Redes sociais na internet by lucioamaral

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									Alexandre e Márcio MCL 2009

Redes Complexas

01

Criadas nas ciências exatas e absorvidas pela sociologia.
Segundo Leydesdorff (1994), “são auto-organizações que podem ser distintas em termos de estágios de desenvolvimento de redes cada vez mais complexas”.
01

Teoria dos Grafos

02

Representação de nós conectados por arestas, que em conjunto, formam uma Rede.
(Euler)
02

Modelo de Rede

Modelo com 4 nós e 6 arestas

Como se agrupavam os nós
Buchanan, 2002 - Barabási, 2003 e Watts, 2003 - estudaram os diferentes agrupamentos de nós.
Módulo de Dependência

Módulo de Direção Forçada

Módulo Árvore

Na Sociologia,
A Teoria dos Grafos é uma das bases das Redes Sociais, ancorada na Análise Estrutural que é interdisciplinar e integrada com o todo.
(Degenne e Forsés, 1999).

Primeira Visão
Redes Inteiras (whole networks) “Assinaturas de identidade social – o padrão de relações estão mapeando as preferências e características dos próprios na Rede”.
(Degenne e Forsés, 1999 – Wellman, 1999 Watts 2003 e Garton 1997).

Segunda Visão
Redes Personalizadas (ego-centered networks) “O papel social do indivíduo é percebido não através do grupo que ele pertence, mas, através das posições que ele assume nessas Redes”.
(Watts 2003).

Unidades de Análise
Atores Sociais e Atributos Individuais Relações - Conteúdo e força. Laços sociais - Conectam pares / atores. Multiplexidade - Quanto mais conexões, maior a sua multiplexidade. Clusters – Nós muito conectados, grupos coesos.

Díades
Unidade Básica da Rede Social A relação entre duas pessoas, seria a menor estrutura relacional da sociedade. Relação aleatória.

Tríades
Formato Triangular Duas pessoas, teriam um amigo em comum. Assim, estas duas pessoas, têm mais chances de se conhecerem e fazer parte de um mesmo grupo.

Interação
Primado fundamental no mundo virtual e real das relações humanas.
(Wellman, 1999)

Em resumo,
Os nós são as pessoas e as arestas são constituídas pelos laços sociais gerados através da interação* social.

*Interação mediada por computador. Deve existir um locus que efetive essa ação.

Dinamismo das Redes
No passado, as redes eram pura estrutura e hoje os elementos sempre fazem “algo”, são mutantes no tempo e espaço.
(Watts, 2003)

Redes Aleatórias
Grafos Randômicos Bastava a conexão entre cada um dos convidados de uma festa, para que todos se conectassem ao final dela. Quanto mais links*, mais possibilidade de clusters. *Conexões.
(Erdos e Renyi, 2003)

Os nós se conectariam randomicamente, ou seja, agregavam-se aleatoriamente. Os nós em uma determinada Rede, deveriam ter mais ou menos o mesmo número de conexões, ou igualdade nas chances de receber novos links, constituindo as Redes Igualitárias. Quanto mais complexa, maior a chance.
(Erdos e Renyi, 2003)

Mundos Pequenos
As Redes estariam interligadas em algum nível. Pequeno grau de separação entre uma pessoa e outra.
(Experimento de Stanley Milgram - 1960)

Laços Fracos (weak ties), conectariam mais pessoas, por estarem mais distantes, conectando vários grupo sociais. Laços Fortes, (strong ties) não seriam tão importantes na manutenção da Rede.
(Mark Granovetter - 1973)

Granovetter, com isso, mostra que as Redes não são simplesmente RANDÔMICAS. Existe um tipo de ordem nelas. Watts e Strogatz, (2003), mostraram que laços estabelecidos entre pessoas mais próximas e alguns laços estabelecidos de modo aleatório, transformavam a Rede em um Mundo Pequeno.

Todos temos amigos e conhecidos espalhados pelo mundo, que por sua vez, têm conhecidos e amigos. Bastam poucos links entre vários clusters, para formar um Mundo Pequeno, numa GRANDE Rede, transformando a própria Rede, num grande Cluster.

Redes sem Escalas
Existe uma ordem dinâmica de estruturação de Redes. “rich get richer”. Quanto mais conexões, um nó possui, maior as chances de novas conexões. (preferecial attachement). Ricos = hubs = redes sem escalas. Ou seja, não existem nós igualitários.
(Barabási, 2003)

Forma Téorica
Uma Rede sem escalas, não é necessariamente, um mundo pequeno. Ele lembra ainda que todas as teorias foram criadas no computador. No mundo real, a conectividade, pode ser variada.
(Scharnhorst, 2003)

A pergunta é...
Todos os modelos dão conta do fenômeno das Redes Sociais na Internet?

ORKUT
- Mostra os indivíduos enquanto perfis. - Tem conexões diretas (amigos) - Conexões Indiretas (amigos dos amigos) - Organizações sob a forma de comunidade. - Ferramentas de Interação variadas. - Fóruns - Mensagens por perfil. - Mensagens para comunidades, amigos e amigos dos amigos.

(Scharnhorst, 2003)

ORKUT
Demonstra o modelo de Watts e Strogartz. Porém, a distância é reduzida pelos hubs. Pessoas, altamente conectadas.

- Quanto mais amigos, mais qualificações. - Porém, nem todos os amigos são “amigos”.
Relação puramente ADITIVA. Falsa, porque não apresenta interação. Trata-se de uma coleção de perfis.

Se não existe interação, pode ser considerada Rede Social? O hub no Orkut representaria o mesmo papel em um grupo social? Como não existe interação, o Orkut não pode ser considerado a priori Rede Social, já que não é um pressuposto para estabelecer uma conexão.

Exemplo Comunidade “Como ou não Como”.

Exemplo Comunidade “Como ou não Como”. 4139 integrantes. (17/04/2009) Pela sua proposta, passou a ser uma das comunidades mais ativas e de crescimento mais rápido do sistema. Tópico: Lindo, bonito, pegável e nem fod... 3.576 interações.

O modelo de Erdos e Rényi faz mais sentido. Embora a maioria das conexões sejam aleatórias, nem todas são assim, afinal, todos os nós têm chances iguais. Porém, nem todas são assim. - Conexões com amigos offline - Apenas com mulheres bonitas - Contatos profissionais A realidade é que nem todas as conexões são aleatórias.

BLOGS E FOTOLOGS
-Também têm uma lista de amigos. - Mecanismos semelhantes - Comentários - Posts - Personalização própria Podem representar Redes Sociais, porque também possuem Lista de Amigos.

Podem ser analisados sociologicamente, porque representam um indivíduo. Representam um hub, na medida em que possui um enorme incomming links. Porém, um blogueiro pode ser considerado um hub se houver muita postagem através de comentários.

Cada novo comentário, uma nova conexão, conversa.

A dinâmica de crescimento das redes é dada pelos “blogs amigos” ou “fotologs amigos”. A comunicação mediada por computador pode ser eficiente pela sua manutenção, fortalecendo os laços fortes e fracos. Já as suas conexões, não são aleatórias. São, intencionais. Escolhidas. Portanto, não se trata de uma Rede Igualitária.

Conclusão Prévia
1) Nenhuma das análises, são suficientes no sentido de perceber as complexidades de uma REDE SOCIAL. 2) As pessoas levam em conta diversos fatores ao conectar-se ou não a um nó. 3) O custo de manutenção dos laços é alto.

4) Hubs, simplesmente acumulam laços, como se a relação fosse reduzida a uma adição de amigos. 5) “Ricos mais ricos”, falha, pois as pessoas conectam-se por motivos específicos e não por popularidade. 6) O mecanismo pode ganhar força pela “fama” do fotologueiro ou do blogueiro e não pelo número de conexões.

Conclusão Final
“Todos os modelos apresentam falhas, devido a sua natureza matemática, pouco investigativa e da não presunção da interação para constituição do laço social”.
Raquel da Cunha Recuero


								
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