peso, medicamentos em uso, dose e tempo de uso.
Dieta
     O paciente deverá permanecer 24 horas sem ingerir os alimentos relacionados, pois estes alimentos
     interferem no resultado: abacate, banana, beringela, nozes, pickles, tomate.
     Medicamentos Os medicamentos usados pelo paciente podem interferir como resultado do exame. O
     seu médico deve estar ciente da necessidade do uso e somente o médico pode suspendê-lo, evitar 7
     dias, C.O.M: acetominofen, guafenesin, imipramina, antidepressivos IMAO, lítio, metildopa, morfina,
     naproxeno e reserpina.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o e - 10o C.




Vitamina A
Comentários:
    A expressão vitamina A se refere aos retinóides que têm atividade biológica do retinol. A Vitamina A
    encontrada em produtos de origem animal é lipossolúvel e tem duas formas: o retinol (Vitamina A1) e a
    3-dehidro-retinol (Vitamina A2). Concentrações em crianças são menores que em adultos. Níveis baixos
    são encontrados na deficiência dietética da vitamina, insuficiência pancreática exócrina, má absorção
    intestinal, parasitoses, síndrome nefrótica, infecções e etilismo. Níveis elevados podem ser encontrados
    na hipervitaminose A, etilismo, uso de estrogênios e anticoncepcionais.
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
188                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
      1 a 6 anos       20 a 43 g/dL
      7 a 12 anos  26 a 49 g/dL
      13 a 19 anos  26 a 72 g/dL
      Adulto           30 a 80 g/dL
Condição:
     1,5 mL de Soro.
     - JO 8h.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
Laboratórios:
     O material deve ser enviado o mais rápido possível. Usar frasco âmbar (sensível à luz). Refrigerar.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o a -10o C.


Vitamina C
Comentários:
     A vitamina C (ácido ascórbico) é um antioxidante essencial que apresenta meia vida de 16 dias. Seu uso
     clínico principal é na pesquisa da deficiência de vitamina C (escorbuto) que se manifesta 60 a 90 dias
     após privação desse oligoelemento. Por outro lado hipervitaminose C pode gerar aumento dos níveis de
     oxalato com formação de cálculos renais. A determinação por HPLC é o método de escolha. Níveis
     baixos também são encontrados em pacientes com sepses, pós-operatórios, SIDA, na síndrome do
     desconforto respiratório, tabagismo, Doença de Adison, cirrose, grandes queimados, pancreatite, uso de
     contraceptivos orais, aspirina, barbitúricos, estrógenos, contato com metais pesados, nitrosaminas e
     paraldeído.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
     0,4 a 1,5 mg/dL
Condição:
     1,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
     - JO 8h.
Laboratórios:
     O material deverá ser enviado o mais rápido possível. Usar frasco âmbar (sensível à luz). Enviar
     congelado.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.




Vitamina D3  1,25 Dihidroxi
Comentários:
    O termo “vitamina D” engloba a vitamina D produzida na pele (Vitamina D3 ou colecalciferol) e a vitamina
    D de origem vegetal (Vitamina D2 ou ergocalciferol). O metabólito 1,25 dihidroxicolecalciferol (calcitriol) é
    a forma ativa da vitamina D apresentando meia vida de 4 a 6 horas. Juntamente com calcitonina e PTH
    regulam o metabolismo do cálcio. A sua carência é responsável por atraso na mineralização óssea
    (raquitismo e osteomalácia). Distúrbios da hidroxilação à nível renal levam a deficiência de calcitriol com
    valores de outro metabólito, o calcidiol (25-hidroxicolecalciferol) normais. Valores baixos de 1,25-
    hidroxicolecalciferol são encontrados na insuficiência renal e hipoparatireoidismo. Valores elevados de
    1,25-hidroxicolecalciferol podem ser encontrados na gravidez, sarcoidose e na intoxicação vitamínica.
Método:
                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  189
    Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
    20 a 76 pg/mL
Condição:
    1,8 mL de Soro.
    - JO 8h.
Laboratórios:
    Enviar o mais rápido possível congelado.



Vitamina E
Comentários:
     É uma vitamina lipossolúvel antioxidante que previne danos nas membranas celulares por radicais livres.
     A sua forma mais ativa é o alfa-tocoferol. Sua dosagem é útil na investigação da sua deficiência (quadro
     neurodegenerativo, anemia hemolítica e alteração visual). Níveis baixos podem ser determinados por má
     absorção (pancreatite, fibrose cística, atresia de vias biliares, ressecções intestinais), prematuridade,
     etilismo, cirrose, uso de anticonvulsivante, colestiramina, óleos minerais e contraceptivos orais.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
      Prematuro         0,25 a 0,37 mg/dL
      1 a 12 anos  0,3 a 0,9 mg/dL
      13 a 19 anos  0,6 a 1,0 mg/dL
      Adulto            0,5 a 1,8 mg/dL
Condição:
     1,5 mL de Soro.
     - JO 8h.
Laboratórios:
     O material deve ser enviado o mais rápido possível. Usar frasco âmbar (sensível à luz).
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o a -10o C.




Adenovírus – Pesquisa direta
Comenários:
    Útil para estabelecer o adenovírus como agente etiológico de pneumonia, tonsilite, gastroenterite, cistite
    hemorrágica e ceratoconjuntivite. Tem como vantagem fornecer resultados mais rápidos que a cultura
    viral. Resultados falso-negativos podem ocorrer, o que é uma característica do método.
Método:
    Imunofluorescência direta
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Aspirado de nasofaringe.
    Lavado de nasofaringe.
190                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Swab de nasofaringe.
Laboratórios:
    Swab de nasofaringe, insira um swab cuidadosamente e o mais profundamente possível através das
    narinas, colha toda secreção existente e friccione as paredes da nasofaringe de forma a obter células.
    Ressuspender em aproximadamente 1 mL de sallina estéril.
    Lavado de nasofaringe, nos casos em que o material não pode ser aspirado, incline a cabeça do
    paciente cerca de 70o para trás, instile de 3 a 7 mL de soro fisiológico estéril, reaspire. Enviar
    imediatamente ao Laboratório Hermes Pardini.
Conservação de envio:
    Refrigerar e enviar imediatamente.




Alfa 1 Anti-Tripsina
Comentários:
    AAT é uma proteína de fase aguda, sendo o inibidor de protease mais abundante no plasma. AAT é o
    principal componente da alfa-1-globulina, aumentando de forma rápida mas inespecífica em processos
    inflamatórios. Elevada em infecções, artrites, vasculites, gravidez, terapia com estrógeno ou corticóide,
    neoplasias e pós-operatórios. Deficiência genética de AAT pode está associada com enfisema pulmonar,
    doença hepática crônica, cirrose hepática e carcinoma hepatocelular.
Método:
    Imunoturbidimetria
Valor de Referência:
     0 a 1 mês             124 a 348 mg/dL
     2 a 6 meses           111 a 297 mg/dL
     7 meses a 2 anos  95 a 251 mg/dL
     3 a 19 anos           110 a 279 mg/dL
     Adulto                78 a 220 mg/dL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Ate 5 dias entre 2o e 8o C.




Alfa 1 Glicoproteína Ácida
Comentários:
    AAGP é uma glicoproteína sintetizada nos hepatócitos com meia vida de 3 a 5 dias. É uma proteína de
    fase aguda, não específica, aparecendo em 12h após a injúria e permanecendo por 3 a 5 dias. Níveis
    elevados ocorrem em processos inflamatórios, gravidez, neoplasias e terapia com corticóides. Níveis
    diminuídos ocorrem na síndrome nefrótica, terapia com estrógeno e enteropatia perdedora de proteínas.
    É o principal constituinte da mucoproteína de Winzler. A dosagem de AAGP substitui com vantagens a
    dosagem de mucoproteína por ser mais específica e apresentar maior reprodutibilidade.
Método:
    Imunoturbidimetria
Valor de Referência:
    41,0 a 121,0 mg/dL

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                191
Condição:
   0,5 mL de Soro.
   - JO 8h.
Conservação de envio:
   Até 5 dias entre 2o e 8o C.

Amebíase
Comentários:
    A Infecção por Entamoeba histolytica pode ser assintomática, causar doença invasiva intestinal ou
    doença extra-intestinal. A sorologia possui maior sensibilidade para formas extra-intestinais (90%),
    sensibilidade moderada para doença intestinal invasiva (75%) e baixa sensibilidade para formas
    assintomáticas. O Teste é útil na distinção de abscessos hepáticos amebianos de piogênicos, entretanto,
    a alta incidência de amebíase em nosso meio diminui o poder discriminatório do teste. Falso-positivos
    podem ocorrer em pacientes com colite ulcerativa. Títulos de anticorpos podem ser detectáveis por mais
    de 6 meses após tratamento eficaz.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Enviar amostra refrigerada entre 2o a 8o C.

Antiestreptolisina O  AEO
Comentários:
    AEO elevada indica infecção por streptococos beta-hemolíticos, mas de forma isolada não
    permitemdiagnóstico de febre reumática ou glomerulonefrite difusa aguda. Níveis de AEO podem
    apresentar variações com valores normais diferentes em populações distintas. Títulos se elevando em
    determinações seriadas são mais significativos que uma única determinação. Nas infecções
    estreptocócicas, AEO é detectado em 85% das faringites, 30% das piodermites e 50% das GNDA. Na
    Febre Reumática, 80% apresentam AEO elevada 2 meses após início do quadro, 75% em 2 meses, 35%
    em 6 meses e 20% em 12 meses. Falso–positivos podem ocorrer: tuberculose, hepatites,
    esquistossomose.
    Veja também Estreptozima.
Método:
    Imunoturbidimetria
Valor de Referência:
    Inferior a 250 UI/mL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.
Antígeno Carcinoembrionário  CEA
Comentários:
   CEA é uma glicoproteína que não é órgão específica. Níveis elevados são encontrados em vários
   tumores, mas sua maior aplicação é no câncer coloretal. Utilizado para auxiliar no estadiamento e
   monitorização, sendo o melhor marcador da resposta ao tratamento de adenocarcinomas gastro-
   intestinais. Níves mais elevados são encontrados no câncer coloretal com metástases ósseas e
   hepáticas. Está presente em níveis elevados em 65% dos pacientes com carcinoma coloretal, ao
   diagnóstico. Seu aumento pode preceder evidências de metástases em exames de imagem. Outras
   neoplasias podem cursar com níveis elevados de CEA: câncer de mama, pulmão, ovário, estômago,
   pâncreas, útero, tireóide e tumores de cabeça e pescoço. Níveis elevados também podem ocorrer em
   fumantes, inflamações, infecções, úlceras pépticas, pancreatite, doença inflamatória intestinal, cirrose
   hepática, enfisema pulmonar, polipose retal e doença mamária benigna. Resultados negativos podem
192                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     ocorrer na fase precoce do câncer e em alguns pacientes com câncer coloretal metastático. Cirurgia,
     quimioterapia e radioterapia podem causar aumentos transitórios de CEA na circulação. Para fins de
     comparação deve-se usar mesmo método.
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
     Não fumante             < 4,0 nanog/mL
     Fumantes                < 5,0 nanog/mL
     Suspeito                5 a 10 nanog/mL
     Maior probabilidade  > 10 nanog/mL
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JO 8h.
Informações necessárias:
     Está em uso de medicamentos?Já fez este exame anteriormente?
Conservação de envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.


Antígeno HLA B27, pesquisa
Comentários:
    Os genes do complexo maior de histocompatibilidade (HLA) codificam a produção de proteínas
    (antígenos). O antígeno HLA B27 está presente em 10% da população normal. Tem forte associação
    com espondilite anquilosante (90% dos acometidos) ajudando no diagnóstico de indivíduos com
    alterações radiológicas compatíveis. Não deve ser utilizado para triagem de espondilite anquilosante.
    Também associado com outras condições: Síndrome de Reyter, Artrite Psoriática, Artrite Reumatóide
    Juvenil, Artrites Infeciosas, Hiperplasia Adrenal, Doença Inflamatória Intestinal e Deficiência de
    Complemento.
    Veja também PCR para Tipagem do HLA B27.
Método:
    Citometria de Fluxo
Condição:
    10,0 mL de Sangue Total (Heparina) ou Sangue Total em anticoagulante ACD/tubo especial (para
    realizar em até 48 horas).
Valor de Referência:
    Negativo
Conservação de envio:
    Até 48 horas em temperatura ambiente.
    Não enviar em banho de gelo.




Antitrombina III
Comentários:
   A Antitrombina III é uma proteína anticoagulante natural, estando sua deficiência associada a estado de
   hipercoagulabilidade, com o aumento do risco de trombose venosa. A deficiência de antitrobina III está
   presente em 1,7% da população. As deficiências congênitas são divididas em tipo I e tipo II. No tipo I a
   concentração e a atividade da antitrombina III estão diminuídas. No tipo II, apesar da concentração
   normal da antitrobina III, a sua atividade funcional é baixa. Deficiências adquiridas são mais comuns e
   podem decorrer de redução da síntese hepática (cirrose, etilismo, hepatite), de aumento do consumo
   (tromboses, coagulação intravascular disseminada, infarto agudo do miocárdio), perda (síndrome
   nefrótica, enteropatias, traumas) e de outras causas (uso de heparina, uso de estrógenos, gravidez).
   Níveis aumentados podem ocorrer em processos inflamatórios, uso de anabolizantes e penicilina. Ao
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               193
     nascimento, níveis de antitrombina são em média 63% dos níveis do adulto, aumentando a estes níveis
     com seis meses de idade.
Método:
     Nefelometria
Valor de Referência:
     28 a 38 mg/dL
     Nota: Recém nascidos a termo ou prematuros sadios, podem apresentar níveis diminuídos, que devem
     atingir o nível normal em 90 a 180 dias.
Condição:
     0,5 mL de Plasma (EDTA).
     - JO 8h.
Informações necessárias:
     Informar uso de anticoagulantes e qual a dosagem.
Conservação de envio:
     Até 72 horas refrigerar entre 2o e 8o C.



Aspergillus sp, anti
Comentários:
    Sorologia para o Aspergillus tem sido utilizada para auxiliar no diagnóstico de aspergilose invasiva
    (pulmonar, meníngea). Teste negativo não exclui aspergilose. Sorologia é positiva em 90% dos pacientes
    com aspergilomas e 70% dos pacientes com aspergilose broncopulmonar alérgica. Pacientes
    imunocomprometidos, em uso de corticóides e antibióticos tendem a ter títulos mais baixos ou
    indetectáveis. Reações cruzadas com histoplasmose, blastomicose, e paracocidioidomicose podem
    ocorrer. Diagnóstico definitivo de aspergilose requer visualização ou isolamento do aspergillus.
Método:
    Imunodifusão Radial Dupla
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,3 mL Soro.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Blastomicose Sul Americana
Comentários:
    A Blastomicose Sul-Americana, paracoccidiodomicose é uma doença granulomatosa que acomete
    pulmões, mucosas, pele e linfonodos. A sorologia pode ajudar no diagnóstico dos casos onde não se
    visualizou ou isolou o fungo. A sensibilidade da imunodifusão radial é de 80%. A melhora clínica após
    tratamento é acompanhada da queda dos títulos, entretanto, 70% dos pacientes tratados permanecem
    com sorologia positiva até um ano após o tratamento. Títulos de 1:4 mantidos, por período superior a 6
    meses, devem ser considerados cicatriz sorológica. O diagnóstico de certeza da paracoccidioidomicose
    requer visualização do P. brasiliensis no exame microscópico, complementado pela cultura.
Método:
    Imunodifusão Radial Dupla
194                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,3 mL de Soro.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.



Brucelose
Comentários:
   Brucelose é uma zoonose causada por cocobacilos gram-negativos intracelulares.
   Soro Aglutinação: a elevação de pelo menos 4 vezes nos títulos em amostras pareadas, na fase aguda e
   convalescença (após 14 dias), num mesmo laboratório, é indicativo de infecção recente. Títulos de 1:160
   são sugestivos de infecção recente, sendo que 90% dos pacientes com títulos superiores a 1:320 têm a
   infecção comprovada. Reações cruzadas podem ocorrer com Proteus, Yersinia enterocolitica, F.
   tularensis, Vibrio colerae. Diagnóstico de certeza de brucelose requer isolamento em culturas, o que é
   possível em apenas 20% dos casos.
   Imunoensaio enzimático: permite detecção de anticorpos IgM e IgG, na brucelose, podendo ser usado
   para diagnóstico e seguimento do paciente. Apresenta sensibilidade e reprodutibilidade superior a
   aglutinação. IgG persiste por anos após a infecção. Aumento dos títulos de IgG, em amostras pareadas,
   em pacientes sintomáticos sugere infecção recente. IgM pode ser encontrado em 30% dos pacientes
   crônicos.

SORO AGLUTINAÇÃO
Método:
    Reação de Aglutinação com antígenos obtidos da Brucella abortus
Valor de Referência:
    < 1:40
Condição:
    0,3 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO
IgG e IgM
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro p/ cada.
Conservação de envio:
    Refrigerar.



CA 125
Comentários:
   Níveis elevados são encontrados no câncer de ovário, sendo usado como marcador tumoral. Não se
   pode utilizá-lo como método isolado de triagem ou de diagnóstico desta neoplasia. Indicações no Câncer
   de Ovário: (1) Avaliação prognóstica; (2) Monitorização da resposta ao tratamento cirúrgico e
   quimioterápico; (3) Diferenciação pré-operatória de massas pélvicas. Aumento do CA 125 pode preceder
   as alterações clínicas em 11 meses no câncer de ovário. Cerca de 20% dos cânceres de ovário não
   produzem CA 125. CA 125 também pode ser detectado em outras condições: endometriose, gestação,
   pacientes saudáveis, câncer de endométrio, menstruação, teratomas beningos, doença inflamatória
   pélvica, abscesso tubo-ovariano, peritonites, câncer de mama, linfoma não-Hodgkin, cirrose hepática,

                                  Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                           195
     neoplasias de fígado, pâncreas, cólon, pulmão, uroepiteliais, endocérvix e trompas. Deve ser realizado
     pela mesma técnica e laboratório para fins de comparação futura.
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
      < que 35 U/mL  Negativo
      35 a 65 U/mL  Elevado
      > que 65 U/mL  Positivo
     Nota: Este exame não deve ser utilizado para diagnóstico, pois eleva-se também em outros tipos de
     neoplasias, doenças benignas e pacientes normais.
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JO 8h.
Informações necessárias:
     Está em uso de medicamentos? Já fez este exame anteriormente?
Conservação de envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.



CA 15/3
Comentários:
     É uma glicoproteína produzida pelas células epiteliais glandulares. A sua produção excessiva nos
     carcinomas e adenocarcinomas resulta em níveis séricos elevados. É utilizado em pacientes com câncer
     de mama para detecção de recidiva, metástases e monitorização de tratamento. Possui baixo valor
     preditivo positivo e negativo, não devendo ser usado como método de triagem ou diagnóstico. Cerca de
     1,3% da população tem CA 15/3 elevado. Níveis elevados podem ocorrer no câncer de pâncreas,
     pulmão, fígado, ovário, colo uterino, doenças benignas de mama e hepatopatias.
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
      < que 30 U/mL  negativo
      30 a 50 U/mL        elevado
      > 50 U/mL           positivo
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JO 8h.
Informações necessárias:
     Está em uso de medicamentos? Já fez este exame anteriormente?
Conservação de envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




CA 19/9
Comentários:
   É um marcador tumoral utilizado no câncer de pâncreas e menos freqüentemente no câncer de intestino
   grosso e hepático. É sintetizado nas células epiteliais, havendo diferenças genéticas na quantidade de
   CA 19/9 produzido (6 a 22% da população não secretam esse marcador). Não é recomendado para
   triagem de forma isolada. Útil para monitorar a resposta ao tratamento e prognóstico. São consideradas
196                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     alterações significativas, para fins de comparação, aquelas superiores a 50% do valor anterior.
     Elevações também podem ser encontradas na insuficiência hepática, endometriose, Síndrome de
     Sjögren, fibrose pulmonar, cistos esplênico, cistadenoma ducto hepático, pancreatite crônica, hepatite
     auto-imune e na colecistite xantogranulomatosa.
Método:
     Quimioluminescência
Valor de Referência:
      < que 37 U/mL  Negativo
      37 a 120 U/mL  Elevado
      > que 120 U/mL  Positivo
     Nota: Este exame não deve ser utilizado para diagnóstico, pois eleva-se também em outros tipos de
     neoplasias, doenças benignas e pacientes normais.
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     - JO 8h.
Informações necessárias:
     Está em uso de medicamentos? Já fez este exame anteriormente?
Conservação de envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.



C1S Esterase Inibidor
Comentários:
    É uma proteína de fase aguda, inibidor de protease, presente no soro e plasma de indivíduos normais.
    Tem papel regulador nas enzimas do complemento, coagulação e fibrinólise. A sua deficiência leva ao
    edema angioneurótico. Duas formas dessa deficiência são descritas: a forma congênita e a adquirida. A
    forma congênita, o angioedema hereditário, é caracterizada por episódios recorrentes de edemas,
    havendo deficiência quantitativa da C1 esterase inibidor. Nas formas adquiridas, muitas vezes
    associadas a várias doenças, inclusive linfomas, é comum ocorrer a deficiência funcional, podendo ser
    encontrados níveis normais ou aumentados de C1 esterase inibidor.
Método:
    Imunoturbidimetria
Valor de Referência:
     Homens  29 a 42 mg/dL
     Mulheres  26 a 39 mg/dL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
Laboratórios:
    Dessorar e resfriar imediatamente após a coleta. O material deve ser congelado e transportado no gelo.
Conservação de envio:
    Enviar em gelo o mais rápido possível.




Cardiolipina IgG/IgM, auto anticorpos anti
Comentários:
   Anticorpos anti-cardiolipina IgG estão presentes em níveis moderados a elevados (maior que 40 GPL) e
   são mais específicos que os IgM para síndrome do AFL. Entretanto alguns casos apresentam anticorpos
   apenas IgM ou, mais raramente, IgA. Podem estar presentes em outras doenças como: Artrite

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               197
    Reumatóide (7,7 a 33% dos pacientes), doenças infecciosas (sífilis, tuberculose, hanseníase,
    endocardite infecciosa, infecção pelo HIV e infecções virais agudas) e em indivíduos utilizando
    clorpromazina. Nesses casos encontra-se, em geral títulos baixos e do isotipo IgM, não se observando
    fenômenos trombóticos.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
     IgG   a 10 GPL
     IgM   a 10 MPL
Condição:
    0,2 mL de Soro, cada.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o a 8o C.

Caxumba IgG/IgM
Comentários:
    IgG - Os anticorpos da classe IgG anti-caxumba surgem logo após os da classe IgM e mantem-se em
    níveis protetores de forma duradoura. Os bebês de mães imunizadas, naturalmente ou por vacinação,
    apresentam níveis protetores de IgG até cerca de 6 meses de idade.
    IgM - Teste útil no diagnóstico da Caxumba. A presença de anticorpos da classe IgM indica infecção
    recente, podendo ser detectados nos primeiros dias e mantendo-se por 1 a 3 meses. Em quadros
    crônicos, pós-vacinais ou de transferência de imunidade (bebês de mães imunes ou uso de
    gamaglobulina hiperimune), estes anticorpos estão ausentes.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
      0,90        negativo
     0,91 a 1,09  indeterminado
      1,10        positivo
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Entre 0o e - 10o C.




CCP  Citrulina, anti
Comentários:
   Útil no diagnóstico de Artrite Reumatóide (AR). A citrulina (Cyclic Citrullated Peptide) é um aminoácido
   resultante de modificação da arginina. Anticorpos dirigidos contra a citrulina (anti-CCP) são encontrados
   em pacientes com AR. Características do ensaio: apresenta especificidade para a AR maior que o fator
198                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    reumatóide; é independente do fator reumatóide, sendo útil no diagnóstico dos pacientes com artrite
    reumatóide e FR negativo; nos pacientes com artrite de início recente é importante ferramenta para
    diagnóstico precoce; prediz evolução mais agressiva da AR. A determinação conjunta com o fator
    reumatóide determina especificidade próxima a 100% para AR, sendo útil ao diagnóstico diferencial de
    outras colagenoses.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo:  50 U
Condição:
    0,5 mL de Soro.
Conservação de envio:
    Refrigerar.



Célula Parietal, Anti
Comentários:
    Útil para diagnóstico de gastrite atrófica e anemia perniciosa. Absorção da vitamina B12 (cobalamina)
    depende da produção do fator intrínseco pelas células parietais gástricas que também secretam ácido
    clorídrico. Gastrite autoimune leva a diminuição dos produtos das células parietais e conseqüentemente
    à gastrite atrófica e deficiência de B12 (anemia perniciosa). Anticorpos anti-célula parietal são
    encontrados em 90% dos pacientes com anemia perniciosa. Valores elevados também podem ser
    encontrados em úlceras gástricas, câncer gástrico e Síndrome de Sjögren. Cerca de 7% dos adultos
    saudáveis têm esses anticorpos detectáveis.
Método:
    Imunofluorescência Indireta
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,2 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.




Centrômero, Anti  ACA
Comentários:
    Anticorpos anti-centrômero são autoanticorpos dirigidos contra o cinetocore. É visto em 70 a 80 % dos
    casos de síndrome de CREST (calcinose, Raynaud, disfunção esofagiana, esclerodactilia e
    telangiectasia).
Método:
    Imunofluorescência Indireta
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
     0,2 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.


Ceruloplasmina
Comentários:
   A ceruloplasmina é uma proteína (alfa-2-globulina), produzida no fígado, que carrega 70 a 90% do cobre
   plasmático. Apresenta-se diminuída na Doença de Wilson (70% dos pacientes) e deficiências

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              199
    nutricionais. Por ser uma proteína de fase aguda elevando-se em processos inflamatórios, um resultado
    normal não exclui o diagnóstico da Doença de Wilson. Menores de 6 meses de idade podem apresentar
    níveis mais baixos. Níveis menores que 10 mg/dl são sugestivos de Doença de Wilson, sendo ainda
    necessário biópsia hepática para confirmação diagnóstica.
Método:
    Imunoturbidimetria
Valor de Referência:
    21,0 a 53,0 mg/dL
Condição:
    0,5 mL Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.



Chlamydia pneumoniae IgG
Comentários:
    A Chlamydia pneumoniae pode causar faringite, bronquite, sinusite e pneumonia. Cerca de 50% da
    população adulta apresenta resultados positivos. Entretanto, têm sido observada a associação de
    doenças infecciosas de baixa resposta inflamatória e doenças cardiovasculares oclusivas: pacientes já
    infartados e com títulos elevados de anticorpos anti-Chlamydia pneumoniae IgG têm aumento do risco de
    2,76 vezes, enquanto o tratamento reduz de 3 a 4 vezes a incidência de novo evento coronariano.
Método:
    Imunofluorescência Indireta
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,2 mL de Soro
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias, entre 2o e 8o C.


Chlamydia tracomatis
Comentários:
    A infecção por Chlamydia tracomatis é a doença sexualmente transmissível mais prevalente. A maioria
    das mulheres apresentam infecção assintomática, podendo levar à doença inflamatória pélvica,
    infertilidade e gravidez ectópica. Pneumonia e conjuntivite no recém-nascido são implicações associadas
    com infecções não detectadas em gestantes. Os testes sorológicos ou indiretos detectam anticorpos
    séricos IgG persistentes e IgM presentes apenas na fase aguda.
Método:
    Imunofluorescência Indireta IgG e IgM
Valor de Referência:
    IgG  Homem  < que 1:16
               Mulher  < que 1:64
    IgM  < que 1:8
Condição:
    0,2 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.



Cistatina C
Comentários:
   Útil como marcador da função renal. A cistatina C é uma proteína filtrada livremente pelo glomérulo renal,
200                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    sendo, a seguir, reabsorvida e catabolizada pelas células do túbulo proximal. Assim, sua concentração
    sérica dependerá quase que exclusivamente da capacidade de filtração glomerular. Sua concentração
    independe da massa muscular, do sexo ou da alimentação. Vários estudos clínicos atestam a maior
    sensibilidade e especificidade da cistatina C em comparação à creatinina sérica, sendo capaz de
    detectar alterações discretas da função glomerular. É importante citar que elevações da cistatina C, sem
    correlação com diminuição da taxa de filtração glomerular, foram descritas em pacientes com o mieloma
    múltiplo, tumores malignos, cirrose hepática, e alguns hipertensos com proteinúria.
Método:
    Imunoturbidimetria
Valor de Referência:
    1 a 50 anos  0,63 a 1,33 mg/L
    > 50 anos       0,74 a 1,55 mg/L
Condição:
    0,7 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Refrigerar.

Cisticercose
Comentários:
   A infestação por ovos de Taenia solium leva a formação de cisticercos na musculatura estriada e sistema
   nervoso central. Sorologia pode complementar o diagnóstico, entretanto, reações cruzadas com
   equinococos podem ocorrer. Falso-negativos são observados se a carga parasitária for baixa, sendo que
   apenas 28% dos pacientes com lesão cerebral única têm sorologia positiva.

IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    0,5 mL de Líquor.
    - JO 8h
    - O teste imunológico no líquor deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a possibilidade de
    contaminação do material durante a punção.
Conservação de envio:
    Congelar em temperatura inferior a - 4o C.

IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA
Método:
    Imunofluorescência Indireta
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    0,5 mL de Líquor.
    - JO 8h
    - O teste imunológico no líquor deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a possibilidade de
    contaminação do material durante a punção.
Conservação de envio:
    Congelar em temperatura inferior a - 4o C.

Citomegalovírus
Comentários:
   O citomegalovírus (CMV) é considerado a maior causa de infecção congênita, podendo ainda causar
   quadros graves em imunodeprimidos. Cerca de 85% da população adulta é soropositiva.
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                201
     Anti-CMV IgM: deve-se lembrar que IgM pode demorar 2 semanas para ser detectado. Assim, caso
     colhido precocemente, deve-se repetí-lo após 15 dias, para afastarmos infecção pelo CMV. Geralmente
     permanecem detectáveis por 3 meses, entretanto, por métodos imunoenzimáticos podem ser detectados
     títulos baixos por até 12 meses, não devendo, pois, ser avaliado como um indicador absoluto de infecção
     recente. A utilização de IgM captura evita resultados falso-positivos pelo fator reumatóide. Falso-positivos
     também podem ocorrer em infecções por Epstein Baar vírus e herpes vírus. Por não ultrapassar a
     barreira placentária seu achado no recém-nascido sugere infecção congênita.
     Anti-CMV IgG: seu achado pode indicar infecção passada ou recente. Recoleta na convalescença (após
     15 dias) pode evidenciar viragem sorológica (primeira amostra negativa e segunda positiva) ou aumento
     de 4 vezes ou mais no soro da convalescença em relação ao soro colhido na fase aguda.
     Anti-CMV IgG avidez: no início da infecção primária pelo CMV os anticorpos IgG apresentam como
     característica baixa avidez pelo antígeno. Essa avidez aumenta progressivamente em semanas, sendo
     que em infecções antigas e reinfecções encontramos alta avidez. Assim, essa determinação é muito útil
     para se diferenciar pacientes que apresentaram infecções primárias pelo CMV nos últimos 3 meses, de
     infecções passadas e reinfecções, sendo de grande aplicação em grávidas com IgM e IgG positivos. Tem
     grande poder de predizer recém-nascidos infectados, quando utilizado antes de 18 semanas de
     gestação.
Informações necessárias:
     Informar, se está grávida e se fez este exame anteriormente.


ELISA IgG e IgM
IgG
Método:
    Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
Valor de Referência - IgG:
    Negativo
Condição IgG:
    0,5 mL Soro ou Plasma (EDTA/Citrato/Heparina).
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

IgM
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência - IgM:
     Índice < 0,80         negativo
     Índice 0,80 a 0,99  indeterminado
     Índice > 0,99         positivo
Condição IgM:
    0,5 mL Soro ou Plasma (EDTA/Citrato/Heparina).
    - JO 8h.
    Líquor.
    - O teste imunológico no líquor deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a possibilidade de
       contaminação do material durante a punção.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




                                                                                               Continua...
                                                                          Continuaçao...CITOMEGALOVÍRUS


ELFA - ENZYME LINKED FLUORESCENT ASSAY - IgG e IgM
Método: ELFA
202                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Valor de Referência - IgG :
     Negativo            < 4,00 UA/mL
     Indeterminado   4,00 e < 6,00 UA/mL
     Positivo             6,00 UA/mL
Valor de Referência - IgM:
     Negativo            < que 0,70
     Indeterminado   0,70 a < 0,90
     Positivo             que 0,90
Condição:
    0,5 mL Soro p/ cada.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.


TESTE DE AVIDEZ IgG
Método:
    ELFA
Valor de Referência:
     Baixa avidez: inferior a 30%  sugere infecção ocorrida há pelo menos 3 meses
     Inconclusivo: entre 30 e 60%  não permite definir o período da infecção
     Alta avidez: superior a 60%  sugere que a infecção tenha ocorrido há mais de 3 meses
Condição:
    0,5 mL Soro.
Conservação de envio:
    Refrigerar.



Complemento
CH 100
Comentários:
    Teste que quantifica a atividade total do complemento sérico (via clássica). As proteínas do complemento
    aumentam em resposta a processos inflamatórios ou infecciosos (resposta aguda) e diminuem ou estão
    ausentes no hipercatabolismo, deficiência hereditária ou consumo por formação de imunocomplexos
    (glomerulonefrites, lupus eritematoso sistêmico, artrite reumatóide).
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
     60 U/CAE
Condição:
    0,3 mL de Soro.
Laboratórios:
    Após a coleta de sangue, deixar em temperatura ambiente por 30 minutos, para coagular. Centrifugar por
    10 minutos a 2000 r.p.m. Imediatamente, separar o soro e congelar. O material deve ser transportado
    para o laboratório congelado.
Conservação de envio:
    Enviar em gelo o mais rápido possível.




                                                                                             Continua...
                                                                           Continuação...COMPLEMENTO

C1q
Comentários:


                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                203
    O C1q é uma das subunidades do primeiro componente do complemento C1. Níveis séricos de C1q
    estão diminuidos na doença de imunocomplexos, lupus eritematoso sistêmico (LES) e meningites. É útil
    no diagnóstico de deficiências hereditárias e monitoração de tratamento do LES.
Método:
    Imunodifusão Radial
Valor de Referência:
    Superior a 125 g/L
Condição:
    0,3 mL de Soro.
Laboratórios:
    Após a coleta de sangue, deixar em temperatura ambiente por 30 minutos, para coagular. Centrifugar por
    10 minutos a 2000 r.p.m. Imediatamente, separar o soro e congelar. O material deve ser transportado
    para o laboratório congelado.
Conservação de envio:
    Enviar em gelo o mais rápido possível.

C2
Comentários:
    O C2 é o segundo componente do complemento. Níveis séricos de C2 diminuídos estão relacionados a
    susceptibilidade a infecções, lupus eritematoso sistêmico (LES), artralgia e nefrite.
Método:
    Imunodifusão Radial
Valor de Referência:
    4 a 24 g/mL
Condição:
    0,3 mL de Soro.
    - JO 8h.
Laboratórios:
    Após a coleta de sangue, deixar em temperatura ambiente por 30 minutos, para coagular. Centrifugar por
    10 minutos a 2000 r.p.m. Imediatamente, separar o soro e congelar. O material deve ser transportado
    para o laboratório congelado.
Conservação de envio:
    Enviar em gelo o mais rápido possível.

C3
Comentários:
    A quantificação de C3 é utilizada para avaliação de indivíduos com deficiência congênita deste fator ou
    portadores de doenças por imunocomplexos, onde há consumo de complemento: LES, glomerulonefrites
    e outras. Seus níveis encontram-se elevados em numerosos estados inflamatórios na resposta de fase
    aguda.
Método:
    Imunoturbidimetria
Valor de Referência:
    70,0 a 176,0 mg/dL
Condição:
    0,5 mL Soro.
    - JO 8h.
Laboratórios:
    Após a coleta de sangue, deixar em temperatura ambiente por 30 minutos, para coagular. Centrifugar por
    10 minutos a 2000 r.p.m. Imediatamente, separar o soro e congelar. O material deve ser transportado
    para o laboratório congelado.
Conservação de envio:
    Enviar em gelo o mais rápido possível.
                                                                                               Continua...
                                                                          Continuação...COMPLEMENTO

C4
Comentários:
204                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    A quantificação de C4 é utilizada para avaliação de indivíduos com deficiência congênita deste fator ou
    de patologias onde há consumo de complemento e ativação da via imune ou clássica do complemento:
    Lúpus Eritematoso Sistêmico, doença do soro, glomerulonefrite, etc.
Método:
    Imunoturbidimetria
Valor de Referência:
    12,0 a 36,0 mg/dL
Condição:
    0,5 mL Soro.
    - JO 8h.
Laboratórios:
    Após a coleta de sangue, deixar em temperatura ambiente por 30 minutos, para coagular. Centrifugar por
    10 minutos a 2000 r.p.m. Imediatamente, separar o soro e congelar. O material deve ser transportado
    para o laboratório congelado.
Conservação de envio:
    Enviar em gelo o mais rápido possível.



Coombs
DIRETO
Comentários:
    O teste de Coombs direto é utilizado na investigação das anemias hemolíticas auto-imunes, por
    isoimunização materno-fetal ou pós transfusional. Reações falso-positivas podem ocorrer com o uso de
    penicilinas, cefalosporinas, sulfonamidas, tetraciclina, alfa metildopa e insulina.
Método:
    Aglutinação
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL Sangue Total em EDTA.
Laboratórios:
    Enviar material o mais rápido possível.
Conservação de envio:
    Amostra fresca e não refrigerada até 30 horas após coleta.

INDIRETO
Comentários:
     A pesquisa de anticorpos irregulares ou Coombs indireto detectam imunoglobulinas IgG ou frações do
     complemento ligadas às hemácias, o que pode ocorrer em situações patológicas levando principalmente
     à hemólise. Este teste faz parte da rotina de exames no pré-natal de gestantes Rh negativo, triagem de
     anemias hemolíticas e provas pré-transfusionais.
Método:
     Teste em Gel (Micro Typing System)
Valor de Referência:
     Negativo
Condição:
     0,5 mL de Soro.
Informações necessárias:
     Informar se a cliente está grávida, mês de gestação e no filhos (1o, 2o, etc).
Conservação de envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C ou congelar - 4o C.



Crioaglutininas, pesquisa
Comentários:
   A presença de crioaglutininas em título superior a 1:32 é indicativa de infecção por Mycoplasma
   pneumoniae. Cerca de 50% dos pacientes com pneumonia atípica apresentam crioaglutininas no período
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               205
    de 8 a 30 dias após o início da infecção. Pode haver reações positivas na mononucleose ou na doença
    da crioglobulina (IgM-kappa). Reações falso-negativas podem ocorrer em amostras previamente
    refrigeradas ou uso de antibióticos.
Método:
    Aglutinação
Valor de Referência:
    < 1:32
Condição:
    0,5 mL Soro* + 1,0 mL de Sangue Total em EDTA.
    - JO 8h.
Laboratórios:
    *A seringa ou tubo de vacutainer deve ser aquecido antes da coleta. O sangue deve ser deixado à 37 o C
    durante o processo de coagulação. Centrifugar por 10 minutos a 2000 r.p.m. Transportar o soro na
    temperatura ambiente o mais rápido possível para o laboratório. Essa amostra não deve, em hipótese
    nenhuma, ser colocada na geladeira.
Conservação de envio:
    O soro deve ser separado rapidamente após a coleta e não pode ser armazenado com o coágulo.

Criofibrinogênio, pesquisa
Comentários:
     Criofibrinogênio é uma proteína que tem a propriedade de formar um precipitado em baixas
     temperaturas, estando associada com desordens na coagulação, doenças malignas, processos
     inflamatórios, incluindo infecção neonatal, uso de contraceptivos orais e esclerodermia.
Método:
     Precipitação
Valor de Referência:
     Negativo
Condição:
     3,0 mL de Plasma (Citrato de sódio).
     - JO 8h.
Informações necessárias:
     Informar se está em uso de anticoagulante.
Laboratórios:
     A seringa ou tubo de vacutainer deve ser aquecido antes da coleta. Centrifugar o sangue por 10 minutos
     a 2000 r.p.m. Transportar o plasma na temperatura ambiente o mais rápido possível para o laboratório.
     Essa amostra não deve, em hipótese nenhuma, ser colocada na geladeira.

Crioglobulinas, pesquisa
Comentários:
    É uma proteína que tem a propriedade de formar um precipitado em baixas temperaturas, estando
    associada a uma gama de patologias como doenças linfoproliferativas, doenças infecciosas agudas ou
    crônicas, doenças auto-imunes como lúpus, mieloma múltiplo, macroglobulinemia de Waldenstron.
Método:
    Precipitação
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    3,0 mL de Soro. JO 8h.
Laboratórios:
    A seringa ou tubo de vacutainer deve ser aquecido antes da coleta. O sangue deve ser deixado à 37 o C
    durante o processo de coagulação. Centrifugar por 10 minutos a 2000 r.p.m. Transportar o Soro na
    temperatura ambiente o mais rápido possível para o laboratório. Essa amostra não deve, em hipótese
    nenhuma, ser colocada na geladeira.
Cryptococcus Neoformans
Comentários:
   Teste útil no diagnóstico e prognóstico da infecção criptocóccica. Altos títulos de antígeno geralmente se
   correlacionam com gravidade e, da mesma maneira, diminuição do título de antígeno corresponde a bom
206                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    prognóstico. Reações falso-positivas podem ocorrer, relacionadas com fatores reumatóides, doenças
    causadas por Trichosporon beigelii e bacilos Gram-negativos.
Método:
    Aglutinação - Pesquisa Direta
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 ml de Soro - Líquor - Lavado Brônquico Alveolar - Urina.
    - JO 8h
Conservação de envio:
    Refrigerar entre 2o a 8o C.




Dengue, pesquisa
Comentários:
   São conhecidos quatro sorotipos do vírus da dengue: Den 1, Den 2, Den 3 e Den 4. O vírus da dengue é
   da família flavivírus que contém 70 espécies, entre elas o vírus da febre amarela. Esse dado é de
   importância diagnóstica, pois todos os flavivírus têm epítopos em comum no envelope protéico, o que
   possibilita reações cruzadas em testes sorológicos.

    IgM ELISA: detectado em 80% dos pacientes com 5 dias de doença; 93% dos pacientes com 6 a 10 dias
    de doença e 99% entre 10 e 20 dias. Alguns pacientes podem não desenvolver IgM com 7 ou 8 dias de
    doença. IgM é detectado na infecção primária (títulos mais altos) e secundária. Uma pequena
    porcentagem de pacientes com infecção secundária não têm IgM detectável. Na infecção terciária os
    títulos são mais baixos. Em alguns casos de infecção primária IgM pode persistir por mais de 90 dias,
    mas na maioria é indetectável após 60 dias. Causa comum de falso-negativo é a coleta prematura. Há
    possibilidade de reação cruzada com outros flavivírus e interferência de auto-anticorpos.

    IgG ELISA: é menos específico e mostra reatividade cruzada entre flaviviroses, o que acarreta em altas
    taxas de falso-positivos. Anticorpos são detectáveis por 60 dias. Tem valor diagnóstico quando realizado
    em sorologias pareadas. Podem também decorrer de transferência de IgG materna a crianças, e da
    aplicação de vacina para febre amarela.

IgG e IgM
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro p/cada.
    - JO 8h.
    - Aconselhável realizar 07 dias após a aparição dos sintomas.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 0o e - 10o C.




Dímero D
Comentários:
   O Dímero-D (DD) é um produto da degradação da fibrina pela plasmina. Sua determinação é útil no
   diagnóstico da trombose venosa profunda (TVP) e do tromboembolismo pulmonar (TEP). Nestes
   pacientes a fibrinólise endógena leva à formação do DD, que é detectado uma hora após formação do
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               207
    trombo, e permanece elevado em média 7 dias. Níveis elevados de DD têm sensibilidade superior a 90%
    na identificação de TEP, confirmada à cintilografia ou angiografia. Entretanto, devemos ressaltar sua
    baixa especificidade. Níveis elevados também são encontrados nas seguintes situações: infarto agudo
    do miocárdio, sepses, neoplasias, pós-operatório (até 1 semana), coagulação intravascular disseminada,
    anemia falciforme, insuficiência cardíaca e pneumonias. Ressalta-se que as dosagens do DD sérico
    realizados por imunoensaios apresentam maior sensibilidade que os testes de látex.
Método:
    ELFA (Enzyme Linked Fluorescent Assay)
Valor de Referência:
    68 a 494 nanog/mL
Condição:
    0,5 mL de Plasma citratado.
    - J 4h.
Laboratórios:
    Centrifugar imediatamente após a coleta, em alta rotação (aproximadamente 3000 rpm) por 15 minutos.
    Retirar o plasma cuidadosamente deixando pequena quantidade no fundo e transferir para tubo plástico.
    Congelar o plasma imediatamente após a centrifugação a - 20o C em tubo plástico contendo aprotinina
    (anti-plasmina) e enviá-lo congelado.
Conservação de envio:
    Até 2 dias em temperatura inferior a - 20o C.




DNA, anticorpos Anti
Comentários:
    Anticorpos anti-dsDNA são encontrados em cerca de 75 a 90% dos pacientes lúpicos com doença ativa e
    é marcador de acometimento renal. Pode ocorrer em baixos títulos em doenças reumáticas, auto-imunes
    e infecções como a esquistossomose e a malária. Níveis crescentes de anticorpos anti-DNA associados
    a baixos níveis de complemento significam doença em atividade, porém os títulos de anti-dsDNA podem
    permanecer elevados, mesmo com a remissão clínica da doença.
Método:
    Imunofluorescência Indireta utilizando Antígeno Crithidia luciliae
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,2 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
   Até 5 dias entre 2o e 8o C.




Eletroforese de Lipoproteínas
Comentários:
   Utilizado no diagnóstico de dislipidemias primárias e secundárias. As lipoproteínas podem ser separadas
   através de eletroforese, recebendo nomes de acordo com sua mobilidade: HDL (alfalipoproteína) migram
   com as alfa-1-globulinas; LDL (betalipoproteínas) migram com as beta-globulinas; VLDL (pré-
208                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    betalipoproteínas) migram com as alfa-2-globulinas. Na Disbetalipoproteinemia tipo III partículas de
    densidade intermediárias (IDL) formam banda larga entre regiões pré-beta e beta. Níveis baixos podem
    ser encontrados na desnutrição.
Método:
    Eletroforese em Gel Agarose
Valor de Referência:
                                         Adulto
                    Criança       Fem.          Masc.
      Alfa        30 a 36%       27 a 37% 19 a 27%
      Pré-Beta 09 a 15%          04 a 12% 08 a 16%
      Beta        50 a 60%       54 a 66% 57 a 73%
Condição:
    0,5 mL de Plasma (EDTA) ou Soro (até 6 horas após coleta).
    - JO 12h.
Laboratórios:
    Enviar material o mais rápido possível.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.

Eletroforese de Proteínas
SORO
Comentários:
    É usada como triagem de anormalidades nas proteínas séricas. Em um soro normal, usualmente, 5
    bandas (albumina, alfa1, alfa2, beta e gama) são visíveis. Bandas intensamente coradas das regiões alfa
    à gama em áreas que normalmente não contêm proteínas sugerem imunoglobulinas monoclonais.
    Bandas múltiplas, ausência de bandas ou mobilidade diferente da normal podem ocorrer por variantes
    genéticas. Aumento na banda alfa1 (Alfa-1-glicoproteína ácida e Alfa-1-antitripsina) e banda alfa2
    (Haptoglobina) sugerem uma reação de fase aguda. Um aumento apenas dos componentes alfa1 pode
    ocorrer nos casos de hepatite crônica e na reação de fase aguda acompanhada de hemólise, bem como
    em grávidas e na terapia com estrógeno. Em doenças auto-imunes há aumento predominante da banda
    alfa2. Aumento da banda beta sugere deficiência de ferro (aumento de Transferrina) ou níveis elevados
    de estrógeno. Fusão das bandas beta e gama sugerem um aumento na IgA como na cirrose, infecções
    respiratórias e de pele e artrite reumatóide. Aumento difuso na banda gama sugere um aumento
    policlonal de gama-globulina por reações imunes, doença inflamatória crônica, doença hepática e
    neoplasias. Bandas oligoclonais estão presentes ocasionalmente em hepatite aguda fulminante,
    infecções virais crônicas e infecções bacterianas. Ausência ou diminuição das bandas gama sugerem
    deficiência imune, congênita ou adquirida.
Método:
    Eletroforese em Gel de Agarose
Valor de Referência:
      Albumina                  52,0 a 65,0%     3,2 a 5,6 g/dL
      Alfa 1                      2,0 a 5,0%     0,1 a 0,4 g/dL
      Alfa 2                      7,5 a 13,0%    0,5 a 1,2 g/dL
      Beta                        8,0 a 14,0%    0,5 a 1,1 g/dL
      Gama                     12,0 a 22,0%      0,5 a 1,6 g/dL
      Relação A/G                1,4 a 2,6
      Proteínas Totais           6,4 a 8,3 g/dL
Condição:
    0,5 mL de Soro. JO 8h.
Conservação de envio:
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.                                                               Continua...
Continuação...ELETROFORESE DE PROTEÍNAS

CONCENTRAÇÃO NO LÍQUOR
Comentários:



                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               209
    O teste contribui para o diagnóstico de doença inflamatória autoimune do Sistema Nervoso Central.
    Particularmente na esclerose múltipla, na panencefalite esclerosante subaguda e em outras doenças
    degenerativas.
Método:
    Eletroforese de Alta Resolução em Gel de Agarose
Valor de Referência:
     Pré-Albumina                   2 a 7%
     Albumina                      56 a 76%
     Alfa 1                         2 a 7%
     Alfa 2                         4 a 12%
     Beta                           8 a 18%
     Gama                           3 a 12%
     Banda/Faixas Oligoclonais       Ausente
     Proteínas Totais             15 a 45 mg/dL
Condição:
    5,0 mL de Líquor.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.

CONCENTRAÇÃO NA URINA
Comentários:
     Pode ser útil quando se suspeita de proteína anormal na urina, como paraproteínas. Nestes casos há
     indicação de se proceder à sua caracterização imunoquímica.
Método:
     Eletroforese de Alta Resolução em gel de agarose
Valor de Referência:
      Albumina                 50 a 60%        75 a 90 mg/24h
      Alfa 1                     4 a 7%         6 a 11 mg/24h
      Alfa 2                   7,4 a 11%       11 a 17 mg/24h
      Beta                      11 a 14%       17 a 21 mg/24h
      Gama                      15 a 22%       23 a 33 mg/24h
      Proteínas Totais      até 150 mg/24h
Condição:
     Urina 24h.
     - Não usar conservante.
     - Refrigerar.
Laboratórios:
     Enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
Conservação de envio:
     Até 3 dias entre 2o e 8o C.
Instruções de Coleta
     Veja Urina 24 horas pág. 353




Endomísio, anticorpos anti
Comentários:
   Teste útil para diagnóstico e monitorização do tratamento da Doença Celíaca (DC) e da dermatite
210                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    herpetiforme. Endomísio é uma bainha de fibrilas reticulares que envolvem as fibras da musculatura lisa.
    Na DC, a ingestão de glúten leva a produção de anticorpos IgG e IgA anti-gliadina e anticorpos anti-
    endomísio. Os anticorpos anti-endomísio são mais específicos e sensíveis que a anti-gliadina, sendo
    detectados em 87 a 98% dos pacientes com DC e 1% de pacientes normais. Após início de terapia de
    restrição de glúten, títulos de anti-endomísio começam a decair em 6 a 12 meses. O padrão ouro para
    diagnóstico de DC é a biópsia intestinal.
Método:
    Imunofluorescência Indireta
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,6 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

Epstein Barr IgG e IgM, anticorpos anti  EBV
Comentários:
    A pesquisa de anticorpos anti-VCA é importante pois em crianças é freqüente a ausência de anticorpos
    heterófilos na vigência de quadro clínico, mas com reações positivas para VCA tanto para anticorpos de
    classe IgG e IgM, como só IgM, que caracterizam infecção recente. Presença apenas de anticorpos IgG
    traduz infecção antiga. É importante que os clínicos tomem conhecimento que pode ocorrer um resultado
    negativo nos testes, no início da doença, na vigência de quadro clínico altamente sugestivo e grande
    atipia linfocitária. Se repetido após alguns dias, a reação se torna positiva. Outra possibilidade é de que a
    doença não seja mononucleose, e sim, toxoplasmose ou citomegalovirose cujos quadros clínicos e
    hematológicos são freqüentemente superponíveis.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro p/ cada.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C. Ciclos de congelamento/descongelamento não são recomendados.

Esquistossomose IgG
Comentários:
    Detecção de anticorpos para esquistossomose utilizando substrato de cercária apresenta sensibilidade
    máxima de 90% em pacientes com formas agudas da doença. Entretanto, podem não ser detectados em
    indivíduos com infecções leves ou moderadas. Reações falso-positivas podem ocorrer com outros
    parasitas intestinais (ancilostoma, ascaris). Sorologia positiva não distingue infecção aguda de exposição
    prévia. A pesquisa de ovos pode se positivar antes da sorologia.
Método:
    Imunofluorescência Indireta - Substrato Cercária
Valor de Referência:
    < 1:40
Condição:
    0,2 mL de Soro - Líquor.
    - JO 8h.
    - A pesquisa de anticorpos no líquor deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a possibilidade
    de contaminação do material durante a punção.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.
Estreptozima
Comentários:


                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  211
    O teste de estreptozima (STZ) é uma reação rápida de hemoaglutinação que detecta a presença de
    anticorpos contra diversos produtos extracelulares do estreptococos, não apenas contra a estreptolisina
    O. Tem maior utilidade em pacientes com suspeita de seqüelas de infecção estreptocócicas.
    Determinações repetidas apresentam mais significado do que uma dosagem isolada. Pode-se encontrar
    resultados de AEO positiva acompanhados de STZ negativa. Títulos se elevam 1 semana após infecção
    aguda e podem permanecer por até 12 meses.
Método:
    Aglutinação
Valor de Referência:
    < 100 U Stz
    Obs.: Pesquisa de anticorpos para antígenos extracelulares do Streptococcus A: Estreptolisina O,
    Estreptoquinase, Hialuronidase, DNase e NADase.
Condição:
    0,3 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

Fator Anti-Nuclear (Hep 2)  FAN
Comentários:
   Anticorpos antinucleares são detectados por imunofluorescência indireta em substratos de células
   humanas - Hep 2. Cerca de 98% dos pacientes com lupus eritematoso sistêmico não tratado têm o teste
   de Hep 2 positivo. Não existe relação entre os títulos de ANA e a atividade da doença. Após o teste de
   triagem positivo deve ser feita a dosagem de auto-anticorpos separadamente. Reações falso negativas
   podem ocorrer na presença de anticorpos anti-SSA/Ro, anticorpos anti-DNA de fita simples (ss-DNA) e
   durante o uso de corticóide ou outra terapia imunossupressora. Reações falso-positivas podem ocorrer
   em títulos geralmente até 1:160 na artrite reumatóide, esclerodermia, síndrome de Sjögren, hepatite
   auto-imune e em cerca de 10% de pacientes acima de 50 anos.
              Anticorpo                        Padrão                                       Características
       DNA nativo                 Periférico e Homogêneo              LES associado a nefrite
       Histona                    Homogêneo                           LES , lupus induzido por drogas
       Sm                         Pontilhado                          25-30% dos pacientes com LES
       RNP                        Pontilhado                          LES, Altos títulos estão presentes na DMTC.
       Scl-70                     Nucleolar e pontilhado fino         75% dos pacientes com a forma difusa da ESP
       Centrômero                 Pontilhado característico           Síndrome de CREST
       SSA/Ro                     Pontilhado ou negativo              LES, lupus neonatal, lupus subcutâneo, S. de Sjogren
       SSB/La                     Pontilhado fino                     Síndrome de Sjogren, LES
       Jo-1                       Citoplasmático                      Polimiosite
       PCNA                       Pontilhado característico           LES
       Lamin                      Periférico                          Significado clínico desconhecido
       Complexo de Golgi          Citoplasmático                      LES, Síndrome de Sjogren
      LES-lupus eritematoso sistêmico, ESP-esclerose sistêmica progressiva
      DMTC-doença mista do tecido conjuntivo
Método:
    Imunofluorescência Indireta - Substrato: Células Hep 2
Valor de Referência:
    Negativo
    Obs.: A pesquisa de anticorpos em líquidos corporais deve ser realizado em paralelo com o soro, devido
    a possibilidade de contaminação do material durante a punção.
Condição:
    0,2 mL de Soro
    Líquor - Líq. Sinovial - Líq. Pleural - Líq. Ascítico - Líq. Pericardico.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.



Fator Reumatóide
Comentários:
212                                     Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    O fator reumatóide (FR) é um auto-anticorpo, da classe IgM, dirigido contra IgG. A nefelometria é o
    método atualmente indicado para se confirmar a positividade do FR, apresentando maior especificidade
    e sensiblidade. É classicamente utilizado no diagnóstico da Artrite Reumatóide (AR), entretanto, algumas
    considerações devem ser realizadas na interpretação de seu resultado: FR é positivo em 5 a 10% da
    população saudável, e em 25% dos indivíduos maiores de 70 anos; doenças que cursam com aumentos
    de gamaglobulinas podem causar falsos positivos biológicos (LES, S. Sjögren; artrite reativa; gota,
    pseudogota, esclerodermia, polimiosite e polimialgia reumática); presente em 10 a 40% dos portadores
    de infecções crônicas (sífilis, lepra, brucelose, tuberculose, malária, esquistossomose, tripanossomíase,
    hepatite viral, doença hepática crônica e endocardite). FR é negativo em 1/3 dos pacientes com AR. É
    positivo em menos de 50% dos casos de AR nos primeiros 6 meses de doença.

NEFELOMETRIA - SORO
Método:
    Nefelometria
Valor de Referência:
    < que 35 UI/mL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

AGLUTINAÇÃO - LÍQUIDO SINOVIAL
Método:
    Aglutinação
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,2 mL de Líquido Sinovial.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.



Febre Amarela
Comentários:
   O vírus da febre amarela é responsável por quadros que variam de sintomas auto-limitados à forma
   hemorrágica. Sorologia se torna positiva 7 a 10 dias após início dos sintomas. IgM ELISA permanece
   positivo por um curto espaço de tempo. Na recidiva da infecção IgM e IgG podem se positivar com 4 a 5
   dias de doença. Falso-positivos podem ocorrer devido a vacinação e reação cruzada com outros
   flavivírus (incluindo os vírus da dengue).
IgG e IgM
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,25 mL de Soro ou Plasma (Heparina) p/ cada.
    - JO 4h
    - Colher 7 dias após início dos sintomas.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C, após congelar.




Filariose
Comentários:
                                  Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             213
    No Brasil a filariose é causada pela Wuchereria bancrofti, tendo como vetor o mosquito Culex. A
    evolução a quadros crônicos pode trazer graves seqüelas: hidrocele, elefantíase de membros, mamas e
    orgãos genitais. A detecção do antígeno da W. bancrofti por método imunocromatográfico apresenta
    sensibilidade de 100%, especificidade de 96,4%, com valor preditivo negativo de 100% e valor preditivo
    positivo de 71%. Ao contrário da pesquisa de microfilárias, a amostra para pesquisa do antígeno da W.
    bancrofti pode ser colhida a qualquer hora do dia. A pesquisa do antígeno da W. bancrofti é superior a
    determinação de anticorpos por imunofluorescência indireta, pois esta possibilita reações cruzadas com
    outras parasitoses.
Método:
    Imunocromatografia
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,3 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
   Entre 2o e 8o C.




Fosfatase Alcalina Específica Óssea  Esquelética
Comentários:
    Útil como marcador da formação óssea. A fosfatase alcalina presente no soro é produzida em diversos
    órgãos: osso, fígado, rins, intestino e placenta. A fosfatase alcalina óssea se localiza na membrana
    plasmática dos osteoblastos, estando envolvida no processo de formação e mineralização dos ossos.
    Níveis aumentados são encontrados na Doença de Paget, tumores ósseos primários ou metastáticos,
    hiperparatireoidismo, Doença de Recklinghausen, osteomalácia, raquitismo por carência de vitamina D,
    fraturas, gravidez, crescimento ósseo fisiológico da criança, desnutrição, síndrome de má-absorção,
    Doença de Gaucher, Doença de Niemann-Pick, hipertireoidismo e no tratamento da osteoporose. Níveis
    diminuídos podem ser encontrados na hipofosfatesemia hereditária.
Método:
    Imunoensaio por Captura
Valor de Referência:
    Mulheres: 25 a 55 anos  11,6 a 30,6 U/L
                 > 56 anos  14,8 a 43,4 U/L
    Homens:
                  25 anos  15,0 a 41,3 U/L
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 0o e - 10o C.
    As amostras não podem ser submetidas a mais de 3 ciclos de congelamento/descongelamento.




Gliadina, anticorpos anti
214                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Comentários:
    Teste útil para diagnóstico e monitorização do tratamento da Doença Celíaca (DC) e da dermatite
    herpetiforme. Na DC, a ingestão de glúten leva a produção de anticorpos IgG e IgA anti-gliadina e
    anticorpos anti-endomísio. Resultado negativo não afasta completamente DC. Apresentam sensibilidade
    e especificidade inferior ao anti-endomísio. A detecção de anti-gliadina IgG é importante pois 10% dos
    pacientes portadores de DC têm deficiência congênita de IgA. Anti-gliadina IgA está presente em 75 a
    90% dos casos de DC. Anti-gliadina IgG está presente em 69 a 85% dos pacientes com DC e 29% de
    indivíduos sem a doença. A dosagem de anti-gliadina IgM não agrega poder diagnóstico. Redução dos
    títulos de gliadina ocorrem em meses após o início da restrição dietética. O padrão ouro para diagnóstico
    de DC é a biópsia intestinal.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.
IgA e IgG
Valor de Referência:
    Negativo          < 20 unidades
    Indeterminado  20 a 30 unidades
    Positivo          > 30 unidades
Condição:
    0,5 mL de Soro p/ cada.



Glicose 6 Fosfato Dehidrogenase  G6PD
SOMENTE PARA LABORATÓRIOS DE BELO HORIZONTE
Comentários:
     A deficiência de G6PD é uma enzimopatia comum, genética, ligada ao cromossomo X. Incide em até
     10% da população. Acarreta em uma susceptibilidade a crises de hemólise, induzida por drogas (sulfas,
     anti-maláricos, paracetamol, anti-histamínicos), infecções bacterianas e viróticas e pela ingestão de fava.
     Pode se manifestar com anemia esferocítica e icterícia neonatal. Níveis elevados de G6PD podem ser
     encontrados ao nascimento (até 12 meses de idade) e em outras situações em que ocorram predomínio
     de hemácias jovens (ex: anemias hemolíticas) sem significado patológico. Detecção molecular da
     mutação 202 (G-A) da G6PD também está disponível.
Método:
     Reação Cinética Quantitativa
Valor de Referência:
     4,6 a 13,5 U/G Hb
     Nota: Níveis elevados de G6PD podem ser encontrados ao nascimento e em outras situações onde
     ocorram predomínio de hemácias jovens (exemplo: anemias hemolíticas), sem significado patológico.
Condição:
     1,0 mL de Sangue Total (Heparina/EDTA/ACD).
     - JD 4h.
Informações necessárias:
     Checar se cliente foi submetido a transfusão de sangue, ingestão de aspirina, derivados Vitamina K.
Conservação de envio:
     Até 72 horas se enviado Heparina ou ACD.
     Até 24 horas se enviado em EDTA.




Grupo Sangüíneo + Fator Rh/DU  Rh (D) fraco
Comentários:
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  215
    Os antígenos eritrocitários são geneticamente determinados e podem ser classificados em diversos
    sistemas. Os de maior expressão são os sistemas ABO e Rh ou CDE. Os anticorpos do sistema ABO
    são naturais, enquanto os do Rh/CDE ocorrem em situações patológicas (vide COOMBS). A
    determinação dos antígenos eritrocitários deve ser feita para transfusão, transplantes, pré-natal ou para
    auxiliar na exclusão de paternidade.
Método:
    Classificação em Tubo e Micro Typing System
Condição:
    3,0 mL de Sangue Total (EDTA/Citrato/Heparina).
Conservação de envio:
    Enviar no mesmo dia da coleta, entre 2o e 8o C.


Ham, Teste
Comentários:
    A hemoglobinúria paroxística noturna é uma doença adquirida na qual as hemácias do paciente são
    anormalmente sensíveis a constituintes normais do soro. O diagnóstico é feito pela realização do teste de
    Ham. Resultados falso-negativos podem ocorrer após hemotransfusão ou uso dos anticoagulantes
    heparina e EDTA enquanto falso-positivos podem ocorrer na anemia megaloblástica ou anemia auto-
    imune.
Método:
    Hemólise em pH Ácido
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    2,0 mL de Soro desfibrinado (colhido no mesmo dia) transportado em banho de gelo + 1,0 mL de Sangue
    Total (Citrato/EDTA/Oxalato/Heparina/Desfibrinado).
    - JO 8h.
Laboratórios:
    Colher sangue do paciente em um Erlenmeyer de 50 mL contendo de 8 a 10 pérolas de vidro. Fazer
    movimento rotatório até que haja formação de fibrina. Passar o sangue desfibrinado para um tubo e
    centrifugar a 2000 r.p.m., por 5 minutos. Separar o Soro.
Conservação de envio:
    Até 24 horas entre 2o e 8o C.

Haptoglobina
Comentários:
    A Haptoglobina é uma proteína de fase aguda (alfa2-glicoproteína), produzida no fígado, que se liga
    irreversivelmente à hemoglobina após a hemólise, formando um complexo que é removido pelas células
    de Kuppfer. É o marcador mais sensível de hemólise onde seus níveis estão diminuídos (ex:
    hemoglobinopatias, anemias megaloblásticas, anemias hemolíticas induzidas por drogas). Embora seja
    um reator de fase aguda fraco e tardio, processos inflamatórios agudos podem falsear resultados
    verdadeiramente baixos. Hepatopatias e uso de estrógeno podem causar níveis diminuídos.
Método:
    Imunoturbidimetria
Valor de Referência:
     Recém Nascido  5,0 a 48,0 mg/dL
     Adulto              26,0 a 185,0 mg/dL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

Helicobacter Pylori
Comentários:
   H. pylori tem forte associação com úlcera gástrica, duodenal e gastrite crônica. É descrito como fator de
216                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    risco independente para câncer gástrico. Mesmo após tratamento, a soropositividade pode persistir por
    anos não sendo útil para controle terapêutico. Não apresenta reações cruzadas com o Campylobacter
    jejuni ou E. coli.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo            índice < 0,90
    Indeterminado  índice  0,90 e  1,10
    Positivo            > 1,10
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.




Hepatite A  HAV IgG e IgM, anti
Comentários:
    O vírus da hepatite A causa uma doença autolimitada de transmissão fecal-oral e com período de
    incubação de 5 dias. Raramente pode se manifestar como hepatite fulminante. Anti-HAV IgM surgem
    dentro da primeira semana de doença, têm pico em 3 meses e caem em 4 a 6 meses. Cerca de 25% dos
    pacientes têm Anti-HAV IgM positivo por 12 meses. Anti-HAV IgG surgem na convalescença e persitem
    por toda a vida. Vacinação pode levar a títulos detectáveis de anti-HAV IgG.
Método:
    Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA) p/ cada.
    - JO 8h.
Laboratórios:
    As amostras de pacientes tratados com heparina podem coagular parcialmente e podem produzir
    resultados errôneos devido a presença de fibrina. Para prevenir este fenômeno, deve-se colher a
    amostra antes da terapia com heparina.
Conservação de envio:
    Até 14 dias entre 2o e 8o C.




Hepatite B
Comentários:


                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              217
    A hepatite B tem início insidioso e curso clínico mais prolongado. Sua transmissão pode ser parenteral,
    sexual e raramente, através de exposição a secreções. Entre 1 e 10% das infecções pelo HBV evoluem
    para a forma crônica: portador assintomático, hepatite crônica ativa ou persistente. Hepatite fulminante
    ocorre em 1% dos pacientes.
Laboratórios:
    As amostras de pacientes tratados com heparina podem coagular parcialmente e podem produzir
    resultados errôneos devido a presença de fibrina. Para prevenir este fenômeno, deve-se colher a
    amostra antes da terapia com heparina.
Conservação de envio:
    Até 14 dias entre 2o e 8o C.


HbsAg  ANTÍGENO AUSTRÁLIA
Comentários:
    Aparece antes do início dos sintomas e mantém-se até 20 semanas. A persistência de HBsAg por mais
    de 6 meses indica estado de portador ou hepatite crônica. Pode-se observar reações falso-positivas em
    pacientes heparinizados ou com desordens da coagulação e reações falso-negativas, quando o HBsAg
    encontra-se em níveis inferiores à sensibilidade de detecção dos métodos utilizados.
Método:
    Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
Valor de Referência:
    Negativo
    Obs.: Este exame pode, embora raramente, apresentar resultados falso-positivos ou falso-negativos, que
    é uma característica do método. Em caso de incompatibilidade clínica, à critério de seu médico, deverão
    ser feitos testes confirmatórios. Este exame só deve ser interpretado pelo médico.
Condição:
    0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
    - JO 8h.


HBc IgG e IgM, ANTI
Comentários:
    Anticorpos anti-HBc são produzidos contra antígenos do “core” do HBV. Anticorpos anti-HBc IgM elevam-
    se ao mesmo tempo que as transaminases e caem em 6 a 8 meses. A presença de anti-HBc IgM
    significa infecção aguda ou recente. O anti-HBc IgM pode ser o único marcador detectado nas hepatites
    fulminantes. Anticorpos anti-HBc IgG surgem com 8 semanas de infecção e persistem por toda a vida. A
    presença de anti-HBc IgG isolado pode ocorrer na infecção recente (HBsAg já negativo e anti-HBs ainda
    não positivou), infecção crônica (HBsAg em níveis indetectáveis por métodos convencionais) ou infecção
    prévia pelo HBV com anti-HBs indetectável.
Método:
    Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
    - JO 8h.




                                                                                                Continua...

                                                                               Continuacao...HEPATITE B

218                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
HBeAg
Comentários:
    O antígeno “e” pode ser detectado na fase aguda, logo após o HBsAg. É uma proteína do HBV,
    produzida durante a replicação viral ativa. Permanece positivo cerca de 3 a 6 semanas, período em que
    há alto risco de transmissão. É útil para determinar risco de infecção em acidentes e de infecção em
    crianças nascidas de mães infectadas.
Método:
    Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
    - JO 8h.


HBe, ANTI
Comentários:
    Anticorpos anti-HBe são detectáveis em 90% dos pacientes que foram HBeAg positivos, após 2 a 3
    semanas do desaparecimento deste antígeno. É o primeiro sinal de recuperação. Pacientes anti-HBe
    positivos podem ser portadores crônicos, mas têm melhor evolução e menor risco de transmissão.
Método:
    Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
    - JO 8h.


HBs, ANTI
Comentários:
    Anticorpos anti-HBs são detectáveis meses após o desaparecimento do HBsAg. Persiste por muitos
    anos, podendo cair até níveis indetectáveis. A presença de anti-HBs isolado pode ser encontrado após
    vacinação para hepatite B. Pacientes com títulos de anti-HBs superiores a 10 UI/mL são considerados
    positivos, porém após a imunizacão espera-se obter títulos de pelo menos 100 UI/mL.
Método:
    Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
Valor de Referência:
    < 10 mUI/mL
Condição:
    0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
    - JO 8h.




Hepatite C  HCV, anti
                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              219
Comentários:
    O vírus da hepatite C freqüentemente causa infecção assintomática, entretanto, 70% dos infectados
    evoluem para forma crônica, sendo que 20% desses evoluirão para cirrose após 20 anos de infecção. A
    janela imunológica tem sido descrita como de até 6 meses, entretanto, ensaios de quarta geração,
    podem reduzir esse tempo para 6 a 9 semanas. Falso-positivos podem ocorrem em grávidas, vacinação
    para influenza, hipergamaglobulinemia, fator reumatóide e doenças reumáticas. Cerca de 50% dos
    doadores com anti-HVC positivo, são falso-positivos. A confirmação da soropositividade requer, à critério
    médico, complementação da investigação com RIBA (ensaio immunoblot recombinante). Em caso de
    resultados indeterminados por RIBA (10 a 20% dos casos), a realização do PCR está indicada.
Método:
    Imunoensaio Enzimático - ELISA
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA/Citrato/Oxalato de potássio).
    - JO 8h.
Laboratórios:
    As amostras de pacientes tratados com heparina podem coagular parcialmente e podem produzir
    resultados errôneos devido a presença de fibrina. Para prevenir este fenômeno, deve-se colher a
    amostra antes da terapia com heparina.
Conservação de envio:
    Até 14 dias entre 2o e 8o C.


Hepatite D  HDV, anti
Comentários:
    O vírus da hepatite delta (HDV) é um vírus RNA incompleto que requer o HBV para sua replicação.
    Aparece em pessoas com exposição parenteral múltipla. A hepatite delta aguda tem tendência a ser mais
    grave ou apresentar-se na forma fulminante. A hepatite delta crônica é mais severa que as hepatites
    crônicas B ou C. Anticorpos anti-HDV surgem 5 a 7 semanas após o início da infecção.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
     0,3 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.


Hepatite E  HEV, anti
Comentários:
    A hepatite E tem transmissão fecal-oral e apresenta clínica similar a hepatite A. Tem período de
    incubação maior, de 21 a 45 dias, maior colestase e mortalidade fetal durante a gravidez. O diagnóstico é
    feito através da demonstração de anticorpos anti-HEV pelo método ELISA no soro de pacientes
    infectados. Torna-se positivo cerca de 27 dias após elevação das transaminases e persiste por anos.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,2 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

Herpesvírus Simples 1 e 2  HSV
220                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Comentários:
     IgG - Na população em geral podem ser encontrados indivíduos com altos títulos de anticorpos, e com
     ausência de quadro clínico sugestivo de infecção aguda. Em caso de quadro clínico sugestivo,
     recomenda-se a colheita de duas amostras: uma na fase aguda e outra 15 dias após onde a elevação do
     título de pelo menos duas diluições sugere o diagnóstico. Em infecções herpéticas bem localizadas pode
     não ocorrer estímulo antigênico para provocar elevação do título de anticorpos.
     IgM - A presença de anticorpos IgM nas duas primeiras semanas de vida estabelece o diagnóstico de
     infecção congênita, pois na infecção neonatal ou pós-natal em geral os anticorpos são detectados de
     duas a quatro semanas após a infecção aparecer.
     Em outras fases da vida, a detecção de IgM pode estar presente nas recorrências.
Método:
     Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
     Negativo
Condição:
     0,5 mL de Soro - Líquor.
     - JO 8h.
Informações necessárias:
     Informar, Está gravida? Teve contato? Fez este exame anteriormente?
Conservação de envio:
     Até 4 dias entre 2o e 8o C.

Histona, anticorpos Anti
Comentários:
    Anticorpos anti-histonas ocorrem no lupus induzido por drogas em 96% dos pacientes, juntamente com
    anticorpos para o ssDNA. No LES pode ser encontrado em 24% dos pacientes e na AR, em 20% dos
    casos. A procainamida, a hidralazina, quinidina e anticonvulsivantes são os medicamentos relacionados
    com auto-imunidade causada por drogas.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
     Negativo          0,9
     Indeterminado  1,0 a 1,4
     Positivo          1,5
Condição:
    0,2 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

Histoplasma Capsulatum, anti
Comentários:
    A presença da reação de identidade contra a histoplasmina indica infecção ativa ou recente pelo
    Histoplasma capsulatum. A sorologia negativa não exclui o diagnóstico: cerca de 10% dos pacientes com
    histoplasmose comprovada por cultura, não formarão bandas. A sorologia positiva deve ser seguida de
    cultura para confirmação.
Método:
    Imunodifusão Radial Dupla
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,3 mL Soro.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

HIV
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               221
Comentários:
   A infecção pelos vírus HIV 1 e 2 leva à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - SIDA. Testes de
   triagem como ELISA, ELFA e MEIA devem ser confirmados por ensaios mais específicos (Western Blot
   ou imunofluorescência). Falsos positivos podem ocorrer em testes imunoenzimáticos nos pacientes com
   anticorpos anti-HLADR4, outras viroses, vacinados para influenza, hepatites alcoólicas, portadores de
   distúrbios imunológicos, neoplasias, multíparas e politransfundios. Filhos mãe HIV positivo têm
   anticorpos maternos, não sendo pois a sorologia definitiva no diagnóstico. Os testes imunoenzimáticos
   têm sensibilidade e especificidade em torno de 98%. Indivíduos de alto risco, com um teste enzimático
   positivo, têm valor preditivo positivo de 99%.
   Western blot é utilizado como teste confirmatório. Pacientes com fase avançada da doença podem não
   apresentar reatividade. Apresenta 1 a 2% de resultados falso-positivos. Cerca de 20% da população
   normal não infectada apresentam resultados indeterminados no Western blot.
        A portaria 488 de 1998, padronizou procedimento seqüenciado para diagnóstico sorológico de HIV
        em maiores de 2 anos de idade: o diagnóstico sorológico só pode ser confirmado após análise de no
        mínimo duas amostras coletadas em momentos diferentes.
        Etapa de Triagem sorológica: devem ser realizados dois testes distintos como ELISA, MEIA ou
        ELFA, simultaneamente, sendo ao menos um capaz de detectar HIV 2. Pacientes com amostras
        reagentes em ambos os testes devem ser submetidos, em seguida, à etapa confirmatória
        (imunofluorescência ou Western blot). As amostras não reagentes nos dois testes terão seu
        resultado definido como amostra negativa para HIV. As amostras com resultados iniciais
        discordantes ou indeterminados nos dois testes, devem ser retestadas pelos mesmos testes, sendo
        que: se resultados negativos, liberadas como amostra negativa para HIV; se reagentes,
        indeterminadas ou discordantes devem ser submetidas a testes confirmatórios.
        Etapa de confirmação sorológica pelo Western blot: são utilizados os seguintes critérios de liberação
        do exame:
        . Amostra não-reagente: ausência de bandas.
        . Amostra reagente (positiva para HIV): presença de no mínimo duas bandas dentre: gp 160/120;
           gp 41; p24.
        . Amostra indeterminada: qualquer padrão de bandas diferentes dos descritos acima. Recomenda-
           se recoleta após 30 dias para confirmação sorológica.

HIV 1 e 2, PESQUISA
      ELISA – ENZIMA IMUNOENSAIO
      Pesquisa de anticorpos para os antígenos virais:
          HIV 1  ENV GP160, GAG P24 e PEPTIDEO ANT70 (SUBTIPO “O”)
          HIV 2  ENV GP36
      Condição:
          0,2 mL de Soro ou Plasma (Citrato/Heparina/EDTA).
          - JO 8h.
      Conservação de envio:
          Até 14 dias entre 2o e 8o C.

       MEIA – IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO DE MICROPARTÍCULAS
       Pesquisa de anaticorpos para os antígenos virais:
           HIV 1  ENV GP41 e GAG P24
           HIV 2  ENV GP36
       Condição:
           0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA/Citrato/Oxalato de potássio).
           - JO 8h.
       Laboratórios:
           As amostras de pacientes tratados com heparina podem coagular parcialmente e podem produzir
           resultados errôneos devido a presença de fibrina. Para prevenir este fenômeno, deve-se colher a
           amostra antes da terapia com heparina.
      Conservação de envio:
           Até 14 dias entre 2o e 8o C.

                                                                                                Continua...
                                                                                          Continuação...HIV
222                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    ELFA DUO
    Método:
        ELFA - VIDAS DUO (Biomerrieux)
    Pesquisa de anticorpos para os antígenos virais:
        HIV 1  ENV GP41 e GAG P24
        HIV 2  ENV GP36
    Antígeno viral pesquisa:
        HIV 1  GAG P24 (antígeno P24)
    Condição:
        0,5 mL de Soro (pode ser inativado - 56oC c/ 30 min) ou Plasma (EDTA/Oxalato/Heparina/Citrato).
        - JO 8h.
    Conservação de envio:
        Até 14 dias entre 2o e 8o C.


HIV WESTERN BLOT  CONFIRMATÓRIO
Método:
    Western Blot - Elisa
Condição:
    0,6 mL de Soro.
    - JO 8h.
Laboratórios:
    Devido a possibilidade de contaminação da amostra este exame não pode ser incluído após manipulação
    da amostra.
Conservação de envio:
    Até 24 horas entre 2o e 8o C.


HTLV I e II, pesquisa
Comentários:
    O vírus HTLV está associado a leucemias e desordem neurológica crônica (paralisia espástica tropical).
    Sua triagem em bancos de sangue é obrigatória devido sua transmissão parenteral. Cerca de 20% dos
    infectados desenvolvem quadros neurológicos ou leucemia após 20 anos de infecção. Métodos do tipo
    ELISA, ELFA, MEIA são utilizados para testes de triagem. Falso-positivos podem decorrer de anticorpos
    anti-HLA e sucessivos congelamentos e descongelamentos das amostras. A confirmação diagnóstica
    pode ser realizada com o PCR para HTLV.
Método - Sangue:
    Imunoensaio Enzimático
Condição:
    0,3 mL de Soro ou Plasma (Heparina, Citrato ou EDTA).
    - JO 8h.
Método - Liquor:
    Aglutinação
Condição:
    Líquor.
Valor de Referência:
    Negativo
    Obs.: A pesquisa de anticorpos no líquor, deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a
    possibilidade de contaminação do material durante a punção.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




IgE
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              223
Comentários:
    Os testes sangüíneos de alergia são a IgE total e IgE específico para alérgenos isolados ou em conjunto
    (múltiplos). Servem para complementar o diagnóstico clínico de alergia.
    IgE total: em crianças com até 3 anos de idade é bom indicador da presença de alergia. Após esta idade
    IgE total pode se elevar devido a parasitoses intestinais e contatos mais intensos com outros alérgenos,
    não tendo valor diagnóstico. Também se eleva em outras condições: imunodeficiências (ex: Síndrome de
    Wiskott-Aldrich, Síndrome de DiGeorge´s, Síndrome de Nezelof), Síndrome “Hiper-IgE” e na aspergilose
    broncopulmonar.
    IgE específicos e múltiplos: usado no diagnóstico de alergias respiratórias, cutâneas, a alimentos, picada
    de insetos, ácaros, pólen, pó domiciliar e na hipersensibilidade a drogas. Não há a interferência de anti-
    histamínicos. Podem ser realizados IgE múltiplos para vários alérgenos de forma conjunta. O Sistema
    Cap apresenta maior sensibilidade analítica, utilizando padrões de IgE da Organização Mundial de
    Saúde, o que lhe confere maior reprodutibilidade.
Método:
    Immunocap
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C ou congelar a - 4o C.

IgE ESPECÍFICO para
      Abelha, Veneno (I1)             Caranguejo (F23)                         Leite de Cabra (RF300)
      Acarius Siro (D70)              Carne de Galinha (F83)                   Limão (F208)
      Alfa lactoalbuminas (F76)       Carne de Porco (F26)                     Marimbondo, Veneno (I4)
      Alho (F47)                      Carne de Vaca (F27)                      Mel (RF247)
      Alternaria Alternata (M6)       Caseína (F78)                            Mexilhão Azul (F37)
      Amendoim (F13)                  Cebola (F48)                             Milho (F8)
      Ampicilina (C5)                 Cenoura (F31)                            Morango (F44)
      Amoxicilina (C6)                Clara de Ovo (F1)                        Peixe (F3)
      Ananas (Abacaxi) (F210)         Côco (F36)                               Pêlo de Cão (E5)
      Arroz (F9)                      Dermatophagoides farinae (D2)            Pêlo de Gato (E1)
      Aspergillus fumigatus (M3)      Dermatophagoides microcera (D3)          Penas de Galinha (E85)
      Aveia (F7)                      Dermatophagoides pteronyssinus (D1)      Penicilina G (C1)
      Atum (F40)                      Feijão Branco (F15)                      Penicilina V (C2)
      Banana (F92)                    Folha de Tabaco (RO201)                  Pernilongo (I71)
      Barata (I6)                     Formiga (I70)                            Queijo – Tipo Cheddar (F81)
      Batata (F35)                    Gema de Ovo (F75)                        Seda Brava (K73)
      Beta Lactoglobulina (F77)       Glúten (F79)                             Tomate (F25)
      Blomia Tropicallis (RD201)      Grão de Soja (F14)                       Trigo (F4)
      Cacau (F93)                     Laranja (F33)                            Uva (F259)
      Camarão (F24)                   Latex (K82)                              Vespa, Veneno (I3)
      Candida albicians (M5)          Leite (F2)
     Valor de Referência:
      Classe 0: < que 0,35 kU/L
      Classe 1: 0,35 a 0,70 kU/L
      Classe 2: 0,70 a 3,50 kU/L
      Classe 3: 3,50 a 17,50 kU/L
      Classe 4: 17,50 a 50,00 kU/L
      Classe 5: 50,00 a 100 kU/L
      Classe 6: > 100 kU/L
Interpretação:
     Classe 0 = negativo
     Classe 1 a 6 = positivo
Condição:
      0,5 mL de Soro para IgE isolado e 0,2 mL para cada IgE adicional.




                                                                                                     Continua...

                                                                                             Continuação...IGE

224                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
IgE MÚLTIPLO para
    Phadiatop Alérgenos Inalantes
    Phadiatop Inalantes e Alimentares
    Ex1: Epitélios, Partículas e Pêlos (Gato, Cavalo, Boi e Cachorro)
    Ex71 Penas: Frango, Ganso, Pato, Peru
    Ex72 Penas: Periquito, Canário, Papagaio, Tentilhão
    Fx1: Amendoim, Avelã, Noz Brasileira, Amêndoa, Côco
    Fx2: Peixe, Camarão, Mexilhão, Atum, Salmão
    Fx3: Cereais (Trigo, Aveia, Milho, Gergelim)
    Fx5: Clara de Ovo, Leite, Trigo, Amendoim, Soja
    Gx2: Pólen de Gramíneas (Grama de1 Bermuda, Grama de Centeio, Capim Rabo-de-Rato, Grama de
    Campina, Grama de Johnson, Grama de Bahia)
    Hx2 Pó: Poeira Caseira, Dermatophagoides pteronyssinus, Dermatophagoides farinae e Blatella
    germânica
    Mx1 Fungos: Penicillium notatum, Cladosporium herbarum (Hormodendrum), Aspergillus fumigatus e
    Alternaria alternata (Tenuis)
Valor de Referência:
     Classe 0: < que 0,35 kU/L  Não detectável
     Classe 1: 0,36 a 0,70 kU/L  Valor baixo
     Classe 2: 0,71 a 3,50 kU/L  Valor moderado
     Classe 3: 3,51 a 17,50 kU/L  Valor alto
     Classe 4: > que 17,51 kU/L  Valor muito alto
Condição:
    0,5 mL de Soro para IgE isolado e 0,2 mL para cada IgE adicional.


IgE TOTAL
Método:
    Immunocap
Valor de Referência:
     R.Nascido       até 2,3 kU/L
     1 a 11 meses  até 8,6 kU/L
     1 a 3 anos  até 24,0 kU/L
     4 a 6 anos  até 30,0 kU/L
     7 a 10 anos  até 116,0 kU/L
     > de 10 anos  até 140,0 kU/L
Condição:
    0,5 mL de Soro.




                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                         225
Imunocomplexos Circulantes 9C1q IgG
Comentários:
    Os imunocomplexos circulantes (CIC) não são normalmente expressos em indivíduos saudáveis, mas
    são rapidamente detectados em pacientes com artrite reumatóide (AR) e lúpus eritematoso sistêmico
    (SLE) durante doença ativa.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    < 34 /mL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 24 horas entre 2o e 8o C, após congelar.




Imunofixação
Comentários:
     O teste é útil no diagnóstico de paraproteinemias, como as observadas no mieloma múltiplo,
     macroglobulinemia de Waldenstrom, doenças linfoproliferativas malignas e nas gamopatias monoclonais
     benignas. Auxilia também no diagnóstico e caracterização das disgamaglobulinemias.
Método:
     Imunofixação
Condição:
     0,5 mL de Soro.
     5,0 mL de Líquor.
     *Urina 24h.
     - Soro: JO 8h.
     - Urina: Não usar conservante. Refrigerar.
Laboratórios:
     *Enviar 5 mL de Urina.
Conservação de envio:
     Soro - Até 1 semana entre 2o e 8o C.
     Urina e Liquor - Até 3 dias entre 2o e 8o C.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353




226                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Imunoglobulinas
SANGUE IgG, IgA, IgM
Comentários:
    Muitas doenças adquiridas ou congênitas levam a alterações das proteínas plasmáticas. Essas
    mudanças podem ser funcionais como nos tumores celulares, quantitativas como nos processos
    inflamatórios ou mesmo o aparecimento de proteínas que não são normalmente encontradas em
    indivíduos sadios, como as proteínas embrionárias. Determinações periódicas de imunoglobulinas
    durante a doença, não somente permitem o monitoramento da evolução do paciente, mas também ajuda
    na avaliação da gravidade e formulação de um diagnóstico.
Método:
    Imunoturbidimetria
Valor de Referência:
      Idade             IgG (mg/dL) IgA (mg/dL) IgM (mg/dL)
      R. Nascido         700 a 1480     0 a 2,2     05 a 30
      01 a 03 ms         250 a 1100     2 a 50      10 a 80
      04 a 06 ms         300 a 1000     3 a 82      15 a 109
      6m a 01 ano        500 a 1200    14 a 108     43 a 239
      02 a 06 anos       500 a 1300    23 a 190     50 a 199
      06 a 12 anos       700 a 1650    29 a 270     50 a 260
      12 a 16 anos       700 a 1550    81 a 232     45 a 240
      Adulto             564 a 1765    85 a 385     45 a 250
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

LÍQUOR IgG
Comentários:
    A dosagem de IgG no líquor é utilizada para avaliar o envolvimento do sistema nervoso central com
    infecções, neoplasia, ou doença neurológica primária (em particular, esclerose múltipla). Entretanto,
    níveis normais de IgG não excluem doença.
Método:
    Nefelometria
Valor de Referência:
    0,50 a 6,10 mg/dL
Condição:
    0,5 mL de Líquor.
    Obs.: O teste imunológico no líquor deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a possibilidade de
    contaminação do material durante a punção.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

SALIVA IgA
Comentários:
    Teste útil na avaliação da imunodeficiência primária que nas crianças está freqüentemente associada a
    infecções otorrinolaringológicas.
Método:
    Nefelometria
Valor de Referência:
    3,5 a 36,8 mg/dL

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                227
Condição:
    0,5 mL de Saliva.
Laboratórios:
    Enviar em pote estéril.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.
Influenza vírus A e B – pesquisa direta
Comentários:
    Doença respiratória aguda, de natureza infecto-contagiosa e de grande potencialidade epidêmica,
    caracterizada por um início agudo e por um período de estado de curta duração, muitas vezes exibindo
    uma clínica superponível a outras doenças respiratórias agudas.
Método:
    Imunofluorescência Direta
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Aspirado de nasofaringe - Lavado de nasofaringe - Swab de nasofaringe.
Laboratórios - coleta:
    Swab de nasofaringe, insira um swab cuidadosamente e o mais profundamente possível através das
    narinas, colha toda secreção existente e friccione as paredes da nasofaringe de forma a obter células.
    Ressuspender em aproximadamente 1 mL de sallina estéril.
    Lavado de nasofaringe, nos casos em que o material não pode ser aspirado, incline a cabeça do
    paciente cerca de 70o para trás, instile de 3 a 7 mL de soro fisiológico estéril, reaspire. Enviar
    imediatamente ao Laboratório Hermes Pardini.
Conservação de envio:
    Refrigerar a 4o C.

Isoaglutininas
Comentários:
    No sistema ABO anticorpos séricos são de ocorrência natural e são formados após o nascimento com a
    colonização intestinal e contato com os diversos antígenos alimentares de acordo com o grupo
    sanguíneo do indivíduo. Utiliza-se a titulação destes anticorpos para avaliar o funcionamento do sistema
    imune.
Método:
    Aglutinação
Valor de Referência:
    Acima de 1 ano:  1:4
    Obs.: Valores menores que 1:4 podem ser encontrados em crianças abaixo de 1 ano devido a
    imaturidade imunológica.
Condição:
    0,5 mL de Soro + 0,5 mL de Sangue Total (EDTA/Citrato/Heparina).
Conservação de envio:
    Até 15 dias entre 2o e 8o C.


Jo 1, anticorpos Anti
Comentários:
    A presença deste anticorpo está relacionado com a polimiosite (20 a 40% dos casos), principalmente
    quando associados a doença pulmonar intersticial, com dermatomiosite (cerca de 10% dos casos) e em
    outras doenças reumáticas. Os títulos de anti-Jo-1 podem variar em concordância com a atividade da
    miosite e sua a quantificação pode ser útil na avaliação clínica destes pacientes.
Método:
    Hemoaglutinação
Valor de Referência:
    Negativo
    Nota: Valores menores que 1:50 não possuem significado clínico.
Condição:

228                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
   0,3 mL de Soro.
   - JO 8h.
Conservação de envio:
   Até 7 dias entre 2o e 8o C.



Kappa (cadeia leve)
Comentários:
    Tipo de cadeia leve de imunoglobulinas, que é produzida cerca de duas vezes mais que a cadeia leve
    lambda, tendo predominância nas gamopatias monoclonais malignas, tais como mieloma ou
    macroglobulinemia de Waldenstrom.
Método:
    Nefelometria
Valor de Referência:
    566,0 a 1300,0 mg/dL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.




Lambda (cadeia leve)
Comentários:
    Tipo de cadeia leve de imunoglobulinas, tendo predominância nas gamopatias monoclonais malignas,
    tais como mieloma ou macroglobulinemia de Waldenstrom.
Método:
    Nefelometria
Valor de Referência:
    304,0 a 735,0 mg/dL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.



Leishmaniose IgG e IgM
Comentários:
    A sorologia para leishmaniose é útil principalmente na forma visceral (Calazar). Títulos iguais ou maiores
    que 1:1.024 são muito sugestivos de leishmaniose visceral. Na forma cutânea, títulos tendem a ser
    baixos sendo negativos em 20% dos casos dessa forma. Reatividade cruzada com tripanossomíase,
    malária, filariose, esquistossomose e hanseníase são descritas. Títulos podem ser baixos em
    imunodeprimidos. A confirmação diagnóstica requer a detecção da leishmania em algum sítio.
Método:
    Imunofluorescência Indireta
Valor de Referência:
    < 1:80
Condição:
    0,5 mL de Soro p/ cada.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.



                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               229
Leptospirose, Elisa - pesquisa de anticorpos IgM
Comentários:
    Leptospirose é uma doença febril aguda causada primariamente pelo Leptospira interrogans. As
    manifestações clínicas variam de uma leve coriza a uma doença ictérica com comprometimento severo
    do paciente. Anticorpos podem ser detectados a partir do 6º ao 10º dia e geralmente atingem níveis
    máximos após 3 a 4 semanas. Os níveis de anticorpos reduzem-se gradualmente, mas podem
    permanecer detectáveis durante anos.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JD 4h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias em geladeira entre 2o a 8o C.



Linfócitos T Ativado  OKT3  CD3
Comentários:
    Os anticorpos anti-CD3 são úteis para sondar a região constante dos receptores de células T, os quais
    se expressam exclusivamente nos linfócitos T imunocompetentes, no monitoramento de
    imunodeficiência, doenças auto-imunes e nas leucemias e linfomas.
Método:
    Citometria de Fluxo
Valor de Referência:
      Faixa etária             Linfócitos CD 3
       0 a 6 meses      55 a 82%     3505 – 5009 mm3
       6 a 12 meses     55 a 82%     3409 - 4575 mm3
      12 a 18 meses     55 a 82%     3156 - 3899 mm3
      18 a 24 meses     55 a 82%     2766 - 3508 mm3
      24 a 30 meses     55 a 82%     2324 - 3295 mm3
      30 a 36 meses     55 a 82%     1923 - 3141 mm3
      > 3 anos          55 a 82%     1072 - 3890 mm3
Condição:
    5,0 mL de Sangue total (EDTA/Heparina/ACD).
Laboratórios:
    Enviar Sangue total em EDTA (se transporte em menos de 24h) ou Heparina/ACD (para processar a
    amostra em até 48h). Transportar em temperatura ambiente. Não enviar no gelo. Enviar cópia do
    Hemograma na solicitação deste exame. Não enviar pipetex.
    - Informar data e hora da coleta. Enviar de 2a a 5a feira.




230                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Lipoproteína (a)
Comentários:
    É uma lipoproteína plasmática com composição muito similar à LDL. É formado por dois constituintes:
    apo B-100 (principal componente estrutural do LDL e VLDL) e apo (a) que apresenta grande
    heterogeneidade estrutural, o que pode interferir na sua determinação, e por vezes, impossibilitá-la.
    Níveis de Lp (a) são determinados geneticamente, podendo ter grandes variações entre indivíduos de
    uma mesma população. Lp(a) parece estar associada à doença coronariana. Não é recomendado para
    triagem indiscriminada, mas sim para indivíduos com história familiar de doença coronariana, acidente
    vascular cerebral e dislipidemia. Níveis elevados de Lp (a) também são encontrados na pre-eclâmpsia,
    perda fetal recorrente, insuficiência renal e tromboembolismo.
Método:
    Nefelometria
Valor de Referência:
    < que 30,0 mg/dL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Laboratórios:
    Enviar material o mais rápido possível.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.


Listeriose
Comentários:
    Os resultados das reações sorológicas devem ser interpretados com cautela, pois reações cruzadas são
    freqüentes em decorrência de determinantes antigênicos comuns entre a L.monocytogenes e bactérias
    gram positivas. O resultado de uma amostra nem sempre é conclusivo, devendo-se sempre proceder a
    duas coletas, com 30 dias de intervalo. Uma ascensão de título é sugestiva de infecção recente.
Método:
    Aglutinação
Valor de Referência:
     Antígenos O e H  < do que 1:160
     Faixa de Dúvida  1:160 a 1:320
     Sugestivo           acima de 1:320
    Obs.: Fazer curva com diferença de 30 dias, havendo ascensão significa infecção recente.
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

LKM, anticorpos anti
Comentários:
    Anticorpos anti-LKM são anticorpos dirigidos contra a fração microssomal de fígado e rim e estão
    relacionados a hepatite auto-imune tipo 2. Esta doença é predominante em mulheres e geralmente
    associada a outras doenças auto-imunes (tireoidite, diabetes e vitiligo).
Método:
    Imunofluorescência Indireta
Valor de Referência:
    Negativo
                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              231
Condição:
    0,2 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
   Até 5 dias entre 2o e 8o C.

Lyme, anticorpos totais
Comentários:
    Doença multissistêmica, podendo cronificar-se. Na fase inicial da doença a sensibilidade da sorologia é
    de 40 a 60%, sendo na forma crônica de quase 100%. Um resultado negativo não exclui o diagnóstico da
    doença, pois nos estágios iniciais ou em antibioticoterapia precoce pode não haver níveis detectáveis de
    anticorpos. Diante da suspeita clínica e sorologia negativa, repetir a sorologia após 4 a 6 semanas.
Método:
    ELFA (Enzyme Linked Fluorescent Assay) - VIDAS
Valor de Referência:
     Negativo            < 0,75
     Indeterminado   0,75 a < 1,0
     Positivo             que 1,0
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

Mitocôndria, anticorpos anti  AMA
Comentários:
    A cirrose biliar primária é uma doença colestática intra-hepática crônica, mais freqüente em mulheres
    entre 30 e 60 anos. Anticorpos anti-mitocondria (AMA) estão presentes em cerca de 90% dos casos, em
    altos títulos. Não é específico para cirrose biliar primária, podendo estar presente na hepatite crônica
    ativa, hepatites virais, cirrose hepática e doenças auto-imunes.
Método:
    Imunofluorescência Indireta
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,2 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

Monoteste
Comentários:
    Em pacientes com suspeita de infecção primária pelo vírus Epstein-Baar, o Monoteste é indicado como
    teste inicial. Se positivo e apresentar clínica apropriada com exame hematológico correspondente, testes
    para anticorpos específicos não são necessários. Se o monoteste for negativo, então os casos suspeitos
    devem ser avaliados através da determinação de anticorpos específicos para EBV. Este tipo de teste é
    pouco útil no diagnóstico de Monucleose Infecciosa em pacientes imunocomprometidos, pois a grande
    maioria desses pacientes não produz anticorpos heterófilos. Cerca de 10% da população adulta com
    monucleose infecciosa pode não desenvolver anticorpos heterófilos.
Método:
    Aglutinação
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,2 mL de Soro.
    - JO 8h.
232                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Conservação de envio:
   Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Mucoproteínas
Comentários:
    É uma glicoproteína, típica das secreções mucosas. É importante para o diagnóstico e acompanhamento
    da doença reumática, pois é uma das últimas provas a se normalizar. Entretanto, tecnicamente este
    exame não apresenta boa reprodutibilidade sofrendo influência da temperatura e do tempo. É substituída
    com vantagens pela determinação da alfa-1-glicoproteína ácida.
Método:
    Imunoturbidimetria
Valor de Referência:
    1,7 a 5,1 mg/dL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

Músculo Liso, anticorpos anti  ASMA
Comentários:
    Anticorpos anti-músculo liso (ASMA) estão presentes em altos títulos em cerca de 70% dos pacientes
    com hepatite crônica ativa auto-imune. Baixos títulos (inferiores a 1:80) podem ser observados nas
    hepatites virais, cirrose biliar primária, outras cirroses e doenças malígnas.
Método:
    Imunofluorescência Indireta
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,2 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.


Mycobacterium Tuberculosis, anticorpos IgA
Comentários:
    A detecção de anticorpos IgA anti-Micobacterium sp auxilia em casos difíceis que apresentam anergia
    imunológica (ausência de reatividade à tuberculina e anticorpos IgG). O exame é útil no diagnóstico da
    tuberculose pulmonar e extrapulmonar ativa. Apresenta elevada especificidade.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
     Negativo            inferior a 200 U
     Indeterminado  de 200 a 350 U
     Positivo            superior a 350 U
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    Líquor - Líq. Pleural - Líq. Pericárdico.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 0o e - 100 C.


                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            233
Mycoplasma pneumoniae IgG e IgM
Comentários:
    Testes úteis no diagnóstico das pneumonias por Micoplasma. Recomenda-se a determinação de
    anticorpos em 2 amostras diferentes: uma colhida na fase aguda e outra na fase de convalescença. Um
    aumento significativo nos níveis de anticorpos é altamente sugestivo de infecção.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    IgG   200 U/mL
    IgM  Negativo             < 770 U/mL
          Indeterminado  770 a 950 U/mL
          Positivo            > 950 U/mL
Condição:
    0,5 mL de Soro p/ cada.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 0o e - 10o C.

Neutrófilos, anticorpos anti  ANCA
Comentários:
    Os ANCA são anticorpos que reagem com citoplasma de neutrófilos e estão presentes em vasculites
    necrotizantes sistêmicas. Há dois padrões possíveis:
    - C-ANCA: associado a granulomatose de Wegener. O padrão C-ANCA deve ser valorizado em
       qualquer título. Raramente ele é encontrado em indivíduos normais e na ausência de vasculite. Os
       níveis de ANCA são úteis na monitorização da atividade da doença.
    - P-ANCA: relacionado com vários tipos de vasculites, doenças inflamatórias intestinais (retocolite
       ulcerativa, colangite esclerosante e Doença de Crohn).
Método:
    Imunofluorescência Indireta
Valor de Referência:
     P - Anca  Negativo
     C - Anca  Negativo
Condição:
    0,2 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.


N-Telopeptídeo  NTX
Comentários:
    O NTx é um marcador específico da reabsorção óssea. A remodelação óssea é um processo contínuo,
    sendo o NTx liberado e excretado na urina. É útil para monitorização da resposta ao tratamento.
    Bifosfonatos e estrógenos reduzem os níves de NTx. Após 3 meses de terapia adequada, os valores de
    NTx caem 30 a 40% em relação ao valor basal. Níveis elevados são encontrados em crianças, amostras
    de urinas noturnas, osteoporose, Doença de Paget, hiperparatireoidismo e hipertireoidismo. Algumas
    condições clínicas podem interferir na determinação dos indicadores de remodelação ósseas: doenças
    reumáticas, insuficiência renal, tabagismo, etilismo, fraturas recentes e uso de medicamentos.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
234                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     Homem  3 a 63 nMBCE/mM creatinina
     Mulher  5 a 65 nMBCE/mM creatinina
    BCE = Bone Collagen Equivalents
Condição:
   2o jato da 1a urina da manhã - Urina 24 horas.
Conservação de envio:
   Até 24 horas em temperatura ambiente ou entre 2o e 8o C, após congelar.
Parainfluenza vírus 1, 2 e 3 - pesquisa direta
Comentários:
    Constitui no agente mais comum de infecção das vias aéreas superiores, causador da maioria das
    síndromes cruposas. Caracterizam por otite média, resfriado comum com ou sem febre, traqueobronquite
    e pneumonia.
Método:
    Imunofluorescência Direta
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Aspirado de nasofaringe - Lavado de nasofaringe - Swab de nasofaringe.
Laboratórios - coleta:
    Swab de nasofaringe, insira um swab cuidadosamente e o mais profundamente possível através das
    narinas, colha toda secreção existente e friccione as paredes da nasofaringe de forma a obter células.
    Ressuspender em aproximadamente 1 mL de sallina estéril.
    Lavado de nasofaringe, nos casos em que o material não pode ser aspirado, incline a cabeça do
    paciente cerca de 70o para trás, instile de 3 a 7 mL de soro fisiológico estéril, reaspire. Enviar
    imediatamente ao Laboratório Hermes Pardini.
Conservação de envio:
    Refrigerar a 4o C.



Parvovírus B19 IgG / IgM, anticorpos anti
Comentários:
    Infecção pelo parvovírus é comum, sendo 50% dos adultos soropositivos. Pode ser assintomática ou
    causar quadro clínico variado: eritema infeccioso, artropatias e crise aplástica transitória em pacientes
    com anemia hemolítica crônica. Na gravidez pode causar hidropsia e perda fetal. Imunodeprimidos
    podem ter infeção arrastada resultando em anemia crônica, com títulos baixos ou ausentes de
    anticorpos. IgM específicos desenvolvem na segunda semana após infecção viral podendo ser
    detectados por 4 a 6 meses. IgG surgem ao final da segunda semana persistindo por anos. No eritema
    infeccioso e na artropatia, o quadro clínico é concomitante com o aumento dos anticorpos, entretanto, a
    crise aplástica precede em dias o surgimento dos anticorpos. Reinfecções podem ocorrer em pessoas
    com títulos baixos de IgG.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,3 mL de Soro ou Plasma (EDTA/Heparina/Citrato) p/ cada.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Entre 2o e 8o C.




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                235
Paul Bunnel Davidsohn
Comentários:
    Teste útil no diagnóstico da mononucleose infecciosa, na qual ocorrem anticorpos heterófilos da classe
    IgM, determinados pela reação de Paul-Bunnel; se esta reação tiver título igual ou maior a 1/56 é
    efetuado a reação de Davidsohn, por meio da absorção do soro com hemácias de boi e rim de cobaia.
    Uma reação de Paul-Bunnel-Davidsohn negativa não exclui o diagnóstico, em criança.
Método:
    Aglutinação e Absorção
Valor de Referência:
    Título < que 1:56
    Nota: Na mononucleose infecciosa há redução de 90% do título após absorção por hemácias de boi.
Condição:
    0,7 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.


PCNA, anticorpos anti
Comentários:
    PCNA (proliferating cell nuclear antigen) está correlacionada a proteína nuclear cyclina. Anticorpos anti-
    PCNA são detectados em 3% dos pacientes com LES, apresentando alta especificidade mas sem
    associação com apresentação clínica evidente. Caracteriza-se por um padrão pontilhado heterogêneo
    expresso apenas nas células em divisão.
Método:
    Imunofluorescência Indireta
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,2 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.


Proteína C Reativa (Quantitativa) Ultrasensível
Comentários:
    Tradicionalmente a quantificação da PCR é usada para monitorar processos inflamatórios e diferenciar:
    infecções virais das bacterianas, pois a segunda leva a uma concentração muito mais elevada desta
    proteína; doença de Crohn (PCR elevada) da retocolite ulcerativa (PCR baixa); artrite reumatóide (PCR
    elevada) do lupus eritematoso sistêmico sem complicações (PCR baixa).
    O PCR ultrasensível é também um novo marcador de aterogênese.
Método:
    Nefelometria
236                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Valor de Referência:
    < que 0,80 mg/dL para doenças inflamatórias.
    Risco coronariano:    Níveis (mg/dL)     Risco estimado
                            0,01 a 0,11      Baixo
                            0,12 a 0,19      Moderado
                            0,20 a 0,37      Elevado
                            0,38 a 1,50      Muito elevado
Condição:
   0,5 mL de Soro.
   - JO 8h.
Conservação de envio:
   Até 5 dias entre 2o e 8o C.

Reticulina, anticorpos anti
Comentários:
    Anticorpos anti-reticulina estão presentes na doença celíaca em 40% dos pacientes adultos, 60% das
    crianças e até 90% dos pacientes diabéticos. Podem estar presentes em outras doenças como: doença
    de Crohn, síndrome de Sjögren e miastenia gravis.
Método:
    Imunofluorescência Indireta
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,2 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

RNP, anticorpos anti
Comentários:
    Anticorpos anti-RNP aparecem em baixos títulos em 30 a 40% dos pacientes com lupus eritematoso
    sistêmico, lupus discóide, artrite reumatóide, síndrome de Sjögren e lupus induzido por droga. Altos
    títulos de RNP, na ausência de anti-Sm, são sugestivos de doença mista de tecido conjuntivo
    (acometimento cutâneo do tipo esclerodérmico, miosite e sinovite tipo reumatóide). Há uma menor
    prevalência de doença renal em pacientes com este auto-anticorpo.
Método:
    Hemoaglutinação
Valor de Referência:
    Negativo
    Nota: Valores menores que 1:50 não possuem significado clínico.
Condição:
    0,3 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

Rubéola
Comentários:
   Doença viral de comportamento benigno, exceto em grávidas quando infecção aguda pode levar à
   Síndrome da Rubéola Congênita. Seguem os achados sorológicos nas situações clínicas possíveis:
   Infecção primária: IgM positivo a partir de 1 a 3 dias após início da doença até 2 a 12 meses
   (ELFA/MEIA). Reações falso-positivas para IgM podem ocorrer em pacientes com mononucleose
   infecciosa, infecções por parvovírus e coxsakievírus B. Hemoaglutinação a partir de 1 a 3 dias do início
   da doença e presente indefinidamente, com queda dos títulos. IgG (ELFA/MEIA) positivo a partir de 3 a 4
   dias de doença e presente indefinidamente. IgG de baixa avidez presente até 3 meses. Resposta
   linfoproliferativa (linfocitose com atipia) está presente a partir da primeira semana.
                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             237
     Reinfecção: sorologia positiva anterior a reinfecção. IgG (ELFA/MEIA) positivo com elevação de 4 vezes
     ou mais no título da segunda amostra. IgM (ELFA/MEIA) pode estar presente. IgG de alta avidez
     presente. Resposta linfoproliferativa presente. Não representa risco para gestantes.
     Rubéola congênita: IgM (ELFA/MEIA) positivo. No primeiro mês de vida, cerca de 20% dos infectados
     têm IgM negativo. IgG materna pode estar presente por mais de 6 meses. IgG avidez não tem utilidade
     pois pode permanecer com baixa avidez por até 3 anos na Rubéola Congênita.
     Imunes e vacinados: IgG positivo. IgM negativo após 3 meses. IgG de alta avidez presente. Índice de
     soroconversão com a vacina é de 95%.
Informações necessárias:
     Está grávida? Teve contato? Fez este exame anteriormente?



                                                                                               Continua...
Continuação...RUBÉOLA

HEMOAGLUTINAÇÃO
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,3 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO DE MICROPARTÍCULAS - MEIA
Valor de Referência - IgG:
     < 5,0 UI/mL        Negativo
     5,0 a 9,9 UI/mL  Indeterminado
      10,0 UI/mL  Positivo
Valor de Referência - IgM:
     < 0,600            Negativo
     0,600 a 0,799  Indeterminado
      0,800            Positivo
Condição:
    0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA) p/ cada.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 14 dias entre 2o e 8o C.

ELFA – ENZYME LINKED FLUORESCENT ASSAY (VIDAS) IgG e IgM
Valor de Referência - IgG:
     < 10 UI/mL            negativo
      10 a < 15 UI/mL  indeterminado
      15 UI/mL            positivo
Valor de Referência - IgM:
     < 0,80                negativo
      0,80 a < 1,20       indeterminado
     > 1,20                positivo
Condição:
    0,5 mL de Soro p/ cada.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

TESTE DE AVIDEZ IgG
Método:

238                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
     Baixa avidez: inferior a 36%  sugere-se infecção ocorrida há pelo menos 3 meses
     Inconclusivo: entre 36 e 60%  não permite definir o período de infecção
     Alta avidez: superior a 60%  sugere que a infecção tenha ocorrido há mais de 3 meses
    Nota: Este teste baseia-se na intensidade ou avidez com que anticorpos IgG específicos permanecem
    ligados ao antígeno de Rubéola.
Condição:
    0,6 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.



Sacarose, Teste  Sucrose
Comentários:
    A hemoglobinúria paroxística noturna é uma doença adquirida na qual as hemácias do paciente são
    anormalmente sensíveis a constituintes normais do soro. O teste da sucrose é um teste de triagem,
    sendo que o resultado positivo deve ser confirmado pelo teste de Ham. Resultados falso-negativos
    podem ocorrer após hemotransfusão ou uso dos anticoagulantes heparina e EDTA, enquanto falso-
    positivos podem ocorrer na anemia megaloblástica ou anemia auto-imune.
Método:
    Hemólise em solução de baixa força iônica
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    1,0 mL de Sangue Total citratado.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 24 horas entre 2o e 8o C.




Sarampo IgG e IgM
Comentários:
    IgG - Os resultados deste teste devem ser avaliados em relação à sintomatologia, história clínica e outros
    dados laboratoriais. A presença de anticorpos IgG contra o vírus do Sarampo em uma amostra não é
    suficiente para a distinção entre infecções recentes e antigas. Um teste específico para anticorpos IgM
    deverá ser realizado em amostras dos indivíduos com suspeita de infecção ativa pelo vírus do Sarampo.
    IgM - Os resultados deste teste devem ser avaliados em relação à sintomatologia, história clínica e
    outros dados laboratoriais. Indivíduos infectados com o Sarampo podem não exibir níveis detectáveis de
    IgM nos estágios iniciais da doença. O resultado deste teste pode ser negativo em pacientes nos
    estágios tardios da infecção, quando os títulos de IgM não são mais detectáveis.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro p/ cada.
    Líquor.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 0o e - 10o C.



                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                239
Sífilis  Treponema pallidum
Comentários:
   Na sífilis primária os testes VDRL e FTA-ABS (imunofluorescência indireta) se positivam depois do
   cancro duro com sensibilidade de 85%. Na sífilis secundária a sensibilidade da sorologia é de 99%. Na
   sífilis terciária, VDRL tem sensibilidade de 70% e FTA-ABS de 98%.

      VDRL: teste não treponêmico, utiliza como antígeno a cardiolipina que normalmente ocorre no soro em
      níveis baixos e apresenta-se elevado na sífilis. O VDRL é uma reação de floculação, apresentando alta
      sensibilidade e baixa especificidade. Se torna positivo 2 semanas após o cancro. Falso-negativos podem
      ocorrer na sífilis tardia. Entre 1 e 40% dos resultados de VDRL são falso-positivos: idosos, portadores de
      doenças auto-imunes, malária, mononucleose, brucelose, hanseníase, hepatites, portadores HIV,
      leptospirose, viciados em drogas, outras infecções bacterianas, vacinações e gravidez. Falso-positivos
      mostram títulos em geral até 1:4, mas títulos maiores podem ser encontrados. Na avaliação do
      tratamento observa-se que na sífilis primária e secundária, os títulos caem cerca de 4 vezes em 3 meses,
      e 8 vezes em 6 meses, negativando-se em 1 a 2 anos. A persistência de títulos elevados ou a não
      redução em 4 vezes dos títulos, após um ano de tratamento, pode indicar novo tratamento.

      VDRL líquor: resultos positivos no líquor são encontrados em 50% a 60% dos casos de neurosífilis, com
      especificidade em torno de 99%. Após tratamento, títulos caem entre 3 e 6 meses, podendo demorar
      anos para se negativarem. Linfocitose e aumento das proteínas são evidências de neurosífilis ativa.

      Testes treponêmicos: os testes de imunofluorescência (FTA-ABS) apresentam especificidade entre 96 e
      99%. São positivos em outras infecções treponêmicas. Menos de 1% dos indivíduos saudáveis tem FTA-
      ABS positivo, porém, falso-positivos podem ocorrer em doenças auto-imunes, gravidez, hanseníase,
      malária, mononucleose, leptospirose e infecções por outros treponemas. Devem ser utilizados para
      confirmação dos resultados de VDRL. Após tratamento, o IgG FTA-ABS pode negativar ou permanecer
      positivo. IgM FTA-ABS desaparece após fase aguda, sendo útil para indicar infecção congênita.

      ELISA IgG: teste treponêmico que tem estreita correlação com os resultados do FTA-ABS, apresentando
      como vantagem maior reprodutibilidade.

IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA IgG  FTA ABS
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    Líquor.
    - JO 8h.
    Obs.: O teste imunológico no líquor deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a possibilidade de
    contaminação do material durante a punção.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.


240                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA IgM
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.




                                                                                       Continua...
                                                                              Continuação...SÍFILIS

IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA QUANTITATIVA  FTA ABS
Condição:
   0,5 mL de Soro.
   - JO 8h.
Conservação de envio:
   Até 7 dias entre 2o e 8o C.


IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO IgG - pesquisa
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro ou Plasma (Citrato/Heparina/EDTA).
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.


AGLUTINAÇÃO
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,3 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.


VDRL QUANTITATIVO
Método:
    Floculação
Valor de Referência:
    Não reativo
Condição:
    0,3 mL de Soro. Líquor.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




                                  Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                    241
SCL 70, anticorpos Anti
Comentários:
    É encontrado em pacientes com esclerose sistêmica progressiva na sua forma difusa (ESD) em 75% dos
    pacientes e 13% na forma CREST, sendo marcador de gravidade. Pode surgir em pacientes com
    fenômeno de Raynaud, antes do surgimento das manifestações clínicas da ESD.
Método:
    Hemoaglutinação
Valor de Referência:
    Negativo
    Nota: Valores menores que 1:50 não possuem significado clínico.
Condição:
    0,3 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.



SM, anticorpos Anti
Comentários:
    Anticorpos anti-Sm possuem alta especificidade para o LES, porém com sensibilidade de apenas 25 a
    30%. Raramente aparece em outras desordens. Alguns estudos associam a sua presença com nefrite
    branda de surto benigno, outros o associam com envolvimento do SNC e outros o correlacionam com
    uma exacerbação clínica da doença.
Método:
    Hemoaglutinação
Valor de Referência:
    Negativo
    Nota: Valores menores que 1:50 não possuem significado clínico.
Condição:
    0,3 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.



SSA (Ro), anticorpos anti
Comentários:
    Anticorpos anti-SSA/Ro são autoanticorpos dirigidos contra antígenos do núcleo celular (anticorpos anti-
    nucleares). Autoanticorpos anti-SSA/Ro estão presentes em 95% dos casos de Síndrome de Sjogren
    primária, 40% dos casos de Lupus Eritemetoso Sistêmico (comprometimento renal, risco de síndrome de
    lúpus neonatal e forma cutânea subaguda) e em 5% de poliomiosite e artrite reumatóide.
Método:
    Hemoaglutinação
242                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Valor de Referência:
    Negativo
    Nota: Valores menores que 1:50 não possuem significado clínico.
Condição:
    0,3 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




SSB(La), anticorpos anti
Comentários:
    Anticorpos anti-SSB/La ocorrem na maioria dos casos em associação ao anti SSA. A presença do anti
    SSB/La está fortemente associadas à Síndrome de Sjögren, ocorrendo em cerca de dois terços dos
    pacientes com esta desordem e no LES, em 15%. Estes auto-anticorpos podem estar presentes em
    baixos títulos em até 15% da população normal.
Método:
    Hemoaglutinação
Valor de Referência:
    Negativo
    Nota: Valores menores que 1:50 não possuem significado clínico.
Condição:
    0,3 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Subclasses de IgG
Comentários:
    IgG é constituida de 4 subclasses: IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4. Na regulação da resposta imunológica
    contra antígenos protéicos os anticorpos produzidos são usualmente das subclasses IgG1 ou IgG3.
    Quando o estímulo antigênico é feito por polissacárides, incluindo cápsulas de bactérias, os anticorpos
    produzidos são principalmente da subclasse IgG2. Anormalidades nos níveis de subclasses de IgG têm
    sido relatadas, mais particularmente em pacientes com gamopatias monoclonais e infecções associadas
    a imunodeficiências primárias e secundárias. Baixas concentrações, ou mesmo ausência de IgG2 e
    IgG3, estão associadas a infecções recorrentes das vias respiratórias, causadas principalmente por
    pneumococos e H. influenzae. No sangue de adultos, 70% das imunoglobulinas da classe IgG são
    IgG1;20% IgG2;6% IgG3;4% e IgG4.
Método:
    Nefelometria
Valor de Referência:
      Idades                IgG1 mg/L         IgG2 mg/L        IgG3 mg/L        IgG4 mg/L
       até 2 anos           1700 a 9500        215 a 4400      134 a 694          4 a 1200
       2 a 4 anos           2900 a 10650       280 a 3150      35 a 705           8 a 900
       4 a 6 anos           3300 a 10650       565 a 3450      75 a 1256         18 a 1155
       6 a 8 anos           2250 a 11000       420 a 3750      91 a 1069          3 a 1380
       8 a 10 anos          3900 a 12350       610 a 4300      100 a 975         11 a 945
      10 a 12 anos          3800 a 14200       730 a 4550      156 a 1938        14 a 1530
      12 a 14 anos          1650 a 14400       710 a 4600      115 a 1775        15 a 1425
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               243
       14 a 18 anos            1550 a 10200         435 a 4950         75 a 2088           45 a 1635
       Adultos - Homem         2396 a 10835         1235 a 5487        276 a 1344          84 a 888
       Adultos - Mulher        3422 a 11178         1476 a 5246        211 a 1142          69 a 888
Condição:
   0,5 mL de Soro.
   - JO 8h.
Conservação de envio:
   Até 5 dias entre 2o e 8o C.




Subtipagem de Linfócitos  CD 4 E CD 8
Comentários:
    Os linfócitos T CD4 são espefíficos para a maioria das infecções oportunísticas, como pneumocistose,
    citomegalovirose e toxoplasmose. Na infecção pelo HIV há uma predileção por esta categoria. Os
    linfócitos T CD8 são citotóxicos, eliminando células infecciosas ou neoplásicas. Têm importante papel no
    controle de infecções, lisando células infectadas por vírus, protozoários e alguns fungos. A contagem de
    CD8 não prediz a evolução dos pacientes com SIDA. A contagem de CD4, juntamente com a avaliação
    clínica, e a medida da carga viral plasmática são parâmetros a serem considerados na decisão de iniciar
    ou modificar a terapia anti-retroviral na SIDA. Quando utilizamos o CD4 e a carga viral para decisões de
    início ou mudança de terapia devemos considerá-los, idealmente, em duas ocasiões. Consideram-se
    significativas as reduções de CD4 maiores que 30% (valores absolutos) em relação a sua determinação
    prévia. Discordância entre os resultados da carga viral e do CD4 pode ocorrer em até 20% dos
    pacientes. Fatores influenciam a contagem do CD4: variações analíticas, sazonais, diurnas (mais baixo
    às 12h e picos às 20h), doenças intercorrentes (modestas diminuições em infecções agudas e cirurgias)
    e corticóides (podem diminuir de forma expressiva sua contagem). Esplenectomia e co-infecção pelo
    HTLV-1 podem causar valores altos de CD4 apesar da supressão imune. Diminuição de CD4 também
    pode ser encontrada em outras situações que não a SIDA: tuberculose, hepatite B, citomegalovirose,
    toxoplasmose, criptococose e Síndrome de Linfocitopenia CD4 Idiopática.
Método:
    Citometria de Fluxo
Valor de Referência:
       Faixa Etária                    CD4                               CD8               CD4/CD8
           0- 6m          50-57%       2780 - 3908 mm3        8 - 31%     351 - 2479 mm3    1,2 - 6,2
           6 - 12 m       49-55%       2630 - 3499 mm3        8 - 31%     351 - 2479 mm3    1,2 - 6,2
         12 - 18 m        46-51%       2307 - 2864 mm3        8 - 31%     351 - 2479 mm3    1,2 - 6,2
         18 - 24 m        42-48%       1919 - 2472 mm3        8 - 31%     351 - 2479 mm3    1,2 - 6,2
         24 - 30 m        38-46%       1538 - 2213 mm3        8 - 31%     351 - 2479 mm3    1,2 - 6,2
         30 m - 3 a       33-44%       1219 - 2009 mm3        8 - 31%     351 - 2479 mm3    1,2 - 6,2
          > 3 anos        27-57%        562 - 2692 mm3       14 - 34%     331 - 1445 mm3   0,98 - 3,24
          Adultos         33-51%        508 - 2480 mm3       17 - 43%     255 - 1720 mm3    1,5 - 3,5
      Hospital Pediátrico de Riley - Centro Médico da Univ. Indiana 1992
Condição:
    8,0 mL de Sangue Total (EDTA/Heparina/ACD).
Laboratórios:
    Enviar Sangue Total em EDTA (se transporte em menos de 24h) ou Heparina/ACD (para processar a
    amostra em até 48h). Transportar em temperatura ambiente. Não enviar no gelo. Enviar cópia do
    Hemograma na solicitação deste exame.
    - Não enviar em Pipetex.
    - Informar data e hora da coleta. Enviar de 2a a 5a feira.




244                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Tipagem de Linfócitos  CD 2 e CD 19
Comentários:
    Teste útil na avaliação das imunodeficiências congênitas de linfócitos B (gamaglobulinemias congênitas)
    ou combinadas (deficiência de imunidade humoral e celular). Aplicação também na análise, diagnóstico e
    classificação de leucemias e linfomas.
Método:
    Citometria de Fluxo
Valor de Referência: Subgrupos de Linfócitos
      Faixa etária                    CD2                           CD19 %
      0- 6 meses            55 - 88%       3929 - 5775 mm3       11 - 45%   432 - 3345 mm3
      6-12 meses            55 - 88%       3806 - 4881 mm3       11 - 45%   432 - 3345 mm3
     12-18 meses            55 - 88%       3516 - 3868 mm3       11 - 45%   432 - 3345 mm3
     18-24 meses            55 - 88%       3101 - 3868 mm3       11 - 45%   432 - 3345 mm3
     24-30 meses            55 - 88%       2649 - 3639 mm3       11 - 45%   432 - 3345 mm3
     30-36 meses            55 - 88%       2236 -3463 mm3        11 - 45%   432 - 3345 mm3
     > 3 anos               65 - 84%       1230 - 4074 mm3        9 - 29%   200 - 1259 mm3
     Adultos                61 - 89%       1035 - 3560 mm3        6 - 17%   90 - 680 mm3
    Hospital Pediátrico de Riley - Centro Médico da Univ. Indiana 1992
Condição:
    8,0 mL de Sangue Total (EDTA/Heparina).
Laboratórios:
    Enviar Sangue Total em EDTA (se transporte em menos de 24h) ou Heparina/ACD (para processar a
    amostra em até 48h). Transportar em temperatura ambiente. Não enviar em gelo. Enviar cópia do
    Hemograma na solicitação deste exame.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.



Toxocara, anticorpos anti
Comentários:
    No diagnóstico da toxocaríase, doença causada pelo Toxocara canis (verme canino), são consideradas
    duas formas clínicas:
    - A forma visceral da doença (larva migrans visceral) cujos sinais e sintomas da VLM pode variar de um
       estado assintomático apresentando leve eosinofilia, até severa e potencialmente inevitável
       enfermidade.
    - A forma ocular (ocular larva migrans) também varia amplamente na apresentação de lesões agudas
       nos olhos até infecções assintomáticas.
    Reações falso-positivas podem ocorrer em 25% de indivíduos com esquistossomose e filariose.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,3 mL de Soro.
                                  Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            245
   - JO 8h.
Conservação de envio:
   Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Toxoplasmose
Comentários:
   Não existe nenhum teste, que de forma única, suporte ou afaste o diagnóstico de infecção recente ou
   tardia. Assim, a análise do resultado deve ser cautelosa:
             Anticorpos      Evolução
                             Surgem em 1-2 semanas; pico em 1-2 meses; caem variavelmente, podendo persistir por
                  IgG
                             toda vida. Valores altos não significam maior probabilidade de infecção recente.
                             Surgem em 5 dias, diminuindo em poucas semanas ou meses. Podem persistir por 1 ano,
                             não significando necessariamente infecção recente. IgM negativo ou positivo na gravidez
                  IgM
                             não diagnostica ou afasta infecção aguda. Não ultrapassa a placenta, sendo útil no
                             diagnóstico da infecção congênita.
                             Detectados em infecções agudas e na doença congênita. Podem persistir por meses e até
                  IgA
                             mais de 1 ano. Maior sensibilidade que IgM na infecção congênita.
     Teste de imunofluorescência indireta IgM: detecta IgM nas primeiras semanas, desaparecendo em
     meses. Títulos baixos podem persistir por mais de um ano em 20% dos casos. Falsos positivos para fator
     reumatóide e FAN podem ocorrer.
     Teste de imunofluorescência indireta IgG: título começa a subir entre 4 e 7 dias após IgM, com pico em
     8 semanas e início de queda no sexto mês. Títulos baixos podem persistir por anos. Falso positivo para
     FAN pode ocorrer. Falso negativo para títulos baixos de IgG.
     Imunoensaio enzimático IgM duplo sanduíche ou captura de anticorpos: elimina a interferência do fator
     reumatóide. Importante principalmente no diagnóstico de infecção congênita. Resultados positivos
     podem persistir por mais de um ano.
     Imumoensaio enzimático IgG: independente do nível não pode predizer se a infecção é recente ou tardia.
     Alto índice de positividade na população brasileira.
     Imunoensaio enzimático IgA: detectada na infecção recente, permanecendo elevada por no mínimo 26
     semanas. Não atravessa a placenta e não é absorvida pelo leite materno, tendo, pois, utilidade no
     diagnóstico de toxoplasmose congênita.
     Teste de avidez de IgG: na fase aguda anticorpos IgG ligam-se fracamente ao antígeno (baixa avidez).
     Na fase crônica (após 4 meses) tem-se elevada avidez. É indicado para mulheres grávidas,
     principalmente no primeiro trimestre, que apresentam IgG e IgM positivos. A detecção de anticorpos de
     alta avidez em pacientes com IgM positivo indica infecção adquirida há mais de 4 meses. Tratamento
     anti-parasitário pode manter a baixa avidez por mais de 4 meses.
     ELFA IgM - captura: também não apresenta as interferências observadas na imunofluorescência.
     Sensibilidade de 88,8%. Persiste positiva por 12 a 18 meses em títulos baixos.
     ELFA IgG: independente do nível não pode predizer se a infecção é recente ou tardia. Alto índice de
     positividade na população brasileira.
Informações necessárias:
     Informar, Está grávida? Teve contato com algum animal doméstico (gato, papagaio)? Fez este exame
     anteriormente?

ELFA - ENZYME LINKED FLUORESCENT ASSAY - IgG e IgM
Valor de Referência - IgG:
246                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     < que 4 UI/mL  Negativo
      4 a < 8 UI/mL  Indeterminado
      8 UI/mL           Positivo
Valor de Referência - IgM:
     < que 0,55          Negativo
      0,55 e < 0,65  Indeterminado
      que 0,65          Positivo
Condição:
    0,5 mL de Soro p/ cada.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.
                                                                                             Continua...
                                                                          Continuação...TOXOPLASMOSE

IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO IgG e IgM
Valor de Referência IgG:
    < 10 UI/mL
Valor de Referência IgM:
     Índice < 0,80            negativo
     Índice de 0,80 a 0,99  indeterminado
     Índice > 0,99            positivo
Condição:
    0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA/Citrato/Heparina) p/ cada.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA IgG e IgM
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro p/ cada.
    Líquor.
    - JO 8h.
    Obs.: O teste imunológico no líquor deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a possibilidade de
    contaminação do material durante a punção.
Conservação de envio:
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.

IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO IgA
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 15 dias entre 0o e - 10o C.

HEMOAGLUTINAÇÃO INDIRETA
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,3 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

                                  Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             247
TESTE DE AVIDEZ IgG
Método: Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
     Baixa avidez: inferior a 30%  sugere infecção ocorrida há pelo menos 3 meses
     Inconclusivo: entre 30 e 40%  não permite definir o período da infecção
     Alta Avidez: superior a 40%  sugere que a infecção tenha ocorrido há mais de 4 meses
Condição:
    1,0 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

Transferrina
Comentários:
    É a principal proteína de transporte do ferro, sendo sintetizada no fígado e migrando para região beta na
    eletroforese. Útil para diagnóstico e manejo de anemias. Sua síntese é inversamente proporcional à
    quantidade de ferro sérico. Valores elevados são encontrados nas anemias ferroprivas, hemorragias
    agudas, no uso de estrógeno e gravidez (elevação de 30 a 50%). Níveis baixos são encontrados na
    reação de fase aguda, neoplasias, desnutrição protéico-calórica, síndrome nefrótica, hemocromatose,
    insuficiência congênita e atransferrinemia congênita.
Método:
    Imunoturbidimetria
Valor de Referência:
     3 meses a 10 anos  203,0 a 360,0 mg/dL
     Adulto                200,0 a 400,0 mg/dL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.



Triagem de Drogas de Abuso
ANFETAMINAS
Comentários:
    No teste de triagem para anfetaminas e metanfetaminas realizado na urina, é feita a detecção da
    substância D-anfetamina. Pode ser detectado após 2 horas do uso e se mantém positivo por 1 a 2 dias.
    O teste de triagem deve ser confirmado por testes mais específicos (CH-MS, HPLC).
Método:
    FPIA (Fluorescência Polarizada)
Nível de decisão:
    1.000 nanog/mL
    Nota: Nível de decisão é o valor recomendado cientificamente e legalmente pelo National Institute on
    Drug Abuse (NIDA) e Substance Abuse and Mental health Service Administration (SAMHSA).
Condição:
    Urina recente (mínimo 0,5 mL). Coleta assistida.
Laboratórios:
    Preencher formulário e enviar junto com o material selado.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.

COCAÍNA
Comentários:
   No teste de triagem para cocaína realizado na urina, é feita a detecção das substâncias benzoilecgonina
   e ecgonina. Pode ser detectado após 3 horas do uso e se mantém positivo por 2 a 4 dias. O teste de
   triagem deve ser confirmado por testes mais específicos (CH-MS, HPLC).
248                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Método:
    FPIA (Fluorescência Polarizada)
Nível de decisão:
    300 nanog/mL
    Nota: Nível de decisão é o valor recomendado cientificamente e legalmente pelo National Institute on
    Drug Abuse (NIDA) e Substance Abuse and Mental health Service Administration (SAMHSA).
Condição:
    Urina recente (mínimo 0,5 mL). Coleta assistida.
Laboratórios:
    Preencher formulário e enviar junto com o material selado.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.                                                             Continua...
                                                         Continuação...TRIAGEM DE DROGAS DE ABUSO

MACONHA
Comentários:
    No teste de triagem para maconha realizado na urina, é feita a detecção da substância 11-nor-9-carboxy-
    delta-9-THC. Pode ser detectado após 4 a 6 horas do uso e se mantém positivo por 7 a 10 dias após uso
    eventual ou 1 a 6 meses, após uso crônico. O teste de triagem deve ser confirmado por testes mais
    específicos (CH-MS, HPLC).
Método:
    FPIA (Fluorescência Polarizada)
Nível de decisão:
    50 nanog/mL
    Nota: Nível de decisão é o valor recomendado cientificamente e legalmente pelo National Institute on
    Drug Abuse (NIDA) e Substance Abuse and Mental health Service Administration (SAMHSA).
Condição:
    Urina recente (mínimo 0,5 mL). Coleta assistida.
    Laboratórios:
    Preencher formulário e enviar junto com o material selado.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.

OPIÁCEOS
Comentários:
    No teste de triagem para opiáceos realizado na urina, é feita a detecção da substância morfina. Pode ser
    detectado após 3 horas do uso e se mantém positivo por 1 a 2 dias. O teste de triagem deve ser
    confirmado por testes mais específicos (CH-MS, HPLC).
Método:
    FPIA (Fluorescência Polarizada)
Nível de decisão:
    300 nanog/mL
    Nota: Nível de decisão é o valor recomendado cientificamente e legalmente pelo National Institute on
    Drug Abuse (NIDA) e Substance Abuse and Mental health Service Administration (SAMHSA).
Condição:
    Urina recente (mínimo 0,5 mL). Coleta assistida.
Laboratórios:
    Preencher formulário e enviar junto com o material selado.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.

Troponina I
Comentários:
   A cTnI é um marcador de lesão da musculatura cardíaca, sendo útil no diagnóstico do infarto agudo do
   miocárdio. Sua presença denota necrose do tecido miocárdico. É detectável em 4 a 6h após a lesão
   miocárdica, com pico em 12 a 18h, permanecendo elevada por 6 a 10 dias. Após 7h, a sensibilidade é de
   100%. Outras causas de necrose miocárdica também elevarão a troponina I. Pacientes com angina que

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                249
    apresentam níveis elevados (lesão miocárdica mínima) de cTnI têm prognóstico pior. Na insuficiência
    renal a especificidade do ensaio pode ser menor. Não deve ser utilizada como marcador absoluto do
    infarto agudo do miocárdio.
Método:
    Quimioluminescência
Níveis Terapêuticos:
    < 1,0 ng/mL
Condição:
    0,5 mL de Soro.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

Trypanosoma cruzi
Comentários:
   Os testes sorológicos são utilizados para confirmação de suspeita clínica da Doença de Chagas e
   triagem em bancos de sangue. Entretanto, alguns cuidados são necessários na escolha do método e sua
   interpretação. O Machado Guerreiro (Fixação de complemento) era o exame de escolha no passado,
   mas por apresentar baixa sensibilidade (69%), baixa especificidade e complexidade na sua execução
   não mais deve ser utilizado. Os métodos Hemaglutinação, imunofluorescência e imunoensaio
   apresentam sensibilidade próximo a 100%. Tendo em vista a possibilidade de falso-positivos (leishmania,
   malária, sífilis, toxoplasmose, hanseníase, doenças do colágeno, hepatites) é recomendado que o soro
   seja testado, em pelo menos 2 métodos diferentes antes de aceito, pelo clínico assistente, a positividade
   da sorologia.

      Hemoaglutinação: utilizado para triagem devido sua praticidade e boa sensibilidade, entretanto, tem
      especificidade inferior à imunofluorescência e ao imunoensaio enzimático.

      Imunofluorescência indireta: IgG é exame sensível no diagnóstico da Doença de Chagas. IgM é útil para
      caracterizar fase aguda. Apresenta menor reprodutibilidade que o ELISA.

      Imunoensaio enzimático: utiliza antígenos altamente purificados com maior sensibilidade (98 a 100%),
      maior especificidade (93 a 100%) e leitura mais objetiva.

      Imunoensaio de partículas em gel: a pesquisa de anticorpos por meio do imunoensaio de partículas em
      gel apresenta sensibilidade de 96,8% e especificidade de 94,6%.


IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA IgG - QUANTITATIVO
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.


IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA IgM
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.



250                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA/Citrato/Heparina).
    - JO 8h.
Conservação de envio:
   Até 14 dias entre 2o e 8o C.



                                                                                          Continua...
                                                                     Continua...TRYPANOSSOMA CRUZZI


HEMOAGLUTINAÇÃO
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,3 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.


PESQUISA DE ANTICORPOS
Método:
    Imunoensaio de Partículas em gel
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,3 mL de Soro.
Conservação de envio:
    Até 24 horas entre 2o e 8o C.



tTG  Anticorpos Anti-Transglutaminase Tecidual IgA
Comentários:
    Teste útil para diagnóstico e monitorização do tratamento da Doença Celíaca (DC) e da dermatite
    herpetiforme. A transglutaminase tecidual é o auto-antígeno detectado pelos anticorpos anti-endomísio.
    Anticorpos anti-tTG apresentam sensibilidade (95 a 98%) superior aos anticorpos anti-endomísio, mas
    especificidade menor (94 a 100%). O padrão ouro para diagnóstico de DC é a biópsia intestinal.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    < 20 unidades              negativo
    entre 20 e 29 unidades  fracamente positivo
    > 30 e 39 unidades         moderamente positivo
     40 unidades              fortemente positivo
Condição:
    1,0 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.




                                  Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                           251
Varicella zoster IgG / IgM, anticorpos anti
Comentários:
    O vírus da varicella zoster é responsável por duas síndromes clínicas: a catapora que é infecção primária
    e o herpes zoster que ocorre quando da reativação do vírus. Na forma primária, representa uma grande
    ameaça a neonatos e indivíduos imunocomprometidos. É mais comum acima dos 50 anos, sendo
    freqüente em pacientes com imunidade comprometida por neoplasias, uso de drogas imunossupressoras
    ou em crianças expostas ao vírus no período neonatal.
    Ocorre casos de detecção de anticorpos 48 horas, após o aparecimento do rash. A presença de IgM ou
    alto título de IgG detectado poderá correlacionar-se com infecção ou exposição recente, enquanto baixos
    títulos de IgG são observados em adultos sãos. Na catapora, a IgM é detectada na 1ª semana após o
    rash, atingindo o pico em 14 dias. Quanto ao Herpes zoster, a IgM aumenta em torno do 8º e 10º dia
    após a erupção, com pico geralmente no 18º e 19º dia. É importante ressaltar que as vacinações
    induzem à síntese de IgG, embora a grande proteção seja do tipo celular.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    0,5 mL de Soro p/ cada.
    Liquor.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 48 horas entre 2o e 8o C.



Vírus Respiratórios – Pesquisa direta
ADENOVÍRUS – INFLUENZA VÍRUS A e B - PARAINFLUENZA VÍRUS 1,2,3 – VÍRUS SINCICIAL
Comentários:
    Permite diagnóstico rápido desses vírus em quadros de infecções de vias aéreas superiores.
Método:
    Imunofluorescência Direta
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Aspirado de nasofaringe - Lavado de nasofaringe - Swab de nasofaringe.
Laboratórios - coleta:
    Swab de nasofaringe, insira um swab cuidadosamente e o mais profundamente possível através das
    narinas, colha toda secreção existente e friccione as paredes da nasofaringe de forma a obter células.
    Ressuspender em aproximadamente 1 mL de sallina estéril.
    Lavado de nasofaringe, nos casos em que o material não pode ser aspirado, incline a cabeça do
    paciente cerca de 70o para trás, instile de 3 a 7 mL de soro fisiológico estéril, reaspire. Enviar
    imediatamente ao Laboratório Hermes Pardini.
Conservação de envio:
    Refrigerar a 4o C.
252                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Vírus Sincicial – pesquisa direta
Comentários:
    O vírus sincicial respiratório é o principal agente viral causador de infecções respiratórias baixas em
    crianças com idade inferior a 2 anos (Traqueo bronquites, bronquites e pneumonites). Como o
    diagnóstico clínico das infecções por vírus no trato respiratório é complexo, a detecção do agente por
    métodos diretos é rápida e vantajosa, já que as técnicas de isolamento são extremamente demoradas.
Método:
    Imunofluorescência Direta
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Aspirado de nasofaringe - Lavado de nasofaringe - Swab de nasofaringe.
Laboratórios - coleta:
    Swab de nasofaringe, insira um swab cuidadosamente e o mais profundamente possível através das
    narinas, colha toda secreção existente e friccione as paredes da nasofaringe de forma a obter células.
    Ressuspender em aproximadamente 1 mL de sallina estéril.
    Lavado de nasofaringe, nos casos em que o material não pode ser aspirado, incline a cabeça do
    paciente cerca de 70o para trás, instile de 3 a 7 mL de soro fisiológico estéril, reaspire. Enviar
    imediatamente ao Laboratório Hermes Pardini.
Conservação de envio:
    Refrigerar a 4o C.



Waaler Rose
Comentários:
    Fator reumatóide é um auto-anticorpo que está presente no soro da maioria dos pacientes portadores de
    artrite reumatóide (60 a 70%). Na AR juvenil sua ocorrência é apenas de 30%. Reações positivas para o
    FR não são especificas da AR, podendo estar presentes em outras colagenoses, doenças
    linfoproliferativas que evoluem com crioglobulinemia, na malária, hepatite, endocardite, toxoplasmose,
    sífilis, mononucleose e outras doenças, em decorrência da estimulação policlonal dos linfócitos B. Em
    geral, altos títulos de FR se correlacionam com maior severidade da doença. O teste de Waaler-Rose
    apresenta algumas desvantagens devido a subjetividade na leitura e baixa reprodutividade.
    Veja também Fator Reumatóide.
Método:
    Aglutinação
Valor de Referência:
    Inferior a 6 UI/mL = negativo
Condição:
    0,3 mL de Soro.

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               253
   - JO 8h.
Conservação de envio:
   Até 2 dias entre 2o e 8o C.




Weil Felix  Ricketsiose
Comentários:
    Teste útil no diagnóstico das riquetsioses. Na vigência de quadro clínico, títulos de 1/160 ou maiores são
    quase que confirmatórios de infecção recente. A reação não faz o diagnóstico entre tifo endêmico e
    murino, pois somente indica a presença de uma infecção causada por riquetsia.
Método:
    Aglutinação (Proteus Ox19)
Valor de Referência:
    < 1:160
Condição:
    0,4 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Widal (reação)
Comentários:
    Teste útil no diagnóstico da febre tifóide. Reações positivas com antígeno “O” ocorrem mais
    precocemente, em geral, após a 1º semana de infecção; títulos de anti O iguais ou maiores que 1/160
    são confirmatórios de infecção ativa. Reações com antígeno “H “ são mais tardias, com títulos superiores
    ao anti O. Na pesquisa de Salmonella paratyphi A e B são clinicamente significativos títulos iguais ou
    superiores a 1/160.
Método:
    Aglutinação
Valor de Referência:
     S. Paratyphi A  até 1:80
     S. Paratyphi B  até.1:80
     S. Typhi O          até 1:80
     S. Typhi H          até 1:80
Condição:
    0,3 mL de Soro.
    - JO 8h.
Conservação de envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.
254                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Ácido Cítrico – Teste Bioquímico
Comentários:
    O ácido cítrico é produzido pela próstata. Tem sua produção dependente da atividade hormonal e está
    ligado ao processo de coagulação e liquefação do esperma.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    300 a 800 mg/dL
Condição:
    1,0 mL de esperma.
    - Não precisa abstinência.
Laboratórios:
    Centrifugar o esperma durante 10 minutos e separar o sobrenadante (plasma seminal) para o envio.
Conservação para envio:
    Enviar congelado.



Análise Seminal Computadorizada
Comentários:
     É um exame indicado na avaliação inicial da infertilidade masculina. Usado também para controle de
     vasectomia.
     Nesse método, as avaliações de motilidade em seus diversos parâmetros não têm mais caráter subjetivo.
     Os dados da motilidade são medidos rigorosamente por um sistema estroboscópico de alta precisão,
     totalmente controlado por computador. Este sistema de grande sofisticação tecnológica nos permite obter
     dados totalmente inacessíveis quando feitos por técnicas manuais.
     Controle de Qualidade: Existem dois sistemas de aferição: tamanho e forma conjugados ao brilho, que
     permitem caracterizar os espermatozóides, garantindo a não interferência de outros elementos, tais
     como, hemácias, leucócitos, debris, etc.
Interpretação dos Novos Parâmetros de Motilidade:
     Progressivos:
     Percentual de espermatozóides móveis levando em conta a sua velocidade e linearidade.
     Velocidade com trajetória harmonizada:
     Retificação da trajetória real feita pelo espermatozóide.
     Velocidade em linha reta:
     Velocidade média em linha reta do começo ao fim da trajetória.
     Velocidade curvilinear:
     Percurso efetivamente realizado pelo espermatozóide na unidade de tempo (trajetória real). É o elemento
     de cálculo para a linearidade.

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                255
   Amplitude lateral:
   Comprimento total da oscilação da cabeça. Importante porque está relacionada com a capacidade de
   penetração na zona pelúcida do óvulo.
   Freqüência de oscilação:
   É o número de vezes que o espermatozóide cruza a linha ideal por unidade de tempo. É uma medida de
   sinuosidade (Zig-Zags).
   Linearidade:
   É a relação entre Velocidade em linha reta/Velocidade curvilinear. Quanto mais o espermatozóide se
   afasta da Velocidade em linha reta, menor será a sua linearidade.
   Elongação:
   É a relação entre o eixo menor (largura) e maior (comprimento) da cabeça do espermatozóide, cujo valor
   é cerca de 0,6. Quanto maior a elongação, mais larga é a cabeça. Quanto menor a elongação, mais
   estreita é a cabeça, por exemplo, forma afilada ou tapering. É uma referência para a morfologia.
Condição:
   Volume ejaculado, enviar até 4h após a coleta.
   - Abstenção de 2 a 5 dias, no máximo 7 dias ou C.O.M.
   - Não colher em preservativos, não usar lubrificantes e não colher através de coito interrompido.
   - Colher esperma por masturbação sem que haja perda em frasco de vidro ou plástico inerte.
                                                                                              Continua...
Continuação...ANÁLISE SEMINAL COMPUTADORIZADA

Valores normais:
      Velocidade c/ Trajetória Harmonizada: > de 33 micro m/seg
      Velocidade em Linha Reta: acima de 28 micro m/seg
      Velocidade Curvilinear: acima de 42 micro m/seg
      Amplitude Lateral: entre 2 e 4 micro
      Freqüência de Oscilação: entre 6 e 16 hertz
      Linearidade: acima de 60%
      Elongação: entre 54 e 68%
      Progressivos: acima de 30%
Distribuição das Velocidades:
     Rápidos: acima de 25 micro m/seg
     Médios: entre 6 e 24,9 micro m/seg
     Lentos: abaixo de 5,9 micro m/seg
     Estáticos: imóveis - normal até 40%
Conservação para envio:
     Até 4 horas após coleta em temperatura ambiente.




Coloração Supra Vital - Teste complementar espermograma
Comentários:
    Avalia a vitalidade dos espermatozóides.
Método:
    Eosina
Valor de Referência:
    Acima de 60% de formas vivas
Condição:
    Todo volume ejaculado, enviar até 4h após a coleta.
Conservação para envio:
    Até 4 horas após coleta em temperatura ambiente.




Frutose - Teste Bioquímico
Comentários:
256                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    É o principal elemento do metabolismo e motilidade dos espermatozóides. Valores baixos indicam
    processos inflamatórios ou infecciosos na vesícula seminal.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    100 a 350 mg/dL
Condição:
    0,5 mL de esperma.
    - Não precisa abstinência.
Laboratórios:
    Centrifugar o esperma durante 10 minutos e separar o sobrenadante (plasma seminal) para o envio.
Conservação para envio:
    Enviar congelado.




Hipoosmolaridade - Teste de Capacitação Espermática
Comentários:
    Este teste avalia a integridade da membrana do espermatozóide.
Método:
    Swelling
Valor de Referência:
     50% apresentando inchaço de cauda.
Condição:
    Todo volume ejaculado, enviar até 4h após a coleta.
    - Abstinência 2 a 5 dias.
    - Não colher em preservativos, não usar lubrificantes e não colher através de coito interrompido.
Conservação para envio:
    Até 4 horas após coleta em temperatura ambiente.

Immunobeads - Imunologia do Esperma
TEST DIRETO IgG e IgA
Comentários:
    Quando positivo, indica causa imunológica como fator de infertilidade. Este teste, se positivo, determina a
    região de ligação do anticorpo: cauda, peça intermediária ou cabeça.
Método:
    Imunobeads
Valor de Referência:
    Fator Imunológico Negativo: < 50% de espermatozóides ligados por Beads.
Condição:
    Todo volume ejaculado, enviar até 4h após a coleta.
    - Abstinência de 2 a 5 dias.
    - Não colher em preservativos, não usar lubrificantes e não colher através de coito interrompido.
Conservação para envio:
    Até 4 horas após coleta em temperatura ambiente.

TESTE INDIRETO IgG e IgA
Comentários:
    Quando positivo, indica causa imunológica como fator de infertilidade. Este teste, se positivo, determina a
    região de ligação do anticorpo: cauda, peça intermediária ou cabeça.
Método:
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  257
    Imunobeads
Valor de Referência:
    Fator Imunológico Negativo: < 50% de espermatozóides ligados por Beads.
Condição:
    0,5 mL de Soro da mulher ou homem – C.O.M.
Conservação para envio:
    Até 1 mês entre 2o e 8o C.


Leucócitos
Comentários:
    Valores aumentados são encontrados em processos infecciosos.
Método:
    Contagem em Câmara de Newbauer
Valor de Referência:
    Até 1.000.000/mL
Condição:
    0,3 mL de Esperma.
Conservação para envio:
    Até 2 dias entre 18o a 25o C.


Mar Test - Imunologia do Esperma
DIRETO IgG E IgA
Comentários:
    Quando positivo, indica causa imunológica como fator de infertilidade.
Método:
    Reação de Aglutinação Mista
Valor de Referência:
    Fator Imunológico Negativo: < 40% de espermatozóides ligados por partículas de látex.
Condição:
    Volume ejaculado, enviar até 4h após a coleta.
    - Abstenção de 2 a 5 dias.
    - Não colher em preservativos, não usar lubrificantes e não colher através de coito interrompido.
Conservação para envio:
    Até 4 horas após coleta em temperatura ambiente.

INDIRETO IgG E IgA
Comentários:
    Quando positivo, indica causa imunológica como fator de infertilidade.
Método:
    Reação de Aglutinação Mista
Valor de Referência:
    Fator Imunológico Negativo: < 40% de espermatozóides ligados por partículas de látex.
Condição:
    0,5 mL de Soro da mulher ou homem - C.O.M.
Conservação para envio:
    Até 2 semanas entre 2o e 8o C.




Swim Up - Teste de Capacitação Espermática
Comentários:
    É utilizado para avaliar o potencial migratório dos espermatozóides.
Método:
258                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Swim Up
Valor de Referência:
    Recuperação de no mínimo 10% da concentração inicial com melhoria da motilidade.
Condição:
    Todo volume ejaculado, enviar até 4h após a coleta.
    - Abstinência 2 a 5 dias.
    - Não colher em preservativos, não usar lubrificantes e não colher através de coito interrompido.
Conservação para envio:
    Até 4 horas após coleta em temperatura ambiente.




Teste Penetração "In Vitro"
Teste complementar do espermograma
Comentários:
    Este teste simula a interação do espermatozóide com o muco cervical (in vitro).
Método:
    Capilar
Valor de Referência:
     2,0 cm/hora
Condição:
    Todo volume ejaculado, enviar até 4h após a coleta.
    - Abstinência 2 a 5 dias.
    - Não colher em preservativos, não usar lubrificantes e não colher através de coito interrompido.
Conservação para envio:
    Até 4 horas após coleta em temperatura ambiente.




Teste Simms Hühner  Teste Pós coital
Teste complementar do espermograma
Comentários:
     Avalia a interação do espermatozóide com o muco cervical.
Método:
     Observação direta ao Microscópio óptico
Valor de Referência:
      Negativo: ausência de espermatozóides.
      Pobre: quando há presença de espermatozóides no canal cervical, mas todos imóveis.
      Moderado: até 5 espermatozóides no canal cervical c/movimentos lentos.
      Bom: de 6 a 10 espermatozóides no canal cervical c/movimentos lineares.
      Excelente: mais de 10 espermatozóides com movimentação linear e ativa.
Instruções
     As instruções devem ser seguidas o mais estritamente possível.
     1. A paciente e seu companheiro devem abster-se de relações sexuais 2 a 5 dias antes do teste.


                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               259
     2. Atenda às necessidades higiênicas antes da relação sexual. Não será possível fazê-lo por algumas
        horas depois disso.
     3. Dia adequado: metade do ciclo, ou seja, período ovulatório (a ser definido juntamente com o médico).
     4. Após o coito deitar de costas por 30 minutos com os joelhos dobrados e as coxas levantadas para
        evitar a perda do sêmen.
     5. Use papel higiênico ou absorvente sanitário.
     6. Dirigir ao laboratório para o teste, 3 a 4 horas após a relação sexual ou de acordo com instruções
        médicas.
     - Exame realizado somente na unidade aimorés.
Cliente tem que comparecer na unidade.




260                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Antifungigrama
Comentários:
    Orienta na escolha do antifúngico adequado ao tratamento de infecções fúngicas causadas por leveduras
    (Cândida spp. e Cryptococcus spp.). São testados: Econazol, Miconazol, Fluconazol, Cetoconazol,
    Clotrimazol, Anfotericina B e Nistatina.
Método:
    Difusão do disco em meio específico (Anfotericina B, Nistatina, Clotrimazol, Econazol, Cetoconazol). O
    teste para 5 fluorocitosina será realizado se solicitado em separado.
Condição:
    Leveduras (Cândida spp, Cryptococcus spp) isoladas de cultura positiva.
Conservação de envio:
    Para leveduras já isoladas enviar em meio apropriado (Agar-Sabourand Glicosado) sob refrigeração em
    cultivos de no máximo 48 horas. Não utilizar meios suplementados com antibióticos.


Baar, Bacterioscopia
PESQUISA
Comentários:
    É diagnóstico na maioria das infecções causadas por micobactérias (Tuberculose, Hanseníase e outras
    formas de infecções), além de auxiliar na monitoração de pacientes em tratamento com
    antimicobacterianos.
Método:
    Ziehl Neelsen
Condição:
    Para pesquisa de Tuberculose:
    Escarro, Urina (enviar volume total colhido), Lavado Gástrico (JO 8h), Lavado Brônquico, Líq. Ascítico,
    Líq. Pleural, líquor, Secreções de Feridas, etc (Swabs não devem ser utilizdos. Nas secreções das
    feridas somente se não for possível a obtenção de aspirados ou biópsias, o swab pode ser utilizado e
    colocado em meio de transporte de Stuart).
    Para pesquisa de Hanseníase:
    Raspado da incisão de Lóbulo de Orelha, dobra de Cotovelo, Lesões ativas de pele ou áreas dormentes.
    Obs.: Mucosa nasal é o local menos sensível e específico, não sendo recomendado.
    Urina: Colher a amostra de Urina pela manhã (1a Urina do dia), desprezar o 1o jato e colher todo o
    restante da micção. O material deverá ser entregue ao laboratório o mais rápido possível após a coleta.
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                261
Conservação de envio:
   Urina – até 6 horas em temperatura ambiente ou até 48 horas se refrigerada.
   Lavado gástrico deve ser previamente alcalinizado com 100 mg de bicarbonato de sódio. Toda a amostra
   sujeita a ressecamento deve ser protegida com acréscimo de soro fisiológico. Manter entre 2 o a 8o C.
   Nunca refrigerar sangue. Todas as amostras deverão ser enviadas em frascos limpos. Os esfregaços
   confeccionados no ato da coleta são conservados fixados pelo calor brando.
CULTURA
Comentários:
    Indicado no diagnóstico de infecções pulmonares localizadas ou disseminadas para outros locais do
    corpo como medula óssea , baço , rins , sistema nervoso central .
Método:
    Cultura em meio específico
Condição:
    Escarro, Urina recente* (enviar volume total colhido), Lavado Gástrico, Lavado Brônquico, Aspirado
    transtraqueal, Líq. Sinovial, Líq. Ascítico ou peritonial, Líq. Pleural, Liq. Aminiótico, Líquor, Punção de
    Abscessos, Punção de Linfonodos, biópsias, medula óssea, sangue menstrual, sangue, fezes,
    secreções de feridas, etc (swabs não devem ser utilizados. Nas secreções de feridas somente se não for
    possível a obtenção de aspirados ou biópsias, o swab pode ser utilizado e colocado em meio de
    transporte de Stuart).
    * Colher amostra de Urina pela manhã (1a Urina do dia), desprezar o 1o jato e colher todo o restante da
    micção. As amostras de 24 horas colhidas em “pool” são inadequadas. As amostras de urina de 24
    horas colhidas em “pool” são inadequadas.
Conservação de envio:
    Enviar o mais rápido possível. Até 6 horas em temperatura ambiente ou até 48 horas entre 2 o e 8o C.
Bacilo Diftérico
PESQUISA
Comentários:
     É diagnóstico presuntivo de Difteria.
Método:
     Microscopia - Coloração pelo Albert Laybourn e Gram
Condição:
     Secreção de Orofaringe, Nasofaringe, Lesões Cutâneas ou outros materiais especificados pelo clínico.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
     Obs.: Para pesquisa de portadores assintomáticos, nos exames de convalescentes e pessoas que
     tiveram contacto, é recomendado Swab de Nasofaringe.
Conservação de envio:
     Conservar em esfregaço fixado sobre lâmina de vidro.

CULTURA
Comentários:
    Confirma o achado da bacterioscopia através do cultivo do microrganismo. Não procedemos à
    confirmação diagnóstica através da pesquisa de toxina.
Método:
    Semeadura em meios específicos, seguida de identificação.
Condição:
    Secreção de Orofaringe, Nasofaringe e Lesões Cutâneas - Raramente outras amostras.
    Obs.: Para pesquisa de portadores assintomáticos, nos exames de convalescentes e pessoas que
    tiveram contacto, a amostra recomendada é o Swab de Nasofaringe.
Conservação de envio:
    As amostras devem ser enviadas em meio de Loeffler ou de Stuart.



Bactérias Anaeróbias, cultura
Comentários:
262                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    O exame auxilia no diagnóstico de infecções em que microorganismos anaeróbios possam estar
    envolvidos.
Método:
    Semeadura em meios específicos incubados em atmosfera de anaerobiose
Condição:
    Abcessos fechados, Celulite, Sangue, Punção de Seios Paranasais, Líq.Pleural, Aspirado Transtraqueal,
    Lav. Brônquico, Líquor, Líq. Ascítico, Urina colhida através de Punção Supra-Púbica, etc.
    Obs.: Qualquer material colhido por Swab (Garganta, Nasofaringe, Secreções, etc.) é inadequado, assim
    como Fezes, Escarro expectorado e Urina obtida por micção espontânea ou Cateterização.
    - Geralmente a amostra é obtida pelo médico assistente.
    - Como a maioria das infecções por Anaeróbios são mistas, é recomendável fazer em paralelo Cultura
    para Aeróbios e Gram.
Conservação de envio:
    As amostras devem ser imediatamente inoculadas em meio de Tioglicolato 135 C com rolha de borracha.
    Sangue e Líquido ascítico devem ser enviados em frascos especiais de hemocultura destinados a cultivo
    de anaeróbios.
    Para transporte rápido (inferior a 30 minutos) de material colhido com seringa, a agulha deve ser
    obstruída com borracha e a seringa deve ser esvaziada de todo ar.




Campylobacter, cultura
Comentários:
    Isolamento e identificação dos Campylobacter spp em quadros de enterocolite aguda.
Método:
    Semeadura em meio específico
Condição:
    Fezes recentes “In Natura” e em meio de transporte (Cary-Blair), fornecido pelo laboratório.
    - Não estar em uso de antimicrobiano.
Conservação de envio:
    In Natura, até 2 horas.
    Cary-Blair, entre 2o e 8o C.




Células Herpéticas, pesquisa (células de Tzanck)
Comentários:
     Nas infecções por Herpes vírus simplex e zoster o achado de células gigantes (Tzanck) em lesões ativas
     é diagnóstico.
Método:
     Giemsa
Valor de Referência:
     Negativo
Condição:
     Exsudato das lesões.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
Conservação de envio:
     Conservar em esfregaço fixado sobre lâmina de vidro.




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              263
Células de Inclusão Citomegálica
Comentários:
    Quando presentes, estas inclusões, tem grande valor diagnóstico. Contudo, a alta incidência de falsos
    resultados negativos limita seu uso, devendo ser complementada com outras técnicas mais sensíveis.
Método:
    May-Grunwald Giemsa
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Urina recente.
Conservação de envio:
    Refrigerar entre 2o e 8o C.




Chlamydia trachomatis
Comentários:
   Indicado no diagnóstico de infecções do tipo: cervicites, doença inflamatória pélvica, uretrites não
   gonocócica, linfogranuloma venéreo, tracoma, conjuntivites de inclusão, pneumonia do RN.

CULTURA
Método:
    Inoculação em Monocamada de cultura de Células McCoy
Condição:
    Raspado uretral, endocervical, conjuntival, retal, pus de bubão inguinal, esperma e fundo de saco vaginal
    (somente para virgens e histerectomizadas).
    Obs.: Esse teste requer amostra c/ número adequado de células, portanto não é feito em Urina.
    - Material uretral, o paciente deve vir pela manhã antes de urinar ou permanecer no mínimo 4 horas sem
    urinar.
    - Material endocervical, a paciente não pode estar menstruada nem fazendo uso de medicações tópicas.
Laboratórios:
    Enviar material o mais rápido possível.
Conservação de envio:
    Material em meio de transporte Dulbecco’s (rosa) até 12 horas em temperatura ambiente ou até 24 horas
    entre 2o e 8o C, em gelo reciclável. Enviar também 02 lâminas com esfregaço.

IMUNOFLUORESCÊNCIA DIRETA
Método:
    Anticorpo Monoclonal
Condição:
    Raspado uretral, endocervical, conjuntival, pus de bubão inguinal, esperma, retal e fundo de saco vaginal
    (somente para virgens e histerectomizadas).
    Obs.: Esse teste requer amostra com um número adequado de células, portanto não é feito em Urina.
    - Para material uretral, o paciente deve vir pela manhã antes de urinar, ou permanecer no mínimo 4
    horas sem urinar.
    - Para material endocervical a paciente não pode estar menstruada nem fazendo uso de medicações
    tópicas.

264                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Conservação de envio:
   Esfregaços em lâminas apropriadas fixado com 2 gotas de metanol e/ou acetona, aguardar. Secar o
   esfregaço em temperatura ambiente. Enviar até 7 dias, em temperatura ambiente.



PESQUISA - GIEMSA
Comentários:
     Esse método apresenta maior sensibilidade para o diagnóstico das conjuntivites de inclusão de recém-
     nascidos. Sua sensibilidade decresce para o diagnóstico de conjuntivites em adultos e infecções do trato
     genital.
Método:
     GIEMSA
Valor de Referência:
     Negativo
Condição:
     Raspado de conjuntiva ocular.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
Conservação de envio:
     Conservar em esfregaço fixado sobre lâmina de vidro.




Coprocultura
Comentários:
    A cultura de fezes identifica microrganismos enteropatogênicos em casos de diarréia aguda ou crônica.
    No Laboratório Hermes Pardini as culturas são direcionadas para pesquisa de Salmonella spp, Shigella
    spp, E. coli enteropatogênicas, Campylobacter spp, entre outros eventuais patógenos.
Método:
    Semeadura em meios de cultivo específicos, seguida de identificação bacteriana bioquímica e/ou
    sorológica.
Condição:
    Fezes recentes “In Natura” e em meio de transporte (Cary-Blair), fornecido pelo laboratório.
    - Fezes recém-excretadas antes da administração de antimicrobianos.
Conservação de envio:
    Enviar em Cary-Blair e “in natura”. As fezes acondicionadas em cary-blair podem ser preservadas entre
    4o e 8o C.



Corynebacterium minutissimum, pesquisa
Comentários:
    Exame bacterioscópico para o diagnóstico de Eritrasma.
Método:
    Coloração ao Giemsa
Condição:
    Raspado de pele
    - Preferencialmente, não estar em uso de medicamentos tópicos.
Conservação de envio:
    Conservar em esfregaço fixado sobre lâmina de vidro ou enviar as escamas obtidas em frascos limpos.


Cryptococcus Neoformans, pesquisa
Comentários:

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               265
    Exame microscópico direto que permite diagnóstico rápido da Criptococose em LCR (meningites) e
    outros materiais (escarro, lavado brônquico, lavado bronco-alveolar, etc.).
Método:
    Microscopia
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Líquor - Escarro - Lavado Brônquico e outros.
Conservação de envio:
    LCR deve ser enviado ao laboratório imediatamente e não pode ser submetido à refrigeração.


Cryptosporidium, pesquisa
Comentários:
    Diagnóstico da Criptosporidiose em quadros intestinais, principalmente em pacientes
    Imunocomprometidos. A Criptosporidiose pode também afetar paciente imunocompetentes, mas nestes a
    infecção é auto-limitada.
Método:
    Ziehl - Neelsen Modificado
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fezes recentes.
Conservação de envio:
    Até 48 horas entre 2o e 8o C ou em formol a 10%.


Cultura + Antibiograma Automatizado
Comentários:
    O método especifica a suscetibilidade antimicrobiana com determinação da Concentração Inibitória
    Mínima (MIC) com ampla variedade dde antibióticos. Identifica bactérias Gram-negativas fermentadoras
    e não fermentadoras; Cocos Gram-positivos; Anaeróbios; leveduras e microrganismos fastidiosos como
    Haemophilus spp e Neisseria spp. Detecta cepas produtoras de Beta-lactamases e de Beta-lactamases
    de espectro ampliado (ESBL). Determina se há sinergismo entre penicilinas e aminoglicosídeos nas
    infecções graves por Enteroccus spp. etc.
Método:
    Identificação dos microorganismos e Teste de sensibilidade a antimicrobianos com determinação da
    Concentração Inibitória Mínima (MIC) pelo sistema Microscan (walkAway 96)

AERÓBIOS
Condição:
   Diversas - Material de região suspeita de infecção bacteriana (Só será feito quando o médico pedir MIC
   ou Cultura Automatizada).
Conservação de envio:
   Conservar de acordo com o material especificado ou tipo de cultura a ser executado.

ANAERÓBIOS
Não se processa antibiograma para anaeróbios.
Condição:
    Enviar no meio de transporte para anaeróbios (tioglicolato 135 o C). Sangue e Líquido ascítico: enviar no
    frasco próprio para hemocultura de anaeróbios.
    - Nunca deixar amostra em contato prolongado com o ar.
    - Como a maioria das infecções por anaeróbios são mistas, é recomendável sempre fazer em paralelo
       cultura para aeróbios e gram.
    - Qualquer material colhido por Swab (garganta, nasofaringe, secreções, etc.) não é o ideal, assim como
       fezes, escarro, expectorado e urina obtida por micção espontânea ou cateterização.
Conservação de envio:
266                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    As amostras devem ser imediatamente inoculadas em meio de Tioglicolato 135 o C com rolha de
    borracha. Sangue e Líquido ascítico devem ser enviados em frascos anaeróbicos de hemocultura.
    Para transporte rápido (inferior a 30 minutos) de material colhido com seringa, a agulha deve ser
    obstruída com borracha e a seringa deve ser esvaziada de todo ar.




Direto a Fresco, pesquisa
FUNGOS – TRICHOMONAS – PROTOZOÁRIOS – PARASITAS
SOMENTE PARA LABORATÓRIOS DE BELO HORIZONTE
Comentários:
    Utilizado no diagnóstico de Tricomoníase, Candidíase e parasitoses em diversos materiais clínicos
    (especialmente secreção vaginal, uretral e urina 1o jato).
Método:
    Microscopia Direta
Condição:
    Secreção Vaginal, Uretral, Urina 1o Jato (1a micção do dia), Secreções de Feridas, Escarro, Punção de
    Linfonodos e Abcessos.
    - Preferencialmente, não estar em uso de medicamentos tópicos.
Conservação de envio:
    Conservar em salina estéril em temperatura ambiente ou em frascos esterilizados. Enviar o material ao
    laboratório imediatamente após a coleta.




Donovanose
Comentários:
    É útil no diagnóstico do granuloma inguinal, através da visualização dos macrófagos com corpúsculos de
    C. granulomatis.
Método:
    GIEMSA
Condição:
    Esfregaço de lesão, biópsia de borda da lesão.
    - Preferencialmente, não estar em uso de antimicrobiano.
Conservação de envio:
    Conservar em esfregaço fixado sobre lâmina de vidro.



Ectoparasitas, pesquisa
Comentários:
    O exame é utilizado no diagnóstico das ectoparasitoses (escabiose, pediculose, entre outras).
Método:
    Microscopia Direta
Condição:
    Raspado de Lesões de Pele e pêlos.
    - Preferencialmente, não estar em uso de medicamentos tópicos.
Conservação de envio:
    Conservar em temperatura ambiente.




                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              267
Fungos, identificação
Comentários:
    Permite o diagnóstico das infecções fúngicas (micoses superficiais, subcutâneas ou profundas -
    dermatofitoses, cromomicose, esporotricose, histoplasmose, etc.).
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fungo isolado em meio de cultura.




Fungos
PESQUISA
Comentários:
    O exame micológico direto é utilizado para diagnóstico rápido das micoses e, caso positivo, permite
    pronta instituição terapêutica; é utilizado também como diagnóstico diferencial de outras afecções que
    são semelhantes a infecções fúngicas.
Método:
    Microscopia
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Secreção Vaginal, Uretral, Urina 1o Jato, Secreções de Feridas, Escarro, Punção de Linfonodos,
    Abcessos, Descamação de Lesões de Pele, Pêlos, Unhas e Líquidos corpóreos.
Conservação de envio:
    PARA PESQUISA DE FUNGOS EXCLUSIVAMENTE
    - Secreção Vaginal, uretral, Urina 1o jato, líq. corporais, secreção de feridas, escarro, punção de
       linfonodos, abscessos: conservar entre 2o e 8o C.
    - Descamação de pele, pêlos e unhas: em temperatura ambiente.

CULTURA
Comentários:
    Utilizada no diagnóstico das infecções fúngicas em diversos materiais clínicos com identificação do
    agente causal. Os passos mais importantes para o sucesso do isolamento dos agentes etiológicos das
    micoses são a coleta adequada, o rápido transporte das amostras ao laboratório, seu pronto e adequado
    processamento e inoculação nos meios apropriados.
Método:
268                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Semeadura em meios específicos
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Raspado de Lesões de Pele, Unhas, Pêlos, Secreções Uretrais e Vaginais, Secreções de Feridas,
    Escarro, Lavado Brônquico, Sangue, Líquor, Urina, Fezes, Punção de linfonodos, Biópsia de Lesões.
    - Não estar em uso de antifungicos.
Conservação de envio:
    Biópsia de tecido, escarro, urina e sangue, entre 2o a 8o C.
    Líquor não deve ser refrigerado.
    Pêlos, raspado cutâneo descamativo, unha, em temperatura ambiente.



Gardnerella, cultura
Comentários:
    O exame é utilizado principalmente no diagnóstico das vaginoses bacterianas. Os microrganismos
    podem ser também isolado em infecções urinárias, prostáticas, uretrais e no sangue.
Método:
    Semeadura em meio específico
Condição:
    Secreção Vaginal - Secreção Uretral - Urina 1o Jato.
Conservação de envio:
    Meio de transporte Stuart ou frasco apropriado.




Gram Bacterioscopia
Comentários:
     O exame bacteriscópico ao Gram permite um estudo mais acurado das características morfo-tinturais
     das bactérias e outros elementos (fungos, leucócitos, outros tipos celulares, etc). Presta informações
     importantes e rápidas para o início de terapia dando idéia semi-quantitativa em algumas infecções e
     estabelece diagnóstico em muitos casos. Exemplos: Uretrites gonocócicas, Meningites bacterianas,
     Vaginose, Cancro mole e infecções urinárias (gram da gota de urina não centrifugada).
Método:
     Microscopia - Coloração pelo Gram
Condição:
     Qualquer material de região suspeita de infecção por microorganismo.
Informações necessárias:
     Sempre especificar o tipo de material e o local da coleta – Várias pesquisas como a de Gardnerella,
     Neisseria, Gonococos, Mobiluncus, Fungos, H. Ducreyi, associação Fuso-Espiralar, etc., podem ser
     solicitadas através do Gram.
Conservação de envio:
     As amostras que não forem enviadas em esfregações fixados em lâminas, devem obedecer às
     recomendações determinadas para cada tipo de material como se fosse ser processado como cultura.



H. Ducreyi  Pesquisa de Cancro Mole
Comentários:
    O exame é útil no diagnóstico do Cancróide (Cancro mole), pelo achado das formas bacterianas
    características do H. ducreyi, distinguindo as lesões de outras úlceras clinicamente semelhantes.
Método:
    Microscopia ao Gram

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               269
Condição:
   Esfregaço de Lesão.
   - Preferencialmente, não estar em uso de antimicrobianos.
Conservação de envio:
   Esfregaço fixado pelo calor.


Hemocultura Automatizada
Comentários:
    Diagnóstico de processos infecciosos sistêmicos.
Método:
    Detecção rápida computadorizada de Microorganismos aeróbios e anaeróbios por formação e/ou
    consumo de gases do metabolismo bacteriano.
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
     Criança  1,0 a 5,0 mL de Sangue Total
     Adulto  10,0 mL de Sangue Total
    - Preferencialmente, não estar em uso de antimicrobianos.
Laboratórios:
    Os frascos dos meios de cultivos são específicos. Os meios devem ser armazenados em temperatura
    ambiente, protegidos da luz.
Conservação de envio:
    As amostras que não forem coletadas nos frascos próprios do equipamento ESP devem ser coletadas
    em tubos estéreis com solução anticoagulante (citrato, heparina, SPS). Em ambos casos, as amostras
    devem ser mantidas em temperatura ambiente até seu processamento.




Herpesvírus, cultura
Comentários:
    Indicado no diagnóstico de infecções mucocutâneas , oral e genital .
Método:
    Inoculação em monocamadas de Cultura de Células Hep 2
Condição:
    Fluído da Vesícula da Lesão.
    Obs.: A sensibilidade do exame é muito baixa, quando a coleta é feita em lesões após a eclosão das
    vesículas.
    - Cliente não deve estar em uso de medicamentos tópicos.
Conservação de envio:
    Material em meio de transporte Dulbecco’s(rosa), até 12 horas em temperatura ambiente ou entre 2 o e 8o
    C por até 24 horas, em gelo reciclável. Enviar também 02 lâminas com esfregaço.




Identificação de Bactéria e Antibiograma Automatizado
Comentários:
   Identificação a nível de gênero e espécie do microrganismo causador da infecção e determinação
   quantitativa (MIC) da sensibilidade aos antimicrobianos.
Condição:
   Bactéria viável isolada enviada em meio de cultura

270                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Leptospirose
Comentários:
   Indicado no diagnostico diferencial em pacientes e ou animais onde o ambiente seja potencialmente
   contaminado por Leptospira (presença de roedores , cães, animais de corte, etc.).

SORO AGLUTINAÇÃO MICROSCÓPICA
Método:
    Soro Aglutinação microscópica com antígenos vivos
Valor de Referência:
    Negativo
    Nota: Títulos igual 1:100, dependendo da clínica, podem ser considerados negativos. Pode ocorrer
    demora no aumento dos títulos dos anticorpos. O exame deve ser repetido até 3 semanas para
    confirmação, nos casos suspeitos.
    - Altas concentrações de anticorpos no soro dos pacientes poderão acarretar resultados falso-negativos
    (casos raros).
Antígenos utilizados:
    L.Andamana, Australis, Autumnalis, Ballum, Bataviae, Bratislava, Butembo, Canicola, Castellonis,
    Celledoni, Copenhageni, Cynopteri, Djasiman, Gryppotyphosa, Hardjo, Hebdomadis, Javanica, Panama,
    Icterohemorrhagiae, Patoc, Pomona, Pyrogenes, Shermani, Tarassov e Wolffii.
Condição:
    1,0 mL de Soro.
    - JD 4h.
Conservação de envio:
    Até 5 dias entre 2o a 8o C.




                                                                                              Continua...

                                                                              Continua...LEPTOSPIROSE


PESQUISA
SOMENTE PARA LABORATÓRIOS DE BELO HORIZONTE
Método:
    Microscopia Campo Escuro
Valor de Referência:
    Negativo
    Nota: Este exame pode apresentar resultados falso-negativos que é uma característica do método. Deve
    ser realizado em paralelo com a Leptospirose - Soro Aglutinação Microscópica ou Elisa.
Condição:
    3,0 mL de Sangue Total (EDTA) - 30 mL Urina recente - 1,0 mL Líquor.
Coleta de Urina:
     24 horas antes do exame, ingerir a cada 4 horas, 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio em ½ copo de
    água, para neutralizar o pH da urina.
Conservação de envio:
    Até 4 horas em temperatura ambiente ou refrigerado entre 2o e 8o C.

CULTURA
SOMENTE PARA LABORATÓRIOS DE BELO HORIZONTE
Método:
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              271
    Cultura em meio específico
Valor de Referência:
    Negativo
    Nota: Este exame pode apresentar resultados falso-negativos que é uma característica do método. Deve
    ser realizado em paralelo com a Leptospirose - Soro Aglutinação Microscópica ou Elisa.
Condição:
    3,0 mL de Sangue Total (EDTA) - 0,5 mL Líquor - 30 mL Urina recente.
    Coleta de Urina: 24 horas antes do exame, ingerir a cada 4 horas, 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
    em ½ copo de água, para neutralizar o pH da urina.
Conservação de envio:
    Até 4 horas em temperatura ambiente ou refrigerado entre 2o e 8o C.




Micobactérias, Cultura Automatizada
Comentários:
    Permite a detecção mais rápida de infecções causadas por micobactérias.
Método:
    Detecção rápida computadorizada de micobactérias por formação e/ou consumo de gases do
    metabolismo bacteriano
Condição:
    5,0 a 10,0 mL de Sangue Total heparinizado.
    Medula óssea – Líquor – Líq. corpóreos – Escarro – Lav. Brônquico, Bronco Alveolar, etc.
    - Preferencialmente, não estar em uso de antimicrobianos.
Laboratórios:
    Os frascos dos meios de cultivos são específicos. Os meios devem ser armazenados em temperatura
    ambiente, protegidos da luz.
Conservação de envio:
    Lavado gástrico deve ser previamente alcalinizado com 100 mg de bicarbonato de sódio. Toda a amostra
    sujeita a ressecamento deve ser protegida com acréscimo de soro fisiológico. Sangue, nunca refrigerar.
    Demais amostras manter entre 2o a 8o C. As amostras deverão ser enviadas em frascos limpos.




Micológico Direto
Comentários:
    O exame micológico direto é utilizado para diagnóstico rápido das micoses e, caso positivo, permite
    pronta instituição terapêutica; é utilizado também como diagnóstico diferencial de outras afecções que
    são semelhantes a infecções fúngicas.
Método:
    Microscopia
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Secreção Vaginal, Uretral, Urina 1o Jato, Secreções de Feridas, Escarro, Punção de Linfonodos,
    Abcessos, Descamação de Lesões de Pele, Pêlos, Unhas e Líquidos corpóreos.
Conservação de envio:
    PARA PESQUISA DE FUNGOS EXCLUSIVAMENTE
    - Secreção Vaginal, uretral, Urina 1o jato, líq. corporais, secreção de feridas, escarro, punção de
       linfonodos, abscessos: conservar entre 2o e 8o C.
    - Descamação de pele, pêlos e unhas: em temperatura ambiente.


272                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Mycoplasma, cultura
Comentários:
    Indicado no diagnóstico de uretrites não gonocócica, pielonefrite, doença inflamatória pélvica, febre
    puerperal.
Método:
    Isolamento em meios de cultura
Condição:
    Secreção Uretral, Vaginal, Swab Endocervical, Esperma, Primeiro Jato Urinário.
    Nota: Nos casos positivos, serão significativas concentrações iguais ou maiores do que 1.000 UFC/mL, a
    não ser a critério médico em casos selecionados.
    - Material uretral, o paciente deve vir pela manhã antes de urinar ou permanecer no mínimo 4 horas sem
    urinar.
    - Material endocervical a paciente não pode estar menstruada nem fazendo uso de medicações tópicas.
Laboratórios:
    Enviar em meio de transporte específico fornecido pelo Laboratório, o mais rápido possível. Centrifugar a
    urina, desprezar o sobrenadante e transferir o sedimento para o meio de transporte Dulbecco’s .
    Obs.: A sensibilidade da amostra colhida na Uretra é bem maior que a sensibilidade do 1 o Jato de Urina.
Conservação de envio:
    Material em meio de transporte Dulbecco’s (rosa) até 12 horas em temperatura ambiente.
    Até 24 horas entre 2o e 8o C, em gelo reciclável.



Mycoplasma pneumoniae, Cultura
Comentários:
    Indicado no diagnóstico das doenças das vias aéreas superiores, traqueobronquite, pneumonia atípica.
Método:
    Isolamento em meio de cultura
Condição:
    Escarro, Lavado Brônquico, Líq. Pleural e Swab de Nasofaringe.
Laboratórios:
    Enviar em meio de transporte específico fornecido pelo Laboratório, o mais rápido possível.
Conservação de envio:
    Material em meio de transporte Dulbecco’s (rosa), até 12 horas em temperatura ambiente.
    Até 24 horas entre 2o e 8o C, em gelo reciclável.




Neisseria gonorrhoeae, cultura
Comentários:
    O exame é útil no diagnóstico de infecções causadas por Neisseria gonorrhoeae.
Método:
    Semeadura em meio específico
Condição:
    Secreção Uretral, Endocervical, Vaginal, Retal, Faríngea, Conjuntival, outras (Punção de Articulações,
    Líquor, Sangue, etc.).
Laboratórios:
    Envio não aconselhado devido a vida curta da Bactéria.
    Obs.: A Vagina da mulher adulta raramente se infecta, sendo recomendada a coleta no canal
    Endocervical.
    - A bactéria não sobrevive na Urina, sendo recomendado a coleta na Uretra.
    - Preferencialmente, não estar em uso de antimicrobianos.
Conservação de envio:
    Meio de Thayer-Martin ou Stuart.



                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               273
Pneumocystis Carinii, pesquisa
Comentários:
    Seu achado é diagnóstico de Pneumocistose devido ao fato do P. carinii não se desenvolver em meios
    de cultivos.
Método:
    Giemsa - Fast
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Lavado Brônquico, Aspirado Transtraqueal, Biópsia Pulmonar, Escarro Expectorado.
Conservação de envio:
    Até 48 horas, refrigerada entre 2o a 8o C.




Rotavírus, pesquisa
Comentários:
    Detecção rápida do rotavírus em fezes, permitindo diagnóstico diferencial com outras gastroenterites
    aguda, evitando o uso desnecessário de antibióticos.
Método:
    Anticorpo Monoclonal
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fezes recente.
    - Realizar a coleta preferencialmente durante os primeiros 3 a 5 dias após o aparecimento dos primeiros
    sintomas da doença.
Conservação de envio:
    Enviar imediatamente, mantidas em banho de gelo em frascos que não contenham conservantes, meios
    de transportes ou detergentes.




Streptococcus A (Imunoteste Rápido)
Comentários:
    A detecção rápida de antígenos do Streptococcus pyogenes (grupo A de Lancefield) permite a instituição
    precoce do tratamento adequado evitando as graves seqüelas das infecções por este microrganismo.
Método:
    Imunoensaio p/detecção de Antígeno Streptococcus pyogenes
Condição:
    Secreção de Orofaringe, Nasofaringe e Amigdalas.
    - Colher preferencialmente antes da administração de antibacterianos pela manhã, antes do desjejum e
    da higiene oral.
Conservação de envio:
    Swab sem meio de transporte, enviar imediatamente ou sob refrigeração por até 5 dias.

Treponema, pesquisa
SOMENTE PARA LABORATÓRIOS DE BELO HORIZONTE
Comentários:
274                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Detecção do Treponema pallidum em lesões sifilíticas primárias ou secundárias, estabelecendo
    diagnóstico precoce, pois os testes sorológicos se positivam tardiamente.
Método:
    Microscopia em Campo Escuro
Valor de Referência:
    Negativo
    - Preferencialmente, não estar em uso de antimicrobianos.
Condição:
    Exsudato da Lesão.
Conservação de envio:
    Em salina estéril, em temperatura ambiente.

Trichomonas
SOMENTE PARA LABORATÓRIOS DE BELO HORIZONTE
PESQUISA
Comentários:
    Diagnóstico de Tricomoníase.
Método:
    Microscopia
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Secreção Uretral, Secreção Vaginal, Secreção Colo Uterino, 1o Jato Urinário.
Conservação de envio:
    Conservar em temperatura ambiente e enviar imediatamente.

CULTURA
Comentários:
    Indicado no diagnóstico de uretrites não gonocócica, prostatite, irritação da vagina, vulva e períneo,
    secreção purulenta aquosa , etc.
Método:
    Cultura em meio específico
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Secreção Vaginal, Secreção endocervical, Secreção Uretral, 1o Jato Urinário, Esperma.
    - O cliente deve vir pela manhã antes de urinar ou permanecer no mínimo 4 horas sem urinar.
    - Não pode estar menstruada, nem fazendo uso de medicação tópica.
Conservação de envio:
    Enviar até 4 horas após coleta em temperatura ambiente.
Tuberculostáticos,
Teste de Sensibilidade aos Antibióticos e Quimioterápicos
Comentários:
    Indicado nos casos de tratamento adequado para tuberculose, falência de tratamento, retratamento ,
    pacientes com suspeita de resistência .
Método:
    Cultura em meio específico com Drogas
Condição:
    Cultura positiva para micobactérias no material de: Escarro, Urina recente* (enviar volume total colhido),
    Lavado Gástrico, Lavado Brônquico, Aspirado transtraqueal, Líq. Sinovial, Líq. Ascítico ou peritonial, Líq.
    Pleural, Liq. Aminiótico, Líquor, Punção de Abscessos, Punção de Linfonodos, biópsias, medula óssea,
    sangue menstrual, sangue ou fezes.
    * Colher amostra de Urina pela manhã (1a Urina do dia), desprezar o 1o jato e colher todo o restante da
    micção.
Laboratórios:
    Na amostra de BK cultura positiva pode ser solicitado a inclusão deste teste.
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                 275
   - Enviar o mais rápido possível.
Conservação de envio:
   Cultura positiva para micobactérias ou cepa viável em temperatura ambiente.




Ureaplasma, Cultura
Comentários:
    Indicado no diagnóstico de uretrites não gonocócica, pielonefrite, doença inflamatória pélvica, febre
    puerperal.
Método:
    Isolamento em meios de cultura
Condição:
    Secreção Uretral, Vaginal, Swab Endocervical, Esperma, Primeiro Jato Urinário.
    Nota: Nos casos positivos, serão significativas concentrações iguais ou maiores do que 1.000 UFC/mL, a
    não ser a critério médico em casos selecionados.
    - Material uretral, o paciente deve vir pela manhã antes de urinar ou permanecer no mínimo 4 horas sem
    urinar.
    - Material endocervical e vaginal a paciente não pode estar menstruada nem fazendo uso de medicações
    tópicas.
Laboratórios:
    Enviar amostras em meio de transporte específico, fornecido pelo Laboratório, o mais rápido possível.
    Centrifugar a urina, desprezar o sobrenadante e transferir o sedimento para o meio de transporte
    Dulbecco’s (rosa).
    Obs.: A sensibilidade da amostra colhida na Uretra é bem maior que a sensibilidade do 1o Jato Urina.
Conservação de envio:
    Material em meio de transporte Dulbecco’s (rosa) até 12 horas, em temperatura ambiente.
    Até 24 horas entre 2o e 8o C, em gelo reciclável.




Vacina Autógena
Comentários:
    As vacinas autógenas são utilizadas especialmente em casos de furunculose, acne supurada, infecções
    recidivantes ou de caráter crônico (amigdalites, faringites, sinusites). Não é feita a vacina caso o
    microrganismo isolado seja o Streptococcus pyogenes.
Método:
    Isolamento e esterilização da bactéria isolada
Condição:
    Bactéria isolada de infecções bacterianas de caráter crônico ou recidivante (Acnes, Furúnculos,
    Amigdalites, Abcessos, etc.
276                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
   Obs.: Vacina contra-indicada se o isolado for um Estreptococo  Hemolítico do grupo A.
Conservação de envio:
   Bactéria isolada ou conservar em meio de transporte Stuart.




Vibrio cholerae, cultura
Comentários:
    Detecção de gastroenterites causadas pelo Vibrio cholerae.
Método:
    Semeadura em meio específico, seguida de identificação e sorotipagem.
Condição:
    Fezes, Vômitos, Swab Retal.
    - Colher antes da administração de antibióticos.
Conservação de envio:
    - In natura, até 2 horas em temperatura ambiente ou até 5 horas refrigerada.
    - Cary-Blair, até 7 dias entre 2o e 8o C.
    - Tubos de água peptonada alcalinizada (APA), até 12 horas em temperatura ambiente.




Yersinia Enterocolítica, cultura
Comentários:
    Detecção de gastroenterites causadas pelo Yersinia enterocolítica.
Método:
    Semeadura em meio específico
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fezes recente.
Conservação de envio:
    Enviar em Cary-Blair e “in natura”.




Mineralograma
Comentários:
    Avaliar deficiência ou excesso de elementos essenciais com fins nutricionais, a eficácia e controle dos
    tratamentos de quelação, níveis endógenos de minerais, oligoelementos, metais tóxicos, no controle e
    monitorização de contaminação ambiental.
Método:
    Inductively Coupled Plasma Emission Spectroscopy
Condição:
    Unha - Cabelo - Sangue.
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               277
   UNHA
   Coletar 2,0 gramas de unhas, o que equivale a uma colher de sobremesa. Pode-se colher de vários
   locais diferentes e juntar o material até conseguir o peso exigido. As unhas não devem receber nenhum
   tratamento químico por 1 semana antes da coleta.
   CABELO
   As amostras para análise de cabelo que refletem com mais precisão o atual perfil mineral do organismo
   são aquelas de cabelo mais recente, na região da nuca. Uma quantidade de cerca de 2,0 gramas é
   necessário para análise (cerca de uma colher de sopa), que deverá ser pesado usando-se a balança. O
   cabelo deverá ser cortado o mais próximo do couro cabeludo e limitado aos primeiros 2,5 cm do cabelo.
   Quando o cabelo tiver sido tratado recentemente com cosméticos (permanentes, tinturas, descoloração,
   reflexo, etc...) é aconselhável aguardar cerca de 10 semanas antes de coletar a amostra para análise.
   Estes tratamentos podem alterar os níveis de alguns minerais, notadamente o cálcio, magnésio, zinco,
   cobre, chumbo e níquel, podendo levar a uma interpretação equivocada dos resultados. O uso de pêlos
   pubianos ou outros pêlos corpóreos para análise de mineral deverá ser reservado para aquelas situações
   onde não há disponibilidade alguma de cabelo na região da cabeça ou então para os testes
   confirmatórios propostos para distinção entre contaminação externa do cabelo, da absorção interna de
   elementos tóxicos.
   CABELOS MÉDIOS OU LONGOS
    Horizontalmente parta o cabelo para trás da cabeça e puxe para cima e para fora.
    Corte uma tira fina de cabelo próximo do couro cabeludo.
    Corte e despreze as pontas desta tira, ficando apenas com 2,5 cm mais próximos do couro cabeludo.
    Pese o restante na balança de amostra e repita até conseguir a quantidade necessária.
    Coloque o cabelo pesado no envelope.
   CABELOS CURTOS
    Quando o cabelo for muito curto e não puder ser cortado como descrito acima, uma tesoura ou uma
   lâmina fina poderá ser utilizada para aparar o cabelo até conseguir a quantidade necessária.
    Pese o cabelo na balança de amostra e coloque no envelope.
   SANGUE
   Coletar 6,0 mL de Sangue total (heparina). JO 12h.
   Enviar o material no tubo de heparina específico para este exame (fornecemos este tubo sem ônus).
   Favor enviar o questionário devidamente preenchido.
   INSTRUÇÕES IMPORTANTE:
   O indivíduo que coletará a amostra deverá estar com as mãos limpas e secas antes de iniciar o corte e
   manuseio do cabelo. Também, para evitar contaminação da amostra, não colocá-la sobre superfícies
   sujas ou empoeiradas. É muito importante ainda que a tesoura utilizada esteja bastante limpa e não
   tenha pontos de ferrugem.
REALIZADO SOMENTE NAS UNIDADE MATRIZ E BARREIRO.




ANTIOXIDANTES


Antioxidantes Totais  ANTOX
Comentários:
    Representa proteção orgânica contra a ação de radicais livres.
Método:
278                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    1,1 a 2,0 mmoL/L
Condição:
    0,8 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.



Glutation Peroxidase  GPX
Comentários:
    Representa proteção orgânica contra a ação de radicais livres.
Método:
    Enzimático
Valor de Referência:
    31 a 47 U/g Hb
Condição:
    3,0 mL de Sangue Total Heparinizado + 1 tubo de EDTA p/ medida da Hemoglobina (se tiver
    Hemograma não precisa).
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.



Superóxido Dismutase  SOD
Comentários:
    Representa proteção orgânica contra a ação de radicais livres.
Método:
    Enzimático
Valor de Referência:
    750 a 1200 U/g Hb
Condição:
    3,0 mL de Sangue Total Heparinizado + 1 tubo de EDTA p/ medida da Hemoglobina (se tiver
    Hemograma não precisa).
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




RADICAIS LIVRES

LDL Peroxidada  LDL-PX
Comentários:
    Valores elevados indicam ação indesejável dos radicais livres.
Método:
    Colorimétrico

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI              279
Valor de Referência:
    até 0,5 nm/mg apoproteína
Condição:
    3,0 mL de Soro.
    - JO 12h.
Conservação para envio:
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




Malônico Dialdeído  MDA
Comentários:
     Avalia os danos causados ao organismo porque atua lesando membranas celulares como produto da
     lipoperoxidação.
Método:
     Colorimétrico (Ácido Tiobarbitúrico)
Valor de Referência - PLASMA:
     Até 4,8 nmoL/mL
Valor de Referência - URINÁRIO:
     Até 18 nmoL/mg de creatinina
Condição:
     1,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA)
     Urina recente - Urina 24h.
Laboratórios:
     Enviar 5,0 mL de Urina.
Conservação para envio:
     Até 1 semana entre 2o e 8o C.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24 horas pág. 353




280                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Ácido Homogentísico
Comentários:
    A alcaptonúria ocorre devido à ausência congênita da enzima ácido homogentísico-oxidase no sangue,
    levando a um acúmulo de ácido homogentísico no sangue, urina e tecidos. Esta condição não se
    manifesta clinicamente na primeira infância, sendo que mais tarde ocorre depósito de pigmento marrom
    nos tecidos do corpo podendo provocar artrite, distúrbios hepáticos e cardíacos.
Método:
    Colorimétrico (Prova do nitrato de prata amoniacal)
Valor de Referência:
                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             281
   Negativo
Condição:
   30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
   - Evitar o contato com o ar.
   - O paciente não deve estar em uso de medicamentos como: aspirina, L-dopa e ácido ascórbico.
   - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
   Até 2 dias entre 2o e 8o C.


Addis, contagem
Comentários:
     É importante para acompanhar a evolução das afecções renais, particularmente na glomerulonefrite e no
     controle do tratamento. Cifras acima dos valores de referência são verificados em lesões renais,
     especialmente na glomerulonefrite.
Método:
     Contagem em Câmara de Newbauer
Valor de Referência:
      Piócitos            até 1.000.000 por 12hs
      Hemácias            até 500.000 por 12 hs
      Cilindros hialinos  até 5.000 por 12 hs
Condição:
     Urina 12h.
     - Não deverá haver ingestão excessiva de líquidos durante a coleta da urina.
     - Manter dieta hídrica habitual.
Laboratórios:
     Enviar 30 mL e informar o volume total. Enviar rapidamente ao laboratório.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 2 dias entre 2o e 8o C.


Alfa 1 Antitripsina nas fezes
Comentários:
    A Alfa 1 Antitripsina nas fezes é uma proteína sérica que difunde em pequena quantidade na luz
    intestinal, sendo relativamente resistente as proteólises intestinais. Portanto a presença nas fezes indica
    uma perda geral de proteínas pelo intestino.
Método:
    Imuno Difusão Radial
Valor de Referência:
    Crianças: até 0,72 mg/g de fezes secas
    Adultos: até 0,98 mg/g de fezes secas
Condição:
    Fezes de 24 horas ou C.O.M.
Conservação de envio:
    Refrigerar.


Bilirrubinas, pesquisa
Comentários:
    O aparecimento de bilirrubina na urina é a primeira indicação de hepatopatias como hepatite, cirrose ou
    doenças da vesícula biliar.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
282                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
   30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
   - Proteger da luz, frasco âmbar. Evitar o contato com o ar.
   - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
   Até 2 dias entre 2o e 8o C ou congelar.


Cálculo Renal, Análise Físico e Química
Comentários:
     A identificação das substâncias presentes na constituição do cálculo renal é de grande importância para
     orientar uma conduta médica quanto a um início de tratamento e/ou dieta para a prevenção de
     recorrências. Os cálculos de oxalato de cálcio são os mais freqüentemente encontrados. Os de ácido
     úrico decorrem de hiperuricemia ou hiperuricosúria. Os de estruvita (fosfato amoníaco magnesiano), são
     os chamados “cálculo de infecção”, associados a infecções por germes desdobradores da uréia (Proteus,
     Pseudomonas e Klebsiella). Os cálculos de cistina são raros, e decorrentes de uma rara condição
     autossômica recessiva, a cistinúria.
Método:
     Colorimétrico
Valor de Referência:
     É liberado laudo com as características físicas e químicas do cálculo.
Condição:
     Enviar cálculo em frasco de vidro limpo e seco.
Veja também:
     Teste de PAK pág. 348 e Nefrolitíase pág. 347
Conservação de envio:
     Até 7 dias em temperatura ambiente.




Cálculo Biliar, Análise Físico e Química
Comentários:
    A identificação das substâncias presentes na constituição do cálculo biliar é de grande importância para
    orientar uma conduta médica quanto a um início de tratamento e/ou dieta para a prevenção de
    recorrências. As substâncias mais comumente encontradas na formação dos cálculos biliares são:
    bilirrubia, biliverdina, colesterol, cálcio, ferro e fosfato.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    É liberado laudo com as características físicas e químicas do cálculo.
Condição:
    Enviar cálculo em frasco de vidro limpo e seco.
Conservação de envio:
    Até 7 dias em temperatura ambiente.




Carbohidratos, Cromatografia
FRUTOSÚRIA - GALACTOSÚRIA - GLICOSÚRIA - LACTOSÚRIA - MALTOSÚRIA - XILOSÚRIA
Comentários:
    Normalmente a urina não apresenta açúcares em quantidades detectáveis. A cromatografia de
    carbohidratos é útil para identificar o tipo de carbohidrato presente na urina: xilose, frutose, glicose,
    galactose, maltose e lactose. A presença de um destes açúcares demonstra uma desordem do
    metabolismo do carboidrato.
Método:
    Cromatografia em camada delgada de celulose
Valor de Referência:
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                283
   Negativo
Condição:
   Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
   - Armazenar em frasco limpo, próprio para a coleta de urina.
Conservação de envio:
   Até 2 dias entre 2o e 8o C.


Cetonúria, pesquisa
Comentários:
    A pesquisa de cetona na urina é útil no diagnóstico da descompensação diabética do diabetes melito. O
    aumento excessivo de cetona no sangue provoca desequilíbrio eletrolítico, desidratação e, se não for
    corrigido, a cetose e coma.
Método:
    Colorimétrico e Tira Reativa
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
Laboratórios:
    Enviar amostra refrigerada, bem tampada, não usar conservantes. Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 2 dias entre 2o e 8o C.


Cistina, pesquisa
Comentários:
     Cistinúria é um distúrbio de origem hereditária podendo ocorrer de duas maneiras: a primeira é que a
     reabsorção dos quatro aminoácidos cistina, lisina, arginina e ornitina é afetada (túbulos renais
     incapacitados de reabsorção) e outra em que apenas a cistina e lisina não são absorvidos. A principal
     consideração clínica na cistinúria, é a tendência a formação de cálculos.
Método:
     Colorimétrico
Valor de Referência:
     Negativo
Condição:
     Urina recente (jato médio 1a urina da manhã) - Urina 12h* ou 24h*.
     - *Usar Ácido Acético 8M, 20 mL/L de Urina. Manter em local fresco durante a coleta.
Laboratórios:
     *Enviar alíquota de 30 mL. Enviar rapidamente ao laboratório.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 12 ou 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 2 dias entre 2o e 8o C.



Coproporfirinas, pesquisa
FEZES
Comentários:
    A pesquisa de Coproporfirinas nas fezes auxilia no diagnóstico das Porfirias. As porfirias podem ser
    herdadas como erros inatos do metabolismo ou adquiridas através de disfunções eritrocíticas e
    hepáticas, causadas por doenças metabólicas ou exposição a agentes tóxicos.
Método:
    Fluorescência
Valor de Referência:
    Negativo
284                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Condição:
   Fezes recente.
   - Proteger da luz. Manter sob refrigeração. Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
   Frasco âmbar ou frasco envolvido em papel alumínio ou carbono.
   - Até 2 dias entre 2o e 8o C.

URINA
Comentários:
     A pesquisa de Coproporfirinas nas fezes auxilia no diagnóstico das Porfirias. As porfirias podem ser
     herdadas como erros inatos do metabolismo ou adquiridas através de disfunções eritrocíticas e
     hepáticas, causadas por doenças metabólicas ou exposição a agentes tóxicos.
Método:
     Fluorescência
Valor de Referência:
     Negativo
Condição:
     Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã) - Urina 24h*.
     - Proteger a Urina da luz, manter sob refrigeração. Enviar rapidamente ao laboratório.
     - *Usar Bicarbonato de Sódio 5 g/L de Urina.
Laboratórios:
     Enviar 30 mL de Urina em frasco âmbar ou frasco envolvido em papel alumínio ou carbono.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 2 dias entre 2o e 8o C.



Corpos Redutores Fecal
Comentários:
    Os açúcares são substâncias redutoras, que quando presentes nas fezes indicam uma mal absorção
    intestinal (intolerância a carboidratos).
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fezes recente (sem conservantes).
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 2 dias entre 2o e 8o C.




Cristais com Luz Polarizada, pesquisa
Comentários:
    A identificação dos cristais na urina é muito importante, pois alguns tipos de cristais (anormais) podem
    representar distúrbios como doenças do fígado, erros inatos do metabolismo ou lesão renal causada pela
    cristalização de metabólitos (cálculos).
Método:
    Microscopia com Luz Polarizada
Valor de Referência:
    Ausente.
Condição:
    Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã) - *Urina 24 h.
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                285
Laboratórios:
     *Enviar 30 mL de urina. Ter o cuidado de homogeneizar bem a urina antes de separar.
     - Enviar rapidamente ao laboratório.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 2 dias entre 2o e 8o C.


Dismorfismo Eritrocitário, pesquisa
Comentários:
    A análise da morfologia das hemácias no sedimento urinário pode indicar se a origem da hematúria é
    glomerular (presença de acantócitos e/ou codócitos) ou não glomerular, indicando também a direção da
    conduta médica. Indivíduos que não apresentam número significativo de hemácias no sedimento urinário
    deverão colher nova amostra, até que se obtenha uma amostra com número representativo de hemácias,
    devido ao caráter às vezes transitório das hematúrias microscópicas.
Método:
    Microscopia de contraste de fase
Valor de Referência:
    Ausência de Acantócitos e Codócitos.
Condição:
    Urina recente (2a micção matinal - jato médio).
    - Recomenda-se colher no laboratório.
Conservação de envio:
    Até 6 horas entre 2o e 8o C.


Entamoeba histolytica  Ameba histolytica
Comentários:
    Detecção qualitativa dos antígenos específicos de Entamoeba histolytica em amostras de fezes. O
    ensaio detecta o antígeno de cepas patogênicas e não patogênicas do organismo. Muito importante
    como auxiliar no diagnóstico de uma infestação intestinal pelo protozoário e para o controle do
    tratamento.
Método:
    Elisa
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fezes recente a fresco (sem conservante).
    - Não estar usar laxante ou supositório.
    - Não ter feito o uso de contraste radiológico recentemente.
    - Cuidado para não contaminar as fezes, no ato da coleta, com a urina.
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 2 dias entre 2o e 8o C ou até 1 semana congelada.


Fenilalanina, pesquisa
Comentários:
    A presença de fenilalanina na urina é resultante da deficiência do metabolismo da mesma devido a
    ausência da enzima fenilalanina hidroxilase, levando a um acúmulo de fenilalanina na circulação e
    conseqüentemente no sistema nervoso central, causando a distúrbios neurológicos irreversíveis com
    retardamento mental.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:

286                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã) - *Urina 24h.
     - Para crianças, recomenda-se o maior volume possível em Urina 24h.
Laboratórios:
     *Enviar 30 mL de urina. Enviar rapidamente ao laboratório.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
    Até 2 dias entre 2o e 8o C.



Frutose, urinária
Comentários:
     A presença de frutose na urina indica alterações no metabolismo da mesma. A frutose, por ser um
     composto de alto peso molecular, se localiza principalmente nos tecidos conjuntivos causando sérios
     danos a estes.
Método:
     Colorimétrico
Valor de Referência:
     Negativo
Condição:
     Urina recente (jato médio 1a urina da manhã) - *Urina 12h ou 24h.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 12 ou 24h pág. 353
Laboratórios:
     *Enviar 30 mL de Urina.
     - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
     Até 2 dias entre 2o e 8o C.




Funcional de Fezes
Comentários:
     O estudo coprológico, visa o estudo das funções digestivas abrangendo as provas de digestibilidade
     macro e microscópicas, exames químicos e outras, cujos resultados permitem avaliar no diagnóstico das
     diferentes síndromes coprológicas: insuficiência gástrica, pancreática e biliar, hipersecreção biliar,
     desvios da flora bacteriana (fermentação hidrocarbonada e putrefação), síndromes ileal e cecal, colites e
     outras alterações do trânsito intestinal.
Método:
     É realizada uma análise Macroscópica e Microscópica das Fezes e pesquisas Bioquímicas
Valor de Referência:
     Fornecemos relatório do resultado
Dieta:
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                287
   - Suspender toda medicação (principalmente laxantes e supositórios) durante 3 dias ou C.O.M.
   - Fazer a dieta durante 3 dias.
   - Evitar o uso de bebidas gasosas e alcoólicas.
   - É importante informar a idade.
   - Crianças até 12 anos não necessitam de dieta.
   Às 08:00 horas da manhã, tomar
    1 copo de leite com um pouco de café.
    2 torradas com muita manteiga.
   Almoço
    1 bife médio mal passado.
    1 ovo frito mal passado.
    arroz  caldo de feijão  batata cozida (ou purê de batata) à vontade.
   À tarde
    1 copo de leite com pouco café.
    2 torradas com muita manteiga.
   Jantar
    Igual ao almoço, acrescentando macarrão e 1 cenoura.
   Sobremesa
    1 a 2 bananas cruas, tipo maça, com uma fatia de queijo fresco, tipo minas ou prato.
   À noite
    1 copo de leite com pouco café.
    2 torradas com muita manteiga.
   Coleta
    No 4o dia colher toda a primeira evacuação da manhã e trazer ao laboratório imediatamente.
    Usar recipientes limpos e secos.
    Evitar contaminação por urina, água, gordura ou outro elemento.
    Não usar laxantes para obtenção de fezes.
   - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
   Até 3 dias entre 2o e 8o C.




Galactose
Comentários:
    O aparecimento de galactose na urina é uma condição genética na qual o organismo, por deficiência da
    enzima galactose-1-fosfato-uridil-transferase, torna-se incapaz de converter a galactose da alimentação
    em glicose levando ao seu acúmulo, não permitindo o desenvolvimento da criança, provocando outras
    complicações inclusive a morte.
Método:
    Precipitação com Microscopia Ótica
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã)
288                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
   - Colher após 2 horas de ingestão de 1 copo de leite.
   - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
   Até 2 dias entre 2o e 8o C.


Giárdia
Comentários:
    Detecção qualitativa dos antígenos específicos de giárdia em amostras de fezes. O ensaio detecta
    antígeno de cepas patogênicas e não patogênicas do organismo. Muito importante como auxiliar no
    diagnóstico de uma infestação intestinal pelo protozoário e para o controle do tratamento.
Método:
    Elisa
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fezes recente a fresco (sem conservante).
    - Não estar usar laxante ou supositório.
    - Não ter feito o uso de contraste radiológico recentemente.
    - Cuidado para não contaminar as fezes, no ato da coleta, com a urina.
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 2 dias entre 2o e 8o C ou até 1 semana congelada.


Glicose urinária, pesquisa
Comentários:
     A presença de Glicose na urina depende de sua concentração no sangue. A pesquisa de glicose na urina
     é muito importante para auxiliar no diagnóstico de patologias como: diabetes mellitus, síndrome de
     Fanconi, doença renal avançada, casos de hiperglicemia não diabética e outras.
Método:
     Colorimétrico/Enzimático
Valor de Referência:
     Negativo
Condição:
     Urina recente (jato médio 1a urina da manhã) - *Urina 12h ou 24h.
     - Usar frasco limpo e próprio para coleta de urina. Enviar rapidamente ao laboratório.
Laboratórios:
     *enviar 30 mL de Urina.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 12 ou 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 2 dias entre 2o e 8o C.



Gordura Fecal
COLORIMÉTRICO – DOSAGEM
Comentários:
    O aparecimento de gorduras neutras e proteínas não digeridas nas fezes em quantidades acima do
    normal é indicativo má absorção intestinal e de má absorção intestinal e de insuficiência pancreática
    exócrina. Pode ser usado no monitorização do tratamento.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    1,8 a 6,0 g/24h
Condição:
    Fezes de 24h, 48h ou 72h - C.O.M.
                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              289
     Conservar o material sob refrigeração durante e após a coleta.
Não usar:
      Supositório
      Óleo de rícino ou outros laxantes
Dieta (03 dias):
     Manter a dieta até encerrar a coleta.
     Adultos e jovens
     Acrescentar à dieta habitual diária, distribuindo durante o dia:
      03 colheres (sopa) de azeite
      02 colheres (sopa) de creme de leite
      01 colher (sopa) de manteiga
      02 pedaços de queijo prato
     Idade de 06 a 14 anos
     Seguir metade da dieta para adultos
     Idade de 02 a 05 anos
     Seguir 1/3 da dieta para adultos
     Idade de 01 a 02 anos
     Manter a dieta normal, acrescentando creme de leite e queijo prato.
     - Usar recipientes limpos e secos.
     - Colher todo volume de 24 horas, após os 3 dias de dieta ou a critério do médico.
     - Refrigerar durante a coleta.
     - Evitar contaminação por urina, água, gordura ou outro elemento.
     - Trazer ao laboratório o mais rápido possível.
Laboratórios:
     Enviar o mais rápido possível pequena alíquota, informar peso total e tempo de coleta.
Conservação de envio:
     Até 3 dias entre 2o e 8o C.

PESQUISA
Comentários:
    O aparecimento de gordura fecal acima do normal é indicativo do esteatorréia devido a mal absorção de
    gorduras ou deficiência de enzimas pancreáticas.
Método:
    Sudam III – Pesquisa em microscopia ótica
Valor de Referência:
    < 5% de gordura fecal
Condição:
    Fezes recente (à fresco) ou C.O.M.
    - Não fazer uso de laxantes e/ou supositórios. Evitar a contaminação das fezes com a urina.
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.




Homocistina
Comentários:
    O aparecimento de Homocistina na urina, deve-se a erros no seu metabolismo podendo levar a
    incapacidade de desenvolvimento, catarata, retardo mental, doença tromboembólica e morte.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Urina recente (jato médio 1a urina da manhã) - *Urina 12h ou 24h.
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Laboratórios:
290                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     *Enviar 30 mL de urina.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 2 dias entre 2o e 8o C.




Identificação de Helmintos e Fragmentos
Comentários:
    É útil no diagnóstico das diversas infestações parasitária (identificação de proglotes de Taênia e vermes
    adultos de helmintos).
Método:
    Macroscopia - Microscopia Ótica direta e H.P.J.
Condição:
    Vermes adultos, larvas ou fragmentos de vermes isolados ou junto com as fezes.
Conservação de envio:
    Isolado: conservar em salina ou formol até 5 dias.
    Recente: Até 3 dias entre 2o e 8o C. Enviar rapidamente ao laboratório.
    MIF: até 1 semana em temperatura ambiente.




Indican, pesquisa
Comentários:
    O Indican é o resultado da decomposição do Triptofano intestinal. O Indican tem o nível aumentado
    quando há um aumento da putrefação intestinal, em enterites, insuficiência pancreática, obstrução
    comum do ducto biliar ou obstrução biliar intrahepático.
    O Indican também apresenta aumentado na decomposição bacteriana da proteína corpórea, como
    septicemia com formação de abcessos.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    Normal = Traços
Condição:
    30,0 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhâ).
Conservação de envio:
    Até 2 dias entre 2o e 8o C.




Isospora Belli
Comentários:
    Achados do protozoário (oocisto) Isospora belli no sedimento fecal esta relacionado com um quadro de
    imunossupressão do paciente por se tratar de parasita oportunista.
Método:
    H.P.J. com Microscopia Ótica
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fezes recente (à fresco).
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:

                                   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             291
      Até 2 dias entre 2o e 8o C.




Lactose, pesquisa
Comentários:
    O aparecimento de Lactose na urina pode ocorrer nos últimos meses da gravidez e durante a lactação.
    Ocorre também pela deficiência de lactase ou por intolerância sem carência enzimática.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 2 dias entre 2o e 8o C.




Microsporídeos, pesquisa
Comentários:
    Usado para o diagnóstico complementar das microsporidoses, que são infecções causadas por
    protozoários do filo Microspora. Estes microsporídeos se caracterizam por serem oportunistas.
Método:
    Coloração e microscopia ótica
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fezes recente (a fresco).
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.




Mioglobina, pesquisa
Comentários:
    O aparecimento de Mioglobina na urina esta relacionado com: coma prolongado, doenças musculares
    atróficas, trauma muscular, esforço físico intenso, convulsões, infarto do miocárdio e intoxicações.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
    - O cliente não deve estar fazendo uso de Vitamina C e medicamentos a base de Iodo.
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
292                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Conservação de envio:
   Até 2 dias entre 2o e 8o C.




Mucopolissacaridoses, pesquisa
Comentários:
     As mucopolissacaridoses são um grupo de doenças congênitas resultantes de deficiência na degradação
     dos mucopolissacarídeos do tecido conjuntivo, podendo levar desde anormalidades na estrutura
     esquelética até retardo mental e morte.
Método:
     Colorimétrico
Valor de Referência:
     Negativo
Condição:
     Urina recente (jato médio 1a urina da manhã) - *Urina 12h ou 24h.
Laboratórios:
     *Enviar 30 mL de urina. Enviar rapidamente ao laboratório.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 12 ou 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 2 dias entre 2o e 8o C.




Oograma
Comentários:
    Útil no diagnóstico da esquistossomose e também na avaliação da eficácia terapêutica no tratamento da
    mesma, através do estudo da idade dos ovos encontrados.
Método:
    Pesquisa direta por Microscopia Ótica (Análise Qualitativa e Quantitativa)
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fragmentos da Mucosa Retal.
Conservação de envio:
    Até 3 dias conservado em salina.




Oxiúrus  Enterobius
Comentários:
    É a metodologia de escolha para o diagnóstico da enterobiose (oxiúrus), pois o Enterobius vermiculares
    não faz postura dos ovos na luz intestinal e sim na região perianal no período da noite.
Método:
    Fita Gomada / Pesquisa Direta por Microscopia Ótica
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Swab e Fita Gomada.
    Não usar nenhum medicamento no local.
    - Fazer coleta pela manhã antes do cliente defecar ou tomar banho (não fazer assepsia).
                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            293
   - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
   Fita: fixar fita durex sobre lâmina limpa e desengordurada, evitando dobras e bolhas de ar. Até 2 dias em
   temperatura ambiente.
   Swab: até 2 dias conservado em salina.




Parasitológico de Fezes
PARASITOLÓGICO
Comentários:
    Muito útil na identificação das diversas infestações parasitárias (ovos e larvas de helmintos e cistos de
    protozoários) e na triagem das infecções intestinais. A intensidade do parasitismo influi no número de
    formas parasitárias eliminadas. É recomendável o exame de fezes em 03 amostras colhidas em dias
    diferentes, pois a ausência de parasitas em uma amostra de fezes não elimina a possibilidade da
    presença do mesmo no organismo.
Método:
    Concentrado - HPJ (Hoffman - Pons e Janer) - Método de Lutz
Condição:
    Fezes recente (à fresco).
    - Não colher as fezes após ingerir contraste radiológico.
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.

BAERMANN E MORAES
Comentários:
    É específico para o diagnóstico e acompanhamento do tratamento da estrongiloidíase.
Método:
    Baermann e Moraes
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fezes recente (sem conservante).
    - Não deve-se colher material muito liquefeito.
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Não pode refrigerar. Até 1 dia em temperatura ambiente.




                                                                                                 Continua...

Continuação...PARASITOLÓGICO DE FEZES

MIF
Comentários:
    Muito útil na identificação das diversas infestações parasitárias (ovos e larvas de helmintos e cistos de
    protozoários) e na triagem das infecções intestinais. A intensidade do parasitismo influi no número de
    formas parasitárias eliminadas. É recomendável o exame de fezes em 03 amostras colhidas em dias
    diferentes, pois a ausência de parasitas em uma amostra de fezes não elimina a possibilidade da
    presença do mesmo no organismo.
Método:
    Concentrado - HPJ (Hoffman - Pons e Janer) - Método de Lutz
Condição:
    Amostras colhidas no M.I.F. de 3 a 5 dias - C.O.M.
294                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     As fezes devem ser colhidas em urinol ou bidê, que devem ser previamente bem lavados.
     Urinar no vaso sanitário antes da coleta do material.
     Uso de laxativos (30g de sulfato de sódio para adultos ou limonada purgativa para crianças), somente
       por solicitação médica.
     Após a coleta, retirar uma quantidade correspondente a uma colher de café do início, meio e fim da
       amostra de fezes. Evitar contaminação com urina.
Coleta da Amostra:
    Colocar o material no recipiente contendo o conservante líquido fornecido pelo laboratório. O número de
    amostras é variado conforme instruções médicas. As amostras são colocadas dentro do mesmo frasco
    contendo o líquido. Colhe-se uma amostra por dia, podendo ser em dias consecutivos ou alternados, até
    obter o número de amostras desejado. Não precisa colocar em geladeira, pois o líquido é conservante. O
    líquido conservante só tem validade a partir do dia que se inicia entre 7 a 8 dias. Após o término das
    coletas, fechar bem o frasco para não entornar.
    Fornecemos todos os tipos de frascos, soluções conservantes e fixadoras, sem qualquer ônus.
    MIF = Mercúrio, Iodo e Formol.
Conservação de envio:
    Até 1 semana em temperatura ambiente.

KATO KATZ
Comentários:
    O exame parasitológico pela metodologia Kato-katz além de ser útil no diagnóstico das infestações
    parasitárias causadas por alguns helmintos (Ascaris lumbricóides, Ancylostomideos, Schistosoma
    mansoni, Trichuris trichura, Taenia sp, Enterobios vermiculares e Strongyloides) fornece também a
    quantificação desta infestação por grama de fezes, sendo de grande importância para o
    acompanhamento do tratamento.
Método:
    Kato Katz (Qualitativo e Quantitativo/g de Fezes)
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fezes recente (à fresco).
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 2 dias entre 2o e 8o C.




Pentose
Comentários:
    A pentosúria é uma doença rara e assintomática devido a um erro inato do metabolismo o que ocorre
    principalmente em pessoas da raça judaica.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã) - *Urina 24h.
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Laboratórios:
    *Enviar 5 mL de Urina, ter o cuidado de homogeneizar bem a urina.
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               295
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 2 dias entre 2o e 8o C.

pH Fecal
Comentários:
    O pH indica se a reação das fezes é ácida ou básica, o tipo de dieta alimentar e conseqüentemente a
    quantidade de ácidos de fermentação e a quantidade de bases. Predominando a fermentação, a reação
    será ácida e no predomínio do processo de putrefação, a reação será alcalina.
Método:
    Colorimétrico (Fita)
Valor de Referência:
    6,8 a 7,2
Condição:
    Fezes recente.
    - Evitar o uso de talco, laxantes e supositórios, proteger contra a contaminação com Urina.
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 2 dias entre 2o e 8o C.

Piócitos, pesquisa e contagem
URINA
Comentários:
    Um aumento de leucócitos (piócitos) na urina, indica processo inflamatório das vias urinárias, podendo
    estar localizado desde os glomérulos até uretra e podendo ser ou não de causa infecciosa. Para
    confirmar a presença de processo infeccioso, há necessidade da demonstração do agente infeccioso
    através de exame bacterioscópico ou técnicas de isolamento e cultura. Há numerosas causas de
    leucocitúria com a urocultura habitual negativa: glomerulonefrites exsudativas ou proliferativas, nefrites
    túbulo-intersticiais, rejeição de enxerto renal, quadros febris na infância, pós-operatórios de
    prostatectomia, calculose das vias urinárias, infecção por clamídia, tuberculose de vias urinárias, etc.
Método:
    Microscopia Ótica
Valor de Referência:
    Até 4 piócitos por campo
Condição:
    30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
    - Manter dieta hídrica habitual.
Conservação de envio:
     Até 1 dia entre 2o e 8o C.

                                                                                                  Continua...
Continuação...PIÓCITOS

FEZES
Comentários:
    O aparecimento de leucócitos (piócitos) nas fezes, indica um processo inflamatório da luz intestinal. Para
    se confirmar a presença do processo infeccioso, há necessidade da demonstração do agente infeccioso
    através do exame bacterioscópico ou técnicas de isolamento e cultura.
Método:
    Microscopia Ótica
Valor de Referência:
    Ausente
Condição:
    Fezes recente (à fresco).
    - Enviar rapidamente.
296                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Conservação de envio:
   Até 3 dias entre 2o e 8o C.



Porfirinas, pesquisa
Comentários:
     As Porfirinas são compostos intermediários da produção do grupo heme. As condições que resultam no
     aparecimento de porfirinúrias, são chamadas de porfiria e podem ser herdadas como erros inatos do
     metabolismo ou adquiridas através de disfunções eritrocíticas e hepáticas, causadas por doenças
     metabólicas ou exposição a agentes tóxicos.
Método:
     Fluorescência
Valor de Referência:
     Negativo
Condição:
     Urina 24h.
     - Usar 5 g de Bicarbonato de Sódio por litro de urina. Enviar rapidamente ao laboratório.
Laboratórios:
     Enviar alíquota de 30 mL em frasco âmbar (sensível à luz) ou proteger com papel alumínio ou carbono.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 2 dias entre 2o e 8o C.




Porfobilinogênio
Comentários:
    O porfobilinogênio se encontra aumentado em casos de porfiria aguda intermitente e na porfiria
    variegata.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 2 dias entre 2o e 8o C.



Pregnosticon
Comentários:
    O teste é uma prova de aglutinação direta de látex para a detecção de Gonatropina Coriônica Humana
    (HCG) na urina. O resultado positivo indica a presença de gravidez. O resultado negativo, indica
    ausência de gravidez, exceto em casos em que o HCG esta muito diluído ou em baixa concentração na
    urina.
Método:
    Látex - Aglutinação
Valor de Referência:
    Negativo: Não Grávida
    Obs.: O H.C.G. urinário sofre as variações da diluição ou concentração na urina. Não havendo correlação
    clínica, sugere-se H.C.G. no sangue (soro). A interpretação do resultado do(s) exame(s) somente poderá


                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             297
     ser feita pelo clínico, se não foram preenchidos os dados necessários solicitados, e especialmente se a
     coleta não foi assistida.
Condição:
     30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
     - Colher após 2 dias de atraso menstrual.
     - Colher de preferência a 1a urina da manhã.
     - Enviar rapidamente ao laboratório.
Informações necessárias:
     - Informar se suspeita de gravidez, ciclo de quantos dias, data da última menstruação, se controle de
     mola, se suspeita de aborto.
Conservação de envio:
     Até 2 dias entre 2o e 8o C.




Proteínas, pesquisa
Comentários:
    A presença de proteínas na urina nem sempre significa doença renal. Contudo, sua presença exige que
    sejam feitas outras análises para determinar se essa proteína representa uma condição normal ou
    patológica. Algumas causas patológicas da proteinúria são: lesão da membrana glomerular, distúrbios
    por imunocomplexo, agentes tóxicos, reabsorção tubular deficiente, doenças renais decorrentes do
    diabetes mellitus e pré-eclâmpsia.
Método:
    Colorimétrico - Robert
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
    - O cliente não deve colher a urina após esforço físico.
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 2 dias entre 2o e 8o C.




Proteína de Bence-Jones
Comentários:
    O aparecimento da Proteína de Bence Jones na urina, pode estar relacionado com: Lesão da membrana
    glomerular, linfoma, leucemia, macroglobulinemia, sarcoma osteogênico, amiloidoses e mieloma múltiplo.
Método:
    Precipitação e Turvação
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Urina 24h.
Laboratórios:
    Enviar alíquota 30 mL. Enviar rapidamente ao laboratório. Não usar conservante.
298                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 2 dias entre 2o e 8o C.



Protoporfirinas, pesquisa
Comentários:
    O aparecimento de protoporfirina nas fezes se deve ao distúrbio das porfirinas, que são chamadas de
    porfirias e podem ser herdadas como erros inatos do metabolismo ou adquiridas através de disfunções
    eritrocíticas e hepáticas, causadas por doenças metabólicas ou exposição a agentes tóxicos.
Método:
    Fluorescência
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fezes recente (sem conservante).
Laboratórios:
    Enviar em frasco âmbar (sensível à luz). Ou frasco envolvido por papel alumínio ou carbono.
Conservação de envio:
    Até 2 dias entre 2o e 8o C.




Protozoários, pesquisa
SOMENTE PARA LABORATÓRIOS DE BELO HORIZONTE
Comentários:
    Auxílio na triagem das infecções intestinais causadas por protozoários e/ou bactérias.
Método:
    Direto a fresco
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    Fezes recente.
    - Colher de preferência as fezes liquefeitas (diarréicas) e porções contendo muco e sangue, se houver.
    - Enviar no máximo até 30 minutos após a coleta.
    - Não refrigerar.




Sangue Oculto
Comentários:
   O teste de sangue oculto nas fezes com resultado positivo, permite diagnosticar ulcerações no trato
   digestivo:
   - sangramento gastrointestinal superior: úlcera péptica, varizes esofagianas, gastrite e câncer gástrico.
   - sangramento intestinal baixo: colite, carcinoma de cólon e diverticulite.
   O uso de anticorpo monoclonal específico para hemoglobina humana trouxe uma grande vantagem na
   pesquisas de Sangue Oculto nas Fezes:
    Não há necessidade de dieta especial
    Não há reação cruzada com hemoglobina de outros animais.
    Também não há efeito prozona que é a inibição da reação por altas concentrações de hemoglobina.
                                   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            299
Método:
    Anticorpo Monoclonal Anti-Hemoglobina Humana - Imunocromatográfico
Valor de Referência:
    < 0,50 mg Hb/g Fezes = negativo
Condição: Fezes recente.
    - Deve-se evitar a contaminação c/ água do vaso sanitário ou com a urina.
    - Nas suspeitas de sangramento, devem ser examinadas pelo menos 3 amostra de fezes.
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
    As grandes interferências são:
    Sangramento Menstrual ou de Hemorróidas.
    Bebida alcoólica
    Medicamentos que podem causar sangramento gastro-intestinal (suspender 2 dias antes ou C.O.M.):
     Aspirina
     Fenilbutazona
     Indometacina
     Corticosteróides
     Reserpina
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.




Sedimentoscopia
Comentários:
    A sedimentoscopia urinária fornece informações importantes sobre a presença de leucócitos (piócitos),
    eritrócitos, cilindros, cristais, bactérias, parasitas e fungos. Muito importante na triagem das diversas
    patologias que afetam a função renal.
Método:
    Microscopia Ótica
Condição:
    Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
    - Manter dieta hídrica habitual.
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 1 dia entre 2o e 8o C.




Tirosina, pesquisa
Comentários:
   Os distúrbios do metabolismo da tirosina devem-se a anormalidades hereditárias ou metabólicas. Nas
   anormalidades hereditárias as enzimas metabólicas da tirosina não são produzidas levando a evoluções
   graves geralmente fatais com envolvimento hepático, renal e com aminoacidúria generalizada. As

300                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    anomalias metabólicas adquiridas, podem evoluir de forma transitória como nos prematuros, sendo
    causada pela imaturidade das funções hepáticas e raramente causam lesão permanente.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 2 dias entre 2o e 8o C.



Tripsina Fecal
Comentários:
    A atividade tríptica das fezes é um indicador da atividade pancreática, já que a sua ausência é
    acompanhada freqüentemente da falta da amilase e lípase, cuja investigação tem interesse no
    diagnóstico da fibrose pancreática.
Método:
    Revelação da Película Fotográfica - Prova de Schwachman
Valor de Referência:
     crianças (até 1 ano) - Atividade Triptica  > 1:80
     crianças (1 a 5 anos) - Atividade Triptica  > 1:40
    Nota: Em crianças com mais de 5 anos e adultos, este exame pode apresentar falso-positivo em virtude
    da ação da flora bacteriana intestinal.
Condição:
    Fezes recente.
    - Não usar laxantes ou supositórios, não estar em uso de enzimas digestivas 24 horas antes da coleta.
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.


Urina Rotina
Comentários:
    O exame de urina rotina é muito importante para avaliar a função renal e infecções podendo auxiliar no
    diagnóstico de uma patologia, monitorar o progresso desta patologia, acompanhar a eficácia do
    tratamento e constatar a cura. O exame compreende três etapas:
    - caracteres gerais: corresponde a avaliação das propriedades físicas da urina.
    - pesquisa de elementos anormais: corresponde à pesquisa química feita na urina.
    - sedimentoscopia: corresponde ao exame microscópico da urina.
Método:
    É realizada uma análise física da urina, análise química qualitativa e quantitativa dos elementos anormais
    (automação) e análise do sedimento (Microscopia Ótica).
Condição:
    Urina recente (jato médio 1a Urina manhã) ou Urina c/ no mínimo de 4h após última micção.
    - Ideal colher no laboratório. Usar frasco limpo e próprio para a coleta de urina.
    - Manter dieta hídrica habitual.
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 1 dia entre 2o e 8o C.


Urobilinogênio
Comentários:
   O urobilinogênio assim como a Bilirrubina, é um pigmento biliar resultante da degradação da
   hemoglobina. O aumento da concentração da urobilinogênio na urina (> 1 mg/dL) é encontrado nas

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                 301
    hepatopatias, nos distúrbios hemolíticos e na porfirinúria. A ausência do urobilinogênio na urina e nas
    fezes significa obstrução do ducto biliar, que impede a passagem normal de bilirrubina para o intestino.
Método:
    Colorimétrico (Ehrlich)
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
    - Enviar rapidamente ao laboratório.
Conservação de envio:
    Até 2 dias entre 2o e 8o C.




Uroporfirinas, pesquisa
Comentários:
     A detecção de uroporfirina na urina auxilia no diagnóstico dos distúrbios das porfirias. As condições que
     resultam no aparecimento de porfirinúria, neste caso de uroporfirina, são chamadas de porfirias e podem
     ser herdadas como erros inatos do metabolismo ou adquiridas através de disfunções eritrocíticas e
     hepáticas causadas por doenças metabólicas ou exposição a agentes tóxicos.
Método:
     Fluorescência
Valor de Referência:
     Negativo
Condição:
     Urina recente (jato médio 1a urina da manhã) - Urina 24h*.
     - *Usar 5 g urina de Bicarbonato de Sódio por litro de urina.
Laboratórios:
     Enviar de 30 mL de Urina em frasco âmbar (sensível a luz) ou frasco envolvido por papel alumínio ou
     carbono.
     - Enviar rapidamente ao laboratório.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 2 dias entre 2o e 8o C.




302                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI   303
O rastreamento de um grande número de doenças congênitas, relacionadas a
distúrbios do metabolismo e infecções, pode ser realizado pela análise de
gotas de sangue do neonato, em papel filtro: O Teste do Pezinho. É sugerido
que o teste seja realizado entre 3 e 30 dias de vida.

O Instituto de Patologia Clínica Hermes Pardini disponibiliza o TP em 3 perfis:
básico, ampliado e plus. Cada uma das determinações também podem ser
solicitadas isoladamente, compondo um perfil individualizado. HIV, Rubéola
IgM e Sífilis IgM podem ser requisitados em qualquer um dos perfis.


                             Determinações                      Condição detectada
                 B
             A   Á   Fenilalanina                    Detecta fenilcetonúria (PKU)
             M   S
             P   I   Cromatografia de aminoácidos    Detecção de aminoácidopatias.
             L   C
             I   O   TSH neonatal                    Hipotireoidismo congênito
             A
             D       T4 neonatal                     Hipotireoidismo congênito
             O
                     17-OH-Progesterona neonatal     Hiperplasia Adrenal Congênita
         P
         L           Tripsina neonatal               Fibrose Cística
         U
         S           Galactose                       Galactosemia

                     Hemoglobinopatias triagem neo   Hemoglobinopatias

                     Atividade da Biotinidase        Deficiência de Biotinidase

                     Toxoplasmose IgM neonatal       Toxoplasmose congênita

                     HIV neonatal                    Síndrome da imunodeficiência adquirida

                     Sífilis IgM neonatal            Sífilis congênita

                     Rubéola IgM neonatal            Rubéola congênita




      Nessa seção outros exames não realizados no Teste do Pezinho, mas de
        importância no diagnóstico de erros do metabolismo são descritos.




Orientações para coleta do Teste do pezinho:


304                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
        No ato da coleta, deixar o sangue sair naturalmente. Não deve ser feita massagem no local da
         punção para estimular o fluxo sangüíneo, uma vez que pode haver interferência do fluido tecidual.
         Para aumentar o fluxo sangüíneo no local, pode-se colocar, cuidadosamente, compressa de água
         quente por 3 minutos antes da punção.

        Encostar o papel de filtro no local da picada, deixando o sangue saturar todos as círculos do cartão,
         até vazar no verso. No caso de não estarem nestas condições, deverão ser colhidos novos círculos,
         que atendam às especificações acima, evitando solicitações de nova coleta ou coleta de sangue em
         excesso.

        Deixar secar em temperatura ambiente. Não secar em estufas ou no sol. Não colocar em geladeira
         ou banho de gelo. Envolver o cartão em papel alumínio e enviar separado dos demais materiais
         biológicos, para evitar que se molhe.

        Círculos necessários: consulte os exames solicitados




17 OH Progesterona neonatal  17 OHP neo
Comentários:
   Usada para triagem da Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC) no Teste do Pezinho. A HAC apresenta um
   amplo espectro de incidência variando com o déficit enzimático específico. Cerca de 90 a 95% dos casos
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                 305
    de HAC são devidos à deficiência da enzima 21-hidroxilase (21-OH), o que acarreta em níveis elevados
    de 17-hidroxiprogesterona (17-OHP). Incidência no Brasil: 1:7500 nascidos vivos. O objetivo primordial
    da triagem é a detecção da forma clássica perdedora de sal. A possibilidade de encontrarmos valores
    falso-positivos ocorre principalmente em prematuros, recém nascidos com baixo peso ao nascer e em
    crianças com doenças intercorrentes. A qualidade da coleta pode interferir nos resultados. A
    possibilidade de falso-negativo deve sempre ser considerada devido ao espectro clínico-laboratorial da
    HAC, sendo mais freqüente em amostras colhidas nas primeiras 24 horas de vida. A Academia
    Americana de Pediatria sugere que o teste deva ser coletado até o 7 o dia de vida da criança. Para os
    valores de referência abaixo, a sensibilidade desse teste é próxima a 100% com a especificidade maior
    que 99%.
Método:
    Imunofluorimetria
Valor de Referência:
           Peso ao nascimento Idade gestacional (semanas)              Valor de Referência
                2500 g                 32                                8260 nanog/dL
                                       > 32 até 36                         4950 nanog/dL
                                       > 36 ou desconhecida                3965 nanog/dL
               > 2500 g                Desconhecida                        990 nanog/dL
                                        33                                8260 nanog/dL
                                       Entre 34 e 36                       3300 nanog/dL
                                        37                                1320 nanog/dL
Condição:
    2 círculos de Sangue em papel filtro saturado nos dois lados do papel.
    - Colher após 4o dia de nascimento.
Laboratórios:
    Deixar secar a gota de Sangue e envolver em papel alumínio para enviar.
Conservação para envio:
    Até 30 dias entre 2o e 8o C em embalagem plástica (abrigo da luz) com vedação.



Alanina, Aminoácido quantitativo
Comentários:
     Alanina é um aminoácido presente em todas as proteínas. Sua determinação tem utilidade no
     diagnóstico de erros inatos do metabolismo das proteínas. Apresenta-se elevado na hiperalaninemia,
     citrulinemia, Doença de Cushing, gota, hiperornitinemia, histidinemia, Kwashiokor, septicemia, defeitos
     do ciclo da uréia, deficiência de piruvato carboxilase, deficiência de piruvato desidrogenase, deficiência
     de vitamina B12 e diabetes descompensado. Sua concentração diminui na insuficiência renal crônica,
     hipoglicemia e na Coréia de Huntington.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
      Prematuros         2,89 a 3,79 mg/dL                        7 meses a 2 anos  0,88 a 2,79 mg/dL
      Recém Nascido  2,10 a 3,65 mg/dL                            3 a 10 anos         1,22 a 2,72 mg/dL
      1 a 3 meses        1,82 a 3,08 mg/dL                        11 a 18 anos        1,72 a 4,86 mg/dL
      4 a 6 meses        1,58 a 3,68 mg/dL                        Adultos            1,87 a 5,89 mg/dL
Condição:
     0,2 mL Soro.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
Laboratórios:
     Separar imediatamente após coleta e congelar.

Aminoácidos, Cromatografia qualitativa
Comentários:
   É utilizada como triagem de aminoácidopatias no Teste do Pezinho. Sugere a presença das seguintes
   aminoácidopatias: citrulinemia, doença do Xarope de Bordo, fenilcetonúria, histidinemia, hidroxiproli-

306                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    nemia, hiperargininemia, PKU, hiperglicinemia, hiperlisinemia, hipermetionemia, hiperornitinemia, hiper-
    prolinemia, hipervalinemia, homocistinúria, hipertirosinemia. Resultados positivos devem ser confirmados
    pela Cromatografia Líquida de Alta Performance (HPLC) Quantitativa em soro/urina. Para evitar falso-
    negativos, este exame deve ser realizado após 48h de vida, tendo o recém-nascido recebido
    aleitamento.
Método:
    Cromatografia em papel
Valor de Referência:
    Apenas identificação.
    Como em casos poucos freqüentes pode haver variações transitórias do nível de aminoácidos, em casos
    suspeitos, sugere-se repetir a prova.
Condição:
    1 círculo de sangue separados em papel de filtro saturado dos dois lados do papel.
Laboratórios:
    Após secar a gota de sangue, envolver em papel alumínio para enviar.
Conservação para envio:
    Até 72 horas em temperatura ambiente.
    Até 30 dias entre 2o a 8o C.

Aminoácidos, Cromatografia quantitativa
Comentários:
   É utilizada para confirmação diagnóstica de erros inatos do metabolismo das proteínas onde a
   concentração dos aminoácidos excede em 3 a 4 vezes o valor normal, chegando a níveis até dez vezes
   maiores, no sangue e urina. Está indicada no estudo de crianças com vômitos recorrentes; deficiências
   neurológicas; acidose metabólica; hiperamonemia; e no controle de tratamento de animoácidopatias.
   Devem ser considerados na interpretação dos resultados: variações neonatais transitórias
   (hipertirosinemia, cistinúria-lisinúria); interferência da ingesta protéica nos valores encontrados; variações
   circadianas de até 30% (concentrações são mais altas pela tarde e mais baixas pela manhã). Podem
   interferir no ensaio: ácido ascórbico, aspartame, aspirina, sulfametoxazol + trimetoprim, anticonceptivos
   orais, glicose, indometacina, insulina, progesterona, testosterona, valproato, gravidez, infecções agudas,
   diabetes descompensado e traumatismos.
               Distúrbios                    Achados clínicos                    Achados laboratoriais
      Fenilcetonúria Clássica              Retardo mental, distúrbio psiquiátrico   Fenilalanina plasmática > 15 mg/dl
      Fenilalaninemia benigna              Assintomático                            Aumento fenilalanina plasmática
      Fenilalaninemia maligna              Retardo mental, distúrbio psiquiátrico   Aumento de fenilalanina plasmática
      Tirosinemia hereditária              Cirrose hepática                         Aumento tirosina plasmática
                                           Disfunção renal tubular
      Alcaptonúria                         Ocronose e Artrite                       Aumento ácido homogentísico urinário
      Histidinemia                         Defeito de fala e audição                Aumento da histidina urinária e plasmática
      Aminoacidemia de cadeia              Convulsão, cetose, retardo mental        Aumento aminoácidos ramificados plasmáticos e
      ramificada                                                                    urinários
      Homocistinúria                       Retardo mental,                          Aumento da homocistina e metionina plasmática e
                                           Tromboembolismo                          urinárias
      Cistationinúria                      Assintomático                            Aumento cistationina urinária
      Cistinúria                           Cálculos urinários                       Aumento da cistina e aminoácidos dibásicos
                                                                                    urinários
      Hiperglicinemia cetótica             Cetose, neutropenia, retardo mental      Aumento da glicina e ácido propiônico plasmáticos e
                                                                                    urinários
      Hiperglicinemia não-cetótica         Retardo mental                           Aumento da glicina na urina e plasma
      Anormalidades do ciclo da uréia      Retardo mental, vômitos, letargia,       Aumento de glutamina e citrulina no plasma e urina.
                                           convulsões                               Aumento da amônia plasmática.
      Glicinúria                           Assintomático                            Aumento da glicina, prolina e hidroxiprolina
      Doença de Hartnup                    Ataxia, retardo mental                   Aumento de aminoácidos neutros na urina
      Síndrome de Fanconi                  Acidose e raquitismo                     Aminoacidúria, glicinemia, fosfatúria.
AMINOÁCIDOS MAIS FREQUENTES:
FENILALANINA – TIROSINA – METIONINA – VALINA – LEUCINA – ISOLEUCINA
                                                                                           Continua...
                                               Continuação...AMINOÁCIDOS, CROMATOGRAFIA QUANTITATIVA

Veja também:
     TRIPTOFANO pág. 313, HISTIDINA pág. 309 e ALANINA pág. 303.

                                        Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                                 307
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance – HPLC.

SANGUE
Valores de Referência:
 Fenilalanina:                                           Valina:
Prematuros         2,0 a 7,5 mg/dL                      Prematuros           0,93 a 2,11 mg/dL
R.Nascido (1 dia)  1,2 a 3,4 mg/dL                      R.Nascido (1 dia)    0,94 a 2,88 mg/dL
Adultos            0,8 a 2,0 mg/dL                      1m a 3m              1,70 a 2,84 mg/dL
                                                         4m a 2a              0,67 a 3,07 mg/dL
 Tirosina:                                              3a a 10a             1,50 a 3,31 mg/dL
Prematuros         7,0 a 24,0 mg/dL                     11a a 18a            1,83 a 3,37 mg/dL
R.Nascido (1 dia)  1,6 a 3,7 mg/dL                      adultos              1,65 a 3,71 mg/dL
Adultos            0,8 a 4,9 mg/dL
                                                          Leucina:
 Metionina:                                             Prematuros           0,59 a 1,25 mg/dL
Prematuros         0,45 a 0,59 mg/dL                    R.Nascido (1 dia)    0,62 a 1,43 mg/dL
1m a 3m            0,18 a 0,44 mg/dL                    1m a 3m              0,97 a 1,75 mg/dL
4m a 6m            0,24 a 0,73 mg/dL                    4m a 2a              0,59 a 2,03 mg/dL
7m a 2a            0,04 a 0,43 mg/dL                    3a a 10a             0,73 a 2,33 mg/dL
3a a 10a           0,16 a 0,24 mg/dL                    11a a 18a            1,03 a 2,28 mg/dL
11a a 18a          0,24 a 0,55 mg/dL                    adultos              0,98 a 2,29 mg/dL
adultos            0,09 a 0,60 mg/dL                     Isoleucina:
                                                         Prematuros           0,26 a 0,78 mg/dL
                                                         R.Nascido (1 dia)    0,35 a 0,69 mg/dL
                                                         1m a 3m              0,59 a 0,95 mg/dL
                                                         4m a 6m              0,50 a 1,61 mg/dL
                                                         7m a 2a              0,34 a 1,23 mg/dL
                                                         3a a 10a             0,37 a 1,10 mg/dL
                                                         11a a 18a            0,50 a 1,24 mg/dL
                                                         adultos              0,48 a 1,28 mg/dL
Condição:
     0,2 mL Soro.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso.
Laboratórios:
     Separar imediatamente após coleta e congelar.
Conservação de envio:
     Até 20 dias entre 0o e - 10o C.




                                                                                             Continua...

Continuação...AMINOÁCIDOS, CROMATOGRAFIA QUANTITATIVA

URINA
308                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Valor de Referência – Urina 24 horas:
 Fenilalanina - mg/24hs                                 Valina - mg/24hs
10 dias a 7 semanas 1,2 a 1,7                          10 dias a 7 semanas 1,4 a 3,2
3 a 12 anos         4,0 a 17,5                         3 a 12 anos         1,8 a 6,0
Adulto              < 16,5                             Adulto              2,5 a 11,9
 Tirosina - mg/24hs                                     Leucina - mg/24hs
10 dias a 7 semanas 4,0 a 7,2                          10 dias a 7 semanas  0,9 a 2,0
3 a 12 anos         7,2 a 30,4                         3 a 12 anos          3,0 a 11,0
Adultos              12,0 a 55,1                       Adulto               2,6 a 8,1
 Metionina - mg/24hs                                    Isoleucina - mg/24hs
10 dias a 7 semanas 0,1 a 1,9                          10 dias a 7 semanas  < 0,4
3 a 12 anos         3,0 a 14,2                         3 a 12 anos          2,0 a 7,0
Adulto              < 9,3                              Adulto               5,0 a 24,0

Valores de Referência - Urina recente (amostra isolada):
 Tirosina – nmoL/mg creatinina:                         Fenilalanina – nmoL/mg creatinina:
Prematuros(até 6 semanas)  1090 a 6780                 Prematuros(até 6 semanas)  920 a 2280
0 a 1 mês  220 a 1650                                  0 a 1 mês  91 a 457
2 a 24 meses  333 a 1550                               2 a 24 meses  175 a 1340
3 a 18 anos  122 a 517                                 3 a 18 anos  61 a 314
Adultos        90 a 290                                Adultos       51 a 250
 Metionina – nmoL/mg creatinina:                        Isoleucina – nmoL/mg creatinina:
Prematuros(até 6 semanas)  500 a 1230                  Prematuros(até 6 semanas)  250 a 640
0 a 1 mês  342 a 880                                   0 a 1 mês  125 a 390
2 a 24 meses  174 a 1090                               2 a 24 meses  38 a 342
3 a 18 anos  16 a 114                                  3 a 18 anos  10 a 126
Adultos        38 a 210                                Adultos       16 a 180
 Valina – nmoL/mg creatinina:                           Leucina – nmoL/mg creatinina:
Prematuros(até 6 semanas)  180 a 890                   Prematuro (até 6 semanas)  190 a 790
0 a 1 mês  113 a 369                                   0 a 1 mês  78 a 195
2 a 24 meses  99 a 316                                 2 a 24 meses  70 a 570
3 a 18 anos  58 a 143                                  3 a 18 anos  30 a 500
Adultos        27 a 260                                Adultos       30 a 150
Condição:
     Crianças: Urina recente.
     Adultos: *Urina 24h.
     - *Usar 20 mL de Tolueno.
Informações necessárias:
     Medicamentos em uso.
Laboratórios:
     *Enviar 10 mL de Urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Até 15 dias entre 0o e - 10o C.




Biotinidase
Comentários:

                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                          309
    É utilizado para triagem da deficiência de atividade da biotinidase no Teste do Pezinho. A deficiência da
    biotinidase é um distúrbio autossômico recessivo que leva à pouca disponibilidade de biotina, co-fator
    para atividade de várias enzimas. Incidência no Brasil: 1:125.000 nascidos. As formas severas cursam
    com alterações do SNC (ataxia, convulsões, retardo neuropsicomotor, hipoacusia), cegueira, alterações
    de pele e anexos. Diagnóstico precoce permite reposição oral da biotina, o que pode reverter o quadro
    clínico.
Método:
    Colorimétrico
Valor de Referência:
    Normal
Condição:
    2 círculos de Sangue em papel de filtro saturado nos dois lados do papel.
Laboratórios:
    Deixar secar a gota de sangue e envolver em papel alumínio e saco plástico.



Fenilalanina  PKU
Comentários:
    Utilizado para triagem da fenilcetonúria (PKU) no teste do pezinho. A PKU é a mais freqüente das
    aminoácidopatias. Incidência no Brasil: 1:15.000. É um erro inato do metabolismo localizado no braço
    longo do cromossomo 12, sendo herança autossômica recessiva. Resulta de deficiência da fenilalanina-
    hidroxilase que catalisa a conversão da fenilalanina em tirosina. A hiperfenilalaninemia é deletéria ao
    SNC, acarretando atraso do desenvolvimento neuropsicomotor. Aumento transitório da fenilalanina pode
    ocorrer por “imaturidade das enzimas” com subseqüente normalização. Para evitar falso-negativos, este
    exame deve ser realizado após 48h de vida, tendo o recém-nascido recebido aleitamento. Fenilalanina
    também pode ser detectada em amostras de urina recente e de 24 horas.
Método:
    Fluorimetrico modificado
Valor de Referência:
    Até 4 mg/dL
Condição:
    2 círculos de Sangue (separados) em papel de filtro saturado nos dois lados do papel.
    - Colher após 4o dia do nascimento.
Laboratórios:
    Deixar secar a gota de Sangue em temperatura ambiente e envolver em papel alumínio para enviar.
Conservação para envio:
    Após a dosagem conservar o papel de filtro por 30 dias entre 2 o e 8o C em embalagem plástica (abrigo
    da luz) com vedação.




Galactose Total – triagem neonatal
Comentários:
   Utilizado para triagem de galactossemia no Teste do Pezinho. A Galactosemia é uma doença
310                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    autossômica recessiva, causada pela deficiência das enzimas galactose-1-fosfato-uridil-transferase
    (forma clássica), uridina-difosfato-galactose-4-epimerase e da galactoquinase. Acarreta no acúmulo da
    galactose no sangue e tecidos. Incidência: 1:60.000 a 1:80.000 nascidos. Manifesta-se com sinais e
    sintomas gastro-intestinais, icterícia, catarata, retardo mental e susceptibilidade a sepsis por E. coli.
    Dieta sem galactose deve ser mantida por toda vida para que se evite a manifestação da deficiência.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Recém Nascido - até 10,0 mg/dL
Condição:
    2 círculos de sangue separados em papel de filtro saturado nos dois lados do papel.
Laboratórios:
    Deixar secar a gota de sangue e envolver em papel alumínio para enviar.
Conservação para envio:
    - Até 72 horas em temperatura ambiente.
    - Até 30 dias entre 2o e 8o C.



Hemoglobinopatias, triagem neonatal
Comentários:
    Utilizado para triagem de hemoglobinopatias no Teste do Pezinho. As Hemoglobinopatias são um grupo
    de desordens genéticas caracterizadas pela produção anormal de cadeias de hemoglobina. Apresentam
    alta prevalência na população brasileira em virtude da miscigenação racial. O recém-nascido normal
    apresenta HbA e Hbfetal. A HbF predomina ao nascimento, com seus níveis decrescendo até os 36
    meses de idade. São conhecidas, aproximadamente, 400 hemoglobinas variantes. As anormalidades da
    síntese da hemoglobina são divididas em 3 grupos: 1) produção de molécula anormal (ex:
    drepanocitose); 2) redução na quantidade de proteína normal (ex: talassemia); 3) anormalidade de
    desenvolvimento (ex: persistência de hemoglobina fetal). Resultados anormais devem ser confirmados
    após 4 meses de idade com eletroforese de hemoglobina.
Método:
    Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
    Ausência de Hemoglobina anômala
Condição:
    2 círculos de sangue total coletado em cartão.
Laboratórios:
    Deixar secar a gota de sangue e envolver em papel alumínio para enviar.
Conservação para envio:
    Até 24 horas em temperatura ambiente.
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.




Histidina, Aminoácido quantitativo
Comentários:


                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               311
     Utilizado para detecção de erro inato do metabolismo das proteínas. A histidina é um aminoácido de
     importância na síntese das bases púricas e pirimídicas. Aumento dos níveis plasmáticos podem ser
     encontrados na Histidinemia (retardo mental e distúrbio da fala), gravidez (aumento de até 50%),
     elevação transitória do neonato e na hemólise.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
      Prematuros            0,47 a 1,09 mg/dL
      R. Nascido (1 dia)  0,76 a 1,77 mg/dL
      1 a 3 meses           0,82 a 1,14 mg/dL
      4 a 6 meses           1,49 a 2,12 mg/dL
      7 meses a 2 anos  0,37 a 1,74 mg/dL
      3 a 10 anos           0,37 a 1,32 mg/dL
      11 a 18 anos          0,99 a 1,64 mg/dL
      Adultos               0,50 a 1,66 mg/dL
Condição:
     0,2 mL Soro.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
Laboratórios:
     Separar imediatamente após coleta e congelar.
Conservação para envio:
     Até 20 dias entre 0o e - 10o C.




HIV-1, neonatal
Comentários:
    Útil para triagem de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) no Teste do Pezinho. A
    infecção pelo HIV por via vertical apresenta evolução clínica mais grave que nas outras formas de
    transmissão. Neonatos de mães HIV positivo podem ser soropositivos até 18 meses, tendo em vista que
    a IgG atravessa barreira placentária. No Teste do Pezinho realiza-se a pesquisa de anticorpos para
    antígeno viral HIV-1 do envelope (ENV GP41). É necessário a complementação da sorologia em caso de
    HIV neonatal positivo. A pesquisa do HIV com PCR é útil para se confirmar a infecção em crianças.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    2 círculos de sangue em papel filtro saturado nos dois lados do papel.
    - Recém nascidos de 3 a 5 dias.
Laboratórios:
    Deixar secar a gota de sangue e envolver em papel alumínio e saco plástico.




Rubéola IgM neonatal
Comentários:
312                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Útil para diagnóstico da infecção congênita pelo vírus da rubéola no Teste do Pezinho. A infecção
    materna pelo vírus da rubéola pode gerar aborto ou feto com má formações (Síndrome da Rubéola
    Congênita). A presença de anticorpos IgM para Rubéola no neonato é indicativo de rubéola congênita,
    pois esse não atravessa a barreira placentária. Deve ser complementada pela sorologia caso positiva ou
    haja suspeita clínica. Ressalta-se que 20% dos neonatos infectados não produzem IgM antes de 30 dias
    de idade.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    2 círculos de sangue em papel filtro saturado nos dois lados do papel.
Laboratórios:
    Deixar secar a gota de Sangue e envolver em papel alumínio e saco plástico.




Sífilis IgM neonatal
Comentários:
    Triagem neonatal de sífilis no teste do pezinho. A presença de anticorpo IgM para treponema caracteriza
    uma infecção aguda, sendo útil no diagnóstico da sífilis congênita. Resultado negativo não exclui esta
    infecção (sensibilidade de 80%). Deve ser complementada pela sorologia caso seja positiva ou haja
    suspeição clínica. Ressalta-se que VDRL e FTA-ABS positivos em recém-nascidos são de difícil
    interpretação devido possibilidade de transferência materna. Entretanto, na infecção congênita os títulos
    se mantém ou se elevam com o passar dos meses.
Método:
    Imunoensaio enzimático por captura
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    2 círculos de sangue em papel filtro saturado nos dois lados do papel.
    - Recém nascidos de 3 a 5 dias.
Laboratórios:
   Deixar secar a gota de sangue e envolver em papel alumínio e saco plástico.




T4 neonatal
Comentários:

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                313
    Utilizado para triagem do hipotireoidismo congênito (HC) no Teste do Pezinho. A produção inadequada
    do hormônio da tireóide no HC tem várias causas: agenesia ou ectopia da tireóide, distúrbios da
    hormonogênese, cretinismo endêmico e hipopituitarismo. Incidência no Brasil: 1:2980 a 1:8278
    nascidos-vivos. O T4 neonatal deve ser sempre analisado em conjunto com o TSH neonatal. Aceita-se
    como normais valores de até 22 g/dl em virtude de interferência da tireoglobulina (TBG) materna.
    Valores baixos de T4 neonatal podem ocorrer em neonatos com baixa TBG, o que é freqüente no sexo
    masculino (1 em 5.000 a 10.000 nascimentos). Neonatos com hipotireoidismo podem apresentar T4
    neonatal normal devido ao aumento da TBG. Valores baixos podem decorrer da prematuridade, baixo
    peso e infecções intercorrentes. A confirmação do HC deve ser realizada com as determinações do T4
    livre e do TSH ultra sensível séricos.
Método:
    Imunofluorimetria
Valor de Referência:
     Desejável  6,0 a 17,0 g/dL
     Aceitável  limite superior até 22,0 g/dL em virtude do TBG materno
Condição:
    2 círculos de sangue em papel de filtro saturado nos dois lados do papel.
    - Colher após o 4o dia do nascimento.
Laboratórios:
    Deixar secar a gota de sangue em temperatura ambiente e envolver em papel alumínio para enviar.
Conservação para envio:
    Após a dosagem, conservar o papel de filtro por 30 dias entre 2 o e 8o C em embalagem plásatica (abrigo
    da luz) com vedação.




TSH neonatal
Comentários:
    Utilizado na triagem do hipotireoidismo congênito (HC) no teste do pezinho. Os valores normais de TSH
    neonatal são menores que 10 UI/ml. Aceita-se como normais valores até 40 UI/ml com queda rápida
    em 10 dias. Valores entre 40-100 UI/ml também podem decorrer de outras condições: anóxia perinatal,
    icterícia, pré-termo, síndrome do desconforto respiratório, doença hipertensiva materna e descolamento
    prematuro de placenta. Nestes casos os valores também se normalizam em 10 dias. Elevações
    persistentes são características de hipotireoidismo.
Método:
    Imunofluorimetria
Valor de Referência:
     < que 10 UI/mL
     Aceitável: < 40 UI/mL com queda rápida em 10 dias
Condição:
    2 círculos de sangue em papel de filtro saturado nos dois lados do papel.
    - Colher após 4o dia do nascimento.
Laboratórios:
    Deixar secar a gota de sangue em temperatura ambiente e envolver em papel alumínio para enviar.
Conservação para envio:
    Após a dosagem, conservar o papel de filtro por 30 dias entre 2o e 8o C em embalagem plásatica (abrigo
    da luz) com vedação.




Toxoplasmose IgM neonatal
Comentários:
314                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Triagem neonatal de infecção congênita pelo Toxoplasma goondi no teste do pezinho. A transmissão
    transplacentária ocorre na infecção materna recente. Em mães com infecção aguda não-tratada, infecção
    congênita ocorre na seguinte probabilidade: 1º trimestre 10-25%; 2º trimestre 30-54%; 3 trimestre 60-
    65%. A infecção transplacentária no início da gestação é mais grave. Incidência de 1:3.000 nascidos.
    Caso a triagem da toxoplasmose seja positiva, deve ser complementada pelos métodos sorológicos
    tradicionais, sendo a IgA mais sensível que o IgM no diagnóstico da infecção congênita.
Método:
    Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência:
    Negativo
Condição:
    2 círculos de sangue em papel filtro saturado nos dois lados do papel.
    - Recém nascidos com 3 a 5 dias.
Laboratórios:
    Deixar secar a gota de sangue e envolver em papel alumínio e saco plástico.



Tripsina neonatal  Fibrose Cística
Comentários:
    Triagem neonatal no Teste do Pezinho. A Fibrose Cística ou mucoviscidose, é uma herança autossômica
    recessiva decorrente de mutações genéticas, localizadas no cromossomo 7, que determinam deficiência
    da proteína responsável pelo transporte de cloro pelas células epiteliais, acarretando distúrbio da
    secreção exócrina (muco espesso). Incidência: 1:2.000 a 1:9.000 nascidos-vivos. A mutação mais
    comum em crianças brancas é a F508, havendo mais de 150 mutações descritas. Acúmulo de tripsina
    decorre da obstrução dos ductos pancreáticos. A confirmação da doença requer níveis aumentados de
    cloreto de sódio no suor (iontoforese) e PCR para fibrose cística. O diagnóstico precoce permite
    intervenções terapêuticas precoces e o aconselhamento genético aos pais.
Método:
    Imunofluorimetria
Valor de Referência:
     0 a 30 dias  até 204 ng/mL
     alerta        > que 250 ng/mL
Condição:
    2 círculos de Sangue em papel de Filtro saturado nos dois lados do papel.
    - Colher após 4o dia do nascimento.
Laboratórios:
    Deixar secar a gota de sangue em temperatura ambiente e envolver em papel alumínio para enviar.
Conservação para envio:
    Após a dosagem, conservar o papel de filtro por 30 dias entre 2 o e 8o C em embalagem plásatica (abrigo
    da luz) com vedação.




Triptofano, Aminoácido quantitativo
Comentários:

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               315
     Utilizado para detecção de erro inato do metabolismo de proteínas. Encontra-se elevado na
     hipertriptofanemia, sepse e encefalopatia hepática. Diminui na síndrome carcinóide, Doença de Hartnup,
     hipotermia, pós-operatório, enterite regional, pelagra e desnutrição protéico-calórica.
Método:
     Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
Valor de Referência:
      Prematuros         0,30 a 0,92 mg/dL
      Recém Nascido  < 1,37 mg/dL
      Adultos             0,51 a 1,49 mg/dL
Condição:
     0,2 mL de Soro.
Informações necessárias:
     Informar medicamentos em uso.
Laboratórios:
     Separar imediatamente após coleta e congelar.
Conservação para envio:
     Até 20 dias entre 0o a - 10o C.




316                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI   317
2,5 Hexanodiona Urinária
Comentários:
     Dosagem utilizada como monitorização biológica da exposição ao n-hexano, visando a prevenção de
     alterações da saúde do trabalhador. Após o processo de biotransformação do n-hexano o principal
     produto excretado na urina é a 2,5 hexanodiona. O n-hexano é prontamente absorvido por qualquer via,
     porém a intoxicação comumente ocorre pela inalação de seus vapores nas exposições ocupacionais ou
     quando é usado como droga de abuso. Pode produzir neuropatia periférica e nas intoxicações graves:
     fraqueza, perda de peso, anorexia, câimbras nas extremidades dos músculos inferiores.
Método:
     Cromatografia Gasosa
Valor de Referência:
     Não detectável
      IBMP: 5,0 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, Mt/Br)
Condição:
     50 mL de Urina final jornada de trabalho - Urina recente - Urina 24h.
     - Para avaliação da exposição ocupacional recomenda-se a coleta de duas amostras de urina, uma de
     início e outra do final da jornada de trabalho.
Interferentes:
     A exposição simultânea ao tolueno inibe consideravelmente a excreção urinária da 2,5 hexanodiona.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Refrigerar.



Acetona, dosagem
Comentários:
     Dosagem utilizada para avaliar os níves de acetona no organismo. A acetona é rapidamente absorvida
     pelo trato respiratório, calculando-se em torno de 70% a absorção de determinada concentração inalada.
     O seu principal efeito tóxico ocorre a nível de sistema nervoso central. A sua inalação determina irritação
     e bronco espasmo, bradicardia e hipotermia.
Método:
     Cromatografia Gasosa (headspace)
Informações necessárias:
     Informar se é diabético.

SANGUE
Valor de Referência:
     0,3 a 2,0 mg/dL (para indivíduos não diabéticos e em caso de jejum prolongado).
     Cetoacidoses              10,0 a 70,0 mg/dL
     Exposição Ocupacional  < que 10,0 mg/dL
     Níveis Tóxicos            > que 20,0 mg/dL
Condição:
    5,0 mL de Plasma Fluoretado.
Conservação de envio:
    Congelar.




                                                                                                    Continua...
318                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                                                                       Continuação...ACETONA, DOSAGEM

URINA
Valor de Referência:
     0,3 mg/dL
     Exposição Ocupacional: > 27,0 mg/dL
Condição:
    5,0 mL de Urina recente - Urina início ou final de jornada.
    - Usar 100 mg Fluoreto para cada 100 mL de Urina.
Laboratórios:
    Especificar tipo de urina.
Conservação de envio:
    Congelar.




Ácido Delta Amino Levulínico  ALA-U
Comentários:
     É o indicador de efeito mais utilizado nas exposições ao chumbo. A ação nociva do chumbo no
     organismo é precocemente revelada pelos sinais decorrentes da alteração na síntese do heme. O Pb
     inibe a enzima ácido delta aminolevulínico desidratase em combinação com o aumento da Ala-S, levando
     a um aumento do ácido delta aminolevulínico na urina.
Método:
     Colorimétrico
Valor de Referência:
     Urina isolada:  até 4,5 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
                       IBMP  10,0 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
     Urina 24h:  Adulto  até 7,5 mg/24h
                    Criança  até 4,9 mg/24h
Condição:
     50 mL de Urina recente - Urina início ou final jornada de trabalho - Urina 24h.
     - Não coletar amostras às segundas-feiras.
     - Colher ao final da jornada de trabalho, a partir do 15o dia de exposição.
     - Usar Ácido Acético 8M(10 mL/L de Urina) ou Ácido Acético concentrado(pH da amostra entre 4,0 e 4,5).
Interferentes:
     Barbitúricos, clordiazepóxido, cloroquina, clorpropamida, diazepam, ergotamina, estrógenos, etanol,
     hidantoinatos, sulfamídicos.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina e enviar em Frasco âmbar (sensível à luz). Enviar 50 mL e informar volume total,
     horário inicial e final da coleta. O congelamento da amostra deve ser evitado.
Conservação de envio:
     Refrigerar.




                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                319
Ácido Delta Amino Levulínico Desidratase  ALA-D
Comentários:
     A atividade da enzima ácido delta aminolevulínico desidratase pode ser usada como indicador biológico
     de efeito (avaliação tóxica resultante da exposição) nas exposições ao chumbo. O chumbo inibe a ação
     da enzima, levando a uma diminuição na síntese do heme.
Método:
     Colorimétrico
Valor de Referência:
     30 a 60 U/L Eritrócitos
Valor de Referência correlacionado com Chumbo:
     Chumbo g/dL                  ALA-D U/L de Eritrócitos
     30,0                             21,1 a 43,4
     31,0 a 44,0                      16,7 a 34,9
     45,0 a 49,0                      12,5 a 23,5
     60,0                              8,8 a 15,8
Condição:
     3,0 mL de Sangue Total (Heparina).
Interferentes:
     Álcool, tabaco, arsênico e cádmio podem inibir a atividade da Ala-D.
Laboratórios:
     Enviar o mais rápido possível em frasco protegido da luz.
Conservação de envio:
     Refrigerar.




Alumínio
Comentários:
    O alumínio é um elemento não essencial considerado tóxico, porém de grande uso clínico como
    antiácido e como agente quelante de fosfato para pacientes em diálise. Os principais efeitos tóxicos do Al
    são no SNC e no metabolismo osséa. O Ministério da Saúde define como critério de avaliação que o
    alumínio deva ser monitorado pelo menos uma vez ao ano. Os valores de referência para pacientes em
    hemodiálise e para trabalhadores expostos não devem ser comparados, porque os compostos de
    alumínio não são os mesmos.
Método:
    Espectrofotometria de Absorção Atômica (Forno de grafite com corretor Zeeman)
Laboratórios:
    Informar obrigatoriamente: se está em tratamento com medicamento a base de alumínio (antiácidos), se
    possui história de falha renal crônica, se faz tratamento de hemodiálise. Enviar material em tubo plástico
    previamente desmineralizado (kit fornecido pelo laboratório).
    Procedimento para Desmineralização: Deixar o material (preferencialmente virgem) em imersão em
    solução de Ácido Nítrico 5 a 10% por 48 horas. Enxágüe no mínimo 3 vezes em H2O (a melhor qualidade
    possível). Secar em estufa a  60o C (o recipiente de secagem deverá ser coberto com papel filtro, preso
    com elástico). Sempre mantenha protegido contra poeiras.
    - Lembrar que o Alumínio é um elemento abundante e precauções especiais deverão ser tomadas para
    evitar possível contaminação da amostra. Não utilize luvas de látex para manipular amostras e materiais
    para análises de elementos em baixas concentrações.
320                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Conservação de envio:
   Refrigerar.




                                                                                                 Continua...

Continuação...ALUMÍNIO

SANGUE
Valor de Referência:
    < 10,0 g/L  para indivíduos sem história de IRC (Insuficiência Renal Crônica)
    Nota: A agência nacional de vigilância sanitária (portaria número 82, de 3 de janeiro de 2000) estabelece
    parâmetros para avaliação dos níveis de alumínio em pacientes portadores de insuficiência renal crônica:
    . Valores < 30 g/L  exames anuais
    . Valores > 30 g/L  realizar teste da Desferroxamina (DFO)
    Teste da Desferroxamina: Infunde-se DFO (5,0 mg/kg) durante os 60 últimos minutos da sessão de
    diálise e dosa-se o Al após 48 horas (antes da próxima sessão de diálise). Aumentos de 50,0 g/L em
    relação ao valor basal indicam teste posiitvo.
Condição:
    3,0 mL de Soro (tubo especial desmineralizado).

URINA
Valor de Referência:
     Urina recente: 3,0 a 10,0 g/L
     Urina 24 horas: < 10,0 g/24 horas
Condição:
     3,0 mL de Urina recente - Urina 24 horas.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353




Arsênico
Comentários:
    O arsênico na urina é utilizado como indicador biológico para a avaliação da exposição ocupacional. As
    exposições ao arsênico no ambiente de trabalho, normalmente ocorrem por compostos inorgânicos.
    Aparece contaminando vários elementos (especialmente peixes e crustáceos) e a água, devendo sempre
    avaliar as fontes não ocupacionais e a dieta do trabalhador para melhor correlacionar os níveis urinários
    do As, com a exposição ocupacional. O arsênico e certos compostos arsenicais são considerados
    carcinogênicos.
Método:
    Expectrofotometria de Absorção Atômica (gerador de hidretos)
Valor de Referência:
     até 10,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
     IBMP  50,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
Condição:
    50 mL de Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - Urina 24h.
    Obs.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
    - Durante 3 dias que antecedem o exame, não comer frutos do mar.
    - Recomenda-se colher o material no final da jornada semanal de trabalho.

                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               321
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, enviar 50 mL e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Refrigerar.




Cádmio
Comentários:
     O cádmio é um agente tóxico acumulativo e sua meia vida biológica é de 10 a 30 anos. Pode ser
     absorvido pela via pulmonar e pelo trato gastrointestinal. Acumula-se nos pulmões, fígado e rins, sendo
     muito lentamente excretado pela urina. O cádmio atua sobre o SNC e especialmente sobre os rins. A
     lesão renal leva a distúrbios no metabolismo de cálcio e fósforo. Podem ocorrer danos pulmonares.
     Possui ação carcinogênica.
Método:
     Espectrofotometria de Absorção Atômica (Forno de Grafite com corretor zeeman)
Valor de Referência:
      até 2,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
      IBMP  5,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
Condição:
     10 mL de Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - Urina 24h.
     Obs.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
Informações necessárias:
     Informar se é fumante.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, enviar 10 mL e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Refrigerar.




Carboxi Hemoglobina
Comentários:
     Avalia exposição ao monóxido de carbono (CO) e diclorometano (cloreto de metileno). Sua ação tóxica
     advém da forte ligação química por coordenação, que o CO estabelece com o átomo de ferro da fração
     heme da hemoglobina formando a carboxihemoglobina, pigmento anormal do sangue, incapaz de
     transportar o oxigênio. A presença da carboxihemoglobina também dificulta a dissociação da
     oxihemoglobina presente, diminuindo ainda mais a disponibilidade de oxigênio aos tecidos. O
     diclorometano produz CO no organismo e possui potencial mutagênico.
Método:
     Co-Oxímetro - Espectrofotometria
Valor de Referência:
      Não Fumante e não exposto ocupacionalmente          até 1,0% (NR-7, 1994, MT/Br)
      IBMP para diclomometano e monóxido de carbono - Não fumante  até 3,5% (NR-7, 1994, MT/Br)
      Fumantes (1 a 2 maços/dia)      4,0 a 5,0%
      Fumantes (mais 2 maços/dia)  8,0 a 9,0%
      Sintomas de intoxicação         > 10,0%
      Nível tóxico                    > 20,0%
Condição:
     5,0 mL de Sangue Total (Heparina/EDTA).
     - Recomenda-se coletar material de final de jornada de trabalho.
Informações necessários:
322                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
   Informar se é fumante.
Conservação de envio:
   Refrigerar.




Cobre
Comentários:
   Dosagem utilizada para avaliar os níveis de cobre no organismo, visando detectar a deficiência ou a
   intoxicação pelo metal. A deficiência do cobre pode causar defeitos na pigmentação, sistema cardíaco,
   vascular e no esqueleto. Desempenha importante função no metabolismo do ferro. Pode estar diminuído
   na doença de Wilson, queimaduras, etc. A intoxicação por cobre pode acontecer com o uso de DIU
   (contendo cobre), ingestão de soluções e alimentos contaminados e exposição a fungicidas que
   contenham o metal. Caracteriza-se por náuseas, vômitos, queimação epigástrica e diarréia. Os efeitos
   tóxicos sistêmicos incluem: hemólise, necrose hepática, hemorragia intestinal, oligúria, azotemia,
   hemoglobinúria, hematúria, proteinúria, hipotensão, taquicardia, convulsões, coma e morte.


SANGUE
Método:
     Espectrofotometria de Absorção Atômica (Chama)
Valor de Referência:
      até 6 meses             20,0 a 70,0 g/dL
      6 meses a 6 anos        90,0 a 190,0 g/dL
      6 anos a 12 anos        80,0 a 160,0 g/dL
      Homem                   70,0 a 140,0 g/dL
      Homem > 60 anos         85,0 a 170,0 g/dL
      Mulher                  80,0 a 155,0 g/dL
      Mulher > 60 anos        85,0 a 190,0 g/dL
      Grávidas                118,0 a 302,0 g/dL
Condição:
     2,0 mL de Soro.
Informações necessárias:
     Informar sexo, idade, se paciente está grávida ou em uso de anticoncepcional.
Conservação de envio:
     Refrigerar.


URINÁRIO
Método:
     Espectrofotometria de Absorção Atômica (Forno de grafite com corretor zeeman)
Valor de Referência - Urina recente:
     15,0 a 50,0 g/L
Valor de Referência - Urina 24h:
     2,0 a 80,0 g/24h
Condição:
     10 mL de Urina recente - Urina 24h.
     Recomenda-se acidificar a urina (pH=2) com HNO36N.
     Obs.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
Laboratórios:
     Enviar 10 mL de urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353

                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                     323
Conservação de envio:
   Refrigerar.




Coproporfirinas, dosagem
Comentários:
     O chumbo provoca a inibição da enzima coproporfirinogênio descarboxilase, levando ao aumento da
     coproporfirina nos eritrócitos e na urina. É uma alteração tardia e inespecífica, fornecendo níveis mais
     elevados significativamente quando os valores de chumbo no sangue estão acima de 70,0 mcg/dl.
     A COPRO -U também pode estar aumentada em estado febris, anemia hemolítica e perniciosa, febre
     reumática, poliemielite, cirrose hepática e na presença de outros metais como Hg, Ag, Sb, Bi e Zn. Sua
     determinação deve ser usada para a triagem de casos de intoxicação inicial.
Método:
     Colorimétrico
Valor de Referência:
      Normais        até 100 g/g de creatinina
      Exposição  até 250 g/g de creatinina
Condição:
     50 mL de Urina recente - Urina 24h.
     - Coletar ao final da jornada de trabalho, a partir do 15o dia após o início da exposição.
     - Usar Bicarbonato de Sódio 5 g/L de Urina. Refrigerar.
     - Usar frasco âmbar.
Laboratórios:
     Enviar 50 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Refrigerar.




Cromo
Comentários:
     Avalia a exposição ocupacional ao cromo que está associada, principalmente, ao câncer do trato
     respiratório. É irritante e corrosivo para pele e mucosas devido à sua capacidade de desnaturar proteínas
     e ácidos nucléicos. Nas exposições ocupacionais ocorrem dermatites de contato, eczema, ulcerações,
     rinite e asma brônquica.
Método:
     Espectrofotometria de Absorção Atômica (Forno de Grafite com corretor zeeman)
Valor de Referência:
      até 5,0 g/g creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
      IBMP  30,0 g/g creatinina (NR-7,1994,MT/Br)
Condição:
     10 mL de Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - Urina 24h.
     - Recomenda-se a coleta ao final da jornada semanal de trabalho.
     Obs.: Não colher em local de trabalho. Retirar o uniforme, lavar as mãos e genitália antes de colher.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, enviar 10 mL e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
324                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     Refrigerar.




Chumbo
SANGUE
Comentários:
    É um indicador biológico de exposição e serve para avaliar a dose interna de Pb no organismo. Ocorre
    como contaminante ambiental em consequência de seu largo emprego industrial. É absorvido pelas vias
    respiratórias, digestiva e cutânea. Exerce ação tóxica na biossíntese do heme, no sistema nervoso, no
    sistema renal e no fígado. Apresenta efeito cumulativo no organismo e deposita-se nos ossos com uma
    meia vida de cerca de 20 anos.
Método:
    Espectrofotometria de Absorção Atômica (Chama)
Valor de Referência:
     até 40,0 g/dL (NR-7, 1994, MT/Br)
     IBMP  60,0 g/dL (NR-7, 1994, MT/Br)
Condição:
    5,0 mL de Sangue Total (Heparina).
    Horário de coleta não é crítico desde que o trabalhador esteja em trabalho contínuo nas últimas 4
    semanas, sem afastamento maior que 4 dias.
Conservação de envio:
    Refrigerar.

URINA
Comentários:
     É o indicador biológico utilizado na monitorização de absorção dos compostos orgânicos de chumbo.
     Também é muito útil após a administração de agentes quelantes.
Método:
     Espectrofotometria de Absorção Atômica (Forno de Grafite com corretor zeeman)
Valor de Referência:
      até 50,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
      IBMP  100,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
Condição:
     10 mL de Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - Urina 24h.
     - Recomenda-se coletar amostra de final de jornada de trabalho.
     Obs.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina e enviar 10 mL, informar volume total, horário inicial e final da coleta. Acidificar a
     urina (pH=2) com HNO36N.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Refrigerar.




                                  Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                     325
Etanol
Comentários:
     Avalia o nível de etanol no organismo. A principal via de absorção é a oral e a mais importante
     manifestação da intoxicação pelo etanol é a depressão do sistema nervoso central. A intoxicação aguda
     provoca alteração digestiva e nervosa, a intoxicação crônica provoca alterações digestivas, hepáticas,
     cardiovasculares, sangüíneas, endócrinas e psíquicas.
Método:
     Cromatografia Gasosa (headspace)
Valor de Referência:
      Intoxicação Moderada  50,0 a 100,0 mg/dL
      Intoxicação Acentuada  101,0 a 400,0 mg/dL
      Intoxicação Grave         > que 400,0 mg/dL
Condição:
     5,0 mL de Plasma Fluoretado.
     50 mL de Urina recente - Urina início ou final jornada de trabalho.
     - Urina: Usar 100 mg Fluoreto para cada 100 mL de urina.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Congelar o material e enviar rapidamente para análise.

Fenol
Comentários:
    É um teste útil para avaliar a exposição ao fenol que é facilmente absorvido através da mucosa, pele e
    excretado pela urina, principalmente, na forma conjugada. É corrosivo, levando a severa ulceração,
    queimaduras e intoxicações crônicas, tais como, transtornos digestivos e disfunção do sistema nervoso.
    Nota: até 1994 o fenol urinário era utilizado como indicador na avaliação da exposição recente ao
    benzeno já que é o principal metabólito deste solvente. Atualmente não é utilizado devido à proibição
    pelo ministério do trabalho da utilização do benzeno em concentração superior a 2 ppm. O limite anterior
    era de 8 ppm. O fenol urinário deixou de ser o indicador, pois nas condições propostas, a quantidade
    eliminada encontra-se dentro dos valores de referência p/ a população não exposta (20,0 a 30,0 mg/L).
    Fatores que alteram a excreção do fenol:
     Distúrbios Gastrointestinais favorecem a degradação bacteriana de Tirosina e Fenol, aumentam a
       excreção de Fenol.
     Ingestão de Medicação:Fenilsalicilatos,Barbitúricos,Fenolato de Sódio que são metabolizados a Fenol.
     Consumo de Etanol aumenta a excreção do Fenol.
     Exposições simultâneas a Tolueno e Benzeno diminuem a excreção do Fenol, pois o Tolueno age
       como supressor da biotransformação do Benzeno.
     Ingestão de Benzoato de Sódio (usado como conservante de alimentos), aumenta excreção do Fenol.
Método:
    Cromatografia Gasosa
Valor de Referência:
     até 20,0 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
     IBMP  250,0 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
    Em caso de acidentes com benzeno:  até 30,0 mg/L (NR-7, 1978, MT/Br)
                                              IBMP  50,0 mg/L (NR-7, 1978, MT/Br)
Condição:
    50 mL de Urina recente - Urina final jornada de trabalho - Urina 24h.
326                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     - Recomenda-se coletar urina ao final da jornada de trabalho.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, enviar 50 mL de urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Refrigerar.
Fluoreto
Comentários:
     Grande parte deposita-se nos ossos (podendo levar ao aumento da atividade osteoblástica), na tireóide,
     aorta e rins. Pode produzir irritação de mucosas, do trato respiratório e gastrointestinal, além de atuar
     sobre o SNC e tecido muscular. A ingestão de 10 a 80 mg/dia de fluoreto pode levar ao desenvolvimento
     da fluorose óssea, em que o excesso de calcificação dos ossos resulta em fusão das juntas ósseas e
     enrijecimento dos ligamentos.
Método:
     Eletrodo Íon-Específico
Valor de Referência:
      até 0,5 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
      IBMP: 3,0 mg/g creatinina no início da jornada (NR-7, 1994, MT/Br)
              10,0 mg/g creatinina no final da jornada (NR-7, 1994, MT/Br)
Condição:
     Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24h.
     - Obrigatório colher em frasco de polietileno.
     - Recomenda-se coletar no início e ao final da jornada de trabalho, após o 4a dia de trabalho da semana.
     Obs.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, *enviar 50 mL de urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Refrigerar. Caso não seja enviado imediatamente ao laboratório, conservá-la em freezer.

Inseticidas Organoclorados
Comentários:
    Dosagem utilizada como monitorização biológica da exposição aos inseticidas organoclorados, visando a
    prevenção de alterações da saúde do trabalhador. Avalia a relação entre a intensidade da exposição
    com o efeito nocivo provocado no organismo. São distribuídos uniformemente pelo organismo,
    concentrando-se nos tecidos gordurosos, especialmente, no tecido abdominal, no cérebro e fígado. Os
    sinais de intoxicação aguda compreendem: cefaléia, anorexia, perda de peso, mal estar geral,
    transpiração excessiva, alteração dos reflexos profundos e superficiais, reflexos pupilares lentos,
    respiração deprimida, dispnéia, salivação, tremores e hepatomegalia, especialmente, nos casos
    crônicos.
Método:
    Cromatografia Gasosa
Valor de Referência:
    Não detectável
    Nota: Os inseticidas Organoclorados foram proibidos por lei, não sendo citados valores na atual NR-7.
    Em casos positivos, prevalecem os valores citados na NR-7 anterior.
    O procedimento técnico utilizado permite a detecção e quantificação dos seguintes organoclorados:
    heptacloro, aldrin, OP-DDE, PP-DDE, OP-DDD, PP-DDD, OP-DDT, PP-DDT, miurex, alfa-BHC, beta-
    BHC, delta-BCG, gama-BHC, heptacloroepoxi, dieldrin, endrin, endo I, endo II, endo sulfato, metoxicloro.
Condição:
    10,0 mL de Sangue Total (Heparina/EDTA).
    50 mL de Urina recente - Urina 24 h - Urina início ou final jornada de trabalho.
    Obs.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
Laboratórios:
    Especificar tipo de urina, enviar 50 mL e informar volume total.
                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                327
Instruções de Coleta - Urina:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Refrigerar.



Inseticidas Organofosforados
Comentários:
     A monitorização de exposição aos organofosforados pode ser feita pela determinação dos mesmos
     inalterados em sangue e/ou urina e deve ser indicada somente se as amostras forem colhidas até 6
     horas após a exposição. Os inseticidas organofosforados não se acumulam no organismo humano,
     sendo facilmente degradados e excretados. São absorvidos pelas vias inalatória, oral e cutânea.
     Provocam a inativação da colinesterase por ação predominantemente parassimpaticomimética,
     ocasionando acúmulo da acetilcolina no sistema nervoso, produzindo intensa excitação vagal e uma
     despolarização permanente dos músculos esqueléticos.
Método:
     Cromatografia Gasosa
Valor de Referência:
     Não detectável
     Nota: Os valores citados na NR-7 são referentes a atividade da Acetil Colinesterase.
     O procedimento técnico utilizado permite a detecção e quantificação dos seguintes organofosforados:
     Phorate, Diazinon, Malation, Paration metílico, Paration etílico, Ethion.
Condição:
     10,0 mL de Sangue Total (Heparina/EDTA).
     50 mL de Urina recente - Urina 24 h - Urina início ou final jornada de trabalho.
     Obs.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, enviar 50 mL e informar volume total.
Instruções de Coleta - Urina:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Refrigerar.




Manganês
Comentários:
     Indicador biológico para exposição ao manganês. A absorção se dá pelas vias respiratória e
     gastrintestinal. A absorção gastrintestinal está relacionada com o teor de ferro na dieta: indivíduos
     anêmicos absorvem maior quantidade do metal. Sabe-se que a inalação de vapores de manganês
     produz deterioração progressiva do SNC. O KMnO4 atua destruindo as células das mucosas por ação
     cáustica. O manganês concentra-se no cérebro, ossos, fígado, pâncreas e rins. Elimina-se lentamente
     pela urina, bile e fezes.
Método:
     Espectrofotometria de Absorção atômica (Forno de Grafite com corretor zeeman)
Valor de Referência:
     Até 10,0 g/L
Condição:
     10 mL de Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - Urina 24h.
     Obs.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, enviar 10 mL e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Refrigerar.

328                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Mercúrio
Comentários:
    O aumento do nível de mercúrio no organismo ocorre como conseqüência da exposição a vapores ou
    partículas de mercúrio que podem ser encontrados em ambientes de trabalho onde se localiza o referido
    metal. O risco de mercurialismo em tais trabalhadores se constitui num sério problema de saúde
    ocupacional. A inalação representa a principal via de absorção, sendo que seu acúmulo ocorre no SNC,
    rins, fígado, pulmão, coração , baço e intestino. Nas exposições acidentais ocorrem bronquites erosivas e
    pneumonites intesticial, tremores e aumento da excitabilidade do SNC. A intoxicação crônica é
    caracterizada por vômitos, diarréias, ansiedade, perda de peso, tremores e etc.
Método:
    Espectrofotometria de Absorção Atômica (Gerador de Hidretos)
Conservação de envio:
    Refrigerar.

SANGUE
Valor de Referência:
    Até 5,0 g/dL
Condição:
    10,0 mL de Sangue Total (Heparina).

URINÁRIO
Valor de Referência:
     Até 5,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
      IBMP: 35,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
Condição:
     50 mL de Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - Urina 24h.
     - Se não for possível coletar urina 24 horas, recomenda-se coletar a amostra 16 horas após o término da
        exposição.
     Obs.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, enviar 50 mL e informar volume total. Adicionar 1,0 mL de HNO 36N para cada
     100,0 mL de urina.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353


Meta Hemoglobina
Comentários:
    A metahemoglobina constitui um indicador de exposição a anilina, embora não seja específica, pois
    também é indicador de exposição a outros amino ou nitrocompostos ou do uso de certos fármacos. A
    anilina produz ação local no tecido cutâneo e mucosas e, após absorvida, deprime o SNC. O seu
    metabólito, a fenilhidroxilamina, é o responsável em grande parte por suas ações metahemoglobinizantes.
Método:
    CO-Oxímetro (Espectrofotometria)
Valor de Referência:
     até 2,0% (NR-7, 1994, MT/Br)
     IBMP  5,0% (NR-7, 1994, MT/Br)
Condição:
    5,0 mL de Sangue Total (Heparina/EDTA).
    Recomenda-se coletar material de final de jornada de trabalho.
Conservação de envio:
                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             329
      Refrigerar.




Metanol
Comentários:
     É utilizado como indicador biológico na monitorização da exposição ao metanol. A exposição ocupacional
     é, principalmente, aos vapores de metanol e, nessas condições, a introdução e absorção se dá por via
     respiratória, embora possa ocorrer também a absorção cutânea. A ingestão oral de metanol dificilmente
     pode ser vista como um risco ocupacional. A sua toxicidade elevada é devida à metabolização em ácido
     fórmico e formaldeído, sendo o único álcool alifático capaz de produzir uma acentuada acidose
     metabólica. O formaldeído apresenta efeitos danosos seletivos nas células retinianas.
Método:
     Cromatografia Gasosa (Headspace)
Interferentes:
     A ingestão concomitante de bebidas alcoólicas aumenta ligeiramente a concentração do metanol.

SANGUE
Valor de Referência:
     < que 0,15 mg/dL
     Concentrações Tóxicas: > que 20,0 mg/dL
Condição:
    5,0 mL de Plasma Fluoretado. Recomenda-se coletar o material ao final da jornada de trabalho.
Conservação de envio:
    Enviar material congelado.

URINA
Valor de Referência:
      até 5,0 mg/L (NR-7, 1994, MT/Br)
      IBMP: 15,0 mg/L (NR-7, 1994, MT/Br)
Condição:
     50 mL de Urina do final de jornada - Urina recente - Urina 24 horas.
     - Recomenda-se coletar o material ao final da jornada de trabalho.
     - Usar 100,0 mg de Fluoreto para cada 100,0 mL de Urina.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Enviar material congelado.

Metiletilcetona
Comentários:
    A MEC excretada na urina pode ser utilizada como indicador de avaliação das exposições ocupacionais.
    É rapidamente absorvida pela via respiratória. Sua excreção inalterada e de seus produtos de
    biotransformação (MEC) é largamente influenciada por fatores individuais. A principal ação da MEC no
    organismo humano é a depressão do sistema nervoso central, com produção de narcose, ela
    potencializa a toxicidade de outros solventes, especialmente, a hepatoxicidade do tetracloreto de
    carbono e a neurotoxicidade do hexano (inibição na biotransformação do metabólito 2,5-hexanodiona ).
Método:
    Cromatografia Gasosa (Headspace)
Valor de Referência:
    Geralmente não encontrado na urina de não expostos.
     IBMP: 2,0 mg/L (NR-7, 1994, MT/Br)
Condição:
    10 mL de Urina final de jornada de trabalho - Urina recente - Urina 24 horas.
    - Recomenda-se coletar o material ao final da jornada de trabalho.
Laboratórios:

330                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     Especificar tipo de urina e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Refrigerar.
Níquel
Comentários:
     Indicador biológico de exposição ao níquel, utilizado na monitorização de trabalhadores. A principal
     manifestação na intoxicação do níquel carbonila é a dispnéia. A cianose é indício de gravidade. Outros
     sinais são a hipertermia, tosse, tontura, mal-estar generalizado, vômitos, náuseas, pulso rápido, colapso,
     zumbidos, asfixia, apnéia, câncer pulmonar (casos crônicos), dermatite (casos crônicos), necrose
     cerebral, taquicardia, parada cardíaca, edema agudo e necrose pulmonar.
Método:
     Espectrofotometria de Absorção Atômica (Forno de Grafite com corretor Zeeman)
Valor de Referência:
      até 23,0 g/L (NR-7, 1978, MT/Br)
      IBMP  60,0 g/L (NR-7, 1978, MT/Br)
Condição:
     10 mL de Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24h.
     Obs.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
     - Recomenda-se coletar ao final da jornada de trabalho, após 17 a 39 horas de exposição semanal.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, *enviar 10 mL e informar volume total.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Refrigerar.


Tiocianato
Comentários:
     O ácido cianídrico e seus sais são utilizados industrialmente. A principal ação destes compostos é
     provocada pelo íon cianeto (CN-), que produz hipóxia, atuando a nível celular. No organismo, após
     absorção, o CN- poderá ser biotransformado no fígado a tiocianato pela ação da rodanase. Este
     metabólito é excretado pela urina e pode ser utilizado como indicador biológico. É importante notar que
     indivíduos fumantes apresentam uma concentração plasmática de tiocianato mais elevada do que
     indivíduos não fumantes, devido à presença do ácido cianídrico no tabaco.
Método:
     Colorimétrico
Valor de Referência:
      até 17,0 mg/L (Fumante)
      até 4,0 mg/L (Não Fumante)
Condição:
     50 mL de Urina final de jornada de trabalho - Urina recente.
     - Deve ser colhido após o 3o dia da exposição. Preconiza-se a coleta de duas amostras, uma de início e
     outra de final de jornada de trabalho. Se houver opção por uma única amostra, esta deverá ser a do final
     de jornada de trabalho.
Informações necessárias:
     Informar se é fumante.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina e enviar 50 mL.
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Refrigerar.



                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                 331
Triclorocompostos Totais e Frações
Comentários:
     A avaliação da exposição aos compostos clorados utiliza a determinação das concentrações de
     tricloroetano (TCE) e ácido tricloroacético (TCA) isolados ou conjuntamente, como triclorocompostos
     totais. Os três hidrocarbonetos alifáticos clorados contemplados pela NR - 7 atual (tetracloroetileno,
     tricloroetano, tricloroetileno) são absorvidos tanto por via respiratória quanto pela pele íntegra, exercendo
     ação irritante e depressora do sistema nervoso central. O TCE e o TCA são os principais metabólitos
     encontrados no sangue e na urina, sendo que a proporção entre as partes eliminadas varia de uma
     substância para outra. O processo de eliminação dos hidrocarbonetos alifáticos clorados é relativamente
     lento, podendo ocorrer certo acúmulo destes e de seus metabólitos em caso de exposição freqüente.
Método:
     Colorimétrico
Valor de Referência:
     Não detectável
     IBMP: NR-7 Portaria no 24 de 29/12/94
      Exposição ao Tetracloroetileno  Ácido Tricloroacético: 3,5 mg/L
      Exposição ao Tricloroetano          Triclorocompostos totais: 40,0 mg/g creat
      Exposição ao Tricloroetileno        Triclorocompostos totais: 300,0 mg/g creat
Condição:
     50 mL de Urina após o último dia de jornada semanal.
Interferentes:
     O consumo de álcool pode reduzir a excreção urinária destes produtos devido à inibição da
     biotransformação.
Laboratórios:
     Enviar em frasco âmbar (Sensível à luz). Enviar 50 mL de urina.
Conservação de envio:
     Refrigerar.




Zinco
Comentários:
   Para avaliar a concentração corpórea do zinco são propostos como indicadores biológicos o zinco
   urinário e o sanguíneo. O zinco é um nutriente essencial (componente de muitas enzimas importantes) e
   sua deficiência pode acarretar sérias conseqüências à saúde humana. A absorção se dá pelas vias
   percutânea, oral e inalatória. Os vapores de zinco ou de seus sais solúveis são altamente irritativos para
   os pulmões. Intoxicações crônicas resultantes de exposições ocupacionais ao zinco são pouco
   freqüentes. A chamada febre do fumo é o efeito mais comumente observado em trabalhadores expostos
   ao óxido de zinco.

SANGUE
Método:
     Espectrofotometria de Absorção Atômica (Chama)
Valor de Referência - Eritrocitário:
     500 a 900 g/dL
Condição:
     10,0 mL de Sangue Total (Heparina).
Informações necessárias:
     Informar idade do paciente.
Conservação de envio:
     Refrigerar.
332                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                                                                                                 Continua...

Continuação...ZINCO

URINA
Método:
     Espectrofotometria de Absorção Atômica (Chama)
Valor de Referência:
     150 a 700 g/L
Condição:
     50 mL de Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - Urina 24h.
     Obs.: Não colher após ejaculação, não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a
     genitália antes de colher.
     Recomenda-se coletar urina final de jornada de trabalho.
Laboratórios:
     Especificar tipo de urina, enviar 50 mL de e informar volume total. Se a amostra não for enviada
     imediatamente ao laboratório, adicionar ácido acético (1,0 mL para cada 100,0 mL de urina).
Instruções de Coleta:
     Veja Urina 24h pág. 353
Conservação de envio:
     Refrigerar.

ESPERMA
Comentários:
    Fatores como motilidade e viabilidade do esperma estão diretamente ligados às concentrações de zinco
    no mesmo. A diminuição da concentração do metal é causa de anormalidade do espermograma. A
    determinação do zinco no líquido seminal pode servir para avaliar a evolução da função secretória da
    próstata e ainda para salientar diagnóstico de infecção da glândula.
Método:
    Espectrofotometria de Absorção Atômica (Chama)
Valor de Referência médio:
    156.000 g/L
Condição:
    1,0 mL esperma.
Conservação de envio:
    Refrigerar.



Zinco Protoporfirina
Comentários:
    A elevação dos níveis de zinco protoporfirina no sangue periférico constitui um dos efeitos da absorção
    do chumbo pelo organismo. O chumbo inibe a última enzima na biossíntese do heme, a hemessintetase,
    com isso o ferro da molécula de protoporfirina IX é substituído pelo zinco dos reticulócitos e
    conseqüentemente no lugar de se produzir heme, forma-se a zinco protoporfirina que liga-se à globina.
    Valores elevados de ZPP também podem indicar anemia, que pode estar associada a infecções crônicas
    ou malígnas.
Método:
    Hematofluorimétrico
Valor de Referência:
    30 a 80 moL/moL HEME
Condição:
    5,0 mL de Sangue Total (Heparina).
    Coletar em qualquer horário da jornada de trabalho a partir do 3o mês de exposição.
Laboratórios:
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                333
   Enviar em frasco âmbar.
Conservação de envio:
   Refrigerar.


Provas Funcionais da Supra-renal
      01.   Estímulo para ACTH com Desmopressina - DDAVP
      02.   Hipoglicemia com insulina para dosagem de Cortisol e/ou ACTH
      03.   Estímulo rápido para Cortisol com ACTH - Cortrosina
      04.   Estímulo com ACTH para: Androstenediona, Composto S, Cortisol, DHEA, 17 OH Progesterona, 17
            OH Pregnenolona, Progesterona
      05.   Teste Postural potencializado pelo Furosemide (8)
      06.   Estímulo com CRH/CRF pós supressão com dexametasona
      07.   Estímulo para ACTH com CRH/CRF
      08.   Supressão do Captopril
      09.   Supressão de Catecolaminas com Clonidina para Feocromocitoma
      10.   Supressão com Dexametasona
      11.   Supressão com Dexametasona em crianças
      12.   Aldosteronismo Primário, testes confirmatórios
Provas Funcionais da Tireóide
      13. Estímulo para TSH com TRH
Provas Funcionais para Pâncreas Endócrino
      14.   Tolerância a Glicose
      15.   Diabetes Insipidus - Teste de Restrição Hídrica
      16.   Tolerância rápida a Insulina - KITT
      17.   Diagnóstico de diabetes gestacional
      18.   Estímulo do Peptídeo C - Sustacal
      19.   Resistência a insulina GTT com dosagem de Insulina e Glicose
      20.   Tolerância à Glicose Endovenosa
Provas Funcionais para Hipófise Anterior
      21.   Estímulo para HGH
      22.   Estímulo para HGH com Dexametasona
      23.   Supressão para HGH com Glicose
      24.   Estímulo para HGH com TRH em Células Tumorais
      25.   Supressão para HGH e Prolactina após Bromocriptina
      26.   Estímulo para Prolactina com TRH
      27.   Megateste
      28.   Supressão para Prolactina após L-Dopa
      29.   Geração de IGF-1
      30.   Estímulo para LH e FSH com LH-RH
Provas Funcionais para o Diagnóstico do Carcinoma Medular da Tireóide
      31. Estímulo para Calcitonina com infusão de Cálcio
      32. Estímulo para Calcitonina com infusão de Pentagastrina
      33. Estímulo para Calcitonina com infusão de Cálcio e Pentagastrina (simultâneo)
Provas Funcionais Metabólicas da Nefrolitíase
      34. Nefrolitíase
      35. Teste de Pak - Sobrecarga oral com Cálcio
Provas de absorção de carboidratos
      36.   D-Xilose, teste
      37.   Lactose, teste de tolerância
      38.   Maltose, teste de tolerância
      39.   Sacarose, teste de tolerância
Outros testes
334                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    40.   Estímulo para Testosterona com HCG
    41.   Acidificação urinária, teste
    42.   Homocisteína após estímulo de Metionina
    43.   Gastrina, estímulo alimentar e estímulo após glucagon
                   PROVAS FUNCIONAIS DA SUPRA-RENAL

01. Estímulo para ACTH com Desmopressina  DDAVP
Material:
     2,0 mL de Plasma (EDTA) + Soro.
Preparo do Paciente:
     Colher amostras 15’ antes da administração do DDAVP e colher amostras basal (0), 15, 30, 45 e 60
     minutos após a administração de 10 ug de DDAVP endovenoso.
     O material deve ser coletado e transportado em tubo plástico e congelado imediatamente. A centrífuga
     tem que ser refrigerada.
     O ACTH deve ser colhido somente entre 08:00 e 10:00 horas.
Critério de Interpretação:
      Normais: só 10% responde acima de 50% do basal.
      D. Cushing: Resposta acima de 50% do basal para Cortisol e ACTH.




02. Hipoglicemia com Insulina para dosagem Cortisol e/ou ACTH
Material:
     1,5 mL de Soro.
Preparo do Paciente:
     Colhe-se amostra basal e administra-se EV 0,1 U de insulina simples/kg de peso (quando há forte
     suspeita de deficiência aplicar 0,05 U/kg). Amostras são colhidas 30, 60 e 90 minutos após a
     hipoglicemia.
     Cuidado com hipoglicemia durante o teste, ter sempre glicose hipertônica para aplicação EV se
     necessário (manter soro fisiológico venoso).
     Não realizamos em crianças menores de 2 anos de idade.
Critério de interpretação:
      CORTISOL após Hipoglicemia deve ser  16 g/dL.
      ACTH após Hipoglicemia aumenta 2 vezes ou mais.
     Obs.:  Pode ser feito o teste apenas com o Cortisol.
              Colher glicemia em todos os tempos e na hipoglicemia.
Cuidados:
     Contra indicado para pacientes convulsivos, cardiopatas, doença cerebrovascular, idosos e com
     sintomas de insuficiência adrenal.



03. Estímulo rápido para Cortisol com ACTH  Cortrosina
Material:
     1,0 mL de Soro.
Preparo do Paciente:
     Colher amostra basal entre 7 e 9 horas da manhã e, em seguida, aplicar EV uma ampola de 250 g de
     ACTH sintético (Cortrosina simples); colher amostras de soro 30’ e 60’ após a injeção.
     Não apresenta efeitos colaterais.
Aplicação clínica:
     (-) 20 kg = 1/2 ampola (+) 20 kg = 1 ampola
Critério de Interpretação:
     Cortisol pós-ACTH deve ser  18 g/dL.
     Teste de estímulo prolongado: hoje pouco usado.
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            335
04. Estímulo com ACTH para: Androstenediona, Composto S, Cortisol,
    DHEA, 17 OH Progesterona, 17 OH Pregnenolona, Progesterona
Material:
     1,5 mL de Soro.
Preparo do Paciente:
     JD 4h. Colher amostra basal entre 7 e 9 horas da manhã e, em seguida, aplicar EV uma ampola de 250
     g de ACTH sintético (Cortrosina simples); colher amostras de soro 30 (cortisol ou Composto S), 60 e
     120 minutos (opcional) após a injeção.
     - Não apresenta efeitos colaterais.
Critério de Interpretação:
     Cortisol pós-ACTH deve ser  18 g/dL; em relação aos outros esteróides o valor máximo de resposta
     não ultrapassa 2 a 3 vezes o valor basal.
     Obs.: O teste pode ser feito com qualquer dos hormônios acima.
Resposta - 17 OH Progesterona 60’ após ACTH:
      Normais: < 200 ng/dL
      Zona Cinza: 200 a 450 ng/dL
      Heterozigotos: 450 a 1500 ng/dL
      Formas não Clássicas: 1500 a 12000 ng/dL
      Formas Clássicas: > 12000 ng/dL
Resposta dos demais esteróides veja nosso informativo HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA.



05. Teste Postural Potencializado pela Furosemida (8)
     - Colher sangue basal para Renina e Aldosterona e 120’ após 40 mg – Oral de Furosemida, seguido de 2
     horas em pé com deambulação.
     Dose: comprimido 40 mg = 1 comprimido
     - Atividade Renina Plasmática (PRA) maior do 1,5 ng/m/l/h - normal. Abaixo de 1,5 ng/mL/h
     Hiperaldosteronismo Primário (HAP) ou outros hipermineralocorticismos.
     Para este teste não precisa interromper tratamento da hipertensão. Só interromper beta-
     bloqueadores.
     Certos adenomas se comportam com hiperplasia, quando se aciona o sistema renina-angiotensina com
     diuréticos ou espirolactona chamado “Adenoma responsivo a angiotensina”.
Interpretação:
      Renina se eleva para 1,7 a 8,5 ng/mL/h
      Aldosterona se eleva para 13,0 a 50,0 mg/dL
     Relação Aldosterona/Renina  20 a 30
     No Hiperaldosteronismo primário, na maioria dos pacientes há resposta normal da Aldosterona, o mais
     característico é a discreta ou não resposta da Renina ao estímulo.
     A Relação Aldosterona/Renina se eleva acima de 40, em geral acima de 100.

06. Estímulo com CRH/CRF pós supressão com Dexametasona
Material:
     Cortisol  1,0 mL de Soro. Colher entre 08:00 e 09:00 horas.
Preparo do Paciente:
     Supressão com DXM  administrar ao paciente 1 comprimido de 0,5 mg de Dexametasona, de 6 em 6
     horas durante 2 dias, iniciando às 12:00 horas do primeiro dia e terminando às 06:00 horas da manhã do
     dia seguinte (8 comprimidos equivale a 2 mg/dia = LIDDLE I).
     Estímulo com CRH  JO 8h. Após 2 horas da tomada do último comprimido de Dexametasona (08:00
     horas da manhã), colher amostras nos tempos: 0 (basal) e 15 minutos após administração endovenosa
     de CRH, nas seguintes dosagens: Adultos  100 mcg / Crianças  1 mcg/kg peso corporal.
Critério de Interpretação:
     A prova é considerada positiva para Síndrome de Cushing (hipofisário), quando os níveis de Cortisol
336                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
      atingirem valores acima de 1,4 mcg/dL, os valores abaixo de 1,4 mcg/dL indicam Cushing ectópico.
Cuttler GB The Endocrinologist, supl 1:25 1997.
Fingling JW. The Endocrinologist, supl 1:25 1997


07. Estímulo para ACTH com CRH/CRF
CRH - Hormônio Liberador da Corticotrofina
     Fazer entre 08:00 e 09:00 horas da manhã
Preparo do Paciente:
     - Colher Sangue basal p/ ACTH (10 mL), 5 minutos antes da injeção de CRH.
     - Injetar CRH (l microg/kg) EV
     - Colher Sangue para ACTH (10 mL), aos 15 e 30 minutos.
Critério de Interpretação:
     O resultado é expresso em relação ao basal.
      Aumento  > 35% indica doença de Cushing em 90% dos casos, apenas 7% são irresponsivos.
      Cushing Ectópico, em geral no pulmão timo e pâncreas, não responde ao CRH. Raros casos de
     ectópicos são responsivos.
      Cushing Adrenal (ACTH independente) não responde ao CRH, porém pode haver discreta resposta do
     ACTH que não ultrapassa a 5 pg/mL.
      Pseudo Cushing pode não responder ao CRH, mas responde à supressão com DXM baixa dose.
Cutler.GB Jr, The Endocrinologist 1997; 7:10S-16S
Nieman L, Cutler GB Jr: Cushing’s syndrome. In Endocrinology, edited by DeGroot LJ,Philadelphia,PA, WB Saunders Company, 1995.
Nieman LK, Oldfield EH, Wesley R, et al.: A simplified morning ovine corticotropin-releasing hormone stimulation test for differential
diagnosis of adrenocorticotropin-dependent Cushing’s syndrome. J Clin Endocrinol Metab 1993; 77:1308-12.



08. Supressão do Captopril
      Colher Sangue basal para Renina (Plasma) e Aldosterona (Soro), logo após tomar 1 comprimido 25
     mg de Captopril (Capoten).
      2 horas depois, colher novamente Sangue para Renina (Plasma) e Aldosterona (Soro).
      Tirar toda medicação hipertensiva 2 semanas antes do teste – C.O.M.
     Dose: 1 comprimido = 25 mg
Condições:
     JD 4h ou C.O.M. 1 hora de repouso.
     Não é necessário dieta prévia. Manter o paciente deitado durante todo teste e 1 hora após, verificar
     pressão arterial.
Critério de Interpretação:
     Aldosterona plasmática  < 15 ng/dL
      Hipertensão arterial essencial - relação Aldosterona/Renina < 50
      Aldosteronismo primário - relação Aldosterona/Renina > 50
      Aldosteronismo idiopático = Hipertensão arterial essencial
      A relação Aldosterona/Renina pode ser feita com valores basais
     (9 a 10 horas da manhã - sentado há no mínimo 10 minutos):
      Aldosterona/Renina  > 12,6  Aldosteronismo Primário
      Aldosterona  > 8,9  Aldosteronismo Primário


09. Supressão de Catecolaminas com Clonidina para Feocromocitoma
Preparo do Paciente:
     - Realizar somente em adultos.
     - JO 8h.
     - Dosar catecolaminas plasmáticas basais e após supressão.
     - Repouso antes de colher o basal.
     - A pressão sistólica deve estar acima de 100 mm Hg antes de tomar o comprimido.
     - Tomar 300 mcg (0,3 mg) de Clonidina via oral (pacientes com aproximadamente 70 kg).
     - Se no final do teste o paciente estiver hipotenso ou muito sonolento, tomar as mesmas condutas que se
     toma no teste da clonidina em crianças (sal debaixo da língua, infundir soro fisiológico, deixar dormir
     mais um pouco e os cuidados que se deve tomar com a sonolência).
Critério de Interpretação:

                                        Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                                   337
      Normal – redução dos níveis em 50% ou mais em relação ao basal.
      Muito útil para afastar ação de qualquer tipo de stress, frio, uso anti-hipertensivos.



10. Supressão com Dexametasona
TESTE RÁPIDO C/ 1 mg de DEXAMETASONA
      - Colher sangue entre 7 e 9 h da manhã, p/ Cortisol e/ou ACHT basal.
      - Às 23:00 horas - Tomar 1 mg de Dexametasona VO.
      - Dia seguinte: Colher sangue entre 7 e 9 h da manhã, p/Cortisol e/ou ACHT.

TESTE C/ 2 mg de DEXAMETASONA  LIDDLE I
      O MÉDICO ESPECIFICA: SANGUE: Cortisol e/ou ACTH ou URINA: 17 KS, 17 OH e/ou Cortisol Livre.
      Preparo do Paciente:
      BASAL
          - Colher sangue entre 7 e 9 h da manhã, p/ Cortisol e/ou ACHT.
          - Colher Urina 24 h basal p/ 17 OH, 17 KS e/ou Cortisol Livre (manter refrigerada e sem
          conservante).
      SUPRESSÃO
          - 1o dia: Tomar 1 comprimido de 0,5 mg Dexametasona de 6 em 6 horas, durante 2 dias (4
          comprimidos/dia durante 2 dias – Total 8 comprimidos), começando às 6:00, 12:00, 18:00 e a última
          tomada às 24:00 (ou começando às 12:00, 18:00, 24:00 e a última tomada às 06:00 horas, segundo
          LIDDLE).
          - 2o dia: Continuar a tomar os comprimidos e colher urina de 24 horas para 17 OH, 17 KS e/ou
          Cortisol Livre (não colocar conservantes na urina): desprezar a primeira urina entre 07:00 e 09:00
          horas e armazenar toda urina de 24 horas até o mesmo horário no dia seguinte.
          - 3o dia: Colher sangue entre 7 e 9 horas da manhã, para Cortisol e/ou ACTH. Trazer a Urina 24 h.

TESTE C/ 8 mg de DEXAMETASONA  LIDDLE II
      O MÉDICO ESPECIFICA: SANGUE: Cortisol e/ou ACTH ou URINA: 17 KS, 17 OH e/ou Cortisol Livre.
      Preparo do Paciente:
      BASAL
          - Colher sangue entre 7 e 9 h da manhã, para Cortisol e/ou ACHT.
          - Colher Urina 24 hs basal p/ 17 OH, 17 KS e/ou Cortisol Livre (manter refrigerada e sem
          conservante).
      SUPRESSÃO
          - 1o dia: Tomar 4 comprimidos de 0,5 mg Dexametasona de 6 em 6 horas, durante 2 dias (16
          comprimidos/dia durante 2 dias – Total 32 comprimidos), começando às 6:00, 12:00, 18:00 e a
          última tomada às 24:00 (ou começando às 12:00, 18:00, 24:00 e a última tomada às 06:00 horas,
          segundo LIDDLE).
          - 2o dia: Continuar a tomar os comprimidos e colher urina de 24 horas para 17 OH, 17 KS e/ou
          Cortisol Livre (não colocar conservantes na urina): desprezar a primeira urina entre 07:00 e 09:00
          horas e armazenar toda urina de 24 horas até o mesmo horário no dia seguinte.
          - 3o dia: Colher sangue entre 7 e 9 hrs da manhã, para Cortisol e/ou ACHT. Trazer a urina 24 horas.

TESTE RÁPIDO C/ 8 mg DE DEXAMETASONA
      Preparo do Paciente
            Colher sangue entre 7 e 9 h da manhã, p/ Cortisol e/ou ACHT basal.
            Às 23:00 horas - Tomar 8 mg de Dexametasona VO,
            Dia seguinte - Colher sangue entre 7 e 9 h da manhã, p/ Cortisol e/ou ACHT.
      Critérios para Supressão
           17 KS                          < 7 mg/24 horas
           17 OH                          < 4,5 mg/24 horas
           CORTISOL LIVRE URINÁRIO  queda de 50% do valor basal
           ACTH                           queda de 50% do valor basal.
           CORTISOL                       queda de 60% do valor basal ou < 5 g/dL



338                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
11. Supressão com Dexametasona em Crianças
Dose Baixa
    (equivale a 2 mg)  30 mcg/kg/dia
Dose Alta
     (equivale a 8 mg)  120 mcg/kg/dia
    Calcular a dose total, dividir em 4 tomadas, fracionar de 6 em 6 horas por 2 dias.
Teste rápido
    - Tomar VO comprimidos ou solução de Dexametasona.
    - 15 mcg/kg às 23:00 horas.
NEJM 1994;331:629-36


12. Aldosteronismo Primário, testes confirmatórios
- Cuidado com problemas cardíacos
- Acompanhamento médico rigoroso
- Controle rigoroso da pressão

SUPRESSÃO COM SORO FISIOLÓGICO
Administração endovenosa por 4 a 6 horas, de 500 mL de soro fisiológico por hora.
Dosa-se Aldosterona e cortisol plasmáticos no início e no fim da infusão, ou seja, após 2 a 3 litros de soro
fisiológico.
Interpretação:
      Em pessoas normais, ou seja, hipertensão essencial a aldosterona cai abaixo de 6 nanog/dL após 2 ou 3
      litros de infusão.
      Valores maiores de 10 nanog/dL são diagnóstico de produção autônoma de aldosterona (adenoma).
      A dosagem de Cortisol é feita para excluir stress mediado por ACTH, que aumenta aldosterona e da
      resultado falso-positivo.
Importante:
      Este teste não pode ser feito em pessoas que tem comprometimento cardíaco ou pessoas debilitadas.
      Por isso tem que ser acompanhadas por enfermagem.

SUPRESSÃO ORAL COM SAL
O paciente tem que tomar dieta com alta quantidade de sal com 3 dias, ou seja, 2 tabletes de 1 grama de
NaCl em cada refeição por dia, ou seja, 4 gramas por dia. No 3 o dia colher Urina 24 horas e verificar se o
Sódio urinário esta maior do que 200 milimoL/24 horas o que confirma a alta ingestão de Sódio. As pessoas
normais excretam aldosterona igual ou menor do que 12 microgramas/24 horas. Acima de 13 microgramas
indica aldosteronismo primário.

SUPRESSÃO COM FLUORHIDROCORTISONA ORAL
Ingestão de 0,1 miligramas a cada 6 horas com suplementação obrigatória de sódio 20 a 30 milimol 3 vezes
ao dia por 4 dias.
Normais, a aldosterona plasmática cairá abaixo de 6 nanog/dL.
Importante:
     Este teste é muito perigoso porque pode produzir severa hipocalemia, o potássio tem que ser dosado
     com freqüência para constatar os valores de cálcio.

AMOSTRAS DE SANGUE VENOSO ADRENAL ESQUERDA E DA DIREITA
Esse teste obviamente só será feito quando as imagens radiológicas especialmente tomografia espiral com
corte de 3 milimetros não evidenciar o tumor.
Primeiro faz-se a laparoscopia, eventualmente, laparotomia. Colhe-se o sangue periférico simultaneamente e
o sangue de cada veia adrenal para aldosterona e cortisol. Injeta-se 200 microgramas de ACTH sintético
(cortrosina) e colhe-se sangue a cada 10 minutos durante 50 minutos após ACTH. A relação
Aldosterona/Cortisol é calculada de cada lado e comparada.

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               339
Se o paciente tiver o tumor a relação aldosterona/cortisol estará maior no lado do tumor. Na suprarenal do
outro lado a relação aldosterona/cortisol está suprimida e geralmente com valores inferiores da relação
medida na veia periférica.


                            PROVAS FUNCIONAIS DA TIREÓIDE

13. Estímulo para TSH com TRH
Material:
     0,9 mL de Soro.
Preparo do Paciente:
     Colher amostra basal e 30 minutos após a administração EV de 200 g de TRH.
     Efeitos colaterais podem ocorrer: tontura, náusea, calor perineal, gosto amargo. Todos rápidos e
     imediatamente após a injeção.
Critério de Interpretação:
     Resposta baixa: espera-se um incremento menor de 2,5 UI/mL em relação ao valor basal, sendo que a
     resposta em geral é proporcional ao valor basal.
     Obs.: A resposta aumentada fica a critério clínico, embora os critérios de baixa reserva tenham sido
     modificados porque pessoas normais podem ter elevações de 60 UI/mL. As respostas numa mesma
     pessoa são sempre semelhantes, mas em indivíduos diferentes há grande variação.
     - Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional.
Dose:
     Evitar fazer o teste em crianças menores de 5 anos, consultar o médico se pode fazer apenas o TSH
     Ultra Sensível. Caso o médico insista, fazer o teste com 1/4 da ampola, ou seja, 50 g; crianças de 6 a
     13 anos, fazer o teste com 1/2 da ampola, ou seja, 100 g; > 13 anos, igual adulto.



         PROVAS FUNCIONAIS PARA PÂNCREAS ENDÓCRINO

14. Tolerância à Glicose  Curva Glicêmica
Critério de Interpretação:
     Preparo do Paciente: o paciente deve fazer dieta sem restrições, com um mínimo de 150 gr de
     carboidratos, nos três dias que antecedem ao teste, sendo indicada atividade física normal nesse
     período. O teste deve ser realizado pela manhã, com 8 a 14 horas de jejum (ou C.O.M). Durante o
     exame é necessário que o paciente permaneça sentado e não fume. O TTG não é recomendado para
     pacientes hospitalizados, agudamente doentes ou inativos. Dar 75 gr de glicose, em um volume de 300
     ml de água para ser ingerida em 5 minutos.

Categoria                          Jejum*        2 horas após 75 gramas de               Casual**
                                                 glicose (mg/dL)
Glicemia de Jejum Alterada       > 110 e <126    < 140 mg/dl (se realizada)
Tolerância Diminuída à Glicose      < 126            > 140 e < 200
Diabetes Mellitus                   > 126               > 200                 > 200 (com sintomas clássicos***)

*O jejum é definido como a falta de ingestão calórica de no mínimo 8 horas. O prazo máximo de jejum é de 14
horas segundo a OMS.
** Glicemia plasmática casual é definida como aquela realizada a qualquer hora do dia, sem observar o
intervalo da última refeição.
*** Os sintomas clássicos de Diabetes Mellitus incluem poliúria, polidpsia e perda inexplicada de peso.
Nota: O diagnóstico de Diabetes Mellitus deve sempre ser confirmado pela repetição do teste em outro dia, a
menos que haja hiperglicemia inequívoca com descompensação metabólica aguda ou sintomas óbvios de
DM.


340                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
15. Diabetes Insipidus  Teste de Restrição Hídrica
A desidratação promove um forte estímulo para liberação de ADH, que pode ser verificada indiretamente
medindo-se a osmolalidade urinária e/ou ADH sérico.
1- Pesar o paciente no início da restrição hídrica. Caso o período noturno seja utilizado o peso deverá ser
   verificado o mais próximo possível desse período. Pode se iniciar a restrição hídrica à meia noite, caso o
   fluxo urinário seja < 4 l/dia ou às 6 da manhã caso o contrário. O uso de álcool, tabaco e cafeína deve ser
   evitado a partir de seis horas antes do início do teste*.
2- Não é permitida ingestão de líquidos até a conclusão do teste.
3- O peso do paciente deve ser verificado regularmente (de hora em hora, pelo menos) e o teste interrompido
   caso a perda de peso seja superior a 5%.
4- Faz-se coleta de sódio e ADH séricos. A urina é coletada de hora em hora para verificação do volume e
   osmolalidade**. Quando houver estabilização da osmolalidade urinária (alteração menor ou igual a
   30mOsm/kg por 2 a 3 horas consecutivas – usualmente leva 8 a 12 horas para ocorrer) colhe-se material
   para dosagem sérica de ADH e Posm (8).
5- Administrar 5 UI de pitressina ou 0,02 mcg/kg (ou 20 mcg) de DDAVP via subcutânea (9).
6- Medir a osmolalidade urinária 30 e 60 minutos depois.
*Pode se optar por iniciar o jejum em outro horário de acordo com a disponibilidade do local onde o exame será realizado.
**Caso não seja disponível a aferição direta da osmolalidade urinária, nesse instante do teste, o parâmetro a ser seguido
poderia ser o peso, como sugerido. A densidade urinária, embora menos precisa, apresenta boa correlação com a
osmolalidade urinária e pode ser interessante sua pesquisa durante a realização do teste (notadamente a
refratometria)(10,11). O laboratório Hermes Pardini realiza a dosagem da osmolalidade, diretamente, através do
crioscópio.
Interpretação (5):                                          Aumento na Uosm após Vasopressina
                        Normais                                           < 9%
                        D.I. Central                                     > 50 %
                        D.I. Parcial                                  > 9% e < 50 %
                        D.I. Nefrogênico                                 < 50 %
                        Polidpsia Primária                                < 9%
  Nos pacientes com polidpsia primária o período de privação pode ser maior. Se a relação entre Uosm/Posm é < 1,5 ao
  final do teste é improvável o diagnóstico de polidpsia primária.
 Os valores de ADH e osmolalidade colhidos ao final do teste de restrição hídrica são colocados em um
  nomograma (figura 1) e o diagnóstico diretamente observado. A utilização do nomograma de ADH x
  osmolalidade urinária é útil para diferenciação entre diabetes insipidus nefrogênico parcial e polidpsia
  primária (figura 2).
 Se ao final do teste de restrição a osmolalidade sérica não atingir um valor igual ou superior a 292 mOsm/l
  deve-se proceder ao teste de infusão salina.
                   15

                   10                                 4                                         DESIDRATAÇÃO                  PITRESSINA
                                                                               1200

                    9
                               3                                               1000                                 1
                    8

                    7
                                           1                                    800

                    6
  ADH PLASMÁTICO                                               OSMOLALIDADE
       pg/ml                                                     URINÁRIA       600
                    5
                                                                 mosmol / Kg
                    4                                                                                               2
                                                                                400
                    3

                    2
                                                  2                             200


                    1
                   LD                                                                 0.5   1           5      10       50   >50
                         280       290      300       310                                             ADH PLASMÁTICO
                         OSMOLALIDADE PLASMÁTICA                                                           pg/ml
                               mosmol / Kg


                                                                             Figura 2 - Relação da osmolalidade urinária com ADH
                                                                             plasmático durante o teste de restrição hídrica em
                                                                             pacientes com diabetes insipidus de diversas etiologias
                                                                             (7-modificado).
                                                                             Interpretação: Área 1: Pessoas normais e polidpsia
                                         Instituto de Patologia              H. PARDINI
                                                                     Clínica primária. Área 2: Diabetes Insipidus Nefrogênico.       341
  Figura 1-Relação do ADH plasmático com osmolalidade

                                                                     16. Tolerância rápida à Insulina
  plasmática durante o teste de restrição hídrica em pacientes com
  diabetes insipidus de diversas etiologias(4).
  Interpretação: Área 1: pessoas normais e com polidpsia primária.
  Área 2: Diabetes Insipidus Central. Área 3: Síndrome de Secreção    KITT
  Inapropriada de ADH. Área 4: Diabetes Insipidus Nefrogênico.
                                                            Preparo do Paciente:
     JO 10h ou C.O.M.
     No tempo “0” aplicar 0,1 unidade de insulina regular por Kg de peso EV.
     Colher sangue para Glicose nos tempos: -15’, -5’, 0, +3’, + 6’, +9’, +12’, + 15’, + 20’ e + 30’.
     O teste é realizado para caracterizar o grau de resistência à insulina em pacientes diabéticos.
     - Não realizamos em crianças menores de 2 anos de idade.
Critério de Interpretação:
      normal 5,01 a 6,40 %/min
      obesos 3,10 a 5,01%/min
     Resistência a insulina:  < 3,30 %/min




17. Diagnóstico de Diabetes Gestacional
Diabetes Gestacional – ADA/NDDG
Rastreio:
    50 gramas de glicose VO. Não é necessário jejum. Considerado positivo se glicemia uma hora após
    sobrecarga > 140 mg/dl.
Diagnóstico:
    Preparo: 8 a 14 horas de jejum. 100 gramas de glicose. Deve ser realizado na 24a a 28a semana de
    gestação.
     Jejum :     > 95 mg/dl
     60 min:     > 180 mg/dl
     120 min:    > 155 mg/dl
     180 min:    > 140 mg/dl
    Dois ou mais valores, como acima, é diagnóstico de Diabetes Gestacional

Diabetes Gestacional – SBD/OMS
Rastreio:
    - Na primeira consulta são empregados os mesmos procedimentos e critérios diagnósticos empregados
    fora da gravidez.
    - O rastreamento entre a 24a e 28a semanas de gestação pode ser realizado em uma ou duas etapas:
    Em duas etapas:
     Com glicemia de Jejum: rastreio positivo se Gj > 85 mg/dl
     Com glicemia 1 hora após 50 gramas de glucose: rastreio positivo se Glicemia > 140 mg/dl
    Nos casos positivos aplicar o TTOG* com 75 gramas de glicose.
    Em uma etapa:
     É aplicado diretamente o TTOG* com 75 gramas de glicose.
    * jejum de 8 a 14 horas.
Diagnóstico de Diabetes Gestacional
    O diagnóstico é feito quando a glicemia duas horas após o TTOG com 75 gramas de glicose for >140
    mg/dl.
    Nota: no rastreamento com 50 gramas de glicose, valores de glicose plasmática de uma hora > 185
    mg/dl são considerados diagnósticos de Diabetes Mellitus Gestacional.




342                                     Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
18. Estímulo do Peptídeo C  Sustacal
     - Colher sangue para Peptídeo C e Glicose.
     - Diluir 6 medidas de Sustacal em 1 copo de leite + 1 /2 copo de água = 360 mL.
     - Tomar 6 mL de Sustacal por Kg (acima de 60 Kg não exceder a 360 mL). Tomar o Sustacal em
       menos de 10 minutos.
     - Após 90 minutos, colher outro sangue para Peptídeo C e Glicose.
Observações:
      Resposta normal 150 a 300% do basal.
      Pacientes com IDDM (Diabetes Mellitus Insulino Dependentes) com menos de 5 anos de duração, tem
       Peptídeo C basal  0,33 ng/mL e se elevam para  0,77 ng/mL após Sustacal.
      Pacientes com mais de 5 anos de duração IDDM tem basal  0,013 ng/mL subindo somente para 
       0,019 ng/mL, após a sobrecarga de Sustacal.
      Em adolescentes com IDDM, a queda progressiva de Peptídeo C é muito mais rápida do que em
       adultos.
      19% de pacientes com Peptídeo C abaixo de 0,15 ng/mL, tem grande aumento do Peptídeo C após o
       Sustacal. Embora esse teste possa ser útil para distinguir Diabetes Tipo 2 de Tipo 1, em alguns casos,
       pode haver superposição de valores, aqui vai valer a avaliação clínica. Lembrar que em 81% dos
       casos o teste é conclusivo.
Interpretação:
     Pacientes c/ Peptídeo C > 2,20 respondem aos agentes orais.




19. Resistência à Insulina GTT c/dosagem de insulina e glicose
    (0, 30, 60, 120, 180 min até 300 )
Preparo do Paciente veja TESTE DE TOLERÂNCIA À GLICOSE pág.245
Critério de Interpretação:
     INSULINA BASAL
                   Normal            < 20 UI/mL
                   Suspeita de RI 20 a 30 UI/mL
                   RI                > 30 UI/mL

      INSULINA PÓS-GLICOSE
                 Normal          < 150 UI/mL
                 RI moderada 150 a 300 UI/mL
                 RI severa       > 300 UI/mL

Ref. Bibl.: Endocrinol Metab Clin N Amer 1988; 17 (4): 685-703
            J Clin Endocrinol Metab 1991, 73: 590-595




                                        Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                       343
20. Tolerância à Glicose Endovenosa
Material:
    1,0 mL de Soro.
Jejum:
    JO 10h ou C.O.M.
Preparo do Paciente:
    Como recomendado para curva de tolerância, fazer 3 dias de dieta contendo pelo menos 150g de açúcar
    e atividade física habitual.
    - Excesso de exercício físico deve ser evitado pelo menos 1 dia antes do teste.
    - O teste deve ser adiado se o paciente apresentar qualquer doença.
Horário do Teste:
     07:30 às 10:00 horas (preferencialmente)
Dose de Glicose:
    0,5 g/kg no máximo de 35 g
Concentração infundida:
    25%
Tempo de infusão:
    3 min  15 segundos
Tempo zero:
    final da infusão
Tempos de coleta:
    basal, 5’, 1’após fazer infusão, +1’, + 3’, + 5’ e +10’.
Cuidado:
    Após a infusão do soro glicosado, lavar o escalpe com soro fisiológico.

                                                                  Diabetes Care 1992: 15(10);1313-1316.
Critério de Interpretação:
     Acompanhar a queda do percentil.
     PERCENTIL DA SECREÇÃO NORMAL DE INSULINA U/mL

Percentil       1+3 Min       1+3 2 vezes o Basal
    1             46                24
    3             56                36
    5             64                43
    10            81                55
    25            112               91
    50            162               137
    75            219               193
    99            551               462




344                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
          PROVAS FUNCIONAIS PARA HIPÓFISE ANTERIOR

21. Estímulo para HGH  GH
Material:
    1,0 mL Soro.
     JO 8h.

EXERCÍCIO
    Preparo do Paciente:
        O paciente deve permanecer em repouso por pelo menos 15 minutos, quando então é colhida uma
        amostra basal. Seguem-se 20 minutos de exercício contínuo (subir e descer escadas ou andar
        depressa) e nova coleta de sangue 0 (após término do exercício), 30, e 60 minutos após término do
        exercício.

INSULINA
    Material:
        1,0 mL de Soro
    Preparo do Paciente:
        Colhe-se amostra basal e administra-se EV 0,1 U de insulina simples/kg de peso. Amostras são
        colhidas 30, 60 minutos após a hipoglicemia.
    CUIDADOS:
         Contra indicado para pacientes com problemas cardíacos: pode levar a descompensação
        cardíaca.
         Pacientes convulsivos: o teste é contra indicado.
         Pacientes pós-cirúrgicos de hipofisectomia, usamos doses menores de insulina (0,05 U/Kg), há
        risco de hipoglicemia grave.
         Pacientes diabéticos em uso de insulina: nos hiperglicêmicos é difícil conseguir hipoglicemia.
         Crianças agitadas, que não permitem manter o soro na veia, temos que interromper o teste.
         Com hipoglicemia durante o teste, ter sempre glicose hipertônica para aplicação EV, se
        necessário (manter soro fisiológico venoso).
         Reforço: dependendo do nível da hipoglicemia, poderá ser feito um reforço na dose de Insulina,
        dentro dos parâmetros iniciais.

L-DOPA
    Preparo do Paciente:
        Colher amostra basal e administrar por VO L-Dopa na dose de: até 15 kg de peso = 125 mg, entre
        15 e 30 kg = 250 mg e acima de 30 kg = 500 mg. Nova coleta de sangue 60, 90 e 120 minutos.
    Cuidados:
        O cliente apresenta com freqüência náuseas e vômitos, nesses casos repetimos o teste após
        metoclopramida (Plasil).

CLONIDINA
    Preparo do Paciente:
        Colher amostra basal e administrar VO 0,15 mg/m2 de clonidina (Atensina), colhendo então
        amostras 60, 90 e 120 minutos após.
    Cuidados:
         Todos os pacientes apresentam hipotensão e sonolência. O repouso após o teste é fundamental.
        Apenas liberar para atividade física quando tiver passado o efeito do medicamento, 1 a 2 horas após
        o teste.
         Contra indicado para pacientes com problemas cardíacos: pode levar à descompensação
        cardíaca e hipotensão severa.
         Pacientes convulsivos: o teste é contra indicado.
        Dosagem da clonidina pelo gráfico da superfície corpórea = peso + altura


                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                345
                                                                                                           Continua...
                                                                                    Continuação...ESTÍMULO PARA HGH


MESTINON  BROMETO DE PIRIDOSTIGMINA
      Preparo do Paciente:
          Colher sangue no tempo basal ("0") - Administrar VO mestinon 70 mg por m2 de superfície corporal
          (nomograma). Colher sangue para GH nos tempos 60, 90 e 120 minutos após o estímulo.
      Cuidados:
          O uso prévio de atropina impede o aparecimento de cólicas intestinais.

INTERPRETAÇÃO dos testes acima
      > do que 3 ng/mL: Pré-Puberal (Tanner 1)
      > do que 5 ng/mL: Tanner 2
      > do que 7 ng/mL: Tanner 3 e Tanner 4
                                                                                    Marin G, Cassorla F, et al. JCEM 1994;79:537-41


Sensibilização com ETINIL ESTRADIOL
      Nos pré-puberais ou no início da puberdade em “ambos os sexos”, pode ser utilizado via oral - ETINIL
      ESTRADIOL, 2 dias antes do teste, 40 mcg/m2 por dia. Com essa medicação, desaparecem os falso-
      negativos. O laboratório fornece o Etinil Estradiol, favor enviar peso e altura da criança.

Crianças menores de 2 anos:
      Não realizamos testes de estímulo, aconselhamos fazer como screening o IGF1 e o IGFBP-3. Sendo
      necessário teste de estímulo, sugerimos L-Dopa e exercício, porque apresentam efeitos colaterais mais
      brandos que os demais.



22. Estímulo para HGH com Dexametasona
A Dexametasona, apesar dos efeitos deletérios no crescimento, apresenta um potente estímulo à secreção do
GH, quando administrado agudamente.
Administração da Dexametasona:
     a. 1 mg/M2 EV
          Colher o sangue basal, 120, 150 e 180 minutos
          (basal, 2, 2:30 e 3 horas)
     b. 2 mg VO
          Colher o sangue basal, 180, 210 e 240 minutos
          (basal, 3, 3:30 e 4 horas)
Critério de Interpretação:
      Resposta normal: 36  5 mUI/L
      Resposta do Déficit de GH: 3  1 mUI/L
JCEM 1992 75(2):536-9
Trabalho apresentado no Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia 1994 -Curitiba- (P029) Pinto, ACAR e cols. EPM - SP




23. Supressão para HGH com Glicose  Dextrosol
Material:
     0,5 mL de Soro.
Preparo do Paciente:
     JO 8h ou C.O.M.
     O procedimento é idêntico ao de um teste de tolerância glicose clássica, ou seja, após a coleta de uma
     amostra basal, o paciente recebe por via oral 75 g de glicose e são colhidas amostras de Soro 60 e 120
     minutos após.
Critério de Interpretação:
      Normais                Queda para níveis < 2,00 ng/mL
      Sugere Acromegalia  > 5,00 ng/mL
346                                    Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
24. Estímulo para HGH com TRH em Células Tumorais
Material:
     0,5 mL de Soro.
Preparo do Paciente:
     JO 8h ou C.O.M.
     Colher amostra basal 30 e 60 minutos após a administração EV de 200 g de TRH.
     Efeitos colaterais podem ocorrer: tontura, náusea, calor perineal, gosto amargo. Todos rápidos e
     imediatamente após a injeção.
Critério de Interpretação:
     Pacientes com células tumorais devem responder e, nesses casos, o valor de GH, em geral elevado,
     deve pelo menos duplicar ou, tendo como base um ritmo de secreção, deve ser significativamente maior
     que o valor basal.
     Obs.: 30% dos normais podem responder.

25. Supressão do HGH e Prolactina após Bromocriptina
Material:
     1,0 mL de Soro.
Preparo do Paciente:
     JO 8h.
     Colher sangue "0" (basal). Após 1 comprimido de Bromocriptina (2,5 mg por via oral), colher sangue aos
     30, 60, 120 e 180 minutos para dosar GH e Prolactina.
      Pode haver enjôo, vômitos e hipotensão após o Parlodel.
Critério de Interpretação:
     Queda maior que 50% dos valores basais.

26. Estímulo para Prolactina com TRH
Material:
     0,5 mL de Soro.
Preparo do Paciente:
     JD 4h.
     Colher amostra basal, 30 e 60 minutos após a administração EV de 200 g de TRH.
      Efeitos colaterais podem ocorrer: tontura, náusea, calor perineal, gosto amargo. Todos rápidos e
     imediatamente após a injeção.
Critério de Interpretação:
     Aumento > 100%.
Informações necessárias:
     Se mulher, responder questionário: atualmente sua menstruação vêm todo mês? Caso não venham,
     como é sua menstruação? Até que época sua menstruação era regular? A menstruação vêm com
     medicação ou espontaneamente? Hoje usa anticoncepcional ou algum hormônio? Qual? Já usou? Qual?
     Há quanto tempo parou de usar? Está grávida? Há quantos meses? Informar data da última menstruação
     e data da coleta deste exame.

27. Megateste  Avaliação Hipofisária Total
Material:
     1,4 mL de Soro e 0,7 mL de Plasma.
Preparo do Paciente:
     JD 4h.
     Colher sangue no tempo "0" (basal) para TSH, FSH, LH, HGH, Cortisol e ACTH. Administrar ao paciente,
     via endovenosa, mantendo a veia, 200 mcg de TRH e 100 mcg de LH-RH, mais 0,05 UI/Kg de peso de
     insulina simples. Colher sangue aos 30 minutos após estímulo para TSH, FSH e LH aos 60 minutos para
     FSH, LH, Cortisol, ACTH, TSH e HGH e 90 minutos para Cortisol, ACTH e HGH.
     Aplicar insulina, após 20 minutos da hipoglicemia aplicar LH-RH + TRH.
Critério de Interpretação:
     A resposta de cada teste deve ser considerada isoladamente.

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               347
28. Supressão para Prolactina após L-Dopa
Material:
     0,5 mL de Soro.
Preparo do Paciente:
     JD 4h e repouso.
     Colher sangue para dosar Prolactina no tempo "0" (basal). Após L-DOPA, via oral, 10 mg/Kg de peso,
     dose máxima de 500 mg, colher sangue aos 60 e 90 minutos para dosar Prolactina.
Critério de Interpretação:
     Queda de 50% dos níveis basais.
Informações necessárias:
     Se mulher, responder questionário: atualmente sua menstruação vêm todo mês? Caso não venham,
     como é sua menstruação? Até que época sua menstruação era regular? A menstruação vêm com
     medicação ou espontaneamente? Hoje usa anticoncepcional ou algum hormônio? Qual? Já usou? Qual?
     Há quanto tempo parou de usar? Está grávida? Há quantos meses? Informar data da última menstruação
     e data da coleta deste exame.


29. Geração de IGF-1
Procedimento:
      IGF 1 e IGFBP 3 basal  às 09:00 horas dia “0”
      Injeções GH (0,1 unidade/kg/ de GH)
         1o - mesmo dia “0” às 18:00 horas
         2o - dia “1” às 18:00 horas
         3o - dia “2” às 18:00 horas
         4o - dia “3” às 18:00 horas
      IGF 1 e IGFBP 3 após GH  dia “4” às 09:00 horas
      GH Basal ou estimulado elevado com pequena resposta de IGF 1 e/ou IGFBP 3 em relação ao normal,
     pode ser encarado como insensibilidade parcial do receptor de GH e deve ser estudado o receptor de
     GH e deve ser estudado o receptor de GH que pode revelar mutações.
Interpretação:
     Incremento de 20% em relação ao basal ou IGF-1  > 15 ng/mL e IGFBP-3  > 0,4 mcg/mL.
     Obs.: tomar cuidado com o limite inferior de detecção do ensaio que é de 0,1 ng/mL, ou seja, variações
     de 0,1 ng/mL não têm valor.


30. Estímulo para LH e FSH com LH-RH
Material:
     1,0 mL de Soro.
Preparo do Paciente:
     Colher amostras basal (0'), 30 e 60 minutos após a administração EV de 100 g de LH-RH.
     Aplicação da ampola: (+) 20 kg = 1 ampola (-) 20 kg = 1/2 ampola.
      Não apresenta efeitos colaterais.
Critério de Interpretação:
     Crianças pré-púberes:  LH pode não aumentar
                               FSH duplica
     Homens:  LH aumenta 4 a 10 vezes
                  FSH 0,5 a 2 vezes
     Mulheres: Fase Folicular:  LH aumenta 3 a 4 vezes
                                    FSH 0,5 a 2 vezes
                 Fase Lútea:        LH aumenta de 4 a 10 vezes
                                    FSH 0,5 a 2 vezes.
Informações necessárias:
     Se mulher, responder questionário: atualmente sua menstruação vêm todo mês? Caso não venham,
     como é sua menstruação? Até que época sua menstruação era regular? A menstruação vêm com
     medicação ou espontaneamente? Hoje usa anticoncepcional ou algum hormônio? Qual? Já usou? Qual?
     Há quanto tempo parou de usar? Está grávida? Há quantos meses? Informar data da última menstruação
     e data da coleta deste exame.
348                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
           PROVAS FUNCIONAIS PARA O DIAGNÓSTICO DO
               CARCINOMA MEDULAR DA TIREÓIDE

31. Estímulo para Calcitonina com infusão de Cálcio
Material:
    1,0 mL de Soro.
Preparo do Paciente:
    JD 4h.
    Colher sangue no tempo "0" (basal) para dosar calcitonina. Após injeção rápida (1 minuto) de gluconato
    de cálcio a 10%, 2 mg/Kg de peso, colher sangue aos 2 e 4 minutos para dosar a calcitonina.
    Cálculo da ampola: peso x 2  9 = mL da ampola
Resposta do Teste:
     Normais             < 100 pg/mL
     Suspeito de CMT  entre 100 e 200 pg/mL
     Sugestivo de CMT  > 200 pg/mL

32. Estímulo para Calcitonina com infusão de Pentagastrina
0,5 g/Kg em 2,0 mL de 0,9% de NaCL infundida em 10 segundos
     Cada ampola possui 40 g de Pentagastrina diluída em 2,0 mL de solução fisiológica. Colher sangue no
     tempo “0” (basal) para dosar calcitonina. Após injeção rápida (10 segundos), colher sangue aos 2 e 4
     minutos para dosar calcitonina.
     1 ampola diluída em 2,0 mL de soro fisiológico.
Critérios sugeridos:
      Homem  Suspeito de CMT: 200 a 400 pg/mL
                  Sugestivo de CMT: > 400 pg/mL
      Mulher  Normais: < 100 pg/mL
                  Suspeito de CMT: entre 100 e 200 pg/mL
                  Sugestivo de CMT: > 200 pg/mL


33. Estímulo da Calcitonina com infusão de Cálcio e Pentagastrina
    (simultâneo)
Material:
     0,8 mL de Soro
Preparo do Paciente:
     JD 4h.
     Colher sangue no tempo “0” (basal) para dosagem de Calcitonina. Aplicar EV 2 mg/kg de gluconato de
     cálcio a 10% infundido em 1 minuto, seguido de 0,5 g/kg (em 2,0 mL de 0,9% de NaCL) de
     pentagastrina, infundida em 10 segundos. Colher sangue aos 2 e 4 minutos para dosar calcitonina.
     - a ampola de pentagastrina contém 40 g em 2,0 mL de 0,9% de NaCL.
     - a infusão de cálcio pode provocar sensação de calor e de plenitude gástrica e a pentagastrina pode
     provocar desconforto subesternal, sensação de plenitude gástrica ou náusea que regride
     espontaneamente em 1 ou 2 minutos.
Critérios sugeridos:
      Homem  Suspeito de CMT: 200 a 400 pg/mL
                  Sugestivo de CMT: > 400 pg/mL
      Mulher  Normais: < 100 pg/mL
                  Suspeito de CMT: entre 100 e 200 pg/mL
                  Sugestivo de CMT: > 200 pg/mL




                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              349
      PROVAS FUNCIONAIS METABÓLICAS DA NEFROLITÍASE

34. Nefrolitíase
Exames de Sangue:
     Ácido Úrico
     Cálcio Iônico, se elevado, dosar PTH
     Creatinina
     Fósforo
     Potássio
Exames de Urina
    1. Urina isolada (Jejum Obrigatório).
       Colher amostra isolada de urina (2a da manhã ou após 4 horas de retenção) para os exames:
        pH pelo pHmêtro - após 12h de jejum absoluto de água e alimentos (veja observação A)
        Urina tipo I com pesquisa de dismorfismo eritrocitário
        Urocultura com antibiograma
    2. Urina de 24 horas
       Colher material para duas ou três rotinas, de preferência três rotinas. Para cada rotina deve-se coletar
       urina de 24 horas. O estudo com a dieta pobre em cálcio não é mais realizado.
Rotinas
    Na primeira Urina 24h, colocar inicialmente no frasco, rigorosamente antes de começar a coleta, 20 mL
    por litro de urina de HCL 50%, fornecido pelo laboratório. Colher todas as urinas sem perder nenhuma
    micção. Não pode refrigerar. Manter em temperatura ambiente. Outros laboratórios, enviar alíquota 50
    mL e Informar o volume de 24h.
    Nesse material serão feitos os exames de: Cálcio, Citrato, Deoxipiridinolina/Piridinolina, Magnésio e
    Oxalato

      Na segunda urina 24h, deverá ser colocado no frasco Bicarbonato de Sódio 5 g/L de urina, fornecido
      pelo laboratório. Colher todas as urinas sem perder nenhuma micção. Não refrigerar. Manter temperatura
      ambiente. Outros laboratórios, enviar alíquota de 50 mL e informar volume de 24h. Nesse material será
      feito o exame de  Ácido Úrico

      A terceira urina 24h deverá ser colhida sem conservante e refrigerada. Para outros laboratórios enviar
      alíquota de 50 mL e informar volume de 24h. Nesse material serão feitos os exames de: Cistina
      qualitativa, Sódio e Creatinina.

Observação A
   Se o pH > 5,5, fazer gasometria arterial. Se o pH desta gasometria arterial for  7,30, solicitar prova de
   Acidificação da urina. Nos casos de hipercalciúria, realizar teste de PAK.




350                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
35. Teste de Pak  Teste de Sobrecarga Oral com Cálcio
      Ingerir 300 mL d’água entre 21:00 e 24:00 horas.
      Permanecer em jejum durante 08:00 horas.
      Ingerir, no dia do teste, 300 mL d’água às 07:00 horas da manhã.
      Colher amostra da primeira urina da manhã para exame de Urina rotina (jato médio) às 08:00 horas e
     desprezar o restante.
      Colher toda a urina das próximas 2:00 horas (mais ou menos até às 10:00 horas) e dosar:
        Cálcio
        Creatinina

      Tomar 2 comprimidos de Cálcio Sandoz F em 1/2 copo d’água. Nesse momento, poderá fazer
     desjejum, ingerindo: 1 copo de chá + 4 torradas ou 4 bolachas de água e sal + 1 copo d’água.
      Após 1/2 hora (30 minutos), da realização desta dieta, desprezar toda a urina. Após 3:30 horas da
     sobrecarga de cálcio colher toda a urina e dosar:
      Cálcio
      Creatinina

Critérios de Interpretação:
     - Hipercalciúria: Cálcio urinário: > 4 mg/Kg de peso ou
                           Homens: > 300 mg/24h
                           Mulheres: > 250 mg/24h
     - Hipercalciúria Marginal: Cálcio urinário: > 150 e < 250 mg/24h
     - Hipercalciúria Renal: Relação cálcio urin./creat. urin. jejum  0,11.
     Obs.: Após sobrecarga diminui AMP Cíclico.
     - Hiperabsorção Intestinal de Cálcio: Cálcio urin./creat. urin. jejum < 0,11 e após sobrecarga  0,20.
      Relação cálcio urin./creat. urin. pós-sobrecarga dividido pela relação cálcio urin./creat. urin. jejum  3,5
     - Hipercalciúria indeterminada:
     Cálcio urin./creat. urin. jejum < 0,11 e cálcio urin./creat. urin. pós-sobrecarga < 0,20, apesar do cálcio
     urin. > 4 mg/24h.




                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                    351
               PROVAS DE ABSORÇÃO DE CARBOIDRATOS

36. D-Xilose, teste
Comentários:
    Teste usado na triagem de má absorção de carboidratos por doenças da mucosa intestinal (doença
    celíaca, sprue tropical, doença de Crohn, entre outras). D-xilose é um monossacarídeo normalmente
    inexistente no sangue. É absorvido no intestino delgado e excretado sem ser metabolizado na urina.
    Após administração de dose oral de xilose, esta é medida no sangue e urina. Medicamentos como
    aspirina, indometacina, neomicina e glipizida podem interferir e devem ser descontinuados 24 horas
    antes do teste sob orientação médica. Esse teste só é útil em pacientes com função renal normal. Falso-
    positivos podem ocorrer.
Condição:
    0,5 mL de Soro ou Plasma (fluoreto) + 5 mL de Urina (informar volume total de 5 horas).
Procedimento:
    Não há coleta basal. Esvaziar a bexiga no início do teste, tomar dose de Xylose. Colher Sangue 1 hora
    após a ingestão da D-Xylose e colher Urina durante 5 horas após a dose.
    Obs.: O teste é realizado pela manhã.
Jejum:
    Adultos  JO 8h
    Crianças  JO 4h
    - Permanecer em jejum até o término do teste.
Cálculo da dose D-Xylose:
    Diluir a dose em 250 mL de água:
    Criança  0,5 g/Kg de peso até no máximo 25 gramas.
    Adulto  25 gramas
Valor de Referência:
     Soro  Adultos: > 25 mg/dL
                Criança: > 20 mg/dL
     Urina  Adulto: > 16% da dose ingerida
                Criança: > 10% da dose ingerida
Conservação de envio:
    Até 1 semana entre 2o e 8o C.



37. Lactose, teste de tolerância
Comentários:
    Útil na investigação da deficiência de lactase na mucosa intestinal. Essa deficiência na síntese de lactase
    pelo enterócito acarreta em diarréia osmótica. Em pacientes normais observa-se um aumento da
    glicemia maior que 20 a 25 mg/dl. Valores de glicemia < 20 mg/dl após administração de lactose oral,
    acompanhados de sintomatologia clínica indicam deficiência de lactase. Essa deficiência pode ser
    idiopática, ou secundária a outras doenças: enterites infecciosas, doença inflamatória intestinal, fibrose
    cística, Doença de Whipple e giardíase. Resultados falso-positivos e falso-negativos podem ocorrer.
Procedimento:
    1,0 mL de Soro ou Plasma fluoretado basal, 30’e 60’ após lactose.
Jejum:
    Adultos  JO 8h / Crianças < 1 ano  JO 6 a 8h.
Dose Administrada:
    2,0 g/Kg (até no máximo 50 g).
Valor de Referência:
    Elevação de 20 a 25 mg/dL na glicemia, após administração da lactose.
Conservação de envio:
    Até 5 dias refrigerado (quando coletado em plasma fluoretado).



352                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
38. Maltose, teste de tolerância
Comentários:
    Esse teste é análogo ao teste da lactose sendo utilizado no estudo das deficiências de dissacaridases na
    mucosa intestinal. A maltase age sobre a maltose, resultando em moléculas de glicose que são
    prontamente absorvidas. Valores de glicemia < 20 mg/dl após administração de maltose oral,
    acompanhados de sintomatologia clínica indicam deficiência de lactase.
Procedimento:
    1,0 mL de Soro ou Plasma fluoretado, basal, 30’e 60’ após maltose.
Jejum:
    Adultos  JO 8h
    Crianças < 1 ano  JO 6 a 8h.
Dose Administrada:
    2,0 g/Kg (até no máximo 50,0 g).
Valor de Referência:
    Elevação de 20 a 25 mg/dL na glicemia, após administração de maltose.
Conservação de envio:
    Até 5 dias refrigerado (quando coletado em plasma fluoretado).




39. Sacarose, teste de tolerânci