Peritonite infecciosa felina by mikeholy

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									                       Peritonite infecciosa felina
                                            Fernanda Vieira Amorim da Costa
                                Mestre em Cirurgia e Clínica Veterinária – UFF
                                Doutoranda em Ciências Veterinárias - UFRGS
                                               Medicina Felina – Florianópolis


   1. Introdução

   •   Coronavírus (FCoV)
   •   2 sorotipos, II + comum
   •   FECV X FIPV
   •   FECV: diarréia auto-limitante leve
   •   FIPV: sistêmica imune-mediada
   •   Somente FIPV infecta macrófagos
   •   Gatos domiciliados
   •   Compartilhamento de vasilhas sanitárias

   •   Vasculite coronaviral felina
   •   Ac não são protetores
   •   Vasculite, necrose e piogranulomas
   •   Efusiva (úmida) ou não efusiva (seca)
   •   Podem progredir de uma forma para outra

2. Epidemiologia
    • Morbidade = 10%; mortalidade  100%
    • > Prevalência: 3 meses a 3 anos
    • Filhotes: > 5 a 6 semanas
    • Vírus relativamente estável (FECV):
  - ambientes secos até 7 semanas
    • Vírus RNA envelopado
    • Desinfetantes e detergentes comuns

    Fatores de Risco:
» Gatos jovens < 1 ano idade, imunossuprimidos
» Ambientes populosos
» Genética contribui 50% risco
   - Abssínio, Bengal, Birmanês, Himalaio, Ragdoll, Rex
» Estresse recente, uso de corticóides
» Doenças concomitantes: FeLV, FIV, parasitismo

   •   Raças puras, gatis (75% a 100% FECV)
   •   Gatos solitários (30% a 50% FECV)
   •   5 a 8% irão ter FIPV
Transmissível: FECV e não FIPV!
   • Gatos com PIF: 42% a 75% eliminam o FCoV no ambiente

Modos de transmissão
  -  Fezes,  saliva e secreções respiratórias
  - Oronasal, a partir contato com as fezes infectadas
  - Raro: placenta, lambeduras, vasilhas de comida
  - Compartilhamento de vasilhas sanitárias
  - Em contato com o FCoV, 95% a 100% se infectam
  - Ciclos infecção, eliminação, recuperação e reinfecção

   •   Maior risco: filhotes 5-6 semanas vida
   •    Ac, contato com as fezes maternas
   •   Assintomáticos: eliminam partículas virais
   -   Eliminação nas fezes: semanas a anos
   -   Intermitente ou continuamente
   -   Com ou sem sinais clínicos
   -   1 em cada 3 soropositivos eliminam vírus
   -   Quanto > título Ac > eliminação
   -   Possibilidade de reinfecção

3. Patogenia FCoV
    • Tonsilas, orofaringe
    • Mucosa intestino delgado em 24 h
    • Replicação nos enterócitos
    • Dependendo taxa replicação = diarréia
    • Fígado, ceco, cólon e LN mesentérico: 14 dias
    - Eliminação nas fezes

FECV pode fazer viremia em gatos saudáveis!

4. Patogenia FIPV
    • A mutação:
    - Genes 3C e 7B + importantes, local exato varia
    - 99,5% homologia vírus original
    - Origina capacidade de infectar macrófagos
    - Disseminação: ceco, cólon, LN, baço, fígado e SNC
    - Imunossupressão intestinal pré-dispõe
» Jovens: desmame, parasitsmo, castração, vacinação, udança de casa,
adaptação a novos gatos, estresse, corticóides
    - Doença clínica: semanas a 2 anos depois

Por quê uns e não outros?

    • Doença imune-mediada:
1.  celular  humoral (forte resposta mediada por células):
latentes, assintomáticos
    - filhotes
    - eliminam FECV, portadores
    - se imunidade for prejudicada desenvolvem FIP
2.  celular  humoral (resposta humoral dominante): forma efusiva
    - citoquinas, prostaglandinas e leucotrienos
3.  celular  humoral (resposta parcial mediada por células): forma não efusiva
    - formações piogranulomas

5. Sinais clínicos
    • Período de incubação: dias a semanas
    • Hipertermia ou febre (39 a 41ºC)
    • Hipo ou anorexia (parcial ou total)
    • Perda de peso
    • Massas abdominais
    • Efusões
    • Icterícia
    • Sinais oculares e/ou neurológicos

Progressão rápida = efusiva
Progressão lenta = seca

   5.1 Efusiva: fluidos protéicos em cavidades
   - 62% ascite, 17% torácica, 21% ambas
   - Ag-Ac e complemento: lesões vasculares
   - Aminas vasoativas = retração céls endoteliais
   - Alta pressão sg e turbulência
   - Rins, peritônio e úvea
   - Efusões não dolorosas e progressivas
   - Efusão pleural: dispnéia, taquipnéia, cianose
   - Efusão pericárdica, escrotal
   - Forma aguda, alta carga viral
   - 4 a 8 semanas após a infecção
   - Massas abdominais
   -
   5.2 Não efusiva: infiltrados granulomatosos

   -   Lesão peri-vascular com necrose
   -   Qualquer órgão

- Olhos:
» Mudança de cor da íris (irite)
» Uveíte, precipitados fibrinosos, flare, hifema, hipopio
» Corioretinite, hemorragias e descolamento de retina
   -   SNC (12-15%):
   -   » > 50% casos de desordens inflamatórias no SNC
   -   » Meningoencefalite granulomatosa multifocal
   -   » Déficits de nervos cranianos, dist. comportamento
   -   » Convulsão, ataxia, paresia, paralisia
   -   » Hidrocefalia (75%), mudança de comportamento
   -   » Sinais vestibulares (nistagmo), incontinência urinária

   - Outros:
» enterite granulomatosa
» hepatite granulomatosa
» nefrite granulomatosa
» pneumonia granulomatosa
» pericardite granulomatosa
» orquite granulomatosa

6. Diagnóstico

   •   Importância: prognóstico, sofrimento
   •   Dificuldades:
   -   Sinais não específicos
   -   Alterações sanguíneas não patognomônicas
   -   Baixa sensibilidade e especificidade testes
   •   Histórico, sinais e exame clínicos, laboratório
   •   Algoritmos: várias referências
   •   Definitivo: histopatológico

Hemograma: não é específico
» anemia arregenerativa (65%) – forma seca
» neutrofilia, desvio à esquerda
» linfopenia (< 1.500/L) – ¾ dos gatos
» trombocitopenia - CID

Bioquímica:
» hiperproteinemia (> 8,0 g/dL)
- 50% efusiva e 70% não efusiva
» hiperglobulinemia (> 5,0 g/dL)
- Eletroforese: mono ou policlonal
» albumina/globulina: < 0,4
» avaliação hepática
» avaliação renal

Efusões:
» 50% dos gatos com efusões têm PIF
» fonte de diagnóstico sugestivo
» abdominal: pesquisar neoplasia, peritonite e colangite LØ
» proteína: 3,5 a 12,0 g/dL
» albumina/globulina < 0,4
» sorologia não é indicada
» transudato modificado ou exsudato não séptico
» claro ou viscoso, opaco, amarelo-palha a ouro
» espuma, coágulos de fibrina
» densidade: 1.017 a 1.047
» <1.000 a 25.000 células nucleadas/mL
» NØ não degenerados, MØ e LØ
» fundo eosinofílico
» teste de rivalta (transudato x exsudato)
» água destilada, 1 gt ác. Acético 98%, 1 gt gota efusão
» fibrina, mediadores inflamatórios
» VPP 86% e VPN 97%
» linfoma, peritonite bacteriana

LCR:
» meninges afetadas
» proteína > 50 mg/dL
» > 100 células/L NØ, MØ e LØ
» neutrófilos e/ou linfócitos predominantes
» título de Ac (não contaminar com sg)
» risco de herniação

Imagem:
» radiografia e ultra-sonografia:
- efusões, granulomas no órgãos, LN mesentéricos

Sorologia:
» só diz que tem Ac para coronavírus! - contato
» não diferencia FIPV de outros coronavírus: canino, suíno
» não diz se está ou ficará doente (FIP)
» falsos positivos e negativos
» ELISA ou IFA – Ag inespecífico para PIFV
» diferenças entre labs ( = negativos)
» doentes podem ser negativos (Ag-Ac) – 10%

Sorologia válida (lab confiável)?
» titulação máxima: 94% chance, dependendo do paciente
» titulação alta: chances estar eliminando vírus, foi contaminado FCoV
» não reagente: saudável, não contaminante, livre de PIF
» gatis

- Critério diagnóstico antemortem:
» linfopenia (< 1.500/L)
» hiperglobulinemia (> 5,1 g/dL)
» Titulação FCoV  1:160
Todos os requisitos: 88,9 % de ser PIF
Não preenchendo TODOS os requisitos 98,8% de não ser PIF ? Artigo hoje
discutido!!!!! JAAHA 30:345-350, 1994

RT-PCR:
» cDNA com o uso da Transcriptase Reversa
» específico para FCoV
» não diferencia FIP, canino ou suíno
» 80% FCoV não patogênico faz viremia
» falsos positivos e negativos
» plasma, soro, efusões, tecidos
» mais utilizado nas fezes

   - RT-PCR para mRNA viral - Resultado positivo confirma PIF – em teoria
» Células do sangue periférico
          - Macrófagos e monócitos
» RNAm de vírus replicante
» Taxas de isolamento
          – Gatos saudáveis – 6%
          – Gatos doentes – 46%
          – Gatos com PIF – 94%
      www.vetmed.auburn.edu/index.pl/molecular_diagnostics
      www.felinecoronavirus.com

Histopatologia:
» cuidado na coleta: coagulopatias
» reação granulomatosa e necrótica ao redor dos pequenos vasos
» MØ, NØ, LØ, e PØ
» flebite necrosante, trombose
» hiperplasia mesotelial e linforeticular

Imunofluorescência antígeno intracelular - Resultado positivo confirma PIF –
em teoria
» Antígeno de FCoV dentro dos MØ
» Efusões, tecidos
» VPP 100%, VPN 57% em efusões
» número suficiente de MØ
» Ac naturais competem com Ac fluorescentes

Comparison of different tests to diagnose feline infectious peritonitis.
Journal of Veterinary Internal Medicine, v.17, p. 781-790, 2003.

Feline infectious peritonitis virus-infected monocytes internalize viral membrane-
bound proteins upon antibody addition. J Gen Virol, Jun; 87(Pt 6):1685-90, 2006.
7. Diagnóstico diferencial
    • Peritonite séptica
    • Colangite LØ
    • Micoses sistêmicas
    • Retroviroses
    • Toxoplasmose
    • Neoplasias
    • Doença inflamatória intestinal

8. Tratamento
    • Não existe tratamento efetivo (fatal 95%)
    • Diagnóstico preciso
    • Todos os gatos vêm a óbito
    • Imunossupressor e sintomático
    • Sinais leves a moderados
    • Qualidade de vida?

     - Prednisolona (Dermacorten®): 4 mg/kg PO SID
     - Ciclofosfamida (Genuxal®): 2,5 mg/kg PO SID
   x 4 dias/semana
     - Ampicilina®: 50 mg/kg PO TID
     - Dexametasona®: 1 mg/kg SID intracavitário
     - Pentoxifillina®: 10 mg/kg PO BID
  10 a 14 dias = reavaliar:
- ir diminuindo as doses
- eutanásia?

Ocular:
Prednisolona (Pred Fort 1%®): 2 gts/olho QID
Atropina (Atropina 0,5%®): 1 gt/olho QID
AAS (Aspirina infantil®): 10 mg/kg PO q.72 h

•Promessas:
-Interferon gamma recombinante felino:
1 MU/kg SC q.48 h 5 doses, depois 1-2 x/sem ou
 50.000 UI PO SID + corticoterapia
  4 de 12 gatos se recuperaram
# Virbagen Omega – Canadá e UK
Use of recombinant feline interferon and glucocorticoid in the treatment of feline
infectious peritonitis. J Feline Med Surg. 6:107-109.

9. Conselhos aos proprietários
    • Esperar 3 meses p/ novo gato (FCoV)
    • Com outros gatos: permitir idas ao quintal
    • Controlar com titulação Ac ou RT-PCR
    • Altos títulos não significam FIP
     •   Minimizar estresse
     •   Boas condições saúde e higiene
     •   Evitar filhotes abrigos/gatis
     •   Identificar fatores genéticos
     •   < 5 gatos pode ficar livre FCoV
     •   > 10 gatos é quase impossível

10. Profilaxia

     • Erradicação da infecção por FCoV:
-   PCR das fezes q. semana durante 2 meses
»   40 a 60% estão eliminando (ambientes populosos)
»   20% eliminam persistentemente
»   20% são imunes e não eliminam
»   Separar os que eliminam por mais de 6 semanas

     •   Perfil sorológico q. 3 a 6 meses, isolar +
     -   amostragem ou todos - 1 ou vários grupos?
     -   não cruzar matrizes de filhotes que tiveram FIP
     -   não cruzar – com +

     •   Gatis +: somente adotar – e
     -   isolar +
     -   isolar gatas prenhes 1-2 semanas antes parto
     -   desmamar filhotes > 4 semanas idade
     -   filhotes > 4 semanas: isolar
     -   doar ou vender os filhotes com 5 semanas
     -   sorologia com 10 semanas para confirmar
     -   minimizar estresse, dieta e profilaxia de doenças

     •   Gatis -: somente adotar – e
     -   isolamento e sorologia de novos gatos
     -   testar 10% anualmente
     -   evitar contato com +

11. Vacinação
   • Doença mais grave se já possui Ac (experimentalmente)
   • Intranasal, < 31 °C – IgA e imunidade celular duradoura
   • Mutante FCoV DF2-FIPV
   • Imunização: 0 a 75% - sorotipo II
   • Ineficaz em gatos já expostos ao FCoV
   • Prejudica controle sorológico
   • Filhotes > 16 semanas:
   - 2 doses, com 3 semanas de intervalo
   • Não disponível no Brasil
12. Conclusões
Doença fatal e disseminada
Diagnóstico difícil
Prevenção difícil
Não existe cura
Não há como predizer os gatos em risco
1 em cada 10 FECV + terão PIF
Vacina tem pouco ou nenhum efeito

13. Literatura recomendada

      1. Feline infectious peritonitis. The Veterinary Clinics of North America:
          Small animal Practice, v.35, n.1, p.39-79, 2005.
      2. Feline infectious peritonitis. Part 1. Etiology and diagnosis. The
          Compendium on Continuing Education for the Practing Veterinarian,
          v.19, n.9, p.1007-1016, 1997.
      3. Feline infectious peritonitis. Part 2. Treatment and prevention. The
          Compendium on Continuing Education for the Practing Veterinarian,
          v.19, n.10, p.1111-1116, 1997.
      4. Feline infectious peritonitis. The Veterinary Clinics of North America:
          Small animal Practice, v.30, n.5, p.987-1000, 2000.
      5. Laboratory profiles in cats with different pathological and
          immunohistochemical findings due to feline infectious peritonitis (FIP).
          Journal of Feline Medicine and Surgery, v.3, p. 149-159, 2001.
      6. Feline infectious uveitis. Journal of Feline Medicine and Surgery, v.2,
          p. 159-163, 2000.
      7. Independent evaluation of a modified live FIPV vaccine under
          experimental conditions (Cornell experience). Feline Practice, v.23,
          n.3, p.74-76, 1995.
      8. Independent evaluation of a modified live FIPV vaccine under
          experimental conditions (Louisiana experience). Feline Practice, v.23,
          n.3, p.72-73, 1995.
      9. Independent evaluation of a modified live FIPV vaccine under
          experimental conditions (University of Liverpool experience). Feline
          Practice, v.23, n.3, p.67-71, 1995.
      10. Overview of the development of a modified live temperature-sensitive
          FIP virus vaccine. Feline Practice, v.23, n.3, p.62-66, 1995.
      11. Antibody-dependent enhancement of feline infectious peritonitis virus
          infection. Feline Practice, v.23, n.3, p.77-80, 1995.
      12. Control of feline infectious peritonitis in breeding catteries by
          sorotesting, isolation, and early weaning. Feline Practice, v.23, n.3,
          p.92-95, 1995.
      13. Treatment of feline infectious peritonitis with immunomodulating
          agents and antiviral drugs: a review. Feline Practice, v.23, n.3, p.103-
          106, 1995.
14. Independent evaluation of a modified live FIPV vaccine under
    experimental conditions (Cornell experience). Feline Practice, v.23,
    n.3, p.74-76, 1995.
15. Recommendations from working groups of the international feline
    enteric coronavírus and feline infectious peritonitis workshop. Feline
    Practice, v.23, n.3, p.108-111, 1995.
16. High viral loads despite absence of clinical and pathological findings in
    cats experimentally infected with feline coronavirus (FCoV) type I and
    in naturally FCoV-infected cats. Journal of Feline Medicine and
    Surgery, v. 6, 69–81, 2004.
17. Use of Recombinant Feline Interferon and Glucocorticoid in the
    Treatment of Feline Infectious Peritonitis. Journal of Feline Medicine
    and Surgery, v.6, n.2, p.107-109, 2004.
18. Inflammation and changes in cytokine levels in neurological feline
    infectious peritonitis. Journal of Feline Medicine and Surgery, v. 5,
    p.313–322, 2003.
19. Recommendations from workshops of the second international feline
    coronavirus/feline infectious peritonitis symposium. Journal of Feline
    Medicine and Surgery , v. 6, p. 125–130, 2004.
20. Modified vaccinia virus Ankara as a vaccine against feline coronavirus:
    immunogenicity and efficacy Journal of Feline Medicine and Surgery,
    v.6, p. 111–118, 2004.
21. Common virus infections in cats, before and after being placed in
    shelters, with emphasis on feline enteric coronavirus. Journal of Feline
    Medicine and Surgery, v. 6, p.83–88, 2004.
22. Acquisition of macrophage tropism during the pathogenesis of feline
    infectious peritonitis is determined by mutations in the feline
    coronavirus spike protein. Journal of virology, Nov. 2005, p. 14122–
    14130.
23. Morphologic features and development of granulomatous vasculitis in
    feline infectious peritonitis. Veterinary Pathology, 42:321–330, 2005.
24. Prevalence of feline infectious peritonitis in specific cat breeds. Journal
    of Feline Medicine and Surgery, n. 8, 1- 5, 2006.
25. Comparison of different tests to diagnose feline infectious peritonitis.
    Journal of Veterinary Internal Medicine, v.17, p. 781-790, 2003.
26. Feline infectious peritonitis virus-infected monocytes internalize viral
    membrane-bound proteins upon antibody addition. J Gen Virol,
    Jun;87(Pt 6):1685-90, 2006.

								
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