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					Dom Casmurro
• A obra significou, por mais de 60 anos, mais um exemplo de adultério feminino explorado na literatura realista. Entretanto, em 1960, a professora americana Helen Cadwel propôs a sua releitura, apontando Bentinho, e não a esposa, Capitu, como o problema central a ser desvendado. Dom Casmurro é um livro complexo e cada leitura origina uma nova interpretação. Machado de Assis faz no romance um fato inacreditável em sua narrativa: Ele cria um narrador que afirma algo (ou seja, diz que foi traído) e o leitor não consegue decidir-se se ele está mentindo ou não.

Elementos da Narrativa
• Ação: a promessa de D. Glória de tornar o filho padre e o amor entre Bentinho e Capitu. • Espaço:uma pluralidade geográfica – cidade do Rio de janeiro,mais especificamente na rua de Matacavalos,numa casa assobradada referente à adolescência de Bentinho.Depois de casado na rua da Glória.Mais tarde no Engenho Novo(reprodução da casa da infância);Europa onde Capitu foi viver e Jerusalém onde Ezequiel morreu. • Tempo: Psicológico(memórias de um cinquentão),embora a narração tenha sido feita cronologicamente(infância/adolescência/fase adulta) • Personagens: Capitu,Bentinho,D.Glória,José Dias • Foco Narrativo: Narrador-personagem

Características Machadianas
• Ironia,pessimismo e humor:todos os romances da segunda fase são parpassados de um sarcasmo e de uma descrença corrosiva,mas sempre com humor o que torna a visão suportável.”Não te irrites se te pagarem mal um benefício:antes cair das nuvens que de um terceiro andar” • Microrrealismo:sutileza é a marca registrada de Machado.O essencial reside no detalhe.As análises das personagens são mosaicos construídos a partir de cada um desses mínimos detalhes. • Análise psicológica:a prioridade não é a aventura,emoção,suspense,O que interessa de fato é a especulação psicológica.(homens geralmente medíocrese de baixa inteligência e as mulheres vaidosas,ardilosa e usam a sedução para atingir seus objetivos. • Narrativa não tradicional: Não é linear,de forma fixa ou previsível.(flash-back).É antes de tudo uma conversa com o leitor,em que o narrador debate,opina,esclarece e ironiza.

• Metalinguagem:o narrador dialoga com o leitor e tem em geral uma intensa consciência do processo narrativo. • Intertextualidade:Os principais intertextos são feitos com Shakespeare,Cervantes,a Bíblia e a filosofia clássica,principalmente Platão. • Temas principais: a relatividade dos conceitos morais,o tédio,a loucura,o ciúmes,a vaidade,o adultério (ou a suposição deste) e o “teatro social”,ou seja o conflito existência(ser) x aparência (máscara)

Organização/Estutura
• DC narrado em primeira pessoa pelo protagonista que dá o nome ao romance,pertence ao realismo,publicado em 1899. • O título se deve ao comportamento casmurro(machucado pela vida,vai se isolando),característica marcante da personagem. • 148 capítulos digressivo,curtos,com títulos precisos. • Cronologicamente falando a narrativa decorre na época do segundo império mas o tempo que marca a obra é o psicológico.

peronagens
• • • • • • • • • • Machado foi um grande arquiteto de personalidades”.Em DC temos: Capitu Bentinho D. Glória José Dias Tio Cosme Pe.Cabral Prima Justina Ezequiel DC é um dos romances de Macha que causa ainda hoje intrincadas p0olêmicas.É o mais bem elaborado e o mais enigmático.Dois caminhos a seguir: Deixar-se levar pela ótica de Bentinho,aceitando sua palavra como Verdade ou construir uma narrativa paralela,pondo em xeque o próprio narrador,levando em conta a hípótese de ser ele um paranóico-esquizofrênico.

A Hora da Estrela – Clarice Lispector
• O livro pertence à chamada terceira geração modernista(ou pósmodernismo),trouxe inovações a literatura no que diz respeito à temática,à estrutura da narrativa e à linguagem.Clarice é considerada uma das maiores inventoras da literatura moderna.

Características
• O objetivo de Clarice é atingir as regiões mais profundas da mente das personagens para aí,sondar complexos mecanismos psicológicos.Para o narrador “A hora da Estrela”,”não é fácil escrever.É duro como quebrar rochas.Mas voam faíscas e lascas como aços espelhados”.”Mas se há de escrever,que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas”.A própria autora afirma:”Minha liberdade é escrever.A palavra é o meu domínio sobre o mundo”

• Sondagem psicológica: em sua obra(como a de Machado) o que interessa é a compreensão do indivíduo,a análise de suas angústias e dramas existenciais.O fato em si pouco importa. • Prosa poética: misturando prosa e poesia,ocorre um fluxo de consciência que faz lembrar a “escrita automática” dos surrealistas e na qual predominam as metáforas inusitadas. • Mundo absurdo: geralmente as protagonistas são mulheres que de repente se descobrem em um mundo absurdo.Essa descoberta costuma ser detonada por agente epifânico,que provoca um desequilíbrio interior que mudará a visão da personagem,pois ela descobriu a Sua Verdade.E isso é sempre doloroso. • Existencialismo: é uma das tendências filosóficas modernas.O existencialismo vê na vida uma ausência de sentido que só pode ser enfrentado e suportado no instante mesmo da vida.Como disse Clarice:”Viver ultrapassa todo entendimento”. • Hipersensibilidade:Clarice tenta revelar novos ângulos da realidade em que os fatos ganham uma dimensão estranha,transcendente,”o íntimo parece cósmico e o silêncio o grito” • Metalinguagem: a linguagem é o objeto de si mesma,busca das palavras.

• O enredo de A hora da Estrela não segue uma ordem linear: há flashbacks iluminando o passado, há idas e vindas do passado para o presente e vice-versa. Três histórias que se intercalam:
1. A metanarrativa - Rodrigo S. M. conta a história de Macabéa: Esta é a narrativa central da obra: o escritor Rodrigo S.M. conta a história de Macabéa, uma nordestina que ele viu, de relance, na rua. 2. A identificação da história do narrador com a da personagem Rodrigo S.M. conta a história dele mesmo: esta narrativa dá-se sob a forma do encaixe, paralela à história de Macabéa. Está presente por toda a narrativa sob a forma de comentários e desvendamentos do narrador que se mostra, se oculta e se exibe diante dos nossos olhos. Se por um lado, ele vê a jovem como alguém que merece amor, piedade e até um pouco de raiva, por sua patética alienação, por outro lado, ele estabelece com ela um vínculo mais profundo, que é o da comum condição humana. Esta identidade, que ultrapassa as questões de classe, de gênero e de consciência de mundo, é um elemento de grande significação no romance, Rodrigo e Macabéa se confundem.

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3. A vida de Macabéa - O narrador conta como tece a narrativa. Narrador e protagonista, inseridos em uma escrita descontínua e imprevisível, permitem ao leitor a reflexão sobre uma época de transição, de incoerência, como um movimento em busca de uma nova estruturação da obra literária similar à insegurança, à ansiedade e ao sofrimento. O tema é oferecido, socializando a possibilidade de ruptura. O narrador revela seu amor pela personagem principal e sofre com a sua desumanização, mas, também, com a própria tendência em tornar-se insensível. O foco narrativo escolhido é a primeira pessoa. O narrador lança mão, como recurso, das digressões, o que, aspectualmente parece dar à narrativa uma característica alinear. Não se engane: ele foge para o passado a fim de buscar informações.

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Espaço / Tempo
O Rio de Janeiro é o espaço. Ocorre que o espaço físico, externo, não importa muito nesta história. O "lado de dentro"das criaturas é o que interessa aos intimistas. Personagens

Macabéa: Maca e é a protagonista da história. Possivelmente o nome Macabéa seja uma alusão aos macabeus bíblicos, sete ao todo, teimosos, criaturas destemidas demais no enfrentamento do mundo; a alusão, no entanto, faz-se pelo lado do avesso, pois Macabéa é o inverso deles.
• Olímpico: Olímpico se apresentava como Olímpico de Jesus Moreira Chaves. Trabalhava numa metalúrgica e não se classificava como "operário": era um "metalúrgico". Ambicioso, orgulhoso e matara um homem antes de migrar da Paraíba. Queria ser muito rico, um dia; e um dia queria também ser deputado. Um secreto desejo era ser toureiro, gostava de ver sangue. Rodrigo S. M.: Narrador-personagem da história. Ele tem domínio absoluto sobre o que escreve. Inclusive sobre a morte de Macabéa, no final.

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• Glória: Filha de um açougueiro, nascida e criada no Rio de Janeiro, Glória rouba Olímpico de Macabéa. Tem um quê de selvagem, cheia de corpo, é esperta, atenta ao mundo.
• Madame Carlota: É a mulher de Olaria que porá as cartas do baralho para "ler a sorte"de Macabéa. Contará que foi prostituta quando jovem, que depois montou uma casa de mulheres e ganhou muito dinheiro com isso. Come bombons, diz que é fã de Jesus Cristo e impressiona Macabéa. Na verdade, Madame Carlota é uma enganadora vulgar.

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Outras personagens: As três Marias que moram com Macabéa no mesmo quarto, o médico que a atende e diagnostica a gravidade da tuberculose e o chefe, seu Raimundo, que reluta em mandá-la embora.

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca".(Clarice Lispector)


				
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posted:2/12/2009
language:Turkish
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