Aula 08 - Dimensões da gestão do conhecimento - sistemas de informações e aprendizado com o ambiente by fvelascoo

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                            Dimensões da Gestão
                            do Conhecimento:
                            sistemas de
                            informações e
                            aprendizado com o
Luiz Fernando S. Barbieri
      Ricardo Thielmann     ambiente
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PB :: :: Gestão do Conhecimento e e Inovação :: ::Luiz Fernando S.S. Barbieri Ricardo Thielmann
                                                   Luiz Fernando Barbieri / / Ricardo Thielmann




                    Meta       Apresentar duas dimensões da gestão do conhecimento
                               relacionadas aos sistemas de informação e aprendizado com
                               o ambiente.


             Objetivos         Ao final desta aula, você deverá ser capaz de:

                              1. Identificar os aspectos críticos que permitem a organização
                              utilizar os sistemas de informações como fator chave para o
                              sucesso do empreendimento.

                              2. Identificar os aspectos críticos que permitem a organização
                              utilizar o processo de aprendizagem do ambiente e montar um
                              processo de aprendizado através do ambiente.
Aula 8 – Dimensões da Gestão do Conhecimento: Sistemas estrutura de um e Aprendizado com o processos
                                           Aula 1 – A de Informações negócio na visão por ambiente                PB
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                                         Dimensão da Gestão do Conhecimento –
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               A Tinta Fácil Ltda., empresa especializada na venda de produtos para pintura
           automotiva, industrial e imobiliária. Vende tintas da mais diversas marcas, podendo
           citar a Coral®, Suvinil®, Sherwin Willians®, 3M®, na cidade de Volta Redonda. Os seus dois
           sócios, Carlos Wagner e Tereza Cristina são os empreendedores que iniciaram o negócio.
           Atualmente, a empresa tem quatro lojas na cidade de Volta Redonda. A empresa tem um
           faturamento mensal em torno de R$900.000,00 (novecentos mil reais) e tem 45 funcionários.
           Esta empresa tem 23 computadores da marca Dell®, utilizados pelos funcionários nas
           mais diversas atividades. Ainda possui um servidor de dados onde estão instalados os
           principais sistemas de informações gerenciais da empresa. Esta empresa utiliza um
           sistema operacional LINUX (software livre). Como pacote para escritório a empresa
           utiliza o Sistema OpenOffice (software livre) que possui um programa de edição de texto,
           planilha eletrônica, um programa de apresentação e de banco de dados. Utiliza ainda o
           sistema AutoCAD para a montagem de projetos de pintura e um sistema de informações
           gerenciais chamado Know-How® que possui os seguintes módulos: emissão de pedidos e
           orçamentos; nota fiscal de entrada e saída; contas a receber e pagar; estoque; requisição
           de produção; sistema de custos e rateio; rastreabilidade de produtos; livro caixa; relátorios
           customizados pelo cliente; customização de tributação e cálculos automáticos na entrada
           e venda; limite de crédito e controle de clientes inadimplentes; business intelligence;
           integração entre filiais; integração bancária. Este sistema permite a empresa gerenciar
           o estoque, as vendas, as compras, as finanças, os clientes e a contabilidade. Além disso,
           possui um site que é utilizado disponibilizar informações institucionais. A empresa tem
           um projeto para incluir neste site o processo de venda direta ao consumidor via internet.

                                                                                      Introdução
               As tecnologias de informação e comunicação são um novo paradigma tecnológico
           baseado em um conjunto de interligações de inovações em computação, eletrônica,
           engenharia de software, sistemas de controle, circuitos integrado e telecomunicações,
           que trouxeram a possibilidade de redução considerável nos custos de armazenamento,
           processamento, comunicação e disseminação das informações (THIELMANN, 2005).

               As tecnologias de informação e comunicação afetam todos os setores da economia
           em maior ou menor grau. Afetam os setores tradicionais da economia como o setor têxtil
           e os setores mais dinâmicos e inovadores, como exemplo os setores de eletroeletrônica,
           química fina e biotecnologia (THIELMANN, 2005).
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            Os fatores chaves deste novo paradigma tecno-econômico que se configura são
        a microeletrônica, a tecnologia digital e as tecnologias da informação, pois são nestes
        setores que acontecem as principais inovações técnicas. O desenvolvimento destes três
        setores possibilitou a alavancagem de outros setores como equipamentos de informática
        e telecomunicações, robótica, serviços de informação e tele-serviços, softwares. Além
        disso, pode-se verificar que os investimentos em infra-estrutura neste novo paradigma
        tecno-econômico acontecem em info-vias, redes, sistemas e softwares dedicados
        (THIELMANN, 2005).

                                                           Os sistemas de informações
            Um dos principais componentes das Tecnologias de Informações são os sistemas de
        informação das empresas, que podem ser classificados sob uma perspectiva do tipo de
        decisão ou tarefa envolvida no problema tratado pelo sistema (MEIRELLES, 1994, p.417).

            De acordo com Lesca (apud FREITAS et al., 1997, p. 33),

                           “o sistema de informação da empresa é o conjunto interdependente das
                           pessoas, das estruturas da organização, das tecnologias de informação –
                           hardware e software -, dos procedimentos e métodos que deveriam permitir
                           à empresa dispor – no tempo desejado - das informações de que necessita –
                           ou necessitará – para seu funcionamento atual e para sua evolução.”
            Um sistema de informação - SI coleta, armazena, analisa e dissemina informações com
        um propósito específico como qualquer outro sistema, um SI abrange entrada (dados) e
        saídas (relatórios, cálculos), processa estas entradas e gera saídas que são enviadas para o
        usuário ou outros sistemas (TURBAN, et al., 2003).

            Um Sistema de Informação, segundo conceituação de Prates (1994), do ponto de vista
        do seu gerenciamento, é uma combinação estruturada de Tecnologias de Informação,
        Metodologia, Recursos Humanos e Informação propriamente dita, organizados como
        componentes conectados, de forma a permitir que sejam alcançados os Objetivos
        Organizacionais em questão.

            Os sistemas de informações computadorizados são compostos pelo hardware,
        software, banco de dados, telecomunicações, pessoas e procedimentos, que estão
        configurados para coletar, manipular, armazenar e processar dados em informação,
        oferecendo informações de rotinas aos administradores e tomadores de decisões. (STAIR,
        2006, p.15). Os componentes estão ilustrados na Figura 8.1 abaixo:
                                           Aula 1 – A de Informações negócio na visão por ambiente
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               Figura 8.1 – Os componentes de um sistema de informação baseado em computador e sua relação na
                                                         organização
                                                       Fonte: Wikipédia
               Ainda conforme Stair (2006, p.15), muitas empresas avaliam que o uso de sistemas de
           informações gerenciais agilizam o processamento das atividades empresariais e ajudam
           os gestores a tomarem melhores decisões nas suas respectivas áreas de negócios. A
           satisfação das necessidades dos trabalhadores e tomadores de decisões continua sendo
           o fator principal no desenvolvimento de sistemas de informações. Um sistema de apoio
           a decisão dá apoio e assistência em todos os aspectos da tomada de decisões sobre um
           problema específico. Cassaro (1995, p.32) ressalta que:

                               [...] uma decisão nada mais é do que uma escolha entre alternativas,
                               obedecendo a critérios previamente estabelecidos. Estas alternativas
                               poderão ser os objetivos, os programas ou as políticas – em uma atividade
                               de planejamento – ou os recursos, estrutura e procedimentos – em uma
                               atividade organizacional.
               O autor demonstra em um ciclo, o processo de tomada de decisão e a presença
           constante da informação em suas diferentes fases, conforme a Figura 8.2, a seguir:
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                                                   Luiz Fernando Barbieri / / Ricardo Thielmann




                                 Figura 8.2 – Ciclo do Processo de Tomada de Decisão
                                              Fonte: Cassaro, 1995, p.32
            Até duas décadas atrás, os sistemas de informação eram fundamentalmente
        orientados para registro e controle de transações e do fornecimento de informações
        gerenciais bem estruturados. Os novos sistemas de informação para executivos mudam
        essa percepção. Pode-se dizer que o Sistema de Apoio ao Executivo (SAE), está sendo
        usados para comunicar e repassar seu próprio modelo mental dos negócios para o resto da
        empresa pela mudança do processo de planejamento e controle. Os executivos precisam
        de informação que os ajude a ter acesso aos indicadores de sucesso de sua organização
        e ao desempenho de indivíduos críticos para esse sucesso. A maioria desses executivos
        vê na informação um recurso corporativo, que pode ser o catalisador para o aumento da
        produtividade (MEIRELLES, 1994, p.428-429).

            Sendo assim, pode-se dizer que a informação permeia todo processo, sendo necessária
        desde a tomada de decisão propriamente dita, até a implantação da decisão, sua avaliação
        e a recomendação das mudanças. Daí, a relevância de processos confiáveis de obtenção,
        tratamento e difusão de informações certas, com qualidade e em tempo hábil. O foco de
        um sistema de apoio à decisão é a eficácia da tomada de decisão. Enquanto um sistema
        de informações gerenciais ajuda a organização a “fazer as coisas direito”, um sistema de
        apoio a decisão ajuda o administrador a “fazer a coisa certa”.

            O gerenciamento das informações por sua vez, envolve atuar sobre toda a cadeia
        de valores da informação, ou seja, deve ser iniciado com a definição da necessidade de
        informação, passando pela coleta, armazenagem, distribuição, recebimento e uso da
        informação, como pode ser observado na figura 8.3 a seguir (DAVENPORT, 1994, p.97).




                                Figura 8.3 – Etapas do Gerenciamento de Informações
                                             Fonte: Davenport, 1994, p.98
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                          ATIVIDADE


                       A partir do modelo apresentado na figura 3 pesquise uma empresa e avalie os seguintes
                       itens:
                       1) Como a empresa faz para identificar as necessidades de informações?
                       2) Como a empresa busca e coleta informações?
                       3) Como a empresa categoriza e armazena as informações?
                       4) Como a empresa compacta e formata as informações?
                       5) Como a empresa dissemina e distribui as informações?
                       6) Como a empresa analisa e usa a informação?
                       Feito este levantamento prepare um pequeno relatório que exprima a forma de
                       gerenciamento das informações da empresa pesquisada.

                       Resposta Comentada
                       As informações geradas pelas organizações devem ser coletadas de forma sistematizada
                       para apoiar as operações diárias e a tomada de decisão em todos os níveis e áreas
                       da organização. É importante que as informações sejam definidas, desenvolvidas,
                       implantadas e atualizadas nos principais sistemas de informação, informatizados ou
                       não, visando atender as necessidades. Citar os principais sistemas de informação em uso
                       e sua finalidade, bem como as principais tecnologias empregadas. Como as informações
                       necessárias são disponibilizadas aos usuários? Como são asseguradas a integridade, a
                       atualização e a confidencialidade das informações armazenadas e disponibilizadas?
                       Destacar as metodologias utilizadas para garantir a segurança das informações e a
                       continuidade do serviço de informações aos usuários.
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                                                   Luiz Fernando Barbieri / / Ricardo Thielmann




                    Dimensões da Gestão do Conhecimento - o processo
                                     de Aprendizado com o ambiente

                                                                                 Texto de Abertura 2

            A Quiral Química do Brasil S/A é uma empresa químico-farmacêutica de base
        tecnológica que tem como epicentro vocacional o desenvolvimento de tecnologias
        substitutivas para a produção de farmoquímicos de alto valor agregado, utilizados na
        quimioterapia antiblástica (tratamento do câncer), bem como a sua industrialização até
        as especialidades finais (ampolas, comprimidos, frasco-ampolas). Atualmente, a Quiral
        Química do Brasil comercializa sete produtos em três diferentes formas comerciais a
        saber: Platinil (Princípio Ativo – Cisplatina), Neoplatine (Princípio Ativo – Carboplatina),
        Mitostate (Princípio Ativo – Dicloridrato de Mitoxantrona), Oncosídeo (Etoposídeo),
        Ondanles (Cloridrato de Ondansetrona), Neosetron (Cloridrato de Granisetrona),
        Oncotaxel (paclitaxel). A inovação na Quiral Química do Brasil S/A está no processo de
        síntese do sais que compõem a formulação farmoquímica dos medicamentos. A Quiral
        tem o domínio da tecnologia de síntese deste sais, adquirida a partir da pesquisa realizada
        pelos dois sócios da empresa durante a realização do Doutorado na França. Este domínio
        surgiu das pesquisas realizadas a partir da síntese do sal cisplatina que possibilitou à
        Quiral o lançamento de seu primeiro produto, no ano de 1993, o Platinil. Das empresas do
        setor químico-farmacêutico com capital nacional a Quiral é a única empresa que domina
        o processo de síntese de sais para produção de medicamentos.

            A Quiral usa informações encontradas nas literaturas sobre química e que são de domínio
        público, informações em patentes registradas, troca de informações entre outras empresas
        do setor (relação informal), através de contratação de pessoal altamente qualificado e
        internet (busca de patentes, acesso a bibliotecas de universidades, troca de informações
        com pessoas ligadas a outras empresas – e-mail). Além disso, um dos sócios ainda é professor
        universitário atuante, onde pode realizar pesquisas e buscar informações que talvez não
        pudessem ser adquiridas se fosse somente empresário do setor químico-farmacêutico.

            A Quiral mantém vínculo com a empresa Biorgânica, empresas coligada, que é uma
        empresas instalada na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da BIOMINAS – Belo
        Horizonte – MG. Está empresa atua na área de química fina e biotecnologia e tem como
        objetivos a síntese de derivados biosintéticos extraídos de fontes naturais e destinados às
        indústrias farmacêuticas, cosméticos e de alimentos.

            A Quiral mantém uma parceria com a Empresa Darrow. A Darrow é responsável pelo
        processo de produção dos produtos apresentados na forma de injetáveis. Isto provocou
                                           Aula 1 – A de Informações negócio na visão por ambiente
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           uma transferência de tecnologia da Quiral para a Darrow. Isto se demonstrou um ponto
           fraco para a Quiral pois a Darrow, já montou em seu parque industrial uma unidade para
           produção de medicamentos injetáveis para o setor de oncológicos, ou seja, a Darrow além
           de terceirizada já é uma concorrente da Quiral.

               A empresa tem facilidade de formação de parcerias com Universidades e Centros
           de Pesquisa para o desenvolvimento de produtos, bem como com os órgãos federais e
           estaduais que tem como objetivos o fomento ao desenvolvimento tecnológico, tais como
           FINEP, FAPEMIG e PADCT/MCT. Como exemplos pode-se citar:

           a) Parceria já firmada com a FAPEMIG para o desenvolvimento do Projeto GTP II

           b) Parceria já firmada com FAR MANGUINHOS/RJ e UFRJ para o desenvolvimento da
             L-Asparaginase;

           c) Projeto já aprovado no PADCT/MCT, em parceria com a Fundação Biominas e recebimento
             a Fundo Perdido, no valor de R$ 400.000,00, para a aquisição de equipamento para a
             Biorgânica, que lhe permitirá a purificação de extratos de origem vegetal, tais como da
             Vinca (Vincristina e Vinorelbina) e do Taxus (Paclitaxel e Docetaxel);

           d) Parceria com a Fundação IMEPEN/UFJF estudos de Bioequivalência entre os comprimidos
             de Granisetrona da Quiral (Neosetron) e o produto de referência Kytril-já concluido

           e) Parceria coma Universidade de Lavras para investigar o cultivo da vinca, matéria prima
             para a obtenção dos princípios ativos vimblastina e vincristina.

           f ) Parcerias com a UFMG - um projeto já concluido para a determinação dos teores de
             paclitaxel e outros taxanos em exemplares de Taxus spp. cultivados no Brasil (a planta
             não é nativo ao país) outro projeto em andamento pesquisando novas formulações
             farmacêuticas de cisplatina que possam apresentar toxicidade e efeitos colaterais
             reduzidos.

           g) Parceria com a United States Pharmacopeia (USP) para o fornecimento de mitoxantrona
             de altíssima grau de pureza que serve como padrão de referência mundial.

                                                                                      Introdução
               O desempenho das empresas acaba por ser limitado pelo ambiente circundante.
           Esta limitação altera a capacidade produtiva das empresas que dependem de interações
           com fornecedores, clientes, bancos e acionistas, sistema educativo, instituições públicas
           e privadas de P&D, instituições governamentais reguladoras e grupos de normalização.
           O desempenho da empresa melhora quando melhoram as interações da empresa com
           estes atores.
138       Gestão do Conhecimento Inovação
PB :: :: Gestão do Conhecimento e e Inovação :: ::Luiz Fernando S.S. Barbieri Ricardo Thielmann
                                                   Luiz Fernando Barbieri / / Ricardo Thielmann




            A necessidade de aprendizado tem sido cada vez mais estendido para fora das
        fronteiras da organização, ou seja, clientes, fornecedores, outras empresas (inclusive
        concorrentes), institutos de pesquisa, universidades, dentre outros.

            O aprendizado com o ambiente, e, em particular, a articulação de alianças representam
        um grande desafio em termos de gestão, especialmente para empresas de países em
        desenvolvimento, como o Brasil. (Terra, 2000 p. 173).

            A figura 8.4 demonstra a distribuição das fontes de inovação na indústria brasileira.
        Nota-se que a maior concentração está na aquisição de máquinas e equipamentos.




              Figura 8.4 - Estrutura dos gastos com fontes de inovação na indústria de transformação brasileira.
                                                     Fonte: PINTEC 2005

            São várias as razões que levam as empresas a buscarem a aprendizagem com o
        ambiente externo. Dentre elas podemos citar:

        a) As empresas não vivem isoladas, ou seja, influenciam o ambiente onde estão localizadas
          e são influenciadas por este ambiente;

        b) A inovação baseia-se na aprendizagem interativa entre organizações. Este processo
          requer a combinação de diferentes habilidades, conhecimentos e tecnologias
          complementares;

        c) Os processos de inovação são evolucionários. Esta proposta elaborada por Josef
          Schumpeter foi aprimorada por Nelson e Winter (1982). Estes autores introduzem as
          noções básicas de busca (“search”) de inovações, realizadas pelas empresas a partir
          de estratégias e de seleção (“selection”) dessas inovações pelo mercado (o ambiente
          de seleção por excelência) e, em parte, por outras instituições (centros de pesquisa,
          universidades, etc.). Embora a unidade de análise schumpeteriana e neo-schumpeteriana,
          da concorrência seja a empresa, as condições ambientais são decisivas, seja no nível
                                           Aula 1 – A de Informações negócio na visão por ambiente
Aula 8 – Dimensões da Gestão do Conhecimento: Sistemas estrutura de um e Aprendizado com o processos           PB
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             setorial e de mercado, onde se dá efetivamente o processo de concorrência, seja no
             nível mais geral, sistêmico, onde se definem externalidades e as políticas (industriais,
             comerciais, de concorrência);

           d) Os avanços recentes na tecnologia de informação e comunicação reduziram os custos
             de transação e comunicação entre diferentes empresas e fomentam o aparecimento de
             organizações virtuais;

           e) O processo de inovação tornou-se muito complexo e por isso possui um nível de incerteza
             maior em relação aos resultados que serão obtidos. Compartilhar os conhecimentos e
             formar parcerias estratégicas reduz o risco e diminui a incerteza.

               Na prática as alianças entre empresas tem sido uma solução viável para que o
           conhecimento seja gerado.

               A figura 8.5 mostra um esquema das principais fontes externas de informações e
           tecnologias das empresas e os mecanismos pelas quais as tecnologias podem ser adquiridas.




                            Figura 8.5 - Fontes externas e mecanismos de aquisição de tecnologia
                                      Fonte: Adaptada de Vasconcellos & Andrade, 2001.
140       Gestão do Conhecimento Inovação
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                                                   Luiz Fernando Barbieri / / Ricardo Thielmann




                                                       Sistemas Nacionais de Inovação
            Os ganhos advindos destas interações somente acontecem quando as empresas
        conseguem interagir em um ambiente que propicie esta interação.

            Estas interações passam a ser recomendadas a partir da Lei Nacional de Inovação que
        em seu âmago considera que o conhecimento e a inovação tecnológica passaram a ditar
        as políticas de desenvolvimento dos países, inclusive no Brasil.

                 Lei Nacional de inovação


                 A   Lei Nacional de Inovação, Lei nº. 10.973, de 2 de dezembro de 2004 - Dispõe sobre
                     incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo
                 e dá outras providências. Para maiores detalhes consultar o endereço http://www.
                 planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/Lei/L10.973.htm

            Para a realização de seus objetivos a lei prevê a atuação em três vertentes, a saber:

        a) constituição de ambiente propício às parcerias estratégicas e de cooperação entre as
          universidades, institutos tecnológicos e empresas.

        b) estímulo à participação de instituições de ciência e tecnologia no processo de inovação,
          onde é buscada transferência de tecnologia, licenciamento de patentes, prestação de
          serviços de consultoria junto ao setor produtivo e de funcionários em projetos de inovação.

        c) incentivo à inovação na empresa, objetivando a alocação de recursos financeiros das
          organizações na promoção da inovação.

            Estes objetivos podem ser desenvolvidos no que a literatura chama de habitat de
        inovação. Os principais são:

            a) Incubadora

              Locais para empresas emergentes

              Laboratórios de pesquisa

              Serviços básicos

              Promoção da Sinergia

        b) Parque Tecnológico

              Gleba ou prédios com infra-estrutura para receber empresas, centros de pesquisa e
              organizações ancilares.

              Serviços básicos

              Promoção da Sinergia – objetivo – induzir e estreitar a interação entre o meio
              acadêmico e o setor produtivo.
                                           Aula 1 – A de Informações negócio na visão por ambiente
Aula 8 – Dimensões da Gestão do Conhecimento: Sistemas estrutura de um e Aprendizado com o processos             PB
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           c) Pólo Tecnológico

                 Promoção da sinergia dos agentes da inovação na região. A proximidade a uma
                 instituição de ensino e pesquisa não é condição essencial. Interação se dá através da
                 extensão. Ex: Pólo de Medicina.

           d) Tecnópole

                 Planejamento e administração inovadores, visando promover as condições
                 necessárias para vencer os desafios da Sociedade do Conhecimento

           e) Arranjos Produtivos Locais

                 Tratam-se de aglomerações territoriais de agentes econômicos, políticos e sociais –
                 com foco em um conjunto específico de atividades econômicas – que apresentam
                 vínculos, mesmo que incipientes

           f ) Clusters

                 Os clusters são agrupamentos, numa referência geográfica. A aglomeração de
                 empresas ali localizadas que desenvolvem suas atividades de forma articulada e
                 com uma lógica econômica comum, a partir, por exemplo, de uma dada dotação de
                 recursos naturais, da existência de capacidade laboral, tecnológica ou empresarial
                 local, e da afinidade setorial de seus produtos. A interação e a sinergia, decorrentes
                 da atuação articulada, proporcionam ao conjunto de empresas, vantagens
                 competitivas que se refletem em um desempenho diferenciado superior em relação
                 à atuação isolada de cada empresa.

               Focaremos a nossa análise em dois deste ambientes de inovação: arranjos produtivos
           locais e incubadoras de empresas.

               Os Arranjos Produtivos Locais são aglomerações de empresas localizadas em um
           mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm algum vínculo de
           articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais,
           tais como, governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa
           (Sebrae, 2000).

               Estes arranjos produtivos locais são importantes ambientes onde as empresas podem
           desenvolver suas atividades de inovação em parceria com universidades, associações
           empresariais, governo e outros atores.

               Um bom exemplo de arranjo produtivo local é o de Ubá. O Diagnóstico do Pólo Moveleiro
           de Ubá e Região (IEL, 2003) apontou que existem, nessa região, aproximadamente 448
           empresas envolvidas em atividades de produção de móveis ou atividades afins, estando
142       Gestão do Conhecimento Inovação
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                                                   Luiz Fernando Barbieri / / Ricardo Thielmann




        as mesmas localizadas, em sua maioria, nos municípios de Guidoval, Piraúba, Rio Pomba,
        Rodeiro, São Geraldo, Tocantins e Visconde do Rio Branco, além de Ubá (Teodoro, 2007).

            Dessas, 344 são fábricas de móveis com predominância em madeira. Em 2001 a
        atividade ocupava 7.048 pessoas das quais 5.608 ligadas diretamente às fábricas de
        móveis (Teodoro, 2007).




                        Figura 8.6 - Localização das cidades que compõem o APL de Ubá e região
                           Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Comércio e Indústria, 2004.

            Outro ambiente favorável a interação entre empresas, universidades e outros atores
        sociais são as incubadoras de empresas. As incubadoras de empresas são ambientes
        flexíveis e encorajadores onde é oferecida uma série de facilidades para o surgimento e
        crescimento de novos empreendimentos, sendo este ambiente dotado de condições que
        permitam o acesso a serviços especializados, orientação, espaço físico e infra-estrutura
        técnica, administrativa e operacional.

            As incubadoras de empresas oferecem uma gama de serviços às empresas como:

        a) Espaço físico individualizado, para a instalação de escritórios e laboratórios de cada
          empresa admitida;

        b) Espaço físico para uso compartilhado, tais como sala de reunião, auditórios, área para
          demonstração dos produtos, processos e serviços das empresas incubadas, secretaria,
          serviços administrativos e instalações laboratoriais;
                                           Aula 1 – A de Informações negócio na visão por ambiente
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           c) Recursos humanos e serviços especializados que auxiliem as empresas incubadas
             em suas atividades, quais sejam, gestão empresarial, gestão da inovação tecnológica,
             comercialização de produtos e serviços no mercado doméstico e externo, contabilidade,
             marketing, assistência jurídica, captação de recursos, contratos com financiadores,
             engenharia de produção e Propriedade Intelectual, dentre outros;

           d) Capacitação/Formação/Treinamento de empresários-empreendedores nos principais
             aspectos gerenciais, tais como gestão empresarial, gestão da inovação tecnológica,
             comercialização de produtos e serviços no mercado doméstico e externo, contabilidade,
             marketing, assistência jurídica, captação de recursos, contratos com financiadores,
             gestão da inovação tecnológica, engenharia de produção e propriedade intelectual;

           e) Acesso a laboratórios e bibliotecas de universidades e instituições que desenvolvam
             atividades tecnológicas.

               Um bom exemplo de uma incubadora de empresas é a incubadora de empresas de
           base tecnológica do Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia – CRITT
           da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF.

               O CRITT tem sido até hoje um órgão da Universidade Federal de Juiz de Fora em que
           a maior parte do seu corpo técnico, formada por profissionais qualificados, recebe bolsas
           de órgãos de fomento, o que provoca uma rotatividade razoavelmente alta da equipe.
           No entanto, numa estrutura que tem incentivado o diálogo, a participação do grupo nas
           principais decisões e o aprendizado contínuo, a expectativa em relação à estabilidade e
           à progressão na carreira tem sido compensada por outras vantagens. Pode-se dizer que
           o CRITT é como uma organização que está ciente da necessidade de se reinventar, de
           desenvolver suas competências, de testar novas idéias, de aprender com o ambiente
           e de estar sempre buscando novos desafios. E que, ao fazê-lo, adota estilo, estrutura e
           processos gerenciais que desencadeiam processos semelhantes no nível individual e
           coletivo. Citando as palavras de TERRA (2000), isso significa fazer com que a gestão do
           conhecimento no interior da organização leve também em conta formas de maximizar o
           potencial intelectual das pessoas.

               Desde a sua criação, em 1995, o Centro Regional de Inovação e Transferência de
           Tecnologia – CRITT – tem evoluído permanentemente na sua capacidade de desenvolver
           atividades de transferência de tecnologia, incubar empresas e produtos de base
           tecnológica e oferecer treinamentos. Com as exigências crescentes do contexto em que
           está inserido, tem sido necessária uma atenção constante e sistêmica para assegurar a
           qualidade em todas as atividades, desde a identificação inicial até a satisfação final das
           necessidades e expectativas dos clientes, colaboradores, fornecedores e da sociedade
144       Gestão do Conhecimento Inovação
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                                                   Luiz Fernando Barbieri / / Ricardo Thielmann




        como um todo. O CRITT, como órgão da Universidade Federal de Juiz de Fora, instituição
        pública, e voltada para o desenvolvimento tecnológico regional e nacional, reafirma sua
        vontade de atender consistentemente os requisitos de seus clientes. Essa é a principal
        finalidade do Sistema de Garantia da Qualidade CRITT – SGQC – implantado e certificado
        na Norma NBR ISO 9001.

            Os principais pontos fortes do CRITT são:

        1. É órgão da Pró-Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa da Universidade Federal de Juiz
          de Fora

        2. Alia uma Incubadora de Empresas e Produtos de Base Tecnológica a Núcleos de
          Transferência de Tecnologia

        3. Mantém em suas instalações um Posto Avançado do INPI

        4. Recebe demandas de todos os níveis pelo Disque Tecnologia

        5. É uma Entidade Executora do Programa PATME do SEBRAE/FINEP

        6. Obteve a Certificação ISO 9001 para os serviços que oferece

        7. A sua Incubadora de Empresas foi eleita a melhor de Minas em 1999 e 2000

            A nossa missão é “Contribuir, como instituição cidadã, para o aumento da
        competitividade do país ofertando tecnologias e soluções inovadoras, voltadas para a
        modernização das empresas e organizações”.

            Os valores compartilhados pela equipe do CRITT são:

        1. O CRITT, órgão da UFJF, deve servir à sociedade, privilegiando a busca pela excelência
          nas atividades que desenvolve. Para alcançar esta excelência a gestão está centrada
          nas necessidades atuais e futuras de nossos clientes, agregando valor aos serviços e
          produtos oferecidos.

        2. O processo de comunicação eficaz, permite às pessoas envolvidas com o CRITT
          o conhecimento e entendimento dos objetivos da organização. Isto propicia o
          pensamento sistêmico e faz com que os esforços sejam direcionados para o alcance dos
          resultados almejados.

        3. A alta administração esta totalmente comprometida com o desenvolvimento de um
          sistema de gestão eficaz que estimule as pessoas a um propósito comum e duradouro,
          criando assim uma identidade organizacional forte. O comportamento ético e a busca
          da melhoria contínua são valores altamente compartilhados no CRITT.

        4. A promoção da participação das pessoas em todos os aspectos do trabalho e a formação
          de equipes de alto desempenho favorecem a autonomia e o estabelecimento de metas.
                                           Aula 1 – A de Informações negócio na visão por ambiente
Aula 8 – Dimensões da Gestão do Conhecimento: Sistemas estrutura de um e Aprendizado com o processos          PB
                                                                                                       :: :: 145




           5. A gestão do CRITT está baseada em processos e informações e o aprendizado contínuo
             é essencial para o desenvolvimento da instituição.

           6. O dinamismo, agilidade e flexibilidade deverão estar presentes a todo o momento para
             que o CRITT consiga atuar de forma pró-ativa, oferecendo sempre respostas rápidas às
             demandas do mercado.

               O CRITT está estruturado em núcleos de transferência de tecnologia e possui uma
           incubadora de empresas e produtos de base tecnológica.

               A Incubadora de Produtos e Empresas de Base Tecnológica do CRITT está inserida num
           ambiente universitário que estimula e apoia a criação de negócios e produtos em diversas
           áreas do conhecimento, integrando os empresários num contexto facilitador e promotor
           do desenvolvimento regional.

               A incubadora do CRITT oferece às empresas residentes, além da infra estrutura
           física e recursos humanos, as vantagens de estar inserida numa estrutura universitária,
           numa cidade de porte médio em que o peso de uma universidade pública faz com que
           ela seja parceira e/ou promotora da maioria das ações que buscam o desenvolvimento
           regional. Esse ambiente estimula e apoia a criação de negócios em áreas de uso intenso
           do conhecimento, ou a busca pela validação técnica de idéias e projetos. As pró-
           reitorias da UFJF têm programas de bolsas para alunos, tais como bolsas de Treinamento
           Profissional, de Iniciação Científica, de Iniciação Tecnológica e de Extensão, nos quais
           o CRITT conquistou 20 vagas para bolsistas de diversas áreas. Alguns deles apoiam as
           atividades da incubadora nas áreas de comunicação, design gráfico, apoio contábil e
           informática e outros atuam junto às empresas, no desenvolvimento ou comercialização
           de seus produtos. Além dos citados acima, são oferecidos às empresas os serviços listados
           na Tabela 1.
146       Gestão do Conhecimento Inovação
PB :: :: Gestão do Conhecimento e e Inovação :: ::Luiz Fernando S.S. Barbieri Ricardo Thielmann
                                                   Luiz Fernando Barbieri / / Ricardo Thielmann




                                    Tabela 1 - Serviços Oferecidos pela Incubadora




                                              Fonte: CRITT/UFJF - 2002

            Os Núcleos de Transferência de Tecnologia atuam nas áreas de Eletro-eletrônica,
        Informática (Software e Hardware), Químico-Farmacêutico, Agroalimentar e de
        Tecnologia de Gestão, que atendem a empresas residentes na incubadora ou não. Esses
        Núcleos contam com pessoal especializado voltado para o atendimento às solicitações
        de empresas dos mais variados portes, com o foco dirigido para o aperfeiçoamento de
        produtos, processos ou o desenvolvimento de inovações. O CRITT é entidade executora
        do Programa de Apoio Tecnológico a Micro e Pequenas Empresas - PATME o que facilita o
        acesso das empresas residentes, graduadas e associadas a essa linha de apoio do SEBRAE.
        Algumas delas já usaram o PATME em mais de uma oportunidade. Interações iniciadas
        com projetos desse tipo também já resultaram em empresas interessadas em participar
        do edital de ingresso na incubadora.
                                           Aula 1 – A de Informações negócio na visão por ambiente
Aula 8 – Dimensões da Gestão do Conhecimento: Sistemas estrutura de um e Aprendizado com o processos                           PB
                                                                                                                        :: :: 147




                          ATIVIDADE

                       Considerando o exemplo do texto de abertura 2, identifique as formas desenvolvidas pela
                       empresa Quiral Química do Brasil S/A para realização de interações e geração de conhecimentos.
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               Nesta lição procurou-se desenvolver os conceitos sobre duas dimensões da gestão do
           conhecimento, a saber:

           1) Sistemas de Informações e;

           2) Aprendizagem com o Ambiente.

               Os sistemas de informações da empresa são o conjunto interdependente das pessoas,
           das estruturas da organização, das tecnologias de informação – hardware e software -, dos
           procedimentos e métodos que deveriam permitir à empresa dispor – no tempo desejado
           - das informações de que necessita – ou necessitará – para seu funcionamento atual e
           para sua evolução. Estes sistemas de informações devem ser geridos de forma adequada
           para permitir à empresa um processo de gestão do conhecimento que garanta vantagens
           competitivas duradouras.

               Em relação à aprendizagem com o ambiente verificou-se a sua importância para
           que as empresas possam desenvolver inovações em produtos e processos. Neste ponto
           explicou-se o que são os sistemas nacionais / locais de inovação e os habitat de inovação.
           Dentre eles, se analisou os arranjos produtivos locais e as incubadoras de empresas.
148       Gestão do Conhecimento Inovação
PB :: :: Gestão do Conhecimento e e Inovação :: ::Luiz Fernando S.S. Barbieri Ricardo Thielmann
                                                   Luiz Fernando Barbieri / / Ricardo Thielmann




             REFERÊNCIAS

                  FREITAS, H.; BECKER, J.L.; KLADIS, C.M. e HOPPEN, N. Informação e
                    Decisão: Sistemas de Apoio e seu Impacto. Porto Alegre: Ortiz, 1997.
                  NELSON, WINTER. Uma Teoria Evolucionária da Mudança Econômica
                  PRATES, P. D. Sistemas de Informação. São Paulo: Atlas, 1994.
                  SEBRAE, Termo de referência para atuação do sistema SEBRAE em
                    arranjo produtivo local. Brasília: Sebrae Nacional, 2000. 73 p
                  STAIR, Ralph M.. Princípios de Sistemas de Informação: uma
                    abordagem gerencial. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2006.
                  TEODORO, Pítias. A inovação nas micro, pequenas e médias
                    empresas sindicalizadas de Ubá, MG e Região. Dissertação de
                    Mestrado. UFLA, Lavras, 2005, 133 p.
                  TERRA, José Cláudio Cyrineu. Gestão do conhecimento: o grande
                    desafio empresarial. São Paulo: Negócio Editora, 2000.
                  THIELMANN, Ricardo. Adoção de Tecnologias de Informação
                    em Micro e Pequenas empresas: experiências em Juiz de
                    Fora. COPPE/UFRJ, Dissertação de Mestrado em Engenharia de
                    Produção, 2005. 102p.
                  THIELMANN, Ricardo; ROCHA, Afrânio; SILVA, Felipe Salzer E. O
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                    a Busca pela Excelência Empresarial. In: Congresso da ABIPTI,
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