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CD POVO BRASILEIRO - 1999

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CD POVO BRASILEIRO - 1999 Powered By Docstoc
					       CD POVO BRASILEIRO – 1999

01. O Carcará e a Rosa
Composição: Alexandre Carlo

Olhe, vá em frente, não se esqueça
Liberdade dentro da cabeça
E a cabeça fora do que há
De mal pra você

Ouvindo a música, sentir o que ela me traz, uhuuu...
Subo até as estrelas para entender como é que se faz, faz, faz
Para esquecer a dor que os meus olhos não conseguem ver
Destrua o meu coração que estará destruindo você, uhuu...

Você é filho da terra, dádiva dada por seu Deus, uhuu...
A fome dos meus filhos não será a riqueza dos seus
Ô chama que destrói, corrói o que é belo, tudo que faz bem
Controle suas palavras, minha liberdade não pertence a ninguém

Mas o amor pode chegar, iluminar e colorir...
Quando um coração está cansado de ver
As lágrimas da rosa ao ver o espinho morrer
Mas, o carcará foi dizer à rosa
Que a luz dos cristais vem da lua nova e do girassol

Olhe vá em frente não se esqueça
Liberdade dentro da cabeça
E a cabeça fora do que há de mal para você

Olhe vá em frente não se esqueça
Liberdade dentro da cabeça
E a cabeça fora do que há de mal
02. Meu Reggae é Roots
Composição: Alexandre Carlo

Meu reggae é "roots", palavras também
Mas o meu coração é brasileiro

Deixa eu aprender o que é o amor

Por mais difícil que isso seja

Deixa que a chuva vem lavar

A mente de alguém que deseja
Sair cantando por aí
Tentando sempre imaginar
Frases estranhas para dizer
Mensagens simples de entender

Cantando eu mando um alô: oi!

Para você que acreditou
Que podia ser mais feliz, vendo o outro ser feliz
E abriu seu coração e o seu sorriso todo para ela
03. Proteja-se e Lute
Composição: Alexandre Carlo

Proteja-se e lute!
Proteja-se e lute!

Eu quero poder andar
Ser feliz e estar contigo
E se livre pra pensar
Decidir que a mente fique
Ou vá, ou vá, ou vá...

Não deixe que o ódio escravize
As nossas crianças
Que a hipocrisia não tenha valor
Assim estaremos vivos
Pare e reflita no ouve e sente
Nunca aceite sem pensar
Todo pensamento bom tem seu valor
O valor de ser livre
04. Eu e Ela
Composição: Alexandre Carlo

No seu pensamento sou rei
E o certo caminho eu não sei

Há mil formas para sorrir
Só uma para ser feliz

No espaço lancei uma canção que vai
(uma linda canção pra mostrar)
Força nos dreadlocks que só o tempo traz
(que só o tempo traz)
O bem que ela me fez a noite toda dancei
Se a onda não está aqui
Talvez não possa sentir

Eu e ela (4x)

Só eu andei, solidão
Não encontrei flor maior
Se amarrou receba o sorriso e tudo que é bom

Dreadlocks longe estão dos seus valores
Sinais dos pobres homens e suas cores
Mas a música que te faz
Ser feliz pra mim é demais
E os segredos assim se revelarão
E os receios só se quebram

Eu e ela (4x)
05. Palmares 1999
Composição: Alexandre Carlo

A cultura e o folclore são meus
Mas os livros foi você quem escreveu
Quem garante que palmares se entregou
Quem garante que Zumbi você matou

Perseguidos sem direitos nem escolas
Como podiam registrar as suas glórias
Nossa memória foi contada por vocês
E é julgada verdadeira como a própria lei
Por isso temos registrados em toda história
Uma mísera parte de nossas vitórias
É por isso que não temos sopa na colher
E sim anjinhos pra dizer que o lado mal é o candomblé

Mas energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não

A influência dos homens bons deixou a todos ver
Que omissão total ou não
Deixa os seus valores longe de você
Então despreza a flor zulu
Sonha em ser pop na zona sul
Por favor, não entenda assim
Procure o seu valor ou será o seu fim
Por isso corre pelo mundo sem jamais se encontrar
Procura as vias do passado no espelho, mas não vê
E apesar de ter criado o toque do agogô
Fica de fora dos cordões do carnaval de salvador

Mas a energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
06. A Cor
Composição: Alexandre Carlo

Queria tanto te falar
Das angústias desse meu viver
A força que afugenta as idéias
E tenta nos impedir de ser mais
Então a gente põe o pé na estrada
Coragem não se sabe de onde vem
(Vem do Céu)
E deixa a promessa de um dia voltar
Para os braços daquela que te quer bem
Se ela te deixou e disse que nunca mais
Saiba que levou sentimentos imortais
Mas se ela te beijou e disse que vai ficar
Isso são mistérios não se pode explicar

Ela diz que precisa-se acreditar
E vê nos astros coisas que não pode-se pensar
(Ela foi ao Céu)
Ela jura aquela volta prometida
E justifica alguma barra que ela passou
Mas ela sabe muito bem dos seus segredos
E reconhece que isso tudo pode ter um fim
(Pode terminar)
Mas ela busca a perfeição do espelho
E oferece para ele com perdão enfim
A cor daquela pétala de flor
Todo o amor daquela pétala de flor
07. Em PAZ
Composição: Alexandre Carlo

Dizem que o medo e a dor
Fazem a gente aprender
A superar como for
Um mal de amor pra valer

Verbos e sonhos se vão
Deixando a mesma impressão
Não vale a pena viver por viver
Pelo seu amor, chorei
Pelo seu amor que essa alma se lançou
E o encanto bom que existe então chegou

Quer viver assim, assim tão perto de mim
E eu que era sozinho agora estou
Em PAZ
Estrela do meu céu azul renasceu (Uh Uh)
Em PAZ
Indo do Cruzeiro pra Sul renasceu (Uh Uh)
Em PAZ
08. Praia do Golfinhos
Composição: Alexandre Carlo

Tempo ensinou, pra ter liberdade
Mais que amor, devo ter coragem
Pode trocar sua jóia cara
Por três cores de um pôr de sol
Ou seis animais de Deus
Por três cores de um pôr de sol

Se um sentimento meu
For a tempo de tocar
Um pêlo de corpo seu
Terei permissão pra dar
Coisas que não posso ver
Apenas posso sentir
É a vontade de ver o meu povo sorrir
E poder falar de novo, de novo
Não me deixe só
Seu destino é meu
E minha vida sofrerá se eu não vir longe
Seu sorriso sob o sol e golfinhos sobre o mar
09. Pode Ser
Composição: Alexandre Carlo

Pode ser que o amor entre aqui
Mas mesmo assim reconheço
Eu não mereço seu apreço
Eu não mereço
Eu não mereço seu apreço
Eu não mereço
Eu não mereço seu apreço

Fecho os olhos, lembro que o sonho ainda não se perdeu
Abro os olhos
E o filho de um amigo nasceu
E fez bem
A mulher é linda e a vida também
Mas não sei ainda se está tudo bem
Talvez seja melhor desistir
Sonhei, hoje posso conseguir
Já dei mil voltas pela cidade
Achei toda força de verdade bem dentro de mim
10. Pedras Escondidas
Composição: Alexandre Carlo

Espero você detrás daquele monte
De lá dá até pra ver o dia indo embora
Dá até pra deitar olhando para o céu
E ver ele girar feito nossas vidas
Dá também pra ver os falsos sentimentos
De quem só quer você se você tiver
Algo além do seu amor
Que possa oferecer
Paraísos de ilusão e de fantasia

Segredos são pedras escondidas
Distantes da ambição
Segredos são pedras escondidas

Tempo abriu, tempo abriu
Chuva forte foi embora
Quem não viu chegar pode estar
Preso pela solidão

Segredos são pedras escondidas
Distantes da ambição
11. Cavaleiros Azuis
Composição: Alexandre Carlo

A noite chegou, estamos numa confraternização
Ao nosso redor as pessoas sorriem e bebem também
Olhando as meninas, falando da festa que passou
Reencontrando amigos de fé, relembrando estórias que o tempo levou
Tudo era alegria, quando de repente alguém avistou
Duas luzes incandescentes, representando o bem e o mal
O azul que é o céu, o vermelho a cor do cristal
Protegidos por suas espadas que cospem o fogo mortal
Eles fazem perguntas, destroem o ego de quem está perto
Corra se puder, esconda-se se for esperto
E ao ver eles agirem com tanta coragem e determinação
Ficamos nos perguntando ao vermos as notícias na televisão

Cavaleiros azuis aonde estão vocês
Quando os verdadeiros marginais
Matam inocentes nas barbas da lei

Preto, branco, não importa a cor se for pobre e trabalhador
Você sempre será o alvo predileto do executor
Pois aqui nesse país a classe baixa da população
Só é linda e tem futuro quando é época de eleição
E mesmo quem conseguiu um bom nível de vida alcançar
Não está livre de ser humilhado basta pra isso num beco encontrar
Um o mais cavaleiros azuis, sempre com suas espadas na mão
Pegando sua dignidade e jogando-a toda no chão

Cavaleiros azuis aonde estão vocês
Quando os verdadeiros marginais
Matam inocentes nas barbas da lei
12. Una Vez Más
Composição: Alexandre Carlo

Mais uma vez
Prisioneiro da solidão

E ela está chorando
Mas eu não sei
Os segredos do girassol
Nem a cor do vento

Se eu voltar
Terei medo de prosseguir e sobrevoar o rio inteiro
Graças a Deus os meus olhos podem se abrir
Perceber a cor do seus
Diz que não merece nem abrir seus olhos para ver o sol
E nem andar pelas pedras seguindo a vista do mar
Mas a tristeza que tinha em seu peito já foi embora

Foi embora...
13. Povo Brasileiro
Composição: Alexandre Carlo

Ei, povo brasileiro
Não ponha suas crianças nas ruas para mendigar
Pois a saída de nossos problemas é a educação
Se você não teve sua chance
Dê-la ao seus filhos então

Mesmo que não seja ainda
O momento de lutar pela revolução
Certamente se passou o tempo de buscarmos a nossa conscientização
As crianças são o futuro, mas o presente depende muito de você
Não venda sua identidade cultural
Esse é o maior tesouro que um país pode ter
Alimentar, educar, investir
Mais tarde os seus filhos vão lhe agradecer
Atenção no outro quinze de novembro
Quando os homens sorridentes surgem em sua TV
Pois o mensageiro arco-íris
Virá do infinito pra nos presentear
Com o livro de nossa cultura
E a música dos povos para representar
O ressurgimento de nossas raízes
Olhe, sorria, goste da sua cor
Procure sempre sua consciência
E jamais tenha vergonha de falar de amor

Ei vamos cantar
Tudo pode estar
No seu coração

Ei, povo brasileiro
Não ponha suas crianças nas ruas para mendigar
Pois a saída de nossos problemas é a educação
Se você não teve sua chance
Dê-la ao seus filhos então

Ei Povo Brasleiro...

Ei Povo Brasleiro
14. Forasteiro
Composição: Alexandre Carlo

Forasteiro no litoral
Nasci no planalto central
Nas ondas não mando muito bem
Sou aprendiz daquela que me quer bem

Se ela voltar, volto também
Se ela ficou, fico também
Se ela remou, quero remar
Se ela gostou, gosto com ela
Quero aprender, ela quer me ensinar
Todo segredo das ondas do mar
Será que ela gosta de mim

Já sou local no litoral
Saudade do planalto central
Nas ondas até que já estou mandando bem
Pois aprendi o valor que elas têm

Quero voltar pro interior
Horizonte sem fim, cerrado nativo
Será que ela gosta de mim, comigo quer voltar
Quer aprender segredos de lá
Muitas coisas sonhei, momentos vivi

No litoral e no interior do país
Ela gosta de mim, hoje sou assim
Filho do sol, das ondas do mar
Servo da mata nativa
Quero o mundo pra mim

				
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