“PERCY JACKSON _ THE OLYMPIANS

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“PERCY JACKSON _ THE OLYMPIANS Powered By Docstoc
					TWENTIETH CENTURY FOX Apresenta

   Um Filme de CHRIS COLUMBUS




  (Percy Jackson and The Lightning Thief)




Uma Distribuição FOX FILM DO BRASIL
    Para ter acesso a informações de divulgação e fotos:
                   www.foxprensa.com

                   Site Oficial do Filme:
              www.percyjacksonfilme.com.br
PERCY JACKSON E O LADRÃO DE RAIOS

“Percy Jackson and The Lightning Thief”


• ELENCO


Percy Jackson                                            LOGAN LERMAN
Grover, O Sátiro                                 BRANDON T. JACKSON
Annabeth, Filha de Atena                       ALEXANDRA DADDARIO
Zeus                                                          SEAN BEAN
Chiron, o Centauro / Professor Brunner                  PIERCE BROSNAN
Hades, Rei do Mundo dos Mortos                            STEVE COOGAN
Perséfone                                              ROSARIO DAWSON
Sally Jackson                                         CATHERINE KEENER
Poseidon                                                   KEVIN McKIDD
Gabe Ugliano, Padrasto de Percy                         JOE PANTOLIANO
Medusa                                                    UMA THURMAN
Luke, Filho de Hermes                                         JAKE ABEL


• FICHA TÉCNICA


Diretor                                                 CHRIS COLUMBUS
Roteirista                                                 CRAIG TITLEY
Editor                                               PETER HONESS, A.C.E.
Produtores                                             CHRIS COLUMBUS,
                           KAREN ROSENFELT, MICHAEL BARNATHAN &
                                                        MARK RADCLIFFE
Produtores Executivos          THOMAS M. HAMMEL, GREG MOORADIAN,
                                          GUY OSEARY & MARK MORGAN
Desenhista de Produção                               HOWARD CUMMINGS
Diretor de Fotografia                       STEPHEN GOLDBLATT, A.S.C.
Figurinista                                                 RENÉE APRIL
Música de                                              CHRISTOPHE BECK




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SINOPSE
       O arteiro Percy Jackson está encrencado na escola, mas esse nem de longe é seu
maior desafio. Estamos no século 21, mas os deuses do Olimpo saem das páginas dos livros de
mitologia grega de Percy e entram em sua vida. Ele descobre que seu pai verdadeiro é Poseidon,
deus dos mares, o que significa que Percy é um semideus – metade humano, metade deus.
Ao mesmo tempo, Zeus, rei de todos os deuses, acusa Percy de roubar seu raio, a primeira e
verdadeira arma de destruição em massa.
       Agora, Percy tem de se preparar para a maior aventura de sua vida, e os riscos não
poderiam ser maiores.
       Com nuvens de tempestade sinistras encobrindo o planeta e com sua vida ameaçada,
Percy viaja até um enclave especial, um campo de treinamento para mestiços, onde
aperfeiçoa seus recém-descobertos poderes para evitar uma guerra devastadora entre os
deuses. É lá que ele conhece dois outros semideuses: a guerreira Annabeth, que procura sua
mãe, a deusa Atena; e seu amigo de infância e protetor, Grover, um corajoso sátiro cujas
habilidades ainda não foram testadas.
       Grover e Annabeth unem-se a Percy numa incrível odisseia transcontinental, que os
leva para 600 andares acima da cidade de Nova York (o portal para o Monte Olimpo) e para
o famoso letreiro de Hollywood, sob o qual arde o fogo do Mundo dos Mortos. O destino da
humanidade depende do resultado dessa jornada, bem como a vida da mãe de Percy, Sally,
que ele terá de resgatar das profundezas do inferno.
       Percy Jackson: metade humano. Metade deus. Inteiramente herói!


       A Fox 2000 Pictures apresenta “Percy Jackson e o Ladrão de Raios”, adaptação
para o cinema do best-seller de Rick Riordan, que ficou em primeiro lugar na lista do New
York Times, Percy Jackson & os Olimpianos: o Ladrão de Raios. O primeiro de cinco livros
de uma série (o ultimo livro, The Last Olympian, chegou às livrarias em maio de 2009) foi
publicado em 2005 e ganhou vários prêmios, inclusive o Notable Book do New York Times


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daquele ano; Melhor Livro de 2005 tanto do School Library Journal quanto da Child
Magazine; e uma indicação em 2006 ao Bluebonnet Award, da Texas Library Association.
       Chris Columbus (“Harry Potter e a Pedra Filosofal”, “Harry Potter e a Câmara
Secreta”, “Esqueceram de Mim”) dirigiu o épico de fantasia e aventura estrelado por um
quarteto de astros em ascensão: Logan Lerman (“Os Indomáveis”) no papel-título do bravo e
destemido guerreiro Percy Jackson; Brandon T. Jackson (“Trovão Tropical”) como o sátiro
Grover, o protetor de Percy que ganha seus primeiros chifres enquanto tenta manter o
semideus longe do perigo; e Alexandra Daddario (“Bereavement”) como a semideusa
Annabeth, filha de Atena, que se une a Percy em sua missão de encontrar o raio desaparecido.


       Também estrelam o filme Sean Bean (“A Lenda do Tesouro Perdido”) como Zeus,
comandante supremo dos deuses do Olimpo; Pierce Brosnan (“Mamma Mia! – O Filme”)
como Chiron, o centauro que administra o campo de treinamento especial para semideuses e
que se torna o mentor de Percy ao explicar sua descendência dos deuses; Steve Coogan
(“Uma Noite no Museu”) como o ganancioso soberano do Mundo dos Mortos, Hades, que
cobiça a arma desaparecida; Rosario Dawson (“Sin City – A Cidade do Pecado”) no papel da
deusa Perséfone, filha de Zeus e esposa sofrida e prisioneira de Hades; Catherine Keener
(“Capote”) como a mãe de Percy, Sally, refém de Hades no Mundo dos Mortos; Kevin
McKidd (“série de TV Grey's Anatomy”) como irmão e arquirrival de Zeus, Poseidon, deus
dos mares; Joe Pantoliano (série de TV da HBO “Os Sopranos”) no papel do negligente
padrasto de Percy, Gabe; e Uma Thurman (“Kill Bill”) como a mitológica Medusa. Jake Abel
(“Um Olhar do Paraíso”) interpreta Luke, filho de Hermes e um dos semideuses que fazem
amizade com Percy no campo de treinamento.
       “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” foi filmado em Vancouver, Canadá, com
locações adicionais em Las Vegas, Nova York e Nashville, EUA.




SOBRE A PRODUÇÃO


       O escritor Rick Riordan, que deu aulas de mitologia grega durante anos em escolas na
Califórnia e no Texas, teve a ideia que se tornaria o primeiro livro da série Percy Jackson (ao
qual se seguiram outros quatro romances e a conquista de milhões de fãs) depois de ler para o
filho Haley as sagas do heróis gregos da Antiguidade, na hora de dormir.



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         “Quando se esgotaram os mitos, meu filho ficou decepcionado”, relata o escritor em
seu site. “Ele me perguntou se eu podia inventar mais histórias com os mesmos personagens.
Eu me lembrei de um antigo projeto de redação que adotava com meus alunos do sexto ano,
em que cada um podia criar seu próprio herói semideus, filho ou filha do deus que desejasse,
descrevendo uma missão do herói no estilo das tragédias gregas”.
         Ele continua: “Então inventei Percy Jackson e contei a Haley tudo sobre sua jornada
para recuperar o raio de Zeus nos Estados Unidos dos dias de hoje. Levei três noites para
contar a história inteira, e quando acabei Haley me disse que eu devia escrever um livro com
a história”.
         As três noites evoluíram para uma verdadeira odisseia de um ano para Riordan
concluir seu livro dirigido a jovens leitores (ele já era o autor consagrado de diversos
romances, sendo o primeiro o livro de mistério da série Tres Navarre, Big Red Tequila, de
1997).
         Riordan conta: “Escolhi alguns dos meus alunos do sexto, sétimo e oitavo anos e
perguntei se gostariam de fazer um „test drive‟ do romance. Eu estava nervoso! Estava
acostumado a mostrar meu trabalho a adultos e não tinha a menor idéia se os garotos iam
gostar de Percy. Finalmente entendi como deviam se sentir ao entregar um trabalho para
mim, aguardando a nota que lhes seria atribuída! Felizmente, eles gostaram. E ainda deram
boas sugestões”.
         Após a publicação do livro, em 2005, levaria cinco anos até que Hollywood
transformasse a primeira história da série Percy Jackson em filme. Enquanto o estúdio
trabalhava nisso, Riordan deu continuidade à série, escrevendo um novo romance por ano
entre 2006 e 2009.
         Chris Columbus conta por que se interessou por Percy Jackson & os Olimpianos: o
Ladrão de Raios: “Nunca vimos o universo da mitologia grega em um filme desse tipo. Rick
Riordan realizou algo único, singular, juntando a Grécia antiga com a América
contemporânea”.
         O mundo da fantasia não é novidade para Columbus. Além de ter lançado a franquia
“Harry Potter”, dirigindo os dois primeiros filmes e produzindo o terceiro, também obteve
imenso sucesso com três de seus primeiros roteiros originais: “Gremlins”, “Os Goonies” e “O
Enigma da Pirâmide”.
         Columbus descreve seu novo trabalho como um filme em que uma aventura
contemporânea se encontra com a mitologia grega, em vez de um filme de época puramente
baseado na Grécia antiga, com os deuses usando túnicas e sentados em nuvens. “Esta história


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é um épico mais centrado na realidade, ao mesmo tempo mostrando uma batalha sinistra e
sobrenatural entre o Bem e o Mal”, ele descreve.
       O diretor escolheu um ex-colaborador para fazer a adaptação do livro para as telas:
Craig Titley, com quem Columbus e seus sócios de produção na 1492 Pictures haviam
trabalhado na comédia “Doze É Demais”. A formação acadêmica de Titley em mitologia
grega era um bônus que vinha bem a calhar. “Chris sabia que eu estava obtendo um título de
Ph.D. em estudos de mitologia quando me enviou o livro. Eu tinha acabado de concluir os
estudos e achei que seria perfeito, pois naquele momento eu tinha a mente mergulhada nos
mitos gregos de monstros e heróis. E a verdade é que era exatamente o tipo de filme que eu
desejava ver desde que era criança. A mitologia sempre fez sucesso e está havendo um
revival na cultura pop”.
       Antes mesmo de Titley entregar o roteiro, Columbus e o produtor Michael Barnathan
apresentaram suas ideias para um filme de “Percy Jackson” ao estúdio, posteriormente
criando arte conceitual para melhor ilustrar tais ideias. “Essa arte conceitual refletia a
abordagem de Chris e o tom que o filme teria”, ressalta Barnathan. “Era importante para o
Chris desenhar alguns monstros e criaturas claramente baseados na mitologia grega, porém
atualizando-os de maneira que nunca tivesse sido vista. Então, começamos com a arte
conceitual no papel. O estúdio ficou empolgado e percebeu que seria muito mais do que
apenas um filme para jovens”.
       Definido o visual do projeto, os realizadores se voltaram para o roteiro. “É um livro
maravilhoso, mas não dá para colocar tudo que está no livro num filme”, explica Barnathan.
“Tentamos manter a essência da história, dos personagens e do mundo que Rick criou,
transportando-os para um contexto cinematográfico”.
       Titley diz: “Uma das maiores mudanças foi aumentar a idade de Percy e seus amigos.
No livro ele tem doze anos. Seria mais divertido ele ter dezessete. Nessa idade, poderíamos
jogar com o relacionamento de Percy e Annabeth”.
       Columbus acrescenta: “Achei a história perfeita porque tinha um mundo fantástico de
mitologia grega, povoado de monstros gregos que poderíamos criar e inserir em nosso
mundo. O centro da história é um rapaz que quer salvar a mãe e descobrir quem é o pai. Isso
deu muita emoção à história. É o tipo de história que me estimula como diretor”.
       “O filme também trata da relação entre pais e filhos”, enfatiza Barnathan. “É o tema
que permeia a história e que costuma estar presente nos filmes de Chris. No centro de seus
filmes está a família. Em „Esqueceram de Mim‟ há um menino que se perdeu dos pais. Em



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„Uma Babá Quase Perfeita‟, os meninos tentam reconciliar a mãe e o pai. Aqui temos um
rapaz em busca do pai e resgatando a mãe, para refazer a família”.
          “O que motiva Percy a encarar essa tremenda jornada é salvar a mãe”, afirma o ator
Logan Lerman, intérprete de Percy. Ele continua: “Para ele isso é mais importante do que
salvar o mundo. No caminho, ele descobre que a mãe está viva e ficará refém de Hades até
que Percy entregue o raio a ele. Então, o Percy tem que encontrar um jeito de ir ao Mundo
dos Mortos e convencer Hades de que é inocente, tudo isso para resgatar sua mãe. É isso que
o motiva a percorrer distâncias e enfrentar a Hidra e a Medusa, além de várias outras
aventuras. Ele passa por essa odisséia com a companhia de dois amigos, para convencer
Zeus, Hades e todos os deuses de que é inocente e não roubou o raio. Mas o principal é
resgatar sua mãe”.
          Lerman foi escolhido para o papel do herói principal depois que Chris Columbus
assistiu ao faroeste “Os Indomáveis”. Mas os dados já estavam lançados antes disso.
Columbus recorda o processo de escalação: “Meu assistente, que trabalha comigo há anos,
me disse há uns dois anos que se eu quisesse um jovem astro para um filme deveria ver o
filme „Os Indomáveis‟, com Logan Lerman. Assisti ao filme e vi que se tratava de um ótimo
ator. Na escalação para „Percy Jackson‟, lembrei de Logan. Quando o conheci, ele me
conquistou imediatamente, e achei que ele tinha potencial para se tornar um astro de cinema.
Ele fez um teste de vídeo e fiquei muito impressionado. Logan parece um homem de
quarenta num corpo de dezessete anos. Seus instintos são notáveis. Acredito firmemente que
Logan tem talento para se tornar o próximo Leonardo DiCaprio. Ele transmite realismo e
intensidade, de um modo que não se encontra em muitos garotos de sua idade. Ele é
fantástico”.
          Além da oportunidade de trabalhar com Columbus, Lerman ficou entusiasmado por
trabalhar em uma grande produção. “É um filmaço! Eu nunca tinha participado de uma
superprodução. E com Chris Columbus ligado ao projeto, esse cineasta incrível… Eu não
poderia colocar minha carreira melhores mãos”, diz Lerman.
          E prossegue: “Quando tudo começou, eu ainda não sabia qual seria o meu
personagem. Quando soube que faria o protagonista, pensei, „Quem eu enganei para
conseguir chegar até aqui?‟ Eu não imaginava o quanto era grandioso, até chegar a
Vancouver para o início das filmagens e ver aqueles cenários incríveis. Eles construíram o
Partenon, o Metropolitan Museum of Art, o Monte Olimpo e o enorme Hotel e Cassino
Lotus”.



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          Sempre tomando conta de Percy está seu melhor amigo, Grover, criatura mitológica
conhecida como sátiro – metade homem, metade bode, parecido com o fauno da mitologia
romana. Grover é encarregado de proteger Percy na odisseia transcontinental, e isso
representa dois desafios diversos: ele é um novato nessa história de protetor, e como é típico
dos sátiros, não resiste às mulheres. Este segundo aspecto não passou em branco quando
Jackson fez pesquisa para o papel. O ator detalha: “São criaturas selvagens e Grover tem
questões com as mulheres. Na mitologia, os sátiros estavam sempre perto das ninfas. No
filme, Grover é apaixonado por Perséfone [esposa de Hades, interpretada por Rosario
Dawson] e ela por ele. Mas ele não está acostumado a ter uma deusa interessada nele, já que
é apenas um sátiro”.
          Jackson, que deixou crescer um cavanhaque para o papel, remetendo ao tufo de pelos
dos bodes, revela: “Ele tem outros problemas, como a insegurança. É muito imaturo como
protetor de Percy. É um protetor júnior, não sênior. Ele nem tem chifres ainda”. E o ator
revela seu lado de comediante, ao acrescentar: “É estranho porque, quanto mais eu
representava o personagem, mais me sentia como um bode. Ao chegar em casa, eu comia
latas”.
          Columbus conhecia e admirava o trabalho de Jackson na comédia de Ben Stiller
“Trovão Tropical”, no entanto não conhecia a atriz que acabaria ajudando a escolher para
desempenhar o importante papel da semideusa Annabeth, filha de Atena: Alexandra
Daddario. Quem a apresentou foram suas produtoras de elenco de longa data, Jane Jenkins e
Janet Hirshenson.
          O diretor conta: “Tínhamos feito testes de vídeo com várias garotas para a
personagem Annabeth. Quando assisti ao teste de vídeo que Alex tinha feito em Nova York,
fiquei intrigado. Resolvemos vê-la em filme e eu nunca tinha visto os olhos de ninguém
fotografarem daquele jeito. Ela era hipnotizante. E percebi que tinha muita química com
Logan e Brandon”.
          Trata-se da primeira protagonista de Daddario no cinema, numa carreira que se
iniciou na adolescência em Nova York, no seriado diário “All My Children”. Daddario
explica sua visão do papel: “„Percy Jackson e o Ladrão de Raios‟ é baseado na premissa de
que os deuses gregos vieram à Terra e tiveram filhos com mortais. Depois, seus filhos foram
deixados vagando pela Terra, porque os semideuses são proibidos de conhecer os pais.
Annabeth não conhece a mãe, Atena, mas de vez em quando a ouve falar, dando conselhos à
filha. Ela tem uma ligação com a mãe, mas também ressentimento por nunca a ter visto a
mãe”.


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       Alexandra Daddario vê semelhanças entre ela e a personagem: “Uma das coisas que
mais admiro na personagem é o fato de ela ser muito forte. Fiz a leitura de muitas
personagens para mulheres da minha idade que ainda não têm a personalidade e o caráter
totalmente formados. Já Annabeth é uma personagem forte, bastante complexa, plenamente
formada. Tem um bom equilíbrio entre emoção e força”.
       Para Jake Abel, as cenas no campo de treinamento foram um dos pontos altos da
produção. Ele comenta: “O campo de treinamento é uma espécie de lar adotivo para
semideuses. É lá que meu personagem, Luke, além de Percy, Grover, Annabeth e todos os
semideuses são treinados. Chiron nos ensina a usar nossos melhores atributos contra o Mal.
Os semideuses também aprendem a importância de manter seus poderes sob controle, pois
eles poderiam dominar o mundo, o que resultaria na destruição do planeta. Então Chiron nos
ensinar a controlar nossos poderes e a usá-los para o Bem”.
       Abel e seus colegas de elenco apreciaram a companhia uns dos outros ao filmar tais
cenas, além de passarem um mês fazendo exercícios para entrar em forma de semideuses.
“Todo dia de manhã nós treinávamos com o pessoal das cenas de ação. Começava com
esgrima e voo. Isso também nos ajudou a fazer amizade bem rápido”.
       A trajetória de Percy e seus amigos os leva a um contato próximo com os deuses,
tanto do Bem quanto do Mal. Ao escalar o elenco que personificaria os deuses, Columbus e
Barnathan descobriram que os livros da série Percy Jackson eram um grande atrativo.
“Tivemos muita sorte com o elenco que conseguimos reunir para o filme”, declara Barnathan.
“Bons materiais atraem bons profissionais. E desde o princípio alguns profissionais
aceitavam o papel porque algum parente gostava do livro. Foi o caso de Pierce Brosnan,
cujos filhos adoram o livro”.
       Brosnan, que na época colhia os louros do sucesso do musical “Mamma Mia!”,
desempenha o papel de Chiron, o Centauro, o majestoso e poderoso líder do campo de
treinamento especial de semideuses. “Eu interpreto o professor de Percy, Brunner, e também
Chiron, que na verdade são um só. Sou o professor Brunner neste mundo, neste tempo. Ele dá
aulas de mitologia grega e anda numa cadeira de rodas. Ninguém sabe o motivo de ele usar
cadeira de rodas até que ele nos transporte para o mundo da mitologia grega. No decorrer da
jornada de Percy, eu me torno Chiron, metade homem, metade cavalo, ou seja, um centauro”,
conta Brosnan.
       “Chiron está ligado à mitologia de seu tempo, o de antigamente e o de hoje”, continua
o ator. “Eu intervenho para tentar impedir a guerra, que afetaria o equilíbrio da natureza. Se
os deuses criarem o caos para os mortais, haverá conseqüências terríveis para todo o planeta”.


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         Para que o ator tivesse a verdadeira noção do peso de uma cabeça de cavalo, Brosnan
andou em “painter‟s stilts”, suportes semelhantes às pernas de pau, porém de metal, que
mediam em torno de trinta centímetros de altura. O departamento de objetos de cena
confeccionou um bastão para o personagem carregar, e a partir daí ele voltou às suas raízes
no teatro. Ele conta: “Eu tinha uma companhia de teatro de rua chamada Theater Spiel, e nós
costumávamos andar em pernas de pau, engolir fogo, nos apresentar como palhaços. Para
trabalhar em „Percy Jackson‟ eu visitei alguns haras no Canadá antes das filmagens. Depois,
foi só fingir por conta própria”.
         Brosnan contracena bastante com os jovens atores Logan Lerman, Brandon T.
Jackson, Alexandra Daddario e Jake Abel, mas não com o elenco adulto, que inclui Steve
Coogan e Rosario Dawson, como o conflituoso casal do Mundo dos Mortos, Hades e
Perséfone. Segundo Coogan: “Hades persegue Percy Jackson, atrás do raio de Zeus, que
desapareceu. Interpretei um Hades viciado no Mal. Ele não deseja ser mau, mas não consegue
evitar. Mas há também um lado cômico do personagem. O desafio e a oportunidade que o
papel apresentava era encontrar o equilíbrio entre os momentos cômicos sem diminuir o peso
de interpretar um deus”.
         Coogan encontrou inspiração para o papel no figurino de Hades. “Os realizadores
queriam que Hades parecesse um deus do rock. Então uso calça e botas de pele de cobra,
camiseta rasgada, cabelo comprido e barba; um visual bem estilizado. O figurino foi parte da
chave para o personagem. Ele é vaidoso, e imagino que um astro do rock pode se comportar
mal com uma certa impunidade. Todos esses elementos físicos me ajudaram a encontrar o
tom do personagem”.
         Se Coogan personificou um deus do rock como Hades, ele teve a sorte de contracenar
– além de ocupar uma mansão magnífica preparada pelo desenhista de produção Howard
Cummings – com a deusa das telas Rosario Dawson, que interpreta a esposa de Hades,
Perséfone. Dawson ficou particularmente intrigada com a dinâmica do casal. “É uma relação
cáustica. Ela fica presa no Mundo dos Mortos. Ela odeia esse lugar e odeia Hades por isso.
Eu os vejo como duas pessoas que se sentem muito à vontade odiando um ao outro”.
         “Hades e Perséfone moram no mundo dos Mortos, que fica sob Los Angeles, o que é
perfeito, pois são completamente narcisistas”, prossegue a atriz. “Modernizá-los, fazendo
deles um casal contemporâneo se encaixa perfeitamente. Achei interessante criarem o inferno
embaixo de Los Angeles. É quase pungente ver essas duas pessoas, dois deuses, brigando e
se odiando no inferno, como num casamento hollywoodiano desastroso. Talvez o inferno seja
isso”.


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        Para o papel do pai de Perséfone, Zeus, o líder supremo do Olimpo e do universo, os
realizadores escolheram o carismático ator inglês Sean Bean. Trata-se de outro retrato épico
na vasta galeria de caracterizações de Bean no cinema, entre elas Odisseu (ou Ulisses, como
era conhecido na mitologia romana), o líder do exército grego que derrota Tróia, na grande
produção de Wolfgang Petersen “Tróia”, e o orgulhoso guerreiro Boromir na trilogia de Peter
Jackson “O Senhor dos Anéis”.
        “Sempre me interessei bastante por mitologia grega, os mitos e lendas. Adoro os
ciúmes e conflitos de Zeus. Não é toda hora que se tem a chance de interpretar o rei dos
deuses. Zeus é um deus bem carismático e perverso. Gosta de se divertir com mulheres e
também de jogar com os outros. Mas é muito poderoso, majestoso”.
        Foi o público infantil que fez Kevin McKidd, que atua como Poseidon, o irmão e
arquirrival de Zeus, interessar-se pelo projeto. “Nunca havia feito nada que pudesse ser visto
por crianças, meus trabalhos foram sempre para adultos. E meu filho tinha acabado de ler os
três primeiros livros da série Percy Jackson; ele ficou fissurado. É um especialista em Percy
Jackson. Acredito que todos os públicos vão se identificar com a história e os personagens”,
diz o ator.
        Outro atrativo de Percy Jackson são suas criaturas, sobretudo a mortífera Medusa,
que nas telas ganha vida na pele de Uma Thurman. “Achei que Uma daria uma Medusa
fascinante. É uma das mulheres mais belas do mundo, e ao mesmo tempo consegue causar
medo, pavor. Eu precisava dessa combinação para a Medusa, alguém capaz de atrair o olhar,
por ser tão hipnótica”.
        “A Medusa é uma figura tanto clássica quanto contemporânea”, diz Uma Thurman.
“Tem uma atitude bem moderna, tem estilo, mas a cabeça mantém a visão tradicional da
Medusa: cobras sibilando, que transformam em pedra quem olhar para ela”.
        Uma Thurman observa que a Medusa é uma personagem complexa, cujas habilidades
são um poder, porém também uma maldição. “Gostei da ideia de ela ser atormentada pela
solidão, que é seu castigo. Você pode viver para sempre, mas isso não serve de muita coisa se
cada vez que alguém olha para você vira pedra. A Medusa é louca e solitária, vagando no
museu de sua vida”.
        Barnathan lembra de como foi hipnótico ouvir Thurman falar sobre a personagem. Ele
relata: “Quando Uma chegou, parecia um furacão de tantas ideias. Ela tinha pensado em
como ia interagir com as cobras, o „cabelo‟ da Medusa‟. Ficamos todos impressionados com
ela, ouvindo-a falar de como via a Medusa e como interpretaria a personagem”.



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       Embora as cobras sejam criadas em computador, Columbus convocou um domador
com algumas cobras de verdade para interagir com Thurman durante os ensaios. “Gostei de
lidar com as cobras. Interpretei a Medusa como uma solitária, que só pode conversar com
elas. As cobras de verdade me ajudaram a definir como eu me movimentaria e a acolher o
lado louco e monstruoso da personagem”.
       O penteado de cobras geradas por computação gráfica é um dos muitos efeitos criados
pelo supervisor de efeitos visuais Kevin Mack. Além do imponente centauro de Brosnan, o
mago dos efeitos visuais premiado com o Oscar (“Amor Além da Vida”) também
transformou o ator Brandon T. Jackson num sátiro, metade homem, metade bode.
       Para dar vida vida ao mundo físico de “Percy Jackson”, Columbus recorreu ao
veterano desenhista de produção Howard Cummings. Entre os diversos cenários que ele
projetou para o épico de fantasia de Columbus (ele confirma que num dado momento tinha
oito cenários diferentes sendo construídos simultaneamente) há uma réplica do Partenon de
Atenas, tal qual existe no Centennial Park de Nashville, EUA, um cenário gigantesco no
Mammoth Studios, onde Columbus deu início à produção. Também foram construídos vários
cenários no North Shore Studios (ex-Lions Gate, no norte de Vancouver).
       “O Partenon era uma réplica completa do interior daquele que foi construído em
Nashville”, diz Cummings sobre o majestoso cenário. “Só as dimensões dele já o tornavam
divertido. Acabamos optando por usar muita espuma e outros materiais que eram fáceis de
deslocar”.
       Um dos componentes-chave do cenário era uma atraente estátua de nove metros da
deusa Atena, esculpida na espuma de poliestireno styrofoam, em quatro partes separadas,
unidas de maneira imperceptível, e posicionada entre as imensas colunas do Partenon.
Embora composta de espuma, a escultura inteira depois de concluída chegava a pesar mais de
453 quilos.
       Outro cenário significativo era o centro de treinamento especial, um enclave secreto,
acessível somente aos que nasceram imortais, onde os semideuses desenvolvem suas
habilidades de luta, preparando-se para suas missões. Erguido em um acampamento popular
no Golden Ears Provincial Park, nas lindas e serenas margens do Lago Alouette, era
composto de meia dúzia de barracas de inspiração grega, repletas de espadas, escudos e
armaduras, onde os moradores da região de North Beach, a leste de Vancouver, costumam
ver apenas carros com trailers e cadeiras dobráveis. À beira do lago, a equipe de Cummings
construiu o prédio mais impressionante de todo o campo dos semideuses, o barco residência



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de Poseidon, onde Chiron revela a Percy que seu pai é o deus dos mares e um dos Três
Grandes Deuses Olimpianos.
       Cummings e sua equipe também criaram duas versões do Monte Olimpo para os
momentos de clímax da história, quando Percy confronta os deuses em relação ao
desaparecimento do raio. É o momento em que Percy mostra seu ponto de vista de um
simples humano, em contraste com um par de imensas portas de dez metros que se abrem
para a sala do trono dos Olimpianos, e o lado oposto do mesmo cenário, o do interior do
templo de dez metros de altura dos deuses, onde as doze deidades exercem sua soberania.
       “Contar a história do Monte Olimpo envolvia grandes dimensões”, ressalta
Cummings. “Parte da história é que os deuses estão dez metros acima do nosso herói, Percy.
Propositalmente reduzi o tamanho do cenário dos deuses para que eles parecessem maiores.
Com alguns truques, fica parecendo que tem dois andares de altura. E o contrário acontece no
momento em que Percy chega. O Monte Olimpo precisava de textura, envelhecimento, e uma
sensação de que estava ali há muito tempo”, ele explica.
       O enorme cenário do Hotel e Cassino Lotus foi construído no Mammoth Studios, em
Burnaby, nos arredores de Vancouver. “No Hotel e Cassino Lotus, igualmente baseado na
mitologia grega, os garotos entram no cassino, que no início parece apenas isso, um cassino”,
Columbus revela. “É como um parque de diversões gigantesco que não acaba nunca, a maior
fantasia de uma criança. Nossos três heróis recebem flores comestíveis, que quando são
ingeridas induzem ao esquecimento e a uma vontade de nunca mais ir embora. Portanto, se
você ficar no Hotel e Cassino Lotus, nunca envelhece e pode ficar ali para sempre. Eles se
dão conta de que estão aprisionados, e cinco dias passam como se fosse um minuto. Precisam
escapar e encontrar o raio”.
       Cummings recorreu à fantasia ao projetar a mansão em estilo gótico, mergulhada em
sombras cinza e negras, de onde Hades comanda o Mundo dos Mortos. A mansão espetacular
tem uma lareira grande e um piano que vale meio milhão de dólares. Este reforçou a faceta de
roqueiro envelhecido de Hades, imaginada por Columbus e pelo ator Steve Coogan.
       Outro cenário fundamental era o covil da Medusa, uma estufa e loja de jardinagem
(chamada de Auntie Em‟s; em português, Loja da tia Em) onde ela tenta impedir Percy de
procurar o raio desaparecido transformando-o em pedra com um único olhar. O covil foi
erguido em uma estufa em Vancouver, à qual os realizadores acrescentaram magia com a
ajuda de centenas de plantas mortas, muitas obtidas gratuitamente de cultivos locais após
uma geada tardia no início da primavera; isso se encaixou muito bem no mundo da Medusa,



                                             13
em que, segundo a lenda, basta que um humano olhe para ela uma vez para ser transformado
em pedra.
       O cenário serviu de pano de fundo para Kevin Mack operar sua magia com a
computação gráfica, para melhorar a aparência de Uma Thurman como o ser demoníaco cujo
cabelo é composto de um ninho de cobras sibilantes. Thurman usou um capacete de tela azul
ao longo dos quatro dias em que esteve no set de filmagens, sobre o qual os magos de Mack
criaram o monte de répteis. “Durante o trabalho no set, Uma tocava na cabeça e acariciava as
cobras, imaginando como seriam e como estariam se mexendo”, lembra Mack. “Foi
fantástico porque ela é muito imaginativa, o que contribuiu para o resultado da parte de sua
personagem gerada em computador”.
       Mack também criou um Minotauro de mais de três metros que ataca Percy e sua mãe
quando estão a caminho do campo de treinamento. “O Minotauro não é aquele tradicional
homem com cabeça de touro, e sim metade homem, metade búfalo; e tem um corpo que pode
correr sobre quatro patas”, detalha Mack. E há ainda os Cães do Inferno, seres horripilantes
que parecem cães pré-históricos deformados e que guardam a entrada da mansão de Hades; e
a lendária Hidra de várias cabeças, que ataca o trio dentro do Museu do Partenon.
       Em meio a todos esses efeitos visuais impressionantes, Chris Columbus nunca perdeu
de vista a história nem a trajetória dos personagens. “Antes de mais nada, Chris sabe como
contar uma história”, enfatiza Mack. E completa: “É sempre bom ter um excelente contador
de histórias como Chris na direção, pois ele coloca isso em primeiro lugar. Nosso trabalho era
dar suporte à história”. E Columbus acrescenta: “O maior desafio é não exagerar nas imagens
geradas por computador, e sim usá-las para deixar tudo mais emocionante. O bom do CGI e
dos efeitos digitais é que estão ficando cada vez mais realistas, e o desafio está em mostrar ao
público algo inédito”.
       O veterano cineasta, que acaba de concluir seu 15º projeto como diretor, numa
carreira estelar de mais de 25 anos, reitera que o público jamais viu algo como “Percy
Jackson e o Ladrão de Raios”, e conclui: “Estou me sentindo um garotinho que adora
filmes com coisas que nunca viu. E eu não vi o mundo da mitologia grega retratado desta
forma. Amo esse universo, é muito emocionante. Estou muito empolgado com o filme”.




                                              14
SOBRE O ELENCO


       LOGAN LERMAN (Percy Jackson) estreou em um longa-metragem quando
interpretou o filho mais novo de Mel Gibson em “O Patriota”, papel que lhe rendeu uma
indicação ao prêmio de Melhor Jovem Artista em um Elenco, dado pela instituição não-
lucrativa Young Artist Foundation. Depois de voltar a trabalhar com Gibson (interpretando o
ator quando jovem) na bem-sucedida comédia “Do Que as Mulheres Gostam”, Lerman
estrelou “Os Garotos da Minha Vida”, de Penny Marshall.
       Este último trabalho chamou a atenção dos produtores do telefilme “A Painted
House”, do especial da CBS “Hallmark Hall of Fame”. O papel lhe rendeu o prêmio no
Young Artists Awards, desta vez na categoria de Melhor Jovem Ator em um
Telefilme/Minissérie/Especial. Em seguida, ele voltou às telonas em “O Efeito Borboleta”,
em que contracenou com Ashton Kutcher, papel que rendeu elogios da crítica.
       Depois deste trabalho bem-sucedido, ele participou da aclamada série de televisão
“Jack & Bobby”, da Warner Bros, em que interpretou Bobby McCallister, um inteligente
jovem de bom coração que tenta desesperadamente manter a paz entre a mãe e o irmão mais
velho Jack. Por esta interpretação, Lerman ganhou seu segundo prêmio no Young Artist
Award na categoria Melhor Jovem Ator em uma Série de TV.
       Ele voltou às telonas, levando sua quarta indicação ao Young Artistas, pelo papel
principal em “Os Heróis do Pedaço”, a adaptação cinematográfica do livro infantil de Carl
Hiaasen que ficou semanas na lista dos mais vendidos do New York Times. Em seguida,
Lerman contracenou com Jim Carrey e Virginia Madsen no thriller de Joel Schumacher “O
Número 23”, antes de dividir a telona com dois dos atores mais respeitados da indústria,
Russell Crowe e Christian Bale, na bem-recebida refilmagem do faroeste de 1957 de James
Mangold, “Os Indomáveis”. Pelo trabalho neste filme, Logan foi indicado, junto com o
elenco, ao prestigioso prêmio do sindicato dos atores, enquanto colecionava, ao mesmo
tempo, sua quinta indicação ao Young Artists.
       Mais recentemente, ele voltou às telonas com performances em “Bill”, com Aaron
Eckhart, Jessica Alba e Elizabeth Banks, e estrelou dois projetos: a comédia de época “My
One and Only”, com Renée Zellweger, Chris Noth e Kevin Bacon, e o suspense de ficção
científica “Gamer”, junto com Gerard Butler.
       Nascido e criado em Beverly Hills, na Califórnia (onde ainda mora com a família),
Lerman começou a ter vontade de atuar depois de ver, aos dois anos e meio, Jackie Chan
atuando. Após anunciar para a mãe que seria ator, ainda criança, ele logo arrumou um agente


                                               15
e agendou dois comerciais seguidos, ganhando sua carteirinha do sindicato no meio do
processo.


       BRANDON T. JACKSON (Grover, o sátiro) ganhou notoriedade (e sua terceira
indicação ao Black Reel Award) pela interpretação do ator que vira rapper Alpa Chino, na
sátira sobre os filmes de Hollywood “Trovão Tropical”, de Ben Stiller.
       Nascido em Detroit, Michigan, Jackson cresceu junto com seis irmãos, filhos de um
pastor e de uma pastora de igreja. Ele desenvolveu um gosto especial pela comédia e
começou a atuar ainda jovem. O “palhaço da turma”, ia em busca de seus sonhos atuando em
eventos da igreja e da comunidade local (incluindo o Festival da Juventude da Motor City aos
14 anos de idade!), onde ele mostrava o início de uma carreira de comediante de stand-up.
       Jackson fez estágio em uma rádio local de Detroit, a 93,1 FM, quando ainda era
adolescente, e logo foi convidado pela 105,9 FM para participar de seus programas. À
medida que seu público crescia, aumentava também sua sede por aprimoramento nos talentos
cômicos. Ele começou a receber ligações de comediantes como Chris Tucker e Wayne Brady,
e ambos - juntamente com os ídolos Sinbad, Martin Lawrence e Chris Rock - serviram de
grande inspiração para seu trabalho.
       Sua mudança para Los Angeles fez com que participasse de números de stand-up no
renomado clube de comédia The Laugh Factory, o que, consequentemente, fez com que ele
conseguisse pequenos papéis em filmes como “Ali”, de Michael Mann, “8 Mile – A Rua das
Ilusões”, de Curtis Hanson, e “Nikita Blues”, de Marc Cayce.
       Depois de participar do “Showtime at the Apollo”, em Nova York, e de “Comic
View”, do BET, o ator e comediante conseguiu seu primeiro grande papel no cinema como o
melhor amigo de Bow Wow Junior, na comédia sobre a geração que cresceu nos anos 1970,
“Ritmo Alucinante”. Seu trabalho na produção de Teitel/Tillman lhe rendeu o prêmio do
Black Reel de 2006 na categoria Melhor Ator Revelação, além de uma indicação na mesma
premiação junto com o elenco do filme.
       Enquanto “Ritmo Alucinante” chegava ao cinema, Jackson apresentou sua original
turnê “Teens of Comedy”, ao lado de BET e com a participação de Lil JJ‟ e alguns dos mais
engraçados comediantes adolescentes nos Estados Unidos (uma versão para o cinema da
turnê está sendo desenvolvida). Jackson também apresentou alguns shows de jovens músicos
como Chris Brown, Ne-Yo e T-Pain. Em 2006, ele apresentou a turnê “Up Close and
Personal”, com Chris Brown, Ne-Yo, Lil Wayner, Juelz Santana e Dem Franchize Boyz. Seu
esquete de comédia “The Brandon T. Jackson Show” foi transmitido pelo N Channel e


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indicado ao Prêmio NAMIC Vision. Outros projetos para a televisão incluem um papel fixo,
contracenando com Nick Cannon, em “Wild N‟Out”, da MTV, em “106 & Park”, da BET, e
em “Crash My School”, um programa piloto da MTV.
       Jackson também conseguiu papéis em projetos como “House of Grimm”, “No Natal a
Gente se Encontra”, “Big Stan – Arrebentando na Prisão”, “Cuttin the Mustard” e no arrasa-
quarteirão “Velozes e Furiosos”. Ele também participou de “O Fada do Dente”,
contracenando com Dwayne Johnson, e foi protagonista de “Rogue‟s Gallery”. Suas
temporadas de comédia incluem “TPain Tour”, de 2007, e “Pepsi Smash”, de 2005.


       ALEXANDRA DADDARIO (Annabeth, filha de Atena) começou a carreira em
2002, com o papel da adolescente vitimizada Laurie Lewis em quase cinquenta episódios da
novela “All My Children”.
       Depois de ganhar o papel, a jovem de 16 anos trocou o colégio pelo sistema PCS
(escola para crianças profissionais), o que lhe permitia continuar participando das séries de
TV e frequentando a escola.
       Após sair da novela, em 2003, a nova-iorquina começou a dividir seu tempo entre a
telinha e os filmes. Ela estreou em um longa-metragem no aclamado drama de Noah
Baumbach “A Lula e a Baleia”, e apareceu no thriller “Bereavement”. Nesse período, ela
apareceu em filmes como “Um Amor Jovem”, de Ethan Hawke; “O Sótão”, de Mary
Lambert; “The Babysitters”; e no premiado curta-metragem de Ian Gelfand “Pitch”, que foi
exibido no Festival de Cinema de Cannes de 2005. Ela também apareceu no filme “Jonas
Brothers 3D – O Show”.
       Participou das séries “Os Sopranos”, em dois episódios de cada um dos seriados:
“Law and Order: Criminal Intent”, “Law & Order”, “Whiter Collar”, “Conviction”,
“Damages” e “Life on Mars”. Ela também contracenou com Edie Falco no episódio piloto da
aclamada série do Showtime “Nurse Jackie”.


       Como Zeus, o supremo deus do Monte Olimpo, o carismático ator britânico SEAN
BEAN acrescenta outra interpretação épica à sua diversificada galeria de papéis no cinema,
que inclui Odisseu (também chamado de Ulisses), o líder do exército grego que derrota Tróia,
na mitológica e grandiosa aventura de Wolfgang Petersen “Tróia”, e o orgulhoso guerreiro
Boromir na trilogia inovadora de Peter Jackson, “O Senhor dos Anéis”.
       Nascido e criando em Handsworth, em Sheffield, no norte da Inglaterra, Bean estudou
em várias escolas, incluindo a faculdade de artes e tecnologia de Rotherham, onde ele teve


                                             17
suas primeiras aulas de interpretação. As participações em algumas das produções locais
(programas tais como “Cabaret” e “The Owl and the Pussycat”) lhe renderam uma bolsa de
estudos na Academia Real de Artes Dramáticas de Londres. Depois de se formar por lá (onde
ele ganhou uma medalha de prata pelo papel em “Esperando Godot”, peça que garantiu sua
graduação), em 1983, estreou nos palcos como Tebaldo, em “Romeu e Julieta”, no teatro
Watermill, em Newbury.
       Depois de lançar sua carreira nos palcos ingleses, ele seguiu para o norte da Escócia
para trabalhar no teatro Glasgow Citizens. Em seguida, foi trabalhar com a companhia Royal
Shakespeare em Stratford-Upon-Avon, no papel de Romeu, em “Romeu e Julieta”, e
continuou a incrementar seu currículo com participações em peças como “Fair Maid of the
West”, “Sonho de uma Noite de Verão”, “Deathwatch” e “Last Days of Mankind”.
       Em 1984, um novo meio, a televisão, flertou com o talento emergente, que estreou
nas telinhas no telefilme do CH4 “Winter Flight”. Dois anos mais tarde, ele estreou no filme
“Caravaggio”, de Derek Jarman, e depois retomou a parceria com o diretor no drama de 1988
“War Requiem”. Seus primeiros papéis no cinema incluem o de um servente irlandês no
drama de Mike Figgis “Dia Fatal”, e o do filho reprimido do indicado ao Oscar Richard
Harris em “Terra da Discórdia”, de Jim Sheridan.
       Voltou à televisão no aclamado “Lady Chatterley”, da BBC, uma adaptação de Ken
Russell para o clássico de D.H. Lawrence, e em outro projeto da BBC, “Clarissa”. Em ambos
os filmes, mostrou ser um carismático protagonista de romance. Em 1993, Bean fez um de
seus melhores papéis, o do tenente do exército Richard Sharpe, em “Sharpe‟s Rifles”. O
telefilme foi o primeiro de dezesseis episódios de duas horas em que o ator retomaria seu
papel de um soldado britânico na guerra peninsular durante a era napoleônica.
       De volta ao cinema, Bean viu a carreira deslanchar com papéis de vilões e de caras
durões, tais como o terrorista do IRA que luta contra o agente da CIA interpretado por
Harrison Ford em “Jogos Patrióticos”; o algoz de James Bond, o agente duplo 006, em “007
Contra Goldeneye”; um mercenário especialista em armas, contracenando com Robert
DeNiro e Jean Reno no thriller de John Frankenheimer “Ronin”; um psicótico ex-prisioneiro
em “Essex Boys – Algumas Linhas Nunca Devem Ser Cruzadas”; o malvado ladrão de joias
que aterroriza Michael Douglas em “Refém do Silêncio”; o rival mortal de Nicolas Cage em
“A Lenda do Tesouro Perdido”; o desonesto chefe de uma clínica de clonagem no thriller de
ficção científica “A Ilha”, de Michael Bay; e um psicopata que rouba um jovem casal em “A
Morte Pede Carona”, uma refilmagem do clássico do horror de 1986.



                                             18
       Bean também demonstrou versatilidade com diversos protagonistas simpáticos e
heróicos, em papéis como o piloto que questiona a sanidade de Jodie Foster em “Plano de
Voo”; o elegante Vronsky, contracenando com Sophie Marceau em “Anna Karenina”, o
soldado britânico real Andy McNab, que lidera uma missão secreta durante a Guerra do
Golfo Pérsico no drama para a TV britânica “Bravo Two Zero”; e o marido companheiro de
uma mulher que luta contra a mineração em “Terra Fria”, de Niki Caro, onde contracenou
com as indicadas ao Oscar Frances McDormand e Charlize Theron.
       As caracterizações épicas de Bean incluem o já mencionado Boromir na adaptação
histórica de Peter Jackson para a trilogia de J.R.R. Tolkien, “O Senhor dos Anéis – A
Sociedade do Anel”, e suas sequências, “As Duas Torres” e “O Retorno do Rei”. Bean fez
parte do elenco que recebeu um prêmio do sindicato dos atores pelo vencedor do Oscar de
Melhor Filme de 2003, “O Retorno do Rei”, e uma indicação por “A Sociedade do Anel”. Ele
também levou para casa um prêmio do National Board of Review por Melhor Elenco pelo
terceiro filme da trilogia, e levou uma indicação do prêmio britânico da Empire por “A
Sociedade do Anel”. Voltou aos papéis épicos ao interpretar o lendário herói grego Odisseu
em “Tróia”, de Wolfgang Petersen, a adaptação para o cinema da fábula de Homero sobre a
Guerra de Tróia.
       No currículo de Bean estão ainda o filme de horror sobrenatural “Terror em Silent
Hill”, a minissérie da CBS “Scarlett”, “When Saturday Comes”, “Negócio Arriscado”,
“Equilibrium”, o suspense de terror “Escuridão” e “Os Fora-da-Lei”. Recentemente, ele
finalizou o trabalho na épica história de amor de Menno Meyjes, ambientada durante as
invasões vikings, “Last Battle Dreamer”, no thriller “Ca$h” e em um par de thrillers sobre
criminosos, “Red Riding: 1974” e “Red Riding: 1983”. Ele estrela a próxima adaptação da
HBO da fantasia de George R.R. Martin, “Game of Thrones”, que será dirigida por Tom
McCarthy.


       Reconhecido internacionalmente como um dos mais elegantes e habilidosos atores
dramáticos em Hollywood atualmente, o indicado ao Globo de Ouro PIERCE BROSNAN
(Chiron, o Centauro/Professor Brunner) estrelou ao lado de Meryl Streep a bem-sucedida
adaptação para o cinema do sucesso da Broadway “Mamma Mia!”.
       Brosnan recebeu uma indicação ao Globo de Ouro na categoria Melhor Ator em um
Longa-Metragem pelo papel de Julian Noble no aclamado filme “O Matador”, em 2005. Por
este mesmo papel, ele recebeu uma indicação da academia de cinema e televisão irlandesa na
categoria Melhor Ator em um Papel Principal.


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       Talvez mais conhecido ao redor do mundo como James Bond, Brosnan reacendeu a
popularidade do legado de Bond nos arrasa-quarteirões “007 Contra Goldeneye” (1995),
“007 – O Amanhã Nunca Morre” (1997), “007 – O Mundo Não é o Bastante” (1999) e “007
– Um Novo Dia para Morrer” (2002). Os três primeiros filmes de Bond protagonizados por
Brosnan arrecadaram juntos quase meio bilhão de dólares em todo o mundo.
       Além dos quatro filmes da franquia Bond, outros três longas-metragens
protagonizados por Brosnan – “Thomas Crown – A Arte do Crime”, “O Inferno de Dante” e
“O Passageiro do Futuro” – juntos arrecadaram centenas de milhões de dólares em todo o
mundo, estabelecendo-o como um dos mais rentáveis astros.
       Em seu currículo, Brosnan também traz “Vida de Casado” (2007), que ele estrela ao
lado de Rachel McAdams, Patricia Clarkson e Chris Cooper, sob a direção de Ira Sachs; o
drama sobre a Guerra Civil americana “À Procura da Vingança” (2007), em que contracenou
com Liam Neeson; a aclamada adaptação de John Boorman do romance de John Le Carré,
“O Alfaiate do Panamá” (2001); “Mister Johnson” (1990), de Bruce Beresford; e “O
Guerreiro da Paz” (1999). Brosnan também mostrou suas habilidades cômicas em filmes
como “Uma Babá Quase Perfeita” (sua primeira colaboração com o diretor Chris Columbus)
e “Marte Ataca!” (1996), de Tim Burton. Ele também interpretou um papel coadjuvante em
“O Espelho tem Duas Faces” (1996), ao lado de Barbra Streisand.
       Além do trabalho como ator, Brosnan sempre nutriu um interesse pela direção de
filmes. Uma vez conquistado o estrelato internacional como ator, Brosnan expandiu sua área
de atuação ao lançar sua própria produtora, a Irish DreamTime, em 1996, junto com o sócio e
produtor Beau St. Clair.
       Além de “O Matador”, a Irish DreamTime produziu outros cinco filmes até hoje –
“The Nephew” (1998), “Thomas Crown – A Arte do Crime” (1999), “Evelyn – Uma História
Verdadeira” (2002), “Leis da Atração” (2004) e “Encurralados” (2007). “Thomas Crown – A
Arte do Crime”, o primeiro projeto da produtora, foi um sucesso de crítica e nas bilheterias.
“Evelyn – Uma História Verdadeira”, dirigido por Bruce Beresford, foi exibido nos festivais
de Toronto e de Chicago, e foi aclamado pela crítica e elogiado em resenhas pelo país. “Leis
da Atração”, uma comédia romântica que uniu Brosnan a Julianne Moore, mostrava dois
advogados envolvidos em um processo de divórcio que acabam se apaixonando.
“Encurralados” é um suspense psicológico em que Brosnan contracena com Maria Bello e
Gerard Butler.
       Os inúmeros reconhecimentos de seus trabalhos incluem um Prêmio Golden Kamera,
em 2007, por seu trabalho ambiental; um prêmio pelo conjunto da obra, em 2002, no Festival


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de Cinema de Chicago; um prêmio de Astro Internacional do Ano, no Cinema Expo, em
Amsterdã; um título honoris causa em artes no Instituto de Tecnologia de Dublin; um título
honoris causa da Universidade Cork; e a Ordem do Império Britânico, concedida por Sua
Majestade, a rainha Elizabeth.
       Brosnan nasceu em County Meath, na Irlanda, e se mudou para Londres aos onze
anos de idade. Aos vinte, ingressou na escola de artes cênicas e, em Londres, atuou em
inúmeras produções do West End, incluindo “Fulimena”, de Franco Zeffirelli, e “The Red
Devil Battery Sign”, no York Theater Royal. Brosnan se mudou para Los Angeles em 1982 e
imediatamente ganhou o papel do investigador Remington Steele na popular série homônima
da NBC.


       STEVE COOGAN (Hades, Rei do Mundo dos Mortos) retoma a parceria com o
diretor Chris Columbus, tendo interpretado Octavius, tanto no arrasa-quarteirão de 2006
“Uma Noite no Museu”, como em sua sequência, “Uma Noite no Museu 2”, ambos dirigidos
por Columbus.
       Coogan esteve no topo das bilheterias americanas como parte do elenco da sátira de
Ben Stiller “Trovão Tropical”. Neste filme, dirigido e roteirizado por Stiller, Coogan
interpretou um diretor de cinema britânico que estreia em um filme sobre a guerra do Vietnã.
Ele estrelou o longa-metragem ao lado de Robert Downey Jr., Jack Black, Brandon T.
Jackson, Tom Cruise e Matthew McConaughey. O filme ficou em primeiro lugar durante
duas semanas consecutivas e já arrecadou mais de US$ 100 milhões apenas nos Estados
Unidos.
       Coogan também foi visto recentemente na bem-sucedida comédia “Hamlet 2”, que foi
exibida no Festival de Cinema de Sundance, em 2008. Dirigido por Andrew Fleming, o filme
também é estrelado por Catherine Keener, Amy Poehler e David Arquette.
       Nasceu e cresceu em Manchester, onde estudou interpretação na Escola Politécnica de
Teatro de Manchester. Coogan viu na comédia stand-up uma maneira de obter o
reconhecimento que desejava. Ele foi descoberto por um agente de televisão, que lhe
ofereceu uma vaga em “First Exposure”, o que lhe rendeu inúmeras participações em
produções da televisão, como “The Prince‟s Gala Trust for the Prince” e “Princess of Wales”,
“Stand-Up”, “Up-Front”, “Paramount City”, “London Underground” e “Word in Your Ear”.
Ele também dublou por muitos anos “Spitting Image”.
       Em 1992, ganhou o Prêmio Perrier pelo programa “Steve Coogan in Character with
John Thompson”, em que lançou o personagem Paul Calf. Paul se tornou um personagem


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fixo no “Saturday Zoo”, em que ele também inaugurou um novo personagem, a irmã de Paul,
Pauline Calf. Em seguida, escreveu e interpretou “The Paul Calf Video Diaries”, o que lhe
rendeu uma indicação ao Bafta pela atuação no vídeo-diário de Pauline Calf, “Three Fights,
Two Weddings and a Funeral”.
       Quando trabalhou em rádio, criou outro personagem inesquecível, Alan Partridge em
“On the Hour”, que depois deu origem ao programa de televisão “The Day Today”. Aquele,
por sua vez, virou o programa de rádio “Knowing Me, Knowing You com Alan Partridge”,
que mais tarde também foi para a TV e recebeu inúmeras críticas positivas e vários prêmios.
No British Comedy Awards de 1994, Coogan levou os troféus de Melhor Comediante
Masculino e de Melhor Personalidade da Comédia, ao passo que “Knowing Me, Knowing
You com Alan Partridge”, ganhou o de Melhor Nova Série de Humor de TV.
       Incansável, Coogan empreendeu uma turnê, que teve seus ingressos esgotados no
Reino Unido, do show “The Man Who Think‟s He‟s It”. O espetáculo ganhou um prêmio do
South Bank Show e quebrou todos os recordes de bilheteria para um show de comédia no
West End londrino.
       Para passar mais tempo aprimorando seus talentos como roteirista, Coogan tirou um
período sabático da atuação para escrever o filme “The Parole Officer”, junto com seu sócio,
Henry Normal. O filme, produzido por Duncan Kenworthy e Andrew Macdonald e dirigido
por John Duigan, tornou-se um dos filmes britânicos mais lucrativos do ano.
       Coogan e Normal deram continuidade à parceria e criaram sua própria produtora, a
Baby Cow Production, em 1999. Desde então, eles já produziram inúmeros programas
premiados, como “Marion and Geoff”, “Human Remains”, “The Mighty Boosh”, “Gavin and
Stacey”, “Sensitive Skin”, “Dr. Terrible‟s House of Horrible”, “A Small Summer Party”, “Up
in Town” e “Cruise of the Deuses”, um telefilme feito para a BBC 2.
       Em 2002, ele lançou uma série de “I‟m Alan Partridge”, que mais uma vez recebeu
críticas positivas e lhe rendeu dois prêmios Bafta por Melhor Série Cômica e Melhor
Performance de Comédia.
       No currículo de Coogan estão ainda os filmes “Resurrected”; “A Chave Mágica”;
“Doce Vingança”; “The Fix Wind in the Willows”; “Sobre Café e Cigarros”, de Jim
Jarmusch; “A Festa Nunca Termina”; “A Volta ao Mundo em Oitenta Dias” (no papel de
Phileas Fogg); “A Cock And Bull Story”; “Finais Felizes”; “Maria Antonieta”; “The Private
Life of Samuel Pepys”; e “Finding Amanda”. Em 2010, ele também será visto ao lado de
Hilary Duff e Molly Shannon em “Safety Glass”.



                                             22
       A mais recente aparição de Coogan na televisão foi no final da temporada de 2007 da
premiada série da HBO “Curb Your Enthusiasm”, em que interpretou o psicólogo de Larry
David que acaba sendo preso. Ele também escreveu e estrelou um especial de Natal para a
BBC 2, intitulado “Tony Ferrino‟s Phenomenon” (pelo qual recebeu o Prêmio Silver Rose de
Montreux), e os especiais de comédia da BBC 2 “Saxondale” e “Coogan‟s Run”.
       Recentemente, Coogan finalizou sua segunda turnê intitulada “Steve Coogan is Alan
Partridge and Other Less Successful Characters”. A turnê de comédia durou quarenta dias,
em muitos dos quais os ingressos para o espetáculo se esgotaram, e o show incluía muitas
outras de suas criações, tais como Paul Calf e sua “irmã”, Pauline Calf.


       ROSARIO DAWSON (Perséfone) retoma a parceria com o diretor Chris Columbus
depois do papel de Mimi Valdez na adaptação cinematográfica do musical “Rent”, do
vencedor do Pulitzer Jonathan Larson, que ela estrelou ao lado de muitos dos atores da versão
teatral do espetáculo, incluindo Anthony Rapp, Adam Pascal, Jesse L. Martin e Taye Diggs.
       Dawson estrelou o bem-sucedido suspense “Controle Absoluto”, ao lado de Billy Bob
Thornton e Shia LaBeouf; e o drama místico de Gabriele Muccino “Sete Vidas”,
contracenando com Will Smith, e pelo qual ela recebeu inúmeros elogios da crítica e dos fãs.
Ela estrela, ao lado de Kevin James, a próxima comédia “Zookeeper”, e estará com Denzel
Washington e Chris Pine no thriller de Tony Scott “Unstoppable”, lançamento da Twentieth
Century Fox para o final de 2010.
       Também já trabalhou com John Madden (“Killshots – Tiro Certo”); Quentin
Tarantino (“À Prova de Morte”, que foi a segunda metade do filme intitulado “Grind House”,
exibido na mostra competitiva do Festival de Cinema de Cannes de 2007); Robert Rodriguez
(em seu aclamado thriller noir “Sin City – A Cidade do Pecado”, que também foi
selecionado para a competição de Cannes em 2005); Kevin Smith (na sequência de comédia
“O Balconista 2”); Peter Berg (na aventura de ação “Bem-Vindo à Selva”, com Dwayne “The
Rock” Johnson e Christopher Walken); Billy Ray (o drama verídico que foi altamente
elogiado “O Preço de Uma Verdade”); Spike Lee (“A Última Noite”, com Edward Norton e
Philip Seymour Hoffman e “Jogada Decisiva”, com Denzel Washington); Barry Sonnenfeld
(“Homens de Preto 2”, com Will Smith e Tommy Lee Jones); Ethan Hawke (“As Paredes do
Chelsea Hotel”); e Oliver Stone (“Alexander”).
       No circuito independente, Dawson estrelou e produziu o filme “Descent”, dirigido
por Talia Lugacy. Foi o primeiro longa-metragem que ela produziu em sua produtora, a
Trybe Films, e estreou no Festival de Cinema de Tribeca de 2007, e que foi seguido por


                                              23
críticas positivas. O filme foi a segunda colaboração com Lugacy, depois do curta-metragem
de quinze minutos “Bliss Virus”, com roteiro e direção assinados por Lugacy.
       Conhecida no festival alternativo, Dawson estrelou recentemente no drama político
“Explicit Ills”, que estreou no Festival de Cinema SXSW, em Austin, colhendo elogios da
crítica, bem como três indicações, entre elas o de Escolha da Audiência, no evento texano.
Ela também pode ser vista em “Santos e Demônios”, ao lado de Robert Downey Jr., Shia
LaBeouf, Dianne Wiest, Chazz Palminteri e Channing Tatum. O filme foi premiado no
Festival de Cinema de Sundance, onde recebeu o Grande Prêmio do Júri para um Filme
Dramático. No currículo de Dawson, estão outras produções independentes: “Love in the
Time of Money”, escrito e dirigido pelo veterano do teatro Peter Marrei, que estreou com
muitos elogios no Festival de Cinema de Sundance de 2002, além do queridinho dos festivais
“Maiores de 18”.
       A atriz também participou do drama sobre a vida escolar “Um Grito por Justiça”,
contracenando com Forrest Whitaker e Vanessa Williams; “Louco por Você”, com Freddie
Prinze Jr.; “Josie e as Gatinhas”, com Rachel Leigh Cook e Tara Reid; da comédia de ação
futurista “Pluto Nash”, com Eddie Murphy; da comédia romântica de Edward Burns “Paixões
em Nova York”, também estrelada por Heather Graham, Stanley Tucci e Brittany Murphy;
“Ash Wednesday”, também de Burns; e “Os Primeiros 20 Milhões”, escrito por Jon Favreau
e dirigido por Mick Jackson.
       Dawson estreou no cinema no aclamado e controverso sucesso “Kids”. Dirigido pelo
diretor de fotografia Larry Clark, com roteiro de Harmony Korine, o filme acompanha 24
horas da vida de um grupo de skatistas nova-iorquinos e na destruição que perpassa a vida
deles. O filme mostra um grupo de jovens que foram realmente retirados das ruas de Nova
York, em vez de usar atores profissionais. Com uma exibição surpresa à meia-noite em
Sundance e um lugar na principal competição do Festival de Cinema de Cannes, a carreira de
Dawson no cinema está indo por um bom caminho.


       CATHERINE KEENER (Sally Jackson), atriz indicada ao Oscar e ao Globo de
Ouro, construiu uma base sólida em sua carreira no cinema independente americano durante
os anos 1990, sob a direção de dois parceiros fundamentais – Tom DiCillo (“Johnny Suede”,
“Vivendo no Abandono”, “A Chave da Liberdade”, “Uma Loira de Verdade”) e Nicole
Holofcener (“Walking and Talking”, “Lovely and Amazing”, “Amigas com Dinheiro”).
       À medida que sua carreira prosperava na seara independente, seu estilo naturalista
conquistava cada vez mais pessoas e em filmes diferentes, como por exemplo “Quero Ser


                                            24
John Malkovich”, de Spike Jonze (que rendeu a Catherine sua primeira indicação ao Oscar na
categoria Melhor Atriz Coadjuvante), na bem-sucedida comédia de Judd Apatow “O Virgem
de 40 Anos”, e no comovente drama “Capote” (sua segunda indicação ao Oscar na categoria
de Melhor Atriz Coadjuvante), no qual ela interpretou a lendária escritora Harper Lee.
       Keener nasceu da região de Little Havana, em Miami, na Flórida. Ela se formou na
Universidade Wheaton, em Massachusetts, onde estudou literatura e história e onde
frequentou seu primeiro curso de interpretação, e estreou na peça de Wendy Wassrstein
“Uncommon Women and Others”. Depois de se formar, ela se mudou para Manhattan e
começou a trabalhar com a agente Gail Eisenstadt. Quando se mudou para Los Angeles,
Keener, que seguiu sua chefe até a costa leste, conseguiu um pequeno papel de garçonete na
comédia “Sobre Ontem À Noite..”., de Ed Zwick, contracenando com Rob Lowe e Jim
Belushi.
       Em seguida, ela flertou brevemente com a televisão, onde interpretou uma jovem
assistente no seriado de pouca duração “Ohara”, da ABC, antes de voltar às telonas em
projetos como “Questão de Sobrevivência”; “Atraída Pelo Desejo”, de Dennis Hopper; e
“Switch – Trocaram Meu Sexo”, de Blake Edwards. Em 1991, ela começou a longa parceria
com a cena independente de cinema e com o diretor Tom Dicillo, para quem filmou a
comédia “Johnny Suede”. Pelo papel em que contracenou com o então desconhecido Brad
Pitt, Keener ganhou a primeira de três indicações ao Prêmio Independent Spirit na categoria
Melhor Atriz.
       Em seguida, DiCillo escreveu para ela o papel em um filme de curta-metragem
independente “Scene Six, Take One” (1994), que depois foi expandido para o longa-
metragem “Vivendo no Abandono”, no ano seguinte. Pouco tempo depois, Keener
estabeleceu outra relação fundamental para sua carreira ao participar do filme “Walking and
Talking”, de Nicole Holofcener, em que tinha um romance com Anne Heche. Por este filme,
Keener ganhou a segunda indicação ao Independent Spirit na categoria Melhor Atriz.
       Naquele mesmo ano, Keener estrelou, ao lado de Demi Moore, “1952”, de Nancy
Savoca, um segmento da popular série da HBO “O Preço de uma Escolha”. Em seguida, ela
retomou a parceria com DiCillo em dois projetos ao mesmo tempo, “A Chave da Liberdade”
(1996) e “Uma Loira de Verdade” (1997). Steven Soderbergh escalou Keener para o
memorável papel da extravagante assistente de mágico e ex-mulher do assaltante de bancos
interpretado por George Clooney, na aclamada comédia e thriller “Irresistível Paixão”. De
volta à seara independente, Keener entrou para o elenco de “Seus Amigos, Seus Vizinhos”,



                                             25
de Neil LaBute, depois emendou com um pequeno papel interpretando a mulher de Nicolas
Cage em “Oito Milímetros”, de Joel Schumacher.
       No final daquele mesmo ano, Keener conseguiu um dos mais importantes papéis de
sua carreira, o da chefe maluca que manipula um de seus funcionários em “Quero Ser John
Malkovich”, de Spike Jonze. Este papel evidenciou os talentos ecléticos de Keener, que levou
indicações como Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar, no Globo de Ouro e na premiação do
sindicato dos atores (nesta última, também levou uma indicação na categoria Melhor Elenco).
       A atriz começou o novo milênio retomando a parceria com a diretora Holofcener em
“Lovely and Amazing”, que lhe rendeu outra indicação ao Independent Spirit Award. Em
seguida, Keener apareceu no projeto experimental de Steven Soderbergh “Full Frontal”; na
sátira de Danny DeVito “Morra, Smoochy, Morra”; e no thriller de Andrew Nichol
“Simone”, com Al Pacino. Mais tarde, ela voltou a trabalhar com o ator Edward Norton na
remontagem no circuito off-Broadway do drama romântico de Lanford Wilson “Burn This”.
Ela deu sequência a este trabalho com a participação no drama independente da roteirista e
diretora Rebecca Miller, “O Mundo de Jack e Rose”, em que contracenou com Daniel Day
Lewis e pelo qual recebeu críticas positivas.
       Ela obteve um papel no thriller de Sidney Pollack “A Intérprete” como a assistente de
Sean Penn. Depois, mudou completamente de perfil para contracenar com Steve Carrell na
bem-sucedida comédia de Judd Apatow “O Virgem de 40 Anos”, pela qual recebeu elogios.
Naquele mesmo ano, Keener levou sua segunda indicação ao Oscar (bem como indicações ao
SAG e ao Bafta) pelo trabalho contracenando com o vencedor do Oscar de Melhor Ator
Philip Seymour Hoffman, na aclamada cinebiografia dirigida por Bennett Miller, “Capote”.
       Voltou a trabalhar com Holofcener em “Amigas com Dinheiro”, para depois voltar à
parceria com Sean Penn, que a dirigiu no papel da simpática boêmia que abriga um jovem
idealista na aclamada tragédia baseada em fatos reais “Na Natureza Selvagem”, baseada no
livro de Jon Krakauer. Keener ganhou indicação na categoria Melhor Elenco no SAG.
       Além da longa lista de láureas, Keener conseguiu também uma indicação ao Emmy e
outra ao Globo de Ouro pelo papel principal no drama do Showtime, “An American Crime”,
que foi exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de Sundance de 2007 e que conta a
história verdadeira de Gertrude Baniszewski (Keener), uma mãe de meia-idade que torturou e
matou Sylvia Likens em sua casa, em Indiana.
       Mais recentemente, Keener tem mantido uma agenda cheia, com o papel ao lado de
Seymour Hoffman na estreia de Charlie Kaufman na direção “Sinedóque, Nova York”
(dividindo com o elenco do filme o Prêmio Robert Altman); a comédia alternativa e não


                                                26
convencional sobre uma professora do ensino médio “Hamlet 2”; o thriller ambientado na
Itália “Genova”; a nova comédia de Holofcener, “Please Give”; a comédia romântica de
David O. Russell “Nailed”; a adaptação de Spike Jonze para o criativo livro de Maurice
Sendak, “Onde Vivem os Monstros”; o drama de Joe Wright baseado em fatos reais “O
Solista”, junto com Jamie Foxx e Robert Downey Jr.; e a nova comédia dos irmãos Duplass,
“Cyrus”, com John C. Reilly, Marisa Tomei e Jonah Hill.
           O trabalho de Keener também rendeu a ela muitos prêmios dos críticos ao redor dos
Estados Unidos, inclusive o de Melhor Atriz Coadjuvante dos círculos de críticos de Nova
York, de Los Angeles, de Boston e de Toronto por “Capote”, além de indicações por
inúmeros papéis das organizações Broadcast Film Critics, Chicago Film Critics e Online Film
Critics.


           O ator escocês KEVIN McKIDD (Poseidon) estreou em um longa-metragem em
1996, estrelando “Fúrias das Ruas”, que logo foi seguido pelo papel em “Trainspotting – Sem
Limites”, de Danny Boyle e com Ewan McGregor no elenco.
           Atualmente, McKidd encanta a telinha na bem-sucedida série da ABC “Grey‟s
Anatomy”, interpretando o dr. Owen Hunt (apresentado na estreia da quinta temporada da
série), um médico saído da Guerra do Iraque que vai para o Hospital Seattle Grace. Enquanto
é questionado por sua abordagem heterodoxa, Hunt chama a atenção da personagem de
Sandra Oh, Cristina Yang, estabelecendo um relacionamento que fica cada vez mais
complicado.
           Evidenciando a facilidade com a qual consegue ir da televisão para o cinema, bem
como passar por gêneros diferentes, McKidd estrelou recentemente a comédia romântica “O
Melhor Amigo da Noiva”, de 2008, em que contracenou com os colegas de “Grey‟s
Anatomy” Patrick Dempsey e Michelle Monaghan.
           No cinema, McKidd estrela “Bunraku”, com Josh Hartnett, Demi Moore, Woody
Harrelson e Ron Perlman. Nesta ação recheada de drama, McKidd interpreta um criminoso
imoral que aterroriza uma cidade. O filme foi dirigido por Guy Moshe em 2009. Em seguida,
ele dará vida ao poeta Dylan Thomas na cinebiografia “Dylan”, a ser dirigida por Mick
Davis.
           Em 2007, McKidd estreou na televisão americana como astro do drama da NBC
“Journeyman”, em que interpreta um repórter de um jornal de São Francisco e pai de família
que, inexplicavelmente, começa a viajar no tempo e a mudar a vida das pessoas. Antes de



                                               27
“Journeyman”, ele interpretou Lucius Vorenus na série histórica indicada ao Globo de Ouro e
ao Emmy “Rome”, da HBO.
       No currículo de McKidd estão ainda “Hannibal – A Origem do Mal”; “Cruzada”, de
Ridley Scott; “De-Lovely – Vida e Amores de Cole Porter”, a cinebiografia musical de Cole
Porter dirigida por Irwin Winkler, com Kevin Kline e Ashley Judd; “Sixteen Years of
Alcohol” (papel que lhe rendeu uma indicação ao British Independent Film Awards na
categoria Melhor Ator); “O Herói da Família”; “O Expresso de Marrakesh”, com Kate
Winslet; e “Max”, com John Cusack.
       Na televisão, ele participou de “The Virgin Queen”, “Gunpowder, Treason and Plot”,
“North Square”, “The Key”, “Anna Karenina”, “Ricardo II” e “Looking After Jo Jo”.
       McKidd também estabeleceu uma carreira vibrante nos palcos, tendo participado de
montagens de “Ricardo III”, “Britannicus” (pela qual ele ganhou um Prêmio Ian Charleston)
e “Far Away”.
       Nascido e criado na Escócia, McKidd fez parte do teatro Moray Youth. Ele se
envolveu com a companhia teatral Bedlam Theatre enquanto era estudante na Universidade
de Edimburgo, e foi lá que decidiu estabelecer uma carreira de ator, conseguindo o primeiro
papel de protagonista na montagem da companhia Wild Cat Theatre de “The Silver
Darlings”, papel que lhe rende um Prêmio Gulliver.


       Reconhecido como um dos atores mais talentosos da indústria, JOE PANTOLIANO
(Gabe Ugliano, padastro de Percy) conseguiu seu primeiro papel em 1972, quando
interpretou Billy Bibbit na montagem da companhia de Ken Kesey da peça “Um Estanho no
Ninho”.
       Depois de alguns trabalhos no teatro regional e em mais de quarenta peças do circuito
off-Broadway, Pantoliano, nascido em Hoboken, Nova Jersey, mudou-se para Hollywood,
onde conseguiu imediatamente o interessante papel de Angelo Maggio (interpretado por
outro nativo de Hoboken, Frank Sinatra, na versão de 1953 do filme), na minissérie da NBC
“A Um Passo da Eternidade”, estrelada por Natalie Wood, Kim Basinger, Peter Boyle e
William Devane.
       Na costa oeste, ele continuou a trabalhar no teatro, ganhando um Prêmio Dramalogue
e outro do círculo de críticos pelo trabalho em “Orphans”. Ele recebeu seu segundo prêmio
Dramalogue como Melhor Ator por “Italian American Reconciliation”, escrito e dirigido por
John Patrick Shanley. Mais recentemente (em 2003), Pantoliano estrelou ao lado de Rosie
Perez a remontagem da Broadway de “Frankie and Johnny”.


                                            28
       Pantoliano também fez sucesso na televisão, tendo no currículo uma indicação do
CableACE como Melhor Ator pela participação em episódios da série de horror da HBO
“Contos da Cripta”, dirigida por Richard Donner. Ele também participou da aclamada série
da CBS “EZ Streets”, pela qual foi indicado ao Prêmio Viewers for Quality Television na
categoria Melhor Ator; de “The Handler”, da CBS; e da aclamada série da HBO “Os
Sopranos”, pela qual ganhou um Emmy de Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática,
em 2003.
       No cinema, Pantoliano já apareceu em mais de cem filmes, incluindo alguns papéis
memoráveis, tais como o cafetão Guido, ao lado de Tom Cruise, em “Negócio Arriscado”;
“Os Goonies” (com roteiro de Chris Columbus); “La Bamba”; “Império do Sol”, de Steven
Spielberg; “Fuga À Meia-Noite”, dirigido por Martin Brest e estrelado por Robert DeNiro; o
thriller “O Fugitivo”, com o indicado ao Oscar Harrison Ford no elenco, e a sequência do
filme, “U.S. Marshals – Os Federais”; “Bad Boys”, de Michael Bay, e “Bad Boys 2”; além de
“Demolidor – O Homem Sem Medo”.
       Depois do bem-sucedido papel no thriller de 1997 “Ligadas Pelo Desejo”, Pantoliano
retomou a parceria com os Irmãos Wachowski dois anos depois, contracenando com Keanu
Reeves e Laurence Fishburne no arrasa-quarteirão de ficção científica “Matrix”. Ele também
participou do bem-sucedido filme de Christopher Nolan “Amnésia”, que foi indicado ao
Oscar nas categorias Melhor Roteiro e Melhor Montagem, e levou os prêmios de Melhor
Direção, Melhor Longa-Metragem e Melhor Roteiro no Independent Spirit Awards de 2002.
       Atuando tanto como ator quanto como produtor, Pantoliano estrelou recentemente e
produziu (junto com o criador e produtor executivo do projeto, Jack Orman) o piloto do
drama “Waterfont”, para a CBS. Ele estrelou “American Standard”, que também produziu
com Bobby Schwartz, John S. Schwartz e Ross Dinerstein; “Tela em Branco”, do diretor e
roteirista Joe Greco, filme em que contracenou com Marcia Gay Harden e que produziu ao
lado de Adam e Lucy Hammel, Sharon Lane e Bruce Beresford; e também produziu e atuou
nos notáveis “Taxman” e “O Fracasso É Um Sucesso”. Outros projetos recentes incluem
“Wedding Daze”, no qual ele contracena com Jason Biggs e Isla Fisher, e a voz do esperto
esquilo na animação “Encantada”, de Walt Disney.
       Pantoliano também publicou seu primeiro livro, que figurou na lista dos mais
vendidos do New York Times, Who’s Sorry Now: The True Story of a Stand-up Guy (pela
Editora Dutton). Ele é um dos presidentes da Creative Coalition, uma organização de artistas
que tem como objetivo educar o público em relação a assuntos importantes, bem como
influenciar determinados processos políticos. Ele também acaba de fundar sua própria


                                            29
organização não lucrativa, a No Kidding, Me Too!, dedicada a acabar com o estigma em
torno das doenças mentais.


       UMA THURMAN (Medusa) iniciou a carreira na companhia de três dos mais
festejados diretores da indústria em seu segundo, terceiro e quarto projetos – como a deusa
Vênus na fantasia de Terry Gilliam “As Aventuras do Barão Munchausen”, que foi seguida
pela menina de convento do século XVIII no filme indicado ao Oscar “Ligações Perigosas”,
de Stephen Frears, e pelo papel de protagonista, ao lado de Fred Ward e Maria de Medeiros,
na controversa cinebiografia “Henry & June – Delírios Eróticos”, de Philip Kaufman, na qual
ela dá vida à neurótica e exótica esposa bissexual do escritor Henry Miller.
       Alguns anos mais tarde (em 1994), ela estaria no páreo para Melhor Atriz
Coadjuvante do Oscar, do Globo de Ouro, do SAG e do Bafta pela atuação como Mia
Wallace, a sensual mulher da máfia no aclamado longa-metragem vencedor do Oscar de
Quentin Tarantino “Pulp Fiction – Tempos de Violência”.
       Filha de uma psicóloga e de um professor universitário, Thurman cresceu em
Amherst, Massachusetts, e em Woodstock, Nova York. Ela frequentou uma escola em New
England, quando, aos quinze anos de idade, foi descoberta por dois agentes de Nova York.
Aos dezesseis, ela se matriculou na escola para crianças profissionais, em Nova York, para
que pudesse seguir a carreira de atriz.
       Estreou nos cinemas ao atuar ao lado de Anthony Michael Hall na comédia de 1987,
“Johnny B. Good”. Nos anos seguintes, ela interpretou uma ponta do trio de filhos mimados
de Dabney Coleman na comédia de John Boorman “Onde Está o Coração”, depois estrelou
ao lado de Richard Gere e Kim Basinger no papel de uma mentirosa paciente psiquiátrica no
thriller “Final Analysis”, de Phil Joanou. Em seguida, ela se juntou ao ator John Malkovich
no suspense “Jennifer 8 – A Última Vítima”, em que interpretou a namorada cega de Andy
Garcia, Helena, antes de voltar à comédia com John MacNaughton em “Uma Mulher para
Dois”, em que deu vida a uma garçonete de bar que se torna a funcionária exclusiva de um
policial forense, interpretado por Robert DeNiro, depois que este acidentalmente salva a vida
de um gângster (Bill Murray). Depois, Uma participou de outro projeto heterodoxo: “Até as
Vaqueiras Ficam Tristes”, de Gus Van Sant, filme em que ela interpreta Sissy Hankshaw,
uma hippie bissexual que anda em busca de uma carona.
       Depois da indicação ao Oscar por “Pulp Fiction – Tempos de Violência”, ela atuou no
romance de época “Um Encontro Para Sempre”, com Vanessa Redgrave, e no romance
contemporâneo “Brincando de Seduzir”, de Ted Demme. No currículo de Thurman estão


                                              30
participações nas produções do final da década de 1990: “Feito Cães e Gatos”; “Batman e
Robin”; “Gattaca – A Experiência Genética”, de Andrew Niccol; “Os Miseráveis”, com Liam
Neeson; “Os Vingadores”, a refilmagem para o cinema da clássica série televisiva da década
de 1960. Ela fechou a década com a participação em uma montagem contemporânea do
clássico de Molière “O Misantropo”, na companhia teatral Classic Stage, em Nova York.
       No currículo de Thurman no cinema estão ainda “Poucas e Boas”, de Woody Allen,
em que contracenou com Sean Penn e Samantha Morton; “Vatel – Um Banquete para o Rei”,
de Roland Joffe, com Gerard Depardieu e Tim Roth; o filme de Merchant/Ivory “A Taça de
Ouro”, ao lado de Nick Nolte e Anjelica Huston; o thriller de John Woo “O Pagamento”; e
“Tape”, pelo qual ela foi indicada a um prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Independent
Spirit Awards. Thurman ganhou mais atenção pelo papel principal no telefilme da HBO
“Hysterical Blindness”, pelo qual ela ganhou o Globo de Ouro de 2003 na categoria Melhor
Atriz e também foi indicada a um SAG.
       Outras duas indicações ao Globo de Ouro vieram quando retomou a parceria com
Tarantino como a personagem vingativa “a Noiva”, nos filmes de ação “Kill Bill – Volume
1” e “Kill Bill – Volume 2”. Ela voltou a trabalhar com o ator John Travolta em “Be Cool –
O Outro Nome do Jogo”, a sequência do bem-sucedido longa-metragem “O Nome do Jogo”,
depois estrelou ao lado de Meryl Streep a comédia romântica “Terapia do Amor”, antes de
interpretar a sexy secretária Ulla na versão cinematográfica de Mel Brooks para o musical da
Broadway “Os Produtores”.
       Emendou este trabalho com a comédia romântica “Minha Super Ex-Namorada”;
produziu e estrelou “Marido por Acaso”, de Griffin Dune; contracenou com Evan Rachel
Wood em “Sem Medo de Morrer”; e foi a protagonista de “Minha Cama de Zinco”, baseado
na peça de David Hare. Recentemente, ela estrelou a comédia independente “Uma Mãe em
Apuros”, com Minnie Driver e Anthony Edwards no elenco.


       Um dos jovens talentos emergentes em Hollywood, JAKE ABEL (Luke, filho de
Hermes) estrelou recentemente como Dennis Kearns, o filho do perturbado inventor Robert
Kearns (Greg Kinnear) no aclamado drama “Flash of Genius”. Pelo trabalho no filme, Abel
foi indicado ao prêmio de Melhor Astro Revelação (ao lado de outra meia dúzia de atores) no
16º Festival Internacional de Cinema dos Hamptons.
       Em sequência, ele volta às telonas ao lado das vencedoras do Oscar Rachel Weisz e
Susan Sarandon, e dos indicados Mark Wahlberg e Saoirse Ronan, na adaptação de Peter
Jackson do romance de Alice Sebold “Um Olhar do Paraíso”.


                                             31
       Abel nasceu em Canton, Ohio, onde, quando jovem, frequentou aulas de
improvisação. Apesar da mudança de sua família para a Carolina do Sul, ele continuou a ir
atrás de sua carreira de ator, o que lhe rendeu um contrato profissional quando tinha dezesseis
anos, um comercial para a rede de lojas de roupas Old Navy.
       Estreou na série televisiva “Go Figure”, da Disney Channel, antes de conquistar um
papel fixo na minissérie da CBS “Threshold”. Já fez participações em seriados como “Cold
Case”, “ER”, “CSI: NY”, “CSI: Miami” e começou recentemente o papel fixo de Adam
Milligan na série fantástica de ficção científica “Supernatural”.
       Abel também já apareceu em inúmeros filmes independentes, incluindo “Strange
Wilderness”, “Tru Loved” e “18”. Atuou em uma série na internet de dez episódios chamada
“Angel of Death”.




OS REALIZADORES


       CHRIS COLUMBUS (Diretor/Produtor) é um nome importante na Hollywood
contemporânea e um dos mais bem-sucedidos realizadores de sua geração. A lista eclética de
filmes nos últimos 25 anos vai desde a fantasia (“Gremlins” de Joe Dante) e aventura (“Os
Goonies” de Richard Donner) até a comédia (“Esqueceram de Mim” e “Esqueceram de Mim
2”), e o lançamento de uma das franquias de maior sucesso da história do cinema, os dois
primeiros filmes da série “Harry Potter”.
       Columbus nasceu em Spangler, na Pensilvânia, e foi criado em Youngstown, no
estado de Ohio. Ainda jovem, tentou ser quadrinista na Marvel Comics, chegando a fazer
peças de ligação entre histórias em quadrinhos e séries de imagens para filmes. Na escola,
começou a fazer filmes caseiros em 8mm, a partir de seus próprios storyboards – prática que
mantém até hoje. Matriculou-se depois no curso de Direção, na conceituada Tisch School of
the Arts da Universidade de Nova York.
       O futuro diretor foi inicialmente roteirista, e vendeu seu primeiro trabalho, “Jocks” –
comédia em parte autobiográfica, sobre um garoto católico que jogava futebol americano –
quando ainda estava na faculdade. Depois de se formar na NYU, logo ficou conhecido em
Hollywood por escrever os roteiros originais produzidos pela Amblin Entertainment, de
Steven Spielberg.
       Em seguida, vieram os sucessos de bilheteria consecutivos de “Gremlins” (1984) e
“Os Goonies” (1985), que eram obras originais de entretenimento, com muita ênfase no


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humor excêntrico, cortante, às vezes ofensivo, num ambiente clássico de thriller de aventura.
Mantendo sua associação com Spielberg, colaborou depois com o diretor Barry Levinson em
outra obra de destaque no gênero, a aventura de fantasia “O Enigma da Pirâmide”.
       As conquistas obtidas com os roteiros levaram Columbus a dirigir seus dois primeiros
filmes, a comédia “Uma Noite de Aventuras” (em 1987, por ironia, não com roteiro próprio),
e a homenagem ao mito Elvis Presley, “A Vida Começa aos 40”, no ano seguinte.
       Um encontro com John Hughes levou Columbus ao estrondoso sucesso de
“Esqueceram de Mim” (1990), o primeiro de três trabalhos com o prolífico realizador, e que
inclui a sequência “Esqueceram de Mim 2: Perdido em Nova York” (1992) e outro
argumento inspirado na própria biografia, “Mamãe Não Quer Que eu Case” (1991). Este
último, uma amarga comédia dramática, dirigida por Columbus a partir de um roteiro
próprio, foi aclamado por conter uma das melhores interpretações do falecido John Candy, e
pela volta às telas da lendária Maureen O‟Hara, num papel criado especialmente para ela.
       O estouro de Columbus na comédia “Uma Babá Quase Perfeita” (1093), estrelada por
Robin Williams e Sally Field, misturou estilos e gêneros, obtendo enorme aceitação do
público e da crítica. Columbus continuou, dirigindo outra comédia, “Nove Meses” (1995),
com Hugh Grant e Julianne Moore, antes de se voltar para o drama, com “Lado a Lado”,
protagonizado por Julia Roberts e Susan Sarandon. Associou-se outra vez a Williams no
notável filme de fantasia “O Homem Bicentenário”.
       Enfrentou um desafio de porte ao conseguir o contrato para dirigir “Harry Potter e a
Pedra Filosofal” (2001), o primeiro filme com base na série de monumental sucesso de J.K.
Rowling. Com milhões de leitores ávidos e ansiosos, ele convocou um elenco composto por
jovens totalmente desconhecidos, como Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint nos
papéis de destaque de Harry Potter e seus amigos Hermione Granger e Ron Weasley. Mais
uma vez, demonstrou discernimento para encontrar e cultivar jovens talentos, transformando
sua falta de experiência em atuação natural diante das câmeras.
       O sucesso de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” levou-o a dirigir o segundo filme da
série, “Harry Potter e a Câmara Secreta” (2002), que resultou em outro sucesso de bilheteria.
Os dois filmes figuram entre as cem maiores receitas do cinema em todos os tempos.
Columbus trabalhou como produtor do terceiro filme da série, “Harry Potter e o Prisioneiro
de Azkaban” – tal como os dois primeiros, indicado para o Bafta – antes de dirigir a versão
cinematográfica para o musical da Broadway e vencedor do Prêmio Pulitzer, “Os Boêmios”.
Ele acabara de voltar ao posto de diretor, na comédia romântica “Eu te Amo, Beth Cooper”,
um projeto anterior.


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       Além das conquistas nas áreas de roteiro e direção, Columbus e seus produtores
associados na 1492 Pictures fizeram diversos sucessos comerciais, que incluem “Quarteto
Fantástico” e a sequência deste, “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”; “Uma Noite no
Museu” e “Uma Noite no Museu 2”, “Doze É Demais”, “Um Natal Muito Louco” (cujo
roteiro também foi escrito por Columbus) e “Um Herói de Brinquedo”.


       CRAIG TITLEY (Roteirista) cursou a Eastern Illinois University e diplomou-se pela
USC, no conceituado Curso de Produção Peter Stark, na faculdade de arte cinematográfica
desta universidade. Atualmente, faz o doutorado em Estudos de Mitologia na Pacifica
Graduate School, entidade que abriga a biblioteca e os arquivos de Joseph Campbell.
       Nascido em Mattoon, Illinois, Titley cedo adquiriu experiência no setor como
produtor assistente nos filmes “Mobsters”, e “Uma Sessão Muito Louca” de Joe Dante.
Prosseguiu roteirizando filmes, como coautor de “Um Cão da Pesada”, o grande sucesso
“Scooby-Doo”, e os dois filmes da série “Doze É Demais”, em que fez o roteiro para a
refilmagem de 2003 e os personagens para a sequência em 2005.
       Titley teve recentemente a oportunidade de colaborar com George Lucas na série de
animação para TV “Star Wars: Uma Galáxia Dividida”, escrevendo o episódio “Blue Shadow
Virus”, sua estreia em desenhos animados.


       KAREN ROSENFELT (Produtora) pertence à segunda geração de veteranos de
Hollywood, seguindo os passos de seu pai Frank Rosenfelt, que fez brilhante carreira nos
estúdios da MGM e chegou a presidir a MGM/UA nos anos 1980.
       Rosenfelt começou sua própria trajetória na ICM, renomada agência de contratações
no setor, e ali trabalhou como assistente da agente Sue Mengers. Em seguida, foi executiva
de criação na Jerry Weintraub Productions e vice-presidente sênior da MGM.
       Foi em seguida para a Paramount Pictures, e durante bem sucedidos quinze anos
como executiva de produção do estúdio, trabalhou nos filmes “No Balanço do Amor”,
“Treino Para a Vida”, “Meninas Malvadas”, “Desventuras em Série”, “Proposta Indecente”,
“O Clube das Desquitadas”, “Noiva em Fuga” e “A Filha do General”.
       Teve ainda participação importante na associação da Paramount com a Nickelodeon
Movies, supervisionando a adaptação para o cinema de marcas da Nickelodeon para
televisão, como “Os Anjinhos” e “SpongeBob SquarePants”. Outros filmes da Nickelodeon
sob sua alçada incluíram “O Menino-Gênio”, “Quebrando o Gelo” e “A Pequena Espiã”.



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       Após sua longa estada na Paramount, Rosenfelt passou para a produção, contratada
pela Fox 2000 Pictures e Twentieth Century Fox. Mantendo seu interesse no campo dos
filmes juvenis e para a família, foi produtora executiva de sucessos como “O Diabo Veste
Prada” e “Alvin e os Esquilos”.
       Produziu ainda o épico de vampiros “Crepúsculo”, com base no livro mundialmente
conhecido de Stephenie Meyer, e outro campeão de bilheteria, “Marley & Eu”, baseado no
romance de John Grogan. No momento, volta com dois trabalhos diferentes entre si: é
produtora executiva do sucesso “Alvin e os Esquilos 2” e, ao mesmo tempo, produtora da
famosa sequência de “Crepúsculo”, intitulada “Lua Nova”. E prosseguiu com “Eclipse”, o
terceiro episódio da saga.


       MICHAEL BARNATHAN (Produtor) é presidente da 1492 Pictures, na qual é
sócio-produtor juntamente com Chris Columbus e Mark Radcliffe. A empresa foi fundada
em maio de 1994.
       Barnathan trabalhou como produtor nas obras dirigidas por Columbus “Nove Meses”,
“Os Boêmios”, “Lado a Lado” e “Eu te Amo, Beth Cooper”. Na 1492, produziu também
“Um Herói de Brinquedo”, “Doze É Demais”, “Um Natal Muito Louco”, “Uma Noite no
Museu” e a sequência “Uma Noite no Museu 2”.
       Foi produtor executivo nos três primeiros episódios da franquia “Harry Potter” –
“Harry Potter e a Pedra Filosofal”, “Harry Potter e a Câmara Secreta” (ambos dirigidos por
Columbus), e “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” (que ganhou o Prêmio BAFTA de
Melhor Filme Infantil, e uma segunda indicação de Melhor Filme Britânico) – assim como de
“Quarteto Fantástico” e “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”.
       Antes de integrar a 1492 Pictures, Barnathan foi vice-presidente sênior de produção
da Largo Entertainment durante quatro anos. Suas responsabilidades incluíam a supervisão
tanto de elaboração como de produção do catálogo da Largo. Formado pela NYU – onde
conheceu o então estudante Columbus quando os dois eram calouros –, trabalhou como
produtor executivo em “Romance de Outono” e supervisionou as produções de “Caçadores
de Emoção”, “Dr. Giggles – Especialista em Óbitos”, “Uma Jogada do Destino” e “A Fuga”.
       Anteriormente à sua passagem pela Largo, Barnathan trabalhou por sete anos com
Edgar J. Scherick e Associados. Nos dois últimos anos ali, foi vice-presidente executivo de
produção, e também produtor e produtor executivo de inúmeros filmes para a TV a cabo,
telefilmes e minisséries, entre eles “The Kennedys of Massachusetts”, que recebeu oito



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indicações para o Emmy e três para o Globo de Ouro, incluindo, nos dois certames, a de
Melhor Minissérie.


       MARK RADCLIFFE (Produtor) continua a duradoura associação com o diretor
Chris Columbus, e que data de 1988, quando trabalhou como diretor-assistente em “A Vida
Começa aos 40”, a segunda investida de Columbus na direção.
       Desde o início de sua parceria, Radcliffe foi produtor ou produtor executivo dos
filmes de Columbus “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, “Harry Potter e a Câmara Secreta”
(produtor executivo nos dois), e “Uma Babá Quase Perfeita”, “Lado a Lado”, “Os Boêmios”,
“O Homem Bicentenário”, “Nove Meses”, “Eu te Amo, Beth Cooper” (produtor em todos).
Produziu ainda o terceiro episódio da franquia “Harry Potter”, “Harry Potter e o Prisioneiro
de Azkaban”, dirigido por Alfonso Cuarón, e pelo qual ganhou em conjunto o Prêmio
BAFTA de Melhor Filme Infantil e a segunda indicação de Melhor Filme Britânico.
       Trabalhando em sua empresa, a 1492 Pictures, Radcliffe também produziu “Quarteto
Fantástico”, “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”, “Um Natal Muito Louco”, “Um
Herói de Brinquedo”, “Uma Noite no Museu” e a sequência “Uma Noite no Museu 2”. Suas
tarefas como produtor começaram com os três sucessos iniciais de Columbus: “Esqueceram
de Mim” (no qual foi também assistente de direção e produtor associado), “Mamãe Não Quer
Que eu Case” (um dos produtores e assistente de direção), e “Esqueceram de Mim 2: Perdido
em Nova York” (produtor executivo).
       Natural de Tulsa, Oklahoma, Radcliffe iniciou a carreira como diretor assistente na
produção de Francis Ford Coppola “The Escape Artist”, retomando a parceria em “O
Selvagem de Motocicleta” e “Peggy Sue – Seu Passado a Espera”. Outras participações como
assistente de direção incluem “Ela Vai Ter um Bebê” e “Antes Só do Que Mal
Acompanhado”, ambos de Jerry Zucker, sendo o último um sucesso com indicação para o
Oscar de 1990; “Ghost – Do Outro Lado da Vida”; “Três Mulheres, Três Amores” de Donald
Petrie; e “Light of Day” de Paul Schrader. Foi também gerente de produção no filme de 1979
“Rock „n‟ Roll High School”.


       THOMAS M. HAMMEL (Produtor Executivo) uniu-se aos realizadores Chris
Columbus, Mark Radcliffe e Michael Barnathan depois de trabalhar como produtor-
executivo no projeto da 1492 Pictures “Uma Noite no Museu.” Teve a mesma a tarefa na
sequência “Uma Noite no Museu 2”.



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       Veterano no setor, foi também produtor executivo de “O Grande Dave”, "Alien versus
Predador (AVP),” "A Irmandade", "Do Inferno", "Atração Explosiva" e "Poção do Amor Nº
9". Como produtor, os filmes de Hammel incluem "A Caverna do Dragão" e "Fogo Mortal".
Foi um dos produtores de "O Dia Depois de Amanhã", de Roland Emmerich.
       Hammel venceu o Emmy e teve uma indicação para o CableACE pela produção
executiva do consagrado telefilme do HBO “Selvagens em Wall Street”. Conquistou um
Globo de Ouro e outra indicação para o Emmy por produzir, para John Frankenheimer na
HBO, a elogiada obra “Amazônia em Chamas”. Além de sua carreira nos filmes, Hammel
passou sete anos como vice-presidente de produção da HBO Pictures.
       Natural de Kansas, formou-se no Art Center College of Design, em Pasadena, na
Califórnia, com especialização em cinema. Antes de se formar como produtor, iniciou a
carreira como gerente de uma unidade de produção de “Piranha”, de Joe Dante, e “O
Selvagem de Motocicleta”, de Francis Coppola.


       GREG MOORADIAN (Produtor Executivo) é vice-presidente sênior de produção da
Paramount Pictures. Produziu “O Padrasto” (2009) e foi produtor executivo de “A Saga
Crepúsculo: Lua Nova” e “Ritmo Total”.


       GUY OSEARY (Produtor Executivo) é diretor-geral da Guy Oseary Management e
sócio da Untitled Entertainment. Seus inúmeros trabalhos no cinema (como produtor ou
produtor executivo) incluem “O Padrasto” (2009), “A Saga do Crepúsculo: Lua Nova”,
“Crespúsculo”, “O Agente Bom de Corte” e “As Panteras”.


       MARK MORGAN (Produtor Executivo) é sócio da Imprint Entertainment. Entre
outros trabalhos no cinema estão “O Padrasto” (2009), “A Saga do Crepúsculo: Lua Nova”,
“Crepúsculo” e “O Agente Teen”.


       STEPHEN GOLDBLATT, ASC (Diretor de Fotografia) uniu-se ao diretor Chris
Columbus depois de trabalhar com ele na adaptação para a tela grande do lendário musical da
Broadway “Os Boêmios”.
       Goldblatt recebeu indicações para o Oscar, e também para a ASC, pela fotografia de
"Batman Eternamente", de Joel Schumacher, e "O Príncipe das Marés", de Barbra Streisand.
Em sua longa e elogiada carreira (que teve início na Grã-Bretanha em 1980, no musical cult
de Brian Gibson “Breaking Glass”), colaborou com os diretores Mike Nichols (“Jogos do


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Poder”, “Perto Demais” e “Anjos da América” do HBO), Alan J. Pakula (“O Dossiê
Pelicano” e “Jogos de Adultos”), Richard Donner (“Máquina Mortífera” e “Máquina
Mortífera 2”), Taylor Hackford (“Quando Me Apaixono”), Francis Coppola (“Cotton Club”),
Barry Levinson (“O Enigma da Pirâmide”), Ulu Grosbard (“Nas Profundezas do Mar sem
Fim”), Mark Rydell (“For the Boys”), John Patrick Shanley (“Joe Contra o Vulcão”) e seu
antigo colega da Royal Film School, Tony Scott (“Fome de Viver”). Em 2009, cuidou da
fotografia na comédia de Nora Ephron “Julie & Julia.”
       Além do trabalho nos seis episódios do drama campeão da HBO “Anjos da América”
(com base na peça de Tony Kushner, e pelo qual Goldblatt foi indicado tanto para o ASC
como para o Emmy), também coordenou os trabalhos de câmera (merecendo mais duas
indicações para o Emmy) em outros dois projetos do HBO: as revelações de Frank Pierson
sobre o Holocausto em “Conspiração”, e o premiado “Bastidores da Guerra”, de John
Frankenheimer.
        Goldblatt nasceu na África do Sul e se mudou para o Reino Unido ainda criança.
Assim que terminou a faculdade de artes, começou a carreira como fotojornalista em
publicações britânicas. Estudou depois na Film School em Londres, faculdade que faz parte
de Royal College of Art [RCA], e entre seus colegas estavam Tony Scott e Richard
Loncraine. Trabalhou ainda como fotógrafo de cena, diretor de fotografia de documentários e
comerciais, antes de se dedicar integralmente ao cinema.
       Foi homenageado por seu trabalho em 2007, como Diretor de Fotografia do Ano, pelo
Hollywood Film Festival, e recebeu o Prêmio pelo Conjunto da Obra, também em 2007, de
Camerimage, o Festival Internacional da Direção de Fotografia no Cinema, na Polônia.


       HOWARD CUMMINGS (Desenhista de Produção) retoma a parceria com o diretor
Chris Columbus no terceiro trabalho conjunto, depois da transposição para o cinema do
musical “Os Boêmios”, e da comédia romântica “Eu te Amo, Beth Cooper”.
       Cummings formou-se na Universidade de Nova York, com especialização em
desenho de artes cênicas. Antes de seguir carreira no cinema e na televisão, passou vários
anos trabalhando como desenhista de produção da American Playhouse, e ali criou a
programação visual para “Three Sovereigns for Sarah”, em 1985.
       Também um dos preferidos do realizador David Koepp (“Um Espírito Atrás de Mim”,
“O Efeito Dominó” e “Janela Secreta”), Cummings colaborou com uma longa lista de
diretores de primeira linha em cerca de trinta projetos. Entre eles, se incluem Francis Coppola
(“O Homem Que Fazia Chover”), Bryan Singer (“Os Suspeitos”), Danny DeVito (“Morra,


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Smoochy, Morra” e “O Que Mais Pode Acontecer?”), Terry Zwigoff (“Uma Escola de Arte
Muito Louca”), Stephen Soderbergh (“Obsessão”), John Schlesinger (“Sobrou Pra Você”),
Bruce Beresford (“Risco Duplo”), Renny Harlin (“Despertar de um Pesadelo”) e Alan
Rudolph (“Pensamentos Mortais”).
       Além do elogiado “Acusação”, os trabalhos de Cummings para a televisão englobam
“The Stalking”, “Julgamento em West Point”, “Mente Criminosa”, “Strapped” e “Against
Her Will: An Incident in Baltimore” de Forest Whitaker. Obteve uma indicação para o
Daytime Emmy – premiação para a programação diurna na TV – em 1985, pelo desenho de
produção para o Afterschool Special do canal ABC “Out of Step”.


       PETER HONESS, A.C.E. (Editor) volta a trabalhar com o diretor Chris Columbus
depois de “Harry Potter e a Câmara Secreta” e da recente comédia romântica “Eu te Amo,
Beth Cooper.”
       Honess começou a carreira de editor na Inglaterra, nas instalações dos estúdios da
Metro-Goldwyn-Mayer no Reino Unido. Ali, seu pai, administrador do estúdio da MGM,
conseguiu para ele um emprego na oficina, aos dezessete anos. Tendo como objetivo
profissional a edição, ele realizou um longo aprendizado de cinema, incluindo o trabalho
como editor assistente, com destaque para o clássico de aventura de Robert Aldrich “Doze É
Demais” (1967).
       Pouco tempo depois, viajou aos Estados Unidos para um trabalho de um mês como
editor assistente. Após este compromisso inicial, Honess permaneceu nos Estados Unidos por
sete anos, editando comerciais e produções independentes, obtendo afinal sua primeira
participação no cinema, em 1974, no filme de terror cult “Nasce um Monstro”.
       De volta à Ingalterra, retomou a função de editor assistente em “Cães de Guerra” de
John Irvin, “Na Época do Ragtime” de Milos Forman, e “Fome de Viver” de Tony Scott (sob
a tutela de dois renomados editores britânicos, Tony Gibbs e Thelma Connell). Voltou para
os Estados Unidos em meados da década de 1980, e aperfeiçoou-se profissionalmente,
durante alguns anos, em filmes como “Marcados Pelo Ódio” e “O Grande Assalto”.
       Honess teve parcerias duradouras com os diretores Fred Schepisi (“O Mundo de Uma
Mulher,” “A Casa da Rússia”, “Seis Graus de Separação”, “Mr. Baseball”), John Schlesinger
(“The Believers”, “Madame Sousatzka”, “Olho por Olho”, “Sobrou Pra Você”) e o realizador
australiano Russell Mulcahy (“Highlander, o Guerreiro Imortal” “Sem Limite Para Vingar” e
“O Sombra”).



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       Entre os destaques de sua carreira de quase quarenta anos, estão o prêmio da British
Academy (BAFTA), e indicações para o Oscar e o ACE, de Melhor Edição no elogiado
drama de Curtis Hanson “Cidade Proibida”, em 1997.
       Outros trabalhos englobam “Inimigo em Casa”, “Duas Vidas”, o estouro de bilheteria
“Velozes e Furiosos”, “Rob Roy – A Saga de Uma Paixão”, “Código Para o Inferno”, “Nós
Somos os Campeões”, “Tróia” e “O Destino do Poseidon” (estes dois últimos para o diretor
Wolfgang Petersen), “Aeon Flux – Operação Terminus”, “A Bússola de Ouro” e “Following
the Tundra Wolf”. Este foi um de seus primeiros filmes (1974), pelo qual foi indicado para o
ACE.


       CHRISTOPHE BECK (Música) juntou-se ao diretor Chris Columbus após compor a
trilha sonora da comédia romântica “Eu te amo, Beth Cooper”.
       Canadense natural de Montreal, iniciou as aulas de piano aos cinco anos de idade, e
na adolescência já compunha para a primeira banda de que fez parte, a Chris and The
Cupcakes. No tempo de escola, estudou flauta, saxofone, trombone e bateria, tocando em
bandas de rock. Quando estudava música na Universidade Yale, Beck descobriu que seu
talento para composição excedia o da interpretação. Escreveu dois musicais com seu irmão
Jason (também conhecido como Chilly Gonzales, artista do hip-hop, estabelecido em
Berlim), e ainda uma ópera com base em um conto de Edgar Allan Poe.
       Depois de se formar em Yale, em 1992, mudou-se para Los Angeles, e ali frequentou
o concorrido curso de cinema da USC, estudando com o vencedor do Oscar Jerry Goldsmith,
entre outros. Beck sentiu uma atração imediata pelo desafio criativo de unir música e
imagem, e uma recomendação pessoal do chefe do departamento de Música da USC o levou
ao primeiro compromisso profissional, a série de TV canadense “Caninos Brancos”. Logo em
seguida, foi chamado para musicar uma nova série de TV (então na segunda temporada)
“Buffy, a Caça-Vampiros”, com base no filme clássico e cult de 1992. Por esse trabalho,
recebeu o Emmy de Destaque em Composição Musical, nas três temporadas em que
participou do programa.
       O talento prolífico criou mais de quarenta partituras para o cinema, e cerca de vinte
para a televisão, desde 1993. As composições para filmes incluem uma ampla gama de
gêneros, seja de ação como “Sentinela” e “Elektra”; comédias como “Se Beber, Não Case”,
“Meu Nome É Taylor, Dilbrit Taylor” “Jogo de Amor em Las Vegas,” “Charlie, um Grande
Garoto”, “A Pantera Cor-de-Rosa” e a sequência deste em 2008, além de “As Apimentadas:
Tudo ou Nada”; ou dramas como “Sob o Sol da Toscana,” “Amor Pra Cachorro,” “A Menina


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no País das Maravilhas”, e mais o indicado ao prêmio do Grande Júri do Festival de Cinema
de Sundance, “The Greatest.”
       Beck compôs ainda as trilhas de “Os Seis Signos da Luz”, “Escola de Idiotas”,
“Licença Para Casar”, “Titio Noel”, “Somos Marshall”, “Confidence – O Golpe Perfeito”,
“Os Seus, os Meus e os Nossos”, “Táxi”, “A Nova Cinderela”, “A Galera do Mal”, “Garfield
– O Filme” e a sequência “Garfield 2”, “Doze É Demais”, “American Pie – O Casamento” e
“Recém-Casados”. Os trabalhos mais recentes foram “Post Grad”, “Maluca Paixão” e “Uma
Noite Fora de Série”.


       RENÉE APRIL (Figurinista) volta a trabalhar com o realizador Chris Columbus
após desenhar o figurino para a comédia de 2006, de grande sucesso, “Uma Noite no
Museu”. Pouco antes desse trabalho, April recebeu uma indicação para o Guild Award de
Melhor Figurino pelo guarda-roupa desenhado para Darren Aronofsky em “Fonte da Vida”.
       Durante uma carreira que resultou em cerca de quarenta participações como estilista e
figurinista, April colaborou com diretores como Roland Emmerich (“10.000 A.C.” e “O Dia
Depois de Amanhã”), George Clooney (na estreia dele como diretor “Confissões de Uma
Mente Perigosa”), Alan Rudolph (“The Moderns” e “O Círculo do Vício”), Norman Jewison
(“Agnes de Deus”), Bruce Beresford (“Hábito Negro”, indicado para o AFI pelo figurino),
Randa Haines (em seu indicado para o Oscar de Melhor Filme “Filhos do Silêncio”), David
Mamet (“O Acerto”), Billy Ray (“O Preço de Uma Verdade”), Sir Richard Attenborough
(“Guerreiro da Paz”) e Vincent Ward (“O Mapa do Coração”).
       April desenhou as roupas para “Desbravadores”, de Marcus Nispel, e “Ensaio Sobre a
Cegueira”, de Fernando Meirelles, indicado para a Palma de Ouro em Cannes. Os trabalhos
anteriores incluem ainda o drama esportivo de Bill Paxton “The Most Dangerous Game Ever
Played”, a fantasia de Chazz Palminteri “Anjo de Vidro”, o thriller de Keith Gordon “Amor
Maior Que a Vida”, “The Waking of Little Tree”, e o premiado telefilme “Menina de Ouro”,
a história verídica de uma família canadense que deu à luz quíntuplos em 1930. Por esta
participação em filme para TV, April foi uma das ganhadoras do Gemini Award (o Emmy do
Canadá) de Melhor Figurino.
       Ela nasceu em Montreal, e o trabalho em seu país lhe rendeu três Genie Awards (o
Oscar do Canadá) pelo figuro de “O Violino Vermelho”, o já citado “Guerreiro da Paz”, e
“Bay Boy”. Obteve ainda mais duas indicações para o Genie por “O Beijo Mortal”, de for
Pen Densham, e “Hábito Negro”, de Beresford.



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       Além do trabalho em filmes, April afastou-se do cinema por dois anos para desenhar
o figurino do Cirque du Soleil para as apresentações no Japão.




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