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HELP DE EXAMES
Informações atualizados relativas a todos os exames realizados pelo
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Atualização de todas as informações do Manual de Exames 2001.

COMUNICADOS & NOVIDADES
Toda nova informação chegando on line para você.

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Consulta pacientes de um determinado laboratório indexado por datas.

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                      Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI        1
2   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                                 ÍNDICE


                                                                      Página

Índice por exames                                                         5
Apresentação                                                             29
ISO                                                                      31
Informações Gerais                                                       33
Nossos Serviços                                                          35
Unidades de Atendimento                                                  37
Patologia Clínica
            Biologia Molecular                                           39
            Bioquímica                                                   47
            Drogas Terapêuticas                                          71
            Endocrinologia                                               77
            Genética Humana – DNA                                       105
            Hematologia                                                 111
            HPLC                                                        125
            Imunologia                                                  135
            Líquido Seminal                                             181
            Microbiologia                                               185
            Ortomolecular                                               199
            Parasitologia                                               201
            Teste do Pezinho                                            217
            Toxicologia                                                 225
            Protocolo de Testes Endócrinos                              237
            Urina, Instruções de coleta                                 255
            Urina 24 horas, conservantes                                257
Anatomia Patológica                                                     259
Citologia                                                               265
Diagnóstico por Imagem – DDI                                            271
Medicina Nuclear “In Vivo”                                              279
Reações Intradérmicas                                                   287
Vacinas                                                                 289




                          Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI       3
4   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                      ÍNDICE por EXAMES

VISANDO ATENDER ÀS SOLITICAÇÕES DE EXAMES RAROS, QUE NÃO CONSTAM EM NOSSO
     “MANUAL DE EXAMES”, MANTEMOS CONVÊNIO COM VÁRIOS LABORATÓRIOS DE
                   REFERÊNCIA NO EXTERIOR. CONSULTE-NOS !

                                                                                   Página
1,25 Dihidroxi Vitamina D3 vide Vitamina D3                                              132
11 Desoxicortisol                                                           83 - testes 239
17 Alfa Hidroxi Progesterona vide 17 OH Progesterona                                      92
17 Beta Estradiol vide Estradiol                                                          84
17 Cetosteróides Neutros Totais                                                           47
17 Hidroxi Corticosteróides vide 17 Hidroxi Esteróides Cetogênicos                        47
17 Hidroxi Esteróides Cetogênicos                                                         47
17 Hidroxi Pregnenolona vide 17 OH Pregnenolona                             92 - testes 239
17 Hidroxi Progesterona vide 17 OH Progesterona                             92 - testes 239
17 KGS vide 17 Hidroxi Esteróides Cetogênicos                                             47
17 KS vide 17 Cetosteróides Neutros Totais                                  47 - testes 240
17 OH Corticosteróides vide 17 Hidroxi Esteróides Cetogênicos                47 - testes 240
17 OH Pregnenolona                                                          92 - testes 239
17 OH Progesterona                                                          92 - testes 239
17 OH Progesterona Neo Natal                                                             217
17 OH vide 17 Hidroxi Esteróides Cetogênicos                                              47
2,5 Hexanodiona Urinária                                                                 225
3 Alfa Androstanediol Glicuronide                                                         78
3 Alfa Diol G vide 3 Alfa Androstanediol Glicuronide                                      78
5 HIAA (quantitativo)                                                                    125
5 Hidroxi Triptamina vide Serotonina                                                     131
5 Nucleotidase                                                                            47
ACA vide Centrômero, anticorpos anti                                                     140
ACE vide Enzima conversora de Angiotensina                                                56
Acetil Colinesterase vide Colinesterase                                                   54
Acetilcolina, anticorpo anti-receptor                                                     77
Acetona, dosagem                                                                         225
Acidez Fecal vide pH Fecal                                                               211
Acidificação Urinária, Teste                                                              48
Ácido 5 Hidroxi Indolacético                                                             125
Ácido Ascórbico vide Vitamina C                                                          132
Ácido Cítrico (esperma)                                                                  184
Ácido Cítrico (urina)                                                                    125
Ácido Delta Amino Levulínico                                                             226
Ácido Delta Amino Levulínico Desidratase                                                 226
Ácido Fenilglioxílico                                                                    125
Ácido Fólico                                                                              77
Ácido Hipúrico                                                                           126
Ácido Homogentísico                                                                      201
Ácido Homovanílico                                                                       126
Ácido Lático                                                                              48
Ácido Mandélico                                                                          127
Ácido Metil Hipúrico                                                                     127
Ácido Oxálico                                                                            127
Ácido Úrico, dosagem                                                                      48
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                5
Ácido Úrico, pesquisa (urina) vide Cristais, pesquisa                                                       203
Ácido Valpróico                                                                                              71
Ácido Vanil Mandélico                                                                                       128
ACTH                                                                              77 - testes 239, 240,241, 252
ACTH Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                                        259 a 264
Actina de Músculo Liso, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                     259 a 264
Açúcar nas Fezes vide Corpos Redutores                                                                      203
ADA vide Adenosina Deaminase                                                                                 49
Addis, contagem                                                                                             201
Adenosina Deaminase                                                                                          49
Adenosina Monofosfato Cíclico vide AMP Cíclico                                                               79
Adenovírus - pesquisa direta                                                                                135
Adrenalina vide Epinefrina e Norepinefrina                                                                  129
AEO vide Antiestreptolisina O                                                                               136
AGA vide Gliadina, anticorpos anti                                                                          151
Agregação Plaquetária                                                                                       111
ALA-D vide Ácido Delta Amino Levulínico Desidratase                                                         226
Alanina Amino Transferase vide Transaminase Pirúvica                                                         68
Alanina, Aminoácido Quantitativo                                                                            217
ALA-U vide Ácido Delta Amino Levulínico                                                                     226
Albumina, dosagem vide Proteínas Totais e Fracionadas                                                        66
Albumina, pesquisa vide Proteínas, pesquisa                                                                 213
Alcaptonúria vide Ácido Homogentísico                                                                       201
Aldolase                                                                                                     49
Aldosterona                                                                           78 - testes 241, 242, 243
Aldosteronismo Primário, Testes confirmatórios                                                              243
Alfa 1 Anti-Tripsina                                                                                        135
Alfa 1 Antitripsina, Mutação (Diagnóstico)                                                                  108
Alfa 1 Glicoproteína Ácida                                                                                  135
Alfa Fetoproteína                                                                                            79
ALT vide Transaminase Pirúvica                                                                               68
Alumínio                                                                                                    227
AMA vide Mitocôndria, anticorpos anti                                                                       163
Ameba histolytica vide Entamoeba Histolytica                                                                204
Amebíase                                                                                                    135
Amilase                                                                                                      49
Amilase, Clearence                                                                                           49
Aminoácidos, Cromatografia Qualitativa                                                                      217
Aminoácidos, Cromatografia Quantitativa                                                                218, 219
AMP Cíclico                                                                                                  79
Análise Mineral do Tecido Capilar vide Mineralograma                                                        199
Análise Seminal Computadorizada                                                                             181
ANCA vide Neutrófilos, anticorpos anti                                                                      165
Androstanediol Glicuronide, 3 Alfa vide 3 Alfa Androstanediol Glicuronide                                    78
Androstenediona                                                                                80 - testes 239
Anfetaminas – Teste de Triagem vide Triagem de Drogas de Abuso                                              175
Anticoagulante Lúpico                                                                                       111
Anti-Convulsivante equivale Ácido Valpróico pág. 71, Carbamazepina pág. 71, Difenilhidantoína pág.72,
Fenobarbital pág. 72, Lamotrigina pág. 73, Oxcarbazepina pág. 74, Primidona pág. 74, Vigabatrina pág. 75
Anticorpo Inibidor do Receptor de TSH vide TRAb, anticorpo inibidor de TSH                                  102
Anticorpos Anti-EBV vide Epstein Barr                                                                       148
Anticorpos Anti-Nucleares vide Fator Anti-Nuclear (Hep 2)                                                   149
Anticorpos anti-Transglutaminase Tecidual IgA - tTG vide tTG                                                177
Anticorpos Irregulares vide Coomb’s Indireto                                                                144
Antidepressivos vide Tricíclicos                                                                             75


6                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Anti-Epiléticos equivale Ácido Valpróico pág. 71, Carbamazepina pág. 71, Difenilhidantoína pág.72,
Fenobarbital pág. 72, Lamotrigina pág. 73, Oxcarbazepina pág. 74, Primidona pág. 74, Vigabatrina pág. 75
Anti-Espermatozóides vide Imunobeads                                                                       182
Antiestreptolisina O                                                                                       136
Anti-Fosfolípides equivale Anticoagulante Lúpico pág. 111, Cardiolipina IgG e IgM pág. 139
Antifungigrama                                                                                             185
Antígeno Austrália vide Hepatite B – HbsAG                                                                 152
Antígeno Carcinoembrionário                                                                                136
Antígeno Carcinoembrionário, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                259 a 264
Antígeno HLA B27, pesquisa                                                                                 136
Antígeno HLA-B-27, PCR                                                                                      39
Antígeno Prostático Específico vide PSA                                                                     95
Antígenos Treponêmicos vide Treponema Imunofluorescência IgG                                               172
Anti-La, anticorpos vide SSB, anti                                                                         169
Anti-Microssomal, anticorpos vide Microssomal, anticorpos anti                                              92
Anti-Mucosa Gástrica vide Célula Parietal, anti                                                            140
Anti-Nucleares, anticorpos (Hep 2) vide Fator Anti-Nuclear                                                 149
Antioxidantes equivale Antioxidantes Totais, Glutation Peroxidase, Superoxido Dismutase                    200
Antioxidantes Totais                                                                                       200
Anti-Proteinase 3 vide Neutrófilos, anticorpos anti                                                        165
Anti-Rh vide Coomb’s Indireto                                                                              144
Anti-RO, anticorpos vide SSA, anti                                                                         169
Anti-TPO, anticorpos vide Microssomal, anticorpos anti                                                      92
Antitrombina III                                                                                           136
Anti-VCA vide Epstein Barr                                                                                 148
ANTOX vide Antioxidantes Totais                                                                            200
Apolipoproteína “a” vide Lipoproteína “a”                                                                  162
Apolipoproteína A1 e B                                                                                      49
ARA vide Reticulina, anticorpos anti                                                                       167
Arsênico                                                                                                   227
ASLO vide Antiestreptolisina O                                                                             136
ASMA vide Músculo Liso, anti                                                                               164
Aspartato Amino Transferase vide Transaminase Oxalacética                                                   68
Aspecto do Soro vide Inspeção do Plasma Refrigerado                                                         62
Aspergillus sp, anti                                                                                       137
AST vide Transaminase Oxalacética                                                                           68
Ataxia de Friedreich, Diagnóstico                                                                          105
Ataxia de Machado Joseph, Diagnóstico                                                                      105
Ataxia Espinocerebelar tipo 1, Diagnóstico                                                                 105
Ataxia Espinocerebelar tipo 10, Diagnóstico                                                                105
Ataxia Espinocerebelar tipo 2, Diagnóstico                                                                 105
Ataxias, Painel                                                                                            105
Avaliação Hipofisária Total vide Megateste                                                                 252
Avaliação Mineral Óssea                                                                                    286
Avaliação Risco de Síndrome de Down e Malformação do Tubo Neural vide Avaliação do Risco Fetal –
Teste Integrado                                                                                             96
Baar - Bacterioscopia, cultura                                                                             185
Baar - Bacterioscopia, pesquisa                                                                            185
Bacilo Diftérico, cultura                                                                                  186
Bacilo Diftérico, pesquisa                                                                                 186
Baciloscopia ao Ziehl vide Baar – Bacterioscopia, pesquisa                                                 185
Bactéria e Antibiograma Automatizado, Identificação                                                        192
Bactérias Anaeróbias, cultura                                                                              186
Bandas Oligoclonais vide Eletroforese de Proteínas (líquor)                                                147
Becker e Duchenne, Distrofia (Diagnóstico)                                                                 106
Bence Jones vide Proteína de Bence Jones                                                                   213

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  7
Benzodiazepínicos equivale Bromazepan pág. 71, Clobazan pág. 71, Clonazepan pág. 72, Diazepan pág.72,
N-Desmetildiazepan pág. 73, Nitrazepan pág. 73, Oxazepan pág. 74
Beta 2 Microglobulina                                                                                  80
Beta Caroteno                                                                                         128
Beta HCG vide HCG, Beta                                                                                88
Bicarbonato vide Reserva Alcalina                                                                      67
Big Prolactina                                                                                         80
Bilirrubinas, dosagem (sangue)                                                                         50
Bilirrubinas, pesquisa (urina)                                                                        201
Biópsia                                                                                         259 a 264
Biotinidase                                                                                           220
Blastomicose                                                                                          137
Borrélia vide Lyme                                                                                    163
Bromazepan                                                                                             71
Brucelose (Imunoensaio Enzimático)                                                                    138
Brucelose (Soro Aglutinação)                                                                          137
C1q vide Complemento C1q                                                                              143
C1q, anti human – Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                      259 a 264
C1S Esterase Inibidor                                                                                 139
C2 vide Complemento C2                                                                                143
C3 vide Complemento C3                                                                                143
C3, anti human – Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                       259 a 264
C4 vide Complemento C4                                                                                143
CA 125                                                                                                138
CA 125, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                                259 a 264
CA 15/3                                                                                               138
CA 19/9                                                                                               139
CA 72/4                                                                                               139
Cádmio                                                                                                228
Cálcio                                                                                                 50
Cálcio Iônico                                                                                          51
Cálcio Livre vide Cálcio Iônico                                                                        51
Calcitonina                                                                          81 - testes 251, 252
Calcitonina, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                           259 a 264
Calcitriol vide Vitamina D3                                                                           132
Cálculo Biliar, Análise Físico e Química                                                              202
Cálculo Renal, Análise Físico e Química                                                               201
Calemia vide Potássio                                                                                  65
Caliuria vide Potássio                                                                                 65
Campylobacter, cultura                                                                                186
C-ANCA vide Neutrófilos, anticorpos anti                                                              165
C-ANCA vide Neutrófilos, anticorpos anti                                                              165
Cancro Mole, pesquisa vide H. Ducreyi                                                                 191
Candidina, Reação Intradérmica                                                                        287
Capacidade Livre de Combinação do Ferro                                                                51
Capacidade Total de Combinação do Ferro                                                                51
Carbamazepina                                                                                          71
Carbohidratos, Cromatografia                                                                          202
Carboxi Hemoglobina                                                                                   228
Cardiolipina IgG/IgM, auto anticorpos anti                                                            139
Cariótipo com Banda G                                                                                 105
Cariótipo de Alta Resolução                                                                           105
Cariótipo de Medula vide Cariótipo p/ pesquisa de Cromossomo Philadelphia                             105
Cariótipo p/ pesquisa de Cromossomo Philadelphia                                                      105
Cariótipo p/ pesquisa de X-Frágil                                                                     106
Catecolaminas vide Epinefrina e Norepinefrina                                            129 - testes 242

8                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Caxumba IgG/IgM                                                                            140
CD15, 20, 30, 34, 43, 45, 45 RO, 74 e 79, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica   259 a 264
CD2 e CD19 vide Tipagem de Linfócitos                                                      171
CD3 vide Linfócitos T Ativado                                                              162
CD4 e CD8 vide Subtipagem de Linfócitos                                                    169
CD56                                                                                       140
CDW 75, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                     259 a 264
CEA vide Antígeno Carcino Embrionário                                                      136
CEA, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                        259 a 264
Célula Parietal, Anti                                                                      140
Células de Downey, pesquisa                                                                112
Células de Inclusão Citomegálica                                                           187
Células de Tzanck vide Células Herpéticas, pesquisa                                        189
Células Herpéticas, pesquisa                                                               187
Células LE, pesquisa                                                                       112
Células Orangiófilas, pesquisa                                                              51
Centrômero, Anti                                                                           140
C-ERB-2 Neu Protein,Imunohistoquimica vide Imunohistoquímica                         259 a 264
Ceruloplasmina                                                                              51
Cetona, pesquisa (sangue)                                                                   52
Cetona, pesquisa (urina)                                                                   202
Cetosteróides Neutros Totais, 17                                                            47
CH 100 vide Complemento CH 100                                                             143
CH 50 vide Complemento CH 100                                                              143
Chagas vide Trypanosoma cruzi                                                              176
Chlamydia pneumoniae IgG                                                                   141
Chlamydia trachomatis (Cultura)                                                            187
Chlamydia trachomatis (Imunofluorescência direta)                                          187
Chlamydia trachomatis (PCR)                                                                 39
Chlamydia tracomatis (Giemsa - Pesquisa)                                                   187
Chlamydia tracomatis (Imunofluorescência Indireta)                                         141
Chumbo                                                                                     230
Cianocobalamina vide Vitamina B12                                                          103
Ciclosporina                                                                                81
Cintilografia Cerebral                                                                     279
Cintilografia com Gálio                                                                    279
Cintilografia com Metaiodobenzilguanidina                                                  280
Cintilografia da Tireóide e Captação                                                       282
Cintilografia das Paratireóides                                                            280
Cintilografia das Vias Biliares                                                            280
Cintilografia Esplênica                                                                    280
Cintilografia Hepática                                                                     280
Cintilografia Hepática com Hemácias marcadas                                               280
Cintilografia Miocárdica Perfusional                                                       281
Cintilografia Óssea (Corpo Inteiro/Articulações)                                           281
Cintilografia para Divertículo de Meckel                                                   279
Cintilografia para pesquisa de Hemorragias Gastrointestinais                               279
Cintilografia para pesquisa de infarto agudo do Miocárdio                                  281
Cintilografia para pesquisa de Refluxo Gastro-Esofágico                                    281
Cintilografia Pulmonar Inalatória                                                          282
Cintilografia Pulmonar Perfusional                                                         282
Cintilografia Renal Dinâmica                                                               282
Cintilografia Renal Estática                                                               282
Cintilografia Sincronizada de Câmaras Cardíacas                                            282
Cintilografia Testicular                                                                   283
Cisternografia Cerebral                                                                    283

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                   9
Cisticercose                                                                                          141
Cistina, pesquisa                                                                                     202
Cistografia Radioisotópica Direta                                                                     281
Citobacteriologia vide Gram                                                                           191
Citologia de Escarro                                                                       266, 269, 270
Citologia de Mama                                                                          267, 269, 270
Citologia Hormonal Seriada                                                                 267, 269, 270
Citologia Hormonal Simples                                                                 266, 269, 270
Citologia Oncótica Cérvico-Vaginal                                                         268, 269, 270
Citologia Oncótica Geral                                                                   267, 269, 270
Citologia Oncótica Geral Urinária                                                          267, 269, 270
Citologia para HPV                                                                         266, 269, 270
Citologia Punção de Líquidos                                                               268, 269, 270
Citomegalovírus                                                                                       142
Citomegalovírus urinário vide Células de Inclusão Citomegálica                                        187
Citometria e Citologia (Líquidos corporais)                                                      112, 113
Citrato (esperma) vide Ácido Cítrico                                                                  184
Citrato (urina) vide Ácido Cítrico                                                                    125
CKMB vide Creatinofosfoquinase MB Isoenzima                                                            55
CL vide Cloretos                                                                                   52, 53
Clamídia vide Chlamydia                                                                      39, 141, 187
Clearence Pulmonar de DTPA                                                                            283
Clements, Teste de                                                                                     52
Clobazan                                                                                               71
Clonazepan                                                                                             72
Cloreto de Amônio, Teste de Sobrecarga vide Acidificação Urinária, Teste                               48
Cloreto de Sódio no Suor                                                                               52
Cloretos                                                                                           52, 53
CO2 vide Reserva Alcalina                                                                              67
Coagulograma equivale Plaquetas pág.119, Tempo Atividade de Protrombina pág.123,
Tempo de Coagulação pág.123, Tempo de Sangria pág.123, Tempo de Tromboplastina Parcial pág.124
Cobre                                                                                                 229
Cocaína – Teste de Triagem vide Triagem de Drogas de Abuso                                            175
Colecalciferol vide Vitamina D3                                                                       132
Cólera Vibrião, cultura vide Vibrio Cholerae, cultura                                                 197
Colesterol                                                                                             53
Colesterol HDL vide Colesterol                                                                         53
Colesterol LDL vide Colesterol                                                                         53
Colesterol TOTAL vide Colesterol                                                                       53
Colesterol VLDL vide Colesterol                                                                        53
Colesterol, Subfracionamento das Frações vide Subfracionamento das Frações do Colesterol               67
Colinesterase                                                                                          54
Coloração Supra Vital                                                                                 183
Complemento C1q                                                                                       143
Complemento C2                                                                                        143
Complemento C3                                                                                        143
Complemento C4                                                                                        143
Complemento CH 100                                                                                    143
Complemento Sérico Total vide Complemento CH 100                                                      143
Complexo Mycobacterium Tuberculoses, Identificação e Cultura                                           45
Composto S vide 11 Desoxicortisol                                                        83 - testes 239
Coombs Direto                                                                                         144
Coombs Indireto                                                                                       144
Coprocultura                                                                                          188
Coproporfirinas, dosagem                                                                              229
Coproporfirinas, pesquisa                                                                             203

10                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Corpos de Heinz, pesquisa                                                                                 113
Corpos Redutores Fecal                                                                                    203
Corpos Redutores urinário vide Carbohidratos, Cromatografia                                               202
Corte seriado de colo uterino                                                                      259 a 264
Cortisol                                                                  82 - testes 239, 240, 242, 243, 252
Cortisol Livre                                                                               82 - testes 240
Corynebacterium minutissimum, pesquisa                                                                    188
CPK vide Creatinofosfoquinase                                                                              55
Creatina                                                                                                   54
Creatinina                                                                                                 54
Creatinina, Clearence                                                                                      55
Creatinofosfoquinase                                                                                       55
Creatinofosfoquinase MB Isoenzima                                                                          55
Crioaglutininas, pesquisa                                                                                 144
Criofibrinogênio, pesquisa                                                                                144
Crioglobulinas, pesquisa                                                                                  145
Cristais com Luz Polarizada, pesquisa (líquido sinovial)                                                   55
Cristais com Luz Polarizada, pesquisa (urina)                                                             203
Cromatina Sexual                                                                                265, 269, 270
Cromo                                                                                                     230
Cromogranina, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                             259 a 264
Cromossomo Philadelphia, Cariótipo (pesquisa) vide Cariótipo p/ pesq. Cromossomo Philadelphia             105
Cromossomo X-Frágil, pesquisa vide Cariótipo p/ pesq. Cromossomo X-Frágil                                 106
Cromossomo Y para Síndrome de Turner, pesquisa                                                            106
Cromossomo Y, Estudo Genético das Microdeleções                                                           106
Cryptococcus Neoformans Microscopia                                                                       188
Cryptococcus Neoformans, aglutinação direta                                                               145
Cryptosporidium, pesquisa                                                                                 188
Cultura + Antibiograma                                                                                    189
Cultura + Antibiograma Automatizado                                                                       189
Curva de Tolerância a Glicose                                                                             245
Curva Plaquetária vide Agregração Plaquetária                                                             111
Cytokeratin, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                              259 a 264
Dacriocistografia                                                                                         285
DDAVP vide Estímulo p/ ACTH com desmopressina                                                             239
Dehidroepiandrosterona                                                                       82 - testes 239
Dehidroepiandrosterona, Sulfato                                                                            83
Dehidrogenase Láctica                                                                                      56
Delta 4 vide Androstenediona                                                                               80
Delta 5 vide 17 OH Pregnenolona                                                                            92
Delta F508 vide Fibrose Cística                                                                           107
Dengue                                                                                                    145
Densiometria Óssea                                                                                        286
Densitometria Óssea                                                                                       286
Deoxipiridinolina                                                                                         128
Descarboxilase do Ácido Glutâmico vide GAD, anticorpos anti                                                86
Desmina, Imunohistoquimica vide Imunohistoquímica                                                  259 a 264
Detecção Molecular da Mutação 202 (GA) da G6PD                                                           108
DHEA vide Dehidroepiandrosterona                                                             82 - testes 239
DHL vide Dehidrogenase Láctica                                                                             56
DHT vide Dihidrotestosterona                                                                               84
Diagnóstico da Ataxia de Friedreich                                                                       105
Diagnóstico da Ataxia de Machado Joseph                                                                   105
Diagnóstico da Ataxia Espinocerebelar tipo 1                                                              105
Diagnóstico da Ataxia Espinocerebelar tipo 10                                                             105
Diagnóstico da Ataxia Espinocerebelar tipo 2                                                              105

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                11
Diagnóstico da Distrofia de Becker e Duchenne                                                              106
Diagnóstico da Mutação da Alfa 1 Antitripsina                                                              108
Diagnóstico do H. Pylori pelo Teste Respiratório                                                           284
Diagnóstico Molecular da Doença de Huntington                                                              106
Diagnóstico Molecular para Síndrome de Willians                                                            109
Diagnóstico Molecular para Surdez Congênita                                                                109
Dialdeído Malônico vide Malônico Dialdeído                                                                 200
Diazepan                                                                                                    72
Difenilhidantoína                                                                                           72
Digestibilidade Fezes vide Funcional de Fezes                                                              205
Digital sérico vide Digoxina                                                                                83
Digoxina                                                                                                    83
Dihidrotestosterona                                                                                         84
Dímero D                                                                                                   146
Direto a Fresco, pesquisa                                                                                  190
Dismorfismo Eritrocitário, pesquisa                                                                        203
Distrofia de Becker e Duchenne, Diagnóstico                                                                106
Distrofia de Becker e Duchenne, Diagnóstico                                                                106
DNA, anticorpos Anti                                                                                       146
DNA, Determinação de Paternidade                                                                           108
Dnase, anti vide Estreptozima                                                                              148
Doença Celíaca equivale Endomísio-anticorpos anti pág.148, Gliadina IgA/IgG-anticorpos anti pág.151,
tTG-anticorpos anti pág.177, Reticulina-anticorpos anti pág.167
Doença de Huntington, diagnóstico molecular                                                                106
Doenças sexualmente transmissíveis, PCR                                                                     39
Donovanose                                                                                                 190
Dose Terapêutica com Iodo-131                                                                              285
Dose Terapêutica p/ tratamento da dor óssea com Samário-153                                                284
Drepanóticos, pesquisa vide Hemoglobina S, Teste de Solubilidade                                           115
Drogas de Abuso, Triagem vide Triagem de Drogas de Abuso                                                   175
Duplex Scan                                                                                      271, 272, 275
D-Xylose, Teste                                                                                             56
E1 vide Estrona                                                                                             86
E2 vide Estradiol                                                                                           84
E3 vide Estriol                                                                                             85
EBV vide Epstein Barr                                                                                      148
ECA vide Enzima Conversora de Angiotensina                                                                  56
Ecocardiografia                                                                                  271, 272, 275
Ecodoppler                                                                                       271, 272, 275
Ectoparasitas, pesquisa                                                                                    190
Eletrocardiograma                                                                                271, 272, 275
Eletroforese de Colesterol equivale Colesterol HDL, LDL, VLDL, Total                                        53
Eletroforese de Hemoglobina                                                                                113
Eletroforese de Hemoglobina, Neo Natal vide Hemoglobinopatias, Triagem Neo Natal                           221
Eletroforese de Imunoglobulinas vide Imunofixação                                                          159
Eletroforese de Lipoproteínas                                                                              146
Eletroforese de Proteínas                                                                                  147
Eletrólitos equivale Cloretos pág. 52/53, Potássio pág. 65, Sódio pág. 67
EMA vide Endomísio, anticorpos anti                                                                        148
ENA equivale RNP-anti pág.167, SSA/RO-anti pág.169, SSB/LA-anti pág.169, SM-anti pág.168
Endomísio, anticorpos anti                                                                                 148
Enolase Neurônio Específica, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                               259 a 264
Entamoeba histolytica                                                                                      204
Enterobius vide Oxiúrus                                                                                    209
Enzima Conversora de Angiotensina                                                                           56
Eosinófilos                                                                                                114

12                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Epinefrina e Norepinefrina                                                                   129 - testes 242
Epithelial Membrane Antigen, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                259 a 264
Epstein Barr                                                                                               148
Eritrograma                                                                                                114
Eritropoietina                                                                                              84
Eritrossedimentação vide Hemossedimentação                                                                 117
Erros Inatos do Metabolismo especificar se Aminoácidos - Cromatografia Qualitativa (cartão) pág.217,
Aminoácidos - Cromatografia Quantitativa (soro) pág.218,
Aminoácidos - Cromatografia Quantitativa (urina) pág.219, Carbohidratos – Cromatografia pág.202
Escabiose vide Ectoparasitas, pesquisa                                                                     190
Espectrofotometria 450 NM                                                                                   56
Espermograma vide Análise Seminal Computadorizada                                                          181
Espondilite Anquilosante vide Antígeno HLA-B27                                                         39, 136
Esquistossomose (Imunofluorescência Indireta)                                                              148
Esquistossomose (Reação Intradermo)                                                                        287
Estímulo com CRH/CRF pós supressão com Dexametasona                                                        242
Estímulo do Peptídeo C – Sustacal                                                                          247
Estímulo para ACTH com CRH/CRF                                                                             241
Estímulo para ACTH com Desmopressina – DDAVP                                                               239
Estímulo para ACTH para Cortisol, 17 OH Progesterona, 17 OH Pregnenolona, Composto S,
Progesterona, DHEA, Androstenediona                                                                        239
Estímulo para Calcitonina com infusão de Cálcio                                                       251, 252
Estímulo para HGH                                                                                     248, 249
Estímulo para LH e FSH com LH-RH                                                                           251
Estímulo para Prolactina com TRH                                                                           250
Estímulo para Testosterona com HCG                                                                         251
Estímulo para TSH com TRH                                                                                  244
Estímulo rápido para Cortisol com ACTH – Cortrosina                                                        239
Estradiol, 17 Beta                                                                                          84
Estreptoquinase/Estreptodornase – Reação Intradérmica                                                      287
Estreptozima                                                                                               148
Estriol                                                                                                     85
Estrógenos Fracionados equivale Estradiol pág.84, Estriol pág.85, Estrona pág.86
Estrona                                                                                                     86
Estudo de Determinação de Paternidade vide Paternidade                                                     108
Estudo de Viabilidade Miocárdica                                                                           284
Estudo Genético da Hemocromatose                                                                           108
Estudo Genético da Síndrome de Gilbert                                                                     109
Estudo Genético das Microdeleções no Cromossomo Y                                                          106
Estudo Genético das Trombofilias pág.107 equivale Fator V Leiden pág.107, Gene da Protrombina pág.108,
Gene da Metilenotetrahidrofolato Redutase pág.107
Estudo Genético de Fibrose Cística                                                                         107
Estudo Genético Fetal                                                                                      107
Etanol                                                                                                     231
Exame direto a Fresco, pesquisa                                                                            190
Exame Micológico Direto                                                                                    194
Faixas Oligoclonais vide Eletroforese de Proteínas (líquor)                                                147
FAN vide Fator Anti-Nuclear (Hep 2)                                                                        149
Fator Anti-Nuclear (Hep 2)                                                                                 149
Fator de Angiogênese Tumoral, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                               259 a 264
Fator Intríseco, anti vide Célula Parietal, anti                                                           140
Fator Reumatóide                                                                                           149
Fator Reumatóide (Hemoaglutinação) vide Waaler Rose                                                        178
Fator Rh/DU vide Grupo Sanguíneo + Fator Rh/DU                                                             151
Fator V de Leiden                                                                                          107
Febre Amarela                                                                                              150
Fenilalanina - PKU, quantitativa (cartão)                                                                  220
                                  Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                13
Fenilalanina, Cromatografia quantitativa vide Aminoácidos, Cromatografia quantitativa                    218
Fenilalanina, pesquisa (urina)                                                                           204
Fenilhidantoína vide Difenilhidantoína                                                                    72
Fenobarbital                                                                                              72
Fenol                                                                                                    231
Ferritina                                                                                                150
Ferro                                                                                                     57
Fezes Digestibilidade vide Funcional de Fezes                                                            205
Fezes Parasitológico vide Parasitológico de Fezes                                                        210
Fibrinogênio                                                                                             114
Fibrose Cística                                                                                          107
Filaria, pesquisa                                                                                        114
Filariose, pesquisa vide Filaria                                                                         114
Fluoreto                                                                                                 232
Fluoxetina                                                                                                73
Fluxo Sanguineo das Extremidades                                                                         283
Folato vide Ácido Fólico                                                                                  77
Fosfatase Ácida                                                                                           57
Fosfatase Ácida Prostática                                                                                86
Fosfatase Alcalina                                                                                        57
Fosfatase Alcalina Específica Óssea                                                                      150
Fosfatase Esquelética vide Fosfatase Alcalina Específica Óssea                                           150
Fosfolípides                                                                                              58
Fósforo                                                                                                   58
Fragilidade Osmótica das Hemácias                                                                        115
Frutosamina vide Proteína Glicosilada                                                                     65
Frutose (esperma)                                                                                        184
Frutose (urinária)                                                                                       204
FSH vide Hormônio Folículo Estimulante                                                  89 - testes 251, 252
FSH, Imunohistoquimica vide Imunohistoquimica                                                      259 a 264
FT3 vide T3 Livre                                                                                         98
FT4 vide T4 Livre                                                                                         99
FTA abs vide Treponema IgG                                                                               175
Funcional de Fezes                                                                                       205
Fungos (pesquisa/cultura)                                                                                190
Fungos, identificação                                                                                    191
G6PD vide Glicose 6 Fosfato Dehidrogenase                                                                220
G6PD, Mutação 202 (GA)                                                                                  108
GAD, anticorpos anti                                                                                      86
Galactose (urina)                                                                                        206
Galactose Total – Triagem Neo-Natal                                                                      220
Gama Globulina vide Eletroforese de Proteínas                                                            147
Gama Glutamil Transferase                                                                                 58
Gama GT vide Gama Glutamil Transferase                                                                    58
Gardnerella, cultura                                                                                     191
Gasometria                                                                                                59
Gastrina                                                                                                  87
Gene CCR-5, pesquisa da deleção – PCR                                                                     39
Gene da Metilenotetrahidrofolato Redutase                                                                107
Gene da Protrombina                                                                                      108
Geração de IGF-1                                                                                         250
GGT vide Gama Glutamil Transferase                                                                        58
GH vide Hormônio de Crescimento                                                                           88
Giárdia                                                                                                  206
Gilbert, Síndrome                                                                                        109
Gliadina, anticorpos Anti                                                                                151

14                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Glicemia vide Glicose
Glicohemoglobina                                                                                  60
Glicose 6 Fosfato Dehidrogenase                                                                  220
Glicose 6 Fosfato Dehidrogenase, Mutação 202 (GA)                                               108
Glicose, dosagem                                                           61 - testes 245, 246, 247
Glicose, pesquisa                                                                                206
Globulina (liquor)                                                                                61
Globulina (sangue) vide Proteínas Totais e Fracionadas                                            66
Globulina Ligadora de Hormônios sexuais vide SHBG                                                 97
Globulina Ligadora de Tiroxina vide TBG                                                          100
Glutation Peroxidase                                                                             200
Gonadotrofina Coriônica vide HCG, Beta                                                       88, 212
Gonadotrofina Fração, Imunohistoquimica vide Imunohistoquímica                            259 a 264
Gonococos vide Neisseria Gonorrhoeae                                                             194
Gordura Fecal                                                                                    207
GPX vide Glutation Peroxidase                                                                    200
Gram Bacterioscopia                                                                              191
Gram Bacterioscopia (sangue) vide Hemocultura                                                    192
Grupo Sangüíneo + Fator Rh/DU                                                                    151
GTT vide Tolerância a Glicose                                                          245, 246, 247
H. Ducreyi                                                                                       191
Haemophilus Ducreyi vide H. Ducreyi                                                              191
Ham, Teste                                                                                       151
Haptoglobina                                                                                      62
HAV, anti vide Hepatite A                                                                        152
HbA1c vide Glicohemoglobina                                                                       60
HBc, ANTI vide Hepatite B                                                                        152
HBe, ANTI vide Hepatite B                                                                        153
HBe-Ag vide Hepatite B                                                                           153
HBs, ANTI vide Hepatite B                                                                        153
HbsAg vide Hepatite B                                                                            152
HBV, PCR Qualitativo                                                                              40
HBV, PCR Quantitativo                                                                             40
HBV, Teste de Resistência aos antivirais                                                          40
HCG, Beta                                                                                         88
HCG, Beta - pesquisa urinária vide Pregnosticon                                                  212
HCV, ANTI vide Hepatite C                                                                        153
HCV, Genotipagem                                                                                  41
HCV, PCR Qualitativo                                                                              41
HCV, PCR Quantitativo                                                                             41
HDL, Colesterol                                                                                   53
HDV, ANTI vide Hepatite D                                                                        154
Helicobacter Pylori (Imunoensaio Enzimático)                                                     151
Helicobacter Pylori, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                             259 a 264
Helicobacter Pylori, Teste Respiratório                                                          284
Helicobacter Pylori, Biópsia                                                              259 a 264
Hemácias Fetais vide Kleihauer                                                                   117
Hemácias vide Hemograma                                                                          116
Hematócrito vide Hemograma                                                                       116
Hematozoários, pesquisa vide Plasmodium                                                          119
Hemocromatose, PCR                                                                               108
Hemocultura Automatizada                                                                         192
Hemocultura para Micobactérias vide Micobactérias, cultura automatizada                          193
Hemoglobina                                                                                      115
Hemoglobina A2                                                                                   115
Hemoglobina Fetal                                                                                115

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                        15
Hemoglobina Glicada vide Glicohemoglobina                                                                  60
Hemoglobina H, pesquisa                                                                                    15
Hemoglobina Instável equivale Corpos Heinz (pesquisa) pág.113, Teste do Isopropanol pág.208,
Teste Desnaturação ao calor pág.124
Hemoglobina S, Neo Natal vide Hemoglobinopatias, Triagem Neo Natal                                        221
Hemoglobina S, Teste de Solubilidade                                                                      115
Hemoglobinopatias, triagem Neo Natal                                                                      221
Hemograma                                                                                                 116
Hemossedimentação                                                                                         117
Hemossiderina                                                                                             117
Hep 2 vide Fator Anti-Nuclear                                                                             149
Hepatite A vide HAV IgG/IgM                                                                               152
Hepatite B equivale HbsAg pág.152, HBc IgG/IgM pág.152, Hbe-Ag pág.153, Hbe-anti pág.153,
HBs-anti pág.153, HBV PCR pág.40, HBV - Teste de Resistência aos Antivirais pág.40
Hepatite C equivale HCV-anti pág.153, HCV-PCR pág.41, HCV Genotipagem pág.41
Hepatite D                                                                                                154
Hepatite Delta vide Hepatite D                                                                            154
Hepatite E                                                                                                154
Herpesvírus Simples 1 e 2                                                                                 154
Herpesvírus, cultura                                                                                      192
Herpesvírus, pesquisa vide Células Herpéticas                                                             189
HEV, ANTI vide Hepatite E                                                                                 154
HGH vide Hormônio de Crescimento                                               88 - testes 248, 249, 250, 252
HGH, Imunohistoquimica vide Imunohistoquimica                                                      259 a 264
Hibridização “In Situ” para HPV vide HPV, Hibridização “In Situ”                                          192
Hidantoína vide Difenilhidantoína                                                                          72
Hidratos de Carbono vide Carboidratos, Cromatografia                                                      202
Hidroxi Corticosteróides, 17                                                                               47
Hidroxi Esteróides Cetogênicos, 17                                                                         47
Hidroxi Indolacético vide Ácido 5 Hidroxi Indolacético                                                    125
Hidroxi Pregnenolona, 17                                                                     92 - testes 239
Hidroxi Progesterona, 17                                                                     92 - testes 239
Hidroxiprolina Total                                                                                       62
Hipercalciúria vide Teste de PAK                                                                          253
Hipoglicemia com insulina para dosagem de Cortisol e/ou ACTH                                              239
Hipoosmolaridade                                                                                          182
Histidina, Aminoácido quantitativo                                                                        221
Histona, anticorpos Anti                                                                                  154
Histoplasma Capsulatum, anti                                                                              155
Histoplasmose vide Histoplasma Capsulatum, anti                                                           155
HIV 1 e 2, pesquisa                                                                                       155
HIV confirmatório vide HIV Western Blot                                                                   156
HIV equivale HIV 1 e 2 pesquisa pág.155, HIV Wester Blot pág.56, HIV- PCR pág.42,
HIV-PCR Ultrasensível pág.42, HIV Genotipagem pág.43, HIV NASBA pág.42, HIV 1 Neo Natal pág.221
HIV Western Blot                                                                                          156
HIV, NASBA - Quantitativo                                                                                  42
HIV, PCR – Qualitativo                                                                                     42
HIV, PCR – Quantitativo                                                                                    42
HIV, PCR - Quantitativo Ultrasensível                                                                      42
HIV-1 Genotipagem vide HIV, Resistência Genotípica aos antivirais                                          43
HIV-1, Neo Natal                                                                                          221
HIV-1, Resistência Genotípica aos antivirais                                                               43
HLA-B27, pesquisa PCR vide Antígeno HLA-B27                                                                39
HLA-B27, pesquisa vide Antígeno HLA-B27                                                                   136
HMB 45, Imunohistoquimica vide Imunohistoquimica                                                   259 a 264
Homocisteína                                                                                              130

16                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Homocistina                                                                                               207
Hormônio Adrenocorticotrófico vide ACTH                                                                    77
Hormônio Adrenocorticotrófico, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                            259 a 264
Hormônio de Crescimento                                                        88 - testes 248, 249, 250, 252
Hormônio Folículo Estimulante                                                           89 - testes 251, 252
Hormônio Luteinizante                                                                   89 - testes 251, 252
Hormônio Somatotrófico vide Hormônio de Crescimento                                                        88
Hormônios Sexuais, Globulina Ligadora vide SHBG                                                            97
HPV, Biópsia                                                                                       259 a 264
HPV, Captura Híbrida                                                                                       43
HPV, Citologia                                                                                            266
HPV, Hidridização “In Situ”                                                                               192
HPV, PCR – Tipagem                                                                                         44
HSV vide Herpesvírus Simples 1 e 2                                                                        154
HTLV I e II, pesquisa                                                                                     156
HTLV III vide HIV
HTLV-I, PCR                                                                                                44
Human Milk Fat Globulin, Imunohistoquímica vide Imunohistoquimica                                  259 a 264
Huntington, Doença                                                                                        106
IA2, anti                                                                                                  90
IAA vide Insulina, anticorpos anti                                                                         91
ICA vide IA2, anti                                                                                         90
ICA512 vide IA2, anti                                                                                      90
Identificação + Cultura para Mycobacterium Tuberculosis                                                    45
Identificação de Aminoácidos, quantitativo vide Aminoácidos, Cromatografia Quantitativa              218, 219
Identificação de Bactéria e Antibiograma Automatizado                                                     192
Identificação de Helmintos e Fragmentos                                                                   208
IgA Anti Human, Imunohistoquimica vide Imunohistoquimica                                             259, 264
IgA Salivar vide Imunoglobulinas                                                                          159
IgA Tuberculosis vide Mycobacterium Tuberculosis IgA                                                      164
IgE Específico                                                                                            157
IgE Múltiplo                                                                                              158
IgE Total                                                                                                 158
IGF 1                                                                                        90 - testes 250
IGFBP-3                                                                                      90 - testes 250
IgG Anti Human, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                           259 a 264
IgM Anti Human, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                           259 a 264
Ilhota, anti vide IA2, anti                                                                                90
Immunobeads Test                                                                                          182
Imunidade Celular, testes equivale Candidina-Reação Intradérmica pág.287,
PPD-Reação Intradérmica pág.287, Estreptoquinase/Estreptodornase-Reação Intradérmica pág.287,
Tipagem de Linfócitos T e B pág.171, Tricofitina-Reação Intradérmica pág.287
Imunocomplexos Circulantes                                                                                158
Imunoeletroforese de Proteínas vi vide de Imunofixação                                                    159
Imunofixação                                                                                              159
Imunoglobulinas                                                                                           159
Imunohistoquímica                                                                                  259 a 264
Índice de Saturação da Transferrina                                                                        62
Índice de Tixorina Livre vide ITL                                                                          91
Influenza vírus A e B – pesquisa direta                                                                   160
Inibidor Lúpico vide Anticoagulante Lúpico                                                                111
Inseticidas Organoclorados                                                                                232
Inseticidas Organofosforados                                                                              232
Inspeção do Plasma Refrigerado                                                                             62
Insulina                                                                                     91 - testes 246
Insulina, anticorpos anti                                                                                  91

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                17
Intradermo Reações                                                                                    287
Ionograma equivale Cloreto pág.52/53, Potássio pág.65, Sódio pág.67
Íons equivale Cloreto pág.52/53, Potássio pág.65, Sódio pág.67
Iontoforese: estímulo para Pilocarpina vide Cloreto de Sódio no Suor                                    52
IRT vide Tripsina Neo-Natal                                                                            223
Isoaglutininas                                                                                         160
Isoleucina, Cromatografia quantitativa vide Aminoácidos, Cromatografia quantitativa                    218
Isopropanol, Teste                                                                                     117
Isospora Belli                                                                                         208
ITL                                                                                                     91
Jo 1, anticorpos Anti                                                                                  160
K vide Potássio                                                                                         65
Kaliemia vide Potássio                                                                                  65
Kappa (cadeia leve)                                                                                    160
Kappa Anti Human, Imunohistoquimica vide Imunohistoquimica                                       259 a 264
KGS, 17 vide 17 Hidroxi Esteróides Cetogênicos                                                          47
Kitt                                                                                                   246
Kl-67 (MIB1), Imunohistoquimica vide Imunohistoquimica                                           259 a 264
Kleihauer                                                                                              117
KS, 17 vide 17 Cetosteróides Neutros Totais                                               47 - testes 240
LA vide SSB, anticorpos anti                                                                           169
Lactato vide Ácido Lático                                                                               48
Lactescência vide Inspeção do Plasma Refrigerado                                                        62
Lactose, pesquisa                                                                                      208
Lactose, teste                                                                                          62
Lambda (cadeia leve)                                                                                   161
Lambda Anti Human, Imunohistoquimica vide Imunohistoquimica                                      259 a 264
Lamotrigina                                                                                             73
LDH vide Dehidrogenase Láctica                                                                          56
LDL Oxidada, Anti                                                                                       63
LDL Peroxidada                                                                                         200
LDL, Colesterol                                                                                         53
LDL-PX                                                                                                 200
Leishmaniose Reação Intradérmica vide Montenegro                                                       287
Leishmaniose, Imunofluorescência                                                                       161
Leishmaniose, pesquisa                                                                                 118
Leptina                                                                                                 91
Leptospirose, Cultura                                                                                  193
Leptospirose, Elisa                                                                                    161
Leptospirose, Pesquisa (Campo Escuro)                                                                  193
Leptospirose, Soro Aglutinação Microscópica                                                            193
Leucina, Cromatografia quantitativa vide Aminoácidos, Cromatografia quantitativa                       218
Leucócitos (esperma)                                                                                   184
Leucócitos (fezes) vide Piócitos (fezes)                                                               211
Leucograma                                                                                             118
LH vide Hormônio Luteinizante                                                         89 - testes 251, 252
LH, Imunohistoquimica vide Imunohistoquimica                                                     259 a 264
Liddle I, II - Testes                                                                                  240
Linfócitos T Ativado                                                                                   162
Linfócitos T e B vide Tipagem de Linfócitos                                                            171
Linfócitos T Helper vide Subtipagem de Linfócitos                                                      169
Linfócitos T Supressor vide Subtipagem de Linfócitos                                                   169
Linfócitos, Subtipagem                                                                                 169
Linfócitos, Tipagem                                                                                    171
Linfogranuloma (sorologia) vide Chlamidia (Imunofluorescência Indireta)                                141
Lipase                                                                                                  63

18                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Lípides Totais                                                                                                   63
Lípides Totais e Fracionado vide Lipidograma Clássico
Lipidograma Clássico equivale Colesterol Total pág.53, Eletroforese de Lipoproteínas pág.146,
Fosfolípides pág.58, Lípides totais pág.63, Triglicérides pág.68
Lipidograma equivale Colesterol HDL pág. 53, LDL pág. 53, VLDL pág. 53, Total pág. 53, Triglicérides pág. 68
Lipóides Birrefringentes, pesquisa vide Cristais, pesquisa (líquido sinovial) pág.55 e (urina) pág.203
Lipoproteína “ a ”                                                                                              162
Líquido Ascítico (Rotina) equivale Amilase pág.49, Caracteres físicos (cor/aspecto/pH/densidade) pág.53,
Citometria e Citologia pág.112/113, Dehidrogenase Láctica pág.56, Glicose pág.61, Gram pág.191,
Proteínas Totais pág.66
Líquido Pleural (Rotina) equivale Amilase pág.49, Caracteres físicos (cor/aspecto/pH/densidade) pág.53,
Citometria e Citologia pág.112/113, Colesterol pág.53, Glicose pág.61, Gram pág.191, Proteínas Totais pág.66
Líquido Sinovial (Rotina) equivale Ácido Úrico pág.48, Caracteres físicos (cor/aspecto) pág.53,
Citometria e Citologia pág.112/113, Cristais pág. 55, Glicose pág.61, Proteínas Totais pág.66
Líquor (Rotina) equivale Caracteres físicos (cor/aspecto) pág.53, Citometria e Citologia pág.112/113
Cloretos pág.52, Glicose pág.61, Globulina pág.61, VDRL pág.177
Listeriose                                                                                                      162
Litíase urinária vide Cálculo Renal, Análise Físico e Química pág.201 veja também Teste de PAK pág.253 e
Nefrolitíase pág.252
Lítio                                                                                                        63, 64
LKM, anticorpos Anti                                                                                            163
Lues (sorologia) equivale Treponema IgG (FTA abs) pág.172, Treponema (Hemoaglutinação) pág.172,
VDRL pág.177
Lupus Eritematoso Sistêmico equivale DNA, anti pág.146, Fator Anti-Nuclear (Hep 2) pág.149,
RNP, anti pág.167, SM, anti pág.168, SSA/Ro, anti pág.169, SSB/La, anti pág.169
Lyme IgG/IgM                                                                                                    163
Machado Guerreiro vide Trypanosoma cruzi (Imunoensaio Enzimático)                                               176
Maconha – teste de triagem vide Triagem de Drogas de Abuso                                                      175
Macro Prolactina vide Big Prolactina                                                                             80
Macrophages, Imunohistoquimica vide Imunohistoquimica                                                    259 a 264
Magnésio                                                                                                         63
Malônico Dialdeído                                                                                              200
Maltose, Teste                                                                                                   64
Mamografia                                                                                            271, 274, 275
Manganês                                                                                                        233
Mapeamento da Tireóide vide Cintilografia da Tireóide                                                           282
Mar Test                                                                                                        182
Marcadores Tumorais equivale Alfa Fetoproteína pág.79, CEA pág.136, CA 15/3 pág.138, CA 19/9 pág.139,
CA 72/4 pág.139, CA 125 pág.138, HCG pág.88, PSA pág.95
MDA vide Malônico Dialdeído                                                                                     200
Megateste                                                                                                       252
Mercúrio                                                                                                        233
Meta Hemoglobina                                                                                                233
Metanefrinas – Frações                                                                                          130
Metanol                                                                                                         234
Metiletilcetona                                                                                                 234
Metionina, Cromatografia quantitativa vide Aminoácidos, Cromatografia quantitativa                              218
MG vide Magnésio                                                                                                 63
Micobactérias, Cultura Automatizada                                                                             193
Micobactérias, identificação                                                                                     45
Micológico Direto                                                                                               194
Micoplasma vide Mycoplasma
Microalbuminúria                                                                                                 64
Microproteinúria vide Microalbuminúria                                                                           64
Microsporídeos, pesquisa                                                                                        208
Microssomal, anticorpos anti                                                                                     92
Mielograma                                                                                                      118

                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                     19
MIF, Parasitológico de Fezes vide Parasitológico de Fezes – MIF                                          210
Mineralograma                                                                                            199
Mioglobina, pesquisa                                                                                     208
Mitocôndria, anticorpos anti                                                                             163
Mn vide Manganês                                                                                         233
Mononucleose (sorologia) equivale Epstein Barr IgG/IgM pág.148, Monotest pág.163,
Paul Bunnel Davidsohn pág.166
Monorauto de Sódio vide Cristais com Luz Polarizada, pesquisa (liquido sinovial)                          55
Monotest                                                                                                 163
Montenegro, Reação Intradérmica                                                                          287
Mucopolissacaridoses, pesquisa                                                                           209
Mucoproteínas                                                                                            164
Mucosa Gástrica vide Célula Parietal, anti                                                               140
Mucoviscidose equivale Cloreto de Sódio no Suor pág.52, Tripsina Neo Natal pág.223
Músculo Liso, anticorpos anti                                                                            164
Mutação 202 (G  A) da G6PD                                                                              108
Mutação da Alfa 1 Antitripsina                                                                           108
Mutação Gene da Metilenotetrahidrofolato Redutase                                                        107
Mutação no Gene da Protrombina                                                                           108
Mycobacterium Tuberculosis, anticorpos IgA                                                               164
Mycobacterium Tuberculosis, PCR                                                                           45
Mycobacterium Tuberculosis,Complexo M. Tuberculosis, Identificação + Cultura                              45
Mycoplasma pneumoniae IgG e IgM                                                                          164
Mycoplasma pneumoniae, Cultura                                                                           194
Mycoplasma, cultura                                                                                      194
Na vide Sódio                                                                                             67
Natriemia vide Sódio (sangue)                                                                             67
Natriuria vide Sódio (urina)                                                                              67
NBT vide Nitro Blue Tetrazolium                                                                          119
N-Desmetildiazepan                                                                                        73
Necropsia                                                                                          259 a 264
Nefrolitíase vide pág.252 veja também Teste de PAK pág.253 e Cálculo Renal, Análise Físico/Química pág.201
Neisseria gonorrhoeae, cultura                                                                           194
Neurofilamento, Imunohistoquimica vide Imunohistoquimica                                           259 a 264
Neutrófilos, anticorpos anti - ANCA                                                                      165
Neutrófilos, pesquisa                                                                                    119
Níquel                                                                                                   235
Nitrazepan                                                                                                73
Nitro Blue Tetrazolium                                                                                   119
Nonne-Appelt vide Globulina (liquor)                                                                      61
Noradrenalina vide Epinefrina e Norepinefrina                                                            129
Norepinefrina e Epinefrina vide Epinefrina e Norepinefrina                                               129
Normetanefrina vide Metanefrinas – Frações                                                               130
NSE, Imunohistoquimica vide Imunohistoquimica                                                      259 a 264
N-Telopeptídeo                                                                                           165
NTX vide N-Telopeptídeo                                                                                  165
OH Pregnenolona, 17                                                                          92 - testes 239
OH Progesterona Neo Natal, 17                                                                            217
OH Progesterona, 17                                                                          92 - testes 239
OKT3 vide Linfócitos T Ativado                                                                           162
Oograma                                                                                                  209
Opiáceos – teste de triagem vide Triagem de Drogas de Abuso                                              175
Osmolaridade                                                                                 64 - testes 244
Osteocalcina                                                                                              93
Oxalato vide Ácido Oxálico                                                                               127
Oxazepan                                                                                                  74

20                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Oxcarbazepina                                                                                                  74
Oxiúrus                                                                                                       209
P vide Fósforo                                                                                                 58
P53 Protein, Imunohistoquimica vide Imunohistoquímica                                                   259 a 264
Painel das Ataxias                                                                                            105
Painel de Andrógenos especificar
Predominantemente Gônadal: equivale Testosterona Livre pág.101, Testosterona Total pág.101.
Predominantemente Adrenal: equivale 3 Alfa Androstanediol Glicuronide pág.78, Androstenediona pág.80,
Dehidroepiandrosterona pág.82, Dehidroepiandrosterona,Sulfato pág.83, 11Desoxicortisol pág.83,
Dihidrotestosterona pág.84, 17 OH Pregnenolona pág.92, 17 OH Progesterona pág,92.
SHBG pág.97
Pan B Cells, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                                   259 a 264
Pan T Cells, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                                   259 a 264
P-ANCA vide Neutrófilos, anticorpos anti – ANCA                                                               165
PAP vide Fosfatase Ácida Prostática                                                                            86
Papiloma Vírus Humano (Hibridização)                                                                          192
Paracoccidioides Brasiliense vide Blastomicose                                                                137
Parainfluenza vírus 1, 2 e 3 – pesquisa direta                                                                165
Paraminofenol                                                                                                 130
Parasitológico de Fezes                                                                                       210
Paratormônio Intacto (Molécula Inteira)                                                                        93
Parvovírus B19, anticorpos anti                                                                               166
Paternidade, Estudo de Determinação                                                                           108
Paul Bunnel Davidsohn                                                                                         166
Pb vide Chumbo                                                                                                230
PCNA, anticorpos anti                                                                                         166
PCR (método) equivale Antígeno HLA-B27 pág.39, Painel das Ataxias pág.105, Chlamídia pág.39,
Cromossomo Y, Estudo Genético das Microdeleções pág.106,
Cromossomo Y para Síndrome de Turner pág.106, Distrofia de Becker e Duchenne pág.106,
Doenças Sexualmente Transmissíveis pág.39, Doença de Huntington pág.106, Estudo Genético Fetal pág.107,
Estudo Genético das Trombofilias pág.107, Fator V de Leiden pág.107, Fibrose Cística pág.107,
Gene CCR-5 pág.39, Gene Metilenotetrahidrofolato Redutase pág.107, Gene da Protrombina pág.108,
Hemocromatose pág.108, Hepatite B (Qualitativa pág.40/Quantitativo pág.40/Resistência aos Antivirais pág.40),
Hepatite C (Qualitativo pág.41/Quantitativo pág.41/Genotipagem pág.41),
HIV (Qualitativo pág.42/Quantitativo pág.42/Ultrasensível pág.42),
HPV pág.44, Micobactérias, Identificação pág.45, Mycobacterium tuberculosis pág.45,
Mutação 202 (GA) da G6PD pág.108, Mutação da Alfa 1 Antitripsina pág.108, HTLV-1 pág.44,
Sexo Genético pág.109, Síndrome de Gilbert pág.109, Síndrome de Willians pág.109,
Surdez Congênita pág.109, SRY pág.109, Translocação BCR-ABL pág.109
PCR vide Proteína C Reativa, Quantitativa                                                                     167
Peça Cirúrgica Radical Simples                                                                          259 a 264
Pentose                                                                                                       211
Peptídeo C                                                                                       93 - testes 247
Peptídeos de Degradação do Colágeno Ósseo vide N-Telopeptídeo                                                 165
Perfil Coprológico vide Funcional de Fezes                                                                    205
Perfil do FAN especificar DNA, anti pág.146, Fator anti Nuclear (Hep 2) pág.149, Histona, anti pág.154,
JO1, anti pág.160, RNP, anti pág.167, SCL 70, anti pág.168, SM, anti pág.168, SSA, anti pág.169,
SSB, anti pág.169
Perfil Eletroforético de Gama Globulina equivale Eletroforese de Proteínas pág.147, Imunoglobulinas pág.159
Perfil Enzimático Hepático especificar Colinestarase pág.54, Dehidrogenase Láctica pág.56,
Fosfatase Alcalina pág.57, Gama GT pág.58, TGO pág.68, TGP pág.68
Perfil Hepático especificar Bilirrubinas pág.50, Fosfatase Alcalina pág.57, Gama GT pág.58, TGO pág.68,
TGP pág.68, Colinesterase pág.54, Dehidrogenase Láctica pág.56
Perfil Imunógico especificar C3 pág.143, C4 pág.143, Eletroforese de Proteínas pág.147, Hemograma pág.116,
Estreptoquinase/Estreptodornase pág.287, Imunoglobulinas pág.159, PPD pág.287, Tipagem Linfócitos pág.171
Perfil Lipídico vide Lipidograma Clássico


                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                   21
Perfil Microbiológico especificar Campylobacter, cultura pág.186, Cultura + Antibiograma pág.189,
Fungos pág.190, Parasitológico de Fezes pág.210
Perfil Risco Coronário
Fatores Infecciosos:Chlamydia Pneumoniae IgG pág.141, Citomegalovírus pág.142,
Helicobacter pylori pág.151.
Fator Inflamatório: Proteína C Reativa quantitativa pág.167.
Fatores Metabólicos: Homocisteína pág.130, Subfracionamento das Frações do Colesterol pág.67
Fatores Trombofílicos: Fator V de Leiden pág.107, Gene Protrombina pág.108,
Gene Metilenotetrahidrofolato Redutase pág.107
Perfil Sorológico p/ Hepatite especificar HbsAg pág.152, HAV IgM pág.152, HBc IgM pág.152, HCV-anti pág.153
Perfil Vitamínico especificar Vitamina A pág.132, Vitamina C pág.132, Vitamina E pág.133
Peroxidase, anti vide Microssomal, anticorpos anti                                                             92
Pesquisa de Açúcares nas fezes vide Corpos Redutores                                                          203
Pesquisa de Cancro Mole vide H. Ducreyi, pesquisa                                                             191
Pesquisa de Células Falciformes vide Hemoglobina S, Teste de Solubilidade                                     115
Pesquisa de Cromossomo X-Frágil vide Cariótipo para pesquisa de X-Frágil                                      106
Pesquisa de Cromossomo Y para Síndrome de Turner                                                              106
Pesquisa de Hemoglobina Instável equivale Corpos de Heinz pág.113, Isopropanol pág.117,
Teste de desnaturação ao calor pág.124
Ph (fezes)                                                                                                    211
Ph (urina)                                                                                                     65
Piócitos, pesquisa e contagem                                                                                 211
Piridinolina                                                                                                  131
Pirofosfato de Cálcio vide Cristais com Luz Polarizada, pesquisa (liquido sinovial)                            55
PKU vide Fenilalanina - pesquisa (urina)                                                                      204
PKU vide Fenilalanina - PKU, quantitativa (cartão)                                                            220
Plaquetas,contagem                                                                                            119
Plasma Refrigerado vide Inspeção do Plasma Refrigerado                                                         62
Plasmodium, pesquisa                                                                                          119
Pneumocystis Carinii, pesquisa                                                                                195
Porfirias equivale Urina-pesquisa: Coproporfirinas pág.203, Porfirinas pág.212, Porfobilinogênio pág.212,
Protoporfirinas pág.213, Uroporfirinas pág.215. Urina-quantitativo: ALA-U pág.226, Coproporfirinas pág.229.
Sangue: Zinco Protoporfirina pág.236
Porfirinas, pesquisa                                                                                          212
Porfobilinogênio                                                                                              212
Potássio                                                                                                       65
PPD 2 UT                                                                                                      287
Pregnandiol não é mais dosado sugere-se Progesterona                                                           94
Pregnanetriol não é mais dosado sugere-se 17 OH Progesterona                                                   92
Pregnenolona, 17 OH                                                                               92 - testes 239
Pregnosticon                                                                                                  212
Primidona                                                                                                      74
Progesterona                                                                                      94 - testes 239
Progesterona Neo Natal, 17 OH                                                                                 217
Progesterona, 17 OH                                                                               92 - testes 239
Pro-Insulina                                                                                                   94
Prolactina                                                                                        94 - testes 250
Prolactina Pool vide Prolactina                                                                                94
Prolactina, Big vide Big Prolactina                                                                            80
Prolactina, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                                    259 a 264
Proteína C                                                                                                    120
Proteína C Ativada, Resistência                                                                               121
Proteína C Reativa (quantitativa)                                                                             167
Proteína de Bence-Jones                                                                                       213
Proteína Glicosilada                                                                                           65
Proteína S                                                                                                    122
Proteína S 100, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                                259 a 264
22                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Proteínas Totais                                                                                             66
Proteínas Totais e Fracionadas                                                                               66
Proteínas, dosagem vide Proteínas Totais e Fracionadas                                                       66
Proteínas, pesquisa                                                                                         213
Protoporfirinas, pesquisa                                                                                   213
Protozoários, pesquisa                                                                                      213
Protrombina vide Tempo Atividade Protrombina                                                                123
Prova do Laço                                                                                               122
Provas de Atividade Reumática especificar Alfa 1 Glicoproteína Ácida pág.135, Antiestreptolisina O pág.136,
C3 pág.143, C4 pág.143, Fator Reumatóide pág.149, Hemossedimentação pág.117,
Imunocomplexos Circulantes pág.158, Mucoproteínas pág.164, Proteína C Reativa (quantitativa) pág.167
PSA Livre e Total                                                                                            95
PSA Total                                                                                                    95
Pseudocolinesterase vide Colinesterase                                                                       54
PTH vide Paratormônio Intacto (Molécula Inteira)                                                             93
PTT vide Tempo de Tromboplastina Parcial                                                                    124
Punção Biópsia                                                                                       259 a 264
Quebras Cromossômicas, pesquisa                                                                             108
Radicais Livres                                                                                             200
Radiologia disponível a partir de Outubro/2001 consulte-nos!
Rast vide IgE específico                                                                                    157
Rastreamento com Sestamibi                                                                                  284
Rastreamento de Corpo Inteiro                                                                               279
Reação de Fixação de Complemento para T. Cruzi vide Trypanosoma cruzi (Imunoensaio Enzimático)              176
Reações para Tripanossomíase Americana vide Trypanosoma cruzi (Imunofluorescência),
Trypanosoma cruzi (Imunoensaio Enzimático), Trypanosoma cruzi (Hemoaglutinação)                             176
Receptor Estrogênico, Imunohistoquimica vide Imunohistoquimica                                       259 a 264
Receptor Progesterônico, Imunohistoquímica vide Imunohistoquimica                                    259 a 264
Relação LE vide Relação Lecitina/Esfingomielina                                                              66
Relação Lecitina/Esfingomielina                                                                              66
Renina                                                                                    96 - testes 241, 242
Reserva Alcalina                                                                                             67
Resistência a insulina GTT com dosagem de Insulina e Glicose                                                246
Resistência Globular vide Fragilidade Osmótica das Hemácias                                                 115
Ressonância Magnética disponível a partir de Outubro/2001 consulte-nos!
Reticulina, anticorpos anti                                                                                 167
Reticulócitos                                                                                               122
Retinol vide Vitamina A                                                                                     132
Retração do Coágulo                                                                                         123
Revisão de Lâmina (citologia)                                                                      268, 269 270
Revisão de Lâminas (anatomia)                                                                        259 a 264
Rh (D) fraco vide Grupo Sanguíneo + Fator Rh/DU                                                             151
Ricketsiose vide Weil Félix                                                                                 179
Risco Fetal – Teste Combinado                                                                                97
Risco Fetal – Teste Integrado                                                                                96
Risco Fetal – Teste Triplo                                                                                   97
RNI vide Tempo Atividade Protombina                                                                         123
RNP, anticorpos Anti                                                                                        167
RO vide SSA, anti                                                                                           169
Rotavírus, pesquisa                                                                                         195
Rubéola                                                                                                     170
Sacarose, teste                                                                                             168
Sacarose, teste de tolerância                                                                                67
Sangue Oculto                                                                                               214
Sarampo                                                                                                     168
Saturnismo vide Chumbo (sangue)                                                                             230

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  23
Schistossomose vide Esquistossomose                                                                     148
Schistossomose, Reação Intradérmica vide Schistotest                                                    287
Schistotest                                                                                             287
Scl 70, anticorpos Anti                                                                                 168
Screening para diabetes gestacional                                                                     246
SDHEA vide Dehidroepiandrosterona, Sulfato                                                               83
Sedimentoscopia                                                                                         214
Série Branca vide Leucograma                                                                            118
Série Vermelha + Série Branca vide Hemograma                                                            116
Série Vermelha vide Eritrograma                                                                         114
Seromucóide vide Mucoproteínas                                                                          164
Serotonina                                                                                              131
Sexo Genético                                                                                           109
SHBG                                                                                                     97
Siderofilina equivale Transferrina pág.68, Capacidade Combinação de Ferro (Livre e Total) pág.51
Sífilis Neo Natal                                                                                        222
Sífilis vide Treponema                                                                              172, 195
Sinaptofisina, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                            259 a 264
Síndrome de Gilbert, diagnóstico genético                                                                109
Síndrome de Turner, pesquisa vide Cromossomo Y, pesquisa para Síndrome de Turner                         106
Síndrome de Willians, diagnóstico molecular                                                              109
SKSD vide Estreptoquinase/Estreptodornase                                                                287
SM, anticorpos Anti                                                                                      168
SOD vide Superoxido Dismutase                                                                            200
Sódio                                                                                                     67
Somatomedina C vide IGF 1                                                                                 90
Somatostatina, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                            259 a 264
SRY, Estudo por PCR                                                                                      109
SSA (Ro), anticorpos Anti                                                                                169
SSB (La), anticorpos Anti                                                                                169
Streptococcus A (Imunoteste Rápido)                                                                      195
Subclasses de IgG                                                                                        171
Subfracionamento das Frações do Colesterol                                                                67
Subpopulação Linfocitária vide Subtipagem de Linfócitos                                                  169
Substâncias Redutoras vide Corpos Redutores (fezes)                                                      203
Subtipagem de Linfócitos                                                                                 169
Sucrose, teste de tolerância vide Sacarose, teste de tolerância                                           67
Sucrose, teste vide Sacarose, teste                                                                      168
Sulfato de Dehidroepiandrosterona vide Dehidroepiandrosterona, Sulfato                                    83
Superóxido Dismutase                                                                                     200
Supressão com Dexametasona                                                                          240, 241
Supressão de Catecolaminas com Clonidina para Feocromocitoma                                             242
Supressão do Captopril                                                                                   242
Supressão para HGH com Glicose (Dextrosol)                                                               249
Supressão para HGH e Prolactina após Bromocriptina                                                       250
Supressão para Prolactina após L-Dopa                                                                    250
Supressão Tireoidiana com Cynomel                                                                        284
Surdez Congênita, diagnóstico molecular                                                                  109
Sustacal, Teste de Estímulo do Peptídeo C                                                                247
Swelling vide Hipoosmolaridade                                                                           182
Swim Up                                                                                                  182
T. cruzi vide Trypanosoma cruzi                                                                          176
T. Cruzi vide Trypanosoma cruzi                                                                          176
T3 Captação vide T3 Retenção                                                                              98
T3 Livre                                                                                                  98
T3 Retenção                                                                                               98

24                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
T3 Reverso                                                                                                    98
T3 Total                                                                                                      99
T3 Uptake vide T3 Retenção                                                                                    98
T4 Livre                                                                                                      99
T4 Neo Natal                                                                                                 222
T4 Total                                                                                                     100
Talassemia vide Eletroforese de Hemoglobina                                                                  113
TAP vide Tempo Atividade Protrombina                                                                         123
TBG                                                                                                          100
Tempo Atividade Protrombina                                                                                  123
Tempo de Coagulação                                                                                          123
Tempo de Esvaziamento Gástrico                                                                               285
Tempo de Sangria                                                                                             123
Tempo de Tromboplastina Parcial                                                                              124
Teofilina                                                                                                     74
Teste de Acidificação urinária vide Acidificação urinária, Teste                                              48
Teste de Afoiçamento vide Hemoglobina S, Teste de Solubilidade                                               115
Teste de Avidez para Toxoplasmose vide Toxoplasmose, Teste de Avidez                                         173
Teste de DNA para Paternidade                                                                                108
Teste de PAK - Sobrecarga oral com Cálcio                                                                    253
Teste de Paternidade                                                                                         108
Teste de Penetração "In Vitro"                                                                               183
Teste de Perclorato                                                                                          283
Teste de Restrição Hídrica para Diabetes Insipidus                                                           244
Teste de Simms Hühner                                                                                        183
Teste de Sobrecarga oral com Cálcio                                                                          253
Teste de Solubilidade para Hemoglobina S vide Hemoglobina S, Teste de Solubilidade                           115
Teste de Suor vide Cloreto de Sódio no Suor                                                                   52
Teste de Tolerância a Lactose vide Lactose, Teste                                                             62
Teste de Tolerância a Maltose vide Maltose, Teste                                                             64
Teste de Tolerância a Sacarose vide Sacarose, Teste                                                           67
Teste Desnaturação ao Calor                                                                                  124
Teste do jejum para Bilirrubina - Teste para Síndrome de Gilbert                                             253
Teste Pós coital vide Teste de Simms Hühner                                                                  183
Teste Postural potencializado pelo Furosemide (8)                                                            241
Teste Respiratório para Helicobacter pylori vide Helicobacter pylori, Teste Respiratório                     284
Testes confirmatórios para Aldosteronismo Primário                                                           243
Testes Cutâneos vide Reações Intradérmica                                                                    287
Testes de Imunidade Celular equivale Candidina-Reação Intradérmica, PPD-Reação Intradérmica                  287
Testosterona                                                                                    101 - testes 251
Testosterona Livre                                                                                           101
TG vide Tireoglobulina
TGO vide Transaminase Oxalacética                                                                             68
TGP vide Transaminase Pirúvica                                                                                68
Tiocianato                                                                                                   235
Tipagem de Linfócitos                                                                                        171
Tireoglobulina                                                                                               102
Tireoglobulina, anticorpos anti                                                                              102
Tireoglobulina, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                               259 a 264
Tireograma                                                                                              283, 284
Tiroidianos, anticorpos anti equivale Microssomal-anticorpos anti, Tireoglobulina-anticorpos anti            102
Tirosina, Cromatografia quantitativa vide Aminoácidos, Cromatografia quantitativa                       218, 219
Tirosina, pesquisa                                                                                           214
Tocoferol vide Vitamina E                                                                                    133
Tolerância a Glicose                                                                                         245
Tolerância a Glicose Endovenosa                                                                              247

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                   25
Tolerância a Glicose pós-prandial                                                                            246
Tolerância rápida a Insulina - KITT                                                                          246
Tomografia Computadorizada disponível a partir de Outubro/2001 consulte-nos!
TORCH equivale Toxoplasmose (Imunofluorescência IgG/IgM) pág.173,
Rubéola (Imunoensaio Enzimático IgG/IgM) pág.170, Citomegalovírus IgG/IgM pág.142,
Herpesvírus Simples I e II (Imunoensaio Enzimático) pág.154
TORCHS equivale Toxoplasmose (Imunofluorescência IgG/IgM) pág.173,
Rubéola (Imunoensaio Enzimático IgG/IgM) pág.170, Citomegalovírus IgG/IgM pág.142,
Herpesvírus Simples I e II (Imunoensaio Enzimático) pág.154, VDRL pág.177
Toxocara, anticorpos anti                                                                                    173
Toxoplasmose                                                                                            173, 174
Toxoplasmose Neo Natal                                                                                       222
TPO vide Microssomal, anticorpos anti                                                                         92
TRAb                                                                                                         102
Transaminase Oxalacética                                                                                      68
Transaminase Pirúvica                                                                                         68
Transferrina                                                                                                  68
Transglutaminase Tecidual IgA, anticorpos anti vide tTG                                                      177
Trânsito Intestinal vide Funcional de Fezes                                                                  205
Translocação BCR-ABL                                                                                         109
Treponema                                                                                                    172
Treponema Neo Natal vide Sífilis Neo Natal                                                                   222
Treponema, pesquisa (Campo Escuro)                                                                           195
Triagem de Drogas de Abuso (Anfetaminas - Cocaína - Maconha - Opiáceos)                                      175
Trichomonas                                                                                                  196
Tricíclicos, Anti-Depressivos                                                                                 75
Triclorocompostos Totais e Frações                                                                           235
Tricofitina, Reação Intradérmica                                                                             287
Triglicérides                                                                                                 68
Tripsina Fecal                                                                                               215
Tripsina Neo Natal                                                                                           223
Triptofano, Aminoácido quantitativo                                                                          223
Trombofilias, Estudo Genético                                                                                107
Trypanosoma cruzi                                                                                            176
Trypanosomíase vide Trypanosoma cruzi (Imunofluorescência)                                                   176
TSH Neo Natal                                                                                                223
TSH Ultra Sensível                                                                        103 - testes 244, 252
TSH, Imunohistoquímica vide Imunohistoquímica                                                         259 a 264
tTG - Anticorpos Anti-Transglutaminase Tecidual IgA                                                          177
TTG vide Tolerância a Glicose                                                                      245, 246, 247
TTPa vide Tempo de Tromboplastina Parcial Ativado                                                            124
Tuberculostáticos, Teste de Sensibilidade aos Antibióticos e Quimioterápicos                                 196
Ultra Sonografia                                                                    271, 273, 274, 275, 276, 277
Uratos vide Ácido Úrico                                                                                       48
Ureaplasma, Cultura                                                                                          196
Uréia                                                                                                         69
Uréia, Clearence                                                                                              69
Uremia vide Uréia                                                                                             69
Uricemia vide Ácido Úrico (sangue)                                                                            48
Uricosúria vide Ácido Úrico (urina)                                                                           48
Urina Rotina                                                                                                 215
Uroanálise vide Urina rotina                                                                                 215
Urobilinogênio                                                                                               215
Urocitograma                                                                                       268, 269, 270
Uroporfirinas, pesquisa                                                                                      215
Uveite (rotina) equivale Antiestreptolisina O pág.136, Hemograma pág.116, Parasitológico de Fezes pág.210,
PPD pág.287, Procteína C Reativa (quantitativa) pág.167, Toxoplasmose pág.173, VDRL pág.177
26                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Vacina Autógena                                                                   197
Vacinas                                                                           289
Valina, Cromatografia quantitativa vide Aminoácidos, Cromatografia quantitativa   218
Valproato de Sódio vide Ácido Valpróico                                            71
Varicella zoster IgG / IgM, anticorpos anti                                       177
VDRL (quantitativo)                                                               177
Vibrio cholerae, cultura                                                          197
Vigabatrina                                                                        75
Viral Capsid Antigen vide Epstein Barr                                            148
Vírus Respiratórios – pesquisa direta                                             178
Vírus Sincicial – pesquisa direta                                                 178
Vitamina A                                                                        132
Vitamina B12                                                                      103
Vitamina C                                                                        132
Vitamina D3                                                                       132
Vitamina E                                                                        133
VLDL, Colesterol                                                                   53
VMA vide Ácido Vanil Mandélico                                                    128
Waaler Rose                                                                       178
Weil Felix                                                                        179
Widal (reação)                                                                    179
Willians, Síndrome                                                                109
Yersinia Enterocolítica, cultura                                                  197
Zinco                                                                             236
Zinco Protoporfirina                                                              236




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI         27
28   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                 APRESENTAÇÃO




Desde agosto de 1959, há 42 anos trabalhamos para incorporar o que há de mais
       moderno ao laboratório clínico sob a nossa direção.

Não o fazemos apenas por sofisticação. As novas metodologias precisam trazer um
        grande benefício aos clientes com o menor acréscimo de custo possível.

                            EQUIPES ESPECIALIZADAS
Cada tipo de exame é executado e liberado por especialistas, com larga experiência,
        formando grupos de estudo e que estão sempre prontos a dar informações
        sobre os diferentes testes.

                            O MAIS IMPORTANTE
Aqueles que confiam em nosso trabalho têm como retorno nossa qualidade científica,
        formando conosco uma corrente de colaboração mútua.


                                GLOBALIZAÇÃO
Quem não se atualiza com as últimas inovações das revistas médicas e de laboratório
       fica rapidamente obsoleto.
Nossa equipe fica sempre atenta às inovações, adotando-as quando ficam evidentes
       suas vantagens.




                               Sempre a disposição,




                              PROF. HERMES PARDINI




                     Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                        29
30   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     VISÃO  MISSÃO  VALORES


                                              VISÃO

“Ser reconhecido como um centro de referência em auxílio diagnóstico, oferecendo aos nossos
   clientes as mais modernas técnicas em Patologia Clínica, Anatomia Patológica, Genética
   Humana, e Imagem, garantindo a qualidade do processo e do Sistema através de acreditação
   internacional específica para esse segmento. Desenvolverá um ambiente propício à evolução
   profissional dos nossos colaboradores e participação em projetos ambientais e sociais junto à
   comunidade.”

                                             MISSÃO

“Trazer para o Instituto de Patologia Clínica Hermes Pardini o que há de mais moderno tanto em
    tecnologia quanto em procedimentos, tendo como principal objetivo atender e superar as
    expectativas do cliente, com: qualidade no atendimento, confiabilidade dos laudos, capacitação
    dos profissionais, promoção de um ambiente de bem estar e harmonia e valorização dos nossos
    colaboradores.”

                                            VALORES

ALTOS PADRÕES ÉTICOS
    Conquistar e manter a confiança das pessoas e empresas através do comportamento íntegro e
    respeito ao indivíduo.
CONFIABILIDADE DOS LAUDOS
    Utilização, por profissionais qualificados, de metodologia de qualidade científica comprovada e
    controlada.
INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
    Absorver inovações tecnológicas relacionadas a reagentes e equipamentos para laboratório
    clínico.
EDUCAÇÃO CONTINUADA
    Profissionais qualificados/atualizados: disponibilização de literatura científica, treinamentos
    internos, participação em congressos e cursos.
QUALIDADE NO ATENDIMENTO
    Atendimento rápido, eficiente e cordial em ambiente limpo e confortável.
RESPEITO AO CLIENTE
    Manter a privacidade da identidade do cliente; difundir para toda a empresa e fornecedores a
    noção de valor superior do cliente externo.
MOTIVAÇÃO E RESPEITO PARA COM OS COLABORADORES
    Condições de ergonomia e saúde do trabalhador, tecnologia de ponta no processo,
    remuneração sem atraso, aprendizado e aperfeiçoamento contínuos, investimentos em
    benefícios.


                                   DR. CARLOS OLNEY SOARES
                                       R.D. ISO 9001/2000
                                              DIRETOR




                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                         31
32   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                   ABREVIATURAS


C.O.M.  CONFORME ORIENTAÇÃO MÉDICA

JO      JEJUM OBRIGATÓRIO

IBMP    ÍNDICE BIOLÓGICO MÁXIMO PERMITIDO

JD      JEJUM DESEJÁVEL

       CONSERVAÇÃO




                       COMO USAR



NÃO COLOCAMOS A TÉCNICA EM PRIMEIRO LUGAR. EXEMPLOS:
 IMUNOFLUORESCÊNCIA PARA TOXOPLASMOSE VEJA TOXOPLASMOSE
 CULTURA PARA CHLAMÍDIA VEJA CHLAMÍDIA
 ANTICORPOS ANTI-DNA VEJA DNA, ANTICORPOS ANTI
 PCR PARA HIV VEJA HIV, PCR




                       Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI   33
34   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                     NOSSOS SERVIÇOS


CALL CENTER
A nova central de atendimento do Laboratório Hermes Pardini, foi criada para concentrar os
serviços de comunicação telefônica internos e externos.
Esta nova central conta com mais de 100 linhas, bidirecionais e digitais que permitem atender a
todo tráfego de ligações recebidas ou executadas.
Contamos, também com uma central PABX de alto nível tecnológico com linhas de transmissão por
fibra ótica que garantem a qualidade na comunicação.
O Call Center do Laboratório Hermes Pardini coloca à disposição os seguintes serviços:

PABX MATRIZ
(0xx31) 3228.6200 - Atendimento ao público em geral.
(0xx31) 3228.6606 - Esclarecimentos de Preços, Exames e Convênios.

PABX UNIDADES
(0xx31) 3228.6464

LABORATÓRIOS - ATENDIMENTO AUTOMÁTICO
(0xx31) 3228.1800
0800.7071072
0300.7898990
Para atendimento à laboratórios conveniados.

DOMICÍLIO
0800.998686 - Para atendimento domiciliar (Belo Horizonte e região).


HOME PAGE
www.hermespardini.com.br


RESULTADO DE EXAMES
Disponibilizamos os resultados via fax, correio, internet ou motoboy de acordo com o seu caso.


CARTÃO CLIENTE
Oferecemos o Cartão Cliente que facilita o atendimento agilizando a identificação e facilitando a
localização de exames anteriores.


ATENDIMENTO A DOMICÍLIO
Realizamos coleta de material ou entrega de resultado em domicílio em Belo Horizonte e região.




                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                           35
36   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
         UNIDADES DE ATENDIMENTO


MATRIZ – FUNCIONÁRIOS
Rua Aimorés, 66 – Belo Horizonte – MG
Atendimento: 2a à 6a feira de 06:30 às 19:00 horas
Sábados de 06:30 às 14:00 horas

REGIÃO MÉDICA                                            UNIDADE PADRE EUSTÁQUIO
Av. Bernardo Monteiro, 842                               Rua Pará de Minas, 867
Belo Horizonte – MG                                      Belo Horizonte – MG

UNIDADE CENTRO I                                         UNIDADE ELDORADO I
Rua São Paulo, 893 – 2o andar                            Av. Gal. David Sarnoff, 57
Belo Horizonte – MG                                      Contagem – MG

UNIDADE CENTRO II                                        UNIDADE ELDORADO II
Rua Tupis, 343 – 3o andar                                Rua Norberto Mayer, 626 – loja 5
Belo Horizonte – MG                                      Contagem – MG

UNIDADE CENTRO III                                       UNIDADE PAMPULHA
Rua Carijós, 127                                         Av. Antônio Carlos, 7781
Belo Horizonte – MG                                      Belo Horizonte – MG

UNIDADE CIDADE NOVA                                      UNIDADE BARROCA
Av. Cristiano Machado, 597                               Av. Amazonas, 2904 – 7o andar
Belo Horizonte – MG                                      Belo Horizonte – MG

UNIDADE CIDADE JARDIM                                    UNIDADE BARREIRO
Av. Prudente de Morais, 31                               Av. Sinfrônio Brochado, 115
Belo Horizonte – MG                                      Belo Horizonte – MG

UNIDADE BELVEDERE
Av. Luíz Paulo Franco, 629
Belo Horizonte – MG


            PABX
                                                 MATRIZ
                                 (0xx31) 3228.6200 - Informações gerais
                   (0xx31) 3228.6606 - Esclarecimentos de preços, exames e convênios.
                                               UNIDADES
                                            (0xx31) 3228.6464


            HORÁRIO DE ATENDIMENTO NAS UNIDADES
               UNIDADES: CIDADE NOVA, CIDADE JARDIM, PAMPULHA, ELDORADO I
                              2a à 6a feira de 06:30 às 19:00 horas
                               Sábados de 06:30 às 14:00 horas
                       UNIDADES: REGIÃO MÉDICA, PADRE EUSTÁQUIO,
                   CENTRO, ELDORADO II, BARROCA, BARREIRO, BELVEDERE
                              2a à 6a feira de 06:30 às 19:00 horas

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                   37
        Sábados de 06:30 às 12:00 horas




38   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
A NTÍGENO HLA-B-27, PESQUISA PCR
Teste útil no diagnóstico da espondilite anquilosante, artrite reativa e artrite psoriática. Porém, este
antígeno não é um marcador da doença, uma vez que está presente em aproximadamente 10% dos
indivíduos normais. O resultado deve ser analisado associado aos achados clínicos e radiológicos
sugestivos das doenças.
MÉTODO: PCR - Reação em Cadeia da Polimerase
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Sangue total (ACD/EDTA).
LABORATÓRIOS: colher em tubo estéril. Não colher em heparina. Transportar em tubo estéril.
 Até 4 dias entre 2o a 25o C. Não congelar.


C HLAMYDIA TRACHOMATIS , PESQUISA PCR
Detecção rápida e sensível das infecções (em diversos sítios) por Chlamydia trachomatis. É de grande
valia no diagóstico diferencial das uretrites e cervicites.
MÉTODO: PCR - Reação em Cadeia da Polimerase
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina 1o Jato, Raspado Uretral (homem), Endocervical (mulher).
- Amostras uretrais (homens): não urinar pelo menos 1 hora antes da coleta.
- Urinas: não urinar por pelo menos 2 horas antes da coleta.
LABORATÓRIOS: para amostras de raspado uretral e endocervical é necessário kit especial com swab
apropriado e meio de transporte. Para amostra de Urina, colher em frasco estéril.
 - Swab, até 10 dias da coleta a temperatura ambiente.
    - Urina, até 7 dias da coleta entre 2o e 8o C.

D OENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS , PCR
       C. TRACHOMATIS – N. GONORRHOAE - U. UREALYTICUM – M. GENITALIUM – M. HOMINIS
Detecção rápida e sensível das bactérias associadas às infecções do trato genital:
C. trachomatis, N. gonorrhoea, M. hominis, M. genitalium e U. urealyticum.
MÉTODO: Multiplex PCR
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina 1o Jato da manhã (20 a 50 mL).
- Não urinar por pelo menos 4 horas antes da coleta.
LABORATÓRIOS: colher em frasco estéril.
 Até 3 dias da coleta entre 2o e 8o C.



G ENE CCR-5, PESQUISA DA DELEÇÃO
Detecção da mutação homozigota para o gene CCR-5 que está associada com resistência à infecção
pelo HIV. A deleção heterozigota está relacionada com um melhor prognóstico no paciente infectado.
MÉTODO: PCR - Reação em Cadeia da Polimerase
VALOR DE REFERÊNCIA: Ausência de deleção no gene CCR-5
NOTA: A presença de deleção homozigota do gene CCR-5 leva a resistência a infecção pelo HIV-1 por cepas
macro/monocitotrópicas. A presença de deleção heterozigota do gene CCR-5 em pacientes infectados pelo
HIV-1, esta associada com melhor prognóstico.
CONDIÇÃO: 10 mL de Sangue total (EDTA).
LABORATÓRIOS: Enviar em frasco estéril.
 Até 72 horas a temperatura ambiente.




                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             39
H EPATITE B
HBV, PCR QUALITATIVO
   A pesquisa de DNA do HBV no soro é indicado para avaliação de infectividade e replicação viral
   em pacientes portadores crônicos do HBV. Útil no diagnóstico de infecção por cepas mutantes
   (HbeAg negativo).
   MÉTODO: PCR - Reação em Cadeia da Polimerase
   CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro em tubo estéril (gel separador).
   OBS.: Este exame pode apresentar, embora raramente, resultados falso-positivo ou falso-negativo, que é
   uma característica do método.
   LABORATÓRIOS: O sangue deve ser colhido em tubo de vacutainer ou seringa estéril. Centrifugar a 1800
   r.p.m., por 10 minutos. Aliquotar assepticamente 1,0 mL de soro em frasco estéril. Congelar
   imediatamente e enviar no gelo.
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.


HBV, PCR QUANTITATIVO
   Útil para avaliação do prognóstico e acompanhamento da resposta terapêutica dos pacientes
   portadores crônicos do HBV.
   MÉTODO: PCR - Reação em Cadeia da Polimerase
   VALOR DE REFERÊNCIA: O valor mínimo quantificável é de 400 cópias de DNA viral/mL.
   CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
   OBS.: Este exame pode apresentar resultado falso-positivo, principalmente quando os valores estão
   próximo ao limite de detecção do teste.
   LABORATÓRIOS: O sangue deve ser colhido em tubo de vacutainer ou seringa estéril. Centrifugar a 1800
   r.p.m., por 10 minutos. Aliquotar assepticamente 1,0 mL de soro em frasco estéril. Congelar
   imediatamente e enviar no gelo.
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.


HBV, TESTE DE RESISTÊNCIA AOS ANTIVIRAIS
   Indicado para avaliação do paciente que não está respondendo ao tratamento com a lamivudina
   ou ao fanciclovir, ajudando a guiar possíveis decisões terapêuticas contra o HBV.
   MÉTODO: PCR - Reação em Cadeia da Polimerase e Fragmentação por enzima de restrição do Gene da
   DNA polimerase do HBV
   CONDIÇÃO: 2,0 mL de Soro em tubo estéril.
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.




40                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
H EPATITE C
HCV, GENOTIPAGEM
   O vírus da hepatite C foi classificado em seis maiores genótipos, baseado em estudo de
   sequenciamento genético. Posteriormente, estes genótipos foram divididos em vários subtipos
   designados como: 1a,1b, 1c, 2a, 2b, 2c, 3a, 3b, 4, 5 e 6. Portadores do vírus do genótipo 1,
   principalmente o 1b, apresentam uma doença mais grave e pior resposta ao tratamento com
   interferon. Sendo assim, a genotipagem do HCV auxilia no prognóstico e conduta terapêutica do
   paciente com infecção crônica.
   MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e Enzima de Restrição (RFLP)
   CONDIÇÃO: 2,0 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
   LABORATÓRIOS: enviar no gelo o mais rápido possível. O sangue venoso deve ser colhido em tubo PPT-
   vacutainer ou seringa estéril. Deixar coagular em temperatura ambiente durante 20 minutos e centrifugar
   a 1800 r.p.m., por 10 minutos. Alíquotar 2,0 mL de soro assepticamente, em frasco estéril. Congelar
   imediatamente.
   Enviar juntamente um resultado de carga viral com menos de 30 dias. No caso de paciente ainda sem
   carga viral, solicitar a carga viral e a genotipagem, pois no caso da carga viral ser maior que 600 UI/mL,
   será automaticamente executada a genotipagem.

HCV, PCR QUALITATIVO
   1. Útil para confirmar a presença da infecção pelo HCV, após um resultado sorológico
   indeterminado ou positivo (pesquisa de anticorpo anti-HCV-MEIA).
   2. Utilizado para o diagnóstico da infecção pelo HCV em pacientes imunodeprimidos (HIV,
   transplante) que podem permanecer soronegativos.
   3. Detecta a presença do vírus precocemente, a partir da 1 a a 2a semana após à exposição. A
   sensibilidade do PCR HCV qualitativo é de 50 UI/mL (aproximadamente 100 cópias de RNA do
   HCV/mL).
   MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase (PCR)
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
   OBS.: Este exame pode apresentar, embora raramente, resultados falso-positivo ou falso-negativo, que é
   uma característica do método.
   LABORATÓRIOS: enviar no gelo o mais rápido possível. O sangue deve ser colhido em tubo vacutainer
   (PPT ou convencional) ou seringa estéril com EDTA. Deixar coagular em temperatura ambiente durante
   20 minutos e centrifugar a 1800 r.p.m., por 10 minutos. Alíquotar 1,0 mL de soro assepticamente, em
   frasco estéril. Congelar imediatamente.
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.

HCV, PCR QUANTITATIVO
   Determinar a carga viral para avaliação da resposta terapêutica e acompanhamento do paciente
   infectado pelo HCV. Devido a padronização da Organização Mundial de Saúde (OMS), os laudos
   de PCR quantitativo para HCV passaram a ser liberados em UI/mL, o que corresponde
   aproximadamente ao número de cópias do RNA do HCV/mL. O valor mínimo quantificável é de
   600 UI/mL.
   MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase (PCR)
   CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
   OBS.: Este exame pode apresentar resultado falso-positivo, principalmente quando os valores estão
   próximos ao limite de detecção do teste.
   LABORATÓRIOS: enviar no gelo o mais rápido possível. O sangue deve ser colhido em tubo vacutainer
   (PPT ou convencional) ou seringa estéril com EDTA. Deixar coagular em temperatura ambiente durante
   20 minutos e centrifugar a 1800 r.p.m., por 10 minutos. Alíquotar 1,0 mL de soro assepticamente, em
   frasco estéril. Congelar imediatamente.
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.


                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                41
HIV
HIV PCR - QUALITATIVO
    Este teste detecta o HIV-1 antes da soroconversão, esclarece um Western blot indeterminado e
    avalia presença desta infecção em crianças nascidas de mães sabidamente infectadas pelo HIV-1.
    MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    OBS.: Este exame pode apresentar,embora raramente, resultados falso-positivo ou falso-negativo que é
    uma característica do método.
    CONDIÇÃO: 2 frascos com 5,0 mL de Sangue Total (EDTA) cada, colhidos assepticamente.
    LABORATÓRIOS: enviar as amostras na temperatura ambiente. As amostras devem ser processadas, até
    no máximo 72 horas, após a coleta. Enviar em frasco estéril.
     Entre 2o e 25o C. Não congelar.

HIV PCR - QUANTITATIVO
    Ensaio útil na avaliação da replicação viral, através da quantificação do RNA do HIV-1, sendo
    importante marcador de progressão da doença e auxiliar no acompanhamento do tratamento.
    NOTA: Devido a variações individuais e metodológicas do teste, apenas variação de 0,5 log no
    número de cópias de RNA viral/mL deve ser considerada para decisões terapêuticas.
    MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    O valor mínimo quantificável é de 400 cópias de RNA viral/mL de plasma.
    Este exame pode apresentar resultado falso-positivo ou falso-negativo, que é uma característica do
    método.
    CONDIÇÃO: 1,0 mL de Plasma (EDTA).
    LABORATÓRIOS: O sangue deve ser colhido em tubo vacutainer (PPT ou convencional) ou seringa estéril
    com EDTA. Centrifugar a 1800 r.p.m., por 20 minutos. Aliquotar assepticamente 1,0 mL de Plasma em
    frasco estéril. Congelar imediatamente e enviar no gelo. Enviar em frasco estéril ou solicitar kit.

HIV PCR - QUANTITATIVO ULTRASENSÍVEL
    Útil para acompanhar resposta terapêutica após HIV-PCR quantitativo negativo. Apresenta
    sensibilidade de 50 cópias de RNA do vírus/mL de plasma. Pacientes com carga viral menor que
    50 cópias/mL tem um prognóstico melhor do que aqueles com valores entre 50 e 400 cópias/mL.
    MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    A sensibilidade do PCR HIV-1 Quantitativo Ultra-sensível varia de 50 a 75000 cópias do RNA do HIV-
    1/mL.
    OBS.: Este exame pode apresentar resultado falso-positivo, principalmente quando os valores estão
    próximos ao limite de detecção do teste.
    CONDIÇÃO: 1,5 de Plasma (EDTA).
    LABORATÓRIOS: O sangue deve ser colhido em tubo vacutainer (PPT ou convencional) ou seringa estéril.
    Centrifugar a 1800 r.p.m., por 20 minutos. Aliquotar assepticamente 1,5 mL de Plasma em frasco estéril.
    Congelar imediatamente e enviar no gelo.

HIV QUANTITATIVO - NASBA
    O NASBA é o teste aprovado pelo Ministério da Saúde e utilizado na rede pública para o
    acompanhamento de pacientes infectados pelo HIV-1. Apresenta grande sensibilidade, sendo
    capaz de detectar até 80 cópias de RNA do HIV-1/mL.
    MÉTODO: NASBA - Nucleic Acid Sequence Based Amplification
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: 5,0 de Plasma (EDTA/ACD).
    LABORATÓRIOS: O sangue deve ser colhido em tubo vacutainer (PPT ou convencional) ou seringa estéril
    com EDTA/ACD. Centrifugar a 1800 r.p.m., por 20 minutos, no máximo de 4 horas após coleta. Aliquotar
    assepticamente 2,5 mL de Plasma em 2 frascos estéreis. Congelar imediatamente e enviar no gelo.
    Enviar em frasco estéril ou solicitar kit.
42                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
      Até 5 dias entre 2o e 8o C.

                                                                                                   CONTINUA...
                                                                                            CONTINUAÇÃO ...HIV

HIV, RESISTÊNCIA GENOTÍPICA AOS ANTIVIRAIS
       Detecta mutações associadas com resistência aos inibidores nucleosídeos e não nucleosídeos
       da transcriptase reversa aos inibidores da protease. Este teste está indicado para pacientes
       com falência ao tratamento anti-retroviral, na fase aguda da infecção pelo HIV para detectar o
       padrão do vírus infectante e para avaliar o padrão de resistência na mulher grávida.
       MÉTODO: Sequenciamento Genético do DNA
       VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
       CONDIÇÃO: 2,0 mL de Plasma (EDTA).
       Enviar juntamente com a requisição de Genotipagem, um resultado de carga viral, com menos de 30
       dias e no caso de pacientes ainda sem carga viral, solicitar a carga viral e a genotipagem, pois no caso
       da carga viral ser maior que 1000 cópias/mL, será automaticamente executada a genotipagem.
       LABORATÓRIOS: O sangue deve ser colhido em tubo vacutainer (PPT ou convencional) ou seringa
       estéril com EDTA. Centrifugar a 1800 r.p.m., por 20 minutos. Separar em 2 frascos plásticos estéreis e
       congelar. Separar e congelar no máximo 4 horas após coleta. Anotar data da coleta e hora do
       congelamento nos frascos e na requisição. Enviar no mesmo dia da coleta.

HPV, C APTURA H ÍBRIDA
Útil no diagnóstico e acompanhamento da infecção pelo HPV. Identifica 18 tipos do HPV divididos em
sondas de baixo e alto risco para neoplasia cervical. Permite a detecção de 1 pg/mL de DNA-HPV,
equivalente a 0,1 cópia de vírus por célula. Considerado POSITIVO quando as relações RLU/PCA para
os vírus do grupo A (6, 11, 42, 43 e 44) e/ou RLU/PCB para os vírus do grupo B (16, 18, 31, 33, 35, 39,
45, 51, 52, 56, 58, 59 e 68) forem iguais ou maiores que 1.
MÉTODO: Técnica da hibridização molecular associada a dos anticorpos monoclonais, tecnologia Digene
COLETA: O paciente poderá ser encaminhado para colher o material no próprio laboratório. Para isso, é
necessária a solicitação médica de CAPTURA HÍBRIDA com a descrição do local anatômico de onde deve ser
colhida a amostra. Para os casos de coleta cérvico-vaginal, solicita-se abstinência sexual de 3 dias e a
paciente não deve estar menstruada. Se houver necessidade da coleta de citologia na mesma consulta, esta
deve ser realizada em primeiro lugar. Amostras de swab cervical deve ser coletado antes da aplicação do
ácido acético e iodo, no exame colposcópico.
LABORATÓRIOS E MÉDICOS: solicitar kit especial para coleta do material.
INSTRUÇÕES: Não é recomendável efetuar exame digital (toque), colposcopia ou assepsia prévia; evitar
contaminar a escova; a presença de sangue (não menstrual) ou conteúdo vaginal supostamente infectado não
traz qualquer alteração no resultado; efetuar a coleta com leve atrito da escova na região que se quer estudar
(colo uterino, vagina, vulva, região perineal e perianal, pênis, cavidade oral), preferentemente nas áreas
consideradas suspeitas. Na coleta de material da pele, essa deve ser umedecida com soro fisiológico,
raspada com lâmina de bisturi e a amostra deverá ser colocada dentro do tubete com o uso da escova; inserir
a escova no tubete imediatamente após a coleta do material; quebrar a haste, fechar o tubete fixando-o na
caixa de transporte. Preencher corretamente a ficha de solicitação e colocá-la no interior da caixa.
 Escovados (raspado de lesões ou raspado de região considerada suspeita): até 2 semanas a temperatura
ambiente. Biópsias de colo uterino: colocar imediatamente dentro do kit coletor entre 2 o e 30o por 1 noite, após
entre - 5 a - 25o C.
NOTA
- A Captura Híbrida contém sondas gênicas de 70% dos tipos de HPV de baixo risco e 99% dos
   oncogênicos.
- Resultado NEGATIVO indica ausência de DNA-HPV dos tipos pesquisados.
- Nos resultados POSITIVOS pode-se solicitar, a critério clínico, pesquisa do(s) tipo(s) específico (s).
- Em virtude da biologia viral, a comparação do resultado da captura Híbrida com o da citologia e o da
   anatomia patológica, só tem valor quando o intervalo de tempo entre as coletas for inferior a 30
   dias.
- Valores das relações RLU/PCA e/ou RLU/PCB menores que 50, indicam pequeno número de cópias
   virais por célula, podendo significar infecção inicial ou em fase de remissão espontânea. Nesses

                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                   43
  casos, a critério clínico, sugere-se, antes de qualquer tratamento, confirmar a presença de infecção
  ativa com nova coleta após intervalo de três meses.
- Para aferir a eficácia do tratamento, indica-se colher nova amostra após três meses do término da
  terapêutica.
HPV, PCR - T IPAGEM
Esta técnica apresenta alta sensibilidade para detecção da infecção pelo HPV e é capaz de definir
exatamente o tipo do HPV relacionado às lesões clínicas. Identifica também a presença de infecções
mistas (por mais de um tipo diferente).
Os tipos de HPV associadas a infecção genital são divididos em categorias de alto e baixo risco,
conforme seu potencial oncogênico:
                                                   Tipo do HPV
          Risco           Associação freqüente                     Associação menos freqüente
                                                    26, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 55, 56, 58, 59, 62, 66, 67,
       Alto Risco        16, 18                     68, 70, 73, MM4, MM7, MM9, CP6108, CP8061, CP8304
                                                    e CPLVL1
      Baixo Risco        6, 11                      34, 40, 42, 43, 44, 53, 54, 57 e MM8
Nota: Sensibilidade do teste é de 15 cópias do genoma do HPV. Para aferir a eficácia do tratamento,
indica-se colher nova amostra após três meses do término da terapêutica.
MÉTODO: PCR - Reação em Cadeia da Polimerase e Polimorfismo de Fragmentos por Enzima de Restrição
(RFLP)
CONDIÇÃO: Raspado de lesões ou raspado de região considerada suspeita: colo uterino, vagina, vulva, região
perianal, perianal, anal, pênis, glande, prepúcio, bolsa escrotal, cavidade oral, biópsia de colo, uterino.
- Solicitar kit especial para coleta do material.
- O paciente poderá ser encaminhado para colher o material no próprio laboratório. Para isso, é necessária a
  solicitação médica de PCR e Tipagem, HPV com a descrição do local anatômico de onde deve ser colhida
  a amostra.
- Não é recomendável efetuar exame digital (toque), colposcopia ou assepsia prévia.
- É recomendável fazer abstinência sexual 3 dias antes da coleta. Se houver necessidade da coleta de
  citologia na mesma consulta, esta deve ser realizada em primeiro lugar.
- Amostras de swab cervical deve ser coletada antes da aplicação do ácido acético e iodo, no exame
  colposcópico.
- Evitar contaminar a escova de coleta.
- Não realizar a coleta durante o período menstrual.
COLETA
- Efetuar a coleta com leve atrito da escova (kit especial para coleta) na região que se quer estudar,
  preferencialmente nas áreas consideradas suspeitas. Na coleta de material da pele, essa deve ser
  umedecida com soro fisiológico, raspada com lâmina de bisturi e a amostra deverá ser colocada dentro de
  tubetes com uso da escova de coleta.
- Inserir a escova de coleta no tubete imediatamente após a coleta do material, quebrar a haste, fechar o
  tubete fixando-o na caixa de transporte.
- O material deverá ser enviado o mais rápido possível.
 - Escovados (raspado de lesões ou raspado de região considerada suspeita): até 2 semanas, à
        temperatura ambiente.
     - Biópsias de colo uterino: colocar imediatamente dentro do kit coletor entre 2 o e 30o por 1 noite, após
        entre - 5o a - 25o C.

HTLV-I, PCR
Indicado para pacientes com sorologia inconclusiva ou indeterminada para HTLV-I, confirmando o
diagnóstico da infecção pelo HTLV-I. A infecção pelo HTLV-I está associada a doenças graves como
Paraparesia Espástica e Mielopatia associada ao HTLV-I.
MÉTODO: PCR - Reação em Cadeia da Polimerase
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 10 mL de Sangue total (EDTA).
LABORATÓRIOS: Enviar na temperatura ambiente (2o a 25o). As amostras devem ser processadas em até, no
máximo 72 horas após a coleta. Enviar em frasco estéril.
 Entre 2o a 25o C. Não congelar.

44                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
M ICOBACTÉRIAS , IDENTIFICAÇÃO
Tecnologia simples e acessível para detecção das várias espécies de micobacterias a partir do meio
de cultura. (M. avium, M. intracellulare, M, fortintium, M. Konsasii, etc). Útil na avaliação do paciente
que não está respondendo aos tuberculostáticos, ajudando a guiar decisões terapêuticas.
MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e Enzima de Restrição (RFLP)
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Colônias isoladas em meio sólido (tubos de Lowestein-Jensen ou placas Middlebrook 7H10 ou
7H11) ou 10 mL de Caldo de cultura (Caldo Middlebrook 7H9).
 Até 6 meses entre 2o a 8o C. Não congelar.


M YCOBACTERIUM T UBERCULOSIS
COMPLEXO M. TUBERCULOSIS, IDENTIFICAÇÃO CULTURA
   Detecção precoce (a partir de 7 dias) e identificação do complexo M. tuberculosis em meio de
   cultura.
   MÉTODO: Hibridização do Ácido Nucléico
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   CONDIÇÃO: Colônias isoladas em meio sólido (tubos de Lowestein-Jensen ou placas Middlebrook 7H10
   ou 7H11) ou 10 mL de Caldo de cultura (Caldo Middlebrook 7H9).
    Até 6 meses entre 2o e 8o C.

PCR PESQUISA
   Detecta diretamente o DNA da micobactéria nas amostras clínicas. Trata-se de técnica específica,
   sensível e rápida, permitindo o diagnóstico e tratamento precoce, auxiliando no controle de
   disseminação da doença.
   MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase (PCR)
   CONDIÇÃO: 5,0 mL de Escarro - Lavado brônquico alveolar - 1a urina da manhã (após assepsia) - Líquido
   Pleural - Secreção orofaringe.
   - Refrigerar e enviar o mais rápido possível.
   OBS.: Este exame pode apresentar contaminação (falso-positivo), ou inibição de replicação, (falso-
   negativo), que é uma característica do método.
    Até 4 dias entre 2o e 8o C.




                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              45
46   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
17 C ETOSTERÓIDES N EUTROS T OTAIS  17 KS
Valores aumentados são encontrados em carcinomas de adrenal, administração de ACTH, Tumores de
testículos, Síndrome de Cushing, Tumores virilizantes de adrenal, Hiperplasia adrenal e Tumores de
células luteínicas do ovário.
MÉTODO: Drekter
VALOR DE REFERÊNCIA:  Homem  10 a 20 mg/24h
                          Mulher  5 a 15 mg/24h
                          Crianças - ambos os sexos (< 1 ano): 1,0 mg/m2 superfície corporal
                                     - feminino (1 a 10 anos): 0,3 a 1,0 mg/24h por ano de idade
                                     - masculino (1 a 13 anos): 0,3 a 1,0 mg/24h por ano de idade
CONDIÇÃO: Urina de 24h.
- Refrigerar ou usar HCL 50% 20 mL/L de urina.
- Ingestão normal de líquidos, sem exagero (porque diminui a sensibilidade do método).
LABORATÓRIOS: enviar 30 mL de Urina e informar volume total.
VOLUME URINÁRIO, deve ser investigado se o mesmo seguiu as instruções de coleta corretamente:
- Até 04 anos: questionar volume > 500 mL
- 05 a 09 anos: questionar volume > 700 mL
- 10 a 14 anos: questionar volume > 1000 mL
- 15 anos: questionar volume < de 500 mL ou > de 2500 mL,
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




17 H IDROXI E STERÓIDES C ETOGÊNICOS  17 OH
Este teste é utilizado no diagnóstico da Síndrome de Cushing e avaliação da supra renal.
MÉTODO: Norymberski
VALOR DE REFERÊNCIA:  Adultos  9 a 24 mg/24h
                           Crianças - ambos os sexos (< 1 ano): 1,0 mg/m2 superfície corporal
                                       - feminino (1 a 10 anos): 0,5 a 2,0 mg/24 horas por ano de idade
                                       - masculino (1 a 13 anos): 0,5 a 2,0 mg/24 horas por ano de idade
CONDIÇÃO: Urina 24h.
- Refrigerar ou usar HCL 50% 20 mL/L de urina.
- Ingestão normal de líquidos, sem exagero (porque diminui a sensibilidade do método).
LABORATÓRIOS: enviar 30 mL de Urina e informar volume total.
- Este teste não é feito sozinho veja também 17 KS
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
VOLUME URINÁRIO, deve ser investigado se o mesmo seguiu as instruções de coleta corretamente:
- Até 04 anos: questionar volume > 500 mL
- 05 a 09 anos: questionar volume > 700 mL
- 10 a 14 anos: questionar volume > 1000 mL
- 15 anos: questionar volume < de 500 mL ou > de 2500 mL,
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



5-N UCLEOTIDASE
Principais causas de aumento: colestases, doenças hepatobiliares e alcolismo.
MÉTODO: Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: até 15 U/L
CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  47
A CIDIFICAÇÃO U RINÁRIA , T ESTE
O teste é últil na detecção de problemas tubulares de acidificação urinária que podem levar a
formação de cálculos.
JEJUM: Adultos  JO 8h / Crianças  JO 4h
PROCEDIMENTO: Colher Urina basal, dosar pH, administrar 0,1 g/Kg de peso de Cloreto de amônio e colher
Urina 1, 2, 3 e 4 horas para medir pH.
VALOR DE REFERÊNCIA: Redução do pH urinário a valores inferiores a 5,3 em pelo menos uma das amostras
colhidas após sobrecarga com Cloreto de amônio.
LABORATÓRIOS: enviar todo material colhido (cada) até 4 horas após coleta, em frasco contendo vaselina
líquida.

Á CIDO L ÁTICO
O teste é útil na avaliação do metabolismo anaeróbio celular. Causas mais freqüentes de acidose
lática: choque precedido de infarto, edema pulmonar, diabetes, exercício muscular intenso e
distúrbios neuromusculares.
Níveis aumentados precocemente no liquor falam a favor de Meningite bacteriana.
MÉTODO: Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA - PLASMA: 5,7 a 22 mg/dL
VALOR DE REFERÊNCIA - SANGUE TOTAL: 12 a 16 mg/dL
VALOR DE REFERÊNCIA - LÍQUOR: 10,8 a 18,9 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,8 mL Plasma (EDTA + Fluoreto, 2 gotas para cada 2,0 mL de Sangue) – Líquor.
INSTRUÇÕES: Cliente deve estar em repouso. Caso tenha feito algum exercício físico, repouso de 30 minutos.
Evitar movimentos de abrir e fechar a mão na hora da coleta do sangue. Garroteamento rápido. Dessorar
rapidamente.
 Plasma: até 6 dias entre 2o e 8o C. Liquor: até 24 horas entre 2o e 8o C.

Á CIDO Ú RICO , DOSAGEM
MÉTODO: Colorimétrico Enzimático

SANGUE
   Composto nitrogenado produto do metabolismo das purinas derivadas de nucleoproteínas.
   Alguns fatores como: sexo, idade, peso, raça, predisposição genética, ingestão excessiva de
   alcool, medicamentos ou diabetes, estão relacionados ao distúrbio do ácido úrico sérico.
   VALOR DE REFERÊNCIA:  Mulheres  2,4 a 6,0 mg/dL
                            Homens  3,4 a 7,0 mg/dL
   CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
   - JO 8h.
    Até 15 dias entre 2o e 8o C.

URINA
    Na urina o ensaio é útil na avaliação da formação de cálculo renal.
    VALOR DE REFERÊNCIA - 12H: 75 a 425 mg/12h
    VALOR DE REFERÊNCIA - 24H: 150 a 850 mg/24h
    CONDIÇÃO: Jato médio da 1a Urina da manhã - *Urina 12h - *Urina 24h.
    - Adultos, Urina 24h: questionar volume total inferior a 500 mL.
    - *Usar Bicarbonato de Sódio 5 g/L de Urina. Não Refrigerar, manter em local fresco.
    LABORATÓRIOS: *enviar 5 mL de Urina, informar o volume total, horário inicial e final da coleta.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255

LÍQUIDO SINOVIAL - DOSAGEM
    MÉTODO: Colorimétrico Enzimático
48                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    VALOR DE REFERÊNCIA: semelhante ao Soro
    CONDIÇÃO: 2,0 mL Líquido Sinovial.
     Até 15 dias entre 2o e 8o C.



A DENOSINA D EAMINASE  ADA
Níveis elevados são observados em tuberculose, febre tifóide, mononucleose, doenças hepáticas,
colagenoses, neoplasias e AIDS.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA - SORO: até 40,0 U/L
VALOR DE REFERÊNCIA - LÍQUOR - LIQ. PERICÁRDICO: até 20,0 U/L
VALOR DE REFERÊNCIA - LÍQ. ASCÍTICO: até 20,0 U/L
VALOR DE REFERÊNCIA - LÍQ. PLEURAL: até 40,0 U/L
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro - Líquor - Líq. Pleural - Líq. Ascítico - Liq. pericárdico.
 Líquidos: até 2 dias entre 2o e 8o C.
    Soro: até 5 dias entre 2o e 8o C.

A LDOLASE
Valores aumentados são verificados em doenças musculares e hepáticas.
MÉTODO: Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA:  R. Nascido        até 19,6 U/L
                         10 a 24 meses  3,4 a 11,8 U/L
                         > 2 a 16 anos  1,2 a 8,8 U/L
                         Adulto         1,7 a 4,9 U/L
CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

A MILASE
Níveis aumentados são encontrados principalmente em pancreatite aguda. Outras causas de aumento:
parotidite, peritonite, apendicite aguda, obstrução das vias biliares, obstrução do canal pancreático e
câncer de pâncreas.
MÉTODO: Cinético CNP
CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro - Urina 24h - Urina 2h - Líq. Ascítico - Líq. Pleural.
VALOR DE REFERÊNCIA - SORO: até 90 U/L
VALOR DE REFERÊNCIA - URINA 24H: até 450 U/24 h.
VALOR DE REFERÊNCIA - URINA 2H: até 280 U/2 h
VALOR DE REFERÊNCIA - LÍQ. ASCÍTICO/LÍQ. PLEURAL: igual ao soro.
LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de urina e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


A MILASE , C LEARENCE
Encontra-se aumentado na pancreatite aguda. É auxiliar no diagnóstico de macroamilasemia
(clearence baixo).
MÉTODO: Cinético CNP
CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro + 5 mL Urina 24h.
VALOR DE REFERÊNCIA: 1,2 a 3,8%
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

A POLIPOPROTEÍNA
APO A1 é o maior componente protéico do HDL-colesterol. Está diretamente relacionado aos níveis de
HDL. APO B é a principal proteína do LDL-colesterol. Estas determinações tem sido propostas como o
melhor índice de risco aterogênico.
A1 e B
MÉTODO: Imunoturbidimetria

                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            49
VALOR DE REFERÊNCIA - A1: 91,0 a 175,0 mg/dL
VALOR DE REFERÊNCIA - B: 63,0 a 133,0 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro p/cada.
- JO 12h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.
B ILIRRUBINAS
Produto de quebra das moléculas de hemoglobina no sistema reticuloendotelial. Análise útil na
availação das icterícias, que podem ser relacionados ao aumento da oferta, alteração no transporte,
alteração na captação, alteração na conjugação, deficiência de excreção ou outros mecanismos.

MÉTODO: Colorimétrico

SANGUE - DOSAGEM
   VALOR DE REFERÊNCIA:  Direta         até 0,4 mg/dL
                            Indireta    até 0,8 mg/dL
                            Total       até 1,2 mg/dL
   CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
   - Proteger da luz.
    Até 48 horas entre 2o e 8o C.



C ÁLCIO
MÉTODO: Colorimétrico

SANGUE
   Valores aumentados são encontrados principalmente em hiperparatireoidismo, excesso de
   Vitamina D, doença de Paget e doenças malignas com comprometimento ósseo.
   Valores diminuídos são encontrados principalmente em hipoparatireodismo, deficiência de
   Vitamina D, mal absorção intestinal, nefropatias, osteomalacia e transfusões maciças.
   VALOR DE REFERÊNCIA: 8,5 a 10,4 mg/dL
   CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro.
    Até 2 semanas entre 2o e 8o C.

URINA
    Principais aplicações: avaliação em pacientes com nefrolitíase, intoxicação com Vitamina D,
    doença de Paget, acidose tubular renal, hiperparatireoidismo, metástases ocasionadas por lesões
    ósseas.
    VALOR DE REFERÊNCIA:  Com Dieta  até 180 mg/24h
                              Sem Dieta  até 280 mg/24h
    CONDIÇÃO: Urina 24h - Urina recente.
    - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina - Não Refrigerar.
    LABORATÓRIOS: enviar alíquota 5 mL e informar o volume total.
    DIETA Pobre em Cálcio – sugerida ou C.O.M.
    O paciente deverá permanecer 4 dias sem ingerir os seguinte alimentos: leite e seus derivados
    (manteiga, queijo, requeijão, creme de leite, etc...)
    Coleta
     Do 3o para o 4o dia da dieta, colher urina de 24 horas, permanecendo sob dieta.
     Colocar no frasco, rigorosamente antes de começar a coleta, 20 mL por litro de urina de Ácido
       Clorídrico 6N (HCL 6N). O Ácido Clorídrico 6N será fornecido pelo Laboratório.
     Deixar em temperatura ambiente, não colocar em geladeira.
     Colher todas as urinas sem perder nenhuma micção, trazer ao Laboratório assim que terminar a coleta.
     Não colher durante o período de cólica renal ou em uso de medicamentos, neste caso, esperar 10 dias
    (C.O.M.).
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
     Até 2 semanas com uso de HCL 50% à temperatura ambiente.


50                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
C ÁLCIO IÔNICO
Representa a fração biologicamente ativa do cálcio, sendo considerado de grande importância porque
não sofre mudanças pela concentração de albumina.
MÉTODO: Eletrodo Seletivo c/ correção automática p/ variação do pH
VALOR DE REFERÊNCIA:  Adultos             1,17 a 1,32 mmoL/L ou 4,70 a 5,28 mg/dL
                          até 18 anos  1,20 a 1,35 mmoL/L ou 4,80 a 5,40 mg/dL
                          R.Nascido: 0,7 mmol/L  Hipocalcemia Severa
                                        0,8 mmol/L  Hipocalcemia Moderada
OBS.: Fator de Conversão: mmoL/L  mg/dL x 0,25
CONDIÇÃO: 1 tubo de Soro (tubo gel).
LABORATÓRIOS: Dessorar rapidamente e congelar imediatamente, em frasco de plástico com tampa tipo
Eppendorf ou tubos de soroteca ou vidro, de maneira que a relação frasco/amostra seja a menor possível
(menor volume de ar no interior do tubo). Não enviar a amostra em pipetas de plástico. Evitar a transferência
da amostra de um tubo para outro repetidas vezes, pois, quanto maior a manipulação, maior o aumento do
pH, que bloqueia a leitura do aparelho. Tubos de soroteca são fornecidos pelo laboratório.
 Até 3 dias entre 2o e 8o C.


C APACIDADE DE C OMBINAÇÃO DO F ERRO
Valores aumentados são encontrados em anemias ferroprivas e hipossideremias.
Valores diminuidos são encontrados em anemia hemolítica e perniciosa, hemocromatoses e
hipersideremias.

CONDIÇÃO: 1,5 mL de Soro (cada).
- JO 8h.
 Até 6 dias entre 2o e 8o C.


LIVRE
    MÉTODO: Schade
    VALOR DE REFERÊNCIA: 140 a 280 g/dL

TOTAL
   MÉTODO: Cálculo baseado no Ferro e Capacidade Livre
   VALOR DE REFERÊNCIA: 250 a 410 g/dL


C ÉLULAS O RANGIÓFILAS , PESQUISA
Auxiliar na avaliação da maturidade tegumentar fetal.
MÉTODO: Azul de Nilo
VALOR DE REFERÊNCIA:  Abaixo de 1%  antes de 34 semanas
                         entre 1 e 10%  entre 34 e 38 semanas
                         entre 10 e 50%  entre 38 e 40 semanas
                         acima 50%       40 semanas em diante
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Líquido Amniótico.
 Até 24 horas entre 2o e 8o C.


C ERULOPLASMINA
É uma alfa 2 globulina que carreia a maior parte do íon cobre circulante. Possui níveis elevados
principalmente em doenças agudas e gravidez; diminuídos na Síndrome nefrótica e Doença de Wilson.
MÉTODO: Imunoturbidimetria
VALOR DE REFERÊNCIA: 21,0 a 53,0 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL Soro.
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                51
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.




C ETONA , PESQUISA
A cetona pode ser encontrada em condições associadas com diminuição da ingestão de
Carbohidratos, diminuição da utilização de Carbohidratos (Diabetes mellitus, distúrbios digestivos,
eclâmpsia, dietas desbalanceadas, vômitos e diarréias).

MÉTODO: Colorimétrico e Tira Reativa
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo

SANGUE
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
- JO 10h.
 Até 48 horas entre 2o e 8o C.

URINA
CONDIÇÃO: 30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
LABORATÓRIOS: enviar amostra refrigerada, bem tampada, não usar conservantes.
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Refrigerar entre 2o e 8o C.

C LEMENTS , T ESTE DE
Auxiliar na avaliação da maturidade pulmonar fetal.
MÉTODO: Formação de bolhas devido a presença de Lecitina e Esfingomielina, ricas em lípides
VALOR DE REFERÊNCIA: Formação de bolhas estáveis à partir do 3o tubo.
CONDIÇÃO: 6,0 mL Líq. Amniótico.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.


C LORETO DE S ÓDIO NO S UOR
O teste é útil no diagnóstico de Fibrose Cística pancreática ou mucoviscidose. A Fibrose Cística é uma
doença autossômica recessiva, multi-sistêmica, cujas maiores manifestações resultam na disfunção
das glândulas exócrinas produtoras do muco. O sintoma mais evidente nas crianças afetadas é uma
obstrução pulmonar crônica.
Método: Iontoforese - Condutividade
Material: Suor
Valor de Referência:  Normal                   < 40 mEq/L de Cloreto
                          Faixa intermediária  40 a 60 mEq/L de Cloreto
                          Fibrose Cística      > 60 mEq/L de Cloreto
                          Adultos              < 80 mEq/L de Cloreto
NOTA: Estamos realizando rotineiramente a técnica de PCR para diagnóstico de Fibrose Cística.
- É importante que o cliente não esteja com febre ou desidratado.
Unidades que realizam este exame: Aimorés, Eldorado I, São Paulo e Pampulha.

C LORETOS  CL
MÉTODO: Eletrodo Seletivo
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

SANGUE / LÍQUOR
   É o principal ion extra celular. Um dos responsáveis pela manutenção da pressão osmótica e do
   equilíbrio hidro-eletrolítico.
   VALOR DE REFERÊNCIA - SORO: 96 a 109 mEq/L
52                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
      VALOR DE REFERÊNCIA - LÍQUOR: 690 a 770 mg/dL
      CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro - Líquor.




                                                                                            CONTINUA...

                                                                               CONTINUAÇÃO ...CLORETOS

URINA
    Principais causas de aumento: uso de diuréticos, aumento da ingestão de sal, doença de
    Addison, necrose tubular aguda, pielonefrites, rim policístico.
    Diminuição: vômito, diarréia, diminuição da ingestão de sal, aspiração gástrica, diabetes
    insipidus, síndrome de Cushing, fístulas gastrointestinais.
    MÉTODO: Titulométrico
    VALOR DE REFERÊNCIA: 170 a 254 mEq/24h.
    CONDIÇÃO: Urina de 24h – Urina recente C.O.M.
    - Não pode usar conservante - Refrigerar.
    LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255


C OLESTEROL
O Colesterol é o principal lipídeo associado à doença vascular arterosclerótica. Por sua vez também
utilizado na produção de hormônios esteróides, ácidos biliares e da membrana celular. Metabolizado
no fígado e transportado no sangue por lipoproteínas (cerca de 70% por LDL, 25% por HDL e 5% por
VLDL). A avaliação do risco é feita pela determinação de Colesterol total, do triglicérides e das
lipoproteínas.

CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro (cada).
INTERFERENTES: Não fazer uso de bebidas alcoólicas 24 horas antes do exame.
- JO 12h ou C.O.M.

HDL
      MÉTODO: Colorimétrico Imuno Enzimático
      VALOR DE REFERÊNCIA:  Desejável: Homem                 que 55 mg/dL
                                             Mulher           que 65 mg/dL
                               Aceitável: ambos os sexos     que 35 mg/dL
                               Crianças 5 a 14 anos         35 a 71 mg/dL
       Até 48 horas entre 2o e 8o C.

LDL
      MÉTODO: Colorimétrico Enzimático
      VALOR DE REFERÊNCIA:  Adultos: Desejável         130 mg/dL
                                         Aceitável     até 160 mg/dL
                              Crianças: Desejável      que 110 mg/dL
                                          Aceitável     que 129 mg/dL
       Entre 2o e 8o C.

VLDL
   MÉTODO: Colorimétrico Enzimático
   VALOR DE REFERÊNCIA: 0 a 40 mg/dL
    Entre 2o e 8o C.

TOTAL
   MÉTODO: Colorimétrico Enzimático
   VALOR DE REFERÊNCIA - Soro:  Adulto: Desejável   200 mg/dL
                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              53
                                                 Aceitável   240 mg/dL
                                      Criança: Desejável   170 mg/dL
                                                 Aceitável   199 mg/dL
   VALOR DE REFERÊNCIA - Líq. Ascítico - Líq. Pleural:
    Inferior ao Soro com triglicérides elevados  quiloso
    Superior ao Soro com triglicérides normal  quiliforme
   CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro - Líq. Ascítico - Líq. Pleural.
 Até 48 horas entre 2o e 8o C.

C OLINESTERASE
Níveis diminuídos são encontrados em intoxicação por organofosforados e doenças hepáticas
parenquimatosas como hepatite e cirrose.
MÉTODO: Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: 5.000 a 14.000 U/L (37o)
CONDIÇÃO: 0,8 mL Soro.
 Até 1 semana entre 2o e 8o C.


C REATINA
Níveis elevados são encontrados em necrose , atrofia dos músculos esqueléticos , traumatismos,
polimiosite, dermatomiosite, miastenia grave.

MÉTODO: Colorimétrico
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

SANGUE
   VALOR DE REFERÊNCIA: 76 a 124 mmoL/L
   CONDIÇÃO: 3,0 mL de Soro.

URINA
    VALOR DE REFERÊNCIA:  Homem  até 500 moL/L
                              Mulher  até 1000 moL/L
    CONDIÇÃO: Jato médio da 1a Urina da manhã - Urina 24h.
    - Refrigerar.
    LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de Urina.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255


C REATININA
Produto de descarboxilação da creatina-fosfato, usada na contração de músculo esquelético. A
produção diária da creatinia depende diretamente da massa muscular. Sua excreção é realizada
apenas pela via renal, desta forma este é o melhor marcador da função renal.

MÉTODO: Colorimétrico (Jaffé mod.)

SANGUE
   VALOR DE REFERÊNCIA: 0,7 a 1,2 mg/dL
   CONDIÇÃO: 1,0 mL Soro ou Plasma (EDTA, Fluoreto).
   - JO 8h.
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

URINA
    VALOR DE REFERÊNCIA – URINA 24H:  Homem  1,5 a 2,5 g/24h
                                          Mulher  0,8 a 1,5 g/24h
    CONDIÇÃO: Jato médio da 1a Urina da manhã – *Urina 12h ou 24h ou C.O.M.
    - Adultos, Urina 24h: questionar volume total inferior a 500 mL.
    - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina ou Ácido Acético 8M - Refrigerar.
54                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    LABORATÓRIOS: *enviar 30 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
     Até 48 horas entre 2o e 8o C.




C REATININA , C LEARENCE
Teste útil na avaliação da taxa de filtração glomerular. Os valores séricos e urinários são medidos e a
depuração calculada e corrigida em função da superfície corporal.
MÉTODO: Colorimétrico (Jaffé mod.)
VALOR DE REFERÊNCIA:  Homem  90 a 130 mL de Plasma/minuto
                          Mulher  75 a 115 mL de Plasma/minuto
OBS.: O resultado é corrigido para a superfície corpórea.
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro + 5 mL de Urina de 12 ou 24h.
- Adultos, Urina 24h: questionar volume total inferior a 500 mL.
- JO 4h
- Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina ou Ácido Acético 8M ou Refrigerar.
LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de Urina, informar volume total, horário inicial, final da coleta, peso e altura do
cliente.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 48 horas entre 2o e 8o C.



C REATINOFOSFOQUINASE  CPK
Níveis aumentados são encontrados em: infarto do miocárdio, lesões da musculatura esquelética ou
cardíaca, miopatias, acidente vascular cerebral, injeções intramusculares.
MÉTODO: Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA:  Homem  até 190 U/L (37o)
                          Mulher  até 165 U/L (37o)
                          Criança de 2 a 12 meses  até 325 U/L (37o)
                          Criança após 12 meses  até 225 U/L (37o)
CONDIÇÃO: 0,8 mL Soro.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



C REATINOFOSFOQUINASE MB ISOENZIMA  CKMB
Valores elevados são encontrados em infarto do miocárdio e miocardites. Se a porcetagem de CKMB
for menor que 6% da CK Total, é provável uma lesão na musculatura esquelética, afastando a causa de
aumento por infarto. Duas Creatinofosfoquinases podem produzir resultados falsamente elevados de
CKMB: Macro CK tipo 1 e Macro CK tipo 2 (Mitocrondrial). Nestes casos CKMB > CK Total.
MÉTODO: Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: até 25 U/L (37o)
CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro.
 Até 24 horas entre 2o e 8o C.



C RISTAIS COM L UZ P OLARIZADA , PESQUISA (L ÍQUIDO S INOVIAL )
Os cristais de monourato de Sódio estão presentes na gota. Cristais Livres: fase inter-
crítica/Fagocitados: crítica.

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                55
MÉTODO: Luz Polarizada
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 1,0 mL Líq. Sinovial.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




D EHIDROGENASE L ÁCTICA
Soro: valores aumentados são encontrados na proliferação de células neoplásicas, infarto miocárdico
e pulmonar, leucemia aguda, doença hepática, anemia hemolítica, anemia megaloblástica, necrose de
músculo esquelético, choque e hipóxia intensos.
Liquor: Principais causas de elevação: necrose, isquemia, meningite, leucemia, linfoma e carcinoma
metastático.
Líquido Pleural
a) Relação Líquido Pleural (Exsudatos) - soro > que 0,6.
b) Trausudatos < 0,6 - Líquido ascítico: níveis muito elevados são encontrados em neoplasias.
MÉTODO: Cinético Optimizado Ultra Violeta
VALOR DE REFERÊNCIA - SORO: 150 a 400 U/L (37o )
LÍQ.ASCÍTICO/LÍQ.PLEURAL/LÍQUOR: aproximadamente até valor obtido no Soro.
CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro - Líq. Ascítico - Líq. Pleural - Líquor.
 Até 24 horas entre 2o e 8o C.


D-X YLOSE , T ESTE
O teste é útil no diagnóstico diferencial das síndromes de má absorção intestinal.
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Plasma (Fluoreto) + 5 mL de Urina (informar volume total de 5 horas).
PROCEDIMENTO: Não há coleta basal. Esvaziar a bexiga no início do teste, tomar dose de Xylose. Colher
Sangue 1 hora após a ingestão da D-Xylose e colher Urina durante 5 horas após a dose.
- Criança JO 4h - Adulto JO 8h.
- Permanecer em jejum até o término do teste.
OBS.: O teste é realizado pela manhã.
CÁLCULO DA DOSE D-XYLOSE:
Diluir a dose em 250 mL de água:
Criança  0,5 g/Kg de peso até no máximo 25 gramas - Adulto  25 gramas
VALOR DE REFERÊNCIA:  SORO  Adultos: > 25 mg/dL
                                   Criança: > 20 mg/dL
                          URINA  Adulto: acima de 16% da dose ingerida
                                   Criança: acima de 10% da dose ingerida
 Até 1 semana entre 2o e 8o C.



E NZIMA C ONVERSORA DE A NGIOTENSINA  ECA
A ECA está aumentada em pacientes com sarcoidose, doença de Gaucher, hanseníase e psoríase.
Serve para monitorar pacientes hipertensos e diabéticos com microalbuminúria em uso de inibidores
da ECA tais como: enalapril, captopril, lisinopril e ramipril.
MÉTODO: Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: 35 a 90 U/L
CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



56                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
E SPECTROFOTOMETRIA 450 NM
Avaliação indireta da bilirrubina segundo Liley.
VALOR DE REFERÊNCIA: Zona 3 de Liley
CONDIÇÃO: 5,0 mL de Líq. Amniótico.
- Informar mês de gestação.
LABORATÓRIOS: enviar em frasco âmbar (sensível à luz).
 Até 3 dias entre 2o e 8o C.




F ERRO
Principais causas de diminuição: deficiência de ferro, infecção crônica, processos malignos,
menstruação, infarto do miocárdio, gravidez tardia, nefrose. Aumento: hemocromatose, hepatite viral,
talassemia.
MÉTODO: Ferene-S
VALOR DE REFERÊNCIA:  R. Nascido  90 a 240 g/dL
                          Criança   35 a 90 g/dL
                          Homem     60 a 160 g/dL
                          Mulher    40 a 150 g/dL
CONDIÇÃO: 1,5 mL de Soro.
- Criança  JO 4h / Adulto  JO 8h.
 Até 6 dias entre 2o e 8o C.


F OSFATASE
ÁCIDA
    Valores aumentados são encontrados em doenças hemolíticas, destruição plaquetária excessiva,
    doença de Paget avançada, Metástase de Câncer Ósseo, Câncer de Próstata.
    MÉTODO: Enzimático
    VALOR DE REFERÊNCIA: até 10 U/L
    CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro.
    LABORATÓRIOS: Separar e refrigerar o mais rápido possível.
     Até 2 dias entre 2o e 8o C.

ALCALINA
   Esta enzima está presenta principalmente no fígado, nos ossos, no epitélio intestinal e placenta.
   Sua determinação é importante na avaliação dos distúrbios hepáticos e ósseos. Níveis elevados
   na doença biliar obstrutiva intra e extra hepática. Especialmente na doença de Paget e cirrose.
   MÉTODO: Cinético Optimizado
   VALOR DE REFERÊNCIA:
                   Idade                Homens                    Mulheres
                   4 a 10 anos          324 a 945 U/L (37o)       352 a 1034 U/L (37o)
                   11 a 16 anos         299 a 1276 U/L (37 o)     133 a 1144 U/L (37o)
                   17 a 19 anos           98 a 677 U/L (37o)      114 a 312 U/L (37o)
                   Adultos               até 306 U/L (37o)        até 300 U/L (37o)
   CONDIÇÃO: 2,0 mL de Soro.
    Até 48 horas, entre 2o e 8o C.




                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                        57
F OSFOLÍPEDES
Os principais fosfolipídios séricos são a lecitina e a esfingomielina. São essenciais para o
metabolismo da membrana celular e estão associados às globulinas formando os complexos
denominados, como lipoproteínas. A análise é útil em patologias como icterícia obstrutiva, doença de
Tangier, e alterações da enzima LCAT.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: 125 a 250 mg/dL
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro ou Plasma (Heparina) - Líq. Amniótico.
- JO 12h.
- Interromper 48 horas antes da coleta ou C.O.M.: Antiácidos alcalinos, Vitamina D, Heparina, Tetraciclina,
   Meticilina, Insulina e Éter anestésico.
 - Até 48 horas à temperatura ambiente.
     - Até 7 dias entre 2o e 8o C ou congelar.


F ÓSFORO
MÉTODO: Cinético U.V.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

SANGUE
   Principais causas de aumento: insuficiência renal, hipoparatireidismo, hipervitaminose D,
   osteoporose, acromegalia, mieloma, metástase óssea, diabetes descompensada, desidratação.
   Diminuição: hiperparatireoidismo, hipotireoidismo, osteomalácia, hipovitaminose D, Raquistismo,
   hemodiálise.
   VALOR DE REFERÊNCIA:  Adulto  2,5 a 4,8 mg/dL
                          Criança  4,0 a 7,0 mg/dL
   CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro.
   LABORATÓRIOS: Dessorar rapidamente.

URINA
    Valores aumentados são encontrados em hiperparatireodismo, acidose tubular renal, uso de
    diuréticos, síndrome de Fanconi e doença de Paget . Diminuição: hipoparatireoidismo, pseudo-
    hipoparatireoidismo e osteomalácia.
    VALOR DE REFERÊNCIA: 400 a 1300 mg/24h
    CONDIÇÃO: Urina 24h – Urina recente C.O.M.
    - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina ou Refrigerar.
    LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255


G AMA G LUTAMIL T RANSFERASE  G AMA G T  GGT
58                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Esta enzima participa na transferência de aminoácidos e peptídeos através da membrana celular e
possivelmente no metabolismo da Glutationa. As maiores concentrações são encontradas nas células
hepáticas, no trato biliar, rins, baço, coração, intestino, cérebro e glândula prostática. O teste é o mais
sensível para evidenciar a disfunção hepática, a Colestase e monitorizar a intoxicação medicamentosa
ou por ingestão excessiva de álcool.
MÉTODO: Cinético Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA:  Homem  de 10 a 50 U/L (37o)
                          Mulher  de 07 a 32 U/L (37o)
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
 Até 48 horas entre 2o e 8o C.




G ASOMETRIA
É usado para monitorar o equilíbrio ácido-básico dos gases sanguíneos e as condições de oxigenação
nos seguines casos: falência respiratória aguda, edema pulmonar, distúrbios do rítmo cardíaco,
pneumonia, cianose, terapia com oxigênio, falência renal, coma.

MÉTODO: Eletrodo Seletivo
LABORATÓRIOS: Não deixar bolhas de ar na seringa durante a coleta. Colher sempre sangue da artéria radial,
a não ser que o médico solicite uma coleta diferenciada.
- Informar: horário da coleta, foi feito repouso de 15 minutos antes da coleta? (se cliente tiver feito algum tipo
de esforço físico, por exemplo, ter andado muito, prolongar o repouso para 30 minutos) Faz uso de
oxigenoterapia? Há quanto tempo? Sente algum sintoma como fadiga, falta de ar, tonteira e/ou outros? É
fumante? Há quanto tempo? Faz uso de alguma medicação? Qual? Algum problema respiratório (asma,
efizema, pneumonia, outros)?

ARTERIAL
   VALOR DE REFERÊNCIA:  pH        7,35 a 7,45            HCO3 Atual                21 a 28 mmoL/L
                           PCO2  35 a 45 mmHg             CO2 Total                 24 a 31 mmoL/L
                           PO2  83 a 108 mmHg             B.E.                      - 3,0 a + 3,0 mmoL/L
                           SO2  95 a 99%
                           R. Nascido P02  60 a 70 mmHg
                                         HCO3  16 a 24 mmoL/L
   CONDIÇÃO: 5,0 mL de Sangue Total Heparinizado.
    Enviar na própria seringa até 2 horas após a coleta em gelo reciclável          p/ unidade matriz. Vedar a
       agulha com rolha de borracha.

VENOSA
   VALOR DE REFERÊNCIA:  pH           7,32 a 7,43              HCO3 Atual  22 a 29 mmoL/L
                            PCO2  38 a 50 mmHg                 CO2 Total   23 a 30 mmoL/L
                            PO2  35 a 40 mmHg                  B.E         - 2,0 a + 2,0 mmoL/L
                            SO2  60 a 75%
   CONDIÇÃO: 5,0 mL de Sangue Total Heparinizado.
    Enviar na própria seringa, 10 minutos à temperatura ambiente ou até 2 horas após a coleta em gelo
       reciclável p/ unidade matriz. Vedar a agulha com rolha de borracha.




                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                    59
G LICOHEMOGLOBINA  H B A1 C  H EMOGLOBINA G LICADA
A determinação da Hemoglobina Glicada é um teste útil para monitorar metabolismo glicêmico do
paciente diabético. Seus valores refletem níveis médios da glicemia nos últimos 2 a 3 meses anterior
ao teste. Outro aspecto importante é a interferência das hemoglobinopatias, que levam a resultados
mais baixos da Glicohemoglobina. Nestes casos os pacientes devem ser monitorados pela dosagem
da Glicemia e/ou da Frutosamina.
MÉTODO: HPLC – Cromatografia Líquida de Alta Performance
VALOR DE REFERÊNCIA:  Hb a1C Estável normais não diabéticos  2,8 a 4,5%
                            Diabéticos com bom controle             até 5,8%
                            Diabéticos com controle regular         5,9 a 7,0%
                            Diabéticos com mal controle             acima de 8,0%
                            Hb a1C Lábil                            0,7 a 1,0%
                            Hb Fetal - Adultos        0,1 a 0,8%
                                        - 3 a 6 meses  < que 30,0%
                                        - < 2 meses  30,0 a 90,0%
NOTA: A forma estável é a verdadeira Hemoglobina Glicosilada.
CONTROLE DE TRATAMENTO  2,8 a 5,2% (de acordo com DCCT).
Observação: As maiores interferências são as doenças hereditárias em paciente homozigoto para Hbs
(anemia falciforme), HbC ou HbSC. A técnica de HPLC não é afetada pela carbamilhemoglobina dos
pacientes urêmicos o que é comum nos diabéticos com insuficiência renal.
Nas variantes de hemoglobinas citadas, que correspondem no máximo a 10% dos diabéticos, pode-se usar a
Proteína Glicosilada (Glicada) ou Albumina Glicosilada (Glicada), possuindo as seguintes desvantagens
desvantagens:
- só verifica o controle prévio de até 2 semanas.
- não pode ser correlacionado com as complicações do diabetes a longo termo.
Outros fatores que podem interferir: hemorragias, anemia por deficiência de ferro e transfusões de sangue
total ou células vermelhas (hemácias).
CONDIÇÃO: 0,8 mL de Sangue Total (EDTA).
 Até 2 semanas entre 2o e 8o C.




60                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
G LICOSE
Os níveis séricos da Glicose são úteis no diagnóstico e monitoramento terapêutico de algumas
doenças metabólicas como o Diabetes mellitus, a hipoglicemia, desidratação e na avaliação da
secreção inapropriada de insulina. Na urina este teste está relacionado aos níveis séricos ou em
patologias como queimaduras, infecções, Diabetes mellitus, doenças neurológicas ou na utilização de
esteróides.

SORO / LÍQUIDOS / SECREÇÃO NASAL
   MÉTODO: Colorimétrico Enzimático
   VALOR DE REFERÊNCIA - SORO OU PLASMA: 60 a 109 mg/dL
   - GLICOSE ALTERADA DE JEJUM:  110 a 125 mg/dL
   - DIABETES MELLITUS:  126 mg/dL
   NOTA: Estes critérios seguem a nova classificação para Diabetes Mellitus da Associação Americana de
   Diabetes - Boston 1997, e se alterados devem ser confirmados com uma nova coleta ( VEJA trabalho
   realizado no Laboratório HERMES PARDINI, TTG pág.245).
   VALOR DE REFERÊNCIA - LÍQUOR: 50 a 80 mg/dL
   CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro ou Plasma (Fluoreto) - Líquor - Líq. Ascítico - Líq. Pleural - Líq. Sinovial -
   Secreção nasal.
   - JO 10h ou C.O.M.
   LABORATÓRIOS: Secreção nasal, colher de forma espontânea. Refrigerar ou coletar em fluoreto.
    Até 48 horas entre 2o e 8o C.

URINA – DOSAGEM
    MÉTODO: Colorimétrico Enzimático
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: Jato médio da 1a Urina da manhã - *Urina 12h - *Urina 24h.
    - Adultos, Urina 24h: questionar volume total inferior a 500 mL.
    - Não precisa conservante - Refrigerar.
    LABORATÓRIOS: *enviar 5 mL e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
     Até 48 horas entre 2o e 8o C.



G LOBULINA (L ÍQUOR )
Indica predominância da fração globulina em relação a albumina, quando o nível de proteínas totais no
líquor for < 70 mg/dL.
MÉTODO: PANDY
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,5 mL Líquor.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             61
H APTOGLOBINA
É uma glicoproteína produzida no fígado. O níveil sérico de haptoglobina é utilizado principalmente
para detectar uma destruição intra vascular das hemácias. É também uma proteína de fase aguda
inespecífica.
MÉTODO: Imunoturbidimetria
VALOR DE REFERÊNCIA:  Recém Nascido  5,0 a 48,0 mg/dL
                         Adulto  26,0 a 185,0 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.

H IDROXIPROLINA T OTAL
Níveis aumentados são encontrados em doença de Paget , osteoporose , mieloma , fraturas extensas,
osteomielite aguda , crescimento acentuado.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: 5 a 25 mg/24h
CONDIÇÃO: Urina de 24h.
- Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina – Refrigerar (facultativo).
LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
DIETA – sugerida ou C.O.M.
Não fazer uso por 48 horas antes e durante a coleta dos seguintes alimentos: carnes, gelatina, salsichas,
sorvete, doces.
- Após dieta, colher Urina 24 horas conforme instruções pág.255
 Ate 1 semana entre 2o e 8o C.

ÍNDICE DE S ATURAÇÃO DA T RANSFERRINA
Valores dimuidos são encontrados principlamente em deficiência de ferro, infecção crônica,
processos malignos, menstruação, gravidez tardia. Valores aumentados são encontrados em:
hemocromatose, nefrose e talassemia.
MÉTODO: Cálculo baseado no Ferro e Capacidade Total de Ligação
VALOR DE REFERÊNCIA: 20 a 50%
CONDIÇÃO: 1,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 6 dias entre 2o e 8o C.


INSPEÇÃO DO P LASMA R EFRIGERADO
Fundamentalmente este teste avalia a presença, após a refrigeração, de quilomicrons ou de
triglicérides exógenos.
VALOR DE REFERÊNCIA: Límpido.
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
- JO 12h.
62                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
L ACTOSE , TESTE
É útil na avaliação de deficiência da Lactase intestinal, quando da presença de patologias como
doença Celíaca, gastroenterite, deficiência idiopática, em danos ou disfunção da mucosa intestinal.
PROCEDIMENTO: 1,0 mL de Soro ou Plasma Fluoretado basal, 30’e 60’ após Lactose.
JEJUM: Adultos  JO 10h / Crianças < 1 ano  JO 6 a 8h.
DOSE ADMINISTRADA: 2,0 g/Kg (até no máximo 50 g).
VALOR DE REFERÊNCIA: Elevação de 20 a 25 mg/dL na Glicemia, após administração da Lactose.




LDL O XIDADA , A NTI
É considerada como marcador de risco aterogênico.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: 200 a 1000 mU/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 1 mês entre - 14o e - 20o C.


L IPASE
Valores aumentados são encontrados em pancreatite aguda e especialmente crônica.
MÉTODO: Cinético Turbidimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: até 200 U/L
CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.


L ÍPIDES T OTAIS
Os Lipídios são compostos das frações: Colesterol, Triglicérides, Fosfolípides e Ácidos graxos. A
elevação ou diminuição de uma ou mais frações leva a alteração dos Lípides totais.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: 400 a 800 mg/dL
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
Jejum: até 1 ano      JO 3h
       > 1 a 5 anos  JO 6h
       > 5 anos       JO 12h.
 Até 48 horas, entre 2o e 8o C.

L ÍTIO
Teste útil na monitorização terapêutica com lítio. Níveis tóxicos: acima de 2,0 mEq/L.
MÉTODO: Eletrodo Seletivo
VALOR DE REFERÊNCIA: 0,6 a 1,2 mEq/L (Nível Terapêutico)
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
- JO 12h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dia e hora da última dose.
 Enviar material congelado. Estabilidade 2 dias.


M AGNÉSIO
MÉTODO: Magon Sulfonado
 Até 2 semanas entre 2o e 8o C.


                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                         63
SANGUE
   Níveis aumentados: uso de sais de magnésio, antiácidos e laxantes, doença de Addsion,
   desidratação grave, insuficiência renal, acidose diabética, hipertireoidismo, hipercalcemia,
   nefrolitíase. Níveis diminuídos: associados com hipocalemia e hipocalcemia, alcoolismo crônico,
   pancreatite aguda, mal absorção, lactação excessiva, diálise, diarréia grave, diabetes melitus,
   terapia diurética, dietas pobres em magnésio, hiperaldosteronismo primário, mal nutrição,
   nefropatias tubulares, hiperparatireoidismo.
   VALOR DE REFERÊNCIA: 1,9 a 2,5 mg/dL
   CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro.




                                                                                             CONTINUA...


                                                                             CONTINUAÇÃO...MAGNÉSIO



URINA
    Níveis aumentados: aldosteronismo, glomerulonefrite crônica, terapia com ciclosporinas,
    diuréticos, tiazídicos e corticosteróides.
    Níveis diminuidos: mal absorção, hipoparatireoidismo e diminuiçào da função renal.
    VALOR DE REFERÊNCIA: 50 a 150 mg/24h
    CONDIÇÃO: Urina de 24h – Urina recente C.O.M.
    - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina – Refrigerar (facultativo).
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
    LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de Urina e informar volume total - Frasco plástico.

M ALTOSE , T ESTE
Teste útil na avaliação da deficiência enzimática a nível intestinal.
PROCEDIMENTO: 1,0 mL de Soro ou Plasma Fluoretado, basal, 30’e 60’ após Maltose.
JEJUM: Adultos  JO 10h / Crianças < 1 ano  JO 6 a 8h.
DOSE ADMINISTRADA: 2,0 g/Kg (até no máximo 50,0 g).
VALOR DE REFERÊNCIA: Elevação de 20 a 25 mg/dL na Glicemia, após administração de Maltose.


M ICROALBUMINÚRIA
A Microalbuminúria é uma condição caracterizada pelo aumento da excreção urinária de albumina, na
ausência de nefropatia evidente ou antes da proteinúria tornar-se detectável pelos métodos
convencionais de uronanálise. É utilizada no controle da nefropatia diabética.
MÉTODO: Imunoturbidimetria
VALOR DE REFERÊNCIA - URINA 24H:  Desejável  < que 15 g/min ou 22 mg/24h
                                       Aceitável  até 30 g/min ou até 43 mg/24h
VALOR DE REFERÊNCIA - URINA 12H:  Desejável  < que 15 g/min ou 11 mg/12h
                                       Aceitável  até 30 g/min ou até 21,5 mg/12h
CONDIÇÃO: Urina 12h ou Urina 24h.
- Refrigerar.
- Não fazer esforço físico durante a coleta. Evitar excesso de ingestão de líquidos.
LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255



O SMOLARIDADE
Indicações para avaliação na urina: É usada para diagnosticar os diferentes tipos de diabetes
insipidus; avalia a capacidade de concentração dos rins na insuficiência renal aguda ou crônica;
64                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
avalia o grau de acometimento renal nas diversas doenças renais; síndrome da secreção inadequada
do ADH. Indicações para avaliação no soro: diminuição – diabetes insipidus, hiponatremia,
hiperhidratação. Aumento – hipernatremia, desidratação, hiperglicemia, intoxicação por etanol,
metanol e etilenoglicol.
MÉTODO: Crioscopia
VALOR DE REFERÊNCIA:  Adultos e Crianças: Soro  280 a 300 mosmoL/Kg/H2O
                                            Urina  250 a 900 mosmoL/Kg/H2O
                                            Relação Urina/Soro: 1 a 3
                          Recém Nascido: Soro  até 266 mosmoL/Kg/H2O
                                          Urina  75 a 300 mosmoL/Kg/H2O
                                          Relação Urina/Soro: 1 a 3
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Urina recente ou 24h + 0,5 mL de Soro ou Plasma (Heparina).
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 1 semana entre 2o e 8o C.




P H URINÁRIO
Principais causas de aumento: alcalose metabólica sem perda de potássio, alcalose respiratória,
infecções do trato urinário por microorganismos que utilizam uréia, acidose tubular renal e terapia
alcalina. Diminuição: acidose metabólica e respiratória, alcalose metabólica por perda de potássio,
infecções do trato urinário por E. coli, dietas hipoclóricas e diarréias severas.
MÉTODO: Medição direta em potenciômetro
VALOR DE REFERÊNCIA: 5 a 6,5
CONDIÇÃO: Jato médio da 1a Urina da manhã - Urina 24 horas C.O.M.
LABORATÓRIOS: enviar em frasco apropriado contendo vaselina líquida sem conservante.
 Urina recente: até 4 horas após a coleta.



P OTÁSSIO
SANGUE
   É o principal cátion intracelular, com concentração em torno de 150 mEq/L enquanto no nível
   sérico esta concentração está em torno de 4 mEq/L. Esta diferença é importante na manutenção
   do potencial elétrico da membrana celular e na excitação do tecido neuromuscular. Na urina ou
   soro sua aplicação está relacionada aos níveis de Aldosterona, na reabosrção de sódio e no
   equilíbrio Ácido/base.
   MÉTODO: Eletrodo Seletivo
   VALOR DE REFERÊNCIA: 3,7 a 5,6 mEq/L
   CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

URINA
    Principais causas da diminuição: doenças de Addison, doença renal com diminuiçào do fluxo
    urinário. Aumento: síndrome de Cushing, aldosteronismo, doença tubular renal.
    MÉTODO: Eletrodo Seletivo
    VALOR DE REFERÊNCIA: 23 a 123 mEq/24h
    CONDIÇÃO: Urina 24h – Urina recente C.O.M.
    - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina ou Refrigerar.
    LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
     Até 7 dias entre 2o e 8o C ou usar conservante.



P ROTEÍNA G LICOSILADA

                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                         65
Por se tratar de uma proteína glicosilada com meia vida curta, entre duas a três semanas, este teste é
útil no acompanhamento do paciente diabético a curto prazo.
MÉTODO: Colorimétrico (Redução do NBT)
VALOR DE REFERÊNCIA: 1,9 a 2,8 mmoL/L
DIABÉTICOS:  Controle Satisfatório  < 3,3 mmoL/L
                Controle Moderado  3,3 a 3,8 mmoL/L
                Controle Inadequado  > 3,8 mmoL/L
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 48 horas entre 2o e 8o C.




P ROTEÍNAS T OTAIS
SANGUE / LÍQ. ASCÍTICO / PLEURAL / SINOVIAL / LIQUOR
    Hiperproteinemia: desidratação, gamopatia (poli e monoclonais), endocardite crônica, processos
    infecciosos crônicos, poliartrite crônica, leptra, cirrose, doenças do colágeno, mixedema, calazar.
    Hipoproteinemia: Perdas renais, deficiênciasnutricionais, infecções graves e prolongadas,
    esteatorréia, defeito de síntese (insuficiência hepatocelular), anemia graves, gastroenteropatia
    exsudativa, perdas cutâneas.
    Liquido Pleural e ascítico: Transudatos – níveis de proteínas 50% menores que os plasmáticos.
    Exudatos - níveis de proteínas 50% maiores que os plasmáticos.
    Líquido sinovial: as proteínas se encontram elevadas nas artropatias inflamatórias, artrite séptica
    e reumática.
    MÉTODO: Biureto
    VALOR DE REFERÊNCIA - SANGUE: 6,4 a 8,3 g/dL
    VALOR DE REFERÊNCIA - LÍQ. SINOVIAL: 2,5 a 3,0 g/dL
    CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro - Líq. Ascítico - Líq. Pleural - Líq. Sinovial.
     Até 30 dias entre 2o e 8o C.
LIQUOR
    MÉTODO: Vermelho de Pirogalol
    VALOR DE REFERÊNCIA:  Lombar           15 a 45 mg/dL
                              Cisternal  10 a 25 mg/dL
                              Ventricular  5 a 15 mg/dL
    CONDIÇÃO: 0,8 mL de Líquor.
     Até 4 dias entre 2o e 8o C.

URINA - DOSAGEM
    Principais causas de aumento: lesão glomerular, distúrbios na reabsorção tubular, aumento dos
    níveis séricos de proteínas, exercício muscular intenso, gravidez, proteína de Bence Jones,
    glomírulo nefrite, síndrome nefrótica, cistites, uretrites e prostatites.
    MÉTODO: Vermelho de Pirogalol
    VALOR DE REFERÊNCIA: 20 a 150 mg/24h
    CONDIÇÃO: *Urina de 24h ou Urina recente C.O.M.
    - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina ou Refrigerar.
    LABORATÓRIOS: *enviar 5 mL de Urina c/ conservante e informar volume total.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
     Até 1 semana entre 2o e 8o C.

P ROTEÍNAS T OTAIS E F RACIONADAS
Albumina: principais causas de diminuição: desnutrição, hepatopatias, neoplasias, síndrome nefrótica,
gravidez, alcoolismo crônico, colagenoses, peritonites. Aumento: desidratação, diuréticos em
66                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
excesso. Veja também Proteínas Totais.
MÉTODO: Biureto e Verde Bromocresol
VALOR DE REFERÊNCIA:  Albumina  3,5 a 5,5 g/dL
                         Globulina  1,4 a 3,2 g/dL
                         Totais     6,4 a 8,3 g/dL
CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro.
 Até 30 dias entre 2o e 8o C.


R ELAÇÃO L ECITINA /E SFINGOMIELINA  R ELAÇÃO LE
É utilizada na avaliação da maturidade pulmonar.
MÉTODO: Cromatografia em camada fina
VALOR DE REFERÊNCIA:  Relação L/E  2:1 (Compatível com a Maturidade Pulmonar)
                          Relação L/E < 2:1 (Pulmão Imaturo)
CONDIÇÃO: 5,0 mL de Líq. Amniótico.
LABORATÓRIOS: enviar em frasco âmbar. Centrifugar o líquido a 2000  500 rpm por 6 minutos, identificar.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.
R ESERVA A LCALINA
Este teste é útil na avaliação do equilíbrio ácido-básico. Valores aumentados: alcalose metabólica e
acidose respiratória. Valores diminuídos: acidose metabólica e alcalose respiratória.
MÉTODO: Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: 20 a 33 mmoL/L
CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro.
LABORATÓRIOS: Dessorar rapidamente e refrigerar imediatamente, em frasco de plástico com tampa
(Eppendorf ou tubos de soroteca) ou vidro, de maneira que a relação frasco/amostra seja a menor possível.
Evitar a transferência da amostra de um tubo para outro, repetidas vezes, pois quanto maior a manipulação,
maior a alteração do pH da amostra, afetando diretamente o resultado.
 Até 3 dias entre 2o e 8o C.


S ACAROSE , TESTE DE TOLERÂNCIA
Teste útil na avaliação da deficiência enzimática a nível intestinal.
PROCEDIMENTO: 1,0 mL de Soro ou Plasma fluoretado, basal, 30’e 60’ após Sacarose.
JEJUM: Adultos  JO 10h / Crianças < 1 ano  JO 6 a 8h.
DOSE ADMINISTRADA: 2,0 g/Kg (até no máximo 50,0 g).
VALOR DE REFERÊNCIA: elevação de 20 a 25 mg/dL da Glicemia, após administração de Sacarose.


S ÓDIO
MÉTODO: Eletrodo Seletivo

SANGUE
   É o principal cátion extra celular. Os sais de sódio são os principais determinantes da
   osmolalidade celular. Alguns fatores regulam a homeostasia do balanço do sódio, tais como
   aldosterona e hormônio anti-diurético. O teste portanto é útil na avaliação dos distúrbios hidro
   eletrolíticos.
   VALOR DE REFERÊNCIA: 135 a 145 mEq/L
   CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

URINA
    Principais causas de aumento: uso de diuréticos, dieta rica em sal, secreção inadequada de ADH,
    doença de Addison. Diminuição: síndrome nefrótica, necrose tubular, dieta pobre em sódio e
    síndrome de Cushing.
    VALOR DE REFERÊNCIA: 27 a 287 mEq/24h
    CONDIÇÃO: *Urina de 24h ou Urina recente C.O.M.
    - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina ou Refrigerar.
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  67
    LABORATÓRIOS: *enviar 5 mL de Urina c/ conservante e informar volume total.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
     Até 7 dias entre 2o e 8o C ou à temperatura ambiente com conservante.


S UBFRACIONAMENTO DAS F RAÇÕES DO C OLESTEROL
Análise eletroforética das lipoproteínas, LDL e HDL. É útil na avaliação do risco cardíaco. Nesta
técnica pode-se visualizar as subfrações das lipoproteínas.
MÉTODO: Eletroforese em Gel de Poliacrilamida
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
INTERFERENTES: Não fazer uso de bebidas alcoólicas 24 horas antes do exame.
- JO 12h ou C.O.M.
 Até 48 horas, entre 2o e 8o C.




T RANSAMINASE O XALACÉTICA  TGO
Esta enzima é encontrada em altas concentrações no músculo cardíaco, células hepáticas, músculo
esquelético e em menor concentração no rim e pâncreas. Junto com outras enzimas este teste é útil
no diagnóstico do infarto do miocárdio e das doenças hepáticas. Pacientes com doença renal aguda,
doença muscular esquelética, pancreatite ou trauma podem ter níveis elevados transitoriamente.
MÉTODO: Cinético optimizado Ultra Violeta
VALOR DE REFERÊNCIA:  Adulto  12 a 46 U/L (37o)
                         Criança  10 a 70 U/L (37o)
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
 Até 48 horas, entre 2o e 8o C.

T RANSAMINASE P IRÚVICA  TGP
A TGP é encontrada predominantemente no fígado e em menores quantidades no rim, coração e
músculo esquelético. Níveis elevados são encontrados na Hepatite infecciosa e tóxica, Pancreatite,
Cirrose, Icterícia obstrutiva, obstrução biliar e Carcinoma hepático.
MÉTODO: Cinético optimizado Ultra Violeta
VALOR DE REFERÊNCIA:  Adulto  03 a 50 U/L (37o)
                          Criança  10 a 60 U/L (37o)
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
 Até 48 horas, entre 2o e 8o C.

T RANSFERRINA
É uma glicoproteína sintetizada no fígado, principal transportadora do íon ferro. É portanto muito
utilizada para avaliar as variações séricas deste íon.
MÉTODO: Imunoturbidimetria
VALOR DE REFERÊNCIA:  3 meses a 10 anos  203,0 a 360,0 mg/dL
                          Adulto             200,0 a 400,0 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.


T RIGLICÉRIDES
Os triglicérides são produzidos no fígado utilizando glicerol e outros ácidos graxos. São
transportados no sangue por VLDL e LDL. Os triglicérides em conjunto com Colesterol são úteis na
avaliação do risco cardíaco. Níveis elevados são encontrados na Síndrome nefrótica, na ingestão
elevada de álcool, induzido por drogas (estrogênios, contraceptivos orais, prednisona, etc) e no
68                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
hipotireoidismo ou gravidez. Os níveis baixos estão relacionados a mal absorção, mal nutrição e
hipertireoidismo.
MÉTODO: Colorimétrico Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA - SORO:  até 24 anos   que 160 mg/dL
                                   25 a 39 anos   que 180 mg/dL
                                   > 40 anos         que 200 mg/dL
                                   Valor limítrofe  200 a 400 mg/dL
                                   Valor elevado   que 400 mg/dL
VALOR DE REFERÊNCIA - LÍQ. ASCÍTICO/LÍQ. PLEURAL:
 Inferior ao Soro com triglicérides elevados  quiloso
 Superior ao Soro com triglicérides normal  quiliforme
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro - Líq. Ascítico - Líq. Pleural.
- JO 12h.
INTERFERENTE: Não fazer uso de bebidas alcoólicas 24 horas antes do exame.
 Até 48 horas entre 2o e 8o C.




U RÉIA
É a principal fonte de excreção do nitrogênio. Produzida no fígado como produto do metabolismo de
proteínas e excretada nos rins. Desta forma a uréia é diretamente relacionada à função metabólica
hepática e excretória renal. Sua concentração pode variar com a dieta, hidratação e função renal.

MÉTODO: Colorimétrico Enzimático
 Até 48 horas entre 2o e 8o C.

SANGUE
   VALOR DE REFERÊNCIA: 10 a 40 mg/dL
   CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro ou Plasma (Fluoreto).
   - JO 8h.

URINA
    VALOR DE REFERÊNCIA – URINA 12H: 5 a 17,5 g/12h
    VALOR DE REFERÊNCIA – URINA 24H: 10 a 35 g/24h
    CONDIÇÃO: Jato médio da 1a Urina da manhã - *Urina 12h - *Urina de 24h.
    - Urina 24h, Adultos: questionar volume inferior a 500 mL.
    - Não precisa conservante - Refrigerar.
    LABORATÓRIOS: *enviar 30 mL de Urina e informar volume total.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255


U RÉIA , C LEARENCE
Este teste, devido as variações de dieta, filtração, reabsorção renal e síntese hepática, é pouco útil na
medição da taxa de filtração glomerular, sendo mais usado na medida da taxa de produção de uréia e
na avaliação dos compostos nitrogenados não protéicos.
MÉTODO: Colorimétrico Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: 41 a 65 mL/minuto
OBS.: O resultado é corrigido para a superfície corpórea.
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro + 5 mL de Urina 12h ou 24h.
- Adultos, Urina 24h: questionar volume total inferior a 500 mL.
- JO 4h.
- Não precisa conservante - Refrigerar.
LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta, peso e altura do
cliente.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  69
 Até 48 horas entre 2o e 8o C.




70                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Á CIDO V ALPRÓICO
O ácido valpróico é um anticonvulsivante com meia-vida de 8 a15 horas. Geralmente baixas dosagens
são observadas em caso de não aderência ao tratamento. Pode ocorrer queda dos níveis séricos com
o uso concomitante de primidona, fenobarbital, carbamazepina e fenitoínas. Pode ser observada
toxicidade a partir de 200 g/mL.
MÉTODO: FPIA - Fluorescência Polarizada
VALOR DE REFERÊNCIA: 50 a 100 g/mL (Nível Terapêutico)
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
LABORATÓRIOS: Não pode ser colhdio em tubo com gel separador.
 Até 14 dias entre 2o e 8o C.


B ROMAZEPAN
Bromazepan é indicado como ansiolítico e antidepressivo. A quantificação sérica é realizada para
auxiliar o clínico a estabelecer um esquema de dosagem que proporcione a concentração ótima para
cada paciente considerado individualmente.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
NÍVEL TERAPÊUTICO: 0,08 a 0,2 g/mL
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Soro.
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
 Até 20 dias entre 0o e - 10o C.


C ARBAMAZEPINA
A carbamazepina é um antiepilético com meia-vida de 15-40 horas. Geralmente baixas dosagens são
observadas em caso de não aderência ao tratamento. Pode ocorrer queda dos níveis séricos com o
uso concomitante de primidona, fenobarbital e fenitoínas. Pode ser observada toxicidade a partir de 10
g/mL. A dosagem de carbamazepina não detecta oxacarbazepina.
MÉTODO: FPIA - Polarização de Fluorescência
VALOR DE REFERÊNCIA: 4 a 10 g/mL (Nível Terapêutico)
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
LABORATÓRIOS: Não pode ser colhdio em tubo com gel separador.

                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                           71
 Até 14 dias entre 2o e 8o C.


C LOBAZAN
Clobazan é indicado como ansiolítico e sedativo. A quantificação sérica é realizada para auxiliar o
clínico a estabelecer um esquema de dosagem que proporcione a concentração ótima para cada
paciente considerado individualmente.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
NÍVEL TERAPÊUTICO: 200 a 1200 ng/mL
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Soro ou Plasma (Heparina/EDTA).
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose; quanto tempo usa a medicação.
 Até 20 dias entre 0o a - 10o C.




C LONAZEPAN
Clonazepan é indicado como ansiolítico e antiepilético. A quantificação sérica é realizada para auxiliar
o clínico a estabelecer um esquema de dosagem que proporcione a concentração ótima para cada
paciente considerado individualmente.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
NÍVEL TERAPÊUTICO: 15 a 60 ng/mL
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Soro ou Plasma (Heparina/EDTA).
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose; quanto tempo usa a medicação.
 Até 20 dias entre 0o e - 10o C.



D IAZEPAN
Usado principalmente para o tratamento da ansiedade, contudo, outras utilizações incluem o
tratamento do estado de mal epilético, desintoxicação alcoólica, indução de anestesia em
intervenções de pequena cirurgia. A quantificação sérica é realizada para auxiliar o clínico a
estabelecer um esquema de dosagem que proporcione a concentração ótima para cada paciente
considerado individualmente.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
NÍVEL TERAPÊUTICO: 100 a 1.000 ng/mL
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Soro ou Plasma (Heparina/EDTA).
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia, hora da última dose, quanto tempo usa a medicação e peso.
VEJA TAMBÉM N-DESMETILDIAZEPAN pág.73
 Até 20 dias entre 0o e - 10o C.



D IFENILHIDANTOÍNA
A Difenilhidantoína é o medicamento de escolha para tratamento das convulsões tônico-clônicas. A
quantificação sérica é realizada para auxiliar o clínico a estabelecer um esquema de dosagem que
proporcione a concentração ótima para cada paciente considerado individualmente.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA: 10 a 20 g/mL (Nível terapêutico)
72                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
 Até 20 dias entre 0o e - 10o C.



F ENOBARBITAL
O fenobarbital é um dos anticonvulsivantes menos tóxicos e mais eficazes. É utilizado pra o
tratamento de convulsões tônico-clônicas e parciais complexas. A quantificação sérica é usada pelo
clínico para monitorização terapêutica.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
NÍVEL TERAPÊUTICO: 15 a 40 g/mL (Nível Terapêutico)
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
INTERFERENTES: Ácido valpróico, Salicilatos.
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
 Até 20 dias entre 0o e -10o C.




F LUOXETINA
A fluoxetina é empregada no tratamento da depressão, associada ou não com ansiedade, bulimia
nervosa e transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno disfórico pré-menstrual. A dosagem de
fluoxetina sérica é realizada para auxiliar o clínico a estabelecer um esquema de dosagem que
proporcione a concentração ótima para cada paciente considerado individualmente.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA: 100 a 800 ng/mL
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia, hora da última dose e quanto tempo usa a medicação.
 Até 20 dias entre 0o e - 10o C.


L AMOTRIGINA
A Lamotrigina é empregada no tratamento de crises epilépticas parciais e crises tônico-clônicas
generalizadas. A dosagem de Lamotrigina sérica é realizada para auxiliar o clínico a estabelecer um
esquema de dosagem que proporcione a concentração ótima para cada paciente considerado
individualmente.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
NÍVEL TERAPÊUTICO: 2 a 4 g/mL
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia, hora da última dose e quanto tempo usa a medicação.
 Até 20 dias entre 0o e - 10o C.



N-D ESMETILDIAZEPAN
O N-desmetildiazepan é um metabolito ativo do diazepan, sendo utilizado principalmente para o
tratamento da ansiedade. A quantificação sérica é realizada para auxiliar o clínico a estabelecer um
esquema de dosagem que proporcione a concentração ótima para cada paciente considerado
individualmente.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
NÍVEL TERAPÊUTICO: 120 a 1.000 ng/mL

                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                         73
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Soro ou Plasma (Heparina/EDTA).
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia, hora da última dose e quanto tempo usa a medicação.
VEJA TAMBÉM DIAZEPAN pág.72
 Até 20 dias entre 0o e - 10o C.



N ITRAZEPAN
Nitrazepan é um hipnótico usado no tratamento da insônia. A quantificação sérica é realizada para
auxiliar o clínico a estabelecer um esquema de dosagem que proporcione a concentração ótima para
cada paciente considerado individualmente.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
NÍVEL TERAPÊUTICO: 200 a 1000 ng/mL
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Soro ou Plasma (Heparina/EDTA).
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia, hora da última dose e quanto tempo usa a medicação.
 Até 20 dias entre 0o a - 10o C.




O XAZEPAN
O Oxazepan é um metabolito ativo do N-desmetildiazepam utilizado principalmente para o tratamento
da ansiedade. A quantificação sérica é realizada para auxiliar o clínico a estabelecer um esquema de
dosagem que proporcione a concentração ótima para cada paciente considerado individualmente.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
NÍVEL TERAPÊUTICO: 200 a 1.400 ng/mL
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Soro ou Plasma (Heparina/EDTA).
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose; quanto tempo usa a medicação.
 Até 20 dias entre 0o a - 10o C.



O XCARBAZEPINA
A Oxcarbazepina é utilizada no tratamento das crises parciais e tonicoclônicas generalizadas. A
dosagem de oxcarbazepina sérica é realizada para auxiliar o clínico a estabelecer um esquema de
dosagem que proporcione a concentração ótima para cada paciente individualmente.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
NÍVEL TERAPÊUTICO: 15 a 35 g/mL
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dia e hora da última dose.
INTERFERENTES: Inibidores da MAO não é recomendado o uso concomitante, antes da administração de
oxcarbazepina, os IMAOS devem ser descontinuados por no mínimo 2 semanas C.O.M.
 Até 20 dias entre 0o e - 10o C.



P RIMIDONA
A Primidona é indicada no controle do grande mal e das crises epilépticas psicomotoras e focais. A
quantificação sérica é realizada para auxiliar o clínico a estabelecer um esquema de dosagem que
proporcione a concentração ótima para cada paciente considerado individualmente.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
NÍVEL TERAPÊUTICO: 5,0 a 15,0 g/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
74                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
INTERFERENTES: Isoniazidas, Ácido Valpróico e Fenitoinas.
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
 Até 20 dias entre 0o a - 10o C.



T EOFILINA
A Teofilina é utilizada no tratamento de bronquites, enfisema, asma, nas patologias que se
acompanham de broncoespasmo e insuficiência cardíaca congestiva, nas doenças cardíacas, renais e
pré-eclâmpsia. A dosagem de teofilina sérica é realizada para auxiliar o clínico estabelecer um
esquema de dosagem que proporcione a concentração ótima para cada paciente individualmente.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
NÍVEL TERAPÊUTICO: 10 a 20 g/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
INTERFERENTES: Eritromicina, Fenobarbital, Fumo e Cimetidina.
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar: medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
OBS.: A meia vida é variável de 4 até mais de 16h. A coleta ideal deve ser realizada antes da administração
da próxima dose do medicamento.
 Até 20 dias entre 0o a - 10o C.


T RICÍCLICOS , A NTI -D EPRESSIVOS
Antidepressivos tricíclicos atingem pico de concentração entre 4 a 8 horas após a ingestão, podendo
levar de 2 a 3 semanas para obter níveis séricos adequados.. Geralmente baixas dosagens são
observadas em caso de não aderência ao tratamento. Pode ocorrer queda dos níveis séricos com o
uso concomitante de barbituratos e hidrato de cloral, e em fumantes. Pode ser observada toxicidade a
partir de 500 g/mL.
MÉTODO: FPIA - Polarização de Fluorescência
VALOR DE REFERÊNCIA: Níveis Terapêuticos  Amitriptilina pura 120 a 250 ng/mL
                                            Butriptilina pura   50 a 150 ng/mL
                                            Clormipramina       50 a 150 ng/mL
                                            Desipramina        100 a 270 ng/mL
                                            Imipramina          75 a 250 ng/mL
                                            Nortriptilina pura  50 a 150 ng/mL
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar: medicamentos em uso, dia e hora da última dose.
LABORATÓRIOS: Não pode ser colhdio em tubo com gel separador.
 Até 24 horas entre 2o e 8o C.



V IGABATRINA
A vigabatrina é um anti-epilético empregado no tratamento de crises parciais ou tônico clônicas
generalizadas e nas discinesias e espasticidade. A dosagem de vigabatrina sérica é realizada para
auxiliar o clínico a estabelecer um esquema de dosagem que proporcione a concentração ótima para
cada paciente individualmente.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
NÍVEL TERAPÊUTICO: 93 a 169 nmoL/mL
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
- JO 8h, de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
 Até 20 dias entre 0o e - 10o C.




                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               75
76   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
A CETILCOLINA , ANTICORPO ANTI -RECEPTOR
O anticorpo anti-receptor de acetilcolina está sendo utilizado para diagnóstico diferencial das
patologias que cursam com fraqueza muscular, das quais a miastenia gravis representa o maior
exemplo.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  Normais           0 a 0,2 nmoL/L
                          Miastênicos  0 a 1500 nmoL/L
                          Outras doenças auto-imunes  0 a 0,5 nmoL/L
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro s/ hemólise e lipemia acentuadas.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


Á CIDO F ÓLICO
O Ácido Fólico atua na maturação das hemácias e participa do processo de síntese das purinas e
pirimidinas, componentes dos ácidos nucleicos.
A deficiência do Ácido Fólico é quase sempre consequência a déficit de ingestão e está presente em
cerca de um terço de todas as mulheres grávidas, na maioria dos alcoólatras crônicos, nas pessoas
que cumprem dietas pobres em frutas e vegetais e nas pessoas com distúrbios absortivos do intestino
delgado.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA: 3 a 17 ng/mL
CONDIÇÃO: 0,9 mL de Soro s/ hemólise e lipemia acentuadas.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

HEMÁCIAS
   O Ácido Fólico atua na maturação das hemácias e participa do processo de síntese das purinas e
   pirimidinas, componentes dos ácidos nucleicos.
   A deficiência do Ácido Fólico é quase sempre consequência a déficit de ingestão e está presente
   em cerca de um terço de todas as mulheres grávidas, na maioria dos alcoólatras crônicos, nas
   pessoas que cumprem dietas pobres em frutas e vegetais e nas pessoas com distúrbios
   absortivos do intestino delgado.
   A determinação de níveis baixos de Ácido Fólico nas hemácias, indica ou uma deficiência
   verdadeira de Ácido Fólico, ou uma deficiência de vitamina B12, que é necessária para a
   penetração tissular do Folato.

                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                         77
     A concentração de ácido fólico nas hemácias é considerada o indicador mais seguro do status do
     folato, pois ele é muito mais concentrado nas hemácias do que no soro.
     Pode se encontrar valores elevados de Folato Sérico e Hemático no Hipertireoidismo.
     MÉTODO: Quimioluminescência Automática
     VALOR DE REFERÊNCIA: 175 a 700 ng/mL
     CONDIÇÃO: 5,0 mL de Sangue total (EDTA/Heparina).
     - Colher sangue preferencialmente na matriz às 7:00 horas.
     - É recomendável que amostra esteja no setor no máximo até 48 horas ou que o laboratório conveniado
     envie valor do Hematócrito.
      Até 3 dias entre 2o e 8o C.

ACTH
O ACTH é dosado principalmente para diagnóstico de desordens do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.
O ACTH está elevado na doença de Cushing, em tumores secretores de ACTH, doença de Addison e
em stress. Está diminuído na síndrome de Cushing, nos adenomas da adrenal e na insuficiência
adrenal secundária.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA: 12 a 70 pg/mL
CONDIÇÃO: 0,7 mL de Plasma (EDTA).
- Informar medicamentos em uso.
LABORATÓRIOS: O material deve ser congelado imediatamente. A centrífuga deve ser refrigerada. A coleta e
transporte têm que ser em tubo de plástico. Enviar no gelo de maneira que o material chegue congelado ao
laboratório.
A LDOSTERONA
A aldosterona é secretada pela glândula adrenal. A sua produção é regulada pelo sistema renina-
angiotensina. Elevações ocorrem em hiperaldosteronismo primário, secundário, dieta pobre em sódio,
cirrose, sendo que a renina está elevada no aldosteronismo secundário e baixa no primário.
A pesquisa da aldosterona urinária tem pouco valor no diagnóstico do aldosteronismo.
Baixas ocorrem em hiperplasia adrenal congênita, deficiência na síntese, dieta rica em sódio e doença
de Addison.

MÉTODO: Radioimunoensaio
- Informar tipo de dieta: normossódica, hipossódica ou hiperssódica.
- Dieta C.O.M.

SANGUE
   VALOR DE REFERÊNCIA:  Após 2h em pé (Normossódica)             5,0 a 30,0 ng/dL
                             2 horas em pé + Furosemida           13,0 a 50,0 ng/dL
                             Dieta rica em Sódio (Supressão)            até 4,0 ng/dL
                             Dieta pobre em Sódio (Estímulo)      30,0 a 130,0 ng/dL
                             Dieta Normossódica                   4,0 a 19,0 ng/dL
                             Deitado (Repouso)                    3,0 a 10,0 ng/dL
                             Crianças de 1 a 11 meses             6.5 a 90,0 ng/dL
   CONDIÇÃO: 1,0 mL Soro s/ hemólise e lipemia acentuadas.
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.


URINA
    VALOR DE REFERÊNCIA:  Dieta Normal            4,0 a 20,0 g/24h
                              Dieta Hipossódica  10,0 a 40,0 g/24h
                              Dieta Hiperssódica  0,5 a 4,0 g/24h
    CONDIÇÃO: Urina 24h.
    - Usar 20 mL/L de Ácido Acético 8M - Refrigerar.
    - Informar medicamentos em uso.
    LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255

78                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
3 A LFA A NDROSTANEDIOL G LICURONIDE
O 3-alfa-androstanediol glicuronídeo é um metabólito do dihidrotestosterona à nível de tecido e é um
marcador da desordem periférica de ação e formação androgênica.
A mais importante aplicação clínica esta relacionada com o status do hirsutismo; em pacientes com
hirsutismo idiopático, ou secundário (síndrome do ovário policístico).
O 3-alfa-diol g. esta elevado nas mulheres em: hirsutismo idiopático, síndrome do ovário policístico
(PCO) e acne; e em homens: na deficiência da 5 alfa redutase.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  Mulher adulta  0,5 a 5,0 ng/mL
                          Menopausa  0,1 a 6,0 ng/mL
                          Homem         3,4 a 22,0 ng/mL
CONDIÇÃO: 0,4 mL de Soro s/ hemólise e lipemia acentuadas.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




A LFA F ETOPROTEÍNA
A alfa Feto Proteína é uma importante proteína do plasma fetal. Níveis muito baixos são normais em
adultos (não grávidas). Está aumentado no Carcinoma hepatocelular, Carcinoma embrionário,
Teratocarcinoma, Coriocarcinoma e monitora a terapia Antineoplásica. Alfa Feto Proteína elevada no
soro materno, colhido entre 16º e 18º semanas detectam defeitos do tubo neural (ex: spina bífida).

MÉTODO: Imunofluorimetria
- Se grávida, informar tempo de gestação.

SANGUE
   VALOR DE REFERÊNCIA:  Adultos e Crianças  até 12,1 ng/mL
                         Gravidez veja tabela abaixo:
    SEMANAS                                     SEMANAS
    DE GESTAÇÃO              ng/mL              DE GESTAÇÃO            ng/mL
    14                  15,13 a 45,38          23                 42,35 a 145,20
    15                  16,94 a 50,82          24                 47,19 a 163,35
    16                  19,36 a 58,08          25                 53,24 a 185,13
    17                  22,39 a 67,16          26                 58,08 a 205,10
    18                  24,81 a 74,42          27                 71,39 a 232,32
    19                  28,44 a 85,31          28                 78,65 a 257,73
    20                  31,46 a 98,01          29                 84,70 a 284,35
    21                  35,09 a 112,53         30                 96,80 a 313,39
    22                  38,72 a 128,87
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas..
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.

LÍQUIDOS
    VALOR DE REFERÊNCIA - LÍQ. AMNIÓTICO:
    SEMANAS                                    SEMANAS
    DE GESTAÇÃO         ng/mL                  DE GESTAÇÃO          ng/mL
    16             10648 a 17908               23                2299 a 4719
    17             9559 a 13310                24                1936 a 4114
    18             7865 a 11737                25                1331 a 3509
    19             6050 a 9196                 26                1089 a 2783
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                       79
    20            4179 a 7623                27                1089 a 2420
    21            3388 a 6292                28                726 a 1936
    22            2662 a 5203                29/30             484 a 1815
    VALOR DE REFERÊNCIA - LÍQUOR/LÍQ. ASCÍTICO/LÍQ. PLEURAL: < que 1,81 ng/mL
    CONDIÇÃO: 0,5 mL Líquor - Líq. Amniótico - Líq. Ascítico - Líq. Pleural.
     Até 3 dias entre 2o e 8o C.




AMP C ÍCLICO
Aproximadamente 50% do AMP cíclico urinário provêm da ação do PTH nos túbulos. O AMPc funciona
como o segundo mensageiro pós-ativação do receptor tubular de PTH. Sua dosagem isolada ou no
teste de PAK é útil na confirmação diagnóstica de hiperparatireoidismo primário. Resultados falso-
positivos podem ocorrer pela presença de moléculas circulantes que estimulam o receptor de PTH.
Nos pseudo-hipoparatireoidismo, não haverá incremento dos níveis de AMPc, a despeito de níveis
elevados de PTH.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA: 1,5 a 6,0 nmoL/mg creatinina
CONDIÇÃO: Urina 24h ou C.O.M.
- Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina - Refrigerar.
LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
OBS.: No sangue não tem valor clínico.



A NDROSTENEDIONA
A androstenediona é um precursor da testosterona e do dihidrotestosterona, sendo produzida nos
ovários, testículos e glândula adrenal.
Em mulheres a produção é maior que em homens e elevações da androstenediona, ocorrem na
hiperplasia adrenal congênita ocorrendo virilização em mulheres e puberdade precoce em pré-
puberais, na síndrome de Cushing, hiperplasia ovariana e tumores produtores de ACTH. Baixas
concentrações ocorrem na doença de Addison.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  Pré-Puberais ambos os sexos  0,2 a 0,5 ng/mL
                          Homem  0,4 a 2,0 ng/mL
                          Mulher  0,4 a 3,0 ng/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


B ETA 2 M ICROGLOBULINA
A Beta-2-Microglobulina é uma proteína de baixo peso molecular presente na superfície de todas as
células nucleadas. Elevações séricas têm sido relatadas em pacientes com mieloma múltiplo. Suas
características e performance clínica como marcador tumoral ainda não foram definidas.

MÉTODO: Imunofluorimetria

SANGUE
   VALOR DE REFERÊNCIA:  até 60 anos  < 2 g/mL
                             > 60 anos  < 2,6 g/mL
   CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

URINA – FLUIDOS CORPORAIS
    VALOR DE REFERÊNCIA - URINA 24H: 30 a 330 g/24 horas
    VALOR DE REFERÊNCIA - URINA AMOSTRA ISOLADA: até 275 g/L
    VALOR DE REFERÊNCIA – FLUIDOS CORPORAIS: até 275 g/L
80                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    CONDIÇÃO: Urina 24h – Urina C.O.M – Fluidos corporais.
     Não precisa conservante - Refrigerar.
     Ajustar pH 7 com NaOH1m.
    LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255


B IG P ROLACTINA
O método de precipitação com Polietilenoglicol (PEG) é utilizado como screening para a presença de
macroprolactinoma associado a hiperprolactinemia assintomática, que ocorre devido a presença de
outras formas circulantes de monômeros de prolactina com elevados pesos moleculares.
Monômero presente de prolactina: 23-kDa.
Outras formas circulantes: 50-kDa (Big Prolactina).
                              50 a 170 kDa (Big-Big Prolactina ou Macroprolactina).
MÉTODO: Imunofluorimetria
VALOR DE REFERÊNCIA:  Recuperação < 30%                Big Prolactina
                           Recuperação > 65%           ausência de Big Prolactina
                           Recuperação entre 30 e 65%  Indeterminado
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas..
- Informar: Este exame, em geral, vem acompanhado de FSH e LH, veja questionário pág.89. Sendo solicitado
isolado, informar somente se é controle de tratamento ou sendo possível, verificar com o cliente a razão pela
qual o exame foi solicitado.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




C ALCITONINA
A calcitonina é produzida na tireóide (células „C‟ parafoliculares). Possui ação oposta ao PTH, é
utilizada como marcador do carcinoma medular da tireóide. A calcitonina está elevada em: câncer
medular da tireóide, pancreatite, tireoidites, deficiências renais e anemia perniciosa.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  até 50 pg/mL
                           Suspeito de CMT  entre 50 e 100 pg/mL
                           Sugestivo de CMT  > 100 pg/mL
- Resultados > 50 pg/mL, não concordantes com a clínica, deverá ser colhida nova amostra.
- Valores entre 50 e 100 pg/mL devem ser encaminhados ao Teste infusão do Cálcio e/ou Pentagastrina.
CMT: Carcinoma Medular da Tireóide.
- Valores acima 100 pg/mL tem que ser repetido e confirmado porque sofre diversas influências.
CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas, colhido em tubos refrigerados.
- Cliente não pode ter feito recentemente exames com Radioisótopos ou sofrido radiações (48 horas) ou estar
em uso de anticoncepcional.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

VEJA TAMBÉM

           TESTE DE INFUSÃO DO CÁLCIO OU TESTE DE INFUSÃO DA PENTAGASTRINA
                               PARA ESTÍMULO DA CALCITONINA
    CAPÍTULO TESTES ENDÓCRINOS pág. 251
    RESPOSTA DO TESTE:  Normais  < 100 pg/mL
                        Suspeito de CMT  entre 100 e 200 pg/mL
                        Sugestivo de CMT  > 200 pg/mL

      TESTE DE INFUSÃO DO CÁLCIO E PENTAGASTRINA PARA ESTÍMULO DA CALCITONINA -
                                        SIMULTANEAMENTE
    CAPÍTULO TESTES ENDÓCRINOS pág.252
    NESSE TESTE A RESPOSTA É MAIOR NOS NORMAIS

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                81
    CRITÉRIOS SUGERIDOS:  Homem  Suspeito de CMT: 200 a 400 pg/mL
                                   Sugestivo de CMT: > 400 pg/mL
                          Mulher  Normais: < 100 pg/mL
                                   Suspeito de CMT: entre 100 e 200 pg/mL
                                   Sugestivo de CMT: > 200 pg/mL




C ICLOSPORINA
A ciclosporina é um peptídeo com propriedade imunossupressora, agindo diretamente no sistema
imunológico, suprimindo os linfócitos T-helper e T-supressor.
Sua dosagem é muito importante no monitoramento de pacientes transplantados.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA: 150 a 700 ng/mL
CONDIÇÃO: 5,0 mL de Sangue Total (EDTA).
- Colher de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
- Informar: esta tomando medicamento de nome Sandimun? Outros medicamentos? Qual a dosagem diária
total? Qual horário tomou o último comprimido?
 Até 3 dias entre 2o e 8o C.




C ORTISOL
O cortisol é secretado pela córtex da adrenal em resposta à estimulação do hormônio
adrenocorticotrófico (ACTH). É essencial para o metabolismo e funções imunológicas. E obedece um
ciclo circadiano, sendo que seus níveis estão mais elevados entre 7:00 h e 9:00 h. Está elevado na
síndrome de Cushing, síndrome do ACTH ectópico, adenoma adrenal e stress. Baixas concentrações
ocorrem na doença de Addison, diminuição da produção de ACTH e hipopituitarismo. Pacientes com
infecções agudas, dores fortes, diabetes mellitus, falhas cardíacas, mulheres grávidas ou em terapia
com estrógenos apresentam concentrações anômalas de cortisol.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA:  08:00 horas  5 a 25 g/dL
                         16:00 horas  queda > que 35% do valor das 8:00 h.
                         18:00 horas  queda > que 50% do valor das 8:00 h.
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas..
- Informar medicamentos em uso (inclusive pomadas e cremes), dia, hora da última dose e horário da coleta.
Se mulher, informar uso de anticoncepcional.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



C ORTISOL L IVRE
O cortisol é secretado pela córtex da adrenal em resposta à estimulação do hormônio
adrenocorticotrófico (ACTH). O cortisol é essencial para o metabolismo e funções imunológicas. O
cortisol obedece um ciclo circadiano, sendo que seus níveis estão mais elevados entre 7:00 h e 9:00 h.
Está elevado na síndrome de Cushing, síndrome do ACTH ectópico, adenoma adrenal e stress. Baixas
concentrações ocorrem na doença de Addison, diminuição da produção de ACTH e hipopituitarismo.
Pacientes com infecções agudas, dores fortes, diabetes mellitus, falhas cardíacas, mulheres grávidas
82                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
ou em terapia com estrógenos apresentam concentrações anômalas de cortisol.
MÉTODO: Quimioluminescência Automática
VALOR DE REFERÊNCIA:  Criança             2 a 27 g/24h
                          Adolescente  5 a 55 g/24h
                          Adulto          10 a 90 g/24h
CONDIÇÃO: Urina 24h.
- Refrigerar.
- Informar medicamentos em uso.
- Ingestão normal de líquidos, sem exagero (porque diminui a sensibilidade do método).
- Sendo diabético, controlar rigorosamente a dieta e medicamentos, para diminuir a ingestão de líquidos.
LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255


D EHIDROEPIANDROSTERONA  DHEA
O DHEA é produzido pela supra-renal e gônadas. É muito utilizado quando se deseja avaliar a origem
adrenal dos cetoesteróides. A excessiva produção do DHEA leva ao hirsutismo e virilização via
conversão para testosterona. Elevações ocorrem em: tumores adrenais, doença de Cushing,
hiperplasia adrenal e adrenarca precoce. Baixas concentrações ocorrem em Doença de Addison.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  Adulto ambos os sexos  0,5 a 6,0 ng/mL
                         Criança  0,5 a 3,5 ng/mL
                         Gravidez  0,5 a 13,0 ng/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Informar medicamentos em uso.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




D EHIDROEPIANDROSTERONA , S ULFATO  SDHEA
O Sulfato de DHEA é sintetizado exclusivamente nas adrenais. O sulfato de DHEA em concentrações
elevadas é diagnóstico de hiperplasia adrenal congênita ou carcinoma adrenal e tumores virilizantes.
Elevações moderadas ocorrem na maioria dos pacientes com doença de Cushing, porém valores
baixos ou normais são exibidos na síndrome de Cushing, adenoma adrenal e hipoplasia adrenal.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA:
             Idade                 Homem                       Mulher
          1 mês até 4 anos      30 a 550 ng/mL            30 a 150 ng/mL
           5 a 9 anos           50 a 1400 ng/mL           50 a 1400 ng/mL
         10 a 11 anos          270 a 2300 ng/mL         150 a 2600 ng/mL
        12 a 15 anos           200 a 5300 ng/mL         200 a 5300 ng/mL
        16 a 20 anos           600 a 5000 ng/mL         600 a 5000 ng/mL
        21 a 40 anos          1000 a 5500 ng/mL         800 a 5500 ng/mL
        41 a 50 anos           850 a 3500 ng/mL         500 a 2600 ng/mL
        51 a 80 anos           500 a 3000 ng/mL         200 a 2600 ng/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Informar medicamentos em uso.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


11 D ESOXICORTISOL  C OMPOSTO S

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  83
O 11-desoxicortisol (composto S) é o precursor imediato do cortisol. Eleva-se quando há bloqueio da
enzima 11-hidroxilase, por deficiência congênita, pela ação da droga metapirona ou por déficit
enzimático tumoral.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  Normais: Basal  < 8,0 ng/mL
                                     30’e 60’ após ACTH  aumento de 3 a 5 vezes.
OBS.: Valores elevados na Hiperplasia Adrenal Congênita (deficiência de 11 Hidroxilase), principalmente nas
formas tardias do adulto, nas quais o basal pode estar normal ou discretamente elevado, com hiper resposta
ao ACTH.
CONDIÇÃO: 0,2 mL Soro.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


D IGOXINA
A Digoxina é um fármaco da classe dos glicosídeos digitálicos, amplamente prescrito para o
tratamento da insuficiência cardíaca, fibrilação e sopro auricular, taquicardia supraventricular e outros
transtornos cardíacos. A digoxina fortalece a contração do músculo cardíaco e reduz os batimentos
cardíacos aprimorando o outfluxo cardíaco.
A dosagem após 6 e 8 horas da administração permite equilibrar os níveis de digoxina sérica e
tissular. A monitorarão dos níveis séricos, combinada com dados clínicos auxilia nas prescrições e no
ajuste de dose.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA:  Nível Terapêutico  de 0,8 a 2,0 ng/mL
                          Níveis Tóxicos: Adultos  acima 2,5 ng/mL (3,2 nmol/L)
                                            Crianças  acima 3,0 ng/mL (3,8 nmol/L)
                          Níveis de Pânico  acima de 3,0 ng/mL
OBS.: Esse Nível Terapêutico deve ser considerado após 4 horas de administração do medicamento. Em
períodos mais curtos, valores superiores a 2,5 ng/mL não significam necessariamente níveis tóxicos.
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




D IHIDROTESTOSTERONA  DHT
O DHT provém da transformação periférica da testosterona no homem e de androstenediona na
mulher, pela ação da enzima 5-Alfa redutase. Nos casos de pseudo-hermafroditismo masculino por
deficiência desta enzima, a testosterona está normal ou elevada, o DHT muito maior que o normal e em
indivíduos pré-puberais, devido aos baixos níveis de testosterona e DHT, esta relação não é tão
confiável, aconselhando-se que seja efetuado um estímulo com HCG. Na avaliação do hirsutismo, em
alguns casos, o DHT pode estar elevado, sugerindo maior conversão periférica de testosterona
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:
     Idade                     Homem                  Mulher
     R. Nascido               < que 0,60          < que 0,15 ng/mL
     até 3 anos               < que 0,35          < que 0,20 ng/mL
     04 a 10 anos             < que 0,65          < que 0,20 ng/mL
     11 a 14 anos             < que 0,70          < que 0,20 ng/mL
     Adulto                   0,25 a 0,80         0,05 a 0,35 ng/mL
CONDIÇÃO: 1,5 mL de Soro.
- Informar medicamentos em uso.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

E RITROPOIETINA
É um hormônio polipeptídico que regula a formação dos glóbulos vermelhos do sangue. Sua dosagem
84                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
é útil na monitoração de níveis terapeuticos de EPO-Recombinante administrada a pacientes com
aplasia medular, anemias crônicas (insuficiência renal, pós quimioterapia, AIDS).Pode estar
aumentada em alguns tumores renais ou de outros orgãos e está reduzida na insuficiência renal. É
importante no diagnóstico de policitemia vera, ou sua diferenciação de policitemias secundárias.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA: 2,6 a 34,0 um/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


E STRADIOL , 17 B ETA  E2
O 17-Beta Estradiol é o estrogênio mais ativo e importante na mulher em idade reprodutiva. Na mulher,
encontra-se em níveis baixos no hipogonadismo primário e secundário. No homem podemos
encontrar valores normais ou elevados, dependendo da etiologia do hipogonadismo. Na avaliação de
puberdade precoce, o estradiol estará inadequadamente elevado para a idade cronológica. O estradiol
pode estar aumentado em Síndromes feminilizantes por tumores testiculares ou adrenais produtores
de estrogênios ou por tumores que produzam gonadotrofinas. Nestes casos, os valores basais podem
não ser diagnósticos, mas deve-se avaliar sua dosagem após estímulo com HCG.
MÉTODO: Fluoroimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  Fase Folicular         20 a 215 pg/mL
                          Fase Luteínica     20 a 230 pg/mL
                          Fase Ovulatória  190 a 570 pg/mL
                          Pré-Menopausa  até 45 pg/mL
                          Menopausa          até 25 pg/mL
                          Homem              até 35 pg/mL
                          Criança            até 25 pg/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas..
- Se mulher, responder questionário: atualmente sua menstruação vem todo mês? Caso não venham, como é
  sua menstruação? Até que época sua menstruação era regular? A menstruação vem com medicação ou
  espontaneamente? Hoje usa anticoncepcional ou algum hormônio? Qual? Já usou? Qual? Há quanto
  tempo parou de usar? Está grávida? Há quantos meses? Data da última menstruação e data da coleta
  deste exame.
- Se criança (masculino: < 14 anos - feminino: < 11 anos), responder: Atraso de desenvolvimento seios,
  genital, estatura? Desenvolvimento precoce: seios, pêlos pubianos, genital, aparecimento de menstruação?
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

E STRIOL  E3
É o estrógeno mais importante da gravidez, representando mais de 90% do estrógeno nas mulheres
grávidas. É sintetizado na placenta. Está diminuído na síndrome de sofrimento fetal, na aplasia ou
hipoplasia adrenal fetal a na anencefalia, e está aumentado na hiperplasia adrenal congênita e
gestação gemelar.

MÉTODO: Radioimunoensaio
- Se grávida, informar tempo de gestação.

SANGUE
   VALOR DE REFERÊNCIA:  Não Grávidas: até 10,0 ng/mL
                         Homens: até 2,0 ng/mL
                         Gravidez:
                                            Semanas de Gestação       ng/mL
                                              16 a 20 semanas        14 a 53
                                              21 a 24 semanas        24 a 75
                                              25 a 28 semanas        29 a 127
                                              29 a 32 semanas       45 a 175
                                              33 a 36 semanas       60 a 210
                                              37 a 40 semanas       90 a 325
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              85
URINA
    VALOR DE REFERÊNCIA:
     Homem e mulher não grávida: até 1,0 mg/24h ou g creatinina
     Controle de Gravidez:
                               Semanas de Gestação        mg/24h ou g creatinina
                               11 a 24 semanas                   2a 8
                               25 a 30 semanas                  7 a 29
                               31 a 35 semanas                  10 a 36
                               36 a 40 semanas                  13 a 50
     CONDIÇÃO: 1a Urina da manhã - Urina 24h.
     - Não precisa conservante - Refrigerar.
     LABORATÓRIOS: *enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
     veja Urina, Instruções de Coleta pág.255




E STRONA  E 1
A estrona é mais potente que o estriol porém menos potente que o estradiol. É o principal estrogênio
circulante após a menopausa. A maior parte do E1 está conjugado sob a forma de sulfato.
A estrona é muito utilizada para avaliação do hipogonadismo, avaliação de puberdade precoce
(completa ou parcial), diagnóstico de tumores feminilizantes e acompanhamento de reposição
hormonal na menopausa.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  Fase Folicular  15 a 100 pg/mL
                        Fase Ovulatória  100 a 200 pg/mL
                        Fase Luteínica  15 a 130 pg/mL
                        Menopausa         15 a 65 pg/mL
                        Homem             30 a 55 pg/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Informar medicamentos em uso.
 Até 7 dias entre 2o C e 8o C.




F OSFATASE Á CIDA P ROSTÁTICA
É a maior isoenzima da Fosfatase ácida presente no soro e secretada pela próstata. Sua utilidade
86                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
clínica, como teste de triagem de câncer de próstata, é limitada por sua pequena sensibilidade nos
estágios iniciais, entretanto em conjunto com o PSA é utilizada para monitorar a recorrência do câncer
de próstata em pacientes recebendo terapia androgênica.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA: 0 a 3,5 ng/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas..
- Após Toque Retal, aguardar 2 dias.
- Ultra-Som Trans-Retal, aguardar 24 horas.
- Após Biópsia de Próstata, aguardar 4 semanas.
- Após Massagem na próstata, aguardar 4 semanas.
- Após Exercícios pesados, aguardar 24 horas.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



GAD, ANTICORPOS ANTI
Os autoanticorpos Anti-Gad (Descarboxilase do ácido Glutâmico) estão presentes na circulação no
diabetes mellitus insulino-dependentes (IDDM).
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  1,0 U/mL
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas..
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




G ASTRINA
A Gastrina é um hormônio produzido pelas células G, distribuídas em todo o tubo digestivo.
A dosagem de gatrina é fundamental no diagnóstico da Síndrome de Zollinger-Ellison (Gastrinoma),
onde os níveis séricos encontram-se acima de 1.000 pg/ml.
Hipergastrinemia também pode ser encontrada na gastrite atrófica, anemia perniciosa, na dispepsia,
na úlcera gástrica e duodenal, no carcinoma gástrico, na insuficiência renal crônica e após
vagotomia. Porém, nestas situações os níveis de gastrina não atingem valores tão elevados quanto
na Síndrome de Zollinger-Ellison.
A dosagem de gatrina pré e pós cirurgia, em pacientes com úlcera péptica, é um bom indicador da
eficiência da terapêutica cirúrgica.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  < que 90 pg/mL
                         Intermediário  de 90 a 200 pg/mL
                         Patológico  acima de 200 pg/mL
CONDIÇÃO: 0,6 mL de Soro.
- JO 10h.
- Informar medicamentos em uso.


ESTÍMULO ALIMENTAR
- Colher Sangue basal  dosagem de Gastrina

                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                           87
- Ingestão 01 bife médio ( 150 g) + 1 ovo cozido (pode ser substituído por sanduíche de hambúrguer)
- 30’ após alimentação: colher sangue  dosagem de Gastrina
OBS.: O uso de insulina estimula a secreção da Gastrina.
INTERPRETAÇÃO:  Valores > 1000 pg/mL  são sugestivos de Gastrinoma.
                   Valores de 500 a 600 pg/mL  sugestivo de hiperplasia de células G.


ESTÍMULO APÓS GLUCAGON
O aumento do nível sérico de gastrina após o estímulo, em duas ou mais vezes o nível basal, sugere
fortemente a presença de Síndrome de Zollinger-Ellison. Em pacientes não portadores da síndrome, há
baixa resposta, ou mesmo diminuição do nível de gastrina.
- Advertir o paciente de que pode sentir leve náusea transitória, após a administração do Glucagon.
- Colher amostra a basal para dosagem de Gastrina.
- Aplicar EV 1 mg de Glucagon
- Colher amostras após 5’, 10’, 15’, 30’ e 60 minutos.
INTERPRETAÇÃO: O aumento do nível sérico de Gastrina em duas ou mais vezes o nível basal, sugere
fortemente a presença de síndrome de Zollinger-Ellison. Em pacientes não portadores da síndrome, há baixa
resposta, ou mesmo diminuição do nível de Gastrina.




HCG, B ETA
O HCG é uma Glicoproteína composta de 2 Sub-unidades (Alfa e Beta). O Beta HCG dosado por
quimioluminescência é sensível o bastante para detectar uma gravidez normal após 7 dias da
implantação. É também usado no diagnóstico de gravidez ectópica e extremamente útil no diagnóstico
e acompanhamento do tratamento cirúrgico ou quimioterápico da neoplasia de células germinativas.
Está aumentado na gravidez, coriocarcinoma, mola hidatiforme, e neoplasias de células germinativas
do ovário e testículos. Está diminuído na gravidez de risco (risco de aborto) e gravidez ectópica.

A falta das informações abaixo implica na realização do exame como suspeita de gravidez.
Informar: Suspeita de gravidez? Ciclo de quantos dias? Data da última menstruação. Controle de Mola?
Suspeita de aborto? Quando?

QUIMIOLUMINESCÊNCIA – SANGUE
    MÉTODO: Quimioluminescência
    VALOR DE REFERÊNCIA: Diagnóstico de Gravidez:  de 0 a 5 mUI/mL      Não Grávida
                                                    de 5 a 50 mUI/mL  Indeterminado
                                                    acima de 50 mUI/mL  Grávida
    NOTA: Quando os resultados estiverem entre 5 e 100 mUI/mL, atenção especial para sua evolução.
     Homem: 0 a 5 mUI/mL
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
     Até 3 dias entre 2o e 8o C.
88                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
QUIMIOLUMINESCÊNCIA – LÍQUOR
    MÉTODO: Quimioluminescência
    VALOR DE REFERÊNCIA:  1,5 mUI/mL
    CONDIÇÃO: 0,5 mL Líquor.
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.

IMUNO ENZIMÁTICO – URINA
    O HCG é uma Glicoproteína composta de 2 Sub-unidades (Alfa e Beta). É usado no diagnóstico de
    gravidez ectópica e extremamente útil no diagnóstico e acompanhamento do tratamento cirúrgico
    ou quimioterápico da neoplasia de células germinativas. Está aumentado na gravidez,
    coriocarcinoma, mola hidatiforme, e neoplasias de células germinativas do ovário e testículos.
    Está diminuído na gravidez de risco (risco de aborto) e gravidez ectópica.
    MÉTODO: Imunoensaio - Cromatográfico
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    OBS.: O HCG Urinário sofre as variações da diluição ou concentração da urina. Não havendo correlação
    clínica, sugere-se HCG no sangue (soro).
    CONDIÇÃO: 1a Urina da manhã ou Urina após 4 horas sem urinar.
     Até 3 dias entre 2o e 8o C.


H ORMÔNIO DE C RESCIMENTO  HGH
A secreção do HGH é pulsátil, ocorrendo cerca de oito picos diários em jovens. Nos adultos, estes
picos são raros. Pode ocorrer liberação de HGH em condições fisiológicas após stress, exercício
físico e sono. Níveis baixos ou indetectáveis não são úteis para o diagnóstico da baixa estatura, bem
como valores moderadamente elevados não confirmam o diagnóstico de acromegalia. Deve se
recorrer aos testes funcionais para o estudo de sua secreção.
MÉTODO: Imunofluorimetria
VALOR DE REFERÊNCIA: 0 a 10 ng/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




H ORMÔNIO F OLÍCULO E STIMULANTE  FSH
O FSH estimula os folículos ovarianos na mulher e a espermatogênese no homem. É secretado de
maneira pulsátil, menos evidente que o LH. O FSH encontra-se em nível relativamente elevado no
primeiro ano de vida, decrescendo a níveis muito baixos durante a infância, elevando-se na puberdade
até níveis de adulto. O FSH eleva-se nas deficiências ovarianas ou testiculares, e encontra-se em
valores inadequadamente baixos em doenças hipofisárias ou hipotalâmicas. Pode aumentar seus
níveis quando ocorre comprometimento da espermatogênese. Eleva-se precocemente na instalação da
menopausa. Na Síndrome dos ovários policísticos, pode-se encontrar em níveis baixos, valorizando-se
a relação LH/FSH acima de 2 como sugestiva do diagnóstico. O FSH está elevado em: hipogonadismo
primário, menopausa e tumores hipofisários e está baixo na deficiência hipofisária, produção ectópica
de esteróides e deficiência de GnRH hipotalâmica.
MÉTODO: Imunofluorimetria
VALOR DE REFERÊNCIA:  Criança             < que 3,0 U/L
                        Pré-Puberal       < que 5,0 U/L
                        Adultos - Mulher - Fase Folicular   2,4 a 9,3 U/L
                                          - Fase Ovulatória  3,9 a 13,3 U/L
                                          - Fase Luteínica  0,3 a 8,0 U/L
                                          - Menopausa        > do que 20,0 U/L
                        Adultos - Homem  0,2 a 10,5 U/L
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Informar medicamentos em uso ou recente.

                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             89
- Se mulher, responder questionário: atualmente sua menstruação vem todo mês? Caso não venham, como é
seu ciclo? Até que época sua menstruação foi regular? A menstruação vem com medicação ou
espontaneamente? Usa anticoncepcional ou algum hormônio? Qual? Já usou? Qual? Há quanto tempo parou
de usar? Está grávida? Há quantos meses? Informar data da última menstruação e data da coleta deste
exame. Se criança (masculino: < 14 anos - feminino: < 11 anos), responder: Atraso de desenvolvimento seios,
genital, estatura? Desenvolvimento precoce: seios, pêlos pubianos, genital, aparecimento de menstruação?
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

H ORMÔNIO L UTEINIZANTE  LH
O LH é o hormônio estimulador das células intersticiais, nos ovários e nos testículos. No sexo
feminino, seu grande aumento no meio do ciclo induz à ovulação. Se for dosado de maneira seriada,
pode determinar a data da ovulação. É secretado de maneira pulsátil, o que parece ser fundamental
para a sua ação. Eleva-se nas patologias primariamente gonadais, mostrando-se em níveis baixos nos
hipogonadismos de origem hipofisária e hipotalâmica. Na Síndrome dos ovários policísticos pode
encontrar-se em valores acima do normal, valorizando-se a relação FSH/LH maior que 2 como
sugestiva de diagnóstico. Eleva-se na menopausa mais tardiamente que o FSH.
MÉTODO: Imunofluorimetria
VALOR DE REFERÊNCIA:  Criança             < que 0,20 U/L
                          Pré-Puberal  0,02 a 3,0 U/L
                          Adultos - Mulher - Fase Folicular    1,6 a 9,3 U/L
                                            - Fase Ovulatória 13,8 a 71,8 U/L
                                            - Fase Luteínica  0,2 a 12,8 U/L
                                            - Menopausa         > do que 15,0 U/L
                          Adultos - Homem  0,2 a 10,0 U/L
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
OBS.: Este exame também é realizado como auxílio de diagnóstico para fertilização “in vitro”. Neste caso, é
necessário uma consulta prévia para marcação do resultado.
- Se mulher, responder questionário: atualmente sua menstruação vem todo mês? Caso não venham, como é
sua menstruação? Até que época sua menstruação era regular? A menstruação vem com medicação ou
espontaneamente? Hoje usa anticoncepcional ou algum hormônio? Qual? Já usou? Qual? Há quanto tempo
parou de usar? Está grávida? Há quantos meses? Informar data da última menstruação e data da coleta deste
exame. Se criança (masculino: < 14 anos - feminino: < 11 anos), responder: Atraso de desenvolvimento seios,
genital, estatura? Desenvolvimento precoce: seios, pêlos pubianos, genital, aparecimento de menstruação?
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

IA2, ANTI
Os autoanticorpos anti-IA2 estão presentes na circulação no diabetes mellitus Insulino-dependentes
(IDDM).
MÉTODO: Radioimunoensaio
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
VALOR DE REFERÊNCIA: < 0,50 U/mL
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




IGF 1  S OMATOMEDINA C
A Somatomedina C ou IGF-1 (Insulin-like Growth Factor-1) é um peptídeo produzido principalmente no
fígado por estímulo do hormônio de crescimento.
Em pacientes com deficiência do GH seus valores encontram-se baixos, porém em casos de baixa
estatura podemos encontrar níveis baixos, nem sempre indicativos de hipossomatotrofismo.
Aconselha-se a interpretação do IGF-1 levando-se em consideração a maturação óssea (idade óssea)
mais do que a idade cronológica da criança.
O IGF-1 tem-se revelado um excelente marcador na acromegalia, tanto no diagnóstico como na
monitorização da terapêutica.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA: CRIANÇAS (AMBOS OS SEXOS)  2 m a 5 anos  17 a 248 ng/mL
90                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                                                    06 a 08 anos    88 a 474 ng/mL
                       CRIANÇAS – MULHER            09 a 11 anos    117 a 771 ng/mL
                                                    12 a 15 anos    261 a 1096 ng/mL
                      CRIANÇAS – HOMEM              09 a 11 anos    110 a 565 ng/mL
                                                    12 a 15 anos    202 a 957 ng/mL
                      ADULTO (AMBOS OS SEXOS)  16 a 24 anos         182 a 780 ng/mL
                                                    25 a 39 anos    114 a 492 ng/mL
                                                    40 a 54 anos    90 a 360 ng/mL
                                                    > 55 anos       71 a 290 ng/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
LABORATÓRIOS: enviar congelado.



IGFBP-3
Os fatores de crescimento Insulin Like IGF-1 e IGF-2 constituem uma família de peptídeos com
homologia estrutural à insulina, com potentes ações anabólicas e mitogênicas. No plasma, os IGFs
estão ligados a uma família de proteínas ligadoras (IGFBPs). Seis IGFBPs têm sido descritas.
A IGFBP-3 constitui a principal IGFBP do plasma no período pós-natal. Sua determinação parece ser
de considerável valor na avaliação de desordens do eixo GH-IGF, sendo, como o IGF-1, GH
dependentes. Apresenta níveis plasmáticos mais estáveis que o IGF-1.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  02 a 23 meses  0,7 a 2,3 g/mL
                         02 a 7 anos  0,9 a 4,1 g/mL
                         08 a 11 anos  1,5 a 6,8 g/mL
                         12 a 18 anos  2,2 a 5,8 g/mL
                         19 a 55 anos  2,0 a 4,0 g/mL
                         56 a 82 anos  0,9 a 3,7 g/mL
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
LABORATÓRIOS: enviar em tubo plástico.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




INSULINA
Além de sua indicação no diagnóstico de insulinoma, a dosagem de insulina pode ser utilizada para
estudos de outras causas de hipoglicemia. Diversas formas de resistência à insulina, por diferentes
mecanismos, vêm sendo descritas. A causa mais conhecida é a que acompanha a obesidade, que
apresenta níveis de insulina elevados, com resposta exagerada após a sobrecarga glicídica. Nesses
casos, ocorre elevação da insulinemia, frente a níveis normais ou elevados da glicemia.
MÉTODO: Imunofluorimetria
VALOR DE REFERÊNCIA: 2,5 a 20,0 U/mL
RELAÇÃO INSULINA/GLICOSE: até 0,30 (Esta relação não tem valor nos testes Glicose/Insulina após estímulo
com dextrosol)
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- JO 8h.
veja RESISTÊNCIA À INSULINA pág.246
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

INSULINA , ANTICORPOS ANTI
Pacientes insulino-dependentes (IDDM) usualmente desevolvem Auto-Anticorpos pelo tratamento
crônico com injeções de insulina. Portanto níveis elevados encontram-se em Diabets Mellitus insulino-
dependentes e insulino-terapias.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA: até 40 nU/mL
                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             91
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



ITL  INDICE DE T IROXINA L IVRE
T3 - RETENÇÃO X T4 TOTAL  100 = ITL
VALOR DE REFERÊNCIA: 1,40 A 3,80
vide T3 RETENÇÃO pág.98 e T4 TOTAL pág.100



L EPTINA
A leptina é uma proteína sintetizada e secretada pelos adipócitos e importante na regulação do apetite.
Na maioria dos humanos obesos, os níveis de leptina se encontram aumentados, o que sugere uma
resistência a esta proteína.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  Mulher  Não obesa: 2,0 a 17,0 ng/mL
                                  Obesa: 7,0 a 59,0 ng/mL
                          Homem  Não obeso: 1,0 a 11,0 ng/mL
                                    Obeso: 4,0 a 35,0 ng/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




M ICROSSOMAL , ANTICORPOS ANTI  TPO
São auto-anticorpos que atuam contra a peroxidase tireoidiana (TPO). Estes anticorpos estão
presentes em tireoidites de etiologia auto-imune, em especial a de Hashimoto onde 70 a 90% dos
casos apresentam títulos elevados. Outras doenças tireoidianas como mixedema, bócio nodular
atóxico, doença de Graves e carcinoma de tireóide podem eventualmente desenvolver positividade
para este anticorpo.
TPO É O MICROSSOMAL PURIFICADO
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA: < 15 IU/mL
OBS.: Cerca de 10% da população normal ou pacientes sem doenças não tireoidianas e portadores de
doenças reumáticas e inflamatórias, podem apresentar anti-TPO positivo, porém em níveis limiares.
CONDIÇÃO: 0,6 mL de Soro.
- Informar medicamentos em uso. Se mulher, informar se está grávida ou se usa anticoncepcional. Informar
qualquer medicamento que usa ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


17 OH P REGNENOLONA
17-Alfa Hidroxipregnenolona é formado pela hidroxilação da pregnenolona e metabolizado para 17-OH-
progesterona ou Dehidroepiandrosterona (DHEA). Sua produção é estimulada pelo ACTH e suprimida
por dexametasona. Incrementos na produção acontecem em : hiperplasia adrenal congênita e
deficiência da enzima 3-Hidroxiesteróide desidrogenase.
92                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
MÉTODO: Hidrólise + Extração + Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  Mulher - Pré-Puberal  20 a 140 ng/dL
                                   - Fase Folicular  45 a 1185 ng/dL
                                   - Fase Luteínica  42 a 450 ng/dL
                                   - Menopausa  18 a 48 ng/dL
                          Homem: 41 a 183 ng/dL
                          1 hora após ACTH: 500 a 1500 ng/dL
OBS.: Valores elevados na Hiperplasia Adrenal Congênita (deficiência de 3  Hidroxi Dehidrogenase). Nas
formas tardias do adulto o basal pode estar normal ou discretamente elevado, com hiper resposta ao ACTH >
1500 ng/dL.
CONDIÇÃO: 2,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


17 OH P ROGESTERONA
A 17-OH-Progesterona, é um esteróide produzido pelas gônadas e pelas supra-renais, sendo precursor
da síntese do cortisol. É o principal marcador da deficiência da 21-hidroxilase, causadora da forma
mais comum de hiperplasia congênita da supra-renal. Quando do nascimento, os valores se
encontram elevados, normalizando-se rapidamente na primeira semana de vida. Tem-se valorizado
muito a dosagem da 17-OH-Progesterona na avaliação de certas formas de hirsutismo, causadas pela
hiperplasia da supra-renal de início tardio.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  Mulher: Fase Folicular  de 20 a 150 ng/dL
                                     Fase Luteínica  de 50 a 300 ng/dL
                                     Menopausa  de 10 a 100 ng/dL
                          Homem adulto  de 50 a 300 ng/dL
                          Ambos os sexos - Pré-Puberal < que 200 ng/dL
                          Recém nascidos  os valores podem estar elevados até 300 ng/dL, caindo
                           rapidamente após a 1a semana de vida, ficando menor que 200 ng/dL.
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
OBS.: Valores elevados na Hiperplasia Adrenal Congênita (deficiência de 21 Hidroxilase). Nas formas tardias
do adulto, o basal pode estar normal ou discretamente elevado, com hiper resposta ao ACTH > 1500 ng/dL.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



O STEOCALCINA
A osteocalcina também conhecida como BGP (Bone Gla Protein) é um marcador específico do
turnover ósseo sintetizado pelos osteoblastos. Os níveis circulantes de osteocalcina possuem boa
correlação com os índices histológicos de formação óssea. Seus níveis variam também com a idade:
maiores na infância e puberdade, com pico durante o estirão puberal; declínio na fase adulta,
aumentando após a menopausa. Níveis elevados ocorrem em: hiperparatireoidismo primário,
osteosarcoma secundário e doença de Paget. Níveis diminuídos ocorrem em hipoparatireoidismo e
síndrome de Cushing.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA:  Pré-Puberal  10,0 a 80,0 ng/mL
                        Homem  até 40 anos: 2,5 a 15,0 ng/mL
                                   > que 41 anos: 2,0 a 12,0 ng/mL
                        Mulher  até 50 anos: 2,5 a 15,0 ng/mL
                                   > que 51 anos: 3,0 a 22,0 ng/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
LABORATÓRIOS: enviar refrigerado.



P ARATORMÔNIO I NTACTO (M OLÉCULA INTEIRA )  PTH
O PTH responde prontamente as variações do cálcio plasmático. A avaliação do PTH deve ser feita em
conjunto com a dosagem do cálcio, pois podemos diagnosticar o hiperparatireoidismo primário pelo
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               93
encontro de PTH elevado com cálcio discretamente elevado ou mesmo nos limites superiores da
normalidade. Outras causas de hipercalcemia exibem o PTH em níveis baixos. A hipocalcemia
apresenta PTH em concentrações elevadas; este fato ocorre na deficiência da vitamina D, com também
na insuficiência renal crônica. No hipoparatireoidismo encontramos níveis baixos do cálcio com PTH
indectável ou em concentrações baixas. Se o PTH estiver aumentado, o diagnóstico provável é de
pseudohipoparatireoidismo. Na avaliação de litíase renal, a dosagem do PTH pode diagnosticar um
hiperparatireoidismo.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA: 10 a 65 pg/mL
CONDIÇÃO: 0,6 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
LABORATÓRIOS: enviar amostra congelada em recipiente de plástico com gelo em quantidade suficiente de
maneira que o material chegue congelado ao laboratório.



P EPTÍDEO C
O Peptídeo C é secretado juntamente com a insulina em proporções equimolares. Sua dosagem não
se altera na presença de Anticorpos Anti-insulina, refletindo nestes casos, melhor que a insulina, a
capacidade secretória das células beta. O peptídeo C serve para avaliar a capacidade do paciente
diabético de responder apenas à dieta ou ao uso dos hipoglicemiantes orais.
O peptídeo C está elevado em insulinomas e diabetes tipo II. Baixas concentrações acontecem em
diabetes tipo I e na administração de insulina exógena.
MÉTODO: Imunofluorimetria
VALOR DE REFERÊNCIA: até 3,0 ng/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




P ROGESTERONA
A progesterona é produzida pelo corpo lúteo, sendo o marcador de sua existência (por conseqüência
da ocorrência de ovulação) e de sua funcionalidade. Uma fração mínima é secretada pelas adrenais,
elevando-se na hiperplasia adrenal congênita e em alguns carcinomas adrenais e ovarianos. Na
gestação, eleva-se rapidamente nas primeiras semanas, refletindo o funcionamento do corpo lúteo e
da placenta. Está diminuída na amenorréia, agenesia gonadal e morte fetal.
MÉTODO: Fluoroimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  Fase Folicular  250 a 850 pg/mL
                         Fase Luteínica  3.000 a 20.000 pg/mL
                         Menopausa         até 940 pg/mL
                         Homens            200 a 800 pg/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Se mulher, responder questionário: atualmente sua menstruação vem todo mês? Caso não venham, como é
sua menstruação? Até que época sua menstruação era regular? A menstruação vem com medicação ou
espontaneamente? Hoje usa anticoncepcional ou algum hormônio? Qual? Já usou? Qual? Há quanto tempo
parou de usar? Está grávida? Há quantos meses? Informar data da última menstruação e data da coleta deste
exame. Se criança (masculino: < 14 anos – feminino: < 11 anos), responder: Atraso de desenvolvimento
seios, genital, estatura? Desenvolvimento precoce: seios, pêlos pubianos, genital, aparecimento de
menstruação?
94                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


P RO -INSULINA
A proinsulina é produzida nas células beta das ilhotas do pâncreas e é clivada em insulina e peptídeo
C, sendo que apenas de 2 a 3% não é clivada. A Proinsulina está elevada em: insulinoma,
hipoinsulinemia, falhas renais crônicas, hiperparatireoidismo e hiperproinsulinemia familiar.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  Não obesos  5,0 a 16,0 picomoL/L
                          Obesos     8,5 a 42,0 picomoL/L
CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- JO 10h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


P ROLACTINA
A produção do hormônio é influenciada por stress e níveis de glicose. Está aumentada nos tumores da
pituitária produtores de prolactina, na Síndrome de Chari-frommel (no pós-parto) e pode estar
aumentada durante ou após o uso crônico de cocaína e está diminuída na Síndrome de Sheehan.
MÉTODO: Imunofluorimetria
VALOR DE REFERÊNCIA:  Homem  0,6 a 17,0 ng/mL
                           Mulher - Fase Folicular  0,6 a 19,0 ng/mL
                                     - Fase Luteínica  até 30,0 ng/mL
                           Criança  30% mais que adulto
NOTA: Valores entre 20 e 40 na mulher e 17 e 40 nanog/mL no homem devem ser repetidos porque a
Prolactina sofre muitas influências.
GRAVIDEZ (Schweizer, F.M., publicado no Am. J. Obstet. Gynecol. De 15 de junho de 1984):
 1o Trimestre  30 ng/mL (10 a 80 ng/mL)
 2o Trimestre  100 ng/mL (20 a 350 ng/mL)
 3o Trimestre  200 ng/mL (40 a 600 ng/mL)
Obs. A descoberta de Hiperprolactinemias durante a gravidez, deve ser encarada com muito cuidado.
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Repouso de 30 minutos para quem fez exercício físico.
- Este exame, em geral, vem acompanhado de FSH e LH, veja questionário pág.89. Sendo solicitado isolado,
informar se é controle de tratamento ou sendo possível, verificar com o cliente a razão pela qual o exame foi
solicitado.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

PSA  A NTÍGENO P ROSTÁTICO E SPECÍFICO
Elevações ocorrem em pacientes com Câncer de Próstata, Hipertrofia benígna ou em condições
inflamatórias; os seus níveis séricos correlacionam-se com o estado cirúrgico da doença e suas
metástases.

- Após Ultra-Som Trans-Retal, aguardar 24 horas.
- Após Exercícios pesados, aguardar 24 horas.
- Após Ejaculação, aguardar 2 dias.
- Após Toque Retal, aguardar 2 dias.
- Após Biópsia de Próstata, aguardar 4 semanas.
- Após Massagem na próstata, aguardar 4 semanas.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

TOTAL
   MÉTODO: Imunofluorimetria
   VALOR DE REFERÊNCIA: Homem  até 2,5 ng/mL
                               2,5 a ,4,0 ng/mL  Moderadamente elevado
                               4,1 a 10,0 ng/mL  Elevado
                               11,0 a 20,0 ng/mL  Aumento Significativo

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                95
                                               > 20,0 ng/mL               Grande Aumento
                                  Mulher       < que 0,5 ng/mL            normal

       Babaian RJ, Johnston DA, Naccarato W, Ayla A, Bahadkamkar VA, Fritsche HA. The incidence of prostate cancer in a screening
      population with a serum prostate specific antigen between 2.5 and 4.0 ng/mL.: relation to biopsy strategy. J Urol 2001;165:757-60.

     NOTA: Valores basais menores que 2,5 ng/mL apresentam alta prevalência de normalidade.
     Valores basais de 2,5 a 4,0 ng/mL embora pouco acima dos limites normais, exigem controle clínico mais
     rigoroso e Biópsia.
     Valores basais de 4,1 a 10,0 ng/mL, sugere-se além de rigoroso controle clínico, a critério médico, a
     relação PSA Livre/Total e Biópsia Valores acima de 20 nanog/mL Biópsia obrigatório
     Mulheres, valores acima de 0,5 nanog/mL são sugestivos de Neoplasia de Mama.
     Importante: Pacientes de 40 a 45 anos, 48 horas ou mais após a ejaculação, os valores de PSA podem
     aumentar de 1,3 a  0,8 ng/mL.
     CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.

PSA LIVRE E TOTAL
    MÉTODO: Imunofluorimetria de Dupla Marcação
    VALOR DE REFERÊNCIA:  PSA Livre  até 0,720 ng/mL
                              PSA Total  até 2,50 ng/mL
    % PSA Livre          Probabilidade de CA
      0 a 10%               56%
    10 a 15%                28%
    15 a 20%                20%
    20 a 25%                16%
    > 25%                   8%
    Para valores de PSA Total entre 4,0 e 15,0 ng/mL, porcentagem de PSA Livre/PSA Total, relação acima
    de 27% é sugestiva de benignidade; neste grupo, valores de 19 a 26%, estão na zona intermediária,
    devem ser estudadas com maior cuidado. Abaixo de 18% sugestivo de malignidade. Cuidado, se trata de
    probabilidade.
    NOTA: Valores basais menores que 2,0 ng/mL mesmo que atinjam valores ao redor de 5,0 ng/mL, num
    intervalo de 2 anos, apresentam alta prevalência de benignidade.
    Valores basais de 2,1 a 4,0 ng/mL que se elevam para 4,1 a 5,0 ng/mL, num prazo de 2 anos, precisam
    fazer controle mais rigoroso com o clínico.
    IMPORTANTE: Até 48 horas após ejaculação, os valores de PSA podem aumentar de 1,3  0,8 ng/mL.
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.




R ENINA
A renina é uma enzima proteolítica produzida em resposta à estimulação dos receptores beta-
adrenérgicos renais ou pela circulação de catecolaminas. Postura ereta, exercícios, depleção de sódio
e hemorragia incrementam a produção de renina por mais de uma via. A dosagem plasmática da
atividade plasmática da renina é utilizada na avaliação da hipertensão arterial, diagnóstico de
hiperaldosteronismo primário, secundário, diagnóstico dos tumores secretores de renina, avaliação de
hipotensão ortostática e diagnóstico de Síndrome de Bartter.
Valores altos de renina são vistos em pacientes em uso de diuréticos, anticoncepcionais (devido ao
estrógeno), drogas anti-hipertensivas.
MÉTODO: Radioimunoensaio Cinético
VALOR DE REFERÊNCIA: Dieta Normal de Sódio
                        deitado                   0,3 a 1,6 ng/mL/h
                        2h em Pé                  1,5 a 3,5 ng/mL/h
                        2h em pé + Furosemida  1,5 a 8,5 ng/mL/h
                       Restrição de Sódio
                        deitado      1,9 a 4,3 ng/mL/h
                        2h em Pé  3,0 a 7,6 ng/mL/h
Valores para Veia Renal direita e esquerda: diferença > 1,5 ng/mL/h são consideradas anormais.
96                                     Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Plasma (EDTA).
- Para coleta basal, repouso de 30 minutos deitado, não pode andar a pé ou C.O.M.
MEDICAMENTOS: Valores altos de Renina são vistos em pacientes em uso de diuréticos, anticoncepcionais
(devido ao estrógeno), drogas anti-hipertensivas. Retirar a medicação pelo menos 1 semana antes do exame
ou C.O.M.
LABORATÓRIOS: congelar imediatamente e enviar material congelado.



R ISCO F ETAL
TESTE INTEGRADO
   ALFAFETOPROTEINA – ESTRIOL LIVRE -  HCG LIVRE – PAPP-A – TRANSLUCÊNCIA NUCAL
   Os dados obtidos nas determinações, são analisados através de um software, que abastecido
   com dados decorrentes de estudos estatísticos, utiliza o múltiplo das médias (multiples of the
   median -MoM) para fornecer um risco fetal para Síndrome de Down e Malformações de Tubo
   Neural - Taxa de detecção: 82% e Taxa de falso positivo: 1%
   VALOR DE REFERÊNCIA: Limite de Risco 1:200
   NOTA: Lembramos que em uma triagem positiva (risco maior 1:200) existe apenas a probabilidade do
   feto apresentar anomalias, haja visto que o teste apresenta resultados falso positivos. A triagem negativa
   não exclui a possibilidade de uma gestação afetada em função dos resultados falso-negativos.
   CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
   - Infomar: data de nascimento, raça, peso, data da coleta, data do 1 o dia da última menstruação, diabete
   tipo I? gravidez após fertilização “in vitro”, anormalidade de feto em gestação anterior: síndrome de
   Down, malformação de tubo neural, abortos anteriores, outros especifique, nome do ultra-sonografista,
   data da realização do ultra-som, comprimento cabeça nádegas (CCN), translucência nucal (tn), data,
   diâmetro biparietal, semana de gestação ultra-som (semanas/dias), número de fetos.
   - Realizar no 1o trimestre (10a a 13a semana de gestação) ideal 12a semana e 2o trimestre (15a a 22a
      semana de gestação) ideal 15a a 18a semana.
   - Detecta Síndrome de Down e Malformação do tubo neural com maior taxa de detecção e menor taxa
      de falsos-positivos, por isso é considerado o teste ideal.




                                                                                                 CONTINUA...
                                                                               CONTINUAÇÃO ...RISCO FETAL



TESTE COMBINADO
    PAPP-A – TRANSLUCÊNCIA NUCAL
    Os dados obtidos nas determinações, são analisados através de um software, que abastecido
    com dados decorrentes de estudos estatísticos, utiliza o múltiplo das médias (multiples of the
    median -MoM) para fornecer um risco fetal para Síndrome de Down - Taxa de detecção: 82% e
    Taxa de falso positivo: 5%.
    VALOR DE REFERÊNCIA: Limite de Risco 1:200
    NOTA: Lembramos que em uma triagem positiva (risco maior 1:200) existe apenas a probabilidade do
    feto apresentar anomalias, haja visto que o teste apresenta resultados falso positivos. A triagem negativa
    não exclui a possibilidade de uma gestação afetada em função dos resultados falso-negativos.
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
    - Infomar: data de nascimento, raça, peso, data da coleta, data do 1 o dia da última menstruação, diabete
    tipo I? gravidez após fertilização “in vitro”, anormalidade de feto em gestação anterior: síndrome de down,
    malformação de tubo neural, abortos anteriores, outros especifique, nome do ultra-sonografista, data da
    realização do ultra-som, comprimento cabeça nádegas (CCN), translucência nucal (tn), data, diâmetro
    biparietal, semana de gestação ultra-som (semanas/dias), número de fetos.

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  97
     - Realizar no 1o trimestre (10a a 13a semana de gestação) ideal 12a semana.
     - Detecta somente Síndrome de Down.

TESTE TRIPLO
     ALFAFETOPROTEINA – ESTRIOL LIVRE -  HCG LIVRE
     Os dados obtidos nas determinações, são analisados através de um software, que abastecido
     com dados decorrentes de estudos estatísticos, utiliza o múltiplo das médias (multiples of the
     median -MoM) para fornecer um risco fetal para Síndrome de Down e Malformações de Tubo
     Neural - Taxa de detcção: 69% e Taxa de falso positivo: 5%.
     VALOR DE REFERÊNCIA: Limite de Risco 1:200
     NOTA: Lembramos que em uma triagem positiva (risco maior 1:200) existe apenas a probabilidade do
     feto apresentar anomalias, haja visto que o teste apresenta resultados falso positivos. A triagem negativa
     não exclui a possibilidade de uma gestação afetada em função dos resultados falso-negativos.
     CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
     - Infomar: data de nascimento, raça, peso, data da coleta, data do 1o dia da última menstruação, diabete
        tipo I? gravidez após fertilização “in vitro”, anormalidade de feto em gestação anterior: síndrome de
        down, malformação de tubo neural, abortos anteriores, outros especifique, nome do ultra-sonografista,
        data da realização do ultra-som, comprimento cabeça nádegas (CCN), translucência nucal (tn), data,
        diâmetro biparietal, semana de gestação ultra-som (semanas/dias), número de fetos.
     - Realizar no 2o trimestre (15a a 22a semana de gestação) ideal 15a a 18a semana.
     - Detecta Síndrome de Down e Malformação do tubo neural.




SHBG  G LOBULINA L IGADORA DE H ORMÔNIOS SEXUAIS
É uma proteína sintetizada no fígado que funciona como uma proteína de transporte para alguns
hormônios sexuais. Variações nos seus níveis podem afetar a concentração da testosterona total.
Níveis aumentados são encontrados nos pacientes em uso de estrogênios, tamoxifen, fenitoína,
hormônios tireoidianos, no hipertireoidismo, na cirrose hepática e na gravidez. Níveis diminuídos são
nos pacientes em uso de androgênios, glicocorticóides, hormônio de crescimento, no hirsutismo,
síndrome do ovário policístico, hipotireoidismo, acromegalia e obesidade.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA:  Homem  13 a 71 nmoL/L
                         Mulher  18 a 114 nmoL/L
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




T3 L IVRE
O T3 Livre é a forma livre circulante da Triiodotironina(T3), sendo considerada a fração biologicamente
ativa. A grande indicação da dosagem de T3 Livre é no diagnóstico e seguimento de pacientes com
hipertireoidismo. Está diminuído no Hipotireoidismo primário (por Tireoidite de Hashimoto, Mixedema
Idiopático, Bócio endêmico, uso de iodo radioativo, causas congênitas), no Hipotireoidismo
secundário (na Síndrome de Sheehan) e na Tireoidite subaguda avançada. Está aumentado no
Hipertireoidismo, Tireoidite subaguda na fase inicial, aumento de TBG, Porfiria, Cirrose Biliar Primária
e na Doença de Graves.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA: 0,30 a 0,51 ng/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional. Informar
qualquer medicamento que usa ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



98                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
T3 R ETENÇÃO
O T3 retenção é um parâmetro da função tireoidiana que, indiretamente, avalia o número de sítios de
ligação disponíveis na molécula de Globulina Transportadora de Tiroxina(TBG), ou seja, sítios não
ligados a T3 ou T4. Está elevado no hipertireoidismo, nas Doenças Hepáticas crônicas, na Síndrome
nefrótica e na deficiência protéica. Está diminuído no hipotireoidismo, na gravidez, na Hepatite aguda
e na terapia com estrógenos e anovulatórios.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA: 27 a 36%
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional. Informar
qualquer medicamento que usa ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




T3 R EVERSO
O T3 Reverso não possui ação metabólica, sendo muito importante na síndrome do T3 baixo por
deficiência da 5 deiodase. Porém a determinação sérica do T3 Reverso, é necessária na avaliação do
status metabólico da tireóide em pacientes gravemente enfermos, onde podem ser encontrados níveis
séricos diminuídos de hormônios tireoidianos, com níveis séricos aumentados de Triiodotironina
reverso (T3R).
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA: 0,09 a 0,35 ng/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




T3 T OTAL
A Triiodotironina (T3) é produzida tanto na Tireóide, como nos tecidos periféricos por desiodação de
T4 e também circula ligada a proteínas (TBG, albumina e pré-albumina), embora possua menor
afinidade pela TBG. É importante para o diagnóstico de hipertireoidismo, mas pode estar normal em
30% dos hipotireoidianos. Está diminuído no Hipotireoidismo primário (por Tireoidite de Hashimoto,
Mixedema Idiopático, Bócio endêmico, uso de iodo radioativo, causas congênitas), no Hipotireoidismo
secundário (na Síndrome de Sheehan), na redução da TBG, na Tireoidite subaguda avançada, no pós-
operatório e no jejum prolongado. Está aumentado no Hipertireoidismo, Tireoidite subaguda na fase
inicial, aumento de TBG, Porfiria, Cirrose Biliar Primária e na Doença de Graves.
MÉTODO: Quimioluminescência
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              99
VALOR DE REFERÊNCIA:  Cordão                 15 a 75 ng/dL
                         1 a 30 dias         32 a 216 ng/dL
                         31 dias a 5 anos  80 a 270 ng/dL
                         6 a 10 anos         90 a 249 ng/dL
                         > 10 anos a Adulto  75 a 220 ng/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional. Informar
qualquer medicamento que usa ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



T4 L IVRE
O T4 Livre constitui a fração principal das iodotironinas, sendo a responsável direta pela regulação do
metabolismo celular e pelo "feed-back" com o eixo hipotálamo-hipofisário (feed-back com o TSH). A
determinação de T4 Livre está indicada no diagnóstico do hipo ou hipertireoidismo, não sofrendo
influência significativa dos níveis de TBG circulante. Está diminuído no Hipotireoidismo primário (por
Tireoidite de Hashimoto, Mixedema Idiopático, Bócio endêmico, uso de iodo radioativo, causas
congênitas), no Hipotireoidismo secundário (na Síndrome de Sheehan) e na Tireoidite subaguda
avançada. Está aumentado no Hipertireoidismo, Tireoidite subaguda na fase inicial, Porfiria, Cirrose
Biliar Primária e na Doença de Graves. A fração livre estará normal nos casos em que há alteração da
ligação enquanto que o T4 total estará elevado ou diminuído. Nos casos de resistência periférica à
ação hormonal o T4 total e a fração livre estarão elevados com clínica de Hipotireoidismo ou de
Eutiroidismo.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA: 0,75 a 1,80 ng/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional. Informar
qualquer medicamento que usa ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




T4 T OTAL
100                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
A Tiroxina (T4) é o principal hormônio produzido pela glândula tireóide, sendo grande parte
transformada perifericamente na Triiodotironia (T3). Circula ligado a proteínas (TBG, TBPA e
albumina), ficando apenas uma quantidade mínima como hormônio livre. Está diminuído no
Hipotireoidismo primário (por Tireoidite de Hashimoto, Mixedema Idiopático, Bócio endêmico, uso de
iodo radioativo, causas congênitas), no Hipotireoidismo secundário (na Síndrome de Sheehan), na
redução da TBG e na Tireoidite subaguda avançada. Está aumentado no Hipertireoidismo, Tireoidite
subaguda na fase inicial, aumento de TBG, Porfiria, Hipertiroxinemia familiar (por presença de
albumina anômala), Cirrose Biliar Primária, Doença de Graves, e na presença de anticorpos anti- T4.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA:  1 a 10 dias            11,8 a 23,2 g/dL
                         10 dias a 1 ano     8,0 a 16,0 g/dL
                         1 a 5 anos          7,3 a 15,0 g/dL
                         6 a 10 anos         6,4 a 13,3 g/dL
                         > 10 anos a Adulto  5,0 a 12,0 g/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional. Informar
qualquer medicamento que usa ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



TBG  G LOBULINA L IGADORA DE T IROXINA
A Globulina Ligadora de Tiroxina (TBG) é a principal proteína sérica carreadora de T4 e T3.
Alterações da TBG se refletem paralelamente na dosagem dos hormônios tireoidianos.
Existem quadros genéticos de elevação ou diminuição da TBG. Além disso, a concentração de TBG se
altera por influência de diversas drogas (anticoncepcionais ou terapia com estrógenos), na gravidez e
também por causas hereditárias, onde é útil na diferenciação entre hipotireoidismo congênito (T4 Neo-
natal baixo) e deficiência congênita de TBG.
Aumento ou diminuição das concentrações de TBG terá como consequência um aumento ou redução
do número de sítios de ligação disponíveis para o T4, com consequente elevação ou queda da fração
ligada deste hormônio, às custas de maior ou menor fixação do hormônio livre.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA: 13,6 a 27,2 mg/L
CONDIÇÃO: 0,5 mL Soro s/hemólise e lipemia acentuadas..
- Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional. Informar
qualquer medicamento que usa ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              101
T ESTOSTERONA
A testosterona é o principal androgênio responsável pelas características sexuais secundárias dos
homens. Apresenta-se na corrrente sanguïnea ligada à SHBG ou albumina, ou em sua forma livre
(40%). Valores elevados são encontrados em: puberdade precoce, resistência androgênica,
testotoxicose, hiperplasia adrenal congênita e tumores adrenais. Baixas concentrações são
evidencidadas em: criptorquidismo, puberdade retardada, defeito testicular e deficiência de
gonadotrofinas.
MÉTODO: Imunofluorimetria
VALOR DE REFERÊNCIA:
                                    Homem                   Mulher
 Cordão                          200 a 500 pg/mL         230 a 370 pg/mL
 0 a 3 meses                     200 a 1000 pg/mL         50 a 160 pg/mL
 4 a 12 meses                    150 a 450 pg/mL          40 a 120 pg/mL
 1 a 9 anos                       40 a 300 pg/mL          30 a 200 pg/mL
 Pré Puberal                     200 a 2000 pg/mL        100 a 300 pg/mL
 Adulto 2500 a 9500 pg/mL        200 a 800 pg/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Informar medicamentos em uso (inclusive pomadas e cremes), dia e hora da última dose. Se mulher,
informar uso de anticoncepcional.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




T ESTOSTERONA L IVRE
A testosterona é o principal androgênio responsável pelas características sexuais secundárias dos
homens. Apresenta-se na corrente sangüínea ligada a (SHBG) ou albumina, ou em sua forma Livre
(40%). Valores elevados são encontrados em: Hirsutismo, doença de Cushing, puberdade precoce,
resistência androgênica e hiperplasia adrenal congênita. Baixas concentrações são evidenciadas em:
hipogonadismo.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  Mulher Fase folicular: 0,4 a 3,6 pg/mL
                                  Fase luteínica: 0,5 a 3,8 pg/mL
                                  Uso de contraceptivo: 0,3 a 2,9 pg/mL
                                  Menopausa: 0,3 a 2,5 pg/mL
                          Homem  6 a 10 anos: 0,2 a 5,5 pg/mL
                                    11 a 14 anos: 0,3 a 25,0 pg/mL
                                    15 a 39 anos: 12 a 55 pg/mL
                                    40 a 59 anos: 11 a 50 pg/mL
                                    > 60 anos: 10 a 30 pg/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Informar medicamentos em uso (inclusive pomadas e cremes), dia e hora da última dose. Se mulher,
informar uso de anticoncepcional.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




102                          Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
T IREOGLOBULINA , A NTICORPOS A NTI
Teste útil no diagnóstico da tireoidite de Hashimoto, na qual estão presentes em 70-90% dos casos,
em altos títulos. Pacientes com bócio nodular atóxico, carcinoma da tireóide ou doença de Basedow-
Graves podem ocasionalmente produzir anticorpos anti-tireóide em títulos baixos. Reações falso-
positivas podem ocorrer na síndrome de Sjogren, LES, anemia perniciosa, Diabetes Mellitus e em
pessoas aparentemente sadias, principalmente nas mulheres idosas.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA: < 40 IU/mL
CONDIÇÃO: 0,6 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se está grávida ou se usa anticoncepcional.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



T IREOGLOBULINA  TG
A Tireoglobulina é uma glicoproteína produzida pelas células tiroidianas sendo o maior componente
do colóide intrafolicular da glândula tireoide. Seus níveis séricos variam com o estado funcional da
tireóide, estando elevados nos processos inflamatórios tireoidianos (tireoidites), carcinomas da
tireóide (papilífero, folicular e misto), hipertireoidismo ou após palpação vigorosa da glândula. Há
também um aumento dos níveis séricos com o estímulo do TRH ou TSH. A administração de hormônio
tireoidiano diminui os níveis de tireoglobulina circulantes. Sua avaliação é útil após cirurgia de câncer
da tireóide, como marcador da recorrência ou persistência do mesmo após a tireidectomia total.
MÉTODO: Imunofluorimetria
Teste realizado em duplicata para determinar recuperação de auto anticorpos anti-tireoglobulina.
VALOR DE REFERÊNCIA:  Normal  até 30 ng/mL
                           Suprimidos  < que 2 ng/mL
                           Não suprimidos com resíduo tireoidiano  < 60 ng/mL
NOTA: O estudo de anti-Tireoglobulina foi realizado através do índice de recuperação da Tireoglobulina.
Outras patologias tireoidianas tais como: Graves, Distúrbio de síntese e Tireoidite, podem elevar os níveis de
TG.
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se está grávida ou se usa anticoncepcional.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



TRA B  A NTICORPO INIBIDOR DE TSH
O TRAB é um anticorpo anti-receptor de TSH e a sua presença em concentrções significativas no soro
indica doença auto-imune em atividade (doença de Graves). É útil no diagnóstico de hipertireoidismo e
na avaliação de recidiva da doença de Graves, uma vez que seus níveis diminuem com o uso de
drogas antitireoidianas. Assim, ausência de TRAB após tratamento diminui a tendência de recidiva da
doença. Estes anticorpos podem estar presentes também, em alguns casos de tireoidite de

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Hashimoto, tireoidite subaguda, tireoidite silenciosa, e em recém-nascidos de mães portadoras de
doença de Graves, devido à transferência feto-placentária destes anticorpos.
MÉTODO: Radioimunoensaio (Radioreceptor)
VALOR DE REFERÊNCIA: Inibição > 10% é considerado Positivo
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Informar medicamentos em uso ou usou recentemente, inclusive fórmulas para emagrecer e, se mulher,
informar se está grávida ou se usa anticoncepcional.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




TSH ULTRA SENSÍVEL
O hormônio Tireoestimulante (TSH) é uma glicoproteína secretada pela adenohipófise, tendo como
principal efeito o de estimular a tireóide a liberar T3 e T4. A secreção e os níveis séricos de TSH são
controlados pelos níveis de T3 e T4 e pelo TRH hipotalâmico. A dosagem de TSH é importante no
diagnóstico do hipotireoidismo primário, sendo o primeiro hormônio a se alterar nessa condição. Está
aumentado principalmente no Hipotiroidismo primário, Tireoidite de Hashimoto, Tireoidite sub-aguda e
na secreção inapropriada de TSH (tumores hipofisários produtores de TSH). Está diminuído
principalmente no Hipertireoidismo primário, Hipotireoidismo secundário, terciário e nas Síndromes
de Hipertireoidismo sub-clínico. O teste do TRH é útil no diagnóstico de casos iniciais ou limítrofes de
hipertireoidismo. Após o estímulo, uma resposta normal implica num aumento de cerca de 10 vezes o
valor basal.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA: 0,3 a 5,0 UI/mL
Nota: Crianças com idade de até 10 meses e com T4 Livre normal, aceitam-se os valores de TSH até 15
UI/mL (o sistema de feedback ainda não está totalmente amadurecido).
CONDIÇÃO: 0,9 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuada.
Obs.: até 90 dias vide TSH NEO NATAL pág.223.
- Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



V ITAMINA B12
A Vitamina B12 tem papel importante na hematopoiese, na função neural, no metabolismo do Ácido
Fólico e na síntese adequada de DNA. Apresenta-se diminuído, na produção deficiente de fator
intrínseco (determinada pela atrofia da mucosa gástrica, resultando em anemia perniciosa), nas
síndromes de má-absorção (por ressecção do intestino delgado, doença celíaca e espru tropical), no
alcoolismo, na deficiência de ferro e folato, no uso de medicamentos que podem levar a diminuição da
absorção e nas dietas vegetarianas estritas.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA:  200 a 950 pg/mL
                         Faixa de Dúvida (Cinza)  120 a 200 pg/mL
CONDIÇÃO: 0,9 mL de Soro s/hemólise e lipemia acentuadas.
- Informar medicamentos em uso.
LABORATÓRIOS: enviar em frasco âmbar (sensível à luz).
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




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Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI   105
      O Dr. VICTOR C. PARDINI é o responsável pelo Departamento de Genética, com mestrado e
      doutorado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de
      Medicina, uma das mais renomadas universidades do país. O Dr. Victor C. Pardini,
      endocrinologista com formação em genética, possui cursos no “Hôpital Saint-Louis”,
      “Centre de Ètude de Polimorfism Humaine – CEPH” e em um dos mais importantes
      laboratórios forenses dos Estados Unidos da América, como o Laboratório de Identificação
      pelo DNA da Universidade do Norte do Texas, em Fort Worth, EUA, coordenado pelo Dr.
      Arthur Eisenberg.



A TAXIAS , P AINEL
As ataxias representam um grupo heterogêneo de desordens neurogenerativas, caracterizadas
principalmente por ataxia progressiva e disartria. Neste painel são estudadas as ataxias
espinocerebelares SCA1, SCA2, SCA3, SCA10 e a Ataxia de Friedreich através da detecção das
expansões de nucleotídeos.
MÉTODO: PCR
CONDIÇÃO: 1 tubo de Sangue total (EDTA).
 Enviar a temperatura ambiente.

C ARIÓTIPO COM B ANDA G
Através da técnica de cariotipagem com bandamento G é possível identificar de forma precisa cada
par de cromossomo e detectar anomalias estruturais ou numéricas como, por exemplo, Síndrome de
Down, Síndrome de Turner, Síndrome de Klinefelter, dentre outras.
MÉTODO: Bandamento G
CONDIÇÃO: 1 tubo de Sangue Total em heparina sódica.
- Colher em tubo com heparina sódica (fornecido pelo laboratório) ou colher em seringa utilizando 0,3 mL de
Liquemine (enviar a seringa). Adulto: 3 a 7 mL. Criança: 2 a 4 mL.
- O tubo deve ser estéril. O material não será aceito em tubo tampa amarela.
- Fundamental: se não tiver as hipóteses diagnósticas do médico, perguntar ao cliente ou responsável o
motivo deste pedido.
- Informar dia, hora da coleta e idade do paciente.
 Enviar em até 24 horas refrigerado. Não congelar. (Prazo de saída do laboratório de origem).
FETAL
CONDIÇÃO: 1 tubo de Sangue Fetal colhido do cordão umbilical em heparina sódica.
- Colher a partir da 20a semana de gestação até o nascimento.

C ARIÓTIPO DE A LTA R ESOLUÇÃO
É indicado quando se suspeita de microdeleções cromossômicas associadas a Síndromes genéticas
106                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
como, por exemplo, Síndrome de Algelman e Síndrome de Prader-Willi.
MÉTODO: Bandamento G
CONDIÇÃO: 1 tubo de Sangue Total em heparina sódica.
 Enviar em até 24 horas refrigerado. (Prazo de saída do laboratório de origem).


C ARIÓTIPO P / PESQUISA DE C ROMOSSOMO P HILADELPHIA
O cariótipo de Medula Óssea está indicado para diagnóstico em casos de suspeita de LCM
(Cromossomo Philadelphia) e demais leucemias, bem como em outras desordens hematológicas
malignas.
MÉTODO: Citogenética
CONDIÇÃO: Medula: 1,0 mL de Aspirado de medula em heparina sódica.
- O material tem que chegar até no máximo 06 horas após a coleta.
LABORATÓRIOS: Entrar em contato com o setor para envio do meio de cultura e programação da coleta.
 Enviar a temperatura ambiente. Não resfriar. Não congelar.

C ARIÓTIPO P / PESQUISA DE X-F RÁGIL
A pesquisa do Cromossomo X-Frágil é um exame auxiliar no diagnóstico da Síndrome do X-Frágil,
também conhecida como Síndrome de Martin-Bell, uma das mais freqüentes causas de retardo mental
ligado ao Cromossomo X.
MÉTODO: Citogenética
CONDIÇÃO: 1 tubo de Sangue Total em heparina sódica.
Obs.: Suspender medicação com Ácido Fólico por 2 semanas, se estiver em uso.
- O tubo deve ser estéril.
- Informar dia, hora da coleta e idade do paciente.
 Enviar o material resfriado (não congelar) devendo chegar ao setor em até 48 horas.


C ROMOSSOMO Y, ESTUDO GENÉTICO DAS MICRODELEÇÕES
Estas microdeleções, localizadas no braço longo do cromossomo Y, detectadas neste estudo, estão
associadas aos casos de infertilidade masculina.
MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Esperma - 1 tubo de Sangue total (EDTA).
 Enviar material refrigerado. Não congelar.



C ROMOSSOMO Y P / S ÍNDROME DE T URNER , PESQUISA
Aproximadamente 6% dos pacientes com a Síndrome de Turner apresentam mosaicismo onde há
presença do cromossomo Y ou parte dele. A presença deste cromossomo tem uma forte associação
com o risco do desenvolvimento de gonadoblastoma, o que justifica a importância deste diagnóstico.
Este teste não serve de diagnóstico para Síndrome de Turner.
MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Sangue Total (EDTA) ou Saliva (swab bucal).
 Manter tubos a temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.



D ISTROFIA DE B ECKER E D UCHENNE , D IAGNÓSTICO
As Distrofias de Becker/Duchenne são causadas por uma ou várias deleções no gene da distrofina.
Este exame detecta estas mutações em dez principais exons do gene da distrofina, sendo possível
concluir o diagnóstico em torno de 70-80% dos casos.
MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
CONDIÇÃO: 1 tubo de Sangue Total (EDTA)
- Realizado somente em pacientes do sexo masculino.
- Pesquisa das principais deleções.
 Enviar a temperatura ambiente.

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                      107
D OENÇA DE H UNTINGTON , DIAGNÓSTICO MOLECULAR
A doença de Huntington é um distúrbio neurodegenerativo de curso progressivo. Este estudo detecta
a expansão de trinucleotídeos na região gênica.
MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
CONDIÇÃO: 1 tubo de Sangue total (EDTA).
 Enviar material refrigerado. Não congelar.




E STUDO G ENÉTICO F ETAL
Este estudo é realizado através da extração do DNA de material de aborto, permitindo identificar
aneuploidias dos cromossomos 21, 18, 16, 13, X e Y que consistem em causa de parte dos
abortamentos espontâneos.
MÉTODO: PCR-STR – Microsatélites Fluorescentes
CONDIÇÃO: Material de aborto ou restos ovulares.
- Cariótipo Molecular não substitui a citogenética clássica, principalmente em estudos de alterações
estruturais.
- Além do cromossomo 21, X e Y são estudados marcadores para os cromossomos 13, 16 e 18.
 Enviar o material em água destilada ou soro fisiológico em temperatura ambiente. Material enviado em
formol pode destruir o DNA, não será aceito.



E STUDO G ENÉTICO DAS T ROMBOFILIAS
O Fator V Leiden e a mutação no gene da Protrombina estão associados ao risco de Trombose
venosa, já a mutação no gene da Metilenotetrahidrofolato Redutase está associada ao aumento do
risco de doença coronariana e ao aumento dos níveis de homocisteína.
EQUIVALE    FATOR V LEIDEN
            GENE DA METILENOTETRAHIDROFOLATO REDUTASE
            GENE DA PROTROMBINA



F ATOR V DE L EIDEN
MÉTODO: PCR-RFLP para mutação pontual R506Q do gene Fator V
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Sangue (EDTA) ou Saliva (swab bucal).
 Manter tubos a temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.
veja Estudo Genético das Trombofilias



F IBROSE C ÍSTICA
Estudo indicado para:
- Confirmação do diagnóstico em pessoas com manifestações clínicas de FC.
- Identificação de portadores de defeito no gene da FC em pessoas com história familiar para FC.
- Identificação de portadores de defeito no gene da FC.
- Diagnóstico pré-natal.
- Doadores de esperma e óvulos.
MÉTODO: PCR Alelo – Específico Fluorescente
- Estudo das 4 mutações mais comuns relacionadas a FC por amplificação (PCR) direta. O estudo é realizado
   na forma de multiplex com sondas alelo-específicas para a região normal e mutante. As mutações
   estudadas são: DELTA F508 - R553X - G542X - N1303K
108                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
- Resultado negativo para as 4 mutações não exclui o diagnóstico de Fibrose Cística.
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Sangue (EDTA) ou Saliva (swab bucal).
 Manter tubos a temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.



G ENE DA M ETILENOTETRAHIDROFOLATO R EDUTASE
MÉTODO: PCR-RFLP para mutação pontual C677T do gene da MTHFR
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Sangue (EDTA) ou Saliva (swab bucal).
 Manter tubos a temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.
veja Estudo Genético das Trombofilias




G ENE DA P ROTROMBINA
MÉTODO: PCR-RFLP para mutação pontual G20210A do gene da Protrombina (Fator F2)
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Sangue (EDTA) ou Saliva (swab bucal).
 Manter tubos a temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.
veja Estudo Genético das Trombofilias


H EMOCROMATOSE , PCR
Este estudo deve ser solicitado para a confirmação do diagnóstico clínico de hemocromatose,
suspeita após avaliação clínica, pacientes com elevação inexplicável da ferritina ou saturação de
transferrina, avaliação de parentes de pacientes afetados e diagnóstico pré-natal.
MÉTODO: PCR-RFLP para mutações pontuais C282Y e H63D.
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Sangue Total (EDTA) ou Saliva (swab bucal).
 Manter tubos a temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.


M UTAÇÃO 202 (G  A) DA G6PD
Este estudo consiste na detecção da principal mutação, dentre os indivíduos com a variante A -, que
leva à deficiência da Glicose 6 Fosfato Desidrogenase.
MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase – PCR-RFLP
CONDIÇÃO: 1 tubo de Sangue total (EDTA).
 Enviar a temperatura ambiente.


M UTAÇÃO DA A LFA 1 A NTITRIPSINA
Este estuda detecta os alelos mutantes S e Z que levam à deficiência da alfa-1 antitripsina, um dos
principais fatores causadores de enfisema e outras doenças pulmonares.
MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase – PCR-RFLP
CONDIÇÃO: 1 tubo de Sangue total (EDTA).
 Enviar a temperatura ambiente.


P ATERNIDADE , E STUDO DE D ETERMINAÇÃO
TRIO: SUPOSTO PAI, MÃE E FILHO                     DUO: SUPOSTO PAI E FILHO OU MÃE E FILHO
MÉTODO: PCR-STR Fluorescente (Estudo de marcadores polimórficos através de tipagem).
CONDIÇÃO: 2 tubos de Sangue (EDTA) p/ cada indivíduo ou 2 de Saliva (swab bucal).
- Fichas de identificação/autorização p/ a coleta deverão ser preenchidas (kit fornecido pelo laboratório).
 Manter tubos a temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.


Q UEBRAS C ROMOSSÔMICAS , PESQUISA

                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                    109
Esta pesquisa consiste na única forma de diagnóstico da Anemia de Fanconi, discriminando-a da
anemia aplástica idiopática. A realização desta pesquisa laboratorial é importante não só para
diagnóstico, como também para a detecção de heterozigotos.
MÉTODO: Citogenética
CONDIÇÃO: 1 tubo de Sangue Total em heparina sódica.
- Informar medicamentos em uso.
- O tubo deve ser estéril.
- Informar dia, hora da coleta e idade do paciente.
 Enviar o material resfriado (não congelar) devendo chegar ao setor em até 48 horas.




S EXO G ENÉTICO
Através do estudo de marcadores moleculares para o cromossomo X e Y é possível definir o sexo
genético de um indivíduo. O sexo feminino apresenta dois cromossomos X e o sexo masculino um
cromossomo X e um Y. Este teste é mais seguro que o exame de Cromatina Sexual.
Este teste não serve de diagnóstico para Síndrome de Turner.
MÉTODO: PCR-STR Fluorescente
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Sangue (EDTA) ou Saliva (swab bucal).
 Manter tubos a temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.

S ÍNDROME DE G ILBERT , DIAGNÓSTICO GENÉTICO
Este estudo é indicado para afastar hipótese de doenças hepáticas, visto ser a Síndrome de Gilbert
caracterizada por um aumento de bilirrubina indireta mesmo na ausência de hemólise ou doença
hepática.
MÉTODO: PCR-STR Fluorescente
CONDIÇÃO: 1 tubo de Sangue total (EDTA).
 Enviar até 7 dias a temperatura ambiente. Não congelar.


S ÍNDROME DE W ILLIANS , DIAGNÓSTICO MOLECULAR
O diagnóstico é feito através da pesquisa de uma deleção na região do gene da elastina, o que
caracteriza as anomalias dentárias e faciais, retardo mental, estenose aórtica supravalvar e estenose
pulmonar.
MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
CONDIÇÃO: 1 tubo de Sangue total (EDTA) ou Swab bucal.
- Exame realizado em mãe, pai e filho.
- Enviar informações clínicas.
 Enviar a temperatura ambiente.


SRY, E STUDO POR PCR
Este estudo tem como objetivo a definição de forma rápida e segura do sexo genético de um indivíduo
através da utilização deste marcador do cromossomo Y (SRY) e marcadores do cromossomo X.
Este teste não serve para diagnóstico da Síndrome de Turner.
MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Sangue Total (EDTA) ou Saliva (swab bucal).
 Manter tubos a temperatura ambiente. Swab bucal, solução conservante fornecida pelo laboratório.


S URDEZ C ONGÊNITA , DIAGNÓSTICO MOLECULAR
O gene da conexina 26 é o principal gene envolvido na perda neurosensorial da audição. Este estudo
detecta a mutação 35 del G (ou 30 del G) que consiste na principal mutação no gene da conexina.
MÉTODO: PCR-STR Fluorescente
110                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
CONDIÇÃO: 1 tubo de Sangue total (EDTA).
 Enviar a temperatura ambiente.


T RANSLOCAÇÃO BCR-ABL
Através da técnica de PCR é possível detectar de forma muito sensível a translocação entre os
cromossomos 9 e 22 (cromossomo Philadelphia), caracterizando geneticamente a Leucemia Mielóide
Crônica (LMC).
MÉTODO: Reação em Cadeia da Polimerase - PCR
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Aspirado medular.
 Enviar material refrigerado. Não congelar.




                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                   111
A GREGAÇÃO P LAQUETÁRIA
O teste está indicado em todas as patologias onde podemos encontrar anormalidades da função
plaquetária, principalmente nas desordens congênitas. Também usado na investigação laboratorial de
pacientes com manifestações clínicas hemorrágicas ou trombóticas e no acompanhamento de
indivíduos em uso de antiagregantes plaquetários.
As alterações evidenciadas nos testes são variáveis para cada distúrbio congênito ou adquirido de
função plaquetária e para cada medicamento.
MÉTODO: Born que registra o fenômeno da agregação de forma cinética, através do agregômetro de
plaquetas.
VALOR DE REFERÊNCIA:  Adrenalina                  40 a 80%
                         ADP                      60 a 80%
                         Ristocetina              70 a 90%
                         Colágeno                 60 a 80%
                         Agregação espontânea  ausente
CONDIÇÃO: Sangue Total (4 tubos de citrato + 1 tubo EDTA).
- JO 8h.
LABORATÓRIOS: Recebemos ate às 09:00 horas na unidade matriz (exceto sábados) - material colhido e
enviado no mesmo dia até 2 horas após a coleta.
- Informar medicamentos em uso.
- Fazer levantamento histórico de sangramento, aparecimento de manchas roxas, petéquias, medicamentos
em uso, doenças de coagulação na família.
 Até 2 horas à temperatura ambiente.

A NTICOAGULANTE L ÚPICO
Anticoagulantes circulantes ou inibidores adquiridos dos fatores da coagulação aparecem em
indivíduos que possuem uma deficiência congênita ou em pacientes hemostaticamente normais que
desenvolvem um processo auto – imune sendo o mais comum deles o anticoagulante lúpico. Sua
presença pode causar tromboembolismo venoso recorrente, acidente vascular cerebral, abortos de
repetição.
MÉTODO: Teste de Inibição da Tromboplastina Tissular
VALOR DE REFERÊNCIA:  < 1,15            negativo
                           1,15 a 1,20  duvidoso
                           > 1,20       positivo
MÉTODO: Veneno de Víbora de Russel – Triagem com confirmação
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Plasma em citrato.
- JD 4h.
- Informar se está ou esteve em uso recentemente de anticoagulantes e qual a dosagem.
LABORATÓRIOS (REGIÃO BH): enviar para matriz no máximo 2h após a coleta e até às 20h do mesmo dia.
O exame sofre alterações importantes se não for executado dentro de até 2h após a coleta.
 Enviar até 2 horas a temperatura ambiente.
LABORATÓRIOS (OUTRAS REGIÕES): Neste caso será realizado apenas a metodologia Veneno de Víbora de
Russel.
112                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
- Colher em tubo siliconizado sem garrotear ou com garroteamento mínimo.
- O tubo de citrato deverá ser o segundo na ordem da coleta. Se não houver solicitação de outro exame,
  colher tubo sem anticoagulante, desprezar e depois colher o tubo com citrato.
- Centrifugar imediatamente após a coleta (3000 rpm por 15 minutos).
- Separar o plasma cuidadosamente, transferindo-o para tubo siliconizado ou tubo plástico. Cuidado para não
  tocar a ponteira na camada de células, pois isto pode contaminar o plasma com plaquetas.
- Repetir o processo de centrifugação transferindo novamente o sobrenadante p/ outro tubo com os mesmos
  cuidados anteriores a fim de garantir um plasma com menos de 10.000 plaquetas por mm3 de plasma.
- Contar o número de plaquetas residual e caso tenha mais de 10.000/mm3 repetir o processo.
- Separar o plasma em duas alíquotas de no mínimo 1 mL cada e congelar imediatamente.
- Enviar material congelado em gelo seco de preferência.
  Até 7 dias congelar a temperatura inferior a 0o C.
    Só poderá ser recebida amostra que chegue ao laboratório congelada.

C ÉLULAS DE D OWNEY , PESQUISA
Os linfócitos atípicos (não neoplásicos) são encontrados na Mononucleose Infecciosa, em infecções
viróticas e outras. Variam bastante em tamanho e aparência, sendo o tipo de células maiores
conhecido como célula de Downey.
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 1,5 mL de Sangue Total em EDTA e/ou 2 esfregaços sangüíneos secos a temperatura ambiente
(sem corar).
veja também LEUCOGRAMA pág.118
 Sangue - Até 12 horas em temperatura ambiente.
    Esfregaço - Até 72 horas em temperatura ambiente (não corados).

C ÉLULAS LE, PESQUISA
A célula LE pode ser um neutrófilo, monócito e raramente um eosinófilo que fagocitou a massa LE. O
resultado é dado como positivo ou negativo conforme a presença ou ausência de células LE. Porém, a
presença de somente uma célula LE não é suficiente para dar um resultado positivo, sendo necessário
para isso a observação de várias células LE típicas. No Lupus Eritematoso Sistêmico a positividade da
pesquisa é observada em 70 a 80% dos casos. Podem ocorrer reações falso- negativas nas
leucopenias, uso de corticóides, etc e reações falso positivas em reações a drogas, artrite reumatóide,
glomerulonefrites, etc.
MÉTODO: Hargraves
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 7,0 mL de Sangue Total sem anticoagulante - 3,0 mL Liquor - Liq. Sinovial - Liq. Pleural - Líq.
Ascítico - Lavado bronco alveolar.
LABORATÓRIOS: Sangue: mantê-lo a 37o C por 2 horas após a coleta e enviá-lo no máximo até às 16:00 horas
(2a a 6a feira), do mesmo dia da coleta. Líquidos: enviar líquidos corporais imediatamente após a coleta. Não
congelar. Refrigerar.
 Sangue: até 2 horas a temperatura ambiente. Até 4 horas a 37o C.


C ITOMETRIA E C ITOLOGIA (L ÍQUIDOS CORPORAIS )
O estudo genético dos líquidos corporais é ferramenta indispensável para o diagnóstico, monitoração
e prognóstico de processos infecciosos, inflamatórios, hemorrágicos e mesmo neoplásicos dessas
cavidades. É utilizado para diferenciação dos processos em agudos ou crônicos, locais ou sistêmicos,
bacterianos, viróticos ou fúngicos. O aumento de celularidade e suas particularidades com predomínio
das formas polimorfonucleares ou linfomonocitárias, aliadas às determinações bioquímicas, exames
bacteriológicos e imunológicos define a presença e resposta ao tratamento de meningites,
pneumonias, artrites e peritonites.
MÉTODO CITOMETRIA: Contagem manual
MÉTODO CITOLOGIA: Microscopia - Coloração - May Grunwald Giemsa
VALOR DE REFERÊNCIA - LÍQUOR: Cor        incolor (xantocrômico até 30 dias de vida)
                                Aspecto  límpido, cristalino, transparente, água de rocha
                                Leucometria  até 5 células/mm3
                                             Recém nascido: ate 15 células/mm3
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               113
                                 Citologia diferencial de células:
                                   Adultos: 95% de linfócitos e até 5% de monócitos
                                   Crianças: 90% de linfócitos e até 10% de monócitos
VALOR DE REFERÊNCIA - LÍQ. SINOVIAL:      Cor                       amarelo palha
                                          Aspecto                   transparente, límpido
                                          Viscosidade               elevada
                                          Coágulo de mucina  grumo firme em líquido claro
                                          Leucometria               0 a 200/mm3
                                          Neutrófilos               0 a 25%
VALOR DE REFERÊNCIA - LÍQ. PLEURAL: A presença de líquido detectável no espaço pleural é sempre
patológica, não existem valores normais e sim correlação clínica e patológica.
VALOR DE REFERÊNCIA - LÍQ. ASCÍTICO: A presença de mais de 50 mL de Líquido ascítico na cavidade
abdominal já é patológico.
                                                                                                CONTINUA...
                                                                    CONTINUAÇÃO...CITOMETRIA E CITOLOGIA

VALOR DE REFERÊNCIA – LAV. BRONCOALVEOLAR:        Cor           incolor
                                                  Aspecto       claro, límpido
                                                  Celularidade  200 a 1000 células/mm3
                                                  Citologia    Macrófagos alveolares: 80 a 89 %
                                                               Linfócitos: 8 a 18%
                                                               Neutrófilos: < 3%
                                                               Eosinófilos: < 1%
                                                               Outras células: 0 %
CONDIÇÃO: 1,0 mL Líq.Ascítico - Líq.Pleural - Líquor (EDTA) - Líq.Sinovial (puncionado de qualquer
articulação) - 5,0 mL Lavado broncoalveolar.
LABORATÓRIOS: enviar sob refrigeração imediatamente após a coleta. Não congelar.
 Até 6 horas entre 2o e 8o C.



C ORPOS DE H EINZ , PESQUISA
Os corpos de Heinz são observados em anemias hemolíticas de várias etiologias, na deficiência de
G6PD, nas hemoglobinopatias por hemoglobinas instáveis, na talassemia maior, nas intoxicações por
drogas, esplenectomizados e outros. A pesquisa de corpos de Heinz deve ser solicitada para qualquer
anemia de etilogia obscura.
MÉTODO: Azul de Crezil brilhante
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Sangue Total (EDTA).
 Até 72 horas entre 2O e 8O C.



E LETROFORESE DE H EMOGLOBINA
A análise das hemoglobinas constitui importante método diagnóstico para estudo das anemias
hemolíticas e talassemias determinadas congenitamente. As hemoglobinas anômalas mais
comumente encontradas são: S, C, D, E, O, I , J, Lepore e H. Através da eletroforese em pH alcalino e
do HPLC também são determinados os padrões normais (HbAA) e de patologias como persistência
hereditária de Hb Fetal, B-Talassemia, B + Talassemia e outras entidades clínicas diversas. A
metodologia de eletroforese de Hb em pH ácido é usada para confirmação ou diferenciação de
algumas frações de hemoglobinas encontradas em eletroforese de pH alcalino.

 Até 24 horas a temperatura ambiente.
    Até 72 horas entre 2O e 8O C.

pH ÁCIDO
    MÉTODO: Agar Citrato pH 6,2
    VALOR DE REFERÊNCIA: Hemoglobina A
    CONDIÇÃO: 1,0 mL de Sangue Total (EDTA).
114                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
pH ALCALINO
    MÉTODO: Eletroforese em pH Alcalino/Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
    VALOR DE REFERÊNCIA:  Hemoglobina A1  96,3 a 97,5%
                            Hemoglobina A2  2,5 a 3,7%
                            Hemoglobina Fetal  até 2,0 %
    CONDIÇÃO: 5,0 mL de Sangue Total (EDTA).




E OSINÓFILOS
A pesquisa de eosinófilos em materiais diversos ajuda na elucidação diagnóstica de numerosas
patologias. O achado de eosinófilos na urina ajuda na confirmação de nefrite intersticial, no escarro e
lavado brônquico, são característicos na asma brônquica, nas fezes são abundantes na disenteria
amebiana, na secreção nasal e conjuntival sugerem processos alérgicos e no líquor, embora não
patogênico, constitui dado importantíssimo no diagnóstico de certos processos parasitários do
sistema nervoso (cisticercose, equinococose)
MÉTODO: Coloração May-Grunwald - Giemsa
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Fezes - Urina - Escarro - Secreção Nasal - Lavado Brônquico - Líquor - Secreção conjuntival.
 Laminas já confeccionadas : Até 72 horas a temperatura ambiente, sem corar, mantidas secas, longe de
     calor e umidade. Após corar, até 15 dias em temperatura ambiente.
     Liquor e Lavado brônquico: enviar imediatamente após a coleta.
     Urina: até 4 horas após colhida.


E RITROGRAMA
Rotineiramente indicando na avaliação de anemias e policitemias.
HEMÁCIAS – HEMATÓCRITO – HEMOGLOBINA – VCM – HCM - CHCM
MÉTODO: Sistema Automático
VALOR DE REFERÊNCIA veja HEMOGRAMA pág.116
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Sangue Total (EDTA) + 2 esfregaços sangüíneos.
- JD 4H.
LABORATÓRIOS: as lâminas devem ser identificadas com nome completo do paciente ou iniciais, sendo
conveniente que o primeiro nome seja escrito por extenso.
 Até 24 horas a temperatura ambiente. Até 72 horas entre 2o e 8o C.
    Caso seja enviado esfregaço sangüíneo sem corar junto com o sangue.



F IBRINOGÊNIO
Os níveis de fibrinogênio estão diminuídos em afibrinogenemia hereditária, coagulação intravascular
disseminada, fibrinólise, doença hepática. Estão elevados em: estados inflamatórios agudos, gravidez,
uso de contraceptivos orais, estrógenos e andrógenos.
MÉTODO: Coagulométrico
VALOR DE REFERÊNCIA:  Adultos  de 200 a 450 mg/dL
                        Crianças  de 150 a 300 mg/dL
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Plasma (Citrato).
- JD 4h.
LABORATÓRIOS: separar o plasma imediatamente após a coleta e congelar.
 Enviar congelado.



                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            115
F ILÁRIA , PESQUISA
A pesquisa em sangue periférico é indicada para o diagnóstico de filaríase linfática causada pelo
agente Wuchereria bancrofti.
MÉTODO: Esfregaço em Lâmina - Coloração de Giemsa
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Sangue Total em EDTA + 2 esfregaços sangüíneos.
LABORATÓRIOS: Não Refrigerar. Enviar o mais rápido possível.
- Pesquisa de microfilárias: colher entre 22:00 e 04:00 horas.
 Lâminas, até 48 horas em temperatura ambiente (sem corar).
    Sangue, até 24 horas em temperatura ambiente.




F RAGILIDADE O SMÓTICA DAS H EMÁCIAS
O aumento da fragilidade osmótica ocorre na esferocitose hereditária. A diminuição da fragilidade
osmótica ocorre nas hipocromias, quando há um número significante de hemácias em alvo
(síndromes Talassêmicas), nas hemoglobinopatias e nas anemias ferroprivas.
MÉTODO: Dacie
VALOR DE REFERÊNCIA:   Hemólise         Curva Imediata           Curva após 24h a 37o C
                         Inicial               0,50% de NaCL             0,70% de NaCL
                         50%                   0,40 a 0,45% de NaCL      0,45% a 0,59% de NaCL
                         Final                 0,30% de NaCL             0,20% de NaCL
CONDIÇÃO: 5,0 mL de Sangue Total Heparinizado.
- JO 8h.
LABORATÓRIOS: Enviar até 2 horas após a coleta a temperatura ambiente.
- Não realizamos aos sábados e véspera de feriados.

H EMOGLOBINAS
 Até 24 horas à temperatura ambiente.
  Até 72 horas entre 2o e 8o C.
HEMOGLOBINA
   Indicada na avaliação de anemias e policitemias.
   MÉTODO: Cianometahemoglobina
   VALOR DE REFERÊNCIA veja HEMOGRAMA pág.116
   CONDIÇÃO: 1,0 mL de Sangue Total (EDTA).
   - JD 4H.
HEMOGLOBINA A2
   Indicada na pesquisa das Beta-Talassemias. A Beta Talassemia é doença hereditária e freqüente,
   com apresentações clínicas variadas e que mostram níveis elevados da HbA2.
   MÉTODO: Cromatografia em Coluna/Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
   VALOR DE REFERÊNCIA: Cromatografia de coluna  2,2 a 3,3%
                         HPLC  2,5 a 3,7%
   CONDIÇÃO: 5,0 mL de Sangue Total (EDTA).
HEMOGLOBINA FETAL
   Indicada no diagnóstico das Beta-Talassemias (menor, intermediária e maior) quando serão
   encontrados valores aumentados de HbF. Também se presta para o diagnóstico de Persistência
   Hereditária de Hemoglobina Fetal. Taxas altas de Hb Fetal podem ser encontradas em alguns
   casos de esferocitose hereditária, anemia falciforme, leucemias agudas e crônicas, etc.
   MÉTODO: Singer / Betke / Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
   VALOR DE REFERÊNCIA:  Singer  até 3,0%  Betke  até 2,0%             HPLC  até 2,0 %
   Obs.: O valor de referência de Hemoglobina Fetal para crianças no primeiro mês de vida é de 40 a 90%.
   Este valor decresce gradativamente atingindo o valor normal de adulto aproximadamente no 5 o mês.
   CONDIÇÃO: 5,0 mL de Sangue Total em EDTA.

116                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
HEMOGLOBINA H – PESQUISA
   Na doença de Hemoglobina H os agregados de HbH são facilmente demonstráveis em grande n o
   das células vermelhas. Nos portadores de Traços Beta-Talassemicos pode ser difícil pois os
   agregados se apresentam em menor quantidade ou raros.
   MÉTODO: Coloração pelo Azul de Crezil brilhante
   VALOR DE REFERÊNCIA: ausência de Hemoglobina H.
   CONDIÇÃO: 1,0 mL de Sangue Total em EDTA.
HEMOGLOBINA S, TESTE DE SOLUBILIDADE
   O teste positivo indica presença da hemoglobina anômala S em heterozigose ou homozigose.
   Testes falso-positivos podem ocorrer em policitemias e algumas hemoglobinas anormais raras.
   Testes falso - negativos podem ocorrer por quantidades indetectáveis de hemoglobina S.
   MÉTODO: Ditionito de Sódio
   VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
   CONDIÇÃO: 1,5 mL de Sangue Total (EDTA, Heparina ou Citrato).
H EMOGRAMA
Constitui importante exame de auxílio diagnóstico não somente para doenças hematológicas como
também muitas outras de variadas etiologias. Rotineiramente indicado para avaliação de anemias,
neoplasias hematológicas, reações infecciosas e inflamatórias agudas e crônicas, acompanhamento
de terapias medicamentosas e avaliação de distúrbios plaquetários. Fornece dados para classificação
das anemias de acordo com alterações na forma, tamanho, cor e estrutura das hemácias e
conseqüente direcionamento diagnóstico e terapêutico. Orienta na diferenciação entre infecções
viróticas e bacterianas, parasitoses, inflamações, intoxicações e neoplasias através das contagens
global e diferencial dos leucócitos e avaliação morfológica dos mesmos. Através de avaliação
quantitativa e morfológica das plaquetas sugere o diagnóstico de patologias congênitas e adquiridas.
MÉTODO: Sistema automatizado: Citometria + Scatter laser + Eletromagnético
VALOR DE REFERÊNCIA:
       Faixa Etária          RBC         HGB          HCT          VCM      HCM         CHCM
                           x106/mm3       g%           %            fl       pg           %
     RN (cordão)             3,9 a 5,5    13,5 a 19,5   42,0 a 60,0      98,0 a 118,0    31,0 a 37,0   30,0 a 36,0
     1 a 3 dias              4,0 a 6,6    14,5 a 22,5   45,0 a 67,0      95,0 a 121,0    31,0 a 37,0   29,0 a 36,0
     1 semana                3,9 a 6,3    13,5 a 21,5   42,0 a 66,0      88,0 a 126,0    28,0 a 40,0   28,0 a 36,0
     2 semanas               3,6 a 6,2    12,5 a 20,5   39,0 a 62,0      86,0 a 124,0    28,0 a 40,0   28,0 a 36,0
     1 mês                   3,0 a 5,4    10,0 a 18,0   31.0 a 55,0      85,0 a 123,0    28,0 a 40,0   29,0 a 36,0
     2 meses                 2,7 a 4,9     9,0 a 14,0   28,0 a 42,0      77,0 a 115,0    26,0 a 34,0   29,0 a 36,0
     3 a 6 meses             3,1 a 4,5     9,5 a 13,5   29,0 a 41,0      74,0 a 108,0    25,0 a 35,0   30,0 a 36,0
     6 meses a 2 anos        3,7 a 5,3    10,5 a 13,5   33,0 a 39,0      70,0 a 86,0     23,0 a 31,0   30,0 a 36,0
     2 a 6 anos              3,9 a 5,3    11,5 a 13,5   34,0 a 40,0      75,0 a 87,0     24,0 a 30,0   31,0 a 36,0
     6 a 12 anos             4,0 a 5,2    11,5 a 15,5   35,0 a 45,0      77,0 a 95,0     25,0 a 33,0   31,0 a 36,0
     12 a 18 anos – mulher   4,1 a 5,1    12,0 a 16,0   36,0 a 46,0      78,0 a 102,0    25,0 a 35,0   31,0 a 36,0
                    homem    4,5 a 5,3    13,0 a 16,0   37,0 a 49,0      78,0 a 98,0     25,0 a 35,0   31,0 a 36,0
     Adulto – mulher         4,0 a 5,2    12,0 a 16,0   35,0 a 46,0      80,0 a 100,0    26,0 a 34,0   31,0 a 36,0
               Homem         4,5 a 5,9    13,5 a 17,5   41,0 a 53,0      80,0 a 100,0    26,0 a 34,0   31,0 a 36,0

          Faixa Etária         WBC         Neutrófilo     Neutrófilos     Eosinófilos     Basófilos    Linfócitos
                             x103/mm3     segmentado      bastonetes        /mm3            /mm3       x103/mm3
                                           x103/mm3        x103/mm3
     Ao nascimento           9,0 a 34,0    6,0 a 26,0       até 4,23        20 a 850       até 600     2,0 a 11,0
     1 a 7 dias              9,4 a 34,0    1,5 a 10,0       até 4,01        20 a 850       até 600     2,0 a 17,0
     8 a 14 dias             5,0 a 21,0     1,0 a 9,5       até 2,20        20 a 850       até 600     2,0 a 17,0
     15 a 30 dias            5,0 a 20,0     1,0 a 9,0       até 1,90        20 a 850       até 600     2,5 a 16,5
     2 a 5 meses             5,0 a 15,0     1,0 a 8,5       até 1,34        20 a 850       até 600     4,0 a 13,5
     6 a 11 meses            6,0 a 11,0     1,5 a 8,5       até 0,91        50 a 700       até 200     4,0 a 10,5
     1 a 2 anos              6,0 a 11,0     1,5 a 8,5       até 0,89        até 650        até 200     1,5 a 7,0
     3 a 5 anos              4,0 a 12,0     1,5 a 8,5       até 0,96        até 650        até 200      1,5 a7,0
     6 a 11 anos             3,5 a 10,0     1,5 a 8,5       até 0,86        até 500        até 200     1,5 a 6,5
     12 a 15 anos            3,5 a 10,0     1,8 a 8,0       até 0,73        até 500        até 200     1,2 a 5,2
     > 16 anos               3,5 a 10,0     1,7 a 8,0       até 0,84        50 a 500       até 100     0,9 a 2,9

     Faixa etária            Monócitos /mm3         Plaquetas x103/mm3             RDW %
     Ao nascimento             400 a 1800                150 a 450                11,5 a 15,0
     1 a 7 dias                400 a 1800                150 a 450                11,5 a 15,0
     8 a 14 dias               400 a 1800                150 a 450                11,5 a 15,0
     15 a 30 dias               50 a 1100                150 a 450                11,5 a 15,0
     2 a 5 meses                50 a 1100                150 a 450                11,5 a 15,0

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                            117
     6 a 11 meses             50 a 1100            150 a 450           11,5 a 15,0
     1 a 2 anos                até 800             150 a 450           11,5 a 15,0
     3 a 5 anos                até 800             150 a 450           11,5 a 15,0
     6 a 11 anos               até 800             150 a 450           11,5 a 15,0
     12 a 15 anos              até 800             150 a 450           11,5 a 15,0
     > 16 anos                300 a 900            150 a 450           11,5 a 15,0
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Sangue Total (EDTA) +   2 esfregaços sangüíneos.
- JD 4H.
LABORATÓRIOS: as lâminas devem ser identificadas com nome completo do paciente ou iniciais, sendo
conveniente que o primeiro nome seja escrito por extenso.
 Até 24 horas à temperatura ambiente.
   Até 72 horas entre 2o e 8o C.
   Caso seja enviado esfregaço sangüíneo sem corar junto com o sangue.




H EMOSSEDIMENTAÇÃO
A VHS é um fenômeno não específico e sua medida é clinicamente útil em desordens associadas com
produção aumentada de proteínas de fase aguda. Em artrite reumatóide ou tuberculose é um índice
de progressão da doença e na arterite temporal é útil ao diagnóstico quando mostra valores muito
elevados. É também útil como teste de screening em exames de rotina. Nem sempre uma VHS
aumentada indica presença de doença e é também influenciada pela idade, ciclo menstrual, drogas.
MÉTODO: Westergreen automatizado
VALOR DE REFERÊNCIA:  Homem  0 a 15 mm na 1a hora
                        Mulher  0 a 20 mm na 1a hora
                        Criança  0 a 20 mm na 1a hora
CONDIÇÃO: 1,0 tubo de Sangue Total (Vacutec ou EDTA).
- JD 8h.
 Até 12 horas à temperatura ambiente.

H EMOSSIDERINA
É um teste sensível para a avaliação da reserva medular de ferro e como auxílio à interpretação do
mielograma. Os resultados devem ser interpretadas à luz da história clínica e podem ser utilizados
parâmetros subjetivos e semi quantitativos variando de 1 a 4 + em total máximo de 4+:
                                                                1+/4+: ferro medular diminuído
                                                                2+/4+ e 3+/4+: ferro medular normal
                                                                4+/4+:ferro medular aumentado
É útil também para pesquisar sideroblastos em anel que ocorrem em casos de anemia refratária,
anemias sideroblásticas congênitas e adquiridas, alcoolismo, leucemia mielóide aguda e outros.
MÉTODO: Coloração pelo Azul da Prússia
CONDIÇÃO: 2 esfregaços de Lâminas de Aspirado Medular (sem corar) + Cópia do Hemograma e dados
clínicos disponíveis.
veja também MIELOGRAMA pág.118
- Agendar antecipadamente no laboratório.
 Até 30 dias à temperatura ambiente (mantidas secas, longe de calor e umidade).



ISOPROPANOL , T ESTE
Indicado na avaliação e diagnóstico de hemoglobinas instáveis. Resultados falso-positivos podem
ocorrer quando houver um aumento da concentração de hemoglobina fetal e em amostras
envelhecidas.
MÉTODO: Tris/Isopropanol
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 3,0 mL de Sangue Total (EDTA ou Heparina).
 Até 24 horas à temperatura ambiente.
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.


118                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
K LEIHAUER
Útil na distinção entre algumas formas de Talassemias (distribuição heterogênea nas hemácias) e
Persistência Hereditária da Hemoglobina Fetal (distribuição homogênea). Em casos de análise de
sangue fetal (coleta intra-uterina) é usado para confirmar se o sangue é realmente fetal ou materno.
Também usado na determinação e quantificação aproximada de transfusão materno – fetal em casos
de mãe Rh negativo e feto Rh positivo.
MÉTODO: Coloração pela Eosina
VALOR DE REFERÊNCIA:
 Adultos e > 2 anos de idade  < 0,05% de hemácias fracamente coradas pela hemoglobina fetal.
 Sangue de cordão  próximo de 100% de hemácias fortemente coradas pela hemoglobina fetal.
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Sangue Total em EDTA.
 Até 24 horas à temperatura ambiente.

L EISHMANIOSE , PESQUISA
Usada para diagnóstico de leishmaniose tegumentar. De modo geral, as formas amastigotas são mais
abundantes na fase inicial da doença, tornando-se rara em lesões antigas (resultados falso-
negativos).
MÉTODO: Coloração pelo May-Grunwald/Giemsa
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 2 esfregaços de Raspado de Úlceras.
LABORATÓRIOS: Lavar abundantemente a lesão com solução fisiológica estéril. Essa limpeza deve ser feita
para que não haja contaminação do esfregaço por cocos que, normalmente, recobrem a úlcera. Secar a lesão
com gaze esterilizada e raspar com alça bacteriológica as bordas da lesão tentando, delicadamente, alcançar
a região do fundo da úlcera, logo abaixo da borda. Esperar a exsudação do plasma e colhê-lo com alça
bacteriológica. Fazer no mínimo 4 esfregaços em locais diferentes, usando lâminas limpas e
desengorduradas. Deixar os esfregaços secarem ao ar. Outro método simples, consiste em comprimir a
lâmina contra a superfície cruenta da lesão, após remover crostas ou escarifcar as lesões não ulceradas,
forçando a saída do exsudato onde poderão ser encontrados os parasitos. Esse método dá bons resultados
em lesões iniciais sem infecção bacteriana associada. Enviar o mais rápido possível.
 Até 72 horas à temperatura ambiente, sem corar.



L EUCOGRAMA
Rotineiramente indicado na avaliação de infecções, inflamações, acompanhamento de terapias
medicamentosas, neoplasias hematológicas, entre outras. Ver também Hemograma.
BASÓFILOS - BLASTOS - EOSINÓFILOS - LINFÓCITOS - METAMIELÓCITOS - MIELÓCITOS - MONÓCITOS -
NEUTRÓFILOS BASTONETES - NEUTRÓFILOS SEGMENTADOS - PROMIELÓCITOS
VALOR DE REFERENCIA veja HEMOGRAMA pág.116
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Sangue Total (EDTA) + 2 esfregaços sangüíneos.
- JD 4H.
LABORATÓRIOS: as lâminas devem ser identificadas com nome completo do paciente ou iniciais, sendo que o
primeiro nome seja escrito por extenso.
 Até 24 horas à temperatura ambiente. Até 72 horas entre 2o e 8o C.
    Caso seja enviado esfregaço sangüíneo sem corar junto com o sangue.



M IELOGRAMA
O mielograma é usado para auxílio diagnóstico em casos de citopenias onde outros exames
laboratoriais não foram conclusivos e para diagnóstico diferencial das leucocitoses, trombocitoses,
desordens imunoglobulínicas, neoplasias e patologias hematológicas, metástases infiltrativas de M.O
e outras doenças menos comuns. É útil também em casos de infecções e parasitoses que podem
acometer a medula óssea através da visualização direta dos patógenos e parasitas extra e intra
celulares.
CONDIÇÃO: 02 esfregaços de Medula Óssea obtida por punção aspirativa.

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               119
LABORATÓRIOS: enviar esfregaços sem corar, cópia do Hemograma e dados clínicos disponíveis.
- Agendar antecipadamente no laboratório.
 Até 30 dias à temperatura ambiente, protegidos de luz, calor e umidade.




N EUTRÓFILOS , PESQUISA
A pesquisa de neutrófilos em materiais diversos ajuda na elucidação diagnóstica de numerosas
patologias. Sugere na maioria das vezes processos infecciosos ou inflamatórios de vias urinárias,
pulmonares, intestinais, oculares e outros de acordo com o material examinado.
MÉTODO: Coloração pelo May-Grunwald/Giemsa
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Fezes, Urina, Escarro, Secreção Nasal, Lavado Brônquico, Secreção conjuntival.
 Esfregaços já confeccionados
   Sem corar, até 72 horas à temperatura ambiente, mantidas secas, longe de calor e umidade.
   Após corar, até 15 dias à temperatura ambiente.



N ITRO B LUE T ETRAZOLIUM  NBT
O teste do NBT é muito útil na triagem de Doença Granulomatosa Crônica onde são encontrados
resultados muito diminuídos. Também, estão diminuídos no uso de antibióticos, corticóides,
salicilatos. Resultados aumentados podem ser encontrados no uso de indometacina e contraceptivos
orais. O teste não deve ser usado para diferenciar infecções bacterianas de outras infecções,
produzindo numerosos resultados falso- positivos e falso–negativos.
MÉTODO: Redução do NBT
VALOR DE REFERÊNCIA: 2 a 10% de Neutrófilos Positivos pelo NBT
CONDIÇÃO: 2,5 mL de Sangue Total Heparinizado.
LABORATÓRIOS: enviar imediatamente após a coleta.
 Até 1 hora à temperatura ambiente.



P LAQUETAS ( CONTAGEM )
Rotineiramente indicado na avaliação de trombrocitose, plaquetopenias e alterações morfológicas de
plaquetas em patologias congênitas ou adquiridas. Ver também Hemograma.
MÉTODO: Fluxometria
VALOR DE REFERÊNCIA: 150.000 a 450.000/mm3
NOTA: Contagens anormais são repetidas ao microscópio e/ou contraste de fase.
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Sangue Total (EDTA) + 2 esfregaços sangüíneos.
- JD 4H.
LABORATÓRIOS: as lâminas devem ser identificadas com nome completo do paciente ou iniciais, sendo
conveniente que o primeiro nome seja escrito por extenso.
 Até 24 horas à temperatura ambiente.
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.



P LASMODIUM , PESQUISA
120                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
A pesquisa em sangue periférico é indicada no diagnóstico de malária. A demonstração do parasito e
a diferenciação da espécie é muito importante já que o tratamento é diferente para cada espécie.
Espécies encontradas: P.vivax, P.falciparum, P.malariae.
MÉTODO: Coloração pelo May-Grunwald/Giemsa
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Sangue Total em EDTA + 2 lâminas com gota espessa + esfregaços sanguíneos.
 Sangue - Até 12 horas à temperatura ambiente.
            - Até 72 horas entre 2o e 8o C.
   Esfregaço sanguíneo e/ou gota espessa
            - sem corar, 7 dias à temperatura ambiente.
            - corado, a temperatura ambiente, por tempo indeterminado.




P ROTEÍNA C
A proteína C regula o processo de coagulação sendo anticoagulante natural. Deficiências adquiridas
são encontradas em casos de desordens hepáticas, terapia com anticoagulante oral, coagulação
intravascular disseminada. Deficiências congênitas que são caracterizadas por tromboses venosas
recorrentes podem ser funcionais e/ou quantitativas.
MÉTODO: Cromogênico
VALOR DE REFERÊNCIA: 78 a 134%
NOTA: Proteína extremamente termo sensível. Níveis diminuídos de atividade devem ser confirmados com a
dosagem do antígeno e devem ser excluídas causas de deficiência adquirida: deficiência de Vitamina K, uso
de anticoagulantes, doença hepática, nefropatia diabética, insuficiência renal crônica, fibrinólise, presença de
anticoagulante lúpico e anticorpos anti-fosfolipideos.
Recém nascidos a termo ou prematuros sadios, podem apresentar níveis diminuídos que devem atingir o nível
normal na infância ou adolescência.
CONDIÇÃO: 3,0 mL de Plasma em citrato (citrato de sódio 3,8% proporção de 9 partes de sangue para 1 de
anticoagulante).
- Informar uso de medicamentos e dados clínicos disponíveis. É desejável que o paciente não esteja usando
   anticoagulante oral por pelo menos 2 semanas e heparina por 48 horas. Tal fato leva a uma diminuição da
   Proteína C. A suspensão de qualquer medicação deverá ser feita sob a supervisão e autorização do médico
   responsável pelo paciente.
- Amostra separada para Proteína C deverá ser exclusiva para este exame.
- Atenção, não confundir com Proteína C Reativa.
LABORATÓRIOS
- Colher em tubo siliconizado sem garrotear ou com garroteamento mínimo.
- O tubo de citrato deverá ser o segundo na ordem da coleta. Se não houver solicitação de outro exame,
   colher tubo sem anticoagulante, desprezar e depois colher o tubo com citrato.
- Centrifugar imediatamente após a coleta (3000 rpm por 15 minutos).
- Separar o plasma cuidadosamente, transferindo-o para tubo siliconizado ou tubo plástico. Cuidado para não
   tocar a ponteira na camada de células, pois isto pode contaminar o plasma com plaquetas.
- Repetir o processo de centrifugação transferindo novamente o sobrenadante para outro tubo com os
   mesmos cuidados anteriores a fim de garantir um plasma com menos de 10.000 plaquetas por mm3 de
   plasma.
- Contar o número de plaquetas residual e caso tenha mais de 10.000/mm3 repetir o processo.
- Separar o plasma em duas alíquotas de no mínimo 1 mL cada e congelar imediatamente.
- Enviar material congelado em gelo seco de preferência.
 Até 14 dias congelar a temperatura inferior a 0o C.
     Só poderá ser recebida amostra que chegue ao laboratório congelada.




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  121
P ROTEÍNA C A TIVADA , R ESISTÊNCIA
A resistência à proteína C ativada é um defeito hereditário que, aparentemente, desempenha um papel
importante na trombofilia. Aproximadamente 40% dos pacientes trombóticos apresentam esse defeito.
A freqüência da RPCa é dez vezes maior do que deficiências de Proteína C, Proteína S e Antitrombina
III combinadas. O teste positivo pode ser confirmado através da pesquisa da mutação do Fator V de
Leyden, que quando presente, caracteriza a alteração hereditária da RPCa, embora outras mutações
mais raras também tenham sido descritas.
MÉTODO: Coagulométrico Automatizado
VALOR DE REFERÊNCIA:  2,0
- Teste extremamente sensível a temperatura, presença de plaquetas e uso de anticoagulantes.
- Este teste não deve ser interpretado isoladamente, pois deficiências congênitas ou adquiridas de Proteína
    C, Proteína S, Antitrombina III, Fibrinólise, Fatores de coagulação, uso de anticoagulantes, Anticoagulante
    Lúpico, Anticorpos anti fosfolipídeos, devem ser consideradas, para sua correta avaliação.
- O teste positivo, desde que afastadas as causas acima, pode ser confirmado através da pesquisa da
    mutação do Fator V de Leyden, que quando presente, caracteriza a alteração hereditária da Resistência a
    Proteína C Ativada, embora outras mutações mais raras tenham sido descritas.
CONDIÇÃO: 3,0 mL Plasma em citrato (citrato de sódio 3,8% proporção de 9 partes de sangue para 1 de
anticoagulante).
- JD 4H.
- É desejável que o paciente não esteja usando anticoagulante oral por pelo menos 2 semanas e heparina
    por 48 horas. A suspensão de qualquer medicação deverá ser feita sob a supervisão e autorização do
    médico responsável pelo paciente.
- Informar uso de qualquer medicamento e dados clínicos disponíveis.
- Amostra separada para Resistência da Proteína C Ativada deverá ser exclusiva para este exame.
LABORATÓRIOS: Colher em tubo siliconizado sem garrotear ou com garroteamento mínimo. O tubo de citrato
deverá ser o segundo na ordem da coleta. Se não houver solicitação de outro exame, colher um tubo sem
anticoagulante, desprezar e depois colher o tubo com citrato. Centrifugar imediatamente após a coleta (3000
rpm por 15 minutos). Separar o plasma cuidadosamente, transferindo-o para um tubo siliconizado ou tubo
plástico. Cuidado para não tocar a ponteira na camada de células, pois isto pode contaminar o plasma com
plaquetas. Repetir o processo de centrifugação transferindo novamente o sobrenadante para outro tubo com
os mesmos cuidados anteriores a fim de garantir um plasma com menos de 10.000 plaquetas por mm3 de
plasma. Contar o número de plaquetas residual e caso tenha mais de 10.000/mm3 repetir o processo. Separar
o plasma em duas alíquotas de no mínimo 1 mL cada e congelar imediatamente. Enviar o material congelado
em gelo seco de preferência. Só poderá ser recebida amostra que chegue ao laboratório congelada.
 - Até 4 horas entre 2o e 8o C.
      - Até 14 dias congelar a amostra a temperatura inferior a 0o C.




122                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
P ROTEÍNA S
A diminuição da proteína S está associada com aumento da incidência de tromboembolismo. São
descritos três tipos de deficiências congênitas e níveis de proteína S podem também estar diminuídos
em doenças hepáticas, inflamatórias e durante tratamento anticoagulante.
MÉTODO: Coagulométrico
VALOR DE REFERÊNCIA: 55 a 160%
- Proteína extremamente termo sensível. Níveis diminuídos de atividade devem ser confirmados com a
   dosagem do antígeno e devem ser excluídas causas de deficiência adquirida: Deficiência de Vitamina K,
   Púrpura Trombocitopênica Idiopática, uso de anticoagulantes, doença hepática, crises inflamatórias
   agudas, gravidez, reposição estrogênica, Síndrome Nefrótica, Nefropatia Diabética, Insuficiência Renal
   Crônica, Fibrinólise, Anemia Falciforme, Presença de Anticoagulante Lúpico e Anticorpos anti fosfolipídeos.
- Recém nascidos a termo ou prematuros sadios, podem apresentar níveis diminuídos, que devem atingir o
   nível normal em 90 a 180 dias.
CONDIÇÃO: 3,0 mL de Plasma em citrato (citrato de sódio 3,8% proporção de 9 partes de sangue para 1 de
anticoagulante.
- JO 8h.
- É desejável que o paciente não esteja usando anticoagulante oral por pelo menos 2 semanas e heparina
   por 48 horas. Tal fato leva a uma diminuição da Proteína S. A suspensão de qualquer medicação deverá
   ser feita sob a supervisão e autorização do médico responsável pelo paciente.
- Informar uso de qualquer medicamento e dados clínicos disponíveis.
- Amostra separada para Proteína S deverá ser exclusiva para este exame.
LABORATÓRIOS: Colher em tubo siliconizado sem garrotear ou com garroteamento mínimo. O tubo de citrato
deverá ser o segundo na ordem da coleta. Se não houver solicitação de outro exame, colher um tubo sem
anticoagulante, desprezar e depois colher o tubo com citrato. Centrifugar imediatamente após a coleta (3000
rpm por 15 minutos). Separar o plasma cuidadosamente, transferindo-o para um tubo siliconizado ou tubo
plástico. Cuidado para não tocar a ponteira na camada de células, pois isto pode contaminar o plasma com
plaquetas. Repetir o processo de centrifugação transferindo novamente o sobrenadante para outro tubo com
os mesmos cuidados anteriores a fim de garantir um plasma com menos de 10.000 plaquetas por mm3 de
plasma. Contar o número de plaquetas residual e caso tenha mais de 10.000/mm3 repetir o processo. Separar
o plasma em duas alíquotas de no mínimo 1 mL cada e congelar imediatamente. Enviar o material congelado
em gelo seco de preferência. Só poderá ser recebida amostra que chegue ao laboratório congelada.
 - Até 4 horas entre 2o e 8o C.
    - Até 14 dias congelar a amostra.

P ROVA DO L AÇO
Este teste permite uma avaliação da fragilidade capilar. Um teste positivo pode ocorrer em
trombocitopenias, reações vasculares tóxicas para anormalidades vasculaers hereditárias, disjunções
plaquetárias.
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo a (+) dentro de um raio de 2,5 cm.
CONDIÇÃO: Cliente deve estar presente na unidade de atendimento.


R ETICULÓCITOS
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                123
A contagem de reticulócitos é útil para avaliar atividade eritropoiética:
- valores aumentados: hiperatividade da medula óssea (reticulocitose).
- valores diminuídos: hipoatividade da medula óssea (reticulocitopenia).
É importante para o diagnóstico diferencial das anemias e para acompanhar tratamento.
MÉTODO: Azul de Cresil brilhante
VALOR DE REFERÊNCIA:  Percentual  de 0,5 a 1,5 %
                        Quantitativo  de 25.000 a 75.000/mm3
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Sangue Total em EDTA.
 Até 48 horas à temperatura ambiente.




R ETRAÇÃO DO C OÁGULO
Sua principal indicação é como auxílio diagnóstico da Trombastenia de Glanzmann onde a retração é
praticamente nula.
MÉTODO: Aggler-Lucia
VALOR DE REFERÊNCIA: 1 a 24%
CONDIÇÃO: 5,0 mL de Sangue Total (sem anticoagulante) em tubo de centrífuga graduado + 1,0 mL de
Sangue Total (EDTA).
- Coleta até às 18:00 horas.
 Até 1 hora a temperatura ambiente.

T EMPO A TIVIDADE P ROTROMBINA  RNI  TAP
As utilizações mais comuns são para monitoramento de terapia anticoagulante oral, doenças
hepáticas, deficiência de vitamina K, coagulação intravascular disseminada, deficiência de fatores VII,
V, X ou protrombina, situações nas quais o Tempo de Protrombina/RNI pode encontrar-se prolongado.
MÉTODO: Coagulométrico
VALOR DE REFERÊNCIA:  70 %
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Plasma (citrato).
- JD 4h.
LABORATÓRIOS: enviar no máximo até 2h após a coleta.
- Informar se cliente está ou esteve recentemente em uso de anticoagulante (Clexane, Heparina, Hirudoid,
   Liquemine, Marcoumar, Marevan e etc.) e qual a dosagem. Informar história de sangramentos importantes
   anteriores, doenças de coagulação na família e testes de coagulação alterados previamente.
 Até 6 horas a temperatura ambiente.

T EMPO DE C OAGULAÇÃO
Avaliação da via intrínseca da coagulação. Teste de pouca sensibilidade. Está aumentado nas
deficiências severas de qualquer um dos fatores da coagulação, exceto os fatores XIII e VII, nos casos
de afibrinogenia e no uso de heparina em doses elevadas.
MÉTODO: Lee-White
VALOR DE REFERÊNCIA: 5 a 12 minutos
CONDIÇÃO: 2 tubos (2,0 mL cada) Sangue Total sem anticoagulante.
- Cliente deve comparecer em uma das unidades.
- Informar medicamentos em uso.

T EMPO DE S ANGRIA
É um método utilizado para avliar as alterações vasculares e principalmente as alterações
quantitativas e qualitativas das plaquetas. Tempo de Sangria prolongado ocorre em situações de
alterações vasculares, plaquetopenias primárias ou secundárias com número de plaquetas inferior a
50.000/mm3, defeitos qualitativos hereditários e adquiridos das plaquetas e pelo uso de inibidores da
função plaquetária.


124                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
DUKE
   MÉTODO: Duke
   VALOR DE REFERÊNCIA: 1 a 3 minutos
   - Cliente deve comparecer em uma das unidades.
   - Informar medicamentos em uso.

IVY
      MÉTODO: IVY
      VALOR DE REFERÊNCIA:  Crianças  2 a 7 minutos
                              Adultos  3 a 9 minutos
      - Cliente deve comparecer em uma das unidades.
      - Informar medicamentos em uso.



T EMPO DE T ROMBOPLASTINA P ARCIAL
O PTT é indicado nos casos onde há tendência à hemorragia, antes de intervenções cirúrgicas e no
controle de terapêutica anticoagulante pela heparina. As causas mais comuns de PTT prolongado são:
Coagulação intravascular disseminada, doença hepática, anticoagulantes circulantes, terapia
heparínica, hemofilias A e B, uso de anticoagulantes orais, deficiência de vitamina K e
hipofibrinogenemia.
MÉTODO: Coagulométrico
VALOR DE REFERÊNCIA: até 10 segundos acima do Plasma controle.
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Plasma em citrato.
- JD 4h.
LABORATÓRIOS: enviar no máximo até 2h após a coleta do material.
- Informar se cliente esta ou esteve recentemente em uso de anticoagulante (Clexane, Heparina, Hirudoid,
   Liquemine, Marcoumar, Marevan e etc.) e qual a dosagem. Informar história de sangramentos importantes
   anteriores, doenças de coagulação na família e testes de coagulação alterados previamente.
 Até 4 horas a temperatura ambiente.


T ESTE D ESNATURAÇÃO AO C ALOR
Indicado na avaliação e diagnóstico de hemoglobinas instáveis. Em sangue com hemoglobinas
normais a precipitação não ocorre ou ocorre em grau discreto. Em casos de hemoglobinas instáveis a
precipitação é em grande quantidade.
MÉTODO: Exposição de Hemoglobina a 50/60o C
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 3,0 mL de Sangue Total em EDTA ou Heparina.
 Até 24 horas à temperatura ambiente.
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.




                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             125
Á CIDO C ÍTRICO , DOSAGEM
A determinaçào do ácido cítrico na urina tem um interesse na exploração do metabolismo
fosfocálcico, das tubulopatias e dos ácidos do ciclo de krebs. O citrato tem importância marcante na
calculose urinária recidivante. A hipocitratúria pode ocorrer isolada ou associada a hipercalciúria,
hiperuricosúria, hiperoxalúria ou distúrbios intestinais. O citrato administrado via oral, leva a um
aumento na reabsorção tubular renal de cálcio, promovendo hipocalciúria. A elevação do pH urinário,
que acompanha a administração de citrato, aumenta a solubilização do ácido úrico. O citrato reduz a
taxa de formação de novos cálculos e o crescimento dos cálculos já existentes.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:  Criança até 10 anos  > 0,96 mmoL/24h ou 200 mg/24h
                          Adultos  > 1,53 mmoL/24h ou 320 mg/24h
OBS.: mmoL/24 X 208 = mg/24h
CONDIÇÃO: Urina 24h.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
- Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (o uso do conservante é obrigatório).
LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de Urina, informar volume total, horário inicial e final da coleta.
 Até 7 dias com conservante. Refrigerar (facultativo).


Á CIDO F ENILGLIOXÍLICO
O ácido mandélico é o principal metabólito do estireno e também do etil benzeno. A relação ácido
mandélico/ácido fenilglioxílico varia com a concentração ambiental, sendo maior em concentrações
mais elevadas de estireno. A determinação dos ácidos mandélico e fenilglioxílico é realizada para a
monitorização biológica de trabalhadores expostos a estireno. Níveis elevados destes metabolitos na
urina indicam exposição ocupacional excessiva ao composto.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA: não detectável
 IBMP para Estireno  240 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
CONDIÇÃO: Urina final de jornada de trabalho – Urina recente – *Urina 24 h.
- Não deve ser colhido no 1o dia da jornada semanal.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 50 mL de urina e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 10 dias entre 2o e 8o C.


Á CIDO 5 H IDROXI INDOLACÉTICO  5 HIAA (QUANTITATIVO )
O ácido 5 hidroxi indolacético é um metabolito da serotonina. O 5HIAA está aumentado em tumor
carcinóide (ileal, duodenal e biliar), ocorre aumentos menores em Espru celíaco, Espru tropical,
doença de Whipple, carcinoma brônquico e aparece diminuído em ressecção intestinal, mastocitose,
fenilcetonúria e doença de Harthnup.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:  < 10 mg/24h
                        Limiares  de 11 a 20 mg/24h
126                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
CONDIÇÃO: Urina 24h.
- Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (adulto) - 10 mL/L de Urina (criança) e refrigerar.
LABORATÓRIOS: enviar 10 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
- Informar peso, medicamentos em uso, dose e tempo de uso.
DIETA
O paciente deverá permanecer 24 horas sem usar qualquer tipo de medicamento e sem ingerir os alimentos
relacionados, pois estes interferem no resultado: Abacate, Ameixa, Banana, Beringela, Picles, nozes, Tomate.
MEDICAMENTOS: Os medicamentos usados podem interferir com o resultado do exame. O seu médico deve
estar ciente da necessidade do uso e somente o médico pode suspendê-lo: Ácido Homogentísico, Levo-Dopa,
Imipramina, Ácido Dihidrofenilacético, Metil-Dopa, Ácido Gentísico, Inibidores da Mao, Morfina, Acetominofen,
Ácido Acético, Salicilatos, Formaldeído, Isoniazida, Fenotiazinas e Xaropes p/ tosse com gliceril Guacolato.
 Após dieta, colher Urina 24h conforme instruções pág. 255
 Até 1 mês acidificada e entre 2o e 8o C.



Á CIDO H IPÚRICO
O Ácido hipúrico é o principal metabólito urinário do tolueno. A determinação urinária do ácido
hipúrico é utilizada para monitorização biológica de trabalhadores expostos ocupacionalmente ao
solvente. Níveis elevados do metabólito na urina indicam uma exposição ocupacional excessiva ao
tolueno.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:  até 1,5 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
                          IBMP  2,5 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
CONDIÇÃO: Urina de início ou **final de jornada de trabalho - *Urina 24h.
**Colher durante as últimas 4 horas da jornada de trabalho.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 50 mL e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
FATORES QUE AUMENTAM A CONCENTRAÇÃO:
 Dieta
Frutas (ameixa, pêssego) e grãos verdes de café.
Alimentos e bebidas conservados com benzoatos: refrigerantes, margarinas, mostarda, ketchup, alguns tipos
de pães e derivados, alguns tipos de sucos de frutas industrializadas.
 Medicamentos: antidepressivos IMAO (exemplo: isocarboxazida), miorrelaxantes e ansiolíticos que
   contenham fempobramato, anorexígenos à base de dietilpropriona.
 Fármacos como a cocaína.
 Cigarro e alcoolismo aumentam a biotransformação do tolueno, com conseqüente maior excreção do ácido
   hipúrico urinário.
FATORES QUE DIMINUEM A CONCENTRAÇÃO:
 Exposição concomitante ao benzeno (inibição competitiva) e ao tricloroetileno (inibição não competitiva).
 Ingestão de álcool.
 Medicamentos como o paracetamol (Tylenol) inibe a biotransformação do tolueno por competirem pelo Cit
   P450.
 Até 10 dias entre 2o e 8o C.



Á CIDO H OMOVANÍLICO
O ácido homovanílico é um metabólito da dopamina excretado na urina. A quantificação urinária é
realizada para auxiliar o clínico a diagnosticar neuroblastomas, ganglioneuroblastoma e síndrome de
Riley-Day e também para seguir a evolução do tratamento do tumor.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:  03 a 06 anos  1,4 a 4,3 mg/24h
                         06 a 10 anos  2,1 a 4,7 mg/24h
                         10 a 16 anos  2,4 a 8,7 mg/24h
                         Adultos        1,4 a 8,8 mg/24h
CONDIÇÃO: Urina 24h.
- Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (adulto) - 10 mL/L de Urina (criança).
LABORATÓRIOS: enviar 10 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                127
- Informar medicamentos em uso, dose e tempo de uso.
DIETA
O paciente deverá permanecer 12 horas sem ingerir: álcool, fumo, refrigerantes com coca.
MEDICAMENTOS - O paciente deverá permanecer 7 dias sem ingerir medicamentos abaixo ou C.O.M.:
medicamentos aparentados às Catecolaminas (Descongestionantes nasais, Bronco-dilatadores), Alfa-Metil-
Dopa (Aldomet), Tetraciclina, Cloropromazina (Largactil), Quindina (Natirose).
 Colher Urina 24h conforme instruções pág.255
 Até 1 mês acifidificada e entre 2o e 8o C.




Á CIDO M ANDÉLICO
O ácido mandélico é o principal metabólito do estireno e também do etil benzeno. A relação ácido
mandélico/ácido fenilglioxílico varia com a concentração ambiental, sendo maior em concentrações
mais elevadas de estireno. A determinação dos ácidos mandélico e fenilglioxílico é realizada para a
monitorização biológica de trabalhadores expostos a estireno. Níveis elevados destes metabolitos na
urina indicam exposição ocupacional excessiva ao composto.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA: não detectável
 IBMP para Estireno  0,8 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
 IBMP para Etil-Benzeno  1,5 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
CONDIÇÃO: Urina final de jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24h.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 50 mL e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
- Não deve ser colhido no 1o dia da jornada semanal.
 Até 10 dias entre 2o e 8o C.


Á CIDO M ETIL H IPÚRICO
O ácido metil hipúrico representa mais que 95% da fração metabolizada do xileno. A determinação do
ácido metil hipúrico urinário é empregada na monitorização biológica de trabalhadores expostos
ocupacionalmente ao solvente. Níveis elevados de ácido metil hipúrico urinário indicam uma
exposição ocupacional excessiva ao xileno.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA: não detectável
 IBMP  1,5 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
CONDIÇÃO: Urina de início ou **final de jornada de trabalho - *Urina 24h.
** Colher durante as últimas 4 horas da jornada de trabalho.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 50 mL e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Atenção à ingestão do álcool que inibe a biotransformação dos xilenos, diminuindo a excreção urinária do
   ácido metil hipúrico.
 Por não apresentar valor basal, o ácido metil hipúrico não sofre tanta variação interindividual como o ácido
   hipúrico.
 Até 10 dias entre 2o e 8o C.

Á CIDO O XÁLICO
O ácido oxálico é um produto final metabólico que normalmente é excretado quase totalmente na
urina. O doseamento do ácido oxálico urinário é utilizado para diagnóstico da oxalose, que é
caracterizada pela deposição de oxalatos nos tecidos moles, resultado em inflamação crônica e
fibrose. A mais evidente deposição de oxalatos ocorre nos rins e na bexiga, formando cálculos que
podem provocar insuficiência renal. Na oxalose o ácido oxálico encontra-se em quantidades
128                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
excessivas na urina.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:  Criança  13 a 38 mg/24h
                          Mulher  4 a 31 mg/24h
                          Homem  7 a 44 mg/24h
CONDIÇÃO: Urina 24h.
- Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina - Não Refrigerar.
LABORATÓRIOS: enviar 15 mL de Urina e informar o volume total.
DIETA – sugerida ou C.O.M.
O paciente deverá fazer restrição de qualquer alimento ou medicamento que contenha vitamina C, durante
48:00 horas.
Não Ingerir: limão, abacaxi, morango, gelatina, acerola, laranja, cálcio, espinafre, tomate.
Não colher durante o período de cólica renal.
Após dieta, colher urina de 24h conforme instruções pág.255
 Até 7 dias entre 18 a 25o C.


Á CIDO V ANIL M ANDÉLICO  VMA
O ácido vanil mandélico é um metabólito da noradrenalina e da adrenalina. A quantificação urinária é
realizada para auxiliar o clínico a diagnosticar feocromocitoma, neuroblastoma, ganglioneuroma,
ganglioneuroblastoma e também para seguir a evolução do tratamento do tumor.
MÉTODO: HPLC – Cromatografia Líquida de Alta Performance
VALOR DE REFERÊNCIA:  Adulto              10 a 35 moL/24 horas
                           02 a 18 anos  < 25 moL/24 horas
                           < 02 anos      < 10 moL/24 horas
CONDIÇÃO: Urina de 24h.
- Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (adulto) - 10 mL/L de Urina (criança) e refrigerar.
LABORATÓRIOS: Antes de enviar, verificar pH da amostra que deverá estar entre 2 e 4. Adicionar Ácido
Clorídrico até alcançar o pH desejado. Enviar 10 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da
coleta.
- Informar peso, medicamentos em uso, dose e tempo de uso.
DIETA
O paciente deverá permanecer 12 horas sem ingerir: álcool, fumo, refrigerantes com coca, chá, chocolate,
café, qualquer frutas (especialmente banana), conservas.
MEDICAMENTOS - O paciente deverá permanecer 7 dias sem ingerir medicamentos abaixo ou C.O.M.:
medicamentos aparentados às Catecolaminas (Descongestionantes nasais, Bronco-dilatadores), Alfa-Metil-
Dopa (Aldomet), Tetraciclina, Cloropromazina (Largactil), Quindina (Natirose).
 Após dieta, colher Urina 24h conforme instruções pág.255
 Até 1 mês acidificada e entre 2o e 8o C.

B ETA C AROTENO
Os carotenóides são as provitaminas A, do grupo das vitaminas lipossolúveis, cujo principal
represenatnte é o -caroteno. O papel nutricional do Betacaroteno está ligado à vitamina A. Ele tem
também propriedades fotoprotetoras inibe a formação de peróxidos. Encontra-se diminuído na má
nutrição, na desnutrição, nos distúrbios da absorção digestiva (gastrectomia, espru, atresia das vias
biliares, cirroses, etc.) e encontra-se em níveis elevados no suprimento excessivo (alimentar e
medicamentoso), nas hipercolesterolemias, diabetes e hipotireoidismo.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA: 10 a 85 g/dL
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Soro.
- JO 8h.
LABORATÓRIOS: material deve ser enviado o mais rápido possível. Usar frasco âmbar (sensível à luz).
- Informar medicamentos em uso.
INTERFERENTES: Diminuindo - contraceptivos orais, metaformim, óleos minerais, neomicina e kanamicina.
 Até 20 dias entre 0o e -10o C.



                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  129
D EOXIPIRIDINOLINA
É um excelente marcador de perda óssea excretado e não metabolizado na urina e apresenta a
vantagem de não sofrer interferência da dieta. Encontra-se elevado na osteoporose, doença de Paget e
nos casos de hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, câncer, artrite e distúrbios do crescimento.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:  02 a 10 anos          31 a 110 nmoL/mmoL de creat.
                         11 a 14 anos       17 a 100 nmoL/mmoL de creat.
                         15 a 17 anos             59 nmoL/mmoL de creat.
                         Adulto - Homem  4 a 19 nmoL/mmoL de creat.
                         Adulto - Mulher  4 a 21 nmoL/mmoL de creat.
CONDIÇÃO: Urina 2h - *Urina 12h - *Urina 24h.
- Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (adulto) ou 6,5 mL/L de urina (criança). Refrigerar.
- Proteger da luz (frasco âmbar).
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 10 mL de Urina e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
veja também PIRIDINOLINA pág.131
 Até 1 mês acidificada e entre 2o a 8o C.
E PINEFRINA E N OREPINEFRINA  C ATECOLAMINAS
As catecolaminas são hormônios da medula suprarrenal. Os principais membros do grupo são a
epinefrina, a norepinefrina e a dopamina. A maior parte dos pacientes com feocromocitoma tem
valores elevados de catecolaminas. Outras doenças da medula suprarrenal que se acompanham de
aumento das catecolaminas e seus metabolitos são o neuroblastoma e o ganglioneuroma. Tem sido
referido valor elevado de catecolaminas plasmáticas em cerca de 15% dos pacientes hipertensos.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
- Informar medicamentos em uso, dosagem, dia, hora da última dose.
DIETA
O paciente deverá permanecer 12 horas sem ingerir: álcool, fumo, refrigerantes com coca, café, chá,
chocolate, fruta (especialmente banana).
MEDICAMENTOS: O paciente deverá permanecer 7 dias sem ingerir medicamentos abaixo ou C.O.M.:
medicamentos aparentados às Catecolaminas (Descongestionantes nasais, Bronco-dilatadores), Alfa-Metil-
Dopa (Aldomet), Anti-depressivos Tricíclicos, Benzodiapinas (lexotan), Levo dopa, Tetraciclina,
Cloropromazina (Largactil), Quinidina (Natirose).
SANGUE
      VALOR DE REFERÊNCIA:
       Epinefrina        < que 140 pg/mL
       (Adrenalina)       entre 140 a 200 pg/mL  suspeitos
                          > que 200 pg/mL          muito sugestivo
       Norepinefrina  < que 1400 pg/mL
      (Noradrenalina)  entre 1400 a 2000 pg/mL  suspeitos
                          > que 2000 pg/mL             muito sugestivo
       Dopamina          < 30 pg/mL
      NOTA: Em cerca de 5% dos casos pode haver Falso-Positivos e 5% de Falso-Negativos, porém em valores limiares,
      na maioria dos casos.
      OBS.: Epinefrina com 15% ou mais do valor total das catecolaminas sugere processo intra-adrenal.
    CONDIÇÃO: 2,5 mL Plasma (Heparina) c/ glutationa reduzida.
    - JO 8h, sem fumar.
    LABORATÓRIOS: enviar em tubo plástico congelado.
    INSTRUÇÕES: Deixar catéter na veia (heparinizado), acalmar o cliente. É necessário que a amostra de
    sangue seja colhida depois que o cliente permaneceu em repouso (relaxado) no mínimo por 30 minutos,
    em ambiente calmo. Após isto, descartar os primeiros 0,5 mL de sangue para lavar a heparina do catéter.
    Coleta-se em heparina de 5 a 10 mL de sangue, homogeniza-se cuidadosamente e, imediatamente,
    transfere-se para um tubo teste de vidro pré-congelado contendo 120 L de solução EGTA/GSH.
    OBS.: Os tubos serão fornecidos pelo laboratório. O tubo teste é invertido lentamente por alguns minutos,
    com o auxílio das mãos, para uma mistura adequada do sangue com a solução reagente, mas sob
    nenhuma circunstância deve-se agitar vigorosamente a amostra. Centrifugar rapidamente. O plasma é
    transferido imediatamente para um tubo plástico e congelado.
     Até 20 dias entre 0o e - 10o C.
URINA
130                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    VALOR DE REFERÊNCIA - g/24h:
                 Idades                 Epinefrina                     Norepinefrina             Dopamina
                 < de 1 ano             0,0 a 2,5                        0,0 a 10,0              0 a 85
                 1 ano                  0,0 a 3,5                        1,0 a 17,0              0 a 140
                 2 a 3 anos             0,0 a 6,0                        4,0 a 29,0              40 a 260
                 4 a 9 anos             0,2 a 10,0                       8,0 a 65,0              65 a 400
                 10 a 15 anos           0,5 a 20,0                       15,0 a 80,0             65 a 400
                 adulto                 < de 60                          < de 200                65 a 400
                                        61 a 80  suspeito               201 a 260  suspeito
                                        > 80  sugestivo                 > 260       sugestivo
    NOTA: Em cerca de 5% dos casos pode haver Falso-Positivos e 5% Falso-Negativos, porém em valores limiares, na
    maioria dos casos.
    OBS.: Epinefrina com 15% ou mais do valor total das catecolaminas sugere processo intra-adrenal.
    CONDIÇÃO: Urina de 24h.
    - Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (adulto) - 10 mL/L de Urina (criança) e Refrigerar.
    LABORATÓRIOS: Antes de enviar, verificar pH da amostra que deverá estar ácido (pH até 6). Enviar
    alíquota 10 mL e informar volume de total, horário inicial e final da coleta.
     Após dieta, colher Urina 24h conforme instruções pág.255
     Até 1 mês acidificada e entre 2o e 8o C.
H OMOCISTEÍNA
A homocisteína é um aminoácido gerado na via de síntese da cisteína, que é formada a partir de dois
outros aminoácidos, a metionina e a serina. A hiper-homocisteinemia é um fator de risco independente
para o desenvolvimento de doença arterial coronariana. Níveis elevados de homocisteína no plasma
também são encontrados nos casos de deficiência de vitamina B12, B6 e ácido fólico, uso de drogas
(metotrexate, fenitoína, teofilina) e doneças como insuficiência renal crônica, hipotireoidismo e outras
anormalidades
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance – HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:  Homens: 4 a 14 moL/L
                         Mulheres: 4 a12 moL/L
                         Elevação discreta: 15 a 25 moL/L
                         Elevação moderada: 25 a 50 moL/L
                         Elevação acentuada: 50 a 500 moL/L
CONDIÇÃO: 1,5 mL de Plasma (EDTA).
OBS.: separar imediatamente até 10 minutos após a coleta.
- Não colher amostra com o paciente deitado.
- Não usar o garote por muito tempo.
 Até 20 dias entre 0o a - 10o C.

M ETANEFRINAS - F RAÇÕES
A metanefrina é um metabolito da epinefrina e a normetanefrina é um metabolito da norepinefrina. A
quantificação urinária é realizada para auxiliar o clínico a diagnosticar feocromocitoma.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:
      Idades               Normetanefrina                 Metanefrina
      < de 2 anos          < que 1,30              < que 0,53 mg/g de creatinina
      2 a 10 anos          < que 0,73              < que 0,41 mg/g de creatinina
      10 a 15 anos         < que 0,43              < que 0,31 mg/g de creatinina
      > que 15 anos        < que 0,41              < que 0,30 mg/g de creatinina
NOTA: Em cerca de 5% dos casos pode haver falso-positivos e 5% de falso-negativos, porém em valores limiares na
maioria dos casos.
CONDIÇÃO: Urina de 24h.
- Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (adulto) e 10 mL/L de Urina (criança).
LABORATÓRIOS: enviar 10 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
- Informar peso, medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da última dose.
DIETA
O paciente deverá permanecer 12 horas sem ingerir: álcool, fumo, refrigerantes com coca, café, chá,
chocolate, fruta (especialmente banana).
MEDICAMENTOS: O paciente deverá permanecer 7 dias sem ingerir medicamentos abaixo ou C.O.M.:
medicamentos aparentados às Catecolaminas (Descongestionantes nasais, Bronco-dilatadores), Alfa-Metil-
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                   131
Dopa (Aldomet), Anti-depressivos Tricíclicos, Benzodiapinas (lexotan), Levo dopa, Tetraciclina,
Cloropromazina (Largactil), Quinidina (Natirose).
 Após dieta, colher Urina 24h conforme instruções pág.255
 Até 1 mês acidificada e entre 2o e 8o C.


P ARAMINOFENOL
O paraminofenol é um metabolito da anilina que é excretado na urina. A produção deste metabólito é
maior para doses mais altas da substância. A determinação do paraminofenol urinário é empregado na
monitorização biológica de trabalhadores expostos ocupacionalmente a anilina.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:  não detectável
 IBMP: 50 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
CONDIÇÃO: Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24h.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 50 mL de urina e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 10 dias entre 2o e 8o C.

P IRIDINOLINA
É um excelente marcador de perda óssea excretado não metabolizado na urina e apresenta a
vantagem de não sofrer interferência da dieta. Encontra-se elevado na osteoporose, doença de Paget e
nos casos de hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, câncer, artrite e distúrbios do crescimento na
criança.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:  02 a 10 anos  160 a 440 nmoL/mmoL de creat.
                           11 a 14 anos  105 a 400 nmoL/mmoL de creat.
                           15 a 17 anos  42 a 200 nmoL/mmoL de creat.
                           Adulto - Homem      20 a 61 nmoL/mmoL de creat.
                           Adulto - Mulher     22 a 89 nmoL/mmoL de creat.
CONDIÇÃO: Urina 2h - *Urina 12h - *Urina 24h.
- Usar HCL 50% 20 mL/L de Urina (adulto) ou 6,5 mL/L de Urina (criança). Refrigerar.
- Proteger da luz (frasco âmbar).
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 10 mL de Urina e informar volume total. Enviar em frasco
âmbar (sensível à luz).
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
veja também DEOXIPIRIDINOLINA pág.128
 Até 1 mês acidificada e entre 2o a 8o C.



S EROTONINA  5 H IDROXI T RIPTAMINA
A serotonina é um neurotransmissor. A serotonina está aumentada no tumor carcinóide. Ocorre um
pequeno aumento em doenças como Síndrome de “dumping”, obstrução intestinal aguda, fibrose
cística, infarto agudo do miocárdio, Espru não tropical e está diminuída na sídrome de Down,
fenilcetonúria não tratada, doença de Parkison e depressão severa.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:  50 a 200 ng/mL
                         Intermediário      200 a 400 ng/mL
                         Tumor Carcinóide  > 400 ng/mL
CONDIÇÃO: Colher 10 mL de Sangue Total (em seringa plástica contendo EDTA), dividir 5 mL deste sangue
para cada tubo plástico contendo 10 mg de EDTA e 75 mg de Ácido Ascórbico (fornecido pelo laboratório).
Homogeinizar imediatamente “não esperar”, por inversão num total de 6 inversões, “sem agitar”, porque não
pode haver hemólise. Centrifugar o sangue dos tubos a 1200 r.p.m. por 20 minutos. Separar o plasma,
congelar.
- JO 8h.
LABORATÓRIOS: enviar o material congelado em tubo plástico. O laboratório fornecerá tubos p/coleta.
- Informar peso, medicamentos em uso, dose e tempo de uso.
DIETA

132                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
O paciente deverá permanecer 24 horas sem ingerir os alimentos relacionados, pois estes alimentos
interferem no resultado: Abacate, Banana, Beringela, Nozes, Pickles, Tomate.
MEDICAMENTOS Os medicamentos usados pelo paciente podem interferir como resultado do exame. O seu
médico deve estar ciente da necessidade do uso e somente o médico pode suspendê-lo, evitar 7 dias, C.O.M:
Acetominofen, Guafenesin, Imipramina, Inibidores da MAO, Lítio, Metil-Dopa, Morfina, Napoxen (naprosyn),
Reserpina.
 Até 20 dias entre 0o e - 10o C.




V ITAMINA A
O uso de vitamina A aplica-se ao tratamento da deficiência desta vitamina e como profilaxia em
indivíduos de alto risco, durante períodos de aumento das necessidades, como na gravidez. A
vitamina A pode ser útil em certas doenças da pele como acne, psoríase e ictiose. Interesse
considerável tem sido focalizado na possibilidade da vitamina A ter participação na quimioprevenção
e terapia do câncer. Uma ingestão excessiva resulta em uma síndrome tóxica conhecida como
hipervitaminose A.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:  1 a 6 anos  20 a 43 g/dL
                            7 a 12 anos  26 a 49 g/dL
                            13 a 19 anos  26 a 72 g/dL
                            Adulto         30 a 80 g/dL
CONDIÇÃO: 1,5 mL de Soro.
- JO 8h.
LABORATÓRIOS: o material deve ser enviado o mais rápido possível. Usar frasco âmbar (sensível à luz).
Refrigerar.
- Informar medicamentos em uso.
INTERFERENTES: AUMENTANDO  álcool (uso moderado) e contraceptivos orais. DIMINUINDO  alopurinol,
colestiramina, álcool (alcoólatras), óleos minerais e neomicina.
 Até 20 dias entre 0o a -10o C.


V ITAMINA C
A vitamina C é utilizada no tratamento da deficiência do ácido ascórbico, no controle da
metemoglobinemia idiopática e como antioxidante tem sido associada a proteção contra formação de
cataratas e a degeneração macular relacionadas com a idade. Uma deficiência na ingestão da vitamina
C pode provocar escorbuto e megadoses desta vitamina podem levar a formação de cálculos renais,
resultantes da excreção excessiva de oxalato e o escorbuto de rebote.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA: 0,4 a 1,5 mg/dL
CONDIÇÃO: 1,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
- JO 8h.
LABORATÓRIOS: o material deverá ser enviado o mais rápido possível. Usar frasco âmbar (sensível à luz).
Enviar congelado.
- Informar medicamentos em uso.

                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              133
INTERFERENTES: DIMINUINDO  contraceptivos orais, aspirina, barbitúricos, estrógenos, metais pesados,
nitrosaminas e paraldeído.

V ITAMINA D3  1,25 D IHIDROXI
A vitamina D3 é empregada no tratamento do raquitismo e da osteomalácia metabólicos, em especial
na vigência de insuficiência renal crônica, no tratamento do hipoparatireoidismo e na prevenção e
tratamento da osteoporose. Quantidades excessivas de vitamina D3 causam distúrbios clínicos no
metaboslimo do cálcio.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA: 20 a 76 pg/mL
CONDIÇÃO: 1,8 mL de Soro.
- JO 8h.
LABORATÓRIOS: enviar o mais rápido possível congelado.




V ITAMINA E
O uso de vitamina E está indicado na prevenção e tratamento dos estados de carência da vitamina.
Além disso, doses farmacológicas de vitamina E tem sido utilizada como antioxidantes em prematuros
expostos a altas concentrações de oxigênio.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:  Prematuro  0,25 a 0,37 mg/dL
                         1 a 12 anos  0,3 a 0,9 mg/dL
                         13 a 19 anos  0,6 a 1,0 mg/dL
                         Adulto        0,5 a 1,8 mg/dL
CONDIÇÃO: 1,5 mL de Soro.
- JO 8h.
LABORATÓRIOS: o material deve ser enviado o mais rápido possível. Usar frasco âmbar (sensível à luz).
- Informar medicamentos em uso.
INTERFERENTES: DIMINUINDO  anti-convulsivante, etanol, colestiramina, óleos minerais e contraceptivos
orais.
 Até 20 dias entre 0o a -10o C.




134                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI   135
A DENOVÍRUS – PESQUISA DIRETA
Teste é útil na investigação diagnóstica de infecções por adenovírus: doenças respiratórias, cistites
hemorrágicas e cerato conjuntivites.
MÉTODO: Imunofluorescência direta
VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
CONDIÇÃO: Aspirado de nasofaringe, Lavado de nasofaringe, Swab de nasofaringe..
LABORATÓRIOS: Swab de nasofaringe, insira um swab cuidadosamente e o mais profundamente possível
através das narinas, colha toda secreção existente e friccione as paredes da nasofaringe de forma a obter
células. Aspirado de nasofaringe, insira um catéter apropriado na nasofaringe e aspire o material com uma
seringa ou por meio de bomba de sucção. Lavado de nasofaringe, nos casos em que o material não pode ser
aspirado, incline a cabeça do paciente cerca de 70o para trás, instile de 3 a 7 mL de soro fisiológico estéril,
reaspire.
- Após a coleta confeccionar em lâminas para microscopia, previamente limpas, esfregaços com cerca de 1
   cm de diâmetro. Obs.: enviar 3 lâminas protegidas em tubo de colposcopia seco.



A LFA 1 A NTI -T RIPSINA
AAT é uma glicoproteína sintetizada no fígado e o principal componente da alfa 1 globulina. Como
proteína de fase aguda eleva-se nas doenças inflamatórias, neoplasias e doenças hepáticas. Crianças
ou adultos deficientes de AAT podem apresentar hepatite crônica ativa e cirrose. Adultos com esta
deficiência podem desenvolver doença pulmonar obstrutiva crônica.
MÉTODO: Nefelometria
VALOR DE REFERÊNCIA:  0 a 1 mês             124 a 348 mg/dL
                          2 a 6 meses       111 a 297 mg/dL
                          7 meses a 2 anos  95 a 251 mg/dL
                          3 a 19 anos       110 a 279 mg/dL
                          Adulto            78 a 220 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Ate 5 dias entre 2o e 8o C.



A LFA 1 G LICOPROTEÍNA Á CIDA
A AAGP é uma proteína de fase aguda. Encontra-se elevada em resposta aos estados de stress ou
inflamatórios que ocorrem com infecção, ferimentos, cirurgias, trauma ou outras necroses tissulares.
136                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
É o principal componente da mucoproteina de Winzler. A determinação da AAGP substitui com
vantagens a dosagem de mucoproteínas por ser um teste mais específico, tecnicamente mais exato, e
com boa reprodutibilidade.
MÉTODO: Nefelometria
VALOR DE REFERÊNCIA: 41,0 a 121,0 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.



A MEBÍASE
Teste útil no diagnóstico da amebíase extra-intestinal, na qual ocorrem altas concentrações de
antígenos com consequente produção de anticorpos das classes IgG e IgM, o que não ocorre nas
formas exclusivamente intestinais.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Enviar amostra refrigerada entre 2o a 8o C.

A NTIESTREPTOLISINA O  AEO
A quantificação da Antiestreptolisina O (AEO) é importante para monitorar o aumento dos seus
valores durante a fase aguda e sua queda após resolução da infecção pelo Streptococcus beta-
hemolítico do grupo A de Lancefield. Deve-se ter cautela na interpretação dos resultados, pois valores
pouco elevados podem ser considerados normais para determinada população demográfica.
MÉTODO: Nefelometria
VALOR DE REFERÊNCIA: Inferior a 250 UI/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.

A NTÍGENO C ARCINOEMBRIONÁRIO  CEA
O CEA ou antígeno carcinoembrionário não é orgão específico. É indicado no controle de tratamento
e recidiva do adenocarcinoma colorretal, sendo útil também no câncer de pulmão, gastríco, de mama,
pancreático, ovariano e uterino. Valores elevados ocorrem em fumantes, cirrose, enfisema pulmonar,
polipose retal, doença mamária benigna e colite ulcerativa. Valores acima de 20ng/mL têm melhor
correlação com a doença metastática. Não deve ser utilizado como teste de triagem.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA:  Negativo - não fumante  mulher : < 3 ng/mL
                                                          homem : < 3,9 ng/mL
                                       - fumante  mulher: < 5,4 ng/mL
                                                    homem: < 6,7 ng/mL
                            Elevado  5 a 10 ng/mL
                            Positivo  > 10 ng/mL
Obs.: O CEA só pode ser interpretado por clínico experiente.
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
- Informar: Está em uso de medicamentos?Já fez este exame anteriormente?
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

A NTÍGENO H LA B27, PESQUISA
A doença, espondilite aquilosante, está associada à presença do antígeno HLA-B27. Porém, este
antígeno não é um marcador da doença, uma vez que está presente em aproximadamente 10% dos
indivíduos normais.
MÉTODO: Citometria de Fluxo


                                  Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                       137
CONDIÇÃO: 10,0 mL de Sangue Total (Heparina) ou Sangue Total em anticoagulante ACD - tubo especial
(para realizar em até 48 horas).
 Até 48 horas à temperatura ambiente. Não enviar em banho de gelo.

A NTITROMBINA III
As deficiências de ATIII se dividem em:
a) Congênitas:
1 – Forma clássica ou tipo I: diminuição da concentração e da atividade funcional da ATIII.
2 – Forma disfuncional ou tipo II: ATIII com concentração normal, porém , disfuncional.
b) Adquiridas:
1 – redução da síntese hepática: cirrose hepática, hepatite crônica, alcoolismo, etc.
2 – aumento do consumo: CIVD, trombose venosa profunda extensa, pré-eclâmpsia, septicemia, etc.
3 – perda: síndrome nefrótica, enteropatias exsudativas, traumas múltilplos.
4 – fatores predisponentes: gestação, infecção grave, pós-operatório.
MÉTODO: Nefelometria
VALOR DE REFERÊNCIA: 21 a 30 mg/dL
NOTA: Recém nascidos a termo ou prematuros sadios, podem apresentar níveis diminuídos, que devem atingir o nível
normal em 90 a 180 dias.
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Plasma (EDTA).
- JO 8h. Informar uso de anticoagulantes e qual a dosagem.
LABORATÓRIOS: enviar plasma separado e congelado. O material só poderá ser recebido até 72 horas após a
coleta.
A SPERGILLUS SP , ANTI
Pacientes com aspergilose broncopulmonar alérgica (ABPA), aspergiloma pulmonar, infecções
meníngeas ou pulmonares em imunocompetentes ou febre inexplicada em imunocomprometidos
devem ser investigados para precipitinas. Cerca de 20% dos pacientes com ABPA podem aprsentar a
sorologia negativa, recomendando-se a confirmação com a cultura.
MÉTODO: Imunodifusão Radial Dupla
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,3 mL Soro.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



B LASTOMICOSE
O diagnóstico de certeza deve ser feito através do exame microscópico ou por cultura. Porém, quando
as provas diretas são negativas ou as amostras são de difícil obtenção, a sorologia é de grande
utilidade. Pode haver reações cruzadas com outros fungos. A sensibilidade da imunodifusão radial
dupla é superior a 90%. O desaparecimento dos anticorpos indica cura clínica. Cerca de 70% dos
pacientes tratados por um ano mantém sorologia positiva. Títulos de 1:4 por período superior a 6
meses devem ser considerados cicatriz sorológica. Podem ocorrer reações falso-negativas em
pacientes anérgicos ou com forma crônica.
MÉTODO: Imunodifusão Radial Dupla
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




B RUCELOSE
SORO AGLUTINAÇÃO
   Para fins diagnósticos o achado de títulos ≥1:160 na reação de aglutinação ou, preferencialmente,
   elevação de pelo menos 4 vezes no título, em amostras colhidas com 10 a 14 dias de intervalo
   indica exposição recente. Pode ocorrer reações falso-negativas na fase aguda devido a baixos
   títulos de anticorpos. Nos casos crônicos, o teste de aglutinação positivo possui pouca
   importância diagnóstica, e o teste negativo não exclui doença em atividade. Reações falso-
   positivas ocorrem nas infecções por Y. enterocolitica, F. tularensis, V. cholerae, Salmonella spp.,
138                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    e testes cutâneos para brucelose.
    MÉTODO: Aglutinação
    VALOR DE REFERÊNCIA: até 1:40
    CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
    - JO 8h.
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.




                                                                                         CONTINUA...
                                                                         CONTINUAÇÃO...BRUCELOSE

IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO
    O teste de enzima imunoensaio (ELISA) foi desenvolvido para corrigir as deficiências do teste de
    aglutinação. Vantagens do teste ELISA em comparação aos testes convencionais: maior
    sensibilidade, maior especificidade, demonstra queda mais rápida de anticorpos com o
    tratamento bem-sucedido.

    IgG
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
    VALOR DE REFERÊNCIA: < 9 NU  negativo
    9 a 11 NU  indeterminado
    > 11 NU  positivo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
     Refrigerar.

    IgM
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
    VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
     Refrigerar.



CA 125
O CA 125 é principalmente utilizado para câncer de ovário, sendo também útil para câncer de
endométrio e endometriose. As principais indicações do CA 125 são: diferenciação pré-operatória de
massas pélvica, avaliação do sucesso cirúrgico e monitoração de tratamento do câncer de ovário e
endometriose estádios III e IV. Valores elevados de CA 125 podem ser observados em cerca de 20%
das gestantes, tumores de pâncreas, estômago, fígado, cólon, reto, mama e pulmão, teratomas ou
cirrose hepática. Não deve ser utilizado como teste de triagem.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA:  < que 35 U/mL  Negativo
                        35 a 65 U/mL  Elevado
                        > que 65 U/mL  Positivo
NOTA: Este exame não deve ser utilizado para diagnóstico, pois eleva-se também em outros tipos de
neoplasias, doenças benignas e pacientes normais.
                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                          139
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
- Informar: Está em uso de medicamentos? Já fez este exame anteriormente?
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



CA 15/3
O CA 15-3 é o marcador tumoral específico para câncer de mama. A dosagem varia de acordo com a
massa tumoral e estadiamento clínico. O CA 15-3 é utilizado para o diagnóstico precoce de recidiva.
Apenas 1,3% da população sadia tem CA 15-3 elevado. Valores alterados podem ocorrer no câncer de
pâncreas, pulmão, fígado, ovário e colo uterino ou, mais raramente, em doenças benignas de mama e
hepatopatias. Não deve ser utilizado como teste de triagem.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA:  < que 30 U/mL  negativo
                          30 a 50 U/mL    elevado
                          > 50 U/mL       positivo
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
- Informar: Está em uso de medicamentos? Já fez este exame anteriormente?
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


CA 19/9
O CA 19-9 é indicado no auxílio ao estadiamento e monitoração de tratamento em câncer de pâncreas
e trato biliar, e colorretal, em segunda escolha. Em menor frequência também pode se elevar no
câncer de mama, pulmão e cabeça e pescoço. Algumas doenças como cirrose hepática, pancreatite,
doença inflamatória intestinal e doenças autoimunes podem alterar valor do CA 19-9, sem ultrapassar
120 U/ml. Não deve ser utilizado como teste de triagem.
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA:  < que 37 U/mL  Negativo
                          37 a 120 U/mL  Elevado
                          > que 120 U/mL  Positivo
NOTA: Este exame não deve ser utilizado para diagnóstico, pois eleva-se também em outros tipos de
neoplasias, doenças benignas e pacientes normais.
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
- Informar: Está em uso de medicamentos? Já fez este exame anteriormente?
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

CA 72/4
O CA 27-4 é indicado no controle de remissão e recidiva de carcinomas do trato gastrointestinal –
gástrico, de pâncreas e trato biliar. Em menor frequência também pode se elevar no câncer de pulmão,
cólon e ovários. Valores alterados podem ocorrer em 3,5% de indivíduos normais e 7% de pacientes
com doenças gastrointestinais benignas. Não deve ser utilizado como teste de triagem.
MÉTODO: Radioimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA: < 6 U/mL
NOTA: Este exame não deve ser utilizado para diagnóstico, pois eleva-se também em outros tipos de
neoplasias, doenças benignas e pacientes normais.
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro ou Plasma.
- JO 8h.
- Informar: Está em uso de medicamentos? Já fez este exame anteriormente?
 Até 24 horas entre 2o e 8o C.

C1S E STERASE I NIBIDOR
O inibidor da C1 esterase bloqueia a ativação da pró-enzima C1 para sua forma ativa. Seus níveis
estão diminuídos no edema angioneurótico hereditário (EAH), doença autossômica dominante, cuja
140                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
forma mais comum é devida a uma diminuição absoluta do inibidor de C1 esterase e outra menos
comum, por defeito funcional (pode encontrar níveis normais ou elevados).
Método: Nefelometria
Valor de Referência:  Homens  29 a 42 mg/dL
                       Mulheres  26 a 39 mg/dL
Condição: 0,5 mL de Soro.
LABORATÓRIOS: Dessorar e resfriar imediatamente após a coleta. O material deve ser congelado e
transportado no gelo.

C ARDIOLIPINA IG G/I G M, AUTO ANTICORPOS ANTI
Anticorpos anti-cardiolipina IgG estão presentes em níveis moderados a elevados (maior que 40 GPL)
e são mais específicos que os IgM para síndrome do AFL. Entretanto alguns casos apresentam
anticorpos apenas IgM ou, mais raramente, IgA. Podem estar presentes em outras doenças como:
Artrite Reumatóide (7,7 a 33% dos pacientes), doenças infecciosas (sífilis, tuberculose, hanseníase,
endocardite infecciosa, infecção pelo HIV e infecções virais agudas) e em indivíduos utilizando
clorpromazina, em geral em títulos baixos e do isotipo IgM e não se observam fenômenos trombóticos.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA:  IgG   a 10 GPL
                          IgM   a 10 MPL
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro, cada.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o a 8o C.

C AXUMBA I G G/IG M
IgG - Os anticorpos da classe IgG anti-caxumba surgem logo após os da classe IgM e mantem-se em
níveis protetores de forma duradoura. Os bebês de mães imunizadas, naturalmente ou por vacinação,
apresentam níveis protetores de IgG até cerca de 6 meses de idade.
IgM - Teste útil no diagnóstico da Caxumba. A presença de anticorpos da classe IgM indica infecção
recente, podendo ser detectados nos primeiros dias e mantendo-se por 1-3 meses. Em quadros
crônicos, pós-vacinais ou de transferência de imunidade (bebês de mães imunes ou uso de
gamaglobulina hiperimune), estes anticorpos estão ausentes.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA:   0,90          negativo
                         0,91 a 1,09  indeterminado
                          1,10       positivo
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Entre 0o e - 10o C.



CD 56
O linfócito CD56 é encontrado no sangue periférico, medula óssea e amígdalas, sendo praticamente
ausente em outros tecidos linfóides. Tem papel na regulação da hematopoese, defesa contra células
neoplásicas e infectadas por vírus, não requerendo sensibilização prévia pelo antígeno.
MÉTODO: Citometria de Fluxo
VALOR DE REFERÊNCIA: 3 a 24% - 77 a 483/mm3
CONDIÇÃO: 8,0 mL de Sangue Total (EDTA/Heparina/ACD).
LABORATÓRIOS: enviar Sangue Total em EDTA (se transporte em menos de 24h) ou Heparina/ACD (para
processar a amostra em até 48h). Transportar em temperatura ambiente. Não enviar em gelo. Não enviar
pipetex. Enviar cópia do Hemograma na solicitação deste exame, informar data e hora da coleta. Enviar
amostra de 2a a 5a feira.



C ÉLULA P ARIETAL , A NTI

                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                           141
Anticorpos anti-célula parietal da mucosa gástrica estão presentes em altos títulos em cerca de 90%
dos pacientes com anemia perniciosa e gastrite atrófica. Podem ser encontrados em indivíduos
idosos, pacientes com úlcera e câncer gástricos.
MÉTODO: Imunofluorescência Indireta
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.



C ENTRÔMERO , A NTI  ACA
Anticorpos anti-centrômero são autoanticorpos dirigidos contra o cinetocore. É visto em 70 a 80 %
dos casos de síndrome de CREST (calcinose, Raynaud, disfunção esofagiana, esclerodactilia e
teleangiectasia).
MÉTODO: Imunofluorescência Indireta
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.




C HLAMYDIA PNEUMONIAE IG G
A Chlamydia pneumoniae pode causar faringite, bronquite, sinusite e pneumonia. Cerca de 50% da
população adulta apresenta resultados positivos. Entretanto, têm sido observada a associação de
doenças infecciosas de baixa resposta inflamatória e doenças cardiovasculares oclusivas: pacientes
já infartados e com títulos elevados de anticorpos anti-Chlamydia pneumoniae IgG têm aumento do
risco de 2,76 vezes enquanto o tratamento reduz de 3 a 4 vezes a incidência de reinfarte.
MÉTODO: Imunofluorescência Indireta
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro
- JO 8h.
 Até 5 dias, entre 2o e 8o C.



C HLAMYDIA TRACOMATIS
A infecção por Chlamydia tracomatis é a doença sexualmente transmissível mais prevalente. A maioria
das mulheres apresentam infecção assintomática, podendo levar à doença inflamatória pélvica,
infertilidade e gravidez ectópica. Pneumonia e conjuntivite no recém-nascido são implicações
associadas com infecções não detectadas em gestantes. Os testes sorológicos ou indiretos detectam
anticorpos séricos IgG, persistentes, e IgM presentes apenas na fase aguda.
MÉTODO: Imunofluorescência Indireta IgG e IgM
VALOR DE REFERÊNCIA: IgG  Homem  < que 1:16
                               Mulher  < que 1:64
                         IgM  < que 1:8
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.




C ISTICERCOSE
142                          Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Como conseqüência da infestação do homem pela Taenia solium, a cisticercose pode manifestar-se
em diversas partes do organismo, com alta incidência no cérebro, onde a larva (cisticerco) provoca
diversas manifestações clínicas. Reações cruzadas com Echinococcus podem ocorrer.

- O teste imunológico no líquor deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a possibilidade de
   contaminação do material durante a punção.
- JO 8h

IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO
A sensibilidade do teste Elisa é de 97% e 100% para amostras séricas e líquor, respectivamente.
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro – Líquor.
     Congelar a temperatura inferior a - 4o C.

IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA
    MÉTODO: Imunofluorescência Indireta
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro - Líquor.
     Congelar a temperatura inferior a - 4o C.




C ITOMEGALOVÍRUS
IgG - A citomegalovirose é uma doença de etiologia viral e de curso geralmente benigno, exceto em
imunocomprometidos (pós-transplantados, AIDS) e durante a gravidez, principalmente no primeiro
trimestre, pois pode levar a malformações fetais. A pesquisa de anticorpos anti-CMV IgG é útil na
avaliação de imunidade de mulheres que desejam engravidar, pré-natal e pré-operatório de
transplantes.
IgM - A pesquisa de anticorpos anti-CMV IgM é útil no diagnóstico da doença citomegálica recente ou
aguda. Baixos títulos de anticorpos IgM podem permanecer por até 18 meses em ensaios sensíveis
como o ELFA ou ELISA. Pode haver reações cruzadas (falso-positivas) em infecção por Epstein Baar
vírus e Herpes Vírus.

- Informar, se está grávida e se fez este exame anteriormente.
- JO 8h.


ELFA - ENZYME LINKED FLUORESCENT ASSAY - IGG E IGM
   MÉTODO: ELFA
   VALOR DE REFERÊNCIA - IGG :  Negativo       < 4,00 UA/mL
                                Indeterminado   4,00 e < 6,00 UA/mL
                                Positivo        6,00 UA/mL

    VALOR DE REFERÊNCIA - IGM:     Negativo       < que 0,70
                                   Indeterminado   0,70 a < 0,90
                                   Positivo        que 0,90
    CONDIÇÃO: 0,5 mL Soro p/ cada.
     Até 5 dias entre 2o e 8o C.


ELISA IGG E IGM
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático de Micropartículas para IgG
    VALOR DE REFERÊNCIA - IGG: negativo
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático para IgM
    VALOR DE REFERÊNCIA - IGM: inferior a 1:100
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                         143
      CONDIÇÃO IGG: 0,5 mL Soro ou Plasma (EDTA/Citrato/Heparina).
      CONDIÇÃO IGM: 0,5 mL Soro ou Plasma (EDTA/Citrato/Heparina) - Líquor.
      OBS.: O teste imunológico no líquor deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a possibilidade de
      contaminação do material durante a punção.
       Até 7 dias entre 2o e 8o C.




C OMPLEMENTO
LABORATÓRIOS: após a coleta de sangue, deixar à temperatura ambiente por 30 minutos, para coagular.
Centrifugar por 10 minutos a 2000 r.p.m. Imediatamente, separar o soro e congelar. O material deve ser
transportado para o laboratório congelado.
 Enviar em gelo o mais rápido possível.

CH 100
    Teste que quantifica a atividade total do complemento sérico (via clássica), cujas proteínas do
    complemento aumentam em resposta a processos inflamatórios ou infecciosos (resposta aguda)
    e diminuem ou estão ausentes no hipercatabolismo, deficiência hereditária ou consumo por
    formação de imunocomplexos (glomerulonefrites, lupus eritematoso sistêmico, artrite
    reumatóide).
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
    VALOR DE REFERÊNCIA:  60 U/CAE
    CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.

C1q
      O C1q é uma das subunidades do primeiro componente do complemento C1. Níveis séricos de
      C1q estão diminuidos na doença de imunocomplexos, lupus eritematoso sistêmico (LES) e
      meningites. É útil no diagnóstico de deficiências hereditárias e monitoração de tratamento do
      LES.
      MÉTODO: Imunodifusão Radial
      VALOR DE REFERÊNCIA: superior a 125 g/L
      CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.

C2
      O C2 é o segundo componente do complemento. Níveis séricos de C2 diminuídos estão
      relacionados a susceptibilidade a infecções, lupus eritematoso sistêmico (LES), artralgia e nefrite.
      MÉTODO: Imunodifusão Radial
      VALOR DE REFERÊNCIA: 4 a 24 g/mL
      CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
      - JO 8h.

144                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
C3
     A quantificação de C3 é utilizada para avaliação de indivíduos com deficiência congênita deste
     fator ou portadores de doenças por imunocomplexos, onde há consumo de complemento: LES,
     glomerulonefrites e outras. Seus níveis encontram-se elevados em numerosos estados
     inflamatórios na resposta de fase aguda.
     MÉTODO: Nefelometria
     VALOR DE REFERÊNCIA: 70,0 a 176,0 mg/dL
     CONDIÇÃO: 0,5 mL Soro.
     - JO 8h.

C4
     A quantificação de C4 é utilizada para avaliação de indivíduos com deficiência congênita deste
     fator ou de patologias onde há consumo de complemento e ativação da via imune ou clássica do
     complemento: Lúpus Eritematoso Sistêmico, doença do soro, glomerulonefrite, etc.
     MÉTODO: Nefelometria
     VALOR DE REFERÊNCIA: 12,0 a 36,0 mg/dL
     CONDIÇÃO: 0,5 mL Soro.
     - JO 8h.




C OOMBS
DIRETO
    O teste de Coombs direto é utilizado na investigação das anemias hemolíticas auto-imunes, por
    isoimunização materno-fetal ou pós transfusional. Reações falso-positivas podem ocorrer com o
    uso de penicilinas, cefalosporinas, sulfonamidas, tetraciclina, alfa metildopa e insulina.
    MÉTODO: Aglutinação
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL Sangue Total em EDTA.
    LABORATÓRIOS: enviar material o mais rápido possível.
     Amostra fresca e não refrigerada até 30 horas após coleta.

INDIRETO
    A pesquisa de anticorpos irregulares ou Coombs indireto detectam imunoglobulinas IgG ou
    frações do complemento ligadas às hemácias, o que pode ocorrer em situações patológicas
    levando principalmente à hemólise. Este teste faz parte da rotina de exames no pré-natal de
    gestantes Rh negativo, triagem de anemias hemolíticas e provas pré-transfusionais.
    MÉTODO: Teste em Gel (Micro Typing System)
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
    LABORATÓRIOS: Informar se a cliente está grávida, mês de gestação e no filhos (1o, 2o, etc).
     Até 7 dias entre 2o e 8o C ou congelar - 4o C.



C RIOAGLUTININAS , PESQUISA
A presença de crioaglutininas em título superior a 1:32 é indicativa de infecção por Mycoplasma
pneumoniae. Cerca de 50% dos pacientes com pneumonia atípica apresentam crioaglutininas no
período de 8 a 30 dias após o início da infecção. Pode haver reações positivas na mononucleose ou
na doença da crioglobulina (IgM-kappa). Reações falso-negativas podem ocorrer em amostras
previamente refrigeradas ou uso de antibióticos.
MÉTODO: Aglutinação
VALOR DE REFERÊNCIA: < 1:32
CONDIÇÃO: 0,5 mL Soro* + 1,0 mL de Sangue Total em EDTA.
- JO 8h.
                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                         145
LABORATÓRIOS: *A seringa ou tubo de vacutainer deve ser aquecido antes da coleta. O sangue deve ser
deixado à 37o C durante o processo de coagulação. Centrifugar por 10 minutos a 2000 r.p.m. Transportar o
soro na temperatura ambiente o mais rápido possível para o laboratório.
- Essa amostra não deve, em hipótese nenhuma, ser colocada na geladeira.
 O soro deve ser separado rapidamente após a coleta e não pode ser armazenado com o coágulo.



C RIOFIBRINOGÊNIO , PESQUISA
Criofibrinogênio é uma proteína que tem a propriedade de formar um precipitado em baixas
temperaturas, estando associada com desordens na coagulação, doenças malignas, processos
inflamatórios incluindo infecção neonatal, uso de contraceptivos orais e esclerodermia.
MÉTODO: Precipitação
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 3,0 mL de Plasma (Citrato de sódio).
- JO 8h.
LABORATÓRIOS: a seringa ou tubo de vacutainer deve ser aquecido antes da coleta. Centrifugar o sangue por
10 minutos a 2000 r.p.m. Transportar o plasma na temperatura ambiente o mais rápido possível para o
laboratório.
- Informar se está em uso de anticoagulante.
- Essa amostra não deve, em hipótese nenhuma, ser colocada na geladeira.




C RIOGLOBULINAS , PESQUISA
É uma proteína que tem a propriedade de formar um precipitado em baixas temperaturas, estando
associada a uma gama de patologias como doenças linfoproliferativas, doenças infecciosas agudas
ou crônicas, doenças auto-imunes como lúpus, mieloma múltiplo, macroglobulinemia de Waldenstron.
MÉTODO: Precipitação
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 3,0 mL de Soro.
- JO 8h.
LABORATÓRIOS: a seringa ou tubo de vacutainer deve ser aquecido antes da coleta. O sangue deve ser
deixado à 37o C durante o processo de coagulação. Centrifugar por 10 minutos a 2000 r.p.m. Transportar o
Soro na temperatura ambiente o mais rápido possível para o laboratório.
- Essa amostra não deve, em hipótese nenhuma, ser colocada na geladeira.



C RYPTOCOCCUS N EOFORMANS
Teste útil no diagnóstico e prognóstico da infecção criptocócica. Altos títulos de antígeno geralmente
se correlacionam com gravidade e, da mesma maneira, diminuição do título de antígeno corresponde a
bom prognóstico. Reações falso-positivas podem ocorrer, relacionadas com fatores reumatóides,
doenças causadas por Trichosporon beigelii e bacilos Gram-negativos.
MÉTODO: Aglutinação - Pesquisa Direta
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,5 ml de Soro - Líquor - Lavado Brônquico Alveolar - Urina.
- JO 8h
 Refrigerar entre 2o a 8o C.



D ENGUE , PESQUISA
Os níveis de anticorpos são usualmente baixos ou indetectáveis durante as fases iniciais da infecção.
Pacientes sintomáticos podem não apresentar anticorpos específicos durante as primeiras 1 - 2
semanas após exposição ao agente patogênico. Os títulos de anticorpos aumentarão com o passar do
tempo.

146                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
ANTICORPOS TOTAIS
     MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    - Aconselhável realizar 07 dias após a aparição dos sintomas.
    CONDIÇÃO: 0,25 mL de Soro.
    - JO 8h.
     Até 7 dias entre 0o e - 10o C.

IgM
      MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
      VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
      - Aconselhável realizar 07 dias após a aparição dos sintomas.
      CONDIÇÃO: 0,25 mL de Soro.
      - JO 8H.
       Até 7 dias entre 0o e - 10o C.




D ÍMERO D
O teste detecta fragmentos diméricos específicos da degradação de fibrina, sendo específico para
detecção de fibrinólise, não sofrendo interferência caso ocorra fibrinogenólise. A presença de níveis
elevados de Dímero D na circulação indica fibrinólise aumentada, sendo útil em diferentes situações
clínicas como embolia pulmonar, trombose venosa profunda, infarto agudo do miocardio, coagulação
intravascular disseminada aguda ou crônica, fibrinólise primária, controle de terapêutica trombolítica e
pré-eclâmpsia.
MÉTODO: ELFA (Enzyme Linked Fluorescent Assay)
VALOR DE REFERÊNCIA: 68 a 494 nanog/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Plasma citratado.
- J 4h.
LABORATÓRIOS: Centrifugar imediatamente após a coleta, em alta rotação (aproximadamente 3000 rpm) por
15 minutos. Retirar o plasma cuidadosamente deixando pequena quantidade no fundo e transferir para tubo
plástico. Congelar o plasma imediatamente após a centrifugação a - 20o C em tubo plástico contendo
aprotinina (anti plasmina) e enviá-lo congelado.
 Até 30 dias a temperatura inferior a - 4o C.



DNA, ANTICORPOS A NTI
Anticorpos anti-dsDNA são encontrados em cerca de 75 a 90% dos pacientes lúpicos com doença
ativa e é marcador de acometimento renal. Pode ocorrer em baixos títulos em doenças reumáticas,
auto-imunes e infecções como a esquistossomose e a malária. Níveis crescentes de anticorpos anti-
DNA associados a baixos níveis de complemento significam doença em atividade, porém os títulos de
anti-dsDNA podem permanecer elevados, mesmo com a remissão clínica da doença.
MÉTODO: Imunofluorescência Indireta utilizando Antígeno Crithidia luciliae
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.

                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                          147
E LETROFORESE DE L IPOPROTEÍNAS
O exame é útil no diagnóstico das dislipemias primárias e secundárias. Níveis diminuídos de
lipoproteínas podem ocorrer na síndrome de má-absorção e desnutrição.
MÉTODO: Eletroforese em Gel Agarose
VALOR DE REFERÊNCIA:
              Criança                        Adulto
Fração                              Fem.                Masc.
Alfa          30 a 36%           27 a 37%            19 a 27%
Pré-Beta      09 a 15%           04 a 12%            08 a 16%
Beta          50 a 60%           54 a 66%            57 a 73%
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Plasma (EDTA) ou Soro (até 6 horas após coleta).
- JO 12h.
LABORATÓRIOS: enviar material o mais rápido possível.
 Até 3 dias entre 2o e 8o C.




E LETROFORESE DE P ROTEÍNAS
SORO
   O exame é útil na caracterização das disproteinemias, das quais as mais comuns são:
   - Hipoalbuminemia: encontrada na síndrome nefrótica, cirrose hepática, desnutrição, enteropatia
      com perda protéica, processos inflamatórios crônicos.
   - Hipogamaglobulinemia: mieloma múltiplo não secretor ou produtor de cadeias leves.
   - Hipergamaglobulinemia: policlonal, na cirrose hepática, infecções subagudas e crônicas,
      doenças auto-imunes, algumas doenças proliferativas; monoclonal no mieloma múltiplo, na
      macroglobulinemia de Waldenstron e algumas outras doenças linfoproliferativas malignas.
   MÉTODO: Eletroforese em Gel de Agarose
   VALOR DE REFERÊNCIA:          Albumina           52,0 a 65,0%      3,2 a 5,6 g/dL
                                 Alfa 1             2,0 a 5,0%        0,1 a 0,4 g/dL
                                 Alfa 2             7,5 a 13,0%       0,5 a 1,2 g/dL
                                 Beta               8,0 a 14,0%       0,5 a 1,1 g/dL
                                 Gama              12,0 a 22,0%       0,5 a 1,6 g/dL
                                 Relação A/G       1,4 a 2,6
                                 Proteínas Totais  6,4 a 8,3 g/dL
   CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
   - JO 8h.
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.


CONCENTRAÇÃO NO LÍQUOR
    O teste contribui para o diagnóstico de doença inflamatória autoimune do Sistema Nervoso
    Central. Particularmente na esclerose múltipla, na panencefalite esclerosante subaguda e em
    outras doenças degenerativas.
    MÉTODO: Eletroforese em Acetato de Celulose
    VALOR DE REFERÊNCIA:
    Pré-Albumina 2 a 7%                             Alfa 2       4 a 12%
148                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    Albumina         56 a 76%                       Beta       8 a 18%
    Alfa 1            2 a 7%                        Gama       3 a 12%
    Banda/Faixas Oligoclonais  Ausente             Proteínas Totais 15 a 45 mg/dL
    CONDIÇÃO: 5,0 mL de Líquor.
     Até 3 dias entre 2o e 8o C.

CONCENTRAÇÃO NA URINA
   Pode ser útil quando se suspeita de proteína anormal na urina, como paraproteínas. Nestes casos
   há indicação de se proceder à sua caracterização imunoquímica.
   MÉTODO: Eletroforese de Alta Resolução em gel de agarose
   VALOR DE REFERÊNCIA: Albumina                50 a 60%         75 a 90 mg/24h
                            Alfa 1               4 a 7%          6 a 11 mg/24h
                            Alfa 2             7,4 a 11%        11 a 17 mg/24h
                            Beta                11 a 14%        17 a 21 mg/24h
                            Gama                15 a 22%        23 a 33 mg/24h
                            Proteínas Totais   até 150 mg/24h
   CONDIÇÃO: Urina 24h.
   LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de Urina e informar volume total.
   - Não precisa conservante - Refrigerar.
   veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.




E NDOMÍSIO , ANTICORPOS ANTI
Anticorpos anti-endomísio apresentam elevada especificidade para o diagnóstico de doença celíaca, o
que pode evitar a necessidade de biópsias intestinais múltiplas para o diagnóstico, particularmente
em crianças. A sensibilidade é igualmente alta, sendo superior a 90%. Apresenta ótima correlação com
a biópsia intestinal, inclusive no acompanhamento do seguimento da dieta, isto é, seus títulos caem
quando não há ingestão de gluten e elevam-se se a dieta não é seguida.
MÉTODO: Imunofluorescência Indireta
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,6 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.


E PSTEIN B ARR IG G E IG M, ANTICORPOS ANTI  EBV
A pesquisa de anticorpos anti-VCA é importante pois em crianças é freqüente a ausência de
anticorpos heterófilos na vigência de quadro clínico, mas com reações positivas para VCA tanto para
anticorpos de classe IgG e IgM, como só IgM, que caracterizam infecção recente. Presença apenas de
anticorpos IgG traduz infecção antiga. É importante que os clínicos tomem conhecimento que pode
ocorrer um resultado negativo nos testes, no início da doença, na vigência de quadro clínico altamente
sugestivo e grande atipia linfocitária. Se repetido após alguns dias, a reação se torna positiva. Outra
possibilidade é de que a doença não seja mononucleose, e sim, toxoplasmose ou citomegalovirose
cujos quadros clínicos e hematológicos são freqüentemente superponíveis.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro p/ cada.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C. Ciclos de congelamento/descongelamento não são recomendados.


E SQUISTOSSOMOSE IG G

                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            149
A pesquisa de anticorpos para esquistossomose é feita em substrato de cercária. A sorologia positiva
indica contato prévo com o parasita, não sendo útil para seguimento nem para caracterizar infestação
atual. A pesquisa de ovos nas fezes pode positivar-se antes da sorologia. A sorologia para
Esquistossomose pode permanecer positiva, após a cura da doença.
MÉTODO: Imunofluorescência Indireta - Substrato Cercaria
VALOR DE REFERÊNCIA: < 1:40
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro - 0,2 mL Líquor.
- JO 8h.
- A pesquisa de anticorpos no líquor deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a possibilidade de
contaminação do material durante a punção.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.

E STREPTOZIMA
Teste útil no diagnóstico de estreptococcias. Títulos elevados entre duas amostras indicam infecção
aguda por Streptococcus ou seqüela pós-estreptocócica. Os títulos se elevam em uma semana após a
infecção aguda, alcançam pico em 2 a 4 semanas e se normalizam somente 6 a 12 meses após.
MÉTODO: Aglutinação
VALOR DE REFERÊNCIA: < 100 U Stz
OBS.: Pesquisa de anticorpos para antígenos extracelulares do Streptococcus A: Estreptolisina O,
Estreptoquinase, Hialuronidase, DNase e NADase.
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




F ATOR A NTI -N UCLEAR (H EP 2)  FAN
Anticorpos antinucleares são detectados por imunofluorescência indireta em substratos de células
humanas - Hep 2. Cerca de 98% dos pacientes com lupus eritematoso sistêmico não tratado têm o
teste de Hep 2 positivo. Não existe relação entre os títulos de ANA e a atividade da doença. Após o
teste de triagem positivo deve ser feita a dosagem de auto-anticorpos separadamente. Reações falso
negativas podem ocorrer na presença de anticorpos anti-SSA/Ro, anticorpos anti-DNA de fita simples
(ss-DNA) e durante o uso de corticóide ou outra terapia imunossupressora. Reações falso-positivas
podem ocorrer em títulos geralmente até 1:160 na artrite reumatóide, esclerodermia, síndrome de
Sjögren, hepatite auto-imune e em cerca de 10% de pacientes acima de 50 anos.
           ANTICORPO                   PADRÃO                              CARACTERÍSTICAS
      DNA nativo           Periférico e Homogêneo        LES associado a nefrite
      Histona              Homogêneo                     LES , lupus induzido por drogas
      Sm                   Pontilhado                    25-30% dos pacientes com LES
      RNP                  Pontilhado                    LES, Altos títulos estão presentes na DMTC.
      Scl-70               Nucleolar e pontilhado fino   75% dos pacientes com a forma difusa da ESP
      Centrômero           Pontilhado característico     Síndrome de CREST
      SSA/Ro               Pontilhado ou negativo        LES, lupus neonatal, lupus subcutâneo, S. de Sjogren
      SSB/La               Pontilhado fino               Síndrome de Sjogren, LES
      Jo-1                 Citoplasmático                Polimiosite
      PCNA                 Pontilhado característico     LES
      Lamin                Periférico                    Significado clínico desconhecido
      Complexo de Golgi    Citoplasmático                LES, Síndrome de Sjogren
LES-lupus eritematoso sistêmico, ESP-esclerose sistêmica progressiva
DMTC-doença mista do tecido conjuntivo
MÉTODO: Imunofluorescência Indireta - SUBSTRATO: Células Hep 2
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro - Líquor - Líq. Sinovial - Líq. Pleural - Líq. Ascítico - Líq. Pericardico.
- JO 8h.
OBS.: A pesquisa de anticorpos em líquidos corporais deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a
possibilidade de contaminação do material durante a punção.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.

150                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
F ATOR R EUMATÓIDE
NEFELOMETRIA - SORO
   O fator reumatóide é um auto-anticorpo, em geral da classe IgM, podendo ser também IgG ou IgA.
   Está presente no soro da maioria dos pacientes portadores de artrite reumatóide, na população
   normal e em outras doenças não reumáticas. Faz diagnóstico diferencial entre artropatias
   seropositivas e seronegativas (síndrome de Reiter, espondilite anquilosante, artrite psoriásica,
   artropatias enteropáticas). Em geral, altos títulos se correlacionam com maior gravidade da
   doença.
   MÉTODO: Nefelometria
   VALOR DE REFERÊNCIA: < que 35 UI/mL
   CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
   - JO 8h.
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.

AGLUTINAÇÃO – LÍQUIDO SINOVIAL
   O exame do líquido sinovial é importante para o diagnóstico diferencial das doenças reumáticas,
   pois através dele podemos dizer se o processo é inflamatório, infeccioso, traumático ou
   degenerativo.
   MÉTODO: Aglutinação
   VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
   CONDIÇÃO: 0,2 mL de Líquido Sinovial.
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.




F EBRE A MARELA
Doença aguda, cuja manifestação clínica mais expressiva consiste em um quadro íctero-hemorrágico.
A gravidade da infecção varia consideravelmente, havendo, em um extremo, formas totalmente
inaparentes e, no outro, formas de evolução fulminante. A sorologia não permite a distinção entre a
infecção natural e a induzida pela vacina anti-amarílica. Podem ocorrer reaçòes sorológicas cruzadas
com outros Flavivírus como o vírus da dengue.

ANTICORPOS TOTAIS
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
    VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
    CONDIÇÃO: 0,25 mL de Soro ou Plasma (Heparina).
    - JO 4h
    - Colher 2 dias após início dos sintomas.
     Até 5 dias entre 2o e 8o C, após congelar.

IG M
       MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
       VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
       CONDIÇÃO: 0,25 mL de Soro ou Plasma (Heparina).
       - JO 4h
       - Colher 2 dias após início dos sintomas.
        Até 5 dias entre 2o e 8o C, após congelar.

F ERRITINA
O teste de ferritina é utilizado no diagnóstico e seguimento de anemias ferroprivas e hemocromatose.
O nível de ferritina reflete o nível de estoque celular de ferro. Níveis elevados de ferritina podem
ocorrer em doenças crônicas, doenças hepáticas, anemia megaloblástica, hemolítica, talassemia e
neoplasias, limitando sua utilização nestes casos.
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                       151
MÉTODO: Quimioluminescência
VALOR DE REFERÊNCIA:  R. Nascido  25 a 200 ng/mL
                         1 mês          200 a 600 ng/mL
                         2 a 5 meses  50 a 200 ng/mL
                         6 m a 15 anos  10 a 140 ng/mL
                         Mulher – pré-menopausa  10 a 100 ng/mL
                         Mulher – pós-menopausa Menopausa  10 a 280 ng/mL
                         Homem  29 a 300 ng/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



F OSFATASE A LCALINA E SPECÍFICA Ó SSEA  E SQUELÉTICA
Teste útil na avaliação do metabolismo ósseo onde a fração óssea da fosfatase alcalina está
aumentada nas elevações da atividade osteoblástica.
MÉTODO: Imunoensaio por Captura
VALOR DE REFERÊNCIA:
                        Idade            Homens           Mulheres
                          4 a 10 anos    até 158 U/L      até 173 U/L
                        11 a 16 anos     até 196 U/L      até 159 U/L
                        17 a 19 anos     até 58 U/L       até 31 U/L
                        Adultos          12 a 23 U/L      10 a 22 U/L
Valores médios da Isoenzima Óssea separada por Focalização Isoelétrica.
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 0o e - 10o C.
    As amostras não podem ser submetidas a mais de 3 ciclos de congelamento/descongelamento.
G LIADINA , ANTICORPOS A NTI
A doença celíaca é uma doença crônica, na qual, a ingestão de glúten (componente do trigo e cereais
relacionados) produz danos a mucosa do intestino delgado. A toxicidade ao glúten reside na fração
gliadina. A presença de anticorpos IgA anti-gliadina na circulação está associada à presença de
intolerância ao glúten. A detecção de anticorpos IgG anti-gliadina é indicada nos casos de pacientes
com deficiência de IgA.

MÉTODO: Ensaio Imunofluorimétrico
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

IG A
VALOR DE REFERÊNCIA: até 3 mg/L
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.

IG G
VALOR DE REFERÊNCIA:  < 3 anos      até 30 mg/L
                        3 anos     até 18 mg/L
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.

G RUPO S ANGÜÍNEO + F ATOR R H /DU  R H (D) FRACO
Os antígenos eritrocitários são geneticamente determinados e podem ser classificados em diversos
sistemas. Os de maior expressão são os sistemas ABO e Rh ou CDE. Os anticorpos do sistema ABO
são naturais, enquanto os do Rh/CDE ocorrem em situações patológicas (vide COOMBS). A
determinação dos antígenos eritrocitários deve ser feita para transfusão, transplantes, pré-natal ou
para auxiliar na exclusão de paternidade.
MÉTODO: Classificação em Tubo e Micro Typing System
CONDIÇÃO: 3,0 mL de Sangue Total (EDTA/Citrato/Heparina).
 Enviar no mesmo dia da coleta, entre 2o e 8o C.
152                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
H AM , T ESTE
A hemoglobinúria paroxística noturna é uma doença adquirida na qual as hemácias do paciente são
anormalmente sensíveis a constituintes normais do soro. O diagnóstico é feito pela realização do teste
de Ham. Resultados falso-negativos podem ocorrer após hemotransfusão ou uso dos anticoagulantes
heparina e EDTA enquanto falso-positivos podem ocorrer na anemia megaloblástica ou anemia auto-
imune.
MÉTODO: Hemólise em pH Ácido
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 2,0 mL de Soro desfibrinado (colhido no mesmo dia) transportado em banho de gelo + 1,0 mL de
Sangue Total (Citrato/EDTA/Oxalato/Heparina/Desfibrinado).
- JO 8h.
LABORATÓRIOS: colher sangue do paciente em um Erlenmeyer de 50 mL contendo de 8 a 10 pérolas de vidro.
Fazer movimento rotatório até que haja formação de fibrina. Passar o sangue desfibrinado para um tubo e
centrifugar a 2000 r.p.m., por 5 minutos. Separar o Soro.
 Até 24 horas entre 2o e 8o C.

H ELICOBACTER P YLORI
A detecção de anticorpos IgG específicos para H. pylori tem grande importância no diagnóstico da
gastrite tipo B (antral) e úlcera duodenal, pela simplicidade de sua realização. Neste tipo de ensaio,
não é observado reação cruzada com o Campylobacter jejuni e E. coli, bactérias prevalentes em
nosso meio.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.
H EPATITE A
A hepatite A é uma doença autolimitada, de início agudo, evolução benigna, transmissão fecal-oral e
de alta contagiosidade. A maior parte da população se imuniza naturalmente, através de infecções
subclínicas. Em 0,1% dos casos pode apresentar a forma fulminante.
Anticorpos anti-HAV IgM, aparecem com os sintomas iniciais e cai em 3 a 6 meses. O achado de anti-
HAV IgM positivo é indicativo de infecção aguda.
Anticorpos anti-HAV IgG, aparecem na convalescência e permanecem por toda a vida. Promove
imunidade protetora contra a hepatite A.
HAV IGG E IGM, ANTI
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA) p/ cada.
- JO 8h.
LABORATÓRIOS: As amostras de pacientes tratados com heparina podem coagular parcialmente e podem
produzir resultados errôneos devido a presença de fibrina. Para prevenir este fenômeno, deve-se colher a
amostra antes da terapia com heparina.
 Até 14 dias entre 2o e 8o C.


H EPATITE B
A hepatite B tem início insidioso e curso clínico mais prolongado. Sua transmissão é pode ser
parenteral, sexual e raramente, através de exposição a secreções. Entre 1 e 10% das infecções pelo
HBV evoluem para a forma crônica - portador assintomático, hepatite crônica ativa ou persistente.
Hepatite fulminante ocorre em 1% dos pacientes.

LABORATÓRIOS: As amostras de pacientes tratados com heparina podem coagular parcialmente e podem
produzir resultados errôneos devido a presença de fibrina. Para prevenir este fenômeno, deve-se colher a
amostra antes da terapia com heparina.
 Até 14 dias entre 2o e 8o C.

                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             153
HBSAG  ANTÍGENO AUSTRÁLIA
   Aparece antes do início dos sintomas e mantém-se até 20 semanas. A persistência de HBsAg por
   mais de 6 meses indica estado de portador ou hepatite crônica. Pode-se observar reações falso-
   positivas em pacientes heparinizados ou com desordens da coagulação e reações falso-
   negativas, quando o HBsAg encontra-se em níveis inferiores à sensibilidade de detecção dos
   métodos utilizados.
   MÉTODO: Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   OBS.: Este exame pode, embora raramente, apresentar resultados falso-positivos ou falso-negativos, que
   é uma característica do método. Em caso de incompatibilidade clínica, à critério de seu médico, deverão
   ser feitos testes confirmatórios. Este exame só deve ser interpretado pelo médico.
   CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
   - JO 8h.

HBC IGG E IGM, ANTI
    Anticorpos anti-HBc são produzidos contra antígenos do “core” do HBV.
    Anticorpos anti-HBc IgM elevam-se ao mesmo tempo que as transaminases e caem em 6 a 8
    meses. A presença de anti-HBc IgM significa infecção aguda ou recente. O anti-HBc IgM pode ser
    o único marcador detectado nas hepatites fulminantes.
    Anticorpos anti-HBc IgG surgem com 8 semanas de infecção e persistem por toda a vida. A
    presença de anti-HBc IgG isolado pode ocorrer na infecção recente (HBsAg já negativo e anti-HBs
    ainda não positivou), infecção crônica (HBsAg em níveis indetectáveis por métodos
    convencionais) ou infecção prévia pelo HBV com anti-HBs indetectável.
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
    - JO 8h.
                                                                                         CONTINUA...
                                                                          CONTINUACAO...HEPATITE B

HBE-AG
    O antígeno “e” pode ser detectado na fase aguda, logo após o HBsAg. É uma proteína do HBV,
    produzida durante a replicação viral ativa. Permanece positivo cerca de 3 a 6 semanas, período
    em que há alto risco de transmissão. É útil para determinar risco de infecção em acidentes e de
    infecção em crianças nascidas de mães infectadas.
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
    - JO 8h.

HBE, ANTI
    Anticorpos anti-HBe são detectáveis em 90% dos pacientes que foram HBeAg positivos, após 2 a
    3 semanas do desaparecimento deste antígeno. É o primeiro sinal de recuperação. Pacientes anti-
    HBe positivos podem ser portadores crônicos, mas têm melhor evolução e menor risco de
    transmissão.
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
    - JO 8h.

HBs, ANTI
    Anticorpos anti-HBs são detectáveis meses após o desaparecimento do HBsAg. Persiste por
    muitos anos, podendo cair até níveis indetectáveis. A presença de anti-HBs isolado pode ser
    encontrado após vacinação para hepatite B. Pacientes com títulos de anti-HBs superiores a 10
    UI/mL são considerados positivos, porém após a imunizacão espera-se obter títulos de pelo
    menos 100 UI/mL.
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
    VALOR DE REFERÊNCIA: < 10 mUI/mL
154                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
    - JO 8h.

H EPATITE C
HCV, ANTI
A hepatite C tem curso clínico prolongado. A maioria dos casos é assintomática, porém tem
propensão a cronificar-se. A pesquisa de anticorpos anti-HCV apresenta limitações: período de "janela
imunológica" de até 6 meses, resultados falso-negativos em pacientes imunodeprimidos, reações
falso-positivas na presença de doenças autoimunes, infecções por outros flavivírus, como a febre
amarela e dengue.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
OBS.: Este exame pode, embora raramente, apresentar resultados falso-positivos ou falso-negativos, que é
uma característica do método. A positividade no método Elisa deve ser confirmada em outra amostra por
testes mais específicos, à critério de seu médico. Este exame só deve ser interpretado pelo seu médico.
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA/Citrato/Oxalato de potássio).
- JO 8h.
LABORATÓRIOS: As amostras de pacientes tratados com heparina podem coagular parcialmente e podem
produzir resultados errôneos devido a presença de fibrina. Para prevenir este fenômeno, deve-se colher a
amostra antes da terapia com heparina.
 Até 14 dias entre 2o e 8o C.




H EPATITE D
HDV, ANTI
O vírus da hepatite delta (HDV) é um vírus RNA incompleto que requer o HBV para sua replicação.
Aparece em pessoas com exposição parenteral múltipla. A hepatite delta aguda tem tendência a ser
mais grave ou apresentar-se na forma fulminante. A hepatite delta crônica é mais severa que as
hepatites crônicas B ou C. Anticorpos anti-HDV surgem 5 a 7 semanas após o início da infecção.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


H EPATITE E
HEV, ANTI
A hepatite E tem transmissão fecal-oral e apresenta clínica similar a hepatite A. Tem período de
incubação maior, de 21 a 45 dias, maior colestase e mortalidade fetal durante a gravidez. O
diagnóstico é feito através da demonstração de anticorpos anti-HEV pelo método ELISA no soro de
pacientes infectados. Torna-se positivo cerca de 27 dias após elevação das transaminases e persiste
por anos.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             155
H ERPESVÍRUS S IMPLES 1 E 2  HSV
IGG E IGM - IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO
IgG - Na população em geral podem ser encontrados indivíduos com altos títulos de anticorpos, e com
ausência de quadro clínico sugestivo de infecção aguda. Em caso de quadro clínico sugestivo,
recomenda-se a colheita de duas amostras: uma na fase aguda e outra 15 dias após onde a elevação
do título de pelo menos duas diluições sugere o diagnóstico. Em infecções herpéticas bem localizadas
pode não ocorrer estímulo antigênico para provocar elevação do título de anticorpos.
IgM - A presença de anticorpos IgM nas duas primeiras semanas de vida estabelece o diagnóstico de
infecção congênita, pois na infecção neonatal ou pós-natal em geral os anticorpos levam de duas a
quatro semanas após a infecção aparecer.
Em outras fases da vida, a detecção de IgM pode estar presente nas recorrências.
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro - Líquor.
- JO 8h.
LABORATÓRIOS: Informar, Está gravida? Teve contato? Fez este exame anteriormente?
 Até 4 dias entre 2o e 8o C.


H ISTONA , ANTICORPOS A NTI
Anticorpos anti-histonas ocorrem no lupus induzido por drogas em 96% dos pacientes, juntamente
com anticorpos para o ssDNA. No LES pode ser encontrado em 24% dos pacientes e na AR, em 20%
dos casos. A procainamida, a hidralazina, quinidina e anticonvulsivantes são os medicamentos
relacionados com auto-imunidade causada por drogas.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA:  Negativo            0,9
                          Indeterminado  1,0 a 1,4
                          Positivo        1,5
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


H ISTOPLASMA C APSULATUM , ANTI
A presença de reação de identidade contra a histoplasmina indica infecção ativa ou recente pelo
Histoplasma capsulatum. A sorologia negativa não exclui o diagnóstico: cerca de 10% dos pacientes
com histoplasmose comprovada por cultura, não formarão bandas. A sorologia positiva deve ser
seguida de cultura para confirmação.
MÉTODO: Imunodifusão Radial Dupla
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,3 mL Soro.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



HIV
HIV 1 E 2, PESQUISA
      A infecção pelo HIV leva a síndrome de imunodeficiência adquirida – AIDS. O diagnóstico é feito
      em duas etapas. A triagem é feita utilizando pelo menos dois testes do tipo ELISA, MEIA ou ELFA
      e se positivos, deve ser realizado um teste confimatório - Western Blot ou imunofluorescência. Na
      fase inicial da infecção há um período de janela imunológica, em que deve ser pesquisado o RNA
      – PCR para HIV 1 diagnóstico. Após o diagnóstico, o seguimento é feito com contagem de
      linfócitos CD4 e carga viral. Considerando a possibilidade de ocorrência de resultados falso-
      negativos nos testes utilizados para a detecção de anticorpos anti-HIV, a Secretaria de Vigilância
      Sanitária do Ministério da Saúde, portaria 488, tornou obrigatória a realização de 2 testes de
      triagem em cada amostra e a confirmação pelo método Western Blot e repetição em nova
      amostra.

156                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    ELISA
    Não é realizado isolado.
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
    PESQUISA DE ANTICORPOS PARA OS ANTÍGENOS VIRAIS:
    HIV 1  ENV GP160, GAG P24 e PEPTIDEO ANT70 (SUBTIPO “O”)
    HIV 2  ENV GP36
    CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro ou Plasma (Citrato/Heparina/EDTA).
    - JO 8h.
     Até 14 dias entre 2o e 8o C.

    MEIA
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
    PESQUISA DE ANATICORPOS PARA OS ANTÍGENOS VIRAIS:
    HIV 1  ENV GP41 e GAG P24
    HIV 2  ENV GP36
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA/Citrato/Oxalato de potássio).
    - JO 8h.
    LABORATÓRIOS: As amostras de pacientes tratados com heparina podem coagular parcialmente e podem
    produzir resultados errôneos devido a presença de fibrina. Para prevenir este fenômeno, deve-se colher
    a amostra antes da terapia com heparina.
     Até 14 dias entre 2o e 8o C.

    ELFA DUO
    MÉTODO: ELFA – VIDAS DUO (Biomerrieux)
    PESQUISA DE ANTICORPOS PARA OS ANTÍGENOS VIRAIS: HIV 1  ENV GP41 e GAG P24
                                                        HIV 2  ENV GP36
    ANTÍGENO VIRAL PESQUISA: HIV 1  GAG P24 (antígeno P24)
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro (pode ser inativado - 56oC c/ 30 min) ou Plasma (EDTA, Oxalato, Heparina ou
    Citrato).
    - JO 8h.
     Até 14 dias entre 2o e 8o C.

                                                                                               CONTINUA...

                                                                                        CONTINUAÇÃO..HIV



HIV WESTERN BLOT  CONFIRMATÓRIO
Na determinação da sorologia para o HIV, o teste Western Blot para HIV é utilizado como teste
confirmatório quando os exames de triagem são reagentes. Apesar de ser um teste específico, quando
positivo, tem sensibilidade inferior aos testes de ELISA, se utilizado como exame inicial. Cerca de 20%
da população normal não infectada pelo HIV e com ELISA negativo, apresentam reações
indeterminadas no Western Blot.
MÉTODO: Western Blot - Elisa
CONDIÇÃO: 0,6 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 24 horas entre 2o e 8o C.



HTLV I E II, PESQUISA
Os vírus HTLV-I e II são da família dos retrovírus. Não estão relacionados à infecção pelo HIV. A
principal via de transmissão é a parenteral, sendo obrigatória a realização em bancos de sangue. Os
testes ELISA não distinguem entre HTLV-I e HTLV-II. A infecção pelo HTLV está correlacionado a
leucemia de células T do adulto, paraparesia tropical espástica e doenças crônicas neuromusculares,
porém com baixo risco – cerca de 5% em 20 anos.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro ou Plasma (Heparina, Citrato ou EDTA).
- JO 8h.

                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               157
MÉTODO: Aglutinação
CONDIÇÃO: Líquor.
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
OBS.: A pesquisa de anticorpos no líquor, deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a possibilidade
de contaminação do material durante a punção.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




IGE
Total, Específicos e Múltiplos - A imunoglobulina E é um importante indicador de alergia atópica, que
pode manifestar-se como asma, rinite ou dermatites. Predominam os sintomas alimentares na infância
e os respiratórios no adulto. A dosagem de IgE total elevada até 3 anos de idade é um bom indicador
da presença de atopia. Após esta idade pode elevar-se por outros motivos como o maior contato com
alérgenos ambientais e parasitoses.
Inalantes - O IgE Inalantes está indicado nos casos de atopia respiratória, isto é, rinites e bronquites.

MÉTODO: Immunocap
 Até 7 dias entre 2o e 8o C ou congelar a - 4o C.

IGE ESPECÍFICO PARA
     ABELHA, VENENO (I1)                                       BATATA (F35)
     ALFA LACTOALBUMINAS (F76)                                 BETA LACTOGLOBULINA (F77)
     ALHO (F47)                                                BLOMIA TROPICALLIS (RD201)
     ALTERNARIA ALTERNATA (M6)                                 CACAU (F93)
     AMENDOIM (F13)                                            CAMARÃO (F24)
     ANANAS (ABACAXI) (F210)                                   CANDIDA ALBICIANS (M5)
     ARROZ (F9)                                                CARANGUEJO (F23)
     ASPERGILLUS FUMIGATUS (M3)                                CARNE DE GALINHA (F83)
     AVEIA (F7)                                                CARNE DE PORCO (F26)
     ATUM (F40)                                                CARNE DE VACA (F27)
     BANANA (F92)                                              CASEÍNA (F78)
     BARATA (I6)                                               CEBOLA (F48)
158                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    CENOURA                                                  MEL (RF247)
    CLARA DE OVO (F1)                                        MEXILHÃO AZUL (F37)
    CÔCO (F36)                                               MILHO (F8)
    DERMATOPHAGOIDES FARINAE                                 MORANGO (F44)
    DERMATOPHAGOIDES PTERONYSSINUS                           PEIXE (F3)
    FEIJÃO BRANCO (F15)                                      PÊLO DE CÃO (E5)
    FOLHA DE TABACO (RO201)                                  PÊLO DE GATO (E1)
    FORMIGA (I70)                                            PENAS DE GALINHA (E85)
    GEMA DE OVO (F75)                                        PENICILINA G
    GLÚTEN (F79)                                             PENICILINA V
    GRÃO DE SOJA (F14)                                       PERNILONGO (I71)
    LARANJA (F33)                                            QUEIJO – TIPO CHEDDAR (F81)
    LATEX (K82)                                              SEDA BRAVA (K73)
    LEITE (F2)                                               TOMATE (F25)
    LEITE DE CABRA (RF300)                                   TRIGO (F4)
    LIMÃO (F208)                                             VESPA, VENENO (I3)
    MARIMBONDO, VENENO (I4)
    VALOR DE REFERÊNCIA:
     Classe 0: < que 0,35 kU/L  Não detectável
     Classe 1: 0,36 a 0,70 kU/L  Valor baixo
     Classe 2: 0,71 a 3,50 kU/L  Valor moderado
     Classe 3: 3,51 a 17,50 kU/L  Valor alto
     Classe 4: > que 17,51 kU/L  Valor muito alto
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro para IgE isolado e 0,2 mL para cada IgE adicional.




                                                                                           CONTINUA...




                                                                                    CONTINUAÇÃO...IGE

IGE MÚLTIPLO PARA
    PHADIATOP ALÉRGENOS INALANTES
    PHADIATOP INALANTES E ALIMENTOS
    EX1 (Epitélios, Partículas e Pêlos (Gato, Cavalo, Boi e Cachorro))
    EX71 (Penas (Frango, Ganso, Pato, Peru))
    FX1 (Amendoim, Avelã, Noz Brasileira, Amêndoa, Côco)
    FX2 (Peixe, Camarão, Mexilhão, Atum, Salmão)
    FX3 (Trigo, Aveia, Milho, Gergelim)
    FX5 (Clara de Ovo, Leite, Trigo, Amendoim, Soja)
    GX2 (Pólen de Gramíneas (Grama de1 Bermuda, Grama de Centeio, Capim Rabo-de-Rato, Grama de
    Campina, Grama de Johnson, Grama de Bahia))
    HX2 PÓ (Poeira Caseira, Dermatophagoides pteronyssinus, Dermatophagoides farinae e Blatella
    germânica)
    MX1 (Penicillium notatum, Cladosporium herbarum (Hormodendrum), Aspergillus fumigatus e Alternaria
    alternata (Tenuis))
    VALOR DE REFERÊNCIA:
     Classe 0: < que 0,35 kU/L  Não detectável
     Classe 1: 0,36 a 0,70 kU/L  Valor baixo
     Classe 2: 0,71 a 3,50 kU/L  Valor moderado
     Classe 3: 3,51 a 17,50 kU/L  Valor alto
                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                        159
       Classe 4: > que 17,51 kU/L  Valor muito alto
      CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro para IgE isolado e 0,2 mL para cada IgE adicional.


IGE TOTAL
     MÉTODO: Immunocap
     VALOR DE REFERÊNCIA:  R.Nascido            até 2,3 kU/L
                            1 a 11 meses        até 8,6 kU/L
                            1 a 3 anos          até 24,0 kU/L
                            4 a 6 anos          até 30,0 kU/L
                            7 a 10 anos         até 116,0 kU/L
                            > de 10 anos        até 140,0 kU/L
     CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.



IMUNOCOMPLEXOS C IRCULANTES C1q I G G
Os imunocomplexos circulantes (CIC) não são normalmente expressos em indivíduos saudáveis, mas
são rapidamente detectados em pacientes com artrite reumatóide (AR) e lúpus eritematoso sistêmico
(SLE) durante doença ativa.
Método: Imunoensaio Enzimático
Valor de Referência: inferior a 34 /mL
Condição: 2,0 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 24 horas entre 2o e 8o C, após congelar.




IMUNOFIXAÇÃO
O teste é útil no diagnóstico de paraproteinemias, como as observadas no mieloma múltiplo,
macroglobulinemia de Waldenstrom, doenças linfoproliferativas malignas e nas gamopatias
monoclonais benignas; auxilia também no diagnóstico e caracterização das disgamaglobulinemias.
MÉTODO: Imunofixação
VALOR DE REFERÊNCIA: Laudo a parte
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro - 5,0 mL de Líquor - *Urina 24h.
- Soro: JO 8h.
- Urina: Não precisa conservante - Refrigerar.
LABORATÓRIOS: *enviar 5 mL de Urina.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Soro - Até 1 semana entre 2o e 8o C.
    Urina e Liquor - Até 3 dias entre 2o e 8o C.

IMUNOGLOBULINAS
SANGUE IGG, IGA, IGM
   Muitas doenças adquiridas ou congênitas levam à alterações das proteínas plasmáticas. Essas
   mudanças podem ser funcionais como nos tumores celulares, quantitativas como nos processos
160                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    inflamatórios ou mesmo o aparecimento de proteínas que não são normalmente encontradas em
    indivíduos sadios, como as proteínas embrionárias. Determinações periódicas de
    imunoglobulinas durante a doença, não somente permite o monitoramento do progresso do
    paciente, mas também ajuda na avaliação da gravidade e formulação de um diagnóstico.
    MÉTODO: Nefelometria
    VALOR DE REFERÊNCIA:
               IDADE                  IGG (MG/DL)         IGA (MG/DL)      IGM (MG/DL)
               R. Nascido               700 a 1480          0 a 2,2          05 a 30
               01 a 03 ms               250 a 1100          2 a 50           10 a 80
               04 a 06 ms               300 a 1000          3 a 82           15 a 109
               6m a 01 ano              500 a 1200          14 a 108         43 a 239
               02 a 06 anos             500 a 1300          23 a 190         50 a 199
               06 a 12 anos             700 a 1650          29 a 270         50 a 260
               12 a 16 anos             700 a 1550          81 a 232         45 a 240
               Adulto                   564 a 1765          85 a 385         45 a 250
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
     Até 5 dias entre 2o e 8o C.
LÍQUOR IGG
    A dosagem de IgG no líquor é utilizada para avaliar o envolvimento do sistema nervoso central
    com infecções, neoplasia, ou doença neurológica primária (em particular, esclerose múltipla).
    Entretanto, níveis normais de IgG não excluem doença.
    MÉTODO: Nefelometria
    VALOR DE REFERÊNCIA: 0,5 a 6,1 mg/dL
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Líquor.
    OBS.: O teste imunológico no líquor deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a possibilidade de
    contaminação do material durante a punção.
     Até 5 dias entre 2o e 8o C.

SALIVA IgA
    Teste útil na avaliação da imunodeficiência primária que nas crianças está freqüentemente
    associada a infecções otorrinolaringológicas.
    MÉTODO: Nefelometria
    VALOR DE REFERÊNCIA: 3,5 a 36,8 mg/dL
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Saliva.
    LABORATÓRIOS: enviar em pote estéril.
     Até 3 dias entre 2o e 8o C.


INFLUENZA VÍRUS A E B – PESQUISA DIRETA
Doença respiratória aguda, de natureza infecto-contagiosa e de grande potencialidade epidêmica,
caracterizando por um início agudo e por um período de estado de curta duração, muitas vezes
exibindo uma fisionomia clínica superponível à da coriza epidêmica e de outras doenças respiratórias
agudas.
MÉTODO: Imunofluorescência Direta
VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
CONDIÇÃO: Aspirado de nasofaringe, Lavado de nasofaringe e Swab de nasofaringe.
LABORATÓRIOS - COLETA: Swab, insira um swab cuidadosa e o mais profundamente possível através das
narinas, colha toda secreção existente e friccione as paredes da nasofaringe de forma a obter células.
Coloque a amostra em meio de transporte específico.Aspirado, insira um cateter apropriado na nasofaringe e
aspire o material com uma seringa ou por meio de bomba de sucção. Lavado, nos casos em que o material
não pode ser aspirado, incline a cabeça do paciente cerca de 70 o para trás, instile de 3 a 7 mL de soro
fisiológico estéril, reaspire e coloque a amostra em meio de transporte específico.
- Após a coleta confeccionar em lâminas para microscopia, previamente limpas, esfregaços com cerca de 1
   cm de diâmetro. Obs.: enviar 3 lâminas protegidas em tubo de colposcopia seco.
 Refrigerar a 4o C.



                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                161
ISOAGLUTININAS
No sistema ABO anticorpos séricos são de ocorrência natural e são formados após o nascimento com
a colonização intestinal e contato com os diversos antígenos alimentares de acordo com o grupo
sanguíneo do indivíduo. Utiliza-se a titulação destes anticorpos para avaliar o funcionamento do
sistema imune.
MÉTODO: Aglutinação
VALOR DE REFERÊNCIA: acima de 1 ano:  1:4
OBS.: Valores menores que 1:4 podem ser encontrados em crianças abaixo de 1 ano devido a imaturidade
imunológica.
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro + 0,5 mL de Sangue Total (EDTA/Citrato/Heparina).
 Até 15 dias entre 2o e 8o C.


J O 1, ANTICORPOS A NTI
A presença deste anticorpo está relacionado com a poliomisite (20 a 40% dos casos), principalmente
quando associados a doença pulmonar intersticial, com dermatomiosite (cerca de 10% dos casos) e
em outras doenças reumáticas. Os títulos de anti-Jo-1 podem variar em concordância com a atividade
da miosite e sua a quantificação pode ser útil na avaliação clínica destes pacientes.
MÉTODO: Hemoaglutinação
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
NOTA: Valores menores que 1:50 não possuem significado clínico.
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.

K APPA (CADEIA LEVE )
Tipo de cadeia leve de imunoglobulinas, que é produzida cerca de duas vezes mais que a cadeia leve
lambda, tendo predominância nas gamopatias monoclonais malignas, tais como mieloma ou
macroglobulinemia de Waldenstrom.
MÉTODO: Nefelometria
VALOR DE REFERÊNCIA: 566,0 a 1300,0 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 3 dias entre 2o e 8o C.




L AMBDA (CADEIA LEVE )
Tipo de cadeia leve de imunoglobulinas, tendo predominância nas gamopatias monoclonais malignas,
tais como mieloma ou macroglobulinemia de Waldenstrom.
MÉTODO: Nefelometria
VALOR DE REFERÊNCIA: 304,0 a 735,0 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 3 dias entre 2o e 8o C.


L EISHMANIOSE
MÉTODO: Imunofluorescência Indireta
 Até 3 dias entre 2o e 8o C.

CANINA
   Leishmaniose é uma infecção transmitida aos mamíferos (homem, cão e outros) por insetos
   hematófagos. Não se dispõe de terapêutica segura e eficaz sendo pois necessário o sacrifício dos
   animais comprovadamente infectados.
162                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
       VALOR DE REFERÊNCIA:  1:40
       CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.


HUMANA
   No Calazar ou leishmaniose visceral os títulos são elevados (1/160 ou mais) e tendem à
   negativação após a cura parasitológica. Na leishmaniose tegumentar os títulos são baixos e
   tendem a se correlacionar com a extensão das lesões e o comprometimento das mucosas. Em
   regiões endêmicas de doença de chagas o resultado tem que ser avaliado com cuidado, pois
   existem reações cruzadas entre os dois antígenos.
   VALOR DE REFERÊNCIA: < 1:80
   CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
   - JO 8h.

IG M
       VALOR DE REFERÊNCIA: < 1:80
       CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
       - JO 8h.



L EPTOSPIROSE , E LISA
Leptospirose é uma doença febril aguda causada primariamente pelo Leptospira interrogans.
As manifestações clínicas variam de uma leve coriza à uma doença ictérica com comprometimento
severo do paciente. Anticorpos podem ser detectados a partir do 6º ao 10º dia e geralmente atingem
níveis máximos após 3 a 4 semanas. Os níveis de anticorpos reduzem-se gradualmente, mas podem
permanecer detectáveis durante anos.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JD 4h.
 Até 5 dias em geladeira entre 2o a 8o C.




L INFÓCITOS T A TIVADO  OKT3  CD3
Os anticorpos anti-CD3 são úteis para sondar a região constante dos receptores de células T, os quais
se expressam exclusivamente nos linfócitos          T imunocompetentes, no monitoramento de
imunodeficiência, doenças auto-imunes e nas leucemias e linfomas.
MÉTODO: Citometria de Fluxo
VALOR DE REFERÊNCIA:
                                              CD3 %          C. absoluta
                       0 a 6 meses          55 a 82%          3505 - 5009
                       6 a 12 meses         55 a 82%          3409 - 4575
                     12 a 18 meses          55 a 82%          3156 - 3899
                     18 a 24 meses          55 a 82%          2766 - 3508
                     24 a 30 meses          55 a 82%          2324 - 3295
                     30 a 36 meses          55 a 82%          1923 - 3141
                     > 3 anos               55 a 82%          1072 - 3890
CONDIÇÃO: 5,0 mL de Sangue Total (EDTA/Heparina/ACD).
LABORATÓRIOS: enviar Sangue Total em EDTA (se transporte em menos de 24h) ou Heparina/ACD (para
processar a amostra em até 48h). Transportar em temperatura ambiente. Não enviar no gelo. Enviar cópia do
Hemograma na solicitação deste exame. Não enviar pipetex.

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             163
- Informar data e hora da coleta. Enviar de 2a a 5a feira.



L IPOPROTEÍNA “ a ”
Lpa é uma lipoproteína plasmática com composição lipídica muito similar a lipoproteína de baixa
densidade (LDL) e uma glicoproteína, a apolipoproteína a. Evidências sugerem que a Lpa compete
com algumas funções fisiológicas do plasminogêneo na coagulação, portanto, elevadas
concentrações de Lpa podem ter uma potencial ação trombogênica. Altas concentrações séricas
estão associadas a aumento do risco de infarto do miocárdio e cerebral.
MÉTODO: Nefelometria
VALOR DE REFERÊNCIA: < que 30,0 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
LABORATÓRIOS: enviar material o mais rápido possível.
 Até 3 dias entre 2o e 8o C.



L ISTERIOSE
Os resultados das reações sorológicas devem ser interpretados com cautela, pois reações cruzadas
são freqüentes em decorrência de determinantes antigênicos comuns entre a L.monocytogenes e
bactérias Gram positivas. O resultado de uma amostra nem sempre é conclusivo, devendo-se sempre
proceder a duas coletas, com 30 dias de intervalo. Uma ascensão de título é sugestiva de infecção
recente.
MÉTODO: Aglutinação
VALOR DE REFERÊNCIA:  Antígenos O e H  < do que 1:160
                          Faixa de Dúvida  1:160 a 1:320
                          Sugestivo        acima de 1:320
OBS.: Fazer curva com diferença de 30 dias, havendo ascensão significa infecção recente.
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




L KM , ANTICORPOS A NTI
Anticorpos anti-LKM são anticorpos dirigidos a fração microssomal de fígado e rim e estão
relacionados a hepatite auto-imune tipo 2. Esta doença é predominante em mulheres e geralmente
associada a outras doenças auto-imunes – tireoidite, diabetes e vitiligo.
MÉTODO: Imunofluorescência Indireta
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.



L YME I G G/IG M
Doença multissistêmica, podendo cronificar-se. Na fase inicial da doença a sensibilidade da sorologia
é de 40 a 60%, sendo na forma crônica de quase 100%. Um resultado negativo não exclui o diagnóstico
da doença, pois nos estágios iniciais ou em antibioticoterapia precoce não produzem níveis de
anticorpos. Diante da suspeita clínica e sorologia negativa, repetir a sorologia 4 a 6 semanas.
MÉTODO: ELFA (Enzyme Linked Fluorescent Assay) - VIDAS
VALOR DE REFERÊNCIA:  Negativo          < 0,75
164                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                          Indeterminado   0,75 a < 1,0
                          Positivo        que 1,0
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.



M ITOCÔNDRIA , ANTICORPOS ANTI  AMA
A cirrose biliar primária é uma doença colestática intra-hepática crônica, mais frequente em mulheres
entre 30 e 60 anos. Anticorpos anti-mitocondria (AMA) estão presentes em cerca de 90% dos casos,
em altos títulos. Não é específico para cirrose biliar primária, podendo estar presente na hepatite
crônica ativa, hepatites virais, cirrose hepática e doenças auto-imunes.
MÉTODO: Imunofluorescência Indireta
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.



M ONOTEST
Em pacientes com suspeita de infecção primária pelo vírus Epstein-Baar o Monoteste é indicado como
teste inicial. Se positivo e apresentar clínica apropriada com exame hematológico correspondente,
testes para anticorpos específicos não são necessários. Se o monoteste for negativo, então os casos
suspeitos devem ser avaliados através da determinação de anticorpos específicos para EBV. Este tipo
de teste é pouco útil no diagnóstico de Monucleose Infecciosa em pacientes imunocomprometidos,
pois a grande maioria desses pacientes não produz anticorpos heterófilos. Cerca de 10% da
população adulta com monucleose infecciosa pode não desenvolver anticorpos heterófilos.
MÉTODO: Aglutinação
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




M UCOPROTEÍNAS
É uma glicoproteína, típica das secreções mucosas. É importante para o diagnóstico e
acompanhamento da doença reumática, pois é uma das últimas provas a se normalizar. Entretanto,
tecnicamente este exame não apresenta boa reprodutibilidade sofrendo influência da temperatura e do
tempo. É substituída com vantagens pela determinação da alfa - 1 glicoproteína ácida.
MÉTODO: Winzler
VALOR DE REFERÊNCIA: 1,7 a 5,1 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.



M ÚSCULO L ISO , ANTICORPOS ANTI  ASMA
Anticorpos anti-músculo liso (ASMA) estão presentes em altos títulos em cerca de 70% dos pacientes
com hepatite crônica ativa auto-imune. Baixos títulos (inferiores a 1:80) podem ser observados nas
hepatites virais, cirrose biliar primária, outras cirroses e doenças malignas.
MÉTODO: Imunofluorescência Indireta
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                         165
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.




M YCOBACTERIUM T UBERCULOSIS ANTICORPOS IG A
A detecção de anticorpos IgA anti-Micobacterium sp auxilia em casos difíceis que apresentam anergia
imunológica (ausência de reatividade à tuberculina e anticorpos IgG). O exame é útil no diagnóstico da
tuberculose pulmonar e extrapulmonar ativa. Apresenta elevada especificidade.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA:  Negativo           inferior a 200 U
                          Indeterminado  de 200 a 350 U
                          Positivo       superior a 350 U
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro - Líquor - Líq. Pleural - Líq. Pericárdico.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 0o e - 100 C.



M YCOPLASMA PNEUMONIAE IG G E IG M
Testes úteis no diagnóstico das pneumonias por Micoplasma. Recomenda-se a determinação de
anticorpos em 2 amostras diferentes: uma colhida na fase aguda e outra na fase de convalescença.
Um aumento significativo nos níveis de anticorpos é altamente sugestivo de infecção.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: IGG   200 U/mL
                         IGM  Negativo         < 770 U/mL
                                Indeterminado  770 a 950 U/mL
                                Positivo       > 950 U/mL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro p/ cada.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 0o e - 10o C.




N EUTRÓFILOS , ANTICORPOS ANTI  ANCA
Os ANCA são anticorpos que reagem com citoplasma de neutrófilos e estão presentes em vasculites
necrotizantes sistêmicas. Há dois padrões possíveis:
C-ANCA: associado a granulomatose de Wegener. O padrão C-ANCA deve ser valorizado em qualquer
título. Raramente ele é encontrado em indivíduos normais e na ausência de vasculite. Os níveis de
ANCA são úteis na monitorização da atividade da doença.
P-ANCA: relacionado com vários tipos de vasculites, doenças inflamatórias intestinais (retocolite
ulcerativa, colangite esclerosante e Doença de Crohn).
MÉTODO: Imunofluorescência Indireta
VALOR DE REFERÊNCIA:  P - Anca  Negativo
                          C - Anca  Negativo
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.




166                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
N-T ELOPEPTÍDEO  NTX
Este teste apresenta uma ampla faixa dinâmica de medição, com alto poder discriminatório entre a
reabsorção óssea acelerada (valores elevados) e o controle pós-tratamento (valores baixos),
imprescindível na avaliação da velocidade de reabsorção nos processos osteoporóticos. Na
menopausa, hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, Doença de Paget e, em todas as patologias em
que a osteoporose possa se manifestar, a avaliação preventiva do “turnover” ósseo, através da
analíse do equilíbrio formação/ reabsorção, é de vital importância na decisão terapêutica.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA:  Homem adulto  3 a 51 nMBCE/mM creatinina
                         Mulher pré-menopausa  5 a 65 nMBCE/mM creatinina
BCE = Bone Collagen Equivalents
CONDIÇÃO: 2o jato da 1a urina da manhã ou Urina 24 horas.
 Até 24 horas a temperatura ambiente ou entre 2o e 8o C, após congelar.



P ARAINFLUENZA VÍRUS 1, 2 E 3 – PESQUISA DIRETA
Constitui no agente mais comum de infecção das vias aéreas superiores, causador da maioria das
síndromes cruposas. Caracterizam por otite média, resfriado comum com ou sem febre,
traqueobronquite e pneumonia.
MÉTODO: Imunofluorescência Direta
VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
CONDIÇÃO: Aspirado de nasofaringe, Lavado de nasofaringe e Swab de nasofaringe.
LABORATÓRIOS - COLETA: ASPIRADO, insira um cateter apropriado na nasofaringe e aspire o material com uma
seringa ou por meio de bomba de sucção. LAVADO, nos casos em que o material não pode ser aspirado,
incline a cabeça do paciente cerca de 70o para trás, instile de 3 a 7 mL de soro fisiológico estéril, reaspire e
coloque a amostra em meio de transporte específico. Swab, insira um swab cuidadosa e o mais
profundamente possível através das narinas, colha toda secreção existente e friccione as paredes da
nasofaringe de forma a obter células. Coloque a amostra em meio de transporte específico.
- Após a coleta confeccionar em lâminas para microscopia, previamente limpas. Esfregaços com cerca de 1
   cm de diâmetro. Obs.: enviar 3 lâminas protegidas em tubo de colposcopia seco.
 Refrigerar a 4o C.




P ARVOVÍRUS B19 IG G / IG M, ANTICORPOS ANTI
É um vírus DNA que pode causar um grande espectro de doenças e está associado ao eritema
infeccioso (5ª moléstia). É uma infecção comum em crianças e em pacientes com anemia hemolítica
em crise aplástica. Pode causar perda fetal e artrite aguda. A produção de anticorpos IgG ocorre
usualmente entre 18 - 24 dias após a exposição e provavelmente é mediada por imuno complexos.
A presença de anticorpos IgM fornece evidência definitiva de infecção recente, sendo que amostras de
sangue fetal com menos de 22 semanas de gestação produz resultados falso negativos de anticorpos
IgM.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro ou Plasma (EDTA, Heparina, Citrato) p/ cada.
- JO 8h.
 Entre 2o e 8o C.



                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  167
P AUL B UNNEL D AVIDSOHN
Teste útil no diagnóstico da mononucleose infecciosa, na qual ocorrem anticorpos heterófilos da
classe IgM, determinados pela reação de Paul-Bunnel; se esta reação tiver título igual ou maior a 1/56
é efetuado a reação de Davidsohn, por meio da absorção do soro com hemácias de boi e rim de
cobaia. Uma reação de Paul-Bunnel -Davidsohn negativa não exclui o diagnóstico, em criança.
MÉTODO: Aglutinação e Absorção
VALOR DE REFERÊNCIA: Título < que 1:56
NOTA: Na mononucleose infecciosa há redução de 90% do título após absorção por hemácias de boi.
CONDIÇÃO: 0,7 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



P CNA , ANTICORPOS ANTI
PCNA (proliferating cell nuclear antigen) está correlacionada a proteína nuclear - cyclina. Anticorpos
anti-PCNA são detectados em 3% dos pacientes com LES, apresentando alta especificidade mas sem
associação com apresentação clínica evidente. Caracteriza-se por um padrão pontilhado heterogêneo
expresso apenas nas células em divisão.
MÉTODO: Imunofluorescência Indireta
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.




P ROTEÍNA C R EATIVA (QUANTITATIVA )
Tradicionalmente a quantificação da PCR é usada para monitorar processos inflamatórios e
diferenciar:
- infecções virais das bacterianas, pois a segunda leva a uma concentração muito mais elevada desta
   proteína,
- doença de Crohn (PCR elevada) da retocolite ulcerativa (PCR baixa),
- artrite reumatóide (PCR elevada) do lupus eritematoso sistêmico sem complicações (PCR baixa).
Além disto, estudos recentes demonstram importante implicação da PCR na patogênese da doença
arterial coronariana. Modelos que avaliam a pré-disposição de indivíduos aparentemente saudáveis a
risco de futuros eventos cardíacos em adição a dosagens lipídicas foram significativamente melhores
na indicação de riscos cardiovasculares quando comparados a modelos que avaliam apenas os níveis
lipídicos.
MÉTODO: Nefelometria
VALOR DE REFERÊNCIA: < que 0,80 mg/dL

168                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
RISCO CORONÁRIO  até 0,21 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.



R ETICULINA , ANTICORPOS ANTI
Anticorpos anti-reticulina estão presentes na doença celíaca em 40% dos pacientes adultos, 60% das
crianças e até 90% dos pacientes diabéticos. Podem estar presentes em outras doenças como: doença
de Crohn, síndrome de Sjögren e miastenia gravis.
MÉTODO: Imunofluorescência Indireta
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.



RNP, ANTICORPOS A NTI
Anticorpos anti-RNP aparecem em baixos títulos em 30 a 40% dos pacientes com lupus eritematoso
sistêmico, lupus discóide, artrite reumatóide, síndrome de Sjögren e lupus induzido por droga. Altos
títulos de RNP, na ausência de anti-Sm, são sugestivos de doença mista de tecido conjuntivo
(acometimento cutâneo do tipo esclerodérmico, miosite e sinovite tipo reumatóide). Há uma menor
prevalência de doença renal em pacientes com este auto-anticorpo.
MÉTODO: Hemoaglutinação
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
NOTA: Valores menores que 1:50 não possuem significado clínico.
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




S ACAROSE , TESTE  S UCROSE
A hemoglobinúria paroxística noturna é uma doença adquirida na qual as hemácias do paciente são
anormalmente sensíveis a constituintes normais do soro. O teste da sucrose é um teste de triagem,
sendo que o resultado positivo deve ser confirmado pelo teste de Ham. Resultados falso-negativos
podem ocorrer após hemotransfusão ou uso dos anticoagulantes heparina e EDTA enquanto falso-
positivos podem ocorrer na anemia megaloblástica ou anemia auto-imune.
MÉTODO: Hemólise em solução de baixa força iônica
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Sangue Total citratado.
- JO 8h.
 Até 24 horas entre 2o e 8o C.



S ARAMPO I G G E IG M
                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                          169
IgG - Os resultados deste teste devem ser avaliados em relação à sintomatologia, história clínica e
outros dados laboratoriais. A presença de anticorpos IgG contra o vírus do Sarampo em uma amostra
não é suficiente para a distinção entre infecções recentes e antigas. Um teste específico para
anticorpos IgM deverá ser realizado em amostras dos indivíduos com suspeita de infecção ativa pelo
vírus do Sarampo.
IgM - Os resultados deste teste devem ser avaliados em relação à sintomatologia, história clínica e
outros dados laboratoriais. Indivíduos infectados com o Sarampo podem não exibir níveis detectáveis
de IgM nos estágios iniciais da doença. O resultado deste teste pode ser negativo em pacientes nos
estágios tardios da infecção, quando os títulos de IgM não são mais detectáveis.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro p/ cada - Líquor.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 0o e - 10o C.



S CL 70, ANTICORPOS A NTI
É encontrado em pacientes com esclerose sistêmica progressiva na sua forma difusa (ESD) em 75%
dos pacientes e 13% na forma CREST, sendo marcador de gravidade. Pode surgir em pacientes com
fenômeno de Raynaud, antes do surgimento das manifestações clínicas da ESD.
MÉTODO: Hemoaglutinação
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
NOTA: Valores menores que 1:50 não possuem significado clínico.
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



SM, ANTICORPOS A NTI
Anticorpos anti-Sm possuem alta especificidade para o LES, porém com sensibilidade de apenas 25 a
30%. Raramente aparece em outras desordens. Alguns estudos associam a sua presença com nefrite
branda de surto benigno, outros o associam com envolvimento do SNC e outros o correlacionam com
uma exacerbação clínica da doença.
MÉTODO: Hemoaglutinação
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
NOTA: Valores menores que 1:50 não possuem significado clínico.
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



SSA (R O ), ANTICORPOS A NTI
Anticorpos anti-SSA/Ro são autoanticorpos dirigidos contra antígenos do núcleo celular (anticorpos
anti-nucleares). Autoanticorpos anti-SSA/Ro estão presentes em 95% dos casos de Síndrome de
Sjogren primária, 40% dos casos de Lupus Eritemetoso Sistêmico (comprometimento renal, risco de
síndrome de lúpus neonatal e forma cutânea subaguda) e em 5% de poliomiosite e artrite reumatóide.
MÉTODO: Hemoaglutinação
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
NOTA: Valores menores que 1:50 não possuem significado clínico.
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




170                          Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
SSB(L A ), ANTICORPOS A NTI
Anticorpos anti-SSB/La ocorrem na maioria dos casos em associação ao anti SSA. A presença do anti
SSB/La está fortemente associados a síndrome de Sjögren, ocorrendo em cerca de dois terços dos
pacientes com esta desordem e no LES, em 15%. Estes auto-anticorpos podem estar presentes em
baixos títulos em até 15% da população normal.
MÉTODO: Hemoaglutinação
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
NOTA: Valores menores que 1:50 não possuem significado clínico.
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



S UBTIPAGEM DE L INFÓCITOS  CD 4 E CD 8
Teste útil na avaliação das imunodeficiências, nas quais, ocorrem alterações de linfócitos T
supressores e T auxiliares, como, por exemplo, na AIDS. O vírus HIV é especificamente citotóxico para
as células CD4, provocando uma redução progressiva de seu número e conseqüentemente redução do
índice CD4/CD8. A determinação do número absoluto e percentual de linfócitos CD4, é importante
parâmetro para avaliar o estado imunológico do paciente aidético, e auxiliar na decisão da introdução
de terapêuticas específicas.
MÉTODO: Citometria de Fluxo
VALOR DE REFERÊNCIA:
                    CD4%             mm3                CD8%          mm3         CD4/CD8
     0- 6m          50-57%         2780-3908            8 - 31%      351 - 2479   1,2 - 6,2
     6 - 12 m       49-55%         2630-3499            8 - 31%      351 - 2479   1,2 - 6,2
    12 - 18 m       46-51%         2307-2864            8 - 31%      351 - 2479   1,2 - 6,2
    18 - 24 m       42-48%         1919-2472            8 - 31%      351 - 2479   1,2 - 6,2
    24 - 30 m       38-46%         1538-2213            8 - 31%      351 - 2479   1,2 - 6,2
 30 m - 3 a         33-44%         1219-2009            8 - 31%      351 - 2479   1,2 - 6,2
 > 3 anos           27-57%           562-2692          14 - 34%      331 - 1445   0.98-3.24
 Adultos            33-51%           508-2480          17 - 43%      255 - 1720   1,5 - 3,5
Hospital Pediátrico de Riley - Centro Médico da Univ. Indiana 1992
CONDIÇÃO: 8,0 mL de Sangue Total (EDTA/Heparina/ACD).
LABORATÓRIOS: enviar Sangue Total em EDTA (se transporte em menos de 24h) ou Heparina/ACD (para
processar a amostra em até 48h). Transportar em temperatura ambiente. Não enviar no gelo. Enviar cópia do
Hemograma na solicitação deste exame.
- Não enviar em Pipetex.
- Informar data e hora da coleta. Enviar de 2a a 5a feira.




R UBÉOLA
LABORATÓRIOS: Informar, Está grávida? Teve contato? Fez este exame anteriormente?

HEMOAGLUTINAÇÃO
   A rubéola é uma doença, geralmente benigna, que durante a gravidez, principalmente no 1°
   trimestre, pode levar a malformações fetais. Útil no diagnóstico e avaliação de imunidade natural
   ou pós-vacinal, principalmente em mulheres que desejam engravidar e pré-natal.
   A presença de anticorpos IgM indica infecção aguda e no sangue de cordão, infecção intra-
   uterina. Anticorpos IgG isolados indicam infecção pregressa ou vacinação.
   MÉTODO: Hemoaglutinação
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
   - JO 8h.
                                   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                         171
       Até 7 dias entre 2o e 8o C.


ELISA/ELFA: A pesquisa de anticorpos anti-rubéola IgG é útil no diagnóstico da rubéola e na avaliação
de imunidade natural ou pós-vacinal, principalmente na avaliação de mulheres que desejam
engravidar e pré-natal.
A presença de anticorpos da classe IgM no soro indica infecção aguda. A presença de anticorpos da
classe IgG isolada indica infecção pregressa ou vacinação. Anticorpos IgG em crianças de até 6
meses de idade podem ser de origem materna.

IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático de Micropartículas - MEIA
    VALOR DE REFERÊNCIA - IGG:  < 5,0 UI/mL        Negativo
                                  5,0 a 9,9 UI/mL  Indeterminado
                                   10,0 UI/mL  Positivo
    VALOR DE REFERÊNCIA - IGM:  < 0,600            Negativo
                                    0,600 a 0,799  Indeterminado
                                     0,800        positivo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA) p/ cada.
    - JO 8h.
     Até 14 dias entre 2o e 8o C.


ELFA – ENZYME LINKED FLUORESCENT ASSAY (VIDAS) IGG E IGM
   VALOR DE REFERÊNCIA - IGG:  < 10 UI/mL         negativo
                                10 a < 15 UI/mL  indeterminado
                                15 UI/mL         positivo
      VALOR DE REFERÊNCIA - IGM:     < 0,80           negativo
                                      0,80 a < 1,20  indeterminado
                                     > 1,20           positivo
      CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro p/ cada.
      - JO 8h.
       Até 5 dias entre 2o e 8o C.




S UBCLASSES DE I G G
IgG é constituida de 4 subclasses: IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4. Na regulação da resposta imunológica
contra antígenos protéicos os anticorpos produzidos são usualmente das subclasses IgG1 ou IgG3.
Quando o estímulo antigênico é feito por polissacárides, incluindo cápsulas de bactérias, os
anticorpos produzidos são principalmente da subclasse IgG2. Anormalidades nos níveis de
subclasses de IgG tem sido relatadas, mais particularmente em pacientes com gamopatias
monoclonais e infecções associadas a imunodeficiências primárias e secundárias. Baixas
concentrações, ou mesmo ausência de IgG2 e IgG3, estão associadas a infecções recorrentes das vias
respiratórias, causadas principalmente por pneumococos e H. influenzae.
No sangue de adultos, 70% das imunoglobulinas da classe IgG são IgG1;20% IgG2;6% IgG3 e 4% IgG4.
MÉTODO: Nefelometria
VALOR DE REFERÊNCIA:
 Idades                 IgG1 mg/L          IgG2 mg/L         IgG3 mg/L        IgG4 mg/L
  até 2 anos            1700 a 9500         215 a 4400       134 a 694         4 a 1200
172                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
   2 a 4 anos            2900 a 10650           280 a 3150           35 a 705       8 a 900
   4 a 6 anos            3300 a 10650           565 a 3450           75 a 1256     18 a 1155
   6 a 8 anos            2250 a 11000           420 a 3750           91 a 1069      3 a 1380
   8 a 10 anos           3900 a 12350           610 a 4300          100 a 975      11 a 945
  10 a 12 anos           3800 a 14200           730 a 4550          156 a 1938     14 a 1530
  12 a 14 anos           1650 a 14400           710 a 4600          115 a 1775     15 a 1425
  14 a 18 anos           1550 a 10200           435 a 4950           75 a 2088     45 a 1635
  Adultos - Homem        2396 a 10835          1235 a 5487          276 a 1344     84 a 888
  Adultos - Mulher       3422 a 11178          1476 a 5246          211 a 1142     69 a 888
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.


T IPAGEM DE L INFÓCITOS  CD 2 E CD 19
Teste útil na avaliação das imunodeficiências congênitas de linfócitos B (gamaglobulinemias
congênitas) ou combinadas (deficiência de imunidade humoral e celular). Aplicação também na
análise, diagnóstico e classificação de leucemias e linfomas.
MÉTODO: Citometria de Fluxo
VALOR DE REFERÊNCIA: Subgrupos de Linfócitos
       CD2 %                mm3                CD19 %              mm3
       0-6m                55 - 88%           3929-5775          11 - 45%        432 - 3345
       6-12m               55 - 88%           3806-4881          11 - 45%        432 - 3345
      12-18m               55 - 88%           3516-3868          11 - 45%        432 - 3345
      18-24m               55 - 88%           3101-3868          11 - 45%        432 - 3345
      24-30m               55 - 88%           2649-3639          11 - 45%        432 - 3345
      30-36m               55 - 88%           2236-3463          11 - 45%        432 - 3345
      > 3 anos             65 - 84%           1230-4074           9 - 29%        200 - 1259
      Adultos              61 - 89%           1035-3560           6 - 17%         90 - 680
Hospital Pediátrico de Riley - Centro Médico da Univ. Indiana 1992
CONDIÇÃO: 8,0 mL de Sangue Total (EDTA/Heparina).
LABORATÓRIOS: enviar Sangue Total em EDTA (se transporte em menos de 24h) ou Heparina/ACD (para
processar a amostra em até 48h). Transportar em temperatura ambiente. Não enviar em gelo. Enviar cópia do
Hemograma na solicitação deste exame.




T REPONEMA
Este exame pode, embora raramente, apresentar resultados falso-positivos ou falso-negativos, o que é uma
característica do método. Quando houver incompatibilidade clínica, repetir o exame para confirmação em
outra amostra. Somente o clínico tem condições de interpretar corretamente estes resultados.

IGG (IFI, ELISA, AGLUTINAÇÃO)
Teste útil no diagnóstico da sífilis. Deve ser reservado para confirmação dos resultados dos testes de
cardiolipina, quando então assume elevado valor diagnóstico.
IGM (IFI)
Teste útil no diagnóstico da sífilis. Deve ser reservado para confirmação dos resultados dos testes de
cardiolipina, quando então assume elevado valor diagnóstico.
Como para outras infecções congênitas, a pesquisa de anticorpos IgM no soro do recém-nascido é de
grande valor no diagnóstico da sífilis congênita.



                                   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                         173
IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA IGG  FTA ABS
    MÉTODO: Imunofluorescência Indireta - Pesquisa
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro - Líquor.
    - JO 8h.
    OBS.: O teste imunológico no líquor deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a possibilidade de
    contaminação do material durante a punção.
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.

IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA IGM
    MÉTODO: Imunofluorescência Indireta - Pesquisa
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
     Até 72 horas entre 2o e 8o C.

IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA QUANTITATIVA  FTA ABS
    MÉTODO: Imunofluorescência Indireta
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.

IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO IGG - PESQUISA
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático - Pesquisa
    VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro ou Plasma (Citrato/Heparina/EDTA).
    - JO 8h.
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.

AGLUTINAÇÃO
   MÉTODO: Aglutinação em partículas de gelatina
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
   - JO 8h.
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




T OXOCARA , ANTICORPOS ANTI
No diagnóstico da toxocaríase, doença causada pelo Toxocara canis (verme canino), são
consideradas duas formas clínicas:
A forma visceral da doença (larva migrans visceral) cujos sinais e sintomas da VLM pode variar de um
estado assintomático apresentando leve eosinofilia até uma severa e potencialmente inevitável
enfermidade.
A forma ocular (ocular larva migrans) também varia amplamente na apresentação de lesões agudas
nos olhos até infecções assintomáticas.
Reações falso - positivas podem ocorrer em 25% de indivíduos com esquistossomose e filariose
quando se utiliza o método ELISA.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.
174                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
T OXOPLASMOSE
Informar, Está grávida? Teve contato com algum animal doméstico (gato, papagaio)? Fez este exame
anteriormente?

IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO IGA
    A presença de IgA e IgM contra T. gondii em adultos indica a ocorrência de infecção nos últimos
    meses. A presença de IgA contra T.gondii em fetos e recém nascidos indica a ocorrência de
    toxoplasmose congênita.
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
     Até 15 dias entre 0o e - 10o C.


IgG (ELISA , IFI, ELFA)
Teste útil no diagnóstico da toxoplasmose e na avaliação pré-natal de mulheres com intenção de
engravidar. A presença de anticorpos da classe IgG e ausência de anticorpos da classe IgM indica
infecção antiga.
IgM (IFI, ELISA, ELFA)
Teste útil no diagnóstico da toxoplasmose e na avaliação pré-natal de mulheres com intenção de
engravidar. A presença de anticorpos da classe IgM indica infecção recente.
É preciso ter em mente que a presença de anticorpos IgM não significa, forçosamente, infecção ativa
mas é apenas marca de contágio recente. Entretanto, não tem valor absoluto, pois, com certa
freqüência, são encontrados no soro por longo tempo, ocasionalmente por muitos meses.

ELFA - ENZYME LINKED FLUORESCENT ASSAY - IGG E IGM
   VALOR DE REFERÊNCIA - IGG:  < que 4 UI/mL  Negativo
                                 4 a < 8 UI/mL  Indeterminado
                                 8 UI/mL        Positivo
    VALOR DE REFERÊNCIA - IGM:     < que 0,55        Negativo
                                     0,55 e < 0,65  Indeterminado
                                     que 0,65       Positivo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro p/ cada.
    - JO 8h.
     Até 5 dias entre 2o e 8o C.


                                                                                          CONTINUA...

                                                                          CONTINUAÇÃO...TOXOPLASMOSE



IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO IGG E IGM
    VALOR DE REFERÊNCIA IGG: < 10 UI/mL
    VALOR DE REFERÊNCIA IGM: Título menor que 1:100  Negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA/Citrato/Heparina) p/ cada.
    - JO 8h.
     Até 7 dias entre 2o e 8o C.

IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA IGG E IGM
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro p/ cada - Líquor.
    - JO 8h.


                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                          175
      OBS.: O teste imunológico no líquor deve ser realizado em paralelo com o soro, devido a possibilidade de
      contaminação do material durante a punção.
       Até 72 horas entre 2o e 8o C.

HEMOAGLUTINAÇÃO INDIRETA
   Ocasionalmente observam-se, no teste de hemaglutinação, falsos resultados positivos por
   interferência de anticorpos IgM naturais, aglutininas IgM inespecificas, em geral de títulos baixos.
   Outra característica desse teste é que anticorpos IgG de baixa avidez, como ocorrem no inicio da
   infecção, têm pouco poder aglutinante, do que resultam títulos baixos, embora elevados nos
   testes de imunofluorescência ou ELISA, que não dependem da ação aglutinante dos anticorpos.
   Esta discrepância de títulos entre as reações é também um bom marcador de infecção recente.
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
   - JO 8h.
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.

TESTE DE AVIDEZ IGG
   Esse teste baseia-se na intensidade com que os anticorpos IgG específicos permanecem ligados
   ao antígeno de toxoplasma, sendo que alta avidez é característico de infecção passada (adquirida
   há mais de 4 meses) e baixa avidez de infecção aguda ou recente.
   MÉTODO: ELFA (Enzyme Linked Fluorescent Assay) VIDAS
   VALOR DE REFERÊNCIA:  Baixa avidez  índice < 0,200
                             Inconclusivo  índice  0,200 e < 0,300
                             Alta Avidez  índice  0,300
   CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
   - JO 8h.
    Até 5 dias entre 2o e 8o C.




T RIAGEM DE D ROGAS DE A BUSO
ANFETAMINAS
   No teste de triagem para anfetaminas e metanfetaminas realizado na urina, é feita a detecção da
   substância D-anfetamina. Pode ser detectado após 2 horas do uso e se mantém positivo por 1 a 2
   dias. O teste de triagem deve ser confirmado por testes mais específicos – CH-MS, HPLC.
   MÉTODO: FPIA (Fluorescência Polarizada)
   NÍVEL DE DECISÃO: 1.000 nanog/mL
   NOTA: Nível de decisão é o valor recomendado cientificamente e legalmente pelo National Institute on
   Drug Abuse (NIDA) e Substance Abuse and Mental health Service Administration (SAMHSA).
   CONDIÇÃO: Urina recente (mínimo 0,5 mL).
   LABORATÓRIOS: preencher formulário e enviar junto com o material selado.
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.

176                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
COCAÍNA
   No teste de triagem para cocaína realizado na urina, é feita a detecção das substâncias
   benzoilecgonina e ecgonina. Pode ser detectado após 3 horas do uso e se mantém positivo por 2
   a 4 dias. O teste de triagem deve ser confirmado por testes mais específicos – CH-MS, HPLC.
   MÉTODO: FPIA (Fluorescência Polarizada)
   NÍVEL DE DECISÃO: 300 nanog/mL
   NOTA: Nível de decisão é o valor recomendado cientificamente e legalmente pelo National Institute on
   Drug Abuse (NIDA) e Substance Abuse and Mental health Service Administration (SAMHSA).
   CONDIÇÃO: Urina recente (mínimo 0,5 mL).
   LABORATÓRIOS: preencher formulário e enviar junto com o material selado.
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.

MACONHA
   No teste de triagem para maconha realizado na urina, é feita a detecção da substância 11-nor-9-
   carboxy-delta-9-THC. Pode ser detectado após 4 a 6 horas do uso e se mantém positivo por 7 a 10
   dias após uso eventual ou 1 a 6 meses, após uso crônico. O teste de triagem deve ser confirmado
   por testes mais específicos – CH-MS, HPLC.
   MÉTODO: FPIA (Fluorescência Polarizada)
   NÍVEL DE DECISÃO: 50 nanog/mL
   NOTA: Nível de decisão é o valor recomendado cientificamente e legalmente pelo National Institute on
   Drug Abuse (NIDA) e Substance Abuse and Mental health Service Administration (SAMHSA).
   CONDIÇÃO: Urina recente (mínimo 0,5 mL).
   LABORATÓRIOS: preencher formulário e enviar junto com o material selado.
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.

OPIÁCEOS
    No teste de triagem para opiáceos realizado na urina, é feita a detecção da substância morfina.
    Pode ser detectado após 3 horas do uso e se mantém positivo por 1 a 2 dias. O teste de triagem
    deve ser confirmado por testes mais específicos – CH-MS, HPLC.
    MÉTODO: FPIA (Fluorescência Polarizada)
    NÍVEL DE DECISÃO: 300 nanog/mL
    NOTA: Nível de decisão é o valor recomendado cientificamente e legalmente pelo National Institute on
    Drug Abuse (NIDA) e Substance Abuse and Mental health Service Administration (SAMHSA).
    CONDIÇÃO: Urina recente (mínimo 0,5 mL).
    LABORATÓRIOS: preencher formulário e enviar junto com o material selado.
     Até 3 dias entre 2o e 8o C.




T RYPANOSOMA CRUZI
Estes exames podem, embora raramente, apresentar resultados falso-positivos ou falso-negativos, o que é
uma característica do método. Quando houver incompatibilidade clínica, repetir o exame para confirmação em
outra amostra. Somente o clínico tem condições de interpretar corretamente estes resultados.

IgG
A especificidade dos testes sorológicos para a doença de Chagas é elevada. Pode-se encontrar,
entretanto, reações positivas devido a reações cruzadas com leishmanioses.
É sempre conveniente a realização independente de dois testes de princípios diferentes, para que os
resultados se policiem mutuamente. Casos em que há dúvida na leitura, devem ser repetidos após 30
dias para confirmação do diagnóstico.


                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              177
IgM
A pesquisa de anticorpos IgM anti-T. cruzi tem valor significativo no diagnóstico da doença de chagas
aguda.

IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA IGG - QUANTITATIVO
    MÉTODO: Imunofluorescência Indireta
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
     Até 72 horas entre 2o e 8o C.

IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA IGM
    MÉTODO: Imunofluorescência Indireta
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro.
    - JO 8h.
     Até 72 horas entre 2o e 8o C.

IMUNOENSAIO ENZIMÁTICO
    MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
    VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA/Citrato/Heparina).
    - JO 8h.
     Até 14 dias entre 2o e 8o C.

HEMOAGLUTINAÇÃO
   MÉTODO: Hemoaglutinação Indireta
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
   - JO 8h.
    Até 7 dias entre 2o e 8o C.




tTG  A NTICORPOS A NTI -T RANSGLUTAMINASE T ECIDUAL IG A
A doença celíaca é caracterizada por malabsorção resultante de hipersensibilidade ao glúten. Com a
dieta sem glúten, as lesões intestinais regridem e os sintomas desaparecem. Tem maior incidência em
portadores de síndrome de Down, deficiência de IgA, parentes de pacientes com doença celíaca e
pacientes com Diabetes Mellitus insulino dependente. O diagnóstico de certeza é feito através da
biópsia intestinal. Os testes sorológicos são utilizados para triagem entre pacientes sintomáticos e
nos grupos de maior incidência, e no controle de tratamento, para verificar a adesão a dieta.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: < 20 unidades              negativo
                        entre 20 e 30 unidades  fracamente positivo
                        > 30 e 40 unidades      moderamente positivo
178                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                         > 40 unidades          fortemente positivo
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 5 dias entre 2o e 8o C.


V ARICELLA ZOSTER IG G / IG M, ANTICORPOS ANTI
O vírus da varicella zoster é responsável por duas síndromes clínicas: a catapora que é infecção
primária e o herpes zoster que ocorre quando da reativação do vírus. Na forma primária, representa
uma grande ameaça a neonatos e indivíduos imunocomprometidos. É mais comum acima dos 50 anos,
sendo freqüente em pacientes com imunidade comprometida por neoplasias, uso de drogas
imunossupressoras ou em crianças expostas ao vírus no período neonatal.
Ocorre casos de detecção de anticorpos 48 horas, após o aparecimento do rash. A presença de IgM ou
alto título de IgG detectado poderá correlacionar-se com infecção ou exposição recente, enquanto
baixos títulos de IgG são observados em adultos sãos. Na catapora, a IgM é detectada na 1ª semana
após o rash, atingindo o pico em 14 dias. Quanto ao Herpes zoster, a IgM aumenta em torno do 8º e 10º
dia após a erupção, com pico geralmente no 18º e 19º dia.
É importante ressaltar que as vacinações induzem à síntese de IgG, embora a grande proteção seja do
tipo celular.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro p/ cada - Liquor.
- JO 8h.
 Até 48 horas entre 2o e 8o C.



VDRL (QUANTITATIVO )
SORO: O teste de VDRL permite o acompanhamento da terapêutica, através das variações de títulos e
mesmo negativação.
Entretanto, este teste está sujeito a resultados positivos falsos, as chamadas reações falso- positivas
biológicas, observadas em várias patologias. Desse modo, com frequencia seus resultados positivos
devem ser confirmados pelos testes treponêmicos.
LIQUOR - No líquor um resultado VDRL reagente quase sempre indica uma infecção sifilítica passada
ou presente no sistema nervoso central. Um resultado falso - positivo biológico para sífilis é raro.
MÉTODO: Floculação
VALOR DE REFERÊNCIA: Não reativo
OBS.: Este exame pode, embora raramente, apresentar resultados falso-positivos ou falso-negativos, o que é
uma característica do método. Quando houver incompatibilidade clínica, repetir o exame para confirmação em
outra amostra. Somente o clínico tem condições de interpretar corretamente estes resultados.
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro - Líquor.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




V ÍRUS R ESPIRATÓRIOS – PESQUISA DIRETA
      ADENOVÍRUS – INFLUENZA VÍRUS A E B - PARAINFLUENZA VÍRUS 1,2,3 – VÍRUS SINCICIAL
MÉTODO: Imunofluorescência Direta
VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
CONDIÇÃO: Aspirado de nasofaringe, Lavado de nasofaringe e Swab de nasofaringe.
LABORATÓRIOS - COLETA: Swab, insira um swab cuidadosa e o mais profundamente possível através das
narinas, colha toda secreção existente e friccione as paredes da nasofaringe de forma a obter células.
Coloque a amostra em meio de transporte específico. Aspirado, insira um cateter apropriado na nasofaringe e
aspire o material com uma seringa ou por meio de bomba de sucção. Lavado, nos casos em que o material


                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               179
não pode ser aspirado, incline a cabeça do paciente cerca de 70 o para trás, instile de 3 a 7 mL de soro
fisiológico estéril, reaspire e coloque a amostra em meio de transporte específico.
- Após a coleta confeccionar em lâminas para microscopia, previamente limpas, esfregaços com cerca de 1
   cm de diâmetro. Obs.: enviar 3 lâminas protegidas em tubo de colposcopia seco.
 Refrigerar a 4o C.




V ÍRUS S INCICIAL – PESQUISA DIRETA
O vírus sincicial respiratório é o principal agente viral causador de infecções respiratórias baixas em
crianças com idade inferior a 2 anos (Traqueo- bronquites, bronquites e pneumonites). Como o
diagnóstico clínico das infecções por vírus no trato respiratório é complexo, a detecção do agente por
métodos diretos é rápida e imperiosa, já que as técnicas de isolamento são extremamente demoradas.
MÉTODO: Imunofluorescência Direta
VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
CONDIÇÃO: Aspirado de nasofaringe, Lavado de nasofaringe e Swab de nasofaringe.
LABORATÓRIOS - COLETA: Swab, insira um swab cuidadosa e o mais profundamente possível através das
narinas, colha toda secreção existente e friccione as paredes da nasofaringe de forma a obter células.
Coloque a amostra em meio de transporte específico. Aspirado, insira um cateter apropriado na nasofaringe e
aspire o material com uma seringa ou por meio de bomba de sucção. Lavado, nos casos em que o material
não pode ser aspirado, incline a cabeça do paciente cerca de 70o para trás, instile de 3 a 7 mL de soro
fisiológico estéril, reaspire e coloque a amostra em meio de transporte específico.
- Após a coleta confeccionar em lâminas para microscopia, previamente limpas, esfregaços com cerca de 1
   cm de diâmetro. Obs.: enviar 3 lâminas protegidas em tubo de colposcopia seco.
 Refrigerar a 4o C.



W AALER R OSE
Fator reumatóide é um auto – anticorpo que está presente no soro da maioria dos pacientes
portadores de artrite reumatóide (60 a 70%). Na AR juvenil sua ocorrência é apenas de 30%. Reações
positivas para o FR não são especificas da AR, podendo estar presentes em outras colagenoses,
doenças linfoproliferativas que evoluem com crioglobulinemia, na malária, hepatite, endocardite,
toxoplasmose, sífilis, mononucleose e outras doenças, em decorrência da estimulação policlonal dos
linfócitos B. Em geral, altos títulos de FR se correlacionam com maior severidade da doença. O teste
de Waaler-rose apresenta algumas desvantagens devido a subjetividade na leitura e baixa
reprodutividade.
MÉTODO: Aglutinação
VALOR DE REFERÊNCIA: inferior a 6 Ui/mL = negativo
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.




W EIL F ELIX  R ICKETSIOSE
Teste útil no diagnóstico das riquetsioses. Na vigência de quadro clínico, títulos de 1/160 ou maiores
são quase que confirmatórios de infecção recente. A reação não faz o diagnóstico entre tifo endêmico
e murino, mas somente indica a presença de uma infecção causada por riquetsia.
MÉTODO: Aglutinação (Proteus Ox19)
VALOR DE REFERÊNCIA: menor que 1:160
CONDIÇÃO: 0,4 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.
180                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
W IDAL (REAÇÃO )
Teste útil no diagnóstico da febre tifóide. Reações positivas com antígeno “O “ ocorrem mais
precocemente, em geral, após a 1º semana de infeção; títulos de anti O iguais ou maiores que 1/160
são confirmatórios de infecção ativa. Reações com antígeno “H “ são mais tardias, com títulos
superiores ao anti O. Na pesquisa de Salmonella paratyphi A e B são clinicamente significativos títulos
iguais ou superiores a 1/160.
MÉTODO: Aglutinação
VALOR DE REFERÊNCIA:  S. Paratyphi A  até 1:80
                          S. Paratyphi B  até.1:80
                          S. Typhi O      até 1:80
                          S. Typhi H      até 1:80
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Soro.
- JO 8h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.




                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                           181
A NÁLISE S EMINAL C OMPUTADORIZADA
É um exame indicado na avaliação inicial da infertilidade masculina. Usado também para controle de
vasectomia

Nesse método, as avaliações de motilidade em seus diversos parâmetros não tem mais caráter subjetivo. Os
dados da motilidade são medidos rigorosamente por um Sistema Estroboscópico de alta precisão, totalmente
controlado por computador.
Este sistema de grande sofisticação tecnológica nos permite obter dados totalmente inacessíveis quando
feitos por técnicas manuais.
182                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
CONTROLE DE QUALIDADE
Existem dois sistemas de aferição: tamanho e forma conjugados ao brilho que permitem caracterizar os
espermatozóides, garantindo a não interferência de outros elementos, tais como hemácias, leucócitos, debris,
etc.

INTERPRETAÇÃO DOS NOVOS PARÂMETROS DE MOTILIDADE
PROGRESSIVOS: Percentual de espermatozóides móveis levando em conta a sua velocidade e linearidade.
VELOCIDADE COM TRAJETÓRIA HARMONIZADA: Retificação da trajetória real feita pelo espermatozóide.
VELOCIDADE EM LINHA RETA: Velocidade média em linha reta do começo ao fim da trajetória.
VELOCIDADE CURVILINEAR: Percurso efetivamente realizado pelo espermatozóide na unidade de tempo
(Trajetória real). É o elemento de cálculo para a linearidade.
AMPLITUDE LATERAL: Comprimento total da oscilação da cabeça. Importante, porque está relacionada com
a capacidade de penetração na zona pelúcida do óvulo.
FREQUÊNCIA DE OSCILAÇÃO: É o número de vezes que o espermatozóide cruza a linha ideal por unidade
de tempo. É uma medida de sinuosidade (Zig-Zags).
LINEARIDADE: É a relação entre Velocidade em linha reta/Velocidade curvilinear. Quanto mais o
espermatozóide se afasta da Velocidade em linha reta, menor será a sua linearidade.
ELONGAÇÃO: é a relação entre o eixo menor (largura) e maior (comprimento) da cabeça do espermatozóide,
cujo valor é cerca de 0,6. Quanto maior a elongação mais larga é a cabeça. Quanto menor a elongação mais
estreita é a cabeça, por exemplo, forma afilada ou tapering. É uma referência para a morfologia.

CONDIÇÃO: Volume ejaculado, enviar até 4h após a coleta.
- Abstenção de 2 a 5 dias, no máximo 7 dias ou C.O.M.
- Não colher em preservativos, não usar lubrificantes e não colher através de coito interrompido.
- Colher esperma por masturbação sem que haja perda em frasco de vidro ou plástico inerte.

VALORES NORMAIS:
 Velocidade c/ Trajetória Harmonizada: > de 33 micro m/seg
 Velocidade em Linha Reta: acima de 28 micro m/seg
 Velocidade Curvilinear: acima de 42 micro m/seg
 Amplitude Lateral: entre 2 e 4 micro m/seg
 Freqüência de Oscilação: entre 6 e 16 hertz
 Linearidade: acima de 60%
 Elongação: entre 54 e 68%
 Progressivos: acima de 30%

DISTRIBUIÇÃO DAS VELOCIDADES: RÁPIDOS: acima de 25 micro m/seg
                              MÉDIOS: entre 6 e 24,9 micro m/seg
                              LENTOS: abaixo de 5,9 micro m/seg
                              ESTÁTICOS: imóveis - normal até 40%




                               IMUNOLOGIA DO ESPERMA

M AR T EST
Quando positivo, indica causa imunológica como fator de infertilidade.

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               183
MÉTODO: Reação de Aglutinação Mista

DIRETO IGG E IGA
    VALOR DE REFERÊNCIA: Fator Imunológico Negativo: < 40% de espermatozóides ligados por partículas de
    látex.
    CONDIÇÃO: Volume ejaculado, enviar até 4h após a coleta.
    - Abstenção de 2 a 5 dias.
    - Não colher em preservativos, não usar lubrificantes e não colher através de coito interrompido.

INDIRETO IGG E IGA
    VALOR DE REFERÊNCIA: Fator Imunológico Negativo: < 40% de espermatozóides ligados por partículas de
    látex.
    CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro da mulher ou homem – C.O.M.
     Até 2 semanas entre 2o e 8o C.


IMMUNOBEADS  A NTI E SPERMATOZÓIDES
Quando positivo, indica causa imunológica como fator de infertilidade.

MÉTODO: Imunobeads

TEST DIRETO IgG e IgA
   VALOR DE REFERÊNCIA: Fator Imunológico Negativo: < 50% de espermatozóides ligados por Beads.
   CONDIÇÃO: Todo volume ejaculado, enviar até 4h após a coleta.
   - Abstinência de 2 a 5 dias.
   - Não colher em preservativos, não usar lubrificantes e não colher através de coito interrompido.

TESTE INDIRETO IgG e IgA
   VALOR DE REFERÊNCIA: Fator Imunológico Negativo: < 50% de espermatozóides ligados por Beads.
   CONDIÇÃO: 0,5 mL de Soro da mulher ou homem – C.O.M.
    Até 1 mês entre 2o e 8o C.


                  TESTES DE CAPACITAÇÃO ESPERMÁTICA

S WIM U P
É utilizado para avaliar o potencial migratório dos espermatozóides.
MÉTODO: Swim Up
VALOR DE REFERÊNCIA: Recuperação de no mínimo 10% da concentração inicial com melhoria da motilidade.
CONDIÇÃO: Todo volume ejaculado, enviar até 4h após a coleta.
- Abstinência 2 a 5 dias.
- Não colher em preservativos, não usar lubrificantes e não colher através de coito interrompido.

H IPOOSMOLARIDADE
Este teste avalia a integridade da membrana do espermatozóide.
MÉTODO: Swelling
VALOR DE REFERÊNCIA:  50% apresentando inchaço de cauda.
CONDIÇÃO: Todo volume ejaculado, enviar até 4h após a coleta.
- Abstinência 2 a 5 dias.
- Não colher em preservativos, não usar lubrificantes e não colher através de coito interrompido.

          TESTES COMPLEMENTARES DO ESPERMOGRAMA

T ESTE DE P ENETRAÇÃO "I N V ITRO "
184                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Este teste simula a interação do espermatozóide com o muco cervical (in vitro).
MÉTODO: Capilar
VALOR DE REFERÊNCIA:  2,0 cm/hora
CONDIÇÃO: Todo volume ejaculado, enviar até 4h após a coleta.
- Abstinência 2 a 5 dias.
- Não colher em preservativos, não usar lubrificantes e não colher através de coito interrompido.


C OLORAÇÃO S UPRA V ITAL
Avalia a vitalidade dos espermatozóides.
MÉTODO: Eosina
VALOR DE REFERÊNCIA: acima de 60% de formas vivas
CONDIÇÃO: Todo volume ejaculado, enviar até 4h após a coleta.



T ESTE DE S IMMS H ÜHNER  T ESTE P ÓS COITAL
Avalia a interação do espermatozóide com o muco cervical.
MÉTODO: Direto – Observação direta, ao Microscópio óptico
VALOR DE REFERÊNCIA:
 NEGATIVO: ausência de espermatozóides.
 POBRE: quando há presença de espermatozóides no canal cervical, mas todos imóveis.
 MODERADO: até 5 espermatozóides no canal cervical c/movimentos lentos.
 BOM: de 6 a 10 espermatozóides no canal cervical c/movimentos lineares.
 EXCELENTE: mais de 10 espermatozóides com movimentação linear e ativa.
INSTRUÇÕES
As instruções devem ser seguidas o mais estritamente possível.
1. A paciente e seu companheiro devem abster-se de relações sexuais 2 a 5 dias antes do teste.
2. Atenda às necessidades higiênicas antes da relação sexual. Não será possível fazê-lo por algumas horas
   depois disso.
3. Dia adequado: metade do ciclo, ou seja, período ovulatório (a ser definido juntamente com o médico).
4. Após o coito deite-se de costas por 30 minutos com os joelhos dobrados e as coxas levantadas para evitar
   a perda do sêmen.
5. Use papel higiênico ou absorvente sanitário.
6. Dirija-se ao laboratório para o teste, 3 a 4 horas após a relação sexual, ou de acordo com instruções
   médicas.
- Exame realizado somente na unidade aimorés.




                       TESTES BIOQUÍMICOS DO ESPERMA


                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              185
Á CIDO C ÍTRICO  C ITRATO
O ácido cítrico é produzido pela próstata. Tem sua produção dependente da atividade hormonal e está
ligado ao processo de coagulação e liquefação do esperma.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: 300 a 800 mg/dL
CONDIÇÃO: 1,0 mL de esperma.
- Não precisa abstinência.
LABORATÓRIOS: Centrifugar o esperma durante 10 minutos e separar o sobrenadante (plasma seminal) para o
envio. Enviar congelado. Caso tenha sido executado o espermograma, enviar dados do mesmo, referente ao
pH.



F RUTOSE
É o principal elemento do metabolismo e motilidade dos espermatozóides. Valores baixos indicam
processos inflamatórios ou infecciosos na vesícula seminal.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: 100 a 350 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,5 mL de esperma.
- Não precisa abstinência.
- Enviar até 4 horas após a coleta.
LABORATÓRIOS: Centrifugar o esperma durante 10 minutos e separar o sobrenadante (plasma seminal) para o
envio. Enviar congelado. Caso tenha sido executado o espermograma, enviar dados do mesmo, referente a
contagem e pH.



L EUCÓCITOS
Valores aumentados são encontrados em processos infecciosos.
MÉTODO: Contagem em Câmara de Newbauer
VALOR DE REFERÊNCIA: até 1.000.000/mL
CONDIÇÃO: 0,3 mL de Esperma.
 Até 2 dias entre 18o a 25o C.




A NTIFUNGIGRAMA
Orienta na escolha do antifúngico adequado ao tratamento de infecções fúngicas causadas por
leveduras (Cândida spp. e Cryptococcus spp.). São testados: Econazol, Miconazol, Fluconazol,
186                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Cetoconazol, Clotrimazol, Anfotericina B e Nistatina.
MÉTODO: Difusão do disco em meio específico (Anfotericina B, Nistatina, Clotrimazol, Econazol, Cetoconazol).
O teste para 5 fluorocitosina será realizado se solicitado em separado.
CONDIÇÃO: Leveduras (Cândida spp, Cryptococcus spp) isoladas de cultura positiva.
 - Cultivos de Cândida até 24 horas.
    - Cryptococcus até 48 horas.
    Enviar em meio apropriado sob refrigeração.



B AAR , B ACTERIOSCOPIA
PESQUISA
   É diagnóstico na maioria das infecções causadas por micobactérias (Tuberculose, Hanseníase e
   outras formas de infecções).
   MÉTODO: Ziehl Neelsen
   CONDIÇÃO: Para pesquisa de TUBERCULOSE: Escarro, Urina (enviar volume total colhido), Lavado
   Gástrico (JO 8h), Lavado Brônquico, Líq. Ascítico, Líq. Pleural, líquor, Secreções de Feridas, etc.
   Para pesquisa de HANSENÍASE: Linfa de Lóbulo de Orelha, dobra de Cotovelo, Lesões ativas de pele
   ou áreas dormentes.
   OBS.: Mucosa nasal é o local menos sensível e específico, não sendo recomendado.
   Urina: Colher a amostra de Urina pela manhã (1a Urina do dia), desprezar o 1o jato e colher todo o
   restante da micção. O material deverá ser entregue ao laboratório o mais rápido possível após a coleta.
    Urina – até 6 horas a temperatura ambiente ou até 24 horas se refrigerada.
   Lavado gástrico deve ser previamente alcalinizado com 100 mg de bicarbonato de sódio. Toda a amostra
   sujeita a ressecamento deve ser protegida com acréscimo de soro fisiológico. Manter entre 2 o a 8o C.
   Nunca refrigerar sangue. Todas as amostras deverão ser enviadas em frascos limpos. Os esfregaços
   confeccionados no ato da coleta são conservados fixados pelo calor brando.

CULTURA
   Indicado no diagnóstico de infecções pulmonares localizadas ou disseminadas para outros locais
   do corpo como medula óssea , baço , rins , sistema nervoso central .
   MÉTODO: Cultura em meio específico
   CONDIÇÃO: Escarro, Urina recente* (enviar volume total colhido) ou 24 horas, Lavado Gástrico, Lavado
   Brônquico, Aspirado transtraqueal, Líq. Sinovial, Líq. Ascítico ou peritonial, Líq. Pleural, Liq. Aminiótico,
   Líquor, Punção de Abscessos, Punção de Linfonodos, biópsias, medula óssea, sangue menstrual,
   sangue ou fezes.
   * Colher amostra de Urina pela manhã (1a Urina do dia), desprezar o 1o jato e colher todo o restante da
     micção.
    Enviar o mais rápido possível. Até 6 horas a temperatura ambiente ou até 24 horas entre 2 o e 8o C.




B ACILO D IFTÉRICO

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  187
PESQUISA
   É diagnóstico presuntivo de Difteria.
   MÉTODO: Microscopia - Coloração pelo Albert Laybourn
   CONDIÇÃO: Secreção de Orofaringe, Nasofaringe, Lesões Cutâneas ou outros materiais especificados
   pelo clínico.
   - Informar medicamentos em uso.
   OBS.: Para pesquisa de portadores assintomáticos, nos exames de convalescentes e pessoas que
   tiveram contacto, é recomendado Swab de Nasofaringe.
    Conservar em esfregaço fixado sobre lâmina de vidro.

  CULTURA
    Confirma o achado da bacterioscopia através do cultivo do microrganismo. Não procedemos à
    confirmação diagnóstica através da pesquisa de toxina.
    MÉTODO: Semeadura em meios específicos, seguida de identificação.
    CONDIÇÃO: Secreção de Orofaringe, Nasofaringe e Lesões Cutâneas - Raramente outras amostras.
    OBS.: Para pesquisa de portadores assintomáticos, nos exames de convalescentes e pessoas que
    tiveram contacto, a amostra recomendada é o Swab de Nasofaringe.
     As amostras devem ser enviadas em meio de Loeffler ou de Stuart.



B ACTÉRIAS A NAERÓBIAS , CULTURA
O exame auxilia no diagnóstico de infecções em que microorganismos anaeróbios possam estar
envolvidos.
MÉTODO: Semeadura em meios específicos incubados em atmosfera de anaerobiose
CONDIÇÃO: Abcessos fechados, Celulite, Sangue, Punção de Seios Paranasais, Líq.Pleural, Aspirado
Transtraqueal, Lav. Brônquico, Líquor, Líq. Ascítico, Urina colhida através de Punção Supra-Púbica, etc.
OBS.: Qualquer material colhido por Swab (Garganta, Nasofaringe, Secreções, etc.) é inadequado, assim
como Fezes, Escarro expectorado e Urina obtida por micção espontânea ou Cateterização.
- Geralmente a amostra é obtida pelo médico assistente.
- Como a maioria das infecções por Anaeróbios são mistas, é recomendável fazer em paralelo Cultura para
Aeróbios e Gram.
 As amostras devem ser imediatamente inoculadas em meio de Tioglicolato 135 C com rolha de borracha.
Sangue e Líquido ascítico devem ser enviados em frascos anaeróbicos de hemocultura.
Para transporte rápido (inferior a 30 minutos) de material colhido com seringa, a agulha deve ser obstruída
com borracha e a seringa deve ser esvaziada de todo ar.



C AMPYLOBACTER , CULTURA
Isolamento e identificação dos campylobacter spp em quadros de enterocolite aguda.
MÉTODO: Semeadura em meio específico
CONDIÇÃO: Fezes recentes “In Natura” e em meio de transporte (Cary-Blair), fornecido pelo laboratório.
- Não estar em uso de antimicrobiano.
 In Natura, até 2 horas.
    Cary-Blair, entre 2o e 8o C.




C ÉLULAS H ERPÉTICAS , PESQUISA (CÉLULAS DE TZANCK )
188                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Nas infecções por Herpes vírus simplex e zoster o achado de células gigantes (Tzanck) em lesões
ativas é diagnóstico.
MÉTODO: Giemsa
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Exsudato das lesões.
- Informar medicamentos em uso.
 Conservar em esfregaço fixado sobre lâmina de vidro.


C ÉLULAS DE I NCLUSÃO C ITOMEGÁLICA
Quando presentes, estas inclusões, tem grande valor diagnóstico. Contudo, a alta incidência de falsos
resultados negativos limita seu uso, devendo ser complementada com outras técnicas mais sensíveis.
MÉTODO: May-Grunwald Giemsa
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina recente.
 Refrigerar entre 2o e 8o C.


C HLAMYDIA TRACHOMATIS
Indicado no diagnóstico de infecções do tipo: cervicites , doença inflamatória pélvica , uretrites não
gonocócica, linfogranuloma venéreo, tracoma, conjuntivites de inclusão, pneumonia do RN.

CULTURA
   MÉTODO: Inoculação em Monocamada de cultura de Células McCoy
   CONDIÇÃO: Raspado uretral, endocervical, conjuntival, retal, pus de bubão inguinal, esperma e fundo de
   saco vaginal (somente para virgens e histerectomizadas).
   OBS.: Esse teste requer amostra c/ número adequado de células, portanto não deve ser feito em Urina.
   - Material uretral, o paciente deve vir pela manhã antes de urinar ou permanecer no mínimo 4 horas sem
      urinar.
   - Material endocervical, a paciente não pode estar menstruada nem fazendo uso de medicações tópicas.
   LABORATÓRIOS: enviar material o mais rápido possível.
    Material em meio de transporte Dulbecco’s (rosa) até 12 horas a temperatura ambiente ou até 24
        horas entre 2o e 8o C, em gelo reciclável. Enviar também 02 lâminas com esfregaço.

IMUNOFLUORESCÊNCIA DIRETA
    MÉTODO: Anticorpos Monoclonais
    CONDIÇÃO: Raspado uretral, endocervical, conjuntival, pus de bubão inguinal, esperma, retal e fundo de
    saco vaginal (somente para virgens e histerectomizadas).
    OBS.: Esse teste requer amostra com um número adequado de células, portanto não deve ser feito em
    Urina.
    - Para material uretral, o paciente deve vir pela manhã antes de urinar, ou permanecer no mínimo 4
      horas sem urinar.
    - Para material endocervical a paciente não pode estar menstruada nem fazendo uso de medicações
      tópicas.
     Esfregaços em lâminas apropriadas fixado c/ 2 gotas de metanol. Até 7 dias, a temperatura ambiente.

PESQUISA - GIEMSA
   MÉTODO: GIEMSA
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   CONDIÇÃO: Raspado de conjuntiva ocular.
   - Informar medicamentos em uso.
    Conservar em esfregaço fixado sobre lâmina de vidro.




                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              189
C OPROCULTURA
A cultura de fezes identifica microrganismos enteropatogênicos em casos de diarréia aguda ou
crônica. No Laboratório Hermes Pardini as culturas são direcionadas para pesquisa de Salmonella
spp, Shigella spp, E. coli enteropatogênicas, Campylobacter spp.
MÉTODO: Semeadura em meios de cultivo específicos, seguida de identificação bacteriana bioquímica e/ou
sorológica.
CONDIÇÃO: Fezes recentes “In Natura” e em meio de transporte (Cary-Blair), fornecido pelo laboratório.
- Fezes recém-excretadas antes da administração de antimicrobianos.
 Enviar em Cary-Blair e “in natura”.



C ORYNEBACTERIUM MINUTISSIMUM , PESQUISA
Exame bacterioscópico para o diagnóstico de Eritrasma.
MÉTODO: Coloração ao Giemsa
CONDIÇÃO: Raspado de pele
- Preferencialmente, não estar em uso de medicamentos tópicos.
 Conservar em esfregaço fixado sobre lâmina de vidro.


C RYPTOCOCCUS N EOFORMANS
Exame microscópico direto que permite diagnóstico rápido da Criptococose em LCR (meningites) e
outros materiais (escarro, lavado brônquico, lavado bronco-alveolar, etc.).
MÉTODO: Microscopia
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Líquor - Escarro - Lavado Brônquico e outros.



C RYPTOSPORIDIUM , PESQUISA
Diagnóstico da Criptosporidiose em quadros intestinais, principalmente em pacientes
Imunocomprometidos. A Criptosporidiose pode também afetar paciente imunocompetentes, mas
nestes a infecção é auto-limitada.
MÉTODO: Ziehl - Neelsen Modificado
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Fezes recente
 Até 48 horas entre 2o e 8o C ou em formol a 10%.




190                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
C ULTURA + A NTIBIOGRAMA
Aplica-se no diagnóstico de infecções microbianas nos diversos sítios corporais, identificação dos
microrganismos e teste de sensibilidade aos antibióticos.

MÉTODO: Semeadura em meios de cultivo específicos, seguida de identificação e determinação da resistência
bacteriana.

AERÓBIOS
   CONDIÇÃO: Diversas, materiais de região suspeita de infeção bacteriana.

ANAERÓBIOS
   CONDIÇÃO: enviar no meio de transporte para anaeróbios (tioglicolato 135 C). Sangue e Líquido ascítico:
   enviar no meio próprio para hemocultura. Não procedemos ao antibiograma para anaeróbios.
   - Nunca deixar amostra em contato prolongado com o ar.
   - Como a maioria das infecções por anaeróbios são mistas, é recomendável sempre fazer em paralelo
     cultura para aeróbios e gram.
   - Qualquer material colhido por Swab (garganta, nasofaringe, secreções, etc.) não é o ideal, assim como
     fezes, escarro, expectorado e urina obtida por micção espontânea ou cateterização.
    As amostras devem ser imediatamente inoculadas em meio de Tioglicolato 135 C com rolha de
   borracha. Sangue e Líquido ascítico devem ser enviados em frascos anaeróbicos de hemocultura. Urina,
   enviar em meio próprio.
   Para transporte rápido (inferior a 30 minutos) de material colhido com seringa, a agulha deve ser
   obstruída com borracha e a seringa deve ser esvaziada de todo ar.


                                            AUTOMATIZADO

MÉTODO: Identificação dos microorganismos e Teste de sensibilidade a antimicrobianos com Concentração
Inibitória Mínima – MIC, Microscan Walk Away.

AERÓBIOS
   CONDIÇÃO: Diversas - Material de região suspeita de infecção bacteriana (Só será feito quando o médico
   pedir MIC ou Automatizada).
    Conservar de acordo com o material especificado ou tipo de cultura a ser executado.

ANAERÓBIOS
   - Não se processa antibiograma para anaeróbios.
   CONDIÇÃO: enviar no meio de transporte para anaeróbios (tioglicolato 135 C). Sangue e Líquido ascítico:
   enviar no meio próprio para hemocultura.
   - Nunca deixar amostra em contato prolongado com o ar.
   - Como a maioria das infecções por anaeróbios são mistas, é recomendável sempre fazer em paralelo
      cultura para aeróbios e gram.
   - Qualquer material colhido por Swab (garganta, nasofaringe, secreções, etc.) não é o ideal, assim como
      fezes, escarro, expectorado e urina obtida por micção espontânea ou cateterização.
    As amostras devem ser imediatamente inoculadas em meio de Tioglicolato 135 C com rolha de
   borracha. Sangue e Líquido ascítico devem ser enviados em frascos anaeróbicos de hemocultura.
   Para transporte rápido (inferior a 30 minutos) de material colhido com seringa, a agulha deve ser
   obstruída com borracha e a seringa deve ser esvaziada de todo ar.




                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              191
D IRETO A F RESCO , PESQUISA
Utilizado no diagnóstico de Tricomoníase, Candidíase e parasitoses em diversos materiais clínicos
(especialmente secreção vaginal, uretral e urina 1o jato).
FUNGOS – TRICHOMONAS – PROTOZOÁRIOS – PARASITAS
SOMENTE PARA LABORATÓRIOS DE BELO HORIZONTE
MÉTODO: Microscopia Direta
CONDIÇÃO: Secreção Vaginal, Uretral, Urina 1o Jato (1a micção do dia), Secreções de Feridas, Escarro,
Punção de Linfonodos e Abcessos.
- Preferencialmente, não estar em uso de medicamentos tópicos.
 Conservar em salina estéril à temperatura ambiente ou em frascos esterilizados.




D ONOVANOSE
É útil no diagnóstico do granuloma inguinal, através da visualização dos macrófagos com corpúsculos
de C. granulomatis.
MÉTODO: GIEMSA
CONDIÇÃO: esfregaço de lesão, biópsia de borda da lesão.
- Preferencialmente, não estar em uso de antimicrobiano.
 Conservar em esfregaço fixado sobre lâmina de vidro.



E CTOPARASITAS , PESQUISA
O exame é utilizado no diagnóstico das ectoparasitoses (escabiose, pediculose, entre outras).
MÉTODO: Microscopia Direta
CONDIÇÃO: Raspado de Lesões de Pele e pêlos.
- Preferencialmente, não estar em uso de medicamentos tópicos.
 Conservar à temperatura ambiente.


F UNGOS
Utilizada no diagnóstico das infecções fúngicas em diversos materiais clínicos com identificação do
agente causal.

PESQUISA
   MÉTODO: Microscopia
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   CONDIÇÃO: Secreção Vaginal, Uretral, Urina 1o Jato, Secreções de Feridas, Escarro, Punção de
   Linfonodos, Abcessos, Descamação de Lesões de Pele, Pêlos, Unhas e Líquidos corpóreos.
    PARA PESQUISA DE FUNGOS EXCLUSIVAMENTE
        - Secreção Vaginal, uretral, Urina 1o jato, líq. corporais, secreção de feridas, escarro, punção de
           linfonodos, abscessos: conservar entre 2o e 8o C.
        - Descamação de pele, pêlos e unhas: à temperatura ambiente.

CULTURA
   MÉTODO: Semeadura em meios específicos
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   CONDIÇÃO: Raspado de Lesões de Pele, Unhas, Pêlos, Secreções Uretrais e Vaginais, Secreções de
   Feridas, Escarro, Lavado Brônquico, Sangue, Líquor, Urina, Fezes, Punção de linfonodos, Biópsia de
   Lesões.
   - Não estar em uso de antifungicos.
    Biópsia de tecido, líquor, escarro, urina e sangue, entre 2o a 8o C.
        Pêlos, raspado cutâneo descamativo, unha, à temperatura ambiente.

192                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
F UNGOS , IDENTIFICAÇÃO
Permite o diagnóstico das infecções fúngicas (micoses superficiais, subcutâneas ou profundas -
dermatofitoses, cromomicose, esporotricose, histoplasmose, etc.).
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Fungo isolado em meio de cultura.



G ARDNERELLA , CULTURA
O exame é utilizado principalmente no diagnóstico das vaginoses bacterianas. Os microrganismos
podem ser também isolado em infecções urinárias, prostáticas, uretrais e no sangue.
MÉTODO: Semeadura em meio específico
CONDIÇÃO: Secreção Vaginal - Secreção Uretral - Urina 1o Jato.
 Meio de transporte Stuart ou frasco apropriado.



G RAM B ACTERIOSCOPIA
O exame bacteriscópico ao Gram permite um estudo mais acurado das características morfo-tinturais
das bactérias e outros elementos (fungos, leucócitos, outros tipos celulares, etc). Presta informações
importantes e rápidas para o início de terapia dando idéia semi-quantitativa em algumas infecções e
estabelece diagnóstico em muitos casos. Exemplos: Uretrites gonocócicas, Meningites bacterianas,
Vaginose, Cancro mole e infecções urinárias (gram da gota de urina não centrifugada).
MÉTODO: Microscopia – Coloração pelo Gram
CONDIÇÃO: Qualquer material de região suspeita de infecção por microorganismo.
OBS.: Sempre especificar o tipo de material e o local da coleta – Várias pesquisas como a de Gardnerella,
Neisseria, Gonococos, Mobiluncus, Fungos, H. Ducreyi, associação Fuso-Espiralar, etc., podem ser
solicitadas através do Gram.
 Secreção, esfregaços fixados pelo calor.




H. D UCREYI  P ESQUISA DE C ANCRO M OLE
O exame é útil no diagnóstico do Cancróide (Cancro mole), pelo achado das formas bacterianas
características do H. ducreyi, distinguindo as lesões de outras úlceras clinicamente semelhantes.
MÉTODO: Microscopia ao Gram
CONDIÇÃO: Esfregaço de Lesão.
- Preferencialmente, não estar em uso de antimicrobianos.
 Esfregaço fixado pelo calor.




                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              193
H EMOCULTURA A UTOMATIZADA
Diagnóstico de processos infecciosos sistêmicos.
MÉTODO: Detecção rápida computadorizada de Microorganismos aeróbios e anaeróbios por formação e/ou
consumo de gases do metabolismo bacteriano.
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO:  Criança  1,0 a 5,0 mL de Sangue Total
             Adulto  10,0 mL de Sangue Total
- Preferencialmente, não estar em uso de antimicrobianos.
LABORATÓRIOS: os frascos dos meios de cultivos são específicos. Os meios devem ser armazenados à
temperatura ambiente, protegidos da luz.
 As amostras que não forem coletadas nos frascos próprios do equipamento ESP devem ser coletadas em
tubos estéreis com solução anticoagulante (citrato, heparina, SPS). Em ambos casos, as amostras devem ser
mantidas a temperatura ambiente até seu processamento.



H ERPESVÍRUS , CULTURA
Indicado no diagnóstico de infecções mucocutâneas , oral e genital .
MÉTODO: Inoculação em monocamadas de Cultura de Células Hep 2
CONDIÇÃO: Fluído da Vesícula da Lesão.
OBS.: A sensibilidade do exame é muito baixa, quando a coleta é feita em lesões após a eclosão das
vesículas.
- Cliente não deve estar em uso de medicamentos tópicos.
 Material em meio de transporte Dulbecco’s (rosa), até 12 horas a temperatura ambiente ou entre 2 o e 8o C
por até 24 horas, em gelo reciclável. Enviar também 02 lâminas com esfregaço.




HPV  P APILOMA V ÍRUS H UMANO (H IBRIDIZAÇÃO )
Indicado no diagnóstico específico de infecções por HPV do tipo 6 e 11 ; 16 e 18 ; 31, 33 e 51 em região
considerada suspeita : genital , anal e oral .
MÉTODO: Hibridização DNA “IN SITU” - Pesquisa
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Biópsia de lesões ou raspado de região considerada suspeita: colo uterino, vagina, vulva, região
perianal, perineal, anal, pênis, glande, prepúcio, bolsa escrotal, cavidade oral.
OBS.: A sensibilidade é muito maior quando o exame é feito em Biópsia.
- Pesquisados os tipos 6-11, 16-18 e 31-33-51 Pool das sondas.
- Fazer abstinência sexual de 3 dias.
- Não usar creme/óvulo vaginal, ducha ou lavagem interna.
- Não estar menstruada.
- Não fazer ultra-som transvaginal ou colposcopia.
 Raspado (esfregaços) - enviar no mínimo 4 esfregaços em lâmina apropriadas submersas em álcool 70%.
    Biópsia - enviar em bloco de parafina ou fragmento submerso em álcool 70%.




IDENTIFICAÇÃO DE B ACTÉRIA E A NTIBIOGRAMA A UTOMATIZADO
Identificação a nível de gênero e espécie do microrganismo causador da infecção e determinação
quantitativa (MIC) da sensibilidade aos antimicrobianos.
CONDIÇÃO: Bactéria isolada enviada em meio de cultura



194                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
L EPTOSPIROSE
Indicado no diagnostico diferencial em pacientes e ou animais onde o ambiente seja potencialmente
contaminado por Leptospira ( presença de roedores , cães, animais de corte, etc.).

SORO AGLUTINAÇÃO MICROSCÓPICA
   MÉTODO: Soro Aglutinação microscópica com antígenos vivos
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   NOTA: Títulos igual 1:100, dependendo da clínica, podem ser considerados negativos. Pode ocorrer
   demora no aumento dos títulos dos anticorpos. O exame deve ser repetido até 3 semanas para
   confirmação, nos casos suspeitos.
   ANTÍGENOS UTILIZADOS: L.Andamana, Australis, Autumnalis, Ballum, Bataviae, Bratislava, Butembo,
   Canicola, Castellonis, Celledoni, Copenhageni, Cynopteri, Djasiman, Gryppotyphosa, Hardjo,
   Hebdomalis, Icterohemorrhagiae,,Javanica, Panama, Patoc, Pomona, Pyrogenes, Shermani e Wolffii.
   - Altas concentrações de anticorpos no soro dos pacientes poderão acarretar resultados falso-negativos
   (casos raros).
   CONDIÇÃO: 1,0 mL de Soro.
   - JD 4h.
    Até 5 dias entre 2o a 8o C.

PESQUISA
   SOMENTE PARA LABORATÓRIOS DE BELO HORIZONTE
   MÉTODO: Microscopia Campo Escuro
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   Nota: Este exame pode apresentar resultados falso-negativos que é uma característica do método. Deve
   ser realizado em paralelo com a Leptospirose - Soro Aglutinação Microscópica ou Elisa.
   CONDIÇÃO: 3,0 mL de Sangue Total (EDTA) - 30 mL Urina recente - 1,0 mL Líquor.
   Coleta de Urina: 24 horas antes do exame, ingerir a cada 4 horas, 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
   em ½ copo de água, para neutralizar o pH da urina.
    Até 4 horas à temperatura ambiente ou refrigerado entre 2o e 8o C.

CULTURA
   SOMENTE PARA LABORATÓRIOS DE BELO HORIZONTE
   MÉTODO: Cultura em meio específico
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   Nota: Este exame pode apresentar resultados falso-negativos que é uma característica do método. Deve
   ser realizado em paralelo com a Leptospirose - Soro Aglutinação Microscópica ou Elisa.
   CONDIÇÃO: 3,0 mL de Sangue Total (EDTA) - 0,5 mL Líquor - 30 mL Urina recente.
   Coleta de Urina: 24 horas antes do exame, ingerir a cada 4 horas, 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
   em ½ copo de água, para neutralizar o pH da urina.
    Até 4 horas à temperatura ambiente ou refrigerado entre 2o e 8o C.




M ICOBACTÉRIAS , C ULTURA A UTOMATIZADA
Permite a detecção mais rápida de infecçòes causadas por micobactérias.
MÉTODO: Detecção rápida computadorizada de micobactérias por formação e/ou consumo de gases do
metabolismo bacteriano


                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               195
CONDIÇÃO: 5,0 a 10,0 mL de Sangue Total heparinizado – Medula óssea – Líquor – Líq. corpóreos – Escarro –
Lav. Brônquico, Bronco Alveolar, etc.
- Preferencialmente, não estar em uso de antimicrobianos.
LABORATÓRIOS: os frascos dos meios de cultivos são específicos. Os meios devem ser armazenados à
temperatura ambiente, protegidos da luz.
 Lavado gástrico deve ser previamente alcalinizado com 100 mg de bicarbonato de sódio. Toda a amostra
sujeita a ressecamento deve ser protegida com acréscimo de soro fisiológico. Sangue, nunca refrigerar.
Demais amostras manter entre 2o a 8o C. As amostras deverão ser enviadas em frascos limpos.




M ICOLÓGICO D IRETO
Utilizado no diagnóstico rápido de infecções fúngicas em diversos materiais clínicos.
MÉTODO: Microscopia Direta
CONDIÇÃO: Descamação de Lesões de Pele, Pêlos e Unhas.
 Conservar à temperatura ambiente.




M YCOPLASMA , CULTURA
Indicado no diagnóstico de uretrites não gonocócica, pielonefrite, doença inflamatória pélvica, febre
puerperal.
MÉTODO: Isolamento em meios de cultura
CONDIÇÃO: Secreção Uretral, Vaginal, Swab Endocervical, Esperma, Primeiro Jato Urinário.
NOTA: Nos casos positivos, serão significativas concentrações iguais ou maiores do que 1.000 UFC/mL, a não
ser a critério médico em casos selecionados.
- Material uretral, o paciente deve vir pela manhã antes de urinar ou permanecer no mínimo 4 horas sem
  urinar.
- Material endocervical a paciente não pode estar menstruada nem fazendo uso de medicações tópicas.
LABORATÓRIOS: enviar em meio de transporte específico fornecido pelo Laboratório, o mais rápido possível.
Centrifugar a urina, desprezar o sobrenadante e transferir o sedimento para o meio de transporte Dulbecco’s .
OBS.: A sensibilidade da amostra colhida na Uretra é bem maior que a sensibilidade do 1o Jato de Urina.
 Material em meio de transporte Dulbecco’s (rosa) até 12 horas a temperatura ambiente. Até 24 horas
entre 2o e 8o C, em gelo reciclável.




M YCOPLASMA PNEUMONIAE , C ULTURA
Indicado no diagnóstico das doenças das vias aéreas superiores, traqueobronquite, pneumonia
atípica.
MÉTODO: Isolamento em meio de cultura
CONDIÇÃO: Escarro, Lavado Brônquico, Líq. Pleural e Swab de Nasofaringe.
LABORATÓRIOS: enviar em meio de transporte específico fornecido pelo Laboratório, o mais rápido possível.
 Material em meio de transporte Dulbecco’s (rosa), até 12 horas a temperatura ambiente. Até 24 horas
entre 2o e 8o C, em gelo reciclável.




N EISSERIA GONORRHOEAE , CULTURA
O exame é útil no diagnóstico de infecções causadas por Neisseria gonorrhoeae.
MÉTODO: Semeadura em meio específico
CONDIÇÃO: Secreção Uretral, Endocervical, Vaginal, Retal, Faríngea, Conjuntival, outras (Punção de
Articulações, Líquor, Sangue, etc.).
     LABORATÓRIOS: envio não aconselhado devido a vida curta da Bactéria.
196                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
OBS.: A Vagina da mulher adulta raramente se infecta, sendo recomendada a coleta no canal Endocervical.
- A bactéria não sobrevive na Urina, sendo recomendado a coleta na Uretra.
- Preferencialmente, não estar em uso de antimicrobianos.
 Meio de Thayer-Martin ou Stuart.




P NEUMOCYSTIS C ARINII , PESQUISA
Seu achado é diagnóstico de Pneumocistose devido ao fato do P. carinii não se desenvolver em meios
de cultivos.
MÉTODO: Giemsa - Fast
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Lavado Brônquico, Aspirado Transtraqueal, Biópsia Pulmonar, Escarro Expectorado.
 Até 48 horas, refrigerada entre 2o a 8o C.




R OTAVÍRUS , PESQUISA
Detecção rápida do rotavírus em fezes, permitindo diagnóstico diferencial com outras gastroenterites
aguda, evitando o uso desnecessário de antibióticos.
MÉTODO: Anticorpo Monoclonal
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Fezes recente.
- Realizar a coleta preferencialmente durante os primeiros 3 a 5 dias após o aparecimento dos primeiros
  sintomas da doença.
 Enviar imediatamente, mantidas em banho de gelo em frascos que não contenham conservantes, meios
de transportes ou detergentes.



S TREPTOCOCCUS A (IMUNOTESTE R ÁPIDO )
A detecção rápida de antígenos do Streptococcus pyogenes (grupo A de Lancefield) permite a
instituição precoce do tratamento adequado evitando as graves seqüelas das infecções por este
microrganismo.
MÉTODO: Imunoensaio p/detecção de Antígeno Streptococcus pyogenes
CONDIÇÃO: Secreção de Orofaringe, Nasofaringe e Amigdalas.
- Colher preferencialmente antes da administração de antibacterianos pela manhã, antes do desjejum e da
  higiene oral.
 Swab sem meio de transporte, enviar imediatamente ou sob refrigeração por até 5 dias.



T REPONEMA , PESQUISA
Detecção do Treponema pallidum em lesões sifilíticas primárias ou secundárias, estabelecendo
diagnóstico precoce, pois os testes sorológicos se positivam tardiamente.
SOMENTE PARA LABORATÓRIOS DE BELO HORIZONTE
MÉTODO: Microscopia em Campo Escuro
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
- Preferencialmente, não estar em uso de antimicrobianos.
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              197
CONDIÇÃO: Exsudato da Lesão.
 Em salina estéril, à temperatura ambiente.




T RICHOMONAS
SOMENTE PARA LABORATÓRIOS DE BELO HORIZONTE

PESQUISA
   Diagnóstico de Tricomoníase.
   MÉTODO: Microscopia
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   CONDIÇÃO: Secreção Uretral, Secreção Vaginal, Secreção Colo Uterino, 1o Jato Urinário.
    Conservar à temperatura ambiente e enviar imediatamente.

CULTURA
   Indicado no diagnóstico de uretrites não gonocócica, prostatite, irritação da vagina, vulva e
   períneo, secreção purulenta aquosa , etc.
   MÉTODO: Cultura em meio específico
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   CONDIÇÃO: Secreção Vaginal, Secreção endocervical, Secreção Uretral, 1o Jato Urinário, Esperma.
   - O cliente deve vir pela manhã antes de urinar ou permanecer no mínimo 4 horas sem urinar.
   - Não pode estar menstruada, nem fazendo uso de medicação tópica.
    Enviar até 4 horas após coleta à temperatura ambiente.




T UBERCULOSTÁTICOS ,
T ESTE DE S ENSIBILIDADE AOS A NTIBIÓTICOS E Q UIMIOTERÁPICOS
Indicado nos casos de tratamento adequado para tuberculose, falência de tratamento, retratamento ,
pacientes com suspeita de resistência .
MÉTODO: Cultura em meio específico com Drogas
CONDIÇÃO: Cultura positiva para micobactérias no material de: Escarro, Urina recente* (enviar volume total
colhido) ou 24 horas, Lavado Gástrico, Lavado Brônquico, Aspirado transtraqueal, Líq. Sinovial, Líq. Ascítico
ou peritonial, Líq. Pleural, Liq. Aminiótico, Líquor, Punção de Abscessos, Punção de Linfonodos, biópsias,
medula óssea, sangue menstrual, sangue ou fezes.
* Colher amostra de Urina pela manhã (1a Urina do dia), desprezar o 1o jato e colher todo o restante da
  micção.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
LABORATÓRIOS: Na amostra de BK cultura positiva pode ser solicitado a inclusão deste teste.
- Enviar o mais rápido possível.
 Cultura positiva para micobactérias ou cepa viável a temperatura ambiente.


U REAPLASMA , C ULTURA
198                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Indicado no diagnóstico de uretrites não gonocócica, pielonefrite, doença inflamatória pélvica, febre
puerperal.
MÉTODO: Isolamento em meios de cultura
CONDIÇÃO: Secreção Uretral, Vaginal, Swab Endocervical, Esperma, Primeiro Jato Urinário.
NOTA: Nos casos positivos, serão significativas concentrações iguais ou maiores do que 1.000 UFC/mL, a não
ser a critério médico em casos selecionados.
- Material uretral, o paciente deve vir pela manhã antes de urina ou permanecer no mínimo 4 horas sem
  urinar.
- Material endocervical e vaginal a paciente não pode estar menstruada nem fazendo uso de medicações
  tópicas.
LABORATÓRIOS: enviar amostras em meio de transporte específico, fornecido pelo Laboratório, o mais rápido
possível. Centrifugar a urina, desprezar o sobrenadante e transferir o sedimento para o meio de transporte
Dulbecco’s (rosa).
OBS.: A sensibilidade da amostra colhida na Uretra é bem maior que a sensibilidade do 1o Jato Urina.
 Material em meio de transporte Dulbecco’s (rosa) até 12 horas, a temperatura ambiente. Até 24 horas
entre 2o e 8o C, em gelo reciclável.


V ACINA A UTÓGENA
As vacinas autógenas são utilizadas especialmente em casos de furunculose, acne supurada,
infecções recidivantes ou de caráter crônico (amigdalites, faringites, sinusites). Não é feita a vacina
caso o microrganismo isolado seja o Streptococcus pyogenes.
MÉTODO: Isolamento e esterilização da bactéria isolada
CONDIÇÃO: Bactéria vai ser isolada de infecções bacterianas de caráter crônico ou recidivante (Acnes,
Furúnculos, Amigdalites, Abcessos, etc.
OBS.: Vacina contra-indicada se o isolado for um Estreptococo  Hemolítico do grupo A.
 Bactéria isolada ou conservar em meio de transporte Stuart.




V IBRIO CHOLERAE , CULTURA
Detecção de gastroenterites causadas pelo Vibrio cholerae.
MÉTODO: Semeadura em meio específico, seguida de identificação e sorotipagem.
CONDIÇÃO: Fezes, Vômitos, Swab Retal.
- Colher antes da administração de antibióticos.
 - In natura, até 2 horas à temperatura ambiente ou até 5 horas refrigerada.
     - Cary-Blair, até 7 dias entre 2o e 8o C.
     - Tubos de água peptonada alcalinizada (APA), até 12 horas à temperatura ambiente.




Y ERSINIA E NTEROCOLÍTICA , CULTURA
Detecção de gastroenterites causadas pelo Yersinia enterocolítica.
MÉTODO: Semeadura em meio específico
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Fezes recente.
 Enviar em Cary-Blair e “in natura”.




                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              199
200   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
M INERALOGRAMA
Avaliar deficiência ou excesso de elementos essenciais com fins nutricionais, a eficácia e controle dos
tratamentos de quelação, níveis endógenos de minerais, oligoelementos, metais tóxicos, no controle e
monitorização de contaminação ambiental.

MÉTODO: Inductively Coupled Plasma Emission Spectroscopy
CONDIÇÃO: Unha - Cabelo.
UNHA
Coletar 2,0 gramas de unhas, o que equivale a uma colher de sobremesa, Pode-se colher de vários locais
diferentes e juntar o material até conseguir o peso exigido. As unhas não devem receber nenhum tratamento
químico por 1 semana antes da coleta.
CABELO
As amostras para análise de cabelo que refletem com mais precisão o atual perfil mineral do organismo são
aquelas de cabelo mais recente, na região da nuca. Uma quantidade de cerca de 2,0 gramas é necessário
para análise (cerca de uma colher de sopa), que deverá ser pesado usando-se a balança. O cabelo deverá
ser cortado o mais próximo do couro cabeludo e limitado aos primeiros 2,5 cm do cabelo. Quando o cabelo
estiver sido tratado recentemente com cosméticos (permanentes, tinturas, descoloração, reflexo, etc...) é
aconselhável aguardar cerca de 10 semanas, antes de coletar a amostra para análise. Estes tratamentos
podem alterar os níveis de alguns minerais, notadamente o cálcio, magnésio, zinco, cobre, chumbo e níquel,
podendo levar a uma interpretação equivocada dos resultados. O uso de pêlos pubianos ou outros pêlos
corpóreos para análise de mineral deverá ser reservado para aquelas situações onde não há disponibilidade
alguma de cabelo na região da cabeça ou então para os testes confirmatórios propostos para distinção entre
contaminação externa do cabelo, da absorção interna de elementos tóxicos.
INSTRUÇÕES IMPORTANTE:
O indivíduo que coletará a amostra deverá estar com as mãos limpas e secas, antes de iniciar o corte e
manuseio do cabelo. Também para evitar contaminação da amostra, não colocá-la sobre superfícies sujas ou
empoeiradas. É muito importante ainda que a tesoura utilizada esteja bastante limpa e não tenha pontos de
ferrugem.
CABELOS MÉDIOS OU LONGOS
 Horizontalmente parta o cabelo para trás da cabeça e puxe para cima e para fora.
 Corte uma tira fina de cabelo próximo do couro cabeludo.
 Corte e despreze as pontas desta tira ficando apenas com 2,5 cm mais próximos do couro cabeludo.
 Pese o restante na balança de amostra e repita até conseguir a quantidade necessária.
 Coloque o cabelo pesado no envelope.
CABELOS CURTOS
 Quando o cabelo for muito curto e não puder ser cortado como descrito acima, a tesoura ou uma lâmina fina
poderá ser utilizada para aparar o cabelo até conseguir a quantidade necessária.
 Pese o cabelo na balança de amostra e coloque no envelope.


                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               201
                    REALIZADO SOMENTE NAS UNIDADE MATRIZ E BARREIRO.




                                     ANTIOXIDANTES
                    Representa proteção orgânica contra a ação de radicais livres.



A NTIOXIDANTES T OTAIS  ANTOX
MÉTODO: Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: 1,1 a 2,0 mmoL/L
CONDIÇÃO: 0,8 mL de Soro ou Plasma (EDTA).
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


G LUTATION P EROXIDASE  GPX
MÉTODO: Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: 31 a 47 U/g Hb
CONDIÇÃO: 3,0 mL de Sangue Total Heparinizado + 1 tubo de EDTA p/ medida da Hemoglobina (se tiver
Hemograma não precisa).
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.


S UPERÓXIDO D ISMUTASE  SOD
MÉTODO: Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: 750 a 1200 U/g Hb
CONDIÇÃO: 3,0 mL de Sangue Total Heparinizado + 1 tubo de EDTA p/ medida da Hemoglobina (se tiver
Hemograma não precisa).
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



                                    RADICAIS LIVRES


LDL P EROXIDADA  LDL-PX
Valores elevados indicam ação indesejável dos radicais livres.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: até 0,5 nm/mg apoproteína

202                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
CONDIÇÃO: 3,0 mL de Soro.
- JO 12h.
 Até 7 dias entre 2o e 8o C.



M ALÔNICO D IALDEÍDO  MDA
Avalia os danos causados ao organismo porque atua lesando membranas celulares como produto da
lipoperoxidação.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA - PLASMA: até 4,8 nmoL/mL
VALOR DE REFERÊNCIA - URINÁRIO: até 18 nmoL/mg de creatinina
CONDIÇÃO: 1,5 mL de Soro ou Plasma (EDTA) - Urina recente - Urina 24h.
LABORATÓRIOS: enviar 5,0 mL de Urina.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 1 semana entre 2o e 8o C.




Á CIDO H OMOGENTÍSICO
A alcaptonúria ocorre devido à ausência congênita da enzima ácido homogentísico-oxidase no
sangue, levando a um acúmulo de ácido homogentísico no sangue, urina e tecidos. Esta condição não
se manifesta clinicamente na primeira infância, sendo que mais tarde ocorre depósito de pigmento
marrom nos tecidos do corpo podendo provocar artrite, distúrbios hepáticos e cardíacos.
MÉTODO: Colorimétrico (Revelação da Película Fotográfica)
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
- Evitar o contato com o ar.
- O paciente não deve estar em uso de medicamentos como: aspirina, L-dopa e ácido ascórbico.
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.


A DDIS , CONTAGEM
É importante para acompanhar a evolução das afecções renais, particularmente na glomerulonefrite e
no controle do tratamento. Cifras acima dos valores de referência são verificados em lesões renais,
especialmente na glomerulonefrite.
MÉTODO: Microscopia
VALOR DE REFERÊNCIA:  Piócitos               até 1.000.000 por 12hs
                         Hemácias            até 500.000 por 12 hs
                         Cilindros hialinos  até 5.000 por 12 hs
CONDIÇÃO: Urina 12h.
- Não deverá haver ingestão excessiva de líquidos durante a coleta da urina. Manter dieta hídrica habitual.
LABORATÓRIOS: enviar 30 mL e informar o volume total. Enviar rapidamente ao laboratório.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.


B ILIRRUBINAS , PESQUISA
O aparecimento de bilirrubina na urina é a primeira indicação de hepatopatias como hepatite, cirrose
ou doenças da vesícula biliar.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
- Proteger da luz, frasco âmbar. Evitar o contato com o ar.
- Enviar rapidamente ao laboratório.

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              203
 Até 2 dias entre 2o e 8o C ou congelar.


C ÁLCULO R ENAL , A NÁLISE F ÍSICO E Q UÍMICA
A identificação das substâncias presentes na constituição do cálculo renal é de grande importância
para orientar uma conduta médica quanto a um início de tratamento e/ou dieta para a prevenção de
recorrências. Os cálculos de oxalato de cálcio são os mais freqüentemente encontrados. Os de ácido
úrico decorrem de hiperuricemia ou hiperuricosúria. Os de estruvita (fosfato amoníaco magnesiano),
são os chamados “cálculo de infecção”, associados a infecções por germes desdobradores da uréia
(Proteus, Pseudomonas e Klebsiella). Os cálculos de cistina são raros, e decorrentes de uma rara
condição autossômica recessiva, a cistinúria.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: É liberado laudo com as características físicas e químicas do cálculo.
CONDIÇÃO: Enviar cálculo em frasco de vidro limpo e seco.
VEJA TAMBÉM TESTE DE PAK pág.253 e NEFROLITÍASE pág.252
 Até 7 dias à temperatura ambiente.




C ÁLCULO B ILIAR , A NÁLISE F ÍSICO E Q UÍMICA
A identificação das substâncias presentes na constituição do cálculo biliar é de grande importância
para orientar uma conduta médica quanto a um início de tratamento e/ou dieta para a prevenção de
recorrências. As substâncias mais comumente encontradas na formação dos cálculos biliares são:
bilirrubia, biliverdina, colesterol, cálcio, ferro e fosfato.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: É liberado laudo com as características físicas e químicas do cálculo.
CONDIÇÃO: Enviar cálculo em frasco de vidro limpo e seco.
 Até 7 dias à temperatura ambiente.


C ARBOHIDRATOS , C ROMATOGRAFIA
Normalmente a urina não apresenta açúcares em quantidades detectáveis. A cromatografia de
carbohidratos é útil para identificar o tipo de carbohidrato presente na urina: xilose, frutose, glicose,
galactose, maltose e lactose. A presença de um destes açúcares demonstra uma desordem do
metabolismo do carboidrato.
FRUTOSÚRIA - GALACTOSÚRIA - GLICOSÚRIA - LACTOSÚRIA - MALTOSÚRIA - XYLOSÚRIA
MÉTODO: Cromatografia em camada delgada de celulose
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
- Armazenar em frasco limpo, próprio para a coleta de urina.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.


C ETONA , PESQUISA
A pesquisa de cetona na urina é útil no acompanhamento e monitorização do diabetes melito, e
controle da dosagem de insulina. O aumento excessivo de cetona no sangue provoca o desiquilíbrio
eletrolítico, a desidratação e, se não for corrigido, a acidose e finalmente, o coma diabético.
MÉTODO: Colorimétrico e Tira Reativa
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
LABORATÓRIOS: enviar amostra refrigerada, bem tampada, não usar conservantes.
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.


C ISTINA , PESQUISA
204                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Trata-se de um distúrbio de origem hereditária podendo ocorrer de duas maneiras: a primeira é que a
reabsorção dos quatro aminoácidos cistina, lisina, arginina e ornitina é afetada (túbulos renais
incapacitados de reabsorção) e outra em que apenas a cistina e lisina não são absorvidos. A principal
consideração clínica na cistinúria, é a tendência que tem as pessoas com problemas de reabsorção
dos quatro aminoácidos, a formarem cálculos.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina recente (jato médio 1a urina da manhã) - Urina 12h* ou 24h*.
- *Usar Ácido Acético 8M, 20 mL/L de Urina. Manter em local fresco durante a coleta.
LABORATÓRIOS: *enviar alíquota de 30 mL. Enviar rapidamente ao laboratório.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.




C OPROPORFIRINAS , PESQUISA
A pesquisa de coproporfirinas na urina auxilia no diagnóstico do distúrbio das porfirinas. As porfirias,
como são chamadas, podem ser herdadas como erros inatos do metabolismo ou adquiridas através
de disfunções eritrocíticas e hepáticas, causadas por doenças metabólicas ou exposição a agentes
tóxicos.
MÉTODO: Fluorescência
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã) - Urina 24h*.
- Proteger a Urina da luz, manter sob refrigeração. Enviar rapidamente ao laboratório.
- *Usar Bicarbonato de Sódio 5 g/L de Urina.
LABORATÓRIOS: enviar 30 mL de Urina em frasco âmbar ou frasco envolvido em papel alumínio.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.



C ORPOS R EDUTORES F ECAL
Os açúcares são substâncias redutoras, que quando presentes nas fezes indicam uma mal absorção
intestinal (intolerância a Carboidratos).
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Fezes recente (sem conservantes).
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.



C RISTAIS COM L UZ P OLARIZADA , PESQUISA
A identificação dos cristais na urina é muito importante, pois alguns tipos de cristais (anormais)
podem representar distúrbios como doenças do fígado, erros inatos do metabolismo ou lesão renal
causada pela cristalização de metabólitos (cálculos).
MÉTODO: Microscopia com Luz Polarizada
VALOR DE REFERÊNCIA: Ausente.
CONDIÇÃO: Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã) - *Urina 24 h.
LABORATÓRIOS: *enviar 30 mL de urina. Ter o cuidado de homogeneizar bem a urina antes de separar.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.
                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             205
D ISMORFISMO E RITROCITÁRIO , PESQUISA
A análise da morfologia das hemácias no sedimento urinário, pode indicar se a origem da hematúria é
glomerular (presença de acantócitos e/ou codócitos) ou não glomerular, indicando também a direção
da conduta médica. Indivíduos que não apresentam número significativo de hemácias no sedimento
urinário deverão colher nova amostra, até que se obtenha uma amostra com número representativo de
hemácias, devido ao caráter às vezes transitório das hematúrias microscópicas.
MÉTODO: Microscopia de contraste de fase
VALOR DE REFERÊNCIA: Ausência de Acantócitos e Codócitos.
CONDIÇÃO: Urina recente (2a micção matinal - jato médio).
- Recomenda-se colher no laboratório.
 Até 6 horas entre 2o e 8o C.




E NTAMOEBA HISTOLYTICA  A MEBA HISTOLYTICA
Detecção qualitativa dos antígenos específicos de Entamoeba histolytica em amostras de fezes. O
ensaio detecta o antígeno de cepas patogênicas e não patogênicas do organismo. Muito importante
como auxiliar no diagnóstico de uma infestação intestinal pelo protozoário E. histolytica e para o
controle do tratamento.
MÉTODO: Elisa
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Fezes recente a fresco.
- Não estar usar laxante ou supositório.
- Não ter feito o uso de contraste radiológico recentemente.
- Cuidado para não contaminar as fezes, no ato da coleta, com a urina.
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C ou até 1 semana congelar.


F ENILALANINA , PESQUISA
A presença de fenilalanina na urina é resultante da deficiência do metabolismo da mesma devido a
ausência da enzima fenilalanina hidroxilase, levando a um acúmulo de fenilalanina na circulação e
conseqüentemente no sistema nervoso central, causando a distúrbios neurológicos irreversíveis com
retardamento mental.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã) - *Urina 24h.
- Para crianças, recomenda-se o maior volume possível em Urina 24h.
LABORATÓRIOS: *enviar 30 mL de urina. Enviar rapidamente ao laboratório.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.



F RUTOSE URINÁRIA
A presença de frutose na urina indica alterações no metabolismo da mesma. A frutose por ser um
composto de alto peso molecular se localiza principalmente nos tecidos conjuntivos causando sérios
danos a estes.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina recente (jato médio 1a urina da manhã) - *Urina 12h ou 24h.
206                          Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
LABORATÓRIOS: *enviar 30 mL de Urina.
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.




F UNCIONAL DE F EZES
O estudo coprológico, visa o estudo das funções digestivas abrangendo as provas de digestibilidade
macro e microscópicas, exame químico, pesquisa de sangue oculto e outras, cujos resultados
permitem diagnosticar as diferentes síndromes coprológicas: insuficiência gástrica, pancreática e
biliar, hipersecreção biliar, desvios da flora bacteriana, (fermentação hidrocarbonada e putrefação),
síndromes ileal e cecal, colites e outras alterações do trânsito intestinal.

MÉTODO: É realizada uma análise Macroscópica e Microscópica das Fezes e pesquisas Bioquímicas
VALOR DE REFERÊNCIA: Fornecemos relatório do resultado
 Suspender toda medicação (principalmente laxantes e supositórios) durante 3 dias ou C.O.M.
 Fazer a dieta durante 3 dias.
 Evitar o uso de bebidas gasosas e alcoólicas.
 É importante informar a sua idade.
 Crianças até 12 anos não necessitam de dieta.
ÀS 08:00 HORAS DA MANHÃ, TOMAR
 1 copo de leite com um pouco de café.
 2 torradas com muita manteiga.
ALMOÇO
 1 bife médio mal passado.
 1 ovo frito mal passado.
 arroz  caldo de feijão  batata cozida (ou purê de batata) à vontade.
À TARDE
 1 copo de leite com pouco café.
 2 torradas com muita manteiga.
JANTAR
 Igual ao almoço, acrescentando macarrão e 1 cenoura.
SOBREMESA
 1 a 2 bananas cruas, tipo maça, com uma fatia de queijo fresco, tipo minas ou prato.
À NOITE
 1 copo de leite com pouco café.
 2 torradas com muita manteiga.
COLETA
 No 4o dia colher toda a primeira evacuação da manhã e trazer ao Laboratório imediatamente.
 Usar recipientes limpos e secos.
 Evitar contaminação por urina, água, gordura ou outro elemento.
 Não usar laxantes para obtenção de fezes.
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 3 dias entre 2o e 8o C.

                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                       207
G ALACTOSE
O aparecimento de galactose na urina é uma condição genética na qual o organismo, por deficiência
da enzima galactose 1 fosfato uridil transferase, torna-se incapaz de converter a galactose da
alimentação em glicose levando ao seu acúmulo, não permitindo o desenvolvimento da criança,
provocando outras complicações inclusive a morte.
MÉTODO: Precipitação com Microscopia Ótica
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã)
- Colher após 2 horas de ingestão de 1 copo de leite.
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.



G IÁRDIA
Detecção qualitativa dos antígenos específicos de giárdia em amostras de fezes. O ensaio detecta
antígeno de cepas patogênicas e não patogênicas do organismo. Muito importante como auxiliar no
diagnóstico de uma infestação intestinal pelo protozoário Giardia lamblia e para o controle do
tratamento.
MÉTODO: Elisa
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Fezes recente a fresco.
- Não estar usar laxante ou supositório.
- Não ter feito o uso de contraste radiológico recentemente.
- Cuidado para não contaminar as fezes, no ato da coleta, com a urina.
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C ou até 1 semana congelar.



G LICOSE URINÁRIA , PESQUISA
A presença de Glicose na urina depende de sua concentração no sangue. A pesquisa de glicose na
urina é muito importante para auxiliar no diagnóstico de patologias como: diabetes mellitus, síndrome
de Fanconi, doença renal avançada, casos de hiperglicemia não diabética e outras.
MÉTODO: Colorimétrico/Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina recente (jato médio 1a urina da manhã) – *Urina 12h ou 24h.
208                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
- Usar frasco limpo e próprio para coleta de urina. Enviar rapidamente ao laboratório.
LABORATÓRIOS: *enviar 30 mL de Urina.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.




G ORDURA F ECAL
COLORIMÉTRICO – DOSAGEM
   O aparecimento de gorduras neutras e proteínas não digeridas nas fezes em quantidades acima
   do normal é indicativo da deficiência das lípases intestinais na doença do pâncreas e pela falta
   concomitante de proteases pancreáticas.
   MÉTODO: Colorimétrico
   VALOR DE REFERÊNCIA: 1,8 a 6,0 g/24h
   CONDIÇÃO: Fezes de 24h, 48h ou 72h – C.O.M.
   Conservar o material sob refrigeração durante e após a coleta.
   LABORATÓRIOS: enviar o mais rápido possível pequena alíquota, informar peso total e tempo de coleta.
   NÃO USAR:  Supositório  Óleo de rícino ou outros laxantes
   DIETA (03 dias) – manter a dieta até encerrar a coleta.
     ADULTOS E JOVENS
     Acrescentar à dieta habitual diária, distribuindo durante o dia:
      03 colheres (sopa) de azeite
      02 colheres (sopa) de creme de leite
      01 colher (sopa) de manteiga
      02 pedaços de queijo prato
     IDADE DE 06 A 14 ANOS
     Seguir metade da dieta para adultos
     IDADE DE 02 A 05 ANOS
     Seguir 1/3 da dieta para adultos
     IDADE DE 01 A 02 ANOS
     Manter a dieta normal, acrescentando creme de leite e queijo prato.
     - Usar recipientes limpos e secos. Colher todo volume de 24 horas, após os 3 dias de dieta ou a critério
        do médico.
     - Refrigerar durante a coleta.
     - Evitar contaminação por urina, água, gordura ou outro elemento.
     - Trazer ao laboratório o mais rápido possível.
      Até 3 dias entre 2o e 8o C.

PESQUISA
   O aparecimento de gordura fecal acima do normal é indicativo do esteatorréia devido a mal
   absorção de gorduras ou deficiência de enzimas pancreáticas.
   MÉTODO: Sudam III – Pesquisa em microscopia ótica
   VALOR DE REFERÊNCIA: < 5% de gordura fecal
   CONDIÇÃO: Fezes recente (à fresco) ou C.O.M.
   - Não fazer uso de laxantes e/ou supositórios. Evitar a contaminação das fezes com a urina.
                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                        209
      - Enviar rapidamente ao laboratório.
       Até 3 dias entre 2o e 8o C.


H OMOCISTINA
O aparecimento de Homocistina na urina, deve-se a erros no seu metabolismo podendo levar a
incapacidade de desenvolvimento, catarata, retardo mental, doença tromboembólica e morte.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina recente (jato médio 1a urina da manhã) - *Urina 12h ou 24h.
LABORATÓRIOS: *enviar 30 mL de urina.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.




IDENTIFICAÇÃO DE H ELMINTOS E F RAGMENTOS
É útil no diagnóstico das diversas infestações parasitária (identificação de proglotes de Taênia e
vermes adultos de helmintos).
MÉTODO: Macroscopia - Microscopia Ótica direta e H.P.J.
CONDIÇÃO: Vermes adultos, larvas ou fragmentos de vermes isolados ou junto com as fezes.
 Isolado: conservar em salina ou formol até 5 dias.
   Recente: Até 3 dias entre 2o e 8o C. Enviar rapidamente ao laboratório.
   MIF: até 1 semana à temperatura ambiente.


ISOSPORA B ELLI
Achados do protozoário (oocisto) Isospora belli no sedimento fecal esta relacionado com um quadro
de imunossupressão do paciente, pois este protozoário se caracteriza por ser oportunista.
MÉTODO: H.P.J. com Microscopia Ótica
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Fezes recente (à fresco).
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.


L ACTOSE , PESQUISA
O aparecimento de Lactose na urina pode ocorrer nos últimos meses da gravidez e durante a lactação.
Ocorre também pela deficiência de lactase ou por intolerância sem carência enzimática.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.



M ICROSPORÍDEOS , PESQUISA
Usado para o diagnóstico complementar das microsporidoses, que são infecções causadas por
protozoários do filo Microspora. Estes microsporídeos se caracterizam por serem oportunistas ao
organismo.
MÉTODO: Coloração e microscopia ótica
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Fezes recente (a fresco).
210                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
 Até 3 dias entre 2o e 8o C.



M IOGLOBINA , PESQUISA
O aparecimento de Mioglobina na urina esta relacionado com: coma prolongado, doenças musculares
atróficas, trauma muscular, esforço físico intenso, convulsões, infarto do miocárdio e intoxicações.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
- O cliente não deve estar fazendo uso de Vitamina C e medicamentos a base de Iodo.
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.




M UCOPOLISSACARIDOSES , PESQUISA
As mucopolissacaridoses são um grupo de doenças congênitas resultantes de deficiência na
degradação dos mucopolissacarídeos do tecido conjuntivo, podendo levar desde anormalidades na
estrutura esquelética até retardo mental e morte.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina recente (jato médio 1a urina da manhã) - *Urina 12h ou 24h.
LABORATÓRIOS: *enviar 30 mL de urina. Enviar rapidamente ao laboratório.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.


O OGRAMA
Útil no diagnóstico da esquistossomose e também na avaliação da eficácia terapêutica no tratamento
da mesma, através do estudo da idade dos ovos encontrados.
MÉTODO: Pesquisa direta por Microscopia Ótica (Análise Qualitativa e Quantitativa)
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Fragmentos da Mucosa Retal.
 Até 3 dias conservar em salina.



O XIÚRUS  E NTEROBIUS
É a metodologia de escolha para o diagnóstico da enterobiose (oxiúrus), pois o Enterobius
vermiculares não faz postura dos ovos na luz intestinal e sim na região perianal no período da noite.

MÉTODO: Fita Gomada / Pesquisa Direta por Microscopia Ótica
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Swab e Fita Gomada.
Não usar nenhum medicamento no local.
- Fazer coleta pela manhã antes do cliente defecar ou tomar banho (não fazer assepsia).
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Fita: fixar fita durex sobre lâmina limpa e desengordurada, evitando dobras e bolhas de ar.
          Até 2 dias a temperatura ambiente.
    Swab: até 2 dias conservar em salina.




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                        211
P ARASITOLÓGICO DE F EZES
PARASITOLÓGICO
   Muito útil na identificação das diversas infestações parasitárias (ovos e larvas de helmintos e
   cistos de protozoários) e na triagem das infecções intestinais. A intensidade do parasitismo influi
   no número de formas parasitárias eliminadas. É recomendável o exame de fezes em 03 amostras
   colhidas em dias diferentes, pois a ausência de parasitas em uma amostra de fezes não elimina a
   possibilidade da presença do mesmo no organismo.
   MÉTODO: Concentrado – HPJ (Hoffman - Pons e Janer) – Método de Lutz
   CONDIÇÃO: Fezes recente (à fresco).
   - Enviar rapidamente ao laboratório.
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.
BAERMANN E MORAES
   É específico para o diagnóstico e acompanhamento do tratamento da estrongiloidíase.
   MÉTODO: Baermann e Moraes
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   CONDIÇÃO: Fezes recente (sem conservante).
   - Não deve-se colher material muito liquefeito.
   - Enviar rapidamente ao laboratório.
    Não pode refrigerar. Até 1 dia à temperatura ambiente.
MIF
      Muito útil na identificação das diversas infestações parasitárias (ovos e larvas de helmintos e
      cistos de protozoários) e na triagem das infecções intestinais. A intensidade do parasitismo influi
      no número de formas parasitárias eliminadas. É recomendável o exame de fezes em 03 amostras
      colhidas em dias diferentes, pois a ausência de parasitas em uma amostra de fezes não elimina a
      possibilidade da presença do mesmo no organismo.
      MÉTODO: Concentrado – HPJ (Hoffman - Pons e Janer) – Método de Lutz
      CONDIÇÃO: amostras colhidas no M.I.F. de 3 a 5 dias – C.O.M.
       As fezes devem ser colhidas em urinol ou bidê, que devem ser previamente bem lavados.
       Urinar no vaso sanitário antes da coleta do material.
       Uso de laxativos (30g de sulfato de sódio para adultos ou limonada purgativa para crianças), somente
        por solicitação médica.
       Após a coleta, retirar uma quantidade correspondente a uma colher de café do início, meio e fim da
        amostra de fezes. Evitar contaminação com urina.
      COLETA DA AMOSTRA
      Colocar o material no recipiente contendo o conservante líquido fornecido pelo laboratório. O número de
      amostras é variado conforme instruções médicas. As amostras são colocadas dentro do mesmo frasco
212                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    contendo o líquido. Colhe-se uma amostra por dia, podendo ser em dias consecutivos ou alternados, até
    obter o número de amostras desejado. Não precisa colocar em geladeira, pois o líquido é conservante.
    O líquido conservante só tem validade a partir do dia que se inicia entre 7 a 8 dias.
    Após o término das coletas, fechar bem o frasco para não entornar.
    Fornecemos todos os tipos de frascos, soluções conservantes e fixadoras, sem qualquer ônus.
    MIF = Mercúrio, Iodo e Formol.
     Até 1 semana à temperatura ambiente.
KATO KATZ
   O exame parasitológico pela metodologia Kato-katz além de ser útil no diagnóstico das
   infestações parasitárias causadas por alguns helmintos (Ascaris lumbriroides, Ancylostomideos,
   Schistosoma mansoni, Trichuris trichura, Taenia sp, Enterobios vermiculares e Strongyloides)
   fornece também a quantificação desta infestação por grama de fezes, sendo de grande
   importância para o acompanhamento do tratamento.
   MÉTODO: Kato Katz (Qualitativo e Quantitativo/g de Fezes)
   VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
   CONDIÇÃO: Fezes recente (à fresco).
   - Enviar rapidamente ao laboratório.
    Até 2 dias entre 2o e 8o C.

P ENTOSE
A pentosúria é uma doença rara e assintomática devido a um erro inato do metabolismo o que ocorre
principalmente em pessoas da raça judaica.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã) - *Urina 24h.
LABORATÓRIOS: *enviar 5 mL de Urina, ter o cuidado de homogeneizar bem a urina.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.


P H F ECAL
O pH indica se a reação das fezes é ácida ou básica, o tipo de dieta alimentar e conseqüentemente a
quantidade de ácidos de fermentação e a quantidade de bases. Predominando a fermentação, a reação
será ácida e no predomínio do processo de putrefação, a reação será alcalina.
MÉTODO: Colorimétrico (Fita)
VALOR DE REFERÊNCIA: 6,8 a 7,2
CONDIÇÃO: Fezes recente.
- Evitar o uso de talco, laxantes e supositórios, proteger contra a contaminação com Urina.
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.


P IÓCITOS , PESQUISA E CONTAGEM
MÉTODO: Microscopia Ótica
- Enviar rapidamente ao laboratório.

URINA
    Um aumento de leucócitos (piócitos) na urina, indica processo inflamatório das vias urinárias,
    podendo estar localizado desde os glomérulos até uretra e podendo ser ou não de causa
    infecciosa. Para confirmar a presença de processo infeccioso, há necessidade da demonstração
    do agente infeccioso através de exame bacterioscópico ou técnicas de isolamento e cultura. Há
    numerosas causas de leucocitúria com a urocultura habitual negativa: glomerulonefrites
    exsudativas ou proliferativas, nefrites túbulo-intersticiais, rejeição de enxerto renal, quadros
    febris na infância, pós-operatórios de prostatectomia, calculose das vias urinárias, infecção por
    clamídia, tuberculose de vias urinárias, etc.

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            213
      VALOR DE REFERÊNCIA: até 8 Piócitos por Campo
      CONDIÇÃO: 30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
      - Manter dieta hídrica habitual.
       Até 1 dias entre 2o e 8o C.

FEZES
   O aparecimento de leucócitos (piócitos) nas fezes, indica um processo inflamatório da luz
   intestinal. Para se confirmar a presença do processo infeccioso, há necessidade da
   demonstração do agente infeccioso através do exame bacterioscópico ou técnicas de isolamento
   e cultura.
   VALOR DE REFERÊNCIA: Ausente
   CONDIÇÃO: Fezes recente (à fresco).
   Enviar rapidamente.
    Até 3 dias entre 2o e 8o C.




P ORFIRINAS , PESQUISA
As Porfirinas são compostos intermediários da produção do grupo heme. As condições que resultam
no aparecimento de porfirinúrias, são chamadas de porfiria e podem ser herdadas como erros inatos
do metabolismo ou adquiridas através de disfunções eritrocíticas e hepáticas, causadas por doenças
metabólicas ou exposição a agentes tóxicos.
MÉTODO: Fluorescência
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina 24h.
- Usar 5 g de Bicarbonato de Sódio por litro de urina. Enviar rapidamente ao laboratório.
LABORATÓRIOS: enviar alíquota de 30 mL em frasco âmbar (sensível à luz) ou proteger com papel alumínio ou
carbono.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.



P ORFOBILINOGÊNIO
O porfobilinogênio se encontra aumentado em casos de porfiria aguda intermitente e na porfiria
variegata.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.



P REGNOSTICON
O teste é uma prova de aglutinação direta de látex para a detecção de Gonatropina Coriônica Humana
(HCG) na urina. O resultado positivo indica a presença de gravidez. O resultado negativo, indica
ausência de gravidez, exceto em casos em que o HCG esta muito diluído ou em baixa concentração na
urina.
MÉTODO: Látex - Aglutinação
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo: Não Grávida
Obs.: O H.C.G. urinário sofre as variações da diluição ou concentração na urina. Não havendo correlação
clínica, sugere-se H.C.G. no sangue (soro). A interpretação do resultado do(s) exame(s) somente poderá ser
feita pelo clínico, se não foram preenchidos os dados necessários solicitados, e especialmente se a coleta

214                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
não foi assistida.
CONDIÇÃO: 30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
- Colher após 2 dias de atraso menstrual.
- Colher de preferência a 1a urina da manhã.
- Informar se suspeita de gravidez, ciclo de quantos dias, data da última menstruação, se controle de mola, se
   suspeita de aborto.
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.




P ROTEÍNAS , PESQUISA
A presença de proteínas na urina nem sempre significa doença renal. Contudo, sua presença exige
que sejam feitas outras análises para determinar se essa proteína representa uma condição normal ou
patológica. Algumas causas patológicas da proteinúria são: lesão da membrana glomerular, distúrbios
por imunocomplexo, agentes tóxicos, reabsorção tubular deficiente, doenças renais decorrentes do
diabetes mellitus e pré-eclâmpsia.
Método: Colorimétrico - Robert
Valor de Referência: Negativo
Condição: 30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
- O cliente não deve realizar o exame após esforço físico.
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.

P ROTEÍNA DE B ENCE -J ONES
O aparecimento da Proteína de Bence Jones na urina, pode estar relacionado com: Lesão da
membrana glomerular, linfoma, leucemia, macroglobulinemia, sarcoma osteogênico, amiloidoses e
mieloma múltiplo.
MÉTODO: Precipitação e Turvação
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina 24h.
LABORATÓRIOS: enviar alíquota 30 mL. Enviar rapidamente ao laboratório. Não usar conservante.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.

P ROTOPORFIRINAS , PESQUISA
O aparecimento de protoporfirina na urina se deve ao distúrbio das porfirinas, que são chamadas de
porfirias e podem ser herdadas como erros inatos do metabolismo ou adquiridas através de
disfunções eritrocíticas e hepáticas, causadas por doenças metabólicas ou exposição a agentes
tóxicos.
MÉTODO: Fluorescência
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina recente (jato médio 1a urina da manhã) - Urina 24h*.
- *Usar 5g de Bicarbonato de Sódio por litro de urina.
LABORATÓRIOS: enviar alíquota de 50 mL em frasco âmbar (sensível à luz). Ou frasco envolvido por papel
alumínio ou carbono.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                215
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.


P ROTOZOÁRIOS , PESQUISA
Auxílio na triagem das infecções intestinais causadas por protozoários e/ou bactérias.
SOMENTE PARA LABORATÓRIOS DE BELO HORIZONTE
MÉTODO: Direto a fresco
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Fezes recente.
- Colher de preferência as fezes liquefeitas (diarréicas) e porções contendo muco e sangue, se houver.
- Enviar no máximo até 30 minutos após a coleta.
- Não refrigerar.




S ANGUE O CULTO
O teste de sangue oculto nas fezes com resultado positivo, permite diagnosticar ulcerações no trato
digestivo:
- sangramento gastrointestinal superior: úlcera péptica, varizes esofagianas, gastrite e câncer
   gástrico.
- sangramento intestinal baixo: colite, carcinoma de cólon e diverticulite.
MÉTODO: Anticorpo Monoclonal Anti-Hemoglobina Humana - Imunocromatográfico
VALOR DE REFERÊNCIA: < 0,50 mg Hb/g Fezes = negativo
CONDIÇÃO: Fezes recente.
- Deve-se evitar a contaminação c/ água do vaso sanitário ou com a urina.
- Nas suspeitas de sangramento, devem ser examinadas pelo menos 3 amostra de fezes.
O USO DE ANTICORPO MONOCLONAL ESPECÍFICO PARA HEMOGLOBINA HUMANA TROUXE UMA GRANDE VANTAGEM NA
PESQUISAS DE SANGUE OCULTO NAS FEZES:
 Não há necessidade de dieta especial
 Não há reação cruzada com hemoglobina de outros animais.
 Também não há efeito prozona que é a inibição da reação por altas con-centrações de hemoglobina.
AS GRANDES INTERFERÊNCIAS SÃO:
Sangramento Menstrual ou de Hemorróidas.
Bebida alcoólica
MEDICAMENTOS QUE PODEM CAUSAR SANGRAMENTO GASTRO-INTESTINAL (SUSPENDER 2 DIAS ANTES OU C.O.M :
 Aspirina
 Fenilbutazona
 Indometacine
 Corticosteróides
 Reserpina
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 3 dias entre 2o e 8o C.


S EDIMENTOSCOPIA
A sedimentoscopia urinária fornece informações importantes sobre a presença de leucócitos
(piócitos), eritrócitos, cilindros, cristais, bactérias, parasitas e fungos. Muito importante na triagem das
diversas patologias que afetam a função renal.
MÉTODO: Microscopia Ótica
CONDIÇÃO: Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
- Manter dieta hídrica habitual.
216                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 1 dia entre 2o e 8o C.



T IROSINA , PESQUISA
Os distúrbios do metabolismo da tirosina, devem-se a anormalidades hereditárias ou metabólicas. Nas
anormalidades hereditárias as enzimas metabólicas da tirosina não são produzidas levando a
evoluções graves geralmente fatais com envolvimento hepático, renal e com amionoacidúria
generalizada. As anomalias metabólicas adquiridas, podem evoluir de forma transitória como nos
prematuros, sendo causada pela imaturidade das funções hepáticas e raramente causam lesão
permanente.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.




T RIPSINA F ECAL
A atividade tríptica das fezes é um indicador da atividade pancreática, já que a sua ausência é
acompanhada freqüentemente da falta da amilase e lípase, cuja investigação tem interesse no
diagnóstico da fibrose pancreática.
MÉTODO: Revelação da Película Fotográfica – Prova de Schwachman
VALOR DE REFERÊNCIA:  crianças (até 1 ano) - Atividade Triptica  > 1:80
                           crianças (1 a 5 anos) - Atividade Triptica  > 1:40
NOTA: Em crianças com mais de 5 anos e adultos, este exame pode apresentar falso-positivo em virtude da
ação da flora bacteriana intestinal.
CONDIÇÃO: Fezes recente.
- Não usar laxantes ou supositórios, não estar em uso de enzimas digestivas 24 horas antes da coleta.
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 3 dias entre 2o e 8o C.


U RINA R OTINA
O exame de urina rotina é muito importante para avaliar a função renal, podendo diagnosticar uma
patologia, monitorar o progresso desta patologia, acompanhar a eficácia do tratamento e constatar a
cura. O exame compreende três etapas:
- caracteres gerais: corresponde a avaliação das propriedades físicas da urina,
- pesquisa de elementos anormais: corresponde à pesquisa química feita na urina,
- sedimentoscopia: corresponde ao exame microscópico da urina.
MÉTODO: É realizada uma análise física da urina, análise química qualitativa e quantitativa dos elementos
anormais (automação) e análise do sedimento (Microscopia Ótica).
CONDIÇÃO: Urina recente (jato médio 1a Urina manhã) ou Urina c/ no mínimo de 4h após última micção.
- Ideal colher no laboratório. Usar frasco limpo e próprio para a coleta de urina. Manter dieta hídrica habitual.
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 24 horas entre 2o e 8o C.


U ROBILINOGÊNIO
O urobilinogênio presente na urina, é um pigmento biliar resultante da degradação da hemoglobina. O
aumento da concentração da urobilinogênio na urina (> 1 mg/dL) é encontrado nas hepatopatias, nos

                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  217
distúrbios hemolíticos e na porfirinúria. A ausência do urobilinogênio na urina e nas fezes significa
obstrução do ducto biliar, que impede a passagem normal de bilirrubina para o intestino.
MÉTODO: Colorimétrico (Ehrlich)
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: 30 mL de Urina recente (jato médio da 1a urina da manhã).
- Enviar rapidamente ao laboratório.
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.


U ROPORFIRINAS , PESQUISA
A detecção de uroporfirina na urina auxilia no diagnóstico dos distúrbios das porfirias. As condições
que resultam no aparecimento de porfirinúria, neste caso de uroporfirina, são chamadas de porfirias e
podem ser herdadas como erros inatos do metabolismo ou adquiridas através de disfunções
eritrocíticas e hepáticas causadas por doenças metabólicas ou exposição a agentes tóxicos.
MÉTODO: Fluorescência
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
CONDIÇÃO: Urina recente (jato médio 1a urina da manhã) - Urina 24h*.
- *Usar 5 g urina de Bicarbonato de Sódio por litro de urina.
LABORATÓRIOS: enviar de 30 mL de Urina em frasco âmbar (sensível a luz) ou frasco envolvido por papel
alumínio ou carbono.
- Enviar rapidamente ao laboratório.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Até 2 dias entre 2o e 8o C.




218                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
17 OH P ROGESTERONA NEO -NATAL  17 OHP NEO
O exame é útil na detecção precoce da hiperplasia adrenal congênita. A 17-OH-Progesterona, é um
esteróide produzido pelas gônadas e pelas supra-renais, sendo precursor da síntese do Cortisol. É o
principal marcador da deficiência da 21-Hidroxilase, causadora da forma mais comum Hiperplasia
congênita da supra-renal. Quando do nascimento, os valores se encontram elevados, normalizando-se
rapidamente na primeira semana de vida. O diagnóstico precoce é importante para evitar a virilização,
a soldadura precoce das epífises ósseas e para o tratamento adequado da hipotensão neo-natal.
MÉTODO: Fluoroimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA: < 630 ng/dL.
NOTA: A faixa de variação do valor de referência foi ampliada, para adequação aos valores de 17 OH
Progesterona em recém nascidos prematuros.
Recém nascidos prematuros ou com stress materno-fetal podem apresentar valores muito elevados sem
significado clínico. Exemplo: 4.000 ng/dL.
CONDIÇÃO: 2 círculos de Sangue em papel filtro saturado nos dois lados do papel.
- Colher após 4o dia de nascimento.
LABORATÓRIOS: deixar secar a gota de Sangue e envolver em papel alumínio para enviar.
 Até 30 dias entre 2o e 8o C em embalagem plástica (abrigo da luz) com vedação.

A LANINA , A MINOÁCIDO QUANTITATIVO
A quantificação deste aminoácido visa a detecção de doenças metabólicas hereditárias, doenças
genéticas e a investigação de erros inatos do metabolismo.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:  Prematuros            2,89 a 3,79 mg/dL
                         Recém Nascido  2,10 a 3,65 mg/dL
                         1 a 3 meses        1,82 a 3,08 mg/dL
                         4 a 6 meses        1,58 a 3,68 mg/dL
                         7 meses a 2 anos  0,88 a 2,79 mg/dL
                         3 a 10 anos        1,22 a 2,72 mg/dL
                         11 a 18 anos       1,72 a 4,86 mg/dL
                         Adultos            1,87 a 5,89 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,2 mL Soro.
- Informar medicamentos em uso.
                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                           219
LABORATÓRIOS: separar imediatamente após coleta e congelar.
INTERFERENTES veja AMINOÁCIDOS, CROMATOGRAFIA QUANTITATIVA pág.218/219


A MINOÁCIDOS , C ROMATOGRAFIA Q UALITATIVA
A cromatografia qualitativa de aminoácidos é um teste eficiente empregado na triagem neo-natal de
provável alteração da fenilalanina e, ou de outros aminoacidopatias e tem uma excelene capacidade de
discriminação entre a fenilalanina e tirosina.
MÉTODO: Cromatografia em papel
VALOR DE REFERÊNCIA: apenas identificação
AMINOCIDOPATIAS DETECTÁVEIS PELA CROMATOGRAFIA
Citrulinemia - Doença do Xarope de Bordo – Fenilcetonúria - Histidinemia - Hidroxiprolinemia
Hiperargininemia – Hiperfenilalaninemia – Hiperglicinemia - Hiperlisinemia - Hipermetioninemia
Hiperornitinemia – Hiperprolinemia – Hipervalinemia – Homocistinúria – Hipertirosinemia - Valinemia
Como em casos poucos freqüentes pode haver variações transitórias do nível de aminoácidos, em casos
suspeitos, sugere-se repetir a prova.
CONDIÇÃO: 1 círculo de sangue separados em papel de filtro saturado dos dois lados do papel.
LABORATÓRIOS: após secar a gota de sangue, envolver em papel alumínio para enviar.
 Até 72 horas à temperatura ambiente.
    Até 30 dias entre 2o a 8o C.




A MINOÁCIDOS , C ROMATOGRAFIA QUANTITATIVA
AMINOÁCIDOS MAIS FREQUENTES:
FENILALANINA– TIROSINA – METIONINA – VALINA – LEUCINA – ISOLEUCINA
veja também TRIPTOFANO pág.223, HISTIDINA pág.221 e ALANINA pág. 217.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance – HPLC
INTERFERENTES: Ácido Ascórbico, Aspartame, Aspirina, Bactrim e associações, Contraceptivos orais, Glicose,
Indometacina, Insulina, Progesterona, Testosterona e Valproato.

SANGUE
   A cromatografia quantitativa de aminoácidos é empregada como teste confirmatório de alterações
   detectadas na triagem neo natal, visando a detecção de doenças metabólicas hereditárias e
   doenças genéticas, e na investigação de erros inatos do metabolismo.
   Valores de Referência:
    FENILALANINA:
   Prematuros         2,0 a 7,5 mg/dL
   R.Nascido (1 dia)  1,2 a 3,4 mg/dL
   Adultos            0,8 a 2,0 mg/dL

     TIROSINA:                                              VALINA:
    Prematuros         7,0 a 24,0 mg/dL                    Prematuros            0,93 a 2,11 mg/dL
    R.Nascido (1 dia)  1,6 a 3,7 mg/dL                     R.Nascido (1 dia)     0,94 a 2,88 mg/dL
    Adultos            0,8 a 4,9 mg/dL                     1m a 3m               1,70 a 2,84 mg/dL
                                                            4m a 2a               0,67 a 3,07 mg/dL
     METIONINA:                                            3a a 10a              1,50 a 3,31 mg/dL
    Prematuros  0,45 a 0,59 mg/dL                          11a a 18a             1,83 a 3,37 mg/dL
    1m a 3m       0,18 a 0,44 mg/dL                        adultos               1,65 a 3,71 mg/dL
    4m a 6m       0,24 a 0,73 mg/dL                         Leucina:
    7m a 2a       0,04 a 0,43 mg/dL                        Prematuros            0,59 a 1,25 mg/dL
    3a a 10a      0,16 a 0,24 mg/dL                        R.Nascido (1 dia)     0,62 a 1,43 mg/dL
    11a a 18a     0,24 a 0,55 mg/dL                        1m a 3m               0,97 a 1,75 mg/dL
    adultos       0,09 a 0,60 mg/dL                        4m a 2a               0,59 a 2,03 mg/dL
                                                            3a a 10a              0,73 a 2,33 mg/dL
                                                            11a a 18a             1,03 a 2,28 mg/dL
                                                            adultos               0,98 a 2,29 mg/dL
220                          Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     ISOLEUCINA:                                           7m a 2a       0,34 a 1,23 mg/dL
    Prematuros          0,26 a 0,78 mg/dL                  3a a 10a      0,37 a 1,10 mg/dL
    R.Nascido (1 dia)  0,35 a 0,69 mg/dL                   11a a 18a     0,50 a 1,24 mg/dL
    1m a 3m             0,59 a 0,95 mg/dL                  adultos       0,48 a 1,28 mg/dL
    4m a 6m             0,50 a 1,61 mg/dL
    CONDIÇÃO: 0,2 mL Soro.
    - Informar medicamentos em uso.
    LABORATÓRIOS: separar imediatamente após coleta e congelar.
     Até 20 dias entre 0o e - 10o C.




                                                                                      CONTINUA...



                                    CONTINUAÇÃO...AMINOÁCIDOS, CROMATOGRAFIA QUANTITATIVA

URINA
    A dosagem de aminoácidos na urina é usada para triagem de doenças metabólicas incluindo as
    determinadas por herança genética. Estas doenças estão, muitas vezes, associadas com
    problemas mentais, degeneração do sistema nervoso e incapacidade de desenvolvimento. Os
    aminoácidos são excretados em quantidades superiores às normais, embora nem sempre o rim
    esteja envolvido.
    VALOR DE REFERÊNCIA – URINA 24 HORAS:
     FENILALANINA - mg/24hs
    10 dias a 7 semanas 1,2 a 1,7                         VALINA - mg/24hs
    3 a 12 anos  4,0 a 17,5                              10 dias a 7 semanas 1,4 a 3,2
    Adulto          < 16,5                               3 a 12 anos  1,8 a 6,0
     TIROSINA - mg/24hs                                  Adulto         2,5 a 11,9
    10 dias a 7 semanas 4,0 a 7,2                         LEUCINA - mg/24hs
    3 a 12 anos  7,2 a 30,4                              10 dias a 7 semanas  0,9 a 2,0
    Adultos         12,0 a 55,1                          3 a 12 anos  3,0 a 11,0
    Interferente: Estrógenos                              Adulto         2,6 a 8,1
     METIONINA - mg/24hs                                  ISOLEUCINA - mg/24hs
    10 dias a 7 semanas 0,1 a 1,9                        10 dias a 7 semanas  < 0,4
    3 a 12 anos  3,0 a 14,2                              3 a 12 anos  2,0 a 7,0
    Adulto          < 9,3                                Adulto         5,0 a 24,0
    Valores de Referência - URINA RECENTE (AMOSTRA ISOLADA):
     TIROSINA – nmoL/mg creatinina:                       VALINA – nmoL/mg creatinina:
    Prematuros(até 6 semanas)  1090 a 6780               Prematuros(até 6 semanas)  180 a 890
    0 a 1 mês 220 a 1650                                 0 a 1 mês 113 a 369
    2 a 24 meses 333 a 1550                              2 a 24 meses 99 a 316
    3 a 18 anos 122 a 517                                3 a 18 anos 58 a 143
    Adultos  90 a 290                                    Adultos  27 a 260
     METIONINA – nmoL/mg creatinina:                      FENILALANINA – nmoL/mg creatinina:
    Prematuros(até 6 semanas)  500 a 1230                Prematuros(até 6 semanas)  920 a 2280
    0 a 1 mês 342 a 880                                  0 a 1 mês        91 a 457
    2 a 24 meses 174 a 1090                              2 a 24 meses  175 a 1340
    3 a 18 anos 16 a 114                                 3 a 18 anos      61 a 314
    Adultos  38 a 210                                    Adultos  51 a 250
                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                         221
       ISOLEUCINA – nmoL/mg creatinina:                        Leucina – nmoL/mg creatinina:
      Prematuros(até 6 semanas)  250 a 640                    Prematuro (até 6 semanas)  190 a 790
      0 a 1 mês          125 a 390                            0 a 1 mês         78 a 195
      2 a 24 meses  38 a 342                                  2 a 24 meses  70 a 570
      3 a 18 anos        10 a 126                             3 a 18 anos       30 a 500
      Adultos  16 a 180                                       Adultos  30 a 150
      CONDIÇÃO: Crianças: Urina recente
                   Adultos: *Urina 24h
      - *Usar 20 mL de Tolueno.
      - Informar medicamentos em uso.
      LABORATÓRIOS: *enviar 10 mL de Urina e informar volume total.
      veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
       Até 15 dias entre 0o e - 10o C.




B IOTINIDASE
Pacientes com deficiência na atividade da biotinidase podem apresentar sintomas clínicos como
prurido, alopécia, ataxia, acidose ceto-lática e acidemia orgânica.
Método: Colorimétrico
Valor de Referência:  Normal                         > 30%
                         Parcialmente diminuída      10 a 30%
                         Severamente diminuída  < 10%
CONDIÇÃO: 2 círculos de Sangue em papel de filtro saturado nos dois lados do papel.
LABORATÓRIOS: deixar secar a gota de sangue e envolver em papel alumínio e saco plástico.

F ENILALANINA  PKU
O exame é útil no diagnóstico precoce da fenilcetonúria (PKU). A fenilcetonúria é um distúrbio
hereditário autossômico recessivo que leva a uma alteração do metabolismo do aminoácido
fenilalanina fazendo com que este se acumule no sangue. No recém-nascido, o teste deve ser feito
após pelo menos 48 horas do início da alimentação láctea. Considera-se que essa anormalidade
ocorra em cerca de um em cada 15.000 nascimentos. A presença de níveis elevados de fenilalanina no
sangue de recém-nascidos pode ser um achado transitório decorrente de imaturidade enzimática, ou
anormalidade persistente decorrente de deficiência da enzima fenialalanina hidroxilase, que converte a
fenilalaniana em tirosina, o que acarreta níveis elevados de fenilalanina e baixos de tirosina.
O diagnóstico precoce e a instituição de dieta especial associada a controle periódico da fenilalanina
sérica previnem o retardo mental.
MÉTODO: Fluorimetrico modificado
VALOR DE REFERÊNCIA: até 4 mg/dL
CONDIÇÃO: 2 círculos de Sangue (separados) em papel de Filtro saturado nos dois lados do papel.
- Colher após 4o dia do nascimento.
LABORATÓRIOS: deixar secar a gota de Sangue e envolver em papel alumínio para enviar.
 Até 72 horas,a temperatura ambiente. Até 30 dias entre 2o e 8o C.

G ALACTOSE T OTAL – T RIAGEM N EO N ATAL
A galactosemia é uma doença autossômica recessiva, causada pela deficiência das enzimas
galactose-1-fosfato-uridil-transferase e uridina-difosfato-galactose-4-epimerase e elevação da
galactose sérica. Deve ser diagnosticada precocemente para exclusão de galactose da dieta e evitar-
222                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
se as manifestações clínicas: falência hepática, retardo no crescimento, catarata juvenil e retardo
mental.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: Recém Nascido - até 10,0 mg/dL
CONDIÇÃO: 2 círculos de Sangue separados em papel de filtro saturado nos dois lados do papel.
LABORATÓRIOS: deixar secar a gota de Sangue e envolver em papel alumínio para enviar.
 - Até 72 horas à temperatura ambiente.
   - Até 30 dias entre 2o e 8o C.

G LICOSE 6 F OSFATO D EHIDROGENASE  G6PD
A deficiência da G6PDH é uma anormalidade hereditária, na qual a atividade da enzima G6PDH está
muito diminuída. A manifestação clínica é anemia hemolítica, sobretudo após a administração de
alguns medicamentos, infecções ou acidose. A presença de alta reticulocitose ou episódio hemolítico
recente podem ser causas de resultado falso-positivo.
SOMENTE PARA LABORATÓRIOS DE BELO HORIZONTE
MÉTODO: Reação Cinética Quantitativa
VALOR DE REFERÊNCIA: 4,6 a 13,5 U/G Hb
CONDIÇÃO: 1,0 mL de Sangue Total (Heparina/EDTA/ACD).
- JD 4h.
- Checar se cliente foi submetido a transfusão de sangue, ingestão de aspirina, derivados Vitamina K.
 Até 72 horas se enviado Heparina ou ACD.
    Até 24 horas se enviado em EDTA.

H EMOGLOBINOPATIAS , TRIAGEM NEO NATAL
O objetivo do exame é uma triagem para verificação da presença ou não de qualquer hemoglobina
variante já existente nesta faixa etária diferentes das hemoglobinas normais A e Fetal.
As mais comumente encontradas são as Hb S e HbC. A presença ou ausência de hemoglobina
anômala deve ser confirmada após 4 meses de idade através de eletroforeses de hemoglobina (EDTA).
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA: Ausência de Hemoglobina anômala
CONDIÇÃO: 2 círculos de Sangue Total coletado em cartão.
LABORATÓRIOS: deixar secar a gota de Sangue e envolver em papel alumínio para enviar.
 Até 24 horas à temperatura ambiente.
    Até 72 horas entre 2o e 8o C.



H ISTIDINA , A MINOÁCIDO QUANTITATIVO
A quantificação deste aminoácido visa a detecção de doenças metabólicas hereditárias, doenças
genéticas e a investigação de erros inatos do metabolismo.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:  Prematuros             0,47 a 1,09 mg/dL
                         R. Nascido (1 dia)  0,76 a 1,77 mg/dL
                         1 a 3 meses         0,82 a 1,14 mg/dL
                         4 a 6 meses         1,49 a 2,12 mg/dL
                         7 meses a 2 anos  0,37 a 1,74 mg/dL
                         3 a 10 anos         0,37 a 1,32 mg/dL
                         11 a 18 anos        0,99 a 1,64 mg/dL
                         Adultos             0,50 a 1,66 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,2 mL Soro.
- Informar medicamentos em uso.
LABORATÓRIOS: separar imediatamente após coleta e congelar.
INTERFERENTES veja AMINOÁCIDOS, CROMATOGRAFIA pág.218
 Até 20 dias entre 0o e - 10o C.




                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                           223
HIV-1, N EO N ATAL
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é isolado de casos de síndrome da imunodeficiência
adquirida (AIDS), doença que se caracteriza por uma progressiva e fatal deterioração do sistema
imune. O HIV possui tropismo por célula T CD4+, ligando-se a receptores de superfície através de
glicoproteína do envelope, gp120, levando à progressiva queda no número de linfócitos.
A soroconversão ocorre 1 a 3 meses após a infecção e é associada à supressão da viremia. Na fase
assintomática os níveis de CD4 caem gradativamente. A detecção pode ser feita por vários métodos
tais como MEIA, ELISA, etc.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: Negativo
- Antígeno viral pesquisa: HIV-1: ENV GP41
CONDIÇÃO: 2 círculos de sangue em papel filtro saturado nos dois lados do papel.
- Recém nascidos de 3 a 5 dias.
LABORATÓRIOS: deixar secar a gota de Sangue e envolver em papel alumínio e saco plástico.




S ÍFILIS I G M N EO N ATAL
A presença de anticorpos IgM caracteriza uma infecção aguda e é útil no diagnóstico da sífilis
congênita; sua negatividade, contudo, não exclui essa condição, já que a reação é positiva em
somente 80% dos infectados. Como complementação, são realizadas a reação com antígeno não
treponêmico, FTA-ABS e aglutinação em partículas de gelatina.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático por captura
VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
CONDIÇÃO: 2 círculos de sangue em papel filtro saturado nos dois lados do papel.
- Recém nascidos de 3 a 5 dias.
LABORATÓRIOS: deixar secar a gota de Sangue e envolver em papel alumínio e saco plástico.



T4 N EO N ATAL
É útil no diagnóstico precoce do hipotireoidismo congênito o que possibilita a modificação da
evolução e o tratamento da doença. Os valores estão diminuídos nos casos de hipotireoidismo
congênito e elevados em casos de aumento de TBG. Para se diagnosticar o hipotireoidismo congênito
os níveis de TSH neo-natal devem ser avaliados juntamente com os de T4 (T4 baixo com TSH
elevado), uma vez a prematuridade, o baixo peso ao nascer e doença neo-natal severa são também
causas de diminuição dos níveis de T4.
MÉTODO: Imunofluorimetria
VALOR DE REFERÊNCIA:  Desejável  6,0 a 17,0 g/dL
                          Aceitável  limite superior até 22,0 g/dL em virtude do TBG materno
CONDIÇÃO: 2 círculos de Sangue em papel de filtro saturado nos dois lados do papel.
- Colher após o 4o dia do nascimento.
LABORATÓRIOS: deixar secar a gota de sangue e envolver em papel alumínio (abrigo da luz). Enviar em
embalagem plástica com vedação.
 Até 30 dias entre 2o e 8o C.



T OXOPLASMOSE I G M N EO N ATAL
A toxoplasmose congênita é uma doença onde somente há transmissão fetal do toxoplasma na
224                          Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
gestação em que se der a soroconversão, isto é, em que ocorrer uma primo-infecção pelo toxoplasma,
mesmo que assintomática, como se verifica em 80% dos casos. O recém-nascido infectado pelo
toxoplasma em geral apresenta parasitemia, principalmente na primeira semana pós-parto. Cerca de
80% dos casos, a infecção é inaparente, mas deve ser tratada para a prevenção de lesões posteriores,
principalmente oculares e cerebrais.
MÉTODO: Imunoensaio Enzimático
VALOR DE REFERÊNCIA: negativo
CONDIÇÃO: 2 círculos de sangue em papel filtro saturado nos dois lados do papel.
- Recém nascidos com 3 a 5 dias.
LABORATÓRIOS: deixar secar a gota de Sangue e envolver em papel alumínio e saco plástico.




T RIPSINA NEO NATAL
O teste detecta o aumento da Tripsina, que na fibrose cística é devido à inibição da secreção do suco
pancreático para o duodeno, pelo bloqueio dos dutos pancreáticos, resultando em acúmulo de
Tripsina nas células acinares e conseqüentemente extravasamento para a corrente sangüínea. É
importante notar que um teste positivo não é diagnóstico, porém indica ao clínico que há grande
possibilidade de fibrose cística.
MÉTODO: Fluoroimunoensaio
VALOR DE REFERÊNCIA:  0 a 30 dias  até 204 ng/mL
                          alerta    > que 250 ng/mL
CONDIÇÃO: 2 círculos de Sangue em papel de Filtro saturado nos dois lados do papel.
- Colher após 4o dia do nascimento.
LABORATÓRIOS: deixar secar a gota de Sangue e envolver em papel alumínio. Enviar em embalagem plástica
com vedação.
 Até 30 dias entre 2o e 8o C.



T RIPTOFANO , A MINOÁCIDO QUANTITATIVO
A quantificação deste aminoácido visa a detecção de doenças metabólicas herditárias e doenças
genéticas, e a investigação de erros inatos do metabolismo.
MÉTODO: Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
VALOR DE REFERÊNCIA:  Prematuros         0,30 a 0,92 mg/dL
                         Recém Nascido  < 1,37 mg/dL
                         Adultos          0,51 a 1,49 mg/dL
CONDIÇÃO: 0,2 mL de Soro.
- Informar medicamentos em uso.
LABORATÓRIOS: separar imediatamente após coleta e congelar.
INTERFERENTES vide AMINOÁCIDOS, CROMATOGRAFIA pág. 218
 Até 20 dias entre 0o a - 10o C.




                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                           225
TSH N EO N ATAL
Os valores estão aumentados nos casos de hipotireoidismo congênito, e o seu diagnóstico precoce
possibilita a modificação da evolução e o tratamento da doença. Níveis de TSH neo-natal elevados
com T4 baixo sugerem hipotireoidismo permanente, já se o T4 estiver normal e o TSH elevado,
sugere-se hipertireotrofinemia transitória ou hipotireoidismo "compensado".
MÉTODO: Imunofluorimetria
VALOR DE REFERÊNCIA:  < que 10 UI/mL
                          Aceitável: < 40 UI/mL com queda rápida em 10 dias
Nota: Crianças com idade de até 10 meses e com T4 Livre normal, aceitam-se os valores de TSH até 15
UI/mL (o sistema de feedback ainda não está totalmente amadurecido).
CONDIÇÃO: 2 círculos de Sangue em papel de Filtro saturado nos dois lados do papel.
- Colher após 4o dia do nascimento.
LABORATÓRIOS: deixar secar a gota de Sangue e envolver em papel aluminio. Enviar em embalagem plástica
com vedação.
 Até 30 dias entre 2o e 8o C.




226                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
2,5 H EXANODIONA U RINÁRIA
Após o processo de biotransformação o principal produto excretado na urina de indivíduos expostos
ocupacionalmente ao n-hexano, é a 2,5 hexanodiona. O n-hexano é prontamente absorvido por
qualquer via, porém a intoxicação comumente ocorre pela inalação de seus vapores nas exposições
ocupacionais ou quando é usado como droga de abuso. Pode produzir neuropatia periférica, e nas
intoxicações graves: fraqueza, perda de peso, anorexia, câimbras nas extremidades dos músculos
inferiores.
MÉTODO: Cromatografia Gasosa
VALOR DE REFERÊNCIA:  não detectável
                           IBMP: 5,0 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, Mt/Br)
CONDIÇÃO: Urina final jornada de trabalho – Urina recente – *Urina 24h.
- Para avaliação da exposição ocupacional recomenda-se a coleta de duas amostras de urina, uma de início e
outra do final da jornada de trabalho.
INTERFERENTES: a exposição simultânea ao tolueno inibe consideravelmente a excreção urinária da 2,5
hexanodiona.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 50 mL e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Refrigerar.



A CETONA , DOSAGEM
A acetona é rapidamente absorvida pelo trato respiratório, calculando-se em torno de 70% a absorção
de determinada concentração inalada. O seu principal efeito tóxico ocorre a nível de sistema nervoso
central. A sua inalação determina irritação e congestão brônquica, bradicardia e hipotermia.

MÉTODO: Cromatografia Gasosa (headspace)
- Informar se é diabético.

SANGUE
   VALOR DE REFERÊNCIA:

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              227
       0,3 a 2,0 mg/dL (para indivíduos não diabéticos e em caso de jejum prolongado).
       Cetoacidoses              10,0 a 70,0 mg/dL
       Exposição Ocupacional  < que 10,0 mg/dL
       Níveis Tóxicos            > que 20,0 mg/dL
      CONDIÇÃO: 5,0 mL de Plasma Fluoretado.
      LABORATÓRIOS: Enviar material congelado.

URINA
    VALOR DE REFERÊNCIA:  0,3 mg/dL
                              Exposição Ocupacional: > 27,0 mg/dL
    CONDIÇÃO: Urina recente – Urina início ou final de jornada.
    - Usar 100 mg Fluoreto para cada 100 mL de Urina.
    LABORATÓRIOS: enviar 5 mL de urina fluoretada.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
     Congelar.




Á CIDO D ELTA A MINO L EVULÍNICO  ALA-U
É o indicador de efeito mais utilizado nas exposições ao chumbo. A ação nociva do chumbo no
organismo é precocemente revelada pelos sinais decorrentes da alteração na síntese do heme.
O Pb inibe a enzima ácido delta aminolevulínico desidratase em combinação com o aumento da Ala -
S, levando a um aumento do ácido delta aminolevulínico na urina.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA:
- URINA ISOLADA:  até 4,5 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
                      IBMP  10,0 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
- URINA 24H:  Adulto  até 7,5 mg/24h
               Criança  até 4,9 mg/24h
CONDIÇÃO: Urina recente - Urina início ou final jornada de trabalho - *Urina 24h.
- Não coletar amostras às 2as feiras.
- Colher ao final da jornada de trabalho, a partir do 15o dia de exposição.
- Usar Ácido Acético 8M (10 mL/L de Urina) ou Ácido Acético concentrado (pH da amostra entre 4,0 e 4,5).
INTERFERENTES: barbitúricos, clordiazepóxido, cloroquina, clorpropamida, diazepam, ergotamina, estrógenos,
etanol, hidantoinatos, sulfamídicos.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina e enviar em Frasco âmbar (sensível à luz).*Enviar 10 mL e informar
volume total, horário inicial e final da coleta. O congelamento da amostra deve ser evitado.
 Refrigerar.



Á CIDO D ELTA A MINO L EVULÍNICO D ESIDRATASE  ALA-D
A atividade da enzima ácido delta aminolevulínico desidratase pode ser usada como indicador
biológico de efeito (avaliação tóxica resultante da exposição) nas exposições ao chumbo. O chumbo
228                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
inibe a ação da enzima, levando a uma diminuição na síntese do heme.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: 30 a 60 U/L Eritrócitos
VALOR DE REFERÊNCIA CORRELACIONADO COM CHUMBO:
                              Chumbo g/dL                 ALA-D U/L de Eritrócitos
                                    30,0                       21,1 a 43,4
                                    31,0 a 44,0                16,7 a 34,9
                                    45,0 a 49,0                12,5 a 23,5
                                    60,0                        8,8 a 15,8
CONDIÇÃO: 7,0 mL de Sangue Total (Heparina).
INTERFERENTES: álcool, tabaco, arsênico e cádmio podem inibir a atividade da Ala-D.
LABORATÓRIOS: enviar o mais rápido possível em frasco protegido da luz.
 Refrigerar.




A LUMÍNIO
O alumínio é um elemento não essencial, então considerado tóxico, porém de grande apreciação
clínica como antiácido estomacal e como agente quelante de fosfato para pacientes em tratamento de
diálise. Os principais efeitos tóxicos do Al são no SNC e no metabolismo osséo.
O Ministério da Saúde define como critério de avaliação que o alumínio deva ser monitorado pelo
menos uma vez ao ano. Os valores de referência para pacientes em hemodiálise e para trabalhadores
expostos, não devem ser comparados, porque os compostos de alumínio não são os mesmos.

MÉTODO: Espectrofotometria de Absorção Atômica com corretor Zeeman
LABORATÓRIOS: informar obrigatoriamente: se está em tratamento com medicamento a base de alumínio
(antiácidos), se possui história de falha renal crônica, se faz tratamento de hemodiálise. Enviar material em
tubo plástico previamente desmineralizado (kit fornecido pelo laboratório).
Procedimento para Desmineralização: Deixar o material (preferencialmente virgem) em imersão em solução
de Ácido Nítrico 5 a 10% por 48 horas. Enxágüe no mínimo 3 vezes em H 2O (a melhor qualidade possível).
Secar em estufa a  60o C (o recipiente de secagem deverá ser coberto com papel filtro, preso com elástico).
Sempre mantenha protegido contra poeiras.
- Lembrar que o Alumínio é um elemento abundante e precauções especiais deverão ser tomadas para evitar
  possível contaminação da amostra. Não utilize luvas de látex para manipular amostras e materiais para
  análises de elementos em baixas concentrações.
 Refrigerar.
SANGUE
   VALOR DE REFERÊNCIA:  < 10,0 g/L p/ indivíduos sem história de IRC
                         < 60,0 g/L baixo risco de toxicidade p/ indivíduos com IRC
                         > 60,0 g/L acúmulo excessivo, risco de toxicidade em crianças
                         Pacientes em hemodiálise: 20,0 a 550,0 g/L
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                229
                            Pacientes em terapia antiácida com AL: < 30,0 g/L
    VALORES CRÍTICOS:       > 100,0 g/L preocupante – alto risco de toxicidade em crianças
                            > 200,0 g/L alto risco de toxicidade em todas as faixas etárias
    IRC = INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA
    CONDIÇÃO: 3,0 mL de Soro (tubo especial desmineralizado).

URINA
    VALOR DE REFERÊNCIA - urina recente: 3,0 a 10,0 g/L
                           - urina 24 horas: < 10,0 g/24 horas
    CONDIÇÃO: Urina recente - Urina 24 horas.


A RSÊNICO
As exposições ao arsênico no ambiente de trabalho, normalmente ocorrem por compostos
inorgânicos. Aparece contaminando vários elementos (especialmente peixes e crustáceos) e a água,
deve-se sempre avaliar as fontes não ocupacionais e a dieta do trabalhador, para melhor correlacionar
os níveis urinários do As, com a exposição ocupacional. O arsênico e certos compostos arsenicais
são considerados carcinogênicos.
MÉTODO: Absorção Atômica (gerador de hidretos)
VALOR DE REFERÊNCIA:  até 10,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
                         IBMP  50,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
CONDIÇÃO: Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24h.
OBS.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
- Durante 3 dias que antecedem o exame, não comer frutos do mar.
- Recomenda-se colher o material no final da jornada semanal de trabalho.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 50 mL e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Refrigerar.



C ÁDMIO
O cádmio é um agente tóxico acumulativo e sua meia vida biológica é de 10 a 30 anos.
Pode ser absorvido pela via pulmonar e pelo trato gastrointestinal. Acumula-se nos pulmões, fígado e
rins, sendo muito lentamente excretado pela urina. O cádmio atua sobre o SNC e especialmente sobre
os rins. A lesão renal leva a distúrbios no metabolismo de cálcio e fósforo. Podem ocorrer também
danos pulmonares. Possui ação carcinogênica.
MÉTODO: Absorção Atômica (Forno de Grafite)
VALOR DE REFERÊNCIA:
 até 2,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
 IBMP  5,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
CONDIÇÃO: Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24h.
OBS.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
- Informar se é fumante.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 10 mL e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Refrigerar.

C ARBOXI H EMOGLOBINA
Avalia exposição ao monóxido de carbono (CO) e diclorometano (cloreto de metileno).
Sua ação tóxica advém da forte ligação química por coordenação, que o CO estabelece com o átomo
de ferro da fração heme da hemoglobina formando a carboxihemoglobina, pigmento anormal do
sangue, incapaz de transportar o oxigênio. A presença da carboxihemoglobina também dificulta a
dissociação da oxihemoglobina presente, diminuindo ainda mais a disponibilidade de oxigênio nos
tecidos. O diclorometano produz CO no organismo e possui potencial mutagênico.
MÉTODO: Co-Oxímetro - Espectrofotometria
VALOR DE REFERÊNCIA:
230                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
 Não Fumante e não exposto ocupacionalmente  até 1,0% (NR-7, 1994, MT/Br)
 IBMP para diclomometano e monóxido de carbono: até 3,5% para não fumantes (NR-7, 1994, MT/Br)
 Fumantes (1 a 2 maços/dia)      4,0 a 5,0%
 Fumantes (mais 2 maços/dia)  8,0 a 9,0%
 Sintomas de intoxicação         > 10,0%
 Nível tóxico                    > 20,0%
CONDIÇÃO: 5,0 mL de Sangue Total (Heparina/EDTA).
- Recomenda-se coletar material de final de jornada de trabalho.
- Informar se é fumante.
 Refrigerar.




C OBRE
A deficiência do cobre pode causar defeitos na pigmentação, sistema cardíaco, vascular e no
esqueleto. Desempenha importante função no metabolismo do ferro. Pode estar diminuído na doença
de Wilson, queimaduras, etc. A intoxicação por cobre pode acontecer com o uso de DIU (contendo
cobre), ingestão de soluções e alimentos contaminados e exposição a fungicidas que contenham o
metal.

SANGUE
   MÉTODO: Absorção Atômica
   VALOR DE REFERÊNCIA:  até 6 meses               20,0 a 70,0 g/dL
                             6 meses a 6 anos  90,0 a 190,0 g/dL
                             6 anos a 12 anos  80,0 a 160,0 g/dL
                             Homem                 70,0 a 140,0 g/dL
                             Homem > 60 anos  85,0 a 170,0 g/dL
                             Mulher                80,0 a 155,0 g/dL
                             Mulher > 60 anos  85,0 a 190,0 g/dL
                             Grávidas              118,0 a 302,0 g/dL
   CONDIÇÃO: 2,0 mL de Soro.
   - Informar sexo, idade, se paciente está grávida ou em uso de anticoncepcional.
    Refrigerar.

URINÁRIO
    MÉTODO: Absorção Atômica (Forno de grafite)
    VALOR DE REFERÊNCIA - URINA RECENTE: 15,0 a 50,0 g/L
    VALOR DE REFERÊNCIA - URINA 24H: 2,0 a 80,0 g/24h
    CONDIÇÃO: Urina recente - Urina 24h*.
    - Recomenda-se acidificar a urina (pH=2) com HNO36N.
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                          231
      OBS.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
      LABORATÓRIOS: *enviar 10 mL de urina e informar volume total.
      veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
       Refrigerar.



C OPROPORFIRINAS , DOSAGEM
O chumbo provoca a inibição da enzima coproporfirinogênio descarboxilase, levando ao aumento da
coproporfirina nos eritrócitos e na urina. É uma alteração tardia e inespecífica, fornecendo níveis mais
elevados significativamente, quando os valores de chumbo no sangue estão acima de 70,0 mcg/dl.
A COPRO -U também pode estar aumentada em estado febris, anemia hemolítica e perniciosa, febre
reumática, poliemielite, cirrose hepática, e na presença de outros metais como Hg, Ag, Sb, Bi e Zn. Sua
determinação deve ser usada para a triagem de casos de intoxicação inicial.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA:  Normais  até 100 g/g de creatinina
                            Exposição  até 250 g/g de creatinina
CONDIÇÃO: Urina recente - Urina 24h*.
- Coletar ao final da jornada de trabalho, a partir do 15o dia após o início da exposição.
- Usar Bicarbonato de Sódio 5 g/L de Urina. Refrigerar.
- Usar frasco âmbar.
LABORATÓRIOS: *enviar 50 mL de Urina e informar volume total, horário inicial e final da coleta.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Refrigerar.




C ROMO
Avalia a exposição ocupacional ao cromo que está associada, principalmente, ao câncer do trato
respiratório. É irritante e corrosivo para pele e mucosas, devido a sua capacidade de desnaturar
proteínas e ácidos nucléicos. Nas exposições ocupacionais ocorrem desmatites de contato, eczema,
ulcerações, rinite e asma brônquica.
MÉTODO: Absorção Atômica (Forno de Grafite)
VALOR DE REFERÊNCIA:
 até 5,0 g/g creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
 IBMP  30,0 g/g creatinina (NR-7,1994,MT/Br)
CONDIÇÃO: Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24h.
- Recomenda-se a coleta ao final da jornada semanal de trabalho.
OBS.: Não colher em local de trabalho. Retirar o uniforme, lavar as mãos e genitália antes de colher.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 10 mL e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Refrigerar.



C HUMBO
MÉTODO: Absorção Atômica
 Refrigerar.

SANGUE
   É um indicador biológico de exposição e serve para avaliar a dose interna de Pb no organismo.
   Ocorre como contaminante ambiental em consequência de seu largo emprego industrial. É
   absorvido pelas vias respiratórias, digestiva e cutânea. Exerce ação tóxica na biossíntese do
   heme, no sistema nervoso, no sistema renal e no fígado. Apresenta efeito cumulativo no
232                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    organismo e deposita-se nos ossos com uma meia vida de cerca de 20 anos.
    VALOR DE REFERÊNCIA:  até 40,0 g/dL (NR-7, 1994, MT/Br)
                             IBMP  60,0 g/dL (NR-7, 1994, MT/Br)
    CONDIÇÃO: 5,0 mL de Sangue Total (Heparina).
    - Horário de coleta não é crítico desde que o trabalhador esteja em trabalho contínuo nas últimas 4
      semanas, sem afastamento maior que 4 dias.

URINA
    É o indicador biológico utilizado na monitorização de absorção dos compostos orgânicos de
    chumbo. Também é muito útil após a administração de agentes quelantes.
    VALOR DE REFERÊNCIA:  até 50,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
                                IBMP  100,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
    CONDIÇÃO: Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24h.
    - Recomenda-se coletar amostra de final de jornada de trabalho.
    OBS.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
    LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina e *enviar 50 mL, informar volume total, horário inicial e final da
    coleta. Acidificar a urina (pH=2) com HNO36N.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255




E TANOL
A principal via de absorção é a oral, e a mais importante manifestação da intoxicação pelo etanol é a
depressão do sistema nervoso central. A intoxicação aguda provoca alteração digestiva e nervosa, a
intoxicação crônica provoca alterações digestivas, hepáticas, cardiovasculares, sanguíneas,
endócrinas e psíquicas.
MÉTODO: Cromatografia Gasosa (headspace)
VALOR DE REFERÊNCIA:  Intoxicação Moderada  50,0 a 100,0 mg/dL
                          Intoxicação Acentuada  101,0 a 400,0 mg/dL
                          Intoxicação Grave       > que 400,0 mg/dL
CONDIÇÃO: 5,0 mL de Plasma Fluoretado - Urina recente - Urina início ou final jornada de trabalho.
- Urina: Usar 100 mg Fluoreto para cada 100 mL de urina.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Congelar.



F ENOL
É um teste útil para avaliar a exposição ao fenol que é facilmente absorvido através da mucosa, pele e
excretado pela urina, principalmente na forma conjugada. É corrosivo levando a severa ulceração,
queimaduras e intoxicações crônicas tais como transtornos digestivos e disfunção do sistema
nervoso.
MÉTODO: Cromatografia Gasosa
VALOR DE REFERÊNCIA:  até 20,0 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
                       IBMP  250,0 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
                      EM CASO DE ACIDENTES COM BENZENO:
                       até 30,0 mg/L (NR-7, 1978, MT/Br)

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                 233
                         IBMP  50,0 mg/L (NR-7, 1978, MT/Br)
CONDIÇÃO: Urina recente - Urina final jornada de trabalho - *Urina 24h.
- Recomenda-se coletar urina ao final da jornada de trabalho.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 50 mL de urina e informar volume total.
FATORES QUE ALTERAM A EXCREÇÃO DO FENOL:
 Distúrbios Gastrointestinais favorecem a degradação bacteriana de Tirosina e Fenol, aumentam a excreção
   de Fenol.
 Ingestão de Medicação: Fenilsalicilatos, Barbitúricos, Fenolato de Sódio que são metabolizados a Fenol.
 Consumo de Etanol aumenta a excreção do Fenol.
 Exposições simultâneas a Tolueno e Benzeno diminuem a excreção do Fenol, pois o Tolueno age como
   supressor da biotransformação do Benzeno.
 Ingestão de Benzoato de Sódio (usado como conservante de alimentos), aumenta excreção do Fenol.
 Refrigerar.




F LUORETO
Grande parte deposita-se nos ossos (podendo levar ao aumento da atividade osteoblástica), na
tireóide, aorta e rins. Pode produzir irritação de mucosas, do trato respiratório e gastrointestinal, além
de atuar sobre o SNC e tecido muscular. A ingestão de 10-80 mg/dia de fluoreto pode levar ao
desenvolvimento da fluorose óssea, onde o excesso de calcificação dos ossos resulta em fusão das
juntas ósseas e enrijecimento dos ligamentos.
MÉTODO: Eletrodo Íon-Específico
VALOR DE REFERÊNCIA:  até 0,5 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
                           IBMP: 3,0 mg/g creatinina no início da jornada (NR-7, 1994, MT/Br)
                                   10,0 mg/g creatinina no final da jornada (NR-7, 1994, MT/Br)
CONDIÇÃO: Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24h.
- Obrigatório colher em frasco de polietileno.
- Recomenda-se coletar no início e ao final da jornada de trabalho, após o 4a dia de trabalho da semana.
OBS.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 50 mL de urina e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Refrigerar. Caso não seja enviado imediatamente ao laboratório, conserva-la em freezer.


INSETICIDAS
MÉTODO: Cromatografia Gasosa
CONDIÇÃO: 10,0 mL de Sangue Total (Heparina) - Urina recente - *Urina 24 h - Urina início ou final jornada de
trabalho.
OBS.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 50 mL e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Refrigerar.
234                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
ORGANOCLORADOS
   São distribuídos uniformemente pelo organismo, concentrando-se nos tecidos gordurosos,
   especialmente no tecido abdominal, no cérebro e fígado. Os sinais de intoxicação aguda
   compreendem: Cefaléia, anorexia, perda de peso, mal estar geral, transpiração excessiva,
   alteração dos reflexos profundos e superficiais, reflexos pupilares lentos, respiração deprimida,
   dispnéia, salivação, tremores e hepatomegalia, especialmente nos casos crônicos.
   VALOR DE REFERÊNCIA: não detectável
   NOTA: Os inseticidas Organoclorados foram proibidos por lei, não sendo citados valores na atual NR-7.
   Em casos positivos, prevalecem os valores citados na NR-7 anterior.
   O procedimento técnico utilizado, permite a detecção e quantificação dos seguintes organoclorados:
   heptacloro, aldrin, OP-DDE, PP-DDE, OP-DDD, PP-DDD, OP-DDT, PP-DDT, miurex, alfa –BHC, beta-
   BHC, delta-BCG, gama-BHC, heptacloroepoxi, dieldrin, endrin, endo I, endo II, endo sulfato, metoxicloro.

ORGANOFOSFORADOS
   A monitorização de exposição aos organofosforados pode ser feita pela determinação dos
   mesmos inalterados, em sangue e/ou urina e deve ser indicada somente se as amostras forem
   colhidas até 6 horas após a exposição. São absorvidos pelas vias inalatória, oral e cutânea.
   Provocam a inativação da colinesterase, por ação predominantemente parassimpaticomimética,
   ocasionando acúmulo da acetilcolina no sistema nervoso, produzindo intensa excitação vagal e
   uma despolarização permanente dos músculos esqueléticos.
   VALOR DE REFERÊNCIA: não detectável
   NOTA: Os valores citados na NR-7 são referentes à atividade da Acetil Colinesterase.
   O procedimento técnico utilizado, permite a detecção e quantificação dos seguintes organofosforados:
   Phorate, Diazinon, Malation, Paration metílico, Paration etílico, Ethion.




M ANGANÊS
A absorção se dá pelas vias respiratória e gastrintestinal. A absorção gastrintestinal está relacionada
com o teor de ferro na dieta: indivíduos anêmicos absorvem maior quantidade do metal. Sabe-se que a
inalação de vapores de manganês produz deterioração progressiva do SNC. O KMnO4 atua destruindo
as células das mucosas por ação cáustica. O manganês concentra-se no cérebro, ossos, fígado,
pâncreas e rins. Elimina-se lentamente pela urina, bile e fezes.
MÉTODO: Absorção atômica (Forno de Grafite)
VALOR DE REFERÊNCIA: até 10,0 g/L
CONDIÇÃO: Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24h.
OBS.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 10 mL e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Refrigerar.

M ERCÚRIO
A inalação representa a principal via de absorção nas exposições ocupacionais sendo que seu
acumulo ocorre no SNC, rins, fígado, pulmão, coração , baço e intestino. Nas exposições acidentais
ocorre bronquites erosivas e pneumonites intesticial, tremores e aumento da excitabilidade a nível de
SNC. A intoxicação crônica é caracterizada por vômitos, diarréias, ansiedade, perda de peso, tremores
e etc.

MÉTODO: Absorção Atômica (Gerador de Hidretos)
 Refrigerar.

SANGUE
   VALOR DE REFERÊNCIA: até 5,0 g/dL
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               235
      CONDIÇÃO: 10,0 mL de Sangue Total (Heparina).

URINÁRIO
    VALOR DE REFERÊNCIA:  até 5,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
                              IBMP: 35,0 g/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
    CONDIÇÃO: Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24h.
    - Se não for possível coletar urina 24 horas, recomenda-se coletar a amostra 16 horas após o término da
      exposição.
    OBS.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
    LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 50 mL e informar volume total. Adicionar 1,0 mL de
    HNO36N para cada 100,0 mL de urina.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255


M ETA H EMOGLOBINA
A metahemoglobina constitui um indicador de exposição à anilina, embora não seja específica, pois
também é indicador de exposição a outros amino ou nitrocompostos ou do uso de certos fármacos.
A anilina produz ação local no tecido cutâneo e mucosas e após absorvida, depressão a nível do SNC.
O seu metabólito, a fenilhidroxilamina é o responsável em grande parte por suas ações
metahemoglobinizantes.
MÉTODO: CO-Oxímetro (Espectrofotometria)
VALOR DE REFERÊNCIA:  até 2,0% (NR-7, 1994, MT/Br)
                        IBMP  5,0% (NR-7, 1994, MT/Br)
CONDIÇÃO: 5,0 mL de Sangue Total (Heparina/EDTA).
Recomenda-se coletar material de final de jornada de trabalho.
 Refrigerar.




M ETANOL
A exposição ocupacional é, principalmente, aos vapores de metanol e, nessas condições, a introdução
e absorção se dá por via respiratória, embora possa ocorrer também a absorção cutânea. A ingestão
oral de metanol dificilmente pode ser vista como um risco ocupacional.
A sua toxicidade elevada é devida à metabolização em ácido fórmico e formaldeído, sendo o único
álcool alifático capaz de produzir uma acentuada acidose metabólica. O formaldeído apresenta efeitos
danosos seletivos nas células retinianas.

MÉTODO: Cromatografia Gasosa (Headspace)
Recomenda-se coletar o material ao final da jornada de trabalho.
LABORATÓRIOS: enviar material congelado. Urina, enviar 5 mL de urina fluoretada.
INTERFERENTES: A ingestão concomitante de bebidas alcoólicas aumenta ligeiramente a concentração do
metanol.
 Enviar material congelado.

SANGUE
   VALOR DE REFERÊNCIA:  < que 0,15 mg/dL
                          Concentrações Tóxicas: > que 20,0 mg/dL
   CONDIÇÃO: 5,0 mL de Plasma Fluoretado.

URINA
    VALOR DE REFERÊNCIA:  até 5,0 mg/L (NR-7, 1994, MT/Br)
                              IBMP: 15,0 mg/L (NR-7, 1994, MT/Br)
    CONDIÇÃO: Urina do final de jornada – Urina recente.
    - Usar 100,0 mg de Fluoreto para cada 100,0 mL de Urina.
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
236                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
M ETILETILCETONA
A MEC excretada na urina pode ser utilizada como indicador de avaliação das exposições
ocupacionais. A principal ação da MEC no organismo humano é a depressão do sistema nervoso
central, com produção de narcose, potencializa a toxicidade de outros solventes, especialmente a
hepatoxicidade do tetracloreto de carbono e a neurotoxicidade do hexano (inibição na
biotransformação do metabólito 2,5-hexanodiona ).
MÉTODO: Cromatografia Gasosa (Headspace)
VALOR DE REFERÊNCIA: Geralmente não encontrado na urina de não expostos.
 IBMP: 2,0 mg/L (NR-7, 1994, MT/Br)
CONDIÇÃO: Urina final de jornada de trabalho.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Refrigerar.




N ÍQUEL
A principal manifestação na intoxicação do níquel carbonila é a dispnéia. A cianose é indício de
gravidade. Outros sinais são a hipertermia, tosse, tontura, mal-estar generalizado, vômitos, náuseas,
pulso rápido, colapso, zumbidos, asfixia, apnéia, câncer pulmonar (casos crônicos), dermatite (casos
crônicos), necrose cerebral, taquicardia, parada cardíaca, edema agudo e necrose pulmonar.
MÉTODO: Absorção Atômica (Forno de Grafite)
VALOR DE REFERÊNCIA:  até 23,0 g/L (NR-7, 1978, MT/Br)
                          IBMP  60,0 g/L (NR-7, 1978, MT/Br)
CONDIÇÃO: Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24h.
OBS.: Não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
- Recomenda-se coletar ao final da jornada de trabalho após 17 a 39 horas de exposição semanal.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 10 mL e informar volume total.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Refrigerar.


T IOCIANATO
O ácido cianídrico e seus sais são utilizados industrialmente. A principal ação destes compostos é
provocada pelo íon cianeto (CN-), que produz hipóxia, atuando a nível celular. No organismo, após
absorção o CN- poderá ser biotransformado no fígado a tiocianato, pela ação da rodanase. Este
metabólito é excretado pela urina. É importante notar que, indivíduos fumantes apresentam uma
concentração plasmática de tiocianato mais elevada do que indivíduos não fumantes, devido a
presença do ácido cianídrico no tabaco.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA:  até 17,0 mg/L (Fumante)
                        até 4,0 mg/L (Não Fumante)
                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            237
CONDIÇÃO: Urina final de jornada de trabalho – Urina recente.
- Deve ser colhido após o 3o dia da exposição. Preconiza-se a coleta de duas amostras, uma de início e
   outras de final de jornada de trabalho. Se houver opção por uma única amostra esta deverá ser a do final
   de jornada de trabalho.
- Informar se é fumante.
LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina e enviar 50 mL.
veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
 Refrigerar.

T RICLOROCOMPOSTOS T OTAIS E F RAÇÕES
Os três hidrocarbonetos alifáticos clorados contemplados pela NR - 7 atual (tetracloroetileno,
tricloroetano, tricloroetileno) são absorvidos tanto por via respiratória quanto pela pele íntegra,
exercendo ação irritante e depressora do sistema nervoso central. O tricloroetano (TCE) e o ácido
tricloroacético (TCA) são os principais metabólitos encontrados no sangue e na urina, sendo que a
proporção entre as partes eliminadas varia de uma substância para outra. O processo de eliminação
dos hidrocarbonetos alifáticos clorados é relativamente lento, podendo ocorrer certo acúmulo destes
e de seus metabólitos, em caso de exposição freqüente.
MÉTODO: Colorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: não detectável
IBMP: NR-7 Portaria no 24 de 29/12/94
 Exposição ao Tetracloroetileno  Ácido Tricloroacético: 3,5 mg/L
 Exposição ao Tricloroetano      Triclorocompostos totais: 40,0 mg/g creat
 Exposição ao Tricloroetileno    Triclorocompostos totais: 300,0 mg/g creat
CONDIÇÃO: Urina após o último dia de jornada semanal.
INTERFERENTES: o consumo de álcool pode reduzir a excreção urinária destes produtos devido a inibição da
biotransformação.
LABORATÓRIOS: enviar em frasco âmbar (Sensível à luz). Enviar 50 mL de urina.
 Refrigerar.



Z INCO
O zinco é um nutriente essencial (componente de muitas enzimas importantes) e sua deficiência pode
acarretar sérias conseqüências à saúde humana. A absorção se dá pelas vias percutânea, oral e
inalatória. Os vapores de zinco ou de seus sais solúveis são altamente irritativos para os pulmões.
Intoxicações crônicas resultantes de exposições ocupacionais ao zinco são pouco freqüentes. A
chamada febre do fumo é o efeito mais comumente observado em trabalhadores expostos ao óxido de
zinco.

SANGUE
   MÉTODO: Absorção Atômica
   VALOR DE REFERÊNCIA - ERITROCITÁRIO: 500 a 900 g/dL
   CONDIÇÃO: 10,0 mL de Sangue Total (Heparina).
   - Informar idade do paciente.
    Refrigerar.

URINA
    MÉTODO: Absorção Atômica
    VALOR DE REFERÊNCIA: 150 a 700 g/L
    CONDIÇÃO: Urina início ou final jornada de trabalho - Urina recente - *Urina 24h.
    OBS.: Não colher após ejaculação, não colher em local de trabalho, retirar o uniforme, lavar as mãos e a
    genitália antes de colher.
    Recomenda-se coletar urina final de jornada de trabalho.
    LABORATÓRIOS: especificar tipo de urina, *enviar 50 mL de e informar volume total. Se a amostra não for
    enviada imediatamente ao laboratório, adicionar ácido acético (1,0 mL para cada 100,0 mL de urina).
    veja Urina, Instruções de Coleta pág.255
     Refrigerar.

238                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
ESPERMA
Fatores como motilidade e viabilidade do esperma estão diretamente ligados às concentrações de
zinco no mesmo. A diminuição da concentração do metal é causa de anormalidade do espermograma.
A determinação do zinco no líquido seminal pode servir para avaliar a evolução da função secretória
da próstata e ainda para salientar diagnóstico de infecção da glândula.
MÉTODO: Absorção Atômica
VALOR DE REFERÊNCIA médio: 156.000 g/L
CONDIÇÃO: 1,0 mL esperma.
 Refrigerar.



Z INCO P ROTOPORFIRINA
A elevação dos níveis de zinco protoporfirina no sangue periférico constitui um dos efeitos da
absorção do chumbo pelo organismo. O chumbo inibe a última enzima na biossíntese do heme, a
hemessintetase, com isso o ferro da molécula de protoporfirina IX é substituído pelo zinco dos
reticulócitos e consequentemente no lugar de se produzir heme forma-se a zinco protoporfirina, que
liga-se à globina. Valores elevados de ZPP podem indicar anemia, que pode estar associada a
infecções crônicas ou malígnas.
MÉTODO: Hematofluorimétrico
VALOR DE REFERÊNCIA: 30 a 80 moL/moL HEME
CONDIÇÃO: 5,0 mL de Sangue Total (Heparina).
Coletar em qualquer horário da jornada de trabalho a partir do 3o mês de exposição.
LABORATÓRIOS: enviar em frasco âmbar.
 Refrigerar.




P ROVAS F UNCIONAIS DA S UPRARENAL
01.   Estímulo para ACTH com Desmopressina – DDAVP
02.   Hipoglicemia com insulina para dosagem de Cortisol e/ou ACTH
03.   Estímulo rápido para Cortisol com ACTH – Cortrosina
04.   Estímulo para Cortisol – 17 OH Progesterona – 17 OH Pregnenolona – Composto S – Progesterona –
      DHEA – Androstenediona com ACTH
05.   Supressão com Dexametasona
06.   Supressão com Dexametasona em crianças
07.   Teste Postural potencializado pelo Furosemide (8)
08.   Estímulo para ACTH com CRH/CRF
09.   Estímulo com CRH/CRF pós supressão com dexametasona
10.   Supressão do Captopril
11.   Supressão de Catecolaminas com Clonidina
12.   Aldosteronismo Primário, Testes confirmatórios


P ROVAS F UNCIONAIS DA T IREÓIDE
13.   Estímulo para TSH com TRH



P ROVAS F UNCIONAIS PARA D IAGNÓSTICO DO D IABETES I NSIPIDUS
14.   Teste de Restrição Hídrica



P ROVAS F UNCIONAIS PARA D IAGNÓSTICO DO D IABETES M ELLITUS
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                        239
15.   Tolerância a Glicose
16.   Tolerância a Glicose pós-prandial
17.   Tolerância rápida a Insulina – KITT
18.   “Screening” para diabetes gestacional
19.   Resistência a insulina GTT com dosagem de Insulina e Glicose
20.   Estímulo do Peptídeo C – Sustacal
21.   Tolerância a Glicose Endovenosa


P ROVAS F UNCIONAIS PARA H IPÓFISE A NTERIOR
22.   Estímulo para HGH
23.   Estímulo para HGH com Dexametasona
24.   Supressão para HGH com Glicose (Dextrosol)
25.   Estímulo para HGH com TRH
26.   Supressão para HGH e Prolactina após Bromocriptina
27.   Estímulo para Prolactina com TRH
28.   Supressão para Prolactina após L-Dopa
29.   Geração de IGF-1


P ROVAS F UNCIONAIS P / E IXO H IPOTÁLAMO H IPÓFISE – G ÔNADAS
30.   Estímulo para LH e FSH com LH-RH




P ROVA F UNCIONAL PARA F UNÇÃO R EPRODUTORA M ASCULINA
31.   Estímulo para Testosterona com HCG



P ROVAS F UNCIONAIS PARA O D IAGNÓSTICO
DO C ARCINOMA M EDULAR DA T IREÓIDE
32.   Estímulo para Calcitonina com infusão de Cálcio
33.   Estímulo para Calcitonina com infusão de Pentagastrina
34.   Estímulo para Calcitonina com infusão de Cálcio e Pentagastrina (simultâneo)



A VALIAÇÃO H IPOFISÁRIA T OTAL
35.   Megateste



P ROVAS F UNCIONAIS M ETABÓLICAS DA N EFROLITÍASE
36.   Nefrolitíase
37.   Teste de Pak – Sobrecarga oral com Cálcio



O UTROS
38.   Teste do jejum para Bilirrubina – Teste para Síndrome de Gilbert



240                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
01. E STÍMULO P / ACTH C / D ESMOPRESSINA  DDAVP
MATERIAL: 2,0 mL de Plasma (EDTA) + Soro.
PREPARO DO PACIENTE: Colher amostras 15’ antes da administração do DDAVP e colher amostras basal (0),
15, 30, 45 e 60 minutos após a administração de 10 ug de DDAVP endovenoso.
- O material deve ser coletado e transportado em tubo plástico e congelado imediatamente. A centrífuga tem
  que ser refrigerada.
- O ACTH deve ser colhido somente entre 08:00 e 10:00 horas.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO:  Normais: só 10% responde acima de 50% do basal.
                              D. Cushing: Resposta acima de 50% do basal para Cortisol e ACTH.

02. H IPOGLICEMIA C / INSULINA P / DOSAGEM C ORTISOL E /OU ACTH
MATERIAL: 1,5 mL de Soro.
PREPARO DO PACIENTE: Colhe-se amostra basal e administra-se EV 0,1 U de insulina simples/kg de peso
(quando há forte suspeita de deficiência aplicar 0,05 U/kg). Amostras são colhidas 30, 60 e 90 minutos após a
hipoglicemia.
- Cuidado com hipoglicemia durante o teste, ter sempre glicose hipertônica para aplicação EV se necessário
   (manter soro fisiológico venoso).
- Não realizamos em crianças menores de 2 anos de idade.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO:
 CORTISOL após Hipoglicemia deve ser  16 g/dL.
 ACTH após Hipoglicemia aumenta 2 vezes ou mais.
OBS.:  Pode ser feito o teste apenas com o Cortisol.
         Colher glicemia em todos os tempos e na hipoglicemia.
CUIDADOS: Contra indicado para pacientes convulsivos, cardiopatas, doença cerebrovascular, idosos e com
sintomas de insuficiência adrenal.

03. E STÍMULO RÁPIDO P / C ORTISOL C / ACTH  C ORTROSINA
MATERIAL: 1,0 mL de Soro.
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                241
PREPARO DO PACIENTE: Colher amostra basal entre 7 e 9 horas da manhã e, em seguida, aplicar EV uma
ampola de 250 g de ACTH sintético (Cortrosina simples); colher amostras de soro 30’ e 60’ após a injeção.
- Não apresenta efeitos colaterais.
Aplicação clínica: (-) 20 kg = 1/2 ampola (+) 20 kg = 1 ampola
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO: Cortisol pós-ACTH deve ser  18 g/dL.
- Teste de estímulo prolongado: hoje pouco usado.

04. E STÍMULO COM ACTH PARA :
- A NDROSTENEDIONA - C OMPOSTO S - C ORTISOL - DHEA
- 17 OH P ROGESTERONA - 17 OH PREGNENOLONA - PROGESTERONA
MATERIAL: 1,5 mL de Soro.
PREPARO DO PACIENTE: JD 4h. Colher amostra basal entre 7 e 9 horas da manhã e, em seguida, aplicar EV
uma ampola de 250 g de ACTH sintético (Cortrosina simples); colher amostras de soro 30 (cortisol ou
Composto S), 60 e 120 minutos (opcional) após a injeção.
- Não apresenta efeitos colaterais.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO: Cortisol pós-ACTH deve ser  18 g/dL; em relação aos outros esteróides o
valor máximo de resposta não ultrapassa 2 a 3 vezes o valor basal.
OBS.: O teste pode ser feito com qualquer dos hormônios acima.
RESPOSTA - 17 OH Progesterona 60’ após ACTH:
 Normais: < 200 ng/dL
 Zona Cinza: 200 a 450 ng/dL
 Heterozigotos: 450 a 1500 ng/dL
 Formas não Clássicas: 1500 a 12000 ng/dL
 Formas Clássicas: > 12000 ng/dL
RESPOSTA DOS DEMAIS ESTERÓIDES veja nosso informativo HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA.


05. S UPRESSÃO COM D EXAMETASONA
TESTE RÁPIDO C/ 1 MG DE DEXAMETASONA
   - Colher sangue entre 7 e 9 h da manhã, p/ Cortisol e/ou ACHT basal.
   - Às 23:00 horas - Tomar 1 mg de Dexametasona VO.
   - Dia seguinte: Colher sangue entre 7 e 9 h da manhã, p/Cortisol e/ou ACHT.

TESTE C/ 2 MG DE DEXAMETASONA  LIDDLE I
   O MÉDICO ESPECIFICA: SANGUE: Cortisol e/ou ACTH ou URINA: 17 KS, 17 OH e/ou Cortisol Livre.
   PREPARO DO PACIENTE:
   BASAL
   - Colher sangue entre 7 e 9 h da manhã, p/ Cortisol e/ou ACHT.
   - Colher Urina 24 h basal p/ 17 OH, 17 KS e/ou Cortisol Livre (manter refrigerada e sem conservante).
   SUPRESSÃO
   - 1o dia: Tomar 1 comprimido de 0,5 mg Dexametasona de 6 em 6 horas, durante 2 dias (4
   comprimidos/dia durante 2 dias – Total 8 comprimidos), começando às 6:00, 12:00, 18:00 e a última
   tomada às 24:00 (ou começando às 12:00, 18:00, 24:00 e a última tomada às 06:00 horas, segundo
   LIDDLE).
   - 2o dia: Continuar a tomar os comprimidos e colher urina de 24 horas para 17 OH, 17 KS e/ou Cortisol
   Livre (não colocar conservantes na urina): desprezar a primeira urina entre 07:00 e 09:00 horas e
   armazenar toda urina de 24 horas até o mesmo horário no dia seguinte.
   - 3o dia: Colher sangue entre 7 e 9 horas da manhã, para Cortisol e/ou ACTH. Trazer a Urina de 24 h.

TESTE C/ 8 MG DE DEXAMETASONA  LIDDLE II
   O MÉDICO ESPECIFICA: SANGUE: Cortisol e/ou ACTH ou URINA: 17 KS, 17 OH e/ou Cortisol Livre.
   Preparo do Paciente:
   BASAL
   - Colher sangue entre 7 e 9 h da manhã, para Cortisol e/ou ACHT.
   - Colher Urina 24 hs basal p/ 17 OH, 17 KS e/ou Cortisol Livre (manter refrigerada e sem conservante).
   SUPRESSÃO
242                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     - 1o dia: Tomar 4 comprimidos de 0,5 mg Dexametasona de 6 em 6 horas, durante 2 dias (16
     comprimidos/dia durante 2 dias – Total 32 comprimidos), começando às 6:00, 12:00, 18:00 e a última
     tomada às 24:00 (ou começando às 12:00, 18:00, 24:00 e a última tomada às 06:00 horas, segundo
     LIDDLE).
     - 2o dia: Continuar a tomar os comprimidos e colher urina de 24 horas para 17 OH, 17 KS e/ou Cortisol
     Livre (não colocar conservantes na urina): desprezar a primeira urina entre 07:00 e 09:00 horas e
     armazenar toda urina de 24 horas até o mesmo horário no dia seguinte.
     - 3o dia: Colher sangue entre 7 e 9 hrs da manhã, para Cortisol e/ou ACHT. Trazer a urina de 24 horas.

TESTE RÁPIDO C/ 8 mg DE DEXAMETASONA
   PREPARO DO PACIENTE  Colher sangue entre 7 e 9 h da manhã, p/ Cortisol e/ou ACHT basal.
                          Às 23:00 horas - Tomar 8 mg de Dexametasona VO,
                          Dia seguinte - Colher sangue entre 7 e 9 h da manhã, p/ Cortisol e/ou ACHT.
   CRITÉRIOS PARA SUPRESSÃO
   17 KS                        < 7 mg/24 horas
   17 OH                        < 4,5 mg/24 horas
   CORTISOL LIVRE URINÁRIO  queda de 50% do valor basal
   ACTH                         queda de 50% do valor basal.
   CORTISOL                     queda de 60% do valor basal ou < 5 g/dL




06. S UPRESSÃO C / D EXAMETASONA EM C RIANÇAS
DOSE BAIXA (equivale a 2 mg)  30 mcg/kg/dia
DOSE ALTA (equivale a 8 mg)  120 mcg/kg/dia
Calcular a dose total, dividir em 4 tomadas, fracionar de 6 em 6 horas por 2 dias.
TESTE RÁPIDO (tomar VO comprimidos ou solução de Dexametasona)
- 15 mcg/kg às 23:00 horas.
                                                                                        NEJM 1994;331:629-36




07. T ESTE P OSTURAL P OTENCIALIZADO PELA F UROSEMIDA (8)
- Colher sangue basal para Renina e Aldosterona e 120’ após 40 mg – Oral de Furosemida, seguido de 2
horas em pé com deambulação.
Dose: comprimido 40 mg = 1 comprimido
- Atividade Renina Plasmática (PRA) maior do 1,5 ng/m/l/h - normal. Abaixo de 1,5 ng/mL/h
Hiperaldosteronismo Primário (HAP) ou outros hipermineralocorticismos.
Para este teste não precisa interromper tratamento da hipertensão. Só interromper beta-bloqueadores.
Certos adenomas se comportam com hiperplasia, quando se aciona o sistema renina-angiotensina com
diuréticos ou espirolactona chamado “Adenoma responsivo a angiotensina”.
INTERPRETAÇÃO:
 Renina se eleva para 1,7 a 8,5 ng/mL/h
 Aldosterona se eleva para 13,0 a 50,0 mg/dL
Relação Aldosterona/Renina  20 a 30
No Hiperaldosteronismo primário, na maioria dos pacientes há resposta normal da Aldosterona, o mais
característico é a discreta ou não resposta da Renina ao estímulo.
A Relação Aldosterona/Renina se eleva acima de 40, em geral acima de 100.




                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             243
08. E STÍMULO PARA ACTH COM CRH/CRF
CRH - HORMÔNIO LIBERADOR DA CORTICOTROFINA
- Fazer entre 08:00 e 09:00 horas da manhã
Preparo do Paciente: - Colher Sangue basal p/ ACTH (10 mL), 5 minutos antes da injeção de CRH.
- Injetar CRH (l microg/kg) EV
- Colher Sangue para ACTH (10 mL), aos 15 e 30 minutos.
Critério de Interpretação:
O resultado é expresso em relação ao basal.
 Aumento  > 35% indica doença de Cushing em 90% dos casos, apenas 7% são irresponsivos.
 Cushing Ectópico, em geral no pulmão timo e pâncreas, não responde ao CRH. Raros casos de ectópicos
   são responsivos.
 Cushing Adrenal (ACTH independente) não responde ao CRH, porém pode haver discreta resposta do
   ACTH que não ultrapassa a 5 pg/mL.
 Pseudo Cushing pode não responder ao CRH, mas responde à supressão com DXM baixa dose.

                                                                                      Cutler.GB Jr, The Endocrinologist 1997; 7:10S-16S
Nieman L, Cutler GB Jr: Cushing’s syndrome. In Endocrinology, edited by DeGroot LJ,Philadelphia,PA, WB Saunders Company, 1995.
      Nieman LK, Oldfield EH, Wesley R, et al.: A simplified morning ovine corticotropin-releasing hormone stimulation test for differential
                            diagnosis of adrenocorticotropin-dependent Cushing’s syndrome. J Clin Endocrinol Metab 1993; 77:1308-12.




09. E STÍMULO C/ CRH/CRF PÓS SUPRESSÃO C / D EXAMETASONA
MATERIAL: Cortisol  1,0 mL de Soro. Colher entre 08:00 e 09:00 horas.
PREPARO DO PACIENTE: Supressão com DXM  administrar ao paciente 1 comprimido de 0,5 mg de
Dexametasona, de 6 em 6 horas durante 2 dias, iniciando às 12:00 horas do primeiro dia e terminando às
06:00 horas da manhã do dia seguinte (8 comprimidos equivale a 2 mg/dia = LIDDLE I).
Estímulo com CRH  JO 8h. Após 2 horas da tomada do último comprimido de Dexametasona (08:00 horas
da manhã), colher amostras nos tempos: 0 (basal) e 15 minutos após administração endovenosa de CRH, nas
seguintes dosagens: Adultos  100 mcg / Crianças  1 mcg/kg peso corporal.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO: A prova é considerada positiva para Síndrome de Cushing (hipofisário), quando
os níveis de Cortisol atingirem valores acima de 1,4 mcg/dL, os valores abaixo de 1,4 mcg/dL indicam Cushing
ectópico.
                                                                                           Cuttler GB The Endocrinologist, supl 1:25 1997.
                                                                                          Fingling JW. The Endocrinologist, supl 1:25 1997


10. S UPRESSÃO DO C APTOPRIL
 Colher Sangue basal para Renina (Plasma) e Aldosterona (Soro), logo após tomar 1 comprimido 25 mg de
Captopril (Capoten).
 2 horas depois, colher novamente Sangue para Renina (Plasma) e Aldosterona (Soro).
 Tirar toda medicação hipertensiva 2 semanas antes do teste – C.O.M.
Dose: 1 comprimido = 25 mg
CONDIÇÕES: JD 4h ou C.O.M. 1 hora de repouso. Não é necessário dieta prévia. Manter o paciente deitado
durante todo teste e 1 hora após, verificar pressão arterial.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO:
Aldosterona plasmática  < 15 ng/dL
 Hipertensão arterial essencial - relação Aldosterona/Renina < 50
 Aldosteronismo primário - relação Aldosterona/Renina > 50
 Aldosteronismo idiopático = Hipertensão arterial essencial
244                                       Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
 A relação Aldosterona/Renina pode ser feita com valores basais
(9 a 10 horas da manhã - sentado há no mínimo 10 minutos):
 Aldosterona/Renina  > 12,6  Aldosteronismo Primário
 Aldosterona  > 8,9  Aldosteronismo Primário


11. S UPRESSÃO DE C ATECOLAMINAS C / C LONIDINA
P / F EOCROMOCITOMA
PREPARO DO PACIENTE:
- Realizar somente em adultos.
- JO 8h.
- Dosar catecolaminas plasmáticas basais e após supressão.
- Repouso antes de colher o basal.
- A pressão sistólica deve estar acima de 100 mm Hg antes de tomar o comprimido.
- Tomar 300 mcg (0,3 mg) de Clonidina via oral (pacientes com aproximadamente 70 kg).
- Se no final do teste o paciente estiver hipotenso ou muito sonolento, tomar as mesmas condutas que se
toma no teste da clonidina em crianças (sal debaixo da língua, infundir soro fisiológico, deixar dormir mais um
pouco e os cuidados que se deve tomar com a sonolência).
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO: Normal – redução dos níveis em 50% ou mais em relação ao basal.
Muito útil para afastar ação de qualquer tipo de stress, frio, uso anti-hipertensivos.




12. A LDOSTERONISMO P RIMÁRIO , TESTES CONFIRMATÓRIOS
- Cuidado com problemas cardíacos
- Acompanhamento médico rigoroso
- Controle rigoroso da pressão

SUPRESSÃO COM SORO FISIOLÓGICO
   Administração endovenosa por 4 a 6 horas, de 500 mL de soro fisiológico por hora.
   Dosa-se Aldosterona e cortisol plasmáticos no início e no fim da infusão, ou seja, após 2 a 3 litros de
   soro fisiológico.
   Interpretação
   Em pessoas normais, ou seja, hipertensão essencial a Aldosterona cai abaixo de 6 nanog/dL após 2 ou 3
   litros de infusão.
   Valores maiores de 10 nanog/dL são diagnóstico de produção autônoma de Aldosterona (adenoma).
   A dosagem de Cortisol é feita para excluir stress mediado por ACTH, que aumenta Aldosterona e da
   resultado falso-positivo.
   Importante: este teste não pode ser feito em pessoas que tem comprometimento cardíaco ou pessoas
   debilitadas. Por isso tem que ser acompanhadas por enfermagem.

SUPRESSÃO ORAL COM SAL
   O paciente tem que tomar dieta com alta quantidade de sal com 3 dias, ou seja, 2 tabletes de 1 grama de
   NaCl em cada refeição por dia, ou seja, 4 gramas por dia. No 3 o dia colher Urina 24 horas e verificar se o
   Sódio urinário esta maior do que 200 milimoL/24 horas o que confirma a alta ingestão de Sódio. As
   pessoas normais excretam Aldosterona igual ou menor do que 12 microgramas/24 horas. Acima de 13
   microgramas indica Aldosteronismo primário.

SUPRESSÃO COM FLUORHIDROCORTISONA ORAL
   Ingestão de 0,1 miligramas a cada 6 horas com suplementação obrigatória de sódio 20 a 30 milimol 3
   vezes ao dia por 4 dias.
   Normais, a Aldosterona plasmática cairá abaixo de 6 nanog/dL.
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  245
      Importante: este teste é muito perigoso porque pode produzir severa hipocalemia, o Potássio tem que
      ser dosado com freqüência para constatar os valores de Cálcio.

AMOSTRAS DE SANGUE VENOSO ADRENAL ESQUERDA E DA DIREITA
   Esse teste obviamente só será feito quando as imagens radiológicas especialmente Tomografia espiral
   com corte de 3 milimetros não evidenciar o tumor.
   Primeiro faz-se a laparoscopia, eventualmente, laparotomia. Colhe-se o sangue periférico
   simultaneamente e o sangue de cada veia adrenal para Aldosterona e Cortisol. Injeta-se 200
   microgramas de ACTH sintético (cortrosina) e colhe-se sangue a cada 10 minutos durante 50 minutos
   após ACTH. A relação Aldosterona/Cortisol é calculada de cada lado e comparada.
   Se o paciente tiver o tumor a relação Aldosterona/Cortisol estará maior no lado do tumor. Na suprarenal
   do outro lado a relação Aldosterona/Cortisol está suprimida e geralmente com valores inferiores da
   relação medida na veia periférica.




13. E STÍMULO PARA TSH COM TRH
MATERIAL: 0,9 mL de Soro.
PREPARO DO PACIENTE: Colher amostra basal e 30 minutos após a administração EV de 200 g de TRH.
- Efeitos colaterais podem ocorrer: tontura, náusea, calor perineal, gosto amargo. Todos rápidos e
imediatamente após a injeção.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO: Espera-se um incremento menor de 2,5 UI/mL em relação ao valor basal,
sendo que a resposta em geral é proporcional ao valor basal.
OBS.: A resposta aumentada fica a critério clínico, embora os critérios de baixa reserva tenham sido
modificados porque pessoas normais podem ter elevações de 60 UI/mL. As respostas numa mesma pessoa
são sempre semelhantes, mas em indivíduos diferentes há grande variação.
- Informar medicamentos em uso e, se mulher, informar se esta grávida ou se usa anticoncepcional.
DOSE: evitar fazer o teste em crianças menores de 5 anos, consultar o médico se pode fazer apenas o TSH
Ultra Sensível. Caso o médico insista, fazer o teste com 1/4 da ampola, ou seja, 50 g; crianças de 6 a 13
anos, fazer o teste com 1/2 da ampola, ou seja, 100 g; > 13 anos, igual adulto.


14. D IABETES INSIPIDUS – T ESTE DE R ESTRIÇÃO H ÍDRICA
FASE I – RESTRIÇÃO HÏDRICA
No dia anterior à prova, a dieta é liberada.
No dia da prova, o paciente deve comparecer ao laboratório às 7 horas da manhã, sendo permitido um
desjejum seco, sem a ingestão de líquidos.
Monitorizar a pressão arterial do paciente durante toda prova.
1. Esvaziar a bexiga e desprezar.
2. Pesar o paciente e colher amostra de sangue para: Vasopressina, Osmolaridade plasmática e outros
exames basais, C.O.M.
3. Colher toda a urina da micção, de hora em hora, anotando o volume urinário emitido e o horário, para
medida da densidade.
4. A prova deverá ser interrompida, nas seguintes situações:
   - perda de peso igual ou superior a 5% do peso inicial do paciente: somar os pesos das urinas
246                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
     colhidas de hora em hora e comparar com o valor igual a 5% do peso do paciente
                    peso da urina emitida (gramas) = volume emitido (mL) X densidade/1000
   - se a densidade não aumentar em 3 horas consecutivas (menor ou igual a 1005).
   - se o paciente não suportar a restrição hídrica por mais tempo.
5. Colher nova amostra de sangue para Vasopressina e Osmolaridade plasmática e uma amostra de urina
para Osmolaridade urinária (que pode ser a última amostra, na qual se mediu a densidade).
FASE II – ADMINISTRAÇÃO DE DDAVP
1. Administrar 20 mcg de DDAVP intranasal e liberar a dieta e a ingestão de líquidos.
2. Colher toda a urina da micção e pesar o paciente, de hora em hora, anotando o volume urinário emitido e o
horário, para medida da densidade por duas horas.
3. Colher amostra de sangue para Vasopressina, Osmolaridade plasmática e de urina para Osmolaridade
urinária.

INTERPRETAÇÃO

                          Uosm máxima após             Uosm                     % aumento Uosm
                           restrição hídrica         após DDAVP                    pós DDAVP
Normal                     1000 a 1140                 900 a 1160                    <9%
DI central completo         150 a 180                  400 a 500                     > 50 %
DI central parcial          400 a 480                  520 a 580                     > 9 % e < 50 %
DI nefrogênico                120                         180                        < 50 %
DI psicogênico              700 a 800                  700 a 800                     <9%

Uosm = Osmolaridade urinária em mOsm/kg

                                                      Referência: Diagnostic Endocrinology, Ann Intern Méd 73-721, 1970.




15. T OLERÂNCIA À G LICOSE  C URVA G LICÊMICA
PREPARO DO PACIENTE: O paciente deve fazer dieta sem restrições, com um mínimo de 150g de carboidratos,
nos três dias que antecedem ao teste, sendo indicada atividade física normal nesse período. O teste deve ser
realizado pela manhã, com 10 horas de jejum ou C.O.M. Durante o exame, é necessário que o paciente
permaneça sentado e não fume.
O TTG não é recomendado para pacientes hospitalizados, agudamente doentes ou inativos. Dar 75g de
glicose, em um volume de 300 mL de água, para ser ingerida em 5 minutos.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza a coleta de amostras em jejum e 120 minutos após a
administração da glicose por via oral para adultos não gestantes, e a NDDG (National Diabetes Data Group)
indica coletas em jejum em 30, 60, 90 e 120 minutos.

CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO:
Normais
NDDG                                              OMS
 Jejum:           < 115 mg/dL                     Jejum:      < 115 mg/dL
 30,60 e 90 min: < 200 mg/dL                      120 min:    < 140 mg/dL
 120 min:         < 140 mg/dL
OBS.: Os tempos de 180, 240, 300 e 360 min.: < 115 mg/dL
Tolerância diminuída à Glicose (Intolerância à Glicose)
NDDG                                              OMS
 Jejum:           < 140 mg/dL                     Jejum:      < 140 mg/dL
 30, 60 e 90 min: valor > 200 mg/dL               120 min:    entre 140 e 200 mg/dL
 120 min:          entre 140 e 200 mg/dL
Diabetes Mellitus
NDDG                                              OMS
 Jejum:           > 140 mg/dL                     Jejum:      > 140 mg/dL
 30, 60 e 90 min: um valor > 200 mg/dL            120 min:    > 200 mg/dL
 120 min:         > 200 mg/dL


                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                           247
NOVO CRITÉRIO DA “AMERICAN DIABESTES ASSOCIATION” (BOSTON JUNHO/97)
A glicemia é colhida apenas nos tempos de jejum e 2 horas após 75g de dextrosol, e segue-se os critérios
acima.

PUBLICAÇÃO INTERNACIONAL CONFIRMA O TTG COMO A MANEIRA MAIS CONFIÁVEL DE SE DIAGNOSTICAR DIABETES
Estudo realizado no Laboratório Hermes Pardini prova que o Teste de Tolerância a Glicose, continua sendo a
melhor e mais confiável maneira de se diagnosticar diabetes.
Recentemente foi criado um novo critério para diagnóstico de Diabetes Mellitus que utiliza apenas a glicemia
de jejum. Se esta for  126 mg/dL está diagnosticado o diabetes e se for < 110 mg/dL, o indivíduo está dentro
dos limites da normalidade. A definição destes novos critérios foi realizada na população dos Estados Unidos
e da Inglaterra.
Para avaliar se estes valores de glicemia se aplicam à população brasileira, foram analisados 6.066 indivíduos
sem diagnóstico prévio de diabetes que se submeteram ao Teste de Tolerância Oral à Glicose no Instituto de
Patologia Clínica Hermes Pardini em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Diabetes Mellitus (glicose 2 horas  200 mg/dL) foi diagnosticada em 496 pacientes. Destes, apenas 180
(36,3%) apresentaram níveis de 126 mg/dL ou mais pela glicemia de jejum. Ou seja, quase dois terços dos
pacientes serão incorretamente considerados normais.
Outro problema grave é que nos casos de Intolerância à Glicose 80% dos pacientes seriam considerados
normais se avaliados apenas pela glicemia em jejum. Isto é importante, uma vez que a Intolerância à Glicose
é considerado um fator de risco para doenças cardiovasculares.
Diante destas evidências científicas o Laboratório Hermes Pardini recomenda que se utilize o Teste de
Tolerância a Glicose para a detecção do Diabetes Mellitus, principalmente para o diagnóstico precoce da
doença ou para diagnóstico das formas leves.

                                            Publicado em: Accuracy of fasting glucose to diagnose diabetes in Brazilian subjects.
                                                                           Victor C. Pardini, Hermes Pardini and Gilberto Velho.
                                                                                            Diabetologia. 2000 Jan; 43(1):132-3.



16. T OLERÂNCIA À GLICOSE PÓS PRANDIAL
PREPARO DO PACIENTE: JO 10h ou C.O.M.
Colher amostra no tempo “0” (basal) para glicose e orientar o paciente a retornar ao laboratório 2 horas (120
minutos) após a refeição, para colher nova amostra (almoçar normalmente, mantendo jejum de 2 horas e
chegar ao laboratório 10 minutos antes do horário da coleta).
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO vide TESTE DE TOLERÂNCIA À GLICOSE pág. 245

17. T OLERÂNCIA RÁPIDA À I NSULINA  KITT
PREPARO DO PACIENTE: JO 10h ou C.O.M.
No tempo “0” aplicar 0,1 unidade de insulina regular por Kg de peso EV.
Colher sangue para Glicose nos tempos: -15’, -5’, 0, +3’, + 6’, +9’, +12’, + 15’, + 20’ e + 30’.
O teste é realizado para caracterizar o grau de resistência à insulina em pacientes diabéticos.
- Não realizamos em crianças menores de 2 anos de idade.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO:  normal 5,01 a 6,40 %/min
                                obesos 3,10 a 5,01%/min
Resistência a insulina:  < 3,30 %/min


18. "S CREENING " PARA D IABETES G ESTACIONAL
PREPARO: JO 10h - 50g de glicose e glicemia após 60 minutos - Deve ser realizado da 24a a 28a semana.
 < 140 mg/dL  NORMAL
 > 140 mg/dL  fazer Teste Sullivan

DIABETES GESTACIONAL NDDG (O'SULLIVAN E MAHAN)
PREPARO: JO 10h. 100g de glicose - Deve ser realizado da 24a a 28a semana - Pode ser repetido na 32a
semana.
 Jejum:      105 mg/dL
 60 min.:    190 mg/dL
 120 min.:  165 mg/dL
248                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
 180 min.:  145 mg/dL
OBS.: Dois ou mais valores, como acima, é diagnóstico de Diabetes Gestacional.
 A OMS segue os mesmos critérios para não grávida.


19. R ESISTÊNCIA À I NSULINA GTT
C / DOSAGEM DE INSULINA E GLICOSE
(0, 30, 60, 120, 180 MIN ATÉ 300 )
PREPARO DO PACIENTE veja TESTE DE TOLERÂNCIA À GLICOSE pág.245
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO:
INSULINA BASAL
 Normal            < 20 UI/mL
 Suspeita de RI 20 a 30 UI/mL
 RI                > 30 UI/mL

INSULINA PÓS-GLICOSE
 Normal          < 150 UI/mL
 RI moderada 150 a 300 UI/mL
 RI severa       > 300 UI/mL

                                                           Ref. Bibl.: Endocrinol Metab Clin N Amer 1988; 17 (4): 685-703
                                                                                J Clin Endocrinol Metab 1991, 73: 590-595




20. E STÍMULO DO P EPTÍDEO C  S USTACAL
- Colher sangue para Peptídeo C e Glicose.
- Diluir 6 medidas de Sustacal em 1 copo de leite + 1 /2 copo de água = 360 mL.
- Tomar 6 mL de Sustacal por Kg (acima de 60 Kg não exceder a 360 mL). Tomar o Sustacal em menos de
  10 minutos.
- Após 90 minutos, colher outro sangue para Peptídeo C e Glicose.
OBSERVAÇÕES:
 Resposta normal 150 a 300% do basal.
 Pacientes com IDDM (Diabetes Mellitus Insulino Dependentes) com menos de 5 anos de duração, tem
  Peptídeo C basal  0,33 ng/mL e se elevam para  0,77 ng/mL após Sustacal.
 Pacientes com mais de 5 anos de duração IDDM tem basal  0,013 ng/mL subindo somente para  0,019
  ng/mL, após a sobrecarga de Sustacal.
 Em adolescentes com IDDM, a queda progressiva de Peptídeo C é muito mais rápida do que em adultos.
 19% de pacientes com Peptídeo C abaixo de 0,15 ng/mL, tem grande aumento do Peptídeo C após o
  Sustacal. Embora esse teste possa ser útil para distinguir Diabetes Tipo 2 de Tipo 1, em alguns casos, pode
  haver superposição de valores, aqui vai valer a avaliação clínica. Lembrar que em 81% dos casos o teste é
  conclusivo.
INTERPRETAÇÃO: Pacientes c/ Peptídeo C > 2,20 respondem aos agentes orais.


21. TOLERÂNCIA À G LICOSE E NDOVENOSA
MATERIAL: 1,0 mL de Soro.
JEJUM: JO 10h ou C.O.M.
PREPARO DO PACIENTE: Como recomendado para curva de tolerância, fazer 3 dias de dieta contendo pelo
menos 150g de açúcar e atividade física habitual.
- Excesso de exercício físico deve ser evitado pelo menos 1 dia antes do teste.
- O teste deve ser adiado se o paciente apresentar qualquer doença.
HORÁRIO DO TESTE: 07:30 às 10:00 horas (preferencialmente)
DOSE DE GLICOSE: 0,5 g/kg no máximo de 35 g
CONCENTRAÇÃO INFUNDIDA: 25%

                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                           249
TEMPO DE INFUSÃO: 3 min  15 segundos
TEMPO ZERO: final da infusão
TEMPOS DE COLETA: basal, 5’, 1’após fazer infusão, +1’, + 3’, + 5’ e +10’.
CUIDADO: Após a infusão do soro glicosado, lavar o escalpe com soro fisiológico.

                                                                      Diabetes Care 1992: 15(10);1313-1316.

CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO: Acompanhar a queda do percentil.
PERCENTIL DA SECREÇÃO NORMAL DE INSULINA U/mL

Percentil        1+3 Min            1+3
                               2 vezes o Basal
1                  46                24
3                  56                36
5                  64                43
10                 81                55
25                 112               91
50                 162               137
75                 219               193
99                 551               462




22. E STÍMULO PARA HGH  GH
MATERIAL: 1,0 mL Soro.
 JO 8h.
EXERCÍCIO
   PREPARO DO PACIENTE: O paciente deve permanecer em repouso por pelo menos 15 minutos, quando
   então é colhida uma amostra basal. Seguem-se 20 minutos de exercício contínuo (subir e descer
   escadas ou andar depressa) e nova coleta de sangue 0 (após término do exercício), 30, e 60 minutos
   após término do exercício.

INSULINA
    MATERIAL: 1,0 mL de Soro
    PREPARO DO PACIENTE: Colhe-se amostra basal e administra-se EV 0,05 U de insulina simples/kg de
    peso. Amostras são colhidas 30, 60 minutos após a hipoglicemia.
    CUIDADOS:
     Contra indicado para pacientes com problemas cardíacos: pode levar a descompensação cardíaca.
     Pacientes convulsivos: o teste é contra indicado.
     Pacientes pós-cirúrgicos de hipofisectomia, usamos doses menores de insulina (0,02 U/Kg), há risco
    de hipoglicemia grave.
     Pacientes diabéticos em uso de insulina: nos hiperglicêmicos é difícil conseguir hipoglicemia.
     Crianças agitadas, que não permitem manter o soro na veia, temos que interromper o teste.
     Com hipoglicemia durante o teste, ter sempre glicose hipertônica para aplicação EV, se necessário
    (manter soro fisiológico venoso).
     Reforço: dependendo do nível da hipoglicemia, poderá ser feito um reforço na dose de Insulina,
    dentro dos parâmetros iniciais.

L-DOPA
    PREPARO DO PACIENTE: Colher amostra basal e administrar por VO L-Dopa na dose de: até 15 kg de peso
    = 125 mg, entre 15 e 30 kg = 250 mg e acima de 30 kg = 500 mg. Nova coleta de sangue 60, 90 e 120
    minutos.
250                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
    CUIDADOS: O cliente apresenta com freqüência náuseas e vômitos, nesses casos repetimos o teste
    após metoclopramida (Plasil).

CLONIDINA
   PREPARO DO PACIENTE: Colher amostra basal e administrar VO 0,15 mg/m2 de Clonidina (atensina),
   colhendo então amostras 60, 90 e 120 minutos após.
   CUIDADOS:
    Todos os pacientes apresentam hipotensão e sonolência. O repouso após o teste é fundamental.
   Apenas liberar para atividade física quando tiver passado o efeito do medicamento, 1 a 2 horas após o
   teste.
    Contra indicado para pacientes com problemas cardíacos: pode levar à descompensação cardíaca e
   hipotensão severa.
    Pacientes convulsivos: o teste é contra indicado.
   Dosagem da Clonidina pelo gráfico da superfície corpórea = peso + altura

MESTINON  BROMETO DE PIRIDOSTIGMINA
   PREPARO DO PACIENTE: Colher sangue no tempo basal ("0") - Administrar VO mestinon 70 mg por m2 de
   superfície corporal (nomograma). Colher sangue para GH nos tempos 60, 90 e 120 minutos após o
   estímulo.
   CUIDADOS: O uso prévio de atropina impede o aparecimento de cólicas intestinais.




                                                                                          CONTINUA...
                                                                   CONTINUAÇÃO...ESTÍMULO PARA HGH

 INTERPRETAÇÃO DOS TESTES 1, 2, 3, 4 e 5
> do que 3 ng/mL: Pré-Puberal (Tanner 1)
> do que 5 ng/mL: Tanner 2
> do que 7 ng/mL: Tanner 3 e Tanner 4
                                                                   Marin G, Cassorla F, et al. JCEM 1994;79:537-41

 SENSIBILIZAÇÃO COM ETINIL ESTRADIOL
Nos pré-puberais ou no início da puberdade em “ambos os sexos”, pode ser utilizado via oral - ETINIL
ESTRADIOL, 2 dias antes do teste, 40 mcg/m2 por dia. Com essa medicação, desaparecem os falso-
negativos. O laboratório fornece o Etinil Estradiol, favor enviar peso e altura da criança.

 CRIANÇAS MENORES DE 2 ANOS, não realizamos testes de estímulo, aconselhamos fazer como
screening o IGF1 e o IGFBP-3. Sendo necessário teste de estímulo, sugerimos L-Dopa e exercício, porque
apresentam efeitos colaterais mais brandos que os demais.


23. E STÍMULO PARA HGH COM D EXAMETASONA
A Dexametasona, apesar dos efeitos deletérios no crescimento, apresenta um potente estímulo à secreção do
GH, quando administrado agudamente.
ADMINISTRAÇÃO DA DEXAMETASONA:
a. 1 mg/M2 EV
   Colher o sangue basal, 120, 150 e 180 minutos
   (basal, 2, 2:30 e 3 horas)
b. 2 mg VO
   Colher o sangue basal, 180, 210 e 240 minutos
   (basal, 3, 3:30 e 4 horas)
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO:  Resposta normal: 36  5 mUI/L
                               Resposta do Déficit de GH: 3  1 mUI/L
                                                                                           JCEM 1992 75(2):536-9

                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                      251
   Trabalho apresentado no Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia 1994 -Curitiba- (P029) Pinto, ACAR e cols. EPM - SP


24. S UPRESSÃO PARA HGH COM G LICOSE  D EXTROSOL
MATERIAL: 0,5 mL de Soro.
PREPARO DO PACIENTE: JO 8h ou C.O.M. O procedimento é idêntico ao de um teste de tolerância glicose
clássica, ou seja, após a coleta de uma amostra basal, o paciente recebe por via oral 75 g de glicose e são
colhidas amostras de Soro 60 e 120 minutos após.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO:
 Normais                 Queda para níveis < 2,00 ng/mL
 Sugere Acromegalia  > 5,00 ng/mL


25. E STÍMULO PARA HGH COM TRH EM C ÉLULAS T UMORAIS
MATERIAL: 0,5 mL de Soro.
PREPARO DO PACIENTE: JO 8h ou C.O.M. Colher amostra basal 30 e 60 minutos após a administração EV de
200 g de TRH.
- Efeitos colaterais podem ocorrer: tontura, náusea, calor perineal, gosto amargo. Todos rápidos e
imediatamente após a injeção.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO: Pacientes com células tumorais devem responder e, nesses casos, o valor de
GH, em geral elevado, deve pelo menos duplicar ou, tendo como base um ritmo de secreção, deve ser
significativamente maior que o valor basal.
OBS.: 30% dos normais podem responder.




26. S UPRESSÃO DO HGH E P ROLACTINA APÓS B ROMOCRIPTINA
MATERIAL: 1,0 mL de Soro
PREPARO DO PACIENTE: JO 8h - Colher sangue "0" (basal). Após 1 comprimido de Bromocriptina (2,5 mg por
via oral), colher sangue aos 30, 60, 120 e 180 minutos para dosar GH e Prolactina.
 Pode haver enjôo, vômitos e hipotensão após o Parlodel.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO: Queda maior que 50% dos valores basais.


27. E STÍMULO PARA P ROLACTINA COM TRH
MATERIAL: 0,5 mL de Soro
PREPARO DO PACIENTE: JD 4h. Colher amostra basal, 30 e 60 minutos após a administração EV de 200 g de
TRH.
 Efeitos colaterais podem ocorrer: tontura, náusea, calor perineal, gosto amargo. Todos rápidos e
imediatamente após a injeção.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO: Aumento > 100%.
- Se mulher, responder questionário: atualmente sua menstruação vêm todo mês? Caso não venham, como é
sua menstruação? Até que época sua menstruação era regular? A menstruação vêm com medicação ou
espontaneamente? Hoje usa anticoncepcional ou algum hormônio? Qual? Já usou? Qual? Há quanto tempo
parou de usar? Está grávida? Há quantos meses? Informar data da última menstruação e data da coleta deste
exame.


28. S UPRESSÃO PARA P ROLACTINA APÓS L-D OPA
MATERIAL: 0,5 mL de Soro.
PREPARO DO PACIENTE: JD 4h e repouso. Colher sangue para dosar Prolactina no tempo "0" (basal). Após L-
DOPA, via oral, 10 mg/Kg de peso, dose máxima de 500 mg, colher sangue aos 60 e 90 minutos para dosar
Prolactina.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO: Queda de 50% dos níveis basais.
- Se mulher, responder questionário: atualmente sua menstruação vêm todo mês? Caso não venham, como é

252                                   Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
sua menstruação? Até que época sua menstruação era regular? A menstruação vêm com medicação ou
espontaneamente? Hoje usa anticoncepcional ou algum hormônio? Qual? Já usou? Qual? Há quanto tempo
parou de usar? Está grávida? Há quantos meses? Informar data da última menstruação e data da coleta deste
exame.



29. G ERAÇÃO DE IGF-1
PROCEDIMENTO:  IGF 1 e IGFBP 3 basal  às 09:00 horas dia “0”
                  Injeções GH (0,1 unidade/kg/ de GH)
                    1o – mesmo dia “0” às 18:00 horas
                    2o – dia “1” às 18:00 horas
                    3o – dia “2” às 18:00 horas
                    4o – dia “3” às 18:00 horas
                  IGF 1 e IGFBP 3 após GH  dia “4” às 09:00 horas
 GH Basal ou estimulado elevado com pequena resposta de IGF 1 e/ou IGFBP 3 em relação ao normal,
pode ser encarado como insensibilidade parcial do receptor de GH e deve ser estudado o receptor de GH e
deve ser estudado o receptor de GH que pode revelar mutações.
INTERPRETAÇÃO: Incremento de 20% em relação ao basal ou IGF-1  > 15 ng/mL e IGFBP-3  > 0,4
mcg/mL.
OBS.: tomar cuidado com o limite inferior de detecção do ensaio que é de 0,1 ng/mL, ou seja, variações de 0,1
ng/mL não têm valor.




30. E STÍMULO PARA LH E FSH COM LH-RH
MATERIAL: 1,0 mL de Soro.
PREPARO DO PACIENTE: Colher amostras basal (0'), 30 e 60 minutos após a administração EV de 100 g de
LH-RH.
Aplicação da ampola: (+) 20 kg = 1 ampola (-) 20 kg = 1/2 ampola.
 Não apresenta efeitos colaterais.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO:
Crianças pré-púberes:  LH pode não aumentar
                         FSH duplica
Homens:  LH aumenta 4 a 10 vezes
          FSH 0,5 a 2 vezes
Mulheres: Fase Folicular: LH aumenta 3 a 4 vezes
                           FSH 0,5 a 2 vezes
            Fase Lútea:  LH aumenta de 4 a 10 vezes
                           FSH 0,5 a 2 vezes.
- Se mulher, responder questionário: atualmente sua menstruação vêm todo mês? Caso não venham, como é
sua menstruação? Até que época sua menstruação era regular? A menstruação vêm com medicação ou
espontaneamente? Hoje usa anticoncepcional ou algum hormônio? Qual? Já usou? Qual? Há quanto tempo
parou de usar? Está grávida? Há quantos meses? Informar data da última menstruação e data da coleta deste
exame.


31. E STÍMULO PARA T ESTOSTERONA COM HCG
MATERIAL: 0,5 mL de Soro.
PREPARO DO PACIENTE: Colher sangue para Testosterona basal (7 às 9 horas). Aplicar por via intramuscular o
HCG (Profasi – Pregnyl) 100 unidades/Kg de peso, num máximo de 4000 unidades. Colher Soro no 4 o dia,
após o estímulo, para dosar Testosterona.
Aplicação do Profasi é feiat na farmácia.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO: Aumento de pelo menos duas vezes do valor basal.
                                                            JORN MÜLLER - HORMONE RESEARCH - 30:187-192,1988

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                253
32. E STÍMULO P / C ALCITONINA C / I NFUSÃO DE C ÁLCIO
MATERIAL: 1,0 mL de Soro.
PREPARO DO PACIENTE: JD 4h. Colher sangue no tempo "0" (basal) para dosar Calcitonina. Após injeção
rápida (1 minuto) de gluconato de cálcio a 10%, 2 mg/Kg de peso, colher sangue aos 2 e 4 minutos para
dosar a Calcitonina.
Cálculo da ampola: peso x 2  9 = mL da ampola
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO veja CALCITONINA pág. 81



33. E STÍMULO PARA C ALCITONINA C / I NFUSÃO DE P ENTAGASTRINA
0,5 G/KG EM 2,0 ML DE 0,9% DE NACL INFUNDIDA EM 10 SEGUNDOS
- Cada ampola possui 40 g de Pentagastrina diluída em 2,0 mL de solução fisiológica. Colher Sangue no
tempo “0” (basal) para dosar Calcitonina. Após injeção rápida (10 segundos), colher Sangue aos 2 e 4 minutos
para dosar Calcitonina.
1 ampola diluída em 2,0 mL de soro fisiológico.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO veja CALCITONINA pág. 81




34. E STÍMULO DA C ALCITONINA COM I NFUSÃO
    DE C ÁLCIO E P ENTAGASTRINA ( SIMULTÂNEO )
MATERIAL: 0,8 mL de Soro
PREPARO DO PACIENTE: JD 4h. Colher sangue no tempo “0” (basal) para dosagem de Calcitonina. Aplicar EV 2
mg/kg de gluconato de cálcio a 10% infundido em 1 minuto, seguido de 0,5 g/kg (em 2,0 mL de 0,9% de
NaCL) de pentagastrina, infundida em 10 segundos. Colher sangue aos 2 e 4 minutos para dosar Calcitonina.
- a ampola de Pentagastrina contém 40 g em 2,0 mL de 0,9% de NaCL.
- a infusão de Cálcio pode provocar sensação de calor e de plenitude gástrica e a Pentagastrina pode
provocar desconforto subesternal, sensação de plenitude gástrica ou náusea que regride espontaneamente
em 1 ou 2 minutos.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO veja CALCITONINA pág. 81

35. M EGATESTE  A VALIAÇÃO H IPOFISÁRIA T OTAL
MATERIAL: 1,4 mL de Soro e 0,7 mL de Plasma.
PREPARO DO PACIENTE: JD 4h. Colher sangue no tempo "0" (basal) para TSH, FSH, LH, HGH, Cortisol e
ACTH. Administrar ao paciente, via endovenosa, mantendo a veia, 200 mcg de TRH e 100 mcg de LH-RH,
mais 0,05 UI/Kg de peso de insulina simples. Colher sangue aos 30 minutos após estímulo para TSH, FSH e
LH aos 60 minutos para FSH, LH, Cortisol, ACTH, TSH e HGH e 90 minutos para Cortisol, ACTH e HGH.
Aplicar insulina, após 20 minutos da hipoglicemia aplicar LH-RH + TRH.
CRITÉRIO DE INTERPRETAÇÃO: A resposta de cada teste deve ser considerada isoladamente.

36. N EFROLITÍASE
EXAMES DE SANGUE           Ácido Úrico                                Fósforo
                           Cálcio Iônico, se elevado, dosar PTH       Potássio
                           Creatinina
EXAMES DE URINA
1. Urina isolada (Jejum Obrigatório).
Colher amostra isolada de urina (2a da manhã ou após 4 horas de retenção) para os exames:
 pH pelo pHmêtro - após 12h de jejum absoluto de água e alimentos (veja observação A)
254                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
 Urina tipo I com pesquisa de dismorfismo eritrocitário
 Urocultura com antibiograma
2. Urina de 24 horas
Colher material para duas ou três rotinas, de preferência três rotinas. Para cada rotina deve-se coletar urina
de 24 horas. O estudo com a dieta pobre em cálcio não é mais realizado.
ROTINAS
Na primeira Urina 24h, colocar inicialmente no frasco, rigorosamente antes de começar a coleta, 20 mL por
litro de urina de HCL 50%, fornecido pelo laboratório. Colher todas as urinas sem perder nenhuma micção.
Não pode refrigerar. Manter em temperatura ambiente. Outros laboratórios, enviar alíquota 50 mL e Informar o
volume de 24h.
Nesse material serão feitos os exames de:  Cálcio                         Magnésio
                                            Citrato                       Oxalato
                                            Deoxipiridinolina/Piridinolina
Na segunda urina 24h, deverá ser colocado no frasco Bicarbonato de Sódio 5 g/L de urina, fornecido pelo
laboratório. Colher todas as urinas sem perder nenhuma micção. Não refrigerar. Manter temperatura
ambiente. Outros laboratórios, enviar alíquota de 50 mL e informar volume de 24h. Nesse material será feito o
exame de  Ácido Úrico

A terceira urina 24h deverá ser colhida sem conservante e refrigerada. Para outros laboratórios enviar
alíquota de 50 mL e informar volume de 24h. Nesse material serão feitos os exames de:
 Cistina qualitativa     Sódio         Creatinina

OBSERVAÇÃO A
Se o pH > 5,5, fazer gasometria arterial. Se o pH desta gasometria arterial for  7,30, solicitar prova de
Acidificação da urina. Nos casos de hipercalciúria, realizar teste de PAK.

37. T ESTE DE P AK  T ESTE DE S OBRECARGA O RAL COM C ÁLCIO
 Ingerir 300 mL d’água entre 21:00 e 24:00 horas.
 Permanecer em jejum durante 08:00 horas.
 Ingerir, no dia do teste, 300 mL d’água às 07:00 horas da manhã.
 Colher amostra da primeira urina da manhã para exame de Urina rotina (jato médio) às 08:00 horas e
desprezar o restante.
 Colher toda a urina das próximas 2:00 horas (mais ou menos até às 10:00 horas) e dosar:
                                        Cálcio
                                        Creatinina

 Tomar 2 comprimidos de Cálcio Sandoz F em 1/2 copo d’água. Nesse momento, poderá fazer desjejum,
ingerindo: 1 copo de chá + 4 torradas ou 4 bolachas de água e sal + 1 copo d’água.
 Após 1/2 hora (30 minutos), da realização desta dieta, desprezar toda a urina. Após 3:30 horas da
sobrecarga de cálcio colher toda a urina e dosar:
                                        Cálcio
                                        Creatinina

CRITÉRIOS DE INTERPRETAÇÃO:
- Hipercalciúria: Cálcio urinário: > 4 mg/Kg de peso ou
                    Homens: > 300 mg/24h
                    Mulheres: > 250 mg/24h
- Hipercalciúria Marginal: Cálcio urinário: > 150 e < 250 mg/24h
- Hipercalciúria Renal: Relação cálcio urin./creat. urin. jejum  0,11.
OBS.: Após sobrecarga diminui AMP Cíclico.
- Hiperabsorção Intestinal de Cálcio:Cálcio urin./creat. urin. jejum < 0,11 e após sobrecarga  0,20.
 Relação cálcio urin./creat. urin. pós-sobrecarga dividido pela relação cálcio urin./creat. urin. jejum  3,5
- Hipercalciúria indeterminada:
Cálcio urin./creat. urin. jejum < 0,11 e cálcio urin./creat. urin. pós-sobrecarga < 0,20, apesar do cálcio urin. > 4
mg/24h.



                                  Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                    255
38. T ESTE DO JEJUM PARA B ILIRRUBINA  S ÍNDROME DE G ILBERT
Coleta: colher sangue para Bilirrubina (Total e frações) após 12 horas de jejum. Colher nova amostra de
sangue para Bilirrubina (Total e frações) após permanecer em jejum por 24 horas após a ingestão de 100
gramas de sacarose com água.
Interpretação: O teste será considerado positivo, quando:
A Bilirrubina Total basal deve estar acima de 1,2 mg/dL e A Bilirrubina Indireta deve aumentar em 1,0 mg/dL
ou a Bilirrubina Total deve aumentar em 1,5 mg/dL.

                                                             Bibliografia: Laboratory Test Handbook 4a Ed. 1996.




256                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
U RINA 1 OU 2 HORAS
- Desprezar toda a 1a Urina da manhã ao se levantar e marcar o horário;
- Em seguida, tomar 02 copos de água, no mínimo;
- Nas próximas 01 ou 02 horas (C.O.M.), colher todo o volume urinário;
- Encerrar a coleta e trazer o material ao laboratório.
- Conservar a amostra na geladeira ou em local fresco.



U RINA 12 HORAS
- Desprezar a urina e marcar o horário.
- Colher a partir daí, todas as urinas até completar 12 horas.
- Colher toda a urina e não apenas parte, não perder nenhuma urina, volume total das 12
  horas.
- Pacientes com problema renal que urinam pouco, tomar bastante líquido durante a coleta.
- Manter dieta hídrica habitual.
- A coleta da urina tem que obedecer o horário rigorosamente.



U RINA DE 24 HORAS
Ao acordar pela manhã esvaziar totalmente a bexiga desprezando esta urina.
A partir daí, colher rigorosamente todas as micções (inclusive à noite) e não apenas uma
parte. Caso aconteça de esquecer de colher alguma micção, interromper a coleta e inicia-la
novamente no dia seguinte.


                          Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                   257
Colher toda micção e também, integralmente, a primeira micção do dia seguinte, no mesmo
horário em que jogou fora a do dia anterior.
IMPORTANTE
1. É fundamental que seja entregue ao laboratório toda a amostra da urina de 24 horas.
    Qualquer erro nesta coleta, implicará em erro nos resultados.
2. Evitar fazer a coleta em dias nos quais haja mudança nos seus hábitos (dieta,
    exercícios físicos, stress, etc).
3. Muitos exames exigem conservantes, dietas ou recomendações específicas.
4. Colher as amostras em recipiente limpo e seco, preferencialmente em garrafas de água
    mineral, a fim de evitar contaminações.



U RINA I NÍCIO OU F INAL DE J ORNADA
Coletar urina após período de exposição ou antes do período de exposição – C.O.M. (ou
seja, após a jornada de trabalho ou início).




258                       Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
ÁCIDO CLORÍDRICO 6N – HCL 50%
EXAME                                      CONSERVANTE                       OBS.          REFRIGERAR
ÁCIDO CÍTRICO                                  20 mL/L                                        SIM
ÁCIDO 5 HIDROXI INDOLACÉTICO      ADULTOS: 20 mL/L - CRIANÇA: 10 mL/L      COM DIETA          SIM
ÁCIDO HOMOVANÍLICO                ADULTOS: 20 mL/L - CRIANÇA: 10 mL/L      COM DIETA          SIM
ÁCIDO OXÁLICO                                  20 mL/L                     COM DIETA          NÃO
AMP CÍCLICO                                    20 mL/L                                        SIM
CÁLCIO                                         20 mL/L                  COM DIETA C.O.M.      NÃO
CATECOLAMINAS                     ADULTO: 20 mL/L - CRIANÇA: 10 mL/L      COM DIETA           SIM
CREATININA                                                                                    SIM
                                                20 mL/L
CREATININA, CLEARENCE
DEOXIPIRIDINOLINA                              20 mL/L                   FRASCO ÂMBAR         SIM
FÓSFORO                                  20 mL/L (Facultativo)
HIDROXIPROLINA                                 20 mL/L                     COM DIETA          SIM
MAGNÉSIO                                       20 mL/L                  FRASCO PLÁSTICO       SIM
METANEFRINAS                      ADULTO: 20 mL/L - CRIANÇA: 10 mL/L         DIETA            SIM
PIRIDINOLINA                                   20 mL/L                   FRASCO ÂMBAR         SIM
POTÁSSIO                                 20 mL/L (Facultativo)
PROTEÍNAS TOTAIS                         20 mL/L (Facultativo)
SÓDIO                                    20 mL/L (Facultativo)
VMA                               ADULTO: 20 mL/L - CRIANÇA: 10 mL/L       COM DIETA          SIM




                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            259
BICARBONATO DE SÓDIO

EXAME                            CONSERVANTE                      OBS.           REFRIGERAR
ÁCIDO ÚRICO                            5 g/L                                        NÃO
COPROPORFIRINAS, DOSAGEM               5 g/L                  FRASCO ÂMBAR          SIM
PORFIRINAS, PESQUISA                   5 g/L                  FRASCO ÂMBAR          SIM
PROTOPORFIRINAS, PESQUISA              5 g/L                  FRASCO ÂMBAR          SIM
UROPORFIRINAS, PESQUISA                5 g/L                  FRASCO ÂMBAR          SIM




ÁCIDO ACÉTICO – 8M

EXAME                         CONSERVANTE                  OBS.      REFRIGERAR
ALA-U                             10 mL/L            FRASCO ÂMBAR          SIM
ALDOSTERONA                       20 mL/L             DIETA C.O.M.         SIM
CISTINA                           20 mL/L                                  SIM
CREATININA                                                                 SIM
CREATININA, CLEARENCE             20 mL/L




FLUORETO

EXAME                         CONSERVANTE                  OBS.      REFRIGERAR
ACETONA                        100 mg p/100 mL                             SIM
ETANOL                         100 mg p/100 mL                             SIM
METANOL                        100 mg p/100 mL                             SIM




TOLUENO

EXAME                                    CONSERVANTE              REFRIGERAR
AMINOÁCIDOS, CROMATOGRAFIA                       20 mL/L                 SIM




260                          Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
INSTRUÇÕES

1. URINA 24 horas sem conservante, Refrigerar.
2. Os volumes deverão ser colhidos rigorosamente, sem nenhuma perda de material.
3. Os conservantes deverão ser adicionados ao frasco no início da colheita. O uso do conservante, quando
   necessário, é obrigatório.
4. Evitar colheitas nos finais de semana, para que não haja alterações provocadas pelas mudanças de
   hábitos dos finais de semana.
5. O material não deve ser colhido durante episódios de cólica renal (aguardar 10 dias) ou em uso de
   medicamentos que causem interferências nos exames. Relacionar o uso de medicamentos em caso da
   impossibilidade de suspensão.
6. Os frascos devem ter etiquetas que informem sobre o conteúdo e permitam a identificação clara do
   paciente. Por exemplo: “Este frasco contém Ácido Clorídrico 6N - Não desprezar, nem lavar - Produto
   tóxico - Manter fora do alcance de crianças”.
7. Quando indicado, especialmente para pacientes do sexo feminino, deve-se orientar para a realização de
   cuidadosa higiene íntima antes de cada coleta. Sempre que possível, deve-se evitar a coleta de urina
   durante o período menstrual e nos dias imediatamente anterior e posterior, com o objetivo de se reduzir
   eventuais contaminações por fluidos genitais. O uso de absorvente interno pode ser uma alternativa em
   situações urgentes.
8. Sugerimos que as urinas devam ser colhidas em frasco plástico liso, tipo água mineral. Não usar
   recipientes de refrigerantes, medicamentos, etc., pois poderá ocasionar contaminação na urina.




                R ESPONSÁVEL : D R . E DUARDO A LVES B AMBIRRA
     Prof. Titular de Anatomia Patológica (Faculdade Medicina - UFMG)

          Biópsias positivas sob demanda específica são fotodocumentadas.

        É sempre necessário o envio de informes clínicos do caso a ser estudado.

        BIÓPSIA SIMPLES
        BIÓPSIA C/PESQUISA P/HELICOBACTER PYLORI
        BIÓPSIA C/COLORAÇÃO ESPECIAL
        BIÓPSIA C/MICROSCOPIA DE POLARIZAÇÃO
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              261
         BIÓPSIA RENAL COM IMUNOFLUORESCÊNCIA
         BIÓPSIA INTESTINAL COM IMUNOFLUORESCÊNCIA
         BIÓPSIA EM PACIENTES HIV E AIDS
         BIÓPSIA DE PELE COM IMUNOFLUORESCÊNCIA DIRETA E INDIRETA
         PUNÇÃO BIÓPSIA
         CORTE SERIADO DE COLO UTERINO
         REVISÃO DE LÂMINAS
         NECRÓPSIA
         PEÇA CIRÚRGICA RADICAL SIMPLES
         IMUNOHISTOQUÍMICA PARA
          ACTH                                               EPITHELIAL MEMBRANE ANTIGEN
          ACTINA DE MÚSCULO LISO                             FATOR DE ANGIOGÊNESE TUMORAL
          ANTI HUMAN C1q                                     FSH
          ANTI HUMAN C3                                      GONADOTROFINA FRAÇÃO SUB-ALFA (SUBalfa)
          ANTI HUMAN IgA                                     HELICOBACTER PYLORI
          ANTI HUMAN IgG                                     HGH
          ANTI HUMAN IgM                                     HMB 45
          ANTI HUMAN KAPPA L C                               HUMAN MILK FAT GLOBULIN
          ANTI HUMAN LAMBDA L C                              KI-67 (MIB 1)
          CA 125                                             LH
          CALCITONINA                                        MACROPHAGES
          CD 15                                              NEUROFILAMENTO
          CD 20                                              NSE
          CD 30                                              P 53 PROTEIN
          CD 34                                              PAN B CELLS
          CD 43                                              PAN T CELLS
          CD 45                                              PROLACTINA
          CD 45 RO                                           PROTEÍNA S 100
          CD 74                                              RECEPTOR ESTROGÊNICO
          CD 79                                              RECEPTOR PROGESTERÔNICO
          CDW 75                                             SINAPTOFISINA
          CEA                                                SOMATOSTATINA
          C-ERB-2 NEU PROTEIN                                TIREOGLOBULINA
          CROMOGRANINA                                       TSH
          CYTOKERATIN                                        VIMENTINA
          DESMINA
          ENOLASE NEURÔNIO ESPECÍFICA


                                    IMUNOHISTOQUÍMICA

         Favor especificar o anticorpo.
         Outros anticorpos, recentemente desenvolvidos, entrar em contato com o Laboratório.
         MATERIAL A SER ENVIADO: tecido fixado em álcool ou em formal ou material histológico
          processado e incluído em bloco de parafina.
         REAGENTES UTILIZADOS: os reagentes utilizados são de primeira linha, empregando anticorpos
          primários monoclonais, altamente específicos para os produtos pesquisados (marcas tipo Dako,
          Novocastra, Biogenex, etc); em todo material examinado são executados procedimentos de
          exacerbação antigênica para melhor demonstração do(s) antígeno pesquisado.
         RESULTADO – TEMPO DE DEMORA: em geral as reações são complexas levam cerca de sete
          (07) dias para terem seu laudo final emitido; exames de maior urgência podem ser agendados

262                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
         diretamento no laboratório.
        RESULTADOS – TIPO DE LAUDO: o laudo emitido explicita os anticorpos usados e paresenta o
         resultado documentado em microfotografias coloridas, chamando atenção para a positividade ou
         não da reação, sua intensidade e sua localização no tecido e nas células neoplásicas, de forma
         que o médico solicitante terá clara noção do que representa a reação descrita, em relaç!ao ao
         conjunto de células neoplásicas amostradas.

A Imunohistoquímica representa um conjunto de procedimentos que utilizam anticorpos (policlonais ou
monoclonais) como reagentes de grande especificidade para a deteção de antígenos que marcam estruturas
teciduais e celulares.


DE FORMA GERAL O EMPREGO DE TÉCNICAS IMUNOHISTOQUÍMICAS VISAM:
- Deteção de receptores de secreção hormonal (ex. estrógeno, progesterona, hormônio da adenohipófise,
    etc) importantes na monitoração da evolução e da terapêutica em pacientes com neoplasias de mama,
    de adenohipófise, etc;
- Deteção de marcadores de células neoplásicas: importante elemento adjuvante no diagnóstico e o
    consequente tratamento adequado das neoplasias indiferenciadas, onde a morfologia isolada não
    consegue caracterizar com segurançã a origem das células que prolifera;
- Deteção de fatores de proliferação celulas, de angiogênese tumoral, oncogens e proteínas associadas:
    expressiva ajuda em casos onde se tem necessidade de se definir a melhor forma de conduto a ser
    adotada (ex.: exôfago de Barrett, câncer de mama, etc).


APLICAÇÃO DA IMUNOHISTOQUÍMICA PARA RECEPTORES HORMONAIS NO CÂNCER DE MAMA
Um grande avanço no arsenal terapêutico do câncer de mama foi a possibilidade de deteção
imunohistoquímica no tecido de receptores hormonais.
A identificação destes receptores (Estrógeno e Progesterona) tem ótima correlação com a adquada resposta
à terapêutica antineoplásica, do tipo hormonal (homonioterapia) e do tipo química (quimioterapia). Estudos
mais recentes apontam esse tipo de exame como o de padrão ouro para avaliação da resposta à terapia
oncótica no câncer de mama.
Geralmente a descrição de uma reação Imunohistoquímica com positividade dos receptores hormonais nas
células neoplásicas, representa uma melhor resposta à terapêutica hormonal e química. Nestes casos há
boa correlação com outros fatores de marcação prognóstica, tais como fatores de angiogênese tumoral e
fatores de proliferação celular.




               INSTRUÇÕES GERAIS PARA ENVIO DE MATERIAL

O Laboratório H. Pardini pode fornecer os seguintes kits para preservação, acondicionamento e envio de matéria
visando exame anátomo-patológico:
- para exames convencionais (constituído por frascos com rótulo),
- para biópsias de estudo de infertilidade masculina e feminina (constituído por frascos com solução fixadora de
   Bouin),
- para exames com indicação de imunofluorescência.
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               263
 Para material visando imunofluorescência indireta será necessário pelo menos 1,0 mL de Soro do paciente.



                                INSTRUÇÕES DE PROCEDIMENTO
Devido a grande importância da análise Anátomo-Patológica devemos ter um cuidado especial na
preservação (fixação), no acondicionamento, envio e na feitura da requisição do exame. Trata-se de um
material biológico nobre, de recoleta difícil e cujo resultado geralmente é motivo de grande ansiedade para
pacientes familiares e médico assistente.
Além da Anatomia Patológica Convencional (biópsias simples, peças cirúrgicas complexas) o Laboratório de
Anatomia Patológica pode realizar:
1. Exames de Congelação
2. Necrópsia de Feto
3. Reação de Imunofluorescência Direta em Tecidos (Rim, Pele, Intestino, etc)
4. Reação de Imunofluorescência Indireta (Pele)
5. Imuno-histoquímica para Marcadores de Secreção (hormônios, produtos de síntese neoplásica)
6. Imuno-histoquímica para Marcadores de Neoplasia (indicadores de prognóstico, definição de histogênese
     e de diagnóstico)
7. Citopatologia de Punção-biópsia de Órgãos variados
Fotodocumentação em Microscopia Óptica Convencional, de Polarização e de Fluorescência

PREPARAÇÃO DO TECIDO
Para a histopatologia convencional o fixador mais comum é a solução aquosa de formalina (formol) a 10%.
Também podem ser fixadores alternativos o álcool etílico e o éter. O volume ideal corresponde a cerca de 20
vezes o volume da peça a ser fixada. Após 24h em amostras menores que 3cm e 48h em amostras maiores
que 3cm o fixador pode ser escorrido para envio do material sem risco de derrama de líquido. Para casos de
imunofluorescência indireta em tecido o material deve ser enviado em salina gelada (5 ºC) quando puder
chegar ao Laboratório em menos de 1h após a coleta ou em álcool etílico a 70 º nos demais casos. Os frascos
devem estar rotulados com a correta identificação do paciente. Para casos de fluorescência direta enviar no
mínimo 2ml do soro do paciente, de preferência gelado (5 ºC).Para casos de revisão de casos ou de imuno-
histoquímica enviar blocos de parafina com material histológico ou fragmentos de tecido previamente fixados
acompanhados de um relatório / solicitação médico e da cópia do laudo anterior.

REQUISIÇÃO DE EXAME
Para enviar exames de Anatomia Patológica anexar sempre informes médicos identificando sexo, idade e
informes mínimos do caso. Em casos de transcrição, caso haja alguma dúvida consulte o médico do paciente
ou o setor de Anatomia Patológica do LHP antes desta transcrição. Desta forma estaremos evitando maiores
transtornos na execução do exame e até mesmo na realização de algum tipo de análise que não tenha sido
solicitada pelo médico.
                    Pedido com informes médicos - documento fundamental
A requisição deve vir protegida por plástico do restante do material. Desta forma evitaremos derrames e
borrões e desaparecimento da escrita e dos informes.
Estes procedimentos facilitarão nosso entendimento agilizando portanto a entrega dos laudos.



TIPOS DE EXAMES E PADRÕES MAIS UTILIZADOS

      Peça cirúrgica radical simples                     Amostragem de algo  3,0 cm dimensão
      Peça cirúrgica radical simples adicional           Amostragem anexa a uma peça cirúrgica
                                                         (exemplo: utero/ovario/tubas/colo)
      Biópsia simples                                    Amostragem de uma área / órgão
      Biópsia com pesquisa de H.pylori                   Gengiva, esôfago, estômago, duodeno, etc.
      Biópsia com coloração especial                     Fígado, medula óssea, pesquisa de           agentes
                                                         infeciosos.
      Biópsia renal com imunofluorescência
264                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
   Biópsia de pele com imunofluorescência
   Imunofluorescência em tecidos que não seja
   rim/pele
   Imunofluorescência utilizando soro                 Imunofluorescência indireta
   Citologia de punção de líquidos                    Punção de órgãos variados: tireóide, cistos de ovário,
                                                      etc.
   Imunohistoquímica                                  Imunohistoquímica em tecido
                                                      Afora mama (estrogênio/progesterona) pesquisado 5
                                                      tipos.
   Revisão de lâmina                                  Caso externo, sendo solicitada laudo adicional /
                                                      opinião a respeito



                  COBRANÇA DE EXAMES COM PESQUISA DE
                AGENTES ESPECÍFICOS / COLORAÇÃO ESPECIAL
PESQUISA DE AGENTES ESPECÍFICOS
Quando houver explicitação médica ou quando for necessária a pesquisa de agentes etiológicos de condições
como lepra/hanseníase, tuberculose/micobacteriose atípica, HPV/Papiloma vírus, HV/Herpes vírus,
Leishmaniose, Pneumocystis carinii, Esporotricose, micoses em geral, outros agentes infecciosos.

COLORAÇÕES ESPECIAIS
- Sempre que houver material do tipo fígado / medula óssea / outros.
- Quando houver explicitação médica ou quando for necessária a pesquisa de glicogênio, substância amiloide,
depósitos de ferro, depósitos de cobre.
- Consultar o setor em casos de dúvidas

              COBRANÇA DE EXAMES COM IMUNO-HISTOQUÍMICA
A Anatomia Patológica moderna apresenta situações onde a coloração rotineira (Hematoxilina-Eosina) deve
ser complementada com métodos de imuno-histoquímica, como a seguir:
Quando for necessário:
- Auxiliar na diferenciação entre estados proliferativos benignos e neoplasias.
Ex. linfomas x estados reacionais de linfonodos
- Definir a histogênese de neoplasias morfologicamente indiferenciadas.
Ex. linfomas x carcinomas x sarcomas
- Imunofenotipagem de neoplasias já classificadas pela morfologia rotineira.
Ex. linfomas de células T x linfomas de células B
- Identificar produtos de síntese endócrina das células neoplásicas.
Ex. adenomas de hipófise; carcinoide; melanoma
- Pesquisar fatores indicadores de prognóstico, importantes em cancer de mama, esôfago de Barrett.
Ex; receptores de estrogeno/progesterona; antígeno de proliferação celular (KI67, p53)
- Identificar antígenos de agentes infecciosos.
Ex; Citomegalovirus, H.pylori, vírus de Ebstein Barr

  Em casos onde o pedido médico não explicitar claramente a necessidade dos anticorpos a serem
                 utilizados, deverá haver consulta ao setor / pesquisado 5 tipos.



     COBRANÇA DE EXAMES COM PEÇAS CIRÚRGICAS COMPLEXAS
A Anatomia Patológica num padrão de qualidade de análise, necessita de individualização de partes de
órgãos complexos retirados cirurgicamente para segurança diagnóstica, como a seguir:
ÚTERO
Caracterizam-se como um exame a ser cobrado:
 Corpo e fundo
 Colo
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  265
 Tuba D
 Tuba E
 Ovário D
 Ovário E
PLACENTA
Caracterizam-se como um exame a ser cobrado:
 cordão umbilical
 membranas extra-placentárias
 feto
 placenta (partes fetal e materna)
CURETAGEM FRACIONADA DO ÚTERO
Caracterizam-se como um exame a ser cobrado:
 endométrio
 colo
TUBO DIGESTIVO – PEÇAS RADICAIS
Caracterizam-se como um exame a ser cobrado:
 estrutura do tubo digestivo (estômago; intestino delgado, intestino grosso)
 meso
 linfonodos
MAMA
Caracterizam-se como um exame a ser cobrado:
 mama
 linfonodos
 musculatura esquelética
 tecido fibro-adiposo
TESTÍCULO
Caracterizam-se como um exame a ser cobrado:
 parêquima testicular
 epidídimo
 estruturas epiteliais e vasos do funículo espermático
 tecido fibro-adiposo
RIM
Caracterizam-se como um exame a ser cobrado:
 parênquima renal
 gordura peri-renal
 ureter
 vasos do hilo renal


 Em casos onde o pedido médico não explicitar claramente as peças que compõe o material enviado
     ou tal identificação não tenha sido possível na recepção a peça deverá ser examinada no
                                       setor para decisão final.




                         COBRANÇA DE EXAMES MÚLTIPLOS
                       ACONDICIONADOS NUM MESMO FRASCO

A Anatomia Patológica freqüentemente recebe múltiplas amostras de locais diferentes de um mesmo material,
num mesmo frasco:
PELE
Caracterizam-se como um exame a ser cobrado:

266                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
 cada uma das múltiplas amostras de lesões de pele de áreas diferentes, enviadas num mesmo frasco
AMÍGDALAS PALATINAS / ADENÓIDES
Caracterizam-se como um exame a ser cobrado:
 cada uma das múltiplas anatômicas enviadas num mesmo frasco
HEMORRÓIDAS / FISTULAS ANO-RETAIS
Caracterizam-se como um exame a ser cobrado:
 cada uma das múltiplas anatômicas enviadas num mesmo frasco
PEÇAS DE NEOPLASIAS, COM ESPECIFICAÇÃO DE MARGENS CIRÚRGICAS
Caracterizam-se como um exame a ser cobrado:
 peça principal
 cada uma das margens cirúrgica marcadas pelo cirurgião


 Em casos onde o pedido médico não explicitar claramente as peças que compõe o material enviado
     ou tal identificação não tenha sido possível na recepção a peça deverá ser examinada no
                                       setor para decisão final




            ResponsáveL: Dra. Juçara M. de Castro Sobrinho
           Mestre em Patologia Geral (Faculdade Medicina - UFMG)

         Citologias positivas sob demanda específica são fotodocumentadas.


                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              267
C ROMATINA S EXUAL
SINONÍMIA: Corpúsculo de Barr - Cromatina perinuclear - Cromatina do sexo
CONDIÇÃO: Mucosa oral (parte interna da bochecha)
MATERIAL: - Duas lâminas de vidro virgens, lavadas e secas
                - Espátulas de madeira (para pacientes com até 10 anos)
                - Frasco de citologia contendo álcool a 96o (comercial)
INSTRUÇÕES:
- Limpar as lâminas (a serem usadas) com álcool.
- Para pacientes acima de um ano, é necessário que estejam em jejum e sem escovar os dentes. Abaixo de
   um ano, não há necessidade.
- Se o paciente tiver até 10 anos, será usada espátula de madeira para a coleta. Acima desta idade, usa-se
   lâmina de vidro na sua parte mais estreita.
- A coleta com espátula de madeira ou lâmina de vidro será efetuada da seguinte maneira: Abre-se bem a
   boca do paciente e raspa-se a mucosa oral com o cuidado de coletar material em quantidade razoável, mas
   sem machucar o mesmo.
- Colhido o material, rapidamente, este deve ser distendido sobre outra lâmina de vidro fazendo com que uma
   lâmina deslize sobre a outra suavemente ( uma lâmina direcionada para o lado esquerdo e outra para o
   lado direito ) de modo que o material fique espalhado sobre as duas lâminas. Se a coleta for feita com
   espátula de madeira, deve-se colher o material em duas etapas. Primeiro uma e depois a outra lâmina.
- Ao distender o esfregaço, não se deve fazer movimentos rotativos ou de vai-e-vem. O esfregaço deve ser
   fino, homogêneo, bem distribuído, disposto em um só sentido. Mergulha-se as lâminas em frasco com
   álcool, imediatamente após cada coleta. Esta etapa é de suma importância. O ar resseca a amostra e
   conseqüentemente as células colhidas. Neste exame a integridade dos núcleos deve ser mantida para que
   possa ser visualizada a cromatina sexual. Assim, não pode haver contato das lâminas com o ar por tempo
   superior ao necessário para a confecção do esfregaço.
INTERPRETAÇÃO: A interpretação dos resultados baseia-se na identificação e contagem dos corpúsculos de
Barr presentes no núcleo das células esfoliadas da mucosa oral, ou na ausência destes corpúsculos.
Corpúsculos de Barr correspondem à condensação dos cromossomos X.
Para interpretação geralmente, considera-se que os exames que apresentam 4% ou mais corpúsculos de
Barr, são correspondentes à indivíduos que tenham constituição cromossômica XX ( geneticamente feminino )
Síndrome de Klinefelter  indivíduos do sexo masculino com cariótipo XXY  corpúsculo de Barr presente
em 90% das células.
Síndrome de Turner  indivíduos do sexo feminino com cariótipo XO  corpúsculos de Barr ausente nas
células.
Mulheres com 4, 5 ou mais cromossomos X, irão apresentar números anormais de corpúsculos de
Barr. Exemplo :
(1) Células de indivíduos com 3 cromossomos X  poderão apresentar 2 corpúsculos de Barr por célula.
(2) Células de indivíduos com 4 cromossomos X  poderão apresentar 3 corpúsculos de Barr por célula.
(3) Células de indivíduos com 5 cromossomos X  poderão apresentar 4 corpúsculos de Barr por célula.
Logo : O número máximo de corpúsculo de Barr por célula é sempre um a menos do que o número de
cromossomos X.
PRINCIPAIS APLICAÇÕES CLÍNICAS: O exame visa avaliar se o indivíduo é geneticamente do sexo
masculino ou feminino, através da identificação e quantificação dos corpúsculos de Barr presentes nos
núcleos das células esfoliadas.




C ITOLOGIA DE E SCARRO
SINONÍMIA: Pesquisa de células neoplásicas no escarro
CONDIÇÃO: Escarro fresco, colhido pela manhã ao acordar.
- Para citologia de escarro simples, é colhida apenas uma amostra
- Para seriada, 3 amostras colhidas seqüencialmente, durante 3dias
INSTRUÇÃO: O paciente deve colher o material pela manhã, em jejum, antes de escovar os dentes. Deve
tomar uma respiração intensa e fazer uma expectoração profunda, depositando o escarro em um vidro limpo,
268                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
de boca larga.
INTERPRETAÇÃO: A interpretação dos esfregaços baseia-se em aspectos morfológicos previamente
conhecidos. Alguns aspectos morfológicos de graduação das lesões dependem (até certo ponto) de
interpretação subjetiva.
PRINCIPAIS APLICAÇÕES CLÍNICAS: O exame visa detectar lesões de natureza pré-maligna e maligna
do pulmão. É possível também diagnosticar: Agentes infecciosos, tais como bactérias, fungos, parasitas e
vírus; Processos proliferativos benignos; Anormalidades epiteliais benignas dos epitélios escamoso e simples;
Alterações epiteliais ocasionadas por agressão ao epitélio, radioterapia.

C ITOLOGIA PARA HPV
SINONÍMIA: Pesquisa de HPV
CONDIÇÃO: Homem - raspado peniano. Mulher - raspado vulvar, raspado vaginal, raspado cervical.
INSTRUÇÃO: Homem - não realizar higiene íntima 24 horas antes da coleta e abster-se de relação sexual 24
horas antes coleta. Mulher - não realizar higiene 8 horas antes da coleta e não estar menstruada.
INTERPRETAÇÃO: A interpretação dos esfregaços baseia-se em aspectos morfológicos previamente
conhecidos. Alguns aspectos morfológicos de graduação das lesões dependem ( até certo ponto ) de
interpretação subjetiva.
PRINCIPAIS APLICAÇÕES CLÍNICAS: O exame visa detectar efeitos citopáticos diretos ou indiretos do HPV
sobre o epitélio escamoso do pênis, colo e vagina. O exame visa detectar lesões de natureza pré-maligna e
maligna do colo uterino. É possível também diagnosticar: Agentes infecciosos, tais como bactérias, fungos,
parasitas e vírus; Processos proliferativos benignos; Anormalidades epiteliais benignas dos epitélios
escamoso e glandular.

C ITOLOGIA H ORMONAL S IMPLES
SINONÍMIA: Citologia Funcional - Citohormonal
CONDIÇÃO: Raspado do colo uterino, Raspado vaginal: parede lateral da vagina, no seu terço superior,
fundo de saco vaginal e vestíbulo.
Obs.: - A amostra pode ser coletada em qualquer fase do ciclo menstrual ou na ausência deste em qualquer
        época ou idade da paciente.
      - A coleta é sempre realizada pelo médico e deve ser acompanhada de informes clínicos, bem como
        dados completos da paciente.
INTERFERENTES - EVITAR: duchas e lavagens vaginais, cremes e talcos vaginais, relações sexuais (24
horas antes da coleta), colheita no período menstrual, estar em uso de medicação hormonal, (se não for
possível, indicar qual tipo de hormônio e tempo de uso).
INTERPRETAÇÃO: O grau de maturação do epitélio escamoso do trato genital feminino é hormônio
dependente. Portanto, a variação no grau de maturação destas células, serve com índice para avaliar a
situação endócrina da mulher. Na tentativa de reproduzir numericamente a avaliação hormonal dos
esfregaços, aplica-se (quando solicitado) o “índice de Frost”, que expressa a relação percentual entre as
células profundas, intermediárias e superficiais.
A interpretação dos resultados se baseia no aspecto citológico das células descamadas e no número ou
proporção de descamação dos tipos celulares. O resultado final levará em consideração o aspecto citológico
mais dados e informes clínicos da paciente.
PRINCIPAIS APLICAÇÕES CLÍNICAS: O exame visa avaliar: Alterações do ciclo menstrual; Estudar ciclos
anovulatórios ou ovulatórios; Acompanhar tratamentos hormonais.




C ITOLOGIA H ORMONAL S ERIADA
SINONÍMIA: Citologia Funcional seriada  Citohormonal seriada
INSTRUÇÕES: A coleta é sempre realizada pelo médico, seguindo uma seqüência que pode representar as
diferentes fases do ciclo menstrual. Sugere-se o seguinte esquema :
- Colher a primeira lâmina da primeira fase (até o 8O dia do ciclo menstrual)

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                269
- A segunda colheita deverá ser feita em torno do período ovulatório (13 o, 14o e 15o dia do ciclo menstrual).
- A terceira lâmina a partir do 18o dia do ciclo menstrual.
- A última lâmina em torno do 26o - 28o dia do ciclo.
- Locais: Preferencialmente na parede vaginal (no seu terço superior) não devendo haver inflamação (colpite
ou cervicite), no momento da colheita; Fundo de saco vaginal; Ectocérvix; Vestíbulo.
INTERFERENTES – EVITAR: duchas e lavagens vaginais, cremes e talcos vaginais, relações sexuais (24
horas antes da coleta), colheita no período menstrual, estar em uso de medicação hormonal, (se não for
possível, indicar qual tipo de hormônio e tempo de uso).
INTERPRETAÇÃO: O grau de maturação do epitélio escamoso do trato genital feminino é hormônio
dependente. Portanto, a variação no grau de maturação destas células, serve com índice para avaliar a
situação endócrina da mulher. Na tentativa de reproduzir numericamente a avaliação hormonal dos
esfregaços, aplica-se (quando solicitado) o “índice de Frost”, que expressa a relação percentual entre as
células profundas, intermediárias e superficiais.
PRINCIPAIS APLICAÇÕES CLÍNICAS: O exame visa avaliar: Alterações do ciclo menstrual; Estudar ciclos
anovulatórios ou ovulatórios; Acompanhar tratamentos hormonais.

C ITOLOGIA O NCÓTICA G ERAL
SINONÍMIA: Citologia para pesquisa de células neoplásicas
CONDIÇÃO: Lavado vesical, Lavado brônquico, Lavado gástrico, Lavado peritoneal
INSTRUÇÃO: A coleta é sempre realizada pelo médico, nos sítios anatômicos acima discriminados, segundo
indicação clínica. A colheita é sempre realizada à nível ambulatorial ou de bloco cirúrgico.
INTERPRETAÇÃO: A interpretação dos esfregaços baseia-se em aspectos morfológicos previamente
conhecidos. Podendo também ajudar no diagnóstico de patologias benignas. Alguns aspectos morfológicos
de graduação das lesões dependem (até certo ponto) de interpretação subjetiva.
PRINCIPAIS APLICAÇÕES CLÍNICAS: O exame visa diagnosticar: Patologias benignas; Lesões pré-
malignas ou malignas dos sítios anatômicos acima descritos; Lesões provenientes de metástase de outros
órgãos; Lesões não acessíveis ou invisíveis para o endoscopista.


C ITOLOGIA O NCÓTICA G ERAL U RINÁRIA
SINONÍMIA: Citologia Urinária
CONDIÇÃO: 1a Urina da manhã (volume total) - Urina 24h (conservada com 5 gotas de formol bruto) ou
refrigerada.
INTERPRETAÇÃO: A interpretação dos esfregaços baseia-se em aspectos morfológicos previamente
conhecidos. Alguns aspectos morfológicos de graduação das lesões dependem (até certo ponto) de
interpretação subjetiva.
PRINCIPAIS APLICAÇÕES CLÍNICAS: Exame não invasivo, que visa detectar tumores vesicais, bem como
acompanhar o tratamento destes tumores previamente diagnosticados. É também útil como coadjuvante nos
diagnósticos das lesões “in situ” da mucosa de todo o trato urinário, papilomas e carcinomas do urotélio,
podendo também ajudar no diagnóstico de patologias benignas.


C ITOLOGIA DE M AMA
SINONÍMIA: Citologia de descarga papilar - Citologia de secreção mamilar.
CONDIÇÃO: Secreção de mama (Geralmente a coleta é realizada pelo médico por meio de expressão
mamilar).
INTERPRETAÇÃO: A interpretação dos esfregaços baseia-se em aspectos morfológicos previamente
conhecidos. Alguns aspectos morfológicos de graduação das lesões dependem (até certo ponto) de
interpretação subjetiva.
PRINCIPAIS APLICAÇÕES CLÍNICAS: O exame visa diagnosticar patologias benignas e malignas da mama.



U ROCITOGRAMA
SINONÍMIA: Avaliação hormonal em células escamosas descamadas e carreadas pela urina
              Avaliação funcional em células escamosas descamadas e carreadas pela urina
CONDIÇÃO: 1a Urina da manhã, volume total - Urina 24h (conservada com 5 gotas de formol bruto ou
refrigerada).
270                              Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
INTERPRETAÇÃO: O grau de maturação do epitélio escamoso do trato genital feminino é hormônio
dependente. Portanto, a variação no grau de maturação destas células, serve com índice para avaliar a
situação endócrina da mulher. Na tentativa de reproduzir numericamente a avaliação hormonal dos
esfregaços, aplica-se (quando solicitado) o “índice de Frost”, que expressa a relação percentual entre as
células profundas, intermediárias e superficiais. A interpretação dos resultados se baseia no aspecto citológico
das células descamadas e no número ou proporção de descamação dos tipos celulares. O resultado final
levará em consideração o aspecto citológico mais dados e informes clínicos da paciente.
PRINCIPAIS APLICAÇÕES CLÍNICAS: O exame visa avaliar: Alterações do ciclo menstrual; Estudar ciclos
anovulatórios ou ovulatórios; Acompanhar tratamentos hormonais; É especialmente indicado para o estudo de
puberdade precoce em crianças, por ser um método que não necessita do exame ginecológico.

C ITOLOGIA O NCÓTICA C ÉRVICO -V AGINAL
SINONÍMIA: Colpocitologia - Exame preventivo – Papanicolaou - Prevenção de câncer cervical
CONDIÇÃO: Raspado do colo uterino, a nível da junção escamo-colunar, Coleta endocervical  raspado.
Coleta vaginal (parede ou fundo de saco)  raspado. Coleta ectocervical  raspado.
INSTRUÇÃO: A coleta é sempre realizada pelo médico ou enfermeira treinada, nos sítios acima
discriminados, segundo indicação clínica.
EVITAR: Duchas e lavagens vaginais, Cremes e talcos vaginais e Relações sexuais (24 horas antes da
coleta).
INTERPRETAÇÃO: A interpretação dos esfregaços baseia-se em aspectos morfológicos previamente
conhecidos. Alguns aspectos morfológicos de graduação das lesões dependem (até certo ponto) de
interpretação subjetiva.
PRINCIPAIS APLICAÇÕES CLÍNICAS: O exame visa detectar lesões de natureza pré-maligna e maligna do
colo uterino. É possível também diagnosticar: Agentes infecciosos, tais como bactérias, fungos, parasitas e
vírus; Processos proliferativos benignos; Anormalidades epiteliais benignas dos epitélios escamoso e
glandular; Alterações inflamatórias crônicas e agudas; Alterações epiteliais ocasionadas por agressão ao
epitélio. Ex.: radioterapia, cauterizações.


C ITOLOGIA P UNÇÃO DE L ÍQUIDOS
SINONÍMIA: Punção aspirativa por agulha fina
CONDIÇÃO: Punção de Mama, Líquido ascítico, Líquido sinovial, Líquido pleurak, Líquido pericárdico,
Punções de coleções superficiais.
INTERPRETAÇÃO: A interpretação dos esfregaços baseia-se em aspectos morfológicos previamente
conhecidos. Podendo também ajudar no diagnóstico de patologias benignas. Alguns aspectos morfológicos
de graduação das lesões dependem (até certo ponto) de interpretação subjetiva.
PRINCIPAIS APLICAÇÕES CLÍNICAS: O exame visa diagnosticar patologias benignas, bem como lesões
pré-malignas ou malignas dos sítios anatômicos acima descritos ou provenientes de metástase de outros
órgãos.


R EVISÃO DE L ÂMINA
INTERPRETAÇÃO: A interpretação dos esfregaços baseia-se em aspectos morfológicos previamente
conhecidos. Alguns aspectos morfológicos de graduação das lesões dependem (até certo ponto) de
interpretação subjetiva.
PRINCIPAIS APLICAÇÕES CLÍNICAS: O exame visa detectar lesões de natureza pré-maligna e maligna do
colo uterino. É possível também diagnosticar: Agentes infecciosos, tais como bactérias, fungos, parasitas e
vírus; Processos proliferativos benignos; Anormalidades epiteliais benignas dos epitélios escamoso e
glandular; Alterações inflamatórias crônicas e agudas. Alterações epiteliais ocasionadas por agressão ao
epitélio. Ex.: radioterapia, cauterizações.




                                      CAUSAS DE REJEIÇÃO

                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  271
 Ausência de identificação da paciente na amostra e/ou formulário de requisição
 Baixa celularidade ou escassez celular
 Ressecamento da amostra antes da fixação
 Amostras muito purulentas, muito densas, com artefatos ou muito hemorrágicas que prejudiquem a
  interpretação de 75% ou mais das células epiteliais presentes.
 Lâminas quebradas




                 INSTRUÇÕES PARA USO E ENVIO DE MATERIAL
                      DESTINADO A ESTUDO CITOLÓGICO
Material para coleta citológica, constitui de :
 2 lâminas para a confecção do(s) esfregaço(s) (segundo instruções).
 Espátula de Ayre para coleta de fundo de saco vaginal e ectocérvix.
 Escovinha para coleta endocervical.
 Porta lâminas para o envio do material, após fixação.
 Caixa para remessa.
 Formulário de "Requisição de Exame".

 Caso você se interesse por nosso sistema e deseje esse material, basta solicitá-lo por telefone (setor de
 convênio) ou por ocasião do envio do exame.

                                           INSTRUÇÕES
No caso de material para ESTUDO FUNCIONAL (estudo de ciclos ovulatórios ou anovulatórios), devem ser
observados os seguintes itens:
 Colher a 1a lâmina no início da 1a fase (até o 8o dia do ciclo menstrual);
 A segunda coleta deverá ser feita em torno do período ovulatório (13 o, 14o e 15o dias do ciclo);
 A 3a lâmina a partir do 18o dia do ciclo menstrual;
 A última lâmina em torno do 26o a 28o dia do ciclo;
 As coletas devem ser realizadas na parede vaginal (1/3 superior), não devendo haver inflamação (colpite
    ou cervicite), no momento da coleta;
 O resultado, seguirá após a leitura da última lâmina.


No caso de material PARA ANÁLISE CITOLÓGICA DE SECREÇÕES, LÍQUIDOS E PUNÇÕES
ASPIRATIVAS, devem ser observados os seguintes itens:
 Secreções ricas em muco (escarro, material do tubo gastrintestinal) ou em proteínas (líquidos serosos),
   podem ser guardados em geladeira por até 1 dia, antes de serem encaminhados ao laboratório, caso
   contrário usar álcool a 50% como fixador.
 Líquidos pobres em proteínas ou muco (líquor, urina) fixar em igual volume de álcool a 50% e encaminhar
   ao laboratório.




272                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                 INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS CITOLÓGICOS


No Sistema de Bethesda, as lesões cervicais escamosas são divididas em 4 categorias:
1. Atipia em Células Escamosas de Significado Indeterminado (ASCUS ).
2. Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL), que engloba displasia leve / NIC I e alterações celulares
     associadas com o HPV.
3. Lesão Intraepitelial de Alto Grau (HSIL), que engloba displasia moderada / NIC II, displasia acentuada /
     Carcinoma in situ / NIC III.
4. Carcinoma de Células Escamosas.

As anormalidades glandulares são divididas em:

1.    Células endometriais, citologicamente benignas, em mulheres pós-menopausadas.
2.    Atipia em Células Glandulares de Significado Indeterminado ( AGUS ).
3.    Adenocarcinoma Endocervical.
4.    Adenocarcinoma Endometrial.
5.    Adenocarcinoma Extrauterino.
6.    Adenocarcinoma, não especificado.


             DESCRIÇÃO               CLASSES            GRADAÇÃO NIC                   SISTEMA DE
                                                                                        BETHESDA
     NORMAL                           Classe I    Normal                          Normal
     Atipia reativa ou neoplásica     Classe II   Atipia                          ASCUS
     HPV                              Classe II   HPV                             SIL de baixo grau
     Atipia com HPV                   Classe II   Atipia, atipia condilomatosa ou SIL de baixo grau
                                                  coilocitótica
     Displasia leve                  Classe III   NIC I                           SIL de baixo grau
     Displasia moderada              Classe III   NIC II                          SIL de alto grau
     Displasia acentuada             Classe III   NICIII                          SIL de alto grau
     Carcinoma in situ               Classe IV    NIC III                         SIL de alto grau
     Câncer invasivo                 Classe V     Câncer invasivo                 Câncer invasivo




                                    Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                          273
IMAGINOLOGIA
RESPONSÁVEIS – ULTRASSONOGRAFIA E MAMOGRAFIA

               Dra.   Fabiana Paiva Martins
               Dra.   Fabrícia Saraiva Lanna
               Dr.    Henrique de Carvalho
               Dr.    João Fabiano Rodrigues
               Dra.   Luciana Costa Silva
               Dra.   Luciana Coutinho Malta
               Dra.   Luciene Mota Andrade
               Dra.   Mônica Rodrigues Faria
               Dra.   Patrícia Cristina S. L Fernandes
               Dra.   Raquel Fulgêcio Gazoli
               Dra.   Renata Lana Arze
               Dr.    Ronaldo Magalhães Lins
               Dra.   Silvana Mangeon M. Guimarães
               Dr.    Ulisses Campanha Parente




CARDIOLOGIA E ANGIOLOGIA
RESPONSÁVEIS – ECOCARDIOGRAFIA
            Dr. Adriano José de Souza
            Dra. Maria Célia Caetano
            Dra. Maria Helena de Albernaz Siqueira
            Dra. Rosália Morais Torres




274                          Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
                             AGENDAMENTO PRÉVIO POR TELEFONE




                                          CARDIOLOGIA


                                        ECOCARDIOGRAFIA
                                 ACUSON SEQUOIA - ATL-HDI 5000 SONO CT

Ecocardiografia Bidimensional
Avalia estruturas anatômicas – miocárdio (espessura e contratilidade), válvulas e pericárdio.

Ecodoppler pulsado e continuo - Ecodoppler com mapeamento de fluxo a cores
Avalia e quantifica tamanho do coração, aspectos anatômicos e funcionais das válvulas e contratilidade
segmentar miocárdica.

Ecodoppler de Stress Farmacológico
Avalia a contratilidade miocárdica segmentar do VE e VD, bem como fração de ejeção em repouso e stress.



                                     ELETROCARDIOGRAFIA
Eletrocardiograma
Detecção de arritmias cardíacas, sinais de isquemia miocárdica, sobrecarga de câmaras cardíacas.

                                            DUPLEX SCAN
                         EQUIPAMENTO: ACUSON SEQUOIA - ATL-HDI 5000 SONO CT

Duplex Scan Venoso (Membro superior e inferior)
Avaliação da patência venosa dos sistemas superficiais e profundo e do estado funcional, visando detecção
de refluxo.

Duplex Scan Arterial (Membro superior e inferior)
Avaliação das patológicas obstrutivas do segmento arterial, quantificando o grau de obstrução e de
patológicas não obstrutivas, tais como os aneurismas.

Duplex Scan da Aorta, Iliaca e Abdominal
Detecção e quantificação de obstruções arteriais da aorta abdominal e seus ramos, bem como das dilatações
localizadas (aneurismas) deste segmento.

Ecodoppler de Carótidas com mapeamento de Fluxo a cores
Afastar ateromatose, tortuosidades e trombos no segmento extra craniano.




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                            275
                                      ULTRA SONOGRAFIA


                                         MEDICINA INTERNA
             TOSHIBA POWER VISION - ATL-HDI 5000 SONO CT– ATL-HDI 1500 – TOSHIBA TOSBEE

Abdominal Superior (Fígado,Vias Biliares,Vesícula,Pâncreas,Baço)
Avaliação de órgãos do abdômen superior (fígado, vias biliares, vesícula biliar, pâncreas e baço).
Abdominal Total (Abdômen Superior+Rins,Retroperitonio e Bexiga)
Avaliação de órgãos abdominais (fígado, vias biliares, vesícula biliar, pâncreas, baço, rins, bexiga e
retroperitônio).
Aparelho Urinário (Rins e Bexiga)
Avaliação de órgãos do aparelho urinário (rins, ureteres e bexiga).
Craniana – Transfontanela
Avaliação morfológica do encéfalo, observar má formações congênitas, identificar hidrocefalia, identificar
hemorragias, isquemia e infarto intracraniano, observar má formações vasculares, cistos e neoplasias,
observar processos inflamatórios do encéfalo e meninges.
Próstata via Abdominal
Avaliação da bexiga, próstata e vesículas seminais.
Próstata via Transretal
Avaliação da próstata (volume, forma, textura, presença de nódulos) e vesículas seminais.



      ÓRGÃOS E ESTRUTURAS SUPERFICIAIS OU PEQUENAS PARTES
  ACUSON SEQUOIA - TOSHIBA POWER VISION – ATL HDI 5000 SONO CT – ATL HDI 1500 – TOSHIBA TOSBEE

Tireóide
Avaliação do volume, morfologia e textura tireoidiana, pesquisa de nódulos, avaliação das características do
fluxo sanguíneo tireoidiano.
Articulações
Avaliação de tendões, ligamentos, músculos, derrames articulares, etc.
Músculos
Avaliação da anatomia e morfologia muscular. Pesquisa de lesões expansivas, áreas de distensão e/ou
rupturas, etc.
Tendões
Avaliação da anatomia e morfologia dos tendões, objetivando o diagnóstico de alterações inflamatórias e
traumáticas.
Cervical
Avaliação de estruturas cervicais (tireóide, glândulas salivares, linfonodos, etc).
276                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Glândulas Salivares
Avaliação de glândulas salivares parótidas e submandibulares.
Globo Ocular
Avaliação da câmara anterior do olho, do humor vítreo, parede posterior do globo, gordura retrobulbar, nervo
óptico e musculatura extrínseca da órbita.
Bolsa Escrotal
Avaliação do volume, morfologia e textura dos testículos e epidídimo, pesquisa de coleções, varicocele.




                                    ULTRA SONOGRAFIA

                                          GINECOLÓGICA
             TOSHIBA POWER VISION – ATL HDI 5000 SONO CT – ATL HDI 1500 – TOSHIBA TOSBEE

Mama
Avaliação de anormalidades clinicamente suspeitas ou como complemento da mamografia.
Obstétrica
Acompanhamento da gestação e avaliação do embrião ou feto, placenta, líquido amniótico, etc.
Obstétrica Morfológica
Análise cuidadosa da anatomia fetal para detecção e avaliação de malformações.
Pélvico Feminino (supra-púbico)
Avaliação de útero e anexos.
Pélvico Endovaginal
Avaliação de útero e anexos.
Pélvico Endovaginal para Controle de Ovulação
Acompanhamento seriado da ovulação, espontânea ou induzida, para determinar sua ocorrência ou não e o
momento da ocorrência. O US pélvico transvaginal permite análise mais detalhada da morfologia ovariana



        PUNÇÕES E BIÓPSIAS DIRIGIDAS POR ULTRA SONOGRAFIA
             TOSHIBA POWER VISION – ATL HDI 5000 SONO CT – ATL HDI 1500 – TOSHIBA TOSBEE

Tireóide – Mama – Massas - Órgãos profundos - Coleções
Obtenção de material originário de órgãos, estruturas ou cavidades profundas para exames bacteriológicos,
citológicas, histológicas e/ou outros.

PRÓSTATA
Avaliação da próstata e coleta de material para exame histológico.




                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                 277
                                    MAMOGRAFIA

EQUIPAMENTO: GE – DMR
Rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de mama. Avaliação de anormalidades clinicamente
suspeitas.




REALIZAÇÃO



                ECODOPPLERCARDIOGRAFIA
                    o   UNIDADE MATRIZ (AIMORÉS)
                    o   UNIDADE ELDORADO
                    o   PADRE EUSTÁQUIO
                    o   PAMPULHA



                ELETROCARDIOGRAFIA
                    o   UNIDADE MATRIZ (AIMORÉS)



                DUPLEX SCAN
                    o   UNIDADE MATRIZ (AIMORÉS)
                    o   UNIDADE ELDORADO
                    o   UNIDADE TUPIS
                    o   UNIDADE PAMPULHA
                    o   UNIDADE PADRE EUSTÁQUIO
                    o   UNIDADE CIDADE JARDIM
                    o   UNIDADE BERNARDO MONTEIRO
                    o   UNIDADE MANGABEIRAS



                MAMOGRAFIA
                    o   UNIDADE MATRIZ (AIMORÉS)
                    o   UNIDADE ELDORADO

278                         Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
               ULTRA-SONOGRAFIA
                   o    UNIDADE MATRIZ (AIMORÉS)
                   o    UNIDADE ELDORADO
                   o    UNIDADE PAMPULHA
                   o    UNIDADE TUPIS
                   o    UNIDADE CIDADE NOVA
                   o    UNIDADE PADRE EUSTÁQUIO
                   o    UNIDADE BARREIRO
                   o    UNIDADE CIDADE JARDIM
                   o    UNIDADE BARROCA
                   o    UNIDADE BERNARDO MONTEIRO
                   o    UNIDADE MANGABEIRAS




EXAMES DISPONÍVEIS A PARTIR DE OUTUBRO/2001

RADIOLOGIA CONVENCIONAL
RADIOLOGIA CONTRASTADA
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
RESSONÂNCIA MAGNETICA




                 RECOMENDAÇÕES MÉDICAS  PREPARO



ULTRA-SOM ABDOMINAL

ADULTO ATÉ 79 ANOS
   o   Tomar 60 gotas de “Luftal” de 06 em 06 horas, iniciando 24 horas antes do exame;
   o   Tomar 02 comprimidos de “Lacto-Purga” 12 horas antes do exame;
   o   Evitar bebidas gasosas 12 horas antes do exame;
   o   Evitar alimentos gordurosos na última refeição;
   o   Jejum de 08 horas antes do exame;
   o   É permitida a ingestão de água pura livremente.
IDOSOS ACIMA 79 ANOS
   o   Evitar bebidas gasosas 12 horas antes do exame;
   o   Evitar alimentos gordurosos na última refeição;
   o   Jejum absoluto de 06 horas antes do exame;
   o   É permitida a ingestão de água pura livremente.


                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                      279
CRIANÇA
      o   Até 1 ano e meio: suspender a última mamadeira antes do exame;
      o   Até 15 anos: Jejum de 06 horas e reter a urina.




ULTRA-SOM TRANSRETAL (PRÓSTATA)

ADULTO ATÉ 79 ANOS
      o   Tomar 60 gotas de “Luftal” de 06 em 06 horas, iniciando 24 horas antes do exame;
      o   Tomar 02 comprimidos de “Lacto-Purga” às 17 horas do dia anterior ao exame;
      o   Jejum absoluto de 04 horas antes do exame;
      o   Usar supositório de glicerina 03 horas antes do exame.
IDOSOS ACIMA DE 80 ANOS
      o   Tomar 01 comprimidos de “Lacto-Purga” às 17 horas do dia anterior ao exame;
      o   Jejum absoluto de 04 horas antes do exame;
      o   Usar supositório de glicerina 03 horas antes do exame.




ULTRA-SOM TRANSRETAL (BIÓPSIA DE PRÓSTATA)

ADULTO ATÉ 79 ANOS
      o   Tomar 60 gotas de “Luftal” de 06 em 06 horas, iniciando 24 horas antes do exame;
      o   Tomar 01 comprimidos de “Floxacim” às 20:00 horas do dia anterior e às 08:00 horas no
          dia do exame, continuando a tomar após o exame, conforme orientação do médico;
      o   Tomar 02 comprimidos de “Lacto-Purga” às 17 horas do dia anterior ao exame;
      o   Usar supositório de glicerina no reto 03 horas antes do exame;
      o   01 hora antes do exame não urinar;
      o   Jejum absoluto de 04 horas antes do exame.
IDOSOS ACIMA DE 80 ANOS
      o   Tomar 01 comprimidos de “Floxacim” às 20:00 horas do dia anterior e às 08:00 horas no
          dia do exame, continuando a tomar após o exame, conforme orientação do médico;
      o   Tomar 02 comprimidos de “Lacto-Purga” às 17 horas do dia anterior ao exame;
      o   Usar supositório de glicerina no reto 03 horas antes do exame;
      o   01 hora antes do exame não urinar;
      o   Jejum absoluto de 04 horas antes do exame.




ULTRA-SOM TRANSVAGINAL

      o   Paciente deve vir com a bexiga vazia e não pode estar menstruada.




ULTRA-SOM PÉLVICO, APARELHO URINÁRIO E PRÓSTATA
280                           Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
  o   Tomar 06 copos de líquido 02 horas antes do exame e não urinar neste período.




ULTRA-SOM OBSTÉTRICO

  o   Antes de 03 meses de gestação, a paciente deve vir com a bexiga cheia.




ULTRA-SOM TRANSRETAL (PRÓSTATA)

  o   Tomar 60 gotas de “Luftal” de 06 em 06 horas, iniciando 24 horas antes do exame;
  o   Tomar 02 comprimidos de “Dulcolax ou Lacto-Purga” às 17 horas do dia anterior ao
      exame;
  o   Evitar bebidas gasosas 24 horas antes do exame;
  o   Evitar, na última refeição, alimentos gordurosos;
  o   Jejum absoluto de 08 horas antes do exame;
  o   Evitar tomar água a partir do jejum;
  o   02 horas antes do exame não urinar;
  o   Usar um supositório de glicerina 03 horas antes do exame.




ULTRA-SOM TRANSRETAL (BIÓPSIA DE PRÓSTATA)
  o   Tomar 60 gotas de “Luftal” de 06 em 06 horas, iniciando 24 horas do exame;
  o   Tomar 01 comprimido de “Floxacim” às 20:00 horas do dia anterior e às 08:00 horas no
      dia do exame, continuando a tomar após o exame, conforme orientação do médico;
  o   Tomar 02 comprimidos de “Lacto Purga” às 17:00 horas do dia anterior ao exame;
  o   Usar um “supositório de Glicerina” no reto 03 horas antes do exame;
  o   Evitar bebidas gasosas 24 horas antes do exame;
  o   Evitar alimentos gordurosos na última refeição;
  o   Jejum absoluto de 08 horas antes do exame;
  o   Evitar tomar água à partir do jejum;
  o   02 horas antes do exame não urinar;
  o   Tomar café da manhã (leite, pão, bolacha, até às 08:00 horas, depois começar o jejum).




                          Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                       281
Pede-se para o paciente trazer exame anteriores de: Mamografia, Raio X,
        Ecocardiogramas, Ultra-sonografias, Raio X de Tórax,
                        Eletrocardiograma, etc.




282                  Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
  MÉDICOS RESPONSÁVEIS:                         Dr. José Ribamar Villela
                                                Dra. Ivana Moura Abuhid
                                                Dr. Hermes Pardini

         MEDICINA NUCLEAR é uma especialidade médica que utiliza
      pequenas quantidades de material radioativo de maneira segura e
        indolor para diagnosticar e tratar doenças precocemente com
                    possibilidade de melhor prognóstico.

CINTILOGRAFIA P/PESQUISA HEMORRAGIAS GASTROINTESTINAIS
Sinonímia: Pesquisa de Hemorragia Intestinal - Pesquisa de Sangramento Intestinal
             Hemorragia digestiva
Preparo: Não ter realizado exames prévios que utilizam traçadores radioativos.
Indicação: Hemorragias digestivas baixas e ativas e não ativas.
Interpretação: Visualização da vasculatura abdominal e ausência de formação de “lagos” de hemácias
marcadas que podem indicar a presença de sangramento intestinal ativo.
Obs.: Pode-se fazer o acompanhamento até por 24 horas.

C INTILOGRAFIA C EREBRAL
Sinonímia: Fluxo Sangüíneo Cerebral - Mapeamento Cerebral - Cintilografia Cerebral estática
Preparo: Administrar perclorato previamente ao exame.
Indicação: Doenças neoplásicas, metástases, doenças vasculares, doenças císticas, hiperostosis frontalis,
displasia fibrosa, morte cerebral.
Interpretação: Fluxo Sangüíneo Cerebral Simétrico, com diferença não superior a 2 segundos entre os
hemisférios cerebrais.
Obs.: Não é método de escolha para determinação de lesões ocupantes de espaço (CT ou RMN).

R ASTREAMENTO DE C ORPO INTEIRO
Sinonímia: Varredura de Corpo Inteiro - Pesquisa de corpo inteiro com I-131
Preparo: Suspender medicações iodadas, hormônios tireoidiano, se possível determinar o TSH.
Indicação: Pesquisa de tecido tireoidiano remanescente pós tireoidectomias totais. Pesquisa de metátases de
carcinomas da tireóide.
Interpretação: Ausência de tecido iodo-fixante em região cervical ou concentração anômala no mapa de
corpo inteiro.

C INTILOGRAFIA PARA D IVERTÍCULO DE M ECKEL
Sinonímia: Pesquisa de Divertículo de Meckel - Cintilografia Abdominal de Meckel
           Cintilografia para detecção de mucosa gástrica ectópica
Preparo: JO 6h. Administração de inibidor de receptor H2 conforme peso e faixa etária (Cimetidina).
Indicação: Divertículo de Meckel
Interpretação: Ausência de concentrações anômalas do radionuclídeo em região abdominal.

C INTILOGRAFIA COM G ÁLIO
Sinonímia: Estadiamento de tumores com Gálio 67 – Captação pulmonares com Gálio 67
           Estudo de processos inflamatórios com Gálio 67
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              283
Preparo: Laxantes intestinal para exoneração intestinal quando a área de interesse for o intestino (Agarol,
Dulcolax).
Indicação: Processos inflamatórios, Processos neoplásicos.
Interpretação: Ausência de concentrações anômalas do radiotraçado. É utilizado para detectar abcessos,
focos infecciosos, miocardites, estadiamento de linfomas e estudo de febre de etiologia obscura. Controle
evolutivo de linfomas, melanomas.



C INTILOGRAFIA H EPÁTICA
Sinonímia: Cintilografia do Fígado
Preparo: Não haver realizado exames prévios com a utilização de radioisótopos.
Indicação: Neoplasias, doenças infecciosas, cistos, traumas, doenças hepáticas difusas, obstrução da veia
cava inferior, síndrome de Budd-Chiari.
Interpretação: O radiofármaco é depurado da circulação pelo Sistema Retículo Endotelial (SRE)
representado no fígado pelas células de Kupfer. A presença de lesões ocupantes de espaço (tumores, cistos,
hemangiomas) produzirá áreas de hipoconcentração nos mapas cintigráficos. Útil também para avaliar a
morfologia e topografia do baço e ou presença de baços acessórios.



C INTILOGRAFIA E SPLÊNICA
Sinonímia: Cintilografia do baço
Preparo: Não haver realizado exames prévios com a utilização de radioisótopos.
Indicação: Asplenia/ectópia, anormalidades de tamanho/posição e função, baços e acessórios, doença
metastática, doenças neoplásicas / linfoma / leucemia, distúrbios hematológicos, doenças parasitárias,
doenças infiltrativas.
Interpretação: Distribuição homogênea do radiofármaco em todo o sistema retículo-endotelial esplênico.

C INTILOGRAFIA H EPÁTICA COM H EMÁCIAS MARCADAS
Sinonímia: Pesquisa de hemangioma hepático
Preparo: Não ter realizado exames prévios que utilizam traçadores radioativos.
Indicação: Detecção de hemangioma hepático.
Interpretação: Distribuição homogênea através do parênquima hepático. Útil para detectar-se a presença de
hemangiomas.


C INTILOGRAFIA DAS V IAS B ILIARES
Sinonímia: Cintilografia hepato biliar - Cintilografia para estudo da Excreção Biliar - Cintilografia Biliar
Preparo: Adulto: JO 4h. Criança (com suspeita de atresia de vias biliares): prescrever fenobarbital 5 dias
prévios ao exame.
Indicação: Doença hepato-biliar, colestase neonatal, complicações pós-cirúrgicas do trato biliar,
anormalidades congênitas, estudo das anormalidades na cintilografia coloidal.
Interpretação: Colescistite aguda/crônica, atresia de vias biliares em neonatos.


C INTILOGRAFIA COM M ETAIODOBENZILGUANIDINA
Sinonímia: Cintilografia com MIBG - Pesquisa de Feocromocitoma
Preparo: Efetuar o bloqueio da Tireóide com substâncias iodadas (lugol/xarope de iodeto de potássio)
Indicação: Feocromocitoma, carcinoma medular da tireóide, neuroblastoma, síndrome carcinóide, tumores do
sistema APUD.
Interpretação: Ausência de hiperconcentração anômala do MIBG. A presença em glândulas salivares, fígado,
área cardíaca, cólon e bexiga é fisiológica e normal.


C INTILOGRAFIA DAS P ARATIREÓIDES
Preparo: Não haver realizado exames prévios com a utilização de radioisótopos.
284                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Indicação: Detecção de paratireóides anormais nos casos de Hiperparatireoidismo (adenomas, hiperplasia e
carcinoma). Melhor localização pré-operatória da glândula paratireóide anormal.
Interpretação: Primeiramente, obtém-se a imagem conjunta de tireóides e paratireóides e, durante esse
lapso, ocorrerá wash-out tireoidiano persistindo apenas a imagem das paratireóides.




C INTILOGRAFIA P / PESQUISA DE INFARTO A GUDO DO M IOCÁRDIO
Sinonimia: Cintilografia para pesquisa de necrose miocárdica
           Estudo cintigráfico do miocárdio com pirofosfato
Preparo: Não haver realizado exames prévios com a utilização de radioisótopos.
Indicação: Diagnóstico e localização do infarto agudo do miocárdio.
Interpretação: Ausência de concentrações de pirofosfato em partes moles na área para-esternal esquerda;
em episódios de IAM ocorre deposição de pirofosfato na área peri-infarto, até 96 horas após o episódio
agudo.
Obs.: Preferencialmente realizar, entre 12 a 72 horas, após acidente cardiovascular.


C INTILOGRAFIA Ó SSEA  CORPO INTEIRO /ARTICULAÇÕES
Sinonímia: Mapeamento Ósseo de Corpo Inteiro - Pesquisa de Metástases Ósseas
              Fluxo Sangüíneo Ósseo localizado - Cintilografia do esqueleto
              Cintilografia dos segmentos esqueléticos - Cintilografia de corpo inteiro
Preparo: Não haver realizado exames prévios com a utilização de radioisótopos.
Indicação: Tumores ósseos primários malignos, tumores ósseos benignos, osteonecrose, doença
metastática, tumores de partes moles, infecção, traumas e fraturas, transtornos osteo-metabólicos, estudo de
próteses articulares.
Interpretação: Fluxo Sangüíneo simétrico, ausência de concentrações focais ou difusas em ossos do
esqueleto.
Obs.: Estado de hidratação razoável é aconselhável.


C INTILOGRAFIA P/ PESQUISA R EFLUXO G ASTRO -E SOFÁGICO
Sinonímia: Pesquisa de Aspiração Pulmonar.
Preparo: Adulto: JO 12h. Criança: JO 6 a 8 horas.
Indicação: Redução da pressão do esfíncter inferior do esôfago, defeito dos mecanismos de clearence
esofágico, aumento de secreção gástrica, esvaziamento gástrico retardado, hérnia hiatal, doença de vias
aéreas superiores recorrentes.
Interpretação: Ausência de episódios de Refluxo Gastro-Esofágico e Aspiração Pulmonar.


C INTILOGRAFIA M IOCÁRDICA P ERFUSIONAL
Sinonímia: Perfusão Miocárdica - Cintilografia c/ MIBI - Cintilografia c/ Isonitrila - Cintilografia c/ Sestamibi
Preparo: JO 6h. Informar medicamentos em uso.
Indicação: Pesquisa de isquemia miocárdica, estratificação de risco pós infarto do miocárdio, diagnóstico
diferencial das miocardiopatias, pesquisa de viabilidade miocárdica.
Interpretação: Distribuição iso-homogênea do radiofármaco em todos as paredes miocárdicas.
Hipoconcentrações indicam processos isquemicos e ou infarto miocárdico antigo.
Obs.: Na impossibilidade de submeter-se a esforço físico, adota-se o Stress farmacológico com Dipiridamol.


C ISTOGRAFIA RADIOISOTÓPICA DIRETA
                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                                  285
Sinonímia: Cintilografia Miccional - Cintilografia da Bexiga - Pesquisa de refluxo vesico-uretral
Preparo: Não haver realizado exames prévios com a utilização de radioisótopos.
Indicação: Pesquisa de refluxo vesico-uretral.
Interpretação: Determinação do volume de repleção, volume residual e verificação da presença de refluxos.
Útil para avaliar nefropatia de refluxo.




C INTILOGRAFIA P ULMONAR P ERFUSIONAL
Sinonímia: Mapeamento Perfusional - Estudo Perfusional Pulmonar
Preparo: Não haver realizado exames prévios c/ a utilização de radioisótopos c/exceção de flebografia
radioisotópica de membros inferiores.
Indicação: Tromboembolismo pulmonar, pré-operatório de lobactomias e pneumectomias.
Interpretação: Distribuição homogênea do traçador em todo o campo pulmonar. A presença de áreas de
hipoconcentração são anômolas podendo indicar presença de Tromboembolismo Pulmonar.
Obs.: Deve ser associado com Cintilografia Pulmonar Ventilatória.



C INTILOGRAFIA P ULMONAR INALATÓRIA
Sinonímia: Cintilografia Pulmonar de Inalação - Cintilografia Pulmonar de Ventilação
           Mapeamento Inalatório Pulmonar
Preparo: Não haver realizado exames prévios com a utilização de radioisótopos.
Indicação: Utilizado na correlação com a cintilografia pulmonar de perfusão para o diagnóstico de
tromboembolismo pulmonar. Avaliação/acompanhamento das doenças pulmonares obstrutivas crônicas.
Interpretação: Distribuição homogênea dos aerossois em ambos os campos pulmonares.

C INTILOGRAFIA R ENAL D INÂMICA
Sinonímia: Cintilografia Renal Dinâmica com teste do lasix - Estudo Renal Dinâmico com Diurético
            Estudo Renal Dinâmico - Determinação do ritmo de filtração glomerular - Renograma
Preparo: Desejável bom estado de hidratação.
Indicação: Avaliação da perfusão renal, diagnóstico de hipertensão renovascular, diagnóstico/prognóstico
das hidronefroses, acompanhamento de patologias renais parenquimatosas, avaliação das uropatias
obstrutivas, avaliação de sistemas coletores dilatados, avaliação da função renal diferencial.
Interpretação: Adequadas captação, concentração e excreção do radiofármaco por ambos os rins. Ausência
de processos obstrutivos.


C INTILOGRAFIA R ENAL E STÁTICA
Sinonímia: Cintilografia Renal qualitativa e quantitativa - Mapeamento Renal
             Função Renal Unilateral absoluta com DMSA
Preparo: Desejável bom estado de hidratação.
Indicação: Avaliar posição e tamanho renais, diagnóstico de pielonefrite aguda, diagnóstico de
hidronefroses/cicatrizes costicais/nefropatia do refluxo/edtopias renais, determinação da função renal
diferencial.
Interpretação: Posição, conformação e volume renais; presença de hipoconcentração Rins direito e esquerdo
eutópicos, de morfologia e volume simétricos, com distribuição homogênea e uniforme do radiofármaco no
córtex renal. Cálculo da função renal diferencial revela contribuição simétrica dos rins para a função renal.
286                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Obs.: Deve ser associado à cintilografia renal dinâmica com ou sem diurético.


C INTILOGRAFIA S INCRONIZADA DE C ÂMARAS C ARDÍACAS
Sinonímia: Cintilografia Sincronizada Radiosiotópica - Cintilografia para Ventriculografia Radioiotópica
Preparo: Não haver realizado exames prévios com a utilização de radioisótopos.
Indicação: Avaliação da função ventricular global e regional, determinação da fração de ejeção global dos
ventrículos esquerdo e direito em condições basais de repouso e após esforço, avaliação da mobilidade das
paredes miocárdicas, diagnóstico de doença arterial coronariana através da correlação dos exames esforço-
repouso, avaliação das valvulopatias/especialmente insuficiência aórtica, avaliação das miocardiopatias,
quantificação de Shunts intracardíacos esquerda-direita.
Interpretação: Determinação da fração de ejeção global e regional; movimentação regional de paredes
miocárdias.
Valores normais: Fração de ejeção 50  5% Normocinesia na movimentação de paredes.




C INTILOGRAFIA DA T IREÓIDE E C APTAÇÃO
Sinonímia: Tireograma - Mapeamento de Tireóide com Captação de I-131 - Avaliação de Função Tiroidiana
Preparo: Suspender substâncias iodadas e interferentes (responder questionário antes do procedimento).
Indicação: Disfunções tiroidianas, Nódulo tireoidiano palpável, aumento do tamanho glandular, avaliação de
massas em região cervical e mediastino, dificuldade para exame físico, história de irradiação em cabeça e
pescoço.
Interpretação: Fornece informação sobre o status funcional, localização, volume, homogeneidade na
distribuição do radiotraçador e presença de nódulos.


C ISTERNOGRAFIA C EREBRAL
Sinonímia: Ventriculografia Cerebral - Cintilografia dos Espaços Aracnóides
Preparo: JO 6h.
Indicação: Hidrocefalo comunicante, hidrocefalo não comunicante, cistos, avaliação de patência de Shunts,
diagnóstico de fístulas liquóricas.
Interpretação: Fluxo normal através das Cisternas basilares e dos ventrículos até atingir o vértex.
Extravazamento do LCE do espaço aracnóide indica a presença de fístula anormal resultante em rinorréia ou
otorréia.


C INTILOGRAFIA T ESTICULAR
Sinonímia: Cintilografia Escrotal
Preparo: Administração de perclorato de potássio para bloquear captação tiroidiana. Não haver realizado
exames prévios com a utilização de radioisótopos.
Indicação: Epididimite, torsão testicular, abcesso, hidrocele, espermatocele, tumor.
Intepretação: Concentração homogêna do radiotraçador em ambos os testículos com intensidade igual e ou
menor que das coxas.


F LUXO S ANGUÍNEO DAS E XTREMIDADES
Sinonímia: Venografia Radioisotópica dos membros inferiores - Flebografia Radioisotopica de membros
inferiores
Preparo: Não haver realizado exames prévios com utilização de radioisótopos.
Indicação: Diagnóstico de trombose venosa profunda dos membros inferiores.
Interpretação: Vasos profundos permeáveis, ausência de colateralização do fluxo ou fenômenos obstrutivos.


T ESTE DO P ERCLORATO
                                Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                             287
Preparo: Suspender substâncias iodadas e interferentes (responder questionário antes do procedimento).
Indicação: Detecção de defeitos de síntese intra-tireodiana.
Interpretação: O teste será considerado positivo se houver queda de 10 a 15% sobre os valores basais
(captação após 2 horas).


C LEARENCE P ULMONAR DE DTPA
Preparo: Não haver realizado exames prévios com utilização de radioisótopos.
Indicação: Processos inflamatórios pulmonares intersticiais, pneumonites.
Interpretação: Pulmão direito: 66  21 min.
                Pulmão esquerdo: 62  18 min.
                Global: 60  7 min.
Obs.: Valores abaixo de 2 sd são considerados anormais.




S UPRESSÃO T IREOIDIANA COM C YNOMEL
Sinonímia: Teste de Cynomel - Teste de Supressão
Preparo do Paciente: Administrar por via oral, 02 comprimidos ao dia de Cynomel 50 mg (1 pela manhã às
08:00 horas e 1 à noite às 20:00 horas durante 10 dias), num total de 20 comprimidos. Informar ao paciente
para comparecer ao laboratório no 10o dia às 07:30 para a realização do exame.
Atenção: O 10o dia não poderá ser sábado ou véspera de feriado. Só pode ser feito após 3 semanas do último
tireograma.
Indicação: Estudo de supressibilidade de nódulos tireoidianos (autonomia nodular).
Critério de Interpretação: Nos pacientes com adenoma tóxico não há supressão do nódulo do tireograma e
também não diminui a captação podendo haver resposta paradoxal, isto é, a captação se eleva após a
supressão. Ele indica o grau de autonomia do nódulo.
OBS.: Cuidado pacientes com cardiopatias.


T IREOGRAMA COM S ESTAMIBI
Indicação: Estudo de autonomia nodular, alternativa para realização do tireograma convencional em uso de
substâncias iodadas.
Interpretação: Verificação do aparecimento do restante glandular tiroidiano suprimido no tireograma
convencional.


R ASTREAMENTO COM S ESTAMIBI
Sinonímia: Rastreamento de corpo inteiro com Sestamibi-Tc 99m - Pesquisa de metátases com Sestamibi
Preparo: Não haver realizado exames prévios com utilização de radioisótopos.
Indicação: Localização e pesquisa de metástases de neoplasias tiroidianas diferenciais.
Interpretação: Ausência de estruturas fixantes tanto na região cervical quanto nos demais segmentos
corporais.
Obs.: Captação nas glândulas salivares, cardíaca, hepática, intestino e rins são achados normais no exame.


H ELICOBACTER PYLORI , TESTE RESPIRATÓRIO
Sinonímia: Teste de respiração para H. pylori
Preparo: JO 6h.
Indicação: Diagnóstico de gastrites e úlcera gástrica e duodenal causada pelo H. pylori e controle de
tratamento.
288                             Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Interpretação: 0,17 – 1,18% (Atividade ureástica no trato gastrointestinal superior).


D OSE T ERAPÊUTICA PARA T RATAMENTO DA D OR Ó SSEA COM
S AMÁRIO -153
Sinonímia: Tratamento de dor óssea
Preparo: Bom estado de hidratação aconselhável
Indicação: Paliação da dor óssea metastática.


E STUDO DE V IABILIDADE M IOCÁRDICA
Sinonímia: Cintilografia Miocárdica Perfusão Esforço e Repouso p/ pesquisa de viabilidade miocárdica.
Preparo: Não haver realizado exames prévios c/ utilização de radioisótopos.
Indicação: Estudo prévio do paciente com infarto do miocárdio para planejamento de cirurgia de
revascularização miocárdica.
Interpretação: Comparação dos cortes dos estudos adquiridos estabelecendo critérios p/regiões do miocárdio
que sejam viáveis ou não viáveis.




D OSE T ERAPÊUTICA COM IODO -131
Sinonímia: Radioiodoterapia - Tratamento com radioiodo - Ablação com I-131
Preparo: Suspensão de todas as drogas antitireoidianas por 5 dias prévios ao tratamento.
Indicação: Doença de Grawes, doença de Plummer, neoplasias tireoidianas.



T EMPO DE E SVAZIAMENTO G ÁSTRICO
Sinonímia: Pesquisa de Refluxo Gastroesofágico assoacido a tempo de esvaziamento gástrico
            Esvaziamento Gástrico
Preparo: Adulto: JO 12h – Criança: JO 6 a 8h.
Indicação: Avaliar síndromes de estases gástricas em geral, dispepsia funcional, anorexia nervosa,
gastroparesia diabética, úlceras pépticas gastroduodenais, doenças do colágeno, avaliar eficácia terapêutica
das síndromes de estases gástrica, associado à pesquisa de refluxo gastroesofágico fornece dados indiretos
na análise desta patologia.
Interpretação: 1a HORA: 40-60% de esvaziamento gástrico ocorra.
                 2a HORA: 60-75% de esvaziamento gástrico é esperado.



D ACRIOCISTOGRAFIA
Sinonímia: Cintilografia das Glândulas lacrimais
Preparo: Não haver realizado exames prévios com utilização de radioisótopos.
Indicação: Obstrução dos canalículos, obstrução do ducto naso-lacrimal
Interpretação: Migração por capilaridade do radiotraçador através dos canículos oculares inferior e superior
p/ o saco lacrimal interno e drenagem através do ducto naso-lacrimal bilateralmente até as cavidades nasais.




                                 Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                              289
  A Densitometria é útil para avaliação de densidade mineral óssea
   em mulheres na pré-menopausa, menopausa, pós-menopausa,
   em regime de reposição estrogênia, e nos indivíduos em uso de
    hormônios tireoidianos, corticosteróides, anticonvulsivantes,
      e em crianças no acompanhamento do desenvolvimento
               ósseo em doenças osteo-metabólicas.


DENSIOMETRIA ÓSSEA  AVALIAÇÃO MINERAL ÓSSEA
SINONÍMIA: BMD - Densidade Mineral Óssea – Densimetria Duoenergética ou Dupla emissão

PREPARO:  Não ter se submetido à exame de Medicina Nuclear previamente (72 horas).
          Não ter realizado exame radiológico com uso de contraste (aguardar pelo menos 5 dias).
          Não ter ingerido tabletes de cálcio nas últimas 24 horas.
290                            Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
            Comparecer com roupa sem metais (zíper, botões, broches, etc.).

INDICAÇÕES: Pacientes na pré-menopausa, menopausa, pós-menopausa, em regime de reposição
estrogênica, e nos indivíduos em uso de hormônios tireoidianos, corticoesteróides, anticonvulsivantes, e em
crianças no acompanhamento do desenvolvimento ósseo em doenças osteo-metamólicas.

INTERPRETAÇÃO: A análise computadorizada determina os valores de densidade mineral óssea e compara-os
com banco de dados de adultos-jovens (20 a 45 anos), fornecendo o desvio relativo existente.

CRITÉRIOS PARA INTERPRETAÇÃO (O.M.S.)
 até 1 desvio      normal
 1 a 2,5 desvios  Osteopenia
 > 2,5 desvios     Osteoporose
 > 2,5 desvios com presença de fratura osteoporotica  Osteoporose avançada




CANDIDINA
Teste útil na avaliação da imunidade celular.
Dose: 0,1 mL
Tempo de Leitura: após 48 horas
Resultado: Negativo: Placa Eritematosa com Diâmetro < 5 mm
               Positivo (+):Diâmetro de 5 a 10 mm
               Positivo (++): de 10 a 15 mm
               Positivo (+++): de 15 a 20 mm
               Positivo (++++): acima de 20 mm ou com Necrose

ESTREPTOQUINASE/ ESTREPTODORNASE
Teste útil na avaliação da imunidade celular.
Dose: 0,1 mL
Tempo de Leitura: após 48 horas
Resultado: ver CANDIDINA

MONTENEGRO
                               Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI                               291
Teste útil no diagnóstico da leishmaniose em que reação positiva é encontrada em cerca de 60% dos
casos.
Dose: 0,1 mL
Tempo de Leitura: após 48 horas
Resultado: Positivo: Nódulo acima de 5 mm

PPD - TUBERCULINA PURIFICADA
É um teste intradérmico utilizado para avaliar a imunidade pós vacinal (BCG) contra tuberculose,
auxiliar o diagnóstico de infecções por Mycobacterium tuberculosis, avaliar a imunidade celular.
Mesmo após a realização da vacina, há crianças que não apresentam PPD reator.
Dose: 5 UT = 0,1 mL
Tempo de Leitura: após 72 horas
Resultado: Não reator: Nódulo de 0 a 4 mm
           Reator Fraco: Nódulo de 5 A 9 mm
           Reator Forte: Nódulo 10 mm

SCHISTOTEST(ESQUISTOSSOMINA)
A prova é útil principalmente no ponto de visto epidemiológico, tendo valor apenas limitado para
diagnóstico de esquistossomose.
Dose: 0,05 mL
Tempo de Leitura: após 15 minutos
Resultado: Negativo: área de até 0,9 cm2
           Duvidoso: Crianças: 0,9 a 1,0 cm2 Adultos: 1,0 a 1,1 cm2
           Positivo:  Crianças: > 1,0 cm2      Adultos:  1,2 cm2

TRICOFITINA
Teste utilizado na avaliação da imunidade celular associado a outras reações do mesmo tipo. Sendo
um antígeno comum com o qual se tem contato fácil, indivíduo normalmente apresenta reação
positiva.
Dose: 0,1 mL
Tempo de Leitura: após 48 horas
Resultado: ver CANDIDINA




292                          Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI
Escolhemos os melhores laboratórios fabricantes de vacina do mundo e
contamos com experientes profissionais pensando na sua segurança e
            proteção. Atendemos todas as faixas etárias.




VACINAS DISPONÍVEIS

                  BCG-ID (tuberculose)
                  HEPATITE B (adulto e infantil)
                  HEPATITE A (adulto e infantil)
                      Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI   293
         HEPATITE A e B
         DPT (difteria, coqueluche e tétano) acelular
         DT (difteria e tétano, adulto e infantil)
         TÉTANO
         SABIN e SALK (Poliomielite)
         SARAMPO
         RUBÉOLA
         TRÍPLICE VIRAL (sarampo, rubéola e caxumba)
         VARICELA (catapora)
         HEMÓFILOS (Haemophilus influenzae tipo b)
         PNEUMOCOCO (pneumonia)
         MENINGOCOCO A/C (meningite)
         ANTI-GRIPAL (adulto e infantil)




      RESPONSÁVEL: Dr. Antônio Alves Duarte
                        CRM: 17321




294          Instituto de Patologia Clínica H. PARDINI

				
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posted:8/17/2011
language:Portuguese
pages:294