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					                       ALCOOLISMO: UM PROBLEMA SOCIAL


                                                              Sérgio Martins Kozenieski
                                              Faculdade São Francisco de Assis – Unifin
                                                             Curso – Ciências Contábeis
                                               Disciplina – Sociologia das Organizações



Introdução

Este trabalho faz uma síntese sobre alguns pontos que envolvem o Alcoolismo tais
como: o fato de o álcool ser um sedativo natural e lícito, sua ação no cérebro, os
danos causados por ele à saúde, os limites do uso do álcool, suas conseqüências e a
questão do alcoolismo dada pela sociedade brasileira.

Álcool Sedativo Natural e Lícito

        O álcool é uma substância lícita, obtida a partir da fermentação ou destilação da
glicose presente em cereais, raízes e frutas. Ele está presente em quase todas as
culturas e participa plenamente do cotidiano da humanidade. É também a substância
que mais causa danos à saúde, também causa dependência e gera fortes crises de
abstinência que podem levar ao óbito, se não tratada. Por outro lado, o consumo diário
em baixas doses é protetor contra doenças cardiovasculares, mas essa prática não
deve ser estimulada como método preventivo.

        Estudos brasileiros apontam que boa parte dos estudantes do ensino
fundamental e a imensa maioria dos estudantes do ensino médio experimentam
bebidas alcoólicas antes de terminar estes ciclos, sendo assim, o álcool ao lado do
tabaco são substâncias que merecem maior atenção por parte dos educadores e outros
profissionais.

Ação no Cérebro

       O álcool ingerido é absorvido rapidamente pelos órgãos organismo. No cérebro ,
começa atuando como ansiolítico, provocando um quadro de euforia e bem estar. O
aumento da dose leva à depressão do sistema nervoso causando sonolência, sedação,
incoordenação motora e relaxamento muscular. Doses extremamente elevadas podem
levar ao coma.

        O início dos efeitos da ingestão do álcool está condicionado a diversos fatores. A
presença de alimentos no estômago diminui a velocidade de absorção. Bebidas
frisantes e licorosas são absorvidas com maior rapidez. A velocidade da ingestão
também interfere: quanto mais rápido se bebe, mais rápidos e intensos serão os efeitos.
Danos à Saúde

       O álcool tem ação tóxica sobre diversos órgãos. As complicações mais
freqüentes são as gastrites, úlceras no estômago, hepatite, esteatose, cirrose no
fígado, demência, dor e diminuição da força muscular nas pernas e doenças do
coração, com risco de infarto, hipertensão e derrame cerebral. O álcool também
aumenta o risco de câncer no estomago, na bexiga, na próstata, garganta e outros
órgãos.


Os limites do uso do Álcool e suas Conseqüências

        Segundo o        Doutor Ronaldo Laranjeira, o álcool         se for consumido
moderadamente, não é prejudicial . Ele pode facilitar a circulação sanguínea, divertir,
relaxar, descontrair, entre outras coisas. A questão principal é o seu limite, beber pode
ser muito prazeroso, mas beber muito, em horas ou situações inapropriadas, pode
acarretar problemas como ressacas, acidentes de trabalho e trânsito, problemas de
saúde, de relacionamento familiar e social.

        Quem bebe uma dose de vez em quando, ou seja , com uma freqüência
irregular e em baixas quantidades, os seus riscos são pequenos. Mas aquele que bebe
quantidades maiores, com uma freqüência definida, os riscos aumentam no sentido do
seu consumo causar problemas ou mesmo a dependência. O importante é analisar os
hábitos alcoólicos da pessoa que bebe para poder perceber se o seu consumo é
moderado ou pesado. O limite para o consumo abusivo é, para homens acima de 21
unidades (média de 2 a 3 doses por dia) e para mulheres acima de 14 unidades (média
de duas doses por dia).

        Muitas pessoas pensam que beber apenas uma vez por semana não é fator de
risco, mas isto é um engano, pois se nesta única vez as quantidades de unidades forem
atingidas, existe a probabilidade de risco no consumo. Sempre que a pessoa ficar
alcoolizada, podemos dizer que ela bebeu demais, por isso o máximo que os homens
poderiam beber num dia seria 3 unidades e as mulheres 2 unidades.

       Algumas pessoas que conhecemos têm este nível de consumo e não
desenvolveram sintomas, mas isto não isenta o fator de risco. Muitas vezes, as
complicações relacionadas ao consumo de álcool não aparecem imediatamente, mas
demoram meses ou anos para ficarem óbvias para todos.

        As conseqüências de beber que podem se desenvolver a médio ou longo
prazo são: psicológicas e físicas. As primeiras se manifestam através, de baixa
concentração, dificuldades no sono, depressão, ansiedade e Stress e dificuldades de
argumentação no ambiente familiar, dificuldades de desempenho no trabalho/escola,
abandono de amigos e atividades sociais. Já as conseqüências Físicas são baixa
energia para desempenhar atividades, queda de peso, dificuldades na coordenação
motora, pressão arterial alta, impotência sexual, vômitos e náuseas, gastrites e
diarréias, doenças hepáticas, maior incidência de fraturas e ferimentos.
         As mulheres sofrem mais os riscos dos efeitos do álcool no organismo , quando
comparadas aos homens. Uma das razões para esta diferença é a concentração de
água no organismo. Os homens possuem de 55 a 65% do seu peso composto por
água, enquanto que nas mulheres essa concentração cai pra de 45 a 55%. O álcool é
distribuído pelo corpo através dos fluidos sanguíneos. Se a concentração de líquidos
nos homens é maior, logo o álcool torna-se mais diluído , amenizando os respectivos
efeitos.

        A gestante ao ingerir álcool, faz o bebê ingeri-lo também. Isso ocorre porque o
álcool através da corrente sanguínea, atravessa a placenta e atinge o bebê. O ideal no
período de gestação é evitar o consumo, mesmo que ocasionalmente. Se o seu limite é
1 a 2 doses semanais, o risco do bebê sofrer algum dano físico é pequeno, mas com a
abstinência , os riscos inexistem. A recomendação é a mesma para quem está em fase
de amamentação, pois o álcool é transmitido para o bebê através do leite materno.



A Questão do Alcoolismo Merece Atenção da Sociedade

        Segundo matéria publicada na Zero Hora de 10 de outubro de 2004 (p.12), o
álcool é uma substancia que no Brasil está associada a 78% dos acidentes de trânsito
e a 47,7% das agressões físicas não podendo ser considerado inofensivo. Esses
números foram utilizados pela Unidade de Dependência Química do Hospital Mãe de
Deus de Porto Alegre, em um debate comemorativo de seus 20 anos de atividade. A
equipe dessa instituição reuniu autoridades e técnicos numa exposição sobre O
Consenso dos Especialistas Brasileiros sobre Políticas Públicas a Respeito do Álcool.
Sendo considerado esse tema, por sua influência na sociedade, muito importante e
crucial para a saúde e para educação.

         O psiquiatra Sérgio Paulo Ramos, um dos coordenadores da Unidade de
Dependência Química do Hospital Mãe de Deus, considera que uma política sobre
consumo e comercialização de bebidas alcoólicas é fundamental, especialmente para
proteção dos jovens. Tal questão é tão relevante que, em poucos anos, a primeira
experiência com álcool em alunos da rede pública de ensino cresceu de 70% para
90%. Diante da presença do álcool em acidentes de trânsito, em casos de agressões
físicas, em episódios de violência doméstica e face aos custos econômicos que tais
episódios representam para o país, os especialistas apontam algumas medidas, que
mesmo simples, se mostraram eficazes onde e quando foram implementadas. O país
deve insistir na disciplina à comercialização de tais bebidas fazendo cumprir as
restrições já existentes (como a proibição de venda para menores de 18 anos) e adotar
outras medidas, como a liberação de alvarás específicos que respeitem critérios
geográficos como proximidade de escolas ou de rodovias.
Conclusão

        Os fatos e indicadores precisos sobre o consumo de bebidas alcoólicas e suas
conseqüências não podem ser ignorados nem minimizados. Esta questão, por suas
implicações econômicas, sociais e culturais, merece uma atenção crítica e preocupada
de toda sociedade.
Conclui-se que o álcool deve ser consumido moderadamente, pois pode causar
conseqüências graves para quem bebe, devendo a sociedade dar uma atenção maior
a esta questão do álcool como sendo um problema social.

Referencias Bibliografias

Álcool Sedativo Natural e Lícito, Prefeitura Municipal de Santos-UNIAD-ABEAD,
Disponível em < html://www.abead.com.br>Acesso em 13 de nov 2004.

LARANJEIRA, R. Qual o Limite de Beber Normal?. ABEAD. Disponível em
<html://www.abead.com.br>Acesso em 13 nov 2004.

Um Problema Social. Jornal Zero Hora, Porto Alegre, p.12,10, out. 2004,

				
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