A Doutrina do Ministério Evangélico by pengxiuhui

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                                                                    Apresentação

A Igreja Evangélica Assembléia de Deus de Criciúma, na Presidência do Pastor João Ceno Ohlweiler, e
através do departamento da Escola Bíblica Dominical – E.B.D., na Superintendência dos Presbíteros
Adriano Sebben e Nelson Silveira, realiza nos dias 26 a 31/05/2009 a sua 2ª Escola Bíblica de Obreiros e
Simpósio de Educadores e Educandos Cristãos de Criciúma – EBOSECC.




                                                     Palavra do Pastor Presidente
      No ano passado foi realizado o 1º Ebosecc, foi na verdade um sucesso, Agora estamos realizando o 2º,
e com certeza será de muito proveito para cada participante. É uma alegria poder contar com a sua presença,
isso mostra o interesse em se aprimorar mais no conhecimento da Palavra de Deus. Para desempenhar um
trabalho mais eficiente como obreiro ou professor (a) de Educação Cristã.
A oportunidade é excelente, pois teremos palestrantes de alto nível de experiência e conhecimento.
Que a benção de Deus seja abundante em tua vida.
Unidos em Cristo. – João Ceno Ohlweiler – Pastor.




                                                                       SUMÁRIO

Apresentação ............................................................................................................................................. 01
Diretoria e Coordenação .......................................................................................................................... 02
Programação do Evento ........................................................................................................................... 04
Teologia Pastoral (Liderança) ................................................................................................................. 05
Educação Cristã (Infanto-Juvenil) .......................................................................................................... 19
Educação Cristã (Adulto/Jovem)............................................................................................................. 45




                                                Realização – Departamento
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DIRETORIA DA E.B.D. GESTÃO 2009




Realização – Departamento
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NOSSA EQUIPE DE COORDENADORES DA E.B.D. EM CRICIÚMA




           Realização – Departamento
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Realização – Departamento




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Assunto: Teologia Pastoral (Liderança)
Autor:Pr.José Polini




                                         Pastor Presidente Igreja
                                          Assembléia de Deus de
                                         PONTA GROSSA – PR.


                                  A Doutrina do Ministério Evangélico.


                                   Doutrina do Ministério Evangélico.

Texto Base.

Nm 18.7 “... Eu tenho dado o vosso sacerdócio em dádiva ministerial, e o estranho que se chegar morrerá”.

At 20.28 “... Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para
apascentardes a Igreja de Deus, a qual Ele comprou com o seu Próprio sangue”.

Introdução.

        A doutrina do Ministério Evangélico é um ramo da Teologia Pastoral. Que se preocupa com os
labores pastorais teóricos e práticos. A prioridade da Doutrina do Ministério Evangélico é à vida espiritual
pessoal do indivíduo que está sendo treinado, nas áreas: (a) Sagradas (dentro das Escrituras); (b)
Emocionais (ao desenvolvimento da sua sensibilidade às necessidades das pessoas); (c) de Serviço (às
habilidades com as quais poderá servir bem ao próximo); (d) Expressivas (ao lado prático do ministério,
para com os enfermos, doentes e carentes de cuidado pastoral). Além disso a arte de pregar é um aspecto
importante desse treinamento.



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                                    LIÇÃO 01 - Ministério e Ministro.

I. O Ministério Evangélico abrange:

   1. O estudo sistemático das doutrinas bíblicas.
   2. O estudo do exercício do ministério. Pois Deus chama; Deus consagra; a igreja separa; o Senhor
   confirma; mas quem se prepara é o próprio obreiro chamado.

II. A necessidade do estudo da doutrina do ministério.

   1. Sempre há novos obreiros ingressando no ministério.
   2. Sempre há novos obreiros vindo de fora.
   3. Há sempre aqueles, que, como diz Paulo: “Aprendem sempre, mas nunca chegam ao conhecimento
   da verdade” (2 Tm 3.7).
   4. Outra razão da necessidade é que todo obreiro deve ser um eterno estudante da doutrina bíblica e de
   assuntos afins, para um constante melhorar do seu ministério pessoal.

III. Fontes bíblicas de estudo do ministério.

   1. No Antigo Testamento: 1 livro todo sobre o serviço do santuário. É o livro de Levítico, continuando
      em Números, e reduplicando em Deuteronômio.
   2. No Novo Testamento: 4 livros, a saber: 1 Tm; 2 Tm; Tt; Fm.

IV. O ministério no Antigo Testamento era restrito a tribo de Levi (Nu 3.5,6; 8.10-16).

       No Novo Testamento, em sentido geral todo crente pode servir a Cristo. “Mas vós sois a geração
eleita, o sacerdócio real” (1 Pe 2.9).

V. O termo “ministro”, em nossa língua e em nossa cultura, denota a primeira vista importância,
prestígio, eminência, mas no original indica simplesmente “servidor” e “servo”, termos esses ligados
diretamente ao trabalho e a fidelidade.

1. O significado da palavra ministro.
      Ministro: [Do lat. Ministru, „criado‟, „servo‟, „servidor‟.]
S. m.
    a)        Ant. Título genérico para qualquer empregado ou funcionário público de nível mais elevado:
ministro secretário de Estado; ministro membro de Tribunal.
    b)        Aquele que executa os desígnios de outrem: medianeiro, intermediário, executor, auxiliar:
ministro do Evangelho; ministro de ordens vis.

2. O termo no original é “diakonos”. [Do gr. Diákonos, „servo‟, pelo lat. Ecles. Diaconu.]

            A palavra denota primariamente “criado”, quer aquele que servia ou o ajudante que presta
serviço voluntário, sem referência particular ao seu caráter.

3. A igreja e o povo em geral julgam o obreiro pelos seus dons e dotes, mas Jesus nos julga pelo nosso amor
e nossa fidelidade.
Fidelidade: [Do lat. Fidelitate.]
    a)        Qualidade de fiel; lealdade.
    b)        Constância, firmeza, nas afeições, nos sentimentos; perseverança.


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    c)      Observância rigorosa da verdade; exatidão.

VI. Alguns dos empregos da palavra “diakono”na Bíblia, no sentido técnico, segundo o original:

   1. Domésticos e serviçais de uma casa (Jo 2.5, 9)
   2. Autoridades civis (Rm 13.14)
   3. Ministros do Evangelho e demais obreiros do Senhor (1 Co 4.1; 2 Co 3.6). Alguns exemplos:
                    Do Antigo Testamento.              Do Novo Testamento.
        Moisés                 Nm 12.7;              Paulo, Apolo         1 Co 3.5
                               Js 1.1,2;             Paulo                Ef 3.7; 1Tm 1.12;
                               Septuaginta                                Cl 1.23
                                                     Timóteo              1 Tm 4.6
                                                     Epafras              Cl 1.7
        Josué                  Js 24.29.             Febe                 Rm 16.1

   4. Os seguidores de Cristo em relação ao próprio Cristo (Jo 13.13-17)
   5. Os seguidores de Cristo, em relação uns para com os outros (Mt 20.26; 24.49; Mc 9.35)
   6. Jesus é chamado de “diakono” em Rm 15.8; Fp 2.7. Comparar este título de Jesus com o de Servo, e
      Is 42.1.
   7. O diabo também tem “diakonos” a seu serviço (2 Co 11.14, 15).


    O Sacerdócio de Zadoque! Discernindo a diferença entre o ministério Santo e o Profano.

                                               Seção Introdutória.
            O livro de Primeiro Samuel conta que um profeta de nome ignorado foi ter com Eli trazendo
   uma mensagem terrível. Este homem desconhecido trouxe uma profecia tremenda; uma profecia que tem
   tudo a ver com o que vemos acontecer com a igreja de hoje. Trata-se de uma palavra que revela muito
   sobre os ministros e as igrejas mortas, áridas, e ímpias que estão funcionando neste instante!

            A profecia fala de dois sacerdócios que iriam se desenvolver, e continuariam desde aqueles dias
   ate o fim dos tempos. Ambos sacerdócios estariam ministrando na igreja. Um deles seria uma ignomínia
   maldita e abominável. Mas o outro seria um ministério segundo o coração de Deus!!!

                                        O profeta sem nome disse a Eli:

   “Eis que vêm dias em que cortarei o teu braço e o braço da casa de teu pai, para que não haja mais velho
   nenhum em tua casa” (1Sm 2.31)

           Ele esta descrevendo uma maldição para o ministério de Eli!!

           Mas aí ele continua:

   “Então, suscitarei para mim um sacerdote fiel, que procederá segundo o que tenho no coração e na
   mente; edificar-lhe-ei uma casa estável, e andará ele diante do meu ungido para sempre” (1Sm 2.35).

           Esta profecia sobre dois sacerdócios está se cumprindo hoje, bem diante de nossos olhos. Na
   verdade, ambos os ministérios operam simultaneamente, por todos os países do mundo!




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           Primeiro, o profeta fala de um ministério atual com um sacerdócio egocêntrico, desviado, e que
   faz concessões. Descreve os sacerdotes que possuem o mesmo espírito de Eli, mencionando duas coisas:


1. Estes sacerdotes agradam às pessoas, mais do que a Deus.

 “Por que pisais aos pés os meus sacrifícios e as minhas ofertas... e... honras a teus filhos mais do que a
mim”.
          Eli era condescendente do pecado! Jamais tomou uma decisão que ofendesse os seus dois filhos. Só
uma vez, em mais de cinqüenta anos de ministério, Eli os corrigiu. Eles estavam cometendo adultério,
estupros de mulheres, praticando os atos mais vis. Contudo, mesmo nesta ocasião, a única coisa que Eli lhes
disse foi: “Porque fazem isto?”.

        Este homem não possuía a indignação do justo! Nunca compartilhou da ira e do ódio de Deus pelo
pecado. E ele representa o sacerdócio dos ministros que têm medo de repreender a família de Deus, a
congregação!

        Há igrejas atualmente que você pode freqüentar por mais de um ano, e não ouvir nem uma palavra de
reprovação. A igreja pode estar totalmente corrupta com metade dos membros se divorciando, com
adultério e ascensão, com os adolescentes dormindo fora, e as crianças desgovernadas.
        A congregação inteira pode estar entregue aos prazeres, aos esportes, ao entretenimento mas jamais
há uma palavra de correção do púlpito! Em vez disto, o pastor serve de instrumento para as fraquezas e os
desejos ardentes do povo. Ele tem medo de ofender qualquer pessoa tem medo de que as ofertas caiam e ele
perca o seu ganho.

       Esta é a primeira característica do ministério iníquo que se desenvolve na alma de Eli. E é a marca de
todo sacerdócio que faz concessões nos dias de hoje!

2. Eles atendem às suas próprias necessidades e ao seu próprio conforto em vez de se darem em favor
das necessidades do rebanho.

"...para...vos engordardes das melhores de todas as ofertas do meu povo de Israel?" (I Samuel 2. 29).

        Quando as pessoas traziam a oferta de carne para o sacerdote, ela devia ir para o caldeirão e ser
fervida. Mais tarde, o sacerdote mergulhava um gancho de três pontas no caldeirão, e o que viesse no
gancho ia para sua mesa.
Mas os dois filhos de Eli não queriam a carne fervida e encharcada. Queriam o filé mignon vermelho e mal
passado! Aí levavam para o pai o supra-sumo da costeleta de carne. Não havia carne empapada na mesa. Foi
assim que Eli foi ficando gordo, preguiçoso, descuidado. Se ele cuidasse dos filhos, poderia perder seu filet
mignon!

        EIi estava interessado nos próprios interesses, na sua própria mesa. E isto é o que está acontecendo
em muitas igrejas que estão à morte hoje em dia: os pastores só se preocupam com o seu próprio conforto,
em se cuidar -em vez de gastarem tempo ajoelhados em prol das pessoas!

O profeta está dizendo: "Você só vê a si mesmo, EIi - só cuida do que é seu! Para você o ministério só
quer dizer comida na mesa, segurança para você e os seus. Você na realidade não se preocupa pelo
rebanho. Está mais interessado no que entra na mesa, do que entra no coração das pessoas.
Mesmo assim, nem por uma vez você pensa no quanto de descrédito é trazido ao nome de Deus,
devido às concessões que faz e ao seu egoísmo.


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Você nunca leva em conta as pessoas que ficam vendo os seus filhos roubando a melhor carne. Você é
condescendente com o pecado, tem medo de repreender - porque está sendo consumido pelas coisas que lhe
trazem conforto!

                                   O Profeta Proferiu Três Terríveis
                                 Julgamentos Contra Este Sacerdócio;

Todo assim chamado ministro que for da semente de Eli --aquele que faz concessões, que é tolerante com o
pecado, que só se preocupa consigo próprio -- conhecerá três julgamentos:

1. Perda de todo poder e de toda autoridade espiritual.

"...os que me desprezam serão desmerecidos. Eis que vêm dias em que cortarei o teu braço e o braço da
casa de teu pai..." (I Samuel 2. 30-31).

Ser "desmerecido" pelo Senhor significou a perda do favor e das bênçãos de Deus! Significou ausência de
impacto contra o reino de Satanás. Um ministro destes pode receber merecimento da parte dos outros -- mas
aos olhos de Deus, é uma pessoa sem importância, uma pessoa sobre quem Ele não deposita confiança!

Deus estava dizendo: “Você me despreza por não pregar tudo o que delibero que pregue”. Você não é um
homem de oração. Você não se preocupa pelo meu povo, mas só pelo seu sucesso e a sua reputação. Você só
quer saber se a igreja está cheia. Você tem desmerecido a minha Palavra agora vou desmerecer você! Faça
como quiser - faça a sua própria obra.
Você é desmerecido aos meus olhos!”

2. Será atropelado pela genuína unção e bênção de Deus nos últimos dias.

"E verás o aperto da morada de Deus, em lugar de todo o bem que houvera de fizera Israel.” (I Samuel 2.
32)
.
Em outras palavras, "Quando Eu escolher o tempo para o derramamento do meu Espírito, você estará
em ruínas!” E é exatamente isto que está acontecendo agora na América: pregadores se mantém em igrejas
mortas, áridas e em ruínas! Deus lhes disse: "VOU ignorá-los!”.

Este sacerdócio ficará lá no meio das ruínas enquanto Deus abençoa e unge um outro sacerdócio - homens
de Deus que pagaram o preço! Agora mesmo, nestes últimos dias, a Sua unção está vindo sobre aqueles que
Lhe entregaram suas vidas. O Espírito está Se apossando destes homens de oração e sem medo. Mas aqueles
da semente de Eli estão sendo deixados para trás --para brincar de igreja!

Deus está dizendo basicamente: “Apesar de tudo que faço, vocês não contemplarão o bem! Não serão
parte do meu remanescente santo dos últimos dias. Vocês são desmerecidos - e se ocuparão de um
ministério sem nenhuma autoridade espiritual real!".


3. Perderá o toque de Deus bem na flor da idade.

"...todos os descendentes da tua casa morrerão na flor da idade"       (I Samuel 2. 33).




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       Este versículo é visto de duas maneiras. Primeiro, foi cumprido literalmente quando Saul enviou
Doegue para Nobe para matar oitenta e cinco sacerdotes que eram da semente de Eli.

       Mas o versículo também tem uma aplicação espiritual: diz que este sacerdócio vai parecer bonito até
certo ponto. Os ministros serão muito ativos e ocupados. Mas bem na época em que deveriam estar no ápice,
cheios de energia, de poder, de sabedoria e santidade, prontos para serem usados ao máximo terá lugar uma
morte espiritual. Deus os deixará!
Ficarão lá em pé diante das pessoas como homens mortos, estando na flor da idade!

       Mas talvez o mais trágico das profecias dadas por este homem de Deus, de nome ignorado, é que este
sacerdócio desviado e compromissado com o mundo jamais seria afastado dos altares de Deus! O ministério
do mal continuaria até o fim:

"O homem, porém, da tua linhagem a quem eu não afastar do meu altar será para te consumir os
olhos e para te entristecer a alma..." (I Samuel 2. 33).

       Deus não os afastará! Homens mortos do tipo que fazem concessões, sem interesse, existirão até o
último dia quando o Senhor voltar. Mas, Deus diz: "Que tremenda lástima eles vão ser! Serão motivo de
choro!"

       Porém agora desejo lhe mostrar outro tipo de sacerdócio. Trata-se do outro ministério que o profeta
disse que Deus estava levantando:

"Então, suscitarei para mim um sacerdote fiel, que procederá segundo o que tenho no coração e na
mente; edificar-Ihe-ei uma casa estável, e andará ele diante do meu ungido para sempre" (versículo
35).

       Este ministério santo trata-se do sacerdócio de Zadoque! É constituído de ministros fiéis e santos
de Deus, que andam e vivem segundo o desejo dEle. E este sacerdócio permanece até o dia de hoje!

        Tudo que este profeta de nome desconhecido profetizou está amplamente ilustrado no reinado de
Davi. Davi é um tipo de Cristo, e Israel é um tipo da igreja. E Davi possuía dois sacerdotes que cumpriram
estes dois sacerdócios proféticos ao pé da letra: Abiatar e Zadoque.

"Tens lá contigo Zadoque e Abiatar, sacerdotes" (2 Samuel 15.35).

1. Primeiro Vamos Refletir Sobre Zadoque um ministério santo.

O nome Zadoque significa "aquele que provou ser justo".

       "São estes os que vieram a Davi, a Ziclague...(e) Zadoque, sendo ainda jovem, homem valente,
trouxe vinte e dois príncipes de sua casa paterna" (I Crônicas 12:1,28).




       Zadoque foi o primeiro sacerdote jovem a reconhecer a unção de Deus sobre Davi!

      Os homens estavam correndo para Davi, vindos de todos os lados para se juntar aos seus exércitos.
Zadoque reconheceu que o Espírito havia deixado Saul; o seu ministério estava todo extravagante, carnal,


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sem nenhum chamado ou toque dos céus. E Zadoque disse: "Não quero ser parte deste tipo de ministério.
Ele está morto - Deus o deixou. Vou com Davi, que possui a unção do Espírito!"

       Então Zadoque foi até Davi em Ziclague -e nunca mais o abandonou para o resto da vida!
Enfrentando todas as rebeliões, Zadoque permaneceu com ele; um homem que provou ser justo. Davi havia
ganho o coração do sacerdote - e Zadoque jamais retrocedeu.

       Graças a Deus, há homens de Deus como este, em muitos púlpitos hoje em dia. São homens de
oração compromissados com Jesus, que abandonaram a carne, o entretenimento e o mundanismo. E a gente
sabe disto ao vê-los pregar -- pois algo fica registrado em nossa alma!

       Quando outros abandonaram Davi, Zadoque permaneceu fiel. Davi fugia de seu filho Absalão que
havia se rebelado. E ao chegar ao ribeiro de Cedrom, as Escrituras dizem: "Eis que Abiatar subiu, e também
Zadoque..." (2 Samuel 15:24).

       Note que tanto Zadoque quanto Abiatar estão com Davi. Ambos estão no ribeiro Cedrom com ele, e
ambos voltam à Jerusalém seguindo as ordens de Davi. Assim, enquanto Absalão profanava as concubinas
de Davi diante de todos, e Israel se tornava frenético na sua maldade e em suas festanças, dois homens
santos permaneciam na casa de Deus --Zadoque e Abiatar.

       E assim acontece hoje! Enquanto o mundo inteiro caminha para o inferno em meio a perversidades
sem conta, Deus ainda possui Seus homens santos servindo em Seu altar. Ele ainda tem um sacerdócio do
tipo Zadoque, fiel em toda a Palavra de Deus!

2. Reflita Agora Sobre o Sacerdócio profano de Abiatar!

       O nome de Abiatar quer dizer: “em paz com Deus”. Ele estava com Zadoque quando levaram a arca
de volta para Jerusalém.

       Em verdade, nestas alturas, Abiatar parecia ser santificado, dedicado, devotado e leal a Davi. Não
terá qualquer envolvimento com a revolta de Absalão. Continua no seu ministério aparentando ser tão puro e
não dado à concessões quanto Zadoque.


      Mas por que ele nunca mais é mencionado na Palavra depois disto? Por que não é mencionado
entre os profetas? Por que o seu nome se extingue? Algo acontece. De repente Abiatar é
"desmerecido" - e Zadoque se torna o exemplo do sacerdócio santo remanescente. Por que? Porque
Abiatar tinha em si o espírito de Eli! Todas aquelas profecias terríveis proclamadas pelo..... profeta
sem nome caíram sobre ele.

                                      E tudo aconteceu tão rápido!

O profeta de nome desconhecido havia declarado que não seriam afastados todos os sacerdotes deste
tipo. O pai de Abiatar e oitenta e três outros sacerdotes que usavam suas vestes talares foram mortos
por Doegue. Só Abiatar escapou! Ele foi atrás de Davi e o ministério que ele representava sobreviveu,
o que estava de acordo com a profecia.

       Mas, exatamente como o profeta havia declarado, Abiatar da semente de Eli na flor da idade e no
ápice das bênçãos, foi seduzido pelo chamado ao sucesso. Perdeu o lugar entre os ungidos de Deus!



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Bem, Davi tinha outro filho, Adonias. O seu nome significa "sucesso e prosperidade". Este jovem fingiu
introduzir uma "política nova" em sua terra, nomeando-se a si próprio rei. Contudo, tratava-se apenas de
mais uma rebelião não era um movimento da parte de Deus, mas um ardil da parte de Satanás!

       Este é exatamente o tipo de ministro a respeito do qual o profeta havia prevenido: auto-exaltação e
sucesso!

       "Então Adonias...se exaltou..." (I Reis 1. 5).

       Tratava-se de egoísmo, de orgulho! Adonias diz: "Serei rei!".

       O jovem havia sido criado sob o ministério do "não se deve repreender":
"Jamais seu pai o contrariou, dizendo: Por que procedes assim?" (verso 6).

      Note isto: tudo que o profeta havia predito a respeito deste tipo de ministro acabava de acontecer.
Todos os elementos que ele disse aconteceriam neste tipo de sacerdócio, se encontravam neste homem,
Adonias!

                       "Entendia-se ele com Joabe, filho de Zeruia..." (verso 7).

      Adonias se cercou de homens ímpios! Não havia um único homem santo dentre eles --nem Zadoque,
ou Natã, nenhum dos fiéis a Davi (veja verso 8). E as Escrituras dizem que este grupo se encontrava na
"pedra de Zoheleth" significa "lugar da serpente".

       Este era um grupo de rebeldes que só cuidavam de si próprios; eram movidos pela busca do
sucesso, cheios de ego. Proclamavam: "Trazemos novidades; trata-sede uma coisa que vai dar certo!
Abaixo com os métodos antigos e ultrapassados de Davi Deus traz algo novo para esta terra!".

        Até este ponto, Abiatar havia sido leal a Davi. Mas agora os comentários estavam correndo: " Está
surgindo um movimento novo; coisas grandes, novas, estão acontecendo nesta terra. E é de entusiasmar!"
Isto prendeu o coração de Abiatar --pois aparentava ser a entrada para o sucesso e para a prosperidade.
Agora ele iria conseguir! Havia encontrado um homem novo e uma mensagem nova.

        Eis o ministério de Abiatar! Ficou preso num trabalho carnal e ímpio de Satanás. E se juntou aos
outros junto à pedra de Satanás comendo, bebendo e gritando: "Viva o rei Adonias!"

       Quando Davi foi avisado sobre isto, ordenou: "Tragam-me Natã!" Veja, quando Deus deseja fazer
algo que realmente vá contar em favor de Seus propósitos eternos, então convoca aqueles que têm se
amarrado a Ele. Aqui Davi é um tipo de Cristo. E gritou: "Esqueçam Abiatar. Tragam Natã! Eu desmereço
Abiatar. Digam para Natã providenciar a trombeta, o óleo, e ungir Salomão!"

       E assim Salomão foi ungido rei. E a primeira coisa que fez foi executar Shimei, que amaldiçoara
Davi. E aí começou a tratar com os inimigos de Davi -- e mandou trazer Abiatar.

        Bem, lembro que o profeta de nome desconhecido dissera que este ministério de Eli-Abiatar jamais
seria extinto. E Salomão conhecia toda esta profecia. Abiatar deveria ser executado por traição. Mas em vez
disto, Salomão lhe disse:

      "Você se uniu ao meu irmão Adonias; tentou subverter o reino. Por causa disto, merece a morte. Mas
não vou lhe matar. Você carregou a arca de Deus para o meu pai Davi, e se afligiu junto com ele. Por isso,


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                                                                                                         13

não o mandarei à morte desta vez. Então, vá para Anatote, para o seu campo, cuidar da sua vida. Você está
desmerecido!"
Obs. Anatote era cidade dos sacerdotes e também cidade de refugio.

       Expulsou, pois, Salomão a Abiatar, para que não mais fosse sacerdote do Senhor, cumprindo, assim,
a palavra que o Senhor dissera sobre a casa de Eli, em Siló" (I Reis 2:27).

O sacerdócio de Eli está aqui ainda hoje! Mas Deus lhe diz: "Vá, faça do seu jeito. Eu o desmereço!"

3. Ezequiel Compreendeu a Importância Profética Destes Dois Sacerdócios!

        Tanto o sacerdócio de Zadoque quanto o de Abiatar estavam ativos nos dias de Ezequiel. E como o
profeta sem nome, Ezequiel profetiza que ambos caminhariam como duas correntes de ministério até o fim:

       "...nota bem quem pode entrar no templo e quem deve ser excluído do santuário"(Ezequiel 44:5 –
11).

       Deus estava dizendo a Ezequiel: "Ponha-se na minha casa e observe todos os que entram e os que
saem”. Discirna as atividades que acontecem aqui. É abominação! Estão trazendo estranhos e estrangeiros
para dentro da Minha casa para a profanar!"

       Hoje igualmente, as abominações que se sucedem nas igrejas são tão terríveis, que Deus diz: "Chega!
Chegou ao limite!" Ministros impiedosos têm trazido para dentro do santuário santo o rock and roIl,
entretenimento, absurdos tremendos, cantores que usam drogas, álcool, e nem conhecem a Deus. Estas
pessoas ministram do púlpito, e as pessoas nem notam a diferença!

        "Não cumpristes as prescrições a respeito das minhas cousas sagradas; antes, constituístes em vosso
lugar estrangeiro para executarem o serviço no meu santuário” (Ezeq. 44: 8).

       Ele diz em outras palavras: "Vocês trouxeram estrangeiros, pessoas que não Me conhecem, para
cuidarem do Meu santuário!" Essas pessoas eram corpos estranhos - pessoas corruptas, profanas, não
separadas ainda do mundo. A casa de Deus estava sendo profanada!


        Assim, Deus estabeleceu um sacerdócio do tipo de Abiatar para ministrar junto à pessoas cujos
corações se inclinavam aos ídolos! Os pastores haviam se desviado para longe de Deus. Estavam cheios do
espírito de Eli, em busca da fama e do sucesso - e as pessoas adoravam isto! Então, Deus estabeleceu
sacerdotes idólatras para que dessem ao povo o que este desejava. "Tal povo, qual sacerdote!"

       "Contudo, eu os encarregarei da guarda do templo, e de todo o serviço, e de tudo o que se fizer nele"
(Ezeq. 44: 14).



       Como estes ministros são cegos! Deus diz o seguinte sobre eles:

       "Não se chegarão a mim..." (versículo 13).




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                                                                                                        14

       Apresentam-se no púlpito desmerecidos por Deus, cheios de ego,de idolatria, não chegados ao
Senhor. Mesmo assim seguem o habitual: pregam, ensinam, aconselham; cumprem todos os deveres
ministeriais. Mas não sabem a diferença! Não possuem discernimento, não possuem o testificar do Espírito!

       Amado, se você não se arrepender e entregar tudo a Jesus --se você se agarrar a um ídolo no interior
de seu coração - vai acabar ouvindo um ministro que prega para a sua idolatria!

  Deus Fez uma Promessa em Sua Palavra de Que Se o Seu Povo Se Arrependesse e Retornasse Para
       Ele de Todo O Coração. Ele Levantaria Para Eles Pastores da Linhagem de Zadoque !

"Convertei-vos, ó filhos rebeldes, diz o Senhor...e vos levarei a Sião. Darvos-ei pastores segundo o meu
coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência" (Jeremias 3: 14-15).

        Ezequiel profetizou que um sacerdócio do tipo de Zadoque estaria muito avivado e ativo nos últimos
dias:

        "Mas...os filhos de Zadoque, que cumpriram as prescrições do meu santuário, quando os filhos de
Israel se extraviaram de mim, eles se chegarão a mim, e estarão diante de mim, para me oferecerem a
gordura e o sangue, diz o Senhor Deus. Eles entrarão no meu santuário, e se chegarão à minha mesa, para
me servirem, e cumprirão as minhas prescrições" (Ezequiel 44: 15-16).


                                      Inexistirá mistura neste sacerdócio:
        "...usarão vestes de linho, não se porá lã sobre eles, quando servirem..." (verso 17).

       Lã mesclada com linho representa mistura: um pouquinho de Deus e um pouquinho da carne. Mas
Deus diz: "O meu sacerdócio é constituído de linho puro. Inexiste mistura!"

       Este sacerdócio de Zadoque será destemido contra o pecado - e possuirá o poder para levar as
pessoas à justiça e à santidade.

       "A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir entre o imundo e o
limpo" (EzequieI44: 23).

        Eis as marcas dos sacerdotes da linhagem de Zadoque: 1.Não têm medo de repreender com o poder e
a autoridade do Espírito Santo. 2. Deixam claro para você qual é o certo e o errado, até que você ganhe o
conhecimento e a sabedoria para fazer a escolha certa. 3. Estes homens conhecem a voz do Senhor. Sabem o
que Deus diz, porque sentam-se esperam nEle! Não oram assim: "Abençoe-me, abençoe as minhas
programações, me dê dinheiro..." Ao invés, clamam: "Oh Jesus, eu Te amo! Quero conhecer a Tua mente e o
Teu coração!" Você pode estar dizendo: "É bom ficar sabendo destas coisas sobre os pastores". Mas Deus
está lhe dizendo neste instante: "E você?"




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                                                                                                            15

                                            Querido Santo.
                               Você Sabia Que Esta mensagem é Para Você?

        As Escrituras dizem:

       "(Ele) nos constituiu reino, sacerdotes, para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos
dos séculos..." (Apocalipse 1:6). Amado, este versículo é verdadeiro para todo o corpo! Todo aquele ou
aquela que se chama pelo nome de Deus deve ser sacerdote para o Senhor.

       Então, lhe pergunto: qual tipo de sacerdócio descreve o seu caminhar com Deus? Você é de
Zadoque? Ou de Abiatar? Você é egocêntrico –correndo atrás de convenções e de cursos procurando
respostas confortantes? Ou você recebe a repreensão com alegria, sabendo que Deus deseja extirpar o câncer
do pecado para lhe curar? Você compra fitas e mais fitas gravadas por algum evangelista para tentar ganhar
uma palavra dos céus? Ou está aprendendo a discernir a voz de Deus sozinho, dando a Ele aquele tempo de
qualidade no seu quarto em secreto?

       Todo o que vive pelo nome de Jesus deve aprender a ouvir a voz de Deus. Ele deseja que você ouça a
Sua palavra dentro do seu próprio coração! Se aprender isto poderá ir a qualquer igreja em qualquer lugar, e
em cinco minutos saberá se o Espírito do Senhor está lá. Se realmente tratar-se de Zadoque, as suas mãos se
levantarão. Você dirá: "Estou ouvindo uma coisa boa. Algo está sendo registrado na minha alma. Isto é
Deus!"

       Ou, você discernirá que é de Abiatar. E isto lhe dará náuseas! Você vai fugir pois não consegue
suportar o mau cheiro da carne!

        Ó Deus -- conceda-nos o espírito do sacerdócio de Zadoque!

                                 LIÇÃO 02 - O Ministério geral e o Local.

I. O ministério no AT era constituído de várias categorias, como se vê em Ne 10.28.

   1.   Sacerdotes. (Sumo sacerdotes e sacerdotes comuns)
   2.   Levitas
   3.   Porteiros
   4.   Cantores (ver também Ed 2.41, 65; 1 Cr 25).
   5.   Netinins. Eram servidores do templo, auxiliares dos levitas, talvez originados dos gibeonitas,
        conforme Js 9.27.
        Sobre os netinins ver também Ed 2.43-58.
        No Antigo Testamento o ofício sacerdotal/ministerial era centrado no templo de Jerusalém, com
        exceção dos profetas e Levitas que também viajavam; os primeiros (profetas) Proclamando a Palavra
        de Deus, e os segundos (Levitas) Ensinando a Palavra de Deus.

II. O ministério no Novo Testamento.

      No Novo Testamento o ministério é plenamente delineado, definido, havendo obreiros que claramente
pertencem ao ministério Geral, e outros que pertencem ao ministério Local.
Temos assim:

   1. Ministros ordenados (Pastores e Evangelistas).
   2. Presbíteros.


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     3. Diáconos.
     4. Auxiliares do trabalho; cooperadores; porteiros; professores de Escola Dominical etc.


III. Alguns títulos do obreiro, dados por Deus.

    1. Embaixador de Cristo (2 Co 5.20)
Embaixador: [Do fr. ambassadeur < it. ambasciatore.]
S. m.
   a)       A categoria mais alta de representante diplomático de um Estado junto de outro Estado ou de
um organismo internacional.
   b)       Diplom. Título de ministro de primeira classe. [ V. carreira diplomática. ]
   c)       Diplom. Chefe de embaixada (2).
   d)       Qualquer pessoa incumbida de missão pública ou particular; emissário.

    2. Ministro de Cristo (1 Co 4.1)
O significado da palavra ministro.
      Ministro: [Do lat. Ministru, „criado‟, „servo‟, „servidor‟.]
S. m.
     a)      Ant. Título genérico para qualquer empregado ou funcionário público de nível mais elevado:
ministro secretário de Estado; ministro membro de Tribunal.
     b)      Aquele que executa os desígnios de outrem: medianeiro, intermediário, executor, auxiliar:
ministro do Evangelho; ministro de ordens vis.

   3. Defensor da fé Cristã (Jd v.3)
Defender: [Do lat. defendere.]
    a)       Prestar socorro ou auxílio a; proteger, amparar: defender os humildes.
    b)       Opor a força, oferecer resistência, a um ataque ou agressão feita a: defender a praça.

4. Cooperador de Deus (1 Co 3.9)
Cooperador: [Do lat. cooperatore.]
Adj.
          1.          Que coopera; cooperante.

Cooperar: [Do lat. *cooperare, por cooperari.]
    a)      Operar, ou obrar, simultaneamente; colaborar: cooperar para o bem público.
    b)      Prestar colaboração, serviços; trabalhar em comum; colaborar: cooperar em trabalhos de
equipe; Há anos que coopera com o Exército.
    c)      Ajudar; participar: Não quer saber de cooperar nas despesas.
    d)      Prestar colaboração; colaborar: Cooperou com o irmão no conserto do carro.
    e)      Ajudar, auxiliar; colaborar.

IV. A dignidade do ministério.

            a. Ver o termo “glória repetidas vezes, em relação ao ministério, em 2 Co 3.7-11. obs. 7 vezes
               aparece a palavra glória neste texto, 1 vez a palavra glorioso e 2 vezes a palavra glorificado.
            b. O obreiro do Senhor é o maior instrumento para benção da humanidade.
            c. Até os anjos tem atentado (observado) para esta tão gloriosa obra (1 Pe 1.12) Observar: [Do
               lat. observare.]
a)           Examinar minuciosamente; olhar com atenção; estudar.


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                                                                                                          17

1 Pe 1.12: “Finalmente foi-lhe dito que estas coisas não aconteceriam no tempo deles, e sim muitos anos
mais tarde, no tempo de vocês. E agora, por fim, esta Boa Nova foi claramente anunciada a todos nós. Ela
foi pregada a nós no poder do Espírito Santo enviado do céu que falou a eles; e tudo isto é tão notável e tão
maravilhoso que até os anjos do céu dariam tudo para saber mais a respeito” (A Bíblia Viva).

           A dignidade do ministério é tão expressiva na Bíblia que contém livros de vitórias e derrotas
tais como: Juízes o livro da derrota dos ministros daquela época; Josué o livro da vitória dos ministros
daquela época.

V. O que o ministério não é.

1.  O ministério evangélico não é profissão.
  → O médico pode ser médico, mesmo sem vocação para a medicina, mas no autêntico ministério
evangélico isto é desastroso, como veremos a seguir.
  → O que faz um obreiro ser obreiro é a sua chamada divina recebida, e não o seu estudo, sua preparação,
sua cultura, seu prestígio etc.
 → Um obreiro deve preparar-se Por Ser Obreiro e não Para Ser obreiro.

2.   O ministério não é emprego (Jz 17.9,10)
3.   O ministério não é hereditário, nem transferível.
    Se um pai nota que seu filho tem vocação para o ministério, deve ter a necessária prudência de esperar
    até que os outros obreiros vejam a mesma coisa.
4. O ministério não é lugar de gente desocupada.
    Deus sempre chama para o ministério, gente ocupada, gente que trabalha. Ociosos só fazem atrapalhar
a Obra.

Deus chamou:

     a)   Moisés quando trabalhava no deserto.
     b)   Saul quando cumpria a ordem de seu pai, sobre umas jumentas extraviadas.
     c)   Davi quando trabalhava com ovelhas.
     d)   Gideão quando malhava trigo no lagar.
     e)   Eliseu quando arava o campo.
     f)   Os primeiros apóstolos, quando pescavam e consertavam redes
     g)   Mateus quando trabalhava coletando.


VI. O que o ministério é.

              É dom de Deus (Nm 18.7; At 20.28; Ef 4.11; 1 Co 12.28).

VII. A nossa atitude quanto ao nosso próprio ministério.

1. Glorificar o nosso ministério (Rm 11.13)
      Glorificar: [Do lat. ecles. glorificare.]
    a)       Prestar glória ou homenagem a.
    b)       Dar glória a; honrar:

2. Dedicar-mos ao nosso ministério (Rm 12.7)
          Dedicação: [Do lat. dedicatione.]


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    a)        Qualidade de quem se dedica; abnegação, consagração, devotamento.
    b)        Afeição profunda; veneração, amor.

3. Resguardarmos o nosso ministério (2Co 6.3)
   Resguardarmos: [Do germânico. wardôn (raiz. wartên, 'buscar com a vista', neerl. médio waerden,
'velar', 'vigiar', escandinavo ant. varda, 'montar guarda') < germânico. warda, 'ação de buscar com a vista',
'guarda' (raiz. warta), < germânico. warôn, 'prestar atenção',   < raiz germânico. war-, 'estar atento'.]
     a)      Vigiar com o fim de defender, proteger ou preservar.
     b)      Tomar conta de; zelar por; conduzir vigiando.

4. Cumprir o nosso ministério (Cl 4.17; 2Tm 4.5; Lc 1.23). Cumprir: [Do lat. complere, 'preencher',
'completar', 'concluir'.]
    a)        Tornar efetivo (o que foi determinado ou prescrito, ou a que nos obrigamos perante nós
mesmos); executar; desempenhar.
    b) Cumpriu religiosamente as últimas vontades do pai; cumprir ordens; cumprir a missão.

VIII. Três coisas que o obreiro deve ser.

   1. O obreiro deve ser Um Homem de Deus.
A expressão homem de Deus neste caso significa:

   a)    Um homem entregue a Deus.
   b)    Um homem que pertence a Deus para seu serviço.
   c)    Um homem dado por Deus à igreja para servir aos homens.
   d)    Ver a expressão “homem de Deus” em Js 14.6; 1Sm 9.6,10; 1Tm 6.11; 2Tm 3.17.

   2. O obreiro deve ser um Homem de Palavra
   (A palavra de Deus).

   a) No sentido experimental --- Isto é, a Palavra na sua própria vida.
   b) No sentido ministerial --- Na doutrinação da igreja, e no governo prático da igreja; sua
      administração.

   3. O obreiro deve ser Um Homem Social.

   (A Base Bíblica)

   a)    Jesus enviou os Seus, dois a dois (Lc 10.1).
   b)    Os missionários da Igreja Primitiva saíram dois a dois (At 13.2).
   c)    Jesus mandou que dois de seus discípulos trouxessem o jumentinho para seu uso (Mt 21.1-7).
   d)    “Melhor é serem dois” (Ec 4.9).

   IX. O alcance do ministério de um obreiro.

   a) Alcança o presente, o passado, e o futuro (Cl 1.28).

   “A Bíblia incendeia um homem, e um homem incendeia uma nação”.

   X. Falsos obreiros.
          a) Infelizmente existem. Ver Ne 13.29; Jr 2.8; Rm 16.17;        2Co 11.13; Fp 3.2; 2Pe 2.1..


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Assunto: Educação Cristã - Infanto-Juvenil
Autor: Professora Simone Regina do Nascimento Santos




                                       Ir.Simone Nascimento
                                   Diretoria de Educação Cristã
                                  A.D. Balneário Camboriú – SC.




    PARA AQUELES
         QUE
   TEM O MINISTÉRIO
      DO ENSINO
                 Professora Simone Regina do Nascimento Santos


                             Realização – Departamento
                                                                                               20




     Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E certamente estou
convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Mt. 28: 20. Os verdadeiros mestres são
dádivas divinas à igreja, para seu benefício (Efe. 4: 11). E o dom do conhecimento é dado
especialmente aos mestres, a fim de que sejam eficazes em seu ministério (I Cor. 12:8). A
ausência do ensino cristão arma o palco para a apostasia (...). Em Rom. 12:7, lemos: O que
ensina, esmere-se no fazê-lo. O original grego diz: 'tão somente, aquele que ensina', deixando
subentendida a idéia de dedicação ou diligência. Aquele cujo ofício consiste em ensinar deveria
esforçar-se por aprimorar seus conhecimentos, por melhorar a eficácia dos seus métodos de
ensino, aumentando seu interesse pessoal por aqueles que são os seus alunos. (Champlin,
1997).

      Deus não se agrada de pessoas que por ambição se engajam no santo ministério do
ensino, totalmente despreparados. Seja um amante dos livros. E, acima de tudo, ame o Livro dos
livros - a Bíblia Sagrada. Coloque o mestre dos mestres como a razão primária da vida no
magistério cristão, e deixe que toda a glória, honra e louvor sejam exclusivamente Dele. Confia no
SENHOR e não temas. Vá em frente e cumpra o seu ministério. Ore! Ore pedindo sabedoria. E
estude! Estude para desenvolver a sabedoria que Deus tem para te dar, e depois poder dividi-la
com outras pessoas. O professor também deve orar à Deus pedindo discernimento e prudência,
para saber lidar com seus alunos nas mais variadas situações. Porém podemos dizer sem medo
de errar que muito mais que virtudes como prudência e discernimento, o professor deve pedir a
Deus , AMOR pelos seus alunos.

      Partindo do principio de que o maior mandamento é o amor, portanto, o homem é
sentimento, e este fator influencia em todas as nossas ações e reações, o professor deve acima
de tudo ter sensibilidade para interagir com seu aluno, de forma coerente com as expectativas de
cada um. Isto é fácil? NÃO! Deus nos fez únicos! Nossos sentimentos, atitudes, nossa forma de
pensar, enfim, nosso comportamento é singular e com um complexo pano de fundo. Então, como
entender nossos alunos? Para essas questões a Psicologia (estudo do comportamento) nos
traz uma grande contribuição. Afinal, na Escola Dominical, por exemplo, o professor da classe de
adolescentes não poderá agir da mesma forma como agiria na classe dos adultos ou das crianças


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menores.




                 2. APRENDENDO COM O MESTRE DOS MESTRES



Jesus é o exemplo prático de um grande Mestre. Gostava de lições objetivas (Mt. 6:28).
Contava histórias de uma maneira tão atraente que todos, que lhe ouviram, jamais se cansavam
(Lc. 10:30; 15:11). Dramatizava lições importantes (Mt. 8:26; 21:19). Era versátil, flexível e
criativo (Lc. 21:38). Era um Mestre da comunicação, pois expressava-se numa linguagem
comum, acessível a todos.

Jesus conhecia a matéria que ensinava. Várias passagens bíblicas fazem menção de fatos que
constatam exata verdade. Jesus não só mencionava toda escritura do AT, como também
ensinava acerca do mesmo (Confira Lc. 24:27; Mt. 4. 4, 7, 10).

Jesus conhecia seus alunos. O Mestre convivia com seus alunos. Ele andava com eles e também
os visitava. A maneira que Jesus tratava seus discípulos faz-nos acreditar que Ele conhecia suas
necessidades, limitações e pretensões (Lc. 15. 8- 10).

Jesus conhecia as qualidades dos alunos. De um modo geral, o professor está sempre pronto
para repreender o aluno quando este pratica atos desagradáveis, esquecendo, entretanto, de
elogiá-lo e enaltecer suas qualidades.

Jesus jamais se esqueceu de elogiar as pessoas (Jo 1. 47). Isso é demonstração de
humildade.

Jesus sabia cativar e manter a atenção dos ouvintes. Era realista. Incentivava os discípulos a
praticarem o que aprendiam. Jesus sabia motivar as pessoas, levando-as a responder a verdade
divina, através do seu amor.

Podemos imitar o Mestre Jesus em várias áreas, como professores que somos pois temos uma
missão a cumprir. Ao aprendermos novas técnicas desse ofício, e trabalhando adequadamente,
seremos considerados bons mestres. A vontade guiará nossa criatividade, e, com o desejo de
servir a causa do Mestre, sem dúvida, Ele nos orientará no desempenho de nossa missão.




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                3. DICAS PARA QUEM QUER SER UM BOM PROFESSOR



# Assim como o preletor, o professor não pode permanecer estático, criando raízes no mesmo
metro quadrado da sala de aula, com expressão facial de ‘porta’ e com o mesmo timbre de voz o
tempo todo! Portanto abuse das expressões faciais, corporais e vocais! Ande entre os alunos, dê
um colorido especial a sua voz (engrossando e afinando, entristecendo e alegrando, abaixando
e levantando, etc).


# Seja calmo com autoridade, assim você não corre o risco de agredir com palavras grosseiras
nenhum aluno ou ser mal interpretado nas suas ações.


# Cumpra com as suas promessas, para não decepcionar seus alunos e não cair em descrédito.


# Seja exemplo: cuide de sua aparência em respeito a seus alunos.


# Seja pontual, para demonstrar respeito ao aluno e poder exigir pontualidade.


# Não falte, para não prejudicar os alunos nem causar desinteresse.


# Leve sempre novidades para animar, alegrar e incentivar os alunos. Assim você irá prender a
atenção mais facilmente e por mais tempo.


# Não passe seus problemas para não perder um tempo precioso e para não misturar assuntos
que só interessam a você e procure não usar de exemplo só a ‘sua vida’, a ‘sua família’, as ‘suas
frustrações’.


# Ame seus alunos para dedicar-se a eles. Às vezes dizer não na hora certa também é um ato de
amor.




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# Acima de tudo ORE, para ter autoridade divina na comunicação da mensagem e na disciplina
dos alunos.




                   4. PLANEJAR... O CAMINHO PARA O SUCESSO




       Como você sabe toda aula começa muito antes do momento de entrar em classe.
Algumas vezes é preciso gastar horas para organizar materiais e espaços, em outras, bastam
alguns minutos.
      Assim como não se levanta um prédio sem plantas e cálculos, não se constrói educação
sem planejamento. A fórmula para planejar é simples. Primeiro define-se os objetivos, pensando
nos interesses e nas possibilidades do aluno. Depois o caminho para alcançá-lo, com materiais,
espaços, técnicas e tempos disponíveis. Entre o primeiro e o último ponto é necessário caminhar
muito, mas quem faz o percurso encontra a chave do sucesso.


      Para que você seja “um professor nota 10”, siga estes dez princípios ao elaborar seu
planejamento e acerte:


1- Esqueça a burocracia! Acabou a idéia de que planejar é uma atividade chata em que o
professor se sente como um carimbador de papéis. Hoje o professor deve ter espaço para criar,
inovar... O planejamento é uma ferramenta que vai ajudar o professor a lidar com o improviso e
direcionar melhor suas ações.

2- Conheça bem de perto seu aluno. Para planejar, é preciso conhecer as condições e os
interesses dos alunos. Pergunte-se sempre: O que meu aluno deve e pode aprender? E não
esqueça: “conheça seu aluno pelo nome”, para demonstrar consideração, assim ele se sentira
mais motivado. Incentive-o também a participar durante as aulas com perguntas, colocações, etc.,
e não se sinta inseguro se algum aluno contestar o que você estiver ensinando, afinal, você deve
estar seguro daquilo que ensina.


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                                                                                                24



3 - Faça tudo outra vez se necessário: O planejamento é um processo. Ele deve ser sempre
alterado, de acordo com as necessidades da turma.


4 - Estude muito para ensinar bem. “Uma pessoa só pode ensinar aquilo que sabe”. Saiba
também ouvir seus alunos, aproveite o conhecimento deles para complementar e enriquecer suas
aulas. Não seja auto-suficiente.


5 - Coloque-se no lugar do estudante. Quando pensar em uma aula, tente se colocar no lugar do
estudante. Você deve saber se os assuntos tratados em sala de aula são de interesse do aluno.


6 - Defina o que é mais importante. “Dificilmente será possível trabalhar todos os conteúdos com
toda a turma”. Defina os critérios para estabelecer o que é mais importante ensinar.


7 - Pesquise em várias fontes. Toda aula requer material de apoio. Reserve tempo para
pesquisar. Busque informações em livros, jornais, revistas, internet e principalmente, tenha várias
traduções da Bíblia, como também autores confiáveis de literatura teológica.


8 - Use diferentes métodos de trabalho. O professor deve aplicar diferentes métodos, como aulas
expositivas, atividades em grupos ou pesquisa de campo, por exemplo. “Combinar várias formas
de trabalho é a essência da arte de ensinar”.


9 - Converse e peça ajuda. Seu coordenador pode ajudar você a planejar. Ele deve contribuir para
que seu trabalho seja coerente com o que propõe a Escola Dominical. Conversar com outros
professores também é útil. Aproveite as reuniões.


10 - Escreva, escreva, escreva! Uma boa idéia para analisar o que está ou não está dando certo
em seu trabalho é comprar um caderno e anotar, no fim de cada aula, tudo que você fez em
classe, suas dúvidas e seus planos. Esse é um modo prático de atualizar o planejamento.




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                                                                                                    25

                              5. ALGUNS RECURSOS DE ENSINO




5.1 O mapa: do aluno para o aluno
 O mapa é um instrumento comumente usado na escola para orientar, localizar e informar.
  A importância da sua utilização consiste em permitir um contato mais direto que as palavras
entre o aluno e o mundo, embora exija um alto nível de abstração. O mapa é uma representação
do mundo real. É uma linguagem que expressa a realidade através de símbolos.
  Aprender a usá-lo, interpretando-o na sua totalidade, é um processo que se localiza por etapas.
Um trabalho com mapa, na sala de aula, deve ser precedido de um período em que a
representação se forma – dissociação dos significados e significantes – e, em que se constroem
lenta e gradativamente as relações espaciais e a própria consciência do mundo físico e social.
  O trabalho com mapas deve ser adequado e transformado de modo que se torne uma
experiência rica para o aluno que constrói, e para o professor que analisa os diferentes níveis de
representação simbólica e as noções espaciais utilizados. O aluno, no início é considerado como o
mapeador, aquele que representa a realidade física e social, inicialmente, através de símbolos
convencionados por ele próprio. Quando ele adquire a consciência da representação, pode tornar-
se um usuário, aquele que lê e interpreta mapas elaborados por outros.
Como recurso das operações lógicas do pensamento, o mapa permite ao aluno:
       Identificar posi     es de lugares e     reas.
       Localizar lugares e        reas.
       Identificar dire     es.
       Calcular dist ncias.
       Analisar distribui     o de dados f sicos territoriais, populacionais e s cio-econ micos.
       Fazer interfer ncias atrav s de compara            o de mapas.
       Especializar rela      es sociais, entre outros.


          5.2 Cartazes
Os cartazes nada mais s o do que uma cartolina ou folha de papel contendo uma ou mais
ilustra      es e uma mensagem. Os cartazes podem ser de diversos tamanhos e formatos.
 Os cartazes servem para:
       Comunicar sugest es, recomenda             es e informa    es.



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                                                                                                      26

      Despertar o interesse por determinado assunto.
      Dar destaque      comera      es, acontecimentos importantes, datas especiais.




Vantagens dos cartazes:
      Despertam a aten      o do aluno.
      S o facilmente confeccionados.
      Apresentam custo baixo.
      Podem ser confeccionados pelos alunos, servindo assim como fator de desenvolvimento
      da criatividade.
      Estimulam o trabalho de equipe.


Como elaborar cartazes:
   Utilizar um fundo de cor clara.
   Evitar letras ou n meros floreados, pois dificultam a leitura do texto.
   Fazer letras uniformes e do mesmo tamanho.
   N o partir as palavras.
   Utilizar cores de tons fortes para escrever (preto, vermelho, azul e verde).
   Utilizar o menor n mero de palavras poss vel, pois isso facilita a leitura.
   Distribuir bem as palavras e os espa o.
   N o colocar textos e ilustra      es muito juntas as bordas do cartaz.        preciso que haja um
   espa o vazio em toda a volta do cartaz, como se fosse uma margem imagin ria.
     melhor n o utilizar cartaz do que utiliza-lo sujo, amassado ou rasgado.
   Utilizar de forma adequada os tr s elementos visuais do cartaz (ilustra         o, texto e cor).
   Usar como ilustra       es fotografias, desenhos ou gravuras. Uma boa ilustra           o   fala
   mais do que palavras.
   Escolher o tipo de letras mais adequado, pois ela representa o papel da automa          o da fala.
   O texto    o elemento que procura levar, atrav s de palavras ou frases, uma mensagem aos
   alunos.


       5.3 Quadro Negro
      Antes de come ar a aula o quadro deve estar limpo, assim como ao fim da aula, para que
outra pessoa possa utiliz -lo. Deve-se evitar: apagar o quadro com a m o; apagar mal o quadro


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                                                                                              27

deixando vest gios de outras palavras; emendas por cima de letras ou sinais; escrever
ilegivelmente; quando o professore escrever no quadro negro deve evitar ficar totalmente de
costa para a classe, e tamb m n o deve esquecer o di logo e nem falar muito enquanto
escreve.
       O professor deve ter o cuidado de escrever no quadro de maneira leg vel e de tamanho
suficientemente grande, que at     os   ltimos alunos da sala possam ler sem dificuldades.
       Tudo o que se escreve no quadro deve estar correto quanto a grafia. O professor deve
sempre reler o que escreve, corrigindo sempre erros ou omiss es que observar.
       Os dados devem ser bem apresentados e dispostos com ordem e clareza.


       5.4 Maquete
 Maquete      um instrumento elaborado em miniatura de um projeto qualquer.
 Objetivos da maquete:
      Desenvolver a habilidade de observa        o.
      Oferecer informa      es necess rias para o estudo de diversas situa     es.
      Desempenhar com facilidade quest es sobre o recurso estudado.


 Ao elaborar uma maquete o aluno pode utilizar materiais alternativos como sucatas. Exemplo:
caixas de f sforos e rem dio encapadas, folhas e bolinhas de isopor, papel o, bonequinhos de
pl stico, areia, argila, retalhos de tecido, garrafas descart veis, etc.


           5.5 V deos
O filme pode ser empregado em todos os n veis de ensino, dependendo da tem tica e da
maneira como a mesma        estruturada. Eles podem ser sonoros ou mudos.
Os filmes em geral:
      Prendem mais a aten        o devido ao movimento que apresenta.
      Facilitam a compreens o dos fen menos naturais e a observa              o dos seres e das
       coisas.
      Funcionam, tamb m como divers o e agrada as pessoas de todas as idades.
      Tornam presentes os locais mais distantes geogr fica, social e culturalmente.
      Ajudam a formar atitudes de comportamento e estimula a vida emotiva.
      Transmitem informa        es b sicas.




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                                                                                                     28

        Os filmes did ticos s o os que prop em, intencionalmente a transmitir algum
conhecimento ou provocar determinadas atitudes comportamentais. Estes por sua vez, podem
ser:


   # Did ticos propriamente ditos, destinados especialmente as salas de aula.
   # Document rio, que apresenta autenticamente um determinado fen meno, ocorr ncia ou
   dados informativos.
   # Cient fico, destinados a facilitar a compreens o de assuntos que envolvem teorias ou
   princ pios cient ficos.


          5.6 Dramatiza      o
           um meio de comunica         o que consiste na representa         o espont nea ou formal de
um fato ou fen meno, pelos alunos. A dramatiza               o   uma t cnica ativa, socializada e de
valor educativo e instrutivo. Desde 1951, o ensino de Did tica, ou ent o faculdade de Filosofia
atualizava a dramatiza       o. Consistia em dramatizar uma aula para n vel m dio, em frente aos
colegas. Ap s a pr -pr tica, organizava-se um semin rio e para facilitar o registro das
observa      es, os alunos usavam uma ficha de julgamento de aula, contendo alguns requisitos.
Mas, a base fundamental da dramatiza             o   o   faz de conta .
         A dramatiza      o possui valores, dentre eles, a recrea         o, a instru   o, a educa   o
e motiva      o que contribui de maneira especial para o restante das aulas dadas.


  H     diversas formas de dramatiza        o:
        Informais ou espont neas.
        Brinquedos dramatizados.
        Teatrinhos de sombras.
        Dramatiza     es ensaiadas (formais)
        Jogos dram ticos.
        Fantoches.


  Para que aconte a a dramatiza           o s o necess rios v rios elementos b sicos:
        Personagem.
        Enredo.
        Um bom direcionamento.


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       Tema.
      A      o.


        Cada recurso       uma solu       o, cada solu        o    uma batalha vencida no
aprendizado e cada batalha           um passo para a vit ria tanto do professor como do
                         aluno, na aquisi        o do conhecimento!




                   6. ADOLESCENTES         QUEM SOU??? ONDE ESTOU???




        ADOLESCENTE deriva do latim:           adolesco = crescer, desenvolver-se para a idade
adulta.
        Adolescente     um ser dif cil de entender!       que n s adultos temos o h bito de nos
esquecer de como       ramos na nossa adolesc ncia. Esquecemos das nossas           neuras , dos
nossos dilemas existenciais e temos a p ssima mania de compararmos             como era no nosso
tempo      com as atitudes dos adolescentes de hoje. Hoje eles s o muito mais cr ticos e tem um
enorme senso de justi a. Isso deve ao acelerado desenvolvimento dos meios de comunica              o
nos     ltimos anos. E na igreja, n o podemos ficar alheios a esse fato. Para entendermos nossos
adolescentes, n o podemos nos esquecer de que ocorrem mudan as profundas, f sicas e
mentais, devido aos horm nios que come am a ser produzidos. Isso causa varia                       es
repentinas de humor, surge a vaidade, a vergonha, o interesse pelo sexo oposto, eles ficam
desajeitados e estabanados, pois est o crescendo rapidamente. E com tudo isso, queremos
cobrar deles um comportamento de adultos, j      que n o s o mais crian as. N o           f cil!
           aqui que devemos parar e pensar na responsabilidade dos professores de adolescentes!
Em primeiro lugar ore para Deus lhe dar sabedoria e gra a para entender seus alunos. Pe a
Deus que lhe coloque no cora      o deles, a    tudo fica mais tranq ilo, porque se voc     for acima
de tudo, amigo do seu aluno e fazer ele confiar em voc , seu trabalho fluir       muito melhor. O



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                                                                                               30

mundo oferece um banquete para jovens e adolescentes, eles sofrem press o psicol gica dos
colegas da escola, quando n o freq entam a danceteria badalada do momento, quando n o
v o naquele show que a turma toda vai, quando n o          ficam   e assim por diante. O professor
e todos aqueles que trabalham com adolescentes devem ter a presen a de esp rito de os
manterem ocupados e motivados, para isso organize atividades diversificadas, que a turma toda
pode ajudar.
Aqui v o algumas sugest es que voc        pode adaptar      sua realidade:
Gincanas (curiosidades, quem come mais r pido uma fatia de melancia, casais com o mesmo
nome, maior n mero de vers culos decorados, destreza b blica, etc.).
Jantares ( cada um traz um prato e              feito um concurso do mais saboroso, jantares
beneficentes, jantares para angariar fundos para um futuro passeio, etc.).
Passeios ( piquenique, visita a um asilo ou orfanato, etc.)
Festivais de m sica gospel (pr mio para melhor cantor, melhor dupla, melhor grupo, pr mio
abacaxi - o mais desafinado-, pr mio cantor de chuveiro, etc.).
Festas (festa onde cada participante dever      entrar caracterizado de um personagem b blico,
por exemplo).
Entre tantas outras coisas.
Em tudo isso, voc     vai fazer com que o adolescente se sinta parte integrante e ativa de um
grupo, isso     muito importante para ele, e ao mesmo tempo voc         vai ter oportunidade para
ensinar-lhe constantemente as verdades b blicas.




               7. TIPOS DE COMPORTAMENTOS DOS ADOLESCENTES




  poss vel elaborar uma lista com todas as situa          es que o l der ou professor de ED ter
que enfrentar com os adolescentes:

   O que procura impor sua opinião a todos: Ele é inteligente, mas às vezes, ao mesmo tempo
   arrogante. Quer impor sua opinião ao grupo. Na realidade, ele quer chamar a atenção. Eleve a


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   confiança do grupo em si mesmo a tal ponto que não se deixem influenciar por esse tipo de
   personalidade. Seja bem tático, mas interrompa-o e faça com que os outros também dê suas
   opiniões. Talvez seja necessário pedir polidamente, que diminua sua vontade de falar. E que
   dê chance aos outros de fazê-lo, faça disso sem dar muita atenção ao assunto, não faça
   'drama' e lembre-se que esse tipo de adolescente tem grande potencial, só precisa ter limites.


   O tímido: Muitas vezes o problema pode estar em casa. Geralmente isolado, ele não se
   socializa. Precisa ser chamado ao convívio do grupo. É um adolescente que precisa ser
   ajudado para realizar atividades em grupo. Chame-o sempre pelo nome e demonstre interesse
   pela sua opinião, pois apesar de quase nunca falar, ele pode ser muito interessado. Descubra
   coisas simples que ele possa ajudar e não perca oportunidade de elogiá-lo.


   O desinteressado: Este é um tipo de aluno bem difícil, pois você não sabe se está agradando
   ou não, dá impressão que qualquer coisa que você fizer não será importante. Faça-lhe
   perguntas que afetem diretamente. Pergunte sua opinião a respeito de alguns aspectos do
   trabalho. Escolha algo de seu interesse e apresente como um bom exemplo.


   O que fala de questões pessoais: É muito difícil para adolescentes separar a igreja de sua
   casa, escola ou grupo de amigos. Nos casos em que houver discussão acalorada entre os
   presentes, interrompa-a com uma pergunta direta sobre o tópico. Faça outro aluno entrar no
   debate. Solicite, francamente, que se deixe de lado as questões pessoais.




   Aluno que costuma conversar à parte: Faça uma pausa e deixe os outros ouvirem a conversa.
   Chame-o para o debate, solicite seu ponto de vista, tendo o cuidado de explicar-lhe antes, o
   que está sendo discutido. Aproxime-se dele ostensivamente. Faça-lhe uma pergunta direta,
   cortando a conversa.




      Podemos considerar também alguns tipos de comportamentos em grupo, talvez seu grupo
não se classifique integralmente, em nenhuma das classes a seguir, mas todos os grupos se
enquadram, eventualmente, nestas categorias:


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                                                                                              32



   Grupo esperto, ativo e respondedor: Este é o grupo que atrai a atenção do restante da sala,
   pois seus membros são sempre considerados (ou se consideram) superiores. Esteja muito
   bem preparado. Manobre-os com energia; faça perguntas difíceis. Não se lance contra eles,
   mas conquiste-os.


   Grupo resistente e hostil: Geralmente é a “turma do fundão‟. Não são maus, apenas querem
   parecer como tal. Descubra a causa de tal atitude e tente corrigi-la. Quando surgir o caso,
   encare a questão com franqueza e encontre um ou dois participantes que reajam a seu favor.
   Não derrube o muro de pedra com um nivelador. Descubra uma pedra solta e desfaça o
   alicerce, pedra por pedra.


   Grupo vagaroso e passivo: São os intermediários. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, só
   difíceis como os outros. Fale mais do que de costume. Faça perguntas simples, mas
   sugestivas. Recorra a subsídios eficazes para a compreensão. Mostre bastante entusiasmo de
   sua parte. Trabalhe com material que eles conheçam. Exemplifique o tópico da melhor
   maneira possível. Vá devagar.




                   8. A MISSÃO DOS PAIS E A MISSÃO DA IGREJA



      A Bíblia diz: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.”; “o temor do Senhor é
aborrecer o mal‟; “pelo temor do Senhor o homem se desvia do mal” (Pv. 8. 13; 16.6).
Podemos tomar como exemplo Jó, que era reto e temia a Deus. O comportamento de Jó é
atestado pelo próprio Deus. “Observaste tu o meu servo Jó? “Porque ninguém há na Terra
semelhante a ele, homem sincero, e reto, e temente a Deus, e desviando-se do mal” (Jó 1.8).
Com tal condição espiritual, seu exemplo podia inspirar confiança a seus filhos nas relações com
Deus, pois o procedimento dos pais serve de espelho para os filhos, sendo o princípio básico da
autoridade. Felizes os filhos que podem sentir em seus pais a força do exemplo e não o exemplo
da força. O exemplo dos pais quanto à integridade moral e espiritual nas relações com a família e

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a sociedade constitui uma mensagem que os filhos entenderão e sempre irão lembrar pelo tempo
que viverem. Infelizmente, nem todos os filhos tem o privilégio de serem orientados e ensinados
por pais com vida exemplar. Devemos considerar que o grau de espiritualidade dos filhos revela o
grau de espiritualidade dos pais. Há pais que cuidam dos filhos em tudo que concerne à vida
material e terrena, mas descuidam-se do mais importante – a vida espiritual.
             O que tudo isso tem haver com a ED? Tudo! Cada aluno é fruto do que aprende em
sua casa, aliado com sua própria personalidade. Devemos direcionar tudo isso para a formação
de um caráter cristão. Na verdade a Igreja não tem a responsabilidade de dar educação, ensinar o
que é certo e errado, dizer o que as crianças, adolescentes e jovens devem ou não fazer. Isso é
missão dos pais. A igreja tem a missão de ensinar as verdades bíblicas, a genuína doutrina, o
caminho para o céu, proporcionar momentos de comunhão, dar apoio espiritual e aconselhamento
para seus membros e todos que a procurarem. Essa é a missão da Igreja! Portanto, caro
professor, não se martirize, faça seu trabalho da melhor maneira possível e deixe que o Espírito
Santo se encarregue de cada coração.




                9. CRIANÇAS – A INOCÊNCIA QUE AGRADA A DEUS



      Para se trabalhar com as crianças, é preciso gostar delas, ter paciência, carinho, enfim, é
uma missão que requer “entrega total”. Porém, boa vontade não basta! É de suma importância
que os professores das classes infantis estudem, se atualizem e principalmente busquem o dom
de Deus para esta sublime tarefa.
      Se pararmos para observar as propagandas de TV, músicas, e programas diversos,
chegaremos à conclusão de que boa parte do conteúdo dos meios de comunicação em massa
giram em torno do público infantil. Sorrateiramente nossas crianças podem ser induzidas a
pensamentos e ações não condizentes com a palavra de adeus.
      E nós, educadores cristãos, o que temos feito por nossas crianças? Quando muito, a
professora de Escola Dominical usa uns cartazes bonitinhos para ilustrar a história do dia. É hora
de despertarmos! Enquanto passamos décadas subestimando o trabalho infantil dentro da igreja,
a mente de nossas crianças é bombardeada por sons e imagens fora dela.


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      Deus fez o homem dotado de percepções para interagir com o mundo que o cerca. Para
ensinar nossas crianças devemos explorar suas percpções1 Use e abuse de sons, cores, gestos
(o homem também é movimento), cheiros, texturas e... AFETO!
      As crianças apreendem vendo, ouvindo, pegando, fazendo. Os recursos audiovisuais dão
amplitude, cor e vida às lições de escola dominical.
      As crianças até os cinco anos aprendem exclusivamente pelos sentidos. São muito curiosos
e não distinguem o real do imaginário.
“     Seu período de atenção não vai além do imaginário”. Nesta fase, a criança é o centro do seu
próprio mundo. Só pensa em termos de „eu‟. A criança crê em tudo que lhe é dito.
      Entre 6 e 8 anos a criança sai da fase egocêntrica. Começa a brincar em grupo. É
observadora e curiosa. Memoriza com facilidade. Já distinguem entre o real e o imaginário. É a
idade certa para ensinarmos noções de honra, justiça, bondade, compaixão. Qualquer coisa que
fazermos ou dissermos em tom áspero a magoará, porém, não guarda rancor. Começa a comparar
o certo e o errado.
      A partir dos 9 anos a criança esbanja energia. Adora coisas arriscadas, ao ar livre. É
também o começo das dúvidas. As crianças passam a investigar o porquê das coisas. O espírito
de grupo deve ser orientado e guiado em vez de sufocado. Esta é a idade ideal para a orientação
sexual, que deve ser ministrada pelos pais.




                                     10. CULTO INFANTIL



      Algumas pessoas acham que para trabalhar com crianças é preciso ser engraçado, falar
alto o tempo todo, fazer coisas diferentes, exageradas. Se pararmos para observar as crianças,
veremos que elas não gostam de ser tratadas dessa forma. Nos dias de hoje, criança não tão mais
criança assim: elas têm amadurecido com muita rapidez. A criança não gosta do adulto porque
ele é engraçado o tem pó todo, mas porque ele lhe dá atenção e lhe respeita. Outra coisa muito
importante: Só porque se prega para crianças, não precisa se usar tudo no diminutivo! Não é isso
que torna a pregação mais acessível para as crianças. Estes diminutivos são muito freqüentes na



                              Realização – Departamento
                                                                                                  35

linguagem da criança de 1 a 3 anos e seu público alvo, com certeza não será só dessa idade.
Então esqueça o cultinho, a oraçãozinha, etc. e tal. Quando se prega para crianças devemos usar
linguagem simples e sem muitos sinônimos. Por exemplo: Ao invés de falar: “Com júbilo!” fale: “
      Com alegria!” Utilize uma linguagem mais clara possível e não infantilize suas colocações,
não esqueça: as crianças não gostam disso, então não devemos subestimá-las, e sim, respeitá-las
      Um ponto que todo professor deve ter bem claro e nunca se esquecer, é que a criança não
pode interessar-se pela aprendizagem que se desenvolve exclusivamente por métodos verbais,
que em pouco tempo se tornam cansativos e que a capacidade de atenção da criança não
consegue acompanhar.
      No uso de métodos audiovisuais, o professor encontra meios eficientes e objetivos que lhe
oferecem muitas vantagens, tais como:


      Despertam a aten        o da crian a.
      Ilustram e esclarecem detalhes em um momento.
      Tornam a aprendizagem mais f cil e completa.
      Ajudam a crian a a entender melhor as verdades b blicas ensinadas.
      Estimulam a participa      o ativa do aluno.
      Facilitam a compreens o e a fixa        o.




      Os recursos audiovisuais ir o ajudar o professor a contar hist rias b blicas trazendo
benef cios incalcul veis. A crian a lembrar         com mais facilidade o que viu, do que aquilo que
ouviu. A mem ria visual      mais penetrante que a auditiva.
      Para a crian a a parte visual        uma das mais importantes, pois        a partir dela que a
crian a interiormente formar     conceitos sobre o que est     ouvindo. A crian a parte do real para
o irreal, ou seja, do concreto para o abstrato. Ver, ouvir, poder tocar   o princ pio b sico para a
aprendizagem daquilo que        novo. A crian a precisa ter acesso        palavra de Deus e cabe ao
professor/pregador, facilitar esse caminho. Jesus usou muitas ilustra       es para ensinar inclusive
a adultos.    sempre mais f cil aprender quando podemos usar nossos sentidos para faz -lo,
quando participamos. Gangel afirma que os recursos visuais estimulam o interesse, aceleram a
aprendizagem, evitam mal entendidos e melhoram a mem ria. (Gangel, K. O. Manual de ensino
para o educador crist o. Rio de Janeiro, CPAD, 1999.




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10.1 O C NTICO E SEU VALOR


      A B blia nos manda cantar louvor       Sl. 33: 2-3; Mt. 21: 16
Os c nticos:
      Ensinam-nos verdades b blicas.
      Tornam o ambiente alegre.
      Pelos c nticos as crian as aprender a louvar       Deus.


   preciso combinar pelo menos um c ntico com a li             o. N o use apenas CDs,         muito
importante conseguir pelo menos um instrumento para acompanhar os c nticos entoados nos
cultos infantis. N o tenha vergonha de acompanhar os hinos infantis com gestos.


             ENSINE AS CRIAN AS A EXPRESSAREM SUA ADORA                     O    DEUS
                                   ATRAV S DOS C NTICOS!



      10.2 MEMORIZA         O B BLICA


A inf ncia     o tempo ideal para a memoriza      o b blica.
Decorar vers culos fortalece a vida espiritual, guardando a crian a do pecado.
A palavra de Deus     viva e eficaz.


Como ensinar os vers culos:
      Ler o vers culo direto da b blia.
      Explicar as palavras dif ceis.
      Ensinar o significado do vers culo.
      Fa a concursos de destreza b blica, quem sabe mais vers culos decorados em
      seq      ncia ou n o, quem cita corretamente e em seq            ncia os livros do AT... NT...
      Quem cita um vers culo com a palavra rei, amor, armadura, etc.




10.3 A HORA DA HIST RIA


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            necess rio fazer com que todos se acalmem no momento da hist ria!             preciso que
           haja SIL NCIO (corinho calmo).
        Toda hist ria precisa chamar               aten   o. Fa a uma introdu       o (onde, quem,
           quando). Localize os seus ouvintes.
        Conhe a TODA a hist ria para n o l -la na hora H. Se voc             ler ao inv s de cont -la
           espontaneamente, vai perder uma grande oportunidade de levar a verdade b blica para
           muitos cora    es ansiosos pela palavra de Deus!
        Olhe nos olhos! Prenda a aten         o!
        Esque a de si mesmo!
        Fa a uma ponte entre a hist ria b blica e a realidade da crian a.
        N o permita interrup       es.
        Finalize sempre com uma ora          o.




10.4 O APELO


129.       hora de puxar a rede     a mais importante na pescaria! Prepare o ambiente, ore para que
   Deus opere e confie na atua            o do Esp rito Santo.
130.Ore pelas suas crian as com imposi               o de m os. Confie que Deus te escolheu e te ungiu
   para esta tarefa.
131.Ore para que sejam batizados com o Esp rito Santo!




10.5 ORAR E VIGIAR


        Ore para Deus te usar, para que, atrav s de voc          a Sua palavra chegue aos cora     es
           de seus alunos. Se voc    se acha incapaz, busque un        o, se prepare, se informe, pe a
           ajuda, mas n o continue assim!
        Ore pedindo SABEDORIA! Atrav s dela, voc              vai saber lidar com as crian as, vai ter
           criatividade para trabalhar com elas e vai saber lidar com as mais adversas situa        es!
           N o esque a: S A B E D O R I A!!!


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      Vigie: ao chamar a aten    o de uma crian a, mesmo que ela seja indisciplinada, n o se
      esque a de respeit -la acima de tudo! O adulto        voc ! Ela n o pensa como voc !
      Cuidado para n o assust -la com palavras rudes. N o fale na hora que estiver irado.
      Seja en rgico quando necess rio, mas com amor!
      Vigie quando ensinar: Cuidado com as linhas doutrin rias que voc                       segue.
      Principalmente quando houver visitantes, n o use termos como inferno, diabo, castigo.
      Apresente o Deus de amor1 Jesus       o nosso melhor amigo, que est    sempre pronto para
      nos ouvir!




                     11. A ORDEM DE UM BOM CULTO INFANTIL




1.    Ora     o: curta e com linguagem compreensiva.
2.    C nticos: corinhos com gestos.
3.    Leitura da palavra: escolha um vers culo especial para cada culto, leia-o direto da b blia,
depois o apresente ilustrado e ensine-o: fa a com que as crian as nunca mais se esque am
dele! Aplique esse vers culo na vida da crian a.
4.    C nticos: com e sem CDs, individuais, coletivos.
5.    Testemunhos: encoraja suas crian as para que contem as b n            os que o Senhor lhes
d .Af    vem pelo ouvir...
6.    Hist ria: hist rias b blicas, n o b blicas, reais, fict cias, mas que contenham uma
verdade b blica. Elas devem ser acompanhadas por recursos visuais.          N o ultrapassar 20
minutos .
7.    Apelo e ora    o: imediatamente ap s a mensagem.
8.    Atividades b blicas: jogos, quebra-cabe a, desenhos, massinha de modelar, palavras
cruzadas, ca a palavras, destreza b blica, perguntas e respostas, o que     ...o que   ...




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                 12. QUANDO FATORES EXTERNOS ATRAPALHAM...




Muitos professores ficam desanimados quando, com muita boa vontade e criatividade, preparam
a sua aula: o material, as atividades variadas, etc., e percebem que, mesmo com todo o empenho
empregado, n o conseguem os resultados desejados. Fazem auto-avalia               o e verificam que,
em todos os aspectos, ouve esfor os para alcan ar os objetivos, por m, continua                      a
desaten      o, o mal comportamento, a falta de interesse por parte dos alunos.
Existe uma s rie de causas que interferem na disciplina, como:
      Causas do ambiente: Sala muito quente e pequena para o n mero de alunos; local
      inapropriado; cadeiras desconfort veis, etc.
      Causas psicol gicas: Complexo de rejei             o ou de inferioridade; desejo de atrair
      aten      o sobre si.
      Causas sociais: Desrespeito aos pais e professores;falta de uma boa alimenta        o, etc.


      Al m dessas, muitas causas tem prejudicado a aprendizagem. Mais n o poder amos
deixar de comentar sobre as influ ncias sat nicas.
      O inimigo n o fica satisfeito quando as crian as se interessam em aprender a palavra de
Deus ou louvam e glorificam ao Senhor. Ele age exatamente nos pontos fracos de cada um.




                              13. CONTRIBUI           O DOS PAIS



              Os pais precisam estar bem envolvidos em todas as atividades realizadas por seus
filhos. As vezes, por depositarem muita confian a nos professores da igreja, n o dispensam
necess ria aten       o aos seus filhos, e deixam toda a responsabilidade sobre os professores.
Algumas crian as representam certos tipos de comportamento. Junto aos pais, agem de uma


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                                                                                                40

forma. Longe deles, as atitudes s o bem diferentes. Outras crian as, por m, nem mesmo com
a presen a dos pais se comportam devidamente. Certo               que tanto a severidade como a
benevol ncia e a superprote        o s o prejudicadas.
               As reuni es de pais e professores s o de grande proveito. Todo professor deve
incentivar tais reuni es, mensal ou bimestralmente.
               Ao trocar id ias, oferecer sugest es, tomar conhecimento dos trabalhos
executados na Escola Dominical, os pais demonstram interesse pelo progresso e bem estar dos
filhos e, ao mesmo tempo, ajudam os professores, que tanto se esfor am para conduzirem as
crian as ao caminho de Deus.




           14. BRINCADEIRAS B BLICAS                 O QUE DEVEMOS OBSERVAR



      N o adianta escolher uma lista de brincadeiras e jog -las em cima do grupo,
         necess rio utilizar este recurso com seriedade.
     
         Conhecer as necessidades do grupo, idade e n meros de pessoas, contexto, aptid es.
     
         Definir bem o objetivo que deseja alcan ar na reuni o.
     
      Saber o momento de parar a atividade. A competi          o nunca deve assumir import ncia
         tal que estrague a comunh o entre os participantes. Quando perceber que os integrantes
         est o exaltados, somente querendo ganhar os pontos,          hora de encerrar, mudar os
         grupos e acalmar a tempestade. Esta       uma boa oportunidade para ensinar princ pios
         b blicos de vit ria e derrota, contentamento e considera        o m tua (Fp 2:3,4; Rm
         12:10); por outro lado, cuidado para que a brincadeira n o morra por falta de interesse.
     
         Disciplina dentro da liberdade do jogo: fazer respeitar as regras do jogo, exigir
         honestidade, ser justo e ter equil brio das equipes.
     
      Voc     deve conhecer bem a atividade para poder explic -la claramente, variando em cada

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           reuni o.
       
        Tenha todo o material      m o (cuidado! n o deve haver improvisos).
       
        Procure envolver todos os participantes do grupo nas brincadeiras, mantenha o bom
           humor, a alegria e a simpatia para com todos.
       
             importante evitar esgotamentos f sicos e situa         es bruscas que possam levar a
           algu m se machucar ou a constrangimentos.




                 15. PEDAGOGIA DE PROJETOS                    UMA OP        O EFICAZ




           Entendendo a id ia de projeto: A palavra projeto tem sido muito utilizada em v rias
    reas de atua      o profissional. Nas escolas, falar em projeto pedag gico j    se tornou moda
h     algum tempo. Mas, afinal, o que      um projeto?


    Projeto     um conjunto de atividades e a     es organizadas, que tem por objetivo resolver um
problema ou sanar uma necessidade.


      Uma importante distin       o: projetos s o diferentes de atividades funcionais.
    A experi ncia mostra que as seguintes condi          es afetam positivamente a probabilidade de
sucesso do projeto:


Defini        o do problema. Projetos bem sucedidos, de forma geral, s o definidos a partir do
problema a ser resolvido e da clareza com que se define a solu          o do problema. O mais
importante        definir com clareza os objetivos do projeto. Uma vez decidida a realiza   o de um
projeto, deve-se discutir exaustivamente como o problema pode ser resolvido e as


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                                                                                                   42

caracter sticas do resultado final, descritas nos objetivos do projeto ou em suas metas.


Envolvimento da equipe. Quanto mais o projeto representa um desafio para a equipe envolvida,
maior     a probabilidade de que venha a ter sucesso. Projetos bem sucedidos criam na equipe
uma sensa       o de propriedade:     Este    o nosso projeto, o problema que temos de resolver .


Planejamento. Projetos bem sucedidos s o muito bem planejados. Uma vez estabelecidos os
planos, no entanto, a equipe tem grande liberdade para execut -los. A probabilidade de o projeto
ter sucesso aumenta se durante a sua implementa             o houver um cronograma de provid ncias
e resultados bem elaborado, a partir do qual, os participantes possam controlar o bom andamento
dos trabalhos em dire      o aos resultados previstos. Outro fator que contribui com o sucesso de
um projeto      procurar prever problemas que possam surgir em sua implanta               o e, com a
anteced ncia necess ria, preparar-se para resolv -los, caso eles realmente aconte am.
Existem projetos que necessitam de recursos financeiros para sua implementa                 o. Nesses
casos,     preciso haver um bom planejamento dos custos do projeto, considerando-se quanto se
vai          gastar         e           de          onde           sair             o        dinheiro.


         Quem n o sabe para onde vai, n o chega. Quem n o sabe onde est , n o acha
                                              caminho.


15. 1 PROJETOS NA IGREJA




         Em uma igreja, os projetos podem ser utilizados de formas did tica tendo por meta
principal o ensinamento de mat rias b blicas, ou solucionar problemas do cotidiano.
         Professores, coordenadores, obreiros e todo o grupo envolvido, podem utilizar a id ia de
projeto para planejar, organizar e realizar palestras, uma feira de curiosidades b blicas, por
exemplo ou um festival de m sica. Nesses casos, a participa               o do grupo deve ser decidida
pelos coordenadores. O grupo envolvido pode estar presente desde o planejamento, ou ser
convidado a colaborar somente no momento da realiza             o, dependendo dos objetivos que se
queira                                                                                      alcan ar.


Exemplo de projeto executado na igreja:


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                                                                                              43

      Identifica     o do problema: Indiferen a no grupo de adolescentes quanto            obra
      mission ria.
      Objetivo: Conscientizar os adolescentes acerca da miss o da Igreja de ganhar almas,
      despertando o amor pela obra mission ria.
      T tulo do Projeto:    Eu tenho uma miss o .
      Equipe envolvida: Pastor, l deres, professores de Escola Dominical, pais e adolescentes
      da igreja.
      Metodologia: Estudo da palavra, palestras, cartas aos mission rios, visita a um
      mission rio, pesquisa sobre pa ses distantes ou sobre tribos que n o conhecem a
      Palavra.
      Culmin ncia: Participa      o de todos os envolvidos em um culto mission rio.


                                           www.projetospedagogicosdinamicos.kit.net




                             16. INTELIG NCIAS M LTIPLAS



      A aferi       o da intelig ncia de um indiv duo era feita por meio de testes de Q.I. que
mediam a capacidade do indiv duo de reter informa         es. As escolas favoreciam o grupo de
pessoas de melhor resultados no teste de Q.I. e os incentivava a atingir o topo da escala social,
pois eram vistos como seres especiais, superdotados, inteligentes, competentes, enquanto o
restante dos alunos, os que n o se sa am t o bem nos testes, deveriam adquirir os
conhecimentos b sicos e indispens veis a todas as pessoas e habitar o lugar comum, sem
brilho e sem possibilidade de sucesso.
      Uma nova teoria mudou o conceito tradicional de intelig ncia.    a teoria das Intelig ncias
M ltiplas de Howard Gardner. Para este pesquisador, as diferentes tarefas desempenhadas pelo
ser humano requerem diferentes tipos de intelig ncia. Gardner classificou sete tipos de
intelig ncia:


      INTELIG NCIA LINGUISTICA: seria uma capacidade universal, pois poucos indiv duos


                              Realização – Departamento
                                                                                        44

 s o t o deficientes em linguagem. Para Gardner, a linguagem tem quatro capacidades:
 propriedades de som e tonalidade, gram tica e sintaxe, formas orais e escritas de
 linguagem. Escritores, jornalistas e advogados s o pessoas dotadas de intelig ncia
 ling    stica.
  INTELIGENCIA LOGICO-MATEMATICA: envolve a habilidade em resolver problemas que
 envolvem L gica, Matem tica e Ci ncias. Einstein        um exemplo de pessoa dotada de
 intelig ncia l gico-matem tica.
  INTELIGENCIA MUSICAL:         a capacidade de reconhecer temas musicais, seguir esse
 tema e produzir musica. Mozart e Beethoven s o exemplos de pessoas com esse tipo de
 intelig ncia, assim como os autores dos maravilhosos hinos de nossa Harpa Crist .
  INTELIGENCIA ESPACIAL: envolve a habilidade de reconhecer padr es, perceber
 similaridade nas formas e conceituar rela      es espaciais. Um jogador de xadrez     um
 exemplo de pessoa dotada de intelig ncia espacial, utilizando-a para elaborar seus
 pr ximos lances. Arquitetos, pilotos e navegadores s o outros exemplos de pessoas que
 utilizam a intelig ncia espacial.
  INTELIGENCIA CORPORAL CINET SICA: refere-se             habilidade de usar o corpo para
 resolver problemas ou moldar produtos. Atores, m micos, bailarinos, cirurgi es e
 mec nicos s o pessoas dotadas desse tipo de intelig ncia.
  INTELIGENCIA INTERPESSOAL:          a habilidade de compreender as outras pessoas e de
 trabalhar de forma eficiente com elas. Professores, pol ticos e atores s o pessoas que
 utilizam a intelig ncia interpessoal para se relacionar com os indiv duos que os cercam.
  INTELIGENCIA INTREPESSOAL:            a habilidade de fazer analogias, de voltar suas
 pr prias qualidades para um trabalho eficiente, saber os pr prios limites.




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                        Simone R. do Nascimento Santos
                                  Pedagoga
                             Fone: (47) 9965 1911
                     departamentodeensino@ieadbc.com.br


                        Realização – Departamento
                                                                                              45


Assunto: Educação Cristã. (Adulto/Jovens)
Autor:Pr.Joel Paulino




                                         Pastor Auxiliar
                                      Assembléia de Deus de
                                     FLORIANÓPOLIS – SC.


                                      Conferencista Bíblico.

                              Alimentando gerações com a Palavra




                       ALIMENTANDO GERAÇÕES COM A PALAVRA

“Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus” – Mt.4:4

"Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de
água, mas de ouvir as palavras do Senhor." Amós 8:11




                             Realização – Departamento
                                                                                                         46

INTRODUÇÃO:

Analisando o tema do ponto de vista de três ramos que lidam com a alimentação, e buscando a aplicação na
vida e na prática do educador cristão, no exercício do seu ministério.

CULINÁRIA_       O    INGREDIENTE         TÉCNICO       NA    PREPARAÇÃO          DA    ALIMENTAÇÃO
(TÉCNICA)

Culinária_ a arte e a técnica de confeccionar os alimentos. Cada cultura vai ter seus ingredientes, suas
técnicas e utensílios.
A alimentação reflete aspectos da cultura de um povo (a vaca para o hindu, o porco para o mulçumano, etc.)
e também de um tempo (época).

O INGREDIENTE TÉCNICO NO PREPARO E NO PLANEJAMENTO DO EDUCADOR
CRISTÃO
                       (DO TEXTO AO ESBOÇO)

   1. A ANÁLISE DA LIÇÃO (pensando na receita)
      1.1. O professor deve ler toda a lição, atentando para o seu título, proposição, a leitura bíblica, os
          pontos e sub pontos, para então partir para a pesquisa sobre os principais temas abordados pela
          mesma.
   2. PESQUISA ANTES DO APROFUNDAMENTO (juntando os ingredientes)
      2.1. O educador deve colher todas às informações possíveis sobre o assunto, organizando-os por
          ordem de importância.
      2.2. Familiarizar-se com a parte da Bíblia que vai estudar
      2.3. Ver as lições seguintes, e os antecedentes, para ter noção de onde a atual se encaixa.
      2.4. A sintetização e objetividade do conteúdo pesquisado _ o poder de síntese é uma habilidade
          fundamental para o educador cristão, visto que esse precisa conciliar o conteúdo a ser ensinado
          com o tempo disponível para tal finalidade.
   3. O ESTUDO NA PRÁTICA (preparando a massa)
      3.1. Prepare-se com antecedência _ poucos são os que alcançam maior desempenho sob pressão e,
          nem sempre se consegue fazer uma estimativa de quanto tempo vai ser necessário para a
          preparação de uma lição. Quem se prepara com antecedência tira proveito de fontes
          enriquecedoras. O ensino criativo exige tempo.
   4. FERRAMENTAS DE TRABALHO (mexendo a massa)
      4.1. Mais de uma Bíblia, principal fonte de pesquisa do educador cristão
      4.2. Material de apoio
          4.2.1. Uma concordância bíblica
          4.2.2. Um dicionário bíblico
          4.2.3. Comentários bíblicos
      4.3. Materiais curriculares
          4.3.1. A lição (no caso do professor de E.B.D.)
          4.3.2. Os apoios didáticos (Lição de mestre no caso do professor de E.B.D.)
          4.3.3. Recursos áudio visuais
   5. A ESTRATÉGICA DIDÁTICA (servindo a mesa)
      5.1. O conteúdo

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                                                                                                         47

           5.1.1. Trata-se do que será ensinado
           5.1.2. Algumas perguntas:
                  A. Qual o principal ensinamento da lição?
                  B. Quais são as principais informações e que relação tem com o ensinamento principal?
                  C. Qual a relação com a lição anterior?
       5.2. Extensão do tempo
           5.2.1. Abertura _ confraternização
           5.2.2. Introdução
                  Qual a melhor maneira de introduzir essa aula?
                  A. O professor vai estabelecer a relação entre o que vais ser e o que já foi estudado.
                      Buscará atrair a atenção e o interesse dos alunos pelo que será ensinado. Na
                      introdução devem ficar bem claro os alvos da aula em termos de lições a serem
                      ensinadas e informações a serem transmitidas.
           5.2.3. Interpretação
                  Como interpretar de maneira atraente e interessante esse texto com a classe?
                  A. A preocupação do professor é com a transmissão de informações e dados que
                      auxiliarão o aluno na interpretação do texto bíblico em estudo. Os alunos precisam ser
                      alcançados com interpretação bíblica consistente para que as verdades sejam
                      enraizadas em suas vidas.
           5.2.4. Aplicação
                  Que tipo de aplicação seria mais eficaz para essa aula?
                  A. Uma vez bem interpretado, o texto oferece princípios e ensinamentos que deverão ser
                      aplicados à vida do aluno. O resultado de uma boa interpretação é o surgimento de
                      princípios, lições e ensinamentos que uma vez levados em consideração, provoquem
                      mudanças na vida daqueles que a eles se submetem. Tais princípios precisam ser
                      clarificados e expostos para que os alunos deles se apropriem.
           5.2.5. Conclusão
                  Como concluir com eficácia a minha aula?
                  A. É o momento de fechar as idéias, ratificar princípios, confirmar doutrinas e homologar
                      atitudes e comportamentos. Uma boa conclusão não pode ser feita apressada e
                      superficialmente, sob o risco de se comprometer toda a aula.

GASTRONOMIA_ O INGREDIENTE ARTÍSTICO NA APRESENTAÇÃO DA ALIMENTAÇÃO
                                                 (ARTE)
Gastronomia_ é um ramo que abrange a culinária, os materiais usados na alimentação e, em geral, todos os
aspectos culturais a ela associados. Um gastrônomo pode ser um cozinheiro, mais pode ser igualmente uma
pessoa que se preocupa com o refinamento da alimentação, incluindo não só a forma como os alimentos são
preparados, mas também como são apresentados. Todo o aspecto ornamental que acompanha a refeição.

O INGREDIENTE ARTÍSTICO NO PREPARO E APRESENTAÇÃO DO EDUCADOR CRISTÃO
                            (O PROFESSOR DIANTE DA CLASSE)
  1. A APARÊNCIA DO PROFESSOR
     1.1. Discrição e limpeza nos trajes
     1.2. Asseio pessoal (limpeza, penteado, hálito)
     1.3. Evite piadas, gracejos e chocarrices e muita liberdade com as pessoas
  2. A EXPRESSÃO FACIAL

                                Realização – Departamento
                                                                                                      48

       2.1.    Procure acompanhar com diferentes expressões faciais as mudanças de humor, emoções,
           climas, etc., que ocorrem no decorrer dos assuntos ou narrativas durante a comunicação da
           mensagem.
  3. EXPRESSÃO CORPORAL
       3.1. Lembre-se de que ninguém é poste, mas não se exceda você também não é bailarino.
  4. EXPRESSÃO VOCAL
       4.1. O educador diante de sua classe precisa colorir sua voz, isso é, dar graça ao que se fala, é
           fazer o assunto mais atraente e capaz de fazer as pessoas se interessarem pelo mesmo.
  5. NÃO USE PALAVRAS E SITUAÇÕES DESCONHECIDAS
  6. EVITE AS REPETIÇÕES
  7. NÃO MANTENHA O LIVRO DIANTE DO ROSTO.
  8. MUDE OS MÉTODOS DE ENSINO
  9. SEJA UM EDUCADOR CAPACITADO NA ARTE DE COMUNICAR
  10. FOQUE-SE NOS PRINCÍPIOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM


               NUTRIÇÃO_ O INGREDIENTE DE SEGURANÇA NA APLICAÇÃO
                             DA ALIMENTAÇÃO (SAÚDE)



Nutrição_ é o processo que vai demonstrar como a alimentação irá funcionar na promoção, manutenção e
recuperação da saúde e para a prevenção de doenças no indivíduo. Sua atuação contribui para a melhoria da
qualidade de vida e deve ser pautada em princípios éticos com reflexões sobre a realidade econômica,
política, social e cultural do indivíduo.

O INGREDIENTE DE SEGURANÇA NA EXPOSIÇÃO DO EDUCADOR CRISTÃO
                            (RESPONSABILIDADE COM O MINISTÉRIO)
   1. O cristão deve entender sua escalada na vida de serviço, até tornar-se um educador
      1.1. Precisa ser um servo_ o cristão começa sua escalada até a condição de educador, a partir da
          sua disposição de ser servo no serviço cristão
          1.1.1. O servo precisa ter um serviço
          1.1.2. O servo precisa ser obediente e fiel
      1.2. Precisa ser um sacerdote_ o cristão como sacerdote se santifica para a glória de Deus, para
          benefício próprio e dos demais.
          1.2.1. O sacerdote precisa ter comunhão com Deus
          1.2.2. O sacerdote precisa ser santificado e intercessor
      1.3. Precisa ser mensageiro_ o cristão como servo e sacerdote utiliza-se da mensagem do
          evangelho, a qual deve ser clara, objetiva e convincente
          1.3.1. O mensageiro precisa ter a mensagem
          1.3.2. A mensagem precisa ser de vida e verdadeira
      1.4. O educador cristão_ finalmente o cristão alcança o quarto e último degrau
          1.4.1. O educador precisa ter serviço, comunhão com Deus e mensagem
          1.4.2. O educador precisa ser servo sacerdote e mensageiro.




                               Realização – Departamento
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2. O educador deve entender que ele é servo da Bíblia _ isso fala do seu relacionamento com a Palavra
   (Lc 1.2)
   2.1. Existirá deficiência se houver fraqueza nesse relacionamento.
       2.1.1. Esse relacionamento não é meramente intelectual _ A Bíblia não pode se tornar um livro
              de informações histórico religiosas.
       2.1.2. Esse relacionamento não é meramente motivacional_ A Bíblia não pode se tornar um
              livro de informações motivacionais, para melhorar o homem enquanto pessoa humana
       2.1.3. A Bíblia é espírito e vida
3. O educador cristão que vai ministrar saúde deve manter fidelidade à Palavra
   3.1. Respeitar a integridade da Palavra
   3.2. Ter compromisso com a verdade da Palavra




                           Realização – Departamento
                                                                                               50

                                       CONCLUSÃO:




1. O educador como um “cozinheiro”, deve conhecer a arte e a técnica de confeccionar os alimentos;
2. O educador como um “goumert” deve conhecer todo o aspecto ornamental que acompanha a
   apresentação de uma refeição;
3. O educador como um “nutricionista” deve estar capacitado para atuar visando a qualidade de vida
   dos seus educandos.

                    Só assim será capaz de alimentar gerações com a Palavra.




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                                                                                     Joel Paulino
                                                                                     Outono/2009




                          Realização – Departamento
                                                                                     51

                                      ANOTAÇÕES


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