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investigação maçonaria (DOC)

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					“INVESTIGAÇÃO” o universo secreto da maçonaria
AS LIGAÇÕES PODEROSAS DA ORGANIZAÇÃO QUE NÃO QUER APARECER

A MAÇONARIA POR DENTRO
São militantes do PS, do PSD e do CDS; são ministros, diplomatas e elementos dos
serviços secretos.

A SÁBADO teve acesso a informações e documentos internos que mostram onde estão os
maçons em Portugal, o que controlam e quais os rituais que são obrigados a seguir.

Manual para perceber como vive a organização mais misteriosa da sociedade e quais as
suas ligações ao poder.

Por António José Vilela e Fernando Esteves

De venda negra a cobrir os olhos, com a perna esquerda das calças arregaçada e uma parte
do peito completamente à mostra, aquele que ainda hoje é um dos homens mais influentes
de Portugal conseguia apenas distinguir sons, vozes e instruções dadas pelo venerável
mestre da loja maçónica a que estava prestes a aderir como maçon aprendiz. Na derradeira
prova antes de poder ser um membro de pleno direito do Grande Oriente Lusitano (GOL),
fizeram-no dar três voltas completas, de olhos vendados, ao templo maçónico - todas elas
com um significado simbólico (ver infografia). Sempre acompanhado pelo mestre de cerimónias,
o homem que se certifica de que o ritual é escrupulosamente cumprido, superou o teste.
Pelo caminho, teve de ouvir barulhos de espadas a bater no chão e mulheres a bater nas
madeiras e teve de sentir o calor do fogo e a temperatura fria da água. Já com os percursos
feitos sempre da esquerda para a direita da loja; que é como quem diz das trevas para a luz -
, mas ainda de olhos vendados, foi conduzido ao altar. Estava na altura de finalmente ser
iluminado pela figura do venerável. Ao cair da venda, veria a luz.

Viu mais do que isso: um conjunto de homens com aventais de cores e disposições
variadas, alinhados como numa parada militar. À sua frente, o líder da loja levantou uma
espada que atravessava o testamento maçónico que escrevera antes de entrar na loja, numa
câmara escura e sombria, com caveiras humanas desenhadas nas paredes. Nesse pedaço de
papel registara as suas últimas reflexões profanas, que começavam agora a ser
despedaçadas pelas chamas. Jorge Coelho - um dos mais influentes militantes da história
do Partido Socialista estava a entrar num mundo desconhecido da maior parte dos
portugueses: - o universo secreto da maçonaria.

ANTES DELE - QUE CHEGOU ao GOL há pelo menos seis anos, durante o
grãomestrado de Eugénio de Oliveira (1996 / 02) -, muitas outras figuras influentes da
sociedade portuguesa passaram pelo ritual iniciático. Entre elas, Almeida Santos (ex-
presidente da Assembleia da República), António Vitorino (antigo ministro socialista da
Defesa e excomissário europeu), João Soares (ex-presidente da Câmara Municipal de
Lisboa), João Cravinho (ex-ministro das Obras Públicas e actual administrador do Banco
Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento), Ricardo Sá Fernandes (advogado e ex-
secretário de Estado dos Assuntos Fiscais), Maldonado Gonelha (administrador da Caixa
Geral de Depósitos e exministro da Saúde), Isaltino Morais (presidente da Câmara
Municipal de Oeiras) e António de Sousa Lara (ex-subsecretário de Estado da Cultura de
um governo de Cavaco Silva e professor, que acabou envolvido no escândalo da
Universidade Moderna). Esta é uma curta lista entre milhares de nomes, divididos por
várias obediências - as mais representativas são o Grande Oriente Lusitano (GOL),
liderado pelo ex-deputado sodalista António Reis, e a Grande Loja Regular de Portugal
(GLRP), dirigida pelo escritor Mário Martin Guia - que se movem em todos os sectores
de actividade. É a acção conjunta destes homens, que se reúnem entre as paredes discretas
dos templos maçónicos, repletos de símbolos e artefactos, que forma o designado "lóbi
maçónico".

O último episódio demonstrativo da proximidade entre a maçonaria e o poder surgiu na
mais recente remodelação governamental. António Costa saiu para ser candidato à Câmara
Municipal de Lisboa e, para seu sucessor na pasta da Administração Interna, foi designado
Rui Pereira, que hoje é visto como um dos nomes mais fortes do GOL. Fez parte da Loja
Convergência, liderada por Luís Nunes de Almeida, o ex-presidente do Tribunal
Constitucional (TC) falecido em 2004 e em cujo funeral maçons de várias lojas e
obediências fizeram - sem o conhecimento do prior Horácio Correia, responsável pela
Basílica da Estrela – uma cadeia de união (ritual maçónico em que todos dão as mãos e
proferem as últimas palavras de homenagem ao morto). O acto decorreu discretamente na
casa mortuária, longe dos olhos de elementos não maçons, os "profanos".

Frequentador assíduo destas e de outras reuniões maçónicas, Rui Pereira dividiu
ultimamente tarefas entre a visível coordenação da Unidade de Missão para a Reforma
Penal e a presidência-sombra do Supremo Tribunal Maçónico, que acabou por
abandonar, segundo fontes do GOL, quando foi há poucos meses escolhido pelo PS para
integrar o Tribunal Constitucional. Hoje faz parte da Loja Luís Nunes de Almeida - criada
em homenagem ao jurista falecido após a cisão registada na Loja Convergência, que
continuou a ter, entre outros membros, Luís Fontoura, social-democrata e ex-secretário de
Estado da Cooperação dos governos de Balsemão, e Abel Pinheiro, administrador da Grão-
Pará e o ex-homem-forte das finanças do CDS, arguido no processo judicial Portucale.
Contactado pela SÁBADO, Abel Pinheiro assume uma ligação de mais de 20 anos à
maçonaria, considerando que esta “não tem qualquer espécie de poder”.

SE NÃO TEM PODER oficialmente, pelo menos está "representado" em vários órgãos de
poder. Rui Pereira, o actual ministro da Administração Interna, já foi director, entre 1997
e 2000, do Serviço de Informações de Segurança (SIS) e mantém desde então relações
próximas com o mundo da espionagem portuguesa. Rui Pereira - que não quis falar com a
SÁBADO sobre a sua ligação à maçonaria - é também olhado como uma ponte entre o
GOL e a GLRP [Grande Loja Regular de Portugal], através do seu grande amigo José
Manuel Anes. Além de ser hoje grão-mestre honorário da GLRP, Anes é director da revista
maçónica Aprendiz e da publicação Segurança e Defesa, lançada em Outubro de 2006 pela
editora Diário de Bordo, e onde escrevem vários elementos ligados aos serviços secretos.

Os membros da maçonaria têm marcado presença na definição das opções do País, em
especial junto de governos socialistas. Há áreas em que os maçons actuaram desde sempre,
como a administração interna e os serviços de informações, e outras em que a sua
influência é grande. Os governos de António Guterres são um exemplo claro. Jorge
Coelho, enquanto ministro da Administração Interna, teve como secretário de Estado
Armando Vara - outro maçom, que hoje é administrador da Caixa Geral de Depósitos,
nomeado pelo Governo. No exercício das suas competências, Coelho nomeou em 1997,
para dirigir o SIS, Rui Pereira, que acabou por sair três anos depois para ocupar o cargo
de secretário de Estado da Administração Interna. Jorge Coelho - que não quis falar à
SÁBADO de maçonaria ("Nunca falei disso com ninguém, mas vou ter muito gosto em ler
o artigo") - já então tinha trocado a pasta da Administração Interna pela do Equipamento
Social e Rui Pereira ficou sob a alçada de Alberto Costa, hoje ministro da Justiça e que
desmentiu à SÁBADO qualquer ligação à maçonaria. NESSE MESMO GOVERNO, em
2000, Fausto Correia, outro histórico do Grande Oriente Lusitano, ocupou o cargo de
secretário de Estado adjunto do ministro de Estado, o seu amigo e "irmão" Jorge Coelho.
Noutra área, a dos Assuntos Fiscais, estava o advogado de Carlos Cruz no processo Casa
Pia, Ricardo Sá Fernandes, também ele membro do GOL. Mas a presença dos maçons no
executivo de António Guterres não pára aqui.

Na área da Habitação estava Leonor Coutinho, há muito mestre na Grande Loja
Feminina de Portugal. O secretário de Estado da Saúde era José Miguel Boquinhas
(maçom e amigo de Jorge Coelho, de quem passou a ser sócio numa clínica de exames
laboratoriais, a Fisiocontrol), que chegou a candidatar-se, há cerca de três anos, a
bastonário da Ordem dos Médicos com fortes apoios de médicos (até sindicalistas) maçons.
Acabou por perder para Pedro Nunes, o actual bastonário, que por sua vez sucedeu a
Germano de Sousa, outro elemento do GOL. Também Rui Cunha, um maçom do GOL
recentemente nomeado pelo Governo para provedor da Santa Casa da Misericórdia de
Lisboa, foi secretário de Estado adjunto do ministro do Trabalho e da Solidariedade. Ainda
no mesmo Executivo, Armando Vara, depois de ter desempenhado as funções de
secretário de Estado da Administração Interna, foi nomeado ministro da Juventude e do
Desporto. Carlos Zorrinho, que era na altura secretário de Estado adjunto do ministro da
Administração Interna, entrou há pouco para o GOL.

Segunda-feira, 18h30, Janeiro de 2007. Dois homens de fato escuro e gravata saem do n.º
17 da Rua João Saraiva, em Alvalade, e atravessam apressadamente a estrada neste fim de
tarde já escuro. Dirigem-se a uma carrinha cinzenta Citroën C5. Abrem a mala, retiram
aquilo que parecem roupas dobradas e uma maleta de cabedal preto, com pequenas rodas,
que um deles arrasta pelo chão. Num instante, já estão a regressar ao edifício, mas ainda
falta cerca de meia hora para a reunião da Loja Mercúrio, talvez a mais secreta da
maçonaria regular portuguesa. À medida que o tempo vai passando, começam a chegar os
carros. Um BMW 520i segue devagar, o motorista leva-o algumas dezenas de metros
adiante, dobra a esquina e estaciona. Jorge Silva Carvalho, o chefe de gabinete que o
secretário-geral do SIRP (Serviço de Informações da República Portuguesa) requisitou ao
SIS, sai do banco traseiro, ajeita o fato azul-escuro e põe-se calmamente a caminho,
deixando para trás o carro que é propriedade da secreta militar e que, desde 2002, foi
cedido ao gabinete do director do SIRP, Júlio Pereira. Quase no mesmo instante, mas do
outro lado da rua, o motorista de um BMW propriedade da Câmara Municipal de Oeiras
estaciona e um homem sai apressado em direcção ao edifício degradado. É Isaltino
Morais, que se junta a Emanuel Martins, líder do PS de Oeiras e um dos 17 maçons
presentes na reunião de irmãos que se vai prolongar por mais de duas horas. Emanuel
Martins tem sido o principal responsável pelo facto de Isaltino Morais ainda não ter caído
da presidência da câmara: contra todas as expectativas, o líder da oposição tem vindo a
manifestar solidariedade para com o autarca e seu "irmão", acusado pelo Ministério Público
dos crimes de corrupção, branqueamento de capitais e abuso de poder. Questionado pela
SÁBADO sobre o assunto, Isaltino Morais não quis falar. Por essa altura, já outros carros
topo de gama procuram estacionamento. Alguns estão a coberto do anonimato assegurado
pelos registos - uns são Mercedes em leasing, outros são Audis registados em nome de
empresas. Outros nem tanto, como são o caso de um Citroën C5 azul guiado por Paulo
Miranda, o homem que foi vice-presidente do Conselho Nacional do CDS, ou o Opel
Vectra que é propriedade do ex-reitor da Universidade Moderna, Britaldo Rodrigues.

Hoje é dia de iniciações de aprendizes, gente que vai entrar nos segredos da maçonaria. Um
homem de cerca de 50 anos parece perdido. Olha para os edifícios em redor, agarra no
telemóvel e obtém a confirmação do número da porta. Lá dentro, no andar superior ao
corredor dos Passos Perdidos (onde são afixados os nomes de quem está em vias de ser
iniciado), José Moreno, o social-democrata subdirector do Gabinete de Planeamento do
Ministério das Finanças, e Paulo Noguês, especialista em marketing político e
institucional, estão a postos para iniciar os rituais secretos da Grande Loja Regular de
Portugal, que serão inevitavelmente seguidos de um ágape, uma espécie de convívio de
homenagem aos recém-admitidos.

OS NOVOS “IRMÃOS” terão aí a oportunidade de, pela primeira vez, tomar contacto
com a linguagem codificada da instituição: obedecendo às instruções dos mestres (o grau
máximo que se pode atingir numa loja maçónica), pegam num "canhão" (copo), "carregam-
no" (enchem-no) de "pólvora forte branca" (vinho branco) ou, em alternativa, de "pólvora
forte vermelha"ite (vinho tinto) ou de "pólvora explosiva" (champanhe); "alinham"
(colocam os copos em linha) e "fazem fogo" (bebem). A bebida é frequentemente
acompanhada de "materiais" (comida). Há quem opte por colocá-los na "telha" (prato),
agarrando na "trolha" (colher) ou no "tridente" (garfo), para de seguida "demolir os
materiais" (mastigar). Para que o ambiente permaneça descontraído, é possível
experimentar "pólvora do Líbano" (tabaco) ou "fazer fogo" com "pólvora fulminante"
(licor). Normalmente este ritual tem lugar na sede da própria obediência, mas o edifício
degradado em que funciona a maçonaria regular, situado em Alvalade, não é propício a
grandes convívios. Resultado: os "irmãos" preferem carregar a simbologia para o
restaurante mais próximo, onde discretamente convivem ao jantar. Como aconteceu nessa
noite.

A GLRP é uma verdadeira salada de frutas de políticos. Reúne socialistas e monárquicas,
sociais-democratas e centristas. Todos se dizem homens bons à procura do
aperfeiçoamento individual e da humanidade, mas poucos se questionam sobre alguns dos
episódios polémicos daquela obediência em Portugal, como o da estratégia montada
durante largos meses pela direcção da Grande Loja para conseguir uma nova sede - um
palacete situado em pleno Príncipe Real, em Lisboa - cedida pelo ex-presidente da Câmara
de Lisboa, Carmona Rodrigues. Para "seduzir" o agora recandidato, a GLRP até lhe
atribuiu uma importante condecoração maçónica, a grã-cruz da Ordem Honorífica Gomes
Freire de Andrade. A divulgação do caso pela SÁBADO, em Abril, levou o vereador do
Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, a fazer um requerimento para saber exactamente o
que tinha sido acordado. Nunca obteve resposta, mas, ao que tudo indica, o palacete vai
mesmo chegar às mãos da GLRP. De resto, o universo da autarquia lisboeta é um
autêntico caldeirão maçónico. A SÁBADO sabe que o antigo chefe de gabinete de
Carmona Rodrigues, Cal Gonçalves, é maçom. O mesmo sucede com vários membros da
oposição no PS Lisboa, como Rui Paulo Figueiredo, que pertence à Loja Mercúrio, ou
Miguel Coelho, líder da distrital do partido, Dias Baptista, líder do PS na autarquia, ou
ainda Rosa do Egipto (recém-nomeado administrador da EPUL), Arnaldo João (advogado
e ex-EPUL) e Gonçalo Velho (PS de Carnide). Em declarações à SÁBADO, José Manuel
Anes afirma que ainda não acredita que o negócio em causa estivesse em marcha: "Estou
profundamente triste pelo que li na vossa revista. Fiquei de boca aberta. A minha
sensibilidade maçónica ficou ofendida". Nandim de Carvalho, ex-grão-mestre da GLRP,
não percebe Anes: "Isso não tem ponta por onde se lhe pegue. É uma declaração
ininteligível." E Nandim de Carvalho não fica incomodado com o secretismo com que toda
a operação estava a ser planeada.

SEGUNDO DOCUMENTOS a que a SÁBADO teve acesso, também já houve comendas
atribuídas aos presidentes das Câmaras de Setúbal e Palmela, respectivamente, Carlos
Sousa e Ana Teresa Vicente. As autarquias são outro dos sectores onde a maçonaria
também tenta ter uma presença forte. Em Maio e Junho de 2001, o GOL organizou a
exposição Maçonaria na Figueira, realizada no museu camarário. Em documentos internos
da organização que a SÁBADO consultou, é destacado o "empenho e o profissionalismo"
de diversas pessoas. Entre elas, o então vereador social-democrata Miguel Almeida.
Melhor, o "irmão" Miguel Almeida, que seria braço-direito de Santana Lopes na Câmara
de Lisboa, e que por diversas vezes o aconselhou a visitar o GOL e a subsidiar vários
eventos da instituição. À SÁBADO, o actual deputado sublinha que não lhe repugna que
os membros da instituição procurem ajudá-la. "Se for para defender os valores da casa, não
acho mal, pelo contrário", afirma. Será apenas coincidência, mas os maçons estão sempre a
encontrar-se nas autarquias. Ainda nas últimas eleições, depois de Manuel Maria Carrilho
ter feito uma manobra de antecipação, anunciando a disponibilidade para ser candidato do
PS a Lisboa, João Soares, expresidente da Câmara, resignou-se ao facto de ter de se
candidatar à liderança de outra cidade. Acabou por conseguir ser a aposta do PS a Sintra. O
coordenador autárquico do partido era o seu "irmão" Jorge Coelho. Uma curiosidade: João
Soares é um maçom sui generis. Na sua loja recusa-se terminantemente a usar o tradicional
avental, por considerar que é "abichanado". Em declarações à SÁBADO, João Soares
confirma: "Uso avental em casa, não sou pessoa de grandes rituais. Estou lá pelo espírito
republicano e laico da organização". Um espírito que é defendido intransigentemente pelo
grão-mestre António Reis. "Não telecomandamos pessoas ou grupos. Faço uma distinção
total entre a espiritualidade ética e laica e os grupos de pressão que não somos", diz. Vítor
Ramalho, deputado do PS e maçom assumido, tem mais dúvidas. "Vejo com grande
criticismo a entrada de certas pessoas e houve um período em que a maçonaria abriu as
portas de forma menos avisada", refere.

Resumindo: todos terão a consciência de que para manter o espírito puro é necessário muito
esforço interno. Se não, veja-se a declaração de princípios da lista encabeçada em 2002 por
António Arnaut, na qual se mencionava a corrupção e o compadrio nos partidos políticos,
defendendo-se até a existência de um "novo tipo de prática maçónica" que levasse os
"irmãos" para longe das disputas partidárias, tanto mais que os partidos, "que deviam ser
intérpretes do interesse nacional e escolas de civismo", se transformaram em "máquinas de
conquista de poder e agendas de emprego". O diagnóstico era, portanto, desanimador. "A
corrupção alastra, o compadrio substitui o mérito, o interesse material oblitera o dever de
servir a comunidade", dizia o documento, apontando outros potenciais culpados: "São as
multinacionais que inspiram certas leis e são os canais de televisão que ditam as regras,
criam factos políticos e impõem a obscenidade."

EM 1998, Fernando Negrão, o actual candidato do PSD à Câmara de Lisboa, que era então
director da Polícia Judiciária, afirmou ao jornal Expresso que a maçonaria "com certeza
democratizará a sua visibilidade". Inquirido pelo mesmo jornal, Jorge Coelho, que era
ministro da Administração Interna, disse que não faria sentido uma investigação sobre
quem é quem na maçonaria portuguesa porque a época das perseguições já passara. O
ponto de vista do exdirigente socialista parece ter vingado: na discussão que decorreu no
ano passado no Parlamento, os deputados esclareceram muito bem quais seriam as novas
regras do registo público de interesses a vigorar a partir de 2009. De fora ficaram, por
proposta do PS e com a abstenção de toda a oposição, as ligações à maçonaria.

O desejo de secretismo sobre os membros da instituição vem de longe e mantém-se até
hoje. Até para se reconhecerem em público os maçons utilizam códigos. Um exemplo: dois
"irmãos" estão a falar em público sobre um qualquer assunto da loja a que pertencem. Um
deles percebe que há um "profano" que se aproxima. Para avisar o interlocutor, diz a
seguinte frase: "Está a chover." Outro ainda: um membro desconfia, mas não tem a certeza,
de que uma pessoa que se prepara para conhecer é maçom. Para o confirmar, ao
cumprimentá-la dá-lhe três toques com o polegar. Se houver resposta igual, é um "irmão".
Outra forma de se reconhecerem: num jantar de grupo, um maçom pensa estar frente a
outro maçom, embora não esteja certo disso. Para o saber, olha para ele enquanto coloca a
pala da mão aberta sobre o próprio pescoço. Se a resposta for semelhante, o mistério está
desfeito. ANTÓNIO ARNAUT - que, em 1978, enquanto ministro dos Assuntos Sociais,
protagonizou um dos episódios mais sintomáticos da influência da maçonaria na sociedade
civil, ao colocar em discussão o projecto de lei que criaria o Serviço Nacional de Saúde
primeiro na sua loja maçónica e só depois no Parlamento - desempenhou um papel
importante na relativa abertura da instituição. Ao contrário do que sucedeu com o seu
antecessor - o coronel Eugénio de Oliveira, que usava o nome simbólico de Gandhi na
Loja O Futuro, onde Afonso Costa (chefe de alguns Governos durante a I República)
também esteve - o grão-mestre defendeu maior divulgação da natureza e dos princípios do
GOL. Foi por isso que abriu as portas do palacete situado no Bairro Alto, em Lisboa, a
personalidades como Jorge Sampaio, D. Duarte, Pedro Santana Lopes ou Jaime Gama, que
na altura declarou que era o primeiro presidente da Assembleia da República não maçom
de Portugal. Não era. O seu antecessor, Mota Amaral, pertence, de facto, a uma
organização igualmente discreta, mas com outro nome - a católica Opus Dei. Em diversos
documentos do GOL e da GLRP a que a SÁBADO teve acesso são feitas referências a
encontros com o poder político e económico, muitos deles secretos: "Há que destacar
também a recepção pelo grão-mestre do GOL de dirigentes de partidos políticos,
embaixadores creditados em Portugal (...)", pode ler-se numa comunicação interna do
GOL, que, ao contrário do que acontece com a GLRP, não revela nomes "profanos" nos
seus documentos, optando, por uma questão de segurança, pela utilização de nomes
simbólicos (todos os maçons têm um) ou, no caso de se tratar de representantes
institucionais exteriores ao GOL, pela inscrição das iniciais dos seus nomes.

A maçonaria está por todo o lado. Para intervir activamente na sociedade civil, cria as
chamadas instituições para-maçónicas. Entidades como a Academia das Ciências de
Lisboa, a Universidade Livre, os Pupilos do Exército, a Voz do Operário, a editora Hugin
ou o Montepio Geral foram pensadas primeiro em lojas maçónicas e só depois lançadas na
sociedade civil, normalmente com maçons na sua direcção. Foi isso que aconteceu também
com a Universidade Moderna. Um professor maçom que esteve ligado ao projecto desde o
início garante que a ideia foi desenvolvida na maçonaria. "O José Júlio Gonçalves e o
Oliveira Marques [historiador que morreu recentemente] estavam em conflito porque os
dois queriam ser reitores", afirma. "Nessa altura, a ideia era chamar-lhe Europa, mas um dia
o José Júlio, que era quem tinha arranjado forma de viabilizar o projecto, perdeu a
paciência e disse ao Oliveira Marques para fazer a sua própria universidade. Foi quando
criou a Moderna." A versão é contestada por Nandim de Carvalho, fundador e primeiro
presidente da Assembleia Geral da Universidade, que garante que Oliveira Marques "não
teve participação" na ideia. O projecto acabaria por dar origem a um dos maiores
escândalos políticos dos últimos 20 anos, prejudicando a imagem da maçonaria, sobretudo
da GLRP. E também a de alguns políticos, como Paulo Portas, que foi o primeiro gestor da
empresa de sondagens da universidade, a Amostra, e que conduzia um Jaguar da Moderna,
ou Santana Lopes, que também geriu a Amostra e que tinha ao serviço um Mercedes Classe
A - carros disponibilizados por José Braga Gonçalves, administrador da universidade,
filho de José Júlio Gonçalves e membro da maçonaria da Casa do Sino.


“OS PERSONAGENAGENS” AS LIGAÇÕES PODEROSAS
DA ORGANIZAÇÃO QUE NÃO QUER APARECER
“A MAÇONARIA POR DENTRO” Estrutura dirigente
da GLRP
Mário Martins Guia - Grão-mestre / Norton de Matos -----        José Moreno - Vice-grão-mestre /
Mercúrio

Júlio Meirinhos - Vice-grão-mestre / Rigor -   - Paulo Noguês - Assistente de grão-mestre /
Brasília

Luís Lopes - Assistente de grão-mestre / Marquês de Pombal         -       -    R. LeIé - Assistente vice-
grão-mestre moreno I Mestre

Afonso Domingues - A. Rente - Assistente vice-grão-mestre meirinhos / Egitânia -                 -   José
Coelho Antunes - Grande secretário I

Norton de Matos - I. Fonseca Vice-grande secretário / Norton de Matos -               -   Manuel Martins
da Costa - Assistente de / grande secretário / Marquês de Pombal

Mário Gil Damião da Silva - Assistente de grande secretário I Norton de Matos -               - J. A.
Ferreira - Grande correio-mor / Estrela do Manhã

Alcides Guimarães - Primeiro grande vigilante / Rei Salomão -          -        L Homem - Segunda
grande vigilante / Conímbriga

Augusto Castro - Vice-primeiro grande vigilante / Anderson -           -       R. Cruz - Vice-segundo
grande vigilante / Portus Calle

Francisco Queiroz - Grande capelão / Teixeira de Pascoaes -                         - Benito Martinez -
Vice-gronde capelão / Quinto Império

Mário Máximo - Grande orador / Nova Avalon -      - H. Veiga - Vice-grande orador / Bispo Alves
Martins

Vítor Gabão Veiga - Grande hospitaleiro e esmoler / Soliditas -            - António Vicente - Grande
arquivista e bibliotecário I Harmonia

Arnaldo Matos - Grande porta-estandarte / Miramar       -     - Manuel Cabido Mota - Grande
superintendente e guardião do templo / Harmonia

Luís Honrado Ramos - Grande mestre de cerimónias / Almeida Garrett - - Miguel Cardina -
Primeiro grande experto / Mestre Afonso Domingues

Luís Pombo - Segunda grande experto / Miramar       -       - Esmeraldo Mateus Vivas - Segundo
grande experto / Marquês de Pombal

Manuel Pinto - Grande organista / Porto do Graal - - Nuno Jordão - Grande porta-espada I
Nova luz - - J. Ruah - Grande inspector I Mestre Afonso Domingues

João Oliveira e Silva - Grande inspector I Fernando Pessoa -           - Edgar Gencsi - Grande
inspector I Miramar

Manuel Sacavém - Grande inspector / Lusitânia Nuno Silva - Vice-grande inspector / Fernando
Pessoa

José Fernando d’AIte - Vice-grande inspector / Almeida Garrett             -      - G. Ribeiro - Vice-
grande inspector I Aristides Sousa Mendes
Manuel Tavares Oliveira - Vice-grande inspector / Anderson     ----       ---- José Oliveira Costa -
Assistente grande inspector / Bispo Alves Martins

Armando Anacleto - Assistente grande inspector / Egitânia - - António Delfim Oliveira
Marques - Assistente grande inspector / Egas Moniz

Jorge Vilela Carvalho - Assistente grande inspector I Astrolábio      -    - Paulo Albuquerque -
Assistente grande inspector / Lusitânia


Membros do governo e deputados
Nomes que são da maçonaria ou, em algum momento, foram membros:

Rui Pereira (actual ministro da Administração Interna e ex-director dos serviços secretos)

António Castro Guerra (actual secretário de Estado adjunto, da Indústria e Inovação)

António Arnaut (ex-ministro socialista) Jorge Coelho (ex-ministro socialista)

António Vitorino (ex-rninistro socialista, entretanto expulso do GOL)

Isaltino Morais (ex-ministro social-democrata e actual presidente da Câmara de Oeiras)

Almeida Santos (ex-ministro e ex-presidente do Parlamento)

João Cravinho (ex-ministro socialista)

Armando Vara (ex-ministro PS e actual administrador da CGD)

Rui Gomes da Silva (deputado e ex-ministro do PSD)

Carlos Zorrinho (ex-secretário de Estado PS e coordenador do Plano Tecnológico)

Fausto Correia (eurodeputado e ex-secretário de Estado socialista)


Juristas, diplomatas e espiões
António Lamego (advogado)

António Pinto Pereira (advogado)

José António Barreiras (advogado)

Diamantino Lopes (ex-vice-bastonário da Ordem dos Advogados)

Rodrigo Santiago (advogado)

Nuno Godinho Matos (advogado)

Guerra da Mata (advogado)

Miguel Cardina (advogado)

Manuel Pinto (advogado)
Luís Moitinho de Oliveira (advogado)

Ricardo Sá Fernandes (advogado e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do PS)

Ricardo da Velha (desembargador jubilado e exparticipante no programa televisivo O Juiz Decide)

Jorge Silva Carvalho (chefe de gabinete de Júlio Pereira, director do Serviço de Informações da
República Portuguesa)

José Manuel Anes (director da revista Segurança e Defesa)

José Fernandes Fafe (diplomata)

Fernando Reino (diplomata jubilado)


Gestores, médicos e militares
Abel Pinheiro (administrador da Grão-Pará)

Maldonado Gonelha (administrador da Caixa Geral de Depósitos e ex-ministro da Saúde
socialista)

Fernando Lima Valadas (gestor da construtora Abrantina)

Amadeu Paiva (administrador da Unicre)

Carlos Monjardino (presidente da Fundação Oriente)

José Miguel Boquinhas (médico, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar
de Lisboa Ocidental e ex-secretário de Estado socialista)

Germano de Sousa (ex-bastonárioda Ordem dos Médicos)

Cipriano Justo (médico e sindicalista)

Jacinto Simões (médico e ex-director do Hospital de Santa Cruz)

Santinho Cunha (médico legista)

Vasco Lourenço (militar de Abril)

Palma lnácio (ex-resistente antifascista)

Professores, arquitectos, escritores, músicos e outros
José Júlio Gonçalves (ex-reitor da Universidade Moderna)

António de Sousa Lara (professor e exsubsecretário de Estado da Cultura socialdemocrata)

Lemos de Sousa (professor catedrático)

Jorge de Sá (professor e director da empresa de sondagens Aximage)

Fernando Condesso (professor)
José Manuel Fava (arquitecto e ex-sogro de José Sócrates)

Troufa Real (arquitecto)

José Jorge Letria (escritor)

Mário Zambujal (escritor)

José Fanha (escritor)

Fausto (cantor)

Carlos Alberto Moniz (cantor)

José Nuno Martins (apresentador)

Nicolau Breyner (actor)

Moita Flores (argumentista e presidente da Câmara Municipal de Santarém)

Henrique Monteiro (director do jornal Expresso)

João Proença (secretário-geral da UGT)


NOTA EXTRA:
POSIÇÃO DA IGREJA PERANTE A MAÇONARIA
Por vezes pergunta-se entre nós o que é a Maçonaria e o porquê do antagonismo entre
religião cristã e maçonaria e o motivo por que um cristão, designadamente um
católico, não pode pertencer a associações maçónicas sem trair a sua Fé. É preciso
saber que, mesmo quando a associação maçónica (cuja adesão é vinculativa) não
professa declarado ateísmo ou agnosticismo, a sua concepção de um “Supremo
arquitecto do Universo” não é compatível com a concepção cristã do Deus pessoal dos
ensinamentos de Jesus Cristo que nos são transmitidos pela Igreja. Daí o
esclarecimento da S. Congregação da Doutrina da Fé, com data de 26 de Novembro de
1982: – «Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado
grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão». «Separar a fé da vida
concreta não é bom, nem para a fé, nem para a vida, pois é exactamente a Vida
verdadeira que celebram na Ceia do Senhor.» «Um católico, consciente da sua fé e que
celebra a Eucaristia, não pode ser mação, e se o for convictamente, não pode celebrar a
eucaristia». – Cardeal-Patriarca, D. José Policarpo, in Nota Pastoral da Quaresma de
2005.

Aliás, escreve o maçom Manuel Borges Grainha, na sua História da Maçonaria em
Portugal, editada em 1913, reeditada em português da edição francesa em 1976 (Edit.
Veja), na pág. 44: - «O Grande Arquitecto do Universo não é certamente o Jeová
hebraico nem o Deus cristão: é a maneira filosófica de representar as forças criadoras e
impulsivas da Natureza»

A. Rente - (GLRP) - Assistente vice-grão-mestre meirinhos / Egitânia Abel Pinheiro
(administrador da Grão-Pará // e ex-homem forte das finanças do CDS “assume uma
ligação de mais de 20 anos à maçonaria”) Arguido no processo judicial Portucale.
Alcides Guimarães - (GLRP) - Primeiro grande vigilante / Rei Salomão Almeida
Santos (ex-rninistro e ex-presidente do Parlamento) Amadeu Paiva (administrador da
Unicre) António Arnaut, (PS) em 1978, ex-ministro dos Assuntos Sociais em 2002,
assinava uma declaração de princípios que denunciava a corrupção e o compadrio nos
partidos políticos, defendendo-se até a existência de um "novo tipo de prática
maçónica". António Castro Guerra (actual secretário de Estado adjunto, da Indústria
e Inovação) António de Sousa Lara (ex-subsecretário de Estado da Cultura de um
governo de Cavaco Silva e professor e ex-subsecretário de Estado da Cultura, social-
democrata, que acabou envolvido no escândalo da Universidade Moderna). António
Delfim Oliveira Marques - (GLRP) - Assistente grande inspector / Egas Moniz
António Lamego (advogado) António Pinto Pereira (advogado) António Reis, ex-
deputado sodalista, grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), António Vicente
- (GLRP) - Grande arquivista e bibliotecário / Harmonia . António Vitorino (antigo
ministro socialista da Defesa e excomissário europeu), entretanto expulso do GOL.
Armando Anacleto - Assistente grande inspector / Egitânia Armando Vara, depois de
ter desempenhado as funções de secretário de Estado da Administração Interna, foi
nomeado ministro da Juventude e do Desporto. Hoje é administrador da Caixa Geral
de Depósitos, nomeado pelo Governo. Arnaldo João (advogado da ex-EPUL). Arnaldo
Matos - (GLRP)- Grande porta estandarte / Miramar Augusto Castro - (GLRP) -
Vice-primeiro grande vigilante / Anderson Benito Martinez - (GLRP)- Vice-grande
capelão / Quinto Império Cal Gonçalves, (GLRP),antigo chefe de gabinete de
Carmona Rodrigues é maçon. O mesmo sucede com vários membros da oposição no
PS Lisboa. Carlos Alberto Moniz (cantor) Carlos Monjardino (presidente da
Fundação Oriente) Carlos Zorrinho, ex- secretário de Estado adjunto do ministro da
Administração Interna e coordenador do Plano Tecnológico, entrou há pouco para o
GOL.

Cipriano Justo (médico e sindicalista) Diamantino Lopes (ex-vice-bastonário da
Ordem dos Advogados) Dias Baptista (líder do PS na autarquia/Lisboa) Edgar Gencsi
- (GLRP)- Grande inspector / Miramar Emanuel Martins (líder do PS de Oeiras,
apoiante de Isaltino de Morais na Câmara) Esmeraldo Mateus Vivas - (GLRP) -
Segundo grande experto / Marquês de Pombal. Eugénio de Oliveira, coronel, [GOL]
grão-mestre, (de 1996/02) que usava o nome simbólico de Gandhi na Loja O Futuro,
onde esteve Afonso Costa; defendeu maior divulgação da natureza e dos princípios do
GOL Fausto (cantor) Fausto Correia, - (PS) euro-deputado, outro histórico do
Grande Oriente Lusitano; em 2000, no governo de Guterres, ocupou o cargo de
secretário de Estado adjunto do ministro de Estado, o seu amigo e "irmão" Jorge
Coelho. Fernando Condesso (professor) Fernando Lima Valadas (gestor da
construtora Abrantina) Fernando Reino (diplomata jubilado) Francisco Queiroz -
(GLRP) - Grande capelão / Teixeira de Pascoaes. G. Ribeiro - (GLRP)- Vice-grande
inspector I Aristides Sousa Mendes. Germano de Sousa (ex-bastonárioda Ordem dos
Médicos. Outro elemento do GOL.) Gonçalo Velho (PS de Carnide) Guerra da Mata
(advogado) H. Veiga - (GLRP) - Vice-grande orador / Bispo Alves Martins Henrique
Monteiro (director do jornal Expresso) I. Fonseca - (GLRP)- Vice-grande secretário /
Norton de Matos Isaltino Morais (ex-ministro social-democrata e actual presidente da
Câmara de Oeiras) PSD. J. A. Ferreira - (GLRP) - Grande correio-mor / Estrela do
Manhã J. Ruah - (GLRP) - Grande inspector I Mestre Afonso Domingues Jacinto
Simões (médico e ex-director do Hospital de Santa Cruz) João Cravinho (ex-ministro
socialista das Obras Públicas e actual administrador do Banco Europeu para a
Reconstrução e Desenvolvimento), João Oliveira e Silva - (GLRP)- Grande inspector I
Fernando Pessoa João Proença (secretário-geral da UGT)
João Soares (ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa), GOL, é um maçon sui
generis. Na sua loja recusa-se terminantemente a usar o tradicional avental, por
considerar que é "abichanado". Jorge Coelho - (ex-ministro socialista um dos mais
influentes militantes da história do Partido Socialista enquanto ministro da
Administração Interna, teve como secretário de Estado em 1997, Rui Pereira. Jorge
de Sá (professor e director da empresa de sondagens Aximage) Jorge Silva Carvalho
(chefe de gabinete de Júlio Pereira, director do Serviço de Informações da República
Portuguesa - SIRP) Jorge Vilela Carvalho - (GLRP) - Assistente grande inspector I
Astrolábio José António Barreiras (advogado) José Braga Gonçalves (membro da
maçonaria da Casa do Sino; administrador da Universidade Moderna) José Coelho
Antunes - (GLRP) - Grande secretário I Norton de Matos José Fanha (escritor) José
Fernandes Fafe (diplomata) José Fernando d’Alte - (GLRP) - Vice-grande inspector /
Almeida Garrett José Jorge Letria (escritor) José Júlio Gonçalves, (GLRP) ex-reitor
da Universidade Moderna. José Manuel Anes. Além de ser hoje grão-mestre
honorário da GLRP, é director da revista maçónica Aprendiz e da publicação
Segurança e Defesa, lançada em Outubro de 2006 pela editora Diário de Bordo, e
onde escrevem vários elementos ligados aos serviços secretos.

José Manuel Fava (arquitecto e ex-sogro de José Sócrates) José Miguel Boquinhas
(médico, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa
Ocidental e exsecretário socialista de Estado da Saúde) maçon e amigo de Jorge
Coelho, de quem passou a ser sócio numa clínica de exames laboratoriais, a
Fisiocontrol. José Moreno - (GLRP) - Vice-grão-mestre / Mercúrio (social democrata,
subdirector do Gabinete de Planeamento do Ministério das Finanças) José Nuno
Martins (apresentador) José Oliveira Costa - (GLRP)- Assistente grande inspector /
Bispo Alves Martins. Júlio Meirinhos - (GLRP) - Vice-grão-mestre / Rigor L Homem -
(GLRP) - Segunda grande vigilante / Conímbriga Lemos de Sousa (professor
catedrático) Luís Fontoura, social democrata e ex-secretário de Estado da Cooperação
dos governos de Balsemão.

Luís Honrado Ramos - (GLRP) - Grande mestre de cerimónias / Almeida Garrett .
Luís Lopes - (GLRP) - Assistente de grão-mestre / Marquês de Pombal Luís Moitinho
de Oliveira (advogado) . Luís Nunes de Almeida, o ex-presidente do Tribunal
Constitucional (TC) falecido em 2004, mestre da Loja Convergência. (Rito maçónico
efectuado abusivamente na Capela mortuária da Basílica da Estrela ). Luís Pombo -
(GLRP) - Segunda grande experto / Miramar Maldonado Gonelha (socialista,
administrador da Caixa Geral de Depósitos e ex-ministro da Saúde) Manuel Cabido
Mota - (GLRP) - Grande superintendente e guardião do templo / Harmonia Manuel
Martins da Costa - (GLRP) - Assistente de / grande secretário / Marquês de Pombal
Manuel Pinto - (GLRP) - Grande organista / Porto do Graal - (advogado) Manuel
Sacavém - (GLRP) - Grande inspector / Lusitânia Manuel Tavares Oliveira - (GLRP)
- Vice-grande inspector / Anderson Mário Gil Damião da Silva - (GLRP) - Assistente
de grande secretário I Norton de Matos Mário Martins Guia - (GLRP) - Grão-mestre
/ Norton de Matos – (escritor) Mário Máximo - (GLRP) - Grande orador / Nova
Avalon Mário Zambujal (escritor) Miguel Almeida, social-democrata maçon, que terá
sido o braço direito de Santana Lopes na Câmara de Lisboa. Miguel Cardina -
(advogado) (GLRP) - Primeiro grande experto / Mestre Afonso Domingues. Miguel
Coelho, líder da distrital do partido. Miguel de Almeida (deputado; ex-vereador social
democrata do GOL) Moita Flores (argumentista e presidente da Câmara Municipal
de Santarém) Nandim de Carvalho ((ex-grão-mestre da GLRP) Nicolau Breyner
(actor) Nuno Godinho Matos (advogado) Nuno Jordão - (GLRP) - Grande porta-
espada I Nova luz Nuno Silva - (GLRP) - Vice-grande inspector / Fernando Pessoa
Oliveira Marques, (GLRP) historiador que morreu recentemente. Palma lnácio (ex-
resistente antifacista) Paulo Albuquerque - (GLRP) - Assistente grande inspector /
Lusitânia Paulo Miranda, o homem que foi vice-presidente do Conselho Nacional do
CDS, Paulo Noguês - (GLRP) - Assistente de grão-mestre / Brasília - (especialista em
marketing político e institucional).

R. Cruz - (GLRP) - Vice-segundo grande vigilante / Portus Calle. R. Lelé - (GLRP) -
Assistente vice-grão-mestre moreno I Mestre Afonso Domingues. Ricardo da Velha
(desembargador jubilado e ex-participante no programa televisivo O Juiz Decide).
Ricardo Sá Fernandes (advogado e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do
PS, no executivo de Ant. Guterres) Rodrigo Santiago (advogado) Rosa do Egipto
(recém nomeado administrador da EPUL). Rui Cunha, um maçon do GOL
recentemente nomeado pelo Governo para provedor da Santa Casa da Misericórdia
de Lisboa, foi secretário de Estado adjunto do ministro do Trabalho e da
Solidariedade. Rui Gomes da Silva (deputado e ex-ministro do PSD). Rui Paulo de
Figueiredo (membro da oposição no PS / Lisboa / Loja Mercúrio) Rui Pereira, - um
dos nomes mais fortes do GOL. Fez parte da Loja Convergência, participou na
Reforma Penal e na presidência-sombra do Supremo Tribunal Maçónico. Da Loja
Luís Nunes de Almeida. Integra o Tribunal Constitucional. É o actual ministro da
Administração Interna. Foi director, entre 1997 e 2000, do Serviço de Informações de
Segurança (SIS) e mantém desde então relações próximas com o mundo da
espionagem portuguesa. Foi secretário de estado da Admin. Interna. Santinho Cunha
(médico legista) Troufa Real (arquitecto) Vasco Lourenço (militar de Abril) Vítor
Gabão Veiga - (GLRP) - Grande hospitaleiro e esmoler / Soliditas Vítor Ramalho,
deputado do PS e maçon assumido.


SENHORAS “MAÇANS” DA GRANDE LOJA FEMININA
DE PORTUGAL

* Ana Bela Pereira da Silva, presidente da Associação Portuguesa das Mulheres
Empresárias. * Helena Sanches Osório, jornalista já falecida, uma das fundadoras da
GLFP. * Leonor Coutinho, mestre na Grande Loja Feminina de Portugal. Ex-
secretária de Estado da Habitação do governo de António Guterres. * Maria Belo
(psicanalista; militante socialista (PS); Grande Loja Feminina de Portugal fundada
em 1983.

                       MULHERES VENDADAS

  Se a solidariedade entre “irmãs” existe, eu
                  nunca a vi."
Quem o afirma à SÁBADO é um membro da Grande Loja Feminina de Portugal
(GLFP), a obediência maçónica criada em 1983, entre outras, pela psicanalista e
militante socialista Maria Belo, numa antiga garagem com uma gruta por trás. Maria
Belo e as "irmãs" - entre elas a já falecida jornalista Helena Sanches Osório decidiram
chamar a essa primeira loja Unidade e Mátria. Tornou-se conhecida por ser muito
rigorosa no cumprimento do ritual. "Lá, o segredo é mesmo a alma do negócio. No dia
da minha iniciação, meteram-me num carro e andaram comigo a passear de olhos
vendados para não imaginar sequer para onde ia. Elas levam a promoção do
secretismo até ao ridículo e as figuras de topo guardam toda a informação para si. Se
quiser saber nomes de outros elementos, não me dizem. Querem manter o poder",
afirma o mesmo membro, que ainda hoje não convive bem com o facto de ter de dizer
sempre uma palavra passe para entrar na sede da GLFP nem com a obrigatoriedade
de terem de ser as candidatas à irmandade a confeccionar à mão o seu traje maçónico.
"Disseram-me que tinha de ser eu a cosê-lo... Fui a casa da minha mãe e ela ajudou-
me", diz. A sede da GLFP situa-se em Lisboa, junto ao Largo do Adamastor. Entre os
seus membros estão Leonor Coutinho, ex-secretária de Estado da Habitação do
governo de António Guterres, e Ana Bela Pereira da Silva, presidente da Associação
Portuguesa das Mulheres Empresárias.

OBS.: - Os itálicos e negritos do texto não constam da INVESTIGAÇÃO, com
excepção dos negritos em maiúsculas no início dos períodos. Os nomes dos “irmãos”
declarados, estão destacados a negrito, pela curiosidade de observar a sua actuação na
actividade política no aparelho do Estado (que diz respeito a todos nós, Povo
Português) e que se vincularam a determinados compromissos exigidos pela
maçonaria, (consoante a “obediência”), conquanto alguns estejam vinculados pelo
baptismo a Cristo e à Igreja.

– Flagrantes exemplos: o de um notável político, que frequentou, no Rodízio, o 4º.
Cursilho de Cristandade de Lisboa, ( 9 a 12 /Jun.1961) – do género não será o único –
e tal como o apoiar a imposição ditatorial do laicismo e comportamentos aberrantes
(que em bom e tradicional português se designam por “deboche ”) a um povo
culturalmente de raiz cristã e, eventualmente, assumindo as posições de grupos de
pressão ad hoc para justificar decisões pouco ou nada claras de “laicidade” ( o caso da
retirada de crucifixos das escolas, o condicionalismo da assistência religiosa nos
hospitais… e não só). Aquela classificação, de “deboche ”, a fez, “mutatis mutandis”,
perante as câmaras da televisão, em discurso público, na Madeira, na terceira semana
de Agosto / 2007 Alberto João Jardim, presidente da Reg. Aut. da Madeira, em
relação à homossexualidade e até ao facilitismo abortista, contra-valores que nos
querem impor como se de gente civilizada fossem. Não lemos nada em letra de forma
que o contradissesse. Claro, que haverá que considerar as honestas excepções de
homens de recta consciência, para confirmar a regra. Coerentemente, não podem,
cristãos, nomeadamente, cristãos católicos, ser fiéis a dois vínculos inconciliáveis...
“servir a dois senhores” – um deles necessariamente será traído... Qual? – No caso
vertente,

O Primeiro. Aquele que foi assumido no Baptismo e na profissão de Fé em nome da
Trindade Divina, e no seguimento de Jesus Cristo, o Verbo de Deus, a Sua Humana
Face. (“Os fiéis que pertencem a associações maçónicas estão em estado de pecado
grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão” – S. Congr. para a Doutrina
da Fé, 26.Nov.1982) “Um católico, consciente da sua Fé e que celebra a Eucaristia, não
pode ser mação. E se o for convictamente, não pode celebrar a Eucaristia ” – Cardeal-
patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, Mensagem Quaresmal de 2005.

REVISTA SÁBADO

				
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