Docstoc

os_perigos_da_soja - Hora Tranquila

Document Sample
os_perigos_da_soja - Hora Tranquila Powered By Docstoc
					ALIMENTOS INFANTIS A BASE DE SOJA - MOTIVOS PARA PREOCUPAÇÕES

Documento Informativo da Comissão de Alimentos do Reino Unido. Resumo histórico

O Departamento de Saúde do Reino Unido advertiu que os fitoestrógenos encontrados nas fórmulas de
suco de soja para lactentes poderiam afetar a saúde deles. Ao advertir os profissionais da saúde, o Médico
chefe, Sr. Kenneth Calman, disse que as fórmulas com soja só devem ser administradas aos bebês
seguindo as recomendações de um profissional de saúde. Deu ênfase que o leite materno é o melhor
alimento para proteger os bebês de qualquer alergia e comentou que existem alternativas da soja para
receitar aos bebês com alergias e que não podem tomar o leite materno.
As fórmulas para lactentes baseadas na soja e a maioria dos produtos derivados da soja contém uma
classe de componentes naturais conhecidos como fitoestrógenos, os quais produzem uma atividade
biológica nos seres humanos e em outros mamíferos. Como sugere o nome, os fitoestrógenos têm a
capacidade de imitar algumas das ações do estrógeno, o hormônio feminino; sem dúvida, os
fitoestrógenos também causam uma ampla gama de outros efeitos no sistema endócrino. Existe a
preocupação de que certas classes de fitoestrógenos presentes na soja (isoflavona) têm um potencial
tóxico importante no sistema reprodutor em desenvolvimento dos lactentes. O Comitê Governamental de
Assessoria Alimentar do Reino Unido pediu às companhias que investigassem a eliminação das
isoflavonas da soja administrada aos lactentes, porém, apesar da evidência de que isto é possível as
companhias ainda não tem levado a efeito esta investigação.

Preocupação pela saúde dos lactentes

Os efeitos biológicos nos lactentes devido as isoflavonas da soja têm sido claramente identificados e
incluem mudanças nas funções das glândulas sexuais, no sistema nervoso central, na glândula tireóide e
nos padrões de comportamento (1-6).
A exposição dos lactentes alimentados com fórmulas a base de soja, e, por conseguinte com isoflavona é
bastante alta, 1000 vezes maior que a encontrada nos lactentes alimentados com leite materno ou com
fórmulas a base de leite de vaca (7-9).
As isoflavonas são prontamente absorvidas por crianças (7) e os níveis de isoflavonas no plasma
sanguíneo dos lactentes alimentados pelas fórmulas a base de soja são comparáveis aos níveis que têm
efeitos estrogênicos significativos nos experimentos com animais (10).
De igual modo, muitos fatores que afetam negativamente o sistema endócrino, as isoflavonas da soja
podem afetar o bom funcionamento da glândula tireóide nos seres humanos. Segundo diversos
documentos dos anos 60, os lactentes alimentados com suco de soja desenvolveram bócio, embora os
fatores bociogênicos não fossem identificados naquele momento (11-15). Outras pesquisas mais recentes
têm identificado a real e potencial toxicidade da soja na glândula tireóide (16-19), identificando-se como
o fator ativo na soja, as isoflavonas. Nas provas em vitro, estes compostos inibem as reações catalisadoras
da peroxidase tireóideana, em concentrações que são comparáveis àquelas presentes no plasma dos
lactentes humanos (20). Foi encontrado bócio maligno nos animais de experimento alimentados com soja
(21) e existe o potencial de que as isoflavonas da soja causem câncer na glândula tireóide dos seres
humanos.
Existem informações de outros efeitos biológicos das isoflavonas nos lactentes (22-23).
Também existem informações sobre os efeitos biológicos nos adultos. Num estudo sobre a alimentação,
realizado no Reino Unido, em mulheres na pré-menopausa, comprovou-se que 60g de proteína de soja por
dia durante um mês afetou o ciclo menstrual, e os efeitos das isoflavonas continuaram durante três meses
depois de terminada a dieta com soja. Estes efeitos se apresentaram em níveis de dosagem de acordo com
o peso corporal, o que significa que as doses estiveram em uma ordem de magnitude mais baixa que os
níveis a que os lactentes estiveram expostos. Para as crianças, os altos níveis de exposição, junto com
uma alimentação regular e freqüente durante o dia, deram como resultado que os lactentes alimentados
com suco de soja apresentavam maiores níveis de isoflavona no plasma que qualquer outro grupo.
Portanto, os lactentes alimentados com suco de soja estão expostos a grandes doses de isoflavonas por
muito mais tempo, em comparação com as mulheres na pré-menopausa afetadas pela ingestão de soja, dos
                                                                                                         1
estudos mencionados.
Realmente, os lactentes que são alimentados com suco de soja desde seu nascimento podem experimentar
estas altas exposições até por 12 meses ou mais tempo, incluindo os períodos críticos da diferenciação
sexual depois do nascimento.
Os efeitos das isoflavonas nas mulheres se apresentam como mudanças no estado dos hormônios
esteróides sexuais e na secreção nos mamilos (25-25). Nas mulheres que estão na pré-menopausa, existe
um claro potencial para que as isoflavonas modifiquem a fertilidade.
Embora o estudo não fosse conclusivo, identificou-se uma associação positiva importante entre o
consumo de fórmulas à base de soja e a crescente ocorrência prematura da primeira menstruação (26).
Em vitro, as isoflavonas da soja são inibidoras potentes da oxidoreductasa 17-b-hidroxiesteroide (27-28)
e, portanto, podem modular a sínteses do metabolismo de estradiol e de outros hormônios esteróides (29).
Foi demonstrada a toxicidade das isoflavonas na reprodução e no desenvolvimento de diferentes espécies
de animais (30-34).
Foi a toxicidade dos níveis dietéticos das isoflavonas nos animais que causou o primeiro alerta na
comunidade científica e chamou a atenção o fato de que as isoflavonas da soja afetaram o sistema
endócrino (35). Em diversos animais, como: as chitas (34), os ratos (33), as ratas (21), as codornizes (32),
os esturjões (36) e as ovelhas (37) foi-se observado efeitos sobre a reprodução, infertilidade,
enfermidades da glândula tireóides e enfermidades no fígado causadas pela ingestão de isoflavonas.

Eliminação das isoflavonas nos alimentos infantis

O Comitê Assessor de Alimentos do governo Britânico pediu às companhias fabricantes de fórmulas a
base de soja que estudassem a possibilidade de reduzir os níveis de fitoestrógenos em seus produtos. O
processamento básico significa muito pouco na redução dos níveis relativos de isoflavona nas fórmulas
infantis a base de soja (38-39). Sem dúvida, as isoflavonas podem ser eliminadas mediante a extração
etanólica e isto tem sido demonstrado em diversos documentos que detalham os métodos para analisar as
isoflavonas nos produtos da soja (38-40). Também, pode-se conseguir proteína de soja livre de isoflavona
como é o caso da Arcon F, um produto da proteína de soja produzida pela Companhia Daniels Midland,
usada como controle nos estudos clínicos (24). Os laboratórios Abbott-Ross (fabricantes da fórmula
baseada na soja, isomil) tem desenvolvido uma fórmula com baixo teor de fitoestrógenos e informam da
tentativa bem sucedida do produto (41).
Apesar de todas estas evidências de que é possível eliminar os fitoestrógenos a nível comercial, os
fabricantes das fórmulas a base de soja para os lactentes resistem em fazê-lo.
No Reino Unido, o grêmio comercial, a Associação de Fabricantes de Alimentos Infantis e Dietéticos
(IDFA em inglês) comunicou a Comissão de Alimentos que o processamento para eliminar os
fitoestrógenos poderia afetar a qualidade da proteína (42) - uma afirmação que parece ser contrária a
evidência apresentada anteriormente.
Está bem demonstrado que os lactentes são especialmente sensíveis aos fatores que afetam o sistema
endócrino e por esta razão são um grupo de alto risco em termos de exposição. Portanto, qualquer
exposição dos lactentes a esses fatores, incluindo os fitoestrógenos, deve-se manter o nível mínimo
possível. Sem dúvida, na atualidade, os lactentes alimentados com suco de soja estão submetidos a uma
exposição mais alta que qualquer outro grupo da população; uma situação que tem levado o Doutor
Daniel Sheehan, Diretor do Departamento de Investigações sobre o Desenvolvimento e a Reprodução no
Centro Nacional de Investigações Toxiológicas da FDA (Food and Drugs Administration, EE.UU.) a
observar que os lactentes alimentados com a fórmula a base de soja têm sido postos em risco, num grande
experimento humano de crianças, sem controle e sem nenhuma norma (43).
Os riscos associados com a exposição dos fitoestrógenos por parte dos lactentes estão bem determinados e
as primeiras suspeitas surgiram há uma década (44). Posteriormente, têm sido identificados os efeitos
nocivos dos fitoestrógenos nos lactentes alimentados com soja: em particular é evidente que os lactentes
alimentados com fórmulas de soja estão correndo verdadeiro risco de sofrer danos crônicos na tireóide e,
como conseqüência, os lactentes que sofrem de um mal funcionamento da tireóide devem evitar fórmulas
com soja e o suco de soja. Pode passar certo tempo antes que se quantifiquem totalmente outros riscos,
porém, podem evitar todos os riscos, já que está disponível a tecnologia para que os fabricantes reduzam
em grande parte o conteúdo de fitoestrógenos nas fórmulas com soja.
                                                                                                           2
A Comissão de Alimentos considera que é irresponsabilidade por parte dos fabricantes das fórmulas de
soja continuar pondo os lactentes em um risco desnecessário pela exposição aos fitoestrógenos e,
portanto, foi solicitada a eliminação imediata dos deles nas fórmulas de soja para os lactentes.

O Que há sobre o uso tradicional da soja na alimentação dos lactentes?

Na Ásia, a soja não foi utilizada na alimentação dos lactentes. Em 1930 o Doctor Ra Guy do
Departamento de Saúde Pública do Peiping Union Medical College encontrou: “pertinente ressaltar que
nunca foi observado que as mulheres de Peiping usam suco de soja natural para alimentar seus filhos.
Esta bebida não se encontra nas casas em Peiping, mas é oferecida por vendedores ambulantes como uma
solução muito fraca e quente da proteína de soja e geralmente é consumida pelos anciãos como
substituição do chá. O suco de soja, como complemento da dieta dos lactentes, é bastante tediosa e difícil
de preparar. Sua demanda se baseia no oferecimento recente em diferentes centros de saúde, mas é tão
estranho a esta comunidade como o leite de vaca” (45).
Em publicações posteriores, o doutor Guy informou sobre o uso do suco de soja como alimento para os
lactentes. O objetivo deste relatório era de comentar sobre os possíveis usos do suco de soja para
solucionar o problema de alimento para os lactentes que não recebiam suficiente leite materno em um
país aonde não se consome o leite de vaca. Novamente, Guy observou que embora se “venda um suco de
soja quente e diluído, o TOU FU CHIANG, nas ruas de Pekin e este era ingerido pelos anciãos em lugar
de chá, ao contrário das nações ocidentais, não se usava o suco de soja para alimentar os lactentes” (46).

Pode a soja causar transtornos da glândula tireóide nos seres humanos?

Foi demonstrado que a soja afeta as funções da glândula tireóide nos seres humanos. Um estudo realizado
por investigadores japoneses concluiu que a ingestão de uma quantidade moderada de soja por parte de
pacientes adultos poderia causar o crescimento da glândula tireóide e suprimir a sua função. (17).
Estes investigadores estudaram os efeitos em administrar 30g diárias de soja em conserva sobre a função
da glândula tireóide. Durante a investigação, informou-se que a ingestão de iodo (em algas marinas) foi
normal em todos os pacientes.
Os investigadores observaram um aumento significativo nos níveis de TSH em um grupo de 20 adultos
alimentados com soja durante 1 mês (grupo I) e outro grupo de 17 adultos alimentados com soja durante 3
meses (grupo 2). Em dois dos pacientes, os níveis de TSH aumentaram dramaticamente, de
aproximadamente 1 micro-U/mL para 6,5 ou 7,5 micro-U/mL. Não se apresentaram mudanças
significativas nos níveis de iodo inorgânico, T3 ou T4 em nenhum dos grupos, mas houve um aumento
significativo em F T3 e em F T4 dos pacientes do grupo 2 depois que deixaram de consumir soja.
Apareceu um bócio não bem definido e hipotireoidismo em 3 dos pacientes do grupo 1 e em 8 dos
pacientes do grupo 2. Os pacientes do grupo 2 também apresentaram sintomas associados com o
hipotireoidismo: constipação (53% dos pacientes), fadiga (53% dos pacientes) e letargia (41% dos
pacientes).
O bócio nos 11 pacientes não era bem definido e se encontrava entre as categorias I e II de crescimento.
Um dos pacientes do grupo 1 desenvolveu tireoidite subaguda. Dos pacientes, 9 tiveram o tamanho do
bócio reduzido depois de 1 mês sem consumir soja, mas persistiu em 2. Foram necessários 6 meses de
tratamento com T4 para que se reduzisse o tamanho do bócio nestes pacientes.
O hipotireoidismo subclínico se define como a combinação de um TSH moderadamente elevado com um
T4 livre normal, uma condição que se está tornando comum e que, eventualmente pode evoluir para um
evidente hipotireoidismo, especialmente naquelas pessoas com anticorpos antitireoideano. O
hipotireoidismo subclínico se define como um estado assintomático no qual a redução da secreção dos
hormônios da tireóide se compensa mediante um aumento na produção de TSH para manter um status
clinicamente eutireóideo.
Esta condição é de grande importância e sua prevalência parece estar aumentando. Fatores dietéticos
podem ter um papel importante no desenvolvimento desta condição. Uma alta ingestão de um composto
bociógeno pode aumentar a secreção de TSH e o aumento da secreção de TSH está também relacionado
com o crescente risco de câncer na tireóide. Vale a pena notar que nos Estados Unidos da América a
freqüência do mau funcionamento da tireóide nas pessoas menores de 45 anos tem duplicado desde 1985.
                                                                                                         3
A soja e o câncer de mama
As pessoas que estão consumindo soja ou suplementos de isoflavona com a esperança de reduzir o risco
de contrair câncer devem pensar duas vezes. Enquanto que os consumidores e os profissionais da saúde
estão sendo bombardeados com publicidade da indústria, que exalta as propriedades anticancerígenas das
isoflavonas da soja, muitos investigadores do câncer estão dizendo exatamente o oposto; que o consumo
das isoflavonas da soja pode aumentar o risco de contrair câncer.
Por exemplo, as mulheres que estão na pós-menopausa e consomem isoflavona da soja como Terapia de
Reposição Hormonal (TRH) natural, correm maior risco de desenvolver câncer de mama. Em 1996, o
Doutor Nicholas Petrakis da Universidade da Califórnia em São Francisco, informou que “o consumo
prolongado de proteína isolada de soja tem um efeito estimulante nos seios das mulheres que estão na pré-
menopausa, caracterizado por um aumento na secreção de fluídos nos mamilos, a aparição de células
epiteliais hiperfísticas e níveis elevados de estradiol. Estas descobertas sugerem um estímulo de
estrogênio a partir das isoflavonas genistein (fitoestrógeno) e a daidzein (outro fitoestrógeno) contidas na
proteína isolada de soja”. (25).
O doutor Craig Dees do Laboratório Nacional de Oak Ridge descobriu que as isoflavonas da soja fazem
com que as células cancerosas da mama se reproduzem. Informou que “baixas concentrações de genistein
podem estimular para que as células MC-7 entrem num ciclo celular” (47). O Dr. Dees concluiu “que as
mulheres não devem consumir certos alimentos (por exemplo, produtos derivados da soja) para prevenir o
câncer de mama”.
O Doutor William Helferich da Universidade de Illinois apóia a tese de tomar precauções acerca do
consumo de soja para prevenir o câncer de mama.
Recentemente declarou que “existe a probabilidade de que o genistein na dieta estimule o crescimento de
tumores dependentes do estrógeno nos humanos com baixos níveis de estrógeno endógeno circulando,
tais como os encontrados nas mulheres que estão na pós- menopausa” (48).

Quanta soja nós podemos consumir sem risco?

As observações realizadas pelo estudo da Clínica de Tireóides Ishizuki indicam efeitos bociogênicos
importantes em pacientes alimentados com 30g de soja ao dia. Baseados nas concentrações de isoflavona
encontradas na soja japonesa (38), 30g de soja podem contribuir até com um total de 23mg de genistein e
10mg de daidzein. Para um adulto que pesa 70kg isto seria igual a ingestão de 0,33mg/kg do peso
corporal de genistein e 0,14mg/kg do peso corporal de daidzein por dia. Esta quantidade de consumo de
isoflavona é aproximadamente três vezes mais alta que a quantidade consumida no Japão, a qual é de 0,08
a 0,13mg/kg do peso corporal de genistein total por dia para um adulto que pesa 70kg (49).
Para os lactentes alimentados com fórmulas a base de soja, a exposição a isoflavona é muito maior que a
de qualquer outro grupo da população. Os lactentes menores de 6 meses que são alimentados inicialmente
com fórmulas de soja têm uma ingestão de até 5.4 mg/kg do peso corporal de genistein e 2,3mg/kg do
peso corporal de daidzein por dia (7). Por esta razão, os lactentes alimentados com fórmulas de soja estão
expostos a níveis aproximadamente 16 vezes mais altos de isoflavona que os pacientes do estudo Ishizuki.
As concentrações de isoflavona encontradas em produtos disponíveis na Nova Zelândia (33) indicam que
uma dieta de 500g de suco de soja mais 200g de queijo de soja por dia, poderia dar como resultado a
ingestão de até 135mg de genistein e de 80 g de daidzein. Para um adulto que pese 70kg, isto equivale a
ingestão de 1,9mg/kg do peso corporal de genistein e de 1,1 mg/kg do peso corporal de daidzein por dia.
Este grau de exposição de isoflavona é cinco vezes maior do que a exposição dos pacientes na
investigação de Ishizuki e outros.
Os usuários dos suplementos de isoflavona podem consumir até 40 mg de genistein por dia. Para um
adulto que pese 70kg isto equivale a 0.57mg/kg do peso corporal de genistein por dia o qual é 1,7 vezes
maior que a quantidade que se comprovou causadora de efeitos bociogênicos.
Portanto, os lactentes alimentados com fórmulas de soja, os consumidores de grandes quantidades de soja
e os usuários de suplementos de isoflavona podem apresentar os sintomas de hipotireoidismo sem
suspeitar de uma conexão com a dieta. Infelizmente, existem poucos dados acerca do que constitui um
nível apropriado de ingestão de soja, embora se pareça que os consumidores nos países ocidentais agora
possam estar consumindo maiores quantidades de soja que a consumida como parte de uma dieta
tradicional asiática.
                                                                                                          4
Os usuários de soja devem ser cautelosos e não exceder no consumo maior que 40mg de isoflavona de
soja por dia. Foi observado desordens da tireóide e outros efeitos biológicos em doses iguais ou acima
deste nível.

Aproximadamente, pode-se encontrar 40 mg de isoflavona em:
• Grão de soja e farinha de soja 12g
• Soja moída 20g
• Queijo de soja (tofu) 70g
• Suco de soja 200g
• Brotos de soja 100g

Por que não se difunde esta informação?

As pessoas têm o direito de saber exatamente o que estão comendo e como estão alimentando seus filhos.
Por que as agências governamentais resistem em informar ao público?
Em junho de 1998, o Doutor Mike Fitzpatrick se reuniu com o pessoal da DHS da Califórnia para
expressar suas preocupações acerca da soja e em particular as fórmulas a base de soja. Recebeu uma
resposta por escrito da toxicóloga da DHS, Doutora Susan Loscutoff, que afirmou: “Estou de acordo que
os altos níveis de isoflavona nas fórmulas para alimentar os lactentes são motivo de preocupação.”
“Não estou de acordo que os pais tenham o direito de saber que as fórmulas a base de soja contenham
isoflavona e o nível de toxicidade que as isoflavonas podem causar nos lactentes, pois os pais não
saberiam como interpretar essa informação.” Esta é a resposta típica das agências que temem represálias
das indústrias da soja se resolverem alertar o público acerca dos potenciais perigos para a saúde em
relação a isoflavona da soja.


O QUE NÃO LHE CONTARAM SOBRE A SOJA

Por que temos que consumir controversos produtos de soja em uma terra que produz em
abundância grãos-de-bico?

A soja é naturalmente tóxica, pois contém antinutrientes e substâncias que alteram nosso equilíbrio
hormonal, e ainda no seu processamento acrescenta-lhe outros venenos. Além disso, é em sua maioria
transgênica, contém mais pesticida tóxico e é um experimento feito a despeito de nossa saúde. Há algum
tempo assistimos uma promoção sem precedentes dos produtos a base de soja, não como antes, no campo
da "nova era", do ecologismo, naturismo, vegetarianismo, veganismo e outros ismos. Assistimos a uma
intoxicação maciça que canta seus benefícios em todos os meios de comunicação. A TV vende como
"audiência" aos fabricantes e industriais. Como se fosse pouco, as farmácias, os herbanários e médicos
naturalistas atuam como correias de difusão dessa infame propaganda. Provavelmente nenhum outro
produto alimentício tenha tantas empresas de relações públicas e publicidade trabalhando em sua
promoção. A soja já está presente de maneira explícita e implícita em mais de 60% dos mantimentos dos
supermercados nos Estados Unidos. A FDA, o organismo mais importante do mundo de controle de
alimentos e drogas aceitou incluir na etiqueta de alguns produtos os benefícios que a soja trás para a
saúde, apesar dos protestos de alguns de seus membros. A soja está sendo introduzida cada vez mais na
alimentação infantil, ocultando seus graves efeitos negativos, especialmente importantes sobre as crianças
alimentadas com preparados de soja que gozam, graças a eles, de mais do dobro de enfermidades auto-
imunes da tireóide.

BENEFÍCIOS OU MALEFÍCIOS DA SOJA

PERGUNTAS E RESPOSTAS:
1- A SOJA É USADA A MILHARES DE ANOS NO ORIENTE.
Falso e Verdadeiro.

                                                                                                         5
A soja pertence à família dos legumes, possui a mesma capacidade de sua família que é captar o
nitrogênio da atmosfera nos nódulos de suas raízes com a ajuda de bactérias. Na China, a soja foi plantada
durante séculos, prioritariamente, com este fim: repor o nitrogênio, favorecer a rotação dos cultivos e não
para consumi-la. Um estudo do uso histórico da soja na Ásia mostra que só foi usada pelos pobres;
quando não tinham nada que comer, consumiam feijão de soja e os preparavam cuidadosamente
(fermentação) para destruir todas as toxinas. De acordo a K C Chang, editor da "Cultura Chinesa", na
China em 1930, o total de soja consumido na dieta era de 1.5% em comparação ao porco que era de 65%.
A indústria da soja diz que "as fórmulas de soja são saudáveis, já que as crianças asiáticas consumiram-na
durante séculos". Inclusive se atreve a dizer que "as fórmulas de soja são melhores que o leite materno" o
mesmo que a multinacional Nestlé fez com seu leite em pó, contra o mais elementar sentido comum, aos
argumentos científicos que demonstram o contrário e, o mais grave, contra os bebês. Ao inverso, as
fórmulas de suco de soja raramente eram usadas na Ásia para alimentar as crianças. Ernest Tso é quem
propôs a primeira dieta de suco de soja para bebês nos primeiros 8 meses de vida. Escreveu no Chinese
Journal of Physiology em 1928: "o suco de soja é um alimento nativo usado em certas partes do país
como bebida matinal, mas é pouco usado na dieta dos infantes. As propriedades nutritivas nos alimentos
para crianças são praticamente desconhecidas". Em um escrito em 1930, o Dr. R.A. Guy, do
Departamento de Saúde Publica da Faculdade de Medicina de Pekin, esclareceu que "nunca foi usado
suco de soja para alimentar as crianças em Pekin. Esta fórmula não se faz nas casas, mas é vendida nas
ruas como uma bebida quente, rica em proteínas que é usada freqüentemente por anciãos em vez do chá.
O suco de soja, além de ser danoso para as crianças, é difícil de preparar”. Em outra publicação Guy
mencionou o uso do suco de soja para os bebês que não tivessem suficiente leite materno nos países em
que não se encontra o leite de vaca. A informação das grandes quantidades de soja supostamente
consumidas na Ásia provém de uma pesquisa recente sobre 1.242 homens e 3.596 mulheres que
participaram de uma verificação anual da saúde na Takayama City, Japão. A pesquisa mostra que os
produtos mais consumidos foram queijos de soja (tofu), feijão de soja fermentado, suco de soja e feijão de
soja fervido. A quantidade estimada de proteína de soja consumida foi 8,00 ± 4,95 g/dia para homens e
6,88 ± 4,06 g/dia para mulheres.

2- A SOJA É UM PRODUTO BIOLÓGICO.
Verdadeiro.
A soja é sem dúvida um produto biológico, como a planta que se extrai o ópio ou a estricnina. A
denominação de produto biológico é um álibi equivocado já que todos os produtos que saem da terra são
biológicos, mas nem todos foram cultivados com os critérios da agricultura biológica.
3- A SOJA É UM ALIMENTO QUE SUBSTITUI AS PROTEÍNAS DOS PRODUTOS DE
ORIGEM ANIMAL.
Verdadeiro e Falso.
As proteínas são constituídas por unidades elementares que são os aminoácidos. Dentre eles há alguns
que são essenciais, quer dizer, que não podem ser elaborados pelo organismo e que, portanto, devem ser
fornecidos pela alimentação. A soja é muito rica em proteínas, mas é relativamente pobre no aminoácido
saturado de enxofre cistina, precursor da cisteína, da glutamina e da taurina. Além disso, o processamento
com alta temperatura tem o desafortunado efeito secundário de desnaturalizar a lisina e os outros
aminoácidos. Este processo reduz ainda mais a cistina e em conseqüência a capacidade hepática de
desintoxicação.
4- A SOJA CONTÉM ÁCIDOS GORDUROSOS BENÉFICOS ÔMEGA 3.
Verdadeiro e Falso.
Os processos de elaboração da maioria dos produtos a base de soja se desenvolvem em altas temperaturas
que desnaturalizam os ácidos gordurosos poliinsaturados e produzem ácidos gordurosos trans-inativos.
5- A SOJA TEM NUTRIENTES DE FÁCIL ASSIMILAÇÃO.
Falso, por vários motivos.
5.1 A soja tem nutrientes de difícil assimilação como o Cálcio, o que pode levar a um desequilíbrio
cálcico negativo, osteoporose. "A soja induz uma acentuada descalcificação". Esta afirmação, certa
quando se promove como alternativa ao leite animal, precisa ser esclarecida. A soja se compara aqui em
seu conteúdo de cálcio com o leite de vaca. Certamente a soja é muito inferior quanto ao cálcio do leite de
vaca. Mas aqui poderíamos entrar na polêmica sobre a necessidade e a toxicidade do leite de vaca.
                                                                                                         6
Embora se recomendem para a descalcificação na menopausa ambos os leites, podemos concluir que o
melhor é não tomar, aumentar o exercício físico e ingerir outros minerais, como o magnésio,
imprescindível para fixar o cálcio nos ossos.
5.2 É deficitária em vários elementos essenciais da nutrição.
- É deficitária em ferro, o que pode levar a anemia.
- É deficitária em vitamina B12. A vitamina B12 presente na soja é um análogo inativo que não se utiliza
e inclusive pode aumentar suas necessidades e bloquear a absorção da vitamina B12 ativa. Houve casos
de bebês mortos por esta razão. Além disso, recordemos que a tripsina que permite assimilar a vitamina
B12 é inibida pelos antinutrientes da soja. E se por acaso fora pouco, recordemos que muitas dietas
vegetarianas são deficitárias em vitamina B12.
- É deficitária em tiamina ou vitamina B1 e já se deram casos de bebês alimentados com fórmulas de soja
com beribéri grave.
- É deficitária no aminoácido lisina, como já dissemos.
5.3 Contém vários antinutrientes:
A. Contém inibidores de enzimas digestivas (inibidores da protease) como a tripsina e outros necessários
para a digestão de proteínas.
Recordemos que a tripsina permite assimilar a vitamina B12. Os inibidores da tripsina e a hemaglutinina
são também inibidores do crescimento. E os inibidores da protease foram acusados de provocar
problemas pancreáticos. O Professor Irvin Leiner, perito em inibidores da protease, afirma: "os inibidores
da tripsina da soja representam na realidade um risco potencial para os humanos quando a proteína da
soja se incorpora na dieta".
B. Contém ácido fítico (hexafosfato de inositol), presente em um grupo de substâncias denominado fitatos
(mais que em outras leguminosas) que estão presentes no farelo de cereais ou na casca de todas as
sementes. Os fitatos são quelantes, quer dizer que podem unir-se a íons metálicos e bloquear a
assimilação e a biodisponibilidade de minerais essenciais: cálcio, magnésio, cobre ferro e, especialmente,
o zinco. Isto é particularmente grave nos bebês. Os fitatos são resistentes às técnicas de redução como o
cozimento prolongado em fogo lento. O ácido fítico que fica nos múltiplos produtos de soja processada
(SPI) segue inibindo a absorção de poucos elementos. Em estudos experimentais com animais de
laboratório alimentados com o SPI aparecem órgãos aumentados, em particular o pâncreas e a glândula
tireóide, e alterações do metabolismo dos ácidos gordurosos no fígado.
C. Por outro lado comprovou-se que as fórmulas infantis com base na soja podem conter até 200 vezes
mais manganês que no leite de lactação natural. O excesso de manganês se acumula nos órgãos internos
incluindo o cérebro e podem causar danos.

6- OS PROCESSOS DE ELABORAÇÃO DA SOJA DESATIVAM SEUS ANTINUTRIENTES.

Falso.

Os antinutrientes só são desativados pela fermentação (shoyu - molho de soja, missô – pasta de soja,
natoo – grãos de soja fermentada). Contrários ao que se pensa os antinutrientes não desaparecem
completamente no tofu (que não é soja fermentada, mas sua elaboração se faz por precipitação com
sulfato de cálcio ou de magnésio), nem pelo cozimento prolongado. Além disso, o uso de produtos
processados da soja (SPI) aumentou a demanda de vitaminas E, K, D, e B12, e criou sintomas de
deficiência de cálcio, magnésio, manganês, molibdênio, cobre, ferro e de zinco.

7- A SOJA É UM ALIMENTO SAUDÁVEL.

Falso

A soja, mesmo quando não é transgênica, produz numerosas patologias documentadas na literatura
científica há anos. Isto não é surpresa e a indústria da soja não tem desculpas, já que sabia que ela é
patogênica há dezenas de anos. Por exemplo, ela sabia que a soja contém agentes bociogênicos há mais de
60 anos. Produz, demonstrativamente, um aumento de graves enfermidades que resumiremos a seguir.
A soja produz:
                                                                                                        7
7.1 Alterações alérgicas, especialmente em crianças, e casos de alopecia. A proteína da soja se encontra
em segundo lugar da lista de mantimentos que produzem alergias e produz 25% das reações graves.
7.2 Alterações do sistema nervoso. Envelhecimento acelerado do cérebro. Um artigo mencionado no
dossiê perguntava se os fitos estrógenos apodreciam o cérebro? Não foi feita por nenhum repórter
sensacionalista, mas sim por um investigador da USFDA do Centro Nacional de Investigações
Toxicológicas. Menor função perceptiva, piores resultados nos testes e diminuição do peso do cérebro.
Uma taxa maior que o dobro do Mal de Alzheimer, foi demonstrado em consumidores japoneses de tofu,
como já informa na revista anteriormente. Um estudo realizado durante mais de 30 anos com 7.000
homens (Estudo de Exploração Epidemiológica do Hawai) demonstrou que o tofu acelerava a perda de
peso cerebral em pessoas idosas e que quanto mais sojas ingeriam pior ficavam suas habilidades mentais.
A soja atuava como uma droga, não como alimento disse o Dr. L White, de Honolulu Aging Study.
7.3 Alterações de comportamento. Aumento da ansiedade, do estresse, diminuição dos comportamentos
sociáveis, aumento do comportamento agressivo e, paradoxalmente, também do comportamento de
submissão em animais alimentados com soja. Que curioso! Exatamente o tipo comportamental de falta de
solidariedade que promove o sistema.
7.4 Alterações do sistema imunológico. A genisteína tem efeito imunossupressor e produz alterações
atróficas no timo. A exposição aos fitoestrógenos durante a gravidez e na lactação tem relação com a
aparição de enfermidades auto-imunes nas crianças.
7.5 Alterações endócrinas. Em estudos que datam da década de 50, já se demonstrou que a soja causa
transtornos endócrinos em animais.
A - Alterações do pâncreas. O dobro das crianças alimentadas com fórmulas de soja tem diabetes. Nota-se
que há estudos que acusam a soja de produzir diabetes desde, pelo menos, 1986.
B - Alterações da tireóide. A soja contém substâncias que debilitam a função da glândula tireóide. É
bociogênica. A genisteína é um inibidor da peroxidase tireoidiana mais poderoso que os medicamentos
normais antitireóideos. Tem-se descrito com:
-Aumento da TSH hipofisária em resposta a sua ação antitireóidea.
-Bócio difuso.
-Hipotireoidismo, com seus sintomas associados: constipação, letargia, fadiga, etc. Uma ação que por
certo compartilha com o urinar e que é ignorada pelos usuários.
-Tireoidite auto-imune subaguda. As crianças alimentadas com fórmulas a base de soja têm o triplo de
enfermidades auto-imunes da tireóide, segundo um estudo do Departamento de Pediatria do Hospital
Universitário Cornell de North Shore Manhasset, Nova Iorque.
-Câncer na tireóide. O Dr. Michael Fitzpatrick, cientista meio-ambientalista e investigador dos
xenoestrógenos, considera que os produtos derivados da soja podem aumentar o risco de câncer tireóideo.
Encontrou-se bócio maligno nos animais experimentais alimentados com soja.
O mecanismo destas alterações é conhecido e está descrito na literatura científica ortodoxa: As
isoflavonas da soja inibem a peroxidase tireóidea (TPO) necessária para fabricar hormônios tireóideos
T3-T4. Uma delas, a genisteína, causa dano irreversível às enzimas que sintetizam os hormônios da
tireóide, inibe as reações catalisadoras da peroxidase tireóidea.
C - A soja contém fitoestrógeno. Sua ação pode combinar com outros disruptores endócrinos e
xenoestrógenos (para agravar a interferência com os mecanismos endócrinos naturais) responsáveis por:
-Alterações nos hormônios sexuais.
-Alterações do comportamento sexual, como por exemplo, menor receptividade nas fêmeas e diminuição
da libido.
-Aparição da puberdade precoce. Desenvolvimento de seios e pêlo púbico em 48.3 % de afro-americanas
de 8 anos, e há casos em que isto acontece aos 3 anos.
-Anormalidades congênitas no trato genital masculino.
-Diminuição da fertilidade. Em diversos animais se observaram efeitos sobre a reprodução, com aumento
da infertilidade, além de enfermidades do fígado. A diminuição da fertilidade afeta a ambos os sexos.
-Diminuição de andróginos, da testosterona, do número de espermatozóides, aumento da próstata, e
diminuição dos testículos.
-Além disso, há provas de que as isoflavonas da soja, genisteína e daidzeína, são genotóxicas para o
esperma humano.

                                                                                                      8
7.6 Aumento de má formação no nascimento como criptorquia, hipospádias, espinha bífida, pernas
disformes ou ausência de algum órgão e de abortos.
7.7 Alterações do material genético.
Tem-se descrito alterações dos mecanismos reparadores naturais das aberrações cromossômicas e outras
alterações negativas do DNA. Isto nos leva a outra das mentiras sobre a soja.

8- A SOJA PREVINE O CÂNCER.
As mulheres asiáticas têm menos câncer de mama porque consomem soja em lugar de proteínas
animais.

Falso.

A soja NUNCA foi um substituto das proteínas animais e é utilizada de maneira diferente e
moderadamente. Na Ásia a soja é consumida, na maior parte das vezes, como alimento fermentado, o que
minimiza seus antinutrientes. É só um complemento alimentício utilizado fundamentalmente como
condimento em forma de molho de soja e em outros produtos fermentados que não se comercializam nem
são usados no Ocidente (missô – pasta feita da soja, shoyu – molho de soja, natoo – grãos fermentados de
soja).
Além disso, há muitos outros fatores que não consideram simplistas os estudos que atribuem ao suposto
consumo de soja a diminuição do câncer nas mulheres orientais. Por exemplo, um fator preventivo do
câncer é o elevado consumo de algas na dieta japonesa. As algas Nori, Kombu, Wakame contêm
vitaminas, fibras e proteínas. As duas últimas (as marrons), além de poderosos antioxidantes, possuem
uma ação antibacteriana. Outro fator é o elevado consumo de ácidos graxos poliinsaturados provenientes
do peixe, precursores da fabricação das prostaglandinas pacificadoras, como as denominavam a Dra.
Kousmine, que são estimulantes da imunidade anticâncer. O consumo excessivo de soja não só não
previne o câncer, mas também pode provocar os cânceres ginecológicos e tireóideos.
Tem-se descrito na literatura científica devido ao consumo de soja:
- câncer de pâncreas,
- maior taxa de câncer e leucemia infantil,
- maior risco de desenvolver câncer de mama,
- aumento de cânceres da vulva,
- aumento do risco de câncer na glândula tireóide,
- aumento da incidência de hiperplasia endometrial, estágio precursor do câncer de útero.
Além de tudo isso, no processamento da soja industrial:
- a solução alcalina produz lisinealina (que é um cancerígeno).
- os solventes utilizados deixam resíduos cancerígenos como o hexano.
- as altas temperaturas do processamento favorecem a formação de compostos cancerígenos e anulam a
atividade dos ácidos graxos poliinsaturados a partir de 40 graus. A soja transgênica tem maiores níveis de
estrogênios que a soja natural, portanto seus produtos derivados serão ainda mais tóxicos.

9- A SOJA REDUZ OS PROBLEMAS DA MENOPAUSA.

Falso.

Esta afirmação apóia-se no fato, até certo ponto correto, de que as mulheres asiáticas têm menos sintomas
ao chegar à menopausa. Mas atribuir isto à soja é outra história... E isso é o que estão fazendo as
multinacionais farmacêuticas e de produtos naturais, há anos, adestrando aos médicos para que repitam
como triunfos que as isoflavonas da soja liberarão as mulheres dos sintomas da menopausa. Exatamente o
mesmo que levam anos repetindo para vender a terapia hormonal substitutiva ocultando que,
comprovadamente, produz aumento do câncer e de outras graves enfermidades. Há estudos que não só
mostram sua ineficiência, mas demonstram que as consumidoras de soja padecem dos problemas de saúde
mencionados anteriormente.

10- A SOJA DIMINUI A OSTEOPOROSE MENOPÁUSICA.
                                                                                                         9
Falso.

Há estudos que demonstram não ter encontrado nenhum efeito das isoflavonas de soja sobre a massa
óssea. Tampouco o mesmo estudo encontrou nenhuma diminuição das gorduras no soro, o que nos leva à
mentira seguinte.

11- A SOJA REDUZ O COLESTEROL E O RISCO DE ENFERMIDADES
CARDIOVASCULARES.

Falso.

Alguns estudos afirmam que a soja diminui o colesterol. Faz tempo que as medidas do alto colesterol
foram desprezadas, inclusive na medicina ortodoxa, como indicadores de estados patológicos.
A diminuição do colesterol total não é benéfica para a saúde e está inclusive incriminada na aparição de
enfermidades como a depressão e maiores taxas de suicídio. Além disso, a soja contém hemaglutinina,
(fita-aglutinina ou lecitina) substâncias que promovem a formação de coágulos sangüíneos responsáveis
por acidentes vasculares no cérebro, trombose, etc. A soja transgênica produz mais gordura no leite da
vaca alimentada com soja. Deste modo os produtos lácteos tirados de animais alimentados a base de soja
são ainda mais tóxicos.

12- AS FÓRMULAS INFANTIS A BASE DE SOJA SÃO SEGURAS.

Adere-se a esta afirmação:
1. O nível de fitoestrógeno nas fórmulas infantis a base de soja é baixo.
2. A maioria dos efeitos dos fitoestrógenos foi positiva.
3. O leite humano contém fitoestrógeno.

Falso.

É certo que o leite materno das mulheres que consomem produtos de soja contém fitoestrógeno, mas das
que não consomem não os contêm. E se vier a conter, estão mais de 1000 vezes abaixo dos níveis
existentes nas fórmulas de soja. Prestigiosas agências e associações de mantimentos infantis e dietéticos
são culpadas de difundir as mentiras dos fabricantes de fórmulas de soja. As fórmulas infantis com base
na soja são experimentos infantis de grande escala e sem controles. Devem considerá-los como um
atentado criminal contra a saúde dos bebês em nome da nutrição infantil.

13- A SOJA É UM PRODUTO NÃO POLUÍDO.

Falso.

A soja está poluída por vários tóxicos bem identificados. Em primeiro lugar a soja está poluída pelos
produtos químicos que se vendem no mesmo pacote aos agricultores. A soja tem as mais altas
percentagens de contaminação por herbicidas tóxicos: Roundup (marca comercial do princípio ativo
glifosato), glifosatos. Um exemplo significativo é que, na Argentina, para ocultar este fato, fez-se uma
modificação na legislação das doses máximas plausíveis: De 0,1 partes por milhão até os anos 90, passou
para 20 ppm como dose "aceitável" em meados de 90. Isto representa um aumento de 200 vezes o limite
anterior; evidentemente é uma fraude científica por parte dos "peritos" e um atentado contra a saúde dos
consumidores.

Em segundo lugar no isolado de proteína da soja (SPI), o produto contamina-se com diversas substâncias
perigosas (a lavagem com ácido em tanques de alumínio polui o produto final). O alumínio está
relacionado com o crescente surgimento do Mal de Alzheimer e outras enfermidades neurológicas.
Também está relacionado com enfermidades novas como a miofascitis de macrófagos e a fadiga crônica
                                                                                                        10
como se está conhecendo, por exemplo, na França com o escândalo do alumínio contido nas vacinas,
(pelos solventes que deixam hexano, um derivado do petróleo) por nitritos (que se formam durante a
secagem por aspersão). Os nitritos se convertem em nitrosaminas que são cancerígenos reconhecidos.

14- A SOJA É UM PRODUTO NATURAL.

Falso.

Atualmente, a soja em sua maioria é transgênica. Quer dizer, é comida criada por engenharia genética e
denominada comida “frankenstein”. Calcula-se que hoje 99% da soja são modificadas geneticamente nos
USA, e mais de 95% é transgênica na Argentina. As companhias norte-americanas estão fazendo pressão
em todo o mundo para impor seus cultivos. A soja é um experimento cujas conseqüências não se
conhecem. Porém, entretanto, advertências não faltam. Esta intervenção não deve confundir-se com
instruções anteriores sobre a ordem natural dos organismos vivos; como por exemplo, a criação de
animais ou o cultivo e desenvolvimento de plantas; ou as mutações artificialmente provocadas.
Todos estes procedimentos anteriores atuavam dentro de uma única espécie ou de espécies muito
próximas. O centro da nova tecnologia é o transportar genes de um lado para outro, não unicamente entre
uma mesma linha de espécie, mas sim, atravessando as fronteiras que agora dividem os organismos vivos.
Potencialmente, poderia criar novas enfermidades em animais e plantas, novas fontes de câncer, e novas
epidemias” disse o Dr. George Wald, Professor Emérito de Harvard, Prêmio Nobel de Medicina. "Tenho
a impressão de que a ciência tem transposto uma barreira que deveria ter permanecido intacta, não pode
simplesmente eliminar uma nova forma de vida... Viverão mais que você e que seus filhos e os filhos de
seus filhos. Um ataque irreversível sobre a biosfera é algo tão insólito, tão inconcebível pelas gerações
anteriores, que só desejaria que a minha não fosse a culpada disso" disse Erwin Chargoff, considerado o
pai da biologia molecular. Refere-se à modificação genética como o "Auschwitz molecular" e considera a
modificação genética de plantas e animais como uma ameaça para a sobrevivência humana.
Entre as companhias multinacionais que promovem a soja, nós encontramos em primeiro lugar a
Monsanto, primeira a elaborar o lobby transgênico e fabricante da rbgh - hormônio de crescimento
bovino. Monsanto não é a única multinacional implicada, também tem o Dupont-Pioneer (fabricante de
proteínas de soja). Estas companhias fabricam produtos químicos para a agricultura, sementes e produtos
farmacêuticos. No ano 2.000 Monsanto vendeu 16.877 milhões de dólares. Dupont, no mesmo ano
vendeu 6.068 milhões de dólares. Syngenta, 34.590 milhões de dólares. Estes gigantes multinacionais,
cujo poder financeiro faz parte do autêntico poder que governa o mundo, não estão interessados em que
se conheçam estas informações. Alardeiam os benefícios da soja não só para a saúde como também para a
ecologia.

15- OS BENEFÍCIOS DA SOJA ESTÃO APROVADOS PELA CIÊNCIA.

Falso.

Pelo contrário, é um exemplo da falsificação da ciência. Por exemplo: O programa de investigação sobre
a soja e a saúde dedicou 4 milhões de dólares em subvenção para examinar somente os benefícios da soja
sobre a saúde, excluindo os trabalhos que fossem em sentido contrário. Nele colaboraram os Institutos
Nacionais da Saúde, NIH, os Conselhos Estatais sobre a Soja, o Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos, USDA; a indústria da soja dirige as rédeas da investigação.
Congressos, trabalhos de investigação, másteres e publicações "científicas", são patrocinados pelas
multinacionais da soja e dos transgênicos, cujo poder financeiro permite-lhes controlar os meios de
comunicação internacionais, lançando campanhas na mídia para promovê-la juntamente com os
transgênicos e as maravilhas da biotecnologia, como no caso da revista "Super Interessante" de fevereiro
de 2004. Mas o mais grave é que seu poder lhes permite, inclusive, definir o que é ciência e o que não o é.
Assim acontecem com os másteres científicos, cursos de pós-graduação de comunicação e meio ambiente
ou de comunicação e medicina como denuncia nosso amigo o biólogo Edwin Parra.
A segurança da soja transgênica não está garantida. Já causaram acidentes reconhecidos. Por exemplo, a
Administração de Mantimentos e Fármacos (FDA) ordenou destruir 17000 metros cúbicos de soja,
                                                                                                        11
porque poderia ter se misturado com alguns grãos de milho modificado geneticamente para produzir uma
substância não comestível, possivelmente uma vacina veterinária. Nos Estados Unidos, a soja transgênica
da Pioneer causou a morte de 27 pessoas e mais de 1.500 afetados. Os efeitos da soja transgênica sobre a
saúde são ocultos e transcendem os efeitos negativos sobre o indivíduo. Tem-se comprovado
experimentalmente, que o DNA transgênico ingerido em mantimentos, pode-se recombinar no estômago
e no intestino humano, transferindo às bactérias da flora intestinal propriedades das plantas transgênicas,
como por exemplo, a resistência aos antibióticos. E sabemos que esta resistência pode transmitir-se não só
às bactérias da mesma família (transmissão vertical) como também às famílias distintas (transmissão
horizontal) e também a indivíduos distintos que não estavam originalmente expostos, criando um
problema muito grave.

Por qué debe evitarse la soja

El Lado Oscuro de la Cenicienta

La propaganda que ha creado el milagro de las ventas de soja es tanto más notable cuanto que, hace sólo
algunas décadas, el frijol soja era considerado no apto como alimento, ni siquiera en Asia. Durante la
dinastía Chou (1134-246 AC), al frijol soja era designado uno de los cinco granos sagrados, junto con la
cebada, el trigo, el mijo, y el arroz.
Sin embargo, la pictografía del frijol soja, que data de épocas anteriores, indica que al principio no se
usaba como alimento; porque, mientras las pictografías de los otros cuatro granos muestran la semilla y la
estructura del tallo de la planta, la pictografía del frijol soja enfatiza la estructura de la raíz. La literatura
sobre agricultura de la época habla frecuentemente del frijol soja y su uso en la rotación de las cosechas.
Aparentemente, la planta de soja se usaba al principio como método para fijar el nitrógeno. 13
El frijol soja no sirvió como alimento sino hasta el descubrimiento de las técnicas de fermentación, en
algún momento durante la dinastía Chou. Los primeros alimentos de soja eran productos fermentados,
como el tempeh [alimento asiático que se prepara fermentando frijoles soja con rizópodos], natto, miso, y
salsa de soja.
En fecha posterior, posiblemente en el siglo II a. C., los científicos chinos descubrieron que un puré de
frijoles soja cocidos podía ser precipitado con sulfato de calcio o sulfato de magnesio (yeso o sales de
Epsom) para hacer una cuajada suave y pálida - tofú o cuajada de frijol. El uso de productos de soja
fermentados y precipitados pronto se extendió a otras partes del Oriente, notablemente Japón e Indonesia.
Los chinos no comían frijol soja fermentado como las otras legumbres, como lentejas, porque el frijol
soja contiene grandes cantidades de toxinas naturales, o "antinutrientes". Primero entre ellos están los
potentes inhibidores de enzimas que bloquean la acción de la tripsina y otras enzimas que se necesitan
para digerir las proteínas.
Estos inhibidores son proteínas grandes, dobladas apretadamente, que no son desactivadas por completo
durante el cocimiento normal. Pueden producir serias molestias gástricas, una reducida digestión de las
proteínas, y deficiencias crónicas en la absorción de los aminoácidos. En animales de laboratorio, las
dietas altas en inhibidores de la tripsina causan agrandamiento y condiciones patológicas del páncreas,
incluyendo cáncer. 14
El frijol soja también contiene hemaglutinina (lecitinas), una sustancia que promueve la fomación de
coágulos y hace que las células rojas de la sangre formen grumos.
Los inhibidores de la tripsina y la hemaglutinina son inhibidores del crecimiento. Las ratas en destete
alimentadas con soja que contiene estos antinutrientes dejan de crecer normalmente. Los compuestos que
debilitan el crecimiento son desactivados durante el proceso de fermentación, así que, una vez que los
chinos descubrieron cómo fermentar el frijol soja, comenzaron a incorporar en su dieta alimentos a base
de soja.
En productos precipitados, los inhibidores de enzimas se concentran en el líquido que remoja más bien
que en la cuajada. Por eso, en el tofú y la cuajada de frijol, los debilitadores del crecimiento se reducen en
cantidad, pero no son eliminados por completo.

La soja también contiene bociógenos - sustancias que debilitan la función de la tiroides.

                                                                                                               12
Además, el 99 por ciento de un gran porcentaje de soja es modificada genéticamente, y tiene uno de los
más altos por cientos de contaminación por pesticidas en cualquiera de nuestros alimentos.
El frijol soja tiene un alto contenido de ácido fítico, que está presente en el salvado o la cáscara de todas
las semillas. Es una sustancia que puede bloquear la asimilación de minerales esenciales - calcio,
magnesio, cobre, hierro, y especialmente zinc - en el tracto intestinal.
Aunque no es un nombre común, el ácido fítico ha sido estudiado extensamente; en la literatura científica
contemporánea hay literalmente cientos de artículos sobre los efectos del ácido fítico. En general, los
científicos concuerdan en que las dietas basadas en granos y legumbres altas en contenido de fitatos
contribuyen a deficiencias minerales muy difundidas en países del tercer mundo. 15
Los análisis muestran que el calcio, el magnesio, el hierro, y el zinc están presentes en las plantas que se
comen como alimento en estas áreas, pero el alto contenido de fitatos en las dietas a base de soja y granos
evita que estos minerales sean absorbidos.
El frijol soja tiene uno de los niveles más altos de fitatos de cualquier grano o legumbre que se haya
estudiado, 16, y los fitatos de la soja son muy resistentes a las técnicas normales para reducirlos, como el
cocimiento lento y prolongado. 17 Sólo un largo período de fermentación reducirá significativamente el
contenido de fitatos del frijol soja.
Cuando productos precipitados de soja, como el tofú, son consumidos con carne, se reducen los efectos
del bloqueamiento mineral de los fitatos. 18 Los japoneses comen tradicionalmente una pequeña cantidad
de tofú o miso como parte de un caldo de pescado rico en minerales, seguido por un plato de carne o
pescado.
Los vegetarianos que consumen tofú y cuajada de frijol como sustituto de la carne y productos lácteos
corren el riesgo de sufrir severas deficiencias minerales. Los resultados de la deficiencia de calcio,
magnesio, y hierro son bien conocidos; los de la deficiencia de zinc no tanto.
Al zinc se le llama el mineral de la inteligencia porque se necesita para el óptimo desarrollo y
funcionamiento del cerebro y el sistema nervioso. Juega un papel importante en la síntesis de la proteína y
la formación de colágeno; participa en el mecanismo de control del azúcar en la sangre, protegiendo así
contra la diabetes; es necesario para un sistema reproductivo saludable.
El zinc es un componente clave de numerosas enzimas vitales, y juega un papel en el sistema
inmunológico. Los fitatos que se encuentran en los productos de soja interfieren con la absorción de zinc
más completamente que con la de otros minerales. 19 La deficiencia de zinc puede causar una sensación
de estar en el "espacio", que algunos vegetarianos confunden con una "alta" iluminación espiritual.
El beber leche se menciona como la razón de por qué los japoneses de segunda generación en los Estados
Unidos crecen más que sus antepasados nativos. Algunos investigadores proponen que el menor
contenido de fitatos en la dieta estadounidense - cualesquiera que sean sus otras deficiencias - es la
verdadera explicación, pues señalan que los niños tanto asiáticos como occidentales que no reciben
suficientes productos de carne y pescado para contrarrestar los efectos de una dieta alta en fitatos, con
frecuencia sufren de raquitismo, atrofias, y otros problemas de crecimiento. 20

El Aislado de Proteína de Soja: No Tan Amigable

Los procesadores de soja han trabajado duro para sacar estos antinutrientes de los productos terminados,
en particular el aislado de proteína de soja (SPI) [por sus siglas en inglés], que es el ingrediente clave en
la mayoría de alimentos de soja que imitan productos de carne y lácteos, incluyendo fórmulas para bebés
y algunas marcas de leche de soja.
El SPI no es algo que usted puede fabricar en su propia cocina. La producción tiene lugar en fábricas
industriales, donde una mezcla acuosa de frijol soja se mezcla primero con una solución alcalina para
quitar la fibra, luego es precipitada y separada usando un lavado ácido, y finalmente, es neutralizada en
una solución alcalina.
El lavado ácido en tanques de aluminio lixivia gran cantidad de aluminio al producto final. Las cuajadas
resultantes son secadas por aspersión a alta temperatura para producir un polvo de alto contenido
proteínico. Una humillación final contra el frijol soja original es el procesamiento por extrusión del
aislado de proteína a alta temperatura y alta presión para producir proteína vegetal texturizada (TVP) [por
sus siglas en inglés].

                                                                                                           13
Gran parte del contenido de inhibidor de tripsina puede ser eliminado mediante el procesamiento a alta
temperatura, pero no todo. El contenido de inhibidor de tripsina del aislado de proteína de soja puede
variar hasta cinco veces. 21 (En ratas, aún la alimentación con inhibidor de tripsina de bajo nivel en el SPI
resulta en un reducido aumento de peso en comparación con los controles. 22).
Pero el procesamiento a alta temperatura tiene el desafortunado efecto secundario de desnaturalizar las
otras proteínas en la soja hasta el punto de que las dejan virtualmente ineficaces. 23 Por esta razón, los
animales alimentados con soja necesitan suplementos de lisina para el crecimiento normal.
Los nitritos, que son potentes carcinógenos, se forman durante el secado por aspersión, y una toxina
llamada lisinoalanina se forma durante el procesamiento alcalino. 24 Numerosos sabores artificiales, en
particular el MSG, se añaden al aislado de proteína de soja y a los productos de proteína vegetal
texturizada, para disfrazar su fuerte sabor a frijol e impartir el sabor a carne. 25
En experimentos alimentarios, el uso de SPI aumentó las demandas de vitaminas E, K, D, y B12, y creó
síntomas de deficiencia de calcio, magnesio, manganeso, molibdeno, cobre, hierro, y zinc. 26 El ácido
fítico que queda en estos productos de soja inhibe grandemente la absorción de zinc y hierro; los animales
de laboratorio alimentados con SPI les aparecen órganos agrandados, en particular el páncreas y la
glándula tiroides, y ocurre una mayor deposición de ácidos grasos en el hígado. 27
Sin embargo, el aislado de proteína de soja y la proteína vegetal texturizada se usan extensamente en
programas de almuerzos escolares, alimentos horneados comerciales, bebidas de dieta, y alimentos de
comida rápida. Estos alimentos son promovidos fuertemente en países del tercer mundo y forman la base
de muchos programas de alimentos donados.
A pesar de los resultados deficientes en pruebas de alimentación animal, la industria de la soja ha
patrocinado cierto número de estudios diseñados para mostrar que los productos de proteína de soja
pueden usarse en dietas humanas como reemplazo para alimentos tradicionales.
Un ejemplo es "La Calidad Nutricional de los Aislados de Proteína del Frijol Soja: Estudios en Niños de
Edad Pre-Escolar" [Nutritional Quality of Soy Bean Protein Isolates: Studies in Children of Preschool
Age] patrocinado por Ralston Purina Company. 28 Un grupo de niños centroamericanos que sufrían de
desnutrición fue estabilizado primero y su salud mejorada dándoles alimentos nativos, incluyendo carne y
productos lácteos. Luego, durante dos semanas, estos alimentos tradicionales fueron reemplazados con
una bebida hecha de aislado de proteína de soja y azúcar.
Todo el nitrógeno ingerido y todo el nitrógeno excretado fue medido con estilo verdaderamente
orwelliano: los niños eran pesados desnudos cada mañana, y todo el excremento y el vómito era recogido
para ser analizado. Los investigadores descubrieron que los niños retenían el nitrógeno y que su
crecimiento era "adecuado", así que el experimento fue declarado un éxito.
Que los niños estuviesen o no realmente saludables con esa dieta o si podrían permanecer así durante un
largo período, es cosa aparte. Los investigadores observaron que los niños vomitaban "a veces", por lo
general después de terminar de comer; que más de la mitad sufrían de períodos de diarrea moderada; que
algunos tenían infecciones de las vías respiratorias superiores; y que otros sufrían de sarpullido y fiebre.
Debe observarse que los investigadores no se atrevieron a usar productos de soja para ayudar a los niños a
recuperarse de la desnutrición, y que fueron obligados a suplementar la mezcla de soja y azúcar con
nutrientes en su mayoría ausentes de los productos de soja - notablemente, vitaminas A, D, y B12, hierro,
yodo, y zinc.

Comercializando el Producto Perfecto

"Imagínese que usted pudiese cultivar el alimento perfecto. Este alimento no sólo proporcionaría
nutrición costeable, sino que debería ser delicioso y fácil de preparar de varias maneras. Sería un alimento
saludable, sin grasas saturadas. En realidad, usted estaría cultivando casi una fuente de la juventud en su
patio trasero."
El autor es Dean Houghton, escribiendo para The Furrow 28, una revista que John Deere publica en 12
idiomas. "Este alimento ideal ayudaría a evitar, y quizás revertir, algunas de las enfermedades más
temidas en el mundo. Usted podría cultivar este alimento milagroso en varios tipos de suelos y climas. Su
cultivo reforzaría, no agotaría, la tierra ... este alimento milagroso ya existe. Se llama soja".
Imagínese. Los agricultores han estado imaginando - y plantando - más soja. Lo que una vez fue un
producto agrícola de menor importancia, listado en el manual del Departamento de Agricultura de los
                                                                                                          14
Estados Unidos (USDA) para el año 1913, no como alimento, sino como producto industrial, cubre ahora
72 millones de acres de tierras labrantías estadounidenses. Gran parte de esta cosecha se usará para
alimentar pollos, pavos, cerdos, vacas, y salmones. Otra gran porción será prensada para producir aceite
para margarina, grasa para repostería, y aderezos para ensaladas.
Los progresos en tecnología hacen posible producir proteína aislada de soja de lo que una vez se
consideró producto de desecho - lascas de soja sin grasa, de alto contenido proteínico - y luego
transformar algo que se ve y huele horrible en productos que pueden ser consumidos por seres humanos.
Sabores, preservativos, edulcorantes, emulsificantes, y nutrientes sintéticos han convertido el aislado de
proteína de soja, el patito feo de los procesadores de alimentos, en la Cenicienta de la Nueva Era.
El nuevo alimento de cuento de hadas ha sido comercializado tanto por su belleza como por sus virtudes.
Desde el principio, los productos basados en aislados de proteína de soja se vendieron como extensores y
substitutos de la carne - una estrategia que no produjo la requerida demanda de los consumidores. La
industria cambió su técnica.
"La manera más rápida de obtener aceptabilidad de un producto en la sociedad menos acaudalada", dijo
un vocero de la industria, "es hacer que el producto sea consumido por su propios méritos en una
sociedad más acaudalada". 3 Así que la soja se vende ahora a consumidores más pudientes, no como
alimento barato, de pobres, sino como substancia milagrosa que evita enfermedades del corazón, así como
el cáncer, ahuyenta los acaloramientos, produce huesos fuertes, y nos mantiene jóvenes por siempre.
La competencia - la carne, la leche, el queso, la mantequilla, y los huevos - ha sido debidamente demolida
por las correspondientes instituciones gubernamentales. La soja sirve como la carne y la leche para una
nueva generación de virtuosos vegetarianos.

La Comercialización Cuesta Dinero

Esto es especialmente cierto cuando necesita ser reforzada con la "investigación", pero hay abundancia de
fondos disponibles. Todos los productores de frijol soja pagan un gravamen obligatorio de entre un medio
a uno por ciento del precio del frijol soja en el mercado. El total - algo así como $80 millones anuales 4 -
sostiene el programa de United Soybean para "reforzar la posición del frijol soja en el mercado y
mantener y expandir los mercados domésticos y extranjeros para el frijol soja y productos de soja".
Los consejos estatales del frijol soja de Maryland, Nebraska, Delaware, Arkansas, Virginia, North
Dakota, y Michigan proporcionan otros $2.5 millones para "investigación". 5 Compañías privadas como
Archer Daniels Midland también contribuyen con su parte. ADM gastó $4.7 millones en anuncios en
Meet the Press, y $4.3 millones en Face the Nation en el curso de un año. 6
Las firmas de relaciones públicas ayudan a convertir proyectos de investigación en artículos de periódico
y anuncios, y firmas de abogados hacen campaña a favor de leyes gubernamentales favorables. Dinero del
Fondo Monetario Internacional financia plantas de procesamiento de soja en países extranjeros, y
políticas de libre comercio mantienen la abundancia de frijol soja fluyendo hacia destinos en ultramar.
La campaña a favor de la soja ha sido implacable y mundial en su alcance. La proteína de soja se
encuentra ahora en la mayoría de las marcas de pan que se venden en supermercados. Se está usando para
transformar "la humilde tortilla, el alimento básico mexicano basado en el maíz, en una 'super tortilla'
fortificada con proteína, que reforzaría la nutrición de los casi 20 millones de mexicanos que viven en
extrema pobreza". 7 La publicidad a favor de un nuevo pan fabricado por Allied Bakeries, de Gran
Bretaña, está dirigida a las mujeres menopáusicas que buscan alivio de los accesos de calor. Las ventas
alcanzan al cuarto de millón de hogazas por semana. 8
La industria de la soja contrató los servicios de Norman Roberts Associates, una firma de relaciones
públicas, para "poner más productos de soja en los menús escolares". 9 La USDA respondió con una
propuesta para desechar el límite de 30 por ciento de soja en los almuerzos escolares. El programa
NuMenu permitiría el uso ilimitado de soja en estos almuerzos. Con la adición de soja a las
hamburguesas, los tacos, y la lasagna, los dietistas pueden rebajar el contenido total de grasa por debajo
del 30 por ciento de las calorías, cumpliendo así los dictados del gobierno. "Con los artículos alimenticios
reforzados con soja, los estudiantes reciben más nutrientes y menos colesterol y grasa".
La leche de soja ha declarado las mayores ganancias, que subieron de $2 millones en 1980 a $300
millones en los Estados Unidos el año pasado. 10 Los progresos recientes en el procesamiento de la leche
de soja han transformado esta bebida asiática de color gris, delgada, amarga, que sabe a frijol, en un
                                                                                                         15
producto que los consumidores occidentales aceptan, una bebida que sabe a batido de leche, pero que no
lleva ninguna culpa aparejada.
Los milagros en el procesamiento, buen empaque, publicidad en masa, y una estrategia de mercadeo que
subraya los posibles beneficios de estos productos para la salud son los responsables del aumento de las
ventas a los grupos de todas las edades. Por ejemplo, los informes de que la soja ayuda a evitar el cáncer
de próstata han hecho la soja aceptable a hombres de mediana edad. "No es necesario torcer el brazo de
un hombre de entre 55 y 60 años de edad para que pruebe la leche de soja", dice Mark Messina. Michael
Milken, antiguo financista de bonos descartados, ha ayudado a la industria a deshacerse de su imagen de
"hippie" con esfuerzos bien publicitados para consumir 40 gramos diarios de proteína de soja.
Norteamérica hoy, mañana el mundo. Las ventas de leche de soja están aumentando en Canadá, aunque la
leche de soja cuesta allí el doble que la leche de vaca. Están brotando plantas procesadoras de leche de
soja en lugares como Kenya. 11 Hasta China, donde la soja es realmente un alimento de pobres y cuya
población quiere más carne, no tofú, ha optado por construir fábricas de soja al estilo occidental, antes
que desarrollar pastizales occidentales para criar animales. 12

La Afirmación de la FDA Puesta en Tela de Duda

El 25 de octubre de 1999, la US Food and Drug Administration [Administración de Alimentos y Drogas,
FDA por sus siglas en inglés] decidió admitir una declaración a favor de productos "bajos en grasa
saturada y colesterol" que contienen 6.25 gramos de proteína de soja por porción. Cereales para el
desayuno, alimentos horneados, comidas rápidas, licuados o batidos, y substitutos de carne pueden
venderse ahora con etiquetas que pregonan sus beneficios para la salud del sistema cardiovascular, con tal
de que estos productos contengan una cucharada colmada de proteína de soja por cada porción de 100
gramos.
La mejor estrategia de mercadeo para un producto que es de por sí malo para la salud es, por supuesto,
una afirmación de que es bueno para la salud.
"El camino a la aprobación de la FDA", escribe un apólogo de la soja, "fue largo y exigente, y consistió
de una detallada revisión de datos clínicos humanos recogidos de más de 40 estudios científicos llevados
a cabo en los últimos 20 años. Se averiguó que la proteína de soja es uno de los raros alimentos con
suficiente evidencia científica, no sólo para calificar para una propuesta de declaración de salud por parte
de la FDA, sino también para en definitiva pasar el riguroso proceso de aprobación". 29
El "largo y exigente" camino hacia la aprobación de la FDA en realidad tomó algunos giros inesperados.
La inesperada solicitud, presentada por Protein Technology International [PTI], hacía una declaración de
salud a favor de las isoflavonas, los compuestos semejantes a estrógeno que se encuentran en abundancia
en el frijol soja, basándose en afirmaciones de que "sólo la proteína de soja que ha sido procesada de
modo que las isoflavonas sean retenidas resultará en una reducción del colesterol".
En 1998, la FDA tomó la decisión sin precedentes de reescribir la solicitud de PTI, eliminando cualquier
referencia a los fitoestrógenos y poniendo en su lugar una declaración a favor de la proteína de soja, una
decisión que contradecía directamente el reglamento de la agencia. La FDA está autorizada para
establecer reglas sólo en relación con substancias presentadas por medio de una solicitud.
El cambio abrupto de dirección se debía sin duda al hecho de que cierto número de investigadores,
incluyendo científicos empleados por el gobierno de los Estados Unidos, habían presentado documentos
que indicaban que las isoflavonas son tóxicas.
Al principio de 1998, la FDA también recibió el informe final del gobierno británico sobre los
fitoestrógenos. El informe no encontraba mucha evidencia de beneficio, y advertía de efectos adversos
potenciales. 30
Aún con el cambio a aislados de proteína de soja, los burócratas de la FDA embarcados en el "riguroso
proceso de aprobación" se vieron obligados a ocuparse rápidamente de los efectos del bloqueo de
minerales, inhibidores enzimáticos, bociogenicidad, alteraciones del sistema endocrino, problemas del
sistema reproductor, y mayores reacciones alérgicas al consumo de productos de soja. 31
Una de las más enérgicas cartas de protesta llegó de los Drs. Dan Sheehan y Daniel Doerge,
investigadores del gobierno en el Centro Nacional Para la Investigación Toxicológica. 32 Sus ruegos a
favor de etiquetas de advertencia en los envases fueron desestimadas por considerárselas injustificadas.

                                                                                                         16
"La suficiente evidencia científica" de las propiedades de la soja para reducir el colesterol fue tomada
mayormente de un meta-análisis en 1995 llevado a cabo por el Dr. James Anderson, patrocinado por
Protein Technologies International y publicado en el New England Journal of Medicine. 33
Un meta-análisis es una revisión y un resumen de los resultados de muchos estudios clínicos sobre el
mismo tema. El uso de los meta-análisis para sacar conclusiones generales ha sido criticado severamente
por los miembros de la comunidad científica.
"Los investigadores que reemplazan pruebas más rigurosas con meta-análisis corren el riesgo de hacer
falsas suposiciones y embarcarse en una contabilidad creativa", dice Sir John Scott, presidente de la
Royal Society of New Zealand. "Lo semejante no está siendo puesto junto con lo semejante. Varios
grupos están poniendo juntos montones pequeños y grandes de datos". 34
Hay la tentación adicional de que los investigadores, en particular los que son financiados por compañías
como PTI, dejen fuera estudios que evitarían las conclusiones deseadas. El Dr. Anderson descartó ocho
estudios por varias razones, dejando un resto de veintinueve.
El informe publicado indicaba que los individuos con niveles de colesterol superiores a 250 mg/dl
experimentarían una "significativa" reducción de entre 7 y 20 por ciento en los niveles de colesterol
sérico si reemplazaban la proteína animal con proteína de soja. La reducción de colesterol fue
insignificante en los individuos cuyo colesterol era inferior a 250 mg/dl.
En otras palabras, para la mayoría de nosotros, si renunciamos a los bistés y en su lugar comemos
hamburguesas vegetales no reduciremos los niveles de colesterol en la sangre. La declaración de salud
que la FDA aprobó "después de una detallada revisión de datos clínicos de seres humanos" no informa al
consumidor estos importantes detalles.
La investigación que enlaza la soja con los efectos positivos sobre los niveles de colesterol es
"increíblemente inmadura", dijo Ronald M. Krauss, MD, director del Molecular Medical Research
Program [Programa de Investigación de Medicina Molecular], y del Lawrence Berkeley National
Laboratory [Laboratorio Nacional Lawrence Berkeley]. 35 Podría haber añadido que los estudios según
los cuales los niveles de colesterol fueron reducidos por medio de dietas o drogas han resultado
consistentemente en un número de muertes en los grupos en tratamiento mayor que en los grupos de
control - muertes causadas por ataques, cáncer, desórdenes intestinales, accidentes, y suicidios. 36
Las medidas para reducir el colesterol en los Estados Unidos han estimulado una industria para la
reducción del colesterol por valor de $60 mil millones anuales, pero no nos han salvado de la destrucción
causada por las enfermedades del corazón.
La Soja y el Cáncer
La nueva ordenanza de la FDA no permite poner ninguna declaración sobre prevención del cáncer en las
etiquetas de los envases de alimentos, pero eso no ha impedido que la industria y sus especialistas en
mercadeo las hagan en su literatura de propaganda.
"Además de proteger el corazón", dice el folleto de un fabricante de vitaminas, "la soja ha demostrado
poseer poderosos beneficios contra el cáncer ... los japoneses, que comen 30 veces más soja que los
norteamericanos, tienen una menor incidencia de cáncer del seno, del útero, y de la próstata". 37
Ciertamente. Pero los japoneses, y los asiáticos en general, tienen tasas mucho mayores de otros tipos de
cáncer, en particular cáncer del esófago, el estómago, el páncreas, y el hígado. 38 En todo el mundo, los
asiáticos también tienen una alta tasa de cáncer de la tiroides. 39 La lógica que enlaza la baja tasa de
cánceres del aparato reproductor con el consumo de soja requiere que se atribuyan las altas tasas de
cáncer de la tiroides y del tracto digestivo a los mismos alimentos, en particular porque la soja causa estos
tipos de cáncer en ratas de laboratorio.
¿Exactamente cuánta soja comen los asiáticos? Una encuesta de 1998 descubrió que la cantidad diaria
promedio de proteína de soja consumida en Japón era como de ocho gramos para los hombres y siete para
las mujeres - menos de dos cucharaditas. 40 El famoso Estudio Cornell de China, dirigido por Colin T.
Campbell, descubrió que el consumo de legumbres en China variaba desde 0 hasta 58 gramos por día, con
una media de aproximadamente doce. 41.
Suponiendo que dos tercios del consumo de legumbres sea soja, entonces el consumo máximo es de como
40 gramos, es decir, menos de tres cucharadas por día, con un consumo promedio de como nueve gramos,
o menos de dos cucharaditas. Una encuesta llevada a cabo en la década de 1930 rfeveló que los alimentos
de soja representaban sólo 1.5 por ciento de las calorías en la dieta de los chinos, en comparación con el

                                                                                                          17
65 por ciento de las calorías procedentes de la carne de cerdo. 42 (¡Tradicionalmente, los asiáticos
cocinaban con manteca, no con aceite vegetal!)
Los alimentos de soja tradicionalmente fermentados producen una sazón deliciosa y natural que puede
proporcionar importantes factores nutritivos en la dieta de los asiáticos. Pero, excepto en tiempos de
hambruna, los asiáticos consumen productos de soja sólo en pequeñas cantidades, como condimento, y no
como reemplazo de alimentos animales - con una excepción. Los monjes célibes que viven en
monasterios y que llevan una vida vegetariana encuentran los alimentos a base de soja bastante útiles
porque aplacan la líbido.
Fue un meta-análisis de 1994, efectuado por Mark Messina, y publicado en Nutrición y Cáncer, lo que
avivó la especulación sobre las propiedades anticarcinógenas de la soja. 43 Messina observó que, de 26
estudios sobre animales, 65 por ciento informaron efectos protectores de la soja. Convenientemente, se
olvidó de incluir por lo menos un estudio en el cual la alimentación con soja causó cáncer del páncreas, a
saber, el estudio que llevó a cabo Rackis en 1985. 44 En los estudios humanos que él listó, los resultados
fueron mixtos.
Algunos de estos estudios mostraban algún efecto protector, pero la mayoría no mostraron en absoluto
ninguna correlación entre el consumo de soja y la tasa de cáncer. Rackis llegó a la conclusión de que "los
datos en esta revisión no pueden usarse como base para afirmar que la ingesta de soja disminuye el riesgo
de cáncer". Pero, en su libro subsiguiente, The Simple Soybean and Your Health [El Sencillo Frijol Soja y
Su Salud], Messina hace justamente esta afirmación, recomendando una taza de 230 gramos de productos
de soja por día en su dieta "óptima" como medio de evitar el cáncer.
Miles de mujeres están ahora consumiendo soja en la creencia de que ésta les protege contra el cáncer del
seno. Pero, en 1996, los investigadores descubrieron que las mujeres que consumían aislado de proteína
de soja tenían una tasa mayor de hiperplasia epitelial, una condición que presagia el cáncer maligno. 45
Un año más tarde, se encontró que la genisteína de dieta estimulaba las células mamarias para entrar al
ciclo celular - un descubrimiento que llevó a los autores del estudio a llegar a la conclusión de que las
mujeres no deben consumir productos de soja para evitar el cáncer del seno. 46

Fitoestrógenos: ¿Panacea o Veneno?

El macho de las aves tropicales tiene, cuando nace, el plumaje pardo de la hembra, y se "colorean" a la
madurez, lo cual ocurre entre los nueve y los 24 meses.
En 1991, Richard y Valerie James, criadores de aves de Whangerai, Nueva Zelanda, compraron una
nueva clase de alpiste para sus aves - basado mayormente en proteína de soja. 47 Cuando se usó alpiste
con base de soya, el plumaje de las aves se "coloreó" después de sólo unos meses. En realidad, un
fabricante de alpiste afirmó que este desarrollo adelantado era una ventaja impartida por el alpiste.
Un anuncio de 1992 de la fórmula del alpiste Roudybush mostraba a un rosela carmesí macho, un loro
australiano que adquiere su hermoso plumaje rojo entre los 18 y los 24 meses, y que ya aparece coloreado
a las 11 semanas.
Desafortunadamente, en los años subsiguientes, hubo una menor fertilidad en las aves, con madurez
precoz, y pichones deformes, atrofiados, y prematuros, y muertes prematuras, especialmente entre las
hembras, con el resultado de que la población total en los aviarios entró en franca declinación.
Las aves sufrían de deformidades del pico y de los huesos, bocio, desórdenes del sistema inmunológico, y
conducta patológica, agresiva. La autopsia reveló que los órganos digestivos estaban en estado de
desintegración. La lista de problemas correspondía a muchos de los que los James habían encontrado en
sus dos hijos, a los cuales se les había dado fórmula para bebés con base de soja.
Alarmados, horrorizados, furiosos, los James contrataron al toxicólogo Mike Fitzpatrick, Ph. D., para que
investigara más. La literatura del Dr. Fitzpatrick en forma de una revista reveló evidencia de que el
consumo de soja está ligado a numerosos desórdenes, que incluyen infertilidad, mayor tasa de cáncer y
leucemia infantil; y, en estudios que databan de la década de 1950, 48 que la genisteína en la soja causa
trastornos endocrinos en animales.
El Dr. Fitzpatrick también analizó el alpiste y descubrió que contenía altos niveles de fitoestrógenos,
especialmente genisteína. Cuando los James dejaron de usar el alpiste con base de soja, la bandada
regresó gradualmente a sus hábitos y su conducta normales.

                                                                                                       18
Los James se embarcaron en una cruzada privada para advertir al público y a los funcionarios
gubernamentales acerca de las toxinas en alimentos de soja, en particular las isoflavonas, que causan
trastornos endocrinos, la genisteína, y el diadzén. Protein Technology International recibió su material en
1994.
En 1991, unos investigadores japoneses informaron que el consumo de apenas 30 gramos o dos
cucharadas de frijol soja por día durante sólo un mes había dado como resultado un significativo aumento
de la hormona que estimula la tiroides. 49 En algunos sujetos apareció bocio difuso e hipertiroidismo, y
muchos se quejaron de constipación, fatiga y letargo, aunque la ingesta de yodo había sido adecuada.
En 1997, unos investigadores del Centro Nacional para Investigación Toxicológica de la FDA hicieron el
embarazoso descubrimiento de que los componentes bociogénicos de la soja eran las isoflavonas mismas.
50
Veinticinco gramos de aislado de proteína de soja, la cantidad mínima que PTI afirmaba que tenía efectos
reductores del colesterol, contiene entre 50 y 70 mg de isoflavonas. Sólo se necesitaron 45 mg de
isoflavonas en mujeres premenstruales para obtener significativos efectos biológicos, incluyendo una
reducción de las hormonas necesarias para la adecuada función de la tiroides. Estos efectos
permanecieron durante tres meses después de haberse descontinuado el consumo de soja. 51
Cien gramos de proteína de soja - la dosis máxima indicada para reducir el colesterol, y la cantidad
recomendada por PTI - pueden contener casi 600 mg de isoflavonas, 52 una cantidad que es
indiscutiblemente tóxica. En 1992, el servicio de salud suizo calculó que 100 gramos de proteína de soja
proporcionaban el equivalente estrogénico de la píldora. 53
Los estudios in vitro indican que las isoflavonas inhiben la síntesis del estradiol y otras hormonas
esteroides. 54 Se han observado desórdenes en el aparato reproductor, infertilidad, y enfermedades en la
tiroides y el hígado debidas a la ingestión de isoflavonas en la dieta de varias especies animales,
incluyendo ratones, guepardos, codornices, cerdos, ratas, esturiones, y ovejas. 55
Son las isoflavonas en la soja las que se dice que tienen un efecto favorable sobre los síntomas post-
menopáusicos, incluyendo acaloramientos, y protección contra la osteoporosis. La cuantificación de la
incomodidad debida al acaloramiento es en extremo subjetiva, y la mayor parte de los estudios muestra
que los sujetos de control informan una reducción en la incomodidad en cantidad igual a la de los sujetos
que recibían soja. 56 La afirmación de que la soja evita la osteoporosis es extraordinaria, dado el hecho de
que los alimentos a base de soja bloquean el calcio y causan deficiencia de vitamina D.
Si los asiáticos tienen realmente tasas más bajas de osteoporosis que los occidentales, es porque su dieta
proporciona abundancia de vitamina D procedente de camarones, manteca, y mariscos, y mucho calcio de
caldo de hueso. La razón de que los occidentales tengan tasas tan altas de osteoporosis es que han
reemplazado, con soja, la mantequilla, que es una fuente tradicional de vitamina D y otros activadores
solubles en grasa que se necesitan para la absorción del calcio.

Píldoras Anticonceptivas Para Bebés

Pero fueron las isoflavonas en los biberones lo que más preocupó a los James. En 1998, los investigadores
informaron que la exposición diaria de bebés a las isoflavonas en los biberones a base de soja es de 6 a 11
más alta, por peso, que la dosis que tiene efectos hormonales en adultos que consumen alimentos de soja.
Las concentraciones circulantes de isoflavonas en bebés alimentados con preparaciones a base de soja
eran entre 13,000 y 22,000 veces más altas que las concentraciones de plasma estradiol en bebés
alimentados con fórmulas a base de leche de vaca. 57
Aproximadamente el 25 por ciento de los niños alimentados con biberón en los Estados Unidos reciben
una fórmula a base de soja, un por ciento mucho mayor que en otras partes del mundo occidental.
Fitzpatrick calculó que un bebé alimentado exclusivamente con una fórmula a base de soja recibe el
equivalente estrogénico, por peso, de por lo menos cinco píldoras anticonceptivas por día. 58 Por
contraste, no se han detectado casi estrógenos en fórmulas para bebés a base de productos lácteos o de
leche humana, aunque la madre consuma productos de soja.
Por años, los científicos han sabido que la fórmula a base de soja puede causar problemas con la tiroides
en bebés. Pero, ¿cuáles son los efectos de los productos de soja en el desarrollo hormonal de los bebés,
tanto varones como niñas?

                                                                                                         19
Los bebés varones experimentan una "oleada de testosterona" durante los primeros meses de vida, cuando
los niveles de testosterona pueden llegar a ser tan altos como los de un varón adulto. Durante este
período, el bebé es programado para expresar características masculinas después de la pubertad, no sólo
en el desarrollo de sus órganos sexuales y otros rasgos físicos masculinos, sino también en el
establecimiento de patrones cerebrales característicos de la conducta masculina.
En los monos, la deficiencia de hormonas masculinas perjudica el desarrollo de la percepción espacial
(que, en los humanos, normalmente es más aguda en los hombres que en las mujeres), de la capacidad
para aprender, y de las tareas de discriminación visual (como las que se requieren para leer). 59 No es
necesario decir que los futuros patrones de orientación sexual pueden también ser influídos por el
ambiente hormonal inicial.
Los bebés varones expuestos durante la gestación al dietilstilbestrol (DES), un estrógeno sintético que
tiene sobre los animales efectos similares a los de los fitoestrógenos de la soja, tenían testículos más
pequeños que lo normal al llegar a la madurez. 60
La discapacidades para el aprendizaje, especialmente en niños varones, han alcanzado proporciones
epidémicas. La alimentación de bebés con productos a base de soja - que comenzó en firme a principios
de la década de 1970 - no puede ser pasada por alto como causa de estos trágicos sucesos.
En cuanto a las niñas, un alarmante número de ellas está entrando en la pubertad mucho más temprano de
lo normal, según un reciente estudio reportado en la revista Pediatrics. 61 Los investigadores
descubrieron que uno por ciento de todas las niñas ahora muestran señales de pubertad, tales como
desarrollo de los senos o de vello púbico, antes de los tres años; a la edad de ocho años, el 14.7 por ciento
de las niñas blancas y casi el 50 por ciento de de las niñas afroamericanas muestran una o más de estas
características.
Nuevos datos indican que los estrógenos ambientales, como los PCB y el DDE (que resultan de la
descomposición del DDT) pueden causar desarrollo sexual prematuro en las niñas. 62 En el estudio sobre
el Desarrollo Prematuro de los Senos, llevado a cabo en 1986 en Puerto Rico, la más significativa
asociación dietaria con el desarrollo prematuro sexual no fueron los pollos - como informó la prensa -
sino las preparaciones de biberones a base de soja. 63
Las consecuencias de esta niñez truncada son trágicas. Niñas con cuerpos maduros tienen que
entendérselas con sentimientos e impulsos que la mayoría de los niños no están preparados para manejar.
Una maduración muy temprana de las niñas es con frecuencia una señal de problemas con el sistema
reproductor más tarde en la vida, incluyendo el no poder menstruar, infertilidad, y cáncer de los senos.
Los padres que se han puesto en contacto con los James dan cuenta de otros problemas asociados con
niños de uno y otro sexo alimentados con fórmulas a base de soja, problemas que incluyen conducta
emocional extrema, asma, problemas del sistema inmunológico, insuficiencia pituitaria, desórdenes de la
tiroides, y síndrome del intestino irritable - los mismos estragos endocrinos y digestivos que afligieron a
los loros de los James.

Disensión en las Filas

Los organizadores del Tercer Simposio Internacional Sobre la Soja se verían en apuros para llamar a la
conferencia un éxito sin reservas. En el segundo día del simposio, la empresa Food Commission, de
Londres, y la Weston A. Price Foundation, de Washington, D.C., tuvieron una conferencia de prensa
conjunta en el mismo hotel que el simposio, para presentar sus preocupaciones relativas a las fórmulas
para bebés a base de soja.
Los delegados permanecieron sentados, impasibles, durante la recitación de los peligros potenciales, y
una apelación de preocupados científicos y padres para que se retiraran del mercado las preparaciones
para bebés a base soja. Bajo la presión de los James, el gobierno neozelandés había emitido, en 1998, una
advertencia sobre la fórmula a base de soja; era tiempo que el gobierno de los Estados Unidos hiciera lo
mismo.
En el último día del simposio, las presentaciones de nuevos descubrimientos relacionados con la toxicidad
enviaron un bien escalofrío oxigenado a través de la vertiginosa propaganda. El Dr. Lon White informó
sobre un estudio llevado a cabo por japoneses-americanos que viven en Hawaii, que mostraba una
significativa relación estadística entre dos o más servidas de tofú por semana y el "envejecimiento
acelerado del cerebro". 64
                                                                                                          20
Los participantes que consumían tofú en su mediana edad tenían una menor función perceptiva más tarde
en la vida, y una tasa mayor de la enfermedad de Alzheimer y demencia. "Es más", dijo el Dr. White, los
que comían mucho tofú, parecían cinco años más viejos cuando tenían 75 u 80 años". 65 White y sus
colegas culparon a las isoflavonas de los efectos negativos - un descubrimiento que apoya un estudio
anterior según el cual las mujeres post-menopáusicas con niveles mayores de estrógeno circulante
experimentaron una mayor declinación perceptiva. 66
Los científicos Daniel Sheehan y Daniel Doerge, del Centro Nacional para la Investigación Toxicológica,
le arruinaron el día a PTI al presentar descubrimientos hechos en estudios sobre alimentación de ratas, los
cuales indicaban que la genisteína en alimentos de soja causa daño irreversible a las enzimas que
sintetizan las hormonas de la tiroides. 67
"La asociación entre el consumo de frijol soja y el bocio en animales y seres humanos tiene una larga
historia", escribió Doerge. "La evidencia actual en favor de los efectos beneficiosos de la soja requiere
también la plena comprensión de los efectos adversos potenciales".
El Dr. Claude Hughes informó que las ratas nacidas de madres alimentadas con genisteína pesaban menos
al nacer en comparación con los controles, y la aparición de la pubertad ocurría más temprano en las crías
macho. 68 Su investigación indica que los efectos observados en ratas "... por lo menos predirán lo que
ocurre en seres humanos".
"No hay razón para suponer que habrá malformaciones manifiestas en fetos, pero habrá cambios sutiles,
tales como en atributos neuroconductuales, funciones inmunológicas, y niveles de hormonas sexuales".
Los resultados, dijo, "podrían ser nada, o podrían ser algo que cause gran preocupación ... si la mamá está
comiendo algo que puede actuar como las hormonas sexuales, es lógico preguntarse si eso podría cambiar
el desarrollo del bebé". 69
Un estudio de bebés nacidos de madres vegetarianas, publicado en enero de 2000, indicaba precisamente
lo que podrían ser esos cambios en el desarrollo del bebé. Las madres que tenían una dieta vegetariana
durante el embarazo tenían un riesgo cinco veces mayor de dar a luz un bebé con hipospadias, un defecto
de nacimiento en el pene. 70 Los autores del estudio indicaron que la causa era una mayor exposición a
los fitoestrógenos en alimentos de soja que son populares entre los vegetarianos.
Es más probable que los problemas con la descendencia femenina de madres vegetarianas aparezcan más
tarde en la vida. Aunque el efecto estrogénico de la soja es menor que el del dietilstilbestrol (DES), es
probable que la dosis sea mayor porque es consumida como alimento, no tomada como droga. Las hijas
de mujeres que tomaron DES durante el embarazo sufrieron de infertilidad y cáncer cuando llegaron a los
veinte años o más.

Signos de Interrogación Sobre la Condición GRAS

Acechando en el trasfondo de la propaganda de la industria está la persistente pregunta de si es siquiera
legal añadir aislado de proteína de soja a los alimentos. Todos los aditivos para alimentos que no eran de
uso común antes de 1958, incluyendo proteína de caseína de leche, deben tener la condición GRAS
[Generally Recognized As Safe] Generalmente Reconocido Como Seguro. En 1972, la administración
Nixon ordenó que se re-examinaran substancias que se creían GRAS, a la luz de cualquier información
científica disponible en ese tiempo.
Este re-examen incluía proteína de caseína que había sido codificada como GRAS en 1978. En 1974, la
FDA obtuvo una revisión de la literatura sobre la proteína de soja porque, como esta proteína no se había
usado en los alimentos antes de 1959 y ni siquiera era de uso común a principios de la década de 1970, no
era elegible para ser exceptuada del requisito GRAS bajo las provisiones de la Ley de Alimentos, Drogas,
y Cosméticos. 71
Hasta 1974, la literatura científica reconocía muchos antinutrientes en la proteína de soja fabricada,
incluyendo los inhibidores de tripsina, el ácido fítico, y la genisteína. Pero la revisión de literatura de la
FDA desestimó una discusión de los impactos adversos, con la afirmación de que era importante
eliminarlos para un "adecuado procesamiento".
La genisteína podía ser eliminada mediante un lavado con alcohol, pero era un procedimiento costoso,
que los procesadores evitaban. Estudios posteriores establecieron que el contenido de inhibidor de tripsina
podía ser eliminado sólo mediante largos períodos de calor y presión, pero la FDA no ha impuesto
ninguna exigencia de que los fabricantes hagan esto.
                                                                                                           21
La FDA estaba más preocupada por las toxinas que se formaban durante el procesamiento,
específicamente los nitritos y la lisinoalanina. 72 Siempre a bajos niveles de consumo - en promedio, un
tercio de gramo por día en ese tiempo - la presencia de estos carcinógenos era considerada una ameanza
demasiado grande contra la salud pública como para permitir la condición GRAS.
La proteína de soja sí fue aprobada para ser usada como empastadura en cajas de cartón, y a esta
aprobación se le permitió continuar, pues los investigadores consideraron que la emigración de nitritos
desde la caja hasta el alimento contenido en ella sería demasiado pequeña para constituir un riesgo de
cáncer. Los funcionarios de la FDA requirieron especificaciones de seguridad y procedimientos de
monitoreo antes de conceder la condición GRAS para estos alimentos.
Estos procedimientos nunca se llevaron a cabo. Hasta la fecha, el uso de la proteína de soja está
codificada como GRAS sólo para este limitado uso industrial como empastadura para cartón. Esto
significa que la proteína de soja debe sujetarse a procedimientos de aprobación previos al mercadeo cada
vez que los fabricantes se propongan usarla como alimento o añadirla a los alimentos.
La proteína de soja fue introducida en las fórmulas para bebés a principios de la década de 1960. Era un
producto nuevo, absolutamente sin ningún historial de uso. Puesto que la proteína de soja no tenía
condición GRAS, se requería la aprobación de pre-mercadeo. Esta condición no había sido concedida, y
todavía no lo ha sido. El ingrediente clave en la fórmula de soja para bebés no está reconocido como
seguro.

¿El Próximo Asbestos?

"Contra el trasfondo de una amplia alabanza...existe la creciente sospecha de que la soja - a pesar de sus
indiscutibles beneficios - puede representar algunos riesgos para laa salud", escribe Marian Burros, una de
las principales escritoras del New York Times. Más que el de ninguna otra escritora, el patrocinio, por
parte de la Srta. Burros, de una dieta baja en grasa y mayormente vegetariana ha llevado a los
norteamericanos a los pasillos de los supermercados que ofrecen alimentos a base de soja.
Sin embargo, su artículo "Las Dudas Ensombrecen Las Alegres Noticias Sobre la Soja", del 26 de enero
del 2000, contiene la siguiente afirmación alarmante: "Ni uno solo de los 18 científicos entrevistados para
esta columna estuvo dispuesto a decir que el ingerir isoflavonas estaba libre de riesgo". La Srta Burros no
enumeró los riesgos , ni mencionó que los 25 gramos de soja diarios recomendados contienen suficientes
isoflavonas para causar problemas en individuos sensibles, pero era evidente que la industria había
reconocido le necesidad de cubrirse.
Debido a que la industria está extremadamente expuesta ... los abogados de contingencias pronto
descubrirán que el número de demandantes potenciales puede contarse por millones, y que los bolsillos
son muy, muy hondos. Los jurados escucharán algo así: "La industria ha sabido por años que la soja
contiene muchas toxinas".
"Al principio, le dijeron al público que las toxinas eran eliminadas mediante el procesamiento. Cuando
fue evidente que el procesamiento no las eliminaba, afirmaron que estas substancias eran beneficiosas. Su
gobierno concedió un reclamo de salud a una substancia que es venenosa, y la industria le mintió al
público para poder vender más soja".
La "industria" incluye a los comerciantes, fabricantes, científicos, publicistas, burócratas, ex-financistas
de bonos, escritores sobre alimentos, compañías fabricantes de vitaminas, y tiendas al menudeo. Los
granjeros probablemente se escaparán porque fueron engañados como el resto de nosotros. Pero necesitan
encontrar alguna otra cosa que cultivar antes de que la burbuja de la soja estalle y el mercado se venga
abajo: ganado alimentado con pasto, vegetales de diseño ... o cáñamo para fabricar papel para miles y
miles de sumarios legales.




Científicos protestan contra la aprobación de la soja
En una carta poco común, expertos de la FDA exponen su preocupación. Los investigadores Daniel
Doerge y Daniel Sheehan, dos de los expertos en soja de la Administración de Drogas y Alimentos de
                                                                                                         22
EEUU (FDA), firmaron una carta de protesta que señala estudios que muestran una relación entre la soja
y problemas de salud en ciertos animales.

Los investigadores Daniel Doerge y Daniel Sheehan, dos de los expertos en soja de la Administración de
Drogas y Alimentos de EEUU (FDA), firmaron una carta de protesta que señala estudios que muestran
una relación entre la soja y problemas de salud en ciertos animales. Ambos dicen que trataron de parar la
aprobación de la FDA con respecto a la soja en vano, porque podría ser mal interpretada como un aval
generalizado mas allá de los beneficios al corazón. A continuación se lee el texto de la carta.
DEPARTAMENTO DE SALUD Y SERVICIOS HUMANOS
Servicio de Salud Pública
Administración de Alimentos y Drogas
Centro Nacional de Investigación Toxicológica
Jefferson, Ark. 72079-9502
Daniel M. Sheehan, Ph.D.
Director, Programa Básico de Estrógenos
División de Toxicología Genética y Reproductiva
y
Daniel R. Doerge, Ph.D.
División de Toxicología Bioquímica
Departamento de Gerencia de Etiquetas (HFA-305)
Administración de Alimentación y Drogas
Rockville, MD 20852
A quien corresponda:
Escribimos en referencia a la etiqueta # 98P-0683; "Etiquetado de Alimentos: Solicitudes de Salud;
Proteína de Soja y Enfermedades Coronarias." Nos oponemos a la aprobación de esta solicitud de salud
porque hay evidencia abundante de que algunas isoflavonas que se encuentran en la soja, incluyendo la
genisteína y el equol, un metabolito de ladaidzeina, muestran efectos tóxicos en tejidos sensibles a los
estrógenos y en la glándula tiróide. Esto es cierto para un número de especies, incluyendo la humana.
Además, los efectos adversos en humanos ocurren en varios tejidos y, aparentemente, por varios
mecanismos distintos.
La genisteína es claramente estrogénica. Posee las características estructurales químicas necesarias para la
actividad estrogénica (Sheehan and Medlock, 1995; Tong, y col, 1997; Miksicek, 1998) e induce
respuestas estrogénicas y actúa como un disruptor endócrino estrogénico durante el desarrollo (Medlock y
col, 1995). Faber y Hughes (1993) mostraron alteraciones en la regulación de la LH, como consecuencia
del tratamiento con genisteína durante el desarrollo. Así, durante el embarazo humano, las isoflavonas
podrían, en sí mismas, ser un factor de riesgo para el desarrollo del cerebro y del tracto reproductivo.
Además, monos Rhesus alimentados con genisteína tienen niveles de estradiol sérico que llegan a 50-100
% por arriba del de los controles en tres áreas diferentes de la circulación materna (Harrison y col, 1998).
Dado que el mono Rhesus es el mejor modelo experimental para humanos, y que los estrógenos propios
de la mujer son un factor de riesgo muy importante en el cáncer de mamas, aprobar la solicitud de salud
antes de haber realizado estudios de seguridad completos con respecto a la proteína de la soja, no es
razonable. El descubrimiento de que los fetos de monos alimentados con genisteína tuvieron un 70 %
superior de genisteína sérica con respecto a los controles, lleva a una preocupación grave similar
(Harrison y col, 1998). El período de desarrollo está reconocido como el estadío de vida más sensible a la
toxicidad de los estrógenos, debidos a las evidencias indiscutibles de su relación en una amplia variedad
de malformaciones y deficiencias funcionales serias, en modelos experimentales animales y en humanos.
En la población humana, la exposición a DES está postulado como un ejemplo primordial de los efectos
adversos de los estrógenos durante el desarrollo. Alrededor del 50 % de las crías femeninas y una fracción
menor de las crías masculinas mostraron una o más malformaciones del tracto reproductivo, así como una
prevalencia menor de tumores malignos (cerca de 1 en mil). En adultos, la genisteína podría ser un factor
de riesgo para un número de enfermedades asociadas a los estrógenos.
Aún sin la evidencia de los niveles elevados de estradiol sérico en los fetos de Rhesus, la potencia y las
diferencias de dosis entre las DES y las isoflavonas de la soja no proveen ninguna certeza de que las
isoflavonas en la proteína de la soja en sí, no tendrán efectos adversos. En primer lugar, los cálculos
                                                                                                         23
basados en la literatura, muestran que las dosis de isoflavonas de la proteína de la soja usadas en ensayos
clínicos que demuestran efectos estrogénicos fueron tan potentes como dosis bajas pero activas de DES
en los monos Rhesus (Sheenan, datos no publicados aún). En segundo lugar, mostramos recientemente
que es estradiol no presenta un umbral en un experimento de dosis-respuesta extremadamente largo
(Sheenan y col, 1999). Subsecuentemente, encontramos 31 curvas de dosis-respuesta para químicos que
mimetizan a las hormonas tampoco muestran un umbral (Sheenan, 1998a). Nuestras conclusiones son que
ninguna dosis deja de contener un riesgo, sino que el alcance del riesgo existe simplemente en función de
la dosis. Estas dos características apoyan y extienden la conclusión de que es inadecuado el permiso a la
solicitud de salud para el aislado de proteína de la soja.
Además, las isoflavonas son inhibidoras de la peroxidasa tiróidea involucrada en la síntesis de la T3 y T4.
Se puede esperar de esta inhibición que genere anormalidades tiródeas, incluyendo el bocio y tiroiditis
autoinmune. Existe un importante cuerpo de datos científicos en modelos animales que demuestran
efectos generadores de bocio y hasta efectos carcinogénicos de productos de soja (cf., Kimura y col,
1976). Incluso, hay reportes importantes sobre efectos generadores de bocio por el consumo de soja en
niños humanos (cf, Van Wyk y col 1959; Horowitz, 1960; Shepard y col, 1960; Pinchers y col, 1965;
Chorazi y col 1995) y en adultos (McCarrison, 1933; Ishizuki y col, 1991). Recientemente, hemos
identificado a la genisteina y a la daidzeina como compuestos de soja isoflavonoides y definimos el
mecanismo de inhibición de la síntesis de hormona tiródea in vitro de la perosidasa tiróidea catalizado por
la TPO (Divi y col, 1997; Divi y col, 1996). La inactivación suicida de la TPO por medio de las
isoflavonas observada por unión covalente al TPO, pone en relieve la posibilidad de la formación de
neoantígenos. Además que el anti-TPO es el anticuerpo principal presente en la enfermedad tiródea
autoinmune. Este mecanismo hipotético es consistente con los reportes de Fort y col (1986, 1990) de una
duplicación en el riesgo de tiroiditis autoinmune en niños que han recibido fórmulas de soja cuando
pequeños, comparados con niños que han recibido otros tipos de leche.
Los niveles séricos de isoflavonas en niños que toman fórmulas de soja son aproximadamente 5 veces
más altos que en mujeres que consumen suplementos de soja y que muestran disturbios del ciclo
menstrual, incluyendo niveles de estradiol aumentados en la fase folicular (Setchell y col, 1997). Si se
asume que hay un riesgo dosis dependiente, no es razonable aseverar que los resultados en los niños son
irrelevantes para los adultos que pueden consumir menores cantidades de isoflavonas. Además, mientras
hay un efecto biológico nada ambiguo sobre la duración del ciclo menstrual (Cassidy y col, 1994), no
queda claro si los efectos de la soja son beneficiosos o adversos. También, necesitamos preocuparnos
sobre el pasaje transplacental de las isoflavonas ya que el caso de DES nos ha demostrado que los
estrógenos pueden traspasar la placenta. Este tipo de estudios no han sido llevados a cabo con genisteína
ni en humanos ni en primates. Dado que todos los estrógenos que han sido estudiados cuidadosamente en
poblaciones humanas son un arma de doble filo para los humanos (Sheehan y Medlock, 1995; Sheehan,
1997) que muestran efectos tanto beneficiosos como adversos cuando se tiene en cuenta un mismo
estrógeno, es probable que la mismas características sean compartidas por las isoflavonas. Los datos en
modelos animales son también consistentes con los eventos adversos en humanos.
Finalmente, datos de un estudio epidemiológico prospectivo fi-om a robust iniciales (7000) hombres de
largo plazo (30+ años) en Hawai demostró que la prevalencia del mal de Alzheimer en hombres
Hawaianos era similar a la de los norteamericanos con antepasados europeos y a la de los japoneses
(White y col, 1996a). Por el contrario, la prevalencia de la demencia vascular es similar en Hawai y en
Japón y ambas son más altas que en la población norteamericana con ancestros europeos. Esto sugiere
que un linaje o factores medioambientales comunes en Japón y en Hawai son los responsables de la
prevalencia mayor de la demencia vascular en estas localidades. Subsecuentemente, este mismo grupo
mostró un riesgo dosis dependiente (hasta 24 veces) para el desarrollo de demencia vascular y atrofia
cerebral por el consumo de tofu, un producto de soja rico en isoflavonas (White y col, 1996). Este
resultado es consistente con la causalidad sugerida del análisis anterior, y provee evidencia de que los
fitoestrógenos de la soja (tofu) causan demencia vascular. Dado que los estrógenos son importantes en el
mantenimiento de la función cerebral en las mujeres; que el cerebro masculino contiene aromatasa, la
enzima que convierte la testosterona en estradiol; y que las isoflavonas inhiben esta actividad enzimática
(Irvine, 1998), hay una base mecanicística para los resultados observados en humanos. Dada la gran
dificultad en discernir la relación entre exposición y efectos adversos con latencias largas en las
poblaciones humanas (Sheehan, 1998b), y la explicación mecanicística potencial para la evaluación de
                                                                                                        24
resultados epidemiológicos, éste es un estudio importante. Es uno de los estudios epidemiológicos
prospectivos mejor diseñados y robustos accesibles. Raramente se tiene tanta fuerza en estudios humanos,
así como un mecanismo potencial, y en este contexto debería interpretarse los resultados.
¿Proveen los datos de experiencias en asiáticos una garantía de que las isoflavonas son seguras? Una
revisión de varios ejemplos llevan a la siguiente conclusión "Dado el paralelo con yerbas medicinales con
respecto a actitudes, deficiencias de monitoreos y dificultad general de detectar toxicidades de latencia
prolongada, no estoy convencido que la larga historia del uso aparentemente seguro de los productos de
soja pueden proveer confianza de que su consumo, en efecto, no signifique un riesgo." (Sheehan, 1998b).
Tendría que observarse también que la afirmación en la página 62978 de que los alimentos a base de soja
son GRAS está en conflicto con la devolución reciente del CFSAN de un petitorio de status GRAS para
productos de soja, a Archer Daniels Midland por las deficiencias en reportar efectos adversos en esta
petición. Así, el status GRAS no ha sido otorgado. Linda Kahl puede proveerles de los detalles. Parecería
apropiado que la FDA hablara con una sola voz en referencia al aislado protéico de soja.
Teniendo en cuenta todo esto, los resultados presentados aquí son consistentes y demuestran que la
genisteína y otras isoflavonas pueden tener efectos adversos en una variedad de especies, incluyendo a la
humana. Estudios animales están al frente de la evaluación de toxicidad, dado que predicen con gran
exactitud, efectos adversos en humanos. Para las isoflavonas, contamos con evidencia adicional de dos
tipos de efectos adversos en humanos, a pesar de los muy escasos estudios que han dirigido este tema.
Mientras que las isoflavonas pueden tener efectos beneficiosos en algunas edades o circunstancias, esto
no se puede asumir como cierto para todas las edades. Las isoflavonas son como otros estrógenos, en el
sentido que son armas de doble filo, que confieren tanto beneficios como riesgos (Sheehan y Medlock,
1995; Sheenan, 1997). El etiquetado de salud del aíslado protéico de soja para alimentos debería ser
considerado exactamente como si se tratara del añadido de cualquier estrógeno o generador de bocio a los
alimentos, lo cual sería una mala idea.
Las drogas estrogénicas y generadoras de bocio están reguladas por la FDA, y son tomadas bajo cuidados
médicos. A los pacientes se les informa de los riesgos, y se los monitorea por sus médicos por evidencias
de toxicidad. No existen medidas de seguridad similares apropiadas para los alimentos, así que el público
será expuesto a un riesgo potencial con respecto a las isoflabonas en los aislados protéicos de soja que no
tengan información de advertencia adecuada.
Finalmente, el NCTR (el Centro Nacional de Investigación Toxicológica de la FDA, EEUU) está
conduciendo actualmente un estudio multigeneracional de largo plazo sobre genisteína en alimentos de
ratas. El análisis de los resultados de los estudios de amplitud de dosis está prácticamente terminado o
completo ahora. Como los datos preliminares, que son confidenciales todavía, pueden ser relevantes para
su decisión, sugiero que se contacte con el Dr. Barry Delcos en la dirección del encabezado de la carta, o
que le envíe un correo electrónico.
Sinceramente,
Daniel M. Sheehan, Director, NCTR
Dr. Barry Delcos


Efectos negativos del consumo de soja
Beatrice Trum Hunter
El consumo de soja se está promocionando vigorosamente. A pesar de los muchos supuestos beneficios,
hay un lado negativo, que está siendo ignorado.
El poroto de soja crudo contiene numerosos anti-nutrientes. Si bien el procesamiento los puede reducir,
no los elimina.(1) El poroto de soja crudo es un anticoagulante (un agente que previene la coagulación de
la sangre). Esta propiedad anticoagulante no se revierte con la vitamina K, que es un agente coagulante
muy efectivo. Muchos norteamericanos tienen bajos niveles de vitamina K. La propiedad anticoagulante
de la soja se atribuye a su actividad anti-tripsina. La tripsina es una enzima especial necesaria para digerir
las proteínas. Además, la tripsina permite la asimilación de la vitamina B-12. Por lo tanto, al bloquear la
actividad de la tripsina, la soja, como agente anti-tripsina, aumenta los requerimientos de vitamina B-12 y
de hecho crea una deficiencia de dicha vitamina.(2)
El poroto de soja crudo contiene otros anti-nutrientes, incluyendo ácido fítico (de los fitatos), que se une a
los minerales impidiendo su absorción (especialmente zinc, calcio, y magnesio).(3) El ácido fítico
                                                                                                           25
también se encuentra presente en los cereales. Por lo tanto, los vegetarianos que dependen de la soja y de
muchos productos con soja, y que también consumen cereales, tienen un riesgo aún mayor de sufrir
deficiencias de estos minerales.(4) Los fitatos se encuentran unicamente en alimentos de origen vegetal.
Otros anti-nutrientes presentes en el poroto de soja crudo son las hemaglutininas. Dichas sustancias tienen
la capacidad de aglutinar las células rojas en los seres humanos y en otras especies, y suprimen el
crecimiento de manera significativa. Estos anti-nutrientes son también conocidos como “fitoaglutininas”,
o “lecitinas”.(5)
Estos varios anti-nutrientes del poroto de soja crudo se pueden reducir en parte mediante un adecuado
tratamiento térmico, y mediante el germinado. Sin embargo, estas sustancias siguen presentes, aunque a
un nivel menor. El único método efectivo conocido para desactivar estos anti-nutrientes es la
fermentación tradicional. Dicho proceso implica un cambio químico lento, iniciado por bacterias, moho y
levaduras. La fermentación desactiva los inhibidores enzimáticos, el ácido fítico, las hemaglutininas, y los
antagonistas vitamínicos de los porotos de soja crudos. El proceso de fermentación da por resultado que
los nutrientes de la soja sean más digeribles y disponibles para el organismo.
Lamentablemente, el proceso de fermentación se usa tan sólo con unos pocos productos de soja,
productos no muy conocidos en la cocina norteamericana, y difíciles de conseguir. Los principales
productos de soja fermentados son el tempeh (una entrada de soja), el miso (una pasta de soja usada en
sopas y salsas), y el natto (porotos de soja fermentados enteros). El tempeh y el miso se consiguen en
tiendas de alimentos naturales en los EE.UU. El natto, común en Japón, no es conocido ni se consigue
casi en los EE.UU. Por lo que tengo entendido, el natto tiene un olor fuerte y una textura pegajosa, y no es
generalmente aceptado por los principiantes. Ya que el miso se usa nada más como condimento, el único
producto de soja fermentado aceptable es el tempeh.
En contra de lo que se cree, el tofu, más conocido y más fácil de conseguir en los EE.UU., no es un
producto fermentado. Se lo procesa por precipitación. Con este método se desactivan algunos agentes
anti-enzimáticos, no todos, y se desactiva una pequeña parte de los fitatos.
Los porotos de soja, incluso luego de ser procesados, tienen propiedades anti-tiroides.(6) Las isoflavonas
estrogénicas (en particular los pigmentos de la planta) presentes en la soja - la genistina y la daidzeína -
tienen mucha fama de ser beneficiosos para la salud. Lo que no se da a conocer es que son agentes anti-
tiroides. Las personas que consumen productos de soja regularmente (tal como se recomienda
actualmente) pueden sufrir diversos desequilibrios de la tiroides. Los estudios con animales vinculan a las
isoflavonas de la soja con los problemas de tiroides, incluído bocio. Otros estudios vinculan el consumo
de soja no solamente con el hipotiroidismo, sino también con bajos niveles de energía, deficiente aborción
de minerales, e infertilidad.(7)
Incluso a niveles bajísimos, las hormonas pueden tener profundos efectos biológicos, tanto positivos
como negativos. Las isoflavonas estrogénicas de la soja se promocionan con entusiasmo como buenas
para la salud. Aunque aparentemente previenen el cáncer si se las consume tempranamente, pueden
causar cáncer si se las consume en una etapa posterior de la vida. Existen estudios tanto con anmales
como con personas que sugieren que la soja puede aumentar el riesgo de contraer cáncer de
mama.(8,9,10,11)
A menudo se citan estudios de las bajas tasas de cáncer de las mujeres asiáticas que consumen soja. Sin
embargo, deben considerarse otros factores. Las mujeres asiáticas que abandonan sus dietas tradicionales
y adoptan una dieta occidental aumentan su riesgo de contraer cáncer de mama. No es lógico decir que la
soja es el único factor en juego.
¿Cuán saludables son los productos de soja que se ofrecen a los norteamericanos? Los anti-nutrientes
presentes en los productos de soja modernos, incluída la harina de soja, pueden inhibir el crecimiento en
animales. En los seres humanos, pueden causar problemas intestinales, reducir la digestión de las
proteínas, y llevar a deficiencias crónicas en la asimilación de aminoácidos.(12, 13)
La soja contiene un alto porcentaje de ácidos grasos, que se vuelven rancios rápidamente cuando el poroto
de soja es convertido en harina de soja. La harina de soja entera es especialmente suceptible a deteriorarse
de esta forma, y tiene un gusto desagradable difícil de enmascarar. Los alimentos rancios son tóxicos y
deberían evitarse.
La proteína de soja texturizada, un económico producto de relleno, se volvió popular en un momento
como extendedor para las hamburguesas. Actualmente, se lo usa mucho en los alimentos procesados, a
pesar de que contiene anti-nutrientes.
                                                                                                         26
Los aislados de proteína de la soja se usan en mezclas proteicas destinadas a alimentos bebibles que
reemplazan las comidas.(14) Estos aislados de proteína se obtienen a través de un proceso que utiliza altas
temperaturas, el cual desnaturaliza mucho la proteína. Así, dañada, la proteína tiene bajo valor
nutricional. Tanto el de soja como otros aislados de proteína pueden causar un balance de calcio negativo
en los seres humanos y en otros animales, y puede contribuir a causar osteoporosis. Los aislados de
proteína de soja tienen niveles altos de fitatos que bloquean la absorción de minerales, fitoestrógenos que
deprimen la tiroides, y potentes inhibidores enzimáticos.(15) Además, según ciertos informes, los altos
niveles de calor utilizados en su procesamiento aumentan las probabilidades de que se formen
compuestos cancerígenos.(16,17)
La “leche” de soja se usa como reemplazo de la leche de vaca, y se la promociona para la población en
general.(18) También se la utiliza como sustituto de la leche de vaca en las fórmulas para bebés alérgicos
a la leche de vaca. La leche de soja no es equivalente a la leche humana (ni a la de vacas, cabras, u
ovejas). La leche de soja tiene varias características negativas como alimento para bebés o niños.(19)
Puede tener efectos negativos en el desarrollo hormonal de los niños.(20, 21, 22) Carece de colesterol,
una sustancia escencial para el adecuado desarrollo del cerebro y del sistema nervioso central de los
niños. Un estudio sobre niños alimentados con fórmula a base de soja mostró concentraciones de
compuestos estrogénicos 22.000 mayores que los de la leche materna o de la fórmula a base de leche de
vaca. Este increíble hallazgo llevó a que se especule en el New Zealand Medical Journal que tal exceso de
estrógeno en los niños podría causar un desarrollo prematuro de los pechos y de características sexuales
secundarias en niñas muy jóvenes. Adicionalmente, causó preocupación de que tal exceso pueda impedir
que los órganos masculinos se desarrollen normalmente en la pubertad. (23,24)
Es posible que el aceite de soja sea parcialmente hidrogenado. Este proceso resulta en la creación de
ácidos grasos trans, malsanos, y presentes en los productos hechos con aceite de soja. Al día de hoy, la
escencial información sobre los ácidos grasos trans no se incluye en la “Información Nutricional” de los
envases de los productos alimenticios.
El aceite de soja, al igual que otros productos de soja, puede también estar hecho con soja transgénica.
A menudo, se dice que la soja es una proteína “completa” de origen vegetal. Aunque la soja puede tener
un perfil nutricional mejor que el de otras plantas, sigue siendo baja en ciertos amino ácidos ecenciales.
Por lo tanto, es una fuente de proteínas incompleta y desequilibrada. Solamente cuando se la
complementa con alguna fuente de proteína animal, se puede decir que es una proteína completa, con
todos los amino ácidos ecenciales presentes, y equilibrados.
Actualmente, la soja es uno de las principales causas de alergia en la dieta norteamericana. Personas de
todas las edades han desarrollado alergias a la soja, atribuíbles a la proliferación de soja y de productos
que la contienen. Dado que la FDA (Administración de Alimentos y Medicamentos, EE.UU.) aprobó la
inclusión de un texto en los envases, que dice que la soja tiene beneficios para la salud(25), se espera que
más de mil nuevos productos con soja inunden el mercado, además de los muchos ya existentes. Los
bebés alimentados con leche de soja para evitar la alergia a la leche de vaca, desarrollan a menudo alergia
a la soja. Debido a la agresiva promoción de la soja, y a su creciente inclusión en alimentos y bebidas, es
probable que el número de personas alérgicas a la soja aumente, por el crónico consumo excesivo.
Es difícil evitar la soja y sus derivados a menos que uno elija alimentos simples y naturales y evite los
procesados. Incluso así, se consume soja indirectamente a través del alimento de los animales de granja y
de los peces de criadero, a quienes se alimenta frecuentemente con derivados de soja.
El texto de salud que se permite ahora en los envases se basa en el consumo de 25g de soja por día, y se
supone que reduce el riesgo de sufrir enfermedad coronaria.(25) Tal exceso diario aumenta
inevitablemente el riesgo de alergias a la soja. La FDA estableció que las dietas con cuatros porciones
diarias de proteína de soja pueden reducir los niveles de lipoproteínas de baja densidad (LDL). Cuatro
porciones diarias de proteína de soja aumentan el riesgo de más alergias a la soja. Además, reemplazan
proteínas de alta calidad sin anti-nutrientes con proteínas de baja calidad con anti-nutrientes. Por si esto
fuera poco, esta recomendación reduce la base de alimentos entre los que elegir, negando el principio
sensato que sugiere elegir la mayor variedad de alimentos posible.
La aprobación por parte de la FDA del texto que dice que la proteína de soja reduce el riesgo de
problemas cardíacos se hizo en respuesta al pedido de uno de los principales productores de soja. El lobby
de la soja tiene un gran poder. Además, los fabricantes de alimentos y de bebidas favorecen el uso de soja

                                                                                                         27
porque es económica como relleno, extendedor y reemplazante en alimentos para las personas y como
alimento para el ganado. Es una forma de reducir los costos que aumenta las ganancias.
Teniendo en cuenta toda la evidencia en contra de la soja, ¿se justifica que se recomiende su consumo
como beneficioso para la salud? Se han aprobado en el pasado textos de beneficios de salud de diversos
productos (para ser incluídos en los envases) en base a evidencia muy selectiva. Un crítico, Tom
Valentine, observó en True Health que “ningún otro producto alimenticio básico tiene tantos anti-
nutrientes como la soja. Y por otro lado, ningún otro producto alimenticio tiene tantas firmas de
relaciones púbilcas y lobistas trabajando a su favor”.
A pesar de la actual popularidad de la soja, está amenazada por un rival - la micoproteína. Proteínas de
célula única, derivadas de bacterias ú hongos, constituyen un reemplazo económico de la carne. Las
micoproteínas, aprobadas en muchos otros países, han sido analizadas por la FDA durante años. Ahora, la
agencia parece lista para aprobar su uso como alimento humano y animal. Igual que la soja, se promueve
la micoproteína por sus beneficios funcionales, nutritivos y químicos. Su inminente aprobación puede
iniciar una nueva revolución alimentaria. Es realmente un nuevo producto alimentario y va a transferir la
producción de alimentos de la tierra al laboratorio. Puede que la soja sea derribada.

CIENTISTAS RECOMENDAM LEITE DE VACA EM VEZ DE SOJA
Cientistas americanos recomendam que as mães prefiram amamentar os filhos ou dar leite de vaca em vez
de preparados à base de soja.
Uma pesquisa feita com ratos mostra que substâncias presentes na soja podem suprimir o sistema
imunológico.
Por isso, cientistas americanos dizem que os pais que não têm razões médicas para alimentar os filhos
com leite de soja deveriam considerar a mudança para leite de vaca ou leite materno.
Em doses elevadas, o estrógeno (hormônio feminino), pode afetar o desenvolvimento, e pesquisas de
laboratório mostraram que afetou o sistema imunológico de ratos.
TEOR DE ESTROGÊNIO NA SOJA E NOS SEUS DERIVADOS
Grão integral: 100%
Leite de soja: 90%
Tofu: 90%
Bebidas (feitas de isolado protéico de soja): 50%
Hambúrguer de soja (feito de concentrado de soja): 20%
Fonte: Mark Messina, professor da Universidade de Loma Linda (EUA)
_____________________________________________________
SOJA PODE CAUSAR INFERTILIDADE NOS HOMENS
O consumo de soja pode causar infertilidade masculina, segundo pesquisadores do hospital Royal
Victoria, em Belfast, na Irlanda do Norte.
A soja contém estrogênio (hormônio feminino), e os cientistas acreditam que uma qualidade ruim do
espermatozóide possa estar ligada com um consumo muito grande do produto.
"O que nós mostramos com a pesquisa é que, se um homem consome uma grande quantidade de produtos
de soja, por exemplo, isso pode ter uma reação negativa na qualidade de seus espermatozóides. Se um
homem já tem problemas de fertilidade, então é melhor nem consumir muita soja", disse Sheena Lewis,
diretora de medicina reprodutiva da Queen's University, em Belfast.
"O que muitos homens não percebem é que a soja não é consumida só por vegetarianos, é um produto que
existe na maioria dos alimentos consumidos no dia-a-dia", acrescentou a cientista Lorraine Anderson.
"Comidas como pizza, aquelas em que é necessário adicionar água quente para que fiquem prontas e
comidas semiprontas contêm soja."
"Também muitas carnes não são carne de verdade, mas sim proteínas de soja porque é mais barato, e a
soja tem uma alta porcentagem de estrogênio se comparada a outros alimentos."
Consumo
Segundo Sheena Lewis, uma das maneiras de evitar a ingestão de estrogênio é comer produtos frescos.
"Em uma dieta de fast food, nós acabamos não percebendo quais os ingredientes que compõem a nossa
comida", disse ela.
"Se comemos frutas frescas, se fazemos comida em casa, então sabemos o que estamos comendo."
No entanto, a pesquisa não tem implicações apenas para os homens que desejam ter filhos.
                                                                                                      28
Anderson disse que a ingestão de soja por meninos em fase de crescimento também pode prejudicar sua
capacidade reprodutiva.
"Durante os primeiros anos de uma criança, até a puberdade, se ela é exposta a uma quantidade de
estrogênio que não era esperada, não apenas os espermatozóides são afetados, mas também seus órgãos
reprodutivos. Isso pode levar a problemas nos testículos e até ao desenvolvimento de um câncer."
Pesquisadores britânicos demonstraram pela primeira vez evidências de que o estrogênio, hormônio que
desenvolve e mantém as características femininas no organismo, afeta significativamente a potência do
esperma, o que pode explicar algumas causas para a infertilidade masculina. Experimentos com esperma
de camundongos levaram a equipe a descobrir que os estrogênios, tanto aqueles produzidos pelo corpo
humano como os presentes em vegetais comestíveis, afetam a capacidade de fertilização dos
espermatozóides.
HORMÔNIO FEMININO PODE PROVOCAR INFERTILIDADE
A pesquisa foi coordenada por Lynn Fraser, professora de biologia reprodutiva do Kings College, de
Londres, que apresentou os resultados do estudo durante a convenção anual da Sociedade Européia para a
Reprodução Humana e Embriologia, em Viena, na Áustria. Fraser e sua equipe testaram quatro tipos de
estrogênio - três deles encontrados na natureza e um produzido pelo corpo humano, tanto do homem
quanto da mulher - e analisaram seus efeitos sobre o esperma dos camundongos.
Os cientistas observaram que, em um primeiro momento, os estrogênios são capazes de estimular o
esperma, acelerando seu desenvolvimento e melhorando sua mobilidade. Mas as respostas em longo
prazo, porém, foram efeitos negativos. O estrogênio teria afetado a capacidade de o esperma fertilizar o
óvulo feminino.
Para os autores da pesquisa, os estrogênios encontrados na natureza parecem ter um impacto muito maior
sobre a potência do esperma do que os que são produzidos pelo corpo humano. Embora sejam
normalmente mil vezes menos potentes biologicamente do que estes, os hormônios das plantas poderiam
se tornar 100 vezes mais fortes quando em contato com o esperma. Além disso, o efeito de cada composto
foi analisado individualmente, embora na realidade o esperma esteja exposto a diversas combinações de
estrogênios em baixa concentração. Um homem que consome muita soja, por exemplo, ingere também o
hormônio produzido pelo vegetal.
Apesar de a pesquisa ter sido feita com animais, os pesquisadores acreditam que os estrogênios poderiam
ter o mesmo impacto sobre o esperma humano. A equipe suspeita que a exposição a estrogênios
produzidos por outros organismos poderia contribuir para a infertilidade masculina.


INCONVENIENTES DA SOJA

Hoje em dia existe uma verdadeira febre de consumo de soja. Propagada como um alimento rico em
proteínas, baixo em calorias, carboidratos e gorduras, sem colesterol, rico em vitaminas, de fácil digestão,
um ingrediente saboroso e versátil na culinária, a soja, na verdade é mais um “conto do vigário” do qual a
maioria é vítima.

É bem verdade que a soja vem da Ásia, mais especificamente da China. Porém, os chineses só
consumiam produtos FERMENTADOS de soja, como o shoyu e o missô. Por volta do século 2 A.C., os
chineses descobriram um modo de cozinhar os grãos de soja, transfomá-los em um purê e precipitá-lo
através de sais de magnésio e cálcio, formando o assim chamado “queijo de soja” ou tofu. O uso destes
alimentos derivados de soja se espalhou pelo oriente, especialmente no Japão. O uso de “queijo de soja”
como fonte de proteína data do século 8 da era cristã (Katz, Solomon H: "Food and Biocultural Evolution:
A Model for the Investigation of Modern Nutritional Problems", Nutritional Anthropology, Alan R. Liss
Inc., 1987 pág. 50).

Não é à toa que os antigos chineses não se alimentavam do grão de soja. Hoje a ciência sabe que ela
contém uma série de substâncias que podem ser prejudiciais à saúde, e que recebem o nome de
antinutrientes.


                                                                                                         29
Um destes antinutrientes é um inibidor da enzima tripsina, produzida pelo pâncreas e necessária à boa
digestão de proteínas. Os inibidores da tripsina não são neutralizados pelo cozimento. Com a redução da
digestão das proteínas, o caminho fica aberto para uma série de deficiências na captação de aminoácidos
pelo organismo. Animais de laboratório desenvolvem aumento no tamanho do pâncreas e até câncer nessa
glândula, quando em dietas ricas submetidos a inibidores da enzima tripsina.

Uma pessoa que não absorve corretamente os aminoácidos tem o seu crescimento e desenvolvimento
prejudicado. Você já notou que os japoneses são, normalmente, mais baixos? Já os descendentes que
vivem em outros países e adotam as dietas desses países, costumam ter uma estatura maior que a média
no Japão. (Wills MR et al: Phytic Acid and Nutritional Rickets in Immigrants. The Lancet, 8 de abril de
1972, páginas 771-773).

O efeito inibitório da absorção de aminoácidos pode comprometer a fabricação de inúmeras substâncias
formadas a partir dos mesmos, entre os quais, os neurotransmissores. A enxaqueca, a cefaléia em salvas, a
cefaléia do tipo tensional, e outras dores de cabeça, além de depressão, ansiedade, pânico e fibromialgia,
são causadas por um desequilíbrio dos neurotransmissores. Qualquer fator que prejudique a sua
fabricação pode aumentar ou perpetuar esse desequilíbrio.

A soja contém também uma substância chamada hemaglutinina ou lecitina, que pode aumentar a
viscosidade do sangue e facilitar a sua coagulação. Portadores de enxaqueca já sofrem de um aumento na
tendência de coagulação do sangue e uma propensão maior a acidentes vasculares. A pior coisa para esses
indivíduos é ingerir substâncias que agravam essa tendência.

Tanto a tripsina, quanto a hemaglutinina e os fitatos, que mencionaremos a seguir, são neutralizados
totalmente pelo processo de fermentação natural da soja na fabricação de shoyu e missô, e parcialmente
durante a fabricação de tofu.

Os fitatos, ou ácido fítico, são substâncias presentes não apenas na soja, mas em todas as sementes, e que
bloqueiam a absorção de uma série de substâncias essenciais ao organismo, como o cálcio (osteoporose),
ferro (anemia), magnésio (dor crônica) e zinco (inteligência).

Você não sabia de nada disso?

Mas a ciência já sabe, estuda esse fenômeno extensamente e não tem dúvidas a respeito. Já comprovou
este fato em estudos realizados em países subdesenvolvidos cuja dieta é baseada largamente em grãos.
(Van-Rensburg et al: Nutritional status of African populations predisposed to esophageal cancer, Nutr
Cancer, volume 4, páginas. 206-216; Moser PB et al: Copper, iron, zinc and selenium dietary intake and
status of Nepalese lactating women and their breast-fed infants, Am J Clin Nutr, volume 47, páginas 729-
734; Harland BF, et al: Nutritional status and phytate: zinc and phytate X calcium: zinc dietary molar
ratios of lacto-ovo-vegetarian Trappist monks: 10 years later. J Am Diet Assoc., volume 88, páginas
1562-1566).

Claro que a divulgação desse conhecimento não é do interesse de toda uma indústria multibilionária da
soja. A soja contém mais fitato que qualquer outro grão ou cereal. (El Tiney AH: Proximate Composition
and Mineral and Phytate Contents of Legumes Grown in Sudan", Journal of Food Composition and
Analysis, v. 2, 1989, pp. 67-78).

Para os demais cereais e grãos (arroz integral, feijão, trigo, cevada, aveia, centeio etc), é possível reduzir
bastante e neutralizar em grande parte o conteúdo de fitatos, através de cuidados simples, como deixá-los
de molho por várias horas e, em seguida, submeter a um cozimento lento e prolongado. (Ologhobo AD et
al: Distribution of phosphorus and phytate in some Nigerian varieties of legumes and some effects of
processing. J Food Sci volume 49 número 1, páginas 199-201).


                                                                                                            30
Já os fitatos da soja não são reduzidos por essas técnicas simples, requerendo para isso um processo bem
longo (muitos meses, no mínimo) de fermentação. O tofu, que passa por um processo de precipitação, não
tem os seus fitatos totalmente neutralizados.

Interessantemente, se produtos como o tofu forem consumidos com carne, ocorre uma redução dos efeitos
inibidores dos fitatos. (Sandstrom B et al: Effect of protein level and protein source on zinc absorption in
humans. J Nutr volume 119 número 1, páginas 48-53; Tait S et al, The availability of minerals in food,
with particular reference to iron J R Soc Health, volume 103 número 2, páginas 74-77).

Mas geralmente, os maiores consumidores de tofu são vegetarianos que pretendem consumi-lo em lugar
da carne!

O resultado?

Deficiências nutricionais que podem levar a doenças como dores crônicas, como dor de cabeça e
fibromialgia. O zinco e o magnésio são necessários para o bom funcionamento do cérebro e do sistema
nervoso. O zinco, em particular, está envolvido na produção de colágeno, na fabricação de proteínas e no
controle dos níveis de açúcar no sangue, além de ser um componente de várias enzimas e ser essencial
para o nosso sistema de defesas. Os fitatos da soja prejudicam a abosrção do zinco mais do que qualquer
outra substância. (Leviton, Richard: Tofu, Tempeh, Miso and Other Soyfoods: The "Food of the Future" -
How to Enjoy Its Spectacular Health Benefits, Keats Publishing Inc, New Canaan, CT, 1982, páginas 14-
15).

Por conta da tradição oriental, indústria da soja conseguiu inseri-la num patamar de “alimento saudável”,
sem colesterol e vem desenvolvendo um mercado consumidor cada vez mais vegetariano. Infelizmente,
ouvimos médicos e nutricionistas desinformados, ou melhor, mal informados por publicações pseudo-
científicas patrocinadas e divulgadas pela indústria da soja, fornecendo conselhos, em programas de TV
em rede nacional, no sentido de consumi-la na forma de leite de soja (até para bebês!!), carne de soja,
iogurte de soja, farinha de soja, sorvete de soja, queijo de soja, óleo de soja, lecitina de soja, proteína
texturizada de soja, e a maior sensação do momento, comprimidos de isoflavonas de soja, sobre a qual
comentarei mais adiante neste livro. A divulgação, na grande mídia, destes produtos de paladar no
mínimo duvidoso, como sendo saudáveis, tem resultado em uma aceitação cada vez maior dos mesmos
por parte da população.

Que prejuízo! (Não para a indústria, é claro).

Sabe como se faz leite de soja?

Primeiro, deixa-se de molho os grãos em uma solução alcalina, de modo a tentar neutralizar ao máximo
(mas não totalmente) os inibidores da tripsina. Depois, essa pasta passa por um aquecimento a mais de
100 graus, sob pressão. Esse processo neutraliza grande parte (mas não a totalidade) dos antinutrientes,
mas em troca, danifica a estrutura das proteínas, tornando-as desnaturadas, de difícil digestão. (Wallace
GM: Studies on the Processing and Properties of Soymilk. J Sci Fd Agric volume 22, páginas 526-535).
 Além disso, os fitatos remanescentes são suficientes para impedir a absorção de nutrientes essenciais.

A propósito, aquela tal solução alcalina onde a soja fica de molho é a base de n-hexano, nada mais que
um solvente derivado do petróleo, cujos traços ainda podem ser encontrados no produto final, que vai
para a sua mesa, e que pode gerar o aparecimento de outras substâncias cancerígenas. Este n-hexano
reduz, também, a concentração de um aminoácido importante, a cistina. (Berk Z: Technology of
production of edible flours and protein products from soybeans. FAO Agricultural Services Bulletin 97,
Organização de Agricultura e Alimentos das Nações Unidas, página 85, 1992). Felizmente, a cistina se
encontra abundante na carne, ovos e iogurte integral - alimentos estes normalmente evitados pelos
consumidores de leite de soja.

                                                                                                         31
Mas como? A soja não é saudável? Não é isso que dizem os médicos e nutricionistas?

Infelizmente, a culpa não é deles, e sim do jogo de desinformação que interessa à toda a indústria
alimentícia. A alimentação, assim como a saúde, é um grande negócio. Dois terços de todos os alimentos
processados industrialmente, contêm algum derivado da soja em sua composição. É só conferir os rótulos.
A lecitina de soja atua como emulsificante. A farinha de soja aumenta a “vida de prateleira” de uma série
de produtos. O óleo de soja é usado amplamente pela indústria de alimentos. A indústria da soja é enorme
e poderosa.

E como se fabrica a proteína de soja?

Em primeiro lugar, retira-se da soja moída o seu óleo e o seu carboidrato, através de solventes químicos e
alta temperatura. Em seguida, mistura-se uma solução alcalina para separar as fibras. Logo após,
submete-se a um processo de precipitação e separação utilizando um banho ácido. Por último, vem um
processo de neutralização através de uma solução alcalina. Segue-se uma secagem a altas temperaturas e
à redução do produto a um pó. Este produto, altamente manipulado, possui seu valor nutricional
totalmente comprometido. As vitaminas se vão, mas os inibidores da tripsina permanecem, firmes e
fortes! (Rackis JJ et al: The USDA trypsin inhibitor study. I. Background, objectives and procedural
details. Qual Plant Foods Hum Nutr, volume 35, pág. 232).

Não existe nenhuma lei no mundo que obrigue os alimentos à base de soja a exibirem, nos rótulos, a
quantidade de inibidores da tripsina. Também não existe nenhuma lei padronizando as quantidades
máximas deste produto. Que conveniente!

O povo... coitado... só foi “treinado” para ficar de olho na quantidade de colesterol - esta sim, presente em
todos os rótulos. Uma substância natural e vital para o crescimento, desenvolvimento e bom
funcionamento do cérebro e do organismo como um todo (HDL).

O povo nunca ouviu falar nos antinutrientes e inibidores da tripsina dos alimentos de soja.

A proteína texturizada de soja (proteína texturizada vegetal, carne de soja, PVT) possui um agravante: a
adição de glutamato monossódico, no intuito de neutralizar o sabor de grão e criar um sabor de carne.

Alguns pesquisadores acreditam que o grande aumento das taxas de câncer de pâncreas e fígado, na
África, se deve à introdução de produtos de soja naquela região. (Katz SH: Food and Biocultural
Evolution: A Model for the Investigation of Modern Nutritional Problems. Nutritional Anthropology,
Alan R. Liss Inc., 1987 pág. 50).

A minha dica: Quando consumir soja, utilize apenas os derivados altamente fermentados, como o missô e
o shoyu. Mesmo assim, muita atenção para os rótulos. Compre apenas se neles estiver escrito
“Fermentação Natural”, e se NÃO contiverem produtos como glutamato monossódico e outros
ingredientes artificiais. Quando consumir tofu, certifique-se de lavá-lo com água corrente, pois grande
quantidade dos antinutrientes ficam no seu soro.

   A. Feldman


SOJA - TRAGÉDIA E ENGODO

Terceiro Simpósio Internacional da Soja.
ALERTA – Soja: Tragédia e Engodo.

Por Sally Fallon e Mary Enig, PhD.

                                                                                                          32
1.   Propaganda –Marketing– do alimento perfeito.
2.   O lado sombrio da Cinderela.
3.   Proteína isolada da soja.
4.   O parecer do FDA (Administração de Alimentos e Fármacos dos EUA) sobre saúde.
5.   Soja e câncer.
6.   Fitoestrogênios – Panacéia ou veneno ?
7.   Pílulas anticoncepcionais para nenês.
8.   Divergências nas avaliações.
9.   Status de GRAS (General Recognized As Safe – Reconhecido Em Geral Como Seguro).
10. O próximo asbesto (amianto)?
11. Referências.

Longe de ser um alimento perfeito, os modernos produtos feitos de soja contém antinutrientes e toxinas,
interferindo com a absorção de vitaminas e minerais.
     “Cada ano, pesquisas a respeito dos efeitos da soja e seus componentes sobre a saúde parecem crescer
exponencialmente. Mesmo que não esteja se expandindo realmente em áreas básicas de averiguação
como são as doenças do coração, o câncer e a osteoporose; novas descobertas vislumbram de que a soja
tem benefícios potenciais que podem ser muito mais amplos do que jamais se imaginou.” Assim escreve
Mark Messina, PhD, Coordenador Geral do Terceiro Simpósio Internacional sobre a Soja, ocorrido em
Washington, DC, em novembro de 1999. [1]
     Por quatro dias, cientistas reunidos em Washington, prodigamente financiados, fizeram suas
apresentações tanto para uma imprensa maravilhada como para seus patrocinadores: – United Soybean
Board (União dos Conselhos da Soja), American Soybean Association (Associação Americana da Soja),
Monsanto, Protein Technologies International (Tecnologias Internacionais sobre Proteína), Central Soya,
Cargill Foods, Personal Produts Company (Companhia de Produtos Pessoais), SoyLife, Whitehall-Robins
Healthcare (Produtos Farmacêuticos Whitehall-Robins) além dos Conselhos da Soja dos estados de
Illinois, Indiana, Kentucky, Michigan, Minnesota, Nebraska, Ohio e Dakota do Sul.
     O Simpósio marcou o apogeu de uma campanha de marketing, de uma década, destinada a cativar o
consumidor pela aceitação do tofú, do leite de soja, sorvete de creme de soja, queijo de soja, salsicha de
soja bem como seus derivados, destacadamente as isoflavonas como a genisteína e a diadzeína,
compostos tipo estrogênios (nt.: hormônios femininos) encontrados na soja. Este evento coincide com a
decisão da U.S.Food and Drug Administration (FDA-Adminstração de Alimentos e Fármacos dos EUA)
de aclamar a necessidade, para a saúde, do consumo de produtos que tenham “baixas taxas de gordura
saturada e colesterol”, pela presença de 6,25 gramas de proteína de soja por porção, feita em 25 de
outubro deste mesmo ano de 1999. Cereais para o café da manhã, produtos de panifícios, alimentos pré-
prontos, misturas prontas e substitutos de carne poderiam agora ser vendidos com rótulos anunciando os
benefícios para a saúde cardiovascular: desde que contenham uma colher de chá cheia de proteína de soja
por 100 gramas por porção.
  Marketing do alimento perfeito.
     “Simplesmente imagina que poderás cultivar o legítimo alimento perfeito. Não só para fornecer
nutrição necessária, mas também por ser deliciosa e preparada facilmente, de várias formas. Será muito
saudável por ter gordura não saturada. Estarás então cultivando de fato, uma fonte virtual de juventude
para o último quarto de tua vida.” O autor desta declaração é Dean Houghton, feita para The Furrow,[2]
uma revista editada, em 12 línguas, pela fábrica de máquinas agrícolas John Deere. “Este alimento ideal
poderá ajudar a previr e talvez reverter algumas das doenças mais temíveis da humanidade. Poderás
cultivar esta planta milagrosa em variados tipos de solos e climas. Seu cultivo poderá beneficiar e não
degradar a terra .... este alimento milagroso realmente existe .... Chama-se soja.”
     Simplesmente imagina. E os agricultores usaram sua imaginação ... e plantaram mais soja. O que era
um cultura menor, listada em 1913 pelo anuário do US Department of Agriculture (USDA - Ministério da
Agricultura dos EUA) não como um alimento, mas como um produto industrial, agora cobre em torno de
17 milhões de hectares de terra agrícola nos EUA. Muito do que é colhido será destinado à alimentação
de galinhas, perus, porcos, vacas e salmões. Outra larga porção será prensada para produzir óleo para
margarina, gordura vegetal e tempero para saladas.

                                                                                                       33
     Avanços tecnológicos tornaram possível produzir proteína isolada da soja daquilo que outrora foi
considerado um resíduo – a fibra desengordurada da alta proteína de soja – e então transformá-la em
alguma coisa que, parecendo e cheirando terrivelmente, pudesse ser consumida por seres humanos.
Flavorizantes, preservativos, adoçantes, emulsificantes e nutrientes sintéticos puderam transformar a
proteína isolada da soja, o patinho feio dos processadores de alimentos, numa Cinderela da New Age.
     Ultimamente, este novo conto de fadas dos alimentos está sendo vendido não tanto por sua beleza,
mas por suas virtudes.
     Desde logo, produtos baseados na proteína isolada da soja foram vendidos como “extenders” e
substitutos da carne – uma estratégia que falhou em produzir a necessária demanda de consumo. A
indústria alterou sua abordagem. “O caminho mais rápido para ganhar a aceitabilidade de um produto
numa sociedade pouco abundante”, disse um porta-voz da indústria, “é ter o produto consumido por seus
próprios méritos numa sociedade rica, opulenta.”[3] Assim a soja é agora vendida para um consumidor
diferenciado, não mais como um alimento barato e dirigido à pobreza, mas sim como um substância
milagrosa que previne doenças do coração e o câncer, que varre os “calorões” da menopausa, constrói
ossos fortes e mantém-nos jovens para sempre. Os competidores – carne, leite, queijo, manteiga e ovos –
foram convenientemente demonizados pelos organismos governamentais apropriados. A soja serve como
leite e como carne para as novas gerações de virtuosos vegetarianos.
     Marketing custa dinheiro, especialmente quando ele precisa ser amparado em “pesquisas”. Mas há
fartura de recursos disponíveis. Todos os produtores de soja pagam obrigatoriamente um percentual, entre
meio e um por cento, do preço líquido de mercado da soja. O total, em torno de 80 milhões de dólares
anualmente, [4] mantém o programa da United Soybean para “fortalecer a posição da soja no mercado,
além de manter e expandir os mercados doméstico e estrangeiro quanto ao seu emprego e de seus
derivados”. Os Conselhos Estaduais da Soja de Maryland, Nebraska, Delaware, Arkansas, Virginia,
Dakota do Norte e Michigan entram com outros 2,5 milhões de dólares para “pesquisas”.[5] Companhias
privadas como Archer Daniels Midland contribuem nesta parceria. Esta gastou, durante um ano, 4.7
milhões de dólares com a publicidade do programa Meet the Press e 4,3 milhões de dólares no Face the
Nation.[6] Firmas de relações públicas auxiliam convertendo projetos de pesquisas em artigos para
jornais e para propaganda. Paralelamente, escritórios de advocacia fazem pressão para regulamentações
governamentais favoráveis. Dinheiro do IMF (FMI – Fundo Monetário Internacional) financia plantas
industriais para processarem soja em países estrangeiros (nt.: fora dos EUA), além de políticas de livre
mercado permitindo um fluxo abundante de soja para destinos além mar.
     A investida para mais soja tem sido implacável e globalizante, em sua escalada. Proteína de soja é
agora encontrada na maioria dos pães de supermercado. Ela foi utilizada para transformar “a humilde
„tortilla‟, alimento, básico do México feito à base de milho, numa „super-tortilla‟, fortificada com proteína
que poderá ser dada como um alimento reforçado para os quase 20 milhões de mexicanos que vivem em
extrema pobreza”. [7] Propaganda de um novo pão enriquecido com soja da Allies Bakeries (nt.: Padarias
Unidas) da Inglaterra, é dirigida a mulheres na menopausa que buscam alívio para seus calorões. As
vendas pularam para um quarto de milhão de pães por semana. [8]
     A indústria da soja contratou a Norman Robert Associaties, uma firma de relações públicas, para
“introduzir mais produtos de soja nas merendas escolares”. [9] O USDA (nt.: Ministério da Agricultura
dos EUA) respondeu com uma proposta de desprezar o limite de 30% de soja nas merendas escolares. O
programa NuMenu pretende empregar ilimitadamente soja no alimento dos alunos. Com a soja
adicionada a hamburgers, “tacos”, lasanhas e dietéticos, poderão chegar no conteúdo total de gorduras
abaixo de 30 por cento de calorias, desse modo compatível aos ditames governamentais. “Com o
enriquecimento de soja nos itens alimentares, os estudantes recebem melhores porções de nutrientes e
menos colesterol e gordura”.
     O leite de soja atingiu os maiores ganhos, elevando-se de 2 milhões de dólares em 1980 para 300
milhões, nos Estados Unidos, no último ano (nt.: 1998) [10] Avanços recentes em processamento,
transformaram a bebida asiática cinza, diluída, amarga e com gosto de feijão num produto que o
consumidor ocidental aceitará – que tenha gosto de milkshake, mas sem culpas.
     Processamento miraculoso, belas embalagens, propaganda massiva e estratégias de marketing que
salientem os possíveis benefícios de saúde do produto contam para incrementar vendas em todos os
grupos etários. Por exemplo, relatos de que a soja auxilia na prevenção do câncer de próstata fizeram o
leite de soja aceitável para homens na meia idade. “Tu não precisas sacudir os braços de um homem entre
                                                                                                          34
55 e 60 anos para levá-lo a provar o leite de soja”, diz Mark Messina. Michael Milken, um personagem
conhecido no mundo das finanças, auxiliou a indústria a mudar sua imagem de hippie com os esforços
bem direcionados da propaganda quando dizia consumir 40 gramas de proteína de soja diariamente.
Agora está tudo OK para os operadores da bolsa de valores consumirem soja.
      Hoje a América, amanhã, o mundo. As vendas do leite de soja cresceram no Canadá, apesar de lá seu
custo ser duas vezes maior do que o leite de vaca. Indústrias de processamento do leite da soja estão
surgindo em lugares como o Quênia.[11] Mesmo a China, onde a soja é realmente um alimento típico da
pobreza e a população está querendo mais carne e não tofú, optou por construir fábricas de soja no estilo
ocidental apesar de estar desenvolvendo pastagens, tipo ocidental, para alimentar animais.[12]
  O lado obscuro da Cinderela.
      A propaganda que criou o milagre de vendas da soja, é assim tão extraordinária porque, há poucas
décadas atrás, esta leguminosa era considerada imprópria para alimentação, mesmo na Ásia. Durante a
Dinastia Chou (246 AC) a soja era considerada um dos cinco grãos sagrados, juntamente com a cevada, o
trigo, o painço e o arroz. Entretanto, o pictograma da soja que data daqueles tempos, indica que não foi
utilizado inicialmente como alimento. Enquanto que os pictogramas para os outros quatro grãos mostram
sementes e ramos das plantas, o pictograma da soja enfatiza a estrutura das raízes. A literatura agrícola da
época menciona freqüentemente a soja e seu emprego como rotação de culturas. Aparentemente, a planta
da soja foi inicialmente utilizada como um método de fixação de nitrogênio (nt.: a soja, como outras
leguminosas, desenvolve uma relação simbiôntica, em suas raízes, com bactérias fixadoras de nitrogênio
da atmosfera, podendo ser utilizada como enriquecedora da fertilidade e da vida do solo). [13]
     A soja não serviu como alimento até a descoberta das técnicas de fermentação, em algum tempo na
Dinastia Chou. Os primeiros alimentos de soja foram produtos fermentados como tempeh, natto, miso e
shoyo. Tempos depois, provavelmente no segundo século AC, os cientistas chineses descobriram que o
purê de soja cozida poderia ser precipitado com sulfato de cálcio ou sulfato de magnésio (gesso ou sais de
Epsom) para fazer uma pálida e suave coalhada – tofu ou coalhada de feijão. A utilização de produtos de
soja fermentados ou preparados, logo se espalharam por outras regiões do Oriente, notadamente Japão e
Indonésia.
      Os chineses não comem soja não fermentada, como fazem com outras leguminosas como a lentilha,
porque ela soja contém grandes quantidades de toxinas naturais ou “antinutrientes”. Primeiro, entre eles
estão potentes enzimas que bloqueiam a ação da tripsina e outras enzimas, necessárias para a digestão
protéica. Estes inibidores são proteínas grandes e firmemente dobradas que não são desativadas
completamente durante um cozimento comum. Podem causar sérios distúrbios gástricos, reduzindo a
digestão protéica e gerando deficiência crônica na absorção de aminoácidos. Em testes com animais,
dietas ricas em inibidores de tripsina causam aumento e condições patológicas do pâncreas, incluindo
câncer. [14]
     A soja contém também hemaglutina (lecitina), substância que promove a coagulação levando os
glóbulos vermelhos do sangue a se aglutinarem.
     Inibidores da tripsina e as hemaglutinas são inibidores do crescimento. Ratos desmamados,
alimentados com soja que continha estes antinutrientes, falharam em seu crescimento normal. Já os
componentes que deprimem o crescimento são desativados durante o processo de fermentação. Só quando
os chineses descobriram como fermentar a soja foi que começaram a incorporar alimentos feitos com ela,
em suas dietas. Em produtos precipitados, os inibidores enzimáticos concentram-se mais no líquido do
que na massa do coalho. Assim, tanto no tofú como na massa do coalho, os depressores de crescimento
são reduzidos em quantidade, mas não completamente eliminados.
     A soja também contém agentes goitrogênicos – substâncias que deprimem a função da tireóide.
     Tem também altos teores de ácido fítico, presente no farelo ou na casca de todas as sementes. É uma
substância que pode bloquear a absorção de minerais – cálcio, magnésio, cobre, ferro e, especialmente, o
zinco – no trato intestinal. Apesar de não ser um termo familiar, o ácido tem sido extensivamente
estudado. Existem literalmente centenas de artigos sobre os efeitos do ácido fítico na bibliografia
científica disponível. Os cientistas em geral concordam que dietas baseadas em grãos e leguminosas com
altos teores de ácido fítico contribuem para amplas deficiências de minerais nos países do terceiro mundo.
[15] Análises demonstram que cálcio, magnésio, ferro e zinco estão presentes nos alimentos vegetais
comidos nestas áreas, mas o alto conteúdo de fitatos nas dietas baseadas em soja e grãos impede que
sejam absorvidos.
                                                                                                         35
      A soja tem um dos mais altos níveis de fitatos de todos os grãos ou leguminosas que já foram
estudados, [16] sendo altamente resistentes às técnicas normais de sua redução, tais como a lenta e
prolongada cocção. [17] Somente longos períodos de fermentação reduzirão significativamente o
conteúdo de fitatos das sojas. Quando produtos de soja precipitados tipo tofú são consumidos com carne,
os efeitos bloqueadores de minerais dos fitatos são reduzidos. Os japoneses tradicionalmente comem
pequenas quantidades de tofú ou miso como parte de uma sopa de peixe rica em minerais, seguida de uma
porção de carne ou peixe.
     Os vegetarianos que consomem tofú ou coalhada do grão com um substituto para a carne ou produtos
lácteos corre o risco de severa deficiência mineral. Os resultados da deficiência de cálcio, magnésio e
ferro são bem conhecidos, já os de zinco menos.
     O zinco é chamado mineral da inteligência porque ele é necessário para o ótimo desenvolvimento e
funcionamento do cérebro e do sistema nervoso. Desempenha papel na síntese das proteínas e na
formação do colágeno. Está envolvido no mecanismo do controle do açúcar no sangue e assim protege
contra a diabete. Também é necessário para um sistema reprodutivo saudável. O zinco é um componente
chave em numerosas enzimas vitais e desempenha um papel no sistema imunológico. Os fitatos
encontrados nos produtos de soja interferem com a absorção de zinco mais intensamente do que com
outros minerais. [19] A deficiência de zinco pode causar uma sensação de “desligamento” que alguns
vegetarianos podem confundir com uma “alta” iluminação espiritual.
     O consumo de leite é tido como uma das razões porque a segunda geração de japoneses nascidos na
América teve maior altura do que seus antepassados no Japão. Alguns investigadores postulam que a
quantidade reduzida de fitatos na dieta americana – quaisquer que sejam suas outras deficiências – é a
verdadeira explicação, evidenciando que ambas as crianças, asiáticas e ocidentais, que não tiveram acesso
suficiente a carnes, peixes e seus derivados para se contrapor aos efeitos da dieta com altas doses de
fitatos, freqüentemente sofrem de raquitismo, retardos e outros problemas de crescimento. [20]Proteína
isolada da soja.
      Os processadores da soja trabalharam arduamente para terem estes antinutrientes fora dos produtos
finais, particularmente a proteína isolada da soja (nt.: soy protein isolate – SPI). É o ingrediente chave na
maioria dos alimentos à base de soja que imitam a carne e os produtos lácteos, incluindo fórmulas infantis
e algumas marcas de leite de soja.
      A proteína de soja não é algo que possamos fazer em nossa própria cozinha. A produção tem lugar
nos complexos industriais onde uma pasta fluida de soja é mistura com uma solução alcalina para
remover sua fibra. É então precipitada e separada utilizando um banho ácido e finalmente neutralizada
numa solução alcalina. O banho ácido em tanques de alumínio libera altos níveis deste metal para o
produto final. Os coalhos resultantes são borrifados para serem secados sob altas temperaturas para a
produção de um pó rico em proteína. O insulto derradeiro à soja original é o processo de extrusão da
proteína isolada da soja, sob altas temperatura e pressão, para produzir proteína texturizada vegetal (nt.:
textured vegetable protein – TVP).
      A maioria do conteúdo dos inibidores da tripsina pode ser removida através do processo de alta
temperatura, mas não a sua totalidade. A quantidade destes inibidores na proteína isolada de soja pode
variar em até cinco vezes.[21] (Em ratos, mesmo alimentados com baixos níveis de inibidores da tripsina,
ainda reduz os ganhos de peso quando comparados com os da população controle.[22]) Paralelamente, o
processo de altas temperaturas apresenta um efeito colateral indesejável, o de desnaturar outras proteínas
da soja, tornando-as totalmente ineficazes.[23] É por isto que animais alimentados com soja necessitam
uma suplementação de lisina para seu crescimento ser normal.
      Os nitritos, potentes carcinogênicos, são formados durante o processo de secagem por borrifação e
uma toxina chamada lisinoalanina é formada durante o processamento alcalino.[24] Numerosos
flavorizantes artificiais, particularmente o MSG, são adicionados tanto à proteína isolada de soja como à
proteína texturizada vegetal para mascarar seu gosto “a feijão” e dando-lhes um sabor de carne.[25]
      Em experimentos com alimento, o uso da SPI aumenta as exigências por vitaminas D, E, K e B12 e
gera sintomas de deficiência de cálcio, magnésio, manganês, molibdênio, cobre, ferro e zinco. [26] O
ácido fítico remanescente nestes produtos derivados da soja, inibe grandemente a absorção do zinco e do
ferro. Testes em animais alimentados com SPI desenvolvem aumento de órgãos, particularmente do
pâncreas e da glândula tireóide, e depósitos aumentados de ácidos graxos no fígado. [27]

                                                                                                          36
      Tanto a proteína isolada como a proteína texturizada vegetal ainda são largamente utilizadas nos
programas de merenda escolar, na panificação comercial, nas bebidas dietéticas e nos produtos do fast
food. São intensamente promovidos como alimentos nos países do terceiro mundo e formam a base de
muitos programas de doação de alimentos.
     Apesar dos pobres resultados das experimentações como alimento em animais, a indústria da soja
financiou uma série de estudos destinados a demonstrar que os produtos da proteína de soja podem ser
utilizados em dietas humanas como um substituto aos cardápios tradicionais. Um exemplo é o Nutritional
Quality of Soy Bean Protein Isolates: Studies in Children of Preschool Age (Qualidade Nutricional da
Proteína Isolada da Soja: Estudos em Crianças de Idade Pré-escolar), patrocinado pela Ralston Purina
Company (nt.: multinacional de rações conhecida entre nós pelo nome de Purina).[28] Um grupo de
crianças da América Central que sofria de subnutrição foi primeiramente estabilizado e levado a uma
melhor saúde ao ser nutrido com alimentos nativos, incluindo carne e produtos lácteos. Então, por um
período de duas semanas, estes cardápios tradicionais foram substituídos por uma bebida feita com
proteína de soja isolada e açúcar. Todo o nitrogênio, ingerido e excretado, foi medido num verdadeiro
estilo Orwelliano (nt: lembrando, provavelmente George Orwell, autor do livro “1984”). Cada manhã as
crianças nuas foram pesadas e todo excremento e vômito foi coletado para análise. Os pesquisadores
detectaram que as crianças retiveram nitrogênio e que seus crescimentos foram “adequados”. Assim, o
experimento foi declarado um sucesso.
      Se as crianças estão atualmente saudáveis sob tal dieta ou podem permanecer assim por um longo
período, isto é outra história. Os pesquisadores detectaram: que as crianças vomitavam “ocasionalmente”,
usualmente depois de terminada a refeição; que mais da metade sofreu por períodos de diarréia moderada;
que alguns tiveram infecções nas vias respiratórias superiores; e, que outras sofreram de erupções na pele
e febre.
      Pode-se perceber que os pesquisadores não ousaram utilizar produtos de soja para auxiliarem as
crianças a reverterem sua subnutrição, sendo obrigados a suplementar esta bebida de soja e açúcar, com
nutrientes largamente ausentes em produtos de soja – notadamente vitaminas A, D e B12, ferro, iodo e
zinco.
  O parecer da FDA sobre saúde.
      A melhor estratégia de marketing para um produto que é intrinsecamente insalubre é, evidentemente,
ter um parecer sobre saúde.
        “O caminho para a aprovação pelo FDA (nt.: US Food and Drugs Administration – Administração
de Alimentos e Fármacos dos EUA)”, escreve uma apologista da soja, “foi longo e exigente, constituindo-
se numa detalhada revisão dos dados clínicos humanos, coletados em mais de 40 estudos científicos
conduzidos por mais de 20 anos. Achou-se que a proteína da soja seria um dos raros alimentos que
apresentam suficiente evidência científica não só para qualificar o propósito do parecer da FDA, mas para
ultrapassar finalmente o rigoroso processo de aprovação.”[29]
      O “longo e exigente” caminho para a aprovação pela FDA levou a alguns desvios inesperados. A
petição original, submetida pela Protein Technology International- PTI, requeria um parecer em termos de
saúde sobre as isoflavonas, compostos tipo hormônio feminino estrogênio encontrado em abundância na
soja, baseado em afirmativas de que “somente a proteína da soja que foi processada de maneira na qual as
isoflavonas ficassem retidas, poderá resultar no abaixamento dos teores de colesterol”. Em 1998, a FDA
fez um movimento nunca visto para reescrever a petição da PTI, removendo quaisquer referência a
fitohormônios (ou fitoestrogênios) e substituindo o parecer para proteína de soja. Um movimento
completamente contrário às regulamentações do órgão federal. A FDA está autorizada a emitir pareceres
somente sobre as substâncias apresentadas pela petição.
      A mudança abrupta de direção foi, sem dúvida, devido ao fato de que um número de pesquisadores,
incluindo cientistas vinculados ao governo dos EUA, encaminhou documentos indicando que as
isoflavonas são tóxicas.
      A FDA também recebeu, no início de 1998, o relatório final do governo britânico sobre
fitoestrogênios que malogrou na busca de evidências benéficas e adverte em relação à potencialidade de
efeitos adversos. [30]
      Mesmo com a troca para a proteína isolada de soja, os burocratas da FDA, engajados num “rigoroso
processo de aprovação”, foram forçados a conduzir-se sub-repticiamente em relação às preocupações
quanto aos efeitos dos bloqueadores de minerais, dos inibidores enzimáticos, da goitrogenicidade, da
                                                                                                       37
disfunção endócrina, dos problemas reprodutivos e do aumento de reações alérgicas pelo consumo de
produtos de soja. [31]
      Uma das mais fortes contestações, veio dos Drs. Dan Sheehan e Daniel Doerge, pesquisadores
públicos ligados ao National Center for Toxicological Research (nt.: Centro Nacional de Pesquisa
Toxicológica).[32] Seus apelos por rótulos de advertência foram rejeitados como injustificados.
      “Evidência científica suficiente” quanto às propriedades da soja como redutora dos níveis de
colesterol, foi extensamente moldada pela meta-análise, feita em 1995, pelo Dr. James Anderson e
financiada pela Protein Technologies International e publicada no New England Journal of Medicine.[33]
      Meta-análise é uma revisão e um resumo dos resultados de muitos estudos clínicos sobre algum tema
específico. O emprego da meta-análise para delinear conclusões gerais, é encarado com grande ceticismo
por membros da comunidade científica. “Pesquisadores substituindo experimentos mais rigorosos por
meta-análises arriscam-se a fazer suposições equivocadas e ceder a considerações criativas,” disse Sir
John Scott, presidente da Royal Society of New Zealand.[33]
      Há uma tentação que paira sobre os pesquisadores, particularmente aqueles que são financiados por
companhias como a Protein Technologies International, em ignorar estudos que possam frustrar suas
desejadas conclusões. O Dr. Anderson rejeitou oito estudos por várias razões, ficando com um saldo de
vinte e nove. O relatório publicado sugere que indivíduos com níveis de colesterol acima de 250 mg/dl
podem experimentar uma redução “significativa” de 7 a 20% em seus níveis de colesterol se substituírem
a proteína animal pela proteína de soja. A redução de colesterol será insignificante para indivíduos cujo
colesterol está mais baixo do que 250 mg/dl.
      Em outras palavras, para a maioria de nós, desistir da carne e, ao invés disso, alimentar-se com carne
de soja não representará redução nos níveis de colesterol no sangue. O parecer sobre saúde que a FDA
aprovou “depois de detalhada revisão dos dados clínicos humanos”, não informa ao consumidor estes
importantes detalhes.
      Pesquisa que conecta soja a efeitos positivos sobre os níveis de colesterol é “incrivelmente
imatura”,afirma Ronald M. Krauss, MD, coordenador do Molecular Medical Research Program (nt.:
Programa de Pesquisa Médica Molecular) e do Lawrence Berkeley National Laboratory (nt.: Laboratório
Nacional Lawrence Berkeley). [35] Ele poderia ter acrescentado que estudos nos quais os níveis de
colesterol foram rebaixados através de dieta e medicamentos resultaram consistentemente em um maior
número de mortes nos grupos sob tratamento quando comparados com os controles – mortes por derrame
cerebral, câncer, distúrbios intestinais, acidentes e suicídios.[36] Medidas para a redução do colesterol nos
EUA, abasteceram a indústria do controle do colesterol com 60 bilhões de dólares por ano. Entretanto não
protegeram dos estragos das doenças cardíacas.
  Soja e câncer.
      As novas regras da FDA não admitem quaisquer declarações sobre a prevenção do câncer nas
embalagens dos alimentos, mas nada impede que a indústria e seus marqueteiros o façam em seus
materiais promocionais.
      “Além de proteger o coração”, afirma um material de propaganda de uma companhia de vitaminas,
“a soja tem demonstrado benefícios poderosos como anticancerígeno ... os japoneses que consomem 30
vezes mais soja do que os norte-americanos, têm baixas incidências de câncer de mama, útero e
próstata.”[37]
      Sem dúvida, isto é verdade. Mas os japoneses, e os asiáticos em geral, têm índices muito maiores de
outros tipos de cânceres, particularmente câncer de esôfago, estômago, pâncreas e fígado.[38] Asiáticos
em toda parte do mundo têm também altos níveis de cânceres da tireóide.[39] A lógica que conecta
baixos índices de cânceres do sistema reprodutivo em relação ao consumo de soja relaciona-se ao
privilégio de altos índices de cânceres da tireóide e do aparelho digestivo a estes mesmos alimentos,
particularmente porque a soja causa este mesmo tipo de cânceres em ratos de laboratório.
      Na verdade, quanto de soja consomem os asiáticos ? Um levantamento, feito em 1998, detectou que
a média diária do consumo de proteína de soja no Japão estava em torno de oito gramas para homens e
sete para mulheres – menos do que duas colheres de chá. [40] O famoso Cornell China Study, conduzido
por Colin T. Campbell, detectou que o consumo de leguminosas variava, na China, entre zero e 58 gramas
por dia, com a média em torno de 12 gramas. [41] Assumindo de que 2/3 do consumo de leguminosas é
de soja, então o consumo máximo está entre 40 gramas. Ou seja, menos do que três colheres de sopa por
dia, com uma média de consumo girando em nove gramas, ou menos do que duas colheres de chá. Um
                                                                                                          38
levantamento conduzido nos anos trinta encontrou que os alimentos de soja somavam somente 1,5% das
calorias na dieta dos chineses, comparados com os 65% que provinham de origem suína.[42] (Os asiáticos
cozinham, tradicionalmente, com banha e não gordura vegetal !).
      Os produtos fermentados de soja tradicionalmente resultam num delicioso e natural tempero que
pode suprir importantes fatores nutricionais na dieta dos asiáticos. Mas, exceto em épocas de fome, os
asiáticos consomem produtos de soja em pequenas quantidades, como condimento e não como substituto
para o alimento de origem animal – com uma única exceção. Os monges celibatários que vivem em
monastérios e levam um estilo de vida vegetariano, encontram nos alimentos de soja uma grande
oportunidade de lhes reduzir a libido.
      Foi a meta-análise feita, em 1994, por Mark Messina e publicada em Nutrition and Cancer, que
alimentou as especulações sobre as propriedades anticarcinogênicas da soja.[43] Messina observou que
26 trabalhos feitos com animais, 65% reportavam efeitos protetores da soja. Convenientemente,
negligenciou a inclusão de pelo menos um estudo no qual a nutrição feita com soja causava câncer de
pâncreas – estudo de 1985, feito por Rackis.[44] Em estudos humanos por ele compilados, os resultados
foram variados. Poucos mostravam efeitos protetores. No entanto, a maioria demonstrava não haver
nenhuma correlação entre o consumo de soja e os níveis de câncer. Ele concluiu que “os dados nesta
revisão não podem ser utilizados para se afirmar que o consumo de soja diminui os riscos de câncer”. No
entanto em seu livro, The Simple Soybean and Your Health (nt.:“A humilde soja e sua saúde”), Messina
faz a mesma sugestão ao recomendar uma xícara ou 230 gramas de produtos de soja por dia em sua
“ótima” dieta como uma forma de prevenção ao câncer.
      Milhares de mulheres estão agora consumindo soja na crença de que estão protegidas contra o câncer
de mama. No entanto, em 1996, pesquisadores detectaram mulheres que, consumindo proteína isolada de
soja, tinham incidência aumentada de hiperplasia epitelial, uma condição que antecede a
maliginidade.[45] Um ano depois, numa dieta com genisteína percebeu-se que estimula células de mama
a entrarem no círculo celular – uma descoberta que levou os autores do estudo a concluírem que mulheres
não devem consumir produtos de soja como prevenção ao câncer de mama.[46]
  Fitoestrogênios – panacéia ou veneno ?
      Os espécimes masculinos de pássaros tropicais carregam a pouco atraente plumagem da fêmea ao
nascer “colorindo-se” na maturidade, algo entre o nono e vigésimo quarto mês.
      Em 1991, Richard Valerie James, criador de pássaros em Whangerai, Nova Zelândia, adquire uma
nova fórmula de ração para seus pássaros – baseada especificamente na proteína de soja.[47] Quando esta
ração baseada na soja foi utilizada, seus pássaros “coloriram-se” em alguns meses logo após o
nascimento. De fato, um dos fabricantes da ração para pássaros declarou que este desenvolvimento
precoce era uma vantagem atribuída a este alimento. Uma propaganda de 1992, da fórmula do alimento
Roudybush, mostrava uma foto de um macho Crimson rosella, um papagaio australiano que adquire sua
bela plumagem vermelha entre o décimo oitavo e vigésimo quarto mês, já brilhantemente colorido na
décima primeira semana.
      Infelizmente, nos anos seguintes, houve uma decrescente fertilidade dos pássaros, a ocorrência de
maturidade precoce, de filhotes deformados, raquíticos e mesmo natimortos, com mortes prematuras,
especialmente entre as fêmeas, com tal situação nos criatórios que a população total entra em completo
declínio. Os pássaros sofrem deformidades nos bicos, nos ossos e nos papos. Apresentam desordens
patológicas e no sistema imunológico com comportamento agressivo. As autópsias revelaram os órgãos
digestivos em estado de desintegração. A lista de problemas correspondeu a muitos dos problemas que a
família James detectou em seus dois filhos que haviam sido alimentados com uma fórmula infantil
baseada na soja.
      Alarmados, horrorizados e indignados os James contrataram o toxicologista Mark Fitzpatrick, PhD,
para investigar se em sua revisão bibliográfica encontraria algo relacionando o consumo de soja com
numerosas desordens orgânicas, incluindo infertilidade, aumento de cânceres e leucemia infantil. Estudos
feitos nos anos cinqüenta [48] mostram que a presença de genisteína na soja causava disfunção endócrina
em animais. O Dr. Fitzpatrick também analisou a ração dos pássaros e detectou que continha altos níveis
de fitoestrogênios, especialmente genisteína. Quando os James interromperam o emprego da ração
baseada na soja, o bando de pássaros retornou gradualmente a seus hábitos normais de convivência e de
comportamento.

                                                                                                     39
      Os James empreenderam uma verdadeira cruzada particular no sentido de informar o público e os
organismos governamentais sobre as toxinas presentes nos alimentos feitos com soja, particularmente as
isoflavonas, as genisteínas e diadzeínas, que geram disfunções endócrinas. A Protein Technology
International recebeu este material em 1994.
      Em 1991, os pesquisadores japoneses relataram que o consumo de uma dose tão pequena quanto 30
gramas ou duas colheres de soja por dia por somente um mês, resultava num significante aumento do
hormônio estimulador da tireóide.[49] Alguns dos indivíduos apresentaram bócio e hipotireoidismo e
muitos sofreram constipação, fadiga e letargia, mesmo nos que tinham dose adequada de iodo. Em 1997,
pesquisadores do National Center of Toxicological Research da FDA realizaram a descoberta embaraçosa
que os componentes que geram o bócio na soja são exatamente as isoflavonas.[50]
      Vinte e cinco gramas de proteína isolada de soja, a quantidade mínima que a PTI afirma terem
efeitos de redução do colesterol, contêm entre 50 e 70 mg de isoflavonas. São necessárias somente 45 mg
de isoflavonas para causar efeitos biológicos significativos em mulher na fase pré-menstrual, incluindo a
redução nos hormônios necessários para o adequado funcionamento da tireóide. Estes efeitos prolongam-
se por três meses após o consumo da soja ter sido interrompido.[51]
      Cem gramas de proteína de soja – a dose máxima sugerida para abaixamento do colesterol e
quantidade recomendada pela PTI – podem conter quase 600 mg de isoflavonas, [52] uma quantidade que
é, inegavelmente, tóxica. Em 1992, o serviço de saúde da Suíça estimou que cem gramas de proteína de
soja fornecem o equivalente em estrogênios a uma pílula anticoncepcional.[53]
      Estudos in vitro sugerem que a isoflavona inibe a síntese do estradiol (nt.: dentre os estrogênios, é o
hormônio feminino presente em maiores quantidades nas fêmeas) e de outros hormônios esteróides.[54]
Problemas reprodutivos, infertilidade, doenças da tireóide e do fígado, devidos a ingestão de isoflavonas,
podem ser observados em inúmeras espécies animais incluindo camundongos, chita, codornas, porcos,
ratos, esturjões e ovelhas.[55]
      É a isoflavona da soja que foi declarada que traria efeitos favoráveis em sintomas pós-menopausa,
incluindo os calorões e a proteção contra a osteoporose. A quantificação sobre os desconfortos originários
dos calorões é muito subjetiva. Muitos estudos mostram que a redução destes desconfortos era igual entre
os indivíduos controle e os que consumiam soja.[56]
      A afirmativa de que a soja previne a osteoporose é extraordinária, tendo em vista que o consumo de
alimentos à base de soja bloqueiam o cálcio e causam deficiência de vitamina D. Se os asiáticos, de fato,
têm níveis de osteoporose mais baixos do que os ocidentais, é porque suas dietas fornecem abundância de
vitamina D do camarão, da banha e dos frutos do mar, além da abundância de cálcio da sopa de ossos. A
razão porque os ocidentais têm tais altos níveis de osteoporose é porque substituíram a manteiga,
tradicional fonte de vitamina D e outros ativadores lipossolúveis necessários para a absorção do cálcio,
pelo óleo de soja.
  Pílula anticoncepcional para bebês.

     Entretanto foi a presença de isoflavonas nas fórmulas de alimento infantil que geraram nos James
maiores preocupações. Em 1998, investigadores relataram que a exposição diária dos bebês à isoflavona,
nos alimentos infantis, está entre seis a onze vezes maior, em termos de peso do corpo, do que a dose que
provoca efeitos hormonais em adultos que consomem alimentos de soja. As concentrações de isoflavonas
circulando no organismo das crianças alimentadas com fórmulas infantis a base de soja são de 13 a 20 mil
maiores do que as concentrações de estradiol nas crianças alimentadas com fórmulas que levam leite de
vaca.[57]
     Aproximadamente 25% das crianças que utilizam mamadeiras nos EUA, recebem fórmulas à base de
soja – uma percentagem muito maior do que outras partes do mundo ocidental. Fitzpatrick estimou que
uma criança alimentada exclusivamente com fórmulas à base de soja recebe o equivalente estrogênico
(em base de peso do corpo) de, pelos menos, cinco pílulas anticoncepcionais, por dia.[58] Em
contrapartida, quase não se detectou fitoestrogênios em fórmulas à base de produtos lácteos ou leite
humano, mesmo quando a mãe consome produtos de soja.
     Cientistas sabem há anos que as fórmulas à base de soja podem causar problemas de tireóide em
bebês. Mas quais são os efeitos dos produtos de soja no desenvolvimento hormonal das crianças, tanto
meninos como meninas ?

                                                                                                          40
      Os meninos são submetidos a uma “onda de testosterona” durante os primeiríssimos meses de vida
quando os níveis de testosterona podem ser tão altos como os de um homem adulto. Durante este período
o menino está programando para expressar características masculinas após a puberdade, não somente no
desenvolvimento de seus órgãos sexuais e outros traços físicos masculinos, mas também fixar, em suas
características cerebrais, padrões de comportamento masculino. Em macacos, a deficiência de hormônios
masculinos prejudica os desenvolvimento de sua percepção espacial (que, em humanos, é normalmente
mais acentuado em homens do que em mulheres), da habilidade para aprendizagem e das tarefas de
discriminação visual (tais como as necessárias para ler).[59] Não é necessário dizer que padrões futuros
de orientação sexual podem também ser influenciados pelo primeiro ambiente hormonal. Meninos
expostos, durante a gestação, a dietilestilbestrol (DES), um hormônio sintético que tem efeitos sobre os
animais similares àqueles dos fitoestrogênios da soja, apresentam testículos menores do que o normal
quando da maturação.[60]
      Dificuldades de aprendizagem, principalmente em meninos, atingiram proporções de uma epidemia.
Alimentar crianças com soja – que começou de forma mais séria no início dos anos setenta – não pode ser
ignorada como uma causa provável para este trágico crescimento.
      Quanto às meninas, um número alarmante está entrando na puberdade muito mais cedo do que o
normal, de acordo com um recente estudo publicado no periódico Pediatrics.[61] Pesquisadores
detectaram de que 1% de todas as meninas apresenta agora sinais de puberdade tais como
desenvolvimento de mamas ou pelos pubianos antes dos três anos; em torno dos oito anos, 14,7% das
meninas brancas e quase 50% das meninas negras, norte-americanas, têm uma ou ambas características.
      Novos dados indicam que estrogênios ambientais como os PCBs (nt.: o químico sintético chamado
entre nós de Ascarel e que foi largamente utilizado em transformadores elétricos) e o DDE (metabólito do
agrotóxico DDT) podem causar desenvolvimento sexual precoce entre meninas.[62] O Woman, Infants
and Children Program (nt.: O Programa da Mulher,dos Bebês e das Crianças) que suplementa alimentos
infantis para o bem-estar das mães, enfatiza o uso de fórmulas com soja para a comunidade negra porque
ela supostamente teria alergia ao leite.
      As conseqüências desta infância truncada são trágicas. Jovens meninas com seus corpos já maduros
precisam lidar com sentimentos e desejos que a maioria das crianças não está completamente preparada
para manejar. E a maturação precoce em meninas é, freqüentemente, um precursor de problemas que
virão mais tarde na vida, com o sistema reprodutivo, incluindo deficiências para menstruar, a infertilidade
e o câncer de mama.
      Pais que contataram com os James, relataram outros problemas associados com crianças de ambos os
sexos que foram alimentados com alimentos à base de soja, incluindo comportamento excessivamente
emocional, asma, problemas no sistema imunológico, insuficiência da glândula pituitária, desordens da
tireóide e síndrome de irritabilidade intestinal – o mesmo massacre endócrino e digestivo que afligiu os
papagaios dos James.

Divergências nas avaliações.
     Os organizadores do Third International Soy Symposium (nt.: Terceiro Simpósio Internacional da
Soja) foram fortemente pressionados para considerar a conferência um sucesso ilimitado. No segundo dia
do Simpósio, a Food Comission baseada em Londres e a Weston A.Price Foundation de Washington, DC,
deram uma entrevista coletiva conjunta, no mesmo hotel do Simpósio, no sentido de apresentar
preocupações a respeito das fórmulas de alimentos infantis à base de soja. Representantes das indústrias
permaneceram impassíveis durante toda a explanação dos perigos potenciais e das argumentações tanto
dos cientistas preocupados como dos pais para que se retirasse do mercado o produto infantil com
fórmulas à base de soja. Sob a pressão dos James, o governo da Nova Zelândia editou uma notificação em
relação à saúde quanto à fórmula infantil à base de soja em 1998. Já era tempo do governo dos EUA fazer
o mesmo.
     No último dia do Simpósio, novas descobertas relacionadas à toxicidade causaram mais “arrepios” à
situação. O Dr. Lan White relatou trabalho feito com nipo-americanos, residentes no Havaí, que
mostravam uma relação estatisticamente significativa com a ingestão de duas ou mais porções de tofú por
semana e um “acelerado envelhecimento do cérebro”.[64] Aqueles participantes que consumiam tofú na
meia idade tiveram as funções cognitivas diminuídas na idade avançada, grande incidência da doença de
Alzheimer e demência. “E tem mais”, diz Dr.White, “aqueles que consumiram bastante tofú quanto
                                                                                                        41
tinham entre 75 e 80 anos, aparentavam cinco anos mais velhos.”[65] White e seus colegas consideram os
efeitos negativos das isoflavonas – uma descoberta que sustenta um estudo mais antigo no qual mulheres
na pós-menopausa com altos níveis de estrogênio circulando em seus organismos experimentavam grande
declínio cognitivo.[66]
     Os cientistas Daniel Sheehan e Daniel Doerge, do National Center for Toxicological Research,
arruinaram o dia da Protein Technology International – PTI. Fizeram uma apresentação das descobertas
de trabalhos de alimentação de ratos de laboratório, indicando que a genisteína, presente em alimentos
feitos com soja, causava danos irreversíveis às enzimas que sintetizavam os hormônios da tireóide.[67]
“A associação entre o consumo de soja e o bócio em animais e humanos, tem uma longa história”,
escreveu o Dr. Doerge. “As evidências correntes quanto aos efeitos benéficos da soja exige um total
conhecimento também quanto ao potencial de seus efeitos adversos.”
     O Dr.Claude Hughes relatou que ratos nascidos de mãe alimentada com genisteína tiveram seus pesos
reduzidos ao nascer quando comparados com os ratos controle. Ao mesmo tempo, o início da puberdade
ocorreu muito mais cedo nos machos da prole.[68] Sua pesquisa sugere que os efeitos observados em
ratos “... toca pelo menos em algo que prediz o que ocorre com os humanos. Não há razão para assumir
que haverá malformações grosseiras nos fetos, mas poderão ocorrer mudanças sutis como
comportamentos neurológicos alterados, efeitos no sistema imunológico e nos níveis de hormônios
sexuais.” Os resultados, diz ele, “podem não ser nada ou poderão indicar alguma coisa de grande
preocupação ... . Se a mãe estiver se alimentando com algo que poderá agir como hormônio sexual, é
lógico imaginar que isto poderá alterar o desenvolvimento do bebê.”[69]
     Um estudo de bebês nascidos de mães vegetarianas, publicado em janeiro de 2000, indicava
objetivamente que poderiam ocorrer mudanças no desenvolvimento dos bebês. Mães que consumiam uma
dieta vegetariana durante a gravidez apresentavam um risco cinco vezes maior de parir um menino com
hipospadia (nt.: “pequena espada”), um defeito de nascimento em seu pênis [70] (nt.: o menino nasce sem
uretra ou com retrações variadas. Ver vídeo da BBC “Agressão ao homem” ou ler o livro “O Futuro
Roubado” de Theo Colborn e outros, LPM, 1997). Os autores do trabalho sugerem que a causa foi a
enorme exposição a fitoestrogênios presentes nos alimentos de soja, muito popular entre os vegetarianos.
Os problemas da prole feminina de mães vegetarianas são mais prováveis de aparecer mais tarde em suas
vidas. Enquanto os efeitos estrogênicos da soja são menores do que os do dietilestilbestrol (DES), a dose
é provavelmente bem maior em razão da soja ser consumida como alimento e não tomada como um
remédio. As filhas de mães que tomaram DES durante a gravidez sofreram de infertilidade e cânceres
quando chegaram próximos aos vinte anos.
  Status de GRAS (General Recognized As Safe – Reconhecido Em Geral Como Seguro).
      Disfarçada nas questões do embuste pregado pela indústria da soja está uma pergunta insistente: se
realmente é legal agregar, em alimentos, a proteína isolada da soja. Todos os aditivos alimentares não
utilizados comumente antes de 1958, inclusive a caseína, proteína do leite, precisam ter o status de
GRAS. Em 1972, a administração Nixon dirigiu um reexame das substâncias que se acreditava serem
GRAS, sob a luz de todas as informações científicas então disponíveis. Este reexame incluiu a caseína
que foi codificada como GRAS em 1978. Em 1974, a FDA (nt.: Administração de Alimentos e Fármacos
dos EUA) obtêm uma revisão bibliográfica da proteína de soja porque, com não foi utilizada como
alimento até 1959 nem mesmo de uso comum até o início dos anos setenta, não foi indicada para ter o
status de GRAS sob o amparo das determinações da Food, Drug and Cosmect Act (nt.: Lei norte-
americana que tratou de alimentos, fármacos e cosméticos)[71]
      A literatura científica antes de 1974 reconhecia a existência de muitos antinutrientes na proteína de
soja elaborada industrialmente, incluindo inibidores da tripsina, ácidos fíticos e genisteína. Mas a revisão
bibliográfica feita pela FDA rejeita as discussões sobre os impactos adversos com a declaração de que era
importante haver um “processo adequado” para removê-los. A genisteína pode ser removida com uma
lavagem alcoólica, mas é um processo caro que os processadores evitam. Estudos posteriores
determinaram que o inibidor da tripsina presente pode ser removido somente com longos períodos de
temperatura e alta pressão, mas a FDA não determinou esta exigência para os fabricantes.
      A FDA estava mais preocupada com as toxinas formadas durante o processo, especialmente os
nitritos e as lisinoalaninas.[72] Mesmo em baixos níveis de consumo – neste tempo a média era de 1/3 de
um grama por dia – a presença destes carcinogênicos foi considerada uma grande ameaça à saúde pública
para autorizar o status de GRAS.
                                                                                                         42
     A proteína da soja foi aprovada para ser utilizada como aglutinante em caixas de papelão e esta
provação permitia continuar já que os pesquisadores consideram que a migração de nitritos das caixas
para os alimentos armazenados seria muito pequena para constituir um risco de câncer. Os funcionários
da FDA exigiram especificações de segurança e procedimentos de monitoramento antes da concessão do
status de GRAS para alimentos. Isto nunca foi cumprido. Até este dia, a utilização da proteína da soja esta
codificada como GRAS somente para o limitado emprego industrial de aglutinador de caixas de papelão.
      Isto significa que a proteína de soja precisa ser submetida à aprovação dos procedimentos pré-
comerciais cada vez que os fabricantes pretenderem utilizá-la como alimento ou agregá-la a ele. Proteína
de soja foi agregada nas fórmulas infantis no início dos anos sessenta. Era um novo produto que não tinha
nenhum tipo de histórico para este emprego. Assim, como a proteína de soja não tem o status de GRAS, a
aprovação pré-comercial deve ser feita. Isto não existe e até agora não houve esta permissão. Então o
ingrediente chave das fórmulas de alimentos infantis que contêm soja não é reconhecido como seguro.

O próximo asbesto (amianto)?
      “Contrário a um vasto cenário de exaltação ... há um borbulhar de dúvidas de que a soja – apesar de
seus benefícios incontestáveis – poderá trazer riscos em termos de saúde,” escreve Marian Burros,
redatora que trata de alimentação no New York Times. Mais do que qualquer outra redatora, o endosso de
Mrs.Burros a uma dieta de pouca gordura e fortemente vegetariana, arrebanhou os norte americanos para
dentro dos corredores que vendiam alimentos de soja dos supermercados. Ainda em seu artigo de
26/jan/2000, intitulado “Dúvidas escurecem notícias cor-de-rosa sobre a soja”, traz a seguinte advertência
alarmante: “Nenhum dos dezoito cientistas entrevistados por esta coluna quis afirmar de que se está livre
de riscos ao se ingerir isoflavonas.” Mrs.Burros não enumerou os riscos nem mencionou que a
recomendação de 25 gramas diárias de proteína de soja contém isoflavona suficiente para causar
problemas em pessoas sensíveis. Entrementes, é lógico que a indústria reconheceu a necessidade de se
proteger.
      Porque a indústria está extremamente exposta, advogados oportunistas logo descobrirão que o
número potencial de queixosos poderá ser contado em milhões e que os bolsos delas são bastante
profundos. Os jurados ouvirão alguma coisa parecida com o seguinte: “A indústria sabia por anos que a
soja contém muitas toxinas. No início elas disseram ao público que estas toxinas foram removidas pelo
processo industrial. Quando se soube que o processo não podia se livrar delas, elas declaram que estas
substâncias eram benéficas. Concomitantemente seu governo concedia recomendações sanitárias a uma
substância que é um veneno e a indústria, por sua vez, mentiu ao povo para vender mais soja.”
      A “indústria” aqui se subentende: os comerciantes, os processadores, os cientistas, os publicitários,
os burocratas, os antigos operadores de fundos financeiros, os jornalistas que tratam de alimentos, as
companhias de vitaminas e os varejistas. Os sojicultores provavelmente sairão ilesos porque foram
logrados tanto quanto todos nós. Mas eles precisam encontrar alguma coisa mais para plantar, antes que a
bolha da soja exploda e que o mercado entre em colapso. Poderá ser: pastagem para os animais, hortaliças
especiais... ou Cannabis spp para a produção de celulose destinada ao papel das milhares e milhares de
ações judiciais que virão
AS ISOFLAVONAS E O CÂNCER DE MAMA

Entrevista com o Dr. David Zava, renomado pesquisador americano do câncer da mama e dos hormônios
femininos, concedida ao Informativo Médico do Dr. John Lee (IMJL).

IMJL - Por que o Sr. está alertando as mulheres para que evitem muito consumo de soja, quando
tudo o que se lê e ouve atualmente é no sentido de estimular o máximo possível o consumo dessa
planta e seus produtos [inclusive isoflavonas], para os sintomas da menopausa e para evitar o
câncer da mama?
Dr. Zava - Não tenho nada contra o consumo esporádico de produtos da soja. O que me preocupa é a
maneira alucinada com que algumas pessoas estão passando a consumir esses alimentos e/ou
medicamentos feitos a partir da soja. Nas minhas pesquisas, descobri um grande número de toxinas
(antinutrientes) na soja. O que eu quero dizer é que existem substâncias químicas produzidas
naturalmente na soja que, se não forem removidas (deixar a soja de molho antes de cozinhar, fazer um

                                                                                                        43
cozimento lento e permitir fermentação), podem causar sérios problemas de saúde, se ingeridos em
demasia.

IMJL - E sobre alimentos à base de soja para tratar sintomas da menopausa?
Dr. Zava - Alimentos à base de soja podem ser importantes como parte de uma nutrição equilibrada e
estilo de vida adequado para os sintomas da menopausa, porém eles não representam uma solução por si
mesmos. Mesmo o consumo em altas doses de derivados de soja repletos de isoflavonas pode suprimir
apenas minimamente os sintomas da menopausa, para a maioria das mulheres.
O recente estudo da Bowman-Gray School of Medicine examinou o poder da proteína de derivados de
soja em aliviar os sintomas da menopausa. O lado positivo do estudo foi que a intensidade das ondas de
calor foi reduzida. Porém, não houve diferença estatística quanto ao número de ondas de calor que essas
mulheres apresentavam.
Com terapia de reposição de progesterona e/ou estrogênio, a mulher muitas vezes obtém um alívio
completo dos sintomas da menopausa. Como os hormônios naturais são seguros e eficazes, quando
usados de forma adequada, eu acho que forçar o uso da soja é uma abordagem equivocada, além de
comprometer seriamente a saúde e a qualidade de vida de milhões de mulheres.

IMJL - Que efeitos os antinutrientes da soja têm sobre o organismo?
Dr. Zava - Existem uns 5 tipos de substâncias na soja que podem ser tóxicas para os humanos, caso não
sejam removidas através de processamento especial. Os asiáticos, após milhares de anos, aprenderam a
remover as toxinas e a tirar proveito dos ricos nutrientes da soja. As principais toxinas da soja são
alergênicos, fitatos, inibidores de protease, genisteína, e groitogênicos (causadores do bócio, ou papo).
Os alergênicos podem causar reações alérgicas muito pronunciadas em algumas pessoas, que
provavelmente inclui de 10 a 20 por cento da população do mundo ocidental.
Já os fitatos podem ser um problema por se ligarem muito fortemente a minerais essenciais,
especialmente o zinco, impedindo que esses minerais sejam absorvidos no organismo. Alguns estudos
têm indicado que um consumo excessivo de fitatos em crianças pode causar raquitismo, devido à sua ação
zinco-depletivo. Os fitatos deixam de ser um problema se proteína animal for incluída na dieta. O zinco é
necessário para mais de 50 reações enzimáticas no organismo, inclusive muitas daquelas necessárias para
as funções cerebrais.
O terceiro antinutriente da soja é um fitoquímico que inibe as enzimas que digerem as proteínas e as
transformam em aminoácidos. São os inibidores Bowman-Birk, ou inibidores de protease.

IMJL - Inibidores de protease não é o que os pacientes com AIDS atualmente usam?
Dr. Zava - Sim. E aprendemos com eles, a duras penas, que os inibidores de protease também inibem
enzimas pancreáticas. A última coisa no mundo que alguém precisa quando é portador de uma doença
debilitante é algo que não lhe deixe digerir os alimentos. Mesmo uma pessoa saudável não iría querer que
a sua digestão fosse comprometida.

IMJL - E se tiver predominância estrogênica, ou estiver tomando anticoncepcionais, você já tem
um problema com os altos níveis de cobre e os baixos níveis de zinco, e isso só vai piorar a situação.
A Dra. Ellen Grant, pesquisadora hormonal da Inglaterra, acredita que é esse desequilíbrio que
causa mudanças de humor e irritação na TPM, bem como em mulheres na menopausa.
Dr. Zava - Exatamente. Mas, como já disse, se você ingerir proteína animal com legumes, os fitatos
deixam de ser um problema. A genisteína [das isoflavonas] é a próxima na lista dos antinutrientes. A sua
estrutura é similar à do estradiol, e ela se encaixa muito bem nos receptores de estrogênio das células,
acionando esses receptores da mesma forma que o estradiol. Porém, a genisteína desempenha muitas
outras atividades no corpo humano. Ela inibe um grande número de diferentes enzimas, algumas das
quais responsáveis pela síntese do estrogênio, incluindo as que convertem androgênios em estrona
(aromatase) e estrona em estradiol (17-HSD). A genisteína é também uma potente inibidora da tirosina
cinase - enzima que transporta moléculas de fosfato de alta energia para o interior das células, com o
objetivo de acionar processos celulares como a proliferação de células. As células cancerosas tendem a
ativar a tirosina cinase, portanto a genisteína tem demonstrado ser bastante útil no bloqueio da
proliferação de células. No entanto, isso pode ser uma faca de dois gumes, pois as células normais
                                                                                                      44
também necessitam de um pouco de atividade das tirosinas cinases. Isso inclui folículos capilares,
neurônios da memória no cérebro, etc.
Outra coisa que um alto nível de genisteína faz é bloquear o transporte de glicose para as células, ao inibir
a enzima chamada GLUT-1. Ela é um dos principais transportadores de glicose que ficam no lado de fora
das células cerebrais, glóbulos vermelhos do sangue, e em muitos outros locais, e que levam glicose para
as células. Como o cérebro é muito dependente da glicose como fonte de energia, preocupa-me que muita
genisteína por um período prolongado de tempo possa ser tóxica para o cérebro.
Eu não acho que a soja, na forma em que tem sido consumida pelos asiáticos por milhares de anos, possa
representar algum problema em relação às funções cerebrais. Na verdade, ela pode até ser benéfica. O que
me preocupa, porém, é que nós não possuímos qualquer informação sobre que tipo de impacto de longo
prazo quantidades excessivas de genisteína (em produtos processados de soja, em pó, ou na forma de
pílulas) terão sobre as funções cerebrais, pois um nível muito elevado de genisteína inibe pelo menos três
das vias metabólicas necessárias para manter normais as funções cerebrais.
O quinto antinutriente da soja é um goitrogênico. É uma substância que se "gruda" ao iodo, evitando a sua
absorção pelo organismo a partir do trato gastrintestinal. O iodo é necessário para a produção do
hormônio da tireóide.

IMJL - Como devemos considerar os efeitos protetores da genisteína [isoflavonas] contra o câncer
da mama, conforme lemos e ouvimos tanto na mídia popular?
Dr. Zava - Surpreendentemente, na verdade existe muito pouca evidência na literatura, tanto em estudos
epidemiológicos quanto em estudos experimentais com animais, comprovando que a soja proteja contra o
câncer da mama. Isso não quer dizer que a soja não tenha outras propriedades protetoras, como no caso
do coração, mas apenas que ela não parece proteger o seio contra o câncer. Muitos supõem que a
genisteína, que está presente em níveis muito elevados na soja, age da mesma forma que o tamoxifen e
protege contra o câncer da mama. O que eu descobri nas minhas pesquisas é que a genisteína funciona
como um pró-estrógeno e não como um antiestrógeno, como o tamoxifen. A sugestão da imprensa
popular de que a genisteína, em concentrações encontradas nos alimentos, inibe o desenvolvimento do
câncer da mama está simplesmente errada e não tem base em fato científico. Diversos resumos de estudos
apresentados na Segunda Conferência Sobre Soja, ocorrida em Bruxelas - Bélgica, relataram que
proteínas de derivados de soja aumentaram a proliferação de células normais dos seios de humanos
saudáveis. Isso é inteiramente coerente com o que eu descobri trabalhando com células cancerosas de
seios humanos em tubos de ensaio, usando níveis de genisteína normalmente encontrados no sangue de
indivíduos que consumiam muitos alimentos de soja. Outros pesquisadores também encontraram
resultados semelhantes, ou seja, de que a genisteína é um pró-estrógeno em células cancerosas do seio
humano. Portanto, pela falta de provas de que alimentos de soja protegem contra o câncer da mama, me
surpreende que haja tanta ênfase nesse sentido.

IMJL -Portanto, trata-se de um alimento que é remédio, se usado com moderação, sendo um
veneno em potencial se usado em excesso. Que recomendações o senhor daria, tanto para mulheres
quanto para homens, sobre o consumo de soja?
Dr. Zava - Se você não for alérgico a alimentos de soja, consuma de preferência os produtos fermentados,
como missô ou tempê, pois muitos dos antinutrientes já foram reduzidos nessa forma.




                                                                                                          45

				
DOCUMENT INFO
Shared By:
Categories:
Tags:
Stats:
views:31
posted:9/23/2011
language:Portuguese
pages:45