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					Poemas – Gonçalves Dias (1823 – 1864) ROMANTISMO - 1ª GERAÇÃO Indianista ou Nacionalista – temas abordados: o heroísmo, o passado remoto, a religião, a exaltação da natureza.

Principais obras: Primeiros Cantos, Os Timbiras, Canção do Exílio... Poesia indianista – valoriza a cultura brasileira, a forma de vida e o índio brasileiro Poesia lírica – traduz um amor infeliz e insatisfeito Produção dramática - fundo histórico e emotivo Características Saudosismo – através da lembrança da pátria e da infância; Indianismo – marca principal do nacionalismo romântico; Amor visto sob forma idealizada; Religiosidade. Canção do exílio I Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá, As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. II Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. III Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá.

Comentário - A significação da pátria, ligação a um possível paraíso em que toda angústia e todo embaraço se dissolvem. Grande vigor poético – não corresponde a uma verdade ecológica: “o sabiá não canta em palmeiras e sim em laranjeiras”. O poeta reúne elementos básicos de expressão em prosa – narração e descrição e os transforma em pura poesia idílica. I – JUCA PIRAMA - típico herói romantizado, perfeito, sem mácula que desperta bons sentimentos no homem burguês leitor . Foco narrativo em terceira pessoa. I - Juca Pirama - Este poema focaliza o drama vivido por I - Juca Pirama, último descendente da tribo Tupi, que é feito prisioneiro dos Timbiras. Pede para ser libertado a fim de poder cuidar de seu pai, velho e cego. O cacique Timbira consente, não sem antes tripudiar. Solto, o guerreiro volta ao lugar onde havia deixado o pai. Pelo forte cheiro das tintas que emanam do corpo do guerreiro, o pai percebe que ele havia sido aprisionado e libertado, o que contraria o comportamento étnico dos índios. Revolta do pai. Encontro com a tribo Timbira. Lá o filho é amaldiçoado e ferido em seus brios – acontece a luta e I - Juca Pirama é vitorioso. Pai e filho se abraçam – recuperando a dignidade da tribo tupi.

O VELHO TUPI -simboliza a tradição secular dos índios tupis. É o pai de I – Juca Pirama OS TIMBIRAS - índios ferozes e canibais I-Juca-Pirama conta sua história, fala de sua bravura, das tribos inimigas, das suas andanças, de lutas contra Aimorés, mas, pensando no pai cego e doente, velho e faminto, sem guia, pede que o deixem viver. ("Deixai-me viver! - canto IV). ENREDO E CANTOS Todos sempre pautam pela apresentação de um índio cujo caráter e heroísmo são salientados a cada instante.

Cantos - Enredo - Apresentação e descrição da tribo dos Timbiras CRÍTICA - musicalidade dos versos que é uma característica típica de Gonçalves Dias. O poema I–Juca Pirama nos dá uma visão mais próxima do índio, ligado aos seus costumes, convenhamos dizer que ainda é muito idealizado e moldado ao gosto romântico. O índio que conhecemos nos versos bem elaborados de Gonçalves Dias é uma figura poética, um símbolo. Com isso, o autor transforma a alma indígena em correlativos dos seus próprios movimentos, sublinhando a afetividade e o choque entre os afetos: há uma interpenetração de afetos (amor. ódio, vingança etc.) que estabelece uma harmonia romântica entre o ser que esta sendo julgado e a sua natureza ~ a natureza indígena, com a consequente preferência pelas cenas e momentos que correspondem ao teor das emoções.

Resumo da obra para os alunos: Poemas de Gonçalves Dias ROMANTISMO - 1ª GERAÇÃO Indianista ou Nacionalista – temas abordados: o heroísmo, o passado remoto, a religião, a exaltação da natureza.
Características: Saudosismo – através da lembrança da pátria e da infância; Indianismo – marca principal do nacionalismo romântico; Amor visto sob forma idealizada; Religiosidade.

I – Canção do Exílio Grande vigor poético – não corresponde a uma verdade ecológica: “o sabiá não canta em palmeiras e sim em laranjeiras”. O poeta reúne elementos básicos de expressão em prosa – narração e descrição e os transforma em pura poesia idílica. I – JUCA PIRAMA - típico herói romantizado, perfeito, sem mácula que desperta bons sentimentos no homem burguês leitor . Foco narrativo em terceira pessoa. I - Juca Pirama - Este poema focaliza o drama vivido por I - Juca Pirama, último descendente da tribo Tupi, que é feito prisioneiro dos Timbiras. Pede para ser libertado a fim de poder cuidar de seu pai, velho e cego. O cacique Timbira consente, não sem antes tripudiar. Solto, o guerreiro volta ao lugar onde havia deixado o pai. Pelo forte cheiro das tintas que emanam do corpo do guerreiro, o pai percebe que ele havia sido aprisionado e libertado, o que contraria o comportamento étnico dos índios. Revolta do pai. Encontro com a tribo Timbira. Lá o filho é amaldiçoado e ferido em seus brios – acontece a luta e I - Juca Pirama é vitorioso. Pai e filho se abraçam – recuperando a dignidade da tribo tupi. I-Juca-Pirama conta sua história, fala de sua bravura, das tribos inimigas, das suas andanças, de lutas contra Aimorés, mas, pensando no pai cego e doente, velho e faminto, sem guia, pede que o deixem viver. ("Deixai-me viver! - canto IV).


				
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posted:4/26/2009
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