PROJETO MIRANDA - DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DO RIO MIRANDA NO by pzs15406

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									PROJETO MIRANDA – DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DO RIO MIRANDA NO
MUNICÍPIO DE BONITO. Pellin1 A.; Scheffler2 S.M.. (1SEMA/IMAP; 2Consultor). E-mail:
angelapellin@yahoo.com.br

A Sub-Bacia Hidrográfica do Rio Miranda pertence à Bacia Hidrográfica do Alto
Paraguai e envolve o território de 23 municípios do Mato Grosso do Sul, abrangendo
cerca de 12% do seu território. O município de Bonito possui área física de 4.934 km2,
dos quais 94% fazem parte desta Sub-Bacia, incluindo seu núcleo urbano. O Rio
Miranda possui aproximadamente 697 km da nascente até a sua foz no Rio Paraguai, e
sua extensão dentro de Bonito é de aproximadamente 280 km, fazendo divisa com os
municípios de Jardim, Guia Lopes da Laguna, Nioaque, Anastácio e Miranda. O Projeto
Miranda, realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos –
Bonito, visa traçar um diagnóstico do Rio Miranda e suas margens, para que com base
nestas informações sejam definidas áreas críticas que necessitam de intervenção urgente
dos órgãos ambientais, e também pontos de monitoramento para o acompanhamento
contínuo de alguns indicadores. Para isso foram realizadas três expedições com duração
de três dias cada, entre agosto e setembro de 2004. Em campo foi observado o estado de
conservação da mata ciliar, desbarrancamentos, pontos de erosão, entre outras
irregularidades ao longo do Rio Miranda, no trecho compreendido por Bonito. Em 28
pontos foram coletados dados referentes à largura, profundidade, visibilidade e
temperatura do rio. Além disso, estão sendo catalogados os afluentes e grotas que
desembocam no Rio Miranda. Todos os pontos observados são descritos, fotografados,
georreferenciados e alocados em imagem de satélite da região. Os dados do diagnóstico
ainda estão em fase de análise, mas já é possível apresentar alguns resultados
preliminares. Entre os principais problemas detectados no Rio Miranda, até o momento,
estão: desmatamentos no entorno do rio, substituição da mata ciliar por pastagens,
presença de bebedouros de gado, desbarrancamentos e assoreamentos em vários pontos
do rio e presença de infra-estrutura em suas margens. Nos 28 pontos amostrados a
largura variou de 30 m a 57 m, com média de 44 m; a profundidade média do rio,
medida no meio do leito, foi de 2,3 m, variando entre 1,3 m e 4,5 m (apesar dos
números obtidos nos pontos amostrados, a profundidade em muitas áreas não ultrapassa
0,30 cm, resultado de assoreamentos); a visibilidade horizontal, medida com disco de
Secchi, variou de 1,87 m a 0,60 m, com 1,23 m em média; a temperatura média do rio,
amostrada a 0,50 cm da superfície, foi de 20,4ºC, variando entre 17ºC e 25ºC. É
importante destacar que ao longo do Rio Miranda, todos os parâmetros apresentados
sofrem grande influência dos principais afluentes, como os rios Formoso, Nioaque e
Chapena. Apesar dos inúmeros problemas verificados no Rio Miranda, ainda existem
propriedades muito bem conservadas e extensas áreas de mata em seu entorno, o que
facilitará o trabalho de recuperação da mata ciliar em áreas adjacentes e também serve
como exemplo de que é possível conciliar as atividades desenvolvidas nas propriedades
rurais e a conservação da região. Após o término da análise dos dados obtidos em
campo, terá início o trabalho de visitas as propriedades onde foram identificadas
irregularidades. Esta fase contará com apoio da Promotoria de Justiça de Bonito e com a
colaboração dos proprietários para regularização ambiental das propriedades.

Palavras-chave: recursos hídricos, rio Miranda, mata ciliar.

								
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