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Relatório sala de recursos 2007

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Relatório sala de recursos 2007 Powered By Docstoc
					RELATÓRIO DA SALA DE RECURSOS DO ANO DE 2007
Este relatório tem como objetivo concretizar o nosso compromisso com a inclusão, mostrar a sua importância e de que forma está sendo trabalhada no município de Campo Verde. Além disso, explicitar todos os trabalhos realizados no ano de 2007 pela Sala de Recursos. É sabido que a Declaração de Salamanca, 1994, afirma que todas as crianças tem necessidades e aprendizagens únicas, tem direito a ir à escola de sua comunidade, com acesso ao Ensino Regular, e os Sistemas Educacionais devem implementar programas, considerando a diversidade humana e desenvolvendo uma pedagogia voltada para a criança.
“Escolas regulares com orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias criando comunidades acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para todos.” Declaração de Salamanca - 1994

A inclusão tem como objetivo proporcionar um espaço democrático na escola oferecendo e garantindo a permanência de todos os alunos, sem distinção social, cultural, étnica, de gênero ou em razão de deficiência e características pessoais. A Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Campo Verde – MT leva em prática uma política de inclusão que pressupõe a reestruturação do sistema educacional, oferece a todos os alunos um ensino de forma diferenciada, tornando um espaço democrático, assegurando, também, a inclusão do aluno surdo na escola, atendendo as necessidades educacionais especiais e respeitando seus direitos, promovendo atendimento ao educando por meio da Sala de Recursos que fomenta aos mesmos situações concretas que envolvam o cotidiano e o seu conhecimento, ampliando os aspectos cognitivos, sensoriais e metodológicos significativos para a aprendizagem. As pessoas com necessidades educacionais especiais têm assegurado pela Constituição Federal de 1988, o direito à educação (escolarização) realizada em classes comuns e ao atendimento educacional especializado complementar ou suplementar à escolarização, que deve ser realizado preferencialmente em salas de recursos na escola onde estejam matriculados, em outra escola, ou em centros de atendimento educacional especializado. Esse direito também está assegurado na LDBEN – Lei nº 9.394/96, no parecer do CNE/CEB nº 17/01, na Resolução

CNE/CEB nº 2, de 11 de setembro de 2001, na lei nº 10.436/02 e no Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. A Escola Municipal Dona Maria Artemir Pires é a que oferece atendimento complementar aos alunos surdos, do município, na sala de recursos. Essa é provida de materiais e equipamentos adequados sob orientação da equipe de educação especial do município, professor especializado, instrutor e intérpretes de LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais. (seguem em anexo os cronogramas de atendimento dos mesmos). Há uma grande variedade de materiais e recursos pedagógicos que podem ser utilizados para o trabalho na Sala de Recursos ou até na sala de aula regular, entre eles destacam-se: os jogos pedagógicos que valorizam os aspectos lúdicos, a criatividade e o desenvolvimento de estratégias de lógica e pensamento; os jogos adaptados, como aqueles confeccionados em Libras, livros didáticos e paradidáticos e digitais em Libras. A Sala de Recursos contribui com o processo de inclusão educacional, da seguinte forma: trabalha com alunos em turno inverso ao ensino regular à que estão matriculados e conforme cronogramas e horários orienta pais e professores. Além disso, desenvolve atendimento educacional diversificado do currículo, para complementar os serviços educacionais comuns. Dentre as atividades curriculares específicas desenvolvidas no atendimento educacional especializado em Sala de Recursos, destacam-se: dança, música, coral, pintura, ensino de libras, comunicação alternativa (internet – MSN – Orkut), palestras, oficinas. Bem como formação de instrutores de Libras, projetos (LIBRAS na escola, “Quebrando o Silêncio” e Dia Nacional do Surdo), enriquecimento curricular e orientação aos profissionais atuantes na área da interpretação, assegurando aos mesmos uma interpretação de forma clara, facilitando, assim, a aprendizagem dos alunos surdos em sala de aula. (seguem em anexos fotos, vídeos e relatórios de todas essas atividades). É importante lembrar que o atendimento proporcionado pela Sala de Recursos não pode ser confundido com reforço escolar ou mera repetição dos conteúdos programáticos desenvolvidos na sala de aula. Mas, devem constituir um conjunto de procedimentos específicos mediadores do processo de apropriação e produção de conhecimentos. Cabe ao professor da Sala de Recursos atuar como docente nas atividades de complementação curricular específica que constituem o atendimento educacional

especializado; atuar de forma colaborativa com o professor da classe comum para a definição de estratégias pedagogias que favoreçam o acesso do aluno com necessidades educacionais especiais ao currículo e a sua interação no grupo; promover as condições de inclusão desses alunos em todas as atividades da escola; orientar as famílias para o seu envolvimento e a sua participação no processo educacional; informar a comunidade escolar a cerca da legislação e normas educacionais vigentes que asseguram a inclusão educacional; participar do processo de identificação e tomada de decisões acerca do atendimento às necessidades especiais dos alunos; preparar material específico para o uso dos alunos na sala de recursos; orientar a elaboração de material didático-pedagógico que possam ser utilizados pelos alunos nas classes comuns do ensino regular e articular, com gestores e professores, para que o projeto pedagógico da instituição de ensino se organize coletivamente numa perspectiva de educação inclusiva. É papel do instrutor de Libras atuar em serviços especializados,

desenvolvendo atividades relacionadas ao ensino e a difusão da Língua Brasileira de Sinais – Libras e de aspectos socioculturais da surdez na comunidade escolar. Já o intérprete é o profissional com competência lingüística em Libras/Língua Portuguesa, que atua no contexto do ensino regular no qual há alunos surdos matriculados. Vale ressaltar que o intérprete não substitui a figura do professor em relação à função central na mediação do processo de aprendizagem. Sua atuação é a de mediador na comunicação entre surdos e ouvintes, nas diferentes situações de aprendizagem e interação social. Sua presença em sala de aula é assegurada por lei DECRETO Nº 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005. Em relação ao horário de atendimento da Sala de Recursos pode ser realizado individualmente ou em pequenos grupos, que apresentem necessidades educacionais especiais semelhantes, em horário diferente daquele em que freqüenta o ensino regular. (segue em anexo todos os horários dos alunos surdos atendidos pela Sala de Recursos).

ATIVIDADES REALIZADAS NA SALA DE RECURSOS DURANTE O ANO DE 2007
 Sensibilização e convivência com a família em locais públicos: o Visitas à: o Casa de Elaine e Alexandro (17/07/2007); o Casa de João Pedro (22/05/07); o Passeio referente ao projeto “O leite nosso de cada dia” com o aluno João Pedro (10/07/07) e participação na apresentação do projeto (27/09/07); o Casa de Maylson (04/06/07); o Casa de Fabiano (15/09/07); o Escola Ulisses Guimarães – Reany – (25/10/07); o Bem – Me – Quer – João Pedro; o Monteiro Lobato – Maylson. o Casa de duas crianças surdas. Nessa, aconteceu uma conversa com a família com o objetivo de ajudar a mesma.  Salas de aula: Foi realizado o projeto “LIBRAS na escola”. Participaram desse: o Monteiro Lobato – Eliciane Coradini– 5ª série - Libras na escola; o Artemir Pires – Sirley Lange – 7ª “C” – Libras na escola; o Artemir Pires – Hedvanildes Xavier – 4ª série – Libras na escola;  É importante lembrar que sempre que possível a professora da Sala de Recursos, Bárbara Botelho, visitou as escolas Monteiro Lobato, Ulisses Guimarães e o Centro Educacional Bem-Me-Quer com o objetivo de orientar professores e intérpretes;  Assistência no casamento de Elaine e Alexandro no mês de maio: o Curso de batizado; o Curso de noivos; o Casamento no civil – 2 vezes; o Casamento no religioso.  Maio - No dia das mães foi feito um vídeo com o aluno Lucas Henrique da Silva. Esse foi mostrado na TV Real;  Julho - Curso em Cuiabá feito por Bárbara Botelho;

 No dia 26 de setembro, Dia Nacional do surdo, foi realizada várias apresentações na Escola Artemir Pires, todas realizadas pela Sala de Recursos. Estiveram presentes várias autoridades do município: prefeito, vereadores, secretária de educação, diretores e coordenadores. No mesmo dia além da apresentação do Coral “Vozes no Silêncio”, teve o lançamento do grupo “Happy Dance”, composto por cinco meninas surdas. O Pré I, também, teve participação no cronograma de apresentações. Com o intuito de homenagear os surdos, todas as crianças da sala, mais a professora, auxiliares e intérprete cantaram uma música em Libras. Nesse mesmo dia foi mostrado um vídeo, feito pela Sala de Recursos, onde o prefeito, secretária de educação, fonoaudióloga, psicóloga, coordenadores, alunos, amigos dos surdos mandaram uma mensagem em Libras.  Agosto - Vale lembrar que a partir do início do mês já começaram os preparativos para o dia do surdo, como: o Compras de materiais; o Confecções das pinturas em cerâmicas; o Ensaios do Coral; o Ensaios “Happy Dance”; o Preparação para as apresentações: o Gravações das homenagens nas escolas:        Paulo Freire; Artemir Pires; Bem-Me-Quer; Monteiro Lobato.

Secretária de Educação; Prefeitura; Várzea Grande.

o Edição das apresentações; o Montagem das apresentações no Power Point e vídeos; o Confecção de lembranças para os surdos, inclusive fotos. Essas tiveram a colaboração da professora de informática Ana Patrícia da Escola Artemir Pires; o Confecção de Painéis que foram colocados na Secretaria de Educação e nas escolas Artemir e Bem-Me-Quer. o Convites, inclusive em Braille.

o Panfleto informativo e Cartazes;  Agosto – publicação da matéria no Site da FENEIS, pela Sala de Recursos;  Setembro - Gravação para a TV Real sobre inclusão, participaram dessa todos os surdos, a fonoaudióloga Alessandra Valeska, a professora Bárbara Botelho, o intérprete Ridailson Sandro e a aluna Viviane Fernandes.  Setembro - Ainda em comemoração ao Dia do Surdo foi realizado, no dia 29, um passeio para Águas quentes “GARIMPU’S;  Setembro - Atendimento na delegacia para Priscila.  Outubro - A Escola Monteiro Lobato realizou “A semana de Socialização”. A convite da mesma, o grupo “Happy Dance” fez uma apresentação. Esse projeto foi selecionado para ser apresentado na “Semana de Socialização de Conhecimentos” (ACICAVE), e o grupo de dança, também, foi convidado para a mesma.  Outubro - Além dessas apresentações o grupo foi convidado a apresentar-se no restaurante Lorenzetti para prefeito e convidados;  Outubro - No dia dos professores (12/10/07) foi feito: o Pintura em cerâmicas; o Gravação de uma homenagem feita por Viviane; o Entrega das cerâmicas aos professores. o Gravação na TV Real com Renann Gustavo da Silva, também, para homenagear os professores;  A Sala de Recurso, também, esteve na semana do deficiente, cujo tema foi a ACESSIBILIDADE. Nesse dia o coral dos surdos apresentou a música “Conquistando o impossível” e participou de todas as oficinas.  Desde o primeiro semestre são ministrados Cursos de LIBRAS, pela professora especialista.  Com o intuito de propagar a LIBRAS e formar futuros instrutores foi realizado, também, o projeto “Quebrando o silêncio”. Nesse, dois alunos surdos (Viviane e Lucas) da Escola Artemir Pires ministram um Curso Básico de LIBRAS, para alunos ouvintes da mesma escola. 1º Semestre – 2 turmas – Noções Básicas; 2º Semestre – 1 turma Básica; - 1 turma de Noções Básicas.  Palestras sobre Cultura Surda com Helena de Várzea Grande;

 Encontro de Intérpretes e Surdos em Brasília (julho) e Campo Grande-MS (novembro);  Outubro - Campanha das pizzas, nessa foi arrecadado o dinheiro para a viagem à Campo Grande.  Outubro - Curso de maquiagem no Boticário para o grupo Happy Dance e demais alunas surdas;  Dezembro – Encerramento das atividades realizadas durante o ano letivo, confraternização.


				
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posted:8/7/2009
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