Romantismo Atividade

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Romantismo Atividade Powered By Docstoc
					LITERATURA

2º ANO

ROMANTISMO
01 - (PUC SP/2007) Considere os dois fragmentos extraídos de Iracema, de José de Alencar. I. Onde vai a afouta jangada, que deixa rápida a costa cearense, aberta ao fresco terral a grande vela? Onde vai como branca alcíone buscando o rochedo pátrio nas solidões do oceano? Três entes respiram sobre o frágil lenho que vai singrando veloce, mar em fora. Um jovem guerreiro cuja tez branca não cora o sangue americano; uma criança e um rafeiro que viram a luz no berço das florestas, e brincam irmãos, filhos ambos da mesma terra selvagem. II. O cajueiro floresceu quatro vezes depois que Martim partiu das praias do Ceará, levando no frágil barco o filho e o cão fiel. A jandaia não quis deixar a terra onde repousava sua amiga e senhora. O primeiro cearense, ainda no berço, emigrava da terra da pátria. Havia aí a predestinação de uma raça? Ambos apresentam índices do que poderia ter acontecido no enredo do romance, já que constituem o começo e o fim da narrativa de Alencar. Desse modo, é possível presumir que o enredo apresenta a) o relacionamento amoroso de Iracema e Martim, a índia e o branco, de cuja união nasceu Moacir, e que alegoriza o processo de conquista e colonização do Brasil. b) as guerras entre as tribos tabajara e pitiguara pela conquista e preservação do território brasileiro contra o invasor estrangeiro. c) o rapto de Iracema pelo branco português Martim como forma de enfraquecer os adversários e levar a um pacto entre o branco colonizador e o selvagem dono da terra. d) a vingança de Martim, desbaratando o povo de Iracema, por ter sido flechado pela índia dos lábios de mel em plena floresta e ter-se tornado prisioneiro de sua tribo. e) a morte de Iracema, após o nascimento de Moacir, e seu sepultamento junto a uma carnaúba, na fronde da qual canta ainda a jandaia. Gab: A 02 - (UEPB PB/2007) ―Sabeis-lo. Roma é a cidade do fanatismo e da perdição: na alcova do sacerdote dorme a gosto a amásia, no leito da vendida se pendura o Crucifico lívido. É um requintar de gozo blasfemo que mescla o sacrilégio à convulsão do amor, o beijo lascivo à embriaguez da crença!‖ (início da narrativa II – Solfieri de Noite na taverna). A partir do trecho citado, é possível afirmar: Há uma espécie de paradoxo nas relações enunciadas: sacerdote/ amante, prostituta/crente, sacrilégio/amor, beijo lascivo/fé. Esse paradoxo conduz o leitor a uma visão ―amarga‖ de valores e práticas sociais postos em vigor, mas não requeridos pela sociedade dos que os vivem. II. As relações enunciadas não são paradoxais, uma vez que remetem o leitor às experiências comportamentais dos que habitam o mundo de Noite na taverna, que se pode interpretar como uma obra que representa a sociedade burguesa de 1900, em cujas estruturas morais se percebia um retorno à Roma pagã, conhecida pela ―falta de moral‖. III. Configura-se apenas como brincadeira de um adolescente, Álvares de Azevedo, jovem poeta morto aos 21 anos de idade em conseqüência de seu ―estilo de vida‖ bem representado nas narrativas de Noite na taverna: boêmio, descrente do mundo, próximo de rituais satânicos, experimentador da prostituição, do assassínio, da pedofilia e de outros comportamentos que contou em seus textos. Marque a alternativa correta: a) Apenas a proposição I está correta b) Apenas a proposição II está correta c) Apenas a proposição III está correta d) As proposições I e II estão corretas e) As proposições I e III estão corretas I.

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Gab: A 03 - (Furg RS/2007) Sobre a obra Lira dos vinte anos, de Álvares de Azevedo, é correto afirmar que: a) revela, ainda, grande influência do neoclassicismo do século XVIII. b) é um livro constituído predominantemente por sonetos em que o eu lírico revela profundo tédio existencial. c) faz-se presente, de forma recorrente, o sentimento nacionalista, tão caro ao Romantismo. d) caracteriza-se pelo descritivismo e pelo apuro formal. e) a representação da figura feminina é revestida de um caráter dual: ora é virgem imaculada, ora é meretriz. Gab: E 04 - (UFMG MG/2007) ―O vestido de Aurélia encheu a carruagem e submergiu o marido; o que lhe aparecia do semblante e do busto ficava inteiramente ofuscado [...]. Ninguém o via...‖ ALENCAR, José de. Senhora. São Paulo: DCL, 2005. p. 96. (Grandes Nomes da Literatura) Considerando-se o personagem referido – Fernando, o marido de Aurélia –, é CORRETO afirmar que a passagem transcrita contém a imagem a) da anulação de sua individualidade, transformado que fora, como marido, em objeto ou mercadoria. b) da sua tomada de consciência da futilidade da sociedade, que preza sobretudo a beleza física e a riqueza. c) do ciúme exacerbado, ainda que secreto, que sente da esposa, por duvidar de que ela realmente o ame. d) do orgulho que sente da beleza deslumbrante da esposa, ressaltada nessa ocasião por seus trajes luxuosos. Gab: A 05 - (UFMG MG/2007) No romance Senhora, ocorrem choques entre ―duas almas, que uma fatalidade prendera, para arrojálas uma contra outra...‖ (ALENCAR, Senhora, p.131.) Assinale a alternativa em que o par de idéias conflitantes NÃO se entrelaça, na narrativa, aos choques entre Aurélia e Seixas. a) Amor idealizado X casamento por interesse b) Condição modesta de vida X ostentação de riqueza c) Contemplação religiosa X divertimento mundano d) Qualidades morais elevadas X comportamentos aviltantes Gab: C

06 - (UFRR RR/2007) A alternativa que representa adequadamente o romance ―Senhora‖ é: a) romance que, mesmo rompendo a coerência da narrativa por meio de um final feliz, desenvolve as relações afetivas dos personagens a partir dos conflitos provocados pela hierarquia social e econômica, confrontando o poder do indivíduo ao poder do dinheiro na figura de um herói suspenso que, ao invés de casar-se com uma herdeira de família abastada, é comprado por uma moça rica, vendendo, desta forma, sua liberdade por status social. b) romance idealista que desenvolve as relações afetivas das personagens, buscando conciliar o medo e a crueldade de forma que o temor se dissipe e a crueldade se transforme em tolerância, num epílogo repleto de encontros e no qual os protagonistas, escapando da morte, dão exemplo de coragem e generosidade. c) romance folhetim, com final trágico, publicado com a intenção de atingir o grande público e travar uma discussão sobre os papéis masculinos e femininos na sociedade, buscando modelar os comportamentos adequados a uma Senhora e a um cavalheiro respeitáveis numa sociedade

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conservadora e elitista por meio de lições de moral e entusiasmo pelos padrões franceses de elegância vigentes na época. d) romance neoclássico com padrão formal rígido, no qual os protagonistas, a Senhora que comanda uma grande fazenda e o jornalista Fernando Seixas, envolvidos numa aura de mistério e glamour, freqüentam as festas da corte, mergulhando em intrigas amorosas e políticas que desembocam num surpreendente final, que deixa ambíguos os destinos dos personagens principais. e) romance de forte teor humorístico em que as relações afetivas se dão todas em inversões de classes sociais e, embora pleno de senso humor, está, por outro lado, propenso a despertar no leitor a crítica política e o desprezo pelos preconceitos raciais, mostrando, por meio da história de amor da Senhora branca e de Fernando Seixas, um comerciante em ascensão e ex-escravo, as resistências que a sociedade do século XIX estimulava com relação ao matrimônio entre brancos e negros. Gab: A 07 - (UFV MG/2007) Considere as seguintes afirmações sobre o Romantismo na Literatura Brasileira: Apresenta, de forma idealizada, o mundo rústico do interior do Brasil, expressando o que os escritores românticos percebiam como mais puro no cenário da cultura brasileira, diferenciando-se da visão realista dos romances de 1930. II. Traz José de Alencar como o maior escritor desse período, capaz de mostrar nos seus romances indianistas um projeto de nacionalidade, excluindo de sua obra os costumes urbanos da segunda metade do século XIX. III. Constrói uma identidade literária brasileira considerando, predominantemente, a produção poética dividida em três gerações: a indianista, a ultra-romântica e a social. Está CORRETO o que se afirma apenas em: a) II. b) III. c) I e II. d) I. e) II e III. Gab: D 08 - (UFAC AC/2007) A poesia Romântica desenvolveu-se em três gerações: Nacionalista ou Indianista, do Mal-do-século e Condoreira. O Indianismo de nossos poetas românticos é: a) um meio de reconstruir o grave perigo que o índio representava durante a instalação da Capitania de São Vicente. b) um meio de eternizar liricamente a aceitação, pelo índio, da nova civilização que se instalava. c) uma forma de apresentar o índio como motivo estético; idealização com simpatia e piedade; exaltação de bravura, heroísmo e de todas as qualidades morais superiores. d) uma forma de apresentar o índio em toda a usa realidade objetiva; o índio como elemento étnico da futura raça do Brasil. e) um modelo francês seguido no Brasil; uma necessidade de exotismo que em nada difere do modelo europeu. Gab: C 09 - (Uft TO/2007) Com base na leitura de Espumas flutuantes, de Castro Alves, é CORRETO afirmar que as ―espumas‖ a que se refere o título da obra representam, metaforicamente, a) as forças líricas que movem o poeta. b) as poesias que compõem o livro. c) os amores do poeta por artistas de teatro. d) os interesses sociais do poeta. Gab: B 10 - (Uft TO/2007) I.

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Com base na leitura da obra, é INCORRETO afirmar que, na poesia de Espumas flutuantes, o condoreirismo se caracteriza por a) afetação de humildade. b) exaltação da civilização. c) retórica altaneira. d) uso de hipérboles. Gab: A

11 - (UFBA BA/2007) No geral conceito, esse único filho varão devia ser o amparo da família, órfã de seu chefe natural. Não o entendiam assim aquelas três criaturas, que se desviviam pelo ente querido. Seu destino resumia-se em fazê-lo feliz; não que elas pensassem isto, e fossem capazes de o exprimir; mas faziam-no. Que um moço tão bonito e prendado como o seu Fernandinho se vestisse no rigor da moda e com a maior elegância; que em vez de ficar em casa aborrecido, procurasse os divertimentos e a convivência dos camaradas; que em suma fizesse sempre na sociedade a melhor figura, era para aquelas senhoras não somente justo e natural, mas indispensável. [...] Dessa vida faustosa, que ostentava na sociedade, trazia Seixas para a intimidade da família não só as provas materiais, mas as confidências e seduções. Era então muito moço; e não pensou no perigo que havia, de acordar no coração virgem das irmãs desejos que podiam supliciá-las. Quando mais tarde a razão devia adverti-lo, já o doce hábito das confidências a havia adormecido. Felizmente D. Camila tinha dado a suas filhas a mesma vigorosa educação que recebera; a antiga educação brasileira, já bem rara em nossos dias, que, se não fazia donzelas românticas, preparava a mulher para as sublimes abnegações que protegem a família, e fazem da humilde casa um santuário. Mariquinhas, mais velha que Fernando, vira escoarem-se os anos da mocidade, com serena resignação. Se alguém se lembrava de que o outono, que é a estação nupcial, ia passando sem esperança de casamento, não era ela, mas a mãe, D. Camila, que sentia apertar-se-lhe o coração, quando lhe notava o desdobre da mocidade. Também Fernando algumas vezes a acompanhava nessa mágoa; mas nele breve a apagava o bulício do mundo. Nicota, mais moça e também mais linda, ainda estava na flor da idade; mas já tocava aos vinte anos, e com a vida concentrada que tinha a família, não era fácil que aparecessem pretendentes à mão de uma menina pobre e sem proteções. Por isso cresciam as inquietações e tristezas da boa mãe, ao pensar que também esta filha estaria condenada à mesquinha sorte do aleijão social, que se chama celibato. ALENCAR, José de. Senhora. In: José de Alencar: ficção completa e outros escritos. 3. ed. Rio de Janeiro: Aguilar, 1965. v. I, p. 684-685. (Biblioteca Luso-Brasileira. Série Brasileira). Dentre as idéias focalizadas na obra, têm comprovação no texto as proposições 01. A narrativa apresenta censura à sociedade da época por não preparar devidamente a mulher para exercer o papel que lhe é reservado. 02. O narrador põe a nu uma visão de mundo patriarcalista, no que tange aos papéis sociais atribuídos ao homem e à mulher. 04. A vida que Seixas e sua família levavam obedecia às regras sociais que vigoravam na época. 08. A existência de uma oposição entre a vida do lar e a realidade mundana está evidenciada no fragmento. 16. Fernando Seixas é caracterizado como um ser humano de caráter e de sentimentos nobres, além de generoso com sua família. 32. O casamento aparece como um contrato em que o dote da mulher e o prestígio social de sua família são pré-requisitos essenciais. 64. O narrador mantém-se impessoal, seguindo os padrões narrativos então vigentes. Gab: 43 12 - (UFPA PA/2007) Contrariamente aos primeiros românticos, Castro Alves, em seu sentimentalismo amoroso, ―percorre a gama completa da carne e do espírito‖, segundo o crítico literário Antonio Candido (In: A formação da literatura brasileira. 7.ed., v. 2. Belo Horizonte; Rio de Janeiro: Itatiaia, 1993. p. 251).

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Os versos de Castro Alves, abaixo, que caracterizam a afirmativa de Candido são: a) ―Queres voltar a este país maldito Onde a alegria e o riso te deixaram? Eu não sei tua história... mas que importa?‖ b) ―Uma noite, eu me lembro... Ela dormia Numa rede encostada molemente... Quase aberto o roupão... solto o cabelo E o pé descalço no tapete rente.‖ c) ―Deus!ó Deus! onde estás que não [respondes? Em que mundo, em qu’estrela tu [t’escondes Embuçado nos céus?‖ d) ―Stamos em pleno mar... Doudo no espaço Brinca o luar — doirada borboleta — E as vagas após ele correm... cansam Como turba de infantes inquieta.‖ e) ―No céu dos trópicos P’ra sempre brilha, Ó noite esplêndida, Que as ondas trilha.‖ Gab: B

13 - (UFBA BA/2007) Seixas era homem honesto; mas ao atrito da secretaria e ao calor das salas, sua honestidade havia tomado essa têmpera flexível da cera que se molda às fantasias da vaidade e aos reclamos da ambição. 5 Era incapaz de apropriar-se do alheio, ou de praticar um abuso de confiança; mas professava a moral fácil e cômoda, tão cultivada atualmente em nossa sociedade. Segundo essa doutrina, tudo é permitido em matéria de amor; e o interesse próprio tem plena liberdade, desde que transija com a lei e evite o escândalo. ALENCAR, José de. Senhora. In: José de Alencar: ficção completa e outros escritos. 3. ed. Rio de Janeiro: Aguilar, 1965. v. I. p. 696. Os conectores ―mas‖ (l. 1), ―mas‖ (l. 5) e ―desde que‖ (l. 8) introduzem nos enunciados argumentos que restringem as declarações anteriores. Justifique essa afirmativa, explicitando o valor semântico desses conectores. Identifique e transcreva uma das analogias referidas, explicando-a com base no contexto do poema. Gab: ―mas‖ (l. 1) restringe a idéia de honestidade ao focá-la como algo flexível, sujeita à vaidade e à ambição. É uma honestidade relativa. ―mas‖ (l. 5) relativiza a declaração anterior (Seixas era incapaz de roubar ou de trair a confiança de alguém), apontando para a flexibilidade moral do comportamento da personagem. ―desde que‖ (l. 8) estabelece uma condição para o que é afirmado anteriormente, limitando a ―plena liberdade‖ de defesa do próprio interesse do indivíduo. 14 - (UFPE PE/2007) O Romantismo foi um movimento marcado pelo individualismo e pelo egocentrismo. Com freqüência, o destino da grandeza individual dos escritores românticos era o distanciamento pessoal da vida em sociedade, através da solidão voluntária. Considerando esse aspecto, leia o poema de Castro Alves e analise as questões a seguir. O livro e a América Oh! Bendito o que semeia Livros, livros à mão cheia... E manda o povo pensar... O livro caindo n’alma É germe – que faz a palma, É chuva – que faz o mar.

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(Castro Alves) 00. Castro Alves supera o extremo individualismo dos poetas anteriores de sua geração, dando ao Romantismo um sentido social e revolucionário. 01. Através do isolamento e da fuga à realidade, Castro Alves traduz o desinteresse dos poetas românticos pelo público leitor. 02. Castro Alves não apenas realizou uma poesia humanitária, participando de toda a propaganda abolicionista e republicana, como celebrou a instrução. 03. O poeta vê a leitura como um instrumento de libertação. 04. A poesia de Castro Alves pertence ao Realismo, e não ao Romantismo. Gab: VFVVF 15 - (UFPE PE/2007) A poesia no Brasil desenvolveu-se desde a colonização. O gênero Romance, no entanto, popularizouse tardiamente, sobretudo em relação à Europa. Sobre esse tema, analise as afirmações abaixo. 00. O primeiro romance brasileiro foi A Moreninha, história de amor ingênua, com uma heroína que homenageava o tipo de mulher brasileira. Seu autor foi Joaquim Manoel de Macedo. 01. Na primeira metade do século XIX, o romance adotou três gêneros: o urbano, retrato da vida na corte, o indianista, resgate dos primitivos habitantes, e o regionalista, que procurava ressaltar o Brasil rural. 02. Entre os romancistas urbanos, estão o já citado Macedo e José de Alencar. A representação dos costumes da elite brasileira que residia na Corte (Rio de Janeiro) definiu o projeto literário deste tipo de romance. 03. De Manuel Antonio de Almeida, o romance Memórias de um Sargento de Milícias aborda uma história cujos personagens não são idealizados e pertencem à camada mais baixa da população. Na verdade, quase uma comédia de costumes, a obra tem contornos realistas. 04. Romancista da Corte foi também Machado de Assis, cujos personagens igualmente pertenciam à elite do Rio. No entanto, Machado, iniciando-se nos padrões do Romantismo, tornou-se depois naturalista, escrevendo uma obra em que, com personagens patológicos, segue a doutrina do cientificismo e do determinismo (do meio e da hereditariedade). Gab: VVVVF 16 - (UFPE PE/2007) O indianismo foi uma corrente literária que envolveu prosa e poesia e fortificou-se após a Independência do Brasil. Sobre esse tema, analise as afirmações a seguir. 00. A literatura indianista cumpriu um claro projeto de fornecer aos leitores um passado histórico, quando possível, verdadeiro, se não, inventado. 01. Os dois autores que mais se empenharam no projeto de criação de um passado heróico foram José de Alencar, na prosa, e Gonçalves Dias, na poesia. 02. Gonçalves Dias, da primeira geração de românticos, escreveu Y-Juca-Pirama, Os Timbiras, Canto do Piaga. Com eles, construiu a imagem heróica e idealizada do índio brasileiro. 03. Indianismo não significava simplesmente tomar como tema o índio; significava a construção de um novo conceito que, embora idealizado, expressava menos que uma realidade racial; expressava uma realidade ética e cultural, distinta da européia. 04. José de Alencar, em seus romances, sobretudo em Iracema e em O Guarani, se encarregou de construir o mito do herói indianista. De grande importância para isto, foi a preocupação com a vertente brasileira do português, pois Alencar procurava moldar a língua nacional aos personagens indígenas que a falavam. Gab: VVVVV 17 - (UFPE PE/2007) Assim como as novelas de televisão da atualidade, os romances românticos foram inicialmente editados em capítulos nos jornais, aumentando extraordinariamente a tiragem dos periódicos. Esses ―folhetins‖ caíram no gosto do público burguês, e para atender a essa demanda, os escritores precisavam satisfazer as expectativas e os valores ideológicos desses leitores. Nessa perspectiva, leia os trechos abaixo e analise as proposições que vêm a seguir. - Isto tudo me parece um sonho, respondeu Augusto, porém, dê-me este breve! A menina, com efeito, entregou o breve ao estudante, que começou a descosêlo precipitadamente. Aquela relíquia era sua

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última esperança. Só falta a derradeira capa do breve... ei-la que cede e se descose...salta uma pedra... e Augusto, entusiasmado, cai aos pés de D. Carolina, exclamando: O meu camafeu! O meu camafeu! A srª D. Ana e o pai de Augusto entraram nesse instante na gruta e encontraram o feliz e fervoroso amante de joelhos e a dar mil beijos nos pés da linda menina, que também chorava de prazer. (Joaquim Manuel de Macedo, A Moreninha) - O que é isto, Aurélia?- Meu testamento. Ela despedaçou o lacre e deu a ler a Seixas o papel. Era efetivamente um testamento em que ela confessava o imenso amor que tinha ao marido e o instituía seu herdeiro universal. – Essa riqueza causa-te horror? Pois faz-me viver, meu Fernando. É o meio de a repelires. Se não for bastante, eu a dissiparei. As cortinas cerraram-se, e as auras da noite, acariciando o seio das flores, cantavam o hino misterioso do santo amor conjugal. (José de Alencar, Senhora) 00. Os finais felizes, com a resolução dos conflitos que quebraram, por instantes, a harmonia da ordenação social burguesa, são característicos do gênero folhetinesco. 01. Os folhetins, assim como as novelas, trabalham com a estratégia do suspense, interrompendo a narrativa num ponto culminante, de modo a prender o leitor/telespectador até o capítulo seguinte. 02. Ao submeter-se às exigências do público e dos diretores de jornais, o escritor romântico não podia criticar os valores da época, criando uma arte de evasão e alienação da realidade. 03. O gênero folhetinesco pretendia atender às necessidades de lazer e distração do público leitor. 04. O gênero folhetinesco pretendia formar um público exigente e crítico, capaz de mudar os rumos de sua história. Gab: VVVVF 18 - (Fuvest SP/2007) O Pajé falou grave e lento:  Se a virgem abandonou ao guerreiro branco a flor de seu corpo, ela morrerá; mas o hóspede de Tupã é sagrado; ninguém o ofenderá; Araquém o protege. José de Alencar, Iracema. a) Tendo em vista, no contexto da obra, a lógica que rege o comportamento do Pajé, explique por que, para ele, ―a virgem‖ (Iracema) deverá morrer e o ―guerreiro branco‖ (Martim) deverá ser poupado, caso estes tenham mantido relações sexuais. b) Considerando, no contexto da obra, a caracterização da personagem Martim, explique por que foi apenas quando estava sob o efeito do ―vinho de Tupã‖ que ele manteve, pela primeira vez, relações sexuais com Iracema. Gab: a) Ambas as soluções decorrem das rígidas regras do código de ética indígena: de um lado, Iracema  como sacerdotisa, guardiã do segredo da jurema, a bebida sagrada  , que deveria permanecer virgem, pagaria com a vida o desrespeito e a traição a seu povo; de outro, Martim seria poupado em razão da obrigação da hospitalidade devida pelos tabajaras ao guerreiro branco. b) Conscientemente, Martim não podia seduzir Iracema tanto pela nobreza de seu caráter, quanto pela moral cristã, que o obrigavam a respeitar a hospitalidade e confiança dispensadas a ele pelos tabajaras, bem como manter-se fiel à noiva que deixara em Portugal.

19 - (Unicamp SP/2007) O trecho abaixo foi extraído de Iracema. Ele reproduz a reação e as últimas palavras de Batuiretê antes de morrer: ―O velho soabriu as pesadas pálpebras, e passou do neto ao estrangeiro um olhar baço. Depois o peito arquejou e os lábios murmuraram: — Tupã quis que estes olhos vissem antes de se apagarem, o gavião branco junto da narceja. O abaeté derrubou a fronte aos peitos, e não falou mais, nem mais se moveu.‖ (José de Alencar, Iracema: lenda do Ceará. Rio de Janeiro: MEC/INL, 1965, p. 171-172.) a) Quem é Batuiretê? b) Identifique os personagens a quem ele se dirige e indique os papéis que desempenham no romance.

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c) Explique o sentido da metáfora empregada por Batuiretê em sua fala. Gab: a) Batuiretê era o líder dos potiguaras (pitiguaras). Fora grande guerreiro, mas, nessa cena do romance, já se mostrava impossibilitado de continuar a guerrear, devido à idade avançada. Tornase, entretanto, uma espécie de conselheiro, sábio ou, melhor, oráculo de guerra para os de sua tribo. Daí, o significado do outro nome tupi com que o personagem é denominado: Maranguab, que, nas palavras do neto Poti (nesse mesmo capítulo), significa ―o grande sabedor da guerra‖. b) De acordo com o excerto, Batuiretê se dirige ao ―neto‖ e ao ―estrangeiro‖, sendo o primeiro Poti e o segundo, Martim Soares Moreno. Poti é um dos valorosos guerreiros da tribo potiguara, aliada dos portugueses. Essa aliança aparece bem representada pela amizade que une Poti e Martim (guerreiro já no nome, derivado de Marte), por quem se apaixona a heroína da história, a virgem de Tupã, e cuja paixão será desencadeadora dos conflitos travados no romance entre potiguaras e tabajaras (povo a que pertence Iracema, como uma espécie de sacerdotisa da tribo). c) A metáfora ―gavião branco junto da narceja‖ é empregada de modo a profetizar a destruição dos índios que será promovida pelo estrangeiro, colonizador. Em nota ao romance, o próprio autornarrador trata de esclarecer que o gavião se refere ao homem branco, Martim, e a narceja (espécie de ave típica do continente sulamericano), ao índio Poti. Por meio da relação predatória entre a ave de rapina e sua presa, a imagem metafórica busca simbolizar a dominação e posterior destruição da população indígena pelo colonizador.

20 - (UFMS MS/2007) Os relatos emoldurados em Noite na taverna, de Álvares de Azevedo, são, todos, construídos a partir de uma oposição entre amor e morte. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 01. No relato de Bertram, o protagonista se apaixona por Claudius Hermann, o amor homossexual terminando com os amantes condenados, pela Inquisição, à morte na fogueira. 02. No relato de Johann, o herói que narra a sua história informa aos ouvintes de como, em um acesso de ciúmes, matou a sua amante, Ângela. 04. Giorgia, que surge como amante virgem, em relato narrado por um dos convivas que desfiam aventuras na taverna, ressurge ao final para vingar-se da desonra, suicidando-se em seguida. 08. O relato de Solfiere mescla aventuras amorosas com fuga de piratas e expedição ao extremo Oriente. 16. A expressão ―estou de esperanças‖ indica uma amante grávida e surge como um sinal positivo para o futuro – que, no entanto, não se realiza, pois a gestante mata o feto, morrendo em seguida. Gab: 16 21 - (UFAM AM/2007) Assinale o enunciado que NÃO se aplica a Castro Alves: a) Menos conhecida que a de cunho social, sua arte apresenta-se também na forma lírico-amorosa. b) A indignação, que está na essência de toda arte revolucionária, concretizar-se em imagens tiradas da natureza, da divindade e da história. c) As hipérboles, que sugerem a idéia de imensidade e de infinitude, são figuras de linguagem constantes em seus poemas. d) Sua poesia serve de ponte entre o Romantismo em decadência e o Parnasianismo em ascensão. e) Com freqüência, sua poesia aborda o tema da morte, fruto de uma fantasia desvairada que oscila entre o tédio e a libido reprimida. Gab: E TEXTO: 2 - Comum à questão: 22

TEXTO 3
1

―Quando a noite está escura, e cai o vento noroeste, vê-se dois vultos brancos como a neve atravessarem o mar, vindos da Ilha do Mel à Ponta Grossa, e irem costeando até a Ponta da Pedreira. Dali se transformam em duas pombas brancas, e voam pelo mesmo caminho que vieram; porém então 5 são perseguidas por três corvos que procuram agarrá-las com seus bicos hediondos, grasnando horrivelmente: chegando bem no meio do mar, os corvos se transformam em Meninos queimados, e

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lançam gritos tão agudos que fazem acordar as crianças em seus berços, iluminando todo o mar com o clarão de suas caudas inflamadas.‖ CASTRO, Ana Luísa de Azevedo. D. Narcisa de Villar. 4. ed. Florianópolis: Ed. Mulheres, 2000, p. 126 22 - (UFSC SC/2007) Com base no TEXTO 3 e no romance D. Narcisa de Villar, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S). 01. O livro, nos moldes da estética romântica de José de Alencar, conta a história de D. Narcisa e de Leonardo, que vivem um amor impossível e morrem por esse amor. 02. A narradora, muito presente em todo o romance, relata uma lenda do imaginário popular trazida de Portugal e mantida por sua família. 04. A oposição entre ―pombas brancas‖ e ―corvos‖ representa a luta entre o bem e o mal, proposta na narrativa. 08. Os ―três corvos‖ são os três irmãos de D. Narcisa que, metamorfoseados, ainda carregam as características dos colonizadores, retratados no romance como ricos, mas humildes e caridosos. 16. O recurso da comparação do ser humano com elementos da natureza, a exemplo de ―vultos brancos como a neve‖ (linhas 1-2), destoa do tom geral da estética romântica, à qual se pode filiar a obra. 32. Pode-se concluir, de acordo com o excerto, que, após a morte, os bons serão recompensados e os maus, perdoados. 64. D. Narcisa é o protótipo da heroína romântica (pura, boa, defensora do bem), traço que carrega consigo após a morte, transformando-se em símbolo da paz. Gab: 69 TEXTO: 3 - Comum à questão: 23

Texto I
01 02

Fui de um... Fui de outro... Este era médico... Um, poeta ... Outro, nem sei mais! 04 Tive em meu leito enciclopédico 05 Todas as artes liberais. Manuel Bandeira

Texto II
01 02

Eu mísera mulher nas amarguras Descorei e perdi a formosura. 03 No amor impuro profanei minh’alma... 04 E nesta vida não amei contudo! 05 Não sou a virgem melindrosa e casta 06 Que nos sonhos da infância os anjos beijam 07 E entre as rosas da noite adormecera 08 Tão pura como a noite e como as flores; 09 Mas na minh’alma dorme amor ainda. 10 Levanta-me, poeta, dos abismos 11 Até ao puro sol do amor dos anjos! Álvares de Azevedo 23 - (Mackenzie SP/2007) Assinale a alternativa correta sobre o texto II. a) Exemplifica o sarcasmo com que o poeta trata a concepção idealizada da mulher, característica dos autores da segunda geração romântica. b) A descrição de aspectos físicos da figura feminina, recriada eroticamente, é típica do estilo realista a que se filiou o autor. c) Pelo contraste com o amor impuro, profano, valoriza um ideal de amor espiritualizado. d) Exemplifica a preferência que os poetas do século XIX tiveram pelos aspectos mais degradantes do relacionamento amoroso. e) A presença do eu lírico masculino e a adoção de versos livres e brancos indicam a influência que o autor absorveu das cantigas de amor medievais.

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Gab: C TEXTO: 4 - Comum às questões: 24, 25

Uma das temáticas de grande recorrência na literatura do Século XIX utilizadas pelo movimento romântico brasileiro foi a mulher, especificamente a jovem, branca, pálida, virgem. No ensaio ―Amor e medo‖, Mário de Andrade, analisando a obra dos poetas românticos brasileiros, afirma que o amor representado por eles não se sustenta porque ―adolescente‖ ou imaturo. O exemplo que usa como argumento para sustentar a sua tese é o de que as relações amorosas nestes poetas, principalmente em Álvares de Azevedo, não se concretiza nos textos literários porque faltou a eles a experiência do assunto para dele saberem tratar. 24 - (UEPB PB/2007) Analise as proposições que seguem: Na primeira narrativa de Noite na taverna (Solfieri), é a imagem da ―sombra de mulher [que] apareceu numa janela solitária e escura. Era uma forma branca. – A face daquela mulher era como a de uma estátua pálida à lua‖. O narrador faz menção à morta que fora desperta do sono, beijada e tornada a morrer, ou seja, a concretização de uma relação a dois ―mais amadurecida‖ acontece no plano dos sonhos (―Não sei se adormeci: sei apenas que quando amanheceu achei-me a sós no cemitério‖). II. Na segunda narrativa de Noite na taverna (Bertram), a imagem da mulher reaparece, mas sob a máscara da ―messalina‖: ―– Sabeis, uma mulher levou-me à perdição. Foi ela quem me queimou a fronte nas orgias‖. Mais adiante, o narrador revela que ―Quando acordei um dia desse sonho [...] Quando acordei desse pesadelo de homem desperto, estava a bordo de um navio‖. III. Em vários momentos de Noite na taverna, a alusão ao sonho se faz presente (em Genaro lê-se: ―Uma manhã [...] acordei – nos braços dela‖), induzindo o leitor a concordar com o fato de que ―Álvares de Azevedo, (...) foi quem mais realmente [dentre os românticos] sentiu e versou o amor e o medo [...] Minha convicção é que o paulista não teve apenas temor, mas uma verdadeira fobia do amor sexual‖, no dizer de Mário de Andrade (Amor e Medo, in Aspectos da literatura brasileira, 5. ed., São Paulo, Martins, 1974, p. 210). I. Marque a alternativa correta: a) Apenas as proposições I e II estão corretas b) Apenas a proposição I está correta c) Apenas a proposição II está correta d) Apenas a proposição III está correta e) Todas as proposições estão corretas Gab: E 25 - (UEPB PB/2007) Analise as proposições abaixo: As mulheres de Noite na taverna não têm vida própria, não se sustentam ―na carne‖, porque são mais espectros do que matéria; daí a imagem delas ser pálida, branca, concretizando a relação a dois através de expedientes não comuns, como a necrofilia, o sonho. II. É possível dizer que Mário de Andrade estava equivocado no ensaio ―Amor e Medo‖ (referido na questão anterior), uma vez que a representação da mulher não foi um dos temas centrais dos românticos brasileiros. III. A representação da mulher em Álvares de Azevedo não foi negativa, como afirma Mário de Andrade, pois em Noite na taverna as mulheres são autônomas para decidir quem namorar, quem beijar, com quem manter uma relação sexual. I. Marque a alternativa correta: a) Apenas a proposição III é correta b) Apenas a proposição II é correta c) Apenas a proposição I é correta d) As três proposições são corretas e) As três proposições são incorretas

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Gab: C TEXTO: 5 - Comum às questões: 26, 27

Leia o texto abaixo, de autoria de Álvares de Azevedo, e, em seguida, responda ao que sobre ele se indaga: Pálida à luz da lâmpada sombria, Sobre o leito de flores reclinada, Como a lua por noite embalsamada, Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar, na escuma fria, Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando... Negros olhos as pálpebras abrindo... Formas nuas no leito resvalando... Não te rias de mim, meu anjo lindo! Por ti – as noites eu velei chorando, Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo! 26 - (UFAM AM/2007) Assinale o item do qual consta uma característica do gênero lírico que NÃO se faz presente no poema ―Pálida à luz da lâmpada sombria‖, acima transcrito. a) Renúncia à coerência gramatical e formal. b) Obediência a determinado modelo composicional e métrico. c) Abolição da distância temporal e espacial para recordar um fato em sua essência. d) Pequena extensão do texto, para que a emoção não se disperse num longo discurso. e) Exigência de que a emoção, antes da razão, ocupe o primeiro plano. Gab: A 27 - (UFAM AM/2007) Uma única característica, dentre as assinaladas abaixo, não pertence à poesia de Álvares de Azevedo nem se faz presente no texto. Assinale-a: a) Nota-se a presença de um lirismo bucólico, graças a um desmedido amor pelo campo. b) Sua efusão sentimental pela amada mistura-se a sonhos, brumas e visões. c) A amada transparece como a donzela inatingível, vaporosa, quase impalpável. d) A construção lírica revela uma mistura entre o nebulosamente aéreo e o terrenamente libertino. e) O texto se presta antes à sugestão de atmosferas que ao recorte nítido de ambientes. Gab: A

TEXTO: 7 - Comum à questão: 28

Seis milhões e meio de brasileiros vivem em favelas. Uma população que cresceu 45% entre 1991 e 2000, três vezes mais que a média do crescimento demográfico do País. Esse número compreende os favelados que atendem à definição internacional de favela, segundo critérios como o acesso a saneamento e precariedade da moradia. Mas, se forem considerados itens como a irregularidade da posse, o total sobe para 51,7 milhões, tornando o Brasil o país com a terceira maior população favelada do mundo, atrás de Índia e China. É consenso entre especialistas que não basta urbanizar favelas. É preciso integrá-las às cidades, com transporte, geração de renda, educação. Dois projetos das maiores cidades brasileiras  o Favela-Bairro, do Rio de Janeiro e o Cingapura, de São Paulo, frustraram a expectativa de que seriam o início de um processo de inclusão dos habitantes. O aumento no número de favelados é resultado de uma trágica equação do mercado de trabalho: ocupação transitória, baixa remuneração,

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má formação. As pessoas se concentram nas áreas ricas da cidade ou nas suas proximidades para ter oportunidade de emprego e renda. O programa carioca Favela-Bairro começou em 1994, com um objetivo ambicioso: integrar a favela à cidade. Favelas consideradas de médio porte passaram por obras de urbanização, desde abertura e pavimentação de ruas à construção de creches e quadras de esporte. A iniciativa rendeu prêmios internacionais à Prefeitura do Rio e foi citada pela ONU como exemplo de política habitacional. Mas ela coleciona críticas contundentes de especialistas em questões urbanas e de moradores. A primeira é que faltou a visão integrada que era prometida para a abordagem das favelas, onde se concentram mais de um milhão de pessoas marcadas pela violência e pela presença de traficantes de drogas. Segundo um economista, a abordagem foi focada no urbanismo e não no componente econômicosocial. Assim, não adianta apenas reformar o equipamento urbano, se o favelado continua sem alfabetização e sem emprego. (Adaptado de Clarissa Thomé. O Estado de S. Paulo, C1-3, 26 de novembro de 2006) 28 - (Unifor CE/2007) Talhado para as grandezas, Para crescer, criar, subir, O Novo Mundo nos músculos Sente a seiva do porvir.  Estatuário de colossos, Cansado doutros esboços, Disse um dia Jeová: ―Vai, Colombo, abre a cortina da minha eterna oficina (...) Traduzem-se no tema e no estilo dos versos acima a) a linguagem paródica e o libelo anti-americano assumidos pelos principais poetas do modernismo de 22. b) o intimismo lírico e as oscilações de humor de Álvares de Azevedo, na Lira dos vinte anos. c) a manifestação patriótica e a exaltação da natureza típicas da poesia inicial de Gonçalves Dias. d) a retórica poética e o sentimento progressista que animaram a poesia de Castro Alves. e) o preciosismo parnasiano e a ideologia conservadora de Olavo Bilac, em seu livro Poesias. Gab: D TEXTO: 8 - Comum às questões: 29, 30 ―O Romantismo brasileiro dominou a maior parte da paisagem literária nacional no século 19. Apesar das influências européias, abordou uma gama variada de temas envolvendo diferentes autores que marcaram a época.‖ 29 - (Unipar PR/2007) A poesia engajada que denunciava a escravidão e a degradação humana das pessoas que se encontravam nessa condição, contribuindo para a campanha abolicionista, foi a principal marca de sua obra. Estamos nos referindo a: a) Casimiro de Abreu b) Castro Alves c) José de Alencar d) Gonçalves de Magalhães e) Álvares de Azevedo Gab: B 30 - (Unipar PR/2007) Dentre as alternativas abaixo, assinale a que NÃO se refere ao Romantismo no Brasil: a) saudosismo e melancolia são temas freqüentes dos poetas que fizeram parte da chamada geração perdida. b) o indianismo foi uma forte presença na segunda geração dos românticos que idealizavam o passado nacional. c) o caráter reacionário do Romantismo serviu como resistência ao movimento de Independência do Brasil colônia.

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d) o romance urbano retratava uma visão idílica e harmoniosa de uma sociedade dividida entre homens livres e escravos. e) a figura o índio era exaltada por meio de figuras lendárias de guerreiros e heróis que teriam sido absorvidos pela cultura nacional. Gab: C

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