Docstoc

Folclore Brasileiro

Document Sample
Folclore Brasileiro Powered By Docstoc
					Folclore Brasileiro » Sapucaia oroca ou Sapucaia-Roca
Por Christiane Angelotti

Esta lenda conta a história de uma aldeia que vivia às margens do rio Madeira. Os índios contam que era uma tribo muito alegre, valorizavam muito as
festas que davam em honra ao deus Tupã. Porém, suas celebrações eram impuras, eles exageravam, blasfemavam, aprontavam de tal forma que
faziam os espíritos protetores da aldeia, os angaturamas, chorarem de tristeza.
Também não gostavam de trabalhar, queriam viver a festejar.
Por muitas vezes os pajés advertiam a tribo do castigo que poderiam sofrer caso não parassem de fazer coisas erradas.
Mas os habitantes da tribo não o ouviam.
Um dia depois de festejos, danças e orgias a terra tremeu e as águas do Rio Madeira ergueram-se invadindo a aldeia, fazendo assim desaparecer toda
a tribo.
Hoje no lugar onde seria a tribo, se vê altos barrancos. A lenda conta ainda, que os espíritos protetores comovidos pelo arrependimento da população
deixaram a aldeia intacta debaixo das águas do rio e transformaram seus habitantes em seres encantados das águas .




Folclore Brasileiro » Vitória Régia
Por Christiane Angelotti

Numa noite linda uma jovem índia se encantou com o brilho da lua que refletia no lago. De tão fascinada que ficou com aquela luz mágica, atirou-se
nas águas e desapareceu para sempre.
A lua se comoveu com a admiração da índia e a transformou numa linda flor, a Vitória Régia, que flutua nas superfícies das águas de alguns rios da
Amazônia. Essa é uma flor noturna, abre ao entardecer e se fecha com o raiar do sol.




Folclore Brasileiro » Saci-Pererê
Por Christiane Angelotti

Menino negrinho, levado e arteiro
Só tem uma perna, mas salta de lá pra cá o dia inteiro
A carapuça vermelha o deixa invisível
Adora traquinagens, se acha invencível.

Fuma cachimbo
E tem joelho machucado
Mas não se engane,
Ele não é nenhum coitado.

Ele mora no mato
E dele toma conta
Com os caçadores desavisados
Ele sempre apronta

Ele é bom, mas é bagunceiro
Se diverte com a confusão
Some com objetos
Faz trança nas crinas dos cavalos
E adora bagunçar no fogão

Se o leite queimar, a comida estragar
Pode ser coisa do Saci!

O saci adora assobiar
É o seu jeito de marcar presença
No meio de um rodamoinho de areia
Chega fazendo bagunça



A reprodução do texto acima,permitida somente mediante autorização prévia da
autora
E-mail: chris@angelotti.eti.br




Folclore Brasileiro » A Cidade Encantada de Jericoacoara
Por Christiane Araújo Angelotti

Dizem alguns habitantes de Jericoacora, no Ceará, que no lugar onde hoje é um farol, existia uma cidade maravilhosa, cheia de riquezas, na qual
habitava uma linda princesa.
Na praia, quando a maré baixa, existe uma passagem secreta, um túnel, no qual só pode entrar engatinhando. Porém, não é possível percorrer todo o
túnel pois existe um portão de ferro que limita a passagem.
A princesa está encantada, vivendo na cidade que existe além do portão.
Ela foi enfeitiçada, está transformada numa serpente de escamas de ouro, que tem a cabeça e os pés de mulher. Uma criatura bastante feia.
A lenda diz que ela só pode ser desencantada com sangue de um humano.
No dia em que se imolar alguém perto do portão, abre-se-á o portão para o reino encantado. Com o sangue será feita uma cruz no dorso da serpente e
assim, a princesa surgirá com toda a sua beleza, e o encanto da cidade será quebrado.
Logo então, surgirá na praia um enorme palácio, com pedrarias preciosas que encantarão qualquer pessoa e a princesa se casará com o homem que
a libertou do encanto.
Como ninguém quis até hoje, dar a vida para quebrar o tal encanto, a princesa continua lá na gruta a espera do seu salvador.

Proibida a reprodução deste texto sem autorização prévia da autora.
E-mail:chris@angelotti.eti.br




Folclore Brasileiro » A Lenda da Mandioca
Por Christiane Araújo Angelotti

Segundo essa lenda de origem indígena, há muito tempo numa tribo indígena a filha de um cacique ficou grávida sem nunca sem ainda ser casada.
Ao saber da notícia o cacique ficou furioso e a todo custo quis saber quem era o pai da criança. A jovem índia por sua vez, insistia em dizer que nunca
havia namorado ninguém.
O cacique não acreditando na filha rogou aos deuses que punissem a jovem índia. Sua raiva por essa vergonha era tamanha que ele estava disposto a
sacrificar sua filha. Porém, numa noite ao dormir o cacique sonhara com um homem que lhe dizia para acreditar na índia e não a punir.
Após os nove meses da gravidez, a jovem índia deu a luz a uma menininha e deu-lhe o nome de Mani. Para espanto da tribo o bebê era branco, muito
branco e já nascera sabendo falar e andar.
Passa alguns meses, Mani então, com pouco mais de um ano de repente morreu. Todos estranharam o triste fato, pois não havia ficado doente e
nenhuma coisa diferente havia acontecido. A menina simplesmente deitou fechou os olhos e morreu.
Toda a tribo ficou muito triste.
Mani foi enterrada dentro da própria oca onde sempre morou. Todos os dias sua mãe, a jovem índia regava o local da sepultura de Mani, como era
tradição do seu povo.
Após algum tempo, algo estranho aconteceu. No local onde Mani foi enterrada começou a brotar uma planta desconhecida. Todos ficaram admirados
com o acontecido . Resolveram, pois, desenterrar Mani, para enterrá-la em outro lugar.
Para surpresa da tribo, o corpo da pequena índia não foi encontrado, encontraram somente as grossas raízes da planta desconhecida. A raiz era
marrom, por fora, e branquinha por dentro. Após cozinharem e provarem a raiz, entenderam que se tratava de um presente do Deus Tupã. A raiz de
Mani veio para saciar a fome da tribo. Os índios deram o nome da raiz de Mani e como nasceu dentro de uma oca ficou Manioca, que hoje
conhecemos como mandioca.


Reprodução em mídia eletrônica (sites, portais)e escrita permitida somente com
autorização prévia da autora
E-mail:chris@angelotti.eti.br
Folclore Brasileiro » A Lenda do Açaí
Por Christiane Angelotti

Há muito tempo, quando ainda não existia a cidade de Belém do Pará, vivia no local uma tribo indígena. Nesta época os alimentos eram escassos e
por este motivo o cacique tomou uma decisão muito cruel: resolveu que todas as crianças que nascessem a partir daquela data, seriam
necessariamente sacrificadas, uma vez que não haveria alimento suficiente para todos.
Porém, Iaça, filha do Cacique, deu a luz a um lindo menino o qual não foi poupado da cruel decisão de seu avô.
A índia chorava todas as noites com saudades de seu filho, até que numa noite de lua cheia, a índia ouviu o choro de uma criança. O choro vinha da
direção de uma bela palmeira.
Quando a índia chegou ao local, seu filho a esperava de braços abertos. Radiante de alegria, Iaça correu para abraçá-lo, mas quando o fez, a criança
misteriosamente desapareceu. No dia seguinte, a índia foi encontrada morta, abraçada ao tronco da palmeira. Seu rosto trazia um suave sorriso de
felicidade e seus olhos negros, ainda abertos, fitavam o alto da palmeira que estava carregada de frutinhos escuros.
Então, o Cacique mandou que apanhassem os frutinhos e percebeu que deles poderia se extrair um suco quando amassados, que passou a ser a
principal fonte de alimento daquela tribo. Este achado fez com que o Cacique suspendesse os sacrifícios e as crianças voltaram a nascer livremente,
pois a alimentação já não era mais problema na tribo.
Em agradecimento ao deus Tupã e em homenagem a sua filha, o Cacique deu o nome de AÇAÍ aos frutinhos encontrados na palmeira, que é
justamente o nome de IAÇA invertido.

Proibida a reprodução do texto acima sem a prévia autorização da autora
E-mail: chris@angelotti.eti.br




Folclore Brasileiro » A Lenda do Guaraná
Por Christiane Angelotti

No meio da floresta Amazônica, viviam os índios Maués e entre eles um casal jovem, muito feliz e amado pela tribo.Porém, a felicidade do casal era
abalada pela tristeza de não terem filhos.
Aconselhados pelo pajé, resolveram buscar ajuda de Tupã e pediram-lhe então, a graça de poder terem um filho.
Meses depois, a índia eu a luz a um menino.
O pequeno índio crescia saudável e feliz. Era muito querido por todos, pois era muito bondoso, criativo, prestativo e cheio de alegria.
O curumim era a verdadeira sensação da tribo e sua família muito admirada.
A fama do curumim se espalhou pela floresta e chegou ao conhecimento de Jurupari, um espírito do mal.
Jurupari cheio de inveja passou a acompanhar o pequeno índio.Como podia ficar invisível, ninguém o via.
Certo dia, o curumim saiu sozinho para colher frutos na floresta. Jurupari aproveitou-se da ocasião e transformou-se numa serpente venenosa que
picou o menino.
O pequeno índio morreu quase que instantaneamente. O veneno da serpente era muito poderoso para o seu frágil corpinho de criança.
Preocupados com a demora do curumim, vários índios da aldeia partiram pela floresta para procurá-lo.
Quando encontraram o menino todos lamentaram o ocorrido. Neste momento, raios e trovões caiam do céu. Os índios diziam ser o lamento de Tupã.
A tristeza pairou sobre a aldeia.
A mãe do curumim morto recebeu uma mensagem de Tupã dizendo que deviam plantar os olhos da criança.
Os índios obedeceram ao pedido da mãe e plantaram os olhos do curumim.
Algum tempo depois no lugar em que haviam sido enterrados o olhos da criança, brotava uma linda plantinha, o Guaraná, com fruto vermelho e que
por dentro pareciam os olhos do menino.

Proibida a reprodução do texto acima sem a autorização prévia da autora.
E-mail: chris@angelotti.eti.br




Curiosidades
Guaraná (Paulinia cupana) – do tupi wara’ná. Arbusto trepador que tem propriedades excitantes, pelo conteúdo de cafeína e teobromina.
As sementes maduras do guaraná, depois de torradas e moídas, formam uma massa plásticas macia e homogênea de cor cinzenta, que, depois da
defumação para secagem, muda para vermelho-escura, às vezes quase roxa, escurecendo com o tempo, devido à oxidação. É na fase de massa
moldável que se preparam os “pães”, de formas cilíndricas, elípticas ou ovais, que, depois de adquirirem consistência extremamente dura e inalterável,
são oferecidos no comercio. O “pão” de guaraná é constituído por massa duríssima e, para ser consumido, precisa ser desbastado com lima de aço ou,
como o fazem as populações rurais da Amazônia, limado com o osso hióide (erradamente chamado de língua) do Pirarucu.
Como refrigerante, o nome guaraná é reservado à bebida não alcoólica, gasosa, que contenha no mínimo 1% de extrato de guaraná (produto
resultante do esmagamento da semente de guaraná torrada), mais açúcar, acidulantes (como o ácido cítrico) e substâncias aromáticas. Muito difundido
no Brasil, o guaraná é também exportado; tem ação refrigerante e tônica, sendo rico em cafeína.
No folclore, Guaraná de figuras, são enfeites fabricados com sementes de guaraná descartadas como inaproveitáveis para a alimentação, com as
quais se faz a massa plástica e que se defuma para endurecer.
Verdadeiros artistas modelam objetos (bandejas, cálices, canetas), frutas (biribás, ananás, mungubas) e animais (antas, quatis, jacarés, macacos,
tatus), que são comercializados como curiosidades ou lembranças de viagem pela Amazônia.
Os índios Maués preparam uma massa comestível com as sementes desse arbusto.

Fonte:
Grande Enciclopédia Larousse Cultural - São Paulo: Editora Nova Cultural Ltda, 1988
Folclore Brasileiro » A Lenda do Uirapuru
Por Christiane Araújo Angelotti

A lenda do Uirapuru é a lenda de um pássaro especial,pois dizem que ele é mágico, quem o encontra pode ter um desejo especial realizado.
O Uirapuru é um símbolo de felididade.
Diz a lenda que um jovem guerreiro apaixonou-se pela esposa do grande cacique.
Por se tratar de um amor proibido não poderia se aproximar dela. Sendo assim, pediu ao deus Tupã que o transformasse em um pássaro.
Tupã transformou o em um pássaro vermelho telha, com um lindo canto.
O cacique foi quem logo observou o canto maravilhoso daquele pássaro.Ficou tão fascinado que passou a perseguir o pássaro para aprisoná-lo e ter
seu canto só para ele.
Na ânsia de capturar o pássaro, o cacique se perdeu na floresta.
Todas as noites o Uirapuru canta para a sua amada.Tem esperança que um dia ela descubra o seu canto e saiba que ele é o jovem guerreiro.
Proibida a reprodução deste textosem a autorização prévia da autora.
E-mail:chris@angelotti.eti.br




Curiosidades
O Uirapuru é uma ave muito comum na Amazônia Brasileira. Possui um canto longo, de uma melodia suave. Dizem que ele canta cerca de quinze dias
por ano.
Os nativos da floresta relatam que quando o Uirapuru canta, toda a floresta fica em silêncio rendendo-lhe homenagem.
Heitor Villa-Lobos, ilustre compositor brasileiro, em 1917 compôs uma sinfonia intitulada "Uirapuru", baseado em material do folclore coletado em
viagens pelo interior do Brasil
Folclore Brasileiro » A Mula-sem-Cabeça
Por Christiane Angelotti

Dizem que é uma mulher que namorou um padre e foi amaldiçoada. Daí por diante, toda madrugada de quinta para sexta-feira ela se transforma em
Mula-sem-cabeça.
Ela percorre sete povoados e quem ela encontrar pelo caminho ela ataca, come seus olhos, unhas e dedos.
Quem já a viu costuma dizer que apesar do nome ela tem cabeça sim, mas como lança fogo pelo nariz e pela boca, sua cabeça fica toda coberta por
fumaça.
Nas noites em que ela aparece é possível se escutar seus relinchos e seu galope, parece um cavalo enfurecido.
Ao encontrar a mula deve-se deitar no chão, esconder unhas e dentes para não ser atacado.
Se alguém corajoso conseguir arrancar os freios da sua boca a maldição é quebrada para sempre e ela vira mulher novamente.


A reprodução do texto acima,permitida somente mediante autorização prévia da
autora
E-mail: chris@angelotti.eti.br




Folclore Brasileiro » A lenda do Diabinho da Garrafa
Por Christiane Angelotti

Olha o que a ganância e a vaidade são capazes de fazer: um homem criar um diabo para então enriquecer.
O diabinho da garrafa é também conhecido como Famaliá, Cramulhão, Capeta da Garrafa, entre outros nomes.
É uma lenda que veio para o Brasil herança do folclore Português. Na Bahia desde 1591 ouve-se falar dessa lenda.
Inicialmente, chamavam o mesmo de "Familiar" ( diabinho familiar) mas, com o tempo, o nome foi mudando até que se ficou conhecido como
"Famaliá".
Dizem tratar-se do pacto de uma pessoa com o diabo. O pacto consiste, na maioria das vezes, em uma troca, a pessoa pede riqueza em troca sua
alma fica pertencendo ao diabo.
Após feito o pacto, a pessoa tem que conseguir um ovo que dele nascerá um diabinho (de mais ou menos uns 15 cm).
Em algumas regiões do Brasil acredita-se que ele pode nascer de uma galinha fecundada pelo diabo, em outras acredita-se que ele nasce de um ovo
colocado por um galo.
Para conseguir o tal ovo, a pessoa deve procurá-lo durante o período da quaresma, e na primeira sexta feira após conseguir o ovo, a pessoa vai até
uma encruzilhada, à meia- noite, com o ovo debaixo do braço esquerdo, após passar o horário retorna para casa e deita-se na cama. No fim de 40 dias
aproximadamente, o ovo é chocado e nascerá o diabinho.
Em posse do diabinho, a pessoa coloca-o logo numa garrafa e a fecha.Com o passar dos anos o diabinho enriquece o seu dono, e no final da vida leva
a sua alma para o inferno.
Proida reproduação do texto acima sem autorização prévia da autora.
E-mail: chris@angelotti.eti.br
Folclore Brasileiro » A Porca dos Sete Leitões
Por Christiane Angelotti

Diz a lenda que um feiticeiro transformou uma baronesa muito má e seus sete filhos em porcos.
Eles costumam aparecer na beira das estradas, para assustar os viajantes, a porca solta fogo pelos olhos, nariz e boca.
Eles estão condenados a passa ra vida procurando um anel enterrado, caso o encontrem o feitiço será quebrado.


Folclore Brasileiro » Bicho-papão ou Cabra Cabriola
Por Adaptada por Christiane Angelotti

Dizem que o bicho papão é um monstro que persegue as crianças travessas.
Tem gente que diz se tratar de uma espécie de cabra, metade cabra metade monstro, outros dizem que há vários tipos. Soltando fumaça pelas
narinas, ataca crianças que andam sozinhas nas ruas desertas nas noites de sexta-feira.
O Bicho-papão aparece realmente para levar consigo as crianças desobedientes, que falam palavrões, mentem ele não se interessa pelas crianças
obedientes e educadas.
Ele pode se esconder no quarto das crianças mal educadas, nos armários, nas gavetas, debaixo da cama para assustá-las ao anoitecer.
Dizem também que há um tipo de bicho-papão que surge nas noites sem luar, com um saco na mão para pegar as crianças mentirosas e fazer sabão.
Para espantar o bicho papão da redondeza a criança deve ser obediente e educada e se por acaso fizer alguma traquinagem deve pedir desculpas,
caso contrário pode receber uma visita indesejada.


Reprodução em mídia eletrônica(sites, portais) e impressa permitida somente com
autorização prévia da Autora
E-mail: chris@angelotti.eti.br




Folclore Brasileiro » Boitatá
Por Christiane Araújo Angelotti

O nome boitatá vem da língua indígena e quer dizer cobra de fogo.
Durante o dia o Boitatá não enxerga nada, à noite ele enxerga tudo.
Diz a lenda que certa noite a lua não apareceu, nem as estrelas no céu, a escuridão era total, era um breu. Passado algum tempo, o sol também não
surgiu e ficou tudo na escuridão por vários dias. As pessoas que moravam nos vilarejos estavam passando fome e frio. Não havia como cortar lenha
para os braseiros que mantinham as pessoas aquecidas, nem como caçar naquela escuridão. Pra piorar tudo, começou a chover sem parar.
A chuva inundou tudo e muitos animais acabaram morrendo.
Uma cobra boiguaçu que dormia num imenso tronco acordou faminta e começou a comer os olhos de animais mortos que brilhavam boiando nas
águas.
Alguns dizem que eles brilhavam devido a luz do último dia em que os animais viram o sol. De tanto olhos brilhantes que a cobra comeu, ela ficou toda
brilhante como fogo e transparente.
A cobra se transformou num monstro incandescente, o Boitatá. Dizem que o Boitatá assusta as pessoas quando essas viajam na mata à noite. Mas
muitos acreditam que o Boitatá protege as matas contra incêndios. De qualquer forma se você encontrar um Boitatá, use óculos escuros ou feche os
olhos e fique bem paradinho quase sem respirar.


A reprodução do texto acima, permitida somente mediante autorização prévia da
autora
E-mail: chris@angelotti.eti.br




Folclore Brasileiro » Caipora ou Curupira
Por Christiane Araújo Angelotti

É uma lenda de origem indígena. Também chamado de Caiçara, Pai ou Mãe-do-mato, quando se imagina ser uma entidade mulher.
Entre os índios Tupis-Guaranis, existia uma outra variedade de Curupira, chamada Anhanga, um ser maligno que causava doenças ou matava os
índios. Há relatos de entidades semelhantes entre quase todos os indígenas das Américas Latina e Central.
Dizem que ele é um menino de cabelos vermelhos e com os pés virados para trás, para despistar quem quiser seguí-lo. Algumas pessoas descrevem
o Curupira como um índiozinho montado em um porco selvagem, outros dizem que tem o corpo coberto por pêlos.
Ele cuida das animais da florestas, protegendo contra a devastação das florestas e a caça de animais.
Quando entramos na mata e ouvimos barulhos estranhos pode ser ele.
Ele é tão rápido que muitas vezes ao passar pela mata, parece um vento forte.
Ao entrar numa mata deve-se levar uma oferenda para o Curupira, assim ao agradá-lo não se perderá na mata.
O Curupira tem o poder de ressuscitar qualquer animal morto sem sua permissão.
Os índios guaranis dizem que ele é o “ Demônio da Floresta”. Há relatos dos jesuítas, na época da colonização do Brasil, de que os índios temiam
muito o Curupira.

Variação: Caipora
O nome Caipora vem do tupi e quer dizer morador do mato. Pode ser masculino ou feminino.
É uma entidade fantástica pertencente à mitologia tupi, representado de diferentes formas dependendo da região do Brasil.
Em alguns lugares dizem que tem forma de uma mulher unípede que anda aos saltos, em outros lugares dizem que é uma criança de cabeça
grandíssima.
No Sul do Brasil é, em geral, apresentado como um gigante peludo dotado de enorme força física. Nos estados de outras regiões é representado como
um pequeno índio, escuro, ágil, nu ou usando tanga, fumando cachimbo, doido por cachaça e por fumo. Aparece, às vezes, cavalgando um porco-do-
mato enorme e agitando um galho de japecanga. Outras vezes está sempre seguido por um cachorro. Para alguns, trata-se de uma versão do
Curupira, mas sem os pés voltados para trás.
Em todas as versões, porém, o Caipora é um protetor dos animais e da mata. Reina sobre os animais, e fez pactos com os caçadores: permite-lhes
caçar, em troca de um pouco de cachaça e de fumo, mas castiga-os quando matam mais animais do que o combinado, ou filhotes e fêmeas com crias,
quando caçam nas sextas-feiras ou quando não lhe dão o prometido. Vários poderes lhe são atribuídos: o de assobiar para enganar os caçadores; o
de surrar os cachorros mateiros; e o de ressuscitar os animais mortos sem sua permissão, apavorando os caçadores. Quem encontra o Caipora fica
sem sorte nos negócios ou em qualquer empreendimento, azarado.

Proibida reprodução deste texto sem autorização prévia da autora.
E-mail: chris@angelotti.eti.br




Folclore Brasileiro » Cobra Honorato ou Cobra Grande
Por Adaptada por Christiane Angelotti

Numa tribo da Amazônia, algo inusitado aconteceu uma índia engravidou de uma cobra, uma boiúna após um banho de rio.
Passados nove meses, a índia deu a luz à duas crianças, na verdade duas cobrinhas. A mãe desesperada e assustada por seus filhos serem cobras,
jogou-os no rio.
As duas cobras cresceram livremente pela mata e pelo rio. Viviam sempre juntas. Os índios deram-lhe os nomes de: Cobra Honorato (para o menino) e
Maria Caninana (para a menina)
Com o passar do tempo as diferenças entre as duas cobras foram ficando cada vez mais evidentes. Cobra Honorato era mais forte e bom, nunca fazia
mal a ninguém, sempre estava pronto para ajudar, salvou muita gente de morrer afogada.
Com freqüência, Cobra Honorato vinha visitar a mãe na aldeia. Saia sempre no meio da noite e sob a luz do luar tirava seu couro de cobra e se
transformava em um bonito rapaz. Ainda pela madrugada, antes do último canto do galo, Honorato metia-se novamente dentro do seu couro de cobra
e mergulhava de volta no rio, voltando a ser a Cobra Honorato.
Já Maria Caninana era violenta e má. Afundava as embarcações, matava os náufragos, atacava os pescadores, feria os peixes. Jamais procurou a sua
mãe. Um dia após presenciar uma das maldades de Maria Caninana, Cobra Honorato para detê-la, a matou.
Para desfazer o encanto sofrido pela Cobra Honorato, alguém de coragem teria que encontrar a cobra dormindo e sacudir dentro de sua boca três
pingos de leite de mulher, além disso teria que ferir comum ferro a cabeça da cobra. Após isso Honorato se transformaria em homem para sempre.
Muitos com pena de Honorato quiseram tentar desfazer o encanto, mas tinham medo quando o viam transformado em cobra.
Até que um dia um soldado, que fez amizade com Honorato enquanto estava transformado em homem, criou coragem e venceu o encanto. Após dar
três gostas de leite na boca da cobra dormindo, deu-lhe uma machadada na cabeça.
A cobra se sacudiu e depois estirou-se no chão. Honorato saiu então de dentro do couro da cobra e ajudou o amigo soldado à queimar o mesmo.
Assim o encanto foi quebrado, e Honorato viveu por muitos anos.


Reprodução em mídia eletrônica (sites, portais)e/ou impressa, permitida somente
com autorização prévia da Autora
E-mail: chris@angelotti.eti.br




Folclore Brasileiro » Iara ou Mãe D’Água
Por Christiane Angelotti

Lenda de origem indígena, muito comum na região Amazônica.
Ela é uma sereia, metade mulher (da cintura pra cima) e metade peixe (da cintura pra baixo).
Possui longos e lindos cabelos, alguns dizem que parece uma índia com cabelos negros, outros dizem que possui cabelos loiros ou até ruivos.
Ela hipnotiza os homens com o seu canto e com o seu olhar. Ao ouvirem seu canto lançam-se nas águas para irem ao seu encontro e na maioria das
vezes acabam morrendo afogados.
Ela sai da sua casa no fundo do mar, ou do lago ou do rio, geralmente no final da tarde e surge linda e sedutora a procura de um companheiro.
É difícil um homem resistir ao seu canto hipnotizador ou à sua beleza. Por isso meninos ao se depararem numa situação dessas tapem os ouvidos e
procurem não olhar para ela.
A reprodução do texto acima, permitida somente mediante autorização prévia da
autora
E-mail: chris@angelotti.eti.br




Folclore Brasileiro » Lobisomem
Por Christiane Angelotti

Segundo a lenda se um casal que teve 7 filhas tiver um menino depois este será um Lobisomem. Aos 13 anos começa a sofrer a maldição e se
transforma em um Lobisomem.
Dizem alguns que há outras formas de passar a maldição adiante: quando um velho Lobisomem sente que vai morrer, ele fica sofrendo muito até
passar o “encargo” a alguém mais moço. E não consegue morrer antes disso. Se tem algum jovem por perto, ele pergunta: "Tu queres?".
Ingenuamente o jovem responde “ sim” acreditando ser uma herança ou um presente. Só assim o velho morre satisfeito, tendo passado a maldição
adiante ele terá paz de espirito.
Outra forma de sofrer da maldição é se um homem for atacado por um lobo ou por um Lobisomem e sobreviver.
O homem que se transforma em Lobisomem é sempre bem magro, de olhos fundos, muito pálido. Quase sempre mora sozinho, muitos o acham um
pouco esquisito.
As noites de Quinta para Sexta-feira são as noites da transformação, há pessoas que dizem que á transformação só ocorre nas noites de lua cheia. Ele
retorna à forma humana antes do dia clarear.
Seu uivo é de arrepiar!
Ataca qualquer um que cruzar o seu caminho, tem gente que diz que ele só ataca se sentir-se ameaçado.
Em alguns lugares do Brasil e do mundo,pois essa é uma lenda comum em vários países, referem-se ao Lobisomem como um ser imortal, que não
envelhece, não fica doente e se machucado possui uma cicatrização rápida. Dessa forma, só é possível matar o Lobisomem com um revólver que
utilizar uma bala de prata.


A reprodução do texto acima,permitida somente mediante autorização prévia da
autora
E-mail: chris@angelotti.eti.br




O Arranca Línguas
Por por Christiane Angelotti
É uma lenda muito comum na região do Rio Araguaia (Região Centro-Oeste do Brasil), e por todo estado de Goiás.
Muitas pessoas descrevem o Arranca Línguas como sendo um monstro de dez metros. Há quem diga que se parece com uma mistura de gorila com
homem.
Sua lenda diz que ele se alimenta de línguas dos animais e do homem, daí seu nome.
Costuma atacar suas vítimas à noite, matando-as e retirando-lhes a língua para comer.
O Boto
Por Christiane Angelotti

O Boto é uma animal mamífero, parecido com um golfinho, que vive nas águas dos rios. O Boto-cor-de-rosa rosa que deu origem à lenda do Boto vive
nas águas da Bacia Amazônica Brasileira e do bacia do rio Orinoco na Venezuela. Podem chegar a medir quase três metros na idade adulta e
apresentam podem apresentar coloração rosa, acinzentada(tucuxi) e preta.
Diz a lenda que ao anoitecer o Boto se transforma em um belo rapaz, alto e forte e sai a procura de diversão,festas e uma namorada. Vai a várias
festas, dança muito, costuma beber bastante também. Antes do amanhecer ele tem que voltar para o rio, pois senão transforma-se em boto
novamente.
Algumas pessoas relatam que o boto se transforma em um rapaz elegante, bem vestido e que sempre usa chapéu(para esconder um orifício que
possui na cabeça).
Nas festas ele geralmente seduz alguma mulher bonita, casada ou não, a convida para dançar e depois saem da festa para namorar.
Antes do amanhecer ele retorna ao rio, deixando a namorada que geralmente não torna a vê-lo. Pouco tempo depois a moça descobre que ficou
grávida do tal moço.
Na região Amazônica sempre que uma moça solteira engravida suspeita-se logo que se trata de um filho do boto.
Dizem que o boto adora as índias e gosta muito de mulheres com roupas vermelhas.


A reprodução do texto acima, ermitida somente mediante autorização prévia da
autora
E-mail: chris@angelotti.eti.br




Curiosidades
Infelizmente isso não é lenda: Os órgãos genitais dos botos, que são caçados e mortos, costumam ser vendidos ilegalmente como
ingredientes para poções e para amuletos. Com tal acontecimento, somado a destruição do ecossistema da região e à construção de
barragens, a espécie está sofrendo ameaça de extinção.
O Negrinho do Pastoreio
Por Christiane Araújo Angelotti

É uma lenda popular principalmente no sul do Brasil.
Nos tempos da escravidão no Brasil, havia um fazendeiro malvado que tinha em sua fazenda escravos negros de várias idades, inclusive crianças.
Num dia de inverno rigoroso o fazendeiro mandou um menino fosse pastorear seus cavalos e potros novos. Ao entardecer quando o menino voltou
com os cavalos o fazendeiro reclamou que faltava um, um cavalo baio.
Como castigo chicoteou o menino até sangrar e mandou o menino procurar o cavalo. Apavorado o menino foi a procura do cavalo baio. Quando
finalmente o encontrou não conseguiu prendê-lo.
Ao retornar à fazenda, o menino encontrou o fazendeiro ainda mais irritado. Este resolveu castigar chicoteou o garoto e o amarou em cima de um
formigueiro. No dia seguinte o fazendeiro retornou ao local e se assustou com o que viu: o menino estava lá, de pé, sem nenhuma marca de chicotada,
nem mordida de formigas, ao lado dele a Virgem Maria e próximo a eles o cavalo baio.
O fazendeiro se ajoelhou pedindo perdão. O Menino nada respondeu, beijou as mãos da Nossa Senhora, montou no cavalo baio e partiu a galope.


A reprodução do texto acima,permitida somente mediante autorização prévia da
autora
E-mail: chris@angelotti.eti.br
O Véu da Noiva
Por ( Lenda do Folclore Paranaense)

O pai da índia Pingo d'Água chamou-a e para comunicar-lhe que estava prometida em casamento para Pucaerin, um bravo caçador. A jovem,
assustada, disse a seu pai que não amava o valente índio, e sim Itaerê, e lhe suplicou que reconsiderasse a decisão. O velhoíndio, no entanto, disse
que não haveria como, pois tal casamento seria conveniente à paz entre as tribos vizinhas. A bela índia, então, muito triste, disse que pediria forças a
deusa Jaci para suportar tal encargo.
Á noite, Pingo d'Água saiu a caminhar, pedindo a Tupã que a salvasse do triste destino. Infelizmente, as preparações para o festejo prosseguiram, e
Pingo d'Água ia ficando cada vez mais angustiada. pensava que seu amado Itaerê viria e ambos fugiriam. Mas ele não apareceu. Quando começou a
celebração, o grande- chefe iniciou a cerimônia, ordenando que trouxessem a noiva. Houve demora, até que vieram avisar que ela não se encontrava
na oca. Imediatamente, os índios saíram para procurá-la. Todos desconfiavam que Itaerê a tinha raptado.
Seguiram o rastro da moça até perto da cachoeira, de onde as águas caíam a grande altura. Pingo d'Água não mais apareceu. Dias depois, uma
criança correu avisar a tribo que havia um corpo boiando próximo às rochas em que as águas da cachoeira despencavam. Era Pingo D’Água, a noiva
que acabara morrendo pelo amor de outro homem. A cachoeira recebeu, então, o nome de "Véu da Noiva".
Fonte
Extraído do site: http://www.geocities.com/SoHo/Square/9407/lenda1
Veja mais lendas e personagens do folclore brasileiro.

				
DOCUMENT INFO
Shared By:
Categories:
Tags:
Stats:
views:119
posted:7/31/2011
language:Portuguese
pages:10