Documents
Resources
Learning Center
Upload
Plans & pricing Sign in
Sign Out

OS DIAS DO DOCUMENTÁRIO

VIEWS: 91 PAGES: 6

  • pg 1
									OS DIAS DO DOCUMENTÁRIO
Durante a semana de 17 a 23 de Março, os documentários regressam ao King com a 3ª edição
dos Dias do Documentário.
Ao contrário do ano passado, que foi dedicado ao documentário português, desta vez será
apresentado um conjunto de documentários estrangeiros recentes, parte deles em antestreia
nacional, que abarcam origens, temáticas e abordagens diversas. Ao mesmo tempo será feita
um pequena retrospectiva do realizador cambodjano Rithy Pahn, em articulação com o
Instituto Franco-Português e a embaixada francesa.
Este ciclo pretende oferecer aos espectadores um panorama da melhor produção mundial
deste formato, que se vem impondo nas salas de cinema de todo o mundo com uma
vitalidade inédita, raramente atingida na história do cinema.
Todos os filmes são legendados em inglês.
A programação é a seguinte:

THE CORPORATION de Mark Achbar e Jennifer Abbott
BRIGHT LEAVES de ROSS McELWEE
WHITE STRIPES, UNDER THE BLACKPOOL LIGHTS de Dick Carruthers
SURPLUS de Eric Gandini
SACRIFICIO, WHO BETRAYED CHE GUEVARA, de Erik Gandini e Tarik Saleh
OUTFOXED de Robert Greenwald
DIG! de Ondi Timoner
TOUCH OF SOUND de Thomas Riedelsheimer
THE TAKE de Avi Lewis e Naomi Klein
MONDOVINO de Jonathan Nossiter
TIEXI DISTRICT de Wang Bing

RETROSPECTIVA RITHY PAHN
S21— LA MACHINE DE MORT KHMER ROUGE
BOPHANA
SITE 2, AUX ABORDS DES FRONTIÈRES
LA TERRE DES ÂMES ERRANTES


DIA 17 QUINTA

15H - BOPHANA – Rithy Pahn
18H - WHITE STRIPES, UNDER THE BLACKPOOL LIGHTS – Dick Carruthers
21.30H – OUTFOXED - Robert Greenwald

DIA 18 SEXTA

15H - THE TAKE - Avi Lewis e Naomi Klein
18H - TOUCH OF SOUND - Thomas Riedelsheimer
21.30H - BRIGHT LEAVES - Ross Mcelwee
24H - WHITE STRIPES, UNDER THE BLACKPOOL LIGHTS – Dick Carruthers

DIA 19 SÁBADO

15H - THE CORPORATION - Mark Achbar e Jennifer Abbott
18H - OUTFOXED - Robert Greenwald
21.30H - S21—THE KHMER ROUGE KILLING MACHINE - Rithy Pahn
24H – SURPLUS+SACRIFÍCIO - Erik Gandini

DIA 20 DOMINGO

15H - SITE 2, AUX ABORDS DES FRONTIÈRES - Rithy Pahn
18H – DIG! - Ondi Timoner (com a presença da realizadora)
21.30H - THE TAKE - Avi Lewis e Naomi Klein
DIA 21 SEGUNDA

15H - TIEXI DISTRICT- Wang Bing - 1ª Parte
18H - TIEXI DISTRICT- Wang Bing - 2ª Parte
21.30H - TOUCH OF SOUND - Thomas Riedelsheimer
24H - THE CORPORATION - Mark Achbar e Jennifer Abbott

DIA 22 TERÇA

15H - TIEXI DISTRICT- Wang Bing - 3ª Parte
18H - TIEXI DISTRICT- Wang Bing - 4ª Parte
21.30H - DIG! - Ondi Timoner (com a presença da realizadora)

DIA 23 QUARTA

15H - LA TERRE DES AMES ERRANTES - Rithy Pahn
18H - SURPLUS+SACRIFÍCIO - Erik Gandini
21.30H – MONDOVINO - Jonathan Nossiter




THE CORPORATION de MARK ACHBAR e JENNIFER ABBOTT
Canada, 2003, cor, 145‘

Vencedor de 24 prémios internacionais, 10 dos quais Prémios do Público, THE CORPORATION
analisa o nascimento e espectacular crescimento da instituição dominante dos nossos tempos.
Através de excertos de imagens da cultura pop, publicidade, notícias de televisão e
publicidade institucional, o filme evidencia a forma como as corporações se intrometeram nas
nossas vidas. Usando o seu estatuto legal de ―pessoa colectiva‖, o filme coloca as corporações
no divã do psiquiatra para lhes perguntar ―que tipo de pessoa é?‖. Provocador, Provoking,
witty, sweepingly informative, The Corporation incllui cerca de 40 entervistas com elementos
de empresas e/ou críticos, nomeadamente Milton Friedman, Noam Chomsky, Naomi Klein
(que também tem um documentário neste programa), e Michael Moore – mais autenticas
confissões, ―case studies‖ e estratégias para mudar.


BRIGHT LEAVES, DE ROSS McELWEE
EUA 2003, cor, 107‘

Uma viagem social , económica e psicológica através das terras de tabaco da Carolina do
Norte, por um nativo deste estado, cujo bisavô criou a famosa marca de tabaco Bull Durham.
Bright Leaves é uma meditação subjectiva e autobiográfica em torno dos cigarros e da sua
perturbante herança para o estado da Carolina do Norte.
É um filme sobre a perda e a preservação , o vício e a recusa.


WHITE STRIPES, UNDER THE BLACKPOOL LIGHTS DE DICK CARRUTHERS
Reino Unido/EUA 2004,COR, 90mins

Under Blackpool Lights é o registo em película de 8 e 16 milímetros de um concerto no
Empress Ballroom em Blackpool, Inglaterra, por Dick Carruthers, responsável por filmes sobre
bandas como Rolling Stones, Led Zeppelin ou Oasis.
É sob as luzes de Blackpool que se realiza o primeiro filme concerto do mais fantástico duo de
Garage Rock do planeta. Jack e Meg tocam um tempestuoso conjunto de canções preparadas
para uma multidão, alinhando hits recentes do celebrado LP Elephant, como 'Seven Nation
Army' e 'The Hardest Button To Button', clássicos como 'Dead Leaves and the Dirty Ground' e
'Hotel Yorba' entre algumas versões
Recomenda-se pela espontaneidade com que foi filmado.


SURPLUS DE ERIC GANDINI
Suécia, 2003, Cor, 52'

A confiança dos consumidores está em baixa desde o 11 de Setembro. Uma guerra bem
sucedida contra o Iraque parecia ser a única forma de reconquistar essa confiança (e a nossa
felicidade). Estará no consumo a nossa salvação? Temos uma escolha?
Uma odisseia visual intensa filmada ao longo de três anos em oito países. Desde os confrontos
explosivos das manifestações em Génova, 2001, as bonecas para uso sexual de 7000 dólares,
Surplus explora a natureza destrutiva da cultura consumista. Sobre um pano de fundo onde
coabitam os líderes mundiais mais cínicos e lideres do pessoal das grandes empresas e
fanáticos da Microsoft, o filme foca-se no controverso guru da anti-globalização, John Zerzan,
cujo apelo à provocação de danos sobre a propriedade inspirou muita gente à intervenção
directa nas ruas. Uma montagem impressionante numa série de imagens de cortar a
respiração transforma a noção estatística, segundo a qual 20% da população mundial absorve
80% dos recursos globais, numa intensa experiência emocional.

SACRIFICIO, WHO BETRAYED CHE GUEVARA DE ERIK GANDINI E TARIK SALEH
Suécia, 2001,Cor, 60‘

A 9 de Novembro de 1967 ás 13.10 m o sargento Teran entrou na sala onde estava detido Che
Guevara, disparando sobre ele.
Depois de um ano de guerrilha na Bolívia junto de um pequeno grupo com 52 elementos, Che
estava agora morto.
O seu sonho de unificação da América Latina através de uma revolução armada acabava aqui.
A pessoa que acima de qualquer outra tem vindo a ser acusada nos livros de história de ser a
responsável pela sua morte é Ciro Bustos. Desde essa altura tem permanecido em
silêncio.Aparece agora pela primeira vez num filme documental. A sua versão dos factos
levanta sérias questões sobre a forma como a história tem vindo a ser escrita.


OUTFOXED - A GUERRA DE RUPERT MURDOCH CONTRA O JORNALISMO, de
ROBERT GREENWALD
EUA, 2004, cor, 77‗

Mais um ensaio do veterano Robert Greenwald sobre as mentiras e manipulações dos
dirigentes da Casa Branca junto dos grandes meios de informação. Tentativa bem
documentada para explicar o sistema da ―Fox News‖, canal informativo criado pelo magnata
Rupert Murdoch, também proprietário da 20th Century Fox. A Fox é um canal privilegiado
com que a direita americana tenta influenciar o sistema político e informativo do seu país.
Envolvido de corpo e alma com os neoconservadores, o canal que dispõe de meios enormes,
vai instaurando práticas deliberadas de distorção de factos, intimidando os seus próprios
jornalistas com perseguições e difamações a todos aqueles que representem outra opinião ou
ideia. Com o recurso a métodos de propaganda tal e qual os praticados pelos regimes
totalitários, mas com o recurso recorrente a um show de tipo hollywoodesco, e a completa
negação de tudo que deve ser o trabalho jornalístico, a Fox News, vai transformando os
outros media americanos, contaminando-os e levando tudo e todos a alinharem com os seus
processos, pervertendo em profundidade um sistema de informação que nunca foi o paraíso
da deontologia.


DIG!, de ONDI TIMONER
USA, 2003, cor, 110‘,
Depois de 7 anos de produção e de 1500 horas de filmagens, aí está DIG, filme vencedor do
Grande Prémio do Júri para o Melhor Documentário do Festival de Sundance de 2004.
O filme acompanha a tumultuosa relação entre dois talentosos músicos, Anton Newcombe,
líder dos Brian Jonestown Massacre e Courtney Taylor, líder dos Dandy Warhols, e disseca a
sua amizade e amarga rivalidade.
Ondi Timoner acompanha-os através dos seus amores e obsessões, concertos e gravações,
prisões e ameaças de morte, altos e baixos e, no limite, acompanha-os na sua busca pelo seu
lugar ao sol na indústria musical. A forma como cada um lida com o ―sucesso‖ é que os
distingue e os separa.
Embora visualmente fresco, estilizado e cru, DIG! aborda um tema tão velho quanto o próprio
Mozart. Como é que um espírito genial encaixa num mundo acomodado? Conseguirá encontrar
os compromissos necessários para vingar ou tem mesmo de se auto-destruir para preservar a
sua integridade?


TOUCH OF SOUND, de THOMAS RIEDELSHEIMER
musica improvisada e tocada por: Evelyn Glennie and Fred Frith; Roxanne Butterfly; Horazio
―El Negro‖ Hernandez; Za Ondekoza; This Mika & Saikou; Jason ―The Fogmaster‖
Alemanha, Escócia, 2004, cor, 99‘

Vencedor do prémio da Crítica em Locarno 2004, TOUCH THE SOUND leva-nos numa
inesquecível viagem com Evelyn Glennie, uma das mais vanguardistas percussionistas,
vencedora de vários Grammys e cujo trabalho a solo é único. Ela também é surda.
Apoiada pelo seu pai, Evelyn ultrapassou diversos obstáculos para atingir o sucesso. Para ela,
o som é palpável e o ritmo a base de tudo. Sem vibração nada existe. Do silencio à musica,
.da audição à visão, passando pelo tacto, o som é sentido por todo o corpo. O realizador
Thomas Riedelsheimer demonstra o seu dom para representar um mundo de sentidos, de
coloridas imagens e evocativos sons do Japão, Inglaterra, Califórnia e Nova York. Ouvir
imagens, ver sons.
O filme evita deliberadamente o dia-a-dia de Evelyn enquanto música: os seus concertos e as
suas performances com as maiores orquestras do mundo. Invés disso, viagens de som ocorrem
– para lugares próximos ou estranhos, através das pequenas e improvisadas sessões com
músicos de todas as partes do mundo.


THE TAKE, DE AVI LEWIS E NAOMI KLEIN
Canada, Argentina, 2004, cor, 87‘

No despontar do colapso económico de 2001, na Argentina, a classe média mais próspera da
América Latina descobre-se numa cidade-fantasma de fábricas abandonadas e desemprego.
Um exemplo é a fábrica de automóveis Forja, adormecida até que os seus empregados
resolvem entrar em acção. Eles fazem parte de um novo e arriscado movimento de
trabalhadores que ocupa negócios falidos e cria empregos nas ruínas do sistema.
Mas Freddy, o presidente da nova cooperativa de trabalhadores e Lalo, o grande activista do
Movimento para a Recuperação de Empresas, sabem que o seu sucesso está longe de ser
seguro. Como qualquer ocupação, eles têm que lidar com tribunais, polícias e políticos que
podem apoiar o seu projecto ou expulsá-los violentamente das fábricas.
A história da luta dos trabalhadores tem como dramático pano de fundo a crucial eleição
presidencial na Argentina. Carlos Menem é o principal candidato e é também considerado o
principal arquitecto deste colapso. Os seus amigos, antigos donos das fábricas, estão à
espera: se ele ganhar, eles regressam às fábricas que o movimento lutou tanto para
ressuscitar.
Com THE TAKE, o realizador Avi Lewis, um dos mais contestatários jornalistas canadianos, e
Naomi Klein, autora do bestseller internacional NO LOGO, forjam um radical manifesto
económico para o século XXI. Mas, acima de tudo, o que ressalta do filme é o drama dos
trabalhadores e a sua luta pela reconquista da dignidade perdida.

MONDOVINO, de Jonathan Nossiter
França, EUA, 2004, cor, 136‘
O vinho tem sido um símbolo da civilização Ocidental. Mas nunca a luta pela sua alma foi tão
desesperada. Nunca houve tanto dinheiro – e orgulho – em jogo. No entanto, as lutas não são
entre quem se esperava: locais contra multinacionais, simples agricultores contra os
poderosos capitães da industria. No mundo do vinho os suspeitos nunca são os esperados.

É uma volta ao mundo, da França à California (Napa Valley), da Itália (Toscana) à Argentina,
para traçar o mapa das batalhas económicas que se intrometem no ―bouquet‖ – entre a
delicadeza artesanal e o nivelamento da mundialização. Aristocratas e novos ricos,
vinicultores e especialistas de um novo gosto internacional são entrevistados por Nossiter. O
mais interessante é que nem sequer pensamos em vinhos (não é preciso ser especialista) mas
em tudo o resto – nas batalhas do cinema, por exemplo.
Vasco Câmara, Público, Maio 2004


TIEXI DISTRICT, de WANG BING
China 2002, Cor, 54‘

Um filme em 4 partes:
1ª Parte – Rust I (2h04)
2ª Parte - Rust II (1h56)
3ª Parte – Remnants (2h56)
4ª Parte – Rails (2h15)

O distrito de Tiexi, fundado durante a ocupação japonesa do nordeste da China, expandiu-se
logo depois da fundação da Republica Popular da China no princípio dos anos 50 e novamente
no final dessa década com os investimentos maciços da União Soviética.
―Tiexi‖ transformou-se rapidamente na maior, mais populosa e diversificada base industrial
da China Comunista. No entanto, com as reformas económicas implementadas nos anos 80,
esta estrutura industrial pesada entrou em declínio. Em 1998, a quase totalidade das suas 100
fábricas parou a produção e cerca de um milhão de pessoas enfrentou o desemprego.
Este filme foi rodado entre o inverno de 1999 e o final de 2001 e lança um olhar sobre três
fábricas em fases diferentes de declínio, mas com um elo entre si: o comboio, usado como
meio de transporte na zona.
O filme apresenta-nos ainda um olhar sobre as zonas residenciais dessas fábricas e sobre as
histórias de vida em volta dos trabalhadores e das suas famílias.
A versão agora apresentada é mais extensa do que a que tinha sido apresentada e premiada
no DocLisboa de 2002.


RETROSPECTIVA RITHY PAHN
(em colaboração com o Instituto Franco-Português e a Embaixada Francesa)


S21—THE KHMER ROUGE KILLING MACHINE, de Rithy Pahn
França/Cambodja, 2003, 105‘

A sociedade cambodjana esteve até agora dividida sobre a possibilidade de se fazerem
processos aos responsáveis do genocídio operado pelos Khmer Vermelhos. Rithy Pahn
confronta a memória das vítimas que escaparam àqueles que os torturaram. Foram
necessários mais de dois anos de investigação para encontrar as personagens e para convencê-
las a voltar a Tuol Sleng, o centro de torturas de Phnom Penh, onde uns viviam diariamente o
terror e outros serviam a máquina para desumanizar e exterminar.

BOPHANA
França / Cambodja, 1996 – 60‗

Neste documentário realizado como um inquérito, Rithy Panh volta aos anos sombra do
regime Khmère Vermelho no Cambodja. Este filme é a história trágica e real de um jovem
casal de intelectuais, Bophana e o seu marido, que foram encarcerados e executados no
centro de detenção S21. Revoltado pela corrupção do regime Sihanouk, o marido de Bophane
junta-se aos activistas comunistas. Separado, o jovem casal troca inúmeras cartas de amor e
reencontra-se após a tomada de Phnom-Penh. Após serem injustamente denunciados, detidos
e torturados, foram executados em 1976. Foi a partir da correspondência trocada entre
ambos, da fotografia de Bophana e das suas confissões encontradas no S21, que Rithy Panh
conduz o seu inquérito e constrói o enredo emblemático da história trágica de um povo
inteiro.

SITE 2, AUX ABORDS DES FRONTIÈRES
França / Cambodja, 1989, Cor, 90‘

No Cambodja, após a deposição do príncipe Sihanouk, os Khmers Vermelhos tomaram o poder
em Abril de 1975. Dois a três milhões de pessoas foram executadas ou expulsas do país. Rithy
Panh, que conheceu os campos de refugiados quando tinha 15 anos, voltou dez anos mais
tarde para filmar um desses campos junto à fronteira Tailandesa. Juntamente com Yim Om.
Uma mãe de família que fugiu do Cambodja e que, após ser obrigada a andar de campo em
campo, se instalou no Site 2. Neste campo onde sobrevivem 180 000 exilados num território
de apenas 4,5Km2, ela consegue sobreviver com uma coragem e obstinação aos problemas de
saúde quotidianos, à falta de provisões, desemprego, à espera infinita e à nostalgia. O
realizador compõe um retrato impressionante de uma mulher que, através de uma vida
quotidiana extremamente precária, tenta manter a sua humanidade e dignidade.

LA TERRE DES ÂMES ERRANTES
França / Cambodja, 1999, Cor, 100‘

Sobreviventes de um enorme genocídio, famílias de Cambojanos abrem valas no meio de
minas anti-pessoais para fazer passar uma rede de fibra óptica ligando o Este ao Oeste. Da
fronteira Tailandesa à fronteira Vietnamita, estas pessoas vão atravessar o país mas também
a sua história. A vala reencontra a presença obsessiva de milhões de mortos sem sepulturas,
criando um efeito ―espelho‖ que relembra, ao mesmo tempo as guerras que assolaram o
Cambodja e a realidade económica destas pessoas. Rithy Panh debruça-se com humildade
sobre o seu quotidiano, conferindo-lhe humanidade e sensibilidade. Mostra ao mesmo tempo
o contraste entre estas famílias a quem falta tudo e ―as auto-estradas da informação‖.

								
To top