PHYLUM PLATYHELMINTHES Classe TREMATODA Conceitos básicos

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PHYLUM PLATYHELMINTHES Classe TREMATODA Conceitos básicos Powered By Docstoc
					PHYLUM: PLATYHELMINTHES = Classe: TREMATODA Conceitos básicos:
Parasitos externos ou internos. Corpo deprimido dorso-ventralmente, não segmentado, com
aspecto de folha. Epiderme revestida por cutícula com ventosas, acúleos para adesão e
fixação no hospedeiro. Uma das ventosas circunda o orifício oral (ventosa oral), a outra de
situação ventral (ventosa ventral) próxima à oral. Tubo digestivo incompleto, em fundo de
saco com dois ramos intestinais - os cecos. Aparelho circulatório e respiratório ausentes.
Excreção por células ciliadas (células em flama) capilares, vesícula excretor, poro excretor.
Sistema nervoso formado por um par de gânglios anteriores ou anel nervoso que conecta
aos nervos longitudinais ventrais. Hermafroditas, fecundação interna, os ovos
microscópicos são circundados por varias células vitelinas e por uma casca. O sistema
reprodutor masculino consta de dois testículos, canais eferentes, canal deferente que
termina no órgão copulador (cirro) e orifício genital. O sistema reprodutor feminino é
formado por ovário único, oviduto, receptáculo seminal, glândulas vitelinas, ootipo,
glândula de Mehlis, canal de Laurer e útero. Desenvolvimento direto (Subclasse:
Monogenea) ou indireto com uma ou várias fases larvárias usando vários hospedeiros
intermediários (Subclasse: Digenea).Subclasse: MONOGENEA Parasitos com ciclo
evolutivo direto encontrados principalmente como ectoparasitos de peixes. Exemplos:
Dactylogyrus spp. nas branquias, Gyrodactylus spp. na pele, e nadadeiras dos peixes.
Subclasse: DIGENEA Nome: FASCIOLA HEPATICA Nome da doença: fasciolose,
distomatose hepática aguda ou crônica.Morfologia: corpo de aspecto foliaceo, apresentando
um cone cefálico, com os "ombros" e região anterior mais larga que o posterior. Medem de
2 a 3 cm. Ovos ovóides, dourados-amarelados e operculados, medindo 130 a 150 um.
Biologia: hospedeiros definitivos (H) - ruminantes, eqüinos, suínos, coelhos, cobaia e
acidentalmente o homem. Hospedeiros intermediários (HI) - moluscos gastrópodes
pulmonados Lymnea viatrix, L. columella, L. cubensis. Localização - os vermes jovens
perfuram a parede intestinal, o peritôneo, atravessam a cápsula de Glisson migrando através
do parênquima hepático, atingem os canais biliares, onde se tornam adultas. Ciclo
evolutivo: em condições favoráveis o miracidio ciliado levanta o opérculo do ovo e desliza
para fora na água. Nada ativamente em busca do HI, moluscos de gênero Lymnea; perde
seu revestimento ciliado e penetra através das partes moles do corpo do caramujo. Após
duas semanas se transforma em esporocisto, rico em células germinativas que originam em
media 8-40 redias. As rédias darão as cercárias (cada em media 20 unidades), em aprox.
sete semanas. Elas deixam as rédias e o molusco pelo orifício respiratório (pneumóstoma).
As cercárias nadam ativamente na água, perdem a cauda, tornam se esféricas, fixam-se nas
folhas de capim na forma de um cisto denominado metacercaria. Os HD se infestam ao
ingerirem pasto contaminado com metacercarias. Diagnóstico: constatação e identificação
de ovos em exame coprológico, mediante método de sedimentação, dos adultos por ocasião
de necrópsia. // NOME: PARAMPHISTOMUM CERVI Nome da doença:
paramfistomose, distomatose ruminal. Morfologia: corpo cônico, espesso, de cor vermelha.
Dimensão 5 a 15 mm. Ovos ovóides, operculados, medindo 155-160 mm.Biologia: HD -
ruminantes. HI - moluscos gastrópodes pulmonados planorbideos, Biomphalaria
tenagophyla. Localização - formas imaturas no duodeno, adultos no rumem do HD. Fase
larvar no moluscos.Ciclo evolutivo: ovos eliminados pelas fezes eclodem o miracidio que
penetra nos moluscos planorbideos, transformando-se em esporocisto. Os esporocistos
originam a redia, as rédias - as cercarias, que deixam os moluscos no momento de maior
intensidade solar. As cercarias ao perderem a cauda fixam-se em plantas aquáticas dando as
metacecarias. Os HD infectam-se ao ingerirem cistos de metacercarias fixadas em pastos.
Diagnóstico: identificação dos ovos em exame coprológico, mediante de método de
sedimentação. Constatação de adultos            no rumem pela necropsia.// NOME:
EURYTHREMA COELOMATICUM Nome da doença: euritremose, distomatose
parcreática Morfologia: de cor vermelha, forma oval, parte anterior do corpo triangular com
a ventosa oral subterminal. Mede 10 a 13 mm.Biologia: hospedeiros definitivos -
ruminantes, raramente suínos e homem. Hospedeiros intermediários - são necessários dois
HI, moluscos gastrópodes pulmonados Bradybaena e artrópodes: formigas e gafanhoto.
Localização - pâncreas e dutos biliares.Ciclo evolutivo: o molusco se infecta ingerindo
ovos de trematodeo eliminados com as fezes do HD. O miracidio eclode no intestino,
atravessa a parede intestinal e origina o esporocisto que transforma-se em esporocisto de
segunda geração. As cercarias se originam no interior dos esporocistos, escapam
periodicamente do caracol, e aderem á vegetação. O segundo HI (formiga) ingere as
cercarias que se formam metacercarias infestastes. Os HD se infecta ao ingerir pasto
contendo o segundo HI com metacercarias. Diagnóstico: constatação e intensificação dos
ovos em exame coprológico e identificação de adultos nos canais pancreaticos, por ocasião
da necropsia. // NOME: SCHISTOSOMA MANSONI Nome da doença:
esquistossomose, bilharziose. Morfologia: com sexos separados. O macho é largo, achatado
e de cerca 2 cm de comprimento, transporta da fêmea no sulco do seu corpo (canal
ginecóforo). Os ovos tem 100 a 150 (m, são fusiformes e possuem um espinho latéral.
Biologia: hospedeiros definitivos - todos os mamíferos domésticos e homem. Hospedeiros
intermediários - caramujos aquáticos Byomphalaria. Localização - nos vasos sangüíneos do
trato digestivo e da bexiga. Ciclo evolutivo - os ovos depositados na pequena vênula
penetram no endotélio, chegam à luz intestinal e finalmente são eliminados nas fezes ou
urina. Os miracídios penetram em caramujos adequados. As cercárias deliberadas dos
esporocistos migram na água e usando suas caudas bifurcadas penetram nos HD através da
pele ou por ingestão na agua de beber.Diagnóstico: demonstração dos ovos nas fezes ou na
urina, por um exame pós-mortem detalhado revelaram as lesões no mesénterio e os
esquistossomas nas veias.// NOME: TRICHOBILCHARZIA E BILCHARZIELLA
SPP.Nome da doença: bilharziose dos aves.Biologia: hospedeiros definitivos - aves
aquáticos. Hospedeiros intermediários - caramujos aquáticos.Ciclo evolutivo: as cercarias
de esquistossomas aviários e animais podem causar uma forma de larva migrans cutânea
(sarna dos nadadores), que tem migração limitada na pele humano. // CLASSE:
CESTODA Essa classe difere da Trematoda pelo corpo achatado sem canal digestivo. O
corpo é segmentado com aspecto de fita. Platihelmintos hermafroditas, cada segmento
contém um ou dois conjuntos de órgãos reprodutores masculinos e femininos. Aparelho
digestivo e circulatório ausentes. O corpo consta de escólex, colo e estrobilo (proglotides).
Adultos são parasitos do intestino delgado dos vertebrados; formas larvárias
(metacestodeos) desenvolvem nos hospedeiros intermediários. Todos com ciclo evolutivo
indireto. Escólex com órgãos de fixação, ventosas, botrias e rostro com acúleos (formando
coroas). O colo apresenta uma zona do crescimento originando os segmentos. O estrobilo é
formado por uma cadeia de segmentos denominados proglótides variáveis de acordo com as
espécies. Tegumento é cuticular com microvilosidades facilitando a absorção dos
alimentos.Aparelho exretor consta de células em flama (solenócitos), canaliculos e canais
coletores.Aparelho genital parecido dos Trematodeos apresentando testículos, canais
eferentes, canal deferente, bolsa de cirro, cirro; ovário, oviduto, receptáculo seminal,
ootipo, glândulas vitelinas e útero. Ovos são arredondeados com uma casca espessa,
contendo zigoto ou embrião hexacanto (com três pares de acúleos). As larvas são diversas
de acordo com as espécies: coracidio, procercoide, plerocercoide, cisticerco, cenuro,
hidático etc. Ordem: Pseudophyllidea NOME: DIPHYLLOBOTHRIUM LATUM É
um importante parasito do intestino delgado do homem e pode infestar também outros
mamíferos que comem peixe.Morfologia: um cestódeo muito longo, de até 20 m de
comprimento. Escólex com duas botrias, os segmentos grávidos são quadrados, com um
poro genital central. Biologia: hospedeiros definitivos - homem e mamíferos como cães,
gatos e suínos. Hospedeiros intermediários - um microcrustáceo Cyclops e um peixe de
água doce.Ciclo evolutivo - ovos eliminados pelas fezes originam o coracidio ciliado na
água que se ingerido por um microcrustáceo, se desenvolve no procercoide. Quando o
copepode é ingerido por um peixe o procercoide migra para os músculos ou vísceras
formando o plerocercoide. O ciclo completa-se quando o peixe infectado é ingerido cru
pelo HD. Diagnóstico: detecção dos ovos característicos nas fezes.NOME:
SPIROMETRA MANSONOIDES Nome da doença: espirometrose, esparganose.
Morfologia: a forma adulta atinge até 25 cm de comprimento, as larvas nos amfibios
medem 1 a 3 cm, mas em mamíferos atingem até 50 cm. Biologia: hospedeiros definitivos -
cães, gatos e carnívoros silvestres. A morfologia e ciclo evolutivo é semelhante aos de D.
latum, mas os plerocercoides desenvolvem numa ampla variedade de HI, incluindo
anfíbios, repteis e mamíferos. Ocasionalmente, o homem pode infestar-se através da água
de beber contendo crustáceos infestados. Esta zoonose, conhecida como esparganose,
caracteriza-se pela presença de larvas de até 35 mm nos músculos e tecidos subcutâneos.
Diagnóstico: pelos ovos eliminados e pelo quadro clinico.Ordem: Cyclophyllidea
Família: Taeniidae NOME: TAENIA SOLIUM O rostro é provido de uma dupla serie de
acúleos ("tênia armada"). Nome da doença: teniose.Morfologia: A proglótide gravido
apresenta o útero com ramificações em numero de sete a dez. Cada proglotide maduro
contem 30.000 a 40.000 ovos. Os ovos medem 30 a 40 (m de diâmetro. O cestódeo bem
desenvolvido mede de 2 a 3 m de comprimento. Biologia: hospedeiro definitivo - homem.
Hospedeiros intermediários - suínos, raramente caninos, felinos, ruminantes. Localização -
adultos fixos à mucosa do intestino delgado. Larvas (cysticercus cellulosae) nos músculos
sublinguais, músculos mastigadores, músculo cardíaco no HI.Ciclo evolutivo: proglótide
em cadeia ou ovos eliminadas serão ingeridos pelo suino. A eclosão ocorre no duodeno, o
embrião hexacanto agora livre, atravessa a parede intestinal e pelos vasos da mucosa atingi
a circulação. Pela veia porta, vai do fígado ao coração, aos pulmões, à grande circulação e
estabelece-se em pontos prediletos (coração, língua, m. mastigadores), onde origina o
cisticerco O embrião torna-se vesiculoso, cresce e sua parede originará por brotação o
escólex invaginado ("pipoca") medindo 6 a 20 mm. O cisticerco atinge sua maturidade em
60 a 80 dias e depois de certo tempo (oito meses, em media) sofre degenerescência
calcária.Diagnóstico: laboratorial - é preciso pesquisar proglotides nas fezes, procede-se
transmissão (passando az fezes em peneira de malhas finas em água). Para pesquisar dos
ovos de tipo tenia o exame de flutuação pode ser tentado.NOME: TAENIA SAGINATAO
escólex é desprovido de rostro e acúleos, daí ser denominado "tênia desarmada".Nome da
doença: teniose. Morfologia: o numero das ramificações do útero é de 15-20. Mede 3 a 8
m.Biologia: HD - homem. HI - bovinos, raramente ovinos e caprinos e excepcionalmente o
homem. Localização - adultos no intestino delgado do homem, cisticercos (cysticercus
bovis), medindo 4 a 6 mm, nos músculos, nos pulmões, no fígado do HI. Ciclo evolutivo:
em principio é semelhante ao da T. solium. Diagnóstico: laboratorial, pesquisar proglotides
ou ovos. // NOME: TAENIA HYDATIGENAMorfologia: o escólex tem rostro provido
de uma dupla coroa de acúleos. O cestódeo tem uma dimensão de 0,75 a 2 m. Biologia: HD
- Caninos. HI - ovinos, bovinos, suínos. Localização - adultos no duodeno do cão.
Cisticercos (cysticercus tenuicollis) no fígado, na cavidade peritoneal dos HI. Ciclo
evolutivo: o embrião hexacanto apresenta uma passagem hepática pela veia porta e
estabelece-se no fígado, às vezes nos outros órgãos e no peritoneo. A larva localizada
vacuoliza-se e cresce. O c. tenuicollis maduro é constituído por uma vesícula medindo
cerca de 5 cm, com um colo longo, na extremidade do qual esta o escólex invaginado. Os
cisticercos não são geralmente cobertos pela túnica do Glisson por isso à palpação é mole.
Diagnóstico: laboratorial - pesquisar os ovos de tipo tênia nas fezes.// NOME: TAENIA
PISIFORMIS Biologia: HD - caninos, felinos. HI - coelho. Localização - adultos no
intestino delgado do cão. Larva cysticercus pisiformis - no fígado e na cavidade
peritonial do coelho.Ciclo evolutivo: o HI se infesta pela ingestão de alimentos
contaminados com ovos do cestódeos. O embrião hexacanto deliberado atravessa a parede
intestinal, entra nos veias e será levado ao fígado pela circulação. As larvas migram no
parênchima do fígado provocando irritação mecânica e inflamação. Depois deixam
parênquima e se estabelecem na cavidade peritoneal para constituir o cisticerco (4 a 7
mm).Diagnóstico: constatação dos ovos nas fezes do HD, das larvas pela necrópsia no HI.
// NOME: TAENIA OVIS Biologia: HD - caninos. HI - ovinos e caprinos. Localização -
o adulto no intestino delgado do HD, as larvas, cysticercus ovis, nos músculos com
tamanho de 3,5 a 9 mm.Ciclo evolutivo: é análogo ao de outras tênias.Diagnóstico:
pesquisa de proglótides ou ovos em exame parasitologico de fezes do cão. // NOME:
TAENIA MULTICEPS Nome da doença: cenurose, torneio dos ovinos.Biologia: HD -
caninos. HI - ovinos, caprinos. Localização - o adulto no intestino delgado do cão. A
forma larval, cenuro (coenurus cerebralis) no encéfalo dos HI. Ciclo evolutivo: os ovos
eliminados do cão contaminam as pastagens dos campos. Os HI herbívoros se infestam ao
ingerir os ovos com pasto. O embrião hexacanto ganha a circulação sangüínea e se
estabelece em diversos pontos do organismo. No encéfalo os embriões vão se transformar
na larva cenuro. A larva continua augmentando de volume e novos escóleces vão se
formado dentro do cisto. Ao terminar sua evolução mede 4 a 6 cm. A parede do cisto é
delgada e translúcida encerrando um liquido incolor. Diagnóstico: pesquisar proglotides e
ovos nas fezes do cão. Cenuro no encéfalo dos ovinos por ocasião da necropsia.// NOME:
ECHINOCOCCUS GRANULOSUS Nome da doença: ecinococose, hidatidose
Morfologia: é a menor espécie de tenideos medindo 3 a 6 mm. O estrobilo é constituído
por três a quatro proglótides. O escólex apresenta um rostro com dupla coroa de acúleos
grandes e pequenos.Biologia: HD - cão, lobo, raposa, chacal. HI - ovinos, bovinos,
caprinos, suínos e homem. Localização - o adulto em grande numero no intestino delgado
do cão. A forma larval, hidatide ou cisto hidatico no fígado, nos pulmões, nos rins e em
outros órgãos dos HI.Ciclo evolutivo: semelhante ao ciclo evolutivo dos outros tenideos.
Os embriões hexacantos (oncosfera) realizam uma passagem extraintestinal (hepato-
pulmonar) e serão distribuídos nos mais diferentes órgãos. Uma vez localizado vacuoliza -
se e origina a hidatide. A sua forma é esférica, de cor branca. Pode atingir grandes
dimensões - até 15 a 20 cm. Quando completamente formado apresenta uma membrana
cuticular externa, uma membrana prolifera interna de onde surge os escoleces (vesículas
proligeras endógenas) por brotação. Dentro da cavidade do cisto fica o liquido hidático
com vesículas filhas que continuam a proliferação interna. Ocorre a proliferação externa
surgindo cistos exógenos. Os escóleces desenvolvidos sofrem sedimentação no cisto e vão
constituir um deposito esbranquiçado "areia hidatica". Um mililitro deste areia contem
400.000 escóleces, o número total dos escoleces pode ser de 2 a 3 milhões.Diagnóstico:
clinico por raio-x, ultra-sonografia ou laboratorial serologico. Pesquisar de proglotides ou
os ovos nas fezes do cão. // NOME: DIPYLIDIUM CANINUM Morfologia: o escólex
tem rostro protrátil e armado com quatro a sete coroas de acúleos. Mede de 20 a 60
cm.Biologia: HD - caninos, felinos, acidentalmente o homem. HI - insetos: pulgas e
piolhos. Localização - adulto no intestino delgado do cão. Forma larval - cisticercóide - na
cavidade corporal do inseto.Ciclo evolutivo: o HD se contamina ao ingerir o HI infestado
com cisticercoide, que origina diretamente o cestódeo adulto no intestino do
HD.Diagnóstico: laboratorial coprológico pesquisando as capsulas ovígeras (contendo 15
a 30 ovos com embrião hexacanto) // NOME: DAVAINEA PROGLOTTINA Biologia:
HD - galináceos. HI - diversos moluscos gastrópodes. Localização - adulto no intestino
delgado dos galináceos, cisticercóide em moluscos.Diagnóstico: pesquisar os ovos ou
proglotides pelo exame coprológico. // NOME: RAILLETINA TETRAGONA
Biologia: HD - galináceos. HI - formigas, mosca doméstica, coleópteros coprófagos.
Localização - adulto no intestino delgado, cisticercóide em insetos.Diagnóstico: pesquisar
os ovos ou proglotides pelo exame coprológico. // NOME: ANOPLOCEPHALA
PERFOLIATA, ANOPLOCEPHALA MAGNA Morfologia: proglotides aumentam
rapidamente de largura à medida que se afastam do escólex. Medem de 3 a 30 cm de
comprimento por 1 a 2 cm de largura.Biologia: HD - eqüinos. HI - ácaros de vida livre,
oribatídeos. Diagnóstico: observação dos ovos com aparelho piriforme em exame
coprológico. // NOME: MONIESIA EXPANSA, MONIESIA BENEDENI Morfologia:
escólex globoso com ventosas proeminentes cujas aberturas são em forma de fenda.
Medem de 1 a 5 m. Ovos providos de aparelho piriforme. Biologia: HD - ovinos, caprinos
e bovinos. HI - ácaros oribatideos. Diagnóstico: pesquisar proglótide e ovos nas fezes dos
HD. // NOME: THYSANOSOMA ACTINIOIDES Morfologia: dimensão de 15 a 30
cm.Biologia: HD - ruminantes. HI - insetos da ordem Psocoptera. Localização: adultos
nas canais biliares e pancreaticos; cisticercoides na hemocele dos insetos.Diagnóstico:
proglótides e ovos nas fezes. Phylum: NEMATHELMINTHES Classe:
NEMATODAVulgarmente conhecidos por lombrigas ou vermes redondos. Vermes de
corpo cilíndrico, fusiforme, sem metamerização. Tubo digestivo completo. Sexos
separados, dimorfismo sexual é acentuado. Evolução, de ovo a adulto, através de quatro
mudas e cinco estádios.Morfologia: a região anterior vai da boca ao orifício excretor; a
região media do orifício exretor ao anus, nas fêmeas, e cloaca, nos machos; a região
caudal se segue do anus ou da cloaca. Na região anterior ocorrem expansões cefálicas ou
cervicais. A extremidade posterior pode ser enrolada em espiral. Os machos podem ser
providos de bolsa copulatrix. O tegumento é cuticular resistente. Sob a cutícula está a
hipoderme. A camada muscular é constituída por células longas. Essa camada limita uma
cavidade (pseudoceloma) onde se encontram os aparelhos digestivos e reprodutor.O tubo
digestivo consta de um tubo quase reto. A boca pode apresentar lábios, papilas, dentes ou
laminas cortantes. A boca, de acordo com a espécie, pode estar em comunicação com o
esôfago através um capsula bucal. O esôfago pode ser retilíneo ou apresentar bulbos. O
esôfagos dos nematodeos primitivos (de vida livre) e no primeiro estagio larval de todas
as espécies apresentam um bulbo anterior, um istmo e um bulbo posterior (rabditiforme).
O esôfago tipo filariforme é alongado sem dilatação.Aparelho circulatório e respiratório -
ausentes. O aparelho excretor é constituído por dois canais longitudinais, que se
anastomosam ao nível do esôfago e abrem no orifício excretor. Aparelho reprodutor
masculino - é formada por um tubo com circumvoluções, diferenciado em testículo, canal
deferente e canal ejaculator. Os esparmatozóides são amebóides sem flagelo caudal. O
aparelho copulador é constituído de espículos, gubernáculos e bolsa copuladora. O
aparelho genital feminino pode ser simples ou duplo. As porções diferenciadas são
ovários, ovidutos, receptáculo seminal, útero que abre na vagina e na vulva.Os
nematodeos parasitos podem se alimentar de microorganismos e substancias nutritivas
existentes na luz do intestino. Outros alimentam-se da mucosa intestinal causando
histolise ou sugam sangue.Ciclo evolutivo: durante a cópula, o macho se fixa ao orifício
genital feminino por meio de sua asa caudal ou da bolsa copuladora. Alguns nematódeos
vivem em copula permanente (Syngamus). Os espermatozoides aguardam a passagem dos
ovos para fecundá-los no receptáculo seminal. Os nematodeos podem ser ovíparos,
ovovivíparos e viviparos (larviparos). A evolução dos nematodeos é feita através de
quatro mudas e cinco estádios (L1 - L5 ). De acordo com a espécie, os monoxenos exigem
um só hospedeiro (desenvolvimento direto), os heteroxenos mais de um hospedeiro
(desenvolvimento indireto com HI).Os nematódeos parasitos apresentam duas
modalidades de infestação: infestação passiva (peroral), infestação ativa (percutâneo ou
pela picada de um vetor).Os nematodeos parasitos do trato digestivo apresentam um
evolução simples na sua localização atual (por fase histotrófica). Outros realizam uma
migração ativa no corpo do hospedeiro (passagem extraintestinal hepato-pulmonal) antes
de chegarem à localização final.Família: STRONGYLOIDIDAE. Espécies típica:
Strongyloides stercoralis Nematodeos pequenos de 2 a 9 mm, que apresentam transição
entre a vida livre e parasitária.Biologia: HD - mamíferos e aves. Localização: fêmeas
parasitas nas criptas da mucosa intestinal do intestino delgado. Ciclo evolutivo: as formas
de vida livre vivem no solo e apresentam sexos separados. Seu esôfago é rabditiforme
(geração rabditóide). As fêmeas põem ovos de onde surgem larvas rabditóides e larvas
filaróides. Larvas rabditoides originam uma nova geração de vide livre. As larvas
filaroides infestam hospedeiros atravessando a pele e realizando uma passagem hepato-
pulmonar antes de chegarem ao intestino (ciclo de Looss) e originrem uma geração
hermafrodíta (apresentando fêmeas só). Durante a passagem as larvas são capazes de
causar infestação pré-natal (intra-uterina) ou peri-natal (via colostro ou leite). As fêmeas
parasitas põem ovos larvados que ocasionalmente eclodem no reto e podem originar
larvas filaroides causando autoinfecção no hospedeiro.            Diagnóstico: laboratorial
coprológico, pesquisando os ovos larvados que medem 50 (m, ou isolamento das larvas
livres. // NOME: OXYURIS EQUI Vermes de corpo espesso, de cor esbranquiçada com
um posterior afilado. Ovos ovalados assimétricos, larvados de 80 a 90 um. Biologia: HD -
eqüinos e asininos. Localização - intestino grosso e reto. Ciclo evolutivo: direto,
infestação por via fecal-oral. As fêmeas migram até o reto e colocam os ovos na região
perianal geralmente à noite. Os cordões dos ovos ficam pendentes no ânus causando
irritação e cosera. As larvas eclodem no chão e migram para as plantas para ser ingeridas
por HD. Diversas autores fizeram referencias da auto-infecçao do homem (crianças) com
o oxiurideo - Enterobios vermicularis, uma espécie muito semelhante ao Oxyuris equi.
Diagnóstico: constatação dos ovos nas fezes por flutuação, nas amostras tiradas da região
perianal por fita adesiva. Familia: Strongylidae Vermes com cavidade bucal bem
desenvolvida. São os parasitos mais importantes do intestino grosso e ceco dos eqüinos,
causando perturbação digestiva e por vezes o quadro clinico de cólica (estrongilidose).
Ovos de tipo estrongilideo são ovalados, lisos, transparentes, medindo 80 a 100 (m e
contendo 8 a16 células. Desenvolvimento direto - com larvas. Subfamilia: Strongylinae
Vermes com corpo espesso, suas formas lembram palito de fósforo, com 1 a 2 cm de
comprimento (grandes estrongilideos), realizando uma evolução pós-embrional com
percursos de migração no hospedeiro. O quadro clínico causado pelas larvas em migração
é a estrongilose. // NOME: STRONGYLUS VULGARISVermes com cápsula bucal
bem desenvolvida apresentando dois dentes arredondadas na base. Biologia: HD - eqüinos
e asininos. Localização - intestino grosso e ceco. Ciclo evolutivo: o desenvolvimento da
larva nos ovos eliminados requer duas semanas. A infestação é por ingestão das L3. A
partir daí, o desenvolvimento larvar (desenvolvimento pós-embrional) das três espécies
difere. L3 do S. vulgaris penetra na mucosa intestinal e se transforma em L4 na
submucosa, que entra em pequenas artérias e migram para seu local de predileção na
artéria mesenrérica cranial e seus ramos principais. Após um período de vários meses se
transformando em L5 retorna à parede intestinal e a luz do intestino grosso originando
macho ou fêmea ovígera. O seu PPP é 6 meses. Diagnóstico: laboratorial coprológico
pesquisando os ovos de tipo estrongilídeo, coprocultura para identificar as larvas. //
NOME: STRONGYLUS EQUINOS Vermes com cápsula bucal bem desenvolvida
apresentando quatro dentes cônicos.Biologia: HD - eqüinos. Ciclo evolutivo: após a
penetração na mucosa intestinal as L3 seguem via sistema porta, atingindo o parênquima
hepático. A muda para L4 ocorre aí. As larvas seguem então sob o peritoneo para muitas
locais, com predileção pelos flancos e ligamentos hepáticos para realizar a muda final. As
L5 migram para a parede intestinal, formam nódulos grandes, as vezes purulentos que se
rompem com liberação do parasito adulto jovem na luz. O seu PPP é 9
meses.Diagnóstico: laboratorial coprológico, pesquisando os ovos de tipo estrongilídeo;
coprocultura para identificar as larvas. // NOME: STRONGYLUS EDENTATUS
Vermes com capsula bucal bem desenvolvida sem dentes.Biologia: HD - eqüinos e
asininos. Localização - intestino grosso e ceco. Ciclo evolutivo: L3 muda na parede
intestinal em nódulo. L4 migra através do paritoneo para o fígado e na pâncreas antes se
mudem e voltem na luz do intestino grosso. O seu PPP é 11 meses. Diagnóstico:
laboratorial coprológico, pesquisando os ovos de tipo estrongilideo; coprocultura para
identificar as larvas. Subfamilia: CyathostominaeVermes de 0,5- 1,5 cm de
comprimento (pequenos estrongilídeos), apresentando evolução pós-embrional sem
migração (fase histotrófica na mucosa intestinal). // NOME: CYATHOSTOMUM SPP.
CRATÉROSTOMUM SPP., TRIODONTOPHORUS SPP.Biologia: HD - eqüinos e
asininos. Localização - intestino grosso e ceco. Ciclo evolutivo: a eclosão dos ovos
(desenvolvimento embrional) e o desenvolvimento em L3 estão completos em duas
semanas, após o que as larvas infestantes migram das fezes para a pastagem adjacente.
Depois da ingestão, as larvas invadem a parede intestinal onde se desenvolvem em L4
antes de migrar para a luz intestinal e se transformar em vermes adultos. O PPP em geral
são entre dois e três meses.Diagnóstico: constatação dos ovos de tipo estrongilídeo nas
amostras coprologicas. Para diferenciar dos estrongilideos maiores usam coprocultura
com isolamento das larvas. Subfamilia: Oesophagostominae Estrongilideos com cápsula
bucal curta, sulco cervical ventral presente. Parasitos nodulares, não migradores. HD -
bovinos, ovinos, caprinos e suínos. Causam verminose nodular do intestino grosso. //
NOME: OESOPHAGOSTOMUM RADIATUM Verme esbranquiçado medindo 1 a 2
cm.
Biologia: HD - bovinos. Localização - cólon e ceco. Ciclo evolutivo: desenvolvimento com
fase histotrófica em nódulos da mucosa intestinal; L4 volta à luz do intestino. Diagnóstico:
laboratorial coprológico, ovos medem 60 a 80 (m apresentam 8 a 16 células quando
eliminados. // NOME: OESOPHAGOSTOMUM VENULOSUM Biologia: HD - ovinos,
caprinos.     Ciclo   evolutivo:     semelhante     ao   Oe.     radiatum.     //  NOME:
OESOPHAGOSTOMUM DENTATUM Biologia: HD - suínos. Ciclo evolutivo:
semelhante ao Oe. radiatum. // NOME: CHABERTIA OVINA Verme 1,5 a 2 cm,
apresentando cápsula bucal grande.
Biologia: HD - ovinos, caprinos. Localização - cólon e ceco, onde eles cortam grandes
tampões de mucosa. Ciclo evolutivo: direto, sem migração. Desenvolvimento pós-
embrional na mucosa intestinal. // NOME: STEPHANURUS DENTATUS Verme do rim
de suínos. Verme grande, robusto com cápsula bucal bem desenvolvida. Tamanho - até 4,5
cm.Biologia: HD - suínos. Localização - rins e tecidos perirenais. Ciclo evolutivo: há três
modos de infestação; por ingestação das L3 livres: por infestação de minhocas
transportadoras (hospedeiro pareténico); por via percutanea. Mudas no fígado, L5 migra na
cavidade peritoneal para a região perirenal e fica incluso num cisto que comunica com o
ureter permitindo a excreção dos ovos na urina.Diagnóstico: ovos na urina. // NOME:
SYNGAMUS TRACHEA"Verme de bocejo" das aves não aquáticas. A fêmea é grande
(até 2 cm) o macho é menor (0,5 cm), avermelhado e estão permanentemente em copulação
em forma de Y. Os vermes possuem capsula bucal grande com dentes. O ovo elipsóide tem
um opérculo em ambas as extremidades e mede 70 a 100 um. Biologia: HD - aves
domésticos e selvagens. Localização - traquéias. Ciclo evolutivo: a infestação ocorre uma
de três maneiras: por infestação do ovo com L3; por infestação do L3 eclodido; por
infestação de um hospedeiro transportador contendo L3 (minhocas, lesmas, caramujos). As
larvas L3 seguem para os pulmões pelo sangue. As duas mudas ocorrem no pulmões. A -
dá-se na traquéia. O PPP é de 18 a 20 dias.Diagnóstico: laboratorial coprológico, ovos nas
fezes.Família: AncylostomatidaeVermes de pequena dimensões (menos de 30 mm)
apresentando cápsula bucal ampla com dentes. Extremidade anterior dirigida dorsalmente,
o que lhes confere aspecto de anzol. Hematofagos. Ciclo evolutivo monoxeno. // NOME:
ANCYLOSTOMA CANINUMVerme avermelhado com cápsula bucal bem desenvolvida
que apresenta três pares de dentes no fundo.Nome da doença: ancilostomose Biologia: HD -
caninos e felinos. Localização - intestino delgado. Ciclo evolutivo: as larvas infestantes L3
migram para fora do bolo fecal. A infestação dos cães pode ser por via oral, ou por via
cutânea. As larvas ingeridas penetram nas glândulas gástricas ou nas glândulas de
Leiberkuhn do intestino delgado para realizar suas mudas. Atingem maturidade de 15 a 26
dias após da infestação. Se a infestação for ativa - via cutânea - as larvas atingem a
circulação sangüínea ou linfática, vão ao coração, pulmões, perfuram a capilares dos
alvéolos, mudam na luz dos alvéolos, atingem a faringe e serão deglutidas (ciclo de Looss).
Se cadelas prenhes forem contaminadas, algumas larvas da circulação podem atravessar a
placenta e infestam o feto. Neste caso os filhotes podem eliminar ovos a partir de 10 a 12
dias. Diagnóstico: laboratorial coprológico pelo método de flutuação. Os ovos são
ovalados, lisos, transparentes e medem 60 a 80 um. // NOME: ANCYLOSTOMA
BRASILIENSE Biologia: HD - caninos e felinos, ocasionalmente homem. Localização -
intestino delgado. Ciclo evolutivo: semelhante ao ciclo de A. caninum. As larvas penetram
na pele do homem, onde originam uma dermatose pruriginosa conhecida por larva migrans
cutânea (LMC) ou "coceira das praias".Diagnóstico: coprológico pelos ovos. // NOME:
ANCYLOSTOMA DUODENALE Biologia: HD - homem. Localização - intestino
delgado. Ciclo evolutivo: semelhante ao A. caninum. // NOME: UNCINARIA
STENOCEPHALA Biologia: HD - cão, gato e raposa. // NOME: BUNOSTOMUM
PHLEBOTOMUM Biologia: HD - ruminantes grandes.// NOME: BUNOSTOMUM
TRIGONOCEPHALUM Biologia: HD - ruminantes pequenos. Família:
Trichostrongylidae
Vermes pequenos, filiformes, são os mais importantes e os mais patogênicos nematodeos
do gado. Capsula bucal ausente. Bolsa copuladora bem desenvolvida. Ovos medem de 60 a
80 (m (ovos de Nematodirus spp. medem até 250 (m) são elípticos, de casca fina e
segmentados até 8 a 16 por ocasião da postura. Ciclo evolutivo monoxeno. Infestação
passiva através da ingestão da L3 infestante; mudas na mucosa intestinal do abomaso e do
intestino delgado - apresentando hipobiose (desenvolvimento larval inibido). Este
fenômeno pode ser definido como a interrupção temporária no desenvolvimento de um
nematodeo num exato momento de seu desenvolvimento parasitaria. Geralmente é uma
característica facultativa e acomete apenas uma proporção da população. A natureza do
estimulo para a hipobiose pode ser diversa: ambiental, com o inicio de condições muito
secas nos trópicos; desenvolvimento da imunidade adequada contra as larvas etc. A
maturação dessas larvas inibidas parece estar ligada ao ciclo reprodutivo do hospedeiro e
ocorre no parto ou em suas proximidades. Trata-se de um aumento nas quantidades de ovos
de nematodeos nas fezes de animais na época do parto (aumento peripuerperal), ou antes da
chegada da primavera - chuvas (aumento de primavera).Nome da doença:
tricostrongilidose, verminose gastrointestinal dos ruminantes.As espécies mais importantes:
Bovinos:Ovinos, caprinos. Biologia: parasitos com desenvolvimento direto, monoxeno.
Ciclo evolutivo com uma fase histotrófica, sem migração.Diagnóstico: laboratorial
coprológico
Família: Metastrongylidae Subfamilia: Metastrongylinae Parasitos dos brônquios,
tecido pulmonar. Ciclo evolutivo direto ou indireto. // NOME: METASTRONGYLUS
APRI, M. SALMI, M. PUDENDOTECTUS Vermes filariformes esbranquiçadas nunca
ultrapassando a 60 mm de comprimento. Ovovivíparos, larvados por ocasião da postura.
Heteroxenos. Biologia: HD - suínos. HI - minhoca (Lumbricos terrestris). Localização -
traqueas, brônquios. Ciclo evolutivo: os ovos embrionados chegam à faringe e ou são
expectorados ou deglutidos e eliminados com as fezes. Para completar o ciclo, os ovos
devem ser ingeridos pela minhoca, eclodindo as larvas no seu intestino. Os suínos se
infestam ao ingerir minhocas infestadas com L3. As larvas atravessam a parede intestinal
via linfática, realizam muda nos gânglios linfáticos, chegam aos pulmões pela circulação
sangüínea.Diagnóstico: laboratorial através da identificação dos ovos larvados nas fezes.
Subfamilia: Dictyocaulinae Vermes de corpo filariforme com tamanho de 50 a 100 mm.
Vermes ovovivíparos. Ciclo evolutivo monoxeno. Parasitos dos herbívoros. // NOME:
DICTYOCALULUS VIVIPARUS Nome da doença: bronquite verminosa Biologia: HD -
bovinos. Localização - bronquiolos, traquéia. Ciclo evolutivo: as larvas eliminadas com as
fezes realizam mudas no meio exterior até L3, que deixam as fezes, sobem nas hastes dos
capins. Por vezes elas serão arremessadas a uma distancia de 120 cm através da ruptura
explosiva do fungo Pilobolus que desenvolve nas fezes de herbívoros. As larvas então
ingeridas junto com o pasto, atingem a circulação sangüínea via linfática e chegam aos
pulmões (passagem hepato-pulmonal).Diagnóstico: laboratorial, por isolamento das larvas
eliminadas com as fezes. // NOME: DICTYOCAULUS FILARIA Biologia: HD - ovinos
e caprinos. Localização - bronquiolos, traquéia. Ciclo evolutivo: semelhante ao do D.
viviparos. Diagnóstico: laboratorial, por isolamento e identificação das larvas eliminadas
com as fezes. Subfamilia: Protostrongylidae Vermes filariformes medindo 10 a 20 mm de
comprimento. Ciclo evolutivo indireto - heteroxeno. // NOME: PROTOSTRONGYLUS
RUFESCENS, MUELLERIUS CAPILLARIS Doença: pneumonia nodular Biologia:
HD - ovinos e caprinos. HI - moluscos gastrópodes. Localização - parenquima pulmonar.
Ciclo evolutivo: a eclosão das larvas ocorre no tecido pulmonar, e as L1 serão eliminados
com as fezes. Para realizar suas evolução, necessitam ser ingeridas por um molúsco (HI). O
HD se contamina ao ingerir molúscos parasitados com L3, que vai migrar aos pulmões via
circulação linfática e sangüínea. As formas larvarias de L4 e L5 podem ser provisoriamente
inativadas por diversos fatores (desenvolvimento inibído - hipobiose). Subfamilia:
Filaroidinae Vermes avermelhados, filariformes, medindo 15 a 20 mm. Parasitos dos
carnívoros. Hetroxenos. // NOME: ANGIOSTRONGYLUS VASORUM Biologia: HD -
caninos. HI - moluscos. Localização: artéria pulmonar, raramente coração. HD eliminam
L1com as fezes. // NOME: AELUROSTRONGYLUS ABSTRUSUS Biologia: HD -
gato. HI - moluscos. Localização - parênquima pulmonar. HD eliminam L1 com as fezes.
Família: Ascaridae Vermes de tamanho grande. Parasitos de intestino delgado de
mamíferos e aves. Ovo de casca espessa, resistente, medindo 50 a 80 (m. A casca é
formada de três camadas. A mais externa albuminosa, mamilonada, impede dessecação; a
camada media, quitinosa exerce proteção contra fatores mecânicos; o membrana vitelina
(lipoide) semipermeável para o oxigênio, impermeável para produtos químicos. Vermes
monoxenos. De acordo com as espécies eles podem realizar três tipo de evolução:
toxocaroid - com passagem extraintestinal (somática); ascaroid - com passagem hepato-
pulmonar; ascaridioid - sem migração, com fase histotrofica no intestino delgado. //
NOME: ASCARIS SUUM A espécie Ascaris lumbricoides, do homem é muito
semelhante e durante muito tempo foi considerada uma só especie. As fêmeas medem 20 a
40 mm.Biologia: HD - suínos. Localização - luz do intestino delgado. Nutrição - parte
liquída do quimo intestinal. Ciclo evolutivo: larvas infestantes L3 desenvolvem no ovo no
solo. Os suínos se contaminam pela ingestão do ovo com L3. A eclosão ocorre no intestino
delgado. As larvas atravessam a parede intestinal, realizam muda no fígado (causando -
hepatite intersticial, "manchas de leite") e chegam aos pulmões pela circulação sangüínea.
Rompem os capilares dos alvéolos e na luz alveolar mudam de novo. As larvas são então
deglutidas e surgem machos e fêmeas ovígeras no intestino delgado (desenvolvimento de
tipo ascaroid). PPP até dois meses. Diagnóstico: laboratorial coprológico pesquisando os
ovos típicos.// NOME: PARASCARIS EQUORUMVermes robustos de coloração
branco-amarelado. O comprimento dos machos varia de 15 a 28 cm e o das fêmeas de 20 a
50 cm.Biologia: HD - eqüinos, asininos. Ciclo evolutivo semelhante ao do Ascaris
suum.Diagnóstico: laboratorial pesquisando os ovos típicos de 90 a 100 (m de
diâmetro.NOME: TOXOCARA CANIS Vermes robustos, esbranquiçados. O
comprimento das fêmeas varia de 9 a 18 cm. Biologia: HD - caninos. Localização -
intestino delgado. Ciclo evolutivo - os ovos eliminados, não segmentados evoluem no
exterior surgindo a larva infestante. A larva L3 é liberada no intestino delgado do cão,
penetra na mucosa intestinal. Sua migração está na dependência da idade do hospedeiro.
Nos filhotes até 40 dias de idade o ciclo é clássico - ciclo hepato-pulmonar, o PPP é de 28
dias. Em filhotes com mais que três meses a maioria das larvas realiza um ciclo hepato-
pulmonar, surgem adultos, mas algumas chegam à circulação grande e serão distribuídas
aos mais diversos órgãos. Em cães com idade acima de seis meses o maioria das larvas
atinge a grande circulação e permanecem nos órgãos diversos. Nas cadelas que ingerirem
ovos infestantes, a maioria das larvas também realizará migração somática (larva migrans
visceral - LMV) que serão mobilizadas durante a prenhez. Por via transplacentária atingem
o feto que assim pode começar a eliminar ovos a partir de 21 dias de idade. Infestação por
ingestão de leite é também possível.A espécie Toxocara canis tem importância
significativa em medicina humana, quando as larvas ingeridos pelo homem com ovos,
realizando migração (LMV) chegam ao fígado (granulomas eosinofilicas) ou ao globo
ocular (descolamento da retina). Diagnóstico: laboratorial pesquisando os ovos nas
amostras coprológicas.// NOME: TOXOCARA (NEOASCARIS) VITULORUM
Biologia: HD - bovinos, zebuinos, e bubalínos. Ciclo evolutivo é toxocaroid, mas não bem
conhecido. // NOME: TOXOCARA MYSTAX. Biologia: HD - felinos. Morfologia e
ciclo evolutivo é semelhante ao do T. canis, mas não ocorre infestação pré-natal, embora já
tenham sido encontradas larvas no leite. // NOME: TOXASCARIS LEONINA Biologia:
HD - caninos, felinos. Ciclo evolutivo é ascaridioid, sem migração. Ratos e camundongos
podem desempenhar o papel de hospedeiros intermediários, quando as larvas deliberadas
dos ovos ingeridos migram e mudam nos diferentes órgãos até L3. Diagnóstico: pesquisar
ovos típicos que são mais claros, ovalados com zigoto menor que do T. canis. // NOME:
ASCARIDIA GALLI Biologia: HD - galiformes e anseriformes. Ciclo evolutivo é
ascaridioid. // NOME: HETERAKIS GALLINARUM. Biologia: HD - galinha, peru,
faisão, ganso. Localização - cecos, colon. Ciclo evolutivo - na mucosa. Veiculador do
protozoário Histomonas meleagridis, agente etiológico da histomonose do peru.
Superfamílias: Spiruroidea e Filarioidea. // Superfamilia: Trichuroidea São
encontrados numa ampla variedade de animais domésticos. Há três gêneros de interesse.
Trichuris é encontrado no ceco e no cólon de mamíferos; Capillaria está presente mais
comumente no trato digestivo ou respiratório de mamíferos e aves. Ambos têm ovos
castanho-branco de aspecto limão com tampões nos dois pólos. // NOME: TRICHURIS
VULPISOs adultos têm 4 a 6 cm de comprimento, com extremidade posterior espessa. A
extremidade anterior é afilada, que fica caracteristicamente encravada na mucosa. Vermes
de desenvolvimento direto monoxeno.
Biologia: HD - caninos. Diagnóstico: laboratorial coprológico pesquisando ovos
característicos.// NOME: CAPILLARIA HEPATICA. Vermes capilariformes muito finos
com 1 a 5 cm de comprimento
Biologia: HD - roedores, caninos. Localização - fígado.Diagnóstico: histológico pela
autopsia. // NOME: TRICHINELLA SPIRALIS Um nematódeo com uma variedade
muito ampla de hospedeiros (eurixeno), que causa uma importante zoonose mundial.
Vermes pequenos com 1 a 3 mm de comprimento. Biologia: HD - a maioria dos mamíferos.
Do ponto de vista de zoonose, os suínos e o homem são os HD mais importantes.
Localização - os adultos no intestino delgado, as larvas na musculatura estriada como
músculos diafragmático, intercostais, masseter (locais de predileção). Ciclo evolutivo - as
fêmeas produzem L1 no fundo nas vilosidades do intestino delgado. As larvas entram nos
vasos linfáticos, através da circulação sangüínea seguem para os músculos esqueléticos.
Penetram nas células musculares, onde são encapsulados, crescem, mudam e adotam uma
posição enrolada. As larvas então infestantes podem assim permanecer durante anos,
resistindo a putrifação, salmoura e defumação. O desenvolvimento e retomado quando as
larvas são ingeridas por outro hospedeiro junto com a carne crua (infestação de lingüiça).
Diagnóstico: nos matadouros pela digestão enzimática das amostras de músculo.
Phylum: ACANTHOCEPHALA Designados como "vermes de cabeça espinhosa" por
causa da presença na parte anterior de uma probóscida retrátil, armada de ganchos.
Parasitos do trato digestivo dos vertebrados. Sistema digestivo, circulatório e respiratório
são ausentes. Os sexos são separados. As fêmeas fertilizadas produzem ovos fusiformes
com casca espessa. O ovo contêm uma larva denominada acanthor. O ciclo evolutivo é
indireto, HI são artrópodes. O HD infesta-se por ingestão do HI contendo a larva infestante,
o acanthella        ou    cistacanto.   //   NOME:       MACRACANTHORHYNCHUS
HIRUDINACEUS. Os adultos são parecidos com Ascaris suum, medem 50 a 65 cm de
comprimento.Biologia: HD - suínos. HI - vários besouros (coleópteros) coprófagos.
Localização - trato digestivo do HD.Diagnóstico: laboratorial pesquisando os ovos de
aprox. 100 (m pelo método de sedimentação.
Classe: Pentastomida Artrópodes com corpo vermiforme, lanceolado, segmentado.
Estádio adulto é ápode e armado com ganchos. Parasitos heteroxenos dos mamíferos
carnívoros. Larvas e ninfas nos herbívoros.
 // NOME: LINGUATULA SERRATA Biologia: HD - caninos. HI - herbívoros, sendo os
bovinos os hospedeiro preferencial. Localização - adultos nas fossas nasais do HD. Ninfas
encistadas em órgãos torácicos e abdominais do HI.Diagnóstico: pelo quadro clínico.
Laboratorial pelo encontro de ovos nas fezes.

				
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