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DOEN AS ECZEMATOSAS

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                                  DOENÇAS ECZEMATOSAS

                                                            Profa. Magda Blessmann Weber

                                            ECZEMA

Dermatose caracterizada pela presença de:

     eritema
     edema
     infiltração
     vesículas
     secreção
     crostas
     escamas
     liquenificação

    ALÉM DOS SINAIS CLÍNICOS OBJETIVOS NAS DOENÇAS ECZEMATOSAS,
     ENCONTRAMOS SEMPRE O PRURIDO QUE PODE SER DE MODERADO A MUITO
     GRAVE.


PODE SER CLASSIFICADO EM:

 AGUDO : eritema, edema, vesícula e secreção
 SUBAGUDO : secreção e crostas
 CRÔNICO : liquenificação
Uma das doenças dermatológicas mais comuns, tendo como agente desencadeante tanto agente
  endógenos como agentes exógenos.

   Eczema de contato
     Eczema atópico
     Eczema seborrêico
     Eczema de estase
     Eczema numular
     Eczema disidrótico

                                  ECZEMA DE CONTATO
Apresenta dois mecanismos etiopatogênicos:
   Irritação primária
   Sensibilização

Eczema de contato por irritação primária

   Agente causa dano tecidual direto, sem envolvimento
    do sistema imunológico.
    Lesões imediatamente após o contato.
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    Quadro limitado à área de contato.
    Comum em doenças ocupacionais.
    Dermatite de fraldas
    Reações fototóxicas

Eczema de contato por sensibilização

    Dermatite de contato alérgica, desencadeada por
    reação de hipersensibilidade do tipo IV,
    hipersensibilidade mediada por células.

    Contato com hapteno (alergeno),e aparecimento
    tardio das lesões, 2 a 3 semanas após.

   Quadros posteriores aparecem mais rapidamente.

   Reações fotoalérgicas


   Erupção aguda caracterizada por eritema, máculas ou
       pápulas, vesículas ou bolhas, dependendo da
       gravidade do quadro.
      Eritema e edema predominam em pálpebras, pênis e
       bolsa escrotal.
       Prurido constante
      Doença crônica é caracterizada por liquenificação,
       descamação,


   História clínica: início, quadros anteriores,
       quantidade de surtos apresentados, atividades
       com contactantes.


     Exame físico: lesão eczematosa em qualquer
     fase de evolução, localização da lesão.

Recursos diagnósticos

Testes de contato (patch testes)
Anatomopatológico

Tratamento tópico

      Fase aguda: compressas e banhos com permanganato
      de potássio, principalmente quando houver infecção
      secundária. Na zona dos olhos empregar água
       boricada. Quando diminuir a exudação empregar
       cremes com corticóides e antibióticos tópicos.

      Fase crônica: pomadas de corticóides, que podem ser
       oclusivos dependendo da gravidade.

Tratamento Sistêmico
                                                                                                 3


      Corticoterapia sistêmica nos casos muito graves ou
       muito extensos. Doses de 20 a 80 mg de prednisona.

       Antibioticoterapia sistêmica com eritromicina ou
       tetraciclinas.

      Antihistamínicos são usados somente para diminuir o
       prurido.


 A cura do eczema de contato depende além da
       terapêutica adequada da eliminação do agente
       desencadeante.

       Os quadros crônicos podem demorar para
       regredir totalmente.


                                         ECZEMA ATÓPICO
     Dermatose crônica ou de recorrência crônica, com prurido muitas vezes grave, eczematosa e
     geralmente associada a ressecamento acentuado da pele, que ocorre em qualquer idade.
    Associado a outras manifestações de atopia
    como a asma brônquica e a rinite alérgica em
    30% dos pacientes.
    História familiar de atopia em 70% dos doentes.

    Indivíduo que reage a vários estímulos de maneira anômala, por vários fatores:

      genéticos
      fisiológicos
      imunológicos - alterações na imunidade humoral e celular.

    O quadro clínico clássico da dermatite atópica é dividido em três fases:

      Fase infantil

      Fase escolar

      Fase adulta

FASE INFANTIL

 Dos 3 aos 18 meses.
 Lesões principalmente na face, poupando o centro.
 Lesões em cotovelos quando começa a engatinhar.
 Geralmente poupa a zona das fraldas.
 10% dos pacientes curam nesta fase.
 Pápulas edematosas, muitas vezes confluentes,
       extremamente pruriginosas, crostosas e exudativas.

     Freqüente infecção secundária e linfadenopatias.
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    Relação com a dentição e infecções respiratórias.

    Casos graves podem generalizar.

FASE ESCOLAR

    A partir dos 18 meses até a vida adulta.

     Lesões principalmente em dobras de joelhos e
     cotovelos, região cervical lateral, pulsos e tornozelos.

    Presença de liquenificação.

FASE ADULTA

    Mesmos locais de apresentação da fase anterior.

    Liquenificação é o achado mais importante.

    Pacientes com achados de instabilidade emocional.

                                         ECZEMA ATÓPICO
    Queilite
    Escurecimento periocular
    Dermatite de pés e mãos
    Linha de Dennie-Morgan
    Ceratose pilar
    Tubérculo de Kaminsky
    Dermatite de mamilos
    Xerodermia


   Tratamento

   Estabelecer um bom relacionamento com os pacientes a fim de permitir o manuseio de uma
    doença crônica. Esclarecer que a meta do tratamento é eliminar o prurido e as lesões
    eczematosas, mas a cura total não é possível.


    Cuidados gerais

    Banhos

    Hidratação e lubrificação da pele

    Vestuário

    Prevenir infecções

    Controle do meio ambiente

    Alimentação

   ECZEMATIZAÇÃO - XERODERMIA
                                                                                              5


    HIDRATAÇÃO DA PELE

    USO DE CORTICOTERAPIA TÓPICA

   PRURIDO

 ANTIHISTAMÍNICOS
          HIDROXIZINE EM DOSES ALTAS - 10MG 3x/DIA A PARTIR DOS 9 MESES DE IDADE



 INFECÇÃO SECUNDÁRIA
ANTIBIOTICOTERAPIA SISTÊMICA
 ERITROMICINA, AZITROMICINA, CLARITROMICINA
 DICLOXACILINA, OXACILINA, CLOXACILINA
                                (FORMAS RESISTENTES DE SA)



                                       ECZEMA SEBORRÊICO
    Afecção crônica, recurrente, etiologia desconhecida, não contagiosa, que ocorre em locais de
    grande concentração de glândulas sebáceas e às vezes em áreas intertriginosas.
    Parece haver predisposição familiar e leve predominância no sexo masculino.

     Aparece desde os primeiros dias de vida (andrógenos
     maternos) até o fim das vida.
     Favorecida por calor, umidade, roupas que retenham
     suor e secreção sebácea.
     Fatores emocionais podem agravar o quadro.
     Há relatos de agentes microbianos envolvidos.
     Freqüente em HIV positivos.


     Lactente: início nos primeiros dias de vida com
     escamas gordurosas e aderentes em couro
     cabeludo - crosta láctea.

      Face

      Tronco

      Áreas intertriginosas


      Adulto: lesões eritêmato-descamativas.

      Couro cabeludo

      Face - sulco nasogeniano e glabela

      Retroauricular

      Tórax
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     Região pubiana

     Axilas

Diagnóstico Diferencial

     Psoríase

     Pitiríase Rósea

     Eczema atópico

     Dermatofitose e candidíase

TRATAMENTO
    Remover escamas do couro cabeludo com xampús,
    óleos e corticoterapia em casos mais graves.
    Lesões mais escamosas no tronco usar corticóides
    com ácido salicílico.
    Corticóides não fluorados na face.
    Cuidados em áreas intertriginosas.


                                     ECZEMA DE ESTASE

 Doença crônica dos membros inferiores
    decorrente de estase venosa.

 Mulheres adultas
 Obesos
 Fraturas
1/3 inferior das pernas
 Inicia nos tornozelos
 Edema                     Dermatite Ocre              Eczema
 Liquenificado nas fases crônicas
 Freqüente contaminação bacteriana
 Piora com algumas drogas tópicas
 Ulcerações em fases finais
Tratamento
   Banhos e compressas nas fases crônicas
   Cortocoterapia oclusiva nas fases crônicas
   Antibioticoterapia
   Repouso
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   Tratamento da insuficiência vascular


                                      ECZEMA NUMULAR

    Causa desconhecida, provavelmente
    multifatorial com componente bacteriano
    associado.

     Ambos os sexos e em qualquer idade

     Piora no inverno

     Associado à atopia


Placas pápulo-vesiculosas ovais ou arredondadas.
Tamanho variado
Pode haver involução central e crescimento para a periferia
Lesões múltiplas
Comuns em extremidades
Quadro recurrente
Tratamento

Evitar irritantes como roupas e sabões
Corticoterapia
Infiltração local com corticóides
Antibioticoterapia
Antihistamínicos
                                   ECZEMA DISIDRÓTICO
  Quadro característico das palmas das mãos e plantas dos pés, recidivante.
    infecções fúngicas
    infecções bacterianas
    drogas sistêmicas - penicilina
    contactantes
    atopia
    fatores emocionais

     Aparecimento súbito de lesões vesiculosas,
    sem eritema na região

     Pode ocorrer infecção secundária
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     Diagnóstico diferencial com psoríase
      pustulosa ou pustulose palmo-plantar

Tratamento

    Banhos e compressas

    Corticoterapia tópica

    Corticoterapia sistêmica

    Antibioticoterapia

    Eliminação das causas

    Testes de contato

                                 LIQUEN SIMPLES CRÔNICO
 Placa liquenificada, pruriginosa, crônica e progressiva
 Mais comum em mulheres
 Resposta a estímulo esterno
 Associado à ansiedade e à compulsão
Tratamento comum aos eczemas

								
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