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Autonomia de Angola - Estudo de

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Autonomia de Angola - Estudo de Powered By Docstoc
					                                                                  José de Macedo




                MINISTERIO DA EDUCAÇAO
        INSTITUTO DE INVESTIGAÇAO CIENTIFICA TROPICAL




Conz ateizciosos cumpr~??zentos

                                                                               ' J w . 1 ~

                                                                       PREFÁCIO D E
                                                                 JORGE BORGES DE MACEDO




                                                                 CENTRO DE SOCIO-ECONOMIA
                                                        INSTITUTO DE INVESTIGAÇÃO CIENTIFICA
                                                                                          TROPICAL
                                                         em que participaram virios eleinentos do CISE Coor-
                                                         d e n l m u s assim um estiido rraiii->ido prlo D r Jns.4
                                                         Gonçalves. do Ministério de Transportes d a RepU-
                                                         bhca Popular de Angola c invesligadnr v~sitanteno
                                                         CSE, e um Anexo estatístico elaborado pela Dra Ana
                                                          Neto, estagiária de ~nveqtigação no CSE Para cssa
                                                         coordenação, ale mo-nos de uin trabalho apresentadri
                                                         em Maio de 1978 na cadeira do Professor Carlos
                                                          T)la~-A1cjdiidiu, da Uritveisidade de Yale, tiaballici
                                                         esse inspirado no livro que aqui sc reedita
                                                              Em vez de bcneficiai- da estabilidade monetária e
                                                         cambial que urn 0~çamedtri     çcntral~zadcipressupõe, o
                                                         desenvcilvimrnto econAmico de Angola f o ~       travada
                                                         por um ient~alisnio   adrninislrati%oe financeiro - que
                                                          havia de perdurar ate í i indcpendêricia Ao mostrar
                                                         que já em 1910 existlam alternat~ras   vdveis ao modelo
                                                         colonial centralista, cont~ibui-se  para explicar o apa-
Nota Prévia                                              rentemente i~iexplicível  atraso da autonomia de Ango-
                                                         la Atraso culas conçequencras de politlca econbmicn
    Nos últimos anos, o Centro de Socio-Economia         vêrn ate aos nossos dias
(CSE) tem privilegiado, na sua investigação, o ajusta-        Dessa actualidade surge precisaniente a relevância
mento macroeconómico de pequenos países tropicais,       de Angola para o segundo projecto D e facto, foi
em especial os de língua portuguesa Ocorre portanto      totalmerite esquecida esta alternativa autonoiil~sta que
explicar a escolha de Angola, uma economia tida por      tinha o inéntu tão actual de não gerar dependência
grande, e da administração colonial, cuja política       orçamental, visto assentar na ideia de que as receitas
macroeconómica se presumia ajustada, para tema da        fiscais de Angola. autonomamente administradas, erani
nossa primeira publicação A explicação é clara. a        suficientes para financiar o esforço de desenvolvimentr,
Angola d o príncrpio do século sofreu os choques de      Mais, a política posterior de Norton de Matos, cor-
um pequeno país tropical sujelto a uma política          rentemente associada à ideia da autotiomia colonial
rnacroeconÓmica desajustada. Esta visão, que ressalta    nngolana, envolieu uma dependêricla do orçamcrito
d o trabalho coevo ora reapresentado, tem também         metrnpolitano clue a tornou rnstavel 0 esquecimento
sido revelada por investigações d o CSE.                 d c iinia altcrnnttva, clara~nentcprefcrívrl tanio para
   .São dois os projectos envolvendo Angola. Pri-        Portugal corno para Angola, mostra berii a inipossibi-
meiro, o Banco Mundial, enquanto agente do Pro-          Lidade de nos mantermos competitivos se n.30 sou-
grama das Nações Unidas para o Desenvolvimento,          bermos aproveitar as lições da nossa história
encomendou ao CSE um relatório sobre a economia              A autonomia pirinara ajuda, pou. um sécirlo mais
colonial, para esclarecimento da situação económica      tarde. à formiilação de uin "niodelo da coopera~ão
actual, tal como ~esulta dos trabalhos de uma missão     pnrtuguesa" adequado a uma cconomia mundial etn
em que participaram vinos eleinentos cio CSE Coor-            constante mutação Assrm, do programa de investiga-
denáii-ios assim um estudo realizado pelo Dr José             ç5o que a EJ,O - A s s o c ~ n ~ ã u                 para o
                                                                                                      I'ortrtgtre,~~~
Gonçalves, do Ministério de Transportes da Repi1-             Deseni~oli~lrnento,Econhrco e a CnoperaqRn enco-
blica Popiilar de Angola e irives~igadorvtsltante iio        mendou ao CSE; consta um projecto histórico,sohre
CSE, e um Anexo estatístico elaborado pela L3ra Ana          sucessos e insucessos da presença portugiiesa ein Afnca,
Neto, estagiária de investigação no CSE Para essa            dirigido pelo autor do prefáclo desta ediç8o O pri-
coordenação. valenio -nos de um traballio apresentado        mciro caso escolhido para reflectir sobre o rnodelo foi,
em Maio de I978 na cadcira d o Professor Carloç              como se carnprcenderh, a Angola do principio do
Diaz- Aiejarid r-o, da Llriiversrdade de Yale, trabalho      çiculo
esse inspirado no livro quc aqui sc reedita                      l'or terem logo aceite as razões desta primeira
    Em veL de bcnehciar da estabilidade monetária e          publicação d o CSE, é devida uma palavra de agrade-
cambial que Lirn orçamento ccntral~zado     pressupõe, o               s                           as
                                                             cimento A instâticias e n v o l ~ ~ d do Instituto de Inves-
desenvolvimento econbmicu de Angola foi travado              t~gaçãoCientífica Trop~cal,nomeadanicnte ao Eng
por um centralismo administrativo e firianceiro - que        Fcrnando Almeida Ribeiro, ao Prof Doutor Liiís de
havid de perdurar até h independkncia Ao mostrar             L41buquerquee Inst bzrt rrof least ao presidente, Pruf
que JA em 1910 existlam alternat~vas   viáveis ao modelo     Doutor C S U L Silva.
                                                                           e
colonial centralista, cont~ibiii~se para explicar o apa-                                  .Jorge Braga de Macedo
rentemente i~~explicável  atraso da aiitonomia de Ango-                                         Director do CSE
la Atraso culas consequêncras de política económica
vêm até aos nossos dias
    Dessa actualldadc surge precisaniente a relevância
de Angola para o segundo projecto De facto, foi
totalmente esqiiec~da  esta altcr~iativaautorioliiista quc
tinha o mérito t5o actual de não gciar dependência
orçailiental, visto assentar na ideia de que as recatas
fiscais de Angola, autotioliiamente admiiiistradas, erani
suficientes para financiar o csforço de deserivolvimento
Mais, a política posterior de Noiton de Matos, cor-
rentemente associada i d e i a da autorioniia colonial
angolana, erivolveu Llnia dependi-ncia do orçanicnto
metropolitano que a tornou instável O esquecimento
dc urtia alternativa. clararneritc prefcrivel ta1110 para
Portugal coiiio para Angola, mostra berri a inipossibi-
Lidade de nos manternios competitivos se n* sou-  ao
berntos aproveitar as lições da nossa hiatórla
    A autonomia pioneira quda. pois. um séciilo mais
tarde. a forrniilação de um "modelo da cooperaqão
portugucsa" adequado a lima economia mundial em
     O livro Autonomia de Angola('), de José de
 Macedo, publicado em 1910 e cuja reediçáo, agora, se
 apresenta, oferece múliiplos motivos de interesse para
 dever ser lido e pensado, como um texto lúcido e pre-
 cursor Reflete este livro, um momento importante na
 consciência de Angola Aí a vemos assumir-se, nas
suas forças vivas, como região politicamente definida
 e, como tal, capaz de formular, a respeito do seu
 modo de viver e das eventualidades que se lhe ofere-
ciam, ou onde está inserida, reivindicações ou projec-
tos de futuro Revelava, por um lado, a consciência de
um possível caminho próprio Por outro, apontava
objectivos formulados, não no vazio do desejável, mas
já com a marca concreta de uma meta a atlngu.
 Manifestava-se, a o mesmo tempo, a partir de uma
efectiva experiência de vida pública, em que já se res-
ponsabilizava O autor recolhe, para a posição que
assumiu, os dados da realidade angolana e da-lhe uma
finalidade que coincide com a do seu corpo social
constituído, tanto em força de projecto, como na debi-
               da
lidade in~cial esperança
    Havia, com efeito, em Angola, uma experiência
diversificada e própria, tanto para o que se refere aos
comportamentos das potências europeias, nas suas
relações coloniais (as "rivalidades" congolesas tinham-
-se passado a seu lado e tinham tido uma forte parti-
cipação de quadros médios portugueses que, depois
foram fixar-se em Angola) Conheciam-nas como
pressões irremediáveis para a delimitação da íront eira,
como não ignoravam as relações e os conflitos entre
as diferentes etnias de Angola e destas com os portu-
gueses, a que, de um modo muito especial, estavam,

(I) - Jose de Macedo, Aulonomia Lie Angola, estudo de adrninistra-
ção colonial Edição do autor, Lisboa, 1910
na generalidade. ligadas Sem que isso quizesse dizer                         própria e o facto Cristianismo (na altura, por virtude
submissão, em qualquer momento da história ango-                             do espírito anti-clerical, bastante mal avaliado), que
lana Vindo de um fundo passado comum que tivera                              fomentava, como sempre fez, pontos comuns, superio-
de suportar um longo precurso esclavagista, com um                           res as etnias e susceptíveis de preparar a unidade
tráfego dirigido para o Brasil, América do Norte e                           Angola para formular uma área coerente e firme, na
América Central (que de modo algum era da exclusiva                          sua conveniente fronteira, tinha conseguido fazê-lo,
responsabilidade de po~tugueses)~~),    a personalidade                     captando, nas suas populações locais, as exigências de
dos seus elementos componentes vivia diferenciada,                          unidade representadas pelos portugueses, na sua orgâ-
mas coincidente num processo de ajustamento variável                        nica administrativa e presença humana O papel de
     Com a abolição do tráfego negreiro (cuja difícil                                    decisivo, uma vez que tomara o encargo
                                                                            Portugal f o ~
realização está arnda por estudar), retomou a habilita-                     do factor que Ango1.a mais dificilmente podia adminis-
ção para novas possibilidades que soube criar,(3), con-                     trar - as relações externas. Servia de potência tutora
seguiu adquirir meios de obter recursos que garantis-                       e os seus direitos históricos conseguiram excluir, nos
sem, de novo e melhor, a base económica que antes                           confrontos internacionais, a presença de qualquer outra
fora levada a constituir com a venda de escravos No                         potência estrangelta, necessariamente fomentadora de
século XIX, recorrendo a diferentes produtos, sucessi-                     divisões
vos ou simultâneos, em que se destacam o marfim, o                              No plano interno, a estabilidade de fronteira a que
café e já chegando ao fim do século XIX, a borraclia,                      se chegou, foi, no final do século XIX, o mais iriipor-
 Angola manteve-se como realidade social e política,                       tante sinal para a expressão de Angola como realidade
num extraordinário esforço de sobrevivência Este                           polítlca própria E assim se manteve Com a Confe-
 enunciado de artigos exportáveis faz, muitas vezes, de                    rência de Berl~m'~), tinha-se chegado a um ponto fun-
certo modo, esquecer outros elementos essenciais de                        damental dessa estabilização que foi ver delimitada o
 coesão interna, onde Pinheiro Chagas, com grande                          seu mais controverso limite (no Norte), fixado na
 lucidez, salientou o comércio inter-regional Deverão                      margem sul da foz do Zaire e no domínio do enclave
 acrescentar-lhe outros factores para essa unidade dese-                  de Cabinda De 1885, data do estabelecimento dessa
jada Assim, muito tiveram a dizer o relato histórico                      fronteira, com aceitação internacional, a 1890, veri-
 tendente à determinação de Angola como entidade                          ficou-se uma extraordinária e empolgante deslocação
                                                                                                             em
                                                                          dos seus territórios para leste(5), direcção a regiões
                                                                          de domínio controverso, dando lugar, naquela data, a
( 7 ) - Cf Philip D Curtin, The Arlanlic Slave Trade a Census -
Mddison, Milwaukee, Londres, 19b9                 I
                                                                          um grave confl~to   com a Grã-Bretanha, acabando por
                                                                          se estabili~ar a área definitiva para uma fronteira
( 3 ) - Cf Vrngetis e apontutirenios de um yortctenre em Ájrica Diario
de Antonio Francisco Ferreira da Silva Porto, Leitura com introdução
e notas por Maria Emília Madeira Santos, vol 1, Coimbra, 1986,            (4) - Cf lorge Boiges de Macedo, A conlerência de Berlim. cem anos
Nessa introdução, onde é relevddo, de um modo indiscutível, o papel
                                                                          depois. sep d o vol "Pensar África", D~nrocraoae I.rhei~luclr,,n   35
dos sertanejos na formação de Angola "Uma coisa ficava provada o          Outubro-Dezembro, 1985, Lisboa
comér~io   sertanelo não servia para enriquecer os srrtanejos em termos
europeus" O seu aproveitamento angolano É um ponto de extraordi-          ( 5 ) - Charles E Nowell. rhe Kose-toloretl Mar) - Portrigaf's
naria impoitância parri n dcfiniçâo de "Angola", assim o releva este      attempt to build an African Empire froni the Atlantic to the Indian
notavel estiido                                                           Ocean, I.isboa, 1987
                                                                            segundo, um quadro de comunicações Acrescente-se,
negociada Quase ao mesmo tempo, confirmava-se ou                           sem perda da percepção dos interesses próprios, a
preparava-se a definição dos limites para o sul e                          definição política no quadro internacional, realizada
sudeste, Moçârnedes e o rio Cubango A enorme área                          através da Iigação com Portugal, como potência tute-
angolana ultrapassou assim, rapidamente, o período
de incerteza, na sua definição política contemporânea                      lar, indispensável, como disse, para enfrentar a con-
e inseriu-se rapidamente nas duas expressões práticas                      corrência entre estados, assim como para o fomento
                                                                           da soldagem de regiões, antes voltadas para outras
da Iradição portuguesa para a unidade interna regiões                      convergências e agora inseridas numa polarização
diversas, confluência de destino E dentro dessa matriz,                    complexa a voIta de Porlugal e de Luanda Importava
no imenso conjunto de uma unidade possível, a man-                         aprofundar todos esses elementos, nas suas evidentes
ter, depressa captou para o seu patrimórtio, na mescla                     vantagens Não havia: em Angola, projectos ou con-
das suas populações, a determinação indiscutível da                       vicção de independência imed~ata Havia muito mais a
unidade e o debate para uma organização administra-
tiva que reunisse as diferentes regiões e os diversos                     conscrência da evolução positiva de uma superfície
                                                                          cuja linha de fronteira se estendia, na foz do Zaire, até
povos                                                                     Matadi, seguindo para Maquela do Zombo, ao Norte,
     O aproveitamento de Angola, em unidade, era
possível e necessário Mas certo era que tinha de ser                      enquanto ao Sul estava no Cunene e no Cubango
cerzida e experimentada, como nação potencial, den-                       Para leste ia até ao Cabengo e aos rios Cassai, áreas
tro da problemática que nascia naquela grande pos-                        de Dilolo e Cuando, Lunda, Moxico e Cubango
sessão portuguesa da Africa Austral, unificada com o                           A condiqão, no principio do século XX, para asse-
nome oresti~ioso remoto de Angola Começava esta
                   e                                                      gurar o percurso dessa unidade recente, com uma
 .
. .           v

a aperceber-se, na fronteira que os portugueses cria-                     Europa cujos estados também Iutavam pelo aumento
ram, das suas forças, tanto reais como potenciais que                     dos seus poderes em África, assentava na sua Iigação a
                                                                          Portugal. Por outro lado, a melhor garantia para o
se adivinhavam dentro de tão extensa superfície No
plano social, assim como no político e no económico,                     seu pleno aproveitamento era que Angola se adminis-
de diferentes proveniências, as perspectivas de pro-                     trasse em regime de autonomia Este princípio estava
gresso só podiam tornar-se efectivas, desde que se                       bem dentro da tradição mais remota da vida pública
mantivessem e diversificassem os instrumentos de                         portuguesa, os erros e lutas recentes tinham tornado
convergência interna Em primeiro plano, estava a                         ainda mais viva a esperança nas suas possibilidades
manutenção, para esse efeito decisiva, do que pode-                      imediatas. Assim, a autonomia tinha inúmeros apoios
mos chamar a "capital indiscutível" em L ~ a n d a ' ~ )
                                                     Em                 em todas as camadas que constituiam a sociedade
                                                                        angolana E esta problemát~ca e a analise da sua
                                                                        interpretação que se encontra bem claramente estabe-
(h)   -Cf Ilidio do Amaral. L u a n l - Estudo de Geografia Humana,
                                                                        lecida e concretizada no livro de José de Macedo E
Coimbra 1968, "Subsídios para o estudo da evolução da população de      eis porque ele constitui um inestimável iestemunho
I,udndaW, in Gaicia da Orta. Lisboa, 1959, "Entre o Cunene e o          sobre o estado de espírito angolano, como relato
Cubango, ou a propósito de uma fronteira africana", in Garcia do        importantíssimo e contemporâneo, assim como sobre
Orro. Lisboa 1980-198I , Fronteiras, Estado e Ndção em África (apon-    os debates internos e metropolitanos nas viabilidades
tamentos de geografia política), in iiietnoi~o Acadrniia dac Clênciar
                                             </LI
                                                                        percebidas pela população.
de L.irhoa (Classe de Lisboa). tomo XXIV, 1985
     A proposta de autonomia, a sua argumentação e                           tanto uma débil intervenção dos eventuais mecanis-
                                                                             mos metropolitanos de defesa, como uma carência de
os fundamentos concretos e bem presentes de que par-                         meios eficazes para que tal intervenção fosse levada a
tia, não são evidentemente o fruto de perspectivas teó-                      efeito, na própria colónia Em especial, os seus comer-
ricas, nem derivam só do modo como as convicções
de José de Macedo se ordenaram para interpretar a                            ciantes e agricultores, pela voz das suas associações de
situação angolana No entender do autor, ia buscar à                         classe pouco, ou nada, podiam fazer Pertencia ao dia
                                                                            a dia público a perturbacão desencadeada pelos cons-
sua formulação mais próxima "h geração que assistiu                         tantes conflitos nas atribuições oficiars ou os equívo-
h campanha contra Gungunhana / em Moçambique /
e lutou contra o potentado negro". "Foi ela que                             cos das decisões a distância Tudo isto é corajosa-
                                                                            mente anal~sado exemplificado no livro. Neste con-
                                                                                               e
desencadeou a campanha contra a centralização feroz                         texto concreto da vida angolana, já em condições de
do Terreiro do Paço"(7) E cita, para a sua apresenta-
ção pública figuras como a de Mouzinho, Eduardo                             "pensar propostas", dotadas portanto de audiência
Costa, Aires Ornelas. Paiva Couceiro, Freire de                             receptiva e ercperiência interna, é que José de Macedo
 Andrade, Soveral Martins e outros, destacando a sua                       fazia surgir a sua solução de autonomia e no decurso
                                                                           da sua longa estadia em Luanda, empreendeu uma
condensação, simultaneamente, doutrinária e execu-                         campanha nesse sentido Fazia-o, certo da sua audiên-
tiva, na obra de Eduardo Costa@)                                           cia e viabilidade Angola amadurecera, ao longo de
     A receptividade em Angola deste ponto de vista da
 autonomia não pode desligar-se da longa crise de que                      inúmeras dificuldades que se acumulavam, na indife-
 sofria aquela possessão ultramarina, ao lado da passi-                    rença ciosa do governo central As formas de inter-
 vidade ou inoperância do aparelho adrhinistrativo do                      venção deste último eram vastissimas, mas escassos os
 poder central, no que se refere a medidas para o seu                      meios para as concretizar
 desenvolvimento e em face do que se passava noutros                            A ambiguidade flagrante entre os meios legais e as
 territórios africanos administrados por outras potên-                     capacidades efectivas tornava a centralização metro-
 cias europeias, apesar de se não ignorarem a extraor-                     pohtana ainda mais sujeita a ataques, a queixas e a
 dinária diferença em custos humanos José de Macedo                       desconfianças, m ~ s t oparadoxal de revolta e de con-
 vai estabelecer uma evolução económica de Angola                         fiança no futuro De modo algum, se punha em
 entregue aos seus próprios recursos e a violentas osci-                  dúvida a vantagem do o poder central português de
 lações do sucesso e insucesso Por ela se verificava                      lutela Só que era indispensável que os interesses
                                                                          angolanos fossem considerados na sua dimensão
                                                                          indissolúvel, em relação a quaisquer outros E não
                                                                         havia dúvida para José de Macedo que esses interesses
                                                                         se integravam num condicionamento nacional, consi-
                                                                         derado numa estratégia de conjunto
                                                                               Era este também o estado de espírito, o ambiente
                                                                         político de Angola, nas vésperas da proclamação da
                                                                         Repúbhca, período que, hoje, nos parece extraordina-
 ( 7 ) - Jose de Macedo, Autn?iu~?iia Angola. pags 170- 17 1
                                   de
                                                                         riamente remoto Contudo, ao enunciá-lo, estamos no
 (8)   -   Eduardo Augusto Ferreira da Costa, Esirrdu cobre a admrnis-   ponto de partida para a consciência de Angola, como
                                                   Lisboa, 190I
 itn( ão cr\,rl tluv irolsus po\se\ rões u/t r~anus,
                                                                Albuquerque, Aires Ornelas, Marnoco e Sousa, Paiva
força bem definida, na dimensão que lhe tinha sido              Couceiro, Júlio de Vilhena, Eduardo Costa, de quem,
dada pela diplomacia, assim como pelas forças políti-           aliás, era amigo pessoal Referem-se estes nomes de
cas e militares portuguesas, sem esquecer o papel não           "africanistas", pois, tendo quase todos eles, idêntica
pequeno desempenhado pela personalidade local dos               experiência de governo "em estadia", era esta reali-
povos que José de Macedo em diversos momentos,                  dade que lhes orientava as opiniões Viam, assim os
salienta, como força polarizadora indispensável Pon-            problemas da África Portuguesa com mais indepen-
tos de partida apa~entemente       débeis se os quisermos       déncia e profundidade, no sentido de que fosse dada
ver em diagnósticos de confronto Mas já perfeita-              audiência A voz local, mais interessada, sem prejuízo
mente capazes de se apresentarem como objectivos               do cálculo global dos interesses em jogo. Assim se
próprios e de não se desistir deles. A análise deste           poderia ter estabelecido um debate de onde, sem
período inicial, numa confluência económica e admi-            dúvida alguma, sairiam soluções válidas, para a dificí-
nistrativa, foi o objecto da Autonomia de Angola.              lima situação que se vivia nas possessões portuguesas,
Constitue, por isso, um marco bem definido na cons-            nomeadamente em Angola Era preciso analisar, con-
ciéncia colectiva angolana                                     fiadamente, soluções com futuro, para além dos inte-
     Não é decerto o seu autor, tão hábil no diagnós-          resses imediatos que tanto tolhiam a consideração, em
tico prudente e na apresentação franca e bem argu-            profundidade, do problema ultramarino José de
mentada de um tema de tanta urgência e interesse, um          Macedo sabia-o e quiz que nascesse, entre os pottu-
exaltado ou um teórico, saturado de abstracções               gueses, esse ambiente de debate criador O seu livro
deduzidas das suas exigências doutrinarias Pelo con-          assim o prova.
trário Era um observador insistente, um estudioso e                José de Macedo revelara, desde muito cedo, inte-
crítico da realidade portuguesa metropolitana e coio-         resse pelo ultramar português Amigo e convivente, no
 mal, habituado a debates e a confrontos de ideias De         Porto, como se disse atrás, com Basílio Teles, Sam-
 opiniões claras, mas tolerante, para com os pontos de        paio Bruno (cujo pai fora seu padrinho), veio a cola-
 vista que divergiam dos seus, preocupava-se, sobre-
 tudo, com o "lado humano" das ideias, numa expres-           borar no jornal A Vanguarda, tratando aí temas
                                                             ultramarinos. Concluido o seu Curso Superior de
 sâo que é sua                                               Com6rci0, concorreu, em 1897, a carreira diplomática
     José Pinto de Macedo nascera em Vila Nova de            e consular Aprovado em segundo lugar na lista dos
 Gaia, na freguesia de Santa Marinha, em I3 de Janeiro       classificados, com altissimas classificações, não veio,
 de 1876. ~ 6 o l v i d 0 muito novo na crise nacional que
                          ,                                  no entanto, a ser nomeado Publicara, em 1898, um
 decorreu do Ultimatum, conviveu, no Porto e em Vila         estudo sobre cooperat~vismo~~),    a que se seguiu um
 Nova de Gaia, com as figuras mals destacadas que            outro sobre a "socialização do ensino"(f0),saindo, no
 orientavam parte da opinião pública daquele tempo           ano seguinte, um ensaio sobre o poderio da Ingla-
 (Heliodoro Salgado, Alves da Veiga, Alexandre Braga,
 Rodrigues de Freitas, Basílio Teles, Sampaio Bruno a
 quem ficou profundamente ligado). Republicano, por-
                                                             (9) - O cooperurivismo, Biblioteca do Ideal Moderno, Lisboa, 1898
 tanto, não hesitava, contudo, elogiar, sem rodeios,
 quando lhe parecia justo, responsáveis monárquicos          (10) - A sociulrzuçâo do emino, Biblioteca O Ideal Moderno. Lisboa,
 tão significativos como, entre outros, Mouzinho de          I898
t e ~ r a ( " )na altura e a propósito da guerra anglo-boer,
                ,                                                        como as autóctones, cuja participação social e humana,
e que Delfim Guimarães lhe encomendara Além de                           defende corajosamente e sem hesitações. De tudo isto, ,
repubbcano, José de Macedo ~ n h a           uma formação                lhe ficava uma certeza. a colónia mergulhava numa
politica autonomlsta que mergulhava na tradição                          crise económica proiunda e que não merecia. José de
do regionalrsmo, muito vigorosa no norte do Pais e                       Macedo interpretou-a como provindo, em grande
 que se manifestava, em Portugal, em correntes politi-                   parte, da má gestão dos recursos da província, depen-
 cas e de pensamento, inteiramente diversas A que                        dente em todas as decisões do "Terreiro do Paço" Iis-
 adoptara, estava próxima de Sampaio Bruno. Nestes                       boeta, a imagem do centralismo. Mas, noutro aspecto,
 termos, o seu pensamento regionalista polarizava-se                     levava de Lisboa uma imagem da crise metropolitana
 numa formação republicana federalista, defendendo                       que não coincidia com esta - política, de mentali-
 além disso, uma aliança permanente, mas sempre                          dade, de confiança nacional, agravada em constantes
 negociada, entre socialistas e republicanos, dentro da                  conflitos e confrontos A metropolitana, mais do que
 corrente politica do socialismo possibilista e proudho-                 económica, era, sobretudo, uma crise moral. A colo-
 nlano que defendia                                                      nial angolana mais lhe parecia uma crise de gestão, A
       Para além destas atitudes insoflsmáveis na vida                   Perspectiva dramática dessas duas crises vividas pela
  pública metropolitana, o seu dominante interesse pelos                 mesma Pessoa, de manifestações e efeitos tão diversos,
  temas ultramarinos levou-o a apresentar à comissão                     embora pertencessem ao mesmo espaço político,
  de leitura da Sociedade de Geografia de Lisboa, uma                    deram-lhe multo que pensar. Percebia bem as suas
  memória sobre as riquezas ~010nlaisportuguesas,                        consequênclas políticas as duas regiões só podiam
  tpndo-se                imediatamente, a proposta d a sua              coincidir respeitando-se, nas essência das suas diver-
  publicação, como veio a suceder em 1901 (li' Pouco                    gências e no valor da sua unidade
  depois, um grupo de angolanos decidiu levar a efeito a                    Na sua atitude pública José de Macedo não era só
                   em Luanda, de um jornal a 4Ue tinham                 um observador Era também um activisla pensara
   dado O nome ~ignlficallvo Defesa de
                                  de                   e 'On-
                                                                        nos quadros médios da colónia e organizara um curso
   "idaram José de Macedo para o dirigir Aceite o con-                  comercial, sob a égide da Associação Comercial de
   vite, partiu para aquela cidade                                      Luanda e onde foi professor Toma posição, no Jor-
                                                                        nal A Defesa de Angola, quanto aos principais pro-
                                                                        blemas com que a colónia se debate e lança, em 1903,
     É com esta formação geral e especial que chega a                   um manifesto intitulado "Em defesa de Angolaw que
 Angola Ai, viaja por todo o território, apesar da                      entusiasma a opinião pública"3i, Para
 enorme dificuldade nas deslocaçÕes e toma conheci-                                                                     do seu
                                                                        interesse, para O estudo da problemática social ango-
 mente das suas populações e dos Seus problemas, cOn-                   Iana, 0 manifesto termina lemb~ando, "em último
 tacta com as ruas elites, tanto as        da Europa                    recurso", O "remédio eficaz e valioso A descen/rallza-
                                                                        fão e autonornra adrnrnrsiratlva de Angola". A so]u-
                                                                        ção apresentada sete anos mais tarde em Lisboa,
 í I I)  O Poderro da Inglarerrn, Gulmaiães Editores, Lisboa, 1900
          -



 (12) -- n c IiarraT riqueza7 culon~ais Cal Congresso Colonial Nacio-   (13) - Em defesa de Angola, manifesto dos negoaantes e agricultores
 naI, memoria aprcsçntada por Lisboa, 1901                              angolanos reclamando auxilio e protecçâo para Angola Porto, 1904
                                                                                cita, como tais), na primeira parte do Iivro, ~a impresso,
tinha, assim, sido ventilada perante a opinião publica
de Angola, em 1903 Depois, logo a seguir. mobiliza,
                                                                                ao mesmo tempo que fana justiça a lúcida Y I F ~ Opes-
de novo, as forgas vivas angolanas. para a luta contra                          soal de muitos resporisáveis monárquicos, exautclrava,
a realização de contratos de srrvipts em Angola. se                             coni dureza e ironia, as jncocrências d o chefe do
não estivessem gariintidas todas as condii;ões de                               governo, Teixeira de Sousa, assim como o escasso
remunera~iio dc regresso para os trabalhadores con-
                e                                                               alcance das medidas que propunha, face à gravidade
tratados Prncurava combater todas as pusslbilidades                             dos problemas colon~ais.nomeadamente os angola-
de tais contratos podetcm ter consequtncias de tipo                             nos Mais do que a limitação flagrante dri miiiistro,
esclavagista O manifesto qiie redigrii sobre essa ques-                         salienta-se a indiscutivel falta de visâo em que se vivia
tãoc14), em 1904, foi asçlriado pela maior parte das for-                       no "Terreiro do Paço" Ao mesmo tempo, não dei-
ças vivas de Luanda Iinporta referir estes factos para                          xava de chamar a atenção para a exigu~dade recur-
                                                                                                                                de
salieritar a audiência que tlnha em Luanda o autor da                          sos que endurecia a tacanhez obstinada dos oblectivos
Arrfo~zrr>n?za Angola e salientar assiq o signiflcadn
              de                                                               Com isso, sofria a metrópole e sobretudo Angola,
hrst8rico que nGo pode deixar de se atribuir a este                            uma vez que as Iigações directas desta colónia com o
Iivro Por outro lado, dá igualniente a medida da sua                           mundo eram multo limitadas
forma de abordagem dos problemas de Angola, onde                                   Numa primeira parte do livro, as opiniocs quc
 julgava vir a passar o resto da sua vidal15)                                  emitiu, os arguineritos que desenvolveu, o relato de
     Professor e jornalrsta, tinha-se tornado uma figura                       aco~itecimentos do dra a dia que niencinria dão a
 representativa da opinião pública angolana Quaiido                            medida da situação colonial nas vésperas da re~olução
 veio para Portugal, em 1909, p o ~    motnro de doença                        republicana Segue-se, agora, na segunda parte, a
 grave de sua mulher e qrre viria a ser fatal, continou a                      abordagem dos meses imediatos a mudança do regime
 irivcr, com intensidade, os problemas de Angola O                             É, a esse respeito, numa nova perspectiva, um teste-
 livro de José de Macedo torna-se, assim, o ponto em                           munho não menos preckosu, digamos. 6nico Nele
 que culmina a posição dc um Iiomem público portu-                            ecoam as vozes vivas da gente que se dedicou ao
 guês, integrado nu mundo angolano, corn a referência                         desenvolviniento de um novo espaço e dão conta da
L


  exigente à conclusán que, ein seu entender, era indis-                      sua situação ou, em imuitos casos, do desamparo que
  pensável tirar para a "realização" de Angola. Quem o                        continuava A segunda parte do Iivro começa no capí-
poderia ouvir7                                                                tulo V A anterior terminara com um pequeno comen-
                                                                              tário, em corpo menor, onde se diz que se tinha verifi-
    Importa salientar um outro aspecto significatitivo                        cado a proclamação da República A partir da página
que valoriza a importância do tesiemunho Escrito no                           122, enquanto o texto, antes tedigido, se mantém, as
decurso na segunda metade de 1909, princípio de 1910                          notas acrescentadas, assirn como o capítulo fina1
(ccirno se pode ver pelo nome de rnililstros que a texto                     "Angola e a Republica" são a revelação dramitica de
                                                                             um repi~blicanoconhecedor do que dilem as progra-
--       -                                                                   mas governativos e a expressão da sua amargura, ao
                              Jelrfr(oij c~ A~rgulo- Ao pa17 e à Sociedade
(14) - C)$ coiirratos r { ( ? ~
de Gcogralia -- Mariilesto da Grande Comissão dr Lriaridn Lisboa,            compará-los com a irreversívcl realidade angolana c
I904                                                                         que ele tão bem conhecia no seu espírito perplexo,
(15) - Aiitononiia de Angula. pag 21 7
                                                                             surge o imenso receio, que, para além de uma 11ngua-
                                                                              JOSE DE NLAGEDO




DO M E S M O A U T O R :

Cooperativismo - Edicáa da Editora - 189G
Socialisaçáo do ensino - Icleiii
Poderio da I~~glaterra-Ed1~50 Giiiiiinr5es &
                                 de                          a   -
    1900.
As nossas riquezas eoloaiaes-E:rliçLiu rl:i Sueiedaile
     de C;eograpliia   -1901                                         Estudo de administração colonial
O s contratos de serviçaes em Angols - - iM:iiiift!%to
     l>ublicado pcl:i (;ranile (:oii~issiio (Ir 1,o;iiicla-l!fOS,

                                                                                               I.n l ~ o l i l r q u p O I ~ ~ I I I ~ I II IC . L ~ L ' I I ~
                                                                                                                        L                    C
                                                                                           6Ue   v 1 1 r e % t l l n e 13 11Gt1r.C J L I ' , I I I ~ . I I I ~

A crise de Angola- Esttido cconuiiiicci                                                    qu' rllr n u i : i pniii d e \ i s c (li iia
                                                                                           rnot* j~uri r t flhrfli'
Amarguras - Tioiiiarice tte ccistuiiics pol)~il:ircs.
                                                                                                                               h     Eon~icit




Historia colonial portuguêsa.
Estudos pedagogicos.
                                                                                        inin
                                                                           TYPOGRAPHIA LElRlA
                                                                             62, Rua da Horta Secca, 6 6
                                                                                      LISBOA
                                                                                        José de Macedo
                                        a
 gem tini pouco diterente, coni~nuasse manrfestar-se a
 doença ceiitralirta, as siias cautelas iriutcis. as suas
 Iiniitações de mais operosa e prevenida expressão Os
 acotite(imentns. as ocorrências concretas, a errada
 escolha de inuitos novos dirige:eiites. a Lgeirezri das
 decisõea C o y u t ressalta, agora, deste novo e inestl-
 márel testemiii~ho Lstariain o s novos dirigentes com-
 cientes do que ~ignificava-- u u tena de sigtiificar -
 cni Angola, a República9
       .In& de Marcdn perqistc, contwin, na sua segii-
rança habitual em chamar a atenção d u novo regime
para a probleniatica coloi~ialque conhccia como
nenhum outro Torna posiçiio. em 1912, no debate
internacional relatiwo 5 cedência de urna regiao de
Angola (Benguela) para uma colónia judaica^'@ e
110 ano segiiinte tiuiti rrianifcstu, quando da publica-
qán d c iin-ia pauta ali'andcgária pouco favorável A
economia angolana, como tal Não admira, pois, que
tivesse sido irnediatan-irnte convidado para a Cumis-
&o criloi~iald a Sociedade d e Geografia de I trhoa c                                ESTUDO DE ADMINISTRAÇ~O
                                                                                                           COLONIAL
que. em 1911, fundasse coni as mais destacadas figu-
ras republicana5 ligadas ao Ultramar (Freire de Andi-a-
de, Noiton de Matos, Leote do Rego, Erncstu Vilhcna,
Piies Avelarioso, Loui7eircida Fo~issca,ctc ) u Iinlãci
Colorira1 Mas a República, envolvida rias suas Lutas
rriteçtinas, drstnnciava-se murlo dos problemas ultra-                                               La politique coloi~ialc iie peut
iníirinos Foi acordada para a sua gravidade coin as                                               etre eii resiinwi ln nhtrc, qu'autant
riegociaçBer anglci-alemas sobre Angola e depois com                                              qu'elle .iura poui Or\ise deux
a Grande Giielra Para quando passou a autonomia                                                   niots'   j>air rt   Iihct
dc Angola?                                                                                                                    A BORDIER


                                             Jorge Horges dc Macedo


                                                                                                              EilITOR O AUTOR
(10)   -         Devo esta ini\>rrnat;5osobre o debate srn redor de unia rolliriia
j i ~ d , i i t deni Arigola do riieu tcllcga, o Pratctsoi Doutor João Mcdina,                                TYPOGRAPHIA LEIRIA-Rua da
a quem apresrnto o:, rneiic ligrddccimenioa                                                                   Horta Secra. 66 i a Praça de
                                                                                                              l u i z de Camões)   - LISBOA
Opinião dominante solire a s colonlas,--Erros que convem dissipar -
    Angola e a s u e faltri de garantias. - A culpa nào e apena\ dos
    governos -0s capitaes nacionaes e a Companhia d a Lunda. -
    Alienaçfio das co1onias.-Opiniao do sr, marnoco de Sousa e da
    imprensa.-A divida colonial -Quem proclama a sua necessida-
    de-Os t l r f i c i l i coloniaes -Resumo da nossa historia contem-
    poranea.-h dtvrda nacional e o seu crescimento continuo.-Como
    a historia se repete.


                                                                           As
8%     s    cololiias
        coioiii:is
deric.i:l;
                              são
                          s5o o
               scin cll:is I'oi
                                      :i   i-iii~i:~
                                       iiioli v o
                                                   (];iirieliol)olc.
                                                    ([:i   iiossii iiirlvpen-
                                           tiigil ~iior.ici.i:i coiiio liti-
cioiialirlarlc~
    'l'nes sào os tei.iiios iiivoci elites roili rl~ic
cert:ts iritIivitlti:~l~~l:iclcs  o       s :ilii.cct.iit;iiii
o ~ ~ r o l ~ l e i -po~.ttigii@s
                     tia         :
                                 I C ri11ioso coiiio s f ~ o
os proprlos que iitzelii :I 111 I I I I P I ~ ::~ f i ~ - n ~ :I \:i
                                                i              k[
                                                                           se-
~ I I Ck~~ ~ c i itl;,~ i i ~ l ) e i i l ~ o ~ ~ ~ ~ ) : i t i \ ~ e I:I~ i i c ~ ~ t í ~ ,
                                    ~ic,
6'"llcI;i.
      X5o se 1 qiie t:ie\ 1clci:is s5o :il)\oliitririicii-
te   i i i c o i i ~ l x i t i ~ e es rltte
                                   i          se, d e facto, as    coloiii:ih
sáo        i
           :   iuiiin        fii1;iiiçcii.a      tlzi   iileli-ol~olc"i~llns
ri50 serão, de iilotio :ilgiiiii, o iiiotivo ri:i iio5s:i
existeiir-la ;~litoiioiiin hl:is coiuu n s itleiiii~roi.-
~wites  defiiieiii uiii:i epoca, est:i c1li:ilitl:ide (ic prii-
sai. deíiriirh o esttido tlc. csl)il i l o t i o IIOSSO l ~ 1 1 1 -
po, e ~ nhiitiigiil, q u e vive ii:i iiilleçisào t1;i5 o l ~ i -
1116es, l ~ l l l l l ~ i          ])C1 !el\:t
                      \-:lc~ll(l~~t~t2
    1              t' I      :l"oIoill~s       sùo : i.ii1ii:i c1:i
                                                   i
                    I          c
111cl1-o~)olc:'' ~ I ( ~ u i. q u e cll;is h50 :i r:i~iicitln
 iiossa eaisteiicia 1~olitica'7        Eis o que lifio se con-         cada iiistaiite, o iiiesrno erro, e se persevere,
 segue co~iliecerse p~rgiintarrnosaos que, com                        insistentemente, na inesriia cega-rega, que s0 1150
 liiodos senteiicio~os e solenes, apresentain ta1                      causa indignaçáo porque o fruto dtim profiin-
 opinião                                                              do desconliecimento das coiidições finaiiceiras,
      Ainda iião lia iiiuito tenil~o que o atual                       politicas e economicas da i efeiaida proviiicia '   !
 presidente do coiisellio, o sr Teiseira de Souza,                        E' triste que teiiliamos de coiifessar que se
 quari(lo coiiiia o aniiirgo p8o do ostracismo 110-                    esta creaiido nas nossas colonias uma situaqào
 litico, proclaiiiavn soleiieineiite, coiivictainerite,                bastante critica e que os sucessivos erros admi-
 que Angola é o caiicro da melrol~ole e o sr.                         nrstrativos d:i iiietropole hào-de acarretar difi-
 Espregiieir:i, eiii docuiiientos piiblicos oficiaes,                 culdades sobre d~ficuldades.
 afiriilava c ~ u eunia das causas da nossa riiliia                       Não lia a menor duvida que a l~rovinciade
 financeira er:iiii as coloiiins O que, coiicluein lo-                Angola sofre uma crise profiinda. Mas I m t a
 gicainente o sr. Freii-e d1Aiidracte no sei1 nota-                   observar a desorientada adi~iinisiraqãoque têni
 vel reiatorio e o sr, Couceiro no seu d~elolivro,                    seguido os goveihiios, seiii ordein, sem regra e
 logo se admitiria dediiti\ranieiite qiie Portugal                    seili principias salutares a iiisl~irh-los,1131-3se
 seiii coloiiias seria iiiiia iiaqáo prospera e coin                                                      de
                                                                      chegar A flagrante conclus:?.~ qiie o futuro
 vida tlesafogatla, o que contraria, como se vê,                      deve ser :l rcproduyão do passado e qire a s
 a opiiiiiio de cpe este ~jaiztenlia como ibazáod a                   medidas iiidispeiisaveis para qiie Angola sai:(
 sua e?iistericia o seu poderio iiltramariiio.                        do esfado eiii qiie se encontra, nào terão de
 I!ltimaii~eiite, jit cliefe do governo, riuiiin coii-                iiascei*da mefropole, inas da prol)i.ia colotiia
 feleiicia coiii u i i l joi-nalista, o sr. 'reiseira de              senhora, jii, dos seus destiilos
 Soiiza coiifessoii que, cl~i:indo ministro do ultra-                     Os portuguêses que viveni eiii Afr-ic:i, qiie
 inar, coni o seu boni criterio adniiriistrntivo,                    lá traballiam, que Ia deixam o niellior da sria
 conseguira a prosperldacte das co1oiii:is e qiie                    existencia e da sua saude, sáo tratntlos desde-
 o deficit tle 3.000 coiitos, que encontrara ao ser                  iihosaii~ente],elos goveriios da iileliopole e a
 ~ionieadoiiiiiiistio, pela priiiieira vez, fora subs-               sua actividade         empecilhada por toílos os
 titiiido por uni s:ildo positivo.                                   meios em qiie 6 fertil a riiente dos que, nesta
      Qiie se coiiclite disto? Que sc tivesse liavido                regedoria saloia, dirigem :i classica iiaii do es-
 I~oiiirriterio e honi senso, coriio o que o sr.                     tado.
 Teixeri a rle SOLIZ:~ ter tido í~iiaiidomiiiistro
                               diz                                        Não Ilies é concedido o mais iiecessni.io e o
 rias coloiiias, coiii certeza iiào tei-iaiii ellas sido             mais iirgeiite dos direitos dos cidndàos. o de
 o caiicro qiie siia esceleiicin se comprax eni                      gerirei11 os seiis riegocios locaes.
 indicar cliianto vem n proposito                                         Não Ilies é permitida a iridisperisavel reg:ilia
      Ora c~uai~cto        lionieiis com i.espoiisahilidade          de se instruirem e aos seiis fillios ein Aiigol:~
 tle govei-iio tèin a afirii~açõesdestn iiatiireza,                  yuasi iião lia escolas. Não teni, pelas ~~essiinas
 quando algueiii fala coiii a autoridade de qiieni                   coiiclições higieiiicas ein qiie se eiicoiiti-i1 n
.jií foi oii t i iiiiiiistro, iiina lingrrageiii táo l>essiiiiista   iiiaior p a ~ t edas terras :ifi.icaiins, o (lireito a
e tão infiiiidadn, qiic adiiiira qiie se repita, a                   vida : as febres e :ts doenqas palusli~es,qiie po-
 deriaiii ser, erii giaaiide p:irtc, evitadas, ciixi iiiaiii              q11e crcarait3 iiicl~isti.i:issein coiidicões de virta,
 iiiriitos iiiilliares dos iiossos coiiiyatriotas.                         ~ersisteiii                 s
                                                                                        erii olx3s-se A i-eclalilaçóes tle Aiigol:i,
        O direito ele coiiiiiiiicficão entre as divcr-                     coiitra-reclaina~ido1ini-a cliie 3s s i ~ a s11a11tas115o
 sns ]>o\oiiqócsiião existe, porcjue liso lia ~incfio                      sejam inellioral-ias, ou para cliie sejaiii iiinis rili-
 regula1 i~ieiiteorgaiiisada e os caliiiiilios ocasio-                     rnentadas as las:is jii de si nbsui.d;is
 iiacs clns caravaiias cio geiitio siipreiii iiiri:i rede                       Além disso qiiaiido se recoiiliece :i iieces-
 de estradas                                                               sid:icle de criar cliinlquer eiiiprez:i iiiil ~ : I n :is I
        Nào lia o ciireito ao tra1)aIlio 11orqiic afog;iiii               coloiiias, apni-ecein 6 certo, Ararios i n dr \?i tluos
 as iiidustri:is iiasceiites cciii~ pes:itiissrii-ios iiii-               preparando-se para obter logares rcnclosos, ç:iso
postos, csiiingniii o coiiiei-cio coni e ~ i ~ l ) a r a c o s            ella se constitua coiii capitaes csli-aiigelros, iiins
fisc:ies, :iriicliirl;iiii a agi-iciiltiii.a, cltie poderia scr                                          reti
                                                                          os capitaes ~~ortiigtiêses aei~i-se,e os iiossos
I - ~ ~ u I s ~co111 alndas dil~loril~itic:is,
                        ~I:I,                             co111o s u -    cnpi t:ilistas iiáo :~i.l.~sc;iii~  iiIiia peci~ieiinpai cth-
cedeu coiii as coiivcnyões de Briixelas. Não lia                          Ia (10s seus rciidiii~eiitosoii dos seus heiis.
l)il)liolccns, 1150 lia iiiiiseLis, iiíio lia exposi~ões,                      N5o é tlescoiilieciiio tIe nliig;iicrn clue o SI-
iião lia e~ln1)eleciiiieiitos          scieiitificns                      Julio de Vil1ieii:i teiitoii oi.gaiiisnr iiin:i con11):i-
        l'oi. i i i i i latio iiiii:t pol>ulac;âo :~iiciosii de           riliia para explorai- çoinei-cialli~ene :i Litiiria
                                                                                                                            i
pi ogi esso ngitaiido os lirasos eiii freiilelites re-                    irias eiicoiitroli grandes tlificiiltlades eiii totia a
ç1:iiiin~óc~s(le jiistiqa, por outro eiii1)araços                         parte e o pi-ojecto iKio foi 1ev:irlo a f i i i i , al)cs:ii*
c*oiist:iiiies dos goyernus tle 1,isl)on 111-ejudicaii-                   do fi aiico apoio qiie Ilie c[ispcn\a~n sr 1 ei-     o r   7




(10 tocI:i :i ealiai~sfioda ricpezn cluiiin i ) r ~ \ ~ i i i c i o       xeira dc SOLI:~:~,                            elo
                                                                                               e~lf:io~ ~ i i i i l s i r o ~~lli;li~i;ir.
q u v P O ~ C N ; \ , em ÇII.CIILIS~ULICI;IS varias, ter i i i i i
eiioi iiie tieseiivol\ iilieiito inor;il c iiztelectiial, e                    Expoiiios apeiias este eueiiililo, que 6 1)astaii-
irinn cq~irvaleilie vitalidade 1iiateri:il c ecoiio-
                                                                          te coiicliideiilP, para se n\rali:ir dn protecc;ào (11s-
1111c;1.
                                                                         p a ~ a c i a s einpresris coloiiiaes, eiii c~iicse soli-
                                                                                     A
        1'01 isso o atrtiso de Aiigoln t! pateiite, e s6-                citam, mesclriiiiliaiiieii te, garantias de ,I iiro, eiii
                                                                         que se atestam, qiiasr sempre, 1dei:is desprovidas
10-:'i ciiicjiiaiito iiào Iioii\.ei- iiiiia piofiiiida reiiio-                                                          q
                                                                         cle p:lCriotisnio, o ([iie 111-01~a i l e esse seiiti-
ciel:iyão eiii todos os seus se1 viros e eiii totlos                     ~neiltoserve, as iiiais clsis lre7es, 1)ara e~icol)rii~
os s?iis l)i-o['essos de :idiiiiiiisti-:iq5o. Eiii 1,isbo:i
                                                                         iiliii ta gniiaiicia.
iiào se titelide ás iieccssidades da çoloiiia, que e
i i i i ~ ea1)leiidicIo sl~eciiiie~i        geogi-:ifiço, sitiiada            Porque 6 hoin sa1)ei. qiie o projecto iiáo fia-
iiiiiii;i p n r k de Afi.ic:i c~iicIlie iixlrca, pai-a as-               c:issoii poi'tlae os cnpitnes Ilie vissem d~ficiil(l:i-
siiii dizer, 11111 Ingii de p:lss:lg~~~ii, O Atlaii-
                                                   11;ira                (te elii realisit-10. Se fosse isso, liaveria, ale cer-
tico, dc lodos os prottutos d:i Afi-icu do sul c.                        to poiito, tlesciilpa Mas rifio; o pi'ojecto fi.ae:issoit
tio cei~ti-o,e111 dii-ecqão aos nicrcatlos (1:i Eii-                     porque o goveriio náo cliegoii n acorclo sobre
iop:i E (liga-se, fi-aiic;tiiieiite, qrie ;i ciill)a iião é,             a garantia de juro, o qiie tleiiota quo 1150 fia
tipeiias, dos g ~ \ ~ e r i i o s .   Se,l:iinos jiistos. O pniz         falta de cnl)ital, o c~iiclia 6 falta de iniciativa,
po\ico tciii, taiiil~eiii,pai' si çoiicorritlo para o                    k carencin ele educac50, o clue 1i:i é perfeito dc-
1)sogi'csso tl:i roloiiiti :tiites os seiis iiidiisli'toes,              sari-ioi pelas coloii ias e seiis iiiellior-airieiitos ; o
 que ha e u m grande aferro ao pé de meia dos                cia, qiie iiliiitas vezes se teein levaiitn~locoiitra
 velhos usurarios.                                           a niaiiuteiiçáo das coloiiias, co~iti-ariaiido,     corno
     E e preciso notar-se que com 10 mil coiitos             se \.è, a correnle qiie afirnla cpie seiii ellas i150
 que se real isassern , orgai~isava-se11ni;1coiiipanhia      poderia Poi tiigal viver iiidepeiideiite
 que leva1 ia n cabo o caminho de ferro da Liin-                 Neni iiiiia iieii; outra coisa.
 da, uni explendido inslruineiito de penelraqao,                 A alieiinyão das coloiiias é iiiiin tolice cjiie
 atingindo-se, em pouco tempo, o Cuango.                     iiem mereceria discussao, se n iião tivesseni pro-
     Bastaria que algun-ias casas conierciaes,               clsiiiado iiidividiios de certa ;iiitoridade ~ioliiicn,
 tomassem todas as acções, coni inlervenqáo de               corno Oliveira Martiiis, lloctrigties de Fi-atas e
 parte do capital internacional, para se obter, sem         Feri eira de Aliiieid:~, cliegn~icloeste ;i o1)reseii-
 grande custo, 10 mil coiitos, eni duas ou tres             tar iio pnrlaiiieiito i111ia pi-ol>ostanesse sent~(io,
 einisões. Mas, a tacanliez do nosso alto comer-                                            qiie
                                                            (111:li~to NIoq:~mbi(~t~e, 1150 foi aprov:ida,
                                                                      a
 cio, fez corii que este belo pro,jecto fracassasse, ir-    iieni inesliio pelos seiis aiiiigos ])artidarios 1)e
 remediaveIinetitc.                                         fiicto, ernl~ol-aItqja exemplos de venciti e c-essio
     Coino este exeiiiplo, outros se poderiam apre-         de cei-tos territorios, o (pie i. certo é qiic isso
 sentar que caraterisariam a falta de ateiiqão que          represeritoii seinpre uniri i~ledida clc eltreiiia
 a goveriios e a particulares tem nierecido os              gravidade piii-a o paiz qiie tlefla Iaiicoii ináo
 niais vitaes inlcrcsses de Angola                                                               q       (tu
                                                                 Unia coloiiia 1130 6 iiii~a ~ l i ~ ~ 1 1 1,~se alie-
     O nosso tlesenvolvimento colonial não póde,                                          que
                                                            iie c0111 :I l~i~ll;~r;l(Ia Ilie estelu :idstrita;
 pois, estar- depeiideiite, apenas, destes dois facto-      iinia co1oiii:t coiitern cidatlâos que pOtleiii iria-
 res, o govei rio e o pais! Precisa entrar ein equa-       goar-se por os sujeitnreiii :i pieco, coriio vis
 çõo oulro elemento importaiitissin~o e deci-               :ininiale~os,seiii coiiscieiicin e sei11 o esl)irito de
 sivo, a propria colonia.                                  solidariedade iincioiial, qile, mais iiiteiisa, i-e-
    Mas a colonia tem as mãos atadas, náo po-                                           i
                                                           vive eiii niiiilos 1 ~ 1 l )ta iites das depeiideiicins.
de ter acyão pr-opri:i, sem autonomia, sem                       Porlanto 1150 Iiesit:iiiios eiil afiriiini rliic iiiio
qiiasi influericia r1a metropole, onde os seus             sci as coloiri:is, inas o 11roprio II:I~L leialitaria
brados de clanior ou 1150 são ouvidos, ou são-             iii11n iiitcnsa vil)raqáo de protesto coiiti-a scme-
rio com desdern e com aborreciiiiento.                     Ihaiite inedida, iiidigiio do iiosso tempo e d:i
    A mais conipleta autononiia administrativa             iiossn generosidade
e financeira inipòe-se, ciesde jii.                             Leiiibra-110s Ileiii que, eii-il)ora nincl:~iiào es-
    Não haja, c-la parte dos pessimistas, a presun-        te,ja assente. eiiti-e iitis, ' o espirito de jiistiça
qão tlc que Angola 6 , realmente, um cancro.               para coiti as coloriias, qiie algiiiis joriiaes 111-0-
Não é uin cancro, antes se deve reconhecer que             testaram coiitra seiiieIliante soluyão, qiic, para
della teiii corrido, erii rnarianciiil, para a me-         sen11)re 110s tlesliistrnrla, coiiio clcslusli-:ida licoii
trol~ole,verdadeiras ricjiiezas que, beni aprovei-         a epoca soinbi-rn ein que Liinzi 1)i.iiiceza levoti
tadas, seri:ini a siia fortuna.                            eni dote ?'aiiger e 130ni11aim.
    E tanto tem existido iim entranhado pcssi-                  I)evenios frisar ac~iii o testeiiiitiilio tio si..
misino da parte tle vtirios politicos em eviden-                                                      do
                                                           Mariloco de Sousn, ntiial ~iiiiiisli-o tiltraiiiai,
 que 110           li vro solire A(liliriii~li.~icrio        coloiii(il     tas proviiicias uliramarinas, j á sol) o ponto d e
 coll(~eiia,eiii aI)soiiito, a tiiieiiaqio ou arrei1d:i-                    vista politico, jk sob o ponto de vista ecoiionii-
  jiieiito (ias coloiiins, :il)oiitniido-OS~01iio i l d i ~ n a
                                                             ~              co, e como ellas estão todos os dias coiitril~uin-
 (Io 11nl7 e ale coiiio iim 1)eiigo g I " ' \ ' l S S ~ l l O 1l:W:L O                                              d;i
                                                                            do ])ara o deseiivol~~iinento nossa riijueza
 fritiiio d:i 1i:ição                                                       yu1)licn. A' prin~eirii vista iim exanic siil~erfi-
       Ale os .loriines iiinis sei-eiios e iiiais cautos                    cial, ellas pareceiii inipor stinieiite sacrificios 6
 ii:is siias nfiriii:itivus 111ote~tiii       nlii coiiti'a essa           metropole, inas, beiii exniiiiriadas as coisas,
 itIeia. Um tlelles, o Drcilro tle Noiic*rcrs,l)iil)liç:tva,               vê-se que as despezas sno reprodlitivns.
 eiii 1902, (12 c l Alii-il), i i i i ~arligo cjrie reliiidi;i~a
                        ~                                                       «Se as coloriirrs 110s fnllnssein falitu.-110s-rcc o
 ;i 1)ei-lida iclein, lios tei 1110s seguiiites, altivos                   mais pl-opicio [ ~ P I - I I I ( I ~ ~da rccsliordntlc. 11ttcio-
                                                                                                                 O
 eiii1)ora sei-eiios « Eli t i e iiós a cliiestáo da veii-                 11ril~)
 da das coloiiias teiii sido 1101 veLes veiitilaci:~e                           E n coiisidcrnda fol1i:i reii~atava,coin esta
 ate iio pai 1;iiueiito se clicgoii a 1)i.ol)Ui se liao :I                 grande verd:i(le ((0ciiie t; para seiitir 6 qiie
:ilieiinq;io a1)sol~it;ido pati riiioiiio coloiiiul, pclo                  este derivati170 teiilia sido por vezes ir:insfor-
 iiieiios a de pai le cielle, ]):ira coiii o ~)rotluto                     rnado eni vasadouro, nzcc~ztltr~itlo para o rrl-
                                                                                                                         11ó.s
 c1ess:i veiirla, se 1)rocedcr no iiiellioraiiieiito                       trcrnicrr, 11fio sO os inrliets i ~ j < r . snf(! os ~ ~ n . ~ i r t r n
do i estaiite Não tlii~idaiiiostlns 1)o:l.s iriteiiqfies                   SOS ».
dos 111ol):iI:t(lo~ destas ideias, iiias iio qlie 1150
                       es                                                      Mas queiii laiiqa o pregiio iicsse sciitido sco
açrctiif:~iiios P 11;1 eiiciicia tios seus i-esultatlos.                   lioniciis pulilicos de respoiisal>iliti:!tlc goçcrii;i-
I;I~;II-I;IIII~S seni :IS coloiiias, o diiiheiro Iej :i-10-ia              fiva, alifigos ~iiiii~stros,    (iepul;idos, pares (10 rei-
               ,                                       c111
o vciilo, ( us 111 our~lcrtrsirlii*tri~lnrrictrs ri1i.tr.z~                no, comissúes parlaiiieritares, joriiaes oi-g5os tle
col~ir~~irni~itrr~~ rsitrcioiztr~.rtr,   »                                 partido, etc.
      (c Coiitt:i esta cori-eiitc d e opiiirão, qile 1150                      E' certo que iião se faz isso a s esç:iilcni as,
clicpii ; :i(lcjiiiiii- ~iiofiiii<liis
              i                              raizes, ei1iljor21 :i         aiites se pi oclariia qlie o nosso iiiipci-io rillrniiin-
iiidiicrciiqa tle gr:itide p:irte do ~~til)lico ofe-        lhe           riiio t!. o ~ ~ d d i - cio iiosso ~~assaclo
                                                                                                      ão                   Iiistor~coqtie
i-eccsse tci i eiio f a ~ o r n v e l ,se iiisiil-giti coiii Y ~ C -      coiivenl coliser\rar iiitaclo Mas, iiisiiiiia-sr, ctis-
~iie~içiti   uiil cios IIOSSOS 111:i~s       digiios C zelosos            ta-110s OS ollios da cara, 6 :i iiossa rriiii:t e n
fuiic.ioii:ii.~oscio iniiiisterio do t~llrain:li, çiila                   nossa desgxça E aqui G qiie estli, iins ei!lrefi-
iiioi tc 1)reiiiatiir:i laiiieiilaiii ainda iiiio s O os                  nlias, o c~rl~(l, nlotrv de tal obstiiiaqáo. I'or
                                                                                                  ler
sciis :iiiiigos ~):trtir~iliir~s todos :iclueles q u e
                                       nias                               enicluanto vne-se pensalido iih divida colo-
tivcr:iiii oc:isi5o de 01)ser~aros 1)oiis scrviqos                        iiial, que, diz-se, é unia iiijiistiç:i grave (jii('
de tào presliiiloso cidadiio, a clueiii totfos os                         as co1oiii;is não pagueiii os seus proprios eiic:ii--
~);irti(Ios                                          (reli1
              preslarniii n clevida Iioii~eii~t, iiuiiin                  gos, rifio llies sejaili del~itados,e qiie 6 preciso,
(Ias ~il1iiii;is sessóes da c:iiiinra dos del~iitndos~.                   seni deiliora, ue para ellas sejain 1ançatl:rs as
      « I<llc tIeiiioiistro~i   iios iiiiiiieisosos iirtigos cjiie
pit1)liçoii i i n 111~ ~ ) r c i i s a
                                   j~eriodica, iios tr:il~allios
                                                                                              1
                                                                          responsabjlidn es dos prejuizos qiie acarrct~iii~
                                                                                               le
                                                                             ~ n e t r o l ~ o depois vira, a aliennqiío.
d e sccretai ia, c c ~ i itiiveisns iiieiiio'i-ias, cliiaiito                  Portaiito, sti se f:ila na d~vitfa         coloiiial, que
110s podei-i:t ser 11ieltttJici:il o nliaiidoilo d e rer-                 é lioje riii-i Iiuiilero coinuni tie quasi todos os
partidos. Apenas o partido repiihlicano, no seii                            Vê-se, poitaiito, c ~ u eesta ~)ei.iiiai~eiite    preo-
iiiaiiifesio de jaiieiro, apontou o perigo dil>lo-                      cupaqão de fi~iidarunia divida coloiiial tein o
inatico de tal divida, nias so ; eiicnrou sob este
                                         i
                                                                        quer que seja tle grave e reflecte tiiri estado de
unico aspecto.                                                          espirito dos goveriinrites porluguéses n qiie
     Ha iiiiiito tempo qlie as regioes oficiaes en-                     iiecessai-io ateiider. Já com o ultiino decreto so-
saiam a <Iistribuiqão de alguns encargos finan-                         bre o alcool a desigriaqHo Ia aparece subreticia-
ceiros sobre as coloriias.                                              mente, t certo, iiias qtie denulicia uni sintonia
                                                                                 i
     Asslin criariam, por uin ir-iliahil ~ ~ i f 110- ~ 1     i      ~ que basiaiite deve preociipnr, porqlie tal precei-
litico,     divida co1onr:il que, dividida em deter-                    10 uma vez admitido é certo que jhinais iios
minadas proporçòes ]>elas varias l > r ~ ~ i i l 111-l ; i ~  ~         abandoiiarii. Coiii o caiiiiiiho de ferro de Mos-
traliial.illas, ficaria colistituiiid~i i divida l)ri\'a-               samedes, eiiil~oii a ~ialavrndivida 1150 apareça
                                                                                          :
tivn cie cada uiiia.                                                   o que 6 certo é que suhstanclnliilente ella estir
     J, cliegoii     liaver iiiii acordo eiilre i\iitoili~             alii adiiiitida.
 Eiiiies e o si.. Ai-iselnio de hiidi-ade, o atual ini-                    Ainda quem teiilia o coiilieciiiierito de varias
 iiistro da fazenda, no sentido de se fiiildai a di-                   disposições legaes ficara api-eeilsi~~o        sobre a ali-
.\.ida coloiiicil, e, pelo cllie se diz, era este o [da-               trgiiidade de tal preocupaqiío. Nos orçaineiitos
1 0 fiiiaiiceiro, ou parle delle, do goveriio (que
  1                                                                    íle Angola te111 viiitlo a iiola de jiiros da divi(l:l
se i150 cliegoii a collstituir) eiii que eiitrariani                   ao Baiico riltraiiiariiio, ria iliiliorlalicia aiiiial de
estes dois ~)oliticos    iluslres e eiiieritos pril>licistns.          32:600$000; diriwiite iiiuito teriipo soli a rubrica
     O 1>~tri~lo i~:~cic~iialista, ~ o do seri chefe,
                                   pel;i         z                                                     da
                                                                         amortisações das di~fidas 1irov1           mia D se iiis-
taiiilieiii 111-oçl:iiiioii esta tloiilriiia iiias, erii todo          creviain n priiiçipio 15 coiitos e del~ais 18'33   cie
o caso, cuiii i i i i i 111:iiio de :iiii1iI:i tlesceiitralisa-        a 1897, 5 coiitoso. A carta de lei de 22 de juiilio
c.50 que, assiiii reolisntlo, leviiria As cololiias eii-               de 1880 niitorisou uiii emprestiii~oilue a proviii-
cargos de que devcri:iiii est:ii. iscritas para iiii-                        agou coiii n ~>restnqilo   ariual de 2:31~6$100.
cio da siia vida :iiitr~iioii~;t                                              carta de lei 22 de Mwyo e decreto de 25
     No plaiio l)olilico do si. Teixeira de Soiiza                    de Jiiiilio de 1886 aiitorisoii i i r i i eiiiprestinio qiie
li1 entra, coiilo i i i i i dos seiis projectos de rege-
rieiaçáo, a colistituiçAo cla divida coloiiial, cliie
iio dia ein q u e assumili a chefia tlo sei1 ])ai-tido,                   De 1890-91 eiii diante 110sorçanieiitos alia-
yroclaniou coiiio iiiii grande acto de gokeriio.                      recia seni1ire a iii~po~.taiicia 33 coiitcts para
                                                                                                           de
     Ate o si-. Espreguerra rliie n o sei1 exl)ieiidido               an~ortisar eiicargos e einprestiiilos para obras
livro sol~re despesas piiblicas tão bem riescar-
               as                                                     publicas.
noii os i~ioti\~os riiiiia tiiinnccii.a cl? I'ortuga!,
                     da                                                   Portaiito i. uiii t:itito fatigatite, e 11111 taiito ii-
veiii, coiiio viiiios eiii sucessiyos dociiiiieiilos ofi-             ntaiite, para os que ouveiii esta coiistaiite aiiti-
ciaes, lastiiziando, que ri50 liaja cl~r.id:t cvloiiirtl,             fona dos eiicargos 11a0 solvidos de Angola e das
e a coiiiiiiissào qiie deri parecer ao seu oiya-                      oiitras coloiiias, 11111 faI fraseatio.
iiieiito cfrzia que cada coloriia c<dci?e           csrriiiiisrri*        Causa, ate, dor que se afirniein coisas tlesta
*~.eyrrlta~li~rtlfe divida»
                  n sirn                                              gravidade, sem poliderar os result~cios,seiii re-
 cooliecer qiie aiites de se nyreseiitrii a liublico
                                                                                 chrgam ja
                                                                        $as, q u ~                    hoje, pura cohri~.nc,rielu
 seiiielharites :ibsiirdos, se deve estudar beiii o que                                          E,
                                                                         ~.cls~~oitsabilidutJe. coni iinia aniiitin t5o va-
 se afirnia.
                                                                         Iiosii, nenhuin ri-c'dor externo feixiiria dc :icei-
       U m joriial i_iacioiialista, cliegou, mesmo, a                    lar essa nova conversáo.
                                                                               « Esta operaqáo nada teni qiie re1)iigrie aos
 propor, lia niiiios, que iima parte da divide por-
  r11~~11è~a  ficasse sol) a respoiisal~ilidadedas pos-                  yrincipios da jiistica. Irljrrsfiqa d estctr. rr ~ ~ i r t r o -
 sessoes, trniisferincio (<I)$ a as coloiiias,-sáo a s                   polc pagando encriryos tleriuado.~         dos d(.fic.iisco-
 suas piopias palavras - iiicinde dos eiicargos da                       1oniae.v. E , nlki~ide não ser injusta, a opernqào
 divida 1>ortiignèsi,creai~tio-se ctiuitiri color~inl.»
                                            a                            e extremaniente viavel, conio o cie~iioristra o
       Mas vara ciue i150 hqla diiv~da                 sobre seme-       exemplo do estrangeiro. A propisia Iiigl:iterra,
 Iliaiite Ôpiriião; para qiie l~eiii           patei-ite se regis-       ct!ja administraçrio e superior politicn fiiinncei-
 te o curioso plaiio finiiiiceiro, ficar6 cslam-                         ra são modelares, impõe a divida A siias colo-
                                                                                                                      s
 pad:i iiestas paginas, a propi-ia l ~ r o s ados insi-                  nias E riáo se peiise cjiie essa divida 6 em qiian-
 gnes estadistas qrie se 11roptiii1iai11 R salvar o                     tidades niinimtts. Um estiido de sii- Filz Pnlrick,
 paiz coiii taes p1 ocessos.                                            recentemente publicado iio T i ~ t ~ res ,     que eiicoii-
       í)izin o perioclico referido:                                    trariios, tradiizido iiurna revista belga, iiiostra-
       i Vinliaiiios dize~idocliie o iiosso principa1
        (                                                               nos que a ciividti tot:il das coloiiias iiiglcisas i.
 eiicargo é o que deriva dos jiiros e ainortisa-                        de 279 milhóes, cliizeritos ciiicoeiit:i e cinco mil
 cão da divida exterii:~. E' possivel fazer urna                        t' quiriheiitos contos de réis ! Na guerra d o
 reduqão nesses eiicargos, iimn redric,.áo grande,                     Trarisvaal gastou a Iriglaterrri triiil:i 1nilli6es de
 que deixe desafog:ida a iiossn sitilaq80 Bliaiicei-                    libras. I<st:i quantia to1 logo traiisferida, termi-
 r:i '7 Kespoiicieiiios, desasso11ibr:idaiiieiite q u e                nada a guerra, para o 'rraiisvaal, onde cada ha-
 sim. (:orno ? Trartsfe~         inclo parri crs colonicrs umcr        I~itaiiteteiii atiioliii~iiteo encargo de 100 libras,
 yrnnde prrlstr rlcc tlrvirla litrcio~lnl.        Sob o poiito de      por calieqn. De todas as colonias iiiglèsas, e
 visln d o crrierio da jiisliça e eqoidade, esta                       esta, agora, a mais sobrecarregada, finariceira-
 ti niisferencia é perfeitaiiieiile legitir~ia.A s colo-               nieiite falrii~clo.Vem depois o (Jiieensland (Aus-
~iitrsS P I I I ~ I - P110s dera111tteficits P I I I vpz de sctldos,   tralia) çuja divicla c? clc 80 libras por cabeça; a
e e.sses deficlis foi o tesorcro cJtt ~ ~ i r t r o p oqrre os
          r .
                                                             le        Nova Zelaiidia coiii 64; a Australia Ocidental
ptrgou i ornar dlrcctainciite tis colonias respon-                     roni 64. A iiiais favorecida I? o Canadá, cuja
stiveis por iiiiia grriiide parte dos eiicargos da                     ç:ipit:içáo 4 apeiias de 1 3 libras e 3 slielings.
iiossa divida, fazer sair dos seus cokres, anual-                             K O qiie fez a Iiiglaterrti beni podeinos iitis
nieiite, oito ou cIex iilil contos p;trr? pagamento                    faze-10. Ncnli U I I I : ~ dificuldatle se opõe a isso.
desses eiicargos, e unia iiiedicla iii-geiite que se                   Basta querer As iiossas coloriias 1150 teei-ii ne-
iiiipõe a cliieiii cliieira r-egeiier:ir fiiiaiiceiramen-              rihiii-Ii encargo especial, podendo, aliaz, e de-
te o yaiz. Uinn ilova coiiver-siío, cte metade dos                     verido suport;\r umíi gr:iii(le parte de responsa-
titulos d a d i v ~ d aexterna, pois eaeiiiplo, crearia                hili d;ide da nossa tlivld:i. Sc os nossos encscilyos
a dividcr coloninl coin a garcr~iflrc de todos os                      de tiioiriu são d~ u ~ n i e   rrtcl conios, pOtleni pcrgar
                        lif s          orr
I ~ ~ ~ t l i n ~ e dos ocolo~~icts, r i f P ,só das alfa~zde-         dez rnil. Ahi texilos pois iiin irnportantissimo
 recursu, que dimiiiue as nossas rlespezas em              desses ctiipi-rstiiiios esta0 iiicl iiitlos II;~L;~ I I I ~ t;111-              OI
  dez mil contos Se ,juntarinos a isto os seis mil         rias desci-itos tio 01ç:inleii to (lu Est:ttio, 1iar:i eii-
 contos, q u e se podiam apurar 110 contrato dos            cargos da riividu ~~rililicn.
 tabacos e na reinotlelaqão no Banco de Portu-                  «Bastai-8 ci tur, para se vci. a iiiil)oi*t;iiir.i:icles-
 gal dois assuntos que estuciitrrios em artigos an-        te faclo, a iiidcriisriqào iisacl:i pelo tri1)iiri:il a i -
 teriores tctrios dezaseis mil contos de iéis de            Ibitrnl de Rei-rie, 4.3tj2:81YL$T,lO i-eis, ein i eltiqNu no
 excedentes. Pago o riosso deficit norniaj se não          çaniiiiho de ferro de I,oil~Pnqo Mai-qiies, a ctjii-
 for possivel extii-iglii-10 por meio da diminuiqiio       çliisáo desse criiuiiilio rIe ferro e a coiis~l.tiç:io
 das drspezas, q\ie tem de fazer-se, ainda fica-           rlo dc Slussaiilcdcs ao plaiiiilto e do tlc S~\:ixil;iii-
 vam disponibilidades que bastariam para dis-              di:i r z i r i i t c i atle:i~ilaria; e qrrc os Oe/ir*it.s coloiii;ics
 pensar, por exemplo, dois dos mais ini uos im-            tPin srdo satisfeitos pel:i i i ~ e toliole, .stil)i
                                          1
 postos : o do consumo e o da reiida e casas
 não 1 uxuosas, Coiiio o contribuinte ficaria ati-
                                                                                                            i
                                                           regaiido, lioi' coiisegiiiilte, :ts respec.ti\-:is colit:i\
                                                                ((Segiiiido o I~eiilelaboi.acio i-elntor-ioretei c ~ i -
                                                                                                                                                -


 viado seili estes dois iinyostos, q u e lhe tornam,       te tis l~rnviiiriasiiltraniariiia\, d e i!)o.i, ti iiiipoJ-
 sobretrido ein I,isboa e Porto, a vida tão cara e        taiici:~d a s drspesos do i11trai~l:il-,real is;itl:is i)rl;i
 tiio dificil ! Mas ainda Iia recursos d~ outra iia-      iiieti-opole, paiS:i exliediqóes, ot)ras exti-aoi-diiia-
 tureza mas agora proseguwernos, conscios de              rias, etc , shiiieiite desde 1870-1871 n 1!1(F2-$10:$
 de QLIE OS leitores rios trem aromyanliado com           r lcvtt-se a 4X.LOO:~i39$4!XL rCis.
 alcnqâo)).                                                     ((Por esles iiiotivos r i ~ o jiisto (1 iic, 1);~r;i
                                                                                                        6                                     :
                                                                                                                                              L
     Temos, pois, q u e se entendia qiie esta trans-      cíipit:iqão de tod:i a divid:i I I O ~ ~ L I ~ L I & ~ : I ,             se C'OII-
 fererrcia se rtevei-ia fazer porque: 0,) a rnetropole    sidere iiiiicatiiciite a pol,iilacão cio coiiliiieiitc. i i u
 teiii sido sobrecarregada com os d~ficits       colo-    Eiirol);~c illias ciu!jacerites, I íi[(i g l ~ i ~ iptrr*frtlr.         tl~
 riiacs; b) qiie as coloriias não tem encargos es-        (i'iniri,~,r . 0 1 1 ~ 0 s~ v:, f c a l t l .srei-i r i ~ ) r r l r r r ( í rris ro-
                                                                                                        ~
peciaes; c) que as ccrloiiias iiiglêsas teiii ta~nbem     loriiris, n qiie hrii 1)aixtii. iiot:i\leliiieii tc :is i elu-
:is siias dividas.                                        qões iiidiradas. Se esse tot:il de (livid:i tbiic.ori-
     Semelhttiite maiieira d e pensar e, por sua na-      t i ado 331 532:188$7!19 rers, :if,;iternios :i iiiil~oi-taii-
tiiresa, falivcl e não resiste ao menor exame,           cia de 48.200:639$492 reis, clislieiiditlo eoiii ns co-
scndo infantil na prupria relacionação dos nioti-        lonias, iio ~)eriodo 1870-71 a 1$)(1L-I)O:l, seili Ic-
                                                                                             de
vos que levnriaiii o governo a fazer essa transfe-       v;ir em rontn :s ciespes:is n i i lei-ioreqe oirfi~i.s
                                                                                     i                                                rlic.rci-
rencia.                                                  go.s, que por ~ l ! ( ~ ti111mi11 s(>rtvrf~sf(>iitts.i111-
                                                                                           s                                            21
     Ern 1908, o sr Espregiieira, no n~enzurandurr~      porfatici:~ total de divida iizteriiti c extei-ria, divi-
que dirigiu aos j01-ilaes, riestneiitii-ido os boa.tos   dida pela polii~laqãorto coiii iiieiite e illias ad~:i-
   essiiriistas q u e Corriatli, contra Portugal, Iia    ceiites, scru, por Iinl~ittiiite,ile 4S$X(iK r-6is.~
Europa , dizia tarnbein o se ai~ite:ccEni Portu-               O si.. Espi-egiieir:~,liesta dcdiiqiio fiiiaiiceir:~,
                              4.
gal não ha divida colonial odos os ernliresti-
incis rerilisados para obras de caininho de ferro,
                                                         cliegou pois, çorii pequeiin ciitci e iiç:i, hs ii~eslii;ih
                                                         concliisões qiie o aiitjgo 01.g1oI : ~ c ~ u I I ~ ~ Iqiie: ~ ,
                                                                                                          I                                S~
lias yrovinriris riltrainarinas estão a cargo da         eliconli-o11 iielle iiiii tliscilliilo slliei itlo ir:^<)
inetrcipole. O i~nmiiial,os j~i1.o~ a atiiorlisação
                                     r                   inuiido fic:tr s:iliciido qiie iiiila gi:iiide r:iiisit tia
 nossa rnitia iiin dos rnotivos c10 iiosso mal es-                 1902 for:iiii iin iiiil)ortaiic.i:i ttrl:il de X 354 coii-
 tar é esse pesado, onermo, eiicnrgo das colo-                     tos. (:o~iio, j)ol-&tli, 110s t111iicts d e 181i9, 1870,
 nias.                                                             1875, 1876 e 1881 Iioiive s:rldos l,ositi\rt~s tfe
     Neste caso, por çoilseguiiite, a conclusão a                  cerca de 1:OOO coiitos, teiiios qiie o tl(bficsli          pi-o-
iirav r que o sisteiiia até agora seguido iião                     vavel foi de '7.300       coiitos, o rjiie coriesl)oiiclc o
 pode coiitínuar. Eiitao as colonins, essa saiigue-                iiiiia media riiiual de 150 coiitos dc i eis.
sirgi iiifti~ne, essa harpia ii~saciavel,qiie taiita                    Bastaria esta siiigela e elnc~iieiiteafii*iii;i~fio
geiite wpoiita colno a nossa salvaçfio nacional;                   ] " i iicur seiii I~asea nrgiiiiie~itaç:lcl ca1)cios:i
                                                                      ) ;
~01110, iiiais, a iriiica razão de ser da nossa esis-              de que se tiram coiicliisóes ttio errados. (:eiiIo
teiicia uubiiorila e livre s30, afinal, os tropeqos                e çiiicoeiita coiilos de réis ~)oi'aiiiio, SU.~HIO'I
qiie iios iião deixaiii carniiiliar para iimu vida                 a cletluçóes eiil qiie entrareriios, qiiaiicto cipc-
ii~ois regular, sol) o poiito de visla fiiiaiiceiro?              çiafiiieiite iios ocupariiios iitis despe;l;is ctra 1111-
    E çniiclue, iiziluralmenfe, o esyiimito tlesl)re-              gola, P iiada eiii coii-il~araqiio      coiii o qiie se 111 c-
veiiido do patriotn, do çontribtiiiite, que a so-                  teiitle ntril)iiii' ao iniiiotauro coloiiial. 1 coii\ r -
                                                                                                                       '
                                                                                                                       :
liiqfio esth tia nliena@ío desses misera~rets))oca-                ~iieiite, ~ J O I - & ~ I , 110s I-CCOI'CI~I~IOS ilos\;~
                                                                                           c~iie                      0;t
dos tfc ternt qiie rios atrofiam, qiie nos esiiia-                 Iiisloria coiiteiiipoi aiiea, pai-a que se liqric i5:i-
g""'.                                                             lieiido eiii que 6 que as coloriias ti.111 1)i'clu-
      A soluqão, por&iii, q iie eiicoiilr:~arluele qiie                                          ein
                                                                  dicaclo a i~~etropole, [pie tciii ell:is csol:il)o-
cleteii~:i siia atenqào sohre esses assiiiitos,                   i.ntlo iia riiina fiiiaiiçeira do 1):u;/. c u n ( ~ i i c
i. :I qtie se iiiipóe pela propria logira dos racio-              iiiisera siliiacfio ellas se t O i i i eiicoiili-arlo, \ciii-
ciiiios ; essa soluqfio é a autoiioiiliti.                        pi-e eiltregiies ao iiiais coiiipleto :il~:iiitloiio,çoii-
      Olijectar-se-8 que as colonias ritio teri] reciir-          tando coni os iveciirsol;lii~ol~rios coiist;iiilcx-
                                                                                                                   t'
sos ~>:ti*a viver aii toiiomaiiieiite, e (pie pre-                iiieiite exl)lol-:itfns ii:i su:i seiva, pois ]lei-iii:iiic'iilc5
cis:ini, iiriicia, de ttitela. hlas iieste caso niida-           sai1 si'i:is :ios seus reditos e á siia ecotioi1ii:i
inos 116s iiioveiido-lios neste circulo \?icioso, de                    kteiideiido*se ao estado (Ir : i i i I o ~ oc111
que iiiio p o d e r e i ~ ~ o s : ris coloiiias seiii a riie-
                            sair                                  que tiido se eiicoiiti.ii, rel)rii~:iiidoiios oi qtiiiicii-
iropole inori-eiSáo,e, por siia Irei.,, ri riieti-opole           tos coloiiiaes, coiifroiittiiido us iiiesqiiiiilias ci--
serii coIoiiias iiiorreri taiiiberii                              ])as coin cjiie leiii sido clot;t(lns, eiiti cgirr.s, isola-
     Porcrn, iia proprin espress5o do povo, o                    ct:is, :i si prolirias, eiii aiiiios rlc siicessi\ :is i - i I -
(lial)o iião k tHo feio coiiio o piiitii o espirito,              ses coiiieiqciacs e agricolas, c.oiiili:ii.:iii tlo clel~oi      .;
;iliAs prlizeiiteiro, do illuslre arilor das D e ~ p o e s ~ . ~ todo o SCLI atraso coiii os s:icrilicio~ cliic Ilicq
Ynhliccrs                                                         teiii sitio c\igitlos, eloyiiciiteiiicii te uoiic 1 iii-
     l'anios ti desfiar essa riieatla, c. se este livro           tnos q u e leiii sirlo, tle tacto, o iii:iioi clcslci\o
iiver algiiin leitor, no fitii iiie dir6 se ;i atito-            '1"'     teiii 0i.iciil:tcto tis :idiiililisll.:i~«cs lllli u1ii:i-
rioinia P, oii 1150, :t iinicti soliição salvadora               ri1l:~s.
     J h iio seu relatorio tle 1002, si.. l'eiseira de                  Ha iiu iiossa 11ist0ri:l 1111111 CI)OÇ;I (Ic exl):ii~\")
Soiizti ~>ul)lira\~:i tiota d:is reçeilas e rtespezus
                       a                                         iiititeriul e\ii.aoi*diiiai.i;i, cliic çciiiieyoti coiii o
e por cllas se ~6 que 0 5 Oc$cits $tlestle 1852 a                ndveiilo           jcgeiici.:i~No, ciii 1852, ;i ( l l l r '01'-
                                                                                                                  (I
 rc>pr,iideu um pasni oso niiiiicii to riris clespexas                           embriagavamos com a ~ngancisav i s ã o dc q u e
   1~~1l)Iic:is.                                                                 rrainns urn pai2 e s s e n c ~ a l ~ n e n agr ]cola?
                                                                                                                                  te
          Foi i i i i z ciclirio de grandc-sas quc se apossciii                        Havia, cornu i. sabido, dois meios fareis d e
   (10s iiassos yolitiços rliie, lia e x ~ ) r c s s " à ~ l o t l ~ i e r i - vida, era o ernpr~stirrio~ i e r i o d i c ue, aI)vsar de
   ir de (iueri'a .Iiiiiqiieiro, cliiel iarri i egar o paiz                      t i d o , a holsa d v criritribiiirile ainda Iiavia d e
   curii liljras nfiin dc sul-gii. i i t r i Poi.ttigal i ~ o ~ equi-~o,         chegar para alguma falha, E' uni lagar roinlirn,
   t.;ilcii te ~10s L ITOS paizrs ciiroyciis, e erii egticics
                        O    ~                                                   mas nunc:t 6 d e mais repeti-10.
   çoiirliçòes d e progi-esso.                                                          O periorlo d e expansão economrca ia r-orne-
         iil)cn'i\s Ila\fia da iiossa p a ~ - t edificiildades                   qar, v ~ i i d ojuntar as causas tlc novas ri-isw,
   mais tortrs a vencer, porcliic., r x a i i s l o s por per-                   novas perturhaqfies r h ~ ? o \ ~ o s l o s da hamhoclia-
                                                                                                                              ac
  iliaiien tes tiesliaralos. qiie priricilialmcntc vililsam                     ta polilica, porque o reinado da pedantocr;rçiii.
  tlestle as coiic~ii~stas iirvasóes fi'aiicCsas, se
                                      as                                        como o definiu Tcolilo Braga, ia acoiiipwnhar
  j)roloii*\,:~~n pelo pcriodn iirt'risto tla dol~iii~ti-                        esta twolucsn niaicr ia], c o i.~s~~onrlenclci
                                                                                                                              ~              a umia
   ylio iiigIi'x~,eiii clue 110s tiiilln loiic:icl,n o :i)ia~ido-               dcsorieritaqào govcrnaliva, c1cscirieni:icào tal
  iio vrrgoiihosv tio regelite, esteiiderido-sr, nliina                         qiie procurava no vaslo das foi-miilas bombesti-
  iiic.ess;tiite carreiia, desde :i revoliicão de 1820,                         ras, d e peqas oralor-ias hein base, tle rclali>rius
  aiiida por esse iiielu scrulu fdrn, coiii girPi.i:is                          srrn nriqiiiâli~latlv,os funriamenlos para as SU;IÇ
  c i ~ i s ,;is siicessiviis yei.tiii~I~a~riec          revoluciona-           leis, asdm como n a i 1 ~ s o r i ~ i i t a ~da ali(ei.attii-,-i
                                                                                                                                       ;i
  J iiis, cle lSi:IIj, 18-(íi, e , pai- iiltiii~o,18.51, i-eiila-
                                                                                ultra-romuntlca, ainda 111;iiS c.viciriiciada ria tor-
  iniitlo, cpi:isi cxiiiiglic, corn {r prctloiiiitirtr dc Fotr-
 s t c ; ~ McigallirTr\, cliie piinl~;i, tariihem, cni exe-
            cte
                                                                                pe imoralidade do elogio n ~ u t i i o ,a gei ay;ir) Iiie-
                                                                                rar-ia cristrilisni~, e s l c r ~ l i n e n t ~ ,riuin:i viclii scrri
 r.ii<.5ci o pl:liio d e l e t ~ r i o (!:i ~iibrirtltiinqiiorlas
 r.uiiscjr.~ici:is.                                                             ideal estetico ( ')
       A regeiiei-ncàci enconirou                     iiiiia situãcào                 Nuin rmportanIlssiinn [I-ahall-io,           digtio d e 1r.r-se
 I~nsl:itiie dificil riu" tentori 1icjiiid;ii- e Iir~iiiilou,                   e d e mcdi tar-se, A r j r i ~ s f f i cfiçrc~lr Ls Jinnnqas par*-
                                                                                                                         i         r
  --)>riiiOCI mal, i ~ à o para t1gui.a cliscii tir,- -111as
                                  C                                             tuyuêsos, (?o sr Anselino Vieira, uiii dos e\liir i-
 eiit~-oii      eI'ccli\?aii~eiite  iiiriij cçt;kdo !iiiniiceii o nor-          Ios mais c.\iltcis tl:i rnodcriia gci-ação portiig1i0-
 111;i 1.                                                                      sa, cieçcreve-se, com a mais desassoinbr:ida liia-
       (;C)IIIC'L'OII R epoca tle foiiie~ito,B toa, sem se                     meza, toda eski rniseravel vida de ficcòes e de
 pensar 110 {rituro, numa :ai~ci;l f o ~ * l i ~ ~ i l ~ ~ ~ - e l embustes. ctcsrlc 18.51 a 1903.
                                                                       : ie
lii.r>gt-esso,i i i i l i i 11-~iiiriite   riesqci de jazer ~ l Por-c                 Principalmrnte o s capitrilos                    rogimen do9
                                                 to
tiig:tI i i i i i iiiodelti eiil coiif~-ciii roiii os orr tros                 d ~ f i c r / s e O abuso d o credifo. rcft)rerri-sr so-
I'"i7,t'S                                                                      hretucIo a o assiiiiio q u e estanlos Iratai~do
       Conlo iiaviaiiios de so1vt.i os ciirzirgo:, (pie                             Da mesma forma o extinto clit.!e d o ~ i a r t l d o
s          I I I I I ~ C 111 odiiziani, c çniiio liair~a-
                                    ~ : ~                                       regenrrador, Hintze Ftlhitiro, que c apcinlaclo,
iiiris c l t 3 ri-e:ii- i cceit:ib. se o 1 ) : i i ~ ~ikr, tiiilia :igii-      por qWrn conví\lia com i~llr,iomo iirn rnrlic-u-
c'iiltiii.:t, pois cjiie as 1vilt;i tivtts d e hfoii.sitilio fa-               - - - -
liiiri t i i i i c 1150 tjiil~niiiosiiitlricli.ias, ~ i ocil i i c L iioi.             ( 1 I   r  - 4v d     ~I    r    I r I
                                                                                                                           I   I    Ir         ? '.o-
                                                                               1 umi
 IOSO,   quer nas siias aiirriiacfies, quer nos elemeritos                 poi'que elles esclarerem, com muila verdade,
 d e qiie l i i n ~ a v u     iiiao para argunientnr, tendo,               com muita lucidez e com muila çiiiceridade,
 pela contissào tliim seu rorrrligi oriarin, o si..                        a serie de erros acumulaclos, e que a revoliição
 Cristovão Aires, um ri~eiotlo de tral~alho cliie                          do Porto náo fez rnais que precipitar. No livro
 o levava a çoiiclitsões seguras, embora, corno                            do si- Anseliiio dlAiidracle,--o mrriistro das fiiiari-
 iiluito heiii afirrnoii Teixeira Rastos, nào P X ~ O -                    qas na efectiviílade-Portu@       econornico toda a
 zesse. por receio, tudar as conseqiieiicias das pre-                      gente que estude estes assuntos enconlrará oti-
 missas, disse no seu trabalho sobre a divida                              iiios e autoi.isados rleniei-itos de plciia elucicla-
 portiigiiêsa, roni toda a precisiio, as causas da                          ção, demonstiando-se que no aumento das des-
 desçraçncla aitiitiçào fiiiaiireirii tainbem tisseada                      pezas publicas tein o nosso paiz, eiitl e todos os
 n a falia de ordem, de regulari(iac1e e dc honesti-                        oiitros, a palma da gloi-ia c lia obra do s r A
 dade ria ndministi-acào puhlica.                                           Fuschini, O p r ~ s ~ n iPe o futuro de Portugcrl, o
       AlntIu iium relatorio apresentaclo pelo sr. Res-                     leitor cui-insu poderá obter, çnrn verdatlr., a se-
 s:irio Cai.cia 5s cortes, ern 1897, faz-se uma de-                         rie de erros q u e arrastoii o paiz a situacào
 tida aiialise a gcrençia antecedente, reçaltando                           atiial.
 de toda a argumentacão qiie tem havido inuita                                    Por lodos os dados foi-iiecidus se coiiclric
 falla de criterio e muita irnprevi(iencia                                  qiie os erros se acuinu1av:tiir siic.cssiv:iiiiciiIc
                                                                                 E' esparitosa a progressào das despezas pii-
       E é do dorninio cle todos qiic iini exlinlo                          blicas (I. os sucessivos c!o/i<*c(s orcainciillteu
 p:ii.lnmenl:ir e estadista, Jose Dras Ferreira. n ã o                      in'iicliain, coiiici i i i i i iii:iiiIo ([c c.liii~iil)o.sol))tb o
 teve pejo em afirmar. iihliçamente, q u e o paiz                           I>;UL, s~ifoc.ariclo-o 5ob o seii pe\o i t i lolci.:i-
 iião te111 sido governa c o com honestitladc, cm-
                                    !                                       \ el.
 pregando mesino, uma frase hastaii te aspera                                    Assi 111,scgitiido u leslciiiii iilio tle vai ios i i i r rirs-
 que, muilissiiiias vezes, !c r epctida pelos Joiqnaes                     Iros de ftizeiitl;i, lios w i i \ i-cluto1 ios             c\ciii:i-
 anti-monar qiiicos, e qlie nós aqui não escreve-                          dos tis cairiaras, os dc/icilq dcscte 1852 a IfJ03 To-
 mos, poi a acliarrnos bastante cruel, ernhora                             rani na impor-tiiiicia dc 31 -1 198 contos de J eis,
 Emrg1110 Navarl-o, pela mesma epoca, a çorto-                             a qiic o si. Esj)reg.uciia jri c~afrulai-:i r o s e ~ i     i
 borasse coni a siin ciicrgin 1ial)itiial                                  livro, tlin 18!)4, a iiicdia :i~itial de 1 000 roii-
       Dernais a proclamacão dc vida nova, por Lo-                                                            1 ~ ~ t 287;
                                                                           104, e, O SI 1 ' 1 ~ ~ ~eiil ~1899, 1 ~ , çoiilo\
 d o s O S ~ I . U I I O S ~ I O ~ ~ ~ I C 6 Oa ,confissão implicita
                                              ' S                               Coiii taes viiçai gos, iiirig~ic'ni reparava, lal
de qiie a vida vellia nào teni qucri-i a apore,                            cr;i :I cegiieii :i, q u e cariiiiilin\ aiiios pai a a tiioi -
coino nào (levei ia ter qitem a seguisse                                   te. loiiciimcritc. A'rjiicles sircessivos d r ~ / r c11's ianios
      Foi assiiii q iie sucessivas crises estalaram                        ocorrciltlo, coiiio e sabido,- coiiio ,I& di\sfh, corii
sendo a ultima, a d e 1891, a mais g p v e , a que                         o iiiil)oslo alieriiado cc)iii o eiiipi-cstiiiio, r chC-
dois escrilores iIiistres, o extinto Scixeira Bas-                         g;iiiios a esta 11-isle silua<ào (te tcrinos iiii1:i di-
tos iia sira Crisc e o s r Dr. Silva,Cordeiro, no                          vida ptililicn de iiiais dc. SOO i i i i l coiitos, cboiii~ i i i l
sei1 primoroso l i v i s o A C J ' I S ~ seus ~ , s p e ç i ~ ~ s
                                                   ern              mo-    C I I C ~ Y ~ gci-:iI ( I c
                                                                                         O               cberc:i dc 'L2 inil coiitos cni
I (r('$, (Ic(~Ic';II A I I I ( ~ s l i i ( I c l i ~ i ~ o s ponderacio,
                                             ~\          (!C'              1'309 Quer clizclr* csln cliiuli Ira ~ s j > a i r l o s; 1 ) 3 6 ( ~ - -
                                                                                                                                        ~.
 \e clllasi 35 l b / l l dos iiossos i enctinicntas, te11-                                                                                                                                                           (I(>
                                                                                                                                                                   ile coiivoi-dar-se ( 1 1 1 ~I'o~iio\ 1it~lilas :icIii~iiiis-
                                                                                                                                                                                                ~

 d o viiido nuiil i,icsceiiilo tiiaiictito pois eiri                                                                                                               tr:ic;Ocs tlesoiiest:~~.  AIi.iii clisso, ioiii tues ocoi.iseii-
 1828 ( lesleiiiiiiilio tle Sil\7cii-:i Yiiilo) ci-a na irn-                                                                                                       ci:is, niinça ~iorfei.iaiiiospi-ogreelii., porqiie teste-
 i,oi.t;iiici:i 39 niil coiilocl o tot;il d:r tii\iidn liacio-                                                                                                     ~iiiiiilios  iiisiispeitos afii iiiaiir qiie o que se gas-
 ;ia1 ( I )                                                                                                                                                        tori em rnelhoraineiitos, liti inetroj~ole,             1)ropri:i-
       Niiiiias cri c~ii1islaiici:isilcslas, tciido :ilj~isado                                                                                                     iiieiite rel)i.eseii ta uma pec1ueii;i ~):ii.cel:i elo s:i-
 c l c Lodos os fiiceis exl~eclieiitcs,iiào pode deix:ir                                                                                                           crificio e\igiricl :ios coiitri1)iiiiites
                                                                                                                                                                         Se ISSO foi :issiiii, as cololiias tlcvci-áo ter :i
                                                                                                                                                                  sti:l (1i10t:i p;ii*tr, iios ciicai-#os loiicameii te cs-
                                                                                                                                                                  l)ai!ludos'?
                                                                                                                                                                        Nesta violeiiio ci-isc qiie resiiltou de erro\ so-
                                                                                                                                                                  1)i.e erros, e (pie, eiii gi.:iiide ~):ii*te, teiii i.eHe-
                                                                                                                                                                                                                  se
                                                                                                                                                                  t i d o lias coloiii:is, c.,i~l)oi-a agravada çoiii oiitras
                                                                                                                                                                 çaiisas, acaso teeiil rlIas coiiçoi~ritlocoin a ine-
                                                                                                                                                                  iioi ri-cela de i.esljoiisal)iliclnde?
                                                                                                                                                                                                                    qiie
                                                                                                                                                                        li' coiisolarloi P j11sfo ~ o ~ i f e s s : i ~ , :I$ po-
                                                                                                                                                                 ~ I es coloi~lrise111 iiad:i teiii coiicori ido 1):ti :I se-
                                                                                                                                                                      J
                                                                                                                                                                 iiielliaiites i-csiilt:idos, ii:io si) porqiie iiào iiitcr-
                                                                                                                                                                 v1(11';i111 lios a(~o~~fec~iiieiifos  qiie 111-oclii~ii.aiii  t.st:i
                                                                                                                                                                 grave sitriacao rnetrol)olitalia, como tarnbem
l > t l l 'I                                     I< \
                l i < l i >(
               O(( O111
                                   1:ll)
                                   <.I1
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                                                     'i(I'1 I 1 3 5 t I < L ! ts
                                                   \*ll<>l I i      .I1
                                                                     ([,I t i l \ l l l ' ,   l l l l t 111'1,   , 1 l ~ > l i l l ~ l i *I < n l t \ <
                                                                                                                                         >             1\.-10    nem mesmo tein tomado ri iiiciior j)ni-te 1i:i \ii:i
t 111 t l l l l l l ) \          i11 t ' / , ' ' I , , ( I i l l > .11111~ IOIO)< l l b
                                                                                                                                                                 prol)i adniiiiistiaqão.
                1   '"o      I>< I p i tu<,                                                                                          : ' i 4 IIIHI
               4    ";,,    , I I I I ~ I II I \ ~ \ I I (11 1800                                                                          1 il-l                      A11eii:is teiri ellas vivido 1):ii-ii pagar e para
               4          . :',,    tlc IXIIX           i*IKXii                                                                        14 i l b                                                    d
                                                                                                                                                                 sofier as coiiscc~iieiic-rns e todos os desvarios,
                             1 oL.il (1.1           ( l i \ 1t1.1   I I I I ~1 11.1                                                 271) 2 :I1                   sei v~iidode bode esl)iatoi-io 1101s tlestlc teiiipos
                                                                                                                                                                passaclos, *já coiii D ,080 111, era sobi-e ellas
                                                                                                                                                                qrie se laiica\rarn as crilpas dos desperdicros loii-
                                                                                                                                                                co\ que lia iiiuito, carntei-isn :i iiossn :idiiiiiiis-
                                                                                                                                                                tr;tquo iilter11:i e, - coi~ion I~istoi~ra i-rlicte I-
                                                                                                                                                                                                                  se
                                                                                                                                                                o i ci Piet?«so. coiiio iio \eii I-elatoiio o si- 1%-
                                                                                                                                                                111 egiieira, d i ~ i a                               ii:is
                                                                                                                                                                                        aos qiie reçlaiii;i~~aiii c01tes
                                                                                                                                                                                                                   do
                                                                                                                                                                dc Evoi-:i colili*:i :i i i i n rl~sli.ilriiic,io tiii~iosto.
                                                                                                                                                                cI;is aixas qire o iiiío j)o(li:i iiiellioi ai., e iiitiito
                                                                                                                                                                nicnos nl~)lii., tlc\,rdo lis t1esj)e~iist l o iiiipei-io
                                                                                                                                                                orieiit:il 1
                                                                                                                                                                       E o que C iiileiesi5:iiile L. qitc iio :iiiiio de
                                                                                                                                                                1888 enn ~ L I Ç dt~Jicmrft i i i g ~ ~sorna colossal dc.
                                                                                                                                                                                    o         a          a
     ( 1) çoiiloa
<).(i()~                        ati.it)llia-o o iiiiiiistro da fitreiida
de p~ii:ío (M.de C.:rrv:dlio) &s íles!>e~ascolo-
iiiaes CLe tiiiliuiii tido o ( i ~ f i < . iiiiesqiiiiilio de
             lI                                                   l
872 col~tosçlijeifos a rec.tific;icões, eni íliie fica
Iinstaii te reduz~do.
      Aléiii disto o si. Espi cglieiric iil~oiltn des-                   as
 p e m ~feitcts com o iiltrniiiai. eiii 48 inil coiilos,
iiesde 1870 :I 1902 Mas 6 para iidinirai- qiie seii-
d o elle iiin fiiiniiceiro distiiito, c teiido h liiáo
elerneiitos de coiiti-aprova, iiào i-eqnrassc cpie
iie,sses 48 i i i i l çoiitos, estáo iricliiidas as despe-                           O qut3 dlzem a l g u n s homens publicos relativamente 6s despezas
zas qiie vieraii~ja orçanieiitadns desde essa epo-                                      colonises --Faltas cornetfdas n o ultramar.-Carencla      d e elemen-
 ca, e (["e 1A veria varias rii1)riças qiie iião d a -                                  tos de trabalho.-O        que dizla D. Job6 I. - A s colonias nao s i o
~ s i i i i-iieiioi. dtivid:i
          a                                         Se siia IIx *' iiáo tr\,esse        culpadas dos seus r(rfici1; - Contradições em Incorreu um mi-
                                                                                        n i s t r o e publlcista.
                                         1
sido 1xecipitado, o 1 1150 iiecessitnsse tirar efcilo
clesses 1111 iiieros, logo reliar:irin que essas <(iiii-
portanuaspagas peIo coti-e d o i-eiilo pnr-tr rírs-
p e r u s do i t l t i * c i r i i r r i . , i.ett1i~rrtlri.s nu ~ric~lropole-                                                            vr:i iin -
 1150 sigiiificaiii, sti por ISSO,
i o ii~etrol>olit:iiio,pois foi-ai11 Iicliiidadns, c111
                                                           oiiiis ~itii-a tcsoti-
                                                                        o           Hdcgeiicresceiicia nioide aeiilitiieiitos c ~ii-ofiiii-
                                                                                    dii
                                                                                          tciiil)o (1:)s coiicliiist:is tittlo
                                                                                          o
                                                                                        Iicciliiliicle, Ii;iise,a
                                                                                                                    al        utii.:itlo, iio eii -        ci-n
                                                                                                                                                                   cliiiiiif   o


e\ei.cirios sucessivo(;. Mas estou eu a cilsiii:~i' c)                               xiii-i-o, p:ii-ti a s teri.:is que cainrii sol) o iiosso
l'atll-e Nosso ;\o ladiiio vigario 1                                                 tioiiiiiiio, e se l i o i i ~ e 1nii1t:i :~f>i~egacHo,  iiiiiifo
      Se iião teinesse cair iio ridiculo de ~ireteii-                                s:aci.ificio e ~ i i i it:i eleviicfio, tnnibeiii Iiori \,e
                                                                                                              i
iiei* d a i Iii.6es :i rliieiii i iiiestrc esporia o cliie
                                                    '                                tiiuito criiiie lev:irlo, fi.iaiiiente, a firn, a poiito
sig,rriificna verlla t3u iiitleiiisa~ào l i.il)riiial :ir-      (10                  diiiii iiot:ivel esci*itor poi-:iigtiès, Hrriiio, z i f i i -
I)itral de Hei tic, quc eiitregoii no g o ~ ~ e r i io                          o    itiai. (lYof(rs 110 hh'ilio) qiie cotisidern esta de-
c:iiiiinlio de ferro de 1,oiireiiqo Mal qiies c cie                                 gi.ii(l:iqão e col~arrliac.olecti\ra a cjire o ])ovo por-
q u e taiitos beiieficios tem usiifriiido :~cliielacid:i-                            tiigirbs thegoii çoino iiiiin especie de exl)i:icào
tle e n proviiicia, o qiie é esse estii~)eiiclo111:riio                             Iiisloricu.
cio caiiiiiilio de ferro de S\~azil:iiidia,q u e ser-                                    Sào 6 , positiviiiiieiiie, este o iiiotivo da tlc-
viir par;' co~iti.ni~.~ I Iem~xestiiiiocle :; 000 coii-
                                       II                                           c:iclericin c.iviç:i dti iii~cioiialidnde,    ni:is elle i e;il-
                     elo q u e (li/: o si.. 'i'ci\cii.:i dc So~ixa,                 (a tmi to que, iiu sii:i Iiediniitle~, Potic :ipa-
ciistoii R: /
       e (jLie2&        çoiitos                                                     rccei , i11in-i iiioiiieiito de pessiiiiisiiio, çoii~o      11111
      M:is vailios ao cjitc segue.                                                  niiteritico tiiitecbederite.
                                                                                         .iii rapid:~ii~ei~te,                          sol
                                                                                                                  iiotitro tl~~~l):ill~o) i ~:IS
                                                                                                                o
                                                                                    coloiiias ( ') esl~ocei ~ L I foi este desi.cgraiiieiito,
                                                                                                                        C
                                                                                    est:i eilibi i:igiie~, estti i.cl)tigii;iiile :iiicietl:i(~c ( ] c
                                                                                        ( , i\
                                                                                          l      JI(I\\II\                                     ~ (
                                                                                                             ~ I ~ I I I I ~ : ( ~ * / ~ I I ~ 7 ( ~lI
                                                                                                                               I I I                     r i t ~ ~ ~ d ~ ~ ~ ~ i o ~
 l ~ i c r oq ~ i e
                  consprircou e, e111 a.     oraride parte, em-                      instituiqao execravel, riias a que 01. Mai-tins alii-
 ~)a~ioi~    ; iiosst~liis
             i               toibia denomrriada dc glorias,                          hue todo o progiesso das fnzcndas bras~lriras,                                                                              qirc
 riias acentlienios qtic quando os povos S L I ~ J U - a falta de braços podia reduzir h ruiria Sb 1';ira
 gados pediniii justiqa jairiais erani ouviclos, a                                   isto servia esta miseravel terra, a ponto de, pe-
 iionto duni fidalgo dcsiileiitado (conta-o o si                                     las estatisticas aiitigas, se verificar que rieiihurri
 Aircs Ornelas 11a sua coiifereiicia sobre MOLL-                                     otitro comercio se clcseiivolvia, porque a veiida
 siiiho d'Albuquerque) cxpi-obrar, em ancias,                                        do preto compensava todas as fadigas e, ate,
 que "a 1ndi:i se v$ de muilo longe e se oiive                                       todos os perigos
 inuito tarde)) Quando se ouve                                                              Era t ~ i d oa ambiyão, o lucrti, a verialiria-
       O cluc o fidalgo disse ç o t n respeito á                                     de, e os felizes governa(lores, com pequenos
 Iiidia, 11odi:i qrialquer nutro dizer coiii relaçào                                 01-(leriados, porem, seni esci-iipiilos, retiirivniii-
ao Rrazil, a .\iigola e a Mociiiribiqiie e a fodns tis                              se com foi*t~iiias                                   colossaes. A vidu era eiiclici,
  osse sessões                                                                       ençlier as algibeii:is, e os ~ ~ r o ~ ~ r i o ~ i i o i i i t
       E o si.. .li1110cle Villiena, qiiaiido ininislrcr dc                         ncoiiselliavam o pec~ilatoe a coiiciissão.
nlariiiha, cscreve~iq u e (I em tres periodos se po-                                        Nào ha i1 iiigiiciii qtie iiiio coiilieca estes fa-
d e divi(1ii :i iiossa ridniinistracáo cdloiiial.                                   ctos, se tiver lido algo tia historia patria, ~>oi-clue
       ((No prinieiro pe~'iodo inetemos latiças em                                  (liiasi totlos, os iiiodt.i.iios c. ris aiitigos, os iiiii -
Africa. Esse pei-iocio deixou-lios fortes desniarite-                               1'3111,seii(10 1 eofilo l$r:ig;i, iio scii Cn~i~òcj.\,                                                                tliiiiia
]:idos, i-pslos veneraiidos de aiitigos residios os,                                cliiresa e diiiii:i verd:ide tfio docirn~cntndn 1150                                                           cltic.
~oii\~eiitos rriiiias, leridas cle regiões de 0pliir
                  ciii                                                             deixa a iiieiior duvida. ( 1 )
em CILIC O oiro se iiiesclavn As :i]-elas eiii fiiias                                      Mas iios ultiiiios Icmpos ti4 ~'ois:is1)011c0 teiii
yallietas, oii luzia entre pedras rm Liarras e                                      iiiellioratIo 'l'ciii 1i:ivido :il~iso.st i o gi-:ives (lite
iii:i ticaes.                                                                       os ministros da ni:irinlia çoiif'essniii cliie sO teiii
       ((Foi o 1)ci-iodo cln coiiqiiista, d a espada e tla                         ficado iiii1)tiiies 1101 que os c8r irniiiosos tiùo Lriii
cruz, dti aventura ca\~:ilheirescae fidalga, clo fei-                              al~a~*cci(lc)1)i.e~ coiit:is oii porcllie, qiiaiitlo
                                                                                                                : i                    t:ir
tio autlncioso, neiii seiiipi-e digno d o poeriiu rpi-                             se notiiiii iis tialides, j:t os fiiiic.ioiiai.ios :i ti~igi                                                                      -
co, 1101 que ~ i i i o I-cilacrsoezti~~ I I C O ~ I ' I C I ~ r u e l d i l d ~ . dos 1150 potfchiii.sei' : ~ I c ; ~ I ~ c ; ~ c ~ l)e4;i ~r~htiç:i
                                                        «                                                                                                                 os
rr e.rtor-süo tr rapi17(1» (1-eg. u1tr:im:ii-inn-t8N-                                      O 1)r01)11osi. 1 eixeii-n de Soris:i, iio sei1 rc-        7   7




pag. 491).                                                                         l:rtorio, :ifiriii:i clal-:iiiieiite q u e tciii Ii~i\,i~lo                                                                  1:iI-
      Era o si' \T~llieii:i itlinistro d;i riiarinha,                              tas gi :ilres. 1)t;li:i sii:t e~çe1ciici:i.( 9 (c< No orde-
qu:iiido este libelo foi piiblic:ido, no 11ropri0,                                 ii:ii~ieiito d a s (~es1)es:~s 11o1 ~~c*ze\, pci 111-              liti,                               ti111
iio aiitclitico joriial oficial e esta 0l)i.a í. taiito                           CIOSO ;I I-111ii-io p iioiiiel;t~1-se1)esso:il ;iIeii1 (ios (j LIH-
iii;iis parzi o lioiirir quaiiclo 6 certo que aqiiele                             (li os, niiiiiriila-se-1lie.s os vciiciiiicii tos, c.oii1l)i.n-
seiihoi. tlava, ao seli testeiilunho, o I,i.ilho cliie                            -               -
                                                                                                  'rrnlio I I I I I I ~ ~ F ~ ~ I, II ~I I~DSI I ~ R I I ~ C I I ~ < > S c i ~ 5 i ~ $ g t i ~ i ~1111-l e
                                                                                                                       (I)                                            5<11)1e              111                    ~
resitltava da sua rccaiiiada farda de secre-                                      ~ N ) I ~ . I I I C ~ i i, o seiilicln
                                                                                                        J                                c.uloi-,io .ir) i i ~ g i or ilos nl)iiso? (11 i i t u i l , ~
                                                                                                                                              111s
                                                                                  .~tiloiiclailv,              1 1 i l i . i i n 1 < I r A f i i c , ~ U t i i i11.i í.iiei iiiii l i v i u . i i i i i i ~ i i     e
tario cie estado                                                                                                11,
                                                                                                                              110
                                                                                  cloc illli<~ut.l<l<i, <(LI( \<' ~ ~ v < ~ l . l l ;ClI l>>< i l < 1111< (lrl\:ll i ]1.1~111' (l.l
                                                                                                                                                               I                      0
                                                                                                                                                                                                       i o ~ i
                                                                                                                                                                                                             1111111-
      De resto Aiigola era, senipre, o 11ef':iiido iiiei--                        1.1 gciitc-
                                                                                          (') Rclalor i s pr oliostas r l v Icr u l ~rsi ~ i l r ~ ( l o \ i
                                                                                                               o                                               i            ns        /e>
                                                                                                                                                                                     rir    I~III    19(13 IJnq
cado tle cscici\-os (te que se :il,:isteçcii o Br:isil,                           198 100                         1,
   se o iiiutei-inl r k p e c o avlili:ido, e coino ao pa-                                      problemas nacionaes, apesar dos seus defeilos
  gar o respec.tivo coti-e iiáo teni recursos, C a me-                                          coirio pollirco, descrevia, em 1903, ( 4 ) a sitiiiiçãci
   li-ol)ole que teni de proceder i sntisiac;áo de en-
                                                   t                                            dos serviqos fazendarios no ultramar em ter-
  cargos cliie, eiii regra, o iniiiistro da mnriiilia e                                         mos frisantes e formida~reisque, sò por si, siio
   ii1tr;iiiiar si, çotilieçe quiindo te111 de assilirir                                        um doc-umento eioqiieiite de desordem, de anar-
  ortleiis de pagaiiieiito oir de autorisar ntgtiin sa-                                         quia, de tlespresligio e de decadencia.
  que feito pelo governaclol-. B                                                                    Quando iiiio hoiivesse outros testeiiiiinhos,-
        Eis, pois, ti caiis:i segura e iiisuspeitaiiieiite                                      e ha-os valiosos-o tlo homem publico qire de
  lifii.ii~acI;ipor 11111 ininistro de iiiai-iiilia e iiltra-                                   150 perto conheceu as nianclxas e os labirintos
  tiitii. que iiào veloii : verdade dos factos, ein-
                                           i                                                    das rcpai tlcões piil>lirase (tos vicios tle cpe eii-
  I)oi,a elln coi~trai-ie sua opiiiíáo a respeito dos
                                    :i                                                          fermaiii s~ ia concludente.
  goveriios co1oiii:ies. M:is de iilaioi- cvideiici:i súo                                           Estrevla elle
  os ~ ~ e r i o d o s   segiiii~ (pie coiifirinaiii, iiiois elo-
                                   tes                                                              ((E'd e si evidente, qiie de nada servem os
  q~eiiteiileiite, as j):~lavras antecedentes do iiies-                                        orcamentos ultramarinos, quarido selam feitos
  iiio Iionieiii pul)lico- ((~Vesle              poiito, uscrrBoctro sr.                       a dedo, sem estudo do ministerio da maririha,
  iPi.~.eircr dc Sousci, n ccrtal-qi~lít 1160 podicr ser                                       q u a n d o na sria execii(:Go iiáo s q a m sti ilaineiite
  111rri.5t-onipletrr SNv ~ ~ I I ~ I . S . S ~ I ) I (I.SS C O ~ C C I S ~ I ' P . s I o -
                                                      CI                                       fiscalisados e quando não halu conlas claras e
  cicrs. c. coiii táo gi-aiide atraso clrie,, iião seiido de                                   regularrnent~tiocum~nf«dus. ( ~ t i udislo e ~,rsliuN
  1oiig:i diiração as comissóes do ultr:iinar, qiiando                                         e a respeito (Ir tutlo tlonzrnni~ccrn rnms corripleta   a
 ellas sào jrilgatias, jri os respoiisnveis riiio sao                                          rnc-uria e a mars pro/undu anarqura Nu r~pnrlr-
 ti tiiigiclos »                                                                               cão dc contahilrdad(~, p e l e m e n f o pura aprpclur
                                                                                                                                         d                ~
       Aqui Ieriios, pois, o est:ido u que se teeiil                                           o.$ orpmcntos propostos pelos !jouernudares. d r
 r ~ d i i ~ r ( las coloiiins l'eili Iiavido, pel:i proj)ria
                      o                                                                        trcfos c Jircfos cle fiscallsaqfio, de durlos ptrr (c so-
 coiifiss5o rio iiiiiiistro, iiiila vida (lesonesta, ilhas,                                    rem formuladus, aprecrudas, ~ s t ~ l d u d(> ~ ~( IsI / ~ C I -
 :i~ie/;ar disso, iiiipiiiie, porque ecos respoiisaveis                                       das as ronias, nfio huura rian'a cxhsolutai7tcni~.
 1\50 srio :itiiigidos», lia fiiiicn c;\pressào do po-                                                      I
                                                                                              ~ 1 ~ 1 7 1i (~I ~ U I I S / I C ( I > P ~ S SCITI 17~x0e srm cltrctlqu~r
                                                                                                       (
 litíço, qric preseiiteiiieiite 6 chefe diiiii dos grair-                                     ulrlrdade prnficn                         Nestah cii rucstaiiciris a
cles portrtlas de goveriio e pr.esicieiite (10 roiise-                                        aprovação dos o~çanientos pelo ii~iiiistei d a                         ia
1110 e c[iic te111 aiiloi.idarle especial iieste ;issu~ito,                                   marinha não passava de s~rnagrei.                          coiistltiicioiial,
por(jue de perto Iidoii colii os lioiiieiis e foi tes-                                        rlaqueles que, náo sei-vilido ])ara i~ntfn, coiis-
 teniiiiili:~de factos (pie e\pOe, sei11 Ilie tiras, to-                                      titiiiai-ii e çoiistilueni as delicitts do si- I , ~ I c I : ~ I ~ o
tl:iviii, as logícas coiicIiisóes.                                                            de Castio, qiie eni lhe d a n d o foi iiiuln tle salvar
      Sigtiiiios, 1~0r~ii1, noss:i inisst'io de esc1a-
                                       ii:t                                                   :il~;lreiici:is e de f t i p a res~~oiisal)ilidti(les, a                 fit
recei o n ~ o t l v o       das rlrfic-lt.~    coloii~:iese d o estado                        çoiiio pelxe na agria. Não c>~*rsliiitlo~ 1 1 1 i~islt1111-   11
de rles1)arato eiii que se te111 eiicoiitrndo a fa-                                           hrcs clr fisc*trllsaqcío, os /ia~rtoritu.ros                 rrl/~.rrrna~~rno.s
zenda piil11ic.a iio \iltraiiiar.                                                             ccl.r.ririj~rurrr~i-,v~*  1'01~1i)dii11~~17fe U ~ ~ « ( ( O('OIII
                                                                                                                                                   sr111 C             S
      >Ia1iétiio (:;li.~aiiio, o grniide jol-lialistn extiii-                                 o o~.qc~nrvnto, iam gu.s/rcrtrJo o y u ~
                                                                                                                       P                                       juigauam
to, i i i i i : ~ d:is iii(iiviclii:ilitl:itlcs qite iildhoi3 \.i:i os
  ~~MC'SO.    c00rauan1 a                recerla que núo cnlrstzua di-                                                                            CIO-sepor fi~ii,coi~i:I iiidt~l)rii~:ivel                sevei idade
  /icrrltlritics E , qrinrrdo           Ilies Jtrllnon dlnhcrt o , strca-                                                                         çoillrn os exaclores e respoiisat eis cyiie des:tfeti-
                   a
  ucim snb~*e rnclr-opole l'rir u rolr~plcfrcl~ qiicr-                 o                                                                          (lesseiri as rbgias deterriiiiiayões ou fosseiii, por
  dro cofir?crn cl<-~.csrc~~ifg~.            fiilftrrc*iii fotlos os iii~ios                                                                      efeito d:i siiri iiiex:itu trl)sei.v:iilcia, eiicoiitrtitlos
                                    as            rlri
  tic sei-cnl jiil~yritlrr.~ chorif(~.s gcBr.elrclccdos fim-                                                                                      em ftiltiis coin a fazeiid:~. Slais de ceiito e \,iiile
  dos do tesoii~-o irlll'ts~~tcct~
                           110                     V                                                                                              aiiiios siio decoi-ridos depois que aquele dil~1oiii:i
       Elocp~eii   tissiiiio ! (:oiiio r/~i:i(Zi.o(10 iiosso es-                                                                                  foi firii-iado e iyxscrr. tfe delig~licirrs c ip.\/ol.(*r>.r
  ta(lo firiaiiçeii o 110 iiltriiiiinr rião u lia iii:iis per-                                                                                                                                  por miritos P iiiwi~.r~.s
                                                                                                                                                  I - P ~ P ~ I c ~ ( Ive:íJ.s t~17il1ctilicrtia.s
                                                                                                                                                                        .$
  feito. Neni tisc:ilisaqào, iieiii .i-egiilni id:tde, iieiii                                                                                     m i ~ ~ i s f ~ - 0 . 5r.orô(r airida lioje se lido c t j i r , s t r ~ ~ i t
                                                                                                                                                                        tia
  ciociiiiieii tos; i~nd:i,pela 1ial:ivi :i iinda. 11111 caos,                                                                                    í i s co~ltris tl«s ftit~crotial*ios          fisccles do til ti-:i tii:ii
  coirio se ~ X I I I ' I I I I I ; ~ O i~iii~isti-O n r a r i ~ ~ le ; 1
                                                        &I                   1
                                                                           i1 ~                                                                   e aiiida 11a atunlidade 6 iiiipossrvel trprcviai.
  1887, Heiiric~iie(te hlticetlo. ( I )                                                                                                           pela orgaiiisaq5o ditm:i corita geral, ii:is cotitli-
       0r:i erii tnes coiiriicbes coiiio se podcri:i vi-                                                                                          qóes de pode^ servir de tiase 6 decl:ii.:iyào do
  ver r , :iliicl:i pai o iii:iis, :ic.iis:ii. :I$ co1oiir;is cio5                                                                                tr~l?iiiial        coinpeteiite, qiial se*jii ti exala sitiiaqào
 erros e cios t.riii~t.sde cliie elIas iiiesiiio eram                                                                                             fiiiaiiceirn de cada uiiia rias proviiicias clue c o ~ ~ s -
 vitlliias, pela pi'opri;t con!is"o                         {ias aciis:ido-                                                                       titueiii o vasto iIiiperio coloiiinl de Vossa M:i-
 1-c?, 'F f                                                                                                                                       grstade. 0
      Poi-(pie, put ~ I I ; I I Sqiie se ~)t>iise sào ape-    cliic
                                                                                                                                                      F

                                                                                                                                                         l odos coiiicitliiido iiiis opiiiióes, iieit1lriiii:i (li-
                                                                                                                                                          .




 n:is algu~is                          iiiais
                  in~iiisii~os pess~iiiistus                    citic iory;iiii                                                                   ~ e r g e i ~ ccie pensar, qunsi, até, os iiiesiiios lei-
                                                                                                                                                                        ia
 :i iioia, t: i i i i i piii'o eiig:iiio. Bai.1-os ( ; o i ~ ~ eeni        s,                                                                    1iio5 para qiie :I logica náo ftillie.
 1888, íiei;ci.e~,e, t<; Ilistoi.r:iiicio, o est:iílo de dcs-
                           n                                                                                                                             SO eii) cei tos j)oiitos tiivei-geiiOS ~ ) I - I I I ~ I ~ ) Ie111
                                                                                                                                                                                                                          OR
 i cgriu~wnto ciii que tiitlo existi:i                        N o i.el;iloi io                                                                   (fite (leveria asseiit:ti' u11i:i i'eforiirn coloiiial. Os
 (lu' apreseiitava oc riiotivos da reíoi li):\ dos sci-                                                                                          çlaiiiores da parte da iiretropole deviaril, poi 1%-
 wyos fazeiitlai-10stio i i l traii~aiciii l (i de jziilcii o                                                                                    so, sei' 01-ientados i i u i i i seiitrdo iiioralisacior, iii:ts
 (Ie 1888 e\j)licav:i elle ao i-ri c :io IiaiL: «h('-                                                                                            iiifeli~iiieiite,eiii velz de se evitai-eni os esctiri-
 iilioi.: L1111 iiilg~isto preciirso~ (le yoss:i Niiges-                                                                                         dalos e as extol-sões tão iieliiieiite retratados por
 tade-El-ltei 1) .Iost;, disigiiido-se eiir 18 de iio-                                                                                           ináos eaperiei~tes,pensava-se yite era I I ~ C P S S 10                   ~I
 vei~ihrode I í ( i l , pai- cai-ln regiti n Aiitoiiio de                                                                                        evitar- os al~lisos dos :idriiiiiistradosl Era iiiiia
Vasco~icelos,y ~ i c              eiitio er:i goveriiactoi, e calli-                                                                             for~i~a        eiiipii-icn tle resolver o px-ol)leiil:i, r o
 tào geiiernl cle Aiigola, aceiitii;i\.n jti iiessa ejlocti                                                                                      miiiisterio de 1)lns Fel-reira, e111 18W, le\.ado
a iii<lispe~isavel            iieçessidade de prontas provi-                                                                                     pelo espírito cie ecoriornra que o dotiiiiioii, or-
clençias ]):ira que 110 ~nesiiio                   i-eiiio tle AiigoJ;i sc                                                                       deiiava aos go\reriindores do ultramar c~iie                             se
fo~iiasseiii çoiif;~snos ~iliiioxai
                 :IS                                       ifeb e fertures                                                                       1160 fizesseiii setião despesas o al)soliitainei~tei i i -            i
cln i-e:il fajíciicl:~,     i*cceiise:iiido-sc (levictuiiieiitc tis                                                                              j~reteriveis,),c( cluaesyuei- que sejaiii as rnsUes de
i.eceilas c tlcspez:is, re:\lisaiido-se os ilec.essai.ios                                                                                        cotiveniencin cjiie a s teiiliarii rletertiiiiiado», por-
:!iiistnii~ciit o ciii pei'iorlos 1i.ieiines e pi-octideli-                                                                                      que, dizia o iiiesiilo dociiineiito,              (10   estado geral
-                                                                                                                                                financeiro do paiz, de ciija gr:ividade                      foi.c;oso
          1          ,:r                                       i                                         Ii I I I ~I P P I , ~ I ~ ~ I P I ~ «
                           i t t l i r i i i ~ i s t i n i i < Iiir,iitcc ira i ~ l l ~ . i r n i~ ~ i i c~
                                                                                                   i
L I ~ I I OKPIII~IPI f i f ~ C ( r ~ f i ( l i f t i ( ~ ~ Sr ~ ~ r l O sU
        'J I     IU          r                         I              r              ~ (IIII(-II~<I
                                                                                        I              dr 1W7-I#.?                               (pie todos nos roiiipeiieti.eiiios, iiierece ao go-
 verno particiilai- ;itciiq;io, coriseguindo-se o equi-                                              dos, i i ~ a sas 1oiig;is liesilaqóes eiii se t[esciiil)e-
 lihi io iiitli\pc.iisavel iios oi c:nii~ci~toh pi ovin-                      das                    ii1i:ii. esse pol~eltlesagradti~,el1130fiaei-niii sciião
  tia\ ultraniaiiiias ct1,jos deficrls f c r i l crlé hoje sido                                      to1 iiiii cridti vez iii:iis ~)esaclos snci-ilicios iiie-         os
 sirp ulo., l)í'l(i niclr.op~le>>                              (I)                                   vitaveis.)) ( I )
              (:o111     tiitio, eiriqir;iiito os ~)essimistas                   olliavaiii                0 testeiiiiiiilio tlc l'iiilieiro (:li:igiis, seiiil)t-e
  por este modo (1s eiicaigos coloiiiaes, ii~iiiistros                                               li-niico e coiisçieiicioso, 1150 pocte ser ])osto cin
 roiiio . J L I ~ I Ocle Vilhcria, Piiiheirtr Cliagas e Bar-                                         tlii\~d:i, de iii:iis :I iilais, quaiido elle, iio esc1.e-
 i os Goiiies iiiiliaiii I ideiic~a                                   segura para reco-              Irei. estas pal:~\~ias                     çoiitu~ideiites, iiao o hizra
 ii1iccc.r cliic :ts coloiii~is i150 \fio ciiIliadt~stlos                                            çoiii o espirito oposicioiiista, iiitis paii ttiv:) :is
  t l ( l / i c x i f s de cliie :i iiia nd iiliilisti ayào ii~eli                 ul)oli ta-       suas p;ila\lras pel:i priideiicix iiiereiite (Ic i i i i i
  lltl ei.:i :I IllilCa l c~s~~olls:ivc~l.                                                           iiiiiiistro de eslado.
              , : \,iiiios o que f3ai ros (;oiiieç csci-c\ eii iio
              Ti                                                                                           Eiii face ctclle ti iiieti-opole ii5o pode e\igjr
 scii i clatoi to Vela-sc agora o cjiic esci evia Pi-                                                saci-ificios por eiicai-gos de q u e as coloara\ ii:io
  iilieii o i:ling:is, cboiiioiiiiiiisti o (10 iiltr:iiiinr, eiii                                    -titilisar:iiii, e cliie iiuiicti cIevei.iniii coiistitiiii. ;ti.-
  1x85. 1,ikin-se, coiii iodn :i aieiiqào, esie tói-iiiidn-                                          gunieiitos coiili-u ellns
  \ el            Ichstriiiiiiilio tio 111 illiaiiie loi.iinlist:i, cliie,                                 Bater eiii fel i o fito seru d a iiossn pni-le ~)i-o-
                      e
  1 i ~ 4 t ciocb~iiiieiitopiil)li(.o e coiii :is i eslioiisa-                                       crrrar iiovns aíiriiititl\ as qiie testeiiiiiiilieiii tis
  I)ili(l:ides iiici eiiic5 :r i i i i i iiiiiiisti.~ tlr cst:ido,                                                    ~
                                                                                                     i i u s s : ~:ifii-iii:iyóes H;(, 1)01'eiii, o lesteiiiiiiilio de
 iirio liesitou ciii 11or n \,ei.d:i<Ie criiel, c: ceivto,                                           iii:iior valor e q u e iiào pode <lei\ar de ser ciln-
 iii:is iritl~sj)ciisn\.t.I                                                                          do, taiilo iii:iis qiie o seu :iiilor ociil~ti, 1)oIiti-                        iiii
              o Mas, csc.1 c\ in 't'iiilicii o i:li:igus, coiiio 1)ode                              c21 l~orliigiiCsa, iinl ç:irgo cle e~i(1eiicia-                                      Itcfiro-
 csti.:iiili:ii-sc cjiic as coloiiias Iossein, poi iii~iito                                          iile :to si.. Jiilio tle ViIlieiia, (Iiie fez iiiiin esl)leii-
 teiii1)o, 11111 í J ~ ~ ( - ( l i s ! q ~ I I I ~ I ~ / ( ~ ~ I ( J ~ ~ 1I 1I1 I~ 1~ ( >1 [)(>r-
                                                    o ~o                                   II~(>    .<11(l:1 ol)i*:i coloiii:il, n qiiaI, tlesgrnyadiiiiiciitc, sv
~ ~ o l l ~] )l ( l I l ( l ( 1 llltlflo ] ) o / ~ , 0 5 t ( l ilfl(i(!f(lzl(1 p U I ' ( 1
                           2                                                                                                                        tlas
                                                                                                    esteriliso~i ao eiiil~tite iiiesc~iiiiilitts111tas dr)s
 ( i o s ( ~ l l t ) 6 ) 1 1 ~ O.% ~] ( > I I l l P I l , $ (l(1 111 o*$pPl
                               (~1 (                                       f~lcldo,q l l c lu-       1x11ti(los e dns iiisofi-idas aiiil~iqõe~s                                  pessoacs.
 J                     I   IIO    \rro tic\\tt.\ /r~c.iirttii,svii~ttrs             1~11'(1~3              550 (leste clisliiito Iioiiieiii piililico as coiisi-
 ~ d ' ~ ,wJ po(Iiu oo s p ( j (11 (pw ( 1 pi o o z ~ ~ c ido ,-I 1?go1([
                        ~ ~ i ~                   ~                             il                  (lei-iiqúes que segueni e clue iiiereçeiii sei ~)oiidc-
])I 0 \ ] ) ( ' 1 (!.$A'       .\v urct>s .\c111 ( - o ~ i f ( o s 11ro111~tos
                                                                         i                  do       i :id;is
 w J r r \(rio i l ~ t l ~ trl e ~ ~ ~ 11o ~ I I ~ C I ~ I O.\o111 111(vod~
                                            t fic.crl.                       I-                            ~Seiilior- As tlespezas p:ig:is iios ciiico c\ci -
c.hocj(uO I I ~ tro litor-{ti') Se lia iii:iis teiiil~o ti! es-                   se                ciçir:s qile decorreiil de 1885 ti 1X#!l, pois coiita
scb seiiic:ido inais 1)re~cii-i~iite                                    çolllei-iniiios os           tle creditos \rotados pelo ~)arlanier~to                                          pai-;i ;is
h-11[OS.))                                                                                           pi.oriiicias riltr:iin:iriiins, foi n i i i as s ~ g i i i r i t ~ s
      ((I?'   ti11 cf:i irigi.uta, Iieiii sei, 1150 falar seiiáo                                               1885 - 18Mi                                          1 198 ti(i8$93:S
1105   Siicl ilicios iiecess:irios, 6 t:ii efa iiigis:itissiina                                                1886-1887                                            I .:<(i4 349$5(2
]N'r~):wi~r 1ei.i-eiio : ciist:i de i l i i i i t o 1i*:il)aIlio,
                  o                            i                                                              1887- 18x8                                            1 300 060$(i-l2
(I(> tiiiiito ctisl)eiirlio, pai n cliie :i% geracfies fiitii-                                                 1 888 - 1889                                         2.2,iO .520$1(i4
].as lciiIi:iiii sti q11e niifeiis os I)i illiaiite~i*csiiltn-                                                 188!t-- 1890                                         3.4'74;8~iO$~MM)
---                                                                                                 -- - .              -
     ( ) 1 (qivkr,Nf!                                                                                                      ~ ~ I .I I L ~ I I ~ I ~ ~ ~ n I oic.iiiic'iili)i[< I&%F-lWO
                                                                                                                  -
                      li111 f i l ~ t f ~ l i a ISrll! p.1:
                                        ~ r <!r             i04                                               I l c l.iiot
                                                                                                          ( I )        111            L                 I II~I
         ,<A sinl j>Ies 1eiliii.a destes algiirismos iiidica                    cuiqsos para salisfiizei*os f i i tiii-oi, qiie :I ci\lilisa-
 qiie o eiicargo da inetropole para coiii as colo-                              qfio exige »
 iiias teiri segiiido 110s riltiiiios ciiico alilios iiiiiri                         Mas ha u m depoiiiieiilo qiie convem nào fi-
 evoliiqào asceiiciotial e cliie, c.oiiiparado o ulti-                         qiie ociilto iiesta série delles (pie taiito vez lan-
 mo c0111 o primeiro dos annos deste pei-io(lo,                                 yarain si,l)re a vida desiiittiilelnrlsi e :iiiarrluica
 ;i despe/:i tripltcoii                                                        (l'este paiz seiii tino e seiii orieiitaqão governa-
           nas c i r c ~ i i i s t ~ i ~I c ~ I a I~I C Sdii friseiida lia-
                                          I O~ ~ :                              tivti; i. o do si.. Mttiioel Afonso Esyregueira. O
 cloiial, e teiido eiii ~iiiisa a vasta exteiisáo do                           WLI li\'i'o, iIrie t; ti111 docuineiito iiota\lel, cliie fi-
 ~iosso iiiiperio coloiiial, a .iiitiltil>Iiciciaclc dos                       c:ir;i : atestar as caiisas iiiiediatas da iiossa rui-
                                                                                        i
 srits servryos e ns exigencias cresceiites duliia                             iin liriaiiceira, qiie revelou o sei1 auto]. como iiiii
civi1isnq;io que coineqa a iirndirii-, nào seria de-                           j)i~l~licistn    esiiiiio e til11 tioinetii de goveriio poli-
certo para ate~iioristireste clesciiiieiito das des-                           derarlo e ateiito a todos os feiionieiios que lios-
pexas e iierli jiista~iieiite se poderia :itril>iiii. i1                       siin ilifliiir iin adniinistraqão pirlilica, coiilieceii-
desperdicios oii Iargiiezas Itixiros:is lia adiiiiiiis-                        tlo os coilipIicados escaiiiiilios das fiiiaiiqas iiacio-
11'3~50.                                                                       iiaes, é rligiio de ser lido e coiisultado por. todo\
         ((Sese advertii- qiie estão iiisçritas 110s arca-                     os que se iiiteressaiii pela coisa publica Poi
iiieiilos do riltraiiiai. as despesas d e adiiiiiiistra-                                            i
                                                                               elie se ~ e r i qiie liavia sofisi-tias fi~ia~iceiros           qiie
qúo geral, qrie ein todrrs ris t~ciqõe.s                             se
                                                         c.olor~irre.\ 211-    prodii~iraiiio desc:ilabi.o e a riiin:i rceiicol~riiitlo-
                                            os
rlilc.111 1io.5 o r y a n ~ e ~ ~ t c/ci ~i~etr.npole, ateii-     se           se 1101-esta fornia, c l i ~ i a e\celeiici:~, a auiiiento
                                                                                                                silri
tler 2iiiid:i a qiie os cai. os das provi1ici:is iilfr;~-                      coiistaiite e rniriirts upres irljristificado da despe-
                                   i
i i l n i iiias se et1cortfr.trtit ( rspzcrs que yr.c~)r*iciri~eri-
f r llie ttdo peI tertcc.~n, se sc, cuiul)crr-trr tleliois o
                                                                               si c0111 o serviqo 13ro1)i-10dos iiiiiiisterios, r1r.s-
                                                                               r)itr~~tio-se cipiic.rrqfio (pie irniccrnierite tlei)rtrili
                                                                                                da
cti(-iiryo q t l o (r.s c01oiji~l.st t w z e ~ ~ ~     (10 pcirz oelS-st>-(í   ~ P , OS eiii~~restii~ios
                                                                                    I                        coritr.tritlos ptrrci oht-ir.r ~ ~ ( ~ p l ' o
                                            it1f~ri01-
(/r/(: ~ l l e( c ) r . c i t ~ t i ~ ~ ~ ~ í e ~ ~ t (e1 0 cliie teor~icts
                ;                                                              tlritir?cl.s, cori~o   criir~ttthostie fetSr.« e berii trssirn (11-
potert~~r~,s                    íii~                I '
                  c~lo~ii«c.s ~ ~ ~ ( l /iC oI IiI C I 110sseus pi-O-          t ~ u r ~ w l o frtrbctihos ilos po~.tostlí. 111crroii destí-
                                                                                               .\
cersos tJe ctrlntir~tsir        trcüo e qiie iião lia iinperio                 Lados ao desenvolvimento das nossas co-
coloiiial cle eglial exteiiyiio qrre iellhci sido mrcrs                        lonias. ))
brcr.rrio cjcre o r~osso       M
                                                                                     E' este cliiacli o sli igelo iiias elor~iieiitissiiiio
        «Para i-eforriiar o nosso i.egitiieiii coloiiirtl                      deseiivolvido e ariil>liado eiii iodo o expleiidido
iião é I I C ~ C ~ S : I ~ e\ager:ii7 os eiicargos, iieiii to].-
                           IO                                                  Ilvro n que 110s wlnos i~feriiido \'è-se, port:~l-
nar odioso ;to priiz iriii doniinio que constitue                              to, cjiie quer a iiietrol,ofe quei as coloiiias, teeiii
o I>riliieiro elenieiito de sua aiiiptitiide geogra-                           sido viliinas diinia a(liniliisti.aq5o bastaii te clcfi-
f i t x e n Jilaioi forca (]:isii:i gi-aiidezn ii-iorai.                       cieiile e iiiiiito ctill)osa M:ts o 1liesiiio :iiitor airi-
        c( hfcrs S P as C O ~ O I I ~ ( I 11F
                                           . fio ieerlt ( r ro,~l~ortsnBrlr-   da ti iiitiis coinpleto, se i. ~iossiveliioiiti-o ~)oiito
clarlr tio r~o.\so i ~ i t r l e s f u ~        J?rI(o~c.eir*o todavia
                                                               t!              tlo sei1 valiosissiiiio li\.i,o, ( 1 ) rjiie to(los os por-
certo clue iio inoiiiento ~?i*eseiite, pais iiáo             o
                                                                                       (') M A E\ptr Turim - .I\ I!I'~]IFIII\   I I I I ~ > I iI\I I
pode s q ~ ~ ) i o eiicargo aiiial iii:is iino Iciii rc-
                    lar                                                        reirn    ifo r<totf,,-l.~rhn.i. 18'Wi
                                                                                                                                            t                                          ~ J
                                                                                                                                                       ~ ~ I ~ I ~ I I I ~ / I i i~f l 1 1 - ~ I I ~
                                                                                                                                                                             r
 tugueses deveriani c o n h ~ c e r ,por elle apreseri-                  yortnricia coiii quc o go\ ei no adquirili o çarni-
 ia1 ;IS causas duina siluwcào tào dccadrrite                            iilio dc Sei-ro tle I,oiiieiiqo hIarqiies é \aiitalosu-
         Acaso as coloitia\ iciii sicio I ) c ~ I c ~ I c I ~ ~ ~ ~ s
                                                                l l :    men le i.eiiuriic~-adocoin o trafego valiosissiiiio
 adiiiiiiislraç5o tla iiietroyolc') Nau,' afiriiia o sr                  que tanto vaIorisa a capit:il e a pro\ iriviti i16
 Espi clgiicii-a, ] ) o i ~ l ~ i c
                                ((sc.r-r,icrni s01r171t (1s (-010-
                                                        tc               Moctin-ibique?
 ~ i i t r spara ciil sc cwlut.nr erii 0.7 ytrl cuiccc~s r anir!gos          AIéiii d e tiido o s i . Anselnio tfe Andi ncic. ( I )
 tios rrirril.rlros yirc 11iro linli«.rr~    1ogtrrc.s 110 rcpi!to  ))   ieiil palavras-de d0i- para o estado d e Ati-tça Oci-
         filas o sr I<spr-eglieii-:i iio sei1 rn~~~loi-ondlrrri          dental c o sr Aiiselnio Vieira, ' ( A ) aiitigo rle-
 th iio scii i-elatoi-io da tazeiida asscgurti qrie as                   putado regeiiei-ador, c2 d'~iiiia exatidiio perteita
 coloiiias Leiii d:itio I I ~ C I L I I S OA n ~ e t ~ o p o l e qtie
                                                             ch          quando afirma qtie as rolir ir tas expedicòes ini-
 esta C clLie paga as t f t ~ s l ~ e zcom obras p~ibll-
                                            as                           Iitares poiiço 1ein i~ifliiicloria decndelicin [Ia inc-
 i a s e çainiiilios de ferro Coii~o            assir-ii se o iiics-     tropole. E o ssr. (luetroz Veloso, iiitlicado lia
 1110 sciihoi- no seti lr\*ro lios cilsiii:i qiie (ri150                 inuito p:ira iilriiistro d o ulti-aiiiar ou d:i f a ~ e i i d n
 1i:i icc,iiisos pai-a 1ii osegtiii nos rnt.llioiameiitcis               ao inesnio teinpo qiie lastimava a s!jiiacSo dc
 tilatci-iaei, dc qiie t:into w " a w e no reino                         Angola afiri~iava que qrialido se ~)edirarii iio
 e e m todas as colonias ( O suhlinliarlo e,                             parlamento inforriiaçòes a respeito d a seu esta-
 seiiil)i ?, m e u ) nem mesmo para t onclurl' mui-                                                             se
                                                                         do finaiiceiro e das S I I R S (I~vldas reconheceu cltie
 tos clos que esla~)uriiel~ceiudos, mus I ~ S O não                                                           pai-a tii-iia ii~fi)~-tila-
                                                                          iião se possuiai~ic l a n e i ~ t o s
                                                                          (1

 o b ~ l aa cliie por torlos os iiiodos e foi iii:is se                  cão ião direi cabal nias pelo iilerios salisi:ito-
 :tumei~leiii clcsl)esas oi tliiiarias com novo e dih-
                   as                                                     r1a.n (       I )


pe1t.wu01 ~ ~ e s s o a I 'Mais ainda; porque 6 , qiie em
                           ~)i                                                   E i i ~conclusào, genci-icanieiite, íicu l ~ i - o ~ a d o
gi.ancie pai tc, não potlem havei mellioramentos                          que, por totlos os inotivos, as rolonias riào sán
 n a colonia3 Afirma ainda o ilusti e 11ublicista,                       culpacfas tios c1cficrf.s coin que tlizem solirecai r e-
porque se gastam ([em expetiicóes mal ordena-                             g&r 0 ooiSyaiiie~itoiiietrol,olitaiio
d a s e preparadas, q u e ficaram sem resultados                             Sei á o ellas iini eiiciii.goL?N ã o sei 50 u i i i cn-
~ ~ - ; i l n ~ o , s , supei ior a q u e custarram os 200
                soiiia                                                   ciirgo logo cllie iiii~a:icimiiiistraqiio 1120 sti lio-
ki1oiiict1.o~de caminho de ferro a construir para                                                               e
                                                                          uesti mas sensata, seja o t i m h ~ do.; setis go\,u-
mantei a nossa 1)rel)onderancia nos sertões, q u e                       iios, q u e dever50 ol>ed~cei. i i i i i çi-itei-io .;à0 e
                                                                                                            :i
o Longo 1)elga rios drsliuta, e com vantagem, por-                       justo, eilergico e impl;içaveI
que Ia cliegara priiiieiro d o que nds ,,                                    São os prop"os ii?iiiisti-os ilo estatlci qiie
        Sendo ~ s t oporque sei-a qrie o ilustre minis-                  atesta111 cliie :is finanqas çoloiiiaes te111 arid:itlu
tro progressista veiii afirmar nos documentos que                        ao desbarato
publica qiie as obras publicas e os caminhos de                              Não ~ ~ o d e i n onegar- cliic lacs ttsteiniiiitios
                                                                                                 s
ierro n o ultrarnar eslão a caigo da rnetropole,                         sáo valiosiss~rnos e qiie e iim ir~lt.    poiieo Iial)il
quando k certo que obras publicas, as poucas
que ha, estão a cargo do orcamcnto colonial,                                 (                     ~~
                                                                                 r ~ 4 1 1 t f lr q ~ l~l ~O l l l f ~ ~ l - l 2112~ I I ~ I ~ (~I A > - 1 1 0 ~ ~ O~I I 1I I ~I I ~ I ~ I-
                                                                                                          t                    ~                      I )         C                       O(
                                                                         dentaes coii\i.i v.tiii-se iio r c g ~11~t iic r l r i c i n i i i < i (. c o i i < l c t i , i < l , t i o i i t 1.11-
os carninhos d e terro, excelo o d e Ambaca e                            meiite a urna e~ierilid,iilc ~ i i Ia" pena H
                                                                                                               (        e
Morniugào, não sei em encargos, e y ue a im-                                 ( ) A qi~c\tGo i \ ~ r c l r$$ / L I ~ ( I I (1s I N I I III(/III \ ( I \ - p ~ g !2
                                                                                                 /                              ~I                             %
                                                                             i ) Qiieii o z \ e l o ~ o - - S i t u u ~ Ü i ~ i c i i i c eu id o p<r?z-ti.in '17
                                                                                                                              ~i~          t
 ati-ihiiir á s çolonias lodos os motivos dum es-                                                               quando em quando, para protestar, mas, ainda
 fac.elo doloroso qiie, por. vezes, desperta trisies                                                            assim, froiixamciitt~, seiii cutitiiiiiidr-ide, lalvez
 v:iticiiiios                                                                                                   porque a lassidão que o calor dos ti-opiios ino-
       Niiigiieiii w', logo que esliide o assunto, em                                                           cula prosta todos os individuos que pretciitlem
 iaes argiimeiitos, neiri havera qiieiii, seiii base                                                            erguer a voz, para reclamar mais jiistica, itiais
 segiila, çoiicretisaiido a sti:i opiiii3o possa dar tí                                                         honestidade e iiiciis ~ecoiil~rcinierilo.  Queni por
 iiotii ~)essiiiiist:i, < ~ i i c
                                doiiliiia 11-0 I ~ O S S O grande                                               lá vive, lariibein tem direilo :i qur os respvitciii
 ] > l t b l l i ~ a e\pressào segura duiii fitçto coin-
                   ,                                                                                            e atendam as suas reclrimaqòes.
 ]>""\';"Io.                                                                                                        I3ortanto as coloilias, repila-se, eni ii:icia sáo
     N ~ i scoloiir:is, coiiio :itostaii~iniiiisti-os e go-                                                     culpadas da siluacRo eiil qiie se enioiili-;iiii, nn-
                             teiii
 V ~ iiildorc~,i i ~ e s i ~ ~ o , liavido iiiiii ta falta de
      I                                                                                                                                                          taiitos
                                                                                                                lcs, com Irislcsa, tem visto ~ i ~ a l b a r a l n r
 esçi-iipulos e iiào serei eii, (qiie aliiinl i150 estou                                                        recursos sem ao inenos poder piir enil):irgos iis
 kizeiido a eaposiqão detalliada das caiisas da                                                                 viole11ci:is d e que sào viçtiinas inuçeiiles.
 tleç:ideiicia possessões portugu+sas, o que reservo
 I):II':~ oiitro livro mais airipio ( 4 ) pala o qiial aiido
 1i:i iiiii~to  teiiipo a reçollier elemeiitos), qLie oculte
a verdade que : ii~iirliacoiisçieiici:i se i~ilpòe,
                            i
 diiiiia iiiaiieira iiisofisiiia~~el.
        Qileii? g o eriia co1oiii:is coino 116s leirios go-
                        ~
 vei.ii:ido, qiieiri 1\50 teiu titio esçriipulos lia for-
iii:i çonio tein scgiiido n ndiiiiiiistrnqúo iiltrama-
I iiiri, ii;ib te111 ( l i 1 ei to n nss:icar taritas ofensas
:i     pi oviiiçi:i q u e iieiiIiiiiiiii iilgei-eiicia terii tido
ii:i     sii:i :idiiii iiisli-:iqi30 propi i:]. (;ovei.iiar como
:iliiiiini-ntii clirc teni sido goveriiadws coloiiias
H:ii 1.0s (roiiies, Piiilieiro (:liagas, Oliveira Mar-
litis, .4iitoiiio Eiiiies, Moirsiillio de Alhuqiierque,
c, deitli-e os vivos, inais e111 evideiicia, a s srs.
:liiscliiio dii Xiidi-:itIe, Jiilio de \'illiena, Espre-
giieir:i ( 1 ) Aires Oriielas, 'Seiseira cie Soiisn e Sil-
vtt I eles, e iiáo ter o direito,-o iiienor direito,--
       r   .



ile :iiiiesc~i~~~liai-       as terras que teli?, ztpeiias, atei-
te os iiiiiis pesados eiictii-#os, eergtieii(to-se, de
        ('1 f I t $ l < ~ r IiJ(~~J J I ~ CJI ~ O ( I I ~ I I P S U
                             1   I            /    I
        1') Qtinn.iii i c ~ v i nrst.is piov.is clic ovii n i r .i\ iiiiioi o qeguinte de-
pniitii~iitii do \ i           Islii rguciin, qite h i i k guai<lntloe q i i e ao "gora c"-
cniitrri       1ii.s1ioii<1i.i   t llc .I iiiii < I i s ~ u i s do si T c ~ i u r i i n
                                                                       n                   de Sniila e dizta
     c            r         I    i . I                         ..I? j,rooilr( inr trllrnriinriricrs 1150tecni
  ril)in r l r ~ c l n r k fi~inrireiio
                  ~        )                            ~~ir~ratrn~rr.
                                                piii 9 1 1 ~    YF                POIS PIF(- ~\1:1d0 PPSIII-
f i 11-1 r i i r t rrrirrir~iislrncrii~    ~~--iNo~~tif~irlr$-.l        r<triiil~ro,1IW»1J
                                                                                c
                                                                            S~II*                                                                 ~ ~e
                                                                                       115ofoi c*iii.~\ib i ~ i ~ i05 ~:I v c c ) ~ ~ c l ~ ~(sji ) c ~ s
                                                                                                          o              i     ~
                                                                            ellvs li50 pocIcii1 :it111g11        .
                                                                                 H:( ilos i1 i i ~ i i c ~ * o s                Y:II
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                                                                            I~oi iiiio sc,lniI.r o uiiico eleiiiciilo de coi1frorit:i-
                                                                                 ;t
                                                                            CSo, oii cle c\l)osicáo, eles sàu, t:iiiil,eiii, coiiio
                                                                            zifii-ii~a sociologo Gi.ret,(') iiiiia 1):ise (te cstiitlo c.
                                                                                        n
                                   III                                      tle í i i \ estig:iq:in. ()trerii os ni~alis:ii,fi i:iii~eiile,
                                                                            r.rilei.iosaiiieiile, sriii iclci[is l>i-ec'oiicel>icl:is,        (Ic-
                                                                            les veili siirgii- :i segui-:i c.oiivicqào dc tiire tjiieiii
                                                                            :ifiiii1:i cjiie Aiigoltr teiii siclo i i i i i sorvrerloiii o, ii:lo
O q u e tem sido a admtnistraç&o d e Angola-A Iiqao dos numeros-            teiii r:ufiu iieiii te111 l i ~ i i i c > \:li-g1111ie1lLo5 qiic
                                                                                                                                       LIIII
                                       -
       Despezas e receitas de Angola.A q u e ficam reduridos o s seus
       rfu/iril\ -Controntos d a s despezas uteis com a s inuteis,-Falta
                                                                            :isseiiLe o scii ci I tei io
      de justiea nos ataques ao cancro da metropole.
                                                                                 Antes (te 18.52 iiào c\istlu coii tal)ilid;itlc.iil e-         i
                                                                            giilni Iin\leiitlo uinn tIiticiil(lat1e e~treiii:i pniii

 pq       as se, ciii glol~o,:is coIoiiios teiii iiiais iiio-
           tivos d e r1ueis:i qiie n iiietrol)ole, :issiiii,
                                                                            ohtei- cleiiieiitos de estiido c eriit)ora h:i~:i i1111
                                                                            orq:iiiieii to coloiiial tle             18/44 (T,ttv\=,101 (150,
                                                                                                                  1<Yzl:3-


                                                                            O «i.( ci~~lcrifo n s c.olor~rtrs)ii5o iiie loi po\\i\ cl
 i-rstriiigiiitlo-iiie a Aiigol:~, coiii iiiiiilo maior 1110-                                  (.

 tivo se podei 6 tiriir ideiitica ioiiclusão                                                                       i
                                                                            eiicoiili ai o ((iie se ~ e f cia cslit.ci:iliiiciilc. :i
        Aiigola i ,sol) o poiito tle v~st:i da eaploi-açiio
                   .                                                        Aii#ol:i
 iiieti ol~olitaiia,a 11i:iis s:ici-rficarlo                                     (:oiitiitfo 6 1:ic5to pio\:itlo qiic :iiitcs clc 1HT,2
       NAo s5o siiiil)les afii-iiiativas ~~essiiiiistas,         sào        iiào Iiouvc, (1~1:14t (iefic-11 os d;l(los (111~'C O I I W -
                                                                                                                e>
 factos, e itrctos coiiil)i'o~:icios coiii iiiiiiieros, os                                                                             o ( ! (i:lt'\
                                                                            giii ol)fc.i, ii:i tlisliersão ( l o h ( I o c i ~ ~ i i ~ ~ i l o s
 tlliaes voii, eiii alg1iiii:is I)agiii:is, desfi1ir:ii-, i i i i i i i u   ~)utilic:itlos,heiii o garanteli1
 ziiialise frr:i e se\reiii, seiii iiie ceqireiii pieocti-                      OS dados qiie ol)tive, coiii gr;ii-iclc (li li(iiltl:i-
 11aqõesqiie l~ossaiii ferii- suscetilidades iiacio-                        tlc, 4ào OS segliiiites:
 iiiies, tniito iiiais que, sei \riii(io n verdade, sii -                                              -               --- -
                                                                                               I             I
                                                                                   -   --      - -
                                                                                                - -          PP                L-   -    - --



 vo, iii~plicitaii~eiite,     acliirla gr;iiirle e h I : i terra,                      hnnor       RECEITA       O L ~ E L A    (   DIFERENFA
i l ~ cleni vivi<lo seiiipi-e sol) o I)eso tJe :içiisa-
c0es se111 fiiiida~iieiito,seiii siiicel idudc, Iaii~ti-
(Ias :i]~eiinsroi11 o iiiiiii to de :t aiiiesqiiiiilini ,
niiiiia teilacida(1e digiin tle riiellior causa. A ver
(1:idr ei-glieiido-si. iiirlisciitivel, afasta qiiaesquer-
111 ecoiicei tos seiiliiiieiitaes coiii fiiliniiiaiites pi-o-
v35 (Iecisivas e iiáo c jiisto qiie deixeiiios coi-rei.
iiiiiiido idei:is 1,ast:iiite iiifelizes e ilifuiidadi~s.
      A vei.d:tdrl deve sei- seiiil)i-e :t oi-1eiit:icloi ti dc
< I L I C ~ Iesci-c\ c coiii o Iioiiesto iiituito tle iiiorali-
        (:orno d ~ g o aciiiia, Irnseatfo iio testemunho                          seiilh-los aiiiio a nriiio, j);1iSa(Ic~)ois eiiglol~nr
                                                                                                                            us
 d e Levy .Iorclào ( 1Sfi7) ri50 Iiotivc oi caiiitliitos                                              c,
                                                                                  eni c~uiiiquei~ios por fiiii, e\l)O-los, 1 ) 0 1 - c011
 att! 1850, iiiac, iiciii o de L851 eiicoiiti c[. 'I'otlavia,                     juiito de verl~as, cluc (Ieeili coiii ceiato rigor,
                                                                                  elenzei~lossegiii.os de apreci;icão.
  para descaigo tlc coiiscic~iici:i1)cdi :i iiiii ilistinto
  tuiiihioiztii i1111 aiiini iiio, eiii I,oniida, o seci eln-
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  iio grrol d o govci-iio o si.. Dr. M:liiiiel M:iiisr-
 Ilia, pai3n iiic pieslar o sei'vrqo cle ol)ler. cio 51111-
                   (Ic'
  iiic,l)~'~Lo~1azcntl:i <leAiigol:~,o f:ileçitlo 1:c)iites
                                                                                    I S      1
                                                                                     I RECEITAS                        I
                                                                                                                       4
                                                                                                                           DLIPEZAS              /               - -- -
                                                                                                                                                                  -    -
                                                                                                                                                               DIFERENÇAS

                                                                                                                                                                               I
                                                                                                                                                                                               -- -        /




                                                                                1852-53 237 570g990 239 401~788                                                                      O líi9%2OS
  Pc.1 eii a de Melo, pelo iiieiio5 uiis a~ioiiiamciilos                        1853-51 237 5506990 229 401 a788                                                                     X lí;9$2l)a
        0 x 1iiindos Foi coni pi-otliiitlo desgnsto ineii                      1854-55 251 513$20Cl 268 ti3Hdd2tl l i 0'36&610
 q u e 0 iliist~etiiiicioriai-io rnr çomunicoii qlie o                         1855-56 251 543P2(W 208 (;39&82U       17 O<JU&620
                                                                               185657 256 3238205 2i-2 301$171 17 93iB9Tl ( i )
 arqiiivo csl:iva eiii tal cst:icio qlie era irnliossivcll                     1857-58 227 0584400 296 (JO0$592 50 912à19 4
 ~oiisegiiii o iiiciior elriiiciito de 1r:ili:illio Sci                        185g-59 227 0581 400' 298 0008594 7 0 942&1!14 (2)
 ~iiesiiio(1 IIC' 11111f iiii~i011;1i-10 de Xiigola iii:iiid(iii               1859-60 227 0589400 298 000.i591 i 0 9124194
                                                                               1860-61 2 2 i 05S-8400 298 O(H)$691 7 0 9 124 192
 iio I ) I . I I ~ C(10~ ~ I O
                        I seculo ~ ) : I S S : I ~ O111" 1raJ)cllllo V i l -   1,361-62 2-27 O58$400 298 (HlO&ó9t i 0 9428194
 lioiissiiiio sol~i-e 1iiiaiic.a~d:icliiel:t 1)ossess;io.
                           :is                                                 1862-63 227 05Rg400 298 000#59t C0 942419 4
 A~)es;ii- todos os esfoi--os c prociii-as 1150 con-
               tlc                                                             1dG3-64 253 1044489 345 GGOg393 127 555g904
 segrii ~ d - l o Foi lia vorageiii.                                           1864-65 238 104.8439 413 190g241 155 09141;,2(;j
                                                                               1865-G6 258 1044489 413 19C32i1 155 001a9T52(J>
        (:o111tiitlo, apesai de ser 111tcressaii te urn es-                    1866-67 2b2 0308845 3d3 2026646 121 171$rOíI
 tiido tlesla 11;it~iieza.~)i.iiiripalrnerite               i-elei*llido-      1867-68 262 719&505 369 210R0.20 106 1!)0&53d
 sc :io pei~o(Iocniistitiiciorral, o meli poiito tle                           1868-69 262 7199505 Jb9 2104010 106 t90&535
 1~11*11(1;i sei.8 a rl)oc;l i riicial du p:icific.scSo :to                    1869-70 262 7 19&505 369 2 IO$O4O 106 4Cf0,j535
                                                                               1870-i1 280 741aX(XIO 299 4444126 18 i036126(4)
 i-c~iio,    aptis as I~ilascivis dos jiiiiiieiroc tempos                      1871-72 230 7411000 299 44141-2(3 18 iO3dE116('j)
 coiisti tiicioii:ies, eiiti.:itid<)-se n o i-eginleli dos me-                 1872-73 280 741&000 299 444à126 18 703$126(4)
 Ilioi.:iii~ciilns matei-i:ttls e tio reciirso :iltet-iiatlo                   1813-74 280 741$0()0 299 14 i d 12G 18 702 $126(4)
a o ci r(lilo c ao iiii~~osto:              coiii OS gi.:iiidc~ dr/its         1874-75 542 332$(KK) 542 1658221                                                                           68+7i9
                                                                               1875-76 565 9749000 556 110x530                                                                      !I   41i384TO
que :iiii(i:i se ti50 extiiig~iiram                                            1876-77 565 9744(KN) 55G 11085.30                                                                    9    4h38 [i0
     Dalii :iv:iiite ha, *]a, iiitrioi. I cg~ilnritiatle es-     na            1877-78 565 974i3000 556 t10$530                                                                     9    3li384íO
c.1-iliirncào, qiie se i.cflecliu, cel t:liiieiite, nas co-                    1878-79 565 9749000 556 110fi530                                                                     !I   4b3S470
loiiins, :ipes:ii- tios Iiintos Ii:ividos, o qirc pi'ovn                       1859-80 472 362$00O 588 0 3 d l f 2 6 115 676442G(5)
                                                                               1880-81 433 2 0 2 4 0 386 658$6@5 153 456&G85(6)
qiic iieiii sciiilwe sc ligoii iiiipoi-tniiciii : 1' va-     i ;i0             1881-62. .433 2024000 586 6532685 153 6569685
lic~so     sei-vico ~)uhlicoCoriveiri fixar coiiio poiito                          -. --
                                                                                - ---

                                                                                          ( I ) - u 0 co11seI110 w t C t C O I I \ e i i c ~ l l o
                                                                                                                                                 (111e o ri~/trf/ ?It> 111o\ I I I C I ~ I I ~
                                                                                                                                                                     i)(                               I

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                                                                                ( l i ~ e5.1s repnrticüe? 1 t o i i ~ ~ p r c i n l i < l n t lios c o i ~ r o >
                                                                                             i                                   c
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                                                                                                                                                                                               liit\
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C I L I Pos varias I ~ I I I ~ I S ~ I ' coliieq:kliI :i s1i;t CXI)OSI-
                                         OS                                     tor r < , que ncoti~pniilino oi ( n ~ i i r i r t n 1856-5i
                                                                                                                                        (ir
                                                                                          ( )-1)estle lX;i8-59 n 186445 tleiuoii-\c </e ~oiifecinitnro                            or(íiiiieiil<i,
cáo de 11iinic.i-os.                                                                                                       <I( ~iti1>lirrt~-'ie > 11110-110s 110 .111110 d ~ 1&7-%i
                                                                                ibii ~ w l o I I C I I O ~ , ~ I e i x o t i
                                                                                                   I                                               SCI                                   .
       01-;i,   lios 01C ~ I I I C L I ~d~eSi t e tcitipo, ha ensi-             :il>csar de iião b c mdei :tssegurar duina f n r m a prrcis:t, pnis itr\les e i t -
                                                                                1105 <leeorr1t1o1, dt.\r*ii~r Ii.i\ ido altcrtiri,c> q u e s r ni:iirilestnm no
                                                                                                                             te
iinniciilos tao rloc(iiciitrs, tào tligiioq diiiiia aria-                       ( i i q n ~ i i t ~ i i ltlr 1HW-65 ? a tabc1.1clr confroitto :i{utrrce. o r ~ t u t l o,i re-
                                                                                                         o                                                                    t              ,
                                                                                           ? i l l y ~ il(- 1RkL-b4 qie que nte \irvo
                                                                                                             c ~ ~
Iise ~)orrnencii.isada,         (jue vou, arites dti liiiln, apre-              c(b11.1
dI/oi             /        F ? ~ c E I ~ DESFEZAS
                                         ~                    1                                            1       NEGATIVAS
                                                                                                                                 DIFERENÇA
                                                                                                                                                             POS~TIVAS




                                                                                                                                                                                          1$52-5.3 n              56-57         )   1.231 4714580
                                                                                                                                                                                          1857-114 a              61-62             1 1.35 292&(XlO
                                                                                                                                                                                          1869-63 a               6fi-67            1 262 4026732
                                                                                                                                                                                          t i - a                 71-72             1 329 6108515
                                                                                                                                                                                          1872-53 a               76-77             2 235 76l/lXH)
                                                                                                                                                                                          1877-78 a               81-82             2 410 71 $$O00
                                                                                                                                                                                          1862-83 a               86-87             2 S i 0 210dCKH)
                                                                                                                                                                                          1887-88 a               91-92             4 280 32ddiWI


                                                                                                                                                                                                                                    40.557 7288564
                                                                                                                                                                                                       v   7

                                                                                                                                                                                                 Iri(lris cstrs n l q i ~ i s i i i o s~ ) I - O V : I I I I . c.J;u.;i~~~~iilc,
                                                                                                                                                                                             que Aiigolo ti50 tciii sido ~ioup:itl:i pelos g o i (11-
                                                                                                                                                                                             tios. 1)c :iiirio pari1 ;iniio ri esceiii, i:icta Y C L ii~iii~,
                                                                                                                                                                                             os eiicalgcis tniito qiie : i i m : ~i cçcit:\, ciii lXTi2-.i:i,
                                                                                                                                                                                                                             i
                                                                                                                                                                                             ile 237 coiitos, coii.esl,oiitle                                                           ciii       l!)Oti-!#I?, uiiitt
              I'!-til        ste i f r y l i t i , p o i e i n , t3 c < i r i s r i l i ~ i , i \ lr i i i i ~ i i i .i i i c i i u . ~ ~ ll ~( i I,!.
                                                                                                                                   ~                         i             IIIIII-
I=*< ~ ~ l i ' : l l ~ ll ir1 l l ~l l . ! l l r ~ l i : i 3 ~ , l l l l r h , i I11 I 1/,1,7 (11, 1 . 1 l ~ ~ l ~ i e \ \ o ' i l , \ i (].-to
                                            i                                                                                           111                                                  . i i i i i o rl(- 18711-1871, r i i i i ~ i w       esta i v r v i l . i (,i (1.15 : i l l , i i i d i ~ ~ .cio~i i i r l t . i i i c i i -
!li!\ ,.*~lll\l< I<illc!..                  c\r~.llll         c15 r, il<~Ikl.. < & \ C 1 ~ 1 1 ' ~ t t [ l l l d , i.111 1 1 ~ 5 ~ l I ~ < : lll. u 1111)-
                                                                                                   1              5,                                                (l                       !ri\    saiielliniites, tiii c o r i i p i i i . i i l n c i i i l i , $ UIHI$I)OII, i i iir11.1 i i i i . i \ .ili,iiirli--
1 1 . 11, I w t i i i i i i i l i i r i r l r i 5 , r i i r i i l i r c l i i t . 1 1 ~ I         1             I)! I i ri1 i i i > r i i i i ~ \ i i i i i \ t r t i n t l r r ! r          g , i + V ' tMM$OiM, n u n l e r t n ~ ~ ~ I O I I ~ ~ i{?1rtlt11 10 LIC A 1 1 1 I i ~ i r<l 01~ I o, n c o i l i -
                                                                                                                                                                                                                                                                   OSII                                     ~
 I ' r r ~ f i 1, 111(!1 11 1' I [ I I O \ I 1 0 1 1 1 ~ I ~ ~ ~ I I ~ ! ~ II 111 rir Ir ( , I n o O\ \ t i l ~ r ~ ( I ( ~ Io I~
                                                                                                             I J < ( ~ l                                                            I '      ~ ~ , i i i l i i i i i d oo i ç a n i e i i t o tle 1871-761
                                                                                                                                                                                                                     n
I ~ i i r f i ii 8 i . l f l i 1 i , \ /!"i   r l / r j i i i i i r r r f 7 r r i / i i w h i r / i r r ) i r i i i i i r / < r r r i l ~ r u l l r i i r i n i i i r 4 h i i 1 ir1                    I,) aI)o i i i a p " geral qire a c n i i i p n i i l i , ~ o o r ( , t i i i t . i l t r > reli-i'.           c 1 i i c n5
11 f ) r f < 101111~        111 J ~ I ~ I ~ ~ c I % Ifc~1~!lt1111~11~1 I ~ ~ ~ / I I i( ]!I \ ~ ( l < , i i f i ~ r:rl(t$
                                                                              I I ~ ~ ~ I$ ~ I P                                  ~                            n\              n--           r . i l i l n s i i e g n t i v o s <Ia> prol i i i r i.is < . i i b o \ i * i i l i ~ , A i i g f i l i i . > l u c . i i i i l > i r ~ u c i
11:t !.iIi!i i í i ( { I I I . i i i i i 1 1 ~ 1 ~ 1 1 1 1 i . iti o i r , i i i ~ ii i t i ) , i # \ i i i . i i l o IMH ,Ti>çt3 11.1 C ~ l \ ~ l                                           1 \liirlo         <Ia          Iiirlin sutiir,ini     n      748 5 i t i f l S D .          r ~ i i i . o\ \ , i l < l i i % l>o5iliios d : i \
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                                                                                                                                                                                                                                                                              i                                                ~e
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                                                                                                                                                                                                                                                                                   T                 l      ~ I i
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                                                                                                                                             l
li111 i l r ' l i r 11 111 18 i r i i i l l i \ ( t i i i . i i I l , i i l . i c c i i i ~ i i i 1 ~ 1 : 1 c[rit5 i ' \ t n i i r i n c : i l c l i l . i r i n
                                                                                                                          i                                                                  i i o s i l u z i < l r n s e s t n > i e l e c i t l o ' , r t i i a 1 5 u \ p r c i a l i i r c i i ~ r , i i n a d i i ~ i i i i s t r ; i ~ ã i111-
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                o
< r l i i i < I i i ~ i ifi t c t i \ ( III<\.I\ .i\ ,il1:111tit g . 1 ~t 5 i i ) l i <O 6 n n t ~ v , , ( I c ~ p n de 1111-            J*!                 i~                                                                                                         o,
                                                                                                                                                                                                                                       ,{e 'I'o111:tr 1<1be11 qile :ir O I I I ~ : I I I ~ Io ~ i q : i ~ i ~ r i i ti ol r
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        ~ o
) 1 i i b s \ i i o i111 . i i i i i . l i i r i 51. i r r t b t ' i i , i r . s l : i t i \ i i i . i        11.i . i l f . ~ i i c l r g . i i l r l.ii.iiid:i    ri(!
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                                                                                                                                                                                                                                                                                             11 i > i . < . i i i i ~ ~ i i f n
,I!,IS~LIIIII I ! P I I 11.11 I I: \ ~ t i d ~i!(lr[rr, Ir , , I I I J I I 1.W I.YrlI,$~!t,l) ( I ? ~ l i f f iI r i , q t i c
                                                                            )                                                                                                                q r i e *<\c-x i ~mr~*n>, l t l e i ~ i i I->\\ <{!ir r > t c q nlg.11 I'.IIII>> 11.51) 550 e\])t r ~ c i ~ l r i
                                                                                                                                                                                                              -                ~>y
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                                i i                                                  r r \ \ i i i . ! < l i i I t i w 1 i i I i i Io ([.i \ i l \ n i           a><>                        <.r.iti.s.;iliia        tIn                                                                                                         til:l\ I1
                                                                                                                                                                                                                    s 1 i i r : i r . i ~ f i i i : i i i c < ~ i i .i ( L I \ 111 r i \ l i i ( 1 . i i i i t l i . i l i l ~ l l
oiltr;~ de 1:,">17conlos; ou, litira seguiriiios os                     riiodo geral, das que a proviiicia iiiais precisaria,
iiiesnios ibaciociiiios, a 1.234 coiitos no quiiiq~ie-                  antes tem liavido iiitiito esl>arijaineiito e iiiiiíta
iiio de 1852-53 a 1856-:)i, enfrentniii-se os elo-                      falta cle boa adiniiiistraqáo, coiiio vainos \.&r.
c~ue~ites    alfi,qrisriios de 1902-903 a 1906-907 lia                       OS d~ficitssoiiiados cie 55 aiiiios siio de '3.ti4.2
iiiipor-taiicin de 8 250 coiitos.                                       contos, qiie dão a inedia :iiiiial de 175 coiitos e
     Objectar-se-si- hlas a uiiia despeza de 2'29                       ;i cluiiiqiieiial de 8TG co~itos              cjiie, como se veiii,
coiitos eiii 1852-53 correspoiide tamlie~nuiiia de                      estáo srijeitos a iiiil>orlaiites rectificaçóes. hlas,
2 / 7 7 contos ein 1906-907 e, relati\?nnieiite a                       t~oiiio sal)ido, ti111 oi-çameiito e o c0my~ito
                                                                                 6                                                       apro-
qiriiiqlieriios, aos 1:970 coritos defroritnín-se os                    siiiiado das receitas e despezas i.efei-elites ri i1111
11 $164 coiitos!                                                        ;iiino ecoiioiiiico rie cieteriiiiiiada iiiiidade poli-
     E\lideiiteiiietit~,iiins clue teiiios 116s coiii isso?             lica e adiiiiiiistiativa, seiido coi-reiite cpie as re-
l'eiii oii iiiio terii Aiigolti corres~~oridido ape-       aos          ceitas sc :i\raliei~i pelo iiiiiiiino e :is clespc~aç
10s qiie ela iiietrol>olc llie têi1-i feito, l~agandoos                 ~)clo  iiiaxiiiio
seus tril)iitos?                                                             Nos orqaiiieiitos coloiii:ies foi iiiesriio iiilro-
     Xão lia d i i ~ i d n      iieriliiiiiia (pie teiii. O CJIIP era   tla~iclo, desde 1902, o cxçelenle lii-iiicil~io se               dc
iiecessai io era qiie os go\~e~~~iostivesseiii                acoiii-   :ipreseritnreiii as difereiites \.ririoções sofri(i:is, c
pa~liacioestes sacriiicios coiir uma ])e111 ordeiia-                    assiiii, se ~)odeiiicorrigir iluaesqucr oscilac6es
(Ia despezti &Ias, loiige disso, o qiie se teiii e                      cjiie se teiiliaiii dado e apreciar as circuiiistaiici:is
:il)iisado do crescelitc auinelito cte receila, creaii-                 q u e se teiiliniii apreseiitrido, favoraveis oii dcs-
tio tlespe~ns que ~iotliaiii beni dispeiisnr-se o11                     tavoi aveis
:iunieiit:iiiclo :is (pie tleveriniit ficnr estacioriarins,                  (:oriieqniitlo elos priiiieiros n'c/7erls qiie sc
drr\:iiido seiii cresciiiieiito as de carac ter repro-                  \leeiii lia tabela geral das i eceit:is e desj)ez:is tle
rllitivo.                                                               1855-56 e 56-57 eles iião foruni re:ilniciite tle
     0 s I I ~ I I I I C ~ O qiie apresei~tei,apeiias iio coii-
                             S                                          17 957:9/1 contos, ]>ela coiifiss,?o do coiisellio
jiiiito, pi'ccisnni ser, l~oreiii,desfiados, :al~reci:i-                iilti.aiiiarriio. Siipòe-se, pois, qrie feclioii o niio
tlos e tlisciiticios.                                                   seiil (ieficlf A iiiii tleficrt previsto (te 26 coiitos
     Fu-10-ei, porTiii, por agora, até 1!)07 I)oi.qiie                  eiii 1852-53 e 53-54, corresl~oiideii11111 saldo 110-
coi.respoiicie ti ejioca eiii que foi 1ancj.ida assei-      a           sitivo, aliAs ~,ro\~avel, 8 coiitos, o cliie denioiis-
                                                                                                     de
ctio e 1101cliie o quiiiqiiciiio cjiie coiiieçoii ein                   frn cliie a 110ss:i ~ ~ r e s r i i i ~ ii i io ~ t iiios é tavoiavcl
                                                                                                               n i c
1908 alndil liiio fiilclou, 1150 110deiitlo fazer-se o
cnlciilo c0111 ~ r e c i s ã oA coiiclusão, t o d a ~ i opoil-
                                    .                           ,
co diferirA geiiericali~eiite.
                                                                            Teiiios iiiais que dcsde 1Xti:S-(i4, :i 1869-70.
                                                                        lioave, (1) eiiglobaiido tudo, iiiiia receit:~de L:l,%ti
    Se, elc facto, 1i:i iiin eiicai-go çonstaiite e ci-es-              coiitos, quaiido a orqanieiitada era de 1:824 coii-
çe~ite II:NL;I a ii~etropole, f d ~ a
                              c       de tocln a duvida                   ( ) Rclnloiio cio   iiiiiiistio   Aiit1i:itlc   (   o i ~ o tlc 21 (li,
                                                                                                                                       ,            in~irto(Ic   1874
qiie as tIespe~:is cliic. se teeiii feito iiào stio, dii~ii             pai: 19
 tos, o clrics da rriii:i tlifei-eiiqtr pai;{ menos de :IX2                                                                  Eni 1803-i)l liavia i i i i ~ ar ecei1:i 01-r;.tiiiiciit:iil;i
 cciiitos, iiestc e s l ~ t ç o teiiipo, e , portalito, uiii
                              de                                                                                      dc 1:211 coiitos com iiinn depezn de 1 280; in:is
 tl(*/icrt,:iIieiins, de 546 coiitos, qtiantlo, coino se                                                              a rcçerta foi, n:i i-ealidade, de 1 829 coiiios e :                i
 v@,o coiilpiitndo era de 878 coiitos                                                                                 despem de 1.361 coiitos, o cpie eiii ~ c do tlo/~c*lt.z
      Isto sillioiido qiie as despezas fosseiii :i\ oi -                                                              de 47 coiitos, iios tieu realiiieiite, 11111 salrio rlc
 qanieiitadas o que, coiilo se sal~e,          iiiiiiça se dii,                                                       ri40 coiitos.
 111 ccisaiiieiite, linveiido pela yropi-ia coiifiss50                                                                      Em 189~1-I)T>   o~ynineiitava-se receita eiil l.(i:34
                                                                                                                                                                 a
 clos iiiiiiisti-os dessas cpocas difereiiçns para                                                                    coiitos e a clesl~ezneiii 1 : 3 2 coiitos coiii uiii sal-
 nielios, sciiil)~-e.                                                                                                 do, portalito, clc 102 coi~tos &Iasessas previsóes
      Mais. 0 orcaiiieiito de 18'70-71 liiilin 11idlc:ida                                                             oryaiiieiitaes iuodificai-aiil-se, ~i:issaiiclo a i-cceita
 : receita c l ~
 i                   280 coiitos, oiitle eiiti avniii coiiio                                                          :i ser. de 1:3'20 çoiitos e n tlespeza cie 1:280 coii-
 quota ;~lf:iiidegaria l i 3 coiilos. I'ois, 1)el:i iiota                                                             los, o q i ~ ed6 i i r i i saldo eiectivo de L10 coiitos,
 que se coiiliccc, c veiii piil)lic:id:i e111tlociiiueii-                                                                   Eni 1897-98 Ii:~vi:t t r i ~ id~íific.lt, cv~sto 408
                                                                                                                                                                   \)i         (]c
 tos oficiaes, foi csl;i elev:id:i $1 320 coiltos, do ílrie,                                                         coiitos-e liouve, afinal, saldo rie 438 coiitos (1Ec-
 ciii \.e,: dos 18 coiitos ctc t/~/icrt,osull:~uiii sal-
                                             i                                                                       ç e i t a l.(i29 coii tos e rieslieza 1 192)
 (to ~ ) o s ~o i d e 128 coiitos, u rliie, iios niiiios de
                 t \                                                                                                       11111'1898-09 liorive tinia receita tle 1 !)!I4 coii-
 1870-71, 71-72, 72-73, 73-74, iios ct:i tiiii saldo cle                                                             tos e iiina despem tIe 1:280 coiitos, o q u e dvil
*',lu coiitos, ciii vez do tl(./ir-lf, ~ > r c \ ~ i s ii:i , ilies-
                                                       to                                                            eiii resultado (pie o tl($tait, qiie se pi evi:i cte 31ii
iii:i c1)oc:i. de I 4 coiitos.                                                                                       coii tos se Iraiisfornioti iiiliil saltlo posi t i \.o clc
                                                                                                                       7
                                                                                                                     114 çoiitos ( I ) .
      O t/c>/ific.rl, 1879-80 c 1880-81, scgriiitlo a pi-o-
                   de                                                                                                      E111 18!)9-!)C)O Iiori\,e receitti tle 1:S-tX coiilos
1)' ia coiifissáo (te '1"liuiiias: Ilil)eirr>( I ) , iiiiii~stro
(1:i iliai iiilia cliie assliln o o i yniiieiito, «tle.stJr j(í
                                                                                                                     e clespeza tle 1.102, (10 que i esulta qiic o tlo/ic.il.
                                                           ~ l f ( ~ l l l l ( > l >~ {]i ( t l l d t ' ]Xfi*iP,)>
                                                                                                                     cle 340 coiitos se tr~iiisforiiioiieiil stildo l~ositivo
(/{JI)P f 1 0 1 l5'1t!Ci'(l1'-,~0                                            ~ f l 0
                                                                                                                     tle 74(i co li tos.
 iiiris çoiiio 1150 possiio e1eiiieii tos liorqlie possa
 :11)1-~~1;1ro seu ~";10r,      iirio o rtiiiiiiiuo.                                                                       I<ili vez tluin tl~ficrfgeltil, desde 1832 ;i 1!107,

      1)cstle 1882 ate 189'2 ri50 tcrilio eleiileiitos ~,ni-:i                                                       (te !):(i00 coiitos, elle desce, :icertaticto os tIa(los
                                                                                                                     ofiriiieç, R cifra iiiuíto iileiior de ,        i coiitos, o
                                                                                                                                                                       36'3
 i cçlilicai- a s c1esl)ez;is e receitas, nias ~iesiie     18$Yl
 :it6 agora, l~ijdciii-se colisegirir al~uiiins ovas   111
                                                                                                                     que eiii vez (lu defirif iiietIio ;iiitial qiie 1" COII-
                                                                                                                     SJ~JI~:II~IOS  de 175 coiitos, o rctlu,: ti iiietliti tlc !)i
pelas c[rt:ies se çoiicliie cliie iiào P jiista :I aciisa-                                                           coii tos por niiiio.
yào ieitn ;i 1)rovliici;i.                                                                                                .1. iveilios, porta t i to, 1)nseaiiclo-lios seiiipre iios
      Eiii 1897-93 estava orc,.aiiieiit:td:i uiii:i i ccei ta                                                        dados ofic~aes, qiie o tl~fkifiiikdio geral (Iesrle
d e 1.137 coiitos e iiiiia despeza de 1.270 1'01s ])e-                                                               --           .
                                                                                                                                  -
las coiitas tlo c\eicicio se sahe que arlucias fo-                                                                         () l o i o to I                   'ret\cii:i tle \oiiaa, ~>ul>lii,ic\n \ o l > i \ s i i > i c i I(+-
                                                                                                                                                                                                >>:i
                                                                                                                     f ~ i s l n c c i o riltr niiini riin, (png 442 \ o1 1002) ( oiiitti(l<t, i i o i i l i i> \ oliiii~r,
i niii iio v:iloi- ile 1 -I-!)(i coiitos e estas iio ~ : ~ l o i -
                                                              tle                                                    ~ l a h o.iclo pelo iiieiiiio seiilioi, o n p i c ~ e i i i a d <. i i criitt i iin i <
                                                                                                                                    i                                                    l                       \\,iti I r b
I%!) co~itos, ~ I I C ' ,e111 YCZ diiin tl(>fictf,de 213
                   O                                                                                                 gisln\i\ .i (tc 19(1'>, a p,ig 1\13, kctir iiiiiù i t ciaita (li. t R / R coiitci\ i, riii 1 1 . i ~
                                                                                                                     .$97 uiiia (leil~ez.itle 1 008 coiitoi, o 11111' I v-,uit:i titii 5.iltlo iii:iinr [li 08;.
coii tos, 111 oduzlii tiiil saldo de 207 choirlos.                                                                   ionlo\ Cni <[tia1 ( I o ~ dots IIO\ d ~ \l iii o \ íi,~?I ' I Y C I I ~ OI I~ O c \.I( 10,.
                                                                                                                                                                                  7                 CO I ,
                                                                                                                     (15 ~ I ~ ~ I I ! I O \ , a% l r ~ i t ~ ~ z\."to o\ q i ~ c I* (~itiit.i111 tio\ i z b l c i110s + I
                                                                                                                                                   e
                                                                                                                                           1101s~j > i f ~ \      le,
  ( )   1:c   l.ilOl i 0   tio   i i i i i l i ~ I rii ,   1,ag 2                                                                                d
                                                                                                                     giiins tln coiilzit>ili<latlc o iiiiriisit3rio
18.72 a 1'307 te111 sitio cie '75 coiitos, e 1)ateiitei.-            tipendiados, lias repai tiyões ; este acaii1barc:i-
iiios I~eiiieste iiuinei-o 1):irti que o aiguiiieiito                iiiento continuo da i-iqueza colonial e, inais qucs
seii~pi-enpieseiitado c seiiipre aceite por totlos,                  tiido, estas deplor;\\~eisiiiedidas arIiiiiiiistrativas
de ijue A~igola 6 n rriiiia d a iiieti opole, iião fi-               dirnaiiadas de geiite seiii o seguro coiilieciineiito
que subsistiiido.                                                    dos fciioiiieiios locaes, só cegos, iiisisto, ii5o re-
      E' coiiio se v@, de 1901 eiii de:iiite qiie co-                paravam que trido corria para iiiila i r i i i i w fntal.
Iiieqa, 11e1ii nceii~uada, :i crise liorrtvc.1 tle cjiie                  Porque e preciso reparar neste terrivel siiito-
:iiiida se seiiteiii os efeitos e foi iiesse aiiiio qiie             nia ; c~uaiito    iiiais aiiiiie[itavniri :is i eceitas, iii:iis
se iiiiciaraiii as \.ioleiit:is arse~iietidas 1)ai.t~
                                                    da        de     ncresciaiii as despezas; ein 188C-81 Iiarriii tlis-
                                        c
certa iiiipcensa ~)ortiigiii.sn certos yolilicos coii-               peildio de 500 coiitos; uitite ariiios depois esse
1i.n t i absorqáo dos i-cciiisos pela 1)roviiicia                    dispeiidio era quatro vezes iiiaior, seiii o iiieiiok-
      ;\Ias iiiis deveiiios, niiidn, fnxtr iiiiia desti.in-          beneficio pttra os serviços pii1)licos I
  a. I i e l ~ ; w i ~ ~ d o , relaiice niesiiio, ver-se-;i qiie
                          de                                              Mas o que 6 sobretudo injusta t: a iJi;iiieii.:t
                             s
os grniides t l ~ f i c i f siirgeiil ~'rnwll):tlincntc desde        coiiio os proprios clociiineiitos oficraes 1:iiic:iiii
 1!)03-!I01 ALP essa elloca os tlrficrfs, c-oiiio se e iio           reei imiilacões so1)i.e a pro\~iiiciade Xiigolti, e-         \
qu;idro ]unto, sito peqiiei~as            difereiiqas, que iiiiii-   pondo, 6 laia d e 1abCi1, iiiiiiieios, q u e I~eiii l a -  e
tas velícs cliegavniii, pela ~irolwiat'oiifissão dos                 ~iiiiiaciqs I~eliiateiididos, iiada represeiitaiii d e
                                                                                  e
iniiiisti-os e ]>elaaiialise das coiitiis d o tcsoiii*o, :i           deprinieiite.
ser xiisigiiifi~':~iiles,      tsailsioi ii~niido-seeiii saldos           No selatorio qiie acoiiil)anli:i o oi-c::iiiieiito
      Eiii 1903 al)ai.ece-iio4 o 1,i.iiiieiro grniide r/(,-          de lilOCi-1'307 exi1)erii-se arguii~eiltos       iiisii1)sisleii-
li(-rfde (i44 coiitos.                                                tes e faceis de destruir
      1)nlii avaiite foi ~);ivoroso ;il~arecciido-iios o                  Diz esse docii~iieritoq u e A pro\Tiiicia d e Aii-
iilnior rle todos eiii lYO(i-'307 liiqevisto lia iiiil)os-           gola forarii feitos siiprimeiitos iin iiiilioi t t i i i -
taiicia de 1:260 coiilos.                                            cia de 3426 coiitos u coritar de 1901-902, ate
      ;\Ias fixniido-iios iio deceiiio 1!)00-910 116s                 190.%(906.
veinos que rio 1 x 1 iodo rlue vae tle 1852 n 1899                        E qi~e    teiii isso de extraordiiiai-io '7 Se li:i\ ia
I i o i i ~ e~I(~/ic.il.s viilor total de 5 ,500 cniilos ao
                        iio                                           iiin rlplirrt geral, iio periodo iiidlcado, de ?.T,!)f;
passo qne iio peyiotlo de 10 niiiios qiie veiil cies-                 (iiiedia anual de 674 coiitos), ficou eaisiíiiilo [Ir
de 1!)00 n 1!)10 Iioiive-os iio vlilor total de                      3:426 coiitos (iiiedia niiual d e 858 coiitos) Qiiei-
7.100 coiitos                                                         isto significar apeiias que lio~ivei1111 crio d e
          Eiii 37 aiiuos. . . . . . . . 5:t500 contos.                previsiio, iiesses tres aniios, dc 830 coiitos. o
          E111 t o :iiiiios . . . . . . 7 100 coiitos.                qiie e n coisa iiiais iiatiiral deste iiiiiiido, desde
                                                                      (pie no iiiliiido lia orcariieiitos.
    I<fectivaiiieiite 1150 teem sido satisfatorins as                     Por isso O argiiiiieiilo resulta iiiaiie, oii re-
roi~dicõeseçoiioiiiicas e fiiiaiicerras tie Aiigolii.                 sulta, iiiesnio, coiitt*aproduceii E' cltii'o; se
                                                                                                                 te
;\Ias sti cegos, diiiiia cegrieii-c?fatidicn, 1190 \ iaiii            Iiavia deJicbits,cliieiii os havia de c0111              senáo
qi1e asper~iiaiieiitesdespezas iriiiteis, qiir este                   a iiietropole e, (Iada esta pessiiiia oi-gaiitsacáo
          tr                                          cs-
cto~istai~ vasar de eiii],reg:~dos,l a ~ ~ i ~ i e i i l c            coloiiial, viesse doiide vlesse o dirilieii-o '7 A iiic-
  ti-opole serviii-se (Ias sobras existeiiles das ou-                     que ofendem a inellior e mais iinpoi-taiite ca-
 tras coloiiias? (jrie teiii Ailgola coiii isso'!! Foi                    loiiia por1 uguêsa.
  i1111 abuso, porque rlpelias os adiiiitiistradures                           Não 6 necessario iiliiito esforço para cliegiii.-
 do l'erreii-o d o Paqo siio resj>oiisa\feise cae seiii                   mos a unia coiicliis60 frisalite e eloquei~te.
  efeito a assercão de que as coloiiias são um 01111s                          E' certo que a afirmativa do sr. Paiva (:011-
  para Porlugal, porqiie o que ellas serinii~,pela                        ceiro, ($)de que a ~ I L ' O V ~ I ~se I eiicoiitra co~-iio
                                                                                                               C ~
  ai giiilieiitaçáo :i]>l.eseiitadci, 6 tiiii oiiiis uiiias               qtiarido foi co1oc:ido o padi-50 de Iliogo (:aili,
  ]>ara :is outras.                                                       i., dirin 111odo absoluto, iiies:ita, porqiie 1150
       Mas i10s lieiii snl~eiiioso i i i ~ t i v o   ci:ts reciiiiii-     sofre duvida algiiina que Loaiida e inuito (li-
  nny15es e beiii coiilieceiiios que foi iiecesstirio foi -               versa do teinpo da coiiquísin de Paulo 1)i:is e
 cais ;i nota 11a1-a que : provii~ci;~
                                    i             1150 tivesse de         He~igiielali50 se parece nada coiii a ctesçriyáo
 cluc se cliieilai pelo estiipeildo e clescoiiiiiiial (Ir-                da epoca de Cei-veira.
 firii de 1 .'L(iO coiitos coiii qiie se fecliii o orqa-                      Muita ~ ~ o v o a ~ " teiii f~~i-idaclo alIesar. de
                                                                                                   se                 e,
 meiilo de 1906-007                                                       tudo, nvanqa-se, eiiibora lentanieiite.
       Scria ~erdadeiraiiieiite iiiaci'ectiiavel, se os                       Alas é necessario ver cpie k seriipre a iiiiciti-
 frios :ilprisiiios, lia sua seca eloqiieiicia, iiào se                  iiva partícu1:ir cjne realisa esses progressos e as
 estntieussetii frisaiites, iiidisciitivt~is       i                     caniaras iiiiiiiicipaes fazem sacrificios elioriiies
       E' i i i i i a \ ei-goiili:~ Pai a iiiiia receita geral dc
                                  !                                      para 1wosegriir eiii inel lioi.aiiieiilos e so os
 1:31/ coiitos lia iiiiia despezu total cie 2 / 7 7 con-                 eznbaraqos iiii:~iiceiros e as coiitrarieclaães dos
 tos, de qiie i esiilta u ciiffer eiiça i>eferid:\. Mas o                tlitores iinpecleni q u e iiiais se coiislga.
 q u e i oiiida ii1:iis descoiisol:idoi- é cpe dess:i
          .                                                                   Aias pela cornparncão esata dos dados oi--
 receita de 1::)17 coiiios .5ci yntScr rlesp~ztisi~aiiifn-               çameiitacs se verificaimiicoiiio trido progride leii-
 I.P.S se ti\-ci-niii tie retii.:ir 1:410 coiitos, o ylicl               taiiienle, conio qiie n iiietlo
 sigiiiiica cIiie fotitr, pcíde-se dizer-pois que os                          Vistas e confroiitadas as desliezas de 1852 n
 i estaiites 107 çoiitos iiiicía sáo eiii coiiiparacão                   1907, observa-se ritiin colossal progressiío das r p c .
 çoni o <pie falta - cliie fotin repito, a receita da                                           o
                                                                         nada ori ~ ~ o i r crepreseiita~ii de prittico c tiiii
 l~soviiiciase exgotci ein encargos belicos.                             desolador estacioiiaiiiento ou reçUo lias qiie si-
       Ilcpois disto veiillaiii dizer qrie Angola & li111               gnificariaiii aigiiiis resultartos positivos de 1x.o-
 s o i edoui.o, ~eiilitiiiiafiriii:ir que esta I)r.oviiicia
        ~                                                               gressos a (rllcaiiqar
s0 acarreta eiicaigos para a iiieti-opoIe , veiiliaiii                        Jlas estas clriaii tias exl~riii~eiil, facty, coii-
                                                                                                                    de
claiiiar que os que trabalha111 por ell:i deve111                       cretarnentc, mellioraii~eiilos para a viria colo-
cohi.ir o rosto de vergoiilia, porqiie das outras                       nial e assegrii tiiii aos habi tatites da proviiicin
  osse sessões Ilie esta0 a atirar coiistaii teiiieiite cs-             iiriia iilaior soma de 1)eiii estar e ccuiforto? Se-
inalas.                                                                 ria arrojo afiririii-lo. 13ealiiieiile iião lia i i ~ i iest u-
      Mos iiáo cpler-o perder a 1iiili:t cle serenidade                 do das necessidades s;lnitni,ias, iiAo se coiilieceiii
c \voii prosegtur n:i esl~osiqiiocnlm:i dii iniriliti                   as condições d e salubridade clas ~)ovoações e
tese, cliie, 1101. ser baseada eiii ;ifgr?risiiios, 111e-               iiáo ha, iieiii se ca1c~il;tr4ue possa Iiavê-lo pi'o\i-
                                  i
1hois pcitlc tazei- s o l ~esailba grave iiijiistiqn coiii                 (I)   1)   (.oiiic.ii   o- I riqoln p n g 10
 ii1:liiieilte, i i i i i esboyo, cnibora, cliiiiico da 1)ro-              orgaiiisndos e as despczas feitas coni cstl:idas,
 viiicia.                                                                   portos, ari'itriiiieiitos, ])raças l~iiblicas,c o l.esri1-
        A vida do coloiio e do ii?di eria esta sujeita                     tado foi o clue lia de 11i:iis desaiiiiii:itioi.. Nada
                                              "1
 ;i i1111 acideiites, qiie tima riiel ior organisaqão
                                                                           coiisegui que tienioilsfrasse qiie estes 5 li111 çoii-
                                                                                                       ter
                                                                           tos ~)iidessei~-i sido utilisndos eiii iiielliora-
 (10 serviço de 's:iiide poderia evitar, e nem ao
 iueiios os liospitaes d a 1 ~ 0 \ ~ i l 1 ~ 1 a em con-
                                               est#o                       iiieiitos iiiateriaes, porqiie ernf)oi-a iiti ilossa le-
 cliqijes de podereiii satisf:izei. 6s iiiais eleiiieri-                   gislacfio coloiiial 1i;qa algiiinas ~irovide~icias                                    so-
 tai-PS exigericias iiiedicas e cirurgicas. A náo ser                      I ~ i eo asri~iipto o qite P certo é qtie i~;~cki                                     cle
 ciii I,oaiida, onde o Iiospitnl';\Iaria Pia 6 iiiii                       iiiiportaiite se teiii I-etilisado (:oiifessoii-o o sr.
iiiodelo iio geilero, eiitregiie h direcgiío siipeiior                     IIoreii n J~iiiroi., cluiiin niaiicira coiiçliideiite,
e :~tiladado si.. co~iselheiro         Ri-rto.                             qtii~idorio seu i.el:itorio :itii.ii.i:rva que dos I40
       (Junsi toda a despem se teiii leito excliisiva-                    coiitos coiisigiiados iio orqa~iientode 1!1(32-903 e
iiieiite coiil pessoal, feliziileiite ni~iito      apto, ~ > o i s         1110:I-904, npeiias 2.5 coiitos ci-aiii clesliiiatlos a
o cj~iadro (10 seivico de Angola 6 coiistituido                           poiites e estradas e 16 coiitos a portos tle ixiar'
por Iacultativos eiii iegra hahilisiiiios, rniiitos                             «O ~ I I (: I ( ~ 1 1 1 1 ~ t l~t n i ~ i It IuO ~ ~ C OU. J ~ II J I U d l e ,
                                                                                              P                        e
tios ( p i e s eu i-espeito pelo seu caixcter e pelo                      (v11 C I I I P I I ~ I ( Oi s I I P C C . F I ~ « ~ P da l ) r o / ) i ~ w i ( l I I ( > S ~ P
                                                                                                   (                            S
seli saber, Iioni.:trido-i-iie coiii a nriiisade cfalgiiiis               !IrrtetSo ( l i i ~ ~ a l l i o r ~ a ntos n,)
                                                                                                                    ie
Jlas iião t ciisio cjue se trata. Se I~ernqite seja                             1)esde 1852 ate 1907 as tlesliezas c0111 or-
coi-~-eii€c proverbio de que i ~ i n c i bon ficrdrirn
                 o                                                        oaiiisacão iiiilitni-, eclesiastica, de f':ixeiid:i e al-
                                                                          9
~ t i ! n i~ C U 'f i a , o que k certo 6 cliie para Ião iin-             faridegas sáo :is seguintes, ciii quiiiqueriios, obti-
portaiite serviqo pirhlico iião lia eiii Angola cle-                      dos pelas tabelas orqaiiieiitaes e, portaiitu, sii-
iiieiitos coiil q u e se possa dar realce its al~tidòes                   jeil:is a rectificaçòes qiie aqui se iiào l)odeiii f:i-
iiiniiifestas dos cliiiicos Isto, conio se ;ifiriiia,                     %er, dada a falto de elenieiilos 1):ii-rr1;ires : ~ r a
rclati~:iiiieiile ti saiide 1,iil)lica.                                   [;i] liiii. Mas, iio coi~jiiiito,ii coiicliis.'io resiiE:ir;i
                                                                          elotltieiite e 1ii:tr.s frisaiite.



     IXefereiilciiieiile a s o l ~ r a sliul~licas,coiii que
se hoastarani, ein 35 aillios, a verba orçailieiitada
cle .).iiiil coiitos, pUtle-se aplicar, r l t r r t a t i s 1iirr2cr1i-
rirs. ideiitica a guiiieiitac;iIo,
                  x
    S i o lia estr:idas, iiáo lia iiiii estiido coiiipleto
oti iiiçonipleto, diiiii sistenia de v i a ~ ú o quaes-   e
quer teli t:itivas de tra balIlos desle ge1iei.o tem
sido absol~itanieiiteiliiproficuas.
    l'eritei coiiliecer, pelas repai.ficões coriipe-
tciites tle Angola, qiiars os tr:iballios qite liavia
/
r
.


-.                Em 55 annos, pois, Aligola gastoti em :
z




                Qiier dizer estas tlesl~ezas, qii:isi iiiipi odu-
           ctivns, iiiiias; ~)iejiic?iciacs iiii])rofic.ii:is, ouliaç,
                                              e
           al)sor\~er:iiii innis d e iiie t:itle d:is recei tos pro-
           \rlllciaes
               E náo si1 vain cle ol).jccqcirs i i s (Itspezas c l r i c .
           se teeiii feito coiii saude ~)iililic:i,ol)r:is pul)lic:is,
           i~iariiiha,correios, !elegi-afo e faroes
               V e j a i i l ~ s ngoin o qiie se teiii g i s l o coiii sc.-
           iiie1li:intes servicys coineqniido, pai :I iiicl lior
           destacar, pelos cllie segiieiii

     .            -   --   -   .   --                             .
                                                                  .
                                                                  .
                                                                  ..
                                                                   .        -.
                                                                             .
                                                                            ...
                                                                             ..
                                                                                        Eorreios, telagralos
         Puinquanios                    Saude publica   Marrnha        Obras publitas        e laioes
                                                         - -
                                                        - -
         53 a 56-57                  89 698C000 137 3'37&09h 113 115,32G0         i 0533GG.5
     - 58    61-62                 109 050$000 149 2956!)00       153 4744,320    b ?O08000
     - 63 a  66-ti7                                 3
                                   l i 0 078-3240 ' 814445Y1 I J 5 (i544770       fj 2t1.3664
       G$a 71-72                   lO553l.$tlXG 55949JíD5           895194760     !15494i50
       'i3 a 'ib-77                167 949$J'i!)O 245 'i91 f lo() 238 5153700 16 9384iOO
       78 a 81-82                  184 807dG25 370 80j&ioO 533 5,723200 l i 9;43t;Oí)
       à3 a H(;-H7                 222 1518930 412 (iG8gl(K) ' 0 390-%(K)O i1 4896000
                                                                    i1
       88 a 91-92                  350 3138335 483 5576880        'i24 24030?0 I!)! IHC-iTOO
       93 n 96-97                  354 .í3G$$15 282 S05$030 G i i O OO O 21 1 423$8GO
                                                                        HSO
     - OHn 901-302                 557 l(l5$935 397 ilG.S4lO 1013 9266000 30:) 0224iOO
     -903 a 906-307                654 4578360 575 771 -?:<i0 987 418aoOO 42!1 5bl4000
    O que ii:i totnliclade tiveraili, respectivaiiieti-              i(Co1~1o liotlin rsp~rm, « pr*oi)iirckr (10 .Iryo-
                                                                                se                  c/rir
te, iio espace Oe teiiipo (pie toiiiei roino refc-                   ia prosper-cis.se limes sem c o ~ i i o pt otllifos d o
                                                                                                                    os
rencia, n s seguintes soiiias :                                      s e a solo tirlhrcllt cie Jircrr. 110 i ~ i f c ~ - i o r , i ~ l c j r t ~
                                                                                                                            senz
                                                                     de chegar cro 1lto1-crl~   7
Saiide puliliçn.. . . . . . . . ..           2876 contos                  Hoje, apesar cio caiii~iilio(te ferro de I.o:iiid;i
Obras pul)liças . . . . . . . . . .          5:l i        ))         ter atingfdo BI:ilaiige, :iiiid:i 1,ai.a as povo:iqi,es
Mari iilin      .. . .. .......              3:2,51       ))
                                                                     do iaterioi. SIIIISISI~III as I I I ~ S I I I : ~ Sdili~l~l(l;rdes,
(:ori eios, telegrufos e Ini-oes .           1:229 M                 surgem os iiiesinos enibarnyos.
                                            -  -                          Pode-se, por isso, nTiriiiar que s6 coin ~iesso:il
                     '1ol:il geral     ..     12593       »         dispeodioso e i~iinsiiniiiii, se teiii gasto os iiii-
                                                                                de
                                                                     1liai.e~ coii tos qiie os or~:in~eiilos Aiigol:~     de
    Ha, iia ~erI):i1)ai.n 01)i.a~pul)licas, nlg1iiii:is             aciisam para taes ctespezns. Mas, aind:i assirii,
<!iia~~tias   pala e(iilicios, hias essas qiraiitias iiiio          li30 6 nos oryaiiielitos da iiieti-opoIe, coriio iiiii--
se sabe oiicle teri1i;irii sido aplicadas. Eiii 1,oaii-             ma o sr. Es1)regtieli.a que el1:is se iiiçliieiii
da gnstaraiii-se algiiiiias ceiitciias de cotitos tiiiiii                 I:oiii relaqào aos caiiiinlios de feri-o, lia qiir
casarão, seili arte, setii gosto, dcstiiiado :i resi-               distingiiir 'Teiiios, iiáo liti dti~,icln,.      ires caiiiililios
dencia cio l~ispo,iiias, eiii coiiil)eiisa~iio, tri- os             de ferro de peiielraqáo hIns a c~eIel~eri.iii~n i u          liiil
1)iirines fiiricioiiarii eiii pardieiros, ;is repai liqóes          de Loanda ;i Aiiibac:i 6 d~iiiiacoiiipriiiliia coiii o
publicas cstão iiistaladns nlriito açniiliaciaiiieiile              tit~iloas teit toso de Corlzpnrllri(i tie Ctrjitirz hos tle
O ~)roprio p:lIncio do goveriio geral, as re5i-                     Z:er.imo 4 trrivc>z tl'Africci, a que eiii Lo:i iicf:i, 1 1 0 1-
                                                                              :
clericias tIos gover1i:tdoi.e~ disiritaes (a iiiío ser              iroiiia, su1)stitiieiii por nfrcli~ez(10 I!t!yoinbottr
n da I~iiitfa, eiii Matange), as riioradias dos                    Tem este catiiiiilio de ferro, não lia duvida, si<to
vliefes dos coiicellios e as reliartiqões de ftizeiid:r             ti111 sorvedouro cie diiilielros 11iib1icos. Mas cilic
eaisteiii oii ern chn1et.s desgi-nciosos, ou eiii c:i-             culj~aterii a proviiicia d e cpie os rciidiiiiriitos
sarões ~ e l l i o s ,ri cair, ou eiii riepei-ttleiicias tle       de tal emlireza sejam niaI cidiiiitiisti.ados, pu:iii-
casas particlilai-es O p:ilacio cio go\-eriin(loi. ge-             do as reclaliiacões são pei iiialieiites c011t i a n
ral 6 i i i i i c:isarrlo seiii ainplitiide, seiii l)eleza,        exorbitaiicia tias larifas, e cliiaiido os i eiidiiiicii-
seiii sriiitiiosidade. Em 1,oaiirla c eiil Heiiguela               tos da liiilia sobe111 de aiiiio para :ii-iiio')
os eiiificios das cainaras iiiuiiicipaes aiiida ilio                      O camiiilio de terro de Mossainecles : (:liel:i     i
-foram ac:ibatlos e jii estiio aiiieagaiitio ruliia,               6 feito coiii verbas especiacs qrie n proviiici:~
seiri ~111~3 teii1i:i concedido
                se                          edilidade iim          teiii de pagar e o de Lobito n Cataiiga, ati-ave/.
peqiieiio sulisidio qiie Ilie gni-aittisse a sua coiis-            de Bengiielri, k duiiin einjjreza pariiciilnr, coiiio
truqiio pelo iiieiios clacliii a 50 aiirios e foi iieces-              notorio e sabido.
sario qric, depois de niiiitn dificiildatíe, o i i i i i ~ i i -         Portaiito, iieiii obras piil~lic:is,iieiii c:iiiiiiilios
cipio de Idoarida contraisse iiiii eiiiprestiiiio qiie             de ferro sáo eiicargos I>ar:i a iiieti.ol>ole, iierii
I he assegiir:l a coiiclus8o da siia casa.                                                     sáo
                                                                   laes mellio~~nmentos ii~cltiitlosrio oi-çaiiicii-
     Piiilieii-o Clingas tiiilia jii i-nzfio eiii 1885,            to -era1do Estado.
cit~aii(locscr9c\.in iio sei1 i.elntorro de iiiiiiistro :               \Ias airida lia ineis . .
      A' dcsl)e~;iteita coiii ; iiinsiiiliii, eiii serriqo
                                        i                                                                                              do
                                                                                               do pelo Esiiido Iiidel~en<leiite (loiigo, (lualito
ila provi~ici:i, pode al>licar-se a 1eosi;i de ;ilgiiiis                                       a nnvegal~ilidadedos seus rios e ii foi.iiia 1i:it)il
                    (10
iii111isii.o~ ulti.:iiiiar. Na olmi150 destes, seii;e-                                         coii~o  te111 sabido npi-oveitnr-se tiestes helos ele-
lliaiites tiespeílas devei.i:iiii perteiicer, coiiio lias                                      ineiitos de traiispoi te. Pois o si. l~resideiite      dessa
o~itriisiiaqòes coloiiiaes, ao o s c a ~ ~ i c ~dia oiiie-   t                                 sessão, honieiii nlibs diiiiio selisatez ~~rovrrtiinl,
frollole 1>oiscliie, ate ;igora, iieiiliiiiii sei-viyo                                        okqectava n tal opiiiiíio que Poi.liiga1, iiin liaie d e
te111 l)i.cstado ii proviiicia ( a 1150 ser, eni casos                                        iinvegadores, não podia seguir eseiiiplo diiiii
\ iilgares, lios sci+viyos íle portos, relirodiitivos)
                                                                                              estado ineicaùor coiiio era o estado do (:oiijio.
polxlue iieiii as liairtis teiii uiereci(lo a ateiiciio                                       Se hein q u e devia peiisnr qiic quniido I'orliignl
                                                    IS
dos goreriios, iieiii as ( I I ~ ~ I I ~ E I se te111 feito                                   (lo~~iinava mares, coiii as siias caravelas e coiii
                                                                                                            OS
çoiivei~ieriteii~eiite,          iiein o ]>iq ) r i o 1>oihlode                               as suas iiaiis, f0ra taiiibem iini paie de iner-
I,o:iiida, ( 1) o prii11eii.o tia 111 o\ri~icia, iiiereceu                                    cnilores, chegnii(lo os iilniiroiites n ti-aaer giuaiiiles
:iiiid:i i i i i i caes açostavel, Liiiia iliiiiiiii:ic5o regli-                              carregaineritos de especiarias, coili i-ccoiiiericl~i-
lni-, l>oi<[iiciiin serviqo coiill)lelo iIe tarolageiii                                       ~Ues   especiaes de 1). Rlailiiel.
 ;iiii<I;i iiiío foi 1)oslo eiii pi.:iticu, !i deslieito das
                                                                                                  I)a iiiesiiia opiiiiiio E i i i i i ilosso distiiito ofi-
 1)rol)ostt;iss o l ~ r eo asiiiito i'eit;is e diis ilesl~emns                                cial da armada o sr. t'edro 1)iiiiz qile ,lulga qiie
 F o i ~ s i ~ i ~ aA a ~ .
                        d iiinriii1i;i çoloi~inl
                                               rliic, I~eiii orieii-                          os oficiaes de i~iariiilinse dc\liisti.nri:iiii eiiil~i      e-
 t       i podei i;i repi eseiit:ir pa12 asc'01oiiias i1111
                                                                                             gatido-se eiii t i alxillios de utiliilade geral pois
 I                    c    c       , ol~eilece :i ~ i i i i criterio                         que esse ((serviço iião Ilies í. 11roprlo e iiáo se
                                                                                             Iiai riioiiisa corii os de1 eres e 1ioiii.a 1nilit:ii-es 1%-
 t           i te prej ~iiIic1:111)01+[11e 5e :ifirina qtic esta
 (leve sei clcsliiiada hs giiei-ras coni pretos e iiio                                       ses iiavios (jile sejaiii ~on~c?iid;tdos I .01iciac5
                                                                                                                                             ~ O
 :i i i i i i ser\iqo rrgiilai. e 1)riieliro de resiiltados
                                                                                             ciuis e wpeíte que lfle poul>eiii o desgosto cle :iii-
 1)i'nticos.                                                                                 dar lias coloiiias deseiiipeiiIiaiitIo iini scl v ~ c o
       I< este l ) r e ~ ~ ~estii~ tdoi l ~
                                         ~   e ili\retera<lo iio                             qtie de certo repligiia aos seiis ])i-ios dc i i i i -
 ;ii~ii~io iiossos lioiiieiis ~)ul,lic.osqiie atk os
                 cle                                                                         Iitar
                              rsçlui
 ~)i-o111~ioseesp~ilos eciilos rel>isniti ;i ol~iiiifio                                          Náo 6, pai-éni, aqiii qiie i l e s ~ j o  lratoi- rxpi c\-
 cIc rliic :i iiinr~iili;~     colonial, n orgaiiissr-se, iião                               saii~eiite deste nssiiiito, ~ i o i s   alieiias desejei ii i-
  (!c\ ei-ia ol)edeçer iio fiiii iitrlitario tle cluc :is co-                                sai que, pela orieiitaqiio tios goveiiios c. tlos ]>i o-
  loiiias iii-gciiteiiieiite 1)1-ecis:iiii                                                  ])rios oficiaes d e iilni.iiilin, as iiespczas fcitas
       1)uina ve/: ou\.in o auto]' deste livro iimn                                                 esta, lia coloiiia, 1150 ser\ e qiiasi eiii iiad:i
                                                                                            L O I ~ ~
 coiilei-eiicia 1x1 societlade de geografia, pelo Sr.                                       o seti progresso. Siío desl~ezaspei feitatiieiile de
  l'ei eii :I tle 31~1 so1)i-e iiiar1iiIi:i coloiiial ( 2 ) eiii
                         tos,                                                               represei] taçilo e cfiie npeii:is iii te1 essnili, 1101 i s s o ,
  qiir eslc seiilioi. tiizin apo1ogi;i iIe sisteiiin segiii-                                ii nietropole. h iiBo sereiii os sciriços (Ir l)oi--
                                                                                            tos, afinal icl)iudutivos, iiáo se VI? que algiiiiia
       I I)-(   oiiio iioutio to-ni 6 d ~ t oterli 5i111, olrril.i<lo O ahsiintn r llilln
                                                                                            iitilidadc resulte (Ias despezns coiii a iiiarii11i:i
~oiiiiss.io foi   iiicuiiiiil8i1    yoi 1101tal IA <i? i r l l 11111 11 ecel S O ~ C
                                                            <
                                                                         '
                                                                                            qiie nssiiii foi.:iiii 1:iiiil)eiii roiisitlei ados 1101- "I-
, rx\
 i                                                                  n i         o
               I1or inibalhos ii:io rri, pniece que f i ~ a ~ a, c k~ u ~ ~ < 1nor f111r    guns i~iiiiistrosdo rrltrai-iiai
~ I t i~ , I S ga%ctnc d a s iepartiqóes
    iii-E\w coiiferci~ia m ~ ~ h l ~ ~110n i 10 do
                                f               t li\ a       Iilestiio   sciibor iob o
           i i i ~irilicl tio Joirrento calo~ical
 tiliilo - 1       i
                                                                                          .'
                                                                     de fazer :il:irnie. I: ;i verdarle, elii toda n s i i n
                                                                     evideiicia, que atesta quniito relaanineiito ieiii
                                                                     elisticio da parte de qlieni tinlia por (levei. ollini-
     I:oiii relaqào ao ci esciiiieiito das despezas,                 coin nteriqáo para coisas ião esseiiciaes.
sol, o rotulo geial de coireios, telegrafas e f:i-
isoes, esse ciqesciiiieilto 1150 teiii correspondido,
                        s
absoliitameiite, A necessidades ut'geiites tle An-
gola que i. 11111 p a ~ z qiie existeni taiitos e tão
                            eiii
t1ist:iiites iiiicleos <?ecoloiiisac5o. Apeiias algili-is
1,ilometros cle fios telegrrrficos estão estabelecr-
tos, ailida assii-ii siijeitos a coiiti.atei~i~>os           oii
cleii 101-as, ati-iliuiiiclo iiiii~tos  fiiiiçioiiarios destes
sei.\ iqos t:ies roiitrnriedades nos pessiiiios 1 1 1       11-
terliles foriiec~tIos pela reyni.tic5o cential do
'I'erieii-o do I'ayo. XRo sei coiii qiie fiiiidaiiieiiio
se t;izein taes :icus;iqòes, o qiie 6 certo C. que as
Iiiilias telegritticas cst:io grriiitle parte do aiiiio
iiitei i oliipiclas e qlie liara as pol)iila<;õesservi-
elas pelo cnl~o-sul,r~i:~i-ino pelas liiilias do c:r-
                                    oii
iiiiiiho de ferro, 4 preferivel sofrer o oiitis dn                     Este quadro resiiine-se dizeiido tl~ieneste
cirfereiic:i tle taxa, 11or l~alavra,pnrn iiiis nego-               pei-iodo, relali\aii-ieiite loiigo, se gastou çorn :
cios iii-geiitcs, a ter de esperar-se cltle o telegrafo
olicial fiii.içioiic.
     (:oii\,elii nceii trini- c[iie, d e resto, (luasi todas
:is i lespcz:is, coiiio saude 1)iil)Iica, ol~rns        publi-
CY~S,  i1iar11111:i, roi-i-elos e telegi afos, si, sdo feitas
coiii pcsso;i1. OS melliornineiilos cL e pareceria
                                                [r
 iial~iralqiie existissem, coin seii~elliantescw-bas                                                     porque os iiui-rie-
                                                                        Não são precisas p : t l a ~ ~ a s ,
osleiitndas, 1150 existeiii porque quasi tiido esti                 i.os fnlaiii ~iinisalto q u e qiiaesqiier coi~sidern-
 pov fazer eiii Angola                                              ~Oesque fixessernos, ~)riiicipalrileritepondo eiii
     Aind ;i assiiii é eloqileiite o coiifi-onto.                   coiifroiito as varias verbas, dos cluadros aritece-
     O quadro que segue c\A l~eriin e;\pressiva no-                 dentes. Sáo esses os quadros revehdores da
l u do cliie teiii sido a atencáo dispeiis:ida a taes               iiossa ad~iiiiiisti-ac5ocoloiiial, eili Angola, iio
sc~-\~iqos   pelos goyeriios (1:i iiieti opofe. Qireni              periodo mais nctivo da vida ecunoniica rlacio-
:issiiii :idiiiiiiisti.n, iião teiii o direito de se apre-          zial.
sentar coliio tiitos de popiilacões anciosns dc                         Eiii face de taes iiumeros, não lia, iião pcicIe
1iix e de progresso. Não e iiiiia afii~iiiati\rn        irifiiii-   linver, retoricn florida, o11 frases eiig:ilaiiadas,
tliid:~,a que iiyiii al~reseiito,     coiii o fiin exclusivo        para prodiizii. efeito. Não teli1 ha\wio, isto sc coii-
clue, da l ~ a r t ede quem tcnl rlirigiilo a iiossa                           Ile facto, iir'io se trata, coliio cra Iiecess:iisio,
i1drniiiislrag.5o iiltraiiiarina, nrin criterio, iieiii                  da i ~ ~ s f l ~ ~ ic0111 ,cai.inlio, c0111 cuiclado.
                                                                                              qão
rcoiioinia.                                                                   Eni oritro 11vl-o, que sera coinn qiie o rorn-
     ("riescliiei- que sqjaili os argunieiitos eiil favor                lilei~ieiito deste voliirne, rnsisiii-CI iieste iin~ni.-
clri atfniiriisli-ação metropolitana, iião liaver5 iiiii-                tai~lissinioassi~iitu,pois qiie o co1iside1-o11111 C105
;iuen~qiic I ' O S S ~ provar qire tem liavido ~ i ~ s t e s             iii;iis i m p o trinles, qiiei. 1mra :is cololiias, qiierv
                                                                                         ~
seruicos siiiceridnde e jnstiqa.                                         para a inetr-opole.
                                                                              Eiii todo o caso i. horii i-eflectii. sol~l-e           esta
    24; ~ i ~ coi~iospnrn serviqos ~iiilitni-es,
              i l                              ec'cle-                   iiirsil~~inlia verlia, iri+isoria e elotl~iciitc.
                                                                              Se este livro fosse iim panfleto, ttrm ciiselr,
siasticos, adiraiieiros, triliuiiaes e adiiiiilistl.:i~Au               parti capriinir toda a iiidigii:iy:io pclo iiieiios-
civil ;                                                                 preso a q u e se rediiz a niola real de todo o
    i'L.500 coiltos para saucle ])iiblica, olil.iis pii-                I?rog"C""U.
I)IIc;Is, inariiil-io, coli.cios, telegrafas e faroes,                        O que 6 iiildispei-is:ivcl tI. qiit. firfiie Iicrii p:i-
    !)O0 coritos para inslriicfio puhliça, coloi-irsn-                  tente o [pie 1111 tlc iiisiit~sisterite                      r
                                                                                                                  iiesta v i ~ l g i :ifil--
.:i0 e exliloiaqão scieiitifica !
                                                                        iiiiitll n iie que a yro~,ilicia Aiigol:~6 liiii cuii-
                                                                                                             de
                                                                       Cl-o
     I'i.ecisn-se iicilar, todavia, qiie aiiidn i. coii~                  Esse caiicro iicfaiido i. apciias iini:i exploi a-
~jessc)al,:ilwnas, q u e se teiii deslieiid~doess:is                   da, uina viclii-iia, íliie, s c i i ~Lei. c j t i v i i i n defciitl;~,
i iiil~ortnncias. 1)iii.aiil e luiiilo tcriilm n I<:'sco/rr            caril iiiteresse e coiii siiicei~cl:ide, npeii:is tcrii
 I'i*i~ii.ipal, d e Loniida, 1150 fuiicioiioii. 'I'oda~ia,             iiirrccido riire n esiiirigirriern, (pie Ilir: Iniiceni its
                                             pelo
 110s ol-qniiielitos xt-iscre~~ini~i-se, iiiriins, reis                face5 esnicilas riLie, de i-~sto,   rIJn, L: parte 1rnl):i-
IiOO$OOO pari1 u~i-i'l)i.ofessoi., que ç l i c g o ~
                                         ntE               iiiiin      lliacloi-:i, iiiio nicrece, iliio aceit;l c i-el~udifi,
                                                                                                                             iiies-
 ocasiào eili cjrie tal clunlitin f oi eliiliiiiada, 1)or-             nio, Iiriosnii~ciite
r l ~ ~ t : ext~iitodefiiiiti\~aiiieriteesse c.stal~elcci-
         foi                                                                                            *
~iicilto    dc ciiisiiici, iiins sci rliiantio o 1irol1rie1ai.10                                   .y         f
t1:1 ca'111~i1-a iniiclnu pai-n a Escolri l-'i.ofis,sron«l,de
T.oaiirIti, que, ~ i e l n sriobcias rliic teiilio, nrio f i i t i -        I-'ois, coiiio j:'i TI, ii;tu Iin dn p:irtc da iileli-o-
çioiioit durante iiiuito tetiil~o.                                     IIU~P    ~ssaci-iliciosrliie se l~roclaliiniii.
      Po~tantcs, ailidti esses inisernwls coiilos tle                       O d ~ f i c r f i.ecoiilirc.itlo lielos d:iclos cifici:ir.s,
                                                                                            ,     ,--
i+is iião foi n i i l efectivaiiieiite aproveitados.                   ficoii i-ediizldo n / , i c.oiitos ii-iccl~o~s          aiiiines l i t c
     1.:' iiiiin oltiii i-gatona coiiliinl dizer-se qite os             !( 7
                                                                       E) 1
                                               sc
govci-nos prcfere~tiquc os ~io\.os iilnnteiilitiri~                         1i:i, 11oi.ki11~                                      ~it~~
                                                                                               f~iiida111l1a i ~ i i l ~ o i ' t al-e~tifi~';t-
iio ol)sciii tili tis1110 E' verdade ; nias a s Irases                 y:io :i frtzcr, qiie ii da iiiuxiina rinl~oriaiicia.
leit:is siTo sen1pi.r grafias para e ~ p r i i i l i r iirii fe-            .[ri o sr. .l~iliode Yllliciin afii.iixou, como 1111-
iioriiciio i-iio~itl   rIiic se repele, ate receber tl coii-           iiisii-o das coloiilas. q u e li:] despczas coloiiinc-,
                                                  t
sitgraqiio rios liai-1ze.i dt. cèra I-'ni.rr~, hei11 vel-              cjiic iião de\ e~~inrii       ser inclnidas n o oi q:tilieiilt)
cl:ide, rlltc essri Si-asc te111 alilic:ir.iio iiu munieiltci.         iiltr:iiiiariric,, pois q u e iIns oiiti-os pnizps qtie 110s-
 sueiii posscssi%s, essas d e s p c z n q ~ ' ~ r t e n w AS        m                                                o11jecr;ãodeçcaf)ida.
                                                                            I~ido.A c l i r i iifio f:icn :r ii~ciii)~.
 iiieti.opoles.                                                             Suponha~iios qiie os seibvicos ~clesiasticostra-
        Ei.iiliora esta ai.gu~nentaq;io, que, efectrva-                    zem vantagcili pai-n o cleseiivolviincn to das ideias
 iiieiite, 1150 aiitorisava ti çoiiclirs~o pessiiiiistii                   ieligiosns. Qiiein lucra, evidenteiiieillc, coiii se-
 clne se p : ~ t e i ~ t e a iio trabnllio de S. E1 .', srja
                                ~a                                         niell-iaiite progresso I? :i cgreja, e iieste caso que
 fa\loi,:ivel t'i proviiicia, o qire é certo e qiie iião                   ella zii1)sidiassc os inissioiiai ios oii os ~iadi-es
 ; torno ein considei'ayáo.
   i                                                                       que I A v30 pregar. : palavra de I)eus. A ~)i'oviii-
                                                                                                         i
        Siipc~~iliaiiios    que 6s coloiiiris coiiil~eteiii3s             cia n5o deveria siisteiitai. i1111 çiilto clire, i-eco-
 despezas coiii a sua adi~~iilistrncfio, ate rei-to que,                   iihccida~nciitc,iião presta c) iiienor sei-viqo, cltier
 I I O I I ~ O , se rstA jit 1io.je adolaiido lias fraiicêsns,             :to coiiiercio, quer i ociipriqão politica, IILICI. ao
 ciijo tipo tem sido seg~iido              pelos iiossos cctatlis-         desenvolviitieiito da educnqão iiidigeiio.
 Ias, ;ité lwln l ~ o p r i osi+. Aii-es OineIas, coii-                        Se representa i1111progresso religioso ou sci \ cb
 soaiite elle coiifessn no seii relatorio cliie acoin-                     IIN-a colocar, ap0s o seu curso teologico, os jo-
 paiilia o decreto qiie reoi-gnriisoii a ndiiiiiiistra-                   \eiis levitas saíclos do sciiiinario de Serilaclic, :t
 c.50 civil d e hloc,.aiii      hiqiie                                     iiietropole li30 tem o clírerto de, liara satisfa7,ci-
        Seja, esth (fito, assim Aiiicta iiiesriio (pie tal                 coii~~womissos          politicos ou religiosos, sol~recar-
 (bo~iccss50 ri$, O tjii(-' ci veidade k qiie iro or-
                    se                                                    legar e ~ i niais de 100 C O I I ~ O S1)01-:ti1110 O j:i 011e-
                                                                                           t
 qanieiito da pi'ovincia de Arigola niiiito ha n cor-                     vado orqameiito de Aiigola.
 lar, rixis a cortar seiii i.cceio que os sei.vi(os 11u-                       Mas est:i verdade airida iiiais se evidcirr-cix
 I)l iços fiqiiein ])i'eliidicados, ailtcs, sob o poiito                  coiii relacáo ao deposito geral de rlegi'ed.i c1 OS    C


 iIc I ista iiioral, iiiuito liaveria a lticrar.                          coin que se teiii, pelo iiieiios, gasto a ~liiaii!ia$1
        Hn diiris verbas qlic cstão a 111iiis110 oi*q:i-                  indicada; 1.2110 cotitos
 iiieii to d e Aiigola ' s5o as que se p s t n m c0111 ser-                    E' veridico (liie os corideiiacIos Tortiin ewliii-
\ ' ~ C O S religiosos e coili 5i siisteiltaqnii do dcl~osi         to    do do riicio social c111 que viviain por os tril~ii-
geral dc cicgredados.                                                     n:ics os recoilliecer iiicoiiiliativeis coi-ii esse iiicio
        Só colii a el~iniri~qiio                            ~ l
                                          (lest;is ~ t ~ l st. ae lsia    c rboriiorrio tivo d e sari~darle         111or:tl.
teilo uiiin ecolioniia, nos ciiicoeiita e ciiico an-                           Seja cliial fôr a orientaqiio que cada cliinl te-
lios decori.idos, tle 3.519 coiitos.                                      nha a respeito do crrine e do rriiriiiioso, o qiie
        Cciiiio j t i se ~ i r i ,:i ticspcza feita com os ser-                              e
                                                                          6 ~ e r d a d e que esle 6 afastado do cotivi~io o           d
viqos eclesinsticss desde 18.72 loraiil i-ia iiiilior-                   resto da ~)opiilnqãocoiiio incapaz de gar:ii1111-
laiitissiriia soiii:~dc 2 319 coiitos.                                   :i 1)amocial. Pois, se :issixii i., iim iiidiviciiio coil-
       Colii o deposito geral cie clegi-eclndos e friiida-               siderado iinpui-o pela sociedacle riela elimiiin-
qào d c coIoiiins pe~iues,            gasloii, clesde 1881, l.21Mi       tlo eili heiicficio dessa soried:tde e, se fi,r 1:iii-
contos, tiido iin iniportniicia cie 3.5t!l coiitos.                      qatfo iioutrn terra, elle irh coilt:iii.iinai. a iiieio
       Mas t a ~ s    despezas sào, acaso, iifeis : 111 nviii-
                                                        í                                                           Essas
                                                                         pa1*a on(lt. for ~ ~ e r ~ t i a i ~ e r e i - . dcsl~ezrissAo
çin ori. por oiitrn, iião deveria :I iiielropole, qiie,                  roi-i-esponcleiites :is das cadeias e 1)eiiiteiiciaiias
d ireclaliieil te, coiii ellas Iucrn, pagi'i-Ias ?                       que estáo cargo do orqanieiito da iileti.ol>ole.Eiii
       1'01-que, vqi:i-se Irtliii, sciii cspii-ito procor~ce-            ia1 caso o nieio para onde vac este olcinerito 11ci--
fiirbadcii- i. prejudicad(i. kirece isto ilc Ic>gsic:i                               Por Irojc liiiiilo-mr a coiisliit;ii. (,[ir Aiigo1;i
clenieiitar.                                                                    ii:'iu lei11 dado prejiiizu á iiletrojmle. I<[i 11~1ii
         Pois ~ 0 1 1 1 os coi-ideiindos da-se cste caso                        sei as okjecqões que v:io opcir-se aos nieus I-sicio-
siiigiil~irissiitici: :i coloiii:i recebe-os, sein aiile-                       ci~iios coiilicqu-os e espeio i ~ u elles seja111 :itlii-
                                                                                         ;                            c
rir o iiieiior Iiicro, í. rtepreciada nioraliiiei~lc,                           zidos- se o foreiii-pai-;i os coiitradltai-, creio I,c*ii~
e niiidn te111 o dever de despeii<ier c o i ~ ielles                            q i ~ evi torio3:inieiite pois 17ad:i podei-B :iltei-:ii .
cerc:i de 70 coiilos por a11"o.                                                 hiiitl:iiiiciiialri~ei~tt~, iiiiiilia argiiineilt:iq50,
                                                                                                           a
         (Ira isto iieiii é justo, t-ieiii preclsn disciissão,                  ella 11:tseadn eii-i iiriiiieros e eni factos os i i i i i i ~ c -
ia1 6 n cviilenci:~ t l o :il>siirdo.'                                          i'os eltrfirdos, iiiiiii tra1)allio loligo, dos dr>c.lr-
        P o r Isso tino Iiieiece ol\yecyiio qiie seiricll-iari-                 mei~tos      oficiaes, os façlos ol>servnrios pol* torlos
te soilin deveria cslnr i~icliiido i10 orc.aiiieiito                            que terzi ullios ri? ver
iiicti.ol)oli t:iiio, iXc>iiio       iicle s6o iiicliiirlns as des-                 Mas e, íiiiiclu, iiiais co iicf iirlrli te :I I I I E ~ I I ~ ~ ~ * ; I
1 ~ ~ " ;C" D ~ I Ic " : d c i ; ~~)enitaic~ai-i:is,
              .s                  ~                     rusns de coi-           coriio os srs. ;0is1ã0,A i i es OriicI~ise biai ii<rco
i ecc5o c oulias de egiinl iiaiiirez:l e Ç O ~ I Io iiies-                     cle Soiisa se aspi-iliiciir lios reliilorios rliw ;icoii?-
iiio f i i i i                                                                 pri~ifr:ii-fiiii os seus orq:iiii ~ itoi, t lp 1!)03-1!)04,
                                                                                                                          i

        Eiii \iriiide clcstcs i.aciocii~iusse t.t cluc {I to-                  190fi-l!)07 e f910-191 1
t;il ilo tl(~jic-iti ~ o sniiiios decoi-i'irlos de 1XI12 ate                        I l i ~ l no priiueico ((No iiiliiito tle iiit4lioríii
1907 licni L; i rilli~iclu h rlir:liilin de 1 .S,50 c o ~ ~ t o s              as roiidiqóes fili:iiiceir.ns d : ~   jii-o\liici:i, coiitc, ctil
i~ii     sqjaiii :5:3 coiitos ~ O :IU I I ~ O                                  Iirel e siibnieler ; :ipr~ciac50 (Ic \'o&s:r J1:igc.s-
                                                                                                       i
        Eis as 1" opoi'qfi~s o 111011stro~ 0 1 1 1 tple 110s
                                      d                                        tade aIgtiri~:is 111-o\crdeilci:ls, sciitlo ~inssr\-r1cllrc7
:ip:i\ 0r:Ilil i1 c:lcl;l llls~:~iltc*                                         1 0 exercicio f i i t i t ~ o íl~,fir.if rl:i l j r c>vriici:i,
                                                                                 1                          o
        Mtis, ;iiiitln : i s s i ~ i ~ , sc 1?ciiscsCILW este c o
                                      1150                                     I?«» tlrstil~a~.rrei. f otlo ceiBrí ~ ~ o n s i t l ~ ~ . ~ r o
                                                                                                       tle
iiiitirriio a q1ie o f;111iosod{'Jirit pode liiilit;i~.-se.                                  ~
                                                                                1 ~ ~ ~ ~ SI, l l z ~ o o
I<sscs i i i i irrisciiloç 33 coii l»s pai. Liilitri, j)o(iê I~eiii                   Afii-iiiavu o segiiiitlo, ace1f:iiirlo a s ~inl:i-\.r;is
cli~cr-se      que i~ati;i   sci.i:iii~, iii11:i vez qrre lias rlcspe-          ile r<tl~inrdo   (:ost:i, o eiiwi I lu nrliiit izisti-ttctor co-
/,:IsJ ~ Ii I;II es (ia ~ I - o \ - ~iciíi c o i - l a s s e [ ~ ~ 111~-
               I                    I      se                  [)elo            loiii:iI qiie, evid~iiteirieiite r c s l ) ( ~ ~ A lafit iii:i-
                                                                                                                                    ~ ~n
I i c i s 200 roii tos j)oi niiiio, 111I I I C ~ ~ I : I ~ I I I C ~ I I ~ ~
                                                                   tirsde       111 ;i tei'iii~iiaiited o si. (;o~:jão L I P ct(l(n/i('il ~ C ' I I I
                                                                                                                         ~     O
                                                                               i t siiir verdadcir:~r:i/ão d~ ser elii carisns eiti ti-
<IV l:l(Yl ]>:ll;l íY'l.                              r

                                   3-                                           iiliaç :i i.esl~oii~t11ilirincl~ yr oj.1 iicrii e c l r i t L r i a
                                                                                                                    tia
                                                                                eporlin :itu:il, clle 6 , rião rriii:i iiecessictade, iii:tx
                                                                               iiiiia cxprcssáo perfeita das r.1 csceiites exrgeiir.iii\
     1 I:), j)o1't!in, ~ 1 1 oiitro :ispcct» (irx cliitrstão, qiie
                             1
                                                                               cla vida io1uiii;ii i~icrrle~     ijnv.
~~ciilil~ii-ei   clelitl~tli~cii rioiil~-oliv1.o cliic cstoii
                               tc                                                    I:iti vista d:i :ilii.ii.iatii.n do si-. 13:t~il;wi          -
])i.rj)ni;iiido c q u e ~ ~ I I I (piasi coiicluido - cuiii
                                       ~ o                                     150, 1)odia-se coiicliiii q u e o tlrlirrt sc exrstc c
o til~ilo l (.I i . 5 ~ tle rlriyoltr eni qiic ser50 estii-
              i                                                                tlevicIo n 1150 ter Ii:ia~rluo esliiclci iiece5s:ii.io d:is
tlnc\:is as ctiirsiis; qiicr tis pi.ci\iiiins e explicit:is,                   ibpforiii;is fiiiaiiceii.as ;i i e:ilis:ir ii:r 111 01iiic.i:i.
qiiei. ;ia riiiio1;is r iiiililicit:is, (Ia ((csginqadn si-
                                                                               1)cIn ~oliçlusão       tle í<tliinrdo (:oc;t:i, coiisagi*ntln
tunc*;io :i cjlic foi r ~ t I ~ i z i t Ii pr{~viiic.ia*
                                        ;a
                                                                               j~dlasr. i2~rcs01-iiclas, csses tlr/irrfs s;To o iiio-
tiviidos )elos progressos a efectiiar ein A1igol:t                                       o iiial estar ecoiioiiiico, e I etl~iziiitlo-se I cceifa,                                a
c pelas despei.;ts de foiiieiiio.                                                        apesar da a1ta da I~orracliae do d e , Iioiive tima
         Vailios iiinis pelo q u e dix o si.. Gorjão, em-                                seiisivel diiiiintiiyiio do rieficii.
I ~ o r a opiiiiáo do sr, Ornelas aparente ser iiiais
            a                                                                                 Preciso 01)servei- qiie o facto de 1i;ivei. rcclu-
i-azoavel. Efectivaineiite podeiii-se realisai-graii-                                   gào lias despezas iião sigriifica, para quem estuda
tles ecoiioniias e destruir o drDcil se liouver cei-                                    despreoci~l~ado assiriilo, (pie Iiouvessc mellior
                                                                                                                     o
lo cuidado lia distrihuiçiio das despezas, nias o                                       adiiiiiiistraqão.
( ~ i i e t: riiii encargo excessi~vo
          lia                                  qiie niio se adqiia                            Ha seii1pr.e a iiiesqiii iilin preocup:ic,.L?o de de-
:i certos progressos, iieiil rel~reseii qiiaesquei-  ta                                 preciar a 1)rovincia ol1i:iiido-a. apenas, pelo Ile-
iiecessidades, tanto mais q u e veiiios iião existir,                                   va e H<tue~'diitii iiierç:\dor tacaiilio. Mas, ailida
voino jh se ~ I ~ O V O Lqiiaesquei- rnellioraiiieiitos eiii
                             I,                                                         assiin, se se atender : esta feiq50 ,ipcri:ts do
                                                                                                                                     i
i elaçáo çoiil os itiiensos sacrificios exigidos.                                       probleiiia .crer-se-A, coriio o fiisoir iiidisciiti\el-
         Xlzis o Sr. Rlariioco de SOLISR        afiriiiava iio ie-                      ~iieiiteo sr. Paiva Coiiceii-o, ( I ) qiie Aiigola ii;i(ln,
Intorio piil~lica<lo I)r«l.io do G O U P I ' I ~ O ,27
                            iio                                     rte                 pela pa1avi.a iiada, fica deveiido                                                     iiieti-ol)ole,
(te seteiiibro, deste aiiiio :                                                          aiites, coiii o sei1 iiiovriueiito coiiinieiscial c-
         ((A' crise grave que teli1 atravessado a 1)1-0-                                com os f~iii(los             qtie ein todos os paquetes ciivi:r
viiiçia de Aiigola deve o goveriio, exclusíva-                                          para Lisboa, iiitlue fecuiidaiileiite lia sua e i o -
iiieiite, iiáo podei. apreseiitar a vossa magestade                                     iioiiiia. Ao I~elo 1ral)allio deste iliisti c Iioiiicrn
i i i i i p~.ojectode oi.qainerito coloiiial, por inaiiei-                              ~ ~ u b l i çse deve dirigi1 o leitor, Ix1i-a se capa(-i-
                                                                                                         o
ra, :i dispeiisnr qualquer su1)sidio da iiietro~>olc                        r          tar da ~rerdade.
         ~(Coiifi:~,porerii, o gourriw que a execuciio d e                                   Peraiite isto seria coiiveiiieiite nào ~ o l l a i a                                                  .
irni coi;jiinto de i~iedidas foiiieiito ecoiioiriico
                                      de                                               estas iiicoereiites ex~ii.essões.                        Mas iião çieio qiic
iiiiiiorará bastaiite a situacão arigiistiosa daquela                                  tal sucetla, aritcs iiiipeiiitelites çoiiio itiotivos r i a
iinssa iiriportarite coloriia da Africa Ocideiital.                                    iiossa i.iiiiin ser80 exi1)idos aiite o piil~licoqiie
                                                                                                                                               tos
íi rsstrs I I ~ P ~ ~ COI~LUJCI(IUS C O I I Z1 1 1 7 1 ~ 1 a d ~ ~ z i n i ~ t l - í ~ 1130 te111 teiiipo iiciii eleii~eii ]iar:i clistiiigiiIJ-,
                        ~ C I S                                                        -
riio cizidado.~anze~it O I ~ O I I I I colocnriio, ( I C I ~ ~ T ' O
                              CC               C~                                            Isto tipesar das repelidas liqóes cliic das colo-
e111 hreur f a l u ~ z(I, p r o u i ~ z r ~ti^ A I ~ O ~elit I ,
                                            a                   C .ritirn-             iiias no? veexii, seiiclo digiio tlo iilaior loiivoi~o
(-60tie crrcel*l.ar*scnt ((tleficit)} ou conz srrlrio posl-                            inodo como o sr. 171-eirecIe Aii(li*ade,(9.ggoi.ci.ii:i-
liuo crs sirtrs roritas tlr yel.rlicia, conro a c o ~ z t ~ jtic c        ~            dor de Moquii~li~cliie,                  esc:aIl)ela o ai.guiiieiilo falido
roili totlos os O I I ~ I - O (lollliltios ~ l l l l ' ( ~ ~ i l a r i l ~ o , ~
                              S                                                        que iiiiigiieiii coiii siilcerltlade <levei-iatIc iiovo
         O relator~o sr. hIarnoco de Souza í., poi-
                       do                                                              osteiitar. Taiito inais ~[iiniito .crercla(lcque todos 6
l)o~.t:iiito, o ultiiiio atestado da iiicapacidatle                                    tcciii i.ecoiiliecido coino l i 1 provei, tlociiiiieiit;iii-
:idiiiiilistrritiv:i da iiietropole. l'acit:iiiieiite se ise-                          d o coiii as opii~iõesiiisiis~)eitnsde g ~ \ ~ r r i i a t l o -
çoiiliece 4 ~ r ese trvesse liavido, atk aqui, «iiiiia                                rts e iniiiisti.os, lia miiítu tcinpo I ccoiiheccntlo
:idiiiiiiisi raqUo ciiidadosaiileiite ecoiioiiiica n, a si-
11l:i~no cia yroviricia iião seria, apezai. da crise,                                            L01 ( l i /)O//
                                                                                                           1')        srq      S F
tào ílecadeiite. Podei-ia liaver atk saldo po5itivol                                          i') I{clnli~iio\ sol81e Mornrirliicliir - 1'1 i i i c i p . i 1 1 1 1 t ~ i i t < .o vol !V r)<%
                                                                                      r.i]iili~lo 5011i c n\ ilcslw rn\ i j u r    onn irqciiltr\ l i I J I I \ l t r i l i i rilc I'i<iuiiit !<r,
                                                                                                                                                                              11
I: teiito i. assi111 qiie, iieste aiiiia, diirniido ailitln                           iig 71
que as coloii~nslifio trreni a iiienor ri11pa do
seu atraso c 1iiIi admiiiistrngão.
         ;Sfir~iin~.aiii-iio        í~11;liidoc71tid;i o deficif colo-
 iiinl clnnsr iião c ~ i s t i t i(') pois S:i da I3riiideii.a
iio seu rel~or.10,                 assiliado tatnlieiii por Passos
JIariue! e Yieirn de Cnsti-o, cin qiie estinguia o
 Iriifiro d:i escra\,atlira, atriliuia u seli 11i:il estar
A iiieii.opole, eru 1836. 0 1iiiilisti.o I'icira rlc Cns-
 ti-o em 1839 ciizlu q u e nrllielas proviiicias, nl'e-
s:ir d e iiitio, terii ci:icio uiii gi alide eacniplo rl:i
s u a iiiodei-:icáo P s~fi'iii-~eiito, ainda do scii  e
;iliior A mãe                  ti-ia , « r lttio serd cr ~llcis,s ~ i l i i o -   A evaluqãa cenfr.il~sta em Portugal.-Argumenta*               pr6 e contra e
r.as, qur tievelri iriy~rrftrr-scos rnalps, d e ~ U sij              P                  deseentralisa$&o.-A autonomia nu p r o p ~ l a    metropole. O minis-
r n ( r i l s r i , o prrio.so r riefirrer~t~   esfntlo do t~.soul.o pil-               terio rlai colonias -E u p o s i ç h d o s sistemas admlnistrativos n a s
f>Irro,q i l r ( i i í j ~ o srrbns) f ~ ~nfnlio trs niáos d o $10-
                                                  i i                                   varias possessòes alemãs, belgas, franctsas! holandCsas e i n -
                                                                                        glesas.
                                                      dn
urrlm, ohr.i!gcrritlo-o t r s ~ 1 -fristc cy~c,clci~Iol-                rir-
       1
       r q l l P 11h0 ] ) o ( ~ c ~ f l l ( f l l ' »
(]pllí'lfi                      (
    E.:'facto. As c o l o i i i a s , Aiigul:i, que a ella pi'iri-                       Os capiliilos uiitei-iores iiioslraiii-iios qiic d o
cipalii~eiiteiiie refiro iicste livio, lriii sido victi-                          sisleiiia çeiki~.:~lisndoi. teli] i-esriltaclo n i - i i l i ~ : t
                                                                                                               s6
liia (_)L~c ~ O I - ~~I~C' I , C ~ I ~:111da(l0 desde os teiii-
            C ~                          -SO                                      {!tis cnloiii:is, o seii coiist:iiile del):iiil)eraiiiciilo,
110s(iist;~li rlil c1 iie :cpcJri;rsreiidi:i 2(i çoil tos (')
             tes,                                                                 e j11dic;i-se cluiiia foi-inii ]>i-ccisa r iiic.oiiti~n~lit:i-
                           o
i o c t i ~ a i i i ~ i i tatiial elil qiie lia iiitia i.cceitn
 .                                                                                vel, que 6 iiecessai-io iiriia ni-iipla niitoiio11ii:i iti:iis
4 1 'L i1111 C O I I ~ C I S '
     ~                                                                            cin lia~~riioiiio    coiii os seiis progl essos. N a s Iiu
      O i n (; I I W ( ~ I S Oque se sail~a (pie da partr dc                      que111 Ilie ciie einbaraqos, qiieiil vcj:i a sri:i iii-
lodos 1x1 iicccs<iclacle de coiiliecer :i sitriaqão t l a                         tliieiicin c~i-renda    dcsde cliic. as c-olloii~:i: toi~iciii
c.oloiiin Foi do I-eco~ilieciriierito           desta verdade                     co~ittidos sciis tlestiiios
c~ue   LI:I.SC'CW                     qrie
                 este Ii-n~~:illio, iio capi tu10 pi'cscn te                           I:' iliesiiio cui-iosa a evoIiic;io politic;i e : i t l i ~ i i -
 li^ o\-oii, oii teiitou Iiro\,;ii., (pie 11a0 teiii liavida,                     nisti:ttivn de 13urtiigal Eiiirliiaiito qiic o s o ~ i t i o s
iieili esri-ul)tilo II;~      riraiieira de adnliiiisti.ar, iieiil                11;kizes vão passniiclo d o ceiitralisiiio ])ara o dcs-
logica, ireiii ~ r i s t ~ c a ti,rni:i co~iiose ler11 ala-
                                iin                                               ceiitralrsnio, iii\s, coi1tradit:iiidn n rorrriite g:i-:il,
r.:irlo :i terra rpie deve ser resI~eif:ic1:iI ~ Spelo        ,                   vainus iio seiitido iii~,erso,do dcsceiiti.nIisiiiri
iiielios, lei- sido o l~orlee\pintoi'io cle tot1:is ;is                           liara o çeiitralismo.
g.ra11dcsfall;is t l t i J I I C ~ J ~ O ~ D ~ ~ .                                     Xa ~ o s s ae1w111qiio I I I I I J ~ C I ~ ~ ~ I S ~ : ~I , P I ~
                                                                                                             I                        q[ita
                                                                                  iiiiiri                                           inesiiio
                                                                                          liii-ga tradiciío juridica, a ~ ~ t e r i o r
                                                                                  foriiiaqiio po1itic.n da iiaeioi~alitlnde,   llassainos tlii
                                                                                  aiitoiioiiii:~clos rnuiiicil)ios, uliidn clnrarrieiilcl e\-
                                                                                  pressa iio Iiroprio cociigo cle 1842 (de Costa Ca-
                                                                                  I)i.;rl), clepois iins de I878 e 18Mi (do si.. I.iiciriiic>
                                                                              iiiiin certa educacão ~iolitic;i,           profiiiidaiiieiite r:,-
 d c (Iasti o), coiisignaii(1o 3 r~preseiitaqão                das ini-
 lioi.~:is, R :iiiiilnq,;io das iiiiciati~ns        iiiiiiiicipaes e          c          no espirito da populayBo, e, l>oi.taiito. C
 loçacs.                                                                      eiro jiilgzir-se <pie de hitiiro o cnciqiiisiiio poss;i
       Ao 11aqs0 cjue i ~ o s z i i i t i g o ~
                                            iiiuiiicipios o povo              ter o ])redoniiiiio.
 tle1il)cr:ii ti sobre :issuiitos iiiiporfai~tes, li o j e                         1)eniais o aiitoiioiiiia, qiie 6 R I I I ~ ~ S eh-     ~>tir:t
                                                                              111cssão tla clesceiit~    alisaqào adniiiiistrativa, ter:t
 ol)ctfeçe tiido it iiiais perfeita ceiitralisaqáo iio
             io
 ~iiiiiislci tlo reino, le~ractojoriiialrnerite ;i efei-                      tiin coiijunto, j 1):istaiite deseiivol\rido, de iiisti-
                                                                                                  6
 t o pelo codigo de 18!)(i (do sr. Joao Franco).                              tii~qljesqiie coritr:ii inri:iiii rluaestluer teiit:i tii:is
      E' certo qlic autores 1i;i cli,ie afirniaiii que                       íle aii toi.idaties :irhi trarias
 Iioje as distalicias estáo cnciirtadas pelo telegro-                             Os nrgiiiiieiit os, por isso, 1150 colhei~i,             1101.~111~
                                                                             :I iiia11eii.a y iie u cidntlÀo vae toiliaiido conlieci-
 f o c pelo caiiiiiilio ([e feri o e qiie a descentçali-
 saqáo a qiie itte agoi ri se tiiilia de obedecer 1350
                                                                             nieiito dos seiis íijreitos rivicoa sae adquiriiiclo
                                                                             1aiilJ)eiii a coiivicqào d e qiie a sii;i ncyiio polilir;~
 4 j 6 iiecessaria, 11orclur ti111 telegrnina resolve                       i d o pode estlii- sitjeitn a eiitidodes que roiistitiieiii
 tini assiiiito iiiiportaiite wiii pcrtla de teiiipo ein                    castas, pelo facto de sc eiicoiiti*ai-eiiiiriveiido ii;i
                             pi
 coi-i esl~ondriicir~s oloiigarlas. Náo coiiveiii a
 :iiitonoi~zi:i cl:is gi:iii(lcs regiões por poderem stii'                  val~lléil~iietropoli     tniiii.
gir os 1 1 e ~ g 0 ~ 0 1 1 1pai- eueiiil~lo, foriiiaç50
                                  0,                 lia                          Certos u~rloi coiiio Borclier (Ln c.ulolii.,tr-
                                                                                                   es,
                                                                            111111 scic.~itr/icliic)cliegalii a coiisiderar n falta tlc
 ilns ii:icioii:ilid:ides il~ericas       resiil t n r i i ~ ida vasti-
                                                                            i iii~t:ili\~:icoloii i:il coiiio a pr111cipaI catis:i tlc
d a 0 tle podei es :i cei tos governadores de çoiida-
dos e que taiito IIreocupoii 17rilicil1:iliileiite Afon-                                            e
                                                                            tfe~eiici.esceiici~i iiidoleiicia das povo:ições das
s o \'I cie Leão -- e\l~i,e-sepor oiitro Icido.                            roloniiis, qiie s<>l>o(lrriioP I I C O I t~.ii~   ~     pleiin e\l>uii-
      .ilCin disto, qtie iião c! unia vanltigeni, :i des-                  sào na libei-tlade, coii~oiin evol uqão dos t l ivei-
ccr~lralisacâoteiii o grniitle defeito iifirmaiii aiii-                    sos 110~0" eec.oiilieci(i:l por Ilonielis de so1id:i
d a OS coilti.:iditor.es da :iiitoiioiiiia das regiões, de                 iiidi\ iriu:ilid;icle scieiitifica. 110 iiiesiiio inodo :              E
1101. os cidadãos lia coiitirigeiicia dc sei-etn per-                      71ii~ioii, iio srii Iisi~o ~ j)ol>irl<rfiorr «yé pm
                                                                                                             1 1                     errr
segiiiclos ])CIOS ])c: y lieiios iiifliieii tes I ocaes, i.azHo            Irr tl(;c.eit/~-ctiistrlio~r,coiistata qiie n ceiitrnlisacão
esta ( 1 1 1 ~;ilgiieiii já ;iduziii para co1itr:ii-irir a fe-            tle potIeites prodiiziiido a falta de libei-dades lo-
<ler:iqão penii~sular.                                                    ciies yro(iii~,do 111es1110 iilotio, a 11obreza das
      Dois erros iiiiidaiiiciitae,~se iiotaiil eiii t:il                                    e
                                                                           ~iol)iilaqões auiiieiitn o exodo dos cjue iião que-
ai giiiiieiitíicáo con trn os rjiizies Ii:i a nl)i-eseri           tar    reili viver sol) iiiii regiiiieii qiie Ilie rino coiiçedc.
as scguiiites oliserir:icões qiie iiie 1)ai-ecein i'es-                   g:ii.:iiitias politicas.
p o ~ d c r e i i itei-iiiiiiai~
                               teiiiciite                                        E' tnmbeiii r i i i i autor aiiiericano que coiilrn-
                                                                          i ia esta orieiitaqão, afiriilailcio qiie o pi.ogi-esso
      Pi iincrio. n vida local i. sen1pi.e especial, pro-
                                                                          tl;i populaçáo leva iiaturaliiieiite, :i ceiitraltsncão
$)ria, d~f'ei    ciici:id:i de terra p:ir:i terra e eiiiliora ri
tliiiaiiiica social poii1i:i ein jogo as mesilias 111s-                   tlos poderes adiniiiistra tivos (Sniii. Oi-th 7'110
frttiicj.ócs lia senilire tinia e\pi,cssiio peculiar n                                          z r n ~ t r {t/io/t   s
                                                                          r o ~ ~ i r ~ ~ l o/ ~( ~d ~~ z zo ~ z~ i ~ i11 Ollzo)).Aiii(1:i
c~ualquerti110 regioiial.                                                 I'niil Meiirioi, iio seri livro Agglonic;r.atlorls iirhni-
                                                                          I I P S (ICIIIS ~'J:'III*C)~ICI ~ ~ C I I I I ) O ~ C [ afiriua (pie :i
                                                                                                       CO                         ~IIP,
      Seguiido: n aiitonori-ii:i deve corresl~oi~der                 a
  caiisa d n ein~gi.a<ào                      p:ira as capifaes 6 o rcsiil-
  Indo 4 1 0 rvc.ciiilieciiririiIri rias vaiitrigeiis tln rtcs-
  cenli-:tlis:i~5o.Poderi1 ser, eiii pzirle, iiias oiiti.os
  iiiotivos, de ordeiii ecoiioiiiica, atiiaiil elli tal                                           U i ~ i iiotavel escritor, rilado por Alberto Sa-
  eiiiigraqão. O ciiiiiieiite yiiblicista A. Coste, iio                                      les na Polifictr ~.~prrl)licanír,Lamenais, defini ti tis-
  seu pi-iriioioso trnliallio I,es j ) r i ~ t o i p (i'une SO-           ~.~                an.i os sisteiiras cciitrnlislas de goveriio : «a alio-
  riolo$jie ol~j~jrctroc~, buc este fenoincno a oiiti as
                                         ntri                                                pIcxia no ceiitro e 3 paraIisia nos thxtreriios,»
  ~ ; I U S ~ S , c01110 n coiiceiiti.aqòes de cri.t:is ins-
                    faes                                                                         A aflueiicia de vida politica e :idniinistrativa
  ti tuicúes de iiiteresse roiliiiiii, (pie sb sc 1)oticiii                                  lias cayitaes teiii ronio coilsec ueiicia a aiisencia
  o l ~ t e irios gl-artcles celiti-os.
                  -
          Ha, n;ío lia diivid:i, iiiii certo fuiitio de ver-
                                                                                                                                d
                                                                                             da acção directora nas IocaIi ades, o que r ~ p r c -
                                                                                            senta unl riiaiiifesto deseqiiilibrio de funqões,
 tlncle neste iiltiiiio nr~iiiiieiito,                     iiias isso eiii nada             prqudicaiido, por cai~ililt:to,a artiioiii:t rpie de1.e
 pre,j~lclic a iiossn oi iei~laqào,poi'cpe 11.15 çolo-                                      existir eiil todo o orgaiiisriio iiacional.
  iiins iibs ol)~ei.\~ainos cllris vão co~istituiiido
                                              clirc                                              11, de resto, a orieiitac5o, lias pi opriits na-
 iiiii li110 cai :iltsi isfico, 111 ecisaiicio tlc oi.gãos laiil-                           cioi~aiidades,ti pala a desceriti.:ilisaq:io, a iiials
 I~eiii       atl:ilitareis, pai u :IS svl-vi~-~iii,               1mrtlue seiido           aceiituada, quer iio Ilrasil, ot)erieceiido ii i i i n i s
 t l i ~ esissiiilas as coiitlicfics (ir. \.ida ~~oliticcl,
                i                                                                  os       completa autoiioinia dos cstados tederados, qiier
 ,sc.iis piul)lciiias clv~ei ser ciicni-ntlos st~l)
                                               iio                                u111      110s Estados Ciiidos do Xoi-[c., fortnlt.ci<los~ ) r I o s
 jioiirn cle vista iiililto d i x ci so, ciii vri.tiicle das                                        da
                                                                                            J;i~.os solitlai~icdatlr,     colectlv:~c poli tic:i, qiie
 IeiyOes csperiacs c ~ i ioiitios territorros, elii dl-                                     forai-ri 1)uscar ãs tradic0es liheraes dos priiiiei-
 ~ci-s:is lntitiidcs e 1o1igitiiclt.s. Niio pntleiii-L'                                     1.0s ciiiigraiites, ( I ) clur riso :icliiiiii~.:iiii, lia sii:i
 <*larissiiiio-os Iioniciis qiie de loiige leçisluni                                        ii-idepeiideilcia de caracter, 1iite1.1   eiicfies iiiscleii-
 cstridai. a s clircxtõcs ciil fo(los OS seus :ihl,ec.los,                                  tes, eiii ~irgi)csicispri\r:i tivos I'oi-i'ti~, ; I I I ~ ~na ,
                                                                                                                                                         ;I
 c , 1)4>1t a ~ i o 011tet eiu n solliqiio nliro\irnnd:i i ~ ~ t t i s
                            ,                                                               proopria vida estadual aiiiericaii;i, se \ a e ;it6 5s
ou iiiciios i-nsoavel. coiiio J I a l e u ~ y ,rlii Lrs / i -                               iiltiinas coiiseqireiicias, lia sua esisteil~13         politi-
 f * / ( ~ l l l (i<> ~ ' ~ ~ 1 ~ 0 ~ 1 d ( 7 . 51~ ~ 1 l l ] l l pl-o\r;l i1 1~cf~~I:l-
             -7                               1~ 01 c             ~,s,                     ca, predoiiiinaiicto a i-iials ;icciitii:ida (lesçcii tra-
    cliiieiite, pela aiialise e tbsliitlo de toda ;i ero-                                  lisaqào, de (pie 1)odei-ãosurgir al)usos, inas qiie
I~ic.50liistorica i1:is iiaçioiialidntlrs                                                   r~lxescnta :t iiiais pr'rteita foriiiula lirtlitic:~a
         E' por isso que as coIoiiitis iiiglèsas 1)o.ssiieiii                              :iplicar A uiliclades a~lniinisti-ativ:i.;. Serve-se
                                                                                                           s
                                               a
:iinplilucle d c f~iiip5es poiilo dc, çoiiio ria Aus-                                      iiiesiiio iio cxeiiiplo tl:i proticiiic1:iile tlc tal siste-
 II alia, iio C::iiiada c iln Xfr icri do SiiI, sereni c]""-                               iiia o democrata E'i           Mal-gall. Os est:itios coii-
si iiidcpeiideiites, criil)ol~t st!jcil;is ii Iiegc'ino-                                                              i
                                                                                           I'etlei.ados d:i :ilcmaii ia c d:i ilusli-ia, Irriii longe
iii;i I,i-il;iiiic;i (Spe\.ei-Ltr                    c-on.rfifrrfro~~   jla.ldiquc'        de representarem, roino afir-ina, iliisoi-rnilieiite,
tlc l'c.i~il~u        r rolo~urrllirrl{rnlilgirt>), inns coiii loda                        0liveir:i RIni-tiiis (9, teiidcnci:i 1):i1':1 m'5elx11*ayão
:i          ~ ~ t l t ~ i i c i a ,i i itodos OS 1)r~vt~ifos i n l a s
                            vc~                                      d~         siin-      tios laqos tincioilaes, são, pelo c.oiilr:ti-io, a iiir-
1)les rel:iqfies clij~loii~aticas, polito das coIoiiia~
                                                     a
i i p i i i seiiilwe at-eil:ireiii ol)se:-v:iqòcs, por iunito
~.cl;r(l:ts
Ihor iiiaiieira cie os robiistecer e coiisolicl:ir,                                                      qiie adiiiira iieste rride caudillio da iriiião, fuiidar
 çciiiio 11a ~ u graiide ~ > r o p a ~ i ipolitica e socio-
                            u                    da                                                      iriii graiide estado dominatlor. ( 4 )
 Iogica assegura o sr. 'i'eofilo Rraga (9, f~iiidnii-                                                         E esta forii~ula k liiesiilo a inniieii-a ~ ~ r a t i c a
 do-se eiil eieniplos liistoricos da ~~eiiiiisulu.                                                       tle chegar a uiii acordo iiiornl, a 11111 eriteiidi-
      a          é n riiaiie~ra de proceder t ~ ~ i a i i t oi   :                                       iiieiito reciproco, a unia amigavel coiicilinqão tle
 oi.ieritação consti tiicioiial proseguida pelas iia-                                                    iiitei-esses. Reaiilieu oibielita, inoderiiaineliie, o
cGes iiiais rivaiicadas, a poiito da proprin Fraii-                                                     sei1 esplrito por tal maneira de peiisar, assegii-
<a, apoiitada como tini exeiiil~lo               ~teriilaiieiite
                                                               de                                        I-aiido rpie sti pelos 1:iços federaes as cololiias
 ceiitralisaqão, ir segiiii~do            pela vereda doutrina-                                          pocierão viver ein paz com as iiietropoles
i-ia iiidicacia pel- oiitrus poleiicins.                                                                      Poder-se4 afiriilar que os laqos cie tlepeii-
      Esta tendenc~aC tanto iiinis e ~ i d e i i t e      c~uaiito                                      deiicia eiitre a cololiia e a iiieti-opole se afi ouka-
 e cesto que veliios pela aiialise e pelo estudo                                                         rào. Mas eirtiio que nos iiiiporta yire possaiiios
das constituições nioderiias, que a ceiiii.alisa~ão                                                      v~r-er eiii paz c0111 tal slstei~ias~ibslituiiidoa
esl~ocadn          pelas iiidiviciiialidacles al)soi-veiites iião                                       giierra, iilas a guerra, stirda que iiiina as pol~ri-
teiil sido pi.oseguidn p e l a s coiistitui<;.õesdos                                                    lacòes de Aiigola.
estados federaclos cltier ria Aiiierica (Oiir stnfes                                                          Porque t; preclso que isto se sailia, que lslo
co~tstitrltio~is) na Aleiiiaiilia (Lestrade - Los
                             cIiier                                                                     he diga, beiii alto- eiii Aiigola lia iitila, ei~il,oi:t
~ i i o ~ ~ t i l . r l i i etc ) que urna foi-tecorreiite ci\~icn
                            cs,                                                                         yoiico l)oderosa, iiilis eiii tocio o caso lateiite,
lociil iiiipede os goveriios de arra1ic:ireiii A 1,o-       s                                           correiite separatista Ningiieiii que lh tenlia I i-
pulações as garniitins ti.atlicioiiues qtie ser\riu,                                                                                                  os
                                                                                                         vido descoiiliece qiie iiâo s6 e i ~ t r e iiidigenns
:\te c0111 respeiio A America, de exeinlilo para as                                                     civilisados (e hri-os cliie lioiii-aili o seu iioiile)
riac;.óes (10 sril daytielc coritiiieiite, iiiclusivk o                                                 coino eiitre os coloiios europeiis, existe iiiiia
IWOII~IO         IJr:isil quando aiiida iião esc? governado                                             iicentiiada iiiaiiifest:iqáo de liostilidade, que iieiii
pela fóriiia rel~ublictiiia(Foi.tiiilio - Lcz desc~ii-                                                  j)el;is arinas, iierii pelii innioi. ceritralisa(.ão se
t~*nlrstrcion          n~l~iii~zisll.citrvcr)                                                           liotlerii ja extiiigriir.
      Se bem qiic, na piopriti tradiçfio histoncn                                                             E' uiiia orleiitada correiiie cpe, coiir coiis-
coloiiial, o Ri-cisil eiicoii trasse jii eleiiieii tos de                                               cieiicla e com fé, prosegue r i i i i i i ~ iacg.50 iiitetisa
iiiicintiva, que evoliicionoii ate no tipo federal                                                     ;i favor da i1idel)eiideiicia de Arigola. E 6 iieces-
:idotado pela repiiblica, a qual, dada a eiiorme                                                       snrio cliie lios coiivencailios íirie l l r ? ~ ])ara des-
                                                                                                                                                       i'
e\teiisáo da ai-aiide poteiicia siil-americaiia, iião                                                  prezar tal corrente porque, eiii i~ioiiieiito de
poderia ser outro. ,\pesar de ser pioclamada por                                                       mal estar, elle cresceiii, iiidoiliavel, e poder;\, se
:ilguirias iiidividualidades politicns a iiecessidade                                                  1150 treilcei , coriforiile as eveiitlialidaries qiie siir-
d e absorver certas fuiiqões 1oc;ies segiiiiido, etn                                                   jam, pelo meiios causar serios einbai acos a iioss~i
pai*le, o o1)jectrvo de lioosevelt que tenta, nos                                                      ac~ào     coloiiisadora, iião Iiavendo teiitpo coiito
seiis escri tos, eiiibora coin p o r i p franr~ueza,o                                                  siicedeu eiri Ciil~a,para se conciliar os dissitieii-
                                                                                                       les.
      (I)          izas
            \~O~O(!PJ     tdetns IIQ l1!0   alilra ~   O ~ I I ~ I I png ~ 491,
                                                           L          ~ P   ,     li   \   ol , A &-
/ I irr [JOI   ftrgnesn, llng 13                                                                          I   )   TIi n o o s e l rlt - I,'ldcnI   ciilrei i i n i i i   p ~ i y 18 e .;tbg
    Este parentcsis, iini taiito, talvez, sonibrio, é,               gunierilo resulta esteril, provaiido aie em coii-
~ ~ o r d i i a, iiiaiiifestaçiio duni estado de esl)irilu
              i                                                      trario, pois que foi, efectivameiite, devido a essa
q11e se observa em Aiigola.                                          necessidade de defesa comum que to1 facto se
      &Ias, aleni disto, iios tenios como j6 expiiz,                 coiicluiit e perdurou. Acabadas as circiinstancins
                                                                     qile prodiiziraiii esse feiiomelio, i-esiiltoii o qiie
 tle wteiider As pi*oprias correiites do nosso tem-
 po que ilifliieni t5o decisivamente lia briiinq6o                   era iiotiiral, a siia dissolução
 das consciencins colectivas e ningiieili, inedinna-                    Se isto e assiiii, se tudo i~idicn.iia ~iratic:i,
 meiite ciilto, descotiliece a iiiteiisa nianifesta@o               que deveni exis tii. orgniiisiiios sociaes 11ai.tiiido
                                                                    do siinples para o coinposlo, porqiie iião deve-
 ilo poder das doiitriiias desceiitralistas, que vin-
 clo desde a federnqiio dos estatlos, como acoiite-                 iTlo ser seguidos taes yriiicipios pois que 111-0-
                                                                    pr1a liatureza parte do iiicoriiplexo ])ara o coiii-
                                                                                                                         ;,
 re, repita-se, ii;i Aiiierica, segue lia asyirac5o
 das federações peiiiiisril;ires, esteii<le-se á fede-                      ~
                                                                    p l c percorrelido toda :i \,astu carreira iiiorgn-
 rayáo eiiropeia cieando, na siin e~press,'io              iii-
                                                                   nica e J>iologic:i, sem saltos, como C I)niiai di-
 teriiac~orialista,o patriotisino eiii opeu iia frase              zer, iiiiiformeiiieiite, aiitoiloiiiniiieiite, iins sii:is
 de Novicoi\r; proseguiiido lia grande consagrayáo                 unidades e nos seiis roiijuiitos7
  c111 l > a z d o iiiiii~ido,1xwa a ~enlisoqHoda coiife-               A filosofia l~olitica uciiialidacle, rliier c l i ~ e l - ,
                                                                                              da
  ctertiyiio liiiiiiaii:~, coiiio hIaloii e 1,etouriieaii          o espirito iiioderiio, que tal E a foriiiiila a<loIn-
  deiiioiistraiii e coiiio i- tendencin niaiiifesta do cs-         da, decide-se, pois, c~itegor.icaii~riite       desceiili.;i-
  pirito da epoca                                                  lista, e autores versados na liiateria e onerit;\-
       \
       o
       .     mesiiio teii-ipo, 1101-taiito, que certos pii-        dos pelos dados posilivos da scieiicin sociologiczi
  I)liiistas, çoiiio l,e 13011 e Oli\reii:i hlartiiis, fazeiii     encoiltrain tal soliiç5o coiiio capaz dc o l ~ t e r     i-+

  ci er qite a drsceiitralisa~õo,      pela tederayáo, p6de        siiltados proficiios e perdura~eis.Isto para tis-
   ~~rocluzii dessgrrgnilieiito (Ias iiacioiislidades,
                 o                                                 segurar iis regiões, (~,i-orincras,iiiuiiicil~tos r
  elicoiiti-a-se, eiii seiitrdo oposto, a for~iiiila       por     cantbes) lima liberdade que Ilies garanta vitali-
   c\ccleiicia paciric:idoi a ii;i aiitoiioiiiia e esta 6         dade e iespoiisa1)ilidade.
  tanto evideiite que o tral)allio de desagrepcic,                     Esta orieiitnç,?~   seiido a da iiieiit:ilitl:icie 1110-
  i         t realisncla lios Estados Vilicios 6 , 1)reci-
                                                                  derim, radicalido lias iiistitiii(~6es i1111 fuiidn
  saiiieiite, cieriva(lo dos qiie proc1aiii:iiix n iie-ces-       viiico para l~errliirai-, ella deveiii obedecer as
                                                                                              n
  sidnde de çeii ti iilisric;ão                                   iiistitiiiçi>rs coloiiines f~iiidaùiis pelas poteiicias
       (:o1110 constata A. (:oste iio seli ti-al~alllo L'lix-     eliropeias e ctltiilianieiite pelas americanas e asi:t-
      v~zrc    (les p e ~ ~ pe/ ~ ~ p1.6uisio115 qu'~110
                              / IPS s                   (litio-   ticas.
I lsc. cieri-se rima desagxegaç5o dos laços fede]-aes                  Porque e evideiite que coiiipliciiiido-se :I
lias cidades Iiaiisiaticas. Mas cjiieni tiver estuda-             vida politicn irioderiia, sendo cada vez ninis agi-
do, eiiil)ora superficialmelite, a evolriqão desse                tados e iiistaiites os l~robleiiiasiiacioiiaes e iii-
coiijiiiito de cidades veid qiie a Liga existiu de                teriiacioiiaes, l~avciidoaia coiripleiru de ques-
facto, apenas devido {I força coesiva tia iieces-                 tóes de alta iiiagnitiide a obter soliiqáo urgerite,
s ~ d a d e defesa coiiili 111, jristaiiteinente estiliiri-
           de                                                     iiáo podeiii deixar de dar de mão, as nietrol~oles,
lndn pelas cii-ciiiis1ançl:is orasronaes. Logo o :ir-             its a(ln1iriistrações dos seus tei.ritorios estin-iiic-
 troyolitnnos. E' por isso qiie, n yro1)ri:i iieces-                 para as coloiiias vei (ladeiras ano~rialins,daiitIo
sidade da divisáo do tra11:iIho inipóe, coiiio ].e-                  prov;is de absoliitn ~iicapacidade que (lei-i~.a,
 iiiedio, a creaqão de iiidi vidrialidadrs adiliiiiis-               cpi:isi seiilpre, das circirnstaiicias nfio favorece-
 Irativtis, embora depeiideiites, iiias, eiii todo o                 i-ein.
 caso, 6parte.                                                            A pi'opi'ia pasta n que estão subordiiiarlris as
     Se isto siicede iins iiietropoles, oiiíle lia uiii;i           coloiiias 6 sufocada coni serviço. A s iiayões colo-
 certa iiriiforiiiidade politica e oiide esiste uriia               iiiaes-e a prol-iria Hespanlia n teve- tein iiiii
 ninior lioinogeiieidride tipica, e oiide, a desl~eito              niiiiisteiio es~~ecialtnente     destiiiado o ti-aiai- dos
 de diferei~cinções etnicas e de costuiiies i-egio-                 asuntos que coiii as coloilias se correlncionani, e
 iiaes, e indispeiisavel dar aos corpos adniiiils-                  a Inglaterra teiii, aleiii riisso, i i i i i ii~inisteriopara
 trntivos, unia graiide i~ideperidericlae iiiiia niii-              n India. Sei$ porque os 116cos ~liiiiisti-os           dessas
      iiiitoi~oinia, o congresso niiinicipalistn i.e*
                       rIiie                                        iiaçionaIidades se-jaiil iiiferiores aos nossos eiiii-
 lisado eiii 1908 eni Lisboa e o do Porto eni 1'310,                iieiites Iioiiieiis c-le goveriio'? Talvez , qiieiii s n l ~ e
                                                                                                                                 '
                                                                                                                                 ?
 souberani codificar iiuiii p1a1io cie reclaiiinqòes                Mas o q u e e verdade é que, apesiir disso, e].-
 e d e i-eiviridicnyões a obter, para assini dignificar             laiii iiieiios e pi.odiizeii~  niellior obra iliie os nos-
 as coipora(;6es eleilas, e que tem sido táo !)rio-                 sos ilustres estadistas. Eiii todo o caso fique-se
 sameiite reclaitiada pelas caliiai-as iniriiicil~aes,              sabendo que iioiitros pnises, ripesar de triclo, i.
 snlieiitaiido-se nessa campaiih:\, as de 1,isl)oa e               dificii entregar-se ao iiiais ladiiio veiicedor d:is
 1'01 to, iiiuito iiiais se iiota coliio iiiiiagiaiide i-ieces-     eleições cargos rl essa respoilsn1)i11 tlacie.
 sidade lias çoloi~ias,oii(ie as distaiicias inipossi1)i-               E' d a mais riidiriieiitar c~itfeiiciti     qiie sei.~.icos
 fitaiii, ein alisoluto, o 11iiilistro da gereiicia iiiie-         t50 iiiil~ortaiites,iião podem estar reuiiiclos i i u iii
 cliata e pi.oficic:i dos iirgocios pi~l)licos,presjiini-          sO iiiiliistei-io. ($)
 caritlo gravenieiite os iiiteresses diiiiia graiide                    A adininistraqão das depciideiicias, coiiio ro-
                   o11
 p r o v l l i ~ a dunia i-egião.                                                                o
                                                                   tiíla Siiow oii ii~ellior, goveriio d:is tlepeiicleii-
     Niiigueni qiie raciocine pode crer qiie as LO-                rias coii-io foriniila I,e\\ris, obedece, na slin esti-ii-
 loiri:is, de iiiais a iiinis rio estado de deseiivol-                                       f                         i~te
                                                                   tiira, a 11r111cipios i ~ i l d ~ m ~ n l n l m esenieliinii-
 viii~eilto que atiiigirain, possalii lriver ati-ofia-             tes.
                 circulo ferreo, sem accáo l~ropria,
 das ~ i i i i i i                                      seiii :L        Seiii diivida que cada iiacioiialidnde teiitlo
 iiierior iiiic~~itiva,     d~rigidas l'ci-reiro do Pato
                                     do                            tiiiia carateristica polrticn definida, corn priiici-
 por cavallieiros iiiuito competeiiles; por Yezes,                 111oscoristitiiicioiiaes prol)i-ios, e iião teiitlo iie-
 l~ein  iiiteticionados, nias que doiiiiiiados pela vai-           tessldade de a alterar, de ~iioiiieiito,est:ihelecc
 dade da oiiipoteiic~aq u e gosaiii e privados da
illietliata observaçáo tios ferioriieiios ecoi-ioiiiicos                 (') Uiii d ~ ~ . i e (Ic 28 ti? Jiillio de IR34 tlrtciiiiiiioii, qric " I ] \ iicgo-
                                                                                                         lo
                                                                   c ioh dns         pi o l i i i c i n s iilti .iiiini i ~ i d s ,i~iic..itc .igni:i Ic3iii c %la<lo \,i\ .i
                                                                                                                                                                            .lili
      polilicos das yiie terras que goveiiiai~i,           su-     \r.rribtaiinde estado (10s iicgocioi ile mariiili.1 I i ~ n i i tpri t r i \ c < iidci a <.i-
jeitos R el'rar gravemente, inultas vezes de ta1                   tl:i iriii:i tlnq d i \ ei             scci etai 1n.i cle eítntlo s<,giiiitlo .\ 5ri.i iintiii e78 f G i IIO
                                                                   I I I ~ P I I O J tlo iciiio, <Ia jii%t1(a, tle fnzeiicl~ ile gii<'ii:i i "stiaii:tii')~>'
~i1:iiieir.a que diiiiln 11eliada arruiriani iiliia pi.:iça        (ohio $e 18 e i n prol :i ieforiiin rliir ; l i g ; ~ l : 7 i , coiii o iiiiiiictei io (1' iii~l-
                                                                                                                                      i
                                                                   I I I I I I ~ ~eiti I e\ultCi(loa !ini:i c o i l f ~ i ~ i o sei \ I C 115 N a 1-1 : I I I C ~
                                                                                  ,                                                    (I(                                   i'ini\)t m
011 li-availi o pi ogresso duma terra, e coiii a acqão             I ) O \ S U I L I O I ~ ~ ~ I I Z . I C( .~~ OC    I I foi .iboli(l,i
prop~-iride queiii se siipóe oiiiscieiite legislriiil                    0c.1 i\ a
                                                                   cl)lol~l:\~      adot.1
                                                                                             II;I I I J ~ I J ~ Io fio<so (*I r o f i ~ t t d ( ? t j 1tIo1 I ~ I I I ~
                                                                                                                  J                                   ~t            iii~ii11111~1aI~CI(
 nas siias depericlencias as expressões que se coa-         certo qrie seni os resultados que esperava Ris-
 dunam com a sua organisação especifica.                    rnark.
     E' assiin o que tem sucedido. A Franca, cen-                  Precisa-se, porem, levar eril coii ta, coin
 Iralista, (mas iiáo tão centralista ranio Portu-             relaqlo á Alematilia, a circiiiistanci:i iml>ort;ifi-
gal) adota nas suas cololiias essa orientaqão.                tissiiiia de ser uma 1)oieiici:i coloiiial nova, rela-
 Mas, ein totio o caso, teiiclo havido varios en-             tivameii te, e os seus tei-ritorios dependenies, rlc
 saios, veni coordenando as suas institiiiqões co-           Africa e Chiiia, niio possuirem os eleineníos so-
 Ioi~laes,de fbriiin a dar-lhes maior individuali-           ciaes precisos para bem realisar unia o1,l.a fe-
 sacio como veremos.                                         cunda. A AIeinaiiha leili pouco mais de 20 an-
     A Holanda, esse belo pais de liberdade, na              nos como potencia coloriia1 e nas seus territorios
 Europa, emhora exploraiitio, egoistarneiite, as             extra-metropolitanos sào diiiria iiigi-atidão gi an-
 suas possrssúes, mormente dava. sabe (lar-lhes              de para o elemento gerinanico pois rieu1 o seu
 uina cei.la ùigiii(lade, coiii que as colonias, onde        sudoeste africano, oit a Afric:i oriciitnl aleiiiií,
 os pr~nc1pe.s~ ~ ~ l i g c n a s alta infliiciicia, se
                              tcem                           podem sei-vir de hulxtat periiiniiente para os
 capacitam                                                   aleniães, que prefere111 para a sua çoloiiis:iqáo
     A Iiiglaleira, essa sabe diferencial tão bem            o sul do Brazil, ( I ) como Saiita Catarilia, Rio
 a s iiistitiii$ões coloiliaes, que passando por. va-        Grande rlo Si11 e i n u l t o ~  estados ciii America d o
 rias gratluacõec lhes ndniite, coiiio expressão            sul, (9 che .ando mesmo a considerar-se, com
 iiiais perfeita, uiila quasi indel)endeiicia.              rejasao ao firasil, ii~ii:i uspir:i~:ío n posse, 11el:i
     f;iiial mente a Alrmanha, subo1 dinando a sua          Alemaiilia, dessas exteiisòes te1 ritoriaes, (7) pe-
orieiitação nietropoli taii:t os seiis protectorados,       rigo que Sil\?ioHomero deiiiinciou, no parlarneri-
iinpriiiie-lliei iiliia consciericia.                       to hr:isileiro, ha aimos! Sem raziio, diz-se.
     Pode-se dizer rjiie n Alerilaiilia náo possue                Elii taes condições i150 6 tle adii~irarque n
iiina orgaiiisnqão admiiiisti-ativa satisfatoria, riias     lida :id~iiinistt.at~\~:i    colontal da Aleiiirii~liaiiáo
eiii todo o caso, c0111 os seus dekilos, teni em            teiiha -18 uiiin orgn1iis:i~ão iiiais eiii 11ariiioiii;t
sl elemeilios n1~1ito    cari\ctel islicos de descentra-                            teridericias aiitonoiiiistns da sti:i
                                                           coiii as p t ' o l ~ ~ i a s
HisticAo, de a~itoi-ioii~ia.                               orgtiiiisaqáo c.oiistitiicioiia1 euro1)ei:i
     Niio 4 das cololiias alemiis, ev~deii     temente,          'Toiínvia, ;ipesai tlisso e trpesai- :lilida do 1111-
que lia a esperar o tipo ii~cidelotliiiiia orgaiiisa-      perador gua~-d:lrpai-a si o 1irevilegio de (1ec.i.e-
c50 atliiiiiiistrativa nas ~>ossessòes.Apesar da           iar para as coloiiiiis e o cliaiiceler do iiilj)erqlo
sua co~lfe(leracL?o    e~iropeiatiar, em parte, a ex-      ter direito de iiigcreiicin al)soliitri, os goyrrii:i-
11ress20 tla fu turw 01-gaiiisnçáo poli tica tios esta-    dores ori capitães clos ieri-i torios e\ trn-ei~ropeiis
dos, a ponto de á propi-ia Alsacin e I,orena, se
lhe recoiiliecer riirna iiidividiialidade adiilinistra-
tiva aiitoiioiiia, é v ~ r d a d eque após um longo
peiiotlo cle tra1)alho des~iioralisadorqiie, con-
trariaiido tis tencfeiicias clos ~,ovos,  chegou á vio-
Jeiici:i i-aticorosa de clomliiadores ]>arbaros, é
tciii uina 1:irga iiiiclativn goveriiativa c iiiiia aiii-           dicato) e ;i reprcseiilaqõo exterior (isto r, (jiie se
pla e iiiesiiio escessiv:i Intitiide de nc<;ío.                     ocupa dos iie ocios coniiiils aos siiidicatos e n
      Não P assilii que 119s dese~ar-ianios ndiiii-  a              outros orgãos  fiR  adiiiiiiistraqiío), k enifiiii o cbaii-
                                                                                         1
                                                                    celer que toiiia 2 s disposicões geraes relativas
iiistrnydo coloriial. Ntlo C coiisidesnndo iirii rei
;ilisoluto o governador d:i possess50 cIur ellii                    tios iiiteresses fiiiaiiceiros (receitas e despesns)
;i(lqliii.e 3 S L I a ~ f o n o i i ~ i a .
                       ~                                            dos sindicatos. Pelas proprias coiidicões eni qiie
      Foi esta ;i orieritação das principaes coloiiias             se formaraiii, estes siiidicatos de coiiiuiias são
iin Africa devido ti orientação excliisivista qiie                 creados, não priiicipalniente pai a coiistituir uinn
se adotou. Aiiidn assi~ii,fciça7se a devida justi-                 escala de adiiilnistra$io geral, [nas para dirigir
y:i : n organisaqno, irias s6 a orgaiiisaçt-io teorica             e proteger interesses particiilares ás aglomera-
(Ias coloiiias íilerniis, co~icediniii coloiios irliias
                                            AOS                    cóes de clue se coilipoe iiiii siridicato. Lenibra-
certas gar:iiitins, de h r i n a a ndmiaistrareni, sol) a          ria, guardadas as devidas distaiicias, sol) este
acyão do goveriiador oii seus delegados. Vii~as                    po~itode vista, os siiidicatos de coriiiiiias de di-
iiistitiiiqòes deiio~riiliadns siiidicatos coiiliiiiaes            rerto adniiiiistra~irof r a i i c ê s ~i )
                                                                                                         (
]>elaslignçóes de certas uiiidades territoriaes que                     Nestas poiicas Iiiihas traduzidas se ol~ser\r:~
ioriiiaiii, iieqte caso, uma especie de liga tidiiii-              quasi toda a eiigreiiageni adiiiiiiistra t ivn colo-
                                                                                                                     '
iiistrntiv:i, onde até iiicsino entra111 os proprios               iiial d a Aleiiianl-ia. A acqáo local e, sei~ipre,      i-es-
cliefes iiidigei-ias, iiias apenas graciosainei.ite, seiir         ti-iirgida pela iiiflueticia da iiieti-opole. E1iil)oi.a;
 iiigeiciici:i definitiva, coiiio de dii-eito taiii1)eiii          vè-se hexn que a iiidecisão da primeira foriiiiila
o ii:Tio teeiii os propi-ios coloiios, E o tipo.                  k devida tí falta dos aiitecedeiites eiii que se ti-
      Assiiii descreve Chéradaiiie, taes orgaiiistições.          vessem ensalado quaesquer interesses adiri iiiis-
      a A oisgniiisay50 geral adiniiiislrativn das ro-            tratlvos. Mas se as agregações loiaes, se a co-
loiiias :ileiiiás t eiiifiiil coiiipletatla, eiii alguns          niiiiia tivessem a possibilidade de rol)iistecer-se e
pontos, por nni rodiiiiento de orgaiiisa$io ~011111-              coiisolidar-se, de gaiiliar r a i ~ e s   eiufiin, 1150 i. di-
iial, estahelecrdn poi- oideriaiqa iiiiperial de 3                ficif ol-)servai. qiie o reg~nleiiiadi-iiiiiistrativo (Ias
dc jullio de i890 S ã o se trata das coii-iunas pro-              possessões aleiiiãs seria a autoiioniia admiiiis-
priaiiierite ditas, porcliie as agloilieraçóes ciiro-             trativa, e que sol) a desigiiacão geiiei-ica de pi'o-
11eiass"ã p o ~ ~ c o     iriiinerosas e são de extensa0 res-     tectorados, teriaiii lia sua feicão coloiiial \terda-
trita; ninc o clinricler d o Ii~i])ei-iopode autorisar            deiro siicesso pratico.
iiiii certo riiiineio de aglomeraçòes ( I ó l i ~ t p l a z a )
                                                            ~          Ein todo o caso, qiiaiito ao coii,jtiiito, se o
toi-niw riiii sindicato coriiuiial (Ko~nnirincrloer-              governador teiii margein pai a fazer o qiie julgar
bnrld) teiiilo a peisoiialidade e gosaiido dos di-                conveniente, descricionariaiiieii te, é tacto qiie
i-eitos atlstritos n tal ])ersoiialid:ide ( K O I ~ O I - ( 1 -   elle coligregn, para resolver íliiestóes de iiiipor-
                    O t-)
i i o l t ~ ~ ~ ( * h crlinnceler fixa as coiidições de for-      tancia, os chefes de serviqo, que 1iia1s de lierto
iiinyiío cliim siiidicato, deterniíiia os direitos e              com elle servein, 1150 ahiisaiido dos poderes de
:ia olirigações dos seus membros, orgaiiisa n re-                 que dispõe.
~)resent:iqãolriterior (o que sig~iifican represeti-
facfio pnl a 0 5 i~egacrosciue só iiiteressaiii o siri-
                                diz
   O que é certo 6 que, c o i ~ o o auctcir cita-                  Seria apenas iii-iia operayâa fiiiaiiceii-a do rei
do, nas atribiiiç6es dos governadores sáo muito                da ne1gic:i cliie se viu livre daquele pesadelo,
 i~un-terosase os poderes milito extensos. Estes               mas osteiitaiido os seus poderes e com a desi-
 poderes são, mesmo, quasi alisolritos, pois que               giiaqão de alitonamia. &Iasdeve reparar-se que
 iieiihrim consellio, neiiliuiiia assen-ibleia deita,          a aiitoiiornia ~iroclurnada lielo goverilo belga,
assiste 80 governador, ou lhe liniita a siia acçáo.~           para o Coligo, iiáo é o direito dn colonia se re-
 Seiido neste sentido, afirma, eril outra parte, o                                  Tal
                                                               ger e adiniriisti+ar- uutoiiomia era apeiias para
 Iiiesiiio autor cpie co que e essericial salientar
                          c                                    d:ir au rei os poderes eseciitivos, com n snilçáo
 qiie lias coloriias alemãs, o papel do poder le-              dum ministro d a s colonias, assistindo-lhe triii
g i s l a t i ~ ometro~iolitano e das asseinbleias deli-       corisellio coloilitil lia capital belga, com rim de-
 1)erativ:is Locaes sendo reduzido, para O pi-iii-iei-        teriniriado niiiner-o de meiiihros suscetivel coiilo
ro ao i~~iriiiiio para os segundos a nada, os go-
                     e                                        6 dc sariqão parlameiitar. Rlas iio dellate havido
 ~erriníiores     sáo os orgãos d~iiri
                                     poder c~ilasi   al~so-    entre os ineinbrns cla coinissào que reuiiiu para
luto e disl~óeiii     d~iliiaautoridade niuito iiiais ex-     discutir et;sc ~xwjeto,Irouve certas contrarieda-
telisa cjue ria iilnior p:irte das colonias das 011-
tras riaçóes civi11sarias.s
                                                                                   /
                                                               des e os pot eres do soberaiio fora117 liniitndos
                                                               pois o rlepataclo Varidervelde procIarnou q u e iião
      A s coloiiias aleinis sho, coiilo vexiios, gover-       sc podia coiiseiitir (pie o absolutisiilo leopoldiiio
nadas lk, a deslieiio da iiigere~iciaqiie pode ter             proseguisse, qire era urgente, fosse U RI fosse :i
o Itiilierador e o chniiceler. Com uina larga iiii-           sotiição :I dar :to 111-obleiiia,que acabtisse clc vei:
ciatrka os goveriiaclores podeiii ser e são, ienl-            o abuso e as ilepredaqões que teiii sido o fiiii de
nieiite, os poteritados brancos, rci~inndosobern-             toda a adli~iiiistraqRoIielga i10 (:oiigo.
ila~iieiitesobre algutilas centenas de inilhares de                Corno é sabido a atlial colo~iia     belga-(:origo
pretos, gosniiclo regalias qiie lhe (1.90 margem n            loi fii~idada  eni 1884 (') enibora s6 eiii 23 de fe-
abtisos, liias sobre que inc~diráo   dritiia torrrin aliso-   vereiro d e 188.5 fosse iiatifirada oficialiiicnle :I
luta pei-ialidades graves, no caso de 1>revaricação.          iiidcpendeiicia, sob os iruspicios d c Bisinnrk,
     Taiiibem como o imperador da Alemarilia, o               que era o Caiiiiiiador ilaqueln epoca. Foi durari-
rei 1,eopoldo cxeitccii nas siias coloiiias 11111 po-         te iiiuito ieililio nmn iilciilarqiiia :ilisoliita, dni-i-
d e ~obsolrito sobre a organisação adniiiiistrati-            do-se o caso paradoxal do seu sol~cranoser ti111
~ a 11-ias niio aquele eiri pile acerit iiava o projecto
         ,                                                    rei coiistitiicional tia Eiirol~a.De facto o E:stado
dc 1901, oride se anuncioiva no relatorio o yriii-            Iiidepelicleiite do Í:ongo,-afinal sei~illrecoiille-
cipio d:i autoiioniia adrniiiistrativa, mas exerci-           cido como Congo helg;i-1150 era rilois cIiie tima
d a pelo rei, em Briixelas. (i)    Era riaclo iriais 11ad:i   feltoria c0111 uiixi orgaiiisaçáo politica, adaptada
inerios que o rei soberano coni poderes dcscrio-              tis circuristc?iicios tle rr~oriieiito.NRo se ari-pclitn
liarios e 1150 tendo o E:stado do Congo os eiicar-            lia sua o],ra benefica, embora fosse essa a razão
  os dos juros n yngai pelo que llie adiantoti a              aparente da siia fiindaqão, onde se coiillc-
Keigic;i.                                                     cern us seus fins gaiiariciosos e (pie esteve 1)ro-

                                                                 I'!   A J Waute~\--I.'Cinl ind~~~~riirluril
                                                                                                       dii Cortqo png 24
priaiiietitc associado o f~tlecicionioiiarca, dando           acçiio da opiiiiáo publica da sua terra. Em que
origelii a uiiia clirirge tragica eiii qiie eiitroii o        diferia disto a acção do rei dos belgas'? Em estar
litiriiorisiiio de coiil1)inaçáo coiii o Iioi-i-oroso. O      longe, lia Europa, usar loiigas I~arbas      respeita-
siiiil~oloironico do C:oilgo é a borraclia eiisan-            vers e gosar as amantes brancas em vez das de
giieiitadu c-~torrtcliolic~-origc.I ) E' o perfido si iii-
                                 (
                                                              cores de ehario, da grande terra africana, ; se-  i
1)olo diiiiia epoc;i de extorsáo a o iiidigeria qiie          melhaiiça dos seus colegas do Çongo? Ainda estri
encoiilrou i-iiiiua associajc?o iiiglèsn, sob a acção         por fazer 3 etiiografia geral dos p o w s africanos
dii-ectiva de Morel, (9 o seu terrivel adversario.            apesar de boiis elemetitos cjue existem dispersas,
     'Teve, desde princ~pio,   uiiia feiyão ceiitralista,     inas quando ella se fizer, lia organisaçãci politi-
t.eiiiiiiido o sol>erniio todos os poderes eiii sua           ca iridige~ia,ainda liade ericontrar-se bons ele-
iiiáo, iiHo ~)o(iciidotieixai- de ser assirn dada a           iiientos de estudo, em parte levado a efeito, nias
iintiiresa absoltita (ia ~no~inrcl~iin   coiigolêsn.          parcialmente, pelo eiiiiiieiite sociologo Leto(i1.-
                                                              iieau, que, todavia, n o seu belo ti-aballio de evo-
    Mas s.01) a desigiinr,.ao de Estado Iiidepeiideii-        lução politica, soiibe ver no negro, não um iiii-
je do (:oiigo a e\ei.cicio dos poderes legisl a t'lvos        progressivo, iiias gerite com uina organisaqfio
~~erteiiceiido rei, era elle uiila especie de sob:i
                  :to                                        governati\la onde esth loiige de Iiaver o arbitrio
braiico c\est:~    graiide potencia equatorial. Apesai       e o desl~otisino N voiitade do chefe, o qual eii-t
disso trrilia os seus funciori;irros de coiifian-            Jiieii enterider foi iiecessaiio aceitar-se coiiio
<a, lia ELII-alia, qiie reuriiarii Tarios cle~neiitos        veridico, até certo poiito para justificar o ilifa-
cie :ic<ão. Ainda lirsto 1120 diferia cluili soba-           iiiissimo trafico dos escravos.
do, onde afilia1 o poteritado preto iião 4 , assiiii,             Mas, i*entaiido as riiirihas considei.nqóes, ha-
t5o ahsoliito e tirano que 1150 teilha de prestar            via iza Europa paro o Congo Iridrpe~idente         tres
coiltas dos seus aclos no seu povo e de delegar              deli:irtaiiieritos, o dos riegocios cxtraiigeiros e
as siias fiiiiçòes erii liorneris de siia coiifiaiiça.       da justiça, o das fiiiaiic,.as e o do iiiteiior. (:oiii-
Porque é liccessario q u e lios coiiveiiçamos diiriin        tudo, veja-se beiii, o I~oriisenso I~eIgnsoiilie, a
vez, que os povos deiioiiiiiintlos, lia Eiiropa, sel-        tlespeito da centralisaq,?~europeia, dar ao go-
vageris pei-teiiceiii it leiida. Se 6 beiii que perten-      verriador iiiiia certa latitude de poderes, cle for-
                      a propr1o o tipo do graride poteii-
cera a I i ~ s t o i ~o ,                                    ma que a ~iccãooiiipotente, oniyleseiite c onis-
latlo de 1)alionik qiie e uni tanto desfavorecido                                                pela oigrtiiisaqão
                                                             creiite do soliei-atio era corrig~cia
lias siias linhas geraes. Pois iieiii o Negns, lia           adininistratrv;~ local, onde o govcriiador, assis-
Abissiiiin, iieiil o sultlio de Mal-i-ocos, neni os          tido dos cliefes de servlqos e d11111 conirtci coiisril-
Levaiiiciis, iieili os Guiigunhaiias, iiein os pode-         tivo, podia ate revogar as leis do soberano, sus-
rosos iniperarites liovas, sfio tão I.il)solutos qiie        petitiendo-as ein caso de iirgencix e editalido or-
1150 precisei11 iie prestar coiitas dos seus actos           cleiianças, coili força de lei, que ficariam aplica-
aos seus vassalos, estando eiii pai-tc, siijeitos {i         trexs ao estado se, dentro de seis meses, c1el:is
                                                             não discordasse o podei- central de Br~ixeias.
                                                                  (') Le Cnttgo ph q r q i t e , polifrqiie et ecoitoiiiiqire, par Frriiaiirliiaii~t
                                                             Itoie<lt--2' editioii 1!08--~ag 232
      E r a g o ~ ~ e r ~ i acoiiio irina colonia, afirma
                              dn                                                                        tirei, ein relação a nrjs, mais amplamente este-
 (:ai-tier iio seu Uroit ef nd~~iinistrcrtiori I'Eiat
                                                 de                                                     problema.
 tIu Coligo. Siin; como uma coloiiia, mas coniu                                                                O que convem acentuar aqui é que a orien-
 colonia centralisada, se ben; que superiormente                                                        tacão politica e adiiiiiiistrativa dada ao Estado
 A nossas, especialmente Aiigola, onde o gover-
   s                                                                                                    do Congo, iiRo se conforma, de maneira irenhii-
  iiador 6 tutelado em tudo, pois não pode resol-                                                       iiia, com os seus interesses neni possue a des-
 ver iiada sem a sanqáo da metropole. (i)                                                               ceiitralisação suficieiite para iiiu largo yrooresso.
      1,iicraram com a aiinexação o Congo, as                                                                  Com a organisaqão at~ial erro inicia? man-
                                                                                                                                           o
 suas populacões, qliei- indigenas quer euro-                                                           teve-se perdliravelineiite, como 1150 podia clei-
 peias? Sem duvidri, porque não se refiiginrido                                                         xar de ser, mas isso foi devido ti feiçáo egoista
 atraz da ficção cle que o (longo é iiidependeiite,                                                     qiie 6 a caracteristica esta obra coloiiisadora
 iiáo daiido resposta A iiiferpelac6es feitas iio
                                s                                                                       e, por i n m qiie se i efoi.ilie, Rruxelasl~ade sei.
 parlaiiiento belga, relativas as estorsóes ali leva-                                                   sempre o escritorio era1 desta agei.rc,ia de nego-
 das, 1)arI~nraiiieiite fim, os iiiiiiistros siio respoii-
                           ;I
 saveis, peraiite o rilriiido e peraiite o pai^, de
                                                                                                        cios que & o Congo belga.
                                                                                                           r .
                                                                                                            I eni j:i o ciii~lio
                                                                                                                                         B      iiiercaiitil para
                                                                                                                               esselicialii~eiite
 tiido quaiito de iiteiios hurriano se ~ierprete                                                        que se possa coiiseguir uiiia iiova orieiitnqão
 iiac rielas tei-].as inarichadas coiii o saiigiie de                                                   adii~iiiistr-ntiva
           i
 taii o riifeliz negro, itlioiaùo eili Iiolocausto ao
               e
i~iisei-;i~.el illsaciavel Deus i1Iilliíio.
     A aiiexa<ho, foi, portiriito, por este lado, uii~
I ~ e i i ~ . o poiito de vista iiacioiial, iiiieriio, 111-
          Sol)
crara a Helgica coin esta nquisicào? Nào iiie                                                               Hoje a Franqa teiii unia oi.gniiisayáo iiiiiltif'or-
perterice disciitir aqui seriiclliaiiie Iiipotese, iiias,                                               ilie e coiii ~raiidestcndelicias Iinra iinia niiipln
de relance, seiiipre direi qiie n Iklgicr?, seiido
lima 1iac5o industrial de graiide in-iportaucia,
                                                                                                        autonoiiiia oca]. k
                                                                                                            E' claio qiie a Fraiica iiáo podia adotar uma
teiido iiiercados certos no exterior e um largo                                                         só organisaqão, uiiif'orii~e, iinica e c o n ~ ptlvel,
                                                                                                                                                          a
iiiercacio iiite rno, coiital-ido coiii rrquezas i i iieii-                                             em doutriiia. Na disposi~áocoiistit~cioiiaidas
sas rio sei1 suh-solo, liao precisaria desta aveii-                                                     coloriias iiorte-africanas lia algiinias entidades
tiii-n coloiiial para o deseiivolvinieiito d:i sua                                                      oficiaes dominaiido pelo lilimero, iiias é possi-
econoiiiia iiacioiial. Noutra parte, ,porein discii-                                                    vel que noutra refor~ilaueiiliarii a coiistitilir ini-
                                                                                                        iioria pela logica dos pri~icipiosdemocraticos,
     (I)
iiliri e
          Coiit.i-sr .itc ii5o sei %e roiiio aiiedoia, que o i i i i i i i \ t i i > <\a i\!.iil-
            i i l t r a i i i n i , proibira, c111 tclegr:iiri.i, ao cu-go\ eiiiadoi JIoiicada,
                                                                                                        sc bem que o proprio regiii-ien iião coarte ao fun-
q i i c ga\t.tç\r, pai iiiês, nu ~i.il,icio ni.iir dc 15 i t i t t ~ o ciil>itosile agria
                                                                                  s                     cionai-io, ao coiiceder-llie estas ftinqões, o direito
                                                         o
Aric<lut.i oii iidn o <pieii certo P ( ~ I I P e\t,ti30 da s d i i i i i i i s t i a ~ h o da$ ~ o -
loiiia\ .itltori\a ~eiiielliailte\g i a c y o s c (abra1 hloiicada foi uni d o i (iuc                   de voto liberriinarneii te expresso. Uma propos ta
                                             ia
r rroiiliecc-u .I iii\uhsi~teii( d i i ~ i ~ ~ s l e t iiiia<liiiisiixelpoiquc qiisntio
                                                       i
clc\i.lou fazci nlgiiiiin coisa iilil p a i n n c n l o ~ i i a
                                                                  ia
                                                                         qiie giireiiiaiii \e
                                                                                                        de Bartliou aceiitua a siia teiidencia para lima
< tiib.ii:icndo poi inil < ~ i f i ~ t i l i.iprccinndo, eiii doloiosas iioiiiii5 r
                                                          ~ ~ i ~ ~ ~                                   maior represeiitayão do eIenieiito não oficial. (')
ciln . c t ~ i lalista da nieti o >olc r i l i i i l i i o t n ~ I elnloi io ; i ~ i i c
        i           i                                            e1                    mnis <\Ui¶i:i
vcz iiir. tc.tiiio rciericto
<'   1i~ii10
                                   b                                             i
                                               ca\o cio ra\nio cio i i i g i b , coiitndo poi r l l ~
                                                                                                          J')-PRIIILeloy lleaiilieu-I.'.llgei   re c1 lo Triiiisie, pag, 1%.
       Coni trtl sistema nota-se a adoqão de iiiedi-                    dii colonia eiitr:ida iiri obra de fiiiicioii:iiilpiito
  das .aceiitiiaítaiiieiite deiiiocraticas e poderrios                  adiiiiiiistrati\ro e a elles coiiipete, priiicil~aliiieiite,
  supor qiie, iiiais tarde ou iiiais cedo, lia de a                     :i discussáo (\o orci.ainento 1)rivativo dii Aigelia
  Argelia ter iinia aritoiionii:i ariipla embora a                      q11e serh siil)riletido ao Cotisellio siipel-ioi- de
  corr.erite, eriti-e os coloiiiaes da esco1:i de Beau-                 goveriio qiie, depois do parecer da coiiiissáo cle
  Ireii, seaja coiitrarla a tal priiicilbio.                            fi~iaiiqas,faz 3 siia voltlçáo.
      (:o111 respeito aos seus or~aineiitos       adotam-se                 O goveriio geial de Afric:i ocideiital francesa
  as niesiiiris formulas cada yez Iileiios absoi-                       f perfeitanieiite autonomo, lia siia fiincão iicliiii-
                e
 ~ e i i t e s , ria foriiia coiiio elles sáo elaborados, n             iiistiativa e resolve o que eiiteiicle.
 pro11i-i;i coloiiia 6 a que ~irtei-veiii    diiiiia iilaiieirn             .4ssiii1 o artigo qiie se refere a tal asstiiito dis-
 niais oii nieiios directa.                                             pòe o s e g u ~ i t e «O goveriiaclor gc.~.nl decretti,
      S a Argelia lia iiiesnio iima iiistitiii~áointi-                  eiii coiisellio cie goveriio, os orqaiiieiilos (Ias co-
 tuladrt .idek~gaqões                   qiie
                           fi~itulrcr~*trs decide111 sobre              loiiias e teri itoi-ios de Africn ocideiitnl fraiicQsa,
 assuiitos de alta iiiiportaticin.                                      deteriiii~iaas des1)es:is geraes e cle iiiteresse co-
      A estas delegações se refere 13eaiilieu rios se-                  1iiuii-i a iiiscrever iia secqáo esl~eciol(10 orqii-
 g~uiitesterriios : «Coii?pùerii-se de tres seccóes                     iiieiito de Seiiegambia r do h'rger; estatue so1)i.e
 efeitas por tres categorias de eleitores por escru-                    os erii])restiinos e outros iiieios yi-ol~rios ])ro-n
 tiisio iiidividual - a prriiieiia secqáo chaiiiada de                  ver c lixa as iiistiturqões e iiiipostos das oriti.:is
 coloiios (teriiio iiiiproprio porqtie se deveria                       cololiias. I)eteriiiiria, egualiiieiite, eiii coiisellio
cliaiii:ir de colorios riiraes) n S R I I C ~OS C O ~ ~ C ~ S S I O -   de goveriio, por relatorio dos oiilros goverii:i-
                                ou
 iiai ros, 1)rop~etarios reiideiros de bens rii-                        dores subalteriios iiiteressados, as circuiisci-rqões
iaes, que iioriieiaiii oito delegados por ciep:irta-                    :idiiiiiiisí rativas eiii cada ~ i i i idos teria1loi ios e
 ineiito, eiii 24 delegados ; os coiitril>uiiites que                   coloiiias da Ati lca ocicleiital fraiiçS.sa siio taiii-
s5o trtiiil~eiiiiiomeacios eiii egual i-iiiiiiero, os jii-              I)eiii adiiiiilisii adas pelos goverii:iilores e pelos
digeiias inusiiliiiaiios qiie iioiiieiaiii 8 delegados                  coiisellios de adiiiinistracào a
por deyartaiiierito ,lios territorios civis, ao lodo                         A Maiote e (:oiiiores teiii orgaiiisa~fiesideii-
!) delegados, aos qunes se juiitain 6 delegados                          t~cas,e todas as peqiieiins colonias espaIli:i(i:is
I<:lbilas, elertos pelos cliefes dos grupos cliaiiia-                   pela terra, qiie Yiíeiii sol) il I)allcicira da F ~ . ~ i i < . i l
dos Iíliaroiil~ae eriitiiii (delegados dos iiidige-
                                    i                                   têin tainheiii a sua adiiiir~islraqão      propria. Os seus
lias dos tei.ritorios de coiiialidos iiiilitares, esco-                                                              e vota~los ii:ts
                                                                        orpineii tos siio c o ~ i f e c ~ ~ o i l a d o s
Iliidos pelo goveriiadol- geral eiii lista apresen-                      1)rol)l-iss coloiiias, coiii iiiila ierie ile iiistitiii-
tacla pelos generaes coiiiaildaiites destes territo-                     coes. algiiiiins c0111 largireza de acão, cviii Inti-
rlos ; sejaiii ao todo, 21 deIegados indígenas, dos                      tude de fuiiqóes e, eiii todo o caso, coiii lodos
              .
quaes 15 eleilos pelos coriipatriotas; lia totali-                      os seus iriteresses reglilados pelos iiidividiios qiie
dade (59 cielegados dos quaes 48 s3o fi-aiiceses                        deveiii ~ O S S I I Iespecial coiiipeteiicla dos ussiiii-
                                                                                              ~
eleitos pelos seus coiicid a d-      aos.»                              tos a tratar.
     Esta oi.g:~liisacáo e iniiito iiiiportniite e jiista
l ~ o i q u edB aos diversos eleiiie~itoscoiiipoiieiites
                                                                            {ões çoiiibiii:idns tlos drv~i-sos               regiilnii~ci~tos    (iP-
                                                                            liilriii duina maiieiun seiisiveliiieiite iri:iis I:ii.g;i
                                                                            (pie os cios g o ~ e r i i a d o r e s    das outras coIoi~ins,
         Na Iilrlo-(:liiria iiistittiiu a I?i*aiiqn, devirlo h              cbsc*clo tis gnlrcl-iindoses geraes da Itido -t:Iii-
  lri~acidadcde 1,nnessaii e I)oiiitiei*, lima adliii-                      iin c tl:t Af1ic.a ociileiital fraiicêsn 0t)serva-sc
 iiistraqão per-Seit;iiiieiite iii~lependeiile,       afiitiirindo          iiiiiri r\ricleiite illf~iiyão    cie I ' C B I ~ T I Y ;1 sitiiaçáu e o
 o grai~<le          ytililicrsta colonial Artur Iiirarilt, o se-           1)iestigio do govcriindor gei al c cte Ilie ctar uiii:i
 ~ I I I I I : al;ste til to fiiilcioilariu (o goverrinrior ge-
                 ~P                                                                                        cjiiaiito o perniite o dircitii
                                                                            inir~:itiv:i t5o e a t ~ i i s : ~
 ral) tiiilin i-ecel,i<lodos tiecretos de 1 7 dc oiitii-                    s ~ l ~ e i da coiiti-ole (]:i niif oridiide iiicli-nlioli-
                                                                                    alio
 I>ro P 12 dc nove1111)r-otle 1887, porleres niuito                          i 1 :.
                                                                            t1 1\     11   (1)
inais exteiisos ~ L I os dos oiitros goveriiatloi es,
                                 F                                                Pelo d c c i eto qiie rcoi-giiiis;~cstti coloiiin o
c r ~ i ~ c sido nirid3 c*onsitlei-~ivel~iiei~le
                16111                                    :tLliiieri-         clict'e tia pi-oriiir.i:i <(i' cityiosil:ii.io dos 1,oil~r
                                                                                                             o                                   ('5
latins por uiii decreto de 1HII1 I)                                          $a LtcpiilrIirri I;i.niic6sa eiii toda a ilha de Alntlii-
         «I':ste ultiiuo clecreto coiisagra, uma rlrrda-                     *scar e su:is depciidei-iciasu, eiiil~orao ~ i opi-io          i
t i c l ~ * c r nbrlicni.fin do po(141- 111efrop011'1(1t10 z l e
                                                               q             artigo Iiie resti-inln a Intiiiidr, pela iirii1ieny5o sei.
tt bniirio~ic~ gouerilnrr'o~~
                      cro             gernl, iiiv~stiiioda sua               feit:i pelo l)i.esiilèiite da ripiil)Iir.:i, i, l)oi.l:\iito,
coqfiancn, rt direcqiio da ~iolitica           friiiicesn na Iii-            deste depeiitler n sua e.\oiicia<ão.
do-(:liiiin, concrdendo-lhe a O 111u1111;1t0 de 1 II1RT      1                    'l'oclavia os pocirt-(1s(10 goi crii:ic\or snti r i i i r i t o
e usar, coilb~.nie esl)ressào de Jules Ferry.)) ( j }
                              a                                                           e                                 a
                                                                             e~teiisos iiiulto \~ai.i:idos, i~icio ctescbciiti.alisii-
        I'ors, como nào podia dcisar de sei-, na 1 ;             1-          c50 na 11o11to dai- tiliia wiLta:iiiloiiuiiiin us pro-
                                                                                             (ir
(h-Cliiiia iini coiisellio superior do governo ((de-                        111nçi;is eiii qiie a il11:i esta <li\idld;i Os i i i i i i i i -
c>rrfri o?; or.!.niiieiitos 1oc;les e por iinis lei* de                                                                          ,
                                                                            cipirjs teiii :i tri tela do govrri~ncloi iii:is 1)cissiic
1891 foina as ~iiediclas iiecessaiias para n sua                            rel~itivodesafogo.
            ~
~ \ C C U ~ n U .                                                                                                                    ;I
                                                                                  QIICI. l ~ ~ e 113 i i l ~ l i : Y lta A ~ I - I C O r ~ < I ~ ~;l t ; t
                                                                                          c       r,               ~
     Eiiifiiii iias culniiias franc4sns lia esta orien-                     lia hi.geliil e eiu hlridag;isçai., einbora iiãu ~ i i ~ i -
t a ~ . ? ~ embora si!jeite A s:iiiqiio da n~etropole
         e,                                                                 foi i31eiiiciile, o go\-erilniloi- C o poder. ~iiodei:i-
esses tloc~iriieiitas,6 mais por foriiia arcaica de                                             e
                                                                            dor, e~eciilivo o iegislt~livo,            (csle uiii l ~ o u c o rcs-
eductiqáo buroci.:itic:~ rliie, prnvaveliileiite, ser&                      t~lligicio)ei1il)ora iião teir1i;i as iiistitiiii,%.esrjiic
cili poi~c-o     teiiipo ii~ndificada,por exigir riiuitti                   o rodcia~iie nti.sili:iiii liodeies iiitiito :tml>Iíis c.
             e
cteii~oi.;~ liao obter nciiliiii~sresirltados sntisfa-                      incl~ptbiiderites.
tarios.                                                                           São lia, jiorCtii, rluvi~ia(pie, siicessivaiiieiitc
     Eii-i Rfai1agasc:ir li:{ unia oigriiiiso çào iii rii to                iiiorliiic:id:t e iiill.otluxliitlri ri:i niIitiii~lsti.nyão
aiiipla cni que o gover1indo1- g e ~ a l tem ltirgas                        iii teriin rl:is liossess6es rriis cei tos iiiel1ior:iineii-
ati ihiirgões dignas de registo.                                            tos n Fi-aiiy:i te]-A, Iirereriieiitc, iiiiin oi.giinis:iyfio
     ISiii :iii tor fra11crl.s diz o segiiiiitc rela t ivai~ieii-           lipic:~, seri1pi.e ~ > o r t ~l~recioiiiiiinlia siia po1it1-
                                                                                                               ue
te i ~ sfiiiigíies do governador geraI: NASdisposí-                         c:i coloiiial o pi-iiicipio ilisrutl~ele cri-oiiei) (]:i
 -
- -
  i') A Ciiiniill-Ctiloitisc~f   IOII   legislnti<iit coloiirnle -1   xo1
:issii~iilaiiio,c l ~ e 1150 liocleiii ser levada aos c\-       que e, coiii os paizes scniidiiiavos e coiii :               i
Iieiiios logo qiie a 1)opiiIqào ci~ilisaclntoiiie               Inglaterra, a torrão clnssica da liherdade, tem lia
certa csp:iiis:io e a<lcjt~irn       iiifliieiicru iios tcii-i- sua g r a i ~ d eilha oceailica uni specinien perfeito
toi-ins cliie a Fi anca coloiiisa                               c sensato de qiiaiito vale uni iiietodo politico
      Solii e este :issiiiilo lia iiiesiiio iiina larga dis-    qi~e   teiii por emblema a rriasiiila tolerancia.
c.iissAo eiiti-c os c.oloiiines fi-tincèses qiie teiii sitio         (:laramelite que s6 assim, coiii a Iil~erdatlee
ii o tnliilisatIn ]>ela iiegativa sisteinatrcn ein reio-        com a coi-diira se ~ o d e r i a mcoiiter e 1 paz os
iiiiecci iio iiidigeiia coiidiqóes de soliei-:iiiio airi-
I~iiiiitlo-se-llie vicios ( l ) qiic se cniilieceiii taiii-     sam (pelo nieiios iião lia siriaes extei-iores rte
                                                                                                                  11
                                                                23 iiiilliões de sul) itos iiialaios, c~rienão ~ieri-                                                d
                                                     ~oni
Iiciii lia I-ui,ol>ac Aniei-ic:~,: ~ l i e ~ a ~ O iiiti~ito    rebelião) ern derrubar o doininio holaiidês.
iiinii~fcstaiiieiite111 ecoiicel~ido d e depi-eçiar as               E' que a tolerançia i. o cunlio yiie inipi-iiiie
siias clualidndes politiças.                                    caracter a uiiia politica de ~>recloii~iiiio           Qriein
                                                                qiiizer go\reriiar lia d e Iraiisigir coiii as teiideii-
                                                                cias das popiilações, P ~ O C L I I - ~ ICOIIC~IJ;II' OS seus
                                                                                                          -
                                                                iiiteresses coiii os dos governados e fiiiidar x sua
                                                                vida governativa no amor e iia coiisagrnçâo iiio-
     Mas sc n I;iqaiiq:i t r i i i i Liiiia cesta iiitlecisáo, ral dos cidadãos.
lias srins l'oriiiulas :idiiiiiiistrnti\as :i :iplicaibiis          Nas suas coloxiias a Holaiida teiii tido a c\-
coloiiias, lia iiiii gi aiitle exeiiiplo de coiiesfio,         celeiite preociipaqiio de iião repudiar as iiifliieii-
                    e
 1:lrto ~iolilico e\celeiiie ;idiiiiiii~li.nyàocoloiiial.      cias locaes das autoridades iiidigeiias, aiites tein
i. o tln Holniicla.                                            dado iii.na certa e bem orieritnda accão dirigente.
      J:iva, oii, poi' orili a, as co1oiii:is IiolnridPsa~
tia Oceniiia, esláo si1bmetid:is i i i i i lilaiio de cori-         S 5 o é que o espirito coloiiisador, sol) o poiito
cl"'sf:i l>ol'tica                                             de vista ecoiiomico, iiào seja, Como ein todas a s
      1 1 1 1 geral as ~)oteiiciaseiiiolwias c~iieteein        coloiiias, a exploracão tlo tra1):illio iiidigeiia, leva-
coloiii:rs 01)edecr~iii li~.iiicipio escr:ivisacào
                           :io              t1a                tlo n efeito pelo estado, coiiio iio (:oiigo I~elga.
clo iii(11gena O iiitligciia e o iciiiiiigo cliic P iie-            ;\Ias, para dulcificar as ainarguras da sitria-
cesstirro oii elrteriiiiiiar oii aterrar, ~iil)~jiigaii(lo-o cão, a Holaiida dd alento a 11111 espirito de iiide-
seiillii-e pela forca e n gr~iiicle111-eociil):ic:lo de        peiidencia latente iio proprio iiidigeiia, oir rios
todos 6 :il)oiitar-llie as :irliias ao peito, coiiio           seiis cliefes e eiiihora o l?esideiite tei~lia        poderes
:iriienc:i iieiii seiill)l e qiiiiiieric:i, porcliie as caiii- tliscricioiiarios ( i ) , sob o 1)oiito de vista gover-
jmnlias co1uiij:ies sáo coiiio que iiin sport tla              nativo, o que 6 certo é que 6 o iiidigeiia queim,
iiiodn iiiteriiacional, seiii I estiltados 1)eiieficos e       sol) apareiicia, domiiia.
11-u tifei-os.                                                      Sob tipareiicia, apeiias, seiii diividn iiias esta
     A Holaiidn, essa iiai.50 iiiodelo da Kriropa,             aparente aiitoridade dit aos IiolaiidCses :ipersiia-
                                                      et ir~
       1 ' 1 Uiiriliririr ~ I i ~ ~ l r ~ i i i r i l i q l~Olorrrnle\<1v 1 <1t riiai qn tlc 1907 (,)I I
  r lr(?r/j1c         r                  (l(11151 Inde
                7f'J)I ~ c J 1 t f l t i i ~ c                    fl~tc(~iqr).               I
                                                                              Hoi~tir A J I 1 / ~ / 0 p ~ ~ ( , ( ~ r 1 p
'q('('-l).lfi 2'27, 5 s i i i ~ ~ i i-t-P\J,I~i i i l i i < , t r ((r / a r)/i,1iis(i/ioli f r o l l r n i r p
                                    i            I
                                                                                                                                ('I    F.(l í o\ln - I.\lii<lo   q o h i r (I c i r l ~ i ~ i r i i ~ l i n ctciii oi l tl«s iioçrriq 1)oc5cT-
                                                                                                                                                                                                                   i
                                                                                                                            cúcs nfi   ti niim
 sáo dc que, 1150 ser50 repelitlos tio sei1 lerri-
 torio, oiide :ias cliefcs iiidigeli:is corivkiii riies-
 iiio n sua iiianriteiiqào cliie, coiii oiitiSo goveriio,
 e possivel cliie 1150 ol)ti~esscm.                                                                                                                   o,
                                                                                                                 &[as ; graiide tiaçiio ~ i ~ o d e l nisto, conio eiil
                                                                                                                          I

       O Ijegerile, o I l ' c d o ~ ~e ~iIlunt1.1rs, iiido tio
                                     c                                                                                    s                de
                                                                                                           ~ ~ l l i i t oo~ltrosassr~iifos ordeiii politica, Ct :i
alto tln escala socr;il iis iiinis siibnltci lias cniiin-                                                   liiglaterra.
 d:is, sào os eleiiieiilos auailitires das nutor~dndes                                                           E' tinia nncioiialidnde eagleizd~dameiite      oi-ieii-
 Iiolaiid2sas, f:icilit;irii-Ilie a siiii acqão goleriia-                                                   tad:i que corita al>enas ria Iiistoria uni eaeiiililo,
ttvn, e o propi io chefe duiiia aldeia é, sob a vigl-                                                       ainda assiiiz iiiferiol-, porqrie ao passo cjue Iloiiiu
lailciii, cleilo pela pnpulayáo iiidigeiia, coiii to-                                                      co~ic~iiistnva     pelo pi edolniiiio militar alieiias, a
dos os pi eceitos e coiii todas as 1il)el.dades. (')                                                       Inglaterra coloiirsa pela esl)aiisão coinercial e
                                                                                                           politica e creaiido \rerdadeiros 01-gaiiisnios n:i-
      Assiii~,o goveriinrloi*, i1111 verdadeiro sol~e           -                                          cioiiaes e coiisiibstaiicia na formrila da atrtoiioiiiin
i-a110 ahsoliito, coliio Ilie 11i:iiiia l<d. Costa, ape-                                                   torio o seu plano colonial.
lias :iss~strda diiiii coiisellio de ciiico iiiem11i.o~                                                         Aléin de tudo a Iiiglateri a, 1150 tendo i i i i i
e corii os tllrector-es da jiistiqa, rias finanqas, do                                                     tipo coriium de colonia ( I ) soulje 'adquar, aos
iiiterioi-, iiistriiccão ~)ulilicne cultos, iiidustri:i,                                                   varios territorios depeiideiites, principros que
traliaflios pri lil~cos, giier'l a e iiiariiilia, tein lios                                                estão eiii linrinoiiin coiil os seus progressos e
iridigciias e\l)lciididos cola1)oi.adores e exçelen-                                                       coiii o seu destiiio, pois qiie indo siicesslyaineii-
tes, eiii1)oi-a f:iristosos, eleiiiciitos de traballlo.                                                    te do tipo da fortiilesa c01110 e111 (;~I)r:\ltar,      e111
      Ilrstn fúriiin orgniiis:ido o goveriio de Java.                                                      que apenas o goveriiador legisla, segue ás coloiiios
o doriiiriio liolniides lia de 1x1-durar., embora                                                          eiii que o goveriiadar 6 assistido duiii coiisellio
li;ij;', da parte elas potencias cololiiaes, coiii                                                         de siia coiifiniiqa e passa~ido :iquelas eni que
iiifliieiicias i-io orieiite, iiiis oI1ini.e~eiiibevecidos                                                 o coiiselho i., eiii parte, electivo e ein parte de
cie sofreg;i aiiil)ii,.ãu por essa ])ela joiti oceaiiica.                                                 noiiiea~áo regia, reiiiata o seu belo pibogram:i
      I:' iiestas blises descenti.nlistas qiie asseiitn a                                                                                                          eni
                                                                                                          de goveriio colonial c0111 O self ~ O V P I , I ? I T I ~ I ~ ~
at11iiriiistrac;ão co1oiii:il da Holaiida e iiáo terh                                                     qiie as colonias sáo geiiuiiiainente nações iiide-
(pie nrrcl)ericier-sc (lc seiiielli:iiite orieiitagão,                                                    peiideiites, eiiil)ora, juridicaiiiente, submetidas a
erii1)oi-a (:li:iillc\t L c t deseje, ]):ira essa yosses-
                           Pi                                                                             nietropole (') mas de forma a não iiielitidrar as
sào, 111i1aiiiaior ;11ilo11oii1i:i('), que, parece, se-                                                   siiscetihilidades patrioticas dos coloiios
i-ti uiii d ~ realiclnde.
                a                                                                                               Ilesta forina o iniperia1ismo brilatiico, mes-
      Vistas, eiii coi?jriiito cjue sejniii tis coloiiias,                                                ino com Chainherlairi, está longe de sei- a a1)sor-
eiiil~oi-a   stjaiii coiisiclerndas çoiiio p r o t ~ t o r a d o s ,                                      cio pelos eleri~eiitos      dorniiiadores, aiites poderia
totlas teiii iiina iiiaioi. o11 ineiior iiilei-veiiqáo no                                                 representiir o poder sriprenro da politica uiziver-
goveriio 1oç:il.                                                          l
                                                                                                          sa 1.
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        Bc'.iiilicii--I (I col~iiiii<tlic~i~ tijiiic ~ ) W I I I I , 1I.l:: -
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                                                                                 (1
                                                                                 <
                                                                                                  45d
                                                                iiigente prol~leiiinque eiisoiii1)r;i o Iioi isoiite ,>o-
      A coiifedei-aqáo geral do grande iniperio })ri-           Iilrco iiiternnc~onal
 taiiico seria o esiila ~atiientode toclos os outrou                 Efectivrimei1te o ferleiallsiiio seiido o tipo co-
 povos, sol~iiietidos,t e vez, d potencia priiiiacisl           loiiial itigles, iiidica tiiiiiia foi iiia coiiclutleiite o
 dos doiiiinadores snxiios, (1) e para o coi~seguii-            i'iitiiro cliie, ~ i i a i starde oii iiiais cedo, rca 1'isnri~
 (:I~~iiiibei-laiiipruçlarnoii o principio sob o poii-         o plaiio coniuiii qlie a pi opria t i ad~yão,          iiltiica
 to cie vista econoiiiico, o qiie fez coin que as co-          e coiisagra (4)
 loiiias yroiestassein,- iiiidosailieiite, coi-itrn tal              Na Australia e iio (:aiiada é o sisteiiin federal
orieiitação. Ncio tivesse C1i:iriiberlaiii desco1)ei to        o seguido.
o jogo, c01110 t? costiiine d i ~ e re n3o o tivesse 1ii:t-
                                       ,                             I>rz Oiicsiiiie IICclus lia siin i-apida ctescriqão
iiifestado, não liouvesse da patte dos 1ial)itaiites           do Caiiad6 «Politicaiiieiite é iiiiia I':iirop:i coiii-
das coloiiias a siificieiite perspicacia e, é cei-Ia,          posta de proviiicias, teiido cada uiiia o seu pnr-
o triirrifo de t i o presjiidicial doulriiia seria a riii-     lanieiito esl~ecial,e todas eriviain i.el)reselitnii-
lia das oii tras poteiicias, ou, quem sabe? a i.~iina          tes, depiitados e sciiadores, a uiii prirlaiiieiito
                                                de
tla 111 opri:i [iiglaterra, pela col~traqão todas as           geral, coiiio lia I<uropa, eiilfiiii, fedei.aliiieiite
outras iiacioiirilidndes coiitra e h i . A coiifedei~n-        iiiiida)), etc ( 2 )
c.50 111-ittiiiica,1i5o represeiitaria iiiii grave fraiis-           E iiiforiiia noutro poiito . ((A so1)erariia da
loriio i politicn geral se elln fosse olhada pelo              Iiiglaterra C afiriiiada por iiin goveriiad or que
lado siinpatico coiii que a eiicaraiii algiiiis poli-          tem direito do veto, iiias q u e 111111c:1 o exerce-
licos coloiiiaes inglêses. (-)                                 E' i i i i ~ persoiiageni esseriiiaIinciitc decoi a t'i \ o ;
     1 qiieiu sabe se iigo IiaverA nesta fcciiiida
      .
      1                                                        escolhe-se ~ n t r e lords que falein heiii o 11 aii-
                                                                                        os
reilovaqio uiiiversnl algiinia coisa de gl-aiidioso,           cès, porque o fraiicès e o iiiglPs si70 ns I~iiglias
se as çoiifedera~õesI)ritaiiicas, ed~iiaiido es-      os       oficiaes do (:aiiadá e coiii dois disciirsas, uiii
piritos, e as aliatiqas d e ~ I O V O S , sob a (lesigi~aqâo   e111 cada idioina, se abrem c ciicerrniii as ses-
geiiei-ica cle eiiierltc~cortiitrle, com cIue as l~al~tisoii   sões do parlarneiito fede]-a1»
o I~elo espirito d c .Jailrés Não ser& de facto,                     :
                                                                     I ailida. «Os parIameiitos 111 oviiiciaes teeiii ti
coiii as coiifederaqóes aiiiei-icaiias, e os eseiiiplos        siia frente, eii~anaiido                             que 110s-
                                                                                                deles, ii~iiiisterios
cla Aleiiiniilia, a grande IrqAo a dar'a outras lia-           suein forca ali ten tica. »
qòes para qi1e se Iiarnioiiisciiii todas, Iigaiido-se                I<n-ifim, diz Onesiliie Reclus : u O iqegiiiieii ge-
pelos 1ar:os federaes?                                         ral do yaiz, politicaniente, adiiiiiiistra1ivai~ie11te,
     Seria, reaIriieiite, iini gi-alide exemplo, a d a r       socialineiite, 6 exti-einameiite largo ; c? coiiiiiii:i
ao niuiido, esta teiideiicin das coloriias a coiifra-                                       ,
                                                               F aiitonomn, 1i~i.e os iiiipostos directos, seridn
terriisar e se o orgiillio britaiiico conseguir do-            iirilos os iiidireios raros ))
iiiiiiar-se, 6 certo qiie a grande nacão ii~odelo                    E, d e l ~ o ~liialiiieiite ; 8 0 Caiiacln e prospel o,
                                                                                    s,
coiicoi.rei.tí podei.osaiiieiite para a soliicào do            livre, amplo, salubre, ~iiagtiifico.          )I


                                                                   1'1 Siion - - . t c l i i i r r i i s f i rcii(iri o/ d ~ ~ ) r ~ i d e i i c i r r c i l , i occliir\illc -11,-
                                                                                                             .
                                                               a d<iilnt rnlir PIC -IIIIPI I Q I I P 1 101 10rf1 í 11
                                                                  ('i Scliia(1ei - .4ilo\ r giwginplire rirodei I I P - Ai I C.1ii.ii1.1
                                                                                                             k
                                                                                                                                                 loco
      Aqlii teiiios, p o ~ s ,     ~iliiacolollia iilgrsn, COl1S-                                               t t
                                                                       titilir a ~ 1 ~ 1 n l o 1 i l v r i i íof~ .-lrrsb cllin, i p e 6 tra41u-
 titiirda fedeialiiieiite, teiido a i'edera~ao,lia su:t                                              por
                                                                       zido por ~ u ~ I o s , I<epulilica da Aristralia,
         oficial elii otnwn, i1 siia freiite Li111 illlii~s~e-         por outros, Federaqáo da Airstralia e ainda poi-
 i io coiiiposto cIc 12 niriiitiros (segiiii(lo o [ í l i o ~ l        outros jlor Estado da Aiistralra. A niis, ]~ox.i.rn,
 ,4ct de 1 de jullio d e 18ti7) cjue te111 fiiiições iilais            parece-nos que a primeira f ~ r m a a iiiais per-             6
 :iiiil~las qi1e os itiiiiisii.os de iiiriitas naqões etiro-           teita datla a defiiiição inorfologica da pala\rra
 peins e telicio iiiesiiio iiiiia siil~dicisHo tr:il):i- de            re~~~il>lic:i siia ideiifrclade com palavra iiiglb
                                                                                    e a
 Ilio iiiais exleiisa. Os 12 iiieiii1,i-os teeni as se-               sa C o ~ ~ i ~ ~ ~ o ~ i r u e a l i l z .
                                                                                                      Pouco lios imporla, purPm,
*. :es desigiinqóes conio iiiiiiisti o doAl~elI h -
 cruirit                                   iios iiidica               agora a traduçáo porque o que é iiiiporta~ite                                        6
vier c111 iriieiro iiiiiiistro,                           inlerior,   a grandiosa ti-aiisformaqáo porque passou a Aiis-
tias íiiiaiicns, da gucri a, d a iiianalin, das obras                 tralia coiii a promulgaqão da coiistitiriçiío de
~ u b l i c a s da jiistiqa, da agrlciiltiirn, tlo coi~lercio,
                ,                                                     1900, ein que acordarnni a Nova (;ales do SiiI,
dos caniiiilios de ieii-o e caiiaes, e aiiida o ctire-                Victoria, Australia do Siil, íJueeiislaiid e Tasina-
ctor geral dos coireios como secretario do es-                        Hla.
tado.  ))                                                                  Segunclo A coi-istituição a Ausir a 1'ia teiii i i i i ~
      Jli veiiios, cluaiito vale o Caiiada coiiio colo-               pariamerito (coil-i duas caniai as) liavelido - i i i i i
                          e se
~ i i aaiifoi~oii~;~ piidesseiiios faririinos unia                    ii~inisterio coiistitiiido, pelo meiios, coiii sete
ciescriq5-o do seii estuclo ccoiioinico, d:i siia ri-                 iiiiiiist ros, tetido iiin govei-nndor « iioinea-
tlilezli, da exl)a~s:lo foriiiida\~cI da siia vitali-                 do» pel:i rainha oii pelo rei que serti o repre-
dade.                                                                 sentalite de Sua hlagestade na Federnciio. Elle
      O iiosso i i i t i r i to, pai-flii, é oiitro, coiiio deis:i-   ter8 os poderes que lhe foreiii indicados por-
iiios consigiiado Yamos ugnra, I-apidaniente,                         S. M. diirante o teinyo que esta acliar coiive-
ver oiitra çoloiii:i aiitoiioiiln. çoiistit~ii(l:ifedera-             iiiente mas sob reserva das disposiqóes desta
t~\~nineiite.Australia.
                  n                           I
                                                                      constitiiiç,?~    (artigo 2.", capitirlo I ) , os ministros
                                                                      são nomeados pelo goverrio durante o tempo
                                                                      que efle entender (artigo, 64) devem ser mem-
                                                                      bros do parlamento (artigo 65) seiido o gover-
                                                                      nador o co~nai-idanle forças d e terra e ii-iar,
                                                                                                          das
     A Australia i. tederado al,eiias desde 1900.                     (artigo 68.) Por sua vez os estados qiie conil~õeni
Antes dessa cpoca as siias varias co1oiil:is atida-                   a Com~nortrvenlt osseiis parlameiitos proprios,
                                                                                             tem
vaiii eiil fi.aiica rivalidade, cliegaiido a liaver coii-             os seus governadores privalivos e admiiiistrat-ii-
flitos grnlPes, riias por iinia diploii~acia 1)eiii                   se aiitonomameiite com os seus n~inistei-ios.                                     (9
orieiiiacia e apOs uiiia proprigaiida tenaz e iii-                         Taes são as dnas graiides cololiias iiigl+sas,
tensa nos vai ios estados australin~ios,cliegoii o                    que dão um belo exemplo do quarito vale a ini-
nioiiieiito eiii cjtie todas, inenos iIma, consegiii-                 cia tlva local, aiixil~adapor riiiia educação cioica
r3111 cliegar n acordo sobre a necessidatle de se
coiistit~iii'eiiifederaliiieiite.
                                                                      esmerada.
                                                                      -                          .
                                                                                        as,iilit,-,o \ n l i n w ~\-oliirite d e I-oiiis T'oss1olt -I.'drf$-
    Eiii I) jiillio cIe 1!)00, assentarziiii em coiis-
             de                                                           (1)\rrr
                                                                           h'oiivellc f l SoIl nuclll1
                                                                      lrnli~
   A autoiioniia coiicetiida ao 'Sransraal e Oraii-                oficiaes, organisaiido uin coiisellio inter-coIoiiia1
ge aplaiioii o caiiiiiilio para a coiis titiiiçiio diiiii          p;wa tratar de assuntos comuns e a que-Loi-(1
graiide E$tntlo siil-africaiio. O qiie ,se não espe-               Selboriie deti toda a siia influencia, evidentei-iieii-
rava que eella tomasse a feição iinificadora, por-                 te, -nGo póde deixar de ser--inspirado pela me-
qiie toda a teiideiic1:i era para a feileraç.50                    ti-opole, proporcioliou-se o inicio dessa grande
     Essa teiideiic~ntirilia-se iiiesino iiiuito pro-              traiisforinaçiid lio'hticn porque passoii aqiiela
liuiiciado, laiito qiie o proprio pi-iiiieiro iiiiiiis-           i iquissiiila regi fio, apesar das d i vergeiicias, de
tro do i'raiisv:ial, l i o ~ eo priiiieiro d : ~   LTiiião, o      carateib econoniico, siii-gidas.
<reliera1Botlia, 1150 se iiiostrnva oposto a tal org:i-
*.                                                                      (:o111 a Aiistralra succedeu o niesnio , as mes;
iiisaqiio qile irouse bastante *agitada a Africa                  iiias rivalidades, ou peoi es, exacerbaratii-se a
d o SiiI (Soirtli .Irrica - oiitiitiro tle 1907). Da              ponto de cada estado, coiiio corita Pierre Lei-oy
iiiesiiia f<>i,ii-ini r i i i iiotavel traballio I,n col~sfi-
                   ii                                             Beaiilieii, o fillio do grande economist:~, ter uiii:i
iliir011 j~i1.id1q~re l'e~ltpirecololriai 111.italt11iqlte
                      Oe                                          I~itolaliara os seus caiiiiiilios cie ferro
o seti airtoi. atesta a iiiesiiia orieiitaqiio a se-                    E coiitiido o graiide estadista aiistraliaiio,
guii (pag 165) Aiiidn iios Aiilrolrs des s r i e i ~ c ~ s        Heiirv Parkes, siiiiliolicaiiieii te cienoliiiiiado o
1~01~tipiir.s. 15 II~LYPIIIIII-P reiii o seguinte :
              dc                     lgtl?                       ptre da /èderaqcio, yon a siia vigor os:^ actirida-
 a1,e iiioii~.criueiiteii faveur de la fédératioii des            de de vellio, e os seus respeita\-eis çal>elos,
o l i s o             Natal, Ti niisvaril e( Oraiige) de         conio estrigas de tililho, ao sei-viço desta iiiil~or-
 X'htriqiie dii Sud a h t graiids progi-ès.r Esta                 :tirite causa Esta acabou por sair ao íiiii d e 10
 iriesiiia orieiitaqão C a de Iieiity no seu livro               :iiios triiiiifante, creiiios que depois da iiiorte do
 Rhotfi~tc, lia teii-ipos publicado, mtis iiicluiri-              prestigioso iiiicrador
do, t iiattiral, :i l>i.opria coloiiia qiie elle estuda
       !                                                               E todavia ainda Iioje se iiinii~festao espirilo
 lia siia ol)i-n Esth iilesiiio II:~tradição da Africn           e\cliisivista, iiido-se ate : propaganda da iieces-
                                                                                                 i
d o Si11 e iia ~iolitictiiiiglèsa, tal orienlaqáo fede-          sidade de foriiiiilar uma iiova constitiiição parri
 rativa e se ella 1130 foi posta eiii vigor jti eiii             evitar taes divergeiicias ( I ) -
 l(%.í, coiiio estava resolvido foi porqire a isso                     Mas não s8 a Australia, o Caiiadii e Africa
 iiiiia guerra coiii o 'l'rarisvaal se opOz, e porqiie,          c10 Sul (esta ii;is suas tentleiicias) sáo 3 expres-
 iiesse eiisqjo, a federação soli a baiideira iilglesa,          d o exacta do tipo coloiiial jriglès A propria
 se toriiou itiiliossivel. ( i )                                 Iiidia lifio tendo aiiida, lia sua orgaiirsnç50 poli-
      O qiie C certo 6 que esta orgaiiisaçáo'iiiipõe-            tica, cliegado a assiiiiiir a iniporlancia das oii-
 se cte tal iiiarieira que foi já preiiieditada pela            trns coloiii:is, estb, não sofre cfuvida, na cor-
 Aleinaiiha para fori~iar         coiii ris republicas lioers   rente ii-ianifestada e tradicioiial. O iIustre niitor
 iiiiin coiifederacáo (1)ai.c)- - De ltr cor1qri6te de          (10 belo trnballio La consfiflrtion jilritliqile de
               ao
 IrA4friqrrr), cpie a Iiiglateri-a se oyòz pela ane-            re11ipil.r colollial Oritca~r~rqrie,acha acetitunda, iia
 snq.io uiii ])oiico precrpitada dii Becliiianalaiidia.         orgniiisação adiiiiiiistrativa da Iiitlia, uni caiba-
      Bins as iilariifestações da parte dos eleiiieiitos        cter aceiitiiadaiiieiite federal
                                                                  ( ' I 1:iai i1 Aiiiii t-1,'   iiri   ore 4irsliale. 11dg 150
     N5o l i : ~ cliivida ( [ L I ~ ri politica i1iglEs:i i i n 11t-                      sc coliseguii., a deiilro cle tletcriiiiiiadas colidi-
 (lia teiii 01)edecicio :i tiliia orieiitaçfio uni tanto                                  cões politicas, que os varias poteiitaclos inrlios
 açalilbarcadoi.a, mas, nlwsnr disso, 6 seili]~rc                 a                       se coi-icilieii-i o11 eii trerii ii tini eiiteiidiiiietito ta-
 politica tolrririitr, liheral e desceiiLrnlisador:i q i i ~                              cito ou coiicreto, de for-rriti n liaver, (ta parte de
 alii c{on1ii13, apesar das ~io1eiici:isiillitiiaiiieute                                  torlos, ci neccssario entei-idiii~eiito.
 ckcrcidns.                                                                                   Mas, ainda assirii, e preciso coiicordnriilos
           Ha, ef'ecctivanienie ii~aiorfirilieza no gover-                               eni qne as coiid~gões Iiidio sáo iiiii~to
                                                                                                                      ria                        divcr-
 110. 1)a p r t c do proprio goveriiador de1.e eilis-                                    sas das da Australia, clo (:aiiada e dns d:i i\frir-n
 tir, no iiiesiiio leiiilio qiie I I I T I ~estreiz~aIiahi-                              do Siil, oiitle lia, pelo nienos, riiiia rcrtn Iioii~o-
 lidarie diploinatic:i, u~iiaeiiei-gi:i i'er re:i para que                               gei-ieidadc dc ~iitcressese civilisriq5o e oiide :i
 os pru~-ictosde iiidepeiideiic~a que 1li esisteiil                                      tiieti ogole, aliesar tfa y o ~ i u l a ~ á lo aiir:rsa i i o
                                                                                                                                          i
 I:iteiites, se iitio e\paiidaiii ( 1).D:i ~):ii-te  iiiesiiio da                        1)niniriio c dos hoers iio a~tutro            africai~o,  teiil,
 iiietr-olmle tem l~avido i ~ i    u certo iii3cliiavcIisi~10,                           erii r e l a ~ á oaos ciciadfios das ~iossessfies, uiii~i
 pondo p ~ i icliecl~ie todos os \.nrios l>oteiita(ius                                   rei ta ideritidade dc ideias, de seiiiiiileiitos e clc
 iiidios, foiiieiitarido c mnntei-itlo as iiatui-aes dis-                                I cligião.
 tordins, iinns c111 P, :ifi11;11, c011111111:i a tr-adigào                                   Jlas lia Iiiclia iiáo AlPiii rle ser. i i i i i pntlc-
 (10s dolilinadores aiitecedeiites, dos J~ritai~icos,          (-)                       IOSO IiiiIierlo, (~011, claro, o scelro iiiglès) a s
                                                                                                                   C
 os fi-:iiirPs~s       roin I>iipIei\ e os ~iortiigui.ses coiii                          siias ~iol)ulayõesli50 possiieril, 1131-3 c0111 :i 111r-
 Xf oriso de X1hucper.c-~uc os iiiiprralites iiius-
                                      e                                                  tropol(5, arluclc. cariiilio quC Ihc coiiccdeiii it>ri:is
 siiliii.-iiios aiiterioi-es n Ativaiig-Zel).                                            as oritras.
           A oi.g:iiiisaqi?o ~idiiiiiiisti-ntimd:i Iridin, é ])a-                            Assiiii, eiil face Jestc iii~perio,eiii parte :uii-
 scatln ria descenti-alisai.50 tlas ~iroviiicins das       e                             da 1150 subiiietirio, e oiide os reiiios iiidigen;is
 t l i i t igas presideiicins                                                           iit:iiiifeslaiii, alias, iiiila cei.f:i iridepeiicleiicia, (!)
           O go~reriindorgeral, ou ~içe-reié certo clt~c                                3 Iiiglaterra tera de seguir uiiia politica tiiii poli-
5'0s" de e\teiisas faculdades legislativas c cxecu-                                     co clivcrso da cjiie tem seguido coiii as oiitras
t1v:i.s ( I ) e o seu c o i i s ~ l h o , iioii~caqãodo ret
                                         rie                                            sirtis del>ciideilcias.Mas, fora disto, a orieiitnyão
é c-oi~stitiiido         por fiincioiiir-ios, de alta catego-                           I)rit:iiiira, coiii respeito ri iiiierisa riiole Iiiiitliis-
ria, que desdol)i.am a personalidade fazendo                                            tnnica, 6 sempre tle toleraiicia, de coidcali-
1iin:is vrzcs dc 1cgisl:itiv:i e oiilr-:i tle executiva,                                rlade, coriio i ~ ~ i r ~iecoriliere a elior-iiie fol-?:i rle
                                                                                                                  iii
( 0 liias 3s p r ~ \ ~ i i i c i a s ,
                                    presideiicias e disti-itos,                                eella dispoe e qiie um dia, iiiiific:iclos os cs-
ol~edeceriilia sua org:iiilsaçiio, :io pririciyio co-                                   IOr)os de todos elles, seria o bnstai~tc1)ai':i :i
iiiuin da autoi1011iia, O que faz S L I ~ O Lque a ten-
                                                      '                                 i eyelir defiiiitivniiicnte. E' certo Iior isso qire
delicin ri1ni.rndn da ir ir li:^, i. pai-n a f~deracâo,        se                       acliniiios rim ouco duriciosa a orgniiisnqào ria
                                                                                                            d'
                                                                                        federajão iii icn, qiie daria :ir~riri:i possessiio
                                                                                        tinia certa educaçio solidarista, qiie a levann
piig     24f     regiiiiitt'5
       t i ) Gilrts, v Lc Ikjii--I,Ps I ~ I I J I Z ~ ~ I I F IJP I I'lride, plig 29.
                                                              PI ~S
                                                                                        fi uina coiicordin de cliie poderia iiasccr iião j:i
       17Sti açliei --l.'lirdr--ua~33.
                                                                                             - - Fii( yclopmdin
                                                                                           i')                                 -- (\o1 12
                                                                                                                  [ri iloii~iirn                               Ii.19.
                                                                                                                                            iiiiillic r<lilr011)        768-
 a confederação da peninsirla gangetica, sol, o                     as r-oridições sociaes sáo iiiii iarito cliversas. Na
 scetro duni rei iriglês, mas li sua uiiificacão, sob                India, como disse. ha tinia midtiplicidade de ra-
 o tipo gerniriiiico talvez, ficando cada raja coiii                 ças e de lingiias que se opóeni a iiin certo e fa-
 n siia sobelaiiia assegiiibada, mas sob a direcqiío                                             os
                                                                     c11 entendimento e i i t r ~ elementos dissiriiillinii-
 supreriia C ~ L I I I Igraiide iriiperador orieiltal.               Les. Lhu-se ate o fenorneiio ciiriosissiino de se-
                                                                    rem os iii leses, iiidirectan~eiite,      coni a politira
      Porisso tbi.eio I~eni qiie ;i 1nglaterr:i viri :i
sofrer serios eriibararos na I n d ~ n          pois a correiile               B
                                                                     de ;\IIncau ey da assimilação, que f o r n e c e r a ~ i ~
                                                                    aos seus subdilos iiidios o instruinento d e npi-o-
~iitcnsac foriiiidavcl ha-de precipitar os acoii-
teciniei~tos ~ > r o d u z i ~ i dg r a es coiisequeiicias,
                                        o ~                         xiniacfio, obrigni-itlo o eiisiiio da siia liiipria n a s
1 1 ~ n r e ~ L I Va s u l ~ l e ~ a q ã o 1857 que foi cioiiii-
                s                       dc                          escolas da cl~atii:icla, :iliAs iiidevidai~iente,peiiin-
 iisiíla , C ~ I S I L ? d e riirrito stingue deira~iiado( i ) e
              i                                                     sula d o Hi11ialai:t. Assiin 6 facil ~ i i i iacordo pela
cl~\itiria lenldndc niaiirfcst:~ dos estados iiidigc-               facil trai~smiss:io de ideias logo qHe se ligairi
nas, q11e 1150 aí1~i.11-niil re\-oltn dos iiidios (liir
                                     :i                             1101- iiriia intensa forqa ninral, inas que ~ i á o   vae
7 11 i n i i l sol) a inilueiicin iiiglesn. (9 Se iiào fosse
                                                                    ate rio iritiiiio das p o l ~ ~ ~ l a c rtides (pie niaii-
                                                                                                            óes
ctsta itiipi.e~~ist,i       aclesáo dos poteiitados seiui-in-       têni o estado priii~itivo,serido oIhaclas roin dcs-
(lepeiicierites :i Iiig1ateri.n teria sofridr) uiii:~der-                                                      a
                                                                    deni pelas classes niais ilustiadr~s, que n edii-
i ota vergoiillosa que a expulsa1 ia defiiiitivariieii-             caciio etiropei:i não coiisegiii .i iiisuflar ideatis
te da Iiidia, seiii ~aiitageiis,claraiiieiite, para a               opostos ii siia Iradiçiio de castas.
iivilisacAo indica, pois frncioiinda por rxvalidii-                     No Egito não sucede outro tanto pois yrie os
(les li-redutiveis, lailqai*la na aiiarcl~iiao inienso              iiisul~tiiissos ieiii iiiiia lingua nacioiial coiniiiii
:ci r i toi io qiie Y a t . rio Hiinalaia no (:oilioriri,           n qiial iiiaiiteiii uiiin coesão de sentinieiiios ge-
siyjci tava-se talvez :I uina doiiiiliaqáo miissu t-                mes.
iilnIi:i, afilia1 niiiis odiada lielos indios qiir a iii-               Xleni disto lia o fk~cto iniporlaiilissi~i-ioda
iliieiicia politica Iwitaiiicn, que, coiii a tlesigiia-            poteliria suzcraiia ser a Turquia e só conio pro-
        do 1iiil)crio das Iiidias, clit uni certo presti-          tectorado exercei- a Iriglatcrra no Egito a sua iii-
$10 nos ~Ioillirindos,          iinqiieln regiáo orierital onde    flueiicia. Sal~e-sect)rno elln cotrscgiiiii piir o 116
sd') :I gl clndesa fal-tstosa impõe respeito e Ieiiloi..           iin terra dos Fara6.s realisando 11111 soiilio ha lar-
SO 3 Iiiglnteri'a, coiii os recursos poderosos c1e                 gos aiiilos acariciado para cloi~iriili~ Siiez, co-
                                                                                                                rio
([iie dispõe, seria capa,: duin t á o grande dislieii-             nio j6 doniilia~aeiii GilwaItar, ficando, por esta
tlio ii ciistn cio qual siib~iielc         os poteritados          foriiia, se11hoi.a rio hlediteri-nrieo e coin ti estra-
     Ha u i i i : ~ gi.:intlr sciiicl1iaiiç:i eiitre a sua do-     da iiiarilirn:~tia Iiicli:~vigiada pcla siia irileiisa e
iiiiriaqào da íiidia e n do Eoito, pois quer riuliia               iiid~sy~itavel   supremacia iiaval.
qiier noiitw 1i;i iir(0rssidncre diiiii litilso krreo                   Qriei-ii rijo coiiliece este :issiiiito tIc pcrlo
a siil~jtrgar os iecalcitroiites e o priricip~o de                 teiii, em lingun portiiguèsa, descrita a for liia lia-
~iiaiiteras discordias eiiire os iiaturaes. Apeilas                bil e hrirtal coiiio n Iriglalerra coiiseguiii asse-
                                                                   giirar a sua influencia nas te1 i-as iiiloticas. A
       \\'ihl>~v-I.nt
     l')                o cil \ u l I\'-p:ig     183
                                                                   prosa de Eqq, o grande romaiicista nacionaI, ape-
    I 8 Jose (,li,iilli) -1,'Jrtde (>r itrriiiliqir~-png, 167      sar do seu francesismo d e foriiia, dA lieni ; irli- i
  pressáo d o que foi essa caiiipanha yolitici~sol)                                            Se a Inglaterra fosse licito supor que aiitigas
 : capa de salvaguardar iiiteresses financeiros. ( I )
   i                                                                                       presideiicias e proviiicias poderiani inanter senl-
     E 16 ficoii, ate agora. Um dia vira que a In-                                         pre sob a sua açâo, e mesmo coiri a aulorioiiiia
 glaterra s e r i ~
                  posta de lado se 11ão coiiiyreender                                      coricedida aos povos indicos elles se corrserva-
 n iiecessidade d e ~.econlieceros direítos civicos                                        riaiii siihordiiiados ao scetro do seu rei, é fora
dos egipcios q u e ,]A OS reclarna~iiconi ardor e                                          de duvida que ella seria coricedida. hlas a111
coiil 112, creaiido o partido iincioiinlistci qiie force                                   e que existe a incertesa e, serido assiiii, é ii~uito
 :I Graii 131 etaiilia ou .' trniisigeiicia ou ao :tl)aii-
                           i                                                               possivel que a organisação d a India pcriii:iiie-
 ctoiio.                                                                                   ca a mesma até que os acontecimentos se pre-
     (:oiit lido devemos coiiçoi.ciar que o Egipto                                         cil~iteiiie criei-ii uiiia situaç- iiova.
                                                                                                                            ao
liicrou, ecoiioiiiicameilte, coiii o tloniiiiio iii-                                                                   *
glès. (9 Mas coiiio 1iei11sO de pá0 vive o Iioiiieiii                                                              Q       9
 os iiaturaes do iiordeste de Afi-ica lutaili pela                                               Portaiito pelo i-apicio escorqo que fiz dos sistc-
siin eiiiaiicil>ac;50 politica.                                                            Inns ac2ii1inistrativos de varias teiidencias seguidas
                                      e
     VeilcerAo iiiii dia p o r ( ~ u OS iiiil)elc i1111 grm-                                                                       a
                                                                                            pelas poteiicias colo~iisadoras, que se pocieri:~
 cle eiitusiasiiio patriotico e, o que é iiiais, uni                                       agregar o Estados Unidos, o Japáo e a It aI'ia, se
graiidr ardoi- rellgiosu, apesar de jtí gosar o Egi-                                                       sol)
                                                                                            iiotn, c~iiei- o ferre0 poder do iiiiperaiite ale-
      11a
 to 1 1 1 aiitoriomia adiiiinistrativa ( J ) Mas de-                                       ~iifio,quer sol) a direcqáo do coiistitiicional iiio-
 se-j; qrie sci os iialuraes domiiieiii politicniiieiite.                                  narca 1)clga resulta qiie a ayáo directji dos gover-
     E', conlo se ol~servc?, mesiiia aspiracão dos
                                  a                                                        iios iiltraliiarinos é a aceite, indo até ao 1)elo
iiidios, (pie se eiiil~alarii iiiesiilo soiilio e se-
                                  iio                                                      speciiiieii 1)ritariico do self-gou~i.~~ii~ciit
 ouelli lia Iiiesiiia correiife avassaladorn, teiids
a.                                                                                              Qiie se poderit esperar (ia ~iiflriencin destes
J:I  a 1liglritei.1-a eiii parte çoiidesceiidi(io co~ii                                    eueiiil)los sol)re a iiossa oi gariisaqão atliiiiiiisti.a-
estes, :idiiiitii~do-os a certas fiiricões odiiiiiiis-                                     ii~a    coloiiial ?
ti-aiixas (') e cliie lia opiiii5o duiiib iiidio iiiiiito                                       Algunia cois:r seria coriveiiieiitc espei ar, 1)nr:i
iItistratlo reinatar i( i i i i i dia lia autoiioniia. (5)                                 que iião 110s sucecia o niesiiia cliie it nossa ~ i s i -
     O 01)stactilo para a coiifedernqiío da Iiidia 6                                       iilia (lu lado (luc, iiierc6 ilma politica roiiceira,
foiileiilado pelo goverrio iiiglês. E isto (r. taiito                                      rotiiieira e al~sorveiite,pcrtleu todo o seu iiiieii-
mais evitleiite, c1u:iiito t! verdade qiie o plaiio de                                     so poderio ultrainariiio, apeiias rediizido hoje ao
pretloniiiiio da parte da iiietropole coiisiste em                                         iiiiiiiisculo territorio contliiental da (;iiiiiC esl):i-
iiioiiter a tliscordia existente entre os varios iiii-                                     iilio1:i e as iiisignificaiites i1lr:is cte Ferii:iiido P(í
pei-ar1tes iiidigeilas.                                                                    e Aiiiio Bon. ( i ) A 1130 ser que os nossos gover-
    I')- 1:rn (Ic Q i i r i i o í - Cai ta7 (ir Iiiglntciia p . 1 ~125
                                                                                                                                      de
                                                                                           110s estejatil no firiiie p~.ol>osito nos deselii-
    ( )-\'i,jn-se                                                      rfe
                  sob1 c O n\\~iiltn O 1 n r o Ln l i ari\forriinfri>i~ ].'I   gi   /)lf   Iiril.riyar desta iiiissão.
- - d e Alkictt Mi%tirie o ai   tipo Tlie brifrsli iri ligul~i-iii Tlie 10itriiplilly
                       I5IUi
I <'r~ii~cii-c~c'l~iiil>ei                                                                      O qiie fez esfacelar a vastidiio colonial esl):~-
      (7-AiiI~iii--LPS     niiglnr~a i i i Iiidrs ri eii Egrll>tc png 159
      ($1--Josei11 0 l i a i l l c ~ - - l . ' l ~ i d r rtniiiii~jriepng 494 e seg
                                                     l>i
      I )--5iiig\i--ni t Whnt tiors liidin iuniit polititallyq 111 -- 1 3 1 tritghflg
i riirrii1--~5ctriiil>ri --9101 png 425
 iiholn foi exataiiiente a falta d e garantias em                                                         bom grado)). ( I ) Jrí seria talde, desde qiie os cti-
 que ahi se vivia.                                                                                       baiios foi-ain liidil~riodoslia pi.ii1zei1.a iiistirrei-
      A liistoria dos territorios suboi-diiiados :'i Es-                                                 cão (Jua~ido em 1896 tomavam ariiias coiitia
 p n h a k iiirin longa cadeia de abiisos os iiiais                                                      : metropole jti iain doininados liela ideia fixa
                                                                                                          i
 çoiideiiaveis e os inais deploraveis.'                                                                  de fazer a repul~fica,        pois que n doiiiiiiaqão cas-
      Nuiica os goverrios espaiilioes souberam coiii-                                                    telliriiia era aritipatica i\ gra~ide     iiinioria tia 110-
 preeiirler a riecessidade das reforilias a coiiceder                                                    pulaqão A graiicle r-ef'oriiia que fosse preciso rea-
 as suas coloiiias aiilericanas e o resiiltado viu-se                                                    Iisar-se deveria ser aiites de estalar a r e ~ o l i r ~ ~ o
 ])ela perda tIe cli~asitoclo o seli poder terriforial.                                                      llafael L a l ~ r afai-toii-se de expòr, l~eraiiteo
 (:o111 taes ei-i.os esl~oroou-se todo o seu \-tisto                                                     ~)arlaineiitoesl):iiiliol, os perigos que sol,l.evr-
 irii~erio. (:oii~eqoii iios alvores do seculo X1X                                                       iiliam coiii a ap1ic:ic.Go (10 sistema segiiido, por
 coiii as coloiiias do coiitirieilte ( i ) e acaliou ao                                                  Lima f:itaI incoiiipreeiisiío dos acoiiteciiiieiitcis
 decliiiar desse mesino seculo, (9 conio cjiie al-                                                      que se estavaili prelinraiido ((No iiecessito de-
guiiin profecia tragica tivesse iiiarc:ido esses 100                                                    cir (claitiiiva elle iia sessiio de 1 jriiiiio de 1885) ( r )
:iiiiios coliio o ciclo de decadeiicia colonial da                                                      la [rravedade q u e eiivuelve la ceiitralisacioii apli-
 1)oteiicia sol, o pnlroeiiiio (13 qiial :I Aiiierlca                                                   ca8a 6 paices iiiievos, nplira(ls a esos elriiiriitos
 fira desveiidada.                                                                                      coloriisadores qrre yideii g r a ~ iIi1,ertad y i i i o ~ ~ i -
        r
      1 ivessern os goveriios a teiidido as reclaiiia-
            7 .
                                                                                                        riiieiito, y 6 los ciiales es iiecesario aleiitai. 1)ai:i
 qões ~ ) e r i ~ i a ~ ~ edose povos esl)aiio-a1neriçaiios
                           iit s                                                                        (pie eiicontrai-ido eii Ias coloiiias coiidic.iories tlc
 c. aiiida hoje a Esyaiilia os t~olilinariaj)olitica-                                                                             y
                                                                                                        .tlese~ivolv~iiiieiito progreso, se i~leiitificliicn~
nieiite. Foi esta a graride propag:iiida de Pi y                                                       coni nc~uelles     paises y figeiii eiii eflos s ti i csi(leit-
Xlargall, qiie era apoiicada pelos loucos clue jul-                                                    cia, coiitribiie~idode esta suerte :i1 desai-rol10 de
givaiii a Espaiiha c a l ~ a z esforço titariiço de
                                   do                                                                                                                  e1
                                                                                                       Ias iiiievas coiii;trcas 31 afiri~iai~do csl~il-ltoy
iiiaiiter a sua doiniiiac;iio sohre povos que tão ar-                                                  Ios iiiteresses de la Meti opoli      1).


rieilieinerite Iiitnvarii pela siia aiitoiioiiiia pririiei-                                                  Foraili 1)aIdados totlos os clniiiorcs, iiii1)roli-
i-o, e deliois pela sua indeperideiicia. 'Tivesseiii os                                                cuas todas as iiiprecaeòes, estereis todos oq pio-
tlirigeiites ouvido os coiisellios seiisatos de Alar-                                                  testos. A tlraii~a reacioii:iriri, iel>ieseiitatl:l ~ O L -
gall c Ikifael I,af~i.ae os acontecimentos toiiiariam                                                  Ciinovas de1 Castillo, cega alite a e\ri(leiici:i, i i á o
oiitr:t direcção e teriam, coiil certeza, oiiti'o re-                                                  recoiilieciii aos cubailos o direito d e at~iiiiiiistin-
siiltiido. I)e resto ri opiiiiâo de Pi l7 Marg-111era                                                  ção, i epudiaildo-os desdeiiliosanieiite coiii :i oieii-
logica; elle qiie esc] a r e r a o livro l;rinioroso Lns                                               siva ;ilcriiiha de 1wgrito.5. loda ;I tiraiiia se,iiilgn
                                                                                                                                     7   .




~ttrcio~~cllitltrtles poderia ter outra iiiaiieira a
                      não                                                                              stibsisteiite aiite os direito5 dos povos e iii-se
eiicarar o pi ol)Ieii~n ((Coiiceder a (Iulia iiiiia air-                                               beiii que, apesar cie vei+sadoiia Iiistoi-ia, o (lei-
toiio~ninreal, dizia elle, isto 6, unia constituicão                                                   potico iiiriiis1i.o esl)aiiliol iiGo s o u l ~ e tii+aisdela o
Liiialoga A do (kinadit. Parece-iiie qiie seria essa                                                   ~~eiior     eilsii~;liliclito, i-ilorreiido \.itiiiin tln siin
n riiiic:i refoi nia qiie os insiirgeii tes :iceitariaiii de

  ('1   - \X'cl~c.t --   Iir~lor                    --
                                 {(i T i l i < ~ r r ~ n Vol
                                   l                     l        IV -- >ag 187 r \egtiiiilcs.
  (-1   - ~ 1 ~ iC'1
                 1 5      llOl\t  -,,'E5~~~cJllt',     t.llbfl   ct lf'\ ! > ( C C ( Y - ~ r l l ' i
                                                                                                                coo-se por fazer coinpi-eerirler 6 Espai~linqiie
  iiiiyroficun teiiiiosia pai;? niaiiter, iin Espniilia,                                                       uiiia iiiiida1iq;i poli fica se ii~ipiiiilia. ( 1)
                                                                                                                                                           1)
  o domiiiio diimn tirania 1)r~ital
                                                                                                                   A Espanlia venceu pela astucia de Mai-tiiie~
      A America esyaiihola foi, desde seinpre, o                                                              Çanipos, ,lias ~mpeiiiteiitereiricidiu lios nies-
 teatl-o de acoiiteciiiieiltos que deveriaili :IrrilS-                                                        mos erros, lia mesma atitude de guerra aliei-ta,
 t:i-la       rllilja e : ilec:itleiicia. Coiii Cortez e Pi-
                         '
                         i                                                                                    até que sofreu as coriseqlieiicias de taes fiiltns
 Lari.0, (0 pnnierro) esiiiagoii cirilisayóes iiidige                                                         para iiáo Ilies ch:iiuarmos crimes.
 iias, onde liavia iiiis loiiges de e(1iicai;' e or-   do
                                                                                                                  Qiiaiido os Iioliieiis da i.el>iihlicn esliniiliol:~
 ganisaqc50 politica. J>e11ois c o i i ~a e ~ e c u ç 5 odo                                                  tomararil coiita do goyeriio iião liirderaiii coiii-
 iniiào do conqiiistadoi do I'erii e de Carvajal,                                                            preeiider n grande iiiiportaiicia do prohlenia qiie
 ])elo ,jes~lita(;ascu, clevido 6 s niniieiras iiiit~io-                                                      1120 podia ser visto de relaiice e iiiaiiiiver:iiii :    i
 sas tieste hipocrita delegado do igno1)il Cailos Y,                                                         niesiiia atitiide. Entregue ao abaiidoiio da iiie-
 ;isseguiou o seti pi-edoiniiiio politico diiraiite                                                          tiol~ole,   Ciil~aIibei-toii-se da siia sit~tayão<lepeii-
 quasi tres seculos, para por f i i i i vir cair fulnii-                                                     deiile e ~~roclaiiioii     iiiois tarde n sua conip1et;i
iintl;i eiii Cnvitc, qiie defiriltiv;tinctite assegurori                                                     sepai.ayão da aiitiga iiaqáo doiiiirladora.
:i iiidepeiidericia de (111 ba e n aiiesaqiio das Fili-
pinas aos Estados-Uiiidos, apes:ir da luta iiltiiiici-
                                                                                                                  (:orno difere da Espaiilia a Iiiglateri-a, reiido
                                                                                                             ri:\ st.j>arayiío tla Ai iierica do Noidle uin eiisi ii:i-
i~ieiiteter. toiiiado iiiais uiiin feiçrío ecoiioiiiicn                                                      iiieri to para os fii turos goveriios das co1otii:is !
caril os eiii bar:icos fiscnes qiie a Espaii1i:i 011~1-
         s
iilia A diias coloiiias restaiites ( I ) .
      Kraiii sempre olhnrlos cotii eatreiiia iiidife-
I eiiqn todas as recliiriinc;.óesq u e os autoi~oriiistas                                                                         ~ ~ ia
                                                                                                                    U I I ~ I I I i.?\ O ?%ta+) I O \ C I \ i-01 ~ ~ I O L I ~ IaI IIcq>tit)I~c~t 1'01 tligal
                                                                                                                                                                                      ~ ~ ~ I ~ riii  I
                                                                                                             I   i * \ ~<ielitr 1 11io po<Cii.iinor iniitllir.ti to<loo tirt>alliuh i l o . IxuqtiIs
1':i~iiiii1,  iiuiiia alitiicie pacifica de coriciliaqáo.                                                    .i
                                                                                                                                   1
                                                                                                                                 q e
                                                                                                                doiitriii,i que rleteiirlo iicslc \oliriiie ~ i i h c i i t p , i w i n coin iii.ii5 i i f f i i i
                                                                                                                                                                                a
      Urii pii1)licista c11bailo, que foi depiitado A           s                                            i   coiii 11111110 111aioi ('\pc'iaiicd O que Iin n fciltr'& n s c411 r igrridn 2 0 s
                                                                                                             I~r111osL I C ' iiJn cotitiiiiiatii n \iit>sistir oficinlnit.rit~. rorrio i i i i ~ i i s t ~ ~ i i o
                                                                                                                          (~
cbòi.ter; esl)aiiliolas, e\puiilia a questão beiii elii-                                                     tio reirio, (Ia f.izeii(I.i, ohrai plil>licas,             !,e111
                                                                                                                                                                           coiiin a t ~ l i i i i i i i n ç i o ,i r i I I I P I I -
cida t ivaiiieiitc - (I Si pi.opria coloii~ti,os Iioineiis
                            :                                                                                /I-, 11.15 fiasri, nttinl iiiiliisli o da fnrcii<la,altictl p~e\ideiile
                                                                                                             elt
                                                                                                                                                                                                      do ~011it~111o.
iiiais p r e ideiites deiiiiiiciavat~i o caricro da es-
                  ~
cravntrii a, os 11oi.i-orescio trafico, c7 col-rtiqiio dos
                     os
eiiil)~-eg:~:"los, :il)usos do go~.ei.iio, o descoii-
leiitniileilto cio pais çoiideiiado a tiina perfeita
~iiferioi-itlade      l~olilica NAo os escutaraiii e co-
iliec;ii'i\lll OS pr1111~1i.0~   coi~flictos   ariiiados. ,
                  da
      ~ A i i t e s forniida\~el  iiisiii.reic;ão cie 18(58, qiie
(lurou 10 aiiiios, o ],ai tido reforiiiista, q i i e coii-
Inva iiris siias fileiras os cubaiios inais illiistla-
dos, os iiinrs ricos e os iiiais i~itlueiites,            esfor-
-   --       -



         (') D .I.tcol, L I ~I r ~I > c ~ i i r l-a r r r ~ r i i n r l e s de C ~ i b ni18G5', 14eiioist,
                                                  X
loc       cit
                                                                             predoriiiiiio, cliegando um preto da fatiiilin dos
                                                                             reis do Coligo, s ser bispo daquela diocese ( i )
                                                                            recebeiido iiiila embaixada dos de Heiiiri coiii
                                                                            niuitas amabilidades e aíirina~ões aiiiisade. ( 2 )
                                                                                                                  de
                                                                                Mas ii maneira que ia111 alargando a iiifliieiicia
                                                                            e reconliecendo hostilidades, a ncyiio dos pode-
                                                                            rosos soberanos indigelias ia seiido liniitacin e,
                                                                            d força, subinetidos h suzeraiiia portiigiièsn. Nes-
                                                                            tas poucas linhas esta definida : orieiitaqão re-
                                                                                                                i
                                                                            lativamente A a c ~ â o cololiisadora dos 1)ort~lgiie-
Um pouco de historia - O que foi a primitiva organisação colonla1-k         ses, e dizemos dos portugaeses porque ti elles nos
   frica, Brazil e India. -Angola e o s s e u s primitivos governadores.    estamos referilido, i130 porcllie os outros l i o ~ o s
   - O abuso das autoridades. - O Inicio da Junta consultiva do ul-         colotiiaes iiào tenliairi seguido, cluasi com ulii ri-
   tramar. - A sua evoluçáo. - - A organisaç8o admintstrativa de Re-
   belo d a Silva -- A s Juntas geraes d e provincla,--  AS qualidades e
                                                                            gor de copia, todo o iiiesnio traqado go\ eriia-
   defeitds. -- A organisação militar.                                      tivo, quer nas antigas cliier lias novas coloiiins,
O codigo Julio Vilhena--O espirito democratico que o inspirou --Qua-        apesar da corrente Iiiinaiiitarista, iio seciilo
   tro diplomas notavels.   --  Rezdes contrarias d administraç80 ml-
                                                                            passado, a favor das popu taqões iiictigeiias, clie-
   Iitar. - - A Lurida. -- Um documento irnportantissimo. -- Pei'segur-
   p6es em malange.                                                         gaiido-se 6 coIaboi-ação efectiva tios elei~ieiilos
                                                                            coiisiderados como 1150civilisados.
                                                                                Depois veiii o sistema de capitaiiins. As (.a-
       A prunitiva oi-gniiisaqão das possessócs f o ~                       pitaiiias dos Aqores e da &ladeira(" e ei~nistar-
:i    iiidecisão, a dirvitla, n iiicerte~a.N5o Iinvia                       de as do Hrazil ( 4 ) deram u fol.iiiula geral da or-
 r111i 1)Iaiio foi-iiliilado e liitido, obedeçeiido :            L         gaiiisação coinrini baseada rio priticipio feiidnl,
 iiiiia orieiitaçfio iiletod~ca.                                           em que os graiides capitães cliie ia111 da nieti-o-
       Foi o qiie veiii, no acaso. Talito que, i i i r r i i ])e-          pole possiii~iiia mais ampla e iiiais completa 11-
 i iodo feciriido de deseiivol\~irneiitocoloiiial, a
                                                                           berdade de acqiio, (Ioiige como e ~ t a \ ~ a i ~ ivistas
                                                                                                                        das
 [li-opriti Iiidia sofreu vai.ias modific:rqões e os dois                  vigilantes dos reis' seus iiiaiidantes) a l~oiitod e
graiides gigantes da s t i a histoi-ia iii~cial,      Aliiieidn            se coiisolidarein e assentarei11 as ])ases oi gaiii-
c Xl~)iiqiterque,     ti~eraiiia tal respeito opiiiioes                    cas que deveriain servir de gei-rtieii no fipo adiiii-
:il~solirta~iiente   divergeiites e fuiidaii-ieiitaliiielite               iiisti.ativo (pie Iiiais tarde, qiiei. c[ria~idoaiiid:t
c.zirnterlsndas                                                            coloiiia, quer já íinperio iiidepeiideiite, qiiei., por
      Na Afiica eiiteiideiaiii D. Joáo 11 e os çon-                        iiltimo, coiiio i-epirblica tiriliam de fic:ir eoiisa-
c~~~~sttxlores coiiaiiilin 1150alirilar, de gollle,
                 que                                                       gradas.
clecisivaiiierite, 3 ilifiueiicra dos 1)oleiitados iiidi-
                                 n
geiias cpe d o n ~ i t ~ a v a ilia tei 1-:i cliie iaiil apare-                    r') - - J o i i s t l i o ~ i - - l h er$oiiii«iií~~i 4f1 i( n--png 74
                                                                                                                                       o(
ceiido, ao ticaso tias ci~-cuiistaiicias, teiido o                                 (')--Ji~lio F e r r e i i a ( ~ i i n o - ~ ~ ~ s c I ~ u o C ( s ~ l~ ~ ~ ~(in r ~ o -
                                                                                                                              -                                        I~
                                                                                                                                                    ~ u l i ~ Pv Ii ~t101111i
                                                                           qiiifl poi tiigit4~cl--pa 164
niesiilo iiioliarc:~ cl1:1111ad0 a si OS irnperalites                                                                    --
                                                                                   ('j--Rebelo <Ia ~ i f \ a ifirfoizn íic PCII            tirgnl -- v01 V--p.ig 104-105
iicgsos rjtie lhe ~iocleriaiilci-iiir eiii1,ai-acos ao seir                        ('I - - D VI.IIICI\LO e S l ~ ~ i z - - L \ t ~ r í ~o %
                                                                           ~ i , i g 413
                                                                                                                        d                        t ieItr%/(itl (Ir I'oi 11rgal--
                                                                                                                                                           if
         AS capitallias do Brnzil, iiidepeiidentes entre       soo magnifica federação, sob a iiifliielicia aqiii
si, ci.eaI.;iiii j~jda a~ltonoiiiae diferenciada, de           dos Estados Uriidos do Norte.
tal maneira que inesino lioje, apesar do seu re-                   Os poderes descricioiiarios fóraii~,  coiiio não
yiiiien ter evolucioiiado ~~rogressivsmeiite.       ainda      podia deixar de ser, dadas as distaiicias e a falta
se manifesta no tipo norte e sul, cada um coni                 de agrupamentos liornogetieos que, como na
~113s      teiitikiicias especiaes e caracteristicas. E':      Aiiierica do Norte, s t orgaiiisassem deniocrati-
                                                               camente, foram, repito, a base dos iiossos goyer-
                                          F
iiotavel que nindti esta tlivisão geo rafica serviu
 ai-a se fixareili as difereiiciaes po iticas em es-           iios ultrainarinos, no R r a ~ i 1ou iin Africa, ou,
iados, o do Marniihão ao norle, creado eiri 1624               aiiida sob oiitro aspecto, iia Iiidja.
e cornposlo do Parh, Maraniiáo e Cearii; e o do                    Primeiro (ja se disse) os capitses erniii se-
s i i l , ou tio 13razil propriaiiieiite dito, tendo por      iiliores feiidaes, terido as inais latas atribuiçóes.
capital a Raliia.                                             Ilepois os goveriiadores e capltães geiieraes (de
         Qiiaiido 'Tome de Souza, o pririieiro over-          que usufrureiii honras os de An iola), coiiceiitra-
iiadoi- geral do I3razi1, foi tomar posse o seu   f
ç:zi+go, ilti Baliin, jh as ciiversas capitanias se
                                                                                                t
                                                              vam em suas lilãos todo o poc eiio estadual, jb
                                                              forrniiIados nos seus regimeiitos coiii que os reis
coligi egavaiii polltiçan.ieiite, e certo cpie tiulua         as investiam de poderes cluasi ili~iiiiados.Quem
fGriiia aiiida iridec~sa,e conseguiraili iiniforini-          16 o regimento coiii (pie To~iiede Sousa segiiiii
sai- a SUR vida geral, nein sempre liarinoiiica-              para o Brazil, a toiilar passe do seri nllissiino
ineiite, e verdade, iiias obeciecendo a iini plaiio           cargo, fica conlieceiido clriaiitns atribuiqões, tão
d e coiijuiito e d e tal tórina que o Ilr. Escragiiole        vaslas e táo i~iiporlaiites, eni qiie o iVeidelegava
Doria pode dizer, i-epetirido a frase dum seu                 rièle os seus poderes ahsoliitos.
compatriota iaiiiberii ilustre, qiie I'ortiigal con-
seguiu coiiservar o Brazil, integro e perfeito,
conio 11111 vaso d e nlabastro yiie lia todo o cui-
dado em iiiaiiter iiicoluiiie (i). Nesta divisáo eiii
c a l ~ ~ t n i i ~o ope foi precedido, em 1532, pela 01.-
                    gs,
gaiiisaqão tla priiiieira corniina     (f),    que corres-
polide, pouco mais o u iiierios, eiiibora corti de-               E i i ~Aligola todos os ~ii.itnitivosgoveriiado-
si(~iia(:ãoriiais honrosa, aos presidios da A f r i a         res, desde Paulo Dias de Novaes, tiverairi atri-
   h                                                          biiiqões as mais largas conio, por eaeinplo, a
ocldeiital, se ciel~iieoti, tracos cjue o ternpo foi
                               eiii
aprofuiidqiido iio solo brazileiro, e constituiiido,          declaração de guerra. Ai~golacIite, çonicr 6 sa-
coiiio J & disse, n extit~itura     geral que, ainda leve-    bido, iiáo corresponde 8 geografia atual, foi rim
melite alteraciti, subsiste (3), C O I ~ I tras desigiia-
                                           OLI
                                                              foco de revoltas e toda esta região estava em
còes, eilibora, coiil a iiionarc~iiia   conio l~roviiicias,   yeriilanente conflito coni os coiiquistadores, eiii-
lia repiiblicn coiiio estados, estes coiistitiiindo :r
                                                              hora fazeiido tregrias, apar-entemeii te. Eni todo
                                                              o caso estas eram pouco duradouras e os portu-
                                                              gu&ses sofreram bastantes rissal tos, eiicoii trando
                                                              aliados coiitra si todos os mais ou iiieiios pode-
rosas reis do sertáo e do litoral (i)e é claro                                                 em Loanda encontrou a oposiqáo popular. O
que qualquer hesi taqáo ou denioi-a represei1taria                                              povo não se iiiiportou qiie elle fosse iini rei
riiii perigo grave que sO com a acqão pronta e
                                                                                                ~ibsoluto,tão ainplas eram as faciildades de qiie
eiiergica do goveriiodor' se poderia contrariar.                                                I). Joiío IV o havia investido (i).
     Pelo regíineiito qiie Trislão da Cunha rece-                                                   A iiiterveiiqiio constaiite e periiiarieiite i150
beii quando l'oi toriiar conta do governo de Ali-                                              se podia exercer conio foi dito e era natural qiie
gola, eiii l(iT,G, se vê qiiantas atribuiqóes elle                                             os abusos fosseii; constantes, de mais a mais 110-
possiiia, eiiiboi-a eiii varios ,assuntos tivesse de                                           deiida os goveriiadores exercer o comercio e
coiistiI tar deleriiiinaclas eii tidades, pl-o forma.                                          podeiido, portanto, liraticar represalias sobre os
Tiillia, todfiviil, poderes tào amplos que julgava                                             seris competidores. O exercicio do coiiiercio foi
seiii apel:iqão iieiil agravo, aiiida qiie coiideiias-                                                                          de
                                                                                               proibido aos go\~er~iadores Aiigola, iiins so-
s e ((ate irioi5te iiatural iiic1usivk.n (2)                                                   I>re ticianiente elle foi-se fazelido, a oct11tas Eiii
     Repito que, lielos vistos. a administraçáo co-                                            Ai~gola é do conlrecimeiilo de niiiita geitte qiie
loiiial era ti acqiio teiiaz diim lioiilem, a siia inge-                                                lia
                                                                                               z~~ilda pouco teinpo liavia chefes de conce-
reiicia directa e, para a colonia, indisciitivel. O                                            Ilios qiie iiegociavam Nos conselhos d e guerra
clile elle fazia estava bem feito e se não fossen~                                             de Renguela, eiii 1902, oiide, diga-se fraiicaineii-
o s protestos e as reclaniações dos poiicos colo                                               te, se praticaram gravissiiiias iiijiistiças, revela-
iios e dos iiatiiraes iiiais adiaiitados, o rei pouco                                          das iluin livro que foi p~iblicado pelo ilustre
se importaria com os abusos ali pernianerite-                                                  ztd~ogadodr. Baltasai. Agiiiaiii, Ticoii pro~acio
i-iieiite perpre lados.                                                                        r p e ixriina fortalèsa do iiiterior liavia caiitiiias
                                                                                               oiide se vendia agu:trdente e se permutava Ijor-
     A popiilacáo nein seinpre se subiiletia e, eiil                                          raclia. Ainda agora, (ou aiiida lia ~ i o u c otempo)
Aiigola, ciiegou inesriio a eleger os seus gover-                                             aos cliefes do coiicelho de Ericoge era perniitida
nadores (9, e quaiido, eiii circiilistaiicias criti-                                          riegociar eiii cafe, o carnteristico café d:iquéla
cais, ulil delles iião correspondia A s necessidades                                          regiáo. Isto, pordin, iião e para se tratar aqui
ocasioiiaes e ti gravidade dos aconteciinentos                                                e, se puder, eiii oiitro eiisejo, poriiieiiorisarei
que se api-eseiitavaiii ohstrliiiido o progresso da                                           lodos os abusos e ~ e r c i d o siio inato, por chefes
                                      r
possessáo ou, por s j ~ ~ a l q u eiiiotivo, elle nao                                         de concellios e comandantes de postos que levaiii
agradava a o povo, este, sciente duma impuiii-                                                o seu despotisiiio a chicotear os europeus c os
dnde certa, recaiiil)iava-o para a nietropole, seni                                           iiidigenas, que se suhnieteiil ao azol-rag~ie     coiii
a menor hesilaqáo.                                                                            receio da lei qiie 1a cliarnain dos sumarios (peoi.
     Foi o que sucedeii a Tristáo da (:iiiilia (4)                                            que a nefanda lei de 13 de fevereiro) e que 6
que todavia 1ev:iva amplas atribuiqoes e que                                                  devida ao sr 'Teixeira de Soitzn, quando sabia-
                                                                                              nieiite sobraçava a pasta de inarinlia e u1trani:ir
                                                                     ~ioriir-
     ('1 Lope5 (ir I>iiiin-Ciisaioi rohi e as eslnt~slrcns j)osie~sÜes
                                                         das                                  Ora e de notar qiie muitas vezes esses chefes de
yii?siis. \ ol 3 ', yng I X e s e g i ~ i i i t e ~
     I I Roleltiii i o corisellio iillrarriarrrio--1.egi~lnqRo:iiiliga, pag 505
     ( ' i 1.tiiiiioj ct Vnnder-1,iriden--f!irtoire de l ' e ~ p n i t s r o n
                                                                             colotiiale de*
                                                                                              concellio e coriiandantes são simples e aiiteiiti-
j~eii.~~les I > O P P I I S ,png 103
        FII~
     i')   Lopcs tir LIIIIR-- E I I F ~ Ietc S
                                          O ,    1   oi J ', png 103 - - Feio (.arcioso         (',   Legrslncüo aiiíiga (1446 n 7154!, png 2%.
Ilriiioi ias clc   ,
cos aiialfal~etos, sei11 a rneiior preparacão iieiit                :~iiil)igtias coiisi<-lerando-se uni ((ti-rliuiial sel3a-
plofissioiial, iieiil literaria, iieni jiiridica. Coiii-            r:ido clcie 1):irt~c"larrneiitetrate os iiegocios dn-
pi'eeiide-se yrie geiite iiestas coiidicóes, eiiibria-              c~iielaspartes clae ate agora corritiiii por iiiiiiis-
gada com os poderes de q u e gosa, 1150 pa-                         ti-os olirigados :t oiitras oçiipaqóes seiido os rias
der3 ser liem I~eiievola,neiii Justa, iieiii Iiuiiia-               coiiquistns taiitns c de ~1~i:ilidade        que se d e i ~ e
iiitariii e se tomai-ii de ponta, Iieriiiita-se-iios a              eiiteiidcr,)) çoiicedio grandes Iioiiras aos spiis
e\yressiío corriqueira, qualq~ier        desgraçado, teiii          iiieiii1)ros e para «tudo sei. tjem despacliatlo e
este de al~aiidoiiara aren em qiie elle doiiiiiia,                 goveriiador, a ~ ~ e s c e i i l n \I).a JOGO IV, «ficali-
                                                                                                         ~
do coiltrario é lioinern iiiort'o 011, pelo iiieiios,               rlo reservatio :i i i ~ i i i itirar, iiiudar e acresccii-
~)erdido.Aiil-iiiava-se qiie a ceiitrnlisaqc?~ iiii-  ia            tal. iiele o qiie Iioiivei. 1)or ii-iais, Iiieii sei.~ico
pedir esses abusos. Ora siicecIeu eaataiiie~iteo                   coiifoiliie do qiie a exilei-ieiicia f<ir iiioslr:iiido,
coiitrario, e eiilbora a accão do goveriio ii-ietro-               que iiiais coiivem>r ( I )
politaiio fosse cada vez iiiais doniiiiadorn, e o                       ((So1,i.e as utrlbiricj.i)es, tli~in o a1.t o 5 (c.40
iillraiiiar portugu$s fosse seiido cada vez inars                  (lito (:oiisellio Iiei 1101 I~ein,    que pertciiqáo torlas
ttiielado, csses abusos iii;iiitiverani-se, eaacer1)a-             tis iiinterias e iiegocios de c~iialq~ier        clu;lli(l;ide
ra11-i-se, reíliiin tara~ii, a1)ezar de sè ter creado              que foreiii, tocantes aos clitos 1:stados clu liidia,
eiii I.isboa iiiiia iiisti tiiic;go que coiiceii troii todos       I3rasil e Cruiiie, Illins d e S Toilií. e (:iil)o Vcicle
os i-iegocloscoloni:ies e ei-iil)or:iiiiio teiilia produ-          e de todas :is iiiais partes ~iltl-:t~~i:i~-i~i:~s, O
                                                                                                                       II~:IIIC~
zido i.esiil tados pi-oficiros, etla teiii prosegitido             as Illias dos Ayores e da Madeir:i, c 1og:ii.c.; cle
[itc Iiole çoili varias refoi'iiias. Hefil'o-iiie á jiirita        Afiica ; e por elie lia-de correr :i :idiiiiiiisti-:iqào
coiisiil tiva do i i l traiiiar.                                   da 1:axeiida clos ditos Estacios, e :i que tielas vici.
                                                                   (to Ite~no,se ;tdiiiiiiisti til A pelo coiisellio tla ]:a-
                                                                   zcnda, que coi.rerh taiiil~eiilcoiii os ciiipicgos c
                                                                   retornos das carieg:iqóes      1,.

                                                                        Mais aci-esceiitavn o ai-t. 8 . - (cc\ este come-
    , juiifa coiistilti\ra do iiltrilil~ar ~ L I I I ~ O I I - a
     i                                                             llio perleiice coiisi~ltar,que Naiis e Navios tlc-
I). ~ o i o eiii l(jq2, sob
          IV,                      ;,
                                 deiioiiiiiiayáo de                veili ir para a Ti~cliae coiiciiiistas, e ein qtie for-
                                                                   iua 1150-de ir al)erçehiclos de geiite e ai.iii:is, e
(:oiiselfio Iíltraiiiariiio c foi creado- são os ter-
1110s do diploma que n instlturii-«pelo estado eiii                eiii que tempo liao-tle l)a~-tir, da resoliic:ào cliie
                                                                                                           e
que se acliáo as coiisas da Indin, Rrazil, Aii-                    loriiar iiesta consalt~i,iiianrlaiei ar.rs:ir :io coii-
gola e rilais coiicjuistas d o Iteiiio e pelo iiiiiito             selho de E'axeiida, a cliieiii toc:i f:izcr os gastos
cpe iiiiporta dilatar o que iiellas possuo, recu-                  e LIS despesías, Ixira por essa via se cltir (i cxccii-
perar o qiic se perdeo nos teriipas ]iassadas, e                   c:ão o que se aventar, e por este iiiesiiio coiise-
sei- preçisanieiite iiecessnrio aiites cliie os daiiiiios          lho iiltraiiiarino se ine coiisuf tarA o pi oviiiicii to
que ali teiii padecido esta Coroa passem adiante                   <te todos os oficios de Justicn, (iuei-ra e 1:nzcii-
prover de reinedio coin toda a aplicaçiío e por                                                                     qiie
                                                                   (ta; e passar50 as cartas e I ' r o \ 7 i s 6 ~ ~ , tlelas
todos os meios jiistos e possiveis.))
    Davaili-sc-llie ati-ibiiiçóes I~astniite incertas e
 se l i ~ u \ ~ e r e ide fazer, e :is pnleiites e despticlius
                        ii                                          rln ce~itralrsaçùo,cjue :iiii!ia Iioje, coiii o clccreto
  c j ~ c lioiiverem de lebnr os Vrce-Ileis, govcr-
         sc                                                         do si.. Aircs Oriielas, riiaiitem ( 1 )
  iindores, e Capitdes c~iic11a1-aascdilns partes fo-                    E' este o vicio qiic perl)etii:i a ii1efic:ici:i.
  sii~ii  providos, lii,tirido a Pro\ isão tios 131spados                N:i frase ciniii seu defei~sor <li~fio        .-ir:i, lido
  e 11181s lognres e iiegocios E~clesiaslicos,porque                iiSo seiii6;i, collie, estuda, ncolise1ii:i e proliiie,
  cssas liei poi hein SP faqa~iipelo 1110do e for~ila               friltaiido-llie ós iiieios de acçrio clc qiie sri potle
 q u e :it6 :agora se tazi:i~ii                                     rlisp<ir o goveriioi) ( 2 )
       I3-aii1 estas, ein vagas Iiiilias, ns ati-iiiiiiqões              k:iiiljora u coiisellio tivesse :iti.iliui(;óes Icgis-
 clo coiisellio, q u e era c01110 q11e a repartição ceil-          lativas, coiiio ris teiii o ~ii-ol~rio iniiiislro, s ~ g i i n d o
  i i-alisndorri de todos os iiegocios ul truiiiariiios,            ri ticio :itlicioii:il de 1852, iiuiicu poderia re1)l.e-
 Mas, pela llequeiia :icào e\ercidn ~ i o             piSogresso                               a
                                                                    selilar o ~irogi-esso, prosl~erirlade,e o dcseii-
 coloiiinl, t:il\ c,: deviilo i1 f:ilta de iiiici:itivn, ein        volviiiieiilo das rnlniiias 1 , prova, iii:iis qiie
                                                                                                      ; i
 110iic0 iiifliiiita iio cleseii\.rrl~i1ii~11~~)    das posses-    cvideii te, é (pie çoiisellio iiltraii~:iriiio. (tleliois
 siies, .7t6 qiie eni :i0 de :igosto de 1833, o golrei.-            trniidoriiiadu em .Jiiiitn I;oiisiiIti\.a d o I:ltrniiini~)
 iio d:i regeiicia extiiigiiiii essa i iistitiiiq50 (tateri-       e o~ivicioeni lo(Ios O S ~ S S L ~ I I ~qlic O i i i 1 1 1 1 ~ 1 1 ~
                                                                                                              OS
 cleiitlo, di/: o tlcçreto, á ilecessidnrlc cle siiiililifi-        terilia tle i.esolver e i(sol)i-ctodos os ~irojetos          dc
                                           c
 c:ir a piili1ic.u adiuiiirslra~,;io, de 3 colocar eni             decreto r e l a t ~ ~ o sadtiiri~is1i-:iq50 til traiiinriiirin,
                                                                                            i
                                                                                            :
 li:iiinoiiia coin a C:irL=i I;oiist~luc~oiinl, cliial   :
                                                         i          (arl 12 11 " 1-dec. 20 set !)()e)roiii :i opliii:ío
 11;io ieçuiiliccc :i iiiiilti~)liciífatlerie 'l'riliuiiaes,       do cli~aIo iiili-iistro seililire coiiçorda, tentlo lani-
 ~ I I P SPIII ~ ) ~ - o \ , e tdas partes eiaiii de evidente
                                to                                 Iieiii a fac~i1d:itletle :ipr.cvseiitnr-íjri:icsrlucr ~ i i o j e -
 pei-tfa pai a O rl'liesoiiro Pub1ico.r ( I )                      tos cle siia iiiiciativa.
       E i ~ 18:35 foi, de iiovo, cl-eado o consellio, que
             i                                                           'I'odo n iiial pors 1150 est:i na f:~lta d e iiircrn-
 s o clicgoii : luiiiioiini. c111 18,íl. çoiicedeiido-se
                   I
                                                                   tiva, nias iio excesso de ceiilrnlisaqáo, ehagrei-n-
;)o 5cii 111esitlciite, e innis ineiiilii'os, dii-ritos,
                                                                   (Ia aiuda coi-ii o decreto do si. Aires Or~icl:ts,
 11niir:is c j)i ri'og:~ti\~:~s, cnriilietinii-i a o pre-
                                     cliie                         de qiie se espernviuii i*efoi~iiras   iiiais rlesceiitralisn-
sideiite t3 Jiiir; do Siil~reiiio'Ti-ib~irialclu Jristi-           {foi a s , iiiais atei-it~is: vida d:is çoloi~iase iiiio
                                                                                                i

ca (art 10).
                                                                   os siii~ples     expedientes qrie rlle tanto ceiisiiroti
                                                                   rjuni~doairida iieiii inesiilo s o l i l i a ~ ~ italvez qrie
       Ei :i c\,identeiiiciilc uiii llrogresso, quniito ri         pti(1esse v i r a s e i #uind:ido As c~iIiiiiii~iiicins       ílc
srin aiiil~litude de acção iiias os iiieliibr os do                iillilisll'o*
coiisellio, teiiclo iiiri~òesiiieraiiiei~tecoi~sultivas                  O facto (i, todal-ia, pc~i.ftit:iiiieiite exj)Iic.n~el
                           (9
c l)rriocrntics,~, a ccyue 1150 coi-respuiidia, de                 (:o1110 6 s a i ~ ~ c i:Io elioca (pie coire 6 rle cgols-
fbrilia tilgiiiii, a siia qualitluclc recoriliecida, dc                      tle
                                                                   ~ijos, vaidades e de ~)resiinqõc.s          1iolol:is. I:oiiio
, T U I L ~ IS ,I ~ C O~~ ~ R I I renlisnr, e tirilirim seiiipre
                       P           I
i iinpedii -1lies n cairiiiilio o vicio fuiidaiiieri tal
:
                                                                         { I ) 0 51 R I s t ~ ~ i l 11'a L.IILI~O\,
                                                                                                    i          go! P!II:I(IOI # I ? t ,ii)o \ V I ( ~ < , , ] > i o l ~ 'o0~
                                                                                                                                                                         1
                                                                   got I rito n extiitç.io tla .Iiiiit,i,coiiio coiiti . l i 1.1 aos iiilci i $51 5 <Irlli t (110-
                                                                   1ii.ii A iiia crtiii<.io 11lt1.1 \1n1[11e\ 1150 1 1 1 ~
                                                                                                           e                   1i.tiece lnzn.iicl, logo q i ~ r
                                                                   rlin c o i i i'~p01id.1 1111t:i 111,jf~1111<1
                                                                                            n                                                  (ir
                                                                                                                alt~1aç51i I I I C I I ~ C I I ~ : i < l ~ ~ i ~ i ,lIfI ' l ~
                                                                                                                            ílrl
                                                                   ,<i)l~>llia~
                                                                        i-,--1'cdro Iliriiz--O rtiiisrlho                       r
                                                                                                                  t~lliniiiniiiio      n?   culoii<cix   11;ig 1'1
poderia acreditar-se qiie o ministro da marinha                                                         iiiíleciso. Aqiii, coiiio de resto lia iiieiro~)olc,
d e Portugal coiiseiitisse na ofeiisa feita 6 sua                                                       tinia teiideiicia al~sorveiite, te111rou1)acIo todas
omiiisciencia politica ? Os mediocres jiilgain-se                                                       as rega11:is locaes
deslustrados quando a siia obra è reduzida as                                                               Eiii I.isbo:~ legisla-se para todo o Portiigil,
proporqões duma filiição iiidividiial c. jiilgtiiido-                                                   iio ~i~iiiisterio I-eiiio, e para o ulti.am:t~*iio
                                                                                                                         do
se superiores a colectividade. seiiteiii-se niiiesqoi-                                                               da
                                                                                                        iiiii~islei-io iilnriiilin. (1)
nliados coiii a j~iter~renc;.áo i-ude comerciante,
                                              do                                                            Atrofiada a vida local, esiilagadas todas as
oii do pouco educado agriciiltor.                                                                      teiitativas de aritoiioiiiia, os iiiuiiicipios (pie eni
     I)ej~ois      por 11111 lenonleno deplorn\~el,qiie r                 e                            Poi.liip!l, iia soa tla(liq8o iiiiiiiiii~inlista,i i i i i p;i-
~ ~ r e s e i i tsae i i i l ~ ~ e
                                iiiii:i d e p r e s d o rnoral oii iiitc-                              ])e1tlio iiiipoitaiite desenil~eiiliarai-ii, j ) tanto qiie
                                                                                                                                                    (

lectiial, &-se ii:i vida colectira uni facto tlesolii-                                                 foiaiii ceiitros delil>erativos, infliiiroiii por1eros:i-
d o i e que, se iiáo fosseiii coiiliecidas a siia ori-                                                 iiiriite iios iiegocios ~~iiblicos,    estáo Iio,je iiiiinii
geiii e as suas causas, serili d e iiioldc :i fazer                                                    tlepeiirle~icia coiiil~leta d:i voiilade oiiil)olerit(~
desaniriiar Como se snl~e,e foi i i i i ~1)1'11icil)i0                                                 dtini caliefc de rel)artic,.ão cliie expriiile a voiitade
esta1)elecido por Cointe e Speiicer, :i sorictlade,                                                    sriyreliin do iiiiiiislro :icideiitnl e qiie segrie o
c01110 todos os oi-g~iiisiiios,oliedecc, p:wa se                                                       plaiio al~sorveiite   qiie Iiistoricameiite vciii tlesdc
traiisforriiarciii, a l e ~ evolriqão. dn                                                              D, Maiiiiel, coiii ri restriyão dos foraes, lias que,
     Ein I>iologia essa lei ace~it~ta-se noln-se no       e                                            coiii altos e l)nixos de coiicess6es, veiii dc i~ini\
cteseiivolviiiieiito dos iiidividuos lia \~olttia iiiii                                                receirtc ci:ita, IIorcltic o pro ,rio codigo de Cosia
tipo ante1 ior, eiii1)or;i 11.50 regresse :to priiiiitivo.
(I) 15111 sociologi:~ o1)siri~;i-se que 1"' progresso
                                                                                                       CaI)ral se iiisp~roiiiias rega ias locacs.
                                                                                                            E' iiecessario, todavia, filar aqui qire o ilricio
                                                                                                                                                                              1
e retrocesso eiri Iiaiinoiiia tailit)eiii coni os priri-                                               da ceiili~alisação6 i i i i i taiito aiiterioi- ao C O ~ I ~ O
ci1110s l~iologirose que por isso se i16 ;i evolii-                                                    cie 1896. Corneqoii a aceiituar-se coiii Dias Fer-
qRo piwgressiva oii regressi~n                      roiiloriiie, liiii 1110-                           reirn, deliois da revoliiq5o rei)iil)licniin (10 I'orto,
iiicaitieiite, a socieclade avaiiyzi oti I-eçiia, ori vae                                              no decreto de 6 de 111:110 tl6 1892, q ~ i c      ceiili*ali-
ila escala asceiideiite oti desceiidciite. ( 2 )                                                       sava o eiisiiio III'I itiario. Assiiia\~at:iiiilieiii esse
     Eiti Poi tugal o1iser~:i-sc oi a a iiiii feiioiiieiio                                                            o
                                                                                                       d~~iiiiieilto piiblicista Oliveira Martiii o cloii-
oi-:i oiiti o.
     Riitre iiiu~tosexemplos :i atesiar o qiic :ilir-                                                        ('I   (,OIHII J.I f i i \ V I I I ) : I I I ~ P I I ~ ~0 O I I ~ I I I .v~ ~
                                                                                                                                                                         O                             <li15 (11111>i ~ r ~ i i ~ p l   etr~
                                                                                                       .ililc.5    (1.1
                                                                                                                      ]>i r~rl.~iiinçao         t1.i I~eliii1)lic.i       0    t i i i i i i s t c ~ lu <Ir1 t c 1110 [i:issc~ii
                                                                                                                                                                                                     t                            .I
iiiaiiios, temos a iiossa legrslncão u1tr:iiiinriiin.                                                  Cknoliiiiiai-\v, l ~ g i t i i i i n i l i ~ i i t r ,r i rritcricii h i iioiiic.ida ii111,t roiiii-
                                                                                                                                                                 d
                                                                                                       i'io p~ir.ii.l,il>oi ni riiii tio\ o L(I(II&(I ~ ( l i i i i i i' i~ i ~ to~e11111~11     t \               IIIOIII.I c0111
I.odo qiiaiito iiiii espirito alto e <lescelitr;ilirarlor                                              O 111ogi \\oi           i eptil>lirnrio        I ' r t d o o i cniiii\sioiinclo\ .I c<liica< <Iciiti>-         50
                                                                                                       eiciiic,i (111i' iiascv tluiii.i 1o1ig.i itlriitilicncao iioiitiiii,iii.i 11,ir.i i i i l r i -
creoii, por tini \rei.dadeiro coiilieciiiieiito (Ias                                                   pr~-t,<i,i\ .i'rl)i~.i<;&\ po ~ i l n i t 'r~ \I:' I>irci.ro \.iJ>ri->e qiic ii<in i iIt.-
                                                                                                                                                                   >
 iiccessitindes coloiiraes, e por Liiiia jierfei1:i ideii-                                             iiinc.i.iin    < I i i ( a r i i coiiio tal se :i1 \ oi.i i t i a í o i i i t i i \ iiiiio qur, 11.1 ioiigoi
                                                                                                       lilinos, I ) I P I > C I L O L In \<'ti c s p ~ i l t o ~ I e \ i i l t e i i ~ i a < l.1o 11111 Ir.il>allio (lib
 tificnq5o de iiiteresses coiii as colonios, leili sido                                                :l~lapt.t(.l<)     ,I ~>rlllcl]ilo\        qi1e f ~ 1 i ~ l l<Il , l \ ~ ~ 1 1 , 1 ~a1 l l C ~ l l t ? cle to(Ll ,I \ i I < t
                                                                                                                                                                     l                             i0

 c1ei.i-~ibadoeliil)ora se inaiiteillia um esyiieleto                                                                                                                                ,
                                                                                                       \ltl.i O g o ~ e i i i uzc\ olucioii,iiiu <Ie\cr i.\ tri iic\(r wiiti<lo, (i iiinrot
                                                                                                       cscriil~iilo
                                                                                                            i" i e i ,i c5te ieslieito t i r s \:ilioso\ nitigo\ iin I,iiil<r tlr 2 7 I, I 0
     (I)   1)c~iiioo.~ c ~ ~ ~ c ct ~ ~ ~ ~I ~ ,e ~ i ~ ~ I - L ~ I ; pIq r~ \Ot o/r ~ ~ r11I 1110.~
                                  l ~ ~      \           I l        t       e \           F O          (Ir ~ . i i i t . ~ irle IrJOD, toiii u Iltiilo - OE r i i i i i i i ( i J I O ?- tlo s r Agosliiiliii
                                                                                                                             o
                                                                                                       Foilc\ < ~ i i c       ultiiir.iiiiciitc te ,ifa~loii p i trio icpu\)lic.iiio, ciiid~.<{c-
                                                                                                                                                           rlo
                                                                                                       wnipr.r~tioufiiii$i,vs cic coiifia~ly,~ o l i t i c ~ i
                                                                                                                                                        ~~
ti.innr~n ciigrnii~lecin~eiito poder i-eal e que
                   tio                        do                                fazeiidn qiie foi :il,olid:i, para dai. Iogni.                11ili;i
iios sciis tr:il)allios nlileriores, a1ics:ir cla sli:i apa-                   i-iiaioi- ceiitrali~iicãodos sei-vrqos eln T,isl~o;i
reiite deiiioçrac~a, revelava o esy~ii-ito                       cesari,sta          O coilsellio de pt-oviiicia, LI coiisellio de go-
c ~ u eO ~ r i t . i i t a ~ : C) notnvrl p r n f ~ s s o rSilva Cor-
                                 i                                              verno, a juilIa insycctor;i de iiistriir;?o, estão rc-
tfeiro que f'iz r i i i i estudo vnliusisslnio sol)rc os                       giilarineiite coiistituldas Nào está n juiita t f c h
:ilitecedeiites ineiltaes d e Oliveira hI:irtiiis, faz re-                      l)i-o\JiiicraTesntaineiite ti rlitc iliais sei-viqos de-
saltar esta fcrcno cloiiiiiiaiite da sua obra liislo-                          Fria c podra prcsttir,
 rica.                                                                              A junta geral da 1)rovinci:i teiii ntri1)iii~i)es              c
      ( l i . ; i çoni :is cololiias srgiiiir-sc o imesiilo sis-                p o d e ~ e s e l i b e r n t i ~ o s certa inipol t:iiicix e Irir -
                                                                                            d                       de
 Iciiiii coiideiiat,cl.                                                                                               ii~
                                                                               giieza, que a l ~ r ~ i l g c ilegocros n111rtn coi1il)lt-
      Aiigola, que teni uiiia ~ u n t n            gera1 d e l i i o\ 111-       os c \-aliosos cle q u e a provtiicr:i iiccessita
                                       s
cbia, clue de\-i:i i-c~iiiii-, ~ g u n t I o lei, e qlie 1)eni
                                                  :
                                                  i                                 Pela l p i de 1 de dezciiibi-o d e lX(i!f ((coiisti-
 oii liia1 o~-~ailisnd;i                                       ~II~ S
                                   (1150 ~ I I ~ I - I - I I ' 11CsSa« (11s-   tiiem a j i i i l ta geral de ~ ~ ~ - o \ ~ i i i c l c~ ) ~ . O T ' I I ~ C I
                                                                                                                                   i~:i ?
                     ~O
 C ' L I S S ~relir)ese~it:~,       subretucio, iiiii alto 111 liici-          de Aiig?l:i~: o b i s l ~ o<Ia diocese, e iia siia f:ill:i
 pio cIesceiili alista, coiii a pi opria represeiilafáo                        o vigario capitular ou o go\;erii:irloi cl:i rliocrse
 tlc cliisses c ~iiiiriicipios,iiiiia das aspiraqões de
y n i 10s ~xililicistasiItistires c (pie I<el)elo (i;~               Silva
                                                                               oii vigario gci.al; o scci~tilai'io         geral do gn\,ei iio      .
                                                                               o procur:tdor da corda e fa~eiidn a seçrclario     ;
 {fio i~erii coiii~~reciideii,           estri 1151 ii~rrito~)i-i\;i<iti       da junta d e fazeiicta l ~ u l ~ l i c n , cliefe tlo sci-1i(;o
                                                                                                                           o
 ikis v:iii t:igc~is (111~         se1npi.e deri\ :i111 tln clisciis-          de saiide ; o eiigeiiliciro pi-irtc.i~itil ~ ) ~ O V I I I C ' I;I
                                                                                                                                  tln                ;
 hão dos iicgocios pril~licos A s jliiitas gelnes cto                          ii~ii pl.ofcssor da cscoln ~)i-ilic~ptilti eí! \.ogncs,
                                                                                                                                  ;
ciisti~tofortiili qii:isi e ~ t i r i t a s iiietroliale Mas,
                                              iia                              dois eleitos pelos iiegoci:intcs ii~ntr-ic~iil:iclos             (Ir.
                               a
        ao ~iresciite, s illias 00s Xqores e Matleri:~,P                       Loanda e iim pelos de r(eiigliclln ; i i ~ vogal vlci-  i
 Iiitl~a        coiisei-v:iiii ns sii:ts c o ~ i i iiicsilios 1)odc-
                                                 us                            to por racl:~ tiilin das r.itni:ii as ii~iiliicipncs rln
 i es coiisiiltivos e tielibei.a t'l\'OS                                       proviricia.
      hlas se o governo maiiteiii essas ii~stitiiicões                              hs atribuições sáo d ~ n tkis íjiie o ccitligo
                                                                                                                            i
 ii;is i1li:is acjj;icerites e lia Iiidia, se recoiiliece ri                   ndiiiiii~sti~:itivo      coiicedin :is jiiiit:is gel-aes tlc (11s-
 iiccc.ssid:idc tle a s coiiseryar alii, I)orque rtizào                        liito a s segiiintcs
logiça t i iião iiiaiida convocar elii Aligola, oiltle n
                                                     h                              1." Votar as obras p u h l r r a , ~ rprc ii pi n \ 111-
                                                                                                                              de
sti:) iiccess~tl:ide 6 evi<ieiiteb~                                            cin iiecessi ta, e\cetiiaiiclo.
      A l > r o ~ ~ i ii-clireseritatlr-i p o r fiiiicioilai.ios
                                ~"a                                                 A das fortalrzas,
        ii1e1.1    to, c por iiidividrius i-ilnis iiitei-es5aítos                   As dos edificios uecesswrios liara o golci iin
iio h e i i cleseiivolvr~iieiito,os coiliei-ciailtes e os
                                                                               g e i ~ lda 1'1-ovinci:), ndiiii iiisti-acao dc ~risliriic
:ig~-ic~illoi-es,        podia111 disciitrr :issrriitos de iiinior             de fazcrlda, cluarlcis de ti.upa e iilars est:il)chlec.t-
iii1port:iiicia e infliiii-, c o i i ~tis de1il)erncócs tu-                    iiientos iriilitares ;
lii:lr~as, 110 scii ~ ~ i . o g ~ ~pl.oprio
                                         esso                                       2." Votar cluaesquer linbalhos oii ser\ iyus
      I'odas as iiistit~iic;óesq u e o csllii-ito alto tlo                                                                     da
                                                                               ~-".oprios p x a ~~ielliora~iieiitos suiide p~ilili-
legrs1;iclor de 1869 creoti esta0 fiiiicioiiaiido c0111                        ca ; 3." Crear, esco1:is de iiisti l i ~ i í 0Iii'ini:ii ia ;
iii:iis oii iilcrios rcgularidndc eilceto a junta tIn                          iiidiistrral oii coiiiei-cial ; f ." I'statuii, iicerc:t t l o
regilileii '10s esta1)eleciiii~iitosde 11iedíicle e be-                veiii coiitribuir para a siisteiitaqão dos exl-iostos;
lieficjelici:i e111 Iiarliioiiia coiii o (lispo~to leis,lias          e aplicar-llies as conti.ibuiqÕes, e reiidinieiitos
e egHalmeiitc lios casos omissos, 5." I,aiiqar as                     tIue tiverem este destiiio especial; YIII. 1)esigiinr
c o l l t ~ l ~ ~ ~ ~(1iret;iss e iiidiretas (pie forein i?e-
                        iqije                                         os logares ein cpre as rodas devein estal>eleçei.-
ccssari:is para a creaqào e coiiser~aqáoda exe-                       se; IX. Aprovar as deli1)erações iil~inicipaes            II:W;I
çiicào das o1)i.a~ serviqo que tivereiii votado,
                           de                                         esfal)eleciineiitos, siipressão oii miidaiiça de tei-
iiáo podelicio, porciii ;                                             ras e inercados; X Aprovar as contas que o go-
      ( ( I ) Alterar as p:iiitas das alf'aiidegas ; (h) Oiie-        veriiatlor geral deve dar aiiiialniente de toclos os
yai. çoiil tlescoiitos oii çoiitril)uic,.oes os veiiri-               reiidiliien tos l>rivativos da proviiicia, XI. Ao go-
 iiieiitos tlos eiiiprcgados publicas, qiiaiiclo iião                 ~leriiadorgeral coiiil>etc n execriqào das de1il)e-
sql;uii tie cargos cjiie :i ,liiiita pode criar 011 SII-              raqões tla .liiiita tle l~roviilcia.
 priiiiir.                                                                Era, como se coiicltie, iiiila itistiliiic;iio cle çcr-
      6 NOIIIC;~~, tlirizer, tesoureiro ])ara os
                           se                                         ta aiiiplitiide iiias de que se ntio teiii feito casei
reiiciinic~itos destiiincios l ~ n r aos sci-~~icossai      a         upeLar dc ainda 1150 cstar abolida
cargo, 7 " Eiii geral provei, sobre quaescluer ser-                       Ao govei-iiador coiiipete, pelo artigo 224 do
~ i q o s , i aliallios oii iiistittiicòes qiie lulgar iileis
              t                                                       (lodigo Adiiiiiiistrati\w, aplicavel ao caso, eiii
i t 111-ovitici:i                                                    vista do artigo :{X.'' da lei de 1 de dezeiiibro tIe
      Eis o tlue ;L junta 6 , por lei. Iiifeli~nieiite               1869, (aiiid:~1150 revogatia, iiisistio), 11 O c<coii-
 iiào teili sido coiivocatla lioi- desleiao, iii:i fk oii            ~~ocar,     abrir, fecli:ii., adiar e prorogar a lt1nt:i
 igiioi-alicia e teiii-se presjudicado a provliicia,                 gei-nl cle provtiicial)
 qtic iicla Lei ia nlgii~is      eleiiieiitos de progresso, eiii          (:ertaiiiei-ite qiie a lulita é colisti tiiida, eiii gr:iii-
   li-tiitle do trndicioiial ~icíof~ I-crles qiie tào I~erii         de p:irte, por- f~iricioiiarios,iiias esses frincioii:r-
 iios cai ateriza                                                    rios craiii exat:tniente os qiie, pela sua iiii-
      Coii~o     :ic~iii:idisseiiios, a ,li~iita  gei-a1 tla pro-    portancin iiieiios estavaiii siijeitos a qualt[iiei.
 viiiciit lriiliu os poderes das ,jiiiitas geraes de                 golpe da ],ai-te de nlgiiiii governador iiial iiiteri-
(listi-110, coiisigiindos iio codigo adrniiiistrati\~o               cioiia<lo Depois o voto popuIar, rel~reseiitaclo
cle 1842, cliarilaclo tle (:osta (:til)ral, ciire 116sva-                            ,
                                                                     ilu ~ u i i t a da\.a aos cleliieiitos oficiaes tima impoi -
iiios adaptar no caso. S&o atilbiiiqões tlelibera-                  taiicia iiluito restrita. Mas (luaiido se Ilie reco-
livtis d:i ji~iita                                                  iiliecesseiir cieficieiicins, era façil evitit-las 1101
      IIT Vot:ii. o or~:iriieiito aniinI rle receita e              iiiii:~ remo1nc;áo iia sua eiigreiiageni, coiii a coii-
                               a
d e s p e ~ a~ ~ i i v a t i vda proviiicia, IV. Votar as           tliyão espi*essn cle qiie iielas estivesse corisigiia-
<lei1 :iiiias iiecessari:is para as desj)ez:is da pro-              do o priiicipio da aiitoiioiiiia cliie iiispiroii a sua
i            ; V   (:oritiaii., c014 atitoriz:iqão tie lei es-      creaq5o 1101- llehelo da Silva.
pecial, os eiiil)restiiiios iiecessnrios para ob~etos                    'rem riefeitos a sua orgariisac,.:io, iião iiego.
tle i i tilidade da proviiicia; VI. Coii ti-atar, pelo              Não seria lima juiita geral, coiii a oi-gariisaqáo
iiiestiio iiiotlo coiii c~iialt~iier          conipaliliia par:i    da (le 186'3, que 110s satisf:iria. Mas defeitos
cfectu:ii eiii o l ~ r a s de interesse iiu l~rovliicin,            teiii lodas as organisaqões sociaes, por natiii-esn
1'11 jrotiii. as (liiatas coiii que os coiicellios de-              1)erfectiveis e 111 agressivas, e eni q u e se podeiii
 i]- iiitrodrieiiido iiiellioi.aiiieiitos siicessi~aiiieiite.      e dos seus cabedaes Esta p i o ~ i s à o ,qtie 1150
       Mas ai.giinieiitnr que a juiita geral teiii de-                                                      de
                                                                   deve assiistar, porcltie s6 ~ ~ o pro(1iizir o heiii,
  teilos e que, por isso, E pi.eIerive1 iiáo a cori\o-             parece-inc que, eiil 11or\~11-      poiico reiiiolo, lia-dc
 car, náo iios parece que teiiha razáo I)orqiie                    deseilr.01 ver o gei nieii de graiidcs coo~etin-ieiitos.
 preferir uni sisteiiln pessinio, a iiiii, eiii parte,                                   as,
                                                                   As p i ~ o v ~ i ~ c idotadas coili esta faciild:ide, íic:iiii
 aceilnvel, serh Iiido cluaiito qiiislercm, iiieiios               teiltlo a opçào entre o Iirclgiesso e n tiicrcia, eii-
 i :icioii:iI. Coni as siias fiiiicôes delibel-ntivris :ili,is
                                                                   1i.e o iiiellioraineiito e o atrazo. Nesla parte esseii-
 rcsti~ingirl:is, 11ei1i sei, liela intei-reiiqào do p-            çia1 os ~ r o g r e s s o siiiais desejados ficarii ctepeii-
 verliador, tiiiha~lluiila cerla aiiiplitude cle :içqno            deiites da siin voiitncle e decticriqáo. As resti iqóes
 clc t ~ c ~ e é licito ciesdenliar liocieiido repie-
              i150                                                 desaparecelii. A iiieiropole eiiicii-icil)a-as (Ia til-
sentar o 1)i'otesto forniida~~el popula-60 da
                                          da                       tela e recoiiliece-llies a innioi~idade e cn1)ac.i-
1)r0\~1iicia     çoiltra OS ei-i os cios tiitoi-es Nas fiiii-      dade. Se iiRo soul)ere~o         aproveitar-sc da coiiccs-
(-óes c~iieJ ~ Ieiiunieralnos se iiota ctue elln 110-              sRo impirtem a si a culpa».
tira resolvei- arsiin tos da ninior i~iilioi-tniicía
coiiio o de instrucgo, ii-iellioraineiitos piil~licos,                 Taes eram os d i ~ e r e seloc~iieiitestle Iielielu
l:iiicniiiei~tos cle iiiipostos p:irn as despezas ci ea-           da Silva. Ziifeli~iiieiite,coilio tiido íjrie 6 titil,
das. etc.                                                          C R I L I e111 des~isoe Iiole eii11)orti 1150 i ~ e \ ~ o g a t l a ~
      (:onio sc deiiionsfi'a a orgniiisacào tias.iiiiitns          iiein aiiulGdas, os govei-ilaciores r-iáo se lein dacio
gei-nes de 111ovliicia, iio seli tido d e :iiiipliai- t i s I e-   a eiicoiiiodo de n faxei- coiivocar e pozeraiii de
p l i n s coioiiiaes, coii-iecaiido pela a d o ~ a odo             parte as maçadas das reuiiiões rilitines desta iiis-
codigo adiiiiiiisirativo de 1842, era n liiesliia d:is              t~tiiiçiio ci!ja ulrlidatle C incoiiti ovcrsa.
111ntns geraes de distrito, lia nietropole. Foi-llie                    Ilelielo da Si1va, ao recoliliecer ri iiinioi idade
:idquad:i a respectiva (leiioii~iiiacâoeiii 1857 e,                de Aiigola 110 seu relatorio, que tini speciiiieii
c111 1869, Ilebelo d a Silva i-ef~iiidiu-as       profiiiitla-     11riiiioi-oso c-le Iiteraiiira, séiii os 1)arbaiistiios qiie
inelite, ailida hoje, apesar de 1150 represciiitnr                 incaxii, ein regra, taes docuiiieiitos, ofii-1ii:i iriipli-
1 ii-ecisaii-ieii as aspiraqòes da coloiii:~,Ilies ~ i o -
                  te                                               citaiileiite que a proviiicia deixou dc ser uiii aiii-
(leria yrest:ii. exceleiilcs ser~~iqos.                            1110 vasadouro de fiiiicioiiarios seiii conipeteiicia,
                                                                   i.ecoi111ecidos aiiida por C:iI)i.al hloiiçada quan-
     ((Nasatli1)iiicóes de <pie o ],i-qjecto iiiveste as           do govei-i~oii    aquela I I O S S ~ S S ~ O .
jillltas geraes de prov~iicins(escrevia, o e\tiiilo                    Jh antes do decreto de Ptel,elo da Silva, eiii
çstodist~i, seti 1.elaloi.io) ; tr-c?dri~-se j~i'irici-
             iio                               o                   yleiio regiiilen do codigo cal)raliiio, e govcriia-
pio da de~ceiit~aliztlção     (:oiifiaildo A açào 1oc:il           dor (:allieii.o de Meiiezes, da siia tnçniilie,: iiia-
o 111aiio e os iiieros de execuqào eiil assuiitos v;z-             iiifestti, feitio escessi\~anieiiteaiitoi-itario, ntaca-
Iiosos, c clioiiiaiido :io esan-ie e tlecis:?o das clues-          va essa iiistitui$áo, e o miiiistro AiidrarIe Corvo,
loes, cliie priiicipaliiie~~tedeve iiiteressii-Ias, leri-          I~aseadoem iriforil-itiyóes suspeitas de governa-
(Ic esta reforiii:~a costiiiiiar as o os sessões r i coii-         dores que lifio cluericiiii ser pendos por corpos
lareiii 11;1ra a solu<ào destes grayes assuiitos,                  electivos, afirniavo iio seti relatorio de 187.5 que
caoiii cis i-eciirsos 11;-opi10s da sua in te1igeiici:i            (*lifio teni ctado alé hoje os resiiILados cpie se es-
pernvaiii ns reformas de teildeiicias desceiitrnli-             iiid voi~iadedeste alto i.el)i.eseiitante dia metr.0-
sadoras, decretadas eiii 1869.))                               jiole podia eiicontrar einbarayos.
                      .
     E acresceiita~a «As juritas geraes lifio se ieiii              E' certo, repito para eri lar inal ciileiidiclos,
cci~zsiiiiiidoneiii se tetil compreentiido a sua im-           que a junta 1150 i-epreseiit;i o ideal de govcr~io
portniite iiiissfio ( ') I<' evidenteiiieiile coiitiadi-
                   ))
                                                               coloiiinl. E' certo; rilas lios ti-:il):iflios rle I;iI 111s-
torio porque se ellas se não te111 constituido,                titiiiqão, pennnrierile e coiislaiile, se errcoiitya-
coiiio se poderia averigiiar qiie 1150 ílernin resiil-         i-ia :i i~iellior forii~a(!e attiar iio senlitlo ni:iis
tndosL)                                                        consali tai;eo coin o progi-esso i ~ i terial, iiioi til e
                                                                                                          a
     Mais se iitío se teiii constituido, qiiein se-            çivico da coloriia.
iiiío aos governos, qlie as 1150 teiii coiivocndo,
se poderiti iiiiputnr a culpa. Todavia, apesar
de iiiiiito coiitrariada, a junta cliego~ia fiiiicio-
liar, sempre einbaraqada, até que, para evitar
;ilgoiis clniiioies, que de vez eiii qiiniido lá se                 C) que se vê, ria siicessiio leiita tln evoliiciio
ergiiiaiii, os go\ ei~iiadoresd e acordo, i. claro,             ndniinisli,atian c politica (ias coloiiias é qilc n o
çoiii os governos da nietropole, aca1)aralii por                seu iliicio : V I ~ local era iiiois <le~nS~ga<lit.
                                                                             i         H                              ha-
iião o coliIrocai., desde 180fi, apesar clo prol~rio            via iiia101. i~ltclati~ra  gouel*i~at~aaqlie essas l i -
                                                                                                         e
S \cie Ilaiideira, cliie l~ega\laii Iiidin o direito a
  :                                                             berdndes forniii s~~cessivniiieiite   dispiita(lns, u\iir-
iiiii ~>arlaiiieiiio,Ilie ter i ecoiiliecirlo ii tilidsile.     patlns por fim, qiier coiii as ninis ;iiiililas pi ero-
     110 r~iesiiio modo i ~ i r igoveriiador de (:ribo         g:ttivns coiicecii(lns r i go~~erii;idoi-es tàrs gr-
                                                                                                            cnpi
Verde, Alb~iqlierqiie,cjue foi taiiil)eiii governa              ileraes e viçe-i eis, qrier o          I t o i           n
tlor tle Aiigola, ieferiiido-se ii carta orgniiica di-         ieii trnIisay5o ellieiiia, qtie o pi-ogi esso tcl egi~a-
zia cliie elle 1150 prodiiz~iiefeitos lieneficos por-          fico ainda mais eaageroii.
(pie iiPo dava aos go~eriiarloreslargas atribiii-                  De b c t o o cliie aliinlnieiile se 1)raficn t uni
còes. N:io se referiti a iliigola, iiias a Cal10 Verde         iiiílto do estado priiiiltivo cla iiossa ~ r d a    colo-
cnnio se YC, e a Julita iião deveria, pelo decreto             IIIHI COJII a I-PIICÇRO B Favoi. do cei~l~-a11~1110.
                                                                                                                  O ao-
cie l<ebelo da Silv:~, alli reunir-se.                         vernador. o comissei.io, coiii ali 1l)iiiyóes Ini-giis,
     O rj~~e 4 certo que :I Junta se acllava b:istarite        ilias lii~iitsdos pelo poclei- nietropolitaiio. de q11e a
clesn~litladodas i-estaiites iiistitt~icõese, eril co1i-      ~uiitacoiisultiva do ultrarilnr é o cleiitro, e H 101'-
sellio de gover~io,   especie de coiisellio de estkdo          iiiola elpressn de iiosso d e p l o r a ~ e l ~IJ-ocesso
c0101i1a1, i130 pelo espirilo da sua organisaqão               admiriistrativo iiltraiilarino.
iii:is pela siia larguesa de acqáo, ate certo poiito               Porque a e~~olriydo       coloiiial qiie veiii nti. i1
iiiipedir as siias rcsoliiqões. Da iiiesma forlua,            carta o~gaiiicade Ilelielo da Silva que niiid:i
coiiitiido, ao governador coiiipelia a execiição              cliegoii a vigorar, sendo eiii inriitns coloiiias
                                                              : iioi.iiia cle tidiiiiiiistraçBo, depois :ite ao pro-
                                                               i
dos seus votos e, apeiias, iia iricoii~petenciood
                                                              jecto do si.. Julio de Villiena, uiiias das iiiais
                                                              sinil~aticnsfigiiras que tem ~)ass:ido pela ])asta
                                                              do ultraiiiar, podeiido l ~ e n iIioiiibrcar coiii o
vulfo ni:igestoso do Iioiirado S:'i tle Rniideirn e                      çtiii(io do sr. Freire de Aiiclrade e das iiistitiii-
com :i glaiide e I~e~ieiiierIta     1)ersoii;ilidade de                   qões qiie o rocleiaiii.
llebelo dri Silva, a evoluqão coloiiial, dizia, tor-                          E, conitudo, yueiii coiiliecer os diploiiias cr-
iiou-se riifeiioi-, se 11eri1 que o trahalho do si.                       iados, priiict~~nltiieiite do si-S. Villietia e 01-
                                                                                                             os
Aires OriieIas, soljre hloqa~iil)ic~~~e, tam-se,ja                        uelas, d e ~ e    coiifessar qitc elles, 01)edeceiitto n
I~eiiiuiii ii\.aiice, muito p:irri :ipreciaI, e de que                   çi ilerios tliversos e, ate eiii parte, opostos, iiiai-
clevei fio 1-esiiltar, coili o teinpo, I)ei-ieficios seii-                                                             diias
                                                                         cntii lia legislaqfio ultibaii~:ii.iii:~ fases niiiito
siveis 1):wa a gra~"1ecoloni:i da costa orietifal.                       pzi1 ti l0~il~:ir.
ilel)ois ( 1 ~1>t>nderadaiiiente alterado para 11111                          I<, é notavel, o traliallio tlo sr. \'illieii:i, fílito
mais pei-fel10 tipo ,?dmiiiistrntivo                                     lia quasi 30 aiilios, é, eni ~iiuitos            poiitos de \ 1s-
                                                                         ta, siiperioi- ao (10 si. Oriielns
      Na e\ oluciio acliiiiu~strritivn coloiiial te-                          O codigo cle 1881 iiinrca :i fase iiigeilti;~,C O I ~ I O
~ i i o s(1e ,tlciitlei n c ~ i ~ a t r o ~ i p o i - l a ~dip10111as
                                      ~i                    tes          dir :\o os sceticos, tlo espii-ito cio seli :iutoi-'7 M;is
que iiirreceiii sei. arqiiivados e estuctados iins                       t: cx:itarnerite, iiessa iiigen~iitinde,liiveiiil, ([iick
siias lirilias gcr:ies Sfio os dos sis. Rfarí[uez de                     o SI. Villieiin lios merece toria :i coiisrdei-nqão.
Subugos:i ( 1880) ; .Trilio de Villieiia (1881 ) , Fer-                  O Iioineiil ~ > i ~ l ~ rlechoje é difei elite (to tl e 1x8 1')
                                                                                                      li o
i-eira do Aiiiaral ( 1892) e Aiies Oriielas (1907).                     S e r i , seja ;\Ias iietil ~ O ~ I S S110s merece i i i ~ i ~ o s
                                                                                                                    O
      São cpalro duciiiiieiitos que atestali], faça-se-                  coiisideraqão o seti ],cio ti :il>aIlio ttoiiti oi :i, cjiic
Ihes esta legitiiiia jiistiqa, Iioas iiiteiicões. 1'0-                  coilsigna\ra tres giaildes pi'iiiril>ios. o (Ia :itito-
reili, por desgi-:iyn, o do si.. S;ibligosa, iiloi*-                    iioniin coloiiial, o cla feiqão cirr~ldos seus g o ~ ~ e i - -
reli ;i nasceiiqa, o do sr Yillieiia, ~i-iostrou,               npe-     110s e o direito da iiiterveiiqào c10 eleiiieiito tiitli-
lias, a 1)oa \-oiit:itle deste lioiiiem pul~lico,qirriii-               h
                                                                         (reiia lia adiiiiiiistrnqão das coloiii:ts, selii cxclti-
                                                                         .
do, lia sua inocidade, - cliein de iliisões, tiiiida                    sao de creiiqas
~ i i i l i a iiituito de tiido reforiiial ; o do si.. Fer-
            no                                                               .IA coiii o do si. Oi.iielns se 1150 ctri o riiesiiio.
i-eira do Aliiaral, Iii te111 aiidndo, coberto de re-                   O seu aliils exçcletite li-a1):illio te111 e\at:iii-ieiitr.
~ireiidos, deriioiisti a r que k iti~peiiiteiite espirito
              a                                            o                                                     a
                                                                        laiiibeiii coiisigiiado, i ~ à o aiitoiioniia (1:i colo-
de (ioiiiirinyão e o do si-. Aires Ornelas, que 110-                    ~ i i ; ~ , a tio go\.erii:idor , iião a feiqào civil dos
                                                                                liias
deriti, c0111 alguinas alteraqóes, fuiidamentaes,                       Soveruos da coIoiiia, n i a s a sua :icetitiiada ftir-
de resto, sei- o iiiiçiu d t i ~ l ~ n   gi-aride' rernodelaçào                                ' O t
                                                                        1113 ~ ~ ~ í l i t a ~ ;i s t ;eleiileiito íiitiigelin t; despi-e-
tia costa oi ieiital poiico I-iverá cliieIn o iiâo vir                  s:itlo, rej)ud~acto,valeiido stjiiieriie o europcii.
:ilterndo iiins para peor, ai-rancarido A iristitiii-     s                  Eis as (lifereiiças 1ipic:is tios dois notii~eis
qões locaes as l)eqiieiias atril)~i~(;Óes llies cotii-
                                                    que                 trn1)aIlios
pefeiii, poiqc~i~e 1,isboa se cstii persuadicio (Ia
                       eiii                                                  E:, contiido, 6 coriveiiieiite ver lias suas 11i-es-
111utilid:idc do vida admiiiistrativa tias coloiiias                    criçòes o que lia de apro\eitavel e tle titi1
tciiido o sr Julio de Castillio, comegado essa                               A orgaiiisri~.iio sr. Villieiia rios seiis traqos
                                                                                                    clo
obr:i destr-iiidora, q iie eiicoii trn iia teçaiiliez da                gerties, coiista do governador geral; do coiisellio
direcqào geral do itlli-aiilnr, terrciio proficuo a                     do governo e da jiriita geral, oii p a i laiiieii to 1110-
esse tr :iliallio r1 tiniiiacIor, apesar tlo esforqo fe-                vincial.
;i  iiii~iisilscrie de erros c0111 a lioinliridac\e qiie             vis e n Ii~glaterratriii coiilo regi.:\ scgiiicln coii-
ate eiitiio iião era iiso nclotar-se.                                cctler nos riiesiilos eleiiieiitos os iillos logai.ci tie
     Eiii Aligola (;nl,rzil Moiicacla se 1150 fez 11111              coiiiissai 10s litis siias ~)OSSC.. e s .
                                                                                                        wó
go\-eiiio qiie satisfizesse, elle proprio deiiioiis-                     E P coiiveiiieii tc afiriiiar-se que :i Fraiicn, coin
lroii :is i uzões, iio seu 111iiiieii-o relatorio, clire            o i egiineii dos n l i i i i i antes, nào tiii1i:i a 1)açific:i-
                        e e
coii-c iiii~~icsso, em que destiliclava todos 05                    qão eiii que eiitro~icoiii o sistenia civil.
vicios q t ~ c iliiilaiii ri :idiiliiiiçlrac50 coloiiial, vi-            E, diga-se coiii fi aiirjiieza, qiie ;i Esl):iiili;i
liil)eiai>(loa foi iiia rirliculaiiieiite cen ti alista corii       deii-se ~>essiiiiaiiieii roiii o i go\ ei-iios iiiilitai es,
                                                                                                te
riu' eiii 1,isIio:i se iiiipederii os progressos desta              culo desl~otisiiio iii:iis exacei 1)oti o espii i t o tle
~ ~ ~ o v i i i c Al~oiitoit,iiesse iral)allio, iiiiiitos er-
                  itt,                                              indepeiideiicia (ltis siias aiiligns co1oiii:is
ros, miiitos ])recoiiceitos e iiiiiittis e iiidisl>eiisa-                Di/-se ii~csiiio, qiie os fititles c os gciiei-ties
vei5 i-eioimas, cle qiie, ate Iioje n ~i-ictrol~ole        iião     foram ti riiiixi da ~)oteilciacoloii~alesp:ii-rliol:i
 te^ c:-iso nlg~iiii, iiáo s0 relati~aineiiten Angola                    Não cjiier tlizrr tniiil~en~        cllie e\ciiisi~~:iiiicii-
çoiiio t:tiiil)ei~i aos outros doiiiii~iosultisaiiiaii-             te ao cleiiieiito civil se eiilregiie o go\ ci.iio tlc
iios tiilelados                                                     q~ialc~t~ci*                                 ( l Cost:i, iio scii
                                                                                    ~)rovii~çiti E d ~ ~ ; ~ rda o
                                                                                                  C
     Eiii S 'l'lioiiii- o si di Vrceiile Piiidela fez               livl o sol)rc at1iiiiiiictrn~:torinrl cl:is coloiii:is opr-
iiiii govei iio coi res!~oiideiite a cliiplcluci- go\ er-           ii:i qiie o exrliisivisiiio 6 i1111 erro, ~ ~ o r q u i ~ i   ce
iititlot da (~lrissciiiilitar. Sc iiúo poucle alargar                                                     aiii
                                                                    todas as classes sc cricoii~i Iioiiiciis npi ovci-
:i siia iiiicintivn a ol~rsis     iiiais \;IS!;IS cjtie O ~1111-    lavcis.
pies cx~)cclieiite, cllc deiiioi~sti            oii as razoes            Mas ol).jela-sc qiie lia coloiii:is oii(te os go\ ei-
tlc I;ics f:ilt;\s iio seu exceleiitc 11vi-oeiii qiie es-           nos iiiilitares sào iiitlis]~eiis:iveis
                                                                       r .

e          s i viti:i tle g o ~ e r i i o , e iniiito aiites             l eiilio ~)reseii ~ i i i ilivro cliini ex-go~.ei
                                                                                             tc                               iintloi.
tie Aiilaiiio Ilnes jri fazi:i uni estudo pi-iiiloi oso da          (te Sotaln q u e ( l i / o segiiiiite
sitiiayão tlas illins ec~riatol-iacs,esl)oijdo todas                     ((A (;iiiiiE i equer i i i i i cliefe iiiilitai. eiiei gico
as vastas qiiestões de que ciel~eiicliaiii iiiteres-os             que ponlia col>i-o A r~.l)eliões
                                                                                                 s             coiitiiluiis dos iii-
ses tlatlitel:~coloiiia.                                                                                                     e
                                                                   d l ~ c i i a s Ali 1)recis:i-se energia, nti\~idii<le pi'c';-
                                                                   Iigio cjiie sO o eleliieiito iili11t:ii- pode dai-. 1';ii-a
                             as
     A que \c111 ~ O I S pa1avi.a~qiiasl desdenlio-                Xilg~lo,'l'iii~or,Moqaiiit~icpe,          siicerIciiclo o iiics-
sa4 c0111 qiie riliirta geiite se refere a o elenieiito            i110 iiào podeiiii deisai. de iei- 11111 cliefe supei ior
ci\ 11, iii.siiiiinncio rliie as coloiiias têlii sido gover-       iiiiIitar. s
ii:idas por iiiili tntses, coiiio cliie gnran tiiido qiie                Ora di\irjo ~)rofiirid:tiiieiite,deste raciociiiio
s0 iicssa classe se eiicoiitram eleiiientos diiiiia ad-            Sc n (iirink, Aiigo1:i etc. tciii ti il)iis i~isul)niissns
iiiiliisti.agiio tilti nii-iariiia, coiiscieiite e ~)i'oficiia'!   e guerrciias, d:t iiiesina foriiia as teiii as 1105se4-
     E taiito lido é aperias nessa classe, que coiita              sòes fraricl.sas e iiig1ês:is. I:, todaviri, :ipesar dis-
:ili:~s, Iioiiieiis c1c graiide carater e graiide tn-              so ser 11117 fato iiicoiitrovertivef, as coloiiias des-
Ieiiio, a yiieiii 116s presaiilos e respeitamos, cliie             ses p a i ~ e s ,                                  v&
                                                                                     goverria(ias por p:~i~:iiios, o teriiio,
sc i ecrii taiii 1)ons goveriiadores, cpie a Franca,               teli1               triiiiifaiitemeiite a i rel)elilics qtie
leiii h fr ctite das siias coloiiias f iincionarios ci-            tcni iiiaiiifestado.
     As tril~ilsiiidigeiias de Angola 1150 são iiiais             de, dest:i fcrociilndc severa e oliiiipicn ytlp
il:siib~i:jss:is que a s ti-iliiis, ja iilteiectilnliiieilte       histoi-icanieiile se ?ostiiiii:i çliainai' Iicrojsill~)
superiores, da Argelia, onde a yopulagâo a i a l ~ e .            Note-se que ela a iii~icncolo~iinfinticèsa go~~eei.-
coiii todas as raivas da doiiiiriayão politrca, e                 iiacln por 11111 ~iiilitare toiiiJ)eiii era a iiiiic:~qtie
com todos os preconceitos duma ediicacáo reli-                    aiidnv:i coilstaiiteiileiite ~iertrii.l)ad:i.
giosa rec~ui~itadaniente        fanatica, e, aiiida, coni              O goverrio clinii~ou a P:iris (;alieili, c\oile-
ari.iias aperfeiçoadas, c p e iiialieja como qual-                rori-o e iiomeou o socialista Aiigagiieiir, espe-
c[uel soldado europeu, C a doniiiiaiite. E torlavia               rieiile liiaire de IAgon,aiitigo riel>iitado, ])ara o
o cliefe da Xlgel~ait civil.                                      sii1)stituir Nuiica iiiais Iioiive revoltas eiii h1ad:i-
     O que teiii P sol, as siias oi.deiis n força ar-            griscnr e Augnglieiii. nliaiidoiioii lia cei.c:i de u i i i
rnadn, para, eiii. dado itioiileii to, poder enviar               aiiiio o goveriio, coiii a ilha coiiipielniiieiitc ])a-
uiii exercito, sol) a direc~iioduiii general, eiii               cificadn
coiilt~ate:I qualqiier iiisitrreicj.ào.                                (:o111 O goveiiio militar o preqo de l,iloiiic-
     Sabe-se o que acoiitecia lia Xrgelia, coiii os               Zro tLe cniiiiriho de ferro custa\.n 2112 880 11 ali-
govei-iios militares O iiiiiiistro iiotoii qiie, ape-             ros; 1101s c0111 n :idmiiiistiação cie Aii~:igiieiii-
sai- do i.egiiiieii l)elico, as i.evoltas eram perriia-           fieriti redtisido :I 1:18.4/0 fr-aiicos, e nssiiii 1101-
iieiites e tei-ri\.eis e prociirou coiihecer os iiioti-        -<lialite, se fi~eraiiiecoi-ioiiii:is qiie des:iíog:iraiii
vos que fiiziaai erguer eiii ariiias os siil~iiiissos           :I vida d:r coloiir:~ein coiiciiçfies ~~nii1~josissiii~:i
Iiabitailtes de cei tas coiiiiiiias. l~econhcceiiqiie            e iin espressào driiii joriial da especi:ilidade ( l l r -
as cdiisas tiii1iaii.i srclo as violencins de que eram          I'è'rlrc~ COlon~ale) os ~~ercIc?deii.os ti.:ib:ill~os cte :li-1 c.
vitiliias os iiidigeiias e eiisaioii o regimeii civil.          esiào e111 l)iopoicàa dulila coiiil,artitlos coni CIS
     Os iesrrltados foiarn tào lisoiigeir-os que a              ílo ]lr~ii~eii.o» de (;nlieiii) ;icat):tnd« çoiii :i
                                                                                   (os
Fi aiiqa iiiiiicn ~ i i a i siiiaiidoii iiiilitares pai-u o     eq~losayiio     religiosa que coiistitiii:i 11111 pi'e1uií.o
iiorte de Africa c o i i ~ o  goírei-nndores.                   eiioriiie para :i coloiiia, esln1)elecciitlo i i i i i esta-
    r                                                           tiito :i(>iiidigeiia coni graraiitias cjiic ati. nlii nt?o
      l adavia coin a iiisiirl-eiçáo Iiova eiil 3I:idn-
        7



                                                               crziiii recoiiliecidas ( I )
gnsciir e corii a itecessidade d a guerra de çaii-
r~iiistafoi iiecessario ii~aiiter    iiiila certa ociipa~iio          Aqui terilos coino o regiiiieii         i1 dchii i csril-
iiiilitdr A :id~iiiiiisti*açi?o Galieiii refiiildiii coin-
                                de                              tados tjrie iino poderia (lar o icgriiieii iiiifilni,
pletaiiieiite os servrços da colonia em 9 ailiios.             oiidc as r a p s iiidigeiins são coiisiderad:is iiiiirto
     O goveriio de Paris iiotori, coiiitrido, qrre as          iiiars irasciveis qiie as de Angola.
agitocoes giierreiras cias tribus liialaias da graiide               1):i inesmn f6riiia isso siicede lias coloiiia\ i i i -
rllia erS:i1ii constarites e prociiroii estirdal' os 1110-     $lesas cia Afi ica clo sul, oiide lia t i il~iis     agtieri i-
iivos. O governador geral desilaturnva-os, npon-               d:is coilio os ziilus, os I)ristilos, os c:tfi-es, ctcb, c.
tarido como rriziio de semelhante estado, a raj-               ; cjticin os goreriios civi5 iiisiicl:ilii, eiii caio (i<\
                                                                i
va coiitra a doniinaqáo francesa. Hoiive unia rc-              iiecessict:idc, coiiil)ater
pressfio I~ol-rorosa    dtima siiblevaçáo de 81-alide
pa~-te illia. Gaherii irsoii da inasiiiia ferocida-
         da
                                                                        r ~ i l111- ;Clniisilli:~,qiic se nrliavrt iio I I ~ O IIC 80-
                                                                        veriio, evitado a coiii1ilet:i niiai rjui:i tlacjii~1:i]):i1 -
    I? mcsino cc,iiIiccicto c~twos govcr-iios ii~ilita-                 te tia l~iboviiiçin,     eii~iaiidon roliiii;i tln I,ilicilo,
res iiiío Iciii         sido tao f e l i ~ e s
                                             coiiio os paizanos,       sol) o c.oi~i:iiitlotio si. I'ites J ~ ~ : I I I ~ ~ o .
rluaticlu se le\raiilatii rebeliões irirlrgerins.                            I'orlniito, iitTo e cssciiçinl q u e A f'l-eiif~(13s
      \'ela-se o que sucedeu n a Afi-ica alemã; \!e-                                                        ~~~;is
                                                                       i)i-oviilc~:is 111 t ~ - : i ~ i ~ aesic~jarii ~ i ~ i l ~ t 1x11 ~         c
                                                                                                                                              a r :I
ia-se o clric siicedeu dtiraiite inuito tt3rrilio Pni                  cjile a         se iiiatiteiiliii.
hIoq:ti~iliirl~t~, I ~ P liai-ri e x e ~ n l ~ tiylco, o Bon-
                        OI     ,                    lo                       !+Ias 11:\ li111 c \ c l ~ ~ ]~~r - l s ~ ~ l l t i s sIl Ílll ~ l ~ ~ ~
                                                                                                               ~c~                   I      l o
ga za~iihoiide toclas as arreiiictic1:is dos goIrer-                   irioderiiii Iiistoi tn coiuliial. I-:' t i celclii-nrlo (li>-
                                                 o
iiridoi-cs i i i i l i tal-es, c l ~ e g ~ i i d iic~iiele exli*emo    trito da I,iiilcla. X I,u~idato1 seiiil~r-c, :iiiitl;i c, e
liori~oroso rIa rliairiia ttuina cslictiiqáo, coliiaii-                lioje npoiitacl:~ roino r i t i x i I cgião iiis~iJi~iiiss;i                c
tlndn pai. í;iiiIlieriiie de Porliigal, oiicle inor-                   tciie1)rosa Pois aiites de tcr sido cloiiiiii:icla 1)elo
i.rr:iiii, aleiii cleste, Xiitoiiio '1'i.av:issos Valriez,             elerileiilo lilili t;ir to1 irivnrlicta pelo coiiiei-cio,
 (:ai tiosri e os alferes Qtieli oga, iC1oiiteiiegi.u c Al-            pcli) ativo ti~alinIliadoi-      que se clesigii:i, iio i i i tc-
 ves, ctc                                                             i ior de Angol:i, coili o iivlile cle rrnlrrtlo.
     I=, govcriiava a proviilcia d e Moqaml~ique,
                                                                            I)t. i.cpentc, I A luiigc, cin logarc5 iijst;iiici:iclo~,
 iicssa ocasião, o mllil:i~. hligiiel Airgusto Gou-
 veia                                                                 ein poii tos oiitle :i ar1tal-ir1:ide ~)o~trlgi~+,:i,                    i15o
      Coin relnq5o :i iiiigola governava a provin-                    tiiilin or.iipacáo cfertri-;i. o gciilio i rtvolln c \c-
 ria i1111 major de estado ni:iioiq, u q u e sucedeu                  quioso, Iniiqou iiiiio, eiii 1!10.5, tle h:i\.cres qiic o
 uiii c,:ipil:io clc inai. c guerra, cluaiiclo ein IYK.2              coinercio, r*o~ii                           e
                                                                                              11111 c~iiclur~os sac.i~riic~rcis, ;i          1i;ii

 Iioiive n 1ev:ii-i lameiilo cIr (;assaiige de clue i-e-              lii tililia levado. Sacrific:~ ;I sua saiiliii 1 1 iile-       x0
 siiltnu (1 1101-i-or-osorilartirio cio coroncl C::isal,              iios iiiiia \~lcta precios:i, c tlisliei.sos coiiici (pie
                                                                      iiiii fiiraçáo os tilrcsse iii~l,eIrclo, todos os qiic,
 d e clueiil os l>angIaszoiii tiai-aiii a polito de t i ans-
 ii>rni:irein, nliilia tefrica l>riilcadeira, o SÉ'LI cra-            iio Citengo iaiii g:iiilinr :li-i isr.:id:iii-ientc :i \II:I
 rieo eIn vasiIli;i ])aia heher marufo                                vitla, para seu siistenlo, ])ai-.? iii:i~iiilen{iio d o s
     I1 para não n o s a l o t i g : ~ ~ ~ ~ o smais consi-
                                                        etii          qi1e lia Etirol);~     csper:ini os seiis Iiciicficios, \ cii-
(ici.:iqiics apantnrcmns a cxprdiyf~oaos I:iiarilia-                  do, i1uiii;i l~orrnscarii:ildilit, toclns as siia\ ccpe-
 tiias, sendo govei-nadoi da provIiicra urii capitão                  t.niiy:is esvali-ei71-se, e 1otl:is :IS <li:\\ : I I I C ' I ~ ( ~ : I C ~ C ~
de inar e gliei-ra ( o siii- l301:ja) e go\~ei'~i:idor           do   tle IcliçitlatIe (lesfeilns.
d 1sli.i to revol tatlo iiin capitão de engenh:iria,
:tlias iiiuilo Ijeri~coiarlo pelos seus cailiaradas.
     Em coiitraposic;iio goYcri1ava hloçaiiili~rliie
A4iitoiiioEnes, quaiido se domiiioii a revolta for-
iiiitl:i~,eltio graiide potciitudo 11cgi.0, Gungunlia-                     S5o t1esqj:irnos i eci-i~ii~ii:ir     riiiigiitJiii, iii:is vi-a
                                 ~
lia, lia inalor r e ~ o l t :dos ultimos lerrilios iiirigra           da iilais cl:ira ~idei-icia       c~iictiiilo Ir~:i\.:iiiiii cn-
Aiigol:~ C n b r n l Moiic:ida c~unriclose :iri~cltiiloua             iiiriilio crratlo c a : t i l iiilriisti-:i~iio tlo clis1i.it o t l : ~
iiistii'reiyào do Bailiintfo, telirio o sccretai.io gc-               I,ui-i(la, c0111 sede eiii 3ial:tilge, Iirivin, fot*c.osn-
      As tril~usilidigeiias de Aiigola 1150 são niais                e , tlesl:i tcroci(1:i~le severa e oliiiiliica ;i qiic
iiis\ibiiiissas que as tril)us, j A iiitelectiialiiierite            Iiistoi'icariieiile se rost~l111:l cliaiiiar I~ernisiiio
siipeiiores, da Argelia, oiide a po~)iilaçAo             aiabe.      Note-se qiie era :i iiiiica co1oiii;i fi-aiici.s:i gniret-
c0111 teclas as raivas da tloi.iiiiiay5o politica, e                 iiatla por ui11 iiiilitiir e taiiil)ein eia o iiiiicn qric
c0111 todos os precoiieei tos duma ediicaqão i-eli-                  : i n d a ~ aconstaiiteiiieiite ],ertlii,lxidn.
glosa ret~iiiiitadanientefaliatica, e, aiiida, coni                        O goveriio cli;iiiiou a Paris (ialieiii, eaoiie-
 ai.iiias aperfeiçoadas, qrre riiaiiq:i conio c~ual-                 roti-o e iioiiieoa o socialista Aug:igiieiis, espc-
 q"e] soldado eiiiopeii, c' a doiiiiiiaiite. E tot1avi:i             rieiite liiaire d e IJyon, aiitigo tlepiitado, ]>ara o
 o cliefe da A1gelia é civil.                                       siil)stitiiii. Ntiiicti i~iaislioii\ e I-evoltnseiiz Nada-
      O que teiii sol) as suas ordciis a forqa ar-                   gasçar e Augagiieur a1)atidonoii lia ceic:t de uili
iiiada, para, eiii dado iiioinento, poder eiivinr                   :iiiiio o goveriio, co~ii illia r.om~~letniiiciilc 1 -
                                                                                                   n                             1~
 iiin exercito, sol) a direcç50 duiit general, em                   çilicada
 coi-ri))atea qualquer iiisurieiqão                                       (:uni o go\ e i iio riiilrtai o lircqo de I,iloiiic-
      Sabe-se o ctue acoiitecia ila Argelia, coiii os                lro (!e caniiulio rIe feri o c.~ista\~a 880 l i aii-
                                                                                                                    992
 govei.iios niilitares O iiiiiiistro iiotoii qiie, alie-            cos; pois c0111 a :~diili       11istra~;iode Arigigiieir i-
 snr do regiii~elilielico, as i evollas eram perina-                licoii redusido a 1:38.4/0 fr:iiicos, e :issiii-i 1101-
 rieiites e teiri17eis e p t ocurou conliecer os iiioti-           ~iiniite,se iijíeraiii econoixiins qiie des:ifogni-aili
 vos qiie taziam ergiier e111 arrnas os sii1)iiiissos               ii ida da coioiiia eiil roiidiçóes vaiitajosissiinns
 1ial)itaiites de cei tas coiiiuiias. I<ecoriheceri cpie            e iin exl)1.essl70 d iiiii joi-ital tln especial r(lac1e ( f i e -
 as cdiisas tliiliaiil sido as violencins de que eraiii                                   aos
                                                                    J'ithc Colo~lzule) r1erd:ideiros tra1)allios de a i . 1 ~
 vi tiiiias os iiidigenas e eiisaioii o regiineii civil.            est50 eiii propoi-qào riul)ln coinl>ar:idos coiii os
      Os resiiltaclos foi-arn tão lisoiigeiros clrie a             ilo 1)ruiieii.o~)(os tle GaIieiii) :icabarido c0111 :i
 I?i-:in<j';i ii~iiica ~iiais111a11doii i~iiIitarespara o          explor:icáo religiosa que constttui:t li111 pi-ejiii~o
 iloiqtcde Alrica coiilo gover~iadores.                            eiiorriie para :i cololiia, esln1)elecelido 11111 cstti-
                                                                    luto ao irldigeii:~coni g;ir:iiiti:is qtic a16 nlli 1150
      'iodailia coiii a ~risiirreiqti'ioliova eiii Mada-           eraiii rccoiilieciùis. ( I )
gascar e c o ~ ni iiecessidade da guerra d e coii-
                       :
             foi
cfi~ista iiecessario riianter- uina certa ociil~ayiío                     Aqui teiiios coii~o iegiiiiei~c1111 (leu icsul-
                                                                                                 o
              A r.
i i i ~ l i t ~ ~adiiiiiiistraqiio de Galieiii refiiiidiii coin-   tndos qrie iirio ~ ~ o d e r clar o i-egriiieii iiiiIi1:ii ,
                                                                                                    ia
~~letni~iciite sei-viqos da coloiiia em 9 :iiiiios.
                   os                                              oiide as 17aq:is iiidigeii:ts srio coiisiderad:is ri~trrlo
      O governo de Paris iiotoii, coi~itlido,que as                iiiais irasciveis que as de Aiigola.
açitaqòes guerreiras cias trxbus innlaias da giaride                     I)n iiiesiiia fdrnia ISSO sircede nas coloiii~tsi t -   i
illta erarii constaiites e procuroii estudai. os 1110-             glksas da Afisica c i o sul, oiitle 1i:t tril)iis agiiei-i i -
tivos. O governador geral desilaturnva-os, apoii-                  das coiiio (3s eulns, os Iiasiitos, os c-:ifrcs, elc, c.
taiido coiiio razão de semelliante estado, a rai-                  a quein os goveriios ci~lis         iiiaiicl:iiii, ciii C:ISO d c
\.:i coiitra a doiiiinaqão fraiicêsa. Houve unia i r-              iieces~ictndc,coii11)alei-.
pressáo Iiorrorosa diirna sublevaqáo de graiicle
parte da illia. GaIieiii usou da rnaairiia ferocída-
iiieiite, tle arrastar a este eslarlo qiic, lia iiiiiilo,                          sGo; Iieiii sei ttiiiil~einque ellr nao tiii1i;i ctilp:i
ilueiil ri50 fosse ~iroliositadnnieritecego, previa.                                                                               qiie
                                                                                   <!e 1i;ío possilii a taticii go~e1'lia~iv;i os <liri-
          Hnvi:i 9 aiiilos que o iiialor Verissiiiio Sai=                                              i
                                                                                   geiites d0~111-as i a ~ ó e sco1oiii:ies 111-ociiraiii ço-
iiieiito goveriiav:i 1,urictn e a ociipa~ãotlacluele                               iiliecei niiqi~elesque cscollieiii ~>:~r:i       c;ii.gos (lili-
~ilsti'ifo         estava yLiasl por fii~er,          Havla iiove aiios           çeis.
qiie tis po~i~iIn~cies                civiliçadas reclain:~vaiiidos                     Mas se elle 1150 lii~liadtido pror:is iie grnn-
l)oder+espul)licos a ~ i i l i d n n ~ para (:al)erida Ca-
                                                     a,                           dcs eoiil~eciineiitos    goverii:itivos, lierii tia iieces-
rtiiileiiil):i, d:i scde do disliito porclue se ol~ser-                           snrin piVevisL?o,   que P a piiiic~~);tI    virtutle do ho-
lr:i\7a esta i~iconce            br\.el veibdatle. estar n raliital               iiieiii de gorei-iio, te-lo iii;iiilido iiaqiiele jogar
ito disti-ito da I,iiiicln, riiiiii coiisell~odo disti ilo                        ti1 tlo qiiaiito r[iiixri.eiii, iiias era ~)riiici~inliiiciile
          r.oali~ki.                                                                                           e
                                                                                  querer- ron~proii~etê-loniiiiiter ein pei-tlii ba<.ões
          F. iiúo se (11-1 qiie isto 6 iiidilereiite par;i o                      atliiela terra
C:lSO          (111 OClIjl;t('aO 1301 (111e, 106'0 (1°C             ca1)ltid            Raslava te]. estiidttdo o iiiovii~ieiiiodo 1i;iii-
i i t i i i i t1isti.i to c s t ~esse i i i i i i ~local pei-leiicelite a
                                  \                                               gala, coiilieccr-Ilie o scii ~ i l ~ i i ' r ltle iii1rig:i c a
                                                                                                                                 o
esw disii-ito, setSiniiiais i.:i])idn ri ol)sci.\*nqãudos                         inlli~eiicia que elle exerce ii:is ~~opirla~,.õc.s           clc
iiioviiiieiitos I)eIicos do geiitio, i i l n i s f:icil a aiiri-                  leste, 1)asicivaiu 1)lniios qtic elle nào Iivei ;i (111-
I:ic50 tlc rliililr~uei- ehelciia sei\ ageiii, e riiais e\-
                                 i                                                vida em p~iblicai.,    alto c hoiii soiii, para rjueiii di-
1)edito o esiii:igaiileiito d c alguiiin coiis1)ii.n-                             rigissc o cIislisilo ]>i-evissco qiic 1invi:i clc sc
c 3 0 l):iii~la coiitrn o predoiniiiio coniercral dos
                  ?
                                                                                  dai.
~ O tiiguescs, ;t1çii1 (:t~:ii~go Era iilesirio esli.:i-
             I                                                                       h grande forriiiilri clt. (:oiiitc C aplica~e!,scin
 Lrgicaii~eiite,niiiito va1ilnlos:i tal sitli:iqáo, pois                         d~tictildndes, iieiii :i1 gucia : SnOcv*. j)trr ci pj ~ r ) , * i . ,
qiic (::issniige, etici a v d n ciiti e (101s diítritos,                         trfinl   tlc 111 eor-.r1rlB
iiào iiiais teria l i l a i i c ~ a ~     eficazes cle se ii~sril~oi~di-             E p r q i i e iiiio se previu'' ],oix111ç1150 se         171 e-
 iiai. iieiii iitir-iii:ii., tiuiii:~ 1naiieii.a nfi-oiitnsa e                   vcniri? porclue iitio se s a h a
:lu1 '"\I\        a, ']"e """"as           ""1 :irit1:1s, acilllllll:t~las           Uiii liolrieiii ~)iil)fico,i150 é apciias, o cliic
iio scii cstutio, [ ~ r i :i :ilgtii~~:t
                                    i               cois:~1i:il.ei.i:iiii d e    osteliia iimg faidri agaloada o11 terii iriiins 1,:\1i-
SC'l V i l
                                                                                 das no iiracolo.
      E teiii sitlo, sciii cliivlcla a~giiili;~, iiiiij<les,esta
e\tr < J L I ~ S Ii ~ > ( ~ i e111 1olli:ir l i i i l i ~I C S O I ~ I defi- O
                              lo,                                      ~~~            Keiii iroiiica, iiias niriitu selisai:\ é :i a(liieI:i
I      I , qiie tci~i 0;ido alei]to hs ii il~iis                 di\s clio-      sorliila do astiito I,olio, da Itel)olerr:r, (jtiarido o
iii:id:i       lida ciii clesres1)citar 05 i ~ o s s o ~          1011112:1-     ceiisiirarniii de iião sc nl~reseiitni.,  rleceiitciiiciitc~,
t i ioln\, corisy~~ircaiido-os           coiii escali-os iia cara,               a pres~dir ~ I S sessões (Ia cniiiai x iiiuiiicipal t l o
:iíl-o11 t:iiido-05 ol)rigaiiiio-os a pagaiiientos dr                            Poi to Elle, COIIIO ieniocirie, eii\-roii, II:I s c s s ~ o
iiii110410s q11~       1150 950 ~ ~ c \ I ( C o s   ~ a coiiti.lbuiq0es          seg~~iiite, sii:i faid:i doii.arl:i, o seli cli:il)eii :)i--
                                                                                             :i

qric iiào ]x)clt'iii ser- sntisteitzis, por e\agerad:is                          i~indo a siin faclia, n yi-esidir :tos t1iili:iflios i1:i
                                                                                         e
c. vr~nlorias.                                                                   verenção do aliligo bui.go
      Eii I)ciii sei qtic o govei.ii:itlor tln 1,riiiila nào                         E c011tilclo, iintIa iiiois filosofico, i~ncia III:IIS
1c.i ia cnulp:i claqiielas Iril)~ls ebel(1es serciii o cluc
                                           1                                                                      taliiierite vei~tindc~ii
                                                                                 ei:ito, linda iiiais fuiid~iiiieii                       o.
 clue esse sai-c:isit~o (li1111Iioi-i-ielii de vi vri iii tcli-            inraiii osto tos h sua disl~osiqào para fazer uina
 gencia, seguiiclo coiitaiii os coiileiirporaiieos.                        obra limpa.
      S o s logai-es que inip<ieiii res~~oiislihi1i~i:~~~es Com 453 conlos, que tal foi a qtiaiitin desti-
 lia riecessidatle de co1oc:ii- iiiiiçioliai ios que çoiii                 nada, logo em 1895 e 2896, potli;i-se ter feito
 etlas passaiii a]-rostnr.                                                uma boa instalaqào cin Capeiida (:ainiile~iibn
      SI:llaiige iiiiiica for corisitfei-ada capital d:t                  podia estabelecer os postos niilitnres, de que
 I              Illalaiige, era, segiiiiclo o ciecreto qiie               fala o decreto, e pod~a-sealargar a arca da acqáo
 iuiidou este iiovo tli5tiit0, o local qiie sei-\-i-                      do comercio, iiido aos politos mais distantes
 ria de inicio c poiito (ic parttda parri toda5 as                            E que fez Verissirno Sarinento, eni todo eslcb
 ol)erncOes.                                                              tempo, eni 10 aiinos 3
      Iliz clairiiiieiite o deçieto « o goveiiiado~                  gc-      Nem a o ineiios fez a ocupaçáo dc Cassarigc,
 i-;il d a ]>i o v ~ i e i ~ c i :~in~w'cieiiciur:i
                                    i                    para q ~ i c
                                                                    vi"   que não é ria Lunda, pois csta aquerii Ctiarigu!
 Jlnlariçe se cstaliele(:n o ceiitio r I ~ a s cde iodos                      Neiii, ao merios, Cassaiige, que, segundo afir-
 OS reci~rsas         necessai ros 1)ni-ti d a r e;\ecu(;áo I cq)l-       mam algiiiis iiiilitares, i. de façil ocupacão e d e
 tl« r srgrir cr (tos ol)jr~l~ilos        tlcsie t l c c ~ ))
                                                         elo              rapidii paciiicaçáo sendo apenas temida pela
      Ora 0% priiicil~aes            ri1qetlr.o~    ei-niii, peIo i11e\-  prova de fraqueza pateiiteacla e pelo pi.estig~n
 iiio docuiiieiilo, os scguii~tes.              «E' c.~.caclo l i i o-
                                                               ii:i
                                                                          das siias itisul~ortlii~acóes  1-ictoi.iosas do iiiendo
 viiiciw de Xiigola uiii disti ito denoiiiiiiarlo cirlis-                 do seculo passado.
 (rito cla J,riiiclu~, coiiil~i         eeiidendo o h tcrl itol ios
 Ir~~~r!nrlo,s     no 1101 r (1 lc.\ir pcE(l f i ~ o ~ ~ ftltrl /)i.o-
                                                                 c ~~z
 urltcrrc, « orste prlo rio Cilcr11,qo p cro srll /)rio 1 r o
 Ccisstrt e I r 1 1 lzcts (I((.$ ~ln.sc-e/if(.c Crznnoo.
                                                tlo
      E estal>elecia, diiiiin loriiia I~eiliciarn e ter-                     E apòs o desastre afirmarani os adeptos de
 iiiiriniile tIiie 6 tr sc;tEc t i o gonrr-iio tlu drstr~to\r/ ri        Verrssiii~o Sarinetito que este n5o era cull~:tdo
j)~-ovi.sor    iítrricnir. ialcibí~l~~itlrt Cnpcvltlci (,'criirli-
                                               rrri                      do conlercio ter avrinqado ate Cueiigo, cliiaiiclo
 ionlbri N                                                               sabia que não tinha nieios de defeza,
      I.:slli,     1)oi.c1ili, c.v~(leiiciado, l ~ e l nlei, qi1e o          E' extraordiiiario! O comercio enviara unia
oi),leti~o go17ei-iioilrie ci-eoti o tlisti-lto ei-n fa-
                 (10                                                     rcpresentayão ao goveriio geral da prouiiiçia,
zer a slia O C I I I ) : I ~ ~ O ~ i i l ~ t acoineqaixdo pol. (;:rs-
                                 i             r,                        ])ara ser mudada a sede d o ctistrito (Ia 1,tinda
sassa e I<iiiiliiriido e passaclos 1 1 aiiiios dc clislrilo              para o local conipetente; foi por este acto :iltivo
I 0 de go\'eriio Sarineiilo, iia I,iiiida, ; i r [ ~ u i ~ e pntriotico processado colectivailiente, qirasi 1150
Criaiigo, apenas e x ~ s t i a posto xiiilitar do Liiieiiia,
                                      o                                  haveiido i1i.ii Iioiiiei~idigi-ro eiii Mal:ii~ge e Q LIis
e eiil 19ti4 foi riistalado o d:i Caii~igiilae oii-                      sol que ntio fosse apanhado na ratoira; iiidicou
tio, ri pedicio dos l~ropi-ios                 sohas, e cjiie foi nni    o camiiiho a seguir; ia viveiido pacificaltiente
:is causas I ) I ' O S ~ ~ I ~ : I S Clesast~*es
                                   dos                  (pie O co~llcr-  coiii o gentio, pouco teiido que reclainar. eiii-
cro sof'reii.                                                            liora tivesse pela sua oiisadia, de sofrer ~3110s
      Siilgueiii se opuiilia qiie Sarliieiito stgiiisse                  dissabores; aventurara-se n arriscar a vicia, pelo
])ara (:;ipeiida (::iiniileiiil)a, e todos os i.ec~irsos                 sertáo e, quaiido ixienos se esperava colocou-sc
iiiii   posto iiiilitar elii 1oc;il iiicoiireiiieiite, pois                  vaiite essa repr eselitaçùo Q Niio; e r a conccbi(la
tlido iiielícriua cliie sc colocasse iio sitio de i~iais                     lios segiiinles ternios:
aglotiiernciio de coiiierciniites Deste posto iiiili-
 [:ir surgiu uiiia pavorosa qiie fez dispersar os nos-                                    Ex."lUSr. Conse1lieii.o Go~e~.iiatloi.
                                                                                   113.1110                                            i %c\-
50s colixpatriot;ts, ;iiid:liido perdidos, :to acaso,                         ral da Provincia de Aligola - Os Iial>itaiites t i o
coin as faiiiilias l)eiii pateiites 1i:i leiiibrariça. E                      Concellio cle Afalaiige veeiii in iiilo iSespcti      tos:(-
são ellcs os culpados de todos os, desleixos, de                              iiiente perante \'. Ex." repiesentrir, coiitra a iic-
tocliis as iiiciirias e de todas as ccil)ardias, que                          fasta perriianeiicia, neste coiicell~o,do l~cssoal
:iti. acIiii se tem coiiieticlo'                                              que coriipõe o dislrito da 1,iiiid:i. e liedeiii :t
       Isto, fraiicaiiieiite, ftiz descorqoar!                                trarisfereiicia, para a sede cliie Ilic foi iuax c:itln
       Ver-se : lic, oica teiiacida<lc dos Iioii~ens
                 i                                                   que      pelo decreto que creoii o iilesiiio Dis~rilo.         (,(::I-
r i-:ib:illiaiii, assi111 a11ies([i~iii1iac~i~ l~oltroireria
                                                       pela                   peiida (:aniiilemha ».
ilisi giiific:aiite y ue doiiiiiiava.                                              Ex.'"~ - AS razucs qrie Ii:i S aiirios let a-
                                                                                          Sr.
        Eiitáo qiie seri:i Aiigola se não fosseiii os pio-                    rain o goveriio d e S . Jfagestncle, n niie\:iiV a o
~ieirosd o coiiiei-cio que te111vii~do,numa pere                              Ilistrlto da Liiiidri os coi~celliascle JIalaiige r.
gviii;ic.iio Ini aorios;i. alargalido o ainl~ito iiossn         de            1)uqiie d e I31 ngaiica, 111 oduzii-mi coii~ecjiieiilc~
;iccão ~)olrtiqa?Siiii, tligaiii os seiiliores clue as-                       efeitos yre~judiciaesaos ~iifei      esses rf:i Pi-01iiicin
 51iii f:iluiii, c.r c ~ l i l ~ c l t l i - lpor estareili 111uito satis-
                                              i,                              e do Paiz, pois qrie o govcriio do Ilrstrito, c o -
tcilos, gosniiclo eiii r e1:iIivo I~eiiiestar, o qiie va-                     iiio era de espetar, liiiiitou :i siia acyrio h adii~i-
 Icria o ISniliiiitIo, o }fie, o Congo, Cacolida, etç.,                       iiistraqiio dos dois coiicelhos c o qlie riiais i i i i -
clc , sc iiào fosseni as aiidaciosos qrie i~iiiito                    aii-    portaria, n ocril)aq:io tios iiossos f'ei.lilissiiiios tci-
 tes d:i aiitor~tladccoiistitiiida, pai- I;i aiidaram si                      tilissiiiios tei.ritorios dti I,iiiidn, fic:im por fa~ci..
 iriorire*j:ir, a nidictir a iiossn iiiflueiicia e a espn-                         E certo que coiii a aiiexaç5o destes dois coii-
I l i a r o iiosso l i t est~gio,teiido coiiio e\pr essào                    cellios e traiisfereiicias da sede tIo Ilistri to 1)ai':i
 1)eiii salieiite esse tipo classico d e 5ertaiielo qiie                     Malaiige, preteiideii o govei-iio se S. Ríagestntlc
         Si11.n Porto')                                                      iiisfalar i~iellior, poi n1griii-i teinpo, o pessoal
        II o qile i. iii;iis c' [pie qiie111 ousasse ~irocln-                d'ocu~açãoc ]Irepai ar iios dois popiilosos coii-
iii;ir que o govcriio 11.50 ia I>eiii, iieiii podi;iin os                    celhos, forças [pie se ir-istriiisseiii 1)ai.a fri7eis :L
 iiiteresses dos districtos estar siijeilos nos caprl-                       acupocão, niio provisoi.tn liias efectiva, dos ter-
clios tle clLieiii iiào a\-a~ic;ava,               coiii receio, ria ocii-   ritorios cio ~iossoDistrito da 1,uiida.
 11ac50 era, sciii cointeiiililay.iio. ~~ersegiiido.                              (:oritudo jit o Goveriiador podia coiittii corii
        (;overnavn a 1)roviiicia o sr. Custodio bIigiie1                     o ciporo das forcas dispoiiiveis d o coiicellio dc
 Boi ln e o districto da IAiiiitl:i, iiileriiianieiite, o                    Malaiige, quaiido estacioiiou iio Qiiela, gosai~do
sr. Jlucecio I > i i ito                                                     o conforto qiie l i lhe deixoii o goverriadoi. (::li-
        Estc oficial recel~eiilima rel>reseiitaqiio coii-                    vnIlio, se 6. que 1130 ei-aiii bastaiites as fo'oi.<:is
 Irti n 1)crmniieiicia (]:I capital do districto eiil Mil-                   eiiropeias que do reino vierrini a ncoinpniilili-10
 1:iiige c., eiii vez tlc titeiitler :ís j~istas            rerlainap6es     lias duas primeiras lentativas.
tlri\ siiialarios, iiiaiidou-os processar Era agr:i-                              Mas, Ex."'"S r . oito alilias são passatios qiie
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$   =
    I



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 çial a « Moiia Qti iriil~~iiido)),  verdadeira Luli-                1orid;icle siiperioi,, niioii~alia                   i.c.sultaiite cln tidiiii-
 (in, telida 16 deixndo uina feitoria coni capitaes                  nistracno do coilccllio e jiii~atlo iiistrutoi scrciii
 l>ai.oa per~l~itta horraclra, e da I~srideira
                    de                                (pie           :fados ao secret:iiio ilo I)iali*ito e i. ilo qiie Iiojc
 tim grupo cle danias portiiguesas ofereceu ao                      ~-iro\+~iii ttesoi.dciii c despi cbstigio t1:i : i ~ tori-
                                                                                       i
                                                                                       :                                                         i
 1~iiileii.0 goveri~ador(ia I,ulitla, Jaz Lillla parte              dade
:I LIIII reçaiito (Ia sala lia i.esideiicia tios gover-                     Vive-se in:iI c c:itl:i \.e/, pcroi Ex."lC' (:OII-            Si
 ii:idorrs da 1,unda eiii Xlalaiige; a oiitrn jh o teiii-           sellieiro ~;o\~eriintloi-               (;er:il,
pn tl o I)OUCO aiidado rediiziii rio itc.i.izo i i i p i i l -              Os 11al)itaiites tle M:ilaiige e Qiiissol le\,:tiil:i-
111 S.                                                              i :i111 as sii:is 1iaj)ilnqóes ~-i;u,:i loiige, e oiitlc Iiii
      Dcvi:iiii os siiint:ii-ios (festa rel-irese~iiayáo           poucos iiiiiios liaai:\ iiiii:i popul:iyào cteiis:i c ti a-
 pedir :i V I%.", seriIior (;over~indorGeral, i1111                 I):illiadoiii, sào Iioje ei-ii~os,cas:is tles:il)it:ldrir,
 iiiqrierito aos factos qiic veeiii apoiitaiido e de               j)ei-correiido-w 1egii:is c 1cgti:is sciii c.iico~iii:ii
         se :il)urari:iiii iniii tos outros que e rnellior         i1iii:i stiiiznla por(1He o pi.01)1                     10 iiitligei1;t liigit,
 iirlnci~ilia soml)rn pnr:i dig~iidnde todos  tle                  iis pei scg:.iiicxc>cs :)ti toi.icl:icle.
                                                                                                    tl:i
     A s tiTesoii c ~ u ao ~sii~dicniiclasfeitas ao pi i-
                            i                                              0 co~iiercio\itiiiia de titclo isto vi. passar
 iiieiro scci-elario da I.iiiid:i, :t iiltiiiia :\o ad nii-        tfe W I ricla loiige (10s I ) O V O U ~ I O S ;IS c o i r i i t ~ ~ l'c ;x ~ ~   c
 riisli riclui- e jriiz iiisti-ritoi., qiie tanibeiii era          i~egoçioe Mal:iiig:.c e ()uissol oiitlc sc ciico~itiaiii
 secretario do llisti-ito, troti;\eraiii a luiiie ler-             c a ~ ~ t a c ~ i i i i o l ) i l i s u c tceiii tlc relrocc(1ci :i c:i-
                                                                                                              tos
 gorill:isqi~e iiiiiito riiais aL111gira111 goveriia-
                                                 OS                iiiiiilio do 1,ric:il:i oiide icíl u cl:i sede tio coiiic-
 dores.                                                            [Iio e das vrslas d:i sol cl:itlesc.:i o gtliitio iic(roci:i-
     Eiiil~oi-:i i\-o1ia d ~ s s a s
                 :                 sirid~c:iiicias se tivesse      dor \volta :i rctoii-itii :i esti ntl:i. e :ilii çoiii ".I:icili-
 forriiado iiiii vi.0 1j;1r:1 se e i i c o l ~ ~ raiitoriclade
                                               i
                                               :                  clade sc c o i i ~            ciicc :i pci i i i i i tal o scii iicgocio.
 siipei-ior. do L)lsti-ito, salvando-o da ridiciilzi              1):ilii o :iiiineiito rle peqiicriits c;tLn\ tlc coii~ct                            -
 vergo~ilin das i-esyoiisabilidades (pie sci a elle               rio c111s u q à o cboiitriiii:i da cl\ticiiiitla(lc rlo coii-
 pei-leiiciaiii, esse vCo nada co~iseguirido         encol~rir                  tlc
                                                                  c ~ l l i o M:il:iiigc :i16 :io I,iic:il:~
 aos qiie o corilieceiii de pei to sci veio iiiosts;ir o                  libt:ilieleciiiiciilos coiiici-ci:ic.s tlos i i i ; i i \ 1111-
 cscudo c0111 cliie se erico1)re 1mi.a iiiipriiieiiieiite         I)(H t;tiltcs teeiil jli I ctii :iclo :i c~iiii~iilio 1 ,iick;if:t  tlc
 p1-atiçar inictuidades de q u e vnictoso se gaba.                o i i t i os ti cspci : zii iitl:i de iiicllioi-cs (lias I i i i i i t:iiii o
                                                                                                i
     Ser6 coiii estas ~~iic~uidades, estes faii-
                                           coin                  seri coiiiei.c~o:io iiegocici <f:tleiit ()ircirigo, c' lifio
 tasticlos relatorios de giicir:ts qiie iiiaiida produ-           \.iii(lo 1)roiito 1 eiiietlio :i cste cil;itlo tlc coisnq,
7ir cri1 tela pelos seus celebrados piiitores, que               ~111 !)rc~e                o çoiiicrçio serti to] c:\rlo n :tli:iiicltr-
 o goveriiador quer resgtttar-se da Iiipoteca cla                iirir por coiii1)leto o ioiicc~lliotlc M:iliiiigc, c :i
suti pessoa feita a Sua Magestade El-rei?                                                                                                          ~~
                                                                 iigi i c l l l L ~ l l ~ : iqizr 11:1 llili 110 V C I I I :i11 :i\ c ~ s : ~ i lli111 o
     Forani eiicoil ti-:idos abusos graves a ciijns              pcr i o c \ o ctos ii1;iiorc.s sacrificií)\, tlcs:ipnrc.ccr n
i.es~~oiisal~rlirlatleseximiu n autoridade supe-
                         se                                      p o r coiiil)leto,
i-ior cirzeiido sereili praticados pela aritoridade                      Se OS f:lcto\ qiic \ ilnos :il)oiil:iiitlo iirio torcili
~iidicialou adii~iiiistrafiva,indeperideiite da sua              I)nslniitc coii.ciiiceiitec Ici~il)r:iiiio!,o (IC'S:~\~T-L>~ I c
:ilqatIa; estes clefencliaiil-se corn ox-deiis da aií-           I                  í_)iiii~giiaiigii:io i i t l ~i i \ till:itio\ ctil)itac.\
do coiiiercio nleiii do iii:~te; do govei iio, tal                                                                                                        l'ois por esta r?lti\'ii ~.êi)~'e~etil:iyà~ 1ti1-
                                                                                                                                                                                                          1 0 1 ;i111
foram roul)ados pelo geritio dos l3oiiclos aiiida                                                                                                   ~attos     tocios os siii:itarios, seiitlo coiiclc~~iatlus         til-
i i i i p u i ~ e , oii o d o s o l ~ a(:atiilio (;niii:iiia qiie, a                                                                                                         11"'
                                                                                                                                                    giiiis a ~ ) r ~ s á o náo ciiiiipriraiii por o [ I i1)ii-
tliu e iiieio d e Malaiige, jii fel: p:tssar as forças                                                                                               iial tln 1tel:iqào tle 1,o:tiicl:i te] aiirilacio :i sciitcti-
cio govcriio por t i e s oii c1li:iiro tlesristres de que                                                                                           <a Vci-se, poi-lniito, 1 ~ 1 1 u n i e s e i i ~ l ~ lL o) I U ) o
                                                                                                                                                                                                                 IJ
I-esiiltaraiii g~aiides       baix:is                                                                                                               q u e foi ti atlriiriiistl-nqão do si-. I:iistodio Iior ];i
        E' este           Sr. Coiisellieiro (;overiindor Ge-
                                           "I"                                                                                                      Pela niesnia epocn ela o ciutoi tlesle                         o, cliic                                                  1 1 \ 7 1




ral o estado eiii qiie se ciicoiitraiii os 1inl)itantes                                                                                             tli~ igia a s 1 ) e f e ~ ade Aligola o , preso eili I,o:~iitl;i
cle 'llalniige ao i-cpreseiit:ii eili n V. Kx.", pediiido                                                                                           pelo :idiniiiisti-adoi do coiicellio, o si. I) ( ; ~ i ~ f l l c ~ .
liarti tlesaiiexar o co~iccllicitle Muloiige do dis-                                                                                                iiie cle Meiiezes, ( I ) eiiteatlo do goveiiiaiIoi gc-
t r i t o da 1,iiiidn e 1i:ir:i 1101-tei-iiio a este estado                                                                                         i al, e esl)iiiso d a 1)rovliicin Aiitonio (iiiei i :i                                                                                        I'cb-


tle coisas eniqiiarito c teiiil~o I< i., coiifiarlos no
                                !                                                                                                                   i'w, por ~ii'otcstariiioscoiilra o s corlir t r f o s qiic
alto criterio e alevaiitado ~)atriolisiliode q u e                                                                                                  ali se f a ~ i n i i iiiici t:itlos pelo dito *yo\.ciii:itloi., :to
V. 1:s." te111 dado i i i ~ i t i i e r n s1)rov:is qiie aguni-da-                                                                                  iiiesiiio teinpo qiie se 1111iilia etii ])e!-tiii-l):iciio pci -
iiios coiifi:idos, l~rovi(lciiçi:lssc iiào facair1 espe-                                                                                                                                        da
                                                                                                                                                    iii;iiieiitr. n ~i:icificti p o l ~ ~ l a y ã o c:il)~l:il tle 1111-
rar eiii ])e111dos iiossos iiiteresses riuc s5o taiii-                                                                                             g0l;i
Iieiii os do I'niz         E I<. M "                                                                                                                         Mas, afiti:ll, ripesar (te iiiililai., o govci ii:idoi-
        Malaiige, +rie l)ro\-isoi ia do disli.ito dri Liin-                                                                                         iiào          e \ rloti :i dei iola clo Cuaiiiato oiitle i i i o i - i c-
tia, 3)de jnillio CIP 1904. ( I )                                                                                                                   i ali1        nlgi~iiiasd c ~ e i i a s pai-1iigiiCses, sciiclo tal
                                                                                                                                                                                          de

                                                                                                                                                    losi d r M.itlos \ I r i r i l i i r o -I I ~ O I I I O i i i g i ~ \ I oI I ' O I I \ ~ I II ~ \ ~ I I \ I I I I I I O \ I < 11-
                                                                                                                                                                                                       !
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                                                                                         .                                                         (11%      11,ll t l l l \ ,  li)\( 1 0 l 1 1 ~ l ( 0 {,I( l i > * 1 ~ 1 l 1 0A l l i r I to \ < I i l \ O ~ f 1 l 0 1 1 1 0I 011-
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desastre i1111 dos 1iiaiore.s da iiossa iiioderiin Iiis-                                                                                                                       Ela iiati~i;ilqiie eiiviasse ~ t i i iteciiiiico, iii1i g,l;,r-
torra coloiiial, coi-iesl)oiidciite npeiias As c:tt:is-                                                                                                                        da livros Niio seiiliores; tal 6 O prestigio dos
trotes dos ~ierriiciosos        teinpos da coi~quist:~.                                                                                                                        Ices iltie eiirioii Iiin calir [fio (te ca~al:iri;i, qiir
      Estes e\eiiipfos cjue ve11-i do g ~ \ ~ e i - isáci sc-
                                                        io                                                                                                                     ciitrav;~ lios escrito1 ios, tle espada rastelnii tc c
giiidos pelas coiiipailliius agrlculas (Jiia\i todas                                                                                                                           çoiii ares d e cointiiido. 1'01s que h:~v~;i e fazct;
                                                                                                                                                                                                                                 d
:rs eiripreL:is co1oili:ies 6 0aclniiiiistrad:~s por iiii-                                                                                                                     se o rxenijilo do go\tei-iio -, (1"" iii;ui(i:iv:i 11111
l ~ t n r e s A coiiiliniiliin (10 (:a~eiigo tem Iitlo ali-                                                                                                                    çtipilào estudar 11s arvores ile horrnçliri . rio
teiitrços ofici:ies ri gerir ris s u a s f a ~ e i i d a s e i ~                                                                                                               (ioliiiigo A1 to,--era coiii~iiiicalivo,1 ) ~ q u s dei-
                                                                                                                                                                                                                                    ~ e
Afi-ica. Alguiiias socas de S. 'l'oilic leiii cotno                                                                                                                            \uva inorrei de t ~ i ~ s e r io iliistre iiatui.:ilist;i
                                                                                                                                                                                                                   n
:idiiiiiiisti adoi-es otiçities si~pci-ioi*es elei-cito
                                                  do                                                                                                                           Ne~i,loii,i eliiitli:iiitlo-o coni ocios:t i i i t l tereiiq:~,
                                                                                                                                                                                                                                    ~
Afisriiaiii eiii 1,oaiida q u e liouve epocit eiii qrie o                                                                                                                      troqaiitlo-o, aniesc~riiiifiaiitlri-ocoiii a i ecl~iiiit:~~l:i
:idiiiiiiisli ador gei :i1 d:i do ::izeiigo, 1,ai.a ir e 1   11                                                                                                                ig~iol-:tiic5ia, disc.iitiiitlo ~iest~i:\rneiitc exeiiilil:t-
                                                                                                                                                                                                                               os
visita ás ~)rol)ricdndes iiitei ior leva] a iilriito?i
                                do                                                                                                                                             rc\ ~ o o l o ~ i c o s cllc \):ira cti in:iiitlav:i, ir1110
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                                                                                                                                                                                                                 -
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sim, riias i. ])rov:ivt.l ([ire, g~aiic1c.s sciilioi-cs, lc-                                                                                                                   :iiiiigo e ciclinii-ndor do esceiitrico afric.:iiiistn.
iiliaiii taiiil~e~ii SU:IS c0rtes e c:tt~cl;ttarios
                      as                                                                                                                                                       clue ii:i siia Iioiiclaclc iiigciiita e lia sua col.ifiniic.;i
      1)urii:t \ ez o 13:iiico Lii ti-ariiai 1110 precisoli cii-
uni. iinia i i i s ~ ~ e c c á o siias :igeiici:is dc X1i.ic:i.
                              5s

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                                                                                                  ~ l                                                       1liIl ~ .
iio espii-ito scieiitifico de estadislas iiicul tos e
 sceticos, eiicoiiiro :i razão da siia morte. Qrie
         i-
 f a ~ e se o eleiiierito iiiilital* era o iiiiico predot~ii-
iiaiite, desde o iuinistro ao diretor geral do Ultra-                             Da iiiesiiia foi ii ia o sei1 tlesdeiii pelo eleiiieii -
lilar e nos ninis iiif eriores fiiiicioiiiirios do Esta-                      to iridigeiio, eiii1ioi:i o <tiiqii:itlie iin antiga oi ieii-
do!                                                                          tal50 coloiii:tl 1)i tluiiic:~,oiiiei ic:iiia e geiiiiaiiichn,
      Ate as colo~iiaspeiiaes foi-niii dirigidas por                         t1ú c? iiot:~ (li1111 ~ X C I U S I V I S I I ~ O1asfi1ii;ivel e (li1111
iiiilitai-es, o rliie dei1 os resultados del~loraveis(pie                    esti-eito esl~irilodc casta, cliie taiii1)eiii o excliie
se coiiliecei~i,c~iiaiicloo que se iiiip~iiiliaera cliie                     do espii-ilo coloiiial do riosso le1111)o Se 5e 1nip1-
fosse i1111 niedlco o seii director, setil a diii n rlis-                                                             tl:i
                                                                            rasse lia ol)r.:l da Jlol~iiid:~, Fi-niiqa, c Iiiexiiio
cil)liiia c l : ~ caseriia.                                                 lia nossa ti-adiqfio liistoi ic,?, niio teria liosto tal
      (:hegou a e ~ i s t i reni T,oaiida, iio tempo d e                    l)ciiicipio ei i i evideiiçia
Ecliial-do Costa, adiiiiriistraclor do coiicellio, se-                           O eleiiieiilo eiiropea 6 , lia siia orgaiiisacàu,
cretario gei-a1 da ~)roviiicia,                     da
                                      preside~ite co~il-                    : uiiica iiiiidadc a coiit6i-, seiii ateiider qiie o
                                                                               i
iiiissiio iiiiiiiicipal e o proprlo dii.ector da Iiii-                      eleiiieiito iiidigeiia é o iii:iis iiiiiileloso, o iiiars
pretisa Naciorial, tiido iiiilitai es E, ])ara i-iiais                      radicado e o cIlie inelliores iiitei-esses tli~ lwo-          no
realce. ate Iioiive oficiaes do exercito coiiiei-ciaii-                     ])r10 estado ciii1)oi.a 1150 sela o iiiais cirl to, o qitc
tes, o cirit. deir coiiio resiiltaclo iiina certa :igiln-                   se explica pela iiitei-ioritlntle soe-inl n cjiic o te111
qáo eiitre os iiegoauiites tia cidade, a que Ecluar-                        i edii~itlo.
tlo Costa p o ~ !terino, ordeiiaiido qrie 1150 coiiti-
iiiiasse o :iI)iiso.
     E:sles esl)ressões tfio evide~rtes1)rovaiii cliie
o eleiiiciilo iiiilitar goveriiaiido e ciirígriido, ali.iir
cle ser i i i i i excliisiiisiiio que ii:\d;i jiistrficn, i.                     C,oiii relaqào :'i aiiloiioiiiin (Ia coloiiiii sei ia
taiiibeiii iim ilogisiiio qiie iieiiliiiiii cspiri to l~eiii                1)ara poiitler:ir niiida pai :i coiifi-oiilo, cIiie ao
orieiitatlo :iceita Porisso, quniiclo o si-. Ornelns                         passo que iin org:iiiisnqfio tlo si. Villicbiia a jiiiila
ol~rigar i cjiie os govci iiadores rle districlos se,i:iiii                 geral o pi-iiicil~;il      elei~~erito ~)rov~iic.rri,
                                                                                                                     tia               {liiari-
               ri50
iiiilr ti~res, segiiiiido rienliiiiii e\eii-il)lo de qiial-                 tio eiii OriieIas esta eiiti(latle 6 i-elcgíitl:~        pai-a o
que1 potericia coIorii:il, f : ~ , al>eli:\s, o111 tle o                    segtiiicio ~)lailo,    coin o rioiiie d e Coiiscllio tlc Go-
soIidnriednde profissioiial qiie o Iioiiia, 1)or certo,                     veriio. Fica siiperioi n tiido, tloiiiiii:iiitlo t~itlo,
alite os sciis caiiiaradns, iiins cliic i150 atesta :I                      o go~eriiadorgei-:i1 qiie ~)otlepiocetler o 5eii
siin bo:i oi ieiilaqão                                                      l~l-l~razei.,    oirnr~l(loo coiisellio cle govei.iio, e
                                                                            esta iiistiliir~áo     cstit eni alilirde np:ig:icln aiite o
     Os defeitos tia adiiiiiiistl-aqáo i~iihtai'    que tiiii-              j)ocler dcsçricioii:irio tIo clieic cln I)i.o\.iiicia
tos e t5o del~loi-aveis        resultados teiii ~ ~ r o t l i i ~ i t l o        0 coiisellio dc govci-iio do si . 0i.iicl:is tein
e coi~tli1il:irào j>rodil~iildo, 1150 sei- cliie 1iqj:i a
                                    n                                       iiina fiiii~ào   qiiasi excliisi~nineiite     coiisiilti\:i ])ri-
1" WIS:I                                   :id
            ordeni i i t t oi-g;~nis:~~àoiiiiiirstr:i tiv:i,                teitniiieiite liassiva , a ~ i i i i l ageral d o SI Villiena
são 1):ileiites.                                                                            e
                                                                            teiii ~ ~ u ( les i tleIibei.:itrvos seiido a odniotcsiru-
rlesn41.e                 dos
                       ~iiii iii;~iorcs (13 iiossn iilodesiia 111s-                                                              Era iiiitiirnl q u e ciivinsse                                iiiii     tecliiiico,             iiiii gii:ir-
lor.ia coloiiinl. cal-1 c s l i o i i d ~ te :I~>PI~:~s s ~':il:ts-
                                              ii                         A                                                         livros Náo seiiliores, tal C o presligin ilos ga-
                                                                                                                                 iI:r
                                                   (h
I r ofes (10s ])eSiliCrOSOS t c l l l l l o ~ c ~ i l í ~ l l i ~ t i i .                                                    Iùes ~ I I P o           1 1 1 cal)itào de ç~tvalari:i, q l i e
                                                                                                                                                       11
       Estes e ~ e r i i p l o sque yeim do goveriio s:io se-                                                                ciilrnv:~ ii<rs esrrilorios, dc e s l ~ a da~ t e j a i l t c c
                                                                                                                                                                             i s
g i ~ ~ t o e l a s coiiipfiiiliins a g r i c o l : ~ ~ ,
                 ps                                                ()ii:isi totiiis                                          c o i i i ares d e coiiiaiitIo. I'ois clrie 1i:ivia rlc fwciS-
                                                                                                                                               - -
t i s e i i i p i c m s coloniiies S ~ a ( t l i i r i i i s 1 r r i d n s por n ~ i -
                                          O                                                                                  se e i cxcinl)io do govcriio -, q t i e ~ii:iiitlnv:i ~1111
Iilal t ~ s A coiii1i:iiitiin tlo Cazeiigo t e n i tido ali-                                                                 c a p i tfio esi iid:ir :is a i vai-es tle 1~orr:icl-in . iio                   .
t e i ~ t i ~ o oiiciacs n g c i i r as s i i a s f:t~ciidas e i i i
                    s                                                                                                        (;oliingo Alto,--era coiii~i~iica                      ti1.0, pois r1 i i e { l e i -
Africa Algiin-ias i-oruas dc S. 'l'tiiiii. t c ~ i i çoino                                                                   \avu iiiol.i.er de tiiisei-i:i o ~ l i i s l r e i i n t l i i a l i s t n
;idiiii~iisl~~;icfor-es                                           tlo
                             oíic.1ae.s s u ~ ~ c r l o s e s ele1 ritu                                                      Nc\vloii, i - c l ) u t I i t i ~ i c l o - oi o i i i n c i t i s i i iiitliIvi.ciiq:i,
Afiriilaili c i i i i*o:ii.rd:~que liouve cpoca eii-i qiit a                                                                 tl-oqailclo-o, a i l i e s r l ~ irlinii11c)-t1 r o i i i a i-e(1iriiitarl:i
                                                                                                                                                                    ii
rit1iiiriiistraclo1- gci ;i1 da do (:nzei~go, Ixii'n ir eili                                                                 ig~ur;iiici:i, disçii t i i ~ t l o          iiesci:iineiitc os e ~ c i i i l ) l : i -
v i s i t a A prol^ icdades (10 i i i t c r i o r I c ~ aa i i i i r i t o s
                s                                                         \                                                  i-cs xoologicos cjiic elle 1i;ii.a ca iiia~ictavn,Ii.11to
crendos. c o s i i i l i e i r o s c . . olic.~:it.s i i s o i - d e i i s N5o                                               :iiii:ii-guradci rl:t sua roin:igeiii scicri1ilic;t
IIOSS"O ~~~~~~~~ai. que isto fosse ~ ) o s ~ I i \ ~ n r n ens-                            iilc                                     I,:istiii~o csics frictos dolorosos 1)oi qiie i ii I
s i t i i , l i i a s i. ~ i r . o v : i ~ erjiic, g r a ~ r l v s ~ i i l i n r ~ s ,
                                                l                        s                  lc-                              :iiiiigo c acliiii~-ador(to e i c c t i t r i c o ofi.ic.niiisl:i.
                                                             e
i i l i a i i i t a n i 1 ) c i i i :1s S L I ~ S c O l . 1 ~ ~Ç:ILI(~;I~:II-IO~                                             cliic ila siin 1)oiitl:itIe iiigciiiln c. na sria coi11i~ii1c.n
          I)t~ni:\I PL o 13;iiico                    t~: t i ~ i a r i t ~po e c l s u t i eil-
                                                                            r
uni. uiiia iii51)crqào                                 :ts       suiis agencias da *4fi ira.
                                                                                 c
                                                                                                                             Iii 1ii'i 1111 li irli,i rriiii .i iiri\\:i i .iiii]iniili.~, i i i i i.ii:iiii , ~r.iclrir~j,ir
                                                                                                                                                                                                 co                 I               .iiiIrar i
                                                                                                                                                                                 t
                                                                                                                             t i iti1i. 11.1 \ r ~ i i r l . i i 0 ]>1<1o 1. ]101110'i ~iiii11.1liiliIii/iriiii,(o111 f i r i l r I
                                                                                                                                                               1                                                                i1
                                                                                                                             1111 l i 1 1 l,~lll<ll!lll      ( 0\IJ
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                                                                                                                                                                                                                                                 1
        r 1 i]1111iiito ili*[>IC ~ I ~ I I ~ I I
         i 1 1
            1                                               a    Ii \   o1111   ic-~~iii-iiirV.II 11111,i il(*
                                                                                          :i                                 i ,ii t i ~ r i r i ~ ~ i cII(~\ril\  i ~ ~ i iL.HIII~ l<iiIr~i
                                                                                                                                                                               i             11.10 .I~,IL.II   csr (,i\.illit ii r i c< ii,iii
                                                                                                                                                                                                                ' l
   .IIIII~O-,l t i ,Iii\c (I!>\I~~;~iIli~~i~i. ~ i
              r                                          I \ i i i l < ~I i         (
                                                                         l IIII~I, ch/~it     1'01 l r i ,   I.~II?
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                                                                                                                                      ,\
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                                                                                                                                                                                                                   1111.11 IIJI    ( \ t 11,I ICI  Iiii~iii.
                             \~i<~x.iicIc.u. \ l i \ r iiiii l.iiil<i 1 1 . i ~ I . i ~~J,Ii 1ii1.i .irli-
       O iiic-ir ~ i t i i i ~ i l            i <                          ~               li                                ( 1 i i 1 ii i \-.iiliiiiiiislia~liii- I.o.iii(l,i c í i r i l . i \ a r \ t i < ,li t i i i iiilr ii1i1< ~ i r i i i < i
                                                                                                                                                                   ilr.
\.i 1>0111ii.i.   11111111~.iiit1o  .I]~(~IIC!>tiitl.i\ ~ILIXII !,I\ l i 1 1 15 iirii :iilig<i I r 1 1 :
                                                                                                    <      1 1               I I I irrif.i\ i l .icoiiict~iii< <!:i
                                                                                                                               II                                iiiii              \II,I \ id.1 111. l i 1 1 1 1 i!iii.ii io
i10   li<! ifl/l~~rfrrl~1~l                ~                 I 1111<3 tlil< (1, VI! r f i l L \ l i 1 1 [Ili,*
                               r~ll<lllrfi, I , l ~ , l l\l l ~ l i                                                                                                                                                ,
                                                                                                                                       01 i r i t c ilii\li r i r i i l i r í ~ g ; l r l r >] i ~ i t ? l i i t i :irlt i iii iilliiii,iliIi iil!. i IIi -
                                                                                                                                           .
I.t5l,(i,i.  li(.                  i iiili i b.
                   ~'cilli<ii.1~.i . i l 1 ~liiil\.liIi liii iiili\           1iIiiii ~ 1 ' 1 1 " 11 ' l i igii              p111ilic.1, i i i i i
                                                                                                                                             ~               :i
                                                                                                                                                    gr,iriil(~ >I:icisii                                        1          (I(
                                                                                                                                                                                iliiiii J I I L I ~ . ~ ~ 1 l i ~ ~ l i l t t ~ i 11>1\0 i  ~ ~ oI
iiiii Ir)iii.il i111 I,n,iiitl.i í (itiin r i i r iIi ili!,ii.i    i i ~liirlriiiiiloiii.it~<iidii ,I
                                                                                                    !i                       p.it ti' ririiii:i cr~iiii\,;ii,<\r 51iit1ir           .iii<i,l          .i\ ~iii,iiii.ir ii~ii.iii~.ri        iii.ii i i~riii-
\riri~tii111i~t,rty? i / t < t 11i11i1i~,ii1ii
               ifr           r                       iiiii li\ i a i iiirii %iiIii ( \ \ i \ .i\~iiiilti\,
                                                                                  i                                                           I
                                                                                                                             ti i ~i.11.i i ( lriiiii,~    ciiliiii~iislr.it~~.i             r l i . Aiigril.~' ( li,iiii.i-si' 5 1 li (~iiillic        i
.ii>tri\   r l!t*i o   i i i \ i IO   <Ir   ii   1ii    c    i           .i 1i s i .
                                                                 \llirl~li i ic . 'i                111
                                                                                          ~ i i i l r r ) \ 111~1.1   (1.1   Z l l l ~ r,
                                                                                                                                     d    A l i 111 T e <
                                                                                                                                      <)iiciii       \abc   'ic iiiii   ilici
                                                                                                                                                                            iriiii . it
                                                                                                                                                                                    i     ~ i i i l i l i c ~Ir ~ iii L I ii iiii \iiirl .ir iiilii-
                                                                                                                                                                                                             ~    ii
                                                                                                                             c   iiiii*iilri     -
                                                                                                                                      O mciiiilo i .i~siiii
                                                                                                                                                          !
  cloro da pi.o~irir.ia o i-espoiisavel liela siia vida
                   r
                                   c
  eco1iomic.a. I ao shmeiite esta a diiererica que Ilie
                       7 .




  tlii iiina tuiiqáo i~iterraiiie~ite             activa e consçien/e.
          E' ~ i i s t o ,p o r é ~ n ,apleseiitar iiina otltra (11fc-
                                          no
  reiiqa, e eslc favo~:~veI tra1)alho cIo si-. Orne-
  I;ts I' a c~iie refere i~
            :
            .              sc              descentralisnqão, t1enti.o
  dc pi.opria ~ i r o ~ i n ~NOi codtgo d o s r Vlllienn
                                          ii
 riàn fia ii~od:iliclatle, o tiistr i to divisào secun-
 (f;11'1:1,   seiii iiircr:itiv:i, s c i i ~ fiiiiqào, iieiii vida pro-          A explicapao pr6via.    A moderna orientaçáo coloniaf em Portugal     -
                                                                                    Sua origem.      Homens que marcam uma nova epoca -D~scordan-
 pria .rio iiicsiiio se r160 clit com o d o sr. Ornelas                                          -


                                                                                    cia dum politico. -- A argumentaçao contra a autonomia           Sen-
 e m que os distritos da pi oviiici;i d e Moyaiiibicliie                            timento publico e o problema administrativo
                                                                                                                                                 -




 Icim iiidivitIu:ilidndc, oi g;inisacào, :icqiio. Dc iiio-                       Porque é q u e muitos autores condenam a autonomia.- A razão do seu
 tlo c ~ u e eri-i ineii eriteiitler, haveria rnuilo a lu-
                 ,                                                                  desacordo, - O debate doutrinario sobre o assunto - 0 5 grandes
                                                                                    acusadores da centraliíação.       O s partidos politicos e o proble-
c.iqar corii iima revisiio da o l ~ r a                 clos s i s Villieria                                        -


                                                                                    ma colonlal - O s partidos monarquicos - Os particlos demoera
 e Oriiclas. Na d o si. Villieiia coiiservai-se-llie a                              tiros. - O s congressos colonial e nacional. -- As colonias e a sua
siili oi~ieiitacão          poliliça fiiiidniiiciitul, islo P, as suas              açHo autonomlsta. -- A Associação Comercial de Loanda. -- Urna
111~ s c ~ ~ i c õ e s r e l a l it'i furiqào civil tios govei.iios,
                                       vus                                          representaçáo e que s e consigna a opiniào autonomista.     -- Movi-
                                                                                    niento geral d e Angola - - A s aspirações geraes
c l i i u * clc l)lsO\T~lcla,        quer tios (listrilos, a intei -
vericàa ~>ci'i~iai.icti d o eleiiierilo intligeiia c,
                                   tc,
sol)i ctiido, o seli esl)iri to :til tolioiilista ticciittiado.
N;i tlo si. Ornclas accilai--1lie-sc a siia nricnlacáo                               A profunda rriiilayàtj polihca q u e \c. i.enlisou
clc~scciili     nlisla, i11ter-[)i o \ r l r ~ c l a l , coticedcndo aoc        I-ia I I O U C O cin (luasi natfzi alterou o sistciiia : ~ ~ I I I I I -
clistl-1105 IuiiqÒc5 ;1~~1111111~tl'all\':1S                                     iiistrativo das coloiiias Ljcni \ei íllic :i po1iiic.n
         Sào estes os t ~ p o s       csl)cçilic.os d o sisteiiin adriii-       portugiicsa \iiri:i iiriiiia sitiincào tle iiicei lezn rluc
ni 511-:ilr vo colonr;~lqiic os ilie.;iiio\ tliploii~us                  oíi-   iiào se coiiscgliia a tiecessaiia c~~iieludi. cslii-         dc
ciacs c.oIisigiiaiii. Os dos s i s S:ihiigosn c Fri-                            i-ito pai-:i eiitiqai,c111 i-:idicnI e l i 1 i i ~ c     [i=iitisloi-~~i;t
i-cvi-:i cio Ain;ii-al, iiao 113 diivida qiie n á o 1.cali-                     c:ão cle inslrtriicões, qtie fizesseiii aii~pl:is r cloi -
sai ali1 uii~w radical 1r:iiistor iiiacàci, riias deveni                                                             ~
                                                                                III;IS,(111111 i i ~ o i i i c i i tpara o o i i l ~ o (:oii\ct~icoii-
sci- cilliaclris coiiio inlci-iiicdioc rias suas cxpi-es-                       sigiiar, coiitutlo, q u e ha\'ia iiiii:i ol)i11150           co1oiii:il
sòcs iiidccisns.                                                                no p i z , que I~cilic:trialis:itla c oricri t:icla, scgii 11-
        Aiiitda s o h i ~      esle5 asunlus c\çi.cvc.i.ei o que                do os 111-incipiosdcniocraticos CIO iiovo rcg~iiicri,
iiiç ocori.ei, iio c:il)iliilo fii-inl                                          podcr ia c deveria cxci cer iiriia gr:iiide iriflucncbi:i
                                                                                iia scqucncia dos acontcciiiicrili~s                ii:icPioiincs
                                                                                     Qual era essa opiiiifio i clati\:iiiiciilc a s i ~ * l o i -
                                                                                inas aciri~iiiisli~;itir;is         coloi~i:ics,iio iiioiiiciilo çiii
                                                                                q u e iiiila I-cvoluqão pol~iilrir,fcila c1ii:isi rxcliisi-
                                                                                varnctite poi plebciis, cln a1 clcnle :iric.ia c/c i t'-
                                                                                deiicão, dei.rii hou n ri1ori:ii-(111 ia porlug~it?s:i"
    E' o ( ~ u e v o uteritar. definir eiii face dos accin-                              grande coireii te i*eiiov;idoi*iitoiiioii iiii~iulso e
lcciineiitos e da doiiti,iii:t eiii ioga e que cons-                                                                                 -  i
                                                                                         qiie no livro de Ediiardu Costa, , ctdrni~irsit~r-
t i tiiiai-ii, tia ~ ~ o i i c t )
                              iiiais i t ' i i i i i : ~ d e ~ e i i a aiiiloq,
                                                                      cle               (-fio civil das nossas coloriias nfi-icaltirs, recebeu
o fiiii<lo iiioi a1 qirc in:iiitriili:i iiiii cei to seiitl-                            a sua coiidensaçrlo doiitniiaria.
iiieiito riiicris:iiiieii te iiio~nctcir.                                                    Não devia liaver, iião Iioiive, uina doutriria-
                                                                                        çáo lioniogeriea, iiias todos, seni exc1iis- coii- no,
                                                                                        cordavam que o sisteinrt era iriconi1iatível coni
                                                                                        o progresso colonial e os ~wopriosqiie niio de-
                                                                                        hiidiam a autoiioinia ião lhe op11iifia111ai git-
       O t i al~rllliolento tIe :il)sorqào tio governo pe-                              ineiitos de valor, antes a aceitararii, erri prrnci-
la iiietropole de liido clae iriiia legisltib.c?o1x0-                                  pio, se bein <filediscordnsseni d:i sii:i :iplicaq50
grcssiw tiiihn realisado liavia dc ter uin;i i ea-                                     pratica poiido e111 liti(;io s ~ i i i l ~ l eqriestões d e
                                                                                                                                      s
çqài, jecltiicia c rciiovadora, Foi ~ii.iiicipalriielile~l~~ieii[e oportiinidatle. O sr. 1 eixeira de Sousn é eilti-e
ciescie qiie Xiitoiiio Enes revelou, coin a SIIH                                       todos os (pie coii trariam a correilte desceu trn-
Iieln foriiia literaria e coiii a siia giaiide piqeri-                                 lista nus rolo~izrrs acliielle qiie m a i s a prrteiide
sáo de ~ i s t a s ,iiuiii rclntoiio iiiagistral cliie lilar-                          depreciar. Slas --é curioso 1 - esse ilusti-e lion~eiii
caril i1ii-i periodo de grantle ~iiiciativa,                         q~iniito     er-  publico i130 cliier ns coloiiias eiiiancipacias, iiias
i-o, c~iiniila iiiseiisatez e qiiaiito tlesatiiio existia                              concorda c0111 a doiitr-iiia e ate a nl)lailde.
lia Coriiin egoist:i coilio se goveriia\Tai-i.i colo                     as                 ((Coiiipreeiide-se e aplaiide-se, eiii pi-iiicipio,
iiias Mas to1 soliretiido a gei-aqfio (pie :issistiii
 a i:iii~paiili:i coiiti a o (i~iiigiinhaiia, ali liitoii       que                    escreie sua eweleiicia iio ser1 rel;itoi~io, tles-   ti
 coi1ti.a o poteiitatlo iiegio, (file siirgiu a gr:inde                                centi.alisac.5~da ndiiiii~isti-tiyiio coloriial, os tii-
                                                                                                                                    e
                                                                                      ctos, ~iifelizineiite,deii-ioristiaiii c111 eii ti e iiós,
 111 o~:igafl(ia coiiti-n : ceii t i alisnq50 feroz do 1'ei.-
                                i
 i eii-o t l o Paqo
                                                                                      seria o peor dos sisleilias
                                                                                                               ))



       F o i a i i ~ todos os lion~eiisqiie IA, coiiio i i i i l i -
 tares, I)alnlliarniii que, em contato com as so-                                          (Juties falos'? Escluece-se d c os al)0111ni poim-
cicdacles si11 :ili-içaiias, vir:iii~, pelo exeliiplo,                                que não se coiiliece neiilitiiii que deiiioiislre
 c~u:ii~to    (I~leria iiossa niesqliriilia administr-ncâo
                        n                                                             que efeti~aiiieiite  elles llie dão iaziio. Acaso lia
 colonial, busiiiada da metropole, 5s piiiguinhas,                                    ocasi50 eiii yrie o seli rel:itoi io foi piil)lic:idu
eiii telegr:~iiliiias,seili nexo, ilnqi~ele graiidioso                                (1902) tiaha elemeiitos 11:" a cundeuar ti111 sste-
des:il)i ocliai. d c (~ivi1is:i~óes                   iiovns e gt niidiosns           iiia qcie iiiiiica estivera e111 \rigor lias coloiiias'!
 que fazciii da Ailicri (10 si11 o gi-niicle centro de                                No seu disciirso de 16 d e fevereiro de 1007 e1cl;i-
c-qxrleiiçias sociaes e polilicas, t~iie                            COIIVIIIII;IIII   iiiava que-- .jii agoi-n eili t e o ~ i n ,coniliatra a s
: Mocniiil)icliic, daiido iiclueln iiossn ~)roviric o
 i                                                                              ia    teorias ceiitralistas pots que, afii iiia\.a, ellas npe-
leiiia da siia forriiula ,~dlniiiistrntiva.                                           lias se destiriavaiii :i qileiii estti eiii Xtriça pro-
       Foi c0111esses Iioiiicils, coliro Moiisiiilio, Ediiai -                        ceder conio eliterider, seiii se itiil~oi coiii os
                                                                                                                                      tni-
tlo (:osta, Ali es Oriiel:is, I'aivn í :oiiceji.o, FI cii e                           piseceitos legaes.
(Ic Aiiclrncte, So\leral Mni triis, e oiiti-os q u e a                                     Mas iiesse ii~esii-io
                                                                                                               discii rso n1iriii:i qtie se coii-
                              I 'i2
                             --                                                                                                      I 'i:]


trniii iiiii ~mlirestiiiiode ( I ) 2 000 contos - pelos                      dor-li berel, coiitradizia-se, coillo d e i-esio se ri,ii-
qiiaes SE (1era1112 500 contos!-para O ca~~lllilio                   de       t u d i z lodo ;i(liiele q u e roiiilriin o ;iil-a\o
ferro de S~vasilaiicira E ciuerii conieteti esse er-                         liia!, O ~ M reiitrnlisa~do~ ~ l i i i i i ~ i qi>ief*-<i-
                                                                                             d:i                                          i ~ ; ~ l ~   ~
ro'? Foi a pro\liiicin de Moyoiiibic~ueqiie aliida                                          e
                                                                             ~ioll~an:i, afii9iiia que a :iiiloiioilli~i Sei-Ia rlii-         :,
iião tiiilia i ece1)itlo a clefiçieiite orgaiiisnçáo qiic                    lia das coloiiias.
hoje possiie ?           '                                                         O ~ ~ r o l ~si.. o
                                                                                                  r i ])ias (;ost:i, 1150 levoii 3 su:, co-
                                                                             t ageiii a polito d e iieg:ii a ~~i.oficiiict:itle tal s i ~ -
                                                                                                                                    ílc
    - -Aiiida iio seli disciirso de 26 de j ~ i l b o 1908      de
o sr 'l'eixeii-:i d e Soiisa condena a aiitoiioii-iin.                       iein:i aiites e\]>licn qiie r' coiitra ellr ~ ~ o r i l i i c
Porque? Elle o d i ~ porque os gorei iios da iiie-
                                     ;                                       s<i E piatiro «coiii l~essoal(jlie tciili;l ail~oci(l:ide
tropole tein iiiniilido o rleficit coloiiial c porque                        precisa para iielle se coliliai. ,I ( I ) (:oiifesse-se qric,
çoiitiqaiii iliiicins que teve de pagar, l>orclLieo                          iiiipIicitriineiite, siia cxcelt.iicia ii;io coiitlciia o
çuii~iiiliotle ferro d e Arrlbacn ti credor a o tesou-                      sisteiiia, a i ~ l e so aplaiiile e s6 i v C qiie n f;ilta (ic
r o e, liiialiiiciite, porque f o ~         desviado o fiiiido do           cinpregn<los erloiieos c c:il)eLcb                  111e~jiitlic:~. O
cainiiilio <le ferro de Malitiige 'Sudo erros da ad-       ..               SI-. I)i:is Cust:i niio viri tieiii o prol)lriiia u i i iião
                                                                            coiiliece ;is ol)sei.rnqões qiic ;i \titi ai-gitiiiriit;iriio
iiiiuistruqào d:t iiletropole e de que o si. Icixei-
                                                                            :111t01 lsalll.
i-a tle Soiisa olitcve argumentos pai n coiideiiar
11111;i a~itoiioii~ia          (pie 1150 existe.                                  13ec tivaineri te Etliiardo Costa iio seii Ii.;iI)~tllio
       O que ine parece, 11or6iii. digno rle ~ioii(lern-                    foi ao eiicoritro tlclle e resl->oiitlc.iri i i i i i to I~eiii.
         e
~ i í o (pie o si. 'S~r'leii-aiIr Sousli, ~ i o plaiio       seii           « Ile resto, escrevia 15diinrdo (:ost:i, (-) sc iitio l i t i
<\e govcriio qiie alirese~ito~i              qitaiido foi nrlainti-        fiiricionarios capazes dc 1)eiii {rtlliirrtrslr l r r ns co-
d o chefe d o scii partido patrociiia n tlesceiitrali-                     loiiias i11 loco, p o ~ . q ~ ns Iiavcrii par a ;li, : i c i ~ i i i -
                                                                                                               ie
sacáo adniiiiistr:itiva pai a os distr.ilos da iiie-                       i~isti d e loiige, tle I .isl)o:t'))) i o11lecc;río i., c.oiiio
                                                                                   ai-                                \

ti.ol>olr, mas iiega-:i para as coloiiias c i. de olii-                    sc Y~I,      triiii~fiii~le, parece iiici-ivcl qiic i r i i i Iio-
                                                                                                      e
li130 qiw se e<Ic~eiiiodificar o rcgiiiirii <\c23 de
                                 (i
                                                                           incin coiiio o si. I>ins t:ost:i, coiisiclci :itlo f ~111-
iiinio d e 1!)0/, ~)rociir;iridoestn!>elecei-ilicirs c ~ c f i -           cioii:ii.io iiiteligeiite, ] i » 1150 coiiliet.c\ic ~ ) t ~ i : i
                                                                                                             :
i ~ ri r i y eil<*lrrdo yoi?ri.ilo do ~ r i e lopol<~ {idilii-
                  ~                                   i       itn
                                                                           iiúo iiicidir iio erro clrre :ipoiito.
I I ( S ~ I ' ( Z ~ ~ /iilitltc~11-« (Im C O ~ O I ~ ~ C qiier no qiie
                      ?«                                 IS,
                                                                                 Mas Ii:i, :iiiid;t, i i i i i oii ti o ai gliii~ciilt)c eisc
d i I-espeito iis tlesl>ez:is, que1 iio q u e (h.! respei-
         ~                                                                ~i:u*ece-iiie Iilesiiio iiiais feliz c iiinis t11\:1iitcl,
to tis i.eceit:is)). Ora iito i. tiiclo qiiarito 113 iiiais               iiiíiis coiicliitle~ite cliic ~)erleiice SI .J:iciii lo
                                                                                                      e                      :i()

ateriador e teiilio 1)cii:i qiie o sr. 'l'cixeirn de                      (:niicliílo, i)i/i:i o cliete iincioiialisl;~,       coiii tiiiia 10-
Soiisn iiáo visse qiie, cniiiieiiriiiclo, como conde-                     grca i igoi osn c iiisofisniavc.1 r ( 0 iiicsiiio Iioiiiciii
iioii, o tralado coiii o 'l'iaiisvaal, que foi nego-                      -(deu-se          o caso lia Iicni l)oiiros :iiios cniii o
ciado poi oi-deiii da iiietro~>ole,                                o
                                                        r~u:~iido si..    s r (leiiei.:lI (;oi'ião, ( I ) o ~.espcitode Ml>~:iiil~)i-
(:astil110 jti tiiilia coiilelrdo o erio d e susl~ciider                  -         -
a reforiiia ncIiiiiiii,strntivri do govci no regeliera-
                                                                             () I   i i r l i i i ~ ~ i i (? i! 170 1 iciri.
                                                                                                           t ~                 rtt
 que) -esf:iiido iio eaeicicio do gore1 iio de qual-                                                       se
                                                                   piii.:i ; iiletropole conio aiiicl:~ iiiruiteelii Tieis
                                                                              i
 ClLler pi.oviiicia, iião pode resolver o iiiais iiisi-           :i    iiiiiu so1)ertiiiia cjiie as iiáo vexa iieiii iiiilicde
 gllificaiite nssirnto, sern p r f ~ i a   aprovação d o riii-    :i seiis proglessos iiiateriaes e iiitcleclrines Jti se
 iiistro do riltiLaiiiar, mas seiido eIle iiiii~istrore-           vè, pois, qiie o joveii e tIisliirlo escritor fracas-
 solve tudo ,, E' iiicoiilroverso, perante estes dois             sou lia sua arguiiieiit:i@o e taiito mais evitleiite
 argriineiitos, o de Eduardo Costa e do sr .Inciii-               é o SPU erro rjuaiito iitjs veiiios que elle eiii oii-
 to Catidido, qiie se coiripletaiii, nao lia objeções              ti-:i parte rlo sei1 livro (pag 2(il e seg ), se 1110s-
 e sO iinia teiiilosia iiiacreditavel, poderli manter             ti:i adepto do regioiialisiiio e dum:i I:irgti iiiiei--
 de pi. unia organisaçào cliie n pratic:l condena e               veiiqáo dos iii~iiiicipioslia :idiniiiisti.açáo colo-
a Iogica reduz a iini valor ii~ilo.                               iiinl      Vne iiiesiiio iiiais loiigc «Coiii i.espeito a
      E' assim seiiipi-e contraditoria toda a obje-               tiiiaiiyas coioiliaes, e;\l)lieii o sr. F. I< Ca Silva,
cão qiie se erga coiitra o a b ~ i s oceiitralista que            clizeiiios cliie as graiides asscti~l)Ieias        devei.raii,
doiiiiiia. Aiiida o si. Fernai~doEiii'gdio d a Sil-               iiáo sci orgaiiisai os or)anieiitos coi.11 as ieceitn.;
va, iiiiiiia disserlaqáo acadeinica se riiaiiifesta               e desl~esas     respei1:iiites a lodas as frayóes adnii-
çoii t i a essa orgaiiis:ição diííelido qiie n aittoiio-
                                                (I                iiistrativas dtis coloiiias iiias taiil11eii.i Iini-iiioni-
111ia coritlii/ {isep:ir:ic,.50 O proprm iioiiie o 111-           sai- e corrigir os 01-qaiiieiitus iniiiiicipacs ~incluilo
~ i i c n (1) Svrileiite o autor teria dificultiade eni
         )I                                                       qlie ])i-igasseiii c se coiiti-ntlissesseiii as siias i i i i -
deferider este nrgriiiieiito se o leirte da cadeira a             posiyões.)) Estas palavras Ia Iiriiitai~i      ruiirto a su:i
que n dissei.laçáo era destiiiaci:~o cliainasse ri                op1n150 sohr-e os iiico~iveiiieiites11:i nutoiioi~iiti,
prtIi-rr. Efectivai~ieiite e hlstoria ia freiite 116s
                                  d                               iiias o que iiiais a restriiige ti quaiido diz c[iic
veiiios que os Estados IJiiidos se afastaram da                   6 1ui:to (Ias asse~iibleias      que or-gaiiisni iaili os oi-
iiiile ~)atrsn ~iorcliie esta llie queria coartar as              cniiieiitos geraes, os iiiuiiici~iios iiicriiill)ii-se-
strns legalias; cpie as colonias espaiilioias da                  iaiii cio e1al)orayào e execução dos orqaiiientos
Aii~ei-ic:icio siil, c pai- f i i i ~C i i l ~ se, i-evoltarain
                                               ~                  locnes, \~erciadeiroscodigos taiiil)eiii das receitas
por 1150 terei11 regalias nem autoiiomin, que iiio-               r despesas, i10 seiitido da crrrtoilor~licr iinaiiceiin
tivai aiii coiistaiites r-ecl:irnaqões e qiie o proprio           çoi~ip;itiveI coiii tis iiecessitlatles gci nes da colo-
I3razil iii:irs depressa se afastou rle 110s por iiioti-          LllH   11

1 os politicos que iiào e s t a ~ a m     longe da coiicessão           Aqui temos pois que ii:i detluqiío logica dos
diiiiia ntitoiioiiiia a que tiiilin tiis-eito e a ylie se         seus raciociiiios o si. Silva atk a pi-opria ],:i-
Iial~ituar:~,   depois qiie do50 VI se foi acollier h             lavra aiitorioiiiia eiiilii ega 1):ira renlis:ir i i i i i pla-
soiii1)r;i I~eiielicatlns siias ai+I.oi7cs    gigantes, mais      iio de adiiiiiiistrnc.50 colonial. . eiii ( I L I C iião cjiic-
ag~'adavelque a artiiin 1iari.ac:i de cnriipaiilia, eiii          i.i:i :i aritonoiiiia! L)e fiicto se a divel-geiiçi;~      est:i
giiei-i.:i eiiiliarncosa                                          :ipeiias iio Lei-iiio ptr1-1trntcvtto isso poiico oii ii:id:i
     Eiii c o i i l i a p o s ~ à oa Auslralia, o (::iriada, n    alteia ri de ia fiiiidaiiieiitnl. Pai-laiiieiito, nsseiii-
Afi-ica tlo sul, etc, coiii ;i grciiitle niito~ioiiiia            Iileiiis locaes oii regioiiaes. oii o qiie se cliieii:i,
que g o " ; " ~ , nào s6 iião são eiicargos oiierosos             Liinn vez que sqja a coloilia qtie t i tite iin s~i:i
                                                                  :i(tiiiiiiistrncrlo. Niio sc iltz ([iiesttlo (Ic ~ ) a l n \ -ai,
                                                                                                                                 s
                                                                                 "
                                                                  ~ ) o i sque » O 111 i i ~ t ] ) i o6 csse~ici:il. Nota-se,
 pois, c~iicos 1)ro1)r1oscliie se ;ipresentaiil coiilra-                                                tem dado 1x1s coloiiias inglesas. A ti.ansniissCo
 I-ios a tal sisteiiia o cief'ciideiii coiii a siia ai-gri-                                             <Ia ~woprledadeprecisa ser siiiiplificada.
 ii~eiitaqiío.                                                                                                 ((Melios foririalidndes, iiieiios papel 1
     Aiiidri este ~ o v c i i  escritor iiiiili trabalbo apre-                                                  :
                                                                                                                E
                                                                                                               @' iixii absiirdo querer aplicar as leis (10 coii-
 sen ta(2o 11~1111C ' O I I ~esso de scieiicia adniiiiistra-
                             I
                                                                                                                           s
                                                                                                        tiiieiife A iiossas cololiias. Os ~ n e i o ssfio di-
 tiva iiiosti.;i-se adepto di~iiiaa i i i ~ ~ ldesceiitrali-
                                                   a                                                    reiiies. E u111a das coisas a atelider C aos iisos
 saçào. - Iiidecisóes prolirias da cdacle, mas que                                                     iiidigeiias, de nconio coni os qiiaes i. preciso legis-
 c!esal)arecerrTci cju:ii-ido tivei- ntiiigido iiilia niellioi-                                        I:ir Para esta desçeiiti.alisat;ão faz-se e~~ideilte-
 iioyt-io cios Seiioiiieiios                                                                           iliente inister ci-enipiriii tuncioiialisino cololiia1
                                                                                                       que possa responder pelo Iioiii f uncioiiai~icii                           to
          O si., Mai.iioco dc Sousa ( I ) esse iieiil inesiiio                                         da v~dada colonia ; e eii peiiso justaiiieiite em
  : coiitrarin sendo tIe parecer clrre sb se liode
   i                                                                                                   preparar esse corpo c«lulii«l rri~~plin~itlo                        (1 ntnnl
  rea1is:ir eiii detei.ii~iiiactus coiidi yóes. I)ncordo;                                              clsco!a culorii«!, de rt?«do a (]ire ell« pussn /)>r 17P-
  iieiii e possivel i-eirittiiv-sc iiiiln opiiiiáo que, ein                                            c.c.ii-iios ru~i pcs.socil qrre trith(c ccrpcrcitintle pto.cc
 p:u-te, e ra~onvel,iiiiia vez clue se 1150 tome iirini                                                                                                              s
                                                                                                       r o ~ ~ i p l e f t rri .pl n i i c n ~ . ~ y i ~ t c i p i otki c!rsr-crlf~
                                                                                                                                               os                                a-
  seiitido eacliisi~istn,                                                                             Ii,sncGo A desceirtralisnqiio ,jii 1150 6 un1:i ilovitla-
          Mas este incsiiio seiilioi-, iiiiiiia i ~ ~ f . ( ~ ~qiie~ l o r u de: o coiisellieiro Aires de Oi-nelas jA a p6z em
                                                                                      '~
  foi ~ ~ l l ~ l i c a d o ' o i , t « , joriial qiie se pu1)lic:i 1111
                        no I                                                                          pratica elii Moqciiiil~iclue Mas o que eii desclo i.
 cnl>it:tl c10 norte, nfii.~iiori,clu:iiido rniriistro, ter-                                          fa~ei-        obra iifil e iião pessoal.»
 rniiiaii teiueilte, sei ta\loravel no sisteiiia ingl5s.                                                     Portaiito o sisteiiin iiiglCs 6 o qiie o si-. M:ir-
          Sáo estcs os seirs ])i-ol)r~os         terriios que registo:                                iioco de Sorisa tcnciolia\~aaplicar Lis coloiri:is
          - «Ei:'ii~dispeiisavelfazer n i-evisào ndiiiiiiis-                                          l~ortiiguêsas Parece-nos, t o d a ~ i a (pie Iiouvc itiiia,
 tr:iti\~idas iiossns coloiiias so1)i.e os pi*iiicipios                               da              ta1 011 <~iiaI         corifiisáo ria sua iiianeii-n de ver pnr-
 tlesçeiiti.alisag.50 I:" Z I ? T ~ ) O S . S ~ U P C S ~ C I I '110 i'ei-r'eiro
                                                    I                                                 que, em oiilro Iogar refere-se ;io sisteiiia adota-
                                        cu
 tlo IJtrc-o cz cidi~trliis/i-ccj, colo~tresPor 111iriiogirt!                                                                                 pelo
                                                                                                      do eiii Mo~ainlii(~ue si-. Oiiiellas, que c t l o                       !
 o 11iiriisti.o r o ~ t l t ~ O p1'0õle111«co1011r~r1,
                                  ~(r                                      111es1110                  iiiodelo í'ranci.~.Feito este relitiro note-se qiie o
 ( ~ [ l c *wjrr iriii colorirtil, IorIos os dias sul.gelli nspc-                                    I I I ~ S I I I O qtie sua esceleixcia rsti~essede nc.orclo
 c.tos j,onos clrtc' .sO Iti .vJl)arln~r         ctp~-rc~~tIer ceil-     A                            coiii o sisteiiia coloiiial iiig1i.s iião seria cstc o
 tralisnt,:ào sol^ ?carrega de deliiora c atE de despe-                                              preferido.
Las iiiii tcis a vida :idm~iiisfi,ati\~a colonias. E:"das                                                   Passado teiiil)o o clicfe rio gowi-iio de qiie
,1ji.c>cl.5o -1ltcs 1~1cris
                d,ii                  rtrp«c.itlntle c i t i r i i i ~ ~ i s i f . c i l i i ~ r r , qiie ele fazia parte, o sr 'Tetseira de Sousn, co-
~ . U I J I O1 I~i!jlntc~ te111jrrto cís siitts co10~1ia.s
              (           i (1                                                     cltre             ino qiielii replic:i A afiii~iri~<ies seu iiliiiisfi-o,
                                                                                                                                          s                  cio
          (/(~sr(~~ttr(t/t,sncfioc r ~ r z t ~ * t t i . ndo,s i-uzGe,s
                                 ~~~z                  i111ta ~ n                                    afirinav:~tarnbeiii 1 um redator d u iiiesiiio lar-
                                                                                                                                           1
rlo seir / l o i ~ e , s c ~ l i ~ ~ e registro 1)r-edial iiltraiiia-
                                    O ~~lo                                                           iiril
                                                                                                            - « ~ { I Iacjio o pi-iiiciyio cI:i desceii t i alisacúo,-
i ir10 P ~ ~ r c c i t:iii~beiiisiiriplificai--se e talvez apli-
                        so
car-llic o ncto iOr.~-c.rrnqiie t:?o bons i~es~~ltndos.                                              atelide-lios o sr. Tcixeiitl de Sousa, - iillirt bela
                                                                                                     teoria. A)]' que de Deus cfiie se teem apIiçatIo
                                                                                                     hs çoloiiins jiiglesas, roiii otiiiio~                   i-esiiltados pois
                                                                                                                                                                 12
 sim, mas as colonias iiiglèsas sào 1)ovoadas por                                    eùucaiido a colonia para a descent ralisação, siiii,
  inglèses que iiáo se parecein iiada c0111 os colo-                                 seiihoi*. Agora, descei~tralisação,desde jâ, 1150 I))
  iiiaes l~ortiiau$sas. O livre di~.eitode legar faz                                     Teiiaz teimosia a deste ilustre e genial esta-
       iliglês o Rorneiii de iiiiciativ;i que vae para a                             dista. Qiie sei-ie de coisas tão fallias de logicn!
  Africa do sul procui-ar fortiliia, apetrechado pa-                                 Coni as coloiiias lia mSio tudo serH progresso,
  i    o rstruggle)), e obi iga a eiiiigrar não sY as                                mas 1101- desgiaaça, iiiesiiio coni essa orieiltaqáo
 classes baixas coriio o ((gclitleinari» que iiáo p6-                                d e maiiclieia, foi eiicoi-itrh-las arruinadas. Passa
 de contar com os niilliòes estei-lriios do pae.                                     um atestado de 11icnl)acidade civica ao p o \ ~ 31'01-
       NAS coloiilas iiiglèsas teeiu, por coiiseguinte,                              ti~guêse, coiiitiido, passado pouco teinpo, esse
 iiiiia I ~ o l ~ u l a q áeuropeia iiiaiol. e iiiellior. Ora
                               o                                                                                          ~a
                                                                                     iiiesmo povo dii-lhe a ~ w o \ mais frisante da sua
 lias coloiiias portiigiiêsas o que siiccde? Que iião                                vitalidade iiioi~al,com uina grandeza de altiia,
 teiiios geiite, eiii 1,oureiiço Marelites por exem-                                que cliega ti desculpar até todos os crimes coiile-
 plo, para iiioiitar irina caiiiara iii~iiiicrpal Como                               tidos. Atesta l~orerno mais perfei to descoiilieci-
tl. qiie unia popiilaçáo que 1150 teiii geiite para                                  ~iieiito d:i organisaçáo colonial inglèsa qiiando
coiistituir o corpo que iel~rcseiitna priiiieira re-                                 afiriiia que as colonias li50 podeni dispor livre-
g:ilin duiii p o v o , o iiiunicipio -- pode iiiciilcar-                             iiieiite dos seus recursos proprios.
se 110s casos de requerer unia autoiiomia adiiii-                                        Aiiida nega o direiio h autonoiiiia por iião se
 ~iistrati\'a Isto eiii ~ ~ r i i n e i r o
                  '?                               logar Elit , S P ~ L I I I C ! O  fazer, teiiiiosaiiieiite, a eleiçào niiinicipal, iiiiiiia
 l o g a ~ .rc 11111111cr c.rperi~rtciatlc ~ ~ I Z I ~ ~ da I I Y ~ I( I I + I -
             ,                                                 S ~ I                 terra oiide lia associaqões populares e comei-
~llin, quc j t i orupc.i cirrtrs u e z t J ~ ,~ I I S I I I O L ( - I I I11s~        ciaes e de proprielarios, alerii das de iiistruçúo,
 o ( I ~ ~ ~ ( ~ ~qrze I pcri cr a c c o ~ l o ~ i - culonral lia ter
                      P I s                            i~n                          adiiiinistradas corii crilei-io e economia, e oiide
cts c-olo~iicts 111fioE Lsei que tis vezes, para aii-
                     11a                 ~                                           lia casas iiiiportaiitissiiiias e 11ancos eapleiidida-
 torisar iiii-ia despeza d e 27$000 reis se gasta111                                iiieiite clirigidos, oiide, eiifii-ii, sri o estado dli
treze iiiil reis no telegraiiia, inas tninbeiii sei que                              provas de iiicoiiipeteiicia. eiii Loureiiço Marqiies.
se gasta111 treze mil reis ])ara evitar que a coloiiia                                   Proslgainos, todavia, ria nosso exposi<j.ãoe 1150
( rrc) gaste iiiu tilriieii te quati oceiilos iiiil reis. De                        nos denioreiiios riesta lastitiiavel prova de de-
 I esto, as cololticrs irq~l$scis            sfio nritoitoniris, Icem o             sorieiitação politicn.
                                       ~e~ t»,
S P I ~« s e l f - g o o ~ i * ~ z i ~ I1lfl.F i qzlrc~lt~ ( I ~ S P O I '
scli.5 ~~~~~~~~~~~os 11do o pode111fiizc~~. licpnca    .wnz
Illefro]~ol~         (2iie seria d e Aiigolii se pudesse dis-
1Idi' Iilrreiiietite dos seus ciiitlieii-os Qliaiido eu
tolnei coiitn da pasta da iiiaiiiiiin, as cololiias                                      Uiii acadeiiiico ( I ) tanibeiii afirnia (pie neuliiiiii
dava111 uiii passivo de 3.000 coiitos! Deixei-as                                    dos sisleiiias, cm absoluto, 6 vaiilajoso e aceita
c0111 ri siia I)alaiiqa eq~ii1il)rad:i.Ayoryr uirii ~11-                            :i autonoiiii:i sb eiii deterniiiiadas coricliqões.
                 i ~ ' ~l ~r ? ~
~ ( l l ~L ~ ~ l g ~ ( '(o I~ 11111 (c(!(>fic1[))
                                    '                                   l
                                                          d01.y l ~ l l ~ 0 1 1 -   Alas que iiiil>ort;t isso, iiiiia Ire,: qiie se coiicoi de
tos Pai-talito, cluaiito a iiiiiti. lios ri50 ~ , o d e l l ~ ~ ~ ,
                          a~           .                 da
        enic~ilaiit~, l i c a i o ~ ~ r i i i c l p i o desceiltrn-
Iisaçào. Aiii1)li:iqão tIe l)odei.es, que                         iiiesliio
 c[ue tal orieiitayiio adiiiite iiin estado mais ain-             lios iiiter1~2lil3 iniiido até para f a v 0 1 . e o ~ ~          ~
 1310 d o progresso e de civilisaqáo? Aiiidn voliio               seiivolineiilo iiid~isll.in1e coinercial beiiefrciaiido
 adepto coridicional da autonoiiiia e co~ivenieiile               a pesca, (sic) o autoinol>ilísrno (sic) ci e:iiido liin
 iiidrcar o sr. 1,oiirenqo Carola qire lias siias liqões          depos~to carváo ria ilha de Lo:iiid:i (sic) daii-
                                                                                  de
 de Escola coloriinl a discute e ern certas condicGes,            do graiide esteiis5o iis Iiililas leiegr~ficas pos-            c
 sO a aceite, bem como os srs. Lima Bastos e                                            (c sic).
                                                                  lus ~ ~ i i l ~ t a r e s ~ ~
 Alrneida Garreil, professores da iilesrna escola.                        Mostra isto as i i i h iiiforniações rlue Ibossiie
      Fuiidamental~neritetodos estilo do acordo ;                 siin esceleiicia e que, sinceraiiietite o declara-
 apeiias divergencias cle o~~ortiriiidnde. iiiii   Mas            ~iios,Iioiive ciiteni estivesse troçniido d e si :\o
fiincioiiario do ininisterio da iiiariiilia, o si.. Au-          liitlicar-lhe essas coisas, Procure sua exceleiicia
 gusto Ribeiro, tem-se iiiosirado uiii adver sario               1)oa fonte de iiiforiiiaqiio, leve o seii grtiiide cs-
 1160 sei se coiiveiiciclo duma autonoin~acont-                  p i r ~ t otIc curiosidade a porito de a coiiseguir de
pleta, e no Portugal elri Ao-ica, ii:~ siia croiiica             pessoas 1)eiii iriteilcionadas e ver5 que 1150voltnid
de abril de 1904, cliega a cliaiilar tlescc.nii.rrlrscr-         a pulAico corii seinelliante iiiaiieira tle ver. O ciis-
qúo pr.czfzcn ao sisteii~ai11  tra-ceii t i alista até :irrui    t i i i to esçi-itor çoloiiia1 iiiod~fictlrja1 ofii~idaiiieiite
                                                                                                                  11
seguido! Ao yuc leva a aiiçia de depreciar i i r i i             a siia orieiltacão sc algriem q u e iiâo o e s l i v e s ~ e
yriiicipio. LTniarguiiieiito contra n ce~iti-alisaqiío           a desfrutar Ilie desse iioçóes segui-as e e1at:is
iiponinda por este croiiist:~6 yiie :i testa d o cn-             do estado cnlaiiiitoso das iiossas coloiiias. O s
           de
i~iiiilio ferro de Airihaca foi colocndn eiii 1,oaii-            arguineiitos piieiSis de qiie se ser1 e, eiil (lesar-
 da ((coiiti-a todas as iridicnções, o-são os seus pi'o-         ii1011ia coma sua ciiltiirn, serrnin completnriieiitc
prios termos -a parito de ((agi-nvoi* eilcargosos                nboiidonados.
 de coiistruç50 forqaiicto a iiiaioi. tai.ificnqiicr dos                 Seiii ofensa ao coi~iprovado           iilerito I)iirocrn-
tiVaiisportes e dificultaiido o ciesenvolviineiito                                              de c(Ecoiiomia coloiiial.
                                                                 tico tlo si. ~ ~ r o f e s s o ~
doutra povoaç5o suscetivel tfe largo f'~1tt11-o,           se            Ha, aiiidn nri ii-iesma orieiitnyáo, a opiii~ào
fosse iiela colocado a tesla (10 caminlio de fe'erro)).         d;i coniissão clue deu parecer. solwe o oi-qni~ieii-
      E :i ciilpa dc que111 fo'ol? Não foi tudo islo i'e-        to iiietro1,olitaiio de 190!1-910 eiii qiie cliz a S o -
solvido ],elo govei-rio tia ~iietropole,sern n iiie-            iiios cie opiiiiùo qtie as iiossns colonias poclelii
iior iiigereiicia da coloiiia') Mas o inesrno cro-              e tlcverii viver coni recursos 11ropr10w)
iiista E diima ingeriuidade tão candida qiie ate                         <i(:oiiipreeiideinos a iiecessidntlc de dcscr~i-
escre\c que «lia frilt:~de iiirci:itiva local)>c qlie           li alisaq,;to coloriia1 o
«Iia iiina larga desceiitralisacão e 11111 foi-te de-                                                    ll            io
                                                                         «Mtrs leual. cssci d e s c e i ~u~~ s t l ~ i nli; (to ~ ) o ~ i t o
senvolviii~entocia acqão local ,). Salvo iiiellioi.                                  y
                                                                ikrs c.oloi~icrs a s f a r ~ n t  intorl~~~udnmertio       o s tlliilivz-
jiiizo sua eeaçeleiicia talvez iiào reparasse ila coi--         /'o.\ do nzetropol~,                      ~
                                                                                            11Zo con~pr ~ n d e n r o s
tradição eni <pie caiu, o qiie 1150 adinira \.isto o                     A iliesiiia cega rega, ~ 0 1 ~ 1se ~ ' 6 A iiiesi~l:l
                                                                                                                 0         .
sr. A. Rllielro estar deferideiido uiil abstirtlo.              ol)l'lifio de qiie as coloiiias teili iiecess~cl:ic~c                 d:l
     O inesxilo cav;ilheii.o diz tanil~eni      que Aiigoln                                lilns,
                                                                de~c~~~ti.tilisaçáo, ai~itln,a errada iiosáo de
iião teni jiistificado as suns reclnriiacóes e ariida           ( p ~ c~ ~ o l o i i i n s atiiiiitiistrarii n si ])lopliai*.
                                                                                          se
:tfiriilc7, cont~-adizei~d~-se, de iio1+o,q i i e os gover-     E' pelia, l.e~liiie~itc, os ~ ) ~ l n i l l e i i t o I - Jes-
                                                                                                 cjuc                               es
coilheqrini, táo prof'iiiiclt~iiieiite,o iiosso sisteiila                                           coloniaes. E assim rniiito facilrrierite, se explica
ndiiiiiiistraiivo, que 1150 teiilirii~i                  lido os relntorios                         porque a nossa administracão ul tibaniarina, t e m
de quasi todos os goveriiadoies do ulti*aiiiar,                                                     o tom uiiifoinie, j~ezado e inadaptavel a qual-
especialiiieute os expleritlidos traballios ile (:a-                                                quer territorio qiie todos iios conheceiiios e d e
bral Moncada, Aiitotiio Lies, Moiisinllo ile Al-                                                    que tanto sofrem as inesiizas coloiiias Ficará,
l)iiqiiei-c~ue,Eduardo Costa, FI-eire tle Andrade,                                                  pois, assente, d e que o iiosso Terreiro do Paqo
Aires Oriielas, e q u e a d ~ r ~ a 1)aseados nuiiici     i~i                                       por fori~ianlgiima quer rntiicar o grupo de fui1-
igiiorniicia grave, nrgumeiitos tâo ])erlclitaiites                                                 cioiiarios que ali trabalhani, iieiii qtialyuer dei-
        Porque k preciso repetir-se, seiilior-es, clrie as                                          les eni particular, [nas e unicamente n orientn-
coloiiias 1150 tciii a meiioi' p:ircela tle ingeren-  I
                                                                                                                                              e
                                                                                                    c50 adrniiiistrativa que dali dii-iia~ia, pela qiial
cia iio seu govei'iio.                                                                              e moralniente respoils;ivel o niiiiisti-o, e os seus
        O Jor-nnl dcrs Coiorircts que desrinpeiilioii tlio                                          colaboradoi-es esseiicraes, os 2 o u 3 coiisellieiros
ilolii enieiite o papel de porta estaridai te contra n                                              intinios, aquela especie de fiz Tudo de carteira,
eacessiv:i ceiitralisaqáo do iiltraniais escrevia nes-                                             a que ja aludimos nials acima (I)
tes teriiios concretos e enei'gicos, çi'eiiios que pe-
Ia pena do saudoso publictsta e go~rei-riador                                       tle
Angola 13 Costa « O que cpier d i ~ e r então, Ter-                 ,
ieiro do Paco7 Eapriiiie a orieiit:ic,.ão e as idéns
fuiirlariieiitaes cllle j)residein it iiossn adiiiiiiisti.a-                                            Ciibral Moncada, foi rude para coiii uiii siste-
qáo ~iltraiiiariiia,      tatia [ ' O I I C P I I 1 f l ~ 1 ( 110 I I I Z I Z ~ S ~ ~ I ' ~ O . » .nia de adriiinistrar que iiiipedia uina boa 01-dem
                                                  ~           1
        « (>iieiii s;io esses Iioineiis 'l'                                                        c u m proficuo progresso. O seii r-elatoi*ioqiie c
        (1Em priuieiro logar os iiiinistros que iiiiiitei--                                        uiiia peça de fiiia ironia literaria põe a descobei-
1.11t:iiiieii tc seguem ila iiiesrna estrada. . qiie iiáo                                          to a cliaga pestilenta da nossa vicia g~~~ei-iiativ:i
e eiideii teiiieiite a de L)niiiasco.                                                              colonial. Ahi terão os recalcitranies niuito q u e
        «Mas seqjntiios,!ristos: os iiossos iiiiiiistros do                                       apreridei- Escrevia o extrnto goveitiadorq dib
i i l ti-aniar, escolliidos ao valor das coiiveiiieiiciiis                                         Angola:
politiças cliegani a táo importaiite lugai' seili pre-                                                 a No v tl-{ice (ia piraiiiicle repi eueii t:iliva d a
1)nra";à" suficieiite, e seiii orieiitiicAo defiiiida, e                                          nossa admrriisti.a~ãocolonial ei-giie-se tiliia cliies-
q u e os toi-iia de ~ ~ i ~ i ~ i c i i ~ i o  e111 cilrigidos eiil \TL                           tiio a qual eiitei~do nieu dever ~eferir-ine
                                                                                                                          cie                           iies-
sereiti dirlgeiites da adiniiiistl-:ic;ào que Ihes 111-                                           te relatorio, embora liçeiraineiile, porc{uarito a
çuin1)eiii E qiieiii dirige eiltão o ii~iiiistro,pelo                                             julgo diima inil~ortaiici:i seiisivel 1m-a o f i i t i i i ~ )
111~110s110s seus ~ ~ ~ ~os i~~assos'?    i i i c ~ Alguris, poii-
                                                                ~                                das nossas coloiiias, o qlie o mesii1o 6 qlie di/ci
ços cleçei.to, dos yriucil~aes                    iiingtiales cio iiiiiiis-                       ])ara O fritiii-o (10 ilosso pau. Quero referi1 -iiie
terio Isto 6 , o Ultraiiiar yoi.tiigut:s esth seiido                                              :io sisteili:i, jb coiii raiLes nit nossa adininisti ri-
gover1i:ido por 2 ou 3 lioiiieiis qiie, qiiaesquer                                                cão, em deiiiasia centr:rlisador, que teiii residi-
que sqjaiii as srias f:\ciildadcs de t i nballio e de                                             do A gereiicia das iiossas coloiiias, toi-iiatido rlc-
iiiteligeiicia, 1150 teeiii a oireiitnq50 coii~eiiientc,
11~111 o çoiilieciiiieiil o prtitico (Ias iiecessidades
 qiie tal orieiitac.iio adiiiite iiiii estado mais am-        iios iiiterveiii n iiiiiido atii para fa\-orecer o de-
 plo do pi-o,oresso e de civilisaçáo'~Aiiitla conio          seiivolineiito iiidustrial e coiiierciai 1,ciieficiaiitlo
 adepto coiidicional da autonoiiiia ti coiiveiireiite         a pesca, (sic) o automohi[isino (sic) crealirio ti111
 indicar o sr. Loui-enqo Caiola que iias suas 1iq6es                            de
                                                              d e p o ~ t o carváo n a ilha de Loaiidti (sic) daii-
 de Escola colonicrl a discute e em certas coridicões,        do graiide exteiisão As litilias telegraficas e pns-
 sb a acerte, bem como os srs. Linia Bastos e                 tos i i i i l i t:tres (e sic).
                                                                             ')


 Alineida Garrett, professei-es da iiiesinn escola.                Mostra isto :is inhs inforniaçóes c ~ u cposstie
        Furidanientalmeiite todos estr'ío do acordo;          siia cxceleiicia e cliie, siiiceraiiierite o [teclara-
 npeiias divergencias de oportutiidade. Mas triii             iiios, Iioiive qiieiii estivesse troçairdo d e si ao
 ~iincioiiariodo iiiinisterio da liiariilha, o sr Xii-        iiidicar-llie essas coisas. Procure sua eaceleiicia
 giisto Ribeiro, tein-se iiiostrado uiii adversarro           1)oa foiitc de iiiforiiiaqfio, leve o seu gi.:iritlc es-
 1150 sei se con~eiicidoduilia aiitonomia coiil-              ],w'to de curiosidade a polito de a coiiseguir cic
 pleta, e i10 Portugal ent Afisiccr, lia siia cronica         pessoas beiii inteiiçioi-iadrise ver6 que 1150 vollai.5
 de abril de 1904, cliega a cliiiiiiar dc.~cent~.crlisn-     : ~u1,licoconx seiiielliante iiiaiieira de ver. O ci~s-
                                                               i
 (-cioyrtrilca ao slste~iiaiiltra-ceiitralista atC aqui      triito escritor co1oiii:il inodificarin profiiiidainciitc
 seguitlo' Ao qiie leva a ancia de depreciar unl             :i siia orientacão se algiieiii clue iiáo o estivesse
 yriiicipio. [Tni arguiiietito coiitrn a centralisa<áo       n desti-utar Ilie desse noções seguras e exzitas
 apontada por este croiiista C. (pie a testa do ca-          do estado calaiiiitoso das iiossas coloiiias. Os
 ili~niio ferro de Atiil~aca colocada ein I>oaii-
              de                  foi                       arguii-ieiilos ptieiSls de qlie se serve, eiii (lesar-
 da «coiitr,.itodas as indicaqõcs, D-s5o os seus pro-        iiionin corna sua ciiIlura, seriani completniiieiite
 I I ~ I O S termos--a poiito rie ~agra\'aros eiicargos      al)aiidoiiados.
 de consti.uçào forqaiido a maior tarificag.,?~      dos          Seiii ofeiisa ao coii~liro\~ado      i~icritol~iii-ocra-
 ti-aiisportes e dificultalido o cIeseiivol\~itneiitn        tico do sr pi*ofessor de «Ecoriotilia coloiiial. 11
 doutra povoaq50 stiscetivel de largo futrii o, se                Hu, aiiida na iiiesnin orieiitação, a 01)111lao
fosse tiela colocado a testa do caniinlio de ferro)).       tlli coiliissão quc (leu parecer soln-e o oiqqniiien-
        E a ciilpa de qriem foi? Não foi tudo islo re-       to iiietropolitaiio dc 1909-910 erii (pie cliz «Si)-
 solvido pelo goverrio da i~ietropole,sem a ine-            i~iosde opinião que as iiossas coloiiias podeiil
 iior iiigere11ci:t da colonia ? Mas o iiiesrno cro-
                                  '                         c deveiii viver corii reciirsos prol>rios.))
 i~ista6 diiina ingeniiidade tl?o caridida qiie ate                C:oinpreeiideiiios a iiecessidade de dcsccii-
 escre\ e q u e «ha falta de i~iiciritiua   local» e clue   íralisaqiio coloiiial. »
 «lia iiina larga desceiitralisocão e uni forte de-               <(M(l,sleval. essa rlescertil+crltscipio t ri4 cio portlo
 senvolvi~i~ento acqão localj>. Salvo iiieilioi.
                      cia                                   tltrs colortias gastarrili iriiotiel adciniel~io t l t l t h c l -
                                                                                                                os
 juizo sua esceleiicia talvez iião repartisse lia cor-      I o s tln riletl.opole, 1160 coritprc~n(lor~i,,s
'tradrC,?o em que caiu, o qiie iião adiiiira visto o              A iiiesiiia cega rega, coiiio se \.i.. A iiicsiiia
sr. A. I<rl)eiro estar defeiiderido triii absilrtl(t.       oljiiiilio tle que as coloiiias te111 iiecess~dtidetfa
        O niesino cavnllieiro diz tamlieiii que iliigola    (lesceiitralis:iqão, riias, aiiid~t, errada iioc;ão d e
                                                                                                   n
iião teili jiistificado as suas reclar~iagõese aliida       (1," ; l ~ o ] o i i i n s adiiiiiiistrarii ri si 1ii.01~1
                                                                                       se                              ias
afii1113, coriti.adizendo-se, de ~ i o \ ~ qiie os gover-
                                           o,               E' ljeiin, 1 enliiieiite, qire os par larileii ta1.e~de\-
çonheqani, til0 profiiiiciari-iciite o iiosso siste~na               coloniaes. E assim miiito facilniente, se explica
adiiiiiiistrnlivo, qire li30 teiihaiii Itdo os relatorios            porque a nossa administracão ultramarina, tem
de ~ L I ~ S I  todos OS govei-liadores d o ~ i l f l ~ ~ r n a r , o lom unifoi~me,pezado e inarlaptavel n q~ia1-
especialtnei~ os exjileiididos traballios de (:a-
                  te                                                 quer territorio que todos nós conheceinos e d e
bral Moncada, Antonio Eiies, Mousinllo de Al-                       que tanto sofi-crn as iiiesiiias coloiiias. Ficai h,
I>ilqiierque, Ediinrdo Costa, Fi-eirc íle Aiidrade,                 pois, assente, d e qrre o nosso Terreiro do Paqo
Aii-es Ornelas, e cjiie nduzaiii I>aseados iiiiiila                 por fornia algiiriia quer indicar o grupo cie furi-
igiioraiicla grave, argunieiitos tiio pei iclitai-ites.             cioriarios qiie ali trabalham, iieiii qualquer dcl-
     POI-qrieC preciso repetir-se, seiiliores, qsie as              les eni paiSticular, [nas e rinicamente 3 orieijta-
coloiiins iiáo teiii a ineiioi. 1):irceln de irigereii-
                                           I
                                                                    cão adniinisti.ntiva qiie dali diiilaiia, e pela clual
cia iio seli goveriio                                               k rnoraliiiente respoiisavel o iiiiii~stro,e os seus
     O J o r * ~ ~tius Co101ticr.s que deseriipe~iliou
                    ul                                     t:io     colaboradores esseiiclaes, os 2 ou 3 coi-isellieiros
iiobi-enielite o papel de porta estaiidaiste coritra :t             intinios, aquela especie de fiz Tirdo de carteii.:~,
cacessiv:i ceiitralisaqiio do iiltrainai escrevia iies-             a que já aludimos mais acima. ( I )
tes termos coiici-etos e enei-gicos, creilios yrie pe-
Ia 1x11;1 do saudoso priblicista e governador de
Aiigola E. Costa: « O clue v i e r d i ~ e r eiitdo, l e r -
                                                  ,
i.eiro tlo I'aço? Exprime n oi-ieiitnyáo e as idtns
fuiidaiiieiitaes que presicleiii A iiossa adiiii1iisti.a-                Cabra1 Moncadn, ioi rude para com i1111         siste-
yào riltraiiiariiia, iotirr c'oi~cc~ilii rio iriiiiisl~r-io.»
                                        ntl«                        nia de adi-riiiiistrar que itiipedia uma boa ol.den1
     « (_'rielii sfio esses honleris '7                             e lim proficuo progresso. O seli iel:itol.io cilre 6
     ((Eiii])i-iiiie1i.o logar os iniiiistros que iiiiiiter-        uti-ia peqa de fina iroilia Ilterar~a  põe a descol~ei     -
rutaiiieiite seguem lia iiiesmn estrada. . , que iiáo              to a cliaga pestilexita da nossa vitia govei-iiativ:i
4 evideli te~iierilea de I)aiiiasco                                coloiiial. AIii terão os recalcitraiites ri~iiitoq u e
     aMns sej;inios ~iisios:os riossos iiiiiiisti os do            api-eiider. Escrevla o extinto goveri~adoi d e
iiltrainai', e'scolliidos ao valor das coiiveiiiel-icitis          Ai~gola:
politicas cliegaril :i táo ~inportaiite      logai. seiii 131-e-        c No v6rtice tla pir.aiiiitIe i.ej)i,eseiita ti vn d:i
                           e
1)ar:iyào sific~eilte, seiii ai-ieiit:iciio defiriidn, e           nossa admiriistraqão colonial ei-giie-se nina clucs-
q u e os torna de pi*iiiclpioc111 dirigidos eiii Yer,              tão N qual enteiiclo cle meu dever referir-me iies-
sereiti diriijeiites da adiiiiiiistr:iqiio qiie llies iii-         te relaloi io, eml>ora ligeirainenle, j>orrliiatito a
curnl~eiii L qiieiii d i r ~ g e tiio o i n ~ i i ~ s t r pelo
                                  eii                     o,       julgo duma iml)oi.taricia setisivel para o fii t i i i o
ii1enos 110s seiis I,riiiieiros passos') Alguiis, liou-            das nossas çoloiiias, o que o niesnlo 6 cliie tlixci
vos cleçerto, dos pi iiici1)nes iiingiiates tio ~uiiiis-                                         l                i.o
                                                                   11ar:i o fii t 111-0 do i~osso ~ a ~ z Q ~ i erefei-11- m c
tei-io Isto é, o UItrariitir poi tugu$s esta seiido                ao sisteiii:~, 16 com raizes i1:i iiossa a~lllii~listic?-
goveriiado por 2 ou :3 lioii~eiis           cliie, cluaestliier    yao, em tfe11iasi:i ceritralisatlili., que tem presrdi-
cIiie se.jani as sii:is faciildncies de ti abalho e d e            do ; gcreiiçia das iioirns coloiiius, to]-iiaiido (I?-
                                                                         i
iiiteligeiiçia, 1150 teeiii a orieiitaqiio coiivenieiite,
iiexii o colilieciiiieiito pratico das iiecess~tincies
 l)eiideiites elas i epartifles s~iperioi.cs,iiiil1ioi.e~                 Inres qiie os iudeiaiii e Ilie dèo caralei- esl)cci:ii
 (te Iiipoteses !)ara cuja soliicão alii hão-de, Iior                     sào desconliecidas, : soluções, niiii tas veLes
                                                                                                      H
                                             .
 forca, escassear elenieritos)). ((Sisteiiin coi-iio o                    complicadas por iilunierns forn1iil:is I)uroci'a ti-
 liosso, cciiti*nfisncioi.eiii extl-eiiio, e cativo duiiia               cas que as asfixiaiii, deixaiii cle corresporitler tis
eaageratla e coii-ililicrida regulaiiienlaçiio adiiii-                   mais instantes necessidades, qrie srj a iiiicintira
 i~istrativa e fiiinnceira, tt!eiii-no seguido outros                    pro\iinn, devidaniente aprecia e jufg:i, por I A e
 paizes Mas deles pequeno inci tarneiito pode                            por cá, preciosas lioras de tralinllio perdidas ii:i
~ir-nos      para proseguii', porqiie ao passo que 1111s                 elaboração de loiigos oficios, de riu~iierosostc
collieraiii de tal sistenia a decadencia e ate a re-                     legranzas e lia cifr-age111 eiiervaiite tle iiiriitos
cliiqfio, se 1150 o :iiiic~iiila~iieiito seu doiriiiiio
                                                 do                      {lestes, e a admi~iistrayfioiieiii por isso detnnis
co1oiiia1, outros, coiiheceiido-lhe os iiiconve~iieii-                   eaelilplar e as colonias eiii pisogressos e pronlcs-
tes e os riscos, uiiitoriiieiiieiitc o coiideriaiii pela                 sas corno lia alma d e todos L: seritidri aspiraccio.
voz dos seus ~iiiblicistasiiiais nvariqados, que,                        Agai-ranio-rios desesper)irinirieiite ao l)riiic11)io
elii iiinterla cololiial, tiio elotlriente ciuaiito per-                 de ceiitralisacão, rjue dia a dia mais se aretitiia
suasi ~aiiieiite apregoaiii Iioje o desci~editodas                       c &-se cjue os iiossos estadistas ni-\rorai.aiii eiii
~ e l l i n sf o r n ~ i ~ l aadmiilistr:xiivns, oiicte n tiassa
                               s                                                   a
                                                                         d i v ~ s a sua frase tão coiiliecitla de L<ohespiei.ic
 iiiaiieira de \ r e i - é taiiil~eiiiiiispirada 0 . . .                 q i ~ a n d ona asseiii1)leia disse. I'é~~is.seiit 1e.5 rolo-
      aNào t: c p e rias secretariris clo iiiiliistei-io iião            J ~ ~ P -plufdt qic'nl? p/-incnrpc.
                                                                                   S                       »
 liala fuiicioiiarios distiritissi~iios,de ciilos ser-
vicos o 11:iiz iiiulto pode lucrar C felli Ii~crritlo;                                                                          ci
                                                                              Os teriiios v i r ~ siiias jiistos do g ~ \ ~iiatlor
 iiins est5o loiige as Iii])oteses cIiegaiii lii deiiio-                  Mo~icada são duiii gi-atidc. eiisiii:iiiieii to. Sc iiic
 iarlas, e ali. clescoradas pe1:i loiiga travessia qiie                   fosse possiveI e iiáo toi.nasse excessivaiiieiite tc-
 teiii de realisiir, e lia casos qiie sti exaiiiiiiados                  diosa a leitura deste tral>alho,tiaiiscre~eriapni:i
sirr plcicc 1)odeni de\,id:iriieiite ser julpíias e de                   aclul os qiieixuiiies (pie r.esalt:iiii, oia violeiitos,
 111011 to l ~ i * o ~ i d c i i c ~ a d a s
                                 )
                                 1                                       o r a serenos, ora iroiiicos iiias seiii1)i.e ~iistos     rl:t-
     I
     ( Esses fuiicioi-i:irios, r~oiocacios aqrii, a11er:i-               queles qiie pelo ri1tr:iiiiar tetil assado gt :iiidc
rixiii profuiidzliieiite o seu poiito cle vista e p:i-                   parte da vicia e (pie se tP1ii isto esil~ag:lílospor 11111
1.a deplot ai 6 (pie algiiiis lias coloiiias iiáo exer-                  sisteiiia ridmiiiisti-a li\.() qiic iiiui to aiiiesc[iiiii1i:i
caiii fuiicòes qiic iiotavelnieiite 1uc1uri:tiii coiii                   nqlreles cjue por Iú 1i.al):illiam. ,lU al~oiiteios i-c-
o coiilicciiiieiito esrito dos assuiitos qiie o seti                     latorios espleiididos (10s tuiicioi~:iiios i1idic:itloi.
:i1 to csl~iritoadqiiri.iriii tleprcssn, e coiii :i apli-                (:orno eles cliocnvaiii a iiossa :tpatia 1,iil-ocr:iti-
c.nc5o tledicatln d:is srins elevriíltis qrialidatles,                         Fol coino qiie 11111 s;icrileg~o   aquclc gi 110 d c
q u e o sei1 i~icoiitesta\-e1          civisiiio efic:iziiieiite liri-   Moiisiiilio de All)iiquerr~~ie     cj~iaiitlo (11. Moq:iiii-
\ ia tlc. instigar. 1)                                                   1)icluc replicou p:lix c l i iiiiia         qiie Ilie pccii
    (1 I A sol) as ai cadas oii iio I-eliiaiiso dos seus                                        «O
                                                                         r:i~iio o~~qailieiito. oi c.niiieiilo, c\cluii~oiic l l ~ ,
L) al)r ii e t e s , os assuritos clieg:ri\i iiilperfei tos e            e u c:i o faqo pois que os seiilioi es itlii iiào o s;i-
([11;151 seiiil)i e tardiri~iieii pai a o qiie : siia li:)-
                                       te                 I              1)eili elaborni. por ~~~~~~~~~~~~~~~eni os ~ e ( ~ i r sdo: í~
Iiiicsa iiiil~òeiirgeiite, as cii.cuiislaricins p:irticii-               pro\ iiicia.))
                                                                                                                             os
                                                                    iirgentes; regular~aiil :i siia i n i p o ~ i ~ á o , s ~ i i s
                                                                    serviqos civicos e poIiticos, os c~ri:itli-o~ seli       do
                                                                    ~)essoal, tc e
      A orientaçáo que subrcsae, iiitida e forinal,                      (<A' iiielropole caherin n iioiiicncj.áo (10.; i-c-
 ciiti+c os elen~eiitos nl:iis elevados da menta-                   preseiitaiites da sol~erniiia,c o foisiiecii~ierito          d:is
 Iidacie portuguèsa, iliie se te111 ocupado da or-                  forcas l)oliticas de terra e liirir. »
gaiiisacfio ultraiiiarina, 6 a coiidenaqão, por coni-                    Vê-se conio o ernei-ito ~)iil~l~cistt\, tlas     iiiila
pleto, do riosso sistema adiliiiiistrativo. Os pro-                 grandes ali toridades eiil assiiiitos ecoiioriiicos
prios cpie a 1150 aceitaii~,         como viiiios, te111 iiina      ein Portrigal, ,]ti e m 188-1 dcl~rienv:i,a tlV:icos
debil~datlerle tiiotivos que i150 chegam a ser                      largos, uiilil autonoiiiia coloiiinl, contra ; q ~ i n l  i
riizóes, antes, fuiidaiiienlaliilenle a aprovaiii.                  imda lia qiie observar.
      Otitros, artida, alnda distiiigiiein eiitiLe      desceii-         Mas siicessivainerite tiiiitos siio os piil~licisi:i\
tralisaçfio e autoiinriiia, coiiio o sr. Zeferirio                  que dlficil C eiiuiiierh-10s a totlos, que defeiitleii~
(:aiiditio. antigo diretor da «Epoca» e o sr Lou-                   briosaiuente seinelliaiite teori:~. O si-. (ir. A i i to-
reiro da Foiisecii que foi colal>orndor do Ecorio-                  iiio I~odrigiiesRraga, fez tio seu Folilel~locolo-
rnistcr, pnlatliiio da Guiiié.                                     ~iictl portrryrr& iim l~laiio     nclrniiiisti-ntlvo, eiii 1)ni'-
      Mas isso sáo vnriaiites que niio tem o nie-                  le aceitavel; o si.. tionies dos Santos, lias Norjtrs
iior valor, pois que, esscricialrneiite, são afins as              coloriras, põe-se ao lado driiria reforma n~ifu-
tcoi.ins de desceiitrnlisa~oe nu totioiiiiu Auto-                                inns
                                                                   I I O I I I ~ S ~ ~ , coiii certa reserva, ~iiris    coiii licsi-
iioinia e, pode-se dizei-, o iiltirno termo da des-                taçáo.
cen tralisaqRo.                                                         O sib.Pereira de Matos, 110 sei1 110ta\e1 Ira-
      Mas c o i ~ t i aa correiite ceiitralista se acen-           bailio intitulado a Mnl-rrtlzrc csolortrcrl diz co~ii        Locl:~
tiia sempre, iiiestno 110s aiitigos priblicistas, co-              n coiiviççáo : «A verdade, Iioje :ipi-ego:icl:i I)or lo-
ino Migiiel de Rulliões, lia sua bela obra A fn-                   dos aqueles que tem vivido ilo iillraiiiar i. \ igo-
zr~~citr  pziblicrt cJr Porf~rgaf,eii) qrie diz o seguiti-         rosaiiiei~te este. s O Ia. r ~ iIoco, hn os elcriieiilos
te : ~ ( A I g ~ i i i ~ a s riossas proviiicins ultrainari-
                       das                                         precisos para fazer-se iiiiia boa adiniiiisti a ~ ã o ) ) ,
nas deveriani 38 ter iiiis parlanientos pio\rin-                        E iiiais i~itidameiiteesclarece : «Nào se ti nt:i
cines electivos, oiide i150 tivessen-i asseiito em-                d~1311a~ d e a   iiial esl>oqadn, inas siin diiiiia as11ii.a-
psegudos neni oritros dependeiites da adliiihls-                   cão beni definlcla. Sú lia u i i i regiiiieu, 1111i:i li(111-
l r a ~ á o A adriiiiiisti~a~lio
            .                       clevei.iri estar a casgo de    tica que possa reiiieíiiai. todos estes ii~coiiveiiieii-
secrclarios respoiisoveis perante esses parlaiilcn-                tes -o clo s e l J ' ~ ~ o o ~ ~o- da raritoiioii~i:i,:itliiii-
                                                                                                          li ~~~~~f
tos. Ao goverriacior deveria caber as atribuicões                  iiistx.ativa, c é isto que as coloi~las           ~lefei~(1~111  C
de op&-se e c?~eliI)ei-:~~fies         iiianifestaniente iiocr-    quereiil, iio exercicio do iiiaxiiiio clirelto qiic
vas, c~~laiido hoiivessc, dos parlamentos pro-
                   as                                              llies d:í 3 defeza (10s seus iiitei-esses, eiii qiic
\fit-iclnes, rei~o\~anilo par21 O governo de iile-
                               logo                                vPiii, e coni justa razáo, o iiiltresse (10 p:tiz)).
ti opole A s 1)roviiiçias votariain ar~iialilienteas                    I)n mesma Ioriiia riiii ilusti e iiingistiatlo 111-
siins i-cceitsis e despezas, bem coino as indispen-                li-amar o si-. Albaiio de Magalliàcs, iio scii
sttveis opeiaçócs de credito por melhoramentos                     e\l>leiicii(lo ] i \ ~ o Esiirtfos c.ulorlrtrc.r arirliia cliic :i
])eiicleiites ilns i eli:irtiqões siiperioies, iiiilliares         lares qile os rodeiniii e Ilie dão cnriitci. espcciai
(ie liilioteses 1)a-a ciija soliyao ali1 hào-de, por               sào descoiiliecidas; as solii~òes, niuitas vems
força, escassear eleiiieiitos)). . c(Sisteiiia coiiio o            complicadas por iiiuiliertis toriiiii1:is I ~ i iocrnti-
                                                                                                                    i
liosso, ceiit~.alisncioi erii exfi.eitio, e cativo d lriiia        cas que as asfixiain, deixa111 de corresponc!er :is
e\ogeratla e coriil~licndaregiilaiiieritaqfio ndmi-                mais instantes riecessidades, qrie s 8 : iiiiciati\.:i
                                                                                                              i
iiistr:if~\~a fiiiniiceir;~,teeni-iio segiiido oirtros
                   e                                               proxima, devidanieiite aprecia e julga, 1101- I A c
1,:ii~esMas deles peqlielio iiici tarneiilo pode                   por cii, preciosas horas de tra1)nllio pei-didas ii:i
\rir-110s ])ara piosegiiir, porque ao passo qiie uns              elaboração de longos oficios, cfe iiuriierosos tc
collieraiii cle tal sistenl:~a decndericia e atE a re-             fegramas e ria cifragelii e~ier\~aiite ~iiriitos
                                                                                                              de
tltiçiio, se 1150 o aiiicliiilaineiito do seu doiiiiiiio          (lestes, e a admiiiistraqiio iieiii por isso deiuais
coloiiial, outros, coiilieceiido-llie os ~iiconveiiieii-                        e
                                                                  exei~lplar as colonins ein progressos e premes-
tes e os rlscos, iiriiforiiiemeiite o coiideiiarii pel~t          s;is coino na alma d e todos 6 sentid:i aspiraciio.
voz dos sciis piibliclstas iiinis :lvaiiqados, que,               Agai-ranio-nos desesper:id:inieiite ao prliiclliio
eiii 11iatcri:i coloiiinl, tão eloqtieiite cluaiito per-          J e ceiitralisa~áo,cjiie (lia R (lia 11iu1s se ace~ltii;~
siirisivariieilte apregoaiii Iioje o ciesci.etlito das            r diz-se que os iiossos estadistas a1-\~01-:11'a111   eiii
~elliitsforiiiulas adn~iiiistritivas,niicle o nossa               d i ~ i s a siia frase táo coiiliectda de Ro1iespiei.i c
                                                                            n
iii:iiiciisa cle v0i. E tnliiheiii iiisl~irada)) . ..             ijiiaiido n a assemlileia disse. I'c;~.isse~it ~ colo-
                                                                                                                 1    5
         Náo 6 cltic i1:is seci.et:tsias c10 miiiislei'io iiâo     rios plrzfdt clrr'ull pr-inc.ip~
                                                                                                  »
l\i\la fuiiciolinrius distiiitissiiiios, cIc cujos ser-
lricos o 11:iiz iiiiiito pocie lucrar c te111 luci atIo;                Os terinos viris iiias jiistos (10 govcl ii:iclcii-
iiins estão longe as Iiil~otesescliegaiii lsi deino-               Moricada são duiii gi-ande eiisiiiniiieiilo Sc iiie
iadns, e :itC descoradas peIa loiiga travessia que                 fosse possivel e liao lol-tiasse excessivniiielitc tc-
teiii tIe i ealis:ir, c lia casos (pie sti exaiiiiiiacIos         diosa a 1eitiil.a deste tr:il)alho, tr:iiiscrc\ eri:i 1)ai';i
Sirr. IIIUCP ~)odelil                  te
                           de~ridaiiieii ser 1 u1gad:is e de      :iqiii OS qiieixuilles qiie resaltziin, oi a violeii tos,
~)roiito1 O \ ideiiciadas v
             1'                                                   ora serenos, ora iroiiiços iiias sciiipre luslos (!:i-
      «J.:sses fiiiicioii:irios, c.oloc:idos acfiii, altern-      qiieles ciuc ])elo 111traiiiar teiii pa\sado gi iiiidc
i lain prof~iiiclaiiieiite o sei1 poiito de visla e \)i'-         parte da vicia e qiie se teiii visto esiiiag:itlos por i i i i i
r a drlitoi ai. k qiic alguns 1x1s coloiiias iião exer-                                          que
                                                                  sisteiiia ndiiiiiiistrali~~o iiiciito aiiicscltiiiilra
caili fuiiciies qLie iiotavelliieiite luci-ari:iin coiii          ;iqueles que por 15 tt*alinlliaiii. ,Jli al)oiitci os i-e-
(i coiilleiiiiieiito esato dos assiiiitos que o sea               1:itorios e\pleiididos cios fiilicioii:irios iiidic;i<lo\.
alto espil-ito :iclquii-11-iatle~>ressa, coiii a al~li-
                                               e                  {:orno eles cliocavalii a iiossa :ij)atiri l~ii-ocr:iti-
cacáo tleclicndn (Ias suas elevadas qualidartes,                  <a! E'oi coiiio qiie tilii s:ici-ilegio aqiiele gi ito dc
que a scii incoiitesta\-e1 civisiiio elicazineiite liii-          Mousiiiho de Al1)tiy uerc~ue qiiaiitlo de Moc:irii-
A-ln cle ~iistig:ir D                                             1)irlue 1-cpllcoii para ca tinia yex (pie Ille peiti
      ((li' sol) as alçadas ou iio i-eiiiaiiso dos seus           i-:i111 o olcaiiieiito. «O oi~niiieiilo,  c\claniou ~ i l ( ~ ,
g a l l i n e t e s , os assiiiitos c1ieg:iiii iiiipei-feitos e   e11 C ~ Io faqo pois q11e os seiilioi es :ilii iiao o s:i-
([u;1si seriil~i-e     tardiaiiieiite pala o qiie a sil:i 1x1-    1)eiii elabora1 por tlescoiiliecei-e111os i cc~tirso\ f t i
                                                                                                                           t
I~ii.es:i iiiil)fit' iugeiite, as circuiislaiicias pai iicii-     111 01 1iicin.»
iiossa adiiiiiiistrnqfio colonial peca por um es-                     adepto iiiuito conueiicido da autoiioi~ia       coloiiial
cesso de assiniilaqiio e conclue qire as colonias                     qlle em livro publicado o arino passado, Polifictr
coiitiiiuaiii a viver coiistraiigidas, apertadas eiii                 rolonial, defende vigorosanieiite, com uilia argli-
foriiiiilas 1eg:ics cjue não qundraiii ao seli modo                   nieiltação que põe eni cheque as de}leis coiisi-
de ser, priundas tlrt srin riiicirrituci q u e uma das                derações, dos qiie a i150 aceitaiii. Toda a parte do
grandes forqas colonines iiiodern~ias,e ndicula-                      seli hvro em que defende senielliante explessco
risadas por qi~eiiisabe algiiiiia coisa de adrni-                     adminislrntiva 6 diinia liicidex de criterio, duiir:i
riistraçáo colotiinl, qire s6 ao fiiigiineiito, de qiie              filbnieza d e i-azOes que, erii face delas, 6 dlficil
eiil geral iisninos lias forriiiilris brirocral icas lia-             liesi tar.
ci oiiaes, atril,ue a iiossa iiisisteiicia eni aplicar ao                 A todas as o)?jeqões a111 se repIica, coiii cor-
ultratliar liliernliri~~cle        qiie nirigueiii quer, leis        dura, com seguranqa, coiii ])rio
que se xião podein objectrval*, iiistituiçóes com-                        Os leitores qiie iiâo leram este tral>allio de-
plekas, caras e iiocivas de c[tie os adiniiilstrti-                  verão lê-lo, poi-qiie ao mesmo teiiipo que i-ece-
dores foge111 coiii pavor Iradlcioiial 'n                            berão alii iioções muito sul)staiiciosas da iiossn
      E o mesiiio iliistrt. fuiicionario eiil outra par-             evolucáo colonial moderna, seiiliriio tanil-iei~i      tini
 te do seri belo livro escreve que i? Iiiglaterra ate                refrigerio moral qiie tonificar& quem liesitn aiite
 110s seiis niars fei~reiiliosiniper~alistastem ade-                 unia autoiiomia que 6 a uriica forriiiil:~ coriil~a-
 ptos de que tlie 1-igtl1 of encll pnrt ofEi>ipi~-e             fo   tive1 corn o progresso e coiii a dignidade civica
               rt
~ritr~ltrgcs local c~/lcrrrr\. i11 its orni~rritrq, api-eseil-       da colonia.
 laiitlo c? cltissificacáo do Stiiart Mil1 que deiioiiii-                 Por siia vez o sr. E. \'illiei-ia tein iia siin o l ~ni
 iin despotisiiio a ceiitralisayão.                                  priinaciai Questões colo~iiaesa prova ditiii largo
      Ha, ~ 0 r m 1 dois livros, receiiteineiite publl-
                           ,                                         estudo de varios prolilernas que iiiteressani A s
cados que sào a iiltrnla palavra sobre o assunto                     colonias, e n defeza, se I~eni    qiie iiienos calorosa
e clHe defeiideii~,dui-iia nialieira brilliaiite, o                  da autonomia. Comtiido, apesaibdo disliiito ]>L'-
111 iiicipio :i q u e rios viinos referiiido,                        I~licistaresti-ingir, em parte, a acqáo autoiiomic:i
     Aiid,os esses t r a h l l i o s Iioiil-niii os seus auto-       das coioi-iias dos tropicos, o clue é certo i? que
res, tlois iiota~~eis        fu~icioiinr~os piihlicos, que teiii     iio plano colonial qiie al~reseiitoii: asseiilbleia
                                                                                                                i
iiiii 1iii.g~ fiitiiro, iin iiossa terra, pela sua I~eln             do sei1 partido, 1:í consigiiou priricipios riiiiito va-
orieii1aç;io iiieiital e pela farnia cotiio sa1)eiii por             liosos, que são dignos d e estudo,
;is qiiestóes cjiie estiidaril. liin é o hrilliante publi-                Em face, portanto, d e seiiielliai~teteiideiiria
                                     cia
çista, c l t i t foi unia glor~a sim geracl-io acadeini-             espiritual da iiossa epoca, que ernbarayos, (rue
ca, a11toi- Iatirendo da o1)i.a iiiagistrnl Ii~sfndos          tle   obstruções e que temerario proposito cie iiiaiitei-
                                ~ sr,
~ ~ C O I I O I I Z U ~ W I O ~ o ~ , Itui I G w s blricli, lente
                   I M                                               a arcaica e, mais que tudo, ~)re~li(licial          oi'ieii-
da Uiiiversid:ide Outro E o distirito oficial de                     talfio adiniiiistrativa dos iiossos goveriios :i res-
iiiai,riilia, ljolitico, iio seritido eleírtido do termo,            peito do iiltraiiia~. !
antigo go\reriiador (apesar de airida joven) e de-                        Seiido a orientacáo ineotal da nossa epocti,
put:\do que riobilitou tanto o seli matidato, o si..                 em toda a parte, alisolutaii~eiite     favorave1 n iiiiia
I<i.iiesto jaidiili de Villiena. O l~ririleii-oé iim                 ceiltralisaçfio depressiva, a feic,.áo dos partidos
                                                                                                                            \ v i \ o ~eleineiitos da a<iniiiii~tiaq3oiilti,tiiini iiin l ~ ~ i f o r m c     o ncoiisr-
 I ~oliticos deverào ser tain1)eiii contra a absor-                                                                         Iliam R Z l~çÒe\(Ia ex]>erieiicia, L C I ~ ( ~ ~ - Y C \ei111i1e ~ 1 1 1 15ta o 1)eiii g~i.11
                                                                                                                                                                                                   \
                                                                                                                            <Ia i i q i o , Hn Iior heiti Siin \Inge\tnile n Ll~iitilia Seiiliora D Uaii:i
                                                                                                                                                                                                n
 qáo ceiitralisla i E' assim?
                  '                                                                                                         1'1.1, Ilegeiite crii tioiiie tio li<i, pcln Sccr et.11 in cle E:st.i<lo (10, Nego~inz
     O partido progressista, no seu grograma da                                                                             d e Mnrtiilra e Vltrniimr que os go\ ei iindoi cs &is p t m 7 n m d h n n i n -
                                                                                                                            I I I I ~ I L e tio di\trito :~iitoiioi»o cle 'I'iiiioi siii ic ni a ~ s t a5tcretat i,i dr.
 (;i-anja, coirsignou o seguinte : ((Retornia da ad-                                                                        I'slnclo, coni n posii\el I>rc\itl,irlr, todas ,i5 propostas qric julg~iciii
                                                                                                                            +ciri\i~iii~iile                                                                    afi111
                                                                                                                                                foriiiulnr, riii icl.içdt> ,ioí itleiit ioiiatios I I ~ ~ U I I ~ O ~ .
iniiiistraqáo das provincias iiltraiiia~         iiias, liarmo-                                                              iodereiir sei oportiiii.ltilcritc coii\t(lr~atlo\        pelos podei r \ tlc Lslailo -
iiisando-a, taiito quanto ossivel, com a legisla-                                                                           b.i{o, eiii JO de i i o ciiibio tlc. 1904 - -,lfariirc/ Irttoliio .%i cii a Jiiiiiiw
                                                                                                                                                        ~
cão do reino, clesceiitra isando-a, deseiivolveii-
do-a e iiiul tlpliraiido as comiiriicações entre el-
                                                          P                                                                       Como se vê o iiiiiiistro pi.ogressista jA esta-
Ias e a nietr-opole, aiixiliaiido coiiveiiienteniente                                                                        1)elecia umas certas regras qlie poderia levar
o sei1 progresso ecoriornico, procuraiido fazer                                                                             a1gi1nia Iuz ao [~roblenia.      (:otiitudo pela sua qiie-
desviar para elas a corrente fecuiidalite da emi-                                                                            d a e pelos sucessivos acoiitecinientos politicos que
graçfto e ii-ielhoraiido e acrescentando o iioiiie                                                                          surgirain, ascenderldo c tombando rniilisterios,
iiiaritii~io   coloiiial.                                                                                                   conflagrarido-se os partidos e cliocaiicto-se os in-
     Vè-se qiie hn uiiia iiiiprecisão dos problenias                                                                         teresses, os proldemas coloiiiaes postos de parte,
coloiiiaes, o p r o g r a n ~ u e f e r e - s e descetzfralisa-
                                               a                                                                            caindo eiii face da fatalidade Iiistorica, dois re-
( C o . eiii11oi.n duiii iiiodo a m b i ~ i i oe iricerto e                                                                                  da
                                                                                                                             ~weseritaiites diiiristi:~de 13r;igaiiça, assasstiia-
iacteia as qriesfòes com iim certo quê de aspira-
                                                                          V
                                                                                                                             cios iio Terreiro do Paqo, lia ttirde fntldica clo
qões. (;oiiitii(lo dentro destas aspiracóes iiidecisas                                                                       1.1) fevereiro, tiido, este partido nno voltoii,
                                                                                                                                  de
Ira i ~ i ~ i l t o~ ~ r o g r a ~ n a s se debatem, qiie se
                   s                que                                                                                      duinrite muito teiiil>o ;itrntrir clo assurrto, iietii
cboçaiii, e o partido progressista teria alii vasta                                                                         as ~ ~ r o p o s t aapreseiitacias pelos go\~eriiadoreç
                                                                                                                                                 s
inatería 11c71-a disciltir e resolver                                                                                       cliegaranl a sei- disciitidas e riiiiito iiieiios reali-
     Mas aiiitla 113 iiovrls teiifat~vas.O s r , Mareira                                                                    sadas. De resto ein Aiigola iieiiliunia das suas
Jiiiiior ariaiido foi iiiiiiistro do Ultraiiiar referiu-                                                                    classes tral>alliadorns foi coiisiiltada, sobre o
                                                                                                                            caso, o que yni*ec.iauni pouco estrniilio.
                                                           ~   ~




se no seii relatorio n ~iecessidadedo alargameli-
to da acc.50 local das coloiiias e publicou a se-                                                                                E' qiie iiaquela provincia clt regra geral qiie
guinte portaria e111 que se leiitnva chegar n irni                                                                          o s governctdores não Iig~ieiiiiinpo~       taiicia aos ci-
                                                                                                                            dadãos que 1:i traballiaiii pols que, eni geral,
                                                                                                                            quaiido uni cavalheiro asceiide a esse logar lulgn
            irE\tniitlo eiii \ igni rio ii1tiani.11 o Codi o Atlnititt~trati\o 18 tlt.
 iiiniso ilc 184'1, c o (Ircictii orgniiico <Ir 1 11e $czeiiibio tlr 1W9, coiisitle-
                                                                                                               (le          que vae dirigir iiicoiiscieiiles e olha os que ali
 i,itc~li11c~titt~          .iltci<idos pai <1i.ipo"1òe5 Irgae4 obtciioie-, coii\iiidn                                      liabitam coino coisa de pouca valia e seiti (fite
                                                                       II~,I\
~ i i c ~ m ~ c i \ i\.iii (11 451'3 I ~ I ~ > ~ O tiitegiati<PO neit to(1nç a s lei%
                        .i
cti\pet\.i$ qiic t i \ iiir>ilific.iiii i * cujd iitiIi<ln~l~ iccoiilicqa, e iiitiotlii-
                                                                                  se                                        teiiliam direito a ein~tiiopinião sobre os assliii-
~ i-llic\ iii\oi nyí><s coii~ciitaiiens
          i
 iio\\os I<'i I itorio5 tilti ~itiinriiios Scrc<lop o ~
                                                              cr>ni o eit.ttln tlt* n<leaiilniiictito dos
                                                                              crenliii n Iir,critai ti> roilceder
                                                                                                                            10s que se relacioiiain coiii u SLM aii~~iiiiistração
  tinir /(lrqr<snii rhric~iírtnos g i ~ iii<iiloic?. pcrr a qiie ~~nss.iiiie ~ o l v r dc
                                                             ~~i                                          r           r          Em hloc;aiiibiclue, coiiitiido, o governador ge-
1" onto O < J ~ Z U I I ~cfc\ iiiti i iss\c ~ i t \i : i l i \ o d o i <lito\ lei ritoi tos, qiinii-
t l t i ii:io s<~]niit
                                          ~
                               iticoitipnti~t-i5niii o \ tiitrirzssrç cracs da-ii.i~;in oii 1130
                                                     t                                                                      ral, que era o sr. ,1050 Coutiiilio, ilonieou u n i a
i~~ij.*ilt,          lx3i.i 5u.i ii'itiii (,,.i, a i i r\ 1.1 coils~iitafins rit.iioe5 {ccilicas ou
1105 t i I I I I T I I ~ C ~ \   tlCi I ~ I C * ~ I ~ hc,cit,iti(ti ~ I I I ~ ~ J I irti!, n iiliia o~iri~inis-
                                                        ~ I ~ I L                        I
                                                                                                                            coii~issão,para tratar deste iinporlaiite nssiiii-
11cif 60 iiI~~icrrili~lisacl<>i ))i orp rtrrirn rlor rrfer i < f r i q terri101 ios. a tiiler
                                             o e                                                                            to a qiial apresentou uiii plalio de reforiiia
                                                      i l ~ n            ~11~
rvitciio irrnir cfr~ctii ~ v ~ ~ lh rol i d l r l ~ ? ~icgt11udn, de ~ t ~ l i r ~ ~ e r i dor~ t f e ~              fn
Icqitiiito\ I I L ~ P~I P W S I ( I FII~?IIIIIIICOPF niiinriiiai, roiiioniile o q t r r estado
                                        ~                      iiifi                                                        que, eiil parte, foi api-or.eitado.pelo si-. Aises
<irp c ic~ili rio Ir cidic
                    snc                       r' I ovlttriipv I oii\ tiido egii.ilnientr iiio<lificnt n.i
< i i c i i i i \ t i ~ ( i i r \ .i<liiiiriiçtiati\ .i=. e . I ~ C Ir < ' t ~ o < t ~ I I I I ~ I O I I ~ I ~ ~ <ias di-
                                                                                 O ~                             )PII~O
                                                                                                                            Oriielas na s i i a reforiiia ndiiiiiiistratrvn qiie, esta
   jiistiqa llie seja feita, foi uni iiotavel traballio do     (Ias possessóes, as coiiinilssões abaixo designa-
   governo deiiornrnado regeiiei-ador libeial.                  das cpe deverio escolher de entre os seus nieiil-
         O si.. Joiío (:otitinho, eiitào j a ministro pro-      1,i.o~os respectivos secretarios.
   gressista, preociipoii-se coiii o ~)rol>lema se-  da               A comissão para dar 1-i:irecer so1)i.e Aiigola
   g u d a vez que foi iiiiiiistro e apresento11 a se-          ci'a assim coiistitirida:
  guinte yortaihraeni 21 de jaiieiro de 1910:                         Ai~gola-Consellieiro tiuilherii~eAiigiislo de
          Sua Magestade el-rei:                                Nrilo Cayelo, aiiiigo coniissai-io regio, ]Iresi-
        C:oiisideioiido que a reoi'ga,~iisaçZíoadniiiiis-      dente; hlberto A~igustode Aliiieida I'eiaeii-a, ali-
  ti.;itiva das posst.ssões iiltr:iiiiariiias yortuguèsas      tigo govei.iiador de distrito; coiisellieiro Alvnl-o
  6 irinst das pi.lnieiras, se iião a prinieisa, das me-       Antoiiio da Cosia Ferreira, :iritigo goveriindor
  (lidas coiiduceiiles no seu dese~ivolvin~ento,        CU-    geral, Alvaro Pimenta, delegado da Associay~o
  10 estudo se inip6e coiilo de iiindxa\lel necessi-           (:oniiiierciaI de Lonilda, coiisel1ieii.o Eriiesto Au-
  d:\de;                                                       gusto Gomes de Soiisn, aiit~gocapitão dos por-
        Tendo eiii conta que, se é certo ~iHoter aiii-         tos; I2ei-iiaxido Reis, r-el~reseiitniidoa pro~iiicia;
  tl:i, por circiimstfiiicias de 01-de111 varia, o riltra-     coiisellieiro 1;rancisco de Paula Cid, ali tigo go-
  niar português atingido iieiii a progresso niate-            vernador de distrito, coiisel~ieiroHeiiriqiie Mi-
 i+inl, ilem o esl>ii,itode iiacioiialidacle privativa,        Ichell de Paiva Couceii o, aiitigo governador gc-
  (pie toriiti~iiposs~vel,    sem perigo para ele, a coii     ral; Joiia Marques lliogo, coinerciaiile, rc1ii-e-
 r.ess&ode uma larga autorioiiira, é verdade taiii-           selitaiido a pro~iiicia;             João Piiito Iiodiigiies dos
 beni que ao seti crescen te deçeii\roIvimenta cor-           S~iiltos,        chefe da ~)i.inieji.nrel)artiqRo da direqào
 responde ri111 iiio~~iiiiento ordeni xnortil cjiie
                                   de                         geral r10 ultramar; .Jose Francisco da Silva, rn-
 se traduz 11n ~ . o i ~ s c i e ~ idia a , dla mais forte,
                                     c~ a                     pitúo de fragata; podre .JOSE1I:ii3ia da Silva Aii-
 (10 seti v~ilor,e cjrie tal facto 1150pode, selii nceii-     tiines, xiiissioiinrio
 tuiirl:\ iiijristiqn, deixar de sei. toiiiado na de vida            Conio se vê a portaria apresenta-se fi.tiiic:i-
 CQ l i ta,                                                                    e
                                                              i ~ ~ e i i lcontraria n tinia larga aiitoiioniia, i i i u s
       Ateiideiiclo a qiie é por ISSO pieciso coiitra-        considera (pie o seii cresceiiie deseiivolviiiieiito
 Iinlanqnr :I coiicess50 de Iil~erdadescorii iiiiia           merece iiiellior e 111nis pei feita n teiiqão, eiiibora
 fiscalisaçfio por parte da iiietroliole, qiie não 116-       :i. i i i t e r v e ~ i ~ á o illetl-opole sela constaiite
                                                                                        da
(ie 1101-emcjuanto, iio proprio interesse das pos-                   Mas n:i proposta de lei que o sr. João (:ou-
sessóes ullraiiiariiias, deixar tie existir;                  tiiiho teliciorinva apresentar ao parlanieiito, so-
       Seiido iiecessario co~isiderar as suas justas          bre o regiineii do alcool, faziam-se coiisideraç6es
nsl'ii.acóes, e de 1iiod0 a nen1 poibuma excessiva            iiiuito :ivançatlns, relativas i autoiioitiia, apresen-
                                                                                                       i
ceiitralisayão Ilies eiitravar n atividade, riem ca-          taiido-a como iiecessarin, afim de poder :ircai-
irido no elcesso confrclrlo, dai- por17eiitul.a lagar         coii~n divida qiie a ~ ~ r o v i n c icoi~iraisselinrn
                                                                                                              n
a sitiiaqáo de diíicil soluçiio.                              iiideiilsar os agrictiltores do fracasso resullatite
       Ha por l~eni, pela secretaria de estado cios           das coiivericòes de Rru-Ias, referentes aos espi-
iiegocros da iiiarriiIia e ultrarilar. nomear, para           rituosos, e qiie fora111 nioti~~adas coiapleto   pelo
estirdni~eiiio assriiito eiii reliição a cada uiiia           desconlieciniento qiie os delegados 1)ortiigiièses
 tiiilialii da cconoiiiia de Angola, nas suas relacões                qiie unia excessiva orieiitaqiio biirocintic;~iiitiito
 cxoiii a ecoiioiiiia geral da Afisica trol)icaI, e qiie              pre,jiidicava.
 \.eiii rnnis i-aclicai- n ideia de qrie a cellfl~l~lsaqio
 6 uni perigo                                                               Colii O partido i egrnerador,poiL;iii, daya-se iiirr
       Ia seiido acessivel ao espirito do particio, coiii              caso siilgular ~Juniidofoi eleito cliefe o si. ,Jli]lo
 o si. hloreira Jiiilior, c10 direito das colonias tra-                Vilheiia, que tiilha a siia tr-adiçgo niiiirsterral li-
 tarexii dos seiis i~itcresses        privativos, co~itaiito   que     #"(ia ao codigo coloiiial de 1881, toda ;, #elite
 1780 selam iiicompativeis c0111 os iiitei'esses ge-                   viii qiie este )>al'tido segriiw a cni.reil-a eiiceiadn
 m e s da iiaçiio,). Escusado 6 dizer que os inte-                                                                                O
                                                                       pelo iliisti-e lioiiieni de letras e ~ ~ a r l m ~ e i i t a r . .
 resses geraes da iiaciio reiereiii-se, er;clusi\ra-                   c~i~e   podei~:l suceder 6 qiie a iiifliieiici:~do sr.
 iiieiite, 6 i-iietropole, i~iaiiteiido-seo yredoiiiiiiio             Terseira d e Sousa, iirtrarisigetite adepto ciiiiiiri
 das estacões teciiicas d o Terreiro do Paco e das                    ceiitralisação, cí ozrirctrlce, viesse pi.e,jiirlicnr a
 iiidividiialidacles absor\~eiltcs,por coiiseguinte.                  aq5o beiiefica do cliefe :iclnmado e a f:ilta de
       Com a portaria do sr Coiitiiilio tentou-se ex-                 declaraqão iiiaiiifesta do si.. Villieiia deixoli-nos
 plicar clue 8 uiii beiii iião existir a autoiiomin                   iirdeciso iio caso. E' certo yiie o sr Alnieida
 porqiie elln serra i i ~ i i 1)erigo para as proyrias                d'Eqa, cliie era intfigita(1o coiiio iiiiiiistro do 111-
çoloiiias Porque ? Porcliie, diz-se iiicoerei~                  te-   trailiar c0111 o SI-. Villieiia, declarava, ija i.ciiiii50
 iiieiite, ri50 teiii riidi~idiialidade       iinçioiial propria.     que o aclainava cliete, qiie n adnii1ilstsaçáo çulo-
Mas concol-de-se qiie 11;i uni iiio~~iiiieilio or-          de        iiiiil deveria ser toda desc~iitrsilista e o sr Ei-
ileiii iilornl, q u e se ti-atluz niiiiia coiiscieiicia co-           tieslo Jtird~iiide Villieiia, expozer:i o scii ])laiio
 lectiva coiiio i r i i l f i gr;\ritle afii-ii~n~iio carater
                                                    riiiiii                 lodavia seu ngrul>ai~ierito seria
                                                                      iio ,orgão do iin sua ultiiiia fasepolitico otiiiiisiiio
                                                                             .
proprio.
      .IA i10 l)i.o~eto :ilcool a niitoi~oii~rn defeii-
                           cio                            6           ingeniiu crer lias iiiteliyóes desceiilralistas deste
didn, coiii certa eiiergin, aos salavriiicos, coil-                   p;,rtido porque, corilo ja vrriios, o seli cliefe era
tudo, seiii firiiiez:~, pois se preparava fortalecer                  o iiiiii~igudeclarntlo de seiilelfiaiite sisíeii-ia adi~ii-
iiiiia opiii~ào (file iiào era iniiito acessivel ao                   nistrattvo, eiiibora para ri iiieti upole o aceitasse
t ' s p ~ r ~ t o 11ii11to
              JR             tiesiluciido tIo coloiio c do 111-       e, em p i i ~ c i p i o ,
                                                                                              ate, o :ipl:iudisse.
drgeiia.
      O partido ~irogressista, tiiilia, pois, olicial-                     O par tido regenerador liheral, culo progi ania
iiieiite, a sira opiiiiáo expressa, se hei11 qlie o                   foi o exposto peIo sr. Jodo Fraiico, afirriiava qiie
sr. Dias (:osta, eili ciii-tes, afis~iiassecoiiio jti vi-             os goveriiaciores deveriarii ter os iiiais riiiiplos 110-
mos, q u e s'i eiii coi~iliçòesespeciaes q u e clle                   deres cie goveriici e, 4 iiecessario rccoiiliecci-se,
:ifiriiiziva 1150eexistix-ei~i, poderia 11- ate n des-
                                       se                             teve no decreto cjiie reorgniiisou : I ~ I I I I I I ~ S ~ ~ ; I ~
ceii tralrsocao coloi~inl.                                            cle Mog.aiiibique :i pro\.a de qiie z i siia obra co1oiii:il
      Mas se este particio tinha este espirito aiii-                  sci ia api-eciavel se cliegasse :i 1101 eiii pr;~tic:t
1)igi10 e iiitIecisa, iio que diz respeito ;to sisteiiin,             por;\ as oiiirns coloiiias a s iiiccliil:is desceii ti :tlis:i-
adtiiiiristi*ntr~ nas coloiiins, o que 6 certo 6 que
                    o                                                 doi as que adotoii para a costa orieiitnl A iiioi te
dei Lnvu cii ti e \ eis iiiiia n.;l)ii-nqfio clesceil tralis ta       d e Edoai ilo Costa, qiie as tilji*eseiit:ivii iio sei1 pia-
  justiqa llie seja feita, foi i1111 iiotavel trabnllio do                                               al~aixo
                                                                das possessões, 3s c o i i i ~ i i i ~ ~ õ e ~ designa-
  o v e r i i o denomin:ido regenei-ador liberal.               das clue deverão escollier de entre os seris meiii-
       O si.. JOGO(:oulinlio, eiitào já ministro pro-            hros os iespectivos secretarios:
  gressista, ~~reocupoii-se     coiii o problema da se-              A comissão ],aia dar parecer s o l ~ r eAiigola
  gliiida veL que foi miiiistro e apreseiitoii a se-            cra assini coilçtit~iida-
  guinte portaria em 21 de ,jaiieiro de 1910:                        Aiigola-Coiisellieiro Giiillieriiie Aiigiisto d e
       (I Siia Magestade e1 -rei:                               Hrilo Cnpelo, aiitigo coniissario regio, ]Iresi-
       C:oiisideraiicio clue a reorgqi~isaqAoadniiiiis-         cleiite; Alberto Aiigiisto de A lilieida 7'eixeii-a, ali-
  tr:rtiva das possessóes ultrai-~iarii~as    portiiguèsas      Ligo goveriiador cie disti-ito; coiisellieiro Alvaro
 i. lima das primeiras, se i ~ ã o priiiieira, das me-
                                      ;i                        Aiifoliio da Costa Ileri'e~ra,ailtigo governador
 ctidas coiiduceiites no sei1 deseiivolviinento, cu-            geral; A1 varo Piineiita, rielegado dn A S S O C I ~ ~ ~ O
 jo estiido se impõe coiilo de iiiadiavel iiecessi-             Cominercial de Loaiida; coixiellieiro Erriesto Ali-
 ctade;                                                        gusto Gomes de Soiisa, aiitigo capitão dos por-
                  11
       Tendo e 1 coiita que, se i. certo 1150 ter aiii-         tos; lieri~andol{eis, i-elwesei~taiidoa proviiicia;
 (Ia, por circu~iistariciasde ordeiii varia, o iiltra-          coiisellieiro Fraiicisco de Paula Çid, aiitigo go-
 iiinr porttigirès ai iiigido iiein o pi-ogresso mate-          vernador de distrito ; coiisellieiro Heiirique Mi-
 i-ial, iieiii o esl~irilode iiacioiialidacle privativa,        tcliell de Paiva (Iouceiro, aiitigo goveriiador ge-
 qiie toriiarii possivel, seri1 perigo para ele, a coii-       i-:i]; João Mal-clties I)iogo, coii1erc1aiite, rcpre-
 çessáo tle lima lai.ga aiitoiloiiiia, e verdade talli-        seiitniido a proviiicin; Jo5o l'iiito IXodrigiiex dos
 I ~ e mque ao seri crescente deseiivolvimento cor-            Santos, cliefe da pi.iii1eii.a rel)artiyão da direciío
 r c s p o ~ d euin iiioviiiierito de ordeiii iilorril rliie   geral do ultramar; .losk Fi.aiicisco da Silva, r:i-
 se tradiiz iia coiiscleilcla, dia a ciin mais forte,          pitáo de tragata; padre Jose Alaria cia Silva Aii-
 do seu v:ilor, e que tal facto rido pode, seiii aceii-        tiiiles, 111issioiinrio
                      I S ~ I ~de
 tuadn ~ I I ~ ~ L de~xai-R ,ser toiiindo lia de~rlda                Como se vê ri poi.laria apresenta-se frniicn-
 coiita;                                                       iiieiite c,oiitraria a irrna larga aiitoiio~iiia,iiias
      Atelideiido a (pie 6 por ISSO preciso contra-            coiisidern cjue o seu ci-esceiite deseiivolviirieiito
 1)al:inqar a coiicess,?~de 1il)erdades coiii uiiia            iiierece iiiellior e iiiais perfeita ateiiqão, einborn
fisc.alisaç5o por parte da metropole, que iião pó-             :i interveiição da iiietropole sc,ja constaiite.
                         lio
de por emqiia~ito, proprio iriteresse das 110s-                     Mas na 1)roposta de lei qire o si-. Joiio Coii-
sessóes i~liraiiiaririas,deixar de existir;                    tililio tei~cioiiavaapreseiitar ao l~ailaiiiento,      sci-
      Seiido iiecessario coiisiderar as siias justas           l>reo regirnen do alcool, faziam-se considerncóes
:isl)ii.aqões, e de iiiodo a iielii por iiina excessiva        iiiiiito avaiicadas, i-elativas ti aiitoiioiiiia, apresen-
ceiitralisayiio lhes entravar R ntividade, iieni ca-           tiii~do-acoi-iio iiecessaria, afim de poder arcar
indo no excesso coiitrario, dar porveiitura legal.             coi~ia divida qrie a proviiicia coiitraisse para
a sitiiacáo de dificil soluqão.                                iiideiiisar os agriciiltores do fracasso resullaiite
      Ha por bem, pela secretaria de estado dos                das conveiiçóes de Rriix.elas, referentes nos espi-
iiegoclos da iiiariiilia e ultramar, liamear, para             rituosos, e que foram moti~aclas          ]>elocoinpleto
estiidnreiii o ~issiiiito eiii relação a cada irilia           desconhecimeiito q u e os clelegados 1)ortiigii~ses
iio, tiiilia coiitudo iini pouco esfriado o eritusias-              ,coloniaes es tnhelecidos, d e espiri to de coiitinui-
iiio por estas doiitriiias 1150 se cliegaiido a apli-               dade na siia execiiqão e, firialmente, de uma des-
car o traballio que, como vereiiios, o extinto                      ceiilrnlisag.50 poiiderada e tutelada». Aiiida o de-
fuiicioiiario tiiilia eiiviado para a secretaria do                  putado seu repi*eseiitante ein cGrtes, i10 sei1 dis-
riltraniar. Esse longo p l a i ~ oa d n ~ i n i s t r a l i ~ o
                                                            iiáo    ciii-so de 2 de juiilio de 1908, se inoiiifestou liar-
foi objetivado, I>orcIHe toi-iiaraiii a doriiinnr os                tidai-io da iiiais aiiij)la dest.eiitralisaqáo.
aliteriores nién~rais                                                                                                 c
                                                                         1)e resto a orgniiisaqáo cntolica, de ( [ ~ io I ) ~ I I - -
                                                                    tido iiacioiialista C o orgão politico, segundo se
     Os dissiderites progressistas tiiiliaiii, neste seit-         rifiriua, tem exntaiiiente lia sua niiipla aiitoiioriii:~
tido, tlefenditlo a iiiellior doiiti.inn e o plano                                                  da
                                                                    i.egional, ~1111dos m o t ~ v o s siia expaiisfio, eiii-
adniiriistrriti\~ocoloiiial do si . Silva Téles, lioiira            bora su1)rnetido A discil~Iii?a     dogmnlica de llo-
o liorne i1iistr.e c10 distinto professor e 1iorir:iva as          iii:i. O iiiesino sucede coiii a (:oinpaiil~iadc .Te-
asliiraqóes do seii partido. Alei11 de tiido o Dia                 siis que dá :is suas pro~iiicias,aljesar cla 101-te
orgc?o ceiiiral deste griilio politico tiiilia iiiaiiifes-         coiiceiitiaçáo de poderes do geral, toda a latitii-
{:ido oy iilióes fra iicaineiile desceii traIistns, quer           d e de acyRo. Portalito h a ~ i a   logicn iin doiitiiiia
ii:i iiietropole quei. lias coloiiias que o sr. Alpoiin            iiacioiialista se bem que ao si-. .Jaciiito (:niidido
coi~substaiiciou iio sei1 iiot:ivel disc~irsorle ja-               se deva111 niuilns iiiedidas contra o s iiitei-esses
iieiro tlesfe aiiiio, e iio seii projeto de lei que                coIoniaes c contra as siias Iil~erdades,eriibora,
teiicioiiava n1)reseiitnr as cortes em abril, mas                  çoiifesse-se, t i vesse tninheiii 1)iihIicadas oiilras
que o adiaiiieiito parlameiitrir iiiipediii de fazer.              que, postas eiii vigor, :iiisiIinriaiii os seus av:1-
                                                                   iices.
     O partido iiacioiialista, como j i ~viiiios peIa
opiiiiiío do seli cliefe, o si7. .Jacinto Caiiclido era                 O partido repiit)Iicaiio, esse iião ieni iiiostra-
diiina feiq5o desceiitralista aceiituad:~ O pro-                   d o niiiita rocayão pelos assuiitos coloiiiaes. 1,ciii-
grniilz 1)~iI)licado     ap6s o seu primeiro coiigresso            bra-me inesino clue iiina vez, drscutiiido o tra-
iiidica, csiiio poiito essencial de orieiitacho colo-              tntlo do Transvaal, o sr Feio Terenas, dej~iilado
iiial, :) descei~tralisaqfioadiiiitiistrativa, orieiita-           ~niiitoconceitiindo iio seir pai-tido, espoz que a
c.60 que foi ratificada nos coiigressos seguiiites e               iiie1lioi- forma de resolver a q iiesfio coloiiial, eiii
qiie o seli oi-650 partidario, A Lrbe~*tlml(.,      defen-         Aiigolti, seria proteger o govei no a ciiltui-a clo
dera.                                                              algodão iiaque1a provuicia' Rlas o mesiiio seiilior,
     Airida iia coiifcreiicia realisada iio ceiitro iia-           coinl)reendericio l>ein a drficuldade, e a iitlpos-
cioiialistu eiii 1 de jiiiilio de 1908 o sr. Jaciiito              sibilidnde inesiilo de resolver assuiitos iinl~ortaii-
(:aiidido proclaniou esta doiitrina e qiie o 01-850                tes, de longe, proclaiiiou, nesse inesiiio dia, a ric-
d o seu ])a1-tido resiililill 110s seguiiites terrnos :            cessidade da autoriomia colonial.
((l'or LI]~ I I I I O , sr. ~oiiselhel( .Jacliito Caiiclido
                     o                O                                Coiiio sislemii é, portanto, caixteris tico Em-
refere-se li aclniiiiistraçáo iiltraniarina dizeiido               bora o partido repiiblicano, cotiio partido, não
que esta deve ser I~aseado         iios pr~iicipius u m a
                                                    d              tenha mostrado doutriiia defiiiida sol-)re o as-
lorça desceiitral isaçáo gover nati \ra, de pIaiios                sunto, o que E certo e que o sei1 programa cori-
signa lia fixacgo d e garaiitias individiiacs, iia 2."                                cabe1 Este iiiesiiio tlistiii to esci'itoi' csc.i-e\rcu
parte.-I.ibei.dndes ~)olitic«aou d e garantias e                                      iiiii iiot:ivel livi-o, Ir~ler-c~.~.scs                lY(~cioncres,                    oiitlc os :i$-
        enl
d ~ g a ~ioucas                                      o
                          palavras, s o l ~ r e citso, «autono-                                                                        ~
                                                                                      siintos sol)i.e coloiiia~, i r i i i c i l ) ; i l i n e ~ que 'lix                      iio
                                                       ( ~ci ~ ~~
iiiia iiiunicil)al, ( I ~ ~ . s c P I I ~ I ~ P I(~ ~ J l~l t l~ o i s f l ( ~ ~ ~ á orespeito ~ i o                ci-edito, coiiicrchio, liiiiita\, i i i \ t i ricr?o,
cio11 ((US ~ ~ O I ) I I I C ~ C I~S~ ~ I ~ c ~ I I I ( » I ~ I I ( ~ . \
                                I                       ~                                                                                in,
                                                                                      eiaiii tratndos coiii ci-itc~ coiideiiaiitlo ii :irliiir-
     Mas se quizeriiios remoiitar ao ])~-iiiieil-o                         pro-       nisti-aq5o (Ia iiie ti oliole coiilo r[iiiio~;te c1cgl :i-
gi.aiil:i rel~nbIicaiio,cscri to ])elo iiottivel hoiiiem                              dnnte c iios seiis artigos ~orii;ilisticoscllc irncoii
tle letins L ~ i i i i oCoelho, 15 yei-eiiios qiie se as-                             belos li abnllios de ocasi5u expreiiiiii~lo                                              pl;ino\ co-
pirava ilo cal11tu10 Egi/uldct~Jc                  civil polliicu. h
                                                               (#                 11 loniaes, disriitiveis, iiins siiiceros, e qiic <leiiot:l-
desceiitralisaqiio autonomica das ~>roviilcias                               ul-     vani que ellc se eiitt.ega\,:i ao seti csl~idocoiii
t~.niiiai-i1ias.n                                                                    voiitade e dedicaqào.
     Porque í- q u e iio progrania actual ~ i á ose                                         Mesii-io Fielioc1oi.o S:ilgado, :il)esni de iiáo sci-
dcixou espressa a forinula priii~itiva~')                           jugo sei,        este o seii assittito 1>retlilcto, trnqoii iiuni iiii111~-
iiein posyo supor que fosse por coridena-Ia                                          1.0 do -4lo1.11ic~,                 101-iinl (te qric foi diretor iio I'or-
poique a sua teiideiicia 6 autoiioniista, lia me-                                    to, LII~I:IS certas cloiill-iii:is, al)rcseiilniitlo çoiiio
ti-opole.                                                                            aspiracCo sua a sucessiva tlesceiiti.alisacáo tl:is
     Aiiida corao docuiiieiitação da evolticào re-                                   coloiii:is até as i ritegrnr tio c.oi;liin to ii:icio~i:il
publicana, no rnesnio scn tido, é coiivenieiite trr                                  como estados feclei arlos ri iiieti opole
sar yuc a ti-atliqào dc fIen~.iqiie                   Nogueira é 3ivl-I                     O si- J3eriinl-tlliio J1:iclintlo i i l i i i i n rri ter\ i(.\\
iio rel)ul)licaiiisriio lusitai~o,e 6 21 ~ s l e                        gi.niitle    ~ornalisticadizi:i, geriei icaiiietitc, cjiie :i 1il)rit1:itlc
pei~saclorque 'Tlieofilo Ijraga, uiii dos douli-iria-                               'cla coloiiia scrin iiiila corisecliieiici:i tla 1il)eidntlc
rios (Ia i-eliu1)Iica portuguGsa, vae buscar a sua                                   cla iilelropole e i i u i i i disc~ii-so ~ o l i t i ceiii rIrIc. i  ~                     o,         .
o1 ien taqao fedeialista, qucr dizer, aceiituada e                                   í'ertil a siia ~)ersoiialidaclcil~istre,ellc :irl~ogoit
                                               Da
rasgndaii~eiite auto~iui~lista. niesriia foi-riia o                                  : iiecessitlatle de coii tr;ii-i:ir :i :icrr?o de r11 issòcs
                                                                                      i
I i ~o tie Mag;illiGes I,iiiia - Lci Jitikl-ufioi7 Lhel-r
      i                                                                             I eligtosas iio aIlraiiiar*.
q u ~ ,priiicil~alnieiite,1101s cl~ie Liuro cla ptir è
                                                    o                                      Na sua coiiversa coiii iiiii ~orii:ilisl:i ( I ) esl):i-
                            to
taiiibeni docuiiiei~ hastaiite, iiiostraiido i~:i clou-                              iiliol este riiesino scrilior l a ~ i a apologia cto \ r / / -
irinn que o orierita como a iiiais ace~tavelna                                       v          I              . I                c( liiglatei-in siistciit:i ciii ])c
iijesiiia fo'oi-iuula                                                               'o seu colossal inlpci to pel:i lorqx do .s(~l-!lo-
     Aiiida coi11o aspii-apio t; necessnrlo eupor                                                            1:
                                                                                     u c / , l ~ t ? ~ u l ? f . aci-esceil tnv:i                 r .
                                                                                                                                                        A oi-deili c n I)iiL
aqui n plano do l)rogra11ia elaborado pai- Teiuei-                                  01)tciii-se pela lil)ert\ade t estciiiuiiha-o :idiiiira-
r a Ijastos e que era rlestiriado ao pai tido iepii-                                \~eliiieiite n Iiiglaleria qiic dcl~ois(Ic iiii1:i i-lide
blicario tedei-al. Dizia: «Desceiltralisa~ão                           prouiii-      cxl)erreiicia que Ilie ciistoii n sepai:tcáo dos Ks-
ci:il oii iegi01ia1 e coiiceltiia ou iiiunicil>al tilito-                           taclos Uiiidos tla ,411-icricac10 Norte p:icificoii 11c1:i
iioinia do coiicellio oii iuuiiicipio 110s iiegoçios                                l ibcl dade o C:tiindii siil)le~ac\o pela coricessào                      e,
da sii:i ndiiiiiiistrayáo interiia, oi-qaineiilo e 110-                             tlo goveriio i-el~i-cscntativo,                            iiiici:i a ol)i ;i tlc ]>:I-
Iicia >, coiiio sc \ è, conilileto, como doultiiin
          E',                                                                       cificriç:lo do l'i :iiisvanl                            ))

generica, e, sob o poiito de vrsta coloiiial. apli-                                           [t~jv  7101 f > l c , - 711' 111
                                                                                                       (1,                     Ifff/r0{1
                                                                                                                                  ,!I(    ((1 l < i ' / f f l /
                                                                                                                                                 (1        fll   fl- l ) * l $ 14')
       No seli iii:iiiifeslo piil)licaclo este aiiiio o di-        dese&jar    abarcar o problen1;i o iião poclesse fazer
 retorio do ~)ni.lidorepublicaiio coxiil)atia a di-                coiil certo exito.
 vida coloiii:il, iiins eiu bora fosse eiise-jo prol~i-io               O partido rel)iilificaiio ~ioreiii,qiie pela siia
 e adquacIo ir60 foi.mulava a iiecessidade d:i aii-                                                     !)elo
                                                                   espleii(lida o r ~ a n i s a ~ i i o , prestigio ql\e, gosa
 toiioiiiia. Estoii certo, por4ii1, qiie os dirigerites            em todas as c;iiiindas socines, desde o opei-ti-
 deste j~artitloteeiii eiise,jo eiii oiitrns ocasiões de                                             e              e                   I~;~
                                                                   ~-ilicio alta I ) ~ i ~ o c r a c i as,e r c ~ t o i i ~ : ~ r i i i pc~tle,
                                                                           it
 clefiiiir-se iiiellior s o l ~ r eeste assuiito qiie ~iite-      duiii iiioiiiento para o oiiti o ( e estou coiivciiclicio
 ressa sobrelilaneira o futuro iiacional.                         que isso sei,B iiiii facto q u e se i.ealisar!t iiieslie-
       Mesiiio seria até ocnsiáo 'asridzi iespoiider :I           iadaiiieiite, seiii liossil)ilitlade de pievisao, niesirio
 iiriia ~)ro]~ost:i  npreseiitada por uiii iiiedtco por-          tios ])rol>rios dirigenles i eliill>l~caiios                iiiie sei-Ro
 tiiense no coiigresso ieptililicaiio de 190(i, e coii-           :iirastndos pelos acoiitecinieiitos qtiniiilo iiielafi
firnintIa iio de 1010, liai a ser exaiiiiiiado por pes-           sicai-iieiite estivereni discutindo eiitre si c~uestòcs
soas coinlietcii tes eii trc oiitros o p ~ ' o h l e i ~colo-
                                                         ~n       de seciindario valor), ser colliido d e siirl>i*eF;i
~iicxl.                                                           e ein branco, iiesia capital qriesláo quando os
       A este pioposito dizia essa proposta ((A so-              nconteciii~eii o levarem ao g~\~ei-i-io
                                                                                   tos                                         iiacioiinl
luqáo 1)ositiv:i deste 111 01)leiiin 6 que lia de ser :i              Siiceder6 o niesiiio qiie i i rel)iiblica csp:iiiliol:i
i-edencão ecoiioiiiicii deste tlecrepito paiz. Deve-             q u e neste, coino eiii miiilos outios prol)leni:\s
1110s coiisidern-10 sol, seiis aspe tos socoi-i-eiido-           foi apanliado eni f:ilso e jiassori teinpo ri disciitii-,
iios das leis sociologicas da coloiiisaçâo iiioder-              c~tiniicioos adversarios plaiieavalii a seiite~iya.                       0
i i a posta lia iiiuito teiiipo eni pratira pelas ou-            qiie i. certo é (pie iieni as \vapsopiiiiiies do sr
tras 110tcncias coloiiisadoi tis, 11riiicil)aliiieiite a Iii-    'l~eofilo    Llragn, que aspiia A coiistittiiqão, piii:~
g1:itci i a e a Holaiida C:oiicoiiiitaiiteiiieiite teiii-se      niiiii utopica, do novo B r a ~ i l ,lia Africa liortu-
de estiid:ir :i eiuigtacão portugiiesc? iio seiitido             gt~esa;   iieiii as teiitativas, iiin taiito iilcertas e iii-
tlc a tlirigirii-ios liara as co1oni:is. )I IGla qlies-          defiiiiclas, do sr. Coiisiglieii Pedi.oso, apesnr da
tão iião foi, porCiii, traiada pelo ~)arti(io          repii-   sua sitiixcáo de evideiicia coiilo ])resideiite cl;i
1)licaiio (pie exigia 1)nstaiite tievoqào e iiiuit i te-         Sociedade de Geograii:i, iieiii :is coiisidei-nqões
iiacidatle                                                       ~iiii taiito \~acilaiitesdo si.. Basilio Teles iio seli
       E' iiiiiiio nolavel que possiiiiido este parlido         livro sobre n revol~içáodc 31 de jaiieiro, iieiii
i ~ i i igrande niiiiiero de adeptos pelas coloiiias táo        i~iiiclan aspiisacào iiicoereiitc e irregulai da i i i ~ i l -
1 ) o i ~ o teiiiia pi eocupado coin O j ) ~
             se                                01)leiiia CO-    fitlão cliie aplaude as cliociiias ciii pretos e acla-
loiiial, apesar cie 1,aslniites dos seus Iioiiieuis teii-       iila coina heroes qiieiii apenas pratica siiiiples
tal-ciii, seiii res~illadopositrvo, aboi-dar o 1)ro-            e siiigelos iictos de l)oliria, seria111 o bastniitc.
I~leiiia.O si. 13i-ito Camaclio \Tarias Tezes, lia              Trido isto é iiisigiiificaiite aiite a vastidào do ns-
cailiara, e a l>i.ol)osiio das dividas de Angola, e,            stiiito.
aiiida, tia c~ireslão   dos nssiicai~es,se 1)eiii irie leiii-        Resal\';iisii o ])nrliclo i-cpulilicaiio, seili tliivicla,
I ~ r n trntaii vag:iineiite esse :issiiiilo e nuiii arligo
          ,                                                     a sria trndiyiío descen tinlrsl;i, a s i i n Jiiiiyào inu-
tio seu joriial Jasti~iiava    (jue 1~0cic0 1i:ilri esc1 i10
                                            5e                  iiicil~alista e , cjiialido, por acaso, possa atin-
sol ~ r çoloiiias. Niio t:io pouco, todavia, que cjriein
            e                                                   oir o governo iiacioiinl lia-tle sei- arraslado pela
                                                                h
                                                                                                gei
                                                                      te, iio con,j~ri~to al. Politicaii-ieii te o socialis-
forca da opiiiião d a s coloiiias e enti-egar-Jlies-5 o               ino LL a U U I C I I ~ I C Rêx]~rcssIIo aiiiuiioiiiiu reglo-
                                                                                                             ila
                O             Niio sei 8 assiiil :I,Foi o erro
 ~ ) I - O ~ > H~ O V C ~ I I O
                                                                      iial e local pois que constitiii(lo por perliieiios
 (Ia ie1111I11ic:iesliniiliola que ianil~eiii        a1)aiidoiiou     coniiiiias livres elle vae foriiiaiido uiiia gr;in(le
 CiiI):i, coiu1)ateii as suas aspirnç6es au toiioiiiis-               cadeia íIe forma c[iic as pequenas iiacionalidatle
ias, 1):" a scgt111' ]wecis:iiiieiite o mesmo processo                d o lipo denioiiatico siiisso sei5 a coiicaleiinqdo
                                dos
cias adii~iriistra~0es goveriios d a rlioliai cliiia
[pie, eiiifj~ii,    foi-niii vicliiiias (Ia pcx-tiiiacia no erro,    filial dum longo api eiidizario civico.
(10 ~):~tr~otisriio coiiil~reeiidirlo,coi-ilo, coiii
                         iiial                                            Colirclii que se diga qire o socialisiiio riáo P,
                                                                     coiiio ciiadaiiiciiie su116erii varias pessoas poil-
i-elaq50 ii (:ataluiilia, !ia-de coiiiprceiider, iiias               co ilusti-adas, a coiicei-ifiaç5o 110 csiaclo de to-
t:ilve~ tarde, q u e a aritono~iiiadas regiões 6 o                   das as eiiergias e iiiicinti~as        co1etiv:is 15' i i i i l ei.~-o
               i.
i ~ ~ e l l i n~)i-esei-vati\~o   coritra a doe1icj.a sel)aratis-
ta. (I)                                                              grosseiro eml>ora ii~uito seguido o que I e ~ a
                                                                     muita gente a supor qiie o coletivlsiiio serA n
    FaIta-nic &\lar aiiidci d o 1i:irtido sociali~tae                peor das firaliias qiiarido é a cxpiessáo de IiJ)ei-
                                                                     dade 1' iiiais coiiil)letn iletci iiiiii:iil;i pela Iraiis-
iin sua f~iii@ioeiil face deste prol>leiiia Coino é
                                                                     forliiac,.ão ecoilomica, iiiteiccliial e, conlo re-
sal~rdo ~iiediaiiariiciite
       dos                  lidos a rel)ublica socia-                sultar-ile, poli tica da socreciaric
                                                   oiide
lista t' iii11;i aiiip1:i coiifedei.açào iii~i\~ersal,
cada ngregnclo social seri1 iiitegrado, logic:iii~eii-                   Ora queiu coi-iliece esta tloiili-iiia f'iriidaiiiei~-




                                                                                                               ~ i ~ .( , l l
                                                                             c~S.io,a \ c n l o ~ ~ rlo(ic~% r ~ \ , \ :o I I C J I I I ~ , I ( I . I < % I 1112, ~ I % I ! I L C l l l l ( D  ICI,

                                                                    c\(nx aiii, csl>ci,\~ir,rrl~i\ ~ ( L I V:I Itc l > i i l ~ l r c , i11.1 tlc i c r l i i i i i i .i \.I< to, I
                                                                                                                 r!ii
                                                                    t -\a i \ I > ~ I C I I I < . I 11~io~ 1 . 1 I U I I I I I < I I:III I O < I . I ~ I.I\
                                                                                                          7      I                                    c            .II I O I I Q I ~(LI I < 1 ol11c~10
                                                                                                                                                                                     ~
                                                                    ~ I I I I ~ I I L1o1 T ~ ~
                                                                                           II    ~ccc>b~(I.i                                 fi1-5 (I(>
                                                                                                               C O I T I d c a t ~ ~ n ~ ~ ~ I l~ ~ ~ a I~ I ~ ~ I J I I 1 (I I I I I \ I ~ J \ -
                                                                                                                                                                  I I ~     \             \
                                                                    ~ 1 1 0 .ta 1 \ 5 0 ~ > 1 0 \qilt* 1'1, c011111 ' 1 ~ ~ 1 1 1 ,.I l ~ c ~ ~ ~ l l l lc > 1 , 1 'I l l<lil<)'l <I[ \ c l l \ s l
                                                                                                      4                                                               l l c ~
                                                                    (;ln <1i1r      l.il)i i g a \ . t ~ ~I O loiigc n\ c , i i i ( . i t l ~ i i o I l i ~ ) \r l r i ii.iirfiago, prc'.I<\ .I
                                                                                                         C i
                                                                    i11 I\.II-\I,      11 no fiiiitln )i
                                                                           I)11 iiirsiiio iii~itlo                 n   i111i.1I W I ~ I I I I ~ . Ii 11.1
                                                                                                                                                  I         lioi    li111 l i i ~ ~ i . i l i I i
                                                                                                                                                                                              i  (1.1 IIrr-
                                                                    J T I ~ I I ~ o I i1a1111c~I I I ' I I
                                                                                  ~ ~ ,      JO                      (i<,T , I I I J (                III~!IIIL.I , i I i i n ~ , t ~ ~ i
                                                                                                                                           \ o I ) I ~ '1               ol1>1~1~1\
                                                                                                                                                                        I                                C>
                                                                    1                                                                            1.11i.i. c i i i o i i i . ~o~ gor r i o q i i c ' 1
                                                                            1%l l i < i i f T i i r i i \i:ic ii.i<io (iti<. i i i s i ~ i i i i i                                        i1
                                                                    1 i i ~ t . i t 11.1 ~ ( , i p l i ~ tao I i , i i i ~ \ , i . i l , .to ( .iii.it(
                                                                                    i                        ,u                                        i r. .i 4ii\i1 .ili.t          v   liw-lc -
ta1 110 socialisilio sabe q u e este seiido uiii                                                                        NO dia 1- d e dezeiilbro o partitio soci:l~istn1-e-
pai-tido iiitei-iiac~onal.ciue r-ealisa os seiis coii-                                                                                                                     o
                                                                                                                fnrinisln, creado iiltiiiiniiierite, a l r e s e ~ i t a \ ~ aseu
gressos regtil;ii-iiiente, d e i ~ n ,todavia, lirre cada                                                       prog~-tinia e sobi-e as colo~iins              tlerlarava o se-
iegiiio, para oluai coma jiilgar coil\reiiieiite ei-ii                                                         guinte.
face das circiiiistaricias locaes. E3se arti tido qiie                                                                  c (Z~testfio coloiticil O partido socinlista iqefor-
111esnio eiii Portiigt~l e i i ~                   t        iiiiia org;t~iisu<âo                   perfei-     iiiista declara a iiecessidade :ibsoluta e iiiiprete-
taiiieiite federalisia, coiii j tiiilas rcgionoes eiil                                                          rivel de coiiccdei. as coloiiias a autoiioi~iiapoli-
Lisboa, I'orto e Coi1nbi.a ou ?'lioril:ii-, coiii os                                                           tica e a(liniilistrativa, coiiio coiidiçrlo indispeii-
seus ceiitros agliido ntitonoiliaiiieiite. Logo se                                                             savel par-a o seu pleiio dc~seiivolviii~eiito' co-         i
                                                                                                                                                                          :s
coiicliie qiie a respeito cie tal nss~iiito,O partido                                                          loiiias, p01'é111, só 1150 sera periiittido o estal~cle-
socialista i , csseiicialiiie~ite,pela autoiioiiiia co-
                             ;                                                                                 cereni tratados de coniercio oii outros cluaescliiei-
 Ioiiial.                                                                                                      de cnrater ititeriiacioii:il seiii alttorisaç50 da iiie-
           Mas a dout riria esta, geiici-icaiiieiite, exl~osta                                                 tropoIe, neiii validli-10s seiii n saiiqiio desta,, .
iio srii pr0g1-ama, \'otado eiil Tliomar, e cori-                                                                       Vciiios, 1101 tanto, ciiie alieiias o partido i-ege-
firmado eiii Coiinl~rae 1,isboa e corno prliicipio                                                             neixclor e1 a ea ~)i.ess:iliie~ite       coiiti ;i n desiciitrali-
especial o coligi-csso operario que se reuiliu em                                                             saqáo das coloiiins, iii11ii iiicoereilte e aiiia1gaiii:i
J,isboa eiii 1 !I09 \.atou expressamente a autono-                                                            de prlncipios opostos, eiii Ijrog,i.amas que dc-
mia coloriial, eiil tese e1:iborndn por 1,;idislaii                                                           vei iaiii prinlar por logicos, pois iiin taiito iii-
Rntallia. (1)                                                                                                 coiiiyreciisivel ])aia o comum dos iiioitaes qiie
--    .-        -
                                                                                                               t i i i i gri1110 pa' t~lai.io cyue é ti.adicioii:ilii~errtr
                      n
i i o i i ~ i r ~ i i l c clieíi i10 g o ~ e i i i o  ]:i t l i i i n ilii:iiitlo tlrsiiiciilia o bo.ito iin
\ ciitl.~                                     ia
              11.1\ tnli>iiin\ <liir, %ri coiic'.t\itl.i «liliia c ~t:l i autoiioiiiia)) .I% LO-              desceri trnlistn, corii ljod I-igries de Satiipato e
loiiin5 ( [ I I ~e\tí\ c.ssriii eiti C o t i t l i q i , < ~ n go<.ii
                       ~                                    (Ir                                               .Irilio cte \'illietin, o que ii:i epoc:i iilodclriia reprc-
           Eizi todo o c,iso f o r ~ i r \eii<ln rlcciel.id,i\ .iIgriiiiai iiirdidns cltcr :i\
                                                 i
                                        c111 ~ n ~ ~ c e l(te n i ~ i i i ~ s t i « e
coloiii.~\ ~ c i i i t p t(i , l i i i 1%                         )i i                iai.i\ \ CIP\ \C iiaLi  seiiiou ainda :issiiii coiii a di t:idiii-n Hiii tze-Fi :iii-
(105 \eii\ iiitric\\cc, si iii qtir i'cn . i ~ > ~ c ~ c i ~ tO ~ scbc o ~ ~ l ~ r c i (1'1 ~ c i ~ t ~
                                                                                    : ~ c                  ti
l l l . l ~ < l l l < i illlo\rl<il
                        <l~i~                                                                                 co iiinn vaga teiitativa - vaga e iinperfeita - tle
            E' 1\10 d c c n l ~ ~ i i t n i i i ih,io in poi<[~ic pn17 Ir111 cIrciiitr tlc si ~ i i i i
1.11 fiiiiii r i1:io cci 1.1 I1105 Jlioitco\ I I I ~ X O ([iie cotiini o go\iriiiioiciilIrin-
       no          (I
                                                  i~
                                                                         "
                                                                          n
                                                                                                        rpri-
                                                                                                              desceritr;ilisnq5o co1oiiinl corii a cotisti t~iiqãodos
I                I         L             O \ E I ~ ~i'lliodel~ll 1111~ ~ o ~ ~ ç i e
                                                                                  C                      r    cori~issariados         regios ~ e i i l i a
                                                                                                                                                         agora, coin n oi-ieii-
hi:iiitio-lios qlir 511                   autoiini1ii.i cklns , ~ t o \ j i e r    ,i150 r \e,", coiii tles-
                                   I i ~ - r j
gí>\lo, c~tie e51,i Irgi\l.iiid<i p:iia n ii11iniiinr ii:is iiirrnin\ ~ o i i t l i ~ õ r ~ \
                      ce                                                                                      t a ~ a do seu ilustre chefe S o i i ~ a
                                                                                                                           o                               ~)i-oclaiii;ii.gr*aii-
                                                                                                                                                                         3
( I I I I ~ 1105 t c iiipos da iiioiiat<liiiG e111             iontiaíliç5o ccoiii a %nspit.i$òes dc
  "
1 ogics.o c101 D O \ n s ~ I I P I \ r111ri11 ACi icn
                                                 \
      () S o coiigic\so ~ 0 ~ 1 a 1 1 9~n ~ l e i ~ ~ a ccle 1909,l (Ir Atlistei tlniri i r -
                                               ti               t~iia
l.iIi\ariieiite :i i i o l i l i r . ~rnloiiial foi \ otntlo o segliiiite
    O coiigi csso, coriscio tlc ([iie .i e\                    >Ioi.ic,~io
                                                                  c:\ i i t n l i \ l . i r 4 t i l í g l l n \ r %
111ni\      oiiei.tdn COIII D tiot111111o~ i ~ o r i ~)cio qiie \ I I C ntiriic-iitn .i c.\plo-
                                                    1              a\,
r.iq:io,       .;i i i i i egi,i c w l i i ric~io, rsi),iiilniiclo cnpit.irs cb i icltw7.1\ ~ i ~ ~ i ~ i ~ a r ~ ,
( \ i r j ~ i t . t i i d o a pop111.1<  ;io iI.is coloiii.i\ . i i i i . i i \ I ittir ta, ~ O \I :7i's, :i III"I\
+ . i ~ i g ~ i i i i . i1,1 oi>iri\i», sciii lt.irt.i >.iin o ]>roli.iai
                          r                                                            iallo scii.10 i) a g i a \ n
<Iasii.i iiiilri LI, 1cliil)in .I t11.ris~io c o i i g ~ c \ s o I>.IIic iIc IriCO. teiati-
                                                         cln                       11c
\ < I $1 11111~\\,io o l n i i i n cL <I p o l l t i t ~ I N ~ I ~ I I ~ I? I \ ~ ; I , I ~ ~ 1 1 1 iti111 de-
                             ~         l                ~                         ~ coit%igi~              o
\ ci (105 )ai lielo\ soci,ilisl.iç 1incioii:rt s r tl.i\ tin(«e\ ~ . I I i ~ i i ~ e ~ ~ l i i i e ~
                                                                                              I
      I O - ife cc nlioii I i i iiiti,iii\igeittt~illelitc Ii~ii,i\< ~ \ ~ i l l t d i <i t l i 1 s ç 1 i ~ -
                                                                         ri                              i<i >
Ii+tn\, oii ~ i i o t c ' cioiiiutns, .i\ r~lietirrfir\coloiii,ic~sia .i\ tIcspe7.i~                            1
                                                                                                          lolli ' s
 olollt'ls,
                                      i,\
    2 O - Uc coii111atcrl.iii iiioiinpolioi e n s coiicrsrrirs                                      \.isto\ te1 1 ]to-
i 103, C  <i<'\ ig1.11 r x \ i i ~ i p i ~ [ o i . i t iiitr ),li n tIiir :is I I < ~ I I C / , I $ <lu IIIIIII<IOco-
                                                         i<
          11in *i 1 < i I I i
I ~ ~ I I R I                   .II.II~II>.IIC,I~I,I~~
                                          l > v l i l <i110~.1pit:111\11i1>
diosidatlc teorica da desceiifi.alisaçAo coIoiiia1, n                o u menor arali do sei1 deseii\~ol\~ii~ieiito  ecoiio-
exceleiicia da tfcscciiti-alisação iiiiinicipal, tilas,              inico e social.))
pi-alicailiente, iiâo a aceitar.                                         Mas-parece iiicrivel'-apesar d e tudo, e devi-
                                                                     do ii iiiercia cle quem iiào teve coragem para i-oiii-
      Mesiiio a sociedade portrlqi4sa coi-iipreeii-                  per coni fornialismos estei-eis,polico se tein a v a ~ i -
deii, lias suas classes l~eiisaiites,          iiidepeiideiites e    qado no deserivoluiiiiento dessas colociias, pela
ti.aballiadoias qiie as coloiiias 1150 l~odernestar                  aplicação de pl-incipios qiie coiisti t ueni a asyirn-
subiiietidas a uiii regiineii ;ihsorvente e esmaga-                  qào sincera da iiossa epoca detnocralica.
dor.
      No pro )r10 congresso coioiiial que a Socie-
             8
dade de ~ e o gapliia i eal~sou em 1902 foi vo-
                        i
tadn a autoiioiiiia colonial, lios seguiiites teriilos.                   E as coloiiins 1150 tOni ellas reclanlado ? I:oiii
«O corz~~~.esso o r)oto de qrre parrr o deserl-
                     rrliilc                                          relaçfio a Aiigola essa i eclamaqão teiii vtiido n
uolvlriic~r~fo   I rrp(io r segiii o tias iiosstrk possessócs                                        de
                                                                      fazer-se coiista~itei~ieiite, teiiil)os a esta pai ir.
c                  , se for.tlcr ~icc.esscr~,io  co~zrcdrrn trrr-     As outras coIoiiias, especialliieiiie a Iiidia, (::I-
to~zolillncitlr~irr~istr~nirv(~     c /ilirc~trrir*rcaos ~.espcfi-    bo-Verde e ?bIo~anibic~~ie      Iiitaiii coiii galliardia
vos youcr.lios, rtll(ipfc~litlo ( 1 Jorliin clcssa arriona-           por seinelhaiite tiesidera t u i i i , reiiiiiiido-se eiii :is-
~ n i c itis cor~c/i~'óc~srsl~rc~nes cndtr cololiirr».
                                       de                             sernltleias, eiii grupos, eiii colectividades cieteriiii-
      Este voto i, taiiil)cii~mais iinportante e si-                 nadas pela asj,rrticáo ardente de retleiiyão.
criiiticnti~,~
c?
                 qiiaiito e saljido que deste coiigresso                  Angola Irita vafoi osainelite pela aiitoiio~i~ia         e
íizei\at~i    parte iiiiiitns depulados, pares cio reino,            pode afiriiiar-se qiie iiáo Iin c\ivergeiicia neste
a11t1gos iniii~stroscle estado, ailtigos goveriiado-                 poiito entre as suas ~iidividuaIidades            conscieiiteh
res coloiiiacs, eiiieritos pul)licistas, fiiiicioriarios,            e ativas. No relatorio cIli Associacào (:olilercial
rnedicos,jiii iscoiisultos, iiegocinlites, agricultores              de T,oai~da, de 1883, li1 aparece bem aceii-
e iiiciiistriaes Presidri-arii iis suas sessóes cliiatro             tuada esta aspiracão, iio iiiaiiifesto ao pai% de
iniii~strostle estado Iloiioraiio os srs. .li1110Vi-                 1902; no follieto L)escc~~lt'alr,str~tTol i ~ i r n r s f ~ * c r -
                                                                                                                       trt
Ilieiia, Mai-iniio dc Car.vallio, Eduardo V ~ l a y ae               fiuct de Angoltr, da tiraiide I:oiiiissáo de Loaiido;
Feri eii 3 do AlxinraI                                               iio riiariifesto ao Paix e ;i Socieciade tie (;eogl+rifia
                                                                                                   :
      Foi, portaiito, o pnreccr driiii:~grande ~)rtrcela                                                              rm
                                                                     iiititulado Os corilr-ritos tlos sc~.r~rccies ;Lr~gol(i        ,

das classes Iaboriosns e das pei-soiialidades dii.1-                 ~iotitro folheto j~ublicadoeiii I,~sl)oapelos iiego-
gentes cliic 11" Oi\.er:~111tlirvicln e111 c o ~ ~ d e i i a r  o    ciaiites e agricultores aiigoleiises, eiii 1904, sol, o
sisteiiia empii iço d e 601 eriiar coloiiias.                                             (
                                                                     tiiulo Eni ti~fizri I P Art~jolrt, resposta d:ida ao
                                                                                                         lia
      A vot~icàodo congresso coIoiiial foi niiidn                    goverlio so1,i.e o regiiileii 1,2111 tal da pi+o~~iiiçia,
 ratificado iio coiigresso iiacioiial deste niiiio, de               e111 1903, na oi-ieiitaçào ui~ai~iiiie siia iiripreiisa,
                                                                                                               cla
 1910, lios scgiiii~tes      lei'iiios: «Urge descentrnlisnr         lias reiinzóes sol) o reqiiieii do alcool iealrsad:is
 : ncliiriiiisti.;icào iiltinriini~iiin, daiido a catla co-
  i                                                                  e111 Loa~ida,   tlesde 100,), eiii todas se iiiaiiifest:~
1oiii:i iiiiia :iutoiioiiiia coiiil)ativel coiii o tliaior           o espirito autononiista Ali. qiie lia poiico ieinpo
 se coiistitiiiu eiii 1,oaiitla urn greiiiio autoiiolnista,                         a u
                                                                      p ~ ' e ~ > d ~constitlii~fioriesta A S S O ~ I ~e, - ~ ~ , tão
por proposta do conceituado comerciaiite Gabric.1                     rliiranieiite eiiiiiiciado 110 art. 3.. do sua lei
                                                                     gaiirca, po~'cpaiifose Irata tla i etirii50 cle i1111,i
de Oli~eira,corilo represeiitaiite diinin poderosa                   Assei~il~lein    geral, cbanisda iio ernl~eiilio trn-  de
orgn~iisaciiosssociati\~ada capital de Angola e                      Ler , vitla tiiii dos corpos adiiiiiiisti.ati\~osdes:ri
                                                                            i
qiie coiitn coiii 1-aliosissirrios elemeiitos activos               proviiici:i, e c ~ ~ j o    exerciclo lia-de, iiidubita~e1-
na provii~cia.N:i eleiqáo de deputados aparecem,                    iiierite, coiicoi*ier ],ara a gcriiliiiacaci e deseii-
110sv u e s , listas com esta simples p a l a v r a nufo-                                                                     e
                                                                    vo1viniei-ito de lar-gos iiilei-esses d i r e t a i ~ ~ten li-
         eaprlriiliido essa fervorosa asliii.aç5o.
~~orliitr,
                                                                    g.ados ii vida coi~iercinl,         siias iiecessirlndes e fiiis,
                                                                    I [ido obrigaclo ú cs isteirci:i desta coleti\r~.i<lade,
     Mas .]h yei-aiite os ~ o d e r e s    oficiáes cie Aligola     qiie por seri flir iio se aclia destiiiada a coiitril~uir
fo'ol lev8do o clniiior iiis~steiitedeste grande e                  para as prosperidades de cada uin dos nssuci:~dos.
 forniidavel ariceio.                                                    Nestes teriiios, e para os efeitos do exposto
     E111 l!)Oli um gi upo d e socios da Associaqãcr
                                                                   (11113 mais deseiivol~idaii~eiitc           cxplaiiarào pcraii-
Coti~ercial de 1,oaritia reqiiei eir ri coii\rocaq50                le a Assei~ibleia,espcrani que \r cx." (tefira.
duiiia asseiii1)lein geral para votar uiiin i-epie                                                     o
                                                                         I,oaiid;i 26 de Outuk)~ d e l!)O(i.
seiitação, afilii de que a .Jiiiita gera1 de proviriçia
i*eiiiiisse regril:ii~iieiitetodos os aiios, ioino 6 lei.                I< ,1.Icu.qz~c.sílhel /,o, Sehtrstlfio .To.FQ I h ~ i i c r s ,
                                                                                           Z
 O i-ecperinieiito era o segiiiiite : «111."'" e F x . ' ~ " ~     Jofio M m i V(r1ncln.s P r ~ t o Juliciu ~1forlieil.o T O I -
                                                                                    a                       ,
                                                     A.


 Si-. Presidente da Associaqiio Coiiiercial de LAoaii-             rcJ.s;Edrrccrdo Osorto. Ar~foriio           Cofi.ein de Alnrci-
tia - Os siilatni-ros, iiieiiil,i.os desta AssociaqRo,             dn, Jos4 A ~ t r i i i c sI;c'r~.prr'«, M Goiit n1uc.s Prilhci-
 usando da faculdade qiie o n." 2 d o art 10.' dos                 res, Jonpri~itH (i(>AMI~(III(I(I
respetrvos esta tiitos Ilies confere, veiii reqite-                      Efecllvnilieiite eiii 12 tie iioveiiibro de 1 !)O6
i-er n      e\.' ~ L I W I O S tei-1x10s do art. (i." iiies-
                                                       da          reiiiiiu a nssenlhleis -era1 i ~ a s t n\        sala ciaqiiela
111a lei estatiiii~te,e çoiii dispeiisa do aiiiiiicio iio         iniportaiite agreiiiiaq:io estava co~iil~letaiiieiite
Holrtrrli Oficrtrl, se digne coiivocar a Asseiiil)Ieia            cheia, e depois de vniios discursos, eni qiie se
geral, para Ilie sei preseiitc. e siilinietido B sua              aceritiiav:i n ~iecessidaded~iiilaaiitoiiornia 1x0-
al~eciaqiio,disciissào e ~ o t o tiiii projeto de re-
                                          ,                       viiicial, ficou assenle que o pedirlo para convo-
l>reseritn~ãu dirigir ao eh.'l10 goveriiador da
                  a                                               car a jiiiita geral só represe~ita\~a oi~edierician
                                                                                                                  a
~~~OYIIWI;~,    encaibeccildo e solicitancio a reunião            tinia formalidade legal, porque a aspiracão ardeii-
tia duiita geral, ciijo fuiic toiiaii~eiitotão iiecessa-
                                                                  te ciaqiiela asseiiibleia seria a aatoiioiiiia de Ali-
I io se toi ii:t i1 vida ecoiiomics destii coloiijii, 011-
                                                                  gola.
                                                                        A representaçrio votada rinaiiiiiiaiileiite, es-
de :i fiinq5o coiiiercinl, eserceiiclo ~ii-iiliacial        lo-   crita pelo autor deste livro, era a seguinte :
grir entre as (liversas ailvidndes ~ii.omotol.;tstla                    (lIll.''l" e Ex."[' Sr. Governador Geral da Pro-
riqueza pul~ltcn,e corisequeiiteniente a mais di-                 vli-icia de Angola. A iaoderiia teiideiicia de des-
i-etaiiiente iiiteressada na cieserivoltrira e pi.0-
gressos cle que é suscetivel esta vasta e rica pro-               cen t ralisaqão das coloi~ias,coi~iuiimen segirida    te
\ I11Cln.
                                                                  por todas as riações coloniaes, teni tido, apeiins,
    Eslào os sinu1ai.ios deiitro do espirlto que                  urila lanietitavel esceçiio em Portiigal.
         «NGo iios coinpete fazer, neste clocuiilento,           (1:i Frnil~Ll,  111il;i Vez c/iie a nictro]lole Il1cs ga;iralite
tinia J a r p exposiqiio das iarias ftirmas de go-              ailip]aliie~ite,nielllor [Iue qiialqiier oiitra polen-
verno coloiiial 1)emais sabe V. Ex, que a liigla-
 terra adota o uliico sistema coriipativel com os
 iiiteresses das colonias e da inetropole e que,
1150 obedecendo a uni tipo exclusivo, teiii, to-
davia, fundaiiieritalinelite, como p r i i i c i ~ i osu-
premo, eiii q u e assenta a gerericta das suas pos-
                                                                                  .f
                                                                cia, as siias re alias civicas.
                                                                      <Na Aiistra ia corisegue realrsar esta aliarelite
                                                                aiioiiinIia social : iiiiia repiildica ferierativa sob
                                                                os auspicios d ~ i i n a     rnoilai*qaia liberal.
                                                                      ({No Cabo, apesar do fermento aliti-inglês, a
                                                               l->opulaqãoinaiitem-se cailiia, sereiin, tr atalido,
sessòes aziaticas, afr icanas, aniericanas e ocea-             sem impensadas iiitei-veiiqões da ii~ctrople,               dos
rircas, a autoiioniia, inodulando, l~rudenterneiite,           seus iiegocios interiios e Iic~iiidando-os duma
todas as suas ex l~ressõesiiistitucionaes por uni              iuniieira t8o sensata qiie causa ndniiraqão aos
gr;iiicl e respeito pelas r egrilins locaes, ei-itregando      ~xo~wios       estadistas europeiis
30s ~liinistros,       aos parlaiiieritos e as varias orga-                                 i
                                                                      {(NoNatal, c o i ~ pequena excliisiio duiii assuii-
iiisacoes tias coloiiias, a ;idiiiiiiistraqão excliisiva       to ~ntei'no,os seus rilinistt'os e o seu ]>al.lanieiito
ilos seus riegoçios pul)liços, e1111i;iri11oiiia sempre        i-esolveni o qiie jtilgam iiiais coiireiiieiite aos 111-
ioiii as vai ~ e d a d e s  ocasioiiaes tle oportuiiidade.     teresses da sua t e r r a , e se iio 'irnnsvaal, lia cer-
        clL<sla ))ela orieiitaq50, que deveria ser segur-      ias restrições politicas, deve-se, setii duvida,
d a por todas as iiaqóes coloiiiaes, que iio grande            esperar qiie dac/iii n algiiiis aiilios, iiriifoi-ii~isado
exeiliplo desta ii:icroiialidarie inodelo, deverrarn           coiii o ti110 adiniilistrativo dn Afiica do siil, ve-
iiispirar se pai-a dar iis siias ~010iiias necessana
                                               a               ii1i:i a formar, coiii as oiltras cololiias britaiiiças,
liherdade de ac.iio, faz com qiie os governos de               e coiii a possivel ~ d e s ã o Lour-eiiço Marques,
                                                                                                    de
T,oritl[cs pouc.o teiiliaiil que intervir n a gereiicra        a grande coiifedernqão d a Airica austral, ii-iolda-
das suas ~)ossessóes,         diiidiiido o tra1,allio gover-   d:i iias condiqoes ii~esologicas          dos te!-iitoi.ios di-
i 1 a t l ~ opelos cid:idiios que, ftjra da iiietropole,       veisos e das \.arras popiilacóes e climas.
tr;il3nliiaiii pelo seu ei-igraiideciiiieiito e pela rea-            «E' asslm que a IiigIaterra procede, cola1,o-
lisni.ào, t a l v e ~uI01)1ca, da niaior Inglaterra im-        raiitlo, coiit as coloriias, para o piogresso tio
perialista                                                     ~iiundo      seni llies ferir as suscetibilrdades, criaiido
        (<AIiiglaterra realisa assiiii Liina obra Iiiriiia     iiidividualidades riacioiiaes auto~ioiiias, inlp-i-
i i i lar-ia e irifliic i10 deseiivol\~irneiito da civilisa-   ~ n i i i d o sua obra politica um tão siiiipatiço cii-
                                                                            a
çào, siiaveiiietite, pacificaiiiente, sem ter que su-          riho de toleralicia - mais qLie dc toler:~iicia de
fo'ociir - coiilo n Hespai-ili:i, por- varias vezes, e                        -
                                                               IlJ~erdade que lia-de registar lia h j s t ~ i ' i aunl
seiiipre saiiguiiiaria iiiais iiiutilliieiite - as graii-      belo eaenlplo r1101 a), (iiparte a ~ g l l l i l a ~ 11lnnclias
des a s j ~ r a q õ c sde progresso das terras suas de-        coni que of~iscou seti passado) pois, ali: nas co-
                                                                                          o
~ieiidentes.                                                   1 0 ~ ~ de meiior iinpol.taizciei n 0rienta@0 auto-
                                                                           13~
        ((No C:itiadit, apesar cie graiicle parte cla sua      iioliiista se afirma
po1)iilaqào a priiiciyio Iiostil, coiisegliiii iiiiia pa-            <<Se 1llglatei.i.a pc!wu-nios h F r ~ l l c a ,
                                                                            da                                         al>esar
cificaçiio dtirado~ira, liojc iieiiliiiiii ciescendente
                              e                                dos seus processos de goveriio colonial ligo se-
dos aiitigos colorios p e i i ~ a levantar-se a favor
                                    em                         1.eriI dos mais sa tisfa torios, lia Argelia o eleilie~ito
 çoloiiis~idor iiidigeiin tem larga sel)i.eseiitayfio                      ((E~II   Midagascai-, lia Afi-ica ocidental, na
              iio coiiselho superior govcriia tivo, e,                 Iiido-Chiii:i, na Mariiiiica, einfiin, em torias tis
 embola itlio jiossiia uni miiilsleiio coi~stiiiiido,                 coIoliías, a F'ranya vae r i 1 troduziiido sucessivas
 o seu govei-iiador, coiii lni-giiesa de 1riiciati:-a,                reformas desceiitralistas, e, reinediaiido erros,
 teri1 dado iios ulti~iioçaiiiios util tiío grande de-                 lia de entrar, tudo o ~ ~ i d i c iin c;iiiiinlio diiiiio
                                                                                                             a,
 seiivolvin~e~~to agriciilturn e ao seu coiirer-
                      h siin                                          reforma adtiiiiiistrativa coloriiaI, iio setitido dti
 çio yiie 6 apontado coino iim e~ccleilte               exeiiil)lo     aiikoiiomia, e havenios de ver a grande naqfiíi
 tIe patsiotisriio, e j)eI:i 1:ititude de aqáo qiie jli               gaulesa seguir o valioso speciiileii britariico.
 Iioje I)ossue, f:11 á ciacji~elagi ande possessâo i1111                   ai'oderiatlios, 1<s.'"" Sr. Goveriiador (ieral,
 especiiiieii bi-i1li:in te de coloiiia i~iix       ta.               :iponinr oiilros exei-ilplos da Holaiida, da Ale-
     ~Aiiida lia pOitG0 cste distiiito foncioiiario,                  iiiaiilia, dos Eslados Iriiidos, etc Mas os dois
 :il~'cseiitnriilo á s tlelegaçùes fii-iaiiceii-as d:i .\r-          exelitplos iiidicados sl?o eloqueiites e fr~zaiii       riilin
gelia o seti vaslo 11l:itio adriiiiiiçtrati\~o,esp~iiilia             orieii1ac;ão que coiivem adotar eiii Aiigola, ohs-
as iefol,~iias u e desejava I e l a r a cabo c dizia:
                 q                                                    taiido a iiiiia ceiitralisaç50, cor11 que os gover-
 "Nào tia logai. neste i-ecirito para lulas violentas                 iios iiietro~~olitarios,   seitlaiu os primeiros a Iir-
de politiça, iiias os iiiriis coiilple\os proldeii~as                crnr, Iioscjue evitai-iani os desgostos siicessivos e
cie coloiiisac,.ào, R geieiicia delicada e ordeii:icIa               desoladores de verem os selis mais deciicados
                                       i            o,
dos 1)rogressos duiii p o ~ o~ a w ~ d lioiitcirl riias              esforqos esterilisacIos ior iiisucessos coiistaiites
j;i wgoi oso clieiu de ariibiqòes e de espeiaiicas,
o ciirii1~r11iieiitotle rirliti obra rniiiieiiteiileiile,
                                                                                               d
                                                                      das iiiedidas que liiaii am aplicar, iio iiituito pa-
                                                                      triotlco, liias, riifelizirieiite, irnproficuo, e atib 111 e-
(-ívi1is:il-forac frnilrèsa solicitai.il as luzes da vossa           -ludicial, de dar expansao {i iiossa vida econo-
c~perieiicizie da vossa ra75o 11 1; expoz tlepois                    iiiicti, fiiiaiiceira, iiitelectual, moral, politica e
nos delegados fiiiniiçeiros, um 150 vasto, 111-ii t5r,               iiiutei-ial. Mas ritis iião queieiiios abusar da 11e-
scieiitifico e Láo liiiinaiio plaiio d e refoi mas, q u e            i~evoIeiiciade V . Ex." iieiii o nosso firn e acoii-
i150 i2 extigel-u :ifil-i-i~:irrnosque a Ai-gelin seiqk,             selliai- oii iild~cai.,a trayos geraes, iiiiia reformii
em p o i ~ c o s a a l i ~ i 11111 iiiotlclo lii illlaatc de co-
                             ~s,                                     :itIriiiiiistrativa iios porinenoi-es, porque a iiossa
lonisaç5o ~ ~ i o dliai  e                                           iiifeiição, agora, 6 solicitarnios de V E;\."a coii-
     ({I'iir face daqiiele docuiiieiito, cliie foi acla-             ~ ~ o c a ç ãda .lulita Geral da proviilcla, i eiiiode-
                                                                                    o
iiiado por toda ;i iii1preiis:I fraitcesa e crrr-o~iei:i,            1nd:i pela poderosa i~iiciatirade Rebelo da Sjlv:i,
podc-se aiiriiiar que sáo siiiiples 1)alI~iici:iqões                 que t:io beni compreendeu o sentir, as esperaii-
iiifaritis :is :il)aptlas, iiicei-ias e tacaiilias iiiedr-           cas e as necessidades das colon~as,          coiifer~iiclo  n
das, nciotad:is aiites, dei,ivadas cio poder ceiili n l              Àngola urna certa, e pala o seu ienipo, aprecia-
de Parrs ; n5o porqiie os iniiirsli.os qiie as pi-cs-                vel desceiitralisação, o qiie o Ex "'O Si-. ii?iiljsti-o
çi-evi;liil i150 fosse111 Iionieiis eiiiiiieiltes, cal~aci-                riia: jlllia e ultraiilar, aiiimado 63 e ~ c e l e ~ ~ t
dades g o v e r t i a t ~ ~ de priineisa orcieiii, inns poib-
                             as                                      boa-vontade que o inspira, hade coritiiiiiai' e com-
que o ~)riiicipio      fi~iiiidniiieiitalmente     cenlrnlista x     plclar coitio o f a crer a siia pai-talia de 30
                                                                                               ~
qiie ol)edeciaii~     llies d:iv;i unia aceiilundo ciiiilio          seteiiibro de 1904.
de riiediocridatle.                                                        c<Ngoe, ~ O J I ~J:" fizeillos seiitir, iiicoiitesta-
                                                                                               O
                       36
veliiiciite, al>i>s aiiiios de Iirogressos coloniaes,                jti coiiiple\n \,ida adniii~isti-ativac polil~ca. I      ,, :
ap6s os lorriiidaveis exeinplos de aiiiplas formas                    eoiicliiia desta foi-i~ia
goveirialivas das coloiiiii~,iiiiia oignliisaçNo qiie                       ciEu."1° Siir. (rovei.nador Ger a1 du 1'1.ot-iiicin
110s satistaça coinpletarneiite. Mas C lei e, soùre-                  de AiigoIa: Creizios cIue o iiiu~to          :ii~~oi. I'.
                                                                                                                          qtre
tirdo, afii8ma, coiiio corifessa iio relatorlo qtie A                 E\.? dedica ;i esta coloiiia, oiide passou a inaiol-
procede, o ~iiinistroque a iefereiidoii, o nunca                                da
                                                                      ~ i a i ~ t e sua vida oficial, olide crioti relacceç e
ol\rjtlado e seinpi-e glorioso 1iel)elo da Srlvti, o                  dei\oa iiuinei.osrssiiiios aniigos, insyii.;ir.A \'. Ea."
I-ecoiihec~iiieiitoda rnaioritlade das colo~iiasc                    a atender ú iiossn justa rel~reseiitaqão,para ;i
iinia fhriiia de aprendizado: A .Junta geral clki                    e\ecuç5o aliciada diiii1 diplori~n       cliie náo foi nljo-
~ ) r o \ ~ j i ~ pode, c ~ i ~ a n d o
                  cia                orielitada pelo 1)oili seli-    lido lia parte clue tratanios, e por isso teiiios a
so, pela Iioiiestitiacic cle cai.acter de seris ineiii-              niais segrira espersança de qlie V. 1 < ~ . ~ ,     s;tfisla-
III'OS, cola~~oraiidoO I ~ ~goi7e1-110geral, excicer
                            C       O                                ~ e n d o voi~t:lde tia graiirle parte oii iilesnio d:i
                                                                                 R
iiinn I~ei-lefica     açno coloiiisadora e, ale certo pari-          totalidade dos cidndãos coiiscieiites de AiigoIa,
to, despe1 tar eiii Angola energias latentes, fomeri-                                                                   ~n
                                                                     coiivocarA a Jiiiita geral da ~ ~ r o v i n c ein , Iinr-
lar iiovas iniciat~~lns no atill,~toda sua ayão
                                 e,                                  iiionia coiii o i i . " 2 do artigo 224 O do (:odigo
deliberativa, eíectiiar grandes Ilrogressos e diiib                  Admiiiistratlvo de 1842, eili vigor no iiltraiiiai- c
grande eaparisao innterial, e se 11ão pode i-erili-                  :iplrcaveI, segiiiido o artigo 38." do decreto, coni
.;ar desde jii as aspiraqóes ds coloizin, toiitas re-                lorça de ler de 1 de dezei~it~ro 1869.  de
zcs reclaiiiadas, pode, deve, ha-cie satist:~zei,eiii                     l.oai~da 12 iiovenihi o de 1!103.
lmrte, :IS leg~lit1i:1se liati-ioiicas asliirar8ei tios                   Eis, pois, expressa iiesta reyseseiitaqào, ;E
cidadàos qiie ch tral)alltaiii j~clo1)eiil da pnfi ia,              voiitade cln proviiicia para :t sria a~itoi~oiiii:~.        I:'
pela sua sentimeiital icIeiitificay50 c0113 as iiof)res             preciso iiotar-se qiie esta repi-eseiit:iqào delfei.ia
espei.:iiiCaa desta terra qiie coiistitiie Liiiia legitr-           afiriiiar uiiia gi-aiide cosreiite iiiesiiio eni lini 1110-
iii:i gloi.ia da coloiiisayão liaciona1                             nia coiii os iiiicleos dos coloi~osesl~alliadosIioi-
      cct*:sta riossn solicita~:io, I I : S . ~ " ~Siir, e taiilo   Aligok3.
                                                                          , ,.
iiiais nteiitli~~el     cliiaiito t; certo qiie, apezai. tIe               lii11i:i o autor deste livro coml~iiiado       coiii o
aliolitlas ii:i iiietropole a s juiitas gei-aes d e dis-            distiiito joriinlista Vieii-:i Correia, eiilC5oeili Mos-
                           as
trito, os go~ei-tios têin iiianticlo, iiiiwio sensa-                samedes, presidirido i'i cnmara i~iuiiicil~nl dii i-  e
ta1 ileiile, lias ilhas ndlncentes, que s5o regiiliir-              fiiiido iiiii ,joinal, O Coi.~.eiot i e Mo.sirii~ieti~s, roiii
                                                                                                                          r
iiieille coiivocadas Iodos os aiiiios, daiido aos                   yarlos elerneiitoç dis1)ersos pela ~ ~ i o v i n c iiitisia
110 VOS que \riveiil esl>alli:idos pelo oceano rima                 iiif'luiiido nas instituiqòes Iocaes, um gr:iiidc iiia-
legilima satishqão moral.                                           vinieiito eili lodo aquele estado afiiii de iiiteressni-
     aE se esta prerognti~nsulisiste, de facto, na-                 todos as iiossos coiicidadàos iiesie grniide ti :i-
cluelas terras iiisiilares e iia Iiidiu, e se iiiniileiii           t),illio civico
de direito Iia yroviiicia de Aiigola, C poi q u e os                      Vreira Correia ftilori eni Moss:iiiieíles coin o
poderes cenfraes reconlieceli~tinia iiecessiti:itle                 ciitGo gove~.natloi.de Aiigola, o sr.. Rariiatl:t Crii -
de íiiterveiiqfio, eiiil>or.a tlevidameii te i-egiil:tda,           to, o qual concordoii eiil parte coiii a sollicão.
das popiiIaqòes das illias c da coloriia, na sua                    V 1eii-n Cai rein acentuava, pori.li1, (llie acl"el:i
 op111150 liiiío eiq:i a])eiins sua, ilias era oriiind:i                vei.iiador e, coii~o iiiav:i y iie o si-, Raiiiatl:i
                                                                                             afii
 cle IAoaiicln oilde o corpo coiiiercial proiiioviti                    Ciirto lios ausiliariti, fui nciisado tle deiiiasiad:i-
 um iiioviiiieiito geral a fa\ror da coiivocaqáo d:l                    iiieiite desconliecedoi (10s Ii:ibitos do iiiesii-iofiiii-
,Jiiii~:i e d:i a~itoiioiiirade Aiigoln.
                                                                        cioliaialo que trrdo pi-oineti:~,dizl:lii~-me, p:iia :I
      (;liegatio a I,oz\iicia o governadoi. laloii coiii                tlido faltar.
 o \ ice-presideiite da Assocln~iioCoii~crcial,eiii                         O que kcerto 6 que o nioviii~eiito    falholi ness:i
esc] cicio, e declsi 011-llie r p c iimn grande reforma                ocasiao, e c.onl a retirada d o si.. Kaiiiad~ irto to
se ia i ealisar na orgaiiisaq60 adiiiiiiistrati~~a          (121
                                                                       ])ara Lisboa, pela queda do goveriio progress~s-
1)i ov~iicin Mais tili-de ao propi-io ])residente, cpie
                                                                       ta, teve de recoiiieqas u i i o ~ o   tinbnllio de ])i-o-
I i a ~ i ai.egressado rio reino, I l ~ e  fizera :i inesmn            pagrtiida. Sei que, pela iiilciativa d e valiosos ele-
01)servaqão e a i i i i i i i coiivitlaiido-iile 1)ei.a ir no          i-rieiitos de Loa~icia, forteineiite apoiados eni
palacio contei-eiiciar coiii clle, iiic infoi.tiioii da                totia R proviiicin, se fuiidou iim in-iport:iiite
coiivei.sa que teve eni Jlossnii~edcs coiii Yiei-                      ceiitro autoiioiiiisia que Iiadc pi-oseg~iii.lia i ea-
rn Corleia, (cjue eli jh çoiiliecia por ç:\rta) e iiie                 lisaqào do seu grniide ideal.
disse que a retoi-iiia que yiopozesse para IAS-                            v .

hoa e1.a suticieiitenieiite aiiipla, e c ~ s ~ e s p o i i d e r i a        l oclo o ineu empeiilio, dui-aiitc a ~iliiilia  I-esi-
as iiossas uspiraqòes iiiais a~aiigad:is.                              deiicia eai Loaiida coilvergi~ipara a propagaud:~
      (;oi~\-eiiicli~ei.
                       que rliiwiido iiiforinei os nieiis              a favor desta Soriiiiila actiiiiiiistrativa. hlotivos
:iiiiigosd:i coiii'ei-eiicia coni o goveriiador, elles                 iiitiinos, e graves dociicas de 1)essoas iniiilo
                       to
1150 ficai-ai11 n i ~i i confi:idos iia siia ~);da~i.ri.               í~iieridas,iorqriraiii-iiie a abaiitioiiai. a te1.i.n eiii
                                                                       ~ U tencionava passar toda a iiiiiilin vida. filas,
                                                                              C
Não se1 porque iiiotrvo o sr I<aiiiada (:iii*to
iiiilia eiii Aiigola iiiiia coriqeiite t~astaiitedesfavo-              coiiio digo, o trabalho de pi opagniidn, maiitciii-se
ravcl rilirii~aiidoiiliiitos qiie elle t o ~ i i a \ ~ a
                                                     coiiipro-         e oxalri que jririlais ali-oiixe.
riiissos qiie tlepois 1130 s:iiisfa~ia.Seja coiiio for, o
que i. ~ e r d a d e que a refosina iião 401 publica-
                    6
tia, duraiite o ieiiipo (pie o iiiesiiio cavnllieiro
foi go\~el'iindoi., iieiii iieiifiii~iiacolectividade foi
coiisul 1,id:i soliiqe o assiiii to. Pareceria legi liiiio
q u e coiihcceiicio o si-. llai~inda(:iii.lo o ~iiovi-
iiieii to tlti Associ:lqiio (:oiilercial, sul,ei~do qiie
todas ;is cnmar:is iiiiiiiicil~aesde Ailgula o npola-
vain, corii todo o elltusiasiiio, e r ~ u e agqeiiii:i-
                                               :is
qòes 1150 sti de I.oaiida, iiins de toda a proviii-
cia o patmucinavaiii, pareceria legitiriio digo, que
totlos fosseii~iiiforinados da Imse da i.eforiii:i
proposta liaiti que lealineiite d:~reiii o seu pnre-
cer. Niio sucedeu, poi.&ii~,       assirii e eii por vezes
ouvi rcferrnci:is 1)nst:iiites desagrnc1;iveis ao go-
                                                                                     lisiiio iiitelectual e einbora eii terili:i por todos
                                                                                     os au toi-es cios var-10s ~ilaiios   qiie coiilieqo ;i coii-
                                                                                     sideracào e o resj~eito       que se deve a rliiein tra-
                                                                                     1,allta Iioiiestaiiieii te, e Iioiieslanieiite apr-esentn
                                                                                     o seu parecer, sei11 aiiil~ages,rerI1icii.o laiiil~eni
                                                                                                                               i
                                                                                     para alii11,aliesai- da aiiiisacie c o i ~qrie iile 11oi11o,
                                                                                     de algiiiis, de disciitii., apreciar c expor o cliie
                                                                                    ,lt~lgar  coiiveiiieiite para a soliiç5o do iiiilioi taiitr'
Planos de sistemas admrnist~ativos    coloniaes.-Os planos generic0s.-                              ia
                                                                                    l ~ o b l e ~ i eiii del~ate.
   Os q u e se referem especialmente a Angola. - Os distritos e a sua
   organfsaç8o. - O exclustvlsmo militarista.            -
                                                      Algumas varian            -        Niio coiicordo eiii a1)solrito coiii iieiiliiiin tios
   tes.  -                                                -
            O que dever8 ser o plano desta região. - 4 C o ~ ~ f c ( l c i
                                                                       cftrio rir   11ltiiios até agora eslioç:ic.los, dc que tive iiolicia.
    411(lol(r- C o m o deveria ser a autotiomia. - O congresso provin-              'I'eiilio tainbeii-i :i certeza qiie iiào será o iiieii
   oal.-Objecqões contra a sua autonornra.-- Cansideraqóes geraes.                  inescluililio Iioilie, iiciii o descoloritio cio iiieii
                                                                                    pobre estilo, qiie fnrRo desviar ri oileiitac5o :i
                                                                                    íluein ; i ~ ó 11111 1ong.o estudo do prol)leiiia, siiite-
                                                                                                     s
                                                                                    tisoii, eiii foi-mula sua, o priiicil)io a~lniiiiistrati\  n
        Sal~e-se,pois, pe1:is pagiiias aliteriores clue o                           em cpe se julga conçegurr o tipo g o v e ~           iiatix70
 sisteiiia ceiitrnlista e coiideiiado, eiii absoluto,                               das coloiiias portiig~tGsas
 pela tioiiti.iiia scieiitilica diinia sociologia rncio-
 ~ i r i l , pela orieiitaq5o dos partidos yoliticos por-
 tiigiièses, aiites da rel~uhlica,pelos elementos
ativus das colotii;ts e pelos s e w p~-ol)rios      gover-
 iindores e, ali., por quem v&iiela, praticaii~eiite,
 ~ i i n desl~eiieficio,lia metropole e teorirnineiite                                   Reliitivnn~entea este assiiiilo ha a aknrler a
 iii-ii beircfic~olias depeildeiicias coloiiiaes.                                   duas c~iciiiistaiicias.Exrstciii esttidos (te planos
        Desta iiiiiforiiiidade de peiisar qiiaiiio a ceii-                                                                           i:~
                                                                                    adiiiiriistrntivos que põeiii o p r o l ~ l e i ~geriel-icn-
Iralisaqào de poder.es iiasceu, iiatiiraliueiite, iiiiin                            nieiite, isto e, que a~)reseii ta111 pi incipios ger:it.s,
sei-le de estiidos, propriniiieiite orgaiiicos, eiii                                 para a aylicaqáo a todas as coloiiias, c lia pia-
cl~ie os seiis autores 1)aseiam os setis sistei~xis                                 nos especiaes adaptados a Aiigota I: digo Ali-
desceiitralistas. Aqiií e que conieca, a heiii cii-                                 gola, e iião a oiitra provincia, pois :\ elIa-se refere
~ e i - n direi-gencin e todos os que tenho çòiisiil-
             ,                                                                      o pi-eseli te traballio, porrliie tai111)ein poderia 111-
 tado npreseritaiii iiiiin ciisformidnde de peiisai.                                 (licai. os qiic dizeiii respeito n outras coloiii~ls.
ípie C coiiveiiieiite coiiliecer para cjlie, deste coii-                                 Os estiidos geiliericos são prliicil>aliiiei\te c\-
juiito iie douti.iiias, ou por oiitra, desta xrarieda-                              posqóes teoiicas q u e devei-iai-ii ser icgtilaincii-
tle de pl:iiios, resalte uina opiilião concreta e                                                    se
                                                                                    iad:is q~iarido nl~licassema crida iiina das co-
{isseiite.                                                                          loiiias e111 especial. I)o~ii~iiailrlo   todos ha u t i l i -
        1'i.ecisanios falar coiil clareza e fraiicaiiieiite,                        1)allio de Ediiardo Costa, depors ein os dos srs.
Não hn iindn qiie eii ii-iais deplore que o sei.\ i-                                .!ulio de Villieiia, Srlva 'feles, Rodrigires Braga,
Eriiesio de Vilhena, Mal-naco de Soiisa, Riii
Eiies I!lrich e Fex.riando da Silva e , resiiinida-
iiieiite, o d o sr. Azevedo Coutiiilio. Sáo estes os
~)sinci])aes, que lenlio coiiliecimento.
               de                                                   0 s ti.;tl)nllios (pie i~idiqiieico~ii elliqno
                                                                                                             1
                                                                                                                          A"-
                                                              gola peSt~iiCe1iiLodos a seus er-govei.lia<lole+.,ex-
                                                              ckfo ilnl, O do si.. Ei+iiesto de \';iscoiir~Ios, clue,
     Especialineiite referentes a Angola coi~lieio            toclavia, apeiias se refere :io nriiiiei-o de clistritos
o traballio de C:al)ral filoricada, Eduardo Costa,            q u e deveria ~ J O ~ I aI proviticia iiáo eiiti.:iiido eiii
                                                                                             I ~
Esiiesto de VasconceIlos, Ramadti Curto, Paiva
Coiiceiro e, ultiiiiaiiieiite, Glves Roçadas. Des-            iiiiiiiiclencias de teciiicn adiriiiiislratiua (:o1110 6
                                                              sabido a ntual oi.gniiiwq;io de Aiigo1:i c' ii aegi~iii-
coiilieco o plario apresentado pela comissão 110-             te : VIII:~pi.o\.iiicia divid1d:t em seis tiistritos coiii
iiieada pelo sr. Azevedo Coutinbo, a cliie nie                os iiaiiies de (:origo ; (capital (:aliiiiria), I.oaiida,
refiro eril oiitra parte deste livro, e que foi JA            ( c n p . ti cid:itIc do iiiesiilo iioiiir) , I ,iiiida, (c:ipl-
dissol\rida pelo goveri-io republicaiio.                      tal legal (:apeilcla C,aniiileiiib:i, iiias tle f:tc.to eni
     Não coniem alargar muito este \roluiiie, do             Malrii~ge) IIeiigirela, (capit:il S. Filipe cle IIeli-
                                                                             ;
contrario critraria iiiimn aiialise ou, por outra,           gucln) Mossninecies capital do niesiiio Iioinr, e,
nuiiia cxl)osiqào dos iarios planos genericos. Sáo           iiiinlnieiitc, iiltiiiio oiganisado, Hrriln, leiitlo co-
todos olbra de largo alcaiice, de inuiio valor               iiio c a j ~ ~ t a lIdlil>aiigo Isto e saliido de toda a
scieiiti1ico.Neiii outra coisa era de esperar dos iio-       gente, irias (1~117: deixar aclui o clcnco tla atual
iiles que os ~ h s c r e v e i n ,publicistas laiireados,    rirgaiiisa~.30      para, parlilido-se della jbara o estii-
professoi~esde $1-aiide meri to e ft~~icioiiarios      de    (10 e riiellioi coiiipsectisiío cfos p1:iiios iiic1ic:idos.
rel)ulaqBo. Ndo esl~ecialisarei nenliuin. Se esle            1,ogo se iiotn, d e rclai~ce,que ]):ira i i i ~ ~ a     p1,o~iii-
livreco li50 fosse restrito a Angola e, por ella,            tia da eateiisào de 41igoI:i os tlistritos tle~rcsáo
rielle, 1150 tivesse especialmeiite de qiiebrar laii-        ser eiiotiiies. O distrito de Ileiigueln C iirieiiso, o
                         o
ças, seria c~iiloso estudo desses vai'ios esboços,          iiiaioi. de todos, iiido do Atlaiitico :i froiiteri-a
onde ]>alpita a alicia de alcaiiçar nieior viialida-        leste, coiitiriuaiiieiite, teiido e111 SI yniias confoi-
de para todas as cololiias, rornpeiido os d o s qiie        iiiac6es geogralicameiite diferentes, a1ti t~itles,          tlas
                     OS l
llies p r e i ~ d e ~ ~ ~iio\riii~ellfos                                         s
                                                            niais Iiaixas A innis elevadas da ploviiicia, varra-
     Apeiins coiisigiio aqui a olxa já de si valio-         das ciiltiiras, coilseguiiiteiiieiite, e raqas iiiiirto
sa, pelo iiiiiiiero e pela ilualidade, que marcari,         diversas. O iiiesnio siicedia coiii I.oaiitla, niites
sem duvida, uiil impoitai-ite logat. lia I~ibliogra-        da oi.gaiiisaçào dos iituaes distritos do Congo,
fia colonial portiigiiêsa, náo como ~iiiiadescri-           resiiltaiite da eoiifereiicla de 13erlim e Luiida,
c50 crua e esteril de riqiiezas estaticas irivalori-        depois do coiilieciriieii to da região vaslissima do
sadas, iiias cotiio uiii niiceio ai-de~ite     duiii pro-   Mtiataiaiivo, yisincipallileiite pelo falecido geiie-
gredior iiiteiiso, parri iiiiia iio\.s epuca coloiiisn-     ia1 Heiiriclue de Carvnllio, a vitiliia da sua inge-
d a r a , fertil eiii resultados.                           iiua boa-fk, que o perdeu. Loaiida era, coilio se
     Eiitrenicis, pai. isso, lia siia exl)lnnqâo siiciii-   sabe, a tesla dessa Iilieilss regiáo, diiinm coiifii-
f3 e siiitetica                                             são e ~ t r e i n a multo inaior airida qiie o atiial
                                                                                 e
distrito de Uerigiiela. Finalii-ieiite Mossaiiiedes            da Huila, capital, Si1 de I3;iiideii.;i. coiii a ;ttii;i!
que ia da atiial capital do minusculo, e hoje re-              configiira~ãoinns Iiiiiiinrl:~a Icste pelo (:iibnilgo.
diizidissiiiio, distrito do niesnio nome, até ii froii-       O do Ciiliaogo ficatido eiitre os iIistrilvs da Hui-
teirri iiiuito para o leste do Cuneiie e d o Cu-               1 , HiP, e as fi.01ileii.a~iileiti5 e iiiglèsa. Eis ex-
bango, liriiitaiido-se com o Zamheze que fico11               poslo suniariuiiiei~tc o esl>oyo disti.it;il qile 110s
reduzida a Lima orla do litoral, atk           Clielzi,       :ilxesei~tao si . Vnscoiicelos, li50 elitraiicto lia
                                                              h11:i çr~trca.
abraiigendo o dtstrito da Huila, toda a restante
reai8o vulgarineiite, inas iiiexatapiente, corilie-               E' cOii~rellit?lite
                                                                                    ti      111111t0i1itcress:iiile \-er ano-
ci8a coiiio ~ilonaltode Mossamedes.
                                                              J'B 0 s ~ I R I I O S de oi'n,liiisaqUo atiiiiiiiistrali\a doi
     Por coiiseg~iirite lia cerca de trinta anos
;iiiida Angola era dividida ein tres distritos ape-           iiidividiios que, riesck l!K)O, te111ao\reriia<lo ; 111.0-i

lias, inal conforriiados e iinyerfeitaiiiente coiilie-        viiicia e coiiio rllas diferiiido riii puiitos secilti-
cidos, q u e eni outro hvro tentarei estiidar.                daiios, divei.giiido ein ideias ~~articliloies, en-       se
                                                              ~~uaclraiii,    coin leves ~~;ti.iaiites,   iiii:ii plaiio l i i i ~ i -

      O sr. Ei i~csto Vascoiicelos no seli livro so-
                       de                                    t o aproximado VC-se nelas a infliiencia iiiui t o
 ]>se as co1oiii;is c117 que a provincia deveria ser         iiri~ietliiniri opiiii5o ~~iililica os iiorteou, teri-
                                                                                                     que
 dlvidicia 110s seguiiites distritos: Cabinda, fican-        do, ;tlguns, coiiio Eduardo Costa, sido taiii1)eiii
 (10 o eiiclave, ao norte do Zaire, constitiiiiido uiii      o Itlctindador dessa opiiii5o. coiiio J$ disse, ;il>Os
 tiisti-ito aparte; o do Congo com a capital, cim            a guerra coiitra o (;uiiguiil~aiia,          cliie teve a grnri-
 S. Salvacior, c~l)rai~getido o territorio, alem
                                 todo                        íIe \-:iiita#eiii de ])atei., de cliapa, 11n iiieiile (10s
 Zaire, e a o sul do Coiigo; Loanda, cor11 a ca-             iiassos oficlaes que I A coiiil)ateraiii, lodo o gi-nii-
 p ~ t a llia capital da pi'ovriicia, teirdo coiiio limite   de reflexo do iiioviiiie~itoaiitonoiiiista que se
 ao iioi-te o Coiigo e ao sul o Ciiaiigo e a leste o         opwmra, jA, lia Afi-rcn do sul, e qiie ia Ic~raiido
 Ciiaiigo, Novo Redonclo, cotii a capital ria po-            o caiiiinlio e\~oIuttvoque haveria, iiiais tarde,
 voaciio deste tiome, Iiiiiitado ao tiorte pelo Quaii-       ap6s a guerra aiiglo-lwer e o periodo 1incifíc:i-
 za, ao leste pelo Cuango e ao sul por iiiria linha          dor do i.eiiindo de E d ~ i a r d oVII, de iSealisnr:i
 de vai-ios vales de rios, mas, fica limitada, iio           iii~idnde politica do Estiido qire lioje erilac;n,
litoral, rio Eval.                                           iiuina graiidc e íecuiida un~lto,          ioclos os povos de
      A l2uilda ficaria coin a séde onde mellior con-        origeni euroyeia ilaqiielns latitudes.
viesse e iiiaiiteria os atuaeç liinites legaes, Ren-
 triiela iria do litoral A            oii Huaiiibo e te-          No plniio de Cabra1 Moiicacia, relalivaii~eiite
-. coxiio liiiiites norteHaiilia o Eval e o Carui~i-
 ria                          e sul                          au iiiimero de distritos e ri localisaciío d a calii-
 jarnl>a. O distrito do Bie, séde ein Helmonte e             tal lia\ria unia allerayão. Os d i s t ~ ficrtriaiii rc-
                                                                                                    itos
i-esii ito aos territorios entre Benguela, Novo Re-          íliizidos, deveiido desaparecer o de Mossailiedes
doiido, 1,aiidri e, ao s ~ i l , por iiiiia linlia que se-   porque n5o o julgava eili coiidiyões iiiaterines
guiria, aproxiinadan~eiile,o y aralelo de coiiflrien-        de sei. ii~aiitido,incorl)orando-se rio da Hiiila,
cin do Cachi e c10 Cribango.                                 ytie tinha sido creado rcceniemeiite, coiil a ca-
      O cIe hlossainedes leria a atual exteiisáo. O          p t e l rio pla~iaito,por niotivos l~oliticos,inilita-
res e econolnlcos. O distrito tlo Congo seria al-
tei-ado. O cnclave de Cahiilda ficaria constrtuiiido
iiiiiii ci~~cuiiscricáo,    não se1 se eiicoi-porada ndiili-                   lSste 111       hiilln i i ~ i i nallei,nyfio iiolnvel- A
nistrativaiiieiitc t i o distrilo, iiias a capital iiiii-                 I'l'ovjilcia d e Aii~olne1.a ;iiii~iei>t:ida,      ;igl.eg;ilirlo-
dar-se-ia parri Saiito Aiiton~octo Zaire, qiiasi iin                      se a de S. i'oini., ficniirto a (ieiloiillilni--aen p r o -
foz do rnesiilo rio, iin ilialgeiil esc~uelcla.O de                       viiicia de Aiigola, S. l ' o i i i ~e siias <lelIeiiileli-
1,oaiidn inniite~*-se-1:i coiii a Iiiesiiia exlens50,                     cias~) (jlial ficava niiexo o iiliirus<.~ilo         tei-i-itor
iiias iii11d:ir-se-lhe-ia a sua capital p:ii*:i o iiite-                  de S. Joáo ]<alitista de Ajtida
i.toi, Goluiigo A1 to, pai* e x ~ i n p l o pai a loiige eril
                                            ,                                  Esta :iltei-aqão foi nitilto coiiiIintitl:i, ttiiito cri1
tocto o caso, do go\,erno geral, afim deste, loca-                        Aiigola coiiio eiii S. 'l'oiiie, ~ioi-         Iiaver i1111 111ii1
11sacto lia capital, iio litoral, onde Iioje se eiicoii-                 elttei~dido,de ]:ido n Iiirfo.
tra, ~nidesseestar iiiars despreociipado para se                               Coiii este pl-ojeto 1i:ivei i sele clisti-itos os de
                                                                                                                 u
;iteiideiqtis c~ueslòes      geiaes, relativas ri p r o ~ i n c i a .    S. Toiiii., Coligo, Galriiigo .Ilto, I,iiiii(:i, 13cii-
(4 1,iiiid;i 111:iii te1 -se-ia, tal qual esth, geografica-              guela, Mossanledes e (:iiilo. Aleiii (lestes Iinve-
iiieiite, 1113s ;I capital ficaria e111 Cassaiige, Irara                 ria o coiicellio, ií ,ai te, de I,oaiidn, coiiio side
1,ealisar a ocul~acáosiicessrvn do distrito. Reli-                                               1
                                                                         do Govei-no (;era , coiil os atiines liiiiiies tc4.i-r-
                                                                         toi-iaes. S. 'Toiiit5 ficaria sciido iiin g,rovei.rio (11s-
giiela, cotiio distrito, coiisci var-se-ia com a ilies-
iija cxtei~são tcrrltorial, mas a caprtaI deveibia                       trital, abi-aiigeiido o I'riiicilie que coiislrttii~~ia
ser ti.niistèr,ldn para Cacoiida, por ser iirii ponto                    lliil c011ccll10.
tfe iritersec<cio tios vai-ias c:iii~iiilios con.ierciaes                     O Cotigo iiiaiitei-ia n alua1 arca, poiico iiiais
c10 iiitei.ioi. E' l)oss~vel coiii a ti-a,letoraiado
                                 (pie                                    oii ineiios, iiias a capital \ oltaria par;\ a tt-:itLi-
caiiiiiilio de fer*lo tivesse de ser alterada a sua                      clonal localidncle de S. S a l \ ~ ~ d o r .
situa$ào                                                                      O dlstrito d o (;uliiiigo X l to licai ia coiii o rluc
     Era este sei11 porriieiior-es. o plano geral da                    1;iz hoje parte do dislri to cle I,osi~idn, iiieilos o
estat ica drstii tal, e5lmqado por Cabrnl Rlonca-                       coricellio tlcste iioine, e incliir lido-llie os coiice-
da e c111e, c01110 jh disse, exporei, iiiais detida-                    Ilios cie Ca~eiigo,Ducjiie de Bi agaoca e M~i1:ili-
riieiite, ein corifi-uiito corn os restantes.                           ge, q i ~ eficticiaiiieiite fi~zeiii\):irte do d a I,itiid:i.
                                                                              O da Lllnda c o i ~ s e r ~ a i - ia ~exteiisão leg:rl,
                                                                                                                     :
    Na ordenl cio~iologicasegue-se-lhe o do sr.                         eiitre o (:ua11oo e O Cassa~ a fi-oiiteira cio Coiigo
                                                                                                             e
l%ani:irlnCcirto, eii\rindo de Loaiida e ((elaboi-ado                   jielg, no s i , ~ U r i s 1ll<l<lill-~e-11ie-~ ~ill>ilal.
                                                                                                                             B
iin prvvirici:i enl ltIOT>)), coriforrne os seus pro-                   j)rov~soriaii~eiite,   11a1-aMona (~uiiiil~oiido
prios terinos, exarados 1 x 0 froiitespicio. Afirma-se                        Weli ruela ficaria coiil os coiicel1ios do Bni-
que este tra1)allio E devrdo li pena do iliistre iiia-                  Iiiiido, $il, (:atuiiil)ele, lieiiguela, IIoiillii Gl.ai1-
gistrado si.. illiileida Ilibe~ro,preseiiteiiiente juiz                 de, Cacolida, Qriileiigues e (;uf)aiigo. A c:il)it:il
d a Relaçáo de Lisboa e yiie, ao tempo, era iiin                        mridar-se-ia liara o Hik
clos j~iizesda Kelnçáo de Loaiida, vivendo iiestâ                             Mossamedes abraligei-ia todo o atiial disll lt0
cidade envolvido iliiiila aureola de quasi veiie-                       deste lionie e gi-aiide parte tlo da Iliiiila, que se-
i açào, pelo elci~teiilociilto da terra, seiido con-                    ria extinto, creatido-se O do Culto, c0111 a capi-
                                                                                                                              13
 tal em Rcingo Acoiiuio, ficaliclo coi~-iprec~i~clido   en-           i-essriii it liroviil~ia, e i ~ ~ e l l i a ~ i t e i ~a c ~ i t cp i n -
                                                                                                  s                          i 1ini:t
 tl-c os distritos il:~ I,rriid:i, Keiigirela e iiIossaiiic-          ))osta cllie u si. I"r-t'i1.e de ~jiiiii-acie,governado^. tle
 rles e a fi-vilteir-u lestc. Quer dizer era uiil dis-                                       ~
                                                                      Moqaiiibiyiic, t c coni respeito a esta e cfiir iiiiii-
                                       da
 trito perfeitaii~eilte110 ~iikerior provincia,                       fo rrifluiria ila i esoliiq5o das siitis rliiestões.

      Seg~nldoa ordcril ri-oiiologrca w j a se a dis-                        1'01 f i i n 110 plauu (10 si-. Alvcs Ror;;ld:is,
 posiqão do plano eii~riatioj ~ o rEdu:ii-clo Costa,                  sol o lilltnio govei-iiarloi. iio t e n ~ p o     (lu
tiiiz '24 d c noi cinliro clc 1!)06.                                  oiii~iciitausi(J ~illnierodos clistrilos qiie ficnriniii
     O goyernt, clc Aii~~olri        seria rlividido erii duas        sendo nove, assim dc~~oniiir;iclos:              ~;oiigu, rnliit:il
 pi.o~,iiicias, ri da norte e a clo sul Ambas eslas                  erii (:aliliida, eit~l,oi-:i o si. I<oqndns julgasse
seriiim rliv~tlidas       ein 12 tlistritos civis e ~iiililares      ~~rei'ei.~\~cl Aiitoiiio, iião :i 131 opíjiido pai-
                                                                                        Santo
r»iii a t1eçign:~yào h'o1-f~ Srrl ?I proviiicja do
                                        r                            riiotivos de riificuldnrle fiiianceira t: pela iiccessi-
nortc [eira a siia sGdc eiii Loatida c abrangeria                    dncle d;i c o ~ i s i i ~ ~ i c a ocr~iiiinliospira o iiiteiini-
                                                                                                     rle
os clistrllos ç r ~ i srie (:ubinda, {cap I;abind:i),                do clistrrto. I,oniida teriti ctipilnl iia cid:idè do
t:oiigo, ( r a l ~ S:irito Aiitoi~io o Znii-e), Angola,
                                           d                         nlesiila 110111e, se 1,eni ~ I I P           rlIe 1iilg:isse ],i-e
{cal). Gol~irigliAlto ou X' Dala Saiido): e os dis-                  ferivel ~ ~ o i i s t i i i iiiiii- dislrito iilia~ coiii si.-
                                                                                                   i~                     le,
tritos 111111 t a ~ cle hl:ilailgr. (cal>.hlalange), Lun-
                  cs                                                 d e iio ii~terior,o cliie laii~l~ern ~iro])" porriua
                                J.iire~iin), NOYO13~cTotid0,
da, (ç:ip. ~ ~ ~ o v i s o i - i ; ~                                 jiiotivos d e orc!e~iil l i ~ i i ~ i ( *h1aJ:i a . t - i ~ ~ ~~i 1l a 1l
                                                                                                                 ~ ~ r nge,               1
(vap Novo Rccloiicto)                                                &ial~iiige;I,liiidn, cal). prri~isoria cri1 (:a~iciici;i
     A yroviiicia (10 si11terin a sua skcle iia ~lclacl?             (::iiliiilemba, Ue~iguela.cap eni 1:eiigiiel:i; IPii:,
d e I:cnguel:i c nl,roiigei.i:i os distritos civis ~ I P             cnpi tal eiii 13t.ln1oiite, I.ul~;ile,cti 1) iio Jlocli~co,
I3eiigrrela (cri]) S. I ' i l i p ~ r l r Beiigiiclu); 1Jié (cal)                ~~                     (;L     O,
                                                                     H L I I cal) , lA~ilji~ilgo: I I ~r:1111tal I M c0>1ll11t~21-,
I3eliiior-ite); hlossame(1es ( c n p , hlcisç:iiiietics). e os       ç i ; i do Culto coiii o (;otiil)inge.
rlisii~rtosiiiilitaies ila I'laiiulto (cal, Sii tia I h n -
rlcira); 1,ul)alc. (cal,. Moc~l~icn).        Culi:iiiao orierital         0 sr. nlaior J4:111tiel M:II-~:I (;oel11(1, o pi i [iiei-
[cal'. ~ ~ r o v i sia i I'oi~tri Prriicesa Arnelia).
                     o                                               ru govei rintlor gei.al i-el~ulilic;iiio cic ,lligol:i, j:i
                                                                     nie iiiai~ifesloii, eiii 1)reves liala\ri-;is, ciiiaiido o
                   rle
     Xo ~ i l a n o c~rgaiiisaqáo      aciniinistr.ativa cio si.     iiitervistei solire :i qiiesláo dos seivic::ies. cliinl
(:niice~r.o, pouco ha :i iiidicai., pois este distiiito                     0 Sei? ~hlll(1:[lrCI)iiVlkI' i~ll#31ii l l ~ l l * t ti allt0-
                                                                                                                                 \
I~iiiciriiiiirir, coiis1de1.a H 011l.a ( ] C I<tluai.tlo Cosia       iiomia. hfns atiii:il esse f u esti.ibillio clrl lotlcis
a c e i t n ~ tizas, para ,]a, aponta çoilio iiecessaiIti a
            el,                                                      os guveriinciores, pois poiicos drixaiii dc d~;l,ci
iiiiidni-ic:i ria c a p ~ t a l d o Coilgo parat o s i i l do        isso mesiuo. (JLI:] I I ( ~      101naiii coill:i I:! :i tf t r ~ ~ i i i s -
                                                                                                                         (
%;iii.r, (licaiido o ~iivlnve       c.oilstit~iiiitlounia iiii~c:i   ii-a(:Go d:i ~ir'ovilicia,Ess:i r\lirc%são 6 , ;ileiii dc
ciiciiiiscr-içáo), e a insttilacâo do dislrito clo Hit;.             tudo, excessjvaaiiieil \.agn crA a~rtoiioini:iii"
     i-\ te111 (11s cririsidera necessaria a orgaiiisri-
                  to                                                 (.)iialitlo estar6 esta 1)roviiicia ciii coiidiçiies de
c.50 duilin ngeiiria dr Arigoln, e111 I,isboa, qrie sir-             ser aii ioiioiiia, srgtiiirio o cri lei io tle c[iial(lii~r
yn rlc iiiterriiedifirin c1iti.c n p h e r i i n de I,isl>o;i        gover.ri;irile? 1'2-sc I ~ t . i i i qiie tal foi-i~iiiIc? irii])re-
                                                                                                                              C
c n de Aiigola, c111 iodos os negocios q u e iiite-                  clsn e pode ati. at~iigii* srt-tilos fii tiivos. Xieni
                                                                                                         os
  disso o iiiesiiio setilior iiifoi-niava-iiie umavel-                                             Mas lifio s6 iio iiiimero de distritos estava a
  ineiite que iioineair:t oficises d o exercito coiiio                                         aftei-a+,      porque havia outras iiiodificnyOes iia
  chefes d e conselho, porque tiiilia sobi e elles o do-                                       estrrltiira geral. Assiiii o qrie lia de iiotavel, nes-
  miiiio d a disciplina. (:oiiitudo, se reparasse beiii                                                                                        s
                                                                                               te particulai-, em alguns dos ~ ~ l a i i oE ,a divisiío
  tio i~iofivoaduzido, e levasse i ~ s         rililiiias coiise-                                           a
                                                                                               ~ ~ r e c i sde distr~to~s ii-iilitares e eiii civis,
                                                                                                                           eln
  quericias a suas razóes, Iogo resiiltaria que as-                                           acerituaiido-se esse progresso princil>almeiite coiii
                ~
  sim, p a ter acqRo disciplinar sobi-e os fiiri-                                             Ediinrdo Costa, que, coiiio se v6, apesar do seu
 cioiiar.ios sob as S L I ~ orcieiis, fel-ia111de s:jir d a
                               S                                                              grande anior pela sua proiissáo, que varias ve-
 caserna a totnlidacle dos ser-vidoi-es d o estado,                                           zes mnriifestoti ale a o exagero, tililia a perfeita
 lia proviiicia.                                                                              iioçáo do eiro tio cuclus~visriio,enl que se reiil-
      Sria ICu." esqiiecia-se, dessa fornia, íliic todos                                      cide, norneaiiclo-se, absoliitaiiiente, para gover-
 os funcionarios teiii obilgaqões e que, q~iaiido                                             nar os dislr~tos,      oficiaes d o esei-cito e da ai-iiia-
 coineiaiii faltas, quer elles se.jarn crvis quer iiiili-                                     da, como pieceilo segjtido desde niiirtos seculos,
 lares, estiio sujeitos hs respoiisabjlidades dos seiis                                       erro c ~ u cse eiiiai~iem,~ ~ I L ' Riavelii~eiitedo tempo
                                                                                                                                    I
 iitos Beiii I~astaria    isto, iiiiiii i'egirileii heni eqiii-                                                               ;
                                                                                              viole~itoda coiicluista E 6 notavel que si, seja
 Ilbrado, pala regular totlas as i i i n ~ õ r sdos em-                                       isso e\l)rcssamcn te cletermiii:ido, l)riiiieiro 110
 pregados publicas.                                                                           traballio do sr. Ramada Crirlo, que loi o ii~trodu-
      O sr. Coelho !c taiiiberii f a v o r a ~ e l coirio j6 o
                                                     ,                                        tnr desin disposic~áo, e eiil seguida n o d e E
 si.. llai-iiada Ciii to iiianifcsli~ra,1í riicoi pai aqao                                    Costa, teiido o plaiio postei-ior clo sr Hoqailtis :I
 tle S . Toir16 e Principe lia provinciri de Aligola.                                         tletei.iuiiiac;.fio de cliie s O pocleriaiii ser goirci.na-
 Não Ilie 1~e,j0     iiicotiveiiieiiles, tinia vez qiie se                                    dores de clist~iio    ofiçiaes militares, riào interioi'cs
 siga o pr~ncipioda aiitonoinia dos distritos (I)                                             a capiláo oti 111 iineii o lenente da ariilatln, eiii
SI:is ~~aieceii-iile o int~iitod o sr. (:oeIIio, ;to
                       qiie                                                                   tleteriniiiadas condiydes.
apresentar este parecer, era sul)ordiriar a si to-
das as fiiriçóes goverririti\ras, coiii iiltiiitos tloiiii-                                       .Li inaiiifestc~, outro Iogai , o e1 i o tio elrlii -
                                                                                                                  eiii
iiadores. Confesso cpie eiiiboi-a houvesse i ~ i n                                            sivisnio. A orielitaçio do sr I \ a n ~ a d n(lu1 to, o
gi.aiide plniio (te govei-ilo elposto pelo sr Coe-                                                                                   e
                                                                                              cluc introduzicio principio çi~ilista, o clc Etluar-
1110, isso, parti o nosso c1 iterio, seria por coilij)Ie-                                     cio Costa il digna de aplniiso.
to iiicllfcrente, uma vez qiie nâo desejo a goyei-
iiador legislaiido, a sira iiileira vonfpde, iiias a                                                                          i'io
                                                                                                 Qiian to 5 d i s ~ ~ o s i ~ geral dos d i ~ t i itos c1 elo
coloiiin dirigilido-se, aclriiiiiistrando-se, seiiliorn                                       que niio liaveria i~icori\reuienteeiii aceitar qual-
da sua prol>ria indi~idiialidadepoli tica.                                                    quer dos planos Mas lia para niiii~uiiia orien-
     São tissiiii esboçados os planos d e orgni~isa-                                          tay5o que coiivern expressar.
c20 clislrital dos governadoi-es çeiaes qiic tem                                                   Se ifeguirnios esseticialtiieiile, corii :ilgurnas
servido lia pio\linci:i ~ i o s   iiltiiiios 10 aiiilos, e o                                  varianles, a ntual orgaiilsnqão distrital, 6 claro
do qiie vne agoru foiiinr conta della.                                                        q u e teria de alterar-sc o iiuiiieio de distritos,
                                                                                              e siinplifiraiido todo o sei-viyo, tudo seguiria iiui
   ( ' 1 Vrjii-ic a iinl:i,   110 í i i i t   <Icstc r,ilnliil~,rula\ta,i a nblc as,iiiiio.   CLIrso llor111~~.
                                                                       rios B existeiicia de cada iim dos ires estatios
                                                                       auto tioiiios.
      MASI I ~    iiina grtiricle alteraqgo a h z e r e111 Ali-                   Esborado, assim, em graiides liiilias, o tipo
gola, lia orgoiiisaqfio a(lniiiiisli.nlivn e ria siia es-                     consti tucronal a ado tar. ver-se-ia, depois, qucies
trii liira iii1111lr?                                                         as divisões secuiidai tas a estabelecer.
      A p r ~ v ~ i c i rdevei ta transformnr-se iiuma
                            i                                                     Conviria, eiilão, coiiliecer quaes as disposi -
(:oiii'ederaçiio de tres estados , - o de I.oniidn,                           yòes a adinitir Seriani os disti itos civis os (pie
:il>raiigeiido os Ires teri.itorios liole com a deiio-                       conviriain a ~ 1 1 1 1determiiiado estado 3 LA est:iv:t
iiiiiinqão de Coligo, 1,oarida e I.iiiida ;- o de                            o seu governo para o decidir, poiidei-ando as cir-
13eiigiirln, ocupando todo o vasta territorio cliie                          citiistancias e ateiiderido aos iiitei-esscs lucars,
Iio,je roiistilue o districto :issiiii cliaii-iado; e o ile                  Se pelo contrario se precisasse, por exenil~lo,
Mossaiiiedes forliiado coni os nlriaes ciisli.itos                           doiniiiai no sul tlo distrito de Mossainedes liara
tle Mossail-iedes c 11iiila.                                                 aleni Ciiiieiie e (:ul~aiigu n oi gaiiisacáo ii-iilitar.
       Estcs tres gi.niides estados arito~ioiilos,setiie-                    estudar-se-ia siificieiitentetiieiite o assrriito e eli-
Ili;i~i                                              ~ r
        teiiieiite sei i u i i i g o ~ ~ e r i i a d o si o iim iiiiiiis-    t8o ficaria tlecidido seguiiido os daclos de ol)scir-
 terio saido d i i suri popiilaçào clvilisadn e presi-                       vação diieta, e cficazmei~tesc rlefiiiii ia o tipo
 dido, cada uia, por um resrcleiite, qiie repi cseri-                        adminlsti silvo que convinha.
 taria a laetropole                                                              Bem se sabe q u e lia Iioje eiii Angola povoa-
       Isto e11lc~~iai1to       iiãn se cliegassc á coiicliisi~o             cóes que convem que sejam ossisticias iião sti por
 dos i esltierites cle sereili escolliidos pela ],i o l ~ i a                uma pi-oteqão con ttiiua mas tainbeiii por iiiii;i
 coloiila, por escrutiiiio Nuiii territorio iiidel~eii-                      vigilaiicia periiiaiieiile. SO loricos sei-iaiii capa7e~;
 clciite, Z,oniida, poi exeiiil~lo,existjria o gover-                        tle adotar iiin regiincii iiiilfortne, pois qiie a pio-
 i i o ger:11 (Ia (:«iitedeiaq:io, oiitle se fixaria o ue-                   jxia pi+oteccãoq u e deveiiios dedicar As tril~us   ti-a-
 ~)rewiitaiile iiicti opuIe, coiii a tlesigl\ac;ão qire
                     ila                                                     haihadoras e serviqaes iinpúem a o b r i g a ~ à ode
 se eiiteiiclesst, assislitio duiii iniiiisterio que pe-                     as defender das exlorsõles d e que sáo vilimas, pr-
 rante cllc seria respoiisavel e que se ocul~ari:ide                         10s pote11tados do interior, que fornianclo unia
 iotlos os iiegocios c iiitei esses C O I ~ ~ I I I ~ S .                    rede aduaneira muito aperlada, onei ai11 as poljrec
       Este plaiio C faii(i~iiiiciit:iliiiciiletIiferelitc de                cai avanas coin encargos que as pre.jucIicain. M:is,
  io(los os qiie coiilieço, e fcria :i \r;i~it:ige~il                  de,   repiio, estcs cxei~i   plos uiiila temes 1160 r[iiereiu
  O       L I I ~Iii(10, d~fei.eiiciarI~eiiios iieqocioa das                 direr qiie 116s cle~raniosaplicar tnnibein unilate-
  ires gri\iicIcs reg~iles        c111 q u e sc diricliri;i:i roiii'e-       ralmcrrte qualquer preceito eiii Aiigoln e se os
                                                                   ~llil)ri-
  dei ncsào, seiii toda\ ia as ~ c s - s o ~ I ~ ~ ~ ~ s ~ I - ,elenieiitos alivos, que por 16 inoirejaiil, poderão
  ~iiiiidn caratcr c vigor n cada irnin delas, cii-                          reconhecer qual o sistcina mals prnficuo.
  iiliciiitlo-l hc. ~litliidii:iIidatie esl-icc~ticu,
                          i                                    iiisiiflaii-      Nota-se, por este esposto, qiie nào lia paridade
  do-llie vitla iiiteiisa 'i'cila, nlCi11 de tiido, a vurl-                  entre o que eu enterido cIue dcveih sei- o elenco
  Ingeiii dc coriceiitrar eiii s i todos cis e1eiiieiitos                    adininisti-atlvo de Ai~golae os (10s ilustres f l l i i -
  politicos e aciiiiiiiisti.al~vosque iosscm Iicçessa-                       cioiiarios qne ayreserilaram os seiis.
        Dacliii iiasce a profuiirla ciivergencia quanlo                            eles n , ? ~  coiicordasse, suspciirlê-Ias iiidefiiiida-
  zi orieiitayiio adiiiiiirsti'ntiva e politrca cio gouer-                         iiiei~te.  Esta disposiçáo é jri a de 1869, e por ella
  n o d e Aiigol:t                                                                 os podei-es da jtiiitn crai ir aii~esc~u~iiliatl«s           e
        (:al~r:il hloncnrla pi-eteiirlia q u e se ccaiiipIins-                     iiiiiito contingentes.
  sein os poderes dos g o v e r i i n d c r ~ s ~ i açresceri- e                        Unia inovac:io iiitrudlizia, poréiii; era a no-
  lava, niiihig~iaxiiriic , ( ~ L I s r ((a1
                                 t          P      lci~nssea orgai11-             i n c a ~ ã o duin coiiiili. exec~itir.odestiii:iílo :i dai.
  s a ~ rlos scrvicos ntiii~iti~sti
               h                               ntlvos da provincia~.              cxeriiqào nos votos cla jtinta Esta inovaqãa
  Aiioternos aclui qiie iião h a v m liirnu nrieiilaqfio                          teria, cfciivatnente, certo valor RIas :ilcntliiinos
  firiiieiiieiite aiiliiiioiil~sta~ ~ o a saiiiplíaçr?o dos
                                                   i                              :ilwnas a iiiesquiriliez das fiiriqóes cln Junta qiie
  potle~ do goveriiatloi- 1160 correspoiide a uina
             çs                                                                   era clcpencIen1~ em tiido tlo #c)\-criiatIor 0 1 - a
  aiitonoiiiia local, disti il)riid:i aos cidíidãos qiie                          seiirlo este jiÍ iiIiin eiilid:irlc siil)ordiiiatln ti5 iiitli-
  II;I )i o\riiir.i;i viveiii c. iiel:i se snci-ificaiii.                         c:icOes cle Lisboa, tiido scrin safocacln por tima
       l*lo plniiu dc orgaiiis:iqão do sr. Ramada                                                              se
                                                                                  ni5o cle IPrro, e t ~ i ( l o seiitii-ia retluzido a Iiles-
  Ciii'lo iiol:i-se 111iia cei ta iiicIecisào qiie iiao era                       qiriiilias ç1aasiilas de rlt*lei-iiiiiiaqF~~s  siipei-iores.
 çoiiveiiienle i i i i r i i trali:ilho lir~iieiiieiilcassente.
  Poi iiin l:iilo a gn\.ei.riador c0111 certas ;itriI)iiicões,                         No pIaiio dr Kduui.tln Cost:i not:t-se já niaror
 soh ria o~.tlrilstlirci(is cio ~i~rrlisfro ESICIIIO        (i?            (10    largucsa. O ittistre coloiiial, orieiitado I)or ])i-iii-
 1rIf1 t r n i t r r , e c<poi teiiipo i~idefiiiido,» com ((uni
                                                              c                   ci11io.s ílivei.sos, queria que o goveriinclor tivrv,r
 coiito d e ~ e i b        1101 iiiezn, ;il)aite as nulras garan-                 poderes iirais ast tos, iilas aii-icla Iiiiiiiados.
  llws (:oiitiitlo, iio que diz ieslieito As suas fuii-                                ((0  (;overiiadoi. Geral (:ii.t 1/11i crgr~zirje 1 e-
                                                                                                                                 .
 ~ õ c s ,iiiriilo apagatlas, limitaiido-se a Iransriiitir                        pi'm"elitaiite d o govcrilo tla iiiel~       oliolc e (IPJ)OSI-
 oi-tfei~s,siispeiidcr c de1111til-, elii vertas cii-ciiii-                       t31.10 (10s seus podercs n a proviiicra c. coiiicr 1ti1,
 stançias, funçioiiailos, (iissolv~r corpos arliiii-os                           rJ:rrrce nellti o ~~ocler.     execri t i ~ o por iiilei-ined io
 iiisirativos, :ipi-ovai- esl:~tii aprovar obras pli-
                                            tos,                                 dos govrriindoi-es dc pi-oviiicia, cliefes tlc tl is-
 Iilicns cni ~ a l o i iião siil)crioi- :i 25 coiilos e pro-
                              .                                                   trilo c de serviço e o porirr lc~~islufruo Ilie      rliie
 Ircr as riecessici:iries, ~rrgrniesda ~~~~~~~~~~~i:i.                           k ':I tr ~lrriitlo por iiitei.iiiedio dos coiisellios rcs-
       Eiii taes roiitli~òes governtidcii- gernl ~iouço
                                      o                                          peiivosi).
 f'iizia S t ~i:i a rnoiitiniiac,.ào(!:i ntlinl di~posicão
                      i                                                                                                            i10
                                                                                      P o r acjui se vè que os ~~orlei-es gciveriia-
 organ1c.n Syi-i:i aprii:is i1111 l)ui.r)cl.al:i, lia sua                        doi. geral sCío ~á ninpliatlos coiii f'iiiiqõcs legislali-
 l'liiic-ao iiisigiiific:~iltc tIc c~tiiiiliridoi. tle oi-tleiis                 vas exercirlas c0111 o coiisclIio d e rictn~iiiil;li.at:ào,
s l i p t ~0 1 es.
           i                                                                     coiisellio de govprnti e cciiisellio çoiiteticioso. O
       Pai. nii tro 1:itlo Ii:ivei.ia ;i . T l r ~ i t r i í;c.rctl d a 1ii.o-   ço~isclho dc a~fniiriisli.a~Ào            seria cr~iiipnslod e
V ~ I I ~coiti I r,~ l ) l - e s e i l f : i ~dos ço~~selllos,
                    I~                         ã~                        (10s                                            c
                                                                                 oito Siiucioiinrios ~)iil;)licos ciiico VO~:ICC;,           ( I C'S
cninei riaii tes c agi.i~uitorcs, iiiiiii certo 1111-                            dos qiiaes iioinenrlos pela iii~lro;)ole, e Irstii d e
                                                                                                                                     d
iiici-o deles, iião i ~ l t l nalciii tle oito iioirieaclos                      seis iioiiies, elivi:i(los ~ ) r l : i Xssot~i;rqàocoiiiercial
pelo g o v ~ r t ~ a d o~r I, I I Pt r ~ iii1i:is cleteriiiiiindtis
                                        i:iiii                                   de Loniida, caiiiaIn ~iiiiiiiçil):ilc siiitlic*ato :igi I-
f ir~icj.i',es(:o111t~iclo      c.ssns fliiicòcs e1 a m ii-iferiorcs             col:i, liavericlo -o.
hs c10 govei-iiadoi. o qual poderia, logo clue coiii                                  Coino sc 01)sci \ :I predomiiiai ia o elenir~ilo
oficial. Este coiisellio de gowriio vota^-ia o or-              i111-i  gabinete de govei-nador, quc preociil)ndo coxii
caii~eiito,os dil~loinase regulameritos relativos               a sua personalidade e coiii os podei-es osteiito-
;i proviiicia e alteraria o regiinen t r l b ~ l t ~ le i ~
                                                       '        sos q u e possue, 1150 tern a suficiente coragerir
aduaiieiro Mas se o governador ião concordas-                   para romper conz os precoi~ce~icrs q u e est:i     de
se com as decisões do conselho, não as cumpri-                  eivado. A autoiioii~ia clc Ai-igola deveria sci-
ria e sei-ia o miiiislro a resolver.                            obra da propria proviiicra, dos seus eleiireiiios
                                                                attvos e iiitelectivos.
     P o r fiin o plano do sr. l\oc,.adas é, com algu-               Ilevcria ser consultatla nutiia reuiiiáo piil~li-
nias alterações, o de Eduardo Costa.                           ca, em congresso geral, e a111 laiiçndns as siias
     O conselho de governo te ri:^ poderes legisla-            bases fiiiidaineiltaes.
livos restritos, votaria o orcaniento, empreslinios,                 Não 1iii diivida que sO a provinciti teria a sii-
iiào podeiido iilterar o r egirneii adtiaiie~roAlem            ficieiite auloridade para o f;r~er.
disso os distritos, ao contrario de E Costa, ele-                    Eleitos os delegados dos vai-ios consell~os
geriam tamhem i e yreseti tan tes, ii~diretaiiieiite,          ein coiigrbesso ~,ul~lico, se debateria u que
                                                                                                  a111
pa1-;1 esta ciit~dade,o que era natural, visto que             conviiitia. Havia divergergciicia','Mns oiide as ti50
a orgai~isa~$Ío     geral deste iiltimo daria aos dis-         fia ? )I depois é q u e se tletrei.ia iioiiierir a co-
ti-[tos urna certa org;inisnciio propria e autonoma           missao central clric redigisse a I:oiisliturqã» (;e-
     Se tivesseinos de drsciitrr os tlabalhos cita-           ral da coiifederação, se se jitlgasse coiiveiiieiite
dos :i]-tigo 1101- artigo levar-nos-ia muito tenipo           estc ])laiio, que i. o iilai.; aceit:ivel, c i i ~riicu pa-
e 11o[ico poderiamos av:irlcar porqiie fiindamen              recer.
tc discoi+(lantlo de todos os plaiios, ficariariias                 A Coiifederaqão de Angola saii-ia assim, ciii
l)atalhai~do vacuo.
                iio                                           I-,loco, e, depois tle ferto csl~oqo,            tlisciitido iios
                           t                                  seus capitiilos, para o que não seria pi-eclso seiiáo
                                                              11oii1 senso e estudo IIIO(IC'IRI' lias COIISLI~UICOPS
                                                              itlenticas, quer coloiiiocs quer iiacioilaes, e lia
    Prccisa-se todavia cornprecricier que a auto-             eni todas eleineritos adeqaados :i Aiigola. O i eslo
iioniia de que iiecessita Arigola, não se 1)ode               era facil, desde qiie a coniissão ceiilral t i ~ ~ e s s c
conformar nos rnesr~iiriihoslimites dos fi-aba-               lioiiiens iiidel~ciicteiitescle eslirritos nvaiiçndos.
lhos a que acabo de ine refer~i..Desde o plano                      Ha pouco, eiii iioveml)ro, foi i~oiiieadnrima
estreito d o sr Kni~iadaCurto ao mais ampliado                C O I T I I S S ~ O para, ccconi urgericia)), f'oi.inulnr as 1i:i-
d o si-. Roqadas e E Costa, nada serve E' preci-              ses tfui~ia nova oi.gaii~s:iciío atlii-iiiiistr;itivo d e
so q u e falenios com ti-aiiqiieza, porque o resyei-          Angola E' 11111 erro, seni ofensa A pessoas ylies
to que m e illereceiii os vivos e a veiieração q u e          a caimpòe. ( I )
teiiho pela meiiioiia rlo xiiorto )lustre, não im-
pi'e o dever de nceitai, ipsW verbis, os seiis tra-                      i') I'SW ~ 0 1 1 1 1 \ S ; l n C C O I I ~ I J ~ I I ~ C[ )I1~ 1 0 5 \ I \ ( I I I I ~ ~ II I ~ V~ (11 \ I P I ~ ( - / C L ~ ,
                                                              y r c ~ \ i i l c ~ ~ i t PII'.; A\<~T.II~O\<).s A 1 1 i r i 1 1 1 o ~ I I I I 5 ~ <
                                                                                        e,                                (11
                                                                                                                                             *I                                    I I
                                                                                                                                                                        ~ 11.1111150 1 1 I I I I I ~I!<
                                                                                                                                                                                             ,                      ~
ballios no taveis.                                              I O I . ~ C S , W < l < t a 1 1 0 S<i> ({1tlL1l> 4 ~ ~ \ ! I l ~ t l . l l f l , l l ~ ~ l l l dl l >, ~ 1 1 , ~ 1 l 1 1 > r < l .
                                                                                                                                                                                       ,
                                                              1 1 < ~ % ~ C 1l > l l I 1 ~ ~ tll<l\ \ c 1 - \ e - 1 . 1 k l ( , l l l , ,t3111 (>\fC)l < 0, q 1 1 < . , I \ ? 1 < 7 1 1 g t , \ t ] & I l l ~
    A autoriornia de Angola, primeiro que iuclo,                           <                    ~ 0
                                                              < I I I : I ~ F i i i ~ i i i o i s r i i i 1 . 1 1 t ~ i i I o ~ 1 c < ~ i i l i < ~ c i i l o -c, 1 i . i i i d r ~ p i i r l t i ; l r > i . i r i 1 -
                                                                             ~                                                1
iião deveria ser csboqacIa iio amhito estreito CIP            I > \ ~ I , c ~ ~ I ~ ~ , ~1 I WII;IO
                                                                          ~                         : o I                    ( ll)O.,           r
                                                                                                                                                <it l l I ~ I I . , .I 1 ~ ~ . \ 1 4 L I I 1 1 1 1 ~ L (
                                                                                                                                                                                   LI<                             -
    De Lisboa não C que deveria enviar-se lima                                                     tl.3.s iiaçóes -- Tipos aclotados eiii liarn~oiiiacom
conslituiqão como n que niandou para Yarsovia                                                     as esigencias de cada coloiiia - Centralisnio e
o filosofo Rousseau.                                                                              dcsce~itralisrno Qual o principio que nos coii-
                                                                                                                      -
    Eu poderia esboçar, aqui, um todo constitu-                                                   vem. Autonomia. A autonomia trarb peri-
cioi~al,  iiias fi'nncameiite, siijeitava-me ti mesma                                             gos? Estará a provincia em condições in-
peclia que estou a censlirai. nos outros. Faria                                                   telectuaes e economicas de a receber? Se
obra centralista.                                                                                 está qual a organisaçâo que convem -- Se
    Se e u estivesse em Angola ric?o teria duvida                                                 não está qual o sistema deseentralista ad-
eni col>iborai. nesse tral)allio, de comum acordo                                                 missivel em harmonia com o estado da co-
com os cidacliios qrie me acotiipniihassem, e cori-                                               Ionia ?
tl-anaria toda a ideia de centralisaqão metropo-                                                        $ 2."- lnstitiiiqóes locaes - Junta (reral d a
litaria. i 1 auloiioniia elnl~orirdaeiii Lisboa, leva
           -                                                                                                                                   h
                                                                                                  provincia -- Consellio do (;overiio - - (.onsellio
em cunho o erro originuI.                                                                                                                    e
                                                                                                 d e provincia - - Cailiaras nitiiiiçil~aes juntas d e
    Já clua~icio estive eiii 1,oarida propiiz a reu-                                             pai oquia - Qiiaes as niodificaqóes a iiiti-odlizii-
11150 duiii congresso ~~rovincial, 1904, e111 que
                                      eiii                                                       ein cliirilqiier delas eiii I~nriiloniaconi os pi'o-
eiitixva a q~iestão autono~nia.Cliegiiei a ela-
                       tia                                                                       gressos do nosso tenipo
                                       que
borar as teses, lioii\ e coii~~ssfies forniuldrnm                                                      $ 3."- Represe~ita~iio proviiicia lia iiie-
                                                                                                                                 da
pareceres. Por niotivos estrni~liosri iiiiiilia voii-                                            ir0l)ole - Uni sci ciepii tado sntisfai-h Dcvei.áo
tade, 1150 se chegou n realisar. Mas o pouco que                                                 hnvel- taiitos deputados q~iniitos disti.itos 011
                                                                                                                                         os
se i e ~ j)so\~ouqueAngola tem elementos valio-                                                  será necessnrio faxei- ililia orgniiisacáo por cir-
sos de li~aballioqrie cii1npi.e aproveitar.                                                      ciilo? O direito de voto deve ser coiicedido nos
    Estou longe, 1150 feiiciorio voltar, ]nas POSSO                                              iiidividuos lifio cirilisados')
afirmar q u e existeiii por eleiiierilos iiitelecttiaes,
digiios de respe~to nteliqão, e 1150 seria dificil
                        e
                                                                                                       5 4.0- Orgaiiisng'" ojudicial, altei-ayiío (pie s e
                                                                                                deve iiidicar - A siipreiiiacia cio Jiiiz --- Os ]>i-o-
(lar Iioiliogeiieidade a este graiide niovirnento.                                              cessos siiniarios dos jurzes i160 iogttdos - I'eri-
    Quarilo A 11ai.te qiie iiiteressa, neste livro pu-                                          gos que dali1 derivai11 -- Carestia dos processos
blico o progi-nrna por iniril elaborado e o pare-                                               - Justicn gratuita - Pi,ocessos e lei da impreiisa
cer da sul) coiiiissào o que e convenieiite conhe                                                     Cadeias e sua org1nisação - Sistenia peiiiteii-
rei.-se                                                                                         ciario em Angola.
                                                                                                               *
                                                                                                               .


                                                                                                      $ 5."- Defeza militar da ~)roviiic.ia - Qiie oi=
                  I'~.ouincz«l- Parte Atbriinislrn f iva.
         Co~q;~es.so                                                                            gaiiisaç5o colivirci sob o poilto de vista estrate-
                                                                                                g ~ o -A segiirida lii~liae os servicos que pode-
         5 1." - Estiido dos sistenias coloiiiaes                             das ou-           r a prestar - O exercito coloiiial e a sua instrii-
                                                                                                qáo - As expediqões e os seiis resultados.
iii.ii  cníl,i n \\ia \.\ia oi<ginniia
         13cbpn~s, i i n i s t,ti t l t b , toi ii~o<liTicaíla niri~>hnrl:in cotiii%ào Fico11
                          i                                  c                                      Para dar parecer a estas teses foi noiiieada
l i i c ~ ~ r l e i iri iiIiisliix iiiZipis!intlo (ir Alitieidn liiheiio c o si Eiiiesto d e
\ i I l 1 ~ 1ii
                      t ~
                                                                                                iiina sub-coiiiissáo composta dos srs J. L. Frei-
tas Ribeiro, pl-esideiite; Arii~aiido Cruz Coii-
                                       da                               1 1 " - Centralismo e desceritialisnio - Qual
tiiilio, secretario ; José Palliares, Joaquiiii (ioii-             o principio qire nos convem - Qual o srsteil~a       de
qalves Videira, e Aiitoiiio Peres, relator. Elo-                   administrac30 admissivel ein harmonia como o
)>orou o segiiiiite relatorio .                                    estado da colonia e suas necessidades'?
                                                                        Quanto ao # 2." parece 6 sírh-cotniss:ío qiie
     Pal-eccv- íi(i ,sul>-ron~issfio, so11r.e o qriesiiot~n-       rtáo lia oporliiniciade de se tratar desde jA, d;i
i í o q11c dcz)e co~lstitili~. teses,~Ic(pcu-te ndilli-
                                as                                parte referente a camaras e com~ssões           muiiici-
tzi.sfrafivrr,                                                    yaes e juntas de paroquia, pois essa s6 pi-ovavel-
     ((Ao foiii~iilareste seti parecer teve ; stib-co-
                                                  i               inente se dará quatido as necessidades progres-
iiiissáo eiii vista. aiites de tiido, que este yro'je-            sivas da população o exigirein: e entende que a
lado coiigrcsso, coiiio pi.iineira iniciativa deste               parte referente 6 atlrnii~istracãodos coricellios
trenero iiestn locnlidaclr, e que teni de abranger
a
                                                                  precisa ser reforniada e por isso a incliie.
iiiteresses de regi6es qiiasi coiiipletnmente dife-                    Portailto propóe que se coniponlia do se-
reiites, eiii1)ora siibordiriados aos ~ ~ n i i c i p i o s
                                                        ge-      guinte:
rnes cliir se ligo-de tisar, ter& talvez, de ser nii-                  § 2.0-lnstituições locaes: J u n t a geral tia pro-
tes iinia cuiiio qiie reuiiiáo reparato to ri ti e eluci-        viricia- Conselfio do governo-í:oiiselho de pro-
rlalivn, ciii clrie se delinain e assente111 os assrrii-'        viilcia - Quaes as iilodilicaqóes a iiitroduzir eiii
40s de iiiais iiuediato alcaiice e urgeiite iiecessi-            c~ualquerdelas em Iiarmonia coin as iiecessida -
dade, de iiizineirn n podei-eiii servir de base ;i               d t s da adininistraydo geiãl e sua descenti-nlisaqào.
iiiiin aceiituada orieiitação iios tral~alhos uni   de           - Adiiiinistra~ào     dos coiicellios: quaes as niocli-
coiigrcsso pi oviiiclal i i w siia yleliitiide, a realisar       ficaqões a respeito das condic;8es e :itrihuiçóes ne-
oportiiiiwiieiile, iiias J A eiitão coiii rlemeiitos                                                         em
                                                                 cessarias nos chefes e seus ~roventos, relociio
q u e agora, coiii certesti, falecem.                                                         d
                                                                    importancia e necessida es de cada coiicellio.
                                                                      Quanto ao 5 3 " parece-lhe cjiie deve ser mati-
      ((Assiiiipois eiiteiideii esta siib-cainissão, ípa11-
 10 ao Cj 1 ,", iiiotlitich-lo iio sentido de o restriii-       tido conio esth.
 #ir uiiicnrrieiitc 6 toiiiia iiiais rinvel, por m:iis                Quanto ao $ 4 parece-lhe que deve ser as-
 odeclua(ln no liieio e siia facil adaptnqfio. .4 ifiii-        s i m modificado.
 dniiqa tlo sistenia aciiiiiiilstrativo, a realisdr-se,              3 4."-Organisa~ão judicial- alterachões rpie se
 lerh de, t~iiaiitoa iiUs, sei. operada por traiisicáo          rieveni iiidicar-A supreiiiacia do ,juiz-Os pro-
 gradual e iiAo por Irniisforiiinçlo completa, pois            cessos sumarios do decrelo de I6 tle jullio de
 dnqiieln foriiia ira ~~rogressi\~ailiei~le     iiiodifieair    1902 eiii execução nos coiicelhos - Perigos qrir
 do o meio atiial e eiicamialiaiido-o iiatiiralniente          dali1 derivam - Carestia dos processos - .Justi-
 para a sii:i traiisforiiiacão, ao passo qiie ]'assar          <;a gratuita-FaciI arrecadagào e rapida Iicpda-
 desde logo de i i t i i extreiiio a oiitro, qual é, o da      cào de espolios civis e coiiierciaes - Processos e
 ceiitralisaq5o nbsol iita, para ui.ria aiitoiioiniti aiii-    lei da iiiiprensa - Cadeias e sua organisagtio -
  pia, traria 11ertilrLia~ões toda ;i ordem sobre-
                                 de                            Sisteriia pehitencisrio ein Aiigola - Deposito cle
 liido eiil ~ i n iileio táo lieterogeiiea co:iio este P.
                   i                                           degredados e coloriias penaes - Seus iiiconvc-
      Portalito proyòe que se i esirmo ao seguinte      +
                                                               riien tes moraes e ecoiioinicos.
   Q u a n t o ao # 5.0 pai-ece-llie que deve ser alire-                2 - Que com uma ezfi-emcr variedade de
                                                                          O


sentado coiilo estii                                                ragus, a nutonomrcr incompatrbiiisd-Ias-ia pro-
                                                                    fu~tdarnente.
   Loai~cta,4 de .Jiii~lio 1904.
                              de                                        Mas porquP? Neste caso a Africa austral iii-
   A sul>-coiiiissào:- (na) josé Liiiz Fruif(is Ri-                 glksa, nunca seria autonoina, pois ahi ha iiiglr-
beiro. A I ~ I ~ ( !(i([ ~ OI I Z C O Z I ~ ~ I I.TOS(;,I(odlri-
                     I I C1                       ITU               ses, boers, fraiicèses, pretos e ainarelos. Do mes-
qrles            Prilhcr~
        Gor~~*trlvc~s c's                                           mo modo o CaiiadB nâo liaderia ter, coii~   iiiglêses
                                                                    e francêses, a autonoiiiía. O s Estados Uiiidos do
        Eis, portaiiio, qile n siilr-coiiiissõo alterou iiiii      Norte, com toda a sua iniscelaiiia de raças, já-
iarito o ~ X O ~ ~ Y I geral e ;i]>,eseiitava ronaide-
                           I I I ~                                 mais seria a graiide naqáo do inuiido e o Bra-
raqOes eiii ceislo poilto Itlcidns Mais tarde sou-                 zil, com pretos, molatos, peles veril~elhas,frnii-
                             ce      ,
be, 1x11. il110r11ii~~i)esr t ~ sqiie os elri~iei~tos      do-     cêses, alemães, portuguêses e italianos, teria d e
miiiaii tes nesta s~il~-coiiiiss5o     tiiili:i~n~ii:iiiifesla-    ficar subalternamente dominado por urna me-
do o seii p;il ecei, e, riii i.eiiiiiAo piil)lica, reiido          tropole. A Suissa iiiiilca poderia ser si nação mo-
us erros dos i(ovri.iiçi da iiietrol)ule, I)roclniiin-             delo e a Espanha, coni toda a siia graiide di-
i u i i i :i iicccssidadc tl:i autoriomia.                         versidade de raças, nunca viria a ser a ~iaqão
                                                                   unificada. Mas agora reparo nas co~iclusõesa
                                                                   a ue leva este arg~iniei~to!   Teria de refiiiidii--se
                                                                     9
                                                                   to a a I-iistoria politica do muiido para que 1111-
                                                                   dessem i50 exlravagantes teorias prevalecer Da-
                         a
    Mas lia ol~~je<;õesiesl~eitode Aiiooln. Afii-                  12a para um voiuine.
iiiaiii iiiis que niiida ri50 estb eni coii$icões pn-
i.a ser aiitoiioriia por                                               3 . " - M ~ s A~tgolntrindcl 115u ieln gente Ircrbilr-
                                                                   intla parct se gouenlczr a l z f o r ~ o i ~ ~ ~ r r afirma-sc
                                                                                                                        ~tertt~,
    1." - Eslar sob os II-opicos e iifio ltauei- pos-              com ares triunfantes.
slh~lirirtdr.ti(. tal sisfr~riiccri~liniiiislrcitiuocaril ia(-.v       E' claro que não. Quem tem capacidade para
contliq6os cli~i~crfe~ e c111 tal lafittrtle.
                        iccis                                      a dirigir são exatamerite os governos que de c á
      Se todos se orieiitnsseni por tal criterio i. fO-            a tèm esmagado e depauperado. Ali! como esta
ra d e diivida qrie ainda hoje qiiasi todo o Hra-                  argumentaçâoprovoca a revolta de honiens tral~a-
L I ] liso seria riidepeiideiite e a America Central               lliadores que riaquela graiide proviiicia Iritam te-
estaria sob a iegiii~eii da Esyaiilia. Assi111 ii                  iiazinei-ita pela vida.
Aiisti*nlia teira de sei dividida enl duas partes,
u i i ~ anutoiioiila e o11ti.a não; e u India ficaria sob              4.' - A pcqueria derisidade da populucáo elr-
o etei-iio despotisnio, exceto ao liorate do para-                 ropeia.
lelo qiie llie marca o limite da nona tropical: o                      Vale a pena respoiider, ante o a r umeiito de-
lropico de Ca~icer.                                                                                            %
                                                                   cisivo da densidade da Australia e do ata], qiian-
                                                                   do foram proclaniadas autonoinas, e do Brazil e
      sei^ engenhosa tal teoria inas E, seiii corites-
t:iyão, rluina falil~ilidnde    iiifailtil.                        Estados Uiiidos, ao toriiarem-se iridependen tes ?
     J    -A       riufoliolnrn           tle d n y o l n tr.nri«, erii bm-                            Mas o si. Coellin, coiiio qiie n5o tlescjdii<Io que se dign i~iiccn-
                                                                                                pia a í opiniotAsalliein\ :itallinii, i cioliitamente
                                                                                                       -A ii~itihaopininn dit etanieiite a aclr~uiri  ein Africn. oiidc Ictili<~
I I P S uie;eJ,          rolilo coll.scclirertcin, a I - ~ ~ ~ I ctesfa  ZCI                    19 aiinos de pei nidnencin, iiiri.i \,c7 conio coiicleiindo polilico e outi.i\
q r r r i l d e prouiitcicr, pois qirc, senl confi-ole ttn inc-                                                       lia
                                                                                                L O ~ ) ~ ci~i~>rrgndo, sitiiacno cle beni obsei I ai todo5 o í sei \ iros, riii-
                                                                                                          O

?I opole, qnstnrin n~riis                        r
                                            (!o vc tIeuin, sein olrcrle-                        Iioi,i lido depeiidtssse do rstntIo )I
                                                                                                       Estaí opiriiões dc S : * toinou-ai pitblicas o I.~oiiut~trila G <It.
                                                                                                                                 '
                                                                                                                                 x                                                   ciii
crr rt qumsq"r~.r~grns oi.tlrrii finciicceira.
                                           tlc                                                  iioi ciiihro
                                                                                                        P.i~sadotenipo i iio-i joi iiaei t[iir nlgiiii5 agi iciiltoi e í r coin<-1-
      O contrario e que se ]rode a s s e g l i r a r , como                                                                                                      tle
                                                                                                o n i ~ t e icle S l o n i e prote\ln\.iiii íonti,i n i i l ~ i a $e iirLorpoiai rcl,t
provamos lios primeiros c a y i t ~ i l o s face duiiia     eiii                                                                                                    50
                                                                                                    o\ inci.~ i i ~ de Angola. etit iriiitlo uiiia rel>rzseiita< iieste 5entido .io
                                                                                                                    i
                                                                                                si nlii!istio das coloniar.
ruinosa a d i i l i i i i s t r a q i i o centralista da inetropole.                                   Clniniiientc qiie se a í opiiii<íeí tlo si (:oellio fosseiii (lifer~~iili               s
                                                                                                                                                              l
                                                                                                tlní que o l~coitoriirtlnI'orlirgirB~fez ~ ) i i h l i c a(~e \ v i i , ~ , ~ o gIiI> c11:1 51,-
Eni c o l i t r a p o s i c ; á o e r e g i i i i e r i descentralista,                                                                                                             O
                                                                                                  iiiiitr .i saitia deilc pei ioilico, ineei coiilleccr que cii n.io iiitci pi riai .i
a t e i i r i a d o , 1 3 1 - o d u z o bein estar das c o l o i l i a s fran-                                                                                                r
                                                                                                kcni a s itins paLi\ii\ npr*ii iic S E=." ful.~rcalrnnii~etitc, h ~ n i r i n i l ~ ~
                                                                                                \rili t.ili.~ai iienLgngtitxl.it
C ~ S ~ Se, a coiiil~letaa i i t o i i o i i i i a a prosperidade                                      bo ciii4 de <íezeinbioc qtie se Ienil>ioii <lcrii! ini pai:i R inipreiis~i
                                                                                                a cnrL.i qiie segue
das c o l o i l i a s inglesas.
        RastarA este confroiito.                                                                        Si tlirectoi clo «Setulo» -I)i/etii-nie qiie i19 joi iinl qiie i t5o piri-
                                                                                                 ficii~tilenictile diiige x etii iiiserta cini:i iiifoiniay,io eiii que se ntiriii:~q i ~ ( ~
                                                                                                iiiii.i ~oiiiiss.50 de ngiiciiltoxe, e iri~lristriaesde S 1 oitic r~clniii.ii.ipc -
                                                                                                                                                                      '
                                                                                                iniitc o eu '"" mriiistro t1.i iiiaiiniia c coloiii.is contra o pinposito, < i i ~
        G o $8 nas cololiicis ili{gl4strs tr ri~itoi~oo~ici                                     \r iiie .)ti tbiir, d c queiel iiicoi poi~ii:i pio\ r i i t in (ic 5 I oiiie iia ilr
                                                                                                gnLi
                                                                                                                                                                                      111-
d« ~.e.slrltnct'us.                                                                                     N.io ser qiie firiictanieiito Iciiliri tal i e ~ l a n i n c ~ iyoi<juc a iiiiigiiriii
                                                                                                                                                                        o,
        Sáo e x p o i i l i o a c o i i c l i i s ã o a que esta pre-                                                                                   n itaiico i- riirit) f,ilei iirssr .i\-
                                                                                                iieiii oiicinl, neni ~ l t r n - o / i ~ r ~ i / r i i ~(ot e ,
                                                                                                  111
                                                                                                L110
i i i i s s a IFV:~I':~. Por se ter i i i v o c a d o para Cuba, e                                                        o n
                                                                                                       .4l~~teitl~o-me, ~ n t ?     r[nc 1 1 1 I- >o5\11et, de cI,ir a p111)lico 1111-
                                                                                                                                                  ~                                    as
                                                                                                iilia* iiiLeiicOes, iiiesnio a s niai5 deliberadas, ta iiiiiito iiic sui p i cviitlc
q u e n t i r a i i d e A i i t i l l i a se tornoii mais depressa                              ~IIIC                                                                                  o
                                                                                                       IiaJn .ilguexii ipie saiba iii:iii tlo q u r chia iiie\ino, qii.11 í e ~ â iiirii
i~ideperideiite.                                                                                paiecei riii questi>esqiich iiir wlaiii coiiirtidas
                                                                                                       E, pois, qiie seja iicceainiro pcir eiiiJ>,irgoi .i fcii ia tln iiif~iiiiaed~i.
   Escolhaiii, pois O u a autonomia ou a inde-                                                  peco .i \ a fiiieia de cl.ii putilicid.i<l~\ e\(,\, a qtre .~i\(ctil>a(t.imei\k
                                                                                                                                                          :

pei~cleiicia.( i }                                                                              .igr:illrn\o coiiio tlc       , ctc -«M.iiiucl hi Loellion, goi ri ~i.i(Ioigeral <I<*
                                                                                                Ai~g~>l.r
                                                                                                     Esta cai1.1 <Icixou-irieal~solur.iiiiciitcsul pieriidtílo Eii\ it.1 crii 7 ttc
     i')Rel.ili\ ninriite no pl,iiio (lo 41    11in1pr Mniiiicl Mai i:i Coellio c .I           <117(        no
                                                                                                     1>11>1o si -Coellio iiiiia outia foi iiiut.i<la iioi irgiiiiitc\ tr inios
                                          triilio deexpor ~ o n i \e ~>assnrnilI
iiotn n ipie iiic rctit o n j~.igif1.1b228,                       o              Os
t.ictos                                                                                              111 *' Eu      Srii - Coiii S I I I PI e m T I 110 S ~ C I IIIC < 5-12 nina cai -
                                                                                                                                                                  ~ J
                                                                                               ta iIc V Eu', rni que d i ~       c0111 ielncio ,i iii~orporaq;io(1.1 pro\iiici.i
        1'111 L. (Ic iioi riiibio saia iio Ecoiioiiirítn Poi Iiigiiirs iiiiia tiitci 1isln     d c S i oiiih, roiiio tlisti ito i1.1 (le Ai~gnlnqtic .i iiiiigueiii i i i i i i ofi-
i                    irrl:ictoi desta revisla, t i \ ? com <iír hlailoel Maria <a<.
  iic cii, ~ o i r i o                                                                         cial iiciii cxtia-af~ciuliiiciitc f,ilaii rie+se as-xutn Coiiio r\i.i c.11 !,i
Ilio, go\ riii.itloi gei,il rle Aiigol,i a ieíperto ilc b Torne e yriiicipnl-                                        ~iiis\,igctisfiiiitlaiiieritne~ d,i Iiiiiiioía i i i t i c \ istn qiic
                                                                                               tleslioc iiiiin t t ~ s
~iiriiie qiii.st5o dos ser\ii:aes A liioposito (10 i c >atrianieiito obriga-
            rln                                                                                V iiie corici~(1eu peta 1 E E ~B fii\e~.t I ~ C
                                                                                                                                 '                         niellioi L ~ f l ~ ~ i í .liois
                                                                                                                                                                      :                i i
                                                           4
Loiui iiotci 3 \liri I:% " que ri80 seli<loo go\ ri rio de Tonke depenilcntc
tln (Ic Aiignls. seria irecc5sui to itiii,i cotiibiiin~.io   ciitie ds que diiigisseni
                                                                                                                               C\

                                                                                               rluc r\li)u coii\iiicitlo qitc 1i.i ~ ~ I ~ I \ I de Olialie de \' I<x
                                                                                                     Coiii coiisidiiar5o
                                                                                                                                                    L


411)iVlioi iiici~tc diins pro\ irici.ií
                       CIS
                                                                                                                                                    Ile V Iu a Gtt * e Obiig
                                                                                                                                                            :
        A i~sto  reil,oiidco n illistie fiiiicioiinrio
        i< -E\ irlentciiiciite, 1540, POI eiii, e f.1~11de consegiiii , desde qiic o
                                                                                                                                                         José <!P M n c ~ r i o
i101P I i i a d o ~ 5 1 onie coiiihiiic ~ o n u p n foi ni:i 11e se pt oseguir iicu%:i
                   <I(                                 o
i,ii rf'i M;is a Pi O I IIICI,Itic 5 Tlioiiie x 11.1 ii coristiliiii uiri gavertio 511-
lialtvi tio <lcpcii(kciitedo (;o\ criiadoi Geral de Angola
        Ao <[II' eu .icie~ceiitci
        - Dcsta niaileria. <e siriiplificni:~ o )ral,allio a~lniiriistrntivo,          ate
                                                                                               f - I- :,      5rii
                                                                                                                       iiit
                                                                                                                                          -
                                                                                                                            de llaceclo K i n \ ii'iii :     !
co111P( 0110111111 I3e resto, essa ieorg;iiii?ncao \cgilltri o m e ~ a l l i ~ i n ~ ~ ~ i ~ ~ cl,ii~do i*oiit:i (1.1.lowi c\ i5tn qtie ti\ c coiii i \' L n,io~>io\.i t.iiiI<i, <[i#<
                                                                                                                                                                      iieiii o ai iigu
                                                                                                                                                                sri, piii
<\a\, o d o ser$ iqo d e .;alicie, iIii iiiilitni e do ecli.sinittco qiie sno cornuiis
.~s(ltin~     pintii%cin4 (.oiicli~nque o plniio rtc \' E.:u Qti\ol%e iinin refor-                                             s                  n
                                                                                               1>.1\\agwn I"~iiit1,iiiiriitnl y n aqiiela q ~ i c carta qiii. (17 ~~iil>lic.iiI )   II
ni:i iiiimiiiistratir.~.     j.1j111 ndn iteccwairn elo seu liiitecessnr Hnrnnd.~              "\c< ittn".[iois:i <Icstriiii filas íoiiio .iqiirstRo d o ri ri iit,tiiiviito, t1nt.i
(.iirto. riini elnliurnrla ,,e40 <Ir Aliiieidn kibriio. ao tciiipo~iiiz Ile-      dn           iiicrito r ie >ntiiiicãn <Ir \iiat,\ iiáo in~lilii,i.i i~~~lis~ci~i.il~ilitl~~i~
                                                                                                                               sei                                                  d,i
                                                                                               :iic~\n<;iu c& p i o \ i ~ ~ c de S SDIIIC(Ic Aiigoln (lilei-iiic [iaietri 1 I i i t .
                                                                                                                               in           .I
    (J~inrito 5 5.0 parece-llie (pie deve ser alire-
             ao                                                       2 - Qrce com uma exfremn uariedade de
                                                                         O


sentado coiiio e s t i ~                                           racus, a autonomin incompatibilisd-(as-ia piso-
                                                                   fundrimerzle.
    Lotiiida, 4 de .Tiiiilio de 1904.                                                     Neste caso a Africa austral iii-
                                                                        Mas p o r q ~ i è ?
                                                  Hi-
    A siill-co~iiiss:io.- (aa) JosC Llirz F~-eiitrs                 gl6sa. nunca seria autonoina, pois ahi ha iiiglê-
lieu-o. A~.liicr~itio Crrrz Car~finlio;JosP l<odri-
                    c{«                                             ses, boers, frai~cêses,   pretos e ainarelos. Do mes-
rl11cs Goi~qaloes P«Ilial.cs                                        mo modo o CaiiadA riao poderia ter, coiii iiiglêses
                                                                    e franceses, a aufoiioiliia. Os Estados Uiiidos do
       Eis, portniito, iliie n sul>-coiuisslo alterou iiin         Norte, com toda a siin riiiscelai~iade laças, já-
tiiiiio o pi-ogi aliia geral c spreselitava conside-               inais seria a graiide ilacão do inui~do o Era-e
raqOes eiii rei-to poiito lucidas. Mais tarde sou-                 zil, com pretos, mulatos, peles vermellias, fraii-
be, pai. infol-iliiiq4e.scertas, que os eleliieiilos do-           cêses, alemães, portugliêses e italiailos, tei-in d e
minacites nesta sul,-coiiiissiio lii11i:irii 1n:iiiifesta-         ficar siihalternarnenie dominado por uma me-
d o o sei, paiecei- e , 2111 rcuiiião ~ ~ i ~ i ) l iveiido
                                                        ca,        tropole. A Suissn iiiiiica poderia ser a navão mo-
                                                 I)roclaii~a-
os e r r o doa goveriii;a d:i i ~ i e t i n ~ ~ o l e ,            delo e a Esyanha, coni toda a stia graiide di-
i n i i i :i iieccssid:icte ctn autonomia.                         versidade de raças, iiulica viria a ser a iioqão
                                                                   unificada. Mas agora reparo nas coiiclusóes a
                                                                   a que leva este argiinieiito! Teria de refi~ncti~--se
                                                                   toda a liistoria politica do muiido para qiie 1111-
                                                                   dessem tão extravagaiites teorias prevalecer. Da-
    Mas lia ciltjeçòen a rcslieilo de Aiiooh Xfir-                 ria pala uni voluine.
                       iiBo estii eni coii8iCões pa-
i i i ; i i ~ i iiiis que niiida
i n scr nritoiionia ~ or.                                              3.O-Mas Aitgolrr rrirztln 11nõ tern gente hrrhrli-
                                                                   latia para se gouerrtar arrfoiioriitrl~~ei~f~,
                                                                                                               afirma-se
     I O- -l:sftri. sob as fr.o~~icos z~áohaver. pus-
                                                e                  com ares triunfanles.
sll~zlitlndc~ f n l sisf cviici trtli~zii~isfraiiuo taes
               tie                                         coiii       E' claro que não. Quem tein capacidade para
                   i
~ O I I ~ ~ C OcCl S l ~ ~ a f ~ r t ~ r t sfcil Infrtutle.
                                   e eril                          a dirigir são esatameiite os governos que de ca
     Se todos se oi-ieiltasseiii por tal critei'io S fO-           a tem esmagado e depauperado. Ali! como esta
i-a de diivida qtie aindii Iioje quasi foi10 o Rra-                argumentação provoca a revolta d e homens traha-
zil 1150 seria iiitlependente e a America Ceiitral                 ]liadores q u e iiaquda grande psovincia Iiitain te-
estaria sob n regiiileii da Espaillia. Assim a                     ilazrneiita pela vida.
Aiistibalia teiia de ser diviílida eni duas partes,
uiila tiutoiioiiln e oiiti-a tiáo; e u India ficaria sob               4." - A pequala densidade da populacao err-
o etei-iio despotisi~io, exceto ao iiorte do para-                 ~~opeia.
lelo ciue llie niarca o Iiaiite da zoiia tropical: o                   Vale a pena responder, ante o ar umerito de-
tropico de Cancer.                                                                                         %
                                                                   cisivo da densidade da Australia e do atal. quan-
                                                                   do foram proclamadas aiitonoinas, e do Brazil e
     Ser8 eiigenliosa tal teoria inas e, seiii coiites-
I~iqiio,duma fiilibilidtide iiifaiitil.                            Estados Uiiidos, a o toriiarem-se iiidepeiidentes?
                                                                                                                16
ensejo para, cada uiii no limite da siias atribui-                                               to rias
                                                               extraiili:~e o i~ecoiilieciii~e~i poteiicias des-
~ õ e e das siias forcas, apresentar a sua ol~iriiâo
        s                                                      iiieiiiiu tal Iiipotese. E' isto coiitrai-io ao direito
e falar fraiicaineiite, i-ião para adorar, como no             das gentes que vae atC ao estreiilo com a pro-
01-ieiite, o novo sol que vem nascendo, mas                    posta de Drago, a liao aceitar n iiiCerveriyão ein
yara falar com a riide franqueza ante os factos               caso de dividas. Mesiiio que algun-i governo es-
consiimados. Não qiiereiuos fazer retaliaqões aos             trangeiro fizesse a vexatoria tentatitra de intei-
vencidos, porque o proprio exeinplo do i i o ~ o              vir na nossa vida iiiteriia hastaria a iiiflaeiicia
goveriio p07, com uma nobre ise~i$ão,o pro-                   poderosissirna dos eleineiitos avaiicados das res-
lileina lios seus justos t e m o s . NAo lia verice-          petivas i~acioiinIidatle~,      que iriani 5s iilti~iias
dores iiem veiicidos; lia cidadáos d o iiiesriio              conseqiiencias para evitar iiiiia I)rutal i~iiposicão
I I ~ I Z , deverá0 conjiigar os seiis esforços para.
         qiie                                                 de iiistituições politicas que a i~açfio        Inrre e eii-
ri i.eaiisayáo da possivel felicidade comuni.                 t~isiasticanieiiteaboIru, ncol liei-ido as oii tras coni
                                                              deliraiites aclaniaqões.
                                                                    (Jiiei-ii sabe as coiisetliieiicias rliie da1ii tlei-i-
                                                              variam e cpieni pYde calciilar as coniplicaqóes
                                                              que os governos extr:iiigeii os preparai-iain pc-
     Vem a Reliiiblica realisar uiila grande obra             iaiiie a coiiscieiicia denioçratica dos setis pro-
<?e tiaiisfoi-lriacão iiaczoiial. Ter11 vasto cainpo          ~xios pa~zes,qire ~~otlei-~aiii a revolrtqfies
                                                                                                   i r ati.
],ala operar e os esforcos dos obreiros dever50               dificeis de sufocar. Não 6 crive1 a iiitei-veiicáo
ser correspondeiites {i graiidiosidade d a tarefa.            estrangeira. Mas i-tein só n esta cl~iestáo iieces-
l'recisa, porem, iiotar-se que este traballio fe-             sarlo ateiider lio nioiiici~lo,pois qiie I ' o r t i i ~ l ,
ciizido te111 de coineçar pelo pritlcipio.                    c o i i ~as suas coloi~iaste111pei-lnaiientes i elriqocs
     Tem-se vivido i1 iilatroca, sei11 ideal gover-           com algiii-ilas poteiicins e os tiqatados do coin-
iintivo, seiii compreeiisão da gl.:iiide tarefa a             iiiercio iiecessitani de iiiuito triio, iniiila hiil)ilr-
c11111pri1-.                                                  clade e de prudencia ]>ara ~ I I C      não h a ~ a 110s-
                                                                                                                 (]:I
     Po1iticaii1er-i a reforri-in nacional est:i esbo-
                    te                                        sn parte uiii passo iii:iI dado qiie lios arrtiiiie oii
c:icln, apenas A Repiil~lica,      definitivaineiite coii-    prejudiclue gi'anderiieiite.
sagracla pelo povo, tein tle sair da asseiii1)lein.
constitiiiiite, oiide devera ser d e l ~ a t ~ d afoi inn
                                                  a
qlie iilellior coiivéni nas coiidic6es preseiites do
                           s
espjrilo iiacioiial e A da politica iiiteriiacxorial.
O governo 1 epublicaiio precisa ter iiiiia tatlca
iniiito prudeiite aiite as cliiestões clue se llie ripre-        Não P neste livio qiie se poílci 50 ciiiarar
senta1 eiil cltiatito coristituiçáo repi~l~licaiia,   iiias   todas as qiiestòes clue piecisaiii ser liahiliiieiite
as su;is resoluqóes são duma eriornie resporiso-              resolvidas pelo govei iia i-epi~l~licanopelos ].c-
                                                                                                       e
I~ilidade    cliiando nos refei-liiios aos assiiritos pen-    l>ieseirtaiites do pol o, rliraii<io ol)ortiinaiiieiite
dentes de iiaiureza exteriia.                                 convocados.
     Nào que acredltasseiiios nuiila iiiterveiiyão               E' trahaIho para iiiua obra qiic estou n es-
crever. ( i ) Antes de tudo, porém, é necessaiio                                                       l i s a ~ 8 0 da soa riqueza; uin plaiio fiiianceiro,
vê18 que em Portugal não existe um balanqo dos                                                         collcreto, perfeito, setii ficelles, serii portas falsas,
elenientos da sua riqiiêza Se efectivamente da-                                                       que dê ao povo a no@o perfeita d o d e s g r a ~ a c i ~
~LII   iivante temos, conio se diz, de furidar um                                                      esfado d o 1x-m e que se escude na boa e ~<ista
Portugal novo, essa obra de remodelação pro-                                                           distr~buiçáodo imposto, para que, se iiovoç sa-
funda deve basear-se nurn largo e vasto inquerito                                                      crificios se exigirem, fodos saibam seg~iramenfe
aos elemelitos com qne se pUde contar para a                                                           para onde vae o resultado do seu labor; um
realisnçáo de sernell~ante gigantesco esforgo.
                              e                                                                        plano colonial que dignifique as terras distantes,
     Hein sei que o trabalho coiistrutivo náo pode                                                    q u e tào hriosamente pugilani pela prosperidade
ser obra de ~1111 governo, nem isso competira
                     sh                                                                               geral; e, em siinia, um plaiio de reformas so-
a o executivo que iiáo 6 o orgão da sol~erania                                                        ciaes que garanta tio traballiador o bem estai,
nacional Mas o que póde desde j A fazer-se e o                                                        reinntaiitlo islo a celebração driiii plaiio gran-
                            s
inqueri to conscieii te A coiidicões economicas                                                       dioso de ed~icaçáo         nacioiial que foriiie n geraqáci
do j~aiz,qiie ter-{i Iilesnio a vantagem de unificar,                                                 nova, desde o berço, para iio futuro ser a repre-
eiil deteriiiinada medida, as aspii-aqóes dos grii-                                                   seiitaiite gloi iosa das aspirnçóes da sua lerrn,
pos politicos qiie venhairi, natriraliiielite, a or-                                                  defiiiitivc?ineritc eiicorporada na civilisayão rijo-
ganisar-sc lia grande assenibleia coxistituiiite.                                                     deriia cle cliie sejn colat~orndoraati1.a.
     Se o goveriio pi.ovlsorio lanqar as bases diiiiia                                                      Crie-se uina gei acáo que sniha compi.eeridei
gra~~cie   siiidicaiicia aos recursos COIII que deve                                                 a ii~rixiniade Benoit Maloii cjiic diz que «a Ilel~li-
contar, elucidara inuito a discussão que terii de                                                     ]dica C a formula politica da digniciacle 1iaiiiaii:i ))
Iiaver sobre estes grarides, importantes e deci-                                                            Sabe-se tanibem qiie a iiiaiieirn coiito íicoii
sivos assuritos.                                                                                     o~ganisadoo niiiiisterio 6 liicoriipleta, porclnc
     Sci clepois deste iriquei-ito esato e conscien-                                                 iiáo se c o i ~ ~ p r e e i ~ d e Iiaja apenas os qiie :i
                                                                                                                                   rjiie
cioso se poderh forriiular uiii largo e completo                                                     propria inonaryiiia j~ilgnvaiiicapazes de sntisfn-
plaiio de governo. ASSIII~       or~entado, o futuro                                                 zer 3s exigeiicias das suas fiiiiyões.
~>;\rlaliiei.ito Rel)ublica terii ri gloriosa tarefa
                 da                                                                                         Uiii governo beiii orgntiisado terir cie iefuii-
d e apreseiitnr ao palz a sitiiaçào eni que tlido se                                                 dir, aiiiplamente, os serviyos publicas, sein iie-
ciicontra, asserit:iriclo as siias nspirai.ões em ar-                                                cessidade de augnieiito do pessoal iiem da prn-
giiineiitos ~)ositlvosdei i\~ndos o exalo conlie-
                                    d                                                                pna despem, porcliie iiiiirtas lia a cortar seiii
cimento dos fenoiiierios.                                                                            pre.luizo do seu fiincionameiito.
     CTin plano politico que assegure o,funciona-                                                                                             q
                                                                                                            A orgaiiisação goveriinti~ri u e a coiistitiiiçáci
meiito normal das iristituiçoes de~nocraticas;    iini                                                                    ia
                                                                                                     r e l ~ i b l ~ c s restal~elecerdeveri'i, miiis tarde, crear
p1:iiio coriipleto de foinento ecui~oi~iico $a-
                                              que                                                    outros miiiisterios - o da educaqáo iiacronal, o
ivantao progresso iiacioiial, : expaiisão e a cana-
                                 i
                                                                                                     ria agricultura e iiidustria, o d o coniiiiercio e o
                                                                                                     do traballzo, e, finaliiieiite, o das colonias.
           ( ' 1 l;<\.~I ) I ~ Ic$ld 1.1 c111C V I I I , 70
                      O                                                         Int1111k->c 4 [{C-
                                                              <\ta 1~11it)ni.i~3n                           Sifilpllfica1--se-5 assim as faiições ]~iihlicas,
i~ r r i ~ \olur;iri ciriilin iiicn<los i10 pitlt-iiiociittir.15ioaacs c a siia
 \ i i.,
           l i , 1>»1
           ci       iiiilii17,ct
                        .i
                            I',LIIIIHII<IO
           l-'iil~li~.~r-\c-.)
                                     Iniiiiii1.1~
                                   I 111
                                        11'15
                                                »hlriiiai tia[
                                                  04

                                              pio\iriio arro (11' 1911,
                                                                                           iiru s-
                                                                                                     podendo até redazir-se a uin so os de riia1 [ilha
e guerra, sob a desigiiaqáo geiierica tle defeza                qi~estões. Não iiavia um ylaiio coloiiial reallsavel,
iiacioiial.                                                     1150 se salria o que estava preparado e, por iiife-
                             *                                  licidade, venios que ha hesitações onde devia
                        *r       *                              liaver resoluções decididas, lia tentativas onde
                                                               era iiecessario eaistir unia graiide coiisciei~cia
     (:laraiiieiite riire iieiil tiido 6 gossivel fazer-se     dos problemas.
ein poucos dias, iiein a fóiiiia precipitada coiiio                 A provincia de Aligola 6 das que niais iieres-
tudo correu proporcioliri te111150 para uma re-                sita duma tissisteiicia deiiodada e cilidadosa e
forxna radic:il.                                               dum governo, caiito, experirneiilado e segiii-o.
     A Hepul~lic;~      qlre realise itiiia graiide traiis-        Nào pode coiitinuar a vrver na depei~dencia
forninqfio iio p a u , e teiu a o l ~ r i g a ~ iiloral de o
                                                ào             grave em que vivia, porque s 8 clueiii ],.i goverilar
fazer.                                                         poderá co~iliecerns siias dificiildades e os seus
      Os seus riiiiiisiros são lioiiietis arrojados,           reiiiedios. Só n autoiioiiiia proviiicial a pode er-
orieiitacios lias graiides corre~itesmodei-lias e              guer da desgi-aqnda crise que lia iiiiiito leiiipo n
c0111 larguissiilio 1)eculio iiitelectiial. 'rem al6m          veiii toi.turando.
disso, a coiifiaiiqa do povo que os aclanioii es-
iroiictosniiierite e que acniiipaiihava cariiiliosa-
rilente os seus iiieiiibros lias suas canipanlias de
propagarida.                                                        Aiigola passa, lia niiiios, 1101- u111:1 crise iii-
      O goveriio repnblicnno terii solire si gravlssi-         teiisa e perliii:it. Não liavim iiiiigiieiii lia coloiiin
iilas res~>o~isal)ilidades,       podeiido beiii drzer-se      q u e descoiilieceçse esta descoiisoladorn verdade,
c~iiea Repirblicn 6, para ii~iiitos,n decisiva e\-             pois todos recoiilieciniii lia iioi-iiialitlade da vida
perieiicin Se ella fiacassar, todos siiporão o que             angolense que causas rntimas, iiitriiisecas, pro-
acoiitecerii, desde cliie a iiioiiarq~iia iiicoiiipa-
                                                ti
                                                               duziram ui11 mal estar profrii~doq u e coiiv~iilitl
livel coiii o paiL.                                            esclarecer e estudar iiliiiiiciosanieiite, pai n tirar
      Hoje 1150 (I. sti o povo portiiguks cjuc estli c0111     iirila conclusáo clara e deieriiiriiar os re~iiedios
os ollios fitos nos Iioineiis que iiiiia revoluçáo             n aplicar.
tiiiiiifai~te   colocoii A fi-elite da naqão. Ha o 1ii111~do        E ciirioso i. ilue qualido esse iiial eslnr sc n1a-
iiiteiro qiie iios acoii-i])aiiha atentaineiite e qiie         iiifestava a toda n geiite qtte por IA vivln, niiidn
poderA aplaiidii- oii censurar e todos s a l ~ e m         o   por Lisboa Iiavia iniiiistros qiie supii111i:irn 1i:iver
                                    q
q ~ elia vida iiiterilacioi~al, u e carnterisn o liosso
         ,                                                     nesta afirilia tivn ~ > e s s i i i ~ i sgrosseiro.
                                                                                                        n~o
teiiipo, isso teiii de grave, priiicilialn~eiitecoiii               Cointiido, ii;ida iliais exato, iieiii iiiais fatal,
 iiistituicões alieiias lia inezes proclaiiiadas.              qnaiido O mii~istrodo ultramar, o s i . Icixeira                        r   3


      1: iiilia das cluestões que iiiais se irnpõe iieste
       .                                                       de Souza, afirmava iiiiiito categoi-lçrinien te qiic
 ~ i i o m e i ~ de olirns obras decisivas 6 a coloninl.
                 to                                            ein Aiigola i150 liavia crise geral. ( 1 )
 Iiiil>eiidcmsobre o governo iepublicaiio graiides
  i espons;'bilidndes e pena teiilio, coiii fiariquesa,
                                                                  (7 I{<*lato~in ~iiiiliostntln 1'1 r tloctiiiiriiloi
                                                                                c                                       ri]iici<iii.i<lo5 .i (nii1ni.i
  elle 1150 telilia estado t'i nltiira destas graves           dii%1)i~piitntioi 1901, p.ig YJ2
                                                                               eiit
crever. (1) Antes de tudo, porém, é necessario                                                                                                           lisacfio da sua riqueza; um plaiio financeiro,
ver que etn Portugal não existe iirn balaqo dos                                                                                                          concreto, perfeito, seiii ficelles, seiii portas falsas,
elenienlos da sua riqiiêza Se efect~vamente     da-                                                                                                     que         ao Imvo a norão perfeita do desgrayado
qui Bvaiite temos, caxiio se drz, de fuiidar um                                                                                                          estado do pai2 e que se escude na boa e justa
Portugal novo, essa obra de remodelação pro-                                                                                                             distribuic80 d o iinposto, para que, se liovos sa-
funda deve basear-se nurn largo e vasto inquerito                                                                                                       crificios se exigtrem, todos saibam seguramente
aos elernei-itos coni que se yvde coiitai. para a                                                                                                       para onde vae o resultado do seu labor; uni
realisação de semelliante e gigantesco esforço.                                                                                                          plano coloiiial que dignifique as terras distantes,
    Bem sei que o trabalho coiistrutivo 1150 pbde                                                                                                       q u e tso briosamente pligiint-ii pela prosperidade
sei. obra de iini só governo, nem isso competirá                                                                                                        geral; e, em suma, um plano de refornias so-
ao execritivo que 1150 é o oi7gão da soberania                                                                                                          ciaes que garanta a o trabaIliatlor o bem estar,
~iacional,Mas o q u e pbde desde j a fazer-se 6 o                                                                                                       reina taiido isto n celel)racão duiii plaiio gri~ri-
inquerito coiisciei-ite A çoiidiyões ecoiioiilicas
                          s                                                                                                                             dioso de ed~icacáonacioiial que forriie a gei-aq:jo
do l~aiz,  que terh inesmo a vantagem de unificar,                                                                                                      nova, desde o berqo, liasa iio futuro ser a repie-
eiil cleteriniiiada medida, as aspiraqões dos gru-                                                                                                      seiitante gIoi.iosa das aspii*a~ões sua terra,
                                                                                                                                                                                                    cia
pos politicos q u e venhaiii, natiiralinente, a or-                                                                                                     deiinitivamei-ite eiicorposada lia civilisnyão 1110-
ganisar-se na grande assemblela constituiiite.                                                                                                          clei.iin cZe cpie seja col~i1101-adoi~n   atn-a.
    Se o governo provisorio lancar as bases duma                                                                                                             Crie-se uina geracão que saiba coiilpreender
graiitle siiidicaiicia aos recursos com que deve                                                                                                       a iiiasinia de 13enoit Maluii qiie diz que ca Ilcpii-
                                                                                                                                                                                                         c
contar, elucidará niutto a d~scussãoque tem de                                                                                                          hlica 6 a formirlri politica cla dignidade Iiiiinniia ))


haver sobre estes graiicles, rrnportaiites e decl-                                                                                                          Sabe-se taiiibeni que n mniieira como ficnii
SlVOS ~ S S U I I ~ O S .                                                                                                                              organisado o miilisterio 6 iiicoiiipleta, porcliir
    Só depois deste inqiierito euato e conscien-                                                                                                       1150 se coiiipreeride qtie 1i.ja nl~eiinsos yrie ;i
cioso se yoderci formular urn largo e compleio                                                                                                         propi'ia ~iionarquia       julgava iricapazes de satisfa-
plaiio de governo. Assiili orientado, o f~ltrlro                                                                                                                                das
                                                                                                                                                       zer as e ~ i g e i ~ c i a s siins fiiilcòes.
parIameiito da Republica terit si gloriosa tarefa                                                                                                           Uiii governo beiil orgririisado terti de refuii-
                         a             eni
de apreseiitar ao p a ~ z ~ t u a ç ã o cpe tiido se                                                                                                   dir, amplainente, os serviqos yiil)Iicos, sem iie-
eiicontra, asseiit:itido as suas nspiraq6es em ar-                                                                                                     cessidnde de augiiieiito do pessoal iiem da Iwo-
niiriientos positivos der~\,ados rsato conlie-
h.
                                    tio                                                                                                                                                        lia
                                                                                                                                                       yria despeza, porque 11i~iitn.s a coi7tar seiii
ciimento dos fenoiiieiios.                                                                                                                             prejuizo do seu fiiiicioiiaineiito.
    Uin plano polrtico q u e assegure o , f ui~ciona-                                                                                                       A orgaiiisaç3o governativa que a coiistituiçiio
meiito normal das iiistituicões deinocr a t'Lcas; uni                                                                                                  iepriblicaiia estallelecer deva-{i, inriis tarde, ci-cnr
plriiio coiiipleto de foinenlo econoi~iicoq u e ga-                                                                                                    outros ministerios - o da educnqáo nacioiiol, o
ranta o progi-esso iiacional, a expai~são a cana-
                                            e                                                                                                          da agncultrira e iiidustria, o do coiniiiercio e o
                                                                                                                                                       d o ti-abalIio, e, Aliaiinei-ite, o das coloiiias.
                 ( I ) 1 ' s . i nIiia cst.i $.i c111conityn clc. 1~1,il)oinq~in                                         Iiilitiiln-\r .I l{c               Siriiplrfic.ar-se40 nssiiii as fcinq0es ptil~licas,
j l l l i i l i < < r 1'01 l l l ( ~ t r c r ~ cc ~ s i i i c ~ , l i l i O\ p i c ~ t i i i ' i l i n i l . i C i O l i ~ l c \ L
                                                l                         ~o                                                     ' 5Llfi Il('CC5   -
S L I I i,{   saliic.io     :r   c l i k r i l i o d:i\ rni iiiiiiIa\ cIr111o~it i C . l \
              P i ~ l ) i r c . t ~ - ~ c - . ~iiicniioi (10 [ ~ i o ~ i i inilo tlc
                                              ( 111
                                                                             .l
                                                                              io                          101t,
                                                                                                                                                       podendo ate iediizir-se a uni so os de rriariiiha
    E, todavia, N eyoca em que esse afirmativa                 de aitigos diim aiiii o conierciaiite da prouincia,
se fazia, ern precisameiite a que se coiisidera n
mais corrosiva e mais formidavel e tanto assiiii
                                                                                    f
                                                              sobre A cr'isc cle 11!golcc e ns strns caitsns. No
                                                               Coiliel.cio rio l'oi*fo versou-se Iargaiiieiite esta
que o liialogrado ~tiriscoiisiilto   Cabra1 Molicada,          questão coin niuito cr~lerio,e O P~*lr~zeil*oJn-   cle
                                     a
ao teinpo gorei-tindor geral rln ~rovincia,dedi-
cava precisanieiite iilii çap~tulo o seu relatorio
a o est~idode tal fenoineno, explicando-lhe, se-
                                                              miro dedicava principalmente as suas Curtas de
                                                              Angola a esse feiioineito ecoiiomico ( à o debrli-
                                                              talite. Numa coiiferexicia iia Sociedade de Geo-
gundo o seu criterio, as suas caiisas e procurando,           grafia, o si-. Sousa I,ara, audaz e valoroso co-
até niim resumo final do seu trabalho, determi-               merciante dacjuela costa, uin dos ii~ais        iiigeiites
iiar os reinedios de cajn aplicaqãa elle esperava             iiiiciadores que teem calcado o solo africano,
obter a s a l v n ~ á o iiiesnia ~~roviiicia.
                       da                                     expaz, embora restritigil-ido o seu estudo á ques-
     Mas não era apenas Ca1)ral TvIoiicada quem               táo do alcool, coiil toda a clareza, o estado da
determinava os siiitoiiias dessa doenca, pois por             nossa grande proviiicia cla ilfrica Ocicleiital.
essa ocasi50 iim agiicliltor de Angola, de quem                    Por firii a popiilaqáo de Aligola, em repetidas
niio sei o rioiiie, procurava refutar, brevemente,           rcclnmações, iiistava por pi.o~rdeiiciaspara de-
as coiiclusòes daquele i1usti.e estadista iiiiin ar-         l>elar o ii~al-estar d a provliicia, e, iiuin iiiani-
tigo ~>til>licado Correio dn Noiic, em que,
                     iio                                     festo ao pai%,    reylicava ao ininistro do ultraiiiai-,
111111t0 concisamcnte, mas tainbem c0111 milito              d e eutão, que i i i ~ o r n aein erro c~iiaiicio n-iava
                                                                                                             afii
convicqáo, sustei~trtvaque a crise existia porque            qiie uáo liavia 18 crise gera1 Niiiii follielo piibli-
o coinercro lhe estava sentindo os seus efeitos.             cado eiii Lisboa aili se cleterliiiiiaval~as causas
     O propl-io Beiico Nacioiial ITltramakino, enti-                      de
                                                             iii~ediatas seiiielliarlte estado ~i~oi.l)itlo
 dade que, por assim dizer, toma o pillso 5 situn-                 A Associaqfio Coinerçial cle Loaiiria coiisagroa
 <Ao econuxnica das coloiiias, o assegurava cons-            iii i1 opusculo, escri to pelo sr. ];rei tas Ribeiro, seu
 tantemetite 110s seus relatoiios. No do anrio de            pi'esideiite, a iiin estudo iiiercan~il assiriito, a
                                                                                                        do
 1902, o goveriio daquela instiluiqii« hniicarin             proposito do regiilieii pautal que incrde sobre a
 dizia: ((Pelo que respeita ú Africa Ocidental te-           pi-ovincla e a depaupera, e a Associa@o Iiidus-
 iilos a Inirieiiiar c p e duralite o a m o fiiido, e por    trial do Porto, iiotaiido o erioi iiie ctesfalque dsi ex-
 divei.sas causas, se tenham agravado as a r -               portaçào, para a Africa, dos tecidos nacionaes, eii-
 cunstniici:is da proviiicin de Angola, IA assaz             viou uni delegado a Angola, que escreveli iiiii rela-
 criticas, ern r>ii*itidc da I>!-olongridu ci-iie ccorlo-    torio ciru~nstaiiciado seu estado comercial, ha-
                                                                                        do
 nzicrr tjuc a uirthti q>r'íniiri
                                do.» (')                     vendo nessas rnvestigacões iiiuitos elemeiitos de
      Eni seguida ntribiiia o ngra~niiienloda crise          estirdo e de observação clrie as regices oficiaes
 á falta de transaq6es coiii o interior.                    náo conseguiram exceder, iieril niesiiio egualar.
      Coiiitudo liavia as iiictica~õesprecisas nos                 Foi uecessario que extra-oficialmelite se ÙR-
jorniies da epoca e Ienibro-iiie b e m que iiina            tesse perinaiientexneiite a mesnia tecla, para que
 ganeia d e I.isl)oa, o Mliildu, publicou uma série         os governos metropolitanos despertassem e seii-
                                                            tisse111 que na realidade alguma coisa de grave
                                                            se ia passando iiaqueln terra.
                                                                     Não lia entidade nlgntna, qiie tcnlia i.elaçoes
    Veio fiiialiiieiite a confirmaqáo oficial, da me-            coni Angola, que iião recoiilieqa, para assiiii di-
ti-opole, pois a d a proyincla j se deima com o por
                                 5                              zer palpavelmente, q ~ i ã oprofriiidameilte essa
miiil tão citado e valioso livro de Cabra1 Moncs-               crise tem sido coirosi\ra aos seus iritel-esses e
da, ein 1902, depois da yiiblica~áo decretoriii-
                                       do                       até mesmo aos da iiietropole.
iiisterial ein qlie se dizia no relatorio: crumaperi-                Q~iatido Ed~iardoCosta foi governador geral
gosa e grave crise afeta aquela provincin? Não.»                de Angola tive ense-jo de conliecei. qiiaiitas teii-
     Comtudo, apezar da iiegntlva formal, no pe-                iativas fez esse liornem expondo para Lisboa as
riodo segiiilite corifessava que em Africa ha cri-              criticas circiinstancias da proviiicia de qiie era
ses conierciaes quasi periodichs. devidas a cau-                governador geral apresentando alvitres yiie lia
sas iieiii sempre taceis de apreciar.                           siia opiiiião ciirnvaiil a doeiica (jiie niinava riii-
     Rias a coiisatrraqáo olicial do facto, veiu ein            iiosainente a nossa grande coloiiia africana. Por
19U5, pois, seiii Tresitni6es, o si-. Moreira Junior            iiifelicidade a morte ueiii, brutalmente, piir teia-
pòz a í111estGo clarnineiite, afiriiiando que                  m o a esta iiidivrdaaiidade tão taleiitosa e tão
proviiicia iie Aiigoln vem atravessando desde                  cauta e, ao iilesnio ieiiipo, tão amiga de Aiigold
alglirls aniios uiiia crise ecoiiomica e fiiiaiiceirn          que, qi~eiiiacred~tasse lia fatalidade Iiistoricn
que niuilo teiii prejudicado os interesses do es-              c ue, diz-se, persegue n iiossn riaciorialiciade, 110-
tado e os d a iiidiistiia e comercio locaes e da                I
                                                               c eria afirmar que uin geiiio tragico abatera
      s                                        ç
nietro ~ o l e , eociipando, coiii s o l ~ j o motivos,
               pl
OS po eres cornpeteiites.))
     Dai a\.aiite Iiouve até exageios ria afiinia-
                                                               esse hoinein qiie, coiii laqueza de acç- e, ali-
                                                                                                            ;to
                                                               xiliado pelos eleineritos iiteis da proviiicia, seria
                                                               capaz de arcar coiii a soluciio de t30 iritriiicado
tiva. E' o Iiabilo vellio do ~ > o r t u g ~ ~Ziido~ ~ u
                                                   ès          tiio triste probleriia.
oii iiatln. Nos relato1 ios- dos srs. Aires Ornelas,
Hafael Goqáo, Terra Viaiia e Mariloco de Souza
que aconipaiiliaiil os orçamelitos tiltrnmariiics,
110s disciii-sos de posse dos govel-nadores e em
tioiile do consellio goveriiati~~o,  entregalido o ao-             A crise de Aiigolii é, coiisequeiiteiiieiite, i i i i i
verno ao sr. Roqndas, o proprio Bispo de Air-                  rios factos niais grnvosos e mais ~~ersisteiiteiiieiile
gola e Coiigo. se frisoii o ponto esseiicial, i~iilti-         ~uorbsdosdesta proviricin a cpie conlrein investi-
divel. Por fiin o I[\-ro do sr. Paiva Coucelro, qiie           gar as causas, quer reiiiotas, quer pioxiiiias,
é iiiii est[ido siiicero de semelhante izial-estar,            quer atuaes, qiie iiiflrierii na sua perdui-aqáo
npi-eser~tava fúrina como, eni seu entender, este
                I
                :
 poderia ser saiiacio.                                              Não se deve, sbmwite ver os que sobiesaeni
     Portanto n ci-ise eaistia e, por i~ifelicid:ide,          a eiiipirica rntui<;ãode iiiomeiito, porque este des-
 niiida siihsiste. Apeiias ha passageii os iitonien-           graqado estado ecoiioinico teiii frliidws raizes ii:i
 tos de prosperidiicie resiiltado de cnirsns extev-            tradição e 6 iiiotivado náo sO peIos goveiiios,
 lias cli~ando,yriiicipalniente, se eleva iiin pouco           conio coinesiilliriaie~i pre telidem espii-itos sii-
                                                                                      te
 o preço dos geiiesos de exl~ortaqào,     coino :i I ~ o r -   peerficlaes; iião sU pelos erros dos coinerciaiites
 raclin e o cale, iios inercndos iiiiiiidiaes.
de Benguela e Angola, como entendem elemen-               ses coinei-ciaes ao regiiiie~ibaiicario. Serão as
tos oficiaes, salieiitando-se, justamente, o sr. l'ei-    crises feiiorneiios periodiws, coiiio pretende Ju-
xeira de Soiiza e Moreira Juiiior; iiáo só n o re-                                                      sei.
                                                          glar? Sendo assini fUt:ies nùo podeiiaii~ regri-
gimen pautal, como crccm algumas corpornqões,             ladas pelas reis Iiriinanas e , neste caso, todas as
salieiitnndo-se :i AssocinçRo Coiiiercial de Loaiida      rec~aninqões  dos interessados seriarii iiifii~idadas
e o Cei~tr.o coloiiial de I,isl>oa; náo sU li confe-      visto que, c o i ~ o detern~iii~si-iio
                                                                             no                    hiologico, não
reiiçia de Bruxelas que matou a florescente agri-         obedeceriani a quaesquer iiiediclas legislati~as      ori
cultura da cana, como preteiltlem os agriculto-           a quaesqtier traballios dos iiiteressados.
res :ingoleiises , iiZ;io ainda, apenas ii eniigraçâo                                          io
                                                              Seráo efectivanieiite, c o ~ ~ expóe Coqueliii,
para S. l'home, corno siip6ein varias iiidividua-         inotivadas pelas restrjções 110 regiineri I,aticai.iu?
lidades , iiias a i-azòes historiças permanentes, a       Ainda discoido de iai opiiiiáo l ~ u i s    que tal ma-
eiros ecoilomicos coii~etidos     por governos e co-      iieira de ver se ri50 poderia adot:~i. eiii Aiigola,
loiios, e a certas circunstancias de iiioniento           oiide, todavia, o ci edito 6 qiiasi niilo. blesnio que
que agravam a situaqáo do ja tiio co~iibalido      or-    nus coiisiderasseiiios este tini tios iiiotlvos da crise
ganisrno proviiicial e (pie se agravara cada vez          de Angola, 1130 o coiisideio, eiii absoluto.
mais, enquarito riáo se compreender o prohle-
rna no seu aspeto fiindaiiiental.                             Queiii, coni inais precisão, ~ i o prolilcma
                                                                                                   u
                                                          foi o ecoiioinista eiiiiiieiite, professor lia Polite-
                                                          cnica do Porto, IIodrigucs de Freitas, iio seu su-
                                                          bslancloso trabalho sobre as crises conierciaes.
                                                          Estudando, com iiiiiiiicia e com escrupulo, a
    A s crises economicas e comerciaes são feno-         obra de Juglnr e Laveley, e, ainda, os aiitecedcii-
menos inuito coniplexos e e iieeessario nào os            tes como Stuarf Mi11, chegoti a deten~iiiiar    qliaes
lYerde aiiinio l e ~ enias procurar, coiii lodo o ri-
                        ,                                tis causas complexas de taes feiioiiienos c iiicto
gor, desciiiriiriai- os seiis sintomas para Ilie defi-   ~)rocurá-Ias ii:is perturhag6es, qiier polificas,
nir o diagiiostlco. Este assunto, crises economj-        quer ecoiioinicns, d a segiiiida metade do seculo
cas e conierciacs, teiii sido estudado com inuita        passado, acliou, coiii algunia aproxiiiiaqão e it-i-
cautela por varios escritores economistas e to-          ductivameiife, certas variaveis eiii relação coiii
dos lhe teciii reconliecido as dificuldades, clie-       as constaiiles que, coordeiiriiido-se, pi oduzein o
garido alg~ins a conclusóes variadas mas em              f'eiiorneilo mais Grave da ctise.
parte coiicordan tes.                                         A crise é, pors, o resiilta~itette erros, caiisas
    Qiianclo Juglar escreveu o seu famoso livro          variaveis, e de certos feiiomenos sociaes, causas
sobre o assunto, definiu, e m termos precisos,           coiistaiites, e cnraterisa o estado niorbido 111a-
einbora incompletos, as causas das crises co-            xiiiio d e deter-rniiiado estado coletivo.
Iiierciaes e Laxreley coiisegiiiu obter iirn todo            Creio, pois, que este feiiomeiio, CI-ISPSCO-
doutriiial que, eiii certa inedidn, expoz os fuii-       1rie17ciaes.e iiin aspeto, ayeiias, de outra grande
damentos de taes fenomelios. E' digna de ver-se          crise, mais funda e mais iiitirna, da crise social.
a opiiiiiio de Cocliieliii atnl>uiiido todas as cri-     Como todos os acontecimentos hisloricos, quer
l~olit~cos,       quer íllosoficos, qiicr religrosos, qiier,      factos ecoiioiilicos iio coi?junto social, cliegar-
11011troste~-~iios,       iiioraes, si50 espressos pelo so-       se-ia naturalnieii te ; aceitacão da coiiceito de
                                                                                            i
liiatorio ccoiioiiiico, este 6 , prir:i assiiii dizer, ein        Conite qiie integra a ecoiloiiiia politica na so-
i ~ l t i ~ i iaiiallse, x foriiliiia de todas as grandes
               a                                                 ciologia. Em face deste espirito scieiitifico é rliie
crises. C01110 hlalon afirniou não ha fenoriienos                 deverinin ser eiicnrados todos os f:rctos ecoiio-
iiisulados e Greet' ria Sorrologitr Eco/lonlicn, coni             rnicos qiie niio são instilados, que s5o solidai ios,
oiilras pnlavras, asseiitou iios mesinos priiicipios,            e que, eni caso aIguiii, deveriam ser coiisidern-
se be~ii      qiie, coiiio t iiatiiral, eijcontrasse lia for-    dos como coi~stiluiiiciouni facto $parte lia fe-
mula ecoiioii~ica a verdadei1 a expressão de to-                 nomenologia sociologica.
dos os factos socines Eii tentarei, iiesta mesnia                     Assiin quando Gariiier afirma yiie «tis crises
orientaqiio, que I,orla, antes do propi io Greef, ti-            corilerciaes sáo perturbações subitas do estado
iiha deter~iiiiiado,duiiisi forma sriperior, lia sua             ecoiiomico natural e iliais particiilarn~entc,     ]ler-
Co~tstit~ii~~do      Ecoi~oriiiccr,estudar este assiiiilo        tiirbagões lia fiinqão geral de troca, a manifes-
                                                                 tação duma a1terac;go mais ou menos profiiiid:i
      E' claro que siiiiplificaria exce~sr\~aiitelite       o    du111a obstruq,?~ lia circulação oii na correiite
pi.ol)leiiia, se o olhasse só pelo sei1 lado coiiier-            d a s trocas, eiii coilseqiiencía da qual quaiitidades
cinl, iiins :lssiiii visto iiiiilatei'alli~ei~te, o ex-
                                                   ri50          notaveis de prodiitos e de serviqos veenl a fal-
pl~caria colii r igor e coiitluziria a erros iniiito             tar iios mercados de sorte q u e li50 podem eii-
grosseii-os, por sei iiicoml~lelameiiteestudado.                 eoiilrar seliao preços inferiores ao ciisto da 1,t-o-
      Esla feicão excessi~~arneiite      siiiiplista v e ape-    duqào, a preços ruiiiosos para os proclutores e
lias os factos atliaes seiii llies descrimiiiar a                tral>aIliaùores» 6 iiicoiiipleto, Aparte o erro eco-
oi-igeiii logica e liistorica, scleiitifica emfirn, e            noinico q u e nesta na pasçageni manifesta, pois
daqui teiii resiiltacto a esterilidade cle todos os              apenas deterinina, ernpii-icaineiite, as siias ea-
titilialllos que se teeili levado n cabo coin as nie-            pressões mais eili realce, mais palpaveis, pode-se
llioi es das i~iteiiqões, mas, desgraqadninenle,                dizer, sein ter o argucia bastalite para ir 1,uscar
corii o peor dos resultados                                      ao aniago dos acontecirneiitos as autenticas caii-
      E tniito e assiiii que Tarde, que csludou lite-            saes de tão graves coiilplicaqòes lia vida de so-
Ilioi~ a psicologia ecoiioiriic:i, afastando o pro-             ciedade. 1)a mesma fornia o proprio Juglar vendo
])leilia do gitosseirisiiio enipirico eiii que o tinliam        estes fenomeiios das crises um facto coni qiie ne-
cleisado os ~iiestresclassicos, determiiioti o pa-              nliiiiiia relaqáo tem os oritros factos sociaes
pel ecotioniico da creiiqa e, lia parte da sua obra             cl~ega, inioyeiiieiiie, a afirinar qtie o estado tie
cpie dedica 6s crises, eiicoiitroii poiitos de coiitato         guerra, e elle exemplifica coiii o bloqueio coii-
entle as ari ias crtses quer polit~cas,íliler reli-             tinental, em nada iiiflue nas crises coinerciaes
giosns, qiier inoiietarias, yaer scieiitificas E'               E' o mesino que se afirinasse que a perturbaçáo
par:{ o caso, U I ~ I a ~ a l l c e , 1)eiii que ellas sejain
                                    se                          dos herreros náo pre,jiidicoii a ecorioiiiia da
vistas ~~arcelariiieiite   qiiaiido de~eriaiiiser enca-         Damaralalidia, s6 porque soùresaisse, rias esta-
i.:id:is corilo inlerdepeiirleiites, seguiido a feliz ex-       tisticas da coloiiia, o auineilto notavel de inipor-
pressiio de Greef e, assiiii, cori'clacionando esles            tapio, por ocasião da inesnia guerra, qiiatido esse
de Benguela e Aiigola, como entenclem elemen-             ses comei.ciaes ao regiiileii haiicario Ser50 as
tos oficiaes, salieiitando-se, justamente, o sr. l'ei-    crises fenotnenos periodicos, coiiio preteiide Ju-
xeira de Soiiza e Morelra Juiiior; iião só no re-         @ar? Sendo assm fataes i150 podei-iain ser regu-
(i.irneii pautal, como creem algumas corpornções,
b
                                                          Iaclas pelas leis liiiinanas e, iieste caso, todas a s
                                          de
saIieiitando-se :i Associac5o Coii~ercial Loaiida         i'eclaniaqões dos interessados seria111 iiifiiiidadas
e o Centro coloiiial ttc I,isboa, náo s6 ii confe-        visto que, coiilo iio determiriistilo biologico, não
rencia de Bruxelas que iilatou a florescente a g ~ i -    ohedeceriani a qiraesquer meditIas legislati~as     ou
cultura da cana, conio lireteridem os agriculto-          a yuaescluer traballios dos interessados.
res :ingole~ises; 1150 aliida, apenas eniigraçho              Serrio efectiv:iineiite, como expõe Coqueliii,
para S. l'hoiné, coriio siipVei~ivarias iiidividua-       inotivndas pelas resti-iqões iio regimen I~aticai.io?
lidades ; inas a razòes historicas permanentes, a         Aiiida discordo de tal ol)iiiião pois que tal 111a-
erros ecoi~oniicos    coriietidos por governos e co-      iieira de ver se ri50 poderia adotar eiil Aiigola,
loi~os, e a certas circuiistancias de iiiomento           oiide, todavia, o credito G yuasi niilo. iilesiiio cpie
que agi-avairi a sitiiayão do .lá t"O co~nbalido   or-                                                  da
                                                          116s coiisiderassemos este iiiii dos niot~\ros crise
ganisino provincial e que se agravará cada vez            de Angola, 1150 o coiis~dei eili absoluto.
                                                                                        o,
mais, enquanto iião se compreender o proble-
ma n o seu aspeto fiindaliiental.                             Queiii, coni iiiais precisão, viu o prohlema
                                                          foi o ecoiiomisln eiiiiiieiite, pi.ofessor iia Polite-
                                                          cnica do Porto, Ilodrigues d e Freitas, iio seu su-
                                                          bslancioso t r n l ~ a l l ~sobre as crises con~erciaes.
                                                                                       o
                                                          Estiidando, coni iiiiiiiicia e com escrupulo. n
     AS crises econoniicas e cornerciiies são feno-       obra de Juglar e Laveley, e, ainda, os aritecederi-
riicnos inuito coiiiplexos e C iiecesssirio não os                                            a
                                                          tcs corno Stuai-t MiII, cliego~i deteriiiinar quaes
Ter de ailinio l e ~ eriias procurar, com lodo o ri-
                        ,                                 as causas coii~plexasde taes feiioiiienos e iiido
gor, descririiinar os seus siiitomas para lhe defí-       procura-las ii:is perturbaqoes, cpier politicas,
n i r o tiiagriostico. Este assiinto, crises economi-     quer ecoiioniicas, da seguiicia iiietade do seculo
cas e comerciacs, te111 sido esludado com xnuita         passado, acliou, coiii algun-ia aproxiiilac;50 e 111-
cautela por varios escritores economistas e to-          ductivameiite, certas variaveis e111 relação coiii
dos lhe teeiii reconhecido as dificuldades, clie-        3s consiaiites que, coordei~ai~do-se,       prodirzein o
garido alguiis a concllis6es variadas mas em             ieilomeno mais grave da cuse.
parte coiicordan tes.                                         A crise 6, pois, o resultaiite de erros, causas
     Quando Juglar escreveu o seu famoso livro           variaveis, e de certos feiionieiios sociaes, causas
sobre o assunto, definiir, em ternios precisos,          coiistantes, e cnraterisa o estado 11101.11ido nia-
eiiibora incompletos, as causas das crises co-           ximo de detei-rniiiado estado coletivo.
iiierciaes e Laveley coiisegiiiu obter iim todo              Creio, pois, qire este feiioniciio, wi.w.s co-
(loiitriiiaI que, em cei ta iriedlda, expoz os fuii-     Ilzercraes. è iiin aspéto, apenas, de oiitra grande
dainentos de taes ferionieiios. E' digna de ver-se       crise, mais fuiida e mais iiifirna, da crise social.
a op~iliiiode Cotlitdin ntriliuiiido todas as cri-       Como todos os acontecimeritos historicos, quer
                                                                                                       li
 nuliiento de inipor tação foi resriltaii te dos des-             1875, são claros ailida qiie a crise de 1875 fosse
 1)aclios das iiiunicões que a propria Alcnianlla                 agravada coin a baixa d o café e, coi-iseguiiite-
 eiiviava para a repressáo.                                       iiieiite, c0111 o retraimento do baiico ultramariiio
      Não 6 preciso inesmo ser iiiuito versado eiil               cl11c sofrra tambeiii nina crise propria.
 Iiisloria para descobrii. y ue as guerras eiiibora                    Nuni iuapa piihlicado por Cabra1 Moiicada rio
 inuitas vezes prodiizam u m cei to movinieiito as-               seu livro sobre a Ccri~ipa~zlto Btiiliuido ent
                                                                                                            do
 cenciorinl ila riqiieza publica este e puraiiieiite              1900, hei11 se nota a depressão do comercio re-
 iirtificial pois bem se $76 que, as snngi'ias, quer             soltalite de seiiielliante estado de perturl1aq50.
 de lioniens queia de diiilieiro, qiie as mil pertur-             A gi1ei.i.a de Cassange, que tanto agravou o estado
bações q u e resultam destes factos aiioirnaes lia               ecoiiornico d o interior de Loaiida, rio meado do
e~isteiiciadas ~iaçóes,                  del)ressiraiiieiitc,
                              iiifl~ielii,                       seculo passado,               aiiida h o ~ erecordada, coiii
iia sua econoniia e, porfaiito, prepar:iiii as cri-               cei.to ar de pavor, 1)or alguns vellios nativos, que
ses que, iiiuitas vezes, v&in iiiiedintai-iieiite. N5o           eni Loaiida riic coiitarnni quanto esses sucessos
entrarei aqui eiii largas dissertaqoes liistoricas                preludicaraiii aquela regiáo, de iiiais a nisis,
para deinonstrar factos por si inesino evidentes,                                o
                                                                 r ~ i i a ~ i d se sabe que o baiigla k o verdadeir-o
que, apareiitenieiite, viriam ate, se ~ i s s e i ~ i o s
                                                        111ii-                                  te                     e
                                                                 tipo r10 c o ~ i i e ~ c i a niiidigena, aveiit~ireiro ani-
Iaternliiieiite o ~ ~ r o b l e i nconfirniar a tese de Jil-
                                   n,                            Iilciosa e cjrie iiiíllie taii to no i~~oviineiito   conier-
glai, p o i s q u e efectivnmeilte 11a os tres perioclos         cial. Coiii o baiigla ein guerra é certo que o co-
que elle diz existir ])ara as crises. o deseiivolvi-             iiiercio cessa, pois o yuioco, a leste, lhe obede-
inento iioriiial, o excesso de produqio e, ein                   ce su)~inisso.
resultado da teriniiluqáo da guerra, :i crise apa-                     E' certo qiie hleiides Leal, iio sei1 relatoiio
rece ~i-iterisaiiiente.E' beiii iissiiii.                        ~i-iiiiisterial,   eaalfa a obra de pacificaç.ão d o (:as-
                                                                 saiige, riias era pura~iieiite lusor rio e ficticio,
    b1as o qiie Juglar iião     k clrie a vida coiiio            coiiio ainda se recoiiliece, o siatu qrro iiiaiitido.
que se suspeiide ein pai te lias restaiitks iiaqóes                    I'oder-se-ia eapcr, iiiais larganieiitc, este te-
que se preparain para essas Lutas interiincioiiaes,              ma. filas basta reparar iin giierra rirsso-jal~o-
E' conio que uni estado de febre de que resul-                   iiesa, a ultima graiide guerra do nosso tetiipo,
tará, depois, a j~rostraç50, embora eiil certos                  para se ver como elIa creoii uma sitiiay5o Li-
casos, a vida volte a iioi.nialísar-se iiias muito               riaiiceira e economica deploravel ás duas poteii-
tardialilente aiiida.                                            cías l>eligeranles, e todos teiiiein Iio,je a p o ~ s i \ ~ e l
    Os exemplos rnoderiios da giierra do Li-aris-                conflagraqão aii~ericaiio-jal)oiiêsa ou o conflrto
vaal, que produziu a crise violenta da Afi.ica d o               eiiropeii eniiiieiite, que produziria unia depi-es-
                            de
SirI, a revolta de C~istodlo Me10 que 1 1odiini~i
                                            1                    são social profiiiida e dolorosa.
: suspensão da vida ecoilomica 110 I3razil do siil
i                                                                     Isto tiido hrin ver ao claro espirito de diiglar
influilido ate na elevacão dos preços do cafk ein                c p e a siia afiriiiatlva 6 insubsisteiite, iinia vez
S. Tomé e Angola, a giierra dos Dembos eiii                      q u e elle não qrriz estudar lia histeria, como fi-
1872 que provocou a grave crise porque passoti                   zeiaiii iiltiiiiainente Levaçseur e Ciastoii Rodert,
a proviiicia, ilesse tempo e qiie se refletiu na d e             c a falta de base da sua afiriiiativa
    &Ias o que mostra, sobretudo, que o iiotaveI              qado, c01110 se iiivoca iin poesia scilipre glaii-
pi11)licista errou, - coino erisai.ain afilia1 quasi          diosa de 'roilia,: Iliheiro, tainbein teve Iibertlridc
todos os escritores econotiiistas seus conl eiiipo-           e veii tiira. (r Mas 1il)erdiide e veiitura, pati-rn,
raiieos e principnliiieiite os seiis sucessores e             tiiilor, tiitlo perdi!)) assim esclainn o negro a
discipiilos- foi c~t~aiido i apenas uni aspeto da
                          ~     u                             (luem a desei~f~eada       gniitiiicia do  1711 inercadeja-
cpestão e dessa particularidade tirou coilcliisões            dor de carne liuniana, forçava a entrar na eiii-
geraes e leis fixas.                                          barcação que o liavia ile levar (1 terra do tortu-
    N30. O que coiiveiii e estudar esle assuiito             raiite e ~ i l i o .
coiiio todos os assiinto,~  sociae's, eiii relagiío 1 1 s
                                                     11
                                                                    Mas se ri50 fosse n escravatura o Brazil iiáo
coiii os outi os. Só assiiii n lei se forriiular{~    e      se teria deseiivolvido, dizem pul)llcistas retoi i-
1150 se cairii eni verdadeiras falsidades doiitriiia-        cos. E' uin erro cjiie iião tem fiindaiiieiito sC-
rias oIliaiido-se apeiias pela feicfio parlicularista        rio iiias qiie ainda eiii outro logai Iiei-de aria-
c10 observador                                               lisar e qiie deiiioiistra que nunca se ollioii pala
                                                             ,4ngoIa coiil o incsiilo ca~infiocluc se ntcii(le~i
                                                             ao Brazif.
                                                                   Esta proviiicia servia, apenas, liara adquii ir
                                                             gado liumano para as suas fazendas eni Iaboin-
      A crise tle Aiigola, pois, i~iÍo pode ser eiifi eii-   cão, qiiando conviri:i iiiiiito que ~~0ssi11sse              sen
 tad:i, iiiesiiio, como iiina cliiestão de ino~iienfo,       tiião de obia abuildaiite parri (lar iriipiilso : siin  i
 porque ella é n resultante d e iiiuitas oiitrns cri-        ecoiioiiiia, alargar o anil~ito      das suas trans:iybcs
 ses que se enciideiaiii uiri;is nas outras seli1 ,ia-       e tornar inais segiiro o fiitiiro coloiiiul lia Afi-i-
 iiiais se cieseii~~ciic~lliareii~.                          ca. Se tal se fizesse talvez o plseiiio de lignC*:io
      Esta terrn teve sciiipre lima vida pi ecni*ia O        das duas costas ati-~cniias,        cslioqado por ~ : i r i o s
 cliie nl~eiiaslliedava unia certa apareiicia de pros-       governadores, coiii a inaiiiiteiiqáo do (:aljo ptir:i
peridade era o ti afico da escra\ralura qiiaiido esta        Poi tug:il, tivesse dado coiiserjiieiicias iiiuiio i i i n i s
grande coIoiiia, como o resto das outras terras               \raiitqosas
da costa ocideiital africana, coilstitiiiam a iiiieii-              Náo se teria feito o Brazil? 17nlve/:siii-i, talvez
sa iliina onde se ia extrair o inais imlioi-taiite           1150. Mas ui-iia grniide terra con-io :i iiossa uii-
eleiiiento de traballio da Ainerica Era uiii graii-           liga coloiiia alnericaila, c0111 i ecursos l~odei.o\os
de viveiro destiiiado a abastecer as fazelidas cle            e, niiida assim, com yopulaqóes eiiiborn iristil)-
(:ilha, do Hrazil, da Anieric*a do Norte e oiitros           iiiissas, cotitiido suscetiveis de edt1caçã0 1'0' 11111
territorros que apenas tinliaiii este iiegregado              traballio lento e coiitiiiuo, poderia psogl-ectlr
negocio, que colisplirca n Iiistoria das iiacões                                          do
                                                              sein a liiaiicha igilol~il trafico ilegi.0. h'illoils-
europeias, e coino que tis iiiaciil;~,coni os gritos          Ira-o o ecoiiomista, doiiblé de teologo, 0 a ~ i i c l e -
de inaldição ci-qiiidos pelos escinvos a que for-            iiiico Azevedo Coiitinlio, iio seu E,re~.cicro        c.c'r)~io-
qavaiii a ai~anhoiiara siia terra, a terra lia-              ~ t i r c ~sol~.e o coiiiei*cio tle Pol-trrycrl e ,$uns rolo-
                                                                        o
lilirida do sol faiscaiite e coberta de vegetacão                      e
                                                             IIII~S, coiiio se vae recoiihecciido coiii o 1rnl)n-
gigniitesca, c0111 Ilorestos tleiisas, oiidc o desgr:i-      Iiio atunI dos governos hrazrleicos, (["e teiiti~tii,
com exito, npl.oveitar cerca de 5 iiiilhões de 111-           q u e as cornuiiicaç6es maritimas se faziain regu-
dios que existeiil rios seus estados.                          Iarmei-ite, apenas embaraçadas por algitril assalto
     Assiitl ter-se-ia feito a Africa portuguêça; ter-         de piratas, iio alto mar.
se-ia, seiii duvida, niaiitido o predornioio eni                    A verdadeira crise, portarito, foi a que rc-
qiiasi toda a Afrira d o sul e do ceiitro, ter-se-ia           sullou da ~iroil-iiqao tratico negro de q u e se
                                                                                         do
creado uiiiapoderosa iiacioiialidade africana, coin            origiiiararn conseqiieiicras ecoriornlcas mais du-
o belo cl~iiiado Cabo, com os lfiiialtos coloiii-              radoiras, e eliihora ainda O cui~tral~alido       ii~aiiti-
                                     J'
saveis, com os ainplos portos as costas orieii-
tal e ocldei~tal,com grandes rios servidos por
                                                               vcsse uin certo i~egocio, rpie é verciade ti yiic
                                                                                             o
                                                               esse, sendo claiidestino, em pouco infliiia na vida
escelentes eleiiieiitos de progresso e, sobretudo,             da provincia
1150 teriaiilos a iilarcar-iios, lia Iiistoria, o esti-            Essa revoliiqào, começada pelo hlarquks de
gina afi oiitoso iie riegreiros qrie, eilibora corii-          Ponibal, reatada pelo graiide espirito de Si1 d a
partilliado por todas as naqões coloiiiaes, iieiii             Baiideira e coriscrvada pela legislacão de todo o
por isso deixa de ser uiii vilipendio que lios                seculo que fiiidou, foi, apesar dos seus resulta-
iiiaiiclia iiidele\ elriieiite                                 dos de moiileiito, o mais fec~irido       iii~l~ulsoi.d:i
                                                              ecoilomia d e Aiigol:i, obrigando a colonia a di-
                                                              ~ i g i l * sua atividade para outros traballios e
                                                                        n
                                                              eiiibora ailida se inaiiteilliam tiiis restos de es-
                                                              cravatura, ori de servidiio, coiiio pretendeiii escla-
     A vida coniercinl clc Aiigola era, pois, ficti-          recer cjiiein faz questóes de palavras, o cliie i.
cra, logo que tia esc]-avatura Iiaiiria a sua priri-          certo t! qiie j,i i ~ ã o aquela eapol-facão, aclirele
                                                                                      i!
cipal rlquezii                                                neqocio, coiii todas as formrilas iilercai~tis,coiii
     E tanto c nssi~liqiie quarido o golpe vibrado            todos os processos de ieciiica da troca e coiii
çoiitra esse trafico o fez terrniriar, o coiiier-             todos os reqiiiiites de ci-ueldade iiiteiisa Hoje,
cio de expoi tayao, de Loaiida, desceu de 8:30               apesar de tudo, ainda o prelo é chaiiiarlo :'i pre-
e a 105 coritos. llacjueles 830 contos, 740 erani             seriça da aiitoridade. E' ludibriado, afirma-se
de escravos, oii Xtl por cento, seiido depois des-           c 1 1 provas riias 1150 6 nesta altura que quero
                                                               01
tes, a cera e o iiinrfiiii que coi~stituiai~i geile-
                                           os                 isso discutir.
ros de e~portny5u Isto em 4823, e só de Loaii-                    Niio houve, certaliieiite, iiiii grande iiiipulsn
(ia.                                                         .e as crises sricessivas foratil esatameiite inoliva-
                                                             das pela instabilidade duma tal sitiiayao Der-
    Foi, pois, a ppl'lineira crise coilieicial que se        rubado, de repelite, uiii coii~erciosecular, liavia
ol)sei.voii, rio seculo passado, em Aiigola, se cori-        seiii duvida, de reseiltii--se da falta (te iecui+sos
                                         ó e s ciaes
siderarmos oufi as ~ ~ e r t u r l ~ a yc o ~ ~ i e i como   pois as ~~opulaqóes,      seiii aptidões para oiitros
passageiras e seiii inftiielicia decisiva ria vida da        iraballios, riiniitivei-niii-se iiidecisas lia \rida a se-
co1onia. Aiiies disto para nssiiii dizer iião Iiavia         gui i'.
crises conierciaes, gaisitnticIo como eslava o mer-              Fizerarii-se vai-ias teiitatl~as.F!iii 1844 a1)i.i-
cado tlo Bi.azil pa1.a n exportaqc50 do preto, pois          rniil-se os portos rle Aiigola ao coinei.cio esti-ali-
  geiro, ainpliaiido assiiri a sua acçáo coinercial.            factos, de r iioiiie~i irreniediaveis. IIoiivera em
                                                                                          to
  Alas foi siicessivniiiei-ite coartaiido-se com pautas,        parte, uns antecedentes cluaiido, em 1783 e 1816,
  essa expaiisâo do seu coiiiercio Mais tarde tornoti           a fome devastara grande parte das poliulações.
  a sentir um certo progresso, impreciso, rridecíso                                        a
                                                                 Desla vez, po~'ét~i, triplice desgraça, sob n clas-
  sempre, como ri111 ecluilil~rio       iiistavel.              sica designação, de fome, peste e guerra, ti-ou-
      Coii~cidiuiim cei-to deseiivolvimeiito comel-             sera consequeiicias terriveis a que veiii juntar-
  ciaI, e 1)rincipalr-t-teiite ngricola, eiil Cazeiigo,                                baixa do cafP, q u e se proiiuiicioii
                                                                se a c ~ n s t a r i t e
  com a c]-eação do Baiico Ultraiiiaiiiio, mas foi              siicessivameiite, desde 1872, qiie coiiio J B fiz seii-
  de pequena durayiio, esse progresso pors, seiido              trr, correspolideu ti giierríi dos Deiid~os, que     a
  rapido, foi ficticio, e t5o ficticio que o banco, de-         se juntaram outras siible\~açôes         parcines cm Dii-
 vido tis facilidades de conceder capitaes, arras-              q u e de Bragaiiça, (iolui~go,41to e Amhaca, aielii
  tou a agriciiltura do Cayengo e Golungo a uiiin               das clieias do Quaiiza que tlevnstaraiii as pro-
  situac;ão precarin, ficancIo, mais tarde, por ar-             pnedades do eiierqico proprietnrio Feliciano d a
 i-esto, com as mais iiiiportaiites fazendas dac~iie-           Silva Oliveira, mais conliecido e ainda hoje lein-
 Ias i-egióes agricolas.                                        hrado por Oliveira Massaligo, q u e viu iiiais tar-
      Foi esta sitiiaqão si101       mal qiie coineqoii eril    de as suas valiosas propriedades lia posse d o
 1870 que, em 1872, se agrayoil com a guerra dos                Banco Ultraiiiarino que com elas e as doiitros
 I)enil>os, acoiiipaiihadn y ela epitlemia de hexi -           agricultores, coiiio o s r Carreira, vieraiii depois a
 gas e c0117 falta de chiivas. Isto deri em resiilta-          constituir a que hoje se iiititula Coiiipanliiri agri-
 d o que o cafe 1150 ~irodii~isse, os maritiineii-
                                         que                   cola d o Cazengo, bem inal adequado titulo, seiiz
 tos escasseasseii~ cliegariclo a gingulia a 3.000
                      ,                                        diivida, pols, como é sabido, algainas das suas
 reis A nn-olm, itido qnas1 toda a pi-odiição para os          faze~idasestão situadas iio Goliiiigo e outras, a
 portos do norte                                               mais importante, iio Quaiiza.
     Esta niedonlia crise dui+ou cerca d e 8 alilios.               Tal estado de coisas devia de ir~fliitrlia vida
 Ein 1877 a gereiicia do Raiico Ultramarii~o,            em    comercial depressivameii te. Pn ra cirin ulo h a ~ i n
 Loandn, ~iifol   inava desta mniieira siiigela inas,          a acrescentar, eiii 1878, o termo do trn1)alho es-
 por isso mesnio, inais eloqiieiite: « O coiiiiiier-           cravo, pois o caft;, principal produto lia proviil-
 cio te111cliegado n tal grau de desaiiiinaqão que             cia, o a7.eite de palma e giiigul)a, 1150 eram sii-
 e ger:i1 a descoiifiaiicn e 6 eoiii ;i iilaxiii~adifi-        ficientes para obstar ao estado ci-itlco de A~igol,?.
 culdade qlie os iiieiios favoi-ecidos da j'ortuiia,                O cafe ia, poreiii, atingindo iiiii preto rciiiii-
 embora reco~il~ecidarnerite         Iiorieçtos e traballia-   iierador. Conieçou suhiiido siia cotaqáo eiii 1881.
 dores, ohtenlia111 a assiiiatura das casas iilais so-         E ~ i i1894, coin a revolta de Custonio de Melo,
11das para letras, mesino por clziailtias iiisigilifi-         ilo Brazil, alcançou uma cotaqiio de 59:350, qiie
caiites. A ~llil<ct o l l i ~ ~ t (Iei~iasiaciotardia velii
                    c             ci                           foi s.ricesçivan-iente decrescendo ate ao n-iiiiiiiiu
luiitai-se a foiiie yiie te111 feito baslai~tesviti-           de 1$300 reis em 1903. 13 este atinieiito de preço
iiias, cliegiiiido a ser eiicoiitradas mortas 5 e 6            do cafi' in dando alento ao coinei-cio n ponto d o
pessoas por dia. ,)                                            Raiico Ultran~arino confessar, eiil 1902,
     Esta Iiorrorosa s i t u a ~ a oera n resultanle de        crise que, por essa epocn, assoloa I'oi-tiign 1150  1"""
 tinha iiifluido ~ i a    ecoiloniia das colotiias I E, to-    tia proviiicia de Angola (que cni I870 fora ape-
 davia, teslemiiiilios pessoaes liisuspei tos afirma111        nas, pela alfandega de Loatida, de 14.607 kilos, (I)
q u e essa iiiflueiicia foi depressora, embora inais           em 1871 de 116.145 kilos, ein 1872, d e 3(i3.265
 tarde. Mas o qiie valeii, iieste trniize íiificil, foi,      kilogramas) foi de 389.203 282 coiitos, ein 1881,
ainda, a boiii preço do café que só coiiieçou a                de 308 contos, eni 1882 de 462 cotitos, eiil 1883
 descer qualido a ci isc portuguêsa metropolitaria            de 850 coiitos, ein 1884 d e 822 contos, eiii 1885
j:'i decliiiava ou estacioiinv:i                               de 290 contos, em 1886 dc 351 coiitos
      O c n f . foi iixil dos produtos que, ap6s a abo-            Conclue-se, iti~ediataineiite,do coiifi-oiito des-
                                           veiu
11qfio do trafico da e~cra\~ati\ra, alentar :i                tes iiumeros, quanto deveria i i l í l iiir lia ecoiiomia
ecoiioiiiia da provrncia taiito que docurrien-                da provincia esta queda rapida, de 1880 pala
tos oficiaes nfirniarii clue em 1830 foi a siia ex-           1885, pi oduzindo, neste aiino, uina crise ter1 i-
yortaç,?~de 1.140 liilograrnas, erii 1844 de 3:000            veI que abaloii, profiindarneiite, a \ridii da co-
kilogranias; em 1845 de 6.000 kilos; ein 1870 de              loiiia.
980 mil kilos; em I871 cie 1.12fi:OOU kilos; 7 mi-                 Benguela q u e até 1887 tililia eiitrado lia e\-
lliões de kilos ein 1884, atiiigiiido o inaximo de            yortayão da borrrictia, coin pecjuexias quaii tídn-
cotacão em 1894, 5 380 reis. E' curioso compa-                des, comecoti, desde essa epocn, gniqas a ili-
r a r estes dois ultirnos iiuinei-os e concluir que o         iliieiicix da bori.achn das (iaiigiielas, a tomar tal
a n n o de iiiriior e sporta~r'ionão correslionde ao          iiicremeiito que, eiii breve, foi a priiicipal ex-
1itasi1110 da cotaciiu.                                       ~OI-tadora   desse geiiero, çorilo se podei-B :cvei-i-
     Explica-se peI:i esyeraiiqa que tinliam os co-           guar e certificar.
iiierciantes do iiorte de Angola, que esperavaiii                  A cxpansâo deste comercio da borracha deu
obier maiores cotações, cliegaiido alguiis a coii-            em resultado o abnndoiio doutras niercadorias,
servai- durniite 1)nstaiite teriipo, stocis coiiside-         conio o marfim, a cera, o azeite de palina, etc.
raveis, es1)eraiido 111011ção favoravel, que afilia1          e é iiiteressante coiiipnrar o aui~ieiito du~iia,
1150 cliegoii, tendo de Iiqiiidar coiii 1)astaiites           corii o decresciiiie~ito  progi.essivo das outras, eiii
preju~sos     weus depositas.                                 face dos niirneros, o que de resto Ê 11111 fenotnc-
                                                              rio econoinico muito frequente, apesar de trazer
                                                              coilsequencias niuito lastimaveis.
                                                                   Mas iieste iiiesiiio facto esth a segura aplrca-
                                                              cão da crise de 1900 de que aiiida se i.cseiiteni
    Mas iião foi, apenas, com o caf6 que se de-               os efeitos dolorosos.
r 1 1 estes
 3 1          factos. A borracha qiie 6 , Iioje, o ge-            A exportação da bori acIia voltou 3 lotnar iri-
iiero de Inaioi- exporiaçiio de Aiigoln, eiitraiido           ci-eineiito, depois d;i ultiilia a cliie me referi,
esta l)roviricia, na exportnçiio geral das colonias           deii-se a baixa a que jsi alridi, eiii 1881) e 1886,
portugiii!s:is, coni uma perceiitngem de 92,78 O/o            subindo a expoi-taqào de l.(iGO coiitos eiii 1895 a
                                      4,13 %) coiiieqoti
(MoqailiI)ic~iie,3,O8 O / , ) G~iiiit.,
taiill)eiii, niim crescei~do   espantoso.                           ( l i No ielatoiio tle Aiidindc ( ano, em 147; \i.iii 550 hilogi.iiiins
     Eiii 1850 o vtilor da exliortação da borracha,           riii 1870 toiiioii o iiiiiiieio que i~r(lrcoiio Icuto (10 ielatoiio tlu \ I Di.15
                                                              Oosta, de 1898
 7.020 contos ein 1898. Mas, por fatalidade, de-                ririi  grande terr:iiiloto que tivesse dei.rocado to-
 cresceii eiii 1890 a 5235 contos, e ein 1900 11                 tias as instaveis coiisti-iições duma terra sisiiiica
 3.604 coritos. Foi quando a ci.ise estalou, forii~i-            e (pie, apus elle, fosse a pouco e pouco recoiis-
 davel, horrorosa, a qiie vieram juntar-se os efei-              !ruindo-se, mas sofrendo sempre as infliieiicias
                            : i Bruxelas. relativa ao alcool,
 tos da ~ o i i \ ~ e i i ~de o                                  tlo grande abalo priiiiitivo, e de que iiáo repa-
 que tinha toltiado enornie impulso, e que servia                rasse nas agitações parciaes, depois sofridas.
 de eleiiiento de permuta com o gentio a que se                       Depois desta vieraiii oiitras baixas, coiiio a
juntou, taiubeiii, a peqiienn cotaqão d o cafe e o              de 1907, ein que : horraclia esteve a C300 reis e
                                                                                       i
 abalidono dos oii tros geiieros de exportação.                 si~cessivamentecrescendo vrie toiilaiido deseii-
      E' cui-ioso colilo os governos cunipreiii os              volvimento ate qiie lima oscilação rapida, a que
 seiis deveres. Eni 1882, devido A iiiiciativa dos              esih injusto o mercrido de borraclia e que tantas
,igricultoies e ao auxilio do sr, Ferreira do Ama-              c:it:istrofes tein p r o d u ~ i d o iio iiorte do Brazil,
                                               ;~
 ral, coiileçoii iiiiia iiovr7 c i i l t i ~ r para a produ-    veiilia despertar, talvez jh tarde, os iiegociantes
S.? o de aguardei) te. Essa ciiltitra fez convergir
                                                                deste genero.
para ella todos os capitaes que tinham teiideii-
cia parti a agrictiltiiia, calculados e m niilhares                  A licão lia-de ser 1,eii~       dura porque o iiego-
d e contos. O iiltiino computo da corni6são inciiin-            cio iio iiiterior de Afi-ica é o que lia dc inais 111-
bida de i-esolver s o l ~ r ca indeiiisaçáo é de                                                      s
                                                                iaiitil, 1150 se ateiidelido A oscilações bruscas
3.500 co~iios reis, (numeros redoiidos).
                  de                                            do genero, neiii se estiidniido os varias riierca
     Assiiii coiiio iiifluiu 110 levailtarilento da ri-         dos iniportadores oii export:idores. A este asaiito
i p e z a proviricial, dando ocasião a qiie inuitas             iiie ciedicarei iioiitro livro para, se fbi. possivel,
fazeiid:is se iiioiitasseiii, inas as conferencias de           a h i r bem os ollios aos Iionieiis que andaiii eiii-
Bi~iiselasforain dnndo golpes sucessivos, ate que               1)riagados com a alta da borracha e que, si, caeiii
a iiltima, a de 1906, Ilie viliroii iiiii decisivo, a           lia terrivel realidade, coiiio foriiiidavel safaiiiio
crise coiii iiiais este erro.                                               A
                                                                do vá I a siiperstiçiio -- destino.
                                                                    -




     Evideiiteiiieiite crises desta iiatiireza, qiie as-             O terrivel efeito produzido eni 1900 perdiir:i
siin, si> iiuni geiiei o iinl~ortaiite,    sofria iinia baixa   :tirida e sO seri1 resolvida a crise qiiaiido i i i i i
de 3 416 coi-rtos, nuiii iliercado tfio falho de re-            plaiio geral de traballio, ateiidendo a todos os
ciirsos finaiiceiros, que não teiii capitaes dispo-             :ispetos do problema, der coiisisteiicia a uiii:i so-
i-iiveis, e táo iiial educado economica e tecnica-              ciedade que iião tem elemeiitos de seguraiiça,
iiieiite, liavia de :il)alar, até aos fundamentos,              de manuteiiqáo, de radicaçRo Tudo eiil Aiigola
iii-~iasociedade iiiercantiI qrie ia iiiini crescerido              iristavel desde o sislenia de adiiiinistr:tq' ao ao
esl)antoso e febril.                                            sisteiiia de comercio. Nesta terra iiáo se yens:i
                                                                eni lançar os fundaiiientos duma sociedade que
                             X
                                                                perdure, que se proloiigue, que teiilia e1enieiitos
                         k       k                              seguros de progresso e coilstitua um todo.
    E' deste abalo que a provincia se esta reseii-                   Em Angola, vivendo atravez dos seculos, so-
liiido nirida, coiilo era de esperar. Foi como qtie             lida e firme, lia apenas a sociedade iiidigeria, ru-
  dinieritiir ainda, pouco educada nas suas nyti-                  ollini. 1):iia O sei1 coiiiercio t ~iir.iiiirio os co1nei.-
                                                                                                                   l
  dòes proprias, que as possue, e v R2'iosas.                      ciaiites e iefiilidiiido os dil>lom:is legislativos ~ I I C '
      E esse fuiido i-iegro e agitado, convulsianado,              ubs1:ini A siia vida iiiei.c:iiitil, tcm de 01h:ii--sc
  ac[tii e aleiii, ein 11erti~rbtiq6es   iiion~eiitaiieas, ~ i c
                                                         q         liara o scu fiitui-o iiidristri:il e agricola, no sisle-
                  o
  i-e~)i*eseiila princiliril p a l d I d e tr-ciballio e d e       ina de credito, B sii:i iiavcgnyão,                      sua vinqão
 vida, enit)or:i eni cerla oposição del~loravel         coiii      acelerada, tis sii:is vias ~)ublicas,                fiiialirieiile, ii
 o eleinento europeu.                                              siia vitalidade.
      EIIa que ~u1)sisle g:ii-alite o fiifiiro da pro-
                                e                                        Tenlio visto, com desagraclo e desgosto, rliie
 uriicia.                                                          o niiilisterio das cololiias teiii , ~ n d a d oem coris-
                                                           de
      Foi, nniiti-os ten~lins,o pi-iilcil~al l ~ i n e n t o
                                                 e                                                  s
                                                                   I:iriles e i n d ~ r i s i \ ~ atentativas, senipre seni uiil
 coniei.cio, garriiiti ndo o l~tiinest:ii- iiifariiaiite ao        plano dcfiiiidu. Noiiicniido coiiiissiio eiii Lishon,
 ti-afictiiite seni esci.11li~ilos, a rriorref[r h01110qiie
                                    foi                            para coisas do ulti-ninar 6 ligo ver coiii iiititlcz
 iriipeliii :i ecoiioiiii:i d:i Amei-ica, i. Iio,je, ainda,        o problenia.
 o priiicil':~l i'erurso, infeliziilerile táo ii~;il   agrti-            Fes-st. co~il~ecei se tciicioiinv:i acabar coni
                                                                                                r1 uc
decldo. d:t riossn exp:itisão econoinica c111 AII-                                          po
                                                                   a P~srolriColo~~rnI i q u e , afirm:ivn, não era Iire-
gola.                                                              cisa. Drl)ois consei.voii-a, irias seni a reforninr,
     Valoi.isrir esla 111-oviiiciit,   cujn ricluezri coils-       co1i-i intuitos de :t ~iieliiorai..E' cvidcrite co1itr;i-
lit~ie11111 Iog:~ C O ~ I U Ifrecliieiite, eis a grniide
                      i.           ~ ~                             senso acabar colii a Escol(i fk~lonrcriliras diz-se
iiecrssidnde tle I'oi.tug:il.                                      que isto eiitra iio pIaiio do go\ei.iio, dando-sc.
     As crlses i150 se poderii evitai, e111 absoliito,             o c;iso siiigirlar~ssiniode vir a ser l'ortiignl o
iiitis l ~ o d e r iiiiinoi-ai*-se os seus efeitos de per-
                     ~                                             ~iiiicoIiaií! coloiiial que ficara seni eiisi~io                desta
                                        de
niaiieiites coni uin coii+~uiito i ~ f o l i i i a s  adap-        cspecialiiltidc..
taveis as condiqões (1ess:i terra.                                       Foi coin espanto rluc i, ciii plena Ilcl)iiblica,
                                                                   rio aiiuiicio inra o coiic*iii.si> 1 " ofirlal de (h-
                                                                                                             CIP
                                                                   1.eq50 fi~i.;il coioiiias, exi ir,.coiiio doriiiiieiilo
                                                                                  das
                                                                                                         F
                                                                   licira arlmissáo, o a1est:ldo c o pai-oco da fi-egiie-
                                                                   zia cni que o cniididato teiilia residido 110s u1t1-
     E' iieste seiitido cpie deveieriins orieiitar 11              11iOS tl'C'~ :lllllOS. 1 ~ 1 06 ; i ~ l l ; l l 1 ~O S 110\.:\S 111~11-
                                                                                                                      ~0
iiossa :tc~c?oc o l o ~ i ~ s a d o rcrn Aiigoln e iim go-
                                     a                             tuicóes, ~iroelarn;id:iseni iioiiir tln Iibei-(iade i e-
\7criio ~irevideiitee efic:iziriente coinpi-eendedor               Iigiosa e ~iolitic:i,a c a l ~ a c o ~ i i o .jui.nii~eiitoii:i
c-los seus deveres civiIisnrlores devei-a coiihecer                                                        e
                                                                   posse d;is fiinc;ões l~ul)licas, nii~iiicinn scpain-
as iiecessrd:idcs paieii les desta grande região.                  são d:i egi-eja do estaclo, ior qa-se iiiil iiiilividuo,
    As i.cforrn:ls a r ealisar em Angola teiii de ser              iiiconiliativel com 3 egreja, a iiào cniicoi.i.ri7;i i1111
iiiu1tipl;is. Náo se podeiii enc:irar os seus 111.0-               Ioga' publico, cjuaiido a piop ria ii~oii:irquia Li-
blen~as ~inilateralmente.Tem de i-cparar-se rio                    ii1i;i posto d e liai-Le este rcrluisi to ~.ex:iloi.io.
seu sistema de admiiiisti.:iqão c ief~iiidi-lopro-                       I)epois noiiieia~ii-secomissõrs, iiioi tas coii~is-
                tem de atender-se ao seli ensiiio,
f'u~iclaiiler~te;                                                                 ;
                                                                   sces, 1 x 1 ~esLitcI;~rcoisns vni.i;is çoiiio n rliicstáo
;ij~~+ovcilsiitlo ap1ictóc.s do iiidigeiia: tem d e
                 as                                                do alcool, :i coloilisnyào do ~)l:iiiulto,:i icloiniiin
                                                                                                                             li
                                                                                                                              i
 das 1)aiit:is aduaiie~l-asrle Aiigola, e do seli re-
ginien adiniiiistrativo, seni se leiiil~rnrque l i ~             6
 que estes nssiintos deveriaili sei ti*:itnclos e re-
solvidos. (4)                                                                                                                                      E' licito, pois, cspernr :llgiini 1)eiieficio cla
      A l)rovi~winaspela de 7i.ciz-os-M01iies, 12 se-                                                                                                                          :
                                                                                                                                                                               .
                                                                                                                                               Republiça? Não lia diivida. I' qiiestão de tei11l)o
 11;irado do I)ouro e Miiiho por alcaiitiladas ser-                                                                                            porque este periodo traiisitorio e iiin ttiiito in-
 ias, que eigiiei~clo para o ceii as SLI:IS agiillias                                                                                          consciente dni.8 logar a 11111:i eljoca n~cIlior e
 agrestes e co1)ertas dc ncyes, dão n imprcsstlio de                                                                                           inais perfeita.
 cltie liii 11a1-a
                 alem, i i i i i iiovo iiiiiiidu, tli\.ei,so e até                                                                                 A Repliblicn pode, deve e lia-de estiidar coiii
al~osto e111 cei-tos caiacteres, cliicr geologicos,                                                                                            conscicilcia estes tral>allios.ELla ser& terilio essa
 quer liotailicos ou zoologicos e iiiesiilo 1111-                                                                                              f6, a grande emancipadora de Aiigola. Pode ntlio
giiisticos e niitropologicos, coilio, por exeiii-                                                                                              ter, nos seus primeiros passos, sido iiiuito feliz,
1110, aclueln 1)o~oac:ío extrailha de Miratida,                                                                                                nas suas medidas coloiiiaes.
cliie lio,je e a111da11111 1)roI)leiiia ctiiico murto iii-                                                                                         Poi ii-riiii soii dos qiie iiiiiica descreeiii do
teiessaii te.                                                                                                                                  fiiiuro. O pessiiiiisiiio oii o oti~i~isiiio tciil
                                                                                                                                                                                             iiií0
     Pois o ti~asiiioiilniioriide e orgiilhoso d a in-                                                                                         cal)iinento no iiieii espirito, pois, coiiio heili es-
dcpeiideiicin do seu 1)rocecIer a i ~ t o ~ ~ o m o , re- qiie                                                                                 creveu Rocardo, seiido elemeiitos oliostos e i i i -
coiiliecc os ei.ios qiic os de foi a coriietem, quaii-                                                                                         coiiipativeis, s:io aiiibos erroiieos sol) o poiito tfc
d o tralisniiteiii ordens, teni uma foi-iiiiila siiiteticn                                                                                     vista sociologico.
e precisa, íiiiiiin grandezi siiiipics e dunia vihrn-                                                                                              O grande esyirilo de Spcncer poz-iios tle 1Ii.e-
cj.50 de clariiii guerreiro.                                                                                                                   cauçgo coritrti as ex:igeradas es1)eraiiças qire sáo
                                                                                                                                               seiiipre faliveis. O progresso huiiiaiio (I iiiii facto
     Dir elle : ~ n r . n (10 Afalni.60 qoueriiniii os yirc
                        c<i                                                                                                                    iiieoiitroverso, por iiiais cluc os pigiiieiis preteii-
ccí esfZo. Como frase e lapidar e iieii1iuin:i ou-                                                                                             (Iaiii travar a sua iiiai-clia.
tra poderia expriniir iiielbos os intiiitos deste 11.
1'1'0.
                                                                                                                                                   Qiiereriio os doiiiiiiadores da ii~etropole    iiii-
     1'01s 1)eiii: a Aiigol~i apliqueiiios, colii todas
                              o                                                                                                                pedir que :ts coloiiias progrid:iiil? 1
as siias coi,sequeilcias. Qiie la goveriieiii os qiie                                                                                              Que aiiiargas desilusões Ilies est:i~-tliodesliiin-
1i1 estáo, os clue 1;i teiii interesses e cliie, pela sua                                                                                      das no fiituro se l)ersistireiii, eiii as coiisic~ei~:ir,
peibniailencia e scieiicia, coiilie<;irii os iiegocios                                                                                         aiiida, populn<.6es coiiqiiistatlas !
da coloiiia.

         ('1 \ I                                                                                    allo
                            t < l l l l i ~ ~ l(l l l ? rl I ) l l ( rI011o l c ~ ~ l l l ) l l < ~ l1f~lllco1ll l l l l < l i j I t t f S <
                                                l
rGo ilr             r~fiirfii\ toloiiiric~ O c110 c o ~ ~ i < ~ \ r i i u iiitlir<i iio truto I\l.r\,
                                                                                          cliir
.1pf'5.1i                                    1)o.i
                   <I<: I F C O I I ~ I ( ~ C C I   n          irili~ii~;io  iIc\tr iio\o c o i ~ i op.ir tid:iiio es.i\
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                                             \                    :I              cot~il\~.io,          (I<,\ i* c(>iicot         -
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iiioc inlicos riho oficines.
íjprri~c?o dortriirarrfe sobre as coionins - Il=r.r.oi qric
    corrvern dlssrpai , - Angola c u sim ftrltcr de qci-
    i.a~itias. A clrlpa ~ z à o aperzns dos goi~pr.rioe -
              -                    C
     Os capltnes rtrrcroriaes e a Co~lipanliradn IAurztJn
    - Alrerrnçúo dcrs colorirns - Oprriião do sr Mni -
    noco d e Sorrsn e da rrnpi3enstr--,4 divrda cnlo~lrol
    -Quem pr oclanicr a sua ri~cessrdtrd~,-Osriefiçit%
    colortincs - Resrrmo drr riossa hrslorta coittcn~po-
    trarr - A diuidfl crnnciorial r o seu cresrintenlo coli-
    trrilro, - Como cr l ~ i s f o i se r . e p ~ t ~
                                  rn                                             5


0 qiie drzeni crlgruis /iorrieris piiblicos I elaliuarnertfe
  ~ís    dpspcras colorilues - l.'crilns conietrdns tio ril-
   li ninar - Cainericla de el~rireritosd~ f i crliallio -
   ( gire ( I I Z I E ID J O S1 - AS colotttcls IM?O s60 rírl-
     I                                   ~
  prrdas dos seris tieficits - (;nnir~cldr~ões 5 1 1 1 ~               rui
  I I ~ C O I ' e11 11111 I I Z ~ I I I S ~ C ~p r l b l ~ c i ~ f ~ r
                I                           I O                                 29


0   qlie f p i ~ isido ct ndll~iiirs[i.rrçiio A~ryolcr - A li-
                                                   rle
    s.60 dos ~ilirrici*os- Iltqspe:ns e I rccilus de Alt-
    golcr - A que ficcrrii I rdnztdos os seiis deficiti.                 -
    ilorifi,oitfos ( f a s desprzns iifers rol11 as rtililei~            -
    Ecfila d e jfistrç« 110s ( I I C I Q I I P P no C(IIWI'O d ( 1 11i('Ii 0-
    ]role                                                                       44


A er~olrrç& c e ~ i faliqln e i Portugcrl - AI qrrnir~iln-
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  çck pr d cor~tr a desccnfr.crlrsrrc60 - A ctiilo~in-
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  Irirn ,?a yrciprra ~ ~ r c l ~ . o p a l O ~rri!lrslei*~o c o-
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  lo~licis- R111ioslqZotios sisfcriia~ ~ ~ I I ~ ~ I ~ ~ \ ! I ' c ~ ~ ~ I J o s
                                               I
  ~icisuni inb possess6e.r alenicis, bvlgns, fi.crlir?siis,
  holnndèsns e 1riy1l:sns                                        77


U I poiico d e histoi ia - O qrrc foi a pr rnr1trr)cl 01 ryn-
     ~
  n~snçciocoloillnl -Afrrcn, lj~.uzrl lndrsr. - Art-
                                         c
                                                      -
                            -
   rloln c os sctts p~ i~nrfil)os
   das crrrlor ldndes
                                gouei-ntrtioi'cs   O ctbrrso
                           O rrirno rla JruzCn roluullr~frr
   do rilli airrnr. - A siza cuolrrçcio - A oi~c~~rirsaçüo
   cttlmlnzsfrnfiucr de Rebelo cicr Sflun - As Jrrill(rs
   ilerncs dc 111 ouriicrn -As rlrinlrdcides e defeztos -
   A oi qcrrzzrct~üo trzr~ita~~
O codrclo biilio tlc VziIic~rri- O cspii-ifo (Ien~ocrcrtrco
   c rrc o orsprrorl - QriaOo cirplornns nofnucrs -
   kuzõrs contrai.ias <i orlriiiiiistr nr<io rrirlrlnr - A
   /,rrrida - Uizt dociinie~tto  zinpol taiitrssrmo -Pcr-
   segrc<r.õcr, Mcrlnrige
                c117                -                        122


A c rliltccrçfio 131 Pvicl -A inadorrin oricri lnqclo colo-
   ~irnlciii Portiignl -Sizn 01-r qern - Hoiriciis qrcc
                            epocn - Ilrscoi~dnricrn dnni
   I I I C ( I C ~ I ~r11inIIOVCI
                     J ~
   polrtico - A urqtrrnr!zta~áo    co1iii.a rr niitoiioiirra -
   Scntrnicriio plrhlrco e o probler~íaadmriiisti.atruo.
Poi clizc (. pie r~iiiitosazrtoi-PScoriderrani rt arrfoizo-
   Ilira - A imazÜo s e u rlesctco~
                      do              do       -
                                               O dcbafe dor[-
   tsinnr LU sobre o cissrtrtfo - Os gr.alzdcs ncrrsado-
   ~.cs cln cerzli aliscrpio - Os purtrdos poirirco~P O
   ])I ol~lcinnc*oIoiiraI      -
                             Cls partidos Inoricircliircos -
    0 s pai.trcIos clrnlocratzcos - Os ~ o i i q ~ ~ e scolo-  sos
   ~zrcrle nrrcroital - As cololiras e o srrct ciqão arrto-
   I~orrirstcr - A A.ssoci~cüoC:omei.cial de Lociiidri
   - Unicz rrpr ese~itaçüo                                  a
                              rin yne S E C O I I S Z ~ I I C I opr-
                         -                gri
   rllc?o criifor~oi~lrsicr Mor~ir~zeiito crl cie Aiigolrr
   - As ns])iilngões!ler t r ~ s                                       168


I'lanos tIc .sisCeiilns ctd11irnisl1.crliu04  C'OIOII~CIES - 0 s
    pltuios gcirci rcov - Os qrlc SP ~'efer I ~   M    rsperial-
    iiicrtlc cr Artgoln - Os drstr*riosc u srzci 01 unnrsrr-
                                              -
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    ~.irtrztcs- O ~ L L d ~ u c ~ ser o plarro dcstn i cgi6o
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    Co~zsitírrrrç.òcs nes                                        2 18
l9o mesmo autor,

          A publicar brczvemente


    A CRISE DE ANGOLA
    (Estudo de economia colonial)




 Portugal no moderno
            movimento c01ot)ial
    (Esboço de critica hislorica)



                                        Litografia Tejo
                                          Lisboa 1988
                                       1 500 exemplares
                                    Dep Legal n 23894188

				
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