Vila Campesina

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3/10/2009
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10 ESPIONAGEM PAÍS GAZETA DO SUL • TERÇA-FEIRA 10 DE MARÇO DE 2009 Protógenes chama reportagem de mentirosa São Paulo – O delegado federal Protógenes Queiroz, mentor da Operação Satiagraha, publicou ontem em seu blog uma série de ataques à reportagem publicada pela revista Veja, que o acusa de montar uma “máquina de espionagem” contra autoridades No texto, o delegado diz-se “plenamente favorável ao papel da liberdade de imprensa geral e irrestrita”, mas afirma que o material foi publicado “de forma bandida e irresponsável”. Protógenes considerou “criminosa” a divulgação do nome de dois oficiais de inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) por “fragilizar as instituições no tocante à segurança externa do Brasil”. E classificou como “mentirosas” as afirmações de que teria “bisbilhotado” ministros, governadores e senadores. “Todos os documentos encontrados foram coletados no estrito cumprimento da lei e da Constituição da República”, rebateu. O texto do blog divide-se em duas partes. Na primeira, um “preâmbulo reflexivo”, o delegado questiona supostos “interesses” da revista. Na segunda, dedica-se a contestar o que considera as “mentiras” da reportagem. Protógenes negou que tenha “espionado” autoridades durante a operação. A revista Veja não quis se manifestar sobre as acusações do delegado. Mulheres da Via Campesina invadem prédio de ministério TERRA > PROTESTO FOI REPETIDO PELO MOVIMENTO EM VÁRIOS ESTADOS Brasília – Em ação que surpreendeu o Ministério da Agricultura, seguranças de empresas privadas e a Polícia Militar do Distrito Federal, centenas de mulheres sem-terra ligadas à Via Campesina ocuparam ontem o andar térreo do ministério para protestar contra a falta de recursos para a safra da agricultura familiar, o modelo nacional de exportação de commodities agrícolas e para denunciar a lentidão na execução da política de reforma agrária. Esse último item é de responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Agrário, pasta que ocupa um prédio a poucos metros do local invadido. O protesto durou cerca de cinco horas. Vindas do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Goiás, Minas Gerais e do entorno do Distrito Federal, as manifestantes chegaram ao prédio principal do Ministério da Agricultura acomodadas em ônibus por volta das 7h30. Segundo a Via Campesina, ROOSEWELT PINHEIRO/ABR CPI O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), coloca hoje em votação, no plenário, o requerimento que pede a prorrogação dos trabalhos da CPI da Escuta Telefônica (CPI do Grampo). A comissão foi instalada em dezembro de 2007, inicialmente com prazo de 120 dias. Desde então, os trabalhos vêm sendo prorrogados e o prazo terminaria amanhã. A votação do parecer final do relator Nelson Pelegrino (PT-BA) está prevista para hoje. Temer afirmou que, com a prorrogação, a CPI deverá investigar novos documentos, encaminhados pela Polícia Federal, sobre o inquérito aberto para investigar suposto abuso do delegado Protógenes Queiroz na Operação Satiagraha. (AE) 600 mulheres e crianças participaram da manifestação em Brasília. A Polícia Militar estima em 400 o número de manifestantes. A portaria privativa – aquela que é exclusiva para autoridades – não foi invadida. A manifestação foi focada na portaria de visitantes. As manifestantes seguravam faixas de protesto que formaram uma espécie de barricada no local. Ao perceber a movimentação das mulheres da Via Campesina, outros dois vigilantes particulares foram deslocados para a portaria. Mesmo com o reforço, os seis seguranças não conseguiram conter as manifestantes, que aproveitaram o Dia Internacional da Mulher, comemorado no último domingo, para protestar em vários Estados (Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Pernambuco, além do Distrito Federal), disse Itelvina Masioli, coordenadora nacional da Via Campesina. Na confusão, um segurança do ministério foi levemente ferido na cabeça e duas portas de vidro foram quebradas. Para evitar acidentes, os elevadores do prédio foram desligados. Pela manhã, agentes da Polícia Federal (PF) vistoriaram o local e, segundo a Via Campesina, constataram que o clima era de tranquilidade. Essa também foi a avaliação do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Após a desocupação, ele considerou o movimento como “pacífico”. “O movimento chegou, mostrou suas reivindicações e não interrompeu as atividades do ministério”, avaliou Stephanes, que, por problemas no voo que o trouxe do Paraná chegou mais tarde que o previsto em Brasília. As manifestantes deixaram o prédio por volta do meio-dia, após almoçarem marmitex com arroz, feijão, farofa e carne. O almoço foi fornecido pelos organizadores do movimento. (AE) anúncios fúnebres Homenagem de Aniversário Hilda A. Beck * 10/3/1926 As lembranças e a saudade de ti ficarão para sempre no meu coração. Hoje estarias completando 83 anos. Saudades de tua amiga Silda que convida familiares e amigos para a missa a realizar-se no dia 14/3, às 18 horas, na Igreja Mãe dos Pobres. PRÉDIO do Ministério da Agricultura, em Brasília, foi invadido por cerca de 600 mulheres da Via Campesina No RS, grupo cortou eucaliptos da VCP Porto Alegre – Cerca de 700 mulheres da Via Campesina invadiram a Fazenda Aroeira, da Votorantim Celulose e Papel (VCP), em Aceguá, no Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira. O grupo chegou ao amanhecer, cortou 1,6 mil eucaliptos plantados em cerca de um hectare, fez uma marcha por dentro da propriedade rural de 18 mil hectares, e saiu pouco antes do meio-dia para montar acampamento num dos assentamentos vizinhos à área da empresa. Conforme nota distribuída pela organização, a ocupação fez parte da “Jornada Nacional de Luta” das Mulheres da Via Campesina e denuncia o avanço da monocultura de eucaliptos na região. Uma das coordenadoras do movimento, Ana Soares, disse que a mobilização quer chamar a atenção da sociedade para os prejuízos que a plantação de florestas para abastecimento da indústria de celulose traz à agricultora familiar produtora de alimentos. “As plantações de milho dos 53 assentamentos próximos à fazenda da Votorantim estão sendo comidas por pragas como javalis e caturritas”, relata. Ao mesmo tempo, as mulheres pedem mais incentivo das autoridades à agricultura familiar que, segundo elas, mantém pessoas no campo, ao contrário das plantações de eucaliptos. Ao final da tarde, a empresa emitiu uma nota na qual confirmou o prejuízo pelo corte das árvores e admitiu que, depois do estrago, a retirada das mulheres foi pacífica. “Esta ação é ilegal, pois a propriedade está protegida por sentença judicial de interdito proibitório”, adverte o texto. “A VCP lamenta e repudia esse tipo de prática que, claramente, desrespeita as leis nacionais vigentes”. (AE) Participação de falecimento e convite para enterro Familiares e demais parentes, com profundo pesar, comunicam parentes e amigos o falecimento do sempre lembrado pai, sogro, avô, bisavô, irmão, cunhado e tio Viúvo Estanislau Kwiatkowski falecido nesta segunda-feira, aos 89 anos. O corpo está sendo velado na capela A da Funerária Halmenschlager, na Av. Independência 1.356, de onde sairá nesta terça-feira, às 17 horas, para o Cemitério Municipal.

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