Escola: João Bento da Costa
Alunos: Deivide Patricia Naiara Uesley
nº 08 nº 24 nº 22 nº 3 1
Contexto Histórico
Fortalecimento do poder dos senhores rurais – fortalecimento pela vigorosa política econômica da cultura cafeeira. A partir de 19 , institui-se a chamada "Política dos Governadores" – governos estaduais apoiam governos federais e vice-versa – tal prática vai favorecer o surgimento de oligarquias (famílias ou grupos políticos que se perpetuam do poder) Processo industrial – o pais investe na industrialização e na urbanização (1907 o Brasil possui 3358 industrias, até 1920 passa a Ter 13336) Aumento da imigração européia (italianos em especial), (entre 1903 a 1916 o Brasil recebeu cerca de 1,5 milhão de imigrantes) Alta burguesia industrial X proletariado Congresso nacional pela paz, promovido pela confederação Nacional Brasileira em 1915. Greve contra a carestia (1916) Fundação do partido comunista do Brasil em (1922)
Características
Rompimento com todas as estruturas do passado.
Necessidade de definição.
Caráter anárquico => sentido destruidor. Manifestação do nacionalismo => volta às origens, à pesquisas de fontes quinhentistas, procura de uma “língua brasileira”, as paródias, valorização do índio verdadeiramente brasileiro.
Final da década de 20 - postura que apresenta duas vertentes distintas: Nacionalismo crítico (denúncia da realidade brasileira/ frente da esquerda). Nacionalismo ufanista (utópico e exagerado - extrema direita).
REVISTAS E MANIFESTOS
KLAXON - 1923
Fruto das agitações do ano de 1921 e da Semana de Arte Moderna. Tinha como proposta uma concepção estilística diferente, que anunciava a modernidade, o século XX, “buzinando”, pedindo passagem.
MANIFESTO DA POESIA PAU-BRASIL - 1924
Escrito por Oswald de Andrade e tinha como proposta uma literatura vinculada à realidade brasileira, a partir de uma redescoberta do Brasil.
A REVISTA - 1925
Publicação responsável pela divulgação do movimento modernista em Minas Gerais e tinha como um dos redatores Carlos Drummond de Andrade.
MANIFESTO REGIONALISTA DE 1926
Através do Centro Regionalista do Nordeste, lança-se o Manifesto, que procura desenvolver o sentimento de unidade do Nordeste dentro dos valores modernistas. Tinha como proposta trabalhar em prol dos interesses da região nos seus aspectos diversos: sociais, econômicos e culturais. Década de 30 - regionalismo nordestino resulta em brilhantes obras literárias com nomes que vão de Graciliano Ramos, José Lins do Rego, José Américo de Almeida, Raquel de Queiroz e Jorge Amado (romance) a João Cabral de Melo Neto (poesia).
REVISTA DA ANTROPOFAGIA - 1928 / 1929
Movimento antropofágico que surgiu como uma nova etapa do nacionalismo Pau-Brasil e como resposta ao grupo verdeamarelista, que criara a Escola da Anta. Miscelânea ideológica em que o movimento modernista se transformara, com artigos que vão de Oswald e Mário de Andrade, Alcântara Machado, Drummond (1ª “dentição”)/ 2ª “dentição”- Fase mais definida ideologicamente, uma vez que se via uma época de definições. Ruptura de Oswald com Mário de Andrade.
OSWALD DE ANDRADE (1890-1954)
• José Oswald de Sousa Andrade foi um escritor, ensaísta e dramaturgo brasileiro. Foi um dos promotores da Semana de Arte Moderna de 1922 em São Paulo, tornando-se um dos grandes nomes do modernismo literário brasileiro. Foi considerado pela crítica como o elemento mais rebelde do grupo.
• Trouxe idéias do Futurismo para o Brasil. • Idealizador dos principais manifestos modernistas. • Foi militante político.
Características de sua obra: • Nacionalismo que busca as origens sem perder a visão crítica da realidade brasileira. • A paródia como uma forma de repensar a literatura. • Valorização do falar cotidiano • Análise crítica da sociedade burguesa capitalista. • Inovação da poesia no aspecto formal. Obras: O Rei da Vela Serafim Ponte Grande (*) Memórias sentimentais de João Miramar (*) (*) Há quebra de estrutura dos romances tradicionais: capítulos curtíssimos e semi-independentes, num misto de prosa.
Alcântara Machado (1901-1935)
• Antônio Castilho de Alcântara Machado d'Oliveira nasceu em São Paulo, a 25 de maio de 1901, filho de ilustre e tradicional família paulistana. Formou-se em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco. • Apesar de escrever artigos sobre cultura para o Jornal do Comércio, só tomou contato direto com os modernistas em 1925. • Participou ativamente da primeira “dentição” da Revista Antropofagia. • Afasta-se de Oswald de Andrade por divergências ideológicas e estreita laços de amizade com Mário de Andrade. Característica da obra: retrata a cidade de São Paulo e o seu povo (imigração italiana (*), moradores de bairros mais pobres, os que vão se aburguesando) com um ar crítico, anedótico, apaixonado, mas sobretudo humano, numa linguagem intitulada como “português macarrônico”. Obras: Pathê-Baby (crônicas - sua estréia literária) Brás, Bexiga e Barra Funda Laranja da China
Manoel Bandeira (1886-1968)
•Manoel Carneiro de Souza Bandeira Filho, nasceu em Recife (Pe), em 1886 e faleceu no Rio de Janeiro, em. Estudou no colégio Pedro II, no Rio de Janeiro e iniciou o curso de engenharia, em São Paulo, abandonando-o por motivo de saúde. Em busca da cura para a tuberculose, viajou para a Suíça, onde aproximou-se de poetas pró-simbolistas, entre eles Paul Éluard. •As fatalidades da vida deixam em sua obra cicatrizes profundas (morte do pai, da mãe e da irmã, convivência e sofrimento com sua própria doença). •Buscou na própria vida inspiração para os seus grandes temas: de uma lado a família, a morte, a infância no Recife, o rio Capibaribe; de outro, a constante observação da rua por onde transitam os mendigos, as prostitutas, os meninos carvoeiros, os carregadores das feiras, falando o português gostoso do Brasil (humor, ceticismo, ironia, tristeza e alegria dos homens, idealização de um mundo melhor. Obras: A Cinza das Horas (0bra de estréia-influência parn./simb.) Carnaval / O Ritmo Dissoluto (engajamento moderno) Libertinagem (Modernismo)
Mario de Andrade (1893-1945)
• Mario de Andrade nasceu em São Paulo, no ano de 1893. Professor, crítico, poeta, contista, romancista e músico, formou-se pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, passando a lecionar neste mesmo local posteriormente. Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. Há uma gota de sangue em cada poema >> obra de estréia >> influências de escolas anteriores (rigor à métrica, rima, vocabulário...) Sua poesia manifesta-se modernista a partir do livro Paulicéia Desvairada (ruptura com os moldes do passado e objetivo de análise e constatação da cidade de São Paulo e seu provincianismo (=cidade multifacetada). Lutou por uma língua brasileira, próxima do povo (cuspe = guspe, quese = quasi). Valorizou, também, o brasileirismo e o folclore brasileiro. Obras: Clã do Jabuti / Remate de males / Amar, Verbo Intransitivo/ Macunaíma (o anti-herói).
•
•
•
•
Oswald de Andrade
Canto de regresso à pátria Minha terra tem palmares Onde gorjeia o mar Os passarinhos daqui Não cantam como os de lá Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha terra tem mais terra Ouro terra amor e rosas Eu quero tudo de lá Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá Não permita Deus que eu morra Sem que volte pra São Paulo Sem que veja a Rua 15 E o progresso de São Paulo.
Manoel Bandeira
Teresa
A primeira vez que vi Teresa Achei que ela tinha pernas estúpidas Achei também que a cara parecia uma perna
Quando vi Teresa de novo Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo (Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)
Da terceira vez não vi mais nada Os céus se misturaram com a terra E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.