Primeira Geração

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					MODERNISMO 1ª FASE

CLEMILDA SOUZA

"uma semana de escândalos literários e artísticos, de meter os estribos na barriga da burguesiazinha paulistana."

Capa de Di Cavalcanti para o Catálogo da Exposição

OBJETIVO
Elevar a cultura brasileira ao mesmo nível dos movimentos de vanguarda europeus e que defendia a tomada de uma nova consciência política e social. Por isso, pode-se dizer que a SAM foi um evento de caráter cultural, político e social

Manuel Bandeira

Graça Aranha Mário de Andrade

Oswald de Andrade

A PRIMEIRA FASE DO MODERNISMO BRASILEIRO "Fase Heróica" e "Fase de Destruição".

Malditos para sempre os Mestres do Passado! Que a simples recordação de um de vós escravize os espíritos no amor incondicional pela forma! Que o Brasil seja infeliz porque os criou! Que o universo se desmantele porque vos comportou! E que não fique nada! Nada! Nada!

Semana de Arte Moderna (SAM), que foi realizada no teatro Municipal de São Paulo nas noites de 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922.

PROGAMAÇÃO DA SEMANA DE ARTE MODERNA
13/02 • Graça Aranha => Emoção Estética na Arte Moderna
• Ernani Braga => sátira à Chopin • Ronald de Carvalho => A Pintura e a Escultura Moderna no Brasil • Guilherme de Almeida e Villas-Lobos

15/02
• Conferência de Menotti del Picchia sobre a arte e a estética, ilustrada com a leitura de textos de Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Plínio Salgado e outros. • Ronald de Carvalho => faz leitura de Os Sapos (Manuel Bandeira) => crítica aberta ao molde parnasiano. • Mário de Andrade lê, das escadarias do teatro, A escrava que não é Isaura.

17/02 - Músicas de Villa-Lobos.

Pré- modernismo  Modernismo (1ª geração/fase): de 22 a 30  Pós-modernismo (2ª geração/fase): 30 a 45  Neomodernismo ou Literatura Contemporânea(3ª geração/fase): de 45 a março de 2008...


AS PROPOSTAS MODERNISTAS
1. Adaptar a arte nacional ao momento futurista e tecnológico: 2. Combater a cultura formal, gabinetista, acadêmica, livresca:
“Quero antes o lirismo dos loucos O lirismo dos bêbados O lirismo difícil e pungente dos bêbados O lirismo dos clowns de Shakespeare - Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.” (M. Bandeira)

3. Linguagem espontânea, coloquial:

4. Desprezo pelas normas gramaticais :
“Dê-me um cigarro Diz a gramatica Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da nação brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro”

5. Uso da paródia como elemento desmitificador:

Minha terra tem palmares Onde gorjeia o mar Os passarinhos daqui Não cantam como os de lá. Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha terra tem mais terra.

6. Emprego da ironia e do poema–piada:
Moça linda bem tratada, Três séculos de família, Burra como uma porta: Um amor. Grã-fino do despudor, Esporte, ignorância e sexo Burro como porta: Um coió. Mulher gordaça, filó De ouro por todos os poros Burra como uma porta: Paciência...

Plutocrata sem consciência, Nada porta, terremoto Que a porta do pobre arromba: Um bomba. (Mário de Andrade)

Uma característica da modernidade poética é a consciência que os poetas demonstram ter do seu próprio ofício. Essa consciência aparece, com freqüência, nas suas próprias obras. Manuel Bandeira, por exemplo, no poema Poética (em Libertinagem) faz (o que podemos considerar) uma síntese do seu programa poético. (Nas proposições desta questão, identifique a(s) que contém(êm) versos que desse programa.) ( ) “Estou farto do lirismo namorador.” ( ) “Quero antes o lirismo dos loucos. O lirismo dos bêbados.” ( ) “Abaixo os puristas Todas as palavras sobretudo as sintaxes de exceção.” ( ) “Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.” ( ) Quero o lirismo exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres.

Questão Não há nada que explicar nas formas, nas cores, na composição do delicioso quadro intitulado “Religião brasileira”, de Tarsila do Amaral. Parece que quem já viu igrejas, capelinhas, Oratórios domésticos da nossa terra deveria sentir à primeira vista o encanto e a poesia daquela pintura.(Manuel Bandeira, Crônicas da província do Brasil) O fragmento acima está numa crônica intitulada “Tarsila antropófaga”. O que Manuel Bandeira afirma nesse fragmento e o título que deu a essa crônica estabelecem uma relação direta entre a arte de Tarsila do Amaral e

a) um importante e polêmico manifesto do Modernismo, em que Oswald de Andrade assume seu nacionalismo crítico. b) a restauração da dignidade da linguagem poética, buscada pelos representantes da geração de 45.

c) os movimentos de vanguarda poética que surgiram e se desenvolveram a partir da década de 50 do século passado.
d) a literatura em que se representa a vida urbana, produzida no período identificado como “Pré-modernismo”.

e) a exaltação da cultura regional, presente em vários romances escritos ao longo da década de 30 do século passado.

ANDORINHA
Andorinha lá fora está dizendo: – “Passei o dia à toa, à toa!” Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste! Passei a vida à toa, à toa...
Manuel Bandeira, publicado em Poesia completa e prosa (Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993, p. 217)

Questão

Entre o poeta e a andorinha há uma relação de: a) humor. b) amor. c) revolta. d) analogia. e) desejo.

Engelhadas as faces, os cabelos brancos, ferido, chegas da jornada revês da infância os dias...

O netinho jogou os óculos na latrina

Olavo Bilac

Oswald de Andrade

REVISTAS E MANIFESTOS
KLAXON - 1923
Fruto das agitações do ano de 1921 e da Semana de Arte Moderna. Tinha como proposta uma concepção estilística diferente, que anunciava a modernidade, o século XX, “buzinando”, pedindo passagem.

MANIFESTO DA POESIA PAU-BRASIL - 1924
Escrito por Oswald de Andrade e tinha como proposta uma literatura vinculada à realidade brasileira, a partir de uma redescoberta do Brasil.

A REVISTA - 1925
Publicação responsável pela divulgação do movimento modernista em Minas Gerais e tinha como um dos redatores Carlos Drummond de Andrade.

MANIFESTO REGIONALISTA DE 1926
Através do Centro Regionalista do Nordeste, lança-se o Manifesto, que procura desenvolver o sentimento de unidade do Nordeste dentro dos valores modernistas. Tinha como proposta trabalhar em prol dos interesses da região nos seus aspectos diversos: sociais, econômicos e culturais. Década de 30 - regionalismo nordestino resulta em brilhantes obras literárias com nomes que vão de Graciliano Ramos, José Lins do Rego, José Américo de Almeida, Raquel de Queiroz e Jorge Amado (romance) a João Cabral de Melo Neto (poesia).

REVISTA DA ANTROPOFAGIA - 1928 / 1929
Movimento antropofágico que surgiu como uma nova etapa do nacionalismo Pau-Brasil e como resposta ao grupo verdeamarelista, que criara a Escola da Anta. Miscelânea ideológica em que o movimento modernista se transformara, com artigos que vão de Oswald e Mário de Andrade, Alcântara Machado, Drummond (1ª “dentição”)/ 2ª “dentição”- Fase mais definida ideologicamente, uma vez que se via uma época de definições. Ruptura de Oswald com Mário de Andrade.

Capa da 1ª edição de Paulicéia Desvairada, de

Final da década de 20 - postura que apresenta duas  vertentes distintas:  Nacionalismo crítico (denúncia da realidade brasileira/ frente da esquerda)  Nacionalismo ufanista (utópico e exagerado – extrema direita).


Victor Brecheret, para nós, era no mínimo gênio“ Mário de Andrade

Enquanto você se esforça pra ser um sujeito normal e fazer tudo igual

Este caminho que eu mesmo escolhi É tão fácil seguir por não ter onde ir

Eu do meu lado, aprendendo a ser louco Um maluco total na loucura real Controlando a minha maluquez misturada com minha lucidez Vou ficar ficar com certeza maluco beleza

Controlando a minha maluquez misturada com minha lucidez Vou ficar ficar com certeza maluco beleza Eu vou ficar.....


				
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posted:3/13/2009
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