continente_africano

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					PROF. ARILSON C. SILVA
Área total em km2: 30.272.922
População: 783.700.000 (2000)
Densidade (habitantes/km2): 25,88 (2000)
População urbana: 289.964.000 (37%)
População rural: 493.731.000 (63%)
Analfabetismo: 40,3% (2000)
Natalidade: (% hab): 37% (1998)
Mortalidade: (% hab): 13 (1998)
PIB Total: US$ 517,104,000.00 (1998)
PIB per Capita: US$ 693.00 (1998)
Países: 53 países independentes
Religiões principais: Muçulmanos (310,5 milhões -
39,6%) e Católicos romanos (117,2 milhões - 14,9%)
Média de idade da população: 18,3 anos (1998)
Maiores cidades: Lagos, na Nigéria (13,4 milhões) e
Cairo, no Egito ( 10,6 milhões) - áreas metropolitanas,
2000
Taxa de crescimento urbano (1995-2000): 4,3%
Principal bloco econômico: Sadc, com 14 países.
O Continente Africano Visto do Espaço
DELTA DO RIO NILO
- Principais rios: Nilo, Níger, Congo,
Limpopo, Zambese e Orange.
- Clima: Clima Mediterrânico (chuvas na
primavera e outono) no norte e sul; Clima
Equatorial (quente e úmido) no centro.
- Relevo: Monte Atlas (norte), Planalto
Centro-Africano (região central), Grande
Vale do Rift com altas montanhas e
depressões (leste). Na região norte
destaca-se o Deserto do Saara.
- Cidades mais populosas: Cairo (Egito),
Lagos (Nigéria), Kinshasa (R. D. do
Congo), Cartum (Sudão), Johanesburgo
(África do Sul) e Gizé (Egito).
• Observe que 60% desta divisão é constituído de
  retas ou de arcos de circunferência.

• Podemos dizer que muitos dos conflitos étnicos
  que existem hoje é conseqüência da partilha da
  África.

• Os estados africanos atuais, na sua maioria,
  não tem a mesma unidade cultural, lingüística
  ou cultural

• Existem casos em que um mesmo Estado
  abriga várias nações ou até uma única nação
  em dois ou mais Estados
        ASSIM SE FORMOU A NAÇÃO
               AFRICANA.

As fronteiras nacionais nasceram da imposição
desta conferência, um estado orgânico colonial
imposto pelas potências colonizadoras
partilhando a África sem muitas preocupações
quanto ao que já existia. Várias nações, no
sentido da formações sociais antigas africanas,
passaram a estar reunidas dentro de novas
fronteiras. Tribos amigas e inimigas passaram a
pertencer o mesmo espaço colonial.

Assim, nos gabinetes da capital alemã, foram
traçadas as fronteiras dos domínios coloniais.
No início do século XX, a África estaria
completamente retalhada pelos ocupantes
imperialistas
• A Colonização do espaço Africano não foi
  pacífica.
  Um dos fatos mais triste de nossa história.
  As potências européias, apenas para
  evitar atritos entre elas, decidiram
  "civilizadamente" repartir o domínio da
  África na famosa Conferência de Berlim,
  por volta da segunda metade do Século
  XIX
A partir da segunda metade do século
XIX, as relações entre Europa e
África passaram a um caráter
imperialista, com expansão da
Revolução Industrial provocando a um
intenso movimento para a ocupação
colonial da África por diferentes países
europeus. A Inglaterra que
desempenhava uma enorme supremacia
industrial, não via a necessidade de
anexar novos territórios para encontrar
mercados ao contrário das demais nações
européias. Desta forma havia uma
enorme necessidade de outros países
colonizarem a África. Entendeu?
                  chefes zulus


MULHER AFRICANA
    A divisão arbitrária da África teve o seu
marco com a Conferência de Berlim iniciada
em 1884 e só terminou no ano seguinte. Dela
participaram os 15 países, 13 da Europa mais
Estados Unidos e Turquia.
A Grã-Bretanha e a França foram as que
obtiveram mais territórios, seguidas de
Portugal, Bélgica e Espanha. Territórios mais
reduzidos foram ocupados pela Alemanha e
pela Itália. Estes haviam entrado
recentemente na corrida colonial devido aos
seus tardios processos de unificação nacional.
A Alemanha perderia o domínio de suas
colônias africanas após a Primeira Guerra
Mundial, acontecendo a mesma coisa com a
Itália no final da Segunda Guerra
Algumas dessas guerras tem ultrapassado
todos os limites de crueldade, como a que
 se verifica em Ruanda e Burundi, opondo
 as etnias tutsi e hutu. Em 1994, a guerra
 em Ruanda já tinha provocado 4 milhões
  de refugiados, metade da população do
 país, e milhões de mortos. Os hutus são
  maioria da população, mas são os tutsis
 que dominam a vida política e econômica
    destes países desde que os antigos
     colonialistas belgas promoveram
  representantes deste etnia a postos de
           mando administrativo.
A economia tradicional comunitária ou de
subsistência foi totalmente desorganizada
pela introdução de cultivos destinados a
atender exclusivamente as necessidades
das metrópoles. Intrigas entre etnias
foram estimuladas e antigos reinos
destruídos, vencidos pela superioridade
militar dos colonizadores. Vários povos,
antes auto-suficientes em alimentos,
passaram a depender de produtos
importados das metrópoles.
Esta fotografia de três chefes zulus foi tirada em 1888 na
   África do Sul. Eles vestem a roupa tradicional dos
guerreiros e portam os típicos escudos zulus. A partir de
1800, os zulus, liderados por seu chefe Shaka, tornaram-
     se uma poderosa força militar na África do Sul
CONFLITOS E
REFUGIADOS
Na Somália, oito clãs disputam o poder numa
guerra civil que dilacerou completamente o
país. Na Libéria, a guerra interna matou mais
de 150 mil pessoas e produziu cerca de 700 mil
refugiados. Cifra semelhante pode ser
verificada na vizinha Serra Leoa. A situação
não é muito diferente em países como o Chade
ou Sudão. Enfim, são vários e vários conflitos
sem perspectivas imediatas de pacificação.
Acordos e negociações têm sido tentados, mas
sem muito sucesso. Talvez Angola possa se
transformar numa exceção, face a mais uma
tentativa de paz (a última?) acordada entre o
Movimento pela Libertação de Angola (MPLA),
no governo, e o seu arquirival, a União Total
para a Libertação de Angola (UNITA),
organização que durante muitos anos recebeu
apoio dos EUA e do criminoso regime do
appartheid sul-africano.
Exílio e repatriamento no Chifre da
África
O ACNUR continua a dar assistência a
cerca de 1.6 milhões de pessoas do Chifre
de África e do Sudão, tradicionalmente,
uma das regiões mais importantes
geradoras de refugiados. O repatriamento
do Sudão para a Eritreia está finalmente
em curso, após mais de 30 anos de os
primeiros refugiados terem deixado o país.
Situação de emergência em
Ruanda/Burundi
Mais de um milhão de ruandeses
afluiram ao Zaire em meados de
1994, um movimento de refugiados
dos maiores e mais rápidos alguma
vez visto. O ACNUR está agora a dar
proteção e assistência a cerca de 2.2
milhões de pessoas deslocadas no
Burundi, Uganda, Ruanda, Tanzânia
e Zaire.
Refugiados da África Ocidental Os
conflitos na Libéria e na Serra Leoa
forçaram quase um milhão de pessoas a
exilarem-se na Guiné e na Costa do
Marfim. Muitas encontram-se também
deslocadas dentro dos seus próprios
países, fora do alcance da assistência
internacional.
Reintegração em Moçambique Mais de
1.6 milhões de refugiados regressaram
a Moçambique provenientes dos seis
países vizinhos entre os finais de 1992 e
o início de 1995. Têm agora de começar
a fazer face às suas necessidades e a
reintegrarem-se no seio das suas
comunidades
    Informações importantes sobre o
          Continente Africano

 África é o segundo continente mais populoso do mundo
 (fica atrás somente da Ásia). Possui, aproximadamente,
                 800 milhões de habitantes.
É um continente basicamente agrário, pois cerca de 63%
da população habitam o meio rural, enquanto somente 37
                   % moram em cidades.
    No geral, é um continente pobre e subdesenvolvido,
      apresentando baixos índices de desenvolvimento
     econômico. A renda per capita, por exemplo, é de,
 aproximadamente, US$ 800,00. O PIB (Produto Interno
Bruto) corresponde a apenas 1% do PIB mundial. Grande
     parte dos países possui parques industriais pouco
      desenvolvidos, enquanto outros nem se quer são
   industrializados, vivendo basicamente da agricultura.
O principal bloco econômico africano é o SADC
(Southern Africa Development Community),
formado por 14 países: África do Sul, Angola,
Botswana, República Democrática do Congo,
Lesoto, Madagascar, Malaui, Maurícia, Moçambique,
Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e
Zimbábue.
Além da agricultura, destaca-se a exploração de
recursos minerais como, por exemplo, ouro e
diamante. Esta exploração gera pouca renda para
os países, pois é feita por empresas multinacionais
estrangeiras, principalmente da Europa.
Os países africanos que possuem um nível de
desenvolvimento um pouco melhor do que a média
do continente são: Árica do Sul, Egito, Marrocos,
Argélia, Tunísia e Líbia.
Os principais problemas africanos são: fome,
epidemias (a AIDS é a principal) e os conflitos
étnicos armados
Os índices sociais africanos também não são
bons. O analfabetismo, por exemplo, é de
aproximadamente 40%.
As religiões mais presentes no continente são:
muçulmana (cerca de 40%) e católica romana
(15%).
Existem também seguidores de diversos cultos
africanos.
As línguas mais faladas no continente são:
inglês, francês, árabe, português e as línguas
africanas.
             LEMBRE
•ÁREA: 20% DE TERRAS EMERSAS, FAZENDO PARTE DO
 VELHO MUNDO.
•PARA NÓS BRASILEIROS A ÁFRICA REFLETE BOA PARTE
 DE NOSSOS COSTUMES, POVOS E RELIGIÓES.
•RETALHADO PELAS POTÊNCIAS COLONIAIS O
 CONTINENTE EXPERIMENTOU MOVIMENTOS RECENTES
 DE DESCOLONIZAÇÃO, FORMANDO PAÍSES ARTIFICIAIS
( AS COLÔNIAS AO DEFINIREM AS FRONTEIRAS,
 JUNTARAM ETNIAS DIFERENTES E SEPARARAM ETNIAS
 QUE POSSUÍAM ASPECTOS COMUNS, FORMANDO PAÍSES
 SEM IDENTIDADE).
•O CONTINENTE AFRICANO SEMPRE FOI MARCADO PÔR
 VÁRIOS PROBLEMAS COMO: ENCHENTES, DOENÇAS ,
 FOME, ÊXODO RURAL...., MAS NADA FEZ TANTO MAL
 QUANTO O CONTATO COM OS EUROPEUS.
•A ÁFRICA É UM CONTINENTE EM ESTADO DE LETARGIA.
 ENQUANTO BOA PARTE DO MUNDO, NO FINAL DO SECULO
 XX, TEM AO MENOS ALGUM FUTURO PELA FRENTE.
Hulton Deutsch - Escravos na Africa Central - Século XIX - Encarta
                        ÁFRICA DO SUL
                    Nome do país: República da África do
                         Sul.

   Línguas oficiais:Inglês, zulu, xhosa, suázi, ndebele,
seSotho do sul, seSotho do norte, tsonga, tswana, venda e
                         afrikaans.

   Capitais: Pretória / Tshwane (Cidade Administrativa)
               Cidade do Cabo (Legislativa)
          Bloemfontein / Mangaung (Judiciário).

IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 0,683 – médio.

                Fuso Horário: + 2h GMT
Cidade do Cabo                  Johannesburgo




Pretória
                 Bloemfontein
A África do Sul é um país independente, está
situado no extremo sul do continente africano e é
banhado pelos oceanos Atlântico e Índico. O
território encontra-se no oriente, ao sul do paralelo
do equador (hemisfério sul).

A Nação abriga aproximadamente 50 milhões de
pessoas, distribuídas em uma área de 1.221.037
km2. A população é composta por negros, que
representam 70% da população; brancos
descendentes de holandeses e ingleses, que
respondem por 12%, euroafricanos, representam
13%; indianos, 3%; e outras etnias, 2%.
  O território abriga em seu subsolo uma grande quantidade de
minérios, e destaca-se na produção de carvão mineral, manganês,
 ferro, cobre, platina, diamante, ouro e urânio, riquezas que são
          fundamentais para o desenvolvimento industrial.

   Outro potencial relevante de recursos é quanto à produção de
    energia elétrica, impulsionada pelo rio Orange. O país não é
           independente quanto à produção de petróleo.

    A economia sul-africana está ligada à prestação de serviços,
indústria, além dos setores primários, como o extrativismo mineral e
a produção agropecuária. Cidade do Cabo e Johannesburgo são os
    principais centros urbanos, e conseqüentemente promovem a
  concentração das indústrias, abrigando empresas que atuam nos
   setores de produção de veículos, locomotivas, incluindo ainda a
                     metalurgia e a petroquímica.
O setor industrial é bastante diversificado, entretanto,
 isso não evita problemas como desigualdade social,
elevado índice de desemprego, marginalização, entre
                        outros.

    Outra fonte de receita de grande importância é a
 atividade turística desenvolvida na Savana, conhecida
como safári, além do turismo urbano, especialmente na
                     Cidade do Cabo.
O Apartheid foi um dos regimes de discriminação mais cruéis de que se tem notícia
no mundo. Ele vigorou na África do Sul de 1948 até 1990 e durante todo esse tempo
esteve ligado à política do país. A antiga Constituição sul-africana incluía artigos onde
era clara a discriminação racial entre os cidadãos, mesmo os negros sendo maioria na
população.

Em 1487, quando o navegador português Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa
Esperança, os europeus chegaram à região da África do Sul. Nos anos seguintes, a
região foi povoada por holandeses, franceses, ingleses e alemães.

Os descendentes dessa minoria branca começaram a criar leis, no começo do século
XX, que garantiam o seu poder sobre a população negra. Essa política de segregação
racial, o apartheid, ganhou força e foi oficializada em 1948, quando o Partido Nacional,
dos brancos, assumiu o poder.

O Apartheid, que quer dizer separação na língua africâner dos imigrantes europeus,
atingia a habitação, o emprego, a educação e os serviços públicos, pois os negros não
podiam ser proprietários de terras, não tinham direito de participação na política e eram
obrigados a viver em zonas residenciais separadas das dos brancos. Os casamentos e
relações sexuais entre pessoas de raças diferentes eram ilegais. Os negros geralmente
trabalhavam nas minas, comandados por capatazes brancos e viviam em guetos
miseráveis e superpovoados.
                       Nelson Mandela
"A luta é minha vida". A frase de Nelson Mandela, nascido em 1918, na
 África do Sul, resume sua existência. Desde jovem, influenciado pelos
  exemplos de seu pai e outras pessoas marcantes na sua infância e
   juventude, Mandela dedicou sua vida à luta contra a discriminação
             racial e as injustiças contra a população negra.
Mandela foi o fundador da Liga Jovem do Congresso Nacional Africano,
em 1944, e traçou uma estratégia que foi adotada anos mais tarde pelo
    Congresso na luta contra o apartheid. A partir daí ele foi o líder do
movimento de resistência a opressão da minoria branca sobre a maioria
                           negra na África do Sul.
 Hoje, ele ainda é símbolo de resistência pelo vigor com que enfrentou
os governos racistas em seu país e o apartheid, sem perder a força e a
  crença nos seus ideais, inclusive nos 28 anos em que esteve preso
 (1962-1990), acusado de sabotagem e luta armada contra o governo.
   Nem mesmo as propostas de redução da pena e de liberdade que
recebeu de presidentes sul-africanos ele aceitou, pois o governo queria
um acordo onde o movimento negro teria que ceder. Ele preferiu resistir
  e em 1990 foi solto. Sua liberdade foi um dos primeiros passos para
 uma sociedade mais democrática na África do Sul, culminando com a
eleição de Nelson Mandela como presidente do país em 1994. Um fato
histórico onde os negros puderam votar pela primeira vez em seu país.