A Causa alarmante de mortes nas estradas no Brasil é outra by marcellogrigol

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									Entenda por que o Brasil não consegue reduzir o número de mortes nas estradas

O Brasil é justamente o terceiro país com a pior taxa de mortes nas estradas no mundo.
Esta já é a quarta causa de mortes no Brasil depois dos homicídios na população masculina.
As nossas estradas são "conhecidas como as mais perigosas do mundo", e estima-se que os
acidentes matam entre 35.000 e 46.000 vidas a cada ano nas rodovias brasileiras.


Embora o Brasil esteja modernizando a sua legislação, venha promovendo a educação no transito
e a maioria das medidas recomendadas pela OMS - Organização Mundial de Saúde isso não será
suficiente no nosso caso.


Recomendações como o uso correto do cinto de segurança, obrigatoriedade de cadeirinhas para
crianças, uso de capacetes para motociclistas e carona, leis mais severas contra motoristas
alcoolizados e multas para quem faz uso de celulares enquanto dirige atenua, mas não resolve.
Basta acompanhar as notícias reportadas pelos jornais todos os dias que piora ainda durante os
feriados.


Não é novidade que alguns caminhoneiros brasileiros recorrem a medicamentos controlados ou
rebites para ficar acordados e suportar os prazos impostos pelo mercado para enfrentar as viagens
em nosso país de dimensões continentais. Certamente isto deve refletir sobre o alarmante cenário
em nossas estradas. Quantos caminhões se envolveram nos alarmantes acidentes fatais no feriado
de carnaval?
Mas o problema realmente gerador destes acidentes e mortes nas estradas brasileiras é outro. As
razões não são desconhecidas somente pelos brasileiros, mas também por órgãos importantes
como as Nações Unidas que orientam os países como resolver este assunto.
Saiba como alguns países conseguiram resolver este problema que pode atrapalhar o
desenvolvimento do Brasil ou até mesmo se intensificar com este processo.

Trata-se de um estudo detalhado e dirigido a órgãos governamentais, mídia jornalística, Agências
Internacionais, Universidades, Estudantes, ONGs, profissionais do setor, empresários e todos aqueles que se
interessam pelo assunto. Leia o relatório completo.


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PANORAMA

O panorama mundial do risco nas estradas com o aumento do número de automóveis exige que
todo o mundo repense a maneira como utilizamos as estradas. A Organização Mundial de Saúde
prevê que em 20 anos esta será a quinta causa de mortes do planeta. Não só de motoristas, mas de
pedestres inclusive. Hoje os países gastam em média 4% de seu PIB com este problema social.


Este problema tende a se agravar ainda mais em países como o Brasil, Índia e China.


No Brasil as rodovias são os principais meios de deslocamento de cargas e também de passageiros
por isso o alto risco e as colisões.


Contudo, os países que reduziram o índice de fatalidades nas estradas transportam a maioria de
suas cargas por trens e navios. Algo em torno de 60%. Aqui no Brasil é exatamente o contrário: Os
60% de mercadorias que são movimentadas são feitos por caminhões.


No exterior os países que tem rodovias mais seguras que o Brasil tem características interessantes:
O que é transportado em caminhões não ultrapassa 25% do total. Além disso, os caminhões


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viajam num raio máximo de 500 km. Isso reduz a sobrecarga aos motoristas, desgastes dos
veículos e de rodovias, e no final das contas o risco uma vez que são menos caminhões nas
estradas disputando espaço com os automóveis. O resto da viagem do transporte de cargas é feito
por trens e navios, ou uma combinação destes modais.


Contrariamente no Brasil Caminhões cortam o país de fora a fora superando 5.400 km com
viagens de até 7 dias.




Em síntese, o modo como transportamos cargas e pessoas é precisamente o contrário aos dos
países com menos mortes nas estradas. Vale lembrar as nações que possuem uma infra-estrutura
moderna de transporte não só de cargas por via ferroviária, mas também de transporte para
passageiros. Portanto no Brasil somente educação no trânsito dificilmente vai nos fazer obter os
bons resultados alcançados por países como Austrália, Canadá, França, Japão, Suécia e Estados
Unidos. Há cidades na Europa em que os caminhões só circulam à noite.



O Brasil é justamente o terceiro país com a pior taxa de mortes nas estradas no mundo. Esta é a
quarta causa de morte no Brasil depois dos homicídios na população masculina, mas que afeta
todo o nosso potencial de crescimento por que afeta toda a família. E tem aumentado o índice de
morte entre as mulheres e pedestres.


Portanto, o modo como transportamos cargas e pessoas é o fator estrutural causador por ir na
direção contrária de países que tem conseguido reduzir o número de mortes com sucesso.


O sistema rodoviário no Brasil soma 1,98 milhões km. O Brasil é o quarto país em rodovias no
Mundo:


RANKING

    1.   EUA

    2.   China

    3.   Índia

    4.   Brasil

    5.   Japão

    6. Canadá

    7.   França



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HISTÓRICO


O sistema de transporte ferroviário no Brasil vem caindo desde 1945, quando a ênfase se deslocou
para a construção de rodovias. A extensão total das vias férreas é atualmente inferior a 30.875 km.


Construir um sistema Ferroviário é caro?


Mas e os 50.000 km de Hidrovias que comparado a outros países o Brasil é o terceiro maior (2010)
no mundo?


Será que estas hidrovias estão todas localizadas em sua maioria em áreas remotas, longe das
indústrias e áreas urbanas?


Precisamos mudar este paradigma de interesses econômicos infundados de alguns em favor da
vida. Afinal os países que usam uma combinação harmoniosa entre ferrovias, hidrovias, rodovias e
aerovias são justamente os mais ricos e os com os melhores índices.




DADOS ESTATÍSTICOS


BRASIL


Mortes Reportadas nas Rodovias (2006)
35.155 (82% homens, 18% mulheres)


Acidentes não fatais Reportados (2006)
407.685




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TENDÊNCIAS DOS ÍNDICES DE FATALIDADE NAS RODOVIAS NOS PAÍSES SELECIONADOS ABAIXO:




Na linha vertical Número de mortes por 100.000 habitantes

Fonte: OMS – Organização Mundial de saúde 2011




Marcello A. Grigol
Especialista e Consultor
INFINITI BUSINESS CONSULTING BRASIL

Ph.: +55 (51) 3249.7928
Email: infibity.brz@gmail.com




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