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rEGIÃO AMAZÔNICA

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rEGIÃO AMAZÔNICA Powered By Docstoc
					Escola Estadual de Ensino Fundamenta e Médio Profº João Bento da Costa. Diretor: Suamy Lacerda. Vice-diretorª:Elba Cerquinha. Equipe:1º T Jéssica Bulhosa Brants. Jéssica Daiane Farias. Rosane da Silva Lopes. Antônilde Sousa. Tatiane de Souza Trindade. Profª Coord.: Soniamar S. Salim.

REGIÃO AMAZÔNICA
 A Amazônia é o maior e mais rico ecossistema do planeta esvaindo-se em fumo, vítima já não da imprudência ou da ignorância, mas da irresponsabilidade dos governos e da ganância inescrupulosa dos homens de negócio nacionais e internacionais.

SITUAÇÃO E CARACTERÍSTICAS GEOGRÁFICAS
 A bacia amazônica, com seus quatro milhões de quilômetros quadrados, possui características extraordinárias, em termos geográficos. Um hidrólogo diria: “Que é o maior complexo fluvial do mundo”. Um geólogo a definiria como: “A maior bacia sedimentar do planeta”. Segundo um biólogo seria:”O maior ecossistema florestal de toda a biosfera”.

O COMPLEXO AMAZÔNICO
 A impressão que se tem ainda hoje, quando viajamos de avião por sobre as áreas ainda não devastadas da região: um verdadeiro tapete verde e fofo, uma superfície apenas rugosa, mas perfeitamente plana, estendendo-se a perder de vista. A área da Amazônia brasileira corresponde a mais da metade de nosso país, sua população entretanto, corresponde a menos de 15% da população brasileira. A Amazônia não pode ser submetida aos padrões de utilização e de exploração correntes em outros climas e outros países. A Amazônia além de ser única por suas proporções, é também única por suas qualidades e peculiaridades.

A ATRAÇÃO DA AMAZÔNIA
 O que primeiro atraiu exploradores para a Amazônia foram as lendas sobre suas riquezas minerais, depois a simples busca de conhecimento, ou interesse científico, finalmente, o nobre ideal de defendê-la contra os que a estão destruindo. A natureza no seu conjunto, representa o maior patrimônio da humanidade não só pela sua utilidade prática, mas pela beleza, pelo extraordinário equilíbrio e pelo que representa em termos de processos e artifícios de sobrevivência.

O EQUILÍBRIO DA NATUREZA
 A mais extraordinária peculiaridade da natureza é a capacidade de manter-se em um estado de permanente equilíbrio; equilíbrio que, de resto é essencial para sua própria perenização. Esse equilíbrio não é estático, como copos empilhados cuidadosamente sobre uma mesa, mas sim dinâmico, resultado de um contínuo movimento e de um constante intercâmbio com o meio que a envolve. Mas esse equilíbrio é frágil. Qualquer intervenção, qualquer perturbação dessa complexa estrutura leva facilmente a seu total desequilíbrio e ao desestabilização de sistema como um todo.

LENDAS INDÍGENAS
 A atitude do índio para com a natureza é reverente e respeitosa. Sua mitologia é rica em fábulas, as mais diversas sobre a origem de plantas e animais a partir de seres humanos e vice-versa. Vejamos algumas:  O guaraná > planta benéfica que traz saúde e felicidade.  O uirapuru > é o pássaro com canto mavioso.  A mandioca> a raíz grossa com uma casca delgada que alimenta, deixando muito forte.  O rio Amazonas > as águas doces foram separadas das águas salgadas do mar, assim nascendo o Amazonas. Muitas outras lendas como estas relatam a origem da noite, das estrelas, da sucuri e outros tantos mistérios da natureza que despertam a imaginação dos índios.

EXPERIÊNCIAS DE COLONIZAÇÃO DO HOMEM CIVILIZADO
 Depois de tantas tentativas infrutíferas e trágicas em busca de tesouros e ás fontes da eterna juventude. Se revelou a existência de outros tipos de tesouro, na forma de madeira e produtos vegetais e animais, como pigmentos, especiarias, peixes, gordura de tartaruga e muitos outros. Também descobriram a árvore do látex,ou seja, a seringa.

A REALIDADE DA AMAZÔNIA
 A Amazônia é uma densa floresta tropical úmida, constituída de árvores de diversas alturas. Quase não há penetração dos raios solares através delas, dificultando o desenvolvimento de plantas rasteiras. Cerca de 80% do território amazônico é coberto por vegetação de terra firme. A fauna amazônica é muito mais rica em espécies que voam ou que vivem sobre os ramos e folhas das árvores, como pássaros, macacos, insetos e serpentes. A água no solo amazônico, é extremamente abundante, quanto aos sais minerais , estes são extremamente escassos no solo amazônico.

AS FLORESTAS E O CLIMA
 O clima da Amazônia é caracterizado por altos índices de precipitação pluviométrica, umidade e temperaturas elevadas e mais ou menos uniformes durante todo o ano, essas características decorrem da sua localização ao nível do Equador. As características do solo, embora dependam em parte da natureza química dos materiais ali presentes, são também decorrentes do alto grau de corrosão das rochas, motivado pela temperatura e umidade.

O DESMATAMENTO E AS ALTERAÇÕES DO SOLO
 Outros efeitos do desmatamento concorrem, entretanto, para, uma rápida deterioração do meio e alteração irreversível da fertilidade na Amazônia. A eliminação da sombra faz com que haja um excessivo aumento da temperatura dos solos. Esse aumento causa não só a rápida destruição do húmus e da flora de fungos e outros microorganismos que são indispensáveis à fertilização do solo.

RIOS E ÁGUAS DA AMAZÔNIA
 De acordo com o aspecto de suas águas, os rios da Amazônia têm sido classificados em: rios de águas pretas, rios de águas brancas e rios de águas claras. Os rios de águas pretas nascem no escudo cristalino das Guianas, como também no Brasil Central, como o Rio Negro. Os rios de águas brancas são os que nascem na cordilheira dos Andes, como o Rio Amazonas, o Purus e o Madeira. Os rios de águas claras são os rios Tapajós e Xingu.  OS IGAPÓS: São imensas áreas de florestas inundadas, constituída de árvores especialmente adaptadas a essa condição temporária. Além de constituírem uma das paisagens mais típicas da Amazônia.  A POROROCA: Além de constituir um dos espetáculos mais edificantes da natureza, por muitos anos desafiou a argúcia dos que tentaram explicá-lo. Trata-se de uma grande onda arrasadora, que de tempos em tempos sobe os rios que desembocam do Amazonas, com grande estrondo e ímpeto devastador.

OS PEIXES E OUTROS ANIMAIS DOS RIOS
 A maior bacia de água doce do mundo é, também, a maior produtora de peixes. A Amazônia tem uma imensa variedade de peixes, tais como os Acarás, os chamados “peixes do mato”, o famoso Poraquê, a Pirambóia, a Piranha, o Pirarucu, a arraia, o Dourado, o Tambaqui, o Peixe-boi e as Tartarugas.

A FAUNA TERRESTRE
 De modo geral, toda a fauna da Amazônia é vorazmente agredida, correndo o risco de extinção, seja pela caça ou seja pela destruição das matas. Jacarés, onças, jaguares, jaguatiricas, maracajás e outros têm sido perseguidos e destruídos. Também severamente perseguidos são as lontras e as ariranhas. Não podem deixar de ser mencionados os macacos, de inúmeras espécies e tamanhos. A grande maioria desses animais morrem antes ou durante o embarque para outros estados ou países.

OS PRODUTOS VEGETAIS
 Floresta tão exuberante e variada não poderia deixar de oferecer ao homem uma infinidade de produtos vegetais valiosos. Desde as espécies simplesmente decorativas, como a vitória-régia ou as orquídeas, até as madeiras de raras qualidades, os produtos medicinais, as matérias-primas, como a borracha, os alimentos preciosos, como a castanha-dopará ou o guaraná e a infinita variedade dos frutos de inigualável sabor.

O AJUSTAMENTO DE CADA ESPÉCIE A SEU MEIO
 Cada espécie viva se encontra perfeitamente adaptada às condições ambientais do lugar onde vive. Isso significa encontrar-se exatamente ajustada às características físicas e biológicas do seu próprio ecossistema, de modo a formar um conjunto equilibrado dinamicamente. As espécies vão sofrendo pequenas alterações adaptativas, acompanhando as alterações do ambiente como um todo.

O AJUSTAMENTO CULTURAL DO HOMEM
 Podemos dizer, pois, que a adaptação do homem aos diversos ambientes que ele ocupa na Terra não é mais biológica, mas sim cultural. Percebe-se, pois, que cada povo, vivendo em um determinado meio físico e biológico específico, desenvolve sua própria cultura, como forma de adaptação ou de ajuste ás peculiaridades do seu meio.  A cultura indígena: O índio não agride seu meio ambiente, mas usufrui parcimoniosamente de seus produtos: ele, na verdade, também faz parte da natureza e se compenetrou disso há milênios. A Amazônia não comporta grandes populações. O índio constitui aldeias pequenas e alimentadas por roças também pequenas. O nativo em geral não conserta sua casa: ele constrói outra.

O HOMEM MODERNO E OS IMPACTOS AMBIENTAIS
 A ATIVIDADE AGRÍCOLA Os planos de desenvolvimento agrícola foram traçados pelo INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) sem que, entretanto, fossem levadas muito em conta as peculiaridades do solo amazônico e a experiência agrícola negativa em algumas localidades. O cultivo de todas as terras desmatadas se restringe praticamente à mandioca e ao arroz, além de uma pequena quantidade de milho e feijão, mas são altamente danosas ao ecossistema, pois aceleram a erosão e diminuem a fertilidade do solo. A verdade é que mais de 80% do solo amazônico foi classificado como pobre.

UMA AGRICULTURA ADEQUADA Á AMAZÔNIA
 Para a Amazônia teria que ser uma agricultura que não axigisse tanto a renovação sistemática de nutrientes do solo. podendo-se sitar um uso alternativo da Várzea com uma criação em larga escala de peixes de grande importância econômica, como o pirarucu. Já para as terras firmes poderiam aí ser exploradas plantas como a castanha-do-pará, o coco, a borracha, o cacau, as madeiras nobres e também o guaraná, além de outras.

A EXPLORAÇÃO MINERAL
 A maior bacia sedimentar do Amazonas não poderia deixar de ocultar, em seu seio. Algumas das maiores reservas minerais exploráveis do mundo. A exploração artesanal do ouro, ou garimpo, não seguindo os ditames da melhor técnica não contando com os recursos investidos na mineração “oficial” e realizando-se de forma desordenada, difusa e mal-orientada, tem produzido mais mal do que bem para a região. O mercúrio, usado em forma e quantidades incontroladas é despejado nos rios, encontrando-se em quantidades alarmantes nos sedimentos e nas próprias águas dos rios, causando a morte de muito animais.

COMO UTILIZAR A AMAZÔNIA SEM CRIAR UM DESERTO
 Procuramos demonstrar a inviabilidade de uma colonização em moldes tradicionais, dado o risco de um desflorestamento generalizado e irreversível que transformaria a região em um grande deserto. O dilema não consiste nas alternativas entre fazer ou não fazer, colonizar ou não colonizar, ocupar ou não ocupar. Trata-se na verdade, de fazer sem destruir, colonizar sem impactar, ocupar sem afastar seus legítimos residentes. Para tanto, são necessárias três atitudes ou ações fundamentais: conhecer, cada vez melhor o ecossistema amazônico e as leis naturais que o governam; desenvolver um método e um conjunto de técnicas adequadas a um manejo do sistema necessariamente diferente do tradicional; inserir a Amazônia prioritariamente em um planejamento nacional que reconheça seu papel e as sua limitações naturais.

COMO UTILIZAR A AMAZÔNIA SEM CRIAR UM DESERTO
 CONTINUAÇÃO
Necessariamente, tais atitudes deverão estar baseadas em profunda pesquisa científica e tecnológica. A transformação da Amazônia em um grande deserto está, aliás, se processando a passos muito rápidos nos últimos anos. A ocupação e desflorestamento generalizado levariam a alterações irreversíveis do clima que inviabilizariam qualquer tentativa de manutenção de reservas. O continuum amazônico não pode ser rompido e a demonstração disso é a forma como o índio tem procedido até hoje.

CONCLUINDO
 Poderíamos dizer que a ocupação da Amazônia deverá ser procedida de um posicionamento francamente ético. A ética é o que, no homem veio a substituir a seleção natural, ou a luta pela vida. O homem ético reconhece conscientemente, nos seus semelhantes o direito à vida e o direito à liberdade e assume o compromisso de não eliminar a vida do próximo e de não restringir sua liberdade. A ética deve substituir a “ lei do mais forte”. Só a assunção responsável e muito firme de princípios éticos poderá impedir o homem de utilizar todo o seu poder e instrumental tecnológico na destruição de um ecossistema como o amazônico, na busca de matériasprimas e energia para seu próprio instrumental e para aumento do conforto efêmero de uma minoria insensível, despreocupada e despresível em termos populacionais.

CONCLUINDO
 CONTINUAÇÃO
A questão da Amazônia é portanto,sobretudo ética. A ética é a base de toda regra de convivência racional e consciente. O conhecimento. A pesquisa, o desenvolvimento de tecnologias específicas são fundamentais, mas só poderão ser úteis se presididos por esse tipo de sentimento e de compromisso.

J.B.C

1º T


				
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posted:2/12/2009
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