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MANUAL BÁSICO PARA FOTOGRAFIA DIGITAL

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MANUAL BÁSICO PARA FOTOGRAFIA DIGITAL Powered By Docstoc
					                     PRODUÇÃO ÁUDIO E VISUAL

Profª Fernanda Ruiz



MANUAL BÁSICO PARA FOTOGRAFIA DIGITAL

                             Formatos para câmera digital

                             Praticamente todas as câmeras digitais salvam as fotos no
                             formato JPEG, embora algumas poucas (as mais
                             sofisticadas) também o façam em TIFF. Algumas ainda
                             salvam no modo original em que capturam a imagem,
                             também conhecido como formato RAW (palavra que
                             significa cru, natural, matéria-prima). Vejamos as
                             principais características de cada um desses formatos.



                             JPEG

O formato JPEG (Joint Photographic Experts Group), que os americanos pronunciam
“jay-peg”, e no Brasil “jota-peg”, é um dos mais populares, principalmente para fotos na
Web. Ele tem duas características importantes:

A primeira é que o JPEG utiliza um esquema de compressão que sofre perdas, mas o
grau de compressão (e conseqüente perda de qualidade) pode ser ajustado. Em resumo,
muita compressão, muita perda, pouca compressão, pouca perda.

A segunda é que este formato suporta 24 bits de cores. Já o formato GIF, o outro tipo de
arquivo muito utilizado na Internet suporta apenas 8 bits.

Um detalhe importante é que se uma foto em JPEG for aberta e depois salva novamente,
cada vez que é salva torna a ser comprimida, o que gera mais perda. Portanto, a perda de
qualidade é acumulativa. Para evitar que uma imagem vá se deteriorando, deve-se abri-
la e tornar a salvá-la o menos possível. Uma recomendação quando se trabalha com
imagens em JPEG é salvar um original em TIFF (formato sem compressão como
veremos adiante), e sempre que for necessário trabalhar nesse formato, para somente no
momento de enviar a foto ou disponibilizá-la por outros meios (como a WEB) gravar a
imagem em JPEG.

Em termos práticos, quando se utiliza o formato JPEG, que é praticamente o padrão
utilizado pelas câmeras digitais por causa do problema de falta de espaço para
armazenamento de arquivos, na primeira vez em que o arquivo é aberto a perda é quase
imperceptível em relação a uma mesma foto salva sem compressão. Contudo, se a
mesma imagem for sendo editada, aberta e novamente salva, consecutivamente, vai
chegar um momento em que a perda será notável.
  O formato de imagem JPEG pouco tem mudado desde que surgiu. Contudo,
  recentemente se trabalhou num novo projeto de formato JPEG pelo Digital Imaging
  Group (DIG).O novo formato JPEG tem 20% a mais de compressão com menos perda
  de qualidade, ou seja, ficou ainda melhor. Contudo, ainda não está sendo utilizado
  pelos softwares mais importantes. Sua extensão pode ser J2K ou JP2.

  TIFF

O formato TIFF (Tag Image File Format), foi originalmente desenvolvido para salvar
imagens capturadas por scanners e para uso em programas editores de imagens. Este
formato, sem compressão e sem perda de qualidade, é largamente aceito e praticamente
reconhecido por qualquer software e sistema operacional, impressoras, etc. Além disso,
é o formato preferido para aplicações em editoração eletrônica. O TIFF também é um
modo de cores de 24 bits.

CCD RAW

Quando um sensor de imagem captura informação que gera uma imagem, algumas
câmeras digitais permitem que se salve um arquivo não processado, ainda “cru” (por
isso é chamado RAW). Este formato contém tudo o que a câmera digitalizou. O motivo
para seu uso é livrar o processador da câmera digital da tarefa de realizar os cálculos
necessários para otimização da imagem digital, possibilitando que isso seja feito no
computador. Uma imagem em RAW terá, depois de aberta no computador e otimizada,
de ser salva num formato qualquer para ser utilizada.

 Uma vantagem desse formato é gerar um arquivo menor do que no formato TIFF (pelo
menos 60%). Como um computador terá muito mais capacidade de processamento que
a câmera, a imagem final também terá melhor qualidade do que se for diretamente salva
pela própria câmera em formatos JPEG ou TIFF. Contudo, vale notar que o usuário
deverá ter domínio de técnicas de otimização de imagem para poder aproveitar este
formato.

Aqui uma observação importante: de qualquer modo, utilize a câmera que for, o
fotógrafo mais exigente terá que aprender a conviver com softwares editores de imagens
de modo a corrigir pequenos problemas de processamento incorreto gerado no arquivo
da imagem pela câmera digital - os processadores desta sempre serão mais limitados do
que os dos computadores, e assim, a imagem sempre terá algum trabalho a ser feito. O
básico sobre o que fazer e como fazer veremos adiante.

GIFs (.GIF)

O formato GIF (Graphics Interchange Format) é amplamente usado na Internet, mas
principalmente para artes e desenhos, não para fotografias. Este formato armazena
apenas 256 cores numa tabela chamada “palette”. Contudo, em termos de fotografia,
podemos deixá-lo de lado a não ser que se pretenda exibir uma animação – no caso, o
GIF funciona bem para isso.

Mais como curiosidade, existem duas versões do GIF na Web; o original GIF 87a e uma
nova versão mais nova, a 89a. Ambas utilizam um processo chamado interlacing
(entrelaçado) – as imagens são armazenadas em quatro passadas ao invés de uma, como
na versão antiga. Assim, quando a imagem é exibida num browser, vai surgindo uma
linha por vez. Outra característica importante é que o fundo pode ser transparente, para
isso é preciso especificar que cor da tabela será assim considerada; quando o browser
abrir a imagem, substituirá a cor selecionada como transparente pelo que estiver sendo
apresentado na janela do browser sob a imagem.
Quanto à animação, uma imagem em GIF consegue simular um pequeno filme, o que
pode tornar interessante para uso com fotos. Só que a resolução tem que ser baixíssima,
e a qualidade muito ruim, já que apenas 256 cores serão apresentadas (ou até menos).
Caso contrário, será muito demorado de carregar a imagem e o visitante pode se
desinteressar.

Cartões de memória

Muito bem, agora que já se tem uma idéia de como uma máquina fotográfica digital
captura e salva a imagem, vamos tocar num ponto muito importante: o armazenamento
das fotos.

Gravar as fotografias (como arquivos de imagem) é uma das tarefas mais difíceis e
(ainda) limitantes para um equipamento digital. O problema é que fotografias em alta
resolução, com qualidade para ser impressa em tamanhos razoáveis, formam arquivos
muito grandes.

Este é, de fato, ainda um dos fatores não resolvidos da fotografia digital. Para se ter
melhor idéia, vamos relacionar formatos de arquivos, resoluções de fotos e tamanhos
estimados de arquivos:

                                                            Tamanho
                       Formato          Resolução
                                                           (estimado)
                         TIFF           2048x1536           9,0 MB
                        JPEG            2048x1536           1,2 MB
                        JPEG            1600x1200           0,7 MB
                        JPEG             640x480            0,2 MB


Como se observa pela tabela acima, para se tirar 36 fotografias no formato TIFF em alta
resolução (o que corresponderia a quantidade de fotos de um filme tradicional) seriam
necessários nada mais nada menos que 324 MB de espaço num cartão de memória. Sim,
já existem cartões dessas dimensões, mas ainda custam muito caro. Para baratear custos,
os fabricantes costumam entregar, junto com a câmera, cartões digitais de 8 ou 16 MB
de capacidade. Muito pouco, como se percebe, quando se fala em altas
resoluções. Contudo, quando a idéia são fotos para a Internet, tipo 640 x 480 pixels (que
representam arquivos por volta de 10 kbs), pode-se tirar centenas de fotos num cartão de
memória de 8 MB.

Equipamentos para armazenamento de arquivos de imagens

Com câmeras tradicionais, o filme é utilizado tanto para gravar como armazenar a
imagem. Com câmeras digitais, equipamentos separados realizam essas duas funções. A
foto é capturada pelo sensor de imagem, e depois gravada num equipamento de
armazenamento.

Praticamente todos os novos modelos de câmeras digitais usam alguma forma de mídia
de armazenamento removível, normalmente cartões de memória flash. Também são
usados pequenos discos rígidos e até mesmo disquetes.

Qualquer que seja o tipo utilizado, a câmera permite que se remova o equipamento
quando este ficar com o espaço de armazenamento completo e que se insira outro. O
          número de imagens que se pode gravar até completar o espaço disponível
          depende de uma série de fatores:

                 A capacidade em tamanho (expressa em Megabytes) do equipamento
                 A resolução com a qual as fotos são feitas
                 O quanto de compressão é usada no arquivo salvo

          O número de imagens a ser armazenada é importante porque uma vez que se
          atinja esse limite não há outra escolha senão parar de tirar fotos ou apagar
algumas já feitas de modo a criar espaço. O quanto de espaço o usuário precisa depende
parcialmente do uso que pretende da câmera.

Mídias para armazenagem de imagens

Desde que cartões de memória flash e discos magnéticos (rígidos e disquetes) são
amplamente usados em câmeras digitais, vamos examinar e comparar os diferentes
formatos disponíveis.

Em comum:

      Ambos são reutilizáveis, pode-se apagar arquivos
      Normalmente são removíveis, assim podem ser trocados quando se chega ao
       limite do armazenamento
      Podem ser removidos da câmera e conectados no computador ou na impressora
       para transferir as imagens

Diferenças:

      Discos magnéticos tem partes móveis, enquanto cartões de memória flash não
      Discos magnéticos são geralmente mais baratos (por foto armazenada) e mais
       rápidos
      Cartões de memória são menores, mais leves e menos sujeitos a danos

Vejamos agora os principais tipos de equipamentos para armazenamento de fotos em
câmeras digitais.

Cartões de Memória Flash

Conforme a popularidade das câmeras digitais e outros equipamentos portáteis cresce,
também aumenta a demanda por equipamentos de armazenamento baratos e de pequeno
tamanho. O de maior sucesso é o cartão de memória flash, que usa chips de estado
sólido (solid state) para armazenar os arquivos de imagem. Embora os chips de
memória flash sejam similares ao chips RAM usados dentro do computador, existe uma
importante diferença: cartões flash não precisam de baterias e não perdem as imagens se
forem desligados. As fotos são mantidas indefinidamente sem qualquer energia.

Cartões de memória flash consomem pouca energia, ocupam pouco espaço e são muito
robustos. São também muito convenientes, fáceis de transportar e trocar conforme o
necessário.

Tipos de cartões flash

Existe grande quantidade de cartões de memória flash disponíveis no mercado, contudo
é preciso cuidado pois a maioria deles não são compatíveis. Ou seja, se uma câmera
adota um tipo, dificilmente pode acomodar outro. Quando se investe num determinado
tipo de cartão, fica-se preso ao tipo de câmera que o utiliza e vice-versa.

Até recentemente, a maioria dos cartões de memória vinham no formato PC Card
(PCMCIA) que eram originalmente usados em computadores tipo notebook. De
qualquer modo, com o crescimento do mercado digital e outros, surgiram novos
formatos ainda menores. Como resultado, existe uma confusa variedade de cartões de
memória incompatíveis uns com os outros, e que são:

      PC Cards
      CompactFlash
      SmartMedia
      xD Cards
      MemorySticks
      Multimedia Cards

Quando os computadores laptop tornaram-se populares, não tinham espaço suficiente
para os acessórios e equipamentos tradicionais dos microcomputadores, assim surgiram
os cartões tipo flash. Chamados inicialmente cartões PCMCIA (Personal Computer
Memory Card International Association), mais tarde tiveram o nome mudado para PC
Cards. De qualquer modo, muita gente os conhece pelos dois termos.

Seja como for, eles eram usados na maioria dos computadores tipo notebook e logo em
algumas câmeras. Mais ou menos do tamanho de um cartão de crédito, PC Cards
vinham com uma grande variedade de modelos e espessuras, mas eram os do tipo I e II
os usados para memória flash.

Do mesmo modo como Compact Flash e SmartMedia, os PC Cards são compatíveis
com ATA, assim podem ser intercambiados de sistema. Qualquer cartão compatível
ATA pode funcionar com qualquer sistema compatível ATA, incluindo câmeras digitais
e quase todos os computadores portáteis. Estes cartões armazenam até 1.2 GB

Os PC Cards possuem a maior capacidade de armazenamento entre os cartões, mas por
causa das dimensões maiores são usados somente em câmeras digitais profissionais.

Cartões CompactFlash

Os cartões de memória CompactFlash foram desenvolvidos pela SanDisk, e usam a
popular arquitetura ATA que simula um disco rígido. Os cartões tem 36.4 mm de
largura por 42.8 mm de comprimento. É o formato mais usado entre os fabricantes e
atualmente o mais avançado modo de armazenamento para câmeras digitais destinadas
ao consumidor comum e avançado. O CompactFlash type I chega a 1 GB. Existe ainda
o CompactFlash type II, de menores dimensões.

Cartões SmartMedia

O modelo SmartMedia é o maior competidor para o CompactFlash e é usado por alguns
importantes fabricantes. Também é baseado na arquitetura ATA. A maior vantagem do
SmartMedia é a simplicidade; não passa de um chip tipo flash num cartão. Não contém
controladores nem circuitos de suporte, o que resulta numa miniaturização de acordo
com os interesses do fabricante. O problema com esta abordagem é que são necessárias
funções de controle, que precisam então ser construídas na câmera, assim
compatibilidade entre velhos modelos e novos modelos não fica garantida.

Podem armazenar até 128 MB e são menores em tamanho que o CompactFlash.
Cartões xD-Picture Card

Os cartões xD-Picture Card são cartões flash de memória desenvolvidos e de
propriedade de um consórcio formado pela Olympus, FujiFilm e Toshiba. São os de
concepção mais recente, caracterizando-se por dimensões bem diminutas. Surgiram no
final de 2002, e tem ganho espaço no mercado por estarem equipando as novas câmeras
digitais da Olympus e da Fuji. Atualmente atigem capacidade de até 512 MB, e podem
chegar, com o desenvolvimento natural por parte de seus fabricantes, até 8 GB. Os
cartões xD-Picture podem representar o fim dos cartões SmartMedia, vindo a substituí-
los.

Cartões Sony MemorySticks

A Sony desenvolveu um novo tipo de cartão de memória flash chamado Memory Stick.
A versão atual tem capacidade para até 128 MB. É um formato próprio de câmeras Sony

Cartões MultiMedia

Um cartão MultiMedia pesa menos que duas gramas e é do tamanho de um selo postal.
Idealizado inicialmente para telefones celulares e pagers, outros mercados como
fotografia digital e tocadores de música MP3 o adotaram principalmente pelo tamanho
reduzido. Capacidade varia muito, e pode chegar até 1 GB

Discos magnéticos

Disquetes

Um dos mais antigos e baratos meios de armazenagem de informação continua sendo o
velho disquete. Difícil encontrar um computador sem um drive para ele. A grande
vantagem é a simplicidade e o uso universal, sem a necessidade de instalação de
softwares, drivers ou qualquer outro recurso para se acessar a imagem. Contudo, a
grande desvantagem é o espaço extremamente limitado de armazenagem.

Discos rígidos

Um dos pontos fracos dos cartões de memória CompactFlash é a capacidade de
armazenamento relativamente pequena. Para câmeras digitais de alta resolução, isso é
um problema grave. Uma solução é o uso dos ultra-rápidos discos rígidos, iguais aos
dos computadores mas em tamanho miniatura. A solução é da IBM, que criou o
Microdrive, um disco rígido do tamanho de um cartão de memória flash, e que pode ter
até 1 GB de espaço para armazenamento.

O microdrive da IBM é menor em volume e mais leve do que um rolo de filme
tradicional. Tão pequenos que podem ser conectados num slot do CompactFlash Type II
(compatível) numa câmera digital ou num leitor de cartões. O Microdrive apareceu
primeiro nas câmeras mais caras, mas eventualmente, com os preços caindo, poderá ser
adotada por equipamentos mais acessíveis.

Transferindo arquivos

Vamos agora ao que mais interessa na prática ao fotógrafo, ou seja, uma vez feita a
foto, como transferi-la para o computador, otimizá-la através de software e depois
armazená-la adequadamente.
Existem diversos modos de transferir as imagens para um computador. O menos
recomendado é através de porta serial, por ser um processo de comunicação muito lento.
                            Portanto, o mais prático é usar uma câmera com saída
                            USB diretamente no computador.

                             Funciona de um modo bem simples: basta instalar o drive
                             da câmera no sistema operacional, depois é só conectar a
                             câmera na porta USB através de cabo apropriado que já
                             vem com a câmera. Surge um menu de transferência na
                             tela, ou o cartão de memória da câmera aparece como se
                             fosse mais um disco de armazenamento do computador,
                             sendo-lhe atribuído uma letra. Por exemplo, se o seu
                             computador tem o disco rígido como C: e o CD-ROM
                             como D:, o cartão da câmera (uma vez acoplada) surgirá
                             como E:

Assim, bastará clicar sobre o ícone de E: para acessar o cartão da câmera diretamente do
computador. Depois basta selecionar e arrastar os arquivos de fotos (como se faz para
copiar ou mover arquivos entre pastas do Windows, por exemplo) para transferir as
fotos para o disco rígido.

Gerenciando fotos

Quando se fala de imagens digitais num computador, existem dois passos a serem
tomados para quem quer lidar com fotografia: organizar as imagens de modo a
encontrá-las facilmente, ou seja, criar uma espécie de álbum de fotografia virtual, e
saber como retocar as imagens para que estas fiquem otimizadas tanto para visualização
como para impressão. Comecemos para organização das fotos.

Logo que você começa a trabalhar com imagens digitais, vai se deparar com o problema
de como encontrar rapidamente aquela fotografia do aniversário de seu filho. Ou das
últimas férias. E assim por diante. Isso porque, se num álbum real a gente reconhece as
fotos enquanto vai folheando as páginas, no computador a coisa é um pouco diferente.

Quem está acostumado a organizar seus arquivos de texto ou outro tipo qualquer já tem
noção de alguns princípios de organização. Normalmente a gente adota pastas com
nomes adequados para cada assunto, e vai colocando os arquivos pertinentes dentro de
cada pasta.

Recomendamos o mesmo sistema para fotografias. Independente do software de
catalogamento que você adotar, por princípio sempre é bom ter um sistema pessoal de
organização em seu computador independente de softwares.

Existem inúmeros softwares para gerenciar imagens num micro. Alguns interessam
apenas a amadores, que pretendem visualizar pequena quantidade de imagens na tela,
outros são projetados para profissionais, permitindo gerenciar extensos bancos de
imagens por palavras-chave, inclusive por meio de servidores na Internet.

E se você for levar mesmo fotografia digital a sério, outra recomendação fundamental é
adquirir um gravador de CD-ROM. Assim, é possível armazenar uma quantidade
ilimitada de imagens, mesmo em alta resolução, gravando-se em CDs.

Verificando o sistema operacional
Antes de prosseguirmos, se você quer ver em seu sistema a cor correta de uma foto,
deve configurar o sistema operacional, como o Windows, para apresentar o modo “True
Color” na tela do monitor (se sua placa de vídeo suportar isso). Vá ao painel de
controle, e entre em propriedades do monitor. Na caixa de diálogo, entre com a maior
capacidade de cores que tiver o driver da placa (true color, ou 24 bits, ou ainda 36 bits).
Em high color (12 ou 16 bits) a imagem ainda não está ideal.

Como bits e cores se relacionam? É simples aritmética. Para calcular quantas diferentes
cores podem ser capturadas ou apresentadas na tela, simplesmente use exponenciação.
Por exemplo, 8 bits de cores corresponderão a 28 = 256 cores.

Imagens em preto e branco requerem somente 2 bits para indicar que pixels serão
brancos e quais serão pretos. Escalas de cinza exigem 8 bits para apresentar 256
diferentes tons de cinza. Imagens coloridas são mostradas utilizando-se 4 bits (16
cores), 8 bits (256 cores), 16 bits (65 mil cores, este é o chamado High Color), e 24 bits
(16 milhões de cores). Algumas câmeras e monitores podem apresentar até 30 ou 36
bits. Esta informação extra serve para melhorar ainda mais as cores, mas é processada,
no final, em 24 bits de cor no máximo. A própria vista humana jamais enxergará esses
milhões de cores que o computador pode oferecer...

Editando as imagens

A maioria das fotografias digitais, quando são abertas no computador, estão
teoricamente prontas para impressão. Contudo, nem sempre se encontram otimizadas,
ou seja, é como se alguém tirasse uma foto comum e percebesse que a imagem está sem
contraste, ou muito escura, etc. No caso da foto tradicional nada há a fazer (a não ser
que a pessoa possua um quarto escuro e inúmeros recursos e equipamentos para
preparar cópias corrigidas dentro de certos limites). Só que enquanto a fotografia
convencional permitiria que se corrigisse num processo demorado apenas uma cópia em
papel por vez, no computador o fotógrafo pode editar a imagem, melhorando sua
qualidade em um minuto ou menos de tempo dispendido, e nunca mais mexer nela –
depois, sempre que tirar uma cópia, seja para distribuição on-line ou imprimir, o
original estará perfeito...

Para isso, utilizam-se programas específicos para correção de detalhes, que vão de
problemas simples (como olhos vermelhos, brilho, contraste) a mais sofisticados (como
correção de cores por canais individuais, etc).

Se o usuário é amador, ou seja, não tenha necessidade de enviar a foto para impressão
em revistas ou uso publicitário, softwares simples resolvem os pequenos problemas.
Contudo, se você é um fotógrafo mais exigente, ou profissional, então o jeito é adotar o
Adobe Photoshop.
Ajustando a imagem

Muito bem, uma vez garantido que as
cores que você vê na tela estarão muito
próximas da realidade, o próximo passo
importante na otimização da imagem é
verificarmos os levels (níveis de cor) da
imagem. Ocorre que muitas vezes a
foto vai gerar uma amplitude de cores
que na verdade não existe, e com isso
as cores na imagem aparecerão
incorretas, pois a imagem é gravada
com a amplitude completa. Existem         O controle Levels do Photoshop
vários softwares que podem corrigir
isso, mas vamos nos limitar ao Adobe Photoshop. Nesse programa, é possível corrigir
os níveis de cor tanto automaticamente como manualmente pelo menu para correção do
histograma, em Image, Adjust, Levels...

Um histograma é um gráfico que mostra todos os níveis de brilho possíveis dentro de
uma imagem, a partir de um ideal que vai de puro preto (valor 0), a puro branco (valor
255). Muitas vezes uma foto possui falhas dentro desse gráfico, que podem ser
corrigidos arrastando-se pequenos triângulos corretivos no Photoshop. Na maioria dos
casos, escolher a opção de correção automática resolve o problema.

Contudo, corrigir automaticamente nem sempre gera um bom resultado. O ideal é
experimentarmos a correção manualmente, pela ferramenta “conta-gotas” visível no
menu, ou arrastando-se com o mouse os indicadores de canal (pequenos triângulos ao
longo da linha que acompanha o histograma). Só com a prática se aprenderá melhor a
utilizar este recurso.

Outra correção fundamental é em termos de brilho e contraste. Geralmente as imagens
digitais são pouco contrastadas ou com pouco brilho, dependendo do modelo e marca da
câmera. Um ajuste quase sempre funciona bem, e isso é melhor resolvido pelo menu
Image, Adjust, Curves...

                                                Contudo, o uso deste recurso do
                                                Photoshop é mais sensível, também
                                                exige prática. Para simplificar, pode-se
                                                corrigir os níveis de brilho e contraste
                                                no menu Image, Adjust,
                                                Brightness/Contrast..., mas se você
                                                conseguir trabalhar no modo Curves...
                                                o resultado será melhor.

                                                 A maioria das fotos tiradas com uma
                                                 câmera digital contém ainda algum
                                                 desfoque que pode ser corrigido
                                                 usando-se um processo chamado, no
                                                 Photoshop, unsharp masking. A
                                                 ferramenta funciona localizando bordas
                                                 dentro da imagem procurando por
                                                 pares de pixels adjacentes que tenham
O modo Curves do Photoshop                       uma específica diferença de brilho
(chamada pelo Photoshop “threshold”) e aumenta o contraste entre esses pixels em
certo valor. Isso afeta não apenas os pixels mudados, mas também numa certa distância.
Os controles desse filtro são três:

   1. threshold é a diferença entre o
      brilho de dois pixels antes deles
      serem considerados bordas e
      ganhar nitidez pelo filtro. Se for
      deixado em 0, todos os pixels
      na imagem ganharão nitidez.
      Em raros casos deve-se alterar
      para valores entre 2 e 20, o
      ideal é deixar sempre em zero.
   2. O valor amount é a
      porcentagem em que o
      contraste entre cada borda é
      melhorado. Um bom valor para
      começar é por volta de 100%.
   3. O radius é o número de pixels
      ao redor da borda que ganham
      nitidez. Para começar, deve-se
      usar um valor entre 1 e 2 pixels,
      mas dependendo da foto, até
      0,5 serve.

Enfim, estes são os retoques básicos.     Com o Unsharp Mask ganha-se nitidez na imagem
Com o tempo você poderá se divertir
com as centenas de outros recursos, filtros, etc, que o Photoshop é capaz. Basta
adicionar sua criatividade.

Onde e como imprimir

Finalmente, chegou o momento aguardado de imprimir as fotos. Você pode tanto
mandar para um laboratório de modo a fazer cópias em papel fotográfico comum, como
imprimir em sua impressora caseira (mas use sempre papel fotográfico para isso, ou terá
decepções).

A resolução em pixels necessários para bons resultados na impressão depende muito da
impressora que estiver usando. Em qualquer impressora jato de tinta, serão necessários
pelo menos uns 300 dpi para simular uma foto. Um detalhe, se a imagem tiver sido
obtida por escaneamento a partir de uma revista ou folha impressa, conterá pequenos
pontos (retícula) e será mais difícil a imagem ficar correta (existe um filtro no
Photoshop, o Gaussian Blur, para atenuar esse efeito).

Impressoras postscript e profissionais utilizam uma medida de resolução chamada
linhas por polegada (LPI). É baseada na grade que usam para “quebrar” uma imagem de
meio-tons, como uma fotografia, em pequenos pontos (que o computador chama
pixels). Historicamente, essas grades (halftone line screens) têm linhas retas que variam
em largura, e a terminologia LPI permaneceu. Impressoras postscript alcançam entre 85
e 180 lpi – e estes números podem ser considerados padrões de impressão. O número
menor é usado em impressão para jornais, e o maior em imagens de alta qualidade.
Quando se escaneia fotografias para uso específico, procure capturar a imagem no
dobro do valor de lpi para dpi. Por exemplo, se a imagem será impressa em 133 lpi,
escaneie ao menos em 266 dpi.
Normalmente, as fotos tiradas por câmeras digitais gravam imagens com resolução de
72 dpi (seja em JPEG ou TIFF). Ocorre que essa é uma opção para uso no vídeo
(WEB), então o primeiro passo, quando se abre um arquivo recém-chegado da câmera, é
converter a imagem para 300 dpi.

Vejamos um exemplo prático. Quando abro uma foto vinda diretamente da minha
câmera digital no Photoshop, ela aparece configurada para 72 dpi. Ora, como essa
imagem tem 2048 x 1536 pixels, se eu imprimir diretamente isso surgirá uma imagem
de 72,25 x 54,19 cms em baixa resolução! Então, basta mudar para 300 dpi, que a
impressão surgirá correta, em alta resolução e no tamanho de 17,34 x 13 cms.

                                     Detalhes sobre a impressão

                                     Para entendermos melhor o processo de impressão
                                     de uma imagem digital, em primeiro lugar é
                                     preciso entender que um pixel não tem tamanho ou
                                     forma. No momento em que “nasce”, é
                                     simplesmente uma carga elétrica. Seu tamanho e
                                     aparência são determinados apenas e tão somente
                                     pelo equipamento que o apresenta. Entender como
                                     o pixel e o tamanho da imagem se relacionam um
                                     como o outro exige um pequeno esforço - mas
                                     nada além do que um conhecimento de matemática
                                     básico.

                                         Um pixel torna-se visível no sensor de imagem de
                                         uma câmera desde o momento exato em que o
                                         obturador abre. O tamanho de cada fotocélula no
                                         sensor pode ser medido, mas os pixels em sí são
Com 300 dpi a imagem fica correta para o
olho humano                              apenas cargas elétricas convertidas em números
                                         digitais. Esses números, como qualquer outro
número que se imagine, não tem tamanho físico.

Embora os pixels capturados não tenham dimensões físicas, pela quantidade de
fotocélulas existentes sobre a superfície de um sensor pode-se estabelecer uma
quantidade de pixels na fotografia digital.

Como os pixels armazenados num arquivo de imagem não têm tamanho físico ou
formato, não é de estranhar que o número de fotocélulas não indique por sí mesmo a
definição da imagem ou mesmo seu tamanho. Isso porque as dimensões de cada pixel
capturado e a imagem da qual faz parte são determinados pelo equipamento de saída.
Este equipamento de saída (digamos um monitor ou um impressora), por sua vez, pode
expandir ou contrair os pixels disponíveis na imagem por uma pequena ou grande área
da tela ou do papel de impressão.

Se os pixels de uma imagem são comprimidos numa área menor, a nitidez perceptível
ao olho humano aumenta. Imagens em alta resolução apresentadas em monitores ou
impressas parecem mais nítidas porque os pixels disponíveis na imagem são agrupados
numa área menor – não porque existam mais pixels. Se os pixels são ampliados,
passando assim a mesma imagem a cobrir uma área maior, a percepção de nitidez da
imagem diminui. E se aumentarmos a imagem além de certo ponto, os pixels passam a
parecerem quadrados.
Assim, como no exemplo citado quando abrimos o arquivo da foto recém tirada, ela
aparece com 72 dpi, o que expande a imagem para aquele tamanho enorme de mais de
meio metro, e com certeza torna a foto completamente tomada por visíveis pixels
quadrados.No momento em que determino que a saída deve ser de 300 dpi (a maior
resolução possível), os pixels se agrupam corretamente para o olho humano, e a imagem
a ser gerada diminui para os pouco mais de 17 centímetros.

A imagem no monitor

Como já vimos, quando uma imagem digital é apresentada na tela do computador, o
tamanho é determinado por três fatores – a resolução do monitor, o tamanho da tela, e o
número de pixels na imagem. Vamos rever isso tudo para uma melhor compreensão do
momento da impressão.

O tamanho de cada pixel na tela é determinado pela resolução do monitor. Esta
resolução é quase sempre dada a partir de um par de números que indicam a capacidade
da tela em largura e altura. Por exemplo, a resolução básica de um monitor de 14
polegadas é de 640x480 pixels – uma resolução pequena. Um tamanho médio de
resolução seria 800x600 pixels, enquanto uma resolução alta para o mesmo monitor
seria de 1024x768 pixels. O primeiro número significa a largura, ou seja, quantos pixels
ocupam a largura da tela, enquanto o segundo número corresponde a quantas linhas
(altura) de pixels cabe na tela. Lembrando que a apresentação dos pixels é sempre em
72 dpi num monitor.

Assim, a quantidade de pixels por polegadas (ppi) que aparece num monitor de
computador depende da resolução utilizada, já que serão necessários muito mais
pixels num monitor de 14 polegadas numa resolução de 1024x768 do que numa de
640x480.

Do mesmo modo que a resolução da tela afeta o tamanho da imagem, assim acontece
com o tamanho do monitor. Se você tiver um monitor de 14 polegadas e outro de 21
polegadas, e usar a mesma resolução nos dois, digamos, 800x600 pixels, as imagens
aparecerão de tamanhos bem diferentes, pois os pixels (como não tem dimensão), irão
se acomodar para preencher todo o espaço da tela. Assim, uma mesma imagem em
800x600 pixels, no monitor de 14’ aparecerá nítida, enquanto no de 21’ poderá se
apresentar sem nitidez nenhuma.

Finalmente, o que determina a resolução do monitor, além da capacidade do próprio
equipamento em apresentar determinados modos de resolução, é a placa de vídeo do
computador. Para um fotógrafo, uma boa placa de vídeo é tão importante quanto dispor
de um bom monitor. Existem diferenças significativas de qualidade tanto entre
monitores como placas de vídeo (como todo garoto que joga games no computador bem
sabe).

Entendendo pixels por polegada

Infelizmente todas as medidas utilizadas por impressoras e computadores foram
determinadas nos Estados Unidos, onde se continua utilizando esse nonsense que são as
medidas em pés, polegadas e assim por diante. Então o jeito é nos adaptarmos.
Lembrem sempre que 1 polegada vale 2,54 cms, ou seja, pouco mais de 2 centímetros e
meio.
                              Normalmente o usuário não tem como mudar o número de
                              pixels de uma imagem para assim mudar o tamanho da
                              imagem impressa. Esta tarefa é gerenciada pelo software
                              que se utiliza para imprimir a imagem. Portanto, a
                              primeira coisa a ser checada é se a imagem terá a
                              resolução correta (de 300 dpi) no tamanho que você
                              pretende imprimir.

                             Aqui, uma dica. Se você estiver imprimindo na sua
                             impressora caseira, pode conseguir um maior tamanho de
                             imagem sem praticamente nenhuma perda de qualidade
observável se colocar uma resolução de até 267 dpi. Menos que isso já surgirão
problemas com a qualidade da imagem. Agora, se estiver mandando para um laboratório
para impressão em papel fotográfico tradicional, terá que usar os 300 dpi, pois as
máquinas são geralmente calibradas para essa definição.

Então, um exercício; qual o maior tamanho que se pode imprimir, sem perda, uma
imagem com 2048 x 1536 pixels e 300 dpi?

A resposta será dividirmos o número de pixels na largura (2048/300=6,826), e depois
multiplicarmos por 2,54, ou seja, (6,826x2,54=17,33). A resposta é 17,33 cms!

Uma vez ajustada a largura, qualquer programa ajusta automaticamente também a altura
(1536 pixels). Mas se quiserem fazer a conta, (1536/300=5,12) depois
(5,12x2,54=13,00). Resposta, 13 cms. A fotografia será impressa em alta resolução, sem
perdas, no tamanho de 17,33 x 13,00 centímetros.

Uma observação importante: alguns equipamentos, como plotters e impressoras
especiais, utilizam outros números ideais de resolução, e no caso deve-se consultar as
empresas que fornecem o serviço a respeito da resolução com a qual o arquivo deve ser
enviado. Isso pode variar de 125 a 400 dpi, portanto, é bom sempre perguntar a respeito
antes de gravar um CD para envio de material.

Imprimindo em papel fotográfico

Você pode imprimir todas as suas fotografias digitais normalmente em laboratórios
fotográficos do mesmo modo que manda imprimir fotos a partir de filmes comuns. Hoje
em dia já existem empresas que atendem inclusive pela Internet. Assim, basta enviar a
imagem digital por e-mail (o ideal para quem quer trabalhar assim é ter conexão a cabo
ou ISDN ou ASDL). Outra opção é ter um gravador de CD e utilizar CD-Roms para
levar as fotos para impressão, ou ainda disquetes (em caso de imagens em menor
definição).

Algumas impressoras jato de tinta já imprimem com grande qualidade, enquanto achar
papel tipo fotográfico e ou de melhor qualidade para essa finalidade está ficando a cada
dia mais fácil – as principais papelarias já oferecem uma ampla gama de escolha.
Quanto às impressoras, existem vários modelos projetados inclusive para lidar com
imagens digitais.

Imprimindo fotos

Impressoras jato de tinta já evoluíram a ponto de imprimir fotografias com grande
qualidade, coisa que não acontecia até recentemente. A qualidade é ótima na maioria
das impressoras, mas sobressai nas impressoras jato de tinta desenhadas especialmente
para imprimir fotos. Contudo, essa qualidade ainda não atinge os resultados que se pode
obter com impressão em papel fotográfico tradicional em laboratório.

É preciso citar, contudo, um tipo de impressora, que pelo custo e dificuldade de ser
encontrada no mercado nacional, ainda não é conhecida pela maioria das pessoas, que é
a por sublimação (dye sub). Essa impressora, específica para imprimir apenas fotos,
consegue qualidade superior de impressão, comparável com a obtida por laboratórios.

Como as cores são impressas

Impressoras coloridas geram imagens dividindo a página em milhares ou até milhões
de pequenos pontos, cada um deles endereçado pelo computador. Conforme a
impressora move a página pela cabeça de impressão, imprime um ponto de cor, usando
duas ou três cores sobre cada um desses pontos ou deixando-os em branco. Para
entender como as cores são impressas, devemos estudar o sistema CMYK, utilizado
pelas impressoras.

Na maioria das impressoras (dye sub são exceção), cada ponto impresso tem a mesma
densidade de cor. Se uma impressora combinar somente essas cores sólidas, pode ficar
limitada às cores primárias. Para capturar os milhões de cores de uma fotografia, a
impressora tem que usar um recurso para enganar a vista humana, gerando um padrão
aceitável de pontos para visualização. Este processo é chamado de halftoning ou
dithering (meio tom).

O processo de halftoning é feito arranjando os pontos imprimíveis em pequenos grupos
chamados células, e utilizando-se esses grandes pontos formados por células em
unidades para a impressão dos pixels. Cada célula mede 5 por 5 ou 8 por 8 pontos. As
três ou quatro cores primárias são combinadas num determinado padrão, que a vista
humana percebe como cores intermediárias. Para cores menos saturadas, a impressora
deixa alguns pontos sem imprimir e simula assim brancos de cor.

Este processo é utilizado faz muito tempo em impressão industrial, e pode ser percebido
se você olhar uma fotografia de revista com uma lupa.

Até recentemente, não existiam impressoras de baixo custo capazes de impressões de
qualidade, mas grandes progressos aconteceram nos últimos anos.

Critérios para escolha de impressora

Quando se escolhe uma impressora colorida, não existe melhor modo do que se
comparar as imagens impressas em cada modelo. Algumas coisas precisam ser
lembradas, por exemplo, não espere que uma impressora especializada na impressão de
fotografias funcione bem para imprimir documentos de texto. E mesmo que o faça
direito, o custo por página impressa pode ser elevado e a impressão demorada, e assim o
preço em sí da impressora não deve ser o único fator a ser considerado – cartuchos de
tinta e papéis especiais também podem ser caros.

Até recentemente, para qualquer tipo de saída, a imagem precisava passar pelo
computador. Isso está mudando conforme se pode enviar imagens capturadas pela
câmera diretamente para a Internet ou impressora (embora eu não recomende isso, pois
como vimos, as fotos sempre precisam de correções).
Existem dois modos de proceder assim independentemente. Num deles, a impressora
com esse recurso possui um encaixe (slot) no qual se pode conectar o cartão de memória
(memory card), e no outro, a própria câmera é diretamente acoplada à impressora.

Impressoras de jatos de tinta

As impressoras jato de tinta funcionam jogando minúsculas gotas de tinta sobre uma
superfície de papel. No mercado atual, esta tecnologia é de baixo custo e indicada para
impressão doméstica ou de baixo volume. Apesar do custo baixo, a qualidade de
impressão, principalmente dos últimos modelos, é excelente, principalmente com papéis
especiais para fotos.

Embora possa imprimir fotos em papel comum, as gotas serão em parte absorvidas na
folha, como num mata-borrão, perdendo qualidade de cor e tons, principalmente se o
papel for tipo absorvente. O ideal para imprimir fotos é utilizar um papel próprio para
isso.

Se a qualidade for importante, existem as impressoras por sublimação de tinta, assim
chamadas por utilizarem tinta sólida que, por um processo que é conhecido
cientificamente como “sublimação”, é convertida em estado gasoso e aplicada no papel
sem passar pela fase líquida.

Quando se imprimem fotografias coloridas, não existe nada parecido com o resultado
obtido por este tipo de impressora. Produzem imagens fotorealísticas com tons
contínuos como os que são produzidos pelo laboratório de fotos. As impressoras desse
tipo são recomendadas para profissionais de desktop publishing, agências e bureaus
para provas, lay-outs e apresentações.

Impressoras dye-sublimation funcionam transferindo a tinta a partir de um cilindro de
transferência ou de uma fita. O cilindro contém quadros consecutivos de tintas nas cores
ciano, magenta, amarelo e preto. Também existem cilindros sem o preto, mas que não
produzem resultados tão bons. O custo de cada folha de papel também é caro. Existem
outros tipos de impressoras, mas os mais indicados a nível pessoal para fotografia são os
citados acima.

Finalmente, papéis e tintas têm vida útil limitada. Com o tempo, as imagens vão
perdendo a cor. Este é um problema que existe desde os primórdios da fotografia.
Quando a imagem vai sumindo, a memória se vai com ela. Contudo, uma das grandes
vantagens da imagem digital hoje é que um arquivo, desde que não seja apagado de um
computador (ou na mídia onde estiver armazenada), não tem como desaparecer nem
perder qualquer qualidade. Portanto, se a imagem impressa e/ou filme tendem a ter vida
curta, a imagem digital não.

Capturando imagens por scanners

Mesmo que você não utilize câmera digital, com certeza mais cedo ou mais tarde terá
que trabalhar com imagens digitais. Tudo o que precisa para isso será um scanner e suas
fotos (cópias em papel fotográfico), cromos e negativos. Se não tiver scanner, poderá
também mandar escanear fora e armazenar a imagem num CD ou disquete. A resolução
de imagens assim tratadas é geralmente mais alta que a da maioria das câmeras digitais,
portanto a qualidade será a melhor possível.

Scanners coloridos trabalham criando imagens vermelhas, verdes e azuis
separadamente, para depois juntá-las para formar a imagem definitiva. Alguns
equipamentos fazem esse trabalho numa única passada, outros fazem três passadas
(mais lento porém geralmente com melhores resultados). O método utilizado depende
do sensor do aparelho. Muitos utilizam CCDs lineares arranjados em linhas. Os que
exigem três passadas usam uma única linha de fotocélulas e filtros nas cores vermelha,
verde e azul na frente do sensor de modo a capturar uma cor por vez. Outros ainda
possuem três linhas de fotocélulas, cada linha com seu próprio filtro, de modo que
capturam todas as três cores numa única passada.

Quando a imagem é escaneada, uma fonte de luz desliza sobre a foto (ou documento
impresso). Alguns modelos fazem o contrário, “puxam” o documento pela fonte. A
fonte de luz reflete a superfície da foto (ou documento), ou passa através do slide ou
negativo, sendo focado por um sistema ótico (lente e espelho).

A capacidade de resolução ótica de um scanner é determinada pelo número de
fotocélulas em seu sensor. De qualquer modo, a resolução vertical é determinada pela
distância percorrida em cada passada. Por exemplo, um scanner com uma resolução de
600x1200 possue 600 fotocélulas em seu sensor e se move, entre cada passada, numa
distância de 1/1200 de polegada.

Alguns scanners são projetados para escanear fotos e documentos – operam por
reflexão. Outros são desenhados para lidar com transparências (slides e negativos).
Ainda existem os que são basicamente para documentos mas possuem adaptadores para
transparências, contudo, a qualidade nesse caso geralmente costuma ser inferior.

Quanto ao tamanho, a maioria dos scanners de reflexão pode escanear imagens no
tamanho A4 ou até maiores. Os scanners para transparências podem escanear imagens
de fotos 35 mm ou maiores. Conforme aumenta o tamanho, também o custo.

Dynamic Range

Como estudamos anteriormente, cenas do mundo real são cheias de luzes brilhantes e
sombras fortes. Estes extremos são chamados de dynamic range, ou amplitude de cores.
Os filmes não tem de modo algum a amplitude de cores que se observa na natureza,
assim sempre é uma tarefa difícil capturar uma cena real num filme. E quando o filme (a
foto) é impressa, perde ainda mais qualidade. Por isso é melhor escanear originais
(negativos e slides) do que imagens já impressas.

O quanto de amplitude de cores se pode capturar depende da habilidade do scanner em
registrar os tons que vão do puro branco ao puro preto. Se o scanner não tiver um
dynamic range suficiente, os detalhes serão perdidos nas áreas sombreadas ou de luz
forte, ou em ambas.

O dynamic range de um scanner pode ser medido e determinado num número entre 0.0
(branco) e 4.0 (preto) que indica a capacidade de capturar todos os valores
intermediários. Scanners comuns (flatbed) normalmente registram valores entre 0.0 e
2.4. Os novos equipamentos de 30 ou 36 bits podem alcançar por volta de 3.0,
apresentando melhores detalhes nas áreas sombreadas.

Embora a densidade da imagem varie do puro branco ao puro preto, nenhum detalhe
pode ser visto nessas áreas. Conforme você progride do puro branco para áreas
levemente escuras, os detalhes aparecem. O mesmo ocorre do outro lado do espectro. O
ponto no qual o scanner captura o detalhe é chamado Dmax (densidade máxima). O
dynamic range é calculado subtraindo-se a densidade mínima (Dmin) da máxima. Por
exemplo, se um scanner tem um Dmin de 0.2 e um Dmax de 3.2, o dynamic range é de
3.0.

Profundidade de cor

Como vimos anteriormente, a profundidade de cor refere-se a quantos bits são
determinados por cada pixel na imagem. Os melhores scanners utilizam 36 bits (12 para
cada canal vermelho, verde e azul) para produzir 6.8 trilhões de cores. Quando esses
arquivos são processados e convertidos em arquivos de 24 bits, passam a ter mais
graduações e cores mais vívidas.

A qualidade das cores numa imagem escaneada não depende apenas da profundidade
mas também de seu “registro”. Desde que as cores são capturadas por diferentes
sensores em intervalos de tempo diversos, podem não combinar perfeitamente na hora
da mesclagem. Isso aparece na forma de manchas ao redor de detalhes da imagem.

Scanners para filmes

Os scanners para slides e negativos têm muito mais qualidade do que os de papel porque
possuem uma amplitude de cores (dynamic range) maior. Utilizando-se um adaptador
para rolos de filmes (filmstrip holder), pode-se escanear em seqüência seis ou mais
fotos com excelentes resultados.

Como slides e negativos são menores e precisam ser muito ampliados, estas unidades
precisam ter resoluções altas para serem úteis. Alguns dos melhores scanners de filmes
utilizam um software chamado Digital ICE que elimina poeira e sujeira da superfície do
fotograma escaneado.

Scanners de mesa

Os chamados scanners de mesa (flatbed scanners) são úteis tanto para imagens branco e
preto como coloridas. São excelentes para restauração de fotografias antigas. E uma das
vantagens do scanner de mesa é que são pau para toda obra, podendo copiar
documentos de todos os tipos e ainda utilizar o OCR (reconhecimento de texto).

Muitos desses scanners possibilitam ainda digitalização de slides e negativos através de
adaptadores, geralmente embutidos na tampa superior do scanner. Contudo, as
resoluções neste caso são geralmente bem inferiores a resolução que um verdadeiro
scanner de transparências permite, e as cores nem sempre saem muito boas.É
interessante notar que se pode fazer experiências interessantes com um scanner, usando-
o para gravar imagens, quase como se fosse uma máquina fotográfica. Um bom truque é
colocar algum material sobre o objeto que se quer gravar, de modo a fazer fundos
interessantes (como tecidos de diversas texturas e cores).E quando o preço e qualidade
não são problemas, o ideal é usar scanner cilíndrico. Nestes modelos, a transparência
(slide ou negativo) ou ainda a foto já impressa são fixados num cilindro de vidro.
Conforme o cilindro gira, a imagem é lida uma linha por vez num tubo fotosensível ao
invés de um CCD. Estes equipamentos permitem a mais alta qualidade de RGB e
CMYK com grandes detalhes tanto nas partes claras como em áreas sombreadas. O
dynamic range é tão alto que você pode capturar detalhes ínfimos em tonalidades, e a
resolução chega a valores altíssimos, impossíveis de serem obtidos em outros
equipamentos. Contudo, somente bureaus e empresas podem ter scanners cilíndricos,
pois o custo chega a valores de milhares de dólares. Assim, quando se necessitar de
escaneamento de alta qualidade, o melhor é procurar uma empresa especializada para o
serviço.

				
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