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HANCOCK

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HANCOCK Powered By Docstoc
					                             Informações de Produção


Existem heróis… existem super-heróis… e existe Hancock (Will Smith). Um grande
poder traz uma grande responsabilidade – tudo mundo sabe disso – bom, tudo mundo
menos Hancock. Mal humorado, invocado, sarcástico e incompreendido, os feitos
heróicos de Hancock podem ser bem intencionados, cumprir o serviço e salvar muitas
vidas, mas parecem deixar no seu encalço um rastro assombroso de destruição. O
povo, finalmente, chegou ao limite. Mesmo gratos por contarem com um herói local, os
cidadãos de Los Angeles estão se perguntando o que eles fizeram para merecer esse
cara. Hancock não é um homem que liga para o que pensam dele – até o dia em que
salva a vida do executivo de relações públicas, Ray Embrey (Jason Bateman), e o
super-herói impopular começa a tomar consciência de que tem um lado vulnerável,
afinal.


Columbia Pictures apresenta em associação com a Relativity Media uma produção Blue
Light/Weed Road Pictures/Overbrook Entertainment, um filme de Peter Berg, Hancock.
Estrelado por Will Smith, Charlize Theron, Jason Bateman e Eddie Marsan. Dirigido por
Peter Berg, o filme é produzido por Akiva Goldsman, Michael Mann, Will Smith e James
Lassiter. O filme é escrito por Vy Vincent Ngo e Vince Gilligan. Os produtores
executivos são Ian Bryce, Jonathan Mostow e Richard Saperstein. O diretor de
fotografia é Tobias Schliessler. O desenhista de produção é Neil Spisak. O filme é
montado por Paul Rubell, A.C.E. e Colby Parker, Jr. Os efeitos visuais especiais são da
Sony Pictures Imageworks Inc. Os efeitos visuais foram criados por John Dykstra, ASC.
A figurinista é Louise Mingenbach. A trilha é de John Powell.
À PROCURA DE UM HERÓI


“Hancock não é um super-herói como os outros”, explica Will Smith, o astro da
nova comédia de ação da Columbia Pictures, Hancock. Segundo Smith, o que o
atraiu no filme foi a chance de levar às telas uma história original e única.
Hancock é um filme de super-herói que extrapola os limites do gênero ao dar
destaque para as emoções humanas. “Há uma tradição que liga filmes de „verão‟
com lançamentos de ação e filmes de „outono‟ com filmes de personagem”,
analisa ele. “Bem, e o que acontece se você pegar uma história forte e
dramática com arcos de personagem ricos, e passada num mundo com todos os
elementos pirotécnicos de um 4 de julho? Por que você não pode casar ambas
as coisas, ficando com o melhor dos dois mundos?”


O modo como Smith e seus companheiros cineastas – os produtores Akiva
Goldsman, Michael Mann e James Lassiter, e o diretor Peter Berg – fizeram isso
foi apresentar o personagem ao público de uma maneira surpreendente. O filme
não se concentraria em contar como Hancock adquiriu seus poderes ou como os
usa; e sim, na imagem pública de Hancock como um homem a meio caminho na
carreira profissional que odeia seu trabalho e quer jogar a toalha. Seus super-
poderes, longe de serem uma bênção, lhe deram um mau humor que o afasta
do público, que deveria ser seu maior fã.


“Só uma pessoa conseguiria isso” afirma Goldsman. “Eu nem pensaria em fazer
esse filme sem Will Smith como Hancock.”


“Will ficou entuisiasmado em viver um super-herói”, conta o produtor James
Lassiter. “Quando vimos esse roteiro, achamos que era o modo perfeito de
fazer um filme desse tipo – um super-herói irreverente como nunca se viu antes.
Hancock é um personagem excepcional e interessante, que rompe com todos os
padrões.”




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Com Will Smith a bordo, foi fácil convencer Peter Berg, o diretor aclamado de
Tudo Pela Vitória (Friday Night Lights) e O Reino (The Kingdom), a dirigir o filme.
“Will é um dos poucos astros de cinema que possuem um repertório completo de
talentos”, continua Berg. “Ele tem dom, ousadia e é extremamente sincero.
Quando esses 3 elementos se reúnem, a pessoa pode interpretar quase tudo, e
Will, sem dúvida alguma, sempre se mostra disposto a tudo.”


Segundo Michael Mann, o resultado é o casamento perfeito entre o astro e o
material – um filme que dá aos fãs o que esperam de Will, sendo, ao mesmo
também, um entretenimento surpreendente. “Nossa intenção era fazer um filme
que fosse um meio termo entre profundamente engraçado e irreverente, entre
sexy e romântico, que fosse arrepiante e também maravilhosamente comovente.
O talento de Will Smith o levou a explorar o estado de ânimo desse personagem
tão complexo em profundidade. Ele é o centro de gravidade…”, afirma Mann.


“Hancock é complicado”, afirma Smith. “Todos os dias, ele acorda revoltado com
o mundo. Ele não lembra o que aconteceu com ele e não tem ninguém que o
ajude a encontrar as respostas. Ele tem boas intenções, mas tem problemas
para se relacionar com o mundo ao seu redor.”


Smith afirma que o filme aborda emoções humanas profundas. “Hancock é como
o atacante do time da escola com todo o talento do mundo, mas com uma
atitude arrogante”, continua Smith. “Ele não percebe que a razão de seu time
não estar ganhando é que ele perdeu o amor e a compreensão do jogo – ele
não entende a beleza do esforço em equipe. Ser parte de um grupo, interagir
com outras pessoas, é uma parte central da existência humana. Mas Hancock
vive uma vida completamente solitária até conhecer Ray Embrey, que o traz de
volta ao convívio social.”


Jason Bateman assume o papel de Ray, o executivo de relações públicas gente
boa. “Quando Hancock salva sua vida, Ray quer retribuir ensinando Hancock a



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se portar melhor em público e a limpar sua imagem. Mas, para Ray, não é só
uma questão de gerência de imagem – ele realmente quer ensinar Hancock a
ser um super-herói melhor.”


“Eu tive bastante liberdade para explorar Ray, porque ele é um sujeito de bom
coração”, acrescenta Bateman. “Ele vê a vida cor-de-rosa, é ingênuo e acha que
pode penetrar na carapaça dura de Hancock até atingir seu lado mais mole e
sensível, até que a sua relação se torna bem mais complicada. Tudo isso faz de
Ray um personagem gratificante para o ator.”


“Charlize Theron é a nota musical que se casa com perfeição com Will e Jason
Bateman”, afirma Goldsman. “Nós precisávamos de três pessoas por quem o
público torcesse igualmente; era um equilíbrio delicado.”


Segundo Theron, vários foram os motivos que a atraíram ao papel. Primeiro, é
claro, a chance de voltar a trabalhar com Smith, com quem ela já havia
contracenando em Lendas da Vida (The Legend of Bagger Vance). “Will vive o
papel magistralmente”, elogia ela.


Theron também se interessou pelo roteiro com personagens, segundo ela, ricos
e emocionantes. Enquanto seu marido, Ray, enxerga apenas o super-herói que
Hancock pode vir a ser algum dia, Mary o vê através dos olhos do cidadão
comum de Los Angeles. “Ela está cheia de tudo o que Hancock apronta e que,
aparentemente, é algo totalmente irresponsável e destrutivo”, conta ela. “Ela o
avisa para não atrapalhar a vida idílica que ela criou com Ray e o filho deles.
Mas quando Hancock começa a dar sinais de que há uma luz no fim do túnel e
que ele é capaz de mudar de vida e ainda assim, ela não o aceita, aí a gente
começa a se perguntar por quê.”


Os cineastas também apostaram alto no fator emocional escalando Jae Head no
papel de Aaron, o filho pequeno dos Embrey. Embora o ator de 11 anos seja o



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astro do seriado de Berg, Friday Night Lights, os cineastas testaram mais de 30
garotos antes de escalar Head. “Atores-mirins podem ser problemáticos”, afirma
Berg, “mas Jae continua intocado e íntegro. Ele mora no Texas, onde o pai é
técnico do time de futebol da escola e a mãe está sempre com ele. Você tem a
impressão de que, para ele, dá no mesmo ser gandula do pai ou passar o dia no
set com Will Smith. Ele é um garoto inteligente, que já fez muito na vida e
entende que cada novo dia é um presente; ele tem a atitude certa e se joga em
tudo”.


Berg usou uma tradição de sua própria família, o espaguete com almôndegas de
domingo, para ilustrar a união daquela família. Todas as quintas, a família
Embrey se reúne no jantar para um “Espaguete Maluco”, garantindo pelo menos
uma noite na semana em que o trabalho, os estudos ou outras distrações não
sejam mais importantes do que o convívio familiar.


“Eu comia talvez uns 20 pratos”, conta Head sobre a filmagem das cenas de
jantares em família. “Eu tinha esquecido de tomar café da manhã na primeira
manhã, porque estava louco para chegar no set, então, de início, eu gostei de
comer. Mas, no final do dia, eu queria gritar, „Não me falem mais em
„espaguete‟!”




SOBRE O DIRETOR E OS PRODUTORES


Depois de se consagrar como ator, Peter Berg conquistou mais recentemente a
crítica e o público também como diretor, com filmes fortes e criativos.


Tendo colaborado com Michael Mann no filme, O Reino (The Kingdom), Berg
passou para trás das câmeras dirigindo Hancock. Mann afirma que embora
Berg crie uma atmosfera espontânea e casual no set, sob a superfície, ele é um
diretor bem preparado e concentrado. “Pete se deixa levar pelo seu instinto



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apurado e acolhe o improviso”, explica Mann, “mas é bem mais concentrado e
objetivo do que deixa transparecer. Ele pensa seriamente em tudo”.


“Peter Berg parece um garotinho gente boa querendo se divertir”, reafirma Akiva
Goldsman, “mas é só uma máscara que ele usa para criar um clima, uma
espontaneidade nas filmagens. Na verdade, ele é um indivíduo muito educado e
preparado que só recorre a esses atributos quando se faz realmente
necessário”.


“Pete tem uma voz única”, Smith afirma. “Um estilo e um tom que só o Pete tem.
Ele sabe tudo sobre filmagem e criação. Eu estava curioso pra ver o que
aconteceria quando Pete vestisse um cara machão com problemas reais como o
Hancock em um uniforme de super-herói.”


“Pete tem a confiança de um ator que é bem diferente da do roteirista, do diretor
ou do produtor”, continua Mann. “Ele sabe quando estender um pensamento ou
uma emoção e tirar da cena algo específico para algum ator, ou ainda qual a
emoção que ele pretende despertar no público.”


“Ele foi bem direto e sincero sobre o modo como gostava de trabalhar”, analisa
Theron, relembrando seu primeiro encontro com Berg. “Ele me avisou que iria
gritar no meio das tomadas. Ele disse: „Não vou cortar, não gosto de cortar,
estão, eu espero que você não se importe com isso‟. Eu nunca tinha trabalhado
assim antes, mas agora, nem posso imaginar trabalhar de outra maneira.”


Berg integrou a equipe de cineastas que produziu Hancock. Cada um deles –
Smith, Lassiter, Mann, Goldsman e Berg – contribuiu na jornada que levou
Hancock às telas dos cinemas.


“Produzir um filme é um trabalho em equipe”, afirma Smith. “Para um filme
como Hancock, nós precisávamos de o maior número possível de pontos de



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vista esdrúxulos – e todo mundo nessa equipe tem pelo menos um grau de
desvio da normalidade. O que tornou o filme uma colaboração maravilhosa foi
que todos nós tínhamos muitas idéias estranhas – qualquer um podia dizer
qualquer coisa – e a melhor idéia, aquela que parecesse ser parte do DNA do
material, seria usada.”


“Nós formamos um grupo em que confiávamos uns nos outros”, explica
Goldsman. “Pete sabe escrever, dirigir e produzir um filme, Michael sabe dirigir e
produzir, Will sabe produzir e dirigir; J.L. certamente sabe produzir, eu sei
escrever um filme e, sob a mira de um revólver, eu talvez fosse até capaz de
dirigir uma cena. Isso não significa se meter no trabalho do outro, e sim que
cada um poderia apoiar os demais”.


“Eu tive de fazer muitos cortes e remendos”, diverte-se Berg. “Um grupo como
Akiva, Michael, Will e J.L. é uma força da natureza; eu procurei dar o melhor de
mim. Michael me procurava, bam!, e depois, o Akiva, e aí, o J.L., que é um
assassino silencioso”, brinca ele. “Nós editamos alguns trechos do roteiro e
acrescentamos detalhes, mas o crédito da história realmente é todo do Vincent
Ngo e do Vince Gilligan.”


“Como ator, eu aprendi que o importante é estar com a cabeça boa e estar no
timing do momento”, continua ele. “Há tantos subterfúgios no cinema que
esquecemos o que realmente importa – o público, sentar no escuro do cinema,
curtir o que se está assistindo um ano após a conclusão das filmagens. Will tem
um ditado, „se você se mantiver preparado, nunca precisa começar a se
preparar‟. Manter um estado de espírito de prontidão é o que torna isso possível
para mim.”


“Ele cria uma atmosfera realmente agradável no set”, concorda Smith, “em que
qualquer um do elenco ou da equipe técnica pode sugerir idéias e ele os ouve.
Ele está sempre aberto e gosta de se divertir, e por isso todo mundo gosta de ir



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trabalhar. Ainda é muita pressão e muita correria, mas o trabalho é feito em um
grande alto astral.”




SOBRE AS CENAS DE AÇÃO E OS EFEITOS VISUAIS


O diretor Peter Berg contou com um exército de artistas experientes na criação
do visual do filme. Do seu diretor de fotografia, o cinegrafista indicado ao
Oscar®, Tobias Schliessler (Dreamgirls), ao desenhista de produção, Neil
Spisak; do desenhista de efeitos visuais vencedor do Oscar®, John Dykstra, aos
coordenadores de cenas de ação Simon Crane e Wade Eastwood e aos gurus
de efeitos especiais John Frazier e Jim Schwalm, todos os departamentos
trabalharam em sinergia com os demais.


O processo geral começou com Steve Yamamoto, que criou o rendering de pré-
visualização para Berg. Assim como os storyboards, as imagens de “pré-viz” já
se tornaram algo de uso corriqueiro nos filmes de ação, e em Hancock, foi o
guia de referência usado por todos os departamentos como um ponto de partida
para as novas idéias.


Schliessler, com quem Berg já havia trabalhado em Bem-vindo à Selva (The
Rundown) e Tudo Pela Vitória (Friday Night Lights), trabalhou com os
operadores de câmera David Luckenbach e Lukasz Bielan. Uma boa porção do
filme foi filmada usando as técnicas de câmera portátil com as quais Berg se
celebrizou, mas com uma novidade: filmar variações da mesma seqüência
usando diferentes ângulos de câmera e objetivas diferentes.


“Eu não queria o mesmo efeito cinético que eu busquei em O Reino (The
Kingdom)”, explica Berg, “então, nós estabilizamos algumas tomadas de câmera
recorrendo à variação com mais gruas e carrinhos neste filme. Também ajudou




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a preservar o caráter épico da história de um super-herói em que um estilo
frenético não ajuda”.


De acordo com seu desejo de rodar a maior parte do filme com câmeras
portáteis, Berg e Schliessler até prenderam suas câmeras e seus operadores em
arreios semelhantes aos usados por Smith e seu dublê a fim de acompanharem
da ação no mesmo ritmo.


Os coordenadores de cenas de ação Simon Crane (que também foi o diretor de
2ª unidade do filme) e Wade Eastwood supervisionaram os detalhes das
seqüências de vôo, bem como as perseguições e costumeiras cenas de luta.
Mas, ao contrário de muitos filmes de ação, Crane e Eastwood foram
encarregados de criar movimentos nada graciosos para o seu protagonista.


“Não é como o Super-Homem ou o Homem-Aranha™, em que você planeja uma
aterrissagem bacana e estilosa”, afirma Eastwood. “A gente precisava testar
repetidas vezes para conseguir o tipo de aterrissagem perfeita em que o
Hancock tropeçasse e caísse de joelhos, aí se equilibrasse e levantasse de
novo, o que significa programar cada ponto do guincho e do contrapeso, e a
gente precisou de muitos ensaios com o Will. Eu sempre ouvi que ele era
atlético e divertido, e o que diziam não era mentira; ele foi super-generoso.


“Minha trucagem favorita foi quando nós o fizemos voar deitado de lado, a cerca
de 4 cm do chão”, afirma ele. “Foi um dos nossos truques mais simples, mas foi
muito rápido e, visualmente, saiu ótimo. Enquanto Hancock voa até uma policial
emboscada atrás de um carro de patrulha capotado, ele está a cerca de 60km/h,
voando de cabeça, direto na direção do carro. Nós precisamos usar um grupo de
gruas separadas para fazê-lo girar e parar bem diante da policial, numa posição
meio sentada meio ajoelhada, e tudo isso precisava ser feito numa única
tomada. Apesar de montarmos todo o sistema de cabos e polias na noite
anterior à filmagem, nós tínhamos de remover nossos cabos durante o dia por



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causa do fluxo do tráfego, e montávamos tudo de novo e testávamos tudo de
novo com sacos de areia antes de prender qualquer pessoa àqueles cabos.”


Smith realizou, pessoalmente, a maior parte possível das proezas usando
arreios e cabos. “Alguns dias foram bem arriscados”, brinca Smith. “Voar 30m
acima da rua à noite, e aí cair em queda livre até que os cabos te salvam a
60cm do chão, tudo isso em cerca de 1 segundo e meio – aquela queda livre foi
muita adrenalina. É como estar numa montanha-russa sem o carrinho. Foi
apavorante!”


Os atores e dublês concordam que os vários tipos de sistemas de cabos podem
ser um tanto desconfortáveis nos momentos mais inoportunos, algumas vezes
tornando a concentração e o desempenho difíceis, mesmo com semanas de
ensaios prévios das cenas de ação e práticas de vôo. Mas ensaiar e estar em
forma é sempre o melhor jeito de se evitar lesões.


“Embora possa parecer divertido, tudo envolve um enorme planejamento e
preparação”, afirma Crane. “Há muita pressão para acertar as cenas de ação na
primeira tentativa, porque se algo der errado, bem, você não tem uma segunda
chance. Por isso, nós testamos e retestamos. Leva um tempo enorme, mas
ninguém quer ferir ninguém, e eu poria meu próprio filho em um dos nossos
sistemas de segurança.”


“Alguns dos nossos movimentos são estranhos”, explica Smith. “Até decolar em
pleno vôo de um banco de rua causa muitos solavancos, porque os cabos
puxam com tanta força que você acaba tensionando os músculos, e você pode
distender o pescoço ou os tendões ísquiotibiais das coxas, ou exercer pressão
demais sobre as articulações dos joelhos. Você nem percebe nada até repetir o
movimento algumas vezes, e aí sente aquela lesão chatinha já começando.”




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“A gente ensaiava com Will em um estacionamento”, descreve Crane.
“Começamos devagar, já que é uma manobra arriscada. Will percorria uns
100m, de 15 a 30m acima do chão, a uma velocidade máxima de uns 80km/h –
variando, ao mesmo tempo, a posição do seu corpo. Quando atingimos a
velocidade final, começa a sensação de falta de gravidade e a gente torce para
ele não ter comido demais”, brinca ele. “Nós sempre dizemos a todos os atores
que a palavra-chave no que se refere ao trabalho com cabos & polias é
„sofrimento‟. Vai ficar sensacional na tela, mas é extenuante e, algumas vezes,
doloroso.”


“Nós fazíamos questão de ensaiar o máximo possível antes que a noite caísse,
no caso de uma filmagem noturna”, conta Eastwood, “porque é crucial ver os
cabos, visualizar as polias no alto, ver se os cabos estão livres e esticados, tudo
precisa estar em perfeito funcionamento e precisamos receber as mesmas
leituras dos nossos medidores. Quando escurece, nós ainda inspecionamos
cada ponto com lanternas ou luzes de trabalho, mas ou nós nos se sentimos
seguro ou não prosseguimos. Alguns aspectos são mais fáceis à noite porque é
bem reduzido o tráfego de veículos e pedestres, então, no fim, eu acabo
preferindo trabalhar assim”.


A cena arriscada da abertura do filme foi a mais difícil, consumindo várias
semanas em locações diferentes, além de filmagens em estúdios contra o fundo
azul para concluir. Quando uma pequena gangue de bandidos foge da cena do
crime numa caminhonete esportiva, Hancock segue na cola deles.


“A perseguição da auto-estrada foi uma das cenas que nos deu mais trabalho e
um dos nossos maiores desafios”, continua Crane. “Nós fechamos a freeway
105 durante cinco dias, sob as injúrias do público prejudicado com o desvio; e
tivemos de usar câmeras portáteis para filmar a capotagem e a explosão dos
carros uns sobre os outros. Foram necessárias várias reuniões com Pete e o
departamento de transportes, além de uma boa parceria com os departamentos



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de efeitos visuais e efeitos especiais. Eu sou sempre a favor de filmar o máximo
possível para valer, então, o desafio é bolar um jeito de realizar toda essa ação
live-action, e também através dos efeitos.”


Os veteranos dos efeitos especiais, John Frazier e Jim Schwalm, produziram os
efeitos especiais físicos, seja produzindo milhares de disparos durante uma
troca de chumbo grosso, seja explodindo um cruzamento, deixando um carro
cair do céu, atirando um marginal através da vidraça de uma loja de bebidas, ou
lançando um refrigerador através da parede de uma casa, a sua contribuição é
um ingrediente fundamental na receita que transforma imagens criativas em
realidade nas telas de cinema.


“As cenas de ação e os efeitos especiais eram a metade do processo”, explica
Berg. “Depois, nós procurávamos nosso desenhista de efeitos visuais, John
Dykstra. Era preciso que todos esses artistas trabalhassem em sinergia com as
equipes de ação, de câmera, figurinos, enfim, todo mundo.”


“Eu me reuni com Peter Berg e Ian Bryce e deu para ter uma idéia de como a
mente do Pete funciona”, afirma Dykstra. “Ele explicou que ele queria tudo o
mais real possível, não tão estilizado quanto na maioria dos filmes de super-
heróis. Na falta de um termo melhor, eu diria, em estilo „de documentário‟:
agressivo, usando câmeras portáteis, o que é incomum em um filme tão técnico.
Então, esse era o desafio.”


Dykstra também se interessou pela produção graças à chance de trabalhar em
uma grande variedade de efeitos visuais, de efeitos digitais humanos para as
cenas em que Hancock voa à destruição por computação gráfica e também à
criação de ambientes virtuais. Entretanto, o desafio mais emocionante e
complexo para os artistas de efeitos visuais é a chance de fazer algo que jamais
foi feito antes. Como Dykstra explica: “Mas quem trabalha com efeitos visuais
sabe que a tecnologia que existe quando você começa um filme já está obsoleta



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quando a produção chega ao fim, então, a gente sempre pensa em inventar
técnicas novas que criem novos padrões”, afirma ele.


A escala dos efeitos visuais criados para o filme pela equipe da Sony Pictures
Imageworks -- liderada pelo supervisor de efeitos visuais, Carey Villegas, e o
supervisor de efeitos digitais, Ken Hahn -- vai de detalhes nítidos dos escombros
caindo ao movimento preciso dos tecidos e da pele contra o vento em pleno vôo
e à enormidade da destruição de uma quadra inteira da cidade, vista à distância
e também em close up. Os mesmos princípios para a construção de ambientes e
condições meteorológicas se aplicaram, quer os artistas estivessem criando
tornados, um sistema de cabos para uma grande queda livre ou destruindo um
hospital.


Embora talvez nem passe pela cabeça do espectador, os maiores problemas
ligados à confecção da roupa de Hancock se relacionavam mais com o número
de uniformes do que com a sua tecnologia. Assim como qualquer pessoa
normal, ele muda de roupa todos os dias. E não tem uma identidade secreta que
exija que ele vista uma capa e uma malha justa sempre que vai voar ou vai
enfrentar algum bandido.


“Hancock voa em velocidade Mach 5 sobre Los Angeles, vestindo um agasalho
com capuz e uma bermudão”, descreve Dykstra. “Fazer com que as roupas se
movam de um modo realista é um desafio, e depois traduzir esse movimento de
um tipo de tecido para outros, mantendo a consistência geral, e fazendo com
que tudo pareça convincente ou fazendo com que algo evidentemente
inacreditável pareça crível (que era a principal preocupação de Pete), é difícil,
mas também divertido.”


Mesmo enquanto ele sua equipe lidavam com esses desafios técnicos, Dykstra
nunca se esquecia que os efeitos visuais estão a serviço da história, e não o
inverso. “Hancock usa seus poderes por impulso”, continua Dykstra, “nem tudo o



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que ele faz é espetacular. Algumas vezes, seus atos simplesmente refletem sua
personalidade ou o modo como ele está pensando ou se sentindo naquele
momento. É aí que a gente pára de pensar tanto na tecnologia e na engenharia
de tudo aquilo e se concentra mais em como avançar o arco da história”.


E foi interessante ver que essa preocupação com a sinceridade do arco da
história representou uma novidade divertida para os animadores, que nunca
tinham trabalhado com um super-herói como Hancock antes. “Uma vez que
Hancock voa a jato e de maneira desajeitada, e não no estilo elegante, suave e
arrebatador da maioria dos super-heróis, foi um novo desafio para os
animadores”, afirma Dykstra. “Hancock simplesmente se esborracha em cima do
que estiver em seu caminho a toda velocidade”.


Telas de fundo verde foram amplamente empregadas nas filmagens em todas
as locações, incluindo San Pedro, onde a produção utilizou os serviços da linha
férrea Harbor Red Line Trolley para filmar o quase encontro de Ray Embrey com
a morte.


“Se você rodar um filme passado ao ar livre dentro de um estúdio, o recurso fica
nítido”, explica o produtor de efeitos visuais da Imageworks, Josh R. Jaggars.
“Filmar externas reais nos dá algumas vantagens fotográficas. Por exemplo,
filmar em plena luz do dia como fizemos na cena sobre os trilhos da rede
ferroviária quando Hancock salva Ray dá à cena um nível de credibilidade que é
incontestável, mas também é um desafio inventarmos novos modos de fazer as
coisas durante as filmagens.”




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SOBRE OS SETS E LOCAÇÕES


O set mais importante foi a casa de Embrey, construída no Universal Studios.
Localizada no final da rua sem saída, a R. Elm, virando a esquina da Wisteria
Lane, de Desperate Housewives, a casa moderna de meados do século 20 foi
projetada pelo desenhista de produção Neil Spisak em parceria com o diretor de
arte William Hawkins e o cenógrafo-chefe, Jeff Markwith.


Construída do zero pelo coordenador de construção John Hoskins e sua equipe,
a casa é baseada numa mistura de estilos, mas lembra predominantemente uma
casa californiana despojada e moderna que foi sendo reformada ao longo dos
anos, com sua fachada externa em pedra e madeira, linhas elegantes e espaços
abertos. Spisak teve o mesmo cuidado com o paisagismo ao redor da área
externa, selecionando filodendros, roseiras e outras folhagens com contornos
mais arredondados e suaves para inserir a casa na paisagem banhada de sol
que a emoldura. A casa é uma construção permanente, com água encanada e
eletricidade, e permanecerá no estúdio da Universal para ser eventualmente
usada em outros projetos. Juntos, os departamentos de arte, construção e
cenografia montaram uma casa que todos os integrantes do elenco e da equipe
técnica estariam dispostos a comprar, apesar de ela não ter banheiro e ter um
segundo andar inacabado.


“Eu achei que fosse uma casa de verdade”, diverte-se Jason Bateman. “Na
verdade, eu liguei para a minha mulher e disse: „Eu encontrei a casa dos nossos
sonhos!‟ A má notícia é que fica aqui nos estúdios Universal, então, embora a
segurança seja ótima, duvido que a gente consiga um controle remoto para o
portão”.


Segundo Spisak e a decoradora Rosemary Brandenburg, o simbolismo
distribuído em boas doses por toda a casa foi idéia do Peter Berg. Ele pediu à




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dupla que pesquisasse sobre mitologia e incorporasse suas descobertas ao
desenho de produção.


“Pete queria dar um passado a cada personagem”, afirma Brandenburg, “e por
isso, eu pesquisei várias culturas de deusas femininas de Roma, da Grécia, de
toda a Europa, Ásia, África e até de tribos indígenas norte-americanas. Nós
estávamos dispostos a recorrer até ao Panteão, mas não quisemos confundir as
pessoas com isso, então tivemos de ser seletivos e nos certificar de que todos
os objetos fizessem um sentido dentro de uma casa”.


Brandenburg não só contou uma história com a arte selecionada por ela, de
pinturas a esculturas e bustos, até os livros, os instrumentos musicais e a
mobília também dão pistas da história dos personagens antes do início do filme.
Criando um equilíbrio entre Mary, Ray e Aaron, Brandenburg levou cada
personagem em consideração ao montar a casa da família Embrey. Ela também
conseguiu cópias de cada peça de mobília e cada objeto dada a extensão do
trabalho de efeitos especiais e cenas de destruição que ocorrem no interior da
casa.


“Nós precisávamos que os ambientes interligados e abertos tivessem uma
fluidez”, afirma ela, “da cozinha de Mary e da sala de estar, onde vemos que ela
definitivamente comanda tudo com pulso firme, mas de um jeito doce, aos
domínios de Ray, onde ele trabalha como executivo da propaganda, e às coisas
de Aaron espalhadas por toda a casa e ao seu forte no quintal dos fundos .”


O trailer dilapidado do Hancock tem uma vista magnífica para o mar do alto de
um penhasco deserto e coberto por mato na área de Deer Creek, em Malibu.
Muitas vezes um refúgio que o protege contra aquela população de quem ele
não gosta muito, infelizmente, a casa de Hancock lembra um deserto inóspito do
qual ele não consegue escapar facilmente. Seu “gramado” está coberto de




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pilhas de garrafas de uísque vazias, latas vazias de carne enlatada e quentinhas
de alumínio.


A diretora de arte, Dawn Swiderski, trabalhou com Brandenburg no projeto da
casa de Hancock – dois trailers Airstream Boles Aero vintage, unidos por um
toldo improvisado, com as tralhas que Hancock encontra e que o remetem a um
passado mais rico do qual ele não consegue se lembrar. O retrato de Abraham
Lincoln de uma nota de US$ 5 dólares preso ao seu refrigerador, a pilha de
óculos escuros quebrados que ele usa em homenagem ao seu herói musical,
Miles Davis, e as várias tralhas de animais que ele coleciona ajudam a definir o
personagem.


Quando Brandenburg acaba de decorar um set, logo antes da chegada do
elenco e da equipe técnica, ela acrescenta o ponto de exclamação final à
criação do seu departamento, queimando um incenso ou velas que sejam
inspiradores. Por exemplo, na casa de Embrey, ela queimou óleo essencial de
lavanda, no hospital usou amônia, e o trailer de Hancock recendia a uísque. Ela
chama esse processo de “aroma-o-rama” e, segundo ela, ele cria um clima para
os atores que, frequentemente, entram frios no set novo, sem jamais ter visto o
ambiente antes de seu primeiro ensaio diante das câmeras.


Spisak determinou duas palhetas de cores definitivas para o filme, designando
para os ambientes relacionados a Hancock tons de azul (incluindo azuis tão frios
que chegam a parecer brancos) e roxos com toques de vermelho, ou para Mary
os sets tinham tons mais quentes, em verdes, cor de trigo ou beges com um
toque de laranja aqui e ali. O laranja e o vermelho serviram como uma ponte
visual entre os ambientes e também entre os personagens.


A produção passou seis finais de semana filmando a cena fundamental do
assalto ao banco na esquina da Figueroa com e 5 th Street. Até o banco,
construído num espaço totalmente abandonado no principal corredor da



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Figueroa, foi criado pelo departamento de arte do zero. Dos guichês dos caixas
aos lustres de cristal, cada aspecto do saguão moderno e de aparente eficiência
tinha de ser visto por todos os ângulos e foi construído com todos sabendo que
ele viria a ser destruído em estágios à medida que a ação se desenrolasse.
Assim como no caso da cena final no hospital, o departamento de arte tinha de
rearrumar e redecorar os sets todos os dias levando em consideração as cenas
de ação e os efeitos pirotécnicos e visuais.


“Nós tínhamos de fazer ajustes da noite para o dia”, explica Brandenburg. “Uma
parede que era sólida um dia tinha que ter um buraco gigantesco no dia
seguinte. E durante um tiroteio, as balas atravessam as paredes, quebram
vidros, detonamos cargas, e cada uma dessas coisas requer um planejamento
específico. A continuidade é complicada e cenário é cenário, não é real. Então,
se você quiser que o interior de uma parede pareça real, você precisa orientar o
departamento de arte até nesse nível de detalhes.”


O produtor executivo Ian Bryce costuma defender a filmagem em Los Angeles
ou nas áreas adjacentes sempre que possível. “Uma das maneiras através das
quais conseguimos manter o cinema ativo em Los Angeles é o nosso bom canal
de comunicação com todas as autoridades municipais, seja com o gabinete do
prefeito, com o departamento de trânsito e outras secretarias que emitem
licenças, seja com os residentes locais garantindo que eles sejam orientados
sobre o nosso trabalho. Nós preparamos um cronograma ao qual tentamos nos
ater, uma vez que realmente se trata de respeitar a comunidade. Fechar auto-
estradas, fechar a Hollywood Boulevard, fechar uma linha férrea, por vários dias,
exige muita segurança e precisão e um enorme trabalho de coordenação com
várias secretarias diferentes. Esses foram grandes desafios para Jones e para o
seu departamento de locações, e ele se saiu magistralmente bem, como
sempre. O filme é um cartão postal virtual de Los Angeles.”




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A cena de maior destaque do filme era a do luminoso. Bloquear a Hollywood
Boulevard entre as avenidas Orange e Highland, por uma semana, é um feito
raro normalmente restrito à cerimônia anual do Oscar® ou à Parada Anual de
Natal de Hollywood.


“Quando nós fechamos aqueles cruzamentos, eu percebi a magnitude da nossa
produção”, afirma Berg, entusiasmado. “Foi uma loucura. Metade de Hollywood
apareceu para nos visitar. Até Jimmy Kimmel – a gente filmou bem diante do
estúdio dele – que já viu de tudo, e que ficou de queixo caído. Avistar aquela
multidão de fãs de Will Smith se aglomerarem no local diariamente nos faz
lembrar dos motivos que atraem os turistas a esta cidade. Para eles, assistir a
um filme sendo rodado é um sonho realizado; foi divertido fazer parte do
espetáculo da Hollywood Boulevard.”




SOBRE O SUPER-UNIFORME DO HANCOCK

Qualquer bom assessor de imprensa quer que o seu cliente tenha uma imagem
limpa e com estilo, e Ray Embrey não é diferente. Ele sabe que uma boa
impressão já é metade da guerra para melhorar a imagem de Hancock, e por
isso, ele insiste que John Hancock use um uniforme especial feito para um
super-herói da sua magnitude.


Peter Berg procurou a figurinista Louise Mingenbach (que havia trabalhado com
ele anteriormente em Bem-Vindo à Selva (The Rundown) para criar o visual
descasado de sem teto de Hancock e seu super-uniforme, bem como o guarda-
roupa mais clássico e discreto de Mary que se torna bem mais sofisticado mais
adiante na história. Amigos desde que ambos chegaram a Hollywood 20 anos
atrás, Mingenbach e Berg levaram anos para coordenar as agendas lotadas até,
finalmente, conseguirem trabalhar juntos. Eles também trabalharam em parceria
com Spisak na definição da sua rígida palheta de cores.



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Mingenbach, que foi figurinista dos dois filmes X-Men e de Superman – O
Retorno (Superman Returns), sabia que precisaria criar algo inédito para um
herói tão incomum quanto John Hancock.


“Pete sempre fez questão, desde o início, de não fazer Hancock usar roupas
colantes”, conta ela, “o que já eliminava todo um conjunto de idéias. Ele também
disse: „Não quero capas nem sungas usadas sobre malhas!‟”, brinca ela,
lembrando da conversa. “Então, o super-uniforme evoluiu para algo mais prático,
e, mais especificamente, algo que o próprio Ray poderia ter mandado
confeccionar para ele”.


“Com seu histórico de vôo e os problemas que causou, acho que Hancock devia
se vestir dos pés à cabeça em „amarelo advertência‟”, continua Mingenbach.
“Ele é uma verdadeira ameaça ambulante, mas nós nos conformamos em usar
apenas um toque desse amarelo nos detalhes. Nós exploramos a obsessão de
Hancock com águias e as incluímos em várias peças. Mas no início da história,
ele é só um cara com roupas desconexas e sem a menor noção nem de moda
nem da impressão que passa às pessoas, o que demonstra seu pouco interesse
em se adaptar à sociedade”.


Obviamente, Mingenbach confeccionou várias versões do super-uniforme de
Hancock para serem usadas na água, para as cenas presas a arreios de vôo e
arreios para movimentar seu corpo e também para os dublês de Smith nas
filmagens, que não tinham exatamente o mesmo tamanho dele.




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SOBRE O ELENCO


WILL SMITH (Hancock/Produtor) construiu uma carreira bem sucedida na
indústria do entretenimento com filmes de sucesso, seu próprio seriado
televisivo e álbuns premiados com discos de platina. Ele foi indicado pela
primeira vez ao Oscar® e ao Globo de Ouro® no papel do famoso boxeador
Muhammad Ali na cinebiografia aclamada Ali, de Michael Mann. Mais
recentemente, estrelou e produziu o drama verídico novamente aclamado pela
crítica, À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness). Seu desempenho
lhe deu uma segunda indicação ao Oscar®, e sua quarta ao Globo de Ouro® e
uma indicação ao Screen Atores Guild (SAG) Award de Melhor Ator.


Mais recentemente, estrelou o blockbuster, Eu Sou a Lenda (I am Legend),
dirigido por Francis Lawrence. Em breve, voltará a trabalhar com o diretor e os
produtores de À Procura da Felicidade em Seven Pounds, um drama emocional
sobre um homem que mudará as vidas de sete estranhos.


Em 2005, Smith estrelou e produziu a comédia romântica Hitch – Conselheiro
Amrososo (Hitch), dirigida por Andy Tennant. No ano anterior, estrelou e foi
produtor executivo do grande sucesso de ficção científica Eu, Robô (I, Robot),
uma adaptação de um livro de Isaac Asimov, dirigida por Alex Proyas. Nesse
mesmo ano, dublou o protagonista Oscar, do blockbuster de animação, O
Espanta Tubarões (Shark Tale), contracenando com Renee Zellweger, Angelina
Jolie e Robert De Niro.


Em julho de 2003, voltou a trabalhar com Martin Lawrence em Os Bad Boys 2
(Bad Boys II), a continuação do seu sucesso de 1995, Os Bad Boys (Bad Boys).
Antes disso, Smith havia estrelado dois grandes sucessos que chegaram ao
topo das bilheterias em verões consecutivos. Em 1996, derrotou os invasores
alienígenas no filme de ação e ficção científica de Roland Emmerich,
Independence Day. No ano seguinte, co-estrelou com Tommy Lee Jones na



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comédia de ficção científica de Barry Sonnenfeld, MIB – Homens de Preto (Men
in Black), que deu a Smith a canção tema vencedora do Grammy naquele ano.
Em 2002, Smith, Jones e Sonnenfeld reeditaram a sua parceria na continuação
MIB – Homens de Preto 2 (Men in Black II).


Smith já era um artista premiado com o Grammy quando fez sua bem sucedida
transição para a carreira de ator de televisão e cinema. Em seguida, atuou em
filmes como Where the Day Takes You e Feita Por Encomenda (Made in
America), e foi elogiado pela crítica estrelando o drama, Seis Graus de
Separação (Six Degrees of Separation), com Stockard Channing e Donald
Sutherland. Em 1995, foi eleito Astro do Futuro na ShoWest. Seus créditos
cinematográficos incluem ainda Inimigo do Estado (Enemy of the State),
contracenando com Hackman; As Loucas Aventuras de James West (Wild Wild
West), para o qual gravou a canção título de sucesso; e o papel-título no longa
de Robert Redford, Lendas da Vida (The Legend of Bagger Vance).


Smith começou sua carreira musical quando ainda cursava o segundo grau,
embarcando logo em seguida numa carreira de rapper com o amigo, Jeff
Townes. Conhecidos como DJ Jazzy Jeff and the Fresh Prince, gravaram vários
álbuns premiados com discos de platina, venceram inúmeros prêmios, incluindo
dois Grammys e três American Music Awards.


O sucesso musical de Smith levou-o a estrelar o sitcom de sucesso, The Fresh
Prince of Bel-Air, exibido por seis temporadas na NBC e que lhe valeu duas
indicações ao Globo de Ouro.


Continuando a gravar, Smith lançou seu primeiro álbum solo, Big Willie Style, em
1998, que lhe deu um Grammy e quatro American Music Awards. Em 1999, foi
honrado com o prêmio Image Awards, da NAACP, de Artista do Ano. Seu CD
seguinte, Willennium, incluiu o single de sucesso, "Will2K", e venceu dois discos
de platina.



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Como produtor, Smith é sócio de James Lassiter e Ken Stovitz na Overbrook
Entertainment, a produtora de filmes como Ali, Eu, Robô), Saving Face, Hitch -
Conselheiro Amoroso (Hitch), ATL, e À Procura da Felicidade (The Pursuit of
Happyness). Sob o selo da Overbrook, Smith também é, juntamente com sua
mulher, Jada Pinkett Smith, co-criador e produtor do popular seriado humorístico
All of Us, que encerrou recentemente sua quarta temporada anual. Além de
Seven Pounds, os próximos projetos de Smith como produtor ou produtor
executivo incluem Lakeview Terrace, estrelado por Samuel L. Jackson e Kerry
Washington; e The Human Contract, que marca a estréia diretorial de Jada
Pinkett Smith.




A atriz vencedora do Oscar® CHARLIZE THERON (Mary Embrey) tem sido
continuamente elogiada e admirada por seus desempenhos inspiradores e
fortes. Esta sul-africana cativou os espectadores no papel da serial killer Aileen
Wuornos, no filme independente, Monster – Desejo Assassino (Monster). Theron
venceu o Independent Spirit Award e o prêmio da National Broadcast Film Critics
Association, além do Globo de Ouro e os prêmios da Screen Actors Guild, da
San Francisco Film Critics Circle, da New York Film Critics Online e da
Southeastern Film Critics, o prêmio Atriz Revelação Award da National Board of
Review e o Oscar®.


Mantendo uma agenda lotada, Theron foi vista, em seguida, no drama, Terra
Fria (North Country), contracenando com Frances McDormand e Sissy Spacek,
dirigidas por Niki Caro. Baseado na história verídica de um grupo de mulheres
carvoeiras e do ambiente de trabalho hostil que elas enfrentavam diariamente, o
filme recebeu criticas excelentes. Seu desempenho incrível como Josey Aimes
lhe valeu novas indicações para o Globo de Ouro, SAG, Critics Choice e um
Oscar®.




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Theron também impressionou o público em A Vida e Morte de Peter Sellers (The
Life and Death of Peter Sellers), da HBO, contracenando com Geoffery Rush,
que lhe deu indicações a vários prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante, entre eles
o Globo de Ouro, o Screen Actors Guild Award e o Emmy.


Mais recentemente, interpretou a detetive Emily Sanders no filme No Vale das
Sombras (In the Valley of Elah), escrito e dirigido por Paul Haggis, bem como no
filme produzido por ela mesma, intitulado Sleepwalking, com Nick Stahl e Dennis
Hopper (que estreou no Festival de Cinema de Sundance daquele ano).


Em breve, ela será vista estrelando outro filme com produção executiva dela
mesma, The Burning Plane, a estréia diretorial do roteirista Guillermo Arriaga (21
Grams, Babel). Ela atuará no filme de Stuart Townsend, Battle in Seattle, e na
adaptação cinematográfica do thriller de Cormac McCarthy, The Road,
contracenando com Viggo Mortensen.


Os espectadores conheceram o charme sedutor de Charlize Theron pela
primeira vez em seu filme de estréia, Contrato de Risco (2 Days in the Valley),
da MGM, com James Spader, Eric Stoltz e Jeff Daniels. Também co-estrelou
com Al Pacino e Keanu Reeves em O Advogado do Diabo (The Devil’s
Advocate), com Tom Hanks em Wonders – O Sonho Não Acabou (That Thing
You Do) e Advogado por Engano (Trial and Error), de Jonathan Lynn. Além
disso, estrelou Celebridade (Celebrity) de Woody Allen, seguido de Poderoso
Joe (Mighty Joe Young), contracenando com Bill Paxton.


Em 1999, estrelou o concorrente ao Oscar, Regras da Vida (The Cider House
Rules) e o lançamento da New Line Cinema, Enigma do Espaço (The
Astronaut’s Wife), com Johnny Depp. Ao entrar em 2000, Theron vinha sendo
bastante requisitada e interpretando papéis consecutivos em filmes como:
Lendas da Vida (The Legend of Bagger Vance), dirigido por Robert Redford e
co-estrelado por Will Smith e Matt Damon; Homens de Honra (Men of Honor), da



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Fox 2000, com Robert DeNiro e Cuba Gooding, Jr.; Jogo Duro (Reindeer
Games), de John Frankenheimer, com Ben Affleck; e Caminho Sem Volta (The
Yards), da Miramax, co-estrelado por Mark Wahlberg, Joaquin Phoenix, James
Caan e Faye Dunaway.


Em 2001, iluminou as telas contracenando com Keanu Reeves no sentimental,
Doce Novembro (Sweet November ), da Warner Bros., bem como em O
Escorpião de Jade (Curse of the Jade Scorpion), dirigido por Woody Allen e co-
estrelado por Helen Hunt, Dan Aykroyd e David Ogden Stiers. No outono de
2002, co-estrelou com Patrick Swayze, Natasha Richardson e Billy Bob Thornton
em Seu Marido e Minha Mulher (Waking Up in Reno), após o qual co-estrelou
com Kevin Bacon, Courtney Love, Stuart Townsend, Pruitt Taylor Vince e Dakota
Fanning no longa Encurralada (Trapped), dirigido por Luis Mandoki.


Em 2005, Theron também participou do seriado de sucesso da HBO, Arrested
Development, no papel da namorada mentalmente retardada do seu co-astro de
Hancock, Jason Bateman.




JASON BATEMAN (Ray Embrey) fez uma das mais bem sucedidas transições
para o amadurecimento de um ator-mirim que se conhece. No momento,
Bateman estrela e interpreta papéis coadjuvante sem cinco longas metragens a
serem brevemente lançados incluindo projetos independentes e para grandes
estúdios. Desde que venceu o Globo de Ouro de 2004 de Melhor Ator de
Seriado Humorístico com Arrested Development, a ascensão da estrela de
Bateman foi cada vez mais rápida.


Além de ser aclamado pela crítica e descoberto pelo público como astro do
seriado humorístico da Fox premiado com o Emmy, Arrested Development,
também chamou a atenção da indústria do cinema. Desde o fim do seriado, em
2006, Bateman se tornou um ator disputado no mercado cinematográfico. Ele se



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sobressaiu em A Última Cartada (Smokin’ Aces), da Universal, dirigido por Joe
Carnahan. Co-estrelou em seguida com Jamie Foxx, Chris Cooper e Jennifer
Garner no drama de ação de Peter Berg, O Reino (The Kingdom). E concluiu
recentemente um papel coadjuvante em This Side of the Truth, contracenando
com Ricky Gervais.


Bateman acaba de fechar com a FOX Television um contrato prioritário de um
ano de produção e direção com sua produtora F+A Productions.


Em 2007, Bateman também estrelou a comédia fantástica para a família da
Fox/Mandate Pictures, A Loja Mágica de Brinquedos (Mr. Magorium’s Wonder
Emporium) para o diretor Zach Helm, roteirista de Mais Estranho Que a Ficção
(Stranger than Fiction). Também foi aclamado como coadjuvante no fenômeno
independente indicado ao Oscar®, Juno, dirigido por Jason Reitman.


Recentemente, concluiu as filmagens do thriller, State of Play, baseado na
popular minissérie da BBC, com Rachel McAdams, Russell Crowe, Ben Affleck,
Robin Wright Penn e Helen Mirren, dirigido por Kevin Macdonald, e com
lançamento previsto para o próximo ano.


Bateman também está produzindo e estrelado um filme da Universal baseado
em um argumento original seu, com roteiro e direção de Joe Carnahan.
Intitulado The Remarkable Fellows, o filme é uma comédia de ação sobre dois
membros da elite dos “especialistas em vingança” que são contratados pelos
poderosos e milionários de todo o mundo para executarem seus planos de
vingança contra aqueles que os prejudicaram. O longa começa a ser rodado no
próximo verão americano.


Bateman teve um papel coadjuvante em Separados Pelo Casamento (The
Break-Up). Antes disso, interpretou um comentarista esportivo falastrão na
comédia da Century Fox, Com a Bola Toda (Dodgeball: A True Underdog Story),



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estrelada por Vince Vaughn e Ben Stiller. Também co-estrelou o filme da Warner
Bros., Starsky & Hutch – Justiça em Dobro (Starsky & Hutch), contracenando
com Ben Stiller, Owen Wilson e Vince Vaughn. Em 2002, co-estrelou com
Cameron Diaz, Christina Applegate e Selma Blair na comédia romântica Tudo
Para Ficar Com Ele (The Sweetest Thing). No papel de Roger, ele teve seu
timing cômico bastante elogiado pela crítica.


Quanto aos seus créditos televisivos, após impressionar executivos televisivos
com seu desempenho como o charmoso, porém ardiloso Derek Taylor de Silver
Spoons, eles tiraram de lá a inspiração para a série It’s Your Move, baseada na
popularidade de Bateman. Em seguida, co-estrelou com Valerie Harper no
seriado cômico, Valerie/Valerie’s Family/The Hogan Family, de 1986-1991. Os
seus créditos televisivos adicionais incluem o telefilme, Can You Feel Me
Dancing, co-estrelado por ele com sua irmã, Justine, bem como Simon, Chicago
Sons, George and Leo, Love Stinks e Some of My Best Friends.


Em 1987, Bateman fez sua estréia cinematográfica em Teen Wolf Too,
produzido pelo pai dele, Kent Bateman. Também estrelou o filme independente
de 2001, Sol Goode E o Amor (Sol Goode), com Balthazar Getty e Jamie
Kennedy.


Atualmente, Bateman reside em Los Angeles com sua mulher, Amanda Anka, e
a filha do casal, Francesca.




O britânico EDDIE MARSAN (Red) é um camaleão nas telas. Um versátil ator de
caracterização, Marsan despertou a atenção do público internacional no papel
de Killoran no filme de Martin Scorsese, Gangues de Nova York (Gangs of New
York) e como o reverendo John, no elogiadíssimo pela crítica 21 Gramas (21
Grams), dirigido por Alejandro González Iñárritu.




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Co-estrelou, em seguida, o filme de Mike Leigh, Vera Drake, que lhe deu o
British Independent Film Award de Melhor Ator Coajudante, tendo sido indicado
também ao prêmio London Critics Circle Film Award, e O Lavador de Almas
(Pierrepoint, The Last Hangman), de Adrian Shergold, outra indicação ao prêmio
da Associação de Críticos Cinematográficos de Londres. Entre seus créditos
cinematográficos, destacam-se o filme premiado de Isabel Coixet, A Vida
Secreta das Palavras (The Secret Life of Words), o thriller escrito por
Wachowski, V de Vingança (V for Vendetta) e O Novo Mundo (The New World),
de Terrence Malick. Seus filmes mais recentes incluem O Ilusionista (The
Illusionist), Miami Vice e Missão Impossível 3 (Mission: Impossible III), bem
como as comédias britânicas, Grow Your Own, I Want Candy e Sixty Six.


Marsan será visto em seguida em Happy-Go-Lucky, dirigido por Mike Leigh e co-
estrelado por Sally Hawkins, que fez sua estréia no Festival de Cinema de
Berlim e será lançado em todo o mundo na primavera de 2008. Ele acaba de
concluir a produção da comédia de humor negro The Restraint of Beasts, co-
estrelada por Rhys Ifans, e de Faintheart, co-estrelado por Ewen Bremner, com
première marcada para o Festival de Cinema de Cannes.


Começou sua carreira nos seriados da televisão britânica, fazendo participações
especiais em programas populares como Casualty, Game On, The Bill,
Kavanagh QC, e como integrante do elenco regular de series como o
humorístico, Get Well Soon. No final da década 90, expandiu seu trabalho
atuando também em telefilmes, incluindo Crime e Castigo, de Dostoevsky, para
NBC, You are Here e Plastic Man, no Reino Unido, bem como os filmes
independents, B. Monkey e This Year’s Love. Mais recentemente, fez
participações especiais em seriados britânicos como Friends and Crocodiles,
Coming Up, Silent Witness, Grass e Judge John Deed.




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Nascido e criado em Bethnal Green, Londres, Marsan foi aprendiz de pintor
antes se formar pela Mountview Academy of Theatre Arts e se tornar ator.
Atualmente, ele mora na Inglaterra.




SOBRE OS CINEASTAS


PETER BERG (Diretor) é um talento prolífico que gosta de desafios e materiais
emocionantes, seja como roteirista, diretor, produtor ou ator. Fez sua estréia
diretorial no formato longa-metragem no cult, Uma Loucura de Casamento (Very
Bad Things), estrelado por Cameron Diaz, Jon Favreau e Christian Slater. Dirigiu
a seguir o sucesso de ação, Bem-vindo à Selva (The Rundown), estrelado por
The Rock, Seann William Scott, Rosario Dawson e Christopher Walken, e o
sucesso de critica, Tudo Pela Vitória (Friday Night Lights), estrelado por Billy
Bob Thornton e baseado no romance bestseller de H.G. Bissinger sobre o
futebol no Texas. Este último foi selecionado pelo American Film Institute como
um dos 10 melhores filmes daquele ano e foi nomeado um dos 10 melhores
filmes de 2004 por David Ansen da Newsweek.


Seus créditos cinematográficos mais recentes incluem O Reino (The Kingdom),
um thriller político produzido por Michael Mann e passado na Arábia Saudita,
estrelado pelos vencedores do Oscar®, Jamie Foxx e Chris Cooper, e ainda com
Jennifer Garner. O filme foi lançado em setembro de 2007.


A Film 44, a produtora e empresa de desenvolvimento de Berg e de sua sócia, a
produtora Sarah Aubrey, baseada na Universal, desenvolveu e produziu O Reino
(The Kingdom), e está desenvolvendo vários longas-metragens adicionais para a
Universal e outros estúdios. A Film 44 também mantém várias produções de
televisão. A primeiro é o drama da NBC-TV elogiado pela crítica com uma hora
de duração, Tudo Pela Vitória (Friday Night Lights), baseado no filme e no livro



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homônimos. No ano passado, Berg foi indicado a um Emmy de Melhor Direção
com o piloto da série. A Film 44 também está desenvolvendo para a NBC,
Deadline, um thriller dramático com uma hora de duração em que o tempo anda
para trás. A companhia possui vários títulos adicionais atualmente em
desenvolvimento.


Na televisão, Berg criou, escreveu, produziu e dirigiu anteriormente o seriado
dramático da ABC, Wonderland. Também escreveu e dirigiu episódios do
seriado de David Kelley aclamado pela crítica, Chicago Hope, também estrelado
por ele por três temporadas. Ele marcou para sempre no papel do cirurgião
arrogante jogador de hóquei, o dr. Billy Kronk do drama médico. Mais
recentemente, teve um papel recorrente no seriado de ação da ABC, Alias.


Como ator, ganhou uma repercussão considerável ao co-estrelar com Linda
Fiorentino o neo-noir de John Dahl, O Poder da Sedução (The Last Seduction).
Ele foi elogiado no papel de um simplório local que cai na sedução duvidosa da
femme fatale Fiorentino. Ele também foi visto em Colateral (Collateral) de
Michael Mann, com Tom Cruise e Jamie Foxx. Mais recentemente, foi visto no
filme de Joe Carnahan, A Última Cartada (Smokin’ Aces), da Universal. Seus
outros créditos cinematográficos de destaque incluem James o drama
independente de Mangold, Cop Land, com Sylvester Stallone, Robert De Niro e
Harvey Keitel; O Trambique do Século (The Great White Hype), contracenando
com Samuel L. Jackson; Girl 6, de Spike Lee; Shocker – 100.000 Volts de Terror
(Shocker), de Wes Craven; Late For Dinner, com Marcia Gay Harden; Noites
Calmas (A Midnight Clear), de Keith Gordon; e Fogo no Céu (Fire in the Sky).


Seu interesse na carreira artística vem da infância, quando assistia a peças da
Broadway duas vezes por mês com os pais. Estudou teatro na Macalester
College de Minneapolis, onde atuou em várias produções teatrais, incluindo
Flibberty Gibbet e Tartufo (Tartuffe).




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VY VINCENT NGO (Roteirista) nasceu no Vietnã e se mudou para os EUA aos
sete anos. Possui bacharelado em Filosofia pela UCI e mestrado em Roteiro
Cinematográfico pela UCLA.




VINCE GILLIGAN (Roteirista) cresceu na Virginia, nasceu em Richmond e foi
criado na cidadezinha de Farmville. Cursou a NYU, formando-se em produção
de cinema. Em 1989, no recém-inaugurado Festival de Cinema da Virginia, ele
venceu um prêmio de roteiro que chamou a atenção do produtor Mark Johnson
(Rain Man, As Crônicas de Nárnia/Chronicles of Narnia). Para Johnson, Gilligan
escreveu O Fogo da Paixão (Wilder Napalm), estrelado por Debra Winger e
Dennis Quaid; e Nosso Louco Amor (Home Fries), estrelado por Drew
Barrymore e Luke Wilson. Ambos disponíveis nos saldões de lojas populares.


Em 1995, Gilligan fez a transição para a televisão como redator do seriado de
enorme sucesso, Arquivo X (The X-Files). Ele escreveu para o seriado por sete
temporadas, chegando a se tornar um dos produtores executivos da produção e
vencendo dois Globos de Ouro®. Ele também ajudou a criar o seriado inspirado
nele, The Lone Gunmen. Para seu colega, o produtor Frank Spotnitz, de Arquivo
X, ele escreveu um episódio do seriado de curta duração da CBS, Robbery
Homicide Division, que chamou a atenção do produtor de Hancock, Michael
Mann.


Dividindo seu tempo entre as telonas e as telinhas, Gilligan está escrevendo no
momento o seriado televisivo da Sony/AMC, Breaking Bad. O seriado aclamado
pela crítica é estrelado por Bryan Cranston (Malcolm in the Middle) no papel de
farmacêutico que, ao ser diagnóstico com um câncer terminal, escolhe produzir
a anfetamina crystal meth como forma de sustentar a sua família.




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Para a Sony Pictures e o produtor Mark Johnson, também está trabalhando em
2FACE, uma comédia sobre o racismo.




AKIVA GOLDSMAN (Produtor) venceu um Oscar®, um Globo de Ouro® e um
Writers Guild Award em 2001 com seu roteiro para Uma Mente Brilhante (A
Beautiful Mind). Retratando o matemático vencedor do Prêmio Nobel, John
Nash, que sofria de esquizofrenia paranóica, o filme foi dirigido por Ron Howard,
produzido por Brian Grazer, estrelado por Russell Crowe, e venceu quatro
Oscars®, incluindo o de Melhor Filme.


Também foi indicado ao BAFTA e ao WGA com seu roteiro A Luta Pela
Esperança (Cinderella Man), que o levou a voltar a trabalhar com Howard,
Grazer e Crowe.


Mais recentemente, escreveu e produziu o mega sucesso, Eu Sou a Lenda (I
Am Legend), estrelado por Will Smith cuja arrecadação ultrapassou os US$
250.000.000 dólares nos EUA e mais de US$ 580 milhões em todo o mundo.


Em 2006, sua adaptação do bestseller de Dan Brown, O Código Da Vinci (The
Da Vinci Code), dirigido por Howard, produzido por Grazer, e estrelado por Tom
Hanks, se tornou um fenômeno internacional, arrecadando mais de US$
750.000.000 dólares no mundo todo. Goldsman também assina a adaptação do
livro de Brown, Anjos e Demônios, Angels & Demons, que Howard, Grazer e
Hanks filmam no momento para lançamento nos EUA no dia 15 de maio de
2009.


Além de Hancock e Eu Sou a Lenda (I Am Legend), Goldsman também
trabalhou com Will Smith como co-roteirista de Eu, Robô (I, Robot), baseado no
livro de Isaac Asimov. O filme foi dirigido por Alex Proyas.




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Seus créditos como roteirista incluem O Cliente (The Client), estrelado por
Susan Sarandon e Tommy Lee Jones, Batman Eternamente (Batman Forever),
estrelado por Val Kilmer, Jim Carrey, e Tommy Lee Jones, Tempo de Matar (A
Time to Kill), estrelado por Matthew McConaughey e Sandra Bullock, Perdidos
no Espaço (Lost in Space), estrelado por William Hurt e Mimi Rogers, e Da
Magia À Sedução (Practical Magic), estrelado por Sandra Bullock.


Goldsman fundou a produtora Weed Road Pictures. Antes de Hancock e Eu
Sou a Lenda, produziu o enorme sucesso de ação, Sr. e Sra. Smith (Mr. & Mrs.
Smith), estrelado por Angelina Jolie e Brad Pitt e dirigido por Doug Liman. Um
dos maiores sucessos do verão de 2005, o filme faturou mais de US$ 450
milhões de dólares no mundo todo. Através da Weed Road Pictures, Goldsman
também produziu os sucessos do cinema, Do Fundo do Mar (Deep Blue Sea),
Starsky & Hutch - Justiça em Dobro (Starsky & Hutch) e Constantine.


Goldsman cresceu em Brooklyn Heights, filho de dois psicoteraputas, que
administravam um lar para crianças problemas emocionais. Suas experiências o
inspiraram a se tornar escritor e originaram sua adaptação de Uma Mente
Brilhante (A Beautiful Mind), devido à sua ligação profunda com o material.


É formado pela Universidade Wesleyan e pós-graduado pelo programa de
escritores da New York University. Ele divide seu tempo entre Los Angeles e
Nova York com a mulher, Rebecca, e seus cachorros, Fizz, Mouse e Echo.




MICHAEL MANN (Produtor) venceu diversos prêmios com seu trabalho como
diretor, roteirista e produtor, incluindo quatro indicações ao Oscar ® por O
Informante (The Insider) e como produtor de O Aviador (The Aviator). Natural de
Chicago, é reconhecido por seus filmes dramáticos, revolucionários e
visualmente deslumbrantes como Ruas de Violência (Thief), Dragão Vermelho




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(Manhunter), O Último dos Moicanos (The Last of the Mohicans), Fogo Contra
Fogo (Heat), O Informante (The Insider), Ali e Colateral (Collateral).


Em meados da década de 70, Mann começou sua carreira como redator de
televisão, escrevendo para Police Story, os primeiros episódios de Starsky &
Hutch e o seriado Vega$, criado por ele. Em 1979, dirigiu e co-escreveu seu
primeiro telefilme dramático, The Jericho Mile, estrelado por Peter Strauss e
premiado com quatro Emmys e um prêmio Diretors Guild Award de Melhor
Direção.


Em 1981, estreou no cinema em Ruas de Violência (Thief), um thriller estrelado
por James Caan, Tuesday Weld, Willie Nelson e Jim Belushi, indicado à Palma
de Ouro em Cannes. Em 1983, produziu A Fortaleza Infernal (The Keep),
estrelado por Gabriel Byrne, Scott Glenn e Ian McKellen. Em 1986, dirigiu
Dragão Vermelho (Manhunter), a partir do primeiro livro de Hannibal Lecter de
Thomas Harris, Red Dragon, com William Petersen, Joan Allen e Brian Cox,
como Lecter.


Nos anos 80, continuou a trabalhar na televisão com as séries revolucionárias,
Miami Vice, e o aclamado drama passado em Chicago e Las Vegas, Crime
Story, estrelado por Dennis Farina. Além disso, produziu a minissérie vencedora
do Emmy de 1990, Drug Wars: The Camarena Story, e sua continuação de 1992
também indicada ao Emmy, Drug Wars: The Cocaine Cartel.


Em 1992, dirigiu, co-escreveu e produziu, O Último dos Moicanos (The Last of
the Mohicans), estrelado por Daniel Day-Lewis e Madeleine Stowe. Em seguida,
dirigiu o filme de 1995, Fogo Contra Fogo (Heat), a partir de um roteiro escrito
por ele. O filme retratava a relação tensa entre um investigador obsessivo (Al
Pacino) e um ladrão profissional (Robert DeNiro) e era estrelado ainda por Jon
Voight, Val Kilmer, Tom Sizemore, Ashley Judd e Amy Brenneman, estas duas
últimas atrizes fazendo sua estréia em um papel de destaque no cinema.



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Em 1999, Mann foi indicado a Oscars ® como co-roteirista, diretor e produtor de O
Informante (The Insider), estrelado por Russell Crowe e Al Pacino. Baseado no
artigo de Marie Brenner da Vanity Fair, o filme conta a história verídica de Jeffrey
Wigand, um executivo da indústria do tabaco que entregou segredos da indústria
e os conflitos do produtor de 60 Minutos (60 Minutes), Lowell Bergman, com a
CBS.


Em 2001, Mann levou aos espectadores os sentimentos e lutas de Muhammad
Ali em Ali, estrelado por Will Smith e Jon Voight, ambos indicados ao Oscar ®
com seus desempenhos. Além disso, em 2002, produziu Robbery Homicide
Division para a CBS, estrelado por Tom Sizemore.


Em 2004, Mann dirigiu Colateral (Collateral), estrelado por Tom Cruise e o
vencedor do Oscar®, Jamie Foxx. Este título deu a Mann vários prêmios e
indicações, incluindo o prêmio David Lean de Direção nos BAFTAs de 2004.


Também em 2004, Mann produziu a cinebiografia de Howard Hughes, O Aviador
(The Aviator), dirigida por Martin Scorsese e estrelada por Leonardo DiCaprio e
Cate Blanchett. O filme liderou o ranking de candidatos com mais indicações ao
Oscar em 2004®, em 11 categorias, incluindo a de Melhor Filme. Blanchett
venceu um Oscar ® de Melhor Atriz Coadjuvante no papel de Katharine Hepburn.


Mais recentemente, Mann escreveu, produziu e dirigiu a versão cinematográfica
de Miami Vice, estrelada por Colin Farrell, Jamie Foxx, pela atriz chinesa Gong
Li e Naomie Harris.


Atualmente, está em produção dirigindo, produzindo e co-dirigindo Public
Enemies, da Universal Pictures, sobre os gângsteres da Era da Depressão e a
formação do FBI, estrelado por Johnny Depp, Christian Bale, Marion Cotillard,
Billy Crudup, Channing Tatum, Giovanni Ribisi e Stephen Graham.



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JAMES LASSITER (Produtor) é sócio do mega-astro Will Smith na Overbrook
Entertainment, uma produtora de cinema e televisão, desde que a sua fundação
em 1998. Ele está acostumado a produzir grandes sucessos de bilheteria como
o blockbuster de 2007, Eu Sou a Lenda (I Am Legend), que arrecadou mais de
US$ 580 milhões de dólares no mundo inteiro, e o sucesso de 2006, À Procura
da Felicidade (The Pursuit of Happyness), que conquistou o público de todo o
mundo, dando a Smith uma indicação ao Oscar® com seu desempenho e
faturando mais de US$ 300 milhões das bilheterias. Em 2005, Lassiter produziu
a comédia romântica, Hitch - Conselheiro Amoroso (Hitch), também um sucesso
mundial, arrecadando mais de US$ 360 milhões de dólares, bem como o filme
premiado, Livrando a Cara (Saving Face), estrelado por Joan Chen. Além disso,
foi produtor executivo do thriller ficção científica Eu, Robô (I, Robot), e também
foi produtor do sucesso de crítica, Ali, que deu a Smith sua primeira indicação ao
Oscar®, e ATL, estrelado pelo artista consagrado com um disco de platina T.I.


Na televisão, foi mais recentemente produtor executivo de All of Us, do canal
CW.


Lassiter foi ainda o produtor executivo das trilhas de As Loucas Aventuras de
James West (Wild, Wild West) e MIB - Homens de Preto (Men in Black), ambas
vencedoras do American Music Award de Melhor Trilha, bem como de Outer
Critic‟s Circle Award de 2001 com Jitney, uma peça off-Broadway escrita por
August Wilson. Recentemente, Lassiter estampou a capa da edição Top 50
Hollywood Power Brokers da revista Black Enterprise, ao lado do seu sócio, Will
Smith.


Além de Hancock, seus projetos atuais incluem Lakeview Terrace, da Screen
Gems, estrelado por Samuel L. Jackson e Kerry Washington. E entre seus
próximos projetos, destacam-se Seven Pounds, da Sony, que reune Smith com



                                                                                 36
o cineasta Gabriele Muccino, diretor de À Procura da Felicidade (The Pursuit of
Happyness), e toda a equipe de produção daquele filme; The Secret Life of
Bees, da Fox Searchlight, estrelado por Dakota Fanning e Jennifer Hudson; e
The Human Contract, um drama escrito e dirigido por Jada Pinkett Smith.




IAN BRYCE (Produtor Executivo) produziu recentemente o blockbuster da
DreamWorks, Transformers, dirigido por Michael Bay. O filme, estrelado por Shia
LaBeouf e Megan Fox e apresentando as imagens digitais mais revolucionárias
da ILM, faturou mais de US$ 634 milhões no muno todo. Atualmente, ele
trabalha no próximo filme da série, cujo início das filmagens está marcado para
este verão norte-americano.


Anteriormente, Bryce trabalhou com Bay em A Ilha (The Island), estrelado por
Ewan McGregor e Scarlett Johansson, que faturou mais de US$ 160 milhões de
dólares nas bilheterias. Antes disso, produziu o drama de Lágrimas do Sol
(Tears of the Sun), dirigido por Antoine Fuqua e estrelado por Bruce Willis bem
como o mega-blockbuster de ação e aventura de Sam Raimi, Homem-Aranha
(Spider-Man), estrelado por Tobey Maguire, a maior bilheteria de 2002 nos EUA.


Como produtor do aclamadíssimo drama da Segunda Guerra Mundial de Steven
Spielberg, O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan), Bryce venceu um
Globo de Ouro e foi indicado ao Oscar® com seu trabalho. O filme foi prestigiado
com prêmios de Melhor Filme de várias associações de críticos de cinema,
incluindo as de Nova York, Los Angeles e a Broadcast Film Critics Association.
Ele também compartilhou um Produces Guild of America Award com o filme.
Bryce produziu em seguida o saudosista drama-cômico de Cameron Crowe,
Quase Famosos (Almost Famous), vencedor do Globo de Ouro® de Melhor
Filme, Musical ou Comédia, e indicado ao prêmio BAFTA de Melhor Filme.




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Seus créditos adicionais como produtor incluem ainda Forças do Destino
(Forces of Nature), estrelado por Ben Affleck e Sandra Bullock; o thriller de ação,
Hard Rain, com Morgan Freeman e Christian Slater; a versão cinematográfica de
Penelope Spheeris do seriado clássico da TV, A Família Buscapé (The Beverly
Hillbillies); os blockbusters de Jan de Bont, Twister, e o filme que marcou a
estréia diretorial dele, Velocidade Máxima (Speed).


Natural da Inglaterra, começou sua carreira como assistente de produção do
filme da trilogia de Guerra nas Estrelas, Star Wars, Return of the Jedi, e passou
a segundo assistente de diretor do sucesso de Steven Spielberg, Indiana Jones
e o Templo da Perdição (Indiana Jones and the Temple of Doom), e foi
posteriormente gerente de produção de Indiana Jones e a Última Cruzada..
Além disso, Bryce foi gerente de produção de Sol Nascente (Rising Sun), de
Philip Kaufman.


Também foi produtor associado e gerente de produção do sucesso de Tim
Burton, Batman – O Retorno (Batman Returns), e gerente de produção de filmes
como Tucker, Um Homem e o Seu Sonho (Tucker: The Man and His Dream), de
Francis Ford Coppola, Willow, de Ron Howard, e Rocketeer (The Rocketeer), de
Joe Johnston.




JONATHAN MOSTOW (Produtor Executivo) está dirigindo atualmente o thriller
de ficção científica, Surrogates, estrelado por Bruce Willis para a Disney. O filme
inspirado na popular graphic novel tem lançamento para o feriadão do Dia de
Ação de Graças de 2009.


Mostow dirigiu O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas
(Terminator 3: Rise of the Machines), que faturou mais de US$ 450 milhões em
todo o mundo. Anteriormente, dirigiu e escreveu o thriller de ação thriller U-571 –
A Batalha do Atlântico (U-571), estrelado por Matthew McConaughey. O drama



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do submarino da Segunda Guerra Mundial esteou em primeiro lugar, foi indicado
a três Oscars® e levou a estatueta de Melhor Montagem. Atualmente, está
desenvolvendo uma adaptação cinematográfica em longa-metragem do seu HQ
de ficção científica, The Megas (co-escrito por John Harrison), editado pela
Virgin Comics.


Mostow fez sua estréia cinematográfica como roteirista e diretor do consagrado
thriller de 1997, Breakdown – Implacável Perseguição (Breakdown), estrelado
por Kurt Russell. Naquele mesmo ano, foi produtor executivo de The Game,
estrelado por Michael Douglas e Sean Penn. Ambos os filmes estrearam em
primeiro lugar nas bilheterias norte-americanas.


Em 1998, dirigiu Tom Hanks em La Voyage Dans La Lune, o episódio final da
minissérie da HBO premiada com o Emmy, Da Terra à Lua (From the Earth to
the Moon).


Mostow começou sua carreira no cinema como aluno da Universidade Harvard,
onde dirigiu vários curtas e documentários premiados. Sua estréia diretorial no
formato de longa-metragem em 1991, o thriller televisivo da Showtime, Flight of
the Black Angel, lhe valeu uma indicação ao CableACE de Melhor Filme ou
Especial Internacional.



RICHARD SAPERSTEIN (Produtor Executivo) dirigiu ou co-dirigiu a produção
de três das produtoras de cinemas independentes mais bem sucedidas dos
últimos 15 anos. Mais recentemente, foi presidente de produção da Dimension
Films, da The Weinstein Company, lançando filmes de sucesso como 1408,
estrelado por John Cusack, e Halloween (Rob Zombie's Halloween), estrelado
por Malcolm McDowell e Brad Dourif. Saperstein comprou e produziu os filmes
seguintes da Dimension, incluindo Youth in Revolt, estrelado por Michael Cera, o
remake de Scanners, as bem como o remake em 3D de Piranha.



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Antes da Dimension, Saperstein foi presidente de produção do estúdio
independente, Artisan Pictures. Anteriormente, foi vice-presidente executivo
sênior de produção mundial da New Line Cinema, tendo sido fundamental para
transformá-la num mini “grande estúdio”. Além das responsabilidades de gestão
da divisão de produção, Saperstein foi executivo produtor de vários filmes da
New Line, incluindo Seven, John Q e Frequency.


Saperstein iniciou sua carreira como agente literário de cinema da ICM. Ele se
formou pela Wesleyan University, em 1985.




TOBIAS SCHLIESSLER (Diretor de Fotografia) anteriormente colaborou com o
diretor Peter Berg no drama estudantil esportivo, Pela Vitória (Friday Night
Lights) e no drama de ação, Bem-vindo à Selva (The Rundown).


Seus créditos cinematográficos também incluem Dreamgirls – Em Busca de um
Sonho (Dreamgirls), dirigido por Bill Condon, e A Isca (Bait), dirigido por Antoine
Fuqua.


Também foi diretor de fotografia de vários telefilmes, incluindo The Long Way
Home, Outrage, The Escape, The Limbic Region e Mandela and de Klerk.


Natural da Alemanha, estudou cinematografia na Simon Fraser University de
British Columbia, Canadá. Começou sua carreira filmando documentários e
passou, em seguida, a filmar longas independentes, telefilmes, videoclipes e
comerciais. Schliessler foi honrado em anos consecutivos pela Association of
independent Commercial Produtors(AICP) por sua fotografia em dois comerciais
de televisão aclamados, o spot “Wake up”, de 2000, para a Audi, e no ano
seguinte, o spot “Doctor” do Lincoln Financial. Ambos agora integram os acervos
permanentes do Departamento de Cinema e Vídeo do The Museum of Modern



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Art de Nova York. Seu trabalho em comerciais também inclui campanhas de
produtos de clientes como Lexus,Ford,AOL, e AT&T.


Atualmente, está produzindo The Taking of Pelham One Two Three, dirigido por
Tony Scott.




NEIL SPISAK (Desenhista de Produção) assinou o desenho de produção das
aventuras blockbusters, Homem-Aranha (Spider-Man™), Homem-Aranha 2
(Spider-Man™ 2) e Homem-Aranha 3 (Spider-Man 3), que faturaram US$ 2.5
bilhões em todo o mundo até o momento. Foi desenhista de produção do thriller
sobrenatural de Raimi, O Dom da Premonição (The Gift), estrelado por Cate
Blanchett, Hilary Swank, Keanu Reeves, Greg Kinnear e Giovanni Ribisi e Por
Amor (For Love of the Game), estrelado por Kevin Costner e Kelly Preston.
Spisak também foi desenhista de produção de A Feiticeira (Bewitched) de Nora
Ephron, estrelado por Nicole Kidman e Will Ferrell.


Spisak também assinou a produção do longa de John Woo, A Outra Face
(Face/Off), estrelado por Nicolas Cage e John Travolta; bem como Fogo Contra
Fogo (Heat), dirigido por Michael Mann e estrelado por Al Pacino, Robert De
Niro e Val Kilmer. Seus créditos cinematográficos adicionais incluem Assédio
Sexual (Disclosure), Minha Vida (My Life), Benny & Joon, Morando com o Perigo
(Pacific Heights) e O Regresso para Bountiful (The Trip to Bountiful).


Formado pela prestigiada Universidade Carnegie-Mellon, Spisak começou sua
carreira no departamento de figurinos. Foi figurinista do drama policial de Sidney
Lumet, Q & A, estrelado por Nick Nolte, bem como do thriller do roteirista John
Patrick Shanley, January Man, estrelado por Kevin Kline e Susan Sarandon.
Spisak foi indicado a um Emmy por seu trabalho como figurinista do drama da
American Playhouse, Roanoak.




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PAUL RUBELL, A.C.E. (Montador) trabalhou pela última vez com o diretor
Michael Bay e o produtor Steven Spielberg nas aventuras de ação e ficção
científica, Transformers e The Island.


Foi indicado ao Oscar® tanto com seu trabalho no thriller dramático de Michael
Mann, Colateral (Collateral), bem como no drama verídico de Mann, O
Informante (The Insider). Também foi indicado por seus colegas montadores ao
prêmio Eddie da American Cinema Editors Guild por seu trabalho em ambos os
filmes, além de ter recebido uma indicação ao BAFTA com Colateral. Mais
recentemente, foi montador da versão cinematográfica de Mann, da Miami Vice.


Entre seus demais créditos cinematográficos, destacam-se a versão live-action
de Peter Pan, de 2003, A Liga Extraordinária (The League of Extraordinary
Gentlemen), S1m0ne, XXX, A Cela (The Cell), Blade, The Stone Boy e A Ilha do
Dr. Moreau (The Island of Dr. Moreau).


Na televisão, montou vários projetos aclamados em longa-metragem. Foi
indicado ao Emmy e venceu um Eddie Award com seu trabalho na minissérie
Andersonville; foi indicado tanto ao Emmy quanto ao Eddie com o telefilme da
ABC, My Name is Bill W, e voltou a ser indicado ao Eddie com The Burning
Season, da HBO. Seus outros créditos como montador de telefilmes incluem
David, The Jacksons: An American Dream, Stay the Night, Finding the Way
Home, Desafior, Home Fires Burning, Echoes in the Darkness e Dress Gray.


Atualmente, está trabalhando no drama criminal de Michael Mann, Public
Enemies.




COLBY PARKER, JR. (Montador) é um colaborador de longa data do cineasta
Peter Berg, e Hancock é seu sexto projeto juntos. Após trabalhar com Berg no



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seu seriado original da ABC Television, Wonderland, foi montador adicional do
sucesso de ação Bem-vindo à Selva (The Rundown), e co-montador de Tudo
Pela Vitória (Friday Night Lights) e O Reino (The Kingdom). Os dois trabalharam
juntos pela primeira vez em um videoclipe produzido para a estréia diretorial de
Berg nos cinemas, comédia de humor negro, Uma Loucura de Casamento (Very
Bad Things).


Parker cresceu no Brooklyn e estudou cinema na SUNY em New Paltz.
Começou sua carreira profissional montando segmentos esportivos da WPIX-TV
de Nova York, antes aventurar-se no mercado sozinho. Abriu sua própria
produtora videoclipes e comerciais, onde montou mais de 100 vídeos para
artistas Missy Elliot, Green Day, P. Diddy e Alien Ant Farm.


Além de seu trabalho no cinema, Parker também é editor residente da
Whitehouse Editorial, uma das maiores produtoras de vídeos comerciais da
indústria.




Vencedor de dois Oscars®, JOHN DYKSTRA (Efeitos Visuais) chegou à
indústria do entretenimento egresso das áreas do desenho industrial e da
fotografia. Aos 22 anos, integrou a equipe liderada por Doug Trumbull em filmes
como O Enigma de Andrômeda (The Andromeda Strain) e Corrida Silenciosa
(Silent Running), desenhando e construindo maquetes e fazendo filmagem de
efeitos.


Dykstra também trabalhou na construção de maquetes e na criação de efeitos
fotográficos, bem como na criação, construção e operação de sistemas de
câmeras controlados por computadores para a National Science Foundation da
Universidade da Califórnia, em Berkeley. Esta câmera sofisticada mais tarde
seria reconhecida como a base da criação da tecnologia de motion-control. Ele
voltou a trabalhar para Doug Trumbull nas fases de desenvolvimento de



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simuladores de atrações de parques de diversão e outros projetos de
entretenimento baseados em imagens.


Trabalhou em seguida com Gary Kurtz e George Lucas, com quem havia criado
a Industrial Light e Magic, reunindo o grupo de artistas que projetaria e
construiria as miniaturas e sistemas de câmera usados para criar os efeitos
visuais premiados com o Oscar® de Guerra nas Estrelas (Star Wars). Dykstra
também recebeu um prêmio técnico da Academia pela própria produtora
Industrial Light and Magic.


Após a revolucionária produção de Star Wars, Glen Larson contratou Dykstra
como produtor e supervisor de efeitos visuais do popular programa de televisão,
Battlestar Galactica. Reunindo seus maiores colaboradores, ele fundou a
companhia de efeitos especiais, Apogee. Usando os primeiros computadores
pessoais da Apple como base de seus sistemas de captura de movimento, a
Apogee venceu um Emmy por seu trabalho no seriado.


Dykstra, Trumbull e o resto da equipe de efeitos foram indicados para um
Oscar® por seu trabalho em Jornada nas Estrelas – O Filme (Star Trek: The
Motion Picture). Através das Apogee, Dykstra contribuiu para os efeitos visuais
de inúmeros outros filmes e dirigiu comerciais, atrações de parques temáticos e
videogames. Sob sua supervisão, a Apogee desenvolveu tecnologias de motion-
control e de chromakey.


Dykstra foi ainda supervisor de efeitos visuais de uma série de filmes Batman,
incluindo Batman, Batman Eternamente (Batman Forever) e Batman & Robin, e
supervisor de efeitos visuais e diretor de 2ª unidade de O Pequeno Stuart Little
(Stuart Little), subsequentemente indicado ao Oscar® de efeitos visuais. Em
2000, Dykstra associou-se ao diretor Sam Raimi para criar os efeitos visuais de
Homem-Aranha (Spider-Man), recebendo outra indicação ao Oscar® de




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Melhores Efeitos Visuais, prêmio que ele venceu quatro anos depois com seu
trabalho na continuação, Homem-Aranha 2 (Spider-Man 2).


Walden Media contratou Dykstra para dirigir um longa-metragem baseado na
história verídica de uma tartaruga macho que, a contragosto, se torna a mãe de
um filhote de hipopótamo que fica órfão durante um maremoto.


Os ecléticos créditos cinematográficos e televisivos de LOUISE MINGENBACH
(Figurinista) incluem Antes Só do Que Mal Casado (The Heartbreak Kid), Escola
de Idiotas (School for Scoundrels), Superman – O Retorno (Superman Returns),
Espanglês (Spanglish) e Starsky & Hutch – Justiça em Dobro (Starsky & Hutch).
Ela também voltou a trabalhar com o diretor de Superman - O Retorno, Bryan
Singer, em X-Men, X-Men 2, O Aprendiz (Apt Pupil) e Os Suspeitos (The Usual
Suspects).


Seus demais créditos cinematográficos incluem K-PAX – O Caminho da Luz (K-
PAX), Bem-Vindo à Selva (The Rundown), Intrigas (Gossip), Uma Vida
Alucinante (Permanent Midnight), Na Mira Certa (Nightwatch) e The Spitfire Grill
– O Recomeço (The Spitfire Grill).


Seus créditos televisivos incluem o seriado The Naked Truth e vários telefilmes
da semana.




A lista de créditos cinematográficos do compositor britânico JOHN POWELL
(Compositor) é um exemplo da sua sensibilidade que transcende gêneros.
Desde que se mudou para os EUA, há menos de 10 anos, ele demonstrou s eu
talento único assinando as trilhas de mais de 38 longas-metragens. Seu talento
versátil pode ser ouvido em filmes de animação, comédias, filmes de ação e
dramas.




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Sua capacidade para compor numa grande variedade de gêneros pode ter
surgido dos muitos estilos a que foi apresentado no início dos seus estudos
musicais. Ao chegar ao final da adolescência, ele já havia sido exposto ao soul,
jazz, rock e à world music, tendo também uma sólida formação em música
clássica desde os sete anos, cortesia do pai, músico da Royal Philharmonic
Orchestra, de Londres, sob a regência de Sir Thomas Beecham. Em 1986,
começou a estudar Composição na Trinity College of Music de Londres. Durante
seus estudos lá, seu talento foi reconhecido com os prêmios estudantis John
Halford e Boosey and Hawkes Bursary Music College Prizes.


Ainda na Trinity, estudou composição, percussão e música eletrônica e
experimentou com uma nova mídia, arte performática. Ele entrou para o grupo
Media Arts e, com seu colaborador de longa data, Gavin Greenaway, compôs a
música e os sons para as perfomances do grupo. Embora o grupo tenha se
separado, Powell e Greenway continuaram a criar inúmeras instalações
multimídias com o artista Michael Petry, nos anos que se seguiram.


Powell fez sua estréia como compositor profissional pouco depois, ao ser
contratado pela Air-Edel Music, de Londres, para compor músicas para filmes
publicitários e para programas de TV. Lá, ele conheceu outros compositores,
incluindo outros ex-integrantes da Air-Edel, Hans Zimmer e Patrick Doyle.


Posteriormente, com Greenaway, eles co-fundaram a produtora de música
comercial baseada em Londres, Independently Thinking Music (ITM), onde
assinaram parcerias em mais de 100 trilhas para comerciais e filmes
independentes.


Powell mudou seu foco de interesse da área de comerciais para formas de
composições mais longas com a ópera An Englishman, Irishman and
Frenchman, também co-criada com Greenaway e Petry. Após uma série de
apresentações bem sucedida numa galeria de arte financiada pela Alemanha,



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Powell se mudou para Los Angeles para se dedicar com mais afinco ao trabalho
no cinema.


Após chegar aos EUA em 1997, ele imediatamente compôs as trilhas de dois
projetos da DreamWorks TV: a segunda temporada de High Incident, de Steven
Spielberg, e o piloto de For the People. Também assinou os arranjos de canções
que Stephen Schwartz compôs para o longa-metragem de animação da
DreamWorks, O Príncipe do Egito (The Prince of Egypt, 1998).


A trilha arrepiante de Powell para o blockbuster dirigido por John Woo e
estrelado por Nicolas Cage e John Travolta, A Outra Face (Face/Off) foi bastante
elogiada pela crítica. Ele compôs uma hora e 45 minutos de uma música
arrebatadora, que empregava harmonias não resolvidas, melodias trágicas e
uma percussão troante como recurso para acentuar ainda mais o estado de
tensão.


Desde então, ele já compôs as trilhas de variedade de filmes de gêneros
diferentes, incluindo sucessos de animação como FormiguinhaZ (Antz), A Fuga
das Galinhas (Chicken Run), Robôs (Robots), Shrek, A Era do Gelo (Ice Age:
The Meltdown) e Happy Feet – O Pingüim (Happy Feet), e os filmes de ação, Sr.
e Sra. Smith (Mr. & Mrs. Smith), Uma Saída de Mestre (The Italian Job), A
Identidade Bourne (The Bourne Identity) e A Supremacia Bourne. Seu interesse
pela diversidade musical teve continuidade na composição de trilhas como
Ritmo Total (Drumline), Uma Lição de Amor (I am Sam) e Alfie (com Dave
Stewart e Mick Jagger). Ele também assinou a trilha do blockbuster de super-
heróis, X-Men, O Confronto Final (X-Men: The Last Stand) e de Vôo UNited 93
(United 93).


No ano passado, concluiu o segmento final da trilogia Bourne, O Ultimato
Bourne (The Bourne Ultimatum). Também compôs as trilhas de Stop Loss, PS,
Eu Te Amo (P.S. I Love You) e Jumper, dirigido por Doug Liman (A Identidade



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Bourne). Neste ano, compôs as trilhas dos animados Horton e o Mundo dos
Quem (Horton Hears a Who!), dublado por Jim Carrey e Steve Carell, e, mais
recentemente, de Kung Fu Panda.


Recebeu dois prêmios Ivor Novello de Melhor Trilha de Cinema Original da
British Academy of Composers e Songwriters, com Shrek em 2001, e com A Era
do Gelo (Ice Age: The Meltdown), em 2006. Ele foi indicado ao Grammy de
2008, com seu trabalho em Happy Feet – O Pingüim (Happy Feet).


John Powell reside com a mulher, Melinda, e o filho em Los Angeles, Califórnia.



“ACADEMY AWARD®” e “OSCAR®” são marcas registradas e marcas de serviço da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de

Hollywood .




mpa, 20|junho|2008




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