MINI HANDEBOL
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MINI-HANDEBOL Apresentado por Carlos Alberto da Silva Introdução É um novo modelo de treino ou um caminho pedagógico, para chegar ao jogo formal. Destina-se as categorias menores, onde se inclui o universo escolar, sendo uma atividade complementar da educação física escolar. A sua essência passa pela redução do espaço de jogo e do número de participantes, bem como, pela simplificação das regras. Tem como objetivo principal obter o gol. Introdução Se baseia em três parâmetros principais: Divertimento: no sentido das atividades desenvolvidas na aula, proporcionarem muita ação e satisfação; Motivação: no sentido das atividades desenvolvidas na aula, levarem os jovens a uma prolongada prática da modalidade; no sentido das atividades desenvolvidas na aula, melhorarem as competências específicas dos jovens. Aprendizagem: Caracterização Mini-Handebol é uma adaptação da modalidade esportiva handebol, que deve adequar a prática de uma atividade motora a criança, principalmente, entre 6 e 10 anos. A prática do mini-handebol é uma maneira lúdica de explorar e aprimorar os movimentos, além de permitir experiências socioafetivas de cooperação e competição. SANTOS, 2003 Caracterização Sua prática tem que obedecer as seguintes exigências: Atuar pedagogicamente, visando o desenvolvimento global da criança; Ser lúdico e prazeroso; Ser desafiador e variado; Facilitar as aprendizagens no domínio motor, cognitivo e sócioafetivo; Facilitar a aprendizagem a todos os alunos igualitariamente; Jamais utilizar aulas (treinos) de adultos para crianças; Jamais colocar a competição como objetivo final; Estimular a percepção dos praticantes; Estimular o trabalho em grupo. SANTOS, 2003 Objetivos Individuais: Aperfeiçoar a manipulação da bola; Aperfeiçoar o arremesso; Aperfeiçoar o desmarque; Aperfeiçoar a interceptação. Coletivos: Prover a rápida progressão da bola. SANTOS, 2003 Qual Retorno que se Espera? Ataque, sempre em movimento: Jogador com bola: deve enquadrar-se com a baliza (trave, gol); Arremessar ou passar e desmarcar-se ou progredir com a bola. Jogador sem bola: Afastar-se dos defensores (não se colocar atrás deles); Desmarcar-se, para criar linhas de passe ou pontos de apoio. Qual Retorno que se Espera? Ataque, sempre em movimento: Arremesso em suspensão: Saltar bem alto; Ganhar ângulo; Aproximar-se da baliza (trave, gol). Ir de encontro da bola com as mãos; “Aspirar” a bola. Recepção da bola: Qual Retorno que se Espera? Defesa, sempre em movimento: Pressionar o portador da bola, sem lhe tocar e sem saltar à sua; Interceptar a bola; Desmarcar o portador da bola, em ação de drible. Adaptações no Jogo 1º. Jogo reduzido em espaço reduzido; 2º. Jogo reduzido em espaço reduzido, com condições: Sem drible; Limitação do número de dribles; Utilização exclusiva de alguns tipos de passe ( picado, etc.); Drible com a mão não dominante; Impossibilidade de “passar ao mesmo”; Perca da posse da bola, caso seja tocado de posse da mesma. Meios de Aula Exercícios: Individuais ou aos pares com uma ou mais bolas; Jogos de Perseguição com bola; Arremessos. Jogos pré-deportivos Regras Básicas Mini-Handebol São praticamente as mesmas do handebol, porém, adaptadas a idade e ao fase de desenvolvimento atual das crianças. Proporciona uma democratização da prática, pois não exige muitos recursos. Durante a fase de aprendizado, deve-se dar uma certa flexibilidade à aplicação das regras. O professor deve adequar as regras as seu grupo e suas condições materiais. Não existe regras oficiais de mini-handebol. O que existe na verdade, é uma orientação para a realização do jogo. Regras Básicas Mini-Handebol A Quadra: Poderá medir de 15 a 30m de comprimento por 12 a 18m de largura. Uma medida razoável é a medida de 20m por 13m. A área de gol é determinada por uma semicírculo de 5m de raio, medidos a partir do centro da baliza (gol). Tiro de 7 metros ficará a 6 metros. A zona de tiro livre (pontilhada) ficará a 7m da baliza. A baliza de ter de largura 2,40m e de altura 1,60m. SANTOS, 2003 Regras Básicas Mini-Handebol A Bola: A bola deve ser leve e de fácil manuseio. Bolas H1L ou de borracha podem ser utilizadas. O peso é de aproximadamente 200 a 300g. A circunferência pode variar de 44 a 48cm. O Tempo de Jogo: O tempo de duração de uma partida pode ser variável, dependendo das condições existentes e da resistência física dos jogadores. Pode ser de dois períodos de 15’ por 5’ de intervalo ou três períodos de 10’ por 5’ de intervalo. SANTOS, 2003 Regras Básicas Mini-Handebol Os Jogadores: Cada equipe será formada por 10 jogadores. Em quadra iniciará o jogo 5 jogadores (4 campo e 1 goleiro). Todos os 10 jogadores tem que participar do jogo por pelo menos um período. Todos jogadores devem estar devidamente uniformizados (meias, tênis, bermudas, camisas e o capitão a braçadeira). É proibido ao jogador usar durante a partida: pulseiras, brincos, anéis, colares, fivelas ou qualquer outro objeto que possa causar dano a si mesmo ou a outro jogador. SANTOS, 2003 Regras Básicas Mini-Handebol O Goleiro: O jogador que estiver atuando no gol pode jogar na linha. Este deverá usar um uniforme que o diferencie dos jogadores de campo (linha). O goleiro dentro de sua área pode tocar a bola com qualquer parte do corpo. Não poderá sair ou entrar na sua área com a bola dominada. Somente o goleiro pode ficar na área do gol, os outros jogadores não podem pisar na linha que delimita nem ficar dentro dela. SANTOS, 2003 A Área do Gol: Regras Básicas Mini-Handebol O Manejo da Bola: Os jogadores podem receber, passar, agarrar ou bater na bola com uma ou as duas mãos. A bola também pode ser tocada pelos jogadores com o braço, cabeça, tronco e coxas. A bola não pode ser tocada do joelho para baixo. Quando um jogador estiver segurando a bola, ele só poderá ficar com ela na mão por, no máxi mo, 5”. Só é permitido ao jogador dar 3 passos segurando a bola. Para se locomover, depois de dar 3 passos com a bola na mão o jogador deverá driblar, passar ou arremessar a bola ao gol. O jogador não poderá driblar a bola, segurá-la e depois driblar novamente. Após o drible o jogador poderá dar 3 passos, arremessar ou passar a bola a um companheiro. O jogador poderá também, trocar a bola de uma mão para a outra, desde que não perca totalmente o contato com a bola. A comunicação com árbitro pode acontecer, sempre que houver dúvidas, mas não é permitido protestar ou usar um tom agressivo. SANTOS, 2003 Regras Básicas Mini-Handebol Conduta para com o Adversário: O jogador pode: Usar os braços e as mãos para interceptar ou ganhar a bola do adversário. Tentar impedir a passagem do adversário colocando o tronco a sua frente, tenha ele ou não a posse de bola. O jogador não pode: Agarrar a bola das mãos do adversário. Segurar, agarrar, empurrar ou puxar o adversário com ou sem bola. SANTOS, 2003 Regras Básicas Mini-Handebol O Gol: É considerado gol quando a bola ultrapassar totalmente a linha de gol. Tiro de Saída: O tiro de saída é utilizado para começar o jogo, recomeçar o jogo após o intervalo entre dois períodos (tempos) e cada vez que uma equipe faz gol. Os jogadores que vão executar o tiro de saída ficam próximos a linha central, e quando for autorizada a cobrança, quem estiver com a bola deve passá-la para um companheiro. SANTOS, 2003 Regras Básicas Mini-Handebol Tiro de Lateral: O tiro de lateral é utilizado quando a bola sai completamente da quadra por uma linha lateral, ou quando a bola toca um jogador do jogo. Também é lateral quando a bola toca um objeto estranho à quadra, como o teto do ginásio, por exemplo. O tiro de lateral é cobrado por um jogador da equipe contrária a que tocou por último a bola, antes desta sair da quadra. Os jogadores adversários devem estar a 2m daquela que cobrará o tiro lateral. O jogador que cobra o tiro de lateral deverá pisar na linha lateral no momento em que estiver passando a bola. SANTOS, 2003 Regras Básicas Mini-Handebol Tiro de Meta: O tiro de meta ocorre quando a bola sai pela linha de fundo, sem que tenha sido tocada pelos jogadores da defesa. É executado quando o goleiro, na sua área de gol, passa a bola para o jogador de linha. A cobrança do tiro livre é feita por uma equipe quando a equipe adversária comete uma infração às regras. O tiro livre é executado no local que ocorreu a infração. A bola deve ser passada a um companheiro por um jogador parado. Os adversários devem estar a 2m de distância da bola. No caso de faltas cometidas entre a linha de tiro livre e a linha da área, o tiro deve ser cobrado fora desse espaço e nenhum jogador do ataque poderá permanecer dentro desse espaço. Qualquer jogador pode cobrar o tiro livre sem que seja autorizado pelo árbitro. Tiro Livre: SANTOS, 2003 Regras Básicas Mini-Handebol Tiro de 7m: O tiro de 7m ocorre quando um jogador vai arremessar e o defensor o impede cometendo uma obstrução irregular. É o chamado pênalti no futebol. O jogador que vai arremessar tem de fixar um pé na em cima da linha de 7m, ficando os outros jogadores a 2m desse, atrás da linha de tiro livre. SANTOS, 2003 Regras Básicas Mini-Handebol Sanções: As punições no handebol são: Advertência Exclusão por 2’ Desqualificação Expulsão Entretanto para o mini-handebol, é necessário usá-las com cautela. SANTOS, 2003 Regras Básicas Mini-Handebol O Árbitro: Sua função é de fazer cumprir as regras do jogo, punindo as infrações e cuidando para que aconteça um jogo limpo. Ele deve ser responsável por: Examinar as condições das instalações; Anotar o nome dos jogadores de cada equipe; Verificar a bola, quadra, traves e redes; Efetuar sorteio para início do jogo e anotar gols; Sinalizar todas as ocorrências do jogo; Certificar a correta cobrança dos tiros; Anotar as ocorrências da partida; Para o jogo quando for necessário SANTOS, 2003 Regras Básicas Mini-Handebol O Árbitro: Ele deve ser responsável por: Caso alguém se machuque, oferecer ao atendimento necessário; Se perceber a falta de conhecimento da regras pelos jogadores, deverá explicar aos jogadores as infrações; Manter um ambiente amigável e de tranqüilidade; Terminar a partida; Relatar por escrito, alguma ocorrência; Usar sempre o bom senso, tendo como objetivo a prática do mini-handebol com enfoque educativo. SANTOS, 2003 Regras Básicas Mini-Handebol Considerações Gerais: A literatura internacional não é unânime, sendo possível encontrar algumas diferenças na sua aplicação. A maneira como o professor aborda a vitória, a derrota e a pontuação, será uma referência determinante para o aluno elaborar suas derrotas e suas vitórias. Uma súmula simplificada, poderá ser utilizada pelo próprio árbitro (conforme modelo sueco). O importante para a criança é compreender as regras, por isso o professor e o árbitro devem sempre explicar para cada criança o que deve ser feito. As punições também devem ser bem detalhadas. O árbitro de mini-handebol deve ter uma atuação educadora. Os árbitros devem ser rigorosos com os professores e técnicos das equipes, pois o maior exemplo para as crianças são as atitudes dos adultos que estão em situação de liderança. SANTOS, 2003, p. 33