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Xadrez Cognicao e Educacao

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Xadrez Cognicao e Educacao Powered By Docstoc
					XADREZ, COGNIÇÃO E EDUCAÇÃO
Prof. Wilson da Silva

Currículo
1995 a 1998 - Graduação em Pedagogia. Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, Brasil.

2001 a 2002 - Especialização em Psicopedagogia. Instituto Brasileiro de Pós Graduação e Extensão, IBPEX, Curitiba, Brasil. Título: Jogo, Cognição e Educação: Abordagem Psicopedagógica do Jogo de Xadrez. Orientador: Ana Maria Lakomy

2002 a 2004 - Mestrado em Educação. Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, Brasil. Título: Processos Cognitivos no Jogo de Xadrez. Orientador: Prof Dra. Tamara da Silveira Valente 2005 - Doutorado em Educação. Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Campinas, Brasil. Título: Raciocínio Lógico e o Jogo de Xadrez: em busca de relações. Orientador: Prof Dra. Rosely Palermo Brenelli

Tópicos da Palestra
1) PESQUISAS QUE UTILIZARAM O JOGO DE XADREZ a) Binet e o Xadrez às Cegas b) Cleveland e as Fases na Aprendizagem do Xadrez c) Diakov, Pietrovski e Rudik: o Estudo Soviético d) De Groot e a Era Moderna das Pesquisas e) Simon: a Teoria Chunk 2) A COMPLEXIDADE DO XADREZ 3) A EXPERTISE NO JOGO DE XADREZ 4) XADREZ E EDUCAÇÃO

PESQUISAS QUE UTILIZARAM O JOGO DE XADREZ

BINET E O XADREZ ÀS CEGAS

CLEVELAND E AS FASES NA APRENDIZAGEM DO XADREZ

DIAKOV, PIETROVSKI E RUDIK: O ESTUDO SOVIÉTICO

DE GROOT E A ERA MODERNA DAS PESQUISAS

POSIÇÃO DO PROTOCOLO M2 B1

APROFUNDAMENTO PROGRESSIVO DO PROTOCOLO (M2; B1)

ESTUDO SOBRE A RECONSTRUÇÃO DE POSIÇÃO

SIMON: A TEORIA CHUNK

A COMPLEXIDADE DO XADREZ

NÚMERO MÁXIMO DE POSIÇÕES APÓS O 3° LANCE

NÚMERO DE POSIÇÕES POSSÍVEIS PARA AS OITO PRIMEIRAS JOGADAS

QUAL É O NÚMERO TOTAL DE POSIÇÕES LEGAIS? Segundo Claude Shannon, (SHANNON, 1950, p. 4) o número total de posições legais, partindo da posição inicial, é da ordem de 64! / 32!(8!)2 (2!)6, ou aproximadamente 1043. No entanto, segundo Allis, o cálculo de Shannon inclui algumas posições ilegais, ou seja, peões na primeira fila, os reis em xeque e exclui posições legais com capturas e promoções. Levando isto em conta, Allis calculou que o número de posições legais verdadeiro é aproximadamente 1050 (ALLIS, 1994, p. 171).

QUAL É O NÚMERO TOTAL DE POSIÇÕES LEGAIS E ILEGAIS?
Partindo da posição inicial, Shannon apresentou o número 10120, número este que ficou conhecido por número de Shannon. Para chegar ao número 10120, Shannon baseou-se nas seguintes informações retiradas do estudo de DE GROOT (1946/1978, p. 14-22): 1) uma típica partida de xadrez finaliza dentro de aproximadamente 40 lances; 2) há uma média de 30 alternativas de jogadas legais possíveis para cada lance efetuado. Assim, (30 x 30)40 é igual a 90040, que é aproximadamente 10120, ou seja, 90040 = 10x, onde x = 40 x log 900. ALLIS (1994, p. 171) estimou que o número total de posições legais e ilegais é de pelo menos 10123, pois considerou que há uma média de 35 alternativas legais possíveis a cada momento, e uma típica partida de xadrez finaliza dentro de aproximadamente 80 jogadas (40 para cada lado).

RELAÇÃO ENTRE LIBERDADE DE ESCOLHA LEGAL (K) E NÚMERO DE MOVIMENTOS (Zi)

COMPLEXIDADES DE ALGUNS JOGOS

A EXPERTISE NO JOGO DE XADREZ

A RELAÇÃO ENTRE UM DADO NÍVEL DE COMPETIÇÃO E O NÚMERO DE INDIVÍDUOS ATIVOS NESTE NÍVEL

RELAÇÃO ENTRE DESEMPENHO E ANOS DE PREPARAÇÃO

RELAÇÃO ENTRE DESEMPENHO E IDADE 1

RELAÇÃO ENTRE DESEMPENHO E IDADE 2

RELAÇÃO ENTRE IDADE QUE COMEÇOU A JOGAR E SUCESSO 1

Krogius obteve os seguintes resultados: a) o jogador de xadrez obtém seus melhores resultado com a idade aproximada de 35 anos; b) seu período de ótimos resultados dura aproximadamente 10 anos; c) este período se estende aproximadamente entre os 30 e 40 anos. (KROGIUS, 1976, p. 236). Krogius também descobriu que a idade de aprendizagem do xadrez não é um fator preponderante para definir a força do jogador.

Krogius também pesquisou um segundo pico que ocorre na carreira do jogador, dizendo que pode ocorrer em idades diferentes, mas em média não ocorre depois dos 44 ou 45 anos. Este segundo pico é uma fase muito curta na vida do jogador, durando em média 1 ano, ou seja, 10 vezes menos que o período ótimo.

O intervalo entre o segundo pico e o período ótimo é de aproximadamente 6 anos, e como regra, depois do segundo pico um rápido declínio ocorre quando a força do jogador tem uma queda drástica. O segundo pico é observado principalmente em jogadores que aprenderam o jogo relativamente tarde, depois dos 12 anos, sendo que os jogadores que aprenderam o jogo antes dos 9 anos normalmente não apresentam o segundo pico. (KROGIUS, 1976, p. 240).

RELAÇÃO ENTRE IDADE QUE COMEÇOU A JOGAR E SUCESSO 2

Krogius informa que esta tabela mostra uma diferença significativa: os jogadores do segundo grupo (que aprenderam a jogar 7 anos mais tarde) levaram 4.6 anos a menos para obter um resultado de Grande Mestre, se comparados com os jogadores do primeiro grupo, o que fez diminuir o atraso do grupo 2 para somente 2.5 anos. KROGIUS (1976, p. 241) argumenta que a duração do período ótimo não depende da aprendizagem precoce do xadrez, pois métodos melhores de treinamento na adolescência podem igualar os resultados da aprendizagem precoce.

XADREZ E EDUCAÇÃO

PESQUISAS DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU REALIZADAS QUE UTILIZARAM O JOGO DE XADREZ

COMPARAÇÃO ENTRE EXPERIMENTO IDEAL E DELINEAMENTO EXPERIMENTAL UTILIZADO NOS SETE ESTUDOS ANALISADOS

O ensino do xadrez pode proporcionar dois tipos de benefícios: • primeiro, benefícios de baixo nível (low-level gains), tais como melhora na concentração, aprender a perder, aprender que a melhora no desempenho vem junto com a aprendizagem, ou interesse pela escola mesmo em ambientes pobres de estímulos; • segundo, benefícios de alto nível (high-level gains), como aumento na inteligência, criatividade, e desempenho escolar.

Segundo Gobet e Campitelli, as sete pesquisas analisadas exploraram mais as possibilidades de benefícios de alto nível, e assim, com resultados confusos. Gobet e Campitelli afirmam que há um enorme abismo entre as afirmações que muitas vezes são encontradas na literatura enxadrística e os não conclusivos resultados de um número limitado de estudos.

Segundo Gobet e Campitelli as evidências existentes parecem indicar que: a) os possíveis resultados do ensino opcional do xadrez é ainda uma questão aberta; b) b) ensino obrigatório do xadrez não é recomendável, pois pode resultar em problemas motivacionais; c) c) quando o ensino do xadrez pode ser benéfico no início, os benefícios parecem diminuir com o aumento no nível enxadrístico, por causa da quantidade de prática necessária e a especificidade do conhecimento que é adquirido.

RACIOCÍNIO LÓGICO E O JOGO DE XADREZ: EM BUSCA DE RELAÇÕES
HIPÓTESE DE PESQUISA Existe uma correlação positiva entre a habilidade no jogo de xadrez e o desempenho em provas que envolvam o raciocínio lógico e resolução de problemas.

OBJETIVOS Geral: conhecer se há correlação positiva entre a habilidade no jogo de xadrez e o desempenho na Escala de Desenvolvimento do Pensamento Lógico, bem como o desempenho na prova de resolução de problemas do PISA 2003. (OCDE, 2004a; 2004b). Específicos: investigar se ocorre a transferência do conhecimento de um domínio específico (o jogo de xadrez) para outro domínio que envolva o pensamento lógico (resolução de problemas); fornecer argumentos científicos sobre a relação entre o jogo de xadrez e o pensamento lógico para alunos, pais, professores, treinadores, bem como para os governos (municipais, estaduais e federal) que utilizam o xadrez em contextos educativos.

SELEÇÃO DOS PARTICIPANTES

INSTRUMENTOS
a) Escala de Desenvolvimento do Pensamento Lógico (EDPL) Em 1965, François Longeot (LONGEOT, 1974) desenvolveu a Escala de Desenvolvimento do Pensamento Lógico, baseado na teoria de Piaget. Longeot agrupou algumas provas numa escala para avaliação do desenvolvimento do pensamento lógico. As provas escolhidas foram as seguintes: Conservação do Peso, de Volume e Dissociação Peso-Volume; Permutações; Quantificação das Probabilidades; Oscilações do Pêndulo e Curvas Mecânicas. (SOUZA; MACEDO, 1986, p. 168).

b) Prova de Resolução de Problemas do PISA de 2003 O PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) é uma avaliação internacional de habilidades e conhecimentos de jovens com idade entre 15 anos e 3 meses e 16 anos e 2 meses no momento da aplicação das provas, realizada de 3 em 3 anos, que visa aferir até que ponto os alunos próximos do término da educação obrigatória adquiriram conhecimentos e habilidades essenciais para a participação efetiva na sociedade. Nessa pesquisa será utilizada a prova de resolução de problemas do PISA de 2003 (OCDE, 2004a; 2004b).


				
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