Porta serial_ Porta Paralela_ USB e Firewire

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					Porta serial, Porta Paralela, USB e Firewire
Tudo começou em 1980, quando a IBM estava desenvolvendo seu primeiro micro
PC. Já haviam definido que o barramento ISA seria usado para permitir que o IBM
PC pudesse receber placas de expansão, mas ainda faltava algum tipo de porta
que permitisse que fossem acoplados periféricos externos, como as caríssimas
impressoras matriciais, ou quem sabe, talvez até um mouse.

Desde aquela época, os PCs incorporaram dois tipos de portas para permitir a
conexão de periféricos externos, as portas seriais e a porta paralela. O nome
"serial" vem do fato da porta normalmente usada pelo mouse transmitir um bit de
dados de cada vez, enquanto a porta "paralela" usada pela impressora transmite 8
bits de dados de cada vez.

Originalmente as portas seriais transmitiam a apenas 9.600 bits por segundo,
enquanto a porta paralela atingia "incríveis" 150 Kbytes. Imagine quanto tempo ia
demorar para transferir as fotos da câmera digital ou imprimir uma foto numa
impressora a laser

Felizmente, a partir do final da era 486, ambas as portas foram aperfeiçoadas. As
portas seriais passaram a transmitir a 115 Kbits e foi criado o ECP, o padrão atual
para a porta paralela que transmite a 1.2 Megabyte por segundo.

Porém, ainda temos a limitação de termos apenas duas portas seriais e uma porta
paralela. Na época em que se usava apenas um mouse e uma impressora isto era
mais do que suficiente, mas atualmente temos vários outros periféricos, como
câmeras digitais, modems externos, scanners, etc. nos obrigam a compartilhar a
mesma porta entre vários periféricos diferentes, fora a lentidão. Sem duvida,
experimente tentar transferir as fotos de uma câmera digital ou transferir MP3s
para um MP3man usando uma porta serial.

Para resolver este problema, surgiu o USB. A partir de 97/98, todas as placas
mães trazem pelo menos duas portas USB, o grande problema, sobretudo nas
placas mães soquete 7 antigas e em muitas placas atuais para K6-2 é que apesar
de trazerem as duas portas USB, elas não acompanham os cabos necessários.
Atualmente os cabos USB são relativamente fáceis de encontrar e custam por
volta de 20 reais. Consulte o manual da placa mãe para localizar as porta USB.
Procure por um contato de 10 pinos (duas fileiras de 5) parecido com o encaixe do
cabo do mouse.

Atualmente já existem vários periféricos USB, desde teclados e mouses, até
gravadores de CD e placas de rede.

Cada porta USB transmite a 1,5 MB/s (ou 12 Mbits), existindo a possibilidade de
acoplar vários periféricos em cada porta USB usando hubs, que nada mais são do
que benjamins que disponibilizam mais encaixes. Os "monitores USB" por
exemplo, nada mais são do que monitores convencionais que trazem um hub USB
embutido. O grande problema neste caso é que a comunicação a 1.5 MB/s
permitida pela porta será compartilhada entre todos os periféricos. Se você ligar
um teclado e um mouse, não haverá problema algum, mas caso ligue dois
periféricos rápidos, uma placa de rede e um gravador de CD por exemplo, ambos
acabarão limitados. Neste caso seria melhor instalar cada um numa porta USB.

Apesar da versatilidade, o USB ainda peca pela lentidão. Apesar de já ser muito
mais rápido que uma porta serial, os 1,5 MB/s impedem sua utilização para
periféricos mais rápidos, como discos rígidos externos, ou mesmo placas de rede
de 100 Mbps (todas as placas de rede USB transmitem a apenas 10 Mbps).

Como resposta a esta limitação, surgiu o Fireware, um padrão relativamente novo,
que tem várias características em comum com o USB, mas traz a vantagem se ser
gritantemente mais rápido, permitindo transferências a 400 MB/s, contra meros 1.5
MB/s do USB. Este padrão foi desenvolvido pela Sony, que o utiliza em vários
aparelhos de áudio e vídeo, assim como em alguns micros portáteis.

Um dado importante é que o Fireware é um padrão aberto, por isso tem boas
chances de tornar-se popular nos próximos anos.

Os possíveis usos para o Fireware são muitos, ele pode ser utilizado para a
conexão de câmeras digitais, impressoras, dispositivos de áudio, criação de redes
locais de alta velocidade e até mesmo para a conexão de discos rígidos externos.
Existe até mesmo quem diga que o Fireware pode vir a substituir o barramento
PCI daqui a alguns anos. A Intel por exemplo vem trabalhando no "Serial ATA"
que nada mais é do que uma versão do Fireware destinada à conexão de discos
rígidos, que pode vir a substituir as interfaces IDE UDMA 66 e UDMA 100 daqui a
alguns anos.

A principal arma do Fireware é a simplicidade. Por ser um barramento serial, tanto
as controladoras, quanto os cabos são muito baratos de se produzir. O cabo
utilizado é composto por apenas 3 pares de fios, dois pares para a transferência
de dados e o último para o fornecimento elétrico. Os conectores são pequenos,
semelhantes aos conectores USB e os chips controladores, a serem embutidos
nos periféricos, são baratos. De acordo com a Microsoft, produzidos em grande
quantidade, cada chip controlador custa cerca de seis dólares. Como no USB, e
existe o suporte a conexão "a quente", ou seja, é possível conectar e desconectar
periféricos com o micro ligado.

A forma de conexão dos periféricos também é parecida com o que temos no USB.
Temos a possibilidade de conectar até 63 periféricos em cada porta Fireware, com
o uso de hubs, e cada segmento pode ter no máximo 4.5 metros. O Fireware
também pode ser usado para interligar vários micros, sendo uma opção barata de
rede local. Neste caso, são permitidos no máximo 16 nós, desde que seja
respeitado o limite de 4.5 metros por cabo.
Apesar de todos os bons prognósticos, tudo o que temos ate o presente momento
são promessas. Sem dúvida, o Fireware é um barramento muito promissor devido
às suas várias vantagens. Entretanto, ainda existe uma certa resistência por parte
dos fabricantes em adotar este padrão, pois isto envolve grandes investimentos.
Para a conexão de discos rígidos temos como opções as interfaces IDE e SCSI;
para a conexão de periféricos lentos, como impressoras e scanners, existe o USB;
para a confecção de redes locais, já existe também todo um conjunto de padrões
em uso; o que deixa pouco espaço para o Fireware. Tanto o Windows 98, quanto
o Windows 2000 oferecem suporte a periféricos Fireware, mas ainda temos
poucas (e caras) opções disponíveis no mercado.
Porta Serial

Uma comunicação serial é feita quando os bits são enviados um por vez. É o que
acontece por exemplo nas portas seriais, que utilizamos para conectar mouses e
outros periféricos. Em contraste, existem os barramentos que transmitem vários
bits de cada vez, como a porta paralela, usada pela impressora, que transmite 8
bits por vez. Graças a isto a porta paralela transmite até 1.5 Megabytes por
segundo (ECP) contra apenas 115 kbits de uma porta serial.

Outro exemplo são as interfaces IDE, usadas por HDs, CD-ROMs e outros
periféricos, que utilizam 40 vias de dados e transmitem até 100 megabytes por
segundo (ATA 100). Mas, as interfaces seriais tem a vantagem de serem mais
simples e justamente por isso bem mais baratas. Além disso, novas tecnologias
estão possibilitando o desenvolvimento de interfaces seriais mais rápidas. Um
exemplo é o padrão Serial ATA que vem sendo desenvolvido pela Intel, que
promete transmissões de dados a 150 Megabytes por segundo.



USB
USB é abreviação de "Universal Serial Bus".

Ele é simplesmente o barramento externo mais usado atualmente. O que torna o
USB tão popular é a sua flexibilidade; além de ser usado para a conexão de todo o
tipo de dispositivos, ele fornece uma pequena quantidade de energia, permitindo
que os conectores USB sejam usados também por carregadores, luzes,
ventiladores, aquecedores de xícaras de café, etc.

No USB 1.x, as portas transmitem a apenas 12 megabits, o que é pouco para
HDs, pendrives, drives de CD, placas wireless e outros periféricos rápidos. Mas,
no USB 2.0, o padrão atual, a velocidade foi ampliada para 480 megabits (ou 60
MB/s), suficiente para a maioria dos pendrives e HDs externos.

Existem quatro tipos de conectores USB, o USB tipo A, que é o mais comum,
usado por pendrives e topo tipo de dispositivo conectado ao PC, o USB tipo B, que
é o conector "quadrado" usado em impressoras e outros periféricos, além do USB
mini 5P e o USB mini 4P, dois formatos menores, que são utilizados por câmeras,
mp3players, palmtops e outros gadgets.

Os quatro tipos utilizam a mesma pinagem, o único diferencial é mesmo o formato
físico. Existem ainda alguns formatos de conectores proprietários, geralmente
versões levemente modificadas de um destes quatro formatos. Por serem
intercompatíveis, é relativamente fácil encontrar adaptadores diversos para
permitir encaixar cabos com conectores de formatos diferentes.

Existem ainda adaptadores USB para portas seriais, portas paralelas, rede (com
um conector RJ45) e até mesmo para saídas VGA, mas eles incluem circuitos
adicionais e dependem da instalação de drivers para funcionar.

O USB é um barramento serial, por isso os conectores possuem apenas 4
contatos, sendo dois para a transmissão dos dados (um para enviar, outro para
receber) e os outros dois para a transmissão de eletricidade.

Os dois pinos para a transmissão de dados são os dois mais centrais, enquanto os
para energia são os dois externos. Olhando um conector USB com os contatos
virados para baixo, o pino da direita é o positivo, enquanto o da esquerda é o
neutro. Dentro do cabo, o fio vermelho é o positivo, o preto é o neutro, enquanto o
verde e o branco são os usados para transmissão de dados:

Essa simplicidade explica a existência de tantas bugigangas que podem ser
ligadas às portas USB. Você pode descartar os pinos de dados e usar a
eletricidade oferecida pelo conector para alimentar qualquer dispositivo que
consuma até 2.5 watts de energia (os 2.5 watts correspondem ao padrão oficial,
mas a maioria dos fabricantes de placas optam por oferecer valores maiores para
manter uma boa margem de tolerância). Pode ser desde um carregador para
celular, até um ventilador em miniatura.

O inverso também é possível, ou seja, um conector USB fêmea, ligado a uma
bateria, que sirva como fonte de energia para seu iPod, palmtop, ou outro
dispositivo carregado através da porta USB. A maioria dos projetos envolve usar
uma fonte de energia qualquer, que forneça 5V ou mais, e um resistor para reduzir
a tensão ao valor apropriado. Você pode encontrar vários projetos no:

http://home.speedfactory.net/tcashin/ipodbattery.htm

Com uma variedade tão grande de periféricos USB, as 4 portas traseiras da placa-
mãe acabam nunca sendo suficientes. Os fabricantes passaram então a
incorporar portas USB adicionais através de headers disponíveis na placa-mãe.
Os headers podem ser ligados às portas frontais do gabinete, ou a conectores
adicionais instalados na parte traseira.

O maior problema é que os conectores frontais do gabinete geralmente utilizam
conectores separados para cada um dos fios, de forma que você precisa se
orientar usando o diagrama no manual da placa para conectá-los corretamente. O
fio vermelho é o +5V, o preto é o GND, o verde é o USB+ (ou D+) e o branco o
USB- (ou D-).

Ligar os pinos incorretamente pode causar um curto e danificar periféricos USB,
ou o próprio controlador da placa-mãe. Para evitar esse tipo de catástrofe, a
maioria das placas inclui circuitos que desligam a alimentação em caso de
problemas, de forma que a porta simplesmente não funciona até que você conecte
os fios na ordem correta. Mas, de qualquer forma, é melhor não dar chance para o
azar.

Temos ainda a possibilidade de usar hubs USB para conectar vários dispositivos à
mesma porta. Em teoria, cada porta USB permite a conexão de até 127
dispositivos, de forma que você pode até mesmo ligar um hub USB no outro. O
maior problema é que tanto a banda, quanto a energia fornecida pela porta são
compartilhadas entre todos os periféricos ligados ao hub, de forma que
dispositivos de mais alto consumo, como mouses ópticos e HDs externos (do tipo
que usa a energia da porta USB, ao invés de uma fonte própria) podem não
funcionar, dependendo de quais outros dispositivos estejam ligados ao hub.

A solução nesse caso é comprar um hub com fonte externa (também chamados
de powered hub). Eles possuem uma fonte própria de energia, por isso não
utilizam a energia fornecida pela porta e suportam a conexão de vários periféricos
"gulosos" simultaneamente. Usar um powered hub também reduz o stress sobre a
fonte de alimentação e circuitos reguladores de tensão da placa-mãe, além de
oferecer um seguro contra queima de portas e outros problemas derivados da
conexão de dispositivos USB defeituosos (antes o HUB do que a placa-mãe
inteira).

No USB, os 12 ou 480 megabits de banda não são compartilhados entre as
portas. Cada par de portas (ligadas a um controlador dedicado na placa mãe)
equivale a um barramento próprio, independente dos demais. O compartilhamento
ocorre apenas quando as duas portas dentro do par são usadas simultaneamente,
ou quando vários dispositivos são plugados na mesma porta, através de um hub.

Algumas combinações podem ser um pouco problemáticas, já que temos tanto
dispositivos que transmitem grandes volumes de dados (um HD externo, por
exemplo) quanto dispositivos que transmitem um volume pequeno, mas precisam
de urgência, como o teclado e o mouse. Você não gostaria que o mouse ficasse
com as respostas lentas ao salvar um grande arquivo no HD externo, por exemplo.

Prevendo isso, o USB suporta três modos de operação distintos, chamados de
Interrupt (interrupção), Bulk (grande volume) e Isochronous (isocrônico).

O modo de interrupção é um modo de alta prioridade, destinado a teclados,
mouses e outros dispositivos de entrada. O controlador reserva 10% da banda
disponível para eles, mantendo sempre um canal descongestionado.

O modo isocrônico é destinado a dispositivos que precisam transmitir dados via
streaming, como, por exemplo, caixas de som e headsets USB. Eles transmitem
um volume relativamente pequeno de dados, mas também precisam de uma certa
prioridade.

Finalmente, temos as transferências em modo bulk, onde temos grandes pacotes
de dados, transmitidos com baixa prioridade (como no caso do HD externo). Como
os canais para os outros dois modos são reservados primeiro, as grandes
transferências podem ser feitas utilizando a banda disponível, sem atrapalhar os
outros dispositivos.

Essa política de uso de banda é similar à utilizada em redes, onde os dados são
transmitidos na forma de frames ou pacotes. Isso permite que dispositivos USB
1.1 sejam conectados em portas USB 2.0 sem reduzir a velocidade para outros
dispositivos conectados na mesma porta. O controlador simplesmente
disponibiliza 12 megabits para o dispositivo USB 1.1 e continua disponibilizando o
restante da banda para os demais dispositivos.

Outra característica interessante do USB é a capacidade de enumerar e
reconhecer novos dispositivos, coisa que não existia na época das portas seriais.
Detectar um mouse ou um modem serial é um pesadelo para qualquer
programador. Não existe forma simples de saber o que está plugado na porta
serial, ou mesmo descobrir SE existe algum dispositivo lá. A única forma é apelar
para técnicas indiretas, enviando dados através da porta e tentando deduzir quem
está do outro lado a partir das respostas. É por isso que algumas distribuições
Linux antigas pediam que você movimentasse seu mouse serial num certo ponto
da instalação, para que ele pudesse ser detectado.

No USB as coisas funcionam de forma muito mais eficiente. O controlador percebe
quando um dispositivo é conectado e envia um pacote de controle, que o
dispositivo responde enviando uma série de informações, incluindo sua classe,
velocidade, fabricante, string de identificação e assim por diante.

Além de permitirem que o controlador reserve corretamente os recursos usados
pelo dispositivo, essas informações são enviadas ao sistema operacional. Isso
permite que o dispositivo seja ativado e o programa ou o aviso correspondente
seja mostrado na tela.

Veja o que aparece no log de uma distribuição Linux atual quando plugo meu
joystick USB:

usb 1-3: new low speed USB device using ohci_hcd and address 3

usb 1-3: configuration #1 chosen from 1 choice

input: Logitech WingMan Precision USB as /class/input/input2

input: USB HID v1.10 Joystick [Logitech WingMan Precision USB] on usb-
0000:00:02.0-3

As informações permitem também programar ações para quando determinados
dispositivos são plugados no Linux, através do udev, o daemon responsável por
detectar mudanças no hardware e a conexão de novos dispositivos. É possível
executar automaticamente um script de backup quando o HD externo é plugado,
ou abrir um determinado game quando você pluga o joystick. O mais interessante
é que as ações podem ser relacionadas com o código de identificação do
dispositivo (que é único), de forma que o backup seja feito apenas ao plugar um
HD específico, evitando que seus dados sejam copiados por engano quando um
amigo plugar um pendrive, por exemplo.
USB 2.0
No USB 1.x, as portas transmitem a apenas 12 megabits, o que é pouco para
HDs, pendrives, drives de CD, placas wireless e outros periféricos rápidos. Mas,
no USB 2.0, o padrão atual, a velocidade foi ampliada para 480 megabits (ou 60
MB/s), suficiente para a maioria dos pendrives e HDs externos.

Apesar da brutal diferença na velocidade de transmissão, o USB 2.0 é
inteiramente compatível com periféricos antigos, e vice-versa.

No USB, os 12 ou 480 megabits de banda não são compartilhados entre as
portas. Cada par de portas (ligadas a um controlador dedicado na placa mãe)
equivale a um barramento próprio, independente dos demais. O compartilhamento
ocorre apenas quando as duas portas dentro do par são usadas simultaneamente,
ou quando vários dispositivos são plugados na mesma porta, através de um hub.

Algumas combinações podem ser um pouco problemáticas, já que temos tanto
dispositivos que transmitem grandes volumes de dados (um HD externo, por
exemplo) quanto dispositivos que transmitem um volume pequeno, mas precisam
de urgência, como o teclado e o mouse. Você não gostaria que o mouse ficasse
com as respostas lentas ao salvar um grande arquivo no HD externo, por exemplo.

Prevendo isso, o USB suporta três modos de operação distintos, chamados de
Interrupt (interrupção), Bulk (grande volume) e Isochronous (isocrônico).

O modo de interrupção é um modo de alta prioridade, destinado a teclados,
mouses e outros dispositivos de entrada. O controlador reserva 10% da banda
disponível para eles, mantendo sempre um canal descongestionado.

O modo isocrônico é destinado a dispositivos que precisam transmitir dados via
streaming, como, por exemplo, caixas de som e headsets USB. Eles transmitem
um volume relativamente pequeno de dados, mas também precisam de uma certa
prioridade.

Finalmente, temos as transferências em modo bulk, onde temos grandes pacotes
de dados, transmitidos com baixa prioridade (como no caso do HD externo). Como
os canais para os outros dois modos são reservados primeiro, as grandes
transferências podem ser feitas utilizando a banda disponível, sem atrapalhar os
outros dispositivos.

Essa política de uso de banda é similar à utilizada em redes, onde os dados são
transmitidos na forma de frames ou pacotes. Isso permite que dispositivos USB
1.1 sejam conectados em portas USB 2.0 sem reduzir a velocidade para outros
dispositivos conectados na mesma porta. O controlador simplesmente
disponibiliza 12 megabits para o dispositivo USB 1.1 e continua disponibilizando o
restante da banda para os demais dispositivos.



Firewire
O Firewire surgiu em 1995 (pouco antes do USB), como um concorrente do
barramento SCSI. Inicialmente ele foi desenvolvido pela Apple e depois submetido
ao IEEE, quando passou a se chamar IEEE 1394. Embora seja mais
popularmente usado, o nome "Firewire" é uma marca registrada pelo Apple, por
isso você não vai encontrar referência a ele em produtos ou documentação de
outros fabricantes. Outro nome comercial para o padrão é o "i.Link", usado pela
Sony.

O Firewire é um barramento serial, muito similar ao USB em vários aspectos. A
versão inicial do Firewire já operava a 400 megabits (ou 50 MB/s), enquanto o
USB 1.1 operava a apenas 12 megabits. Apesar disso, o USB utilizava
transmissores e circuitos mais baratos e era livre de pagamento de royalties, o que
acabou fazendo com que ele se popularizasse rapidamente. Na época, a indústria
procurava um barramento de baixo custo para substituir as portas seriais e
paralelas e, como de praxe, acabou ganhando a solução mais barata.

Atualmente o Firewire enfrenta também a concorrência do eSATA, a versão
externa do SATA, que permite a conexão de HDs e drives ópticos externos, o que
o deixa em posição pouco confortável.

Assim como o USB, o Firewire é um barramento plug-and-play e suporta a
conexão de vários periféricos na mesma por porta, utilizando uma topologia
acíclica, onde um periférico é diretamente conectado ao outro e todos se
enxergam mutuamente, sem necessidade de uso de hubs ou centralizadores.
Você poderia, por exemplo, conectar um HD externo (com duas portas Firewire)
ao PC e conectar uma filmadora ao HD e o PC enxergaria ambos.

O conector Firewire tradicional utiliza 6 pinos, sendo que 2 são usados para
alimentação elétrica (como no USB) e existe também uma versão miniaturizada
(sem os pinos de alimentação) que possui apenas 4 pinos e é muito comum em
notebooks. Uma porta Firewire de 6 pinos é capaz de fornecer até 45 watts de
energia, quase 10 vezes mais que no USB.

 Inicialmente, o concorrente do Firewire não era o USB, mas sim o barramento
SCSI, que na época também era usado para a conexão de scanners e outros
dispositivos externos. Embora fosse um pouco mais lento (até 160 MB/s no SCSI,
contra 50 MB/s no Firewire), o Firewire era um barramento mais simples e muito
mais flexível, permitindo a conexão de todo tipo de armazenamento, impressoras,
scanners, dispositivos de áudio e vídeo e até mesmo a comunicação direta entre
PCs, funcionando como uma interface de rede.

Apesar disso, com o surgimento do USB, o Firewire acabou restrito a alguns
nichos. O principal deles é a transferência de vídeos a partir de uma filmadora
digital. Desde o final da década de 1990 as câmeras migraram das fitas
analógicas para o padrão DV (digital video), onde o vídeo é gravado diretamente
em formato digital (numa fita mini-DV, HD ou mesmo memória flash, como em
alguns modelos recentes) e depois transferido para o micro através de uma porta
Firewire para que seja editado e finalizado.

Embora seja um item de série nos Macs (as primeiras versões do iPod existiam
apenas em versão Firewire), poucos chipsets para PC possuem controladores
firewire integrados, fazendo com que os fabricantes de placas-mãe sejam
obrigados a utilizar um controlador avulso. Como isso encarece a placa, as portas
firewire são oferecidas apenas nos modelos mais caros, ou voltados para o
mercado gráfico. Naturalmente, existem também controladoras firewire externas,
na forma de placas PCI ou PCI Express, mas elas também representam um custo
adicional.

Com a popularização das filmadoras digitais, os fabricantes passaram a incluir
também portas USB nos aparelhos, eliminando o problema.

Atualmente estamos assistindo a uma lenta migração para o Firewire 800 (IEEE
1394B), um novo padrão, lançado em 2003, que dobra a taxa de transmissão,
atingindo 800 megabits e utiliza um novo conector, com 9 pinos. Ele foi
desenvolvido de forma que os cabos e periféricos antigos continuam sendo
inteiramente compatíveis (usando o cabo apropriado, com um conector de 9 pinos
em uma ponta e um de 6 ou 4 pinos na outra), embora não se beneficiem do
aumento na velocidade.

Uma observação é que, devido a uma combinação de implementação e drivers, o
suporte a USB 2.0 nos Macs G5, PowerBook e outros da safra baseada em chips
PowerPC é deficiente, fazendo com que as transferências feitas através das
portas USB 2.0 acabem sendo mais lentas do que através das portas Firewire
400. De qualquer forma, apesar da polêmica em torno do USB 2.0 versus Firewire
400, o Firewire 800 é indiscutivelmente mais rápido.
Porta Paralela

A IBM foi uma das primeiras empresas a desenvolver a porta paralela como uma
maneira de ligar a impressora ao computador. Na altura da criação do seu
computador, a empresa queria que as impressoras produzidas pela Centronics,
uma fabricante de primeira linha de impressoras na época, fossem as impressoras
padrão usadas nos seus computadores. No entanto, a IBM resolveu não usar no
computador a mesma interface de portas que a Centronics usava nas suas
impressoras.

Daí, os engenheiros da IBM uniram um conector de 25 pinos, chamado DB-25, a
um conector Centronics de 36 pinos para criar um cabo especial para ligar essa
respectiva impressora ao computador. Outros fabricantes de impressoras
acabaram por adoptar a interface da Centronics, tornando este cabo num cabo
universal.

É através deste conector que se estabelece a comunicação da porta paralela com
interfaces conectadas a esta. A ligação externa é efectuada através de um
conector fêmea DB25 no computador e um conector macho no cabo DB25. Na
figura estão apresentados os ditos conectores (em cima o macho e em baixo o
lado fêmea).




Pinagem

Tal como se vê pela figura em baixo, a porta paralela é formada por 17 linhas de
comunicação e 8 linhas que se ligam à massa.
   1. Os pinos 2 a 9, são controlados pelo registo DADOS, tendo como função
      enviar dados através da porta paralela. As implementações novas do porto
      permitem uma comunicação de bidireccional por meio destas linhas.
   2. Os pinos 10, 11, 12, 13 e 15, são usados para troca de mensagens, estado
      da impressora para o PC (falta papel, impressora ocupada, erro na
      impressora). O registo que os controla é o registo STATUS.
   3. Os pinos 1, 14, 16 e 17, São usadas para a interface, controlo e troca de
      mensagens do PC para a impressora. São controlados pelo registo
      CONTROLO.
   4. Os pinos 18 a 25) são massa.

É de notar que existem pinos na Porta Paralela que trabalham com lógica
invertida. Ou seja, para activar estes pinos é preciso enviar um sinal lógico “0” e
para desactivar, mandar um sinal lógico “1”.

A tabela apresenta de forma resumida tudo o que disse mais as funções de cada
pino.


                Nome            I/O      Registo-bit   Invertido
Pin Nº (DB25)
1               nStrobe         Out      Controlo-0    Sim
2               Data0           In/Out   Data-0        Não
3               Data1           In/Out   Data-1        Não
4               Data2           In/Out   Data-2        Não
5               Data3           In/Out   Data-3        Não
6               Data4           In/Out   Data-4        Não
7               Data5           In/Out   Data-5        Não
8               Data6           In/Out   Data-6        Não
9               Data7           In/Out   Data-7        Não
10              nAck            In       Status-6      Não
11              Busy            In       Status-7      Sim
12      Paper-Out         In    Status-5     Não
13      Select            In    Status-4     Não
14      Linefeed          Out   Controlo-1   Sim
15      nError            In    Status-3     Não
16      nInitialize       Out   Controlo-2   Não
17      nSelect-Printer   Out   Controlo-3   Sim
18-25   Ground            -     -            -

				
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