Programação - TMA by liwenting

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									Programação




2011
Teatro Municipal de Almada
      teatro           dança      música        óPera     exPosições

      ProdUções do teatro mUniciPal de almada




                    2011              PÁG.      JAN       FEV
ORQUESTRA METROPOLITANA
DE LISBOA                              52
                                                  3
Sala Principal
ALMOST 6 e BANDA DA GNR
Sala Principal
                                       53         9
marzïa
Sala Experimental
                                       16       11 a 23
FIM DE FESTA
Sala Principal
                                       30       14 e 15
A PALAVRA QUE ROMPE O SILÊNCIO
Galeria
                                       78        15 >     1 a 28
O TOQUE e SALTO IMORTALLE
Sala Principal
                                       42       21 e 22
RODRIGO LEÃO
Sala Principal
                                       54         29
ANTÍGONA
Sala Principal
                                       31                  3e4
ORQUESTRA METROPOLITANA
DE LISBOA                              55                    6
Sala Principal
CORAL SINFÓNICO DE PORTUGAL
Sala Principal
                                       56                   12
FALAR VERDADE A MENTIR
Sala Principal
                                       17                 16 a 26
ELECTRA
Sala Principal
                                       43                   19
CICLO SÃO CARLOS
Sala Principal
                                       71                   20
DAS COISAS NASCEM COISAS
Sala Experimental
                                       44                   25
CICLO SÃO CARLOS
Sala Principal
                                       72                   27
                    2011         PÁG.   MAR       ABR
A PALAVRA QUE ROMPE O SILÊNCIO
Galeria
                                 78      até 6
FALAR VERDADE A MENTIR
Sala Principal
                                 17      1e2
A CABEÇA DO BAPTISTA
Sala Principal
                                 32       4
VOID
Sala Experimental
                                 45       5
VERDI QUE TE QUERO VERDI
Sala de Ensaios
                                 27     5 a 20
ORQUESTRA METROPOLITANA
DE LISBOA                        57       6
Sala Principal

CAMINHOS
Sala Experimental
                                 33     9 a 13
LEILÃO
Galeria
                                 79      12 >     até 17
CICLO SÃO CARLOS
Sala Principal
                                 73       13
LIMIAR
Sala Experimental
                                 34     18 a 20
SOLISTAS DA ORQUESTRA
GULBENKIAN                       58       19
Sala Principal

CICLO SÃO CARLOS
Sala Principal
                                 74       20
OS PONTOS NEGROS
Sala Experimental
                                 59       24
CARLOS MENDES
Sala Principal
                                 60       26
ÓPERA
Sala Experimental
                                 46       26
VITÓRIA
Sala Principal
                                 35      31 >     até 10
GISELA JOÃO
Sala Experimental
                                 61                 9
JOÃO PEDRO PAIS
Sala Principal
                                 62                16
ALL-INCLUSIVE
Galeria
                                 80               23 >
                 2011          PÁG.   MAI                JUN
ALL-INCLUSIVE
Galeria
                               80     1 a 30             até 26
A PURGA DO BEBÉ
Sala Experimental
                               18      11 >               até 5
CASA DO RIO
Sala Principal
                               47     14 e 15
LA SPINALBA
Sala Principal
                               68       20
JORGE PALMA
Sala Principal
                               63                          11

                 2011          PÁG.   JUL
O TEATRO NO CARTAZ
Galeria
                               81                4>
28.º FESTIVAL DE ALMADA        75               4 a 18

                    2011       PÁG.   SET                OUT
O TEATRO NO CARTAZ
Galeria
                                81
                                      1 a 30             até 30
NÃO SE BRINCA COM O AMOR
Sala Principal
                                36
                                       22 >               até 2
SANTA JOANA DOS MATADOUROS
Sala Principal
                                19
                                                         8 a 27
DRAMOLETES I e II
Sala Experimental
                                37
                                                         12 a 23
LAÇO DE SANGUE
Sala Experimental
                                38
                                                         28 a 30
ORQUESTRA GULBENKIAN
Sala Principal
                                64
                                                           29

                 2011          PÁG.   NOV                DEZ
BRINCADEIRAS LÍRICAS
Sala Principal
                               69      4e5
O JARDIM DOS CAMINHOS QUE SE
DIVIDEM - O PODER DO CENTRO
Galeria
                               82      5>                 31 >
O TEATRO CÓMICO
Sala Principal
                               21     10 a 27
DO AMOR
Sala Experimental
                               22      17 >               até 4
JANIS E A TARTARUGA
Sala Experimental
                               39                        9 a 11
TIMÃO DE ATENAS
Sala Principal
                               23                        15 a 18
ROMEU E JULIETA
Sala Principal
                               48                        29 e 30
íNDICE

5	       Criadores	e	intérpretes	2011

10	      Este é um Teatro. Um Teatro de Arte.,	por	Joaquim	Benite

TEATRO

16	      marzïa,	Teatro	Municipal	de	Almada
17	      Falar verdade a mentir,	Teatro	Municipal	de	Almada
18	      A purga do bebé,	Teatro	Municipal	de	Almada
19	      Santa Joana dos matadouros,	Teatro	Municipal	de	Almada
21	      O teatro cómico,	Teatro	Municipal	de	Almada
22	      Do amor,	Teatro	Municipal	de	Almada
23       Timão de Atenas,	Teatro	Municipal	de	Almada
27	      Verdi que te quero Verdi,	Teatro	Municipal	de	Almada
30	      Fim de festa,	Teatro	de	La	Abadía
31	      Antígona,	Teatro	Nacional	São	João
32       A cabeça do Baptista,	Companhia	de	Teatro	de	Braga
33	      Caminhos,	Joana	Brandão
34	      Limiar,	Grupo	Terapêutico	de	Teatro	do	Hospital	Júlio	de	Matos
35	      Vitória,	Teatro	dos	Aloés
36	      Não se brinca com o amor,	Artistas	Unidos
37	      Dramoletes I e II,	Teatro	da	Rainha
38	      Laço de sangue,	ACTA	/	Companhia	de	Teatro	de	Braga
39	      Janis e a tartaruga,	Cine	Teatro	Constantino	Nery	de	Matosinhos

DANÇA

42	      O toque | Salto immortale,	Companhia	Portuguesa	de	Bailado	Contemporâneo	
43	      Electra,	Companhia	Olga	Roriz
44	      Das coisas nascem coisas,	Os	três	caracóis,	Cláudia	Dias
45	      Void,	Companhia	Clara	Andermatt
46	      Ópera,	Materiais	Diversos,	Tiago	Guedes	e	Maria	Duarte
47	      Casa do Rio,	Companhia	de	Dança	de	Almada
48	      Romeu e Julieta,	Companhia	Nacional	de	Bailado

MÚSICA

52	      Concerto de Ano Novo,	Orquestra	Metropolitana	de	Lisboa
53	      Sopros em laboratório,	Banda	Sinfónica	da	GNR	e	Almost	6
54	      Instrumental,	Rodrigo	Leão
55	      Orquestra	Metropolitana	de	Lisboa	(6	Fevereiro)
56	      Missa em dó de Beethoven,	Coral	Sinfónico	de	Portugal
57	      Orquestra	Metropolitana	(6	Março)
58	      Solistas da Orquestra Gulbenkian,	Fundação	Calouste	Gulbenkian
59	     Os	Pontos	Negros
60	     Carlos	Mendes
61	     Gisela	João
62	     João	Pedro	Pais
63	     Jorge	Palma
64	     Concerto sinfónico,	Orquestra	Gulbenkian

ÓPERA

68	     La Spinalba,	Os	Músicos	do	Tejo
69	     Brincadeiras líricas,	Companhia	Ópera	do	Castelo
71	     Ciclo	O São Carlos no século XIX

EXPOSIÇÕES

78	     A palavra que rompe o silêncio,	Paulo	T.	Silva
79	     Leilão de obras de artistas plásticos solidários com a luta do TMA
80	     All Inclusive,	Luís	Campos
81	     O teatro no cartaz
82	     O jardim dos caminhos que se dividem – o poder do centro,	Teresa	Dias	Coelho

EvENTOS

84	     19.ª Quinzena de Dança de Almada
        Festival Cantar Abril 2011


85	     Serviço	Educativo

89	     Clube	de	Amigos	do	TMA

93	     Informações	e	preços

98	     O	TMA	noutros	espaços

102	    Equipa	do	TMA

103	    Curricula	TMA
Este é um Teatro. Um Teatro de Arte.




 1
 1
           Problemas relacionados com as indefinições orçamentais	
           impediram	 que,	 ao	 contrário	 do	 habitual,	 o	 TMA	 apresentasse	
           a	 Temporada	 2010-2011	 no	 início	 da	 “estação	 teatral”,	 em	
Setembro-Outubro.
   Sendo	este	teatro	um	dos	poucos	que	em	Portugal	organiza	e	divulga	
a	sua	programação	pelo	período	de	um	ano	—	prática	habitual	na	Europa	
—,	 o	 facto	 não	 pode	 deixar	 de	 causar-nos	 um	 sentimento	 de	 mitigada	
frustração,	 tanto	 mais	 que,	 nos	 quatro	 anos	 e	 meio	 de	 vida	 deste	 novo	
Teatro	Municipal	de	Almada,	todos	os	espectáculos	e	eventos	anunciados	
foram	rigorosamente	cumpridos,	em	termos	de	calendários	e	horários.	
   Em	face	das	circunstâncias	decidimos	agora	apresentar	a	programação	
de	todo	o	ano	de	2011.
   Aos	membros	do	Clube	de	Amigos	do	TMA	quero	agradecer	a	confiança	
que	 depositaram	 em	 nós,	 muitos	 tendo	 renovado	 os	 seus	 cartões	 de	
Assinantes	sem	conhecimento	prévio	da	programação	calendarizada.	



 2
 2
           O corte de 23% aplicado unilateralmente	 pelo	 Ministério	 da	
           Cultura	ao	teatro	subvencionado	constitui	um	golpe	inesperado	
           que	gora	expectativas	artísticas	e	terá	inevitáveis	consequências	
no	mercado	de	trabalho.	As	consequências	desta	decisão	serão	muito	mais	
gravosas	do	que	a	irrisória	receita	de	0,016%	do	Orçamento	do	Estado	que	
o	montante	dos	cortes	representa.
   Como	 já	 tive	 ocasião	 de	 escrever,	 esta	 medida	 desnecessária	 e	
provocativa,	justificada	com	a	desculpa	da	crise,	esconde	um	outro	objectivo:	
a	 aceleração	 do	 processo	 de	 destruição	 do	 sistema	 de	 financiamento	
estatal	 do	 Teatro,	 que,	 com	 todos	 os	 sobressaltos	 conhecidos,	 se	 tem,	
apesar	de	tudo,	mantido	ao	longo	dos	anos,	mau	grado	a	exiguidade	das	
verbas	 disponibilizadas	 e	 a	 irracionalidade	 da	 sua	 distribuição.	 O	 que	
agora	se	ensaia,	a	pretexto	da	crise,	é	a	progressiva	desresponsabilização	
do	Estado	no	apoio	ao	Teatro,	objectivo	de	grupos	de	pressão	que	foram	
crescendo	na	última	década	e	que	reservam	para	os	criadores	um	de	dois	
papéis:	a	funcionalização	ou	a	dependência	dos	novos	obscuros	poderes	
emergentes,	a	que	brevemente	se	chamará	“o	mercado”	e	que	confunde	
artistas	com	programadores,	produtores	com	agentes	culturais,	arte	com	
sub-produtos	comerciais.



3
3
            Apesar de todas as vicissitudes	 conseguimos	 apresentar	
            uma	programação	de	alta	qualidade,	em	que	participam	quatro	
            Teatros	Nacionais,	encenadores	e	actores	estrangeiros	de	grande	
relevo,	 e	 instituições	 tão	 prestigiadas	 como,	 por	 exemplo,	 a	 Fundação	
Gulbenkian,	que	deliberou	apoiar-nos	programando	gratuitamente	os	seus	
dois	concertos	neste	ano	de	dificuldades.
   O	golpe	assestado	ao	TMA	recebeu	como	resposta	a	nossa	disposição	
para	 resistir.	 Mas	 recebeu	 também	 como	 resposta	 um	 extraordinário	
movimento	de	solidariedade,	a	nível	local,	nacional	e	internacional,	que	é	
demonstrativo	da	consideração	pelo	trabalho	que	aqui	se	desenvolve.	




 4
 4
           O TMA foi concebido para ser um Teatro de Arte	 —	 e	 não	
           um	Auditório	polivalente	de	 variedades	teatrais	e	divertimentos	
           ligeiros	(que	têm,	também,	evidentemente,	o	seu	lugar	no	Mundo,	
mas	que	preenchem	uma	função	que	não	é	aquela	para	que	foi	concebida	
a	rede	de	Teatros	Municipais).	Apesar	da	diversidade	da	sua	programação,	
ancorada	na	naturalmente	dominante	presença	das	produções	próprias	da	
Companhia,	para	a	qual	foi	construído	e	sem	a	qual	não	existiria,	o	TMA	
acolhe,	 sempre	 no	 quadro	 da	 exigência	 e	 da	 qualidade,	 espectáculos	 de	
dança,	 de	 música,	 de	 ópera,	 como	 julgo	 que	 deve	 fazer	 um	 teatro	 desta	
dimensão	e	responsabilidade.	Mas	é	também	um	centro	cultural	e	social	
aberto	à	comunidade,	desde	os	Estabelecimentos	de	Ensino	às	organizações	
populares,	às	autarquias,	aos	sindicatos,	aos	intelectuais,	aos	artistas,	aos	
trabalhadores.	É	um	teatro	que	formou	um	público	cada	vez	mais	exigente	
e	 informado	 e	 que	 em	 cada	 uma	 das	 suas	 opções	 se	 determina	 por	
critérios	culturais	e	pela	consciência	do	seu	papel	no	desenvolvimento	da	
cidadania.	



 5
 5
           São os poderes públicos	que	estão	a	dever	muito	aos	criadores	
           e	aos	artistas.	Os	criadores	e	os	artistas,	aos	poderes	públicos,	
           não	devem	nada.
   É	porque	partilha	de	uma	forma	clara	este	conceito	que	a	Câmara	Municipal	
de	Almada	tem	desenvolvido	com	a	Companhia	de	Teatro	de	Almada	uma	
parceria	 que	 se	 traduz	 num	 serviço	 de	 qualidade	 prestado	 à	 população,	
e	que	tem	sido	um	contributo	fulcral	para	o	crescimento	e	modernização	
deste	Município,	de	acordo	com	a	visão	de	que	o	desenvolvimento	cultural	
é	 um	 elemento	 imprescindível	 para	 o	 desenvolvimento	 social,	 técnico,	
económico	e	científico.

                                                           Joaquim	Benite
                         Encenador.	Director	do	Teatro	Municipal	de	Almada
TEATRO
Goldon
Garret
Shakes
Feydeau
Brech
Lars Noré
Karin Serre
 ni
                                         PRODUÇÕES DO TMA
tt
speare
u
ht
                            marzïa 16

            Falar verdade a mentir 17

                 A purga do bebé 18




 én
      Santa Joana dos matadouros 19

                  O teatro cómico 21



es
                          Do amor 22

                 Timão de Atenas 23

           Verdi que te quero Verdi 27
     TeATrO municipAl De AlmADA


     marzïa
     de Karin SERRES
     encenação de José MARTINS




18      marzïa:	a	cor	da	água,	a	sua	transparência,	o	barulho	das	ondas,	o	seu	
     ritmo,	o	seu	tumulto,	a	luminosidade	dos	seixos,	dos	bancos	de	conchas,	             CRIAÇÃO
     o	cheiro	das	plantas	nas	dunas,	das	algas	que	secam	na	praia,	o	sal	nos	
     nossos	lábios,	o	chuvisco	do	rebentar	das	ondas,	o	vento	nos	cabelos,	a	sua	        ESTREIA
     frescura	na	pele,	o	calor	do	sol	no	rosto,	o	sol	a	cintilar	na	água	sempre	em	      ABSOLUTA
     movimento,	a	sombra	de	uma	nuvem	que	passa,	a	linha	curva	do	horizonte,	
                                                                                         Tradução
     os	gritos	das	gaivotas.	E	um	cais	deserto,	ao	longo	do	rio,	e	no	fim	do	fim	do	     Alexandra Moreira
     cais,	um	hotel-restaurante	desactivado.	E	Márcia,	e	Nuno,	e	Álvaro	e	Luís.          da Silva

        Karin	 Serres	 é	 uma	 relevante	 dramaturga	 francesa	 contemporânea.	          Cenário e figurinos
     Escreveu	 mais	 de	 50	 textos	 para	 teatro,	 que	 já	 foram	 representados	 e	    Karin Serres
     editados	em	diversas	línguas.	É	também	cenógrafa	e	encenadora.	Escreveu	            luz
     marzïa	em	2007,	no	quadro	do	projecto	«Partir	en	écriture»	promovido	pelo	          José Carlos
     Théâtre	de	la	Tête	Noire.	marzïa,	escrito	entre	Lisboa	e	Cacilhas,	tem	agora	       Nascimento
     em	Almada	a	sua	estreia	mundial.                                                    Intérpretes
                                                                                         Alberto Quaresma
        José	 Martins	 iniciou	 a	 sua	 actividade	 teatral	 em	 1971,	 tendo	 sido	     Ana Borges
     com	 Joaquim	 Benite	 um	 dos	 fundadores	 do	 então	 Grupo	 de	 Campolide.	        Daniel Fialho
     Encenador,	actor	e	director	de	actores	em	televisão,	criou	diversos	projectos	      João Farraia
     teatrais:	 o	Teatro	 da	 Malaposta,	 o	Teatro	 do	 Noroeste	 e	 as	 Comédias	 do	   Peça escrita com
     Minho.	Encenou	mais	de	40	peças.	Foi	o	primeiro	encenador	português,	no	            o apoio do Théâtre
     final	da	década	de	noventa,	a	criar	textos	de	Jean-Luc	Lagarce:	Estava em           de la Tête Noire
     casa e esperava que a chuva viesse	(1998)	e	Regras da arte de bem-viver             (Saran, França)
     na sociedade moderna	(1999).	                                                       e traduzida com
                                                                                         o apoio da
                                                                                         Fundação
     Sala EXPERIMENTal | 1H15 (Duração prevista) | M/12                                  Beaumarchais-SaCD
     JAN 11 12 13 14 15 16 18 19 20 21 22 23
            TER   qUA   qUI   SEx   SÁB   DOM   TER   qUA    qUI   SEx   SÁB   DOM
            21H30 21H30 21H30 21H30 21H30 16H00 21H30 21H30 21H30 21H30 21H30 16H00
                                                            TeATrO municipAl De AlmADA

                                       fAlAR vERDADE
                                             A MENTIR
                                                       de Almeida GARRETT
                                           encenação de Rodrigo fRANcIScO




                         Falar	verdade	a	mentir,	de	Almeida	Garrett	-	um	dos	grandes	vultos	da	          19
          CRIAÇÃO
                     literatura	 nacional	 do	 período	 romântico	 -	 é	 um	 dos	 textos	 portugueses	
                     adoptados	 na	 disciplina	 de	 Língua	 Portuguesa.	 O	TMA	 há	 muito	 desejava	
      Cenografia
                     corresponder	ao	interesse	da	Comunidade	Escolar	criando	um	espectáculo	
      e Figurinos    expressamente	 concebido	 para	 alunos	 e	 professores.	 O	 contexto	 em	 que	
Ana Paula Rocha      faremos	esta	obra	de	Garrett	-	escrita	em	1845	como	uma	versão	do	texto	
                     do	 popular	 autor	 francês	 Eugène	 Scribe	 (Le menteur véridique)	 vai	 ser,	
             luz
                     contudo,	diferente	do	que	é	habitual.	A	peça	é	antecedida	de	outro	pequeno	
     José Carlos
     Nascimento
                     texto	de	Almeida	Garrett,	L’impromptu de Sintra,	uma	variação	adaptada	à	
                     época	e	ao	estilo	romântico	do	muito	mais	cáustico	Impromptu de Versailles	
       Intérpretes   de	 Molière.	 O	 espectáculo	 será	 acompanhado	 de	 um	 caderno	 de	 textos	
  Celestino Silva    de	 apoio	 e	 complementado	 com	 um	 conjunto	 de	 colóquios	 para	 jovens	
    João Farraia
                     estudantes.
  Luzia Paramés
 Miguel Martins
 Paulo Guerreiro        Rodrigo	Francisco	(Almada,	1981)	–	director-adjunto	do	TMA	–	estreia-
   Sofia Correia     -se	 na	 encenação	 com	 este	 espectáculo.	 O	 seu	 primeiro	 texto	 teatral,	
                     Quarto minguante,	foi	publicado,	em	2008,	na	revista	espanhola	Primer acto	
                     e,	em	2010,	em	França,	nas	Éditions	l’Oeil	du	Prince.	Rodrigo	Francisco	tem	
                     sido	assistente	de	encenação	de	Joaquim	Benite.




                                                 Sala PRINCIPal | | 1H15 (Duração prevista) | M/12
                                              FEV 16 22 23 24 25 26 MAR 01 02
                                                     qUA   TER   qUA    qUI   SEx   SÁB     TER   qUA
                                                     16H00 16H00 16H00 16H00 16H00 21H30   16H00 16H00
                                                                             21H30
     TeATrO municipAl De AlmADA


     A PURGA DO BEBÉ
     de Georges fEYDEAU
     encenação de Victor GONçAlVES
     remontagem e recriação adicional de Joaquim BENITE




      André	Gomes

20       A purga do bebé,	 uma	 deliciosa	 farsa	 onde	 os	 negócios	 de	 Follavoine	 se	
     cruzam	 com	 a	 tentativa	 de	 sua	 mulher	 para	 que	Totó,	 filho	 de	 ambos,	 beba	                 REPOSIçÃO
     um	 purgante.	 Uma	 grande	 encomenda	 de	 «vasos	 de	 noite»	 destinados	 ao	
     exército	 francês	 convive,	 pois,	 com	 as	 ameaças	 e	 súplicas	 ao	 fedelho,	 que	                 Tradução
     recusa	terminantemente	tomar	a	sua	poção.	A	chegada	dos	potenciais	clientes	                          José Martins
     não	augura	nada	de	bom,	e	uma	descontrolada	e	divertidíssima	ondulação	de	                            Cenário e figurinos
     situações	faz	com	que	o	purgante	acabe	por	ser	bebido	por	um	dos	visitantes,	                         Maria João
     incidente	que	Totó	logo	aproveita	para	dar	a	cura	por	encerrada	(para	gáudio	                         Silveira Ramos
     da	sua	enlevada	mãe).	Tudo	termina	na	maior	das	confusões	com	o	negócio	                              Desenho de luz
     virado	em	duelo.                                                                                      José Carlos
                                                                                                           Nascimento
         O	dramaturgo	francês	Georges	Feydeau	(1862-1921),	autor	de	um	arguto	                             Intérpretes
     e	acerado	teatro	de	vaudeville,	regressa	n’A purga do bebé	(On purge bebé,	de	                        André Gomes
     1910)	à	farsa	conjugal	em	um	acto,	género	que	havia	inaugurado	no	Outono	de	                          Joaquim Nicolau
                                                                                                           Maria Frade
     1908,	com	Feu la mére de Madame.	A	peça	foi	representada	pela	primeira	vez	a	                         Miguel Martins
     12	de	Abril	de	1910,	no	Théâtre	des	Nouveautés.	«O	sucesso	de	A purga do bebé	                        Sofia Correia
     foi	estrondoso»,	escreveu	Gaston	Sorbets,	«é	Feydeau	no	seu	melhor;	uma	farsa	                        Teresa Gafeira
     desopilante	tratada	de	uma	forma	simples	e	sólida	por	um	mestre	do	riso.	Este	
     texto	pertence	à	grande	tradição:	tem,	dentro	do	seu	género,	qualquer	coisa	de	
     clássico».	Esta	peça	é	uma	crítica	aguda	a	algumas	relações	burguesas.	Assim	
     que	o	autor	exagera	um	pouco	os	factos	desencadeia-se	um	cómico	enorme.	
     É	o	procedimento	clássico.
     SALA	ExPERIMENTAL	|	1H20	|	M/12
     MAI 11 12 13 14 15 18 19 20 21 22 25 26 27 28 29
            qUA     qUI   SEx   SÁB   DOM   qUA   qUI   SEx   SÁB    DOM   qUA   qUI   SEx   SÁB   DOM
            21H30 21H30 21H30 21H30 16H00 21H30 21H30 21H30 21H30 16H00 21H30 21H30 21H30 21H30 16H00


                                                                    JUN 01 02 03 04 DOM
                                                                        qUA qUI SEx SÁB
                                                                                        05
                                                                           21H30 21H30 21H30 21H30 16H00
                                                                TeATrO municipAl De AlmADA

                                     SANTA JOANA
                                 DOS MATADOUROS
                                                                  de Bertolt BREchT
                                                         encenação de Bernard SOBEl




                                                                                    Bertolt	Brecht			(1898-1956)

                            Em	 2008,	 Bernard	 Sobel	 criou	 com	 os	 actores	 finalistas	 do	 Conservatório	     21
             CRIAÇÃO
                        Nacional	Superior	de	Arte	Dramática	de	França	e	com	a	participação	do	Jeune	
                        Théàtre	 National,	 uma	 nova	 encenação	 de	 Santa Joana dos Matadouros,	 de	
          Intérpretes   Brecht.	
      Finalistas do         O	projecto	que	apresentámos	a	Bernard	Sobel	–	um	director	bilingue	que	
   Curso de Teatro      introduziu	em	França	a	dramaturgia	alemã	-	foi	o	de	desenvolver	o	mesmo	
da Escola Superior      projecto	com	os	finalistas	portugueses	do	Curso	de	Teatro	da	Escola	Superior	
de Teatro e Cinema
                        de	Teatro	e	Cinema.	O	convite	foi	recebido	com	entusiasmo	pelo	Director	do	
  e da ACT-Escola
        de Actores      Departamento	de	Teatro	da	ESTC,	o	dramaturgo	e	encenador	Carlos	J.	Pessoa.	
                            Em	função	do	acordo	estabelecido,	os	jovens	actores	da	ESTC	poderão	fazer	
     com o apoio da     este	ano	o	seu	estágio	de	dois	meses	com	um	dos	grandes	nomes	do	teatro	
   Cultures France      mundial	e	a	sua	equipa	artística	e	técnica,	e	beneficiar,	de	condições	de	criação	
                        artística	 e	 qualidade	 que	 o	 TMA	 lhes	 oferece.	 No	 projecto	 participam	 ainda	
                        finalistas	dos	cursos	de	Design	de	Cena	e	Produção,	e	no	elenco	integram-se	
                        também	alunos	finalistas	da	ACT	–	Escola	de	Actores.

                           	

                            Bernard	Sobel	está	de	regresso	ao	TMA.	Foi	no	Festival	de	Almada	que	
                        o	 encenador	 francês	 apresentou	 as	 suas	 criações	 em	 Portugal:	 O refém,	
                        de	 Claudel	 (2002),	 e	 Dom, mecenas e adoradores,	 de	 Ostrovski	 (2006)	
                        –	 produções	 do	Théâtre	 de	 Gennevilliers	 –	 e A charrua e as estrelas,	 de	
                        Sean	O’Casey,	em	2007,	uma	co-produção	entre	a	CTA	e	o	Teatro	dos	Aloés.	
        Em	2002,	em	entrevista	ao	Diário de Noticias,	definia	encenação	como	
     «uma	actividade	humilde»,	acrescentando:	«o	que	leva	um	texto	a	aquecer-
     me	o	coração	é	a	sua	capacidade	de	ensinar-me	coisas,	de	espantar-me».	
     Esta	 consideração	 torna-se	 particularmente	 singular,	 relembrando	 uma	
     carreira	 de	 êxito	 absoluto,	 que	 se	 inicia	 no	 Berliner	 Ensemble	 em	 1957,	
     que	se	empenha	depois	no	lançamento	nos	arredores	de	Paris	dos	Centros	
     Dramáticos	Nacionais,	pólos	fundamentais	da	renovação	teatral	dos	anos	50	
     e	60	–	antes	de	Gennevilliers	(do	qual	se	reforma	em	2006),	Sobel	fundara	
     o	Théâtre	Gérard-Philipe	de	Saint-Denis	–	e	inicia	a	edição	de	uma	revista	
     de	referência	como	Théâtre / Public.	Sobre	o	TMA,	afirmou	à	Obscena em	
     2007:	«o	Teatro	Azul,	em	si	mesmo,	é	um	milagre	e	um	paradoxo.	Podemos	
     perguntar-nos	o	que	é	que	ele	faz	ali.	A	coragem	da	autarquia	e	a	teimosia	
     do	Joaquim	criaram	um	instrumento	precioso».



22
        Santa Joana dos Matadouros	é	uma	peça	de	Brecht	escrita	em	1930.	Para	
     Bernard	Sobel	não	foi	a	crise	económica	e	social	da	Alemanha	naquela	época	
     que	justifica	a	obra.	“Creio	que	o	texto	é	antes	uma	reflexão	mais	geral	sobre	a	
     Humanidade	e	sobre	a	organização	que	regula	as	relações	entre	os	humanos,	
     ontem	 como	 hoje.	 Hoje,	 em	 França	 (2008),	 vivemos	 sempre	 com	 o	 receio	
     quotidiano	da	própria	ideia	de	revolução,	se	bem	que	sejamos	os	descendentes	
     de	uma	Revolução,	a	de	1789.	Em	1930	Brecht	trabalhou	com	Walter	Benjamin	
     com	o	desejo	de	interrogar-se	sobre	a	questão	da	violência	na	História.	Eles	
     consideravam	que	a	vida	é	violência.	A	Revolução	é,	assim,	o	estado	normal	das	
     coisas,	uma	vez	que	não	há	vida	sem	violência.
        Santa Joana dos Matadouros	é	uma	peça	actual	porque	a	violência	é	o	nosso	
     próprio	quotidiano,	mesmo	quando	o	tentamos	negar,	e	fingimos	acreditar	que	
     o	progresso	da	Humanidade	se	dirige	para	um	tipo	de	paz	fictícia	e	factual	que	
     regularia	as	relações	humanas.	Ora	a	violência	é	permanente	porque	se	mantém	
     em	permanência	a	castração	das	nossas	pulsões.”

                               Excertos	da	entrevista	a	Jean-François	Perrier	em	Junho	de	2008




     Sala PRINCIPal | 2H20 (Duração prevista) | M/12
     OUT 08 09 12 13 14 15 16 19 20 21 22 23 25 26 27
            SÁB   DOM   qUA   qUI   SEx   SÁB   DOM   qUA    qUI   SEx   SÁB   DOM   TER   qUA   qUI
            21H30 16H00 21H30 21H30 21H30 21H30 16H00 21H30 21H30 21H30 21H30 16H00 21H30 21H30 21H30
                                                                  TeATrO municipAl De AlmADA

                                 O TEATRO CÓMICO
                                                            de carlo GOlDONI
                                         encenação de Mario Mattia GIORGETTI




                           A	peça	 O	teatro	cómico,	de	Carlo	Goldoni	–	ou,	no	seu	título	exacto,	 O	                   23
             CRIAÇÃO
                        teatro	dos	actores	da	Commedia	dell’Arte	–	constitui	um	ponto	de	viragem	
                        para	todo	o	teatro	que	se	seguirá.	É	o	momento	chave	da	reforma	teatral	
                        de	 Goldoni,	 através	 da	 qual	 o	 dramaturgo	 italiano	 pretendeu	 restituir	 aos	
           Figurinos
                        actores	 da	 Commedia	 dell’Arte	 a	 sua	 dignidade	 como	 agentes	 culturais.	
 Tizziana Gagliardi
                        Com	este	texto-manifesto,	Goldoni	leva	à	cena	dois	momentos	do	teatro	de	
                luz     então:	o	da	Commedia	dell’Arte,	que	utiliza	tipos	fixos	(Arlequim,	Pantaleão,	
        José Carlos     Polichinelo	 e	 todos	 os	 outros	 que	 bem	 conhecemos	 na	 sua	 improvisação	
        Nascimento      fantasiosa);	 e	 aquele	 em	 que	 se	 começa	 a	 recorrer	 a	 textos	 escritos,	
          Intérpretes   dramaturgicamente	estruturados,	com	personagens	variegadas,	inspiradas	
 Alberto Quaresma       na	realidade.	No	cruzamento	destas	duas	tendências	geram-se	todas	as	
      André Gomes       problemáticas	que	alimentarão	a	escrita	teatral	posterior.
       João Farraia
       Paulo Matos         Actor,	 encenador	 e	 crítico	 de	 teatro	 –	 dirige	 a	 revista	 Sipario	 –	 Mario	
       Pedro Walter
                        Mattia	Giorgetti	é	um	dos	nomes	centrais	do	teatro	italiano	há	mais	de	40	
    Teresa Gafeira
     (e duas actrizes
                        anos,	 tendo	 assinado	 inúmeras	 encenações,	 actuações,	 documentários	
          a designar)   televisivos	 e	 intervenções	 críticas.	 Presença	 habitual,	 como	 crítico,	 no	
                        Festival	de	Almada,	foi	no	Palco	Grande	da	Escola	D.	António	da	Costa	que	
      com o apoio do    apresentou	 com	 grande	 sucesso,	 em	 2009,	 A	 última	 noite	 de	 Giacomo	
Instituto Italiano de   Casanova.	 Diplomado	 em	 1961	 pelo	 Piccolo	 Teatro	 de	 Milão,	 trabalhou	
  Cultura de Lisboa     durante	 dois	 anos	 com	 Giorgio	 Strehler	 e	 depois	 com	 Orazio	 Costa	
                        Giovangigli.	Em	1967,	fundou	o	Centro	Attori	La	Contemporanea,	de	que	é	
                        director	artístico,	dirigindo	textos	de	Beckett,	Ionesco,	Camus,	Genet,	Carlo	
                        Terron,	Albee	e	Molière.

                                                          Sala PRINCIPal | 2H00 (Duração prevista) | M/12
                                      NOV 10 11 12 13 17 18 19 20 24 25 26 27
                                              qUI   SEx   SÁB   DOM   qUI   SEx   SÁB   DOM   qUI   SEx   SÁB   DOM
                                             21H30 21H30 21H30 16H00 21H30 21H30 21H30 16H00 21H30 21H30 21H30 16H00
     TeATrO municipAl De AlmADA | FeSTiVAl DAS ArTeS De cOimBrA

     DO AMOR
     de lars NORÉN
     encenação de Solveig NORDlUND




       Lars	Norén

24      A	peça	põe	em	cena	dois	casais	da	mesma	idade,	entre	os	trinta	e	os	
     quarenta	anos.	Um	casal	tem	um	filho,	o	outro	pensa	em	adoptar.	Durante	                        CRIAÇÃO
     umas	 férias	 que	 passam	 juntos	 nas	 Ilhas	 Canárias,	 a	 mulher	 do	 primeiro	
     casal	e	o	homem	do	segundo	casal	apaixonam-se	e	iniciam	uma	relação.	
     Começa	um	período	de	mentiras	até	os	divórcios	se	tornarem	inevitáveis	e	                      Tradução
                                                                                                    Solveig Nordlund
     o	casal	apaixonado	estar	finalmente	livre.	 Do	amor	é	o	mais	recente	texto	
     dramático	de	Lars	Norén,	repleto	de	diálogos	mudos,	como	é	habitual	no	seu	                    Cenário e figurinos
     teatro.	As	personagens	são	pessoas	que	têm	dificuldade	em	exprimir-se	e	                       Ana Paula Rocha
     que	se	encontram	em	situações	tão	íntimas	que	basta	uma	palavra	ou	o	                          luz
     início	de	uma	frase	para	que	se	intua	o	resto	do	texto.	O	verdadeiro	sentido	                  Acácio Almeida
     está,	 pois,	 nas	 entoações	 e	 nos	 silêncios	 dos	 actores,	 na	 imaginação	 e	             Intérpretes
     interpretação	do	espectador.	É	naturalmente	um	desafio	passar	todos	estes	                     Carla Maciel
     não	ditos	para	o	palco.                                                                        Joana Bárcia
                                                                                                    Manuel Wiborg
        Lars	 Norén	 (Estocolmo,	 1944),	 dramaturgo,	 romancista	 e	 poeta	 sueco,	                Nuno Nunes
     é	 considerado	 um	 dos	 mais	 proeminentes	 escritores	 contemporâneos.	                      Paulo Guerreiro
     Norén	 escreveu	 a	 sua	 primeira	 peça	 aos	 dezanove	 anos.	 Os	 seus	 textos	
     desenvolvem-se	num	horizonte	realista	e	giram	muitas	vezes	em	torno	de	                        com o apoio do
     relações	familiares	e	dos	mais	pobres	e	indefesos	da	sociedade.	A	lista	das	                   Kulturradet - Conselho
     suas	peças	é	longa,	tendo	sido	apresentadas	em	Portugal	Demónios	(1997),	                      das Artes da Suécia
     A	noite	é	mãe	do	dia	(1998),	 Coragem	para	matar	(1999),	 Categoria	3.1	/	
     Morire	di	classe	(2001),	 O	caos	é	vizinho	de	Deus	(2001),	 Acto	(2004)	e	 A	
     ronda	nocturna	(2008).	É	o	director	do	Teatro	Nacional	de	Gotemburgo.


     Sala EXPERIMENTal | 1H10 (Duração prevista) | M/12
     NOV 17 18 19 20 23 24 25 26 27 30 DEz 01 02 03 04
             qUI    SEx   SÁB   DOM   qUA   qUI   SEx   SÁB   DOM   qUA   qUI   SEx   SÁB   DOM
            21H30 21H30 21H30 16H00 21H30 21H30 21H30 21H30 16H00 21H30   21H30 21H30 21H30 16H00
                                       TeATrO municipAl De AlmADA


           TIMãO DE ATENAS
                                 de William ShAKESPEARE
                             encenação de Joaquim BENITE




                                                                                     25
   Inédita	 em	 Portugal,	 a	 peça	 Timão de Atenas	 –	 atribuída	 a	 William	
Shakespeare	–	põe	em	cena	o	desconcerto	do	protagonista	face	à	vileza	
dos	homens.	Rico	e	magnânimo	homem	de	uma	fantasiada	Atenas,	Timão	
manifesta	 os	 afectos	 através	 de	 uma	 prodigalidade	 tal	 que	 acaba	 por	 se	
arruinar.	Na	primeira	parte	da	peça,	Timão	convida	vários	amigos	para	um	
deslumbrante	 banquete,	 presenteando-os	 generosamente	 e	 deixando-se	
ofuscar	 pelos	 seus	 elogios	 e	 efusivas	 manifestações	 de	 agradecimento.	
quando	 toma	 consciência	 da	 penúria	 em	 que	 caiu,	 a	 eles	 recorre	 para	
sanar	as	dívidas,	deparando	tão	só	com	recusas	e	recriminações	amargas	
e	mesmo	humilhantes	(resta	a	Timão	a	amizade	leal	de	Flávio,	seu	criado,	
e	as	advertências	avisadas	de	Apemanto,	filósofo	cínico	que	despreza	tanto	
as	riquezas	como	a	volubilidade	humana	de	quem	apenas	corre	atrás	delas).	
Decidido	a	vingar-se,	Timão	volta	a	convidar	os	amigos	para	novo	banquete,	
servindo-lhes	 agora	 somente	 água	 e	 pedras,	 gesto	 de	 desprezo	 que	
acompanha	 com	 a	 reverberação	 da	 sua	 ingratidão.	 Enlouquecido,	 reforça	
a	sua	misantropia	refugiando-se	no	deserto,	onde	acabará	por	morrer,	não	
sem	 ver	 os	 inimigos	 derrotados	 por	 um	 general	 que	 antecipa	 um	 tempo	
mais	justo.	Esta	elegia	trágica	de	um	ingénuo	parece	ter	sido	composta	na	
primeira	década	do	século	xVII,	julgando	os	críticos	que	Shakespeare	será	
apenas	seu	co-autor	e	que	o	poeta	e	dramaturgo	Thomas	Middleton	(1580-
1627)	terá	nela	intervindo	também	(a	primeira	edição	de	The life of Timon of
Athens	surge	só	no	Folio	de	1623).
                                                                                                            CRIAÇÃO


        No	 desencantado	 maneirismo	 de	 Timão de Atenas	 –	 a	 peça	 será	                               Tradução
     contemporânea	de	Rei Lear	e	Cimbelino	–,	não	se	pode	deixar	de	encontrar	                             Yvette K. Centeno
     ecos	da	desilusão	trágica	do	jovem	Troilo	(protagonista	de	Troilo e Créssida,	                        Cenário
     que	 Joaquim	 Benite	 estreou	 em	 Portugal	 na	 Temporada	 passada).	Tendo	                          Jean-Guy Lecat
     dirigido	 em	Agosto	 de	 2008	 uma	 versão	 de	 Timão de Atenas	 no	 Festival	                        Figurinos
     de	Mérida	–	resultante	de	uma	adaptação	de	Francisco	Suárez	–,	Joaquim	                               Sónia Benite
     Benite	 já	 então	 acentuara	 em	 cena	 o	 pungente	 (mas	 também	 patético)	                         Ana Rita Fernandes
     desencanto	 do	 protagonista	 (ambiguidade	 eximiamente	 interpretada	 pelo	                          Desenho de luz
     actor	 espanhol	 José-Pedro	 Carrión).	 Conhecedor	 seguro	 do	 universo	 do	                         José Carlos Nascimento
     dramaturgo	inglês	–	de	quem	já	encenou	Othello	(1993	e	2005),	O mercador                              assistência de encenação
     de Veneza	 (2003)	 e	 Troilo e Créssida	 (2010)	 –,	 o	 director	 da	 TMA	 e	 do	                     Rodrigo Francisco
     Festival	de	Almada	busca	no	seu	teatro	–	como	afirmou	em	entrevista	aos	                              Intérpretes:
     Textos	d’Almada,	a	propósito	de	Troilo e Créssida	–	o	«realismo	poético»,	                            Alberto Quaresma
     onde	a	unidade	se	faz	da	diversidade	«de	temas,	pontos	de	vistas,	géneros,	                           André Gomes
     estilos».	Portanto,	embora	para	o	espectador	«tudo	o	que	se	passa	em	palco	                           Celestino Silva
                                                                                                           João Farraia
     [tenha	que]	ser	credível»,	«não	se	trata	de	pintar	a	vida	como	ela	é,	mas	                            Joaquim Nicolau
     de	 transmitir	 num	 plano	 poético	 as	 preocupações	 que	 temos	 em	 relação	                       José Martins
26   à	vida	–	uma	visão	que	também	encontramos	em	Brecht	–,	sinal	difícil	de	                              Manuel Mendonça
     transmitir	num	momento	em	que	o	teatro	se	afasta	da	poesia	e	quer	ser	o	                              Marques D’Arede
     que	não	pode:	mera	fotografia,	outra	forma,	afinal,	de	idealismo».                                    Miguel Martins
                                                                                                           Pedro Walter
                                                                                                           Paulo Guerreiro
                                                                                                           Paulo Matos
                                                                                                           e a participação especial
                                                                                                           de actores do
                                                                                                           Grupo Animateatro

                                                                                                           Com o apoio do
                                                                                                           Montepio




     SALA	PRINCIPAL	|	2H30	(Duração	prevista)	|	M/12
     DEz 15 16 17 18 JAN 12 13 14 15 19 20 21 22 26 27 28 29
            qUI   SEx   SÁB   DOM    2012   qUI   SEx   SÁB   DOM    qUI   SEx   SÁB   DOM    qUI   SEx   SÁB   DOM
           21H30 21H30 21H30 16H00          21H30 21H30 21H30 16H00 21H30 21H30 21H30 16H00   21H30 21H30 21H30 16H00
PRODUÇÕES
PARA A INfÂNCIA
                                                                     TeATrO municipAl De AlmADA

                                    vERDI
                       QUE TE QUERO vERDI
                                                            A partir de Giuseppe VERDI
                                                         encenação de Teresa GAfEIRA




                           Na	sequência	                                                         por	todos	nós	ao	       29
            CRIAÇÃO     de	outros	dois	                                                           longo	dos	anos,	
                        espectáculos	da	CTA	                                                       de	geração	em	
           Cenário      que	introduzem	as	                                                               geração.
  Ana Paula Rocha       crianças	ao	mundo	
           Figurinos    da	ópera,	Teresa	                                                    Verdi	que	te	quero	
       Sónia Benite     Gafeira	volta	a	dirigir	                                            Verdi,	cujo	título	se	
Ana Rita Fernandes      uma	peça	para	a	                                                     inspira	no	célebre	
               luz      infância	dedicada	ao	                                             verso	de	Lorca,	cruza	
       José Carlos      belcanto.                                                          aspectos	biográficos	
       Nascimento          Desta	vez,	                                                    da	vida	de	Verdi	com	
         Intérpretes
                        propõe-se	aos	mais	                                               o	enredo	de	algumas	
      João Farraia
                        novos	(e	a	quem	                                                 óperas	que	marcaram	
     João Maionde       quiser	acompanhá-                                                            a	sua	obra.	
      Pedro Walter      -los)	que	mergulhem	                                                       Estreado	em	
      Sofia Correia     no	mundo	do	célebre	                                                época	de	Carnaval,	
                        compositor	italiano	                                                o	espectáculo	dará	
                        Giuseppe	Verdi	                                                      sessões	durante	a	
                        (1813	–	1901),	                                                            semana	para	
                        e	das	suas	famosas	                                                        as	escolas,	e	
                        óperas,	cujas	árias                                                         ao	fim-de-
                        têm	sido	                                                                     -semana	
                        trauteadas                                                                       para	as	
                                                                                                        famílias.	

                                                                     Sala DE ENSaIOS | 0H50 (aprox.) | M/4
                               MAR 05 06 07 08 11 12 13 15 16 17 18 19 20
                                       SÁB   DOM   SEG   TER   SEx    SÁB   DOM   TER   qUA    qUI   SEx   SÁB   DOM
                                       17H00 11H00 17H00 11H00 10H30 16H00 11H00 10H30 10H30   10H30 10H30 16H00 11H00
                                                         16H00 14H00             14H00 14H00   14H00 14H00
TeatrodeLaAbadíaMadrid
Teatro Nacional São João
Theatro Circo de Braga

Joana Brandão

Teatro do Hospital Júlio de Matos

Teatro dos Aloés
Artistas Unidos
Teatro da Rainha
Co-Produção ACTA - CTB

Teatro Constantino Nery
    Beckett




                                    ESPECTÁCUlOS ACOlhIDOS
  Sófocles
Valle-Inclán
Truman Capote
        João Silva
      Fugard
   Musset
    Bernhard
       .         .
      P Pinto / F Pinto



                 Fim de festa 30

                    Antígona 31

        A cabeça do Baptista 32

                   caminhos 33

                       limiar 34

                       Vitória 35

    não se brinca com o amor 36

             Dramoletes i e ii 37

             laço de sangue 38

           Janis e a tartaruga 39
     TeATrO lA ABADÍA - eSpAnHA
     Co-produção Canal Centre d’arts esCèniques de salt/Girona, paláCio de Festivales
     de Cantábria (santander), teatro arriaGa (bilbao), teatro Calderón (valladolid)
     cOm A cOlABOrAçãO DO inSTiTuTO pOlAcO DA culTurA - mADriD


     fIM DE fESTA
     de Samuel BEcKETT
     encenação de Krystian lUPA




                                                                                       José	Luis	Gómez

32      O	 grande	 encenador	 polaco	 Krystian	 Lupa	 (n.	 1943)	 –	 galardoado	 em	           Tradução
     2009	com	o	Prémio	Europa	–	estreia-se	em	Portugal,	no	Teatro	Municipal	                   Ana María Moix
     de	Almada,	dirigindo	Fim de festa	de	Samuel	Beckett	(1906-1989).	Esta	é	                  Cenografia
     uma	das	peças	mais	significativas	do	dramaturgo	irlandês,	que	a	escreveu	                 e iluminação
     em	 francês	 em	 1957,	 sob	 o	 título	 Fin de partie,	 traduzindo-a	 no	 ano	            Krystian Lupa
     seguinte	para	inglês,	chamando-lhe	Endgame.	Tragédia	lancinante	e	farsa	                  Figurinos
     grotesca	fundem-se	com	inigualável	mestria	no	texto,	desenhando-se	um	                    Piotr Skiba
     mundo	que,	de	tão	surpreendentemente	distante,	nos	atinge	com	intensa	                    Projecções Vídeo
     reverberação.                                                                             Alfonso Nieto
                                                                                               Banda Sonora
        Vindo	 das	 artes	 plásticas,	 o	 encenador	 Krystian	 Lupa	 procura	 explorar	        Pawel Szymanski
     no	seu	teatro	–	segundo	João	Carneiro	–	«um	universo	que	dê	ao	actor	a	
     possibilidade	de	viver	dentro	da	cena.	A	construção	dos	seus	espectáculos,	               Intérpretes
                                                                                               José Luis Gómez
     minuciosa	 sem	 ser	 realista	 e	 metafórica	 sem	 ser	 distante,	 assenta	 em	
                                                                                               Lola Cordón
     lógicas	de	observação	e	questionamento	não	evidentes,	independentemente	                  Ramón Pons
     do	material	a	ser	trabalhado».	                                                           Susi Sánchez

        O	Teatro	 La	Abadía,	 centro	 de	 estudos	 e	 criação	 teatral	 de	 Madrid,	 foi	
     fundado	 em	 1995,	 numa	 antiga	 igreja	 da	 cidade,	 onde	 tem	 a	 sua	 sede,	
     por	José	Luis	Gómez,	que	interpreta	Hamm	neste	espectáculo.	José	Luis	
     Goméz,	 actor	 e	 encenador,	 é	 considerado	 uma	 das	 principais	 figuras	 do	
     teatro	espanhol,	e	o	Teatro	La	Abadia,	que	dirige	desde	a	sua	fundação	sob	
     o	lema	“O	prazer	inteligente”,	é	tido	como	uma	das	mais	prestigiadas	salas	
     de	espectáculos	de	Espanha	e	da	Europa.
     Sala PRINCIPal | 02H00 | M/12 (ESPECTáCulO EM ESPaNHOl, lEgENDaDO EM PORTuguêS)
     JAN 14 15
            SEx   SÁB
            21H30 21H30
                                                                   TeATrO nAciOnAl SãO JOãO

                                                               ANTíGONA
                                                                      de SÓfOclES
                                                       encenação de Nuno cARINhAS


            Tradução
      Marta Várzeas
          Cenografia
      Nuno Carinhas
           Figurinos
  Bernardo Monteiro
              Música
      Miguel Pereira
    (VortexSoundTech)
       Desenho de luz
          Rui Simão
      Desenho de som
       Joel Azevedo
       Voz e elocução
     João Henriques
           Intérpretes
  Alexandra Gabriel                                                                     Maria	do	Céu	Ribeiro
     António Durães
     Emília Silvestre        Escreve	Nuno	Carinhas,	encenador	desta	tragédia	do	século	V	a.C.:	«Em	               33
        João Castro      Antígona,	 um	 tratado	 sobre	 a	 Democracia,	 o	 sangue	 corre	 nas	 veias	 da	
         Jorge Mota      cidade	 entre	 o	 poder	 e	 a	 indignação.	 Este	 espectáculo	 é	 obra	 (ópera)	 de	
 José Eduardo Silva
                         câmara,	confronto	íntimo	de	antagonistas	na	mítica	Tebas	das	sete	portas	
         Lígia Roque
Maria do Céu Ribeiro
                         assolada	 pela	 guerra	 fratricida	 pelo	 poder;	 são	 os	 actores	 que	 defendem	
     Paulo Freixinho     e	afirmam	as	palavras	que	proferem,	estes	e	não	outros,	tal	como	esta	e	
    Pedro Almendra       não	outra	a	assembleia	de	cidadãos	que	os	escutam».	E	é	nesta	cidade	em	
                         chamas	que	Creonte,	rei	de	Tebas,	se	opõe	a	sua	sobrinha	Antígona,	a	quem	
                         lei	 humana	 alguma	 impede	 de	 dar	 sepultura	 a	 seu	 irmão	 Polínices,	 que	
                         atacara	a	cidade.	As	consequências	ser-lhe-ão	fatais,	mas,	ao	contrário	da	
                         hesitante	Ismena,	sua	irmã,	Antígona	enfrenta-as,	decidida.

                            Pintor,	cenógrafo,	figurinista	e	encenador,	Nuno	Carinhas	estudou	Pintura	
                         na	Escola	Superior	de	Belas-Artes	de	Lisboa.	Como	encenador,	trabalhou	
                         com	o	TNSJ	e	com	estruturas	como	Cão	Solteiro,	ASSéDIO,	Ensemble,	Escola	
                         de	Mulheres	e	Novo	Grupo/Teatro	Aberto,	e	também	com	o	Teatro	Nacional	
                         de	São	Carlos,	Ballet	Gulbenkian,	Companhia	Nacional	de	Bailado,	A	Escola	
                         da	Noite,	Teatro	Bruto,	Teatro	Nacional	D.	Maria	II,	São	Luiz	Teatro	Municipal,	
                         Chapitô	e	Os	Cómicos.	Como	cenógrafo	e	figurinista,	colaborou	com	Ricardo	
                         Pais,	Fernanda	Lapa,	João	Lourenço,	Fernanda	Alves,	Jorge	Listopad,	Paula	
                         Massano,	 Vasco	 Wellenkamp,	 Olga	 Roriz,	 Paulo	 Ribeiro,	 Joaquim	 Leitão,	
                         entre	outros.	É,	desde	Março	de	2009,	Director	Artístico	do	TNSJ.

                                                                           SALA	PRINCIPAL	|	1H20	|	M/12
                                                                                           FEV 03 04
                                                                                                    qUI    SEx
                                                                                                    21H30 21H30
     CoMpanHia de teatro de braGa | tHeatro CirCo de braGa

     A CABEÇA
     DO BAPTISTA
     de Ramón del VAllE-INclÁN
     encenação de Manuel GUEDE OlIVA
                                                                                            Tradução
                                                                                            António Pescada
                                                                                            Cenografia
                                                                                            e figurinos
                                                                                            Rui Anahory
                                                                                            Desenho de luz
                                                                                            Fred Rompante
                                                                                            Desenho de som
                                                                                            Nuno Mendonça
                                                                                            Luís Lopes
                                                                                            Músico
                                                                                            Filipe Cunha
                                                                                            Coreografia
                                                                                            Cristina Mendanha
                                                                                            Registo vídeo
                                                                                            Frederico Bustorff
                                                                                            Madeira
34                                                                                          assistência
        A	peça	La	cabeza	del	Bautista	(1927)	é	um	dos	cinco	«esperpentos»	que	              de encenação
     compõem	 o	 Retablo	 de	 la	 avaricia,	 la	 lujuria	 y	 la	 muerte,	 do	 modernista	   Thamara Thais
     espanhol	 Ramón	 del	 Valle-Inclán	 (1866-1936).	 Nesta	 visão	 grotesca	 e	
     corrosiva	do	episódio	de	Salomé	–	a	bailarina	voluptuosa	que,	a	mando	de	              Fotografia de cena
     sua	mãe,	pede	a	Herodes	a	cabeça	de	S.	João	Baptista	–,	a	acção	transfere-             Paulo Nogueira
     -se	para	uma	aldeia	espanhola	de	fins	do	século	xIx,	num	retrato	de	uma	               Intérpretes
     sociedade	mesquinha	e	nostálgica	dos	seus	valores	tradicionais.	Ao	acolher	            André Laires
     esta	produção	da	CTB,	encenada	por	Manuel	Guede	Oliva,	o	TMA	proporciona	              Carlos Feio
     ao	seu	público	a	oportunidade	de	descobrir	um	autor	praticamente	ausente	              Jaime Soares
     dos	palcos	portugueses	desde	1995,	quando	José	Luis	Gómez	dirigiu	todo	                Rogério Boane
     o	Retablo	em	Lisboa.                                                                   Rui Madeira
                                                                                            Solange Sá
        Escritor,	 actor	 e	 encenador,	 Manuel	 Guede	 Oliva	 nasceu	 na	Venezuela	        Waldemar Sousa
     em	1956,	desenvolvendo	na	Galiza	quase	todo	o	seu	percurso	profissional.	
     Participou	na	companhia	teatral	Grupo	Histrión	70	e	na	Agrupación	Auriense,	
     fundando	 em	 1982	 a	 Cooperativa	 Caritel.	 O	 seu	 trabalho	 tornou-se	
     conhecido	 nas	 Mostras	 de	Teatro	Abrente	 de	 Ribadavia	 (1973-1980).	 Foi	
     director	do	Centro	Dramático	Galego	entre	1991	e	2005.
        Companhia	residente	do	Theatro	Circo,	a	Companhia	de	Teatro	de	Braga	
     é	uma	estrutura	profissional	de	criação	teatral,	fundada	em	1980.	Radicou-
     -se	em	Braga	desde	1984,	no	âmbito	de	um	protocolo	com	a	autarquia	e	
     de	um	projecto	artístico	mais	vasto,	que	implica	a	criação	e	formação	de	
     públicos,	cruzando	o	renovado	interesse	pelas	novas	dramaturgias	com	a	
     experimentação	sobre	os	grandes	clássicos.

     SALA	PRINCIPAL	|	2H30	|	M/12
     MAR 04
            SEx
            21H30
                                                                                 JOAnA BrAnDãO

                                                            CAMINhOS
                a partir de nos caminhos do paraíso, de Truman cAPOTE
                                  Texto e encenação de Joana BRANDÃO




          Cenografia,      Segundo	Joana	Brandão, «Caminhos,	surgiu	da	leitura	de	Nos caminhos                 35
          sonoplastia   do paraíso,	de	Truman	Capote.	No	seu	conto,	Capote	fala-nos	do	encontro	
     e desenho de luz
         João Bucho
                        de	Mr.	Ivor	Belli	com	Mary	O’Meaghan,	uma	mulher	coxa,	doida	por	arranjar	
                        um	marido.	Capote	fala-nos	de	Mary,	pelos	olhos	de	Ivor.	E	embora	esse	
         assistência
                        fosse	o	meu	ponto	de	partida,	o	que	quis	foi	trazer	Mary	O’Meaghan	para	
       de encenação
Susana Santos Silva     casa.	Dar-lhe	uma	vida,	um	dia-a-dia,	um	passado,	uma	razão.	Caminhos	
        João Bucho      procura	 criar	 o	 outro	 lado	 da	 história	 de	 Nos caminhos do paraíso».
      apoio figurinos
 Chissangue Afonso         Joana	Brandão,	nascida	em	Almada	em	1977,	licenciada	em	Formação	
                        de	 Actores/Encenadores	 pela	 ESTC,	 estreou-se	 como	 actriz	 em	 1997,	
          apoio texto
        Elsa Galvão     tendo	 desde	 então	 trabalhado	 com	 encenadores	 como	 João	 Mota,	 João	
                        Brites,	Carlos	Pimenta,	Rui	Mendes,	José	Peixoto,	Fernando	Gomes,	Helena	
           apoio voz
       Ana Brandão
                        Pimenta,	 Álvaro	 Correia,	 Jean-Paul	 Buchieri,	 Bruno	 Bravo,	 Lúcia	 Sigalho,	
                        Francisco	Campos,	entre	outros.	Encenou	As 4 gémeas,	de	Copi	e	co-criou	
    apoio movimento
                        e	interpretou	com	Madalena	Silva	o	espectáculo	de	teatro-dança	Super-
       Felix Lozano
                        -Heróis.	Tem	participado	em	diversos	filmes,	telenovelas	e	séries	televisivas.	
           Intérprete   Paralelamente	 ao	 seu	 percurso	 como	 actriz,	 desenvolve	 trabalhos	 de	
     Joana Brandão
                        direcção	 de	 actores,	 assistência	 de	 encenação,	 locuções	 e	 docente	 em	
                        escolas	públicas	da	disciplina	de	Oficina	de	Expressão	Dramática.




                                                                   SALA	ExPERIMENTAL	|	1H00	|	M/12
                                                                       MAR 09 10 11 12 13
                                                                               qUA   qUI   SEx   SÁB   DOM
                                                                               21H30 21H30 21H30 21H30 16H00
     Grupo de teatro terapÊutiCo do Hospital JÚlio de Matos


     lIMIAR
     de João SIlVA
     redigido a partir de discussões e conversas livres e criativas
     do Grupo de teatro terapêutico do Hospital Júlio de Matos
     encenação de João SIlVA                                                                Música original
                                                                                            Adriano Filipe
                                                                                            Cenografia
                                                                                            Rui Francisco
                                                                                            Figurinos
                                                                                            Joana Gomes
                                                                                            Desenho de luz
                                                                                            Carlos Gonçalves
                                                                                            área terapêutica
                                                                                            Isabel Cristina
                                                                                            Calheiros
                                                                                            Dança/movimento-terapia
                                                                                            Liliane Viegas
                                                                                            Maquilhagem/cabelos
                                                                                            Nuno Gomes
                                                                                            Isabel Ribeiro
                                                                                            Confecção do cenário
                                                                                            Alexandre Araújo
                                                                                            Confecção de figurinos
36      Com	texto,	direcção	e	encenação	de	João	Silva,	Limiar	é	uma	criação	do	             Ana Teresa Antunes
     Grupo	de	Teatro	Terapêutico	do	Hospital	Júlio	de	Matos,	onde	se	reflecte	o	            assistentes de
     limite	de	fronteiras	que	separam	normalidade/anormalidade.	Inquietações	               confecção de figurinos
     várias	 levaram	 os	 actores	 do	 GTT,	 pessoas	 com	 experiência	 de	 doença	         Celeste Cambaza
                                                                                            Ana Pimpista
     mental,	 a	 propor	 ao	 encenador	 que	 escrevesse	 um	 texto	 resultante	 de	         Inês Baptista
     discussões	e	conversas	em	grupo,	análises	de	conteúdo	das	ideias	e	dos	
     sentimentos	 em	 causa.	 Limiar	 permite	 reflectir	 em	 cena	 o	 entrosamento	        Fotografia de cena
                                                                                            Manuel José Alves
     de	personalidades	diferentes,	estigmatizadas	por	conceitos	desajustados	na	
     conjuntura	da	sociedade	actual.	Limiar	torna-se,	assim,	numa	metáfora	do	              Imagem gráfica
                                                                                            Pedro Meireles
     real,	 de	 experiências	 vividas,	 e	 coloca-nos	 perante	 o	 desconhecido	 num	
     desafio	a	cada	um	de	nós,	diferentes	mas	iguais.                                       Ponto
                                                                                            Manuela Borges
         Da	 vontade	 de	 pessoas	 com	 doença	 mental,	 apoiada	 por	 familiares,	         Produção executiva
     amigos,	e	técnicos	de	saúde	mental,	bem	como	convidados	das	áreas	da	                  Teresa Couto Pinto
     cultura,	surge	em	1968	o	Grupo	de	Teatro	Terapêutico	do	Hospital	Júlio	de	             Intérpretes
     Matos.	Ultrapassando	estigmas	e	rompendo	barreiras	entre	a	sociedade	e	                Ana Paula Bastos
     o	 doente	 mental,	 institui	 o	 hospital	 como	 pólo	 exemplar	 de	 irradiação	 de	   Filipe Maia e Carmo
                                                                                            Maria José Santos
     tolerância	e	Cultura.	O	grupo	integra	doentes	actores,	sendo	dirigido	desde	           Noé Domingos
     o	seu	início	pelo	actor	e	encenador	João	Silva.	Neste	já	longo	percurso	o	GTT	         Olga Varandas
     levou	à	cena	22	peças,	tais	como:	Calígula,	de	Albert	Camus,	O Principezinho,	         Pascoal Barros
     de	Saint-Exupéry	ou	A Nossa Quinta,	de	George	Orwell,	para	além	de	textos	             Raquel Pinha
     originais	de	João	Silva.                                                               Sandra Santos
                                                                                            Victor Correia

     SALA	ExPERIMENTAL	|	1H30	|	M/12
     MAR 18 19 20
             SEx   SÁB   DOM
             21H30 21H30 16H00
                                                                               TeATrO DOS AlOÉS


                                                                     vITÓRIA
                                                                de Athol fUGARD
                                                      encenação de José PEIXOTO




                                                                                              Athol	Fugard

       Tradução        A	peça	Vitória,	estreada	em	2007,	põe	em	cena	dois	jovens	negros	–	Vicky	                37
Rui Pina Coelho     e	Freddie,	de	Pienaarsig	–,	que	assaltam	a	casa	do	velho	professor	branco	
  e Ana Raquel      reformado	Lionel	Benson,	na	expectativa	de	obterem	dinheiro	para	fugirem	
     Fernandes      para	 uma	 grande	 cidade	 que	 lhes	 proporcione	 um	 futuro	 melhor.	 A	 acção	
     Cenografia     passa-se	na	África	do	Sul,	após	a	realização	das	primeiras	eleições	livres,	em	
     e Figurinos    1994,	e	tem	como	pano	de	fundo	a	tensão	entre	brancos	e	negros,	resultante	
Marta Carreiras     de	décadas	de	um	 apartheid	injusto.	Peça	simultaneamente	de	esperança	e	
                    desesperança,	Vitória	reflecte	a	violência	e	o	desespero	de	muitos	dos	jovens	
  Desenho de luz    sem	perspectivas	de	um	futuro	diferente	da	miséria	onde	cresceram.
Pedro Domingos
   Banda Sonora        José	 Peixoto,	 actor	 e	 encenador,	 licenciado	 em	 História,	 tornou-se	
     Rui Rebelo     profissional	com	Os	Bonecreiros.	Estagiou	no	Théâtre	de	Gennevilliers,	com	
   Design gráfico   Bernard	Sobel,	e	no	Piccolo	Teatro	di	Milano,	com	Giorgio	Strehler.	Esteve	na	
    Rui Pereira     equipa	inicial	do	Centro	Cultural	de	Évora.	Co-fundador	do	Teatro	da	Rainha,	
                    integrou	a	Direcção	do	Teatro	da	Malaposta	e	trabalhou	no	Teatro	Municipal	
      Intérpretes   de	Almada	e	no	Novo	Grupo.	Professor	na	Escola	Superior	de	Teatro	e	Cinema,	
    Bruno Huca      leccionou	 Interpretação	 e	Teoria	 e	 Prática	 da	 Encenação.	 Foi	 Presidente	 do	
    Cheila Lima     Conselho	Científico	e	Director	do	Departamento	de	Teatro	da	ESTC.
    Jorge Silva
                       Athol	 Fugard,	 nascido	 em	 1932,	 é	 filho	 de	 um	 casal	 anglo-africânder.	
                    Abandonada	a	universidade,	decide	correr	Mundo.	Regressa	à	África	do	Sul	só	
                    nos	últimos	anos	da	década	de	50,	tornando-se	funcionário	judicial.	É	nesta	
                    função	que	se	apercebe	das	humilhações	sofridas	pelos	negros,	obrigados	a	
                    possuir	«passes»	impossíveis	de	obter,	para	circularem	pelo	país	em	busca	de	
                    trabalho.	E	assim	se	lança	numa	produção	teatral	civicamente	empenhada,	
                    onde	ética,	liberdade	e	igualdade	são	temas	maiores.

                                                                                SALA	PRINCIPAL	|	M/12
                                          MAR 31           ABR 01 02 03 07 08 09 10
                                                   qUI             SEx   SÁB    DOM   qUI   SEx   SÁB   DOM
                                                   21H30          21H30 21H30 16H00   21H30 21H30 21H30 16H00
     ArTiSTAS uniDOS


     NãO SE BRINCA
     COM O AMOR
     de Alfred de MUSSET
     encenação de Jorge Silva MElO




      Elmano	Sancho

38      Na	produção	de	 Rei	Édipo	tornou-se	clara	a	minha	vontade	em	trabalhar	          Tradução
     com	os	actores	mais	jovens	que	me	foram	aparecendo	nestes	anos	de	2009-             Ana Campos
     10,	 em	 espectáculos	 como	 Ana,	 de	 José	 Maria	Vieira	 Mendes,	 O	 peso	 das	   Cenário e figurinos
     razões,	de	Nuno	Júdice,	ou	Rei	Édipo,	de	Sófocles.	E	lembrei-me	da	invenção	        Rita Lopes Alves
     da	juventude,	essa	suave	inocência	que	para	sempre	ficou	no	romantismo	de	          luz
     Musset.	Ninguém	falou	tão	bem	da	palpitação	do	coração,	da	incerteza	dos	           Pedro Domingos
     dias,	da	tragédia	que	é	ser	jovem	e	não	saber	o	que	fazer	dos	seus	anseios.	
     Esta	será	a	estreia	em	Portugal	de	um	dos	mais	belos	clássicos	de	sempre,	          Intérpretes
     o	dorido	On	ne	badine	pas	avec	l’amour.	Numa	produção	quase	sem	cenário,	           Elmano Sancho
     com	um	elenco	muito	jovem,	pronta	para	digressão.	Como	se	voltássemos	às	           Vânia Rodrigues
     récitas	escolares...                                                                (distribuição em curso)
                                                                      Jorge	Silva	Melo


        Alfred	de	Musset	foi	poeta,	romancista	e	dramaturgo,	sendo	habitualmente	
     tido	 como	 um	 dos	 expoentes	 máximos	 do	 romantismo	 francês.	 Diz-se	
     deste	autor	que	foi	“o	mais	clássico	dos	românticos	e	o	mais	romântico	dos	
     clássicos”.	O	seu	estilo	influenciou	profundamente	a	literatura	europeia,	tendo	
     dado	origem	a	múltiplos	seguidores,	entre	os	quais	o	poeta	português	Fausto	
     Guedes	Teixeira.	Para	teatro	escreveu	 André	del	Sarto	(1833);	 Les	caprices	
     de	Marianne	(1833);	 Lorenzaccio	(1833);	 Fantasio	(1834);	 La	nuit	vénitienne	
     (1834);	Barberine	(1835);	e	Il	faut	qu’une	porte	soit	ouverte	ou	fermée	(1845).	
     Não	se	brinca	com	o	amor	foi	publicada	em	1834	em	La	revue	de	deux	mondes	
     e	estreada	a	18	de	Novembro	de	1861	na	Comèdie-Française.


     SALA	PRINCIPAL	|	M/12
     SET 22 23 24 25 29 30 OUT 01 02
           qUI   SEx   SÁB   DOM     qUI    SEx    SÁB   DOM
           21H30 21H30 21H30 16H00   21H30 21H30   21H30 16H00
                                                                                     TeATrO DA rAinHA

                            DRAMOlETES I e II
                                                        de Thomas BERNhARD
                                           encenação de fernando Mora RAMOS




                                                                                           Fernando	Mora	Ramos

          Tradução          Segundo	 Fernando	 Mora	 Ramos,	 «dramoletes»	 são	 «formas	 breves	                     39
         Fernando        (mistura	de	drama	com	omeleta)	[que]	contam	de	modo	incisivo	–	será	a	sua	
       Mora Ramos        característica,	 uma	 focagem	 temática	 mais	 aguda	 e	 concentrada	 –	 o	 que	
   Dispositivo cénico    se	 passa	 na	 visão	 de	 uma	 certa	 população	 alemã	 (e	 europeia)	 que,	 face	 à	
           Fernando      actual	mobilidade	social,	à	emigração	e	aos	estudantes	e	aos	seus	supostos	
       Mora Ramos        desmandos	(estamos	nos	anos	oitenta),	reage	negativamente	e	procura	uma	
com a colaboração de     ordem	que	a	História	negou	no	regresso	ao	poder	nazi.	As	cabeças	de	algum	
   António Canelas       modo	diagnosticadas,	nos	três	primeiros	dramoletes	particularmente,	pedem	a	
                         reinstauração	de	uma	ordem	que	é	assassina	e	violenta,	uma	ordem	campo	de	
            Figurinos    concentração,	uma	ordem	nazi».
   Teatro da Rainha
                luz         Actor	e	encenador,	Fernando	Mora	Ramos	entra	em	Março	de	1975	para	o	
     Carina Galante      Centro	Cultural	de	Évora,	onde	passa	a	ser	o	responsável	pelo	departamento	
        e Fernando       para	o	Teatro	de	Amadores	e	actor,	tendo	também	dirigido	a	revista	 Adágio.	
       Mora Ramos        Em	 1980/81,	 na	 qualidade	 de	 bolseiro	 pela	 Fundação	 Calouste	 Gulbenkian,	
          assistente     assiste	ao	trabalho	de	Giorgio	Strehler	no	Picolo	Teatro	di	Milano.	Actualmente	
       de encenação      é	 Director	 Artístico	 do	 Teatro	 da	 Rainha,	 salientando-se	 a	 sua	 direcção	 de	
      Miguel Araújo      espectáculos	como	A	dança	da	morte,	de	August	Strindberg,	ou	Ella,	de	Herbert	
                         Achternbusch.	 Participou	 como	 actor	 em	 filmes	 de	 João	 César	 Monteiro	 e	
         Sonoplastia     Jorge	Silva	Melo.
     Carlos Alberto
           Augusto         Thomas	 Bernhard,	 dramaturgo	 austríaco,	 é	 considerado	 um	 dos	 mais	
           Intérpretes                                                                                   	
                         importantes	 escritores	 de	 língua	 alemã	 da	 segunda	 metade	 do	 século	 xx.	
      Carlos Borges      Autor	polémico,	manteve	uma	relação	de	amor	e	ódio	com	a	Áustria.
   Elisabete Piecho
        Isabel Lopes
      Miguel Araújo
       Victor Santos                                                           SALA	ExPERIMENTAL	|	M/12
                                    OUT 12 13 14 15                         OUT 19 20 21 22 23
                                            qUA   qUI   SEx   SÁB                    qUA    qUI   SEx   SÁB   DOM
                            DRAMOLETES I   21H30 21H30 21H30 21H30   DRAMOLETES II   21H30 21H30 21H30 21H30 16H00
     CoMpanHia de teatro de braGa | aCta - a CoMpanHia de teatro
     do alGarve

     lAÇO DE SANGUE
     de Athol fUGARD
     encenação de Joaquim BENITE




40      A	 peça	 Laço	 de	 sangue	 (Blood	 knot,	 1961)	 põe	 em	 cena	 dois	 irmãos	      Tradução
     –	Morris	e	Zacarias	–	que,	partilhando	a	mesma	mãe,	negra,	tiveram	como	              António Marques
     pais	um	negro	e	um	branco,	circunstância	que	os	fez	nascer	com	diferentes	            Cenário
     tons	de	pele.	Athol	Fugard	explora	esta	característica	para	traçar	percursos	         Jean-Guy Lecat
     diversos	às	personagens	que,	numa	sociedade	fortemente	espartilhada	pelo	             luz
     apartheid,	como	era	a	sul-africana,	as	levará	justamente	ao	conflito	e	a	uma	         José Carlos
     fortuna	totalmente	distinta	(com	o	rapaz	mais	claro	suplantando	sempre	–	no	          Nascimento
     trabalho,	no	amor,	na	integração	social	–	aquele	que	é	marcado	por	um	tom	            Intérpretes
     mais	escuro).	Fugard	não	chega	nunca	a	impor	um	desenlace	à	acção,	pré-               Mário Spencer
     -anunciando	 a	 necessidade	 (e	 dificuldades)	 de	 reconciliação	 na	 sociedade	     Rogério Boane
     sul-africana,	facto	que	a	História	imporia	algumas	décadas	mais	tarde.

         O	 dramaturgo	 sul-africano	 Athol	 Fugard	 participa	 do	 renomado	 grupo	
     teatral	 Serpent	 Players,	 que	 se	 apresentava,	 exclusivamente,	 diante	 de	
     plateias	 negras	 nos	 guetos	 das	 cidades	 industriais	 brancas.	 O	 autor	 não	
     formula	 julgamentos	 sumários	 sobre	 grupos,	 retratando	 indivíduos	 que	
     têm	 outras	 dificuldades	 além	 dos	 problemas	 de	 etnia.	 Fugard	 combate,	
     sem	 compromissos,	 a	 discriminação	 racial,	 mas	 o	 seu	 teatro	 não	 se	 reduz	
     a	 dicotomias	 de	 vencedores	 e	 vítimas.	A	 sua	 dramaturgia	 pode	 dividir-se,	
     grosso	 modo,	 em	 três	 grupos:	 as	 peças	 de	 família,	 como	 Laço	 de	 sangue	
     (1961);	 as	 peças	 com	 um	 teor	 eminentemente	 político,	 como	 Sizwe	 Banzi	
     morreu	(1972);	e	as	suas	peças	mais	recentes,	cuja	ênfase	autobiográfica	se	
     centra	no	próprio	passado	do	dramaturgo	e	dos	seus	sentimentos	de	culpa,	
     de	que	é	exemplo	Uma	lição	dos	aloés.

     Sala EXPERIMENTal | M/12
     OUT 28 29 30
            SEx   SÁB   DOM
           21H30 21H30 16H00
     cine-TeATrO cOnSTAnTinO nerY | cÂmArA municipAl De mATOSinHOS


          JANIS E A TARTARUGA
                                                      de Pedro PINTO e filipe PINTO
                                                          encenação de luísa PINTO




    Direcção Musical
    e Canção Original
          Carlos Tê
    Produção Musical
     Miguel Ferreira
           guitarras
       Marco Nunes
              Baixo
       Nuno Simões
             Bateria
             Sérgio
                                                                                               Carla	Galvão
        Nascimento
         Slide guitar       Janis	 é	 uma	 jovem	 à	 boleia	 pelas	 estradas	 de	 um	 país	 em	 mudança.	       41
         e gravação
      André Indiana
                        A	 força	 interior	 que	 a	 acompanha	 nesta	 viagem	 é	 apenas	 um	 reflexo	 de	
                        uma	geração	que	incorporou	a	mudança	social	como	o	maior	dos	desejos	
   Fotografia de Cena
    Miguel Miranda
                        colectivos.	Janis	é	a	voz	de	uma	juventude	que	procurou	encontrar-se	a	si	
                        própria	através	do	excesso	e	que	procurou	na	diferença	um	manifesto	para	
         Maquinaria
                        a	auto-afirmação.	O	espaço-tempo	desta	peça	encontra	frente-a-frente	
   Rogério Marinho
                        as	drogas	e	a	libertação	sexual,	a	música	rebelde	e	os	sentimentos	anti-
   Design e Operação    -guerra,	a	luta	anti-racista	e	o	alcance	de	uma	existência	mais	verdadeira.	
             de Vídeo
    Miguel Miranda
                        Muitos	 verão	 em	 Janis	 a	 figura	 lendária	 de	 Janis	 Joplin,	 mas	 Janis	 e	 a	
                        Tartaruga	não	é	uma	biografia.	É	apenas	uma	visita	à	geração	de	sessenta.
         Sonoplastia
Pedro Lopes Moreira
                           Luisa	Pinto	nasce	em	1965,	em	Matosinhos.	Em	1988	conclui	o	curso	
          assistente    de	Design	de	Moda	na	Escola	de	Moda	Gudi.	Premiada	com	um	estágio	em	
       de Encenação
        Teresa Leal
                        Paris	na	Stilist	Information.	Conclui	o	curso	de	teatro	da	Seiva	Trupe	e	inicia	
                        uma	carreira	de	figurinista	e	encenadora	em	1994,	na	peça	 Café	Portugal,	
            Figurinos
                        de	 Óscar	 Branco.	 Directora	 Artística	 do	 Teatro	 Constantino	 Nery	 /	 Teatro	
         Luisa Pinto
                        Municipal	de	Matosinhos	desde	Outubro	de	2007,	tem	dirigido	ultimamente	
          Cenografia    trabalhos	 como	 Chavela	 Vargas	 ou	 Mil	 olhos	 de	 vidro.	 Apresentou	 o	
        Cátia Barros
                        programa	 «Andar	 por	 Cá»,	 sobre	 as	 pousadas	 de	 Portugal,	 na	 RTPN.	 Faz	
               luz      parte	da	Direcção	e	é	sócia	fundadora	da	Casa	do	Artista	do	Norte.
      Bruno Santos
           Intérprete
       Carla Galvão

                                                                            SALA	ExPERIMENTAL	|	M/16
                                                                                     DEz 09 10 11
                                                                                            SEx   SÁB   DOM
                                                                                            21H30 21H30 16H00
                               DANÇA
O toque | Salto immortale 42

                  electra 43

Das coisas nascem coisas 44

                    Void 45

                  ópera 46

             casa do rio 47

         romeu e Julieta 48
     CoMpanHia portuGuesa de bailado ConteMporÂneo


     O TOQUE
     e SAlTO IMMORTAlE
     Coreografias de clara ANDERMATT, Denise                                                O TOQUE
     NAMURA e Michael BUGDAhN                                                               Concepção e coreografia
                                                                                            Clara Andermatt
                                                                                            Música original
                                                                                            Vítor Rua
                                                                                            interpretada por
                                                                                            Clara Andermatt
                                                                                            (percussão e voz)
                                                                                            e Vítor Rua
                                                                                            (electrónica)
                                                                                            Figurinos
                                                                                            Aleksandar Protic
                                                                                            luz
                                                                                            Rui Simão
                                                                                            assistente da coreógrafa
                                                                                            Jose Román
                                                                                            Intérpretes
                                                                                            Ana Rocha Néné
                                                                                            Emilio Cervelló
                                                                                            Fábio Pinheiro
                                                                                            Gustavo Oliveira
                                                                                            Isadora Ribeiro
                                                                                            Liliana Mendonça
                                                                                            Ricardo Freire
44      A	 Companhia	 Portuguesa	 de	 Bailado	 Contemporâneo	 traz	 ao	 TMA	                Rita Reis
     criações	que	encomendou	a	Clara	Andermatt	e	a	Denise	Namura	e	Michael	                 Susana Lima
     Bugdahn.	 Em	 O toque,	 peça	 estreada	 em	 2010,	 Andermatt	 desejou	 que	            SALTO IMMORTALE
     «a	 peça	 coreográfica	 se	 construísse	 a	 partir	 do	 processo	 de	 composição	      Coreografia e cenografia
     musical,	com	Vítor	Rua.	E	assim	a	obra	no	seu	conjunto	aconteceu,	vivida	e	            Denise Namura
     percebida	por	todos	os	que	embarcaram	nesta	viagem	de	improvisação	e	                  e Michael Bugdahn
     descoberta	com	uma	disponibilidade	e	entrega	totais».	A	obra	de	Namura	e	              Música
     Bugdahn	inspira-se	em	A terceira margem do rio	de	José	Guimarães	Rosa.	                Wim Mertens
     Acrescentam	os	coreógrafos:	«Tratámos	este	material	de	uma	forma	mais	                 Requiem de Mozart (excerto)
     abstracta,	concentrando-nos	nos	diversos	estados	emocionais	e	situações	               Trilha Sonora
     ligadas	ao	texto:	a	busca	do	absoluto,	as	escolhas	de	vida,	a	solidão,	o	medo,	        Michael Bugdahn
     a	relação	do	pai	e	do	filho,	a	oposição	ausência-presença».                            Figurinos
                                                                                            Liliana Mendonça
                                                                                            Denise Namura
         A	CPBC	foi	fundada	em	1998	por	Vasco	Wellenkamp	e	por	Graça	Barroso	
     como	 companhia	 de	 repertório	 original,	 tendo	 como	 princípio	 gerador	           luz
                                                                                            Michael Bugdahn
     a	 constituição	 de	 um	 espaço	 para	 a	 criação	 contemporânea.	 Com	 sólida	
     presença	em	Portugal	e	no	estrangeiro,	nela	trabalharam	coreógrafos	como	              Intérpretes
                                                                                            Ana Rocha Néné
     Nils	 Christe,	 Rui	 Lopes	 Graça,	 Gagik	 Ismailian,	 Henri	 Oguike,	 Rita	 Judas,	   Emilio Cervelló
     Nathalie	 Bard,	Tíndaro	 Silvano,	 David	 Fielding,	 Rami	 Levi,	 Darshan	 Singh	      Fábio Pinheiro
     Buhller,	 Ronald	 Malzer,	 Jan	 Linkens,	 Benvindo	 Fonseca,	 Barbara	 Griggi,	        Gustavo Oliveira
     Pedro	Goucha	Gomes,	Cláudia	Nóvoa	e	Patrick	Delcroix.                                  Jose Román
                                                                                            Liliana Mendonça
                                                                                            Ricardo Freire
                                                                                            Rita Reis
                                                                                            Susana Lima

     Sala PRINCIPal | 1H30 | M/12
     JAN 21 22
            SEx	 SÁB	
           21H30 21H30
                                                                         CoMpanHia olGa roriZ

                                                                       ElECTRA
                                                    UM SOlO DE OlGA RORIz
                                     Coreografia e interpretação de Olga RORIZ




            Cenário         Electra	surge	de	um	longo	percurso	de	solos	da	coreógrafa,	iniciado	em	             45
         Paulo Reis     1988,	 onde	 em	 cada	 um	 se	 revela	 o	 cunho	 pessoal	 da	 autora	 /	 intérprete.	
         Olga Roriz
                        Estes	solos	são	fruto	não	do	acaso	ou	circunstância,	mas	sim	de	um	encontro	
            Figurino    e	 confronto	 consigo	 própria,	 nascendo	 de	 uma	 urgência,	 de	 uma	 evidente	
         Olga Roriz     necessidade,	da	invasão	de	uma	ideia	que	se	instala	e	a	impele	a	um	desafio	
               luz      sem	 retorno.	 Desse	 modo,	 ou	 talvez	 num	 sonho,	 surgiu	 a	 personagem	 de	
    Clemente Cuba       Electra,	colando-se	à	pele	da	bailarina	como	uma	saga.	Pouco	lhe	importará	a	
        Dramaturgia     narração	da	história	que	a	envolve,	interessando-lhe	sim	os	contornos	dessa	
        Paulo Reis      complexa	personagem.	Como	afirma	Olga	Roriz:	«Electra	mostra	sem	pudor	a	
         Olga Roriz     sua	força	e	a	sua	fraqueza,	a	sua	nobreza	e	a	sua	humilhação.	Ela	nunca	se	
     Desenho de som     expõe,	apenas	se	dispõe».
e pós-produção áudio
     Sérgio Milhano
                           Presença	habitual	no	TMA,	a	Companhia	Olga	Roriz	apresenta	este	ano	um	
           assistente   solo	da	sua	fundadora,	a	bailarina	e	coreógrafa	Olga	Roriz.	Nascida	em	1955,	
        de cenografia
      e guarda roupa    em	Viana	do	Castelo,	Olga	Roriz	instalou-se	em	Lisboa	durante	a	infância,	
      Maria Ribeiro     onde	iniciou	os	seus	estudos	na	área	de	ballet	clássico	e	da	dança	moderna.	
         assistente     Desenvolveu	 uma	 reconhecida	 actividade	 profissional	 como	 bailarina	 e	
        da direcção     coreógrafa,	sendo	marcante	a	sua	passagem	pelo	Ballet	Gulbenkian,	ficando	
      Laura Moura       célebre	 o	 seu	 trabalho	 Treze gestos de um corpo	 (1987).	 Recentemente	 a	
Director de produção    Companhia	 Olga	 Roriz	 abriu	 o	 seu	 próprio	 espaço	 de	 trabalho,	 situado	 na	
   Pedro Quaresma       Rua	da	Prata,	n.º	108.	Em	plena	Baixa	Pombalina,	este	espaço	pretende	ser	
 Produtora executiva    dinâmico,	priveligiando	o	encontro	de	profissionais,	estudantes	e	público	das	
       Teresa Brito     artes	do	espectáculo.

                                                                           Sala PRINCIPal | 0H50 | M/12
                                                                                                FEV 19
                                                                                                        SÁB
                                                                                                       21H30
     os trÊs CaraCóis
     Co-produção: alKantara, Festival ¡Mira! e tnba (proJeCto Co-produZido por neXt
     step, CoM o apoio do proGraMa Cultura da união europeia)


     DAS COISAS
     NASCEM COISAS
     direcção de projecto e coreografia de cláudia DIAS
                                                                                        Espaço cénico
                                                                                        e desenho de luz
                                                                                        Walter Lauterer
                                                                                        acompanhamento
                                                                                        crítico
                                                                                        David-Alexandre Guéniot
                                                                                        João Fiadeiro
                                                                                        Rita Natálio
                                                                                        Traduções
                                                                                        Marie Mignot
                                                                                        Mónica Mota
                                                                                        apoio vocal
                                                                                        Inês Nogueira
                                                                                        Música
                                                                                        “Dance of the Dead”
                                                                                         “No Motherland"
                                                                                        "Without you”
                                                                                        (Pochombo Electronic
                                                                                        Ensemble),
46      Na	nova	criação	de	Cláudia	Dias,	o	atrito	poderá	ser	uma	boa	metáfora	          “Symphony nº3”
     para	a	forma	como	os	sentidos	se	cristalizam	em	torno	de	possíveis	imagens.	       (Henryk gÓRECKI)
     Palavras	 e	 acções	 são	 superfícies	 de	 contacto.	 Um	 microfone	 em	 cena,	    e som gravado durante
     enquadrado	por	uma	pequena	parede	de	caixas	de	cartão,	circunscreve	o	             uma procissão
     espaço	do	discurso,	onde	se	define,	comenta	e	contextualiza	o	que	se	faz.	A	       Poema
     acção	tem	também	o	seu	espaço	próprio.	Concentra-se	em	torno	de	caixas	            “Perguntas de
     de	cartão,	objectos-padrão	que	darão	o	mote	a	toda	a	proposta.	À	medida	           um operário letrado”
                                                                                        (Bertolt BRECHT).
     que	 se	 avança	 no	 espectáculo,	 as	 imagens	 suspendem-se	 entre	 aquilo	
     que	são	na	acção	e	aquilo	em	que	se	podem	tornar	no	discurso,	havendo	             Direcção técnica
                                                                                        Carlos Gonçalves
     pequenas	paragens	de	sentido,	leituras	múltiplas,	fotografias	do	provisório.
                                                                                        Intérpretes
                                                                                        Márcia Lança
         Cláudia	 Dias	 iniciou	 a	 sua	 formação	 em	 dança	 clássica	 na	 Academia	
                                                                                        Rui Silveira
     Almadense	e	em	1985	ingressou	na	Companhia	de	Dança	de	Lisboa,	tendo	
     integrado	o	elenco	da	Companhia	de	Dança	de	Almada	entre	1990	e	1997.	             Residência artística
                                                                                        Forum Cultural José
     Entre	1996	e	2004	integrou	o	grupo	de	teatro	Ninho	de	Víboras,	tendo	sido	         Manuel Figueiredo/Câ-
     a	sua	primeira	criação	Feedback	(1996),	a	que	se	seguiu	E.U. (entrevistem-         mara Municipal da
     -me urgentemente)	–	Prémio	Jovens	Criadores	do	ano	seguinte.	Em	2001	              Moita, Atelier RE.AL.
     foi	artista	convidada	do	Dance	Bates	Festival	(EUA),	onde	iniciou	a	criação	       Espectáculo encomendado,
     de	Histo.	Colaborou	entre	2001	e	2009	com	a	RE.AL,	onde	criou	One woman            produzido e difundido pela
     show	 (2003),	 Visita guiada	 (2005)	 e	 Das coisas nascem coisas	 (2008),	        RE.al durante o período em
     criações	apresentadas	em	Portugal,	França,	Espanha,	País	de	Gales,	Grécia,	        que Cláudia Dias foi artista
                                                                                        associada da estrutura
     Itália,	Brasil,	Suíça	e	Bélgica.
                                                                                        (2003 – 2009)

     Sala EXPERIMENTal | 1H00 | M/12
     FEV 25
            SEx
           21H30
                                                             cOmpAnHiA clArA AnDermATT
                         Co-produção: Mito – Mostra internaCional de teatro de oeiras | aCCCa



                                                                                      vOID
                                 concepção e direcção de clara ANDERMATT




  Colaboração criativa      Cabo	Verde	é	o	ponto	de	partida	para	Void,	criação	de	Clara	Andermatt	          47
e composição musical     que	tem	como	pano	de	fundo	o	encontro	de	culturas.	A	coreógrafa	e	bailarina	
    Avelino Chantre      chamou	 colaboradores	 com	 quem	 partilha	 um	 historial	 de	 produções	
         João Lucas      anteriores	 para	 desenvolver	 um	 universo	 coreográfico,	 teatral	 e	 musical	
 Sócrates Napoleão
                         muito	pessoal,	que	nasce	do	diálogo	real	e	constante	de	duas	culturas	no	
          Figurinos      dia-a-dia	de	Lisboa.	Esta	é	uma	peça	sobre	pessoas,	feita	de	experiências	
  Aleksandar Protic      e	de	saudade,	inspirada	nas	tristezas,	nas	dificuldades,	nos	benefícios	de	
      Desenho de luz     uma	década	de	crescimento	de	dois	cabo-verdianos	em	Portugal.	Cláudia	
   e direcção técnica    Galhós,	crítica	do	Expresso	que	considerou	Void	um	dos	melhores	trabalhos	
   Anatol Waschke        de	dança	de	2009,	entende	que	a	peça	«pertence	à	memória	do	choro	e	do	
  Produção executiva     riso,	instalando	uma	arquitectura	cénica	que	desenha	impressões	fugazes	
            ACCCA        da	 condição	 humana	 e	 suas	 tragédias.	 Tão	 comoventemente	 e	 sedutora	
Interpretação e textos
                         como	perturbadora».
    Avelino Chantre
 Sócrates Napoleão          Clara	Andermatt	fez	os	seus	primeiros	estudos	de	dança	clássica	com	
                         Luna	Andermatt.	Diploma-se	no	London	Studio	Centre,	possuindo	também	
                         o	curso	completo	da	Royal	Academy	of	Dancing	de	Londres.	Em	1994	inicia	
                         a	sua	colaboração	com	Cabo	Verde,	que	inclui	a	criação	de	diversas	obras	
                         com	intérpretes	locais,	acções	de	formação	e	colaborações	com	artistas	de	
                         diferentes	áreas,	que	culminam	numa	série	de	residências	e	projectos.	Ao	
                         longo	da	sua	carreira,	Clara	Andermatt	tem	sido	distinguida	com	diversos	
                         prémios,	sendo	as	suas	obras	regularmente	apresentadas	em	Portugal	e	em	
                         países	como	a	Alemanha,	a	Holanda,	a	França,	o	Canadá,	e	os	EUA.


                                                                    Sala EXPERIMENTal | 1H10 | M/12
                                                                                             MAR 05
                                                                                                     SÁB	
                                                                                                    21H30
     mATeriAiS DiVerSOS
     Co-produção: tHéÂtre le vivat | neGóCio Zdb



     ÓPERA
     concepção e interpretação de Tiago GUEDES
     e Maria DUARTE




      Maria	Duarte

48      O	 crítico	 Augusto	 M.	 Seabra	 apresenta	 Ópera:	 o	 «espectáculo	 foi-se	     Música
     construindo,	 sobre	 a	 ópera	 de	 Purcell.	 Mas	 chama-se	 Ópera	 e	 não	 Dido     Dido e Eneias,
                                                                                         de Henry Purcell
     & Eneias.	Dido & Eneias	era	a	matéria,	o	texto,	libreto	e	partitura,	para	ser	
     encenado	e	matéria	a	ser	trabalhada».	E	deixa-nos	alguns	desafios:	«como	           Participação
     trabalhar	em	termos	dramáticos	e	coreográficos	a	escuta?	Como	é	que	os	             especial
     criadores/intérpretes	 ‘escutam’	 e	 tornam	 essa	 escuta	 matéria	 da	 cena?	      Sílvia Figueiredo
     Como	tornar	presente,	omnipresente,	o	artifício	da	narrativa	cantada?	Como	
     trabalhar	 uma	 retórica	 gestual	 ‘sobre’	 uma	 estética	 tão	 eminentemente	      assistente
                                                                                         de direcção artística
     codificada	como	a	do	barroco?	Como	dar	a	‘escutar’	uma	ópera	a	um	público	          Pietro Romani
     que	 vem	 na	 expectativa	 de	‘ver’	 essa	 ópera	 ou	 de	 ver	 uma	‘coreografia’	
                                                                                         acompanhamento artístico
     sobre	essa	ópera?».
                                                                                         Augusto M. Seabra

        Tiago	 Guedes	 (n.	 1978)	 estudou	 música	 no	 Conservatório	 Regional	 de	     Figurinos
                                                                                         Aleksandar Protich
     Música	de	Minde	e	licenciou-se	em	Dança	na	Escola	Superior	de	Dança	
     de	Lisboa.	Como	intérprete,	trabalhou	com	criadores	como	Miguel	Pereira,	           Maquilhagem
     Aldara	Bizarro,	Francisco	Camacho,	João	Fiadeiro,	André	Murraças	e	Alice	           Sasha paraMAC
     Chauchat.	Dos	seus	trabalhos	–	apresentados	em	Portugal	e	no	estrangeiro	           Fotografia
     –	 destacam-se:	 Um solo	 (2002);	 Um espectáculo com estreia marcada	              João Rodrigues
     (2002);	Materiais diversos	(2003);	Trio	(2005);	Matrioska	(2007).	É	director	       adereços
     artístico	da	Materiais	Diversos.	Foi	coreógrafo	residente	do	Théâtre	Le	Vivat,	     André Murraças
     em	Armentières	(França),	no	triénio	2006-2008.                                      Desenho de luz
        Dirige	desde	2009	o	Festival	Materiais	Diversos,	festival	internacional	de	      e direcção técnica
     artes	performativas,	que	decorre	em	Minde,	Alcanena	e	Torres	Novas.                 Mafalda Oliveira
                                                                                         apoio
     SALA	ExPERIMENTAL	|	0H55	|	M/12                                                     RE.AL
     MAR 26
             SÁB	
            21H30
                                                         cOmpAnHiA De DAnçA De AlmADA


                                                       CASA DO RIO
                                               Coreografia de Benvindo fONSEcA




                                                                                         Benvindo	Fonseca

assistente de criação       Benvindo	 Fonseca,	 um	 dos	 bailarinos	 emblemáticos	 do	 extinto	 Ballet	       49
        Ana Santos      Gulbenkian,	que	desde	há	muito	se	tem	igualmente	dedicado	à	coreografia,	
           Música       estreia	uma	nova	criação	no	TMA,	através	da	qual	explora	as	suas	raízes	
   Danças Ocultas       portuguesas,	depois	de	ter	já	abordado	as	suas	raízes	africanas.	E	escreve	
          Figurinos     o	 coreógrafo:	 «a	 música	 inspiradora	 dos	 Danças	 Ocultas	 transporta-me	
   Hobbes Gobinas       para	um	universo	puro,	simples,	diverso,	plural	e	honesto,	vindo	do	pulsar	
           Cenário      dos	acordeões.	Sempre	a	mãe	terra,	a	partida	constante	e	o	querer	chegar	
   Paula Rousseau       a	 casa.	 Casa	 esta	 que	 se	 encontra	 dentro	 de	 cada	 um,	 mas	 sentimento	
                        reforçado	sempre	que	vislumbramos	o	conhecido».	Concluindo	que,	em	Casa
        audiovisuais
          Gusman
                        do rio,	se	manifesta	«o	lado	sensorial	da	dança,	onde	referências	várias	se	
                        exprimem	por	sentimentos,	alguns	avulsos,	outros	de	amor	e	desamor,	tão	
             luz        característicos	nesta	nossa	grande	raça	humana».
   Pedro Machado
         Intérpretes       Natural	 de	 Moçambique,	 formado	 pelo	 Conservatório	 Nacional	 e	 nos	
 Beatriz Rousseau       Cursos	de	Formação	da	Fundação	Calouste	Gulbenkian,	Benvindo	Fonseca	
     Carla Jordão       inicia	 a	 sua	 carreira	 em	 1985,	 ingressando	 na	 Companhia	 de	 Dança	
   Débora Queirós       de	 Lisboa.	 Em	 1986	 é	 convidado	 por	 Jorge	 Salavisa	 a	 integrar	 o	 Ballet	
 Lucinda Saragga
                        Gulbenkian	como	solista,	sendo	promovido	a	Primeiro	Bailarino,	em	1990.	
   Luís Malaquias
     Nuno Gomes
                        Em	1993	recebe	o	prémio	Os	Jovens	na	Criatividade	com	a	ONU,	tornando-
   Ricardo Santos       -se	 desde	 então	 Embaixador	 da	 Boa	 Vontade	 da	 organização.	 Em	 2004	
        Sofia Dias      assume	 a	 direcção	 artística	 da	 companhia	 Lisboa	 Ballet	 Contemporâneo.	
                        Do	seu	extenso	repertório	coreográfico,	destacam-se	Para que a terra não
                        esqueça	(1995);	Povo que lavas no rio	(1994),	o	pas de deux	dedicado	a	
                        Amália	Rodrigues;	ou	A casa de Bernarda Alba	(2005).
                                                                         Sala PRINCIPal | 1H00 | M/12
                                                                                       MAI 14 15
                                                                                                SÁB   DOM
                                                                                                21H30 16H00
     cOmpAnHiA nAciOnAl De BAilADO


     ROMEU E JUlIETA
     de John cRANKO segundo William Shakespeare
     Coreografia de John cRANKO




                                                                                                  Música
                                                                                                  Sergei Prokofiev
                                                                                                  Cenários
                                                                                                  João Mendes Ribeiro
                                                                                                  e Alexandra Cruz
                                                                                                  Figurinos
                                                                                                  António Lagarto
                                                                                                  Imagens
                                                                                                  Daniel Blaufuks
                                                                                                  luz
                                                                                                  Cristina Piedade
                                                                                                  Direitos coreográficos
                                                                                                  Dieter Graefe

50      Com	 cenários	 de	 João	 Mendes	 Ribeiro,	 figurinos	 de	 António	 Lagarto	 e	            Ensaios especiais
     desenho	de	luz	de	Cristina	Piedade,	a	CNB	apresenta	no	TMA	a	coreografia	                    Ivan Cavallari
     de	John	Cranko	(1927-1973)	de	Romeu e Julieta,	trágica	história	dos	amores	                  Ensaiadores
     de	Romeu	e	Julieta,	dos	ódios	de	Montéquios	e	Capuletos,	das	multidões	de	                   Cristina Maciel
     Verona	e	dos	olhares	de	Rosalina	e	Romeu,	Julieta	e	Páris.	A	notável	versão	                 Rui Alexandre
     de	John	Cranko	–	que	retoma	a	partitura	composta	por	Sergei	Prokofiev	em	                    Adeline Charpentier
     1940	 –	 estreou-se	 em	 1958	 em	Veneza,	 no	Teatro	Verde,	 com	 o	 Ballet	 La	             Isabel Fernandes
     Scala,	sendo	posteriormente	remontada	pelas	principais	companhias	em	todo	                   Mobiliário e carros
     o	Mundo,	nomeadamente	o	Ballet	Nacional	do	Canadá,	o	Ballet	da	Ópera	de	                     João Mendes Ribeiro
     Munique,	 o	 Ballet	 da	Austrália,	 Ballet	 de	 Frankfurt,	 o	 Ballet	 da	 Escócia,	 e	 o	
     Ballet	da	Ópera	de	Paris.                                                                    adereços, decoração
                                                                                                  de carros, panejamentos
        John	Cranko	iniciou	a	sua	formação	em	dança	na	Universidade	de	Cape	                      e quarto de Julieta
     Town,	 onde	 apresentou	 o	 seu	 primeiro	 trabalho,	 The soldier’s tale,	 numa	             António Lagarto
     coreografia	criada	a	partir	da	música	Stravinsky.	A	carreira	de	John	Cranko	                 Colaboração
     conheceu	o	maior	sucesso	na	Europa,	principalmente	no	Reino	Unido,	onde	                     para figurinos
     continuou	os	seus	estudos	na	Escola	de	Teatro	de	Sadler’s	Wells	Ballet,	da	                  Maria Helena Redondo
     qual	fez	parte	do	elenco,	e	na	Alemanha,	tendo	criado	vários	bailados,	para	o	               assistente
     Sadler´s	Wells	Theatre	Ballet	e	para	o	Royal	Ballet,	companhia	residente	em	                 de figurinista
     Covent	Garden,	nomeadamente	um	pas de deux	de	A bela e o monstro	(1949),	                    Catarina Varatojo
     com	 música	 de	 Maurice	 Ravel,	 e	 Harlequin in April	 (1951),	 com	 música	 de	
                                                                                                  Professor de esgrima
     Richard	Arnell.	                                                                             Eugénio Roque




     SALA	PRINCIPAL	|	M/6
     DEz 29 30
            qUI	   SEx	
           21H30 21H30
>> Reservas para grupos (telf.: 21 273 93 60)
            concerto de Ano novo 52

almost 6 e banda sinfónica da Gnr 53

                     rodrigo leão 54

 Orquestra metropolitana de lisboa 55
        coral Sinfónico de portugal 56   MÚSICA
 Orquestra metropolitana de lisboa 57

  solistas da orquestra Gulbenkian 58

                Os pontos negros 59

                   carlos mendes 60

                       Gisela João 61

                  João pedro pais 62

                      Jorge palma 63

             orquestra Gulbenkian 64
                ORQUESTRA METROPOlITANA DE lISBOA

     CONCERTO DE ANO NOvO
                                          Direcção musical de Mark lAYcOcK




54      O	Concerto	de	Ano	Novo	no	TMA	–	a	cargo	da	Orquestra	Metropolitana	
     de	 Lisboa,	 sob	direcção	 de	 Mark	Laycock	–	celebra	o	novo	ano	de	 2011	
     com	 as	 trepidantes	 sonoridades	 da	 família	 Strauss.	 De	 Johann	 Strauss	 I	
     (1804-1849)	 –	 o	 pai	 –	 ouve-se	 a	 Marcha Radetzky, Op.	 228,	 famosa	
     marcha	“das	palmas”.	A	música	de	seu	filho	Johann	Strauss	II	(1825-1899)	
     predomina,	no	entanto,	desde	a	endiabrada	Abertura	da	ópera	O morcego	
     até	à	famosíssima	valsa	Danúbio azul,	passando	pelos	ritmos	estrepitosos	
     de	polcas	e	galopes	sobejamente	conhecidos.	Serão	ainda	interpretadas	a	
     galante	e	contrastada	Valsa delírio,	de	Josef	Strauss	(1827-1870),	irmão	de	
     Johann	Strauss	II,	e	–	numa	breve	interrupção	do	predomínio	austríaco	–	a	
     vertiginosa	 e	 comovente	Dança das horas,	 do	 italiano	Almicare	 Ponchielli	
     (1834-1886).

        Maestro	 de	 renome	 internacional,	 Mark	 Laycock	 dirigiu	 orquestras	 de	
     cidades	como	Londres,	Paris,	Moscovo,	Kiev,	Montreal,	Cidade	do	México,	
     Seul	e	Taipé,	entre	outras.	Tem	colaborado	com	a	Wiener	KammerOrchester,	
     Bayerische	KammerPhilharmonie,	Orchestre	Filarmonica	de	Bogotá,	Festival	
     Strings	Lucerne,	Staatskapelle	Weimar,	Bochumer	Symphoniker	e	Georges	
     Enescu	Philharmonic.	Dirigiu	ainda	diversas	apresentações	de	Don Pasquale,	
     de	Donizetti,	com	a	Opera	New	Jersey,	com	quem	voltará	a	trabalhar	em	
     2011,	regendo	O barbeiro de Sevilha.


     Sala PRINCIPal | 1H30 aprox. | M/6
     JAN 03
            SEG
            21H30
  AlMOST 6
  e BANDA DA GNR
  SOPROS EM lABORATÓRIO
  Direcção musical capitão João Afonso cERQUEIRA




      Intérpretes      O	 sexteto	 Almost	 6	 e	 a	 Banda	 Sinfónica	 da	 GNR	 apresentam-se	 em	         55
      ALMOST 6      concerto	no	TMA,	com	um	programa	do	qual	se	destaca	a	estreia	absoluta	
     Carlos Silva   da	obra	Planus,	do	compositor	português	Jorge	Campos.	
    Filipe Coelho
    Óscar Carmo
                       O	sexteto	Almost	6	surge	em	2007	–	estreando-se	no	TMA	–	com	intenção	
Ricardo Carvalho
Sérgio Charrinho    de	oferecer	ao	público	música	interpretada	por	uma	formação	pouco	usual	
                    em	Portugal.	As	potencialidades	do	trompete	são	exploradas	pelo	quinteto	
       Percussão
     João Duarte
                    através	 da	 utilização	 das	 mais	 variadas	 surdinas,	 bem	 como	 de	 toda	 a	
                    família	dos	trompetes,	desde	o	fliscorne	ao	trompete	piccolo.	O	repertório	
                    do	 grupo	 é	 muito	 abrangente	 e	 versátil,	 indo	 desde	 o	 Barroco,	 passando	
                    pelo	 Classicismo,	 até	 à	 música	 pop/rock	 e	 a	 originais	 encomendados	 a	
Banda Sinfónica     compositores	portugueses.
        da GNR
                       Dirigida	desde	2008	pelo	Capitão	João	Afonso	Cerqueira,	a	Banda	Sinfónica	
                    da	GNR	foi	criada	em	1838,	por	decreto	de	D.	Maria	II,	primeiro	como	Banda	
                    da	 Guarda	 Municipal,	 passando	 a	 denominar-se,	 com	 a	 implantação	 da	
                    República,	 Banda	 de	 Música	 da	 Guarda	 Nacional	 Republicana.	 A	 sua	
                    especialização,	riqueza	e	variedade	instrumental,	e	o	seu	amplo	e	valioso	
                    arquivo	 permitem	 que,	 em	 concerto,	 atinja	 um	 assinalável	 nível	 artístico.	
                    Constituída	por	125	instrumentistas,	a	Banda	tem	participado	em	diversos	
                    festivais	internacionais.


                                                                      SALA	PRINCIPAL	|	1H20	|	M/6
                                                                                          JAN 09
                                                                                                  DOM
                                                                                                 16H00
     produção uGuru


     RODRIGO lEãO
     INSTRUMENTAl




56      Rodrigo	Leão	prepara	para	este	ano	uma	digressão	inédita	num	registo	              acordeão
     diferente	daquele	com	que	tem	marcado	encontro	com	o	público.	Esta	nova	              Celina Piedade
     “viagem”	 do	 compositor	 português	 terá	 o	 título	 de	 Instrumental	 e	 será	      Violino
     efectuada	 com	 um	 Ensemble	 de	 dimensões	 mais	 reduzidas:	 um	 quinteto	          Viviena Tupikova
     com	o	próprio	Rodrigo	Leão	em	teclados	e	ainda	um	trio	de	cordas	e	um	                Viola
     acordeão.	“Pretendo	que	metade	do	reportório	sejam	composições	novas”,	               Bruno Silva
     refere	o	compositor,	que	vai	alertando	para	o	facto	de	alguns	desses	temas	           Violoncelo
     poderem	vir	a	ser	posteriormente	desenvolvidos	em	versões	vocais.	Será,	              Carlos Tony Gomes
     por	 isso,	 uma	 oportunidade	 única	 para	 ouvir	 estas	 peças	 neste	 contexto	
                                                                                           Sintetizadores
     específico,	 concentrando	 a	 acção	 e	 a	 atenção	 no	 lado	 exclusivamente	         Rodrigo Leão
     musical	da	produção	artística	de	Rodrigo	Leão.

        Rodrigo	Leão	foi	em	1982	co-fundador	dos	Sétima	Legião	e	em	1985,	em	
     conjunto	com	Pedro	Ayres	Magalhães	e	Gabriel	Gomes,	cria	os	Madredeus.	
     Abandona	definitivamente	os	Madredeus	em	1994	para	se	poder	dedicar	
     inteiramente	 à	 sua	 carreira	 a	 solo	 e	 às	 obras	 EP	 Mysterium	 (1995)	 e	 o	
     CD	 Theatrum	 (1996).	 A	 solo	 começa	 a	 explorar	 a	 combinação	 das	 suas	
     composições	clássicas-modernas	com	formas	de	canção	e	instrumentação	
     mais	tradicional,	com	a	presença	de	Lula	Pena	ou	Adriana	Calcanhotto.	Entre	
     os	intérpretes	seus	convidados	contam-se	Sónia	Tavares,	Nuno	Gonçalves	
     dos	The	Gift	e	Rui	Reininho	dos	GNR,	o	qual	participou	na	gravação	do	seu	
     álbum	ao	vivo	intitulado	Pasión.


     SALA	PRINCIPAL	|	1H00	|	M/12
     JAN 29
            SÁB
            21H30
ORQUESTRA
METROPOlITANA
DE lISBOA
Direcção musical e violino Augustin DUMAY
Piano Jill LAWSON




 Joseph	Haydn	(1732-1809)                         W.	A.	Mozart	(1756-1791)

                  A	música	de	Joseph	Haydn	-	com	o	Concerto	para	violino	e	piano	em	                 57
               Fá	maior,	Hob.	xVIII:6	e	a	Sinfonia	n.º	49	em	Fá	menor,	Hob.	I:49,	A paixão	
               –	e	de	W.	A.	Mozart	(Concerto	em	Ré	maior	para	violino	e	piano,	K.	Anh.	56)	
               preenchem	 o	 programa	 do	 segundo	 concerto	 da	 Orquestra	 Metropolitana	
               no	 TMA.	 Oportunidade,	 pois,	 para	 conhecer-se	 melhor	 o	 Classicismo	
               vienense	de	setecentos,	com	o	seu	rigor	formal,	a	evidente	maturação	do	
               tecido	orquestral	–	onde	o	piano	e	o	violino	encontrarão	lugar	privilegiado	
               como	instrumentos	solistas	–	e	uma	apaziguadora	luminosidade	harmónica	
               e	melódica.

                  Augustin	Dumay	atingiu	o	reconhecimento	internacional	quando	Herbert	
               von	 Karajan	 o	 apresentou	 como	 seu	 artista	 convidado	 num	 concerto	 em	
               Paris.	Foi	então	desafiado	por	Sir	Colin	Davis	a	tocar	o	Concerto	n.º	2	de	
               Bartók,	actuação	elogiada	pela	crítica.	Desde	aí,	desenvolveu	uma	intensa	
               carreira	 internacional.	 Assumiu	 em	 2008	 o	 lugar	 de	 Director	 artístico	 da	
               Orquestra	 Metropolitana	 de	 Lisboa,	 sendo	 actualmente	 artista	 convidado	
               principal	até	2012.

                   De	nacionalidade	luso-americana,	Jill	Lawson	iniciou	os	seus	estudos	
               de	 piano	 na	 Academia	 de	 Música	 de	 Antuérpia.	 Aos	 14	 anos,	 entrou	
               no	 Conservatório	 Real	 daquela	 cidade	 e	 em	 1995	 obteve	 o	 Prémio	
               Superior	 para	 Piano	 e	 Música	 de	 Câmara	 magna cum laude.	 Em	 1992,	
               foi	 aceite	 na	 Chapelle	 Musicale	 Reine	 Elisabeth	 em	 Waterloo	 (Bruxelas).	

                                                            Sala PRINCIPal | 1H30 aprox. | M/6
                                                                                      FEV 06
                                                                                             DOM
                                                                                            16H00
     CORAl SINfÓNICO
     DE PORTUGAl
     Direcção musical e artística de SARASWATI




58       O	coro	e	orquestra	do	Coral	Sinfónico	de	Portugal	trazem	ao	Teatro	Municipal	       Soprano
     de	Almada	a	Missa	em	dó	maior,	Op.	86,	de	Ludwig	van	Beethoven	(1770-                   Ana Ester Neves
     -1827),	obra	sacra	que	raramente	se	ouve	em	concerto.	Escrita	em	1807,	                 Contralto
     foi	encomendada	ao	compositor	austríaco	pelo	príncipe	Nikolaus	Esterházy	II	            Susana Teixeira
     para	comemorar	o	aniversário	de	sua	mulher,	não	alcançando	grande	sucesso	              Tenor
     aquando	da	estreia.	Todavia,	os	arrojos	sinfónicos	e	a	pungente	exploração	             Vítor Carlos Paiva
     das	vozes	graves	que	escandalizaram	Esterházy	são	hoje	apreciados	como	                 Baixo
     expressão	de	uma	emotiva	e	profunda	inventividade	estética.                             Pedro Correia

        Desde	1991,	o	Coro	e	Orquestra	do	Coral	Sinfónico	de	Portugal	interpretam	
     algumas	das	mais	célebres	obras	corais	sinfónicas	de	Bach,	Händel,	Vivaldi,	
     Mozart, Bomtempo, Beethoven, Brahms, Bruckner, Dvořrák, Puccini, Verdi,
     Poulenc,	 Duruflé,	 Carl	 Orff	 ou	 Karl	 Jenkins.	 Participam	 no	 CSP	 cantores	 e	
     músicos	de	diversos	locais	do	País,	sobretudo	da	zona	central,	unidos	pelo	
     desejo	 de	 estudar	 e	 interpretar	 a	 grande	 música.	 O	 CSP	 foi	 convidado	 a	
     participar	na	programação	inaugural	do	Teatro	José	Lúcio	da	Silva,	em	Leiria	
     (com	 o	 Requiem,	 de	 Mozart)	 e	 do	 Teatro	 Virgínia,	 em	 Torres	 Novas	 (com	
     Carmina Burana,	de	Carl	Orff),	actuando	também	em	espaços	religiosos,	como	
     a	Sé	de	Évora	(no	Requiem alemão,	de	Brahms).




     SALA	PRINCIPAL	|	1H15	Aprox.	|	M/6
     FEV 12
           SÁB
           21H30
                                 ORQUESTRA
                              METROPOlITANA
                                  DE lISBOA
                                        Direcção musical de Michael ZIlM




Robert	Schumann	(1810-1856)                     Igor	Stravinsky	(1882-1971)

                  A	Orquestra	Metropolitana	de	Lisboa,	dirigida	por	Michael	Zilm,	apresenta	     59
               no	TMA	duas	obras	de	grande	intensidade.	Primeiro,	ouve-se	a	3.ª	Sinfonia	
               de	Schumann,	obra	de	notável	heroísmo	dramático.	Segue-se	a	Suite	n.º	2,	
               de	1919,	do	bailado	O pássaro de fogo,	do	compositor	russo	Igor	Stravinsky.	
               O	bailado	fora	escrito	entre	1909-1910	e	estreado	em	Paris,	pelos	Ballets	
               Russes,	 em	 Junho	 de	 1910.	 Partindo	 de	 um	 conto	 popular	 sobre	 um	
               pássaro	mágico,	que	tanto	abençoava	como	perdia	o	seu	captor,	Stravinsky	
               desenha	uma	inventiva	rede	rítmica	e	harmónica,	tão	desconcertante	na	sua	
               imprevisibilidade,	quanto	fluidas	e	subtis	soam	as	melodias.

                  Michael	Zilm	nasceu	em	Estugarda,	em	1957.	Descendente	de	uma	família	
               de	músicos,	começou	a	estudar	violino	aos	seis	anos	de	idade.	Mais	tarde	
               frequentou	as	classes	de	violino	e	de	viola	da	Escola	Superior	de	Música	da	
               sua	cidade	natal.	Em	1979	entrou	para	a	classe	de	direcção	de	orquestra	
               de	 Thomas	 Ungar.	 Estudou	 com	 Milan	 Horvat	 na	 Academia	 de	 Verão	 do	
               Mozarteum	de	Salzburgo	e	com	Franco	Ferrara,	Bruno	Bartoletti	e	Carlo	Maria	
               Giulini	na	Academia	Chigiana	de	Siena.	A	partir	de	1979	manteve	um	contacto	
               estreito	 com	 o	 maestro	 Herbert	 von	 Karajan.	 Trabalhou	 como	 assistente	
               musical	deste	maestro	nas	produções	de	Aida,	Parsifal	e	Falstaff.	Estreou-
               -se	como	maestro	em	1979,	em	Estugarda,	na	realização	de	um	programa	
               integralmente	preenchido	com	obras	de	Webern.	Dedicando-se	sobretudo	
               ao	repertório	do	século	xx,	dirige	desde	1986	o	agrupamento	Nova	Música.

                                                         SALA	PRINCIPAL	|	1H10	Aprox.	|	M/6
                                                                                  MAR 06
                                                                                         DOM
                                                                                         16H00
     SOlISTAS
     DA ORQUESTRA
     GUlBENKIAN



      Pedro	Pacheco                                      Otto	Michael	Pereira




      Lu	Zheng                                           Raquel	Reis

60      O	 quarteto	 de	 cordas	 D.	 810	 A morte e a donzela,	 que	 Franz	 Schubert	       Violino
     escreveu	em	1824,	tem	a	sua	origem	num	lied,	composto	em	1817,	sobre	                  Pedro Pacheco
     um	poema	de	Mathias	Claudius.	quando	reutilizou	a	melodia	desta	canção	                Violino
     como	 tema	 do	 segundo	 andamento	 do	 seu	 14.º	 quarteto,	 Schubert	 vincou	        Otto Michael Pereira
     esta	relação,	salientada	pelo	título.	De	uma	beleza	pungente,	tanto	a	canção	
     como	o	quarteto	comovem-nos	com	o	seu	tom	funéreo	e	sombrio.	É	de	facto	               Viola
     impressionante	o	modo	como	Schubert	retrata	a	história	da	donzela	levada	              Lu zheng
     pela	morte.	Os	quatro	instrumentos	expõem	o	tema	da	abertura	do	Andante	               Violoncelo
     e	em	seguida	o	primeiro	violino	desgarra-se,	como	se	assumisse	o	papel	da	             Raquel Reis
     morte,	cavaleiro	que	leva	a	galope	a	donzela	para	a	morte.
        O	violinista	Pedro	Pacheco	é	membro	da	Orquestra	Gulbenkian	desde	1990,	
     actuando	como	solista	em	várias	ocasiões.	Tem	colaborado	com	agrupamentos	
     de	música	de	câmara	e	apresentou-se	como	solista	nos	festivais	de	música	
     do	Algarve,	de	Sintra	e	de	Leiria.
       O	 violinista	 Otto	 Michael	 Pereira	 integrou	 a	 Orquestra	 Juvenil	 da	 União	
     Europeia,	foi	concertino	da	Orquestra	de	Câmara	de	Sintra	e	é	o	concertino	da	
     Orquestra	A2M.	Integra	a	Orquestra	Gulbenkian	desde	a	temporada	2007.
        O	violetista	Lu	Zheng	foi	Solista	B	da	Orquestra	Metropolitana	de	Lisboa.	É	
     professor	de	viola	e	música	de	câmara	e	apresenta-se	regularmente	em	recitais	
     a	solo	e	de	música	de	câmara.	Em	2005	ingressou	na	Orquestra	Gulbenkian.
        A	violoncelista	Raquel	Reis	concluiu	o	Mestrado	em	“String	Performance”	
     na	Northwestern	University	School	of	Music,	em	Chicago,	com	Hans	Jensen.	
     Integra	a	Orquestra	Gulbenkian	desde	2007.

     SALA	PRINCIPAL	|	1H10	Aprox.	|	M/6
     MAR 19
             SÁB
            21H30
                      OS PONTOS NEGROS




                                                                                                György	Ligeti


 Voz e guitarra       No	concerto	iremos	percorrer	a	nossa	discografia,	desde	o	EP	editado	em	                  61
Jónatas Pires     2005,	 passando	 pelo	 Magnífico material inútil	 (2008)	 e	 o	 Pequeno-almoço
       Bateria    continental	 (2010).	 Uma	 hora	 de	 roque	 enrole.	 Para	 Os	 Pontos	 Negros	 os	
  David Pires     alinhamentos	 são	 sempre	 escolhidos	 em	 função	 do	 concerto	 e	 daquilo	 que	
 Voz e guitarra   nos	apetece	tocar,	podendo	até	incluir	uma	ou	duas	surpresas.	Mesmo	durante	
 Filipe Sousa     o	concerto,	tudo	pode	mudar.	A	melhor	forma	de	saber	é	mesmo	aparecer	e	
        Órgão
                  assistir.
Silas Ferreira                                                                                Jónatas	Pires

                      Os	 Pontos	 Negros	 aceleram-nos	 corpo	 e	 espírito,	 ontem	 como	 hoje.	 Esta	
                  música,	ou	não	sei	como	lhe	chame,	faz	sem	esforço	aquilo	que	tanta	gente	
                  parece	andar	a	dar	a	alma	para	conseguir:	a	fusão	perfeita	(tão	perfeita	que	
                  quase	 nem	 se	 dá	 por	 ela)	 entre	 guitarras	 eléctricas	 e	 a	 tal	 coisa	 tradicional	
                  portuguesa.	Não	é	à	toa	que	gritam	“se	o	Variações	fosse	o	meu	barbeiro!”.	Se	
                  gritam,	é	porque	podem.
                      Eles	fazem	isto	como	se	não	fosse	nada,	versos	falados	em	cima	das	notas,	
                  frases	 deixadas	 cair	 pelo	 canto	 da	 boca	 com	 a	 tal	 displicência	 charmosa	 do	
                  rock’n’roll.	Não,	Os	Pontos	não	se	põem	em	bicos	de	pés,	mas	o	que	conseguem	
                  não	é	coisa	pouca.	Sem	pretensões	e	com	o	máximo	de	ambição,	falam	de	nós	
                  aqui.	Contra	a	corrente,	não	se	fecham	nos	truques	do	negrume	e	da	depressão.	
                  Lançam	energia	no	mundo,	põe-nos	a	saltar,	a	acreditar	na	vida,	rocks	para	
                  cima,	de	subir	até	ao	Sol.	
                                                                                        Jacinto	Lucas	Pires


                                                                  SALA	ExPERIMENTAL	|	1H30	|	M/12
                                                                                              MAR 24
                                                                                                         qUI
                                                                                                        21H30
     CARlOS MENDES




      Carlos	Mendes

62      Carlos	 Mendes	 traz	 ao	 TMA	 as	 grandes	 canções	 do	 seu	 reportório.	
     Fundador	em	1963	dos	Sheik`s,	que	conquistaram	grande	êxito	nacional	e	
     internacional,	deixou	o	grupo	para	se	dedicar	aos	estudos	de	Arquitectura,	
     que	 concluiu	 em	 1972.	 Tem	 uma	 carreira	 consagrada	 junto	 do	 grande	
     público,	tendo	ganho	duas	edições	do	Festival da Canção	(1968	e	1972).	
     Vários	 discos	 seus	 têm	 repetidamente	 ganho	 os	 prémios	 nacionais	 de	
     Melhor	 Disco	 do	Ano	 -	 alguns,	 como	 Jardim Jaleco,	 Operários do Natal,	
     Natal do Pai Natal,	 na	 categoria	 de	 Melhor	 Disco	 Infantil.	Também	 foram	
     premiados	discos	como	Amor Combate		e	Canções de Ex-Cravo e Malviver,	
     onde	se	destacaram	canções	como	“Alcácer	que	vier”,	“Lisboa	meu	amor”,	
     “Ruas	da	minha	cidade”	e	“Amélia	dos	olhos	doces”.
        Em	1985	a	Comuna	convidou-o	para	fazer	a	música	de	O touro,	de	Abel	
     Neves,	 com	 o	 qual	 ganhou	 nesse	 ano	 o	 Prémio	 da	 melhor	 música	 para	
     teatro.	No	cinema	trabalhou	com	Lauro	António	e	Luís	Filipe	Costa.	Foi	um	
     dos	 fundadores	 da	 “Toma	 lá	 disco”,	 a	 primeira	 cooperativa	 discográfica	
     independente	 portuguesa.	 Participou	 e	 colaborou	 como	 autor	 e	 actor	 em	
     vários	programas	televisivos,	tendo	sido	o	criador	e	apresentador	do	talk-
     -show	Falas tu ou falo eu.	Na	sua	longa	carreira	destaca-se	também	a	sua	
     actividade	no	canto	lírico,	na	qual	se	tem	vindo	a	especializar,	como	cantor	
     e	professor.	Participou	como	actor	em	filmes	e	séries	televisivas.




     SALA	PRINCIPAL	|	1H30	Aprox.	|	M/12
     MAR 26
            SÁB
           21H30
                                                       GISElA JOãO




                                                                                                György	Ligeti
                                                                                                Gisela	João

              Voz        A	 presença	 e	 voz	 da	 fadista	 Gisela	 João	 têm	 sido	 acolhidas,	 desde	 2003,	   63
      Gisela João     em	 espaços	 variados	 no	 Grande	 Porto	 e	 no	 Norte	 do	 País,	 onde	 tem	 sido	
guitarra portuguesa   reconhecido	na	jovem	o	talento	de	fadista.	O	público,	de	início	desconcertado	
 Mário Henriques      com	o	contraste	entre	a	figura	de	menina	e	a	voz	cheia,	quente	e	imponente,	
     Viola de fado    cedo	se	rende	e	deixa	enlevar	pelos	cantos	de	amor,	mágoa,	alegria	e	saudade	
    Pedro Soares      do	 seu	 reportório.	 Em	 2006,	 Gisela	 João	 venceu	 o	 Primeiro	 Prémio	 do	 xV	
        Viola baixo   Concurso	de	fado	amador	J.	F.	Lordelo	do	Ouro,	editando	o	CD	Gisela João / O
        Paulo Paz     meu fado,	onde	é	acompanhada	à	guitarra	portuguesa	e	à	viola.

                         Gisela	João	nasceu	em	Barcelos,	onde	iniciou	a	sua	carreira	numa	casa	de	
                      fados	local.	Mudou-se	para	o	Porto	para	tentar	a	sua	carreira	junto	de	alguns	dos	
                      mais	prestigiados	músicos	da	capital	do	Norte.	Muito	embora	Gisela	João	seja	
                      uma	das	intérpretes	mais	jovens	da	geração	de	fadistas	que	tem	vindo	a	surgir	
                      nos	últimos	cinco	anos,	já	conta	com	algumas	apresentações	em	Portugal	e	no	
                      estrangeiro,	tendo-se	apresentado	em	Espanha	(Oviedo),	Itália	(Roma	e	Milão),	
                      Polónia	(Varsóvia),	China	(Macau),	Roménia	(Bucareste),	Holanda	(Amesterdão),	
                      aonde	regressará	em	Abril	de	2011	para	uma	tournée	por	várias	cidades.	Faz	
                      parte	do	elenco	da	Casa	de	Fados	Sr.	Vinho.




                                                              SALA	ExPERIMENTAL	|	1H00	Aprox.	|	M/6
                                                                                                 ABR 09
                                                                                                        SÁB
                                                                                                        21H30
     JOãO PEDRO PAIS




                                                                                        György	Ligeti


64      João	Pedro	Pais	irá	apresentar	ao	público	do	TMA	os	seus	temas	de	sucesso,	
     em	versões	renovadas	de	formato	acústico.	Grandes	canções	como	“Ninguém	
     (é	de	ninguém)”,	“Lembra-te	de	mim”,	“Mentira”,	“Nada	de	nada”	ou	ainda	
     outras	faixas	do	último	e	quinto	disco	de	originais	–	A palma e a mão	(2008)	
     –	 serão	 apresentadas	 neste	 espectáculo	 com	 diferentes	 roupagens.	 “Ando	
     sempre	à	procura	do	perfeccionismo”,	afirma	o	músico.

        Natural	de	Lisboa,	João	Pedro	Pais,	compositor	e	intérprete,	construiu	um	
     percurso	ímpar	na	música	portuguesa	e	tornou-se	um	dos	artistas	pop/rock	
     mais	carismáticos	do	País,	desde	1997,	data	do	seu	disco	de	estreia,	um	álbum	
     de	originais.	
        Ficou	conhecido	do	grande	público	após	a	participação	no	programa	Chuva
     de Estrelas,	terminando	em	primeiro	lugar.	Na	sua	carreira,	destaca-se	o	tema	
     “Mentira”	(1999),	com	que	ganhou	o	Globo	de	Ouro	para	Melhor	Canção.	Em	
     2003,	foi	o	músico	convidado	para	assegurar	a	primeira	parte	da	Tournée	Ibérica	
     de	Bryan	Adams.
        Recentemente,	conquistou	o	Disco	de	Ouro	com	o	registo	ao	vivo	O Coliseu,	
     gravado	na	importante	sala	lisboeta,	e	que	rapidamente	atingiu	o	primeiro	lugar	
     do	top	de	vendas.




     SALA	PRINCIPAL	|	1H30	|	M/12
     ABR 16
           SÁB
          21H30
                           JORGE PAlMA




   Nascido	em	Lisboa	em	1950,	Jorge	Palma	dispensa	apresentações.	Apesar	             65
de	 em	 quase	 quarenta	 anos	 de	 carreira	 ter	 gravado	 apenas	 18	 álbuns	 de	
estúdio,	é	dos	poucos	autores	de	canções	da	geração	anterior	ao	25	de	Abril	que	
soube	manter-se	junto	do	público.	Para	isto	contribuiu	sempre	a	sua	postura	
de	 outsider,	de	alguém	que	ousa	apontar	as	feridas	da	nossa	sociedade	sem	
nunca	renunciar	ao	seu	mundo.	Trovador	errante	do	velho	continente	europeu	
na	viragem	da	década	de	1970	para	1980,	Jorge	Palma	apenas	conheceu	o	
sucesso	comercial	quando	esta	última	década	já	ia	a	meio.	Depois	de	Bairro do
amor,	em	1989,	as	suas	atenções	dispersaram-se	por	vários	projectos,	e	só	em	
2001	grava	um	novo	disco	de	originais.	Três	anos	depois	chega	Norte,	que	nos	
vem	relembrar	da	importância	do	seu	autor	para	uma	música	portuguesa	ainda	
e	sempre	em	construção.	
                                                               João Carlos Callixto

    Com	uma	carreira	musical	que	passou	também	pela	colaboração	em	vários	
projectos	colectivos	(Palma´s	Gang,	Rio	Grande,	Cabeças	no	Ar)	e	participações	
em	 discos	 de	 outros	 cantores	 como	 arranjador,	 orquestrador,	 ou	 director	
musical,	Jorge	Palma	tem	editados	os	seguintes	álbuns	de	originais:	 The	nine	
billion	names	of	God	(1972),	 A	última	canção	(1973),	 O	pecado	capital	(1975),	
Viagem	 (1975),	 Com	 uma	 viagem	 na	 palma	 da	 mão	 (1975),	 ‘Té	 já	 (1977),	
qualquer	coisa	pá	música	(1980),	Acto contínuo	(1982),	 Asas	e	penas	(1984),	
O	lado	errado	da	noite	(1985),	 Deixa-me	rir	(1985),	 quarto	minguante	(1986),	
Bairro	do	amor	(1989),	Só	(1991),	Jorge	Palma	(2001),	Vinte	e	cinco	razões	de	
esperança	(2004),	Norte	(2004)	e	Voo	nocturno	(2007).	
                                                SALA	PRINCIPAL	|	1H30	|	M/12
                                                                       JUN 11
                                                                              SÁB
                                                                             21H30
     ORQUESTRA
     GUlBENKIAN
     Direcção musical de lawrence fOSTER




                                                                                           György	Ligeti


66      A	Orquestra	Gulbenkian	regressa	ao	TMA	com	um	concerto	onde	se	ouvirão	
     duas	obras	que	assinalam	o	surgimento	e	o	ocaso	da	grande	música	orquestral	
     do	 Romantismo	 europeu.	 Na	 primeira	 parte,	 é	 interpretado	 o	 Concerto	 para	
     violino	 em	 mi	 menor,	 Op.	 64	 (1845),	 do	 músico	 alemão	 Felix	 Mendelssohn	
     Bartholdy	(1809-1847),	obra	onde	o	requintado	e	exuberante	virtuosismo	da	
     voz	solista	se	alia	uma	extraordinária	e	densa	organicidade	temática.	A	segunda	
     parte	do	concerto	é	preenchida	pela	sexta	sinfonia	de	Piotr	Tchaikovski	(1840-
     -1893),	obra	rara	e	absolutamente	sublime,	que	desenvolve	as	mais	intensas	
     e	 contrastantes	 manifestações	 passionais	 num	 vórtice	 tão	 vibrante	 quanto	
     desconcertante.	Esta	sinfonia	guarda	 memória	do	 estrepitoso	estilhaçamento	
     do	homem	romântico	contra	a	crua	fragmentação	da	Modernidade.

        Em	 1962,	 a	 Fundação	 Calouste	 Gulbenkian	 estabeleceu	 a	 Orquestra	 de	
     Câmara	Gulbenkian,	no	início	constituída	por	doze	elementos	(Cordas	e	Baixo	
     Contínuo).	Esta	formação	foi	sendo	progressivamente	alargada,	contando	hoje	a	
     Orquestra	Gulbenkian	–	denominação	adoptada	desde	1971	–	com	um	efectivo	
     de	 sessenta	 e	 seis	 instrumentistas,	 que	 pode	 ser	 pontualmente	 expandido.	
     Desde	a	Temporada	de	2002/03,	Lawrence	Foster	é	o	responsável	pela	direcção	
     artística	do	agrupamento,	acumulando	as	funções	de	Maestro	Titular.	Claudio	
     Scimone	foi	nomeado	em	1987	Maestro	Honorário,	enquanto	Simone	Young	e	
     Joana	Carneiro	detêm	os	títulos	de	Maestrina	Convidada	Principal	e	Maestrina	
     Convidada	desde	as	Temporadas	de	2007/08	e	2006/07,	respectivamente.


     SALA	PRINCIPAL	|	1H15	Aprox.	|	M/6
     OUT 29
           SÁB
           21H30
lIvRARIA DO TEATRO
           *AlMADA




livros de arte
e livros infantis,
livros novos
e usados,
nacionais
e estrangeiros

LivRaRia * TabacaRia * GaLERia

Uma livraria especialmente dedicada
às artes, que será também uma galeria
de arte e design. Oferece ainda, como
tabacaria, uma seleccão de jornais,
revistas, fanzines e tabacos.

Horário: Ter. a Dom. das 14h00 às 20h00*
* prolongando o período de funcionamento nos dias de espectáculo
                                        ÓPERA


                     la Spinalba 68

              Brincadeiras líricas 69

ciclo o são Carlos no século XiX 70
     os MÚsiCos do teJo

     lA SPINAlBA
     de francisco António de AlMEIDA
     Direcção musical de Marcos MAGAlhÃES
     Direcção teatral e espaço cénico de luca APREA




                                                                                              Personagens	
                                                                                              e	intérpretes
                                                                                              Spinalba
                                                                                              Ana Quintans
                                                                                              Togno	
                                                                                              João Fernandes
                                                                                              Arsénio
                                                                                              Luís Rodrigues
                                                                                              Vespina
                                                                                              Joana Seara
                                                                                              Dianora
                                                                                              (a	anunciar)
70       La Spinalba ou o velho doido,	 em	 três	 actos,	 estreou-se	 no	 Carnaval	           Elisa
     de	1739,	no	teatro	do	Paço	da	Ribeira,	em	Lisboa.	Composta	por	Francisco	                Inês Madeira
     António	 de	 Almeida	 (c.1702–1755?),	 é	 uma	 ópera	 cómica	 com	 libreto	 em	          Ippolito
     italiano	do	compositor	–	o	seu	título	original	é	La Spinalba, ovvero Il vecchio          Fernando Guimarães
     matto	 –	 que,	 segundo	 o	 crítico	 Bernardo	 Mariano,	 “segue	 as	 regras	 e	 a	
                                                                                              Leandro
     prática	da	escola	napolitana	coeva.	A	história	tem	todos	os	ingredientes	dum	
                                                                                              Mário Alves
     teatro	de	situações	e	nela	encontramos	arquétipos	cómicos	que	surgem	em	
     várias	óperas	muito	conhecidas	do	repertório:	a	mulher	disfarçada	de	homem	
     (Spinalba/Florindo);	a	criada	esperta	(Vespina);	a	rapariga	de	amores	volúveis	          OS MúSICOS DO TEJO
     e	caprichosos	(Elisa);	o	criado-médico	charlatão	(Togno),	os	amantes	tolos	e	
     ridículos	(Ippolito	e	Leandro),	o	velho	louco	(Arsenio),	a	poção	curativa,	etc.	         Concepção	do	projecto	
     Junte-se	a	isto	confusões	e	enganos	constantes	que	se	resolvem	todos	num	                Marta Araújo
     final	feliz”.                                                                            Marcos Magalhães

         O	agrupamento	Os	Músicos	do	Tejo	é	um	novo	projecto	musical	fundado	                 Adaptação	do	libreto	
                                                                                              Luca Aprea
     por	Marcos	Magalhães	e	Marta	Araújo.	Um	dos	eixos	da	sua	acção	consiste	                 Angeles Marcos
     em	potenciar	a	maturidade	que	o	movimento	da	Música	Antiga,	interpretada	
     em	instrumentos	originais,	está	a	atingir	em	Portugal.	Tendo-se	apresentado	             Adereços	e	figurinos	
     pela	 primeira	 vez	 em	 Setúbal,	 em	 Dezembro	 de	 2005,	 Os	 Músicos	 do	Tejo	        Rui Mecha
                                                                                              Joana Ferrão
     desenvolvem	 programas	 variados	 e	 inovadores,	 tendo	 estreado	 no	 CCB	 Lo
     frate Nnamurato,	de	Pergolesi,	ópera	inédita	em	Portugal.	
         No	Expresso,	o	crítico	Jorge	Calado	escreveu	sobre	o	espectáculo:	“Arrisco	      Os Músicos do Tejo
     afirmar	que	é	a	mais	conseguida	realização	de	uma	ópera	barroca	portuguesa	          têm o apoio da
                                                                                          Câmara Municipal
     a	que,	até	hoje,	assisti.	Uma	encenação	esquemática	de	rara	eficácia”.               de Lisboa

     SALA	PRINCIPAL	|	2H20	|	M/12
     MAI 20
            SEx
            21H30
                                                    CoMpanHia de ópera do Castelo


                  BRINCADEIRAS líRICAS
                                     Direcção artística de catarina MOlDER
                                               encenação de José cAlDAS




                                                                                           György	Ligeti


        Soprano       Neste	espectáculo	encenado	por	José	Caldas,	e	protagonizado	por	Catarina	            71
Catarina Molder    Molder	(soprano)	e	Nuno	Barroso	(piano),	brinca-se	com	a	enorme	capacidade	
         Piano     expressiva	da	voz	lírica	e	com	as	possibilidades,	quase	infinitas,	com	que	a	
  Nuno Barroso     voz	pode	explorar	o	som,	numa	paleta	vertiginosa	de	articulações,	ataques	e	
                   jogos	vocais.	Este	recital	pretende	maravilhar	as	crianças	com	o	canto	lírico	
                   e	com	a	canção	erudita,	traçando	a	sua	evolução,	desde	as	origens	até	aos	
                   nossos	dias,	relevando	as	suas	influências	e	ligações	com	a	canção	popular,	
                   com	o	jazz	e,	ainda,	outras	abordagens	fora	da	tradição	ocidental.

                      Catarina	 Molder	 detém	 o	 curso	 de	 Canto	 da	 Escola	 Superior	 de	 Música	
                   de	 Lisboa	 e	 uma	 pós-graduação	 em	 Canto	 na	 Hochschule	 für	 Musik	 und	
                   Theater,	de	Hamburgo.	Paralelamente	ao	seu	percurso	como	cantora,	concebe	
                   espectáculos	 que	 sensibilizam	 as	 crianças	 para	 o	 canto	 lírico	 e	 a	 música	
                   erudita.	Em	2008	funda	a	Companhia	de	Ópera	do	Castelo.

                      Trabalhando	 no	 âmbito	 do	 acompanhamento	 ao	 piano,	 da	 música	 de	
                   câmara	e	da	ópera,	Nuno	Barroso	colabora	regularmente	com	as	principais	
                   instituições	 musicais.	 Em	 parceria	 com	 Catarina	 Molder,	 tem	 desenvolvido	
                   projectos	 de	 teatro	 musical,	 concertos	 encenados	 e	 recitais.	 Professor	 na	
                   Escola	de	Música	do	Conservatório	Nacional	de	Lisboa,	foi	co-fundador	da	
                   Companhia	de	Ópera	do	Castelo,	assegurando	a	direcção	de	produção.


                                                               SALA	PRINCIPAL	|	0H50	Aprox.	|	M/6
                                                                                      NOV 04 05
                                                                                             SEx   SÁB
                                                                                             16H00 16H00
CIClO O SãO CARlOS
NO SÉCUlO XIX
De 20 de Fevereiro a 20 de Março
                                                          TeATrO nAciOnAl De SãO cArlOS


                                  A ÓPERA
                         ENTRE 1793 E 1828



                                     João	Paulo	Santos     Carla	Simões




                                        Ana	Paula	Russo    Suzana	Teixeira
                     Elvire	De	Paiva	e	Pona                                       Paulo	Ferreira
            Piano      O	TNSC	apresenta	no	TMA	–	com	João	Paulo	Santos	ao	piano	–	o	primeiro	                 73
João Paulo Santos   concerto	do	Ciclo	O São Carlos no Século XIX,	dedicado	à	ópera	ouvida	no	
        Sopranos    teatro	entre	1793	–	data	da	sua	fundação	–	e	1828.
 Ana Paula Russo
    Carla Simões
                       Pianista	e	maestro	de	renome,	João	Paulo	Santos	tem	desenvolvido	uma	
    Meio-soprano    importante	carreira	como	responsável	artístico	de	programas	inovadores	de	
  Suzana Teixeira   ópera	e	lied,	distinguindo-se	na	divulgação	da	música	contemporânea	de	
                    compositores	portugueses.	No	TNSC	coordena,	presentemente,	o	Gabinete	
                    de	Estudos	Musicais	e	Dramaturgia,	sendo	ainda	Director	Musical	de	Cena	
                    e	Director	de	Estudos	Musicais.

                      Ana	Paula	Russo	completou	o	Curso	Superior	de	Canto	no	Conservatório	
                    Nacional	e	licenciou-se	em	Canto	pela	ESML.	Estudou	em	Lisboa	e	Lucerna	
                    com	Elisabeth	Grümmer	e	H.	Diez.

                       Carla	Simões	ingressou	na	Escola	de	Música	do	Conservatório	Nacional	
                    em	2000,	trabalhando	com	Maria	Cristina	de	Castro,	passando	depois	para	
                    a	classe	de	Ana	Paula	Russo,	com	quem	estuda	actualmente.

                       Suzana	 Teixeira	 completou	 o	 Curso	 Superior	 de	 Canto,	 na	 classe	 da	
                    professora	 Joana	 Silva.	 Foi	 bolseira	 da	 Fundação	 Gulbenkian,	 estudando	
                    com	Isabel	Penagos,	Liliane	Bizineche	e	–	actualmente	–	com	Elsa	Saque.

                                                                             SALA	PRINCIPAL	|	1H00	|	M/6
                                                                                                   FEV 20
                                                                                                       DOM
                                                                                                      16H00
     TeATrO nAciOnAl De SãO cArlOS


     DEPOIS DA GUERRA CIvIl
     – O REPERTÓRIO ITAlIANO




                                                                    Maria	Luísa	de	Freitas




      Sónia	Alcobaça Elvire	De	Paiva	e	Pona              Luís	Rodrigues

74       O	ciclo	O São Carlos no Século XIX	prossegue	com	trechos	do	reportório	             Piano
     italiano	 que	 se	 ouvia	 no	 nosso	 teatro	 de	 ópera,	 após	 a	 Guerra	 Civil	 que	   João Paulo Santos
     paralisou	o	País	até	1834.	João	Paulo	Santos,	ao	piano,	e	Sónia	Alcobaça,	              Soprano
     Maria	 Luísa	 de	 Freitas	 e	 Luís	 Rodrigues	 –	 cantores	 que	 são	 presenças	        Sónia Alcobaça
     regulares	 nos	 palcos	 de	 ópera	 portugueses	 e	 estrangeiros	 –	 interpretam	        Meio-soprano
     um	 programa	 que	 delineia	 a	 progressiva	 afirmação	 do	 brilho	 e	 exigência	       Maria Luísa
     do	belcanto.                                                                            de Freitas
                                                                                             Barítono
        Sónia	Alcobaça	diplomou-se	no	Curso	Geral	de	Piano	do	Conservatório	                 Luís Rodrigues
     Nacional	e	concluiu	em	2002	a	Licenciatura	no	Curso	Superior	de	Canto	da	
     ESML,	sob	a	orientação	de	Joana	Silva.	Prosseguiu	estudos	de	especialização	
     no	campo	da	ópera	com	Elena	Dumitrescu-Nentwig.

       O	 meio-soprano	 Maria	 Luísa	 de	 Freitas	 iniciou	 estudos	 musicais	 com	
     José	Carlos	xavier,	no	Conservatório	Nacional	de	Lisboa.	Estudou	com	Elsa	
     Saque,	Franca	Mattiucci,	Claire	Vangelisti,	Teresa	Berganza	e	João	Lourenço.	
     Actualmente	aperfeiçoa-se	com	Biancha	Maria	Cazoni	e	João	Paulo	Santos.

         Luís	Rodrigues	estudou	no	Conservatório	Nacional	com	José	Carlos	xavier	
     e	na	ESML	com	Helena	Pina	Manique.	Trabalhou	ainda	com	Armando	Vidal,	
     Nicholas	McNair,	Olga	Prats	e	Nuno	Vieira	de	Almeida.	Aperfeiçoou-se	com	
     I.	Cotrubas,	Elsa	Saque,	Lorraine	Nubar,	Gérard	Souzay	e	Dalton	Baldwin.

     SALA	PRINCIPAL	|	1H00	|	M/6
     FEV 27
            DOM
            16H00
                                                                TeATrO nAciOnAl De SãO cArlOS


          DEPOIS DA GUERRA CIvIl
                 – O REPERTÓRIO fRANCÊS




                                                                                           Dora	Rodrigues




                                        João	Cipriano	Martins
                         Elvire	De	Paiva	e	Pona                                               João	Merino

               Piano       O	reportório	da	«Grand	Opera»	francesa	de	Oitocentos	que	chegou	até	              75
   João Paulo Santos
                        Lisboa	 preenche	 o	 terceiro	 recital	 do	 ciclo	 O São Carlos no Século XIX.	
             Soprano    Destaca-se	no	programa	a	música	de	Meyerbeer,	arredada	hoje	dos	palcos	
      Dora Rodrigues    de	ópera,	a	de	Augusto	Machado,	que	foi	director	do	São	Carlos	(e	da	sua	
                Tenor   ignorada	Lauriane),	a	impressionante	ópera	La juive,	de	Jacques	Halévy	–	de	
João Cipriano Martins   que	se	ouvirá	uma	ária	de	Eleazar	–,	e	um	trecho	de	Mignon,	de	Ambroise	
             Barítono   Thomas,	autor	de	uma	ópera	baseada	no	Hamlet,	de	Shakespeare.
         João Merino
                           Dora	Rodrigues	diplomou-se	no	Conservatório	Calouste	Gulbenkian	de	
                        Braga,	 completou	 a	 licenciatura	 na	 ESM	 do	 Porto	 e	 prosseguiu	 os	 seus	
                        estudos	em	Itália.	Reside	em	Espanha,	onde	estuda	com	Elisabete	Matos.	
                        Apresenta-se	regularmente	nos	mais	variados	países.

                           João	 Cipriano	 Martins	 é	 licenciado	 em	 Ensino	 de	 Música/Canto,	 pela	
                        Universidade	 de	 Aveiro.	 Estudou	 técnica	 vocal	 com	 Larissa	 Savchenko,	
                        Imaculada	 Pacheco,	 Isabel	 Alcobia	 e	 João	 Lourenço.	 Como	 solista,	 tem	
                        alargado	o	seu	repertório	tanto	na	ópera	como	em	oratória.

                          João	Merino	é	 licenciado	em	Canto	pela	ESMAE,	na	classe	de	Oliveira	
                        Lopes.	Tem	trabalhado	com	o	tenor	Francisco	Lázaro	em	Barcelona.	Com	
                        múltiplas	 participações	 em	 ópera	 e	 teatro,	 fez	 várias	 estreias	 de	 obras	
                        contemporâneas.

                                                                          SALA	PRINCIPAL	|	1H00	|	M/6
                                                                                             MAR 13
                                                                                                     DOM
                                                                                                     16H00
       TeATrO nAciOnAl De SãO cArlOS


       fINS DE SÉCUlO




                       Ana	Ferraz                           Ana	Ester	Neves




     Carmen	Matos Mário	João	Alves Elvire	De	Paiva	e	Pona   Luís	Rodrigues

76        A	encerrar	o	ciclo	O São Carlos no Século XIX	assiste-se	a	um	recital	           Piano
       dedicado	 ao	 Fim	 de	 Século.	 Se	 nos	 três	 programas	 anteriores	 houve	        João Paulo Santos
       oportunidade	 –	 verdadeiramente	 única	 –	 para	 ouvir	 excertos	 de	 óperas	      Sopranos
       de	 compositores	 hoje	 esquecidos,	 predominam	 neste	 programa	 nomes	            Ana Ester Neves
                                                                                           Ana Ferraz
       famosos,	 dos	 quais,	 porém,	 se	 interpretam	 peças	 menos	 previsíveis.	 É	 o	
       caso	 da	 ária	 de	 Marcelo	 de	 La bohème,	 de	 Leoncavallo	 –	 ópera	 que	 se	    Tenor
       estreia	 um	 ano	 depois	 da	 famosa	 homónima	 de	 Puccini	 –,	 do	 trecho	 de	    Mário João Alves
       Irene,	do	português	Alfredo	Keill,	ou	da	ária	de	Salomé,	de	Herodiade,	de	          Barítonono
       Jules	Massenet.                                                                     Luís Rodrigues


          Ana	Ester	Neves	tem-se	dedicado	à	ópera,	ao	teatro	e,	particularmente,	à	
       música	contemporânea,	com	especial	destaque	para	a	música	portuguesa,	
       estreando	óperas	de	Pinho	Vargas,	Alexandre	Delgado	ou	Antoniou.

          Ana	Ferraz	canta	regularmente	nos	principais	festivais	de	música	do	País	
       e	do	estrangeiro.	Estudou	Canto	no	Conservatório	Nacional	de	Lisboa	e	na	
       Escola	Superior	de	Música	da	mesma	cidade.

          O	tenor	Mário	João	Alves	realizou	os	seus	estudos	de	Canto	com	Fernanda	
       Correia,	nos	Conservatórios	do	Porto	e	Gaia.	Tem	participado	em	inúmeras	
       produções	operáticas,	em	Portugal	e	no	estrangeiro.
          Luís	Rodrigues	(v/	p.	72).
       SALA	PRINCIPAL	|	1H00	|	M/6
       MAR 20
               DOM
               16H00
 FESTIVAL
DE ALMADA
   2011
        4 A 18 DE JULHO




O	AVARENTO,	de	Molière,	encenação	de	Rogério	de	CARVALHO,
                  pelo	Ensemble,	do	Porto
               	(Espectáculo	de	Honra	2011)
                                            EXPOSIÇÕES
      a palavra que rompe o silêncio 78

    leilão de obras de artistas plásticos

       solidários com a luta do TmA 79
                         All-inclusive 80

                  O teatro no cartaz 81

O jardim dos caminhos que se dividem -

                 - o poder do centro 82
                                                              INSTALAÇÃO SITE-SPECIFIC


           A PAlAvRA QUE ROMPE
                     O SIlÊNCIO
                                                                           de Paulo T. SIlVA




80      Projecto	 de	 carácter	 site-specific	 que	 toma	 como	 ponto	 de	 partida	 publicações	
     existentes	na	Livraria	do	TMA,	transferindo	elementos	desta	para	o	contexto	da	Galeria	e	
     vice-versa.	No	final,	surgirá	uma	publicação	na	qual	texto	e	imagem	se	fundem.	Da	página	
     de	papel	para	o	espaço	físico	que	o	corpo	percorre,	a	palavra	expande-se	até	se	tornar	
     acção	pela	voz.	O	texto	como	matéria	a	incorporar.	

         Paulo	T.	Silva	(1970)	licenciou-se	em	Design	de	Comunicação	pela	Escola	Superior	de	
     Design	–	IADE	(1994).	É	docente	no	IADE,	no	Mestrado	em	Design	e	Cultura	Visual	(Estudos	
     de	Tipografia	e	Videoarte)	e	formador	na	Restart,	no	Curso	de	Design	Gráfico	e	New	Media,	
     nível	 1	 (módulo	 de	 Tipografia	 e	 Design	 Editorial).	 Desenvolve	 projectos	 independentes	
     enquanto	designer	e	artista.	É	doutorando	em	Arte	e	Design	pela	FBAUP.
         Os	 seus	 projectos	 artísticos	 partem	 da	 relação	 com	 as	 especificidades	 dos	 espaços	
     físicos	em	causa,	utilizando	como	suportes	(entre	outros)	a		tipografia,	a	fotografia,	o	vídeo,	
     a	performace	e	o	som.	Estes	projectos	resultam	em	instalações	que	propõem	“percursos	
     de	 descoberta	 pessoal	 nos	 quais	 o	 visitante	 desenvolve	 um	 processo	 de	 conhecimento	
     estruturado	por	demarcadas	etapas	sucessivas,	através	de	tempos	por	si	estabelecidos”.	
     Destacam-se:	Rock hounding	(2010);	Reinventar o dia claro	(2009);	Travessia de fronteira
     – 1.ª parte	(2007);	e	Reflexão	(2005).

       Paulo	T.	 Silva	 apresentará	 ainda,	 em	 data	 a	 anunciar,	 uma	 performance	 criada	 com	
     Patrícia	Portela,	intitulada	Acácio Nobre versus John Cage.



                                                                                                   GALERIA
                                                                                   JAN 15 a MAR 06
                                                             CONSULTAR	O	NOVO	HORÁRIO	A	PARTIR	DE	15	DE	JANEIRO
PINTURA | DESENHO | FOTOGRAFIA ....




                                                                                           81




   De	12	de	Março	a	17	de	Abril	estarão	expostas	na	Galeria	do	Teatro	obras	de	diversos	
artistas	plásticos	que	ofereceram	os	seus	trabalhos	ao	TMA	para	serem	leiloados.

   A	verba	das	vendas	destina-se	a	“amenizar”	o	impacto	dos	cortes	orçamentais	a	que	
o	Teatro	tem	sido	sujeito.

GALERIA
MAR 12 a ABR 17
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     VÍDEO E FOTOGRAFIA


     All-INClUSIvE
     de luís cAMPOS




82      All-inclusive	 refere-se	 a	 uma	 tipologia	 de	 “resorts”.	 O	 “resort”	 é	 um	
     espaço	de	transição,	uma	gigantesca	encenação	transitada,	uma	terra	de	
     viagem	a	que	ninguém	pertence…	é	um	espaço	cénico,	mais	dramático	à	
     noite,	sob	a	luz	branca	dos	projectores	incidindo	sobre	árvores,	piscinas	e	
     toldos	desabitados.

        Luís	Campos	nasceu	em	Lisboa,	Portugal,	em	1955,	onde	vive	e	trabalha.	    	
     Licenciou-se	 em	 Medicina	 em	 1978.	 Realizou	 a	 primeira	 exposição	
     individual	em	1981,	em	Lagos,	a	convite	do	pintor	Joaquim	Bravo.	Torna-
     -se	membro	do	grupo	“Ether”	em	1982,	no	âmbito	do	qual	fez	um	ciclo	
     de	 Estudos	 sobre	 História	 da	 Fotografia	 com	 António	 Sena.	 Recebeu	 em	
     2002	 a	 Medalha	 do	 Conseil	 Général	 des	 Hauts-de-Seine	 no	 Salon	 d`Art	
     Contemporain	de	Montrouge.




     GALERIA
     ABR 23 a JUN 26
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                                              eXposição de CartaZes

O TEATRO NO CARTAz
                                              de Nuno cARVAlhO




   O	 teatro	 português	 tratado	 por	 criadores	 portugueses.	 Partindo	 da	                83
relevância	 histórica	 do	 cartaz	 na	 divulgação	 do	 teatro,	 esta	 exposição	
propõe	 uma	 selecção	 de	 cartazes	 recentes	 concebidos	 por	 designers,	
ilustradores,	fotógrafos	ou	artistas	plásticos,	para	a	divulgação	de	peças	de	
teatro	apresentadas	no	território	nacional.




                                                                              GALERIA
                                                                  JUL 4 a OUT 30
                                        CONSULTAR	O	NOVO	HORÁRIO	A	PARTIR	DE	15	DE	JANEIRO
     DESENHO

     O JARDIM DOS CAMINhOS
     QUE SE DIvIDEM - O PODER
     DO CENTRO
     de Teresa DIAS cOElhO




84
        “(...)	Estes	desenhos	trazem	consigo	uma	crença	cega	na	representação.	Uma	árvore,	
     um	copo,	uma	parede,	uma	sombra	surgem	aqui	em	pé	de	igualdade	e	ao	lado	de	um	
     mar,	de	um	ceú,	de	uma	nuvem.	Ou	seja,	os	objectos	triviais	que	não	oferecem	qualquer	
     resistência	ao	nosso	poder	de	imaginação	não	têm	um	estatuto	diferente	daqueles	que	a	
     tradição	do	pensamento	estético	deu	como	exemplos	do	sublime:	o	mar	e	o	ceú,	na	sua	
     imensidão	e	ausência	de	limites	(...)”
                                                          Excerto	de	um	artigo	de	António	Guerreiro


        Teresa	Dias	Coelho	nasceu	em	Lisboa	em	1954.	É	assistente	na	Universidade	de	Évora	
     e	lecciona	Técnicas	de	Ilustração	no	Mestrado	de	Ilustração	do	ISEC.	Começou	a	expor	
     em	1978	na	Sociedade	Nacional	de	Belas	Artes	e	desde	então	apresentou	exposições	na	
     Bienal	de	Lagos	e	de	Vila	Nova	de	Cerveira	(exposições	colectivas).	Em	1981	organiza	a	
     sua	primeira	exposição	individual	na	SNBA.	Seguem-se	numerosas	exposições,	a	última	
     das	quais,	O	jardim	dos	caminhos	que	se	dividem	-	o	poder	do	centro,	é	a	que	a	Galeria	
     do	TMA	apresenta	agora.	Teresa	Dias	Coelho	foi,	por	outro	lado,	em	1971,	fundadora	com	
     Joaquim	Benite,	do	Grupo	de	Campolide,	tendo	interpretado	o	principal	papel	feminino	de	O	
     avançado	centro	morreu	ao	amanhecer,	de	Agustin	Cuzzani,	a	primeira	produção	do	Grupo	
     que	deu	origem	à	Companhia	de	Teatro	de	Almada,	concebendo	ainda	as	máscaras	para	a	
     primeira	criação	de	Filopópolus,	de	Virgílio	Martinho,	em	1973.	




     GALERIA
     NOV 5 a JAN 15 [2012]
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                                        EvENTOS


19ª quinzena de dança de almada 84

             Festival cantar Abril 84
     cÂmArA municipAl De AlmADA

     fESTIvAl CANTAR ABRIl
     2011

        O	Festival	Cantar	Abril	é	uma	iniciativa	da	Câmara	Municipal	de	Almada,	
     com	regularidade	bienal,	que	pretende	valorizar	a	música	de	intervenção	e	o	
     seu	papel	histórico	no	alcançar	da	Liberdade,	bem	como	homenagear	todos	
     aqueles	que	se	bateram	pela	democracia	em	Portugal.
        O	tema	deste	festival	é	a	música	de	intervenção	em	duas	modalidades:	
     “Recriação	 das	 Canções	 da	 Resistência”	 e	 “Criação	 de	 Canções	 da	
     Liberdade”.
        A	final	deste	concurso	decorrerá,	como	habitualmente,	na	Sala	Principal	
     do	TMA.


     30	ABRIL	-	SÁBADO	-	21H30




86
     cOmpAnHiA De DAnçA De AlmADA

     19.ª QUINzENA
     DE DANÇA DE AlMADA
     PlATAfORMA COREOGRÁfICA INTERNACIONAl


        Em	 2011	 a	 19.ª	 edição	 da	 Quinzena de Dança de Almada	 decorrerá	
     dedicada	 ao	 tema	 Diversidade e intercâmbio na Dança Contemporânea.	
     Além	 de	 espectáculos	 para	 diferentes	 públicos,	 a	 edição	 incluirá	 a	
     plataforma	 coreográfica,	 uma	 mostra	 de	 vídeo-dança	 e	 eventos	 de	
     divulgação	 e	 formação	 em	 dança,	 tais	 como	 aulas	 abertas,	 oficinas	 e	
     workshops	para	estudantes,	profissionais	e	público	em	geral,	e	um	colóquio	
     para	programadores,	gestores	e	profissionais	da	dança.


     29	SETEMBRO            30	SETEMBRO                                     1	OUTUBRO
     21H30                  16H00                18H30 às 20H30             18H00
     Espectáculo dedicado   Sessão-Espectáculo   Workshop (estudantes       Espectáculo dedicado
     ao tema Diversidades   dedicado ao tema     e profissionais de artes   ao tema Intercâmbios
                            Interfaces dança /   performativas)             Internacionais
                            tecnologia
SERVIÇO
EDUCATIVO
88
     pArAlelAmenTe àS AcTiViDADeS De criAçãO ArTÍSTicA e De
     proGraMação Cultural, o teatro MuniCipal de alMada oFereCe
           ainda ao pÚbliCo uM larGo ConJunto de serviços.


     vINDAS COlECTIvAS DE ESTUDANTES

        Durante	 todo	 o	 período	 de	 funcionamento	 do	 teatro	 desenvolve‑se	 um	 programa	 de	
     colaboração	 com	 as	 Escolas	 Secundárias	 e	 os	 estabelecimentos	 de	 Ensino	 Médio	 e	
     Superior,	que	facilita	aos	estudantes	a	assistência	aos	espectáculos	a	preços	especiais.	
     Este	programa	inclui	ainda	a	organização	de	colóquios	e	acções	de	colaboração	com	as	
     escolas,	nomeadamente	através	do	apoio	técnico	e	artístico	a	grupos	de	teatro.

        Contactos:	Miguel	Martins,	Pedro	Walter	e	João	Farraia
        (Tel.:	21	273	93	60	|	geral@ctalmada.pt	)




     ACTIvIDADES PARA A INfÂNCIA

        O	Teatro	dispõe	de	um	serviço	especialmente	vocacionado	para	a	infância,	que	integra	
     a	 organização	 regular	 de	 ateliers	 de	 expressão	 artística	 e	 dramática,	 participação	 em	
     espectáculos	e	eventos	culturais	e	artísticos.	Este	serviço	funcionará	regularmente	durante	
     a	temporada.
                                                                                                      89
ATElIER DE TEMPOS lIvRES

   O	Teatro	Municipal	de	Almada	dispõe	de	instalações	onde	os	adultos	poderão	deixar	as	
suas	crianças	enquanto	assistem	às	representações,	o	que	permite	resolver	os	problemas	
daquelas	 famílias	 que	 não	 têm	 com	 quem	 deixar	 os	 filhos	 e	 se	 vêem,	 por	 isso,	 muitas	
vezes,	impedidas	de	frequentar	espectáculos	nocturnos.	Durante	esse	período	as	crianças	
disporão	de	actividades	lúdicas	como	jogos	de	expressão	dramática	e	ateliers	plásticos.

   HORÁRIO:	de	terça	a	sábado,	das	18H00	às	20H00,	e	domingos,	das	15H00	às	18H00.	Em	dias	de	
espectáculo	o	atelier	permanece	em	funcionamento	até	ao	final	da	sessão.
   Contacto:	Ana	Patrícia	Santos	(Tel.:	21	273	93	60	|	geral@ctalmada.pt	)


vISITAS AO TMA

   Membros	 do	 Clube	 de	 Amigos	 do	 TMA,	 estudantes	 dos	 ensinos	 Primário,	 Básico,	
Secundário	e	Superior,	membros	de	Colectividades	e	Associações,	grupos	de	empresas	
ou	de	grupos	culturais	ou	desportivos	podem	organizar	visitas	colectivas	ao	TMA.	Estas	
visitas	podem	ser	efectuadas	todas	as	manhãs,	de	terça	a	sexta‑feira,	entre	as	10H00	e	
as	13H00.	As	visitas	tanto	podem	constituir	um	primeiro	passo	para	a	familiarização	com	o	
universo	teatral	como	podem	significar	um	complemento	-	antecipado	-	de	um	regresso,	
em	grupo,	para	assistir	a	um	espectáculo.
   As	visitas	são	gratuitas	e	durarão	cerca	de	uma	hora.	Número	máximo	de	visitantes	por	
sessão:	25	pessoas.	As	visitas	devem	ser	marcadas	com	antecedência.

   Contacto:	Ana	Patrícia	Santos	(Tel.:	21	273	93	60	|	geral@ctalmada.pt	)
CLUBE DE
AMIGOS
   O	 Clube	 de	 Amigos	 do	 Teatro	 Municipal	 de	 Almada	 foi	
criado	 em	 1988,	 aquando	 da	 inauguração	 do	 antigo	 Teatro	
Municipal,	 em	 Maio	 desse	 ano.	 Formou-se	 na	 sequência	 e	
através	 da	 adaptação	 a	 Almada	 da	 anterior	 Associação	 de	
Espectadores	 do	 Grupo	 de	 Campolide,	 que	 financiou	 em	
1977	 a	 profissionalização	 do	 grupo	 no	 Teatro	 da	 Trindade,	
uma	 vez	 que,	 nessa	 altura,	 não	 havia	 qualquer	 subsídio.	 A	
ligação	 intensa	 do	 Teatro	 à	 comunidade	 acentuou-se	 com	
a	 inauguração	 do	 novo	 TMA	 e	 o	 Clube	 de	 Amigos,	 núcleo	
central	dos	nossos	espectadores,	tem	vindo	a	crescer	de	ano	
para	ano.	Recentemente,	em	reunião	plena,	foi	escolhido	um	
Conselho	Consultivo	do	TMA	constituído	por	sete	elementos	
eleitos	 pela	Assembleia:	Alexandre	 Duarte,	 professor;	André	
Gomes,	artista	plástico	e	actor;	Francisco	Coelho,	advogado;	
Luís	Noronha,	advogado;	Manuel	Veiga,	engenheiro	mecânico	
e	professor;	Maria	Real,	professora;	e	Teresa	Marques,	técnica	
de	radiologia.	
                             ClUBE DE AMIGOS
                                   os MeMbros do Clube de aMiGos
                        do teatro MuniCipal de alMada tÊM direito a:



 •	Participar	em	reuniões	de	reflexão	sobre	a	actividade	do	Teatro.

   R
 •		 eceber	informação	periódica	detalhada	sobre	a	programação	e	as	iniciativas	
   culturais.

 •	Ter	prioridade	na	marcação	de	lugares.

 •	Apresentar	propostas	e	sugestões	críticas.

 •	Beneficiar	de	condições	especiais	na	aquisição	de	edições	do	TMA.

   B
 •		 eneficiar	de	acordos	de	cooperação	a	estabelecer	eventualmente	com	outras	
   entidades.

   A
 •		 ssistir	gratuitamente	às	produções	anualmente	apresentadas	pela	Companhia	de	
   Teatro	de	Almada	e	beneficiar	de	condições	especiais	na	assistência	a	espectáculos	
   de	produções	acolhidas.

   O
 •		 bter	um	desconto	de	50%	para	os	seus	acompanhantes	em	todos	os	espectáculos	
   da	CTA.                                                                                93

   B
 •		 eneficiar	de	20%	sobre	o	preço	de	Menu	no	Restaurante	TMA.




a Condição de MeMbro do Clube de aMiGos do tMa obtéM-se
através da aquisição de uM Cartão anual CoM as seGuintes
mODAliDADeS:




                                BENEMÉRITO.................Mínimo de 100 €
                                      Geral.................................40 €
                         Jovem (até 25 anos).................................25 €
                 sénior (maiores de 65 anos).................................30 €




                                                            Contacto:	Susana	Fernandes
                                                 Tel.:	21	273	93	60	|	geral@ctalmada.pt
clUBE DE AMIGOS DO
Desejo pertencer ao clube de Amigos do Teatro Municipal de almada,
de acordo com as condições da modalidade:
bENEMÉRiTO                                   GERaL         40 €                       JOVEM         25 €                        SÉNIOR         30 €
NOME | _____________________________________________________________________________________________________________________________________________
DaTa DE NaSciMENTO | ____________________________________________ PROFiSSÃO | ____________________________________________________________
MORaDa | ___________________________________________________________________________________________________________________
LOcaLiDaDE | ______________________________________________________ cÓDiGO POSTaL | ___________________ ‑ ________________
TELEFONE | ____________________________ TELEMÓvEL | ________________________ E‑MaiL | ____________________________________
Junto envio Cheque             vale Postal                no valor de                           à ordem de Companhia de Teatro de Almada.
TEATRO MUNIcIPAl DE AlMADA Av. Prof. Egas Moniz 2804-503 Almada                          •    Telefone: 212739360 Email: geral@ctalmada.pt
INFORMAÇÕES
E PREÇOS
                                PREÇÁRIO
                                                      BIlhETEIRA                   VENDA ANTEcIPADA
                                                                                                             GRUPOS
                                clUBE DE
                                                                                                               + 10
                                 AMIGOS         .
                                           AcOMP DO
                                                      BIlhETE                     BIlhETE                    PESSOAS
                                           clUBE DE             JOVEM    SÉNIOR             JOVEM   SÉNIOR
                                                      INTEIRO                     INTEIRO
                                            AMIGOS




        ESPEcTÁcUlO      SAlA                                           PREçOS




     TeATrO




                                                                           INfORMAÇÕES
     criAçÕeS DO TmA

     MARzïA              EX                  6€       12€       9€       10€      10€       8€       8€       6€
     FALAR VERDADE
     A MENTIR             P                  5€       10€       6€        7€       8€       5€       6€       5€
     SANTA JOANA
     DOS MATADOUROS       P                  8€       15€       10€      10€      12€       9€       9€       6€
                                ENTRADA
     O TEATRO CÓMICO      P      LIVRE       8€       15€       10€      10€      12€       9€       9€       6€
     DO AMOR             EX                  6€       12€       9€       10€      10€       8€       8€       6€
     TIMÃO DE ATENAS      P                  8€       15€       10€      10€      12€       9€       9€       6€
     A PURGA DO BEBÉ     EX                  6€       12€       9€       10€      10€       8€       8€       6€




                                                                           E PREÇOS
     AcOlHimenTOS
96
     FIM DE FESTA         P      10€        13€       20€       15€      15€      16€       13€     13€      10€
     ANTÍGONA             P       7€         9€       15€       10€      10€      12€       9€       9€       7€
     A CABEÇA
     DO BAPTISTA          P       6€         7€       13€       8€        9€      10€       6€       7€       6€

     CAMINHOS            EX       6€         7€       12€       8€        9€      10€       6€       7€       6€
     LIMIAR              EX       5€         6€       10€       7€        7€       8€       6€       6€       6€
     VITÓRIA              P       6€         7€       13€       8€        9€      10€       6€       7€       6€
     NÃO SE BRINCA
     COM O AMOR           P       6€         7€       12€       8€        9€      10€       6€       7€       6€

     DRAMOLETES I e II   EX       6€         7€       12€       8€        9€      10€       6€       7€       6€
     LAÇO DE SANGUE      EX       6€         7€       12€       8€        9€      10€       6€       7€       6€
     JANIS
     E A TARTARUGA       EX       6€         7€       12€       8€        9€      10€       6€       7€       6€


     DAnçA
     O TOQUE E SALTO
     IMMORTALE            P       6€         7€       13€       8€        9€      10€       6€       7€       6€

     ELECTRA              P       6€         7€       13€       8€        9€      10€       6€       7€       7€
     DAS COISAS
     NASCEM COISAS       EX       5€         6€       11€       8€        9€       9€       7€       7€       6€

     VOID                EX       6€         7€       13€       8€        9€      10€       6€       7€       6€
                                                 BIlhETEIRA                  VENDA ANTEcIPADA
                                                                                                       GRUPOS
                           clUBE DE
                                                                                                         + 10
                            AMIGOS         .
                                      AcOMP DO
                                                 BIlhETE                    BIlhETE                    PESSOAS
                                      clUBE DE             JOVEM   SÉNIOR             JOVEM   SÉNIOR
                                                 INTEIRO                    INTEIRO
                                       AMIGOS


ÓPERA                EX      5€         6€       11€       8€       9€       9€       7€       7€       6€
CASA DO RIO           P      5€         6€       11€       8€       9€       9€       7€       7€       6€
ROMEU E JULIETA       P     13€        15€       25€       17€     17€      20€       15€     15€      15€


MÚsiCa
ORQUESTRA
METROPOLITANA
DE LISBOA             P      6€         7€       13€       9€       9€      11€       8€       8€       7€
(CONCERTO
DE ANO NOVO)
ALMOST 6
e BANDA DA GNR        P                                      ENTRADA	LIVRE

RODRIGO LEÃO          P     15€        20€       25€       20€     20€      20€       20€     20€      20€
ORQUESTRA
METROPOLITANA
DE LISBOA             P      6€         7€       13€       9€       9€      11€       8€       8€       7€
(HAYDN E MOzART)
CORAL SINFÓNICO
DE PORTUGAL           P      6€         7€       13€       8€       9€      10€       6€       7€       6€
ORQUESTRA
METROPOLITANA
DE LISBOA             P      6€         7€       13€       9€       9€      11€       8€       8€       7€
(PÁSSARO                                                                                                         97
DE FOGO)
SOLISTAS DA
ORQUESTRA             P      6€         7€       13€       8€       9€      10€       6€       7€       6€
GULBENKIAN
OS PONTOS
NEGROS               EX      5€         6€       10€       7€       7€       8€       6€       6€       5€

CARLOS MENDES         P      7€         9€       15€       10€     10€      12€       9€       9€       7€
GISELA JOÃO          EX      6€         7€       12€       8€       9€      10€       6€       7€       6€
JOÃO PEDRO PAIS       P      7€         9€       15€       10€     10€      12€       9€       9€       7€
JORGE PALMA           P      7€         9€       15€       10€     10€      12€       9€       9€       7€
ORQUESTRA
GULBENKIAN            P      7€         9€       15€       10€     10€      12€       9€       9€       7€


ópera
BRINCADEIRAS
LÍRICAS               P      6€         7€       13€       8€       9€      10€       6€       7€       6€

LA SPINALBA           P     13€        15€       25€       17€     17€      20€       15€     15€      15€
CICLO SÃO CARLOS      P      7€         9€       15€       10€     10€      12€       9€       9€       7€



P ‑ SaLa PRiNciPaL | EX ‑ SaLa EXPERiMENTaL
Os espectadores que façam prova de se encontrarem em situação de desemprego
têm entrada gratuita nas criações do TMa.
     vENDA DE BIlhETES E RESERvAS

     VenDAS AnTecipADAS
     A	venda	antecipada	implica	o	pagamento	dos	bilhetes	até	15	dias	antes	da	sessão	a	que	
     os	mesmos	correspondem.

     Horário da bilHeteira
     Terças	e	quartas,	das	14h30	às	20h30	|	quartas	(em	dias	de	espectáculo),	quintas,	sextas	
     e	sábados,	das	14h30	às	22h00	|	Domingos,	das	14h30	às	19h30.
     As	reservas	dos	bilhetes	são	respeitadas	até	24	horas	antes	do	início	das	sessões.

     cOnTAcTOS
     Teatro	Municipal	de	Almada	|	Av.	Prof.	Egas	Moniz	|	2804‑503	Almada
     Tel.:	21	273	93	60	|	Fax.:	21	273	93	67
     E‑mail:	geral@ctalmada.pt	

     SÍTiO DA cOmpAnHiA De TeATrO De AlmADA
     www.ctalmada.pt
     bloG
     http://blog.ctalmada.pt/
     FAceBOOK
     http://www.facebook.com/pages/Teatro-Municipal-de-Almada/138445747507




98




     CAfETARIA E BAR
        A	Cafetaria	do	Teatro	Municipal	de	Almada	inclui	um	serviço	de	refeições.	Às	sextas‑feiras	
     e	sábados	à	noite,	nas	datas	anunciadas,	serão	realizadas	sessões	de	Café-concerto.
        O	Bar	do	Teatro	Municipal	de	Almada	estará	também	aberto	de	terça‑feira	a	sábado,	
     das	14H30	às	23H00	e	domingos	das	14H30	às	19H30,	podendo	prolongar	o	período	de	
     funcionamento	nos	dias	de	espectáculo.

     ACESSO DE PESSOAS CONDICIONADAS
         O	 TMA	 está	 preparado	 para	 receber,	 nas	 suas	 salas,	 espectadores	 condicionados	
     fisicamente,	que	tenham	de	deslocar‑se	em	cadeiras	de	rodas.	Há	equipamentos	especiais	
     para	acolher	quem	deles	necessitar.
                                                                                                     99

HORÁRIOS DOS                       HORÁRIOS DOS COMBOIOS             HORÁRIO DOS BARCOS
AUTOCARROS (TST)                   (FERTAGUS)                        (TRANSTEJO E SOFTLUSA)

carreira 152 - Pç.ª de Espanha /   lisboa (Areeiro) >> Pragal        Partidas cais do Sodré
Pç.ª S. João Baptista (Almada).    Dias úteis                        Dias úteis
Partidas de Lisboa | Almada        Entre as 05H42 e as 01H27         Entre as 05H40 e as 02H30
Todos os dias entre 06H00          Três últimos comboios às          Três últimos barcos às 01H00,
e as 00H45.                        23H57, 00H42 e 01H27.             01H40 e 02H30.
Partidas de Almada | Lisboa        Sábados, domingos e feriados      Sábados, domingos e feriados
Todos os dias entre 06H00          entre as 06H42 e as 00H42 com     Entre as 04H30 e as 02H30.
e as 00H00.                        intervalos de 30 minutos.
                                                                     Partidas cacilhas
carreira 160 - Pç.ª do Areeiro /   Pragal >> lisboa                  Dias úteis
Pç.ª S. João Baptista.             Dias úteis                        Entre as 05H20 e as 02H00
Partidas de Lisboa | Almada        Entre as 05H49 e as 00H59         Três últimos barcos às 00H40,
Todos os dias entre as 07H00       Três últimos comboios às          01H20 e 02H00.
e as 21H45.                        22H59, 23H59 e 00H59.             Sábados, domingos e feriados
Partidas de Almada | Lisboa        Sábados, domingos e feriados      Entre as 04H15 e as 02H00.
Todos os dias entre as 06H00       Entre as 05H49 e as 00H09 com
e as 20H30.                        intervalos de 30 minutos.
                                                                     HORÁRIO DO METRO (MTS)
carreira 176 ‑ cidade Univer‑      Setúbal >> Pragal
sitária / Pç.ª S. João Baptista.   Dias úteis                        horário de Verão
Partidas de Lisboa                 Entre as 05H47 e as 00H17         Entre as 05H00 e as 01H20
Dias úteis                         Três últimos comboios às
Entre as 08H10 e as 20H20.         22H17, 23H17 e 00H17.             horário de Inverno
Sábados, domingos e feriados       Sábados, domingos e feriados      Todos os dias entre as 05H15
Entre as 14H15 e as 17H15.         Entre as 05H57 e as 22H57 com     e as 01H30.
Partidas de Almada                 intervalos de 30 minutos.
Dias úteis                         Pragal >> Setúbal
Entre as 08H10 e as 20H20.         Dias úteis
Sábados, domingos e feriados       Entre as 05H59 e as 00H59
Entre as 15H00 e as 18H00.         Três últimos comboios às 00H14,
                                   00H59 e 01H44.
                                   Sábados, domingos e feriados
                                   Entre as 06H59 e as 00H59 com
                                   intervalos de 30 minutos.
O TMA
NOUTROS ESPAÇOS
ESPECTÁCUlOS AGENDADOS
  para diGressão eM 2011
           hUGhIE E ANTES DO
           PEQUENO-AlMOÇO
           De	Eugene	O’Neill
           Encenação	de	Joaquim	Benite

           Recreios da Amadora
           De	27	a	30	de	Janeiro




           A MãE
           De	Bertolt	Brecht	/	Máximo	Gorki   101
           Encenação	de	Joaquim	Benite

           Teatro da Trindade, Lisboa
           De	7	a	30	de	Abril	




           DONA RAPOSA
           E OUTROS ANIMAIS
           A	partir	de	La	Fontaine
           Encenação	de	Teresa	Gafeira

           Recreios da Amadora
           26	e	27	de	Janeiro



           O BARBEIRO
           DE SEvIlhA
           A	partir	de	Rossini
           Encenação	de	Teresa	Gafeira

           Recreios da Amadora
           De	28	a	30	de	Janeiro
      ESPECTÁCUlOS DISPONívEIS PARA DIGRESSãO
      CONTACTOS	E	INFORMAÇÕES	|	Carlos	Galvão	|	Telefone	212739360	|	email:	geral@ctalmada.pt


                                                O CARTEIRO DE NERUDA
                                                De	Antonio	Skármeta;	tradução	de	Carlos	Porto
                                                Encenação	de	Joaquim	Benite
                                                Cenário	de	José	Manuel	Castanheira
                                                Intérpretes:	André	Gomes,	Teresa	Gafeira	e	Maria	Frade,	entre	outros	

                                                Duração	1H40,	com		intervalo	|	Dimensão	média,	para	salas	com	palco.

      Pablo	 Neruda,	 exilado	 numa	 ilha	 chilena,	 faz	 experimentar	 a	 poesia	 ao	 mais	 improvável	 dos	 ouvintes/
      leitores:	um	modesto	carteiro,	que	assim	muda	radicalmente	o	seu	olhar	sobre	a	vida	e	os	outros.

                                                ESTA NOITE, ARSÉNICO!
                                                De	Carlo	Terron;	tradução	de	José	Colaço	Barreiros
                                                Encenação	de	Mario	Mattia	Giorgetti
                                                Cenografia	de	Tiziana	Gagliardi
                                                Intérpretes:	Alberto	quaresma	e	Teresa	Gafeira		

                                                Duração	1H20	|	Pequeno	formato.

      A	vida	de	um	casal	às	avessas,	recriada	por	um	importante	dramaturgo	italiano	contemporâneo.	Comédia	
      e	existencialismo	cruel	cruzam‑se	num	quotidiano	que	Joaquim	Benite	gravou,	em	2009,	para	a	RTP.

                                                QUARTO MINGUANTE
                                                De	Rodrigo	Francisco
                                                Encenação	de	Joaquim	Benite;	cenografia	de	Jean‑Guy	Lecat
102                                             Intérpretes:	Alberto	quaresma,	André	Albuquerque	
                                                e	Ulrike	Tschiedel

                                                Duração	1H20	|	Espectáculo	para	salas	convencionais.	Pequeno	formato.

      Um	filho	que	visita	o	pai	doente.	Uma	relação	difícil.	Em	Quarto minguante	fala‑se	dos	subúrbios,	do	conflito	
      de	gerações,	de	uma	mudança	dolorosa,	mas	inevitável.	O	encenador	gravou	a	peça	para	a	RTP,	em	2009.

                                                CANÇÕES DE BREChT
                                                De	Bertolt	Brecht;	tradução	de	Yvette	K.	Centeno
                                                Intérpretes:	Luís	Madureira	e	Teresa	Gafeira	(voz)	
                                                e	Jeff	Cohen	ou	Francisco	Sassetti	(piano)

                                                Duração	1H00	|	Espectáculo	para	salas	convencionais.	Pequeno	formato.


      A	actriz	Teresa	Gafeira,	o	tenor	Luís	Madureira	e	Jeff	Cohen	ou	Francisco	Sassetti,	ao	piano,	empreendem	–	em	
      português	–	uma	viagem	músico‑dramática	pela	poesia	de	Brecht,	musicada	por	vários	compositores.

                                                A MãE
                                                De	Bertolt	Brecht	/	Máximo	Gorki
                                                Encenação	de	Joaquim	Benite
                                                Tradução	de	Yvette	Centeno
                                                Cenografia	de	Jean-Guy	Lecat
                                                Intérpretes:	Teresa	Gafeira,	Paulo	Matos,	Carlos	Santos,
                                                Marques	D’Arede,	André	Gomes	entre	outros.
      Depois	do	sucesso	alcançado	no	TMA	e	no	Teatro	Nacional	São	João	em	2010,	este	espectáculo	inicia	uma	
      digressão	nacional	no	Teatro	da	Trindade,	podendo	vir	a	ser	adaptado	a	vários	tipos	de	sala.
                                       hUGUIE
                                       E ANTES DO PEQUENO-AlMOÇO
                                       De	Eugene	O’Neill
                                       Encenação	de	Joaquim	Benite
                                       Cenografia	de	Jean-Guy	Lecat
                                       Intérpretes:	Anabela	Teixeira,	Paulo	Matos	e	Pedro	Walter

                                       O	primeiro	e	o	último	dos	monólogos	do	draturgo	norte-
                                       -americano	 Eugene	 O’Neill	 (1888-1953),	 nos	 quais	 a	
                                       crua	solidão	da	existência	humana	se	revela	tanto	na	sua	
                                       dimensão	trágica,	quanto	na	sua	explosão	farsesca.




ESPECTÁCUlOS PARA A INfÂNCIA
DISPONívEIS PARA DIGRESSãO
duração aproXiMada dos espeCtáCulos: 0H50 | adaptáveis a espaços diversos


                                       O BARBEIRO DE SEvIlhA
                                       A	partir	de	Rossini
                                       Encenação	de	Teresa	Gafeira
                                       Cenografia	de	Fernando	Filipe
                                       Intérpretes:	João	Farraia,	Pedro	Walter	e	Sofia	Correia



Num	teatrinho	que	reproduz	o	palco	do	Teatro	Nacional	de	S.	Carlos	representa‑se	O barbeiro de Sevilha,	
de	Rossini.	Os	cantores	são	fantoches	e	os	técnicos	do	teatro	são	os	actores.	O	conflito	entre	ambos	
revela‑nos	os	bastidores	de	um	teatro.
                                       A flAUTA MÁGICA                                                     103
                                       A	partir	de	Mozart
                                       Encenação	de	Teresa	Gafeira
                                       Intérpretes:	Miguel	Martins,	Pedro	Walter	e	Sofia	Correia




	Neste	espectáculo,	ao	som	da	ópera	de	Mozart,	propõe‑se	às	crianças	que	entrem	num	mundo	de	fantasia	
cujas	personagens	aprendem	que	só	enfrentando	corajosamente	as	dificuldades	poderão	crescer.

                                       O fANTASMA DAS MElANCIAS
                                       De	Clyesen,	Espina	e	Acuña
                                       Encenação	de	Teresa	Gafeira
                                       Intérpretes:	João	Farraia,	Pedro	Walter	e	Sofia	Correia




Espectáculo	colorido	e	divertido,	que	apela	à	interactividade	com	as	crianças,	é	composto	por	três	
histórias	infantis: A sopa de pedras,	O galo	com dentes	e	Churrinche contra o fantasma.

                                       DONA RAPOSA E OUTROS ANIMAIS
                                       Baseado	nas	fábulas	de	La	Fontaine
                                       Encenação	de	Teresa	Gafeira
                                       Intérpretes:	João	Farraia,	Pedro	Walter	e	Sofia	Correia




Teresa	Gafeira	encena	Dona Raposa e outros animais,	espectáculo	baseado	nas	fábulas	de	La	Fontaine,	
em	que	miúdos	de	todas	as	idades	se	podem	divertir	com	a	matreirice	sábia	de	animais	(bem)	falantes.
                Companhia	de	Teatro	de	Almada,	CRL .         Presidente, Joaquim	Benite . Presidente	da	
                         Assembleia	Geral,Teresa	Gafeira	.	Conselho	Fiscal,	Alfredo	Sobreira



                                                      Fotografia
                                                      Rui Carlos Mateus
                                                      Departamento	de	Público
                              Director                Miguel Martins, Pedro Walter
                      JOAQUIM BENITE                  e João Farraia
                    Directores-Adjuntos               Galeria	de	Exposições
                     Rodrigo Francisco                André Gomes
                          Carlos Galvão
                                                      Serviço	Educativo
                   Consultores	Técnicos               Teresa Gafeira
               José Carlos Nascimento
                      Jean-Guy Lecat
                                                      Assessor	Júridico
                        Director	Técnico              Pedro Noronha
                      Guilherme Frazão
                                                      Gabinete	de	Estudos	e	Edições
           Gabinete	de	Apoio	à	Direcção               Miguel-Pedro Quadrio,
                   Ana Patrícia Santos                José Martins, Lúcia Valdevino,
                 João Figueiredo Dias                 Miguel Real, Helena Barbas
                                                      e António Pescada
104                   Gestão	Financeira
                     Susana Fernandes                 Consultores	para	a	Programação
                                                      Jean-Paul Bucchieri	(dança)
               Técnica	Oficial	de	Contas              Luís Madureira e
                     Adelaide Sayanda                 Miguel-Pedro Quadrio	(música)
                              Produção                Conselho	Consultivo	
                         Paulo Mendes                 do	Clube	de	Amigos
                                                      Alexandre Duarte, André Gomes,
                              Técnicos                Francisco Coelho, Luís Noronha,
            Marco Jardim, Paulo Horta,                Manuel Veiga, Maria Real
                      António Antunes                 e Teresa Marques
          e Rosa Poeira	(guarda-roupa)
                               Imprensa               Acolhimento	e	Bilheteira
                        Lúcia Valdevino               Sofia Bravo
                       Gabinete	Gráfico               Coordenador	de	Frentes	de	Sala
                               Designer               Mauro Mahumane
                        Gonçalo Marto
                         Colaboradores                Bar
      Sónia Benite, Ana Rita Fernandes                Laura Barroso
                       e Armando Vale
                                                      Restaurante
                  Audiovisuais	e	website              Jorge César, Firmina Albacini (Nini)
        Cristina Antunes e Jorge Freire               e Rosângela Vervloet
Joaquim BENITE
Director	do	Teatro	Municipal	de	Almada	e	do	Festival	de	Almada,	Joaquim	Benite	encenou	
mais	 de	 uma	 centena	 de	 obras	 do	 reportório	 internacional	 e	 português,	 tendo	 estreado	
autores	como	José	Saramago,	Virgílio	Martinho	e	Fonseca	Lobo.	Dirigiu	recentemente	(2004)	
O fazedor de teatro	 –	 distinguido	 pela	Associação	 de	 Críticos	 de	Teatro	 –	 e	 O Presidente	
(2008),	textos	de	Thomas	Bernhard.	Em	2008	encenou	Timão de Atenas,	de	Shakespeare,	no	
Festival	de	Mérida,	e	em	2010	a	ópera	de	Mozart	A clemência de Tito,	no	Teatro	Nacional	de	
São	Carlos.	Depois	da	ópera	de	Alexandre	Delgado	O doido e a morte,	dirigiu	ainda	a	estreia	
em	Portugal	de	Troilo e Créssida,	de	Shakespeare	e	A Mãe,	de	Brecht.	Dirigiu	espectáculos	
no	 Centro	 Cultural	 de	 Belém,	 Fundação	 Gulbenkian,	 Teatro	 Nacional	 D.	 Maria	 II,	 Teatro	
da	Trindade,	Teatro	 de	 São	 Carlos,	 etc.	 É	 Comendador	 da	 Ordem	 do	 Infante	 D.	 Henrique,	
Comendador	da	Ordem	de	Mérito	Civil	de	Espanha	e	Cavaleiro	da	Ordem	das	Artes	e	Letras	
de	 França.	 Entre	 muitas	 distinções	 obteve	 a	 Medalha	 de	 Honra	 da	 Cidade	 da	Amadora,	 a	
Medalha	de	Ouro	do	Município	de	Almada	e	a	Medalha	de	Mérito	Cultural	do	Ministério	da	
Cultura,	e	foi	galardoado	com	os	prémios	latino-americanos	CELCIT	e	OLLANTAY.

Rodrigo FRANCISCO
Natural	de	Almada	(1981),	licenciou-se	em	Línguas	e	Literaturas	Modernas	na	Faculdade	de	
Letras	da	Universidade	de	Lisboa.	Fez	a	sua	formação	teatral	na	CTA	com	Joaquim	Benite	
enquanto	assistente	de	encenação.	Como	dramaturgo,	escreveu	Quarto minguante	(2007)	
e	Tuning	(2010),	estreadas	pela	CTA.	Em	2011,	terá	a	sua	primeira	encenação	com	Falar
verdade a mentir,	de	Garrett.	É	Director-Adjunto	do	TMA.

Carlos GALVÃO
Entrou	para	a	CTA	em	1990,	onde	desenvolveu	a	sua	formação	como	técnico	teatral,	que	
já	 havia	 iniciado	 anos	 antes	 em	 grupos	 de	 teatro	 amador.	 Desde	 essa	 data	 tem	 dirigido	
montagens	de	espectáculos	criados	por	encenadores	como	Joaquim	Benite,	Jorge	Listopad,	                 105
Joseph	 Szajna,	 Bernard	 Sobel,	Alain	 Ollivier,	 Rogério	 de	 Carvalho,	 Solveig	 Nordlund,	 entre	
outros.	 Colaborou	 ainda	 com	 cenógrafos	 como	 José	 Manuel	 Castanheira,	 Manuel	 Graça	
Dias	e	Egas	José	Vieira,	Maria	João	Silveira	Ramos,	Jean-Guy	Lecat,	Malgorzata	Zak,	Mário	
Alberto,	entre	outros.	Foi	director	técnico	do	TMA	desde	a	sua	inauguração,	em	Julho	em	
2005,	assumindo	em	2010	o	cargo	de	Director-Adjunto.

Teresa GAFEIRA
Frequentou	 o	 curso	 de	Arquitectura	 na	 ESBAL.	 Estreou-se	 em	 1972	 na	 peça	Vida	 de	 D.
Quixote de La Mancha e do gordo Sancho Pança,	 de	António	 José	 da	 Silva.	 Interpreta	 e	
protagoniza	 na	 CTA	 textos	 de	 importantes	 actores	 da	 dramaturgia	 mundial	 desde	 1978.	
Ficaram	na	memória	as	suas	criações	em	As três irmãs,	Mãe coragem e os seus filhos,	A
mãe	ou	Dias felizes,	de	Beckett.	Tem	sido	dirigida	por	Joaquim	Benite,	Peter	Kleinert,	Peter	
Schort,	 Fernando	 Gusmão,	 Jorge	 Listopad,	 Joseph	 Szajna,	 Solveig	 Nordlund	 e	 Rogério	 de	
Carvalho.	Dirige	os	espectáculos	para	a	infância	do	TMA.

Miguel MARTINS
Fez	 a	 sua	 formação	 na	 CTA,	 participando	 desde	 1987	 em	 espectáculos	 profissionais.	
Recentemente,	integrou	o	elenco	dos	espectáculos	A mãe,	de	Brecht	e	Troilo e Créssida,	de	
William	Shakespeare.	No	TMA	é	responsável	pelo	Departamento	de	público

Paulo MENDES
Frequentou	a	Licenciatura	em	Produção	de	Cinema	na	Escola	Superior	de	Teatro	e	Cinema.	
Trabalha	na	CTA	desde	1992	na	área	da	Produção,	função	que	desempenha	actualmente	
no	TMA.
      André GOMES
      Estreou-se	 como	 actor	 em	 1974,	 em	 vários	 espectáculos	 da	 Companhia	 de	 Ópera	 Buffa	
      e	das	Marionetas	de	S.	Lourenço,	dirigidas	por	José	Alberto	Gil.	No	cinema	trabalhou	com	
      Noronha	da	Costa,	João	Botelho	(interpretando	Mário	de	Sá	Carneiro,	em	Conversa acabada),	
      António	Pedro	Vasconcelos,	João	Mário	Grilo,	Daniel	Schmidt	e	Raoul	Ruiz.	Na	CTA	integrou	o	
      elenco	de	vários	espectáculos.	Desenvolve	ainda	actividades	como	artista	plástico,	expondo	
      os	seus	trabalhos	fotográficos,	com	regularidade,	desde	1977.	É	responsável	pela	Galeria	
      do	TMA

      José Carlos NASCIMENTO
      Iniciou	a	sua	actividade	na	área	da	iluminação	no	Teatro	Adoque.	É	director	técnico	do	Teatro	
      Nacional	D.	Maria	II	e	do	Festival	de	Almada.	Colabora	regularmente	com	a	CTA	desde	1998,	
      assinando	também	o	desenho	de	luz	de	óperas,	dança	e	teatro	em	vários	espectáculos	em	
      todo	o	País.

      Jean-Guy LECAT
      Director	técnico	e	desenhador	de	espaços,	tem-se	dedicado	à	pesquisa,	transformação	ou	
      criação	 de	 mais	 de	 duzentos	 espaços	 teatrais	 em	 todo	 o	 Mundo,	 relatando	 em	 The open
      circle	a	sua	colaboração	com	Peter	Brook	durante	mais	de	35	anos.	Como	consultor	técnico,	
      colaborou	no	projecto	do	TMA,	do	Teatro	del	Matadero	(Madrid),	na	construção	do	teatro	The	
      New	Young	Vic	(Londres),	e,	com	Frank	Gehry	e	Hug	Hardy,	trabalha	num	novo	teatro	de	Nova	
      Iorque.	Desde	1965	tem	sido	director	de	cena,	aderecista,	cenógrafo,	iluminador,	engenheiro	
      de som,	e	consultor	para	o	teatro	de	inúmeros	criadores.	Na	CTA,	criou	a	cenografia	para	
      várias	encenações	de	Joaquim	Benite.	É	Oficial	das	Artes	e	das	Letras,	distinção	da	República	
      francesa.
106
      Susana FERNANDES
      Licenciou-se	 em	 Gestão	 de	 Empresas.	 Em	 2010,	 obteve	 a	 pós-graduação	 em	 Gestão	 e	
      Desenvolvimento	 Estratégico	 de	 Recursos	 Humanos.	 Em	 2006,	 ingressa	 nos	 quadros	 da	
      CTA	 como	 Secretária	 de	 Direcção,	 assegurando,	 actualmente,	 o	 departamento	 de	 Gestão	
      Financeira	do	TMA.

      Adelaide SAyANDA	
      Licenciada	pelo	ISCAL	e	inscrita	na	CTOC.	Colabora	com	o	TMA	no	departamento	da	Gestão	
      Financeira.

      Guilherme FRAzÃO
      Formou-se	na	ESMAE,	em	2005,	em	Design	de	Luz	e	Som.	Integra	desde	2006	a	equipa	
      técnica	do	TMA,	realizando	a	sonoplastia	de	vários	espectáculos,	para	além	da	assistência	de	
      iluminação.	Actualmente,	é	Director	Técnico	do	TMA.

      Lúcia VALDEVINO
      Licenciou-se	em	Dança	/	Ramo	Espectáculo,	pela	Escola	Superior	de	Dança.	Em	2010,	obteve	
      o	 Mestrado	 em	 Ciências	 da	 Comunicação,	 variante	 Comunicação	 e	 Gestão	 Cultural,	 pela	
      Faculdade	de	Ciências	Sociais	e	Humanas,	na	Universidade	Católica	Portuguesa.	No	TMA	desde	
      2009,	é	responsável	pela	Imprensa.

      Gonçalo MARTO
      Licenciado	 em	 Design	 de	 Comunicação	 pela	 Faculdade	 de	 Belas	 Artes	 de	 Lisboa,	 inicia	 a	
      sua	actividade	profissional	como	Designer	Gráfico	na	distribuidora	cinematográfica	Atalanta/
      Medeia	Filmes.	Posteriormente	será	responsável	pelo	espaço	Fabrica	Features	Lisboa	do	grupo	
      Benetton.	É	actualmente	Designer	Gráfico	(residente)	do	TMA.
Miguel-Pedro QUADRIO
É	Assistente	na	FCH	da	Universidade	Católica	Portuguesa,	onde	finaliza	o	seu	doutoramento	
sobre	«A	crítica	de	teatro	e	a	emergência	do	Teatro	Independente	em	Portugal	/	O	caso	de	
Joaquim	Benite».	Fez	crítica	de	teatro,	no	Diário de Notícias	e	nas	revistas	Sinais de cena	e	
Obscena,	entre	2002	e	2008.	Integrou	júris	do	Prémio	da	Crítica	da	APCT	e	de	apoio	às	artes,	
no	MC	/	DGArtes.	Tem	diversos	artigos	publicados	em	Portugal	e	no	estrangeiro.	Colabora	
com	o	TMA	desde	2008.

Marco JARDIM
Integra	a	equipa	técnica	da	CTA	desde	2000,	onde	fez	toda	a	sua	formação	teatral	como	
aderecista,	maquinista	e	técnico	de	palco	-	função	que	desempenha	ainda	no	TMA.

Paulo HORTA
Iniciou	a	sua	actividade	teatral	na	CTA,	como	contra-regra	(2000).	Tem	desenvolvido,	nesta	
companhia,	a	sua	actividade	de	assistente	de	cenografia	e	aderecista	em	várias	produções.	
Integra	a	equipa	técnica	do	TMA	desde	2005.

António ANTUNES
Integra	a	equipa	técnica	do	TMA	desde	2009,	como	maquinista	de	cena,	tendo	recebido	neste	
teatro	a	sua	formação	profissional.

Rosa POEIRA
Formada	 na	 Casa	 Pia	 de	 Lisboa,	 trabalhou	 em	 várias	 escolas	 como	 Auxiliar	 de	 Acção	
Educativa,	até	ingressar	nos	quadros	da	CTA,	há	dez	anos,	sendo	resposável	pela	manutenção	
do	Guarda-Roupa	do	TMA.
                                                                                                     107
Pedro WALTER
Realizou	o	curso	de	formação	de	actores	da	ACT	em	2004.	Estreou-se	como	actor	na	CTA	em	
2006,	no	espectáculo	para	a	infância	Chá doce.	Recentemente	interpretou	Tuning,	de	Rodrigo	
Francisco,	e	Hughie,	de	Eugene	O´Neill,	peças	com	encenação	de	Joaquim	Benite.

João FARRAIA
Formou-se	na	Escola	de	Teatro	Profissional	de	Cascais	em	2008,	sob	a	direcção	de	Carlos	
Avilez.	Entrou	para	o	TMA	em	2009,	onde	tem	sido	dirigido	por	encenadores	como	Joaquim	
Benite,	Phillip	Boulay,	José	Martins	e	Teresa	Gafeira.

Ana Patrícia SANTOS
Licenciou-se	 em	 Animação	 Cultural	 pela	 Escola	 Superior	 de	 Artes	 e	 Design	 das	 Caldas	
da	Rainha,	realizando	o	estágio	de	fim	de	curso	no	TMA	(2009).	Desde	2010,	trabalha	no	
Gabinete	de	Apoio	à	Direcção.

João Figueiredo DIAS
Licenciou-se	em	Produção	Teatral	na	Escola	Superior	de	Teatro	e	Cinema.	Fez	recentemente	a	
produção	do	espectáculo	Um dia dancei SÓ dancei um dia,	no	âmbito	do	projecto	Emergentes	
do	Teatro	Nacional	D.	Maria	II.	No	TMA,	integra	o	Gabinete	de	Apoio	à	Direcção.

Cristina ANTUNES
Frequentou	 a	 licenciatura	 em	Antropologia	 do	 IUL/ISCTE.	 Foi	 produtora-realizadora	 da	 RTP	
entre	1988	e	2003.	Agora	produtora-realizadora	freelancer,	colabora	desde	2000	com	o	TMA	
na	área	do	vídeo.
      Jorge FREIRE
      Fez	a	sua	formação	em	Cinema,	em	Produção	e	Decoração.	Integra	os	quadros	da	Fundação	
      Calouste	Gulbenkian	desde	1990,	como	Director	de	Cena.	Colabora	regularmente	com	o	TMA	
      desde	2000,	na	manutenção	do	site.

      Laura BARROSO
      Colabora	com	a	CTA	desde	1986,	sempre	na	área	da	Restauração.	No	novo	Teatro	Municipal	de	
      Almada,	assegura	o	atendimento	no	Bar.	

      Sofia BRAVO
      Fez	o	curso	técnico-profissional	de	Educação	Social.	No	TMA	desde	2003,	assegura	o	serviço	
      de	Acolhimento	e	Bilheteira,	tendo	colaborado	pontualmente	em	algumas	produções	teatrais.

      Jorge CéSAR
      Desenvolveu	a	sua	actividade	profissional	na	área	da	Restauração.	Colabora	no	TMA	desde	
      2007,	como	Chefe	de	Sala	do	Restaurante.

      Firmina ALBACINI
      Tem	 um	 percurso	 profissional	 ligado	 à	 Restauração,	 tendo	 trabalhado,	 por	 exemplo,	 na	
      Embaixada	da	Líbia.	No	TMA	desde	2007,	é	cozinheira	no	Restaurante.

      Rosângela VERVLOET
      Colabora	com	o	Festival	de	Almada	desde	2000.	Em	2007	integra	a	equipa	do	Restaurante	do	
      TMA,	como	cozinheira.

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SUbvENçõES:


                                                           109




PaTROcíNiO:




aPOiO À PRODUçÃO 2011:



                            cOnSelHO DAS ArTeS DA SuÉciA

          Festival
          das Artes
          de Coimbra




aPOiO À PROGRaMaçÃO 2011:
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              FicHa TÉcNica

                    Director
           JOAQUIM BENITE

                      Edição
         Rodrigo fRANCISCO
                      Textos
      Miguel-Pedro QUADRIO
                     Revisão
             Teresa GAfEIRA
              José MARTINS
           lúcia vAlDEvINO

              Projecto Gráfico
             Armando vAlE
            Gonçalo MARTO

                    Produção
             Paulo MENDES
       João figueiredo DIAS

            Fotografia da capa
         Rui Carlos MATEUS


                    impressão
                  Irisgráfica
                JANEIRO 2011

								
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