NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA OS EXERCÍCIOS

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					NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2005 E DE 2004
(Valores expressos em milhares de reais, exceto quando de outra forma indicado)


1.   CONTEXTO OPERACIONAL

     A Companhia tem como principal atividade à industrialização e comercialização de
     produtos petroquímicos e conexos, especialmente formaldeído, hexametilenotetramina,
     pentaeritritol e formiato de sódio, produzidos a partir do metanol. A Copenor possui
     complexos industriais nas cidades de Camaçari - Bahia (início de atividade em 1979) e
     Sorocaba - São Paulo (início de atividade em 1996).

     Em 01 de novembro de 2004 a controladora Metanor S.A. transferiu para a Copenor sua
     unidade de produção de metanol, no valor de R$ 12.044, mediante integralização para
     aumento de capital social da Copenor.

     O complexo industrial de Sorocaba – São Paulo tem como objetivo a produção de
     monopentaeritritol (a unidade da Bahia produz pentaeritritol grau técnico), suas principais
     matérias-primas (formol e acetal) e a produção de formiato de sódio, ácido fórmico e sulfato
     de sódio.

     A Companhia obteve sucesso na operação de todas unidades operacionais neste complexo
     industrial, com exceção da nova unidade de monopentaeritritol, onde foram enfrentados
     problemas operacionais e de especificação do produto em função da dificuldade em lidar
     com esta nova tecnologia, o que influenciou negativamente seus resultados e seu nível de
     endividamento.

     Ao longo dos exercícios de 1999 (início de operação) e 2000, foram desenvolvidas
     pesquisas e efetivadas modificações na unidade com o objetivo da obtenção de produto
     dentro das especificações técnicas estabelecidas no projeto de implantação, especialmente
     para o atendimento ao mercado externo. Não obstante o produto obtido ter sido
     especificado, a capacidade de produção não foi atingida e aliada à depressão dos preços do
     penta naquele período, não foi possível alcançar a viabilidade econômica projetada da
     unidade.

     Em busca de uma solução definitiva para assegurar a viabilidade do projeto e preservar a
     saúde financeira da Companhia, o Conselho de Administração, em 2000, com base em
     dados apresentados pela Diretoria, decidiu pela paralisação temporária da unidade de
     monopentaeritritol, – Complexo Industrial de Sorocaba – São Paulo. Adicionalmente,
     disponibilizou apoio técnico e financeiro dos Acionistas Controladores – Petrobrás Química
     S.A. (Petroquisa) e Grupo Peixoto de Castro e orientou que fossem procuradas alternativas
     de negócios junto a empresas detentoras de tecnologia.


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    Como conseqüência desta orientação, a Diretoria iniciou e, ainda desenvolve, conversações
    com empresa de grande capacidade de produção de monopentaeritritol, detentora de
    tecnologia comprovada e, paralelamente, constituiu um grupo técnico com apoio de
    consultor externo para uma avaliação mais precisa de toda a situação.

    Na seqüência, optou-se por priorizar as atividades do grupo técnico na busca de
    oportunidades de melhorias operacionais nas demais unidades, tendo como objetivo
    principal o aumento da rentabilidade da Companhia. Tal iniciativa mostrou-se adequada,
    pois a Companhia obteve ganho de rentabilidade, o que veio a permitir um lucro líquido de
    R$ 9.972 em 2004.

    Atualmente, após as otimizações introduzidas nas unidades, especialmente a de
    monopentaeritritol do Complexo Industrial de Camaçari – Bahia, o grupo técnico tem
    priorizado o estudo do desenvolvimento da tecnologia de produção do monopenta, porém,
    agora, em unidade piloto que pode ser disponibilizada após as melhorias da antiga unidade,
    possibilitando, desta forma, mais segurança nas soluções desenvolvidas com poucos
    recursos envolvidos.

    Em 30 de abril de 2005, o Conselho de Administração da Copenor decidiu pela paralisação
    temporária da planta de Ácido Fórmico por motivos de deficiências operacionais que
    vinham causando aumento no custo, além do resultado pouco satisfatório em relação ao
    volume faturado, devido à retração do mercado. O valor residual contábil desta planta, em
    31 de dezembro de 2005, monta R$ 2.054. Como o ácido fórmico é subproduto do
    monopentaeritritol (produto cativo), a eventual retomada da operação desta planta está
    diretamente vinculada ao sucesso das medidas que estão sendo implementadas pela
    administração com relação à planta de monopentaeritritol.

    A administração da Companhia entende que, até o final do exercício de 2006, terá a
    concretização de todas as medidas acima citadas o que permitirá a recuperação do valor
    residual contábil de R$ 29.479 em 31 de dezembro de 2005 (R$ 20.275 em máquinas e
    equipamentos e edificações e R$ 9.204 em despesas de pré-operação) da unidade de
    monopentaeritritol e ácido fórmico do Complexo Industrial de Sorocaba – SP. Caso a
    Companhia não obtenha êxito nas medidas implementadas acima ou que algum fato
    relevante venha a comprometer os atuais planos de recuperação dos ativos até o final do
    exercício de 2006, a administração irá proceder aos ajustes contábeis necessários para trazer
    os ativos a valor de realização.


2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

    As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com
    as práticas contábeis adotadas no Brasil e normas e procedimentos determinados pela
    Comissão de Valores Mobiliários – CVM.

    As práticas contábeis adotadas pela Companhia, descritas na nota explicativa nº 3, são
    consistentes com aquelas utilizadas no exercício anterior.



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3. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS

    a. Apuração do resultado

      O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de
      competência do exercício.

      A receita de venda do produto é reconhecida no resultado quando todos os riscos e
      benefícios inerentes ao produto são transferidos para o comprador.


    b. Estimativas contábeis

      As estimativas contábeis foram baseadas em fatores objetivos e subjetivos, com base no
      julgamento da administração para determinação do valor adequado a ser registrado nas
      demonstrações financeiras. Itens significativos sujeitos a estas estimativas e premissas
      incluem a estimativa de vida útil dos bens do imobilizado, bem como premissas para a
      recuperação do valor residual do imobilizado durante o curso normal das operações,
      provisão para créditos de liquidação duvidosa, provisão para contingências, valorização
      de instrumentos derivativos, e ativos e passivos relacionados a benefícios a empregados.
      A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores
      divergentes devido a imprecisões inerentes ao processo para sua determinação. A
      administração da Companhia revisa as estimativas e premissas pelo menos
      trimestralmente e entende que não haverá divergências materiais quando da realização
      dessas estimativas.

    c. Moeda estrangeira

      Os ativos e passivos monetários denominados em moedas estrangeiras foram convertidos
      para reais com base na taxa de câmbio da data de fechamento do balanço e as diferenças
      decorrentes de conversão de moeda foram reconhecidas no resultado do exercício.

    d. Aplicações financeiras

      As aplicações financeiras estão avaliadas ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos
      até a data do balanço.

    e. Provisão para créditos de liquidação duvidosa

      A administração da Companhia, baseada em uma análise individual, avalia as perdas
      estimadas com créditos cuja recuperação é considerada improvável. A provisão
      constituída foi considerada suficiente para fazer face às eventuais perdas na realização
      dos créditos.




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    f. Estoques

      Avaliados ao custo médio de aquisição ou de produção que não excede o valor de
      mercado.

      Os custos dos estoques, incluem gastos incorridos na aquisição, transporte e
      armazenagem dos estoques. No caso de estoques acabados e estoques em elaboração, o
      custo inclui parte dos gastos gerais de fabricação baseadas na capacidade normal de
      operação.

      Os estoques de peças para reposição estão avaliados ao custo de aquisição, ajustado pela
      provisão para perda por obsolescência, quando aplicável.

    g. Investimentos

      Os investimentos foram avaliados ao custo de aquisição deduzidos da provisão para
      desvalorização, quando aplicável.

    h. Imobilizado

      O imobilizado é registrado ao custo de aquisição, formação ou construção. A depreciação
      é calculada com base nas taxas mencionadas na nota explicativa n° 7.

    i. Diferido

      Refere-se a gastos incorridos com projetos e organização durante a fase pré-operacional,
      sendo amortizado no prazo de dez anos a partir do momento em que os benefícios dos
      projetos a que estão relacionados começam a ser gerados. Os gastos efetuados com
      paradas para manutenção, que incluem, basicamente, gastos com mão de obra e peças de
      reposição, são amortizados no prazo de um ano, prazo previsto entre as paradas.

    j. Demais ativos circulantes e realizáveis a longo prazo

      São apresentados pelo valor líquido de realização.

    k. Passivos circulante e exigível a longo prazo

      São demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável,
      dos correspondentes encargos, variações monetárias e/ou cambiais incorridas até a data
      do balanço.

    l. Provisões

      Uma provisão é reconhecida no balanço quando a Companhia possui uma obrigação legal
      ou constituída como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso
      econômico seja requerido para saldar a obrigação. As provisões são registradas tendo
      como base as melhores estimativas do risco envolvido.

    m. Plano de pensão e de benefícios pós-emprego a funcionários
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       Os custos de patrocínio do plano de pensão e eventuais déficits ou superávits do plano
       são contabilizados em atendimento à Deliberação CVM nº 371, que aprovou a NPC 26 do
       IBRACON - “Contabilização de Benefícios a Empregados”. Ver nota explicativa nº 17.

     n. Imposto de renda

       O imposto sobre a renda é calculado à alíquota de 15% mais adicional de 10%, com base no
       resultado do exercício, ajustado ao lucro real pelas adições e exclusões previstas na
       legislação fiscal.

       Para se apurar a alíquota efetiva do imposto de renda deve ser considerada a compensação de
       prejuízos fiscais, adições e exclusões temporárias/permanentes à base tributável no exercício.


4.   CONTAS A RECEBER DE CLIENTES

                                                                    31/12/2005      31/12/2004
     Clientes nacionais                                                 13.328º         13.587º
     Clientes no exterior                                                4.396º          4.419º
     Empresas ligadas                                                      128º            407º
     (-) Adiantamento de contratos de exportação - ACE                  (2.373)         (3.271)
     (-) Provisão para crédito de liquidação duvidosa                     (214)            (33)
     Total                                                              15.265º         15.109º


5.   ESTOQUES

                                                                      31/12/2005    31/12/2004
     Produtos acabados                                                   6.592º          8.700º
     Matérias primas e embalagens                                        1.625º          3.178º
     Almoxarifado de manutenção e reposição                              4.134º          3.400º
     (-) Provisão para obsolescência                                      -               (166)
     Total                                                              12.351º         15.112º




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6.   IMPOSTOS A RECUPERAR
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     Circulante
     ICMS a recuperar operações – Camaçari                                    272          3.778
     Impostos federais (IRRF, IRPJ, PIS e COFINS)                           2.330          2.691
     Impostos a recuperar – ICMS sobre imobilizado                            315            156
     Total                                                                  2.917          6.625

     Realizável a longo prazo
     ICMS a recuperar operações – São Paulo                                 5.392          6.266
     Impostos a recuperar – ICMS sobre imobilizado                            560            410
     Finsocial a recuperar                                                    348            348
     Outros impostos a recuperar                                              184             46
     Total                                                                  6.484          7.070

     O ICMS a recuperar do Estado de São Paulo no valor de R$ 5.392, em 31 de dezembro de
     2005, (R$ 6.266 em 31 de dezembro de 2004), refere-se a créditos acumulados na
     Companhia pelas diferenças de alíquotas nas aquisições de matérias primas (alíquota de
     18%), enquanto que a maior parte das vendas é realizada para outras unidades da federação,
     principalmente para estados do nordeste, cuja alíquota é 7%, gerando desta forma créditos
     para a Companhia. A administração da Companhia está aguardando decisão do processo
     administrativo, o qual solicitou a autorização para transferência desses créditos a terceiros,
     sob a forma de venda ou pagamento a fornecedores.


7.   IMOBILIZADO
                                                         Taxa média
                                                        ponderada de
                                                       depreciação ao
                                                          ano (%)        31/12/2005    31/12/2004

     Edificações e benfeitorias                              3             12.206º       12.122º
     Máquinas e equipamentos                                 5            158.994º      148.668º
     Móveis e utensílios                                    10              2.023º        1.884º
     Veículos                                               20                213º          268º
     Computadores e periféricos                             20              2.994º        2.327º
     Outros                                                                   268º          266º
     Subtotal                                                             176.698º      165.535º

     (-) Depreciação acumulada                                             (87.894)     (80.047)

     Saldo líquido dos itens sujeitos a depreciação                         88.804º      85.488º

     Terrenos                                                                2.293º       2.293º
     Almoxarifado                                                            2.298º       2.619º
     Obras em andamento                                                      -            1.963º
     (-) Provisão para gastos de reativação                                 (1.408)      (1.408)
     Total                                                                  91.987º      90.955º

                                                                                                12
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8.   DIFERIDO

                                                                         31/12/2005 31/12/2004
     Gastos de organização e pré-operação                                   37.841º      35.885º
     (-) Amortização acumulada                                             (13.770)     (14.187)
     Total                                                                  24.071º      21.698º

     Do montante total do ativo diferido existente em 31 de dezembro de 2005, R$ 25.735 (valor
     residual) refere-se aos gastos incorridos no início de 1999 com a implantação do Complexo
     Industrial na cidade de Sorocaba-SP, onde foram montadas quatro plantas de produção
     (formaldeído, aldeído acético, ácido fórmico e monopentaeretritol) e toda a infra-estrutura de
     utilidades e tratamento de efluentes, objetivando a obtenção de matérias primas essenciais à
     fabricação dos seus produtos. O ativo diferido referente à planta de monopentaeretritol de
     Sorocaba-SP, planta com operação paralisada, monta R$ 9.204 (valor residual) em 31 de
     dezembro de 2005 (2004, R$ 10.031).

     Conforme nota explicativa n° 1, o Conselho de Administração da Copenor decidiu pela
     paralisação temporária da planta de ácido fórmico da unidade de Sorocaba (SP) por motivos de
     deficiências operacionais. Os correspondentes gastos com a implantação da mesma, que
     somaram R$ 806, registrados no ativo diferido, foram revertidos para o resultado na linha de
     despesas não operacionais em maio de 2005.


9.   FORNECEDORES

                                                                         31/12/2005 31/12/2004

     No país                                                                  3.615        5.102
     Exterior                                                                 1.652        1.237
     Empresas relacionadas                                                    2.787        5.916
     Total                                                                    8.054       12.255




                                                                                                13
COPENOR – Companhia Petroquímica do Nordeste




10. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS
                                                                                       31/12/2005       31/12/2004
    Moeda nacional:

    FINAME – Os saldos devedores são atualizados monetariamente pela variação da
    URTJLP, acrescidos de juros de 7,3% a.a.                                               -                       3

    FINEP – O saldo devedor é acrescido de juros de TJLP + spread de 5% a.a., com
    redução de 5% de equalização, sobre o total dos juros.                                     464         -

    Capital de giro - O saldo devedor é acrescido de juros variáveis a base de CDI +       18,685               6.508
    spread de 1,53% a 2,35% a.a.

    Moeda estrangeira:

    Financiamento de ativo fixo em dólares americanos junto a instituições
    financeiras (US$ 7.030) - Os saldos devedores são acrescidos de juros 6% a.a.
    acima da libor semestral.                                                              16.510              23.165

    Empréstimos em dólares americanos junto a instituições financeiras
    (US$ 6,052). Os saldos devedores são acrescidos de juros variáveis de 4,33 %
    até 7,5 % a.a. sobre a moeda estrangeira.                                              14,211              21.698
                                                                                           49.870              51.374
    Parcelas classificadas no passivo circulante                                           18.746           24.724
    Exigível a longo prazo                                                                 31.124           26.650


    Base dezembro 2005: TJLP 9,0% a.a.

    a. Cronograma de pagamentos

                                                                                                     31/12/2005
        Ano de vencimento:
        2007                                                                                             10.699
        2008                                                                                             12.001
        2009                                                                                              5.593
        2010 em diante                                                                                    2.832
        Total                                                                                            31.124

    b. Garantias

        O financiamento do FINEP é garantido por carta de fiança no montante de R$ 3.358.

        Dos empréstimos de capital de giro da Companhia, o montante de R$ 18.646 está
        garantido por aval da controladora Metanor.

        O financiamento de ativo fixo que foi obtido para a construção da nova planta de formol
        da unidade de Camaçari no montante de R$ 16.510, possui aval de um cliente cativo do
        produto a ser produzido por esta planta.



                                                                                                                    14
COPENOR – Companhia Petroquímica do Nordeste




       Dos empréstimos em moeda estrangeira no montante de R$ 14.211, R$ 10.244 estão
       garantidos por aval da controladora Metanor e R$ 3.967 estão garantidos por carta fiança
       da Petroquisa S.A (50%), GPC Participações S.A. e Manguinhos Participações S.A.
       (50%).

    c. Outras Informações

       Do total dos empréstimos em moeda estrangeira, o montante de R$ 9.696 possuem
       contratos de swap, sendo R$ 5.452 com taxa de CDI + 3,58% a.a. (taxa assumida pela
       Companhia) em troca de US$ + 8,12% a.a. (taxa assumida pelo banco), R$ 3.967 com
       taxa CDI + 3,66% a.a. (taxa assumida pela Companhia) em troca de US$ + 5,81% a.a.
       (taxa assumida pelo banco) e R$ 137 com taxa de 108,9% do CDI e R$ 140 com
       109,15% do CDI (taxa assumida pela Companhia) em troca de US$ + 5,19% a.a. (taxa
       assumida pelo banco).

       Os empréstimos em moeda estrangeira para financiamento do ativo fixo, no montante de
       R$ 16.510 contratados junto ao Citibank, possuem cláusulas de manutenção de índices
       financeiros “covenants” que caso, não sejam cumpridas, acarretarão antecipação do
       vencimento da dívida. Em 31 de dezembro de 2005, a Companhia está adimplente com
       esses compromissos.


11. TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS

                                                         Synteko Produtos
                                        Metanor S.A.         Químicos              Prosint                    Total
                                       2005     2004      2005      2004    2005             2004     2005            2004
    Ativo
    Cliente                             -         -            82   388      -                -              82              388

    Passivo
     Fornecedores                      1.526     4.530     -          -      1.262            1.303    2.788               5.833
     Adinatamento para futuroaumento
    de capital                              4     -        -          -            6          -              10        -

    Resultado
     Compras                           1.144    36.518     -          -      6.613            4.299    7.757           40.817
     Vendas (operações mercantis)        107      -       817       2.230    -                -          924            2.230




    As operações com partes relacionadas são realizadas em condições consideradas pela
    administração da companhia como compatíveis com as de mercado nas datas em que são
    efetuadas, levam em consideração os volumes envolvidos.

    Representam basicamente operações comerciais mantidas com empresas do grupo. Tais
    operações não estão suportadas por contrato de mútuo e os saldos existentes representam
    valores históricos (sem atualização monetária ou encargos financeiros).




                                                                                                                                   15
COPENOR – Companhia Petroquímica do Nordeste




12. IMPOSTO DE RENDA

    A seguir é apresentada uma conciliação da despesa com imposto sobre a renda divulgados e
    os montantes calculados pela aplicação da taxa de 25%.

                                                                   31/12/2005        31/12/2004

   Lucro contábil antes do imposto de renda                               762º           12.722º
   (-) Participação dos empregados                                        (90)           (1.067)
   Lucro contábil ajustado                                                672º           11.655º
   Alíquota combinada do imposto de renda                                 25%               25%

   Imposto de renda: pela alíquota fiscal combinada                        168º            2.914º
   Adições permanentes: despesas não dedutíveis                            280º              270º
   Adições temporárias: despesas não dedutíveis                            290º              478º
   Exclusões permanentes: receitas isentas de impostos                     (29)             (866)
   Compensação de prejuízos fiscais                                       (213)             (839)
   Outros                                                                  (55)             (274)

   Imposto de renda                                                       441º             1.683º
   Alíquota efetiva                                                       66%                14%

    A Companhia decidiu por não constituir ativos fiscais diferidos sobre os prejuízos fiscais e as
    diferenças temporárias para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2005 e 2004, por não
    haver segurança suficiente para sustentar sua realização.

    A Copenor goza do benefício de redução de 25% e 12,5%, nos períodos compreendidos entre
    01/01/2004 a 31/12/2008 e 01/01/2009 a 31/12/2013, respectivamente, e do benefício de
    isenção de 100% sobre a ampliação da capacidade instalada de suas unidades produtivas, no
    período de 01/01/1998 a 31/12/2007, do imposto de renda devido, e adicionais não restituíveis
    sobre o lucro da exploração proveniente das operações.

    Os valores relativos à redução do imposto de renda são registrados, a débito do resultado do
    exercício e a crédito de conta específica de reserva de capital.

    A Companhia possui os seguintes montantes de prejuízos fiscais e diferenças temporárias,
    conforme demonstrado a seguir:

                                                                   31/12/2005        31/12/2004

   Prejuízos fiscais acumulados                                        60.572             61.423
   Diferenças temporárias                                                1.943             1.695

    A Companhia e sua controlada estão discutindo judicialmente a exigibilidade da contribuição
    social, conforme mencionado na nota explicativa nº 14 a).


                                                                                                16
COPENOR – Companhia Petroquímica do Nordeste




13. PATRIMÔNIO LÍQUIDO

    a) Capital Social

    O capital subscrito e integralizado, em 31 de dezembro de 2005 e 2004, está representado
    (em milhares de ações) por 6.659.842 ações sem valor nominal, sendo 2.794.013 ordinárias,
    3.618.529 preferenciais classe “A”, 9 preferenciais classe “B” e 247.291 preferenciais
    classe “C”.

    As ações preferenciais das classes “A”, “B” e “C” não têm direito a voto, tendo entretanto
    os seguintes direitos: a) prioridade na distribuição de um dividendo mínimo não cumulativo
    de 6% (seis por cento) ao ano, calculados sobre o valor resultante da divisão da parcela do
    capital social correspondente a cada uma dessas classes de ações pela quantidade das ações
    respectivas de cada classe; b) prioridade no reembolso do capital até o seu valor
    patrimonial, nos casos de liquidação da Companhia; c) participação em igualdade de
    condições com as ações ordinárias, nos aumentos de capital decorrentes de correção
    monetária e da incorporação de reservas ou lucros; e d) participação, em igualdade de
    condições com as ações ordinárias, na distribuição de reservas disponíveis e lucros
    suspensos, depois de assegurado igualmente às ações ordinárias o dividendo de 6% (seis por
    cento) ao ano, pago às preferenciais.


14. CONTINGÊNCIAS

    a) Contribuição social

       Em 1992, a Companhia resgatou depósitos judiciais no montante de R$ 405, após decisão
       final proferida em Mandado de Segurança movido contra a União Federal, reconhecendo
       a inconstitucionalidade da Contribuição Social sobre o Lucro.

       Em novembro de 1993, a União ingressou com Ação Rescisória visando obter a
       desconstituição do Acórdão favorável à Companhia, sendo a mesma julgada procedente
       pelo Tribunal Regional Federal da 1a Região, o que ensejou a interposição, pela
       Companhia, de Recurso Especial e Recurso Extraordinário. O Recurso Especial foi
       admitido, sendo encaminhado ao STJ - Superior Tribunal de Justiça, já o Recurso
       Extraordinário não foi admitido, sendo objeto de Agravo de Instrumento, que, por sua
       vez, encontra-se sobrestado, aguardando pronunciamento final do STJ.

       Quando da apreciação do Recurso Especial, foi mantida a decisão do TRF da 1a Região,
       contrária a pretensão da Companhia, que interpôs Embargos de Divergência, que foram
       inadmitidos pelos Ministros do STJ, ensejando a interposição de Agravo Regimental que
       também não foram admitidos, tendo o recurso transitado em julgado perante o STJ,
       retornando ao TRF da 1ª Região, onde será dado seguimento do Agravo de Instrumento
       acima referenciado.




                                                                                             17
COPENOR – Companhia Petroquímica do Nordeste




      Os advogados que representam a Companhia, baseados em jurisprudência e nas teses
      contidas em pareceres emitidos por eminentes juristas, estão convencidos das reais
      probabilidades de êxito da Companhia, na medida em que a Ação Rescisória foi
      interposta desacompanhada de documento essencial que deveria instruir o processo, vez
      que existem decisões proferidas por outras turmas do próprio STJ neste sentido.

      A Administração da Companhia, baseada na opinião de seus advogados, está convencida
      das reais possibilidades de êxito do processo, e decidiu, enquanto não for rescindida a
      decisão transitada em julgado que deu ganho de causa à Companhia, por não proceder
      qualquer alteração em relação aos procedimentos societários e fiscais até então adotados,
      ou seja, não provisionar qualquer valor a partir do ano 1992 a título de contribuição
      social sobre o lucro.

      No caso de uma eventual decisão desfavorável à Companhia, sendo exigida a citada
      contribuição de forma retroativa, os valores envolvidos até 31 de dezembro de 2005,
      corrigidos monetariamente pela UFIR (até dezembro de 1995), mas sem incidência de
      juros e multa de mora, seria de aproximadamente R$ 3.400.

    b) Cláusula quarta

      A Companhia, juntamente com diversas outras empresas do Pólo Petroquímico de
      Camaçari, é afiliada em ação que discute a validade da Cláusula 4ª da Convenção
      Coletiva dos Trabalhadores, firmada entre as partes. O dispositivo determinava que os
      salários dos trabalhadores deveriam ser reajustados em 90% do índice de Preços ao
      Consumidor (IPC) a cada mês.

      A 2ª Turma do STF concluiu o julgamento dos Embargos de Declaração, interposto pelo
      sindicato dos trabalhadores no processo em referencia, no sentido de que a convenção
      coletiva não prevalece quando em confronto com a lei de política salarial.

      Os advogados que representam as empresas, baseados nas jurisprudências existentes e
      nas teses desenvolvidas em parecer emitido por juristas, estão convencidos quanto às
      reais possibilidades de êxito. Conseqüentemente, a Companhia não procedeu qualquer
      alteração em relação aos procedimentos contábeis/societários até então adotados, ou seja,
      não registrou qualquer provisão para possível perda.


15. INSTRUMENTOS FINANCEIROS

    Os instrumentos financeiros classificados no circulante, aproximam-se dos respectivos
    valores de mercado. Os instrumentos financeiros classificados no longo prazo, exceto
    empréstimos e financiamentos com valores aproximados aos de mercado, são itens especiais
    sem parâmetros de mercado (créditos contra o governo, provisões para contingências e
    adiantamentos para aumento de capital que não vencem encargos).




                                                                                            18
COPENOR – Companhia Petroquímica do Nordeste




    a. Risco de crédito

      As políticas de vendas da Companhia estão subordinadas às políticas de crédito fixadas
      por sua Administração e visam minimizar eventuais problemas decorrentes da
      inadimplência de seus clientes. Este objetivo é alcançado pela administração por meio da
      seleção criteriosa da carteira de clientes, que considera a capacidade de pagamento
      (análise de crédito), e da diversificação de suas vendas (pulverização do risco). A
      Companhia possui, ainda, a provisão para devedores duvidosos no montante de R$ 214
      (em 2004 - R$ 33) representativos de 1,20% do saldo de contas a receber em aberto (em
      2004 – 0,18%).

    b. Risco de taxa de câmbio

      Os resultados da Companhia estão suscetíveis a sofrer significativas variações, pois parte
      de seus passivos - empréstimos estão atrelados à volatilidade da taxa de câmbio do dólar
      norte-americano, que encerrou o exercício de 2005 com uma desvalorização frente ao
      Real de 12%.

      Como estratégia para prevenção e redução dos efeitos da flutuação da taxa de câmbio, a
      Administração tem adotado a política de contratar operações de swap conforme descrito
      na nota 10 c).

    c. Risco de preço

      Considerando-se que as exportações foram equivalentes a apenas 8,88% da Receita Bruta
      da Companhia no exercício de 2005, a eventual volatilidade da taxa de câmbio, devido
      sua representatividade, não representa um risco que poderá comprometer os resultados
      planejados pela Administração.

    d. Risco de taxa de juros

      Os resultados da Companhia estão suscetíveis a sofrer significativas variações
      decorrentes das operações de financiamento e empréstimos contratados a taxa de juros
      flutuantes.

      A Companhia tem como política a eliminação de riscos de mercado, evitando assumir
      posições expostas a flutuações de valores de mercado e operando apenas instrumentos que
      permitam controles de riscos. A maior parte dos contratos derivativos é com operações de
      swap, todas registradas na BM&F e envolvendo taxas prefixadas também descritas na
      nota 10.c.

      A Companhia não aplica em derivativos ou quaisquer outros ativos de riscos em caráter
      especulativo.




                                                                                             19
COPENOR – Companhia Petroquímica do Nordeste




16. CUSTO DE PARADAS

    A Companhia vem registrando seus custos fixos, inerentes ao processo produtivo, que se
    perdem devido a ausência de produção durante as paradas programadas, no resultado do
    exercício, dentro do grupo de outras despesas/receitas operacionais líquidas, no montante de
    R$ 4.695 (R$ 669 em 2004).


17. PLANO DE PENSÃO

    A Companhia patrocina plano de pensão para seus funcionários, que incluem planos de
    benefício definido e contribuição definida, administrados pela Previnor – Associação de
    Previdência Privada, entidade fechada de previdência complementar, multi-patrocinada, mas
    de responsabilidade não solidária entre os patrocinadores. O objetivo do plano é
    complementar os benefícios concedidos pela Previdência Oficial, através do recebimento de
    contribuições individuais dos participantes (empregados) e das patrocinadoras.

    As contribuições da Companhia no exercício 2005 totalizaram R$ 686 (R$ 479, 2004).

    Conforme requerido pela deliberação CVM n° 371, que aprovou a NPC n° 26 do IBRACON
    - ”Contabilização de Benefícios a Empregados”, a Copenor avaliou atuarialmente, através
    de Atuário Independente, em 31 de dezembro de 2005, o Plano de Benefício Previdenciário
    da Previnor, referente ao plano por ela patrocinado. Os resultados desta avaliação, que foram
    apurados por Atuário Independente que emitiu seus estudos Atuariais em 24 de janeiro de
    2006, utilizando-se do método da unidade de crédito projetada, estão assim detalhados:


   Ativo/Passivo atuarial da controlada                                   2005          2004

   Valor presente da obrigação atuarial                                 (12.342          (9.219)
                                                                           )
   Valor justo dos ativos do plano                                      12.959            10.697

   Ativo atuarial (empregados e patrocinadora)                            617              1.478
   Ativo atuarial (parcela da patrocinadora)                              617              1.003

    Segundo o relatório do Atuário, não foram apurados ganhos (perdas) atuariais e custo do
    serviço passado para o plano de benefício definido patrocinado pela Companhia.


   Valores no balanço patrimonial da Previnor correspondentes aos planos da Companhia
                                                                     2005         2004

   Ativo                                                                  21.563          17.402
   Passivo                                                              (21.563)        (17.402)


                                                                                               20
COPENOR – Companhia Petroquímica do Nordeste




   Ativo/passivo líquido no balanço patrimonial da Previnor                    -               -


    As principais premissas atuariais na data do balanço (expressas por médias ponderadas) são
    conforme segue:

   Em 31 de dezembro                                                            2005         2004
                                                                                 %            %

   Taxa de desconto                                                             11,30          12,36
   Taxa de rendimento esperada sobre os ativos do plano                         11,30          12,36
   Aumentos salariais futuros                                                    6,05           7,06
   Aumentos futuros de benefícios                                                5,00           6,00
   Parcela de funcionários optando por aposentadoria precoce                   100,00         100,00
   Aumento anual nos custos de assistência à saúde                               0,00           0,00
   Alterações futuras nos benefícios de saúde do governo                         0,00           0,00

    Os valores justos dos ativos dos planos foram apurados com base nos parâmetros de
    mercado existentes no final do exercício.

    A Companhia não contabilizou o ativo atuarial em 31 de dezembro de 2005 no montante de
    R$ 617 (R$ 1.003 em 31 de dezembro de 2004), pelo fato da legislação atual estabelecer que
    somente na existência de superávit por 3 anos seguidos do plano de pensão e tendo este
    superávit atingindo 25% das reservas matemáticas (obrigações) do plano, ocorrerá uma
    redução das contribuições futuras ou aumento dos benefícios do plano. O reembolso das
    contribuições anteriormente recolhidas não é permitido pela legislação e estatuto do plano
    de pensão.


18. SEGUROS

    A especificação por modalidade de risco e data de vigência dos principais seguros, de
    acordo com os corretores de seguros contratados pela Companhia está demonstrado a seguir:

                                                                          Data da      Importância
    Modalidade de seguro                                                  vigência      Segurada
    Riscos nomeados                                                         31/03/06       273.579
    Responsabilidade civil geral                                            31/01/06        15.000
    Responsabilidade civil de diretores, conselheiros e administradores     07/02/06         1.921
    Veículos                                                                31/10/06     150 (RCFV)
                                                                                         por veículo

    Os seguros da Companhia são contratados conforme as respectivas políticas de
    gerenciamento de riscos e seguros vigentes.

    Riscos nomeados – imóveis próprios, maquinários e almoxarifados – Tem cobertura
    securitária contra incêndio, queda de raio e explosão de qualquer natureza.
                                                                                                     21
COPENOR – Companhia Petroquímica do Nordeste




    Responsabilidade civil geral – cobertura às reparações por danos involuntários, pessoais
    e/ou materiais causados a terceiros, em conseqüência das operações da Companhia.

    Veículos – coberturas básicas de responsabilidade civil facultativa de veículos, e acidentes
    pessoais coletivos; e coberturas adicionais de quebra de vidros, assistência 24 horas e carro
    reserva por sete dias em caso de sinistro ou roubo.




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