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auto biografia, missionario david miranda ipda

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auto biografia missionario David Martins Miranda

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									Portal da Igreja Pentecostal Deus é Amor                                             Página 1 de 42




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 Linha 0800                    No município de Reserva, no Paraná, existia uma fazenda com o
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 Sobre o portal                                              fazenda era de propriedade da
 A Bíblia Online                                             família Miranda, que era composta
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 Informativo                                                 Roberto e dona Anália e seus três
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    4626583                                                  pinheiros, que faziam um lindo
 Visitantes agora:                                           contraste com a terra fértil e
          402              avermelhada do Paraná. Foi neste lugar maravilhoso, entre árvores,
 Informativo IPDA          plantações e animais que eu nasci.
Cadastre-se aqui:             Meus pais não conheciam a Bíblia, mas por desígnio divino, deram-
Nome                       me o nome de David; sem nunca imaginar que aquele menino ao qual
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                           dona Anália, minha mãe, havia acabado de dar à luz, estava escolhido
                           desde o ventre para ser o que sou hoje: “Um servo fiel do Senhor
                           Jesus, que prega a cura divina e a libertação das almas”. Com a
 Webmail                   minha chegada, a família passou a ser composta por seis pessoas,
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                           mas ela ainda não estava completa. Mais tarde, viria mais uma
                           menina por nome de Anani, a caçula da família Miranda.
Senha
                               Meus pais eram católicos, haviam aprendido a crer em Deus, de
                           acordo com o ensino católico romano; cumpriam sua religião com o
         Meu favorito!     corpo, a alma e a mente. Eram sinceros naquilo que criam. Por esse
                           motivo, a casa de meus pais foi por longos anos, a igreja católica e
         Página inicial!
                           hospedagem para padres missionários que para lá se dirigiam. Era
                           um lugar bastante afastado da cidade e o povo da redondeza se
                           dirigia para lá de três em três meses, na época em que os padres
                           missionários vinham celebrar missas , casamentos e batizados.
                              Eu fui criado em um lar muito católico, de forma que mais tarde, eu




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                    também passei a ser católico apostólico romano, como meus pais e
                    toda a minha família. Nós éramos devotos de São Gonçalo do
                    Amarante e todos os anos, no dia seis do mês de Agosto,
                    realizávamos uma grande e concorrida festa em homenagem ao
                    “santo” da família. Esta festa era de grande importância para nós; e
                    para que pudéssemos realizá-la, meu pai gastava vultuosa quantia em
                    dinheiro. Fogos de artifício de toda espécie eram comprados, também
                    matávamos várias cabeças de gado da fazenda para alimentar
                    gratuitamente os romeiros que para lá se dirigiam, a fim de
                    homenagearem São Gonçalo do Amarante.
                        Era formada no pátio da fazenda, uma enorme fogueira que me
                    fascinava, a qual dávamos o nome de Caieira. Esta fogueira chegava
                    a medir vinte metros de altura e era erigida bem alto para que
                    pudesse iluminar à grande distância, a longa procissão que seguia
                    para lá. Durante toda noite, enquanto a fogueira Caieira se
                    mantivesse acesa, havia gente ao seu redor comendo e bebendo.
                    Para se levantar a fogueira, eram gastos metros e metros de lenha,
                    porém, meu pai não olhava o gasto, pois o “santo” homenageado, era
                    o que recebia maior devoção de toda a minha família.
                        No decorrer da festa, a romaria tinha parte também no interior da
                    casa, pois um dos cômodos, o
                    mais amplo, era o santuário da
                    família. Era neste cômodo que
                    ficava o altar a São Gonçalo do
                    Amarante. Quando a romaria
                    passava a ter continuidade
                    dentro da casa, nesse cômodo,
                    dois violeiros ficavam de frente
                    para o altar cantando as rezas
                    do “santo”, enquanto duas filas,
                    uma de homens e outra de
                    mulheres, se colocavam atrás
                    dessa dupla e dançavam a noite
                    toda. Havia tanta reverência neste ritual, que ninguém dava as costas
                    ao altar em nenhum momento sequer.
                        Em um determinado momento durante a festa, era levantado no
                    pátio em frente à casa principal da fazenda, um mastro que era feito
                    de pinheiro esquadrejado, pintado com mais ou menos, oito tipos de
                    tintas em cores diferentes. A bandeira do “santo” era hasteada na
                    ponta desse mastro e nesse instante, milhares de fogos de artifícios
                    eram queimados. Isso causava tal barulho, que chegava a ensurdecer
                    os que estavam mais próximos. Eram tantos e tão diferentes os tipos
                    de fogos soltos ao mesmo tempo, que formavam nuvens de fumaça
                    no ar. Todos os anos, nós realizávamos essa festa e o mastro
                    permanecia por dois ou três anos no mesmo local, sem cair, pois era
                    de uma madeira muito forte e resistente. No outro ano, mesmo que o
                    mastro do ano anterior não houvesse apodrecido, levantava-se outro
                    ao lado daquele, por isso, às vezes chegávamos a ter até dois ou
                    mais mastros num mesmo pátio, porque eles só podiam ser retirados
                    dali, se estivessem caindo de podre ou velhos.
                        Sem dúvida, essa era a maior festa realizada fora da cidade de
                    Reserva e era a festa católica mais comentada da região. Quem a
                    realizava, era a fazenda Santa Helena, propriedade da minha família.
                        Lembro-me que ainda adolescente, tornei-me congregado mariano



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                    e usava com orgulho, a minha fita azul ao pescoço, com a medalha da
                    minha protetora; também minhas irmãs Araci e Anani, se tornaram
                    filhas de Maria, a exemplo de minha mãe, a qual era apostolada. Eu
                    aprendia com os padres missionários, nossos hóspedes, o catecismo
                    e estudava com afinco as apostilas que eles me traziam; porém, nada
                    disso me ajudou a evitar o mundo de pecado para onde me dirigi,
                    mesmo sendo tão religioso. Muito cedo comecei a fumar, beber, jogar
                    e praticar todo tipo de atos que não agradam a Deus, sem receber
                    nenhuma orientação de que deveria colocar um ponto final em tudo
                    aquilo, porque eu estava a desagradar o Deus criador do homem.

                    Capítulo 2: A mudança e o meu primeiro emprego

                        Eu e meus irmãos tínhamos grande admiração por papai e
                    seguíamos sem pestanejar, a sua fé e crença, mas quando completei
                    treze anos de idade, meu pai veio a falecer, o que fez com que nos
                    sentíssemos meio desamparados; porém, não desanimamos e
                    continuamos a morar na fazenda, fazendo o mesmo trabalho que ele
                    desenvolvia.
                       Mamãe assumiu o controle de tudo, em relação à administração
                    dos negócios, porque nós, por muito que quiséssemos, nada
                    podíamos fazer para ajudá-la nesta parte, então procurávamos ajudar
                    nos pequenos afazeres, pois éramos todos menores de idade. Foi
                    uma luta muito grande para mamãe, criar os filhos e assumir a
                    fazenda, território masculino, sozinha.
                       Quatro anos após a morte de papai, anos de muita luta para
                    mamãe, vendemos a fazenda e fomos morar em Monte Alegre, ainda
                    no estado do Paraná. Passei a trabalhar na fabrica de papéis Klabin.
                    A sessão em que eu trabalhava era composta por aparelhos de alta
                    precisão; estes aparelhos mediam toda a produção do maquinário,
                    desde a chegada da madeira em estado bruto, até a saída dos papéis
                    já prontos, das maquinas. Ali passei algum tempo trabalhando e
                    mantendo ainda a doutrina que havia recebido em minha infância.
                       No mês de Abril do ano de 1957, minha mãe voltou a vender a
                    outra casa em Telêmaco Borba, ainda no Paraná e fomos morar em
                    São Paulo, para onde minha irmã Araci já havia ido.
                        Até então, eu ainda era congregado mariano e continuava a
                                               guardar nossa religião como sendo muito
                                               cara para mim. Respeitava os “santos” e
                                               guardava todos os dias consagrados a eles.
                                               Por outro lado, eu gostava de carnaval,
                                               freqüentava bailes, cinemas, circos, teatros,
                                               luta-livre e futebol. Na luta-livre, eu tinha um
                                               lutador predileto que era o mascarado; ele
                                               era um lutador diferente dos demais, lutava
                                               com uma máscara no rosto e ninguém o
                                               conhecia; isso o cercava de uma áurea de
                                               mistério que me fascinava, por isso eu
                                               gostava imensamente de vê-lo lutar. No
                                               Boxe, o meu boxeador predileto era o Eder
                    Jofre. Eu tinha também um time de futebol de adoração, que era o
                    São Paulo Futebol Clube. Quando o meu time ou a seleção brasileira
                    perdia um jogo, eu chegava a chorar, devido ao meu fanatismo e
                    adoração desenfreada por este esporte.



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                       Mais ou menos no ano de 1957, minha mãe se converteu a Jesus.
                    Minha irmã Araci, nesta época, já era crente a um ano e os meus
                    outros irmãos, após a conversão de minha mãe, foram se
                    convertendo; apenas eu resistia ao evangelho e continuava incrédulo.
                    Eu não queria acreditar, que mamãe, que era tão católica, havia se
                    tornado crente; e ela, ao se converter a Jesus, abriu as portas da casa
                    para que os crentes viessem visitá-la e realizar cultos domiciliares. Se
                    ela, na incredulidade havia feito de nossa casa uma igreja católica,
                    por que não torná-la agora em uma igreja evangélica?
                       Mas eu não via o fato por esse ângulo e dentro do meu coração,
                    me revoltava por ver minha mãe agindo dessa forma. Uma grande
                    decepção invadia-me e sentia-me traído por minha família. Eu
                    pensava: “Como eles podem ter mudado tão facilmente de religião?”
                    Eu considerava isso como uma afronta à memória e à religião de meu
                    pai e pensava que se meu pai ainda estivesse vivo, mamãe não
                    estaria agindo assim.
                        Eu ficava furioso ao ver os crentes todos os domingos em minha
                    casa e para mostrar o meu desagrado e o quanto isso me irritava,
                    assim que eles entravam na sala, ligava o rádio no meu quarto,
                    sintonizava em uma emissora que estivesse ou fosse começasse a
                    transmitir futebol e aumentava o volume na ultima altura; pensava que
                    dessa forma, poderia perturbar o culto deles e fazê-los ir embora. Eu
                    não dava a mínima importância a tudo aquilo que eles estavam
                    falando sobre Deus e outras coisas mais e não me interessava sobre
                    a conversa deles sobre Jesus Cristo. Era um incrédulo nato. Eles sem
                    dizer nada apenas me suportavam e oravam a meu favor. Outras
                    vezes, quando eles chegavam em casa, eu saía; tinha que mostrar o
                    meu desprezo por eles, então passava pelo local onde estavam, sem
                    ao menos olhá-los. Enquanto eles ficavam em casa com mamãe, eu
                    ia para a catedral católica Praça da Sé e ficava ali por muitas horas
                    lendo catecismo e rezando; pedia aos "santos" que trouxessem de
                    volta ao catolicismo, toda minha família e principalmente minha
                    mamãe.
                        Certo dia, quando eu cheguei do trabalho, encontrei minha mãe
                    vasculhando gavetas procurando santinhos de papel e se desfazendo
                    deles, rasgando-os; também pegava as imagens de esculturas e
                    preparava para quebrá-las, junto com os oratórios. Eu não queria
                    acreditar no que meus olhos viam; então, sem poder presenciar por
                    mais tempo tudo aquilo, profundamente magoado com mamãe,
                    apanhei tudo de suas mãos e levei para o meu quarto, trancando-os
                    lá. Meu quarto era pequeno e ficou repleto de idolatrias; eu mal tinha
                    espaço para me locomover, mas estava satisfeito, eu havia
                    conseguido salvar algumas imagens.
                       Cheio de revolta eu pensava comigo e dizia: “Que tipo de religião é
                    essa, que não permite que se tenha em casa as imagens dos ‘santos’
                    que por tanto tempo haviam sido objetos de nossa adoração?” Na
                    época eu não entendia que não era a religião de mamãe que proibia,
                    mas a própria palavra de Deus é que condena; como está escrito:
                    “Não farás para ti, imagem de escultura, nem semelhança alguma do
                    que há em cima no céu, nem embaixo na terra e nem nas águas
                    debaixo da terra” (Deut5:8). Mas, por mais que eu tentasse, realmente
                    não conseguia entender minha mãe; para mim, aquilo que fizera não
                    tinha lógica nenhuma. Cheguei a pensar que mamãe estivesse
                    mentalmente fraca.



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                       As imagens que eu havia levado para o meu quarto, eram muitas e
                    algumas possuíam até setenta e cinco centímetros de altura. As
                    vezes, ao acordar de madrugada no meu quarto, me assustava com
                    as imagens, pensando que pudessem ser pessoas que haviam
                    entrado sorrateiramente.
                       Minha revolta contra mamãe, aumentava a cada dia, pois já a
                    alguns meses, eu vinha sentindo uma angústia desesperadora e
                    culpava minha mãe, achando que a minha inquietação era porque ela
                    permitia que os crentes viessem à nossa casa para realizar cultos. Eu
                    não entendia ou não queria entender, que tudo aquilo de anormal que
                    eu estava sentindo era a voz de Jesus e sua mão de poder, já
                    trabalhando em minha vida para trazer-me para seu rebanho.
                       No início do ano de 1958, eu tomei a decisão de abandonar o meu
                    lar e esperava uma oportunidade para fazê-lo (a luz não tem
                    comunhão com as trevas). No dia seis de julho desse ano, quando eu
                    voltava de uma matinê dançante para casa, vinha pensando em uma
                    maneira de poder escapar do meu lar sem que ninguém notasse; eu
                    havia decidido ir embora de casa naquela noite mesmo. Dois dias
                    antes, eu completara vinte e dois anos, portanto, nada me impedia de
                    viver a minha vida. Pensando assim, eu andava depressa, queria
                    chegar logo à minha casa, pegar minhas coisas e sumir. Eu ia
                    pensando comigo mesmo: “Nunca mais verei esses crentes na minha
                    frente, nem perto de mim e muito menos junto comigo numa mesma
                    casa”. Ah, como eu me enganava! Aquela havia sido uma decisão
                    diabólica, tomada minutos após eu haver saído de uma matinê.
                    Porém, como “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem
                    presente na angústia” (Salmo 46:1). Ele me socorreu e ao perceber,
                    estava em frente a uma igreja evangélica.

                    Capítulo 3: O evangelho em minha vida

                       Era por volta das dezenove horas, eu vinha pela Estrada da
                    Conceição, em Vila Munhoz, São Paulo; como sempre, procurava
                    uma festa, quando fui surpreendido por um cântico; pensando tratar-
                    se de um baile ou coisa parecida, parei para ouvir o que era aquilo.
                    Muitas vozes cantavam ao mesmo tempo; “ A garça de Jesus, jamais
                    me faltará, jamais me faltará”. Eram vozes de homens e de mulheres,
                    e cantavam juntos; quando pude perceber, eu estava em frente a uma
                    igreja de crentes. Lutei para fugir daquele local e pensava comigo
                    mesmo: “Mas como é que eu fui parar justamente nesta porta? Eu
                    estou acostumado a passar por este local e sempre neste trecho, eu
                    atravesso para o outro lado da calçada; como é que hoje, eu não
                    desviei o caminho?” Não conseguia dar nenhum passo que me
                    levasse para longe dali; minhas pernas pareciam de chumbo e como
                    que guiado por uma mão misteriosa, entrei e sentei-me tremendo da
                    cabeça aos pés. Eu que era vaidoso e soberbo e ainda por cima, não
                    gostava dos crentes, ao ouvir aquele corinho, senti algo diferente e
                    estranho, como eu nunca havia sentido até então na minha vida; e,
                    apesar de minha vaidade e do espírito soberbo, entrei naquele salão
                    de culto onde só haviam crentes pobres e humildes. Ao entrar no
                    local, notei que todos olhavam para mim; alguns, disfarçadamente,
                    outros, abertamente. Eu creio que eles olhavam para mim e
                    pensavam que eu era um doutor, pelo modo como eu me trajava. Eu
                    estava muito bem vestido, pois estava vindo de uma matinê dançante.



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                        Quando eu me sentei num dos bancos daquele salão, uma voz
                    começou a penetrar nos meus ouvidos, tentando me persuadir a sair
                    dali e dizia: “Vá embora, não há ninguém aqui que pertença ao
                    mesmo nível que você; aqui não há ninguém que pertença à média ou
                    à alta sociedade; esse não é o seu ambiente”. Tentei me levantar e
                    sair dali, mas era como se alguém me segurasse; tentei me levantar e
                    novamente não consegui. Hoje eu sei que era o Espírito Santo de
                    Deus, lutando por mim.
                       Permaneci naquele local até o final do culto, muito embora eu não
                    os acompanhasse nos glorias as Deus e aleluias e nem ao menos
                    cantasse os corinhos e hinos; eu era soberbo demais para isso e cria
                    que aquilo eram atos de pessoas sem respeito. Pensava comigo
                    mesmo: “Onde já se viu bater palmas e fazer tanto barulho dentro de
                    um igreja? O que eu não sabia, é que aquelas pessoas estavam
                    apenas manifestando a alegria que o crente fiel a Deus sente, ao
                    prestar-lhe um culto. O que eu não entendia, é que aquele povo
                    apenas demonstrava imensa alegria de servir a Deus e cheios do
                    Espírito Santo, faziam o pequeno salão estremecer com os seus
                    louvores. Isso era algo que eu não entendia, pois o homem natural
                    não entende esses mistérios de Deus.
                       Após os louvores, foi concedida a palavra ao pastor que iria trazer a
                    mensagem de Deus naquela noite. Lembro-me bem que era um
                    pastor baiano, com o sotaque nordestino bem acentuado e de um
                    português muito ruim. Ele leu a palavra do Senhor, ou seja, a Bíblia,
                    em Gênesis, capitulo vinte e dois, que fala sobre o sacrifício de
                    Abraão. O pastor lia aquele texto e a mensagem penetrava em meu
                    coração como fogo que ia destruindo toda a minha incredulidade.
                    Notei que aquele pastor não possuía sabedoria humana; percebi que
                    era um homem sem estudo e no meu orgulho pensei: “Agora eu quero
                    ver! Ele não tem sequer um sermão escrito consigo, como ele vai
                    explicar alguma coisa para essas pessoas?”
                        Ah, como eu me enganava. Eu pensava e cria que os servos de
                    Deus falavam de si mesmos; porém, tive uma enorme surpresa , pois
                    nessa hora, Deus começou a falar pela boca daquele seu servo e os
                    quase cinqüenta membros que ali estavam, não se continham e
                    davam glórias a Deus e aleluia! Eram jovens, senhoras, anciãos,
                    enfim, pessoas de varias idades, mas todas unidas em um só espírito,
                    porque todos eles sentiam o poder de Deus e a virtude do Espírito
                    Santo em suas vidas. Eu, cheio de orgulho e soberba resistia em
                    silencio, embora ouvindo palavras tão tocantes, como jamais ouvira
                    em toda minha vida de vinte e dois anos. O pastor decorria o texto de
                    uma maneira, que falava diretamente em meu coração. Cada palavra
                    que ele dizia, penetrava mais profundamente a minha alma e eu
                    pensava: “Eu nunca vi esse pastor; ele não conhece a mim, nem a
                    minha família, como ele pode estar falando a respeito da minha vida?”
                    O que eu não sabia, é que não era o pastor que falava e sim o
                    Espírito Santo, que conhece todas as coisas.
                       Em dado momento, eu comecei a sentir algo diferente acontecendo
                    comigo, dentro de minha alma; algo que eu nunca sentira entes; algo
                    maravilhoso. Fechei os olhos e vi como que, serpentinas de fogo no
                    ar, dentro da igreja; então comecei a ‘ver’, os meus pecados e as
                    minhas misérias; os quais, até aquela hora e data, eu não havia
                    sentido antes. Pela primeira vez, após tantos anos e muito tempo em
                    minha vida, eu comecei a chorar. Chorei de arrependimento, por meus



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                    pecados, chorei por tudo que eu já fizera à mamãe, chorei pelo
                    abandono e isolamento de minha família, que eu mesmo provocara e
                    principalmente, chorei por haver magoado tanto a Jesus. Eu reconheci
                    naquele, instante todos os meus pecados, que até aquela data de seis
                    de julho de 1958, eu não havia reconhecido, pois não considerava-me
                    um pecador. Como eu poderia ser um pecador, se confessava-me
                    todos os domingos ao padre? Eu não tinha consciência, de que o
                    único que poderia me perdoar e me absorver de todos os meus
                    pecados, era Deus. Eu não sabia, que o único para quem eu deveria
                    confessar os meus pecados, era Jesus.
                       Quando o pastor encerrou a mensagem, eram mais ou menos,
                    nove e meia da noite, então, uma senhora bastante idosa que eu, é
                    claro, não conhecia por ser a primeira vez que estava ali, começou a
                    profetizar e ouve grande silêncio na igreja. Eu não sabia o que era
                    profecia, nunca havia visto antes e sendo a primeira vez que entrava
                    em uma igreja evangélica, tudo era novo para mim. Deus, através
                    dela, começou a falar comigo, a respeito de minha vida. Eu sabia que
                    era Deus; só podia ser Ele, pois eu não havia dito nada a ninguém
                    que iria abandonar o meu lar, a minha família e no entanto, aquela
                    senhora estava falando coisas a meu respeito que só eu e Deus
                    sabíamos. Eu era solteiro, cuidava dos negócios da minha mãe e
                    sustentava a casa; ninguém poderia saber dos meus planos; porém,
                    aquela senhora continuava a falar tudo a meu respeito e as palavras
                    mais tocantes foram estas: “Não sabes tu que morri por ti,
                    derramando o meu sangue na cruz do calvário? Por que rejeitas a
                    salvação e o amor que te ofereço?” Foi nessa hora exata, que tomei a
                    decisão de ser um salvo por Jesus; sim, agora eu queria ser um
                    crente.
                       Ao terminar o culto, quando me dirigia para casa, eu já não ia mais
                    pensando em abandonar o meu lar, mas sai dali com bons
                    pensamentos e chorando pela rua feito criança. Me sentia
                    completamente modificado, com o meu corpo bem leve e algo me
                    tocando, me acompanhando, algo para o qual eu não tinha
                    explicação, pois, eu sequer sabia que algo assim existia. Algo tão
                    maravilhoso e sobrenatural, que o homem natural não conhece , não
                    sabe que existe, nem pode receber ou sentir, enquanto não aceitar a
                    Jesus como único suficiente salvador de sua alma.

                     Capítulo 4: Deixando a velha religião

                       Enquanto ia para casa, entrei em uma rua de terra batida sem
                    iluminação e não me contive; olhei para o céu e prometi a Jesus
                    deixar todos os vícios e pecados. Rasguei minha carteira de cigarros
                    que trazia no bolso, ajoelhei-me em plena rua e com lagrimas nos
                    olhos perdi o perdão de Jesus. Então vi uma luz de cor inexistente
                    aqui na terra, que cruzou o céu como um raio ou um cometa e veio
                    em minha direção, parecendo que ia cair bem ali onde eu estava,
                    ajoelhado em plena via pública. Se eu já havia me sensibilizado por
                    tudo o que ouvira na igreja durante aquela pregação, agora muito
                    mais, pois senti que aquele sinal de luz, fora enviado por Deus, para
                    que eu tivesse certeza de que o perdão e a salvação da minha alma
                    estavam confirmados. Pela Segunda vez então, naquela noite, eu não
                    tive outra decisão a tomar e prometi abandonar tudo que não agrada a
                    Deus e que eu estivera praticando.



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                       Ao chegar em casa, mais ou menos às vinte e três horas, minha
                    mãe já estava dormindo e eu fui para o meu quarto. Talvez, se ela
                    estivesse acordada, eu teria contado a ela que havia aceitado a
                    Jesus, ou talvez não, não sei dizer. A verdade é que aquela alegria
                    que eu estava sentindo, era tão grande, que eu tinha vontade de gritar
                    ao mundo inteiro que Jesus havia me recebido de braços abertos, me
                    perdoara e me salvara.
                       Ao entra no meu quarto, deparei com as imagens de escultura que
                    eu havia levado para lá, evitando que mamãe as quebrasse (eram de
                    minha adoração). Foi nesse exato momento, olhando para aquelas
                    imagens, que eu compreendi as atitudes de mamãe. O mesmo e
                    inabalável desejo, que mamãe sentira, de quebrá-las, tomou conta de
                    mim. Apanhei todas elas, coloquei em um enorme saco e segurando
                    tudo aquilo firmemente nas mãos, dirigi-me a um terreno baldio que
                    ficava próximo à minha casa. Ali mesmo quebrei todas as imagens,
                    uma a uma, até a do famoso bom Jesus, que eu mais amava e que
                    media setenta e cinco centímetros de altura. Eu possuía também
                    vários maços de baralhos, com diversificados tipos de jogos, pois
                    gostava de jogar; naquele momento, porém, eu os rasguei, queimei e
                    joguei fora junto com as imagens. Foram momentos decisivos em
                    minha vida.
                       Por muito tempo eu cultivara uma revolta e ódio irracional contra os
                    crentes, mas tudo aquilo de repente acabou; entretanto, ainda não
                    havia tomado a coragem de contar à minha mãe, que agora eu
                    também era um crente em Jesus.
                       Continuei indo todas as noites à igreja, mas ninguém em casa sabia
                    que eu havia aceitado a Jesus. Quando me viam sair, pensavam que
                    eu ia ao baile ou ao cinema. Eles nunca imaginariam que o David,
                    aquele usado nas mãos do maligno para se revoltar e odiar a todos da
                    família, agora também estava salvo por Cristo Jesus. Devido à minha
                    grande incredulidade, o maligno, que é satanás, havia se aproveitado
                    da minha fraqueza e jogara-me contra a minha própria família, de tal
                    modo, que eu nem ao menos conversava com qualquer um deles e
                    dentro daquela casa já não havia ambiente para mim; era por isso,
                    que eu tinha vergonha de dizer que agora eu fazia parte daquele povo
                    que eu tanto combatera. Foi no dia doze de julho, num sábado de
                    oração, que eu recebi o batismo com o Espírito Santo; já fazia uma
                    semana que eu havia aceitado a Jesus e freqüentava a igreja
                    regularmente, todos os dias.     Na noite em que eu fui batizado com
                    Espírito Santo, passei a noite na vigília e cheguei em casa as seis
                    horas da manhã, fui dormir. Quando acordei, mais ou menos ás treze
                    horas, senti o Espírito Santo sobre mim e comecei a ler a Bíblia.
                    Cheguei a um texto em que não conseguia entender uma parte do
                    que estava lendo, então fui ler para minha mãe, para que ela me
                    explicasse aquele trecho.
                        Comecei a ler com voz trêmula, mas no meio do versículo, o
                    Espírito Santo, se apoderou de mim em línguas estranhas e eu
                    comecei a glorificar o nome do Senhor. Mamãe também deu glórias a
                    Deus, alegre e surpresa, pois até então, ela não sabia que eu havia
                    me convertido ao Senhor. Para dizer a verdade, ninguém em casa
                    sabia que eu havia me convertido. Talvez eles desconfiassem que
                    alguma coisa acontecera, pois o meu quarto, antes tão entulhado,
                    agora estava limpo de todas as imagens; porém eles não me
                    perguntavam nada. A bem da verdade, nós já quase nem nos



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                    falávamos mais, devido a tantas brigas dentro de casa por motivo de
                    religião. Então, ninguém sabia ainda do ocorrido que transformara a
                    minha vida.
                       Eles congregavam em outra igreja cuja denominação era diferente
                    da minha. Ninguém em casa, falava mais do evangelho para mim,
                    porque falar comigo sobre esse assunto, era briga na certa. Naquele
                    instante, porém, o Espírito Santo fez-me confessar pelas línguas
                    estranhas que eu proferia, que eu era um novo convertido em Jesus
                    Cristo. Daquele dia em diante, todos puderam notar a mudança
                    completa que Jesus fez em minha vida. O meu exterior brilhava,
                    transmitindo a alegria que transbordava do meu interior. Deus, na sua
                    onisciência, podia ver a sinceridade, o anseio e a alegria em servi-lo,
                    em meu ser. Eu não faltava um dia sequer aos cultos, pois cada um
                    era mais maravilhoso a mim do que o anterior e também não perdia
                    uma vigília, pois o Espírito Santo, dava-me enorme prazer e força
                    para orar, jejuar e buscar os excelentes dons de Deus; até que fui
                    batizado nas águas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
                        Nada podia me tirar daquele jubilo em que eu me encontrava.
                    Trabalhar, para mim, agora era algo supérfluo, mesmo que disso
                    dependesse a minha vida material. O meu desejo agora, era estar
                    continuamente com Jesus, em todos os lugares, em todos os
                    momentos e em cada segundo eu queria dedicar a Deus. O que eu
                    sentia na minha vida, era algo tão sublime e maravilhoso, que todo e
                    qualquer instante, para mim, era próprio para sentir a presença de
                    Deus ao meu lado, junto comigo. No meu emprego, na hora do
                    almoço, ao invés de ir para o refeitório com os outros, eu me trancava
                    no banheiro e ficava orando baixinho e mesmo assim, sentia
                    fortemente a presença de Deus. Aquele algo mais, que invadia a
                    minha alma, era algo inexplicável e seria preciso reunir a todos os
                    grandes sábios e cientistas da terra para explicarem o fenômeno e
                    ainda assim, eles não saberiam dizer; porque o mistério divino da
                    salvação, não há sabedoria humana, por mais profunda que seja, que
                    o alcance em poder, em glória, em majestade e em fulgor.

                    Capítulo 5: O caminho do justo

                       Mesmo antes de descer as águas batismais, eu já havia sido
                                   batizado com o Espírito Santo e, para completar a
                                   minha alegria, recebi o dom da palavra. Havia na igreja
                                   em que eu congregava, um grupo de jovens que
                                   evangelizava todos os fins de semana em praças
                                   púbicas. Lembro-me que esse grupo de jovens, era
                                   composto por servos fiéis ao Senhor e que gostavam e
                                   se preocupavam em buscar os dons de Deus. Esses
                    jovens, tinham renunciado às coisas que agradam a carne, para
                    dedicar a vida a Jesus. Integrei-me ao grupo e estava bastante feliz
                    em fazer parte daquele trabalho de evangelização, onde se podia
                    notar o anseio de ganhar almas para o Reino de Jesus. Eu me sentia
                    bem no meio deles, pois o meu intuito era também, já naquela época,
                    como é até hoje, ganhar almas para o nosso Senhor Jesus Cristo.
                       Como de costume, antes de sairmos para pregar, nos reuníamos
                    na igreja para orar e nessas reuniões, eu era o primeiro a chegar, pois
                    sentia grande prazer e regojizo na oração desde de o inicio da minha
                    conversão. Lembro-me como se fosse hoje, um dia que se tornou



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                    muito especial para mim; era um sábado e nós iríamos pregar na
                    Estação da Luz em São Paulo. Estávamos, a maioria, em
                    consagração a Deus; oramos e após fazermos os preparativos,
                    saímos, ansiosos para falar às pessoas ainda não crentes, do amor
                    de Jesus. Já estávamos no ônibus, quando nos lembramos que não
                    havíamos escolhido ninguém para ser o mensageiro naquele dia;
                    comentamos o assunto e não nos preocupamos mais, porque
                    sabíamos que no momento oportuno, Deus, na sua infinita
                    misericórdia, nos indicaria qual de nós seria o instrumento usado em
                    suas mãos, para falar do seu poder maravilhoso.
                       Já estávamos na praça da Estação da Luz, eram mais ou menos,
                    dezesseis e trinta horas. Um pouco antes de lermos a Bíblia e darmos
                    inicio á mensagem, foi me dada uma oportunidade de relatar a minha
                    conversão; como eu ainda não recebera o dom da palavra, senti um
                    certo receio de não conseguir transmitir às pessoas que ali estavam, a
                    minha conversão, de maneira satisfatória.
                        Na hora dos louvores em que o grupo todo estava cantando, eu
                    havia me alegrado e cantado junto também, mas aquele momento era
                    o de maior importância, era a segunda parte da concentração e
                    esperávamos que Deus falasse de uma maneira bem tocante
                    conosco, de tal forma que pudéssemos transmitir a todos aqueles que
                    haviam parado para nos ouvir, a alegria, o regozijo que nos invadia,
                    por termos a Cristo em nosso ser.
                        Desde de que me convertera, eu vinha pedindo a Deus, durante
                    minhas orações, um dom especifico, ou seja, eu não estipulava o dom
                    que gostaria de receber de suas mãos, mas eu pedia um dom que lhe
                    conviesse e que servisse para ajudar ainda mais, à sua obra.
                        Na hora em que eu fui chamado para relatar o meu testemunho, eu
                    não rejeitei, pois mesmo sem ter o dom da palavra, eu gostava de
                    contar a todos a minha conversão que, para mim, era algo exclusivo e
                    que não ocorrera com mais ninguém além de mim. Não era egoísmo
                    de minha parte, ou alguma presunção minha, mas realmente parece
                    que ninguém se sentia como eu, desde a minha conversão, até
                    aquele instante. Eu costumava relatar o testemunho em dez minutos,
                    nas oportunidades anteriores e pensava agir da mesma forma
                    naquele instante, porém no meio do relato senti desejo de ler a Bíblia
                    e os dez minutos que eu pensava serem necessários para dizer o que
                    eu pretendia, pareceram muito poucos. Abri a Bíblia no livro de Tiago
                    e comecei a discorrer o texto e sobre ele falei mais ou menos, uma
                    hora sem que me faltassem palavras. Na verdade, eu encerrei a
                    pregação porque já escurecia. Foi assim que eu recebi o dom da
                    palavra.
                         Ao relatar aqui em poucas palavras, o modo como Deus me
                    concedeu esse dom, pode parecer ter sido bastante fácil, mas não foi.
                    Eu vivia em constante jejum e oração a esse favor, ou seja, para que
                    Deus me concedesse um dom que lhe conviesse. Nesse dia em que
                    recebi o dom da palavra, havia mais de vinte e quatro horas que eu
                    estava de jejum; eu havia iniciado o jejum a Deus na sexta-feira ao me
                    levantar e já estávamos no dia de sábado as dezesseis e trinta horas.
                    Eu realmente busquei com muita sinceridade de coração os dons
                    preciosos do Senhor, porque eu sabia que se tivesse apenas um dom
                    de Deus, que fosse, nada poderia me deter e o meu intuito era, e é
                    até hoje, derrotar a satanás; esse anjo do mal que escraviza e
                    acorrenta suas vítimas, trazendo grande sofrimento à humanidade até



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                    hoje.

                     Capítulo 6: O encontro com Jesus

                       Graças à misericórdia do Senhor e por ser um jovem sincero, de
                    bom testemunho, dedicado à obra de Deus e bastante esforçado, em
                    pouco tempo tomei sob minha responsabilidade, por ordem do pastor
                    de minha igreja, um tabernáculo na Vila Maria baixa, na avenida
                    Guilherme Cotching, em São Paulo. Nessa época eu tinha seis meses
                    de crente convertido ao Senhor, mas já havia descido as águas
                    batismais, para cumprir a justiça de Deus. Lembro-me que no
                    Domingo anterior ao batismo, eu estava ansiosos para que ele
                    chegasse logo e na véspera desse dia, passei a noite na vigília;
                    quando o relógio marcava seis horas da manhã de domingo, eu já
                    estava no local; fui o primeiro a chegar à beira do córrego onde seria
                    realizado o batismo. Assim, fui batizado em nome do Pai, do Filho e
                    do Espírito Santo, como manda a Palavra de Deus no livro de São
                    Mateus, capítulo vinte oito e versículo dezenove: “Portanto ide, ensinai
                    a todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do
                    Espírito Santo”.
                       Foi confiada a mim essa grande responsabilidade de tomar conta
                                                           de um igreja, e por eu ser
                                                           solteiro e recém convertido, as
                                                           perseguições não demoraram a
                                                           surgir. Elas vinham para me
                                                           abater, mas não conseguiam,
                                                           pois eu buscava refugio em
                                                           Deus através do jejum e da
                                                           oração. Havia alguns obreiros
                                                           que     eram    pregadores     e
                                                           convertidos a muito mais tempo
                                                           do que eu; eles começaram a
                    sentir inveja, por eu ocupar aquele cargo para o qual fora designado.
                    Sentiam-se ultrajados por haver sido confiado a mim e não a eles, a
                    responsabilidade de um congregação tão abençoada como era aquela
                    que eu havia assumido. Nas minhas orações comecei a suplicar a
                    Deus por eles, para que Deus agisse segundo a sua vontade em mim.
                       No começo do ano de 1960, para evitar contendas e escândalos e
                    mais discórdias, pois isso não convém aos santos, eu resolvi passar a
                    responsabilidade daquela congregação a outro obreiro, pois diz a
                    Palavra de Deus, no livro de Timóteo, capítulo dois e verso vinte e
                    quatro: “O servo de Deus não deve contender e sim fugir de
                    contendas, porque só servem para perversão dos ouvintes”.
                       Eu conhecia bem a palavra de Deus; até aquela data eu já havia
                    lido a Bíblia duas vezes, de Gênesis à Apocalipse e fazia o curso
                    bíblico “A Bíblia Sagrada”. Obedecendo o meu professor Jesus, que
                    dizia: “Examinai as escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida
                    eterna e são elas que de mim testificam” (São João5:39).
                        Depois de ter passado essa fase de lutas e provações, fiquei
                    apenas freqüentando os cultos por uns cinqüenta dias, mais ou
                    menos, em diversas denominações diferentes. Sendo, então,
                    convidado pelos dirigentes dessa igrejas, passei a pregar em seus
                    templos , a palavra de Deus. Costumava fazer vigília todos os
                    sábados e feriados. Um Domingo, após eu voltar de uma vigília, fui



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                    dormir e sonhei que estava falando do amor de Cristo, em uma igreja
                    de outra denominação que não a minha e a qual eu nunca havia
                    visitado.
                       Ao me levantar, mais ou menos, as treze horas, comecei a meditar
                    no sonho; anotei o nome da igreja e fui visitá-la à noite. Cheguei e
                    sentei-me bem atrás, num dos últimos bancos. O culto já havia
                    começado e o pastor presidente da igreja, estava no púlpito. Logo
                    após eu haver entrado, o pastor me chamou à frente, para tomar lugar
                    no púlpito junto com ele e os demais pastores e presbíteros que ali
                    estavam.
                        Quando eu subi ao altar, ele disse dirigindo-se à congregação:
                    “Hoje, eu é que iria pregar, mas o irmão David está conosco e ele irá
                    trazer a mensagem de Deus para nós e depois irá orar por todos”.
                    Confesso que fiquei um tanto inibido e surpreso, porque nunca havia
                    ido àquela igreja e no entanto, o pastor me conhecia; eu, que nunca
                    havia desprezado a oportunidade de pregar o evangelho de Cristo,
                    aceitei. Aquele foi um culto de grande poder e maravilhas e Deus
                    operou poderosamente.
                         Nos instantes finais do culto, eu retornei a palavra ao pastor
                    presidente e este, movido pelo Espírito Santo, perguntou á igreja, se
                    gostaria que o irmão David Miranda viesse a ser um obreiro daquela
                    denominação; na mesma hora a igreja vibrou, dando glórias a Deus e
                    aleluias, enquanto eu, bastante emocionado me lembrei do sonho que
                    tivera naquela manhã e que não tinha contado para ninguém. Aceitei
                    o convite, crendo e tendo fé em Deus, que Ele iria operar
                    grandemente por meu intermédio naquela obra, porque ali estava a
                    confirmação do que Ele me revelara em sonhos.
                        Alguns dias depois, foi me dada uma congregação na Vila Maria,
                    no Jardim Japão, para que eu tomasse conta. Em pouco tempo,
                    aquela congregação prosperou mais do que as outras da mesma
                    denominação e isso logo ocasionou outra inveja. O fato daquela igreja
                    ter crescido rapidamente, serviu de pretexto para que alguns obreiros
                    passassem a me perseguir. A inveja deles aumentou mais, quando
                    eu, mesmo solteiro passei a fazer parte da diretoria daquela igreja
                    Minha dedicação era grande à obra de Deus, eu era muito dedicado
                    também aos membros daquelas igreja e sentia que era retribuído em
                    minha afeição e que a igreja em geral, gostava muito de mim. O
                    próprio pastor era a meu favor contra os invejosos, porque ele
                    também via o meu esforço para com aquela congregação.
                        Devido a um problema de saneamento básico na cidade, a igreja
                    sede não possuía água encanada; esta era pedida ao vizinho em
                    baldes que eram enchidos e usados para limpar os banheiros e
                    colocados em filtros para que o povo que freqüentava a igreja
                    pudesse beber.
                        Mediante essa necessidade, eu pedi uma permissão à diretoria,
                    para que junto com outro irmão, pudéssemos escavar um poço no
                    próprio terreno da igreja, pois ela tinha condições e espaço suficiente.
                    A diretoria permitiu-nos fazer esse trabalho e todas as sextas-feiras,
                    quando saíamos do trabalho, íamos, eu e este irmão, que também era
                    bastante esforçado, furar o poço. Trabalhávamos também aos
                    sábados e domingos na perfuração; quando o poço já estava em sua
                    etapa final, com dezoito metros de profundidade, juntaram-se três
                    obreiros que eram presbíteros e quiseram nos fazer parar a
                    perfuração do poço.



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                        A Bíblia nos diz em I Corintios, capítulo três e versículo três: “Pois
                    havendo entre vós inveja, contenda e dissensões, não sois por
                    ventura carnais e andais segundo os homens?”
                        Estes três obreiros, não discerniam que era o diabo a induzi-los
                    nessa discórdia e por não terem nenhum outro argumento, alegaram
                    que o poço do vizinho produzia água em quantidade suficiente, para
                    abastecer também a igreja, além da casa vizinha e que mais a mais, o
                    vizinho nunca reclamara de dá-la gratuitamente a nós gratuitamente a
                    nós e que sendo assim, não havia necessidade de que perfurássemos
                    aquele poço no terreno da igreja. O pastor presidente, olhando para
                    eles depois de tê-los ouvido, perguntou-lhes se alguma vez eles já
                    tinham ido buscar água na casa do vizinho. Como não houve resposta
                    o pastor lhes disse: “Sequer um único balde de água, vocês jamais
                    tiveram coragem de ir buscar e tão pouco estão preocupados em
                    ajudar na perfuração desse poço. Na verdade o que vocês querem é
                    implantarem no nosso meio, esse sentimento de desunião e inveja,
                    que demonstra impureza de coração e estão tentando impedir esse
                    trabalho, que só ira trazer benefícios para a igreja; além do mais, esse
                    assunto da perfuração do poço, já foi discutido amplamente entre a
                    diretoria e havendo sido aprovado, vai continuar até o fim”. Mais uma
                    vez satanás foi envergonhado, o pastor presidente encerrou o assunto
                    e nós que trabalhamos naquela empreitada, continuamos o serviço.
                        Logo o poço, com vinte e um metros de profundidade, já estava
                    produzindo água que ultrapassava a altura de dois metros e já havia
                    água suficiente para encher os baldes, lavar os banheiros e para que
                    todos pudessem tomar, sem que para isso fosse preciso incomodar o
                    vizinho. Par mim, aquele poço parecia mais o poço de Jacó, onde
                    Jesus havia parado em certa ocasião, para tomar água, próximo à
                    Samária (São João 4:1-30). Depois do trabalho concluído, os
                    presbíteros me perseguiram ainda mais; porém, como sempre fazia
                    quando voltava da igreja, orava até altas horas pela madrugada, para
                    pedir a Deus que aumentasse minhas forças e que eu pudesse vencer
                    aquelas provações.

                    Capítulo 7: Uma vida debaixo da garça

                       Na noite do dia primeiro de novembro de 1961, ao voltar da igreja ,
                    como era de costume, eu fui orar. Naquela noite em especial, eu senti
                    de prolongar em oração até alta madrugada e assim fiz. Comecei a
                    orar mais ou menos, as vinte e três horas do dia primeiro e conforme
                    ia orando, ia sentindo o poder de Deus se manifestando a cada
                    instante, maior do que o anterior. Era mais ou menos, duas horas e
                    cinqüenta minutos do dia dois de novembro; eu senti como se
                    estivesse flutuando nos ares; já havia mais de três horas que eu orava
                    a Deus sem cessar, de joelhos e com o rosto no chão. Minha roupa já
                    estava molhada de suor; eu podia ‘viver’ naquele momento, o capítulo
                    vinte e dois de São Lucas e versículo quarenta e quatro, que diz: “E
                    posto em agonia, orava mais intensamente e o seu suor tornou-se em
                    grandes gotas de sangue que corriam até o chão”.
                       Eu senti que era o Espírito Santo, aquele que estava habitando em
                    mim, me fazendo sentir aquela graça maravilhosa, pois Jesus quando
                    orava no monte, por diversas vezes enfrentou noites frias e ainda
                    assim suou. Todas as noites, quando eu orava ao Senhor, sentia o
                    fogo divino do Espírito Santo e isso, para mim, já era algo normal de



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                    se acontecer; mas naquela noite eu estava me sentindo de uma
                    maneira diferente. O fogo divino era o mesmo, mas parece que mais
                    intenso. De madrugada eu já não me continha, minha carne parecia
                    que estava se separando da minha alma; eu tremia compulsivamente
                    da cabeça aos pés; até meus dentes pareciam bater uns nos outros;
                    eu sentia que algo ou alguém de imenso poder, estava se
                    aproximando de mim. O versículo dezesseis, do livro de provérbio, no
                    capítulo oito, me veio à mente: “Eu amo aos que me amam e os que
                    de madrugada me buscam, estes me acharão”. Havia já quatro horas
                    que eu estava ajoelhado orando. Seres celestiais estavam comigo, ao
                    meu redor, naquele meu pequeno quarto. Eu podia senti-los
                    movendo-se ao meu redor. Não existem palavras que possam
                    descrever o que eu sentia naquele momento; tudo o que eu já sentira
                    de amável, sublime e glorioso na minha vida, parecia ínfimo perante
                    aquilo que eu sentia naquele instante. Jamais uma criatura humana
                    pode sentir algo parecido, a menos que esteja em contato íntimo com
                    Deus. Lembrei-me da expressão de Jacó que dissera: “Este lugar não
                    é outro, senão, a morada do Altíssimo” (gênesis 28:10-17). Eu me
                    maravilhava com o som que podia ouvir. Sim, naquele instante, eu
                    ouvia vários sons celestiais, vozes de arcanjos, coros celestiais.
                    Aleluia! Algo glorioso acontecia.
                        Eu não conseguia pronunciar palavra, mas também eu, naquela
                    hora, não queria dizer nada, não queria falar coisa alguma; eu queria
                    apenas ouvir aqueles sons sublimes. De repente, uma voz se fez ouvir
                    acima daqueles sons diversos. Era uma voz com o som de muitas
                    vozes e ouvi que me dizia: “Meu servo não temas as lutas, pois te
                    escolhi e grande obra tenho a fazer por teu intermédio. Muitos se
                    levantaram contra ti, mas não prevalecerão. Aqueles que forem
                    contigo Eu serei com eles, mas aqueles que forem contra ti, Eu serei
                    contra eles” (Gênesis 12:3). “Por isso não temas a lutas e
                    perseguições, porque grande obra tenho a fazer por teu intermédio.
                    Eu enviarei povos e nações para que através de ti, eles sejam
                    curados por mim.”
                           Eu não disse nada em palavras naquele instante e mesmo que
                    tentasse dizer alguma coisa, não conseguiria. Porém, no meu
                    pensamento eu perguntava: “Senhor esta obra será realizada através
                    da igreja a que pertenço, ou através de outra?” E Ele me disse: “Eu
                    darei o nome da igreja”. Depois disso, houve grande silencio, mas sua
                    voz ainda ressoava naquele recinto. Era incrível! Sem que eu
                    houvesse dito nada, Deus soubera da minha pergunta e me
                    respondera.
                        Voltei a mim e vi que estava em meu quarto, porque eu estivera
                    como que arrebatado, pois quando começara a ouvir a vós do Senhor,
                    parecia que eu havia sido transportado ao paraíso ou a uma parte do
                    céu. O lugar onde eu estivera ajoelhado por mais de quatro horas,
                    estava molhado, ali havia uma grande roda de suor, que havia
                    escorrido do meu corpo.
                        O Senhor me tocara com brasas vivas, tal qual ocorreu com Isaías:
                    “Mas um dos serafins voou para mim trazendo na sua mão uma brasa
                    viva, que tirara do altar com uma tenaz; e com ela tocou a minha
                    boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios e a tu iniqüidade foi
                    tirada, e purificado o teu pecado” (Isaías 6:6-7).      Não contei a
                    ninguém essa minha conversa especial com o Senhor; e por muito
                    tempo ninguém soube do ocorrido entre eu e Deus, num momento de



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                    plena comunhão. Continuei a buscar a Deus pelas madrugadas,
                    pedindo a Ele que me dissesse o nome da igreja, como prometera,
                    para que eu fosse congregar nela; porque eu queria que sua
                    promessa se cumprisse logo em mim. Eu esperava que Ele dissesse
                    o nome de uma igreja já bastante conhecida e abençoada; e qual não
                    foi a minha surpresa, quando após vinte e um dias de oração, Ele me
                    disse o nome: “DEUS É AMOR”.
                        Depois que recebi o nome da igreja, fui procurá-la e fiz isso
                    incansavelmente, mas não conseguia encontra; já pensava até que
                    deveria ser uma igreja em outro estado que não o de São Paulo. Foi
                    quando Deus me orientou dizendo através de divina revelação do
                    Espírito Santo, que eu deveria fundar uma igreja e colocar-lhe este
                    nome. Obedecendo a ordem do Senhor, entreguei a congregação a
                    qual tomava conta, no jardim Japão, em Vila Maria, e sem dizer nada
                    a ninguém, nem ao menos o pastor dirigente, dei início ao trabalho de
                    fundação de uma nova igreja. Por certo, o pastor deve ter pensado,
                    que o motivo da minha saída, era devido à grande luta pela qual eu
                    passava e que já não estava mais suportando. A partir de então, eu
                    pude entender, porque as lutas eram tão grandes, mas na época elas
                    não me pareciam ter um porquê.

                    Capítulo 8: Ungido a pastor

                       Eu não tinha com fundar uma igreja, era apenas um cooperador,
                    sem dinheiro ou qualquer outro recurso
                    necessário a este propósito. Mas uma coisa
                    era certa, eu sentia um grande desejo de
                    falar do amor de Jesus. Comecei, então, a
                    fazer cultos ao ar livre na Praça da Sé, em
                    São Paulo, aos sábados e à noite. Pregava,
                    também, nas praças dos bairros nos dias de
                    semana. Eu era impulsionado a falar do amor
                    de Jesus, pelo Espírito Santo de Deus.
                       No mês de março de 1962, fui despedido
                    da firma onde trabalhava no escritório, como
                    funcionário exemplar, já a quatro anos.
                    Naquele tempo não existia o fundo de
                    garantia e sim a indenização. Recebi uma
                    certa quantia como indenização e com essa importância, de imediato,
                    aluguei um amplo salão na antiga rua Setenta, hoje, uma avenida, em
                    Vila Maria, bem próximo a onde morávamos. Paguei o aluguel do
                    salão já por três meses adiantado.
                        No final do mês de março, inauguramos a igreja na antiga rua
                    Setenta, hoje, Avenida Afonso Pena, em Vila alegre, região de Vila
                    Maria. Estávamos tão ansiosos pela inauguração do salão, que não
                    tivemos tempo de instalar a energia elétrica e pedimos emprestado a
                    do vizinho, pois o salão era novo. Deus proveu todas as necessidades
                    e pudemos contar, mais ou menos, umas cinqüenta pessoas no dia da
                    inauguração.
                        Começamos o trabalho com cultos todas as noites, mas os
                    membros que a igreja Deus é amor tinha, eram apenas minha mãe
                    Anália, minha irmã Araci e eu. Certas noites, apenas eu e minha mãe
                    comparecíamos à igreja, então orávamos, pedindo a Deus que
                    enviasse as ovelhas que viriam a fazer parte daquele aprisco.



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                        Deus tinha e ainda tem um plano com a Igreja Pentecostal Deus é
                    Amor; sendo assim, enviou logo, algumas pessoas que se unirão à
                    nossa igreja. Alguns irmãos fiéis a Deus, que nos conheciam e à
                    nossa sinceridade já a alguns anos, vieram congregar conosco. A
                    igreja não tinha ainda, condições de ter uma diretoria, nem um
                    estatuto registrado. Havia também, a necessidade de separarmos
                    alguém para pastor, a fim de que este pudesse celebrar a ceia aos
                    membros.
                        Decidimos reunir os já setenta membros que compunham a Igreja
                    Pentecostal Deus é Amor, em assembléia geral, para votar entre dois
                    candidatos: eu e um outro irmão. Um de nós seria eleito pastor da
                    igreja. No Domingo, dia quinze de abril de1962, às duas horas da
                    tarde, demos inicio ao culto de consagração.        Para que esse culto
                    fosse realizado, enviamos cartas-convite a oito pastores de outras
                    denominações evangélicas, que traziam a mesma doutrina que a
                    nossa, convidando-os para esse evento. Ao receberem as cartas
                    convites todos eles se prontificaram a vir derramar o óleo da unção
                    sobre a minha cabeça; desta forma eu seria separado a pastor.
                        O culto havia sido iniciado as quatorze horas, já havia se passado
                    uma hora, desde o inicio e nenhum daqueles oito pastores que
                    haviam sido convidados e tinham confirmado que viriam, havia
                    chegado ainda eu comecei a ficar preocupado e ao mesmo tempo,
                    magoado, pois eu julgava que todos eles eram meus amigos e irmão
                    em Cristo e me estimavam muito. Talvez o motivo de eles não terem
                    vindo a esse evento, era o fato de eu ser ainda muito novo, o que os
                    deixara um tanto receosos.
                        Quando mamãe e eu não tínhamos mais lágrimas de tanto chorar
                    de decepção, o pastor Roberto Anésimo chegou. Eram, mais ou
                    menos quinze e quarenta e cinco. Cheio de ansiedade, sem saber se
                    ria de alegria ou se chorava de tristeza, eu passei a palavra a ele, que
                    após ler a Bíblia no livro de Timóteo, capítulo três, explanou o texto e
                    orou juntamente com a igreja. Em seguida, tomou em suas mãos, o
                    óleo da unção e desceu do púlpito. Pediu que eu me ajoelhasse e eu
                    o fiz. Quando me ajoelhei para receber a unção, comecei a sentir a
                    mesma graça que sentira no dia dois de novembro, em meu quarto,
                    quando Deus me visitara e falara comigo na madrugada.
                        Nesse exato momento, antes que a igreja se pusesse em pé e o
                    pastor derramasse o óleo da unção sobre a minha cabeça, eu senti
                    como se uma chuva de pedras, caísse sobre mim; em meus ombros
                    costas e cabeça. Então a igreja se colocou em pé para a oração e o
                    pastor derramou o óleo ungido sobre a minha cabeça. Neste instante,
                    eu ouvi a mesma voz que falara comigo na madrugada do dia dois de
                    novembro e esta voz me disse: “Meu servo, não é o homem que esta
                    te ungindo e sim eu, que te escolhi, pois grande é a obra que tenho a
                    fazer por teu intermédio”.
                        Pude repassar em minha mente a passagem do livro de I Samuel,
                    capítulo dezesseis, verso doze: “Então mandou em busca dele e o
                    trouxe, e era ruivo e de formoso semblante, de boa presença, e disse
                    o Senhor: ‘Levanta-te e unge-o, porque este mesmo é”. Se o caro
                    leitor puder ler a Bíblia, verá nesta passagem, que Davi, quando
                    ungido a rei de Israel, era solteiro e ainda jovem.
                        Que dia de benção e de vitórias tão grandes, foi aquele para mim.
                    Agora, a Igreja Pentecostal Deus é Amor, já tinha seu primeiro pastor
                    para celebrar a ceia e as demais cerimônias que a Bíblia exige que



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                    sejam celebradas por um pastor ou presbítero. A igreja, já tinha
                    alguns irmão membros e outros obreiros, em condições de fazerem
                    parte de uma diretoria. Foi ai então, que fizemos o estatuto da Igreja
                    Pentecostal Deus é Amor e registramos em cartório no dia três de
                    julho de 1962. Se a lei exigia que fosse feito isso, assim seria feito,
                    porque a Bíblia diz: “Dai a César o que é de César e a Deus, o que é
                    de Deus”.
                       Agora a Igreja Deus é Amor, já era uma pessoa jurídica e existia de
                    fato.

                    Capítulo 9: A fundação da Igreja Pentecostal Deus é Amor

                       A igreja ainda possuía poucos membros e os dízimos que entravam
                    ainda não eram suficientes para saldar as dívidas, nem sanar os
                    compromissos que a igreja assumira. Devido a essa dificuldade
                    financeira, eu voltei a trabalhar materialmente, pois havia uma grande
                    necessidade de que os compromissos assumidos pela igreja fossem
                    cumpridos. Eu tinha de pagar o programa de radio que apesar de
                    serem apenas quinze minutos, era bastante caro. Este programa era
                    apresentado três vezes por semana em um emissora, que tinha por
                    nome Radio Industrial e ficava no bairro do Butantã. Alguns dias
                    depois, conseguimos mais doze minutos na Radio Cacique, em São
                    Caetano do Sul, também três vezes por semana. Além da igreja, havia
                    também a minha mãe, que dependia de mim e eu não queria deixar
                    faltar nada a ela ou em casa.
                        Após um ano da inauguração da igreja, nos mudamos para a
                    Avenida Afonso Pena, para um pequeno tabernáculo, mas devido a
                    perseguições por parte dos vizinhos, tivemos que nos mudar
                    novamente e desta vez fomos para a rua Carmem Porto, em Vila
                    Medeiros.
                        O primeiro batismo que realizamos, tínhamos apenas duas irmãs
                    novas convertidas para batizar, mas para nós, aquela ocasião foi
                    motivo de grande festa e regozijo. Alugamos um ônibus e fomos e
                    voltamos cantando, por todo o trajeto; numa alegria muito grande.
                    Lembramo-nos da palavra de Deus, que diz: “Mais vale uma alma
                    salva, que o mundo inteiro perdido”.
                       Agora, mais do que nunca eu buscava a Deus. Nos acostumamos a
                    reunir-nos na chácara de um irmão membro de nossa igreja, a fim de
                    passarmos a noite em vigília buscando a face de Deus. Foi numa
                    dessas vigília que Deus me deu o dom de divina revelação. Foi uma
                    noite de poder aquela, um poder sobrenatural. Deus começou a me
                    usar e revelou pessoas em pecado na vigília. Todos os sábados eu
                    pregava em nossa igreja de São José dos Campos, após haver
                    pregado lá, eu ia para a vigília e passava a noite com os demais que
                    também compareciam.
                       No outro dia bem cedo, eu voltava para aquela cidade para fazer o
                    programa a qual tínhamos todos os domingos pela manhã, das oito as
                    nove horas, pela Rádio Piratininga, de São José dos Campos.
                        Eu, praticamente, só vinha à São Paulo à noite, para participar da
                    vigília na chácara com outros irmão. Depois do programa, ao voltar
                    para a cidade de São Paulo, no mesmo Domingo em que eu recebera
                    o dom de revelação na vigília, fui pregar na nossa sede na rua
                    Carmem Porto, como fazia todos os domingos a noite. Antes do
                    término do culto, Deus me revelou uma criança que ia ser operada



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                    das amídalas, na segunda feira. Um pouco receoso tive medo de
                    chamar à frente, aquela menina com a sua mãe, mas ao terminar o
                    culto, chamei aquela mãe (uma senhora católica), para que eu
                    pudesse orar pela criança. No momento em que eu orei, impondo as
                    mãos sobre a cabeça da menina, ela expeliu as duas amídalas pela
                    boca. Sua mãe começou a chorar de alegria e contou-me que a sua
                    filha estava com uma operação marcada para o dia seguinte. A minha
                    fé aumentou muito, pois fora exatamente como Deus me revelara.
                    Desde de então, não tive mais receio e quando o Senhor Deus me
                    revelava algo, através do Espírito Santo, eu chamava as pessoas até
                    a frente e Deus as curava de suas enfermidades, na hora. A
                    freqüência de pessoas na igreja, começou a aumentar e já tínhamos
                    condições de pagar o aluguel e os programas de rádio.
                        Nesta época, o dirigente de São José dos Campos, entregou a
                    igreja e em conseqüência desta situação, parei de trabalhar
                    materialmente e fui tomar conta da igreja daquela cidade. Eu dormia
                    no próprio salão da igreja sobre os bancos e sem condições
                    financeiras melhores, eu me alimentava apenas de pão e café. Foi
                    uma luta muito grande. Devido o meu afastamento, o povo começou a
                    diminuir sua freqüência nos cultos da igreja sede em São Paulo.
                    Então, eu orei a Deus que preparasse um obreiro urgente, para ficar
                    tomando conta daquela igreja de São José dos Campos, para que eu
                    pudesse retornar a São Paulo. Deus ouviu a minha oração e preparou
                    um obreiro que ficasse tomando conta daquela igreja. Era um irmão
                    que viera de outro ministério, mas que amava a sã doutrina e me deu
                    provas de que estava realmente preparado para ficar a frente do
                    trabalho, ali na cidade de São José dos Campos. Desse forma, eu
                    pude voltar para São Paulo e novamente tomar conta da sede.
                        No mês de março de 1965, em um sábado fui a uma vigília na Vila
                    Maria baixa. Era na casa de um casal bem idoso, muito abençoado
                    por Deus. Íamos todos os sábados nessa vigília e só em chegarmos
                    na casa desse casal, já sentíamos a presença do Senhor. Foi nessa
                    vigília do mês de março, que eu conheci uma jovem por nome de
                    Ereni. Era uma jovem também crente, que tocava acordeom e
                    cavaquinho, louvando a Deus. Fomos apresentados um ao outro por
                    esse casal, dono da casa onde eram realizadas as vigílias.
                        No dia em que fomos apresentados um ao outro, não nos falamos
                    muito, pois o objetivo de todos os presente, era buscar a Deus. Como
                    todas as outras, essa vigília foi maravilhosa, naquela tempo, caía
                    tanto poder de Deus nas vigílias, que o povo não sentia cansaço e
                    nem via o tempo passar. Quando encerramos a vigília, às sete horas
                    da manhã, o sol já estava alto no céu. Me despedi da irmã Ereni, bem
                    como de todos os irmão presentes e fui para casa descansar.
                                                   Durante a semana, lembrei-me várias
                                                vezes da irmã Ereni e de como ela havia
                                                se destacado louvando a Deus com vários
                                                e belos hinos, durante a vigília. Pensei
                                                também que Deus poderia abençoar uma
                                                união entre nós dois e fui falar com o pai
                                                dela. Três meses depois, no dia doze de
                                                junho de 1965, entramos na Igreja
                                                Pentecostal Deus é Amor, para nos
                                                unirmos sobre os sagrados laços do
                                                matrimônio. Recebemos a invocação de



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                    bênçãos, para que Deus abençoasse sempre o nosso lar; o pastor leu
                    a certidão de casamento, que já havia sido feito no civil, perante um
                    juiz de paz, e a partir de então, estávamos casados perante o homem
                    e perante Deus. Percebi, que o ministério que Deus havia colocado
                    em minhas mãos estava completo agora.

                    Capítulo 10: A Igreja no coração de São Paulo

                         Após o casamento, fixamos residência na jardim Japão, ai
                    passamos a fazer concentrações nos cinemas, onde multidões
                    acorriam para serem curadas por Jesus, na zona leste de São Paulo.
                        O povo já havia me ‘batizado’ com o título de “O maior pregador de
                    curas divinas da época”. Relato isso, não para minha glória, mas para
                    glória do Senhor e para sua honra, que havia falado comigo a algum
                    tempo atrás, que muitos viriam a mim para serem curados por Ele.
                         Dentre os muitos milagres que Deus operava entre aquelas
                                                              multidão, o que mais me
                                                              tocou foi o de uma criança,
                                                              ainda bebê; na verdade
                                                              recém nascida e que não
                                                              tinha ainda, sequer o sinal
                                                              dos dois olhos. Numa
                                                              concentração,            que
                                                              realizamos no antigo cinema
                                                              Cacique, no bairro de
                                                              Aricanduva, a mãe dessa
                                                              criança    compareceu      e
                                                              recebeu a benção para sua
                    filhinha. Na hora da oração pelos dons do Espírito Santo, a mãe da
                    menina a levou até a frente; eu orei e a mãe voltou a sentar-se no
                    mesmo lugar onde estava desde o começo do concentração. Quando
                    a mãe olhou para o rosto da pequenina criança em seus braços, viu
                    dois olhinhos se abrindo e olhando de um lado e outro. A mãe veio à
                    frente com a criança nos braços, chorando muito e bastante
                    emocionada. Apresentando a menina para a multidão, contou o
                    testemunho do grande milagre que Deus acabara de operar na vida
                    de sua filhinha de vinte e quatro dias. Aquela criança que não tinha
                    olhos, agora via como outra criança qualquer, pois estava com os
                    seus olhinhos perfeitos.
                        Foi um grande milagre operado pelas mãos potentes de Jesus, por
                    meu intermédio. A cada dia, eu sentia minha fé aumentando ainda
                    mais em Jesus. Foi um período trabalhoso; de muitas vitórias sim,
                    mas também de grandes lutas. Eu já tinha uma despesa muito grande
                    com os programas de rádio e aluguéis dos salões onde ficavam as
                    nossas igrejas, nos bairros.
                    Ao voltarmos para casa à noite, eu e minha esposa Ereni, depois da
                    concentração no cine Cacique, fomos checar nosso orçamento
                    semanal e vi que estávamos com quase nada; para ser exato,
                    estávamos com o dinheiro suficiente para apenas duas passagens de
                    ônibus. Eu ia todos os dias até São Caetano do Sul, para apresentar o
                    programa pela Rádio Cacique de São Caetano, que era apresentado
                    das seis às seis e vinte da manhã. Disse para minha esposa: “Ereni, o
                    dinheiro que tenho comigo, dá para pagar apenas a passagem de ida
                    para a rádio, mas não dá para voltar”. Era necessário que eu tomasse



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                    duas conduções para ir até a rádio, e duas para voltar”. Quando eu
                    disse isso a ela, pudemos compreender que no outro dia não teríamos
                    o dinheiro, sequer para comprar o pão.
                       Então, tornei a falar com Ereni, perguntando: “O que você acha que
                    eu devo fazer? Devo ir ou não? Se eu for , você vai ficar sem pão para
                    o café da manhã”. Ela olhou para mim e falou com a voz
                    demonstrando estar cheia de fé: “Você vai fazer o programa. A obra
                    de Deus não pode parar”. Já eram quase zero horas do próximo dia,
                    então fomos orar para deitar e dormir. Durante aquela oração eu tive
                    uma visão. Eu vi um pão redondo sobre a mesa da cozinha.
                       Ás quatro e quarenta e cinco minutos, me levantei e sai para fazer o
                    programa. Apesar do programa ser às seis horas, eu tinha de sair
                    bem cedo de casa, porque a rádio ficava em outro município. No
                    percurso para a rádio, ao descer de um ônibus e pegar outro, eu
                    pensava: “é o único e último dinheiro que tenho. A volta, Deus
                    proverá”.
                        Nós lutávamos com muita dificuldade e muito suor pela obra de
                    Deus. A igreja, por ser ainda nova, não tinha condições de comprar
                    sequer um gravador, para gravarmos os programas de rádio, então,
                    precisávamos fazê-los ao vivo. Havia a necessidade de
                    economizarmos ao máximo, pois tínhamos ainda o pagamento e os
                    aluguéis das igrejas dos bairros; e eu sempre responsável com as
                    coisas que eram minhas, muito mais me tornava responsável pelas
                    coisas de Deus. Lutávamos muito, mas sempre conseguíamos efetuar
                    ao pagamento desses compromissos em dia.
                       Não sei se era impressão minha, mas eu senti, enquanto fazia o
                    programa, que naquele dia, o programa estava ainda mais abençoado
                    que os outros; creio que não era algo que eu sentia de mim mesmo,
                    mas a presença de Cristo, junto a mim ali no estúdio. Mesmo sabendo
                    que teria que voltar a pé para casa depois, eu sentia meu coração
                    cheio da graça de Deus.
                       Quando terminei o programa, ao abrir a porta do estúdio para sair,
                    deparei com duas irmãs que eu não
                    conhecia, pois eram de outra denominação.
                    As duas se dirigiram a mim e uma delas, com
                    lágrimas nos olhos me disse que na hora da
                    oração, durante o programa, ela tinha tido a
                    visão de um anjo no estúdio, ao meu lado.
                    Elas estavam maravilhadas, diziam que
                    haviam recebido um milagre, pois elas se
                    encontravam no auditório da rádio, que
                    ficava do lado de fora do estúdio, então elas
                    criam que aquilo era um milagre de Deus; o
                    fato de poderem presenciar um anjo do
                    Senhor, de corpo presente ali. Me pediram
                    que eu orasse por elas, pois o acontecido as deixara cheias de fé.
                    Orei por elas e suas famílias e ao me despedir delas com a Paz do
                    Senhor, aquelas irmãs me entregaram um pequeno embrulho. Eu
                    pensei que aquilo fosse um pedido de oração, pois a embalagem era
                    pequena. Saindo da rádio Cacique, resolvi abrir aquele embrulho e
                    qual não foi a minha surpresa! Dentro da embalagem havia dinheiro
                    suficiente para comprar as passagens de ônibus e voltar para casa.
                       Ao chegar em casa por volta das oito e meia da manhã, vi um pão
                    em cima da mesa; era tal e qual eu presenciara na visão durante a



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                    oração da noite anterior. Perguntei para minha esposa: “Ereni onde
                    você conseguiu dinheiro para comprar o pão?” ela disse: “Ah, este
                    pão foi um presbítero da nossa igreja, aquele que é padeiro, que
                    trouxe hoje de manhã aqui. Ele disse que havia feito um pão especial
                    naquela madrugada e resolveu trazer o pão aqui para nós”. Ficamos
                    ambos, agradavelmente surpresos, quando eu lhe contei sobre as
                    duas irmãs que haviam estado na emissora de rádio; e pensamos,
                    nunca aquele presbítero, irmão de nossa igreja, que era padeiro já a
                    tanto tempo, havia nos dado um único pão sequer, além do que, ele
                    morava um pouco distante de nós e quando ia para casa, ao voltar do
                    serviço, o seu ônibus não passava por ali; da mesma forma, nunca
                    alguém tinha ido, até aquele dia, ao estúdio da rádio onde eu fazia o
                    programa. A conclusão a que chegamos, era que Deus havia usado
                    aquelas pessoas, para prover aquilo que necessitávamos e nossa fé
                    aumentou ainda mais no Senhor Jesus.
                       Milhares de pessoas eram curadas das mais terríveis enfermidade,
                    durante as concentrações. A igreja continuava a crescer. Nossa
                    alegria era enorme no Senhor e ela aumentou mais um pouco,
                    quando no dia primeiro de abril de 1966, Deus, através de suas
                    promessas de que os filhos são herança dele para nós; nos
                    presenteou um lindo casal de filhos, os nossos primogênitos aos quais
                    demos os nomes bíblicos de David e Débora.

                    Capítulo 11: Os primeiros passos de uma obra

                          A maior dificuldade daquela época, é que eu tinha além da sede,
                    outras igrejas nos bairros para ministrar a Santa Ceia do Senhor;
                    então, eu as ministrava mesmo durante a semana e também à noite.
                       Sempre depois do programa na rádio Cacique, eu fazia um culto às
                    nove horas, na nossa congregação de Santo André, na rua Campos
                    Sales e à tarde fazíamos cultos na praça João Mendes, de hora em
                    hora e à noite, nas congregações dos bairros. Havia dias, em que eu
                    tomava de dez a quatorze ônibus por dia, para poder ir dar assistência
                    nas igrejas. Essa foi uma época da qual eu posso dizer que Deus me
                    deu forças demais. Eu dormia apenas quatro horas por noite, todos os
                    dias da semana, pois fazia o programa da madrugada ao vivo.
                        Durante cinco anos, trabalhamos incansavelmente, grandes
                    milagres eram realizados nas vidas das pessoas que compareciam à
                    igreja. No ano de 1970, conseguimos alugar um salão maior na rua
                    Fernão Sales, no Parque Dom Pedro II. Dividimos o salão com
                    divisórias de compensado e lambril, pois passei a morar com minha
                    esposa e meus filhos, que agora já eram quatro, na parte de trás do
                    salão. Este salão dividido em duas partes, uma para morarmos e
                    outra para fazermos cultos, passou a ser a sede da nossa Igreja
                    Pentecostal Deus é Amor.
                       Nessa época nós já tínhamos nossa filhinha Léia e a Ereni estava
                    grávida do nosso caçula, o Daniel.
                    Lembro-me de quanta dificuldade a
                    minha      querida      esposa     e
                    companheira de luta na obra de
                    Deus, enfrentava. Não tínhamos
                    condições de ter um tanque, pois
                    não havia onde instalá-lo, então ela
                    lavava as roupas em bacias e as



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                    estendia em seguida, em varais improvisados dentro do cômodo onde
                    dormíamos. O salão não possuía ventilação nenhuma e era intestado
                    de ratos que nos perturbavam todas as noites. Quanto sofreram,
                    minha esposa e meus filhinhos por amor de Cristo. Muitas vezes as
                    crianças acordavam de madrugada chorando, porque os ratos as
                    tinham mordido. Porém, para nós Deus transforma tudo em vitórias.
                       O Espírito Santo continuava operando, a igreja se expandindo dia a
                    dia e o melhor, para mim, as almas iam sendo resgatadas do abismo
                    das trevas, para a luz. No dia oito de setembro de 1968, eu havia
                    marcado uma concentração em São Vicente, próximo à Santos, no
                    estado de São Paulo. Pela madrugada a Ereni começou a sentir dores
                    de parto; pela manhã, eu a levei para a maternidade, na Avenida
                    Brigadeiro Luiz Antônio e depois de ter dado entrada na maternidade,
                    deixei minha esposa aos cuidados e observações dos médicos e
                    enfermeiras e fui para a cidade de São Vicente; de qual modo, eu não
                    poderia faltar a essa concentração, pois ela havia sido marcada com
                    antecedência e já bastante anunciada.
                        Quando cheguei ao local da concentração, uma grande multidão já
                    me aguardava, ansiosa pelas bênçãos e milagres, que Deus com toda
                    a certeza, iria operar. Muitas pessoas haviam chegado ali carregadas
                    e na hora da oração final, Jesus curou muitas enfermidades. Grandes
                    milagres foram operados pelo Espírito Santo de Deus e só com muita
                    dificuldade, consegui sair do local ao termino da concentração, porque
                    o povo não queria me deixar ir. Ao retornar para São Paulo, fui direto
                    para a maternidade; ao chegar recebi os parabéns dos médicos, pelo
                    nascimento de meu filho Daniel. Só restava agradecer a Deus, por
                    mais uma benção recebida no dia oito de setembro de 1968.
                        Conforme o tempo passava, aumentava cada vez mais a minha
                    responsabilidade. Agora, eu tinha que fazer mais um programa ao
                    vivo. Além do programa levado ao ar diariamente pela rádio Cacique,
                    das seis e quinze às seis e trinta, que eu apresentava ao vivo, havia
                    agora também, um outro programa pela rádio América, de São Paulo,
                    das quatro às quatro e quarenta e cinco da madrugada.
                        No ano de 1969, fiz a minha primeira viagem missionária; fui à
                    Barra do Turvo, divisa com a Argentina, estado do Rio Grande do Sul.
                    O objetivo era receber toda uma congregação de novos convertidos,
                    que havia se formado em um sítio, através das transmissões do
                    programa transmitido pela rádio América, que tinha uma boa recepção
                    nesta cidade, município de Palmeira das Missões. Pela primeira vez
                    em minha vida viajei de avião, fui de São Paulo à Porto Alegre e
                    depois tomei um ônibus até a Barra do Turvo.

                    Capítulo 12: O fim de uma década de vitória, 1972

                       Ao terminar o ano de 1969, a igreja necessitava urgentemente de
                                                       um imóvel maior, pois as
                                                       multidões que compareciam às
                                                       concentrações realizadas na
                                                       Praça da Sé, não cabiam no
                                                       salão que ocupávamos no
                                                       Parque Dom Pedro II. A igreja já
                                                       tinha condições de adquirir
                                                       alguns       imóveis,     então
                                                       começamos a procurá-los nas



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                    cercanias do centro da cidade, local de acesso mais fácil para o povo
                    que vinha de longe.
                       Encontramos então, duas casas geminadas e bastante antigas, na
                    rua Conde de Sarzedas, bem próximo à Praça da Sé; adquirimos
                    estes dois imóveis, que juntos somavam o total de quatrocentos
                    metros quadrados. O único meio de comportar ali, a massa humana
                    que comparecia diariamente em nossa igreja, era demolir as paredes
                    internas das casas, que também precisavam de uma boa reforma.
                    Não podíamos arcar com as duas despesas ao mesmo tempo, ou
                    comprávamos a casa e trabalhávamos em sistema de mutirão, ou não
                    comprávamos , pois não haveria condições de contratarmos uma
                    firma construtora para o serviço. Sendo assim, convocamos os
                    membros da igreja, que com grande alegria e entusiasmos, nos
                    ajudaram em tudo.
                       A Ereni já estava gestante novamente e nem por isso, se recusava
                    a trabalhar, pelo contrario, creio que era a que mais trabalhava. Ereni
                    sempre foi minha adjutora em tudo o que eu fazia para a obra de
                    Deus e desta vez, não foi diferente. Caminhando ao meu lado, nos
                    trabalhos de reforma, também nos ajudava até altas horas da noite,
                    fazendo força, as vezes, além de suas possibilidades, para evitarmos
                    que as paredes caíssem ou trincassem em dias de chuva. Minha
                    esposa, além de cuidar das crianças e ajudar nos serviços pesados,
                    ainda cozinhava para os vinte e cinco irmãos e algumas poucas irmãs
                    que cooperavam na reforma. Muitas vezes, ela subiu até o Glicério,
                    até quase o final da Conde de Sarzedas, onde estávamos
                    trabalhando, com enormes sacolas ou puxando pesados carinhos de
                    feira, com os alimentos que depois ela cozinhava para todos. Também
                    nos ajudava a carregar ferros, madeiras, pedras e demais materiais
                    que uma construção requer. Creio que por esse esforço demasiado
                    por parte da Ereni, nossa filhinha Raquel nasceu doente, vindo a
                    falecer dez dias depois de nascida.
                        Nós ainda pagávamos as prestações da compra das casas que
                    estávamos reformando, pois seria a nossa seda nacional.
                    Trabalhávamos dia e noite sem cessar, fazíamos todo o serviço sem
                    precisar gastar, com mão de obra, graças a boa vontade e
                    cooperação dos membros.
                       No dia sete de setembro de 1970, inauguramos a nossa igreja Sede
                    Nacional. Foi uma festa espiritual
                    muito linda. Grupos de irmãos e
                    irmãs desfilaram com faixas e até
                    bandeira do Brasil e de São Paulo
                    além, é claro, da bandeira da
                    igreja que havia sido idealizada e
                    desenhada pela Ereni; minha
                    esposa prestimosa que sempre
                    pensava em tudo. Esse grupo
                    saiu da rua Fernão Sales e veio
                    pela rua Vinte e Cinco de Março, depois Frederico Alvarenga, Rua do
                    Glicério e subiu a rua Conde de Saudades, que naquela época dava
                    mão para cima, com o povo cantando até chegarmos na nova sede. A
                    multidão a acompanhar aquele cortejo, era tão grande e feliz, que
                    impedia o transito e nem se importava com isso. Sim, nas ruas por
                    onde passávamos, os carros paravam para admirar aquilo tudo.
                        Pudemos notar entre satisfeitos e estupefatos, que a igreja que



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                    pensávamos ser grande, logo no primeiro dia, já se tornara pequena
                    para o número de pessoas. O salão não comportou o povo, que
                    tomou toda a calçada e também a rua Conde de Sarzedas, num raio
                    de quase cem metros. A multidão que passou a freqüentar o local,
                    comparecendo diariamente, aumentou a olhos vistos de uma maneira
                    surpreendente. Passamos então, a realizar cultos diários às nova, às
                    quinze e às dezenove horas. Eu pregava diariamente na igreja de
                    Santo André, que já possuía um amplo salão, na rua Quinze de
                    Novembro, no centro de Santo André.
                       Era uma grande, porém, gratificante correria. Eu realizava quatro
                    cultos diários, às nove horas na sede nacional, ao meio dia em Santo
                    André e às quinze e às dezenove, na sede novamente. Eu conseguia
                    fazer tudo isso, porque Deus me dava forças. Em todo tempo, eu
                    sentia um grande entusiasmo, um enorme prazer pelas coisas de
                    Deus. A multidão aumentava assustadoramente na sede nacional, nos
                    três horários. Fazíamos cultos que superlotavam, e as pessoas iam
                    até a calçada. Os milagres que Deus operava, eram dos mais
                    impressionantes, jamais vistos e a maioria das pessoas que recebiam
                    as bênçãos em forma de milagres em suas vidas, eram católicas.
                       No ano de 1971, quando eu orava a Deus, como sempre fizera e
                    agora muito mais, pela
                    madrugada, Ele me falou:
                    “Amplia a minha casa”. Então
                    começamos as obras de
                    ampliação do salão, para os
                    fundos, onde havia ainda um
                    amplo terreno. Depois de
                    pronta mais aquela área,
                    notamos ainda não ser
                    suficiente, o espaço requerido
                    para comportar a multidão, que acorria em massa, tanto de manhã, à
                    tarde e também á noite. Aos domingos, começamos a fazer quatro
                    cultos naquele local; das nove ao meio dia, do meio dia às quinze, das
                    quinze às dezoito e das dezenove às vinte e duas.
                        O mais impressionante de tudo isso, é que Deus continuava
                    operando de maneira grandiosa, parecia que Deus superava a si
                    mesmo, se é que isso é possível, pois os milagres ali realizados eram
                    indescritíveis. Todos queriam entrar naquele local para serem
                    abençoados por Deus. Os que entravam, não se davam por
                    satisfeitos, se não conseguissem chegar até o púlpito, o que quase
                    ocasionou algum tumulto, várias vezes, durante as concentrações.
                       Tantas pessoas eram curadas de tão diferentes enfermidades, que
                    o próprio povo ‘batizou’ a Igreja Pentecostal Deus é Amor de “Pronto
                    Socorro de Jesus”.
                       No ano de 1972, passamos a realizar o batismo nas águas, de seis
                    em seis meses e em todos os batismos que realizávamos, nunca
                    eram batizadas menos que mil pessoas, isso só da sede nacional,
                    fora os recém convertidos das igrejas dos bairros.
                       Este ano de 1972, foi um ano de aberturas das igrejas filiais e em
                    pouco tempo, para a glória de Deus, já tínhamos em todo o território,
                    a nossa querida Igreja Pentecostal Deus é Amor.

                                           Não poderia deixar de incluir neste livro, uma
                                                        palavra de minha



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                               querida e saudosa mamãe que tanto me ajudou,

                                     tanto sofreu comigo neste ministério.


                    “Toda honra, toda glória, seja dada a nosso Senhor Jesus Cristo.
                    Irmão amados, vocês puderam ler como foi o começo dessa obra.
                    Esta obra começou pequenininha, como uma criança que engatinha;
                    ela engatinhou, ela levantou-se, ela andou, ela cresceu e hoje ela é
                    uma donzela formosa, está esperando seu noivo nosso Senhor Jesus
                    Cristo.
                    Porque breve Cristo virá buscar seus escolhidos.
                    Irmãos amados, estejamos sempre apercebidos, não deixemos de
                    olhar sempre para o autor e consumador de nossa fé, que é nosso
                    Senhor Jesus Cristo.
                    Os leitores, puderam ler parte do que se passou; não tudo, não tudo.
                    Esta igreja passou falta, muitas vezes, por grandes apertos na parte
                    financeira, aperto por perseguições, por calunias e por todos os lados;
                    mas Cristo nunca deixou-nos fracassar.
                    Cristo esteve sempre na frente.
                    Coisas maravilhosas, gloriosas, Deus tem feito nessa igreja e
                    continuará fazendo; enquanto o seu servo for fiel a frente desse
                    trabalho, pois Deus sempre é verdadeiro.
                    Porque Deus não falha.
                    Porque Deus não fracassa.
                    Porque Deus é forte e poderoso.
                    A Bíblia sagrada é um livro, um companheiro inseparável o qual
                    devemos ter sempre em nossas mãos; para examinar os estatutos, as
                    leis e os mandamentos de nosso Senhor Jesus Cristo; para que
                    guardemos dentro de nossos corações; para que não venhamos
                    desfalecer.
                    Irmãos amados, as lutas e as tribulações estão ai, mas o povo de
                    Deus, está de cabeça erguida.
                    O povo de Deus está olhando a volta de Cristo, que breve virá.
                    Nós sabemos que essa igreja se tornou famosa, mas não no orgulho,
                    mas sim porque Cristo é glorioso, porque Cristo é famoso.
                    Assim como Jesus nasceu pequenino, e cresceu tanto na sabedoria,
                    como em santidade, assim também tem acontecido com esta igreja.
                    Ela era tão pequenininha, cresceu, evoluiu e está cheia de bênçãos
                    de Deus.
                    Eu já estou bastante idosa; se eu morrer hoje, já morro muito satisfeita
                    com Deus; muito contente com Cristo.
                    Eu quero contar uma coisa.
                    Quantas vezes em dias de chuva, íamos eu e meu filho para igreja.
                    Nesse tempo a igreja tinha poucos membros.
                    Chegávamos lá, era eu e ele; sabe o que nós fazíamos?
                    Entrávamos, fechávamos a porta, porque sabíamos que ninguém iria
                    por causa da chuva e porque eram poucos os membros, dobrávamos
                    o joelho e orávamos a Deus.
                    Irmãos, está igreja nasceu no meu joelho e no joelho do David.
                    Nós tínhamos calos nos joelhos, com feridas, mas não era ferida, era
                    coro duro.
                    Porque nós orávamos constantemente para vermos o crescimento
                    dessa igreja.



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                    E hoje nós vemos a resposta de nossas orações. Hoje não oramos só
                    nós dois, hoje o mundo todo ora e por isso é que Deus opera
                    maravilhas.
                    Se Cristo vier, vamos subir com Ele.
                    Jesus disse: ‘Não se turbe o vosso coração, credes em Deus? Credes
                    também em mim’.
                    Vamos crer em Jesus.
                    Nós somos um povo privilegiado, um povo escolhido.
                    Por quem?
                    Por um governador ?
                    Por um presidente?
                    Não, escolhidos por Deus, um povo escolhido por Deus.
                    Jesus foi prepara um lugar e este lugar está preparado.
                    Não desfaleça na fé, mas confie.
                    Não deixe perder o seu lugar, que por Jesus já está preparado lá no
                    céu.
                    Que Deus abençoe! Amem!”

                     “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor
                        Jesus Cristo, pela qual já esta crucificado para mim e eu para o
                                             mundo” (Gálatas 6:14)

                                              fotos de recordações




                     O Missionário, quando bebê, no colo de sua mãe Anália; rodeado por seu
                                                  pai e irmãos



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                     O Missionário, adolescente, ainda na fazenda (apontado com a seta). Na
                       frente, seu pai de paletó claro e gravata escura, e sua mãe ao lado. A
                     família estava completa e nesta foto aparecem também alguns amigos da
                                                       família.




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                    O Missionário, Já rapaz, com a fita azul de congregdo mariano ao pescoço;
                    a qual trazia orgulhosamente, sempre às missas (a pedido dele, cortamos a
                    medalha que aparecia no final da fita).




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                    Ereni ainda criança com seus pais e amigos da família. Da esquerda para a
                     direita: sua nãe Áurea, seu pai Otavio e ela, vestida a carater, para uma
                                                  festa escolar.




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                      David e Ereni assinam o livro de registro de casamento perante o juiz de
                         paz. Como testemunhas, a irmã do Missionário e o esposo desta.




                           David e Ereni, quando do enlance matrimonial em 12/06/65.




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                     O Missionário com seus quatro filhos, da esquerda para a direita: Daniel,
                                             Débora, David e Léia.




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                                     David, Débora e Léia com a vovó Ánalia.




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                                  O Missionário e sua esposa na Radio América.




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                    Missionário posando com o primeiro gravador profissional adquirido pela
                     igreja e montado nos fundos da Sede Nacional, na época localizada à rua
                    Conde de Sarzedas. Neste estudio, o Missionário gravavaos programas, dos
                     quais sua esposa, fazia a tecnica. Estes programas eram enviados depois,
                                para as rádios que se imcumbiam de leva-los ao ar.




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                      Uma das concentrações que realizávamos em cinemas. Nesta foto, uma
                                   concentração realizada no cine Itapura.




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                               Culto realizado em nossa igreja na rua Fernão Sales.




                                Concentração realizada na Praça da Sé, São Paulo.




                      Desfile de inauguração da Sede Nacional já na rua Conde de Sarzedas.




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                      Trabalho de ampliação da Sede Nacional (nesta época a igreja já tinha
                            condições de pagar uma firma construtora especializada).




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                                    Inauguraçao da Sede Nacional já ampliada.



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                    Um culto de domingo, realizado na Sede Nacional já ampliada. Esses cultos
                        lotavam tanto, que era preciso conduzir o povo à parte inferior da
                     construção, que era destinada aos veículos; e mesmo assim ainda muitas
                                           pessoas não podiam entrar.




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                      Missionário David Miranda em uma grande concentração realizada no
                           Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, no final dos anos 90.




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                    45 anos depois, Deus continua usando o Missionário David Miranda como
                     no início. Pois Deus não se esqueceu da promessa que lhe fez : “Por isso
                    não temas a lutas e perseguições, porque grande obra tenho a fazer por teu
                     intermédio. Eu enviarei povos e nações para que através de ti, eles sejam
                                                curados por mim.”


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