Angola Project Portuguese 2009

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Angola Project Portuguese 2009 Powered By Docstoc
					Angola Project
                        CABULA6
                  PROJECTO ANGOLA 2009
              «’Sabem, o futuro deste país está na reconstrução deste caminho-de-ferro’, diz um professor
              local enquanto o comboio se move com di culdade em direcção a Lobito. ‘É como uma
              artéria que foi cortada. Recuperemo-la e a economia uirá uma vez mais, e então... bom,
              quem sabe? Tudo é possível.’» - Brendan Sainsbury


De 14 de Setembro a 4 de Outubro de 2009, dois membros da CABULA6, companhia
Internacional de Cinema e Performance, viajará de Lobito a Kuito nos comboios do Caminho-
de-Ferro de Benguela, seguindo a história de reabilitação da linha durante o actual período
de paz – depois de mais de 40 anos de con itos civis e de guerra.

CABULA6 levará consigo duas pequenas máquinas de lmar HD e lmará a viagem: o
cenário, os caminhos-de-ferro e as pessoas com quem contactarão – trabalhadores de
construção angolanos e chineses, maquinistas e engenheiros, Colegas Passageiros, técnicos
de desactivação de minas da Halo Trust, homens de negócios locais e estrangeiros, e pessoas
comuns que foram embora durante a guerra e que agora regressam à terra e às cidades que
circundam as linhas do Caminho-de-ferro para reconstruir as suas vidas.

A viagem tem três objectivos principais:

   1) Fazer um pequeno documentário acerca do caminho-de-ferro, da sua actual
      reabilitação e do efeito que os seus novos progressos têm sobre Angola, sobre as
      economias mundiais e sobre as vidas de pessoas comuns cujas existências estão
      intimamente ligadas ao destino da linha ferroviária.

   2) A viagem servirá também como pesquisa para a realização de uma performance para
      palco que será apresentada em conceituados teatros e festivais na Europa, em 2010 –
      na Áustria, Alemanha, Bélgica e Portugal, e eventualmente nos Estados Unidos e,
      esperemos, em África. A peça tratará de identidades pós-coloniais complexas,
      miscelanizadas, e da di culdade em criar uma única história coerente a partir da
      surpreendente complexidade da realidade contemporânea. A peça colocará as
      questões: o que é ‘Africano’? O que é ‘Europeu’? E os rapazes e raparigas ‘Chineses’
      nascidos e criados em Angola que poderão de facto ser ‘mais Africanos’ que os
      Europeus negros? Estamos interessados nas contradições e nos exemplos retirados
      das vidas e experiências complexas das pessoas, que desa am uma categorização
      simples, assim como nos desejos das pessoas em reduzir a sua própria identidade, e a
      dos outros, a algo controlável – mesmo que não re ita a complexa realidade.

   3) E, por último, esta viagem servirá como pesquisa para escrever o guião de uma
      longa-metragem acerca de um irmão e uma irmã nascidos em Angola e criados em
      Portugal, que viajam juntos até África pela primeira vez para tratar de negócios de
      família que não caram resolvidos. Será um ‘road movie’ que terá o seu início em
      Lisboa e terminará nas terras altas de Angola, na cidade de Kuito. O objectivo é ter
      este guião terminado em 2010 de forma a que a longa-metragem seja por m
      realizada em 2011.

mais informação: http://cabula6.com/ANGOLA/ANGOLATRIPweb.pdf

Contacto:
CABULA6 / Jeremy Xido
jeuxjeux@cabula6.com
http://cabula6.com / http://c6angola.wordpress.com
QUEM SOMOS - CABULA6

Cabula6 é uma companhia de Cinema e Performance com actividade internacional dirigida pelos
co-directores artísticos Claudia Heu e Jeremy Xido. Temos apresentado o nosso trabalho na
Europa, nos Estados Unidos e na América do Sul.

O nosso trabalho centra-se sobremaneira na fronteira entre realidade e cção e no diálogo muitas
vezes constrangedor entre a noção que uma pessoa tem da sua própria identidade e a forma
dinâmica como esta é percepcionada num contexto social alargado. Procuramos espaços para
performance não convencionais que nos permitam caminhar esta linha entre o ‘real’ e o inventado
e colocar as pessoas do público cara a cara com as conjecturas e expectativas que têm acerca de si
mesmos.

O nosso trabalho vai desde performances para palco a trabalhos ‘site-speci c’, lmes, projectos de
intervenção social. Regemo-nos pelos seguintes princípios: prazer, humor, investigação e montes
de adrenalina. Adoramos jogar. www.cabula6.com




Desde 2003, que a CABULA6, dirigida pelos co-directores Claudia Heu e Jeremy Xido, tem apresentado
os seus trabalhos na Áustria, Alemanha, Bélgica, Itália, Polónia, Portugal, Holanda, Espanha, Roménia,
Sérvia, Croácia, Chile e Nova Iorque, em locais e eventos como Sommerszene Salzburg, Kaaistudios
Brussels, Wienerfestwochen, Tanzfabrik Berlin, Tanzquartier Wien, Posthof, CCL Linz, The Advanced
Performing Arts Festival, Tanztage Wien-Bukarest, Junge Hunde Festival, Buda Arts Center Belgium,
The Equilibrium Festival na Toscânia, o festival INFANT na Sérvia, o Moving Pattern Festival NYC, e o
ImPulstanz Festival em Viena, entre outros. Fomos convidados para participar em conferências por
todo o mundo, tais como o Site Speci c Theater Symposium em CUNY, Nova Iorque, o Performing
Rights Days em Viena e o Transforma Think Tank em Portugal. A nossa série de lmes "Crime Europa"
foi exibida em festivais na França, Bélgica, Alemanha e Áustria e na TV Sueca. Em 2006 e 2007
desenvolvemos as primeiras duas partes da Trilogia “LIFE ON EARTH” em Santiago do Chile e em Viena,
Áustria. Desde Setembro de 2008 que temos trabalhado na última parte, na Colónia de Refugiados de
Macondo, nos subúrbios de Viena. Projectos futuros incluem uma longa-metragem que terá lugar em
Portugal e em Angola, uma ‘lecture performance’ acerca da realização deste lme, uma performance
para palco chamada “second life”, acerca de realidade e identidade miscelanizadas, e um projecto
acerca de Karl May, escritor alemão de Westerns Americanos.
ANGOLA PROJECT – ‘Lecture Performance’

Jeremy Xido da Cabula6 está a escrever um guião. Um
guião para um lme. A história que ele imagina começa
debaixo de uma Amoreira em Lisboa, Portugal, e ruma
através do oceano e ao longo do Caminho-de-Ferro de
Benguela até ao coração dilacerado das terras altas de
Angola – até à cidade de Kuito. Vai ser um ‘road movie’. Um
irmão e uma irmã que viajam de encontro às raízes que
nunca imaginaram ter. Vai ser divertido e comovente e
inspirador. Será sobre estar ‘cá’ e ‘lá’, acerca do lado do
mundo em transformação onde os Europeus são negros e
os Africanos parecem Chineses. Vais ser um lme
espectacular. A única questão é que o Jeremy precisa
entre 2 a 5 milhões de dólares para realizá-lo...

Sentado debaixo de uma palmeira num banco de jardim entre dois ecrãs enormes, a ‘lecture
performance’ de Xido levará consigo o público na labiríntica viagem que é pesquisar e escrever para
o guião deste lme – com o objectivo de conseguir que o lme seja de facto produzido. Através de
uma análise minuciosa a entrevistas em vídeo, artigos de jornal, ideias inacabadas, pedaços de
história, estatísticas de horticultura e de grandes divagações, ele conseguirá obter um enredo claro
e de nido... É claro que a indústria cinematográ ca é impiedosa e a lógica do mercado é austera.
Ele terá de ter em consideração algumas das regras de ouro se quiser arranjar o dinheiro para fazer
o lme. É do conhecimento geral neste negócio que os lmes com pessoas negras não fazem
dinheiro. Isso será uma pedra no caminho. E porque raio está um tipo branco de Detroit a fazer um
                                                lme em África? Oh, e depois é preciso uma história de
                                               amor – é sempre preciso uma história de amor...

                                             Em Setembro de 2009, a Cabula6 viajará até Angola,
                                             fará pesquisa para o guião e recolherá material para ser
                                             utilizado nesta ‘lecture performance’. Eles começarão
                                             no meio do país, na cidade de Kuito – a antiga capital
                                             do império Ovimbundo, historicamente conhecido por
                                             vender prisioneiros das tribos vizinhas como escravos
                                             aos Portugueses. Cabula6 seguirá a rota que os
                                            escravos seguiam até ao antigo porto de escravos na
cidade costeira de Benguela pelo agora denominado Caminho-de-Ferro de Benguela.
Originalmente construída pelos Britânicos em 1903 para transportar Cobre a partir do meio de
África, a linha está a ser neste momento reconstruída por trabalhadores Chineses, depois de
aproximadamente 40 anos de Gerra Civil. O que poderia parecer uma simples viagem até à costa,
será na verdade um processo complexo de análise aos resquícios de mais de 500 anos de desejos e
aspirações coloniais disputando entre si.

Durante séculos de desavenças políticas, competição económica e guerras, as pessoas comuns
tentaram simplesmente sobreviver e viver as suas vidas. As pessoas, na sua maneira de ser,
miscigenadas, e as miscelanizações culturais que foram surgindo ao longo do tempo confundem
qualquer expectativa. Há histórias de rapazes e raparigas ‘Chineses’ que falam Umbundo e dançam
Kuduro, enquanto Portugueses negros, cujas famílias são oriundas de Angola, chegam a África pela
primeira vez e se apercebem que são na verdade mais ‘Europeus’ que ‘Africanos’. Afro-Americanos
dos Estados Unidos que ‘voltam a África’ cam consternados ao receberem os seus cartões de
residência Angolanos onde a sua raça é tida o cialmente como ‘Branca’. Oh, e há petróleo em
Angola. Toneladas dele. E minérios e diamantes. Russsos, Israelitas, Alemães, Chineses, Sul Africanos,
Brasileiros e Portugueses (apenas para mencionar alguns) competem todos entre si pelo controlo
dos recursos naturais. O mundo foi virado ao contrário e a Cabula6 andará neste cenário, na
tentativa de contar uma história. Tem sido tema para centenas de guiões de Hollywood. Mas
conseguirá algum deles captar a feroz complexidade da verdade?
Background:

Angola, agora sob todas as
atenções, está prestes a tornar-se
notícia mundial. A China está em
posição para se tornar a maior
potência económica deste século,
mas a história, por muitos
desconhecida, da sua ascenção
global está a acontecer em África
neste preciso momento. Após
décadas de devastação causada
por gerras civis, a China está a
reconstruir o continente na
esperança de se apropriar o quanto
antes das suas potencialmente
imensas reservas inexploradas de
petróleo. O epicentro é Angola.


O Caminho - de-Ferro de
Benguela

Os Chineses estão a reconstruir o
Caminho-de-Ferro de Benguela
que atravessa toda Angola. Tendo
sido a principal artéria comercial
de Angola, estendendo-se por
1334 km desde o Congo até o oceano Atlântico, a linha foi sendo destruída ao longo de 26 anos de
guerra civil – bombardeada, minada, arrasada e deixada ao abandono. Agora, enquanto parte de
um investimento que assegura direitos sobre petróleo e contratos de construção em troca da
reconstrução da infraestrutura nacional, chegaram as empresas Chinesas e todo o mundo está em
transformação.

Partes do país que estavam isoladas há anos estão agora a reestabelecer ligação. As rotas
comerciais estão a voltar a emergir. Pela primeira vez em décadas há possibilidade de
desenvolvimento e de vida renovada. A rota que vai desde o interior de Angola até à costa tem
tido um papel central nas mais importantes histórias económicas dos últimos 500 anos – do
comércio de escravos ao comércio do cobre e minério colonial, aos con itos da guerra fria e,
agora, à ascenção da China numa era em que as provisões de petróleo são limitadas.

Ao longo das linhas estão pessoas cujas vidas e destinos têm estado intimamente ligadas a estas
forças globais – dos trabalhadores de construção Chineses aos Angolanos que se estão a
restabelecer da devastação da guerra, às equipas anti-minas da HALO que abrem caminho. E, no
meio de tudo isto, estão os outrora opulentos comboios, abandonados e trespassados por balas
devido à guerra, abrindo caminho pelo seu notável infortúnio de volta ao seu lugar no centro dos
acontecimentos mundias.



Uma co-produção da CABULA6 e da Transforma A.C. (Torres Vedras, Portugal).
A CABULA6 está neste momento em discussão com Szene Salzburg, Tanzfabrik Berlin,
Tanzquartier Wien e Workspace Brussels tendo em vista a obtenção de apoios adicionais e
apresentações futuras.
Nota Pessoal:

Eu cresci em Detroit, no Michigan, sendo o único miúdo branco no meu bairro. ‘Voltar a África’ era
uma espécie mantra subjacente para muitos dos meus amigos e suas famílias. Assim como o era
também ‘a tua mãe é um demónio branco’ (isto vindo maioritariamente dos meus colegas de
recreio da Nação do Islão). A questão é que, no meu bairro, a maioria das pessoas nem sequer fazia
ideia de onde era África, portanto não tinha realmente a ver com o continente em si (tal como eu
gostava de pensar que o facto de eu e a minha mãe sermos demónios não tinha a ver com a cor da
nossa pele). Tinha a ver com outra coisa. Tinha a ver com um complexo conjunto de anseios e fúrias;
uma maneira de transformar a necessidade de dignidade num símbolo físico; uma projecção desses
anseios no espaço (além-mar), no passado (raízes ancestrais) e no futuro (enquanto objectivo
alcançável de um futuro onde o racismo e a degradação diária não sejam mais as condições
dominantes da vida). No meu bairro ‘África’ não era provavelmente diferente da ideia de ‘Jerusalém’
para os Judeus exilados; era mais uma projecção dos seus anseios do que um lugar em si. No
entanto, a verdade é que é um lugar verdadeiro – ou melhor, muitos lugares. E o que as pessoas
pensam num dos lados do Atlântico pode ter muito pouco a ver com as complexas e contraditórias
realidades existentes no outro lado do Atlântico. Amigos que nalmente conseguiam ir para África,
muitas vezes regressavam confusos e perturbados. Não era aquilo que eles imaginavam. Este
choque era, em alguns casos, a última gota para alguns aceitarem o facto de que eram realmente
Americanos, para o bem e para o mal.




Quando cheguei pela primeira vez a Lisboa quei fascinado com a presença Africana e Afro-
Europeia – não conhecia nenhum outro lugar na Europa que fosse assim. Lembrava-me os Estados
Unidos em algumas coisas, mas noutras nem por isso. Era como se tivesse aterrado num universo
paralelo. Algumas das questões e sentimentos eram semelhantes aos de onde eu vinha, mas era
evidente que a história era diferente e que as relações entre brancos e negros eram diferentes – não
na sua totalidade, mas o su ciente para que parecessem estranhas e novas. O su ciente para me
consciencializar de que aquilo que assumi como sendo realidade no meu bairro em Detroit é na
verdade apenas uma versão da história. Era uma cção particular pela qual regíamos a nossas vida e
poderia ter ido num outro sentido. Nós viemos de uma das muitas vertentes da história.

Focar-me numa história de identidades em Angola pode ser uma forma de eu representar as
minhas próprias conjecturas neste universo paralelo – sendo que a ‘estranheza’ sentida poderá de
facto permitir-me ver coisas que eu não seria capaz de ver no meu próprio contexto. Conheci
alguns Angolanos e descendentes de Angolanos (tanto negros como brancos) na Europa e
interessa-me a forma como a Angola de hoje pode contradizer as histórias de Angola que as
pessoas guardam nas suas mentes. Muito do trabalho da Cabula6 joga com a forma como a
realidade e a cção se in uenciam uma à outra, se misturam e lutam por domínio. Este lme/
performance é de facto sobre identidades complexas e contraditórias - o que é ‘Africano’? O que é
‘Europeu’? E os rapazes e raparigas ‘Chineses’ nascidos e criados em Angola que poderão de facto
ser ‘mais Africanos’ que os Europeus negros? Estamos fascinados pelas contradições e pelos
exemplos retirados das vidas e experiências complexas das pessoas, que desa am uma
categorização simples. Estamos também interessados nos desejos das pessoas em reduzir a sua
própria identidade, e a dos outros, a algo controlável – mesmo que não re ita a complexa realidade.
PAST WORK (Auswahl)

                 CAFÉ BON BON... is a clandestine adventure through the city. It begins in front of the
                 refrigerator in one’s own home, and continues out into the world as an interactive audio
                 performance/installation embedded in the city streets. Audience participants, wearing
                 headphones, walk alone in the skin of one of four di erent characters that make up a set of
                 four intersecting contemporary narratives eventually converging in a nightclub with a small
stage. A show is underway. Café Bon Bon turns participants simultaneously into the protagonist, camera,
and audience of their own “living lm” as they physically embark on an adventure into the night.
(Choreographic Center Linz, 2005/ Austrian Dance Platform 2006 / Tanzquartier Wien 2006 / Dance in the City, Salzburg 2007 /
ImpulstanzFestival, Vienna 2007 / Revolutions Festival, New Mexico 2010)


                                LIFE ON EARTH TRILOGY about travel, storytelling and the slippery search
                               for home. Part 1: ASI ES LA VIDA - a piece for one person. Sitting at the desk of
                               Night Watchman, Ramon Villalobos, keeping an eye on MuseumsQuartier over
                               the security cameras, the phone rings. On the line is the voice of a woman. She
                               tells you to look at security camera image number one. There she is. She waves
and begins to tell the life story of the man whose seat you are sitting in. Part 2: ON EARTH…is about
traveling and the meeting of di erent worlds. More speci cally, it is a piece about the stories behind
traveling: the pathways that each of us take to arrive to this very moment where we are right now. How did I
arrive here? How did those surrounding me arrive here? On Earth tries to make the invisible life-stories that
have led up to any one moment, visible: revealing the possible connections that bind all of us who share
intersecting worlds, together. It begins in a theater. Then there is a bus ride to another world. Part 3: LIFE
ON EARTH - the party is over. The guests have gone home. But we’ve stayed in Macondo - the “other world”.
Now that we are there, we try to make it home. We get an apartment from the Republic of Austia and a
Garden Plot from an organization called BIG, and we go about carving out our life on earth in this
remarkable and unusual settlement on the outskirts of Vienna. As the fantasy world of the party subsides,
we begin to face reality. (UNIACC – Santiago de Chile 2007 /Tanzquartier Wien 2006/2007/2009 / Transforma - Torres


                      CRIME : EUROPE (Commissioned by the European Advancing Performing Arts Project
                     - APAP) is series of 6 complimentary lms ranging from 22 - 50 minutes investigating the
                     ways in which inhabitants of 6 towns across Europe deal with a recent local criminal
                     case that has somehow captured the public imagination. Concerned less with the
"truth" of the cases, the lms focus on how people try to retell the stories of what happened in an attempt
to understand who they are and with whom they live. The lms, focusing on cases as diverse as the murder
of a homeless man in Salzburg by four teenagers to the industrial crimes of the Solvay factory in Rosignano,
Italy, were lmed in Berlin, Germany / Salzburg, Austria / Rosignano Solvay, Italy / Ribamar, Portugal and
Kortrijk, Belgium. Interviewing people directly or peripherally involved in the cases, government o cials,
people from the streets and those who have gathered their knowledge from the media, we approach the
cases like ve blind men describing an elephant. Advancing Performing Arts Project 2006 (Buda Arts Center –
Kortrjik, Belgium / transformas – Torres Vedras, Portugal / Sommerszene – Salzburg, Austria / Tanzfabrik – Berlin, Germany /
Armunia – Castiglioncello, Italy / Selesian Dance Theater – Bythom, Poland) / FIPA (Biarritz, France) /German Parliament /
AIFA Denmark / Berlin Asian Paci c Film Festival / Performing Rights festival /Globians / Swedish National Television among
others)


                  OTHER PEOPLE’S PAIN is a multimedia performance about the way di erent pains –
               banal, chronic, traumatic – shape how we imagine ourselves and others as human. A
               performer, Jeremy Xido, tries to get inside a character, Ellis Defonte, a New York City video
               blogger, who is trying to interview the famous South African War Correspondent, Max Dros.
               Injured in the eld, Dros, has removed himself from the world and is undergoing various
forms of extreme self-medication - from pills, to alcohol, to hanging upside-down in gravity boots, to
playing video games. Flying towards and eeing from pain, the performance winds through a mixture of
document and ction, the real and virtual, between video games for su erers of post-traumatic stress
disorder and war reporters smoking and watching Val Lewton B-horror movies. (Brut Wien 2008/ Kaaistudios
Brussels 2008/ Republic Salzburg 2008 / Bains::Connective Brussels 2008)
               TRACE…a unique theatrical experience with two integrated parts - An audio tour through
               the streets of New York 1919 and a performance in a New York theater 2008. Trace is a playful
               meditation on how memories and fantasies are constructed and lost. We look at the
               neurological phenomena that allow us to construct a "coherent" vision of the world out of
               the millions of bits of fragmented sensory and conceptual information we experience daily.
               Audio Tour: Every fteen minutes two people set out at the same time from two di erent
               sites in the city. They walk in the footsteps of two characters from 1919. Their paths cross and
diverge only to merge again, ending at the same table in a restaurant. Sign up and walk the tour led solely
by a voice on a CD player. Duration: approx. 1 hour Performance: NYC, April 2008, an experimental
neuroimaging chamber that allows access to the mind of a New York City bicycle messenger who
underwent brain surgery after an accident in Columbus Park. We follow two doctors as they descend into
the bottomless black well of the messenger\s memory - a place where nothing is as it seems, where the
recent dead intermingle with past loves and where sea monsters roam the brittle ground. (Tanzquartier Wien
2003, 2004/ Austrian Cultural Forum, NYC 2004 / WienTage Bucharest, Bucharest 2004 / Salzburg Sommerszene, 2004 -
Audience Award / WUK , Vienna 2005 / ARGE, Salzburg 2005 / Incult, Barcelona, 2005 )


                  EIXAM - Meaning “swarm” in Catalan, “eixam” is a theater piece performed by two dancers
                  and a musician. It tells the story of two scientists in the desert investigating a rare species
                  of desert locust. As they dance a dance of suspicion, mistrust and competition around
                  each other, they are unexpectedly overtaken and overwhelmed by a swarm of
                  phenomenal power. Eixam is structured as a miniature conference; the encounter of two
scientists engaged in the study of swarm theory and its practice. The performers don’t simply lead the
spectators into a theater performance; rather they skillfully and consciously seduce them to participate in
an experiment. Without noticing, the spectators are playfully transformed into a swarm and thus become
part of the investigation. It is a dance comedy with a twist of Beckett and a hint of Roy Ayers. (Tanzhouse
Festival, Salzburg Austria 2002 / Artist in Residence Cia Krampack, Barcelona 2003 / La Poderosa, Barcelona 2004 / Zaal 100,
Amsterdam 2004 / Tanzhouse Festival, Salzburg 2004 / Tanzpool Festival, Vienna, Austria 2005 / Junge Hunde Festival,
Meinigen, Germany June 2005 / INFANT festival, Novi Sad, Serbia June 2005 / WUK, Vienna, Austria July 2006)


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provide: We at Angel Central help you to ask the questions. We assist you in giving voice to your heart's
desire and provide you with an Angel as the Divine's response to your request. (Tanzquartier 2004/2005/2006)


              FOLLOW ME, HOLD THIS You leave your telephone number and get a time. When the phone
              rings already you are behind the scenes of Mis-Guide – Mis-Guided Tours of Vienna. Because
              the production manager Marlies Pucher is on the line, on her way to check on the execution of
              the tours, to manage emergencies or to solve problems. She tells you where to meet her and
              you go. Wherever Marlies is at the time, you will be there too. What ever she is doing, you will
              watch her and help her. As an authorized follower, you will be granted access to o ces,
garages and kitchens. As an instant assistant you will carry out small tasks and for a short time be able to
imagine what it means to do a job as a production manager. (TQW / Wienerfestwochen 2007)


                          MONGER’S CUT - short lm. The story of a sh monger during the nal days of the
                          Fulton Fish Market in Lower Manhattan. In the middle of a night in which everything
                          goes wrong, he cuts himself and is rushed to the hospital. Needing to get home to
                          his daughter, an unavoidable encounter in the emergency room makes him take
                          pause and consider his life in a new way.
    CONTACTOS

           CABULA6
      admin@cabula6.com’
       http://cabula6.com



          Jeremy Xido
        +43 650 282 0330
        +1 917 346 0007
     jeuxjeux@cabula6.com



          Claudia Heu
       +43 676 939 0017
      heujoy@cabula6.com




     Para mais informações:
http://c6angola.wordpress.com/