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Módulo online para estudo escolar.

Linguagem verbal e não-verbal Linguagem verbal
Comunicação verbal é a comunicação feita com sinais verbais, como a escrita. O termo "verbal" tem origem no latim "verbale", proveniente de "verbu", que quer dizer palavra. Linguagem verbal é, portanto, aquela que utiliza palavras - o signo lingüístico - na comunicação. A linguagem verbal tem duas modalidades: a língua escrita e a língua oral. Linguagem oral é a que se usa quando o interlocutor está frente a frente conosco e justamente podemos falar com ele. Já a escrita, em tese, é usada quando o interlocutor está ausente. Entre a linguagem oral e a escrita há muitas diferenças, mas não uma oposição rígida. Na linguagem oral, o ambiente é comum a ambos os falantes. Por isso, quando usam "eu", "aqui", "hoje", não precisam explicitar do que se trata. Além disso, os gestos, expressões faciais, altura do tom da voz, contribuem para a clareza da comunicação. Nesse sentido, a linguagem oral usa recursos diferentes daqueles usados na linguagem escrita. Veja a frase "João comeu o bolo". Podemos dizê-la: 1) Colocando ênfase na palavra João, em João comeu o bolo. Então, essa frase poderia estar respondendo a uma

pergunta como "Quem comeu o bolo?". 2) Falando de maneira mais forte a palavra comeu, em João comeu o bolo. Nesse caso, poderíamos estar respondendo a algo como "Que fez João?". 3) Colocando o acento na expressão o bolo, em João comeu o bolo, o que poderia ser a resposta de "O que comeu João?". Na linguagem escrita, precisamos explicitar quase tudo que queremos que o nosso interlocutor entenda. A frase acima precisaria vir acompanhada de uma informação a respeito do ambiente onde se encontram João e o bolo (uma festa, o trabalho, a cozinha etc..), explicitação de quem participa do diálogo, introdução de um verbo dicendi (fulano/a falou, disse, perguntou, gritou, murmurou, cochichou, berrou, por exemplo), o sinal gráfico que indica a introdução da fala de alguém: o travessão ou aspas. Mas nem por isso a escrita é mais complexa e a fala mais simples. O grau de formalidade no uso da linguagem oral depende do ambiente em que se encontra o falante, do objetivo a atingir, de quem são os ouvintes. Há situações que exigem falas elaboradas, isto é, com vocabulário e organização mais próxima da escrita, mas na maior parte do tempo nós usamos a chamada linguagem coloquial, a linguagem do dia-a-dia. Por outro lado, há situações em que convém o uso de uma escrita mais pessoal, como no caso de um bilhete ou em uma lista, como há ocasiões, precisamos organizar um texto formal, de

acordo com a norma culta da língua. Em linhas gerais, o alfabeto é um sistema de sinais, as letras, que representam os sons da fala. A palavra vem do latim alphabetum, formada por duas outras palavras alpha e beta, as duas primeiras letras do alfabeto grego. Sabe-se que o alfabeto grego veio de adaptação da escrita dos fenícios. Os estudos da escrita antiga são realizados geralmente a partir de inscrições de vasos e outros objetos, encontrados por arqueólogos. No caso da cultura grega, existem inscrições em cerâmicas no século 8 a.C. O uso da escrita marcou a civilização moderna, principalmente a partir da invenção da imprensa, por volta de 1450, por Gutemberg, que pelo uso das letras móveis tornou possível a reprodução rápida de textos escritos, anteriormente copiados à mão. Como conseqüência, a civilização moderna pôde se organizar em torno da transmissão da informação pela escrita: jornais, revistas, livros... Nos dias atuais surgem novos gêneros textuais, como o email, os chats (salas de bate-papo) e os fóruns on-line (espaços de opinião e debate), que apresentam linguagem escrita e linguagem oral. O "hipertexto", por exemplo, constitui-se em uma escrita não-sequencial e não linear, que permite ao internauta acessar outros textos, através de "links" que o fazem interagir com outras mensagens, num novo espaço - o ciberespaço. Outras linguagens ou outras formas de usar as linguagens que já existem caracterizam esse tempo como

um tempo de informação rápida, que abre uma enorme gama de possibilidades novos contatos e relacionamentos. Veja como exemplo o blog. É uma forma contraída de weblog, nome da versão eletrônica dos antigos diários pessoais. As famosas confissões de adolescente, anotadas em cadernos e guardadas a sete chaves, são agora escancaradas na internet. Com um detalhe: além de bisbilhotarem os desabafos alheios, os internautas ainda podem deixar lá seus comentários, fazer críticas e até dar conselhos. O sucesso dos blogs deve-se a dois fatores. São fáceis de fazer e permitem muita interatividade, juntando texto, fotos, desenhos, animações, vídeos e músicas. Para ter um blog não é necessário saber nada sobre criação de páginas na internet. Basta entrar em um dos sites que ensinam a produzir um diário virtual e seguir as indicações do assistente on-line.

Linguagem não-verbal
Comunicação não-verbal é a comunicação que não é feita com sinais verbais, que não é feita com a fala nem com a escrita. Diferentemente da comunicação inconsciente, que pode ser verbal ou não-verbal. O uso da simbologia é uma forma de comunicação não verbal, por exemplo: sinalização, logotipos, ícones, são símbolos gráficos constituídos basicamente de formas,

cores e tipografia. Através da combinação destes elementos gráficos é possível exprimir idéias e conceitos numa linguagem figurativa ou abstrata, o grau de conhecimento de cada pessoa é que determina qual a sua capacidade de interpretação entre a linguagem não verbal para uma linguagem verbalizada, falamos do uso dos símbolos (linguagem não verbal) e seus significados (linguagem verbal). As cores mais utilizadas neste processo são àquelas de maior contraste cromático, tais como: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, branco e preto, tanto isoladamente com combinadas entre si. Um exemplo, é o uso de amarelo e preto para comunicações na área de segurança rodoviária. É ela a responsável pela primeira impressão de uma pessoa. O investigador americano Mehrabian fez uma estimativa da proporção verbal/não verbal do comportamento e concluiu que 55% da mensagem é transmitida via linguagem corporal. Ainda segundo o mesmo estudo, a voz é responsável por 38% e as palavras apenas por 7%.

Sílaba

Sílaba é o conjunto de um ou mais fonemas pronunciados numa única emissão de voz. Na língua portuguesa, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não existe sílaba sem vogal e nunca há mais do que uma única vogal em cada sílaba. Atenção com as letras i e u (mais raramente com as letras e e o), pois elas podem representar também semivogais, que não são nunca núcleos de sílaba em português. Uma sílaba pode ser átona, postônica, pretônica ou tônica. As sílabas, agrupadas, formam vocábulos. De acordo com o número de sílabas que os formam, os vocábulos podem ser:  monossílabos - formados por uma única sílaba: é, há, ás, cá, mar, flor, quem, quão.  dissílabos - apresentam duas sílabas: a-í, a-li, de-ver, cle-ro, i-ra, sol-da, trans-por.  trissílabos - apresentam três sílabas: ca-ma-da, O-da-ir, pers-pi-caz, tungs-tê-nio, felds-pa-to.  polissílabos - apresenta quatro ou mais sílabas: bra-silei-ro, psi-co-lo-gia, a-ris-to-cra-cia, o-tor-ri-no-la-ringo-lo-gis-ta. A divisão silábica obedece a algumas regras básicas. O conhecimento das regras de divisão silábica é útil para a translineação das palavras, ou seja, para separá-las no final das linhas. Quando houver necessidade da divisão, ela deve ser feita de acordo com as regras abaixo. Por motivos estéticos e de clareza, devem-se evitar vogais isoladas no final ou no início de linhas, como a-sa ou Urugua-i.  ditongos e tritongos pertencem a uma única sílaba: autô-no-mo, ou-to-no, di-nhei-ro, U-ru-guai, i-guais.

os hiatos são separados em duas sílabas: du-e-to, amên-do-a, ca-a-tin-ga.  os dígrafos ch, lh, nh, gu e qu pertencem a uma única sílaba: chu-va, mo-lha, es-ta-nho, guel-ra, a-que-la. as letras que formam os dígrafos rr, ss, sc, sç, xs, e xc devem ser separadas: bar-ro, as-sun-to, des-cer, nas-ço, es-xu-dar, ex-ce-to.  os encontros consonantais que ocorrem em sílabas internas devem ser separados, excetuando-se aquelas em que a segunda consoante é l ou r: con-vic-ção, apli-ca-ção, as-tu-to, a-pre-sen-tar, ap-to, a-brir, cír-culo, re-tra-to, ad-mi-tir, de-ca-tlo, ob-tu-rar. Os grupos consonantais que iniciam palavras não são separáveis: gnós-ti-co, pneu-má-ti-co, mne-mô-ni-co. Na gramática, as palavras podem ser classificadas segundo a posição da sílaba tônica. Assim, elas são agudas, graves ou esdrúxulas. Em alternativa, podem ser chamadas oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas, respectivamente. No Brasil os segundos termos são os mais usados, em Portugal depende do contexto. Na poesia, as sílabas são utilizadas para classificar a métrica dos versos.


Sinais de pontuação
Pontuação ou Pontoação é o recurso que permite expressar na língua escrita um espectro de matizes rítmicas e melódicas características da língua falada, pelo uso de um conjunto sistematizado de sinais gráficos e não gráficos.

Existem alguns sinais básicos de pontuação. São eles:  Ponto (.) — Usa-se no final do período, indicando que o sentido está completo. Também usado nas abreviaturas (Dr., Exa., Sr.). Exemplo: Ele foi ao banco, seus idiotas  Vírgula (,) — Marca uma pequena pausa no texto escrito, nem sempre correspondente às pausas (mais arbitrárias) do texto falado. É usada como marca de separação para: o aposto; o vocativo; o atributo; os elementos de um sintagma não ligados pelas conjunções e, ou, nem; as orações coordenadas assindéticas não ligadas por conjunções; as orações relativas; as orações intercaladas; as orações subordinadas e as adversativas introduzidas por mas, contudo, todavia, entretanto e porém. Deve-se evitar o uso desnecessário da vírgula, pois ela dificulta a leitura do texto. Por outro lado, ela não deve ser esquecida quando obrigatória. Exemplo: Andava pelos cantos, e gesticulava, falava em voz alta, ria e roía as unhas.  Ponto e vírgula (;) — Sinal intermediário entre o ponto e a vírgula, que indica que o sentido da frase será complementado. Representa uma pausa mais longa que a vírgula e mais breve que o ponto. É usado em frases constituídas por várias orações, algumas das quais já contêm uma ou mais vírgulas; também para separar frases subordinadas dependentes de uma subordinante; como substituição da vírgula na separação da oração coordenada adversativa da oração principal.  Dois pontos (:) — Marcam uma pausa para anunciar

uma citação, uma fala, uma enumeração (separada do texto contínuo), um esclarecimento ou uma síntese.  Ponto de interrogação (?) — Usa-se no final de uma frase interrogativa direta e indica uma pergunta.  Ponto de exclamação (!) — Usa-se no final de qualquer frase que exprime sentimentos, emoções, dor, ironia e surpresa.  Reticências (…) — Podem marcar uma interrupção de pensamento, indicando que o sentido da oração ficou incompleto, ou uma introdução de suspense, depois da qual o sentido será completado. No primeiro caso, a seqüência virá em maiúscula -- uma vez que a oração foi fechada com um sentido vago proposital e outra será iniciada à parte. No segundo caso, há continuidade do pensamento anterior, como numa longa pausa dentro da mesma oração, o que acarreta o uso normal de minúscula para continuar a oração. Exemplos: Ah, como era verde o meu jardim... Não se fazem mais daqueles. Foi então que Manoel retornou... mas com um discurso bastante diferente!  Aspas (“ ”) — Usam-se para delimitar citações; para referir títulos de obras; para realçar uma palavra ou expressão.  Parênteses ( ( ) ) — Marcam uma observação ou informação acessória intercalada no texto.  Travessão (—) — Marca: o início e o fim das falas em um diálogo, para distinguir cada um dos interlocutores; as orações intercaladas; as sínteses no final de um

texto. Também usado para substituir os parênteses.  Meia‐risca (–) — Separa extremidades de intervalos.  Parágrafo — Constitui cada uma das secções de frases de um escrito; começa por letra maiúscula, um pouco além do ponto em que começam as outras linhas.  Colchetes ([]) — utilizados na linguagem científica.  Asterisco (*) — empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação).  Barra (/) — aplicada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas.  Hífen (−) — usado para ligar elementos de palavras compostas e para unir pronomes átonos a verbos ( menor do que a Meia−Risca ) Exemplo: guarda-roupa

Novo acordo ortográfico
Alfabeto
Como era
O alfabeto era formado por 23 letras chamadas especiais: k; w; y.

Nova regra
O alfabeto é formado por 26 letras

Trema
Como era Nova regra

Agüentar; conseqüencia; cinqüenta

O trema é eliminado de palavras portuguesas e aportuguesadas

Acentuação
Como era
Assembléia; platéia; heróico; apóio

Nova regra
Não se acentuam os ditongos abertos –ei e –oi nas palavras paroxítonas. Não se acentua o hiato –oo Não se acentua o hiato –ee dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados (3ª pessoa do plural) Não se acentuam as palavras paroxítonas que são homógrafas. Não se acentua o –u tônico nas formas verbais rizotônicas (acento na raiz), quando precedido de –g ou –q e seguido de –e ou –i (grupos que/qui e gue/gui) Não se acentuam o –i e –u tônicos das palavras paroxítonas quando precedidas de ditongo.

enjôo Crêem

Pára (verbo) Argúi

Balúca; chelínho

Hífen
Como era Nova regra

Ante-sala

Não se emprega o hífen nos compostos em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo essas consoantes se duplicarem Não se emprega o hífen nos compostos em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente Emprega-se o hífen em certos compostos em que se perdeu, em certa medida, a noção de composição.

Auto-afirmação

Antiibérico; microônibus


				
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