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Mistura de etanol no óleo Diesel

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A adição de etanol ao óleo diesel apresenta diversos problemas. É apresentada aqui um modo de adicionar etanol ao diesel tecnica e economicamente viavel.

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									                            Etanol no diesel – ATA


Introdução


A proposta é apresentar uma nova opção, técnica e economicamente atrativa, para o
uso de combustíveis renováveis em motores ciclo diesel.
A adição do biodiesel tradicional ao diesel de origem fóssil, apesar de ser um avanço
para diminuição do uso de combustíveis fosseis, apresenta problemas, tanto no ponto
de vista técnico quanto no ponto de vista econômico.
O custo de produção do biodiesel e sua viscosidade são obstáculos para o aumento da
fatia de combustíveis renováveis neste mercado.
Nesta proposta há um aumento significativo do uso do etanol, já presente na matriz
energética nacional nos veículos movidos por motores ciclo Otto, para o uso em
motores ciclo diesel.

Etanol no diesel


Os problemas da adição de etanol ao diesel convencional, misturado ou não ao
biodiesel de triglicerídeos, são a tendência a formação de 2 fases na mistura e a baixa
octanagem do etanol, com um índice de cetana 5.
Esses problemas tinham como solução o uso de estabilizantes para evitar a formação
de 2 fases e a adição de um “cetane booster”, para corrigir o índice de cetana da
mistura final.
A mistura proporcionava um bom combustível diesel, porem tinha como óbice o fato
de ser antieconômica, pois a adição desses dois compostos era custosa.
Éter Etílico como diesel


De há tempos sabe-se que o éter etílico, que pode ser produzido a partir de etanol, é
um ótimo combustível diesel, possui um índice de cetana superior a 100, sendo muito
usado para partidas de motores diesel em regiões muito frias, principalmente no
inverno nos países do hemisfério norte.
O sistema usado é similar ao do uso de gasolina para a partida de motores usando
etanol em veículos movidos a motores ciclo Otto, um tanque contendo éter e quando
o motor funcionar voltava a ser alimentado só de diesel.
A descoberta de que o éter etílico atuava também como cosolvente, evitando a
formação de 2 fases na mistura de etanol e óleo diesel, proporcionou o pedido de
patente, pois não houve nunca na literatura citação do uso de éter etílico como
cosolvente na mistura etanol com óleo diesel.
O uso de somente éter etílico com o óleo diesel, apesar do bom resultado em termos
de índice de cetano, tem como problemas o manuseio de éter etílico puro, pois esse
produto tem a tendência da formação de peróxidos, potencialmente explosivos, em
contato com o ar.
Já a mistura de etanol no éter etílico, no mínimo 10%, elimina o problema da formação
de peróxidos, eliminando os riscos de manuseio, armazenamento e transporte do éter
etílico

Patente


Como o uso do éter etílico como combustível diesel não pode ser objeto de patente,
por ser de conhecimento público o seu uso e suas qualidades como tal, encontramos
um artigo da UFRS no qual pesquisadores daquela instituição propunham o uso de
etilterbutil éter (ETBE) como cosolvente para a adição de etanol ao óleo diesel.
A estabilidade da mistura era total, mas como o ETBE é um combustível diesel de baixo
índice de cetana, continuava a necessidade de um “cetane booster”.
Neste momento buscamos testar o éter etílico como cosolvente, realizando vários
experimentos com várias composições de etanol, éter etílico e diesel, em diversas
temperaturas, para comprovar a estabilidade das misturas, tendo sido comprovado a
função cosolvente do éter etílico para misturas etanol e diesel.
O pedido de patente da adição de etanol ao óleo diesel foi depositado em 14/04/2010
no INPI.

Vantagens


A adição da mistura éter etílico e etanol ao óleo diesel, além de melhorar a qualidade
do diesel no que tange ao índice de cetana do mesmo, ainda apresenta vantagens no
que tange a emissão de poluentes.
Uma mistura de 70% éter etílico com 30% de etanol tem um índice de cetana estimado
de 55, contra a especificação da ANP de 40 a 45 para o diesel nacional, enquanto na
Europa as normas são de índice de cetana superior a 48.
Haverá uma diminuição na emissão de óxidos de enxofre, elemento inexistente no
etanol, diminuição da emissão de óxidos de nitrogênio, pelo fato de que a capacidade
calorífica do etanol ser superior ao do diesel, abaixando assim a temperatura da
combustão e uma diminuição bastante sensível da emissão de material particulado,
fumaça, pelo fato de que o éter e o etanol aumentarem a velocidade de queima da
mistura global.
Outro ponto é que a viscosidade da mistura resultante será menor, a especificação da
viscosidade da ANP é de 2 a 5 centipoises e a mistura tem uma viscosidade menor do
que 1, sendo que na Europa a especificação é de 2 a 4,5 centipoise, podendo-se assim
adicionar quantidades maiores de biodiesel, como o de mamona e outros, que
possuem viscosidades altas, ou até mesmo óleos vegetais.

								
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