(In)Segurança em Redes Wireless
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(In)Segurança em Redes Wireless
Giovani Facchini, Juliano Valentini
Comunicação de Dados
Prof. Valter Roesler
Overview
➲ Crescimento acelerado da utilização de
dispositivos móveis utilizando conexões
sem fio
➲ Necessidade de um protocolo que permi-
tisse uma segurança 'parecida' com a de
redes locais ligadas por cabos
➲ Padronização do WEP (Wired Equivalent
Privacy)
Autenticação
➲ Open System
● O sistema é aberto e todos tem acesso a ele de
maneira irrestrita
● As informações transitadas na rede podem ser
vistas por todos
➲ Shared Key
● Utiliza o protocolo WEP
● Ambas estações (requisitante e autenticadora)
devem compartilhar uma chave secreta
Access Point
➲ Funciona como um HUB
➲ Recebe as informações das estações e
repassa para as outras da rede
➲ Utiliza modulação OFMD (Spread Spec-
trum)
➲ Faz a interconexão entre a rede com fios e
a rede sem fios
➲ Identificação Ativa ou Passiva
● Ativa: Faz 'probe' para estações
● Passiva: Espera as requisições (máquinas pre-
cisam saber da existência do AP)
WEP - Overview
➲ Utilizado no nível de enlace na tentativa de
dar segurança equivalente a rede com fios
➲ Algorítmo de criptografia simétrica utilizan-
do uma chave compartilhada de 40 bits
➲ Utiliza o algorítmo de criptografia RC4
(1987) com IV (Initialization Vector) de 24
bits mais a chave secreta para geração de
uma stream criptográfica
RC4
➲ Gera um stream pseudo-aleatória de acor-
do com a entrada
➲ KSA (Key Scheduling Algorithm)
● Inicializa um vetor[256]
● Embaralha o vetor[256] utilizando a chave secre-
ta e o IV fazendo permutações
➲ PRGA (Pseudo Random Generation Algo-
rithm)
● A partir do vetor[256] embaralhado, gera chaves
de 8 bits pra cada caractere(8 bits) que pre-
cisamos criptografar
WEP – (Checksumming)
DATA
CRC-32
Algorithm
CRC Value DATA
DATA+CRC Value
WEP – (Encryption)
IV password
IV + password
KSA
DATA + CRC-32 PRGA
XOR
Encrypted DATA
Envio do Pacote
IV Encrypted DATA
IV + Encrypted DATA
WEP - Decryption
IV + Encrypted DATA IV password
KSA
Encrypted DATA
PRGA
XOR
DATA + CRC-32 CRC-32
GOOD
DATA
DATA COMPARE
BAD
CRC CRC-32 DATA
Ameaças Wireless
➲ Reuso da keystream (mesmo IV)
● Como o IV é mandado junto e sem criptografia
no pacote, um atacante pode verificar o momen-
to em que houve uma colisão
● Quando acontece uma colisão, podemos fazer
um XOR entre as mensagens criptografadas e o
resultado é o mesmo que o XOR entre os textos
originais
● Como os campos são bem conhecidos e
definidos (IP's, portas e muitas vezes podemos
inferir o texto), pode-se fazer análises estatísticas
pra descobrir a keystream
● Depois que a keystream é descoberta, qualquer
pacote que utilize aquele IV pode ser descrip-
tografado.
Ameaças Wireless
➲ Reuso da keystream (mesmo IV) (cont...)
● Como o IV utilizado é de apenas 24 bits, a
repetição de IV's é inevitável. Solucionável ape-
nas trocando a chave (Inviável)
● Como o IV é trocado a cada pacote, em uma
rede a 11Mbps com pacotes de 1500 bytes,
repetições irão ocorres a cada 5 horas
● Como o padrão não define a escolha do IV, al-
gumas placas resetam o IV pra 0 quando são lig-
adas e fazem apenas o incremento a cada pa-
cote. Com isso as repetições são extremamente
altas para IV's baixos!!!
Ameaças Wireless
➲ Criação do Dicionário
● Quando descobrimos uma keystream, basta adi-
cioná-la a uma lista (dicionário).
● Se o IV utilizado estiver na lista, basta utilizar a
keystream armazenada pra descriptografar o pa-
cote
● Para gerar uma lista com todas as keystream,
precisamos de, em média, 24GB (pouco para al-
guém com recursos e vontade de bisbilhotar a
rede)
● Depois da lista concluída, todo o tráfego pode ser
descriptografado.
Ameaças Wireless
➲ Modificando a mensagem
● Como o CRC-32 é um algorítmo linear, se quis-
ermos modificar algum dos bits de uma men-
sagem, podemos saber o que devemos modificar
no CRC-32 para que a integridade da men-
sagem seja mantida
Ameaças Wireless
➲ Injeção de tráfego
● Se a rede wireless estiver conectada a uma rede
com fios e um atacante tiver controle de uma
máquina da rede interna, boa parte da segurança
vai 'por água abaixo'.
● O atacante pode inserir um texto e mandá-lo
atrés do AP para alguma máquina da rede wire-
less. Com isso ele obtém o texto original e cifrado
(com um respectivo IV). Fazendo o XOR das
mensagens obtemos a keystream e estamos ap-
tos a injetar qualquer tráfego dentro da rede e
decifrar mensagens com aquele IV.
Ameaças Wireless
➲ Injeção de tráfego (cont...)
● Como o padrão não determina que o IV necessi-
ta ser trocado a cada pacote, o atacante pode uti-
lizar sempre a mesma keystream e IV para enviar
dados sem causar alarme.
Ameaças Wireless
➲ Falsa Autenticação
● Um atacante pode se autenticar facilmente.
● Para isso, ele apenas precisa 'escutar' a autenti-
cação entre o AP e uma estação que é dada da
seguinte forma:
● A estação pede autenticação
● O AP responde com um texto desafio (texto plano)
● A estação encripta esse texto com uma keystream e
envia ao AP
● O AP conpara a resposta da estação com a sua versão
do texto desafio cifrado.
● Se forem iguais é sinal de que a estação conhece o
segredo compartilhado e estará autenticada
Ameaças Wireless
➲ Falsa Autenticação (cont...)
● Se um atacante observar todos esses passos, ele
terá uma versão do texto pura e uma criptografa-
da
● Fazendo um XOR entre os textos ele obtem a
keystream (que neste caso tem um tamanho úni-
co, pois o texto desafio é sempre do mesmo
tamanho).
● Com isso ele pode pedir autenticação e respon-
der corretamente ao texto desafio e agora está
autenticado.
Ameaças Wireless
➲ Redirecionamento de pacotes
● Se o nosso AP estiver ligado como roteador para
a internet podemos enganá-lo para descriptogra-
far as mensagens.
● Para isso basta usar as técnicas de modificar as
mensagens e CRC de maneira a modificar o IP
das mensagens para que estas sejam dire-
cionadas para um rede onde o atacante tenha
controle. Com isso todo o texto pode ser descrip-
tografado.
Possíveis Soluções
➲ Utilizar várias técnicas de criptografia si-
multâneamente
● VPN
● IPSec
● SSL
● IDS's
● Firewall
● Certificados
Desvantagens
➲ A utilização dos vários métodos de segu-
rança impõe muitas cargas na rede:
● O consumo de energia dos equipamentos
móveis é crítico e quanto mais métodos de segu-
rança utilizarmos, mais alto será o consumo de
energia inviabilizando o uso.
● Outro problema é que esse métodos tornam a uti-
lização da rede mais baixa. Podendo consumir
mais de 60% da banda só para segurança.
● A capacidade de processamento dos dispositivos
móveis é limitada
Conclusões
➲ Como podemos ver, você não será capaz
de salvar o mundo.
➲ Você poderá, pelo menos, ter um nível de
segurança parecido com o da rede 'wired'.
➲ A segurança acarreta em baixo desem-
penho.
➲ Aconselha-se utilização pra aplicações em
que o sigilo e autenticidade são críticos.
➲ É... e fica a pergunta: “Segurança em rede
existe???”
Referências
➲ Dr. Cyrus Peikari, Seth Fogie. Wireless Maximum
Security, SAMS 2003.
➲ Nikita Borisov, Ian Goldberg, David Wagner. Intercept-
ing Mobile Communications: The Insecurity of
802.11.
➲ André Peres, Raul F. Weber. Considerações sobre
Segurança em Redes Sem Fio.
➲ Fernando Costa Jr., Luciano Gaspary, Jorge Barbosa,
Gerson Cavalheiro, Luciano Pfitscher, José D. G.
Ramos. Evaluating the Impact on Data Reception
and Energy Consumption of Mobile Devices using
IPSec to Securely Access WiFi Networks.
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