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Vigilia Pascal

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Vigilia Pascal Powered By Docstoc
					                           VIGÍLIA PASCAL

a) A Vigília Pascal é o cume do Tríduo Pascal e da preparação quaresmal. Nela
   celebramos a ressurreição de Jesus Cristo, o seu triunfo sobre a morte, mas
   também a nossa própria vitória, porque a humanidade, com Jesus, passou para
   uma nova vida. A Vigília Pascal deve levar cada baptizado a sentir no seu
   coração esta vida nova. A celebração apoia-se em quatro pilares: a luz, a Palavra
   de Deus, o baptismo e a eucaristia. É uma celebração única e um pouco
   complexa. Por isso, é necessário que seja bem preparada para que não haja
   espaço para improvisações. A Vigília Pascal deve ter início à noite. A própria
   natureza desta celebração o exige. Seria conveniente que não fosse à hora
   habitual das missas vespertinas para marcar uma diferença entre estes momentos
   celebrativos. Deve caracterizar-se por ser muito alegre e festiva. A alegria da
   ressurreição deve manifestar-se exteriormente. Na Vigília, retomamos os sinais
   festivos que estavam ausentes nas outras celebrações do Tríduo Pascal: a igreja
   ornamentada com flores, o altar com toalha e velas, volta-se a escutar o
   “Aleluia”, as campainhas e os sinos voltam a repicar. É muito importante ter um
   cuidado especial com os sinais exteriores para marcar uma diferença visual entre
   a Vigília Pascal e as outras celebrações que se realizaram nos dias anteriores.
b) A primeira parte da Vigília está cheia de simbolismo: a luz que surge das trevas
   da noite e que paulatinamente vai iluminando todos os fiéis. Para que resulte, há
   que preparar muito bem este momento: o presidente da celebração precisará de
   alguns colaboradores, bem preparados, que o ajudem a acender o círio, a
   distribuir a luz do círio aos fiéis, a organizar a procissão. Na procissão, o círio
   vai iluminando progressivamente a igreja. Todavia, seria interessante deixar a
   iluminação do altar para o momento do canto do Glória, enquanto se acendem as
   velas e no canto do “Aleluia” acender a totalidade das luzes da igreja.
c) A proclamação da Palavra de Deus ocupa um lugar muito importante na Vigília
   Pascal. A Igreja passa esta noite em velada, recordando os momentos mais
   importantes da história da salvação, o plano salvífico de Deus que começa na
   criação do mundo e do ser humano e culmina com a ressurreição de Cristo,
   origem da nova humanidade. Não seria bom cair na tentação de suprimir
   algumas leituras para que a celebração não se torne muito longa. As três
   primeiras leituras devem ser sempre lidas, devido ao seu significado histórico, e
   também a sétima, a de Ezequiel, devido à sua tipologia baptismal. A homilia
   deve ajudar a contemplar o grande mistério que nesta noite celebramos. Não é
   necessário comentar todas as leituras nem todos os símbolos da Vigília. Se as
   leituras forem bem proclamadas e os gestos bem feitos, eles falam por si. A
   homilia deve centrar-se unicamente na mensagem da celebração: Cristo
   ressuscitou e todos somos participantes da sua vida divina.
d) A terceira parte da Vigília é a liturgia baptismal. Toda a assembleia renova o seu
   baptismo, porque por este sacramento cada cristão entra no dinamismo da
   Páscoa, ou seja, morreu para o pecado e renasceu para a vida dos filhos de Deus.
   A aspersão deve fazer-se com muita tranquilidade, percorrendo os corredores,
   central e laterais, da igreja e que os fiéis sintam as gotas de água que caem,
   recordando-lhes o seu baptismo. Se houver uma celebração de baptismo a
   realizar, será muito oportuna, porque a liturgia baptismal ficaria completa.
e) A eucaristia é o cume da Vigília, onde fazemos memória da Páscoa que
   aconteceu, onde participamos da Páscoa que acontece e onde já gozamos a
   Páscoa que acontecerá. Não deve aparecer como um apêndice da celebração,
   nem de forma rotineira: proclamar a Oração Eucarística com serenidade,
   cantando algumas das suas partes (diálogo inicial do Prefácio, o prefácio se for
   possível, a aclamação depois da consagração, a conclusão); realçar o momento
   de dar a Paz como dom do ressuscitado nas suas aparições; distribuir a
   comunhão sob as duas espécies, etc.
f) Depois da despedida solene com o duplo Aleluia, poderia ser preparada uma
   pequena refeição (chá quente e bolos) no Salão Paroquial, prolongando, assim, a
   alegria da Páscoa fora do âmbito litúrgico.

				
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