1o de outubro

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					1º de novembro


                                     Penas de Galo
Então, voltando-Se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como
lhe dissera: hoje, três vezes Me negarás, antes de cantar o galo. Lucas 22:61.


O galo silvestre de Namaqua, Sul da África, resolveu o problema da falta d’água para matar a
sede de seus filhotes, que só conseguem voar após dois meses. Ele voa ao lago mais próximo
para beber água (cerca de 40 quilômetros) e se molha no lago. Suas penas especiais agem
como esponjas. Os filhotes matam a sede em seu peito encharcado. Diferente do galo silvestre
de Namaqua, o galo doméstico japonês não sabe voar e suas penas servem apenas como objeto
decorativo.
O galo-de-iocoama, ou galo-de-cauda-comprida surgiu depois de vários cruzamentos e
experiências genéticas. Os japoneses foram esticando a cauda do galo, deixando-a com um,
quatro, sete, e até 10 metros de comprimento. É claro que isso impede o deslocamento da
pobre ave, que é mantida em caixas e só é retirada da embalagem para fazer exercícios ou
exibir a cauda. Mesmo assim, o criador precisa carregar a cauda do bicho, evitando que as
penas se estraguem em contato com pedras e terra.


Jesus referiu-Se ao canto do galo para dar um aviso a Pedro: antes que o galo cante Me
negarás três vezes. Ele fez esse alerta depois de ouvir a seguinte declaração: “Senhor, estou
pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte” (Lucas 22:33). Poucas horas depois,
Pedro começou a fazer o caminho que o levaria à negação de Seu mestre.
Pedro seguia a Jesus de longe, pois o medo não o deixava se aproximar. Depois assentou-se ao
redor do fogo para se aquecer entre zombadores e inimigos de Jesus. Logo, diante de uma
pobre criada negou conhecer a Jesus pela primeira vez. Pouco depois, fez a mesma coisa diante
de um homem. Finalmente, “tirou do samburá” (balaio usado para guardar peixes) meia dúzia
de palavrões e assegurou, pela terceira vez, que não conhecia a Jesus. E antes que Pedro
terminasse de falar, o galo cantou.
Não fique longe de Jesus. Não se junte aos inimigos de Deus, aos que zombam de Seu nome. O
fogo do pecado a princípio aquece, mas depois queima e fragiliza nossa alma. Então, não é
preciso um tornado para nos derrubar. Um vento a 10 km/h faz isso. A salvação de Pedro foi o
olhar de Jesus. Ele viu amor nos olhos d’Ele e sentiu o Seu perdão. Fique perto de Jesus e siga-
O com o olhar. Ele vai olhar pra você também.


Fig. 1-11-1
Galo-de-Iocoama




                                                1
2 de novembro


                                  A Aranha-d’água
O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para
junto das águas de descanso. Salmo 23:1 e 2.


Algumas aranhas vivem junto de lagos e riachos. Constroem suas teias ali perto e algumas até
caminham sobre a água. A aranha-d’água, porém, não só caça na água, como vive embaixo
dela. É a única que consegue fazer isso. O corpo dessa pequena aranha negra é coberto de
pêlos que formam pequenas bolhas de ar. Visto que as aranhas respiram pelos poros, a aranha-
d’água continua respirando enquanto mergulha.
É entre a vegetação do fundo do lago que a aranha-d’água faz o seu ninho. Os preparativos são
feitos fora da água, onde tece uma teia em forma de sino, com fios tão juntos que chegam a
impermeabilizá-la. Ao descer, a teia está cheia de ar. Levando-a com a abertura para baixo, ela
cria uma pressão externa que empurra o ar para cima, como se fosse um pequeno balão. Num
cantinho seguro e calmo, ela entra na bolsa e fecha-a por dentro. Permanece aí até a chegada
da primavera, quando nascem os filhotes.


Davi referiu-se a Deus como o bom pastor, Aquele que o levava às águas tranqüilas. Quando
somos crianças nos deixamos levar para qualquer lugar. Primeiro porque temos confiança total
em nossos pais e, segundo, porque não temos consciência de para onde estamos sendo
levados.
À medida que crescemos, nossa capacidade de escolha cresce também. Começamos a ter
preferências e até rejeitamos a companhia daqueles que por tanto tempo nos carregaram no
colo. Mesmo que insistamos em dizer que somos autênticos, que sabemos escolher, e que
ninguém nos manipula, sempre há algo ou alguém que nos estimula. É importante saber para
onde estamos indo, mas a questão maior é saber quem está nos levando.
Davi só se sentia tranqüilo quando se deixava guiar pelo Bom Pastor. “Senhor, não é soberbo o
meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas
maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a
criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para
comigo. Espera, ó Israel, no Senhor, desde agora e para sempre” (Salmo 131). Deixe Jesus, o
Bom Pastor, guiar você. Ele o levará às águas tranqüilas do Rio da Vida.


Fig. 2-11-1
Aranha d água




                                               2
3 de novembro


                                    A Ave do Gelo
Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis
descanso para a vossa alma. Mateus 11:29.


Nativos das regiões mais geladas da Terra, os pingüins sempre aparecem no litoral brasileiro.
Chegam carregados pelas correntes marítimas e isso, na maioria das vezes, significa a morte
para eles. As asas do pingüim são curtas e servem apenas para nadar. Com elas chegam a fazer
centenas de quilômetros em um dia.
Uma membrana transparente cobre os seus olhos enquanto está nadando, evitando assim o
contato com a água do mar. Os ouvidos são protegidos por um óleo que sai do canal auditivo e
ao mesmo tempo transforma as penas numa capa impermeável. Quando chega a época da
muda das penas (por seis a sete semanas), o pingüim não consegue nadar. Sem poder entrar
na água para caçar e comer, ele emagrece demais. Fica tão leve que para voltar a afundar na
água engole algumas pedras redondas.
Parecem estar sempre bem-humorados, são curiosos e se aproximam de qualquer coisa que
lhes pareça diferente. Se necessário, são capazes de enfrentar grandes perigos apenas para ver
de perto um estranho, permitindo a aproximação nem sempre muito amiga do ser humano.
Mas a característica maior dos pingüins é a amabilidade. São extremamente simpáticos e
solidários. Vivem sempre em grandes grupos onde, é claro, nem tudo corre às mil maravilhas.
Entretanto, se os pais de uma ninhada morrerem, logo aparece um pingüim pronto para
alimentar e proteger os órfãos.


Tem muita gente que identifica as qualidades do pingüim com fraqueza ou covardia. Moisés foi
o homem mais manso, mas quem lê a sua história sabe que ele não era um covarde.
Quanto mais nos aproximarmos de Jesus, mais parecidos com Ele ficaremos. Ele é amável, nós
também; Ele é humilde, nós também somos; Ele é manso, nós também. “Os que sentiram sua
necessidade de Cristo, os que choraram por causa do pecado, e se sentaram com Cristo na
escola da aflição, hão, de, com o divino Mestre, aprender a ser mansos”. - O Maior Discurso de
Cristo, págs. 13 e 14.
“A mansidão de Cristo, manifestada no lar, tornará felizes os membros da família”. - Idem, pág.
16.


Fig. 3-11-1-a e b
Pingüins - detalhes




                                              3
4 de novembro


                                     Ciladas de Seda
Abstém-te de fazer aliança com os moradores da terra para onde vais, para que te não sejam por cilada.
Êxodo 34:12.


Algumas aranhas usam a seda que produzem para construir verdadeiras armadilhas. Entre elas
estão a cara-de-ogro, a boleadeira e aranha-de-alçapão. A cara-de-ogro faz uma rede de pesca;
a boleadeira faz uma bola e a alçapão constrói um túnel com tampa móvel.
A aranha-de-bolsa também inovou. A sua armadilha é uma bolsa tubular feita de seda. Ela fica
parcialmente enterrada e a parte externa é camuflada com grãozinhos de terra grudados aos
fios de seda.
Com a armadilha pronta, a aranha entra na bolsa e se gruda no teto. Permanece ali à espera.
Uma mutuca (mosca) pousa em algo parecido com uma folha morta. As vibrações chegam até a
aranha, que através das finas camadas de seda, aplica uma estocada na mosca, por baixo. Não
há como escapar. A aranha puxa a presa para dentro através de um pequeno corte na parede
da armadilha e suga a sua vida. Depois, é só esperar outro bicho desatento.
A aranha-de-rede também faz das suas: constrói uma pequena teia triangular, que possui um
fio a mais do que as teias de outras aranhas. Esse fio extra fica preso entre as pernas da aranha
e é controlado por ela. Quando um inseto toca num fio, a aranha passa a balançar a teia,
torcendo e puxando o fio extra. A vítima se enrosca e não consegue se livrar. O resto da história
você pode imaginar.


Esses artifícios fazem parte de um estranho jogo de vida e morte que se estabeleceu em nosso
planeta por causa do pecado.
Nós também fazemos parte desse jogo. E por sermos pensantes, o nível de sofisticação das
ciladas é bem maior. Mas Deus pode ajudar. A orientação que Ele deu ao povo de Israel em
Canaã serve também para nós. Deus orientou Israel para não se unir aos povos de Canaã. Eles
não deveriam fazer sociedade comercial, não deveriam casar-se com eles nem participar de sua
forma de culto.
Um dia você vai querer se aproximar de alguém para namorar e casar. Na hora certa, siga o
conselho de Deus. Não se associe a uma pessoa que não serve ao Deus que você conhece.
Muitos jovens achavam que o seu amor faria o outro mudar de opinião após o casamento.
Esteja certo: se não muda antes, depois é duas vezes mais difícil. Pode até acontecer, mas não
é fácil. Evite ciladas. Siga na direção de Deus.


Fig. 4-11-1




                                                  4
5 de novembro


                             O Gafanhoto Peregrino
Então, disse o Senhor a Moisés: estende a mão sobre a terra do Egito,para que venham os gafanhotos
sobre a terra do Egito. Êxodo 10:12.


Os ortópteros possuem apenas três representantes na Natureza: gafanhotos, grilos e
esperanças. Esses três, porém, reúnem mais de dez mil espécies conhecidas. Pernas traseiras
alongadas e ouvidos localizados nos joelhos ou no abdômen, são as características principais
dessa turma. Na época da reprodução, a fêmea faz um buraco no chão ou numa planta e aí
deposita até cem ovos. O furo é tapado com uma espuma que, em contato com o ar, endurece.
Além de proteger a futura prole de ataques de predadores, impede que os ovos sequem.
Dez ou onze dias depois, a larva surge e recebe o nome de saltão. Nessa fase ele é negro como
piche, com manchas vermelhas. O início da vida de um gafanhoto não é fácil. Normalmente o
ovo se divide em duas partes que ficam presas nas duas extremidades do corpo. Deitado de
costas, o saltão precisa fazer exercícios de contorcionista para libertar, uma a uma, as pernas
que o ajudarão a se livrar dos incômodos pedaços de casca de ovo.
Quando chega a hora de vestir a “roupa” definitiva, já com o tamanho do gafanhoto adulto, ele
se agarra firmemente num galho, com as costas para baixo. Então a pele, como se fosse um
pijama apertado, racha a partir do tórax, e o gafanhoto vai saindo aos poucos, até se livrar
totalmente da antiga roupa.
Temidos pelos lavradores do mundo inteiro, os gafanhotos ganharam fama até na Bíblia, ao
participarem como elementos ativos nas pragas enviadas por Deus contra os egípcios. O
gafanhoto peregrino foi o agente da oitava praga. Sobre a atuação dele, Moisés escreveu: “Não
restou nada verde nas árvores nem na erva do campo, em toda a terra do Egito” (Êxodo
10:15).


O Egito era um país pagão, onde o Sol, a rã, a serpente e os astros eram cultuados. Deus pediu
a Faraó que libertasse o Seu povo, a fim de que pudesse adorá-Lo.
O Criador só enviou as pragas quando Faraó tomou a decisão de enfrentá-Lo com seus magos.
Usando os próprios elementos que adoravam, Deus mostrou quão fracos eram os seus deuses.
Através das pragas, o nome de Deus foi glorificado e Israel foi estimula do a prestar-Lhe um
culto puro. Esse mesmo Deus também nos chama para adorá-Lo com inteligência, em espírito e
em verdade.


Fig. 5-11-1




                                                5
6 de novembro


                                  Mais Gafanhotos
Quanto ao perverso, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.
Provérbios 5:22.


Algumas espécies de gafanhotos são solitárias e não gostam de ajuntamentos. Mas há também
as espécies gregárias, que vivem em grandes bandos, as nuvens. Apresentam-se em amarelo,
verde, vermelho, cinza ou marrom. A formação das nuvens é vista como um acontecimento
imprevisível. Mas há quem ligue esse fato às variações do clima. Uma nuvem pode apresentar
cerca de 15 mil gafanhotos por metro quadrado e conter 10 bilhões de insetos. Isso é suficiente
para fechar o tempo e encobrir o Sol numa área de 1.800 km2.
As nuvens duram entre quatro e cinco semanas e percorrem distâncias enormes. Uma nuvem
chegou a voar dois mil quilômetros sobre o oceano, onde caiu e morreu. Para combater um
exército desses, seriam necessários cerca de quatro milhões de litros de inseticida, ou seja,
quatro piscinas olímpicas cheias.
O estrago que os glutões voadores provocam não é pequeno. Um gafanhoto come, por dia, o
equivalente ao seu peso; e uma nuvem com 10 bilhões de gulosos como esses consome 20 mil
toneladas de grãos e vegetais por dia. Onde eles passam não sobra nada. O apetite é tão
grande que os gafanhotos perdem o senso da própria sobrevivência. Eles não param de comer
mesmo quando um predador aparece. Um louva-a-deus dá um abraço no gafanhoto e começa a
arrancar pedaços de seu abdômen, mas o pobre bicho continua a comer, como se nada
estivesse acontecendo. Esse é o verdadeiro morto de fome.


Parece que o verso de hoje foi escrito para o gafanhoto, mas a verdade é que existem muitos
seres humanos que vivem e morrem praticando o mal. Alguns chegam a fazer alianças com o
inimigo de Deus. Pela graça de Jesus Cristo muitos se libertam, mas há também aqueles que
não desejam isso.
É claro que uma vida fácil, sem responsabilidades, é mais atrativa do que lutar contra essa
correnteza. Mas o final dessa história é muito triste. O pecado tem um custo e cobra o seu
salário. Quando a pessoa menos espera, a morte chega e põe fim a tudo o que ela mais queria.
Os sonhos do pecado passam como nuvens que se esfarelam na roda do tempo. Só Jesus é para
sempre.


Fig. 6-11-1




                                              6
7 de novembro


                                       A Tocandira
Quando passares pelas águas, Eu serei contigo... quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a
chama arderá em ti. Isaías 43:2.


A tocandira é uma formiga de hábitos um pouco diferentes de suas demais parentes. Não faz
parceria com pulgões para sugar-lhes líquido doce, preferindo alimentar-se quase 100% de
carne. Não constrói grandes colônias e as larvas não precisam de operárias para livrá-las do
casulo. E caso a rainha morra, qualquer operária pode substituí-la. É negra, e uma das maiores
formigas que existem. Pode alcançar até 27 milímetros. Isso é quase a metade de seu dedo
mínimo. A tocandira é nômade e gosta de andar aos pares, vagando de um lado para o outro.
Faz ninhos no solo, embaixo de pedras, em troncos de árvores ou entre raízes. Quando se sente
presa, a tocandira escancara suas poderosas mandíbulas e produz um chiado audível.
A ferroada é a sua marca registrada. A dor que o veneno provoca é profunda, e só depois de
doze horas atinge o ponto máximo. Permanece assim por até 48 horas. Diz-se que até homens
valentes se retorcem e se atiram ao solo, com a respiração ligeiramente ofegante. Provoca
calafrios, aceleração dos batimentos cardíacos e até vômitos. O local picado adquire uma cor
esbranquiçada e fica endurecido. Na verdade, existem dois tipos de tocandira: a verdadeira e a
falsa, que é a maior formiga do mundo, com quatro centímetros e uma ferroada menos dolorosa
que a sua colega menor. As duas são usadas por índios Maués, da Amazônia, em rituais de
passagem que testam a capacidade de um adolescente ser adulto, casar etc.
Para ser aprovado, o menino deve colocar a mão num vaso onde há tocandiras, e suportar as
ferroadas sem gritar, chorar ou demonstrar qualquer fraqueza.


Os motivos são totalmente opostos, mas esse ritual lembrou-me dos mártires. Eles são os que
por amor a Jesus depositaram a vida nas fogueiras, foram serrados ao meio ou lançados vivos a
feras bem piores do que a tocandira.
Algumas vezes Deus interferiu livrando, como no caso dos três hebreus na fornalha de
Babilônia. Entretanto, a maioria desses homens e mulheres tiveram que se confrontar com a
morte. O texto de hoje é uma promessa que se cumpriu na vida de muitos mártires. Sabe-se
que João Huss morreu nas chamas, cantando. Isso seria impossível se ele estivesse sentindo
dores. Deus cumpre o que promete.


Fig. 7-11-1




                                                7
8 de novembro


                                           Espirais
Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos,
os profetas. Amós 3:7.


Se r for uma reta orientada girando num plano em torno de um ponto O, o lugar do ponto p de
r, cuja distância a O é função positiva crescente ou decrescente da anamolia de r, é
denominado espiral. Torceu o cérebro? Isso aí é uma definição matemática da espiral
logarítmica. Deus não economizou nas formas espiraladas. A haste de uma samambaia, um
ciclone ou as conchas dos caramujos mais simples revelam estruturas perfeitas em espiral. Isso
você pode ver no seu jardim.
Se no momento em que uma onda atinge seu ponto máximo de crescimento pudesse ser
fatiada transversalmente, e congelada, revelaria uma espiral logarítmica, a mesma curva dos
caramujos.
Os caramujos e outros moluscos gastrópodes apresentam sua casa, a concha onde moram, com
uma variação infinita de desenhos, formatos e cores.
O náutilus, único polvo que vive numa concha, tem a espiral formada a partir de uma série de
câmaras que vão diminuindo em direção ao interior. As cerca de 40 divisões internas que
formam a concha obedecem a uma progressão matemática perfeita, em relação ao volume das
câmaras. O cientista Albert Einstein passou várias noites sem conseguir dormir, depois de
examinar o náutilus. A perfeição de sua espiral logarítmica deixou-o perplexo.


As espirais logarítmicas continuam a ser um mistério para a ciência. Mas quem conhece a Deus
sabe que Ele fez isso. Os filhos de Deus participam de Seus planos, e através dos profetas Ele
conta os Seus mistérios. Ele revelou muitas coisas relacionadas à nossa salvação. O objetivo é
aumentar a nossa confiança n’Ele. “Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando
acontecer, creiais que EU SOU” (João 13:19).
Noé foi avisado do Dilúvio (Gênesis 6); Daniel viu o surgimento e a queda dos grandes impérios
mundiais e o estabelecimento do reino de Deus (Daniel 2); Miquéias profetizou o lugar do
nascimento de Jesus (Miquéias 5:2); Isaías profetizou o nascimento de Jesus e o Seu
sofrimento (Isaías 9:6 e capítulo 53); Enoque profetizou a segunda vinda de Jesus (Judas 14);
João viu a Nova Terra (Apocalipse 21). Quem não inclui a Deus em seu projeto de vida perde o
sono à simples constatação da perfeição dos seres inferiores. Aos Seus filhos, porém, Deus
revela os Seus segredos.


Fig. 8-11-1




                                                 8
9 de novembro


                                     Os Suricatos
Quando Herodes estava para apresentá-lo, naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados,
acorrentado com duas cadeias, e sentinelas à porta guardavam o cárcere. Atos 12:6.


O deserto do Kalahari, África do Sul, um dos maiores do mundo (2.500.000 km2 ) é a morada
do suricato, também conhecido como mangusto do deserto. Esse mamífero carnívoro de 60
centímetros tem aparência muito estranha. A cabeça termina num focinho pontudo, deixando à
mostra duas presas superiores que apontam para fora, como dentes de vampiro. A orelha bem
desenhada é parecida com a orelha humana, e o pêlo é marrom-acinzentado com tons
amarelos.
Os suricatos vivem em tocas formadas por galerias subterrâneas de um metro e meio de
profundidade e de até 12 quilômetros de extensão. Moram em grupos de 12 a 30 indivíduos,
onde a divisão de tarefas é perfeita. Em cada grupo, apenas uma fêmea ganha filhotes, mas
quando nascem, em número de quatro a cinco, escolhem uma virgem de um ano para cuidar
deles. É ela quem os amamenta.
Durante o dia, a principal tarefa dos suricatos é caçar. Sendo pequenos e frágeis, todas as
vezes que saem para caçar aranhas, lagartos e outros insetos, um deles fica de sentinela. Esse
vigia se mantém literalmente em pé sobre as patas traseiras, com o pescoço levantado de tal
modo a vigiar toda a área. Nessa posição, em pé, o suricato pode dar alguns passos. Ele é
capaz de ficar várias horas assim e detectar a presença inimiga num raio de 500 metros. O
alerta é dado através de um bip intenso que põe a turma toda pra correr.
Mas quando o perigo vem do céu, a vigilância do suricato é inútil. As águias conseguem, quase
sempre, agarrar suas vítimas antes que o alerta seja dado.


Foi isso mesmo o que aconteceu em Jerusalém, na prisão onde o apóstolo Pedro estava preso
por ordem do rei Herodes. Antes que os dois soldados que o vigiavam se dessem conta, o Anjo
do Senhor apareceu e libertou Pedro. As algemas se abriram e ele ainda teve tempo de calçar
as sandálias e se vestir. Então passaram por dois postos de segurança e saíram pelo portão
principal, onde também havia soldados. Quando estamos sob a proteção de Deus, o inimigo não
pode nos manter em sua prisão. Por mais que ele vigie e arregimente o seu exército, contra os
filhos de Deus nada disso adianta.


Fig. 9-11-1




                                              9
10 de novembro

                                  Armadilha de Areia
Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando
alguém para devorar. I Pedro 5:8.


Quem primeiro chamou a minha atenção para alguns buracos no chão onde havia um
sumidouro de insetos foi meu filho. Não sabíamos do que se tratava, mas descobrimos que os
buracos eram armadilhas da formiga-leão, que não é formiga, mas sim um inseto chamado
lavadeira, que na aparência é uma mistura de borboleta com libélula. A lavadeira enterra os
ovos na areia, onde o calor do sol se encarrega de desenvolvê-los. As larvas que saem dos ovos
têm o corpo chato, três pares de patas e a cabeça armada com duas poderosas mandíbulas.
Para sobreviver, a larva prepara uma armadilha na areia. Com duas patas põe a areia sobre a
cabeça e como se fosse uma pá, joga-a para cima. Faz isso muitas vezes e de tal maneira que à
medida que vai descendo, constrói um cone invertido, com uma inclinação chamada de ângulo
de repouso, onde a areia escorrega ao menor estímulo.
Ela se posiciona na ponta do funil, com as duas mandíbulas bem abertas. Quando um inseto se
aproxima da beira do cone, a parede de areia desmorona e ele escorrega para o interior.
Quando pára, já está entre as mandíbulas da formiga-leão e aí, “um abraço”. As mandíbulas
ocas funcionam como agulhas de injeção. Ela suga todos os líquidos da vítima e depois joga a
casca vazia para fora. Se uma formiga cai no buraco de modo que dificulte o golpe mortal, a
larva tem outra estratégia: joga a formiga para cima e espera que caia em melhor posição. Se a
formiga tenta escapar, a larva usa a cabeça para bombardeá-la com areia, fazendo-a
desequilibrar-se e escorregar para o funil da morte.


Satanás também é um devorador de vidas. Ele suga suas vítimas até a última gota. Então,
quando não servem mais aos seus propósitos malignos, mata-as e joga fora o que sobrou: a
casca, nada. Aids. Você já viu essa sigla ou já ouviu falar dessa doença. Muitas pessoas a
adquirem em transfusões de sangue, mas, a maioria, por usar drogas ou em relações sexuais
com pessoas contaminadas.
As campanhas de prevenção da Aids nunca dizem que as pessoas devem evitar relações sexuais
fora do casamento e relações homossexuais. Entretanto, essas atitudes salvariam milhares de
vidas. Usar drogas e fazer sexo fora do casamento são armadilhas de areia. No fundo desse
funil só tem tristeza, culpa, dor e morte. Não se aproxime dele. Fazer a vontade de Deus é a
única forma de viver seguro.


Fig. 10-11-1




                                                 10
11 de novembro


                                       Pombo-correio
E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando Ele a orar, o céu se abriu, e
o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o
Meu Filho amado, em Ti Me comprazo. Lucas 3:21 e 22.


A ordem dos columbiformes possui cerca de 458 espécies. Em nosso país chegam a pouco mais
de vinte. Entre elas, a amargosa, a juriti, a fogo-apagou e a asa-branca, nossa maior pomba,
com cerca de 35 a 38 centímetros. O pombo-correio é o mais famoso por sua vivacidade,
resistência e o instinto de sempre voltar ao ninho. E ele não precisa ser ensinado a fazer isso.
Distâncias de um ou dois quilômetros são cobertos por ele, voando a 90 km/h ou mais. Quem
sabe tenha sido um pombo-correio que ajudou Noé a inspecionar a Terra após o dilúvio.
Ninguém sabe ainda como ele acha o caminho de volta, mas há quem diga que se orienta pelo
Sol. Outra hipótese é a das ondas eletromagnéticas. Experiências mostraram que mesmo de
olhos vendados eles conseguem achar o ponto de partida. Mas quando se cria um campo
magnético através de um imã preso a suas costas, ele tem dificuldades para se orientar. Os
pombos-correios eram muito usados na Europa para levar recados domésticos. Em 1832 eles
atuaram como mensageiros das agências de notícias francesas.
Mas ainda hoje eles continuam em ação. Laboratórios e hospitais na França e na Inglaterra
utilizam pombos-correio para transporte urgente de pequenas mostras de sangue ou outros
produtos para exames. Em situações de emergência eles chegam mais rápido do que as
ambulâncias que enfrentam o trânsito. Devido a sua visão de 360º, as forças especiais de busca
e salvamento dos Estados Unidos os treinam para achar náufragos no mar. Eles são colocados
em caixas transparentes numa posição estratégica no helicóptero. Quando percebem algo,
sinalizam bicando um sino. Eles aprendem a fazer isso por condicionamento.


Deus escolheu uma pomba para simbolizar a presença do Seu Espírito no dia do batismo de
Jesus. “As palavras dirigidas a Jesus no Jordão: “Este é o Meu Filho amado, em quem Me
comprazo”, abrangem a humanidade. Deus falou a Jesus como nosso representante. Com todos
os nossos pecados e fraquezas, não somos rejeitados como indignos”. - O Desejado de Todas as
Nações, pág. 59. No dia do seu batismo Deus vai enviar o Espírito Santo com essa linda
promessa para você.


Fig. 11-11-1




                                                   11
12 de novembro


                             O Governo das Formigas
Há quatro coisas mui pequenas na Terra que, porém, são mais sábias do que os sábios. Provérbios 30:24.


O mundo parece ser das formigas. Elas construíram um verdadeiro império e são mais
numerosas do que todos os povos que já viveram e ainda viverão na Terra. Fundam colônias
em nossos quintais, nos batentes das portas e no alicerce de nossas casas. Invadem a geladeira
e lambem nosso açúcar.
Sem falar nos astronômicos prejuízos que algumas espécies impõem à lavoura. Descobriu-se
que as formigas espalham infecções ao comer restos e sapatear sobre o lixo hospitalar. Depois
andam de um lado para o outro nos hospitais, invadem apartamentos, UTIs e centros cirúrgicos.
Suas patinhas contaminam tudo.
Não pagam passagem, mas viajam de navio, ônibus ou avião, e mesmo sem saber coisa alguma
do mundo virtual, adoram morar em computadores. Fazem isso porque o ambiente ali é
quentinho. Pior, se não forem descobertas de imediato, reproduzem-se aos milhares e causam
grandes prejuízos.
Elas chegam a interferir no funcionamento dos chips e apagar arquivos. Quando resolvem fazer
xixi num programa causam mais problemas do que vírus de computador, pois o ácido da urina
corrói tudo. Quando não destrói a máquina, deixa o equipamento completamente louco.
Pequenas, maiores um pouquinho ou minúsculas. Negras, vermelhas ou marrons. Dê uma
olhadinha aí perto e veja se não tem uma rondando o seu computador, o seu prato, ou
escavando a calçada de sua casa. As formigas continuam a passar a perna nos homens, a
driblar seus venenos e a se multiplicar. O homem e a mulher fazem computadores e mandam
foguetes a Marte, mas não conseguem vencer a frágil formiguinha. Será isso uma lição?


Agur acertou ao dizer que as formigas são mais sábias do que os sábios? Quem são os sábios
aos quais ele se refere? O apóstolo Paulo nos ajuda a identificá-los ao se referir aos loucos que
se dizem sábios (Romanos 1:21 a 25). Essas pessoas não glorificam o nome de Deus nem o
reconhecem como Criador. Por isso, seu raciocínio se tornou nulo e são como loucos, adorando
e servindo a criatura em lugar do Criador. Um homem sem Deus sabe menos que uma formiga.


Fig. 12-11-1




                                                 12
13 de novembro


                                    A Vespa-do-mar
Porque as flechas do Todo-poderoso estão em mim cravadas, e o meu espírito sorve o veneno delas; e os
terrores de Deus se arregimentam contra mim. Jó 6:4.


Na costa do mar da Austrália uma água-viva se tornou alvo de campanhas de prevenção para
os freqüentadores das praias. A vespa-do-mar já foi apelidada de serial killer devido ao número
de pessoas que matou nos últimos cem anos: 65 banhistas, contra 34 mortes causadas por
tubarões.
A vespa-do-mar não persegue ninguém. Movimenta-se apenas quando sobe à superfície ou
quando submerge. Ela vagueia ao sabor das ondas e oferece perigo por ser transparente.
Repentinamente, uma pessoa pode ser envolvida por seus braços de cinco metros de
comprimento. Um encontro casual pode deixar marcas e queimaduras profundas na pele. Mas
se o abraço envolver demais a pessoa, a morte acontece em poucos minutos.
Seus tentáculos liberam milhares de pequenas flechas carregadas de veneno. Uma de suas
toxinas necrosa (apodrece) a pele. Ao penetrar a corrente sangüínea, outro componente do
veneno, a hemolisina, destrói os glóbulos vermelhos. Ao atingir o coração, o veneno descontrola
os batimentos cardíacos, e dependendo da quantidade, paralisa-o. A vespa-do-mar é o animal
que carrega no corpo a maior quantidade de veneno mortal. Uma única medusa tem veneno
suficiente para matar 65 homens adultos.


Jó afirmou ter sido alvejado por flechas de sofrimento e dor disparadas por Deus. Seus
sentimentos envenenados não eram muito diferentes de nossos próprios sentimentos, quando
enfrentamos problemas. A primeira atitude é pensar: “O que foi que eu fiz de errado? Será que
Deus está me castigando?” Sentimentos de perda, doenças e outros fracassos são muitas vezes
armadilhas para a nossa confiança em Deus, um teste que reprova muitas pessoas.
Não lembro mais quem disse, mas creio na afirmação de que existem apenas dois tipos de
religião: a que ensina que Deus está contra nós e a que sabe que Deus está a nosso favor. Na
base da declaração de Jó estava a imagem negativa de Deus, fruto de falsas tradições e
fortalecida, em seu caso, por três “amigos”: Elifaz, Bildade e Zofar. A conclusão final de Jó:
“Falei do que não entendia ...” (Jó 42:3), aumenta a certeza de que Deus não é contra os filhos
que criou. Mesmo quando estes filhos são ingratos, Ele só os atinge com flechas de amor.


Fig. 13-11-1




                                                 13
14 de novembro


                                O Dragão de Komodo
Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os
mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus. Apocalipse 12:17.


Ele parece um personagem dos contos da mitologia grega, ou uma figura criada em laboratório
digital de cinema. O dragão de komodo é o parente mais próximo dos dinossauros. Vive nas
ilhas do arquipélago que forma a Indonésia, onde existem cerca de três mil. Esse lagartão, de
três metros e meio de comprimento, pesa cerca de 135 quilos. Tem dentes serrilhados e a
mandíbula é parecida com a do feroz tiranossauro. A língua de 33 centímetros é bifurcada como
a das serpentes.
Mesmo sem soltar fogo pelas narinas é tão carnívoro e cruel como os dragões das fábulas. Diz-
se que a sua violência só é comparável à dos tubarões brancos, que matam sem ter fome. Além
da força, a saliva é tão venenosa que uma pequena mordida pode matar em algumas horas.
Peixes, pássaros, cachorros, cavalos e até pessoas são vítimas do lagartão. Qualquer coisa que
apareça em sua frente vira comida. Na hora da fome, nem os filhotes escapam. Um raro
espectador disse que o bicho come babando, com muita pressa e afobação. Em minutos ele
devora um bode, inclusive ossos, dentes e chifres.


O apóstolo João também viu um dragão. Na Bíblia ele é identificado com Lúcifer, o acusador e
perseguidor da Igreja. O Apocalipse fala das características do povo de Deus que incomodam o
dragão: a guarda dos mandamentos e o testemunho de Jesus.
O “testemunho de Jesus é o Espírito de Profecia” (Apocalipse 19:10). Você ainda vai ouvir
muitas vezes a expressão Espírito de Profecia em sua igreja. Ela se refere ao dom profético, à
capacidade concedida por Deus de receber visões e mensagens especiais. Deus chamou pessoas
através das quais transmitiu mensagens apropriadas para a época em que viviam. Foi assim
com Noé no tempo do Dilúvio, com João Batista, que preparou o caminho para o nascimento de
Jesus, e com João, o profeta do Apocalipse, que animou os crentes de seu tempo com a
mensagem do segundo advento de Cristo.
Deus chamou Ellen White para transmitir uma mensagem especial. Ela escreveu milhares de
páginas, e uma de suas mais lindas mensagens encontra-se no livro Caminho a Cristo. Quanto
ao dragão, Cristo já o venceu. Deus mostrou a João essa vitória: “O diabo, o sedutor deles, foi
lançado para dentro do lago de fogo e enxofre” (Apocalipse 20:10).


Fig. 14-11-1




                                                 14
15 de novembro


                                     Bicho Preguiça
Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança, a vossa
força. Isaías 30:15.


Nosso Clube de Desbravadores estava acampado num pedaço de mata amazônica a cerca de 30
quilômetros de Manaus. Num daqueles dias encontramos uma enorme preguiça “nadando” no
chão. Se ao escalar uma árvore ela não consegue fazer mais do que 1,6 km/h, imagine-a
arrastando o corpanzil desajeitado na terra. Resolvemos dar uma carona à peluda e levá-la para
conhecer a turma. Depois a soltamos próximo a uma umbaúba.
A umbaúba tem as folhas e os frutos que a preguiça gosta de comer. Subindo em câmara lenta,
um braço após o outro, ela escalou a planta mais rápido do que imaginamos que o faria. Logo a
perdemos de vista. Raramente a preguiça desce de sua árvore. A água que ela bebe é o orvalho
que fica sobre as folhas. Tranqüila, passa 14 horas do dia dormindo ao seu modo: dependurada
nos galhos. A lentidão da preguiça é a sua defesa, pois quanto mais lentos os seus movimentos,
menos ela chama a atenção dos predadores. Entretanto, o que uma preguiça pode fazer contra
uma onça, um gavião ou um homem?
Por ser totalmente indefesa, sua única saída é a prevenção. Para despistar os inimigos ela
permite que uma espécie de barata, duas de carrapatos, três de traças e uma alga minúscula
habitem em sua grossa pelagem. Por vezes, colônias de até 100 mariposas-preguiça se
aninham em seu pêlo. Essa bicharada e a alga formam um tecido amarelo-esverdeado que
confunde os predadores. Além disso, sua temperatura apresenta variações que também
ajudam. Quando o tempo esfria, seu organismo se adapta ao clima e ela come e se movimenta
menos. Predadores que se guiam pelo calor do corpo da vítima têm menos chances com a
preguiça, pois com a temperatura baixa ela é menos percebida.
A cara da preguiça não revela nenhum tipo de estresse. Mesmo acuada, fica olhando, como se
nada estivesse acontecendo. Quem vê cara não vê coração, diz um provérbio, mas como seria
bom se tivéssemos um pouco da tranqüila confiança desse bicho.


Temos um Deus maravilhoso, que pode todas as coisas. E é este Deus quem diz: confie em
Mim. Eu quero salvar você e farei tudo o que for necessário para isso. A entrega total só
acontece quando confiamos a vida passada, presente e futura nas mãos d’Ele.


Fig. 15-11-1




                                                 15
16 de novembro


                                       Amigo Animal
Também disse Deus: façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança; tenha ele
domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a Terra
e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Gênesis 1:26.


Cha-Chen é uma aldeia localizada às margens do Lago Erbai, no Sudoeste da China. O lugar
vive escondido sob neblina permanente, pois está a dois mil metros de altitude. Ali vive uma
das minorias étnicas chinesas, os Paï, que têm na pesca, sua principal atividade econômica e de
subsistência. O que chama a atenção para os pescadores do Lago Erbai, é a sua técnica. Nada
de anzóis, nem redes, nem iscas ou armadilhas. Eles usam cormorões amestrados. Esses
pássaros mergulham, trazem o peixe no bico e o entregam aos seus donos.
Excelentes mergulhadores, os cormorões são capazes de ver um peixe até mesmo em águas
turvas. Eles são treinados para viver em submissão total aos donos. Quando ouvem a palavra
kodé, partem para a caça em meio a fortes piados. As asas cortadas lhes permitem voar a
apenas um metro da superfície da água, altura suficiente para avistar os peixes. A cada dia eles
mergulham 30 minutos, incessantemente. Ficam de 20 a 30 segundos embaixo d’água, e vão
buscar o peixe a 2 ou 3 metros de profundidade. Por que o cormorão, mesmo estando com
fome, entrega o peixe nas mãos do dono?
O motivo é no mínimo perverso: os Pai atravessam a garganta do cormorão com um pedaço de
madeira que o impede de engolir os peixes maiores. Ao entregar o peixe grande, em troca ele
recebe peixes miúdos possíveis de engolir, mesmo com a vareta que bloqueia a passagem para
o estômago.
O que acontece em Cha-Chen, nada mais é do que uma tradição com gosto de crueldade.


Antes do pecado, o domínio planejado por Deus previa uma relação de companheirismo e
amizade entre o ser humano e os animais, sem exploração, sem submissão pela força, sem
medo. Provocar dor e escravizar é próprio do ser humano sem Deus. Por isso, tratar os animais
com crueldade ou submetê-los a trabalho excessivo é pena prevista em lei com dez dias a um
mês de prisão. Mas quando Cristo voltar essa relação será restaurada. O ser humano e os
animais, as aves, os peixes, os répteis e todo tipo de criatura viverão em harmonia. Até lá,
vamos fazer a nossa parte e cuidar bem dos bichinhos.


Fig. 16-11-1




                                                  16
17 de novembro


                                          Se Vira!
Não to mandei Eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é
contigo por onde quer que andares. Josué 1:9.


Em meio aos sons da mata, é possível distinguir o ruído provocado pelo besouro-de-estalo. Não
é muito difícil localizá-lo, pois suas cores são bem vivas: vermelho, laranja ou amarelo. Para
fugir dos predadores, costumam dar sustos. Quando um pássaro o captura, ele produz um
estalo tão forte que assusta o agressor e o faz abrir o bico. O besouro-de-estalo cai e
dificilmente é encontrado de novo. Ele fica imóvel, como se estivesse morto, com as pernas
para cima.
Na hora de se virar ele flexiona o corpo e dá um salto mortal no ar, ao mesmo tempo em que
sai voando. Ao fazer isso, o pulo chega a 30 centímetros de altura. Se cair de costas, ele precisa
de apenas um milésimo de segundo para acumular força, saltar e virar outra vez.
Proporcionalmente, a força do salto desse besouro se iguala à colisão de um automóvel que
bate contra um muro a 240 km/h.
Alguém já mandou você se virar, alguma vez? Não é saltar como o besouro-de-estalo. Se virar,
nesse caso, significa “dar o seu jeito”, “deixar de moleza”, ou “parar de depender dos outros”.
Sabe aquela história de pessoas que não descascam uma laranja e de outras que esperam que
se lhes dê a toalha de banho na mão? Pois é, tem gente que prefere morrer de fome a preparar
um sanduíche ou fazer uma macarronada.


Imagine a situação de Josué, ainda jovem, sendo convidado para substituir Moisés na missão de
conduzir o povo de Israel a Canaã. Todo o capítulo primeiro de seu livro é composto de palavras
de encorajamento, dirigidas a ele mesmo.
Pense no verso de hoje, mais ou menos assim: “Ô Josué! Acorda, meu amigo! Deixa de moleza
e vai em frente, rapaz! Da mesma forma que ajudei Moisés, ajudarei você também. Não é
preciso ter medo. Vai em frente e se vira, tá legal? Eu estarei ao seu lado por onde quer que
você andar”.
O mundo hoje não serve para dependentes. À medida que crescemos precisamos nos
independer de nossos pais, dos parentes e dos amigos, no que diz respeito à sobrevivência. De
recebedores apenas, precisamos passar a doadores. A única pessoa de quem nunca devemos
nos independer é Deus, pois Ele é a fonte de nossa suficiência e de nossa força. Problemas
surgirão sempre, mas com Ele ao nosso lado tudo se resolve. Não existem barreiras
intransponíveis para quem confia em Deus.


Fig. 17-11-1




                                               17
18 de novembro


                                          Furacão
Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados, e para não participardes dos
seus flagelos. Apocalipse 18:4.


Eles andam a 300 km/h, levantam ondas de 15 metros de altura e provocam chuvas de 500
milímetros num só dia. Por onde passam, os furacões despejam 20 bilhões de toneladas de
água sobre a terra, ou seja, 500 litros por metro quadrado. Os furacões se formam próximos à
linha do Equador, sobre as águas quentes (acima de 27 ºC) dos oceanos. Além disso, é preciso
que a umidade do ar seja alta e que haja ventos no mesmo sentido, tanto na baixa atmosfera
(10 quilômetros de altura, a partir da superfície da Terra) como na alta atmosfera.
As tormentas provocadas pelos furacões mais fortes possuem um poder de destruição
comparado ao de milhares de bombas como as que foram jogadas pelos americanos sobre
Hiroshima e Nagazaki durante a Segunda Guerra Mundial. A diferença é que a área de
devastação dos furacões é bem maior. Entre os flagelos naturais, o furacão é o mais temido. O
Andrew, que passeou em Miami em 1992, deixou um prejuízo calculado em 30 bilhões de
dólares. O pior furacão de todos os tempos, o de Bangladesh, em 1970, matou mais de 400 mil
pessoas.
Diferente de outros eventos destruidores da natureza, os furacões são catástrofes anunciadas.
Às pessoas que vivem na rota desses monstros de vento, resta apenas fugir, deixando tudo o
que possuem para trás, ou esperar que eles se desviem.


As calamidades de Babilônia são descritas na Bíblia como um furacão destruidor: “Em um só
dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo” (Apocalipse
18:8). No Apocalipse, Babilônia é um sistema religioso que congrega um grande número de
seitas e religiões. Ele admite coisas como adoração aos ídolos e à natureza, a crença na alma
imortal e a guarda do domingo em lugar do sétimo dia que é o sábado. Isso faz parte do vinho
que Babilônia distribuiu ao mundo, e por isso ela será destruída.
Deus faz um convite ao Seu povo que ainda se encontra em Babilônia. Jesus vai voltar em breve
e o convite é para todos nós: “Retirai-vos dela, povo Meu” (Apocalipse 18:4).


Fig. 18-11-1




                                                18
19 de novembro


                                  O Olho do Furacão
Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em Ti. Isaías
26:3.


Ontem falamos sobre o furacão, uma enorme máquina que combina fenômenos físicos simples
como o vapor, o ar quente e os ventos. Tudo isso numa estrutura em forma de uma espiral de
nuvens. Os ventos que são sugados na periferia do furacão sopram cada vez mais rápido, ao
mesmo tempo em que vão se encaminhando para o seu epicentro. Quanto mais rápido a massa
de ar úmido se desloca, maior é a força de fora para dentro.
Mas o núcleo do furacão é uma região diferente do resto de sua estrutura. Ao passo que a sua
massa se espalha por uma área de até 600 quilômetros, o núcleo, também chamado de olho,
tem diâmetro de cerca de 50 quilômetros. No olho do furacão existem calma e céu azul,
permitindo até mesmo que pilotos de aviões de pesquisa voem nas faixas de calmaria, entre as
espirais do furacão, e atinjam o núcleo.
Quando viaja sobre águas frias, o furacão pode se extinguir em poucos dias ou horas. Sem ar
quente e úmido, o movimento ascendente tende a diminuir. Em pouco tempo a estrutura se
desorganiza, as nuvens invadem o núcleo e o monstro se espalha e morre. Espero que você
nunca enfrente um furacão de verdade. Mas pode ser que outro tipo de furacão, provocado por
dificuldades comuns à vida de todos nós, alcance você.
Previna-se confiando-se às mãos de Deus.


Não deixe nada de fora. Às vezes dizemos que entregamos tudo a Ele, mas conservamos
conosco a chave de certos setores da vida. Não é fácil fazer isso, mas não é impossível. Para
facilitar a entrega, pergunte a si mesmo: “O que entregou Cristo por mim?” O Filho de Deus deu
tudo - vida, amor e sofrimento - para nos salvar”. - Caminho a Cristo, pág. 45.
Quando nos entregamos de verdade a Ele, a promessa se cumpre: “Tu, Senhor, conservarás em
perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em Ti” (Isaías 26:3). Apesar dos
estragos que provoca, um furacão não dura para sempre. Mesmo que os problemas persistam
Deus estará conosco, ali, no olho do furacão. Quando estamos sós, a mais leve ventania pode
nos derrubar, mas com Jesus ao lado, não importa a velocidade do vento.


Fig. 19-11-1




                                                 19
20 de novembro


                                    A Aranha-lobo
Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons. Provérbios 15:3.


A aranha-lobo aproveita uma pequena parte do dia perambulando à caça de insetos e de outras
aranhas. Ao avistar uma possível presa, aproxima-se vagarosamente e salta sobre ela. É esse
seu modo de caçar que lhe valeu o nome. Ao se aproximar para o acasalamento, o macho agita
as pernas dianteiras na direção da fêmea para evitar que esta o confunda com uma presa e o
mate. Outra estratégia é trazer um presente. Pode ser uma mosca embrulhada num pacotinho
de seda.
Após o acasalamento, a fêmea tece uma bolsa de seda onde põe os ovos, grudando-a depois ao
abdômen. Ao perceber que os filhotes estão prontos, ela abre o pacotinho de onde saem até
100 pequenas aranhas. Durante um tempo a mãe as carrega amontoadas nas costas. A aranha-
lobo possui oito olhos. Quatro deles, os menores, estão enfileirados na frente, sobre as
mandíbulas. Dois maiores ficam logo acima destes e os demais se localizam nas laterais. Com
os menores, ela olha para a frente e para os lados, ao passo que os quatro maiores servem para
olhar para cima e à frente.
Mas nem todas as aranhas têm oito olhos. Algumas têm dois, seis, ou até nenhum, como é o
caso das que vivem em cavernas. Oito olhos ajudam para uma visão multilateral. Entretanto,
quase sempre esses olhos não têm a mesma eficiência. Às vezes, só dois, entre os maiores,
enxergam bem. Os outros seis apenas distinguem entre claro e escuro.


O verso de hoje fala da onipresença e da onisciência de Deus, de Sua capacidade de estar em
todos os lugares, de ver todas as coisas e, portanto, de saber de tudo.
Para alguns, isso faz de Deus um olheiro que fiscaliza tudo o que fazemos para então nos
acusar. É verdade que Ele conhece todas as coisas e que prestaremos contas de nossas ações,
mas a atitude d’Ele para conosco é outro assunto e não tem nada a ver com isso. “Como um pai
se compadece de seus filhos, assim o Senhor Se compadece dos que O temem, pois Ele conhece
a nossa estrutura e sabe que somos pó” (Salmo 103:13 e 14).
Podemos contar com Deus como um pai compreensivo. Aproveite para ficar com Ele todos os
dias, em todos os lugares. Não importa se você se considera mau ou bonzinho, o Senhor o ama
e está bem perto de você.


Fig. 20-11-1




                                               20
21 de novembro


                          Outras Histórias de Aranhas
Já estás cansada com a multidão das tuas consultas! Levantem-se, pois, agora os que dissecam os céus e
fitam os astros, os que em cada lua nova te predizem o que há de vir sobre ti. Isaías 47:13.


Aracne era uma menina pobre a quem a deusa Atena ensinou a arte da tapeçaria. Um dia, a
aluna disse que sabia mais do que a professora. Atena desafiou-a para um concurso, mas foi
vencida. Furiosa, destruiu o trabalho de Aracne e transformou-a numa aranha condenada a fiar
e a tecer para sempre. (Aracnídeo, o nome científico das aranhas, tem origem na lenda grega
de Aracne).
O desenho de uma cruz nas costas da aranha de jardim fez com que os cristãos medievais
tivessem um grande respeito por aranhas; os muçulmanos evitam matar aranhas, pois o Corão
diz que Maomé foi salvo de inimigos ao se esconder numa caverna onde uma aranha teceu uma
teia que fechou a entrada; em Gana, Oeste da África, conta-se que vive Anansi, metade homem
e metade aranha. Quando está em perigo, transforma-se numa grande aranha negra e escala
os lugares mais altos para se proteger numa teia.
Na Idade Média, uma aranha viva pendurada no pescoço evitava doenças; em Kentucky,
Estados Unidos, passar perto de uma teia de aranha significa ter um bom dia; em algumas
regiões da China, achar uma aranha pendurada na ponta de um fio de seda é sinal de visita
chegando, e pequenas aranhas lançadas sobre os noivos, dá sorte. Assim pensa o povo de
Bengala, Índia. Tudo isso é superstição.
Algumas lendas são interessantes e delas se tiram lições como se fossem parábolas. As
superstições, porém, estão ligadas a crendices e são baseadas no medo ou na ignorância
religiosa. Algumas: passar sob uma escada, gato preto, Sexta-feira 13, saudar alguém cruzando
as mãos. Tudo isso dá azar. O caixão funerário de quem entra ou sai de casa pela janela não
passa pela porta. Tem gente que não sai de casa sem antes consultar o horóscopo.
Diziam que por azar a parte do pão onde passamos manteiga sempre cai para baixo. Mas a
física explica o fato: além de a manteiga aumentar o peso dessa parte do pão, a altura de onde
cai a fatia também contribui para isso.


Sorte e azar são conceitos que deixam a vida ao sabor do acaso. Quem confia em Deus não
precisa se preocupar com superstições, sorte ou azar. Pode crer: “Se Deus é por nós, quem será
contra nós?” (Romanos 8:31).


Fig. 21-11-1




                                                 21
22 de novembro


                                  Pássaros Cantores
Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de
prisão escutavam. Atos 16:25.


Calcula-se em quatro mil o número de espécies de pássaros cantores existentes no mundo. O
canto é tão específico, apesar de diversificado, que é possível até diferenciar espécies gêmeas,
cuja plumagem e outros aspectos físicos dificultavam a classificação. O som vocal dos pássaros
é produzido a partir da siringe, localizada na parte inferior da traquéia. Apesar de possuir
menos possibilidades vocais que os seres humanos, eles fazem coisas como emitir 45 notas
musicais por segundo, tendo um tom a duração de apenas 0,002 segundos.
Quanto à duração do canto, alguns pássaros conseguem mantê-lo por mais de sete minutos.
Nesse ponto levam vantagem sobre os seres humanos, pois conseguem respirar e cantar ao
mesmo tempo. Mas há também os que fazem música instrumental. Os sons são produzidos pelo
estalar do bico, pelas penas e através das vias respiratórias. Isso é possível devido às
almofadas de ar que certos pássaros e aves possuem no tórax. A araponga é capaz de emitir
dois sons diferentes ao mesmo tempo. Esse efeito especial é produzido por dois brônquios que
atuam separadamente.
Do canto do uirapuru, um dos mais famosos em nosso país, nascem tons de clarineta ou flauta,
em notas interligadas e de grande harmonia. O azulão, o curió, o sabiá laranjeira, o canário e o
corrupião estão entre nossos mais famosos cantores. O canto dos passarinhos vai além de uma
demonstração artística. Seu objetivo é, de alguma forma, transmitir uma mensagem ou
expressar sentimentos, domínio territorial, época de acasalamento ou procriação.


Depois de levarem uma surra, Paulo e Silas foram jogados num cárcere na cidade de Filipos,
Macedônia. Machucados e com os pés acorrentados a um tronco, o mais lógico seria gritar de
dor e falar palavrões. Mas Paulo e Silas cantavam, pois consideravam ser um privilégio sofrer
em nome de Jesus. A música sara nossas feridas emocionais e aproxima de Deus os que estão
ao nosso redor. Afasta a raiva, as tentações e o desânimo. Cante com os pássaros, cante com a
Natureza, cante com os seus irmãos. Louve.


Fig. 22-11-1




                                                 22
23 de novembro


                                     Usina de Amor
Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O Seu rosto
brilhava como o Sol na sua força. Apocalipse 1:16.


No quarto dia da Criação Deus fez o Sol. Além de servir para separar os dias e as noites, sem
ele não existiria nenhum tipo de vida na Terra. O Sol é uma bola composta de gases quentes,
190 vezes maior do que a Terra. Calcula-se que seja formado por 73% de hidrogênio, 25% de
hélio e cerca de 2% de outros elementos. Para se ter uma idéia do que isso significa, em um
milhão de anos, o Sol queimaria apenas dois por cento do seu hidrogênio.
Na superfície do Sol ocorrem explosões que provocam tempestades magnéticas e auroras
polares. As explosões são vistas como grandes nuvens de gás que parecem labaredas de fogo.
Elas podem crescer até 400 mil quilômetros de altura e durar vários dias. A luz e o calor
emitidos pelo Sol equivalem à energia produzida, a cada segundo, por vários bilhões de
toneladas de carvão.
Já se chegou a pensar que o Sol era alimentado por chuvas de meteoritos. Hoje se sabe que
existe um processo contínuo de fusão nuclear que gera energia em forma de calor e luz. Na
verdade, o Sol é uma poderosa usina nuclear onde a temperatura chega a 14 milhões de graus
centígrados. É tão quente que mesmo estando a quase 150 milhões de quilômetros, não
podemos encará-lo sem antes proteger os olhos.


No Apocalipse, Jesus aparece glorificado, com o rosto resplandecendo a glória de Deus. João
comparou essa luz ao brilho da luz do Sol, a qual não podemos olhar diretamente. Quando
Moisés desceu o Monte Sinai trazendo as tábuas da Lei, também foi obrigado a cobrir o rosto
devido ao brilho da glória de Deus que feria a visão dos israelitas. Muitas pessoas já tiveram a
retina queimada e ficaram cegas porque se atreveram a olhar diretamente para o Sol.
Mas nosso Deus esteve entre nós com Sua glória coberta, através de Jesus. Ele trouxe a grande
notícia de que podemos olhar o Sol da Justiça, o nosso Deus, através d’Ele mesmo. Olhai para
Mim e vivei, diz Jesus. Sua energia salvadora é maior do que a de incontáveis sóis. Dizem os
cientistas que para esgotar todo o hidrogênio do Sol seriam necessários cinco bilhões de anos
de brilho constante. O amor de Deus por você é uma inesgotável usina de amor.


Fig. 23-11-1




                                                23
24 de novembro


                            As 300 Raposas de Sansão
E saiu e tomou trezentas raposas; e, tomando fachos, as virou cauda com cauda e lhes atou um facho no
meio delas. Tendo ele chegado fogo aos tições, largou-as na seara dos filisteus e, assim, incendiou tanto
os molhos como o cereal por ceifar, e as vinhas, e os olivais. Juízes 15:4 e 5.


Deus Se referiu a alguns profetas como raposas e Jesus também chamou o rei Herodes de
raposa. Quando uma pessoa é comparada com esse animal, a referência lembra astúcia e
malandragem. Raposa significa raptar, pilhar. A raposa se adapta aos mais variados ambientes.
Onde muitos carnívoros não conseguem sobreviver, ela se instala, conquista e mantém
territórios. Mora em moitas, sob troncos caídos ou montes de pedras. Prefere caçar à noite.
Lebres, ratos, filhotes de cabritos e até ninhos de pássaros feitos no chão fazem parte do
cardápio das fêmeas. Se for preciso, nadam e caminham no meio de brejos e atoleiros à
procura de aves aquáticas.
Os machos, por outro lado, se contentam com gafanhotos, besouros e minhocas. Na falta de um
bicho comem até frutos. Às vezes pescam na beira dos riachos e fazem pilhagens. Roubam
iscas dos caçadores e atacam as redes de pesca. A raposa é muito rápida, escorrega sem fazer
ruídos, consegue passar em lugares estreitos e, sem perder o equilíbrio, dá saltos
monumentais.


Apesar de a raposa ser um animal esperto e solitário, Sansão caçou 300, ateou fogo na cauda
dos pobres animais e soltou-os na lavoura dos filisteus. Por causa disso, eles mataram a sua
mulher e o seu sogro. A vingança de Sansão foi matar mil filisteus com a queixada de um
jumento. A história desse jovem mostra que muito músculo sem cabeça, não adianta nada.
Ele gostava de enganar as pessoas com enigmas; se deixava amarrar e depois surpreendia a
todos, livrando-se de cordas potentes como se fossem barbantes; brincava com a própria vida e
com o dom que Deus lhe dera. E de tanto brincar com a mentira, Sansão foi vencido por uma
linda mulher, Dalila, uma “raposona” sagaz e astuta. Ela descobriu o segredo de Sansão e o
entregou nas mãos dos filisteus. Eles furaram os seus olhos e o amarraram a uma roda de
moinho, a qual era obrigado a puxar como um burro. O fim trágico de Sansão mostra que
esperto mesmo é quem faz a vontade de Deus.


Fig. 24-11-1




                                                   24
25 de novembro


                                         Um Metro
Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Filipenses 3:14.


Quando uma aranha quer atravessar de um lado para o outro entre duas árvores ou duas vigas
de madeira, ela prende um fio de seda numa ponta e se lança no vazio até alcançar o outro
lado. Para isso ela conta com o auxílio do vento e com o próprio impulso.
Conta-se que na luta para libertar a Escócia do domínio inglês, o rei Roberto perdeu seis
batalhas para o rei Eduardo da Inglaterra. Após a sexta derrota, em 1306, Roberto estava
escondido num celeiro, onde observou uma pequena aranha tentando balançar de uma viga do
teto para outra. Depois de seis tentativas frustradas, ela finalmente conseguiu amarrar o fio de
seda do outro lado e construiu sua ponte. O rei ficou impressionado e saiu dali com outra
disposição. Em 1314, na sétima batalha ele derrotou os ingleses.
Derby foi para o Oeste americano e descobriu uma mina de ouro. Trabalhou com pá e picareta
durante alguns meses. Depois resolveu mudar de método. Cobriu os buracos com terra, colocou
estacas para marcar o local e voltou para o Leste, onde morava. Fez propaganda da mina e
conseguiu sócios para ajudarem-no a comprar máquinas. Prometeu a todos que ficariam ricos.
Os parentes e amigos concordaram. Ele comprou as máquinas e voltou para a mina.
Como esperava, a mina começou a produzir ouro. Ele pagou as máquinas e o terreno, e quando
estava começando a ter lucro, a mina não produziu sequer um grama de ouro. Desanimado,
Derby vendeu a mina e as máquinas a um ferro-velho. O comprador contratou os serviços de
um engenheiro para confirmar a improdutividade da mina. O relatório, porém, dizia que a um
metro abaixo do solo existia um segundo veio de ouro.
O comprador de coisas velhas pôs as máquinas para funcionar, cavou um metro e ficou rico. Ao
saber disso, Derby, que estava no Leste, quase enlouqueceu. Anos mais tarde, começou outro
negócio e toda vez que desanimava, dizia a si mesmo: “Calma, Derby, espere um pouco mais.
Pode ser que o sucesso esteja a apenas um metro”. Ele chegou a ser um homem de negócios
bem-sucedido.


Na próxima vez que se sentir inclinado a desanimar porque não conseguiu alcançar um objetivo
ou vencer uma tentação, lembre-se de que o sucesso pode estar a apenas um metro de
distância.


Fig. 25-11-1




                                                25
26 de novembro


                                        Bate Coração
O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate. Provérbios 15:13.


Com peso médio de 250 gramas, o tamanho de uma mão fechada, e feito de fibras musculares,
o coração supera qualquer máquina inventada pelos seres humanos. Sua função é bombear o
sangue e suprir as células com oxigênio e nutrientes. Ele é dividido ao meio por uma parede
muscular, no sentido do comprimento. De cada lado há duas câmaras chamadas átrio e
ventrículo. Quando o coração se contrai, joga o sangue do átrio para o ventrículo e deste, para
fora.
Os números do coração: o coração bombeia cerca de oito mil litros de sangue por dia. No
período de uma vida, esse número sobe para 3,2 a 6,4 milhões de litros; o coração tem força
suficiente para fazer circular o sangue através de 160 mil quilômetros de vasos sangüíneos;
pulsa em média 4.200 vezes por hora, 100 mil vezes por dia, 36 milhões e 500 mil vezes por
ano e, numa pessoa que viveu 72 anos, ele terá batido ao redor de três bilhões de vezes.
Por ser um dos órgãos que mais rapidamente reage às emoções, o coração é citado na Bíblia
como a sede de nossos sentimentos. O coração bate forte quando você está com medo, e
acelera quando você está muito feliz ou com raiva. É na mente que as emoções são
processadas, mas é o coração quem primeiro responde. Cuidar bem dessa máquina é um passo
importante para a felicidade. Esse cuidado envolve o físico e a parte espiritual também.


O texto de hoje lembra que a alegria torna o rosto mais bonito. A verdadeira alegria, a alegria
permanente é algo que não se pode comprar. “O fruto do Espírito é: amor, alegria, paz,
longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade” (Gálatas 5:22). Tem gente que relaciona o
ser cristão com tristezas e nenhum sorriso. Mas Deus gosta de ambientes descontraídos. Veja
como Ele desenhou a Terra: firmamento azul, vegetação verde, flores vermelhas e amarelas,
macacos pulando de galho em galho e pingüins andando como Charles Chaplin.
Para deixar o seu coração feliz, evite frituras, bebidas alcoólicas, gordura e cigarro. Faça
exercícios físicos regulares, use alimentos integrais e evite muito açúcar. Tenha momentos de
repouso, deixe as preocupações de lado e tenha muita confiança em Deus. Isso tudo fará de
você uma pessoa alegre e dona de um coração cheio de saúde. A presença do Espírito Santo
traz saúde ao coração e aparece no rosto.


Fig. 26-11-1




                                                   26
27 de novembro


                                         Você Será
Nem todos vamos morrer, mas num instante todos nós vamos ser transformados, num abrir e fechar de
olhos, quando tocar a última trombeta. Ela vai tocar, os mortos ressuscitarão como seres imortais, e
todos seremos transformados. I Coríntios 15:51 e 52, BLH.


Se você pudesse morder como o tubarão branco, rasgaria com os dentes uma placa de aço de
12,5 centímetros. A mordida desse animal tem uma pressão de 7,5 toneladas por centímetro
quadrado.
As abelhas vivem em colméias relativamente pequenas, com 60 a 70 mil indivíduos. Morar
assim seria como viver empilhado, dormir e acordar na arquibancada de um estádio de futebol.
Você seria uma bolha, se o seu corpo fosse semelhante ao da água-viva (99% do corpo desse
bicho é água).
Já pensou em correr como o guepardo, que faz 120 km/h? Você faria os 100 metros rasos em
4,5 segundos, menos da metade do tempo atual.
Em 20 anos, algumas espécies de rainhas do cupim conseguem gerar 22 milhões de ovos. Se
isso acontecesse com nossas mães, apenas oito delas, no mesmo período, gerariam toda a
população de nosso país.
Vivendo a mesma média de tempo de uma mosca, 21 dias, você iniciaria a vida escolar na
metade de seu segundo dia de vida; se prepararia para o casamento no quinto dia, às sete
horas da noite; às nove e trinta do dia seguinte já teria passado no vestibular e se aposentaria
quatro dias antes de morrer.


Vamos continuar sonhando: após a ressurreição, na vinda de Jesus, você poderá: 1. Ter a
velocidade do anjo Gabriel: “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim” (Daniel
9:23). Antes que Daniel terminasse a sua oração, Gabriel fez a viagem do Céu à Terra. 2.
Resistir ao fogo como os três amigos de Daniel: “Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que
andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano” (Daniel 3:25). 3. Atravessar paredes
como Jesus: “Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro dia da semana, trancadas as portas da
casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-Se no meio e disse: paz
seja convosco!” (João 20:19). 4. Ser imortal: “Porque é necessário que este corpo mortal se
revista da imortalidade” (I Coríntios 15:53). Vamos deixar Adão (930 anos) e Matusalém (969
anos) para trás. A transformação total do nosso corpo é uma promessa de Deus. Não
conhecemos os detalhes dessa aventura, mas será fantástica.


Fig. 27-11-1




                                                27
28 de novembro


                                               O Rio
Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro.
Apocalipse 22:1.


Uma antiga controvérsia geográfica colocava os rios Amazonas, Nilo (África) e Mississipi
(Estados Unidos) no centro de uma discussão de gigantes. Quem é o maior? O Nilo, com 6.670
quilômetros já foi o número um. Depois, os geógrafos americanos emendaram o Missouri ao
Mississipi e este passou a ter 6.800 quilômetros. O Amazonas sempre foi o maior em volume
d água, até que os satélites o espicharam também. Ele ganhou 500 quilômetros e passou a ser
o maior do mundo em extensão: 7.100 quilômetros.
A nascente do Rio Amazonas encontra-se a 5.500 metros de altitude, na Cordilheira de Chiva,
nos Andes, Sul do Peru. Nos primeiros 1.900 quilômetros, as águas descem num tobogã andino.
Os outros 5.200 quilômetros do caminho são quase planos, descendo apenas 60 metros até a
sua foz, na Ilha de Marajó, Pará, onde se lança no oceano. O Amazonas joga, todos os anos,
800 milhões de toneladas de terra no Oceano Atlântico. Isso equivale a dez morros como o Pão
de Açúcar, que pesa cerca de 75 milhões de toneladas. E a cada 28 segundos, despeja seis
bilhões de litros d’água no Oceano Atlântico.
Para formar esse gigante aquático, são necessários sete mil afluentes, e alguns tão enormes
como os rios Madeira e Negro. A distância entre as margens chega a 50 quilômetros e o ponto
mais estreito está em Óbidos, no Pará, com 1.800 metros. O Rio Amazonas atinge
profundidades de 120 metros. A Estátua da Liberdade, com seus 91,5 metros, simplesmente
desapareceria dentro dele. Além de peixes como a pirara que, dizem, engole uma pessoa,
crocodilos gigantescos vivem em suas águas barrentas. Se fosse salgado seria mar.
Tempestades com ventos fortes levantam ondas de aproximadamente dois metros, capazes de
virar grandes embarcações.
Assim é o Rio Amazonas, o maior rio do mundo. Perto dele você se sente achatado, miúdo como
um lebisti num aquário. Mas se você gosta de tomar banho de rio e quer fazer isso lá, a
aventura vai ser inesquecível, garanto.


De qualquer modo, eu quero convidar você para mergulhar no Rio da Água da Vida. Afinal, por
que Deus faria um rio de águas claras como cristal? Apenas para ser visto? Se vamos comer dos
frutos da árvore da vida que se encontra às suas margens, por que não poderemos brincar em
suas águas?


Fig. 28-11-1




                                                  28
29 de novembro


                                    Mel de Abelha
Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o
comi, o meu estômago ficou amargo. Apocalipse 10:10.


Produto final do trabalho das abelhas, o mel é o seu principal alimento. Durante um inverno,
uma colônia com cerca de 20 mil abelhas consome 24 quilos de mel e um de pólen. Como uma
abelha vive em média um mês, uma colônia cuja rainha põe cerca de 600 ovos por dia deve
produzir aproximadamente 200 mil abelhas por ano. Visto que o surgimento de uma nova
abelha exige 130 miligramas de pólen, em um ano essa colônia vai precisar de 80 quilos de mel
e 30 quilos de pólen. Cada vez que volta à colmeia, a abelha traz 10 miligramas de pólen
grudado nas patas e 50 miligramas de mel no papo. Para coletar 30 quilos de pólen voando a
24 km/h, uma abelha que percorre uma distância média de três quilômetros em cada viagem
precisaria fazer três milhões de viagens. A cor do mel depende do tipo de flor que as abelhas
mais visitaram. Se foi de laranjeira, tem cor clara e cheiro suave. Se for escuro, pode ser de
eucalipto ou de várias flores misturadas.


Quando estava na Ilha de Patmos, o apóstolo João viu um anjo que entregou-lhe um livro, ao
mesmo tempo que dizia: “Come!” O que você faria? Comer um livro? Só se fosse de morango.
Mas aquele livro, disse o anjo, tinha dois sabores: de mel, quando estivesse na boca, e de fel
quando chegasse ao estômago. Doce e amargo. Essa ordem era uma parábola. Doce foi a
mensagem da segunda vinda de Cristo pregada em 1844 por um grande número de cristãos
ávidos por vê-Lo voltar. Entretanto, um erro de interpretação da profecia de Daniel fez aquele
povo marcar a segunda vinda de Jesus para 22 de outubro de 1844.
Jesus não voltou, pois Ele mesmo disse que ninguém sabe o dia nem a hora de Sua vinda. Os
adventistas sentiram o gosto amargo dessa mensagem não cumprida, mas depois entenderam
que o seu desapontamento estava profetizado no capítulo dez do livro de Apocalipse. “Então,
me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e
reis” (Apocalipse 10:11). Você também é convidado para anunciar essa bendita esperança, ao
mesmo tempo que se prepara para receber a Jesus. Não sabemos a hora, mas o relógio de Deus
não conhece adiantamento nem tardança. No momento certo Ele virá. Maranata!


Fig. 29-11-1




                                               29
30 de novembro


                                             Piracema
Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: pai, pequei contra o Céu e diante de ti. Lucas 15:18.


A piracema é um êxodo natural que acontece anualmente nos rios. Os peixes voltam ao lugar
onde nasceram para reproduzir-se. Nesse retorno, escalam cachoeiras e despencam delas,
numa fantástica exibição de coragem e determinação. Manuel Pereira de Godoy, um estudioso
brasileiro dos peixes, já chegou ao cálculo de 160 mil peixes numa piracema. Para que esse
fenômeno ocorra, é preciso que o nível do rio esteja subindo e que a temperatura da água
esteja entre 24 e 28ºC.
Os lares de reprodução ficam sempre nas cabeceiras dos rios, e caso não encontrem em seu
caminho uma barragem de hidrelétrica sem escada, os peixes voltarão de qualquer maneira.
Uma piavuçu migrou 4.400 km em quatro anos, cinco meses e 23 dias. Em dois anos e 24 dias,
um dourado percorreu 2.600 km. Um curimbatá percorreu 6.000 km em cinco anos, seis meses
e doze dias.
Durante a viagem, os peixes fazem até 10 km/dia sendo que, excepcionalmente, um dourado
identificado fez 35 km/dia. Cachoeiras de quatro metros de altura não são problemas para eles.
Na desova, as fêmeas soltam os óvulos e os machos o esperma. Na sopa que se forma na água
eles se misturam e ocorre a fecundação. Os óvulos se transformam em ovos com tamanho
aumentado em até cinco vezes. Como o nível da água continua subindo, eles são empurrados
para as lagoas das margens, onde encontram águas paradas, luminosidade e temperatura
ideais para o seu desenvolvimento.
Os peixes sempre voltam. Um curimbatá foi marcado pelo Professor Godoy, com o número
22.727 às duas e meia da tarde do dia 6 de novembro de 1962. Em 1963, às três e cinco da
tarde do dia 5 de novembro, ele foi recapturado no mesmo local. Um ano depois, no dia 16 de
outubro, ele foi de novo recapturado no mesmo lugar.


Nós também precisamos retornar ao lar de nosso Criador. A parábola do filho pródigo é a
história dos filhos de Deus. O pecado nos afastou da casa de nosso Pai. Na parábola, Jesus
mostrou que: 1. O pai sempre espera, sem nunca desanimar; 2. O pai recebe o filho como está.
O pródigo foi abraçado sujo e fedorento; 3. O pai recebe o filho sem acusar e sem lançar-lhe em
rosto a sua ingratidão; 4. O pai restaura o filho e dá a ele uma nova herança.
Não saia da casa do Pai. Ele o ama e tem o melhor para você.


Fig. 30-11-1




                                                    30

				
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