ITT-BLUMEN Resumo final

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					Projeto BLUMEN
Ecologia e Conservação da Biodiversidade
em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata
Atlântica
Resumo dos Resultados do Equipe Alemão




Colônia, Bonn e Leipzig, Novembro 2006
             ITT             Resumo dos resultados
Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                     BLUMEN




Coordenadores
Prof. Dr. Hartmut Gaese, Coordenador geral
Dr. Sabine Schlüter
Universidade de Ciências Aplicadas de Colônia
Instituto de Tecnologia nos Trópicos - ITT
Prof. Dr. Marc Janssens
Universidade de Bonn, Agricultura Tropical – Uni Bonn
Prof. Dr. Wilfried Morawetz
Universidade de Leipzig, Botânica e Jardim Botânico – Uni Leipzig
Prof. Dr.-Ing. Jackson Roehrig
ITT

Pesquisadores Área Agrícola
Juan Carlos Torrico Albino (ITT/Uni Bonn)
Udo Nehren (ITT)
Rui Pedroso (ITT)
Lucy Mino (ITT)
Diego Barreiro (ITT)
Ivone Friederich (ITT)
Assistente: Regiane da Cunha Barbosa

Pesquisadores Biosfera
Dr. Jens Wesenberg (Uni Leipzig)
Dr. Dietmar Sattler (Uni Leipzig)
Dipl.-Biol. André Lindner (Uni Leipzig)
Dipl.-Biolog. Claudia Raedig (Uni Leipzig)
Markus Adamek (Uni Leipzig)
Anja Kaczmarczyk (Uni Leipzig)
Rolf Engelmann (Uni Leipzig)
Carolin Seele (Uni Leipzig)
Oliver Thier (Uni Leipzig)

Pesquisadores GIS
Nicole Kretschmer (ITT)
Guénola Kahlert (ITT)
Georg Meier (ITT)
Jörg Wüstner (ITT)

Colaboração
David Barbosa
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Teresópolis
                                            ´

Agradecimentos
Agricultores da região em geral

                                                                                                              2
             ITT              Resumo dos resultados
Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                     BLUMEN

                                                              Índice
                                                                                                     Página
              PARTE I: INTRODUÇÃO                                                                         5
              1. Situação geral                                                                           5
              2. Metodologia                                                                              5
                 2.1. Localização                                                                         5
                 2.2. Métodos                                                                             6
              Parte II: RESULTADOS                                                                        7
              1 Caracterização dos Sistemas Agrícolas e Uso da Terra Município de
              Teresópolis - RJ                                                                           7
                 1.1 Recursos Humanos                                                                    7
                 1.2 Posse da terra e unidades produtivas                                                7
                 1.3 Recursos Naturais                                                                   8
                      1.3.1   Clima                                                                       8
                      1.3.2   Solo                                                                        9
                      1.3.3   Hidrografia                                                                 9
                      1.3.4   Paisagem                                                                   10
                 1.4 Tipos de uso do solo                                                               12
                     1.4.1 Vegetação                                                                    12
                 1.5 Sistemas de produção agrícola                                                      13
                      1.5.1   Classificação dos sistemas agrícolas                                      13
                      1.5.2   Cultivos                                                                  13
                      1.5.3   Rotações e Associações                                                    14
                      1.5.4   Doenças, pragas, ervas daninhas e controle                                15
                      1.5.5   Agroquímicos                                                              18
                      1.5.6   Calendário Agrícola                                                       18
                 1.6 Análise econômica dos cultivos                                                     19
                      1.6.1   Mercados e canais de comercialização                                      19
                      1.6.2   Preços                                                                    19
                      1.6.3   Indicadores econômicos                                                    20
                      1.6.4   Mão de obra                                                               20
                      1.6.5   Crédito                                                                   21
                 1.7 Sistema pecuário                                                                   24
                      1.7.1 Pecuária – Bovinos                                                          24
                      1.7.2 Produção e caprinos, eqüinos e suínos                                       25
                1.8 Interação entre os sistemas                                                         25
                1.9 A percepção ambiental dos agricultores                                              27
                1.10 Análise da problemática                                                            28
                1.11 Conclusões                                                                         29
              2 Análise da Biosfera                                                                     31
                2.1 Objetivos                                                                           31
                2.2 Métodos e resultados                                                                31
                 2.2.1 Objetivo 1: Análise da diversidade florística e estrutural
                 da floresta do PARNA-SO (inclusive sub-bosque) em relação a
                 fatores abióticos                                                                       31
                 2.2.2 Objetivo 2: Análise do potencial indicativo de grupos taxonômicos
                escolhidos (Pteridophyta, Begoniaceae) para a caracterização e classificação
                da comunidade florestal                                                                  32
                2.2.3 Objetivo 3: Avaliação básica da aplicabilidade
                de instrumentos técnicos para a análise da estrutura
                florestal                                                                                33
                2.2.4 Objetivo 4: Influência de parâmetros estruturais sobre a composição
                do banco de sementes em remanescentes florestais da Mata Atlântica                       33
                2.2.5 Objetivo 5: Análise da estrutura de populações e do potencial
                indicativo de Piptadenia gonoacantha em remanescentes florestais da Mata
                Atlântica                                                                                34
              3 Teses de graduação e publicações                                                        35
              4 Publicações resultando do projeto BLUMEN                                                36
              5 Publicações em preparação                                                               36
              BIBLIOGRAFIA                                                                              37
              ANEXOS A: Clima, Custos                                                                   38
              ANEXOS B: Mapas                                                                           46

                                                                                                              3
             ITT             Resumo dos resultados
Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                     BLUMEN
                                         Índice de gráficos e tabelas


                                                                                                      Página
            Tabela 1. Distribuição da população no município de Teresópolis
                     por distritos                                                                        7
            Tabela 2. Área e condição do produtor                                                         8
            Tabela 3. Estabelecimentos por atividades econômicas no
            município de Teresópolis                                                                      8
            Tabela 4. Unidades de conservação no município de Teresópolis.                               12
            Tabela 5. Mais importantes cultivos em Teresópolis, variedades e
                     ciclos de inverno e verão.                                                          13
            Tabela 6. Rotação dos cultivos                                                               14
            Tabela 7. Associação dos cultivos                                                            15
            Tabela 8. Relação cultivo – doença e controle químico.                                       16
            Tabela 9. Relação cultivo – pragas e controle químico                                        17
            Tabela 10. Incidência de ervas invasoras, combate e dosagem                                  17
            Tabela 11. Grupos de agroquímicos mais utilizados                                            18
            Tabela 12. Calendário Agrícola                                                               18
            Tabela 13. Relação entre preços pagos ao produtor e a média dos
                      preços pagos pelos consumidores nos supermercados                                  20
            Tabela 14. Relação de mão de obra necessária por atividade (em
                      diárias)                                                                           21
            Tabela 15. Indicadores econômicos dos mais importantes cultivos                              22
            Tabela 16. Modalidades de créditos e condições - período 2003 –
                    2004                                                                                 23
            Tabela 17. Produção pecuária no município de Teresópolis                                     24
            Tabela 18. Média da pecuária bovina                                                          25
            Tabela 19. Raças e objetivo da pecuária bovina                                               23
            Tabela 20. Animais comuns e exóticos conhecidos dos
                      agricultores nos fragmentos de Teresópolis                                         27



            Figura 1. Mapa da área de estudo, Município de Teresópolis                                    6
            Figura 2. Porcentagem da distribuição do uso do solo nas
                       propriedades, especialmente agrícolas                                              7
            Figura 3. Climadiagrama de Teresópolis, período 1943 - 2002                                   8
            Figura 4. Comercialização dos produtos hortículas de Teresópolis,
                       segundo os dois principais mercados                                               19
            Figura 5. Mão de obra por cultivo/ciclo/ha (em dias de trabalho)                             21
            Figura 6. Interação dos subsistemas de produção, consumo,
                       armazenagem e Mercado nas unidades de produção                                    26




                                                                                                               4
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Parte I: Introdução
1 SITUAÇÃO GERAL

Através da história o homem tem usado sua cultura para utilizar os recursos naturais que estão em sua volta,
com o crescimento da população e o aumento da demanda exige-se grande exploração de recursos em
diferentes níveis da comunidade natural, causando muitas perdas nos recursos genéticos. Esta é uma clara
realidade na Mata Atlântica através da costa brasileira, que aos poucos tem sido transformada em sistemas
de pastagens, sistemas agrícolas extensivos nas planícies e intensivos nas áreas serranas.

Os dados históricos reforçam que a evolução agrícola no Brasil tem sido um caso singular no mundo, o
sistema extensivo de café, cacao, cana de açúcar, mandioca, e a extração de pau Brasil tem sido a
fundamental causa dos desastres ecológicos na floresta atlântica com maior intensidade nos últimos 100
anos. Estes sistemas de produção agrícola tem sido sempre caracterizados por sua extração intensiva, não
muito ecológica e não muito conservacionista.

Essa extração teve seu início com a introdução das culturas de café em 1718, cacao em 1746 e cana de açúcar
em 1790 (Homma, 2003). Ao mesmo tempo em que os sistemas agrícolas brasileiros evoluíam iniciou-se a
pecuária em grande escala.

Na região serrana do Rio de Janeiro havia a presença esporádica de café que não teve um caráter devastador
como em outras regiões planas. As primeiras colônias com caráter agrícola iniciaram-se aproximadamente
110 anos atrás com a introdução da mandioca e feijão, para consumo domestico, poucos anos mais tarde
alguns agricultores plantaram café com objetivos comerciais e provocaram o desflorestamento de áreas para
a introdução de pastagens. Na década de 30 começa o aumento do crescimento da população na Região
Serrana e conjuntamente a especialização da região para a produção de feijão, milho, beterraba, cenoura e
alguns outros vegetais.

Desde os anos 40 e 50 começa um novo ciclo no sistema produtivo agrícola. Para responder a alta demanda
de vegetais no Rio de Janeiro os sistemas, anteriormente na sua maior parte anuais e perenes, sofreram
mudanças para sistemas intensivos, especializando-se mais e mais em direção a horticultura com um
correspondente aumento do uso de agroquímicos. Enquanto isso, a pecuária decrescia por não ser
sustentável, no entanto as pastagens persistiram.

O presente trabalho tem como objetivos:

Caracterizar os sistemas de produção agrícola, seus sub-componentes e as interações entre eles e o seu
ambiente externo. Baseado nos objetivos do projeto “BLUMEN” que são: a ) desenvolver as bases para a
avaliação e manutenção dos sistemas locais e regionais (assim como a preservação dos habitats) baseado em
abordagens como: condição e qualidade do solo, funcionalidade, estabilidade dos fragmentos florestais,
qualidade dos recursos hídricos e sua acessibilidade; b) avaliar os impactos econômicos e ecológicos do uso
do solo nos sistemas agrícolas, incluindo o uso de florestas primárias e secundárias; c) desenvolver cenários
para planejamento regional incluindo os efeitos externos econômicos e ecológicos.

Para avaliação da área agrícola torna-se indispensável, a caracterização os sistemas agrícolas, para
determinar as relações e inter-relações desses sistemas com a floresta ou os fragmentos de floresta, e a
descrição físico-natural dos recursos locais. Esses resultados são apresentados no presente documento
através da abordagem de sistemas.


2 METODOLOGIA

2.1 Localização

A caracterização dos sistemas agrícolas foi realizada nos distritos 2 e 3 do Município de Teresópolis – Rio de
Janeiro (Mapa 1), o ponto central está localizado na latitude de 22°24´43.2 e longitude de 42°67´, com uma
altitude de 871 metros acima do nível do mar, correspondendo ao principal ponto, e a média de altitude do
município está entre 910 metros acima do mar. O município tem uma extensão total de 849,6 k
correspondendo a uma área agrícola, estimado segundo o Sistema de Informação Geográfica em 385 k. Nas
pequenas localidades de Vargem Grande, Venda Nova, Imbiú, Tapera, Sebastiana, Rio Preto, Campanha,
Corrego Sujo, Agua Quente, Xoto, Bom Suceso, Viera, Santa Rosa, Motas, Anta e Frades.




                                                                                                              5
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                                                                                         Legend
                                                                                              streets
                                                                                              river
                                                                                         land use
                                                                                         CLASSE
                                                                                              Afloramento Rochoso
                                                                                              Campo / Pastagem
                                                                                              Floresta Ombrófila
                                                                                              Não sensoriado
                                                                                              Rios, Lagos, Logoas, etc.
                                                                                              Solo Exposto
                                                                                              VIII - Montanhas e Escarpas
                                                                                              VIIa - Morros / Gnaisses, Migmatitos e Xisto
                                                                                              VIIb - Morros / Rochas Gzaníticas e Alcalinas
                                                                                              Vegetação Secundária
                                                                                              Área Agrícola
                                                                                              Área Urbana
                                                                                              Área não classificada
                                                                                              Detailed rural census sections
                                                                                              catchment area corrego sujo




Figura 1. Mapa da área de estudo, Município de Teresópolis.


2.2 Métodos

O trabalho foi dividido em 5 fases:
    1. Preparação: consulta de um mês a expertos, relatórios e dados secundários, como clima, vegetação,
        demografia, imagens de satélite, etc.

     2.   Pré-testes das entrevistas: 12 entrevistas foram provadas no campo e as deficiências foram reajustadas,
          principalmente quanto à formulação e a separação de informações.

     3.   Execução em campo: Nos últimos três meses foram realizados 64 questionários fechados, tendo como
          principal ferramenta à caracterização dos sistemas produtivos em sua primeira fase, 28 entrevistas
          informais. Foram realizados três workshops participativos; nas duas primeiras coletas de informação
          foram criadas discussões sobre tópicos de uso de recursos e suas problemáticas, no ultimo workshop
          houve uma validação de informação, no qual foram discutidos e acertados os resultados obtidos,
          perfazendo um total de 160 unidades produtivas através de entrevistas e participação de workshops.
          Grande quantidade de informação foi levantada em 18 pontos, a partir de um monitoramento de três
          meses. Os pontos de investigação foram selecionados através dos seguintes aspectos:

                     Os sistemas de produção são diferentes
                     Há nos sistemas de produção os componentes: agricultura, floresta e/ou pastagem.
                     Os pontos foram bem distribuídos na área de estudo
                     Os agricultores concordam com a investigação
                     Estes pontos também são de interesse de outros grupos de trabalho.

     4.   4. Análise estatística e interpretação: A base de dados foi desenhada em Excel e as tabelas foram
          processadas em planilhas eletrônicas para cálculos simples de media, somatória, freqüência,
          porcentagem, correlação, etc.

     5.   5. Conclusão e Relatório.




                                                                                                                                              6
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Parte II: Resultados
1. Caracterização dos Sistemas Agrícolas e Uso da Terra Município de Teresópolis, RJ

A caracterização e descrição dos recursos serão divididas nas seguintes áreas: humana, física, agricultura,
economia e social.

1.1 Recursos humanos

Os dados estimaram uma função da taxa de crescimento médio, estimaram a população atual em 143.386
habitantes, dos quais 17,5% (25.163) correspondem à área rural dos distritos 2 e 3 (Tabela 1). Foi calculado que,
no município existe aproximadamente 3100 unidades produtivas dedicadas à agricultura.

1.2 Posse da terra e unidades produtivas

A partir da Tabela 2 é possível deduzir a taxa de posse da terra de 6,8 ha, onde os proprietários possuem mais
que 17 há e os meeiros, possuem menos de 1 ha. Sendo que esses últimos representam 54% das unidades
produtivas.

                      Tabela 1. Distribuição da população do Município de Teresópolis por distritos

                        Distrito                  1999*      2000               2001*        2002*    2003*
                        1. Teresópolis           105122    113850              115549       115821   118223
                        2. Vale do Bonsucesso     12240     13931               14140        14295    14467
                        3. Vale do Paquequer       9462     10300               10454        10569    10696
                        TOTAL Municípios         126824    140081              140143       140685   143386
                        Fonte: Projeção baseada em IBGE 2003




Figura 2. Porcentagem da distribuição do uso do solo em propriedades especialmente agrícolas.

Observa-se na figura 2 que as propriedades especializadas em horticultura tem em média 30 a 35% de suas áreas
ocupadas por fragmentos de floresta onde estão geralmente as nascentes de água usadas para uso doméstico,
agrícola e para a pecuária. Entre 20 a 30% da área total é dedicada a produção intensiva de vegetais. É
igualmente importante acrescentar que em média essas propriedades, onde especialmente são cultivadas
horticulturas, também existe a presença de áreas com pastagens, em sua maioria em regeneração.

De acordo com o IBGE (1996) (Tabela 3), os estabelecimentos com produção permanente perfazem 48,1% e com
horticultura 48,9%, a partir da realização das entrevistas este fato é contradito com menos de 9%, 78%
respectivamente, sempre mantendo muito abaixo as unidades de produção de gado, florestas e hidrocultura.

A classificação de meeiro é muito variada na região, muitas condições são observadas, por exemplo, algumas
unidades produtivas pagam mensalidades com base no salário mínimo, em torno de R$ 200, ou pagam a partir
de certa porcentagem da produção, variando entre 20 a 50%, dependendo de quem paga pelos investimentos
na unidade de produção.




                                                                                                                  7
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                                                          Tabela 2. Área e condição do produtor

                                      Proprietário    Parceiro                                 Meeiro           Ocupante                   Total
                   Estabelecimentos 1144              99                                       1598             113                        2954
                   Área (ha)          17689           757                                      1333             252                        20031
                   Fonte: IBGE. Censo Agropecuário, 1996.

                 Tabela 3. Estabelecimentos por atividade econômica no município de Teresópolis.

                                Horticultura Permanente Gado                                    Misto     Floresta     Hidrocultura TOTAL
             Estabelecimentos 2781            2736      42                                      110       20           4            5693
             %                  48,9          48,1      0,7                                     1,9       0,4          0,1          100,0
             Fonte: Modificado de IBGE, 1996.


1.3 Recursos Físicos

1.3.1 Clima

O clima de Teresópolis é típico da região serrana brasileira, com oscilações de temperatura e precipitação por
causa das diferenças de altitude (de 300 a 1500 metros acima do mar). Para as análises de clima foram
analisados dados da estação meteológica de Teresópolis localizada aproximadamente a 874 metros de
altitude, latitude 42°58´12´´ e longitude 42°58´42´´.

Os dados históricos mostram dois períodos distintos, uma estação seca com cindo meses de déficit de água e
uma estação chuvosa na qual concentra-se 79% da precipitação anual (1671mm). A partir da análise dos
dados de 1930 é difícil determinar estatisticamente a tendência e a alta variabilidade na precipitação mensal
e anual. Com uma simples análise das médias foi determinada a media de chuvas atual de 60mm a menos
no período chuvoso.

A média anual de temperatura é de 17,7°C, observando nas análises de temperatura interessantes resultados,
como no caso das mínimas temperaturas, que comparadas ao período da década de 30 a 70 com a atual é
observado um relevante incremento das temperaturas mínimas em 2,3°C, com um desvio padrão de 0,5 e
um r2 de 0,66. Nas máximas temperaturas, as diferenças são menos marcantes.

Em geral o incremento de temperatura, como uma conseqüência do aquecimento global é evidenciado nos
dados da estação climática e também claramente percebidos pelas pessoas entrevistadas, que asseguraram
que a temperatura aumentou e que o fluxo de água diminuiu em 50%.

                                                                      Climadiagram Teresópolis

                                          350,00                                                                            25,00



                                          300,00
                                                                                                                            20,00

                                          250,00
                                                                                                                                    Temperatura (°C)
                          PP & PET (mm)




                                                                                                                            15,00
                                          200,00



                                          150,00
                                                                                                                            10,00


                                          100,00

                                                                                                                            5,00
                                           50,00



                                            0,00                                                                            0,00
                                                    JAN   FEB   MAR   APR   MAY   JUN   JUL   AUG   SEP   OCT   NOV   DEC

                                                                                  Months

                                                   Precip_Total_Mly               PET_total__mly                  Temp_mean_mly



Figura 3. Climadiagrama de Teresópolis, período 1943 - 2002. Modificado de FAOCLIM 2001; Estação Climática
de Teresópolis.



                                                                                                                                                       8
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É também observado entre 10 e 20 dias de chuva por mês, sendo a média nos meses de junho a agosto
somente sete dias de chuva por mês. A máxima precipitação registrada em 24 horas foi em 27/02/66 com
134.1mm. A umidade relativa mantém-se quase constante durante todo o ano, com uma media de 83%. O
mês com maior nubilosidade é dezembro, apresentando 8, em uma escala de 1 a 10 e menor nubilosidade
no mês de Julio com 5. O total de evaporação é 557.3mm. E o total de radiação anual é 1931.3 horas. O vento
sopra com maior freqüência com direção SW e a velocidade média do vento durante o ano é 2,3 m/sec.

1.3.2 Solos

Latosolo vermelho-amarelo

Textura meio argilosa, com coloração amarela clara, profundidade maior que 2 m, baixa fertilidade e alta
concentração de alumínio, pH entre 3 a 5, média 4.3, CE 058 µv. No horizonte "A" existe uma grande
concentração de material orgânico de origem natural e antrópica. O seu maior uso na região está ligado à
pastagem, horticultura e culturas permanentes. Este tipo de solo apresenta-se nos morros e declives.

Cambisolo: Textura meio argilosa, coloração avermelhada, espessura até 1,5 m, baixa fertilidade e alto
concentração de alumínio, pH 3 a 5, média de 4.8, CE 060 µv. No horizonte "A" há uma grande concentração
de matéria orgânica de origem natural e antrópica. Os usos a que são determinados esses tipos de solo na
região são principalmente para pastagens, horticultura e alguns cultivos permanentes.

Gleisolo: Naturalmente eles apresentam textura argilosa, coloração clara, densidades variáveis, baixa
fertilidade e excesso de alumínio. Medidas atuais mostram pH. 4,2 a 6, média de 5,2; estas terras são
condicionadas para a produção hortícola com adição de fertilizantes, correção de pH, e alta concentração de
alumínio. Apresenta-se em planícies.

Aluviais: Textura argilosa, coloração clara, densidades variáveis, baixa fertilidade natural, altas concentrações
de alumínio, pH de 3,9 a 5.9, média de 5,3. Esses solos são intensamente corrigidos no horizonte "A" para
produção intensiva de legumes. Eles apresentam-se nas planícies.

Litolíticos: Meia textura, cor amarelo claro, profundidade mediana de 0,30 a 0,70 m, muito baixa fertilidade,
concentração de alumínio alta, pH de 3 a 5, média de 4,1. Em poucas áreas é dedicado ao cultivo de pastos.


1.3.3 Hidrografia

O município de Teresópolis insere-se principalmente na bacia do “Rio Preto”, cujo principal e maior afluente
são em ordem: Rio Paquequer (270 k approx.), Bengala (136 k approx), Sebastiana (Frades, 189 k), Corrego
Sujo (53 k approx), Serra do Capim, Formiga. (Mapa 2).

No total o município de Teresópolis tem 24 micro bacias e 86 “nano-bacias”. A área da micro bacia do
córrego sujo por exemplo, foi subdividida através do programa ArcHydro em 9 “nano-bacias” tento cada uma
delas uma media de 5,8k.

Em geral existe água suficiente para todos as atividades no município, a topografia ondulada com 12 áreas
montanhosas que ao mesmo tempo mantém as nascentes e as reservas florestais. Os testemunhos dos
residentes indicam que os recursos de água nunca foram um problema, nem para o consumo humano, nem
para a agricultura, mas nos últimos 50 anos o fluxo de água decresceu em certos casos em até 50%, seja pela
desflorestamento, seja pela perda de pequenas nascentes de água, de acordo com as pesquisas; de cada 6
pequenas nascentes uma tem secado e duas outras estão em perigo de secar.

Desde de que a produção hortícola foi intensificada 40 anos atrás, a qualidade da água é perceptível a olho
nu, com intensa turbidez e transporte de materiais particulares, principalmente por causa da erosão.
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Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
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1.3.4 Paisagem

Em geral o relevo ondulado dessas áreas serranas é
dominado por três componentes, são eles: os
fragmentos florestais que se estendem de altas
partes com muitas vertentes; pastagens em encostas
onde domina a braquiária e em alguns casos
estendendo através de altos morros; agricultura na
bacia dos rios. Recentemente também são
observados pastos em regeneração que aos poucos
tem se transformado em “capoeira”.




Relevo

A municipalidade de Teresópolis é caracterizada por
seu relevo montanhoso, a partir de encostas
denominadas “dos Órgãos”, “Albuquerque”,
“Paquequer”, “Demanda”, “Firmamento”, “Gamboa”
e “Campim”. A parte mais baixa do município está a
145 metros de altitude e o mais alto pico está em
2263. As montanhas estão em media entre 900 a
1400 metros de altitude, elas são onduladas,
cobertas de vegetação e distribuídas entre
fragmentos e áreas de pastagens estão nas encostas
e na parte baixa dos morros prevalece o cultivo
agrícola.




Área de conservação florestal

Com 11.000 hectares de área, o Parque Nacional da
Serra dos Órgãos ocupa um importante espaço na
paisagem, como uma espetacular amostra do bioma
Mata Atlântica. Nele são observados enorme
variedade de flora e fauna, com um gradiente
natural de vegetação e produção biótica de
aproximadamente 145 a 2000 metros de altitude
acima do nível do mar..




                                                                                                              10
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Produção intensiva de horticultura
Os distritos dois e três são dominados em suas
partes baixas por produção intensiva de
horticultura, podendo-se observar grande
variedade de cultivos de ciclo curto (em torno
de 40 dias) com mais de 35 espécies e
predominância de cultivos de alface na parte
baixa dos morros. É também observado como a
agricultura que até poucos anos atrás ocupava
as partes baixas, aos poucos foi ocupando as
encostas e utilizando áreas que anteriormente
eram de pastagens.



Pastagens

As pastagens que dominavam a paisagem em
muitas regiões do município são representados
pela braquiária que foi plantada a mais de 40
anos e o “capim gordura” que é disseminado
com facilidade depois da derrubada da mata. As
pastagens são distribuídas em declives de 45% a
55%, em casos extremos, é possível observá-las
em declives de 65%.




Combinações de pastagens, fragmentos e agricultura

No segundo e terceiro distritos que
correspondem às áreas rurais de Teresópolis
uma paisagem típica em geral são as
combinações de três elementos, existe limites
bem delimitados entre pastagens e florestas ao
mesmo tempo entre floresta e agricultura,
indicando uma pequena interação entre esses
componentes.




Floresta-pastos e agricultura-floresta


Sao as paisagens menos comuns na região, As
espécies florestais são pouco desenvolvidas e
isoladas. Dado a exploração de horticultura é
intensiva, não há uma combinação com
espécies arbóreas para formar sistemas agro-
florestais. As paisagens são preferencialmente
marcadas entre esses componentes.




                                                                                                              11
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1.4 Tipos de uso do solo

1.4.1 Vegetação

Dado a deterioração e desflorestamento da região, principalmente pelos usos agrícolas, uma diferente
variedade de cobertura vegetal foi observada sendo descrita abaixo:

          Floresta hombrófila densa
          Floresta próxima do clímax, sua formação é observada em algumas áreas de proteção e em partes
          do Parque Nacional.
          Floresta desenvolvida
          É observada a presença de espécies mais velhas que 30 anos, enorme presença de epífitas e lianas, o
          dossel é fechado. Este tipo de cobertura vegetal corresponde a maior cobertura do Parque Nacional
          e alguns fragmentos.
          Floresta em desenvolvimento intermediário
          As espécies semi-arbóreas e de cerrado prevalecem, a vegetação arbórea começa a mostrar
          predominância, pouca presença de epífitas. Na maioria em pequenos fragmentos.
          Floresta em condição inicial de desenvolvimento
          Ausência de epífitas, predominância de gramíneas, os arbustos e as plantas herbáceas podem
          chegar até a 4 metros de altitude. Há a predominância de muitos pastos abandonos com mais de
          cinco anos e que não foram queimados.
          Pastagens e cerrado
          Presença de áreas limpas com gramíneas para pastagem em alguns casos com pouco de cerrado.
          Agricultura
          Predominância de cultivos de ciclo curto, ao lado de cítricos.
          Vegetação de áreas alagadas
          Dominância de espécies Tifa domingensis, e outras com características de terras alagadas.

Ao lado das unidades de conservação o parque nacional são observados na região ao redor 212 fragmentos
tendo uma área média de 12,8ha.
No município é observado um total de área agrícola de 19000 hectares, dos quais 6.100 correspondem à
produção intensiva de horticultura, e mais 10.050 hectares de pastagens.

Tabela 4. Unidades de conservação no município de Teresópolis

Nome                        Categoria                   Área (ha)       Decreto             Ecossistemas encontrados
Área de proteção            Unidade de uso              2.700           Dec. 8.280 -        Floresta atlântica de altitude,
ambiental da                sustentável                                 23/07/85            nascentes usadas para
floresta do                                                                                 abastecimento em Teresópolis
Jacarandá
Área de proteção            Unidade de uso              7.500           Dec. 1.755 -        Floresta Atlântica, campos de
ambiental da bacia          sustentável                                 27/11/90            altitude, monumentos geológicos
do rio dos frades                                                                           e nascentes formam o rio "dos
                                                                                            Frades"
Parque nacional da          Parque Nacional             11.000          Dec. n° 1822        Solos, florestas e biodiversidade
Serra dos Órgãos                                                        v.                  preservadas com objetivos
                                                                        30/Nov/1939         científicos, ao lado do
                                                                                            desenvolvimento do turismo.




                                                                                                                              12
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1.5 Sistema de produção agrícola

Em geral a região é caracterizada por produção hortícola, intensiva e irrigada, áreas cultivadas por pequenas
propriedades familiares, menos de 1 ha. O sistema hortícola tem pouca ou nenhuma interação com o sistema
de pecuária e o florestal. Entradas de fertilizantes orgânicos e inorgânicos são introduzidos no sistema, as
plantas são produzidas na região usando boa qualidade de sementes. Os produtos do sistema são
comercializados por diferentes canais, dominando os canais de comercialização com atravessadores que
atendem a diferentes mercados vizinhos. As unidades de produção são em geral diversificadas, como forma
estratégica, contra as oscilações de preços no mercado que flutuam durante todo o ano.

1.5.1 Classificação dos sistemas agrícolas

          Sistemas convencionais de ciclo curto (CCC), assim são classificadas todos os cultivos que tem seu
          ciclo menor do que cinco meses, por exemplo, alface, couve, espinafre etc.
          Sistemas convencionais de ciclo longo (CCL), são aqueles que tem seu ciclo mais longo do que cinco
          meses, como por exemplo, chuchu, quiabo, etc.
          Sistemas mistos e convencionais (CM), são sistemas que combinam ambos CCC e CCL, por exemplo,
          chuchu com alface.
          Sistemas de cultivos perenes (CP), são cultivos que tem ciclo perene, como hortelã, tangerina, etc.
          Sistema de produção orgânico (PO), classificados desta maneira, os sistemas certificados como
          orgânicos ou sistemas mistos agroflorestais.

1.5.2 Cultivos
Todas as culturas são apresentadas na (Tabela 5), essas são as mais importantes e constituem a base da
economia, os cultivos de alface, couve, brócolis,espinafre, agrião e outros vegetais como chuchu, pimentão e
tomate.

A maioria dos cultivos tem ciclo menor que três meses, e os cultivos de frutas são maiores que quarto meses,
a diferença entre os ciclos de verão e inverno são de aproximadamente 15%..

Tabela. 5. Mais importantes culturas em Teresópolis, variação entre os ciclos de verão e inverno.
 Cultura         Nome científico          Variedades                            Ciclo de          Ciclo de verão
 Nome local                                                                     inverno
 Abóbora         Cucurbita Moschata       Baiana, mineira, jacaré, pescoço,     120 a 140 dias    -
                                          da água, moranga, gila
 Beterraba       Beta vulgaris var. cicla verde comum, crespa comum,            45 a 55 dias      60 a 65 days
                                          talo branco
 Agrião          Barbarea verna           da água, folha larga                  35 a 45 dias      50 a 55 days
 Celeri gigante Apium graveolens                                                40 a 55 dias      60 a 65 days
 Alface          Lactuca sativa           Lisa, crespa comum, crespa, roxa,     30 a 40 dias      45 a 50 days
                                          romana, americana
 Alho poró       Allium porrum            king richard                          3 a 4 months      5 a 6 meses
 Chicória        Cichorium intybus        folha larga, pão de açúcar            40 a 45 dias      50 a 60 dias
 Beringela       Solanum melongena        Embu, ciça, black – tie               60 a 70 dias
 Brocolis        Matricaria recutita                                            45 a 50 dias      60 a 70 dias
 Cebolinha       Allium fistulosum        verde comum                           35 a 40 dias      50 a 60 dias
 Cenoura         Daucus carota            Alvorada, brasília, santana           70 a 80 dias      90 a 100 dias
 Endívia verde Cichorium endivia          Lisa, redonda de coração cheio,       35 a 40 dias      45 a 50 dias
                                          Grande, crespa.
 Chuchu                                   branco com espinho, branco sem 90 a 100 dias            110 a 120 dias
                                          espinho, verde com espinho, verde
                                          sem espinho
 Coentro         Coriandrum sativum       Português                             40 a 45 dias      50 a 60 dias
 Couve           Brassica pekinensis      Mineira                               40 a 50 dias      60 a 70 dias
 Couve-flor      Brassica oleracea        bola de neve, gigante                 55 a 60 dias      70 a 90 dias
 Feijao verde Taraxacum offlcinalis       Anãs, trepadeira, flor roxa           60 a 70 dias      75 a 80 dias
 Balm            Melissa officinalis      nova Zelândia, verdadeira             40 a 45 dias      50 a 60 dias
                                          orelha de rato
 Feijao verde Phaseolus vulgaris          Macarrão, atibaia, rasteira,          60 a 75
                                          serrano

                                                                                                              13
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Hortela             Mentha piperita                  folha larga                                     perenne
Inhame              Xanthosoma                       Chines                                          3 a 5 meses      6 a 7 meses
                    sagittifolium
Beringela           Solanum gilo                     comprido verde, verde claro, irajá              90 a 100 dias
indiana                                              redondo
Pepino da           Cucumis anguria                                                                  60 a 65 dias     70 a 75 dias
india
ocidental
Milho               Zea Mais                         Vermelho, branco                                4 a 6 months
Mostarda            Brassica juncea                  Lisa, crespa                                    40 a 50 dias     55 a 65 dias
Repolho roxo        Brassica rapa                    Branco, Roxo                                    60 a 65 dias     65 a 75 dias
Pepino              Cucumis sativus                  Caipira verde, record, royal                    60 a 70 dias     75 a 80 dias
Pimenta doce        Capsicum annuum                  Dulce, casca dura, allbig, dagmar,              60 a 70 dias     80 a 100 dias
                                                     magnata
Mandarin            Citrus reticulata                Casca dura                                      Perene
Quiabo              Abelmoschus                      Gigante, comum curto, chifre de                 90 to 100 dias
                    esculentus                       veado
Rabanete            Raphanus sativus                 vermelho de ponta branca,                       30 dias          40 dias
                                                     vermelho
Couve               Brassica oleracea                Roxo, chato de quintal, coração de              70 a 80 dias     100 a 110 dias
                                                     boi, louco de verão
Rúcula              Eruca sativa                     Cultivada                                       30 dias          40 dias
Salsa               Petroselinum crispum             Lisa, graúda, portuguesa, salsão                60 a 70 dias     75 a 85 dias
                                                     Crespa
Tomate              Lycopersicon                                                                     60 a 90 dias     100 a 110 dias
                    sculentum
Outros              Manjerona (Origanum majorana), Erva Doce (Pimpinella anisum), Espinafre chines (Tetragonia
                    tetragonioides), Basilico (Ocimum basilicum), Orégano (Origanum vulgaris), Pimenta (Capsicum
                    frutescens), Tomillo (Thymus vulgaris).

1.5.3 Rotações e associações

É difícil distinguir a rotação dominante, dado a grande quantidade de culturas e a variedade de rotações
existentes. Aquelas que são apresentadas com relativa alta freqüência é a de alface, seguida de couve,
continuando com um tipo de cultivo de ciclo curto e novamente alface. Brocoli-alface, ou agrião-alface,
nesses casos antes de ser retomado o cultivo inicial existe dois cultivos que podem ser de ciclo curto (Tabela
6).

É também necessário salientar que os agricultores não deixam a terra descansar. Além do alto uso de
fertilizantes. Como monoculturas são observadas somente agrião e alface em poucas unidades de produção.
Existem poucos agricultores que praticam associações de culturas, como um grupo de associação mais
freqüente aparece chuchu com um cultivo de ciclo curto, seguindo cebolinha com coentro ou salsa (Tabela
7)


                                                  Tabela 6. Rotação de cultivos


                              Freqüência                         Rotação                                 Descanso
                             0,25              Alface-Couve chinesa-ccc-Alface                               0
                             0,20              Chuchu-ccc-x-chuchu                                           0
                             0,15              Brocoli-Alface-ccc-Brocoli                                    0
                             0,05              Couve chinesa-ccc-ccc-Couve chinesa                           0
                             0,05              Agrião-Alface-ccc-x-Agrião                                    0
                             0,05              Espinafre-x-Alface-x-Espinafre                                0
                             0,01              Pimentao -Inhame-Pimentao                                     0
                             0,24              Outros                                                        0
                               1               Total, 100% das rotacoes observadas




                                                                                                                                14
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                                                Tabela 7. Associacao de cultivos

                              Freqüência                          Associacao
                                 0,35           Chuchu – ccc
                                 0,30           Cebolinha – Coentro
                                 0,25           Cebolinha - salsa
                                 0,05           Inhame – Milho
                                 0,05           Outros
                                  1             Total, 100% das associacoes observadas



1.5.4 Doenças, pragas, ervas invasoras e controle

Em geral é observada uma baixa a media incidência de doenças na região, as doenças com maior índice de
incidência são o Mídio e a Meladeira, as culturas mais sujeitas a essas doenças são a couve chinesa, o tomate,
alface e o brócolis. Para seu controle são usadas uma grande quantidade de agroquímicos, em medias to
altas doses (tabela 8).

A incidência de pragas em geral é controlada, aquelas que mais se apresentam na região e na maioria das
culturas são a “lagarta mineira”, “joaninha” e o “pulgão”. As doenças são controladas com pesticidas, em
medias a altas doses (tabela 9). Para o controle de ambas, doenças e pragas são utilizados aspersores com 20
litros, semanalmente, variando sua freqüência de acordo com a cultura e a incidência de pragas e doenças.

A distribuição espacial das ervas invasoras é quase homogenia na região, entre as ervas invasoras com maior
incidência estão a tiririca, a losna, o pé de galinha e o carurú. Na maioria dos casos, o controle é manual, uma
ou duas vezes durante o ciclo do cultivo. Em alguns casos, como por exemplo, no cultivo de couve chinesa é
necessário o controle químico com a presença de cultivos que tem em sua estrutura as mesmas facilidades
de aplicação com aspersores.
Em alguns outros casos como o do tomate ou pimentão os controles químicos são utilizados previamente na
plantação incorporando-os no solo .




                                                                                                              15
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Tabela 8. Relação entre cultivo - doença e controle químico.

Cultura             Praga                            Incidência            Tratamento         Dosagem
Couve               Canela preta                     baixa                 Mudança de cultivo
chinesa
                    Podridão                         média                 Sumilex                   3 a 4 vezes por cultivo
                    Míldio                           média                 Reconil                   3 a 4 vezes por cultivo
                    Ferrugem                                               Cercobim                  2 a 3 vezes por cultivo
Hortelã             Ferrugem                         baixa                 Amistar                   3 a 4 vezes por cultivo
                    Meladeira                        baixa                 Amistar                   3 a 4 vezes por cultivo
Coentro             Pinta                            baixa                 Shecore                   1 a 2 vezes por cultivo
                    Meladeira                        alta                  Amistar, Cazumin,         Am, Ca 1 once per cultivation
                                                                           Manzate                   Ma 3 a 4 vezes por cultivo
                    Ferrugem                         média                 Cercobim, Manzate         Ce 3 a 4 vezes por cultivo Ma
                                                                                                     1 a 2 vezes por cultivo
Salsa               Pinta                            média                 Shecore                   1 a 2 vezes por cultivo
                    Meladeira                        baixa                 Amistar                   3 a 4 vezes por cultivo
Rúcula              Meladeira                        baixa                 Cercobim                  1 a 2 vezes por cultivo
                    Ferrugem                         baixa                 Cercobim                  1 a 2 vezes por cultivo
Alface              Míldio                           alta                  Reconil, Tatu,            Re, Ta 1 vez por cultivo
                                                                           Redomil, Amistar          Re, 1 vez por cultivo
                    Sclerotinia                      média                 Cumos                     1 vez por cultivo
                                                                           Sialex, Sumilex           Si, Su 1a 2 vezes por cultivo
Brocoli             Hérnia das Cruciferas            média                 Pecenol                   Antes de plantar
                    Batata na raiz                   média                 Cal virgem, Adubo         Ca, Ad antes do cultivo
                                                                           de cova ( 4,128 )
Abobrinha           Sincera                          baixa                 Manzate                   2 vezes por cultivo
Tomate              Pinta                            média                 Manzate                   cada 10 dias durante o cultivo
                    Muchadeira                       média                 Manzate                   cada 10 dias durante o cultivo
                    Canela preta                     média                 Manzate                   cada 10 dias durante o cultivo
Pimenta             Pinta                            média                 Cuprogarb                 cada 10 dias durante o cultivo
doce
                    Muchadeira                       baixa                 Cuprogarb                 cada 10 dias durante o cultivo
                    Canela preta                     média                 Cuprogarb,                Cu, Cr cada 10 dias durante o
                                                                           Cruzarte                  cultivo
Agrião              Meladeira                        baixa                 Cercobim                  3 a 4 vezes por cultivo
                    Cercospora                       média                 Riconil, Benlati          Ri, Be 2 a 3 vezes por cultivo
                    Amarelão                         baixa                 Amistar                   2 a 3 vezes por cultivo
Espinafre           Barriga de sapo                  baixa                 Amistar                   3 a 4 vezes por cultivo
                    Ferrugem                         baixa                 Manzarte                  3 a 4 vezes por cultivo
                    Cercospora                       baixa                 Ridomil                   2 a 3 vezes por cultivo
Rabanete            Caraca                           média
Chicória            Meladeira                        média                 Manzate, Cercobim Ma 1 a 2 vezes por cultivo ,Ce
                                                                                             2 a 3 vezes por cultivo
Mostarda            Míldio                           baixa                 Orthacide         2 vezes por cultivo
Cebolinha           Mofo                             média                 Shecore           1 a 2 vezes por cultivo
Chuchu              Sapecadeira                      baixa                 Sem cura
             ITT             Resumo dos resultados
Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                           BLUMEN
Tabela 9. Relacao entre cultivo – pragas e controle químico.

 Cultura         Praga                               Tratamento           Dosagem
 Couve           Lagarta mineira                     Rumo, Cartap, Decis Ru, Ca 2 a 3 x por cultivo de 1 a 2 x por
 chinesa                                                                  cultivo
 Hortelã         Lagarta mineira                     Óleo vegetal         1 x por cultivo
 Coentro         Pulgão                              Pi – rimor           2 a 3 x por cultivo
                 Joaninha                            Caratê, Decis        2 a 3 x por cultivo de 1 a 2 x por cultivo
 Salsa           Pulgão                               Folidou, Pi - rimor Fo, Pi 2 a 3 x por cultivo
 Rúcula          Joaninha                            Tamaron              1 a 2 x por cultivo
                 Pulgão                              Pi – rimor           1 a 2 x por cultivo
 Alface          Pulgão                              Confidor, Calipisu,  Co, Ca, Pi, De 1 x por cultivo
                                                     Pi - rimor, Decis
           Lagarta Rosca                             Decis                1 a 2 x por cultivo
 Brócolis  Pulgão                                    Confidor, Decis      Co, De 2 x por cultivo
           Lagarta verde                             Decis                1 to 2 x por cultivo
           Lagarta rosca                             Tamarão              1 to 2 x por cultivo
 Abobrinha Lagarta                                   Foli super           1 x por cultivo
 Tomate    Lagarta mineira                           Turbo, Tiobel        Tu, Ti 10 em 10 x por cultivo
 Pimentao Lagarta mineira                            Turbo, Tiobel,       Tu, Ti, Ca 10 em 10 x por cultivo
                                                     Cartap
 Inhame          -                                   -                    -
 Agrião          Lagarta                             Cartap, Pi – rimor   Ca, Pi 2 a 3 x por cultivo
                 Pulgão                              Decis                1 a 2 x por cultivo
 Espinafre       Lagarta                             Decis                1 a 2 x por cultivo
                 Joaninha                            Tamarão              1 x por cultivo
 Rabanete        Lagarta                             Decis                1 a 2 x por cultivo
 Chicória        Pulgão                              Confidor             1 a 2 x por cultivo
 Mostarda        Pulgão                              Decis                1 a 2 x por cultivo
 Cebolinha       Lagarta trilhadeira                 Trigarte             1 x por cultivo

Tabela 10. Incidencia de plantas invasoras, combate e dosagem.

Nome                                                 Incidencia       Herbicida                      Dosagem
Tiririca                                             alta             Grifuzatan, Randap             1 x antes do cultivo
Losna                                                alta             Grifuzatan, Randap,            Gr, Ra, Gl 1 x antes do
                                                                      Glifosato                      cultivo
Erva de bicho                                        baixa            Gramaxone                      1 x antes do cultivo
Labaça                                               baixa            Randap                         1 x antes do cultivo
Pé de galinha                                        alta             Fuzilait, Gramaxone,           1 x antes do cultivo
                                                                      Afalon
Rabo de burro                                        baixa            Randap                         1 x antes do cultivo
Botão de ouro                                        alta             Gramaxone, Afalon,             Gr, Af, Ra 1 x without crop
                                                                      Randap
Caruru                                               alta             Gramaxone                      1 x antes do cultivo
Junça                                                baixa            Randap, Glifosato              1 x antes do cultivo
Capim mulambo                                        alta             Fuzilate                       1 x antes do cultivo
Gramarami                                            média            Fuzilate, Randap               Fu, Ra 1 x antes do cultivo
Lã de meatiro                                        média            Afalon, Fuzilate               Af, Fu 1 x antes do cultivo
Pingo de ouro                                        baixa            Afalon                         1 x antes do cultivo
Papo de peru                                         alta             Afalon                         1 x antes do cultivo
Grama                                                média            Randap, Gramaxone              Ra 1 x antes do cultivo Gr
                                                                                                     3 x por cultivo




                                                                                                                               17
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1.5.5 Agroquímicos

Os principais agrotóxicos usados para controlar as pragas e doenças são gramoxone, glifosato, fusilate, afalon,
tordo, decis, tamaron, ramidop, karate, kartap, trigart, manzate, benlate, cercobin, ortocide, microsol, amistar,
escore, folicur, suzzu, rumo, casumin e reconil.

A quantidade desses agrotóxicos aplicada é alta, em torno de 38% pertencem ao grupo de mancozeb, 8% ao
grupo de Glyfosatos e aproximadamente 7% do grupo dos sulfuretados (Tabela 11).

1.5.6 Calendário agrícola

As folhosas são cultivadas durante todo o ano, em alguns casos como a produção de alface, a produção é
constante durante todo o ano, no caso do brócolis é produzido durante o ano, mas é mais especializado no
inverno. O ciclo dos vegetais começa em agosto e setembro e no verão se cultiva tomate, pimentão, jiló, chuchu,
etc. (Tabela 12).

                                     Tabela 11. Principais grupos de agroquímicos usados

                                    Grupo Químico                                      Porcentagem
                                    Mancozeb                                                 38
                                    Glyphosate                                                8
                                    Asufrados                                                 7
                                    Pirimicarb                                                6
                                    Oxiclorato de cobre                                       6
                                    Methamidofphos                                            6
                                    Fetin – Acetato                                          4.5
                                    Chlorotal onil + Oxiclorato de cobre                     3.6
                                    Chorotalonil                                            2.7
                                    Outros                                                  18.2
                                    Outros                                                  100

                                         Tabela 12. Calendario Agrícola
Cultivo              JAN    FEV   MAR    ABR     MAI     JUN     JUL    AGO     SET   OUT     NOV     DEC
Abóbora               c                                                  SP     spE    sp      C       c
Beringela                                                                      PSHE     C      c
Chuchu                                                                   sp      SP
vagem                 C                                                        SPHE    HE     HE       C
Feijao verde                                                                   SPH     HE     HC
Inhame                C                                                  SP             H
Beringela indiana     C                                                          SP    HE
Pepino da india
ocidental             C                                                               SPH      E
Milho                 c      C                                                        SPH
Moranga de Mesa       c                                                  SP     spE    sp      C       c
Cucumber                                                                       SPHE     C      C
Pimenta doce          E     CE      C                   sphe      e       e       e    ce      c    SPHE
Mandarin                                         EH       C      Ch       c       c
Quiabo                                                                          PSE   HEC
Tomate                C      c                          pshe      e       e   PSHEc    Ec      E       C
Cultivos perenes,          Acelga, Agriao, Celery giant, Alface, Leek, Almeirão, Camomila, Cenoura,
aquilos que são       T Cebolinha, Endive Green, Coriander, Couve chinesa, Couve-flor chinesa, Erva
cultivados                 Doce, Dente-de-leão, Erva Cidreira, Espinhafre, Hortelã/Menta, Manjericão,
durante todo o             Manjerona, Mostarda, Tumip, Orégano, Pimenta, Radish, Couve, Rocket, Salsa
ano.
P = Preparacao do terreno; H = Controle de ervas invasoras; S = Plantacao; E = Controle de pragas e
doencas; C = Colheita; T = Todo o ano.
Maiúsculo = alta intensidade e frequencia; Minúsculo = baixa intensidade e frequencia




                                                                                                              18
                 ITT                                   Resumo dos resultados
Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                                                         BLUMEN
1.6 Análise economica dos cultivos

1.6.1 Mercados e canais de comercialização

O Município apresenta produção hortícola suficiente para atender a demanda interna. A maior da produção
de Teresópolis 95% é comercializado nos diferentes mercados do Rio de Janeiro, a sua maior parte é
direcionada para as Centrais de Abastecimento – CEASAs, em primeiro lugar para a CEASA – Grande Rio, em
segundo lugar para a CEASA São Gonçalo, e em menor escala para os mercados do Produtor da Região
Serrana e a região de Ubá em Minas Gerais.

A produção proveniente de Teresópolis, principalmente as folhosas, tem um grau de participação importante
dos principais mercados do Rio de Janeiro CEASAs – Grande Rio e São Gonçalo, perfazendo no primeiro caso
em média 60% e no segundo 90%.

Embora a CEASA tenha conseguido estreitar as relações entre produtores e consumidores, grande número
de pequenos produtores continua afastado do mercado, devido a diversos fatores como dificuldade e custo
excessivo de transportes, dependendo exclusivamente dos intermediários. Observa-se então cinco situações
mais freqüentes na região, sendo elas:


                        CEASA-RJ
                                                                                                              Situação A:
                        CEASA-Sao Goncalo
                                                                                                              Produtor → Intermediário 1 → Galpão →Mercado
                                                              %                                               do produtor → Intermediário 2 → CEASAs →
                    -               20,0             40,0    60,0           80,0        100,0         120,0
                                                                                                              Supermercados → consumidores
            AGRIAO                                                                          97,0
                                           19,3
                                                                             76,2
                                                                                               99,2
                                                                                                              Situação B:
     ALFACE LISA        -

                        -
                                                               57,0                                           Produtor → Intermediário 1 → Galpão
       ALMEIRAO         -
                                                                          69,0                                →Intermediário 2 → Supermercados→
                                                                   60,0
                                                                                               99,5           consumidores
      CEBOLINHA                                                                            94,0
                                                                                              99,7
                                                                                 81,0
                                                                                               99,7

        COENTRO                                                                      87,0
                                                                                               99,7
 Produtos                                                                           86,0
                                                                                               99,5
                                                                                                              Situação C:
     COUVE FLOR                               25,0
                                                                                        91,3
                                                                                                              Produtor → Intermediário 1 → Galpão →Entrega
                                                                                            95,0
                                                                                              99,6            Supermercados → consumidores
        HORTELA                                                                         90,7
                                                                                               99,7
                                        15,4
                                         18,0
                                                                                    85,0
                                                                                                              Situação D:
            SALSA                                                                              98,3
                                   10,6
                                     14,0
                                                                                                              Produtor → Atravessador 1 → Galpão →Sacolão
            CHUCHU            5,7
                                     13,1                                                                     → consumidores
                                             23,0
                                  9,7

       PIMENTAO             3,6

                             5,0
                                    12,4                                                                      Situação E:
     BETERRABA               5,5
                                    11,3

                                                            50,9
                                                                                                              Produtor → Mercado do produtor →
                            2,0
                                             24,1
                                                                                                              Intermediário → Supermercados → consumidores

Figura 4: Comercialização dos produtos hortículas de
Teresópolis,
segundo os dois principais mercados.
Fonte: dados primários, CEASA-RJ e São Gonçalo, 2004.

Observa-se que na maioria dos fluxos de comercialização o produtor entrega seu produto a um
intermediário, que por sua vez leva a um galpão próximo, o que lhe permite reorganizar a produção e somar-
se a outros para poder fornecer em maior quantidade para as Centrais de Abastecimento. Ocorre muitas
vezes que o intermediário que recolhe dos produtores não tem possibilidade de transportar a mercadoria até
as CEASAS, devido aos altos custos de transporte ou a pouca variedade, nesses casos normalmente os
proprietários dos galpões ou seus funcionários é que transportam os produtos até o Rio de Janeiro.


1.6.2 Preços

Os preços oscilam durante todo o ano, diretamente influenciados pela oferta e demanda existente no Rio de
Janeiro e nas diferentes épocas do ano. Assim, os preços mais altos são encontrados no verão, quando a
produção é mais difícil que no inverno. Na tabela abaixo se observam diferenças entre os preços pagos na
porta do produtor e a variação dos preços pagos pelo consumidor, de maneira geral encontra-se uma
diferença de 30% para os produtos em Teresópolis, sendo a diferença maior encontrada nos mercados do Rio
de Janeiro. (Tabela 13).

                                                                                                                                                        19
              ITT            Resumo dos resultados
Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
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Tabela 13. Relação entre preços pagos ao produtor e a média dos preços pagos pelos consumidores nos
supermercados

 Produtos                           Unidades         Preços médios por produtos   Preços pagos          Diferença em
                                                                 (R$)             pelos                 porcentagem
                                                    baixa    alta     >freqüência consumidores               (%)
                                                                                  (Teresópolis) (R$)
 Agrião                             Maço             0,1      0,3         0,19           0,33               57,6
 Alface                             Unidade         0,055    0,28         0,12           0,59               20,3
 Alho poró                          Unidade         0,17     0,29         0,28           0,90               31,1
 Brócolis                           Maço            0,40     1,00         0,58           1,07               54,2
 Cebolinha                          Maço            0,10     0,50         0,38           0,59               64,4
 Chicória                           Unidade         0,11     5,00         0,14           0,40               35,0
 Coentro                            Maço            0,10     0,30         0,12           0,42               28,6
 Couve                              Maço            0,10     0,30         0,14           0,43               32,6
 Couve Flor                         Unidade         0,25     0,58         0,39           1,20               32,5
 Espinafre                          Maço            0,15     0,30         0,19           0,50               38,0
 Hortelã                            Maço            0,15     0,30         0,15           0,57               26,3
 Couve                              Kg              0,21     0,33         0,26           0,70               37,1
 Salsa                              Maço            0,10     0,50         0,42           0,57               73,7
 Abobrinha                          Kg              0,30     0,40         0,32           0,96               33,3
 Chuchu                             Kg              0,18     0,54         0,37           0,72               51,4
 Jiló                               Kg              0,83     1,11         1,00           1,60               62,5
 Pimentão                           Kg              0,46     1,00         0,69           2,19               31,5
 Tomate                             Kg              0,45     0,68         0,69           1,48               46,6
 Beterraba                          Maço            0,45     0,62         0,56           1,15               48,7
 Cenoura                            Kg              0,36     0,50         0,25           0,96               26,0


1.6.3 Indicadores econômicos

Em geral todos os indicadores econômicos são positivos (médios e altos), tanto para as taxas internas de
retorno que estão em cima da taxa bancária com uma margem positiva de 20%. O valor atualizado líquido
mostra que os ganhos em um período de quatro anos são maiores em mais de R$ 3000 sobre a taxa bancária.
A relação custo-benefício mostra para todos os casos índices médios e altos, recomendando-se a atividade
hortícola (Tabela 15).

A elasticidade dos preços é relativamente baixa, o que corresponde às estratégias de diversificação, como
disposta a um risco de perdas econômicas.

1.6.4 Mão de Obra

Em toda a região existe mão de obra disponível para a agricultura, cada família teme em média três pessoas
dedicadas tempo integral a produção hortícola. O dia de trabalho é cotado atualmente na região em torno
de R$ 15, sendo requerido em poucas unidades produtivas.

Os proprietários de terra fazem sociedade com agricultores para que esses possam produzir em suas terras e
depois dividir o lucro, que acontece de distintas formas, desde a entrega dos 40 a 70% dos lucros ao
proprietário, sendo então uma forma de contratar mão de obra para a produção.
.
Na figura 5 se apresentam em ordem crescente os cultivos que demandam menor até maior quantidade de mão
de obra, considerando seu ciclo reprodutivo. Também se verifica de que forma a quantidade de mão de obra é
utilizada separando-a por atividades (Tabela 14).




                                                                                                                   20
             ITT             Resumo dos resultados
Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
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Figura 5: Mão de obra por cultivo/ciclo/ha (em dias de trabalho)
Fonte: Mino, Lucy: 2005


Tabela 14. Relação de mão de obra necessária por atividade nos diferentes cultivos (em dias de trabalho)
                                                                                                                                             Abobrinha
                                                 Cebolinha




                                                                                                                                                                                                Alho poró
                                                                                                                                                                    Beterraba
                                                                                                                        Pimentão
                                                                                                   Espinafre




                                                                                                                                                         Almeirão
                                                                                                                                   Cenoura
                                                             Chicória




                                                                                         Coentro
                                                                        Chuchu
                                        Tomate




                                                                                                                                                                                                            Rúcula
                               Agrião




                                                                                                                                                                                        Menta
                                                                                 Couve




                                                                                                                                                                                Couve
                                                                                                               Alface




Preparação de sementes            4        2                      7        1 5               1      13            6          3                                       13            7
Manutenção                                 2                                                                                 2
Transplante                     15         8      50          10           3     20       12        17            6          8         7          5       38         26            7    27       69            4
Fertilização                      3        9      20              4        6     15          3          3         4      10            2          5           3          4         1       4     17            1
Irrigação                         7        4      38              5      26      10          7      13            1          3         2          1           1      16            2       1                   2
Desbaste                          8      28       58          22           9     19       27        84          21       18         23            9       75         77         14      66                   16
Controle fitosanitário            3      19       40              3        5     11          5          5       13       30            4      11                                   7       7     17            3
Colheita                        44       42       68          19        118      96      204        94            3     113         28        42         118         16         31      164      65         253
Amarre, desbaste                         49                              12                                              32
Colocação de postes               6        8                             48                                                  3
Colocação de estacas                       8                               8                                                 9
Total                           88      177 273               70        237 176 259                229          53      231         66        73         235        152         69      269 237 279



1.6.5 Crédito

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - PRONAF é a instituição responsável por
conceder créditos às famílias rurais, no entanto são poucas as famílias que cumprem os requisitos do programa
para recebimento do crédito. Os montantes de crédito variam de R$ 1500 para créditos individuais até R$ 18000
para capital de investimento com uma variação de juros anuais de 1 a 4% (ver Tabela 16). Existe uma baixa
porcentagem de pessoas que recebem esse crédito na região e em sua maioria correspondem a proprietários.
Os meeiros correspondem a maioridade das unidades produtivas, enfrentam grandes dificuldades para obterem
crédito, na maioria das vezes por não terem bens que possam ser apresentados como garantia.




                                                                                                                                                                                                            21
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Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
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Tabela 15. Indicadores econômicos dos cultivos mais importantes

       Cultivo            Rendimento               Custo de        Rendimento         Obs.                    Indicadores
                                                   produção        anual líquido
                           Unid.       u/ha                          (R$/ha)                         TIR       VAN          B/C
                                                    (R$/ha)
Alface                     caixa        4239          4869,50            3608,50      2 R$ caixa     35,5      43855        1,24
Agrião                     maço        83720          6201,00            6543,00      0,20 R$ maço   54,5      79487        1,39
Brócoli                    maço        41025        10255,62            10257,00      0,50 R$ maço   15,5      5996         1,04
Cebolinha                  maço        49760            1235              11437       3 R$ maço      71,5      114103       1,41
Chicória                   caixa        6370            7061              12054       3 R$ caixa     83,5      138703       1,83
Chuchu                     caixa        4672           12652               2498       5 R$ caixa     29,34     36812        1,41
Couve                      maço       237553           14833              20798       0,15 R$ maço   47,5      66739        1,41
Coentro                    maço        12863            6236              13058       1,5 R$ maço
Espinafre                  maço       121813            6883              11387       0,15 R$ maço   135       251703       1,96
Pimentão                   caixa        5002           10826              18099       8 R$ caixa     74,5      119354       1,87
Tomate                     caixa        2467           14004              27933       17 R$ caixa    111       194930       1,97
Cenoura                    caixa         350            2433               1766       12 R$ caixa
Abobrinha                  caixa        1048            3758               3583       7 R$ caixa
Almeirão                   maço        37500            5743               1006       0,18 R$ maço
Beterraba                  caixa         638            5223               1161       10 R$ caixa
Repolho                    caixa        3034            5427               9742       5 R$ caixa
Hortelã                    maço        26200            8435              17764       0,1 R$ maço
Alho poró                  maço        12040           12067              30072       3,5 R$ maço
Rúcula                     maço        50630            5728               5407       0,3 R$ maço




                                                                                                                               22
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Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                             BLUMEN

Tabela 16. Principais modalidades de crédito e condições - período de 2003 - 2004

  Beneficiários                   Limites de crédito                Taxas              Bônus         Desconto        Termos                      Observações

Grupo A
Agricultores familiais            Até duas operações de             1,15% anual                      40% ou 46% Até 10 anos, com prazos Em duas operações com
assentados pelo                   valores entre R$ 4000,00                                           sobre o principal de carência de 3 a 5 anos valores mínimos de R$
Programa Nacional de              e 9.500,00                                                                                                     5.000,00.
Reforma Agrária


Grupo B
Agricultores familiais e          Investimento de até R$               1% anual        25% sem                       Até 1 ano prorrogável por   Até 3 operações singulares
trabalhadores rurais que          1.000,00                                             saldo                         mais 1, com carência        com limites de R$ 500,00.
obtenham renda bruta                                                                   devedor                       mínima de 6 meses.
anual de até R$ 1.500

Grupo C
Agricultores familiais e          Costeiro                             4% anual        25%           R$ 200,00       Até 8 anos, com 5 ou 3      Os limites de crédito podem
trabalhadores rurais que          R$ 500,00 a R$ 2.500,00                              na taxa       Individual      anos de carência de         ser elevados em 50% quando
obtenham renda anual              (=) over capital*                                    de juros                      acordo com o projeto        os recursos forem destinados
familiar acima de R$                                                                                                 técnico                     a: bovinocultura, suinocultura,
1.500e até R$ 10.000              Investimento                                                       R$ 700,00 por                               olericultura e ovinocultura;
                                  Individual: R$ 1.500,00 a                                          beneficiário                                além de agricultores em fase
                                  5.000,00 (+) over capital*                                                         R$ 700,00 por beneficiário. de transição para a agricultura
                                  até 35% p/consumo                                                                  Grupo de três ou mais       orgânica.
                                  associado

Grupo D                  Custeio                                                                           Não       Até 2 anos                  Aumento do limite em 50% no
Agricultores familiais e R$ 6.000,00                                   4% anual        25% na                                                    caso de jovens rurais, quando
trabalhadores rurais que                                                               taxa de                                                   os recursos forem destinados
obtenham renda familiar Investimento                                                   juros                                                     a: compra de tratores,
anual acima de R$        R$ 18.000,00                                                                      Não       Até 8 anos com 5 de         máquinas, e equipamentos de
10.000 e até R$ 30.000                                                                                               carência                    irrigação. Além de recursos
                                                                                                                                                 para olericultura, produção
                                                                                                                                                 agroecológica, suinocultura e
                                                                                                                                                 bovinocultura e turismo rural.
1$R = 0,29 €
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1.7 Sistema de produção pecuária

Na municipalidade existe uma área total de 10.050 hectares dedicada à pecuária, para a produção de carne e
leite, além da presença de pequenas unidades produtivas dedicada à criação de cabra para subprodutos de leite,
e outras populações de animais pequenos (Tabela 18).

A pecuária apresenta poucas interações com a agricultura e o subsistema florestal, o adubo bovino permanece
nos pastos; também existem unidades produtivas isoladas que produzem forragem como parte complementar
da alimentação animal.

A sanidade animal é em geral responsabilidade dos produtores, embora, a EMATER leva a cabo algumas
vacinações, por exemplo, duas vezes ao ano contra a febre aftosa, bruceloses e deparasitação.

1.7.1 Pecuária bovina

Contradizendo aos dados apresentados pelo IBGE, 2002, a unidade do EMATER em Teresópolis controla
aproximadamente 9.000 cabeças de gado. A população eqüina, relativamente importante na área tem uma
população de 1.203 cabeças (Tabela 17).

De acordo com IBGE 1998, 70% das unidades de produção de gado possuem mais que 40 hectares e tem em
seus pastos um total de 6.200 cabeças (Tabela 18).


                                 Tabela 17. Produção pecuária no município de Teresópolis


                                             Variável                     Unidades                        Valor
                         Bovinos                                           Cabeças                          5850
                         Reprodutores castrados                            Cabeças                           192
                         Outros porcos e reprodutores                      Cabeças                           468
                         Galinhas                                          Cabeças                        60 751
                         Galos e galinhas                                  Cabeças                        31 976
                         Coelhos                                           Cabeças                           108
                         Cavalos                                           Cabeças                         1 203
                         Aves                                              Cabeças                            10
                         Mulas                                             Cabeças                            23
                         Cabras                                            Cabeças                           320
                         Ovinos                                            Cabeças                           202
                         Vacas – produção de leite                         Cabeças                           769
                         Vacas – produção de leite - quantidade (mil      mil litros                         985
                         litros)
                         Leite de vaca-valor da produção (Real)              Reais                    393 936
                         Ovos de galinha – quantidade da produção        mil dezenas                      647
                         (mil dezenas)
                         Ovos de galinha – valor da produção (real)          Reais                    226 291
                         Abelhas para produção de mel - quantidade            Kg.                      10 000
                         (Kg)
                          Abelhas para produção de mel - valor (real)        Reais                        49 000
                         Fonte: IBGE, 2002; IBGE, Produção Municipal Pecuária, 1999.


                                        Tabela 18. Média das propriedades com pecuária

                   Categoria                          Tamanho                             Cabeças (Qtd)        %
                   Micro propriedades                 < 10 ha                             427                  4,8
                   Pequenas propriedades              10 – 40 ha                          2.219               24,6
                   Médias                             40 – 150 ha                         2.962               33,0
                   Grandes                            > 150 ha                            3.380               37,6
                   Total                                                                  8.988               100



A carga média animal é de 11 animais para cada 10 existentes. Valores extremos achando de 2 a 67 para cada
/10ha. No tempo úmido a média de produção de leite é 7,5 l/dia, e no tempo seco de 4,5 l/dia.

                                                                                                                     24
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Depois de 40 meses de engorda, o gado de carne produz aproximadamente 165 kg de carne limpa que é
comercializada por intermediários e vendido em mercados vizinhos.

As raças dedicadas à produção de carne são Nelore, Limousin e Crioulo, o mais importante deles é a Nelore
com a procriação respectiva apresentada na Tabela 19. Enquanto para a produção de leite são as raças Gir e a
Holanda.


Tabela 19. Raças e objetivo da pecuária bovino


                        Nome                                       Gênero                     Objetivo
                        Nelore                                     Bos indicus                Carne
                        Limousin                                   Bos taurus                 Carne
                        Nelore x Limousin                                                     Carne
                        Nelore x Marchiguiana                                                 Carne
                        Nelore x Fleckvieh                                                    Carne
                        Gado comum, Mestiços
                        Gir                                        Bos indicus                Leite
                        Holanda                                    Bos taurus                 Leite
                        Jersey                                     Bos taurus                 Leite
                        Girolando                                                             Leite


Entre as doenças mais freqüentes embora com pouca incidência estão a Bruceloses (abortus de Brucella, a Raiva
bovina, a Mastitis (Strptococus, Staphylococus, e outras). Os parasitas têm incidência maior entre a população de
gado entre estes, os Garrapatos (microplus de Boophylus), vermes gastrintestinais (ostertagi de Ostertagia,
lymata de O.).

A alimentação está baseada no pastoreio e as espécies dominantes na região é a "Braquiária" (decumbens de
Braquiaria), ela foi introduzida há mais de 60 anos na região de estudo e dá à paisagem a cor verde clara, uma
outra gramínea exótica até mais velha e que cresce depois do desmatamento é o "capim gordura" (Melinis
minutiflora) de cor de verde escura, no tempo de florescimento é observada na paisagem a cor vermelha opaca.
Em quantidade menor e em produções isoladas existe também o “capim gigante" (Pennisetum pirpureum) que
em algumas unidades de produção, especialmente dedicadas à produção de leite é considerada como
alimentação completar a complementada com cana-de-açúcar como fonte de energia, farelo de trigo como
fonte de fibra e com sal mineral para suplementar as exigências minerais.


1.7.2 Caprinos, eqüinos, produção suína.

Na municipalidade existem cinco unidades de produção de caprinos, das quais três são as mais importantes,
estas unidades produtivas são fechadas e elas não têm nenhuma interação com os sistemas agrícolas e arbóreos,
são unidades de produção intensivas e dedicadas à produção de leite de cabra e seus subprodutos, estas são
unidades que apresentam rendas econômicas maiores que o sistema bovino.

Outra atividade relativamente importante é a criação de eqüinos que tem permanecido desde 20 anos desde de
que a procriação era mais intensa, esta atividade é dedicada principalmente para o cuidado dos animais que
principalmente são animais de raça qualificada e em muitos dos casos, são praticadas pequenas melhorias
genéticas. Não apresenta grande retorno econômico, é principalmente um passatempo que criou a tradição
familiar.

Não existem unidades especializadas na produção suína, existem poucas cabeças no município, estando em
torno de 500, e sendo propriedade das famílias que os criam exclusivamente para o consumo familiar.


1.8 Interações entre os sistemas

As interações entre os sub-componentes pode ser observada a seguir (fig. 6).




                                                                                                                  25
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                                                                                                     UPA

      AGRICULTURAL
                                                                                                                                      MERCADO
      AND FORAGES                                                              Forragem                                  $
                                                                                                         GADO                        ENTRADAS
        CCC-CCL-Perenes                                                                                                               Herbicidas,
                                                                                                        Bovinos                      Insecticidas,
        Pastagem                                                                                     Leite - Queijo
                                                                                                                                Fungicidas, fertilizantes

                                                                                                        Carne
        Floresta
                                                         CONSUMO                                                         $
                                                         PROPRIO                                      Galinhas                         PROVISOES


                                                                                                        Porcos

                                                                                                                         $
                                                              SOLO
           Vegetais                                                                                                      $
                                                             Nutrimentes
                                                                                                                                 COMBUSTÍVEL e outros
                                                                                                           Manure
                                                         Microorganismos


                                                                                                                      Infor -
                                                                                                                      macao




                               Sol                                                                         terra




    Fig. 6. Interacoes entre os subsistemas de producao, consumo e comercializacao nas unidades produtivas.
             ITT             Resumo dos resultados
Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
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          Fragmentos-agricultura
          De fato uma interação entre o sistema agrícola e os fragmentos é mínima, alguns cultivos, como
          chuchu e tomate, necessitam de madeira para estacas necessária para escorar os cultivos. As áreas
          totais desses cultivos são reduzidas, como também os agricultores que realizam a extração, quando
          isso acontece em torno de 620 postes de 2,3 metros por hectare de chuchu; para um hectare de
          tomate utiliza-se 10500 estacas de bambu de 1,8 metros, e 260 estacas de 2,3 metros são extraídos. É
          também observado a existência de transporte de nutrientes não qualificados chegando dos
          fragmentos e sendo depositados em áreas onde a agricultura é praticada.
          Fragmentos-pastagem
          Em alguns casos isolados, e em áreas reduzidas o há um desmatamento contínuo para formação de
          pastos. Através dos fragmentos podem-se observar alguns caminhos que as vacas usam para cruzar
          os pastos, ou ir até as nascentes de água, que normalmente se encontram dentro deles. As vacas e
          em alguns casos, cavalos, entram nos fragmentos para beber água nas fontes e também obterem
          cobertura contra o sol. Foi também observado que os animais contaminam as nascentes com
          coliformes fecais. Nestes caminhos os animais aproveitam para comer alguns legumes e forragens
          que aparecem ocasionalmente.
          Pecuária - agricultura
          Os sistemas agrícolas e o pecuário têm pouca interação, o adubo não é usado na agricultura, pelo
          contrário, permanece nas áreas de pasto. Os restos de agricultura persistem no campo de cultivo
          para incorporação de matéria orgânica. Em alguns poucos casos é produzida forragem para o gado,
          especialmente cana-de-açúcar e capim gigante, que combinados fazem parte da dieta das vacas
          para produção de leite. A matéria orgânica incorporada nos cultivos vem de outras regiões como
          São Paulo ou outros municípios vizinhos.
          Outras interações
          Para a construção de casas e ferramentas, os fazendeiros usam normalmente madeira dos
          fragmentos, eles também extraem algumas plantas medicinais e raramente alguns animais para
          consumo.

1.9 Percepção ambiental dos agricultores

Os próximos tópicos serão apresentados a partir de pesquisas e seminários, a maior parte informações
descritivas a respeito das mudanças ocorridas na paisagem de Teresópolis foram totalmente retirados a
partir da percepção dos agricultores,

          Paisagem
          81% dos entrevistados concordam que nos últimos 30 anos, a paisagem mudou muito,
          principalmente com o aparecimento de construções de casas que aparecem em geral como
          urbanização. Pouco tempo atrás, aproximadamente 50 anos, a floresta dominou na paisagem mais
          que a agricultura e a pastagem. Atualmente são observados mais arbustos queimados do que 5 a 10
          anos atrás. Em relação à área agrícola, houve um aumento de plantações cítricas.
          Floresta
          No passado, havia grandes e belas espécies arbóreas nas florestas, muitas delas com grande valor
          econômico, algumas delas, escassas, já desapareceram dos fragmentos da região, como por
          exemplo: Brauna, Cambota, Garapa, Ipê, Cedro, Maçaranduba, Jacarandá, Peroba, Oricana, Candeia,
          Cinzero, e alguns outras, das quais os fazendeiros não se lembram ou nem sequer conheceram.
          Fauna
          Anexa há uma lista de espécies, comuns e exóticas, classificadas como benéficas ou maléficas

Tabela 20. Animais comuns e exóticos conhecidos dos agricultores nos fragmentos em Teresópolis

                                                                  Animais
                     Pássaros                          Comuns                                          Exóticos
Benéficas         Iambú, Orubú            Tatu, gambá, Guati, Orico,                     Caticoco, Jaguatirica, Capivara Paca,
                                          Lagarto, Guaxini, Sapo, cachorro               Tamanduá, Onça, Ariranha, Siriema,
                                          do mato, Cuíca.                                Mico (sagüi)
Maléficas         Jacu, Mineira           Cobra, Rato.
             ITT             Resumo dos resultados
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                Agricultura
                Três décadas atrás as colheitas predominantes eram as de milho, feijão, batata-doce e outros
                anuais. Em muitos casos o uso de agroquímicos era baixo, caldos preparados, eram
                especialmente usados para combater as doenças e pragas pequenas. Só nos últimos 10 anos
                que o uso de agroquímicos foi intensificado como conseqüência do aumento das pragas e
                doenças. Relativo à diversificação de colheitas é observado que atualmente é mais diversa, com
                o predomínio de 18 cultivos contrariamente ao passado onde dominaram até 5 cultivos.
                Conservação
                92% dos entrevistados responderam que eles preservam seus fragmentos, eles não permitem
                caçar nem desflorestar, porque sabem que é lá que se encontra as fontes de água. Práticas de
                reflorestamento estão ausentes. Entre as razões apresentadas para conservarem a área são:
                localização das nascentes, legislação, e amor à mata.
                Os 72% não sabem que a agricultura pudesse contaminar e poderia causar dano ao ambiente e
                só 13% sabem que práticas de agricultura erradas pudessem causar dano, a porcentagem
                restante não respondeu. 1 de cada 150 unidades produtivas tem produção orgânica, 33%
                sabem sobre a agricultura orgânica e agro - silvicultura e quereria mudar mas não sabe como.
                48% não querem mudar a produção a agricultura orgânica (não tenha necessidade). Para o
                resto dos produtores, não é possível porque condições físicas e dificuldade.
                Uso dos fragmentos
                O primeiro uso para os fragmentos é ser fonte de água (96% dos entrevistados concordaram). O
                segundo uso, mais importante é a extração de madeira de baixa qualidade para construção. O
                terceiro uso é a extração de plantas medicinais (37% não conhecem as plantas medicinais da
                floresta).
                Água
                100% dos entrevistados coincidiram que a quantidade de água tem diminuído
                consideravelmente nos últimos 50 anos. Lugares onde previamente eram usados como
                estâncias termais de água estão agora muito sujos e uma em cada 6 fontes de água secou.

1.10 Análise da problemática

Os problemas aqui sumarizados são o produto dos seminários com os agricultores e foram ordenados por
importância, embora seja difícil dizer qual deles é mais importante.

a. Mercado, comercialização e custos

A alta flutuação dos preços durante o ano eleva o risco de produção, apesar de que os preços são
controlados em mercados, a oferta e procura, assim no inverno ou no verão a produção tem um importante
papel enquanto a demanda permanecer constante, os preços descem a níveis insustentáveis.
Nos últimos 5 anos registrou-se um aumento de aproximadamente 10% nas entradas, principalmente em
produtos fitosanitários e sementes. Como foi explicado no parágrafo correspondente a comercialização, os
canais intermediários absorvem a maioria dos rendimentos.

b. Fitosanitários

A maior incidência de pragas e doenças acontece nos meses chuvosos de novembro a fevereiro, causando
danos à produção que é traduzida em perdas econômicas consideráveis que oscilam entre 10 a 40%.

Sendo as de maior incidência o Míldio (Bremia lactucae), a Meladeira ou podridão (Erwinia carotovora), o
Pulgão (Dactinotus sonchi, Brevicoryne brassicae e myzus persicae), a lagarta mineira (Trichoplusia neither), a
Pinta (Alternaria solana), a Muchadeira (Pseudomonas solanacearum). Para o controle destas pragas e
doenças são necessários para a aplicação de controladores químicos que elevam o preço no processo de
produção de 4 a 10%.

c. Altos custos de irrigação no inverno

O tempo seco apresenta 4 meses com leve déficit de água, dependendo do cultivo, o custo do combustível
para irrigação aumenta de R$ 230 a 420 extra por ha de cultivo.
Como também mais força de trabalho é requerida para a manutenção dos sistemas de irrigação. Vale para
clarificar que não existe excesso de água ou escassez, água para irrigação está disponível durante o ano
inteiro, apesar da diminuição no fluxo.




                                                                                                              28
             ITT             Resumo dos resultados
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d. Infra-estrutura de transporte

Embora uma infra-estrutura de transporte regular existe, algumas estradas no tempo úmido são
intransitáveis para carros pequenos, enquanto impedindo o transporte dos produtos deste modo aos
centros armazenando perdas produtoras e danifica aos produtos.

e. Qualidade de água

Aos poucos a qualidade água está diminuindo, os resíduos sólidos tem aumentado nos últimos anos, nos
principais rios o transporte de solos é notado, quimicamente eles contem fertilizantes e outros restos de
agroquímicos. A água para consumo doméstico contém remanescentes de coliformes que embora eles
estejam em limites aceitáveis, estes poderiam ser prejudiciais à saúde.

f. Transferência de informação

A informação que chega dos produtores é na sua maioria transmitida por distribuidores de agroquímicos.
Existe grande deficiência de informação com relação a manipulação dos agroquímicos, seleção de
variedades, fitosanitários, correção do solo, fertilidade que controla e manipulação de água de irrigação. A
informação a respeito dos preços dos produtos, estimada nos mercados não advém do produtor, mas dos
intermediários.

g. Baixa acessibilidade dos créditos

As condições para obter um crédito são muito rígidas para mais que 90% dos produtores, eles não
completam as exigências de possuir bens de caráter de durável, ou de ter uma pessoa que também garante
o crédito com ativos pessoais.

h. Fogo na floresta

Nos meses de agosto a setembro as queimadas da cobertura florestal são recentes, além de afetar
negativamente a cadeia de regeneração florestal, acaba por aumentar a erosão do solo, etc.

1.11 Conclusões

          Dos 2954 estabelecimentos existentes em Teresópolis, pouco mais de 2500 têm condições positivas
          para a produção, a mão de obra é suficiente para aumentar as áreas cultivadas ou intensificar a
          produção. Foi observado que em média existe três pessoas por unidade produtiva que dedica a
          força de trabalho completamente para a produção. O crescimento populacional na região
          permanece constante nos últimos anos em menos de 1%.
          Foi observado que a área média de posse da terra é de 6,8ha. Os proprietários têm em média 17ha e
          os meeiros trabalham com menos de 1 ha, perfazendo 54% das unidades produtivas totais. Nas
          unidades produtivas com especialidades agrícolas estão as médias de uso de solo seguintes, 33%
          correspondem a florestas, 22% a cultivos hortículas, e 14% são pastos.
          Os recursos físicos são muito favoráveis para a produção hortícola, o déficit na água é equilibrado
          com a irrigação porque a disponibilidade de água é positiva durante o ano inteiro.
          Do ponto de vista dos agricultores, a fertilidade do solo é em 98% dos casos, muito boa; só alguns
          poucos responderam que as terras têm problemas de fertilidade. Na realidade os solos desta região
          têm uma fertilidade de média a baixa, mas com a intensa manipulação para a fertilização se dá por
          meio da correção de pH, a uma constante entre fertilização orgânica e inorgânica para obter solos
          "artificiais" com boa fertilidade.
          Foi observado que o recurso de água é muito bem distribuído em todas as regiões do município, a
          quantidade de água é suficiente para manter a irrigação dos cultivos de forma corrente. Em geral
          não existe problema de falta de água na região, desde há aproximadamente 10 anos optou-se por
          não cortar os fragmentos de florestas porque neles situam-se as fontes de água.
          A paisagem é dominada através de três componentes: pastagens, florestas e agricultura. Esta
          paisagem tem mudado aos poucos, havendo a substituição das pastagens por horticultura, e em
          lugares com maior declive apresentam-se florestas em regeneração.
          O sistema agrícola presente na região corresponde a: sistemas hortículas intensivos com irrigação -
          dentro destes, os mais dominantes são os sistemas hortículas de ciclo curto (CCC) e os sistemas
          hortículas de ciclo longo (CCL), sendo a especialidade da região a produção de folhosas.



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          Dentro do sistema existe em geral grande diversidade de cultivos, em total mais que 40, sendo difícil
          de determinar uma rotação constante. A maioria dos produtos é produzida de um modo quase
          constante, durante o ano inteiro, só alguns poucos são sazonais. A incidência de pragas e doenças é
          em geral de médio a baixo e o uso de agroquímicos é de médio a alto.
          Todos os cultivos mostram indicadores econômicos positivos de médio para alto, é oportuno
          destacar que isto depende dos preços pagos ao produtor, resultando em perdas econômicas nos
          meses de oferta maior. A região é caracterizada por ter propriedades com pequenas áreas, porque
          os investimentos iniciais não são muito altos. O retorno econômico é positivo em relação à taxa
          bancária, justificando-se a atividade produtiva. O investimento é recuperado em todos os casos
          depois de um ano de produção.
          Os preços oscilam em geral durante o ano inteiro, sendo alto o risco de perda, por isso os
          agricultores optam por ter uma produção diversificada como uma estratégia contra as oscilações de
          preço no mercado. Em geral são observados dois períodos nos quais os preços relacionam-se ao
          fator climático. Os preços são mais altos no verão em relação ao inverno devido aos custos de
          produção, mais horas de irrigação, acesso diminuído, etc.
          Os mais importantes mercados, nos quais a participação dos produtos é maior que 60% são os
          mercados do "Grande Rio" e "São Gonzalo". Os canais de comercialização poderiam ser mais
          eficientes se os produtores tivessem uma organização para armazenando e comercialização.
          O acesso dos pequenos produtores ao crédito é praticamente negado, porque as exigências estão
          longe do seu alcance.
          O sistema pecuário na região está na fase de declínio, a população bovina tem diminuído nos
          últimos anos com tendência constante, as áreas de pasto estão diminuindo e sendo substituídas por
          agricultura, algumas outras áreas estão se regenerando em florestas. Em geral a pecuária não é
          lucrativa na região, ela ainda existente devido a sua tradição e para a produção de queijo.
          A predisposição dos agricultores é positiva em relação à conservação da floresta, ao uso racional de
          água, a práticas agrícolas sustentáveis.
          Sumarizando depois de avaliar os recursos físicos como clima, água, solo, etc., e analisando os
          fatores que intervêm no sistema produtivo conclui-se que os recursos são suficientes para mudar os
          sistemas atuais para outros mais sustentáveis econômico, social e ecologicamente.




                                                                                                              30
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2 Análise da Biosfera

2.1 Objetivos

1.   Análise da diversidade florística e estrutural da floresta do PARNA-SO (inclusive sub-bosque) em relação
     a fatores abióticos
2.   Análise do potencial indicativo de grupos taxonômicos escolhidos (Pteridophyta, Begoniaceae) para a
     caracterização e classificação da comunidade florestal.
3.   Avaliação básica da aplicabilidade de instrumentos técnicos para a análise da estrutura florestal
4.   Influência de parâmetros estruturais sobre a composição do banco de sementes em remanescentes
     florestais da Mata Atlântica
5.   Análise da estrutura de populações e do potencial indicativo de Piptadenia gonoacantha em
     remanescentes florestais da Mata Atlântica


2.2 Métodos e resultados

2.2.1 Objetivo 1: Análise da diversidade florística e estrutural da floresta do PARNA-SO (inclusive sub-bosque)
em relação a fatores abióticos

Para a pesquisa da flora e estrutura da vegetação florestal foram estabelecidas 21 parcelas de 20 m x 20 m
entre 1130 e 1620 m acima do nível do mar (3-5 parcelas a cada 100 m de altitude). Em cada parcela foram
caracterizadas as condições ambientais mediante parâmetros topográficos, edáficos e bióticos. Na área total
de cada parcela foram inventariados todos os indivíduos arbóreos (DAP ≥ 5 cm). De cada indivíduo foram
registrados os seguintes parâmetros: espécie, DAP, altura, classe de tamanho da folha, presencia de lianas e
epífitas no tronco. A vegetação lenhosa do sub-bosque foi dividida em duas classes. Os indivíduos com DAP
< 5 cm e uma altura > 1 m foram inventariadas em sub-parcelas de 10 m x 10 m. Os indivíduos com uma
altura entre 0,25 e 1 m foram estudados em sub-parcelas de 2 m x 2 m. Dos indivíduos registraram-se os
seguintes parâmetros: espécie, diâmetro, altura e classe de tamanho da folha.
Calcularam-se os índices de importância ecológica de cada espécie e família e o Índice de Simpson para cada
parcela. A variação da composição florística entre as parcelas foi analisado mediante a Similaridade Bray-
Curtis, análise cluster e métodos de ordenação, e usada para a classificação da vegetação da área estudada.
A dependência dos tipos florestais reconhecidos de fatores ambientais foi analisada com métodos
multivariados.

Nas 21 parcelas foram inventariados 2076 indivíduos arbóreos (DAP ≥ 5 cm) pertencentes a 231 espécies. No
sub-bosque foram encontrados 3029 indivíduos de 263 espécies. Em geral tanto a vegetação arbórea
(número médio de espécies por 400 m² = 32, Diversidade de Simpson média por parcela 1-D=0,86) como a
vegetação do sub-bosque (número médio de espécies por 100m² = 37, Diversidade de Simpson média por
parcela 1-D = 0,89) apresenta uma diversidade alta.

As famílias e espécies ecologicamente mais importantes da flora lenhosa do sub-bosque são parcialmente as
mesmas como as da flora arbórea. A família mais importante nos dois estratos são as Myrtaceae, por causa da
sua diversidade muito alta. Durante o estudo foram inventariadas 70 espécies da família. As outras famílias
que se encontram entre os 10 mais importantes tanto no sub-bosque como nos estratos arbóreos são
Lauraceae (27 espécies), Rubiaceae (23), Melastomataceae (20), Arecaceae (5) e Nyctaginaceae (1). As últimas
duas famílias alcançam a sua importância alta por causa da abundância e dominância das duas espécies mais
importantes da área estudada. Euterpe edulis (Arecaceae) e Guapira opposita (Nyctaginaceae) mostram o
maior valor de importância tanto no estrato arbóreo como no sub-bosque. A terceira espécie mais
importante, Psychotria suterella (Rubiaceae), também está representada nos dois estratos. Além disso, flora
arbórea e sub-bosque compartem as seguintes espécies dentre das mais importantes: Sorocea bonplandii
(Moraceae) e Ocotea dispersa (Lauraceae).

Correspondente à sua similaridade florística as 21 parcelas podem ser classificadas em três grupos florísticos.
O primeiro grupo contém as mesmas parcelas independente do estrato (arbóreo ou sub-bosque) usado para
o análise. Estas parcelas estão localizadas na floresta alto-montana (parcelas 15 e 16) e em uma zona
transicional entre a floresta montana e alto-montana. O habitat está caracterizado por altitude alta
(> 1500 m), cobertura baixa do dossel e uma grossa camada orgânica do solo.

No caso dos outros dois grupos o resultado da classificação da flora arbórea é algo diferente do resultado da
classificação da flora do sub-bosque. As parcelas 3, 5, 10 e 19 pertencem ao grupo 3 com respeito à flora


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arbórea, e ao grupo 2 quanto à flora do sub-bosque está usado para a classificação. Esta diferença pode ser o
causado pela dinâmica da sucessão. As parcelas que formam o grupo 3 respeito à flora do sub-bosque estão
localizadas nas altitudes mais baixas da área estudada na vizinhança do limite do parque. Para está zona
pode-se supor uma maior influência do impacto humano. As parcelas 3, 5, 10 e 19 são dentre do grupo 2 da
vegetação do sub-bosque as mais próximas do limite do parque. Por isso é possível que a flora arbórea
destas parcelas apresente elementos da vegetação impactada, enquanto a vegetação do sub-bosque já está
composta de espécies dum estagio de sucessão mais avançado. Um outro fator explicativo pode relacionado
à dinâmica da sucessão do dossel. A cobertura do dossel tem uma influência significativa sobre a variação
florística observada no sub-bosque, mas logicamente ela é insignificante para a variação florística observada
no estrato arbóreo. A floresta das parcelas que pertencem ao grupo 2 da vegetação do sub-bosque está
caracterizada por uma abertura mediana do dossel, enquanto a floresta das parcelas do grupo 3 apresenta
uma abertura alta do dossel.

A heterogeneidade ambiental da área estudada pode explicar 36% da variabilidade florística observada entre
as parcelas. Como variáveis ambientais mais importantes em relação à diferenciação florística foram
identificadas a altitude, a cobertura do dossel (só para a vegetação do sub-bosque), o abaulamento
horizontal (só para a vegetação do estrato arbóreo), a exposição e a altura da camada orgânica do solo.

Os grupos distinguidos mostram também alguma diferença estrutural. A vegetação do grupo 1 distingue-se
significantemente da vegetação dos outros grupos com respeito à distribuição das classes de tamanho das
folhas e da altura dos indivíduos. Na floresta alto-montana as alturas dos indivíduos e os tamanhos das folhas
são mais baixos que na floresta montana. Entre os grupos 2 e 3 também foi observada uma diferença em
relação à distribuição da classe do tamanho da folhas. O grupo 3 apresenta uma maior porcentagem de
folhas megafilas por causa da abundância alta de Euterpe edulis (Arecaceae).

Concluindo podemos resumir que os padrões da composição florística observados para a vegetação lenhosa
são muito variáveis numa escala espacial pequena. A variação é causada principalmente pelas condições
topográficas da paisagem montanhosa e, especialmente no sub-bosque, pela disponibilidade de luz.
Esperamos encontrar mais tipos florísticos diferentes, caso que fosse pesquisado uma maior quantidade de
habitats diferentes. Existe uma relação forte entre a flora do estrato arbóreo e a flora do sub-bosque, fato que
indica que a ultima está composto por uma alta porcentagem de indivíduos jovens de espécies do estrato
arbóreo. Diferenças fortes na composição florística dos dois estratos serão principalmente causadas por
processos de sucessão.

2.2.1 Objetivo 2: Análise do potencial indicativo de grupos taxonômicos escolhidos (Pteridophyta,
Begoniaceae) para a caracterização e classificação da comunidade florestal

A pesquisa foi realizada nas mesmas parcelas que foram usadas para o estudo da vegetação lenhosa (ver
objetivo 1). Foram inventariados todos os indivíduos terrestres dos dois grupos taxonômicos e todas a suas
representantes epifíticas até dois metros acima do solo. De todas as espécies registraram-se os seguintes
parâmetros: número de indivíduos, cobertura e forma de vida. Estes dados foram usados para calcular a
diversidade α e β, para classificar as parcelas segundo a sua similaridade florística e para analisar a
dependência da diferenciação florística de fatores ambientais.

Na área de estudo (dentre e fora das parcelas) foram encontradas 116 espécies de Pteridófitas e 14 das
Begoniáceas. As Pteridófitas são distribuídas em 19 famílias e 44 gêneros. As famílias mais ricas em espécies
são Polypodiaceae (18 espécies), Dryopteridaceae (15), Hymenophyllaceae (13), Aspleniaceae (12) e
Grammitidaceae (10), somando 58,6 % das espécies inventariadas. Os gêneros mais representados foram
Asplenium (12 espécies), Elaphoglossum (9), Blechnum (8). As espécies pteridofíticas que alcançaram os
maiores valores de importância são Elaphoglossum vagans, Polybotrya speciosa, Polypodium pleopeltidis e
Asplenium radicans var. uniseriale. No espectro das formas de vida das Pteridófitas observou-se domínio das
espécies epífitas, seguidas pelas terrícolas. As Begoniáceas mais importantes foram Begonia arborescens e B.
solananthera. Dentre as Begoniaceae predominaram as espécies terrícolas, seguidas pelas trepadeiras.
Nas 21 parcelas de 20 m x 20 m foram inventariados 17.041 indivíduos de Pteridófitas e 1.576 de
Begoniáceas. As Begoniáceas não ocorreram em todas as parcelas. Por isso não foi possível usar a família para
a classificação florística. Além disso, concluímos que a família não pode ser usada (pelo menos não sem
pesquisas adicionais) como grupo indicador na área estudada, porque uma condição que um indicador tem
que cumprir é uma ampla distribuição ecológica.

A flora pteridofítica de 19 parcelas pôde ser classificada em 3 grupos florísticos com respeito à sua
similaridade florística. Cada grupo é caracterizado por uma espécie dominante: grupo 1 – Elaphoglossum
vagans, grupo 2 – Asplenium radicans var. uniseriale, grupo 3 – Polybotrya rosenstockiana. Duas parcelas não
puderam ser associadas claramente a estes grupos.




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Os grupos distinguidos correspondem a três diferentes habitats das Pteridófitas. As habitats podem ser
distinguidas pelos parâmetros ambientais altitude, exposição, abaulamento e porcentagem da cobertura do
solo por rochas. Estes quatro parâmetros explicam 41% da variação florística observada entre as parcelas.
Dentre a área estudada o habitat do grupo 1 e caracterizada pela altitude alta. As Pteridófitas do grupo 2 são
típicas para vales e depressões úmidas. O habitat do grupo 3 e caracterizada pela altitude baixa.
Considerando todos os critérios que têm que ser cumpridos por um grupo indicador, concluímos que as
Pteridófitas apresentam um potencial indicativo alto para os diferentes habitats da área estudada. As análises
futuras, nas quais serão trabalhados os dados da flora arbórea, do sub-bosque e das Pteridófitas em
conjunto, mostraram o potencial indicativo das Pteridófitas para a caracterização da comunidade florestal.

2.2.3 Objetivo 3: Avaliação básica da aplicabilidade de instrumentos técnicos para a análise da estrutura
florestal

As condições luminosas e a estrutura do dossel foram investigadas mediante a fotografia hemisférica.
Baseado nas imagens obtidas é possível analisar a abertura do dossel, o índice da área folhar (IAF), a variação
esférica e a fração dos gap do dossel. Estes parâmetros fornecem informações acerca da variação estrutural
dentro da floresta e são também relacionados às condições luminosas e micro-climáticas no interior da
floresta.
A pesquisa forma parte duma tese doutoral em andamento. Até agora foram realizadas dois estudos.

(1) A importância da sazonalidade na avaliação estrutural de floresta tropical montana

O estudo foi realizado em dois locais, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos e em um remanescente
florestal de 60 ha, dominada por Piptadenia gonoacantha (Leguminosae, Mimosoideae), numa distância de
cerca de 25 km do parque. Em cada área foi estabelecida uma parcela de 1 ha, nas quais foram marcadas
pontos a cada 10 m. Nestes pontos foram tiradas duas series de fotografias hemisféricas, uma no final da
estação seca em novembro de 2004 e a outra no final da estação chuvosa em junho de 2005.
Analisamos e comparamos a influência da sazonalidade sobre o Índice da área folhar (IAF) e a abertura do
dossel nas duas áreas. No remanescente florestal observamos uma variação significativa dos parâmetros,
enquanto no parque não foi possível detectar uma variação comparável. A maior influência da sazonalidade
sobre a variação espaço-temporal da estrutura do dossel no remanescente florestal afeta também a
temperatura e umidade absoluta no interior da floresta e pode ser relacionada à maior abundância de
espécies semidecíduas no fragmento florestal. A menor presença de espécies semidecíduas na floresta do
parque evite um impacto igualmente alto da sazonalidade na estrutura do dossel e sua dinâmica espaço-
temporal.

Para o remanescente florestal observamos também um efeito de borda manifestando-se na sazonalidade da
abertura do dossel. A variação sazonal da abertura do dossel aumenta com a diminuição da distancia da
borda florestal. Isso pode ser causado pela distribuição das espécies semidecíduas no fragmento, que mostra
uma concentração destas espécies na zona da borda. Não foi possível observar o mesmo efeito de borda
para o IAF, fato que mostra que os dois parâmetros são independentes um do outro, pelo menos até certo
ponto.

(2) A fotografia hemisférica como instrumento para a caracterização de tipos florestais e níveis de
perturbação ao longo dum gradiente de altitude

Para avaliar a aplicabilidade da fotografia hemisférica para a caracterização e classificação duma floresta
tropical montana foram tiradas fotografias hemisféricas nas mesmas parcelas que foram usadas para o
estudo da vegetação lenhosa (ver objetivo 1).

Os primeiros resultados são: (i) Como esperado pôde-se observar uma interdependência entre o IAF e a
abertura do dossel e a altitude. (ii) Existe uma correlação significativa entre a inclinação e o regime luminoso
que influi o número de mini-gaps. (iii) Algumas parcelas mostram valores do IAF e da abertura do dossel que
diferem dos valores esperados a base da localização das parcelas. A inclusão de dados florísticos
possivelmente permite a interpretação destas diferenças.

2.2.4 Objetivo 4: Influência de parâmetros estruturais sobre a composição do banco de sementes em
remanescentes florestais da Mata Atlântica
.
A pesquisa forma parte duma tese doutoral ainda não concluída.

Para pesquisar o banco de sementes foram coletadas 40 amostras de solo de 500 cm³ em 4 remanescentes
florestais, 10 amostras em cada remanescente, 5 em uma profundidade de 0-5 cm, 5 entre 5 e 10 cm. Os
pontos de amostragem foram estabelecidos a diferentes distancias predefinidas da borda e em cada ponto
foi medida a abertura do dossel. As sementes encontradas na amostras do solo foram classificadas em morfo-
espécies e unidas em classes de tamanho.

                                                                                                              33
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Foram identificadas 29 morfo-espécies (MS) diferentes. A distribuição de algumas delas mostra uma
correlação com parâmetros abióticos. MS 3, por exemplo, é mais abundante em amostras do solo coletado
em locais com uma abertura alta do dossel. Provavelmente trata-se duma espécie zoocórica, já que a
zoocoria e beneficiada por um dossel mais aberto. Em geral pode-se esperar que a variação na composição
do banco de sementes certamente mostra correlações com fatores ambientais como profundidade do solo,
distância da borda e abertura do dossel.

2.2.5 Objetivo 5: Análise da estrutura de populações e do potencial indicativo de Piptadenia gonoacantha
em remanescentes florestais da Mata Atlântica

Piptadenia gonoacantha (Leguminosae, Mimosoideae) é um elemento característico da flora arbórea em
remanescentes florestais no sudeste do Brasil. A espécie é facilmente reconhecível tanto como árvore como
plântula. Por isso a espécie pode ser um bom indicador para a avaliação do estágio e da dinâmica da
sucessão florestal.

A pesquisa foi realizada em três remanescentes florestais, nomeados “Sorvete”, “Davi” e “Maturano”. Em cada
fragmento foi estabelecida uma parcela de 1 ha (100 m x 100 m). Nas parcelas foram inventariados todos os
indivíduos da espécie com um DAP ≥ 1 cm. Foram registrados o DAP e a altura dos indivíduos. A abundância
de plântulas e mudas (diâmetro < 1 cm) de P. gonoacantha foi registrada em 36 parcelas de 4 m² em cada
remanescente. Em cada uma destas parcelas foi medida a abertura do dossel mediante a fotografia
hemisférica.

Para caracterizar a vegetação arbórea dos remanescentes foram inventariados em cada parcela de 1 ha 144
árvores (DAP ≥ 5 cm) usando o método de ponto quadrante. Dos indivíduos inventariados foram registrados
a espécie, o DAP e a altura.

Em total foram registradas 111 espécies de 27 famílias. A diversidade α dos remanescentes foi alta, o Índice
de Simpson alcançou valores entre 0,88 e 0,954. Por causa dos diferentes estágios de sucessão, os
remanescentes apresentaram poucas espécies comuns. Por isso a diversidade β observada entre eles foi
baixa (Índice de Sørensen entre 0,17 e 0,39).

As famílias mais diversas foram as Leguminosae (20 espécies) e Lauraceae (9). Como famílias mais
abundantes e dominantes foram identificadas Euphorbiaceae, Melastomataceae e Myrtaceae.
Com apoio de informação bibliográfica foi determinado um valor de adaptação clímax para o 45% das
espécies inventariadas. Este número define o estágio de sucessão, paro o qual a espécie e típica: 1 = pioneira,
2 = estágio prévio de sucessão 3 = estágio tardio de sucessão, 4 = clímax. Baseado em estes números foi
calculado um índice de sucessão (IS) para cada remanescente. O índice tem o valor de 1 se todas as espécies
são pioneiras e alcança o valor 4 se todas as espécies são representantes do estágio clímax. Os
remanescentes florestais foram classificados como florestas do estágio de sucessão prévio (Davi IS = 1,47,
Maturano IS = 1,74) até mediano (Sorvete IS = 2,24).

A densidade das populações de P. gonoacantha e a sua estrutura demográfica foram analisadas para cada
remanescente. A densidade da população foi mais baixa no remanescente mais avançado na sucessão
(Sorvete) e a estrutura demográfica desta população mostrou a sua baixa regeneração natural pelo fato da
abundância baixa de indivíduos pequenos. As populações da espécie nos remanescentes Davi e Maturano
foram mais densas e mostraram uma estrutura demográfica típica de populações com rejuvenescimento
natural. Como esperado, a densidade de mudas e plântulas (diâmetro < 1 cm) foi muito mais alto nos
remanescentes Maturano (3056 Ind./ha) e Davi (7569 Ind./ha) que no Sorvete (208 Ind./ha). Usando um teste
de simulação (run-test) pôde-se mostrar uma dependência significativa da abundância das mudas da
abertura do dossel.

Podemos concluir que foi observado uma diminuição da abundância e regeneração natural de P.
gonoacantha com o avanço da sucessão. O rejuvenescimento da população da espécie é quase ausente em
remanescentes florestais de sucessão avançada. A estrutura de populações de P. gonoacantha pode servir
como indicador para avaliar os estágios e a dinâmica da sucessão em remanescentes florestais da Mata
Atlântica.




                                                                                                              34
             ITT             Resumo dos resultados
Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                     BLUMEN

3 Teses de graduação
Nome                    Grau              Type                                                         Ano de
                        acadêmico                                                                      publicação
Guénola Kahlert         M.Sc.             Potentiale eines ökologisch angepassten Tourismus im         2004
                                          brasilianischen Küstenregenwald -eine Situationsanalyse
                                          in der Region des Naturschutz-parks Serra dos Órgãos
Frank Starfeld          M.Sc.             Conception and development of an information system for      2004
                                          the BLUMEN project
Jörg Wüstner            M.Sc.             Analysis of the landscape structure in the Mata Atlântica    2005
Diego Barreiro          M.Sc.             Analysis of husbandry system of the Mata Atlântica Region    2005
Lucia Minho             M.Sc.             Comparison of conventional and ecological agricultural       2005
                                          system in Teresopólis
Sanjay Jena             Dipl.-Ing.        Development of specific user applications for GIS analysis   2006
                                          addressing research and further planning questions in the
                                          Mata Atlântica Region
Georg Meier             M.Sc.             Design of a GIS based monitoring tool for the Landscape of   Em
                                          the Mata Atlântica                                           progresso
Chris Lösch             M.Sc.             Ausbau des Martius Museum zum Visitor Center für             2006
                                          international Zusammenarbeit im Rahmen der
                                          biologischen Forschung und des Ressourcenschutzes
Juan Carlos             Doutorado         Allometric regressions for Biomass determination in          Em
Torrico Albino                            horticultural                                                progresso
                                          systems of Teresópolis
Udo Nehren              Doutorado         Analyse der Funktionen von Mata Atlântica-Relikten           Em
                                          bezüglich Stofftransport und Bodenerosion in der Region      progresso
                                          Teresopolis/ Análise das funções dos fragmentos florestais
                                          da Mata Atlântica em relação ao transporte de solo e
                                          erosão na região de Teresopolis
Rui Pedroso             Doutorado         Regional Bio-Economical model in the Mata Atlântica          Em
                                                                                                       progresso
André Lindner           Doutorado         The influence of fragmentation on structure, seed-bank       Em
                                          and regeneration of forest-fragments in the Mata             progresso
                                          Atlântica, Brazil”
Claudia Raedig          Doutorado         An interface among the landscape ecology and biological      Em
                                          aspects –GIS based analysis of fragments of an Atlantic      progresso
                                          forest area
Markus Adamek           Dipl.-Biol.       Floristische Differenzierung eines atlantischen              2004
                                          Küstenregenwaldes (Serra dos Órgãos, Brasilien) entlang
                                          eines Höhengradienten unter bes. Berücksichtigung der
                                          Pflanzenfamilie Melastomataceae
Anja                    Dipl.-Biol.       Floristische Differenzierung eines atlantischen              2004
Kaczmarczyk                               Küstenregenwaldes (Serra dos Órgãos, Brasilien) am
                                          Beispiel der Pflanzenfamilie Rubiaceae
Rolf Engelmann          Dipl.-Biol.       Floristische Differenzierung der Begoniaceae und             2005
                                          Pteridophyta entlang abiotischer Gradienten im Gebiet
                                          des Parque Nacional da Serra do Órgãos, RJ, Brasilien.
Carolin Seele           Dipl.-Biol.       Untersuchung und Klassifizierung der floristischen und       2005
                                          strukturellen Vielfalt der Unterwuchsvegetation im Gebiet
                                          des Parque Nacional da Serra dos Órgãos, RJ, Brasilien
Oliver Thier            Dipl.-Biol.       Populationsstruktur und Indikatorpotential von Piptadenia    2006
                                          gonoacantha (Mart.) J. F. Macbr. (Leguminosae,
                                          Mimosoideae) in Waldfragmenten verschiedener
                                          Sukzessionsstadien der Mata Atlântica im brasilianischen
                                          Bundesstaat Rio de Janeiro.




                                                                                                                    35
             ITT             Resumo dos resultados
Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                     BLUMEN
4 Publicações resultando do projeto BLUMEN

Engelmann, R.A., Wesenberg, J., Morawetz, W. 2006. Floristic differentiation of the Pteridophyta along abiotic
gradients in a montane rain forest of the Mata Atlântica in the Parque Nacional da Serra dos Órgãos, RJ, Brazil.
(Poster at the 19th Annual Meeting of the German Society for Tropical Ecology)

Engelmann, R.A., Wesenberg, J., Morawetz, W. Pteridófitas e begoniáceas no sub-bosque da Mata Atlântica
na parte oriental do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Teresópolis, RJ, Brasil. (em revisão)

Kretschmer, N. & J. Roehrig (2003): Approach for the development of a GIS as a tool for the integrative
assessment of natural resources and sustainable rural development in the Mata Atlântica, Brazil; Proceedings
of Deutscher Tropentag 2003

Sattler, D., Lindner, A., Morawetz, W. 2006. The role of seasonality in structural assessments of tropical
montane forests. (Poster at the 19th Annual Meeting of the German Society for Tropical Ecology)

Metzger, J.-P., P. Fritz, S. Höynck, K. Henle (2004): Introduction to Development and testing of management
tools in Sustainable use and conservation of biological diverseity – A challenge for society; Proceedings of
the International Symposium Berlin, 1-4 December 2003Sattler, D., Lindner, A., Morawetz, W. The role of
seasonality in structural assessments of tropical montane forests.

Seele, C., Sattler, D., Wesenberg, J., Morawetz, W. 2006. Floristic and structural variability of the understory
vegetation along abiotic gradients in a tropical montane rain forest of the Mata Atlântica, Parque Nacional da
Serra dos Òrgãos, RJ, Brazil. (Poster at the 19th Annual Meeting of the German Society for Tropical Ecology).

5 Publicações em preparação

Engelmann, R.A., Wesenberg, J., Morawetz, W. Floristic patterns of the Pteridophyta along abiotic gradients in
a montane rain forest of the Mata Atlântica in the Parque Nacional da Serra dos Òrgãos, RJ, Brazil.

Lindner, A., Sattler, D., Morawetz, W. Hemispherical photography as a tool for indicating forest types and
disturbance levels along an altitudinal gradient in an Atlantic Rainforest.

Lindner, A., Piña-Rodriguez, F., Morawetz, W. Influence of structural parameters on seed bank composition in
a forest fragment in the Atlantic Rainforest.

Thier, O., Wesenberg, J., Morawetz, W. Indicating successional stages of forest fragments of the Mata
Atlântica: The suitability of the population structure of Piptadenia gonoacantha (Mart.) J.F. Macbr.
(Leguminosae, Mimosoidae).

Wesenberg, J., Seele, C., Sattler, D., Morawetz, W. Floristic and structural diversity of Atlantic Rain Forest in
the Serra dos Órgãos Nacional Park: patterns and causes.




                                                                                                                    36
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Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                     BLUMEN

Bibliografia
Carneiro 1993. “Teresópolis”. Documento Acompanhando a Roza, 1997.

Dorst, 2004. “Parque Nacional Serra dos Órgãos” www. Trilharte.com.br/órgãos. htm

FAOCLIM 2001, Base climática mundial, estación metereológica Teresópolis, CD-ROM, editado por la FAO,
Roma-2001.

FIDE RJ, 1997. “Estudos para o Planejamento Municipal”. Fundação estudo de desenvolvimento Econômico e
Social de RJ.

Homma, 2003, Citado en “Mata Atlántica 500 anos”, CD-ROM “Historia da mata Atlântica”. Programa Mata
Atlântica, 2000.

IBGE, 2002. “Censo Agropecuário 2002” (no editado). acápite Municipal Cattle Production. 1996.

IBGE, 1995-1996. “Censo Agropecuário 1995-1996”.

IBGE, 2004, Estimativas de população. População recenseada nos recenseamentos gerais de 1950, 1960,
1970, 1980, 1991, da contagem rápida do ano de 1996 e o resultado do censo 2000.

INMET, 2004. Instituto Nacional de Meteorología, Estación metereológica de Teresópolis, datos media
mensuales 1961 – 2003.

Roza, 1997. SERFHAU. “Plano de ação imediata – Município de Teresópolis.




                                                                                                              37
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      Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
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      Anexos



                   Media das Temperaturas Máximas (°C)
                   ESTACAO: : Teresópolis N° 83744, UF: RJ, PERIODO: 1964 a 2003




Ano          Jan          Fev          Mar          Abr          Mai          Jun          Jul          Ago          Set          Out          Nov          Dez



      1961
      1962
      1963
      1964                                                                          20,7         17,8         22,4         23,3         21,9         23,2         24,7
      1965                      25,8         25,2         24,9         22,4                                   24,2         25,1         23,7         24,8         28,1
      1966         27,6         29,2                      24,4         22,0         22,0         21,5         21,9         23,0         24,2         24,1         26,9
      1967                      28,3         26,4         24,4         23,6         22,0         21,4         25,0         23,7         26,3         23,8         23,5
      1968         27,6         25,1         26,4         21,9         20,8         20,4         20,0         20,3         22,0         22,6         25,4
      1969         28,7         28,8         27,0         23,9         23,3         22,0         21,5         22,4         24,7         22,1                      24,3
      1970         27,3                      27,5         25,2         24,9         23,5         20,9         21,7         22,0         23,0         23,1         29,3
      1971         30,1         28,9         26,3         22,7                      21,7         22,6         23,5         24,4                      23,1         26,2
      1972         29,1         27,1         28,0         23,3         23,3         24,0         20,8         22,3         22,2         24,2         24,6         26,3
      1973         29,2         29,8         25,2         27,0         22,6         23,9         22,2         21,5         21,7         22,6         22,8         26,2
      1974         27,9         28,6         27,1         23,5         22,7         20,2         22,6         23,1         24,5         23,9         25,3         24,8
      1975         26,2         28,6         26,8         23,1         21,2         20,8         20,3         24,6         23,2         23,7         24,3         27,5
      1976         29,3         26,5         26,4         25,3         22,4         22,5         20,7         22,7         21,1         22,6         25,2         25,6
      1977         27,8         29,9         28,2         23,9         22,3         22,6                                                25,1         25,0         25,2
      1978         29,0         26,8         27,8         23,5         21,7         20,4                      21,7         22,9         25,3         24,8         26,4
      1979         24,3         26,1         25,1         22,9         23,2         20,9         20,6         23,7         22,0                                   26,1
      1980         24,3         26,9         29,0         24,5         23,7                                                21,5         24,6         24,1         27,6
      1981         26,5                                   23,7         23,4         20,6         20,4         22,1         25,9         21,4         25,4
      1982         24,3         28,3         24,1         22,5         21,3         22,8                      22,8         22,2         24,2         27,0         24,0
      1983         26,2         28,1                                                                          22,4         19,8         22,9         25,9         26,4
      1984         29,8         29,7         27,0         24,0         25,6         23,4         22,5         21,3         22,1         25,3         24,6         25,0
      1985         25,1         28,4         26,9         25,8         22,5         21,0         20,8         23,7         22,4         24,5         25,2         25,8
      1986         28,3         28,4         27,2         25,3         24,5         22,0         20,5                      22,0         24,0         26,8         26,0
      1987         28,3         28,2                      26,0         22,6
      1988
      1989
      1990
      1991
      1992                                   27,8         25,5         24,1         23,7         21,8                      21,9         24,5         24,9         25,8
      1993                      28,3         27,8         25,9         22,8         21,6         24,2         22,8         23,3         26,5         27,9
      1994         26,6         31,0         26,1         24,5         25,0         22,3         23,3         23,2         25,4         26,4         26,7
      1995         30,4                      27,8         25,7         23,9         23,7         24,0         26,7                      24,4         25,0         26,1
      1996         28,9         29,6         28,4         26,1         22,8         22,6         21,8
      1997                                                24,6         22,9         23,0         23,7         24,5         24,9         25,4         27,9         28,4
      1998         29,2         29,3         28,5         26,4         23,0         20,5         22,4         24,4         24,0         23,4         23,6         27,4
      1999                      29,5         27,1         25,0         22,8         21,1         21,3         22,4         25,2         22,0         23,3         25,7
      2000                      27,6         26,2         25,4         22,8         23,4         20,1         22,9         22,3         27,6         25,3         27,1
      2001         29,3         30,5         28,9         27,3         23,2         23,5         22,9         24,5         23,1         23,9         26,1         26,2

      2002         27,5
                                26,6         29,1         27,4         24,2         24,6         21,7         25,4         22,2         28,8         26,3         27,0
      2003         27,2         30,6         27,3         25,9         23,0         24,6         22,7         21,1         22,6         24,6         25,2         26,7




                                                                                                                                                                  38
             ITT             Resumo dos resultados
Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                            BLUMEN


                                                Media das Temperaturas Mínimas (°C)
                                    ESTACAO: : Teresópolis N° 83744, UF: RJ, PERIODO: 1964 a 2003




     Ano         Jan        Fev        Mar        Abr        Mai        Jun         Jul      Ago     Set     Out    Nov         Dez



    1961
    1962
    1963
    1964                                                               11,0        9,6       11,7    12,2    14,6   13,8        16,3
    1965                   18,1       15,9       14,6       12,9                             11,7    14,4    14,7   15,8        18,1
    1966        18,3       18,4                  14,4       12,7       10,9       11,3       11,0    11,7    15,7   16,0        17,6
    1967                   18,1       17,4       14,7       11,7       11,9        9,7       11,9    12,9    15,4   16,0        15,8
    1968        17,5       16,1       16,1       13,6        8,7        9,3        8,9        9,9    12,0    14,8   16,1        16,9
    1969        17,8       19,0       17,0       14,5       12,9       11,5       10,4       11,5    14,4    14,4    14         15,4
    1970        17,4                  17,1       14,2       12,6       11,6       10,2       10,5    13,6    14,8   14,7        17,7
      1971
                17,3       17,5       16,3       14,1       12,5       11,4       10,1       11,9    12,3    13,6   14,7        16,6
    1972        17,6       17,9       17,4       14,0       11,7       10,5       11,4       12,7    13,8    15,3   17,1        17,2
    1973        19,3       18,7       17,5       17,4       12,5       11,8       12,0       12,1    13,1    14,0   14,6        17,6
    1974        17,9       17,3       17,9       15,2       13,0       11,7        9,7       11,1    13,6    15,0   15,0        16,5
    1975        16,9       18,0       16,6       12,7       12,0       10,7        9,1       13,0    13,7    15,8   16,8        17,7
    1976        17,4       16,6       16,6       15,5       14,0       11,0       10,4       11,9    13,5    13,7   16,2        17,5
    1977        18,3       17,2       18,0       16,2       11,7       12,2                                  15,3   17,2        16,3
    1978        18,3       17,5       17,3       14,6       13,3       10,2                  10,7    13,2    15,1   16,2        17,4
    1979        16,2       17,7       15,9       14,4       14,5       10,6       10,4       12,1    13,9                       17,0
    1980        17,2       17,8       16,8       16,2       13,4       11,5                          12,6    15,1   16,3        18,4
    1981        18,4                             14,4       12,7       11,6       10,4       11,6    14,1    14,9   17,3
    1982        16,8       17,7       17,7       13,4                  12,1                  12,8    12,0    15,3   18,0        17,6
    1983        18,5       18,4                                                              10,6    13,9    15,5   16,5        17,9
    1984         18        18,2       17,0       15,4       14,3       12,3       11,9       12,4    12,7    15,3   16,6        17,3
    1985        17,7       18,4       18,8       16,3       12,5        8,9        9,7       11,4    12,6    14,7   15,8        16,3
    1986        17,4       18,5       17,2       15,4       14,1       10,0        9,5               12,5    13,5   16,1        18,5
    1987        18,7       18,0                  16,9       14,6
    1988
    1989
    1990
    1991
                                                                                                                                 16,7
    1992                              18,1       17,3       16,0       13,6       12,4               14,8    16,6   16,9
    1993                   18,7       18,4       16,9       13,7       12,3       12,5       11,7    14,7    16,1   17,5
    1994        18,3       19,5       18,0       16,1       15,1       11,4       12,0       11,4    13,5    16,0   17,5
    1995        19,6       19,2       17,9       16,3       14,6       11,1       13,0       13,4            15,8   16,4        17,9
    1996        19,4       19,4       18,9       15,8       12,8       12,0       11,2
    1997                                         15,2       12,3       11,9       11,4       11,6    14,8    15,9   18,8        19,0
    1998        19,9       19,8       19,1       17,3       13,7       11,3       11,6       14,9    15,6    15,5   16,0        18,9
    1999                   19,4       18,3       15,8       12,5       12,8       12,7       10,7    13,8    14,3   15,2        17,3
    2000                   18,6       17,9       15,5       13,0       11,4       11,3       12,1    14,8    17,4   17,2         18
    2001        18,6       19,1       17,9       16,8       14,2       13,0       11,2       12,3    14,1    15,4   17,9        18,4
    2002        18,9       18,7       18,6       16,4       15,2       13,4       12,7       14,7    14,3    17,0   17,8        19,2
    2003        19,6       19,4       18,5       16,0       13,2       12,8       11,5       11,7    14,0    15,3   17,5        18,8




                                                                                                                           39
             ITT             Resumo dos resultados
Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                             BLUMEN


                                                     Total de Chuva Mensal (mm)
                                      Estacao: Teresópolis N° 83744, UF: RJ, PERIODO: 1961 a 2003




     Ano         Jan        Fev        Mar        Abr        Mai         Jun         Jul      Ago      Set    Out     Nov          Dez



    1961                                                                                                      13,2   129,0        272,8
    1962      261,4       369,3      103,7       68,4        49,5       21,6       25,5       25,2    65,9   166,9   289,4        359,7
    1963      148,4       214,5
    1964                                                                23,8       74,5       20,1    40,3   133,1   184,4        318,2
    1965                  234,1      184,1      134,0      118,5                              15,1    29,2   169,4   225,9        211,7
    1966      438,5       170,9      332,3      161,9       68,4        8,5        50,3       58,1    55,6   171,4   339,2        534,4
    1967                  196,8      213,2      107,7       384        61,3        47,1        2,5    27,4   153,2   247,0        319,3
    1968      176,5       301,6      245,7       72,1       29,7       22,8        60,9       63,0    65,3   105,1    97,0
    1969      327,2       159,7      248,9       73,8       19,5       51,4        49,8       82,0    40,6   148,6                261,7
    1970      149,3                  127,4      123,7       30,2       33,8        42,1      134,4    71,1   186,0   178,6        121,9
    1971      113,2       207,4      113,8       47,6       90,1      105,7        34,3      105,9    85,0   172,9   324,8        298,6
    1972      217,1       310,9      224,3      123,7       31,7        0,6        76,2       70,0    68,6   161,9   269,2        341,0
    1973      308,9       253,4      145,7      194,7       65,5       22,5        46,4       20,3   120,1   257,2   245,1        295,6
    1974      323,4        67,3      253,5      132,1       42,1       88,2         0,0        5,3    25,9   208,5    79,3        307,9
    1975      476,9       191,5      190,0       89,6       85,1       44,4        56,1        7,8    80,2   203,2   354,7        233,7
    1976      218,9       135,7      199,0       30,4       83,5       45,0        31,5      100,4   173,8   200,3   196,3        344,3
    1977      477,5        33,6       79,4      156,1       26,6        9,4                                   54,2   332,6        314,8
    1978      260,8       172,3      188,5                 101,4       13,3                   53,9    46,8   177,7   371,8        188,7
    1979      291,2         421,5    154,0      120,5       66,7       38,5        50,3       57,3   133,8                        277,3
    1980      349,7        96,6       53,6      142,3       13,7       26,9                           40,4   136,7   156,5        444,2
    1981      282,4                             172,0       25,0       25,3        49,9       39,1    17,1   185,0   239,8
    1982      410,2       106,8                 100,1       21,3       59,5                  107,0    79,7   255,4   129,2        333,2
    1983      330,2       158,2                                       233,7        52,5        6,4   347,2   149,2   193,8        226,3
    1984      123,0        33,2      217,5      102,7        64,0       2,5        24,8       66,8    40,5    79,4   123,2        180,0
                                                                                                                                   282,6
    1985      382,2       227,5      216,8      143,3        65,4      26,8        14,4       48,2   105,4    52,4   210,1
    1986      290,0       191,0      187,0      111,5        39,2      23,7       111,0              105,0    33,9   130,4        354,7
    1987      232,5       181,1                 133,8        93,5
    1988
    1989
    1990
    1991
    1992                              46,0      102,5       49,8         9,8       29,0              242,8   138,3   366,5        212,0
    1993      346,9       133,9      290,0      104,3       22,0        40,4        2,9       12,7   165,6    72,3   144,6
    1994      365,2        57,2      373,7      208,2      235,4        57,7       16,0       11,0    31,9   110,4                 241,9
    1995      325,8       136,3       56,5       88,3       49,4        28,5       25,7        6,1           174,5   227,8        326,1
    1996      207,8       199,6      207,5       81,0       50,7        33,6       11,8
    1997                                         35,8       65,0        33,0          8       22,2    75,2    90,3   208,0        196,2
    1998      193,3       330,5       89,3       81,0       99,5        21,3       15,8       44,2    39,6   158,1   213,2        245,6
    1999                  103,3      182,3       52,5       39,4        64,3       27,9       14,3    78,7    49,4   192,3        451,4
    2000                  114,6      160,4       87,3       40,3         0,2       94,1      114,6   113,6    86,8   198,1         245
    2001      269,8       216,9      184,0      190,3       73,3         2,3       18,9        7,7    73,4    91,5   151,6        422,2
    2002      308,3       202,0      148,4      116,8       70,4         6,5       35,0       24,8   124,8    54,8   282,1         508
    2003      323,5        49,5      193,8       52,2       55,6        35,0       31,6       66,3    43,6   177,7   351,1        164,0




                                                                                                                             40
              ITT             Resumo dos resultados
 Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                                BLUMEN
 Dados Climáticos Teresópolis
                           JAN      FEB                                           JUL                 SEP                       YEAR
                                        MAR APR     MAY JUN                             AUG                 OCT   NOV DEC
Temp_mean_max             27,0     27,2  26,3  23,9  22,2 21,5                  20,90   22,30     22,80     23,40 23,80 25,10    23,90
Temp_mean_min             16,9     16,9  16,1  13,9  11,2  9,5                   8,60    9,40     11,80     13,80 14,80 16,20   13,30
Temp_mean_mly             21,2     21,2  20,3  18,0  15,7 14,3                  13,70   14,70     16,40     17,90 18,70 20,00    17,70
Precip_Total_Mly         271,0    216,0 208,0 98,0   65,0 42,0                  36,00   44,00     73,00     116,0 192,0 310,0   1671,0
Tp_dp_mean_mly           18,1      18,2  17,6  15,6  13,5 11,9                  11,20   11,70     13,40     15,10 16,10 17,30    15,00
RH__mean_mly             82,0     83,0   85,0 86,0   86,0 85,0                  84,00   82,00     82,00     84,00 84,00 84,00   84,00
Tp.mean_night             19,8     19,9  19,1  16,8  14,4 13,0                  12,20   13,20     15,00     16,60 17,40 18,80    16,30
Tp.mean_daytm            23,7     23,8   23,0 20,6   18,4 17,6                  16,90   18,10     19,20     20,30 20,90 22,20    20,40
PET_total__mly           164,0    141,0 130,0 104,0 82,0  68,0                  75,00   103,0     111,0     131,0 135,0 145,0   116,0
Gl.radiation.mly         444,0    433,0 376,0 344,0 300,0 285,0                 301,0   356,0     339,0     371,0 382,0 390,0    360,0
Sunsh_fract._mly          0,41     0,43  0,43  0,47  0,51 0,55                   0,56    0,56      0,39      0,36  0,32  0,31    0,44
Vap_Pr_mean_mly           20,7     20,9  20,1  17,7  15,4 13,9                  13,20   13,70     15,30     17,10 18,20 19,80    17,20
Sunsh._mean_mly           5,50      5,5   5,2   5,4   5,6  5,9                   6,10    6,30      4,70      4,50  4,20  4,20    5,30
 Fonte: Modificado de FAOCLIM 2001.




 Equipamentos utilizados na agricultura

 Equipamentos                                                              Preço (reais)
 Pulverisador                                                                                           140
 Enchada                                                                                                  8
 Enchadinhna                                                                                             10
 Foice                                                                                                    8
 Gadae                                                                                                    7
 Anchina                                                                                                  6
 Faca                                                                                                     3
 Cavadeira                                                                                               18
 Equipamento para pulverisacao                                                                           38
 Botas                                                                                                   20
 Luva (guantes)                                                                                           3
 TOTAL                                                                                                  261

 Maquinaria agrícola

 Produto                                                           Preco por unidade
 Micro Trator Yanmar
                                                                                           R$ 15.800,00
 Preparação do solo
 Implementos
                                                                                            R$ 3.500,00
 Rocagem
                                                                                            R$ 1.800,00
 Transporte
                                                                                            R$ 4.200,00
 Aparador de Grama
 Quantidade de óleo
                                                                                                R$ 7,00
 Arado 7,5L oleo 90
                                                                                                R$ 6,00
 Motor 3,5L oleo 40
                                                                                           R$ 25.313,00
 Total

 Fuente: YANMAR AGRITECH, Almacen de Maquinaria Agricola, Teresopolis 28/09/2004.




                                                                                                                                41
             ITT             Resumo dos resultados
Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                                  BLUMEN
Preços de sementes para horticultura

Sementes                               Preco (R$)              Unidade

Agrião                                              46,84                100g
Abobrinha                                             7,86               100g
Alface                                              12,14                100g
Alho poró                                             26,9               100g
Beterraba                                                 39          100gr
Brocolis                                                  15          100gr
Cebolinha                                           23,57                100g
Cenoura                                               9,92            100gr
Coriander                                             6,61               100g
Couve branca
Espinafre                                             9,46               100g
Pimentão                                                  30             100g
Couve                                                 10,4               100g
Tomate                                              23,48                100g
Rucula                                                7,52               100g
Fuente: Calixto, Armazen de Insumos Agropecuarios, Teresopolis 28/09/2004.


Plaguicidas y abonos quimicos

         LISTA DE INSUMOS
Nome Comercial                        Unidade         Inseticidas    Fungicidas      Herbicidas      Precos (1)    Precos (2)
Afalon                                Litro                                          x                  R$ 95,00      R$ 85,00
Amistar                               100g                           X                                  R$ 68,00      R$ 75,00
Asufrados
Benlate                               Kg                                                                             R$ 130,00
Cartap                                Kg                                                                              R$ 64,00
Cercobim                              Kg                             X                                  R$ 60,00      R$ 65,00
Chlorotal onil +Oxiclorato de
cobre
Criolina                                              x                                                  R$ 6,00
Cuprogarb                             350 kg          x                                                 R$ 20,00      R$ 13,00
Decis                                 250ml           x                                                 R$ 20,00      R$ 22,00
Elsan
Fetin- Acetate
Foli super                            Litro           x                                                 R$ 30,00      R$ 33,00
Folidol                               Litro           x                                                 R$ 35,00      R$ 36,00
Furadan                               10kg            x                                                 R$ 88,00     R$ 110,00
Fusilade                                                                             x                  R$ 95,00     R$ 110,00
g-Kog Riconil
Glifosato                             Litro                                          x                  R$ 17,00      R$ 17,00
Gramaxone                             Litro                                          x                  R$ 33,00      R$ 36,00
Hochs
Lannate                               Litro           x                                                 R$ 32,00      R$ 36,00
Manzate                               Kg                             x                                  R$ 18,00      R$ 20,00
Methamidophos                         Litro                                                                           R$ 30,00
Microzol
Orthocide                             Kg              x                                                 R$ 30,00      R$ 30,00


                                                                                                                                 42
             ITT             Resumo dos resultados
Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                          BLUMEN

Oxiclorado de cobre                                                  x                               R$ 23,00   R$ 26,00
Pirimicard
Pi-rimor (saiu de Lihna)
                                      Litro
Reconil                               Kg                                                                        R$ 18,00
Ridomil                               Kg                                                                        R$ 98,00
Roundup                               Litro                                          x               R$ 18,00   R$ 20,00
Rumo                                  20g                                                                       R$ 16,00
Score (Shecore)                       250ml                          x                               R$ 70,00   R$ 78,00
Sumilex
Tamaron                               Litro           x                                              R$ 32,00   R$ 35,00
Tatu
Thiobel (Tiobel)                      Kg              x                                                         R$ 64,00
Trigard                               15g             x                                                         R$ 20,00
Adubos quimicos
15-5-10                               50kg                                                           R$ 46,00   R$ 45,00
15-0-10                               50kg
20-0-10                               50kg                                                           R$ 43,00   R$ 44,00
corve 4-12-8                                                                                         R$ 43,00   R$ 44,00
Fosmagi ou Fosmag
Fosmagi –proprio para Papikra
Herge 20-0-10                         50kg
Ureia                                 50kg                                                           R$ 56,00   R$ 60,00
Adubos organicos                      50kg
Calcário                              50kg                                                            R$ 5,00    R$ 5,00
Estercos                              50kg
Farelos                               50kg
Farinha de osso                       50kg                                                           R$ 30,00   R$ 34,00
Outros
Fita                                  Rolo (1Kg)                                                     R$ 11,00
Pregado (caixa)                       Unidade                                                         R$ 1,00
Postes                                Unidade                                                         R$ 4,00
Arame farpado                         Rolo                                                           R$ 50,00
Arame Liso                            Kg                                                              R$ 5,50
Diesel                                Litro                                                           R$ 1,36
Oleo de Motor                         Litro                                                           R$ 6,00




                                                                                                                           43
             ITT             Resumo dos resultados
Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                                BLUMEN
Nomes científicos de pragas e enfermidades por cultivo
                          Enfermidades                                                               Pragas

   Nome comum                       Nome científico                     Nome comum                        Nome cinetífico
Brocolis                 Brassica oleraceae
Hérnia das               Plasmodio phora brassicae                                            Brevicoryne brassicae e myzus
Cruciferas                                                           Pulgão                   persicae
                                                                     Lagarta verde            Trichoplusia ni
                                                                     Lagarta rosca            Agrotis ipsilon
Acelga                   Beta vulgaris
Tomate                   Lycopersicum esculentum
Pinta                    Alternaria solani                           Lagarta mineira          Trichoplusia ni
Muchadeira               Pseudomonas solanacearum
Canela preta             Erwinia carotovora
Pimentão                 Capsicum annum
Pinta                    Alternaria solani                           Lagarta mineira          Trichoplusia ni
Muchadeira               Fusarim oxysporum
Canela preta             Erwinia carotovora
Agrião                   Roripa nastutium aquaticum
Meladeira                Erwinia carotovora                          Lagarta                  Trichoplusia ni
Cercospora               Melogena                                    Pulgão                   Brevicoryne brassicae
Amarelão                 Amarelecimento interneaval
Espinafre                Tetragonia expansa
Barriga de sapo                                                      Lagarta                  Trichoplusia ni
Ferrugem                 Puccinia porri                                                       Gymnogeophagus gymnogenys
                                                                     Joaninha                 hensel
Cercospora               Melogena
Rabanete                 Raphanus sativus
Caraca                                                               Lagarta                  Trichoplusia ni
Chicória                 Cichorium endivia
Meladeira                Rewinia carotovora                          Pulgão                   Dactinotus sonchi
Mostarda                 Brassica jucea
Míldio                   Peronospora parasitica                      Pulgão                   Brevicoryne brassicae
Cebolinha                Allium cepa
Mofo                     Sclerotinia sclerotiorum                    Lagarta trilhadeira      Helicoperva zea
Chuchu
Sapecadeira              Stemphylimsolani
Hortelã                  Menta villosa
Ferrugem                 Puccinia porri                              Lagarta mineira          Trichoplusia ni
Couve                    Brassica oleraceae
Canela preta             Erwinia carotovora                          Lagarta mineira          Trichoplusia ni
Podridão                 Erwinia carotovora
Míldio                   Peronospora parasitica
Coentro                  Coriandrum sativum
Pinta                    Alternaria solani                           Pulgão                   Cavariella aegopodi
Meladeira                Erwinia carotovora                                                   Gymnogeophagus gymnogenys
                                                                     Joaninha                 hensel
Ferrugem                 Puccinia porri
Salsa                    Petroselinum crispum
Pinta                    Alternaria solani                           Pulgão                   Cavariella aegopoli
Meladeira                Erwinia carotovora
Rucula                   Eruca sativa
Meladeira                Erwinia carotovora                          Joaninha
Ferrugem                 Puccinia porri                                                       Brevicoryne brassicae e myzus
                                                                     Pulgão                   persicae
Alface                   Lactuca sativa
Míldio                   Bremia lactucae                             Pulgão                   Dactinotus sonchi
oidio                    Erysiphe poligoni                                                    Agrotis ipsilon, spodoptera
                                                                     Lagarta Rosca            frugiperda
Scleotinia               Sclerotinia sclerotiorum
Abobora                  Curcubita
Cincera                  Botrytis cinerea                            Lagarta                  Agrotis ipsilon




                                                                                                                              44
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Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
                                                                                                                  BLUMEN
Evaliacao do caudal para irrigacao em parcelas agrícolas (bombas elétricas)

                                           Caudal (Q)                              Gasto         Mono-                 Espaciamiento
            Diámetro (D)       Q            medido                                mensual        fásico         N°       (m asp x m
  Hp          de salida      Teórico                                 Obs         ($R) epoca                   aspers       linea)
             (pulgada)       (m3/hr)    (m3/h l / min                            inv     ver         Trifá-    ores
                                          r)                                                          sico
                                                             primeiro ramal
   3    2                       38,00     20,46        341                       260      200          t          3
                                                             (saida bomba)                                                12 x 12
   3    1/1,4                   11,00       4,98        83 terceiro ramal        260      200          t          3
        3                                 26,64        444 primer ramal           40      50           m          8
   5                                                                                                                       9x9
        2                                 19,32        322 segundo ramal          40      50           m          8
                                                             saida de bomba
   7    1,4                                 7,20       120                       190      170          t          -       12 x 12
                                                             a 150 m
  7,5   1,4                               10,86        181 segundo ramal         120      80           t          4        6 x 12
        2                                 16,02        267 segundo ramal         450      350          t          8
  15    3                       42,90     30,00        500 saida bomba           450     350           t          8       12 x 12
        1/1,4                   16,00       9,00       150 terceiro ramal        450      350          t          8
  10    3                       20,00     16,00              saida               320      270          t          8        12x12
        3                                 26,70      444,4 saida bomba                                 t          8
                                                                                                                           12x13
        2                                 19,50      324,3 segundo ramal                         t            8




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Ecologia e Conservação da Biodiversidade em Áreas Agrícolas no Domínio da Mata Atlântica 2002-2005
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Mapa 1: Localisação da Área de Pesquisa




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Mapa 2: Comunidades em destrito II e IIT do Município de Teresópolis




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Mapa 3: Bacias hidrográficas principais de Teresópolis – mostrado num Modelo Digital da Elevação creado
por Iso-Linhas vectorizadas




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Mapa 4: Sub-bacias hidrográficas do Corrego Sujo, calculado com ArcHydro




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Map 5: Dinâmica da vegetação [fonte: Tese do Jörg Wüstner]




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