Evangelismo-Princípios e prática

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EVANGELISMO PRINCÍPIOS E PRÁTICA DA EVANGELIZAÇÃO _______________________ • ______________________ Nelson Salviano ESCOLA PARA CAPACITAÇÃO DE LIDERANÇA EVANGÉLICA Rua Espírito Santo, 1059 – Sala 1006 – Centro – Belo Horizonte - MG Todos os direitos reservados. Copyright ® 1999 de Nelson Salviano da Silva É proibida a reprodução por quaisquer meios (mecânicos, eletrônicos, xerográficos, fotográficos, gravação, estocagem em banco de dados etc.), sem permissão, por escrito, do autor. Permitida a reprodução parcial somente em citações breves em obras, críticas ou resenhas, com indicação de fonte. 262 – Evangelismo Silva, Nelson Salviano da SILe – Evangelismo — Princípios e Prática / Nelson Salviano da Silva. 1ª ed. – Belo Horizonte: 1999. 43 páginas; 29 X 21 cm. ISBN 1. Definição 2. Métodos – Qualificações I. Título CDD — 262 Prefácio 2 __________________________________________________________________________________ Um proeminente evangelista disse certa vez: ―Que a cruz de Cristo seja uma vez mais erguida no centro do mercado, como também na torre da igreja. Jesus não foi crucificado numa catedral, num lugar suntuoso, mas numa cruz, entre dois ladrões — no lixão da cidade, no cruzamento dos caminhos — tão cosmopolita que eles tiveram que escrever o Seu título em hebraico, latim e grego. O Filho de Deus foi crucificado num tipo de lugar onde os cínicos falam obscenidades, onde os ladrões xingam, e onde os soldados jogam a dinheiro. Pelo fato de que foi este o lugar onde Cristo morreu e, uma vez que foi para isto que Ele morreu, este é o lugar onde os cristãos podem compartilhar melhor a Sua mensagem de amor, porque este é de fato o significado do verdadeiro Cristianismo.‖ Desde a minha conversão, eu já queria ser um ganhador de almas. Durante os quatro anos que estudei no Seminário, fui dirigente de um grupo de oração que reunia-se todas as terças e quintas feiras para orar pela evangelização do mundo. Escrevíamos aos missionários para saber suas necessidades e, além de orar, também procurávamos ajudá-los com nossas contribuições financeiras. Nem imaginava que em alguns anos estaria no campo missionário contando com o apoio espiritual e material de outros. No livro de Atos havia somente dois métodos de evangelização: a evangelização em massa e a evangelização pessoal. Dentro de pouco tempo, após a morte dos apóstolos, controvérsias teológicas usurparam o lugar da evangelização na Igreja, resultando assim a apostasia. Já em torno do Século IV, a Idade Média (conhecida como Período de Trevas) já havia começado. Foi somente no Século XVIII que a evangelização em massa começou a reaparecer com John Wesley. A evangelização pessoal, da maneira como a Igreja Primitiva a praticava, foi redescoberta há pouco tempo. Durante muitas gerações, os cristãos evangelizaram a igreja, as salas de aulas, os bancos de igreja — mas não o mundo. As pessoas eram convidadas para o templo da igreja, onde esperava-se que elas se decidissem por Cristo. Isto foi bom para os poucos que freqüentavam a igreja, mas muitos dos não-convertidos nunca entram numa igreja e, consequentemente, nunca podem ser alcançados. É por isto que a maior oportunidade do cristão encontra-se fora da igreja. Isto nos estimula a ganharmos almas na fábrica, nos parques, nas ruas, nos lares etc. A maior oportunidade do cristão não se encontra em seu testemunho dentro do santuário da igreja, mas lá fora, no mundo, onde as pessoas estão. A igreja nasceu numa labareda de evangelização pessoal. Foi um ministério de casa em casa, face a face. Este material sobre evangelização é um estimulante para cada cristão, no sentido de reacender nele a paixão pelas almas. Ele poderá servir como um passaporte aos movimentados cruzamentos e mercados da humanidade; seus conceitos, apresentados em forma simples e prática, pode produzir uma nova estirpe de seguidores de Jesus, promovendo o contato entre os que estão dentro da igreja e os que estão fora, no mundo, nos lares e escolas, nas salas e nos escritórios, nas fábricas e mercados, nos parques e ruas — lá fora, onde a humanidade sofre mais, e onde somente o amor de Cristo pode curar. Não existe nenhuma realização e satisfação semelhante a de fazermos parte da tarefa número um de Deus: proclamar as Boas Novas a todas as criaturas, ganhar almas — lá fora, onde as pessoas estão! ÍNDICE 3 ____________________________________________________________________________________ __ Prefácio ............................................................................................................................ Introdução ......................................................................................................................... 3 5 Capítulo Um Noções gerais de evangelismo ......................................................................... 6 I. Definição ............................................................................................................................. 6 II. A importância da evangelização ................................................................................... 7 III. Breve história da evangelização .................................................................................. 8 IV. A situação do mundo ..................................................................................................... 9 Capítulo Dois Motivação para a evangelização ..................................................................... 11 Reflexão ................................................................................................................................ 12 Capítulo Três O perfil do ganhador de almas .......................................................................... 13 O que fazer e o que evitar .................................................................................................. 15 Reflexão ................................................................................................................................ 15 Capítulo Quatro A mensagem evangelística ................................................................................ 16 I. Definição de pecado ....................................................................................................... 16 II. O pecado e suas manifestações ................................................................................. 17 III. Situações que tornam a pessoa aberta ao Evangelho ......................................... 17 IV. Passos para levarmos alguém a Cristo .................................................................... 18 V. Seis conselhos aos jovens cristãos ........................................................................... 20 Capítulo Cinco Tipos de evangelismo ............................................................................................ 21 I. Evangelismo pessoal ...................................................................................................... 21 II. Visitação de casa em casa .......................................................................................... 31 III. Visita ao hospital ........................................................................................................... 35 IV. Os recursos da mídia ................................................................................................... 35 Conclusão ....................................................................................................................... Apêndice .......................................................................................................................... Bibliografia ...................................................................................................................... 4 38 39 43 Introdução __________________________________________________________________________________ ―Se há uma palavra que gostaria que não constasse no vocabulário cristão, é evangelismo.‖ Este sentimento, duro de admitir, descreve a maneira desconfortante como muitos se sentem com a idéia de evangelizar. Mas, como podemos aumentar nosso grau de motivação com o evangelismo ao ponto deste se tornar algo que praticamos sem medo ou insegurança? 1. Veja o evangelismo na perspectiva de Deus.— Deus nunca disse: ―Evangelize!‖ A primeira lição de Jesus aos Seus discípulos sobre evangelismo, foi: (...) vinde após mim e Eu vos farei pescadores de homens. (Mt 4:19). Ser pescador de peixe é fisgar algo vivo para que morra, mas pescadores de homens apanham pessoas espiritualmente mortas e as conduzem ao Autor da vida, para que tenham vida em abundância (Jo 10:10). Então, através do evangelismo realizamos algo que tem valor eterno. Devemos visualizar esta missão de compartilhar nossa fé como uma jornada cuja carruagem que nos transporta é a graça de Deus, não como uma viagem pesada e difícil. 2. Confesse seus temores a Jesus.— Os discípulos, atemorizados, clamaram: (...) concede aos Teus servos que anunciem com toda a intrepidez a Tua Palavra. (At 4:29). Mais adiante lemos: Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a Palavra de Deus. (At 4:31). Eles sabiam que enquanto trabalhavam para Deus, Ele estava trabalhando por eles. 3. Aprenda um método.— Memorize passagens e mensagens bíblicas sobre salvação que lhes serão úteis quando você estiver temeroso, face a face com um não-crente. Aprenda um método para converter a conversa em tópicos espirituais e apresentar o Evangelho. 4. Comece já.— O Novo Testamento tem uma só mensagem: Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou por nós. Porém há várias formas de apresentá-la. Escolha a que mais se adapta a você e comece já. Podemos, por exemplo, convidar um vizinho para jantar e aí fazer alguns comentários sobre o grupo de estudo bíblico que participamos; podemos lhe dar ou emprestar alguns livros cristãos. Pequenos passos como estes poderão ser grandes avanços eternos para uma pessoa que vem a Cristo. O tempo é agora, a hora é urgente; os campos já branqueiam para a ceifa (Jo 4:35). Assim que seu grau de conforto com o evangelismo aumentar, você estará dizendo: ―O evangelismo não é sempre fácil, mas será sempre tão difícil quanto eu achar que seja.‖ 5 Capítulo Um Noções gerais de evangelismo I. Definição Evangelizar () significa trazer ou anunciar ―as boas novas‖. Este termo é usado uma ou duas vezes no Novo Testamento como notícias ou comunicação normal. O anjo Gabriel contou a Zacarias a boa notícia que sua mulher teria um filho (Lc 1:19). Timóteo levou notícias ao Apóstolo Paulo sobre a fé e o amor dos crentes de Tessalônica (1Ts 3:6). O uso comum do verbo ―evangelizar‖ descreve as boas notícias proclamadas pelo cristão. a) Não se pode definir evangelização em termos dos ouvintes da mensagem do Evangelho.— O Evangelho, naturalmente, precisa ser anunciado às pessoas não-cristãs, que não nasceram de novo. O Dr. Ralph D. Winter, diretor do Centro Americano de Missões Mundiais, na Califórnia, diz que existem três tipos de evangelização : E1 = Compartilhar o Evangelho com pessoas da mesma cultura. E2 = Procurar alcançar pessoas de uma cultura semelhante. E3 = Proclamar o Evangelho numa situação transcultural. b) Não se pode definir evangelização em termos de resultados.— Evangelização no Novo Testamento não significava ganhar pessoas. No livro de Atos, por exemplo, há várias menções da pregação do Evangelho: Os que dispersos iam por toda parte pregando a Palavra. (...) deram crédito a Filipe que os evangelizava a respeito do reino de Deus. (...) evangelizavam muitas aldeias dos Samaritanos (...) evangelizavam todas as cidades (...). (At 8:4, 12, 25-40). Não é mencionado, porém, se as pessoas foram ou não convertidas. A essência da evangelização permanece na proclamação do Evangelho, não importando a decisão do ouvinte para com a mensagem. Os resultados da pregação dependem não das vontades e intenções dos homens, mas da vontade do Deus Todo-Poderoso. Essa consideração não quer dizer que devamos ser indiferentes quanto a ver ou não os frutos de nosso testemunho em favor de Cristo; se não estiverem aparecendo os frutos, devemos buscar a face de Deus para descobrir o motivo. Quem irá persuadir a pessoa é o Espírito Santo, devemos ser fiéis a tarefa que Deus nos deu. c) Não se pode definir Evangelização em termos de método.— Evangelizar é anunciar: seja qual for o método. Podemos evangelizar por linguagem dos gestos ou de palavras, com ou sem recursos audiovisuais (filmes, slides etc.); através de toda expressão artística (desenhos, dramas, pinturas etc.) ou da nossa conduta cristã etc. É inevitável, porém, que haja a verbalização para que o contexto das ―boas novas‖ seja comunicado com precisão. d) Evangelização só pode ser definida em termos de mensagem.— O conteúdo precisa ser bíblico. Quando perdemos a confiança na veracidade, na relevância e no poder do Evangelho, não podemos pregá-lo. Quando aquilo que a Bíblia ensina é deturpado, negligenciado ou rejeitado, não são mais ―boas novas‖ de Deus, mas boatos a respeito de Deus, e, neste contexto, não podemos esperar entusiasmo na evangelização. O Apóstolo Paulo convenceu-se de que o Evangelho é o poder de Deus para a salvação (Rm 1:14-16). Assim, o Evangelho, no sentido Néo-Testamentário, é o anúncio das Boas Novas da salvação pela graça divina. 6 Como, pois, deveria ser definida a evangelização? A resposta dada pelo Novo Testamento é muito simples: a evangelização consiste apenas na pregação do Evangelho, as Boas Novas. É uma obra de comunicação na qual os crentes se tornam porta-vozes da mensagem sobre a misericórdia de Deus para com os pecadores. Todos quantos anunciam fielmente essa mensagem, sob quaisquer circunstâncias, tanto num púlpito como numa conversa particular, num recinto fechado ou ao ar livre, estão evangelizando. Visto que a mensagem divina tem por clímax o apelo da parte do Criador a um mundo rebelde, para que este se volte e deposite fé em Cristo. Portanto, a entrega da mensagem envolve a chamada dos ouvintes à conversão. Se não estamos procurando obter conversões, nesse sentido, não estamos evangelizando. Porém, a maneira de saber se alguém está evangelizando de fato não é perguntar se o testemunho está produzindo conversões. Pelo contrário, é perguntar se o pregador está proclamando fielmente a mensagem evangélica. Assim, pois, de acordo com a Bíblia, evangelismo consiste em apresentar as Boas Novas livremente, confiando a Deus a conversão das pessoas (At 16:14). Ao Senhor pertence a salvação (Jn 2:9). Qualquer meio que utilizemos para forçar nascimentos espirituais será tão eficaz quanto Ezequiel tentando costurar os ossos secos ou Nicodemos procurando dar a si próprio um novo nascimento. E o resultado será semelhante. II. A importância da evangelização Em todas as épocas e lugares, os servos de Cristo estão sob a ordem de evangelizar, ou seja, proclamar o Evangelho. Nas páginas da Bíblia, a evangelização é algo que centraliza-se em Deus. A Escritura Sagrada exige que a evangelização seja de Deus, Porque dele e por meio dele e para Ele são todas as coisas (...). (Rm 11:36). Uma igreja sadia necessita ter, entre suas características, uma compreensão bíblica do evangelismo. Naturalmente, isso precisa estar intimamente relacionado a outras compreensões bíblicas, como por exemplo, a do Evangelho e a da conversão. É óbvio que a maneira como alguém compartilha o Evangelho está intimamente relacionada ao modo como ele o compreende. Se a mente for moldada pela Bíblia no que diz respeito a Deus, ao Evangelho, à necessidade humana e à conversão, uma correta compreensão do evangelismo fluirá naturalmente. Mas, por que evangelizar? Muitos pensam que não precisam aprender nada para evangelizar pois acham que Deus irá fazer tudo através deles. É verdade que Deus é soberano e a salvação é do Senhor, mas precisamos aprender como fazer bem a nossa parte. Se o barbeiro, o cantor, o eletricista e outros profissionais estudam para executar melhor seu trabalho, por que o cristão não faria o mesmo para desempenhar bem sua tarefa gloriosa? Somos companheiros e cooperadores com Cristo nesta missão maravilhosa, portanto devemos desempenhá-la da melhor maneira possível. Eis algumas razões quanto à importância da evangelização (use os espaços pontilhados para escrever os versículos e depois memorize-os): a) É mandamento do Senhor Jesus.— Foi o último mandamento expresso por Jesus antes da Sua ascensão ao Céu. Atos 1: 8 — .................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... ...................................................................................................................................................... . 7 Mateus 28:19 — ............................................................................................................................ ....................................................................................................................................................... .................................................................................................................................................... . b) É a única solução para o problema do homem.— Todas as pessoas têm uma alma de infinito valor, mas estão debaixo de condenação por causa do pecado. Só Jesus Cristo pode salvá-las. Marcos 8:36 — .............................................................................................................................. ....................................................................................................................................................... Romanos 6:23 — ........................................................................................................................... ...................................................................................................................................................... ...................................................................................................................................................... Atos 4:12 — .................................................................................................................................. ...................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................... c) É o método usado no Novo Testamento.— Sete dos doze apóstolos foram ganhos através do Evangelismo pessoal: André, Pedro, Tiago, João, Filipe, Natanael e Mateus (Jo 1:35-51). Por várias vezes, o Senhor Jesus deixou a multidão para tratar de pessoas individualmente: O jovem rico, Zaqueu, a mulher samaritana etc. (Lc 18:18-23; 19:1-10; Jo 4:1-29). Em Atos dos Apóstolos percebemos que houve um grande avanço do Cristianismo por causa do método de evangelismo pessoal adotado pela Igreja Primitiva (At 8:1, 4). Deus levou Filipe da cidade de Samaria para evangelizar uma pessoa na estrada de Jerusalém para Gaza, ao Sul de Israel (At 8:26-40). d) É o método mais eficiente de ganhar almas.— Pode ser praticado por todo crente em qualquer lugar e a qualquer pessoa. Além disto, a evangelização alcança todas as classes de pessoas de acordo com suas necessidades e sempre funciona, enquanto que os outros métodos podem falhar. III. Breve história da evangelização Durante o Primeiro Século depois de Cristo, os Seus seguidores possuíam uma paixão inextinguível e um zelo tremendo, no sentido de persuadirem as pessoas a receberem Cristo. Eles se lembravam da promessa de Jesus de voltar tão logo o Evangelho fosse pregado em todo mundo, em testemunho a todas as nações (Mt 24:14). No Segundo Século, o Cristianismo enredou-se em controvérsias teológicas. Ao invés de prosseguirem veementemente até os confins da terra e às regiões mais distantes ainda, eles começaram a debater questões doutrinárias. O Terceiro Século encontrou o Cristianismo afundado na apostasia. O Quarto Século fechou o ciclo — a apostasia estava completa. O Cristianismo foi então mergulhando num período de mil anos de trevas espirituais — a Idade Média ou ―Período de 8 Trevas‖. Este terrível período de mil anos, tornou-se um véu que tem obstruído a igreja contemporânea no sentido de perceber os métodos neo-testamentários. Martinho Lutero, o grande reformador, primeiramente irrompeu destas trevas com a revelação de que (...) o justo viverá pela fé (Rm 1:17). No entanto, a Reforma liderada por Lutero não foi uma volta à evangelização pessoal. Foi, sim, uma revolta contra a hierarquia religiosa e um convite aos crentes no sentido de examinarem as Escrituras por si mesmos — algo proibido naquela época pelo clero em supremacia. Lutero não disse praticamente nada sobre Missões nem sobre a evangelização mundial. Na verdade, foi quase em 1800 d.C. que William Carey trouxe de volta o conceito de Missões aos corações dos crentes. O evangelismo, bem como a experiência de sermos batizados no Espírito Santo, só foram amplamente divulgados ou conhecidos novamente a partir do início do Século XX. O Cristianismo tem oferecido uma prolongada e tenaz resistência aos conceitos neo-testamentários. Muitos ainda não retornaram ao fundamento da Igreja Primitiva — o princípio básico da evangelização pessoal, que é Cristo ministrando através do crente. A evangelização em massa reapareceu há cerca de 200 anos atrás, através de John Wesley (fundador da Igreja Metodista). Homens como George Whitefield a introduziram no Ocidente. Nos dois últimos séculos, houve aproximadamente quatro ápices da evangelização em massa: sob a liderança de Wesley, Finney, Moody, e de muitos outros desde a virada do Século XX. Em meados do Século XVIII, um grande mover do Espírito de Deus foi manifesto através do que foi denominado de época dos acampamentos espirituais. No Século XIX, as reuniões debaixo de arvoredos tornaram-se populares. Aí então, o reavivamento entrou em voga. No Século XX, as palavras reavivamento e evangelização entremisturaram-se. Mais tarde, os termos populares variavam de reavivamentos a cruzada ou campanha evangelística, centralizadas em igrejas ou que abrangiam cidades inteiras. No entanto, a evangelização pessoal ainda não foi geralmente redescoberta em termos genéricos pela igreja institucionalizada. Torrey e Spurgeon escreveram os dois primeiros livros sobre a evangelização pessoal no início do Século XX. Desde então, centenas e centenas de livros foram publicados sobre o assunto. E muitas variedades de programas, projetos, planos e cruzadas de evangelização espalharam-se rapidamente. IV. A situação do mundo Deus providenciou um meio de salvação para toda a humanidade (Jo 3:16-17). É lamentável, porém, notar uma apatia por parte de muitos crentes quanto à evangelização mundial. A Grande Comissão envolve todos os salvos em Cristo: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. (Mc 16:15 e 16). A população mundial está crescendo à razão de mais de setenta milhões de pessoas por ano. Menos de três milhões de pessoas deste aumento estão sendo tocadas pelo Evangelho. É uma estimativa razoável dizer que das seis bilhões de pessoas que estão vivas na terra hoje, há cerca de dois bilhões de almas que nunca ouviram o Evangelho. Isto representa quase que a metade da população mundial, incluindo-se centenas de tribos que falam mais de mil línguas diferentes e que ainda não têm as Escrituras escritas em suas línguas. Um mundo perdido está apostando corrida em direção à eternidade a uma velocidade aterradora. Veja, na página seguinte, como se deu este crescimento acelerado da população mundial: 9 6 bilhões • 5 bilhões • 4 bilhões • 3 bilhões • 2 bilhões • 1 bilhão • • 1800 • 1930 • • • • • 1960 1975 1987 1999 2004 Será que é possível alcançar esta geração para Cristo? Sim, mas é preciso que haja unidade entre o povo de Deus (Jo 17:23). A mensagem continua a mesma (1 Co 15:1-4). Embora o modo de transmissão pode ser diferente. A comunicação é a transferência de informação, é a interação entre pessoas por meio de mensagens. No Brasil, em muitas igrejas, há poucas conversões e grande parte da população nunca entrou numa igreja evangélica, permanecendo em total ignorância quanto ao Evangelho. Qual é a causa disto? Certamente há várias, porém, a principal é que muitos crentes não estão cumprindo com sua responsabilidade na evangelização. Alguns acham que isto é uma tarefa apenas do pastor e dos evangelistas; outros esperam que as pessoas venham ao templo nos eventos especiais e se convertam ao ouvirem a mensagem. Porém, o mandamento é ir às pessoas e não esperar que elas venham a nós. A maioria das seitas são mais zelosas e perseverantes do que a Igreja de Cristo. Os Testemunhas de Jeová, por exemplo, são diligentes e incansáveis na visitação de porta em porta, perseverantes no discipulado e no treinamento dos novos convertidos para que façam o mesmo. No entanto, o sucesso deles não está relacionado a uma excelente publicidade ou grandes reuniões ou pregações eloqüentes, mas ao empenho de cada membro. Se os membros das seitas heréticas sacrificam-se tanto para espalhar uma mentira, será que é demais esperar que os crentes façam o mesmo pela causa de Cristo? Muitos dos grandes servos de Deus do passado acharam mais felicidade em ganhar almas para Cristo do que juntar prata e ouro para si mesmos. Não se importavam onde e como viviam nem as experiências duras pelas quais passavam, desde que ganhassem almas para Cristo. Será que temos esta paixão? Reflexão e discussão: 1) Quais as razões principais da falha na evangelização? 2) Qual será a solução? 3) Até que ponto podemos seguir os métodos empregados pelos Testemunhas de Jeová? 10 Capítulo Dois Motivação para a evangelização O fruto do justo é arvore de vida, e o que ganha almas é sábio. (Pv 11:30). O que será que nos move ou induz a anunciarmos as ―boas novas‖ de salvação às pessoas que estão distantes de Cristo e do Evangelho? Há pelo menos quatro motivos importantes que nos impele a cumprir a nobre tarefa da evangelização. 1. Obediência à Grande Comissão O que é a Grande Comissão? Para quem ela foi dada? Ela se aplica a toda a Igreja ou apenas a um grupo de crentes ou indivíduos? (Mt 28:16-20; Mc 16:14-20; Lc 24:44-53; Jo 20:19-23 e At 1:8). Cada um dos três evangelistas deu sua própria ênfase nas narrativas sobre as últimas palavras de Jesus. Mateus descreve a necessidade de fazer discípulos, instruindo-os no ensino de Cristo (Mt 28:19). Marcos enfatiza a pregação do Evangelho ou proclamação das boas novas a cada pessoa (Mc 16:15). Lucas exorta-nos a sermos boas testemunhas, testificando aquilo que vimos e ouvimos (Lc 24:48 e At 1:8). João enfoca o fato de sermos embaixadores de Cristo neste mundo (Jo 20:21). Existe um fato em comum entre essas narrativas: a comissão foi dada aos crentes de todas as épocas e não somente aos doze discípulos. A Salvação foi providenciada para todos e deve ser oferecida a todos. O próprio Senhor Jesus exemplificou a Grande Comissão indo de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, cheio de compaixão pelas almas, proclamando e ensinando sobre o Reino de Deus. A Igreja Primitiva também foi obediente à Grande Comissão proclamando as ―boas novas‖ para todo o mundo conhecido daquela época (Cl 1:23). Mais tarde, na História da Igreja, percebemos que esta foi a fonte de inspiração para a expansão missionária. (...) Como ouvirão se não há quem pregue? Com está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas! (Rm 10:15). Será que não devemos ser obedientes também? 2. A participação do Deus Trino na obra de evangelização Deus entregou Seu próprio Filho para morrer pelos pecadores, Ele não tem prazer na morte do ímpio e a Sua vontade é que todos cheguem ao arrependimento (Jo 3:16; Ez 33:11; 2 Pd 3:9 e 1 Tm 2:4). Sua salvação abrange a todos (1 Jo 4:14). Este amor de Deus pelos pecadores deve levar-nos a evangelizar. Cristo pagou um alto preço que determina o valor de uma alma (1 Pd 1:19). Se O amamos vamos proclamar Seu sacrifício expiatório a todas as pessoas para que sejam salvas. (1 Tm 2:6, 1 Jo 2:2). A missão do Espírito Santo é convencer o pecador, despertar sua fé, revelando e glorificando a Cristo (Jo 16:8-11; 13 e 14; Tt 3:5). Ele é o invisível ganhador de almas que opera através da Igreja, uma cotestemunha de Cristo (Jo 15:26-27; At 5:32; Hb 10:15; 1 Jo 5:6). Ele se entristece com os crentes negligentes (Ef 4:30). Esta cooperação do Espírito Santo na obra de evangelização nos deixa desejosos de anunciar o Evangelho aos perdidos, pois sentimos que não estamos sozinhos — o Senhor Jesus prometeu estar conosco todos os dias e o Espírito Santo vai à nossa frente preparando o terreno. 3. Compaixão pelos perdidos 11 O homem que arrisca sua vida para salvar da morte uma criança não é considerado um tolo, mas um herói. Ele experimenta situações que poderão deixá-lo vivo ou levá-lo a morte. Temos de lembrar que o mesmo acontece com a salvação de uma alma: Deus tem colocado a vida e a morte diante da humanidade (Dt 30:19). Será que entendemos que cada pessoa tem um céu para ganhar ou um inferno para evitar? Salvação ou condenação, alegria eterna ou tristeza eterna, esta é a escolha. a) A bênção dos salvos (Sl 16:11; 1 Co 2:9-10) — Será que realmente cremos nestas preciosas promessas? Então, por que seríamos tão egoístas a ponto de não compartilharmos as ―boas novas‖ aos outros? b) A angústia dos perdidos — O maior obstáculo para a evangelização é o coração duro do descrente. Porém, se permanecerem distantes do Senhor, seu castigo será eterno (Mt 25:26). O inferno é um fato, não uma ficção (Lc 16:23). Os servos de Deus que realmente ganham muitas almas para Cristo são aqueles que têm uma visão clara do destino dos perdidos e o que significa libertar uma pessoa dos laços do pecado. 4. Desejo de receber galardão Este não é o melhor motivo, porém é legítimo, porque é bíblico. O que ceifa recebe galardão e ajunta fruto para a vida eterna; para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem. (Jo 4:36). Ao proclamarmos Cristo, Ele se torna real. Ao enfrentarmos o pecado, ele se torna mais detestável. Assim, o Evangelho torna-se maior porque vemos seu poder libertando os oprimidos. Nosso coração torna-se mais sensível e cheio de alegria ao vermos as pessoas chegando-se aos pés do Salvador, através da pregação do Evangelho. Uma alegria maior do que esta é difícil de se ter. As bênçãos do presente, porém, não podem ser comparadas com as bênçãos que nos esperam na manifestação do Senhor Jesus, quando ouviremos Sua voz dizendo: Muito bem e servo bom e fiel. (Mt 25:21). Reflexão Algum crente poderia dizer que não se envolve com a evangelização por este não ser seu ministério. O verdadeiro motivo do Evangelho é o amor ao próximo e a obediência é fruto do amor. Não podemos negligenciar a tarefa da evangelização. Os crentes que fugiram de Jerusalém, na ocasião da perseguição promovida por Saulo de Tarso, deram um excelente exemplo de evangelismo pessoal, anunciando o Senhor Jesus e um grande número de pessoas creu e se converteu ao Senhor. Reconheço que os líderes têm que dar exemplo, aprendendo os melhores métodos de evangelização e colocando-os em prática. Depois, devem inspirar e instruir os membros da igreja para que o Evangelho seja apresentado com simpatia e amor aos que jazem nas trevas, sem Deus e sem salvação. Os líderes devem evangelizar, pois sem este contado pessoal com o povo, a pregação tornar-se-á cada vez mais estéril. O sermão pode ser bonito e eloqüente, mas se o pregador não sentir o ―calor do povo‖, pouco êxito ministerial terá. O exemplo do pregador dará autoridade às suas exortações. Os membros das igrejas seguirão os exemplos dos líderes, mas dificilmente darão o primeiro passo no trabalho de evangelismo. 12 Capítulo Três O perfil do ganhador de almas Só teremos sucesso em nossa missão de alcançar outras pessoas com o Evangelho se somos realmente convertidos, conhecemos Deus e O amamos de forma absoluta. Isto provê a realidade em nossas vidas. O chamado para evangelizar é, na verdade, uma ordem: Se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação. 1 Co 9:16 (Ez 3:16-21; 33:7-9). A satisfação espiritual de carregar um pequeno fardo para Ele, que levou um grande fardo por todos nós, faz com que esta tarefa seja digna daquilo que ela exige do homem. Existem certas pessoas que parecem ser claramente separadas como verdadeiros evangelistas. Elas atraem a atenção dos outros e estabelecem um contato direto com eles. Têm uma imaginação fecunda; raciocínio claro, rápido e lógico; voz firme; além de uma aparência agradável, o que envolve desde o cabelo bem cuidado, traje adequado, face tranqüila e alegre etc. Mas o sucesso delas na evangelização é, sobretudo, devido à íntima comunhão com Deus e ao sentimento de responsabilidade de anunciar o Evangelho a toda criatura (Mc 16:15). Devemos reconhecer que as pessoas sem Cristo precisam, desesperadamente, ouvir o Evangelho para que sejam salvas e o evangelismo é um dos instrumentos que Deus usa para salvar as pessoas. Por isso precisamos: cultivar um amor profundo pelas almas (Moisés, Êx 32:31, 32; Jeremias, Jr 9:1 e Jesus, Mt 9:36-38; Mt 23:37); manter o coração limpo (Sl 51:10); ter conhecimento prático das Escrituras (2 Tm 2:15; 3:16; Ef 6:17). I. Algumas qualidades do ganhador de almas 1. Pessoa convertida e consciente de sua salvação Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para saberdes que tendes a vida eterna e para que creiais no nome do Filho Deus. (1 Jo 5:13). Um crente com dúvidas não pode ajudar uma outra pessoa alcançar a plenitude da fé em Cristo. Foi Goethe (Johann Wolgang Goethe, 1749-1832), poeta alemão, quem disse: ―Dá-me os benefícios da sua convicção e fica com suas dúvidas, pois tenho bastante para mim mesmo.‖ Portanto, um ganhador de almas deve ser uma pessoa firme na Rocha, que vai estender a mão para a outra pessoa. Evangelismo pode ser descrito como: ―Cristo alcançando o descrente por meio do crente‖. 2. Alguém cuja vida é consagrada a Deus Se o serviço é santo os servos precisam ser santos. Retirai-vos, retirai-vos, saí de lá, não toqueis coisa imunda; saí do meio dela, purificai-vos, os que levais os utensílios do Senhor. (Is 52:11). O ganhador de almas precisa viver uma vida exemplar. Sabemos que Deus pode usar qualquer espécie de vaso, desde que seja limpo (2 Tm 2:21). Deus usa pessoas que tenham: 13 a) Motivos sinceros — Não buscam fama nem engrandecimento de si mesmos nem glória humana ou riquezas. (1Ts 2:4-6). Nada irá tornar as pessoas mais receptivas do que uma convicção profunda de sinceridade por parte do evangelista. Isto nasce da preocupação com os perdidos; floresce em trabalho diligente; e seu fruto é a alegria de levar uma alma ao trono de Deus (1 Tm 1:5; 1Ts 2:3). b) Boa conduta — O Apóstolo Paulo afirma que somos cartas lidas e conhecidas por todos os homens. (2 Co 3:2). A nossa mensagem e a nossa conduta devem caminhar juntas. O grande problema que enfrentamos hoje nas igrejas é a distância que há entre o falar e o agir de alguns crentes (1Ts 2:10). Alguém disse certa vez: ―O que você é, fala tão alto que não se escutam as suas palavras‖. Devemos consagrar nossas vidas totalmente ao serviço de Deus (Mq 4:13), isto implica em vida de disciplina e desejosa de fazer a vontade de Deus, numa total dependência dele, afinal (...) nossa capacidade vem de Deus. E, convém que Ele cresça e eu diminua. (2 Co 3:5; Jo 3:30). Se não nos encontrarmos nesta situação, será necessário orar com o mesmo entusiasmo do salmista Davi (Sl 51:2-13) e, então, seremos limpos e purificados por Deus. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar o pecado e nos purificar de toda injustiça. (1Jo 1:9). 3. Alguém cheio do Espírito Santo Quando Jesus é o Senhor da nossa vida, inevitavelmente somos controlados pelo Espírito Santo. Ser cheio do Espírito Santo, portanto, é estar sob o controle total de Deus. Podemos gastar muito tempo pescando onde não há peixes ou deixá-los tão perturbados que nem mordem mais a isca: (...) nem lanceis pérolas aos porcos. (Mt 7:6). Muitas pessoas não conseguem ganhar almas para Cristo porque pescam em lugar errado ou onde as pessoas já foram tão perturbadas por falsos discípulos que não querem ouvir nada sobre o Cristianismo. Temos, todavia, promessas maravilhosas na Palavra de Deus para os pescadores de almas (Pv 3:5-8; Sl 37:4-5). Se vivermos em comunhão com o Senhor, o Espírito Santo há de nos levar às pessoas certas: Felipe e o Eunuco (At 8:26-40); Cornélio e Pedro (At 10); Paulo e Lídia (At 16:14-15). 4. Pessoa dedicada à oração A revelação é essencial à regeneração, mas tal revelação só vem através de oração. (Mt 16:17). A oração prepara o coração do ganhador de almas e do pecador. Paulo orou muito em seu ministério em favor dos pecadores. Toda pessoa que deseja ter um ministério de evangelização frutífero, precisa orar para: a) Manter a comunhão com Deus e para estar livre da condenação e da culpa. Não pode haver nenhum obstáculo na nossa caminhada com Deus (Sl 51:10-13). b) Ter coragem e ousadia no Espírito (At 4:29-31). c) Receber proteção contra as ciladas diabólicas (1Pd 5:8 e 9). d) Estar preparado para desempenhar bem sua tarefa (2 Tm 2:21). e) Ser conduzido pelo Espírito Santo às pessoas certas (At 8:20; 11:4; Sl 32:8). 14 Além disto, precisa ter uma comunhão íntima com Deus e um profundo amor pelas almas perdidas (Mt 4:19). Para isso, precisa estar diariamente na presença de Deus, dedicando-se ao jejum, à oração, à leitura da Palavra, ao retiro espiritual etc. (1 Tm 4:7-8). II. O que o evangelista deve fazer ou evitar A FAZER 1. Cultivar uma aparência agradável, vestindose adequadamente com roupas limpas. 2. Conservar as unhas e os sapatos limpos, e os cabelos bem penteados. 3. Manter uma expressão facial feliz e segura, digna da mensagem que anuncia. 4. Falar individualmente às pessoas e sem pressa. 5. Se possível, evangelizar pessoas do mesmo sexo e da mesma idade. 6. Ser corajoso, Fp 3:13, 14. 7. Ser gentil e amável, Fp 3:13, 14. 8. Olhar para a pessoa com quem está falando. A EVITAR 1. Aparência de beata ou excesso de pintura e de jóias. 2. A falta do devido higiene pessoal, causando odores desagradáveis (mal hálito, suor etc.). 3. Uma só expressão facial ou tristeza e abatimento. 4. O medo e a timidez, Jo 1:9; Mt 28:20; Êx 14:14. 5. Interromper a palavra do companheiro de equipe - é melhor interceder silenciosamente. 6. Eloquência exagerada. 7. Ser rude ou apressado, Cl 4:6; At 9:9. 8. Desanimar-se facilmente. 9. Ter sabedoria para abordar diferentes tipos 9. Dar sua própria interpretação aos textos de pessoas, At 8:30, 31; 23:6; Mt 22:21. bíblicos que não entenda para si ainda. 10. Aplicar bem a mensagem bíblica, sem 10. Usar termos bíblicos desconhecidos à divagações. pessoa. 11. Ressaltar o que há de bom no indivíduo. 11. Argumentação ofensiva e polêmica. 12. Conduzir a pessoa a Cristo não à sua 12. Ser imprudente quanto ao horário de visita igreja. (não se importando com as obrigações alheias). 13. Atacar a religião ou os vícios da pessoa. 13. Elogiar a fé que a pessoa tem. 14. Ler e compreender a literatura que será 14. Entregar uma literatura que está fora da realidade da pessoa a ser evangelizada. entregue (folhetos, revistas, livretos etc.). 15. Apresentar o plano de salvação de forma 15. Deixar que a pessoa domine toda a conversa sem lhe dar oportunidade de levá-lo a Cristo. simples e clara. Reflexão: A. Quais as características básicas do ganhador de almas? B. Como podemos adquirir essas qualidades? 15 C. O que poderia desqualificar uma pessoa para esse serviço? Capítulo Quatro A mensagem evangelística A mensagem a ser usada na evangelização é retirada da Bíblia e não de meras palavras humanas (1 Pd 4:11). Deus fala através da Bíblia. Ela é o instrumento único e infalível pelo qual Deus revela Sua vontade (Sl 119:105). Ela não precisa de defesa, porque é irrefutável. Portanto, nossa autoridade não está nos dons naturais, talentos, escolaridade, beleza física, elegância etc., mas está no fato de estarmos anunciando a Palavra de Deus. O Evangelho é poder de Deus para salvar aqueles que crêem (Rm 1: 15-17). É uma Palavra de fé (Rm 1: 10-12). A salvação se dá pela pregação (1 Co 1: 18-25 [v.21]). A Palavra pregada resulta em salvação ou condenação (Mc 16: 15 e 16). O evangelismo sempre produz frutos (Is 55: 10-11). I. Definição de pecado II /ponerós/ (Mt 5:11) — Aquilo que causa dor a alguém (maldade).  /hamartía/ (Mt 9:6) — Não alcançar o alvo, falhar (pecados). /anomia/ (Mt 7:23) — Iniqüidade, recusa andar corretamente ( = transgressão).  /faulós/(Jo 3:20) — Mal, uma disposição corrupta ( = coisas más).. Leia os textos a seguir e escreva o significado de pecado em cada um deles: 1Jo 3:4 ____________________________________________________________________________ 1Tm 1:9 ___________________________________________________________________________ Rm 5:19 ___________________________________________________________________________ 1Jo 5:17 ___________________________________________________________________________ Sl 51:9 ____________________________________________________________________________ Jo 16:9 ____________________________________________________________________________ 16 Rm 3:23 ___________________________________________________________________________ Temos que fazer um estudo minucioso sobre o pecado, porque existe, hoje em dia, u ma tendência de passar por cima deste assunto ou de ensiná-lo de maneira superficial nas mensagens evangelísticas. O fato é que se não ensinarmos ao povo sobre as profundezas do pecado, não teremos pessoas convictas de pecado nas igrejas. O pecado é responsável neste mundo por toda tristeza, sofrimento, doenças, guerras, lágrimas e morte. Um dia, Deus há de enxugar de nós toda lágrima, dando -nos total vitória sobre nossos inimigos. Até aquele dia, porém, teremos de sofrer as conseqüências do pecado. Há uma série de perguntas que podemos fazer à pessoa que estamos evangelizando: Quem pecou? (Rm 3:23). Qual o julgamento? (Jo 3:19). Quem é o filho da ira? (Ef 2:3). II. O pecado e suas manifestações Como se manifesta o pecado? (Gl 5:19). Para pessoas que se consideram boas e justas diante de Deus e que, por isso, esperam merecer a salvação, vai ser necessário explicarmos o fato que o pecado se manifesta de muitas maneiras: Prostituição, adultério.— Praticar relações sexuais ilícitas, com a esposa ou o esposo de outra pessoa. Fornicação.— Deve ser distinguido de  (Mt 15:19; Mc 7:21). Prostituição 1Co 6:15 = ). Fornicar é relativo ao pecado da carne; praticar o ato sexual. Lascívia.— Descreve a pessoa que está pronta para praticar qualquer coisa para ter prazer. A pessoa chega ao ponto de não se importar com aquilo que as outras pensam a seu respeito. Impureza.— Qualquer pecado que contamina o homem e o separa de Deus. Sensualidade desregrada e libidinosa; que procura constantemente e sem pudor satisfações sexuais. Idolatria.— Adoração a qualquer coisa acima de ou no lugar de Deus. Feitiçaria. — Daí vem a prática de usar drogas, para envenenar por exemplo. Bruxaria, encantamento. Inimizades. — Tipos de pessoas marcadas pela hostilidade para com outros. Porfias. — Traz a idéia de rivalidade para ganhar prêmios; discussão ou contendas de palavras; polêmicas; insistência, obstinação; disputa com rivalidade pela primazia. Cobiça. — Desejo de possuir o que os outros têm, para ser o melhor e ter mais. Sentimento de tristeza quanto ao sucesso e a felicidade dos outros. Ira. — Raiva desgovernada, pessoa de estopim curto. Discórdia. — Descreve alguém que serve por motivos errados. É o egoísta que só tem o interesse em servir para tirar proveito próprio. Divisões. — Uma sociedade onde os membros dividem-se em vez de unirem-se. Acepção, escolha.— Pessoas que compartilham da mesma crença e hábitos e que, por isso, separam-se de outros grupos. Inveja. — A pessoa deseja algo que as outras têm que ela mesma não tem. Não apenas querer algo para si, mas tentar tirar do outro. Desejo sôfrego de possuir bens materiais. Ambição desmedida de riquezas. Bebedice. — No mundo grego era algo condenável para a sociedade. Os gregos bebiam três partes de água com uma de vinho. Descreve os seguidores de Bacus, o deus do vinho. 17 Glutonaria. — Descreve uma farra sem controle e sem limites. Era um bando de pessoas que acompanhavam o campeão dos jogos, dançando e cantando louvores a ele e comendo muito. Glutão é aquele que come muito e com avidez. III. Situações que tornam as pessoas abertas ao Evangelho 1) Receio do julgamento vindouro.— Algumas pessoas que não pensam muito a respeito de Deus ou de coisas espirituais, param e refletem quando colocamos diante delas algumas verdades a respeito do juízo futuro (Jo 16:8; 2Ts 1:5; Hb 9:27; 2Pd 3:7). 2) Descontentamento com a vida.— Há pessoas que, ao descobrirem que sexo, glória e riquezas não satisfazem suas almas, começam a procurar algo que lhes façam felizes. O Dr. Billy Graham, um dos maiores evangelistas da nossa geração, afirma existir um vácuo cósmico no coração humano que somente Deus pode preencher. 3) Remorso por gastar a vida futilmente.— A frivolidade da corrida atrás de bens materiais levam as pessoas a analisarem qual é a real finalidade da vida e, assim, descobrem que Deus tem um plano para cada um (Mt 6:31-34). 4) Falha moral.— Há pessoas que têm muitas aspirações e elevados padrões morais, mas faltalhes poder para viverem uma vida vitoriosa. Com muito cuidado e através da operação do Espírito Santo, é possível levar tais pessoas à convicção de salvação. 5) Aflição do corpo, mente e espírito.— Durante períodos de sofrimentos e de aflições, as pessoas ficam maleáveis e refletem mais sobre Deus. Algumas O culpam e tornam-se rebeldes, outras, porém, depositam sua confiança nele. 6) O sentimento de culpa e de pecado.— Infelizmente, nem todas as pessoas possuem uma sincera convicção de pecado. Devemos levá-las a crer em Cristo como a única fonte de perdão (Lc 5:21). IV. Passos para levar alguém a Cristo 1) conscientizar a pessoa sobre o pecado.— Os primeiros versículos de Gênesis, capítulo 3, formam a melhor introdução ao assunto sobre o pecado e nos mostra cinco tipos de pecado: prestar calúnia contra Deus; duvidar da Palavra de Deus e do seu amor; olhar aquilo que é proibido por Deus; desejar o que Deus proibiu; desobedecer os mandamentos de Deus. Alguns fatos importantes sobre o pecado: a) Como o pecado entrou no mundo (Rm 5:19-21)? _________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ b) Qual o ensino mais importante de Salmo 51:5? __________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ 18 c) Quais os pecados mencionados em Romanos 1:28-32? ____________________________________ __________________________________________________________________________________ d) De que natureza são os pecados mencionados no texto acima — ser ou fazer? _________________ __________________________________________________________________________________ e) Qual o pecado mencionado em Tiago 2:8-9? ____________________________________________ __________________________________________________________________________________ f) Qual o pecado mencionado em Tiago 4:17? _____________________________________________ __________________________________________________________________________________ Respostas: a) Pela desobediência de um só homem (Adão). b) Nós somos pecadores por natureza (nascemos em iniquidade). c) Confira em sua Bíblia. d) Fazer. e) Acepção de pessoas, o que mostra que pecado é uma atitude, um ato. f) Omissão, negligência em fazer o que está certo. 2) Demonstrar que o pecador está condenado por causa do seu pecado.— O pecador está separado de Deus (Is 59:2). Por quê? Por causa das suas transgressões. Permanecendo em seus pecados ele receberá um salário (Rm 6:23). Qual? A morte e a condenação eterna (Lc 16:26). 3) Apresentar a providência de Deus para a salvação do pecador.— Deus enviou Jesus, Seu filho único, por amor ao pecador (Jo 3:16) — Quem nos amou? Amou a quem? O amor de Deus O levou a fazer o quê? Jesus morreu pelos nossos pecados (1 Co 15:3-4). Morreu por quem? Ele morreu em nosso lugar, foi uma substituição. Não há salvação em nenhum outro (At 4:12). Qual o meio pelo qual a pessoa recebe a salvação? Em nome de quem? Neste ponto, pode-se usar o folheto sobre o abismo. Jesus Homem Boas obras Guardar a Lei (legalismo) Deus Nascer em lar cristão PECADO 19 É importante mostrar que não há outro meio pelo qual o homem pode ser salvo, somente através de Jesus. 4) Orientar o pecador sobre sua parte para receber a salvação.— Para chegar a esse ponto, a pessoa primeiro terá que ter consciência do pecado e suas conseqüências, e, sobretudo, reconhecer sua necessidade de Deus diante da incapacidade de fazer qualquer coisa por conta própria. 5) Levar o pecador a confessar Jesus como Senhor.— Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. (Rm 10:9). Apelo e oração. Observação: Algumas maneiras de fazer amizade com não-crentes: convidá-los para participar de alguma atividade física (basquete, vôlei, futebol, cooper etc.); participar de alguns hobbies em comum (cozinhar, pescar, acampar etc.); envolver em eventos comunitários (festival de artesanatos, reuniões de bairro etc.); promover churrascos e convidá-los; alugar fitas de bons filmes para assistir com eles; oferecer-se como babá quando necessário; programar visitas periódicas e gastar tempo com as pessoas; oferecer-se para coletar cartas ou jornais quando os vizinhos estiverem viajando; oferecer algum tipo de assistência para pessoas doentes, acidentadas ou que estão sofrendo etc. V. Seis conselhos aos novos cristãos 1. Nunca despreze a oração diária. Lembre-se que Deus está presente, ouvindo suas orações (Hb 11:6). 2. Leia as Escrituras diariamente, pois é uma oportunidade de ouvir a Deus. Creia e haja de acordo com o que Ele diz. Penso que toda apostasia começa ao se negligenciar estas duas regras (Jo 5:39). 3. Jamais passe um dia sem fazer algo para Jesus. Todas as noites, medite sobre aquilo que Ele fez por você e pergunte a si mesmo: ―O que estou fazendo por Ele?‖ (Mt 5:13-16). 4. Se você tem dúvida sobre algo ser correto ou errado, dobre seus joelhos e peça a bênção de Deus sobre aquilo (Cl 3:17). Se você não puder fazê-lo, aquilo é algo errado (Rm 14:23). 5. Não argumente que se tal pessoa faz isto ou aquilo, por conseguinte, você também pode fazê-lo (2 Co 10:12). Pergunte a si mesmo: ―Como o Senhor Jesus agiria em meu lugar?‖ e siga-O (Jo 10:27). 6. Jamais creia naquilo que você sente, se contradiz a Palavra de Deus. Pergunte a si mesmo: ―O que eu sinto é verdadeiro, sendo confirmado pela Palavra de Deus?‖ Se ambos não podem ser verdadeiros, creia em Deus e acredite que seu coração está mentindo (Rm 3:4; 1Jo 5:10-11). 20 Capítulo Cinco Tipos de evangelismo Quase dois mil anos se passaram desde que Jesus ordenou-nos que evangelizássemos o mundo. Porém, há algo errado, pois há bilhões de pessoas que ainda não ouviram a mensagem do Evangelho nem sequer uma vez. Será que Jesus planejou errado ou a culpa está com os Seus seguidores. O que temos notado é que, na maioria das vezes, as igrejas dependem dos cultos realizados nos templos para alcançar os não convertidos. No entanto, os cultos de evangelização e as conferências só têm efeito se há pessoas não convertidas nos cultos. A grande comissão implica em ir pregar o Evangelho a toda a criatura (Mc 16:15), isso inclui milhões de pessoas que nunca entraram numa igreja evangélica ou que nunca participaram de uma cruzada. Há várias métodos de evangelismo: I. Evangelismo pessoal As técnicas e os materiais apresentado nesta apostila têm o propósito de capacitar o aluno a ser mais eficiente no seu testemunho do Salvador. Muitos não transmitem sua fé em Cristo porque têm medo ou dificuldade para começar ou, simplesmente, não sabem como fazê-lo. A eficiência do uso destes métodos já foi comprovada, entretanto, convém lembrar que as pessoas não são ganhas para Cristo através de material e métodos, mas pelo ministério do Espírito Santo, o qual usa estes recursos e, acima de tudo, as pessoas, para levar outros ao Salvador, tudo isso para glória de Deus. A. Princípios básicos no evangelismo pessoal A.1. Apresente Cristo no poder do Espírito Santo a) O Espírito Santo foi prometido para nos dar poder para testemunhar. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. (At 1:8). b) Os discípulos eram homens tímidos que, quando foram cheios do Espírito Santo, transformaramse em corajosas testemunhas de Jesus Cristo. Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos (...). (At 4:8). c) O Espírito Santo veio para glorificar a Cristo. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. (Jo 16:14). A.2. Vá em amor a) O amor é o maior poder conhecido pelo homem. O amor é paciente e benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura 21 os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; (...). (1 Co 13:4-8). b) O amor deve ser nossa motivação principal para apresentarmos Cristo aos outros. Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morrem. E Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam para si, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou. (2 Co 5:14-15). A.3. Tome a iniciativa de apresentar Cristo aos outros a) Deus usou pessoas para levar a mensagem do Evangelho aos outros. Como pois invocarão Aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam as boas novas! (Rm 10:14-15). b) Os cristãos primitivos tomaram a iniciativa de transmitir Cristo aos outros: Mas os que foram dispersos iam por toda parte, anunciando a Palavra. (At 8:4). c) Não devemos forçar ninguém a nos ouvir. Primeiro vamos falar com aqueles que querem nos ouvir, como Lídia. Quando foi sábado, saímos da cidade para a beira do rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se ajuntavam. E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta às cosias que Paulo dizia. (At 16:13-14). d) Jesus prometeu que transformaria em pescadores de homens aqueles que O seguissem. Para pescar peixes, precisamos ir aonde eles estão! E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejais pescadores de homens. (Mc 1:17). A.4. Apresente a mensagem de forma simples a) Paulo, um homem culto e brilhante, pregou o Evangelho de maneira simples. Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, se não a Jesus Cristo, e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiam em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito Santo e de poder, para que vossa fé não se apoiasse em sabedoria de homens, e, sim, no poder de Deus. (1 Co 2:1-5). b) É o Evangelho que é o poder de Deus para a Salvação e não a nossa eloquência ou nossa capacidade de persuasão. Pois não me envergonho do Evangelho de Cristo, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. (Rm 1:16). c) O Evangelho é uma mensagem simples, que comunica tanto ao coração como ao intelecto do homem. Porque Cristo enviou-me não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã. Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. (1 Co 1:17-18). 22 A.5. Dê à pessoa uma oportunidade de receber Cristo a) A pessoa que recebe Cristo em seu coração torna-se filho de Deus. Mas, a todos quantos O receberam, deulhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem em Seu nome. (Jo 1:12). b) Para receber Cristo, a pessoa tem que invocar o nome do Senhor. Porém, que se diz: A Palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão a respeito da salvação. Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido. Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o Senhor é o mesmo de todos, rico para com todos os que O invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Rm 10:8-13). c) Paulo deu ao carcereiro de Filipos uma oportunidade para receber Cristo. Então, o carcereiro, pedindo luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se ante Paulo e Silas. Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para ser salvo? Eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. E lhe pregavam a Palavra de Deus, e a todos os que estavam em sua casa. (At 16:29-32). A.6. Deixe os resultados com Deus a) Deus, o Pai, é o único que pode levar uma pessoa a Cristo. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer: e Eu o ressuscitarei no último dia. (Jo 6:44). b) O Espírito Santo confirma a veracidade da Palavra de Deus. Porque o nosso Evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza; como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós. (1 Ts 1:5). Quando Ele (Espírito Santo) vier convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. (Jo 16:8). B. Usando o folheto das Quatro Leis Espirituais Adquira o folheto ―As Quatro Leis Espirituais‖ (QLE), que contém a essência do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Mais de cem milhões de cópias deste folheto já foram distribuídas, nos principais idiomas do mundo. Uma cópia do folheto das QLE encontra-se no apêndice desta apostila. B.1. A apresentação das QLE tem, dentre outros, os seguintes benefícios: a) Ajuda iniciar um diálogo de modo natural e simples, dizendo: ―Você já ouviu falar das Quatro Leis Espirituais?‖ b) Começa com uma frase positiva: ―Deus ama você.‖ c) Apresenta as palavras de Cristo de forma clara e objetiva. d) Inclui um convite para a pessoa receber Cristo. e) Oferece sugestões para o crescimento na vida cristã. f) Dá segurança quanto ao que dizer e como dizer. g) Permite que se permaneça no assunto. h) Demonstra que se está sempre preparado. i) Permite brevidade na apresentação das Quatro Leis Espirituais, de modo natural e agradável, sem comentários desnecessários, ao mesmo tempo em que permanece sensível à direção do Espírito Santo e às necessidades das pessoas. j) Representa uma técnica transferível para apresentar Cristo aos outros. Torna o testemunho pessoal mais eficiente e capacita ensinar os outros a transmitir sua fé em Cristo. k) Pode ser deixado com a pessoa que, quase sempre, irá reler o folheto e, mais tarde, poderá receber Cristo sozinha. 23 l) Contém material de edificação. A pessoa que recebe Cristo pode ser, imediatamente, edificada lendo o restante do folheto. B.1.a. Apresentando Cristo como um modo de viver O êxito ao testemunhar consiste simplesmente na iniciativa de apresentar Cristo, no poder do Espírito Santo, deixando os resultados com Deus. A quem anunciamos, admoestando a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo. E para isso também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que obra em mim poderosamente. ( Cl 1:28-29). Que pregues a Palavra de Deus, instes a tempo e a fora de tempo (...). (2 Tm 4:2). Há três pontos-chaves que devemos considerar para sermos eficientes no nosso testemunho de Cristo: a) Estar sempre disponível. O que conta para Deus não é nossa capacidade, mas nossa disponibilidade. b) Fazer contato com as pessoas. Um encontro num ponto de ônibus pode ser preparado por Deus. Às vezes, a pessoa está apenas esperando que alguém lhe fale algo. c) Dirigir a conversa para Cristo. Usando uma transição apropriada, qualquer conversa pode ser dirigida para Cristo. 1) Ao começar o dia, vamos pedir a Deus que nos dê sensibilidade espiritual e dirija-nos àquelas pessoas a quem Ele quer que evangelizemos. Quando isto ocorrer, será um encontro preparado por Deus em resposta à nossa oração e a pessoa estará interessada em ouvir as mais alegres novas que jamais ouviu. 2) Ao fazer contato com alguma pessoa, iniciamos a conversa com qualquer assunto dirigindo-o para Jesus Cristo. 3) O cristão deve transmitir sua fé através de sua maneira de viver, de forma espontânea, natural e não como uma tarefa imposta. Devemos fazer contatos com todas as pessoas que o Senhor colocar em nosso caminho. Vamos pedir a Deus que nos dê amor e interesse pelas pessoas que encontrarmos. a) Em geral, devemos fazer contato com pessoas do mesmo sexo, a não ser que Deus nos orientar em contrário. b) Estabelecemos contatos com as pessoas sendo amável e fazendo perguntas. b) Podemos fazer algumas perguntas básicas para iniciarmos a conversa com alguém: O quê? Quando? Onde? Como? Quem? Qual? Por quê? Por exemplo: — Jesus e Natanael – De onde me conheces? (Jo 1:48). — Filipe e o eunuco etíope – Compreendes o que vens lendo? (At 8:30). — Para um vizinho, diríamos: ―Olá! Meu nome é ___________________. Estava esperando uma oportunidade para conhecê-lo. Há quanto tempo você mora aqui?‖ — Numa viagem, iniciamos um diálogo dizendo: ―Olá! Para onde você está viajando?‖ — Com garçons, balconistas etc.: ―Você gosta de trabalhar aqui? Por quê?‖ — Com outras pessoas: ―Você mora nesta cidade?‖ - ―Posso lhe ajudar?‖ 24 d) Podemos falar sobre problemas mundiais da atualidade e perguntar se a pessoa vê alguma possibilidade de solução. Em geral a pessoa devolve a pergunta. Assim teremos a oportunidade de apresentar as QLE e dar um testemunho pessoal. 4) Direcionar a conversa para Cristo. a) Em toda parte temos oportunidade de fazer contatos com pessoas e transmitir nossa fé. Cada um de nós é uma pessoa singular e ninguém mais tem a mesma esfera de influência que cada indivíduo tem. Se nos colocarmos à disposição de Deus para sermos usados por Ele, e se tivermos os olhos abertos para oportunidades de testemunhar, elas surgirão em toda parte. Fazendo perguntas levaremos apenas alguns minutos para estabelecermos a comunicação com alguém. Feito isto, uma simples transição abre a porta para a apresentação das QLE. b) Vejamos alguns exemplos de transição que podemos usar para dirigir a conversa para Cristo: — ―Você já ouviu falar das QLE?‖ — ―Estou estudando um folheto que já despertou um grande interesse em muitas pessoas. Você já ouviu falar das QLE?‖ — ―Você poderia me ajudar com sua opinião sobre as QLE?‖ — ―Alguém já lhe apresentou o folheto das QLE? Gostaria de mostra-lo a você.‖ — ―Você costuma pensar em assuntos espirituais?‖ (Espere pela resposta). ―Você já ouviu falar das QLE?‖ — Dê um breve testemunho pessoal e diga: ―Gostaria de mostrar-lhe o que representa ser cristão. Você já ouviu falar das QLE? — Quando você não tem certeza se a pessoa é salva, pode dizer: ―Conheço Cristo há muitos anos, só recentemente descobri um modo de expressar minha fé. Gostaria de contar-lhe sobre esta descoberta‖. c) Deus nos mostrará outras formas de direcionar a conversa para Cristo. O importante é que a introdução seja breve, para que se possa aproveitar ao máximo cada oportunidade dada pelo Espírito Santo. d) Quase todos reagem positivamente a uma atitude de amor. Por isso devemos: — Apresentar o Senhor Jesus Cristo no poder do Espírito Santo (1 Co 2:4-5). — Ser sensível às reações da pessoa com quem estamos falando, procurando observar a expressão do seu rosto. — Ser natural e agradável, falando sempre com confiança. — Conversar com a pessoa e não pregar-lhe um sermão! Se formos naturais, a outra pessoa também o será. 5) O uso de literatura evangélica para criar oportunidades de testemunhar: a) A literatura evangélica é um meio muito eficiente para se fazer contato com as pessoas e criar oportunidades para que, no próximo encontro, a conversa seja direcionada para Cristo. b) Há uma grande variedade de materiais que podem ser usados para criar oportunidades de testemunhar (folhetos, revistas, jornais etc.). c) Há dois pontos-chaves que devem ser considerados ao se oferecer literatura evangélica a alguém: Pedir a opinião da pessoa sobre a literatura; marcar hora e local definidos para ouvir a opinião da pessoa. Por exemplo: — Podemos dizer ao funcionário do correio: ―Olá meu nome é _________________.Venho sempre aqui e gostaria de saber sua opinião sobre este folheto, que fala a respeito de se ter um 25 relacionamento pessoal com Cristo. Gostaria que você lesse e me dissesse o que achou, na próxima vez que vier aqui. — Para um amigo, podemos oferecer um folheto das QLE, dizendo: ―Aqui está uma literatura que realmente faz sentido. Gostaria que você lesse e me falasse sua opinião amanhã.‖ Marque hora e local. — Quando encontrarmos a pessoa novamente, poderemos fazer-lhe quatro perguntas diretas e simples, que nos darão oportunidade de falar-lhe de Cristo especificamente e de ajudá-la tomar decisão. As perguntas podem ser as seguintes: ―O que você achou da literatura? Ela fez algum sentido para você? Você já teve esta maravilhosa experiência de conhecer Cristo pessoalmente? Você gostaria de conhecê-Lo?‖ — Se a pessoa estiver pronta para receber Cristo, devemos orar com ela; senão podemos dizer-lhe: ―Gostaria de recapitular com você a essência da mensagem contida neste folheto.‖ (Continue apresentando as QLE). — No escritório, em horas de lazer ou durante uma viagem, se o tempo permitir, podemos oferecer a literatura a alguém para que leia ali mesmo, e depois fazermos as quatro perguntas mencionadas anteriormente. — Se a literatura não for lida, podemos dizer: ―Gostaria de apresentar-lhe a essência da mensagem de Cristo que está contida neste folheto.‖ Você já ouviu falar das QLE?‖ (leia o folheto sobre As Quatro Leis Espirituais, no Apêndice desta apostila, páginas 39 a 42). B.1.b. Como apresentar as Quatro Leis Espirituais 1) Nosso propósito ao apresentar as QLE, nunca deve ser o de argumentar com a pessoa ou forçála a tomar uma decisão por Cristo. O verdadeiro êxito ao testemunhar não está em conseguir que a pessoa ore conosco, mas em sermos fiéis ao apresentar-lhe Cristo no poder do Espírito Santo. a) Quando falamos com alguém a respeito de Cristo, precisamos ter certeza de que estamos sendo controlados e fortalecidos pelo Espírito Santo, e que fazemos isto por amor a Cristo e à pessoa. b) Temos que apresentar a mensagem de Cristo de forma simples e clara. c) Devemos conceder à pessoa a oportunidade de orar, mas tomemos cuidado para não ―machucar o fruto‖, insistindo demais (nem todos os frutos de uma árvore amadurecem ao mesmo tempo). d) Seja qual for a reação da pessoa, devemos manter o amor e uma atitude positiva; isso manterá a porta aberta para um outro contato mais tarde, ocasião em que falaremos sobre nosso relacionamento com o Senhor Jesus. 2) Devemos ser sensíveis ao interesse do indivíduo e à liderança do Espírito Santo. A maneira mais simples de explicarmos as QLE é lendo o folheto em voz alta. Cuidado para que a apresentação não se torne mecânica! Peçamos a Deus um interesse genuíno pela pessoa que estivermos evangelizando. Lembremo-nos que não estamos apenas transmitindo princípios e sim apresentando Cristo em amor. O folheto das QLE é apenas um material que nos ajuda a transmitir o Evangelho eficientemente. Oremos para que o amor de Deus se expresse através de nós. 3) Ninguém gosta de ser forçado a fazer alguma coisa. Sejamos fiéis na apresentação de Cristo e no convite à oração, mas sem insistência; vamos deixar que o Espírito Santo faça Sua parte. Não 26 podemos, contudo, demonstrar timidez ou insegurança; pelo contrário, a pessoa deve sentir que temos convicção do que falamos. 4) Nunca insista em apresentar as QLE se a pessoa deixou claro que não está interessada. Vamos deixar o folheto com ela e os resultados com Deus. O folheto das QLE é um material que o Espírito Santo pode usar para despertar no coração de alguém o desejo de receber Cristo. Como embaixadores de Deus, nossa responsabilidade é apresentar a Mensagem em amor e orar que as pessoas se reconciliem com Ele (2 Co 5:17-21). É óbvio que nem todos que evangelizamos receberão Cristo. Isto, porém, não nos impede de sermos amáveis e sempre desejosos que cada um entenda claramente a mensagem do Evangelho e decida-se por Cristo. A qualidade mais óbvia e que permanece como uma impressão indelével em nós é o amor pelas pessoas. 5) Devemos usar a expressão ‗princípios espirituais‘ se percebermos qualquer objeção à palavra ‗Leis‘. 6) Quando surgirem perguntas que desviem do assunto, devemos esclarecer que as mesmas serão respondidas durante a leitura do folheto ou mais a frente. O ideal é responder às perguntas depois do convite para receber Cristo. Isto nos dá oportunidade para recapitular partes do folheto. 7) O convite para receber Cristo é feito de forma pessoal. Neste momento, freqüentemente, são discutidos problemas pessoais em vez de controvérsias e polêmicas. 8) Mesmo que a pessoa não queira decidir-se a seguir Cristo, é importante que saiba como recebêLo. Deus poderá usar tudo o que falamos para, mais tarde, atrair a pessoa para Si. 9) Haverá ocasiões que vamos parar a leitura do folheto devido a interrupções necessárias, por exemplo: esclarecer melhor um ponto ou responder uma pergunta que não pode ser deixada para o fim etc. É um erro empenharmos tanto na leitura do folheto ao ponto de perdermos a sensibilidade para com as necessidades da pessoa a quem Deus ama e por quem Cristo morreu (1 Co 9:18-25). 10) Quando estivermos apresentando as QLE, devemos segurar o folheto de tal forma que a pessoa possa vê-lo. Usar um lápis ou uma caneta para acompanhar a leitura ajuda a fixação da atenção do ouvinte. 11) Ao percebermos que a pessoa não está prestando atenção, devemos parar a leitura e perguntar: ―Isto está fazendo sentido para você?‖ 12) Sempre que possível, é bom usar o nome da pessoa. Isso personaliza a apresentação. 13) Quando falarmos a um grupo de pessoas, devemos dar um folheto das QLE a cada uma e, depois, orar com aquelas que manifestaram o desejo de receber Cristo. Se for uma só pessoa, devemos orar com ela em particular. 14) Se a pessoa já ouviu sobre as QLE, pergunte-lhe o que achou do folheto e se tem alguma pergunta a fazer. Havendo oportunidade, repasse o conteúdo do folheto com ela. 15) Sejamos bons ouvintes escutando com atenção às pessoas, pois poderemos usar suas próprias afirmações e perguntas durante a apresentação das QLE. B.1.c. Como preparar a pessoa para o convite de receber Cristo 1) Logo depois dos dois círculos, na página 9 do folheto das QLE, há duas perguntas muito importantes: a) Qual dos dois círculos representa sua vida? b) Qual deles você desejaria que representasse sua vida? Os círculos e estas duas perguntas ajudam a pessoa a identificar-se espiritualmente e a preparar-se para a 27 oração que está na página seguinte. Enquanto a pessoa examina os círculos, o Espirito Santo estará operando em seu coração, mostrando lhe sua condição espiritual. 2) O objetivo da apresentação das QLE é mostrar como a pessoa pode receber Cristo. Este objetivo é alcançado depois da oração. Por isso, é importante continuar com as perguntas dos círculos, mesmo que a pessoa diga que sua vida é representada pelo círculo da direita (vida controlada por Cristo). Muitas vezes, depois de ler a oração, uma pessoa que se identificou com o círculo da direita, chega a conclusão que realmente nunca recebeu Cristo em sua vida. 3) Sempre devemos fazer as perguntas dos círculos e só então passar para a oração. 4) Há sempre algumas respostas peculiares à pergunta: ―Qual dos dois círculos representa sua vida?‖ a) Se a pessoa dizer que sua vida é representada pelo círculo da esquerda, devemos passar para a pergunta seguinte. b) Se disser que sua vida é representada pelo círculo da direita, vamos orientá-la sobre como pode compartilhar sua fé. Poderemos lhe dizer: ―Gostaria de terminar a leitura do folheto de maneira que você também possa apresentar Cristo a outra pessoa?‖ c) Se a pessoa já for crente, o restante do folheto lhe servirá de orientação para tran smitir sua fé. d) Se a pessoa ainda não for crente, compreenderá melhor o que significa ter uma vida representada pelo círculo da direita. e) Depois da oração, vamos fazer a seguinte pergunta: ―Através desta oração você sente que recebeu Cristo em sua vida?‖ f) Se a resposta for positiva, vamos desafiar a pessoa a usar as QLE para também compartilhar sua fé em Cristo. g) Mas, se a pessoa ainda não recebeu Cristo, ofereça-lhe a oportunidade de fazê-lo. 5) Depois da oração devemos perguntar: representasse sua vida?‖ ―Qual destes círculos você desejaria que a) Se a pessoa responder que sua vida é representada pelo círculo da direita ou que não tem certeza ou que está no meio ou permanecer em silêncio, continuemos a leitura usando a transição da página seguinte. b) Vamos manter a atitude positiva, o amor e continuar a apresentação mostrando como ela pode receber Cristo, se um dia sentir o desejo de fazê-lo. Podemos dizer-lhe: ―Talvez um dia você queira receber Cristo em sua vida. Então, gostaria de mostrar-lhe como pode convida-Lo a entrar em seu coração. Vamos conduzir a leitura até a oração. 6) Lembremo-nos que o propósito dos círculos é ajudar a pessoa a identificar -se espiritualmente e prepara-la para a oração. É preciso continuar a leitura, independente das respostas, mas com sensibilidade para com a pessoa e suas necessidades. Não devemos tentar obrigá-la a fazer algo contra sua vontade! Sempre que possível, continue a leitura, caso contrário, seja amável, agradeça a pessoa e deixe o folheto com ela. 28 B.1.d. A oração recebendo Cristo como Salvador Ao apresentar o folheto das QLE, a única forma de sabermos se a pessoa está pronta para orar recebendo Cristo é dando-lhe uma oportunidade específica para fazer isso. Freqüentemente, alguém que a princípio se mostrava indiferente, toma uma decisão positiva quando é confrontado com o desafio de aceitar Jesus Cristo como Salvador de sua vida. Devemos fazer uma oração em voz alta para que a pessoa ouça e depois perguntá-la se aquela oração expressa o desejo do seu coração. Porque, ao fazermos esta pergunta, a pessoa tem oportunidade de receber Cristo. 1) Se a pessoa responder positivamente, vamos pedir ela sozinha faça uma oração de entrega a Cristo e Ele entrará em sua vida como prometeu. Neste momento, sejamos sensíveis para entender se a pessoa quer fazer sua própria oração ou usar a oração do folheto ou se prefere orar silenciosamente. Depois, pedimos que ela repita a oração que fizermos. 2) Se a pessoa responder negativamente, vamos manter uma atitude positiva de amor. Nem todos estão prontos a aceitar Cristo logo no primeiro encontro. Talvez poderemos dizer: ―Gostaria de mostrar-lhe o que aconteceria se convidasse Cristo agora para ser seu Senhor e Salvador.‖ Então, leremos os passos sobre segurança e daremos à pessoa nova oportunidade de orar (p. 11 do folheto, iniciando com o item ―Deus promete vida eterna.‖). Às vezes, a pessoa não se considera pronta para orar porque ainda não entendeu completamente o que lhe foi dito. Mas, ao ler sobre os passos de segurança, suas dúvidas dissipam-se dando lugar ao desejo de orar recebendo Cristo. Então, no lugar da pergunta: ―Você pensa em algo mais maravilhoso que possa lhe acontecer do que receber Cristo?‖(p. 13 do folheto QLE), vamos dizer: ―Agora que você entendeu melhor sobre o que acontecerá quando Cristo entrar em sua vida, gostaria de orar pedindo que Ele entre em seu coração?‖ Neste momento, também pode-se dar um testemunho pessoal sobre como recebemos Cristo e como Ele transformou nossa vida. 3) Uma outra sugestão, para quando a pessoa responder negativamente, é perguntar-lhe se sabe onde passará a eternidade; por exemplo: ―Se você morresse hoje, sabe onde estaria na eternidade?‖ Se a resposta for ―não sei‖, vamos continuar, dizendo: ―De acordo com a Bíblia, você só viverá eternamente no Céu, se receber Jesus Cristo como Salvador.‖ (Ler 1Jo 5:11-13; p. 11 do folheto QLE). Nesta hora, devemos incentivar a pessoa que ore para receber Cristo como Salvador e ter certeza da vida eterna. 4) Se mesmo assim a pessoa não quiser orar, vamos deixar claro que tal decisão pode ser feita mais tarde. Então, incentivá-la-emos a reler o folheto em casa e orar recebendo Cristo; depois é bom sugerir que comece a ler a Bíblia a partir do Evangelho de João. 5) Se a pessoa disser que já é cristã, vamos concluir a apresentação das QLE da seguinte maneira: a) Incentivando-a a contar seu testemunho pessoal. Depois da leitura do folheto e da oração, podemos perguntar: ―Quando foi que você recebeu Cristo?‖ Conforme a resposta, diremos: ―Que ótimo, fale-me mais sobre isto!‖ b) Muitas pessoas que afirmam ser crentes baseiam seu testemunho em boas obras, dizendo: ―Vou à igreja sempre, pratico o bem, observo os Dez Mandamento etc.‖ Neste caso, vamos ler 1Jo 5:1113 (p. 11 do folheto QLE) e perguntar: ―Em sua experiência, você pode dizer com toda certeza que tem vida eterna?‖ Se disser que não, vamos convidá-la a orar recebendo Cristo e a vida eterna que Ele oferece. 29 c) Se a pessoa responder: ―Faço esta oração todos os dias!‖ Explicaremos que, de acordo com o Apóstolo Paulo, nós somos salvos pela fé (Ef 2:8, 9). Sendo assim podemos convidar Jesus mil vezes para entrar em nosso coração, mas Ele só entrará se realmente crermos. Podemos, então, sugerir à pessoa que faça a oração uma única vez, crendo que Cristo vai cumprir Sua promessa e entrar no coração dela. Depois disto, ela deve agradece-Lo todos os dias pela nova vida que lhe deu. 6) Se uma pessoa não receber Cristo no primeiro encontro, devemos assegurar -lhe que estamos à disposição para um novo contato, quando ela desejar. Se ela se interessar, marcaremos um novo encontro, deixando consigo alguma literatura cristã para ler (revistas e periódicos, folhetos tais como: a Singularidade de Jesus ou o Conceito Transferível 1 - ―Como ter Certeza de que Você é Salvo‖ etc. — este s e outros folhetos podem ser adquiridos através da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo, cujo endereço se encontra na página 42). Se for alguém que encontramos com freqüência, vamos perguntar, ocasionalmente, se tem pensado a respeito do que conversamos e se tem alguma dúvida. B.1.e. Como ajudar a pessoa crer que Cristo está em sua vida Saber que Cristo está em sua vida é importantíssimo para o novo crente. Alguns dirão: ―Cristo está ao meu lado‖ ou ―Ele está perto de mim‖. Porém, precisa compreender que, se fez a oração com fé, Deus o respondeu e Cristo está vivendo dentro dele! 1) Faça as perguntas que vem após a oração no folheto das QLE: a) ―Você recebeu Cristo em seu coração?‖ Se não houver resposta, vamos perguntar: ―Você foi sincero quando orou convidando Cristo para entrar em sua vida?‖ ―De acordo com a promessa de Apocalipse 3:20, onde está Cristo agora? Ele disse que entraria em sua vida. Será que o enganaria?‖ Cuidado para não responder em lugar do novo convertido. Façamos as perguntas e deixemos que o Espírito Santo revele estas verdades ao coração dele. b) Vamos deixar claro que recebemos Cristo pela fé. Simplesmente fazer a oração, sem confiar que Cristo vai responder, não adianta nada! Depois que a pessoa orou, vamos afirmar-lhe que Deus respondeu sua oração, baseado na fidelidade do próprio Deus e da Sua Palavra. 2) Depois que a pessoa tiver certeza que Cristo está em sua vida, continue a leitura do folheto. a) Ao ler 1 Jo 5:11-13, vamos enfatizar as palavras ‗ter‘ e ‗saber‘ nos versículos 12 e 13. b) Usemos o diagrama do trem para explicar a importância de se não depender das emoções (p. 41). c) Mostremos algumas das coisas que acontecem no momento que a pessoa, num ato de fé, recebeu Cristo (p. 13 do folheto QLE e p. 42 desta apostila). 3) Vamos curvar a cabeça e orar agradecendo a Deus por aquilo que Ele fez. a) O próprio ato de agradecer a Deus demonstra fé e, muitas vezes, resulta numa manifestação especial de Cristo na vida do novo convertido (Jo 14:21). b) No final, devemos explicar que iremos orar primeiro. Façamos, então, uma oração breve e simples, agradecendo a Deus. Depois incentivemos a pessoa a orar também. Podemos fazer isso, dizendo: ―Agora, com as suas próprias palavras, agradeça a Deus por Ele ter entrado em seu coração.‖ 30 4) Ao terminar a leitura do folheto, vamos desafia-la a transmitir Cristo aos outros lendo, na última capa: ―Se este folheto foi importante para você, leia-o ou ofereça-o de presente para outra pessoa.‖ B.1.f. Como concluir a apresentação das Quatro Leis Espirituais Depois de apresentar o folheto das QLE, se a pessoa recebeu Cristo como Salvador, temos que obter as informações necessárias para começar a ajudá-la na fé. a) Vamos tomar nota do seu nome, endereço e número de telefone. Isto poderá ser feito de maneira natural. Primeiro lhe daremos o nosso endereço e telefone e lhe diremos que gostaríamos de enviarlhe materiais que nos ajudaram muito e certamente lhe ajudarão também. b) Procuremos marcar um novo encontro no máximo em 48 horas, dizendo: ―Sei que você terá perguntas e dúvidas, e também vai querer saber mais a respeito do seu relacionamento pessoal com Cristo. Que tal marcarmos um novo encontro ...‖ (marque hora e local). c) Finalmente, vamos enfatizar a importância da igreja e da comunhão cristã. É importante que o novo convertido comece a freqüentar uma igreja onde Cristo é o centro e a Bíblia é pregada. Se ele ainda não estiver freqüentando uma igreja, convide-o para visitar a sua. d) Se soubermos de um grupo de estudo bíblico para novos convertidos, vamos apresentá-lo às pessoas e tentar envolvê-lo no grupo. II. Visitação de casa em casa Uma das estratégias para alcançar os perdidos é através de um programa de visitação aos lares. As seitas heréticas, como por exemplo as Testemunhas de Jeová, crescem de uma maneira extraordinária usando essa técnica. Por que não podemos fazer o mesmo? Como podemos levar os membros das igrejas a enfocarem esse tipo de trabalho? Incentivando nossas igrejas a incluir o ministério de visitação de casa em casa no seu programa de atividades; enfatizar que este é um método dos um mais eficientes meios de levar a mensagem do Evangelho a cada lar, no local onde a igreja está localizada. A. Passos para envolver as igrejas no ministério de visitação 1) Fazer estudos bíblicos e pregações sobre o assunto. 2) Promover encontros especiais para abordar o assunto, convidando pessoas que já obtiveram êxito na obra do Senhor usando este método. 3) Treinar pessoas através de obreiros que tenham experiências nesta área. 4) Começar visitando pessoas conhecidas da igreja e, depois, os desconhecidos. B. Como organizar a visitação aos lares 1) Marcar o dia e a hora da visita.— Não se pode marcar visitas dizendo ―quando eu tiver tempo ...‖ Isto só traz confusão. Devemos entrar em contato com a pessoa para ver sua disponibilidade e aí marcar dia e hora de visita. O ideal seria num fim de semana, pois talvez o chefe da família e os filhos se encontrem em casa. 31 2) Desenhar mapas detalhados sobre as ruas a serem visitadas.— Se sair sem fazer mapas perde-se muito tempo e pode ocorrer de a mesma rua ser visitada por mais de uma pessoa ou equipe. Devemos anotar os nomes das ruas, os números das casas de cada quarteirão, o número de moradias etc. 3) Dividir as ruas entre as equipes.— A equipe ideal é formada por, no máximo três pessoas de ambos os sexos. Isto ajuda evitar escândalos ou incidentes perigosos. Se numa casa só houver homens, é perigoso esta ser visitada por equipe de moças apenas ou vice-versa. Como servos do Senhor, temos que evitar qualquer aparência do mal. Cada equipe deve ser formada por uma pessoa com experiência em visitação aos lares, com quem os outros aprenderão. 4) Preparar uma ficha apropriada para utilizar no trabalho.— A ficha deve ser simples e fácil de se preencher; num tamanho que pode ser colocada dentro da Bíblia e que contenha todos os dados necessários para se conhecer a família visitada. 5) Manter um fichário das pessoas visitadas.— É necessário colher os dados e manter um arquivo bem organizado das pessoas visitadas. Futuras visitas serão bem mais proveitosas se forem feitas a luz destas informações colhidas e será mais fácil mandar outras equipes no futuro organizando as fichas de acordo com os nomes de ruas. 6) Marcar reuniões de treinamento para visitação.— Não adianta simplesmente mandar pessoas despreparadas para o trabalho, é importante oferecer-lhes um treinamento e sempre enviar alguém experiente neste ministério de visitação para explicar como se presta um ótimo serviço. 7) A execução do trabalho.— Anotar sempre, sem ser percebido, os números das casas e a reação das pessoas visitadas e das pessoas interessadas etc. Ao chegarmos à porta devemos tentar conversar com os donos da casa, não com as crianças ou com a empregada (embora todos esses devam ouvir as boas novas e receber o convite). Explicar quem somos e de onde estamos vindo, para que ninguém nos confunda com os Testemunhas de Jeová. C. Como fazer um contato inicial Uma companhia americana usa as seguintes regras para os vendedores — prender a atenção; estimular o interesse; criar desejo; vender o produto. Podemos aplicá-las, pelo menos em parte, no trabalho de evangelização: C.1. Prender a atenção a) Mediante uma aparência agradável.— A aparência do visitador é item de suma importância; ele deve estar vestido apropriadamente. Mas, lembremo-nos que precisamos tomar cuidado com a extravagância; basta usarmos as roupas limpas e bem passadas. Terno e gravata, às vezes, não é a melhor escolha, especialmente numa favela ou num lugar muito pobre. b) Mediante uma personalidade atraente.— Sinceridade e cortesia contam muito alto; um aperto de mão conquista a simpatia das pessoas. O que somos será muito evidente através da maneira que tratamos os outros. Um sorriso aberto é sempre bem correspondido. c) Mediante o apelo à curiosidade.— As perguntas são úteis neste caso. Observemos algumas razões para o uso de perguntas: 1) A pessoa sentir-se-á honrada em ser ouvida. O problema de muitos visitadores é falar muito e ouvir pouco. 2) A pergunta fará a pessoa pensar. Talvez ela nunca pensou sobre o assunto até aquele momento. Uma pergunta sobre a sua situação com Deus pode dar fruto no futuro, se não no presente. 32 3) A pergunta serve como ponto de partida para conhecer melhor a pessoa. Por exemplo, podemos perguntar: ‗O senhor é cristão?‘ ou ‗Você conhece alguma igreja evangélica?‘ ou ‗Você tem uma Bíblia em casa?‘ As respostas nos fornecerão alguns dados úteis para trabalharmos. Não podemos usar perguntas polêmicas. É muito fácil ganhar em uma argumentação e, depois, perder a pessoa. d) Mediante um assunto comum. Aproveitando um incidente na cidade, uma manchete do jornal, um programa de televisão etc., podemos conduzir a conversa para a área espiritual, partindo do conhecido para o desconhecido. O suicídio de alguém bem conhecido, famoso e rico, por exemplo, que aparentemente tinha tudo para ser feliz. Podemos usar tal tópico para mostrar que bens materiais não satisfazem as necessidade mais profundas do coração humano. É importante demonstrarmos interesse nas mesmas coisas que o visitado. e) Oferecendo um folheto ou outra literatura evangélica.— Os folhetos oferecidos na evangelização devem ser atraentes e bem elaborados; a forma, a linguagem e a qualidade são fatores importantes. Devem ser oferecidos sempre com uma explicação. A literatura pode servir para iniciar um contato ao explicarmos algo sobre o conteúdo. f) O elemento surpresa.— O caso bíblico que podemos usar são as palavras de Jesus à mulher samaritana: Dá-me de beber. A surpresa levou aquela mulher a fazer perguntas (Jo 4:7). Um famoso evangelista conta sobre a pergunta que fez ao ascensorista do elevador dum prédio: ―Será que o senhor tem muitas subidas e decidas na sua vida?‖ Ao obter uma resposta afirmativa, disse: ―Espero que a última seja para cima (o Céu) e não para baixo (o inferno).‖ Tais palavras levaram aquele homem a encontrar-se com Cristo, depois de uma conversa mais demorada. C.2. Estimular o interesse As pessoas interessam-se quando reconhecem que o diálogo tem propósito e relação com suas vidas e dificuldades. Levamos conforto para os enlutados e tristes, esperança para os desesperados, força para os cansados e vida para os mortos. Por isso, devemos: a) Fazer apresentações apropriadas.— A maioria das pessoas temem um estranho. Pode ser o cobrador de uma firma, um vendedor, um pedinte etc. Nosso nome e o nome da nossa igreja podem não significar muita coisa para as pessoas, porém, mostram que não temos nada a esconder. b) Tentar compreender a pessoa.— Há pessoas que não têm propósito na vida, passam a vida ganhando o pão de cada dia, porém suas vidas estão vazias (Mt 9:9). Há outras que sentem necessidade de amizade e, a estas, devemos mostrar que Cristo é o Amigo por excelência que nunca rejeitou ninguém (Zaqueu, Lc 19:5). Áquelas que sentem o peso do pecado, devemos mostrá-las nas Escrituras que Cristo perdoa e que esta, na verdade, foi a finalidade da Sua missão na terra (Jo 8:9). C.3. Criar desejo O interesse, o fervor e o amor do obreiro, são qualidades e valores comunicáveis. O entusiasmo e o zelo despertam o interesse; e o amor é a dinâmica de tudo. a) Faça uma exposição simples do plano de salvação.— Usamos todo tempo que for preciso para termos certeza que a pessoa está entendendo a mensagem. b) Use a Palavra de Deus.— Devemos mostrar que a mensagem que anunciamos vem de Deus. Se a pessoa sabe ler, é bom indicar os versículos em questão e pedi-la que leia. c) Responda às questões.— O ideal é que, sempre que possível, respondamos às perguntas que fizerem. d) Testemunhe sobre o que Cristo tem feito em sua vida.— Uma boa testemunha de Cristo deve observar os seguintes pontos: 33 1) Glorificar a Cristo e dirigir a atenção do ouvinte para o Salvador, nunca para si próprio. 2) Ser objetivo ao declarar as verdades espirituais sobre a realidade do perdão, a graça e o poder de Deus etc. 3) Narrar sua experiência pessoal com Cristo, sem exageros ou mentiras, pois isso glorifica a Deus. 4) Nunca usar expressões do tipo: ―você pode fazer isso ou a quilo‖. Mas, sim, ―quando aceitei Cristo como meu Salvador, Ele fez isso comigo e poderá fazer o mesmo por você.‖ 5) Ser bíblico, demonstrando na Palavra de Deus o que Ele promete fazer pelas pessoas que nele crê. 6) Usar linguagem compreensível e não o nosso ―evangeliquês ou cristianês‖ (próprio dos crentes). 7) Ser espiritual, promovendo um sentimento nas pessoas sobre a presença de Deus. 8) Evitar a arrogância ao relatar o que Cristo tem feito em sua vida; a pessoa deve desejar o maravilhoso Salvador que servimos. C.4. Vender o produto Talvez esta expressão não seja adequada, porém a idéia é de um esforço especial que fazemos a fim de ajudar uma pessoa a tomar decisão de receber Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal. Não podemos, em hipótese alguma, pressionar as pessoas. O tato no lidar com os outros é de suma importância, e significa: ―a capacidade ou a habilidade de fazer ou de dizer o que é certo no momento apropriado.‖ Façamos o seguinte: a) Respeitemos sempre a personalidade das outras pessoas. b) Busquemos um nível de compreensão em comum. c) Evitemos a atitude farisaica: ―sou mais santo que você!‖ d) Respeitemos a opinião dos outros. e) Esforcemo-nos para compreender o ponto de vista dos outros. f) Coloquemos nossos interesses pessoais em segundo plano e os dos outros em primeiro. g) Evitemos argumentos polêmicos ou sem fundamentos. h) Reconheçamos nossos próprios erros e enganos. Nosso objetivo deve ser conduzir a pessoa a Cristo. Se a pessoa ficar pensando apenas em religião, doutrina ou denominação, a visita foi vã. Ao final, ela deve ser capaz de escolher Cristo ou satanás, vida ou morte, Salvação ou perdição. Sejamos, também, sensíveis quanto ao tempo da visita, levando em conta as responsabilidades familiares e sociais da pessoa a ser visitada. Devemos sair antes que a pessoa fique impaciente, deixando sempre a porta aberta para a possibilidade de visitála numa outra época mais apropriada. C.5. Sobre a continuidade do trabalho Na perspectiva de se fazer um evangelismo bem organizado, o líder deverá estabelecer um plano de trabalho contendo todas as etapas: preparação, execução e avaliação. Na preparação, logicamente, estará definida a região a ser evangelizada ou visitada, o mapeamento do bairro, das ruas etc., os recursos que serão usados durante as visitas (Bíblias, folhetos, canetas, bloco de anotações, endereços de igrejas evangélicas, fichas para cada contato etc.). Para a fase de execução o grupo participante deverá passar por uma capacitação específica de como abordar cada família, pessoa ou situação diferente que surgir, fazendo uma revisão de todos os princípios já citados anteriormente. E, finalmente, devem ser preparados os relatórios de todas as visitas, as dificuldades e as facilidades encontradas, e as bênçãos testemunhadas durante as visitas, para que tudo seja 34 avaliado com a participação do grupo. A partir daí, serão feitos ajustes e alterações necessárias para a continuidade do trabalho. 1) Relatório.— Não esqueça de entregar um relatório escrito sobre as visitas feitas ao seu coordenador. O relatório deve incluir as casas visitadas (rua, número, apartamento, telefone etc.), detalhes e observações: se a pessoa recebeu Cristo em seu coração, reconciliou-se, quer outra visita etc. 2) Verificação.— O coordenador deve verificar quais casas não foram visitadas, para que isto seja feito em outra oportunidade. 3) Integração.— Alguém deverá ser encarregado de visitar os novos decididos e os interessados, a fim de fazer um trabalho de integração na igreja local. I. Visita ao hospital A. Princípios a serem observados 1) Apresente-se à enfermagem do setor onde a pessoa encontra-se internada. 2) Informe-se sobre o quarto, o leito e o estado geral do paciente. 3) Peça para lavar as mãos antes e após a visita. 4) Em caso de doença transmissível, necessitando isolamento, informe-se como proceder. Às vezes, é necessário usar alguma paramentação específica para entrar no quarto (máscara, avental ou luvas, dependendo de cada caso), com o objetivo de proteger o enfermo ou o visitante. 5) Respeite as normas do hospital. Leia as orientações na porta e dentro do quarto, se houver. 6) Seja breve e objetivo. Mais de dois visitantes a cada vez, no quarto, pode estressar e deixar o paciente cansado. 7) Evite aceitar alimentos oferecidos no quarto pelo paciente, a não ser se você for o acompanhante. 8) Nunca se assente no leito do paciente. 9) Estabeleça contato visual com o paciente. Não fique de um lado onde o paciente tenha que virarse para lhe ver. Cuidado com expressões de pena, de espanto, de tristeza ou de surpresa diante do estado ou da aparência física do enfermo. Isso o deixa pior emocionalmente. 10) Toque o paciente com as mãos, desde que isto não seja contra indicado pela equipe de saúde que o assiste. Isto lhe transmitirá segurança, amizade e companheirismo. 11) Respeite o ambiente hospitalar. Evite formação de grupos nos corredores do hospital, gerando barulho e causando transtornos para a equipe de trabalho e, principalmente, prejudicando o repouso dos pacientes. 12) Lembre-se que você vai como representante de Deus e não como médico, enfermeiro, psicólogo etc. 13) Leve uma palavra bíblica de conforto e esperança. Ore no quarto com voz audível, se o paciente permitir e for possível. Muito cuidado com o que falar; principalmente nos casos que comprometem o indivíduo em termos éticos, morais ou de risco de vida. 14) Mostrar simpatia sem exagero; humor sem ser ridículo. 15) Só fale sobre a doença que levou a pessoa a se internar se ela mesma iniciar o assunto. 16) Procure ouvir mais do que falar. 17) Nunca faça perguntas que deixarão o paciente constrangido, respeitando o momento dele. III. Os recursos da mídia A. O rádio O rádio é um dos instrumentos mais poderosos que existem para a evangelização do mundo. O que destaca o rádio dos outros meios de comunicação, é o fato dele apelar exclusivamente à mente da 35 pessoa, porque não existe nenhum apelo visual. Isto faz com que os programas não sejam tão caros para serem produzidos como os da TV e facilita o trabalho de evangelização, pois podemos alcançar milhares de pessoas com uma despesa menor. A.1. Características do rádio — O rádio não tem nenhuma limitação geográfica, ideológica, religiosa, social ou política. As ondas saltam montanhas, limites territoriais e até barreiras sócioeconômicas e culturais. Os muçulmanos, por exemplo, relutam em entrar numa igreja cristã, mas não pensam duas vezes para escutar um programa evangélico. Assim países fechados ao Evangelho, podem ser alcançados através do rádio. Por causa destes fatos, o rádio é um veículo usado pelos governos e outros propagandistas. O povo considera qualquer coisa dita pelo rádio como digno de crédito. Naturalmente é uma credibilidade limitada pelo tipo de programa, pela reputação da emissora e do locutor. Junto à facilidade de transpor barreiras, está o conforto do ouvinte. Ele pode sintonizar o rádio num programa preferido estando numa sala, num porão, numa garagem, numa montanha etc. Outro fator importante é o baixo custo de um rádio, comparado ao preço de uma TV. Qualquer pessoa pode possuir um rádio. A.2. Determinando o alvo — Antes de tudo, temos que determinar nosso objetivo. Alguns programas que atraem milhares de ouvintes numa parte do mundo, não podem ter o mesmo sucesso em outra. Há uma série de perguntas que devemos fazer para determinar o alvo: Qual o tipo de ouvinte queremos alcançar? Quais as características destes ouvintes? Qual a idade, vocação, fundo religioso, costumes etc.? Quais os hábitos em relação ao rádio? Quando o escutam? Quantas vezes? Que tipo de programa gostam? Onde estão? Como alcançá-los através do programa? Qual o propósito espiritual do programa? Que tipo de reação espero provocar nos ouvintes através do programa? A.3. O rádio e a igreja local — Será que é possível integrar o rádio e a igreja local? O rádio cobre uma área maior que a igreja local. O rádio apela a indivíduos, enquanto que a igreja apela à comunidade dos salvos. É raro, porém, alguém tomar uma decisão por Cristo ouvindo apenas um programa evangélico; tal decisão é resultado de uma série de fatores. O rádio, mesmo nos lugares mais isolados, apenas completa aquilo já feito pelos outros. Porém, para assegurar a integração das igrejas de uma determinada região através do rádio é necessário considerar os seguintes fatores: a) Estabelecer um grupo de aconselhamento formado de líderes leigos, pastores, evangelistas, missionários etc. que possam fazer sugestões sobre as necessidades da região. b) Ajudar as igrejas a comunicarem-se entre si mesmas sobre alvos consistentes. c) Tratar dos problemas reais da igreja local através de feed-back. d) Usar as igrejas para acompanharem os decididos e para tornarem-se centros para distribuição de literatura. e) Considerar o uso do rádio como ponto central para uma campanha de evangelização, por causa de sua eficiência, custo, velocidade, coberturas e flexibilidade de conteúdo. B. Os filmes O uso dos modernos meios de comunicação não é uma alternativa ao poder do Espírito Santo (Jo 16: 18). A prerrogativa dele é convencer o homem do pecado. A nossa é convencer o homem da veracidade da mensagem. Portanto, a nossa responsabilidade é convencer a mente humana, enquanto que a responsabilidade de Deus é convencer o coração humano e fazer com que o homem se vire para Ele. Podemos citar como exemplo o filme: ―Jesus, segundo o Evangelho de Lucas‖, considerado o mais autêntico filme bíblico jamais produzido. Foram realizadas pesquisas sobre o 36 vestuário, arquitetura, costumes, hábitos alimentares da época, para que o filme fosse autêntico. Dublado em mais de 350 idiomas, tem sido exibido em todos os continentes, apresentando a mensagem de Jesus Cristo. De acordo com os relatos dos produtores deste filme, mais de 700 milhões de pessoas já o assistiram e, delas, mais de 30 milhões se decidiram por Cristo. Acredito que o filme é um recurso de grande alcance, principalmente para se trabalhar com crianças, adolescentes e jovens, pois prende a atenção pelo interesse que as imagens geram. B.1. Sugestões para apresentação de filme Após fazer os anúncios (cartas, cartões, telefone, e-mail, anúncio ambulante etc.) convidando os vizinhos e amigos para assistirem um filme no vídeo ou num telão, alguém dá as boas vindas às pessoas e fala algumas palavras de introdução sobre o filme, por exemplo: ―Nós vamos assistir um filme que tem mudado a vida de muitos. O nome dele é: Jesus. Ele narra a história da vida de Jesus desde o Seu nascimento até Sua morte e ressurreição. Foi produzido de tal maneira a representar fielmente e com detalhes tudo que está descrito no Evangelho segundo escreveu Lucas. Tenho certeza que todos vão gostar muito!‖ Depois do filme, se o grupo for pequeno, serve-se um café ou chá com biscoitos e abre a seção para um período de discussão e interação sobre o filme. Pode-se abrir este período dizendo: ―Eu não acredito que alguém possa assistir este filme sem que seu coração seja tocado pela veracidade dos fatos.‖ Após a discussão, segue-se um apelo e oração pelas pessoas. Neste momento, convidamos as pessoas a participarem de um grupo de estudos bíblicos nos lares onde se discutirá sobre os seguintes temas: A Bíblia é confiável? Quem é Jesus Cristo? Qual foi Sua missão e como Ele a desempenhou? O que é e como ter vida eterna em Cristo? Etc. Uma segunda maneira de abrirmos uma discussão seria fazendo uma ou duas perguntas: ―Qual foi a sua reação inicial para com o filme?‖ ―Você crê que estes fatos realmente aconteceram ou foram apenas criados pela mente humana?‖ Ao terminar, faz-se um apelo e uma oração e convida os interessados para um estudo bíblico no lar ou na igreja. Nunca devemos esquecer que evangelismo é um processo que envolve vários passos para que a pessoa se aproxime de Cristo e receba-O como Senhor e Salvador. C. A literatura impressa Já discutimos anteriormente sobre a importância, a utilidade, o alcance e os resultados obtidos através da mensagem impressa. Portanto, precisamos investir cada vez mais na qualidade dela. Existem profissionais altamente capacitados, especialistas nesta área, que se dedicam exclusivamente a escrever material bíblico. Eles são também obreiros da evangelização com quem devemos contar, além de sustentá-los em oração. No Brasil existem várias revistas que poderíamos citar como exemplos: Raio de Luz, Ultimato, Vinde. Algumas delas estão no meio evangélico há muitos anos, com conteúdo inteiramente bíblico, comprometido com a evangelização entre outros enfoques. 37 Ao visitarmos alguém é muito importante deixarmos alguma literatura para que possa ler mais tarde. Quando encontrarmos a pessoa novamente, poderemos perguntar-lhe se gostou do material, se tem alguma dúvida etc. Seria ótimo se todos os profissionais cristãos deixassem, na sala de espera do escritório ou do consultório, alguma literatura evangélica (revistas, jornais, folhetos) para que seus clientes pudessem ler enquanto esperam para serem atendidos. D. A Internet e o Evangelismo Na era da globalização, vislumbrando o Terceiro Milênio, o evangelista não deve desprezar este poderoso meio de comunicação. Hoje, tornou-se mais do que óbvio que, mesmo não saindo do país de origem, o conhecimento de um ou dois idiomas e de informática, são imprescindíveis para quem almeja ganhar almas. Estas duas áreas do saber humano deveriam também compor a formação de um evangelista, pois constituem instrumentos essenciais para seu trabalho. D.1. É possível evangelizar através da Internet? Há tanto para se escrever sobre a Internet que é difícil saber o que mencionar e o que omitir. Vamos começar lendo um texto bíblico: (...) homens de Issacar, conhecedores da época, para saberem o que Israel devia fazer (...). (1 Cr 12:32). Os homens de Issacar eram pessoas ligadas às tendências dos seus dias e com as necessidades de sua nação. Eram conselheiros do rei Davi que discerniam a dinâmica de sua época e agiam com sabedoria auxiliando Davi a reinar eficazmente. Nós precisamos ser como aqueles homens em nossos dias, estando alerta sobre os tempos para servirmos a Deus com habilidade e sabedoria. A época em que vivemos é por demais complexa. Há muitos assuntos desafiadores e diversos pecados para serem combatidos. O que está acontecendo em nossos dias? — Em Mateus 24:12-14 a Bíblia nos fala sobre como estará o mundo antes do retorno de Jesus. Haverá dois fatos explosivos: o espalhar do pecado e da pregação do Evangelho. O pecado tem-se multiplicado em todos os lugares, principalmente entre os jovens para os quais a igreja é irrelevante, não aceitam uma educação religiosa e estão iniciando-se no crime muito cedo. Algumas igrejas ficam paralisadas pelo mau ao seu redor, sem saber como responder às necessidades desta geração. Muitos insistem em usar os mesmos métodos de evangelização costumeiros e, em alguns casos, isso simplesmente não funciona mais. O segundo fato explosivo é: Este Evangelho do reino será pregado por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim. (Mt 24:14).Haverá um aumento da pregação, do evangelismo e de missões. O Evangelho irá se espalhar como nunca antes: temos visto isto acontecer através do radio, da televisão etc. Nunca houve uma oportunidade para espalharas Boas Novas como nos dias de hoje! Como isto vai acontecer? — Uma das maneiras será através da tecnologia! Temos testemunhado como o mal tem-se multiplicado através da mídia, TV, vídeos, rádio, música, revistas, livros, CDs etc. 38 Como iremos responder? — Como a Igreja poderá responder à essas crises? Paralisada no tempo? Adormecida? Precisamos tirar vantagem das oportunidades que a tecnologia provê. Não percamos este momento sem precedentes para participarmos ativamente do mover de Deus nesses últimos dias que antecedem a vinda de Cristo! Por que a tecnologia nos assusta? 1. Porque ela é impessoal — A tecnologia é quase sempre vista como aquilo que despersonaliza e desumaniza. O Evangelho é intrinsecamente pessoal: Deus nos convida a um relacionamento pessoal com Ele. Muito da nossa luta hoje consiste em tentar ―re-humanizar‖ as pessoas, restaurar nelas um sentido de valor e dignidade pessoal em nossa sociedade tecnocrata. Por isso, às vezes, até parece hipocrisia e contradição usar a tecnologia para restaurar relacionamentos. 2. Porque é visto como algo maligno — Muitos dizem: ―Não podemos mergulhar nos mistérios da criação de Deus!‖ ―Vejam como a tecnologia tem sido usada para explorar, destruir, causar guerras, aumentar o desemprego, alimentar o deus mamon etc. Há muitas coisas ruins na TV e na Internet. Será que por causa disso teremos que jogar fora a TV? Muitas tecnologias existentes foram criadas como resultado da paranóia humana pelas guerras etc. Por causa disso vamos recusar usálas? Não podemos deixar de usar a Internet, mesmo que haja o mesmo potencial para o bem quanto para o mal. A Bíblia nos diz que estamos ―no mundo‖ com um propósito: espalhar a luz do Evangelho e preservar o mundo sendo o sal que evita a decadência. 3. Porque a Igreja tende a ser conservadora e devagar para mudanças — Algumas igrejas são lentas para adaptar novos métodos, novas tecnologias e novas idéias. Eventualmente, aceita-se algo novo, mas até que isso aconteça muitas oportunidades são perdidas. Não podemos ser mais aventureiros ou mais pioneiros e não aceitar as tecnologias. A tecnologia pode ser reivindicada para a glória de Deus 1. A tecnologia pertence a Deus e não ao mundo ou ao diabo — Pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. (Cl 1:16). Eu creio que todas as coisas criadas por Deus foram feitas para o nosso uso e para trazer glória para Ele - tudo que Deus criou é bom. O homem deturpa, abusa e usa suas invenções para tirar vantagens exteriores, para receber glória e atingir alvos materiais. Porém, Jesus redime, restaura e torna tudo justo novamente. Paulo nos fala que a criação geme e suporta angústia aguardando a salvação ansiosamente (Rm 8:22). Nós podemos começar isso agora! 2. A tecnologia oferece oportunidades positivas — Precisamos entender as limitações e os perigos da tecnologia (avareza, medo, guerra etc.). É necessário muita oração no uso da tecnologia, porque o seu poder seduz e explora. Quanto mais poderosa a tecnologia maior potencial há para o bem e para o mal. A Internet é extremamente poderosa, acessível, aberta, sem regulamentos, popular etc. 3. Não dependa da tecnologia para fazer a obra de Deus — Durante suas cruzadas, Billy Graham prega para milhões de pessoas com o auxílio da tecnologia moderna. Porém, é através da oração que ele obtêm o maior resultado. O princípio do grão de mostarda é muito instrutivo para o mundo atual que tem adotado a filosofia do ―maior, melhor , mais rápido e mais poderoso‖. Bem-aventurado os mansos, porque herdarão a terra. (Mt 5:3). O Apóstolo Paulo disse: (...) de boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. (2 Co 12:9). Se a tecnologia torna-se a nossa força, então 39 estamos em apuros. O Espírito Santo é a nossa força. Assim diz o Senhor: não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte na sua força, nem o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor, e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor. (Jr 9:23, 24). Somente o Espírito Santo pode promover uma mudança espiritual no coração humano. A obra de Deus é feita com milagres e não através da tecnologia. A Internet é especialmente adequada para o Evangelismo 1. Ao redor do mundo 24 horas — O seu alcance vai além das barreiras naturais, políticas, religiosas e sociais. Em qualquer lugar onde tiver um computador ligado na Internet teremos acesso ao mundo inteiro. Não depende de fuso horário nem de horário comercial. Podemos testemunhar pela Internet durante as 24 horas do dia. 2. A audiência — No ano 2000 a Internet conta com uma audiência de mais de 1 bilhão de pessoas. Os cristãos precisam aprender a cavar as oportunidades para ter um nicho desta audiência. Que outra tecnologia pode nos dar tão grande oportunidade? 3. Estranhamente pessoal — Muitas pessoas conectam à Internet para encontrar companheirismo, pessoas que têm o mesmo em comum. Mais de 45% das pessoas, homens e mulheres, entrevistadas disseram que sentem-se mais conectadas aos outros do que se sentiam antes de usarem a Internet. Os homens conectam com outros que têm os mesmos hobbies; as mulheres sentem-se mais ligadas aos seus familiares; os jovens e adolescentes são os que mais fazem uso da Internet para fazer amigos. A Internet pode ser um lugar muito pessoal, podemos notar isso através do número de ―casos‖ que acontecem na rede. As pessoas estão solitárias e estão procurando relacionamentos sinceros, significativos e duradouros. Elas estão encontrando isso (supostamente) na Internet. Que oportunidade gloriosa para os evangelistas de Cristo! Veja uma estatística sobre o que leva as pessoas a conectar em-se na Internet: 45% conectam por causa de hobbies em comum; 31% conectam por causa de profissões em comum; 7% conectam devido ao anseio por experiências religiosas. Será que essa estatística nos fala sobre como conectar ou não com as pessoas através da Internet? 4. Um mercado de produtos e de idéias — A Internet foi criada para compartilhar idéias, informações sobre pesquisas e descobrimentos. Esta continua sendo a razão número 1 porque a Internet é acessada hoje. A maioria das pessoas conectam à Internet para adquirir informações, ler notícias gerais e sobre esportes, aprender alguma coisa nova etc. Compras através da Internet está no final da lista mas isto irá mudar com o melhor desenvolvimento da segurança. O bate-papo, ―chat‖, é o sétimo da lista das 10 principais razões porque as pessoas conectam à Internet. O Evangelho é o maior ―produto‖ que o mundo jamais ouviu. 5. A língua da Internet — Mesmo que a Internet seja global e envolve muitas culturas diferentes, mais de 90% das pessoas que a acessam podem falar Inglês e 10% delas não podem. Hoje há programas de tradução que traduzem a web site (página na Internet) ou qualquer texto para a língua desejada. Então, pela presente estatística, de 1 bilhão de pessoas que acessam a Internet podemos comunicar com 800 mil. Podemos nos tornar um missionário sem nunca ter freqüentado um escola de idiomas. 6. Fácil de aprender e poderoso para usar — O maior temor da Internet é o desconhecido. Não amedronta porque é difícil ou porque tem que se aprender a língua da máquina ou porque é muito complexo para a média dos usuários. As pessoas têm medodaInternetporque nunca a usaram eporque ouviram todos os tipos de horríveis rumores sobre a mesma (pornografia, vendas, negócios, conspirações etc.). Noentanto, a Internet tem setornado uma ferramenta indispensável simplesmente porque é muito fácil de aprender e muitas pessoas a acham extremamente fácil de usar. Qualquer 40 um pode aprender a usá-la com habilidade depois de pouco tempo. Quanto mais rápido aprendermosmais equipados seremos para usá-la. 7. Tornar-se tudo para todos — Se a Internet é global, sem barreiras, o Evangelho também é global e inerente a qualquer cultura, qualquer tecnologia, qualquer forma de arte, qualquer língua e qualquer forma de comunicação de que o homem possa pensar. Não há uma cultura no mundo para a qual a mensagem do Evangelho não possa ser adaptado sem mudara mensagem essencial. O Apóstolo Paulo disse: Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de por todos os modos, salvar alguns. (1 Co 9:22). ―Por todos os modos‖ - Paulo não estava com medo de usar qualquer meio que fosse para trazer homens e mulheres a Cristo, desde que fosse Deus quem recebesse toda glória. Custe o que custasse, Paulo estava desejoso de adaptar seus métodos, seu estilo e suas técnicas desde que isso o levasse a alcançar as pessoas com o Evangelho de Jesus Cristo. A Internet nos desafia a tornar-nos tudo para todos, ela nos força a encontrar formas novas e criativas de compartilhar a mensagem devida eficazmente. Se as pessoas estão usando a Internet para encontrar respostas, procurar soluções, descobrir relacionamentos, buscar a verdade ou se estão apenas navegando para entreterem-se, nós precisamos estar lá com a mensagem que irá prender a atenção deles — uma mensagem relevante, apresentada num pacote com o qual eles possam se relacionar. D.2. Evangelizando eficazmente através da Internet 1. O mundo em que vivemos — Eu penso que é fundamental entender e aceitar a espécie de mundo no qual vivemos, antes de pensarmos em comunicar eficientemente com ele. A primeira coisa que deve ser evidente é que vivemos num mundo pós-cristão, isto é, muitos dos valores cristãos os quais as pessoas um dia aceitaram como normas de vida, hoje não são mais aceitos. Os valores cristãos não apenas foram colocados de lado, na verdade não há valores absolutos mais; religião é algo estritamente pessoal, como é a verdade. Não podemos continuar evangelizando da mesma forma que sempre fizemos, isto não funciona mais. O mundo mudou. Precisamos mudar também ou permanecer com métodos ineficazes. O mundo não está rejeitando nossa mensagem tanto quanto a forma pela qual ela é apresentada: nosso evangeliquês, a cultura cristã, a igreja etc. A religião não faz parte mais da educação dos jovens. Menos e menos jovens recebem qualquer instrução religiosa. Isto pode ser percebido no estilo de vida que adotam: liberdade sexual, vandalismo, violência, crime etc. Para enfrentar as incríveis mudanças à nossa volta, criamos a maior sub-cultura cristã que o mundo jamais conheceu, isto através TV, rádio, música, livros, igreja etc. Somos tremendos para falar ao nosso grupo mas muito fracos para falar ao mundo. A Internet é uma porta de oportunidade para novamente fazer contato com nossa sociedade pós-cristã. Precisamos desesperadamente de homens e de mulheres com aqueles da tribo de Issacar que conheciam a sua época e sabiam o que fazer para serem eficazes! 2. Comece com as necessidades percebidas — Precisamos começar onde as pessoas estão e dar-lhes uma razão para ouvir. Nunca comece citando passagens bíblicas às pessoas. O pecado não significa nada para as pessoas, não há limites. Mas todos sentem o resultado do pecado em suas vidas, eles apenas não chamam isso de pecado. Alguns sentem medo, solidão, estresse, dor, depressão, falha. O Evangelho tem a resposta para cada um desses sintomas. Tenho navegado por algumas web sites evangelísticas bem construídas, mas por conter uma infinidade de citações bíblicos tornam-se enfadonhas àqueles que estão procurando alguém que os entenda e ajude. 3. Comunique-se numa língua que os outros entendam — O problema que nós, os cristãos, enfrentamos é que temos a nossa própria língua e nos esquecemos sobre o quanto isso soa estranho para os de fora. Muitas palavras e frases que usamos não tem nenhum significado para aqueles que não freqüentam uma igreja: salvação, pecado, salvador, fé, redentor, novo nascimento etc. Nós não temos apenas uma língua verbal diferente, temos costumes diferentes, e precisamos aprender como anunciar o Evangelho usando os símbolos e os valores das pessoas que queremos evangelizar. Somos missionários e é isso que os verdadeiros missionários fazem. A palavra chave para evangelismo é: RELACIONAMENTO. As pessoas 41 estão ansiosas por relacionamentos reais e duradouros que lhes darão estabilidade e preencherá o vazio que têm no coração. Isto é promover amizade e comunhão num mundo solitário. 4. Apresente a mensagem de numa forma a que eles possam relacionar-se — Conclusão __________________________________________________________________________________ A nossa geração é dif erente das anteriores, porque tudo é moldado pela mídia. É impossível conceber o mundo sem o rádio, a televisão, o computador e as páginas impressas. O destino d o mundo é moldado pela transmissão rápida das notícias e das idéias. Modos e estilos de vida são transmitidos de um continente para o outro com tanta rapidez que pode até nos conf undir. Padrões morais, às vezes, se desintegram antes de que se descubra o po r quê. Não podemos abdicar da nossa responsabilidade: Se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o Evangelho! (1Co 9:16). No entanto, Deus nos deu uma variedade de armas para e nf rentar o desaf io de alcançar o mundo para Cristo. A vida do homem moderno é moldada pela mídia. Ela tem um ef eito prof undo sobre a vida e sobre o comportamento moral do homem na sociedade. Devemos ir ao pecador e não simplesmente f icar orando, enquanto ele está morrendo sem Jesus. Cada crente deve sentir que é um templo de Deus. A Igreja precisa conscientizar -se de que é sua a taref a de evangelizar o mundo (Mt 28:18 -20; Mc 16:15 e 16; Lc 24:46 49; Jo 20:21-23; At 1:8). Somos todos servos do Deus Altíss imo. Que Deus nos ajude e capacite a conduzir muitas pessoas para o Seu Reino Celestial! Amém! 42 Apêndice __________________________________________________________________________________ O folheto: As Quatro Leis Espirituais Você já ouviu falar das Quatro Leis Espirituais? Assim como há leis físicas que governam o universo, há também leis espirituais que governam nosso relacionamento com Deus. PRIMEIRA LEI : Deus ama você e tem um plano maravilhoso para sua vida. O amor de Deus — Pois Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha vida eterna. (Jo 3:16). O plano de Deus — Cristo afirma: Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente — uma vida abundante e com propósito. (Jo 10:10). Por que a maioria das pessoas não está experimentando esta vida abundante? Porque ... ________________________________________________________________________ SEGUNDA LEI : O homem é pecador e está separado de Deus; por isso não pode conhecer nem experimentar o amor e o plano de Deus. O Homem é pecador — Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. (Rm 3:23). O homem foi criado para ter um relacionamento perfeito com Deus, mas por causa de sua desobediência e rebeldia, escolheu seguir o seu próprio caminho e seu relacionamento com Deus se desfez. Este estado de independência de Deus, caracterizado por uma atitude de rebelião ou indiferença, é evidência do que a Bíblia chama de pecado. O Homem está separado — Pois o salário do pecado é a morte — O homem está espiritualmente separado de Deus. (Rm 6:23). Permanecendo neste estado até seu dia final na terra, estará eternamente separado de Deus - isto é chamado de segunda morte, a morte eterna. Deus é santo e o homem é pecador. Um grande abismo separa os dois. O homem está continuamente procurando alcançar a Deus e a vida abundante através dos seus próprios esforços: vida reta, boas obras, religião, filosofias etc. 43 A Terceira Lei nos mostra a única resposta para o problema dessa separação ... ________________________________________________________________________ TERCEIRA LEI : Jesus Cristo é a única solução de Deus para o homem pecador. Por meio dele você pode conhecer e experimentar o amor e o plano de Deus para sua vida. Ele morreu em nosso lugar— Mas Deus demonstra Seu amor por nós pelo fato de ter Cristo morrido em nosso favor, quando ainda éramos pecadores. (Rm 5:8). Ele ressuscitou dentre os mortos — (...) Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso, apareceu a mais de quinhentos. (1 Co 15:3, 6). Ele é o único caminho — Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim. (Jo 14:6). Deus tomou a iniciativa de ligar o abismo que nos separa dele ao enviar Seu Filho, Jesus Cristo, para morrer na cruz em nosso lugar, pagando o preço dos nossos pecados. Mas não é suficiente conhecer estas três leis. __________________________________________________________________ QUARTA LEI : Precisamos receber Jesus Cristo como Salvador e Senhor, por meio de um convite pessoal. Só então, poderemos conhecer e experimentar o amor e o plano de Deus para nossa vida. Precisamos receber Cristo — Contudo aos que O receberam, aos que creram em Seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus. (Jo 1:12). Recebemos Cristo por meio de um convite pessoal — Cristo afirma: Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei (...). (Ap 3:20). Receber Cristo implica arrependimento, significa deixar de confiar em nossos próprios esforços para nos salvar, crendo que Cristo, ao entrar em nossa vida, perdoa os nossos pecados e faz de nós o que Ele quer que sejamos. Crer apenas intelectualmente que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que morreu na cruz pelos nossos pecados, não basta. Também não é suficiente ter uma experiência emocional. Recebemos a Jesus Cristo pela fé, como um ato da vontade. Estes dois círculos representam dois tipos de vida: Qual dos dois círculos representa melhor sua vida? Qual deles você gostaria que representasse sua vida? 44 Gostaria de lhe explicar como você pode receber Cristo. ____________________________________________________________________ Você pode receber Cristo agora mesmo em oração (Orar é falar com Deus) Deus conhece seu coração e está mais interessado na atitude do seu coração do que em suas palavras. A oração seguinte serve como exemplo: ―Senhor Jesus, eu preciso de Ti. Eu Te agradeço por ter morrido na cruz pelos meus pecados. Abro a porta da minha vida e Te recebo como meu Salvador e Senhor. Obrigado por perdoar os meus pecados e me dar a vida eterna. Toma conta de minha vida e me faça o tipo de pessoa que deseja que eu seja.‖ Esta oração expressa o desejo do seu coração? Se expressa, faça esta oração agora mesmo e Cristo entrará em sua vida, como prometeu. Como saber que Cristo está em sua vida Você recebeu Cristo em seu coração? De acordo com a promessa de Apocalipse 3:20, onde está Cristo agora? Cristo disse que entraria em sua vida. Ele o enganaria? Como você sabe que Deus respondeu a sua oração? (Por causa da fidelidade do próprio Deus e de Sua Palavra). A Bíblia promete vida eterna a todos que recebem Cristo E este é o testemunho: Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está em Seu Filho. Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida. Escrevi-lhes estas coisas, a vocês que crêem no nome do Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna. (1 Jo 5:11-13). Agradeça sempre a Deus porque Cristo habita em sua vida e porque Ele nunca o deixará (Hb 13:5). Você pode saber que o Cristo vivo habita em você e que você tem a vida eterna, desde o momento em que O convidou, baseado em Sua promessa. Ele não decepciona. ________________________________________________________________ Não dependa das emoções A nossa autoridade é a promessa da Palavra de Deus e não as nossas emoções. O cristão vive pela fé (confiança) na fidelidade de Deus e de Sua palavra. O diagrama do trem ilustra a relação entre fato (Deus e Sua Palavra), fé (nossa confiança em Deus e em Sua Palavra) e emoção (o resultado da nossa fé e obediência). (Jo 14:21). A locomotiva correrá com o vagão ou sem ele. Entretanto, seria inútil o vagão tentar puxar a locomotiva. Da mesma forma, nós, como cristãos, não dependemos de sentimentos ou emoções, mas colocamos a nossa fé (confiança) na fidelidade de Deus e nas promessas de Sua Palavra. Agora que você recebeu Cristo No momento em que você recebeu Cristo pela fé, diversas coisas aconteceram, inclusive as seguintes: 1. Cristo entrou em sua vida (Ap 3:20 e Cl 1:27). 2. Seus pecados foram perdoados (Cl 1:14 e 2:13). 45 3. Você se tornou filho de Deus (Jo 1:12). 4. Você recebeu a vida eterna (Jo 5:24). 5. Você começou a viver a nova vida para a qual Deus o criou (Jo 10:10; 2 Co 5:17 e 1 Ts 5:18). _________________________________________________________________ Sugestões para o seu crescimento espiritual Crescimento espiritual é o resultado de confiar em Jesus Cristo. O justo viverá pela fé. (Gl 3:11). Uma vida de fé o capacitará a confiar em Deus de maneira crescente em todos os aspectos da sua vida e a praticar o seguinte:  Conversar com Deus, através da oração, diariamente (Jo 15:7).  Ler a Palavra de Deus a cada dia (At 17:11) — comece com o Evangelho de João.  Obedecer a Deus momento a momento (Jo 14:21).  Testemunhar de Cristo através de sua vida e suas palavras (Mt 4:19; Jo 15:8).  Confiar a Deus cada detalhe de sua vida (1 Pd 5:7).  Permitir que o Espírito Santo o oriente e o fortaleça em sua vida e testemunho diário (At 1:8; Gl 5:16, 17). ____________________________________________________________________ A importância de uma boa igreja A brasa, no braseiro, se matem acesa por longo tempo; tirada do braseiro, logo se apaga. O mesmo acontece em nosso relacionamento com outros cristãos. Se você não pertence a uma igreja, não espere até ser convidado. Tome a iniciativa. Entre em contato com o líder de alguma igreja próxima de sua casa, onde Cristo é honrado e a Bíblia é pregada. Faça planos de começar a freqüentá-la regularmente, a partir desta semana. _____________________________________________________________________ O folheto “As Quatro leis Espirituais” foi escrito pelo Dr. Bill Bright, da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo. Para adquiri-lo, bem como a fita de vídeo do filme “Jesus” e outros materiais para evangelização, entre em contato com: CEPC - Cx. Postal 41.582 - São Paulo - SP - CEP 05422-970 - Telefax: 11-578-3593; e-mail: cepc@sti.com.br A LIGA DO TESTAMENTO DE BOLSO (LTB) é uma missão que produz folhetos de evangelização e outros excelentes materiais para aqueles irmãos que pretendem ser eficazes neste ministério. Sugiro que cada líder adquira o folheto VERSÍCULOS CHAVES PARA SUA BÍBLIA. Trata-se de um guia para o evangelista colar na 46 última página da Bíblia. Para qualquer informação sobre a LTB escreva para Caixa Postal 19068 - São Paulo-SP CEP 04595-970. Bibliografia Consultada __________________________________________________________________________________ 1. ALMEIDA, JF de. A Bíblia Sagrada. Edição Revista e Corrigida. 2. BRIGHT, B. Como ajudar no cumprimento da grande comissão. Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo, 5ª ed, 1994. 3. Idem. As quatro leis espirituais. Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo. 1965. 4. Idem. Como levar pessoas a Cristo. Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo, 7ª ed, 1994. 5. Idem. Como testemunhar no Espírito. Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo, 7ª ed, 1994. 6. How to follow thru, Christian Business Men‘s Committee. Chattanooga, TN, USA, 1983. 7. FORD, L. Good News is for sharing: a guide to make friends for God. David C. Cook Publishing Co. Elgin, IL, USA. 1977. 8. MOYER, L. Communicating the Gospel: Uncomfortable with evangelism?. Kindred Spirit Magazine, Vol. 23, No. 2, Summer 1999. 9. SILVA, NS. A arte de pregar: Como compartilhar sua fé através da pregação. Publicação independente. Belo Horizonte, 1999. 47

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