Docstoc

Deficiência mental para professores

Document Sample
Deficiência mental para professores Powered By Docstoc
					ORGANIZAÇÃO E REALIZAÇÃO: EQUIPE DE EDUCAÇÃO ESPECIAL

TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade

DEFICIÊNCIA MENTAL
Dislexia

ALESSANDRA VALESKA R. A. DE ARAÚJO FONOAUDIÓLOGA
Deficiência Visual

LAURA PATRÍCIA DA S. M. DI LORETO PSICÓLOGA

APOIO:

ORIENTAÇÃO AOS DOCENTES SOBRE ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS

Deficiência Física

Deficiência Auditiva

CAMPO VERDE/MT SETEMBRO/2008

APRESENTAÇÃO

Tendo em vista que o trabalho de apoio ao estudante com necessidade educacional especial não é papel apenas de um grupo específico, mas de toda a comunidade, convidamos o corpo docente a tomar contato com este material onde oferecemos sugestões que contribuam para um melhor desempenho desse aluno em aulas e avaliações. Isto vem concretizar o nosso compromisso com a inclusão, condição esta imprescindível para se conviver de forma plena no mundo das diversidades, garantindo o acesso e a permanência do aluno conforme determina a Lei Federal nº 10.172/2001. O professor junto a assume seus também colegas e importância também a primordial no que diz respeito à sensibilização que pode desenvolver funcionários e estudantes. Esse é o 6° volume de uma série que começou a ser desenvolvida em 2007 (vide capa).

LEGISLAÇÃO

1 9 9 4 1 9 9 6

“O direito de todos à educação, independentemente de suas diferenças, enfatizando que a educação de pessoas portadoras de deficiência é parte integrante do processo educativo” foi
reafirmado pela Declaração de Salamanca, resultante da Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais: Acesso e Qualidade, ocorrida na Espanha.

1 9 8 8 1 9 8 9

“ o atendimento educacional especializado aos portadores
de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino” é garantido na Constituição Federal, artigo 208,
inciso III.

“ ao Poder Público e aos seus órgãos cabe assegurar às pessoas portadoras de deficiência o pleno exercício dos seus direitos básicos, inclusive do direito à educação... A oferta, obrigatória e gratuita da educação especial em estabelecimentos públicos de ensino”, como determina a
Lei Federal, n° 7853, artigo 2°.

1 9 9 0

“O direito à igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, sendo o Ensino Fundamental obrigatório e gratuito (também aos que não tiveram acesso na idade própria); o respeito dos educadores; e atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular” é garantido no ECA – Estatuto da Criança e
do Adolescente, artigo 5°.

“A Educação Especial como modalidade da Educação Escolar, que deverá ser ofertada, preferencialmente, na rede regular de ensino, particularmente aos alunos com necessidades especiais, havendo quando necessário, serviços de apoio especializado ... Art. 12 - Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: I - elaborar e executar sua Proposta Pedagógica; V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento. Art. 13 - Os docentes incumbir-se-ão de:III, zelar pela aprendizagem dos alunos; IV, estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento. Art. 23 - A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. Art. 24, V, a) avaliação contínua e cumulativa; prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período. “
Estão referidos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9.394.

2 0 0 1 2 0 0 1 2 0 0 1

“A Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência, apensa por cópia ao presente Decreto, será executada e cumprida tão inteiramente como nela se contém.”,
como determina o Decreto, n° 3.956, artigo 1°.

DEFICIÊNCIA MENTAL

“As Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica”, está instituída na Resolução 02 da LDB.

CONCEITOS: Segundo o DSM – IV (Diagnostic Statistic of Mental

“O cumprimento do que determina a Lei Federal n.

10.172/2001, que assegura a acessibilidade e permanência nas escolas, aos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais” está na Resolução N.261/ 02 –
CEE/MT, capitulo III art.15, inciso II.

Health), a Deficiência mental não se caracteriza apenas pelo rebaixamento cognitivo. Deve-se atentar para prejuízos nas demais áreas: Critério significativamente A: “(...) à funcionamento média”, intelectual dos

inferior

acompanhado

2 0 0 1

“O quadro das dificuldades de aprendizagem absorve uma diversidade de necessidades educacionais, destacadamente aquelas associadas a: dificuldades específicas de aprendizagem como a dislexia e disfunções correlatas; problemas de atenção, perceptivos, emocionais, de memória, cognitivos, psicolingüísticos, psicomotores, motores, de comportamento; e ainda há fatores ecológicos e socioeconômicos como as privações de caráter sociocultural, e nutricional.” Parecer CNE/CEB nº 17/2001 // Resolução
CNE/CEB nº 2, de 11 de setembro de 2001.

Critérios B e C, citados a seguir: Critério B: limitações significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos 2 das seguintes áreas : Comunicação; Auto-cuidados; Vida doméstica; Habilidades sociais/interpessoais; Uso dos recursos comunitários; Autosuficiência; Habilidades acadêmicas/trabalho; Lazer, saúde, segurança Critério C: Início antes dos 18 anos.

4- DM Severo CLASSIFICAÇÃO DE DEFICIÊNCIA MENTAL EVOLUÇÃO DO CONCEITO NA HISTÓRIA QI entre 20 e 34 Escolas especializadas visando o desenvolvimento da independência quanto auto-cuidados e AVDs. São semi-dependentes necessitando supervisão freqüente. Variação normal da inteligência (VNI) - limítrofe QI entre 71e 84. Geralmente sem atraso do DNPM (desenvolvimento neuropsicomotor). Dificuldade mais na idade escolar, conseguem concluir a 4° série primária em ensino regular. Vida adulta independente. Funções simples em mercado de trabalho. DM Leve QI entre 50 e 70. Atraso no DNPM discreto. Dificuldades no aprendizado precocemente percebidas. Necessita ensino especializado. Alfabetizáveis. Independência quanto auto-cuidados e AVDs. DM Moderado QI entre 33 e 49. Atraso no DNPM precoce. Necessitam ensino especializado com equipe multidisciplinar. Dificilmente alfabetizáveis. Certos graus de dependência nas AVDs. Não conseguem trabalho a nível competitivo. Podem ser bastante produtivos em oficinas abrigadas. CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES: Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS – estima-se que países em desenvolvimento apresentam cerca de 10% de sua população com alguma deficiência, sendo que, dentre esses 10%, 5% são Deficientes Mentais, doravante citados como DM. As características da deficiência mental determinam que no processo educacional das pessoas com tal condição, sejam desenvolvidas condutas adequadas ao comportamento social esperado por idade. A terapia para os deficientes mentais deve ser pedagógica e não médica. 5- DM Profundo QI inferior a 19 Atraso muito acentuado no DNPM, alguns nem adquirem marcha independente. Vida adulta dependente quanto auto-cuidados e AVDs Trabalho individualizado.

Quando o tema é deficiência mental, o maior problema encontrado na pessoa é sua dificuldade em aprender habilidades relevantes, próprias de sua idade cronológica para um viver em sociedade, o que faz da deficiência mental um problema a ser trabalhado educacional. Dos 0 aos 7 anos, espera-se um desenvolvimento das habilidades sensório-motoras, das habilidades de comunicação, de auto-ajuda e de socialização. Dos 7 aos 14 anos, o desenvolvimento esperado concentrase nas habilidades acadêmicas, nas habilidades de vida diária, nas habilidades apropriadas para domínio do ambiente e manejo social. CAUSAS Genéticas : Síndrome de Down ; X - Frágil Relacionadas à gestação e ao parto • • • • A partir dos 14 anos, espera-se o desenvolvimento de responsabilidades sociais e profissionais. • • Acidentes Infecções intra-útero Exposição a fatores tóxicos Doenças maternas Tocotrauma (lesões mecânicas) Prematuridade com as habilidades, principalmente no âmbito

Mal-formações congênitas “Estudos mostram que o fato de pessoas com deficiência mental serem socializadas em ambientes restritos, com exigência de desempenho social abaixo de suas possibilidades afeta de forma negativa a identidade pessoal dessas pessoas por terem aprendido a desempenhar o papel de deficientes aumentando em muito a possibilidade de permanecerem fiéis ao papel que lhe foi atribuído” (Glat, 1989) Erros inatos do metabolismo Ocorrências neonatais ou 1 ano • • • • • • Trauma Infecções Epilepsias Desnutrição Abandono/maus tratos Doenças degenerativas

Pobreza . Desnutrição . Maus cuidados com a gestação . Maus cuidados com o parto . Ambiente sócio-econômico-cultural desfavorável . Antecedentes dos pais . Doenças da infância/juventude . Exposição a agentes tóxicos

Deve-se fazer o Diagnóstico Diferencial entre DM Leve e: – – – – – – Distúrbios de linguagem Hipoacusia severa Disfasia primária Distúrbios de Processamento Auditivo Central Dislexia Paralisia Cerebral

Por isso, a importância do Diagnóstico criterioso, o qual perpassa por várias etapas: AVALIAÇÃO INTERDISCIPLINAR E DIAGNÓSTICO Um propósito importante ao descrever as limitações é o de desenvolver um perfil dos apoios necessários. Com apoios personalizados apropriados durante um Diagnóstico NÃO é rótulo Etiologia NÃO é destino A maior parte dos indivíduos com baixo rendimento escolar, dificuldades de aprendizagem e problemas adaptativos NÃO tem nenhuma anormalidade identificável seja no exame físico, seja nos exames complementares. Em cerca de 70% dos casos • • • Tomografia Computadorizada = normal Ressonância Magnética = normal Eletroencefalograma = normal NÃO devem ser usados para classificar, julgar e excluir. Triagem social Triagem médica Avaliações fonoaudiólogo, ...) Intervenção interdisciplinar determinado período de tempo, o funcionamento cotidiano da pessoa com DM em geral melhora. específicas (psicólogo,

Assim sendo, o currículo mostra-se limitado e não proporciona uma interação nas relações que se estabelecem entre professores- alunos e alunos-alunos.

A Educação Pré-escolar Antes da integração da pessoa deficiente mental na escola, é necessário ter em conta os seguintes parâmetros: A INCLUSÃO PROPRIAMENTE DITA Segundo o MEC/BRASIL (2005,p.11) o que caracteriza a deficiência mental são, basicamente, as defasagens e alterações nas estruturas mentais que possibilitam o processamento das informações. Entretanto, conforme os referidos autores, é possível olharmos tal condição a partir de diferentes perspectivas o que resultará, consequentemente, no desenvolvimento de práticas distintas. A idéia de integração de alunos deficientes mentais na escola de ensino regular tem como objetivo primordial promover a integração social e se constitui numa meta cada vez mais presente nos diferentes sistemas educacionais. Atender a esse objetivo requer o desprendimento das atitudes tradicionais que sustentam o sistema escolar. Isto porque a característica mais marcante na abordagem de um ensino tradicional consiste em reduzir as oportunidades oferecidas aos alunos. Neste sentido, devem ser favorecidas todas as atividades que a ajudem a adquirir as capacidades necessárias para se desenvolver como ser humano: * Sociabilização; * Independência; * Destreza; * Atuação pedagógica orientada; * Estimulação e motivação para a aprendizagem e para atividades relacionais; * Educação sensório-motora e psicomotora; * Treino de autonomia e hábitos de higiene; *Educação rítmica * Iniciação à comunicação social; *Educação verbal elementar. A Educação na Escola A educação no período escolar deve investir no desenvolvimento de todas as potencialidades da criança deficiente, com o objetivo de prepará-la para enfrentar sozinha o mundo em que tem de viver.

* Domínio do corpo; * Capacidade perceptiva; * Capacidade de representação mental; * Linguagem; *Afetividade. 

situações de ensino e aprendizagem para respeitar a dificuldade de representação formal por parte dos alunos com essa categoria de deficiência. Proponha atividades que se encadeiem numa progressão sistemática do nível concreto ao abstrato em direção à representação mental; Lembre-se que o aluno com deficiência mental pode apresentar alguma dificuldade na capacidade de memorização, o que torna muito importante um planejamento didático que implique retorno – sempre que se fizer necessário e não de forma cansativa – a conteúdos ou conhecimentos já trabalhados;  Procure fazer  avaliar as condições o de crescimento e modificação do aluno e estabeleça como alvo do seu pedagógico desenvolvimento potencial avaliado; Lembre-se que toda aprendizagem deve ser coerente com o nível de desenvolvimento do aluno, ou seja, que existe uma relação e entre a determinado nível de da

Nessa perspectiva, sugerimos que você, ao planejar sua prática:  Lembre-se que o trabalho deve favorecer a interação entre os alunos e que a mediação entre zonas proximais de desenvolvimento diferentes proporciona a construção de conhecimento   daqueles que possuem necessidades educacionais especiais; Verifique se há respeito e cooperação entre os alunos durante o desenvolvimento das atividades; Utilize recursos pedagógicos variados para a realização das atividades, respeitando as especificidades pedagógicas dos seus alunos. No caso dos alunos com déficit cognitivo, faça uso de material concreto. Estes devem ser utilizados nas  

desenvolvimento aprendizagem;

capacidade

potencial

Tenha em mente que a aprendizagem resulta de situações desafiadoras. Apresente aos seus alunos desafios e problemas sem respostas evidentes; Saiba que a avaliação que considera apenas o produto, ou seja, o que os alunos conseguem responder e não como conseguiram chegar às respostas, não possibilita a observação de que muitas questões não respondidas, ou que apresentem respostas „erradas‟, se realizadas com a mediação do outro (professor ou

colega) mais experiente, teriam tido respostas positivas;  Reflita sobre quais os conhecimentos principais que levamos conosco quando deixamos a escola. Lembre-se que hábitos de pensamento, gestos, sensibilidades, formas de compartilhar, de intervir, modos de pensar, de sentir e de conviver são também tão importantes quanto os conteúdos formais;   Acredite que todo ser humano nasce com uma única potencialidade: POTENCIALIDADE PARA APRENDER! Procure respeitar as escolhas que seus alunos fazem, ouvindo preferências e interesses, estimulando sua autonomia. Ofereça um espaço físico onde possam trocar experiência, buscar informações, discutir e encontrar soluções para problemas em suas vidas;  E principalmente, acredite que o desenvolvimento de uma pessoa com deficiência será devidamente entendido quando visto como um processo e não como um fato consumado. Olhe o seu aluno na sua totalidade e nunca de forma fragmentada.

ADAPTAÇÕES CURRICULARES “Nenhuma criança chega a uma operação cognitiva sem possuir a anterior (por exemplo: não alcançam a noção de peso, sem ter antes a de matéria, e chegam ao volume quando já se tem as duas anteriores). A diferença reside no fato de que algumas crianças passam de um estágio a outro no decorrer do desenvolvimento cognitivo, sem maiores problemas, e outras percorrem lentamente os estágios tendo bloqueios e/ou fixações.” (Eugênio González, Necessidades Educacionais Específicas, página 75)

Abaixo citamos adequações que, constantes ou não no PPP, podem auxiliar a criança em seu desenvolvimento. O próprio MEC preconiza, em seu Livro “Adaptações Curriculares de Pequeno Porte”, Volume 6, da Série Escola Viva: “As Adaptações Curriculares de Pequeno Porte são modificações promovidas no currículo, pelo professor, de forma a permitir e promover a participação produtiva dos alunos que apresentam necessidades especiais no processo de ensino e aprendizagem, na escola regular, juntamente com seus parceiros coetâneos. São denominadas de Pequeno Porte porque sua implementação encontra-se no âmbito de responsabilidade e de ação exclusivos do professor, não exigindo autorização, nem dependendo de ação de qualquer outra instância superior, nas áreas política, administrativa, e/ou técnica.

São vários os recursos e materiais que podem ser úteis Para atender a necessidades especiais comuns em alunos com dificuldades de aprendizagem Uma dificuldade de abstração, ou seja, uma dificuldade de operar no nível das idéias, do raciocínio, sem contar com a presença do estímulo concreto. Essa dificuldade pode se apresentar em vários níveis, desde as que se resolvem com algum suporte do professor ou de algum colega, até as que necessitam de intenso e constante suporte em diferentes instâncias da vida: pessoal, social, educacional, profissional, etc. A dificuldade de abstração tem conseqüências práticas importantes na vida cotidiana da criança, inclusive na própria aprendizagem do respeito a limites próprios à vida em comunidade. Tais circunstâncias não podem ser ignoradas pelo professor, já que dele depende o acesso da criança com dificuldade de aprendizagem a conhecimentos que lhe permitam o desenvolvimento e o exercício da cidadania e a apreensão do conhecimento produzido e sistematizado pelo homem. Uma outra adaptação no método de ensino é a modificação do nível de complexidade das atividades. Nem todos os alunos conseguem apreender um determinado conteúdo se ele não lhe for apresentado passo a passo, mesmo que o “tamanho” dos passos precise ser diferente de um aluno para outro. Assim, o professor tanto pode precisar eliminar componentes da cadeia que constitui a atividade, como dar nova seqüência à tarefa, dividindo a cadeia em passos menores, com menor dificuldade entre um e outro, etc. Outra categoria de adaptação no método de ensino encontra-se representada pela adaptação de materiais utilizados. Assim, faz-se essencial que o professor adote, como primeiro passo de sua relação com esse aluno (bem como com qualquer outro), a prática de identificar os conhecimentos que ele já possui como ponto de partida do processo de ensinar, base para a ampliação e aquisição de novos conhecimentos, em qualquer unidade temática. O processo de apropriação do conhecimento pelo aluno se fundamenta nos conhecimentos que ele já traz consigo, representados tanto pelos conceitos cotidianos adquiridos informalmente, como pelos que adquiriu em sua escolaridade anterior, quando ela ocorreu. Já quando entra na escola sem ter tido qualquer escolarização anterior traz consigo conceitos espontâneos, fragmentados, ligados à vida diária. Tais conceitos devem ser reorganizados e ampliados, com a introdução dos conhecimentos formais. O ajuste de suas ações pedagógicas tem sempre de estar atrelado ao processo de aprendizagem do aluno. para atender às necessidades especiais de vários tipos de dificuldade, seja ela permanente, ou temporária. Por exemplo, recursos visuais e auditivos adicionais, materiais concretos, jogos pedagógicos. O professor poderá também ter de fazer modificações na seleção de materiais que havia inicialmente previsto em função dos resultados que esteja observando no processo de aprendizagem do aluno.

CONDUTAS ADAPTATIVAS Além dessa providência, fundamental para a promoção do acesso do aluno ao conteúdo curricular, há outras mais específicas sugeridas a seguir:   posicionar o aluno de forma que possa obter a atenção do professor; estimular o desenvolvimento de habilidades de comunicação interpessoal, encorajando a ocorrência de interações e o estabelecimento de relações; O ensino sistematizado das habilidades adaptativas possibilita às instituições dedicadas ao atendimento de pessoas com deficiência mental saírem da rotina e da inércia curricular em que se encontram e buscar a inclusão social e comunitária das pessoas com tal deficiência. A) Habilidades de comunicação: dar e escrever recados, compreender conselhos, emoções, felicitações, saudações, protestos ou rejeições. B) Habilidades de cuidados pessoais: incluem os comportamentos de comer, higienizar, vestir e cuidados com a aparência física. C) Habilidades de vida no lar: cuidado com as roupas, a preparação da comida, a elaboração de lista de compras, comportamento com vizinhança. D) Habilidades sociais: fazer amigos, manter uma conversa, cumprimentar pessoas, perguntar, responder, sorrir, cooperar com o outro, demonstrar e reconhecer sentimentos, Adaptação do Processo de Avaliação Outra categoria de ajuste que pode se mostrar necessária para atender a necessidades educacionais especiais de alunos é a adaptação do processo de avaliação, seja por meio da modificação de técnicas, como dos instrumentos utilizados, como por exemplo, utilizar diferentes procedimentos de avaliação, adaptando-os aos diferentes estilos e possibilidades de expressão dos alunos.” brincadeiras apropriadas, mostrar empatia e ser justo. E) Habilidades relacionadas com o desempenho na comunidade: fazer compras, ir à Igreja, fazer uso do transporte coletivo se houver, uso de lugares públicos como praças, parques, biblioteca, ruas, calçadas, escolher e comunicar suas preferências e necessidades e aplicar a leitura e a escrita na vida diária. F) Habilidades de independência ou de autodirecionamento: incluem comportamentos de realizar escolas, seguir horários, iniciar atividades adequadas aos lugares e

condições, horários e interesses seus e das outras pessoas, pedir ajuda quando necessário, tomar decisões apropriadas.

G) Habilidades em saúde e segurança: comer, identificar sintomas de doenças, conhecimentos básicos de primeiros socorros, sexualidade, normas de segurança (cinto de segurança e obediência aos sinais de trânsito), buscar ajuda e também saber aplicar a leitura e a escrita em situações que as requeiram. H) Habilidades acadêmicas funcionais: ler, escrever mesmo que de forma incidental, raciocínio matemático básico aplicado diretamente na vida diária, conhecimentos básicos de ciências, e tudo que esteja relacionado com o ambiente físico e geográfico. I) Habilidades de ócio e tempo livre: incluem o comportamento de escolha de recreação e lazer que possam refletir preferências pessoais, participação de atos públicos de acordo com idade e valores culturais. J) Habilidades de trabalho: apresentação de habilidades específicas ao tipo de trabalho no qual está inserido, comportamento social adequado ao ambiente e comportamentos relacionados com o trabalho em si, como finalizar tarefas, respeitar horários, uso de dinheiro, ir e voltar do trabalho e interação com companheiros.

Em resumo, as habilidades adaptativas devem ser trabalhadas triplamente, em todas as instituições nas quais o deficiente mental faz parte, nos aspectos: CONCEITUAIS: relacionadas com a linguagem, leitura e escrita, conceito de dinheiro e auto-direcionamento. SOCIAIS E DE RELAÇÕES INTERPESSOAIS: relacionadas com as habilidades de responsabilidade, auto-estima, credulidade, ingenuidade, obediência às regras e leis, cuidados com a vida. PRÁTICAS: relacionadas com as atividades diárias e atividades de vida prática (higiene, alimentação e vestimenta, manutenção da casa, uso de transporte, uso de medicamentos, manejo do dinheiro, uso do telefone, habilidades de trabalho e habilidades de manter-se em ambientes seguros)

SERVIÇOS NECESSÁRIOS: Ou seja, não é unicamente o DM que deve se adaptar às instituições e, sim, elas é que deverão modificar suas estruturas físicas, organização curricular, pedagógica e de atendimento/lida para facilitar acesso ao currículo e à vida como um todo, orientando quanto à sua permanência no ensino especial. Algumas passarão o maior tempo, ou talvez a totalidade da jornada escolar recebendo ensino especial; outras estarão freqüentando classe comum e apoio especial, indicando assim, os diferentes níveis de integração/inclusão escolar. ... o “preferencialmente” na rede regular de ensino significa que esse atendimento deve acontecer prioritariamente nas unidades escolares, sejam elas comuns ou especiais, devidamente autorizadas e regidas pela nossa lei educacional. A Constituição admite ainda que o atendimento educacional especializado pode ser oferecido fora da rede regular de ensino, já que é um complemento e não um substitutivo do ensino ministrado na escola comum para todos os alunos ...

“ O atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino” é garantido na Constituição Federal, artigo 208,
inciso III.

Os alunos com deficiência mental, podem ser atendidos em diferentes contextos, sendo eles ensino regular, escola regular com salas de recursos, escolas especializadas e instituições afins.

Quanto à Sala de Recursos Multifuncional e/ou Sala de Recursos para Deficiente Mental, alguns princípios devem ser considerados pelo professor especialista durante a realização de seu trabalho. Os professores que atuam no atendimento educacional especializado, além da formação básica em Pedagogia, devem ter uma formação específica para atuar com a deficiência a que se propõe a atender. Assim como o atendimento educacional Tem especializado, os professores não substituem as funções do professor responsável pela sala de aula das escolas comuns que têm alunos com deficiência incluídos. Segundo o MEC/BRASIL (2006, p.23) o professor da sala de recursos para alunos com deficiência mental deve:  Realizar atividades que estimulem o desenvolvimento dos processos raciocínio, outros;  Proporcionar ao aluno o conhecimento do seu corpo, levando-o a usá-lo como instrumento de expressão consciente na busca de sua independência e na satisfação de suas necessidades;  Fortalecer a autonomia dos alunos para decidir, opinar, escolher e tomar iniciativas, a partir de suas necessidades e motivações;   Proporcionar a interação dos alunos em ambientes sócias, valorizando as diferenças e a não discriminação; Preparar materiais e atividades específicas para o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos. mentais: imaginação, atenção, percepção, memória, entre criatividade, linguagem,

ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA

As AVD(s) – Atividades de Vida Diária – é uma área cujo programa de trabalho busca satisfazer à necessidade pessoal e social do indivíduo dando condições de executar as atividades da vida diária, de forma independente e auto-suficiente. como objetivo proporcionar ao educando

condições para que dentro de suas potencialidades possa formar hábitos através de técnicas específicas e funcionais que lhe permita participar ativamente do ambiente em que vive.

Para tanto, o educando passa por entrevista e avaliação, assim como seus responsáveis e a instituição à qual está vinculado. Verifica-se, a partir daí, a necessidade ou não de um programa de treinamento. A entrevista com o educando e/ou com o responsável deve envolver esclarecimentos quanto aos objetivos gerais e atuais das AVD(s), como são realizadas suas atividades em casa e como as executa, como se sente e quais as dificuldades, em que necessita de ajuda e qual a expectativa em relação às AVD (s) e ao educando.

De um modo geral, a atividade do indivíduo depende da integridade de suas funções psíquicas e físicas. 1. Exploração A primeira atividade do indivíduo, acerca do ambiente é a exploração do mesmo e dos elementos nele existentes. A etapa seguinte se refere à manipulação destes elementos, conhecendo-lhes desta forma as características que remetem à sua identificação. O passo final é alcançado, então, com a utilização destes elementos. Baseado nisto, faz-se um levantamento de como a formação do sujeito pode ajuda-lo na realização da atividade proposta. Todo o trabalho a desenvolver deve partir sempre das vivências reais e mais próximas da pessoa. 2. A.V.D. Ao iniciar as atividades de A.V.D. propriamente dita, utilizase uma variante de atividades enfocando sobretudo, mas não somente, os cuidados pessoais: a)toillete: uso da ducha, usar adequadamente sabonete e toalha, lavar e secar rosto e mãos quando percebe-los sujos, pentear os cabelos e realizar a higiene do pente, realizar a higiene das unhas (cortar, lixar), cuidados com prótese, uso de lenço (papel ou tecido), uso adequado de absorventes íntimos quando meninas. b)higiene dos dentes: necessidade de organização (guardar o tubo e a escova na caixa ou no armário), maneira de segurar a escova, como colocar a pasta na escova, como escovar os dentes (como movimentar a escova, como cuspir a pasta, como enxaguar a boca e a escova).

c)necessidades fisiológicas: uso do papel higiênico (cesto), dar descarga, colocação da roupa. d)higiene básica (banho): uso adequado do chuveiro e materiais de higiene, disposição de roupas sujas e limpas, despir-se e vestir-se, lavar-se e enxugar-se usando as técnicas (primeiro cabeça, depois as partes restantes), manter o banheiro em ordem. e)aparência pessoal: reconhecimento das peças de vestuário e combinação das mesmas, vestir-se e despir-se, identificar avesso e direito, dobrar e colocar roupas no armário ou na gaveta, lidar com complementos (botões, pressões, zíperes, fivelas, nós e laços), colocar cintos e elásticos, calçar e descalçar meias e calçados, colocar cadarço, virar golas, mangas e bainhas, utilizar roupas adequando-se à temperatura. 3. Algumas situações para o treinamento As técnicas de treinamento devem englobar também: a)Alimentação, onde o material será o próprio alimento e onde o horário do almoço em refeitório/restaurante dá oportunidade para utilizar o aprendizado adquirido em treino, e serve como reforço, desde que o educando esteja consciente da importância deste treino no seu contexto de vida, portanto, no processo de reabilitação. Na alimentação se pode observar e exercitar a mastigação e atender a todas as particularidades

que concorrem para que o comer seja mais correto. Trabalhar, também, aspectos como: sentar-se à mesa, como utilizar colheres, garfos e facas, o cuidado ao levar os alimentos à boca, o ritmo da mastigação que deve ser lento, manter asseio à mesa evitando derrubar alimentos para fora do prato, utilizar outro prato para as sobras, como usar guardanapos e palitos, como se servir (alimentos e bebidas) ou como pedir para que sirvam, como se levantar e arrumar a cadeira, levar os utensílios usados na mesa ao local próprio para limpeza. b)Acesso ao ambiente: como se aproximar de um ambiente com várias pessoas, como se comportar, como se sentar (para comer ou para conversar).

d)Saúde e segurança: reconhecer materiais de pequenos socorros e sua aplicação, fazer curativos simples. e)Boas maneiras e iniciativa social: a vida em sociedade compreende o relacionamento mútuo entre pessoas no âmbito familiar, no trabalho ou em momentos de recreação. Todo relacionamento entre pessoas deve ser respeitado. As boas maneiras devem existir em público, em igreja, em ônibus, ... Portanto, é apropriado: utilizar termos como bom dia, até logo, bater à porta antes de entrar e desculpar-se, saber cumprimentar com a mão ou gestos, voltar o rosto para quem cumprimenta quando fala ou para seu interlocutor, saber dizer seu nome e endereço, saber pedir ajuda e informações, reconhecer objetos perigosos, não sair com estranhos. f)Trabalhos manuais: alguns trabalhos manuais podem

c)Administração do lar: arrumar cama, colocar lençol e, sob o lençol, fronha e colcha, preparar a mesa para o café da manhã, para o almoço, para o lanche e para o jantar, recolher talheres e pratos, lavá-los e secá-los, jogar o lixo fora, selecionar, lavar, estender, recolher e passar roupas.

ser realizados pela pessoa com deficiência, tais como: forrar gavetas, forrar vidros/latas/caixas, fazer pacotes de presentes, entre outros. Deve-se verificar o grau de necessidade de uso de certas atividades dentro do contexto de vida do educando.

• Como você se relaciona com ela? • Que tipo de sentimentos ela desperta em você? • O que acharia de ter colegas com dificuldades para ler, Garantindo o acesso e permanência de todos os alunos na escola. escrever , conversar, se comportar na classe? • Acredita que seria legal, que teria o que aprender com ele ou o que lhe ensinar? Uma atitude de respeito e de dignidade no trato desse fenômeno, por si só, já transmite a seus alunos um modelo que se fortalece na convivência com um colega que tenha uma deficiência. CONVERSANDO COM A CLASSE Sugestão de atividade A atividade sugerida a seguir foi testada e aprovada por Antes de se iniciar um trabalho com alunos com professores de classes comuns, em conjunto com professores de classes especiais. É importante respeitar o “espírito” de tal atividade, mas é claro que você pode e deve ser criativo. Ela poderá e deverá ser enriquecida com a sua criatividade e a dos alunos. O importante é que os conceitos sejam transmitidos de forma clara e divertida, e que a participação dos alunos seja sempre voluntária. necessidades educacionais especiais em classes comuns do sistema regular de ensino, é necessário que seja feito um preparo dos demais alunos para a convivência na diversidade, enfatizando a importância das diferenças entre indivíduos, de maneira geral. A diversidade constitui a base do desenvolvimento das relações humanas, já que somos todos diferentes uns dos outros, o que não faz de ninguém melhor ou pior como pessoa e cidadão. Os comportamentos de rejeição e de superproteção à diferença devem ser desvelados, discutidos, compreendidos e modificados, inclusive como parte da ação educativa da escola, que é formar cidadãos ativos, conscientes, críticos e responsáveis. Como qualquer outro conteúdo pedagógico, é importante que você inicie um diálogo a partir das vivências concretas de seus alunos a respeito das pessoas com deficiência. • Você conhece alguém com deficiência? Quem é essa pessoa? • E alguém com algum outro tipo de necessidade especial, que não seja uma deficiência? Objetivo – Levar o aluno a perceber que existem tamanho, várias cor, diferenças: textura, de forma, sabor, odor,

Trabalhando com as diferenças e semelhanças

origens (pode-se também mostrar peso das frutas, dividí-las, etc).

Conscientização das diferenças entre pessoas, mostrando que a diversidade não implica inferioridade. Correlacionar semelhanças e diferenças de crenças, físicas, sociais, étnicas e que devemos sempre respeitar todas elas. Ensinar o que é preconceito e discriminação. Promover a auto-estima através do autoconhecimento e liberdade de expressão. Estimular noções básicas de comportamento e convívio social e o cuidado consigo mesmo. Material – diversos tipos de frutas.

QUER SABER MAIS?

INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO Procedimento 1. Cada aluno deverá trazer ou receber diferentes frutas. 2. Cada um vai observar detalhadamente sua fruta: forma, cor, tamanho, odor, textura e etc. 3. Cada um deverá saborear sua fruta e depois a dos outros. 4. Cada um descreverá sua experiência comparando semelhanças e diferenças. 5.Os alunos poderão dividir as frutas, pesá-las, fazer salada de frutas, trazer folhas, plantar as sementes etc. 6. Com relação ao tema „deficiência mental‟, o educador pode levar os alunos a perceberem que as pessoas também são diferentes, mas, nem por isso, deixam de ter seu valor e sua dignidade. Sensibilização para aceitação das diferenças. Valorização e respeito de cada um e do outro. Abra um espaço de discussão para toda a sala, para que cada aluno exponha os sentimentos que vivenciou ao realizar a atividade, seus anseios ao tentar e suas frustrações.     http://www.tiamonica.com.br/ http://www.tiogui.com.br/ http://www.disney.com.br/DisneyViagens/waltdisneyw orld/index.html http://www.arcakids.com.br/arcakids/index.jsp A utilização do computador como ferramenta no processo de aprendizagem de alunos com deficiência mental sob a perspectiva da construção do conhecimento além da utilização de softwares pelo aluno ainda podemos trabalhar com editores de texto, editores de imagem, e a internet como fonte de pesquisa, acesso à informação e comunicação para os alunos. Em se tratando da internet, você poderá encontrar ainda inúmeros sites com jogos e programas disponíveis gratuitamente para download, no entanto, caberá á você identificar dentre esses quais levarão seus alunos a construírem conhecimento. Segue abaixo algumas indicações de endereços eletrônicos para você pesquisar e selecionar aqueles que correspondem a sua concepção de utilização da informática na educação:

                           

http://www.eaprender.com.br/jogos.asp http://www.alzirazulmira.com/ http://www.divertudo.com.br/ http://www.evanguarda.globo.com./criança/default3.asp http://www.uol.com.br/aprendiz http://www.estudioweb.com.br/ http://www.reciclaveis.com.br/kids.htm http://www.klickeducacao.com.br:8000/klickids/jogos.asp# http://www.priberam.pt/DLPO/ http://www.mingaudigital.com.br/ http://senna.globo.com/ http://www.sitiodosmiudos.pt/sitio.asp http://www.mundokid.com.br/index.asp http://www.miniweb.com.br/ http://www.microsoft.com.brasil/educacional/defaut.asp http://www.uol.com.br/ecokids/ http://www.ecosolidariedade.com.br/ http://www.eduk.com.br/ http://www.ldc.com.br/flalu http://www.lixozero.com.br http://www.canalkids.com.br/meioambiente http://www.aloescola.com.br/infantis/chuachuagua http://www.ibge.gov.br http://www.inep.gov.br http://www.junior.te.pt/servlets/Home http://www.kadike.com.br http://www.omeninomaluquinho.educacional.com.br http://www.pumpkins.com.br

Desse modo, vimos que o desenvolvimento de práticas pedagógicas, no atual contexto educacional, deve primar pela realização de atividades desafiadoras, que instiguem nos alunos a capacidade de criação, de descoberta e de construção de conhecimentos. Nessa perspectiva, acreditamos no computador como uma ferramenta potencializadora de sua prática no desenvolvimento de atividades que possibilitem que os alunos com deficiência desenvolvam tais habilidades.

TERMINALIDADE ESPECÍFICA e MERCADO DE TRABALHO Para alunos com necessidades educacionais especiais, comprovadamente impossibilitados de atingir os parâmetros exigidos para a conclusão do ensino fundamental, as escolas poderão, com fundamento no inciso II do artigo 59 da Lei 9394/96, expedir declarações de terminalidade específica, independente da fase/ano/ciclo em curso. São considerados alunos com necessidades

educacionais especiais aqueles que apresentam significativas diferenças físicas, sensoriais ou intelectuais decorrentes de fatores adquiridos, permanente em dificuldades inatos de ou caráter ou ou no e

temporário, que resultem impedimentos processo ensino

desenvolvimento do seu aprendizagem.

deficiência A terminalidade prevista somente poderá ocorrer nos casos plenamente justificados, mediante a apresentação de: I – Relatório Individual de Aluno para Terminalidade Específica, devidamente preenchido por professor especializado e/ou capacitado, com a aprovação da equipe diretora; II – parecer favorável da Equipe de Educação Especial sobre o relatório individual do aluno; III – aprovação pelos Conselhos de Ano/Fase e de Escola dos casos que obtiveram parecer favorável da Coordenadoria Pedagógica – Equipe de Educação Especial, em reunião convocada para tal fim; IV – visto da Supervisão de Ensino, confirmando a regularidade do processo. A idade mínima para que o aluno receba a declaração de terminalidade específica deverá ser de 16 (dezesseis) anos completos, independentemente da fase/ano/ciclo cursado. Deve, também, haver um consenso entre as instituições cabíveis (escola e família) a respeito dos benefícios futuros, pois, se não houver a continuidade da formação da pessoa, agora no nível de mercado de trabalho, talvez a terminalidade específica não seja a melhor opção. Algumas profissões que podem ser escolhidas pelo

no

mercado

de

trabalho

–

possibilidades

ocupacionais‟, dependendo da oferta do município, são: Ajudante de padeiro, artesão em cerâmica, artesão de flores, auxiliar de açougueiro, empacotador, auxiliar de pedreiro, auxiliar de encanador, auxiliar de jardineiro, auxiliar de serviços gerais, auxiliar de serigrafia, copeiro de hotel e restaurante, distribuidor de panfletos, dobrador de roupas, doceiro, embalador de mudas, encadernador à mão, feirante, floricultor, lavador de louças, lavador de veículos, lixador de móveis, lustrador de móveis, modelador ceramista em gesso, montador de caixas, montador de produtos de plástico, polidor de metais, repositor de supermercado e de outras lojas, servente de obras, ...

“Eu ouço e esqueço. Eu vejo e recordo. Eu faço e compreendo”. Confúcio

deficiente mental, citadas em „A inclusão da pessoa portadora de

Roteiro para elaboração do Relatório Individual de alunos indicados à Terminalidade Específica Escola: __________________________________________________________ Nome do Aluno: _________________________________________________ Data de nascimento: ___/___/______ I – Dificuldades apresentadas pelo aluno. II – Objetivos priorizados e conteúdos selecionados. III – Proposta pedagógica oferecida para o aluno, considerando: - as adaptações significativas no currículo; - as adaptações de acesso diante das Necessidades Educacionais Especiais; - os objetivos e conteúdos curriculares de caráter funcional e prático (consciência de si, posicionamento diante do outro, cuidados pessoais e de vida diária); - relacionamento interpessoal; - as habilidades artísticas, práticas esportivas, manuais; - exercício da autonomia; - conhecimento do meio social; - critérios de avaliação adotados durante o processo ensino aprendizagem. IV – Proposta pedagógica desenvolvida para o aluno nos serviços de apoio pedagógico. V – Elementos de apoio oferecidos pela família, profissionais clínicos e outros. VI – Encaminhamentos compatíveis com as competências e habilidades desenvolvidas pelo aluno. VII – Assinaturas: - Equipe Diretora - Professor Especializado e/ou capacitado MODELOS:

DEPOIMENTO “Aos 7 anos, este garoto atento ao exercício nem sequer pronunciava o próprio nome: Henrique. Sua família pouco sabia como ajudá-lo. Na escola, ele pôde conhecer a si mesmo, o manejo das coisas, as outras crianças... Estudar foi a primeira porta aberta para o desenvolvimento, que ele encontrou num ensino que respeita O TEMPO DE CADA UM...

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL, Ministério da Educação: Diretrizes nacionais para a educação especial na Educação Básica/ Secretaria de Educação Especial – MEC; SEESP, 2001. BRASIL, Ministério da Educação: Escola Viva –

garantindo o acesso e permanência de todos os alunos na escola / Sensibilização e convivência. Volume 3. Secretaria de Educação Especial – MEC; SEESP, 2000. BRASIL, Ministério da Educação: Escola Viva: Adaptações

... Elisângela não imaginava do que Henrique seria capaz se fosse incentivado de maneira adequada. Foi com a ajuda da professora Marta Giuste da Silva, na 1a série, que ele conseguiu dizer seu nome claramente pela primeira vez. “Comecei um trabalho com ele desde a pronúncia”, diz a educadora. Daí em diante, o processo deslanchou. O menino revelou-se um dedicado aprendiz na sala de aula, daqueles que não se calam cada vez que têm uma dúvida. Ao mesmo tempo, a professora conversou muito com a mãe de Henrique e conscientizou-a de que a escola regular tinha a obrigação de receber seu filho. Na sala de apoio, o garoto contou com uma professora para ajudá-lo a se desenvolver no que tinha mais dificuldade. Com o tempo, passou a ler histórias por meio de imagens e a contá-las aos amigos. “Ele já monta pequenas frases, desenha e organiza livrinhos”, diz a educadora especializada Maria Aparecida Valelongo Cunico.”

Curriculares de Pequeno Porte. Volume 6. Secretaria de Educação Especial – MEC; SEESP, 2000. Disponível em http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/cartilha06.pdf Parâmetros Curriculares Nacionais – Adaptações

Curriculares, Brasília: MEC/SEF/SEESP, 1999. Monroy, Ângela. EDUCAÇÃO ESPECIAL -ATENDIMENTO ÀS NECESSIDADES ESPECIAIS: Especial, ESAP. Jaeger, Edinéia L. Adaptações realizadas com base no texto Atividades de Vida Diária. Fundação Catarinense de Educação Especial, Centro de Desenvolvimento Humano I. DEFICIÊNCIA MENTAL. Material apostilado para o curso de pós-graduação em Educação

Deficiência Mental. Disponível em: www.psiqweb.com.br. Classificação da deficiência mental. Disponível em: http://www.entreamigos.com.br Carvalho, Renata Corcini, Menezes, Eliana da Costa Pereira. A utilização da informática na educação. In: Atendimento Educacional Especializado aos alunos com deficiência mental. Material apostilado do Curso de Formação de Formadores e Tutores para Educação a Distância. Deficiência mental. In: Revista Nova Escola. Edição Especial. N° 11. Terminalidade 04.pdf específica. Disponível em:

http://www.sjc.sp.gov.br/sme/downloads/2006_PORT102-SME-


				
DOCUMENT INFO
Shared By:
Categories:
Tags:
Stats:
views:9963
posted:6/17/2009
language:English
pages:25
Description: Cartilha produzida pela fonoaudi�loga e pela psic�loga em 2008 para auxiliar os professores na compreens�o da defici�ncia mental