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Sobre a possibilidade de os animais_ incluindo nós_ compartilharem .._1_

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									 Sobre a possibilidade de os animais, incluindo nós, compartilharem
                          100% dos genes.
Antonio M. de Oliveira Castro, abril de 2002


E se Charles Darwin estiver errado? E se não tiver havido evolução de uma espécie para
outra na Terra? E se não descendemos dos macacos? E se não existe o “elo perdido”? É
disso que trata este artigo.

Há algum tempo que essas questões ocupam minha mente, principalmente após os
primeiros resultados dos mapeamentos de genomas que estão sendo feitos, que demonstram
que compartilhamos genes com outras espécies, como o chimpanzé (98% é a estimativa),
os camundongos, a ameba e outros mais. Da mesma forma, a mosca da fruta e a minhoca
compartilhariam 10% dos seus genes. Esses cálculos ainda são meio imprecisos, pois nem
sabemos quantos genes têm os humanos. Estima-se entre 26 mil e 38 mil genes. De
qualquer forma, o importante na minha consideração aqui é que as espécies compartilham
genes.

A idéia de que somos únicos e o mais sofisticado organismo vivo vem sendo jogado por
terra ao se ver que apenas 2% nos separa dos chimpanzés e que o arroz teria mais genes do
que nós, conforme mapeamento anunciado neste mês na revista Science. Alguns cientistas
já correm a dizer que não é a quantidade de genes que faz um organismo mais ou menos
sofisticado, mas sim a qualidade dos genes ativos. Parece-me a eterna defesa da
superioridade humana sobre os outros seres vivos.

Há lógica nesse compartilhamento. Se refletirmos um pouco, trazendo a mente a visão dos
animas superiores que normalmente vemos andando pela Terra, vamos verificar que as
diferenças dos organismos são muito mais externas do que internas. Quase todos têm
cabeça, tronco e membros. Não consigo lembrar de algum que não tenha um par de olhos,
de narinas e de ouvidos. E uma só boca. Todos buscam a energia para viver em alimentos,
têm praticamente os mesmos órgãos internos, respiram, têm sexo definido e se multiplicam
sexualmente. Com tantas semelhanças, por que grande parte dos genes não seria a mesma
em várias espécies? E, nesses aspectos fundamentais, parece-me que as espécies são iguais
há 200 milhões de anos.

Outro conceito que difícil de digerir é o que explica (?) o por quê da não codificação de
proteína em 98% do nosso DNA. Como se sabe, as instruções dos nossos genes são
operacionalizadas por proteínas, que são codificadas pelo nosso DNA. Segundo os
cientistas da área, apenas 2% do nosso DNA codifica proteínas e o resto seria um lixo sem
serventia alguma, deixado pelo nosso processo evolutivo. Em inglês cunhou-se o termo
“Junk DNA” para esta parte considerada inútil do DNA, o que também ocorreria em outras
espécies. Convenhamos que é difícil engolir que logo no DNA, coração da vida de todas as
espécies, resida majoritariamente um lixo inútil. Mais prepotência do que ciência, talvez.
Esse “junk” me deu uma idéia. Eu já vinha na cabeça com o pensamento de que a evolução
de uma espécie para outra era muito complicada e, talvez, ilógica. Como é o processo
evolutivo de uma espécie para outra? É em um só ou vários indivíduos que sofrem mutação
ao mesmo tempo? Com quantos espécimes mutantes se faz uma nova espécie? E onde estão
esses seres intermediários? Nunca se achou um fóssil de uma criatura intermediária entre
uma espécie original e a outra derivada. Só de seres prontos, pertencentes a uma
determinada espécie, que parecem parentes de outras (compartilham genes...). Fósseis que
comprovam a evolução de indivíduos de uma mesma espécie são encontrados em
quantidade. E não parece que a evolução seja gradual e constante como Darwin pregou,
mas, ao contrário aos saltos, ainda que em milhares de anos. Mas isso é outra história. O
que interessa é que, a Teoria da Evolução, “A Origem das Espécies”, com quase um século
e meio de existência, nunca foi comprovada cientificamente. Segue sendo uma teoria. E
controversa...

A idéia que me veio da existência do compartilhamento de genes entre espécies mais a
existência do “junk DNA” frente a enorme dificuldade que uma espécie teria para gerar
outra por evolução darwiniana é a de que seria bem mais lógico que todos os seres vivos, os
animais superiores, ao menos, tenham os mesmos genes. Cem por cento. O que
diferenciaria uma espécie da outra seria quais genes estão ativos (codificam proteínas) em
uma ou outra espécie.

Vamos admitir que nós humanos tenhamos 30 mil genes que representaria apenas 2% do
nosso DNA (o resto é o 98% “lixo”). Então teríamos um estoque de 1,5 milhão de genes.
Se eu estiver certo, também os camundongos e chimpanzés e todos os seres vivos, atuais ou
extintos (animais, ao menos), teriam o mesmo 1,5 milhão de genes. Com esse estoque
construímos qualquer animal. Quem sabe se dentro do nosso DNA teria um potencial
dinossauro e dentro dos camundongos teria um potencial homem?


Haveria evidência do ativamento de genes de determinadas espécies em outras? Não os
genes compartilhados, é claro, mas outros que não deveriam se expressar, que não deveriam
estar ativos naquela outra espécie? Algo que tivesse acontecido por defeito, por mal
funcionamento? Parece-me que sim. Dediquei-me várias horas a pesquisar na Internet os
chamados monstros. Especialmente os humanos com rabo, chifre, pele e pelos de animais,
lobisomens e outras bizarrices. Achei centenas de exemplos através de menções e fotos em
textos científicos ou leigos, sobre a ocorrência dessas aberrações em várias partes do
mundo, dos gregos até os dias atuais. Uma fonte preciosa são os sites sobre circos.

No anexo temos inúmeras citações e fotos. Aqui transcrevo apenas a descrição de si próprio
que faz Joseph Carey Merrick, o chamado “Homem Elefante”:

“A medida da circunferência da minha cabeça é de 36 polegadas. Há uma porção de carne
na parte de trás tão grande como uma xícara de chá. A outra parte, numa forma de falar, é
como montanhas e vales, uma massa informe, enquanto a face é uma vista tal que ninguém
conseguiria descrever. A mão direita é quase do tamanho e forma da pata da frente de um
elefante, medindo 12 polegadas ao redor do pulso e 5 polegadas ao redor dos dedos. A
outra mão e braço é não maior do que de uma menina de 10 anos, embora bem
proporcionada. Meus pés e pernas são cobertos com uma grossa e rugosa pele, assim
como meu corpo, como aquela do elefante, e quase da mesma cor. Na verdade, até que
visse, ninguém acreditaria que aquela coisa pudesse existir”.

O grifo na parte em que ele descreve a pele do corpo é meu. A fotos em que aparecem a
cabeça e o braço do Homem Elefante que encontrei no endereço
http://www.zoraskingdom.freeserve.co.uk/frame.htm não me traziam o que eu buscava:
uma evidência de que ali estavam ativos genes próprios dos elefantes. Poderia ser uma
deformação por motivo qualquer que lembrava a forma de um elefante, como as figuras que
brincamos de procurar nas nuvens. Mas a descrição da pele me fez acelerar a coração e
garimpar outros exemplos, que resumo no anexo. Como essa evidência pode comprovar ou
reprovar a minha tese de que todos temos os mesmos genes? O corpo do Homem Elefante
ainda existe, segundo li na minha pesquisa. Então, mapeando-se quais os genes
responsáveis pela formação da pele do elefante, pode-se compará-los com os genes ativos
do Homem Elefante e ver se eles estão presentes (ou de outro animal de pele semelhante).
O mesmo processo pode ser feito em qualquer das chamadas aberrações que tenham
preservado o corpo ou estejam vivas.


Antonio M. de Oliveira Castro
São Paulo – SP
Brasil
amcastro@diana.com.br

								
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