III° Ciclo de Palestras sobre Gestão do Conhecimento e Inovação no Setor Público
Cidades do Conhecimento
Cidades do Conhecimento: o que são ?
Maria de Fátima Infante Araujo
SEP – Assessoria Técnica São Paulo, 19 de setembro de 2008
III° Ciclo de Palestras sobre Gestão do Conhecimento e Inovação no Setor Público
Cidades do Conhecimento: o que são ?
Contexto Cidade Mundial Região dinâmica em inovação, espaço inteligente e cidade da inteligência Cidades Inteligentes São Paulo – Região dinâmica em inovação Perspectivas
São Paulo, 19 de setembro de 2008
Contexto
GRANDES AGLOMERADOS URBANOS NO MUNDO
O intenso crescimento da urbanização no mundo, nas últimas décadas, especialmente em grandes aglomerações urbanas, levou a que tenhamos hoje parcela importante da população mundial residindo em grandes aglomerados populacionais e de cidades
Cidades do Conhecimento
Maria de Fátima Infante Araujo
SEP – Assessoria Técnica
São Paulo, 19 de setembro de 2008
Em 2030 estima-se que 5 bilhões de pessoas estarão vivendo em cidades
Nas próximas 2 décadas cerca de 80% da população urbana do mundo estará concentrada nos paises em desenvolvimento
Crescimento das cidades menores – 50% do crescimento até 2015 Demandas inéditas surgem – produtos, serviços, transportes, moradias e emprego Exigência de novos hábitos, mudanças culturais e de padrão da vida urbana Desafios imensos para as novas e antigas megalópoles Exigência de nova gestão pública
Muitos autores vem dedicando esforço teórico para a compreensão de fenômenos que caracterizam as Cidades Globais, ou o “protagonismo” de certas cidades no cenário mundial.
Cidade Mundial
Friedmann, com o intuito de ordenar os nós numa hierarquia de cidades mundiais procura combinar aspectos como:
o fato da cidade ser a sede de importantes empresas multinacionais, transnacionais ou de grandes empresas nacionais; ser um centro financeiro moderno e de grande porte, dotado de atividades terciárias e quaternárias de ponta e; o fato de dispor de um parque manufatureiro inovador e com escala internacional. Conclui que praticamente todas as cidades mundiais de primeira ordem estão localizadas nos países do primeiro mundo, as duas únicas exceções são Singapura, que articula o conjunto de países do Sudeste asiático e São Paulo, que exerce função similar na América Latina. Rio de Janeiro vem logo a seguir, é classificado como cidade mundial de segunda ordem, tal como Buenos Aires e Cidade do México, na América Latina; Johannesburg, na África; Hong Kong, Taipé, Manilha, Bankok e Seul, na Saia.
Para Castells a cidade global é “um processo que conecta serviços avançados, centros produtores e mercados em uma rede global com intensidade diferente e em diferente escala, dependendo da relativa importância das atividades localizadas em cada área vis-à-vis a rede global. Em cada país a arquitetura de formação de redes reproduz-se em centros locais e regionais, de forma que o sistema todo fique interconectado em âmbito global”.
O papel das cidades advém do novo modelo de organização social e técnica da produção derivado da introdução das tecnologias da informação simultâneas à reestruturação do capitalismo espaço de fluxos em substituição ao espaço dos lugares elemento central da produtividade baseia-se na qualidade do conhecimento e do processamento da informação.
Reforço da separação entre trabalho manual e intelectual > maior concentração na geração do conhecimento e de decisões de alto nível. Relação descentralização e necessidade de centralização reforça hoje a importância das grandes metrópoles
Segundo Sassen as cidades globais são “locais estratégicos na economia global por conta da concentração de funções de comando e de empresas de produção e serviços de alto nível orientados para o mercado global, ou mais genericamente, cidades com alto grau de internacionalização da sua economia e da sua estrutura social mais ampla.“
Apresentam três características principais:
são pontos de comando na organização da economia global;
possuem os mercados estratégicos para as indústrias lideres;
são os principais locais de produção dessas indústrias, incluindo a produção de inovações.
Reforça o papel da indústria financeira derivada da alta mobilidade do capital face à dispersão da indústria e a internacionalização da propriedade via investimentos diretos externos-IED em ações, fusões, aquisições e joint ventures. Forma-se uma “rede mundial de sítios de produção” > internacionalização dos serviços (comércio exterior, publicidade e marketing, contabilidade, assessorias jurídicas, manutenção de equipamentos...) Pontos nodais destas redes são as grandes metrópoles > praças financeiras, lugares com serviços especializados, “ meios de inovação”, qualidade de vida para executivos e “sítios de controle específicos” mundializados = “Cidades Globais”
Região dinâmica em inovação, espaço inteligente e cidade da inteligência
Estudo realizado por Firmino e Azel, propõe uma classificação para o espaço diante dos impactos da globalização e do desenvolvimento tecnológico: • • Avanços técnicos provocam mudanças nas formas de reprodução social e no cotidiano das relações sociais Novas estruturas do espaço contemporâneo, derivadas da difusão do uso e da produção de tecnologia, se desenvolvem diversamente tendo em conta os antecedentes históricos específicos
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Espaços da produção e demanda tecnológica diferenciam funções e regiões/espaços
Locais globalizados são aqueles que possuem mais facilidades de serem reconhecidos como “espaços inteligentes” onde o desenvolvimento da ciência, técnica e informação são facilitados e as dinâmicas de transformação mais rápidas
Região dinâmica em inovação
São regiões complexas onde a produção e o uso da tecnologia são difundidos e fluem com mais facilidade
Onde as inovações estão muito vinculadas aos meios de produção
Onde a tecnologia está mais presente rotineiramente - tanto na sua produção como no seu uso
Se diferenciam quanto às necessidades de consumo de tecnologia, podendo conter “espaços inteligentes” de produção tecnológica ou demandarem a outras regiões os insumos que necessitam. RDI contem “espaços inteligentes” de produção ou de uso de tecnologias podendo ter ou não “cidades inteligentes” em seu território
Espaços Inteligentes
São locais ligados diretamente à produção ou ao uso de tecnologias Requer ambiente favorável com alto desenvolvimento tecnológico Forte relacionamento do setor produtivo com centros de P&D, universidades, mão de obra qualificada e economia voltada ao desenvolvimento cientifico Uso intensivo de tecnologia gerando novos avanços Os fluxos de informação são essenciais
Espaços inteligentes relacionados ao uso de tecnologia: produção e consumo = como insumo
Espaços inteligentes relacionados a própria produção de tecnologia: ciência, conhecimento, pesquisa – produto=tecnologia Mais raros, a produção de tecnologia supre necessidades de outros lugares – são especializados como pólos tecnológicos, tecnopoles, cidades cientificas > “cidade da inteligência”
Cidade da Inteligência
São cidades especializadas na produção de conhecimento Vocação é a produção tecnológica Intenso relacionamento do setor produtivo com centros de P&D, universidades, empresas e integração com o poder local Incubadoras, PMEs, parques tecnológicos Rede de serviços com uso intensivo de tecnologia – midias, telefonia, microcomputadores, produtos como videotextos, banco de dados, transações bancárias, produtos com componentes eletrônicos fotografia, câmaras eletrodomésticos, automóveis Ambiente cultural favorável a concentração de profissionais qualificados e propicio à inovação – encontros informais – ambiente inovador Exigências de altos graus de qualidade de vida Problema = bipolaridade social = dualidade: qualificados e desqualificados
Cidades Inteligentes
Fórum das cidades inteligentes de Nova Iorque (ICF- Intelligent Community Forum): de dedica a fomentar o uso de tecnologia de banda larga voltada ao desenvolvimento econômico. Grife internacional faz parte do marketing das cidades/territórios Podem fazer parte do rol das 21cidades inteligentes: cidades grandes ou pequenas no mundo desenvolvido ou em desenvolvimento > 7 serão escolhidas Seleção baseia-se em 5 indicadores ou fatores críticos de sucesso: 1. Generalização da comunicação em banda larga em empresas, governo e residências 2. Atração e formação de trabalhadores qualificados em conhecimento 3. Promoção da democracia digital – todos os setores sociais devem se beneficiar do uso da banda larga 4. Indução à inovação 5. Desenvolver marketing territorial
Estudo feito por Leif Edvinsson das cidades inteligentes classificadas e as que se candidataram nos últimos anos mostra 10 pontos fortes: 1. boa posição geopolítica (Singapura), 2. cosmopolitismo, 3. criatividade cultural, 4. qualidade de vida, 5. gestão logística, 6. clusters de inovação, 7. pólo de atração de trabalhadores do conhecimento e criativos 8. criação de riqueza 9. e-mobilidade 10. segurança Critérios de avaliação do concurso: • Atração de novos negócios • Estimulo à formação interna de novos negócios • Formação voltada às competências da sociedade do conhecimento • Criação de novos empregos • Investimento em infra-estruturas de e-mobilidade • Melhoria nos serviços públicos • Inovação em procedimentos governamentais ou de negócios
São Paulo – Região dinâmica em inovação
Regiões Metropolitanas, Aglomerações e Centros Urbanos Estado de São Paulo 2000
encontra-se em curso um extenso processo de metropolização
São Paulo cidade mundial
Abriga a sede de 49 das 100 maiores empresas do país. Constitui o maior mercado metropolitano do Brasil. Representa 10% do PIB nacional, e 15% das exportações do País. Maior centro financeiro do País e de negócios da América Latina. Representa cerca de 70% de todas as transações Classe A do mercado brasileiro.
63% das matrizes multinacionais do país. 38% das matrizes das maiores empresas privadas de capital majoritário nacional.
Sede de 17 dos 20 maiores Bancos de Varejo do país.
Sede de 8 das 10 maiores corretoras de valores. Sede de 5 das 10 maiores seguradoras.
A cidade é sede de 19 entre as 20
maiores agências de propaganda. Sede de 7 dos 10 maiores provedores de Internet. 7 entre as 10 maiores editoras do Brasil estão instaladas em São Paulo. São Paulo abriga as melhores universidades do país e a maior concentração de mão-de-obra qualificada. Dos 1.050.054 matriculados no Ensino Superior no Estado de São Paulo (em 2003), 392.251 estudam na Cidade de São Paulo.
Pátio do Colégio
III° Ciclo de Palestras sobre Gestão do Conhecimento e Inovação no Setor Público
Perspectivas
Gestão para o desenvolvimento local e regional no contexto de reestruturação da economia mundial
• Estratégias de desenvolvimento regional e local face à reestruturação tecnológica podem redefinir o papel das cidades e a constituição de novas espacialidades e hierarquias territoriais e urbanas. • Processos de re-centralização do controle (gestão) e de descentralização da produção numa economia onde os fluxos de capital, mercadoria e informação assumem posição estratégica, darão às cidades graus de
importância relativos de acordo com o lugar que ocupam neste sistema
econômico globalizado.
impõe-se uma nova agenda para a gestão pública e para o planejamento municipal e regional, tendo em vista o complexo desafio imposto às cidades: ter que ser, a um só tempo, competitiva e integradora
Cidades do Conhecimento
Contexto
Situação nos Anos 80 Programa de Revitalização
Ilustração
Hoje em Dia Perspectivas
III° Ciclo de Palestras sobre Gestão do Conhecimento e Inovação no Setor Público
Contexto
Situação nos Anos 80 Programa de Revitalização
Ilustração
Hoje em Dia Perspectivas
Maria de Fátima Infante Araujo
SEP – Assessoria Técnica São Paulo, 19 de setembro de 2008
obrigada